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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE

DEPARTAMENTO DE MEDICINA I

Bolsista: Polliana Carolina da Silva Souza

Orientador: José Albuquerque de Figueiredo Neto

REGISTRO BRASILEIRO CARDIOVASCULAR DE HIPERTENSÃO ARTERIAL


SISTÊMICA – I RBH

São Luís

Julho – 2016
Bolsista:

Polliana Carolina da Silva Souza

Prof. Dr. José Albuquerque de Figueiredo Neto

REGISTRO BRASILEIRO CARDIOVASCULAR DE HIPERTENSÃO ARTERIAL


SISTÊMICA – I RBH

Relatório final apresentado ao Programa


Institucional de Bolsas de Iniciação Científica
– PIBIC, na Universidade Federal do
Maranhão.

São Luís

2016

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RESUMO

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) constituem problema global de saúde.


Desta forma, têm merecido especial atenção com vistas à redução da incidência e aumento do
seu controle, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a lançar, em 2012, o desafio
de redução da mortalidade por essas doenças em 25% até 2025. Desta maneira é fundamental
a avaliação dos serviços encarregados do tratamento dos pacientes hipertensos. Objetivos:
Descrever o manejo clínico e o perfil sócio-demográfico dos pacientes com HAS e estratificar
o risco cardiovascular adicional, levando-se em conta comorbidades associadas e lesões em
órgão alvo e a adesão ao tratamento. Métodos: Estudo multicêntrico, prospectivo,
observacional, no qual os pacientes serão triados e avaliados em ambulatório de cardiologia
no período de 12 meses Resultados: Foram estudados 54 pacientes, com predomínio de
indivíduos do sexo feminino (59%), não-brancos (76%), e média de idade de 62 anos. Na
avaliação das comorbidades, 48,1% dos hipertensos eram obesos, 44,4% dislipidêmicos,
29,6% eram diabéticos, 44,4% dos pacientes apresentavam doença cardíaca, 14,8% tiveram
doença cerebrovascular e 3,7% doença renal. Em relação a adesão ao tratamento
medicamentoso, 70,4% entendem o que diz a receita e 98% relatam que o médico explica a
receita. Em relação à escala de Morisky, 55,6% disseram esquecem de tomar o remédio,
44,4% disseram se descuidar quanto ao horário da medicação, 22,2% disseram que quando se
sentem mal, deixam de tomar a medicação 11,1% disseram deixar de tomar o remédio se
sentem bem. Foi constatado que 52% dos pacientes estavam com níveis pressóricos
controlados. Entre os 48% não controlados, a maioria (46,1%) estava em estágio I de HAS.
Conclusão: Traçou-se o perfil clínico e do tratamento dos pacientes hipertensos estudados,
proporcionando a avaliação de taxa de controle pressórico satisfatório e alta prevalência de
comorbidades.

PALAVRAS-CHAVE

Pressão arterial. Hipertensão arterial sistêmica. Manejo clínico.

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO.................................................................................................... 5
2.OBJETIVOS ............................................................................................................ 7
2.1 OBJETIVO PRINCIPAL .................................................................................. 7
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ........................................................................... 7
3. METODOLOGIA ................................................................................................... 8
3.1 DELINEAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO ESTUDO ................................. 8
3.2 POPULAÇÃO DO ESTUDO ............................................................................ 8
3.2.1 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO .................................................................... 8
3.2.2 CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO ................................................................... 9
3.2.3 CRITÉRIOS DE INTERRUPÇÃO DO ESTUDO ..................................... 9
3.3 ASPECTOS ÉTICOS ........................................................................................ 9
3.4 INFRAESTRUTURA DISPONÍVEL PARA O PROJETO ............................ 9
3.3 AVALIAÇÃO CLÍNICA ................................................................................... 9
3.4 TAMANHO DA AMOSTRA .......................................................................... 10
3.5 ANÁLISE ESTATÍSTICA .............................................................................. 10
4. RESULTADOS .................................................................................................... 12
5. DISCUSSÃO ......................................................................................................... 20
6. CONCLUSÃO ...................................................................................................... 23
7. CRONOGRAMA DE TRABALHO ..................................................................... 24
8. REFERÊNCIAS .................................................................................................... 25

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1. INTRODUÇÃO
As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) constituem problema global de saúde.
Desta forma, têm merecido especial atenção com vistas à redução da incidência e aumento do
seu controle, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a lançar, em 2012, o desafio
de redução da mortalidade por essas doenças em 25% até 2025. Entre as DCNT, a hipertensão
é responsável pelo maior número de doentes, com uma prevalência estimada no Brasil de
21,4% em adultos, correspondendo a cerca de 31,3 milhões de pessoas. A hipertensão é uma
doença tratável e, quando adequadamente controlada, pode retardar ou até evitar o
desenvolvimento de doença cardiovascular sintomática (MENGUE et. al.; 2015). Condição
clínica marcada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA), a hipertensão
arterial sistêmica (HAS) é conhecida como um dos principais problemas de saúde pública do
Brasil. Isto se deve majoritariamente ao risco bem estabelecido que a HAS agrega para as
doenças cardiovasculares, principal causa de morte no país.(MANSUR; FAVARATO, 2012).
Dessa forma, levando-se em conta valores de PA ≥ 140/90 mmHg e a depender de
fatores como idade, peso corpóreo, sexo, etnia, ingestão de sal, de álcool e posição
socioeconômica, a HAS pode atingir prevalências no Brasil entre 22,3% e 43,9%, (média de
32,5%), com mais de 50% entre 60 e 69 anos e 75% acima de 70 anos. Tais números
refletema importância de se manejar adequadamente tal patologia, visto que ela tem forte
influência para desencadear outras condições clínicas, como o infarto agudo do miocárdio.
(NICOLAU et al, 1999).
Vários estudos epidemiológicos e ensaios clínicos já demonstraram a drástica redução
da morbimortalidade cardiovascular com o tratamento da hipertensão arterial. Existe boa
evidência médica de que medidas de pressão arterial podem identificar adultos com maior
risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, em razão da hipertensão.
Diretrizes de serviços preventivos dos Estados Unidos da América (EUA) e do Canadá
recomendam o rastreamento sistemático da hipertensão em adultos, dados os benefícios do
tratamento precoce.
Estudos de prevalência da hipertensão no Brasil, entre 1970 e início dos anos 1990,
revelam valores de prevalência entre 7,2 e 40,3% na Região Nordeste, 5,04 a 37,9% na
Região Sudeste, 1,28 a 27,1% na Região Sul e 6,3 a 16,75% na Região Centro-Oeste. Esses
estudos de prevalência são importantes fontes de conhecimento da freqüência de agravos na

5
população: servem, também, para a verificação de mudanças ocorridas após as intervenções
(PASSOS et al, 2006).
Aliada à alta prevalência que a HAS possui, a baixa taxa de controle dessa patologia no
Brasil, situada por volta de 19,6%, faz dela uma condição ainda mais grave e que merece ser
mais bem analisada no cenário nacional. Por isso, torna-se imperioso que se conheçam os
hábitos praticados pelos pacientes e condutas clínicas mais executadas pelos médicos
brasileiros (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 2010).
Por conta disso, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) lançou o Registro
Brasileiro Cardiovascular de Hipertensão Arterial – I RBH, objetivando esclarecer a prática
clínica vigente para o tratamento da HAS no Brasil.
Assim, espera-se que tais iniciativas possamcontribuir para apontar os motivos de mau
controle da doença no país e orientem os debates de políticas públicas de saúde referente à
hipertensão arterial sistêmica.

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2. OBJETIVOS

2.1. OBJETIVO PRINCIPAL

Documentar a prática clínica vigente para o tratamento da hipertensão arterial.

2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Estratificar o risco cardiovascular adicional, considerando comorbidades associadas,

lesões em órgão alvo e presença de doença cardiovascular manifesta;

 Analisar o perfil de exames realizados de rotina nos pacientes com HA;

 Verificar a proporção de pacientes recebendo tratamento anti-hipertensivo que estão

dentro das metas preconizadas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia;

 Estimar a adesão aos tratamentos: não medicamentoso e medicamentoso propostos,

através da Escala de Morisky;

 Avaliar a presença de equipe multiprofissional no atendimento regular dos pacientes e

a eficácia da sua atuação, quando existente, no controle da pressão arterial;

 Avaliar as possíveis diferenças entre os serviços públicos e privados na abordagem de

pacientes hipertensos.

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3. METODOLOGIA

3.1 DELINEAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO ESTUDO

Trata-se de um estudo prospectivo, observacional, multicêntrico e nacional,no qual


pacientes foram triados e avaliados no ambulatório de cardiologia do Hospital Universitário
Presidente Dutra -MA, no período de 12 meses.

Foram selecionados 54 pacientes em prevenção primária ou secundária com o


diagnóstico de hipertensão arterial e que atendam aos critérios de inclusão.

Após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecimento (TCLE), foi


realizada análise de prontuário e os sujeitos serão submetidos a questões referentes ao
preenchimento da Ficha Clínica eletrônica (eCRF) de Inclusão.

3.2 POPULAÇÃO DO ESTUDO

A população do estudo engloba pacientes com faixa etária superior a 18 anos e com
diagnóstico de HAS há pelo menos quatro semanas.

3.2.1 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO


 Assinar o TCLE;
 Idade superior a 18 anos;
 Diagnóstico de hipertensão arterial há pelo menos 4 semanas, com pressão
arterialsistólica maior que140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica maior que90
mmHg na posiçãosentada e de acordo com as VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão
ou sob usode medicação anti-hipertensiva.
 Paciente regularmente matriculado no centro/instituição participante.

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3.2.2 CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO
 Insuficiência renal em programa de diálise;
 Internação no momento de inclusão ou nos últimos 30 dias;
 Instabilidade hemodinâmica com necessidade de uso de fármacos vasoativos
nosúltimos 30 dias;
 Insuficiência cardíaca com classe funcional III ou IV;
 Gravidez e/ouamamentação;
 Hepatopatia grave;
 Portadores de HIV;
 Doenças psiquiátricas que impeçam o cumprimento do protocolo;
 Antecedente de acidente vascular cerebral ou infarto agudo do miocárdio até 30 dias
antes da inclusão no estudo;
 Doenças graves e/ou câncer com prognóstico menor que um ano;
 Desistência por parte do paciente em qualquer momento do estudo.

3.2.3 CRITÉRIOS DE INTERRUPÇÃO DO ESTUDO


Indivíduos que venham a apresentarum ou mais critérios de exclusão.

3.3 ASPECTOS ÉTICOS


Este projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital
Universitário da Universidade Federal do Maranhão.

3.4 INFRAESTRUTURA DISPONÍVEL PARA O PROJETO


O projeto contou com o apoio do Hospital Universitário da Universidade Federal do
Maranhão (HUUFMA) (Serviço de Cardiologia), em que se utilizou dos ambulatórios para
que ocorresse a captação dos pacientes.

3.3 AVALIAÇÃO CLÍNICA


Osseguintes dados clínicosserãoavaliados:

a. Atividadefísica – seráconsideradacomo regular qualqueratividadefísicarealizadapor no


mínimo 30 minutostrêsvezesnasemana.

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b. Índice de massacorpórea (IMC) – serácalculadopelafórmula: peso
divididopeloquadrado da altura. Serão considerados: eutrofia IMC < 25 e > 20 Kg/m2,
sobrepeso IMC> 25 e < 30 Kg/m2 e obesidade IMC > 30 Kg/m2.
c. Hipertensão arterial (HA) – A pressão arterial será aferida com qualquer tipo de
esfigmomanômetro normatizado e utiliza do na rotina do centro. Foi considerado
hipertensão o uso rotineiro de anti-hipertensivo sou a medida da pressão de
consultórioigualouacima de 140 x 90 mmHg.
d. Dislipidemias – o uso rotineiro de qualquer hipolipemiante ou dosagem de LDL-c
acima de 160 mg/dL e/ou triglicérides acima de 150 mg/dL e/ou HDL-c abaixo de 40
mg/dL para homens ou de 50 mg/dL para mulheres e/ou colesterol total de 240 mg/dL.

3.4 TAMANHO DA AMOSTRA


Uma amostra de 3000 indivíduos seria suficiente para estimar prevalências de 5% (ou
maior) com um erro amostral absoluto ( precisão) de 2% (ou maior) e intervalo de confiança
de 95% considerando perda de seguimento de no máximo 20%.

3.5 ANÁLISE ESTATÍSTICA


Curvas de sobrevivênciaserãocalculadascom o métodoproduto-limite de Kaplan-Meier e
comparadas com o teste Log-rank propostopor Mantel seguido de comparaçõesmúltiplas de
curvas via método de Sidak, quando adequado. Probabilidades de
sobrevivênciaserãoestimadascomintervalo de confiança 95% segundo método transformação
complementar log-log. Análises univariadas e multivariadas de Cox (controlando por fatores
de interesse como comorbidades, variáveis sócio-demográficas, regiões demográficas, idade,
etc) serão efetuadas com objetivo de identificar fatores associados aos desfechos de
sobrevivência avaliados. As suposições de riscosproporcionais e a forma funcional (paraco-
variáveiscontínuas) emmodelos de regressão de Cox serão avaliadas segundo “Kolmogorov-
type supremum test” baseado em uma amostra de 1000 simulações de resíduos. Se a forma
linear for rejeitada (paraumaco-variávelcontínua) a mesmaserácategorizadasegundoponto de
corte de importânciaclínicaousegundopercentis da distribuição. “Hazardratios” não-ajustados
e ajustados com IC95% serão estimados nas análises de regressão univariada e multivariada
de Cox respectivamente. Adicionalmente, as análises estatísticas serão conduzidas em
subgrupos previamente definidos entre: as diferentes regiões do Brasil (Norte, Nordeste,

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Centro- Oeste, Sul e Sudeste) e de acordo com o tipo de serviço prestado: acadêmico ou não -
acadêmico.
Se observada violação da suposição, utilizar-se-á a regressão ponderada de Cox
(“Weighted Cox regression”). Antes de determinar o modelo multivariado, um diagnóstico de
multicolinearidade será conduzido de acordo com o Fator de Inflação da Variância (VIF, do
inglês Variance InflationFactor). Os casos confirmados como perda de seguimento serão
censurados na data referente ao último acompanhamento/contato. Associações entre
variáveiscategóricasserãoavaliadasemtabelas de contingência 2x2 e maioresque 2x2
segundotesteexato de Fisher e suageneralização o teste de Fisher-Freeman-Halton
respectivamente. O teste t de Student não-pareado e análise de variância (ANOVA)
serãoutilizadosnacomparação de medias entre 2 oumaisgruposrespectivamente. Em casos de
considerável assimetria nos dados, alternativas não paramétricas serão aplicadas: o teste da
soma dos postos de Wilcoxon e o teste de Kruskal-Wallis respectivamente. A Normalidade
dos dados seráavaliadacom a inspeção visual de histogramas e/ouaplicação do teste de
normalidade D’Agostino e Pearson omnibus quando adequado. Variáveis contínuas serão
descritas como média ± desvio padrão ou mediana (intervalo interquartil) quando adequado.
Variáveis categóricas serão descritas como contagens (percentagens). Adicionalmente
análises estatísticas serão conduzidas em subgrupos previamente definidos. Todas as
probabilidades de significância (valores de p) apresentadasserão do tipo bilateral e valores
menores que 0.05 considerados estatisticamente significantes. A análise estatística dos dados
será efetuada utilizando-se o SAS 9.3 (StatisticalAnalysis System, Cary, NC).

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4. RESULTADOS

Os resultados apresentados neste trabalho não se constituem como resultado final do


projeto, pois este é vinculado a um “projeto-fonte” que ainda está em desenvolvimento. Serão
publicados aqui, portanto, apenas resultados parciais da pesquisa a nível local.

Foram estudados pacientes adultos em tratamento clínico no ambulatório de cardiologia


do Hospital Universitário Materno Infantil (HUMI). Através da sistemática adotada obteve-se
o número de 54 pacientes voluntários, os quais assinaram o TCLE e se dispuseram a
participar da pesquisa.

A partir da análise dos dados, verificou-se que a amostra era composta em sua maioria
de pacientes do sexo feminino 32 (59%) e 22 eram do sexo masculino (41%) com idade
média de 62 anos de idade. (Tabela 1)

Tabela 1: Distribuição dos pacientes quanto ao gênero


Gênero n %
Ma s cul i no 22 40,7
Femi ni no 32 59,3
Total 54 100,0

Figura 1: Distribuição dos pacientes quanto ao gênero

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A idade média dos pacientes foi 62 anos, com desvio-padrão de 14, indicando pouca
variabilidade entre os pacientes. Os pacientes que apresentaram menor idade apresentaram 28
anos enquanto os que apresentaram maior idade apresentaram 86 anos.

Avaliando a distribuição dos pacientes quanto ao IMC, 38,8% dos indivíduos


apresentavam-se com sobrepeso (IMC 25- 29,9), 31,4% eram obesos grau I (IMC 30- 34,9),
16,6 % obesos grau II (IMC >35) e 12,9% estavam na faixa de normalidade (IMC 18,5- 24,9).
O IMC médio dos pacientes foi de 29,7 com desvio-padrão de 4,9. O menor IMC entre os
pacientes foi de 21 e o maior 45.
Em relação à raça, 24 eram pardos (44,4%), 13 eram brancos (24,1%), 15 negros
(27,8%) e 2 amarelos (3,7%). As características de cor da pele e IMC dos pacientes estão
contidos na tabela 2.

Tabela 2. Cor de pele, IMC(N=54)

Variável N (%)
Cor
Branca 13 24,1
Negra 15 27,8
Parda 24 44,4
Amarela 2 3,7
IMC
Normal 7 12,9
Sobrepeso 21 38,8
Obesidade Grau I 17 31,4
Obesidade Grau II 9 16,6

No que se refere à classificação dos pacientes acompanhados, a grande maioria (51,9%)


estava sob controle da hipertensão, apresentando valores pressóricos aferidos dentro da
normalidade. Já os outros 48, 1% dos pacientes estavam com valores de pressão arterial acima
do desejável, sendo 22,1% com hipertensão estágio 1, 13,0% com estágio 2. Pacientes com
PA no estágio 3 somaram 5 casos (9,3%). E 3,7% dos pacientes apresentavam hipertensão
sistólica isolada (HSI).
Tabela 3: Distribuição dos pacientes quanto à pressão arterial
Pressão arterial n %
Norma l (Até 139x89) 28 51,9
Es tá gio 1 (Até 159x99) 12 22,2
Es tá gio 2 (Até 179x109) 7 13,0
Es tá gio 3 (Ma ior ou igua l a 180x110) 5 9,3
HSI 2 3,7 13
Total 54 100,0
Figura 2: Distribuição dos pacientes quanto à pressão arterial

Quanto às comorbidades associadas à HAS nestes pacientes, 48% dos pacientes eram
obesos grau 1 ou 2. A prevalência de doença cardíaca entre os pacientes foi de 44,4%, (n=24).

Figura 3: Distribuição dos pacientes quanto à presença de doença cardíaca

Em relação à presença de diabetes, 16 dos pacientes eram diabéticos (29,6%), enquanto


os demais, 38 pacientes (70,4%), não.

Tabela 4: Distribuição dos pacientes quanto à presença de diabetes

Paciente diabético n %
Sim 16 29,6
Não 38 70,4
Total 54 100,0
14
Figura 4: Distribuição dos pacientes quanto à presença de diabetes

Em relação à presença de alterações dos níveis lipídicos, 24 dos pacientes eram


dislipidêmicos, enquanto a maioria dos pacientes, 30 deles (55,6%), não.

Tabela 5: Distribuição dos pacientes quanto à presença de dislipidemia

Dislipidemia n %
Si m 24 44,4
Nã o 30 55,6
Total 54 100,0

Em relação à presença de doença renal, a maior parte dos pacientes foi não afetada; 52
pacientes que correspondem à 96,3%. Outros 2, apresentavam doença renal (3,7%).

Figura 5: Distribuição dos pacientes quanto à presença de doença renal.

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A proporção de indivíduos com doença cerebrovascular foi de 14,8%, sendo que destes,
62,5% apresentam história prévia de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, 25% AVC
hemorrágico e 12,5% ataque isquêmico transitório.

Tabela 6: Distribuição dos pacientes quanto à presença de doença cérebro vascular

Doença cérebro vascular n %


Sim 8 14,8
Não 46 85,2
Total 54 100,0

Ao analisar a adesão ao tratamento não medicamentoso nesses pacientes, observou-se


que 63% dos pacientes não praticavam atividade física (n = 34), enquanto 37% realizavam
atividade física ao menos três vezes por semana por no mínimo 30 minutos.

Tabela 7: Distribuição dos pacientes quanto à prática de atividade física


Atividade física n %
Sim 20 37,0
Não 34 63,0
Total 54 100,0

Figura 6: Distribuição dos pacientes quanto à prática de atividade física

Em relação ao tabagismo, 31 dos pacientes negaram tabagismo, (57,4%), entretanto,


23 pacientes, (42,6%) foram tabagistas no passado.Em relação ao consumo de sal, a maior
parte dos pacientes não consumia comida hiperssódica, (83,3%), enquanto 9 pacientes
(16,7%) consumiam.
16
Tabela 7: Distribuição dos pacientes quanto ao consumo de sal

Consumo de sal n %
Sim 9 16,7
Não 45 83,3
Total 54 100,0

Em relação ao consumo de gordura, a maior parte dos pacientes não consumia dieta
hiperlipídica, 44 deles (81,5%), enquanto 10 (18,5%), consumiam.

Tabela 8: Distribuição dos pacientes quanto ao consumo de gordura


Consumo de gordura n %
Sim 10 18,5
Não 44 81,5
Total 54 100,0

Em relação ao seguimento de dieta orientada, a maior parte dos pacientes não a fazia, 34
deles (63,0%), enquanto os demais 20 (37,0%) faziam.

Tabela 9: Distribuição dos pacientes quanto à dieta orientada


Dieta orientada n %
Sim 20 37,0
Não 34 63,0
Total 54 100,0

Figura 14: Distribuição dos pacientes quanto à dieta orientada

Figura 7: Distribuição do paciente quanto à dieta orientada.

Em relação à verificação da pressão arterial, a maioria dos pacientes realizava a prática,


43 deles (79,6%), enquanto 11 deles (20,4%) não realizavam.

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Tabela 11: Distribuição dos pacientes quanto à verificação da pressão arterial
Verificação da Pressão Arterial n %
Sim 43 79,6
Não 11 20,4
Total 54 100,0

Figura 8: Distribuição dos pacientes quanto à verificação da pressão arterial

Em relação a adesão ao tratamento medicamentoso, 70,4% entendem o que diz a receita


e 98% relatam que o médico explica a receita. No presente estudo não foi possível avaliar o
impacto da equipe multidisciplinar, pois 100% dos pacientes realizaram apenas consultas com
profissional médico.

Em relação à escala de Morisky, dos 54 pacientes, 30 (55,6%) disseram esquecem de


tomar o remédio, 24 dos 54 (44,4%) disseram se descuidar quanto ao horário da medicação,
12 dos 54 (22,2%) disseram que quando se sentem mal, deixam de tomar a medicação e 6 dos
54 (11,1%) disseram deixar de tomar o remédio se sentem bem.

Sim (n=54)
Escala de Morisky
n %
Esquece de tomar remédio 30 55,6%
Descuidado quanto ao horário da medicação 24 44,4%
Deixa de tomar a medicação se sente bem 6 11,1%
Quando se sente mal com a medicação, deixa de tomá-la 12 22,2%
Tabela 12: Distribuição dos pacientes quanto à escala de Morisky

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Figura 9: Distribuição dos pacientes quanto à escala de Morisky

Em relação à classe das medicações utilizadas, 77,7% dos pacientes analisados


estavam em uso de um bloqueador do receptor AT1 da angiotensina (BRA II), 57,4%
utilizavam um diurético, 42,5% faziam uso de antagonistas dos canais de cálcio (ACC), 48%
betabloqueadores e 9% utilizavam inibidor da enzima conversora da angiotensina (IECA) no
seu esquema medicamentoso..Em relação ao consumo de medicamentos, a maior parte dos
pacientes consumia 3 tipos de anti-hipertensivos, 17 deles (31,5%), seguidos dos que
consumiam 2 tipos de anti-hipertensivos 15 deles (27,8%). Apenas 1 dos pacientes (1,9%) não
consumia os medicamentos. Em média os pacientes 2 tipos de anti-hipertensivos

Figura 10: Distribuição dos pacientes quanto ao consumo de medicamentos anti-hipertensivos

19
5. DISCUSSÃO

O I - RBH é um estudo multicêntrico nacional vinculado à Sociedade Brasileira de


Cardiologia e que tem prazo para conclusão de suas atividades nos últimos trimestres de 2016.
Os resultados desta pesquisa serão divulgados e disponibilizados para publicação somente
com o final do estudo, nos próximos meses. Portanto, os resultados aqui descritos são apenas
aspectos demográficos e epidemiológicos do estudo em nível local. A implementação desse
projeto revelou o perfil sócio demográfico dos pacientes hipertensos estudados.

A prevalência global de HAS entre homens e mulheres é semelhante, embora seja mais
elevada nos homens até os 50 anos, invertendo-se a partir da quinta década(Sociedade
Brasileira de, Sociedade Brasileira de et al. 2010). No presente estudo, constatou-se que a
amostra era composta em sua maioria de pacientes do sexo feminino 32 (59,3%) e 22 eram do
sexo masculino (40,7%), com média de idade de 62 anos. Tais dados corroboram a média
nacional, cujos pacientes do sexo feminino de idade avançada constituem a maioria das
amostras estudadas (CESARINO, C. B. et al. 2008).

Em relação à cor, a HAS é duas vezes mais prevalente em indivíduos de cor não-branca.
Estudos brasileiros com abordagem simultânea de gênero e cor demonstraram predomínio de
mulheres negras com excesso de HAS de até 130% em relação às brancas (Sociedade
Brasileira de, Sociedade Brasileira de et al. 2010). No presente estudo 76% dos pacientes
eram de cor não-branca, sendo 44% dos pacientes de cor parda e 15% negros. A alta
miscigenação da população maranhense é a provável justificativa para o maior número de
pacientes terem se identificado como pardos, sendo o número de brancos e negros bem
próximos um do outro. Deve-se investigar melhor a influência da miscigenação na
epidemiologia da hipertensão arterial sistêmica.

Nos estudos oriundos da população de Framingham, seqüelas cardiovasculares


ateroscleróticas, incluindo acidente vascular cerebral atero-trombótico, doença cardíaca
coronariana e doença arterial periférica, ocorreram com freqüência global 2 a 3 vezes maior
em hipertensos, quando comparados com normotensos da mesma idade.(SIMÕES &
SCHMIDT, 1996)

Em um estudo transversal realizado no Rio Grande do Sul, com 678 pacientes com mais
de 20 anos de idade e que faziam uso de anti-hipertensivos,mais da metade (51,1%) referiu ter
doenças cardiovasculares, seguida de dislipidemia(42,0%), obesidade (34,3%) e diabetes

20
(25,9%). Na presente pesquisa foi constatado que 44% dos pacientes avaliados apresentavam
alguma comorbidade associada à HAS. Dos 54 pacientes incluídos no estudo, 44,4%
apresentavam dislipidemia, 44,4% apresentam doença cardíaca, 16% eram diabéticos e 14,8%
tinham história prévia de doença cerebrovascular. Tais resultados estão de acordo com outros
estudos realizados no país e o desenvolvimento de tais condições está relacionado com a
história natural da doença. É conhecido que quanto mais fatores de risco e condições
associadas, maior é a probabilidade de desfechos cardiovasculares desfavoráveis.(STROHER,
R. E. A, 2012).
No que diz respeito ao índice de massa corporal, 48% dos pacientes foram
caracterizados com obesos, seguidos de 39% com sobrepeso e apenas 13% com peso normal.
O IMC médio dos pacientes foi de 29,7 com desvio-padrão de 4,9. O menor IMC entre os
pacientes foi de 21 e o maior 45.Sabe-se que a obesidade e suas comorbidades têm um efeito
deletério na função e estrutura vascular, criando condições que favorecem a doença
cardiovascular, efeito potencializado quando ocorre associada com hipertensão arterial
sistêmica (BURGOS, P. F. et al, 2014).
Em relação ao consumo excessivo de sal e gordura, apenas 16,7% e 18,5% da
população estuda acreditam ingerir demasiadamente sal e gordura, respectivamente.
Todos os pacientes recebem tratamento anti-hipertensivo preconizados pela Sociedade
Brasileira de Cardiologia.
No que diz ao tratamento não medicamentoso, apenas 20 (37%) pacientes seguem uma
dieta orientada, 37% realizam atividade física. Já em relação ao tratamento medicamentoso,
através da escala de Morisky-Green, mais da metade, 55,5% dos pacientes já esqueceu de
tomar alguma vez o anti-hipertensivo, 44,4% é descuidado com o horário do medicamento, e
11,1% deixam de tomar o remédio quando se sentem bem. Mas ao apresentar efeitos
colaterais, ou quaisquer outras sensações de mal estar, 22,2% dos pacientes deixam de tomar
as medicações.
Em estudo brasileiro realizado com 245 pacientes hipertensos acompanhados em
atenção secundária em um hospital de Ribeirão Preto – SP, foi observado taxa de controle de
hipertensão em 30% dos pacientes assíduos (COELHO, E. B. E. A, 2005). Em estudo de
revisão de literatura realizado com base em 45 publicações brasileiras que aferiram a taxa de
controle de hipertensão, o índice mais elevado de controle (57,6%) foi observada em estudo
multicêntrico no estado de São Paulo. O índice mais baixo observado foi 9,9% (PINHO, N. A,
2013). A taxa de controle de hipertensão observada no presente estudo foi de 51,9%,valor

21
acima da média observada em estudos brasileiros semelhantes realizados em atenção
secundária.
Os exames laboratoriais realizados por 80% dos pacientes foram hemograma completo
e lipidograma. No presente estudo, 100% dos pacientes foram avaliados em serviço público,
não sendo possível, portanto, avaliar as possíveis diferenças entre serviço público e privado.
Durante o seguimento, iniciado em 2015, até a data de julho de 2016, um dos pacientes foi a
óbito em decorrência de doença cardíaca isquêmica em outubro de 2015, após 7 meses de
seguimento. O mesmo era do sexo masculino, negro, obeso, sedentário, ex tabagista com
carga tabágica de 30 maços/dia/ano, ex etilista, dislipidêmico e portador de insuficiência
cardíaca. Algumas considerações a respeito deste paciente em específico: As DCV
representam uma grande ameaça à saúde, e o combate aos fatores de risco é o caminho mais
lógico para a prevenção. Alguns estudos brasileiros, mostram que eles são os principais
responsáveis pelo estabelecimento da DAC (GSUS et. al.; 2015).
Um estudo multi-étnico (MCEVOY et. al.; 2015) revelou que fatores preditivos para
doenças ateroscleróticas, como níveis aumentados de proteína C-reativa ultrassensível, são
encontrados em fumantes não portadores de DVC. Ainda, os autores mostraram que fumantes
possuem uma chance 70% maior de desenvolver aterosclerose coronariana em comparação a
não fumantes.
A HAS é considerada o principal fator de risco para o desenvolvimento de DCVs. Ela
é uma importante causa de insuficiência cardíaca sistólica em países em desenvolvimento
como o Brasilé um dos fatores que mais contribui na formação de placas aterogênicas,
aumentando o risco de eventos cardiovasculares em duas a três vezes(GSUS et. al.; 2015).

A obesidade é uma das comorbidades que induz a estados inflamatórios crônicos, leva
à predisposição de outros fatores de risco, como a dislipidemia, HAS e diabetes, que por sua
vez aumentam ainda mais o risco de problemas cardiovasculares (JARDIM et. al; 2016 e
JENSEN –URSTAD; 2014).
Para Gsus et. al, (2015), o sedentarismo pode constituir um fator de risco maior para a
cardiopatia coronariana do que a combinação de colesterol alto, hipertensão e fumo, sendo
que, quanto maior for o nível de atividade física, menor é o risco de desenvolvimento da
doença.

22
6. CONCLUSÃO

O melhor conhecimento sobre o modo como ocorre o tratamento dos hipertensos no


país irá permitir aimplementação de políticas que visem o aperfeiçoamentodeste
procedimento e, com isto, contribuir para umamudança no perfil epidemiológico e diminuição
damorbidade e mortalidade cardiovascular no Brasil. Os objetivos, com exceção da avaliação
e eficácia da atuação da equipe multiprofissional no tratamento e controle da pressão arterial
foram alcançados. Os resultados são parte integrante do estudo multicêntrico vinculado à
Sociedade Brasileira de Cardiologia que será findado nos últimos trimestres de 2016.

A nível local, identificou-se um óbito decorrente de complicações cardiovasculares. O


estudo contribuiu para traçar estratégias a fim de melhor controlar as comorbidades
associadas e identificar lesões de órgãosalvo possíveis ou já estabelecidas, a fim de evitar
óbitos precoces associados à estas comorbidades.

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7. CRONOGRAMA DE TRABALHO

Atividades da pesquisa AGO SET OUT NOV DEZ JAN


2015 2015 2015 2015 2015 2016
Levantamento bibliográfico X X X X X
Coleta de dados X X X X X
Análise estatística X X X
Redação da pesquisa
Apresentação de dados

Atividades da pesquisa FEV MAR ABR MAI JUN JUL


2016 2016 2016 2016 2016 2016
Levantamento bibliográfico
Coleta de dados
Análise estatística X X X X X
Redação da pesquisa X X X X
Apresentação de dados X

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8. REFERÊNCIAS

1. VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Arq. Bras. Cardiol., São Paulo , v. 95, n.


1, supl. 1, p. I-III, 2010 .
2. COELHO, E. B. E. A. Relação entre a assiduidade às consultas ambulatoriais e o
controle da pressão arterial em pacientes hipertensos. Arq. Bras. Cardiol, Sâo Paulo,
v. 85, p. 157-161, Setembro 2005.
3. GUS, et al . Variações na Prevalência dos Fatores de Risco para Doença Arterial
Coronariana no Rio Grande do Sul: Uma Análise Comparativa entre 2002-2014. Arq.
Bras. Cardiol., São Paulo , v. 105, n. 6, p. 573-579, Dec. 2015.
4. JARDIM et al.I RBH – Primeiro Registro Brasileiro de Hipertensão Arterial.Arq Bras
Cardiol.; v.2, n. 107, pg.93-98, 2016.
5. JENSEN-URSTAD, M. et al. Impact of smoking: All-cause and cardiovascular
mortality in a cohort of 55-year-old Swedes and Estonians.Scandinavian journal of
public health, p. 1403494814550177, 2014.
6. MANSUR, A. D. P.; FAVARATO, D. Mortalidade por Doenças Cardiovasculares no
Brasil e na Região Metropolitana de São Paulo: Atualização 2011. Arq. Bras.
Cardiol., São Paulo, v. 99, p. 755-761, Junho 2012.
7. MENGUE, S. S.; et al. Fontes de obtenção de medicamentos para tratamento de
hipertensão arterial no Brasil: análise da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. Revista
Brasileira de Epidemiologia, v. 18, p. 192-203, 2015.
8. MCEVOY, J. W. et al. Cigarette Smoking and Cardiovascular Events Role of
Inflammation and Subclinical Atherosclerosis From the Multiethnic Study of
Atherosclerosis. Arteriosclerosis, thrombosis, and vascular biology, v. 35, n. 3, p.
700-709, 2015.
9. NICOLAU, J. C. et al. Infarto do miocárdio em hipertensos. Hiperativo, São Paulo, v.
1, n. 1, p.38-41, abr. 1999.
10. PASSOS, V. M. D. A.; ASSIS, T. D.; BARRETO, S. M. Hypertension in Brazil:
estimates from population-based prevalence studies. Epidemiol. Serv. Saúde,
Brasília, v. 15.
11. PINHO, N. D. A.; PIERIN, A. M. G. O controle da hipertensão arterial em
publicações brasileiras. Arq. Bras. Cardiol, São Paulo, v. 101, Setembro 2013.
12. SIMÕES MV & SCHMIDT A. Hipertensão arterial como fator de risco para doenças
cardiovasculares. Medicina, Ribeirão Preto, 29: 214-219, abr./set. 1996.
13. STROHER, Roberta et al. Prevalência de comorbidades em portadores de hipertensão
arterial sistêmica em usuários da farmácia básica de uma cidade no sul do
Brasil. Revista do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre, v. 32, n. 1,
p.48-49, abr. 2012.

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