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Editora Saber Ltda Concorrência Estrangeira
Diretor
Hélio Fittipaldi
O que o Brasil faz de melhor para dificultar a concorrência da empresa brasileira
começa pelos funcionários das empresas públicas, com o fisco e principalmente
pelos políticos brasileiros.
www.mecatronicaatual.com.br Juscelino Kubitschek nos anos 50 deu um impulso com a criação da indústria
automobilística, estradas e a fundação de Brasília no início dos anos 60. Só em
Editor e Diretor Responsável
Hélio Fittipaldi
1968 é que o imposto de renda foi estabelecido como obrigatório e, a partir daí,
Redação
começa a chuva de impostos provocados pelos políticos brasileiros irresponsáveis ,
Natália F. Cheapetta que não se preocupam em saber se a capacidade a ser obsorvida pelo mercado torna
Thayna Santos viável (ou não) a vida da empresa brasileira.
Revisão Técnica Como eles não gerenciam a aplicação dos recursos arrecadados com competência,
Eutíquio Lopez
ética, moral e bons costumes, o dinheiro é muito mal aplicado e desviado pelos
Produção
Diego Moreno Gomes corruptos, gerando custos inimagináveis. Como o saco é sem fundo e as vítimas não
Designer reclamam, além de continuarem votando em palhaços profissionais, sem cultura
Diego Moreno Gomes para entender as complexidades da vida moderna, sofrem cada vez mais, com mais
Colaboradores impostos e agora com a competente concorrência das empresas estrangeiras que
Bruno Ribeiro Ferretti
César Cassiolato
não pagam esta enorme conta de impostos e chegam com seus produtos aqui em
Filipe Pereira grande vantagem de qualidade e preço.
Joachim Uwe Lorenzen A educação, além da conduta ilibada, é caso de segurança nacional. Devemos
Luiz Roberto Basso Filho
Marco A. Graton mudar a Constituição Brasileira e proibir que candidatos a cargos públicos e em
Paulo Henrique S. Maciel estatais sem comprovação de conhecimento notório em cargos anteriores e, cursos
universitários não possam se candidatar para cuidar de um país imenso. Não tem
direito adquirido neste caso. É a vida e o bem-estar de quase 200 milhões que não
podem ficar sob o jugo de poucos desletrados e que usam a ideologia como bandeira
para despistar. A ideia de democracia da antiguidade precisa ser aperfeiçoada para
PARA ANUNCIAR: (11) 2095-5339
publicidade@editorasaber.com.br os tempos modernos, onde a tecnologia impõe conhecimentos que antigamente
não eram necessários.
Capa
Dürr/Divulgação Com o câmbio desfavorável e caminhos equivocados determinados pelo baixo
Impressão clero político e sindical, em pouco tempo iremos para o buraco. Vejam exemplos
Parma Gráfica e Editora
como os da Argentina e da Venezuela.
Distribuição
Brasil: DINAP Pronto, eis a desindustrialização instalada. Empresas que antes fabricavam
Portugal: Logista Portugal tel.: 121-9267 800 seus produtos aqui, hoje ou industrializam em outros países, ou simplesmente são
ASSINATURAS representantes e distribuidores. Perdemos assim, a base de técnicos e engenheiros
www.mecatronicaatual.com.br que não tem onde trabalhar aqui, senão em vendas.
fone: (11) 2095-5335 / fax: (11) 2098-3366
atendimento das 8:30 às 17:30h Esperamos que Deus ilumine os caminhos da nossa ex-guerrilheira e que ela
Edições anteriores (mediante disponibilidade de saiba quais as armas adequadas para esta realidade atual sem se deixar envolver
estoque), solicite pelo site ou pelo tel. 2095-5330,
ao preço da última edição em banca. pelo besteirol ideológico plantado por corruptos de verdade.
Mecatrônica Atual é uma publicação da
Editora Saber Ltda, ISSN 1676-0972. Redação, Hélio Fittipaldi
administração, publicidade e correspondência:
Rua Jacinto José de Araújo, 315, Tatuapé, CEP
03087-020, São Paulo, SP, tel./fax (11) 2095-5333
Atendimento ao Leitor: atendimento@mecatronicaatual.com.br
Associada da: Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores. É vedada a reprodução total ou parcial
dos textos e ilustrações desta Revista, bem como a industrialização e/ou comercialização dos aparelhos ou idéias
oriundas dos textos mencionados, sob pena de sanções legais. As consultas técnicas referentes aos artigos da
Revista deverão ser feitas exclusivamente por cartas, ou e-mail (A/C do Departamento Técnico). São tomados
todos os cuidados razoáveis na preparação do conteúdo desta Revista, mas não assumimos a responsabilidade
legal por eventuais erros, principalmente nas montagens, pois tratam-se de projetos experimentais. Tampouco
Associação Nacional assumimos a responsabilidade por danos resultantes de imperícia do montador. Caso haja enganos em texto
das Editoras de Publicações Técnicas, ou desenho, será publicada errata na primeira oportunidade. Preços e dados publicados em anúncios são por
Dirigidas e Especializadas nós aceitos de boa fé, como corretos na data do fechamento da edição. Não assumimos a responsabilidade por
alterações nos preços e na disponibilidade dos produtos ocorridas após o fechamento.

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índice
48
16

16
Placa de Desenvolvimento
para Motores de Passo
de até 2 ampères

21
CLPs – Programação de

21
equipamentos de acordo com as
especificações dos processos

26 Tratamento de Alarmes
no Elipse E3

29 Medição da Temperatura

36 Dimensionamento da
quantidade de equipamentos
em uma rede PROFIBUS-PA

44 O uso de Canaletas
Metálicas minimizando as
correntes de Foucault em
instalações PROFIBUS

48
Soluções de sistema integrado
para a indústria automotiva
na Dürr Ecoclean

Editorial 03
Eventos 06
Contato 07
Notícias 08


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literatura
O livro “Gerenciamento de Energia – Ações Administrativas e técnicas de
uso adequado da Energia Elétrica” apresenta a estudantes e profissionais os
aspectos essenciais para gerenciar instalações elétricas de forma eficiente e
com baixo custo.
Aborda aspectos administrativos, como as faturas de energia elétrica em
baixa e alta tensão. O conhecimento das regras do mercado livre de energia
elétrica possibilita analisar a conveniência de um consumidor migrar para
esse ambiente de contratação.
Esclarece aspectos técnicos, dúvidas relacionadas com o fator de potência,
a eficiência energética e a certificação ambiental de edificações. Descreve
ainda os conceitos gerais do setor elétrico e os principais números da
matriz energética brasileira.

Gerenciamento de Energia – Ações Administrativas e


técnicas de uso adequado da Energia Elétrica
Autores: Benjamim Ferreira de Barros, Reinaldo
Borelli e Ricardo Luis Gedra
Preço: R$ 58,00
Onde comprar: www.novasaber.com.br

eventos
Dezembro Curso - Instrumentação Básica Fevereiro
Organizador:Yokogawa América do Sul
Curso de Agitação e Mistura em Data: 14 e 15 Plastec West 2011 - Exhibition
Processos Industriais Local: Avenida Ceci, 1.500 – Tamboré, SP Plastics Processing Solutions
Organizador: Associação Brasileira de www.yokogawa.com.br/ Organizador: Canon Comunication
Engenharia Química treinamentos Data: 08 a 10
Data: 02 a 03 Local: Anaheim Convention Center 800
Local: Conselho Regional de Química West Katella Avenue, Anaheim, CA 92802
- CRQ-IV Regiao, São Paulo, SP Janeiro www.canontradeshows.com/expo/
www.abeq.org.br/curso_agitacao.asp plastw11/index.html
Electrotest Japan 2011
Curso - Manutenção CS3000 Organizador: Reed Exhibitions Japan Feicana/Feibio 2011 - Feira de
Organizador:Yokogawa América do Sul Data: 19 a 21 Negócios do Setor de Energia
Data: 13 a 17 Local: 18F Shinjuku-Nomura Bldg., 1-26-2 Organizador: Safra Eventos
Local: Avenida Ceci, 1.500 – Tamboré, SP Nishi Shinjuku, Shinjuku-ku, Tokyo 163- Data: 15 a 17
www.yokogawa.com.br/ 0570, Japan Local: Recinto de Exposições Clibas de
treinamentos www.electrotest.jp/et/en/floor/ Almeida Prado - Araçatuba - SP
www.feicana.com.br
Curso - Análise de Riscos em IMTEX 2011 - Indian Metal, Cutting
Projetos Machine Tool Exhibition
Organizador: SAE Brasil Organizador: Indian Machine Tool
Data: 13 a 14 Manufacturers Association
Local: Av. Paulista, 2073 – Edifício Horsa II Data: 20 a 26
– Cj. 1003 – 10º andar - São Paulo - SP Local: Bangalore International Exhibition
www.saebrasil.org.br Centre, Bangalore, Índia
www.imtex.in

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contato
Futuros Colaboradores
Sou estudante de Engenharia de Controle & Automação pela Universidade Federal
de Ouro Preto, em Minas Gerais, e gostaria de saber como posso enviar artigos sobre
Eletrônica e Automação, e também, qual é o critério de divulgação de projetos? Há uma
formatação-padrão para o envio de projetos? Os projetos devem estar em pdf, algo assim?
Tenho projetos com o software LabVIEW, da National Instruments, sobre Controle
de Processos, Automação Residencial etc., e acho que podem ser úteis para estudantes,
técnicos e engenheiros que acompanham o bom trabalho da revista. Obrigado!
Ary Carlos - Por email

Em pesquisa ao site da Mecatrônica Atual não encontrei um contato com o corpo


editorial da revista, portanto gostaria de saber como entrar e contato com um
responsável e assim verificar a possibilidade de publicar um artigo. Obrigado. Mecatrônica Atual nº 47
Eng. Moacy Pereira da Silva - Por email

Prezados senhores, agradecemos a disposição em contribuir com a nossa revista. Para produzir
um artigo técnico existem algumas dicas para seguir. O texto pode ser enviado em formato PDF com
no mínimo 8000 e no máximo 15000 caracteres e, se tiver imagens ou desenhos, é necessário serem
chamados no texto. As figuras devem ser numeradas e enviadas separadas do texto, salvas em jpg ou tif.
Antes de ser publicado, será enviado um PDF para a sua avaliação e permissão para publicação.

Medição de temperatura Versão impressa


Necessito de uma relação de todos os tipos Gostaria de saber quanto custa e como Acesso no portal
de sensores de medição de temperatura faço para fazer a assinatura da revista Seria possível informar-me as condiçoes
para ser utilizada por meus estagiários, Mecatrônica Fácil - versão impressa. de acesso à publicações para assinantes?
no mesmo momento lembrei da revista Agradeço desde já. Atenciosamente, Tentei acessar algumas matérias, logo
e imaginei que vocês já devem ter Laio Mendonça - Por email após entrar com login e senha, mas
publicado algo desse tipo. Se estiver certo não foi possível acesso à publicação
na minha dedução por favor informem Prezado Laio, faz aproximadamente 2 completa. Grato pela atenção,
o número da edição. Cordiamente, anos que a revista Mecatrônica Fácil dei- Antonildo Lima - Por email
João Alves - Por email xou de ser impressa devido a queda cons-
tante de vendas. Foi a única saída para Caro Antonildo, os assinantes tanto
Senhor João, já publicamos evitar prejuizos e por não haver empresas da revista quanto do próprio portal,
diversos artigos relacionados a sensores interessadas em anunciar naquele veículo. têm total acesso a todas as notícias,
de temperatura. Nas revistas Saber Porém, você deve entender que artigos novos e antigos, colunistas e
Eletrônica nº 418 e nº 446 existem um pai nunca abandona seus filhos, etc.. Qualquer problema que tiver com
artigos relacionados a sensores. Na não é mesmo? Por isto estamos publi- assinaturas, favor enviar um email para
revista Mecatrônica Atual nº 28 há um cando uma seção sobre Mecatrônica assinaturas@editorasaber.com.
artigo cujo título é “Intrumentação (Fácil) na revista Eletrônica Total, que br, ou ligar para (11) 2095-5335.
básica para medição de temperatura” você encontra bimenstralmente nas
que poderá lhe ajudar. Já nesta edição bancas ou através de assinaturas.
encontra-se um artigo voltado para a Para mais informações envie um
Medição de Temperatura, desde sua email para assinaturas@editorasaber. Escreva para a
história até os tipos de transmissores. com.br ou ligue para (11) 2095-5335. Mecatrônica Atual:
Dúvidas, sugestões ou reclamações sobre
o conteúdo de nossas reportagens, artigos
técnicos ou notícias, entre em contato pelo
email atendimento@mecatronicaatual.
com.br ou escreva para Rua Jacinto José
de Araújo, 315 CEP 03087-020 - São
Paulo - SP

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//notícias

O software possui um sistema de alarmes que informa aos operado-


res se for observada qualquer espécie de falha em um equipamento.

Solução da Elipse automatiza a empresa Relat


A primeira unidade da Laticínios Renner (Relat), inaugurada e o leve vácuo da câmara, o soro tem a água das suas gotículas
em outubro deste ano, decidiu utilizar o Elipse E3, solução imediatamente retirada na forma de vapor.
desenvolvida pela Elipse Software, para controlar as diferentes Na sequência, o pó obtido é sugado para fora da câmara e
etapas e equipamentos envolvidos na produção de soro de leite separado do ar por meio de ciclones, equipamentos clássicos
em pó. Através do E3, os operadores podem controlar desde utilizados para separar as partículas do pó em suspensão. Con-
a recepção até a fabricação final do produto via uma série de cluído este processo, a umidade do soro é padronizada, antes
telas acessadas mediante apenas três computadores instalados do mesmo ser peneirado e conduzido, por meio de fluxos de ar
dentro da própria Relat. e vibração, até a máquina ensacadeira. Todas estas etapas são
Inicialmente, o soro do leite, recebido em caminhões- monitoradas e comandadas pelo software da Elipse.
tanque com isolamento térmico, passa por um processo de Além deste controle, o software possui um sistema de
resfriamento até atingir a temperatura de 4º C e é armazenado alarmes que informa aos operadores se for observada qualquer
temporariamente em silos termicamente isolados. O soro do espécie de falha em um equipamento. Caso uma centrífuga, por
leite é então estabilizado, desnatado, desmineralizado e pré- exemplo, apresente qualquer defeito, o sistema de alarme é au-
concentrado pelos processos de pasteurização, centrifugação tomaticamente acionado, permitindo a identificação e correção
e nanofiltração. imediata do problema.
Após esta etapa, o soro do leite é concentrado através do Segundo o diretor da Relat, Cláudio Hausen de Souza, a pri-
processamento em quatro efeitos de calandrias, equipamentos meira unidade da Laticínios Renner vai processar 1,2 milhão de
que utilizam vácuo e vapor para remover parte da água do soro litros de soro de leite por dia em Estação. O investimento é da
via sua evaporação. O vácuo tem a função de baixar a pressão ordem de R$ 50 milhões, e destes, R$ 30 milhões são destinados
de vapor, fazendo com que a evaporação ocorra a temperaturas à compra de equipamentos. Está assentado em um terreno de
mais baixas. Em seguida o soro é conduzido até os tanques de 150 mil metros quadrados, com 6 mil de área construída.
resfriamento, onde permanece sob agitação durante 8 horas, Na Relat, o soro que antes era descartado no ambiente
para que seja cristalizado, passando a ter uma consistência ou usado na alimentação animal, ganhará outra dimensão. O
pastosa. subproduto do leite, obtido após a fabricação de queijos, terá
O soro de leite agora encontra-se apto para ser transforma- valor agregado ao ser utilizado como insumo na fabricação
do em pó pela câmara de secagem, equipamento de 30 metros de biscoitos, pães, sorvetes, chocolates, bebidas isotônicas,
de altura com diversas entradas de ar aquecido e um potente lácteas e leites modificados. A fábrica deve gerar um total de
exaustor de 200 HP. O produto é aspergido pelo topo da câmara 200 empregos diretos e indiretos quando estiver em pleno
por um atomizador de alta rotação. No instante em que entra funcionamento, movimentando a economia do município de
em contato com o forte fluxo de ar a aproximadamente 170 ºC 6 mil habitantes.

 Mecatrônica Atual

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Petrobras tem o maior lucro entre as empresas brasileiras
No primeiro trimestre de 2010 a Petrobras obteve um lucro de R$ 16,02 bi-
lhões, segundo a consultoria Economática, este já é considerado como o maior
da história em comparação com outras empresas nacionais de capital aberto. No
primeiro semestre deste ano, a Vale conseguiu alcançar o oitavo maior lucro com
R$ 9,5 bilhões.
Instituições financeiras como Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Bradesco atingiram
marcas entre R$ 6,3 bilhões - 12º lugar, R$ 5,07 bilhões - 16º lugar e R$ 4,5 bilhões
- 20º lugar respectivamente.
De acordo com a Consultoria, das cinco empresas que entraram na lista com os
maiores lucros somente a Vale não conseguiu atingir o seu máximo histórico.

Produtos
Servodrive Kinetix 3
A empresa Rockwell Automation Novo servodrive
apresenta ao mercado o novo servo- com baixo custo
drive Kinetix 3 da classe componente. e fácil utiliza-
Ele permite aos fabricantes de máqui- ção, usado em
nas a capacidade de atender melhor aplicações de
as necessidades das indústrias, sem a controle de posi-
complexidade das soluções de servos cionamento para
tradicionais. máquinas que
Oferecido em modelos que iniciam em exigem menos de
50 watts, o servodrive fornece a flexi- 1,5 kW.
bilidade de adaptar os eixos, de acordo
com as especificações reais de alimen- como parte da ferramenta “Kinetix
tação da máquina, o que irá minimizar Accelerator Toolkit”. A configuração
o custo e as dimensões de sistema. pode ser ainda mais simplificada ao
Seu projeto compacto faz com que o utilizar o recurso de reconhecimento
servodrive seja ideal para máquinas automático do motor, com motores
que exijam menos de 1,5 kW e até rotativos da série TL, atuadores lineares
12,55 Nm de torque instantâneo, como da série TL e servomotores lineares
máquinas de movimento intermitente das séries LDL e LDC.
de formação, enchimento e selagem, Os recursos adicionais incluem supres-
mesas de indexação, equipamentos são de vibração on-line, autoajuste
médicos, equipamento de automação avançado e tempo de configuração
de laboratório e processamento de mais rápido, o que reduz o tempo de
semicondutores. partida ao praticamente eliminar muitas
“Os fabricantes são desafiados por etapas no processo de comissiona-
condições econômicas mais severas. Há mento. O servodrive pode indexar até
menos capital disponível para compra 64 pontos através da rede Modbus ou
de novos equipamentos, enquanto os por suas entradas digitais.
usuários esperam por soluções que Para simplificar ainda mais a experi-
sejam mais fáceis de usar e que possi- ência do usuário, o servo drive pode
bilitem maior disponibilidade e retorno ser incorporado a uma solução de
do investimento”, observa Oliver Haya, componentes conectados. A ferramenta
gerente de produto da Rockwell Auto- “Connected Components Building
mation. Ele acrescenta que, ao combi- Blocks” (CCBB) para o Kinetix 3 for-
nar o novo servodrive Kinetix 3 e os nece: desenhos CAD, layouts elétricos,
controladores MicroLogix da Rockwell lista de materiais, códigos de controle
Automation, os fabricantes de máqui- e telas de interface de operação pré-
nas podem oferecer uma solução de configuradas. Além disso, ele incluirá a
controle de posicionamento com custo habilidade de desenvolver operações
otimizado para aplicações com poucos de indexação para três eixos pela rede
eixos, que são fáceis de usar e manter. Modbus, usando o controlador Micro-
O servodrive Kinetix 3 é facilmente Logix 1400, a interface de operação
configurado, usando o software Ultra- PanelView Component e os motores
Ware, um software gratuito disponível da série TL.

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//notícias
Rockwell Automation amplia
sistema de controle distribuído
O PlantPAx Logix Batch & Sequence Manager é uma solução
modular para bateladas que se destaca pela facilidade de uso
e pouca engenharia. Atende uma ampla gama de necessidades
de controle de batelada e sequenciamento local, baseadas em
controlador, permitindo configurar sequências diretamente
no controlador por meio de uma interface homem-máquina,
utilizando uma interface de usuário padrão. É ideal para equipa-
mentos independentes, que requeiram flexibilidade na sequência
(procedimentos) do processo e das fórmulas (pontos de ajuste)
das receitas. Esta solução também é adequada a aplicações de
sequenciamento contínuo comum, como partida/parada de pro-
cessos, mudanças de teor e controle de estrados de limpeza.
Muitas aplicações requerem recursos de gerenciamento de É ideal para equipamentos independentes, que requeiram flexibilida-
sequência, porém a complexidade do processo pode não ser de na sequência do processo e nas fórmulas das receitas.
suficientemente grande para garantir o uso de um pacote de
software de batelada. Baseado nesta solução permite que se operação em tempo real e, assim, aumentar a capacidade e
comece com um sistema de pequeno porte e, se as exigências melhorar a qualidade.
crescerem, os usuários poderão simplesmente migrar para uma Como parte do sistema de Arquitetura Integrada da Ro-
solução de software mais abrangente, sem atividades custosas ckwell Automation, a aplicação utiliza a mesma configuração,
de reengenharia e testes. estrutura de rede e ambiente de operação que os sistemas de
A aplicação é fornecida com configuração pré-desenvolvida e grande porte da empresa, permitindo supervisão e controle
intuitiva, e telas de operação (IHM/Supervisório) em tempo real, local em uma única unidade, suportando unidades independentes
para facilitar o controle e a manutenção em tempo real. Está múltiplas, em um único controlador. Isto ajuda a fornecer aos
fundamentada nas normas ISA-88, que oferecem uma estrutura integradores de sistemas, fabricantes de máquinas e usuários
uniforme para a aplicação. Essa uniformidade ajuda o usuário finais uma integração extremamente econômica no sistema de
final a pesquisar problemas mais rapidamente, a melhorar a controle distribuído de toda a fábrica.

Produtos
SVW implementa o EcoDryScrubber em sua Planta de pintura
Da tecnologia de instalação, passando mundialmente mais de 18 milhões de das partes inferiores e revestimento
pela aplicação de pintura até sistemas carrocerias. A rotação de toda a carro- de saias. Este tipo de robô também
de controle - com exceção do prédio, ceria no tanque otimiza o processo de faz a instalação dos amortecedores
a Dürr fornece a planta de pintura imersão, inundação e escoamento. de ruídos de teto em uma estação de
para SVW. Uma vez que as questões Antes da aplicação do primer e da colagem.
ambientais também na China estão se pintura de acabamento, a parte exterior A nova planta de pintura – elaborada
tornando cada vez mais importantes, da carroceria é limpa por dois robôs para um processo sem primer e o
a SVW em Nanjing está investindo no do tipo EcoRS 60 com escovas rotativas. emprego de tinta à base de água é pla-
EcoDryScrubber da Dürr. Através da Vinte e quatro robôs de pintura do nejada para trabalhar 31 unidades por
recirculação do ar, este inovador sis- tipo EcoRP L133 se encarregam da hora. Porém, a possibilidade de futura
tema de separação a seco do overspray pintura interior e exterior totalmente expansão de capacidade para o dobro
molhado reduz o consumo de energia automática. Também a abertura de capô desta produção já foi considerada no
em até 60% em comparação com as e portas ocorre totalmente automá- planejamento. Partes da tecnologia da
cabines de pulverização convencionais. tica com robôs da Dürr, assim como instalação, como o pré-tratamento e a
Além disso, pela não utilização da a medição da espessura da camada na KTL (pintura catódica por imersão), já
separação molhada não é necessário o linha de acabamento. O trocador linear estão programadas para execução de
uso nem de água fresca e nem tam- de cores EcoLCC, utilizado no primer, 62 veículos por hora.
pouco o uso de produtos químicos de minimiza crucialmente a perda de tinta Esta planta de pintura, com baixíssimos
coagulação. na troca de cores. custos operacionais entrará em funcio-
No pré-tratamento e na pintura cató- A Dürr equipa a linha UBS com quatro namento em outubro de 2011. Lá serão
dica por imersão, é empregado o sis- estações de robôs, com um total de pintados modelos de classe média da
tema rotativo de pintura por imersão 14 EcoRS e com a técnica de aplicação Volkswagen e da Skoda.
RoDip, com o qual já foram pintadas para selagem automática, proteção

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//notícias
Medição de gás inteligente
A empresa STMicroelectronics e a Omron anunciaram Montado em uma pequena placa PCB (Printed-Circuit-Board
parceria para oferecer uma solução completa de sensores ou placa de circuito impresso) que mede 7,2x 8,6 cm, o sensor
eletrônicos para medição do fluxo de gás. O sensor de fluxo de fluxo de gás oferece alta precisão com um consumo de
é um componente - chave para a solução turn-key de medição energia muito baixo, motor drivers embutidos para o controle
de gás inteligente. da válvula e proteção contra os efeitos de temperatura e
Como os medidores de eletricidade de alguns anos atrás, vibração. A placa do sensor possui um microcontrolador
a medição de gás está começando a passar dos medidores STM8L152 de consumo ultra baixo com 32 Kbyes de me-
mecânicos tradicionais para novas e sofisticadas soluções mória flash e driver de display LCD, sensor de temperatura
eletrônicas, incorporando funções como Automatic Meter STLM20, um acelerômetro LIS332AR e um RTC (Real-Time
Reading (AMR – Leitura Automática de Medição). A ST acredita Clock) M41T82, assim como dispositivos de gerenciamento
que há aproximadamente 500 milhões de medidores de gás da energia e controle motor.
mecânicos no mundo, e a maior parte das fornecedoras de gás “À medida que a demanda por medidores de gás inteligentes
estão preparando programas para substituir seus medidores cresce, esta colaboração com a Omron nos coloca a frente no
tradicionais por medidores eletrônicos que são mais precisos, mercado, além de repetir o enorme sucesso que conquistamos
confiáveis e eficientes. com os medidores inteligentes de eletricidade,” explica Bene-
No meio dessa parceria está um transdutor proprietário da detto Vigna, Gerente Geral da MEMS, Sensors and High-Per-
Omron e um chip analógico front-end desenvolvido pela ST. Essas formance Analog Division da STMicroelectronics. Ele destaca
tecnologias foram integradas em um subsistema stand-alone também que o kit do medidor reduz enormemente os custos
completo. O sensor de fluxo resultante, o qual incorpora uma de compra e acelera a chegada ao mercado dos fabricantes de
tecnologia MEMS (Micro-Electro-Mechanical Systems) de sensor medidores.
microtérmico, é compensado intrinsecamente para as variações Aplicações como medição de eletricidade, gás e água, onde
de temperatura e de pressão, ao passo que um circuito embutido sensores miniaturizados e microcontroladores com consumo
compensa a variação de múltiplas composições de gás. Visando de energia ultrabaixo são combinados para oferecer aos con-
estar em conformidade com os padrões internacionais para sumidores informações em tempo real sobre custos e padrões
medidores de gás, o sensor é resistente a poeira. de uso, ajudando-os dessa forma a minimizar o uso de recursos
“Com base em nossa colaboração bem sucedida com a ST não renováveis, por exemplo.
em sensores MEMS, estamos confiantes de que essa nova cola-
boração vai colocar as duas parceiras na vanguarda do mercado
emergente para medidores de gás eletrônicos,” comenta Yoshio
Sekiguchi, Gerente Geral Sênior da Micro Devices Division da
Omron Corporation.

Produtos
Invensys promoveu no Brasil o OpsManage’10
Aguardando imagem assessoria Esta série de eventos teve como obje- controle empresarial, desde a indústria
Nos dias 1 e 2 de dezembro foi reali- tivo um lado educacional, e conseguiu e estratégia de negócios até instrumen-
zado no Brasil o OpsManage’10, semi- oferecer aos convidados a possibilidade tação e conexão com os sistemas ERP.
nário mundial organizado pela Invensys, de analisar com mais detalhes, como Os fórum foi voltado para diferentes
que é uma empresa fornecedora de que o InFusion Enterprise Control (ECS) áreas da indústria, tais como, alimentos
sistemas tecnológicos, soluções de conseguiu trazer novas oportunida- e bebidas; minério; metais e minerais;
software e serviços de consultoria para des para os clientes e parceiros da energia; água e esgoto; óleo e gás
indústria e operações de infraestrutura Invensys, e como o ECS os auxilia a upstream; processo de hidrocarbono;
indústrial. obter a excelência em operações entre farmacêuticas e químicas.
Com palestras e atividades que explo- controle, gerenciamento de ativos, Participaram mais de 3.000 clientes
ravam os assuntos de maior relevância produtividade e cuidados com o meio de todo o mundo na série de eventos
no atual momento de gestão de con- ambiente e segurança. da Invensys. Estes clentes tiveram o
trole e informação industrial voltado Foi apresentado estratégias de mer- privilégio de explorar as formas de
sempre para a excelência Operacional. cado vertical e soluções diferenciadas, superar tradicionais barreiras que
A OpsManage iniciou-se na America assim como detalhamento de marca normalmente encontram no mercado
do Norte em Orlando, nos Estados de produtos, suporte aos usuários atual alcançando a total visibilidade da
Unidos. O Brasil foi o representante da e treinamento práticos, abrangendo rentabilidade da empresa em tempo
América Latina. virtualmente todos os aspectos de - real e excelência Operacional.

12 Mecatrônica Atual

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//notícias
Software da GE IP é usado “Por ser a primeira experiência de automação desenvolvida e admi-
em reatores de resina nistrada diretamente pela Socer, o maior desafio da Z/Soft foi iden-
A empresa Z/Soft Automação e Sistemas Ltda, integradora tificar as áreas de processo para definir uma estratégia de trabalho
de sistemas de automação, desenvolveu em parceria com a GE que permitisse uma sequência de desenvolvimento de automação
Intelligent Platforms um projeto de automação para a empresa por fases para se chegar à automação total da planta”, afirma Onadil
Socer do Brasil e Com. Ltda, possibilitando a visualização e Vieira Júnior, Diretor de Automação da Z/Soft.
ajustes mais precisos das variáveis de controle dos reatores. Para isso, a Z/Soft, com o apoio da GE IP, buscou uma tecno-
Para este projeto, foi utilizada a solução de controladores logia de hardware, software e recursos humanos, e que garantisse
PACSystem Rx3i, em redundância, com sistema de controle o sucesso do desenvolvimento de todas as fases do projeto.
e supervisão utilizando um QuickPanel View Intermediate “Resolvemos o problema com uma apresentação das soluções
12 Color Tft Touch Dc e um computador Windows com tecnológicas da GE Intelligent Platforms que seriam aplicadas
dois monitores de 19” rodando o iFIX PLUS SCADA Pack e no projeto da SOCER. A reunião foi fundamental para a escolha
Suporte para Terminal Services no SCADA 3 para permitir por parte da Socer”, explica José Alberto Copini Pucci, diretor
sua utilização de forma remota pela Internet. Comercial da Z/Soft.
Terminado em abril deste ano, o objetivo do projeto foi Paulo Seixas, diretor geral da Socer Brasil, diz que o projeto deu
a automação dos reatores de fabricação de resina. Para se resultados imediatos, pois todos os controles eram feitos manual-
conseguir um melhor controle e desempenho no processo, mente e passaram à forma automática. O próximo passo é integrá-
foi desenvolvida uma solução de tecnologia de automação lo aos tanques de alimentação dos reatores. Já em longo prazo, o
possibilitando visualização e ajustes mais precisos das variá- objetivo é ter uma planta totalmente automatizada.“O resultado da
veis de controle dos reatores, como temperatura, pressão e automação está diretamente ligado à qualidade e à padronização da
velocidade dos motores das pás internas. Como consequência, produção, além de uma redução significativa nos tempos de processo
estabeleceu-se um controle de qualidade mais padronizado e com a utilização mais controlada dos reatores e dos parâmetros de
uma redução no consumo de energia elétrica dos reatores pela processo. As reduções vão propiciar a diminuição nos custos e o
diminuição do tempo de maturação da resina dentro deles. aumento na produtividade total da planta”, conclui.

Setembro/Outubro 2010 :: Mecatrônica Atual 13

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//notícias
Sistema de monitoramento permite Indústria de motocicletas prevê
acompanhamento de imagens por celular faturamento de R$ 11,5 bilhões
Com a expansão do mercado de segurança, a empresa A indústria fabricante de motocicletas conseguiu se recupe-
Graber apresenta na Expo Síndico Secovi Condomínio 2010, o rar de um ano considerado ruim e deve encerrar o exercício
“Graber Viu”. Sistema que integra o monitoramento de alar- de 2010 com faturamento de R$ 11,5 bilhões, em comparação
mes, a vigilância de imagens de segurança, sensores magnéticos, com o ano de 2009 que foi de R$ 10,4 bilhões.
módulo de comunicação de dados, botões de pânico móveis, Com capacidade instalada para fabricar 2,5 milhões de
entre outros. unidades por ano, o setor de motocicletas, segundo Laerte
As imagens são transmitidas em 3G ou GPRS e permitem Rocca Herrero, diretor do SIMEFRE - Sindicato Interestadual
acompanhar tudo o que acontece em empresas, condomínios da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Ro-
ou residências através de um aparelho celular. Com o sistema doviários, está encerrando 2010 com produção de 1.720.000
de troca de dados, as falhas de segurança tendem a diminuir. unidades, volume que representa crescimento de 12% sobre
Outros destaques da empresa são os serviços da “Ronda o volume de 2009.
Ecológica”, que podem ser feitos com a Ecobike, uma bicicleta De acordo com Herrero, a volta gradual do crédito em
com motor elétrico; com o Segway, um equipamento que tem níveis melhores que os obtidos em 2009 e o segmento de
os movimentos controlados através de um sistema composto consórcio, que teve participação significativa nas vendas do
por sensores e giroscópios instalados na base onde se apoiam setor com um crescimento aproximado de 20% tomando
os pés; e com o EcoCubs, um produto moderno com tecnologia como base 2009, foram fatores importantíssimos para o
nacional. Todos os equipamentos dispensam combustíveis fós- bom desempenho do setor de motocicletas no exercício
seis, por isso ajudam na preservação do meio-ambiente. Além que termina.
disso, não causam incômodo algum aos condôminos, pois não Do total comercializado pela indústria durante o exercício
emitem ruídos ou odores. de 2010, estima-se que 1.750.000 unidades (previsão consu-
O “Vigilante Monitorado”, é um sistema que retransmite o mindo estoque nas fábricas) deverão ser fornecidas para o
olhar do vigilante durante a ronda. O vigilante com uma mo- mercado interno, ante 1.580.000 unidades comercializadas
chila carrega uma câmera sem fio que transmite as imagens via de janeiro a dezembro de 2009.
GPRS para a central de monitoramento. Com base nas imagens As vendas externas, segundo Herrero continuam repre-
captadas, se houver alguma situação suspeita, ele pode começar sentando pouco para o setor, cerca de 4% da produção da
os procedimentos de segurança adequados. indústria de motociclos. “Este ano o volume a ser exportado
não deverá superar a casa dos 70 mil unidades”, acentua.
Segundo o diretor do SIMEFRE, o câmbio desvalorizado
e a falta de competitividade dos produtos brasileiros no
Mercosul em decorrência da alta carga tributária brasileira
Curtas continuam prejudicando as exportações do setor. “Aliás,
essa tem sido a principal causa para o baixo percentual de
Curso de automação exportação”, complementa Herrero.
O Programa de Educação Continuada da Escola O que deu um alívio à indústria de motocicletas em
Politécnica da USP (PECE/Poli) está com inscrições 2010 foi a melhoria no poder aquisitivo dos brasileiros, que
abertas para o curso de especialização em Automação
Industrial. Para facilitar a compreensão plena do que é retornaram às compras. Na verdade, a demanda aumentou
a automação industrial, a estrutura do curso obedece a porque o mercado voltou a oferecer financiamentos mais
uma sequência que se inicia com os módulos tecnoló- longos e créditos mais atraentes.
gicos básicos, passa pelas disciplinas de cunho científico Gerando cerca de 360 mil empregos diretos e indiretos,
e termina com os módulos em gestão de processos de a indústria de motocicletas opera atualmente com uma
automação.
É voltado para profissionais com formação em capacidade ociosa de 30%. Essa folga permite projetar um
Engenharia e que tenham interesse em trabalhar com desempenho maior em 2011 sem que sejam necessários
processos industriais automatizados, Para garantir uma grandes investimentos.
ampla visão do assunto, é ministrado por professores Herrero acredita que a produção de motociclos no pró-
da Poli e por profissionais que atualmente trabalham na ximo ano seja de 2.060.000. Desse total, o mercado interno
Rockwell Automation, empresa parceira do PECE/Poli
neste curso. deverá absorver 2 milhões de unidades, enquanto que as ex-
portações deverão responder por 60 mil motocicletas. “Para
curto prazo teremos a injeção de mais de R$ 14 bilhões no
mercado com o 13º. Salário, aliado a um aumento de em-
prego e renda em função do final do ano, uma vez que não
temos sentido retração na intenção de compra por parte
de nossos clientes”, conclui.

14 Mecatrônica Atual

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automação

Placa de
Desenvolvimento
para Motores
de Passo de até
2 ampéres
Este artigo tem como objetivo fornecer um kit completo para que
seja possível testar, comunicar e aplicar seu software desenvolvido
através de uma placa de desenvolvimento padrão, conectada di-
retamente aos motores de passo
Bruno Ribeiro Ferretti
Luiz Roberto Basso Filho

saiba mais
O motor de passo é um dispositivo eletrome-
cânico que movimenta seu eixo através de
pulsos elétricos gerados em seus terminais.
A movimentação de seu rotor ou eixo é
dada de acordo com a sequência correta
dos pulsos criados em seus polos, e estes
pulsos são formados através de drivers
ou controladores externos que fornecem
para suas bobinas a frequência correta de
magnetização, fazendo assim o eixo girar
mesas de coordenadas, braços mecânicos,
e etc. Também podemos facilmente iden-
tificar os motores de passo sendo usados
em eletrodomésticos e aparelhos de uso
residencial, a exemplo de impressoras e
scanners dentre vários outros.
A resolução de um motor de passo é
dada através de um número fixo de polos
magnéticos que determinam o número de
passos por revolução. Existem no mercado
Análise do desempenho de Sistemas
de movimento utilizando motores na velocidade desejada e com a quantidade inúmeros tipos de motores de passo, sendo
de passo de pulsos necessária. que os mais comuns estão na faixa entre 3
Mecatrônica Atual 18 O motor de passo tem como grande passos por volta até motores de 200 passos
vantagem sobre os demais motores a sua por volta, o que significa que o rotor dará 200
Comparação de sistemas com capacidade de um posicionamento preciso, passos para completar uma volta completa.
motores de passo e servomotores
Mecatrônica Atual 10 além de seu peso e tamanho serem reduzidos, Este número de passos nos dá também o
sendo assim muito solicitado em projetos ângulo ou resolução angular que um motor
Motores de Indução Trifásicos onde é necessário controlar precisamente de passo irá girar, ou seja, um motor de 200
– Dados da Placa a posição e também a velocidade como em passos por volta tem 1,8 º de precisão em
Mecatrônica Atual 42

16 Mecatrônica Atual :: Setembro/Outubro 2010

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automação

seu eixo de saída, pois uma volta completa A geração dos pulsos, sentido e velocidade O motor que utilizamos em nosso projeto
tem 360 º e dividindo-a por 200 passos nos enviados para o motor serão dados pelo é do fabricante Teco Electro Devices Co, Ltd,
dará um ângulo de 1,8 º conforme mostrado L297. Veja mais no site www.st.com/ston- importado pela empresa Kalatec Automação,
na equação 1, logo, o rotor deste motor de line/books/pdf/docs/1334.pdf. e o download das especificações pode ser
passo tem a capacidade de mover-se apenas O L297 dispõe de sinais de controle que feito em www.kalatec.com.br/catalogo/
de 1,8 º em 1,8 º. tem como conseqüência uma considerável motor_de_passo/nema23.pdf.
melhora no desempenho, aumentando a vida
360 ° / 200 passos = 1,8 ° útil pois podem informar ao L298 quando Ligação do Pinos do
o motor está sendo solicitado, evitando que PIC16F877 a L297
O movimento destes motores é realizado haja aquecimento com conseqüente possível O pino do PIC RC0 foi ligado na entra-
com a sequência correta de energização queima dos motores pelo fato de deixar suas da ENABLE do L297. O pino de sentido,
destas bobinas. Para este controle dispomos bobinas energizadas sem estarem sendo solici- CW/CCW, foi ligado na saída RC1 do
hoje de drivers e controladores como o CI tadas. Através no pino HALF\FULL podemos microncontrolador, e a entrada HALF/FULL
L298 e o L297, fabricados pela empresa ST modificar o tipo de acionamento do motor, recebe o pino RC3. Os pulsos do CLOCK
Microeletronics, dos quais podem ser feitos tendo como opções escolhermos entre um (conforme indicado na figura anterior) são
downloads de seus datasheets pelo site www. maior torque ou uma maior precisão. gerados pela saída RC2 do PIC, e o pino
st.com e que utilizamos em nosso projeto O driver L298 é recomendado pelo HOME, responsável pela indicação de es-
como veremos a seguir. fabricante para ser usado em conjunto tado inicial do L297 no endereço 0101 da
com L297, proporcionando um maior sequência de pulsos, está ligado no RD3.
Modos de operação de rendimento. Veja a figura 3.
um motor de passo
Como exemplo, utilizaremos a operação Passo Completo 1-Full Step
de passo completo 1 ou Full-Step.
Neste tipo de operação apenas uma N° do Passo BO B1 B2 B3
bobina é acionada de cada vez, fazendo com 1 1 0 0 0
que o código binário seja menor, o torque 2 0 1 0 0
e o consumo de energia sejam baixos e a 3 0 0 1 0
velocidade de rotação do motor seja mais 4 0 0 0 1
alta do que nos motores operando em meio T1. Sequência de acionamento em passo completo 1.
passo, ao lado seguem a figura 1 e a tabela
1 com a sequência de acionamento.
Para o movimento do motor de passo, é
necessário a sequência de pulsos A, B, C e
D abaixo, enviados para o driver do motor.
O componente L297 é responsável pelo
envio destes pulsos para a movimentação
do motor, solicitando do microncontrolador
apenas os sinais de CLOCK, como ilustra a
figura 2 a seguir (fonte: DataSheet L297). F1. Operação em passo completo 1.

F2. Geração de pulsos pelo L297 (FONTE: Datasheet ST).

Mecatrônica Atual 17

MA48_Placa.indd 17 10/12/2010 11:54:32


automação

F3. Ligação dos pinos L297.

Programação
(Pulsos de CLOCK)
A programação básica consiste em
trabalharmos a frequência (velocidade do
motor) através da saída RC2 do PIC16F877.
O TIMER1 é usado para gerar os pulsos
na entrada de clock do L297 e, após cada
estouro, temos um pulso gerado. Simulta-
neamente utilizamos a interrupção para
incrementar ou decrementar as quantidades
de passos a serem dadas, como podemos
ver a seguir:

#INT_TIMER1
void tmr1_isr()
{
do F4. Fonte de alimentação.
{CLOCK=0;}
while(CLOCK!=0);
cálculo: Utilizamos um clock externo de para o driver L297 na entrada de clock e,
if(var_cw==1)
{passo++;CW=1;} 20 MHz, e prescaler de 4. Sabendo que o com isso, aumentaremos a velocidade do
else ciclo do TIMER1 é de 16 bits, ou seja, de motor. Para sabermos a frequência que
{passo--;CW=0;} 0 a 65535 teremos: está sendo gerada, podemos trabalhar da
do Ciclo de operação 20.000.000/4 = seguinte forma:
{CLOCK=1;}
5.000.000. Com o prescaler de 4 teremos Frequência mínima [Hz] = 1/período [s],
while(CLOCK!=1);
set_timer1(var_speed); 0,0000008 segundos cada ciclo. Para che- portanto 1/0,052428 por exemplo, teremos
} garmos ao estouro de TIMER1 partindo  o uma frequência mínima de 19,07 Hz.
contador de 0 a 65535, teremos 0,00000008
x 65535 = 0,052428 segundos. Se iniciarmos Função principal do programa
Determinação do valor a contagem do TIMER1 em 30.000, por A partir desta função podemos trabalhar
da frequência exemplo, teremos um estouro mais rápido no programa principal somente alterando
Para sabermos a frequência em que (em 0,028428 segundos) e consequentemente estes parâmetros via gravação, ou mesmo
estamos trabalhando, fizemos o seguinte estaremos gerando pulsos mais frequentes pela comunicação RS-232:

18 Mecatrônica Atual

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automação

while(true)
{
passo=0;
pos_velo(20,vel_10,500,1);        
pos_velo(80,vel_10,500,1);
pos_velo(140,vel_10,500,1);
pos_velo(0,vel_10,500,0);
PARA();
}

Circuito Eletrônico -
Fonte de Alimentação
No circuito mostrado na figura 4
temos um retificador de onda completa
construído com diodos (D1, D2, D3 e D4)
formando uma ponte retificadora, através
de um transformador (com mínimo 9 V e
máximo 25 V e corrente maior ou igual a 2
A) ligados aos bornes X1-1 e X2-2 temos o
sinal de saída retificado. Na saída do sinal
retificado, temos o capacitor C1 (4700µF)
que deve ter um valor alto para que o ripple
seja o menor possível e não deixe a tensão
que alimenta o circuito eletrônico baixar.
O CI LM338K é um regulador de
tensão ajustável com corrente de saída de
até 5 A, os reguladores ajustáveis montados
na configuração acima, são associados com
os resistores R1 e R 2 podem resultar em
diversas tensões de saída (Vo) de acordo
com a seguinte fórmula:

Vo=Vref (1+R2 /R1) F5. Diagrama de ligação do PIC 16f877.

Onde o Vref é considerado normalmente


como 1,25 V. Comumente vemos em ou-
tros circuitos um potenciômetro colocado
no lugar do R 2 para que se possa fazer
um ajuste mais preciso da tensão de saída
desejada, como no nosso caso a tensão não
necessita precisão, optamos em não colocar
o potenciômetro para fazer este ajuste.
Com isso, temos então entre a saída do
regulador e o GND a tensão desejada de 5
V, podendo gerar uma corrente de até 5 A,
essa tensão já é necessária para alimentar
o circuito eletrônico e o motor de passo
escolhido. F6. Ligação do LCD 4 bits.

Microprocessador PIC16F877 para verificar o correto funcionamento do responsáveispor enviar e receber os sinais
O PIC16F877 é o responsável por con- programa, tudo isso através da placa ICD2 do controlador do motor de passo (L297),
trolar logicamente todo o circuito através de da Microchip. temos o transmissor (TX) e receptor (RX)
seus pinos, neste projeto temos a opção de Na figura 5 temos todas as ligações que são responsáveis por enviar e receber
fazer a gravação In circuit através do conec- feitas no microprocessador, temos as saídas dados através da porta serial RS-232 e temos
tor de 5 pinos e também fazer a debugação para o display LCD , temos também os pinos também os botões.

Mecatrônica Atual 19

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automação

Display LCD
Foi disponibilizado neste projeto um
conector para utilização de um display
LCD de 4 bits, onde seus pinos de dados
devem ser ligados no RD4, RD5, RD6,
RD7, o RE1 é o RS (Register Selection) e o
RE2 é o E (Enable) que são responsáveis
por habilitar o LCD. Através do LCD
podemos obter várias informações vindas
do circuito, tais como posição do motor
de passo, corrente consumida, sentido de
rotação, dentre várias outras de acordo
com o que o desenvolvedor do programa
deseja. Figura 6.

Interface de comunicação
F7. Interface de comunicação RS-232. serial RS-232
A interface de comunicação RS-232
encontrada neste projeto tem como objetivo
a conectividade da placa com uma outra
interface RS-232, como por exemplo a
porta serial de um computador que, ligada
na placa, pode fazer o controle do motor de
passo através de um programa criado para
esta finalidade. Observe a figura 7.

Entradas Digitais
Os botões B1, B2, B3, B4, B5 e B6 que
estão ligados no microprocessador, servem
para a geração de sinais digitais que podem
representar sensores que mandarão um sinal
para o PIC, onde o mesmo deverá interpretar
esses sinais recebidos e transformá-los em
ações a serem realizadas pelo motor, tudo
isso através da programação que será feita
F8. Entradas Digitais. no PIC. Veja a figura 8.
O aspecto da Placa de Desenvolvimento
montada é visto na figura 9.

Conclusão
Nos dias de hoje o controle total de
motores de passo tem sido fundamental na
indústria ou em qualquer outra automação, e
para isso o ideal é associar este componente
a um circuito programado, de baixo custo,
sendo que o microcontrolador e o driver de
controle possuem papéis importantes neste
tipo de projeto. MA

F9. Placa montada com motor de passo conectado.

20 Mecatrônica Atual

MA48_Placa.indd 20 10/12/2010 11:54:55


automação

CLPs
Programação de
equipamentos de acordo
com as especificações
dos processos
O ser humano é provavelmente o melhor exemplo comparativo de
como funciona um sistema de instrumentação. Perante a aquisição
de dados exteriores, realiza ações de controle, ou seja, está conti-
nuamente a monitorar a realidade que o envolve e, em função dela,
a tomar decisões que nela se repercutem.
O conceito de um sistema de aquisição e controle, aplicado aos
sistemas industriais, nada mais é do que a aquisição de dados do
mundo físico através de sensores, para que esta informação (com pro-
gramação) controle os processos ou sistemas através de atuadores

A
Filipe Pereira(*)
filipe.as.pereira@gmail.com

primeira geração de instrumentos utilizados Supervisão


em medidas elétricas foi a dos instrumentos Os sistemas de supervisão nos processos
analógicos, onde o operador tinha de efetuar industriais são comumente designados de
a leitura dos valores, de forma a controlar SCADA (Supervisory Control And Data

saiba mais a máquina ou processo.


O decréscimo dos custos da eletrônica
digital, nomeadamente dos CLPs, originou
Acquisition).
Os primeiros sistemas de supervisão
permitiam unicamente informar o estado
Autómatas programables
– Josep Balcells, José Luis Romeral o aparecimento de uma segunda geração de corrente do processo, monitorando apenas
- EDITORA: Marcombo instrumentos, designados por instrumentos sinais, representativos do estado de variáveis,
digitais. através de indicadores e lâmpadas sem que
Curso de Automação Indus- Existem quatro blocos fundamentais houvesse qualquer interface bidireccional
trial – Paulo Oliveira - EDITORA: em que se pode dividir, do ponto de vista com o operador.
Edições Técnicas e Profissionais
funcional, um instrumento de medida: Com a evolução tecnológica, novos
Manual de Formação OMRON • Sensor; dispositivos dedicados à supervisão aparece-
– Eng.º Filipe Alexandre de Sousa • Transmissão; ram e passaram a ter um papel importante
Pereira • Condicionador de sinal; por recolherem, entre outras coisas, dados
• Supervisão. dos CLPs.
Site de fabricante
www.omron.pt

Mecatrônica Atual 21

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automação

Estes dados podem ser observados, de


forma remota e amigável, pelo operador que
tem assim a monitoração do estado atual do
sistema, através de um conjunto de previsões,
gráficos e relatórios permitindo a tomada de
decisões de forma automática ou manual por
parte desse mesmo operador (figura 1).
Os sistemas de supervisão passaram a
ter um papel preponderante na gestão das
empresas, por estes se tornarem uma grande
fonte de informação.
Atualmente os sistemas de supervisão
oferecem três funções básicas:
• Supervisão;
• Operação;
• Controle.
A aquisição de dados é o processo que
envolve o recolhimento e transmissão,
através de redes de comunicação de dados,
desde as instalações industriais até a estação
central de monitoração e armazenamento
F1. Sistema de Supervisão. (Fonte: www.arm-automacao.com.br/photos/Projetos/0001_full.jpg) de dados.
A visualização de dados consiste na apre-
sentação da informação através de interfaces
Homem - Máquina (figura 2).
Os sistemas de supervisão permitem
visualizar os dados recolhidos, fazer análises
de tendência com base nos valores lidos
e valores parametrizados pelo operador,
fazer gráficos e relatórios de dados atuais
e existentes em memória.
Os sistemas SCADA permitem a exis-
tência de alarmes classificados por níveis
de prioridade, permitindo uma maior
tolerância a falhas. Através de informação
proveniente dos logins, os sistemas SCADA
permitem reconhecer os operadores, para
identificação e reencaminhamento de alar-
mes, em função das áreas de competência
F2. Sistema de Interface Homem-Máquina. e responsabilidade.
A informação da unidade industrial pode
estar centralizada ou distribuída numa rede,
de modo a permitir a partilha, para com o
uso de um web browser ser possível controlar,
em tempo real, uma máquina localizada em
qualquer parte do mundo.

Configuração dos módulos


I/O analógicos
Os módulos de entradas analógicos
são utilizados nas aplicações em que os
sinais provenientes do processo sejam
analógicos.
As cartas especiais de entradas e saídas
analógicas são especialmente concebidas
F3. Carta MAD42. para receberem e/ou condicionarem todos

22 Mecatrônica Atual

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automação

F4. Pormenor dos interruptores que definem


o espaço de memória a utilizar. F5. Pormenor da configuração da carta de entrada.

os sinais analógicos existentes no mundo


industrial.
Na configuração da carta MAD42 da
OMRON (carta mista de I/O analógicas)
devem ser considerados gerais, uma vez que
a metodologia de configuração é similar
para todos os CLPs (figura 3).
A primeira etapa para configurar uma
carta analógica é indicar a posição que a
carta vai ocupar no espaço de memória
reservado na CPU do CLP. F6. Pormenor da ativação das entradas da Word D (m).
A carta de I/O analógica tem dois
interruptores que definem o espaço de
memória por ela utilizado (número do
módulo), figura 4.
Este espaço de memória é constituído
por words que, manipuladas, configuram
o módulo de I/O analógica.
Como referido, o sinal proveniente do sen-
sor pode ser em tensão ou em corrente.
A carta pode aceitar os dois sinais desde
que, os interruptores associados às entradas,
estejam ou não selecionados, ou seja, se F7. Pormenor da ativação das entradas da Word D (m+1).
um interruptor estiver no estado Off está
a aceitar um sinal em tensão, e se o inter- DM word Bits
15 14 13 12 11 10 09 08 07 06 05 04 03 02 01 00
ruptor estiver no estado On está a aceitar
um sinal em corrente (figura 5). D(m+27) Limite inferior da entrada 1
D(m+28) Limite superior da entrada 1
O número das entradas que estão a ser
D(m+29) Limite inferior da entrada 2
utilizadas para leitura pode ser configurado D(m+30) Limite superior da entrada 2
no registro de memória D(m), onde m é D(m+31) Limite inferior da entrada 3
dado por m=20000+(nº módulo*100). D(m+32) Limite superior da entrada 3
Os Bits 04, 05, 06, e 07 da word D D(m+33) Limite inferior da entrada 4
D(m+34) Limite superior da entrada 4
(m) permitem definir as entradas ativas,
ou seja, tomando como exemplo a ativação T1. Manipulação da escala do sinal de entrada.

Mecatrônica Atual 23

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automação

das entradas analógicas nº3 e nº1, para as


ativar é necessário transferir para os Bits 06
e 04 da word D(m) a informação referente
à utilização daquelas entradas (figura 6).
Importante: As entradas analógicas que
não forem utilizadas devem ser inabilita-
das para diminuir o tempo de leitura das
entradas analógicas!
O intervalo de variação do sinal de en-
F8. Registro para configuração do tempo de conversão e resolução do conversor A/D. trada proveniente do sensor, é configurado
na word D (m+1), nomeadamente nos Bits
15 até 08.
Concretizado para as entradas escolhidas,
se na entrada analógica 3 estiver aplicado
um sinal a variar de 0 a 10 V, nos Bits 13
e 12 da word D (m+1) deverá ser colocada
a informação 01 (figura 7).
O que é colocado nos bits 15, 14, 11 e 10
é indiferente, uma vez que anteriormente
estas entradas não forem habilitadas.
O resultado da conversão analógica para
digital dos sensores ligados no módulo de
entradas analógico é guardado num ende-
reço específico (words n+5 para o sinal de
entrada 1, n+6 para o sinal de entrada 2,
n+7 para o sinal de entrada 3 e n+8 para o
sinal de entrada 4).
F9. Exemplo do alocar de temperaturas mínimas e máximas de um sensor. O endereço n é dado por n=2000+ (nº
módulo*10).
Existem ainda registros onde se pode
configurar o tempo de conversão e a
resolução do conversor A/D (D (m+18))
(figura 8).
A manipulação da escala do sinal de
entrada també m é uma configuração que se
costuma fazer com bastante frequência, uma
vez que o programador, se assim o entender,
em vez de utilizar o valor dos registros,
F10. Configuração das saídas analógicas. pode utilizar as unidades físicas. Para tal
basta configurar os registros D(m+27) até
ao D(m+34), veja tabela 1.
Por exemplo, se na entrada 3, estiver
aplicado um sinal de um sensor que está a
ler uma gama de temperaturas que varia de
0 a 150 ºC, o que há a fazer é colocar no
D(m+32) o valor correspondente à escala
mínima, ou seja, 0 (zero) e no D(m+31) o
valor correspondente à escala de temperatura
máxima, ou seja, 150 (figura 9).
O procedimento para a configuração
F11. Configuração da variação da saída. das saídas analógicas é análogo às entradas,
desde que exista o cuidado de colocar a
Word Função Valor registro configuração correspondente ao pretendido
n+1 Valor de saída 1 nos registros corretos.
16-bit
n+2 Valor de saída 2 Para ativar uma ou ambas as saídas da
T2. Registro na Conversão D/A. carta de I/O analógica MAD42, é necessário

24 Mecatrônica Atual

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automação

manipular os Bits 01 e 02 do canal D(m),


veja a figura 10.
Para configurar qual a variação da saída
é necessário colocar nos Bits associados
às saídas no canal D (m+1) a informação
correspondente (figura 11).
Para a conversão D/A é necessário a
existência de um registro onde se coloca a
quantidade digital que se quer converter. F12. Configuração dos módulos de saída analógicos.
No caso do módulo de I/O analógico o
endereço desse registro, é dado por n+1. DM word Bits
O endereço n é dado por n=2000+ (nº 15 14 13 12 11 10 09 08 07 06 05 04 03 02 01 00
D(m+19) Limite inferior da entrada 1
módulo*10) (tabela 2). D(m+20) Limite superior da entrada 1
Nos módulos de saídas analógicos existe D(m+21) Limite inferior da entrada 2
também um endereço de início e parada do D(m+22) Limite superior da entrada 2
conversor D/A (registro n+1 e n+2), ou seja,
para iniciar a conversão D/A é necessário T3. Registro para as saídas analógicas.
ativar os Bits correspondentes (word n, bits
00 e 01) no programa de controle, onde n Conclusão A maioria dos softwares para elaboração
é dado por n=2000+(nº módulo*10) como O endereço D(m) na carta de I/O é do programa de controle contém funções
ilustra a figura 12. comum para as entradas e saídas. Na utiliza- dedicadas à configuração, de forma intuitiva
Analogamente às entradas analógicas, ção deste registo, no programa de controle, e bastante simples, das cartas especiais.
existem registros para as saídas analógicas deve-se ter especial atenção a este fato, uma A consulta do manual do fabricante
onde se pode manipular o tempo de conversão vez que os endereços a manipular devem-no para a configuração de cartas especiais não
da carta (registo D(m+18)) e a conversão ser em simultâneo para não apagar nenhuma deve ser dispensada. MA
de escala para unidades físicas nos registros informação que foi inserida previamente no *Filipe Pereira é Diretor do Curso de Eletrônica, Au-
D(m+19) até à D(m+22) (tabela 3). programa de controle. tomação e Computadores da Escola D. Sancho I.

Setembro/Outubro 2010 :: Mecatrônica Atual 25

MA48_CLPs_pt5.indd 25 8/12/2010 17:41:23


ferramentas

Tratamento
de Alarmes
no Elipse E3
Algo que vem sendo comentado com uma frequência cada vez
maior é a gestão eficiente de alarmes em sistemas de automação,
visto que a proliferação de informações acessíveis em supervisó-
rios torna muitas vezes impossível tratar a avalanche de alarmes
corretamente.
Desse modo, aqui é apresentado um caso de tratamento de alarmes
no Elipse E3, que foi aplicado a um projeto de COG

Paulo Henrique Soares


Eng.º e Diretor da PHM Software

Alarmes no E3 • AckTime: registra a hora em que

saiba mais O problema inicial era que os opera-


dores se confundiam quanto à ordem dos
eventos e dessa maneira era difícil encontrar
o operador faz o reconhecimento
do alarme;
• E3Timestamp: registra o momento
Diagnóstico de Falhas e alarmes em soluções ou rastrear problemas a partir da em que o servidor de alarmes do E3
sistemas Supervisórios e CLPs lista de alarmes. O servidor de alarmes do envia a informação para o banco
Mecatrônica Atual 43 E3 registra a mesma ocorrência de alarme de dados.
com 4 tempos diferentes: Para mostrar a questão dos alarmes no
Softwares de Supervisão • InTime: especifica a hora completa E3, vamos estudar um problema comum
Mecatrônica Atual 20
(data, hora, minutos, segundos, a diferentes aplicativos, que é o de tratar
SSC: Sistemas de Supervisão e milissegundos) em que o alarme é alarmes digitais e a sequência de aconte-
Controle detectado (alarme ativo); cimentos que pode resultar de um desses
Mecatrônica Atual 14 • OutTime: registra a hora completa alarmes.
em que o alarme sai do estado ativo O alarme que veremos é o seguinte:
Site de Fabricante:
www. phmsoftware.com.br (ou atuado); • Alarme: tipo digital;

26 Mecatrônica Atual :: Setembro/Outubro 2010

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ferramentas

E3 TimeStamp Mensagem InTime AckTime OutTime


07/06/2010 Falha na partida da bomba 07/06/2010 31/12/1899 01/01/1900
09:30:00 com comando do PLC 09:30:00 23:59:59 23:59:59
07/06/2010 Partida da bomba normali- 07/06/2010 31/12/1899 07/06/2010
09:30:30 zada com comando do PLC 09:30:00 23:59:59 09:30:30
07/06/2010 Partida da bomba normali- 07/06/2010 07/06/2010 07/06/2010
09:35:00 zada com comando do PLC 09:30:00 09:35:00 09:30:30
T1. Sequência de registros n° 1.

E3 TimeStamp Mensagem InTime AckTime OutTime


07/06/2010 Falha na partida da bomba 07/06/2010 31/12/1899 01/01/1900
09:30:00 com comando do PLC 09:30:00 23:59:59 23:59:59
07/06/2010 Falha na partida da bomba 07/06/2010 07/06/2010 01/01/1900
09:30:15 com comando do PLC 09:30:00 09:30:15 23:59:59
07/06/2010 Partida da bomba normali- 07/06/2010 07/06/2010 07/06/2010
09:30:30 zada com comando do PLC 09:30:00 09:30:15 09:30:30
T2. Sequência de registros n° 2.

E3 TimeStamp Mensagem InTime AckTime OutTime


07/06/2010 Falha na partida da bomba 07/06/2010 07/06/2010 07/06/2010
09:30:00 com comando do PLC 09:30:00 09:30:15 09:30:30
T3. Linha de registro com resumo da situação.

E3 TimeStamp Mensagem InTime AckTime OutTime Retorno


07/06/2010 Falha na partida 07/06/2010 07/06/2010 07/06/2010 Partida da bomba
09:30:00 da bomba com 09:30:00 09:30:15 09:30:30 normalizada com
comando do PLC comando do PLC

T4. Com acréscimo da mensagem de retorno.

• Mensagem de Alarme: Falha na (tabela 2). Ao tratar um único alarme, pelo


partida da bomba com comando menos três datas e três linhas de alarmes são
do PLC; geradas para cada alarme tratado pelo E3.
• Mensagem de Retorno: Partida da Ao considerar a segunda sequência, nesse
bomba normalizada com comando modelo teríamos uma linha de registro com
do PLC; o resumo da situação, veja a tabela 3.
• Reconhecimento: obrigatório; Para o caso de se querer ainda a mensa-
• Tratar como evento: não. gem de retorno, poderia ser contemplada da
Para ilustrar nosso alarme, digamos seguinte forma – observe a tabela 4.
que a bomba demorou 30 segundos para A Elipse informa que é possível desen-
operar, deixando o alarme ativo nesse pe- volver consultas SQL que leiam o banco de
ríodo e depois voltando ao estado normal. dados conforme o modelo desejado. E é isso
Se considerarmos que o alarme aconteceu o que esse artigo discute: uma metodologia
com a data “07/06/2010 09:30:00”, e que de tratamento de alarmes que foi adotada
o operador só reconheceu o alarme depois para o COG da CPFL Geração.
de 5 minutos da entrada do alarme, teremos
no banco de dados a seguinte sequência de Alternativas para consultar
registros na tabela 1. alarmes no E3
Se considerarmos a situação em que a Algumas alternativas costumam ser
bomba demorou 30 segundos para operar, adotadas por integradores e usuários, mas
deixando o alarme ativo nesse período e que dificilmente chegam a um padrão de
depois voltando ao estado normal, mas leitura de alarmes razoável.
que o operador reconheceu o alarme 15 Para as diferentes alternativas de se ler
segundos depois da entrada do alarme, os alarmes, devemos considerar algumas
teremos no banco de dados outra sequência opções do servidor de alarmes do E3:

Mecatrônica Atual 27

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ferramentas

• É possível configurar quais informa-


ções são salvas no banco de dados E3 TimeStamp Mensagem
07/06/2010 09:30:00 Falha na partida da bomba com comando do PLC
de alarmes do E3: por exemplo, é 07/06/2010 09:30:15 Falha na partida da bomba com comando do PLC
possível salvar (ou não) cada um 07/06/2010 09:30:30 Partida da bomba normalizada com comando do PLC
dos tempos do servidor de alarmes
(InTime, OutTime, AckTime); T5. Considerando apenas o E3 Time Stamp.
• O E3TimeStamp é obrigatório;
• Cada alarme pode ser tratado como
evento (isto é, não aparece no E3A- E3 TimeStamp Mensagem Acked
07/06/2010 09:30:00 Falha na partida da bomba com comando do PLC Não
larms), mas aparece no banco de 07/06/2010 09:30:15 Falha na partida da bomba com comando do PLC Sim
dados; 07/06/2010 09:30:30 Partida da bomba normalizada com comando do PLC Sim
• As mensagens de alarme podem ou
não ter mensagens de retorno; T6. Com o E3 Time Stamp e o Alarme reconhecido.
• O único modo de consultar alarmes
históricos é construindo uma consulta
SQL (que pode ser fácil e construída 3. Outras alternativas válidas
pelo assistente, mas que tende a ser Entre selecionar quais dados serão salvos SELECT Alarms.E3TimeStamp, Alarms.
mais complexa se necessita funcionar no banco de dados (configurando o servi- Message, Alarms.Source FROM Alarms
corretamente). dor de alarmes) e modificar a consulta ao WHERE (( Alarms.InTime > Ini-
Colocadas essas opções disponíveis, banco de dados (“select X, Y, Z from alarms cioPeriodo AND Alarms.InTi-
podemos partir para as alternativas comu- where X <> Y” e por aí vai), é possível testar me < FimPeriodo ) AND
mente usadas. várias alternativas. Todas são válidas, desde ( Alarms.Message <> ‘ ‘ ) AND
que a informação de como os alarmes são ((Alarms.AckTime = ‘1899-
1. Levar em consideração apenas o consultados seja suficientemente divulgada 12-30 00:00:00.000’) OR
E3TimeStamp e entendida. (Alarms.OutTime = ‘1899-12-
Essa alternativa é a mais simples, e garante 30 00:00:00.000’)) ) ORDER BY
que a consulta resultante terá, pelo menos, Metodologia para Alarms.E3TimeStamp DESC”
a ordem correta dos acontecimentos, apesar tratamento de alarmes
de informações duplicadas. Considerando Como resultado dos problemas demons-
a segunda condição hipotética (onde o trados acima, fez-se necessário criar uma
operador reconhece o alarme antes da saída metodologia de preparação de alarmes que Conclusões
da condição ativa). (tabela 5) permita que a sequência de alarmes e eventos Esta metodologia se aplica a fontes
Simples e fácil, mas como explicar que seja visualizada corretamente. de alarmes digitais e analógicos, mas foi
o alarme aconteceu uma vez e foi registrado A criação de alarmes no E3, conforme testada extensivamente para um conjunto
duas vezes, antes de ser normalizado? metodologia aqui apresentada, deve seguir de aplicativos com média de 500 alarmes
a sequência de tarefas e regras descritas a digitais por usina, em 11 pequenas centrais
2. Levar em consideração o seguir: hidrelétricas.
E3TimeStamp e a condição de • Todo alarme que tem uma mensagem Um inconveniente desta metodologia
alarme reconhecido de retorno deve ser desmembrado em é que os alarmes não reconhecidos antes
Para o caso de alarmes que devem ser duas fontes de de voltarem ao estado normal são exibidos
reconhecidos (a maioria deles é criada as- • Alarme digitais: uma com a condição como linhas em branco no E3Alarm (o
sim), uma tática que funciona é selecionar de alarme, outra com a condição de sumário de alarmes do E3).
o E3TimeStamp (ou o InTime), e mais retorno; Mas frente às outras opções de consulta, é
a propriedade de reconhecimento, como • Diferenciar a condição de alarme fácil acostumar-se com essa característica.
mostrado na sequência da tabela 6. digital e sua condição de retorno De qualquer modo, um fato importante
Entretanto, quando se define que um pela propriedade que define o valor em qualquer instalação de sistemas supervi-
alarme não necessita reconhecimento ou do alarme; sório é ter sua base de alarmes consolidada
que deve ser tratado como evento, volta-se • Tratar todas as condições de retorno e que reflita as informações capturadas em
à condição anterior, onde não é possível como eventos, pois eles não necessi- campo, de modo a garantir que os alarmes
descobrir que uma mensagem refere-se tarão ser reconhecidos; que são mostrados realmente existam e que a
ao reconhecimento e outra à entrada do • Configurar o servidor de alarmes de sequência de eventos capturada corresponda
alarme. modo a salvar as três datas possíveis à realidade. MA
Uma opção é incluir na consulta (e (InTime, OutTime e AckTime);
no servidor de alarmes) a informação se o • A configuração do browser de alarmes
alarme é alarme (condition, por definição) históricos deve considerar o seguinte
ou evento (event). esqueleto de consulta:

28 Mecatrônica Atual

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instrumentação

Medição da
Temperatura
A temperatura é uma das variáveis mais usadas na indústria
de controle de processos nos seus mais diversos segmentos,
e ainda vale lembrar que ela é uma grandeza básica para a
medição e controle de vazão, densidade, etc. Comentaremos
neste artigo a medição de temperatura e sua história, as prin-
cipais características das tecnologias utilizadas, assim como
alguns detalhes em termos do mercado e tendências com os
transmissores de temperatura

Marco A. Graton
Engenheiro de Desenvolvimento Eletrônico - Smar
Equipamentos Ind. Ltda

César Cassiolato
Diretor de Marketing, Qualidade e Assistência Técnica e
Instalações Industriais - Smar Equipamentos Ind. Ltda

saiba mais
Manuais de Operação dos Trans-
missores de Temperatura Smar:
TT301,TT302,TT411, TT421 e
TT423

Sites de fabricantes:
www.smar.com.br
www.smarresearch.com.
É
notável o avanço da Física e da Eletrônica
nos últimos anos. Sem dúvida, de todas as
áreas técnicas, foram as mais marcantes em
desenvolvimentos. Hoje, somos incapazes
de viver sem as facilidades e benefícios
que estas áreas nos proporcionam em
nossas rotinas diárias. Nos processos e
controles industriais não é diferente, somos
testemunhas dos avanços tecnológicos
veis, a nanotecnologia, existem inúmeras
aplicações com a medição e controle de
temperatura.

Um pouco de História
A medição de temperatura é ponto de
interesse da ciência há muitos anos. O corpo
humano é um péssimo termômetro, pois
só consegue diferenciar o que está frio ou
www.deetc.isel.ipl.pt/jetc05/JETC99/ com o advento dos microprocessadores e quente em relação à sua própria tempera-
pdf/art_53.pdf componentes eletrônicos, da tecnologia tura. Portanto, com o passar dos tempos,
Fieldbus, o uso da Internet, etc. E ainda, o homem começou a criar aparelhos que
Artigos Técnicos de César com a busca de desenvolvimentos na área o auxiliassem nesta tarefa.
Cassiolato
de energia renovável, novos combustí- Vejamos a seguir mais detalhes.

Mecatrônica Atual 29

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instrumentação

Uma das primeiras tentativas de construção de uma O primeiro termômetro foi idealizado por
escala de temperatura ocorreu por volta de 170 Galileu Galilei (1564-1642). Ele consistia
DC. Claudius Galenus of Pergamum (130- de um longo tubo de vidro com um bulbo
201), médico grego, teria sugerido que as sensações preenchido com vinho. Este primeiro tipo de
de “quente” e “frio” fossem medidas com base aparelho utilizado para a medição de tempe-
em uma escala com quatro divisões numeradas ratura foi chamado de termoscópio (instru-
acima e abaixo de um ponto neutro. Para tal escala mento que indica a temperatura através da
termométrica, atribuiu a temperatura de “quatro mudança do volume). Alguns tinham o ar do
graus de calor” à água fervendo, a temperatura de bulbo retirado antes de se colocar o líquido
“quatro graus de frio” ao gelo, e a temperatura “neutra” a uma mistura (podia ser água colorida no lugar do vinho), fazendo com que
de quantidades iguais daquelas duas substâncias. Galenus não foi um o líquido subisse dentro do tubo. Conforme o ar restante no
excelente médico, mas sim um excelente fisiologista. Ele escreveu tubo era aquecido ou esfriado, o líquido do tubo variava refle-
vários tratados médicos, frutos de seu trabalho no tratamento dos tindo a mudança na temperatura do ar. Mais tarde, seu colega
Gladiadores romanos e das suas dissecações de animais vivos. Ele foi o Sanctorius Sanctorius acrescentou uma escala gravada no
primeiro médico a dar diagnósticos pela medição do pulso da pessoa. tubo para facilitar a medição da alteração da temperatura.

Como o vinho era Daniel Gabriel Robert Hook (1635-


altamente influen- Fahrenheit (1686- 1703), curador da
ciado pela pressão 1736) devotou a maior Sociedade Real em 1664,
atmosférica, em 1641 parte de sua vida a usou tintura vermelha
Fernando II, Grão- criação de instrumen- no álcool. Sua escala, na
Duque da Toscana tos meteorológicos. Em qual cada grau repre-
(1610-1670), desen- 1708, Fahrenheit visitou sentava um incremento
volveu o primeiro Römer em Copenha- do volume equivalente a
termômetro selado. gue e viu seu termôme- 1/500, parte do volume
Ele utilizou o álcool em seu interior e tro com dois pontos de calibração. Impres- do líquido do termômetro precisava
fez 50 marcas (graus) na sua haste. Este sionado com o termômetro, ele passou a somente de um ponto fixo. Ele selecionou
termômetro não usava nenhum ponto utilizá-lo quando voltou à Alemanha. Mais o ponto de congelamento da água.
fixo para a calibração da escala. O ter- tarde, não gostando do inconveniente (e O termômetro original de Hook tornou-se
mômetro com o emprego de substância das frações) de dividir os graus Römer de padrão do Colégio Gresham e foi usado
orgânica (álcool, etc.) em seu interior modo a permitir a medição de pequenos pela Sociedade Real até 1709. A primeira
passou a ser conhecido como termô- intervalos de temperatura, ele multiplicou leitura meteorológica compreensível foi
metro “spirit”. a escala de Römer por 4. Isto fez com que feita nesta escala.
o ponto de derretimento da água fosse 30
graus e a temperatura do corpo humano
Em 1701, Ole Chris- 90 graus. Depois, ele mudou estes valores Em 1731, Réne Antoine
tensen Römer (1644- para 32 e 96 graus respectivamente para Ferchault de Réamur
1710) criou o primeiro simplificar a marcação da escala (em 64 (1683-1757) propôs uma
termômetro, com dois divisões). escala diferente, calibrada
pontos de referência. Fahrenheit ainda adicionou mais um em apenas um ponto com
O termômetro usava ponto com referência, a temperatura de as divisões da escala base-
vinho vermelho como equilíbrio de uma mistura de gelo e sal, ada na expansão do fluido
indicador da tempe- que foi definida como zero em sua escala. no termômetro. Réamur
ratura. Römer criou a Infelizmente, o uso de três referências fez muitos experimentos
escala de seu termômetro com 60 repre- causou mais incerteza do que precisão. para selecionar o fluido termometricamente
sentando o ponto de ebulição da água. Após a morte de Fahrenheit, a tempera- adequado e estabeleceu o conhaque diluído
Ele não sabia que o ponto de ebulição da tura do corpo humano foi considerada em uma certa quantidade de água. A diluição
água dependia da pressão atmosférica, fato inconstante para a definição de um ponto escolhida foi uma que dava o valor de 80 em
descoberto depois por Fahrenheit. na escala de temperatura, então sua escala 1000, conforme aquecido da temperatura do
Quanto ao ponto inferior, isto é questão foi modificada para dar a ela novamente congelamento até a temperatura de ebulição
de debate, uma vez que partes de suas 2 pontos de referência. Tudo isto resultou da água (80 porque era um número fácil de
anotações foram destruídas pelo fogo. no desajeitado padrão numérico, com o se dividir em partes). Por causa desta seleção,
Alguns dizem que 0 representava uma ponto de congelamento da água definido as pessoas passaram a acreditar que na escala
mistura de água, gelo e cloreto de amônia, como 32°F e o ponto de ebulição (na de Réamur a água fervia em 80 graus. Devido
outros que ele usou o ponto de degelo pressão atmosférica padrão) definido a isto, a escala de Réamur passou a ser gra-
da água que marcou com 7.2 Rö. Mais como 212°F. Fahrenheit também percebeu duada utilizando dois pontos fixos, o ponto
tarde Römer adotou por razões práticas que o álcool não tinha precisão e repeti- de congelamento (0°) e o ponto de ebulição
outros pontos de referência como a água bilidade para a medição da temperatura. da água (80°). Esta escala foi oficialmente
congelada e a temperatura do sangue Em 1714, ele adotou o mercúrio, o qual se adotada na Europa, exceto na Grã Betranha e
(temperatura do corpo humano), que ele mostrou uma excelente alternativa devido na Escandinávia, mas com a adoção da escala
marcou como 22.5 Rö. Apesar da criação ao seu coeficiente de expansão térmica de centígrados pelo governo revolucionário
do termômetro, Römer é mais conhe- ser altamente linear e não se dissolver no da França em 1794, ela gradualmente perdeu
cido pelo seu trabalho com a medição da ar. Por outro lado, ele é menos sensível à popularidade e finalmente caiu em desuso no
velocidade da luz. mudança de temperatura. século 20.

30 Mecatrônica Atual

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instrumentação

Um termômetro com Muitas tentati- Em 1744 o amigo de


escala similar a de Réamur vas de trans- Celsius, Carl Linnaeus
foi inventado em 1732 por formar a escala (1707-1778), inverteu a
Joseph Nicolas Delisle de Delisle para escala centígrada para
(1688-1768), astrônomo um intervalo de atender a um sentimento
francês, que foi convidado 100 graus foram psicológico que quente
para ir à Rússia por Pedro, feitas antes que deveria corresponder à
o Grande. Naquele ano o suíço Anders maior temperatura. O uso
ele construiu um termô- Celsius da escala de Celsius no
metro que usava mercúrio como fluido de (1701-1744), em 1742, propusesse século 19 foi acelerado pela decisão das auto-
trabalho. Delisle escolheu sua escala usando graduar o termômetro com 100 ridades revolucionárias da França de adotar
a temperatura de ebulição da água como o graus como o ponto de ebulição o sistema decimal para todas as quantidades
ponto fixo e mediu a contração do mercúrio da água e 0° como o ponto de mensuráveis. A escala centígrada tornou-se
(com baixas temperaturas) em cem milési- derretimento da neve. popular primeiro na Suíça e na França (onde
mos. Os termômetros antigamente tinham Aparentemente, desejando evitar o ela coexistiu com a escala de Réaumur), e
2400 graduações apropriadas ao inverno em uso de números negativos para as depois na maior parte do mundo. A comissão
São Petersburgo onde Delisle viveu. Em 1738 temperaturas, Celsius determinou de Pesos e Medidas, criada pela Assembleia
Josias Weitbrecht (1702 - 1747) recalibrou o numero 100 para o ponto de Francesa decidiu em 1794 que o grau ter-
o termômetro de Delisle com 0 grau como o congelamento da água e 0 para o mométrico seria 1/100 da distância entre o
ponto de ebulição da água e 150 graus como ponto de ebulição, dividindo a dis- ponto do gelo e o vapor d’ água (originando
o ponto de congelamento da água. Este ter- tância em intervalos de 100 graus. a palavra centígrado). Em outubro de 1948, na
mômetro permaneceu em uso na Rússia por IX conferência de Pesos e Medidas, o nome da
mais de um século. unidade foi alterado para Celsius.

Sir Hum- Em 1848, Em 1859, William John Macqu-


phrey Davy William orn Rankine (1820-1872) propôs
(1778-1829) Thomson outra escala de temperatura na qual
foi um bri- (1824-1907) especificava 0° para o zero absoluto,
lhante cientista desenvolveu mas usava como base a escala de
responsável uma escala graus Fahrenheit. Devido à escala de
pelo uso do termodinâmica Rankine ter o mesmo tamanho da
gás do riso baseada no escala de Fahrenheit, o ponto de con-
(óxido nitroso) coeficiente de gelamento da água (32°F) e o ponto
como anestésico e por algumas expansão de um gás ideal. de ebulição da água (212°F) correspondem respecti-
descobertas como: o elemento Esta ideia se deve à descoberta de vamente a 491,67°Ra e 671,67°Ra. Esta escala foi mais
sódio, o potássio, o boro, a solda Jacques Charles sobre a variação tarde renomeada Rankine e sua unidade designada graus
por arco elétrico e a lâmpada de de volume dos gases em função Rankine (símbolo °R).
segurança para a mineração. Em da variação da temperatura, onde
1821, ele descobriu também que a Charles concluira com base em
resistividade dos metais apresen- experimentos e cálculos que à
Baseado na idéia da resistividade
tava uma forte dependência da temperatura de –273 °C todos
dos metais, Sir William Siemens
temperatura. os gases teriam o volume igual a
(1823–1883) propôs em 1861 o uso
zero. Kelvin propôs outra solução:
de termômetros de resistência de
não era o volume da matéria que
platina, com os quais a medição da
Em 1821 se anularia nessa temperatura,
temperatura seria feita à custa da
Thomas mas sim a energia cinética de
variação da resistência elétrica de
Seebeck suas moléculas. Sugeriu, então,
um fio de platina com a temperatura.
(1770-1831), que essa temperatura deveria ser
A escolha da platina se deu por ela
descobriu que, considerada a mais baixa possível
não se oxidar em altas temperaturas e por ter uma
quando dois e chamou-a de zero absoluto.
variação uniforme da resistência com a temperatura em
fios de metais Assim, foi criada uma nova escala
um amplo range.
diferentes são baseada na escala de grau cen-
unidos em duas tígrado. Esta escala absoluta foi
extremidades e um dos extremos mais tarde renomeada para Kelvin
é aquecido, circula uma corrente e sua unidade designada graus Em 1887, Hugh Longbourne
elétrica no circuito. Estava desta Kelvin (símbolo °K). Observe que Callendar (1863-1930) aperfeiçoou
forma descoberto o termopar, a unidade de temperatura no SI o termômetro com resistência de
hoje em dia o mais importante é chamada de Kelvin (não grau platina, obtendo grande concordância
sensor de temperatura para aplica- Kelvin). de resultados entre o termômetro
ções industriais. de platina e um termômetro de gás.
Atualmente, a medição de tempera-
turas por meio de termômetros de
platina assume grande importância
em numerosos processos de controle industrial.

Mecatrônica Atual 31

MA48_Med_Temperatura.indd 31 10/12/2010 12:01:18


instrumentação

A Temperatura e os
dias de hoje
Com a criação das diversas escalas,
houve a necessidade da definição das
curvas dos vários sensores e de seus pon-
tos de calibração. Isto foi alcançado nas
diversas reuniões desde 1889 até hoje,
onde finalmente chegamos ao ITS-90
(International Temperature Scale), mas
esta é uma longa historia.
Atualmente, as escalas mais utilizadas
são Celsius e Fahrenheit. Kelvin e Rankine
são mais usadas por cientistas e engenheiros.
Quanto às outras escalas, elas acabaram
sendo esquecidas. Veja a figura 1.
Várias normas e padrões, dependendo do
país e região, são utilizadas na medição de
temperatura: ANSI(EUA), DIN(Alemanha),
JIS (Japão), BS (Inglaterra), etc.
Nesta evolução da medição de tempera-
tura, os Transmissores de Temperatura são
muito importantes na área de automação
e controle de processos. Em conjunto com
uma diversidade de sensores contribuem
para a melhoria contínua dos processos e
qualidade final dos produtos. Veremos a
seguir mais alguns detalhes deste importante
equipamento.

O mercado e os transmissores
de temperatura inteligentes
Segundo a ARC (Advisory Group Study), F1. Comparação das escalas de temperatura.
o mercado de transmissores de temperatura
em 2007 foi de US$281 milhões e estima-se 2) Transmissores para painel, mais diversos sensores em medições simples,
para 2010 algo em torno de US$300 milhões montagem em trilho DIN dupla, máxima, mínima, média, diferencial,
e em 2012, US$386 milhões. Sua principal aplicação é monitoração, etc. Exemplo: TT421 da Smar.
Analisando o mercado, podemos observar permitindo fácil instalação, inúmeras Em termos de protocolos, como com
3 linhas de transmissores de temperatura opções em ambientes fechados e conexões qualquer outro equipamento de campo, o
associados com a aplicação e custo. Um com sensores, alta flexibilidade de insta- predomínio no mercado é por protocolos
transmissor inteligente combina a tecnologia lação e manutenção, dando segurança e abertos, como HART, Foundation Fieldbus
do sensor mais sua eletrônica. confiabilidade, possuem autodiagnose, e Profibus PA.
sensor matching (Callendar Van Dusen),
1) Transmissores à prova de comunicação digital e são usados com os Exemplos de Transmissores HART
explosão e à prova de tempo mais diversos sensores em medições simples, (4-20mA)
Normalmente utilizados em aplicações dupla, máxima, mínima, média, diferencial, Vejamos a figura 2, onde temos o
críticas, com alta e média performance, etc. Exemplo: TT411 da Smar. diagrama de blocos do transmissor de
possuem carcaça com duplo comparti- temperatura HART TT301 da Smar.
mento, separando eletrônica e sensores, 3) Transmissores para montagem Este transmissor possui as seguintes
dando robustez, segurança e confiabilidade, em cabeçote (poço) características:
possuem indicação local, sensor matching Sua principal aplicação é a montagem • Entrada Universal com ampla es-
(Callendar Van Dusen), autodiagnose, em cabeçotes, permitindo fácil instalação e colha de sensores: RTDs padrões,
comunicação digital, ajuste local e são conexões com sensores, alta flexibilidade de Termopares padrões, ohm, mV e
usados com os mais diversos sensores em instalação e manutenção, dando segurança Sensor Especial;
medições simples, dupla, diferencial, sensor e confiabilidade, possuem autodiagnose, • Medição Simples ou Diferencial: 2,
backup, etc. Exemplo: TT301, TT302, sensor matching (Callendar Van Dusen), 3 ou 4 fios e sensor backup;
TT303 da Smar. comunicação digital e são utilizados com os • Isolado;

32 Mecatrônica Atual

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instrumentação

• Compensação de junta fria;


• Compensação de resistência de linha;
• Linearização;
• 0,02% de precisão básica;
• 4-20mA + Protocolo HART;
• Re-range;
• Bloco PID e Gerador de SetPoint ;
• Autodiagnósticos;
• Detecção de Burn-out;
• Fácil upgrade para Foundation Fiel-
dbus e Profibus PA;
• Display (permite 4 posições de mon-
tagem);
• Montagem em campo;
• À prova de explosão e tempo;
• Intrinsecamente Seguro;
• Alta Imunidade a EMI e RF;
• Robusto; F2. Diagrama de blocos do transmissor TT301.
• Ajuste local simples e completo;
• Corrente de saída de acordo com a
NAMUR-NE43;
• Proteção de escrita;
• Verdadeira carcaça com duplo com-
partimento;
• Coprocessador matemático de alta
performance.
Benefícios:
• Baixo custo com manutenção
• Autodiagnóstico remoto;
• Somente um modelo de sobressalente
para estoque: um único transmissor
para qualquer aplicação e ampla faixa
e tipo de sensores.
• Baixo custo de instalação
• Configuração remota ou local e fácil
calibração (re-range);
• Flexibilidade, um único transmissor
para qualquer aplicação e ampla faixa F3. Diagrama de blocos do transmissor TT411 e TT421.
e tipo de sensores.
• Redução dos custos de produção Trilho x Montagem em campo
• Redução do tempo de paradas (process Transmissor montado em trilho Transmissor no campo
Baixos níveis de sinais são facilmente Sinais mais robustos e menos sensíveis a
downtime);
distorcidos devido aos longos cabeamentos e interferências
• Melhor uniformidade da produção; mais sensíveis a emi/rfi O preço do transmissor pode ser mais barato que
• Redução da variabilidade dos processos: Cara compensação da flação para Termopares determinados fios
economia de matéria-prima e melhor Os RTDs necessitam cabos múltiplos Indicação no campo
qualidade final do produto devido à Diferentes barreiras Permite a adição de indicadores, recorders etc. no
Perda de exatidão ao longo dos fios mesmo ponto
alta exatidão e estabilidade.
Mais espaço requerido no painel Barreiras padrões
A figura 3 mostra o diagrama de blocos Solução baixo custo
dos transmissores de temperatura HART,
TT411 e TT421. T1. Comparação entre montagem em trilho e montagem em campo.
Estes transmissores possuem as mesmas
características básicas do TT301. Veja de- Novidades em medições de • Foi inventada em 1952 pelo físico
talhes e benefícios nas figuras 4 e 5. Temperatura: Sensores Óticos indiano Narinder Singh Kanpany;
Observe a comparação entre monta- São ainda pouco difundidos, mas ve- • 1970: a Corning Glass produziu
gem em painel e montagem em campo jamos abaixo alguns marcos da evolução alguns metros de fibra ótica com
(tabela 1). da fibra ótica: perdas de 20 dB/km;

Mecatrônica Atual 33

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instrumentação

• 1973: Um link telefônico de fibras


óticas foi instalado no EUA;
• 1976: Bell Laboratories instalou um Super – Chip HT3012:
link telefônico em Atlanta de 1 km Co-processador matemático;
Conversor D/A de 15 bits.
e provou ser praticamente possível a Modem HART.
fibra ótica para telefonia;
• 1978: Começa em vários pontos do Benefícios:
mundo a fabricação de fibras óticas com Alta performance;
perdas menores do que 1,5 dB/km; Alta exatidão;
Alta estabilidade;
• 1988: Primeiro cabo submarino de Alto MTBF;
fibras óticas mergulhou no oceano Diminuição da variabilidade dos processos, redução
e deu início à super estrada da in- de custos com matéria- prima, melhor qualidade dos
formação; produtos finais;
• 2004: A fibra ótica movimenta cerca Aumento da segurança, confiabilidade e disponibilidade;
Redução dos custos de engenharia e instalação.
de 40 bilhões de dólares anuais;
• 2007: Fibra óptica brasileira faz
30 anos e o mercado americano de
sensores com fibra ótica movimentou F4. TT411: Montagem em trilho DIN.
237 milhões de dólares;
• 2014: perspectiva de movimento de
1,6 bilhões de dólares no mercado
americano de sensores com fibra Super – Chip HT3012:
ótica. Co-processador matemático;
Conversor D/A de 15 bits;
A sensitividade dos sensores a fibra, ou Modem HART.
seja, o distúrbio menos intenso que pode
ser medido, pode depender de: Benefícios:
• Variações infinitesimais em algum Alta performance;
parâmetro de caracterização da fibra Alta exatidão;
Alta estabilidade;
usada, quando a fibra é o próprio Alto MTBF;
elemento sensor; Diminuição da variabilidade dos processos,
• Mudanças nas propriedades da luz redução de custos com matéria- prima, melhor
usada, quando a fibra é o canal qualidade dos produtos finais;
através do qual a luz vai e volta do Aumento da segurança, confiabilidade e dispo-
nibilidade;
local sob teste. Redução dos custos de engenharia e instalação.
Os sensores a Fibras Óticas são compactos
e apresentam sensitividades comparáveis
ao similares convencionais. Existem mui- F5. TT421: Montagem em cabeçote.
tos sensores comerciais feitos com Fibras
Óticas, para medição de temperatura,
pressão, rotação, sinais acústicos, corrente,
fluxo, etc.
Hoje, um tipo com várias aplicações
é o sensor de temperatura com tecnologia
baseada em Redes de Bragg.
As redes de Bragg são elementos simples,
confinados ao núcleo da fibra ótica e com
elevado potencial de produção em massa.
A possibilidade de fabricar redes de Bragg
diretamente no núcleo das fibras óticas por
processos fotolíticos, sem afetar a integridade
física e as características óticas das fibras,
veio a ter seu destaque, na última década,
um dos mais férteis campos da investigação
científica na área da optoeletrônica.
A natureza ressonante da resposta espec-
tral dos sensores de Bragg é especialmente F6. Redes de Bragg.

34 Mecatrônica Atual

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instrumentação

atraente para aplicações de multiplexação do Esta figura ilustra a ação de uma rede da matriz de sílica e da dependência do
comprimento de onda. Estas características de Bragg sobre a luz propagada no núcleo índice de refração com a temperatura.
podem ser convenientemente exploradas da fibra ótica. O grande atrativo para o uso das redes
numa única fibra ótica contendo diversos As redes de Bragg, como parte integrante de Bragg como sensores se deve ao fato
elementos sensores com ressonâncias de da fibra ótica, são sensíveis à aplicação de da informação estar contida no espectro,
Bragg distintas. grandezas físicas, na mesma medida que a significando uma medida absoluta e fácil
Deste modo, é possível associar cada própria matriz de sílica. As propriedades de ser multiplexada e de alta exatidão. Estes
sensor a uma determinada posição ao longo espectrais das redes de Bragg dependem de sensores são muito usados em medições de
da fibra, constituindo em conjunto um grandezas como a temperatura e a tensão temperatura no fundo do poço.
sensor quase-distribuído de deformação mecânica, ou seja, a aplicação de qualquer
ou temperatura. A autorreferenciação e grandeza que provoque uma alteração do Conclusão
a capacidade de multiplexação têm sido índice efetivo, ou do período, induz um Vimos através deste artigo a importância
apontadas como as principais vantagens desvio no comprimento de onda ressonante. da medição de temperatura na automação e
associadas aos sensores de Bragg, sustentando O princípio básico de operação dos sensores controle de processos, um pouco da história
um enorme potencial de desenvolvimento de Bragg baseia-se, então, na medição dos da medição de temperatura e dos avanços
tecnológico. desvios em comprimento de onda induzidos tecnológicos dos transmissores de tempe-
As redes de Bragg são formadas por uma na condição de ressonância por variação ratura, assim como as três tendências de
modulação periódica do índice de refração de temperatura, de deformação mecâni- transmissores, suas aplicações e benefícios.
do núcleo da fibra ótica. ca, de pressão ou de campos magnéticos. Vimos também o sensor de temperatura
O valor máximo de ref lexão dessa No entanto, dada a importância prática utilizando a rede de Braag, que deve trazer
microestrutura ocorre quando a constante atribuída aos sensores de temperatura e de novidades no futuro nesta medição. MA
de propagação do modo guiado no núcleo deformação, a maioria das demonstrações
se encontra em ressonância com a modu- com base nos sensores de Bragg tem sido
lação espacial do índice, com período L, centrada nessas aplicações.
estabelecendo a conhecida condição de A sensibilidade à temperatura dos sen-
Bragg, vide figura 6. sores de Bragg resulta da expansão térmica

Setembro/Outubro 2010 :: Mecatrônica Atual 35

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conectividade

Dimensionamento
da quantidade
de equipamentos
em uma rede
PROFIBUS-PA
Apesar de muito simples, a tecnologia do meio físico utilizada
no PROFIBUS-PA - a chamada H1 - de acordo com a IEC61158-
2, ainda vemos alguns detalhes em alguns projetos e que em
campo poderiam ser evitados, diminuindo o tempo de comis-
sionamento e startup e evitando as condições de intermitências
e paradas indesejadas durante a operação.
Em outro artigo detalharemos mais o meio físico. Acompanhe
César Cassiolato, Diretor de
nas próximas edições Marketing, Qualidade, Assistência
Técnica e Instalações Industriais -
Smar Equipamentos Industriais Ltda.(*)

S
empre que possível, consulte as normas pamentos. Estas normas variam de área
EN50170 e IEC61158-2 para as regula- para área e estão em constante atualização.
mentações físicas, assim como as práticas É responsabilidade do usuário determinar
de segurança de cada área. quais normas devem ser seguidas em suas
É necessário agir com segurança nas aplicações e garantir que a instalação de

saiba mais medições, evitando contatos com terminais e


fiação, pois a alta tensão pode estar presente
e causar choque elétrico. Lembre-se que
cada equipamento esteja de acordo com
as mesmas.
Uma instalação inadequada ou o uso
Material de Treinamento e
Artigos Técnicos PROFIBUS cada planta e sistema têm seus detalhes de de um equipamento em aplicações não
- César Cassiolato segurança. Informe-se sobre estes detalhes recomendadas podem prejudicar a perfor-
antes de iniciar o trabalho!. mance de um sistema e consequentemente
Especificações Técnicas e Guias Para minimizar o risco de problemas a do processo, além de representar uma
de Instalações PROFIBUS potenciais relacionados à segurança, é fonte de perigo e acidentes. Devido a isto,
Manuais Smar PROFIBUS preciso seguir as normas de segurança e recomenda-se utilizar somente profissionais
de áreas classificadas locais aplicáveis que treinados e qualificados para instalação,
Site de fabricante regulam a instalação e operação dos equi- operação e manutenção.
www.smar.com.br

36 Mecatrônica Atual :: Setembro/Outubro 2010

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conectividade

F1. Arquitetura típica de uma rede PROFIBUS.

Arquitetura típica de rangeabilidade dos equipamentos, alta • O perfil original da aplicação para a
uma rede PROFIBUS resolução nas medições, integração com automação do processo e interopera-
Observe a figura 1, onde temos uma controle discreto em alta velocidade, apli- bilidade dos equipamentos de campo
arquitetura típica em PROFIBUS. Nela cações em qualquer segmento, etc.). Além dos diferentes fabricantes;
podemos verificar a ampla cobertura de dos benefícios econômicos pertinentes às • Adição e remoção de estações de bar-
meios físicos, várias topologias e níveis de instalações (redução de até 40% em alguns ramentos, mesmo em áreas intrinse-
aplicações. Neste artigo iremos comentar casos em relação aos sistemas convencio- camente seguras, sem influência para
alguns detalhes sobre o PROFIBUS-PA. nais), custos de manutenção (redução de outras estações;
até 25% em alguns casos em relação aos • Alimentação e transmissão de dados
PROFIBUS-PA sistemas convencionais), menor tempo de sobre o mesmo par de fios baseado
O PROFIBUS-PA é a solução PROFIBUS startup, oferece um aumento significativo na tecnologia IEC 61158-2;
que atende os requisitos da automação de em funcionalidade e segurança. • Uso em áreas potencialmente explo-
processos, onde se tem a conexão de siste- O PROFIBUS-PA permite a medição e sivas com blindagem explosiva tipo
mas de automação e sistemas de controle de controle por uma linha a dois fios simples. “intrinsecamente segura” ou “sem
processo com equipamentos de campo, tais Também possibilita alimentar os equipa- segurança intrínseca”.
como: transmissores de pressão, temperatura, mentos de campo em áreas intrinsecamente • Uma comunicação transparente através
conversores, posicionadores, etc. Pode ser usada seguras. O PROFIBUS-PA permite a dos acopladores do segmento entre o
em substituição ao padrão 4 a 20 mA. manutenção e a conexão/desconexão de barramento de automação do processo
Existem vantagens potenciais da uti- equipamentos até mesmo durante a operação PROFIBUS-PA e o barramento de au-
lização dessa tecnologia, onde resumida- sem interferir em outras estações em áreas tomação industrial PROFIBUS-DP;
mente destacam-se as vantagens funcionais potencialmente explosivas. O PROFIBUS- Transmissão síncrona em conformidade
(transmissão de informações confiáveis, PA foi desenvolvido em cooperação com os à norma IEC 61158-2 (tabela 1), com uma
tratamento de status das variáveis, sistema usuários da Indústria de Controle e Processo taxa de transmissão definida em 31,25 kbits/s,
de segurança em caso de falha, equipa- (NAMUR), satisfazendo as exigências veio atender aos requisitos das indústrias
mentos com capacidades de autodiagnose, especiais dessa área de aplicação: químicas e petroquímicas. Permite, além

Mecatrônica Atual 37

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conectividade

de segurança intrínseca, que os dispositivos


de campo sejam energizados pelo próprio
barramento. Assim, o PROFIBUS pode ser
utilizado em áreas classificadas. As opções
e limites do PROFIBUS com tecnologia de
transmissão IEC 61158-2 para uso em áreas
potencialmente explosivas são definidas pelo
modelo FISCO (Fieldbus Intrinsically Safe
Concept). O modelo FISCO foi desenvolvido
pelo instituto alemão PTB - Physikalisch
Technische Bundesanstalt (Instituto Tecno-
lógico de Física) e é hoje internacionalmente
reconhecido como o modelo básico para
barramentos em áreas classificadas.
A transmissão é baseada nos seguintes
princípios, e é frequentemente referida
como H1:
F2. Exemplo de sinal PROFIBUS-PA em modo tensão. • cada segmento possui somente uma
fonte de energia, a fonte de alimen-
tação;
• alimentação não é fornecida ao
barramento enquanto uma estação
está enviando;
• os dispositivos de campo consomem
uma corrente básica constante quando
em estado de repouso;
• os dispositivos de campo agem como
consumidores passivos de corrente
(sink);
• uma terminação passiva de linha é
necessária, em ambos fins da linha
principal do barramento;
• topologia linear, árvore e estrela são
permitidas.
No caso da modulação, supõe-se que uma
corrente básica de pelo menos 10 mA seja con-
sumida por cada dispositivo no barramento.
F3. Exemplo de codificação Manchester. Através da energização do barramento, esta
corrente alimenta os dispositivos de campo.
Os sinais de comunicação são então gerados
pelo dispositivo que os envia, por modulação
de + /- 9 mA, sobre a corrente básica.
Para se operar uma rede PROFIBUS em
área classificada é necessário que todos os
componentes utilizados na área classificada
sejam aprovados e certificados de acordo
com o modelo FISCO e IEC 61158-2 por
organismos certificadores autorizados tais
como PTB, BVS (Alemanha), CEPEL,
UL, FM (EUA). Se todos os componentes
utilizados forem certificados e se as regras
para seleção da fonte de alimentação, com-
primento de cabo e terminadores forem
observadas, então nenhum tipo de aprovação
adicional do sistema será requerida para o
T1. Características da IEC 61158-2. comissionamento da rede PROFIBUS.

38 Mecatrônica Atual

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conectividade

FISCO
O conceito FISCO foi otimizado para
que seja permitido um número maior de
equipamentos de campo, de acordo com o
comprimento do barramento, levando-se
em conta a variação das características do
cabo (R’, L’, C’) e terminadores, atendendo
categorias e grupos de gases com uma
simples avaliação da instalação envolvendo
segurança intrínseca. Com isto, aumentou-
se a capacidade de corrente por segmento e
facilitou-se para o usuário a avaliação. Além
disso, ao adquirir produtos certificados, F4. Modo Tensão 31,25 kbit/s.
o usuário não precisa se preocupar mais
com cálculos, mesmo em substituição em
operação.
• R´:15 ... 150 ohm/km;
• L´: 0,4 ... 1 mH/km;
• C´: 80 ... 200 nF/km;
• Cabo tipo A: 0,8 mm2 (AWG18).
Em termos de terminação:
• R = 90 ... 100 ohms;
• C = 0 ... 2,2 µF.
Na figura 2 temos um sinal PROFIBUS-
PA em modo tensão.
A transmissão de um equipamento
fornece tipicamente 10 mA a 31,25 kbit/s
em uma carga equivalente de 50 Ω, criando
um sinal de tensão modulado de 750 mV a
1,0 V pico a pico. A fonte de alimentação F5. Topologia em Árvore ou Estrela.
pode fornecer de 9 a 32 Vdc, porém em
aplicações seguras (IS) devem-se atender
os requisitos das barreiras de segurança
intrínseca. Veja as figuras 3 e 4.
O comprimento total do cabeamento
é a somatória do tamanho do trunk (bar-
ramento principal) e todos os spurs (deriva-
ções maiores que 1 m), sendo que com o
cabo tipo A é de no máximo 1900 m em
áreas não seguras. Em áreas seguras é de
no máximo 1000 m com o cabo tipo A e
os spurs não devem exceder 30 m.

Topologias no PROFIBUS-PA
Nas figuras 5 e 6 temos as topologias
principais do PROFIBUS-PA, embora na
prática haja um misto das duas topologias, F6. Topologia em barramento.
barramento e estrela/árvore.
Na figura 7 temos uma solução compacta 1) Mestres (Masters): são elementos • Classe 2: responsável pelos acessos
e de baixo custo da Smar com um mestre responsáveis pelo controle do barramento. acíclicos dos parâmetros e funções
PROFIBUS-DPV1 e 4 canais (DF97) PRO- Eles podem ser de duas classes: dos equipamentos PA estação de
FIBUS-PA no mesmo controlador com taxa • Classe 1: responsável pelas operações engenharia ou estação de operação:
de até 12 Mbits/s. A Smar possui o modelo cíclicas (leitura/escrita) e controle ProfibusView, AssetView, Simatic
DF95 para 2 canais PROFIBUS-PA. das malhas abertas e fechadas do PDM, Pactware, etc).
Basicamente, podemos citar os seguintes sistema de controle/automação (PLC, 2) Acopladores DP/PA (Couplers):
elementos de uma rede PROFIBUS: controladores, CPUs). são dispositivos utilizados para traduzir as

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conectividade

características físicas entre o PROFIBUS máximo de equipamentos em cada • Podem ser alimentados até 24 Vdc,
DP (Rs485) e o PROFIBUS PA (H1:31,25 segmento PROFIBUS PA. O nú- dependendo do fabricante e da área
kbits/s). E ainda: mero máximo de equipamentos em de classificação.
• São transparentes para os mestres um segmento depende entre outros • Podem trabalhar com as seguintes
(não possuem endereço físico no fatores, da somatória das correntes taxas de comunicação, dependendo
barramento); quiescentes e de falhas dos equipa- do fabricante: P+F (93,75 kbits/s e
• Atendem aplicações (Ex) e (Non-Ex) mentos (FDE) e distâncias envolvidas SK3:12 Mbits/s) e Siemens(45,45
definindo e limitando o número no cabeamento. kbits/s).
Observe as tabelas 2 e 3.
3) Link devices: São dispositivos utiliza-
dos como escravos da rede PROFIBUS DP e
mestres da rede PROFIBUS PA. São utilizados
para se conseguir altas velocidades, de até 12
Mbits/s no barramento DP e ainda:
• Possuem endereço físico no barra-
mento;
• Permitem que sejam conectados até
5 couplers DP/PA, mas limitam o
número de equipamentos em 30 em
um barramento “Non-Ex” e 10 em
barramento “Ex”.
Com isto, aumentam a capacidade
de endereçamento da rede PROFIBUS
DP. Dependendo da quantidade de dados
trocados ciclicamente, podem permitir até
64 equipamentos.
4) Terminador de barramento na
rede PA: consiste de um capacitor de 1µF
e um resistor de 100 Ω conectados em série
entre si e em paralelo ao barramento.Tem
as seguintes funções:
F7. DF97 - Mestre Profibus DPV1 Smar com 4 canais PROFIBUS-PA e 1 canal PROFIBUS-DP.

T2. Dados dos couplers DP/PA (para mais detalhes consulte os fabricantes).

40 Mecatrônica Atual

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conectividade

• Shunt do sinal de corrente: o sinal Alguns detalhes de projeto e e sua corrente drenada, classificação de área
de comunicação é transmitido como quantidade de equipamentos (couplers para área classificada drenam
corrente mas recebido como tensão. por segmento PROFIBUS-PA correntes da ordem de 100 mA, tensão de
O terminador faz esta conversão; Verifique a quantidade de equipamentos saída 12 V), além da corrente de FDE. A
• Proteção contra reflexão do sinal de (N) por segmento PROFIBUS-PA, lembrando corrente total no segmento deve ser menor
comunicação: deve ser colocado nas que a mesma é função do consumo quiescente do que a drenada pelo coupler.
duas terminações do barramento, de cada equipamento PROFIBUS-PA, as
ISeg = Σ IBN + IFDE + IFREE
um no final e outro geralmente no distâncias envolvidas (resistência de loop
coupler DP/PA. cabo tipo A: 44 Ω/km), do coupler DP/PA (sendo ISeg < IC )

T3. Dados dos couplers DP/PA P+F (para mais detalhes consulte o fabricante).

Mecatrônica Atual 41

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conectividade

Onde : • Equipamentos PROFIBUS-PA Smar • Tensão típica fornecida por um


ISeg - corrente no segmento PROFI- consomem 12 mA. coupler DP/PA Ex: 12,5 Vdc;
BUS-PA; Tomando como base a lei de Ohm: • Corrente típica fornecida por um
Σ IBN - somatória das correntes quiescen- coupler DP/PA Ex: 100 mA;
V = R x I x N, então N = V/(I x R)
tes de todos os equipamentos no segmento Tomando como base, novamente, a lei
PROFIBUS-PA; Onde: de Ohm e substituindo os valores:
IFDE - corrente adicional em caso de V - queda máxima de tensão no cabo
fallha, normalmente desprezível; garantindo a tensão mínima de alimentação N = (12,5-9)/(12x10 -3 x 1,0x44) =
IFREE - corrente de folga, útil em caso de no equipamento mais distante do coupler 6 equipamentos
expansão ou troca de fabricante; DP/PA.
IC - corrente drenada pelo coupler I - corrente de cada equipamento PRO- Verificando a corrente total com a
DP/PA. FIBUS-PA; máxima corrente fornecida pelo coupler
Além disso, deve-se ter pelo menos 9,0 V R - resistência total; DP/PA, tem-se:
na borneira do equipamento PROFIBUS-PA N - número de equipamentos.
mais distante do coupler DP/PA: Substituindo os valores: I = 6 x 12 mA = 72 mA < 100 mA OK
VBN = Vc - IBN x ( R x L)
N = (19-9)/(12x10 -3 x 1,9x44) = Agora, calculemos o comprimento do
(sendo V BN > 9,0 V) 10 equipamentos cabo (tipo A) para 8 equipamentos em um
Com isto garante-se a energização do segmento PROFIBUS-PA Eex ia IIC
último equipamento PROFIBUS-PA (na Verificando a corrente total com a Verificando a corrente total com a
prática costuma-se adotar >= 10, 5V garan- máxima corrente fornecida pelo coupler máxima corrente fornecida pelo coupler
tindo uma folga). Vale ainda lembrar que DP/PA, tem-se: DP/PA, tem-se:
o sinal de comunicação deve ter excursão
de 750 a 1000 mV. I = 10 x 12mA = 120 mA < 400 mA OK I = 8 x 12 mA = 96 mA < 100 mA OK
Onde:
Vc - Tensão de saída do coupler DP/PA. Vamos admitir agora, cabo tipo A e um Determina-se o comprimento:
R - Resistência de Loop (Cabo tipo A comprimento de 1400 m:
R = 44 Ω/km); L = (12,5-9) x 1000/(8x12 x 10-3x44) =
L - Comprimento total do barramento N = (19-9)/(12x10 x 1,4x44) =
-3
828,6 m
PROFIBUS-PA; 13 equipamentos
V BN - Tensão na borneira do equipa- Note que a quantidade de equipamentos
mento PROFIBUS-PA mais distante do Verificando a corrente total com a é totalmente dependente da classificação da
coupler DP/PA. máxima corrente fornecida pelo coupler área, tipo de cabo, corrente e tensão fornecida
Algumas caixas de junções ou protetores DP/PA, tem-se: pelo coupler DP/PA e corrente quiescente
de curto para segmento, chamados spur guards total dos equipamentos PA.
podem ser alimentados via barramento PA I = 13 x 12mA = 156 mA < 400 mA OK É comum na prática considerarmos uma
(H1), sendo assim, deverá entrar no cálculo da tensão de pelo menos 10,5V nos cálculos
somatória da corrente. Além disso, cada saída Agora, calculemos o comprimento do para o equipamento mais distante do coupler
destes spur guards possui um limite permitido cabo (tipo A) para 20 equipamentos em um DP/PA ( nos exemplos foi considerado 9,0V),
de corrente que deve ser respeitado. segmento PROFIBUS-PA non-Ex: garantindo uma integridade dos níveis de
sinais. Nos cálculos acima para simplificá-los,
Cálculo do número de L = (19-9) x 1000/(20x12 x 10-3x44) = não foram incluídas as correntes para uma
equipamentos em um segmento 947 m expansão no segmento ( isto é, acréscimo de
PROFIBUS-PA non-Ex Verificando a corrente total com a mais equipamentos) ou mesmo no caso de
Iremos mostrar o cálculo em um compri- máxima corrente fornecida pelo coupler uma troca de equipamentos que consomem
mento máximo de 1900 m (para cabo tipo DP/PA, tem-se: mais. Na prática recomendamos sempre
A), considerando os seguintes dados: estar atento a estes detalhes.
• Tensão mínima para um equipamento I = 20 x 12 mA = 240 mA < 400 mA OK
PROFIBUS-PA operar: 9 Vdc; Comprimento Total do
• Tensão típica fornecida por um cou- Cálculo do número de Cabo PROFIBUS-PA
pler DP/PA Non-Ex: 19 Vdc; equipamentos em um segmento O comprimento total do cabo PROFI-
• Corrente típica fornecida por um PROFIBUS-PA Eex ia IIC BUS-PA deve ser totalizado desde a saída
coupler Non-Ex: 400 mA; Mostraremos agora o cálculo em um do ponto de conversão DP/PA até o ponto
• Resistência de loop do cabo Tipo A comprimento máximo de 1000 m (cabo mais distante do segmento, considerando
(AWG 18): 44 ohms/km (2 vias); tipo A, área Ex), considerando os mesmos as derivações. Vale lembrar que braços
• Desprezaremos as correntes de FDE; dados, exceto: menores que 1 m não entram neste total.

42 Mecatrônica Atual

MA48_Dimensionamento.indd 42 10/12/2010 12:03:13


conectividade

quando houver) deve estar de acordo com


a tabela 4. Em áreas classificadas o spur
máximo é de 30 m.
Observação: O limite de capacitância
do cabo deve ser considerado desde que o
efeito no sinal de um spur seja menor que
300 m e se assemelha a um capacitor. Na
ausência de dados do fabricante do cabo,
um valor de 0,15 nF/m pode ser usado para
cabos PROFIBUS.
Ct = (Ls x Cs)+Cd
Onde:
Ct: Capacitância total em nF;
Ls: Comprimento do spur em m;
Cs: Capacitância do fio por segmento
em nF (padrão: 0,15);
F8. Exemplo de cálculo do comprimento total na rede PROFIBUS-PA. Cd: Capacitância do equipamento PA.
A atenuação associada a esta capacitância
é 0,035 dB/nF. Sendo assim, a  atenuação
total vale:

A = Ct x Ls x 0,035 dB/ nF < 14 dB

Sendo que 14 dB é o que permitirá


o mínimo de sinal necessário para haver
condições de detectá-lo com integridade.
Veja na figura 8 um exemplo de cálculo
do comprimento total de um segmento
PROFIBUS-PA.

T4. Spur x Número de Equipamentos PROFIBUS-PA. Conclusão


Vimos neste artigo vários detalhes da
O comprimento total do cabeamento é a cabo de tipos diferentes fica limitado de rede PROFIBUS-PA em termos de meio
somatória do tamanho do trunk (barramento acordo com a seguinte fórmula: físico, dimensionamento e instalação que
principal) mais todos os spurs (derivações contribuem fundamentalmente como um
maiores que 1 m), sendo que, com cabo do
tipo A, o máximo comprimento em áreas não
(LA
LA
)+(LBLB )+(LCLC )+(LD
max max
LD
max
)<=1 max
todo para o sucesso de um sistema de con-
trole e automação PROFIBUS.
classificadas é de 1900 m sem repetidores. Este artigo não substitui os padrões
Em áreas classificadas é de 1000 m, com Onde: IEC 61158 e IEC 61784 e nem os perfis
spur máximo de 30 m. LA - Comprimento do cabo A; e guias técnicos do PROFIBUS. Em caso
É recomendável evitar splice na instala- LB - Comprimento do cabo B; de discrepância ou dúvida, os padrões IEC
ção e distribuição. Os splices são quaisquer LC - Comprimento do cabo C; 61158 e IEC 61784, perfis, guias técnicos e
partes da rede que tenham uma alteração LD - Comprimento do cabo D; manuais de fabricantes prevalecem. Sempre
de impedância, que pode ser causada, por LAmax - Comprimento máximo permitido que possível, consulte a EN50170 para as
exemplo, por alteração do tipo de cabo, com o cabo A (1900 m); regulamentações físicas, assim como as
descontinuidade do shield, esmagamento LBmax - Comprimento máximo permitido práticas de segurança de cada área.
ou dobra muito acentuada no cabo etc. com o cabo B (1200 m); Para mais informação sobre a tecnologia
Em redes com comprimento total maior LCmax - Comprimento máximo permitido PROFIBUS, veja www.smar.com/brasil2/
que 400 m, a somatória dos comprimentos com o cabo C (400 m); PROFIBUS.asp e para detalhes de um
de todos os splices não deve ultrapassar 2% LDmax - Comprimento máximo permitido sistema de automação verdadeiramente
do comprimento total e ainda, em compri- com o cabo D (200 m). aberto baseado em redes, consulte: www.
mentos menores do que 400 m, não devem Com relação aos braços (spurs), é ne- system302.com.br MA
exceder 8 m. cessário estar atento aos comprimentos dos
César Cassiolato é Engenheiro Certificado na Tec-
O comprimento máximo de um seg- mesmos. A quantidade de equipamentos nologia PROFIBUS e Instalações PROFIBUS pela
mento PROFIBUS-PA quando se utiliza PA (deve ser considerado os repetidores, Universidade Metropolitan de Manchester-UK.

Mecatrônica Atual 43

MA48_Dimensionamento.indd 43 10/12/2010 12:03:22


conectividade

O uso de Canaletas
Metálicas minimizando
as correntes de
Foucault em
instalações PROFIBUS
Em instalações industriais está cada vez mais presente o uso de
canaletas metálicas para passagem de cabos de alimentação/
energia/comando e de redes digitais. Por outro lado, precisamos
ficar atentos com estas instalações de forma a minimizar os efeitos
das perturbações causadas pelas interferências eletromagnéticas.
Veremos a seguir alguns detalhes que podem fazer a diferença e
inclusive proporcionar uma grande melhora na qualidade dos sinais
Profibus e que, na verdade, valem para qualquer rede digital.

César Cassiolato, Diretor de


Marketing, Qualidade, Assistência

saiba mais
Técnica e Instalações Industriais -
Smar Equipamentos Industriais Ltda.(*)
Utilização Eficiente de Canale-
tas Metálicas para a Prevenção
de Problemas de Compatibili-
dade Eletromagnética em Insta-
lações Elétricas, Ricardo L. Araújo, A interferência eletromagnética para a proteção de EMI. Vale lembrar que
Leonardo M. Ardjomand, Artur R. A convivência de equipamentos em em altas frequências os cabos se compor-
Araújo e Danilo Martins, 2008
diversas tecnologias diferentes somada à tam como um sistema de transmissão com
Aterramento, Blindagem, inadequação das instalações, facilita a emis- linhas cruzadas e confusas, ref letindo
Ruídos e dicas de instalação são de energia eletromagnética e, com isto, energia e espalhando-a de um circuito a
- César Cassiolato podemos ter problemas de compatibilidade outro. Mantenha em boas condições as
naletas eletromagnética. Isto é muito comum nas conexões. Conectores inativos por muito
o de EMI – Interferência Eletromag-
dade nética - César Cassiolato
indústrias e fábricas, onde a EMI é muito tempo podem desenvolver resistência ou
ações frequente em função do maior uso de se tornarem detectores de RF.
eonardo Material de Treinamento e máquinas (máquinas de soldas, por exem- Em geral, quanto maior a distância entre
e Danilo artigos técnicos Profibus - César plo), motores (CCMs), redes digitais e de os cabos e quanto menor o comprimento do
Cassiolato computadores próximos a essas áreas. cabo PROFIBUS, que corre paralelamente a
Especificações técnicas e Guias
A topologia e a distribuição do cabea- outros cabos, menor o risco de interferência
de Instalações Profibus mento são fatores que devem ser considerados (crosstalk). Veja a figura 1.

Manuais Smar Profibus

44 Mecatrônica Atual :: Setembro/Outubro 2010

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conectividade

As canaletas metálicas e a
interferência eletromagnética
Os cabos Profibus instalados em ca-
naletas ou dutos podem estar sujeitos a
fontes geradoras de perturbações quando
são instalados paralelamente com cabos
de energia, compartilhando a mesma
infraestrutura, tendo como efeito interfe-
rências eletromagnéticas indesejáveis como
o crosstalk (diafonia). Neste sentido deve-se
ter uma maior atenção e cuidado na fase de F2. Segregação de diferentes tipos
F1. Espaçamento entre cabos. de cabos.
instalação, objetivando-se adotar medidas
para atenuar, ou mesmo eliminar seus efeitos.
O mercado de equipamentos e acessórios
para instalação de redes de campo dispõe
basicamente de canaletas e dutos fabricados
com os seguintes materiais:
• Plástico - é um excelente isolante
elétrico, mas não oferece proteção
contra campos eletromagnéticos;
• Alumínio - é um bom condutor de
eletricidade, mas não oferece proteção
elétrica. Porém oferece boa blindagem
eletromagnética;
• Aço (zincado ou pintado) - não é bom
condutor de eletricidade, não oferece
proteção elétrica, mas proporciona F3. Segregação de diferentes tipos de cabos – uso de separadores metálicos.
boa blindagem eletromagnética.
Cabo de Cabos com e Cabos com e Qualquer cabo
Dentre os tipos referidos, os acessórios comunicação sem shield: sem shield: sujeito à
fabricados com alumínio são os que apresen- Profibus 60Vdc ou 25Vac > 400Vac exposição de raios
tam uma melhor blindagem eletromagnética e < 400Vac
interna e externa. As canaletas de alumínio Cabo de comunicação - 10 cm 20 cm 50 cm
são praticamente imunes às correntes de Profibus
Cabos com e sem 10 cm - 10 cm 50 cm
Foucault (ou ainda corrente parasita, que é shield: 60Vdc ou
induzida por um fluxo magnético variável 25Vac e < 400Vac
em um condutor) devido a sua condutibi- Cabos com e sem 20 cm 10 cm - 50 cm
lidade elétrica. shield: > 400Vac
Portanto, chama-se indução eletromag- Qualquer cabo sujeito 50 cm 50 cm 50 cm -
à exposição de raios
nética ao fenômeno pelo qual uma corrente
elétrica aparece em um condutor quando T1. Distâncias de Separação entre Cabeamentos.
este é colocado num campo magnético e
o fluxo que o atravessa varia. Note que ou de potência. Deve-se preferencialmente O uso de canaletas metálicas possui
a causa da indução eletromagnética é a utilizar bandejamentos ou calhas metálicas, algumas finalidades tais como:
variação do fluxo, e se este permanecer observando as distâncias conforme mostra • Blindagem;
constante e não variar, então a corrente a tabela 1. Nunca se deve passar o cabo • Condução das correntes de surto;
elétrica desaparecerá. Profibus ao lado de linhas de alta potência, • Segregação de cabos;
O ideal é que, quando se tiver cabeamento pois a indução é uma fonte de ruído e pode • Proteção mecânica dos cabos;
de energia/comando com o cabeamento afetar o sinal de comunicação. • Facilitar a manutenção.
Profibus, que as canaletas metálicas possuam Quando o espaço for insuficiente para Se houver apenas uma eletrocalha me-
uma divisão física entre as redes elétrica e manter a distância exigida entre as diferentes tálica disponível para todas as categorias,
lógica. Além disso, recomenda-se que a categorias, os cabos devem ser encami- deve-se manter a distância como indicada
corrente nominal admitida no cabeamento nhados em bandejas metálicas separadas. na tabela 1. Se isto não for possível por falta
elétrico não seja superior a 20 A. Cada bandeja deve conter somente cabos de espaço, as diferentes categorias de cabos
Existem algumas regras que devem ser da mesma categoria. Estas bandejas podem devem ser separadas por meio de separadores
seguidas em termos do cabeamento e separa- ser dispostas diretamente uma ao lado da metálicos ou por partições. Os separadores
ção entre outros cabos, quer sejam de sinais outra, conforme ilustra a figura 2. devem estar bem presos à bandeja com uma

Mecatrônica Atual 45

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conectividade

F4. Indução devido a cabos de potência. F5. Melhor proteção em bandejamento.

grande área de contato e deve-se aterrar a


bandeja/canaleta.
Da física, sabemos que uma corrente
elétrica gera um campo magnético. O
inverso também é verdadeiro de acordo
com a lei de Faraday, um campo magnético
variável gera uma corrente elétrica que, por
sua vez, gera um campo contrário ao que
lhe deu origem. Esse efeito é responsável
pela atenuação das interferências quando
utilizadas as canaletas de chapa de alumínio,
mas ocorre com menor intensidade quando
usadas canaletas de chapa de aço, pois são
magnéticas (figura 3).
A grande vantagem da canaleta de
alumínio é que esta tem uma alta imuni-
dade às correntes de Foucault, devido sua
condutividade elétrica.Vejamos a figura
4 onde temos a representação do efeito de
indução nos cabos Profibus. F6. Interferência entre cabos: o acoplamento capacitivo entre cabos
induz transientes (pickups eletrostáticos) de tensão.
Veja que nesta figura, o espaçamento
entre as canaletas facilita a perturbação gerada
pelo campo magnético. Além disso, esta mínio, o campo, ao penetrar na placa de Relembrando, duas leis e o teorema de
descontinuidade pode facilitar a diferença de alumínio da canaleta, produz um fluxo Faraday que ajudam a entender a eficiência
potencial entre cada segmento da canaleta, magnético variável em função do tempo das canaletas metálicas:
e no caso de um surto de corrente gerado, [φ = a.sen(ω.t)] dando origem a uma • 1ª lei de Faraday
por exemplo, por uma descarga atmosfé- f.e.m. induzida [Ε = - dφ/dt = a.ω.cos(ω. Nos condutores em equilíbrio, a eletri-
rica ou um curto, a falta de continuidade t)]. Em frequências altas, a f.e.m. induzida cidade é distribuída apenas na superfície
não permitirá que a corrente circule pela na placa de alumínio será maior, dando externa; no seu interior não há traço de
canaleta de alumínio, consequentemente origem a um campo magnético maior, eletricidade.
não protegerá o cabo Profibus. anulando quase completamente o campo • 2ª lei de Faraday
O ideal é que se una cada segmento magnético gerado pelo cabo de potência. No equilíbrio elétrico, a força elétrica no
com a maior área de contato possível, o que Esse efeito de cancelamento é menor em interior dos condutores completamente fecha-
garantirá uma maior proteção à indução baixas frequências. Em altas frequências dos e desprovidos de corpos eletrizados é nula.
eletromagnética; e ainda que se tenha entre o cancelamento é mais eficiente. A gaiola de Faraday é adotada para proteger
cada segmento um condutor de cada lado Esse é o efeito das placas e telas metálicas instrumentos e aparelhos de grande sensi-
da canaleta, com comprimento o menor frente à incidência de ondas eletromagné- bilidade colocados no seu interior.
possível, para assegurar um caminho alter- ticas. Elas geram seus próprios campos • Teorema de Faraday
nativo às correntes, caso haja um aumento que minimizam, ou mesmo anulam o "Quando a indução é total, as cargas
de resistência nas junções entre os segmentos campo através delas, funcionando assim de sinais contrários que se distribuem nas
(figura 5). como verdadeiras blindagens às ondas paredes internas e externas do induzido têm
Voltando à figura 4, agora com a eletromagnéticas. Funcionam como uma o mesmo valor absoluto que é igual ao da
montagem adequada da canaleta de alu- gaiola de Faraday. carga indutora."

46 Mecatrônica Atual

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conectividade

Certifique-se que as chapas e os anéis de


acoplamento sejam feitos do mesmo material
que as canaletas/bandejas de cabos. Proteja
os ponto de conexões contra corrosão depois
da montagem, por exemplo, com tinta de
zinco ou verniz.
Embora os cabos sejam blindados, a
blindagem contra campos magnéticos não
é tão eficiente quanto é contra campos
elétricos, veja figuras 6 e 7.
Em baixas frequências, os pares trança-
dos absorvem a maior parte dos efeitos da
interferência eletromagnética. Já em altas
frequências esses efeitos são absorvidos pela
blindagem do cabo.
Vale lembrar ainda que se um material
não magnético envolve um condutor, faz com
que a corrente deste condutor retorne por
um outro caminho de tal modo que a área
definida pelo trajeto desta corrente é menor
do que quando o condutor não é envolvido,
então esta proteção será mais efetiva.
Sempre que possível, conecte as bandejas
F7. Interferência entre cabos: campos magnéticos através do acoplamento indutivo entre de cabos ao sistema de linha equipotencial.
cabos induzem transientes (pickups eletromagnéticos) de corrente.
A figura 8 exemplica a melhor forma de se
instalar as canaletas, assim como mostra a
segregação adequada de cabeamentos. Na
figura 9 temos um ruído de alta frequência
gerado por indução eletromagnética em um
cabo Profibus. MA

Este artigo não substitui os padrões IEC 61158


e IEC 61784 e nem os perfis e guias técnicos do
PROFIBUS. Em caso de discrepância ou dúvida,
os padrões IEC 61158 e IEC 61784, perfis, guias
técnicos e manuais de fabricantes prevalecem.
Sempre que possível, consulte a EN50170 para
as regulamentações físicas, assim como as
práticas de segurança de cada área.

*César Cassiolato é Engenheiro Certificado na


Tecnologia Profibus e Instalações Profibus pela
F8. Canaletas metálicas e a melhor proteção eletromagnética e eletrostática. Universidade Metropolitan de Manchester - UK.

F9. Exemplo de ruído por indução.

Mecatrônica Atual 47

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case

Soluções de
sistema integrado
para a indústria
automotiva na
Dürr Ecoclean
Uma abordagem de produção flexível para tempos
de rápidas mudanças
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Dürr Brasil Ltda - Gerente da Divisão
de Sistema de Lavagem e Filtragem
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Os mercados e as suas A Dürr Ecoclean é líder mundial na área


exigências mudam de lavagem industrial, automação, sistemas
continuamente de filtragem, sistemas de montagem e teste.
Hoje em dia, os mercados estão mudando Como um membro do Grupo Dürr, ela
mais rapidamente do que nunca. Esta ten- atende ao mercado brasileiro através da Dürr
dência é evidente na América do Sul, onde Brasil Ltda., um fornecedor de sucesso em

saiba mais a indústria automotiva internacional está


ampliando suas capacidades de produção.
O ciclo de vida dos equipamentos para
soluções inovadoras para todo o sistema
para linhas de pintura de automóveis. A
Dürr Brasil utiliza o que há de mais recente
Aplicação de RFID na indústria
automobilística produções de motores torna-se, a cada ano, no mundo em tecnologia de produção para
Mecatrônica Atual 28 cada vez mais curto. Como resultado, os permitir que seus clientes se concentrem na
fabricantes estão sendo desafiados a trazer sua principal tarefa, que é a construção de
Mudança de marcha automatizada inovações e evoluções para um mercado automóveis na América do Sul que possam
por indução e CLP em um ritmo acelerado. Estas exigências competir no mercado global. A Dürr Brasil
Mecatrônica Atual 47
- adaptação flexível do produto e maior Ecoclean estende essas capacidades oferecendo
Fabricação de AGV (Veículos velocidade para o mercado ocorrem em soluções de sistema turn-key completo na
guiados automaticamente) de baixo toda a cadeia do fornecimento industrial, América do Sul para o emprego na produção
custo desde os menores pré-fornecedores até as de powertrain e transmissão com foco na
Mecatrônica Atual 47 montadoras finais. eficiência e flexibilidade.

48 Mecatrônica Atual :: Setembro/Outubro 2010

MA48_Durr.indd 48 8/12/2010 18:15:38


case

F1. Produção com quatro linhas. O software “SnapPlanner” permite visualizar as alterações na planta de produção imediatamente no monitor.

Um fornecedor e integrador clean nas áreas acima mencionadas mostra atenção na sua principal competência, que
global de lavagem industrial, realmente “quem é quem” na indústria au- é, construir os melhores, mais potentes e
automação, sistemas de tomotiva e em sua base de fornecedores. econômicos motores e transmissões.
filtragem, sistemas de Como um integrador de sistemas, a Dürr
montagem e teste Uma nova abordagem partilha com os seus clientes uma vantagem
De suas raízes na Alemanha, a Dürr para o planejamento de singular, colaborando com a ferramenta
Ecoclean tornou-se uma presença interna- instalações de produção de software recentemente desenvolvida - o
cional, administrando e mantendo unidades apoiado pela ferramenta de “SnapPlanner”. O software permite que as
em torno de todo o globo. O Grupo fornece planejamento “SnapPlanner” linhas de produção complexas possam ser
tecnologia padronizada de lavagem industrial, Além de fornecer equipamentos sepa- desenvolvidas e aperfeiçoadas em trabalho
equipamentos de rebarbação e sistemas feitos rados ou elaborar soluções personalizadas, conjunto com o cliente. Anos de experiência
sob medida para a indústria automotiva e seus a Dürr Ecoclean integra instalações de de planejamento foram empregados na cria-
fornecedores, assim como para o diversifica- produção complexas através de diversos ção deste instrumento, que reproduz com
do mercado industrial. Seu portfólio inclui setores de fabricação. A empresa é conhe- precisão o sistema proposto em um mundo
sistemas de filtragem de líquidos confiáveis, cida pela sua capacidade de integrar todas virtual em 3D. Possíveis interferências e
ecologicamente corretos, processamento as unidades relacionadas ao projeto – até dificuldades camufladas na estrutura da
eficiente e, ainda, recondicionamento de mesmo componentes fornecidos por outros linha da “vida real” podem ser detectadas
lubrificantes de refrigeração e líquidos indus- fabricantes, como por exemplo, máquinas com antecedência e eliminadas durante a
triais. A Divisão de Automação da Empresa CNC – tornando suas operações em um fase de planejamento.
desenvolve e produz sistemas flexíveis para único e amplo projeto. Assim, os clientes Alterações para a linha podem ser vi-
a manipulação de peças para fornecer um podem receber toda a linha de produção de sualizadas imediatamente e o impacto no
fluxo seguro entre as etapas individuais do uma única origem, beneficiando-se sempre orçamento, duração de processo, recursos
processo de produção. de transparência total de custo, bem como, e outros fatores podem ser comparados
Um parceiro de confiança em todo o precisão de orçamento e planejamento. dinamicamente. O processo virtual resume
mundo, a lista de referência da Dürr Eco- Isso permite que o cliente concentre toda diferentes impactos de custos e permite a

Mecatrônica Atual 49

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case

F2. Já na fase de planejamento com o software “SnapPlanner” pode-se por exemplo calcular a relação custo-benefício de diferentes cenários.

comparação dos indicadores-chaves que, refrigeração, pórticos, sistemas robóticos de altamente automatizada e flexível. Linhas
no passado, apenas era possível através de buffer e transportadores PZR relacionados completas de bloco do motor e de cabeçote
complexas tabelas de dados e planilhas. As com automação de chão. do cilindro foram fornecidas pela Dürr
visualizações do “SnapPlanner” resultam Mais tarde, no mesmo ano, a joint Ecoclean, que incluiu o fornecimento de
em um melhor entendimento das questões venture da Cummins, ZAO Cummins lavadoras, filtragem, automação, pré-mon-
entre os participantes de diversas áreas de Kama (ZCK), escolheu a Dürr para a sua tagem e equipamentos de teste flexíveis. A
especialização para que eles considerem a fábrica na Rússia. A empresa precisava de Dürr Ecoclean forneceu todas as tecnologias
sua decisão de investimento e riscos. um fornecedor capaz de resolver toda a de “não usinagem” para as linhas e inte-
parte de planejamento em termos de custos grou toda a linha, incluindo as máquinas
Parceria mundial – Uma e otimização de processos, bem como um de usinagem.
história de sucesso parceiro competente com instalações nesta
Um dos primeiros clientes a colaborar região. Foi escolhida uma linha semi-au- Uma abordagem de produção
com a Dürr Ecoclean no desenvolvimento de tomática para permitir operações manuais flexível para tempos de
sistemas integrados através do “SnapPlanner” sempre que possível. A linha incluía não rápidas mudanças
foi a Cummins, Inc. Com sede em Indiana somente a tecnologia de lavagem industrial, A história de cooperação bem sucedida
(EUA), a Cummins é a maior fabricante filtragem e manipulação de materiais da entre a Cummins e a Dürr Ecoclean reflete
independente de motores a diesel do mundo Dürr, mas também, e pela primeiríssima benefícios mútuos e um foco nos objetivos
e mantém uma extensa rede global de fá- vez, a pré-montagem de bloco de cilindros do cliente, dentro de cada mercado especí-
bricas de motores e instalações de serviços. e operações de teste da Dürr. fico. A colaboração com “SnapPlanner” e a
A cooperação entre as duas empresas no Para a ZCK, isso foi uma aquisição inte- avaliação da equipe do projeto promoveu as
planejamento e integração de complexas grada abrangendo tudo – do planejamento melhores soluções dentro das regiões-alvo -
linhas de produção surgiu de uma relação até a fase de execução. A equipe dos Estados isto é, as linhas de produção flexíveis cobrem
que começou em 1999, com as instalações Unidos foi apoiada pelos colegas da Dürr as exigências atuais em eficiência, normas
bem sucedidas de equipamentos Dürr de Rússia, cujo acesso à rede mundial de vendas nacionais e metas de custo por unidade. Ao
lavagem, filtragem e automação. e de serviços do Grupo Dürr assegurou a considerar esses critérios durante a fase de
O objeto do primeiro contrato da conclusão harmoniosa do projeto. planejamento, a Dürr Ecoclean se esforça
Cummins com a Dürr em 2007, para a sua A colaboração mais recente e mais ampla para identificar os investimentos básicos
fábrica em Columbus, Indiana, foi uma entre as empresas até agora, acabou de ser necessários que podem ser dimensionados
integração completa de máquinas CNC formada em Jamestown - New York. A para atender uma demanda em constante
com os produtos da Dürr – lavadoras EcoC- Cummins escolheu a Dürr Ecoclean como mutação para volumes de produção e di-
Trans, sistemas de filtragem de líquidos de integradora, desta vez para uma instalação versificação de produtos. MA

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