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DOI: 10.22278/2318-2660.2016.v40.n3.

a1974

Revista Baiana ARTIGO ORIGINAL DE TEMA LIVRE


de Saúde Pública

CARACTERÍSTICAS CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICAS DE CÂNCER DE MAMA EM PACIENTES


DE UNIDADE DE ALTA COMPLEXIDADE EM ONCOLOGIA

Elizabete Neta dos Santos Gusmãoa


Tharcilla Nascimento da Silva Macenab
Jorge Luiz Fortunac

Resumo
O câncer de mama figura como uma das patologias que mais atinge a população
feminina no mundo. Este trabalho objetivou identificar as características clínico-epidemiológicas
e subtipos do câncer de mama mais frequente em pacientes atendidas pela Unidade de Alta
Complexidade em Oncologia de Teixeira de Freitas, Bahia, Brasil, no período de 2010 a 2012.
Realizou-se estudo transversal do tipo descritivo-quantitativo e os dados obtidos foram verificados
pelo teste de Análise de Variância e o teste de Tukey (p<0,05). Foram analisados 122 prontuários
de mulheres diagnosticadas e submetidas a tratamento de câncer de mama. Os resultados
apontaram que o tipo histológico mais frequente foi ductal (71,31%) e a gradação histológica II
a mais recorrente (47,54%). Em 55,75% dos casos, os tumores foram classificados como ≥IIB
e em 41,80% das pacientes havia comprometimento linfonodal. O subtipo de câncer mamário
predominante foi Luminal A (36,07%) e os subtipos triplo-negativos foram mais frequentes em
pacientes com idade inferior a 43 anos. O intervalo temporal entre o diagnóstico e o início de
tratamento foi de 3,7 meses em 52,24%. Concluiu-se que os resultados são compatíveis com a
literatura, no que se refere às características clinico-epidemiológicas e ao subtipo de carcinoma
mamário mais frequente (Luminal A), que apresenta o melhor prognóstico, quando comparado
com os demais. Entretanto, o diagnóstico e o início do tratamento das pacientes pesquisadas
não ocorreram precocemente.
Palavras-chave: Carcinoma mamário. Epidemiologia. Imuno-histoquímica.

a
Licenciada em Ciências Biológicas. Teixeira de Freitas, Bahia, Brasil.
b
Biomédica. Mestra. Professora Assistente de Genética do curso de Ciências Biológicas da Universidade do Estado da
Bahia. Campus X. Teixeira de Freitas, Bahia, Brasil.
c
Biólogo. Médico Veterinário. Doutor. Professor Adjunto de Microbiologia do curso de Ciências Biológicas da
Universidade do Estado da Bahia, Campus X. Teixeira de Freitas, Bahia, Brasil.
Endereço para correspondência: Professor Dr. Jorge Luiz Fortuna. Avenida Kaikan, s/n, Universitário. Teixeira de
Freitas, Bahia, Brasil. CEP: 45992-294. E-mail: jfortuna@uneb.br

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jul./set. 2016 633
CLINICAL AND EPIDEMIOLOGICAL CHARACTERISTICS OF BREAST CANCER
IN HIGH-COMPLEXITY ONCOLOGY PATIENTS

Abstract
Breast cancer stands as one of the most frequent diseases affecting women
worldwide. This study evaluated the clinical and epidemiological characteristics of as well as
identified the most common breast cancer types in patients treated in the High-complexity
Oncology Unit in the municipality of Teixeira de Freitas, state of Bahia, Brazil, between 2010 and
2012. For the descriptive and quantitative method adopted, the medical records of 122 women
with confirmed breast cancer in treatment were analyzed, and the results were compared using
an Analysis of Variance and the Tukey test (p<0.05). Ductal breast cancer was the most common
histological manifestation (71.31%), and stage II was the grade most frequently observed (47.54%).
Also, 55.75% of cases were ≥IIB, and lymph nodes were affected in 41.80%. Luminal A was
the most common cancer subtype diagnosed (36.07%), and the triple negative subtypes were
more often observed in patients under 43 years of age. Mean time elapsed between diagnosis
and beginning of treatment was 3.7 months in 52.24% of patients. The results obtained are in
accordance with the literature about the clinical and epidemiological characteristics and the most
common breast cancer subtype (luminal A), which has the best prognosis amongst breast cancers.
However, neither early screening nor the beginning of treatment happened within the period
conventionally considered appropriate to breast cancer cases.
Keywords: Breast cancer. Epidemiology. Immunohistochemistry.

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS Y EPIDEMIOLÓGICAS DE CÁNCER DE MAMA EN PACIENTES


ONCOLÓGICOS DE ALTA COMPLEJIDAD

Resumen
El cáncer de mama representa una de las patologías que más afectan a la población
femenina en el mundo. Este trabajo objetivó identificar las características clínico-epidemiológicas
y subtipos del cáncer de mama más frecuente en pacientes atendidos por la Unidad de Alta
Complejidad en Oncología de Teixeira de Freitas, Bahia, Brasil, en el período de 2010 a 2012.
Se realizó un estudio transversal de tipo descriptivo-cuantitativo y los datos obtenidos fueron
verificados por la prueba de Análisis de Varianza y la prueba de Tukey (p<0,05). Se analizaron
122 prontuarios de mujeres diagnosticadas y sometidas a tratamiento de cáncer de mama.

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Revista Baiana El tipo histológico más frecuente fue ductal (71,31%) y la gradación histológica II la más recurrente
de Saúde Pública
(47,54%). En el 55,75% de los casos, los tumores fueron clasificados como ≥IIB y en el 41,80% de
las pacientes había un compromiso linfonodal. El subtipo de cáncer mamario predominante fue
Luminal A (36,07%) y los subtipos triple-negativos fueron más frecuentes en pacientes menores de
43 años. El intervalo temporal entre el diagnóstico y el inicio de tratamiento fue de 3,7 meses en el
52,24% de los pacientes. Los resultados son compatibles con la literatura, en lo que se refiere a las
características clínico-epidemiológicas y al subtipo de carcinoma mamario más frecuente (Luminal
A), que presenta el mejor pronóstico, en comparación con los demás. Sin embargo, el diagnóstico
y el inicio del tratamiento de las pacientes investigadas no ocurrieron precozmente.
Palabras clave: Cáncer de mama; Epidemiología; Inmunohistoquímica.

INTRODUÇÃO
O câncer de mama figura como a segunda neoplasia maligna de maior incidência
na população feminina no mundo1. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA),
excluindo o câncer de pele não melanoma, o câncer de mama é o tipo mais recorrente entre as
mulheres das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Somada à alta incidência, existe
ainda dificuldades relacionadas ao tempo hábil do diagnóstico2.
Nesse sentido, um dos motivos das taxas de mortalidade continuarem elevadas,
relaciona-se com o fato de o diagnóstico ocorrer em estádios avançados, o que pode estar
associado a uma deficiência nas políticas de rastreamento e controle da doença3.
Em razão dos conhecimentos limitados, há aproximadamente uma década,
o tratamento para o câncer mamário era feito com base principalmente em evidências
morfológicas do tumor. As pacientes eram tratadas como se fossem portadoras de doenças
semelhantes e pouco se compreendia a razão pela qual um mesmo diagnóstico e estadiamento
apresentava resultado diferente4.
Atualmente, além dos fatores prognósticos tradicionais de classificação dos
tumores, existem também os biomarcadores moleculares, tais como os receptores hormonais
de estrogênio e progesterona, bem como o receptor de crescimento epidérmico humano-2
(HER2), considerados fatores que atuam tanto como preditivos quanto de prognósticos e são
capazes de contribuir para uma terapia mais individualizada5.
Avanços da biologia molecular ampliaram o conhecimento acerca dos mecanismos
celulares, e a técnica de cDNA (ácido desoxirribonucleico complementar) microarrays tornou
possível a análise e a identificação de genes expressos por células com câncer6.

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De acordo com o perfil imuno-histoquímico, foram reconhecidos os subtipos
Luminal A, Luminal B, Superexpressão HER-2 e os tumores conhecidos como Triplos-negativos
(TN) com perfil imuno-histoquímico negativo para HER-2 e para os receptores hormonais de
estrogênio e progesterona7.
Os tumores luminais são considerados os que apresentam o melhor prognóstico
em relação aos demais. O subtipo HER-2 apresenta alta proliferação, mutações no gene p53
e prognóstico ruim, quando comparado ao grupo luminal. Todavia, são os tumores TN os que
apresentam o pior prognóstico, sendo alguns desses associados a mutações no gene BRCA8.
Além dos marcadores moleculares, variáveis clínicas e patológicas, tais como
grau histológico, estadiamento do tumor, idade da paciente e aspectos reprodutivos, podem
configurar-se como relevantes fatores preditivos e/ou de prognóstico9.
Desse modo, conhecer questões sobre perfil geral de pacientes acometidas pelo
câncer de mama, bem como sobre a classificação dos subtipos, contribuem para uma melhor
compreensão da doença dentro de um grupo populacional. Tal conhecimento pode colaborar
na implementação de políticas públicas de rastreamento e controle da doença.
Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo identificar as principais
características clínico-epidemiológicas e o subtipo de câncer de mama mais frequente em
pacientes atendidas pela Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) de Teixeira
de Freitas, Bahia, no período de 2010 a 2012.

MATERIAL E MÉTODOS
Realizou-se estudo transversal do tipo descritivo-quantitativo.
No que se refere à população estudada, foi constituída de mulheres diagnosticadas
e/ou submetidas a tratamento de câncer de mama, no período de janeiro de 2010 a dezembro
2012. As coletas foram realizadas de dezembro de 2013 a agosto de 2014.
As variáveis investigadas incluíram: número de pacientes com diagnósticos e em
tratamento de câncer de mama de 2010 a 2012; número de partos; prática da amamentação
(sim ou não); subtipo do câncer mamário de acordo com o perfil imuno-histoquímico (Luminal
A, Luminal B, Superexpressão HER2 ou Triplo-negativos); estadiamento clínico de acordo com
o Sistema TNM (0, IA, IB, IIA, IIB, IIIA, IIIB, IIIC e IV). Levou-se em consideração o tamanho do
tumor (in situ, T0, T1, T2, T3 e T4), o comprometimento dos linfonodos (N0, N1, N2 e N3) e
a ausência ou presença de metástases à distância (M0 e M1); tipo histológico; grau histológico
(I, II e III), intervalo temporal entre o diagnóstico e o início do tratamento e idade da paciente
na época do diagnóstico categorizada em 20 a 31, 32 a 42, 43 a 52, 53 a 62, 63 a 72 e acima

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Revista Baiana de 73 anos. Durante a coleta não se verificou nenhum caso com idade inferior a 32 anos. Sendo
de Saúde Pública
assim, na análise, a categoria 20 a 31 anos foi descartada.
Para testar a hipótese da associação entre as variáveis estadiamento (tamanho
do tumor, comprometimento dos linfonodos e presença ou ausência de metástase à distância)
clínico do câncer de mama, comprometimento linfonodal, tipo histológico e perfil imuno-
-histoquímico com a idade das pacientes, realizou-se a análise de variância (ANOVA), utilizando
o teste de Tukey (p<0,05). Todas as análises estatísticas foram realizadas no programa estatístico
BioEstat® 5.3 versão 2007.
A pesquisa foi avaliada e aprovada pela Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da
Universidade do Estado da Bahia, pelo Parecer n. 478.768/2013.
Por este estudo caracterizar-se como não intervencional, retrospectivo, com
análise de prontuário, foi solicitado junto à CEP a não utilização de Termo de Consentimento
Livre e Esclarecido (TCLE), devido à impossibilidade de obtenção desse termo de todos os
pacientes incluídos na pesquisa. Portanto, foi utilizado termo de confidencialidade, para garantir
o anonimato e a privacidade das pacientes envolvidas.

RESULTADOS
Foram identificados 126 (6,51%) casos de câncer de mama relativos ao período
delineado para a pesquisa. Desses foram excluídos quatro por ausência da maioria das
informações pertinentes a este estudo.
A idade média das pacientes ao diagnóstico, registrada nos prontuários usados
neste estudo, foi de 54,8 anos, com amplitude mínima de 32 e máxima de 87 anos e mediana
de 53,0 (percentis de 25%: 44,5 e 75%: 65,0).
No presente estudo, observou-se que 50,82% (62) dos casos ocorreram em
pacientes com idade superior a 52 anos. A frequência do câncer mamário, no grupo com idade
≤40 anos, chegou a 11,47% (14 pacientes) e quando incluídas as pacientes com faixa etária até
42 anos o percentual atingiu 16,39% (20 casos).
No que diz respeito às características reprodutivas, 44,26% (54) das mulheres
investigadas tiveram de 1 a 5 filhos; 75% (18) tiveram de 6 a 10 filhos; e apenas 9,02% (11) das
pacientes eram nulíparas. Dentre as que tiveram filhos, a média de partos foi de 3,8 crianças
(desvio padrão=2,7). Não foi possível verificar a idade do primeiro parto, em virtude de essa
informação aparecer em poucos (menos de 10%) prontuários analisados. A nuliparidade não
figurou como fator prevalente na amostra. Em 39 (31,97%) prontuários, os dados inerentes à
paridade não estavam discriminados.

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Em relação à prática de amamentação, 28,68% (35) das pacientes amamentaram
e 20,49% (25) não realizaram a prática da lactação. Todavia, em 50,81% (62) dos prontuários
não havia informações sobre esse dado.
Quanto ao estadiamento clínico das pacientes na época do diagnóstico, 35,46%
dos casos foram classificados como estádio IA ou IIA. Em 55,75% dos casos, os tumores foram
classificados como ≥IIB. Nesses casos, são considerados como casos localmente avançados9.
As idades das pacientes, comparadas com o seu estadiamento clínico, permitiu
verificar-se a maior incidência de tumores ≥IIB entre mulheres de 43 a 52 anos: foram 21 casos
(52,5%) (Tabela 1).

Tabela 1 – Frequências encontradas dos estadiamentos de câncer de mama de


acordo com a faixa etária da paciente. Teixeira de Freitas, Bahia, Brasil – 2014
Estadiamento Clínico – f (%)
Faixa Não Total
IA IIA IIB IIIA IIIB IIIC IV
Etária Informado
n % n % n % n % n % n % n % n % n %

32 a 42 3 15 3 15 3 15 7 35 4 20 0 0,0 0 0,0 0 0,0 20 16,39

43 a 52 6 15 8 20 3 7,5 10 25 4 10 1 2,5 3 7,5 5 12,5 40 32,79

53 a 62 1 4,76 4 19,05 2 9,52 1 4,76 4 19,05 3 14,29 3 14,29 3 14,29 21 17,21

63 a 72 6 22,22 8 29,63 3 11,11 4 14,81 1 3,7 0 0,0 3 11,11 2 7,41 27 22,13

73 a 87 1 7,14 4 28,57 0 0,0 4 28,57 1 7,14 3 21,43 1 7,14 0 0,0 14 11,48

Total 17 13,93 27 22,13 11 9,02 26 21,31 14 11,48 7 5,74 10 8,20 10 8,20 122 100

Fonte: Elaboração própria.

Nesse contexto, considerando apenas as pacientes com idade inferior a 43 anos, os


tumores ≥IIB apareceram em 70% (14 casos entre 20) desse público. Essa incidência de tumores
em estadiamento considerado avançando pode estar relacionada ao diagnóstico tardio, bem
como a fatores biológicos pertinentes à própria doença, quando atinge o público mais jovem.
Os estadiamentos IA e IIA foram mais recorrentes entre o grupo de 63 a 72,
correspondendo a 14 (51,85%) das 27 mulheres. Apesar dos resultados, não houve significância
estatística entre a variável idade e o estadiamento clínico.
No tocante ao tamanho dos tumores, quando diagnosticado, 40 (32,79%)
pacientes possuíam tumores >2,0 cm; 25 (20,49%) apresentavam tumores ≤2,0 cm (T1); e em
35 (28,69%) prontuários essa informação não estava registrada.

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Revista Baiana O comprometimento linfonodal (N1, N2 ou N3) foi identificado em 41,80% (51)
de Saúde Pública
dos casos; em 27,86% (33), os linfonodos regionais não apresentavam sinais de metástase (N0).
A presença de metástase à distância (M1) foi identificada em 3,27% (4) dos casos. A associação
entre a variável idade e comprometimento dos linfonodos não demonstrou significância
estatística.
De acordo com o perfil histológico, o tipo predominante foi o ductal infiltrante,
com 71,31%, seguido pelo tipo lobular infiltrante, com 9,84%. Outras tipologias somaram
9,87%. Dados semelhantes foram encontrados em estudo que descreveu o perfil imuno-
-histoquímico e variáveis clinicopatológicas no câncer de mama, no qual não havia informações
sobre as variantes histológicas em 9,02% (11 prontuários)10.
Ao comparar o tipo histológico com a variável idade, observou-se que o tipo CDI
foi mais comum (33,33%) entre as mulheres de 43 a 52 anos (Tabela 2). Verificou-se que houve
diferença significativa (p<0,01) entre os tipos histológicos, com predominância para o tipo CDI.

Tabela 2 – Faixa etária em relação às variantes histológicas. Teixeira de Freitas,


Bahia, Brasil – 2014

Faixa Etária – f (%)


Total
Tipo Histológico 32 a 42 43 a 52 53 a 62 63 a 72 73 a 87

n % n % n % n % n % n %
Carcinoma Ductal 1 25 0 0,0 1 25 2 50 0 0,0 4 3,28
ou Carcinoma
Lobular in situ
Carcinoma Ductal 16 18,39 29 33,33 14 16,09 18 20,69 10 11,49 87 71,31
Invasivo
Carcinoma 0 0,0 1 25 2 50 1 25 0 0,0 4 3,28
Ductal Invasivo /
Carcinoma Lobular
Invasivo
Carcinoma Lobular 3 25 6 50 2 16,67 1 8,33 0 0,0 12 9,84
Invasivo
Carcinoma 0 0, 1 100 0 0,0 0 0,0 0 0,0 1 0,82
Mamário Invasivo
Carcinoma Papilar 0 0,0 0 0,0 0 0,0 1 100 0 0,0 1 0,82
Invasivo
Carcinoma Tubular 0 0,0 0 0,0 0 0,0 1 100 0 0,0 1 0,82
Carcinoma 0 0,0 0 0,0 0 0,0 1 100 0 0,0 1 0,82
Tubular/Carcinoma
Ductal Invasivo
Não Informado 0 0,0 3 27,27 2 18,18 2 18,18 4 36,36 11 9,02

Total 20 16,39 40 32,79 21 17,21 27 22,13 14 11,48 122 100


Fonte: Elaboração própria.

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No que tange ao grau histológico, predominou o grau II, com 47,54%. Dentre os
cânceres mamários, 18,03% foram identificados como grau I e 13,11% apresentaram graduação
III. Não havia informação sobre essa variável em 21,31% dos prontuários.
Ao analisar o perfil imuno-histoquímico ou subtipo, constatou-se maior frequência
do subtipo molecular Luminal A (36,07%).
Acerca do subtipo molecular do câncer mamário e sua relação com a idade das
pacientes, verificou-se maior frequência do subtipo Luminal A (48,15%) entre pacientes na faixa
etária de 63 a 72 anos (Tabela 3).

Tabela 3 – Frequências encontradas dos subtipos moleculares do câncer de mama.


Teixeira de Freitas, Bahia, Brasil – 2014

Subtipo Frequência %
HER-2 Superexpresso 7 5,74
Luminal A 44 36,07
Luminal B 18 14,75
Triplos negativos 22 18,03
Não Informado 31 25,41
Total 122 100
Fonte: Elaboração própria.

Em relação ao subtipo do câncer e todas as faixas etárias houve diferença


significativa (p<0,01) apenas entre o perfil Luminal A e o HER-2 (Tabela 4).

Tabela 4 – Distribuição do subtipo do câncer mamário de acordo com a faixa


etária das pacientes. Teixeira de Freitas, Bahia, Brasil – 2014
Subtipo de câncer mamário – f (%)
Triplos Não Total
Faixa Etária HER-2 Luminal A Luminal B
negativos Informado
n % n % n % n % n % n %

32 a 42 0 0,0 5 25 4 20 7 35 4 20 20 16,39

43 a 52 1 2,5 15 37,5 4 10 10 25 10 25 40 32,79

53 a 62 3 14,29 8 38,10 3 14,29 2 9,52 5 23,81 21 17,21

63 a 72 2 7,41 13 48,15 3 11,11 2 7,41 7 25,93 27 22,13

73 a 87 1 7,14 3 21,43 4 28,57 1 7,1) 5 35,71 14 11,48

Total 7 5,74 44 36,07 18 14,75 22 18,03 31 25,41 122 100


Fonte: Elaboração própria.

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Revista Baiana Os subtipos triplos-negativos incidiram mais entre as mulheres com idade inferior
de Saúde Pública
a 53 anos. Esse grupo de câncer mamário atinge principalmente mulheres mais jovens e
normalmente está relacionado a mutações dos genes BRCA11.
No que diz respeito ao intervalo entre o diagnóstico e o início do tratamento,
em 52,24% (64) dos casos, o período foi superior a 60 dias, apresentando média de 3,7 meses
(desvio padrão=2,8), sendo o prazo mínimo de 15 dias e máximo de 13 meses.
Verificou-se, em 29,50% (36 casos) dos prontuários, que houve perda de informação
de seguimento, visto que a última consulta dessas pacientes apresentava espaço temporal superior
a 12 meses, sem indicar transferência para outra instituição ou conclusão do tratamento.

DISCUSSÃO
A média de idade encontrada foi inferior àquela dos países desenvolvidos, a qual
está em torno de 61 anos12, todavia foi aproximada aos resultados encontrados em estudo
realizado com 327 mulheres em Juiz de Fora (MG) em 201210. Observou-se que a maioria
dos casos (62 - 50,82%) foi diagnosticado em pacientes com idade superior a 52 anos. Esse
resultado é compatível com a literatura analisada, a qual aponta que o cancro de mama atinge
principalmente mulheres acima dos 50 anos13.
A incidência do câncer de mama em mulheres com menos de 40 anos é
considerada menos comum, sendo a frequência da doença identificada em apenas 6,5% dos
casos9. Em mulheres até 44 anos, a ocorrência chegaria a 11%12.
Apesar de não ser tão frequente em mulheres jovens, observou-se que o diagnóstico
de câncer de mama nesse grupo apresentou o pior prognóstico, visto que, geralmente, esse
é realizado em fase sintomática, o que pode sinalizar estado avançado da doença14. Nesse
sentido, mulheres com idade inferior a 45 anos, salvo em casos de grupos de risco, não são
consideradas população alvo das políticas de rastreamento para detecção precoce do câncer de
mama, pois esse público normalmente não é acometido pela doença. Destarte, a idade mínima
recomendada pelo Ministério da Saúde para a realização do principal exame de rastreamento
da doença, a mamografia, é a partir dos 50 anos, pois a densidade mamária de mulheres jovens
poderia interferir nos resultados do exame.
No que diz respeito à escolaridade e etnia das pacientes, tais informações foram
encontradas em poucos prontuários analisados (5 fichas - 4,09%), fato que interferiu na análise
dessa variável. Acredita-se que fatores étnicos influenciam no prognóstico da doença, assim
como o nível de escolaridade. Portanto, seria relevante que a inclusão de tais informações
fosse observada pelas instituições de controle e tratamento do câncer, uma vez que esses dados

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podem servir para melhor compreensão da realidade da paciente, o que pode contribuir no
tratamento e melhor acompanhamento dessa mulher.
Estudo realizado em Santa Catarina demonstrou que mulheres com maior nível
de escolaridade apresentavam melhor sobrevida global em cinco anos15. Tal aspecto pode ser
explicado pelo fato de que mulheres com maior instrução dispõem de acesso a informações
sobre a importância do diagnóstico em tempo hábil e dos fatores de riscos para essa patologia.
Aspectos étnicos podem possuir associação com o surgimento de determinados
tipos de cânceres de mama, visto que mutações em genes BRCA1 e BRCA2, os quais predispõem
ao câncer mamário, possuem uma parcela importante do fator hereditário16. Certas mutações
nesses genes são frequentes em judeus Ashkenazi devido a diversos fatores, entre eles o chamado
efeito fundador sofrido por essa população, o qual reduziu a variabilidade genética desse grupo
populacional17.
A multiparidade e o primeiro parto antes dos 25 anos de idade mostraram-se
como fatores protetivos para os carcinomas mamários receptores positivos de estrogênio e
progesterona18. Todavia, a primeira gestação em idade tardia demonstrou aumentar o risco para
tumores receptores negativos de progesterona, quando comparada com mulheres nulíparas.
A nuliparidade é ainda apontada como fator de risco para o câncer de mama. Tal aspecto
pode estar relacionado com o fato de que a gravidez impulsiona um ciclo de diferenciação
funcional e morfológica dos lóbulos mamários e a não diferenciação dos ductos gera maior
suscetibilidade ao câncer19. Há também indícios de que quanto maior o número de ciclos
ovulatórios experimentados por uma mulher maior será o risco para o desenvolvimento dessa
neoplasia20. Todavia, os achados deste estudo divergem da literatura, visto que se verificou menor
incidência do câncer mamário em mulheres nulíparas, quando comparado com mulheres que
tiveram filhos.
A prática do aleitamento pode inibir os efeitos negativos da primeira gestação
em idade tardia, pois verificou-se que mulheres multíparas, que tiveram o primeiro parto
tardiamente e não praticaram a lactação, apresentaram maior risco para o câncer de mama
receptor negativo de progesterona18. Destarte, a amamentação está estabelecida como fator
de proteção para o câncer de mama, principalmente quando é realizada por um período
prolongado. Isso porque o aleitamento relaciona-se com a amenorreia pós-parto, diminuindo a
exposição ao estrogênio endógeno21.
Outro aspecto que interferiu na análise foi a ausência de informação acerca
da prática da lactação pelas pacientes em 50,81% (62) dos prontuários. Apesar de parcela
significativa dos prontuários que compuseram a amostra conterem referências sobre essa

642
Revista Baiana prática, não se pôde inferir quanto à capacidade de proteção dessa variável, visto que, para que
de Saúde Pública
a prática da lactação tenha realmente efeito protetor, é preciso que essa seja a forma exclusiva
de alimentação da criança, pois, desse modo, ocorreria a supressão menstrual da mãe22.
Diferente dos achados de estudo20 que, ao avaliar a relação entre a prática da
amamentação e o tipo histológico do câncer de mama, constatou que o aleitamento exercia
efeito protetor significativo contra a neoplasia ductal invasora, na amostra estudada, não foi
encontrada relação significativa entre prática da lactação e tipologia histológica do câncer
mamário.
Embora tenha sido observada maior frequência de tumores >2 cm nas mulheres
da faixa etária de 43 a 52 anos, não houve significância estatística. Desse modo, os resultados
são discordantes dos achados de estudo que, ao analisar um grupo de 106 mulheres jovens e
outro de 130 casos de mulheres pós-menopausa, constatou, no primeiro grupo, que os tumores
apresentavam maior extensão em diâmetro23.
Os resultados sobre o perfil imuno-histoquímico tanto corroboram achados de
estudo , como diferem de outro10, os quais encontraram maior ocorrência para o subtipo
13

Luminal B. Vale ressaltar que, em 25,41% dos prontuários, não havia informações referente ao
subtipo molecular dos tumores identificados.
No que diz respeito ao intervalo entre o diagnóstico e o início do tratamento, em
52,24% (64) dos casos, esse período foi superior a 60 dias, apresentando uma média de 3,7
meses (desvio padrão=2,8), sendo o prazo mínimo de 15 dias e máximo de 13 meses.
Estudos clínicos apontam três meses como período para início de terapia após
diagnóstico patológico. Não obstante, esse prazo é considerado arbitrário, uma vez que
não existe um intervalo ideal para se começar o tratamento24. Contudo, a Lei n. 12.732/12
estabelece o prazo máximo de 60 dias, a partir do diagnóstico, para que se inicie o tratamento
de pacientes com câncer pelo SUS25. Apesar das controvérsias na literatura, sabe-se que o
intervalo entre o estadiamento patológico e o início da terapia adjuvante pode influenciar no
prognóstico da doença24. Nesse sentido, a detecção e o início do tratamento precoce do câncer
de mama podem representar maiores chances de cura e reduzir a mortalidade dessa neoplasia.
Para que se estabeleça uma política pública de enfrentamento de doenças, é
necessário que haja o registro contínuo de dados e a constante atualização das informações,
as quais devem ser confiáveis, o que pode colaborar com o direcionamento e a tomada de
decisões26. Por isso, é importante considerar que o registro do maior número possível de dados
dos pacientes com câncer é de grande relevância para o acompanhamento e prognóstico, bem
como contribui para o delineamento de programas e ações para o enfrentamento da doença.

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CONCLUSÃO
Como visto, o tipo histológico mais frequente no estudo realizado foi ductal,
e a gradação histológica II a mais recorrente. Na maioria dos casos, os tumores foram
classificados como ≥IIB. O subtipo de câncer mamário predominante foi Luminal A, com maior
predominância na faixa etária de 63 a 72 anos, e os subtipos triplo-negativos, mais frequentes
em pacientes com idade inferior a 43 anos. O intervalo temporal entre o diagnóstico e o início
do tratamento foi de 3,7 meses em mais de 50% dos casos.
Apesar das limitações do estudo decorrente do uso de fontes secundárias, de
modo geral os resultados encontrados, tanto em relação ao perfil geral da doença quanto ao
subtipo de maior ocorrência, são compatíveis com a literatura analisada e indicam que, apesar
do subtipo de carcinoma mamário mais frequente na população analisada ser o que apresenta
o melhor prognóstico, quando comparado com os demais, o diagnóstico e início do tratamento
do público pesquisado não ocorreu precocemente.
Os resultados obtidos indicam a ausência ou fragmentação das informações
coletados nas fases de rastreamento e/ou acompanhamento de pacientes com câncer de mama,
o que sinaliza a necessidade de que se atribua a devida importância ao processo de coleta de
dados e preenchimento de prontuários, visto que uma base de dados confiável é relevante para
o melhor conhecimento da doença na população e pode contribuir para o planejamento e a
implementação de ações de prevenção e controle dessa patologia.

COLABORADORES
1. Concepção do projeto, análise e interpretação dos dados: Elizabete Neta dos
Santos Gusmão.
2. Redação do artigo e revisão crítica relevante do conteúdo intelectual: Elizabete
Neta dos Santos Gusmão, Tharcilla Nascimento da Silva Macena e Jorge Luiz Fortuna.
3. Revisão e/ou aprovação final da versão a ser publicada: Tharcilla Nascimento
da Silva Macena e Jorge Luiz Fortuna.
4. Ser responsável por todos os aspectos do trabalho na garantia da exatidão e
integridade de qualquer parte da obra: Elizabete Neta dos Santos Gusmão.

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Recebido: 13.4.2015. Aprovado: 9.3.2016. Publicado: 8.11.2017.

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