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Centro de Pesquisas de Energia Elétrica

Programa ANAFAS
Curso Básico
Novembro / 2016
Cepel

Juan Rossi Sergio Porto


DEPARTAMENTO DE REDES ELÉTRICAS DEPARTAMENTO DE REDES ELÉTRICAS

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 1


Programação

 Divisão do tempo flexível


 (1) Revisão teórica
 (1) Introdução ao ANAFAS/ Capacidade do programa
 (1) Manipulação de dados
 (1) Arquivos de dados / EditCepel
 (1) Curtos através de atalhos
 (2) Relatórios de dados
 (2) Estudos individuais
 (2) Estudos macro
 (2) Evolução de níveis de curto-circuito

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Programação (cont.)

 (2) Níveis de curto-circuito no diagrama


 (2) Estudo de superação de disjuntores
 (3) Pontos de monitoração
 (3) Cálculo de equivalentes
 (3) Processamento “batch”
 (3) Geradores eólicos
 (3) Interface gráfica
 (3) Proteção de capacitores série
 (3) Carregamento pré-falta
 (3) Utilitário ANAANA

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REVISÃO TEÓRICA

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Revisão teórica

 Principais causas de curtos-circuitos


 Finalidades dos estudos de curto-circuito
 Classificação dos curtos-circuitos
 Caracterização do fenômeno
 Gráfico da corrente de curto
 Modelagem considerada
 Períodos de análise
 Componentes simétricas

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Revisão teórica (cont.)

 Modelagem de equipamentos
 Linhas de transmissão
 Transformadores
 Geradores
 Cargas e shunts
 Capacitores série
 Motores de Indução
 Solução por redes de seqüência

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Principais causas de
curtos-circuitos

 Em um sistema com milhares de quilômetros de linhas de


transmissão e inúmeros equipamentos, falhas são
inevitáveis
 Surtos de tensão provocados principalmente por raios
 Ruptura de isolamento
 Queimadas
 Queda de condutor
 Queda de galhos, animais etc.
 Para que o sistema fosse “infalível”, seria necessário um
investimento econômico muito elevado

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Finalidades dos estudos de
curto-circuito

 Ajustes de proteção
 Utilizar resultados de simulações de faltas para ajustar
parâmetros de relés de proteção visando Seletividade,
Sensibilidade, Velocidade
 Dimensionamento de equipamentos
 Suportabilidade de equipamentos já instalados (crescimento
do sistema) às correntes de curto-circuito
 Capacidade necessária aos novos equipamentos
 Verificação de ocorrências
 Melhorar ajustes de proteção, localizar faltas, determinar
causas
 Cálculo de equivalentes para uso em programas de
transitórios eletromagnéticos
 Cálculo de afundamentos momentâneos de tensão

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Características dos estudos de
curto-circuito

 Consideram os instantes logo após uma falta, como uma


fotografia das correntes e tensões de curto-circuito
 Não fazem simulações dinâmicas, não verificam variações
ao longo do tempo
 Demandam um conjunto de dados mais simples que
estudos mais complexos como os de transitórios
eletromagnéticos
 A complexidade dos cálculos é menor, fornecendo
resultados mais rapidamente

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Caracterização do fenômeno

 Fenômeno dinâmico
 Correntes com componentes simétrica (AC) e
assimétrica (DC)
 O valor da componente DC decai exponencialmente de
acordo com a relação L/R (ou X/R). Quanto menor o X/R,
mais rápido é o decaimento
 O valor inicial máximo da componente DC é igual ao pico
da componente AC de regime permanente
 O valor inicial da componente DC para cada falta depende
do instante da ocorrência do curto
 Componente alternada de geradores com decaimento
exponencial de amplitude:

|IAC| = E [ 1/Xd + (1/X´d - 1/Xd) e(-t/T´d) + (1/X”d - 1/X´d) e(-t/T”d) ]

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Corrente de curto-circuito

1,5

0,5

0
0,00 0,02 0,04 0,06 0,08 0,10 0,12
-0,5

-1

-1,5

Corrente de regime permanente Corrente contínua Corrente total

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Corrente de curto-circuito

V.sen(wt)
i(t) R L Equação Diferencial:
V.sen(wt) = R.i(t) + L.i’(t)

Solução Homogênea: Solução Particular/Reg. Permanente:


0 = R.ih(t) + L.ih’(t) V.sen(wt) = R.ip(t) + L.ip’(t)
ih(t) = Ae(-R/L).t
Ip(t) = V .sen[wt+tg-1(wL)]
wL)]
(R2+(wL)2)(1/2) R

Solução Completa: i(t) = ih(t)+ip(t) ; i(0-) = i(0+) = 0


ih(0) = -ip(0) ; A = -ip(0)
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Modelagem considerada

 O programa calcula o valor rms da componente AC


 Componente DC
 Muitos relés empregam FFT para obter a componente fundamental
(60 Hz), não sendo sensibilizados pela componente DC
 A componente DC é considerada no dimensionamento de
equipamentos
−tt

 
 

X  
 L X
Ipico = Irms 2 1 + e  wR   t = 0,5ciclos = 8,33ms τ = =
  R wR
 
 Divisão do fenômeno em 3 períodos:
 Subtransitório, transitório e permanente
 Análise de regime permanente para cada período, como “fotografias”
do sistema
 Modelagem da rede por modelo linear: V = Z.I
 Geradores modelados por fonte de tensão atrás de reatância

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Classificação dos curtos-circuitos

 Transitórios (p.ex.: surtos de tensão)


 O sistema se restabelece após um religamento
 Semi-transitórios (p.ex.: queda de galhos)
 O sistema se restabelece após mais de um religamento
 Permanentes (p.ex.: ruptura de isolamento)
 O sistema não se restabelece por mais religamentos que se
faça, sendo necessário interromper o funcionamento do
equipamento até que o problema seja resolvido

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Períodos de análise

 Subtransitório
 Primeiros ciclos após a ocorrência da falta
 Reatância subtransitória ( X”d ). Menor que as demais,
provocando maiores correntes de curto-circuito
 Decaimento ditado pelos circuitos de amortecimento
 Transitório
 Após o subtransitório até 1 segundo após a falta
 Reatância transitória ( X´d ). Maior que X”d, provoca
correntes um pouco menores
 Decaimento ditado pelos enrolamentos de campo

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Períodos de análise (cont.)

 Permanente
 Após cessarem os fenômenos transitórios
 Reatância de regime permanente ( Xd ). Maior que X”d e
X´d, provoca correntes menores
 Pouco utilizado em estudos de curto-circuito

 O ANAFAS gera valores referentes ao período


subtransitório ou transitório, dependendo das reatâncias
utilizadas nos geradores do sistema (X”d ou X´d)

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Componentes simétricas

 Fasores desequilibrados podem ser decompostos em


conjuntos de fasores equilibrados. A decomposição pode
simplificar cálculos de curto-circuito e pode auxiliar na
interpretação dos resultados observados (por exemplo,
seq. zero pode indicar falta com a terra)
 Em sistemas trifásicos: seqüência positiva (abc), negativa
(acb) e zero
 Seqüência zero: todos os n fasores têm o mesmo módulo e
ângulo de fase, isto é, são idênticos
 Fortescue (1918): “Um sistema desequilibrado de n fasores
pode ser decomposto em n-1 sistemas n-fásicos
equilibrados de diferentes seqüências de fase e um sistema
de seqüência zero”

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Componentes simétricas (cont.)

Esquemático de Correntes desbalanceadas:

Ic1

Ia1
Ic2 Ia2
Ia0
Ic Ia
Ib

Fasores originais Ib2

Fasores de seq. fase A


Fasores de seq. fase B Ib1
Fasores de seq. fase C

Ia0 = Ib0 = Ic0

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Componentes simétricas (cont.)

Ex.: Va, Vb, Vc tensões desequilibradas

{ Va = Va0 + Va1 + Va2


Vb = Vb0 + Vb1 + Vb2
Vc = Vc0 + Vc1 + Vc2

Va0 = Vb0 = Vc0 = V0


Va1 = V1 ; Vb1 = a2 V1 ; Vc1 = a V1
Va2 = V2 ; Vb2 = a V2 ; Vc2 = a2 V2 ; a= 1∠120º

A soma das componentes de sequência em qualquer fase (Ex:


Va0 + Va1 + Va2) tem que ser igual ao fasor original (Ex: Va)

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Componentes simétricas (cont.)

Na forma matricial:

Va 1 1 1 V0
2
Vb = 1 a a V1
2
Vc 1 a a V2

Vabc = [T] V012

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Componentes simétricas (cont.)

Transformação inversa:

V0 1 1 1 Va
2
V1 = 1/3 1 a a Vb
2
V2 1 a a Vc

V012 = [T]-1 Vabc

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Modelagem de equipamentos

 Linhas de transmissão
 Transformadores
 Geradores
 Cargas
 Shunts
 Capacitores série
 Motores de Indução

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Linhas de transmissão

 Modeladas por circuito pi com parâmetros concentrados


 Parâmetros iguais para seqüências positiva e negativa
e diferentes para seqüência zero
 Suposto linha perfeitamente transposta
Z 0 = Zp + 2 Zm ; Z1 = Z 2 = Z p - Z m
 Na seqüência zero, a soma das correntes nas três fases
não se cancela, logo há indução de tensão em linhas
paralelas ou próximas

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Linhas de transmissão (cont.)

R+jX

Ysh / 2 Ysh / 2

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Linhas de transmissão (cont.)

Zp
a

Zm Zm
Zp
b

Zm
Zp
c

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Linhas de transmissão (cont.)

a b c 0 1 2
a Zp Zm Zm 0 Z0 0 0
b Zm Zp Zm ⇒ 1 0 Z1 0
c Zm Zm Zp 2 0 0 Z2

Z012 = [T]-1 Zabc [T]

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Linhas de transmissão (cont.)

Va Zp Zm Zm Ia
Vb = Zm Zp Zm Ib

Vc Zm Zm Zp Ic

V0 Z0 0 0 I0
V1 = 0 Z1 0 I1

V2 0 0 Z2 I2

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Linhas de transmissão (cont.)

I0

Zm

+ -

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Ω
Parâmetros de Sequência em [Ω
[Ω/km] ou [ /km]
Seq. Positiva Seq. Zero

r1 x1 r0 x0
Y1/2 Y1/2 Y0/2 Y0/2

zN
ZC = γl = Z1.Y1
yN

Z = Z C .senh(γl )

 1  γl 
Y = .tgh  
 ZC 2

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Linha representada por π infinitesimais:
...

Com a correção Hiperbólica temos um π equivalente:


R1 X1
Y1/2 Y1/2

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Transformadores

 Na representação em estudos de regime permanente é


usual desprezar-se:
 as resistências dos enrolamentos (importante para
obtenção das relações X/R)
 as perdas no núcleo
 a corrente de magnetização
 Assim, o trafo é representado na seq. positiva por um
trafo ideal em série com sua reatância de dispersão
equivalente (xt) obtida de ensaios de curto-circuito em
seus terminais.

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Transformadores (cont.)

Na representação em p.u., caso as bases de tensão no


primário e no secundário tenham relação igual à sua
relação de transformação nominal (Np/Ns), o trafo ideal
desaparece do circuito equivalente

xt

Circuito equivalente de seqüência positiva em p.u.

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Transformadores (cont.)

ay
y = 1 / xt

(a2 - a) y (1- a) y a2 y -a y
-a y y

Circuito pi equivalente para tap fora da posição nominal


( 1:a )

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Transformador defasador

0:Φ y
y -y.e-jΦ
-y.e+jΦ y

Possui modelo matemático porém não possui


circuito passivo equivalente. Ybus assimétrica.
Ybus de seq. negativa é a simétrica da positiva.

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Transformador 3 enrolamentos

 Trafos de 3 enrolamentos são representados por


circuitos em estrela
 Essa representação introduz um nó fictício na rede (nó
f), que não existe fisicamente no trafo
 Os parâmetros do circuito equivalente são calculados a
partir dos valores das reatâncias de dispersão entre os
enrolamentos (xps, xpt e xst), obtidos de ensaios de
curto-circuito em pares de enrolamentos com o terceiro
enrolamento aberto

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Trafo 3 enrolamentos (cont.)

xp + xs = xps
xp + xt = xpt
xs + xt = xst
} ⇒{ xp = ½ ( xps + xpt - xst )
xs = ½ ( xps + xst - xpt )
xt = ½ ( xpt + xst - xps )

xp f xs
Obs.: de acordo com as
expressões acima, é possível
que surjam reatâncias
xt negativas no modelo

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Trafo na seqüência zero

 O modelo de transformador na seqüência zero depende


da existência ou não de caminho para a corrente de
sequência zero ( I0 ) em cada lado do transformador

Z0 = xt

Caminho para I0 tanto no primário como no secundário

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Trafo na seqüência zero (cont.)

Diagrama trifásico – Curto na fase a

Ia = Ia0 + Ia1 + Ia2


a A

b B

Ib0 Ia0 IA0 IB0

3I0 3I0
Ic0 IC0

c C

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Trafo na seqüência zero (cont.)

∆ Z0 = xt

Caminho para I0 no primário. Caminho para circulação


de I0 dentro do delta. Ausência de caminho para I0 na
linha do secundário.

Obs. 1: se houver aterramento por impedância Zn , Z0


internamente passa a valer (xt + 3Zn).
Obs. 2: os ramos série e para a terra são modelados de
forma automática pelo ANAFAS
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Trafo na seqüência zero (cont.)

Diagrama trifásico – Curto na fase a

Ia = Ia0 + Ia1 + Ia2 IA0


a
A

Ib0 Ia0

3I0
Ic0 IB0
B
c
C
IC0

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Trafo na seqüência zero (cont.)

Z0 = xt

Caminho para I0 no primário. Ausência de caminho para


I0 no secundário.

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Trafo na seqüência zero (cont.)

Diagrama trifásico – Curto na fase a

Ia = Ia0 + Ia1 + Ia2


a A

b B

Ib0 Ia0 IA0 IB0

3I0
Ic0 IC0

c C

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Trafo 3 enrolam. na seq. zero

∆ xp f xs


xt

Caminho para I0 no primário. Caminho para circulação


de I0 dentro dos deltas. Ausência de caminho para I0
nas linhas do secundário e do terciário.

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Trafo 3 enr. na seq. zero (cont.)

xp f xs


xt

Caminho para I0 no primário. Caminho para circulação


de I0 dentro do delta. Ausência de caminho para I0 no
secundário e na linha do terciário.

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Trafo 3 enr. na seq. zero (cont.)

xp f xs


xt

Caminho para I0 no primário e no secundário. Caminho


para circulação de I0 dentro do delta. Ausência de
caminho para I0 na linha do terciário.

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Trafo 3 enr. na seq. zero (cont.)

 Os valores das impedâncias de seqüência zero (xp, xs e xt)


dependem do tipo do transformador
 transformador ou auto-transformador
 bancos monofásicos ou transformador trifásico
 se for trifásico, o tipo do núcleo (envolvido ou envolvente)

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Geradores

 Representados por uma fonte de tensão atrás da


reatância subtransitória ou transitória
 Aproximação: reatância na seqüência negativa igual a
de seqüência positiva (X”d ou X´d) quando deveria ser
a média entre os valores de eixo direto e de eixo
quadratura (mais nas máquinas de polos salientes)

+ X”d
~
- Ref.

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Geradores (cont.)

 Para evitar que a barra de referência mude a cada


curto-circuito, é utilizada uma modelagem na qual os
geradores são representados como ligações “shunt”
para uma referência correspondente às suas tensões
internas que, desprezando-se o carregamento pré-falta,
são todas iguais a 1 ∠ 0 p.u.

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Geradores (cont.)

+ X”d X”d +
1,0 ~ K ~ 1,0
- -

Ref. (V=0)

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Geradores (cont.)

X”d X”d
K

-
~ 1,0
+ Ref. (V=1,0)

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Geradores (cont.)

 O curto 3F na barra K é equivalente a conectar uma


fonte de tensão de valor -1,0 na barra K
 Injeção de corrente na barra K : -1,0 / ZKK
 Corresponde a uma corrente de curto (da barra para a
terra) de : 1,0 / ZKK
 Assim, pode-se usar sempre a mesma barra de
referência para simular curtos em qualquer barra

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Geradores (cont.)

 Ao utilizar modelagem sem carregamento pré-falta,


NÃO se deve modelar elementos “shunt” na seqüência
positiva (p.ex.: tap fora do nominal, “line-charging”,
reatores e capacitores shunt, cargas etc.), pois
acarretam correntes pré-falta nos circuitos
 Obs.: Pelo princípio da superposição, pode-se utilizar
esta representação de geradores também para casos
com carregamento pré-falta

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Cargas

 Cargas podem ser modeladas em programas de curto-


circuito apenas na forma impedância constante, em função
do modelo de rede linear
 y = S* / |V|2 ⇒ g + jb = (P - jQ) / |V|2
 r + jx = 1 / (g + jb)
 Obs.: Q > 0 (carga indutiva, ou seja, x > 0)

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Shunts

 Reatores e capacitores “shunt” são modelados como x


constante
 Em p.u. e na tensão nominal :
b = -Q ⇒ x = -1 / b = 1 / Q
 Obs.: Q > 0 (shunt tipo reator)

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Capacitores série

 Os capacitores série são representados por uma reatância


negativa
 A representação não linear da proteção MOV dos
capacitores série é possível (processo iterativo, mostrado
mais adiante)

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Motor de Indução

 Motores de indução só contribuem para os curtos durante o


primeiro ou no máximo segundo ciclo
 Podem ser modelados, tal qual os geradores, como uma
fonte de tensão atrás de uma reatância
 A tensão interna, neste caso, é menor que a externa
 A reatância é a soma das reatâncias do estator e do rotor
( Xs + Xr )

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Mudança de Base de Potência

Z pu 1
~ Sistema
SBASE1 SBASE2
ZΩ S BASE1
Z pu1 = = ZΩ 2
Z BASE1 VBASE 2
S BASE 2  V1 
z pu 2 = z pu 1  
S BASE 1  V 2 
ZΩ S BASE2
Z pu2 = = ZΩ 2
Z BASE2 VBASE
S BASE 2
z pu 2 = z pu 1
S BASE 1

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Solução por redes de seqüência

 As redes de seqüência são desacopladas (sistema pré-falta


equilibrado)
 São obtidos equivalentes Thévenin para cada rede de
sequência
 Os equivalentes são conectados no ponto de falta
 As condições de contorno definem o tipo de conexão a ser
feito

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Solução por redes de seqüência
(cont.)

Z1 Z2 Z0

VPF ~ V1 V2 V0

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Curto FT na fase “a”

Ia ≠ 0 ; Ib = 0 ; Ic = 0 ⇒ I0 = I1 = I2 = Ia / 3

Va = 0 ⇒ V0 + V1 + V2 = 0

⇒ Redes em série

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Curto FT na fase “a” (cont.)

Ia / 3 = VPF / ( Z1 + Z2 + Z0 )

⇒ Ia = 3.VPF / ( Z1 + Z2 + Z0 )

Z1 Z2 Z0

VPF ~
Ia / 3

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Curto FFT nas fases “b” e “c”

Va ≠ 0 ; Vb = 0 ; Vc = 0 ⇒ V0 = V1 = V2

Ia = 0 ⇒ I0 + I1 + I2 = 0

⇒ Redes em paralelo

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Curto FFT nas fases “b” e “c” (cont.)

⇒ I1 = VPF / ( Z1 + Z2 // Z0 )

Z1 Z2 Z0

~ I1
VPF

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Curto FF nas fases “b” e “c”

Vb = Vc ⇒ V1 = V2

Ib = - Ic ⇒ I0 = 0

⇒ Redes (seq. positiva e negativa) em paralelo e rede de


seq. zero aberta

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Curto FF nas fases “b” e “c” (cont.)

⇒ I1 = VPF / ( Z1 + Z2 )

I2 = - I1

Z1 Z2 Z0

~ I1
VPF

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Curto FFF

Sistema equilibrado, somente tensões e correntes de seq.+

⇒ I1 = VPF / Z1

Z1 Z2 Z0

~ I1
VPF

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INTRODUÇÃO AO ANAFAS

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Introdução ao ANAFAS

 Histórico do projeto ANAFAS


 Filosofia do curso (aspectos conceituais e práticos)
 Nivelamento da audiência
 Experiência anterior com o ANAFAS

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Introdução ao ANAFAS

 Endereço para obter os instaladores: www.dre.cepel.br


 Responsável Técnico (RTL)
 Pessoa designada pela empresa para ser responsável por um
determinado programa (ANAFAS) junto ao CEPEL
 Possui login/senha para obter os instaladores
 Recebe avisos de atualizações dos programas por email
 Cadastra usuários na empresa
 Usuário
 Designado pelo RTL
 Possui login/senha para obter os instaladores
 Recebe avisos de atualizações dos programas por email
 Idealmente, todos que utilizam o programa
 Endereço para obter informações sobre o ANAFAS:
www.anafas.cepel.br

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Introdução ao ANAFAS

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Introdução ao ANAFAS

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Introdução ao ANAFAS

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MANIPULAÇÃO DE DADOS

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Manipulação de Dados

 Dados elétricos
 São a base de qualquer estudo
 Se incluírem erros, afetarão resultados/conclusões
 Maior ou menor sensibilidade a erros, dependendo do tipo de
dado e do tipo de estudo
 Dados gráficos
 Reduzem a inserção de erros nos dados elétricos
 Auxiliam na visualização e análise dos resultados

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 74


Manipulação de Dados

 Inclusão de dados
 Criar um sistema
 Importar dados elétricos de um arquivo .ANA
 Desenhar diagrama
 Acrescentar equipamentos
 Formato .ANA (Editcepel)
 Tipos de arquivo (.ANA; .LST; .PMN)
 .ANA => Arquivo de dados elétricos
 .LST => Arquivo de dados gráficos (desenho diagrama)
 .PMN => Arquivo de dados de pontos de monitoração

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 75


Manipulação de Dados

 Exercício: Expandir o Sistema a partir de uma Barra


 Escolher uma barra qualquer para conectar a expansão
 Ativar Grid de desenho e Parâmetros no diagrama
 Criar barra 90001
 Nome NOVA SE. XXX
 Área 901
 Mesma tensão base da barra de conexão
 Criar 2 ou 3 linhas entre a barra de conexão e a 90001
 Área 901
 Z1 = 0.05 + j 0.75 % ; Z0 = 0.6 + j 8.7 % (base do sistema)
 Usar o gerenciador para duplicar (triplicar) a linha
 Desenhar a(s) linha(s) duplicadas
 Apagar e redesenhar a última com pontos de quebra
 Apagar e reinserir os pontos de quebra

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 76


Manipulação de Dados

 Criar barra 90002


 Nome NOVA SE 13.8
 Área 901
 Tensão base 13.8
 Criar 2 trafos de 2 enrol. entre as barras 90001 e 90002
 Área 901
 Potência nominal 50 MVA
 Z1 = Z0 = 0.02 + j 10 % na base do equipamento
 Z1 = Z0 = 0.04 + j 20 % na base do sistema (100 MVA)
 Ligação estrela aterrada na alta e delta na baixa
 Defasamento de +30 graus da estrela em relação ao delta
 corresponde a associar Van com Vab

 se usar -30 corresponde a associar Van com Vac

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Manipulação de Dados

 Criar 2 geradores na barra de 13.8 kV ( 90002 )


 Área 901
 Potência nominal 50 MVA
 Ra = 0 ; X”d = 18% ; X0 = 3% na base do equipamento
 Ra = 0 ; X”d = 36% ; X0 = 6% na base do sistema (100 MVA)
 Ligação estrela aterrada ( Rat = 50000% na base do sistema )
 Usar o gerenciador para duplicar o gerador
 Desenhar o gerador duplicado
 Curto FT na barra dos geradores deve dar ~ 5A de corrente
 Inserir mútuas entre as linhas paralelas
 Zm = 0.5 + j 2.5 % na base do sistema
 Considerar apenas o trecho 20-80% na última linha

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 78


Manipulação de Dados

 Separar a barra de conexão movendo apenas a primeira linha


 Eliminar o jump após a separação
 Alterar a barra criada para tipo Auxiliar
 Criar um capacitor série entre as barras separadas
 Área 901
 Xc = -0.25 % na base do sistema
 Corrente máxima para disparo de gap = 5000 A
 Criar reator de linha na última linha
 Q = -10 Mvar
 Inserir reator de barra na barra de conexão
 X = 500 % na base do sistema ( corresponde a 20 Mvar )

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 79


Manipulação de Dados

 Criar barras 90003 , 90004 e 90005


 Nomes NOVA SE 13.8 ; NOVA SE. 138 ; T#FICTICIA
 Áreas 901
 Tensões base 13.8 ; 138 ; 1
 Tipos Normal ; Normal ; Fictícia de transformador (midpoint)
 Criar um transformador de 3 enrolamentos entre as barras de
conexão, 90003 e 90004 ( midpoint é a barra 90005 )
 3 trafos de 2 enrolamentos ligando a barra midpoint às barras
terminais
 Xp = 19.3 % ; Xs = -1 % ; Xt = 28.5 % ( base do sistema )
 Ligações: Estrela aterrada ; Estrela aterrada ; Delta
 Se precisar, mover legendas do terciário
 Criar um transformador de aterramento na barra de 13.8 kV
 Z0 = 50 % na base do sistema

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 80


Manipulação de Dados

 Arquivos de alteração
 Permitem inserir um conjunto de modificações na base dados
(inclusão, remoção ou alteração), reduzindo a ocorrência de
erros de edição
 Podem ser criados manualmente ou automaticamente (por
comparação de configurações)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 81


Modelos dos Equipamentos

 Barras
 Normal, mid-point, derivação – muda representação gráfica
 Linhas
 Modelo PI nas seqüências positiva e zero
 Mútuas
 Acoplamentos entre trechos de linha na seqüência zero

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 82


Capacidade do programa

 20000 barras
 40000 circuitos
 20000 transformadores
 8000 geradores
 8000 mútuas
 4000 grupos
 30 linhas/grupo
 Numeração de barras até 99998
 Relatório sumário

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Shunts de Barra e
Compensadores Estáticos

Modelo de Seq. positiva

PARÂMETROS

± X % (modelagem com carregamento)

999999 (modelagem sem carregamento)


Reator / Capacitor shunt ( ± X % )

Impedância de Aterramento ( Rg + jXg % )


Modelo de Seq. zero

3Rg + j (3Xg ± X) % (ligação em estrela)

999999 (ligação em delta)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 84


Shunts de Linha

Modelo de Seq. positiva

PARÂMETROS

+ X % (modelagem com carregamento)

999999 (modelagem sem carregamento)


Reator ( - Mvar )

Impedância de Aterramento ( Rg + jXg % )


Modelo de Seq. zero

- Posição em relação aos disjuntores 3Rg + j (3Xg + X) % (ligação em estrela)

999999 (ligação em delta)


- Contribuição somada à da linha
- Acompanha a linha na contingência

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 85


Sobretensão em linha aberta

V = 1 pu
+jXL Vterminal

I
-jXC -jXC
|XC| > |XL| V=0

|Vterminal|= 1pu . XC / (XC-XL) > 1pu

Exemplo: Vterminal = 1pu . –j0,1 / (j0,01-j0,1) = 1,11 pu


Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 86
Shunts de Linha

Reator Reator
de linha de barra

Um reator de linha fica permanentemente conectado


à linha. Um reator de barra pode ser manobrado.

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Shunts de Linha

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 88


Geradores

Modelo de Seq. positiva


PARÂMETROS

Resistência de Armadura ( Ra % ) Ra + j (Xd ou X´d ou X”d) %


Reatância de eixo direto ( Xd ; X´d ; X”d % )
Reatância de seq. zero ( Xo % )

Modelo de Seq. zero


Impedância de Aterramento ( Rg + jXg % )

(Ra+3Rg) + j (Xo+3Xg) % (ligação em estrela)

999999 (ligação em delta)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 89


Cargas

( impedância constante – P e Q convertidos para R e X )


Modelo de Seq. positiva
PARÂMETROS

R + jX % (modelagem com carregamento)


Carga ( P + jQ MVA )
999999 (modelagem sem carregamento)

Modelo de Seq. zero

R + jX % (ligação em estrela)

999999 (ligação em delta)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 90


Compensadores Série

Modelo de Seq. positiva


PARÂMETROS

-jX %
-X %

- Caso a reatância seja negativa, o compensador será um capacitor. Caso contrário,


o compensador será um reator Modelo de Seq. zero

- A proteção MOV de capaciotres série começa a conduzir se a corrente ultrapassar


um determinado limite (Ipr)

- O conjunto CS-MOV se comporta como uma impedância cujo valor depende da -jX %
corrente

- É utilizado um processo iterativo para obter o valor da impedância equivalente


do conjunto (mostrado mais adiante)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 91


Transformadores de 2
enrolamentos
Modelos de Seq. zero

( ligação estrela-estrela )
Zo + 3 (ZPg + ZSg) %

PARÂMETROS ( ligação delta-estrela )

Impedância de seq. positiva ( Rp + jXp % )


Impedância de seq. zero ( Ro + jXo % )
Zo + 3 ZSg %
Impedância de Aterr. Primário ( RPg + jXPg % )
Impedância de Aterr. Secundário ( RSg + jXSg % )
Tipos de conexão do primário e secundário

( ligação estrela-delta )

Modelo de Seq. positiva


Zo + 3 ZPg %

Rp + jXp %
( ligação delta-delta )

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 92


Transformadores de 3
enrolamentos

Representados por 3 trafos de 2 enrolamentos ligados a uma


barra mid-point (modelo Y com parâmetros Zp, Zs e Zt)
Modelo de Seq. positiva

Zp Zs
Δ ⌐Υ Zs + 3Zg
Zt
Υ
Zp

Modelos de Seq. zero (exemplos)

Δ ⌐Υ Zs + 3Zg Δ ⌐Υ Zs + 3Zg

⌐Υ Δ
Zp Zt + 3Zg Zp Zt

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 93


Transformador de Aterramento

Modelo de Seq. positiva

PARÂMETROS

999999 (não existe na seq. positiva)


Impedância de seq. zero ( Ro + jXo % )

Modelo de Seq. zero

- Usado para criar uma referência de terra Impedância de seq. zero ( Ro + jXo % )

- Geralmente tipo zig


zig--zag
- Exemplo: 69 kV Chesf

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 94


Modelagem da rede

 Carregamento pré-falta (opcional)


 carga impedância constante
 reator/capacitor
 tap fora do nominal
 line-charging
 transformador defasador (p.ex. Angra)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 95


Defasamento delta-estrela

 Ângulo de defasamento (p.ex. 30 graus) fornecido no


bloco de dados de circuito
 O valor do defasamento depende do tipo de conexão
dos enrolamentos
 Representa quanto o ângulo de fase da tensão da barra
“para” está adiantado em relação ao da barra “de” na
seqüência positiva
 Na seqüência negativa o defasamento é o oposto (sinal
trocado)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 96


Defasamento Delta-Estrela

a A

b Van

Vac VAC
VAC

B
c

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 97


Defasamento Delta-Estrela

Vcn

Vac VAC
30°
Van

Vbn

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 98


Falta Fase-Terra em
Trafo Delta-Estrela

Ia = Ia0 + Ia1 + Ia2 IA


a
A

Van
VAC
3I0

B
c
C

IC
Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 99
Defasamento delta-estrela

TIPO DE CONEXÃO DOS ENROLAMENTOS


Tensão de delta Tensão de delta Tensão de delta Ângulo de
associada a VA associada a VB associada a VC defasamento
VAB VBC VCA 30°
VBC VCA VAB -90°
VCA VAB VBC 150°
VBA VCB VAC -150°
VCB VAC VBA 90°
VAC VBA VCB -30°

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 100
Acoplamento Mútuo

I0
3 5

Rm + jXm

6
+ -

(BF1 CE BT1 N1 BF2 BT2 N2 RM XM


(----=-===== ==----- ===== ==------======
3 5 6 5 Rm Xm
3 5 5 6 -Rm -Xm
5 3 5 6 Rm Xm

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 101
Mútuas entre Trechos de Linha

 Nos dados de mútuas fornece-se o trecho de cada linha


acoplada através da percentagem, em relação ao
comprimento total da linha, dos pontos inicial e final.
 O programa cria automaticamente as barras auxiliares
necessárias para delimitar os trechos acoplados das
linhas, não havendo a necessidade de criá-las
explicitamente no arquivo de dados.
 Topologia semelhante à do Fluxo de Potência

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 102
Mútuas entre Trechos
de Linha (cont.)

I0
%I = 40%
%F = 100%

Zm

%I = 0%
%F = 50%
+ -

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 103
Grupos de Equipamentos Shunt

 Composto por 1 a N unidades idênticas ( NUNI )


 Número de unidades em operação ( NUOP )
 1 ≤ NUOP ≤ NUNI
 Válido para geradores, shunts de barra etc.
 Os parâmetros são fornecidos para cada uma das unidades
idênticas que compõem o grupo

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 104
Gerador aterrado por resistência

~
+
59N
-

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 105
Data de Entrada/Saída de
Operação dos Equipamentos

 Composto por Dia, Mês e Ano


 2 datas distintas: uma para entrada em operação e outra
para saída de operação ( DataI e DataF )
 A Data de Configuração define uma data de referência para
a configuração elétrica a ser considerada nos estudos :
 DataI ≤ Data de Configuração < DataF
 Pode-se definir somente o ano ou somente mês e ano
 Se datas não forem preenchidas, equip. sempre existirá
 Os relatórios e a gravação de dados em arquivo (.ANA)
podem considerar todos os elementos do sistema ou
apenas os existentes na Data de Configuração

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 106
Data de Entrada/Saída de
Operação (cont.)

 Exemplo de seccionamento de linha:


 Data do seccionamento 15/10/2012
 Linha de A para B seccionada criando nova subestação C
 Linha A-B : DataF = 15/10/2012
 Barra C : DataI = 15/10/2012
 Linha A-C : DataI = 15/10/2012
 Linha C-B : DataI = 15/10/2012
 Demais equipamentos ligados à barra C : DataI = 15/10/2012
 Obs.: ainda não implementado na interface gráfica

C
A B

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 107
Dados de Área ( DARE )

 Serve para definir os nomes das diversas áreas do caso


(usualmente os nomes das Empresas proprietárias)
 Os números de áreas existentes nos demais blocos de
dados ( DBAR, DLIN etc. ) são incluídos automaticamente
(sem nome algum) no bloco DARE ao se gravar o caso
 Numeração de 1 a 999. Nomes até 36 caracteres.
 A área 998 é usada pelo programa para incorporar as
ligações equivalentes (séries e shunts) criadas pela função
de cálculo de equivalentes

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 108
Gerenciador de Dados

 Visualização matricial dos dados


 Permite consultar e editar dados de forma múltipla
 Principais funcionalidades:
 Inserir equipamentos
 Duplicar equipamentos
 Ordenar por diferentes colunas
 Regras de filtragem simples e compostas
 Cópia fácil para o Microsoft Excel (ou a partir deste)
 Obs.: a interface dispõe também de um visualizador de
arquivos .CSV e de alguns relatórios de dados que utilizam
este mesmo “grid” de dados

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 109
Gerenciador de Dados (cont)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 110
Gerador de Arquivos de Alteração

 Funcionalidade que gera automaticamente um arquivo de


dados de alteração padrão Anafas (.ALT) a partir da
comparação de 2 configurações
 Pela interface gráfica é possível também gerar um arquivo
de alterações a partir de todas as alterações feitas via
diagrama entre os momentos de clicar nos botões “Iniciar
gravação de alterações” e “Parar gravação”
 As alterações (.ALT) podem ser lidas diretamente pelo
programa ou podem ser aplicadas a um arquivo .ANA
externo (fora da memória do programa), gerando um novo
arquivo .ANA

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 111
ESTUDOS INDIVIDUAIS

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 112
Estudo individual

 Defeitos shunt (FT,FF,FFT,3F,3FT,Z)


 Defeitos série (1F,2F,3F,Z)
 Aberturas (1F,2F,3F) em qq. fases
 Defeitos e aberturas intermediárias
 Remoções
 Faltas simultâneas

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 113
Defeito shunt através de
impedâncias

b
a c

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 114
Aberturas simples e
com aterramento

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 115
Defeitos e aberturas
intermediárias

Barra Barra Barra


“de” “Interna” “para” Barra Barra
% “Abertura” “Interna”

%
Barra Barra
“de” “para”

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 116
Estudo individual

 Relatório orientado a vizinhança (NBACK)


 Solução em arquivo (nback)

 Grandezas e unidades
 Componentes de fase e/ou sequência
 Ângulo (+/-180, indutivo, sem)
 Contribuição (p.u., A, MVA)
 Tensão (p.u., kV)
 Contribuições em barras fictícias e auxiliares

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 117
Estudos Individuais

 Faltas Individuais através de atalhos (Crtl+clique)


 Falta em barra
 Falta em linha (intermediária)
 Falta em fim de linha
 Falta deslizante (Ctrl+botão direito)
 Desligar elementos
 Falta através de impedâncias
 Visualização de resultados: ABC, ZPN, fasorial
 Faltas Individuais através do menu Análise->Estudo
Individual
 Faltas simultâneas
 Faltas com remoção de elementos
 Aberturas

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 118
Estudos Individuais

 Opção de relatório de resultados em arquivo


 Símbolo de curto e convenção de fluxos (nback)
 Opções de legendas e unidades de resultados (ângulo
indutivo)
 Botão de descrição do caso
 Diagnóstico de erros

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 119
Estudo individual

 Exemplos de faltas
 curto FT na barra
 curto FT na barra (Z = 5 ohms)
 curto FT na barra + remoção
 abertura 3F c/ aterramento em linha
 curto FT a 30%

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 120
Estudo individual

 Exemplo de curto série:


 Queda de condutor C na fase A da linha paralela
 Abertura simples de uma fase (C) na primeira linha
 Criação de ponto intermediáro sem defeito associado na segunda
 Curto série através de impedâncias (0 Ohm) entre a fase C (vert.)
do ponto fictício -2 (FIC.ABERT.02) da primeira linha e a fase A
(horiz.) do ponto fictício -3 (FIC.INTER.03) da segunda linha

De % Para
A A
B B
C C
FIC.ABERT.02 FIC.INTER.01

A A
B B
C C
FIC.INTER.03

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 121
Elevação de tensão em
falta monofásica

Vfn = 7,96 kV
Vfn = 7,96 kV
~
~ ~
Vff = 13,8 kV ~ ~
~

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 122
Elevação de tensão em
falta monofásica

V = 13,8 kV

V = 13,8 kV
~
~ ~
V=0 ~ ~
~

ICC = 0
V=0
Em uma rede isolada da terra, uma falta monofásica não acarreta
correntes de curto-
curto-circuito, mas eleva a tensão das demais fases em
relação à terra.
Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 123
RELATÓRIOS

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 124
Relatórios

 Originais
 Sumário
 Barras
 Circuitos e Shunts de Linha
 Geradores e Eólicos
 Transformadores
 Pontos de Monitoração
 Proteções de Capacitores Série
 Impedâncias Mútuas e Trechos de Linha
 Grupos de Mútuas
 Impedâncias Primitivas
 Admitâncias Primitivas
 Áreas e Ilhas Topológicas

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 125
Relatórios

 Calculados
 Níveis de Curto-Circuito
 MVA ou kA
 Tipos de barras
 Dados de Curto-Circuito
 Impedâncias de Barra
 Unidades de reatores de curto
 Equivalentes para Religamento Monopolar
 Unidades dos ramos shunt
 Elementos e Colunas de Zbarra
 Retangular / Polar
 Injeções de corrente pré-falta
 Fluxo Pré-Falta
 Conjunto de Barras
 Selecionadas no diagrama
 Especificadas: Número, Tensão, Área – Intervalo, União,
Interseção, Vizinhança
Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 126
Relatórios

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 127
Relatórios

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 128
Tensão de Seq. Positiva (curto FT)

I1 = VPF / ( Z1 + Z2 + Z0 )

V1 = VPF - Z1.I1 = VPF . [ 1 - Z1 / (Z1+Z2+Z0) ] =

V1 = VPF . [ (Z2+Z0) / (Z1+Z2+Z0) ]

Z1 Z2 Z0

VPF ~ V1
I1 = I2 = I0

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 129
Tensão de Seq. Positiva (curto FT)

Como Z2 = Z1 , o valor de |V1| / |VPF| depende só de |Z0| :

Se Z0 = 0 => V1 = VPF . 1 / 2

Se Z0 = Z1 => V1 = VPF . 2 / 3

Se Z0 = 2.Z1 => V1 = VPF . 3 / 4

Se Z0 >> Z1 => V1 -> VPF . 1 ( n+1 / n+2 ; n -> oo )

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 130
Tensão de Seq. Positiva (curto FT)

|Vpos| / |Vpré|
Tensão de Seq.Positiva em função de Z0/Z1 (curto 1F)

0,95

0,9

0,85

0,8

0,75

0,7

0,65

0,6

0,55

0,5
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 5
|Z0/Z1|
Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 131
Ilhas Topológicas

 Exibe as barras de cada ilha topologicamente isolada do


sistema principal (p.ex. interligações em corrente contínua)
 Barras isoladas eletricamente através de ligações com
impedância infinita não caracterizam ilhas isoladas
 Para cada ilha é informado também se possui ou não
alguma referência nas seqüências positiva e zero
 É considerada como referência qualquer ligação para a
terra com impedância finita
 Uma ilha pode ter referência mas conter barras isoladas
eletricamente
 Para cada barra listada, são apresentados: número, nome,
tipo, base de tensão e número de área

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 132
ESTUDOS MACRO

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 133
Estudos Macro

 Macro com faltas em barras


 Tipos de curto
 Tipos de contingência
 Conjunto de barras
 Árvore de casos (tipos de navegação e botão na toolbar)
 Exemplo: FT, desligamento, remoção e fim-de-linha, barra
 Macro com faltas deslizantes
 Tipos de curto
 Tipos de contingência
 Conjunto de linhas
 Parâmetros de deslizamento
 Exemplo: FT, remoção acopladas, linha, 20%:40%:20%

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 134
Estudos Macro

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 135
Estudos Macro

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 136
Estudos Macro

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 137
Estudos Macro

 Execução sequencial de diversos casos gerados através da


combinação de tipos de curto-circuito e contingências
automáticas, aplicados em pontos de falta definidos pelo
usuário
 Solução em arquivo (nback)
 Correntes e tensões de curto-circuito e contribuições
 Resultados de Pontos de Monitoração

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 138
Estudos Macro

caso

P.Falta P.Falta P.Falta


#1 ... #p ... # Np
conj. p. falta

Falta Falta Falta


#1 ... #f ... # Nf
conj. faltas

Contig. Contig. Contig.


#1 ... #c ... # Nc
conj. contig.

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 139
Estudos Macro

 Dois tipos de estudo macro


 faltas em barras
 faltas em linhas (deslizantes)
 Conjunto de barras
 Conjunto de circuitos

 Faltas
 FT (fase A)
 FF (fases B e C)
 FFT (fases B e C)
 3F
 Através de impedâncias

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 140
Estudos Macro

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 141
Estudos Macro

 Contingências
 Desligamento de circuitos adjacentes
 Remoção de circuitos adjacentes
 Curto em fim de linha
 Nível máximo de contingências = 3

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 142
Pontos intermediários
(faltas deslizantes)

 Define quantos e quais são os pontos intermediários onde


aplicar-se-ão as faltas deslizantes
 Pode-se definir também faltas nas extremidades (barras
terminais das linhas)
 A especificação (início, fim, step) dos pontos é feita só em
meia linha, sendo refletida para a outra metade

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 143
Exemplos de especificação de
pontos intermediários

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 144
PONTOS DE MONITORAÇÃO

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 145
Pontos de Monitoração

 É definido pela sua localização (terminal de circuito) e


respectivo conjunto de grandezas monitoradas
 As grandezas monitoradas são definidas pela combinação
linear de fatores
 Os fatores podem ser medições (opcionalmente *K), outras
grandezas (opcionalmente *K) ou constantes

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 146
Pontos de Monitoração

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 147
Pontos de Monitoração

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 148
Grandezas monitoradas

 G: grandeza monitorada
K: constante (opcional)
∑ Fi


 Fi: fatores numerador

G=K i  Fj: fatores denominador

∑ Fj
(opcional)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 149
Fatores de medição

 Tensão (V), corrente (I) ou potência (P) em qq. ponto do


sistema
 Unidades: kV, kA, MVA (requerem especificação da tensão
base)
 Pré-falta (C) ou pós-falta (default)
 A, B, C, F, N, BC, CA, AB, FF, 0, 1, 2, S

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 150
Fatores de medição (cont.)

V I

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 151
Monitoração das grandezas

 Limites inferior e superior de:


 Magnitude
 Ângulo de fase
 Parte real
 Parte imaginária
 Grandezas trifásicas ou monofásicas
 Raio de observação

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 152
Pontos de Monitoração

 Exemplos
 1F na barra
 Exemplo usando diálogo para edição (grandeza Zff = Vff / Iff )
 Exemplos gravados em arquivo .PMN prévio (leitura)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 153
Pontos de Monitoração

V I
ZLT

10 /80o ohms V=0

21

x 10 /80o ohms

X (ohms)
V = Z.I
ZAPARENTE = V / I

R (ohms)
Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 154
Pontos de Monitoração

V I
ZLT /2

V=0
21

X (ohms)
V = Z.I
ZAPARENTE = V / I x 5 /80o ohms

R (ohms)
Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 155
Pontos de Monitoração

V I
ZLT /2

V=0
21

X (ohms)
V = Z.I
ZAPARENTE = V / I x 20 /13o ohms

R (ohms)
Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 156
NÍVEIS DE CURTO NO DIAGRAMA

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 157
Níveis de Curto no Diagrama

 Exibição simultânea no diagrama dos níveis de curto de


todas as barras que estejam desenhadas
 Opção de níveis trifásicos ou monofásicos
 Opção para incluir as contribuições de primeira vizinhança
 Opção para incluir níveis de curto de barras auxiliares

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 158
Níveis de Curto no Diagrama

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 159
ESTUDO DE SUPERAÇÃO DE
DISJUNTORES

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 160
Estudo de Superação de
Disjuntores

 Detecção de possíveis problemas de superação de disjuntores


 Informações adicionais no caso-base: capacidades de
interrupção (atualmente nos dados de barra o disjuntor de
menor capacidade)
 Default => imprimir relatório completo
 Tabelas podem ser suprimidas da saída, entre outras opções
(opções mostradas no relatório)
 Primeira etapa do Estudo: Curtos monofásicos bifásicos-terra e
trifásicos em barra (faixas fixas de X/R na versão atual)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 161
Estudo de Superação de
Disjuntores

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 162
Estudo de Superação de
Disjuntores

Subconjunto Maior X/R entre 1F, Maior ICC/ICCS entre 1F,


2FT e 3F 2FT e 3F

(a) Menor que 16,96 > 90%

(b) 16,96 ~ 22,62 > 85%

(c) 22,62 ~ 28,28 > 80%

(d) 28,28 ~ 45,24 > 70%

(e) Maior que 45,24 Qualquer

(f) Qualquer 90% - 100% (ALERTA)

(g) Qualquer > 100% (SUPERADO)

(h) Qualquer > “X” %

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 163
Estudo de Superação de
Disjuntores

 Exemplo de impressão de subconjunto (a).

1.A) Barramentos com constante de tempo inferior a 45ms (X/R: < 16,96)
e corrente de curto superior a 90% da capacidade do menor disjuntor:
Total: 2
Superados: 1 (>100%)
Em alerta: 1 (90% - 100%)
Ok: 0 (<90%)
X---------------------------X-------------X-------------X------X------X---------X
Identificação da SE Relação X/R Nível CC Menor Maior %
(kA) Cap. da
Barra < 16.96 > 90% Disjun. Cap.
Num. Nome Área VBase Monof. Trif. Monof. Trif. (kA) Nominal Situação
X----X------------X---X-----X------X------X------X------X------X------X---------X
5755 CIN 230 3 230.0 9.2 10.9 26.9 23.5 23.60 113.8 SUPERADO
5795 GRAVAT2 230 3 230.0 11.3 11.9 29.1 24.0 31.50 92.3 ALERTA

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 164
Estudo de Superação de
Disjuntores

 Exemplo de impressão de subconjunto (g)

Relação de barras em estado SUPERADO:


(Nível de curto acima de 100% da capacidade do menor disjuntor)
Total: 5
X---------------------------X-------------X-------------X------X------X---------X
Identificação da SE Nível CC Menor Maior %
Cap. da
Barra Monofásico Trifásico Disjun. Cap.
Num. Nome Área VBase Ncc(kA) X/R Ncc(kA) X/R (kA) Nominal Situação
X----X------------X---X-----X------X------X------X------X------X------X---------X
5741 CAXIAS5 13 3 13.8 36.7 65.1 27.2 58.6 25.00 146.7 SUPERADO
5755 CIN 230 3 230.0 26.9 9.2 23.5 10.9 23.60 113.8 SUPERADO
5768 FAR 69 3 69.0 15.1 28.0 12.1 28.9 13.00 116.2 SUPERADO

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 165
Estudo de Superação de
Disjuntores

 Segunda etapa do Estudo: Curtos monofásicos, bifásicos-terra e


trifásicos, análise de contribuições. “X” = 95%.

Subconjunto Maior X/R entre 1F, Maior ICC/ICCS entre 1F,


2FT e 3F 2FT e 3F

(h) Qualquer > “X” %

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 166
Estudo de Superação de
Disjuntores

 Exemplo de “índice” da segunda etapa (subconjunto (h))


Relação de barras que terão suas correntes de contribuição analisadas na
etapa a seguir deste estudo:
(Todas as que tiverem nível de curto acima de 95.0 %
da capacidade do menor disjuntor)
Total: 5
X---------------------------X-------------X-------------X------X------X---------X
Identificação da SE Nível CC Menor Maior %
Cap. da
Barra Monofásico Trifásico Disjun. Cap.
Num. Nome Área VBase Ncc(kA) X/R Ncc(kA) X/R (kA) Nominal Situação
X----X------------X---X-----X------X------X------X------X------X------X---------X
5741 CAXIAS5 13 3 13.8 36.7 65.1 27.2 58.6 25.00 146.7 SUPERADO
5755 CIN 230 3 230.0 26.9 9.2 23.5 10.9 23.60 113.8 SUPERADO
5768 FAR 69 3 69.0 15.1 28.0 12.1 28.9 13.00 116.2 SUPERADO
5859 PAL9 13 3 13.8 18.2 208.4 14.4 202.8 18.00 101.1 SUPERADO
5896 PAL 10 13 3 13.8 20.1 136.3 14.6 128.4 18.00 111.6 SUPERADO

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 167
Estudo de Superação de
Disjuntores

 Segunda etapa do Estudo: condições verificadas.

Condição Representação

Barra do
subconjunto (h)
(1) Circuito 3 Circuito 2
Outra extremidade do
Corrente considerada Circuito 1
Circuito 4
Circuito 1

Icc

(Contribuição calculada diretamente pelo programa)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 168
Estudo de Superação de
Disjuntores

Condição Representação

Barra do
(2) subconjunto (h)
Circuito 3 Circuito 2
Outra extremidade do
Corrente considerada Circuito 1
Circuito 4
Circuito 1
Icc

(Corrente de curto da barra) –


(Corrente de contribuição do circuito)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 169
Estudo de Superação de
Disjuntores

Condição Representação

Barra do
subconjunto (h)
(3)
Circuito 3 Circuito 2
Outra extremidade do
Corrente considerada Circuito 1
Circuito 4
Circuito 1
Icc

(Corrente de curto da barra)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 170
Estudo de Superação de
Disjuntores

 Exemplo de análise de contribuições

X---------------------------X---------------------------X
Identificação da SE Nível CC
Barra Monofásico Trifásico
Num. Nome Área VBase Ncc(kA) X/R Ncc(kA) X/R
X----X------------X---X-----X------X------X------X------X
5755 CIN 230 3 230.0 26.9 9.2 23.5 10.9
X----------------------X------X-----------------------X---------------X---------X
Identificação do Cap. Corrente de contribuição Relação
Circuito Interr. ICC ICC/ICCS
ICCS Monofásico Trifásico (%)
N BT Nome BT NC T (kA) (kA) Cond. (kA) Cond. Monof. Trif. Situação
X----X------------X--X-X------X-------X---X-------X---X-------X-------X---------X
5707 CANOAS 2 230 23.60 25.69 3 22.85 3 108.86 96.82 SUPERADO
5717 D_CAN1 230 23.60 26.60 3 23.37 3 112.71 99.02 SUPERADO
5855 PAL9 230 2 23.60 26.43 3 23.26 3 112.01 98.58 SUPERADO
5759 T#CIN A 138 T 23.60 26.62 3 23.42 3 112.78 99.23 SUPERADO

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 171
Estudo de Superação de
Disjuntores

 Situações verificadas:
 Tipo (3) => esmagadora maioria
 Tipo (2) => alguns circuitos “shunt” (1F maior, 3F quase
igual)
 Tipo (1) => alguns casos especiais

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 172
Estudo de Superação de
Disjuntores

 Filtros adicionais:
 Apenas circuitos em estado ALERTA ou SUPERADO (pode ser
combinado com “X=30%”)
 Valores com vírgula ao invés de ponto decimal
 São informados no início do arquivo

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 173
Estudo de Superação de
Disjuntores

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 174
Estudo de Superação de
Disjuntores

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 175
Estudo de Superação de
Disjuntores

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 176
Estudo de Superação de
Disjuntores

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 177
Estudo de Superação de
Disjuntores

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 178
Estudo de Superação de
Disjuntores

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 179
Estudo de Superação de
Disjuntores

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 180
Estudo de Superação de
Disjuntores

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 181
Estudo de Superação de
Disjuntores

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 182
Estudo de Superação de
Disjuntores

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 183
EVOLUÇÃO DE NÍVEIS
DE CURTO-CIRCUITO

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 184
Evolução de Níveis de Curto (cont)

 Permite avaliar o impacto de modificações no sistema nos


níveis de curto-circuito através da comparação de duas
configurações
 Compara níveis de curto monofásico, bifásico-terra e
trifásico e respectivas contribuições de 1ª vizinhança
 Emite relatório ordenado pelas maiores diferenças (%)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 185
Evolução de Níveis de Curto (cont)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 186
Evolução de Níveis de Curto (cont)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 187
CÁLCULO DE EQUIVALENTES

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 188
Equivalentes

 Recorta uma região do sistema, mantendo o


comportamento do sistema original (correntes de curto
etc)
 Usa a linguagem de conjuntos de barras para definir a área
retida ou conjuntos de circuitos para definir interligações
entre região retida e região eliminada
 Divide o sistema em 3 áreas: retida, fronteira e externa
 preserva a área retida
 elimina a área externa
 Barras preservadas que tem ligação com alguma barra
eliminada são consideradas fronteira
 Cria ligações equivalentes (com impedância menor que
Zmáx) na área fronteira

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 189
Equivalentes (cont.)

 Informa estatística com:


 número de circuitos série e shunt criados e desprezados
 totais do equivalente (barras, circuitos e grupos - internos e
fronteira)
 erros máximos de sequência positiva e zero (módulo e
ângulo)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 190
Equivalentes (cont.)

 Cálculo a partir da matriz de admitâncias


 Circuitos equivalentes necessários para manter resultados

Redução
Redução
de Kron
=>

Ybarra(+) 10x10
Ybarra(+) 5000x5000

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 191
Equivalentes (cont.)

 Fontes de tensão são substituídas por equivalentes em


derivação com impedâncias de seq. positiva e zero

Z1, Z0 ~

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 192
Equivalentes (cont.)

 Transformadores com conexão estrela aterrada-delta com


ramais sem fontes são substituídos por circuitos em
derivação com impedância de seq zero (Z1 infinito)

Z0
YNd

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 193
Equivalentes (cont.)

 Caminhos elétricos
entre barras de fronteira
Z1, Z0
São substituídos por
linhas equivalentes
com Z1 e Z0

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 194
Equivalentes (cont.)

 Caso as barras de
fronteira tenham tensões
Z1, Z0
diferentes, o equivalente
será representado como
um trafo com Z1 e Z0
(YNyn)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 195
Equivalentes (cont.)

 Caso a conexão se YNd

dê por outros níveis de


Z1
tensão, com trafos YNd, YNd
será substituída por um
trafo equivalente com Z1
(Z0 infinito, conexão Yd)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 196
Equivalentes (cont.)

 Caso alguma linha externa com acoplamento mútuo com


linhas internas seja removida, podem surgir
ligações equivalentes de seq. zero

Z0

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 197
Equivalentes (cont.)

 Trechos do sistema que tenham geração (fontes de tensão)


são substituídos por fontes equivalentes, que tem Z1 e
podem ou não ter Z0, dependendo de seu tipo de conexão
(contribuição para todo tipo de falta)
 Trechos do sistema com transformação estrela aterrada-
delta com ramais sem geração são substituídos por
ligações em derivação com Z0 (Z1 infinito) (contribuição
para faltas fase-terra)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 198
Equivalentes (cont.)

 Caminhos elétricos entre barras de fronteira são


substituídos por
 Linhas equivalentes com Z1 e Z0 caso tenham mesmo nível
de tensão
 Trafos equivalentes com Z1 e Z0 (YNyn) caso tenham níveis
de tensão diferentes
 Trafos equivalentes com Z1 (Z0 infinito, conexão delta-
estrela) caso a conexão seja por outros níveis de tensão
 Acoplamentos mútuos de seq. zero de linhas retidas com
linhas eliminadas são substituídos por ligações com Z0 (Z1
infinito) que tanto podem ser em série quanto em
derivação e podem se ligar a barras que não são de
fronteira

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 199
Equivalentes (cont.)

 Como o processo é puramente matemático, pode haver


equivalentes com R0<0 ou R1<0
 Estas resistências podem provocar instabilidades em
simulações de transitórios eletromagnéticos, sendo
necessário avaliar em cada caso a alternativa de omitir
estas resistências
 Outros circuitos equivalentes podem surgir sem uma
interpretação física óbvia. Mas são necessários para obter
os mesmos valores de curto que são obtidos com o sistema
completo

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 200
Equivalentes (cont.)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 201
Equivalentes (cont.)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 202
Equivalentes (cont.)

 Exercícios:
 Reter toda a expansão feita + a barra de conexão usando a
opção Selecionar ( retângulo )
 Não reter equipamentos shunt originais em barras de fronteria
 Deverá surgir uma única fonte equivalente na barra de
conexão ( referente a todo o resto do sistema )

 Segunda opção (útil para áreas retidas muito grandes):


 Recarregar o caso com as expansões
 Fornecer pro programa as interligações da expansão com a
barra de conexão (linhas paralelas + trafo de 3 enrolamentos)
 Consdierar a barra de conexão como sendo a barra interna
 Deverá surgir uma única fonte equivalente na barra de
conexão ( referente à expansão )

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 203
PROTEÇÃO DE CAPACITORES SÉRIE
POR MOV (METAL OXIDE VARISTOR)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 204
Introdução

 Modelagens existentes: geradores, LTs, capacitores, etc.


 V = Z . I, elementos representados como impedâncias
lineares de valor fixo.
 Nova modelagem: Capacitor Série + Proteção MOV.
 Varistores são não-lineares, não podem ser representados por
um Z fixo.
 Tensão senoidal => Corrente não-senoidal.

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 205
Características

 Têm o objetivo de evitar sobretensões em capacitores


série.
 Crescendo em quantidade no sistema brasileiro, por terem
melhor desempenho e mais fácil manutenção que
centelhadores.
 Modelagem complexa.

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 206
Características (cont.)

 Maioria dos programas de análise de curto-circuito não


representa estes dispositivos adequadamente.
 Ignorar MOVs leva a resultados distantes da realidade em
muitos casos.

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 207
Características (cont.)

 Consiste essencialmente Linha de Transmissão


em um varistor
(elemento não-linear)
conectado em paralelo
com o capacitor. Capacitor Série

Xc
Circuito de
Amortecimento Varistor

Gap

Bypass

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 208
Características (cont.)

 Em operação normal, a proteção não conduz corrente.


Quando a queda de tensão no conjunto ultrapassa
determinado valor, o MOV entra em condução.

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 209
Simulação de Falta Terminal

14.0

MOV [kA]
10.5

7.0

Vs 3.5

0.0

Zs -3.5

-7.0

-10.5

I Xc -14.0
16.670
(file SMz40f400.pl4; x-var t)
22.225 27.780
c:CAP A -CAP B
33.335 38.890 44.445 [ms] 50.000

Corrente passando pelo capacitor


Zeq 14.0
[kA]
10.5

7.0

Conjunto capacitor-MOV 3.5

0.0

-3.5

-7.0

Vs -10.5

Z eq = − Zs -14.0
16.670
(file SMz40f400.pl4; x-var t)
22.225 27.780
c:CAP A -CAP B
33.335 38.890 44.445 [ms] 50.000

I Corrente passando pelo MOV


14.0
120 [kA]
10.5
[kV]

80 7.0

3.5
40

0.0
0
-3.5

-40 -7.0

-10.5
-80

-14.0
-120 16.670 22.225 27.780 33.335 38.890 44.445 [ms] 50.000
16.67 22.22 27.78 33.33 38.89 44.44 [ms] 50.00 (file SMz40f400.pl4; x-var t) c:CAP A -CAP B c:CAP A -CAP B c:CAP B -
(file SMz40f400.pl4; x-var t) v:CAP A -CAP B

Tensão sobre o conjunto Corrente passando pelo conjunto

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 210
Modelagem

 O conjunto capacitor-MOV pode ser representado como


uma impedância linear.
 O valor desta impedância linear depende da corrente
passante.
 Caso a corrente inicial seja superior ao valor de Imax, a
impedância do conjunto capacitor-MOV torna-se nula,
representando o fechamento do gap (tripolar ou por fase).

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 211
Curvas de Impedância

1
Zeq do conjunto capacitor-M OV (por unidade de Xc)

Sendo,
0.8
Req
Req ( pu ) =
Limite de condução do M OV = > Ipu= 0.98

Xc
0.6
Xeq X eq
X eq ( pu ) =
0.4 Zeq (módulo) Xc
I total
I pu =
0.2 I pr
Req

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
I total do conjunto capacitor-MOV (por unidade de Ipr)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 212
Implementação

 O valor da impedância depende da corrente de curto.


Esta, por sua vez, depende do valor da impedância.
 Um processo iterativo se faz necessário para encontrar
a solução.
 O algoritmo implementado no ANAFAS faz uso de
métodos adicionais desenvolvidos pelo CEPEL que
possibilitam a convergência mesmo em casos
limítrofes.

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 213
Dados de Entrada

 Corrente de Proteção (Ipr): Valor de corrente circulando


pelo capacitor que o faz atingir a tensão de proteção do
MOV.
Vcapacitor = I ⋅ Xc

 Corrente Máxima (Imáx): Valor máximo de corrente


instantânea suportado pelo MOV antes do disparo do
gap.
 Potência Máxima (Pmáx): Valor máximo de potência
instantânea suportado pelo MOV antes do disparo do
gap.

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 214
Dados de Entrada

 Energia Máxima (Emáx): Valor máximo de energia dissipada


pelo MOV antes do disparo do gap.

E = ∫ Pdt

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 215
Evolução de Nível de Curto

RELATORIO DE EVOLUCAO DE NIVEIS DE CURTO-CIRCUITO EM BARRAS ( TOL.= 1% )

X---------------------X-----------------X-----------------X-------------X
IDENTIFICACAO CONFIGURACAO 1 CONFIGURACAO 2 EVOLUCAO(%)
NUM. NOME 3F(pu) FT(pu) 3F(pu) FT(pu) 3F FT
X------X--------------X--------X--------X--------X--------X------X------X

3407 A#MB_TC 500C 1181.0330 182.6895 135.3823 87.1111 -88.5 -52.3


3404 A#MB_TC 500B 1168.5420 191.2497 135.2008 89.0370 -88.4 -53.4
3403 A#MB_TC 500A 962.3059 212.8849 138.4117 90.2124 -85.6 -57.6
4016 A#IZ_CO 500B 242.0624 308.5222 111.0569 100.6540 -54.1 -67.4
294 A#SM GU 500A 219.3093 305.6372 115.6621 126.9197 -47.3 -58.5
4014 A#PD_IZ 500B 303.1284 577.9998 447.9805 698.5500 47.8 20.9
4015 A#IZ_CO 500A 194.9412 163.6111 111.2882 98.6952 -42.9 -39.7
4652 A#CO_MR 500 95.4714 59.8630 -37.3
4602 A#MR_GR 500 112.9178 101.2603 71.8784 70.7057 -36.3 -30.2
2308 A#SM GU 500B 160.3128 138.5643 102.4090 91.4286 -36.1 -34.0
297 A#GU MR 500 95.9355 79.4626 -17.2
4650 COLINAS 500 74.2339 63.5356 -14.4
4651 A#CO_IZ 500 75.2343 64.5317 -14.2
4105 A#PD_IZ 500A 656.2803 423.6013 589.6086 410.4251 -10.2 -3.1
4013 A#PD_IZ 500A 142.2815 208.5444 150.6150 221.0452 5.9 6.0
296 GURUPI 500 70.8524 67.1043 -5.3
295 A#GU SM 500 67.3106 63.9384 -5.0
4600 MIRACEMA500 74.7077 71.8519 -3.8
4106 A#PD_IZ 500B 244.1770 239.0604 -2.1
X------X--------------X--------X--------X--------X--------X------X------X

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 216
Evolução de Nível de Curto

RELATORIO DE EVOLUCAO DE NIVEIS DE CONTRIBUICAO EM CIRCUITOS ( TOL.= 1% )

X---------------------X------X----------X-----------------X-------------X
IDENTIF. BARRA DE NC
IDENTIF. BARRA PARA CONFIGURACAO 1 CONFIGURACAO 2 EVOLUCAO(%)
NUM. NOME 3F(pu) FT(pu) 3F(pu) FT(pu) 3F FT
X------X--------------X--------X--------X--------X--------X------X------X

3400 MARABA 500 1


3407 A#MB_TC 500C 1370.6030 198.9937 118.4468 81.1796 -91.4 -59.2

3400 MARABA 500 1


3404 A#MB_TC 500B 1355.4659 211.7902 117.8969 82.9204 -91.3 -60.8

3000 TUCURUI 500 1


3407 A#MB_TC 500C 195.1385 17.7240 21.8673 11.2212 -88.8 -36.7

3400 MARABA 500 1


3403 A#MB_TC 500A 1109.9950 237.7520 124.9700 86.1433 -88.7 -63.8

4015 A#IZ_CO 500A 1


4016 A#IZ_CO 500B 258.4542 322.8398 95.3175 89.4343 -63.1 -72.3

280 S.MESA 500 1


294 A#SM GU 500A 201.0552 288.4221 97.4992 111.8286 -51.5 -61.2

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 217
GERADORES EÓLICOS

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 218
GERADORES EÓLICOS

 Principais tecnologias
 Geradores de Indução

 Geradores de Indução Duplamente Alimentados (DFIG)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 219
GERADORES EÓLICOS (cont.)

 Principais tecnologias

 Geradores Síncronos com Inversor

 Diferentemente dos anteriores, precisa ser modelado por


fonte de corrente de seq. positiva

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 220
GERADORES EÓLICOS (cont.)

 Parâmetros para o programa (obrigatórios):


 Imáx – Valor de injeção máxima de corrente do inversor (seq.
positiva)
 Vmin – Tensão mínima para “ride-through”, valor de tensão
terminal abaixo do qual o gerador deixa de injetar (para
estudos de avaliação de ocorrências deve-se usar Vmin=0,8pu
para geradores setados em modo “Zero Power Mode (ZPM)”)
 FP_CC – Fator de potência durante o curto-circuito (para
estudos de curto máximo deve-se usar o menor valor
permitido pelo inversor da máquina)
 Vmax – Tensão acima da qual o gerador deixa de injetar
 Parâmetros para o programa (opcionais):
 Pinic – Potência incial (pré-falta) injetada (durante o curto
tenta-se manter Pinic constante, limitando a injeção a Imáx)
 FP_pre – Fator de potência de operação (pré-falta) (usado
somente em casos com carregamento pré-falta)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 221
GERADORES EÓLICOS (cont.)

 Como o valor da injeção do eólico depende da tensão


terminal, a solução requer um processo iterativo.
 Se não for possível ober uma solução com o FP_CC
especificado, o eólico é desligado (p.ex.: curtos trifásicos
próximos ao eólico com valor de FP_CC alto)
 Eólicos com tensão terminal acima de 0,99 pu não são
incluídos no processo iterativo (afundamento de tensão
menor que 0,01 pu)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 222
GERADORES EÓLICOS (cont.)

Sem Pinic Com Pinic


Corr Corr
ente Imax ente Imax

(2) (2)

Sem
carregamento
pré
pré--falta

(1) (3) (1) (3)

Vmin 0,99 Tensão (pu) Vmin 0,99 Tensão (pu)

Corr Corr
ente Imax ente Imax

(2) (2)
Ipré Ipré

(3) (3)
Com
carregamento
pré
pré--falta
(1) (1)

Vmin 0,99 Tensão (pu) Vmin 0,99 Tensão (pu)


Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 223
GERADORES EÓLICOS (cont.)

 Exercício:
 Vmin = 0 ; FP_CC = 0.5 (cos 60o) ; Pinic em branco
 Curto deslizante FT em uma linha próxima
 Exibir resultados de seq. positiva
 Verificar que o módulo da injeção fica sempre igual a Imáx
 Verificar que o ângulo da injeção fica sempre atrasado de 60
graus em relação ao ângulo da tensão terminal

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 224
INTERFACE GRÁFICA

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 225
Editor de Diagramas

 Abrir caso ONS (diagrama já desenhado)


 Informações de Elementos
 Dados de equipamentos
 Impedâncias Mútuas
 Inserir ou Desenhar
 Inserir um novo equipamento
 Desenhar equipamento (dados elétricos já presentes) –
Expansão de Vizinhança – Desfazer/Refazer
 Barras, linhas, pontos de quebra, trafos
 Remover Dados Elétricos
 Apagar Desenho
 Girar elemento

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 226
Editor de Diagramas

 Mover Elementos
 Um por vez (botão direito)
 Vários simultaneamente
 Elementos ortogonais
 Alterar Nível de Zoom
 Mover Diagrama
 Alinhar Elementos
 Redimensionar
 Modifica comprimento de barras ortogonais
 Modifica ponto de conexão de equipamentos nas barras
 Localizar Barras
 Ajustar Zoom à Tela

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 227
Editor de Diagramas

 Ativar/Desativar Grid
 Desenho automático de linhas
 Alterar cor de fundo
 Modelo Reduzido
 Área de Filtros
 Descrição de falta
 Exibir casos da macro
 Exibir resultados A, B, C, 3Z, P, N
 Exibir impedâncias aparentes (fase-fase, fase-terra)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 228
Editor de Diagramas

 Tamanhos de fonte e cores de legendas


 Textos livres / mover legendas
 Retângulo livre
 Terminal (navegação entre telas)
 Desenho de primeira vizinhança de barras
 Edições pelo menu (grupo base de tensão)
 Impressão e cópia para clipboard
 Visualização de arquivos .csv

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 229
Editor de Diagramas

 Visualização de barras c/ elementos não desenhados


 Níveis de Curto no Diagrama
 Help

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 230
Modo de Exibição Elementos
não Desenhados

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 231
PROCESSAMENTO BATCH

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 232
Processamento Batch

 Operação via códigos de execução


 Similar à operação do ANAREDE
 Ideal para execução de várias simulações semelhantes
 Exemplos a seguir

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 233
Processamento Batch

CÓDIGO DESCRIÇÃO
ARQV Abertura de arquivo.
COMP Executa a comparação de dados entre duas configurações.
DCTE Leitura dos parâmetros de controle.
DDEF Leitura dos dados de defeitos.
DPFC Leitura dos dados dos pontos de falta em circuitos.
EIPF Executa o estudo individual orientado a ponto de falta.
EIPM Executa o estudo individual orientado a ponto de monitoração.
EMPF Executa o estudo macro orientado a ponto de falta.
EMPM Executa o estudo macro orientado a ponto de monitoração.
EQUI Executa o cálculo de equivalente.
EVOL Executa a evolução de nível de curto-circuito entre duas configurações.
FIM Finaliza a execução do programa.
HIST Manipulação de dados arquivo histórico.
RELA Emissão de relatório.

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 234
Processamento Batch

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 235
Processamento Batch

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 236
Processamento Batch

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 237
CONVERSOR ANAANA

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 238
Conversor ANAANA

 Converte automaticamente de um arquivo de dados do


ANAREDE:
 Topologia, t.p.f., tensão base
 R+, X+, S+, tap
 Carga (Z const.), shunt, CER, motor indução
 Converte automaticamente de um arquivo de dados do
ANATEM:
 Reatância sub-transitória ou transitória dos geradores
 Falta completar os dados de sequência zero (faltas
desequilibradas)
 Exercícios

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 239
RESUMO

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 240
RESUMO

 MANIPULAÇÃO DE DADOS: essencial ter dados corretos,


caso contrário os resultados são inúteis
 Carregar arquivo .ANA
 Desenhar equipamentos no diagrama unifilar
 Inserir novos equipamentos / Alterar dados de equipamentos
existentes
 Criar arquivos de alteração automaticamente (gravando
alterações ou comparando arquivos .ANA)
 Aplicar arquivos de alteração para criar nova base de dados

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 241
RESUMO

 CURTO ATRAVÉS DE ATALHO: simula rapidamente tipos


comuns de faltas
 <ctrl>+botão esquerdo ou <shift>+ botão direito para
aplicar
 Curto em barra, clicar em uma barra
 Curto em algum ponto de uma linha de transmissão, clicar
na linha de transmissão
 Curto fim-de-linha, clicar próximo à barra terminal da linha
 Curto deslizante, <ctrl>+botão direito na linha de
transmissão
 Faltas FT, FF, FFT, FFF ou através de impedâncias
 Ligar/desligar equipamentos, pelo diálogo ou menu
<shift>+ botão direito

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 242
RESUMO

 CURTO ATRAVÉS DE ATALHO: simula rapidamente tipos


comuns de faltas
 Saída em relatório texto, selecionar opção no diálogo
 Resultados nas fases A, B, C ou sequências 3Z, P, N
 Visualização fasorial dos resultados, botão direito sobre
qualquer corrente ou tensão calculada para uma falta, no
Modo Informação

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 243
RESUMO

 RELATÓRIOS: fornecem algumas informações


rapidamente
 Relatórios de dados, informam características dos
equipamentos
 Níveis de curto-circuito, informa os níveis de curto-circuito
FT, FFT e FFF das barras do sistema
 Impedâncias de barras, informa impedâncias equivalentes
de Thevenin das barras do sistema

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 244
RESUMO

 ESTUDOS INDIVIDUAIS: permitem simular uma grande


variedade de faltas
 Faltas simultâneas, onde mais de um defeito acontece
simultaneamente no sistema
 Aberturas, representando a interrupção de algum caminho
elétrico
 Curto-circuito série, por exemplo entre pontos com
diferentes níveis de tensão nominal

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 245
RESUMO

 ESTUDOS MACRO: executa grande número de faltas


sequencialmente (as faltas não ocorrem
simultaneamente no sistema)
 Definir conjunto de barras ou linhas de transmissão onde
serão aplicadas faltas
 Definir tipos de faltas, FT, FF etc
 Definir contingências associadas
 Pode gerar saída em formato texto

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 246
RESUMO

 EVOLUÇÃO DE NÍVEIS DE CURTO-CIRCUITO: avalia


rapidamente impacto de mudanças de configuração nos
níveis de curto do sistema
 Compara dois arquivos .ANA

 NÍVEIS DE CURTO-CIRCUITO NO DIAGRAMA: informa


visualmente os níveis de curto das barras do diagrama
unifilar

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 247
RESUMO

 ESTUDO DE SUPERAÇÃO DE DISJUNTORES: busca maior


corrente que pode circular em um terminal de circuito
 Compara 3 situações: curto na barra, curto logo após o
disjuntor e curto logo após o disjuntor com o terminal
remoto aberto

 PONTOS DE MONITORAÇÃO: pode-se criar grandezas e


monitorar seus valores para cada falta
 Definir terminais de circuito monitorados
 Resultados mais específicos
 Pode gerar saída em arquivo
 Pode ser usado com execução macro

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 248
RESUMO

 CÁLCULO DE EQUIVALENTES: calcula sistema reduzido


com mesmos resultados de curto que o sistema
completo, nas barras que não forem eliminadas
 Definir região retida por conjunto de barras ou interligações

 EXECUÇÃO BATCH: executa automaticamente tarefas


repetitivas, com grande número de arquivos de entrada
e/ou saída
 Pode-se criar arquivo inicial com a interface (AppData) e
editá-lo
 Executar o arquivo de comandos no menu Análise->Modo
Batch

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 249
Juan Rossi Sergio Porto Roméro
Tel.: (21) 2598-
2598-6445 Tel.: (21) 2598-
2598-6409

– Fax: (21) 2598-


2598-6451
– E-mail : anafas@cepel.br

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica


Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 250
Motores de Indução

Modelo de Seq. positiva

PARÂMETROS

j (Xs+Xr) %
Resistência e Reatância do Rotor ( Rr + jXr % )
Resistência e Reatância do Estator ( Rs + jXs % )
Reatância de Magnetização ( Xm % )

M
Modelo de Seq. zero
Impedância de Aterramento ( Rg + jXg % )

3Rg + j (Xs+Xr+3Xg) % (ligação em estrela)

999999 (ligação em delta)

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel Curso Anafas | NOV 2016 | 251