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Orçamento na Constituição – PPA – LOA – LDO II


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ORÇAMENTO NA CONSTITUIÇÃO – PPA – LOA – LDO II

Investimentos são despesas com:

Atenção!
Investimentos com duração superior a um exercício financeiro só podem ser
realizados se constarem no PPA, inicialmente aprovado ou em lei que autorize
a sua inclusão.

• Softwares;
• Com o planejamento e a execução de obras;
• Com aquisição de imóveis considerados necessários à realização das
obras; e
• Com a aquisição de instalações, equipamentos e material permanente.

 Obs.: a aquisição que não é destinada a obras é considerada uma inversão


financeira. Exemplo: construção de um prédio público.

LDO – A Lei de Diretrizes Orçamentárias (Lei Orientadora)

Segundo o § 2º do art. 165 da CF/1988:

§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da


administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício
financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá
sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação
das agências financeiras oficiais de fomento.

Atenção!
A expressão “orienta a elaboração da LOA” não cabe ao PPA, pois quem orienta
a elaboração do orçamento é a LDO.
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Logo, a LDO dispõe acerca das normas relativas ao controle de custos e à


avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos dos orça-
mentos.

CF/88:
Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamen-
tárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas
Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum.
(...)
§ 8º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei
orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados,
conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e es-
pecífica autorização legislativa.

Atenção!
Quanto à Constituição Federal, é possível a rejeição da PLOA.

Anexo de Metas Fiscais


Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias o Anexo de Metas Fis-
cais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores correntes e constan-
tes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e montante da
dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes.

Atenção!
A LDO possui dois anexos que se destacam: o de metas fiscais e anexo de
riscos fiscais.

Prosseguindo, temos que o Anexo de Metas Fiscais conterá:

I – avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior;


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II – demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodologia


de cálculo que justifiquem os resultados pretendidos, comparando-as com as
fixadas nos três exercícios anteriores, e evidenciando a consistência delas com
as premissas e os objetivos da política econômica nacional;
III – evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios,
destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação
de ativos;
IV – avaliação da situação financeira e atuarial:
a) dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos
e do Fundo de Amparo ao Trabalhador;
b) dos demais fundos públicos e programas estatais de natureza atuarial;
V – demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da
margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado.
Segundo o art. 17 da LRF, considera-se obrigatória de caráter continuado a
despesa corrente derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo nor-
mativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período
superior a dois exercícios.
Logo, a avaliação da evolução do patrimônio líquido por unidade administra-
tiva é parte integrante do anexo de metas fiscais da LDO, destacando-se a origem
e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de ativos.

LOA – Lei Orçamentária Anual (orçamento propriamente dito)

 Obs.: a Constituição Federal, apesar de não dirigir o orçamento, é quem confi-


gura a ele a denominação LOA, configurando a ideia de que o orçamento
é uma lei orçamentária anual.

A Lei Orçamentária Anual é o instrumento pelo qual o poder público prevê a


arrecadação de receitas e fixa a realização de despesas para o período de um
ano. A LOA é o orçamento por excelência ou o orçamento propriamente dito.
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A finalidade da LOA é a concretização dos objetivos e metas estabelecidas


no PPA. Expressa as políticas desenvolvidas pela entidade pública por meio do
cumprimento ano a ano das etapas do PPA, em consonância com o que foi esta-
belecido na LDO.

Atenção!
A LOA operacionaliza os planos de médio prazo.

Portanto, orientada pelas diretrizes, objetivos e metas do PPA, compreende as


ações a serem executadas, seguindo as metas e prioridades estabelecidas na
LDO. Como os recursos são escassos e as necessidades ilimitadas, são neces-
sárias escolhas onde naturalmente alguns setores serão mais beneficiados.

Segundo o § 5º, I, II e III, do art. 165 da CF/1988:

§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:


I – o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e enti-
dades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas
pelo Poder Público;
II – o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indireta-
mente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;
III – o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a
ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e funda-
ções instituídos e mantidos pelo Poder Público.

Atenção!
A seguridade social abrange o SPA – Saúde, Previdência Social e Assistência
Social.
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Segundo o § 7º do art. 165 da CF/1988, os orçamentos fiscais e de investi-


mentos das estatais, compatibilizados com o plano plurianual, terão entre suas
funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério populacio-
nal.

O pulo do gato
O examinador pode tentar confundir o termo seguridade social, que não tem o
objetivo de reduzir desigualdades segundo o critério populacional.
Os orçamentos fiscais e de investimentos das estatais, compatibilizados com
o Plano Plurianual, terão entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-
regionais, segundo critério populacional.

Vedações Constitucionais

A CF/1988 estabelece diversas vedações em matéria orçamentária. Algumas


dessas vedações já foram vistas nas primeiras aulas. Outras serão estudadas
nas próximas. No entanto, vamos consolidá-las.
São vedados:
• O início de programas ou projetos não incluídos na Lei Orçamentária Anual.
• A realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que exce-
dam os créditos orçamentários ou adicionais.
• A realização de operações de créditos que excedam o montante das despe-
sas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementa-
res ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo
por maioria absoluta. É a regra de ouro.
• A vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas
a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os
arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos
de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização
de atividades da administração tributária, como determinado, respectiva-
mente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às
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operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º,


bem como o disposto no § 4º deste artigo. É o princípio da não vinculação
de receitas.
• A abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização
legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes.
• A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma
categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia
autorização legislativa. É o princípio da proibição do estorno.
• A concessão ou utilização de créditos ilimitados. É o princípio da quantifi-
cação dos créditos orçamentários.
• A utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orça-
mentos fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir défi-
cit de empresas, fundações e fundos, inclusive daqueles que compõem os
próprios orçamentos fiscal, de investimentos das estatais e da seguridade
social.
• Instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legis-
lativa.
• A transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclu-
sive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e
suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal
ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municí-
pios.
• A realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime
geral de previdência social com recursos provenientes das contribuições
sociais a seguir: do empregador, da empresa e da entidade a ela equipa-
rada na forma da lei, incidentes sobre a folha de salários e demais rendi-
mentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física
que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; e do trabalhador
e dos demais segurados da previdência social.

�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a
aula preparada e ministrada pelo professor José Wesley.
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