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ADMINISTRATIVO Prof.

José Eduardo Cardoso
11-02

REGIME JURÍDICO DO DIREITO ADMINISTRATIVO HISTÓRICO
Direito Administrativo é mais recente, nasce no final do século XVIII, depois da Revolução Francesa (1789) e Constituição Americana. Nasce como um ramo que atacava o poder dos Monarcas, é um ramo subversivo. Só surgiu após o nascimento do Estado de Direito (Estado que se submete às suas próprias regras). Antes havia o Estado de Polícia, não havia regras que o regulasse, era a idéia de um soberano, que tinha poder absoluto, de origem divina, não havia regras válidas para todos. O Estado de Direito parte de duas premissas: • • A maioria deve expressar a sua vontade por meio a lei. Separação dos três poderes.

Rousseau – a vontade da maioria deve ser expressa pela lei, todas as pessoas devem segui-la – Contrato Social. A maioria não pode se submeter a minoria. Montesquie - Todo homem que detém o poder tende a abusar, por isso, o poder deve ser limitado pelo próprio poder, o poder deve ser fragmentado em três: Legislar, Julgar e Executar. Os três poderes devem se auto regular, ninguém terá o poder total do Estado, um deve controlar o outro. Função administrativa: é a função de executar a lei. Os primeiros estudos são pautados pela análise da função de executar as leis, o trabalho da administração do Estado, o Direito Administrativo.

mediante delegação. que é uma função do judiciário. mas que acabam sendo por eles exercidos. ou seja. . que é uma atividade típica do poder executivo. Alguns segmentos do direito administrativo se desmembrou. essa é uma atividade típica do executivo. o legislativo excepcionalmente exerce atividade típica do judiciário.CONCEITO DO DIREITO ADMINISTRATIVO Embora criados para exercer certas funções.Os crimes de responsabilidade são julgados pelo legislativo. . ele deve fazer licitação para essa compra. realizada por quaisquer do seus órgãos ou por particulares.para garantir a autonomia do poder. • FUNÇÕES IMPRÓPRIAS OU ATÍPICAS: São aquelas que não são a razão de ser da criação dos poderes.O ramo do direito que disciplina a função administrativa do Estado. Ex: o Senado julga os crimes praticados pelo Presidente da República. Não importa quem a exerça. cada poder se auto regula.O ramo do direito que estuda ou disciplina a função administrativa do Estado. os poderes exercem outras funções subsidiárias. Os poderes exercem dois tipos de funções distintas: • FUNÇÕES PRÓPRIAS OU TÍPICAS: funções para quais os poderes foram criados. passou a ser outro ramo do direito. Ex: . como o direito tributário. o direito notarial e o direito financeiro. para o legislativo comprar cadeiras para as suas salas. Conceito . ressalvados os .quando tem que fazer um concurso público para juizes é o judiciário. por força das determinações constitucionais. Direito Administrativo .

Por isso que tem-se limites que o mundo privado jamais pensaria. ao seu livre critério. o sujeito tem que obedecer. para sempre encontrar a proposta que atenda. não se pode comprar livremente um computador. Revelam o binômio: poder X limite. Pela simples manifestação de querer da administração.seguimentos da função administrativa que passaram a constituir outros campos autônomos da ciência do direito. seguindo todos os tramites legais. mas tem que fazer licitação. • PRINCÍPIO DA SUPREMACIA DOS INTERESSES PÚBLICOS CONCEITO: É o que afirma privilégios e prerrogativas para aquele que recebe a missão de executar a lei. sob pena de sanção. 18-02-08 PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO ADMINISTRATIVO São o alicerce de tudo que se faz no Direito Administrativo. A vontade da administração vincula o administrado. A regra não é a liberdade. dentro dos limites do orçamento. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA . como por exemplo. mas o interesse público. não o interesse pessoal. só faça o que a lei manda. de modo a coloca-lo em um patamar de prerrogativas e privilégios jurídicos superior àqueles que mera satisfação de interesses privados. apenas podendo faze-lo nos limites da lei. ela já obriga o administrado a ter determinada conduta. mas a legalidade. • PRINCÍPIO DA buscam a INDISPONIBILIDADE DOS INTERESSES PÚBLICOS É o que afirma que o administrador não pode dispor livremente dos interesses públicos. Quando o semáforo fala pare. independe dele querer ou não.

Somente a lei pode introduzir. É decretado pelo Presidente. . Exceções: 1. o que nem sempre encontramos em todas as Constituições Modernas. Ela tem prazo fixado para a sua existência. II da CF. • LEGALIDADE Art 37. requisitos sobre a matéria e sobre a situação de urgência necessária. Capitulo 7. é proibido. ela cria deveres e direitos. caput e art 5. 2. A incidência do principio da legalidade no mundo Público. é permitido. MEDIDA PROVISÓRIA: É expressa no exercício da função legislativa do Estado.Mundo Privado: O que não é proibido. Mas ainda cabe algumas poucas exceções. Ninguém poderá fazer ou deixar de fazer. há limites para a sua criação. na medida em que não sendo lei. Quer dizer que: . . ESTADO DE DEFESA: Tem tempo determinado e área a ser abrangida. senão em virtude de lei. Art 37 e ss. Valerão como se a lei tivesse expressado. Esse princípio é cláusula pétrea. em caráter primário.PRINCÍPIOS EXPLÍCITOS Estão espalhados pela CF. direitos e deveres. O administrador só pode fazer aquilo que a lei autoriza. Além disso. Ele foi colocado na CF 88 com bastante força. ela é provisória. que estabelecerá por meio de Decreto. ela enseja exceções ao principio da legalidade. limites e cerceamento a direitos dos cidadãos. Ele é uma decorrência do princípio da indisponibilidade do interesse público.Mundo Administrativo: O que não é permito. é bem diferente do Privado. Ela tem força de lei apenas. Portanto. mas não pode ser confundida com a lei.

com o objetivo de disciplinar condutas. Há os que sustentam que é função legislativa. Compete privativamente ao Presidente da República. normalmente abstratas. • REGULAMENTO AUTÔNOMO OU INDEPENDENTE É aquele que trata de matéria que não podem ser tratada pela lei. por ser posta exclusivamente à disciplina do poder executivo. com segurança e uniformidade. Na França. PODER REGULAMENTAR Regulamento é o ato da administração que fixa normas gerais. Percebe-se que as exceções ao princípio tem que estar previstas na própria Constituição. porque são vagas. da CF. se atribui ao executivo o poder de fixar a interpretação que deverá ser seguida. inc IV. como o de segurança pública. estão previstos no art 84. 4. quando é sancionado. . Assim. É uma reserva legal administrativa de determinada matéria. em matéria que por lei originalmente deveria ser tratada. REGULAMENTOS AUTÔNOMOS. • BRASIL: Existe o regulamento de execução da Lei. promulgada e entra em vigor.3. para garantir segurança jurídica e uniformidade. ela define normas de condutas que podem gerar problemas de interpretação. A lei. • REGULAMENTO AUTORIZADO São aqueles que o legislador ordinário. remete à disciplina do executivo por regulamento. Quando o executivo baixa esses regulamentos. a CF diz que certas matérias só serão objetos de atos normativos do executivo. • REGULAMENTO DE EXECUÇÃO DA LEI É o regulamento que fixa normas destinadas a garantir. ESTADO DE SÍTIO: Estende os efeitos do estado de defesa. a fiel execução da lei. o interprete vê mais de um caminho. eles fixam direitos novos e deveres.

ou seja. nem ultrapassar o orçamento. Então não é autônomo. Ou seja. a lei está delegando ao executivo uma função tua. desde que não aumente o orçamento. inc VI. O Regulamento autoriza se verifica na seguinte circunstancia: a lei diz que é o executivo que vai tratar. Isso fere a separação dos três poderes. não é algo independente de lei. O legislativo sempre pode tratar. ele pode renovar coisas que a lei já fixou. Entretanto. por meio de decreto. tinha-se que não há regulamento autônomo no Brasil. de qualquer matéria. Na verdade. que será regulamentada pelo regulamento. mudou o art 84. está delegando atribuições do . Celso Antonio Bandeira de Mello e o Prof. criação de cargos públicos. mas regulamento de execução. o regulamento autorizado no Brasil. Mas em 2001. Por isso. em matéria que ela deveria tratar e não tratou. se estiver expresso na CF. Mas no caso. é um ato privativo do chefe do executivo. só o Presidente e não o legislativo.expedir regulamentos e decretos para a fiel execução da lei. Agora. A lei que disciplina a ANATEL criou uma modalidade de licitação chamada consulta. Decreto é forma e regulamento é conteúdo. ofenderia o princípio da Separação dos 3 Poderes. A forma correta é por meio de decreto administrativo. compete privativamente ao Presidente. muitos passaram a afirmar que o regulamento autônomo existe no Ordenamento Jurídico Brasileiro. nem extinguir. são situações de mera execução da lei. o regulamento não pode criar órgão. se encontra leis que dá cheque em branco ao executivo. defende que o regulamento autônomo é aquele que vai tratar de um assunto que a lei não pode tratar. a EC 32 mudou isso. Mas na prática. entre outros. pode. porque o legislativo só pode delegar uma parte de sua função a outro órgão. As delegações pretendidas no plano infraconstitucional não podem fazer isso. dispor sobre a organização interna do executivo. Portanto. Não há na CF vedação à matérias que o legislativo não pode tratar.

Isso é inconstitucional. como se fosse regulamento autônomo. Ex: o governador não poderá passar na frente da fila do hospital público. 25-02 • IMPESSOALIDADE É o que afirma que a administração pública não pode exercer suas atividades visando o favorecimento ou o prejuízo de quem quer que seja. não pode o legislativo estabelecer condicionante a uma função atípica do executivo. criadas pelo FHC. Não pode ter propaganda que vincule nomes ou imagens dos servidores públicos. Dois aspectos:  Impessoalidade do administrador – ele não pode tirar êxito pessoal dos seus atos administrativos. eles não podem se promover as custas do erário público. Não importa quem seja.legislativo ao executivo. O STF estabeleceu que esse prazo é inconstitucional. Há leis que fixam um prazo para o Executivo baixar o decreto. por suas condições pessoais. situação inconstitucional. só porque ele é governador. Os regulamentos devem ser baixados por decretos. exercem poder regulamentar? Uns dizem que elas podem baixar regulamentos independente de lei.  Impessoalidade do administrado. . as condições pessoais não será levada em conta na hora de sujeito passivo do serviço público. Isso é uma delegação simulada. Agencias Reguladoras: elas são autarquias especiais. o pior é que o poder regulamentar é privativo do chefe do executivo e não das agências.

QUAL DIFERENÇA ENTRE IMPROBIDADE E IMORALIDADE? Conceito . o imoral é contratar alguém menos preparado do que o outro. Essa proteção é bem comum no Brasil. a improbidade é mais ampla que a moralidade. Antes da CF 88 – discutia se era um princípio jurídico ou não. Outros diziam que era moral e merecia sanções morais. Há casos ainda que nem precisa da Imprensa. . BRASIL . tinha que se submeter a sanções. os valores éticos predominantes na sociedade. onde não basta a publicação da Imprensa Oficial. Mas está liberado para os cargos de confiança. Exemplos de ações legais. só porque é parente. 03-03 • PUBLICIDADE: Afirma que os atos da administração não devem ser sigilosos. tem que publicar em jornais de grande circulação.• MORALIDADE É o que afirma que não basta ao administrador cumprir a lei. A lei é quem dirá o modo pelo qual a publicidade será dada. então. Improbidade administrativa – sofre sanções. Meirelles dizia que sim. CF 88 – colocou a moralidade como um princípio jurídico. Há exceções. mas imorais:  Nepotismo: é a designação de parentes em favorecimento de outros. é através de publicação da Imprensa Oficial. que se não fizesse. no Brasil. é necessário cumprir. Cada ente tem o seu mecanismo. de modo a que todos os atingidos pelos seus efeitos devem ser formalmente cientificados da sua existência. tanto que a lei proibiu a contratação de parentes. então.A improbidade é uma espécie do gênero imoralidade. para o exercício de funções públicas. Em regra. seu descumprimento exige sanções jurídicas. como os diários oficiais. pelos seus atos.Improbidade significa ofender os princípios da administração.

se não forem. ela será afixada em local de público acesso e enviado a um número mínimo de 3 pessoas. será sustada a eficácia. ATINGE A EFICÁCIA OU A EXISTÊNCIA DOS ATOS ADMINISTRATIVOS? Lei fala que os contratos devem ser publicados em determinados tempo. Prof . Sempre que o Estado causa dano a alguém. deve indenizar. ATOS ADMINISTRATIVOS DE EFEITOS INTERNOS: Os efeitos estão restritos à administração. • EFICIÊNCIA Afirma que não basta ao administrador utilizar os meios adequados para a execução da sua competência. para chegar ao melhor resultado. • RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO: Art 37. É eficiente quem usa o melhor meio possível. A publicidade será satisfeita com a ciência daqueles que serão atingidos (através de circulares). Nesse caso. ATOS ADMINISTRATIVOS DE EFEITOS EXTERNOS: São aqueles que atingem terceiros. mas é necessário ainda que por esses meios produza os melhores resultados qualitativos e quantitativos possíveis. . Publicidade no art 37. mas os meios são muito importantes. tem haver com propaganda e não com a publicidade dos atos jurídicos.como a licitação na modalidade convite. este é feita por carta. No caso da publicação. da CF. a lei não dispõe. a falta de mandamento legal indica que a publicidade é feita através da publicação. Público – o resultado final é importante. que estão fora dos muros da administração. §1. Privado – eficiência é ligado ao resultado. a publicação é necessária para a existência. §6.Falta da disposição legal que diga o contrário.

Tudo na natureza é igual e diferente. sem distinções de qualquer natureza. Todo norma jurídica discrimina. que ele deve indenizar. • ISONOMIA OU IGUALDADE FORMAL: Caput. situações diferente dos demais. Todos os administrados contribuem para o Estado. depende da ótica. é inconstitucional? Aparentemente não. Leis ou atos administrativos que contrariem o princípio da igualdade. Para saber se uma discriminação é compatível ou não com o Princípio da Isonomia. art 5. Ex: lei cria 300 cargos de MP. Livro – Conteúdo jurídico do princípio da igualdade – Celso Antonio Bandeira de Melo. RESPONSABILIDADE OBJETIVA: Basta a demonstração de nexo causal entre o fato realizado pelo Estado e o dano sofrido pelo administrado. tem que pegar o fato que foi discriminado e compara-lo com a razão jurídica. que teve determinada conduta. Discriminar – se tirar o sentido pejorativo do termo. pela qual essa discriminação é feita na norma. está sendo mais lesado que os outros.Tem ligação com o princípio da igualdade. Se houver uma racionalidade ou pertinência lógica. ora não pode ser feito. pois dá um tratamento a um grupo. O mesmo critério discriminatório ora pode ser feito. é tratar um grupo de pessoas diferente do resto da sociedade. são inconstitucionais. Se criar 300 cargos de polícia feminina. como as penas. se um deles é lesado. pois há desigualdades entre as pessoas. só é permitido para o sexo masculino. Todos são iguais perante a lei. É a igualdade formal. isso deve ser equilibrado. essa lei é inconstitucional. 10-03 . a norma é compatível com o princípio da isonomia. da CF.

• PRINCÍPIO DA FINALIDADE É o que afirma que as ações da Administração Pública devem sempre ter por fim a satisfação do interesse público. não há possibilidade de afastar. esse nome é errado. Portanto.• PRINCÍPIO LEGAL DO CONTRADITÓRIO. a priori. ou seja. DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO Art 5º. A coisa julgada administrativa é o nome de uma situação em que a Administração Pública não pode rever os seus atos. A coisa julgada só pode ser produzida no exercício da função judiciária. • PRINCÍPIO DO CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS Art 5. A coisa julgada é a qualidade de imputabilidade que atinge os efeitos dos atos jurídicos. ________________________________________________________ PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS Podem estar expresso em lei infraconstitucional ou em algumas Constituições Estaduais. não é coisa julgada de verdade. no nosso sistema. só as sentenças judiciais tem essa qualidade. A lei revela a vontade da coletividade. O . Mas ainda pode ser revisto pelo judiciário. o interesse da coletividade. LIV e LV É o princípio que afirma que quaisquer situações restritivas de direitos aplicadas em decorrência de condutas indevidas dos administrados. os atos administrativos da revisão do judiciário. deverão ser precedidas da realização de regular processo em que se assegure ao acusado o direito ao contraditório e a ampla defesa. Nenhum ato administrativo poderá ficar afastado da apreciação do poder judiciário. nem a lei pode modificar. XXXV da CF. esse poder. Portanto. esse interesse que a lei afirma é o interesse público. mas não estão na CF.

não pode utilizar meios mais intensos ou desajustados aos fins que legalmente deve alcançar. ao executar a lei. É aquele que afirma que o administrador. coerente. há vários conceitos. A administração tem poder de se auto regular. não pode o administrador pautar-se por comportamentos irracionais. seja quanto aos aspectos da sua legalidade. insanos ou tresloucados. ATOS ADMINISTRATIVOS Problema – diversidade de conceitos. anula-los e revoga-los. • PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE É o que afirma que a pretexto de cumprir a lei. deve narrar por escrito as razões de fato e de direito que ensejaram a sua prática.executor deve sempre estar voltado a satisfação desse interesse. • É o PRINCÍPIO que DA MOTIVAÇÃO afirma que o administrador. Princípio da Auto tutela É o que afirma que os atos administrativos podem ser revistos pela administração pública. O meio para a execução da lei deve ser proporcional. • PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE: É um desdobramento do da razoabilidade. na falta da disposição legal. do que quiser. Como não há um conceito legal de ato administrativo. seja quanto a aspectos da sua inconveniência ou inoportunidade. Cada um chama. esse é o seu papel. corrigi-los. com a intenção da lei. Sempre buscar meios menos gravosos para a execução. na prática dos atos administrativos . Celso Antonio Bandeira de Mello .

praticados pelo poder executivo. é incurso nesse caso. modifica. ou vinculado diretamente à CF.CONCEITO: É a declaração jurídica do Estado ou de quem lhe faça as vezes praticada no exercício de prerrogativa públicas.  Atos administrativos praticados por terceiros. Todas as vezes que um terceiro recebe autorização para praticar um ato administrativo. 24-03 • ESPÉCIES DE ATOS DA ADMINISTRAÇÃO QUE NÃO É ATO ADMINISTRATIVO:  Atos atípicos do Poder Executivo – é executar a lei. Ato administrativo é uma espécie do gênero ato jurídico. tem que ter sido praticados pelo executivos.  Atos materiais praticados pelo PE – atos não jurídicos. Os atos administrativos são praticados pelo Estado ou por quem faça as vezes. Pois para ser ato da administração. extingue ou declara o direito. mediante delegação. e sempre revisível pelo Poder Judiciário. • ATOS ADMINISTRATIVOS QUE NÃO SÃO ATOS DA ADMINISTRAÇÃO:  Atos administrativos atípicos praticados pelo poder legislativo e pelo poder judiciário. como as Medidas Provisórias. enquanto comando complementar da lei. Ex: cartórios. aqueles que não trazem nenhuma conseqüência para o direito.  Atos regidos pelo direito privado. Exercer função diferente da típica.  Atos políticos ou de governo praticados pelo PE – Como declaração de guerra. ATRIBUTOS DO ATO ADMINISTRATIVOS . ou seja. Este é o ato que cria.

Ex: sinal de trânsito. até prova em contrário. É a sanção da multa. 2. EXIGIBILIDADE É o poder que possuem os Atos Administrativos de serem exigidos. que o distingue dos outros. A presença do guarda de transito é a ameaça do Estado dizendo: passa que eu te multo. Mas se ela não condiz com a verdade. age de forma ilegal. Não quer dizer que todos os AA têm todos esses atributos. sob ameaça de sanção. IMPERATIVIDADE É o poder. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE: É o atributo que possuem os atos administrativos. quando acende a luz verdade. quanto ao seu cumprimento. de serem considerados válidos. Faz nascer para o motorista a obrigação de parar. se imagina que ele está cumprindo a lei e esteja adequado a lei. mandando a pessoa parar. nasce a ameaça. Ex: a certidão de óbito vem dotada da certeza de que a pessoa morreu. Essa presunção advém do seguinte raciocínio: o ato administrativo tem a função de executar a lei. Se o administrador. o CTN autoriza esse ato. Mesma coisa com as placas de sinalização de fiscalização eletrônica. se ultrapassar da velocidade. Os atos administrativos têm certas qualidades que lhe caracterizam. É uma presunção iures tantum. não precisa de outra prova. de legalidade. 3. . É presunção de validade. que possuem os Atos Administrativos. ela pode ser impugnada. No instante que nasce a obrigação. é uma declaração jurídica do Estado. será multado. de gerar obrigações unilaterais aos administrados.Atributos são qualidade próprias. 1. a pretexto de cumprir a lei. aí entra a exceção. independentemente da concordância desses. São características peculiares. praticada no exercício de prerrogativa pública. ao ultrapassar sinal vermelho. mesmo que ele não concorde.

como no caso da defesa da posse. Ou seja. sem autorização. o Município tem que entrar no Judiciário. Nem todos os atos administrativos tem todos os atributos. mas ainda não tem a ameaça. falta a exigibilidade. a tempo. para receber o crédito tributário. pode defender no exato momento. tem o prazo de 30 dias para cessar a atividade. o possuidor. Vai se configurar quando concorrer concomitantemente ocorrer dois requisitos: uma situação de urgência em que a ADM deve intervir de imediato. de serem executados materialmente pela própria administração. A auto-executoriedade existe em dois casos:  Quando a lei expressamente a prever. para evitar uma lesão aos interesses públicos. o particular. independentemente de qualquer solicitação ao Poder Judiciário. ocorrer a inexistência de meio judicial idôneo capaz de. é regra. Ex: imóvel comercial em bairro residencial será fechado automaticamente.  Quando a lei tacitamente vier a prever. a auto-executoriedade tem caráter excepcional. No mundo privado. é automática. sob pena de multa. a imperatividade é um pressuposto lógico da exigibilidade. Durante esses 30 dias. Mas no mundo público. se o fizer. decorrente de esbulho possessório. 4. Não precisa de autorização. AUTO­EXECUTORIEDADE É o poder. que possuem os atos administrativos. Ex: O procedimento tributário é um conjunto de atos administrativos. há a obrigação de acabar com a atividade. com uma ação de execução fiscal. mas não são auto-executáveis. Ex: uma escola de ensino fundamental tem um dogueiro com cachorro quente temperado com . Ex: é proibido ter imóvel não residencial nesse bairro. evitar a lesão.A imperatividade e exigibilidade pode aparecer em momentos distintos. Não tem como haver ameaça sem o dever. já tem a imperatividade.

atribui um dever de executar a lei. 14-04 Pressuposto Motivo Pertinêcia lógica entre Motivo. não há lei que autorize a apreensão de cachorro quente temperado com arsênico. mesmo . ele tem que ter os instrumentos para cumprir o dever. A não descrição legal é um elemento da discricionariedade. senão não poderia a lei exigir o cumprimento do dever do servidor público. a finalidade da demissão é a punição. a auto-executoriedade se prende a limites. O motivo tem que ter uma adequação lógica. principalmente quando a lei não expressa os limites. senhor prefeito. com aquilo que o ato declara. Não tem lógica que o motivo. O conteúdo da demissão é extinguir a relação de emprego. A lei que atribui competência administrativa ao servidor público. Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade dão limites precisos ao campo de liberdade discricionária do agente. além de poder dar uma interpretação diferente da que o legislador gostaria. conteúdo e finalidade do ato. Não acha que seja um atributo.arsênico. é claro que tem que agir imediatamente. Logo. eles estão implícitos no Sistema. O prof. O princípio da legalidade fala que o administrador só pode fazer o que a lei autoriza. O motivo é o que propulsiona o ato. Ex: o prefeito demite a funcionária que diz: Bom dia. Maria Silvia inclui mais um atributo: TIPICIDADE O ato administrativo tem que estar previsto na lei. se os instrumentos não estão expressos. as crianças vão sair em cinco minutos. os atos administrativo não precisam estar expressos na lei como o conceito de tipicidade do direito penal exige. • REQUISITOS DOS ATOS ADMINISTRATIVOS São as condições necessárias para a existência valida dos atos administrativos.

3 Corrente – são os atos restritivos de direitos. O motivo é o fato. Quando a lei dá liberdade discricionária ao executor. em que se apresentam os fatos e os direitos. para ele controlar. Toda a análise do motivo deve se ater a teoria dos motivos determinantes. 2 Corrente – é obrigatório no discricionário. Causa é o nexo de pertinência lógica. do pressuposto formalização. Porque há esse princípio constitucional implícito. Prof – a palavra causa. não tenha nenhuma correspondência com os outros elementos do ato administrativo. é a relação lógica com o conteúdo e a finalidade. o conteúdo e a finalidade do ato. nada a ver com vinculação ou discricionariedade. Quando ela é obrigatória? Meirelles – na ausência de texto legal. Todo ato adm é revísivel pelo judiciário. Celso Antonio – segue a doutrina portuguesa. criando a causa do ato administrativo. muitos chamavam de causa os requisitos dos atos administrativos. a motivação é a narrativa formal. Ela faz parte da forma do ato.existente. Isso só tem sentido prático quando a lei não descreve o motivo ou o descreve de forma muito vaga. pois ele é obrigado a fazer daquele jeito. . Tendência – em regra. tem problemas de conceito. Sempre que a motivação for obrigatória. no ADM e na TGD. Não basta que o motivo exista. que deve existir entre o motivo. Ele tem que motivar. todos os atos administrativos tem que ter motivação. que levaram a prática do ato. a sua ausência gera nulidade. Pois o limite da discricionariedade da escolha do motivo. porque não teria como escobrir qual é o motivo. MOTIVAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO  São as razões escritas. tem que estar motivado. ela seria obrigatória nos atos vinculados.

não é pressuposto de validade. Ele. . o fato que pode ser o motivo do ato. O móvel é pressuposto de validade? Ele pode ser valorado. O que pode acontecer é um móvel ilícito gerar um ato inválido. amoral. psicológica. ele pode ser lícito. ilícito. A lei descrever o motivo. ele será inválido? Não.Exceção – há atos que não podem ser motivados. ilícito. MÓVEL É a intenção subjetiva. de tal forma que torne óbvio e induvidoso.. sobre todos os seus aspectos. não está no mundo jurídico. O ato administrativo não se submete a isso. Prof: – – Ato não tiver que ser praticado por escrito. com o que um agente pratica um ato administrativo. porque está no plano psicológico. Se for imoral. moral.. isoladamente considerado.