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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Centro de Ciências Humanas e Sociais – CCH


Licenciatura em História - EAD
UNIRIO/CEDERJ
AD 2 - Segunda Avaliação a distância- 2018.2
DISCIPLINA: TEORIA DA HISTÓRIA

Nome: Francisco Jose das Neves


Matrícula: 16116090250
Pólo: Resende

UM EMPURRÃO NAS UTOPIAS

Resende / RJ
2018
Logo após seculos tão importantes com grandes transformações como foram os seculos
XVIII e XX, com avanços tecnológicos e reviravoltas em soberanias mundiais e poderes que
foram substituídos, a pós-modernidade com individualismo, pluralidade, ausência de valores,
espontaneidade e liberdade de expressão. A queda do muro de Berlim, construído em 1961,
que representou o fim de divisões, uma utopia para época uma vez que as separações sempre
foram motivos de guerras de miséria e pobreza. A globalização sim, talvez outra utopia uniria
povos, culturas, ciências, saberes. O “futuro caminhava junto com o presente” sem medo; de
repente o futuro ficou encoberto com as ações do presente aquilo que contagiava não passa de
uma grande expectativa agora é contagiosa, e ofusca.
O vídeo “era das utopias” que atende a essa aula coloca principalmente o planeta em
perigo pelas ações do homem em atuações nos ecossistemas da terra o que desfavorece um
olhar utópico, a exemplo do efeito estufa ocasionado pela concentração de gases na atmosfera
permitindo a passagem dos raios solares e absorção de calor isso para dar um exemplo a
racionalidade começa a ver o futuro como ameaçador ao contemplar com muita facilidade a
quantidade de carros, fábricas, lixões e animais com suporte suficiente para detonar a camada
de ozônio que protege o planeta.

Charge “Mutação”

Fonte:domínio publico - https://www.fe.ufg.br/n/106644-utopias-


e-distopias-nas-narrativas-nao-verbais-de-filmes-e-series

Acredito ter entendido tanto no vídeo “era das utopias” quanto no artigo do historiador
Marcelo Gantus Jasmin, a necessidade das gerações que se sucedem necessitar de suas utopias
dentro das realidades no presente de cada uma delas, épocas dos artesãos e camponês até o
sec. XXI, da religião, razão e ciência, individualismo, a realidade na prática da vida na
atividade humana não permite que o homem viva sem mutação.
Segundo o sociólogo Sérgio Amadeu presente no vídeo “toda saída econômica que se
dá é insustentável aos ecossistemas o que você perde não vai conseguir retorno” sendo assim
quando o homem faz mau uso dos recursos disposto pela natureza numa crença que a
tecnologia ira resolver todos os problemas é uma utopia que coloca o mundo em mais
expectativa, problemas como a fome e a paz no mundo não são respondidos com todo esse
aparato, isso nos deixa incapazes de projetar qualquer prognostico em relação a futuro.

As sociedades vão modificando seus valores a longo prazo, portanto o presente precisa
“ouvir o passado” para que novas utopias renasçam, as etapas que se seguem se fecham
quando o homem começa a ver a possibilidade do fim pelas próprias mãos, as incertezas de
hoje se da muito pelas nossas escolhas, em trabalhar mais para produzir mais, gerar lixo
numa enorme velocidade, destruir e não recuperar a natureza, as doenças são cadas vez mais
resistentes, as drogas. Nesse sentido se tem a imaginação que a tecnologia andara sempre de
maus dadas com a saúde e que irá sempre resolver o problema não se pode ver o horizonte
nestes termos as reservas na natureza são finitas.

A imobilidade perante a possibilidade do futuro, contrasta com um passado humano de


muita movimentação nesse sentido em que variava entre religião, razão e ciência tendo já
passado pelo mundo artesão e dos camponeses a incapacidade do homem em sair do ninho
face a uma realidade que no presente se constrói com intensa competição em busca da
felicidade como coloca o Biólogo Albert Jacquard “ a competição não é fator de progresso
mais o enjangamento num anseio de compreender se ser solidário com os outros os homens
devem caminhar uns com os outros”, está ai pelo menos um descompasso para o
individualismo e ausência de valores do pós-moderno.
A globalização como uma utopia, está sendo barrada pelas culturas existentes, quando
se tinha como certo o desenvolvimento do mundo quanto a ciência, capital, direitos humanos
a margem de fronteiras e limites não foi isso que exatamente acontece hoje, ainda existe muita
guerra de todos os tipos, e quando uma parte do todo é atingida sobra para todo mundo. O
sonho desse horizonte caminha em passos desequilibrados, o conjunto de benefícios não está
superando a praticidade do tempo presente para que este flua libertando o homem para sonhar
com o que se tem porvir.
O poema Ítaca escrito pelo poeta grego Konstantino Kaváfis, trazido no artigo do
historiador Marcelo Jasmin, das lembranças de Ulisses a sua viagem de volta para Ítaca, essa
trajetória perfaz um caminhar das sociedades em busca de um futuro, é plausível que hoje as
religiões dão alguma resposta nesse sentido o apego apaixonado por vez leva o homem ao
encontro com Deus; No futuro a promessa deve ser cumprida, da mesma forma não se pode
falar de outros seguimentos mundias, as politicas fracassam ao naõ conseguirrem uma vida
melhor para a população mundial a corrupção um fenômeno mundial que dilapida os cofres
públicos indo de encontro com as necessidades básicas dos mais pobres encurtando sonhos.
As doenças estão mais severas e se reproduzem mundialmente matando milhares todo ano. A
economia mundial cada vez mais em enriquece quem já está muito rico, os mais pobres não
são preteridos até mesmo em serviços básicos. As guerras e disputas de poder e rivalidade de
fronteiras são razão para que milhares de imigrantes se espalhem pelo mundo asolados pela
fome,frio e desesperança o presente corroí a possibilidade do futuro. A violência nas cidades,
que ao logo dos anos agrava-se, quando se tem um grande contingente de imigrantes,
excluídos e marginalizados, grupos rivais ao se enfrentarem causam panicos e medo ao
restante da sociedade, perfazendo muitas mortes de inocentes.
Nessa viagem de Ulisses para Ítaca, pode-se sentir a expectativa da chegada assim com
os homens em cada época transforma seus mundos, suas direções com sucesso e insucessos
mais com esperança mesmo “numa tensão permanente entre expectativa e a experiência,
entre o que foi, o que é e o que projetamos como deve ser” as utopias estão num processo de
dependência de um pacto social que envolva além do homem todo o planeta terra com seus
ecossistemas e riquezas em busca de juntos chegar a algum lugar, “o que nos queremos de
volta é que as ideais voltem a ser perigosas”.

REFERÊNCIAS :
BIBLIOGRÁFICAS:

NOVAS, A. – Mutações - o futuro não é mais o que era – Em artigo do historiador Marcelo Jasmin

VIRTUAIS :
https://www.youtube.com/watch?v=fi_PF9UtcO4

"era das utopias" - Acessado em 13 de outubro de 2018.