HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

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Higiene e Segurança do Trabalho 1. Fundamentos da Segurança no Trabalho 1.1 - Introdução 1.2 - História da Higiene, Segurança e Medicina do Trabalho 1.3 - Termos e Definições 1.4 - A Participação do Governo na Prevenção dos Acidentes 2. Acidente de Trabalho sob os Aspectos Técnico e Legal 2.1 - Classificação dos Acidentes do Trabalho 2.2 - Conseqüências dos Acidentes do Trabalho 2.3 - Causas dos Acidentes do Trabalho 2.4 - Custos dos Acidentes do Trabalho 2.5 - Estatística de Acidentes no Brasil 2.6 - FAP e NTEP 3. Condições Ambientais de Trabalho 4. Órgãos de Segurança e Medicina do Trabalho nas Empresas(SESMT e CIPA) 5. Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 6. Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) 7. Atividades e Operações Insalubres 7.1 – Insalubridade e Periculosidade 7.2 - Aposentadoria Especial 8. Atividades e Operações Perigosas 9. Normas Regulamentadoras 10. PCMAT 11. Segurança em Canteiro de Obras 12. Programas de Prevenção 13. Fundamentos de Ergonomia 14. Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho

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LISTA DE SIGLAS ASO ABNT BSI Atestado de Saúde Ocupacional Associação Brasileira de Normas Técnicas British Standards Institution (Instituto Britâncio de Normalização - órgão inglês, responsável por segurança e saúde do trabalho naquele país) CA CAT CBO CIPA CPN CPR CIPATR CLT CNAE CPATP CTPP DORT DRT EPC EPI FAP FISPQ FUNDACENTRO GLP IBGE INSS INMETRO ISO Certificado de Aprovação Comunicação de Acidente do Trabalho Classificação Brasileira de Ocupações Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Comitê Permanente Nacional Sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção Comitê Permanente Regional Sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural

Consolidação das Leis do Trabalho Classificação Nacional de Atividades Econômicas
Comissão de Prevenção de Acidentes no Trabalho Portuário

Comissão Tripartite Paritária Permanente Doença Osteomuscular Relativa ao Trabalho Delegacia Regional do Trabalho Equipamento de Proteção Coletiva Equipamento de Proteção Individual Fator Acidentário Previdenciário
Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos
Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho

Gases Liquefeitos de Petróleo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Instituto Nacional do Seguro Social
Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial

International Organization for Standartization

4 (Organização Internacional de Normalização) LER MTE NBR NR NRR NTEP OIT OSHA Lesão por Esforços Repetitivos Ministério do Trabalho e Emprego Normas Brasileiras (da ABNT) Norma Regulamentadora Norma Regulamentadora Rural Nexo Técnico Epidemiológico Organização Internacional do Trabalho Occupational Safety and Health Administration (órgão americano responsável por segurança e saúde do trabalho naquele país) OHSAS Occupational Health and Safety Assessment Series (Série de Avaliações de Segurança e Saúde Ocupacional) PAIR PAT PCMAT PCMSO PGR PPP PPRA SENAR SAT SESI SESMT SINMETRO SIPAT SSO SSST Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Programa de Alimentação do Trabalhador Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional Programa de Gerenciamento de Riscos Perfil Profissiográfico Previdenciário Programa de Prevenção de Riscos Ambientais Serviço Nacional de Formação Profissional Rural Seguro de Acidentes do Trabalho Serviço Social da Indústria Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho Sistema Nacional de Metrologia. SST Segurança e Saúde do Trabalho . Normalização e Qualidade Industrial Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Segurança e Saúde Ocupacional Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalhado (órgão do Ministério do Trabalho e Emprego. responsável pela segurança e saúde no Brasil).

podem surgir eventos indesejáveis. se se gera ou não aposentadoria especial para determinados trabalhadores sujeitos a determinados agentes ambientais de riscos de acidentes. O correto é que se deveria estar discutindo a necessidade da existência desses agentes de riscos .INTRODUÇÃO O Acidente do Trabalho. o homem. precisa da realização de uma série de processos de trabalho. são eventos indesejáveis que surgem no decorrer do processo produtivo. No passado.5 HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO 1. em favor da produção e da máquina. equipamentos e da sua própria força de trabalho. Assim. Diz-se “começa”. porque em pleno início de um novo milênio. para transformar essas matérias-primas existentes na natureza em bens que satisfaçam as suas necessidades. e mesmo antes do seu início. deseja-se obter uma maior quantidade de bens materiais. O ser humano. Com o passar do tempo e após muitas lutas. principalmente com o advento da Revolução Industrial.0 – FUNDAMENTOS DA SEGURANÇA NO TRABALHO 1. No entanto. utilizando menos matéria-prima e em menos tempo. ou seja. ferramentas. Exemplo desses eventos indesejáveis é o Acidente do Trabalho e a Doença Ocupacional. bem como a Doença do Trabalho (que é equiparada ao Acidente do Trabalho). precisa utilizar diversos bens materiais que. através do uso de máquinas. não são encontrados na natureza. em decorrência desse trabalho.1 . Ao realizar o processo produtivo. ainda se se discute se devem ou não pagar os adicionais de insalubridade ou de periculosidade. em grande parte. o trabalhador começa a ser o centro de atenção do processo produtivo. para conseguir esses bens. para satisfazer as suas necessidades. era tratado como um aspecto secundário. um objetivo específico desse trabalho humano é a obtenção de uma maior quantidade de produtos com uma menor quantidade de insumos num menor tempo possível.

à custa de muito esforço. A Engenharia de Segurança e a Medicina do Trabalho. que requer a mobilização de toda a sociedade brasileira em busca de sua erradicação. chegando ao extremo. verdadeira chaga social. muito há o que se fazer em nosso país. os acidentes registrados (ignorando aqueles que não são notificados ao INSS). as estatísticas oficiais no Brasil que servem de ponto de partida para as políticas governamentais para a prevenção de Acidentes do Trabalho são reconhecidamente subdimensionadas. ou seja. por razões óbvias. os acidentes com vítimas (não levando em conta os acidentes com apenas perda de tempo e/ou de materiais). por parte de alguns. Além disso. dever-se-ia estar discutindo a necessidade de eliminá–los ou atenuar os seus efeitos. Sabe-se. No entanto. apenas os acidentes urbanos (não mostrando os acidentes ocorridos em áreas rurais). sindicatos e trabalhadores. que não é tarefa fácil eliminar a exposição do trabalhador a esses agentes de riscos. o que deveria ser a luta pela eliminação ou atenuação dos agentes de riscos que causam ou que podem causar acidentes e por melhores condições de trabalho. . Isto envolve uma série de interesses sociais. vêm consolidando sua posição como fonte geradora das ações preventivas no cotidiano da produção e representa um importante avanço para a proteção da saúde e da vida dos trabalhadores. O que se vê no Brasil é a existência de más condições de trabalho. o que serve de pano de fundo para a luta de grande parte da classe trabalhadora por melhores compensações econômico–financeiras. de temer perder o poder de barganha existente entre patrão. uma vez que elas contemplam apenas: • os casos legalmente reconhecidos. econômicos e políticos. dado que as estatísticas apontam para uma triste e terrível realidade. ou seja. bem como melhorar as condições de trabalho. • • praticamente.6 que podem causar acidentes.

757 trabalhadores tornaram-se incapazes permanentemente para o trabalho. notificados ao INSS. ficando de fora dessas estatísticas em torno de 65% da população economicamente ativa – PEA. no ano de 2000. tais como: • • o Brasil é o 9. em média. no ano de 2004. • o Brasil gasta em torno de R$ 20 bilhões por ano com acidentes do trabalho (PASTORE. 2001). no ano de 2004. 1998) • em Sobral ocorrem algo em torno de 200 Acidentes do Trabalho em média por ano. 2006). parcial ou totalmente (BRASIL. (ANUÁRIO brasileiro de proteção. foi de 478. no Brasil. no Brasil. ou seja. R$ 7. um acidente custou. • no Ceará.956 (ANUÁRIO brasileiro de proteção. 2006).SAT.º país em maior número de Acidentes do Trabalho no mundo. Saem os números de acidentes de trabalho do país. 2001). foi de 2. que é obrigatório. em 1999. • • o número de acidentes do trabalho no Brasil.576 (ANUÁRIO brasileiro de proteção. A maior parcela dos custos referentes aos acidentes é paga pelas empresas que pagam uma verdadeira fortuna ao Governo Federal através do Seguro de Acidente do Trabalho . 2006).801 (ANUÁRIO brasileiro de proteção. • o número de óbitos motivados por acidentes do trabalho.9 milhões são trabalhadores com empregos formais (PROTEÇÃO. 2006). no ano de 2004. o número de trabalhadores na formalidade.407. Dos 71. apenas 24.29 (matéria do jornal Diário do Nordeste de 17 de setembro de .919. 16. os trabalhadores que estão na chamada economia informal.7 A necessidade urgente de a sociedade e o Estado levarem a fundo a discussão desse tema pode basear-se em números alarmantes.7 milhões de pessoas que estão trabalhando. foi de apenas 31. no ano de 1997. 2001).

Saúde e Segurança do Trabalho cada vez mais em pauta Os custos gerados por problemas relacionados à Saúde dos funcionários estão fazendo com que os gestores de Recursos Humanos tratem como prioridade a prevenção de problemas bucais e doenças crônicas. Ranking mundial Segundo o estudo da OIT. último publicado pelo INSS.341 trabalhadores. a Indústria da Construção.000 de empregados) no Brasil. com seis óbitos entre 6. por exemplo. o coeficiente de acidentes fatais (óbitos em 1. o coeficiente é de 10 óbitos por 1.672. No Brasil.782 trabalhadores. Mas quando comparado.826 trabalhadores. Para se ter uma idéia. em relação ao ano anterior. que. Já na Grã-Bretanha. Na década de 1970. e o Comércio e Veículos. enquanto hoje está em torno de 150. Estados Unidos (5..Brasil é o quarto em número de mortes 07/09/08 De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT). ocorrem anualmente 270 milhões de acidentes de trabalho em todo o mundo.000. Cipa notícias – fique sabendo.428. Já na década de 1990. adotou 28 de abril como Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. com 2. segundo o relatório. Nos anos 1980. como .2 milhões deles resultam em mortes.3 milhão de casos. os acidentes de trabalho aumentaram e ultrapassaram os 500 mil casos. que têm como principais causas o descumprimento de normas básicas de proteção aos trabalhadores e más condições nos ambientes e processos de trabalho. houve diminuição: 3. 2001). Armazenagem e Comunicações.604 óbitos para 12.000 de empregados (CIPA. era 220.090). o Brasil registrava uma média de 3. Entretanto. Aproximadamente 2. O Anuário Estatístico da Previdência Social de 2006. O país perde apenas para China (14.855 trabalhadores. na década de 80. Acidentes de trabalho .5%. mostra que número de mortes relacionadas ao trabalho diminuiu 2.764) e Rússia (3..925 óbitos para 23.077. com os Estados Unidos. o número de trabalhadores aumentou para 21.908 trabalhadores. desde 2003.503 óbitos. mas ainda estão longe do ideal.8 Não se pode deixar de dizer que os índices de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais no Brasil estão melhorando.000. com cinco óbitos entre 24. esse coeficiente é de 5. Dados dos Ministérios do Trabalho e Emprego e Previdência Social de 2005 mostram que as áreas com maior número de mortes são Transporte. são 1.648. o Brasil ocupa o 4º lugar em relação ao número de mortes.804 e as mortes chegaram a 4.924). com sete óbitos entre 3.

sujeitando o homem a acidentes e doenças decorrentes desse processo (CAMPOS. O estudo analisou 30 multinacionais da Europa. como principal agente de mudanças. De acordo com pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com o Instituto de Pesquisas em Saúde da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). o homem está exposto a riscos. descreveriam algumas doenças a que estavam sujeitas as pessoas que trabalhavam com o enxofre. Posteriormente. É um longo aprendizado tecnológico. o zinco e o chumbo. SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO Desde seu aparecimento na Terra. quando Hipócrates (considerado o Pai da Medicina) fez algumas referências aos efeitos do chumbo na saúde humana. os teares mecânicos. como Plínio (o Velho) e Galeno. por outro trazem novos riscos. outros estudiosos. a eletricidade e até os computadores. seja na geração ou alteração da legislação (que no Brasil já é riquíssima. 1. Várias empresas já entenderam que contribuir com a manutenção da Saúde do Trabalhador é um bom negócio do ponto de vista financeiro. tem uma função por demais importante na prevenção dos acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. pois evita despesas extras com indenizações e ajuda a manter uma boa imagem. No entanto. o Estado. Ásia e Américas e constatou que mais da metade delas tem alguma ação voltada para a Saúde dos colaboradores. como também na fiscalização e na educação preventiva.9 hipertensão e males respiratórios. as máquinas a vapor. No Antigo Egito . Como ele não tem controle sobre esses riscos. um elevado número de empresas passou a adotar programas para prevenir doenças. 2001). Pelo que se sabe. Como se trata de um problema que afeta toda a sociedade. ocorre sobre ele todo tipo de acidente. o que prova que a simples formulação jurídica não tem conseqüência nenhuma). O homem inventou a roda d’água. a preocupação com os Acidentes e Doenças decorrentes do trabalho humano surgiu na Grécia Antiga. se por um lado o progresso científico e tecnológico facilitam o processo de trabalho e produção.2 – HISTÓRIA DA HIGIENE.

com a descrição de 53 tipos de enfermidades profissionais. George Bauer e Ysbrand Diemerbrock. sendo que para algumas delas eram apresentadas formas de tratamento e até mesmo de prevenção. graças aos estudos de médicos. enfocando. Porém. por Paracelso. Este campo de conhecimento volta a progredir após a Revolução Mercantil (século XIV). da autoria de Georgius Agrícola. 1º Livro: O primeiro livro a abordar a questão surgiu em 1556. 1998). dedicando especial atenção às intoxicações ocupacionais por mercúrio. e versava sobre vários métodos de trabalho e inúmeras substâncias manuseadas. o interesse pela proteção do operário no seu ambiente de trabalho só ganharia força e ênfase no século XIX com o impacto da Revolução Industrial (MIRANDA. a primeira monografia a abordar especificamente a relação trabalho e doença foi publicada em 1567. Contudo. Paracelso e Ramazinni. do mercúrio e do ácido nítrico). Ramazzini passou a ser considerado como o Pai da Medicina do Trabalho a estabelecer definitivamente a relação entre saúde e trabalho. inclusive. como Ulrich Ellenbog (que detecta a ação tóxica do monóxido de carbono. relacionando saúde e ocupações. No ano de 1700. o italiano Bernardino Ramazzini publica seu livro “De Morbis Artificum Diatriba” (As Doenças dos Artesãos). . Por esta obra. os acidentes de trabalho e as doenças mais comuns entre os mineiros. que publicou seu trabalho De Re Metálica.10 e no mundo greco-romano já existiam estudos realizados por leigos e médicos. onde eram estudados diversos problemas relacionados à extração e à fundição do ouro e da prata. apesar dos trabalhos consagrados de Agrícola. Paracelso (que estuda as moléstias dos mineiros).

utilizando a nova tecnologia que surgia. que estabelecia o limite de 12 horas de trabalho por dia. devido às péssimas condições de trabalho existentes. . normalmente se refere também às doenças decorrentes do trabalho humano) cresceu assustadoramente.11 Com o surgimento crescente de inventos mecânicos que multiplicaria consideravelmente a produtividade do trabalho. o número de acidentes do trabalho (quando se fala em acidentes do trabalho. 1º Lei: Segundo RODRIGUES (1993). inclusive a escrava. que se temeu pela falta de mão–de–obra. As fábricas eram instaladas em galpões improvisados. estábulos e velhos armazéns. pois tornava possível e vantajosa a conversão de toda a mão-de-obra. provocando indignação na opinião pública. uma nova formação capitalista mercantil surgia e dava origem a uma nova classe dirigente. constituída principalmente de mulheres e crianças. tal era a quantidade de trabalhadores mortos ou mutilados (RODRIGUES. nesse ínterim. interessada na aplicação de capitais em sistemas fabris de produção em massa. notadamente nas grandes cidades. Com o advento da Revolução Industrial e a expansão do capitalismo industrial. A questão da força de trabalho tomava um novo enfoque. A situação era dramática. numa tentativa de preservar o novo modo de produção. o conhecimento acumulado até então começou a ser utilizado para formação de leis de proteção à saúde e à integridade física dos trabalhadores. onde a mão-de-obra era abundante. na Inglaterra. em força de trabalho assalariado. 1993). como: • a “Lei da Saúde e Moral dos Aprendizes” (1802). o que acabou gerando várias comissões de inquérito no Parlamento Inglês. proibia o trabalho noturno e tornava obrigatória a ventilação do ambiente e a lavagem das paredes das fábricas duas vezes por ano. A situação ficou tão grave.

também na Inglaterra. numa fábrica de tecidos de Itu. com a regulamentação da segurança e higiene do trabalho. a preocupação com os acidentes do trabalho passou a ser incorporada pelos gestores dos estabelecimentos industriais. . o Dr. A primeira máquina a vapor surgiu em 1785 na Inglaterra. e em 1921 nos Estados Unidos (CAMPOS. a Fábrica São Luiz. proibia o trabalho noturno para menores de 18 anos e exigia exames médicos de todas as crianças trabalhadoras. na Alemanha. Já no século XX. enquanto no Brasil surgiu em 1869 na Província de São Paulo. tais como equipamentos de proteção individual. Portanto. Na França foi em 1862. e que fixava em 9 anos a idade mínima para o trabalho. as funções específicas do médico de fábrica. Portanto. a direção de uma fábrica têxtil contratou um médico que deveria submeter os menores trabalhadores a exames médicos admissionais e periódicos. 1ª Fábrica: Em 1840 surgiram os primeiros estabelecimentos fabris no Brasil. No ano seguinte. na Escócia. que lançaram mão de técnicas de engenharia para a criação de sistemas de prevenção ou controle de infortúnios. em 1802 na Inglaterra. e em 1842. Em 1865. o governo britânico nomeia o primeiro Inspetor – Médico de Fábricas. Surgiam. considerada a primeira norma realmente eficiente no campo da proteção ao trabalhador. as leis de proteção ao trabalhador surgiram.12 • a Lei das Fábricas (1833). durante os primeiros três séculos de nossa história. No Brasil. em parte decorrente do desenvolvimento da administração científica. inicialmente. em 1834. sistema de ventilação industrial. então. 84 anos depois. etc. Robert Baker. as atividades industriais ficaram restritas aos engenhos de açúcar e à mineração. 2001).

que inclui as questões de higiene profissional e industrial no âmbito da Saúde Pública. No entanto. em 1923. O SAT ficaria exclusivo da iniciativa privada até 1967. que até então estava sob a responsabilidade de seguradoras privadas. especialmente de café. quando a Fiação Maria Zélia. iniciou-se a passagem do modelo agroexportador para a industrialização. como ponto de partida da intervenção do Estado nas condições de consumo da força de trabalho industrial em nosso país. Essa lei não considera acidente de trabalho a doença profissional atípica (mesopatia). quando passou a ser prerrogativa da Previdência Social.724. contrata um médico para dar atenção à saúde dos seus trabalhadores (MIRANDA. 1º Médico do Trabalho: Em 1920 surge o primeiro médico de empresa brasileira. situada no bairro do Tatuapé. então. a possibilidade de as empresas contratarem o SAT. com uma política governamental de substituição das importações. 1998). que já começavam a preocupar. reforçando a obrigatoriedade do SAT. de 15 de janeiro. 1ª Lei Brasileira: Em 1919 surge a primeira lei de acidentes do trabalho. Exige reparação apenas em caso de “moléstia contraída exclusivamente pelo exercício do trabalho. promulga-se o Regulamento Sanitário Federal. Como parte das reformas conduzidas por Carlos Chagas. desde o fim do Império até o ano de 1930. junto às seguradoras da iniciativa privada. na Cidade de São Paulo. quando este for de natureza a só por si causá-la”. 3. com o Decreto Legislativo nº. o que se consolidou nos anos 50. então. Abre. portanto. Institui o pagamento de indenização proporcional à gravidade das seqüelas. criando a . com 145 anos de atraso em relação ao surgimento da primeira máquina a vapor no mundo. A partir de 1930. a organização capitalista brasileira era praticamente agroexportadora.13 Em 1890 é criado pelo governo o Conselho de Saúde Pública. que começava timidamente a legislar sobre as condições de trabalho no Brasil.

que. em 1943. mais recentemente.433. 24. de 26 de novembro de 1930. É criada a Inspetoria de Higiene e Segurança do Trabalho. É reconhecida como acidente do trabalho a doença profissional atípica (mesopatia). Foi com o advento da CLT.14 Inspetoria de Higiene Industrial. até hoje. Vale registrar que em 1941 já foi criada a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes – ABPA. as ações de higiene e segurança do trabalho. que se transformaria ao longo dos anos em Serviço. que modificou a legislação anterior. Indústria e Comércio e que elaborou também o primeiro projeto de Consolidação das Leis da Previdência Social. que é uma instituição não governamental. com o Decreto – Lei 7. novamente em Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho.452. 5. de 10 de novembro. de 10 de julho. quando obrigou as empresas a organizarem . que no Brasil as atividades destinadas a prevenir acidentes do trabalho e doenças ocupacionais foram realmente institucionalizadas. elaborada pelo Ministério do Trabalho. abrangendo um maior número de doenças até então não consideradas relacionadas ao trabalho. Foi a primeira lei a tratar especificamente do assunto. em Divisão. passando as questões de saúde ocupacional para o domínio deste ministério. mas que passam a sê-lo. criou o Ministério do Trabalho. ficando sob sua subordinação. reformou a legislação sobre o seguro de acidentes do trabalho. 19. Amplia-se o conceito de doença profissional. aprovou a CLT. Em 1944 surge a terceira lei de acidentes do trabalho no Brasil. no seu artigo 82. O Decreto n. Indústria e Comércio. com o decreto nº. órgão regulamentador e fiscalizador das condições de trabalho. em Departamento. em Secretaria e. Em 1934 surge a segunda lei de acidentes do trabalho. de 1º de abril de 1943.036.Lei n.637. criada antes mesmo da implantação da Consolidação das Leis do Trabalho. O Decreto .

a fim de estimular o interesse pelas questões de prevenção de acidentes. mas de toda a empresa. as CIPAs dedicavam-se mais a alguns tipos de treinamento que existiam na época e a divulgar o assunto entre os trabalhadores. Essa Comissão foi então regulamentada. o que era inconcebível.15 comissões internas com o objetivo de prevenir acidentes. Como era mais difícil atuar na solução de problemas de segurança nas áreas de trabalho. O Serviço Social da Indústria . de onde recebeu sua denominação utilizada até hoje: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).SESI e a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes . deixando gerentes e supervisores comodamente fora da responsabilidade pela solução dos problemas de segurança que existissem.ABPA destacaram-se em colaborar com as empresas na instalação da CIPA e nos seus primeiros passos. Ainda sem grandes conhecimentos prevencionistas e quase sempre não bem orientadas. pela primeira vez. por exemplo. pois não havia envolvimento da alta direção das empresas. como o de assumir toda a responsabilidade pela prevenção de acidentes nas empresas. caixa de sugestões e outros recursos propostos pela sua regulamentação. . inclusive do seu alto escalão. Normalmente. realizando concursos. as empresas que instalavam uma CIPA deixavam-na sob os cuidados do Departamento de Pessoal ou da Assistência Social da empresa. baixada pelo então Departamento Nacional do Trabalho. as CIPAs cometiam sérios erros administrativos. pois hoje se sabe que uma política de segurança séria deve ter o envolvimento não só da CIPA ou do SESMT. pela Portaria 229. Determinou que as empresas com mais de 100 funcionários constituíssem uma comissão interna para representá-los. por ocasião das palestras de integração de novos empregados.

criando a função do inspetor de segurança. . dando grande impulso às atividades prevencionistas. muitos desses profissionais começaram a trabalhar na esteira da CIPA. Álvaro Zochio foi o grande líder em segurança no Brasil. a CIPA tem o mérito de ter sido pioneira na integração de novos empregados no trabalho e de levar os empregados a fazerem sugestões para melhoria das condições de trabalho. Mesmo assim. Sentiram a necessidade de ampliar as ações preventivas de acidentes. que muitas empresas perceberam a importância da prevenção de acidentes.16 Por isso. quando se viu que se gastava mais com acidentes do que arrecadava. a Portaria nº. o empregador fica obrigado a proporcionar máxima higiene e segurança no ambiente de trabalho. ou seja. embora cometendo alguns erros. Em 1965. Em 1944. A prevenção então passou a ser a ordem do dia. cometendo o mesmo erro de assumir toda a responsabilidade pela segurança do trabalho. com a instalação de fábricas de automóveis e o uso intenso da eletricidade. Porém. Em 1953. Nos anos 50. Foi com a atuação da CIPA. embora incipiente. que foi o primeiro profissional com tempo integral nas empresas que se dedicava à segurança do trabalho. surgiu a primeira estatística de acidentes. as CIPAs que tiveram melhor sucesso foram aquelas cujas empresas contrataram um inspetor de segurança ou instalaram uma seção de segurança. 155 regulamenta a atuação das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA) no Brasil. mesmo várias dessas sugestões fugindo de sua alçada pela dificuldade de acesso às decisões ocorridas na cúpula das empresas. notadamente quando visualizavam a possibilidade de ganhos de produtividade e eliminação de perdas.

784. de 14 de setembro de 1967. passou a ser estatal. de 11 de dezembro de 1972. de 28 de fevereiro. aprovou o novo Regulamento do Seguro de Acidentes do Trabalho. Em 1967. Teve curta duração. O Decreto n. porque foi totalmente revogada pela Lei nº. de 4 de agosto de 1971. 61. promoveu a prevenção de acidentes e reabilitação profissional. pois o Brasil possuía mais de 1 milhão de acidentes por ano.316. reforçando a obrigatoriedade do SAT por parte das empresas. 5. o qual até então estava sob a responsabilidade de seguradoras privadas. a respeito de Segurança e Saúde no Trabalho. retirando-o da iniciativa privada. de 14 de setembro do mesmo ano. incluiu os empregados domésticos na Previdência Social. sob pressão do Banco Mundial. o governo Médici começou a criar leis de segurança e saúde do trabalho. 5.890. 564. A rigor. estruturou o Ministério do Trabalho e Previdência Social – MTPS. excluindo as doenças degenerativas e as inerentes a grupos etários. O Decreto–Lei n. com o Decreto-Lei nº.316.17 Em 1967 surgiu a quarta lei de acidentes do trabalho no Brasil. estendeu a Previdência Social ao trabalhador rural. 5. A Lei n. A Lei nº.014. de 28 de novembro de 1967. de 1o de maio de 1969. . 293. foi a quinta lei de acidentes do trabalho no Brasil. E como exigência para concessão de novos empréstimos. O Decreto nº. as principais alterações na legislação acidentária brasileira foram: o SAT passou a ser prerrogativa da Previdência Social. Integrou o seguro de acidentes do trabalho na Previdência Social. introduziu o conceito de acidente de trajeto. Restringiu o conceito de doença do trabalho. o início das ações de Governo. surgiu no Brasil a partir de 1970. ou seja. 69.

439. Ficam sem proteção especial contra acidentes do trabalho o empregador doméstico e os presidiários que exercem trabalho não remunerado.367. duas medidas muito importantes acontecem no campo da saúde: a implementação do Plano de Pronta Ação – PPA. de 24 de dezembro de 1976. novos atores surgem na cena política (movimento sindical. com o fim do período de expansão econômica e iniciada a abertura política lenta e gradual. 2001). etc. com diversas medidas e instrumentos que ampliariam ainda mais a contratação de serviços médicos privados. de 19 de dezembro. que aprova o novo Regulamento do Seguro de Acidentes do Trabalho. 6. a Lei n. com a Lei n. 79. Além disso.18 Por volta de 1974. ANDRADE. coordenado e controlado pelo Ministério da Previdência e Assistência Social. destinado a financiar subsidiariamente o investimento fixo de setores sociais (BRAGA & PAULA. estendeu a cobertura especial dos acidentes do trabalho ao trabalhador rural. n. 1. instituiu o Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social – SINPAS. bem como pela supervisão dos órgãos que lhe são subordinados” e das entidades a ele vinculadas.25% do FAS fica destinado à prevenção de acidentes. farmacêutica e social.). questionando a política social e as demais políticas governamentais. Neste ano. 6. Surge a sexta lei de acidentes do trabalho. que amplia a cobertura previdenciária de acidente de trabalho. Em 1974. profissionais e intelectuais da saúde.037. a lei identifica a doença profissional e a doença do trabalho como expressões sinônimas. de 19 de outubro de 1976. Em 1976. e o Decreto n. responsável “pela proposição da política de previdência e assistência médica. equiparando-as a acidente do trabalho somente quando constantes da relação organizada pelo Ministério da Previdência e Assistência Social. de 1o de setembro de 1977. orientado. A Lei. antes de responsabilidade da Previdência Social. 6. e a criação do Fundo de Apoio ao desenvolvimento Social – FAS.195. in .

Para tanto. de 22 de dezembro. Em 1978. que trata de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho–SESMT. de conformidade com instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho.214. O artigo 163 torna obrigatória a constituição de CIPA. Entre as NRs consta a NR-4. os atuais Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho–SESMT. e a NR-5. relativas à segurança e medicina do trabalho. do seu dimensionamento. Isto veio consagrar a iniciativa de muitas empresas e valorizar os profissionais que já vinham se dedicando à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. e reconhecidos os seus profissionais. as seções de segurança do trabalho e seus profissionais foram adotados espontaneamente por algumas empresas. a Portaria 3. relativo à segurança e medicina do trabalho. a lei que criou o SESMT foi o divisor de águas entre o ontem e o hoje das atividades destinadas à segurança e saúde no trabalho em nossa terra. de 8 de junho. Na opinião de alguns profissionais de segurança e medicina do trabalho. de suas atribuições e do seu funcionamento. Embora não sendo obrigatório por lei até o início da década de 70. 6. dizendo que o Ministro de Estado do Trabalho estabeleceria disposições complementares às normas consolidadas. Essa lei altera o capítulo V do título II da CLT. .514. que trata de CIPA. deu redação ao artigo 200 da CLT. Nessa década foram criados. aprova as Normas Regulamentadoras – NR (28 ao todo) do capítulo V do título II da CLT. para dar cumprimento às disposições relativas à segurança e saúde no trabalho. por força de lei. o Ministro de Estado do Trabalho expediu portaria com as normas regulamentadoras. a Lei n.19 Em 1977. e com o qual concordamos.

8. mas por não poder se omitir junto aos seus parceiros comerciais externos. Esse momento histórico causou incertezas à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Pouco antes disso. abre suas portas a esse movimento imperioso de competição internacional. Em 1991. através do controle da inflação. Em 1992. relativas à segurança e higiene do trabalho rural. impulsionadas pela necessidade de diminuir seus custos. de 21 de julho. Em 1988. A empresa é responsável por medidas . de 24 de junho expede o Regulamento dos Benefícios da Previdência Social. a Portaria nº. o Brasil. A estabilização da economia brasileira. com a apresentação da “Teoria Z” . foi definitiva para que as empresas de médio e grande porte. da formação dos CCQ – Círculos de Controle de Qualidade e das séries de normas para certificação ISO. o Decreto-Lei nº. a Portaria nº. Conhecendo e eliminando riscos no trabalho. dá nova redação ao Regulamento dos Benefícios da Previdência Social.213. aderissem à segurança e saúde do trabalho. 3. 8. a Lei nº. entra na era da qualidade. o Brasil. inicialmente através das empresas multinacionais e depois das empresas nacionais. de acordo com a Lei nº. conscientizando-se de que isso fazia parte do processo produtivo e não era um apêndice indesejável no interior das empresas (PIZA. não por opção própria. pois não se sabia se se aproveitava a oportunidade ou se se tratava apenas de mais um modismo.067. da Presidência da República. 33 altera a NR-5. aprova as Normas Regulamentadoras Rurais – NRR (5 ao todo). de 12 de abril.213. 1997).20 Com a globalização. introduzindo a observância dos riscos ambientais. onde a ênfase dada à segurança e saúde do trabalho é muito grande. Em 1983. 611.

. empregadores e governo. é feita nova alteração na NR-5. que trata do Programa de Controle Médio de Saúde Ocupacional. O início dessa revolução se deu com o advento da NR-7. da era da globalização e da estabilização econômica. e da NR-9. Com o surgimento da Qualidade do Produto. essa alteração não chegou a se concretizar. sendo contravenção penal. O governo. de 8 de abril. 2001). que trata do Programa de prevenção de Riscos Ambientais. onde uma comissão formada por representantes do governo. propondo-se a revolucionar a área de segurança e saúde do trabalho com discussões de forma tripartite com representantes dos empregados. passou a revisar as Normas Regulamentadoras que foram editadas a partir de 1978. visando atender às convenções da OIT. pela Portaria nº. independentemente do percebimento de auxílioacidente (artigo 169). O INSS tem o direito de promover ações regressivas contra empresas ou pessoas que. empregadores e trabalhadores se sentaram à mesa para propor alterações nas normas regulamentadoras. É assegurada a estabilidade no emprego ao acidentado por um período mínimo de 12 meses após a cessação do auxílio-doença acidentário.21 individuais e coletivas de proteção. Essa alteração da NR-5 resultou da primeira experiência brasileira de um trabalho tripartite. bem como negligenciar as normas-padrão de segurança e higiene do trabalho. normas estas que foram editadas em dezembro de 1994. indicadas para a proteção individual e coletiva dos trabalhadores. No entanto. a empresa deixar de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho (artigo 173). pois o Ministério do Trabalho optou por novas rodadas de negociações (CAMPOS. Em 1994. com a implantação das metodologias do mapeamento de riscos e da árvore de causas. 5. a área de segurança e saúde do trabalho passou por uma revisão das normas regulamentadoras. sejam responsáveis por acidentes e doenças do trabalho que venham a gerar dispêndios para o INSS (artigo 176). punível com multa. pela não observância das normas de segurança. através do Ministério do Trabalho.

caso assim não o proceda. mesmo antes da publicação desta norma. da Presidência da República. através da Portaria nº. Em 1998. Em 1997. Mantém basicamente o texto do Decreto-Lei nº. com redação dada pela Emenda Constitucional n0 20. de 21 de julho de 1992. a empresa deverá fornecer ao trabalhador cópia autenticada deste documento (parágrafo 5º. aprova o Regulamento de Benefícios da Previdência Social.172. quando da revisão da NR-18. do artigo 66). em 1995. de 17 de dezembro. o Decreto nº. de 5 de março. 201. corriqueiramente chamada de NR-Zero. foi criada. de 09 de abril de 1996. O princípio deste trabalho é a utilização de um sistema tripartite de discussão. uma comissão tripartite e paritária para conclusão da revisão da NR-18. Essa portaria. a ser atendida concorrentemente pelo regime geral de previdência social e pelo setor privado”. Estabelece que a empresa deve elaborar e manter atualizado um perfil profissiográfico das atividades desenvolvidas pelo trabalhador e. de acordo com a Lei nº. . são discutidas a partir desta CTPP. 6 dos empregadores e 6 do governo. quando da rescisão de contrato. estabelece que a lei disciplinará “a cobertura do acidente do trabalho. é aprovada a NR-29. com 6 representantes dos trabalhadores. 8. A empresa está sujeita a penalidades. que se desencadeou um processo moderno de prevenção de acidentes e doenças e implantação de programas de eliminação de riscos nos ambientes de trabalho. Em 1997. estabelece metodologia para elaboração de novas Normas Regulamentadoras e revisão das existentes. que trata de segurança e saúde do trabalho portuário. 2. 53.213. compreendendo a formação de uma CTPP -Comissão Tripartite Paritária Permanente. No entanto. a partir de então. ocorrida a partir de 10 de junho de 1994. o parágrafo 100 do art. Este fato contribuiu para a publicação da NRZero.22 Mas foi principalmente com a publicação da Portaria 393/96. 611. Todas as normas.

e sobre benefícios da Previdência Social. de 26 de fevereiro. Em 1998 estabeleceu-se um regime misto concorrencial. é aprovado o novo formulário de CAT. as empresas que oferecem maior risco de exposição ao trabalhador a agentes nocivos terão de pagar um prêmio mais alto.051.280 – cadastro de acidentes de trabalho: procedimento e classificação. 8. pelo menos teoricamente. estatal ou será um misto dos dois regimes. sobre de dezembro. Permanece. 5. da SSST. em substituição à NB-18 – . uma única seguradora de acidentes do trabalho: o INSS. em 1998 iniciou-se. assim. de 1 dispõem. Em fevereiro de 1999. De 1967 até 1998 ocorreu o segundo período. o período de responsabilidade da iniciativa privada. que organização notadamente custeio. Em 1998. respectivamente. da Presidência da da seguridade social. uma seja. como uma compensação financeira.732.212/91 e 8. o certo é que as empresas continuarão com a obrigatoriedade do SAT. 9. a Portaria nº.213/91. a Lei nº. Assim. Outra discussão a ser feita é se continuará um SAT indenizatório tão somente. O primeiro período. Em 1999. iniciou-se em 1919 com a criação do SAT e foi até 1967.23 Portanto. altera a NR-5. Independentemente se ficará com o setor privado. mudando bastante a antiga redação. altera os dispositivos das Leis nº. República. 8. necessitando de regulamentação pelo Congresso Nacional. a ABNT edita a norma NBR-14. Em 1998. quando a cobertura do acidente do trabalho seria atendida unicamente pelo Estado. ou se haverá incentivos ou mesmo isenção para as empresas que conseguirem a redução dos acidentes do trabalho. quando o SAT passou a ser de responsabilidade estatal. o terceiro período da Legislação Brasileira relativo ao SAT – Seguro de Acidentes do Trabalho. de 23 de fevereiro. através da Portaria nº. o que até hoje não foi feito.

Em 2000. 6. Em 2001. Em 7 de abril de 2000 é publicada no Diário Oficial da União a proposta de alteração da NR-4. que trata da Política Nacional De Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências. de 24 de outubro. da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. da Presidência da República. edita a Portaria No. de 1975. através da Resolução nº. através do Gabinete do Ministro. a ser seguida pelo setor de saúde. . sobre aposentadoria especial.597. do INSS. o grupo tripartite continua a discutir essa alteração. 737/GM. de 5 de fevereiro. são promulgadas a convenção 182 e a Recomendação 190 da OIT. é estabelecida a proibição do trabalho do menor de 18 anos nas atividades constantes do anexo dessa Portaria. 42. 3. são disciplinados procedimentos a serem adotados quanto ao enquadramento. 176. através da Portaria nº. que foram concluídas em Genebra. Estabelece uma nítida diferença entre acidente e lesão e entre acidente e acidentado. é publicada a “Orientação Técnica sobre Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior em Ambientes Climatizados Artificialmente de Uso Público e Coletivo”. sobre proibição das piores formas de trabalho infantil e ação imediata para sua eliminação. na Suiça. o Ministério da Saúde. do Ministério da Saúde. Até julho de 2001. em 17 de junho de 1999. de 12 de setembro. Em 2000. do Ministério do Trabalho e Emprego. de 22 de janeiro. da Secretaria de Inspeção do trabalho. Em 2001.24 cadastro de acidentes. ou seja. conversão e comprovação do exercício de atividade especial. através do Decreto nº. Em 16 de maio de 2001. através da Instrução Normativa nº.

25 A história da proteção legal ao trabalhador contra acidentes e doenças ocupacionais no Brasil é mais recente. 1998). 1. Lamentavelmente. que não deixe dúvidas quanto aos termos empregados. . tendo em vista a sua prevenção por períodos comparavelmente extensos. Do ponto de vista técnico. no Brasil. seu sentido preciso e inter-relacionamento” (HAMMER in PIZA. Pode até mesmo ocorrer a morte do trabalhador. em resposta à necessidade urgente de diminuição das estatísticas. Qualquer discussão sobre riscos ou análise de riscos deve ser precedida de uma explicação da terminologia. em comparação aos países mais desenvolvidos. é particularmente frustrante tal condição. na resolução de problemas. isto é.3 – TERMOS E DEFINIÇÕES “Acidentes ocorrem desde tempos imemoriais. Na verdade. pois da mesma resultam desvios e vícios de comunicação e compreensão. ela vem se desenvolvendo ao longo dos últimos cinqüenta anos e num ritmo acelerado. no horário regulamentar. que possuem uma trajetória de industrialização que se iniciou muito antes que no Brasil. que são uma verdadeira tragédia nacional. ACIDENTE COM AFASTAMENTO: é o acidente em que o acidentado sofre uma incapacidade temporária ou permanente que o impossibilita de retornar ao trabalho no mesmo dia ou no dia seguinte ao acontecido. que podem se adicionar às dificuldades. Os termos (e sua explicação) que foram considerados importantes para este trabalho são: ACIDENTE SEM AFASTAMENTO: é o acidente em que o acidentado pode exercer sua função normal. a terminologia relacionada ainda carece de clareza e precisão. no mesmo dia do acidente ou no dia seguinte. e as pessoas têm se envolvido. Essa colocação nos faz refletir e torna necessária a definição de uma terminologia consistente. apesar de o assunto ter sido discutido continuamente.

26 ACIDENTE DE TRAJETO: é aquele que ocorre no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. As atitudes contrárias aos procedimentos e/ou às normas de segurança que o homem assume podem ou não ser deliberadas. etc. Normalmente. inclusive veículo de propriedade do segurado. CAUSA: é a origem de caráter humano ou material relacionada com o evento catastrófico (acidente) pela materialização de um risco. conforme art. conforme a escola. 21 da Lei 8. ATO INSEGURO: é um termo técnico utilizado em prevenção de acidentes que.P. resultando danos. dependendo da exposição a agentes de riscos fora do limite de . Entendem-se como atos inseguros todos os procedimentos do homem que contrariem as normas de prevenção de acidentes. fazer brincadeiras ou exibição. ingerir bebidas alcoólicas antes ou durante o trabalho. 1998). (Equipamentos de Proteção Individual). não é mais utilizado. ESPECIAL: aposentadoria devida a alguns empregados. porém com o mesmo significado. (PIZA. Exemplos de atos inseguros: não seguir normas de segurança. o homem deve estar sendo impelido por problemas psicossociais. quando essas atitudes não são propositais. Atualmente. Os profissionais preferem descrever o ato inseguro cometido. APOSENTADORIA tolerância. possui definições diferentes. não inspecionar máquinas e equipamentos com que vai trabalhar. É equiparado ao acidente do trabalho. o termo “ato inseguro”. o que facilita em muito a análise dos acidentes. não usar E. usar caixotes como escada. aos invés de generalizá-lo. em investigações de acidentes.I. qualquer que seja o meio de locomoção.213/91.

213/91. ou o dia em que for realizado o diagnóstico. sendo: 1 via para o Empregado 1 via para a Empresa 1 via para o Sindicato da categoria 3 vias para o INSS. a entidade sindical competente. A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e. sediada em Fortaleza – Ceará. de imediato. seus dependentes.gov. Considera-se como dia do acidente.T. 1 retida para o INSS 1 enviada pelo INSS para o Ministério do Trabalho 1 enviada pelo INSS para o Ministério da Saúde OBS.: 1) Em Sobral. em caso de morte. a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual. bem como para fins estatísticos oficiais. o INSS faz a caracterização do acidente do trabalho ou doença ocupacional ou acidente de trajeto. Na falta de comunicação por parte da empresa. sob pena de multa. . arquivo capturado em 06 de maio de 2001). que é subordinada à Delegacia Regional do Trabalho – D.br . à autoridade competente. é um documento obrigatório. o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública.27 COMUNICAÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO . mesmo no caso em que não haja afastamento do trabalho. ou o dia da segregação compulsória.mpas. que deve ser preenchido quando da ocorrência de um acidente do trabalho ou de uma doença ocupacional.R. 2) Com base nos dados fornecidos pela CAT. valendo para este efeito o que ocorrer primeiro. não prevalecendo nestes casos o prazo acima previsto. devendo ser encaminhado à Previdência Social e se destina ao registro do tratamento médico do acidentado. 3) Os procedimentos para emissão da CAT variam conforme as instruções de cada posto da Previdência Social. o Ministério do Trabalho é representado pela Subdelegacia do Trabalho de Sobral. site: http://www. A CAT é composta por 6 vias (de acordo com pesquisa na INTERNET.CAT: conforme a Lei 8. no caso de doença profissional ou do trabalho.. podem formalizá-lo o próprio acidentado.

representadas pelo meio ambiente existente. que as Condições Inseguras existentes são. portanto. Possui como característica uma ação lenta e . podemos deduzir que foram instaladas por decisão e/ou mau comportamento de pessoas que permitiram o desenvolvimento de situações de risco àqueles que lá executavam suas atividades. DANO: é a severidade da lesão. que podem resultar se o controle sobre um risco é perdido. instalações elétricas precárias. iluminação inadequada. independente do seu nível hierárquico dentro da empresa” (PIZA. via de regra. desencadeada pelo exercício do trabalho. bem como treinamentos específicos recebidos. Conclui-se. • condições de insegurança ou condições inseguras: quando as circunstâncias externas de que dependem as pessoas para realizar seu trabalho são incompatíveis com ou contrárias às Normas de Segurança e Prevenção de Acidentes. produzida ou processos produtivos desenvolvidos. 1997). DOENÇA OCUPACIONAL: doença adquirida.28 CONDIÇÕES DE TRABALHO: são as circunstâncias postas à disposição dos trabalhadores para a realização de suas atividades laborais. Exemplos: piso escorregadio. Pode ser uma doença profissional ou uma doença do trabalho. etc. funcional ou econômica. Normalmente são classificados em: • condições de segurança: quando as situações em que os trabalhos são realizados estão livres da probabilidade da ocorrência de acidentes. “Como essas condições estão nos locais de trabalho. 1998). (PIZA. falta de ordem e limpeza. máquinas e equipamentos. geradas por problemas comportamentais do homem. Informações básicas sobre saúde e segurança no trabalho. ou perda física.

que é um infortúnio com conseqüências imediatas. DOENÇA PROFISSIONAL: equiparada ao acidente do trabalho que. podendo ser representados por proteções das máquinas e equipamentos. Dividem-se normalmente em: A – Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC: são dispositivos utilizados no ambiente laboral destinados à proteção de grupos de trabalhadores contra a ocorrência de acidentes do trabalho ou doenças profissionais.213/91. Por força da legislação. define como sendo aquela “adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. conforme explicita o Inciso I do Artigo 20. da Lei 8. Silicose. por exemplo. A sua atuação é na prevenção de acidentes do trabalho. DOENÇA DO TRABALHO: o Inciso II do artigo 20. LER (Lesão por Esforços Repetitivos). diferentemente do acidente do trabalho. é “produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social”. da Lei 8.29 paulatina. ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO: é a ciência dedicada à preservação da integridade física e da saúde do trabalhador realizando a prevenção de acidentes através da análise de riscos dos locais de trabalho e das operações neles realizadas. quantificar os agentes existentes no ambiente de trabalho que servirá para subsidiar o estudo do risco a que se expõem os trabalhadores. Asbestose. E de sua competência. DORT (Doença Osteomuscular Relativa ao Trabalho). etc. Exemplos: PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído). são equiparados. Bissinose. barreiras e . EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO CONTRA ACIDENTES: representam todos os dispositivos empregados com a finalidade de se evitar a ocorrência de acidentes do trabalho ou minimizar os seus efeitos.213/91. constante da relação mencionada no inciso I”.

É aquele em que o acidentado. . O Quadro I da Norma Regulamentadora NR-4 do Ministério do Trabalho e Emprego traz o Grau de Risco por tipo de atividade econômica. dependendo da atividade da empresa. detectores de gases e fumaças. maior o seu grau de risco. depois de algum tempo afastado do serviço devido ao acidente. perda de um dos dedos. guarda-corpos. o avental. executando as suas funções normalmente. constante da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE. etc. os calçados de proteção contra riscos de origem mecânica. podendo ser destinados à parte específica do corpo ou do corpo inteiro. cones de advertência. nunca superior a um ano. HIGIENE OCUPACIONAL: é a ciência dedicada à atuação na prevenção técnica das doenças profissionais. B – Equipamentos de Proteção Individual – EPI: são dispositivos utilizados pelos trabalhadores para proteção da sua saúde e de sua integridade física no ambiente laboral. da capacidade de trabalho em razão de um acidente. Exemplos: perda de um dos olhos. o trabalhador sofre redução parcial e permanente da sua capacidade laborativa. etc. o capacete de segurança. volta à empresa. como fazia antes do ocorrido. Como exemplos de EPIs podem ser citados: as luvas de raspa de couro. quanto mais a atividade econômica oferece riscos que podem proporcionar doença ou acidente do trabalho. através do estudo dos agentes ambientais existentes no ambiente de trabalho. etc. INCAPACIDADE PARCIAL PERMANENTE: é a diminuição. INCAPACIDADE TEMPORÁRIA: é a perda total da capacidade de trabalho por um período limitado de tempo. Neste caso.30 sinalizadores. corrimões. por toda a vida. Significa que. GRAU DE RISCO: o grau de risco de uma empresa é um número que varia de 1 a 4. exaustores. os óculos contra as radiações ultravioletas.

o estudo dos produtos existentes no ambiente de trabalho. como. . MORTALIDADE: conjunto de mortes ocorridas num espaço de tempo. é a relação entre números de mortos e de pessoas sãs. NÍVEL DE RISCO: expressa a probabilidade de possíveis danos dentro de um período específico de tempo ou número de ciclos operacionais. não podendo exercê-la em nenhuma função. pontes. OBS. Relação. para todas as moléstias em conjunto ou para cada uma delas em particular.: A diferença entre morbidade e mortalidade é que morbidade se refere ao número de doentes e mortalidade ao número de mortos. por exemplo. barragens. etc. Pode ser indicado pela probabilidade de um acidente multiplicada pelo dano em reais. edifícios. demolição. entre o número de mortos e o de habitantes. em determinado agrupamento humano. 1998). Portanto. MEDICINA DO TRABALHO: é a ciência dedicada à atuação no indivíduo através de ações predominantemente preventivas. casas. com o objetivo de avaliar o poder que estes possuem de contaminar ou provocar doenças nos trabalhadores. INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO . é a relação entre os números de doentes e sãos. reparos e manutenção de empreendimentos como: usinas.É o conjunto das atividades de construção. MORBIDADE: relação entre o número de casos de moléstias e o número de habitantes de um dado lugar e momento. indústrias. estradas. vidas ou unidades operacionais (PIZA. É quando o acidentado perde a capacidade total para o trabalho.31 INCAPACIDADE TOTAL E PERMANENTE: é a invalidez incurável para o trabalho. Portanto.

Portanto. Por exemplo: risco é um transformador de energia em operação. Havendo um risco. Portanto. RISCO: é a situação em potencial que indica a possibilidade ou a probabilidade de ocorrências indesejáveis que causem danos aos trabalhadores. é uma situação potencial que pode causar danos. dentre outras: a Engenharia de Segurança do Trabalho. Um risco pode estar presente. SEGURANÇA: é freqüentemente definida como “isenção de riscos”. enquanto perigo é uma subestação toda protegida. ao patrimônio ou ao meio ambiente.32 PERIGO: é a situação em potencial que indica a possibilidade ou a probabilidade de ocorrências indesejáveis de conseqüências graves aos trabalhadores. persistem as possibilidades de efeitos adversos. com o potencial necessário para causar danos. SAÚDE OCUPACIONAL: é a ciência do ramo da saúde pública que dedica atenção à saúde e à segurança do trabalhador no seu ambiente laboral. perdas de material em processo ou redução da capacidade de desempenho de uma função predeterminada. PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO: representa todos os procedimentos e comportamentos adotados no sentido de se evitar a ocorrência de acidentes do trabalho. a Higiene Ocupacional e a Medicina do Trabalho. mas pode haver baixo nível de perigo pelas precauções tomadas. São citadas como ciências correlatas. danos a equipamentos ou estruturas. é praticamente impossível a eliminação completa de todos os . Expressa a exposição relativa a um risco que favorece a sua materialização em danos. é a situação potencial que pode causar conseqüências graves. ao patrimônio ou ao meio ambiente. risco é uma ou mais condições de uma variável. Segundo PIZA (1998). Esses danos podem ser entendidos como lesões a pessoas. Entretanto. através de ações predominantemente preventivas contra a ocorrência de acidentes ou doenças no trabalhador.

sem consulta prévia à sociedade. Recentemente foi lançada a Portaria no. Por exemplo. o Estado adotaria a seguinte atitude ao legislar sobre Segurança e Saúde no Trabalho: propõe uma norma ou texto técnico. Segurança é. A partir de 1996. portanto. quando o Ministério do Trabalho deixou de legislar somente nos gabinetes e passou a ouvir a sociedade. impor legislações e normas regulamentadoras. o que é seu papel. SSST/MTb No 393/96.A PARTICIPAÇÃO DO GOVERNO NA PREVENÇÃO DOS ACIDENTES São incontestáveis os avanços conseguidos na área de Segurança e Saúde do Trabalhador. de 6 de abril de 2000. Hoje. o Estado definiria a questão. 1. de onde devem partir as diretrizes para orientar a sociedade como um todo na prevenção dos acidentes do trabalho. mesmo contrariando alguma parte. SÚMULAS: São manifestações interpretativas que revelam a opinião dominante nos tribunais superiores. ou seja. só trazia desgastes e pouca eficácia no combate aos acidentes. É o antônimo de perigo (PIZA. então criada com essa Portaria. um compromisso acerca de uma relativa proteção da exposição a riscos. Mas esses avanços foram acelerados. propondo revisão da NR-4 (SESMT). publica no Diário Oficial da União e dá um prazo de 90 dias para a sociedade se manifestar.33 riscos. com a publicação da Portaria do Ministério do Trabalho.4 . A nível federal. de 09 de abril de 19996. indicaria um GTT (Grupo de Trabalho Tripartite) para analisar as sugestões. 10. está . as normas são revisadas com divulgação prévia através de portarias e com prazo para remessa de sugestões ao Ministério do Trabalho. revisada recentemente. apresentando sugestões. que ficou conhecida como Norma Regulamentadora número zero (NR-0). Se não houvesse consenso. A CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente). passou dois anos e meio para ser aprovada. como cultural. 1998). tanto no aspecto sócio-econômico. a NR-5 (que trata sobre CIPA).

é “Reconstrução do Modelo de Organização do . Sistema Integrado de Segurança e Saúde no Trabalho”. visando atingir as metas de redução dos acidentes. As centrais sindicais valorizam esse fórum de discussão e decisão. Confederação Nacional dos Transportes – CNT e Confederação Nacional das Instituições Financeiras – CNIF). Por exemplo. A CUT – Central Única dos Trabalhadores. ou seja.34 havendo sinais. por exemplo. do Ministério do Trabalho. composta por 6 representantes dos empregadores (Confederação Nacional das Indústrias – CNI. por exemplo. O movimento sindical tinha como reivindicação antiga participar do processo de elaboração e revisão da regulamentação na área de segurança e saúde no trabalho. Saúde e Previdência e Assistência Social). doenças e da melhoria da qualidade de vida no trabalho. está como gerente em 2 projetos do PBQP – Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade. a criação de GTT – Grupos de Trabalhos Tripartite. O Projeto nº 1. onde ocorre a negociação entre trabalhadores. Confederação Geral dos Trabalhadores – CGT e SDS) e 6 representantes do governo (Ministério do Trabalho e Emprego. para estudo e consolidação das sugestões apresentadas pela sociedade quanto à revisão das Normas Regulamentadoras e às CTPP – Comissão Tripartite Paritária Permanente. a nosso ver. tendo-se tornado um pólo democrático de troca de experiências e disseminação de informação. Seu funcionamento requer melhorias. as propostas levadas pelos representantes da classe trabalhadora muitas vezes são combatidas por governo e empregador. Mas de qualquer forma é um avanço. pois. Confederação Nacional da Agricultura – CNA. Confederação Nacional do Comércio – CNC. governo e empregadores. CUT. pelo que se sabe. A CTTP é uma comissão tripartite com organização nacional. no jogo de interesses há uma tendência de governo e empregador votarem juntos. de que podemos ter fóruns para discussão dos problemas de segurança e saúde do trabalhador. 6 representantes trabalhadores (Força Sindical.

Em nível estadual. através do Serviço de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST). que é . em todo território nacional. Os projetos do PBQP são coordenados também pela CTPP. O DSST – Departamento de Segurança e Saúde do Trabalhador. é o órgão de âmbito nacional para coordenar. No caso do Ceará. quanto ao risco no trabalho. Capítulo V) foi os mesmos mecanismos. estão estabelecidos no artigo 7º da Constituição de 1988. cada vez maior. A influência do Estado na prevenção dos acidentes do trabalho. no decorrer do tempo. Os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. essa fiscalização é executada pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT). enquanto a legislação ordinária está contida na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT – e em legislação complementar. pois a Segurança e Saúde do Trabalho são assuntos em pauta. inclusive a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares. gerando conflitos negativos entre empregados e empregadores. Ministério da Saúde e Ministério da Previdência e Assistência Social. a DRT fica localizada em Fortaleza.35 O GTT da CIPA (NR 5) foi constituído a partir da CTPP. responsável por essa fiscalização. A redação atual do capítulo da CLT que abrange a segurança e a saúde dos trabalhadores (Título II. No entanto. principalmente a nível federal. além de uma base estatística sobre acidentes e doenças do trabalho ainda muita frágil. E assim. orientar. Em Sobral. tem se tornado. pouco colaborando no que interessa. Acreditamos que assim deva ser. existe a Subdelegacia do Trabalho. mas não utilizam prevenir. mas relativamente novos no Brasil. que legislam na área de Segurança e Saúde. notamos que praticamente não existe integração entre as ações dos Ministérios do Trabalho e Emprego. hoje. sendo obrigação do Estado realizar este papel. controlar e supervisionar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho. uma integração entre os diversos segmentos se faz necessária.

são burladas por patrões e empregados”.514. através da Portaria No. Em 8 de junho de 1978. foram aprovadas as Normas Regulamentadoras Rurais (NRR).36 estabelecida pela Lei No. Recentemente. cobrando das instituições responsáveis uma atuação mais eficaz na redução dos acidentes do trabalho. 3. ficou estabelecido que compete ao SUS – Sistema Único de Saúde – executar as ações de saúde do trabalhador. porque se trata de questão de interesse nacional. O Estado tem uma responsabilidade muita grande na prevenção dos acidentes do trabalho. quando isso representar risco de queda para o trabalhador. onde a sociedade é diretamente afetada e onde está em questão a preservação de vidas humanas. de 22 de dezembro de 1977. edição de 12 de julho de 2001. através da Portaria No.214. e se estende do artigo 154 ao 201. Em 12 de abril de 1988. mesmo que esporadicamente. aprovou as Normas Regulamentadoras (NR) relativas à segurança e medicina do trabalho. . Na Constituição Brasileira de 1988. Diz a matéria: “Mesmo com exaustivas campanhas. está estampada a manchete: “Acidentes de trabalho ainda são freqüentes no Ceará”. A mídia. vem dando sua contribuição. A prova disso é o número de acidentes fatais. 6.067. Normas como a obrigatoriedade do cinto de segurança tipo pára–quedista para atividades a mais de dois metros do piso. página 13. no seu artigo 200. 3. no jornal Diário do Nordeste. seis na construção civil e sete no setor elétrico somente este ano no Ceará. a segurança no trabalho vem sendo negligenciada a todo momento. o Ministério do Trabalho. caderno A.

que interfere no desenvolvimento normal de uma tarefa e que pode causar: perda de tempo e/ou danos materiais ou ambientais e/ou lesões físicas até a morte ou doenças nos trabalhadores. de 24 de julho de 1991. determina. informa que é responsabilidade do empregador contratar.37 Em seguida.213. podendo. a matéria menciona que os construtores reclamam que os operários se recusam a utilizar os EPIs. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda. inesperada ou não programada. em seu capítulo II. Lei Básica da Previdência Social. Seção I. suspensão e demissão por justa causa. artigo 19. mas a própria reportagem. que “acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do artigo 11 desta Lei. ou ainda a redução. enquanto no segundo conceito são . em caso de recusa do empregado. 2. ou as três coisas simultaneamente. ao inquerir a DRT. permanente ou temporária da capacidade para o trabalho”. recorrer a uma advertência escrita. A diferença entre os conceitos acima reside no fato de que no primeiro é necessário haver lesão física. ACIDENTE DO TRABALHO – Conceito Prevencionista: É toda ocorrência indesejável.ACIDENTE DE TRABALHO SOB OS ASPECTOS TÉCNICO E LEGAL ACIDENTE DO TRABALHO – Conceito Legal: O conceito definido pela lei 8. treinar e exigir o uso dos Equipamentos de Proteção Individual.0 .

de Dias Perdidos + Dias Debitados ) X 1. de 27.500 2.000 6.200 Perda da perna acima do joelho Perda da perna no joelho ou abaixo dele Perda do pé Perda do pododátilo (dedo grande) ou de dois outros ou mais pododátilos (dedos do pé) 25 33 ½ 40 75 50 40 6 1. quirodátilo (polegar) e qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda 1º.400 4.000.400 300 .000 6.000 I A G = -------------------------------------------------------------------------------------Total de homens-horas trabalhadas (Portaria No.500 3.000 2. quirodátilo (polegar) Perda de qualquer outro quirodátilo (dedo) Perda de dois outros quirodátilos (dedos) Perda de três outros quirodátilos (dedos) Perda de quatro outros quirodátilos (dedos) Perda 1º. quirodátilo (polegar) e três outros quirodátilos (dedos) Perda 1º.000 T F = ---------------------------------------------------------Total de homens-horas trabalhadas ÍNDICE DE AVALIAÇÃO DA GRAVIDADE: (No.000 2. além da lesão física. quirodátilo (polegar) e dois outros quirodátilos (dedos) Perda 1º.500 3. TAXA DE FREQUÊNCA: No. a perda de tempo e os danos materiais ou as três coisas simultaneamente.500 3.800 1.000 1.38 levados em consideração.800 4. 33.000 600 300 750 1.1983 do M T E) QUADRO 1-A TABELA DE DIAS DEBITADOS Natureza Avaliação Percentual Dias Debitados Morte Incapacidade total e permanente Perda da visão de ambos os olhos Perda da visão de um olho Perda do braço acima do cotovelo Perda do braço abaixo do cotovelo Perda da mão Perda 1º. de Acidentes X 1.000.10.quirodátilo (polegar) e quatro outros quirodátilos (dedos) 100 100 100 30 75 60 50 10 5 12 ½ 20 30 20 6.200 1.

.2 . . terremoto.Acidente material e pessoal. 2. por inundação. .Acidente com incapacidade permanente: TOTAL .CONSEQÜÊNCIAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO = mais de 75% da capacidade laborativa.000 2. .Acidente material sem danos.Acidente típico. . .Doença Ocupacional QUANTO AOS DANOS E LESÕES . pododátilo (dedo grande) de ambos os pés Perda de qualquer outro pododátilo (dedo do pé) Perda da audição de um ouvido Perda da audição de ambos os ouvidos 10 0 10 50 600 0 600 3.1 .Acidente pessoal com lesão. maremoto etc.Morte. PARCIAL = até 74% da capacidade laborativa. .Acidente sem afastamento (retorno ao trabalho até o horário normal do início da jornada no dia seguinte). .Acidente com incapacidade temporária (nunca superior a 1 ano). podendo ser o acidente pessoal ou o acidente impessoal.Acidente pessoal sem lesão.Acidente com afastamento.Acidente material com danos. QUANTO AO AFASTAMENTO . o imprevisível por exemplo.CLASSIFICAÇÃO DOS ACIDENTES DO TRABALHO QUANTO À NATUREZA .Acidente de trajeto. . ou seja. QUANTO À INCAPACIDADE PARA O TRABALHO .39 Perda 1º.

perda de lucros por serviços paralisados / interrompidos. ferramentas. visto que o auxílio – salário. doença do INSS corresponde a 91% do seu impossibilidade de realizar horas extras. pagamento do salário do acidentado nos primeiros 15 dais sem o funcionário produzir. etc. prejuízos morais. ferimentos. contusões. • para a Empresa: gastos com primeiros socorros e transporte do acidentado. conseqüências dos acidentes do trabalho. podem ser: Humanas: lesão imediata (ex. Tempo: paralisação do processo produtivo. diminuição da eficiência do acidentado ao retornar ao trabalho.). mesmo após meses ou anos de ocorrido o acidente. etc.).40 Os Acidentes do Trabalho só trazem prejuízos. morte. tendinites. lesão mediata (ex. silicose. salários pagos a outros trabalhadores. seqüelas ou invalidez. despesas com treinamento do substituto. Os empregados. cortes. que poderá causar possível descontentamento dos clientes ou multas contratuais. governo. doenças. lombalgias.). salários adicionais pagos por trabalhos de horas extras em razão do acidente. nenhum benefício.). incapacidade para o trabalho. danificação ou perda de máquinas. que é o legítimo representante da nação. desamparo para a família. os atores sociais sabem dessa realidade. tempo perdido no trabalho. As perdas. matéria – prima. máquinas. O que falta é conscientização. enfim. traumas psicológicos.: surdez. etc. quando afastado por mais de 15 dias. instalações.: queimaduras. atraso na prestação de serviços ou na produção. As conseqüências dos acidentes podem ser: • para o Trabalhador: sofrimento físico (dor. redução do seu salário. equipamentos. distúrbios familiares. empregadores. tempo perdido para substituição do acidentado e para comentar o fato. Materiais: matéria-prima. profissionais de segurança e saúde do trabalho. etc. reflexos negativos no ambiente de trabalho. na hora do acidente e após o mesmo. etc. diminuição da produtividade dos . para a análise do acidente por parte da CIPA e do SESMT.

pagamentos de benefícios ao trabalhador acidentado ou a seus dependentes. “espantam” os consumidores. Assim. ferramentas ou outro objeto. • para a Nação: perda temporária ou permanente de elementos produtivos. quatro coisas são necessárias: a) o indivíduo. um acidente pode envolver várias atividades. atraem a atenção das autoridades que têm a responsabilidade de zelar pelo cumprimento dos padrões de segurança. aumento do custo de vida. acúmulo de encargos assumidos pela Previdência Social. peças. . máquinas. problemas com o sindicato. prejuízos para a imagem da empresa perante a sociedade. equipamentos. despesas médicas. Isso se dá particularmente no caso de trabalho em equipe (BINDER et al. desde que elas estejam estreitamente ligadas. Então. dependência do INSS. d) o meio (meio ambiente de trabalho). uma oficina ou um canteiro de obras). hospitalares e farmacêuticas.CAUSAS DOS ACIDENTES DO TRABALHO Um indivíduo é lesionado ou lesiona outro durante a execução de uma tarefa com certo material em determinado ambiente (meio). composto dos quatro elementos. auxílio–acidente. problemas com a família. ou componentes: indivíduo-tarefa-materialmeio. define uma unidade de análise denominada atividade. aposentadoria por invalidez e pensão por morte. 1996).41 trabalhadores devido ao imposto emocional (risco psicológico). se necessários. b) a tarefa (atitudes do indivíduo). possíveis aumentos das taxas de seguros e impostos para cobrir os gastos do governo. e a cada indivíduo corresponde uma atividade. c) o material (matéria-prima. para que ocorra um acidente. problemas com o meio ambiente. O conjunto. 2.doença. despesas com reabilitação profissional através de fisioterapia e equipamentos.3 . A atividade corresponde à parte do trabalho desenvolvida por um indivíduo no sistema de produção considerado (uma fábrica. produtos. como: auxílio .

Tecnicamente. mas manteve as três causas de acidentes: fator pessoal de insegurança (causa relativa ao comportamento humano. quando a Portaria nº 5 do Ministério do Trabalho. Em fevereiro de 1999. existem vários aspectos que decorrem dessas causas. 2001). preocupações com necessidade sociais. a ABNT cancelou e substituiu a NB-18 pela NBR 14. na maior parte das vezes.280. que pode levar à ocorrência do acidente ou à prática do ato inseguro). já substituída. que é o nome dado às falhas humanas decorrentes. permitindo que ele cometa atos inseguros. Mas poderíamos dizer que o acidente ocorre como resultado da soma das condições inseguras e dos atos inseguros. dependências químicas. de acordo com a Norma Brasileira NB-18 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). de problemas de ordem psicológica (depressão. contrariando preceito de segurança. pode causar ou favorecer a ocorrência do acidente) e condição ambiente de insegurança (condição ambiente do meio que causou o acidente ou contribuiu para sua ocorrência) (CAMPOS. principalmente depois de estudiosos americanos terem analisado 75. congênitos ou de formação cultural que alteram o comportamento do trabalhador. De acordo com a NB-18. introduziu a metodologia da árvore de causas. durante muito tempo as causas de acidentes eram tão somente atos inseguros ou condições inseguras. condições inseguras e o fator pessoal de insegurança. A partir de 1994. é que o uso do termo . excitação.000 acidentes industriais e concluído que 88% estavam ligados a fatores humanos e 10% a fatores materiais. existiam três causas de acidentes: atos inseguros. em que ambos são oriundos de aspectos psicossociais denominados Fatores Pessoais de Insegurança. social (problemas de relacionamento.42 No Brasil. que leva à prática do ato inseguro. neuroses. às condições ambientais (CAMPOS. 2001). ou seja. tensão. etc). educação. ou fator pessoal – causa relativa ao comportamento humano. relativo à CIPA. ato inseguro (ação ou omissão que. etc).

origem administrativa e. Constatar “ato inseguro” sempre foi um meio. sistema de recompensa inadequado. O ato inseguro não deixou de existir. os profissionais envolvidos não devem utilizar os termos atos inseguros ou condições inseguras. Informações básicas sobre saúde e segurança no trabalho. mas descrever o risco sem que haja essa necessidade de classificação (PIZA. segurança não é prioridade. Afinal. Segundo CAMPOS (2001). as causas gerenciais existem porque segurança deve ser encarada de forma sistêmica contingencial. não procurem classificá-los em atos inseguros ou condições inseguras. no Brasil. As imediatas são o ato inseguro e as condições inseguras. procurar falhas no processo de trabalho e não identificar se o acidente foi causado por um ato inseguro ou por condições inseguras. métodos ou procedimentos inadequados (CAMPOS. de se achar um culpado pelo acidente (CAMPOS. falhas de engenharia (projeto e construção). Ou seja. durante uma investigação e análise de acidentes. na busca das causas dos acidentes. 1997). causas básicas (ou raiz) e. tais como acidentes ou doenças ocupacionais. Exemplos de causas básicas: falta de conhecimento ou de treinamento. quando corrigidas. 2001). ou seja. mas ela faz parte do negócio da empresa. falta de reforço em práticas seguras. posto de trabalho inadequado. compra de equipamentos de qualidade duvidosa. pois ela não acaba nunca. previnem por um longo período um acidente similar. 2001). uso de equipamento de proteção individual inadequado. portanto. e neste existem muitas variáveis. causas gerenciais. principalmente. Ele é a ponta do processo. alguns autores falam em “atos inadequados”. se ações . Hoje. dentre outras terminologias. Todo acidente tem causas imediatas. As básicas têm. Em outras palavras. Por essa razão é que.43 “ato inseguro” ficou obsoleto. em geral. sempre pronto para prever ou atender eventos indesejáveis. Deve-se. como conjunto ordenado de meios de ação visando um resultado. verificações e programas de manutenção inadequados.

Está nas mãos do homem a redução dos infortúnios. são causas inequívocas dos acidentes do trabalho e doenças do trabalho.CUSTOS DOS ACIDENTES DO TRABALHO São compostos por: Custo Direto (ou Custo Segurado): são: o SAT – Seguro de Acidentes do Trabalho. transformando-o num mero coadjuvante e. na maioria das vezes. pelo falta de conhecimento ou de treinamento necessário para realização das tarefas. a introdução de novas tecnologias traz. como despesas médicas. não só através de atitudes individuais. as quais visam a proteção da integridade física do trabalhador no desempenho de suas atividades. ou seja. A globalização. deixando-o exposto aos riscos que. em detrimento do próprio homem e do meio ambiente. a diminuição do tempo entre a concepção do produto e a sua colocação no mercado como necessidade capitalista de competitividade. 2001). despesas ligadas diretamente ao acidente. Somem-se ao descumprimento das normas a falta de fiscalização e a pouca conscientização do empresariado (VENDRAME.44 gerenciais que possam prever ou atender eventos indesejáveis não existem na empresa. Vale ressaltar que a maioria dos acidentes do trabalho ocorrem não por falta de legislação. o aumento da competição. então fatalmente há causas de acidentes ou doenças ocupacionais. hospitalares e farmacêuticas com a recuperação do acidentado. pagamento do . a aceleração da produção. A corrida capitalista por maiores lucros direciona os esforços para o componente que a curto prazo traz maior retorno: a criação de novas tecnologias. enquanto não for possível eliminá-lo do processo. esquecendo o homem ou procurando diminuir a sua interferência no processo produtivo. a conseqüente redução do tempo do processo produtivo. mas devido ao não cumprimento das normas de segurança. 2. mas também por uma solução coletiva de mudanças das regras do sistema capitalista que impera no mundo de hoje.4 . como também o controle de perdas.

médio ou grave. demonstrando assim que apenas pequena parcela dos prejuízos com acidentes são reembolsáveis pelas empresas. horas extras pagas a outros funcionários. dependendo do risco de acidente que a empresa oferece. etc. ou seja. Esta relação. H. danos materiais. É de responsabilidade exclusiva do empregador. etc. W. Ainda nessa época. despesas com a investigação do acidente. despesas com treinamento do substituto. Em outras palavras. Heinrich enunciou. respectivamente. 2% ou 3%.45 salário relativo aos primeiros 15 dias após o acidente. O SAT representa uma alíquota incidente na folha de salários da empresa em valores de 1% . em 1931. a relação 4 : 1 entre os custos não segurados (indiretos) e segurados (diretos) de um acidente. em 1930. que contra . dependendo do tipo de empresa. custo que não se manifesta pelo acidente. O Custo Direto é. em sua pesquisa publicada no livro intitulado “Prevenção de acidentes industriais”. salários pagos a outros funcionários no atendimento ao acidentado. correspondem 4 dólares de custo não segurado. outras despesas. in PIZA (1998). em virtude da existência ou não de trabalhadores com direito à aposentadoria especial. assistência à família. é baseada no fato de que a cada dólar gasto com indenização e assistência às vítimas do acidente (custo segurado). relativo aos pequenos acidentes. Custo Indireto (ou Custo Não Segurado): despesas não atribuídas aos acidentes. como: salário pago ao acidentado não coberto pelo INSS. HEINRICH. como transporte do acidentado. perda de lucros. representado por contribuições e seguro de acidentes do trabalho – SAT. caracterizado pelo importe pago ao INSS. listado em tabela própria e que foi majorado recentemente para alguns tipos de empresas. evidenciou. para grau leve. enquanto o trabalhador se encontra no ambulatório da empresa. o custo direto é a parcela do custo cuja responsabilidade é de uma empresa seguradora (no caso do Brasil. aceita pelos especialistas. ou seja. não havendo cobertura em tal circunstância. mas sim como conseqüência indireta deste. o INSS) contratada por imposição legal. em grande parte.

como a dificuldade na obtenção de todos os custos associados ao acidente pela fragmentação das informações. chegando à conclusão que contra cada lesão incapacitante ocorriam 100 lesões não incapacitantes e 500 acidentes com danos à propriedade. formou sua teoria de Controle de Danos. calcula .se desta forma: Custo Indireto = 4 x Custo Direto Custo Total do Acidente = Custo Direto + Custo Indireto Custo Total do Acidente = Custo Direto + 4 x Custo Direto Estudos mais recentes apontam para uma relação entre custos indiretos e diretos variando de 8 : 1 até 10 : 1 (PIZA. mas o custo social nem sempre o é.000 acidentes realizada em 1966. Será mais preciso se tiver um inventário permanente e não periódico. 1998). 1998). como também das responsabilidades referentes às conseqüências dos acidentes. No entanto. in PIZA (1998). o custo do acidente é função da característica de cada empresa. Essa estimativa devese ao fato de que o custo privado é sempre mensurável. e deve seguir a convenção da uniformidade ou da consistência dos lançamentos contábeis da empresa. Então. apoiado numa análise de 90.46 cada lesão incapacitante (com afastamento) havia 29 lesões não incapacitantes (sem afastamento) e 300 acidentes sem lesão. o que mostra o alto custo indireto do acidente do trabalho e que não é indenizável. uma sugestão para o cálculo dos custos dos acidentes do trabalho pode ser apresentada conforme segue: Ce = C – i . Na prática. mas com danos à propriedade. já estava provado ao mundo que os acidentes que geram lesões e afastam o trabalhador do ambiente de trabalho para tratamento médico são apenas a ponta do “iceberg” (PIZA.. FRANK BIRD JR. Vários fatores dificultam a exata mensuração dos custos dos acidentes do trabalho. Segundo CICCO (1983).

5 bilhões são gastos pelas empresas. Não nos colocaremos aqui numa posição contrária ou a favor da adoção desse critério de Cicco. 12. onde: C = C1 + C2 + C3 C1 = custo correspondente ao tempo de afastamento (até os primeiros quinze dias) por acidente com lesão. C3 = custos complementares (assistência médica e primeiros socorros) e aos danos à propriedade (outros custos. C2 = custo referente ao reparo e reposição de máquinas. Destes R$20 bilhões. 2. em recente estudo constatou que o Brasil gasta R$ 20 bilhões por ano com acidentes e doenças ocupacionais. professor da Universidade de São Paulo-USP. A parcela “I”. dependemos fundamentalmente da organização interna da empresa. para Cicco (1983). foi incluída apenas para que se identifique o total líquido do custo efetivo dos acidentes.47 Ce = custo efetivo do acidente C = custo do acidente i = indenizações e ressarcimentos recebidos através de seguro ou de terceiros (valor líquido). PASTORE (2001). Portanto.5 bilhões pelas famílias e 5 bilhões pelo governo. equipamentos ou materiais danificados (danos à propriedade). manutenção e lucros cessantes). Vê-se que. como paralisação. mas se constitui numa parcela necessária de financiamento de risco para que a empresa não venha a arcar com o ônus de seu caixa efetivo. pois a redução do número de acidentes passa. antes de tudo. Para determinarmos exatamente as parcelas C2 e C3. mas a transferência de riscos de acidentes a terceiros é um caso a se pensar. enquanto os . pela “melhorias do processo” no âmbito da empresa. que deve ser subtraída das demais. as indenizações e os ressarcimentos recebidos através de seguro ou de terceiros são um coeficiente de segurança econômico que pouco tem a ver com o custo efetivo dos acidentes. é uma fortuna o que se gasta com acidentes.

868 340.581 888. 2.090 acidentes de trabalho . ou 9 por segundo. o mundo gasta 4% do PIB com acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.514 412.859 1.124 991.137.723 1.090 1982 1. dentre outros prejuízos.304 ANO 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 TOTAL 395.343 414.207.322 532.614.465 ANO 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 TOTAL 1.Revista Proteção.077.916. Tais acidentes resultam em 1.211 1.750 1. desestruturação de famílias.696 1. Segundo a OIT .501 1.464. no aumento da produtividade e na melhoria da qualidade dos produtos e processos. estamos mais preocupados em somente arrecadar recursos públicos para cobrir essas despesas.330.627 1. (VENDRAME.187 1.761 1.575 1. os quais na realidade.504.003.820 363.551.455 421.293 388.825 1.743.444.632.796.861 1. 685 mil por dia. se esvaem em indenizações.890 653. Os custos econômicos com acidentes do trabalho estão crescendo aceleradamente.680 503.077 465. 2000).251 393.220. 475 por minuto.523 1.700 499.270. No entanto. No mundo ocorrem cerca de 250 milhões de acidentes ao ano. 2006. perda de capital humano. INSS registra 653.115 961.071 399.5 – ESTATÍSTICA DE ACIDENTES NO BRASIL Tabela – Número de acidentes ocorridos no Brasil ANO 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 TOTAL 1.137 Fonte: Anuário Brasileiro de Proteção .341 387. perda de competitividade.443 693.472 1995 424.572 632. ou seja.111 1.1 milhão de mortes por ano.48 investimentos na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais refletem diretamente na redução do custo com acidentes.178.

34% dos segurados que tiveram um acidente de trabalho em 2007.000 0 ANO . Os demais foram identificados pelo instituto por meio de um dos nexos (exames que relacionam as causas de doenças e acidentes do trabalho). 78. a estatística da Previdência aponta uma alta de 27.000.000 1.A Previdência registrou. Os homens representam 73. porém. no ano passado.785 decorrentes da atividade do acidentado.564 ocorridos no trajeto entre a casa e o local de trabalho e 20.000 No. Considerando-se o número total de acidentes em 2007 (653 mil).000 500.090 acidentes de trabalho.500. 21. sendo 414.786 por doença profissional característica do trabalho executado.000 1. As empresas. Gráfico – Número de acidentes ocorridos no Brasil NÚMERO ACIDENTES POR ANO 2. Antes. elas eram feitas apenas com base nas informações passadas pelas empresas.000. comunicaram ao INSS 514.49 Fonte: Agora Brasília/DF .28% a menos.135 desses acidentes – ou seja.500. 653. Os nexos foram criados no ano passado justamente para um controle mais rigoroso sobre os acidentes de trabalho e para tornar as estatísticas mais confiáveis.5% em relação a 2006. ACIDENTES 2.

que produzirá efeitos a partir de janeiro de 2009. Esse valor será multiplicado pelo percentual do SAT gerado a partir do segmento econômico. Isso porque elas já puderam entre 31 de novembro e 3 de janeiro de 2008 contestar o FAP. O resultado é a taxa do SAT a ser paga por cada empresa. Esse é mais um passo para consolidação do NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico) no país.Somafoto A Receita Federal do Brasil e o Ministério da Previdência divulgam a partir de 1° de setembro o FAP (Fator Acidentário Previdenciário) de cada empresa.50 2. a chamada alíquota nominal.6 . . que foi recalculado após as contestações.FAP e NTEP FAP entra em vigor Fonte: Revista Proteção Foto: Marcus Almeida . que a Previdência chama de alíquota específica. As empresas que discordarem do valor só poderão contestá-lo mediante ação judicial.

as empresas não estão cumprindo a cota de deficientes e de trabalhadores reabilitados porque a qualificação oferecida hoje não é suficiente para garantir a inserção desses trabalhadores. Senat. o governo negocia com o chamado Sistema S (Senai. e o NTEP está em vigor. Esse mecanismo entraria em vigor no dia 1º de janeiro de 2009. O foco passa a ser a empresa e não mais o trabalhador. Senac. anunciou quarta-feira. Por sua vez.51 Mas isso não significa que todos os setores estão aceitando essa nova realidade que foi regulamentada pelo Decreto 6042. ingressando como parte interessada e pedindo a improcedência da ação. A pergunta agora é se o ambiente é doentio. “O NTEP é mal elaborado. adiará a implantação do FAP para 1º de janeiro de 2010. O Nexo tem sido criticado por alguns profissionais de SST e pelo meio empresarial. A questão não foi julgada. Fonte: Agência Estado . explicou o ministro. Sócio da Coelho e Morello Advogados .2/9/2008 Previdência adia vigência do FAP para janeiro de 2010 Fonte: Agência Estado Brasília/DF . Há falhas técnicas e jurídicas. Sesc. As empresas precisam mostrar que têm um ambiente salubre e equilibrado. As empresas podem ter um acréscimo de 100% nas alíquotas enquanto a redução é de 50%.O ministro da Previdência Social. a alíquota do seguro de acidentes varia de 1% a 3% sobre a folha de pagamento da empresa. Fonte: Revista Proteção . Paulo Rogério Albuquerque de Oliveira. a CNI (Confederação Nacional da Indústria) ajuizou uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra o NTEP. mas um decreto do presidente da República. a Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) se posicionou a favor das alterações. Com a entrada em vigor do FAP. Segundo o ministro. de 12/02/07. 24. Além disso. Segundo o Ministério da Previdência. avalia o médico do Trabalho e membro do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers). José Pimentel. Pimentel explicou que o adiamento é necessário para que uma comissão formada por governo.por ser um imposto. com a supervisão do Ministério da Previdência Social. o adiamento por um ano da entrada em vigor do Fator Acidentário de Prevenção (FAP). Pimentel disse ainda que o adiamento por um ano da entrada em vigor do FAP ocorre também em razão do critério da anualidade . A idéia do governo é que a alíquota do imposto seja reduzida para as empresas com pouca incidência de acidentes no trabalho e seja ampliada para aquelas com altos registros de acidentes. O FAP será aplicado sobre a alíquota do imposto do seguro de acidente no trabalho pago pelas empresas. Ainda em 2007. A pergunta deixou de ser se o trabalhador está doente. Iseu Milman. essas alíquotas podem ser reduzidas à metade ou serem ampliadas em até 100%.24/9/2008 Entenda sobre NTEP / FAP e SAT Perguntas e respostas dadas pelo Dr. Sest. a sua vigência só pode ocorrer no ano seguinte à sua aprovação e definição do marco legal. Senar. que vem se mobilizando. empresários e trabalhadores conclua as discussões sobre o marco legal na área de saúde e de segurança no trabalho. É um critério desigual e de caráter arrecadatório e não de proteção ao trabalhador”. Consultor Trabalhista e Previdenciário. que será publicado nos próximos dias. “A visão da Previdência é uma visão de saúde pública. rebate o Coordenador-Geral de Políticas de Saúde do Trabalhador do Ministério da Previdência Social e doutor em ciências da saúde pela UNB (Universidade de Brasília). Passamos a enxergar o coletivo e que há empresas que são epidêmicas e estão produzindo doentes”. Sebrae e Sescoop) a assinatura de um protocolo até o fim deste ano para que a reabilitação e requalificação dos trabalhadores vítimas de acidente no trabalho ou de doenças ocorram dentro do espaço dessas entidades que integram o Sistema S. Luiz Eduardo Moreira Coelho.

Quem o senhor avalia será mais atingido? O empregador ou o colaborador? Aquela empresa que não der atenção à segurança no trabalho. No que as mudanças na lei auxiliarão nisso? Com a instituição do NTEP cabe ao médico perito estabelecer nexo entre doenças e trabalho. Ademais. o SAT. reduzirá o número de acidentes e doenças ocupacionais. Esse sistema aumenta a possibilidade de responsabilização futura das empresas pelo INSS e o incremento do seguro de acidente de trabalho que hoje recolhem. Ficará exposta a ações regressivas do INSS.52 Como a previdência social tem atuado a fim de diminuir os elevados gastos com benefícios? Em diversas frentes: aperfeiçoando a legislação em vigor. A empresa relapsa ainda deparará com maior volume de ações trabalhistas individuais. que acontecerá em setembro de 2008? Qual a importância desse evento para as empresas? É uma excelente iniciativa. a redução poderá ser significativa. Por via reflexa. todas deverão aprimorar a gestão de medicina e segurança. menos doenças e menos acidentes resultam em diminuição do "déficit" da Previdência. se der causa a muitos acidentes ou doenças ocupacionais (com afastamento superior a 15 dias). algo que favorece a todos nós. Para as empresas com maior número de empregados. do que é exemplo o Decreto nº 6. por sinal. algo cada vez mais comum. Qual a dica que o senhor dá para quem está com problemas com a previdência? . Para evitar esses ônus. a partir de uma lista de patologias atreladas a atividade econômica do empregador. em face da conexão existente entre todos os órgãos acima citados. incremento da fiscalização. de até 50%. Como conseqüência. muitas vezes não decorrem do trabalho. pois o SAT incide sobre a folha de pagamentos a cada mês. presente que o médico perito do INSS está sujeito a equívocos no momento de estabelecer nexo. Isto porque o NTEP cria situação para se discutir administrativa e judicialmente o real estado de saúde de empregados que se afastam do trabalho em virtude de doenças que. ainda ficará exposta ao risco de autuações por parte da Previdência e do Ministério do Trabalho. até porque dele não se pode esperar amplo domínio de todas as patologias. qual a importância do NTEP? Total. Como o senhor avalia as mudanças na lei de seguro de acidente de trabalho? Positiva ou negativa? Por que? É positiva a medida. contendo pedidos de reparação por danos morais e materiais. ou mesmo ao ajuizamento de ação por parte do Ministério Público do Trabalho. etc. tem movido ações para cobrar os valores desembolsados a título de benefício a empregados afastados por tais motivos. menor será o gasto da Previdência com benefícios. de até 100%. grande será a probabilidade de surgirem contingências de vulto.042. Ao transferir para o médico perito do INSS a missão de enquadrar ou não um caso como doença profissional de empresa empregadora e das patologias que normalmente delas resultam. que regulamentou o NTEP e FAP. Ela ficará sujeita a um SAT mais elevado. essa nova sistemática tende a induzir as empresas a redobrar suas atenções com medicina e segurança do trabalho. Como o senhor avalia o seminário prova e contraprova do NETP. já está se verificando nos últimos anos. E. a revisão de benefícios e aumento do número de altas médicas. Em sua opinião. pois se assim não agirem. torna-se importante o debate acerca da importância e da qualidade das provas para efeito de os empregadores se resguardarem diante de potenciais contingências (que não são poucas e podem ser de vulto. como já salientado acima). que. com maior freqüência. além de permitir maior disponibilidade para que a estrutura do Instituto possa melhor atender aos trabalhadores em geral. Ademais. por fim. Quem cuidar bem da saúde e da segurança de seus empregados (o que é um dever de todas as empresas) poderá se beneficiar de uma redução do valor do seguro de acidente de trabalho. Isto.

c) As empresas têm de tomar cuidado na admissão para apurar se o trabalhador não está sendo contratado com incapacidade adquirida preteritamente. Dele procurarei extrair elementos para uma abordagem mais ampla. Advogado Especializado em Direito Previdenciário.07. sob diversos aspectos. a partir do que for abordado pelo palestrante do "case". e o trabalhador que foi admitido hígido (saudável) na empresa apresenta disacusia (surdez). produzindo acima de 85 db(A). Efeito: doença ocupacional do trabalhador. Cabe à empresa. quando o trabalhador pede auxíliodoença.53 Para responder a indagação basta considerar dois fatores incontroversos: o INSS tem um "déficit" que precisa ser reduzido ou eliminado. os empregadores encontram-se vulneráveis. consubstanciam menor receita para o custeio do sistema previdenciário. As fontes de aumento da arrecadação do Governo. se for o caso. por exemplo. Essas mudanças beneficiarão quem? O empregador ou o empregado? As mudanças beneficiam o trabalhador e se as empresas seguirem a lei vão beneficiar o INSS. abordar "situações de vulnerabilidade que desencadeiam nexo entre atividades laborativas e doenças ocupacionais ou acidentes de trabalho". Causa: ambiente laboral insalubre. se não tomar cuidados. Foi criado pela Lei n. INSS e para o MTE. 6. O empregador. ENTENDA SOBRE NTEP Entenda sobre NTEP / FAP e SAT Perguntas e respostas dadas pelo Dr. Gustavo Gomez. Coisa muito séria. Quais as principais mudanças que essa norma traz? As mudanças são: a) inversão do ônus da prova. Não apenas por realizar uma má gestão em medicina e segurança. agora o INSS diz que foi ali que ele ficou doente. Wladimir Novaes Martinez. A dica então não pode ser outra: revejam e corrijam suas posturas porque o Governo não ignora que nesse âmbito previdenciário a arrecadação poderá crescer sensivelmente. entende-se que ela foi adquirida nessa empresa e daí sobrevém um mundão de desdobramentos. autuado e multado. igualmente convidado para esse módulo do evento. Faça um breve histórico de como será sua palestra no seminário NTEP. Não é fácil. como ele bem sabe. responsabilidades e conseqüências para o trabalhador.042/07. . antes o segurado tinha que provar que adquiriu a doença no serviço. de forma a atingir o interesse geral. entendimento) lógica entre uma causa e um efeito. Creio que poderá surgir a oportunidade também para falar de "implicações judiciais associadas a NTEP". b) Se a empresa não provar que não tem culpa. 11. a empresa. Qual a importância de organizar e participar um evento para falar sobre o tema? Quem organiza um evento dessa natureza está tentando explicar as empresas as suas responsabilidades. estão associadas as questões previdenciárias. Autor de mais de 50 Obras Previdenciárias e Comendador do Instituto dos Advogados Previdenciários de São Paulo – IAPE O que é NTEP? NTEP é uma sigla que designa o Nexo Técnico Epidemiológico. quem mantiver um nível de exposição acentuado tende a ser descoberto. arca com conseqüências seriíssimas de variada ordem. Entrou em vigor em 1º. Logo. ajudá-las a encontrar o melhor caminho. sofrerá as ações. O segurado não tem de provar que houve o NTEP. mas por adotar procedimentos não conformes que. Quer dizer uma relação (ilação. Não há outro. conclusão. quem declara a sua presença é a Perícia Médica do INSS. um tema que poderá ser melhor focalizado por Dr.04. Exemplo: se uma empresa tem uma máquina ruidosa (barulhenta). de uma forma ou de outra. Nesse campo. Minha participação no seminário girará em torno do "case" que será apresentado. fazer um bom exame admissional e saber um pouco de sua vida pessoal. Considero provável a hipótese de. resolver os problemas. fazer a contraprova.430/06 e regulamentado pelo Decreto n.

expõe o que é o NTEP. é importante ouvir vários expositores para encadear as idéias. Nexo Técnico Epidemiológico. Como será a sua palestra no Seminário Prova e Contraprova do Nexo Técnico Epidemiológico.5%. Um livrinho bom e barato. a contribuição mensal era fixada em 1%. se caracterizada a culpa pela doença ocupacional. as empresas podem sofrer uma ação regressiva para a autarquia recuperar o que gastou com o segurado. as empresas assumem um enorme encargo. o primeiro a ser publicado sobre o assunto no País. Trabalhista: Podem ter de garantir o emprego do trabalhador por 12 meses e recolher o FGTS enquanto perdurar o auxílio-doença. e se a pessoa é quem faz o cafezinho e nunca digitou. COMPLICADÍSSIMAS E DISCUTIDÍSSIMAS. ou seja. E aí. o SAT passa a ter nova fórmula para o cálculo e a alíquota paga pelas empresas irá variar de 0. SEM EXAGERO. Se o INSS entender que está presente a negligência. que iniciará os neófitos na matéria. orientações. uma mudança significativa. responsabilidades. Vou dar um exemplo claríssimo: nos bancos existe muita digitação e muita LER (Lesão por Esforço Repetitivo).5% até 6%. olhe. A partir de setembro. QUER DIZER. visto que algumas empresas poderão ter seu SAT reduzido em até 50% enquanto outras terão aumento de até 100%. se ele for flexibilizado. poderá passar de 1% para 2%. seu conceito. Podem ser multadas pelo MTE. a Perícia Médica entenderá que foi adquirida digitando e a responsabilidade é do banco.NTEP? Minha palestra tratará da novidade: a substituição do nexo causal (que todo mundo conhecia relação de causa e efeito normal . De acordo com o especialista em Direito Previdenciário. como é que fica? O banco não tem culpa. o NTEP é importante e as empresas precisam conhecê-lo com profundidade. também pode passar de 1% para 0. Do que fala? Meu livro "PROVA E CONTRAPROVA DO NEXO EPIDEMIOLÓGICO". Alíquotas aplicadas à folha de pagamento dos salários. esta nova metodologia leva em conta o número de afastamentos encaminhados ao INSS gerados . de 2% para 1% e de 3% para 1. desdobramentos. de 2% para 4% e de 3% para 6% (se dobrarem os acidentes). Mas. Mas. 2% ou 3% da folha de pagamento de salários para custeio do Seguro Acidente de Trabalho.5% (asse diminbuirem os acidentes). Civil: podem ter de pagar uma indenização. Quanto as empresas pagavam e quanto pagarão agora? Em termos de SAT. um tratamento epidemiológico das doenças ocupacionais. Seguro de Acidente de Trabalho pode ter valor dobrado pela nova lei O NTEP. Anteriormente. Wladimir Novaes Martinez.54 Qual a importância de uma empresa participar desse evento? Como estas questões são VARIADÍSSIMAS. Esse valor que as empresas pagam é referente a que? Esse valor é revertido em beneficio para o empregado? Tais contribuições do seguro de acidentes do trabalho (SAT) destinam-se a custear a previdência social e um modo geral e as prestações acidentárias em particular. é o critério de concessão de benefício de acidentes de trabalho para os segurados que estão de alguma forma incapacitados de exercerem suas funções. Fale um pouco sobre o livro do senhor. enfim quase tudo sobre o assunto. Dr. PARTICIPE DO EVENTO E VOCÊ TERÁ A RESPOSTA!!! Quais as mudanças em valores que serão modificadas com essa mudança na lei? Quando a Perícia Médica do INSS declarar a existência do NTEP.pelo nexo epidemiológico. o SAT. mas tricoteia em casa. Quem não tem INFORMAÇÃO pode sofrer seriíssimas conseqüências e ter muitas dores de cabeça. que variava conforme o risco de cada empresa. Se um bancário requerer um auxílio-doença no INSS e alegar a LER.

enquanto para outras pode significar ameaça”. Tanto é que. “As empresas que afastam pouco e têm bons índices acabarão sendo beneficiadas. Portanto. o que comprova a ocorrência de subnotificação. proposto pelo INSS.27/06/2008 SÁUDE E SEGURANÇA: Brasil apresenta na OIT iniciativas para combater acidentes Previdência destaca importância do NTEP contra a subnotificação Da Redação (Brasília) – O diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência Social. Uma comissão tripartite. FAP. permite ao governo ter dados mais próximos da realidade. O NTEP. este momento é uma grande oportunidade de reduzir custos e melhorar. integrada por representantes dos Ministérios da Previdência. explica Todeschini. Em caso positivo. fará. Esse Fator deverá ser multiplicado pela atual alíquota do SAT para se saber qual a nova alíquota que a empresa deverá se submeter a partir de janeiro de 2009.55 por acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Se a empresa não provar que não tem culpa. da Saúde e do Trabalho e Emprego. Esses benefícios eram registrados como auxílio-doença previdenciário. afirma o advogado 09:32 . A partir de 1º de setembro o INSS divulgará o Fator Acidentário Previdenciário. diz Todeschini. para algumas empresas. De 1º de setembro a 31 de dezembro de 2008. vai trabalhar para aperfeiçoar a política de prevenção de doenças e acidentes do trabalho no Brasil. em Seul (Coréia). “O Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP) é o nosso instrumento de combate à subnotificação”. Segundo Martinez. já que antes o segurado tinha que provar que adquiriu a doença no serviço. de cada empresa. A aplicação do Nexo Técnico. fazendo a contraprova. . O evento começa neste domingo (29). “Vai haver inversão do ônus da prova. Antes. houve um crescimento de 134% no número de auxíliosdoença acidentários concedidos. em 11 meses de aplicação do Nexo Técnico. As empresas também têm de tomar cuidado na admissão para apurar se o trabalhador não está sendo contratado com incapacidade adquirida preteritamente”. e termina no dia 2 de julho. o registro de acidentes e doenças ocupacionais dependia de comunicação da empresa. o próprio perito enquadra o caso como doença do trabalho ou decorrente de acidente do trabalho. as empresas poderão contestar esse valor do FAP. o que é fundamental para a definição de políticas preventivas. possibilita que o perito médico do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) verifique se há correlação entre a doença apresentada pelo trabalhador e a atividade que ele exerce na empresa. implantado em abril de 2007. a Previdência Social constatou um grande número de subnotificação. Com a criação do NTEP. uma ampla exposição sobre a ocorrência de acidentes de trabalho no Brasil e as medidas adotadas pelo governo para fortalecer a cultura da prevenção e de ambientes mais seguros para os trabalhadores. Embora a comunicação seja obrigatória por lei. arca com sérias conseqüências de variada ordem. Remígio Todeschini. e dos trabalhadores e empresários. agora o INSS diz que foi ali que ele ficou doente. muitas delas não informavam a ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais ao Ministério da Previdência Social. no 18º Congresso Mundial de Seguridade e Saúde no Trabalho. as mudanças precisam estar bem explicadas.

somando-se os acidentários e os previdenciários. Já aquelas com maior incidência de doenças e acidentes de trabalho vão pagar mais. secretário de Políticas de Previdência Social.8% no mês de abril. Segundo eles.O número de afastamentos por acidentes de trabalho cresceu 147.539 em março. também. contra 11. a partir de janeiro. O aumento dos auxílios-doença acidentários aconteceu porque. 2% e 3% . entrou em vigor o chamado NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico). os acidentes de trabalho e as aposentadorias especiais decorrentes de trabalhos penosos e insalubres custaram. em relação a março. e pode ser reduzida significativamente com a adoção de medidas de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. o perito não tem condições técnicas para avaliar se há correlação entre a doença e a atividade profissional. R$ 10.5 milhão de acidentes do trabalho por ano. Em maio. Até então. Com a entrada em vigor do NTEP. afirma Helmut Schwarzer. Essa listagem permite aos médicos peritos do INSS estabelecer a correlação entre a doença do trabalhador e a atividade econômica da empresa. cabia às empresas dizer que o afastamento tinha sido causado pelo trabalho. "Eles se livram do trabalhador acidentado.7 bilhões aos cofres da Previdência Social. Foram concedidos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em abril 28. houve novo aumento. Todeschini ressalta que.56 Em sua exposição. Com o novo mecanismo. o Brasil registrava uma média de 1. A média caiu para 500 mil. Atualmente. na década de 70. as alíquotas de contribuição ao seguro – de 1%. último mês em que foi feito o levantamento. um novo sistema de cobrança do Seguro de Acidente de Trabalho (SAT). Esse tipo de afastamento dá ao empregado estabilidade de 12 meses e obriga a empresa a depositar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) do funcionário afastado. dependendo do grau de risco de cada uma delas.são estabelecidas por setor.594 benefícios de auxílios-doença acidentários. explicará. Remígio Todeschini. sem consertar o que está errado. Além do drama para o trabalhador acidentado e sua família. O total de benefícios concedidos no período. com alíquotas diferenciadas por empresa. socializam o prejuízo e continuam estragando a saúde de outros trabalhadores. O nexo é um estímulo para que as empresas melhorem os processos. no entanto. de 15%. que o Brasil colocará em prática. =================================================== Nova regra do INSS faz explodir afastamento por acidente São Paulo/SP . . a empresa que investir mais em prevenção terá uma alíquota menor. em abril. "Muitos empresários evitam assumir os afastamentos por acidente de trabalho para evitar custos com FGTS e a estabilidade do empregado". manteve-se estável. em 2007." Alguns advogados dizem que o NTEP será mais um atravancador não só do INSS como também da Justiça trabalhista. o perito pode determinar que a doença foi causada pela atividade do trabalhador.

DE ACORDO COM A SUA NATUREZA E A PADRONIZAÇÃO DAS CORES CORRESPONDENTES. sem fazer uma investigação mais profunda da causa da doença". 25. especializado em assuntos trabalhistas e previdenciários. que envolve desde a estrutura física. lay-out. máquinas e equipamentos.57 porque ele não conta com a infra-estrutura para realização de exames que determinam a causa do afastamento. CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS RISCOS OCUPACIONAIS EM GRUPOS. utensílios. Sob o ponto de vista da Segurança e Saúde do Trabalho.0 – CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE TRABALHO As condições ambientais de trabalho são as situações de trabalho existentes no ambiente. Morello e Bradfield. podem causar danos à saúde das pessoas. "O médico perito olha o trabalhador e faz o diagnóstico a partir da listagem. (Tabela I do Anexo à Portaria No. até os recursos humanos disponíveis.Paulo – 26/07/07 3. que quando encontrados acima dos limites de tolerância. do Ministério do Trabalho e Emprego) GRUPO 1: VERDE Riscos Físicos Ruídos Vibrações GRUPO 2: VERMELHO Riscos Químicos Poeiras Fumos GRUPO 3: MARROM Riscos Biológicos Vírus Bactérias GRUPO 4: AMARELO Riscos GRUPO 5: AZUL Riscos de Ergonômicos Acidentes Esforço Físico Arranjo Físico Intenso Levantamento Inadequado e Máquinas Proteção de Ferramentas Inadequadas e e Transporte Manual Equipamentos sem Radiações Ionizantes Radiações Não Ionizantes Frio Gases Parasitas Neblinas Fungos Névoas de Peso Protozoários Exigência Postura Inadequada Defeituosas Controle Rígido de Iluminação Produtividade Imposição Inadequada de Eletricidade Ritmos Excessivos . do escritório Coelho. de 29 de dezembro de 1994. que são os elementos ou substâncias presentes nos diversos ambientes humanos. materiais. afirma Luiz Coelho. ênfase maior deve ser dada aos agentes ambientais ou riscos ambientais. Fonte: Folha de S.

ÓRGÃOS DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO NAS EMPRESAS (SESMT E CIPA) Criado na década de 70. 4. praticamente junto com as Normas Regulamentadoras – NR. Exigência de Postura Inadequada. Controle Rígido de Produtividade.58 Calor Vapores Bacilos Trabalho em Probabilidade Incêndio Explosão de Armazenamento Inadequado de ou Turno e Noturno Pressões Anormais Substâncias. Compostos ou Produtos Químicos em geral Umidade Monotonia Jornadas Trabalho Prolongadas e Animais Repetitividade Peçonhentos Outras situações Outras situações causadoras psíquico de de riscos que stress físico e/ou poderão contribuir para a ocorrência de acidentes Os riscos de acidentes são conhecidos também como riscos mecânicos. b) Riscos Químicos: poeiras. Eletricidade. Trabalho em Turno e Noturno. Ferramentas Inadequadas e Defeituosas. os principais agentes de riscos existentes no ambiente de trabalho são: a) Riscos Físicos: ruídos. Armazenamento Inadequado. calor. Levantamento e Transporte Manual de Peso.0 . d) Riscos de Acidentes: Arranjo Físico Inadequado. Máquinas e Equipamentos sem Proteção. o SESMT é um setor existente em algumas . Imposição de Ritmos Excessivos. c) Riscos Ergonômicos: Esforço Físico Intenso. substâncias tais como cimento e cal. Na indústria da construção. vibrações.

SESMT para “Sistema Integrado de Prevenção de Riscos do Trabalho – SPRT”. matéria prima. como conseqüência. diminuiu consideravelmente o número de acidentes do trabalho. não concordam que o SESMT reduziu o número de acidentes. o Ministério do Trabalho e Emprego publicou. Técnico de Segurança do Trabalho. que vai de 1 a 4. passaram a tê-lo. conforme Quadro II constante na NR-4. Assim é que a Norma Regulamentadora NR-4 está em fase de revisão. consta do Quadro I da NR-4 e é função da atividade da empresa. como o Eng. E. hoje. O grau de risco. Engenheiro de Segurança do Trabalho. É considerado um “divisor de águas” nas atividades destinadas à segurança e saúde do trabalho. Enfermeiro do Trabalho e Auxiliar de Enfermagem do Trabalho desempenham um papel relevante na Prevenção dos Acidentes e Doenças do Trabalho. Os SESMT são normalizados através da Norma Regulamentadora NR-4. Sérgio Latance Júnior. continuaria regulamentando sobre SESMT. A primeira mudança seria no nome da NR-4 que passaria de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho . ou seja. Os profissionais que já trabalhavam em algumas empresas na área de segurança do trabalho passaram a ser reconhecidos oficialmente. que o SESMT tratou as normas de forma legalista. esquecendo a melhoria das condições de trabalho do ponto de vista produtivo. A sua obrigatoriedade nas empresas é função do número de empregados da empresa e do seu grau de risco. dependendo do seu grau de risco e o número de empregados. Existiriam agora três tipos de SESMT: . Alguns profissionais de segurança. Acredita ele. através da Portaria No. os profissionais pertencentes aos SESMT: Médico do Trabalho. No entanto. 10 de 06 de abril de 2000. organização do trabalho e programas de melhoria contínua. E. as alterações para consulta prévia.59 empresas. pois muitas empresas que não tinham seu SESMT. por exigência legal. conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE.

dependendo da situação prevista na NR-4. A NR-5 já foi revista por seis vezes. Em 1987 foram constituídas mais 10 CIPA’s. Quanto à CIPA. dependendo do grau de risco e número de funcionários. poderiam formar um SESMT multiempresa. Até 1986.MTE. esta foi criada em 1944 e realiza papel importante até hoje. A diferença. de acordo com a sua Classificação Nacional de Atividade Econômica. • SESMT Coletivo – determinado grupo de empresas. mas cujas atividades são exclusivamente voltadas para a segurança e saúde no trabalho. A relação de classes a qual pertence cada empresa. No entanto. uma empresa de cerâmica que fabrica tijolos e telhas. dentre outras. está descrito na NR – 5 (Norma Regulamentadora Nr. entre CIPA e SESMT é que a CIPA é composta por funcionários da empresa que realizam atividades diversas das atividades de segurança e saúde no trabalho e enquanto que os componentes do SESMT são também funcionários da empresa. Algumas empresas são obrigadas a formar esta comissão. sendo que a última foi em 1999. por falta de fiscalização e uma consciência prevencionista não as constituíam. credenciadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego . A Norma Regulamentadora NR-5 é quem normatiza a constituição. Sobral continuou com apenas uma empresa a possuir CIPA. a formação e o funcionamento da CIPA. embora outras empresas fossem obrigadas a tê-las. A primeira CIPA de Sobral foi constituída em 27 de março de 1978 na COSMAC. 5). SESMT Externo – empresas que não sejam obrigadas um manter um SESMT próprio deveriam contratar uma entidade jurídica prestadora de serviços na área de segurança e saúde no trabalho. dependendo das situações • previstas na NR-4. voltando a serem constituídas somente em 1993.60 • SESMT Próprio – continua sendo contratação obrigatória de de determinadas empresas. dependendo do número de funcionários e do grupamento de atividade econômica a qual pertence. .

pois 17 foram desativadas por motivos técnicos de não obrigatoriedade da legislação. CIPA 1978 1 1979 0 1981 0 1982 0 1984 0 1985 0 1987 10 1988 0 1990 0 1991 0 1993 2 1994 3 1996 3 1997 22 1999 9 2000 3 FONTE: Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral ANO 1980 1983 1986 1989 1992 1995 1998 No. a chefia do Setor de Inspeção do Trabalho da Sub – Delegacia do trabalho de Sobral. em 1997. ANO No. CIPA CONSTITUÍDAS POR ANO EM SOBRAL. Sobral conta com 52 CIPA’s. o Engenheiro Agrônomo Francisco José Ponte Albuquerque. . quando se intensificou a fiscalização. CIPA ANO No.61 Em 1997. O crescente número de CIPA’s em Sobral a partir de 1997 deve-se ao maior rigor na fiscalização e exigência do cumprimento da legislação. a partir de 1978. fato este ocorrido quando assume. houve um grande aumento nos CIPA’s. Vejamos a evolução: Tabela 1 – Número de CIPA constituídas em Sobral. Número de CIPA por ano 25 Nº de CIPA 20 15 10 5 0 1978 1 0 1979 0 1980 0 1981 0 1982 0 1983 0 1984 0 1985 0 1987 1986 10 2 1993 3 0 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 3 22 16 9 3 0 1988 0 1989 0 1990 0 1991 0 1992 Ano Em junho de 2000. CIPA 0 0 0 0 0 0 16 Gráfico 1 – No.

Mas a partir de 1998 está com tendência de queda. Isto deve-se ao fato de que os acidentes/doenças passaram a ser registrados devido a uma maior rigor na fiscalização do cumprimento das normas de segurança e prevenção de acidentes. a partir de 1991. em Sobral.: Os dados referente ao ano de 2000 se referem até junho/2000. mostrando que há um trabalho dos profissionais no sentido de reduzir esses números.62 Os SESMT’s das empresas de Sobral só vieram a ser cosntituídos a partir de 1997 quando foram criados 6 (seis) SESMT. O número de acidentes do trabalho registrados em Sobral. Vejamos a evolução: Tabela 2 – Número de SESMT constituídos a partir de 1997 ANO 1997 1998 Nº de SESMT 6 2 FONTE: Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral 1999 7 2000 2 Em junho de 2000. . Até então não havia nenhum SESMT. o número de acidentes ocorridos ano a ano. pois 5 (cinco) foram desativados por motivos técnicos de não obrigatoriedade da legislação. Conforme levantamento feito junto à Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral. Sobral possui 12 SESMT. cresceu a partir de 1997. foram: Tabela 3 – Número de Acidentes Ocorridos em Sobral ANO 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 NºAC IDEN 139 144 101 130 162 105 207 286 183 56 TES FONTE: Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral Obs. exatamente quando do aumento da fiscalização que propiciou a criação das CIPA’s e SESMT’s em Sobral.

gincanas.SESMT. a preferência pela utilização deste é maior em relação à utilização do EPI. ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . recomendar o EPI adequado à proteção do trabalhador. nas seguintes circunstâncias: a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho. Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho . b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas. 5.EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) O Equipamento de Proteção Individual .0 . em Sobral é criada a ACISPAT – Aliança das CIPA’s na Semana de Prevenção de Acidentes do Trabalho.EPC são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos inerentes aos processos. ruas. e c) para atender a situações de emergência. de uso individual utilizado pelo trabalhador. etc são realizados com a intenção de divulgar e alertar as pessoas para trabalaho. Trata-se de um evento anual realizado durante uma semana em que se reúnem todas as CIPA’s das empresas localizadas nos municípios sob a jurisdição da Sub – Delegacia do Trabalho de Sobral. Conforme dispõe a Norma Regulamentadora 6 . quando as medidas de proteção coletiva não forem viáveis. gratuitamente. o EPI será obrigatório somente se o EPC não atenuar os riscos completamente ou se oferecer proteção parcialmente. panfletagem.EPI é todo dispositivo ou produto. em perfeito estado de conservação e funcionamento. ou seja. eficientes e suficientes para a atenuação dos riscos e não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho. Os equipamentos de proteção coletiva . O uso deste tipo de equipamento só deverá ser feito quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade. cabe ao encarregado. a empresa é obrigada a fornecer aos empregados.63 A partir de 1993. a necessidade de prevenção dos acidentes e doenças no . EPI adequado ao risco. Palestras.CIPA nas empresas desobrigadas de manter o SESMT. Como o EPC não depende da vontade do trabalhador para atender suas finalidades. Portanto. já que colabora no processo aumentando a produtividade e minimizando os efeitos e perdas em função da melhoria no ambiente de trabalho. Nas empresas desobrigadas de constituir CIPA. propagandas em rádio. recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade. destinado a proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde. mediante orientação de profissional tecnicamente habilitado.NR-6.

• responsabilizar-se pela guarda e conservação. • comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio ao uso. só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação . OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR Dentre as atribuições exigidas pela NR-6.64 Os tipos de EPI´s utilizados podem variar dependendo do tipo de atividade ou de riscos que poderão ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador e da parte do corpo que se pretende proteger. Neste caso. o dano que o ruído poderia causar à audição do empregado. O equipamento de proteção individual. • Proteção para o cabelo: boné. • Proteção visual e facial: óculos e viseiras. OBRIGAÇÕES DO EMPREGADO O empregado também terá que observar as seguintes obrigações: • utilizar o EPI apensas para a finalidade a que se destina. expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. capuz. • Proteção respiratória: máscaras e filtro.CA. • orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado. a empresa deveria pagar o adicional de insalubridade de acordo com o grau enquadrado. nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho. • responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica. • Proteção da cabeça: capacetes. de fabricação nacional ou importado. 20% ou 40%. está acima dos limites de tolerância previstos na NR-15. por exemplo. podem também proporcionam a redução de custos ao empregador. Com a utilização do EPI a empresa poderá eliminar ou neutralizar o nível do ruído. • substituir imediatamente o EPI. podendo ser de 10%. guarda e conservação. • Proteção de pernas e pés: sapatos. e • comunicar o MTE qualquer irregularidade observada. • Proteção para o tronco: aventais. capas e jaquetas. cabe ao empregador as seguintes obrigações: • adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade. • fornecer ao trabalhador somente o equipamento aprovado pelo órgão. botas e botinas. e • cumprir as determinações do empregador sob o uso pessoal. A eliminação do ruído ou a neutralização em nível abaixo do limite de tolerância isenta a empresa do pagamento do adicional. visando a manutenção de sua saúde física e proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho. gorro e rede. quando danificado ou extraviado. • Proteção de mãos e braços: luvas e mangotes. tais como: • Proteção auditiva: abafadores de ruídos ou protetores auriculares. já que com a utilização adequada do equipamento. além . • exigir seu uso. PROTEÇÃO DO TRABALHADOR E REDUÇÃO DE CUSTOS AO EMPREGADOR Os Equipamentos de Proteção Individual além de essenciais à proteção do trabalhador. será eliminado. • Proteção contra quedas: cintos de segurança e cinturões. É o caso de empresas que desenvolvem atividades insalubres e que o nível de ruído.

O ambiente de trabalho deve garantir a saúde e a segurança do trabalhador através de proteções coletivas. tipo avental de chumbo.Vestimenta de segurança para proteção do tronco contra riscos de origem radioativa. 2 – Paredes revestidas de argamassa baritada para proteção radiológica. O equipamento de proteção coletiva serve para neutralizar a ação dos agentes ambientais. 3 – Ar condicionado.65 de evitar quaisquer possibilidades futuras de pagamento de indenização de danos morais ou materiais em função da falta de utilização do EPI. Em locais onde isso não for possível. As medidas de proteção coletivas contra quedas de altura (como bandejas. Também faz parte da NR-18 as medidas de proteção coletivas contra quedas de materiais e ferramentas sobre o trabalhador.0 . 12 – Lavatório com torneira com acionamento com os braços (Centro Cirúrgico) 13 – Biombos revestidos com chumbo para proteção contra radiação . 6. Exemplos de EPC: 1 . Sem CA. 4 – Extintores de incêndio. evitando acidentes. ABNT NBR IEC 61313/2004 (Tomografia). o trabalhador deve usar cinto de segurança do tipo pára-quedista. fabricante Osmed Produtos Radiológicos Ltda. 5 – Corrimãos 6 – Guarda-corpos 7 – Exaustores 8 – Ventiladores 9 – Detectores de gás óxido de etileno 10 – Lava-olhos e chuveiro de emergência (Central de Óxido de Etileno) 11 – Portas revestidas de chumbo. fabricante KONEX. protegendo contra danos à saúde e a integridade física dos trabalhadores. guarda-corpo e outras) são obrigatórias e prioritárias. marca Barimassa. O exaustor é um exemplo de EPC.EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC) Os equipamentos de proteção coletivas (EPC) são aparelhos usados no saneamento do meio-ambiente.

CA 4895 (Central de Óxido de Etileno).66 14 – Coletor de Material Perfurocortante Safe Pack.5 mm/Pb. ref. 21 – Capela de exaustão para manipulação de Quimioterápicos com cortina de ar. 0. 16 . fabricante N. caixa tipo descartex. no art. marca MAVIG. tipo avental de chumbo. sem CA. sabão. de Proteção Ind. fabricante Personal do Brasil Equip. 7º. 0. 17 – Vestimenta de segurança para proteção do tronco contra riscos de origem radioativa. sem CA. em papelão. composto de: luvas de procedimento. CRF 025. Martins Proteções Radiológicas. (Radiologia). avental impermeável. proteção respiratória.: . (Radiologia).5 mm/Pb.Macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra respingos de produtos químicos.0 litros.0 . (Radiologia). recipiente identificado para recolhimento de resíduos e descrição do procedimento. 25 – Sinalização de Segurança 26 – Coifa 27 – Fita de Demarcação 28 – Telas de Proteção 29 – Pisos Antiderrapantes 30 – Para – Raios 31 – Carrinho de transporte para material contaminado 32 – Pia para lavagem de mãos 33 – Cones de sinalização de obstáculos 7.0 litros.Cadeiras ergonômicas. marca MAVIG. 0. capacidade total 13. 22 – Dispositivos de Pipetagem tipo pêra de borracha 23 – Filtro para impedir passagem de óxido de etileno 24 – “Kit” para limpeza em caso de derramamento de quimioterápicos. 15 . Ltda. própria para descarte de material perfuro cortante..5 mm/Pb. Martins Proteções Radiológicas. marca MAVIG. 19 – Protetor da genitália contra riscos de origem radioativa.ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES INSALUBRIDADE e PERICULOSIDADE A Insalubridade. 20 – Capela de exaustão para Histologia – Laboratório de Anatomopatologia. tamanho 100x60. capacidade útil 10. sem CA. 18 – Protetor da tireóide contra riscos de origem radioativa. fabricante N. Martins Proteções Radiológicas. proteção ocular. fabricante N. a Periculosidade e a Penosidade estão previstas na Constituição Federal. compressas absorventes.

como fica? Somente terão direito se houver lei específica. 189 – CLT: “São consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. insalubres ou perigosas. através de Norma Regulamentadora . somente atividades insalubres e perigosas foram regulamentadas. por sua natureza. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos. Não há lei regulamentando as atividades penosas. conforme NR-1 – Disposições Gerais. na forma da lei.NR. o MTE emitiu a Norma Regulamentadora NR – 15: “Atividades e Operações Insalubres” Norma Regulamentadora NR – 15: “Atividades e Operações Insalubres” São consideradas atividades e operações insalubres as que se desenvolvem: Acima dos Limites de Tolerância: . até agora.” O Art.. regulamentando. exponham os empregados a agentes noviços à saúde. na forma da lei. Em razão disso.” No entanto. 190 da CLT delega ao Ministério do Trabalho a aprovação das atividades e operações insalubres e a adoção de normas regulamentadoras. INSALUBRIDADE Art. O Ministério do Trabalho e Emprego – MTE regulamentou as atividades insalubres e perigosas. XXIII – adicional de remuneração para as atividades penosas.67 “São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: . condições e métodos de trabalho. Porém a observância somente é obrigatória para empresas privadas ou públicas que possuam empregados regidos pela CLT (carteira assinada). E os funcionários das empresas públicas que são regidos pelo Estatuto do Servidor Público..

. 9 – Frio (só câmaras frigoríficas ou similares) Anexo No..... 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas Anexo No............ 8 – Vibrações Anexo No.. 10 – Umidade..40% Anexo No........ 12 – Poeiras Minerais................ 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente Anexo No................................... 9 – Frio.......10%............incide sobre um salário mínimo Anexo No.................................. 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas.. 3 – Calor Anexo No......40% Anexo No.............. 13 – Agentes Químicos Anexo No........20% Anexo No.... 7 – Radiações não ionizantes.................. 2 – Ruído de Impacto Anexo No...: Anexo No........... 5 – Radiações Ionizantes Anexo No.................. 7 – Radiações não ionizantes (microondas.....20% Anexo No....... 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente......20% Anexo No..................................................................10% Anexo No. 14 – Agentes Biológicos....... 8 – Vibrações............................ 5 – Radiações Ionizantes...................10% Anexo No.............. 20% e 40% Anexo No........10% Anexo No....................... 1 – Ruído Contínuo ou Intermitente..............20% Anexo No............................... 12 – Poeiras Minerais Nas atividades mencionadas no Anexo No..... 7 – Radiações não ionizantes.......................... Anexo No.......................... 20% e 40% Anexo No...............................40% Anexo No.............. 11 – Agentes Químicos Anexo No.. 3 – Calor...10% Anexo No........... 2 – Ruído de Impacto.............................. constantes no Anexo No..... 2 – Ruído de Impacto.................... 8...........68 Anexo No...........20% Anexo No.......10%.............. 5 – Radiações Ionizantes.................... 11 – Agentes Químicos........................ 8 – Vibrações.... 13 – Agentes Químicos..20% Anexo No.20% Anexo No....... 12 da Lei No.................. ultravioletas e laser) Anexo No....10% ............................. 14 – Agentes Biológicos Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho.. 10 – Umidade Obs................. 3 – Calor......................20% e 40% ADICIONAIS DE INSABLUBRIDADE Servidor Público Federal (Ver art................. ADICIONAIS DE INSABLUBRIDADE Empregados – CLT (Ver NR-15) ............ 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas..........270 / 91) – incide sobre o vencimento do cargo efetivo.........20% Anexo No......... 4 – Iluminação foi revogado.....................................20% Anexo No......

..................10% Anexo No..... 74 – Na concessão dos adicionais de penosidade... . A legislação municipal que regulamenta as situações específicas é a Lei No......... porém incidentes sobre o vencimento básico do servidor................ 9 – Frio..................... 12 – Poeiras Minerais.............Os funcionários que trabalham com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com riscos de vida fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo........10% e 20% ADICIONAIS DE INSABLUBRIDADE Servidor Público Estadual e Municipal – depende da existência de lei específica de cada Estado e de cada Município........... condições e limites fixados nas normas legais e regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral....................................69 Anexo No................ 10 – Umidade............ PERICULOSIDADE .... SUBSEÇÃO IV Dos Adicionais de \insalubridade Periculosidade ou Penosidade Art.................. 697 / 2006 diz que os servidores terão direito aos adicionais de insalubridade e periculosidade nas mesmas condições dos trabalhadores em geral........ existe a Lei No.... No caso do Município de Sobral...... 13 – Agentes Químicos.. ....5%.10% Anexo No.......................... 038/92 ( Regime Jurídico Único para Servidores do Município de Sobral): ... regulamentando........ 72 ....... Art... e incidirão sobre o vencimento básico do servidor. 11 – Agentes Químicos...... 697 de 30 de junho de 2006......5%.. Em resumo: a Lei Municipal No. insalubridade e periculosidade serão observadas as situações específicas na legislação municipal.. 10% e 20% Anexo No..............20% Anexo No..... Diz que os adicionais de insalubridade e periculosidade são devidos nos termos.. 14 – Agentes Biológicos.... 10% e 20% Anexo No.

. Observação Importante: Exclusivamente para Operadores de Raios X.. de 29. regulamentada pelo Decreto No. 3ª. 7. o "Quadro de Atividades e Operações Perigosas".. sem os acréscimos resultantes de gratificações.. Adicional de Periculosidade = 30% incidente sobre o salário. aprovado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear . Art...10..” NR – 16 : “Atividades e Operações Perigosas” regulamenta as atividades envolvendo inflamáveis e explosivos. 2ª..O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações.394. impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado.. 193 -. prêmios ou participação nos lucros da empresa. a Lei 7.. Então..412/86.) Energia Elétrica – Lei No. prêmios ou participação nos lucros da empresa.) Radiação Ionizante – No.) Art.se refere o artigo 1º. PORTARIA Nº 518. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE Para atividades que envolvem Explosivos e Inflamáveis e Radiações Ionizantes = 30% incidente sobre o salário. assegura ao empregado o adicional de periculosidade de que trata o § 1º do art.369/85. radiações ionizantes ou substâncias radioativas. o Anexo No.. na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho. incidindo sobre esses vencimentos 40% de risco de vida e insalubridade. sem os acréscimos resultantes de gratificações. 2º O trabalho. 93.. aquelas que. VOLTANDO À INSALUBRIDADE NR -15 – Anexo No.. 193 – CLT: “São consideradas atividades ou operações perigosas. 1º Adotar . 193 da Consolidação das Leis do Trabalho Art.70 A legislação brasileira confere o direito ao adicional de periculosidade nas seguintes situações: 1ª. 5 da NR – 15 ficou sem uso para o caso de atividades e operações com Raios X. por sua natureza ou métodos de trabalho. § 1º . prêmios ou participações nos lucros da empresa. 1 – Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente .1985. de 4 de abril de 2003..CNEN... Publicada no DOU de 07/04/2003 Art. Para atividades envolvendo eletricidade = 30% sobre o salário que perceber. diz que o salário mínimo dos profissionais será de 2 (dois) salários mínimos.

diga se está acima do Limite de Tolerância e se tem direito ao Adicional de Insalubridade. Calcule a dose.71 Ruído contínuo ou intermitente – é que não é de impacto.+ ----------T1 T2 T3 Tn C = tempo total em que o trabalhador fica exposto a um nível de pressão específico T = máxima exposição diária permissível (Limite de Tolerância) a este nível específico Exemplo 1: Um trabalhador ficou exposto a 85 dB(A) durante 5 horas e a 90 dB(A) durante 3 horas. a exposição estará acima do Limite de Tolerância C1 C2 C3 Cn DOSE = ----------. de tal forma que se a DOSE > 1 (um). Nível de Ruído dB(A) (Nível de Pressão Sonora) 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 98 100 102 104 105 106 108 110 112 114 115 Máxima Exposição Diária Permissível (Limite de Tolerância) 8 horas 7 horas 6 horas 5 horas 4 horas e 30 minutos 4 horas 3 horas e 30 minutos 3 horas 2 horas e 40 minutos 2 horas e 15 minutos 2 horas 1 hora e 45 minutos 1 hora e 15 minutos 1 hora 45 minutos 35 minutos 30 minutos 25 minutos 20 minutos 15 minutos 10 minutos 8 minutos 7 minutos Se na jornada ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a níveis diferentes.+ -----------. se não houver proteção. .+ ----------. deve ser considerado o efeito combinado.

a 86 dB(A) durante 1 hora e a 80 dB(A) durante 3 horas.7 tbn + 0. Concluímos. embora que.+ ----------. Solução: 4 1 3 DOSE = ----------. Limite de Tolerância = 130 dB (LINEAR) ou 120 dB (C) NR -15 – Anexo No. que o instrumento correto para medir ruído é o dosímetro e não o decibelímetro.5 + 0. sem não houver proteção.1 tbs + 0.75 = 1. NR -15 – Anexo No.= 0.3 tg Ambientes externos com carga solar IBUTG = 0.15 + 0 = 0. Exemplo 2: Um trabalhador ficou exposto a 85 dB(A) durante 4 horas.625 + 0. em cada nível de pressão sonora esteja dentro da máxima exposição diária permissível. abaixo do Limite de Tolerância. individualmente. diga se está acima do Limite de Tolerância e se tem direito ao Adicional de Insalubridade.+ ----------. acima do Limite de Tolerância. a intervalos superiores a 1 (um) segundo.72 Solução: 5 3 DOSE = ----------.2 tg Onde: tbn = temperatura de bulbo úmido natural tg = temperatura de globo . Não tem direito ao Adicional de Insalubridade.375 8 4 Portanto. 2 – Limites de Tolerância para Ruído de Impacto Ruído de Impacto é aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo. A exposição ao calor deve ser avaliada através do "Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo" – (IBUTG) definido pelas equações que se seguem: Ambientes internos ou externos sem carga solar IBUTG = 0.= 0. Calcule a dose.7 tbn + 0. 65 8 7 infinito Portanto. 3 – Limites de Tolerância para Exposição ao Calor 1.+ ----------. Tem direito ao Adicional de Insalubridade. então.

8 a 28.9 28.5 30. 2.5 a 31. 3.5 a 15 minutos trabalho 45 minutos descanso 32.0 a 27. anexo No. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural.4 31. 1 Regime de Trabalho Intermitente com Descanso no Próprio Local de Trabalho (por hora) Trabalho contínuo TIPO DE ATIVIDADE Leve Moderada até 26. em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço. termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum.2 Não é permitido o trabalho sem a adoção de medidas Acima de adequadas de controle 32. considera-se como local de descanso.73 tbs = temperatura de bulbo seco 2. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais.0 25.0 .0 Acima de 30 até 30.0 a 30.4 29.0 28. 3. em regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local (local de descanso) 1. com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve.1 a 25. 2 M (kcal/h) 175 200 Máximo IBUTG (oC) 30.7 26.1 a 45 minutos trabalho 15 minutos descanso 30.1 Pesada até 25. Para os fins deste item. Em função do índice obtido. Limites de Tolerância para exposição ao calor. 1. ambiente termicamente mais ameno.1 Acima de 31. à altura da região do corpo mais atingida. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador. o regime de trabalho intermitente será definido no QUADRO 1 Quadro No. Moderada ou Pesada) é feita consultandose o Quadro 3 da Norma Regulamentadora NR-15. Limites de Tolerância para exposição ao calor.0 30.6 30. Os limites de tolerância são dados segundo o Quadro No.9 26.7 a 30 minutos trabalho 30 minutos descanso 31. 2 Quadro No.2 2. 3.1 a 29. A determinação do tipo de atividade (Leve.

5 26.0 25.5 25. 4. Md .soma dos tempos.5 27.taxa de metabolismo no local de descanso. Tt . Quadro No. determinado pela seguinte fórmula: IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd xTd —————————— 60 Sendo: IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho. Tt e Td = como anteriormente definidos.soma dos tempos. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais. As taxas de metabolismo Mt e Md serão obtidas consultando-se o Quadro n º 3. 3 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE TIPO DE ATIVIDADE SENTADO EM REPOUSO TRABALHO LEVE Kcal/h 100 . em minutos. determinada pela seguinte fórmula: Mt x Tt + Md x Td M = ————————— 60 Sendo: Mt . 3. sendo Tt + Td = 60 minutos corridos.taxa de metabolismo no local de trabalho. IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso. _____ IBUTG é o valor IBUTG médio ponderado para uma hora. Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfavorável do ciclo de trabalho.5 26. Td . em que se permanece no local de trabalho.74 250 300 350 400 450 500 28. em que se permanece no local de descanso. em minutos.0 Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora.

movimentos com braços e pernas (ex. Trabalhos submersos. com alguma movimentação. atividade moderada) = até 26.75 Sentado.31 oC Limite de Tolerância (trabalho contínuo.7 x 26. Solução: IBUTG = 0. movimentos com braços e tronco (ex. Exemplos de atividades: . 5 – Limites de Tolerância para Radiações Ionizantes Transforma átomo em íon. porém ambiente externo sem carga solar. Os danos ao DNA são os mais importantes e podem levar ao mal funcionamento ou morte da célula.1 + 0. em máquina ou bancada.9 = 27.7 oC Conclusão: acima do Limite de Tolerância. Para uma atividade com regime de trabalho contínuo.2 x 29. TRABALHO MODERADO Sentado.: datilografia). NR -15 – Anexo No.proveniente do calor radiante de usinas siderúrgicas . Sentado. com alguma movimentação.01: “Diretrizes Básicas de Radioproteção” da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN NR -15 – Anexo No.: dirigir). é o cristalino do olho humano.9 oC. trabalho leve. trabalho moderado de levantar. em máquina ou bancada. onde o trabalhador é obrigado a suportar pressões maiores que a atmosférica. De pé. trabalho moderado.2 oC. tbs = 31. neste caso. em máquina ou bancada. atividade em movimento.7 oC Conclusão: acima do Limite de Tolerância. trabalho moderado de levantar ou empurrar. principalmente com os braços. Trabalho fatigante. NR -15 – Anexo No. 6 – Trabalhos sob Condições Hiperbáricas Trabalhos sob ar comprimido. ultravioletas e laser.43 oC Limite de Tolerância (trabalho contínuo. ambiente externo com carga solar. De pé.9 = 27. empurrar ou arrastar pesos (ex.7 x 26. tem direito ao Adicional de Insalubridade. retirando elétron. De pé.3 x 29. Exemplo2: para o mesmo caso acima. atividade moderada) = até 26. O órgão que se deve ter mais cuidado. 125 150 150 180 175 220 300 440 550 Exemplo1: se as medições realizadas foram tbn = 26.1 x 31. Somente vai aquecer. movimentos vigorosos com braços e pernas.2 + 0. Os Limites de Tolerância são os especificados na Norma CNEN-NE-3.2 + 0. TRABALHO PESADO Trabalho intermitente de levantar.1 oC e tg = 29. Solução: IBUTG = 0. 4 – Limites de Tolerância para Iluminação (Revogado) NR -15 – Anexo No. tem direito ao Adicional de Insalubridade. trabalho leve. 7 – Radiações Não Ionizantes Para efeito desta norma são radiações não ionizantes: microondas. Em movimento.: remoção com pá).

Deve-se ficar atrás da antena. que exponham os trabalhadores ao frio. mas não é considerado insalubre. Hidrocarbonetos e outros Compostos de Carbono. 13 – Agentes Químicos Arsênico. com umidade excessiva. 11 – Agentes Químicos cuja Insalubridade é caracterizada por Limite de Tolerância e Inspeção no Local de Trabalho. NR -15 – Anexo No. NR -15 – Anexo No. a caracterização de insalubridade ocorrerá quando forem ultrapassados os limites de tolerância constantes do Quadro no 1 deste Anexo. NR -15 – Anexo No. NR -15 – Anexo No. cuja insalubridade é caracterizada pela avaliação qualitativa. 10 – Umidade As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados. Benzeno.76 . Operações Diversas. UHF = Ultra High Frequency (microondas). Carvão Mineral. Chumbo. 14 – Agentes Biológicas Relação das atividades que envolvem agentes biológicos. MANGANÊS e SÍLICA LIVRE CRISTALIZADA.bico do avião. NR -15 – Anexo No. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. NR -15 – Anexo No. Cromo. VHF = Very High Frequency. sem a proteção adequada. pois possui radar. Fósforo. Nas atividades ou operações nas quais os trabalhadores ficam expostos a agentes químicos. Substâncias Cancerígenas. 12 – Limites de Tolerância para Poeiras Minerais ASBESTO. capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores. Insalubridade de grau máximo .antenas. Mercúrio. serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. ou em locais que apresentem condições similares. .: Campo eletromagnético é não ionizante. Obs. Silicatos. NR -15 – Anexo No. 9 – Frio As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas. Limites de Tolerância da Organização Internacional para a Normalização – ISSO em suas normas ISO2631 e ISSO/DIS 5349. 8 – Vibrações È a energia mecânica que não se dissipa em forma de ruído.operação com solda com arco aberto (ultravioleta). .

ambulatórios. com animais destinados ao preparo de soro. .lixo urbano (coleta e industrialização).048 / 99 têm direito à aposentadoria especial. sangue.laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal técnico).carnes. Atualmente somente as atividades relacionadas no Anexo IV do Decreto 3.hospitais. . .hospitais. . benefício da Previdência Social que têm direito alguns trabalhadores a se aposentarem com 15. glândulas. bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes. APOSENTADORIA ESPECIAL Aposentadoria Especial é um tipo de aposentadoria. . de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal técnico). em: .estábulos e cavalariças. postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais). não previamente esterilizados). Acreditam que o fato de estarem recebendo adicional de insalubridade ou mesmo de periculosidade lhes garante o direito à aposentadoria especial. tuberculose).gabinetes de autópsias. serviços de emergência. . Insalubridade de grau médio Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes. . brucelose.contato em laboratórios. Insalubridade e Periculosidade estão inseridos dentro do ramo do Direito Trabalhista.cemitérios (exumação de corpos). vacinas e outros produtos. vísceras. postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes. em contato permanente com: . Muitas pessoas confundem insalubridade com aposentadoria especial. animais ou com material infectocontagiante. ambulatórios.pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas. enfermarias.77 Trabalho ou operações. . ossos.esgotos (galerias e tanques). .resíduos de animais deteriorados. pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose. . não previamente esterilizados. couros. bem como objetos de seu uso. . 20 ou 25 anos de contribuição.

70. .INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE A) PARA SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL Lei Federal N. nos seguintes artigos: Subseção IV Dos Adicionais de Insalubridade.270. A servidora gestante ou lactante será afastada. Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais considerados penosos.1 . das operações e locais previstos neste artigo. e dá outras providências. nos termos das normas legais e . § 1o O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles. Periculosidade ou Atividades Penosas Art. Art. Atividades e operações que têm direito ao Adicional de Insalubridade. diz no seguinte artigo: Art.atividades e operações com radiações não ionizantes.º 8. Art. Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas. corrige e reestrutura tabelas de vencimentos. Parágrafo único. serão observadas as situações estabelecidas em legislação específica. radioativas ou com risco de vida. 12. 68. Lei Federal N. mas não têm direito à aposentadoria especial: . Os servidores civis da União.78 Enquanto Aposentadoria Especial está inserido dentro do ramo do Direito Previdenciário. enquanto durar a gestação e a lactação. fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo.º 8. de 17 de dezembro de 1991 que dispõe sobre reajuste da remuneração dos servidores públicos.112. de 11 de dezembro de 1990 – Estatuto dos Servidores Públicos Federais. insalubres ou perigosos. das autarquias e das fundações públicas federais perceberão adicionais de insalubridade e de periculosidade.atividades e operações em câmaras frigoríficas ou similares (frio) . 7. § 2o O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão.atividades e operações com umidade. Na concessão dos adicionais de atividades penosas. de insalubridade e de periculosidade. exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso. 69.

médio e máximo. de 30 de junho de 2006. 74. respectivamente. são regidos pelo Regime Jurídico Único para Servidores do Município de Sobral. conforme se dispuser em regulamento. no de periculosidade. § 3° Os percentuais fixados neste artigo incidem sobre o vencimento do cargo efetivo. § 4° O adicional de periculosidade percebido pelo exercício de atividades nucleares é mantido a título de vantagem pessoal. serão mantidos a título de vantagem pessoal. No caso de Sobral: ● Lei Municipal Nº 038/92. que veio com a Lei nº 697 .” No art. dez e vinte por cento. § 2° A gratificação por trabalhos com Raios X ou substâncias radioativas será calculada com base no percentual de dez por cento. de 15 de dezembro de 1992 – Regime Jurídico Único para Servidores do Município de Sobral. no caso de insalubridade nos graus mínimo. superiores aos aqui estabelecidos.” Portanto. por tratar-se de servidores públicos municipais. § 1° O adicional de irradiação ionizante será concedido nos percentuais de cinco. B) PARA SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL Para cada categoria existe um decreto diferente. porém faltava a regulamentação do Art. § 5° Os valores referentes a adicionais ou gratificações percebidos sob os mesmos fundamentos deste artigo. para os servidores que permaneçam expostos à situação de trabalho que tenha dado origem à referida vantagem. até então. Em seu art. 74 diz que “na concessão dos adicionais de penosidade. de 15 de dezembro de 1992. Os funcionários do SAAE. C) PARA SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL DE SOBRAL Cada município deverá possuir sua legislação própria. conforme Art.dez por cento. insalubridade e periculosidade serão observadas as situações específicas na legislação municipal. ● Lei Municipal Nº 697. 72 diz que “os funcionários que trabalham com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com riscos de vida fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo. II . nominalmente identificada.cinco. com percentuais diferentes. os funcionários tinham direito ao adicional. dez e vinte por cento. Lei Municipal nº 038/92. por exemplo. aplicando-se a esses valores os mesmos percentuais de revisão ou antecipação de vencimentos.79 regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral e calculados com base nos seguintes percentuais: I . 72. e sujeita aos mesmos percentuais de revisão ou antecipação dos vencimentos. nominalmente identificada.

80 de 30 de junho de 2006 que em seu Art. 1º diz que “os adicionais de insalubridade e de periculosidade, de que trata o art. 72 do Regime Jurídico Único do Município de Sobral (Lei nº 38 de 15 de dezembro de 1992), são devidos aos servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto – SAAE, que vieram a trabalhar, com habitualidade, em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com risco de vida, nos termos, condições e limites fixados nas normas gerias e regulamentares pertinentes aos trabalhadores em geral, e incidirão sobre o vencimento básico do servidor.” O adicional de insalubridade será devido ao servidor que trabalhar, com habitualidade, em local insalubre ou em contato permanente com substâncias tóxicas ou com risco de vida, da mesma forma pertinente aos trabalhadores em geral. O percentual correspondente ao adicional de insalubridade incidirá, de acordo com a Lei Municipal nº 697, de 30 de junho de 2006, sobre o vencimento básico do servidor e não sobre o salário mínimo da região. D) PARA EMPREGADOS REGIDOS PELA CLT Conforme a classificação do Ministério do Trabalho e Emprego, constante no Anexo à Portaria No. 25, de 29 de dezembro de 1994, os riscos ocupacionais, estão classificados em riscos: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Porém, vale lembrar, que nem todo risco ocupacional gera adicional de insalubridade e/ou periculosidade. Os trabalhadores em geral são aqueles regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. Por isso, as atividades e operações insalubres serão aquelas elencadas na Norma Regulamentadora NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), do Ministério do Trabalho e Emprego, de conformidade com o art. 7º, inciso XXII da Constituição Federal de 1998, com os artigos 193 a 197 da Consolidação das Leis do Trabalho-CLT, com a Lei N.º 6.514 de 22/12/1997 do Ministério do Trabalho e com a Portaria N.º 3.214 de 08/06/1978 do Ministério do Trabalho.

81

A CLT define atividades e operações insalubres nos seguintes artigos: Art. 189: “Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.” Art. 190: “O Ministério do Trabalho aprovará o quadro das atividades e operações insalubres e adotará normas sobre os critérios de caracterização da insalubridade, os limites de tolerância aos agentes agressores, meios de proteção e o tempo máximo de exposição do empregado a esses agentes.” O Ministério do Trabalho e Emprego publicou a Norma

Regulamentadora NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), constante da Portaria No. 3.214, de 08 de junho de 1978, que regulamenta a Lei N o. 6.514, de 22 de dezembro de 1977, em que classifica os riscos ocupacionais que podem gerar a concessão do adicional de insalubridade, a saber: a) riscos físicos:
- ruído contínuo ou intermitente superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro constante do Anexo 1 da NR-15 e no item 6 do mesmo Anexo; - ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos itens 2 e 3 do Anexo 2 da NR-15; - exposição ao calor com valores de IBUTG, superiores aos limites de tolerância fixados nos Quadros 1 e 2 do Anexo 3 da NR-15; - radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites de tolerância fixados no Anexo 5 da NR-15. - condições hiperbáricas, conforme Anexo 6 da NR-15; - radiações não-ionizantes consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 7 da NR-15; - vibrações consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 8 da NR-15; - frio considerado insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 9 da NR-15;

82
- umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme Anexo 10 da NR-15;

b) riscos químicos:
- agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro 1 do Anexo 11 da NR-15; - poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Anexo 12 da NR-15; - atividades ou operações, envolvendo agentes químicos, consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada constante no local de trabalho, constantes no Anexo 13 da NR-15;

c) riscos biológicos:
- agentes biológicos, conforme Anexo 14 da NR-15.

Riscos ergonômicos e de acidentes não são considerados insalubres, segundo a legislação, para efeito de concessão do adicional de insalubridade.
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE

No item 15.2 e subitens 15.2.1; 15.2.2 e 15.2.3 da NR-15, diz que percepção do adicional de insalubridade será de: 40% (quarenta por cento) para insalubridade grau máximo; 20% (vinte por cento) para insalubridade de grau médio; 10% (dez por cento) para insalubridade grau mínimo, incidentes sobre o valor de um salário mínimo.

Anexo 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Atividades ou operações que exponham o trabalhador Níveis de ruído contínuo ou intermitente superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro constante do Anexo 1 e no item 6 do mesmo Anexo. Níveis de ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos itens 2 e 3 do Anexo 2. Exposição ao calor com valores de IBUTG, superiores aos limites de tolerância fixados nos Quadros 1 e 2. Níveis de iluminamento inferiores aos mínimos fixados no Quadro 1. (Revogado) Níveis de radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites de tolerância fixados neste Anexo. Ar comprimido. Radiações não-ionizantes consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Vibrações consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Frio considerado insalubre em decorrência de inspeção realizada no

Percentual 20% 20% 20% 20% 40% 40% 20% 20% 20%

a não ser para categorias que. tivesse salário profissional ou piso normativo. a alteração foi motivada pela edição. envolvendo agentes químicos. a redação da Súmula nº 228 passa a ser a seguinte: SÚMULA 228. Umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. que veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna.83 local de trabalho. assim. Aprovada na última sessão do Tribunal Pleno. Atividades ou operações. 10 11 12 13 14 20% 10%. A partir de 9 de maio de 2008. Agentes biológicos. Poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados neste Anexo. 20% e 40% 20% e 40% TST fixa novo critério para o adicional de insalubridade Brasília/DF . Por maioria de votos. A alteração tornou-se necessária porque a Súmula Vinculante nº 4 do STF veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. o . que trata da base de cálculo do adicional de insalubridade. a partir de agora. convenção coletiva ou sentença normativa. em sessão do Tribunal Pleno. Agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro 1. em 9 de maio. a base de cálculo assentada pela jurisprudência do tribunal para o adicional de periculosidade. o Pleno do TST cancelou a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 2 da SDI-1 e alterou a Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1 para adequá-la à nova redação da Súmula nº 228. realizada na semana passada. 26. 20% e 40% 40% 10%. Com a modificação. assim. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. da Súmula Vinculante nº 4. A redação anterior da Súmula nº 228 do TST adotava o salário mínimo como base de cálculo. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. prevista na Súmula nº 191. a partir da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. ============================================================ Súmula 228: nova redação será publicada amanhã (04) A nova redação da Súmula nº 228 do Tribunal Superior do Trabalho. por força de lei. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. Na mesma sessão. por analogia. dar nova redação à Súmula nº 228 para definir como base de cálculo para o adicional de insalubridade o salário básico. consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. será publicada no Diário da Justiça amanhã (04).O Tribunal Superior do Trabalho decidiu na quinta-feira. o TST adotou. pelo Supremo Tribunal Federal. BASE DE CALCULO.

Fonte: TST ============================================== ======= Insalubridade . dar nova redação à Súmula nº 228 para definir como base de cálculo para o adicional de insalubridade o salário básico. em 9 de maio. a base de cálculo assentada pela jurisprudência do Tribunal para o adicional de periculosidade. o TST adotou. por analogia. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. a não ser para categorias que. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. em sessão do Tribunal Pleno. prevista na Súmula nº 191. convenção coletiva ou sentença normativa. a partir da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade. A alteração tornou-se necessária porque a Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. Por maioria de votos. BASE DE CÁLCULO.84 adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. por força de lei.Novos cálculos para o adicional. A redação anterior da Súmula nº 228 adotava o salário mínimo como base de cálculo. assim. tivesse salário profissional ou piso normativo. o Pleno do TST cancelou a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 2 da SDI-1 e alterou a Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1 para adequá-la à nova redação da Súmula nº 228. 08/07/08 TST fixa novo critério para adicional de insalubridade O Tribunal Superior do Trabalho decidiu ontem (26). HORA EXTRA. A resolução entra em vigor na data de sua publicação Fonte: Assessoria de Comunicação Social Tribunal Superior do Trabalho. ================================================== ======== Insalubridade .Justiça define cálculos . A mesma resolução que altera a Súmula nº 228 ainda cancela a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 02 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) e confere nova redação à Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo. nos seguintes termos: 47. Na mesma sessão.

A maioria dos metalúrgicos que recebem insalubridade são os que trabalham em fornos e auto-fornos. em média. "A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade". Mendes suspendeu a parte do dispositivo que permite a utilização do salário básico no cálculo do adicional. o adicional agora será de R$ 400. isso ainda não é uma realidade". A decisão agradou uma das categorias mais atingidas pelas condições de trabalho insalubres: os metalúrgicos. Carlos Cavalcante Lacerda. os trabalhadores vinham recebendo.85 09/07/08 Justiça determina que insalubridade seja calculada sobre salário contratual Brasília . Cerca de 20% desses profissionais recebem o adicional de insalubridade e terão aumento no contra-cheque. do Tribunal Superior do Trabalho (TST). o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o adicional de insalubridade deve ser calculado sobre o salário básico. A decisão retroage ao dia 9 de maio de 2008. Fonte: Agência Brasil Insalubridade . entidade que no início deste ano entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF). R$ 80 pelo adicional de insalubridade. considerou o secretário da CNTM. concedeu liminar pedida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e suspendeu a aplicação de parte da Súmula 228. sobre pagamento de adicional de insalubridade. o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). "O ideal para nós seria que nenhum trabalhador precisasse receber o adicional de insalubridade. ministro Gilmar Mendes. Além disso. A Súmula do TST permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade. . De acordo com o secretário de Assuntos Parlamentares da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM). Na última sessão do Tribunal Pleno.O salário mínimo não pode mais servir de base para o cálculo do adicional de insalubridade. o adicional de insalubridade passa a fazer parte da base de cálculo da hora extra. salvo se houver critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva. No entanto. Lacerda informou que a média salarial da categoria é de R$ 2 mil. A decisão consta na Súmula 228 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) publicada no Diário da Justiça de hoje (4). pedindo a mudança no cálculo do adicional de insalubridade.STF suspende súmula do TST sobre pagamento 20/07/08 Liminar suspende Súmula do TST sobre pagamento de insalubridade Na última terça-feira (15). decidiu o STF. salvo critério mais vantajoso fixado em acordos coletivos. Pelos seus cálculos.

Adicional de Insalubridade. após conceder liminar que suspendeu a aplicação da Súmula 228. Base de Cálculo. Em termos práticos. Em abril. As informações foram solicitadas pelo presidente do STF. na parte em que permite a utilização do salário básico para calcular o adicional de insalubridade. editada pelo STF no início do ano. o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. porquanto permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa". fica suspensa a aplicação da Súmula 228 até que o STF julgue o mérito da questão. com o objetivo de oferecer subsídios para o julgamento da matéria pelo Supremo. concedeu a liminar pedida pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e suspendeu a parte do dispositivo que permite a utilização do salário básico no cálculo do adicional. . instrumento jurídico próprio para preservar decisões da Suprema Corte e impedir desrespeito às súmulas vinculantes. a partir da vigência da Súmula Vinculante nº 4. inconstitucional o artigo 192 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). salvo nos casos previstos na Constituição. a argumentação "afigura-se plausível". o ministro Rider de Brito tece considerações sobre o posicionamento adotado na sessão do Tribunal Pleno do dia 26 de junho. A mesma resolução que altera a Súmula nº 228 ainda cancela a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 02 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) e confere nova redação à Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1.O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho). "a nova redação estabelecida para a Súmula 228/TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante nº 4. ministro Rider Nogueira de Brito. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo. segundo informa o TST. ministro Gilmar Mendes. Para Mendes. O entendimento foi firmado no julgamento de processo que tratava sobre o pagamento de adicional de insalubridade para policiais militares paulistas. Nas informações fornecidas ao STF. ministro Gilmar Mendes. Em seguida. encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) esclarecimentos sobre a Súmula 228 do TST. o STF editou a Súmula Vinculante nº 4 para impedir a utilização do salário mínimo como base de cálculo de vantagem devida a servidor público ou a empregado. Hora extra. porquanto permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa”. Fonte: STF TST suspende a aplicação da Súmula 228 Fonte: Última Instância Brasília/DF .86 A CNI alegou que a súmula do TST afronta a Súmula nº 4. determinando que. que aprovou a nova redação. salvo se houvesse critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. A confederação contesta o dispositivo em uma Reclamação (RCL 6266). assim. o presidente do STF. Para Gilmar Mendes. exceto quando houver critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva. A alteração foi motivada pela edição da Súmula Vinculante 4 do Supremo. Porém. o TST modificou a Súmula 228. que não permite a utilização de salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. Gilmar Mendes aceitou as alegações da CNI e considerou que “a nova redação estabelecida para a Súmula 228 do TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante 4. no dia 15 de julho. Histórico O dispositivo foi publicado no dia 4 de julho e permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade. Veja abaixo a nova redação da Súmula 228: A partir de 9 de maio de 2008. nos seguintes termos: 47. A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade. O enunciado também impede a substituição da base de cálculo (do salário mínimo) por meio de decisão judicial. o adicional de insalubridade poderia ser calculado sobre o salário básico. em maio deste ano.

no dia 26 de junho. Com a modificação. pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Aprovada na última sessão do Tribunal Pleno.30/7/2008 ===================================================================================== Mudança no adicional de insalubridade depende do STF Fonte: Agência Brasil Brasília/DF . que trata da base de cálculo do adicional de insalubridade. Antônio Carlos Vendrame. o trabalhador terá que reivindicá-la por meio de ação na Justiça. salvo critério mais . A Suprema Corte vai atender a questionamentos de federações e grupos de empresas de diversos estados.87 Fonte: Última Instância . Ao falar sobre o assunto. argumentou que dar o adicional com base no salário mínimo "torna o benefício irrisório". data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. que.17/8/2008 Notícias do Tribunal Superior do Trabalho 04/07/2008 Súmula 228: nova redação foi publicada hoje A nova redação da Súmula nº 228 do Tribunal Superior do Trabalho. pelo Supremo Tribunal Federal. assim. período em que foram promovidas alterações em diversas súmulas. A partir de 9 de maio de 2008. que envolve entendimento jurídico em torno da Constituição. o cálculo do adicional de insalubridade sobre o salário básico do trabalhador. Trata-se de matéria de direito. o professor e engenheiro de Segurança do Trabalho. para ser aplicado. BASE DE CALCULO. da Súmula Vinculante nº 4. "Elas podem deixar de pagar esse adicional e um monte de outros tributos que vêm em forma de cascata. o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. que veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna. para adequar a matéria à Constituição Federal. a alteração foi motivada pela edição.A decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que definiu. da Rádio Nacional. A adoção do cálculo sobre o salário básico das categorias e não sobre o salário mínimo vem sendo discutida há vários anos na Justiça. Vendrame entende. A polêmica se concentra em dispositivo da Constituição que veda indexação sobre o menor salário do país. mesmo depois que o STF der uma solução definitiva para a questão e se ficar aprovada a alternativa mais favorável. opinando que as empresas têm que pagar esse adicional "como penalidade por não proporcionarem ambiente adequado ao trabalhador". foi publicada hoje (04) no Diário da Justiça. desde que invistam na segurança do trabalhador". completou. está dependendo de julgamento do mérito da questão. Vendrame deu entrevista ao programa Revista Brasil. que julgam a alteração promovida pelo TST inconstitucional. realizada na semana passada. Ele acha mais justa a forma arbitrada pelo TST. inconstitucional o artigo nº 192 da CLT. O adicional vinha sendo pago sobre 30% do valor do salário mínimo. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. a redação da Súmula nº 228 passa a ser a seguinte: SÚMULA 228. conforme lembrou. Fonte: Agência Brasil .

A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade. uma vez cumprida a carência exigida nesta Lei. perante o Instituto Nacional do Seguro Social . De conformidade com o § 3o do Art.88 vantajoso fixado em instrumento coletivo.048/99: “A concessão da aposentadoria especial dependerá de comprovação pelo segurado. conforme dispuser a lei. efetiva exposição aos agentes nocivos químicos. não ocasional nem intermitente. 64 do Decreto 3. Permitida a reprodução mediante citação da fonte Assessoria de Comunicação Social Tribunal Superior do Trabalho Tel. durante 15 (quinze). diz que a aposentadoria especial será devida.” .2 .gov. A resolução entra em vigor na data de sua publicação. ao segurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. 57 da Lei 8. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE.213/91 e com o § 1 o do Art.213/91. em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. sem cunho oficial.br 7. 57 da Lei 8. do tempo de trabalho permanente. 20 (vinte) ou 25(vinte e cinco) anos. pelo período equivalente ao exigido para a concessão do benefício. BASE DE CÁLCULO. durante o período mínimo fixado. físicos. biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física. de conformidade com o § 4o do Art. nos seguintes termos: 47.APOSENTADORIA ESPECIAL O art.” Também. além do tempo de trabalho. HORA EXTRA.048/99: “O segurado deverá comprovar. 57 da Lei 8.213/91 e com o § 2 o do Art.INSS. A mesma resolução que altera a Súmula nº 228 ainda cancela a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 02 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI1) e confere nova redação à Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1. (Carmem Feijó) Esta matéria tem caráter informativo. (61) 3314-4404 imprensa@tst. 64 do Decreto 3.

não mais seriam contempladas simplesmente pelo risco. Desta forma. Assim. bem como as atividades com a presença de Umidade e Frio.89 Afinal de contas. os segurados que estivessem realmente expostos a agentes agressivos. Bombeiros. OUTROS CORTES: A partir de 05/03/97 novos cortes foram introduzidos. 20 ou 25 anos de trabalho. pelo simples exercício da função. etc) – Chumbo – Fumos Metálicos de Solda. Clínicas. Policiais. o Enfermeiro. podendo variar de 20% a 40%. passaram a dar o direito a Aposentadoria Especial. Bombeiro. independentemente de comprovação dos riscos em Laudos de Segurança do Trabalho. gerando aposentadorias aos 15. dependendo da atividade. Após abril/95 o INSS alterou o enquadramento: Somente teriam direito. Os riscos provenientes de Atividades de Risco. Anterior a 1995. outros produtos químicos. atenuando ou neutralizando o risco de certos agentes. o Torneiro Mecânico. Atualmente ele é chamado de DIRBEN 8030 (Antigo SB 40) e a partir de 01 de Janeiro de 2004. Postinhos de Saúde. tal como ruído. quando do contato direto com pacientes. com as trabalhistas. tais como Ruído – Produtos Químicos – Poeiras Agressivas (Sílica. Como exemplo. uma vez que muitas empresas sempre informaram a existência do EPI muito antes desta exigência. não ocasional. Equipamento de Proteção Individual e se este o protegia de fato. Respondendo afirmativamente. poeiras minerais. quem tem Direito a Aposentadoria Especial? O benefício da Aposentadoria Especial foi instituído na década de 60. somente a exposição a Ruído é que dependia de um Laudo Ambiental de comprovação. como as exercidas por Eletricistas. o documento que atesta a exposição. chumbo. Ambulatórios. Para a devida comprovação junto ao INSS. somente seriam enquadradas como especial. o INSS introduziu a obrigatoriedade da empresa em informar se o segurado que por ventura estivesse exposto a um determinado risco. Nestes casos. os segurados estão ingressando com ações contra o INSS. etc. a empresa fornecia e ainda fornece OBRIGATORIAMENTE. cada ano de exposição era convertido com o devido acréscimo. apelando para o direito adquirido e para a inconstitucionalidade da ação regressiva da figura do EPI. DIREITO ATÉ 1995 Até 28/04/1995 muitas atividades foram reconhecidas pelo INSS como especiais. se o trabalho fosse em Hospitais ou Estabelecimentos de Doenças Infecto Contagiosas e a exposição permanente e não ocasional. com o objetivo de retirar o segurado precocemente da atividade nociva à saúde ou prejudicial a sua integridade física. etc. passará a se denominar PPP Perfil Profissiográfico Previdenciário. etc. temos o Soldador. a Telefonista. Resumindo: Precisaria então que a empresa tivesse um Laudo Ambiental com estas informações. o direito a especial deixaria de existir. A grande polêmica é que muitos segurados tiveram cortados ou não considerados. o Eletricista. de forma habitual e permanente. . certos agentes agressivos à saúde e reconhecidos pelo INSS. inclusive com informações relativas à saúde ocupacional. estava ou não efetivamente protegido pelo EPI. A FIGURA DO EPI A PARTIR DE 14/12/98: E para amarrar de vez as normas previdenciárias. e acima do Limite de Tolerância determinados pela Legislação Trabalhista (NR 15). Policial. constituindo-se de um autêntico histórico laboral do trabalhador junto à empresa. como Eletricista. As exercidas em Hospitais. Riscos Biológicos e até mesmo atividades tidas como perigosas. nem intermitente e sem a devida proteção. períodos anteriores a Dez/98.

ou seja. muito bem. os funcionários estarão mais bem assistidos e protegidos. esteve e está (dependendo do caso) obrigada a recolher taxas que variam de 6 a 12% sobre a Folha de Pagamento dos funcionários expostos. evitando-se assim exposição aos riscos e consequentemente a preservação da saúde e uma menor incidência de aposentadorias especiais e por invalidez ocupacional. que a partir de agora. Uma empresa que assim concordasse. acima e abaixo do Limite de Tolerância. as Empresas deverão dar maior atenção a Gestão da Saúde e da Segurança de seus funcionários. estaria se expondo a fiscalização e enquadramento do Ministério do Trabalho e do Ministério Público. as atividades exercidas deverão ser analisadas da seguinte forma: PERÍODO TRABALHADO ENQUADRAMENTO . o que convenhamos seria difícil admitir para uma empresa que valorize a segurança. afim de custear a Aposentadoria Especial dos mesmos. sem proteção individual e coletiva. teve um acréscimo ao tempo trabalhado. pelo menos para empresas idôneas e que valorizam a Segurança e a Saúde de seus trabalhadores.90 CONCLUSÃO: Atualmente e com o novo documento de comprovação. quem teve direito a aposentadoria especial no passado. além de se obrigar a contribuir com acréscimo em sua Folha de Pagamento. durante toda a Jornada de Trabalho do segurado. de forma a custear a Aposentadoria Especial. e ainda. exigindo muito mais em termos do cumprimento das normas de segurança. funcionários que estiverem de fato totalmente desprotegidos. CUSTEIO DA APOSENTADORIA ESPECIAL (GFIP): A partir de 1999. tem garantido o direito e a devida contagem do referido tempo como especial.DIRBEN 8030 ou PPP). junto ao INSS. Seria inconcebível imaginarmos um funcionário preferindo não usar um determinado EPI e exposto a um agente agressivo à sua saúde. para efeito de aposentadoria especial. tal como já explicado. Se os índices da concentração variarem. somente para receber o direito a aposentadoria especial. será praticamente impossível obterse um enquadramento. para fins de Aposentadoria Especial (DSS 8030 . somente terão direito a aposentadoria especial. que os agentes estejam acima dos Limites de Tolerância. toda empresa que manteve seus funcionários expostos a riscos nocivos à saúde e vem emitindo o documento que atesta tal condição. Concluímos portanto. mas para períodos atuais. Encerrando. IMPORTANTE: Se o segurado anterior a 1997 ou 1995 laborou em atividades que por si só já lhe davam o direito a aposentadoria especial. Em assim agindo. a exposição será considerada como intermitente e portanto não dará o enquadramento. ou seja. o PPP Perfil Profissiográfico Previdenciário. Qualquer que seja a data do requerimento dos benefícios.

Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais. de 2002.831.080. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais.org.048. aprovado pelo Decreto nº 83. Anexo IV do RBPS. de 1964. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais. aprovado pelo Decreto nº 2.831.0.asp?id=68 Vinícius Vieira de Souza . Diante das freqüentes irregularidades cometidas pelo INSS nos processos de concessão de aposentadoria especial. Código 1.º 4. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais.91 Quadro anexo ao Decreto nº 53. Anexo I do Decreto nº 83. aprovado pelo Decreto nº 3.079. de 1964. 68 do RBPS. para todos os agentes nocivos. de 2002. de 1997. Anexos I e II do RBPS.0. obrigatoriamente para o agente físico ruído.Instituto de Estudos Previdenciários. aprovado pelo Decreto nº 3. Código 1. Anexo I do Decreto nº 83. LTCAT.br/palavra_profissional. que deverão ser confrontados com as De 06/05/99 a 31/12/03 informações relativas ao CNIS para a homologação da contagem do tempo de serviço especial nos termos do art.IEPREV .048. Anexo IV do RBPS. de 1997.079. 19 e § 2º do art. 19 e § 2º do art. de 2002. de 1979. de 1979. de 1964. Formulário: LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais. para todos os agentes nocivos. Entre os beneficiários da aposentadoria especial encontram-se os engenheiros de . aprovado pelo Decreto nº 2. de 1999. 68 do RBPS. 19 e § 2º do art. 68 do RBPS.079. com redação dada pelo Decreto n. Formulário: CP/CTPS.crea-mt. para todos os agentes nocivos.º 4. obrigatoriamente para o agente físico ruído. Aposentadoria especial dos engenheiros Site: http://www. buscando informações que lhes permitam recorrer aos órgãos competentes na consolidação de seus direitos.º 4. de 1999. com redação dada pelo Decreto n. para todos os agentes nocivos.172. com redação dada pelo Decreto n.080.831. Formulário que deverá ser confrontado com as informações A partir de 01/01/2004 relativas ao CNIS para a homologação da contagem do tempo de serviço especial nos termos do art.0 do Anexo ao Decreto nº 53. de 1979. ganha a matéria relativa a este benefício interesse cada vez maior entre os próprios segurados que trabalharam sob condições insalubres.0 do Anexo ao Decreto nº 53. que deverão ser confrontados com as informações relativas ao CNIS para a homologação da contagem do tempo de serviço especial nos termos do art.080. De 05/09/60 a 28/04/95 De 29/04/95 a 13/10/96 De 14/10/96 a 05/03/97 De 06/03/97 a 31/12/98 De 01/01/99 a 05/05/99 Anexo IV do RBPS. Anexo IV do RBPS.172.

elencando em seu rol as especialidades de engenharia de construção civil. contudo. Nestes casos.230/68. inexigível qualquer comprovação de efetiva exposição.230/68 que revogou parte da lista das atividades especiais constante daquela norma. não se podendo falar em retroatividade da Lei. contendo a norma que rege a matéria diversas sutilezas em relação a cada uma das modalidades desta profissão.831/64. Neste sentido. prevê a legislação previdenciária redução no tempo de contribuição exigido para a concessão da aposentadoria por tempo de serviço ou contribuição. tanto em nível legal como infralegal. A dificuldade na aplicação das normas que cuidam da aposentadoria especial é acentuada pelas inúmeras alterações sofridas. uma vez que o Decreto criava presunção absoluta de insalubridade das atividades. editou-se o Decreto 63. Regulamentando a Lei 3.831/64 classificou inicialmente as atividades e agentes considerados insalubres. para tais profissões. quatro anos apenas da entrada em vigor do Decreto 53.92 várias especialidades. metalurgia e eletricistas. As divergências dizem respeito à determinação das atividades e agentes considerados insalubres para fins da contagem do tempo especial.807/60 que instituiu o benefício em questão. A presunção mostrava-se. em 08/11/1968 foi . gerando enorme confusão ao operador do direito previdenciário. ser aplicada a norma vigente em cada período trabalhado. Com apenas dois meses de vigência do Decreto 63. o Decreto 53. minas. mesmo os engenheiros que trabalhavam em escritórios poderiam beneficiar-se com a redução no tempo de contribuição. Visando compensar os efeitos danosos à saúde do trabalhador que laborou exposto a condições insalubres. ou em direito adquirido em matéria previdenciária. Em 10 de setembro de 1968. devendo. excluindo de seu rol a atividade dos engenheiros de construção civil e eletricista. uma vez que não necessitavam apresentar os formulários técnicos preenchidos pelos empregadores. A comprovação da atividade especial poderia ser feita através de todo contrato de execução de obras ou prestação de serviços de engenharia formalizado mediante Anotação de Responsabilidade Técinica (ART) junto ao CREA. extremamente conveniente para os engenheiros que trabalhavam como profissionais autônomos. ainda.

. substituindo-a por “conforme dispuser a lei”.213/91 a expressão “conforme atividade profissional”. 53. em brecha da lei que permitiu aos engenheiros das duas modalidades contarem seu tempo de serviço como especial mediante a simples comprovação de exercício de sua atividade.).213/91.831/64. restando por beneficiar os engenheiros eletricistas e da construção civil.032/95 visava a concessão da aposentadoria especial apenas para os segurados que comprovassem sua exposição efetiva aos agentes insalubres. 57 da Lei 8. não tendo sido editada nenhuma nova lei regulamentando o art. determinando sua aplicação concomitantemente com o Decreto 83. não se exigiu que uma lei posterior específica criasse novo rol de profissões insalubres. foi suprimida da redação do art. Lei 8. permanecia em vigor a Lei 5. Apenas em 28/04/1995. ainda. não necessitando comprovar a exposição às condições especiais.831/64. A substancial alteração introduzida pela Lei 9. colocando novamente em vigor a totalidade do rol do Decreto 53. reiterando o direito dos engenheiros eletricistas e de civis.93 editada a Lei 5.032/95.213/91. comprovação pelo segurado de sua exposição em caráter “permanente. não ocasional nem intermitente” às condições especiais (§ 3º. contudo. Em 1992. dispondo sobre a matéria. regulamentando o novo diploma previdenciário. 57 da Lei 8. foi editado o Decreto 611/92 que. O detalhe da Lei 9. 57 da Lei 8.080/79. revestindo novamente de presunção absoluta a insalubridade das atividades profissionais compreendidas no antigo Decreto. através da Lei 9. assim. exigindo. sutileza que “driblou” a intenção do legislador de excluir a presunção de insalubridade em favor dos trabalhadores de qualquer grupo profissional. Ao substituir a expressão “conforme categoria profissional” por “conforme dispuser a lei”. levando a entender que.032/95 constitui. restando intocado o direito dos engenheiros à presunção absoluta de insalubridade de sua atividade. manteve a aplicação do Decreto já em vigor.213/91. A nova redação do art. trouxe. mesmo após a entrada em vigor deste diploma. não mais parecendo aceitar qualquer tipo de presunção neste sentido.527/68.527/68 de 08/11/1968 que ressalvou o direito dos engenheiros eletricistas e de construção civil à aludida presunção.

Até a entrada em vigor da Medida Provisória 1. não ocasionalidade nem intermitência” da exposição. a comprovação através de laudo pericial expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho. Enquanto os engenheiros eletricistas e civis possuem a presunção de insalubridade de sua atividade até 11/10/1996.94 Tal discrepância somente foi corrigida pela Medida Provisória 1.527/68. de 23/10/1997. além do formulário técnico.523. Tendo o direito pátrio excluído o direito à contagem especial do tempo de contribuição sem a comprovação da efetiva exposição às condições insalubres. de 03/05/2001. data da entrada em vigor da Lei 9. aqui. de 11/10/1996. direito já reconhecido. criando à empresa a obrigação de elaborar e manter atualizado o chamado “perfil profissiográfico previdenciário – PPP”. constatando as condições especiais da atividade.528/97. de 11/10/1996. a exigência introduzida pela Lei 9. no que tange ao preenchimento dos documentos. Pela Medida Provisória 1.523/96 passou a exigir.523/96. O entendimento acima suplantado já possui assento em nossos Tribunais. exigência que . metalurgia e químicos gozam da presunção apenas até 28/04/1995. diante da ausência de informações sobre o mesmo.528/97. diante de liminar concedida em Ação Civil Pública julgada pela 4ª Vara Previdenciária de Porto Alegre – RS. A alteração introduzida pela referida Medida Provisória 1. sob pena de desconsideração do formulário.523-13. não mais valem quaisquer tipos de presunções. pela Instrução Normativa nº 49 do INSS. conforme se vê do julgamento do Recurso Especial de nº 296562/RN.213/91. introduziu-se o § 4º no art. a comprovação poderia se dar mediante a simples apresentação dos formulários técnicos do INSS devidamente preenchidos pelos empregadores.523-14 e convertida na Lei 8. devendo os segurados atenderem às exigências das normas previdenciárias para sua comprovação. que revogou expressamente a Lei 5. já tendo inclusive sólida jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. reeditada até a de número 1.032/95.032/95 de constarem dos formulários a informação de “permanência. criando enorme alvoroço entre o empresariado. convertida na Lei 8. Importante ressaltar. inclusive. os engenheiros de minas. bem como conferiu novamente ao Poder Executivo a competência para definir o rol dos agentes nocivos. 58 da Lei 8.

importante salientar que não possuem as Instruções Normativas o condão de inovar no Ordenamento Jurídico. introduzindo regras não previstas em Lei.172/97. conforme inicialmente aludido.528/97. têm considerado as Instruções Normativas 78/02 e 84/02 que o trabalhador sem vínculo empregatício não pode ter sua atividade enquadrada como especial. em função de não deter meios de comprovar sua exposição. ilegal. introduziu-se. e até 28/04/1995 para os engenheiros de minas. por exemplo. bem como mediante de fiscalização do Órgão competente. importante sublinhar que para os casos de empresa extinta. em que pese mencionado pelo Decreto 2. de metalurgia e químicos. sem qualquer objeção pelo Órgão administrativo. A escusa da norma do INSS de que o direito não é devido aos contribuintes individuais por impossibilidade de prova é. que o enquadramento da atividade especial obedecerá à sistemática legal vigente no período laborado. como. Já no que tange aos períodos posteriores a estas datas. não podendo o INSS aplicar as exigências atuais para os períodos pretéritos. Carente de regulamentação. Relativamente à comprovação pelo trabalhador autônomo. criando enorme alvoroço entre o empresariado.95 anteriormente somente existia em relação os agentes nocivos ruído e calor. não havendo qualquer restrição ao direito destes segurados na legislação previdenciária. podendo valer-se de meios outros que não os formulários técnicos para comprovarem sua exposição aos agentes insalubres. 58 da Lei 8. fica este dispensado. o § 4º no art. Neste aspecto. o PPP somente foi aprovado pela Instrução Normativa nº 78. Deve-se observar. criando à empresa a obrigação de elaborar e manter atualizado o chamado “perfil profissiográfico previdenciário – PPP”. ainda. na impossibilidade de emissão do PPP ou formulário DIRBEN 8030. assim. até 11/10/1996. podendo a comprovação ser processada mediante Justificação . basta a apresentação dos contratos de serviços de engenharia formalizados pelas ARTs. por exemplo. instituído por esta como o formulário padrão para a comprovação da atividade especial desempenhada pelos segurados. conforme mencionado acima. diante da ausência de informações sobre o mesmo. através de justificação administrativa e judicial. para os engenheiros civil e eletricistas. Sobre este aspecto. de 16/07/2002. Através da Lei 8.213/91.

aprovada pela Portaria N. inciso XXII da Constituição Federal. de 04.214 de 08/06/1978 do Ministério do Trabalho. . de conformidade com a Lei Nº 7.96 Administrativa. criando novo rol de agentes nocivos à saúde. que implementou a Reforma da Previdência. 193: “São consideradas atividades ou operações perigosas. aquelas que. regulamentada pelo Decreto 93. ainda. na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho. Porém.04. os trabalhadores em geral são também submetidos ao art.048/99. Raios X. desde a geração da energia elétrica até o medidor. novo Decreto foi editado em 1999. relativa à Lei N.412/1986. impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado.0 . Um quarto agente considerado perigoso. aos artigos 193 a 197 da Consolidação das Leis do Trabalho e à Norma Regulamentadora NR – 16 (Atividades e Operações Perigosas). onde são consideradas atividades perigosas as que envolvem inflamáveis e explosivos.” O terceiro agente legalmente considerado perigoso é a energia elétrica ou eletricidade. A CLT define atividades e operações perigosas no artigo abaixo: Art.º 6.09. como por exemplo.369.1985. competência para a resolução de qualquer dúvida sobre o enquadramento dos agentes aos Ministérios do Trabalho e da Previdência e Assistência Social.º 3.2003 e da NR-16. dando. o tema referente à aposentadoria especial possui diversas nuances que o torna complexo para o operador da previdência.ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS Quanto a periculosidade. Decreto 3. são as radiações ionizantes. tornando-o terreno fértil para discussões que devem persistir na defesa dos direitos dos segurados. somente para atividades realizadas dentro do Sistema Elétrico de Potência. pois a partir do medidor é considerado Unidade de Consumo e não mais integrante do Sistema Elétrico de Potência. 7º. sob o ponto de vista legal. ou seja. 8.514 de 22/12/1977. Conforme acima apresentado. Após a promulgação da Emenda Constitucional 20/1998. por sua natureza ou métodos de trabalho. de conformidade com a Portaria nº 518. inclusive. de 20.

que vai desde a geração.514. não dão direito ao trabalhador à percepção do adicional de periculosidade.atividades e operações perigosas com inflamáveis. transmissão e distribuição da energia elétrica até o medidor. cujos limites são definidos por meio de critérios apropriados. de 20 de setembro de 1985. os riscos ocupacionais que podem gerar a concessão de adicional de periculosidade são: . após o medidor. 487) A Norma Regulamentadora NR-10. constante na Portaria No. transmissão e distribuição de energia elétrica até a medição. em sentido restrito. tensão etc.214. 7. 93. “Sistema Elétrico de Potência. concessionária. pois estão fora do Sistema Elétrico de Potência. . de 22 de dezembro de 1977. que são as áreas localizadas dentro de um chamado Sistema Elétrico de Potência. também instituiu o adicional de periculosidade para trabalhadores expostos aos riscos de contato com a energia elétrica.412. regulamentada pelo Decreto No.” (GONÇALVES. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE . em sentido amplo. pág. A Lei No.atividades e operações perigosas com radiações ionizantes ou substâncias radioativas. ou seja.atividades e operações perigosas com explosivos. . do Ministério do Trabalho e Emprego. 6. vem definir Sistema Elétrico de Potência como sendo. 2003. em seu glossário. do Ministério do Trabalho e Emprego. de 08 de junho de 1978. 3.” Atividades com energia elétrica. de 14 de outubro de 1986.369. segundo a norma brasileira NBR 5460/81 da ABNT. porém nas atividades e áreas de risco constante do Anexo do Decreto No. após o medidor. unidades de consumo. que regulamenta a Lei N o. localização geográfica. transmissão e distribuição de energia elétrica e.412/86. “Sistema Elétrico de Potência (SEP): conjunto das instalações e equipamentos destinados à geração. 93. inclusive. Até o medidor são unidades de potência.97 De conformidade com a Norma Regulamentadora NR-16 (Atividades e Operações Perigosas). tais como. corresponde a um conjunto definido de linhas e subestações que assegura a transmissão e/ou a distribuição de energia elétrica. é o conjunto de todas as instalações e equipamentos destinados à geração.

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De acordo com a NR-16, no seu item 16.2, para as seguintes atividades:
- atividades e operações perigosas com explosivos; - atividades e operações perigosas com inflamáveis; - atividades e operações perigosas com radiações ionizantes ou substâncias radioativas,

16.2. O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador a percepção de adicional de 30% (trinta por cento), incidente sobre o salário, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participação nos lucros da empresa. No caso dos eletricitários, o adicional de periculosidade incide sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial, conforme Súmula 191 do Tribunal Superior do Trabalho: 191 – ADICIONAL. PERICULOSIDADE. INCIDÊNCIA. – O adicional de periculosidade incide apenas sobre o salário básico e não sobre este acrescido de outros adicionais. Em relação aos eletricitários, o cálculo do adicional de periculosidade deverá ser efetuado sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial. (Res. 121/2003 – DJ – 21-11-2003). 9.0 - NORMAS REGULAMENTADORAS NORMAS REGULAMENTADORAS (NR): são normas emitidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego através de portaria. Para dar cumprimento às disposições relativas à Segurança e Saúde no Trabalho, ficou determinado no art. 200 da CLT (com redação dada pela Lei nº 6.514, de 22.12.77) que o Ministro de Estado do Trabalho estabeleceria disposições complementares às normas consolidadas. Para tanto expediu-se a Portaria MTb nº 3.214, de 08.06.78 (em vigência desde 06.07.78), a qual aprovou 28 (vinte e oito) Normas Regulamentadoras (NRs) que detalham o disposto no Capítulo V do Título II da CLT.

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Posteriormente, por meio da Portaria MTb nº 3.067, de 12.04.88, foram aprovadas as Normas Regulamentadoras Rurais (NRRs), relativas à “Segurança e Higiene do Trabalho Rural”, e por meio da Portaria SSST nº 53, de 17.12.97, aprovado o texto da Norma Regulamentadora relativa à “Segurança e Saúde no Trabalho Portuário” (NR 29). Portanto, hoje existem 32 Normas Regulamentadoras (NR) destinadas às atividades urbanas e 5 Normas Regulamentadoras Rurais (NRR) destinadas à regulamentação das atividades rurais relativas à segurança e saúde do trabalho, cada uma delas tratando de um tema específico, conforme segue: NR 1 – Disposições Gerais NR 2 – Inspeção Prévia NR 3 – Embargo ou Interdição NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA NR 6 – Equipamento de Proteção Individual – EPI NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO NR 8 – Edificações NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA NR 10 – Instalações e Serviços em Eletricidade NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais NR 12 – Máquinas e Equipamentos NR 13 – Caldeiras e Vasos de Pressão NR 14 – Fornos NR 15 – Atividades e Operações Insalubres NR 16 – Atividades e Operações Perigosas NR 17 – Ergonomia NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

100 NR 19 – Explosivos NR 20 – Líquidos Combustíveis e Inflamáveis NR 21 – Trabalho a Céu Aberto NR 22 – Trabalhos Subterrâneos NR 23 – Proteção Contra Incêndios NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho NR 25 – Resíduos Industriais NR 26 – Sinalização de Segurança NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério NR 28 – Fiscalização e Penalidades NR 29 – Segurança e Saúde no Trabalho Portuário NR 30 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário NR 31 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aqüicultura NR 32 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde NR 33 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados NORMAS REGULAMENTADORAS RURAIS (NRR): são normas emitidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego através de portaria, conforme preceitua o artigo 13 da Lei No. 5.889, de 08 de junho de 1973, e que regem a segurança e saúde do trabalho no Brasil no tocante ao trabalho rural. As primeiras Normas Regulamentadoras Rurais (NRR) foram aprovadas pela Portaria No. 3.067, de 12 de abril de 1988. Atualmente são 5 NRRs, a saber: NRR-1 – Disposições Gerais NRR-2 – Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural - SEPATR NRR-3 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural - CIPATR

A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. de 8 de junho de 1973.101 NRR-4 – Equipamentos de Proteção Individual – EPI NRR-5 – Produtos Químicos. a fim de protege-los dos infortúnios laborais.EPI: Estabelece a obrigatoriedade para que os empregadores rurais forneçam. 5. organizem e mantenham em funcionamento serviços especializados em Segurança e Medicina do Trabalho.Disposições Gerais: Estabelece os deveres dos empregados e empregadores rurais no tocante à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. 5. 5.CIPATR: Estabelece para o empregador rural.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural .Equipamento de Proteção Individual .Portaria Revoga As Normas Regulamentadoras Rurais – NRR 03/06/08 MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO GABINETE DO MINISTRO PORTARIA N.889. DE 15 DE ABRIL DE 2008 (DOU de 16/04/08 – Seção 1 – Pág. de 8 de junho de 1973. 102) Revoga as Normas Regulamentadoras Rurais – NRR. no uso da competência que lhe .Produtos Químicos: Estabelece os preceitos de Segurança e Medicina do Trabalho rural a serem observados no manuseio de produtos químicos. NRR1 . Legislação .Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural .º 191. de 8 de junho de 1973. O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO. de 8 de junho de 1973. a obrigatoriedade de organizar e manter em funcionamento uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. visando à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais no meio rural. de 8 de junho de 1973. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº.889.SEPATR: Estabelece a obrigatoriedade para que as empresas rurais.889. visando à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.889. NRR3 . NRR5 . a seus empregados Equipamentos de Proteção Individual adequados ao risco e em perfeito estado de conservação. em função do número de empregados que possuam. NRR2 . 5. gratuitamente.889. NRR4 . 5. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº.

A fundamentação legal. com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. publicada no DOU do dia 17 de novembro de 1989. que aprovou as Normas Regulamentadoras Rurais – NRR. NR2 . é o artigo 161 da CLT. é o artigo 160 da CLT. A fundamentação legal. que estendeu às NRR a aplicação das penalidades constantes da Norma Regulamentadora n.º 3. resolve: Art. 6.883 a 20.Inspeção Prévia: Estabelece as situações em que as empresas deverão solicitar ao MTb a realização de inspeção prévia em seus estabelecimentos. Seção 1.CIPA: Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas organizarem e manterem em funcionamento. A fundamentação legal. A fundamentação legal. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. bem como os procedimentos a serem observados. que possuam empregados regidos pela CLT. uma comissão constituída exclusivamente por empregados com o objetivo de prevenir infortúnios laborais. 87 da Constituição Federal e. A fundamentação legal. NR3 . Art.SESMT. NR6 . urbanas e rurais? NR1 . máquinas ou equipamentos. de 14 de novembro de 1989.303. ordinária e específica.Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas. na adoção de tais medidas punitivas no tocante à Segurança e a Medicina do Trabalho. são os artigos 166 e 167 da CLT.Equipamentos de Proteção Individual .067. de organizarem e manterem em funcionamento. ordinária e específica.º 28 (Fiscalização e Penalidades).Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . NR5 . ordinária e específica.Disposições Gerais: Estabelece o campo de aplicação de todas as Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho do Trabalho Urbano. CARLOS LUPI Fonte: SINTESP NORMAS REGULAMENTADORAS De que trata cada Norma Regulamentadora (NR). bem como os direitos e obrigações do Governo. são os artigos 154 a 159 da Consolidação das Leis do Trabalho . NR7 . do parágrafo único do art. ordinária e específica.333 a 6. a fim de resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores. 2º Revogar a Portaria GM n. aprovada pela Portaria GM n. 20.Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional: Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação.º 86.102 confere o inciso II. sempre que as condições de trabalho o exigirem. de 12 de abril de 1988. Silvicultura.º 3. Art. eliminando as possíveis causas de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. é o artigo 162 da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. através da apresentação de sugestões e recomendações ao empregador para que melhore as condições de trabalho.336. NR4 . pela fiscalização trabalhista. 1º Revogar a Portaria GM n. dos empregadores e dos trabalhadores no tocante a este tema específico. publicada no DOU do dia 13 de abril de 1988. Seção 1. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. bem como a forma de sua realização. pág. pág. ordinária e específica. são os artigos 163 a 165 da CLT. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam . que dá embasamento jurídico à existência desta NR. ordinária e específica. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. Pecuária. de 03 de março de 2005. A fundamentação legal. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.CLT.Embargo ou Interdição: Estabelece as situações em que as empresas se sujeitam a sofrer paralisação de seus serviços. Exploração Florestal e Aqüicultura. Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho .884.EPI: Estabelece e define os tipos de EPI's a que as empresas estão obrigadas a fornecer a seus empregados. considerando a vigência da Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. por estabelecimento.

são os artigos 179 a 181 da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. objetivando a prevenção de infortúnios laborais. A fundamentação legal. NR8 . A fundamentação legal. NR16 . reconhecimento. ordinária e específica.369 de 22 de setembro de 1985. do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais . ordinária e específica. NR15 . à movimentação. distribuição e consumo de energia elétrica. NR11 . que dá embasamento jurídico à existência desta NR. são os artigos 187 e 188 da CLT. são os artigos 182 e 183 da CLT. NR9 .PPRA. do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional . observando-se. A fundamentação legal. operação e manutenção de máquinas e equipamentos.Caldeiras e Vasos de Pressão: Estabelece todos os requisitos técnicos-legais relativos à instalação. à armazenagem e ao manuseio de materiais. A fundamentação legal. em suas diversas etapas. na falta destas. operações e agentes insalubres. de modo a se prevenir a ocorrência de acidentes do trabalho. operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão. assim como a segurança de usuários e de terceiros. A fundamentação legal. que institui o adicional de . incluindo elaboração de projetos.Máquinas e Equipamentos: Estabelece as medidas prevencionistas de segurança e higiene do trabalho a serem adotadas pelas empresas em relação à instalação.PCMSO.Instalações e Serviços em Eletricidade: Estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. para tanto. ordinária e específica. quando vivenciadas nos ambientes de trabalho pelos trabalhadores. que dá embasamento jurídico à caracterização da energia elétrica como sendo o 3° agente periculoso é a Lei n° 7. as situações que. A fundamentação legal. operação. NR12 . tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. A fundamentação legal. são os artigos 168 e 169 da CLT. assim. as normas técnicas oficiais vigentes e. transmissão. NR13 . definindo. visando à preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. ordinária e específica. avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho.Atividades e Operações Insalubres: Descreve as atividades. são os artigos 175 a 178 da CLT. ordinária e específica. tem a sua existência jurídica assegurada através dos artigos 193 a 197 da CLT. Armazenagem e Manuseio de Materiais: Estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho. A fundamentação legal. em quaisquer das fases de geração. manutenção. através da antecipação. ordinária e específica. estipulando as recomendações prevencionistas correspondentes.A fundamentação legal. ordinária e específica. tanto de forma mecânica quanto manual. reforma e ampliação. Movimentação. ensejam a caracterização do exercício insalubre. A fundamentação legal. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.Programas de Prevenção de Riscos Ambientais: Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação. inclusive seus limites de tolerância. ordinária e específica. NR10 . que dá embasamento jurídico à existência desta NR. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. é o artigo 187 da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. ordinária e específica. visando à prevenção de acidentes do trabalho. Especificamente no que diz respeito ao Anexo n° 01: Atividades e Operações Perigosas com Explosivos. são os artigos 189 e 192 da CLT. são os artigos 170 a 174 da CLT. e também os meios de proteger os trabalhadores de tais exposições nocivas à sua saúde. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.Atividades e Operações Perigosas: Regulamenta as atividades e as operações legalmente consideradas perigosas. com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.Edificações: Dispõe sobre os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham. no que se refere ao transporte. NR14 .Transporte.103 trabalhadores como empregados. execução. operação e manutenção de fornos industriais nos ambientes de trabalho. as normas técnicas internacionais. e ao anexo n° 02: Atividades e Operações Perigosas com Inflamáveis. ordinária e específica. são os artigos 184 e 186 da CLT.Fornos: Estabelece as recomendações técnicos-legais pertinentes à construção.

A fundamentação legal. A fundamentação legal. ordinária e específica. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. cozinhas. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. todos da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. NR24 . A fundamentação legal.Trabalho a Céu Aberto: Tipifica as medidas prevencionistas relacionadas com a prevenção de acidentes nas atividades desenvolvidas a céu aberto. NR25 . NR23 . estabelece as medidas de proteção contra incêndio que devem dispor os locais de trabalho. na medida em que não existe lei autorizadora para tal. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores.Resíduos Industriais: Estabelece as medidas preventivas a serem observadas. alojamentos e água potável. objetivando a proteção da saúde e a integridade física dos trabalhadores m seus ambientes de trabalho. A portaria MTb n° 3. ordinária e específica. A fundamentação legal. A fundamentação legal. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. que objetivem a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos. ordinária e específica. ordinária e específica. como o 4° agente periculoso. NR18 . nas condições e no meio ambiente de trabalho na industria da construção civil. ordinária e específica. ordinária e específica. refeitórios. no destino final a ser dado aos resíduos industriais resultantes dos ambientes de trabalho de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. A fundamentação legal. NR21 . ordinária e específica.104 periculosidade para os profissionais da área de eletricidade. é o artigo 200 inciso II da CLT. A fundamentação legal. ordinária e específica. A fundamentação legal.393 de 17 de dezembro de 1987. é o artigo 200 inciso VII da CLT. manuseio e transporte de líquidos combustíveis e inflamáveis. são os artigos 293 a 301 e o artigo 200 inciso III. é o artigo 200 inciso IV da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.Ergonomia: Visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptaçào das condições de trabalho às condições psicofisiológicas dos trabalhadores. de modo a proporcionar um máximo de conforto. ordinária e específica. sendo controvertido legalmente tal enquadramento. é o artigo 200 inciso I da CLT. especialmente no que se refere a: banheiros. pelas empresas. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. NR27 . de planejamento de organização.Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração: Estabelece métodos de segurança a serem observados pelas empresas que desemvolvam trabalhos subterrâneos de modo a proporcionar a seus empregados satisfatórias condições de Segurança e Medicina do Trabalho. veio a enquadrar as radiações ionozantes. é o artigo 200 inciso VII da CLT.Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho: Disciplina os preceitos de higiene e de conforto a serem observados nos locais de trabalho. NR26 . vestiários. numa atitude casuística e decorrente do famoso acidente com o Césio 137 em Goiânia. NR19 . A fundamentação legal. em minas ao ar livre e em pedreiras. visando a higiene dos locais de trabalho e a proteção à saúde dos trabalhadores. que já eram insalubres de grau máximo. é o artigo 200 inciso II da CLT. ordinária e específica.Explosivos: Estabelece as disposições regulamentadoras acerca do depósito. segurança e desempenho eficiente.Sinalização de Segurança: Estabelece a padronização das cores a serem utilizadas como sinalização de segurança nos ambientes de trabalho. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. NR17 .Proteção Contra Incêndios: Estabelece as medidas de proteção contra Incêndios. NR22 . é o artigo 200 inciso VIII da CLT. visando à prevenção da saúde e da integridade física dos trabalhadores. são os artigos 198 e 199 da CLT. é o artigo 200 inciso IV da CLT. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.Líquidos Combustíveis e Inflamáveis: Estabelece as disposições regulamentares acerca do armazenamento. tais como. A fundamentação legal. objetivando a proteção da saúde e integridade física dos trabalhadores em seus ambientes de trabalho.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção: Estabelece diretrizes de ordem administrativa. que dá embasamento jurídico à existência desta NR. NR20 . manuseio e transporte de explosivos.Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho: .

de 19/09/90 que promulga a Convenção n° 152 da OIT. assim como aos demais trabalhadores que exerçam atividades nos portos organizados e instalações portuárias de uso privativo e retroportuárias. no serviço de reboque em alto-mar.410 de 27 de novembro de 1985. A fundamentação legal. através da Medida Provisória n° 1. através do artigo 201 da CLT. em especial no que diz respeito ao seu registro profissional como tal. e posteriormente. facilitar os primeiro socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. . NR30 . tem seu embasamento jurídico assegurado través do artigo 3° da lei n° 7. de 27/11/97.Fiscalização e Penalidades: Estabelece os procedimentos a serem adotados pela fiscalização trabalhista de Segurança e Medicina do Trabalho. monitoramento e controle dos riscos existentes. NR32 . A fundamentação legal. de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores. na navegação interior.BTN.855 de 24 de outubro de 1989. o Decreto n° 99. junto ao Ministério do Trabalho. NR28 . com as alterações que lhe foram dadas pelo artigo 2° da Lei n° 7.534.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário (consulta pública): Aplica-se aos trabalhadores de toda embarcação comercial utilizada no transporte de mercadorias ou de passageiros. regulamentado pelo artigo 7° do Decreto n° 92.105 Estabelece os requisitos a serem satisfeitos pelo profissional que desejar exercer as funções de técnico de segurança do trabalho. NR31 . bem como em plataformas marítimas e fluviais. situadas dentro ou fora da área do porto organizado. como valor monetário a ser utilizado na cobrança de multas em substituição ao BTN. tem a sua existência jurídica assegurada. do artigo 200 da CLT. na cabotagem. a nível de legislação ordinária. seu reconhecimento. na navegação marítima de longo curso. como valor monetário a ser utilizado na cobrança de multas. como também.530 de 9 de abril de 1986. NR29 . ordinária e específica. no que concerne ao procedimento de autuação por infração às Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados (consulta pública): tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados. tanto no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para a correção das irregularidades técnicas. especificamente no tocante à instituição da Unidade Fiscal de Referência -UFIR.383 de 30 de dezembro de 1991. bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. Espaço confinado é qualquer área não projetada para ocupação humana que possua ventilação deficiente para remover contaminantes. bem como a falta de controle da concentração de oxigênio presente no ambiente.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Assistência à Saúde. e embarcações de apoio marítimo e portuário.575-6. NR33 . ordinária e específica. As disposições contidas nesta NR aplicam-se aos trabalhadores portuários em operações tanto a bordo como em terra. que institui o Bônus do Tesouro Nacional . A observância desta Norma Regulamentadora não desobriga as empresas do cumprimento de outras disposições legais com relação à matéria e outras oriundas de convenções. A sua existência jurídica está assegurada em nível de legislação ordinária.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário: Tem por objetivo Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. acordos e contratos coletivos de trabalho.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estpaços Confinados: tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores que realizam suas atividades em espaços confinados. pelo artigo 1° da Lei n° 8. quando em deslocamento. (consulta pública): tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores em estabelecimentos de assistência à saúde.

que a empresa deverá comunicar e solicitar a aprovação do órgão regional do MTb. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.Objetivos das Normas Regulamentadoras NR 1 – Disposições Gerais Determina que são de observância obrigatória pelas empresas privadas. visando assegurar que suas atividades estão livre de riscos de acidentes e/ou doenças do trabalho. obrigatoriamente. ou embargar obra. setor de serviço. com a brevidade que a ocorrência exigir.106 9. quando ocorrer modificações substanciais nas instalações e/ou nos equipamentos de seu(s) estabelecimento(s). NR 3 – Embargo ou Interdição Dar autonomia ao Delegado Regional do Trabalho. e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta. É considerado grave e iminente risco toda condição ambiental de trabalho que possa causar acidente do trabalho ou doença profissional com lesão grave à integridade física do trabalhador. as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais. bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativos e Judiciário. NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho Determinar as empresas privadas e públicas. Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. máquina ou equipamento. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.2 . manterão. à vista de laudo técnico do serviço competente. NR 2 – Inspeção Determina que todo o estabelecimento novo. deverá solicitar aprovação de suas instalações ao órgão regional do MTb. Determina obrigações ao empregador e ao empregado sobre segurança e medicina do trabalho. indicando na decisão tomada. que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador. e ainda. para interditar estabelecimento. antes de iniciar suas atividades. com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. .

de fabricação nacional ou estrangeira. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. Estabelece ainda. NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional . Determina obrigações ao Fabricante Nacional ou Importador. avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalhem. de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. em suas diversas etapas. NR – 10 Instalações e Serviços em Eletricidade Fixar as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. NR 8 – Edificações Estabelece requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações. NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais Estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação. através da antecipação. objetivando a promoção e preservação da saúde do conjunto dos trabalhadores. do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO. é todo dispositivo de uso individual. NR 6 – Equipamento de Proteção Individual – EPI Estabelecer que Equipamento de Proteção Individual – EPI.107 NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes A prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. reconhecimento. . do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. inclusive CA – Certificado de Aprovação. tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. quanto ao CRF Certificado de Registro de Fabricante e CRI Certificado de Registro de Importação. visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. as Obrigações do Empregador e do Empregado. respectivamente.PCMSO Estabelece obrigatoriedade da elaboração e implementação.

dispositivos de segurança de acionamento. execução. elevadores de cargas. de Máquinas e Equipamentos. partida e parada dos mesmos. Movimentação. NR 12 – Máquinas e Equipamentos Normatizar a Instalação e área de Trabalho. radiações ionizantes ou substâncias radioativas. operação. acompanhamento de operação e manutenção. e os equipamentos para movimentação de materiais. manutenção. para o grau máximo. determina as atividades perigosas com explosivos. devendo ser instalados em locais adequados. NR 14 . e Maquinas Transportadoras. Transportadores Industriais rolantes.Fornos Normatizar a construção de fornos. inclusive. NR 16 – Atividades e Operações Perigosas Normatizar as atividades e operações perigosas. inflamáveis. NR 13 – Caldeiras e Vasos de Pressão Normatizar os projetos de construção. NR 15 – Atividades e Operações Insalubres Normatizar as atividades e operações insalubres. médio e leve. os espaços e distância mínima. NR 17 – Ergonomia . o adicional de insalubridade. Guindastes. NR 11 – Transporte. empilhadeiras. a segurança de usuários e terceiros. ainda. e fixa o adicional de periculosidade. reforma e ampliação e. fixando os limites de tolerância e tempo de exposição ao agente. pontestalhas. oferecendo o máximo de segurança e conforto aos trabalhadores. Armazenagem e Manuseio de Materiais Normatizar as operações de Elevadores. esteiras-rolantes. inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão. inclusive equipamentos com força motriz própria. as áreas de circulação.108 incluindo projeto. observando-se os pisos dos locais de trabalho. observando-se a utilização de revestimento de materiais refratário de forma que o calor radiante não ultrapasse os limites de tolerância estabelecido na NR 15. inclusive os meios de controle e registros. e ainda. ascensores. guinchos.

incluindo os aspectos relacionados ao levantamento. a umidade e os ventos inconvenientes. NR 22 – Trabalhos Subterrâneos Normatizar as empresas que explorem mina. de planejamento de organização. que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos.109 Estabelece parâmetro que permite a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho . o calor. ao mobiliário. inclusive meio de controle e registros e ainda treinamento de brigada. NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Estabelece as diretrizes de ordem administrativa. que deverá adotar métodos e manter locais de trabalho que proporcionem a seus empregados condições satisfatórias de segurança e medicina do trabalho.Explosivos Normatizar os procedimentos para: Depósito. NR 20 – Líquidos Combustíveis e Inflamáveis Definir líquido combustível. transporte e descarga de materiais. NR 19 . segurança e desempenho eficiente. objetivando proteger os trabalhadores contra intempéries. o frio. NR 23 – Proteção contra Incêndios Normatizar as exigências mínimas de proteção contra incêndios que todas as empresas devem possuir. aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho. Manuseio e Armazenagem de Explosivos. nas condições e no meio ambiente na Indústria da Construção. NR 21 – Trabalho a Céu Aberto Normatizar os trabalhos a céu aberto. de modo a proporcionar um máximo de conforto. seu ponto de fulgor e classe. bem como os cuidados para armazenagem. insolação excessiva.

da Lei n. do art. armários etc. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários.955. que depende de prévio registro no Ministério do Trabalho. efetuado pela Secretária de Segurança e Saúde no Trabalho. pisos e paredes.841. líquidos e sólidos) dos locais de trabalho. lavatórios.º 55. NR 26 – Sinalização e Segurança Fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes. de 24/10/89 e nesta Norma Regulamentadora. NR 28 – Fiscalização e Penalidades Disciplinar a fiscalização das disposições legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador.º 7. identificando os equipamentos de segurança. bem como os produzidos por processos e operações industriais. com processo iniciado através das Delegacias Regionais do Trabalho – DRT. de 15/03/65. armários. de acordo com as características e atividades das empresas. NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho Normatizar o exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho. e n. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. sendo efetuada obedecendo ao disposto nos Decretos n. . no Título VII da CLT e no § 3º. NR 30 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquário. mictórios. . chuveiros.110 Normatizar as condições mínimas de instalações sanitárias. de 26/07/89.º 97. NR 29 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário. 6º. bem como sua aplicabilidade. NR 25 – Resíduos Industriais Normatizar os procedimentos a serem adotados para os resíduos industriais (gasosos. e advertindo contra riscos.855. delimitando áreas. sua higienização.

inserindo novos requisitos. bem como sua aplicabilidade. .NR-18. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores aquaviários. sua Norma Regulamentadora . obrigatórios para a área de construção. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores da Agricultura. Pecuária. Pecuária.0 – PCMAT PCMAT .Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção . bem como sua aplicabilidade.Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção. Um deles foi o PCMAT . o Ministério do Trabalho e Emprego revisou. NR 31 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. Silvicultura. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. Silvicultura. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores que exercem suas atividades em espaços considerados confinados pela norma. NR 33 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em em Espaços Confinados. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. bem como sua aplicabilidade.NR 18. Exploração Florestal e Aqüicultura. Exploração Florestal e Aqüicultura.111 Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. bem como sua aplicabilidade. em julho de 1995. 10. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores dos estabelecimentos de saúde. NR 32 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. Em busca de melhorias na implantação de programas que controlassem os processos de trabalho e padronizassem ações de segurança e saúde visando sempre a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores.

condições sanitárias e de conforto nas obras de construção. carpintaria. através da prevenção dos diversos riscos que derivam do processo de execução de obras na indústria da construção. químicos e biológicos. desde as fundações até sua entrega. O PCMAT tem como objetivo básico garantir a saúde e a integridade dos trabalhadores.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. e especificamente nos estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais. trabalho em concreto armado. determinando normas de segurança específica para: armazenagem e estocagem de materiais. estrutura metálicas. demolição. rampas e aberturas. equipamento de proteção individual. andaimes e proteção contra quedas de altura. de planejamento de organização.SEESMT). alvenaria e acabamentos. galerias e plataformas de proteção. andaimes. passagens.torrefortesaude. seu item 18. que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos. 2008 Objetivos da NR-18: estabelece as diretrizes de ordem administrativa.112 O PCMAT deverá ser elaborado pelas empresas enquadradas no grupo das "Indústrias da Construção" conforme classificação da NR 4 (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho . manuseio de materiais e transportes de pessoas e de materiais.br Produzido em: 3 Novemb0r.com. escadas. operações de soldagem e corte a quente. escavação. Esse planejamento abrange o cumprimento das normas ambientais. à prevenção de danos nas edificações dentro do canteiro de obras que assegurem a segurança e a saúde dos trabalhadores. instalações elétricas nos canteiros de obras. fundações e desmontes de rochas. . os riscos provocados por agentes físicos. nas condições e no meio ambiente na Indústria da Construção. A Norma Regulamentadora .NR 18. tapumes. demolição e reparos. máquinas e equipamentos. também. dentre outras. pois para que as ações de melhoria das condições do ambiente de trabalho sejam implantadas é necessário conhecer. o empregador deve fazer um planejamento (PCMAT . Quando o canteiro de obras envolver 20 trabalhadores ou mais. Este deve contemplar as exigências contidas na NR-09 . proteção contra incêndio. http://www.3 contempla os requisitos a serem seguidos para a elaboração e cumprimento do PCMAT. ferramentas diversas.Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção) que dê conta da prevenção de todos os riscos da obra.

Antes de iniciar suas tarefas o trabalhador deve ser informado sobre as condições de trabalho no canteiro. . o setor é quarto maior gerador de acidentes fatais em termos de freqüência e o terceiro em termos de coeficiente por cem mil trabalhadores (1997). 11. Os números de acidentes na construção civil são alarmantes e. os riscos de sua função específica.0 . dentro do seu horário de trabalho. deve ser buscada. porém o que se nota é que este continua sendo um dos setores industrias com maior percentual de acidentes. Novos treinamentos devem ser feitos sempre que necessário a cada fase da obra Esse desenvolvimento motiva o trabalhador a executar suas tarefas com maior segurança contribuindo para a melhoria da qualidade e produtividade da empresa. quase que exclusivamente. assim como seu cumprimento são de importância fundamental. a legislação não contribui muito para reduzi-los.SEGURANÇA EM CANTEIRO DE OBRAS Atualmente. pesquisas em diversos países têm indicado que. e as medidas de proteção coletivas e individuais (EPC e EPI) a serem adotadas. A nova NR-18 determina que todos os empregados recebam treinamentop. A construção civil se difere dos outros setores industriais por possuir características próprias. além das proteções físicas enfatizadas pelas normas. A grande dependência que a construção civil tem da mão-de-obra utilizada deveria contribuir para que este fosse um setor desenvolvido no aspecto de segurança no trabalho. a construção civil continua a se destacar como um dos setores com os índices mais elevados de acidentes do trabalho. sendo que uma das principais é a pouca importância das máquinas e tecnologias para a obtenção da qualidade do produto. também. No Brasil. da mão-de-obra utilizada. Tendo em vista a redução desses índices. tanto no Brasil quanto em países desenvolvidos. dependendo esta. de preferência de campo. a melhoria no gerenciamento da segurança e saúde no trabalho.113 O planejamento e elaboração do PCMAT.

adiante. efetivamente implantado pela Empresa a partir de 01/01/2004. o qual deve estar. ficou em 4o lugar no período.114 Um dado extremamente importante e preocupante é o de que muitas empresa não sabem quais são os EPI’s necessários para a construção civil e.0 .Foi instituída pelo INSS uma adequação do modelo de Perfil Profissiográfico denominado PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário). . A outra notícia serve de alerta: diante do aquecimento do setor. embora números oficiais de 2007 não tenham sido divulgados. Quanto à taxa de mortalidade. tem aumentado os acidentes na construção setor.PROGRAMAS DE PREVENÇÃO Resumo dos Programas a serem elaborados pelas Empresas A INSTRUÇÃO NORMATIVA DO INSS IN / DC 99 de 05 de Dezembro de 2003 substitui a IN / DC 95 (Instrução Normativa da Diretoria Colegiada Nº 95) O INSS emitiu novas "regras" conforme a instrução IN / DC acima citada. Pelas últimas estatísticas. conforme Anexo XV.. o número de acidentes voltou a aumentar em 2007 e 2008. . Uma delas é positiva: nos últimos anos vem caindo o número de acidentes de trabalho no Ritmo acelerado dos canteiros. algumas desconhecem que os mesmos são obrigatórios. alguns dos Artigos deste DC. A saber: 1. Segurança do trabalho . com excesso de horas extras e contratação de operários pouco qualificados.Risco de retrocesso Avanços na segurança dos canteiros estão ameaçados por escassez de operários qualificados e ritmo acelerado das obras Há duas constatações importantes sobre a segurança do trabalho na construção civil. que ostentou por vários anos a taça de campeão.. a construção ocupa o 5o lugar no ranking dos setores com maior número de acidentes. 12. Vamos ressaltar. entre 2004 e 2006.

O INSS/MPAS informa que. Devem ser elaborados por função. POIS nada foi alterado na IN-DC-99 com relação ao LTCAT citado na IN-DC-78. (Todas as empresas que possuem empregados) ou PCMAT . Para empresas .293.115 2.(cujas multas poderão variar de R$ 8.213 de 1991.00) 7. quando da rescisão do contrato de trabalho.Advogado . o fiscal solicitará os seguintes documentos: 1º) PPRA . estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art. e fornecer cópia autêntica desse documento. João Emílio de Bruim . 5. Entende-se portanto que o PPP deverá ser elaborado e mantido pela empresa.em reportagem à Revista CIPA Ano XXV . TODOS OS FATOS GERADOS ANTERIORMENTE A ESSA DATA DEVEM CONTINUAR A SER REGISTRADOS NOS ANTIGOS FORMULÁRIOS DIRBEM OU DSS-8030. a ser emitido conforme Art.A empresa que não mantiver o LTCAT e o PPP atualizado com referência aos agentes nocivos.Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (para empresas de construção) ou PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos (para empresas de mineração) ou LTCAT . DSS 8030. o INSS aceitará os formulários antigos SB-40. APÓS ESTA DATA. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo.Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho (empresas que não são obrigadas a elaborar PPRA / PCMAT /PGR).000. ESTES DOCUMENTOS DEIXARÃO DE TER VALIDADE/EFICÁCIA.Os dados constantes no PPP deverão ser corroborados com o LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho). DIRBEN 8030. 6. . 2º) PPP . 155 da IN-DC-78. Segundo o Dr. na fiscalização das empresas com segurados que exerçam atividade que permita a concessão de aposentadoria especial.Até 31/12/2003.00 a R$ 80.Perfil Profissiográfico Previdenciário (a partir de 01/01/2004)." 3.A empresa deverá já ter elaborado e mantido atualizado o Perfil Profissiográfico Previdenciário abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador. 4.000. 133 da Lei Nº 8. (pelo menos a partir de 01/01/2004).Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. " A VIGÊNCIA DO PPP É A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2004.A prova de efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador passará então a ser feita pelo PPP baseado no LTCAT (que deve ser emitido preferencialmente por Engenheiro do Trabalho).

048/99. 2. solicitadas pelo Art. APÓS A EXECUÇÃO DO PPRA E DO PCMSO. Por força de Lei do Ministério do Trabalho NR 22 – Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração 2ª. 178 constante na IN-DC-99 do INSS/MPAS: RELEMBRAMOS: A empresa que não mantiver o Laudo Técnico atualizado com referência aos agentes nocivos.O LTCAT tem que conter as informações detalhadas. 133 da Lei Nº 8. dois motivos: 1ª. Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP.NR-9 NR-9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais 2ª. Deve ser elabora para cada empregado.NR-18 NR-18 . PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção A empresa DEVE ter o PCMAT por. 4. LTCAT . como um meio de assegurar atendimento à Legislação. basicamente.Deve ser emitido QUANDO existe efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador. 3º) PCMSO . 3. mesmo que não exista efetiva exposição à agentes nocivos. PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos A empresa de mineração DEVE ter o PGR por. dois motivos: 1ª. OBS: Entende-se que é mais prudente emitir LTCAT para todas as funções existentes na empresa. Por força de Lei do Ministério do Trabalho . três motivos: 1ª.213 de 1991. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo.Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (todas as empresas que possuem empregados). ou Médico do Trabalho. PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais A empresa DEVE ter o PPRA por. basicamente.Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho 1. Por força de Lei do Ministério do Trabalho . basicamente.116 que possuem empregados que exerçam atividades que gerem aposentadoria especial (Ver Decreto 3.É a base de informações para a emissão do PPP quando o trabalhador está exposto a agentes nocivos. Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP. Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção 2ª.Deve ser expedido por Engenheiro de Segurança do Trabalho. e afirmar que .

mesmo para aquelas que não têm efetiva exposição a agentes nocivos a saúde. 2º. o qual deverá ser entregue SEMPRE ao funcionário. 3º. necessariamente nesta ordem seqüencial : 1º. PPP . PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) e LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais no Trabalho) Instruções Normativas INSS / DC Nº 84/2002 e 90/2003.EMITIR O PPP e o LTCAT quando da rescisão de contrato de trabalho. Após 01/01/2004 não terá mais validade para novas emissões. (Avaliação de Saúde Ocupacional) dos funcionários. fornecendo uma cópia ao funcionário.Poderá ser emitido até 31/12/2003.FAZER O PPRA. 2. SE existir efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador. 4ºFAZER TODOS OS PPP (PERFÍS PROFISSIOGRÁFICOS PREVIDENCIÁRIOS) por função e local. Para fornecer os dados técnicos para elaboração do LTCAT e do PPP. O INSS emitiu novas "regras" conforme o DC acima citado. 5º. Por força de Lei do Ministério do Trabalho .NR-7 NR-7 – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional 2ª.FAZER OS LTCAT. três motivos: 1ª. necessariamente. (Veja observação no item acima).Deverá obrigatoriamente ter sido emitido em meio magnético a partir de 01/01/2004 para todos os funcionários (Conforme $2º de IV da IN-99). para todas as funções.117 o trabalhador NÃO esteve exposto aos eventuais agentes nocivos existentes na empresa. com base nas informações colhidas do LTCAT . CONCLUSÃO SUGERIMOS O SEGUINTE "ROTEIRO". mantê-los atualizados e em arquivo digital (de preferência) para emiti-los quando da rescisão de contrato de trabalho. DIRBEN 8030 1. adiante.Deve ser emitido. PCMSO – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional A empresa DEVE ter o PCMSO por.PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO 1.O. e mantê-los arquivados.S. 3ª. Para realizar A. quando da rescisão do contrato de trabalho. a saber: Foi instituído pelo INSS . mas continuam valendo para os fatos gerados anteriormente à 01/01/2004. basicamente. 2O LTCAT deverá ser a base técnica de sua emissão. apenas alguns dos Artigos deste DC. e vamos ressaltar.FAZER O PCMSO.

APÓS ESTA DATA. Entende-se portanto que o PPP deverá ser elaborado e mantido pela empresa. implantado pela Empresa a partir de 01/01/2004.PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO Deverá obrigatoriamente ser emitido a partir de 01/01/2004 e deverá ser entregue SEMPRE ao funcionário. DIRBEN 8030. Após 01/01/2004 não terá mais validade. A empresa que não mantiver o LTCAT e o PPP atualizado com referência aos agentes nocivos. DIRBEN 8030 Poderá ser emitido somente até 31/12/2003. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. 133 da Lei Nº 8.213 de 1991. determinadas pela INDC-79 do INSS/MPAS: A empresa que não mantiver o Laudo Técnico atualizado com referência aos agentes nocivos. com base nas informações colhidas do LTCAT . emissão de CAT e quaisquer outros benefícios do INSS. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art. quando da rescisão do contrato de trabalho. a ser emitido conforme Art.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. LTCAT Deve ser expedido por Engenheiro de Segurança do Trabalho. DISES BE 5235. O LTCAT tem que conter as informações detalhadas. Os dados constantes no PPP deverão estar de acordo com o LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho). o INSS aceitará os formulários antigos SB-40.Perfil Profissiográfico Previdenciário (a partir de 01/01/2004) e PCMSO .118 um modelo de Perfil Profissiográfico denominado PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário). na fiscalização das empresas com segurados que exerçam atividade que permita a concessão de aposentadoria especial. A empresa deverá elaborar e manter atualizado o Perfil Profissiográfico Previdenciário abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador. conforme Anexo XV. Deve ser emitido. estará sujeita a PENALIDADE prevista no Art.Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional. PPP .00.102. o qual deverá estar. Até 31/12/2003. emissão de CAT e quaisquer outros benefícios do INSS. podendo chegar aa multas de. LTCAT . A prova de efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador. o fiscal solicitará todos os seguintes documentos: PPRA .Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho. ESTES DOCUMENTOS DEIXARÃO DE TER EFICÁCIA. PPP .00 a 99. 155 da IN-DC-78. 133 da Lei Nº 8. ou Médico do Trabalho. conforme Art. O INSS/MPAS informa que. 148. O LTCAT deverá ser a base técnica de sua emissão. passará então a ser feita pelo PPP baseado no LTCAT (que deve ser emitido por Engenheiro ou Médico do Trabalho). necessariamente. ou emitir documentos em desacordo com o respectivo Laudo. .910. e fornecer cópia autêntica desse documento. SE existir efetiva exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador. efetivamente. DSS 8030. quando da rescisão do contrato de trabalho. É a base de informações para a emissão do PPP quando o trabalhador está exposto a agentes nocivos.213 de 1991. R$ 9. APÓS A EXECUÇÃO DO PPRA E DO PCMSO.

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PPP - PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO “A empresa deverá elaborar e manter atualizado Perfil Profissiográfico, abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho, cópia autêntica desse documento” . Parágrafo 4º do Art.. 58 da Lei nº 9.528 de 10/12/97. • Elaboração do Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho – LTCAT, no âmbito de cada estabelecimento, por setor de trabalho, envolvendo de forma pormenorizada, a análise de projetos de novas instalações, métodos ou processos de trabalho, ou de modificação dos já existentes; • Averiguação da existência de agentes nocivos no ambiente de trabalho, mediante análise quantitativa para o dimensionamento da exposição dos trabalhadores, subsidiando o equacionamento das medidas de proteção e comprovação do controle da exposição ou inexistência dos riscos identificados; • Utilização de aparelhos para: Intensidade Luminosa - Luxímetro, modelo LD200, da Instrutherm; Ruído – Decibelímetro, modelo 33-2055, da Rádio Shack; Ruído – Dosímetro, modelo DOS 450, da Instrutherm; Calor – Termômetro de Globo Digital, modelo TGD-200, da Instrutherm; • Elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário, por funcionário, abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador, com base em Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho – LTCAT; • Retratação das atividades laborativas do funcionário, na empresa, desde a sua admissão, envolvendo exposição à agentes de risco e medidas de proteção fornecidas; • Manutenção do PPP por mídia magnética ou ótica, disponível através de disquete ou CD, ou meio digital, disponível através de formulário eletrônico, com acesso por meio de “nome de usuário” e “senha”, a serem fornecidos no endereço eletrônico www.centraldocumentos.com.br, na Internet. LTCAT – LAUDO TÉCNICO DE CONTROLE DE AMBIENTE DO TRABALHO Documento técnico que regista as condições ambientais do trabalho. Discriminando por setor ou grupo de trabalhadores, com as mesmas funções, identificando e registrando – qualitativamente e quantitativamente – os agentes nocivos à saúde do trabalhador por ventura oriundo de agentes físicos, químicos e biológicos – NR 15 e NR 16 e anexos. A emissão deste documento é de responsabilidade do Médico do Trabalho ou

120 Engenheiro de Segurança do Trabalho por prerrogativa decorrente do Art. 5º, parágrafo XIII ca Constituição Federal que resultou na Lei 7.410/85 e Decreto 92.530/86 e também pela redação do Artigo 195 da CLT.

13.0 - FUNDAMENTOS DE ERGONOMIA Ergonomia é a ciência que trata da interação entre homem e tecnologia, visando adaptar tarefas, sistemas, produtos e ambientes às habilidades e limitações físicas e mentais das pessoas. Projeto ergonômico é a aplicação da informação ergonômica ao design de ferramentas, máquinas, objetos, tarefas, sistemas e ambientes ao uso humano seguro, confortável e efetivo. Nada mais do que o princípio do design centrado no usuário: A Ergonomia procura adaptar o trabalho ao trabalhador, o produto ao usuário. Estende-se do mobiliário de trabalho ao de casa, hoje em dia orgãos de defesa do consumidor solicitam testes de produtos de consumo e apenas são aprovados os mais eficientes e que satisfaçam as condições de consumo. A ergonomia também estuda, cores, iluminação, umidade, temperatura e ruídos, leva em consideração o local de trabalho por inteiro, as funções de cada pessoa e tempo de permanência que cada função exige, pois o conforto é diretamente proporcional à produtividade. O objetivo prático da Ergonomia é a adaptação do posto de trabalho, dos instrumentos, das máquinas, dos horários, do meio ambiente às exigências do homem. A realização de tais objetivos, ao nível industrial, propicia uma facilidade do trabalho e um rendimento do esforço humano.
A Ergonomia é considerada por alguns autores como ciência, enquanto geradora de conhecimentos.Outros autores a enquadram como tecnologia, por seu caráteer aplicativo, de transformação.Apesar das divergências conceituais, alguns aspectos são comuns as várias definições existentes:
• • • •

a aplicação dos estudos ergonômicos; a natureza multidisciplinar, o uso de conhecimentos de várias disciplinas; o fundamento nas ciências; o objeto: a concepção do trabalho.

OBJETO E OBJETIVO DA ERGONOMIA

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Se, para um certo número de disciplinas, o trabalho é o campo de aplicação ou uma extensão do objeto próprio da disciplina, para a ergonomia o trabalho é o único possível de intervenção. A ergonomia tem como objetivo produzir conhecimentos específicos sobre a atividade do trabalho humano. O objetivo desejado no processo de produção de conhecimentos é o de informar sobre a carga do trabalhador, sendo a atividade do trabalho específica a cada trabalhador. O procedimento ergonômico é orientado pela perspectiva de transformação da realidade, cujos resultados obtidos irão depender em grande parte da necessidade da mudança. Mesmo que o objetivo possa ser diferente de acordo com a especialização de cada pesquisador, o objeto do estudo não pode ser definido a priori, pois sua construção depende do objetivo da transformação. Em ergonomia o objeto sobre o qual pretende-se produzir conhecimentos, deve ser construido por um processo de decomposição/ recomposição da atividade complexa do trabalho, que é analisada e que deve ser transformada. O objetivo é ocultar o mínimo possível a complexidade do trabalho real. Quanto mais ergonomia aprofunda o seu questionamento sobre a realidade, mais ela é interpelada por ela mesma.

14.0 - GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO

GESTÃO DO RISCO OCUPACIONAL
Antonio Carlos Vendrame A exemplo do denominado imposto verde, que se constitui nas exageradas exigências na esfera ambiental e, que acabam por emperrar o crescimento do país; o excessivo protecionismo estatal às relações de trabalho tem contribuído para a redução do emprego formal. A CLT - Consolidação das Leis do Trabalho, promulgada na década de 40, tutelava o trabalhador como alguém que fosse indefeso, irracional e despreparado para decidir por si só. Passados mais de 60 anos, o trabalhador evoluiu, não podendo mais ser comparado ao silvícola, mas a legislação continua com as mesmas características: tutelar, legalista e protecionista. O excessivo protecionismo estatal consegue contaminar a Justiça Trabalhista, que deveria ser imparcial com as partes; mas, fatalmente acaba sendo um fórum de privilégio ao trabalhador e condenação às empresas. Uma conseqüência direta desta situação é que a empresa não mais busca a justiça, mas evita-a, para não correr riscos desnecessários.

por sua própria opção. tais empresas sempre acabam sendo envolvidas nos processos solidariamente à empresa terceirizada. bem como pela doença. A fiscalização do trabalho também tem sido uma pedra no sapato do empresário. não têm sido suficientes para estimular os investimentos pelas empresas. seu panorama ambiental e a saúde de seus trabalhadores. seja pelo amadorismo. tampouco em registrar. Anteriormente havia fiscais com formações distintas para fiscalizar tributos e segurança e saúde. ao longo dos anos. Pior ainda é o possível desmantelamento da área de segurança e saúde do trabalhador do Ministério do Trabalho. no âmbito trabalhista. que através de vistoria. as empresas tem terceirizado suas atividades de risco ou perigo. O que também têm trazido preocupação às empresas são as ações por danos materiais e morais pelo acidente do trabalho e. relatará ao Juiz se o trabalhador laborou. via de regra. tornaram-se muito vulneráveis. Ocorre que tais pedidos para serem apreciados pelo Juiz. transformandose em presa fácil de um trabalhador oportunista assessorado por um bom advogado. mas que aos olhos do leigo. seja pela falta de formação. ambos estarão fiscalizando indistintamente as duas áreas. inobstante trazerem outros vários reflexos. por envolver matéria técnica. Porém. administração. engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho. inclusive sentenciando em seus laudos. não passam de pequenos deslizes. Estes Peritos. Liberdade de negociação . não impactam a folha de pagamento. Acabam também levados pela ideologia política. por seu valor. com algumas exceções. necessitam ser avaliados por um Perito. Assim. As empresas nunca se preocuparam em documentar suas ações em segurança e saúde no trabalho. a terceirizada encerra suas atividades. uma antiga aspiração deste setor. economia ou contabilidade poderá estar fiscalizando segurança e saúde ao invés de um profissional com formação específica em engenharia de segurança do trabalho ou medicina do trabalho. Alguns se julgam verdadeiros juízes. carecem de conhecimentos da área jurídica. agora não. Estas ações são vultosas e certamente podem inviabilizar a continuidade de uma pequena ou média empresa. Para se isentar das questões de segurança e saúde no trabalho. Os pedidos de adicionais de insalubridade e periculosidade. restando para a empresa toda a responsabilidade. transferindo-a para o Ministério da Saúde.122 Os mecanismos governamentais criados para a defesa da saúde do trabalhador. quando não. Milhares de empregos poderiam estar sendo gerados se houvesse liberdade de negociação entre empregador e empregado. transformando o trabalho que deveria ser técnico em discurso pela defesa da saúde irrestrita e tendenciosa do trabalhador. acabando por cometer ilegalidades que comprometem o trabalho pericial. que está legalmente equiparada ao acidente. As empresas. ficando sem qualquer comprovação para rebater as alegações do trabalhador numa ação indenizatória. um fiscal com formação em direito. ou não em atividade insalubre.

É o caso típico do PPP .Auditor Fiscal da Previdência Social .ter autonomia para confrontar os dados do PPP (um documento previdenciário) com os documentos da alçada trabalhista. o PPRA . com finalidade de retirada de informações desnecessárias e cujo teor podem comprometer os interesses da empresa. Os documentos produzidos não passam por um crivo jurídico. O PPP possui várias armadilhas em seu bojo tornando-se uma verdadeira arma contra a empresa se as informações lançadas naquele documento forem mal administradas. com finalidade única de “criar renda”. por carência de enfoque jurídico em sua formação. aquelas empresas que não cumprirem a legislação.Seguro de Acidentes do Trabalho . inobstante a criação da alíquota suplementar do SAT .denuncia o desencadeamento ou agravamento de perda auditiva ocupacional nos trabalhadores. Outra complicação adicional é o fato do AFPS . Tanto o governo anterior como o atual não demonstra estar preocupado em campanhas preventivas. mas flexibilizar as relações de trabalho.instituído pela Previdência Social. que não passa de 5% do contingente de trabalhadores. Neste compasso as normas ISO vêm ampliando seu horizonte abrangendo segurança e saúde no . o fiscal previdenciário terá acesso aos documentos trabalhistas. é somente uma nova forma para fiscalizar à distância as empresas. redundando em evidente incoerência. ou ainda. É retrógrado reivindicar os adicionais de risco (insalubridade e periculosidade) quando a tendência atual é lutar para melhores condições de trabalho. Como se não bastasse o governo causar empecilho às relações de trabalho. não existe coerência entre os diversos documentos produzidos.Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional . o discurso da sustentabilidade deixou de ser exclusivo enfoque ambiental para abranger também questões sociais.afirma que inexistem níveis de pressão sonora acima do limite tolerável e o PCMSO .e. tornando o empregado com carteira assinada menos oneroso do que é atualmente.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais . a criação de inúmeras modificações na legislação de aposentadoria especial com vistas a reduzir o número de aposentáveis de forma especial. médicos e técnicos em segurança do trabalho. Por outro lado. ainda há uma forte tendência dos profissionais engenheiros.123 não é abrir mão dos direitos do trabalhador. alguns sindicados ainda não evoluíram o suficiente para entender que saúde não se vende. de forma oportunista. bem como o excessivo poder normatizante em segurança e saúde do trabalhador. por exemplo. atuar contrariamente aos interesses da empresa. cujo propalado mérito seria se tornar no mais importante instrumento na preservação da segurança e saúde do trabalhador. Nos novos tempos. assim. olvidando sua função de advogado técnico e. criando provas contrárias ao interesse da organização. mas tão somente apenar.Perfil Profissiográfico Previdenciário . no entanto. por mais incrível que pareça.

produtividade. normas e funções. 6) os gerentes são os responsáveis pela alocação dos recursos nas áreas. visam estabelecer critérios para as questões técnicas que incidam na produção e comercialização de bens e serviços em todo o mundo. 4) indicadores importantes. como ISO 9000. . ou Normas ISO. normas e funções que têm por fim ordenar os fatores de produção e controlar a sua produtividade e eficiência. administração” (MELHORAMENTOS. além das tradicionais qualidade e meio ambiente. a nova forma de gestão da segurança e saúde do trabalho deve possuir os seguintes princípios: 1) definição de uma política de segurança clara e compatível. gerência. A gestão de segurança e saúde do Trabalho adotada por uma empresa estabelece as diretrizes do sistema de processos para conhecimento e eliminação dos riscos de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais nos ambientes de trabalho. 2) as ações de segurança e saúde no trabalho como parte integrante do sistema produtivo. O termo gestão quer dizer “ato de gerir. Segundo FATURETO (1998). para se obter determinado resultado. da implementação dos documentos legais (sem produzir provas contra si mesmo) e a gestão do passivo em segurança e saúde no trabalho. As normas da International Organization for Standartization (Organização Internacional de Normalização). 3) gerenciamento integrado de qualidade. 5) o diretor é o patrocinador das ações de segurança e saúde do trabalho. sendo que a série ISO 9000 é voltada para qualidade e a série ISO 14000 para meio ambiente. então.124 trabalho e responsabilidade social. 2000). gestão é a prática desse princípios. meio ambiente e segurança. Estes e tantos outros assuntos estão sendo tratados em nossa recém lançada obra pela Editora Thomson/IOB intitulado Gestão do Risco Ocupacional que trata dos dez pontos nevrálgicos em segurança e saúde no trabalho e suas implicações legais. 7) os empregados têm o direito de recusar trabalhos em condições de risco acentuado. ISO 14000 e OHSAS 18001. Como administração é um conjunto de princípios.

que é uma norma inglesa do BSI. da UNE 81. A OHSAS 18. contanto que esses patrocinadores estejam dispostos a atender às condições do BSI para tais documentos. SGS.900 (séries de normas espanholas). com o surgimento da BS 8800 – Guide to Health and Safety Management Systems (Guia para o Gerenciamento de Segurança e Saúde Ocupacional). AENOR. onde sistemas foram adotados por organizações privadas e independentes.001 em conjunto com essas instituições é aberto a outros patrocinadores que desejam produzir. A partir de 1996. que é uma série de normas para avaliação de segurança e saúde no trabalho. posteriormente. O fato de uma organização estar em conformidade com a OHSAS 18. vez que foi criada por instituições certificadoras privadas.001 por si só não lhe dá imunidade em relação às obrigações legais. existiam as normas BS 8800 e UNE 81. inclusive no Brasil.001.001. BVQI. que queriam utilizá-las em caráter voluntário (CAMPOS.001e. mesmo porque não se trata de uma certificação reconhecida pelos governos. em associação com o BSI – British Standards Institution. tanto quanto as normas BS 8800 e UNE 81. que trata do Sistema de Gestão e Prevenção de Riscos Laborais. o mercado globalizado solicitava uma norma para certificação. etc.125 As normas OHSAS 18001. e. o que acabou ocorrendo com o advento da OHSAS 18. 2001). tais como a DNV. tipos similares de documentos. com a edição da OHSAS 18. em 1996 e 1997.900 são normas voltadas para segurança e saúde no trabalho. O processo de desenvolvimento utilizado para a OHSAS 18. foi criada em 1999 por organismos certificadores. mas estas não conferiam certificação para as empresas num âmbito internacional.002: diretrizes para implementação da OHSAS 18.900. ou seja. posteriormente. Diante disso. iniciou-se a procura por um sistema de gestão para a segurança e saúde. Lloyds Register Quality Assurance. .

na história recente do Brasil. pois este cada vez mais exige a certificação de uma das normas da série ISO 9000 como comprovação da qualidade técnica de seus produtos e serviços. a administração e o controle dos resíduos que ela possa gerar durante a produção e uso dos produtos. produção e assistência técnica. ISO 9004 – gerenciamento de qualidade e elementos do sistema de qualidade – diretrizes. mas uma certificação baseada na ISO 14001. A ISO 14001 estabelece requisitos a serem seguidos pelas empresas no gerenciamento de seus produtos e processos de maneira que não agridam o meio ambiente. várias delas foram ratificadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas . A ISO 14000 segue a mesma sistemática. 2. 5. ISO 9000 – normas para gerenciamento e garantia da qualidade – diretrizes para seleção e uso. ou seja. ISO 9001 – sistemas da qualidade – modelos para garantia da qualidade no projeto. ISO 9002 – sistemas da qualidade – modelo para garantia da qualidade na produção e instalação. As normas da série ISO 9000 fixam diretrizes mínimas para os processos de gestão e devem ser prioritárias por parte das empresas. não haverá uma certificação ISO 14000. notadamente aquelas que se voltam para o mercado internacional. A empresa deve desenvolver uma sistemática que propicie o acesso contínuo às exigências legais pertinentes ao exercício de sua atividade e que seja de forma clara à direção da empresa. que é a única da família ISO 14000 e que permitirá ter um certificado de Sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA). instalação. A ISO 9000 é um conjunto de cinco normas: 1. principalmente as da série ISO 9000 (normas para o Sistema de Gestão de Qualidade) e ISO 14000 (normas para o Sistema de Gestão Ambiental). Os procedimentos devem permitir a identificação.126 Quanto às Normas ISO. que a comunidade na qual esteja inserida não sofra com os resíduos gerados e que a sociedade seja beneficiada. desenvolvimento. o conhecimento. 4. ISO 9003 – sistemas da qualidade – modelo para garantia da qualidade para inspeção e ensaios finais.ABNT. sejam . 3.

E assim. assim. o comércio exterior. cujo objetivo é uniformizar os interlocutores sociais da comunidade européia no tocante às obrigações relativas às avaliações de riscos no local de trabalho. A certificação das empresas pela ISO 14001 é também um fator diferenciador de mercado. contínua. Os principais pontos da diretriz da BS 8800 são: 1 – Elaboração de programa de avaliação de riscos no local de trabalho 2 – Estruturação da avaliação 3 – Coleta de informações 4 – Determinação dos perigos 5 – Identificação das pessoas em condições de risco 6 – Determinação das normas sobre exposição a riscos 7 – Avaliação dos riscos 8 – Investigação das possibilidades de eliminação ou controle dos riscos 9 – Determinações das prioridades e seleção das medidas de controle 10 . melhor qualidade de vida para o trabalhador em seu ambiente laboral. evitar perdas. principalmente. A adoção da Norma ISO da série 14000 promoverá a melhoria das condições e do meio ambiente do trabalho. mas é um referencial de muitos profissionais de segurança e saúde no trabalho. O objetivo da saúde e segurança no trabalho é a integridade da saúde do trabalhador. A British Standard 8800 (BS 8800) é um programa de qualidade integrada. efluentes líquidos ou resíduos sólidos. O Brasil não aceitou sua transformação numa norma internacional. tendo em vista. obtendo-se.Aplicação das medidas de controle 11 – Registro da avaliação 12 – Eficácia das medidas 13 – Revisão 14 – Continuidade do programa de avaliação de riscos caso haja alterações nos ambientes de trabalho. que estabelece as diretrizes de avaliação de riscos da comunidade européia. afina-se de forma .127 emissões atmosféricas. sejam elas quais forem. de acordo com a Directiva Marco 89/391/CEE.

9 – Comunicação pessoal – instrução de trabalho: instruir o empregado para trabalhar com segurança. onde são discutidos os acidentes e quase acidentes ocorridos durante o último período. hierarquicamente tem-se em primeiro lugar a Política de Segurança. sobre métodos e processos de trabalho. estabelecido através de Ordens de Serviço emitidas pela empresa a serem seguidas pelos trabalhadores. surgiram os primeiros programas de prevenção de perdas ou programas de qualidade.deve ter como principais pontos: 1 – Reunião de segurança: mensal. Informações básicas sobre segurança e saúde no trabalho. o Programa de Saúde e Segurança do Trabalho. qualidade. definindo condições seguras antes da execução do serviço. operar equipamento sem autorização. 5 – Permissão de trabalho: é uma autorização escrita emitida pela chefia. da divisão e da gerência. 4 .Programa de Prevenção de Perdas. 1997). Devem ser feitas reuniões do setor. o Regulamento Interno de Segurança. além de um PPP . no local de trabalho. adequação.Uso de EPI: utilização. que define responsabilidades e atribuições de todos os níveis hierárquicos. 2 – Treinamento de segurança. em sua plenitude (PIZA. em segundo. que engloba. 3 – Registros de atos contra a segurança. No Brasil. limpeza. 6 – Análise de segurança do trabalho: elaborar padrões de atividades. 8 – Inspeção planejada de segurança: para detectar acidente potencial e condições sub–padrão. produtividade e controle dos custos. 10 – Auditoria: (tipo uma ISO 9000) através de pontuação de cada setor de trabalho (LATANCE Júnior. Numa gestão de segurança e saúde no trabalho. nos anos 80 e 90. validade.128 ideal e perfeita com os critérios da qualidade. Um Programa de Prevenção de Perdas – PPP . integridade. os . Por exemplo. em terceiro. 2000). etc. 7 – Observação planejada de trabalho: ver se o padrão está sendo seguido pelo trabalhador. para a estrutura da prevenção.

Em qualquer programa de ação. se faz necessária a comprovação do seu cumprimento após um certo período. que pode ser tanto interna como externa. A prevenção passa pela eliminação ou. se enfatizem os riscos inerentes às atividades da indústria da construção. além das necessidades de enfoque dos riscos ambientais.129 programas obrigatórios constantes nas NR . se tomem providências para que não mais ocorram acidentes semelhantes. conhecendo-se as causas. Todas as empresas que possuam empregados regidos pela CLT são obrigadas a ter PPRA e PCMSO. incluindo-se terceiros e meio ambiente. . onde. Essa comprovação se baseia em técnicas de controle. ela é relativamente recente. inspeção. caso venha a ocorrer o acidente. sendo que as obras com até vinte empregados são obrigadas a possuir PPRA.Normas Regulamentadoras. Obras com mais de vinte empregados são obrigadas a possuir um PCMAT e não o PPRA. Nos estudos para a sua eliminação deve-se dar prioridade à análise da relação custo x benefício dentre as alternativas de solução possíveis e. vez que o que se fazia antes era. que podem ser muito diferentes em seus vários aspectos. que são o PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (previsto na NR9). para que. caso não seja possível. A distinção entre estes programas obrigatórios é que o PPRA é direcionado para prevenção dos riscos de acidentes do trabalho. Uma das técnicas é a auditoria. o PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (previsto na NR-7) e o PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção (previsto na NR-18). Uma gestão de segurança e saúde do trabalho tem por objetivo a prevenção de acidentes e doenças. neutralização dos riscos ambientais geradores de infortúnios laborais. na verdade. O PCMAT nada mais é do que um PPRA para as obras de construção civil. o PCMSO para prevenção das doenças ocupacionais e o PCMAT para prevenção de acidentes do trabalho em um canteiro de obras. de qualquer atividade. dar ênfase às causas dos acidentes e não ao acidentado. Em segurança e saúde ocupacional.

001. a propriedade. UNE 81. A justificativa direta das auditorias é comprovar o grau de cumprimento das exigências de uma norma (ou Plano de Ação). que são BS 8800.900 e OHSAS 18. os consumidores ou à sociedade. A essência de uma gestão eficaz em segurança e saúde no trabalho não deve distinguir-se das sólidas práticas de gestão defendidas pelos promotores da excelência da qualidade. através de análises críticas. b) econômicas ou estruturais: motivadas pelo objetivo de melhoria dos sistemas operativos e sua rentabilidade econômica. c) sociais: orientada a facilitar uma informação independente aos empregados. as empresas que têm . eficácia e a eficiência do sistema para atingir metas e objetivos. de um sentido fiscalizador e sancionador. A auditoria é um eficaz instrumento empresarial para a melhoria das operações. já superada. Consequentemente. As auditorias estão previstas nos sistemas de qualidade. nos sistemas de gestão ambiental e nos sistemas de SSO. E os fundamentos das auditorias de SSO são comuns aos aplicados por essas áreas. A decisão de realizar uma auditoria pode estar motivada por uma ou várias das seguintes razões: a) legais: para verificar o cumprimento obrigatório de uma legislação. as normas de referências e a efetiva implementação deste documental. com um papel positivo. A finalidade essencial é a melhoria das condições a partir da correção das anomalias detectadas. frente à interpretação. mas também para prover informações que permitam à gestão com responsabilidade executiva determinar. As auditorias devem ser planejadas não apenas para verificarem a conformidade do documental.130 Está havendo o incentivo das auditorias dos sistemas de qualidade e ambiental.

ou que. o sistema de qualidade (ISO 9001) é a base para todos os outros sistemas. com base na ISO 14001. gerando grandes benefícios. Essa é a tendência que se apresenta num mundo globalizado e altamente competitivo. a uniformização dos procedimentos para aquelas organizações que possuem os três sistemas de gestão. Isso foi possível. Assim é que atualmente. e um sistema de gestão em segurança e saúde no trabalho. com base na OHSAS 18. com base na ISO 9001/2000.131 sucesso comercial conseguem também sucesso na gestão da segurança e saúde. sendo difícil vislumbrar vida longa para uma organização que não tenha pelo menos um sistema de gestão. produto ou serviço. tendo vários sistemas de gestão. Segurança e saúde têm uma influência muito grande sobre a produção de um bem. Num Sistema Integrado de Gestão – SIG (qualidade.001. porque na revisão ocorrida em 2000 da ISO 9001. além de agora começar e terminar com o foco no cliente e ser obrigatória a satisfação deste. onde cada um tem sua documentação própria. meio ambiente e segurança e saúde). . as empresas têm procurado implantar três sistemas de gestão: um sistema para a qualidade (SGQ). inclusive. não procure a médio prazo integrá-los. em geral. facilitando. ela se adequou à melhoria contínua que já era prevista na ISO 14001 e OHSAS 18.001. onde todos querem comprar de e vender a todos. um sistema de gestão para o meio ambiente (SGA).