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Hospital – histórico e conceitos

Prof. Msc Gustavo Alves Andrade dos Santos

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Hospital – histórico e conceitos

Prof. Msc Gustavo Alves Andrade dos Santos

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A Farmácia Hospitalar e os Serviços de
Saúde.
•  O Hospital: Evolução nos conceitos
•  Ciências Farmacêuticas
•  Pharmaceutical Care: O Paciente
•  Serviços Farmacêuticos: Dispensação
•  Infraestrutura: Modelos, um sofrimento.
•  Oportunidades para o farmacêutico
–  Atribuições .
•  Legislação / Qualidade
•  Tecnologia / automação
•  Perspectivas da FH

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Mudanças ao longo dos tempos

4
Hospital hoje
—  “The hospital is altogether
the most complex
human organization ever
devised.”
Peter F. Drucker.
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Hospital
•  Hospital do latim Hospitium : local onde as pessoas
se hospedam;
•  A palavra Hospital foi originada graças ao Concílio de
Aachen( Aix-la-Chapelle), realizado no ano de 816.
•  Entre os séculos I a.C. e I d.C.: primeiras instituições
médicas dedicadas ao isolamento dos
doentes(Roma).
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Hospital
•  Hospitalis – “Hospitaleiro”, acolhedor,
adjetivo derivado de hospes que se refere a
hóspede, estrangeiro.
•  Nosocomium – lugar dos doentes, asilo dos
enfermos.
•  Nosodochium – recepção de doentes.
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Hospital - denominações
•  gynetrophyum = hospital para mulheres.
•  ptochodochium, potochotrophium = asilo para pobres.
•  poedotrophium = asilo para crianças.
•  gerontokomium = asilo para velhos.
•  xenodochium, xenotrophium = silo e refúgio para
viajantes e estrangeiros.
•  arginaria = asilo para os incuráveis.
•  orphanotrophium = orfanato.
•  hospitium = lugar onde hóspedes eram recebidos.
•  asylum = abrigo ou algum tipo de assistência aos
loucos 9
Hospital
Nosocomia e Xenodochia: Primeiros Hospitais Cristãos;
Na Europa, o primeiro Nosocômio surgiu entre os anos 380 e 400 na
periferia de Roma.
Cristãos enfermos: “Sono sagrado” nas igrejas e sepulcros;
Século IV: estabelecimentos fundados pelo Clero para prestar
assistência social;
Orientação aos Bispos: 1 Hospital/cidade;
Valetudinária: Romanos;
10
Hospital
•  A atribuição dos Valetudinária era prover abrigo e alimentar os
doentes, buscando o restabelecimento de sua saúde.
•  O surgimento dos Valetudinária foi determinado por motivos de
ordem militar e econômica relativos aos objetivos e à estrutura da
sociedade romana.
•  No período seguinte, logo após o início do século IV, começaram
a surgir alguns estabelecimentos de atenção à saúde, que se
destinavam a abrigar e prestar cuidados aos doentes.

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Hospital: Isolamento
•  Sobre o Isolamento...
•  “Todo o homem atingido da lepra terá suas vestes rasgadas e a
cabeça descoberta; cobrirá a barba e exclamará: Impuro!
Impuro! Enquanto durar o seu mal, ele será impuro”.
•  É impuro; habitará só e a sua habitação será fora do
acampamento “. Levítico (13,45-46).
•  Os leprosos eram expulsos do convívio social, e não
demoraram a surgir os primeiros leprosários, ainda no século
XI.
•  Segundo publicação de Nathaniel Faxon, somente na Grã-
Bretanha no século XII, eram 220 leprosários, enquanto na
França esse número chegou a 2000, e no período medieval, a
quase 19.000 em toda a Europa.
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Hospital
•  Razões para Crescimento dos Hospitais:
•  Feridos em combate (As Cruzadas);
•  Os grandes movimentos de peregrinação movidos pelo
fervor religioso;
•  O aparecimento das atividades mercantis;
•  O surgimento de novas rotas de comércio;
•  O enriquecimento dos mosteiros;
•  As pandemias ( Lepra entre os séculos XI e XIV, e
peste bubônica)
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O Hospital: Ruptura do Isolamento
•  Filosofia Cristã: “...amar ao próximo como a ti
mesmo...”
•  Marca uma ruptura com relação ao isolamento de
doentes;
•  Século XIV: a medicina passa a fazer parte das
Instituições hospitalares;
•  Somente à partir do Século XVII estas Instituições
passam a dar prioridade aos cuidados e tratamento das
doenças;
•  Século XIX: introdução dos princípios de assepsia e o
aumento das cirurgias; 14
O Hospital: 1ºs objetivos?
7 tarefas da caridade cristã:
•  Alimentar os famintos
•  Saciar a quem tem sede
•  Hospedar os estrangeiros
•  Agasalhar quem passa frio
•  Cuidar dos enfermos
•  Visitar os presos
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•  Sepultar os mortos
Hospital
•  Antiga definição do Hospital:

“... Uma casa de campo para receber pessoas


doentes , enfermas e desafortunadas que foram
afastadas do convívio público ; onde elas seriam
providas de alimentação regular e dos remédios
necessários “.
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•  O 1º Hospital do Brasil foi a Santa Casa de
Misericórdia de Santos (1543);
•  Foi também o 1º Hospital da América do Sul;
•  Primeiros modelos Hospitalares tal como os atuais:
década de 1930;
•  1933: 1º curso de adm. Hospitalar do mundo=
preocupação c/ a Gestão.

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Hospital
•  Condução Administrativa:
–  No início do século
XX era dirigido por
um religioso (dirigido
e não gerido);
–  Um médico da
comunidade também
poderia fazê-lo;
–  EUA: modelos à
partir da 2ª Guerra
Mundial;
–  Escolas de
Administração
Hospitalar
–  Rumo à Gestão e
Qualidade Total;
O Hospital atual

•  “ O hospital é parte integrante de um sistema


coordenado de saúde, cuja função é dispensar
à comunidade completa, assistência à saúde,
preventiva e curativa, incluindo serviços
extensivos à família, em seu domicílio e ainda
um centro de formação aos que trabalham no
campo da saúde e para as pesquisas
biossociais” (OMS)
19
O Sistema Único de Saúde
LEI  Nº  8.080,  DE  19  DE  
SETEMBRO  DE  1990    

Dispõe  sobre  as  condições  para  a  promoção,  


proteção  e  recuperação  da  saúde,  a  organização  
e  o  funcionamento  dos  serviços  
correspondentes  e  dá  outras  providências.  
DAS  DISPOSIÇÕES  GERAIS    
Art.  2º  A  saúde  é  um  direito  fundamental  do  ser  
humano,  devendo  o  Estado  prover  as  condições  
indispensáveis  ao  seu  pleno  exercício.  
               §  1º  O  dever  do  Estado  de  garanIr  a  saúde  consiste  na  
formulação  e  execução  de  políIcas  econômicas  e  sociais  
que  visem  à  redução  de  riscos  de  doenças  e  de  outros  
agravos  e  no  estabelecimento  de  condições  que  assegurem  
acesso  universal  e  igualitário  às  ações  e  aos  serviços  para  a  
sua  promoção,  proteção  e  recuperação.  
               §  2º  O  dever  do  Estado  não  exclui  o  das  pessoas,  da  
família,  das  empresas  e  da  sociedade  
Art.  3º  A  saúde  tem  como  fatores  determinantes  e  
condicionantes,  entre  outros,  a  alimentação,  a  
moradia,  o  saneamento  básico,  o  meio  ambiente,  o  
trabalho,  a  renda,  a  educação,  o  transporte,  o  lazer  e  
o  acesso  aos  bens  e  serviços  essenciais;  os  níveis  de  
saúde  da  população  expressam  a  organização  social  e  
econômica  do  País.  
               
Parágrafo  único.  Dizem  respeito  também  à  saúde  as  
ações  que,  por  força  do  disposto  no  arIgo  anterior,  se  
desInam  a  garanIr  às  pessoas  e  à  coleIvidade  
condições  de  bem-­‐estar  Qsico,  mental  e  social  
Hospital – objetivos, atenção e
assistência farmacêutica;
Farmácia Clínica (introdução).

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O Hospital- Funções
1-Prevenção

2-Cura (tratamento)

3-Educação

4-Pesquisa
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•  EXISTE RELAÇÃO ENTRE
OS OBJETIVOS DA OMS E
OS SERVIÇOS
FARMACÊUTICOS?
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Serviços Farmacêuticos

- Assistência Farmacêutica;
-  Atenção Farmacêutica/Farmácia Clínica;
-  Sustentabilidade pela Dispensação.

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Assistência Farmacêutica
“Um conjunto de ações desenvolvidas pelo
farmacêutico e outros profissionais de saúde,
voltadas à promoção, proteção e recuperação da
saúde, tanto no nível individual como coletivo, tendo o
medicamento como insumo essencial e visando o
acesso e o seu uso racional”.

Oficina de Trabalho: Atenção Farmacêutica no Brasil:


“Trilhando Caminhos” Set/2001
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Assistência Farmacêutica
Abrange:
-Pesquisa;
-Desenvolvimento e produção de medicamentos e insumos;
-Seleção, programação, aquisição, distribuição, dispensação,
garantia de qualidade dos produtos e serviços;
-Acompanhamento e avaliação da utilização de medicamentos para
obtenção de resultados concretos e da melhoria da qualidade de
vida da população.

Oficina de trabalho Atenção Farmacêutica no Brasil:


“Trilhando Caminhos” Set/2001
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Atenção Farmacêutica

“ A Atenção Farmacêutica é uma consequência do


desenvolvimento da Farmácia Clínica e está
amplamente ligada à mesma, uma vez que nela tem sua
origem.”

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Atenção Farmacêutica
“É um modelo de prática farmacêutica, desenvolvida no contexto da
Assistência Farmacêutica.
Compreende atitudes, valores éticos, comportamentos, habilidades,
compromissos e co-responsabilidades na prevenção de doenças,
promoção e recuperação da saúde, de forma integrada à equipe de
saúde. É a interação direta do farmacêutico com o usuário, visando uma
farmacoterapia racional e a obtenção de resultados definidos e
mensuráveis, voltados para a melhoria da qualidade de vida. Esta
interação também deve envolver as concepções de seus sujeitos,
respeitadas as suas especificidades bio-psico-sociais, sob a ótica da
integralidade das ações de saúde”.

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FARMÁCIA CLÍNICA
Ciência da saúde cuja responsabilidade é assegurar, mediante a aplicação de
conhecimentos e funções relacionados ao cuidado dos pacientes, que o uso dos medicamentos
seja seguro e apropriado; necessita portanto, de educação especializada e interpretação de
dados, da motivação pelo paciente e de interações multiprofissionais.

Commitee on Clinical Pharmacy


Farmácia Clínica é uma área da farmácia voltada à ciência e prática do uso racional
de medicamentos, na qual os farmacêuticos prestam cuidado ao paciente, de forma
a otimizar a farmacoterapia, promover saúde e bem-estar e prevenir doenças.
O Farmacêutico Clínico está apto a identificar sinais e sintomas, implementar,
monitorar a terapia medicamentosa e orientar o paciente, atuando em conjunto com
outros profissionais de saúde visando a efetividade do tratamento. Exige um amplo
conhecimento em práticas terapêuticas, aliado a capacidade de julgamento e
tomada de decisão.
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Fonte: CRF-SP
Hospital – classificação, contexto
atual e papel da Farmácia
Hospitalar.

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Hospital: Macro e Micro Visão

•  Hospital: Inserção Social com


participação, onde:
•  Todos buscam melhorias
•  Todos ganham com as melhorias
•  Todos estão treinados
•  Todos trabalham em equipe;
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Hospital hoje
•  Fonte de geração de iniciativas
•  Centro de Investigação permanente
•  Oficina Excepcional para aplicação racional de
conhecimentos
•  Instituição ideal para a formação de RH´s para Saúde
•  Protótipo de organização hoteleira
•  Centro Industrial para seus próprios fins
•  Máximo agrupamento científico
•  Empresa gigante de serviços
•  Organização com a máxima responsabilidade moral,
social, legal, científica e administrativa;
•  http://empresaseservicos.tripod.com/hotelariaearelacaocom.htm
Hotelaria hospitalar
•  Competitividade
•  Ambientes e conforto – tornar “agradável”
•  Mudanças físicas e na organização funcional.
–  Atenção
–  Responsabilidade
–  Bons médicos
–  Boa reputação
–  Equipamentos modernos
–  Limpeza
–  Comida adequada e agradável
–  Faturamento eficiente
–  Alguns exemplos:
http://www.santapaula.com.br/servicos/hotelaria_hospitalar.aspx
–  http://www.hospitalsiriolibanes.org.br/hospital/comodidades-
estrutura/Paginas/default.aspx
O Hospital
no Brasil e a Estrutura do SUS

•  Nível primário: Postos de saúde, Centros Médicos, PSF


•  Nível secundário: pequenos Hospitais do Governo, centros de
diagnóstico;
•  Nível terciário: Hospitais-escola e particulares (maior
complexidade);
•  Nível Quaternário: Tecnologia de ponta;
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O Hospital
no Brasil e a Estrutura do SUS
Idealizado & Fluxo Real

80% - 15% - 5% Idealizado: primário ao terciário


24% - 43% - 33% Fluxo Real

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Classificação
•  De acordo com o regime Jurídico:
•  a)Público
•  b)Privado

De acordo com o porte:


•  a)pequeno:<50 leitos
•  b)médio: 50 a 200 leitos
•  c)grande: entre 200 e 500 leitos
•  d)extra: acima de 500 leitos.
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Classificação
—  De acordo com tipo de serviço:
—  a)Geral
—  B)Especializado

—  De acordo com Corpo Clínico:


—  a) Aberto
—  b) Fechado
—  c) Semi aberto
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Classificação

De acordo com a edificação:


•  a) Pavilhonar: edificações de pq porte;
•  b) Monobloco;
•  c) Multibloco: edificações md ou gd porte;
•  d) Horizontal;
•  e) Vertical;

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Entidade Mantenedora
•  Pública: Município, Estado, União

•  Privada: Empresa de direito privado

•  Filantrópica: diretores não-remunerados, parte da lotação


destinada gratuitamente, reaplica o lucro na Instituição;

•  Beneficentes: grupos específicos (etnias), recebe


contribuição de associados, também reaplica o lucro na
Instituição;
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A Organização Administrativa
•  São as esferas do poder dentro do Hospital.
•  Administração superior: representada pela diretoria da
entidade mantenedora.Ela estabelece,implanta e controla as
políticas administrativas,salariais, econômicas e de recursos.
•  Direção executiva: representada pelo superintendente e
administrador, com delegação a gerentes e chefes para
execução das propostas.Traduz as políticas.

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O Hospital
•  Admissão de pacientes se dá através de:
–  Pronto Socorro (PS): emergências
–  Cirurgias eletivas
–  Ambulatórios (pronto atendimento)
–  Hospital-dia
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O Hospital
•  Serviços Médicos:
•  cardiologia, cirurgia plástica, dermatologia, endocrinologia,
gastroenterologia, g.o, imunologia, infectologia, nefrologia,
neurologia, oftalmologia, oncologia, ortopedia,
otorrinolaringologia, pediatria, pneumologia, proctologia,
psiquiatria, reumatologia, urologia, vascular, anestesia,
intensiva, neonatologia;

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—  Outros Serviços:

Atenção à Tuberculose; O Hospital


Cardiologia / Alta complexidade;
Cirurgia Bariátrica;
Densiometria Óssea;
Hemodinâmica;
Hospital Dia;
Internação Domiciliar (Home care);
Má formação Lábio palatal;
Medicina nuclear;
Neurocirurgia / Alta complexidade;
Parto de Alto risco;
Terapia renal substitutiva (TRS);
Transplante de Medula Óssea (TMO);

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Hospital – Time de Gestão e
serviços.

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Time de Gestão
•  Farmácia
•  Rhs
•  TI
•  Departamento Financeiro
(tesouraria e controladoria)
•  Faturamento
•  Serviços gerais
•  Segurança do trabalho
•  Suprimentos

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•  Serviços Hospitalares:
•  -Diretoria Clínica / Técnica;
•  -Enfermagem;
•  -SND;
•  -SAME;
•  -Assistência social;
•  -SADT;
•  -Diversos;

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Diretoria Técnica
•  O diretor técnico é um médico
contratado pela direção geral da
instituição, e por ela remunerado, para
assessorá-la em assuntos técnicos. Ele
é o principal responsável médico pela
instituição, não somente perante o
Conselho, como também perante a Lei,

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Enfermagem
•  Enfermagem: acompanhamento direto do
paciente (executa PM), alto contingente,
comissões.
•  Cuidado integral e holístico
•  Humanização
•  Interdisciplinaridade

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SND
•  Prestar assistência nutricional
adequada aos pacientes
internados e aos externos;
•  Necessidades nutricionais:
plano alimentar
•  Ação do Nutricionista e equipe

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Serviços Técnicos
•  SAME: arquivamento;
•  Tem por finalidade a
guarda e preservação do
prontuário médico (dados
pessoais, evolução clínica,
exames, radiografias) e a
elaboração de relatórios e
boletins estatísticos
referentes ao Movimento
Hospitalar. 53
SAME •  Atividades: Arquivo médico e
Estatística
–  Arquivo médico.
•  Retirada (e arquivamento) de prontuário para atendimento de
ambulatório e/ou internação;
•  Manter sempre atualizada a documentação do prontuário do
paciente;
•  Revisar periodicamente as seções de arquivamento,
corrigindo eventuais falhas;
•  Selecionar prontuários para uso da Comissão de
Investigação Hospitalar, entre outros;
•  Colaborar nas pesquisas científicas e trabalhos de
investigação, quando solicitado.
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SAME
•  Atividades: Arquivo médico e
Estatística
–  Estatística.
•  Compaginar e fazer revisão de identificação dos prontuários
médicos dos pacientes egressos;
•  Manter o controle do uso das informações dos diferentes índices;
•  Codificar diagnósticos existentes no prontuário;
•  Manter índices de doenças (arquivo nosológico), segundo normas
estabelecidas;
•  Processar informações coletadas e revisadas (Censo diário de
internação, agenda de consultas ambulatoriais) para o relatório
mensal.
•  Preparar relatório estatístico mensal e anual. 55
Serviço Social
—  Assistência Social: apoio aos carentes, acompanhamento pós alta, elo entre pacientes /
profissionais de Saúde;
—  aconselhar, orientar, encaminhar e acompanhar os casos elegíveis ao Serviço Social;
—  visitar os pacientes e ouvi-los bem como seus familiares;
—  encaminhar os problemas detectados aos setores competentes;
—  dar suporte técnico aos funcionários, clientes e familiares;
—  intermediar o diálogo entre e paciente e a equipe multidisciplinar e paciente / hospital;
—  fornecer quando solicitadas informações do trabalho do Serviço Social, respeitando o sigilo
profissional;
—  Atendimento familiar
—  Agendamento e orientação sobre exames fora do âmbito hospitalar
—  Efetuar contato com o serviço de transportes (ambulâncias, etc)
—  atender os familiares dos pacientes que vem a óbito;

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SADT
•  Banco de sangue
•  Laboratório de Análises
Clínicas
•  Laboratório de Anatomia
Patológica
•  Centro de diagnóstico por
Imagem
•  Outros. 57
Fonoaudiologia, fisioterapia,
TO

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Hospital – Gestão e teorias
administrativas I.

Prof. Msc Gustavo Alves Andrade dos Santos

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Administração
•  Administrador: palavra latina que significa “aquele
que realiza uma função sob o comando de outra”;
•  “O gerenciamento na área de saúde é mais complexo do
que em qualquer outro tipo de organização”.

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Administração

•  O Gestor, qualquer que seja a alçada, deve interpretar os


objetivos propostos pela empresa e transformá-los em ação
empresarial por meio de:

•  Organização, Liderança, Controle e Avaliação.

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Da manufatura à maquinofatura
O que a Revolução Industrial
provocou...
Crescimento acelerado e
desordenado das empresas

Necessidade de substituir o EMPIRISMO e a


IMPROVISAÇÃO

Necessidade de aumentar a eficiência e


competência das organizações
Teorias Administrativas
•  Ênfase às tarefas e estrutura organizacional, surgiram como
mecanicistas e rígidas;
•  Preocupavam-se exclusivamente com a formalidade;
•  Seria necessária ênfase às pessoas, maior humanização,
democracia nas práticas administrativas;
•  O exagero fez cair esta nova tendência;
•  Surge a ênfase ao ambiente, havendo intercâmbio das empresas
com o ambiente que se inserem;
•  Tecnologia: fundamental.

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Administração Científica

Frederick Winslow Taylor


Teorias Administrativas

•  Ênfase às Tarefas: corrente norte-americana do engenheiro


Frederik W.Taylor(1856-1915).
•  Considerado o pai da moderna teoria da administração;
•  Estabelecia a organização racional do trabalho do operário e
procurava encontrar o método através do qual se obtivesse a maior
eficiência ( the best way);

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Teorias Administrativas

A filosofia de Taylor é pautada em 04 princípios básicos:

1- Encontrar a melhor forma de realizar cada atividade;


2- Identificar o potencial de cada operário e colocá-lo para atuar onde
tiver maior habilidade;
3- Educar e estimular as competências de cada trabalhador;
4- Aproximar a administração(alta cúpula) e os operários;

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Administração Científica

Preocupação:
–  Aumentar a eficiência - por meio da
racionalização do trabalho do operário.
–  Aumentar a produtividade - aumento da
eficiência no nível operacional.
•  Ênfase nas tarefas
•  Ênfase na análise e na divisão do trabalho do
operário.
•  Atenção para:
–  Método de trabalho
–  Movimentos necessários e tempo padrão
para a execução da tarefa.
Administração Científica

Parece óbvio??? Mas foi a primeira vez que se


deu atenção e se estudou sistematicamente o
processo de trabalho...
Administração Científica
- Para Taylor, as indústrias de sua época padeciam de três males:

•  Vadiagem sistemática dos operários, o que significava redução


de até um terço da produção.

•  Desconhecimento, pela gerência, das rotinas de trabalho e do


tempo necessário para sua realização.

•  Falta de uniformidade das técnicas e métodos de trabalho.


Administração Científica
•  Para sanar os três males, Taylor idealizou:

•  Scientific Management, difundido como:


–  Administração Científica
–  Organização Científica no Trabalho
–  Organização Racional do Trabalho

•  A sua implantação deveria ser gradual (4 a 5 anos) para evitar


descontentamento dos empregados e prejuízo aos patrões.
Administração Científica
•  Para Taylor o operário era:
–  Irresponsável
–  Vadio
–  Negligente

•  Criou um sistema educativo baseado na intensificação do ritmo


de trabalho em busca eficiência do trabalho.
Teoria Clássica da Administração

Henri Fayol
Teoria Clássica
— Tinha como objetivo aumentar a eficiência da
empresa através da forma e disposição dos
órgãos da organização.
— Dava ênfase à anatomia (Estrutura) e na
fisiologia (Funcionamento) das organizações.
— Por esta ênfase que davam à estrutura e ao
funcionamento, seus seguidores foram
denominados de “anatomistas” e “fisiologistas”
da organização.
Teoria Clássica

•  Tinha uma abordagem de cima para baixo (da direção para a


execução)
•  Buscava a eficiência da organização pela adoção de uma
estrutura organizacional adequada e de um funcionamento
compatível com esta.
•  Tinha como foco:
–  Estrutura Organizacional
–  Elementos da Administração
–  Princípios Gerais da Administração
–  Departamentalização
Teorias Administrativas
Ênfase à estrutura organizacional:

•  Teoria Clássica: Henry Fayol (1841-1925) Engenheiro Francês;


•  Substituiu a linha analítica de Taylor por uma abordagem sintética e
universal;
•  Existe uma proporcionalidade da função administrativa, disseminado-
se por toda a empresa, todos os níveis hierárquicos;
•  Organograma

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FAYOL

Henri Fayol dividiu as operações empresariais em 06 atividades:

1-Técnica – produção e fabricação de produtos;


2-Comercial – compra de matéria-prima e venda de produtos;
3-Financeira – aquisição e uso do capital;
4-Segurança – proteção dos empregados e da propriedade
5-Contábil
6-Administração

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Fayol descreveu 14 princípios básicos da administração, sendo:
1- Divisão do trabalho
2- Autoridade
3- Disciplina
4- Unidade de comando
5- Unidade de direção
6- Graus de subordinação
7- Remuneração
8- Centralização
9- Hierarquia
10- Ordem
11- Equidade
12- Estabilidade de pessoal
13- Iniciativa
14- Espírito de equipe 78
Organograma

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Funções Básicas da Empresa para Fayol

•  Técnicas – produção de bens ou serviços


•  Comerciais – compra, venda e permuta
•  Financeiras – procura e gerência de capital
•  Segurança - proteção bens e pessoas
•  Contábeis – inventário, registros, balanços
•  Administrativas – Coordena as demais funções
Princípios Gerais da Administração
FAYOL
•  Divisão do trabalho - agrupamento das atividades afins –
departamentalização.
•  Autoridade e responsabilidade.
•  Disciplina.
•  Unidade de comano - cada empregado tem apenas um
superior.
•  Unidade de direção - cada grupo de trabalho tem um chefe e
um plano.
•  Subordinação dos interesses individuais aos interesses gerais
da organização.
Princípios Gerais da Administração
FAYOL
•  Remuneração do pessoal
•  Centralização de autoridade
•  Hierarquia e linha de autoridade
•  Estabilidade do pessoal
•  Ordem
•  Espírito de Equipe
CRÍTICA À TEORIA CLÁSSICA
—  Tinha caráter prescritivo e normativo que
determinava com regras o comportamento a ser
adotado pelo administrador.

— Preocupou-se somente com a estrutura formal da


organização - não admitindo a estrutura informal,
composta pelas pessoas e suas relações.
A TEORIA CLÁSSICA E SEU IMPACTO NAS
INSTITUIÇÕES DE SAÚDE
•  É comum, nas instituições de saúde, uma estruturação
rigidamente hierarquizada e que estabelece subordinação
integral de um sujeito a outro e de um serviço a outro.
•  Normalmente desconsideram-se as pessoas e as
relações pessoais.
•  As propostas de trabalho normalmente resultam em
atividades rotineiras.
•  Preocupação maior com a quantidade do que com a
qualidade.
Teorias Administrativas

•  Ênfase à estrutura organizacional:


Max Weber(1864-1920), sociólogo alemão;
fundador da Teoria da Burocracia.
Qual conceito temos de Burocracia?
Ela se aplica ao campo da Farmácia no que diz
respeito à Gestão e Ciência?
Vivemos sem Burocracia?

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MODELO BUROCRÁTICO DE
ORGANIZAÇÃO

Conceito:
Modelo de Administração que se baseia
na racionalidade, na adequação dos
meios aos objetivos (fins) pretendidos, a
fim de se atingir a máxima eficiência.
CARACTERÍSTICAS DA BUROCRACIA

—  Rotinas e Procedimentos sistematizados e padronizados.


Internacionalização das Regras e Exagerado Apego aos Regulamentos e
Normas.

—  Comunicações formais e impessoais. Excesso de Formalismo e Papéis.

—  Caráter Racional e Divisão do Trabalho. Hierarquia de Autoridade.


Especialização da Administração
—  Competência Técnica e Meritocracia
—  Profissionalização dos Participantes
—  Completa Previsibilidade do Funcionamento
CRÍTICAS À TEORIA

•  Resistência às mudanças
•  Relacionamentos despersonalizados
•  Apego exagerado às Rotinas e Procedimentos
•  Sinais de Autoridade explícitos.
•  Atendimento a clientes e ao público com
conflitos
A TEORIA BUROCRÁTICA E SEU IMPACTO
NAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE

•  Nas instituições de saúde encontramos


freqüentemente formas organizacionais
burocráticas
•  Valorização excessiva de normas e regras (que
muitas vezes já se tornaram obsoletas), o que
contribui para uma prática estanque, com poucas
perspectivas de mudanças.
Hospital – Gestão e teorias
administrativas II.

Prof. Msc Gustavo Alves Andrade dos Santos

90
Teoria das Relações
Humanas
Elton Mayo
•  Ênfase às pessoas: Elton Mayo(1880-1949) e
Kurt Lewin(1890-1947);
•  Escola das Relações Humanas;
•  Teoria democrática e liberalizante;
•  Oposta a Taylor e Fayol;
•  Ao invés de autoridade, responsabilidade,
hierarquia, comando, etc; temos informalidade,
motivação, dinâmica de grupo, liderança,
comunicação,etc

92
Ênfase às pessoas:

•  Principal objetivo foi reduzir o controle hierárquico e encorajar a


espontaneidade;
•  Herbert Simon-1947= segunda abordagem humanista.
•  Teoria das Decisões: valoriza a Decisão;
•  DO: Desenvolvimento Organizacional;
•  3ª abordagem humanista: é voltada para a estratégia de mudança
organizacional, planejada por modelos de diagnóstico, intervenção e
mudanças.

93
ABORDAGEM HUMANÍSTICA DA
ADMINISTRAÇÃO

Ocorre uma mudança de foco

DA MÁQUINA E para o homem e


DA PRODUÇÃO seu grupo social

para os
DOS ASPECTOS
TÉCNICOS psicológicos
e sociológicos
A TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS

•  Surge nos Estados Unidos - Experiência de


Hawthorne, desenvolvida por Elton Mayo e seus
colaboradores.

•  Torna-se necessário humanizar e democratizar a


Administração, desprendendo-a dos conceitos
rígidos e mecanicistas da Teoria Clássica,
moldando-a aos novos padrões de vida do povo
americano.

•  Decorre do desenvolvimento da psicologia e


sociologia e suas crescentes influências e
aplicações na organização industrial.
AS EXPERIÊNCIAS DE ELTON MAYO

•  1923, pesquisa em Indústria Têxtil próxima a Filadélfia:

•  Situação e problemas existentes:


–  Rotatividade de pessoal aproximadamente
de 250% ao ano.
–  Aplicavam-se muitos incentivos, sem
resultados esperados.

•  Propostas de solução dos problemas:


–  Introduziu o intervalo de descanso
–  Deixou a critério dos operários a decisão de
quando as máquinas deveriam ser paradas
–  Contratou uma enfermeira
AS EXPERIÊNCIAS DE ELTON MAYO

•  Resultados Alcançados após as


medidas adotadas
– Desenvolveu-se um espírito de grupo
– Diminuiu a rotação de pessoal
– Aumentou a produção
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS

⇒ Com a Teoria das Relações Humanas surgem novos


temas na administração: motivação, liderança,
comunicação, organização informal, dinâmica de
grupo etc.
⇒ Os conceitos clássicos de autoridade, hierarquia,
racionalização do trabalho, departamentalização,
princípios gerais de Administração, entre outros,
passam a ser contestados.
⇒ Vão para segundo plano o engenheiro e o técnico e
despontam o psicólogo e o sociólogo.
Escola das Relações Humanas
A psicologia industrial estuda o comportamento
humano no trabalho, tendo os aspectos produtivo e
pessoal como inseparáveis e complementares.

FOCOS DA PSICOLOGIA DO TRABALHO:


– Analisar o trabalho
– Adaptar o trabalhador ao trabalho
– Adaptar o trabalho ao trabalhador
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS – O
CONCEITO DO “HOMEM SOCIAL”
Uma nova concepção sobre a natureza do homem - o homem
social, baseada nas seguintes considerações:

–  Os trabalhadores são criaturas sociais complexas, dotados de


sentimentos, desejos e temores.
–  O comportamento no trabalho é uma consequência de muitos
fatores emocionais.
–  As pessoas são motivadas por necessidades humanas e
alcançam suas satisfações por meio dos grupos sociais com
quem interagem.
–  Dificuldade em se relacionar com o grupo provocam elevação
da rotatividade.
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS – O CONCEITO
DO “HOMEM SOCIAL”

•  O comportamento dos grupos sociais é influenciado pelo estilo


de supervisão e liderança. O Supervisor eficaz é aquele que
possui habilidade para influenciar seus subordinados, obtendo
lealdade, padrões elevados de desempenho e alto
compromisso com os objetivos da organização.

•  As normas sociais do grupo são mecanismos reguladores do


comportamento dos membros. Níveis de produção são
controlados informalmente pelas normas do grupo. O controle
social do grupo possui tanto sanções positivas (estímulos,
aceitação social etc.) como negativas (gozações, esfriamento
por parte do grupo, sanções simbólicas etc.)
CRÍTICA À TEORIA DAS RELAÇÕES
HUMANAS

•  Oposição absoluta contra a Teoria Clássica.


•  Concepção ingênua e romântica do operário.
•  Inadequada visualização dos problemas das Relações
Humanas levando à parcialidade das conclusões.
•  Ênfase nos Grupos Informais.
•  Possui um enfoque manipulativo das Relações
Humanas.
Administração Atual

–  Globalização;
–  Gestão de Processos;
–  Gestão de Pessoas;
–  Metas Corporativas;
–  Inovação e Tecnologia;
–  Liderança – Autoridade;

103
Liderança

•  Liderança deve pressupor:


–  Carisma, vocação, iniciativa;
–  Autoridade;
–  Doação: ser operacional;
–  Vontade: ser exemplo;
–  Comunicação: humildade;
–  Honestidade;
–  Compromisso:
planejamento;
–  Capacidade de perdoar;

104
12 pontos da Liderança (Luiz Almeida Marins Filho, Ph.D.
Anthropos Consulting )

•  O Líder:
–  Tenta o nunca tentado
–  Se auto-motiva
–  É justo
–  Tem planos definidos
–  Persevera na decisões
–  Faz além daquilo que recebe para fazer
–  É positivo
–  É Empático
–  É detalhista
–  Se responsabiliza
–  Ele multiplica
–  Tem uma causa
105
Hospital –Farmácia Hospitalar:
conceitos e atribuições

Prof. Msc Gustavo Alves Andrade dos Santos

106
Édito Régio de 1240 d.C.

Frederick II of Hohenstaufen: separação da Medicina e


Farmácia.
Evolução da Farmácia Hospitalar
1752 – Pensilvânia (EUA)

•  Jonathan Roberts
•  Padronização de Medicamentos.
Cenário
•  SUS
•  ANS
•  Mercantilização da
Doença
•  Selos de Certificação
•  Legislação confusa
•  Multidisciplinaridade
•  Habilitar / Capacitar:
Gestão
•  Conflitos: âmbito.
DE ACORDO COM A RESOLUÇÃO 492 DO CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (
C.F.F.) , DEFINE-SE A F.H. COMO :
“UNIDADE HOSPITALAR DE ASSISTÊNCIA TÉCNICO-ADMINISTRATIVA , DIRIGIDA
POR PROFISSIONAL FARMACÊUTICO , INTEGRADA FUNCIONAL E
HIERARQUICAMENTE ÀS ATIVIDADES HOSPITALARES “.
FARMÁCIA : INVESTIMENTO HOSPITALAR.

110
Farmácia Hospitalar e outros
Serviços de Saúde
•  Atendimento Pré Hospitalar,
Hospitalar e Outros.
•  Objetivo dos Serviços acima:
–  Contribuir no processo de
cuidado à saúde, visando a
melhoria da qualidade da
assistência prestada ao
paciente, promovendo o uso
seguro e racional de
medicamentos, e outros
produtos para a Saúde , nos
planos assistencial,
administrativo, tecnológico e 111

científico.
Farmácia Hospitalar: Atribuições
•  Seleção/aquisição de medicamentos,
germicidas e correlatos;
•  Padronização;

•  Armazenamento, controle de estoque e


distribuição dos medicamentos e
correlatos;

•  Adoção de sistema eficiente e seguro


de distribuição de medicamentos aos
pacientes internados e ambulatoriais; 112
Farmácia Hospitalar: Atribuições
•  Farmacotécnica
–  Fracionamento de doses;
–  Manipulação de QTs, NPTs, Misturas Evs,
Radiofármacos.
•  Controle de qualidade;
•  Produção (eventual);
•  Elaborar manuais técnicos e formulários;
•  Manter membro permanente nas comissões;
•  Atuar nos estudos de ensaios clínicos e
farmacovigilância;
•  Educação continuada;
•  Estimular a implantação da farmácia clínica;
•  Atividades de pesquisa;
•  Desenvolvimento e tecnologia farmacêutica;
Hospital – Pilares da Farmácia
Hospitalar.

Prof. Msc Gustavo Alves Andrade dos Santos

114
Sustentação da Farmácia Hospitalar
ü Gestão;
ü Desenvolvimento de Infra-estrutura;
ü Preparo, distribuição, dispensação e controle de
medicamentos e produtos para a Saúde;
ü Otimização da Terapia Medicamentosa;
ü Informação sobre Medicamentos e produtos
para a Saúde;
ü Ensino, educação permanente e Pesquisa.
115
Farmácia Hospitalar
•  Pontos básicos na estrutura de uma FH:
–  Área e localização adequada;
–  Posição organizacional;
–  Planejamento e Controle: Metas e
resultados;
–  Gestão dos materiais e medicamentos;
–  Pessoal qualificado;
–  Sistema de Dispensação adequado;
–  CIM;
–  Uso Racional das drogas;

116
Farmácia Hospitalar
•  Níveis de serviço Farmacêutico-Hospitalar:
•  Moderado: seleção de medicamentos/mats, atuação nas
Comissões, gestão de estoques, dispensação viável;
•  Médio: Sistema de dispensação eficiente, CIM básico,
Padronização, Vigilância sobre antibs/alto custo/
restritos/etc;
•  Avançado: Centrais de preparo de injetáveis, CQ,
atividades clínicas(otimização da farmacoterapia);
–  Incorporar farmácia clínica, farmacoeconomia, ensaios clínicos,
farmacovigilância, CIM avançado, outras;

117
Farmácia Hospitalar - Local
•  L o c a l d e v e p o s s u i r e s t r u t u r a d e
recebimento, armazenamento e
dispensação (distribuição);
•  Dispensação deve ser otimizada:
agilidade, fluidez e controle;
•  Proximidade com elevadores e monta-
cargas é recomendável;
•  Evitar subsolos e áreas congêneres; 118
Agilidade
-  Sistema de
Dispensação
-  Fracionamento
-  Padronização Mat / Med
-  Sistematização
-  Processos de Trabalho
119
Padronização de Horários:
Alguns exemplos de horários-padrão:

•  -Intervalo de 6 X 6 horas ( ou 4 X dia) 18 24 06 12

•  -Intervalo de 12 X 12 horas (ou 2 X dia) 22 10

•  -Intervalo de 8 X 8 horas ( ou 3 X dia) 22 06 14

•  -Intervalo de 4 X 4 horas ( ou 6 X dia) 18 22 02 06


10 14

•  -Tomar às refeições (almoço e jantar) 18 12

•  -Tomar à noite (1 X dia) 22


120
Por exemplo, a agilidade no
Fracionamento

121
E a agilidade na Dispensação

122
Dispensação e o Farmacêutico
•  Artigo 3º - Cabe ao farmacêutico no exercício de
atividades relacionadas com o atendimento e
processamento de receituário: observar a legalidade
da receita e se está completa e avaliar se a dose, a
via de administração, a freqüência de administração,
a duração do tratamento e dose cumulativa são
apropriados e verificar a compatibilidade física e
química dos medicamentos prescritos
(Resolução 308 – CFF – 1997).
Hospital – Padronização de
medicamentos na Farmácia
Hospitalar.

Prof. Msc Gustavo Alves Andrade dos Santos

124
•  Seleção e Padronização de
Medicamentos: pré-requisito.
Os medicamentos representam
grande participação nos Custos
hospitalares;
Padronização de medicamentos:a
constituição de uma relação
básica de produtos que atendam
aos critérios propostos pelo
Ministério da Saúde;
125
•  A Padronização deve ser
feita de acordo com as
necessidades de cada
Instituição hospitalar (perfil
de atendimento);
•  Os ítens padronizados
devem ter amplo
aproveitamento;
•  Uso equilibrado e ítens de
qualidade;
•  Uso Racional;
126
Padronização de Medicamentos

•  Em face da diversidade de especialidades farmacêuticas


existentes no mercado brasileiro, muitas das quais estão
longe de serem essenciais à nossa realidade e necessidade,
exige-se um processo por meio do qual se ordenem o
estoque da farmácia e a inclusão de novos itens nele. Dados
obtidos junto a hospitais brasileiros indicam um grande
consumo de medicamentos. Segundo a O.M.S. seriam
necessários cerca de 300 itens básicos (70%).
•  Em 14/01/1986: Ministério da Educação obrigou
padronização
127
Padronização de Medicamentos

•  Objetivos:

–  Racionalizar as espécies de medicamentos e


produtos correlatos necessários para o bom
funcionamento do hospital;
–  Propiciar o menor emprego de capital na
aquisição de medicamentos e produtos
correlatos;
–  Facilitar as atividades de armazenamento 128e
controle de medicamentos e correlatos.
Padronização de Medicamentos

•  Vantagens:

–  Menor capital empregado (para o hospital);


–  Menor número de pessoal e material
envolvido para controle;
–  Menor espaço para armazenamento;
–  Aviamento rápido das requisições.
129
Como Fazer?

A.  Levantamento dos medicamentos


B.  Comissão de padronização.
C.  Escolha
D.  Divulgação
E.  Atualização
130
Hospital – Sistemas de
Dispensação na Farmácia
Hospitalar.

Prof. Msc Gustavo Alves Andrade dos Santos

131
Sistemas de Dispensação
-  Dose Coletiva
-  Antiquada e cara
-  Dose Individualizada
-  eficiente
-  Dose Unitária
-  Eficiente, estratégica
economicamente.

132
Os Sistemas de Dispensação.

A importância de um sistema de dispensação:


•  Deve ser racional ,eficiente,econômico,seguro e deve
estar de acordo com o esquema terapêutico prescrito.
•  Quanto mais eficiente o sistema de distribuição,maior a
garantia do sucesso terapêutico;
•  Não existe um modelo-padrão de sistema de distribuição
já estabelecido para cada Hospital,por isso alguns
critérios devem ser observados.
Sistemas de Dispensação
A OPAS indica como objetivos de um sistema racional de distribuição de medicamentos,
os seguintes:

•  A. Diminuir erros de medicação

•  B. Racionalizar a distribuição e uso dos medicamentos

•  C. Aumentar o controle sobre os medicamentos, propiciando o cesso do farmacêutico


às informações sobre o paciente

•  D. Diminuir os custos com medicamentos

•  E. Aumentar a segurança para o paciente


Critérios na escolha
Aspectos administrativos:

•  O setor de compras deve estar envolvido no processo, bem como o


controle do estoque deve estar funcionando de maneira satisfatória,

•  Deve haver padronização, treinamento/capacitação dos colaboradores

•  Metas estabelecidas

Aspectos econômicos:

•  Custo dos medicamentos,tipo de fonte de receita do hospital;

•  Capacidade de Investimento.
Não conformidade em Prescrição Médica
As não conformidades Em uma prescrição médica são evidenciadas por
algumas características:
•  Letra ilegível (se manuscrita);
•  Uso de siglas para nomear medicamentos;
•  Prescrição de medicamento não padronizado ou descontinuado;
•  Doses inexistentes ou posologia equivocada;
•  Forma Farmacêutica inexistente;
•  Interação medicamentosa severa;
•  Não-identificação do prescritor (falta carimbo, assinatura, etc);
•  Outras situações que comprometam a utilização das drogas prescritas.
136
Leitura da Prescrição Médica

è  O Farmacêutico é o profissional habilitado a fazer a análise farmacológica de


uma Prescrição Médica.

è  Cabe a este profissional, verificar possíveis incompatibilidades entre as drogas


prescritas.

137
Sistemas de Dispensação - Tipos

Sistema Coletivo
v  Definição:

§  É o sistema pelo qual a farmácia faz o fornecimento atendendo a um pedido feito
pela unidade solicitante. O pedido não é feito em nome do paciente, e sim em
nome da unidade solicitante; não existe controle dos medicamentos
dispensados.

v  Características:

§  A farmácia se torna mero fornecedor de produtos

§  Quem faz a dispensação é a enfermagem

§  Armazenagem/estocagem inadequada

§  Descontrole total 138


Sistema Coletivo

v  Objetivos:
Enviar medicamentos para atendimento dos solicitantes;
Receber e executar as requisições;
Esclarecer dúvidas, quando solicitado (é muito raro)
Executar o controle de estoque, gerando compras

O atendimento coletivo é feito também aos ambulatórios.


Sistema Coletivo
•  Vantagens:
–  Facilidade para registro da movimentação do estoque;
–  Baixo número de funcionários;
–  Custo de implantação é baixo;
–  Farmácia: funcionamento reduzido.
•  Desvantagens:
–  Formação de sub-estoques;
–  Dificuldade de controlar estoque (geral);
–  Sem garantia de qualidade (erros de administração);
–  Desvio da atividade do enfermeiro (perde 20% do tempo);
–  Maior número de perdas;
–  Desvio de medicamentos: descontrole total;
–  Sem participação da farmácia (existe farmácia???)
Sistemas de Dispensação - Tipos

Sistema Individualizado
v  Definição:

§  Por este sistema , o fornecimento é feito através da prescrição médica , sem
esquema posológico rígido , seja através de xérox ou cópia carbonada.

§  É um pré-requisito para s.D.M.D.U.

v  Objetivos:

§  Solicitar e receber medicamentos para o atendimento dos pacientes das diversas
clínicas;

§  Receber e executar prescrição individualizada;

§  Esclarecer e orientar o corpo clínico quanto à doses , incompatibilidades,


posologia , etc;

§  Orientar o corpo clínico e de enfermagem quanto à existência de similares ou


141
mesmo os genéricos;
Sistemas de Dispensação - Tipos

Sistema Individualizado
v  Vantagens:
§  Centralização da farmácia;

§  Trabalho c/ estoque reduzido;

§  Maior contato farmácia – enfermagem - corpo clínico;

§  Menor número de perdas e desvios de medicamentos;

§  Menor número de erros de transcrição;

§  Maior possibilidade de garantia de qualidade;

v  Desvantagens:
§  Custo de implantação

§  Recursos humanos

§  Horário integral de funcionamento

§  Erros de medicação 142


Sistemas de Dispensação - Tipos

Dose Unitária
v  Definição:

§  Neste sistema, os medicamentos são:

§  dispensados unitariamente,

§  em suas corretas doses,

§  acondicionados em embalagens plásticas “lacradas”,

§  contendo o nome, leito do paciente e horário da administração;

è  Dose Unitária: medicamento certo, paciente certo, na hora certa

143
Sistemas de Dispensação - Tipos

Dose Unitária
v  Objetivos principais
§  racionalização da terapêutica

§  assegurar que os medicamentos cheguem ao paciente de forma segura e higiênica

v  Sugestão de fluxograma


1.  O médico faz a prescrição;

2.  A enfermagem encaminha prescrição à Farmácia(cópia) com os horários-padrão;

3.  Triagem farmacêutica;

4.  Análise Farmacêutica;

5.  Técnico prepara a Dose e farmacêutico confere;

6.  Medicamentos são encaminhados em hora-padrão;

7.  Enfermagem confere; 144


Sistemas de Dispensação - Tipos

v  Vantagens: Dose Unitária


§  ausência de estoques descentralizados;

§  redução significativa dos erros de medicação;

§  atuação efetiva da Farmácia no processo;

§  devolução dos não-utilizados;

§  tempo da enfermagem otimizado;

§  redução de custo na compra de medicamentos;

§  organização/higiene na Dispensação;

§  segurança para a equipe de saúde;

v  Desvantagens:

§  investimento inicial;


145
§  aumento dos Rhs;
Hospital – Kits.

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146
Fluidez na Dispensação
•  Kits (cirúrgicos, procedimento,
medicamentos).
–  Avaliação, Padronização, Uniformidade e Adesão.
•  Farmácias Satélites: próximas aos locais de
atendimento crítico;
–  Avaliação da viabilidade funcional e econômica:
UTI, Centro Cirúrgico, P.S., Unidades
de Internação.

147
Os Kits e a Dispensação
•  Nos hospitais existem setores diferenciados,com
características específicas e necessidades
próprias de como dispensar os
produtos(medicamentos e correlatos) aos
pacientes: necessidade de Satélites;
•  Além destes setores,também há situações que
propiciam a individualização do uso do
medicamento; 148
•  Estoques elevados de materiais e
medicamentos sem controle efetivo(fios
cirúrgicos no C.C.,sondas na UTI);
•  Consumo excessivo pode ser reduzido com os
kits;
•  Desperdício(ex:anestésicos no CC, materiais no
CC).
•  Agilidade e economia no procedimento;
•  Facilidade no faturamento(amarrações)
149
•  Os Kits Cirúrgicos.
Os nomes dos kits cirúrgicos não seguem
um padrão,podendo apresentar outras
terminologias;
•  Mapas Cirúrgicos.
A farmácia necessita previamente dos
mapas para a montagem dos Kits

150
Mapas Cirúrgicos,Lousa e
Marcação de cirurgias

151
O Cenário

152
153
O Cenário

154
Mapas Cirúrgicos
•  Os mapas cirúrgicos existem para orientar
e organizar os serviços das equipes
multiprofissionais do hospital, desde a
recepção até o centro cirúrgico.
•  As cirurgias eletivas devem, de
preferência, ser marcadas com
antecedência(24hrs), para que haja tempo
de se prestar os devidos cuidados ao
paciente, com exceção das cirurgias de
emergências .
155
Dose Unitária nas
Farmácias-Satélite-CC
•  Rotina(sugestão)
1.o mapa cirúrgico é encaminhado à Farmácia-Satélite no dia
anterior à cirurgia eletiva
2.funcionários da Farmácia manipulam os kits de cada cirurgia
por clínica,identificando o nome do paciente e o horário da
cirurgia
3.kits de anestesiologia não necessitam nome dos pacientes,mas
cuidado com as receitas!
156
Dose Unitária nas
Farmácias-Satélite-CC
•  Rotina(sugestão)
4.o circulante,no dia da cirurgia,retira na
Farmácia,o kit do paciente e o kit de
anestesiologia,além da taxa de sala;
5.ao término da cirurgia,circulante devolve os kits
utilizados e a taxa de sala;
6.Técnico confere o utilizado com o mapa e a taxa
de sala, realiza lançamentos de estoque, depois
encaminha para cobrança;
157
O que deve conter no mapa
•  Data;
Cirúrgico ?
•  Nome do paciente;
•  Número do quarto ou enfermaria( leito);
•  Tipo de cirurgia;
•  Nome do cirurgião;
•  Nome do anestesista;
•  Tipo de anestesia;
•  Observações
158
•  Número da sala
Rotinas do Mapa
•  Caso não exista um Sistema Informatizado, o
mapa deve ser feito em várias vias, sendo estas
entregues com antecedência nos setores para que
todos tomem as devidas providências:
•  Administração do hospital;
•  Chefia de enfermagem;
•  Esterilização;
•  Centro cirúrgico;
•  Diretoria;
•  Recepção
159
Modelo do Mapa
Data Hora Sala Nome do Cirurgia Equipe Anestesia Anestesista Instrumentais
cirúrgica paciente cirúrgica

160
Principais informações do mapa cirúrgico
•  Especialidade clínica dos procedimentos:ortopedia,
cardíaca;
•  Procedimentos na cirurgia:broncoscopia, hernioplastia;
•  Profissionais envolvidos:Cirurgião,circulante,
anestesista;
•  Sala Cirúrgica:Nº da Sala;
•  Data/Horário da Cirurgia;
•  Dados do paciente:identificação,idade,sexo;
•  Outras características:potencial de contaminação,tipo
sanguíneo,hipersensibilidade... 161
Lousa Cirúrgica
•  A lousa cirúrgica existe para orientar e
organizar os serviços das equipes
multiprofissionais do centro cirúrgico, ela
fica estrategicamente localizada .
•  Na lousa só precisam ter os dados
específicos como data, nome do paciente,
sala, cirurgia e cirurgião responsável já no
mapa precisam de dados mais complexos.
162
Data Hora Sala Nome do Cirurgia Cirurgião
paciente responsável

163
Marcação de cirurgias
•  É uma atividade complexa que envolve
a administração de materiais/medicamentos,
instrumentais, equipamentos, tamanho de sala
adequado ao procedimento, auxiliar ou técnico de
enfermagem para prestar assistência durante a
cirurgia e a dinâmica geral do programa cirúrgico e
do setor. Por isso recomenda-se que a marcação
de cirurgia fique sob a supervisão direta do
enfermeiro do CC.
•  Sistema Informatizado trata dos relacionamentos
entre os setores envolvidos;
164
-kit postectomia
-kit laparotomia exploradora
-kit histerectomia
-kit safenectomia
-kit fêmur
-kit facectomia; Alguns exemplos de
-kit correção de cicatriz
-kit parto normal
Kits.
-kit cesariana
-kit anestesia geral
-kit anestesia peridural;

165
Exercícios

•  Vamos montar um fluxo


operacional para dispensação
de Kits Cirúrgicos?

166
Kits de Procedimento

•  Padronização;
•  Uniformidade no uso/Adesão;
•  Previsão e provisão
•  Criação de um “novo” produto, um novo
ítem padronizado;
•  Responsabilidade da montagem; 167
Kits de Procedimento
Kit Sonda Vesical de Alívio
1 Sonda Uretral (nº a critério)
1 Lidocaína Geléia (tubo fechado)
1 Agulha 40 X 16
1 Luva Estéril

Kit Lavagem Vesical


1 Seringa de 60ml
1 Soro Fisiológico de 125ml
1 Luva Estéril 168
Kits de procedimento
Kit Medicamento injetável IM
Seringa de 10ml
1 ampola de água destilada(dependendo do volume a ser
administrado)
1 agulha 40 X 12
1 Agulha 30 X 7

Kit Medicamento injetável EV / infundir em Soro


Seringa de 10 ou 20ml
1 ampola de água destilada(dependendo do volume a ser
administrado)
169
1 agulha 40 X 12
Hospital – Farmácias satélites e
Controles na Farmácia
Hospitalar.

Prof. Msc Gustavo Alves Andrade dos Santos

170
Dispensação nas
Farmácias-Satélite
•  Conceituamos a Farmácia Satélite como
farmácia localizada no próprio setor da
dispensação,proporcionando atendimento e
assistência farmacêutica efetiva e imediata;

171
•  O Centro Cirúrgico localiza-se em área
isolada do Hospital,não permite a
circulação intensa de pessoas,necessita
de estoque para fornecimento em tempo
real;
•  No CC,a Farmácia satélite irá trabalhar
com os medicamentos comuns, inclusive
com os Kits Cirúrgicos
172
•  Para a implantação de uma Satélite no
CC,é necessário saber:
-nº de salas no CC;
-nº de salas no CO;
-nº de procedimentos/mês;
-planta física(análise);
- Perfil de uso dos medicamentos;

173
•  Resultados vantajosos da satélite :
-racionalização do estoque;
-redução do desperdício;
-Postos e/ou salas cirúrgicas sem estoques;
-faturamento “real”
-redução da circulação intensa sala-Farmácia(se
houver) ou enfermaria-Farmácia;
-acesso à relatórios de produtividade;

174
Controle
•  Acompanhamento constante das movimentações de
entrada e saída;
•  Indicadores Hospitalares: ocupação, altas do dia,
complexidade, taxas de infecção hospitalar, devoluções,
custos, etc;
•  Relatórios Gerenciais: não movimentados, Curva ABC,
Obsoletismo, demanda, transferências, entradas,
saídas, devoluções, etc
175
•  Movimentações são caracterizadas
pelas aquisições diretas(compras) e
indiretas(consignações), e pelo
consumo;
•  Controle: “...o gestor não pode fazer
autópsia!”

176
Hospital – Missão.

Prof. Msc Gustavo Alves Andrade dos Santos

177
•  Oferecer Assistência
Farmacêutica com critérios de
Missão da
qualidade, obedecendo às Farmácia
questões farmacoeconômicas, Hospitalar
visando atender às necessidades
Farmacoterápicas dos usuários
do Sistema, assegurando uma
terapia medicamentosa segura e
efetiva, possibilitando a melhoria
da qualidade de vida dos
indivíduos.
178
179
A Missão nas Organizações
•  Ferramenta na construção de
consensos;
•  Atenção para o Cliente;
•  Os trabalhadores precisam entender
a singularidade da Organização e
sua Responsabilidade Social:
Resultados.
•  Alimenta o Planejamento.
•  Uso de Indicadores;
180
•  Oferecer Assistência
Farmacêutica com critérios de
Missão da
qualidade, obedecendo às Farmácia
questões farmacoeconômicas, Hospitalar
visando atender às necessidades
Farmacoterápicas dos usuários
do Sistema, assegurando uma
terapia medicamentosa segura e
efetiva, possibilitando a melhoria
da qualidade de vida dos
indivíduos.
181
Missão de um Hospital

•  Missão de um Hospital tem


como Missão, situado na
perspectiva de uma rede de
cuidados de saúde.Uma
Instituição proativa, centrada
no exterior, assume o ambiente
como recurso e não restrição.A
missão do Hospital deve ser
negociada com o cenário
externo Institucional.Atuar
dinamicamente sobre o
ambiente (RIVERA,1997).
•  RIVERA,FJU.A démarche estratégica: a metodologia de
gestão do Centro Hospitalar Regional Universitário de
Lille, França.Cadernos de Saúde Pública, Rio de
Janeiro,v.13,n.1,jan-mar.1997.
• Instituto central do
HCFMUSP: capacitar
médicos e outros
profissionais de saúde,
produzir conhecimento
científico em suas áreas e
prestar assistência médico-
hospitalar, com sinergia
entre essas ações,visando
à saúde e qualidade de
vida do ser humano.
•  INCOR-FMUSP: Ser uma
Instituição de referência e
excelência, internacionalmente
reconhecida na área de
assistência, ensino e pesquisa
em cardiologia,
gerando,aplicando e difundindo
o conhecimento científico e o
desenvolvimento tecnológico e
de recursos
humanos.Pretende,ainda, ser
capacitada para acompanhar e
responder às transformações
da sociedade.
“Oferecer excelência de
•  HIAE:
qualidade no âmbito da saúde,
da geração do conhecimento e
da responsabilidade social,
como forma de evidenciar a
contribuição da comunidade
judaica à sociedade brasileira.”
Ainda sobre Missão:pintar o quadro...e depois?
A Missão nas Organizações
•  Ferramenta na construção de
consensos;
•  Atenção para o Cliente;
•  Os trabalhadores precisam
entender a singularidade da
Organização e sua
Responsabilidade Social:
Resultados.
•  Alimenta o Planejamento.
•  Uso de Indicadores; 187
•  Visão Organizacional: hoje
é imprescindível dada as
organizações menos
hierarquizadas e mais
descentralizadas.
•  Menos números e fatos
•  Mais Mente e Espírito

•  Vejamos as grandes
empresas: O MC Donalds,
FORD, GLOBO, Einstein,
etc.
•  Visão Organizacional: atemporal e responder
às questões:
•  Quem somos?
•  Como queremos ser reconhecidos?
•  Quem queremos ser?
•  Qual o nosso objetivo?
•  Qual a força que nos impulsiona?
•  Quais são nosso valores básicos?
•  O que fazemos de melhor?
•  O que gostaríamos de mudar?
•  O que desejamos realizar?
•  O que a Organização precisa fazer para que eu me sinta
orgulhoso dela?
Visão(foco) na Gestão
•  Gestão Técnico-Administrativa:
•  estoques, compras e distribuição
•  organograma
•  Seleção de Medicamentos
•  Farmacoterapia
•  É possível separá-las?

190
Visão

•  Visão Organizacional: hoje é


imprescindível dada as
organizações menos
hierarquizadas e mais
descentralizadas.
•  Menos números e fatos
•  Mais Mente e Espírito

•  Vejamos as grandes
empresas: MC Donalds,
FORD, GLOBO, Einstein, etc.
Visão

•  Visão Organizacional: atemporal e


responder às questões:
•  Quem somos?
•  Como queremos ser reconhecidos?
•  Quem queremos ser?
•  Qual o nosso objetivo?
•  Qual a força que nos impulsiona?
•  Quais são nosso valores básicos?
•  O que fazemos de melhor?
•  O que gostaríamos de mudar?
•  O que desejamos realizar?
•  O que a Organização precisa fazer para que eu me
sinta orgulhoso dela?
Visão

•  Escopo: leque de possibilidades de atuação da organização,


seus limites,matéria-prima, produtos e assuntos que vai
trabalhar.
•  Objetivo: produzir algo novo; mudar ou criar.
•  Meta: expectativa que depende da conclusão do objetivo.
•  Ações: mudam a realidade.
•  Diretriz: normatizam as instruções que implantarão os
objetivos.
•  Estratégias: capacidade ou talento de aplicar recursos materiais
ou humanos para consecução do(s) objetivo(s) explicitado na
diretriz.
•  Avaliação: resultados – avaliação das expectativas.
Hospital – Pontos básicos.

Prof. Msc Gustavo Alves Andrade dos Santos

194
•  Gestão Técnico-Administrativa:
•  estoques, compras e distribuição
•  organograma
•  Seleção de Medicamentos
•  Farmacoterapia
Visão(foco)
•  É possível separá-las? na Gestão

195
Farmácia Hospitalar
•  Pontos básicos na estrutura de uma FH:
–  Área e localização adequada;
–  Posição organizacional;
–  Planejamento e Controle: Metas e
resultados;
–  Gestão dos materiais e medicamentos;
–  Pessoal qualificado;
–  Sistema de Dispensação adequado;
–  CIM;
–  Uso Racional das drogas; 196
•  Níveis de serviço Farmacêutico-Hospitalar:
•  Moderado: seleção de medicamentos/mats, atuação nas
Comissões, gestão de estoques, dispensação viável;
•  Médio: Sistema de dispensação eficiente, CIM básico,
Padronização, Vigilância sobre antibs/alto custo/
restritos/etc;
•  Avançado: Centrais de preparo de injetáveis, CQ,
atividades clínicas(otimização da farmacoterapia);
–  Incorporar farmácia clínica, farmacoeconomia, ensaios clínicos,
farmacovigilância, CIM avançado, outras;

197
Ciclo da Assistência no Serviço de
Saúde
Seleção

Dispensação Programação

Distribuição Aquisição

Armazenamento 198
Ambientes da FH

•  Área administrativa
•  Armazenamento
•  Área de Dispensação e Orientação Farmacêutica
•  Outras:MIVs
–  Vide RDC 50/2002 ANVISA.
–  Padrões Mínimos.padroesMinimos_novo.pdf

199
Farmácia Hospitalar
Infra-Estrutura

•  Infra-estrutura adequada para garantir Eficiência


da Farmácia Hospitalar:
-  RH´s: Farmacêutico(a) e Equipe.
-  Recursos Materiais:
-  Medicamentos e produtos para a Saúde;
-  Tecnologia (máquinas e programas);
-  Equipamentos para Armazenamento.
-  Recursos Bibliográficos, mas é preciso
estudar, por isso...

200
Vamos estudar 2 horas por
semana?
•  Ler é um hábito saudável!

201
Hospital – Indicadores.

Prof. Msc Gustavo Alves Andrade dos Santos

202
Indicadores
•  Processo dinâmico e crítico

•  Perspectivas

•  Tendências
203
Finalidade
•  Analisar o passado, o desempenho do hospital no correr do tempo

•  Avaliar o desempenho em relação aos demais hospitais

•  Auditar/ Aprender/ Corrigir erros e desvios

•  Prevenir eventos/ desfechos adversos

•  Estabelecer Tendências

•  Estabelecer metas

204
Processo de Informação

•  MEDIR

•  ANALISAR

•  COMPARAR INFORMAÇÕES

•  DECIDIR

205
•  DIVULGAR
Processo de Informação

•  CONTEÚDO
INDICADORES

•  FORMA

•  DISPONIBILIDADE

206
Definições
•  Definição: dados coletados rotineiramente , padronizados e que
permitem a comparação dentro e/ou fora do serviço. Devem
fornecer informações a respeito das características do quesito
escolhido para ser monitorado.

•  Padrão no numerador e denominador


–  Definir padrões
–  Leitos – definição
–  Cálculos automáticos

•  Rotina de coleta - revisão sistemática 207


ö  Validade – mede o que se propõe a medir; baseado em evidências
ö  Precisão – define com clareza o que deve ser medido
ö  Reprodutibilidade – se duas pessoas fizerem a medida baseado na
definição do indicador chegarão ao mesmo resultado
ö  Oportunidade – o indicador é coletado em tempo para se tomar
decisões
ö  Comparabilidade – permite comparações entre serviços, entre
regiões ou países
ö  Sensibilidade/ especificidade – conforme item
ö  Facilidade
ö  Interpretabilidade - Capacidade do indicador discriminar e agregar
valor na análise
ö  Custo – relativo à coleta e determinação
208
•  Média de permanência (número de pacientes-dia/ número de saídas)‫‏‬
•  Taxa de ocupação (número de pacientes-dia/ número de leitos-dia)‫‏‬
•  Índice de rotatividade (número de saídas/ número de leitos operacionais)‫‏‬
•  Exames/ saídas hospitalares
•  Indicadores X Morbidade
•  Recursos humanos
–  Turnover – rotatividade
–  Funcionário por leito
–  Taxa de absenteísmo
–  Índice de freqüência de acidentes de trabalho (com afastamento –inclui trajeto)‫‏‬
–  Receita por funcionário
–  Satisfação dos funcionários
–  Horas-homem treinamento
•  Satisfação dos clientes
209
–  Satisfação clientes segmentados por serviço (ext / int / mat )‫‏‬
Conclusões
•  Indicadores não são apenas para serem medidos e publicados, mas sim
para serem usados como subsídios importantes na tomada de decisão
nos diferentes níveis de gestão.
•  O objetivo principal é o de promover a melhoria contínua da qualidade da
assistência prestada aos pacientes, por meio de uma avaliação
sistemática com os indicadores.
•  Indicador significa régua. As tomadas de medidas possibilitam correções,
alterações e mudanças

210