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APOSTILA

PREPARATÓRIA

INSS
TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL
ÉTICA E CONDUTA PÚBLICA
REGIME JURÍDICO ÚNICO
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
LÍNGUA PORTUGUESA
RACIOCÍNIO LÓGICO
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

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INSS 3

Instituto Nacional do Seguro Social

TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL

NÍVEL MÉDIO
Conhecimentos gerais e específicos

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2015 Focus Concursos
Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos pela Lei nº 9.610/1998. Proibida a
reprodução de qualquer parte deste material, sem autorização prévia expressa por escrito do autor e
da editora, por quaisquer meios empregados, sejam eletrônicos, mecânicos, videográficos, fonográ-
ficos, reprográficos, microfílmicos, fotográficos, gráficos e outros. Essas proibições aplicam-se tam-
bém à editoração da obra, bem como às características gráficas.

APOSTILA PREPARATÓRIA PARA O CONCURSO DE


TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL
ORGANIZADORES:
Vitor Matheus Krewer , Marcelo Adriano Ferreira,Pablo Jamilk Flores

5
DIRETORIA EXECUTIVA DIREÇÃO EDITORIAL
Evaldo Roberto da Silva Pablo Jamilk Flores
Ruy Wagner Astrath Marcelo Adriano Ferreira

PRODUÇÃO E DITORIAL COORDENAÇÃO EDITORIAL


Vítor Matheus Krewer Pablo Jamilk Flores
Marcelo Adriano Ferreira
DIAGRAMAÇÃO Daniel Sena
Liora Vanessa Coutinho
REVISÃO
CAPA/ILUSTRAÇÃO Vítor Matheus Krewer
Rafael Lutinski Pablo Jamilk

TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL

NÍVEL MÉDIO
Conhecimentos gerais e específicos

Publicado em Dezembro/2015

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APRESENTAÇÃO DO MATERIAL DE
TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL

Prezado aluno,

Este material foi concebido para que você tivesse a oportunidade de entrar em contato com os
conteúdos necessários para realizar a prova do seu concurso. Muito esforço foi empregado para que
fosse possível chegar à síntese de conteúdos que aqui está proposta. Na verdade, esse material é o re-
sultado do trabalho dos escritores que se dedicam – há bastante tempo – à preparação de candidatos
para a realização de concursos públicos.
A sugestão é que você faça um estudo sistemático com o que está neste livro. Dito de outra ma-
neira: você não deve pular partes deste material, pois há uma ideia de unicidade entre tudo que está 7
aqui publicado. Cada exercício, cada capítulo, cada parágrafo, cada linha dos textos será fundamental
(serão fundamentais em sua coletividade) para que sua preparação seja plena.
Caso o seu objetivo seja a aprovação em um concurso público, saiba que partilhamos desse
mesmo objetivo. Nosso sucesso depende necessariamente do seu sucesso! Por isso, desejamos muita
força, concentração e disciplina para que você possa “zerar” os conteúdos aqui apresentados, ou seja,
para que você possa estudar tudo que verá aqui e compreender bem.
Desejamos que todo esse esforço se transforme em questões corretas e aprovações em
concursos.

Bons estudos!

Professor Pablo Jamilk

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PROPOSTA DA APOSTILA PARA O CONCURSO DO INSS
O presente material tem como objetivo preparar candidatos para o certame do Instituto Nacional do Seguro
Social.
Com a finalidade de permitir um estudo autodidata, na confecção do material foram utilizados diversos re-
cursos didáticos, dentre eles, Dicas e Gráficos. As sim, o estudo torna-se agradável, com maior absorção dos ass un-
tos lecionados, sem, contudo , perder de vista a fi nalidade de um material didático, qual seja uma preparação rápida,
prática e objetiva.
O presente material tem como objetivo o cargo de Técnico do Seguro Social, conforme o último edital publi-
cado em 2015:

cáveis aos agentes públicos nos casos de enriqueci-


mento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego
CONHECIMENTOS BÁSICOS E ESPECÍ- ou função da administração pública direta, indireta
FICOS ou fundacional e dá outras providências).
Lei n°9.784/99 e alterações posteriores (Lei do Pro-
01.Ética e Conduta Pública cesso Ad ministrativo) .
Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil
do Poder Executivo Federal: Decreto nº 1.171/94 e De- 05.Língua Portuguesa
creto 6.029/07. Compreensão e interpretação de textos.
Tipologia textual.
02.Regime Jurídico Único Ortografia oficial.
Lei 8.112/90 e alterações posteriores, direitos e deve- Acentuação gráfica.
res do Servidor Público. Emprego das clas ses de palavras.
O servidor público como agente de desenvolvimento Emprego do sina l indicativo de crase.
social; Sintaxe da oração e do período.
Saúde e Qualidade de Vida no Serviço Público. Pontuação.
Concordância nomina l e verbal.
03.Noções de Direito Constitucional Regências nominal e verbal.
Direitos e deveres fundamentais: direitos e deveres Significação das palavras.
individuais e coletivos; direito à vida, à liberdade, à Redação de correspondências oficiais. 9
igualdade, à segurança e à propriedade; direitos so-
ciais; nacionalidade; cidadania; garantias constitu- 06.Raciocínio Lógico
cionais individuais; garantias dos direitos coletivos, Conceitos básicos de raciocínio lógico: proposições;
sociais e políticos. valores lógicos das proposições; sentenças abertas;
Da Administração Pública (artigos de 37 a 41, capítulo número de linhas d a tabela verdade; conectivos; pro-
VII, Constituição Federal). posições simples; proposições compostas.
Tautologia.
04.Noções de Direito Admi nistrativo Operação com conjuntos.
Estado, governo e administração pública: conceitos, Cálculos com porcentagens.
elementos, poderes e organização; natureza, fins e
princípios. 07.Noções de Informática
Direito Admini strativo: conceit o, fontes e pri ncípios. Conceitos de Internet e intranet.
Organização administrativa da União; administração Conceitos básicos e modos de utilização de tecnolo-
direta e indireta. gias, ferramentas, aplicativos e procedimentos de in-
Agentes públicos: espécies e classificação; poderes, formática.
deveres e prerrogativas; cargo, emprego e função Conceitos e modos de utilização de aplicativos para
públicos; regime jurídico único: provimento, vacân- edição de textos, planilhas e apresentações utilizan-
cia, remoção, redistribuição e substituição; direitos e do-se a suíte de escritório LibreOffice.
vantagens; regime disciplinar; responsabilidade civil, Conceitos e modos de utilização de sistemas opera-
criminal e administrativa. cionais Windows 7 e 10.
Poderes administrativos: poder hierárquico; poder Noções básicas de ferramentas e aplicativos de nave-
disciplinar; poder regulamentar; poder de polícia; uso gação e correio eletrônico.
e abuso do poder. Noções básicas de segurança e proteção: vírus, wor-
Ato administrativo: validade, eficácia; atributos; ex- ms e derivados.
tinção, desfazimento vinculação
cies e exteriorização; e sanatória;eclassificação, espé-
discricionariedade. 08.Conhecimen tos Específicos
Serviços Públicos; conceito, classificação, regulamen- Seguridade Social.
tação e controle; forma, meios e requisitos; delegação: Origem e evolução legislativa no Brasil.
concessão, permissão, autorização . Conceituação.
Controle e responsabilização da administração: con- Organização e princípios constitucionais.
trole administrativo; controle judicial; controle legis- Legislação Previdenciária.
lativo; responsabilidade civil do Estado. Lei nº. 8.429/92 Conteúdo, fontes, autonomia.
e alterações posteriores (dispõe sobre as sanções apli- Aplicação das normas previdenciárias.
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Vigência, hierarquia, interpretaç ão e integração .
Regime Geral de Previdência Social.
Segurados obrigatórios,
Filiação e inscrição.
Conceito, características e abrangência: empregado,
empregado doméstico, contribuinte individual, tra-
balhador avulso e segurado especial.
Segurado facultativo: conceito, características, filia-
ção e inscrição.
Trabalhadores excluídos do Regime Geral .
Empresa e empregador doméstico: conceito previ-
denciário.
Financiamento da Seguridade Social.
Receitas da União.
Receitas das contribuições sociais: dos segurados, das
empresas, do empregador doméstico, do produtor ru-
ral, do clube de futebol profissional, sobre a receita de
concursos de prognósticos, receitas de outras fontes.
Salário-de-contribuição.
Conceito.
Parcelas integrantes e pa rcelas não-integrantes.
Limites mínimo e máximo.
Proporcionalidade.
Reajustamento.
Arrecadação e recolhimento das contribuições desti-
nadas à seguridade social.
Competên cia do INSS e da Secretaria da Receita Fede-
ral do Brasil.
Obrigações da empresa e demais contribuintes.
Prazo de recolhi mento.
Recolhimento fora do prazo: juros, multa e atual ização
10
monetária. 6 Decadência e prescrição. 7 Crimes contra
a seguridade social.
Recurso das decisões administrativas.
Plano de Benefícios da Previdência Social: beneficiá-
rios, espécies de prestações, benefícios, disposições
gerais e específicas, períodos de carência, salário-de-
-benefício, renda mensal do benefício, reajustamento
do valor dos benefícios.
Manutenção, perda e restabelecimento da qualidade
de segurado.
Lei n.° 8.212, de 24/07/1991 e alterações posteriores.
Lei n.º 8.213, de 24/07/1991 e alterações posteriores.
Decreto n.° 3.048, de 06/05/1999 e alterações poste-
riores;
Lei de Assistência Social – LOAS: conteúdo; fontes e
autonomia (Lei n° 8.742/93 e alterações posteriores;
Decreto nº. 6.214/07 e alterações posteriores).

Bons estudos!
Leonardo Alves

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Ética no Serviço Público 11

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Autor: r
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Tiago Zanolla S
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Curriculum: a
c
i
Professor de Ética no Serviço Público, Conhe- t
É
cimentos Bancários e Direito Regimental. For-
mado em Engenharia de Produção pela Uni-
versidade Pan-Americana de Ensino. Técnico
Judiciário Cumpridor de Mandados no Tribunal
de Justiça do Estado do Paraná. Envolvido com
concursos públicos desde 2009 é professor em
diversos estados do Brasil.

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SUMÁRIO

1. COMO E STUDAR É TICA NO SE RVIÇO PÚ BLICO ............................................................................................................................................ 13


2. ÉTIC A, MOR AL , PRIN CÍP IOS E VALORES ....................................................................................................................................................... 13
3. ÉT ICA E DE MOCRAC IA: E XERCÍC IO DA CI DADANIA ..................................................................................................................................17
4. ADM IN ISTR AÇÃO PÚ BLI CA E ÉT ICA ................................................................................................................................................................ 18
5. DEC RE TO 1. 171/1994 NTRO
I DUÇÃO ................................................................................................................................................................ 19
6. DAS R EGR AS DEO NTOL ÓGIC AS .......................................................................................................................................................................... 21
7. SEÇÃO II DOS PRINCIPAIS DEV ER ES DO SERV IDOR PÚ BLI CO ..................................................................................................... 24
8. SEÇÃO III DAS VEDAÇÕES AO SERVIDOR PÚBLICO ............................................................................................................................26
9. DAS COM ISSÕ ES DE ÉT ICA DECR ETO 1. 171............................................................................................................................................... 28
10. DECR ETO 6.029/2007................................................................................................................................................................................................29

12

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1. COMO ESTUDAR ÉTICA NO SERVIÇO A ética é construída por uma sociedade com base
nos valores históricos e culturais, ou seja , antecede qual-
PÚBLICO quer lei ou código.

Introdução o
Evolução Histórica da Ética c
li
b
Muitos candidatos, desprezam o estudo da discipl i- A evolução do conceito de ética foi, sempre, dentro ú
P
na Ética no Serviço Público. Acreditam que apenas uma de determinados contextos específicos, elaborados pelo o
leitura da “lei seca” é suficiente. Ocorre que muitas ban- homem. Significa que a evolução do conceito resulta de ç
i
cas têm elaborado questões mesclando conhecimentos condições civilizacionais e de contemporaneidade que v
r
de outras disciplinas, tais como, direito administrativo, foram mudando ao longo do tempo. e
S
direito constitucional, direito penal, leis especiais, entre Por outras palavras é a sociedade que determina o
outros, com dispositivos do Decreto 1.171. as regras da ética (seja através das leis, dos costumes , n
a
Além disso, temos o estudo da “Teoria da Ética”. O da Moral, de códigos de conduta ou da deontologia) mas c
it
estudo da ética é muito subjetivo, existem centenas de
conceitos. existe
permite sempre
a cadaum espaçoestabelecer
cidadão de consciência individual
as suas que
fronteiras rÉ
desde que não infrinja princípios determinados por re- a
Veja o exemplo de recentes questões que concur- d
so: gras de conduta sociais. u t
(CESPE – 2008 – Analista do Seguro Social) O cód i- A ética na civilização Grega: A ética tinha uma re- s
E
go de ética se caracteriza como decreto autônomo no que lação muito estreita com a política. Atenas era o ponto de o
concerne à lealdade à ins tituição a que o indivíduo serve encontro da c ultura grega onde nasceu uma democracia m
(CESPE – 2012 – IBAMA – Téc. Adm.) A ética, en- com assembleias populares e tribunais e as teorias éti- o
C
quanto filosofia da moral, constata o relativismo cultural cas incidiam sobre a relação entre o cidadão e a polis. As -
e o adota como pressuposto de análise da conduta huma- correntes filosóficas: ética aristotélica, ética socrática e 1
ética platónica, têm em comum que o homem deverá pôr 0
na no contexto público.
os seus conhecimentos ao serviço da sociedade. A Ética lo
(CESPE - 2015 - MPU - Técnico do MPU) A ética u
envolve um processo avaliativo do modo como os seres na civili zação grega er a apenas uma ética normativa. Li- ít
p
humanos, a natureza e os ani mais intervêm no mundo ao mitava-se a classificar os atos do homem. a
seu redor. Após as conquistas de Alexa ndre Magno, a huma- C
O que achou? Conseguiu respondê-las? nidade presencia uma nova era: No mundo helenístico
Questões desse tipo, podem ser a diferença entre a e romano, a ética passa a sustentar-se em teorias mais 13
aprovação no certame pret endido. Quem visa pa ssar em individualistas que analisam de diversas formas o modo
concurso público deve lutar por cada ponto. mais agradável de viver a vida. Já não se tratava de con-
Apesar de muitos acharem a disciplina complica- ciliar o homem com a cidade. Em todas as abordagens o
éticas estava subjacente a procura de felicidade como o ic
l
da, poisreferên
grande o tema cia
é amplo e difícil adeg ser
bibliográfica, previsto
rande devido
verdade é queà o bem supremo a atingi r. b
ú
foco de cobrança de Ética tem sido tratado sobre a abor- A Ética na Idade Média: Na idade média o conceito P
dagem sobre o c liente-cidadão. Com a metodologia apro- de ética altera-se radicalmente. Desliga-se da natureza o
priada, o estudo torna-se muito agradável. para se unir com a moral cri stã. A influência da ig reja, en- ç
i
tre os séculos IV e X IV, impede que nas cid ades europeias v
r
2. ÉTICA, MORAL, PRINCÍPIOS E VALO a ética se afas te das normas que ela própria d ita. Só o en- e
contro do Homem com Deus lhe possibilitará a felicidade. S
RES Ética e moral fundiam-se numa simbiose que a o
n
igreja considerava perfeita. Durante este período a Ética a
O tema ética está presente na vida das pessoas, deixa de ser uma opção, passa a ser imposta, confundin- c
i
seja em pequenas ou grandes decisões, dilemas éticos do-se com a religião e a moral. Continua porém apenas a t
surgem cotidianamente. A escolha entre o caminho fácil É
ser normativa.
e o ma is correto, entre obediência e se ntimento, conflitos Idade contemporânea: Surgem ramos diferencia-
de foro íntimo são travados. dos aplicados nos diferentes campos do saber e das ati-
A ética é uma c iência de estudo da fi losofia., pauta- vidades do ser humano. No Séc. X IX começa a aparecer a
da no indivíduo. O termo Ética deriva do grego ethos (ca- ética aplicada. A ciência e a economia substituem a reli-
ráter, modo de ser de uma pessoa). A ética serve para que gião. Começa a falar-se de “ética utilitarista”: tudo o que
haja um EQUILÍBRIO E BOM FUNCIONAMENTO SOCIAL, contribua para o progresso social é bom.
possibilitando que ni nguém saia prejudicado. Neste sen- Anos 50 a 80, Ética, consumo e sustentabilidade:
tido, a ética, embora não possa ser confundida com as Sociedade de consumo – cidadão consumidor
leis, está relacionada com o sentimento de justiça s ocial . Final do séc. passado: As desigualdades fazem
despertar uma consciência cívica. O consumidor-objeto
dá lugar ao consumidor sujeito, mais preocupado com o
Ética significado e as consequências dos seus padrões de con-
Significa COMPORTAMENTO, sendo um conjunto de sumo. Multiplicam-se os códigos de ética ou de conduta.
valores morais e pri ncípios que norteiam a conduta Nasce a empresa-cidadã: postura ética empresarial.
humana na sociedade Séc. XXI: Ética sustentável – caracterizada pelo
respeito pela natureza.
Do ponto de vista da Filosofia, Ética é a parte da fi-
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losofia que estuda os fundamentos da moral e os princí- ÉTICA FILOSÓFICA x ÉTICA CIENTÍFICA
pios ideais da conduta humana, ou seja, tem como objeto A ÉTICA FILOSÓFICA é aquela que tenta estabelecer
de estudo o estímulo que guia a ação: os motivo s, as cau- princípios constantes e universais para a boa condu-
sas, os princípios, as máximas, as circunstâncias. ta da vida em sociedade, em suma, tenta estabelecer
As ações (condu tas) são baseadas em ju ízos éticos uma moral universal, a qual os homens deveriam se-
que nos dizem o que são o bem, o mal e a felic idade. Enun- guir independentemente das contingências de lugar e
ciam também que atos, sentimentos, intenções e com- de tempo. A ética tem como objeto de estudo o estímulo
s portamentos são condenáveis ou incorretos do ponto de que guia a ação: os motivos, as causas, os princípios, as
e r vista moral. máximas, as circunstâncias; mas também analisa as
lo Juízos éticos de valor, que são também normati-
a consequências dessas ações.
V vos, enunciam normas que determinam o dever ser de Por outro lado, a ÉTICA CIENTÍFICA constata o relati-
e nossos sentimentos, nossos atos, nossos comportamen-
s tos. São juízos que enunciam obrigações e avalia m inten- vismo cultural e o adota como pressupost o. Qualifica o
io bem e o mal, assim como a virtude e o vício, a partir de
p
í ções e ações segundo o critério do bem e do mal, ou seja, seus funda mentos sociais e históricos. Na investigação
c do correto e do incorreto.
rin Fique atent o: o exam inador pode cobrar dois tipos da
e a ética científica,
dinâ mica a pluralidade,
da sociedade a diversidade cultural
são relevantes.
,lP de juízo:
ra
o Para memorizar:
M Ju ízodeFato Ju í zodeVa lor
,
a
ic
t
São aqueles que dizem o Constitui avaliações sobre
É que as coisas são, como coisas, pessoas, situações, ÉticaFilosófica ÉticaCientífica
- são e porque são. Em e são proferidos na moral,
2 nossa vida cotidiana, nas artes, na política, na Mora lu n iversa l Relativ ismocu ltu ra l
0
lo os juízos se fato estão religião, enfim, em todos
Pr in cí pios un iversa is Dep ende da situ ação
u presentes os campos da existência
ít social do ser humano.
p Leinatu ra l Cu ltu raesenti mentos
a Juízos de valor avaliam
C coisas, pessoas, ações, ex- Consci ênci a im utável Rel ativi sm o moral
periências, acontecimen-
14 tos, sentimentos, estados SÓCRATES, consider ado o pai da fi losofia, dizia que
de espíritos, intenções e a obediência à lei era o divisor entre a civil ização e a bar-
decisões como sendo boas bárie. Segundo ele, as ideias de ordem e coesão garantem
o ou más, desejáveis ou a promoção da ordem política. A ética deve respeitar às
il c

b indesejáveis leis, portanto, à coletividade.


KANT afirmava que o fundamento da ética e da
ú
P Qual a srcem da diferença entre os dois tipos de moral seria dado pela própria razão humana: a noção de
o juízo? A di ferença está entre a nature za e a cu ltura. dever. Mais recentemente, o filósofo inglês BERTRAND
ç
i A natureza é constituída por estruturas e proces- RUSSELL afirmou que a ética é subjetiva, portanto não
v sos necessários, que existem em si e por si mesmos, in- conteria afirmações verdadeiras ou falsas. Porém, de-
r
e dependentemente de nós. A chuva, por exemplo, é um fendia que o ser humano deveria reprimir certos desejos
S fenômeno meteorológico cujas causas e efeitos necessá- e reforçar ou tros se pretendia atingir o equi líbrio e a feli-
o cidade.
n rios podemos constatar e expl icar.
a A cultura, por sua vez, nasce da maneira como os Quer um exemplo prático? Imagine que você pre-
c
i seres humanos se interpretam a si mesmos, e as suas re- cisa ir ao banco. Chegando lá há uma enorme fila, porém
t você está atrasado para um compromisso. O que você
É lações com a natureza, acrescentando-lhe sentidos no-
vos, intervindo nela, alterando-a através do trabalho e faz? Por que está com pressa, já vai “ furando” a fila? NÃO,
da técnica dando-lhe valores. CLARO QUE NÃO, pois, é ético respeitá-la, ou seja, apesar
Outro ponto de cobrança é a diferença entre ética de seu desejo e necessidade, você vai lá para o fina l da fila ,
filosófica e ética científica: mantendo assim a har monia da coletividade al i presente.
Quem chegou antes, tem o direito de ser atendido antes.
E essa coisa de respeitar a fila, está em alguma lei? Tam-
bém não, pois é um va lor arraigado em nossa sociedade.
O termo moral deriva do latim – mos/mores (do
latino “morales”), e significa COSTUMES. Moral é agir de
maneira ética. No contexto filosófico, ética e moral pos-
suem diferentes significados.
Segundo Aranha e Martins (1997, p. 274):
A moral é o conjunto das regras de conduta admiti-
das em determinada época ou por um grupo de homens.
Nesse sentido, o homem moral é aquele que age bem ou
mal na medida q ue acata ou transgride as regras do gru-
po. A ética ou filosofia moral é a parte da filosofia que se
ocupa com a reflexão a respeito das noções e princípios
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que fundamental a vida moral. Essa reflexão pode seguir costumes.”
as mais diversas direções, dependendo da concepção de •“Parte da filosofia que estuda o comportamento
homem que se toma como ponto de partida . humano à luz dos valores e prescrições que regulam a
vida das sociedades;
Moral No sentido prático, a finalidade da ética, da moral
São os costumes, regras, tabus e convenções estabe- e do direito são muito semelhantes. Todas são responsá-
veis e objetivam construir as bases que vão guiar a con- s
lecidas por cada sociedade em determinad a época, por er
isso, é mutável. A mor al pessoal é formada pel a cultura duta do homem, determinando o seu caráter, altruísmo o
e virtudes, e por ensinar a melhor forma de agir e de se l
e tradição do grupo ao qual o indivíduo está inserido. a
comportar em sociedade. V
e
Segundo Cordi, desde a infância a pessoa está su- s
o
i
jeita à influênc ia do me io s ocia l p or i ntermédio da famí - AÇÕES DO HOMEM E FENÔMENOS DA NATUREZA p
í
lia, da escola, dos amigos e dos meios de comunicação de “A ética envolve um processo avaliativo espec ial sobre c
n
massa (pripoucos
rindo aos ncipalmente a televisão
princípios morais.).Portanto,
Assim, elaao
vainascer
adqui- o modo
seu como
redor, os seres humanos
principalmente quandointervêm no mundo
se relacionam comao ri
P
o sujeito se depara com um conjunto de normas já esta- os seus semelha ntes. l,
a
r
belecidas e aceitas pelo meio social. Este é o aspecto so- Assim como os fenômenos da natureza (movimentos o
cial da moral. Mas a MORAL NÃO SE RE DUZ AO ASPECTO das rochas, dos mares e dos planetas, etc.), as ações M
SOCIAL. À medida que o indivíduo desenvolve a reflexão ,
humanas tam bém modificam o mundo. Con tudo, esses a
c
crítica, os valores herdados passam a ser colocados em dois tipos de eventos - naturais e humanos - são apre- ti
questão. Ele reflete sobre as normas e decide aceitá-las ciados por nós de formas completamente distintas. É
ou negá-las. A decisão de acatar uma norma é fruto de Quando se trata de uma ação humana , por exemplo um -
uma reflexão pessoal consciente que se chama interio- roubo praticado por alguém, fazemos não apenas uma 2
0
rização. Essa interiorização da norma é que qualifica o avaliação moral do aspecto exterior, visível, do even- lo
ato como moral. Caso não seja interiorizado, o ato não é to (a apropriação indevida de algo que pertence a outra u
considerado moral, é apenas um comportamento deter- ít
pessoa), mas principalmente uma avaliação moral do p
minado pelos ins tintos, pelos hábitos ou pelos costumes. sentido dessa ação para o agente que a pratica, em um a
C
A Moral sempre existiu, sendo, portanto anterior esforço para compreender as suas intenções.
ao Direito. Nem todas as regras Morais são regras jurídi- Quando, porém, se trata de u m fenômeno da natureza,
cas. A li nguagem da moral possui ca ráter prescritivo sig- como uma acomodação de placas da crosta terrestre 15
nifica, portanto, afirmar que ela não se limita à descrição que causa terremotos na superfície do planeta, essa
ou à análise do modo como as coisas são, mas dita o modo avaliação moral não ocorre, exatamente porque não há
como devem ser. A semelhança que o Direito tem com a o
como atribuir u ma intenção àquela força.
ic
l
Moral éum
tituem quepadrão
ambaspa
são
raformas de controle
julgamento social e cons-
dos atos. Vamos denúncias
prensa a um exemplo: não
contra é incomum
agentes vermos
públicos naapro-
que se im- b
ú
priam indevidamente de recursos do Estado, prejudi- P
cando, assim, investimentos nas políticas públicas e o
MORAL TRADICONAL x MORAL MODERNA atendiment o das demandas socia is. ç
i
A moral tradicional é aquela que repousa sobre a crença v
Muitas catástrofes naturais, em sua manifestação r
em uma autoridade. Por que devemo s aceitar tais e tais e
exterior e visível, provocam destruição e morte. São
mandamentos? Porque os mesmos refletem a vontade S
frequentes as notícias de terremotos, tempestades e
divina, a vontade de um governante ou de qualquer in- o
furacões que devastam cidades inteiras, causando um n
divíduo no qual reconhecemos uma autoridade, nossos
número grande de vítimas. Porém, a repulsa e a indig- a
pais, ídolos, etc. A moral moderna recusa a transcen- c
nação com o desvio de verbas públicas é muito mais i
dência e questiona o fundamento de autoridade. Será t
significativo”. É
para ela que dirigiremos agora a pergunta: por que de-
vemos então aceitar um princípio moral?
A ética no serviço público está diretamente re-
Encontramos no dicionário Houaiss, várias defini-
lacionada com a conduta dos funcionários que ocupam
ções de moral, entre elas:
cargos públicos. Tais indivíduos devem agir conforme
um padrão ético, exibindo valores morais como a boa fé
•“Conjunto de valores como a honestidade, a bon- e outros princípios necessários para uma vida saudável
dade, a virtude etc., considerados universalmente como no seio da sociedade. Ética diz respeito ao cuid ado do ser-
norteadores das relações sociais e da conduta dos ho-
vidor público com a sua conduta, de modo a considerar
mens.” sempre os efeitos desta na realização dos próprios inte-
•“Conjunto das regras, preceitos característicos de
determinado grupo social q ue os estabelece e defende.” resses.
•“Cada um dos sistemas variáveis de leis e valores
estudados pela ética, caracterizados por organizarem a Conduta
vida de múltiplas comunidades humanas, diferenciando
e definindo comportamentos proscritos, desaconselha- Manifestação de comportamento do indivíduo. Esta
dos, permitidos ou ideais .” pode ser boa ou má dependendo do código moral-éti-
•“Do latim Moraallis, Mor, Morale – relativos aos co do grupo onde aquele se encontra.
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Conduta vem do latim conducta e é uma manifes-
tação do comportamento do indivíduo. É, de acordo com Ética Profissional
o dicionário Melhoramentos (1997, p. 30), procedimento Conjunto de normas de conduta que deverão ser pos-
moral (bom ou mau). tas em prática no exercício de qualquer profissão. Se-
O dicionário M ichaelis (2010) a define como Condu- ria a ação reguladora da ética agindo no desempenho
ção. Reunião de pessoas que são conduzidas para algum das profissões, fazendo com que o profissional respei-
lugar por ordem superior. Procedimento moral; compor- te seu semelhante quando no exercício da profissão
s tamento. Comportamento consciente do indivíduo, in-
e r fluenciado pelas expectativas de outras pessoas.
lo A ética profissional estuda e regula o relaciona-
a E, ainda, segu ndo o Dicionário Brasileiro da Língua mento do pr ofissional com sua cl ientela, visando à dig ni-
V Portuguesa (2008, p. 141), conduta é ato de conduzir; con-
e dade humana e a construção do bem-estar no contexto
s junto de pessoa s c onduzid as para algu m lu gar; procedi- sociocultural onde exerce sua profissão.
io mento; comportamento. Um código de ética profissional oferece, implici-
p
í É possível também encontrar definições doutriná-
c tamente, uma série de responsabilidades ao indivíduo.
rin tido de queasa do
rias, como autor Antônio
conduta do ser é Lopes de Sáa(2001)
a resposta no sen-
um estímulo Atinge todas as profissões e quando falamos de ética
,lP mental, ou seja, é u ma ação seguidora de um comando do
profissional, estamos nos referindo ao ca ráter normativ o
e até jurídico que regulamenta determinada profissão, a
ra cérebro e, ao se manifestar variável, também pode ser partir de estatutos e códigos específicos, assim, como a
o observada e avaliada.
M ética médica, do advogado, engenheiro, administrador,
, Valores são o conjunto de normas que corporifi- biólogo etc. Acontece que, em geral, as profissões apre-
a cam um ideal de perfeição buscado pelos seres humanos:
ic
t solidariedade, verdade, lealdade, bondade etc. Essas ati- sentam a ética firmada em questões muito relevantes
É que ultrapassam o campo profissional em si.
- tudes classi ficam a conduta como honesta ou desonesta. ATENÇÃO: É importante destacar a diferença entre
2
0 ética de responsabilidade e ética de convicção.
lo Valores Morais Na ética da convicção seguimos valores ou prin-
u cípios absolutos – tais como não matar, não roubar, não
ít
p São conceito s que adquiri mos ao longo da vida com mentir. Neste caso, a intenção é sempre mais importante
a do que o resultado concret o das nossas ações. É a ética da
C base nos ensina mentos e influencias que recebemos.
Tais conceitos norteiam nossa forma de ver o mundo e moralidade do indivíduo.
de agir em sociedade impondo limites ao nosso com- A ética da responsabilidade, estabelecida por Ma-
16 portamento , uma vez que muitas vezes tai s valores quiavel e aprimorada por Ma x Weber, leva em considera-
entram em conflito com nossos desejos. ção as consequências dos atos dos agentes, geralmente
o
políticos.
ic Quando uma pessoa é eleita para um cargo públi- Para a ética da responsabilidade, serão morais as
l
b co, a sociedade deposita nela confiança e espera que ela ações que forem úteis à comunidade,
ú cumpra um padrão ético. Assim, essa pessoa deve estar que a prejudicam, visando os interessese particulares.
imorais aquelas
P ao nível dessa confiança e exercer a sua função seguindo
o determinados valores, princípios, ideais e regras.
ç
i Ética da convicção são as ações morais individuais
v praticadas independente dos resultados alcançados.
r
e Princípios No dizer de Kant, não há regulamento, é o dever pelo
S dever. Por sua vez, ética de responsabilidade é a moral
o São norteadores que orientam as pessoas em diver- do grupo, muito diferent e da i ndividual, pois aquela re-
n
a
sas situações. Cada sociedade forma seus princípios fere-se a decisões tomadas pelos governantes para o
c
i ao longo da história. Os pri ncípios são requisitos de bem-estar geral, embora, muitas vezes, possam pare-
t otimização na aplicação das regras. cer erradas aos olhos da moral individual.
É

De igual forma, o servidor público deve assumir Sendo a ÉTICA INERENTE À VIDA HUMANA, sua
o compromisso de promover a igualdade social, de lutar importância é bastante evidenciada na vida profissional,
para a criação de empregos, desenvolver a cidadania e de porque cada profissional tem responsabilidades indivi-
robustecer a democracia. Para isso ele deve estar prepa- duais e responsabilidades sociais, pois envolve pessoas
rado para pôr em prática certas virtudes que beneficiem que dessas atividades se beneficiam.
o país e a comunidade a nível social, econômico e político. No âmbito empresarial, significa uma filosofia ou
Um profissional que desempenha uma função ética do serviço. Ou seja, é na medida em que o meu pro-
pública deve ser capaz de pensar de forma estratégica, duto, a maneira de produzi-lo e tudo mais que eu faço em
inovar, cooperar, aprender e desaprender quando neces- relação a ele representarem um serv iço para o mercado,
sário, elaborar formas mais eficazes de trabalho. Infeliz- que minha empresa poderá obter um resultado econômi-
mente os casos de corrupção no âmbito do serviço públi- co válido. Aqui, o valor maior é a solidariedade, o objetivo
co são fruto de profissionais que não trabal ham de forma maior é o crescimento do outro. O lucro, o benefício eco-
ética. nômico, é um subproduto.
Temos ainda a ética profissional. O indivíduo pre- Devemos esclarecer ainda que, todos os códigos de
cisa cumprir com suas responsabil idades e atividades da ética profissional, trazem em seu texto a maioria dos se-
profissão, seguindo os princípios determinados pela so- guintes princípios: honestidade no trabalho, lealdade na
ciedade e pelo seu grupo de trabalho. empresa, alto nível de rendimento, respeito à dignidade
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humana, segredo profissional, observação das normas tes. O pleno exercício da cidadania e da democracia es-
admini strativas da empresa e muitos outro s. tão associados a ideia de igualdade entre os indivíduos. ai
n
3. ÉTICA E DEMOCRACIA: EXERCÍCIO DA Fundamentalmente, a acepção que se tem de cida- a
d
CIDADANIA dania abrange duas dimensões. A primeira está intrin- a
secamente ligada e deriva dos movimentos sociais, que, d
i
C
geralmente, encampa a luta por direitos. O exercício da a
Segundo Dalmo Dallari (2008), “a cidadania ex- cidadania relaciona-se com a consolidação da democra- d
pressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possi- cia. o
i
bilidade de par ticipar ativamente da vida e do governo de A segunda, além da titularidade de direitos, é íc
seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado c
r
aquela que deriva do republicanismo clás sico, enfatizan- e
ou excluído da vida socia l e da tomada de decisões, fican- do a preocupação com a coisa pública (res pública). x
do numa posição de i nferioridade dentro do grupo social”. E :
O gestor público, ocupa cargo de natureza transi- a
Segundo o dicionário Aurélio, cidadão é aquele in- tória, e os bens que ele admin istra, não é dele, é coisa pú- i
c
divíduo
do, ou nonodesempenho
gozo dos direitos civis
de seus e pol íticos
deveres de um
para com Esta-
este, ou blica. Por isso, os agentes públicos devem representar o
povo, atuando de maneira ética e moral. O descaso com a ra
c
habitante da cidade, i ndivíduo, homem, sujeito . o
“coisa pública”, a confusão patrimonial, os casos de cor- m
Para a ética, não basta que exista um elenco de rupção, veem sendo cada vez mais refutados pela socie- e
princípios fundamentais e direitos definidos nas Consti- dade. D
tuições. O desafio ético para uma nação é o de universa- e
Vale lembra que DEMOCRACIA é o sistema político a
lizar os direitos reais, permitido a todos cidadania plena, c
cotidiana e ativa.
onde o povo é soberano. ti
Kant enumerava algumas características comuns É
A atitude de ceder um assento a um idoso em um do que se entende por ser um cidadão. A primeira é a au- -
transporte coletivo constitui um exemplo de comporta- tonomia. Os cidadãos têm de ter a capacidade de condu- 3
mento relacionado à cidadania. Este é um exemplo que 0
zir-se segundo seu próprio arbí trio. A segunda é a igual- o
l
demonstra um conceito ético universal, não expresso dade perante a lei. A terceira é a independência, ou seja, a u
em qualquer código. É a t ransformação de valores e prin- ít
capacidade de sustentar-se a si próprio. p
cípios em atitudes que atendam aos interesses coletivos. Max Weber se ocupou-se com a fundamentação a
A cidadania esteve e está em permanente cons- C
ética das ações políticas, que demandam senso moral di-
trução; é um referencial de conquista da humanidade ferenciado das ações i ndividuais. Para o autor, dois são os
através daqueles que sempre lutam por mais direitos, tipos de fundamentação ética que distinguem as boas e 17
maior liberdade, melhores garantias individuais e cole- as más razões dos atores políticos: o de natureza “prin-
tivas, e não se conformam frente às dominações arro- cipiológica preestabelecida” (co mo os são os Dez Manda-
gantes, seja do próprio Estado ou de outras instituições o
mentos) e o da categoria que visa a “resultados” (a educa- ic
ou pessoas que não desistem de privilégios, de opressão l
e de injustiças contra uma maioria desassistida e que não ção doWeber
maior número b
chama adeprimeira
pessoas,deporética
exemplo).
de convicção ú
se consegue fazer ouvir, exatamente por que se lhe nega (correspondente à ética de deveres), e a segunda, de ética P
a cidadania plena cuja conquista, ainda que tardia, não de fins, que dá legitimidade, por ele denominada de ética o
deverá será obstada (SANTANA, 2008). de responsabilidade. Esta própria e adequada à política, ç
i
A escravidão era legal no Brasil até 120 a nos atrás. pois não é pautada no valor consagrado no princípio, e v
r
As mulheres brasileiras conquistaram o direito de votar sim na racionalidade segundo o fim. e
apenas há 60 anos e os analfabetos apenas há alguns S
Enquanto tal, essa ética funda-se na adequação o
anos. Chamamos isso de ampliação da cidadania (MAR- dos meios aos fins pretendidos, o que exige do juízo sobre n
TINS, 2008). a ação boa algo mais que a prudência: exige uma técnica a
Hoje, no entanto, o significado da cidadania assu- de atuação que leve em consideração as consequências c
i
me contorn os mais amplos, que extrapolam o sentido de t
da decisão, tal como uma relação de causa e efeito. Situ- É
apenas atender às necessidades políticas e sociais, e as- ação em que se verifica tal postura seria a do médico que
sume como objetivo a busca por condições que garantam mente para o paciente para poupá-lo do sofrimento: tra-
uma vida digna às pessoas. ta-se de uma mentira caridosa.

O conceito de cidadania está fortemente ligado ao de Ainda, segundo os filósofos, o que dá o conteúdo à or-
democracia. Na antiguidade clássica, ser cidadão era ganização social é a ética. Assim como a estética está
ter participação política. A palavra cidadão servia para relacionada com a construção do belo, com a busca
definir, na Grécia antiga, o indivíduo nascido na Pólis e da perfeição na arte, a ética está relacionada à busca
que tinhaadireitos
cidadani políticos.para
foi se ampliando Comalém
o tempo
dos do ireitos,
conceito hojde
e da perfeição na convivência social. O mundo ético é o
mundo bom. A ética é indispensável para o desenvol-
ela está associada aos direitos e deveres dos indivídu- vimento social. Há quem diga que ética é bem estar so-
os. Quando fala mos de direitos e deveres, devemos en- cial. G iannetti, por exemplo, diz que sem ética a própria
tender como cidadania a preocupação e o exercício de sobrevivência fica comprometida
ações que garantam o desenvolvimento harmonioso
da sociedade e a preservação dos direitos alheios. Ser Os cidadãos em ma ioria desconhecem o histórico e
cidadão, não é simplesmente cobrar seus direitos, mas o contexto atual de seus próprios direitos fundamentais;
lutar para defender os i nteresses dos nossos semelhan- não reconhecem o valor da conquista de uma Constitui-
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ção democrática, o significado de res publica. (2008) está apoiada em quatro princípios:
Mas é possível formar o cidadão, para que ele te-
nha condições de reivindicar ética nas atuações políti-
cas? Como sugeriu Platão, podemos educar o indivíduo Governança Pública
no espírito das melhores leis?
De acordo com Puig (1998, p.15), deve converter-se RelaçõesÉtica C o n f o r m i d a de
em um âmbito de reflexão individual e coletiva que per- Tra nspa rência PrestaçãoR esponsáveld e
mita elaborar racionalmente e autonomamente princí- Contas
a pios gerais de valor, princípios que ajudem a defrontar-se
c
ti criticamente com realidades como a violência, a tortura
É ou a guerra. De forma específica, para esse autor, a edu-
Os conceitos dos princípios de transparência e
e prestação de contas são os mesmos aplicáveis à gover-
a cação ética e moral deve ajudar na análise crítica da re-
c nança na gestão privada. As relações éticas dizem res-
li alidade cotidiana e das normas sociomorais vigentes, de peito a permissões de ações, cujo parâmetro limitador é
b modo que contribua para idealizar formas mais justas e
ú a não nocividade social ; a conformidade refere-se à com-
P
o adequadas de convivência.
Cortina (2003, p.113) entende que a educação do patibilidade dos procedimentos com as leis e regulamen-
ã tos.
ç cidadão e da cidadã deve levar em conta a dimensão co-
a A Administração Pública se constitui no instru-
tr munitária das pessoas, seu projeto pessoal e também sua mental de que dispõe o Estado para implementar as prio-
is capacidade de universalização, que deve ser exercida ridades do Governo. Assim, merece atenção especial o
n
i dialogicamente, pois, dessa maneira, ela s poderão ajudar
m estudo acerca das ações empreendidas pelo gestor da
na construção do melhor mundo possível, demonstrando
d saber que são responsáveis pela r ealidade social .
coisa pública, sobretudo em relação ao grau de aderên-
A cia ao interesse público (efetividade) . Deve haver compa-
- De forma específica, lidar com a dimensão comu- tibilidade entre as prioridades de governo e o querer da
4 nitária, dialogar com a realidade cotidiana e as normas
0 coletividade.
sociomorais vigentes nos remete ao trabalho com a di-
lo O governante, tem a obrigação de prestar contas
u versidade humana, à abordagem e ao desenvolvimento
ít de ações que enfrentem as exclusões, os preconceitos e
dos seus atos com transparência suficiente para que a
p sociedade, sob a análise da conformidade e do desempe-
a as discriminações advindos das distintas formas de de-
C ficiência, e pelas diferenças sociais, econômicas, psíqui-
nho, possa avaliar a sua gestão e, em razão disso, ratificá-
-la ou refutá-la (O’DONNELL, 1998).
cas, físicas, culturais, religiosas, raciais, ideológicas e de
18 gênero. Conceber esse trabalho na própria comunidade
onde está localizada a escola, no bairro e no ambiente ACCOUNTABILITY: é a capacidade de prestar contas
natural, social e cu ltural de seu entorn o, é essencial para e de se fazer transparente. Na gestão pública parte de
o a construção da cidadania efetiva. uma perspectiva ampla, surgindo como um instru-
ic
l
b mento a serviço da ma nuten ção os
dosprocessos
ideais democráti-
ú 4. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E ÉTICA cos de um país controlando tanto como os
P resultados a serem alcançados.
o O estado é a instituição de mais alto poder na so-
ç
i Esse instrumento de análise pressupõe, de um
v ciedade, cujas decisões afetam profundamente a vida lado, a conformidade da organização às leis que regulam
r dos cidadãos e para isso, convergem for ças representan-
e suas atividades e, de outro lado, o desempenho ou per-
S do interesses diversos e conflitantes. formance aderente às expectativas e aos desejos da so-
o Além disso, o Estado reclama para si o monopó- ciedade como um todo.
n lio de certas atividades e decisões que tornam inevitá-
a
No caso brasileiro, esta rede de agências de ac-
c
veis as pressões contraditórias da sociedade (SERPRO countability englobaria, dentre outros, o Ministério Pú-
i – ENA P, 2007).
t blico, o sistema de controle interno dos Poderes, o Poder
É O decoro, a probidade e a integridade não são ape- Judiciário e os Tribunais de Contas. Estes últimos foram,
nas patrimônios pessoais . São caracteres imediatamente sobretudo a partir da edição da Lei de Responsabilidade
transferidos à “personalidade do Estado”. Uma adminis- Fiscal, alçados à condição de grandes provedores de in-
tração pública proba e íntegra, atenta ao decoro, é função formações sobre a gestão pública.
direta da probidade e integridade de seus se rvidores. Aos Tribunais de Contas compete verificar o cum-
As ações do estado encontram-se norteados por primento da Lei de Responsabilidade Fiscal, que está
diversos princípios dentre os quais destaca-se o da lega- erigida sobre alguns pilares, dentre os quais, o da trans-
lidade, que delimita o campo de atuação possível do Es- parência. Assim entendida, não só a disponibilização de
tado e garant e aos cidadãos a titularidade de direitos. No informações, mas sobretudo a compreensão dos dados
entanto , sendo o Estado um ser ético-político, a avaliação divulgados por parte do cidadão mediano. O objetivo
da conduta de seus agentes não pode pautar-se, apenas, mais nobre do princípio da transparência é permitir e es-
pelo aspecto da legalidade. Revela-se imperiosa a verifi- timular o exercício do controle social, a mais eficaz das
cação quanto a obediência aos preceitos éticos que este- formas de controle da conduta do gestor público.
jam dis semi nados na própria socied ade. A é tica na con- Mas, se a Administração Pública é orientada por
dução da res publica emerge como instrumento eficaz de valores que definem sua própria finalidade, como e de
PROTEÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS, a exemplo que jeito entra a Ética?
da liberdade e da igualdade. Na Administração Pública, a ética é orientada es-
A governança pública, segundo Matias-Pereira pecialmente para a dimensão do agente público em si,
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como padrões de comportamento pré-formatados como verão tomar decisões baseadas unicamente no inte-
(IM)próprio s pelo Código de Ética do Servido Público (De- resse público. Não deverão decidir com o objetivo de
creto 1.171). obter benefícios financeiros ou materiais para si, sua
Exige-se ética na vida pública porque as pesso- família ou seus amigos.
as não apenas desejam o cumprimento da lei, mas sim o 2. Integridade: Os ocupantes de cargos públicos não de-
seu bom cumprimento. Capturar essa dimensão do bom verão colocar-se em situação de obrigação financeira
cumprimento da lei é tarefa difícil, mas que caberia per- ou de outra ordem, para com indivíduos ou organiza-
feitament e a u m código de ética . ções externas, que possa influenciá-los no cumpri-
Por outro lado, também não faria sentido ter um mento de seus deveres oficiais.
código de ética que apenas repetisse o que já está plena- 3. Objetividade: No desempenho das atividades públi-
mente determinado e assegurado na lei. Para evitar que cas, inclusive nomeações, concessão de contratos ou
um código de ética seja uma repetição do que já é propos- recomendação de pessoas para recompensas e bene-
to por lei, é preciso que tal documento explicite valores fícios, os ocupantes de cargos públicos deverão decidir
afirmados por um gr upo e, em seguida, solid ifica-lo atra- apenas com base no mérito. 4
9
vés de normas
os valores que sirvam
afirmados. de ins
O código detrumentos paraser
ética não deve realizar
en- 4. “Accountability” (Prestação de contas): Os ocupan- 19
tes de cargos públicos são responsáveis perante o pú- /
1
tendido como um instrumento disciplina r e repressivo.
Deve articular princípios e valores que frequen-
blico por suas decisões ou ações e devem submeter -se 17
.1
a qualquer fiscali zação apropriada ao seu cargo .
temente entram em choque, colocando-se em perspec- 5. Transparência: Os ocupantes de cargos públicos de- o
t
tiva, a fim de conciliá-los ou priorizá-los. Isso pode ser vem conferir às suas decisões e ações a maior trans- re
útil na resolução de dilemas morais, vividos justamente parência possível. Eles devem justificar suas decisões c
por aqueles que procuram uma conduta ética. (SERPRO e
e restringir o acesso à informação somente se o inte- D
- ESAF, 2007) resse maior do público assim o exigi r. -
Em tese, desconsidera-se a circunstância de que o 5
6. Honestidade: Os ocupantes de cargos públicos têm 0
agir da Administração Pública nunca é unipessoal, mas, o dever de declarar quaisquer interesses particulares lo
normalmente, é processualizado e envolve uma multi- u
plicidade de Agentes.
que tenham relação com seus deveres públicos e de ít
tomar medidas para resolver quaisquer conflitos que p
No modelo constitucional vigente, é no campo da possam surgir, de forma a proteger o interesse público. a
ética que se poderá construi r os argumentos que vão le- C
7. Liderança: Os ocupantes de cargos públicos devem
gitimar as escolhas públicas, numa sociedade plural, e promover e apoiar estes princípios, através da lide-
portanto , conflitiva. rança e do exemplo. Esta lista vem acompanhada de 19
A ética na função pública é a criação de uma cul- uma observação, que declara os princípios aplicáveis
tura de justificação de escolhas, del imitando parâmetros a qualquer aspecto da vida nacional. Eles devem ser
objetivos para a formulação dessas escolhas, que substi- o
empregados por todos que, de alguma forma, prestem ic
l
tuam os critérios de racionalidade emanados de lei. serviços públicos. b
terceirizados estãoIsso implica
a eles que também os setores
sujeitos. ú
Os Sete Princípios da Vida Pública P
Em maio de 1995, foi encaminhado ao primeiro-minis- o
ç
i
tro do Reino Unido um relatório elaborado pela assim 5. DECRETO 1 .171/1994 INTRODUÇÃO v
r
chamada Comissão Nolan, sobre normas de conduta e
na vida pública britânica. A Comissão, presidida por S
Lord Nolan (cujo nome se aplica também ao relatório), O Decreto 1.171/94 aprova o Código de Ética Profis-
o
reuniu-se durante seis meses, recebeu cerca de duas sional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Fe- n
mil cartas e ouviu mais de cem pessoas em audiências deral. Este decreto, cria normas de conduta, conhecidas a
no Direito como normas materiais, porque impõem com- c
i
públicas. Seu trabalho concentrou-se sobre questões t
relativas ao Parlamento, a ministros e a servidores portamentos. É
do Executivo e às organizações não governamentais Assim, não poderia ser imposta nenhuma norma
semi-autônomas. O Relatório Nolan é um documento de conduta a alguém via Decreto, que é uma norma se-
sóbrio que detecta e discute problemas de um serviço cundária, porque só a norma primária tem esta capaci-
público do qual os britânicos muito se orgulham, pelo dade constitucional.
menos desde o século XIX. Sua finalidade maior é produzir na pessoa do ser-
A Comissão Nolan, basicamente, tenta salvaguardar vidor público a consciência de sua adesão às normas
uma esfera pública eficiente, distinguindo-a, com niti- preexistentes através de um espírito crítico, o que cer-
dez, do domínio privado dos indivíduos. A tentação de tamente facilitará a prática do cu mprimento dos deveres
beneficiar-se a qualquer custo é humana, demasiada- legais
do por parte
respeito aos de cada um
serviços e, em consequência,
públicos o resgate
e à dignidade social de
mente humana. A Comissão pressupõe isso, de modo
tácito, e estabelece padrões para afastar i nterferências cada serv idor.
privadas ilegítimas, mantendo o interesse coletivo, de O estabelecimento de um código de ética para o
forma eficiente e acima de suspeitas insuperáveis. exercício das funções públicas busca garantir que as di-
Neste ponto, a estratégia da Comissão Nolan é esta- ferenças individuais não sejam tratadas de modo parti-
belecer um conjunto de princípios simples, objetivos e cular, arbitrário, ou seja, com base na vontade do agente
abrangentes, aplicáveis a toda a vida pública. São eles 1 . público que presta determinado serviço.
Interesse Público: Os ocupantes de ca rgos públicos de- Isso é reforçado em todo o Código de Ética. É pra-
ticamente impossível relatar em um regulamento , todas
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as situações e como agir perante a cada uma delas. Nesse que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remune-
sentido, o Decreto 1.171/94 oferece um rol não taxativo de ração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou
deveres e proibições direcionados aos servidores públi- qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato,
cos. cargo, emprego ou função (...).
Apesar de esse ass unto ser tóp ico da próxima aula ,
veja alguns exemplos que refor çam esse pensamento: Juntando tudo isso, concluímos: SERVIDOR PÚ-
XIV - São deveres fundamentais do servidor pú- BLICO para aplicação do Decreto 1.171 é todo aquele que
blico: exerce, a qualquer título, seja temporário ou permanente,
c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda remunerado ou não, seja de alguma forma vinculado ao
a integridade do seu caráter, escolhendo sempre, quando interesse do Estado, são servidores públicos
estiver diante de duas opções, a melhor e a ma is vantajo- Agora, uma questão mais bem elaborada pode ci-
sa para o bem comum; tar o local de trabalho, por isso, vamos complementar a
g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e informação retro:
4 atenção, respeitando a capacidade e as limitações in- Aplica-se o Decreto 1.171 ao servidor seja estatu-
9
19 dividuais de todosde
qualquer espécie ospreconceito
usuários do ouserviço público,
distinção sem
de raça, tário (servidor-LeiPública
da Administração 8.112) ou celetistas
direta (empregado-CLT)
e indireta autárquica e
/
1 sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e fundacional sociedades de economia mista, das empre-
17
.1 posição social, abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes sas públicas e aos serv idores das Autarquias
o t
dano moral; Aqui vai um esquema para você se orientar caso a
re Fique atento as pegadinhas de prova. Por ser um questão traga algum órgão específico [rol não taxativo]:
c Decreto e não uma Lei, o Código de Ética instituído pelo
e 1171, não é aplicável aos Estados e Municípios, nem aos
D
- poderes Judiciário e Legisl ativo, bem como as Forças Ar -
5 madas.
0
lo
u
ít O Decreto 1.171 é aplicável apenas aos servidores pú-
p blicos dos órgãos da esfera federal do Poder Executivo
a
C (Administração Direta e I ndireta).
Mas, quem seriam esses “serv idores públicos”? No
20 Decreto 1171, servidores públicos tem sentido amplo. Ve-
jamos o que d iz o Decreto 1. 171/1994:
o
ic
l
XXIV - Para fins de apuração do comprometimen-
b to ético, entende-se por servidor público todo aquele
ú que, por força de lei, contrato ou de qualquer ato jurídico,
P preste serviços de natureza permanente, temporária ou
o excepcional, ainda que sem retribuição financeira, desde
ç
i
v
que ligado direta ou indiretamente a qualquer órgão do
r poder estatal, como as autarquias, as fundações públicas,
e
S as entidades paraestatais, as empresas públicas e as so-
o ciedades de economia mista, ou em qualquer setor onde
n prevaleça o interesse do Estado.
a ATENÇÃO: Diretores e Conselheiros de Empresas
c
i
t Assim, se cair em prova, algo dizendo que o De- Públicas s ujeitam-se ao Código de Ética Profissional do
É creto 1171 é aplicável ao servidor público tanto no sentido Servidor Público Civil.
amplo quanto no sentido estrito, a resposta é SIM!
Calma, parece confuso né? Vamos explicar. Cabe complementar que o código de ética não se
Estuda-se muito essas acepções de “servidor pú- confunde com o regime disciplinar do servidor público
blico” em Direito Admini strativo: previsto nas leis admin istrativas (lei 8.112).
Segundo o mestre Carvalho Filho, Servidor Públi-
co em sentido amplo é: Art. 2° Os órgãos e entidades da Administração
Pública Federal direta e indireta implementarão, em
sessenta dias, as providências necessárias à plena
Conjunto de pessoas que, “a qualquer título”, exercem
uma função pública como prepostos do Estados. Essa vigência do da
Constituição Código de Ética,
respectiva inclusive
Comissão mediante
de Ética, integradaa
função, é mister que se diga, pode ser remunerada ou por três servidores ou empregados titulares de cargo
gratuita, definitiva ou transitória, política ou jurídica. efetivo ou emprego permanente.
Parágrafo único. A constituição da Comissão de
Para complementar, vamos trazer o conceito tra- Ética será comunicada à Secretaria da Administração
zido pela Lei 8.429/1992: Federal da Presidência da República, com a indicação dos
respectivos membros titulares e suplentes.
Art. 2° Reputa-se agente público, (...), todo aquele
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O que podemos extrair de importante desse artigo é crimes contra a Administração Pública, como atos
que a Comissão de Ética, é composta por TRÊS serv idores/ de improbidade administrativa e como infrações
empregados os quais devem ter cargo efetivo/emprego disciplina res de natureza grave, previstas no Estatuto do
permanente, ou seja, devem ser servidores/empregados Servidor Público (Lei no 8.112/1990).
de “carreira”, não podendo ser compostas pelos que
ocupam cargos em comissão. 6. DAS REGRAS DEONTOLÓGICAS
CUIDADO: Cada Comissão de Ética de que trata o
Decreto no 1171, de 1994, será integrada por três membros
titulares e três suplentes, escolhidos entre servidores e Regras deontológicas referem-se ao conjunto de
empregados do seu quadro permanente, e designados princípios e regras de conduta — os deveres — inerentes a
determinado grupo profissional. Assim, cada classe pro- s
pelo dirigente máximo da respectiva entidade ou órgão, a
para mandatos não coincidentes de três a nos. fissional está s ujeito a uma deontolo gia própria a regular ic
o exercício de sua profissão, conforme o Código de Ética g
de sua categoria. Neste caso, é o conjunto codificado das ó
l
o
t
Entende-se por “Quadro Permanente” aquele com- obrigações impostas aos profissionais de uma determi- n
posto por servidores/empregados admitidos para o nada área, no exercício de sua profissão. o
e
desempenho das atividades fins e meios nos órgãos ou Vocês irão perceber que as regras expressas aqui, D
entidades, estejam eles ocupando cargo comis sionado estão intimamente relacionados com só deveres e proi- s
bições encontrados na Lei 8.112/1990 (Regime Jurídico a
r
ou não. Excluem-se desse quad ro permanente somen-
g
te os ocupantes de cargo comissionado sem vínculo Único). e
efetivo com a admin istração, de livre nomeação e exo- Vamos lá: R
s
neração. a
I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a cons- D
-
ciência dos princípios morais são primados maiores que 6
A atuação da Comissão de Ética, no que concerne devem nortear o servidor público, seja no exercício do 0
ao exercício de suas competências próprias, não se cargo ou função, ou fora dele, já que refletirá o exercício lo
u
subordina a instâ ncia superior a que se vincule. Eventuais da vocação do próprio poder estatal. Seus atos, compor- ít
dúvidas de natureza legal devem ser resolvidas junto ao tamentos e atitudes serão direcionados para a preserva- p
a
juríd ico da entidade ou órgão. Dúvida s sobre a apl icação ção da honra e da tradição dos serviços públicos. C
das normas do Código de Ética devem ser dirimidas pela
Comissão de Ética Pública. II - O servidor público não poderá jamais desprezar
O código de ética é composto de dois capítulos, e foi 21
o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que de-
dividido na forma de incisos: cidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o
conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportu- o
no, mas principalmente entre o honesto e o desonesto. ic
l
b
Sim, você leu certo. O servidor deve manter-se éti- ú
co não apenas no trabalho, mas também fora dele, pois, P
ele representa o serviço público perante a sociedade. o
ç
i
E sabe por que isso é importante? Lembra do caso v
do Juiz que foi parado na blitz da Lei Seca e deu voz de pri- r
e
são à agente? Ele agiu certo? A atitude dele, sujou a ima- S
As regras deontológicas representam o padrão gem da Entidade a qual trabalha. o
ético desejável na Administração Pública Federal. Tais Imagine um prefeito que dirige bêbado. Ele certa- n
mente manchará a imagem da prefeitura. a
valores são: dig nidade, decoro, honra, zelo, honestidade, c
Fazendo um “link” com a lei 8.112, temos: i
eficácia, consciência dos pri ncípios morais, bem comum, t
cortesia, boa vontade, respeito ao cidadão etc. É
Porém, o Código de Ética não se limita a apontar o Art. 116, II: “O servidor público não poderá jamais
comportamento que se espera dos servidores públicos. desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não
Estabelece também deveres a serem observados a terá que decidir somente entre o LEGAL E O ILEGAL, o JUS-
fim de que os valores possam ser alcançados. Alguns TO E O INJUSTO, o conveniente e o inconveniente, o opor-
desses deveres refletem os valores desejados; outros, tuno e o inoportuno, mas principalmente entre o hones-
a integridade do exercício da função pública, e, outros, to e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37,
ainda, o que se poderia chamar de “boas maneiras” caput, e § 4°, da Constituição Federal.
no ambiente de trabalho. São deveres que refletem a
integridade da função pública e a busca dos valores que E que regras são estas previstas pela Constituição ?
norteiam seu exercício. Vejamos:
O servidor não tem escolha ele tem o dever de agir
“de acordo com os interesses coletivos e de procurar Art. 37. A administração pública direta e indireta de
orientar seus esforços para a otimização da satisfação do qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
maior número de pessoas manifestando conduta ética Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de le-
baseada na moral e nos d ireitos.” galidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efi-
As condutas “vedadas”, de forma geral, ciência.
correspondem a condutas que são qualificadas como
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§ 4º - Os atos de improbidade administrativa im- com o seu trabalho, visto que ele também é um cidadão.
portarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da
função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressar- VI - A função pública deve ser tida como exercício
cimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, profissional e, portanto, se integra na vida particular de
sem prejuízo da ação penal cabível. cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados
na conduta do dia-a-dia em sua vida privada poderão
Viram? Acham que é “fácil” ser concursado? Temos acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcio-
que fazer um “link” com diversos diplomas legais para nal.
atingirmos o entendimento necessário para sua prova.
Veja que a ética aqui é bem abrangente. O servidor Olha aí de novo! Os atos praticados “fora da repar-
s
a público deve estar sempre atento às questões legais, jus- tição” poderão influenciar, negativamente ou positiva-
ic tas, convenientes e honestas. mente, no â mbito profissional.
g
ó
l Concluímos que, tanto a serviço, quanto “fora dele” Considera-se que os atos praticados pelo servidor
o
t o servidor público está imbu ído dessa postura ética (res- público no âmbito privado são assoc iados de sua conduta
n
e o peitando os princípios da lei). pública, influenciando,
nem a prestação portanto,
de serviços seu conceito funcional
ao público.
D III - A moralidade da Administração Pública não Cabe aqui uma complementação . Essa d ita “profis-
s
a
r se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser sionalização”, não é de exclusividade do servidor. O Po-
g acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. O der Público deve promover essa ‘evolução” do servidor.
e equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do Para tanto, em 1998 foi inserido na Constituição Federal:
R
s servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do
a ato administrativo. § 2º A União (..) manterão escolas de governo para
D
- a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos
6 Não basta ser moral, deve-se primar pelo bem co- (...).
0
mum, finalidade de qualquer ato administrativo, pois, ao
lo
u praticar um ato, não é o agente que o está praticando, mas Como registra a doutrina, “para a efetiva profissio-
ít sim a própria Administração Pública. nalização, é i mprescindível ampliar os horizont es profis-
p
a Novamente trazendo conceitos importantes do Di- sionais daquele que trabalha para a Admini stração” .
C reito Administrativo:
VII - Salvo os casos de segurança nacional, inves-
22 tigações policiais ou interesse superior do Estado e da
Agentes Públicos s ão todos aqueles que, a qualquer tí- Administração Pública, a serem preservados em proces-
tulo, executam uma função públ ica como prepostos do so previamente declarado sigiloso, nos termos da lei, a
o Estado. São integrantes dos órgãos públ icos, cuja von- publicidade de qualquer ato administrativo constitui re-
ic
l
tade é imputada à pessoa juríd ica (...).
b quisito de eficácia eético
comprometimento moralidade, ensejando
contra o bem comum,sua omissão
imputável
ú Os agentes, são o elemento físico da Administra-
P ção Pública, sendo que, pelas ações daqueles é que este a quem a negar.
o consigna sua vontade. Aliás,
ç
i Simples: é aético negar publicidade dos atos admi-
v nistrativos. Até porque, se algo está sendo mantido em
r
e “O princípio da moralidade está indissociavelmente li- segredo, é porque, alguma coisa, pode “não cheirar bem”..
S gado à noção do bom admin istrador, que não somente Essa “ocultação” dos at os, viola os princípios da ad minis-
o deve ser conhecedor da lei como dos princípios éticos tração pública.
n
a regentes da função adm inistrativa” .
c
i VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor
t IV- A remuneração do servidor público é custeada não pode omiti-la ou falseá-la, ainda que contrária aos
É
pelos tributos pagos direta ou indiretamente por todos, interesses da própria pessoa interessada ou da Admi-
até por ele próprio, e por isso se exige, como contraparti- nistração Pública. Nenhum Estado pode crescer ou esta-
da, que a moralidade administrativa se integre no Direito, bilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro, da
como elemento indissociável de sua aplicação e de sua opressão ou da mentira, que sempre aniquilam até mes-
finalidade, erigindo-se, como consequência, em fator de mo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação.
legalidade.
Já ouviu a máxima “doa a quem doer ”? É mais ou
A moralidade é tão importante que, em caso de menos isso que quer dizer o inciso VIII . Sendo favo rável
imoralidade, consistirá em ofensa direta a lei, e então, ou contra a pessoa interessada, ou mesmo, seja em des-
violará o princípio da legalidade. favor da Administração Pública, o Agente deve falar a
verdade.
V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público Mas, e os casos que são sigilosos? Bem, esses ca-
perante a comunidade deve ser entendido como acrésci- sos, o sigilo continua resguardado e, não se pode prestar
mo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, inte- informações sobre ele, pois, nesse caso específico, está
grante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser con- sendo prot egido um bem maior: a Segura nça Nacional.
siderado como seu maior patrimônio. Para finali zar esse item, é importante destacar que
ele traz:
Ou seja, o servidor público também é beneficiado •Direito a verdade, proibindo o servidor omitir ou
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falsear a verdade dimento do homem médio.
•Dignidade da pessoal humana (igualdade), livre da
corrupção, do hábito do erro, da opressão e d a mentira. XI - O servidor deve prestar toda a sua atenção às
Esse caminho rumo a igualdade, é baseado na te- ordens legais de seus superiores, velando atentamente
oria política. Lord Acton afirmou que “o poder tende a por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta negli-
corromper - e o poder absoluto corrompe absolutamen- gente. Os repetidos erros, o descaso e o acúmulo de des-
te”. Com essa afirmação sobre o poder político, lord Acton vios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e caracteri-
disse que a autoridade política, nas sociedades humanas, zam até mesmo imprudência no desempenho da função
em função apenas e tão somente de sua existência, tende pública.
a danificar as relações entre seres inicialmente dotados
s
de igualdade . Você sabe o que é uma conduta negl igente? Na ne- a
gligência, alguém deixa de tomar uma atitude ou apre- ic
g
IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo sentar conduta que era esperada para a situação. Age ó
l
dedicados ao serviço público caracterizam o esforço pela com descuido, indiferença ou desatenção, não tomando o
t
n
disciplina. Tratar mal uma
direta ou indiretamente pessoacausar-lhe
significa que paga seus
danotributos
moral. as devidas precauções.
E quanto a i mprudência? o
e
Da mesma forma, causar dano a qualquer bem perten- Na imprudência, pressupõe-se uma ação precipi- D
s
cente ao patrimônio público, deteriorando-o, por descui- tada e sem cautela. A pessoa não deix a de fazer algo, não a
r
do ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao é uma conduta omissiva como a negligência. Na impru- g
equipamento e às instalações ou ao Estado, mas a todos dência, ela age, mas toma uma atitude diversa da espe- e
R
os homens de boa vontade que dedicaram sua inteligên- rada. s
cia, seu tempo, suas esperanças e seus esforços para Concluímos então que, o servidor deve ficar atento a
D
construí-los. as ordens, para que não deixe de cumpri-las, e, ao cum- -
pri-las, fazer do jeito certo. 6
0
Meus caros, mister citar que é DEVER do servidor Mas cuidado! E no caso de uma ordem manifesta-
lo
zelar pela economia do material e a conservação do pa- mente ilegal? A lei 8112, diz o segu inte: u
trimônio público. T enho certeza que tu já viu por ai a lgum ít
p
bem público “largado às moscas” e isso lhe causou re- Art. 116. São deveres do servidor: a
volta. É isso mesmo que o inciso IX retrata. É uma ofensa IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando C
direta ao cidadão que contribuiu d ireta ou indiretamente manifestamente ilegais;
para a aquisição dele. 23
Outro ponto importante: Tratar mal uma pessoa O que é uma ordem manifestamente ilegal? Uma
que paga seus tributos direta ou indiretamente significa ordem manifestamente ilegal é aquela que, você sabe que
causar-lhe da no moral. Por isso fique l igado. não está dentro da lei, ou seja, ela destoa do curso normal o
ic
l
X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à édos procedimentos
a ordem legais.
que, apesar Ordem mani
de emanada festamente
de autoridade ilegal
legíti- b
ú
espera de solução que compete ao setor em que exerça ma, não reveste as características de legalidade. P
suas funções, permitindo a formação de longas filas, ou Exemplificando: Imagine você servidor público do o
qualquer outra espécie de atraso na prestação do servi- INSS. De repente seu chefe manda você pegar 10 caixas ç
i
ço, não caracteriza apenas atitude contra a ética ou ato de folha A4 (papel sulfite) e levar na casa dele. Oras.... Tem v
r
de desumanidade, mas principalmente grave dano moral algo errado ai né? e
aos usuários dos serviços públicos. E se, o servidor, sabedor da aparente ilegalidade, S
seguir essas ordens? Bem, ai é culpado também, pois, sa- o
n
Mais u ma vez o 1171 traz regramentos direcionados be-se que é ilegal o que que está sendo feito. a
à presteza no at endimento ao cidadão. O que você faria Agora, e se foi uma ordem ilegal com aparência de c
i
se presenciasse as situações abaixo: legal? Vejamos os ensina mentos de MIR ABETE: t
É

“Porque, se a ordem for legal, o problema deixa de ser


de culpabilidade, podendo caracterizar causa de ex-
clusão de ilicitude. Se o agente cumprir ordem legal
de superior hierárquico, estará no exercício de estrito
cumprimento de dever legal.” Se a ordem cumprida for
manifestamente ilegal é punível também o subordina-
do juntamente com o seu superior. “É punido sempre,
segundo o dispositivo, o autor da ordem legal; trata-
se também de autoria mediata quando o subordinado
Lógico, não é toda e qualquer fila que é condenável. desconhece a ilegitimidade da ordem não manifesta-
Existem situações que simplesmente acumulam, devido mente ilegal. O mais correto, diante da lei brasileira, é
a diversos fatores aquém da vontade do servidor, seja, verificar, no caso concreto, se podia ou não desconhe-
falta de estrutura, falta de pessoal, falta de equipamen- cer a ilegalidade, havendo culpabilidade, na segunda
tos etc. hipótese.
Também fique atento, pois, o decreto, não traz um
número específico. Seria algo razoável dentro do enten-
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o
c
li
b
ú
P XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu neamente, em ética e cumprimento dos deveres, propor-
r local de trabalho é fator de desmoralização do serviço ciona o desenvolvimento socioeconô mico do paí s.
o
d
i público, o que quase sempre conduz à desordem nas re- O exercício compartilhado da atividade pública
v r lações humanas. sustenta seu sucesso duradouro. Para isso, é necessário,
e haver um certo padrão de deveres para quem os execu-
S
o Vamos combinar com o que diz o Regime Jurídico ta. No que diz respeito ao Decreto 1.171, há de se notar que
d dos Servidores (lei 8112): o legislador pátrio, ao decretar o Código de Ética, preo-
s
e
r cupou-se em enumerar os principais deveres, ou seja,
e Art. 116. São deveres do servidor: é um rol não exaustivo. Isso quer dizer que, além destes
v
e X - ser assíduo e pontual ao serviço; expressos na seção II, há outros deveres que devem ser
D seguidos pelos servidores.
is Art. 117. Ao servidor é proibido: Vamos a eles:
a
p i I - ausentar-se do serviço durante o expediente,
c sem prévia autorização do chefe imediato; XIV - São deveres fundamentais do servidor públi-
n i
r
P O código é direto ao mencionar a desmoralização co: a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo,
s
o do serviço público e que isso conduz à desordem. Mas, função ou emprego público de que seja titular;
D como isso ocorre?
-II Imagine você ir a uma repartição e chegando lá, o O termo “servidor público” é usado em sentido am-
o servidor, sumiu! Está trabalhando, mas não está na mesa plo. Esse inciso “ reforça” a tese dessa aplicação, pois, fa la
ã
ç dele. E você precisa do atendimento... o que vai acontecer.. em cargo, função ou emprego público.
e passa 5, 10, 50 minutos e nada do servidor aparecer...é ló- Mas qual a d iferença?
S
- gico que você vai ficar é muito nervoso com essa espera....
7
0 Cargo: é o conjunto de atribuições e responsabilidades
XIII - O servidor que trabalha em harmonia com
lo que possui um agente público, criado por lei (conjunto),
u a estrutura organizacional, respeitando seus colegas e
ít cada concidadão, colabora e de todos pode receber cola- em número determinado, com denominação própria e
p remunerado pelos cofres públicos. É o vínculo de tra-
a boração, pois sua atividade pública é a grande oportuni-
C dade para o crescimento e o engrandecimento da Nação. balho que liga a espécie de agente público servidor pú-
blico à Administração.
24 Esse inciso é mais uma postura a ser adotada pelo Art. 3º Cargo público é o conjunto de atribuições e
servidor do que propriamente uma regra ou proibição. E responsabilidades previstas na estrutura organizacio-
convenhamos, é lindo né? Veja: nal que devem ser cometidas a um servidor. (LEI Nº 8.112,
o “A sua atividade pública é a grande oportunidade
ic
l
DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990).
b para o Brincadeiras
crescimento àe parte,
o engrandecimento
é isso mesmo.da Nação”.
Seu trabalho Dividem-se em cargos de provimento efetivo e
ú em provimento em comissão. Na primeira modalidade,
P como servidor público, engrandece o país. o agente público poderá adquirir estabilidade após três
o anos de efetivo exercício. Na modalidade de provimen-
ç
i
v
7. SEÇÃO II DOS PRINCIPAIS DEVERES to em comissão, não há garantia de permanência ou de
r
e
DO SERVIDOR PÚBLICO forma de perda, como o efetivo, mas é uma atividade de
S caráter transitório , ou seja, dura enquanto a confiança da
o A responsabilidade do servidor público é enorme, pessoa que nomeou o agente ex isti r.
n
tornando-se um privilegio, pois, no exercício da função, Emprego: é o vínculo estabelecido entre a pessoa
a natural e a Administração Pública Indireta (empresas
c
i
atua como agente de transformação do Estado. O servi-
t dor público deve estar sempre a serviço do público e, a públicas e sociedades de economia mi sta), sendo que es-
É
partir desta lógica, são alguns princípios fundamentais à sas relações empregatícias serão regidas pela Consoli-
sua atuação: dação das Leis do Trabalho.
- Agente de transformação a serviço da cidad ania. Função: o termo função aqui não se refere àquelas
O que o torna uma di ferença marcante dos demais traba- atividades que todo agent e público exerce, mas si m a um
lhadores; vínculo de trabalho entre uma pessoa física e a Adm. Pú-
- Compromisso intransigente com a ética e com os blica. Conjunto de atribuições e responsabilidades exer-
princípios constitucionais; cidas por pessoa, em regra para a execução de serviços
- Atualização permanente e desenvolvimento de eventuais.
novas competências;
- Capacidade de lidar com a diferença e a diversi- b) exercer
e rendimento, suasfim
pondo atribuições com rapidez,
ou procurando perfeição
prioritariamen-
dade;
- Habilid ade política para atuar em diferentes con - te resolver situações procrastinatórias, principalmen-
textos e sob diversos comandos; te diante de filas ou de qualquer outra espécie de atraso
- Lidar com o que é de todos. na prestação dos serviços pelo setor em que exerça suas
Uma atuação ancorada em tais “princípios”, deve atribuições, com o fim de evitar dano moral ao usuário;
converter-se no â mbito da reflexão i ndividual e coletiva,
permitindo, autonomamente, gerar valor à sua ativida- O que é uma situação procrastinatória? Seria algo
de. De forma específica, uma atuação baseada, simulta- já en rolado, de morado, a lgo que esteja sendo empurrad o

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o
c
li
b
ú
com a barriga, adiado, deixado para depois. Assim, ob- Imagine que eu pego uma citação e é endereçada P
serve que mais uma vez o código menciona o “dano mo- a dois clientes: um deles advogado e o outro o acusado. r
o
ral” ao usuário por “procrastinação” sem motivo. Oras, apesar do texto ser o mesmo, ao citar o acusado, nós d
i
temos que usar palavras mais claras, objetivas, explicar v r
c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a minuciosamente. E isso não é preconceito, isso é adap- e
S
integridade do seu caráter, escolhendo sempre, quando tar-se a diferentes níveis de conhecimento e diferentes o
estiver diante de duas opções a melhor e a mais vantajo- culturas. d
s
sa para o bem comum; e
r
h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum te- e
v
Ser probo, reto, é ser íntegro, honesto, confiável. mor de representar contra qualquer comprometimento e
Fique atent o, pois, a questão pode trazer uma pegadinha , indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal; D
dizendo que o servidor deve escolher a opção mais van- s i
a
tajosa a admini stração Pública, o que está i ncorreto. Vamos combinar a leitura desse item com a lei ip
8.112/90: c
n i
d) essencial
condição jamais retardar qualquer
da gestão prestação
dos bens, direitosde contas,
e serviços Art.
XII -116. São deveres
representar do servidor:
contra ilegalidade, omissão ou r
P
s
da coletividade a seu cargo; abuso de poder. o
Parágrafo único. A representação de que trata o in- D
A prestação de contas é direito do cidadão. Sua re- ciso XII será encaminhada pe la via hierárquica e aprecia- - II
cusa enseja v iolação ao principio da publicidade. Até por - da pela autoridade superior àquela contra a qual é formu- o
ã
que, espera-se uma atitude íntegra do servidor, e, sendo lada, assegu rando-se ao represent ando ampla defesa. ç
essa atitude leal e justa, não há motivos para recusar a O servidor deve respeitar a hierarquia, porém, caso e
S
prestação de contas. haja “abuso de poder” o mesmo deve representar ao su- -
perior hierárquico daquele que está agindo com ilegali- 7
0
e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços dade.
lo
aperfeiçoando o processo de comunicação e contato com u
o público; i) resistir a todas as pressões de superiores hierár- ít
p
quicos, de contratantes, interessados e outros que visem a
Inciso simples, porém, quando você for servidor, obter quaisquer favores, benesses ou vantagens indevi- C
perceberá que os próprios servidores tem dificuldade das em decorrência de ações imorais, ilegais ou aéticas e
em obter informações. É corriqueiro ir a uma repartição denunciá-las; 25
e o servidor simplesmente dizer: “isso não é comigo”,
“não sei”, “veja em outro departamento”. Mas isso não é Pois é meu aluno, posso dizer que é corriqueiro
o correto. O servidor deve atuar com presteza, servido a “ofertas” para que você “de uma maõzinha” em um ex- o
ic
l
público, pois,
públicos e temédeste público
ireito que atendido.
a ser bem contribui para os cofres pediente,
vidor deveagilize etc. Bem, além de NÃO ACEIT AR, o ser-
DENUNCIAR. b
ú
P
f) ter consciência de que seu trabalho é regido por j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exi- o
princípios éticos que se materializam na adequada pres- gências específicas da defesa da vida e da segurança co- ç
i
tação dos serviços públicos; letiva; v
r
e
Esse item vem complementar o anterior. Podemos É considerado antiético o servidor público fazer S
entender que o objetivo “mestre” de uma conduta ética greve? O próprio decreto afirma que a greve, não afronta o
n
é uma prestação de serviços eficientes, sem demoras, a ética, porém, no exercício deste direito, deve-se zelar a
sem erros, visando atender aos desejos de cada cidadão. pela defesa da vida e da segurança coletiva. c
i
Hã??? t
É
Pegadinha! CUIDADO! A prestação de serviços pú- l) ser assíduo e frequente ao serviço, na certeza de
blicos visa atender o BEM COMUM, ou seja, a COLETIVI- que sua ausência provoca danos ao trabalho ordenado,
DADE. refletindo negativamente em todo o sistema;

g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e Ser assíduo é ser pontual, aplicado. Esse dever, re-
atenção, respeitando a capacidade e as limitações in- flete as “boas maneiras” no a mbiente de trabalho.
dividuais de todos os usuários do serviço público, sem
qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça, m) comunicar imediatamente a seus superiores
sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e todo e qualquer ato ou fato contrário ao interesse público,
posição social, abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes exigindo as providências cabíveis;
dano moral;
O servidor público deve sempre comunicar a seus
O servidor deve tratar com respeito e presteza a superiores qualquer ato ou fato contrário aos interesses
todos os usuários, porém, ele deve ter a capacidade de se e princípios éticos da administração pública, mesmo em
adaptar a cada indivíduo. O que isso quer dizer? situações políticas e administrativas adversas.
Vamos a uma exemplo prático: Em minha função Perceba que, além de comunicar, o servidor deve
de oficial de justiça atendemos diversas pessoas, que, exigir as providências cabíveis.
costumeiramente chamamos de “clientes”.
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n) manter limpo e em perfeita ordem o local de tra- demonstra para com o servidor. Isso, porém, pode levar
o balho, seguindo os métodos mais adequados à sua orga- a certos “abusos”, o quais, devem ser evitados. O poder
c
li nização e distribuição; tende a corromper , por isso, nada de deixar o cargo “subir
b a cabeça”.
ú
P Isso é até meio que óbvio. Um local desorganizado
r peca pela eficiência, pois, o ideal é “cada coisa em seu lu- v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua
o
d
i gar”, e, “um lugar para cada coisa” é sinônimo de organi- classe sobre a existência deste Código de Ética, estimu-
v
r zação. lando o seu integral cumprimento.
e
S
o o) participar dos movimentos e estudos que se re- Hodiernamente, a grande maioria dos concursos
a lacionem com a melhoria do exercício de suas funções, cobra o conhecimento do código de ética, porém, não só
s
e tendo por escopo a realização do bem comum; devemos conhecer e fazer conhecer, mas também, esti-
õ mular o se u cumprimento.
ç
a Ou seja, o servidor deve participar dos treinamen-
d
e
s V tos que
ções. Umobjetivem
servidor abem
melhora do exercício
treinado é sinônimode de
suas fun-
serviço 8. SEÇÃO III DAS VEDAÇÕES AO SERVI
a público bem prestado. DOR PÚBLICO
D
-
III p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas O Código de Ética trata também de condutas “ve-
o adequadas ao exercício da função; dadas”, as quais, de forma geral, correspondem a condu -
ã tas que são qualificadas como crimes contra a Adminis-
ç
e Isso não quer dizer que você deva ir de tern o e gra- tração Pública, como atos de improbidade admin istrativa
S ou como infrações disciplinares de natureza grave, pre-
- vata ao trabalho, porém, também não deva ir de shorts,
8 chinelo etc (meninas, cuidado com o comprimento da vistas no Estatuto do Servidor Público (Lei nº 8.112/1990).
0 saia..ok?). A boa aparência (e isso não quer dizer q ue você
lo deve ser bonit o) é tão important e quanto estar qualifi- XV - É vedado ao servidor público;
u
ít cado para atender. Quem não tem uma boa apresentação a)o uso do cargo ou função, facilidades, amizades,
p tempo, posição e influências, para obter qualquer favore-
a no atendiment o, não terá chance de mostrar suas qua lifi-
C cações e aptidões para o atendimento (sua competência). cimento, para si ou para outrem;

26 q) manter-se atualizado com as instruções, as nor- Um exemplo recente do uso inapropriado da fun-
mas de serviço e a legislação pertinente ao órgão onde ção, foi da Sra. Marta Suplici , à época mi nistra do Turismo:
exerce suas funções; “Não foi exatamente tranquilo o início do voo 455
o da Air France que na terça-feira passada decolou de São
ic
l r) cumprir, de acordo com as normas do serviço e as Paulo para Paris. A responsável pela trepidação foi Marta
b instruções superiores, as tarefas de seu cargo ou função, Suplicy, que ia para a China , com escala em Paris. Ao em-
ú barcar, o casal Marta e Luis Favre relaxou e decidiu não
P
tanto quanto possível, com critério, segurança e rapidez,
mantendo tudo sempre em boa ordem. passar pela revista de bagagem de mão feitas por raios
o
ç
i
X. Os Favres furaram a fi la da Polícia Federal. Vários pas-
v Estes itens, retratam uma série de posturas a se- sageiros se revoltaram. Marta respondeu que, no Brasil,
r para as autoridades não valem as exigências que reca-
e rem adotadas pelo servidor. Perceba que o servidor deve
S estar atuali zado com a legislação pertinente, o que, inclu- em sobre os passageiros comuns. Os passageiros não
o sive, influência no correto cumprimento de suas tarefas. relaxaram com a explicação. Continuaram a reclamar,
n mesmo com todos já embarcados. Deu-se, então, o inusi-
a tado: o comandante do Boeing 777 saiu do avião, chamou
c
i
s) facilitar a fiscalização de todos os atos ou servi-
t ços por quem de direito; a segurança e disse que não decolaria até que todos os
É passageiros passassem suas bagagens pelo raio X. Mar-
Esse item retrata que, todos os servidores, sem ex- ta Suplicy deixou seu assento na primeira classe (Favre
ceção, devem zelar pelo seu ambiente de trabalho, assim, estava na executiva) e dignou-se fazer o que o coman-
como as condutas de seus colegas. dante pediu. Nesse instante, os passageiros “relaxaram e
gozaram. (Revista “VEJA” de 26 de março de 2008)
t) exercer com estrita moderação as prerrogativas O uso do cargo para obter vantagens indevidas
funcionais que lhe sejam atribuídas, abstendo-se de fazê- pode ainda ser enquadrado como crime de corrupção
-lo contrariamente aos legítimos interesses dos usuários passiva nos termos do código pena l. Vejamos:
do serviço público e dos jurisdicionados administrativos;
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para ou-
u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua trem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função
função, poder ou autoridade com finalidade estranha ao ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem in-
interesse público, mesmo que observando as formalida- devida, ou aceitar promessa de tal vantagem:
des legais e não cometendo qualquer violação expressa
à lei; Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.
(Redação dada pela Lei nº 10.763, de 12.11.2003)
Seria a famosa “carteirada”. A depender do cargo
ocupado, é impressionante o respeito que a sociedade § 1º - A pena é aumentada de um terço, se, em con-
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sequência da vantagem ou promessa, o funcionário re- responsabilizar subordinado que cometeu infração no
tarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pra- exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não o
c
tica infringindo dever funcional. levar o fato ao conhecimento da autoridade competente: li
Pena - detenção , de quinze d ias a um mês, ou multa b
ú
§ 2º - Se o funcionário pratica, deixa de praticar ou P
retarda ato de ofício, com infração de dever funcional, ce- d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o r
o
dendo a pedido ou influência de outrem: exercício regular de direito por qualquer pessoa, causan- d
i
do-lhe dano moral ou material; v
r
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. e
S
Essa conduta pode também configurar crime de o
Em síntese, na corrupção passiva, o servidor pú- prevaricação previsto no art. 319 do Código Penal (visto a
s
blico comercializa sua função pública. Sujeito ativo do acima). e
crime é o funcionário público, sem distinção de classe ou õ
ç
categoria, podendo ser típico ou equiparado, ainda que e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científi- a
d
e
afastado
assumiu do seuposto
o seu exercício. Também
(aguarda aquele
a posse, porque ainda mas
exemplo), não cos ao seu
mento alcance
do seu ou do seu conhecimento para atendi-
mister; V
s
em razão do cargo, solicita ou recebe a vantagem ou pro- a
messa de vantagem indevida, pratica o delito de corrup- D
Este na verdade trata-se de um dever do servidor. -
ção. O servidor tem o dever de se atualizar no quesito de no- III
O sujeito passivo é o Estado ou, mais especifica- vas tecnologias que podem ser aplicadas em seu traba- o
mente, a Administração Pública, bem como a pessoa ã
lho. ç
constrangida pelo agente público, desde que, é cla ro, não e
S
tenha praticado o crime de corrupção ativa. f) permitir que perseguições, simpatias, antipa- -
São três as condutas típicas que caracteriza cor- tias, caprichos, paixões ou interesses de ordem pessoal 8
rupção passiva: solicitar (pedir) vantagem indevida; re- 0
interfiram no trato com o público, com os jurisdicionados
ceber referida vantagem; e, por fim, aceitar promessa de lo
administrativos ou com colegas hierarquicamente supe- u
tal vantagem, a nuindo com futuro recebimento. riores ou inferiores; ít
p
No verbo solicitar, a corrupção parte do servidor a
público corrupto. Aqui reside a diferença marcante entre O servidor, no exercício de sua função, deve ser C
os crimes de corrupção passiva e concussão (316 do CP). imparcial. Caso a prática de um ato esteja compr ometida,
A ação do funcionário, no caso da concussão, representa o servidor deve informar que não está apto para praticar 27
uma exigência, e, no caso da corrupção passiva, repre- determinado ato em função de razões pessoais. Chama-
senta uma sol icitação (pedido). se, nesse caso, de suspeição.
Nos verbos receber e aceitar promessa, a i niciativa o
é do corruptor (pa rticular, extraneus). ic
l
Todas as condutas típicas acabam por enfocar a g) pleitear,
qualquer solicitar,
tipo de ajuda provocar,gratificação,
financeira, sugerir ou receber
prêmio, b
ú
negociação do agent e com a f unção pública. A corrupção comissão, doação ou vantagem de qualquer espécie, para P
passiva é a prostituição da pureza do cargo pela parcial i- si, familiares ou qualquer pessoa, para o cumprimento o
dade ou pelo interesse. da sua missão ou para influenciar outro servidor para o ç
i
Além do crime de corrupção ativa, também pode mesmo fim; v
r
ensejar o cri me de prevaricação: e
Art. 319 do Código Penal: Retardar ou deixar de São os famosos casos de corrupção, nos quais o S
praticar, indev idame nte, ato de ofício, ou praticá-lo con- servidor pede dinheiro para praticar ou agilizar certos o
n
tra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse atos. a
ou sentimento pessoal. Essa conduta também é vedada nos termos da Lei c
i
8.112 e pode configurar crime de corrupção passiva pre- t
É
b) prejudicar deliberadamente a reputação de ou- visto no art. 317 do Código Penal.
tros servidores ou de cidadãos que deles dependam; Lei 8.112, Art. 117. Ao servidor é proibido:
Essa conduta pode configurar crime contra a hon- XII - receber propina, comissão, presente ou van-
ra (calúnia, difamação e injúria) e, também, resultar em tagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;
ação de indenização por danos morais, cuja responsabi- h) alterar ou deturpar o teor de documentos que
lidade pode ser imputada ao poder público ou ao próprio deva encaminhar para providências;
servidor (José Morais).
Essa conduta pode configurar crime de falsidade
c) ser, em função de seu espírito de solidariedade, ideológica previsto no art. 299 do Código Penal:
conivente com erro ou infração a este Código de Ética ou
ao Código de Ética de sua profissão; Art. 299 - Omitir, em documento público ou parti-
cular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir
É dever do servidor comunicar as superiores se ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia
constatar algo errado ou estranho. A conduta omissiva ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação
(deixar de fazer) pode configurar crime de condescen- ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante:
dência criminosa. Do código penal:
Art. 320 - Deixar o fu ncionário, por indulgência, de Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o
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documento é público, e reclusão de um a três anos, e mul- n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora
ta, se o documento é particular. dele habitualmente;

Parágrafo único - Se o agente é funcionário público, Poxa professor! Quer dizer que vou passar no Con-
1 e comete o crime prevalecendo-se do cargo, ou se a falsi- curso, ganhar meu rico dinheirinho e não vou poder be-
7
1.
1 ficação ou alteração é de assentamento de registro civil, ber!
o aumenta-se a pena de sexta parte. Nada disso, cl aro que você pode, e para quem gosta
t
e
r
até faz bem! O inciso I que di z que o servidor deve ser ético
c i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que neces- tanto dentro quanto fora da repartição. Pois é, o que não
e site do atendimento em serviços públicos; pode é estar “normalmente” bêbado!
D
– Essa conduta pode configurar justa causa para
a Essa conduta pode configurar ato de improbidade rescisão do contrato de trabalho quando se tratar de ser-
c
ti admini strativa previsto no art. 11 da Lei no 8.429/1992. vidor regido pela Consolidação das Leis do Trabalho.
É Atualmente o alcoolismo já vem sendo tratado
e
d
e s Art. 11.
que atenta Constitui
contra ato de improbidade
os princípios administrativa
da administração pública como
desse doença,
mal. mas meu querido aluno, não queira sofrer
õ qualquer ação ou omissão que viole os deveres de hones-
s
si tidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às institui- o) dar o seu concurso a qualquer instituição que
m ções, e notadamente: atente contra a moral, a honestidade ou a dignidade da
o pessoa humana;
C j) desviar servidor público para atendimento a in-
s
a teresse particular; O servidor deve saber, de antemão, que a escolha
D pela carreira pública é a escolha pela transparência de
-
9 Isso é grave! Usar um servidor para atender a ne- vida. Transparência esta que serve como fator de morali-
0 cessidades estranhas ao serviço. dade de seu exercício profissional.
lo Essa conduta pode configurar ato de improbidade Uma instituição que atente contra a moral, a ho-
u
ít administrativa previsto no art. 10, inciso XIII, da Lei nº nestidade ou a dignidade da pessoa humana, é algo bem
p
a 8.429/1992: subjetivo. Mas não se preocupe que, se cair na prova, a
C banca vai dizer que a instituição que o sujeito participa
Art. 10. Constitui ato de improbidade admin istrati- “atenta conta a moral” ou contra a honestidade ou a dig-
28 va (...): nidade. Um exemplo disso foram aquelas pessoas que
criaram u m site onde marcavam hora e local para espan-
XIII - permitir que se utilize, em obra ou serviço car e matar travestis, ma nifestavam seu ódio contra mu-
o particular, veículos, máquinas, equipamentos ou mate- lheres, negros, homossexuais, etc. Sem dúvida esse g ru-
ic
l rial de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição po atenta violentamente contra a moral, a honestidade e
b de qualquer das entidades mencionadas no art. 1° desta a dignidade da pessoa humana.
ú lei, bem como o trabalho de servidor público, empregados
P
o
ou terceiros contratados por essas entidades. p) exercer atividade profissional aética ou ligar o
ç
i E infração disciplinar de natureza grave, prevista seu nome a empreendimentos de cunho duvidoso.
v no art. 117, inciso XVI, da Lei nº 8.112/1990.
r
e Um servidor, por exemplo, não pode ter seu nome
S Art. 117. Ao servidor é proibido: ligado a um comércio de produtos piratas.
o
n XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais da re-
a
c partição em serviços ou atividades particulares; 9. DAS COMISSÕES DE ÉTICA DECRETO
i
t 1.171
É l) retirar da repartição pública, sem estar legal-
mente autorizado, qualquer documento, livro ou bem per- As comissões de ética são encarregadas de orien-
tencente ao patrimônio público; tar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor
quando este lida com pessoas ou com o patrimônio pú-
Veja que não há exceção. Se retirar uma simples blico. Compete a comissão de Ética conhecer concreta-
resma de papel já es tará configurado o crime de Pecul ato. mente de imputação ou de procedimento susceptível de
censura.
m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas Em todos os órgãos da Administração Pública Fe-
no âmbito interno de seu serviço, em benefício próprio, de deral, direta ou indireta, ou, qualquer órgão ou entida-
parentes, de amigos ou de terceiros; de que exerça atribuições delegadas pelo poder público
deve existir uma comissão de Ética.
Muitas vezes, decisões que serão ainda tornadas Estas comissões, s ão tratadas como COMISSÃO DE
públicas, podem ter grande impacto na sociedade, não ÉTICA SETORIAL, e atuam como elemento de ligação com
só na questão de convivência, mas também no mercado a Comissão de Ética Pública (CEP).
financeiro. E também, o servidor público não pode fazer É dever do titular da entidade ou órgão da Admi-
uso de informação privilegiad a obtida no âm bito interno nistração Pública Federal, direta e indireta, assegurar
do seu serviço, mesmo quando a informação afetar inte- as condições de trabalho para que as Comissões de Éti-
resse do próprio servidor ca cumpram suas funções, inclusive para que do exercí-
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cio das atribuições de seus integrantes não lhes resulte Não havendo servidores públicos no órgão ou na enti-
qualquer prejuízo ou dano. Eventuais faltas nesse senti- dade em número suficiente para instituir a Comissão
do poderão configurar descumprimento de dever funcio- de ética, poderão ser escolhidos servidores públicos
nal. ocupantes de cargo efetivo ou emprego do quadro per-
À essas comissões, no âmbito dos respectivos ór- manente da Administração.
gãos e entidades, cabe supervisionar a observância do
Código de Conduta da Alta administração Federal e co-
municar à Comissão de Ética Pública situações que pos- Para fixar:
sam configurar descumprimento de suas normas.
Vejamos o que diz o Decreto 1.171/94 sobre as Co-
missões de Ética:

XVI - Em todos os órgãos e entidades da Adminis-


tração Pública Federal direta, indireta autárquica e fun- 7
0
0
dacional, oudelegadas
atribuições em qualquer
peloórgão
poderoupúblico,
entidade que exerça
DEVERÁ SER 2
/
CRIADA UMA COMISSÃO DE ÉTICA, encarregada de orien- 9
2
tar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no .0
tratamento com as pessoas e com o patrimônio público, 6
competindo-lhe conhecer concretamente de imputação o
t
ou de procedimento susceptível de censura. re
c
e
Temos aqui a obrigatoriedade de criação de uma D
-
Comissão de Ética que terá como missão ORIENTAR E 0
ACONSELHAR sobre a ética profissional do servidor. 1
A pena que a Comissão de Ética i mputa ao servidor lo
u
é a de CE NSURA. Portanto, qualquer outra pena que vir na ít
p
sua prova apresentada pela Comissão de Ética é errônea. O DIRIGENTE MÁXIMO DO ÓRGÃO OU ENTIDADE a
Dentre as atribuições, cabe às comissões de ética NÃO PODERÁ SER MEMBRO DE COMISSÃO DE ÉTICA. O C
prestar informações que subsidiem a gestão do quadro entendimento justifica-se para evitar eventuais confli-
de carreiras dos servidores, instruindo, por exemplo, a tos que possam surgir da análise dos casos encaminha- 29
promoção por merecimento prevista nos planos de car- dos à Comissão, tendo em vista que o próprio dirigente
reira. eventualmente terá que executar algumas das decisões
XVIII - À Comissão de Ética incumbe FORNECER, deliberadas pela Comissão de Ética do Órgão ou Entidade o
aos organismos encarregados da execução do quadro de ic
l
carreira dos servidores, os registros sobre sua conduta do Poder Executivo
disposição contida noFederal.
artigoEssa
5º, doideia é reforçada
Decreto pelaao
6.029/07, b
ética, para o efeito de instruir e fu ndamentar promoçõ es ú
mencionar que os membros da Comissão serão desig- P
e para todos os demais procedimentos próprios da car- nados pelo dirigente máximo da respectiva entidade ou o
reira do servidor público. órgão. ç
i
Essas comissões são integradas por três membros Cada Comissão de Ética deve ser integrada exa- v
r
titulares e três suplentes, escolhidos entre servidores e tamente por três membros titulares e três suplentes ou e
empregados do seu quadro permanente, e designados esse é uma quantidade mínima? S
pelo dirigente máximo da respectiva entidade ou órgão, Cada Comissão de Ética de que trata o Decreto nº o
para mandatos não coincidentes de três anos. n
1.171/94 será integr ada por três membros titul ares e três a
suplentes. As entidades maiores e distribuídas geogra- c
i
O QUE SERIA MANDATO NÃ O COINCIDENTE? ficamente pelo país podem lançar representantes de t
Isso quer dizer que, por exemplo, a cada ano, um É
áreas, exclusivamente para que sirvam de elemento de
integrante da Comissão será substituído. Vejamos um ligação com a Comissão. Os membros das Comissões ou
exemplo: eventuais representant es de á reas podem ser escolhidos
entre ocupantes de cargos de confiança, desde q ue esses
cargos integrem a estrutura de cargos permanentes da
entidade, e o presidente escolhido funcionará com ele-
mento de ligação com a Comissão de Ética Pública.

Os componentes
escolhidos dessas Comissões
entre os servidores de Ética são
públicos ocupantes de 10. DECRETO 6.029/2007
cargo efetivo ou emprego do seu quadro permanente, O Decreto 6.029/2007 institui o Sistema de Gestão
designados por ato do dirigente máximo do correspon- da Ética do Poder Executivo Federal que, basicamente,
dente órgão ou entidade. O diri gente máximo de órgão ou regulamenta a criação e o funcionamento das Comissões
entidade NÃO PODERÁ SER MEMBRO DA COMISSÃO DE de Ética. Foi criado com a finalidade de PROMOVER ATI-
ÉTICA. VIDADES QUE DISPÕEM SOBRE A CONDUTA ÉTICA NO
ÂMBITO DO EXECUTIVO FEDERAL.
Nessa linha, o Decreto 1.171 determina que os ór-
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gãos e entidades da Administração Pública Federal dire- enquanto que os órgãos consultivos são aqueles que
ta e indireta devem constituir Comissões de Ética. Essas emitem pareceres, opiniões, conselhos que por sua vez
comissões, que tenham sido criadas no âmbito do Poder são transmitidos aos órgãos deliberativos para auxilia-
Executivo Federal, compõem o Sistema de Gestão da Éti- rem os órgãos deliberativos na sua tomada de decisão.”
ca do Poder Executivo Federal. Ele ainda assevera que estes órgãos têm então
Em entidades ou órgãos distribuídos geografica- uma função auxil iar na relação com os órgãos deliberati-
mente pelo país a criação de subcomissões de é tica pode vos e tem uma função complementar no sistema.
ser de grande valia para as segurar proximidade aos ser-
vidores. Nesse caso, às subcomissões pode ser cometido
o exercício de todas as atribuições da Comissão, desde Todo aquele que investir em função públ ica ou celebrar
que reservada a esta o poder revisor de o fício das orien- contrato de trabalho, NO ATO DA POSSE deverá pres-
tações e decisões exaradas. tar compromisso solene de acatamento das regras ob-
Compete ao Sistema de Gestão da Ética: servadas no Código de Conduta da Alta Administração
7 Federal pelo Código de Ética Profissional do Servidor
0 I - integrar os órgãos, programas e ações relacio-
Público e pelo Código de Ética do órgão ou entidade.
0
/ 2 nadas com a ética pública;
II - contribuir para a implementação de políticas
9 Há uma d iferença entre a Composição da Comissão
2 públicas tendo a transparência e o acesso à informação de Ética Pública e as Comissões de Ética de acordo com o
.0 como instrumentos fundamentais para o exercício de
6 gestão da ética pública;
Decreto 1.171? Enquanto a CEP possui 7 membros a outra
o
t possui 6 membros.
III - promover, com apoio dos segmentos pertinen-
re Leiamos o que reza o Art. 3 º do Decreto:
c tes, a compatibilização e interação de normas, procedi-
e mentos técnicos e de gestão relativos à ética pública;
D Art. 3o A CEP será integrada por sete brasileiros
- IV - articular ações com vistas a estabelecer e que preencham os requisitos de idoneidade moral, re-
0
1 efetivar procedimentos de incentivo e incremento ao putação ilibada e notória experiência em administração
desempenho institucional na gestão da ética pública do
lo pública, designados pelo Presidente da República, para
u Estado brasileiro.
ít Sobre as competências, é importante que você
mandatos de três anos, não coincidentes, permitida uma
p única recondução.
a grave o seguinte:
C
As Comissões instituídas pelo Decreto 1.171 são
integradas por três membros titulares e três suplentes,
30 escolhidos entre servidores e empregados do seu qua-
dro permanente, e designados pelo dirigente máximo da
o respectiva entidade ou órgão, para ma ndatos não coinci-
ic
l
dentes de três anos.
b
ú
P
o
ç
i
v
r O Sistema de Gestão de Ética é composto por:
e
S
o I - a Comissão de Ética Pública - CEP, instituída pelo
n Decreto de 26 de maio de 1999;
a II - as Comissões de Ética de que trata o Decreto no
c
i
t 1.171, de 22 de junho de 1994; e
É III - as demais Comissões de Ética e equivalentes
nas entidades e órgãos do Poder Executivo Federal.

A Comissão de Ética Pública foi criada pelo Decre-


to de 26 de maio e tem a missão de “ZELAR PELO CUM-
PRIMENTO DO CÓDIGO DE CONDUTA DA ALTA ADMI-
NISTRAÇÃO FEDERAL, ORIENTAR AS AUTORIDADES
QUE SE CONDUZAM DE ACORDO COM SUAS NORMAS E
INSPIRAR O RESPEITO À ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO” e
PROMOVER A ÉTICA6.029,
linha com o Decreto NA ADMINISTRAÇÃO
de 1º de fevereiroPÚBLICA,
de 2007. em
É vinculad a ao Presidente da República Federativa
do Brasil (Presidência da República Federativa do Brasil).
Cabe ressaltar que a Comissão de Ética Pública
(CEP) é um órgão consultivo do Governo Brasileiro.
Segundo Diogo Freitas do Amaral (2006), “Podem
dividir-se os órgãos em deliberativos e consultivos. Os
órgãos deliberativos são aqueles que tomam decisões

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Para memorizar:

7
0
0
2
/
9
2
.0
6
o
t
re
c
e
D
-
01
lo
u
ít
p
a
C

31
Todos os membros que compõe a CEP não recebe- É recomendável que o presidente da Comissão seja
rão qualquer remuneração. Além disso, seus trabalhos substituído em suas ausências pelo membro mais antigo.
Sobre os membros da CEP ressalto ainda que os o
são considerados importantíssimos para o serviço públi- ic
l
co. Militares da ativa que ocupem cargo da estrutura mandatos dos
mandatos de 3primeiros
anos são membros
não coincidentes,
serão de ou
um,seja,
doisose b
ú
permanente do órgão poderão integrar a respectiva Co- três anos. A expressão “pa ra mandatos não coincidentes P
missão de Ética. Também militares da reserva remune- de três anos”, constante do art. 5º do Decreto 6029, indica o
a necessidade do termo final dos primei ros mandatos se- ç
i
rada ou não, que não ocupem exclusiva mente cargo em
rem não coincidentes, recomendando-se que os primei- v
comissão de assessoramento superior de livre nomeação r
e exoneração poderão integr ar a respectiva Comissão. ros a serem designados o sejam para mandatos de um, e
dois e três anos, respectivamente, podendo ser recondu- S
O Presidente da Comissão de Ética terá mandato o
de um ano, permitida a recondução. Nas deliberações do zidos uma única vez após o cumpri mento desse primeiro n
grupo, o presidente terá o chamado “voto de qualidade”. período, desta feita de três anos para qualquer deles. a
Voto de qualidade, ou, voto de minerva, é uma ex- Essa forma de organizar a comissão provavel- c
i
t
pressão popular usada na língua portuguesa e signi fica o mente previu a possibilidade de perda de sequência dos É
voto que decide uma votação que se encontrava empata- trabalhos se todos os membros saíssem da comissão na
da. A expressão “voto de minerva” pode ser substituída mesma data e entrassem novos membros sem experiên-
pela expressão “voto de desempate” ou “voto de quali- cia do funciona mento da comissão.
dade”. Em inglês, “voto de minerva” é traduzido pa ra “the
deciding vote” ou “the casting vote”. As Competências da Comissão de Ética Pública e
Sendo assim, o Presidente usará desse voto ape- das Comissões de Ética Setorial, são “parecidas”, porém,
nas para desempatar alguns processos deliberativos. há diferenças sutis. Confira:
Entenderam?

colhidoOpelos
presidente da Comissão
próprios de Ética
integrantes Pública será
da Comissão, es-
de acor- COMISSÃO DE ÉTICA COMISSÃO DE ÉTICA
do com o inciso VI do art. 4º do Decreto 6029/07. Já para a PÚBLICA (Art. 4º) SETORIAL (Art. 7º)
escolha do presidente de Comissão de Ética de que trata I - atuar como instância I - atuar como instância
o Decreto 1171/ 94, na ausência de norma expressa, reco- consultiva do President e consultiva de di rigentes
menda-se que seja seguida a mesma sistemática esta- da República e Ministros e servidores no âmbito de
belecida para a CEP, ainda que essa escolha possa ser fei- de Estado em matéria de seu respectivo órgão ou
ta pela própria autoridade no ato de designação de seus ética pública; entidade;
membros.

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ATENÇÃO: Os eventuais códigos de ética próprios
COMISSÃO DE ÉTICA COMISSÃO DE ÉTICA das empresas estatais e demais órgãos e entidades de-
PÚBLICA (Art. 4º) SETORIAL (Art. 7º) vem estar alinhados com o Decreto 1.171/94 e, portanto,
II - administrar a aplica- II - aplicar o Código de as propostas para ela boração e aperfeiçoament o dos có-
ção do Código de Conduta Ética Profissional do digos de ética próprios também devem encaminhados
da Alta Administração Servidor Público Civil do para a CEP.
Federal, devendo: Poder Executivo Federal, A CEP conta com uma Secretaria-Executiva, vin-
aprovado pelo Decreto culada à Casa Civil da Presidência da República, à qual
1.171, de 1994, devendo: compete prestar o apoio técnico e administrativo aos
trabalhos da Comissão. Serão vinculadas administrati-
a) submeter ao Presiden- a) submeter à Comissão vamente à instância máxima desse órgão e quem a pre-
te da República medidas de Ética Pública propos- side é um servidor ou empregado do quadro permanente
para seu aprimorament o; tas para seu aperfeiçoa- da entidade ou órgão, ocupante de cargo de d ireção com-
7
0 mento; patível com sua estrutura, alocado sem aumento de des-
0
/ 2 b) dirimir dúvidas a res- b) dirimir dúvidas a res- pesas. Não obstante a ausência de norma expressa, tendo
9 peito de interpretação de peito da interpretação de
2 em vista que a Secretaria-Executiva da Comissão deve
.0 suas normas, deliberan- suas normas e deliberar vincular-se administrativamente à instância máxima
6 do sobre casos omissos; sobre casos omissos; da entidade ou órgão, é recomendável que a própria Co-
o
t missão vincule-se também à autoridade executiva má-
re c) apurar, mediante c) apurar, mediante
c denúncia, ou de ofício, denúncia ou de ofício, xima.
e Como o Secretário Executivo deve ocupar cargo
D condutas em desacordo conduta em desacordo
- com as normas nele pre- com as normas éticas de direção compatível com a estrutura do órgão ou enti-
0
1 vistas, quando praticadas pertinentes; e dade, mas sem aumento de despesas, é possível que sua
designação recaia sobre servidor ocupante de cargo ou
lo pelas autoridades a ele
u função de área que não integra a estrutura do gabinete
ít submetidas;
do dirigente máximo. No entanto, mesmo nesse caso, a
p
a III - dirimir dúvidas de d) recomendar, acompa- Secretaria deve estar vinculada administrativamente a
C esse gabinete.
interpretação sobre as nhar e aval iar, no âmbito
normas do Código de do órgão ou entidade a O Secretário-Executivo deverá cumprir plano
32 Ética Profissional do que estiver vinculada, de trabalho aprovado pela Comissão, bem como prover
Servidor Público Civil do o desenvolvimento de apoio técnico e material necessário ao cumprimento das
Poder Executivo Federal ações objetivando a dis- atribuições da respectiva Comissão. O Secretário-Exe-
o de que trata o Decreto no seminação, capacitação cutivo deverá ser pessoa diversa dos membros da Co-
ic
l
b 1.171, de 1994; e treinamento
normas de éticasobre as
e disci- missão
da devido à existência
Secretaria-Executiva de vinculação
à instância administrativa
máxima do órgão ou
ú
P plina; entidade.
o A escolha do Secretário-Executivo da Comissão
ç
i IV - coordenar, avaliar e III - representar a respec- de Ética pode r ecair sobre servidor, civil ou militar da re-
v supervisionar o Sistema tiva entidade ou órgão na serva, que ocupe e xclusivamente cargo em comissão de
r
e de Gestão da Ética Pú- Rede de Ética do Poder assessoramento superior, pois integrante do quadro per-
S blica do Poder Executivo Executivo Federal a que manente do órgão, conforme definido pela Lei 3780/60.
o Federal; se refere o art. 9o; e O cargo ou função do secretário-executivo da Co-
n
a missão de Ética deve ser compatível com a estrutura do
c
V - aprovar o seu regi- IV - supervisionar a órgão ou função, entendendo-se essa compatibilidade
i mento interno; e observância do Código de
t como cargo ou função de nível suficiente que lhe permita
É Conduta da Alta Admi- a necessária interlocução hierárquica para o exercício de
VI - escolher o seu P resi- nistração Federal e co- suas obrigações.
dente. municar à CEP situações O chefe da referida Secretaria deve conhecer bem
que possam configurar a organização e seus processos e ter capacidade geren-
descumprimento de suas cial para dar consequência às decisões da Comissão de
normas. Ética, ocupando cargo ou fu nção compatível da estrutura
da organização.
Vejam que a CEP tem o papel de esclarecer sobre Os membros das Comissões de Ética exercerão
dúvidas oriundas das próprias normas e nos casos que suas atividades com a garantia do mandato e de que do
não estarão presentes nas normas poderá dec idir. exercício de suas atribuições não lhes resultará nenhum
As dúvidas levantadas sobre a aplicação do Decre- dano ou prejuízo, sendo responsabilidade do titular da
to 1171/94 devem ser resolvidas pela Comissão de Ética entidade ou órgão assegurar as condições necessárias
do próprio órgão ou entidade, cabendo à Comissão de Éti- ao trabalho.
ca Pública atender às dúvidas dessas Comissões ou se Cada Comissão de Ética, que trata o Decreto 1.171,
manifestar e m caso de interpretaç ões divergentes. terá também uma Secretaria Executiva, chefiada por um
A infração de natureza ética cometida por membro servidor ou empregado do quadro permanente, e vincu-
de Comissão de Ética Setorial será apurada pela Comis- lada administrativamente à instância máxima da enti-
são de Ética Pública. dade ou órgão em que estiver instalada. Como já vimos,
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a função da Secretaria Executiva é dar cumprimento ao III - independência e imparcialidade dos seus
plano de trabalho aprovado pela Comissão, além de dar membros na apuração dos fatos, com as garantias asse-
o apoio técnico e material necessá rio ao cumprimento de guradas neste Decreto.
suas atribuições. Sobre o inciso I que trata sobre a proteção à honra
Os chefes das secretarias executivas serão servi- e a imagem da pessoa investigada, o art. 5º, inciso X, da
dores ou empregados do quadro permanente da entidade Constituição Federal de 1988, estabelece que são inviolá-
ou órgão, ocupante de cargo de direção compatível com veis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das
sua estrutura, alocado sem aumento de despesas. pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano
material ou moral decorrente de sua violação.
O cargo ou função do secretário-executivo da Além disso, O pacto de São José da Costa Rica (Con-
Comissão de ética deve ser tal que não se configure venção Interamericana de Direitos Humanos), vigente
em empecilho para o cumprimento de suas funções em nosso país, reconhece a proteção à honra no art. 11,
dispondo que “toda pessoa tem direito ao respeito de sua
diretamente, sem que tenha questionado seu nível 7
hierárquico. Consider4ar-se que um cargo ou função honra e ao reconhecimento de sua dignidade”. Portanto, 0
0
compatível seja aquele que não apresente instâncias quando afirmamos
to a pessoa “ toda pessoa” , inclui-se nesse aspec-
investigada. 2
/
intermediárias nem comprometa a comunicação ins- 9
titucional com todos os escalões da entidade ou órgão. O inciso II é extremamente importante para con- 2
solidação dos trabalhos das Comissões de Ética, por isso, .0
os membros das Comissões de Ética exercerão suas ati- 6
Certa dúvida recai sobre empresas que possuem o
t
vidades com a garantia do mandato e de que do exercício
código de ética próprio . A recomendação da Comissão de re
Ética Pública é que todos os órgãos e entidades do Poder de suas atribuições não lhes resultará nenhum dano ou c
prejuízo. Imagine se identidade daqueles que denuncias- e
Executivo Federal incorporem as normas do Código de D
Ética do Servidor Civil ao seu escopo estatu tário e regu- sem os casos antiéticos não fosse protegida? Com certe- -
lamentar, sem prejuízo de que sejam complementadas za todo o trabalho seria prejudicado, certo? 01
O trabalho de combate à corrupção da OIT (Orga-
por normas próprias que se façam necessárias em razão lo
de peculiaridades de suas respectivas áreas de negócio. nização Internacional do Trabalho) recebeu grande des- u
taque. A Convenção sobre o Combate da Corrupção de ít
Neste caso, é recomendável que as respectivas comis- p
sões de ética ou unidades equivalentes assumam tam- Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações Co- a
merciais Internacionais, da OCDE1, traz, em seus Artigos C
bém a responsabilidade pela administração dessas nor-
mas complement ares. 1º e 2º, normas gerais de proteção ao funcionário denun-
Também é atribuição das Comissões de Ética a ciante, referindo-se à proteção contra discriminação ou 33
representação do órgão ou entidade na Rede de Ética do punição discipli nar de empregados do setor público e pri-
Poder Executivo Feder al. Essa rede é composta pelos re- vado que denunciem, de boa-fé e com razoáveis motivos,
aquilo que acreditem ser evidência de crime, violação de o
presentantes das Comissões de Ética, e tem por objetivo ic
l
atão
promoção b
da ética. da cooperação técnica e a aval iação em ges- regras
ou de trabalho,
qualquer conduta
outro assunto queímproba,
deva ser atos de corrupção
de conhecimento ú
A Comissão de Ética da entidade ou órgão será o das autoridades responsáveis, em face de seu interesse P
canal preferencial de relacionamento com a Comissão público. o
Por último, o inciso III assevera que toda conduta ç
i
de Ética Pública, f uncionando o seu presidente com “ ele-
dos membros das comissões deverá ser imparcial e inde- v
mento de ligação” entre as duas Comissões. r
A Rede de Ética do Poder Executivo Federal trata- pendente, com o objetivo de não influenciar nas decisões e
tomadas. S
se de um grupo representado por membros das Comis- o
sões de Ética das entidades e órgãos, além de membros Quem pode acionar a CEP ou as Comissões de Éti- n
da CEP que terão como objetivo promover a cooperação ca? a
c
i
técnica e a avaliação em gestão da ética. Art. 11. Qualquer cidadão, agente público, pessoa jurídica de direito privado, as- t
Esse grupo se reúne, NO MÍN IMO, uma vez por ano sociação ou entidade de classe po derá provocar a atuação da CEP ou de Comissão de É
para discutir os rumos dos assuntos relativos à Ética na Ética, visando à apuração de i nfração ética imputada a agente público, órgão ou setor
Administração Pública. Essa reunião acontece como se específico de ente estatal.
fosse um FÓRUM DE DISCUSSÃO.
Durante esse encontro avaliam o programa e as O artigo 11 traz quem são os sujeitos ativos no pro-
ações para a promoção da ética na administração públi- cesso de apuração ética. São eles:
ca.
Segundo o Art. 10 do Decreto as atividades exer-
cidas pelas Comissões de Ética e pela Comissão de Ética
Pública obedecem aos seguintes princípios:
Art. 10. Os trabalhos da CEP e das demais Comis-
sões de Ética devem ser desenvolvidos com celeridade e
observância dos seguintes princípios:
I - proteção à honra e à imagem da pessoa inves-
tigada;
II - proteção à identidade do denunciante, que de-
verá ser mantida sob reserva, se este assim o desejar; e

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Devido a importância e cobrança corriqueira em troladoria-Geral da União ou unidade específica do Siste-
provas, vamos rever o conceito de agente público, desta ma de Correição do Poder Executivo Federal de que trata
vez trazido pelo Decreto 6.029: o Decreto n o 5.480, de 30 de junho de 2005, para exame de
Parágra fo único. Entende-se por agente públ ico, eventuais transgressões disciplinares; e
para os fins deste Decreto, todo aquele que, por força de III - recomendação de abertura de procedimento
lei, contrato ou qualquer ato jurídico, preste serviços de administrativo, se a gravidade da conduta assim o exigir.
natureza permanente, temporária, excepcional ou even-
tual, ai nda que sem retribuição financeira, a órgão ou en- Qualquer procedimento instaurado para apuração
tidade da admini stração pública federal, direta e indireta. de prática em desrespeito às normas éticas será manti-
do como “chancela reservado” até a conclusão e decisão.
Processo de Apuração Ética Concluída a investigação e após a deliberação da CEP ou
da Comissão de Ética do órgão ou entidade, os autos do
7 O processo de apuração de prática de ato em des- procedimento deixarão de ser reservados.
0 respeito ao preceituado no Código de Conduta da Alta A chancela “reservado” refere-se ao grau de si-
0
/ 2 Administração Federal e no Código de Ética Profissio-
nal do Servidor Público Civil do Poder Executivo Fede-
gilo quePública.
tração pode ser atribuído aoinformações
Atualmente na Adminis-
sigilo é tratado na lei n°
9
2 ral será instaurado, de ofício ou em razão de denúncia 12.527/2011, conhecida como Lei de Acesso à Informação.
.0 A informação classificada no grau reservado permane-
6 fundamentada, respeitando-se, sempre, as garantias do
o contraditório e da ampla defesa, pela Comissão de Ética ce sigilosa por no máximo 5 anos. De qualquer forma, o
t
re Pública ou Comissões de Ética, conforme o caso, que no- próprio Decreto det ermina que os autos deixaram de ser
c tificará o i nvestigado para manifestar-se, por escrito, no considerados reservados após a conclusão da investiga-
e prazo de dez dias. ção e a deliberação da CEP ou da Comissão de Ética.
D
- A qualquer pessoa que esteja sendo investigada é
0
1 assegurado o direito de saber o que lhe está sendo impu-
lo tado, de conhecer o teor da acusação e de ter vista dos au-
u tos, no recint o das Comissões de Ética, mesmo que a inda
ít Na hipótese de os autos estarem instruídos com
p não tenha sido notificada da ex istência do procedimento
a investigatório. O investigado tem o direito de obter cópia documento acobertado por sigilo legal, o acesso a esse
C tipo de documento somente será permitido a quem deti-
dos autos e de certidão do seu teor.
Feita a denúncia FUNDAMENTADA, ou seja, aque- ver igual direito perante o órgão ou entidade srcinaria-
34 la que que se fundamenta em algo que já é comprovado, mente encarre gado da sua gua rda.
que já possui concretude, o investigado será notificado e Para resguardar o sigilo de documentos que as-
deverá no PRAZO MÁXIMO DE 10 DIAS manifestar-se por sim devam ser mantidos, as Comissões de Ética, depois
o de concluído o processo de investigação, providenciarão
ic
escrito quanto ao fato.
l para que tais documentos sejam desentranhados dos au-
b Após essaenotificação poderá ele produzir
ú para sua defesa as Comissões de Ética poderão provas
requi- tos, lacrados e acautelados.
P sitar os documentos que entenderem necessários à ins- E no caso de documentos submetidos a Legislação
o trução probat ória e, também , promover diligências e so- do sigilo bancár io, cuja hierarquia é superior ao Decreto?
ç
i As autoridades competentes não poderão alegar
licitar parecer de especialista.
v
Se por ventura novos elementos forem juntados à sigilo para deixar de prestar informação solicitada por
r
e investigação o investigado t erá mais um prazo de 10 dias Comissão de Ética, desde que relativa ao fato sob exame.
S Cabe à Comissão de Ética observar e fazer observar o si-
o
para novamente se manifestar.
Feita essa instrução será proferida a decisão con- gilo de informações protegidas por lei.
n
a clusiva e fundamentada. Os órgãos e entidades da Administração Pública
c
i
Federal darão tratamento prioritário às solicitações de
t documentos necessários à i nstrução dos procedimentos
É
de investigação instaurados pelas Comissões de Ética.
Caso haja o apoio necessário, a Comissão de Ética poderá
Quais providências serão tomadas caso conclui-se recomendar a abertura de Procedimento Administrati-
que foi uma infração por falta de ética? vo.
Teremos então 3 hipóteses de providências: As Comissões de Ética sempre que constatarem a
Se a conclusão for pela existência de falta ética, possível ocorrência de ilícitos penais, civis, de improbi-
além das providências previstas no Código de Conduta dade administrativa ou de infração disciplinar, encami-
da Alta Administração Federal e no Código de Ética Pro- nharão cópia dos autos às autoridades competentes para
apuração de tais fatos, sem prejuízo das medidas de sua
fissional
deral, do Servidorde
as Comissões PúÉtica
blicotomarão
Civil do Poder Executivo
as segui ntes proFe-
vi- competência.
dências, no que couber:
Por serem considerados de elevada relevância, os tra-
I - encaminhamento de sugestão de exoneração de balhos das comis sões de ética tem prioridade sobr e as
cargo ou função de confiança à autoridade hierarquica- atribuições próprias do cargo de seus membros qua n-
mente superior ou devolução ao órgão de srcem, confor- do estes não atuarem com exclusividade na comis são.
me o caso;
II - encaminhamento, conforme o caso, para a Con- As Comissões de Ética NÃO PODERÃO ESCUSAR-

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SE DE PROFERIR DECISÃO SOBRE MATÉRIA DE SUA vidor público perante a comunidade deve ser entendido
COMPETÊNCIA alegando omissão do Código de Conduta como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como
da Alta Administração Federal, do Código de Ética Pro- cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse trabalho
fissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo pode ser considerado como seu ma ior patrimônio.
Federal ou do Código de Ética do órgão ou entidade. Não GABARITO DA QUESTÃO: ERRADO
havendo dispositivo legal nesses diplomas, a lacuna será
suprida pela ana logia e invocação aos princípios da lega- QUESTÃO 03 (CESPE - 2011 - FUB - Cargos de Ní-
lidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici- vel Médio) Suponha que Ana, servidora de uma funda-
ência. ção pública, tente convencer seu colega André, também
Havendo dúvida quanto à legalidade, a Comissão servidor público, a aceitar de um empresário gratificação
de Ética competente deverá ouvir previame nte a área pelos serviços prestados, e ele, indig nado, rechace a pro-
juríd ica do órgão ou entida de. posta, dizendo-lhe que nada mais fez que cumprir seus
Sobre as decisões das Comissões de Ética leiamos deveres. Suponha, ainda, que, alguns dias depois, André
o artigo 18 do Decreto: aceite do referido empresário uma oferta de emprego 7
0
0
Art. 18. As decisões das Comissões de Ética, na para seu filho
de André, por recém-formado.
não estar previstaNessa situação,
no Código a atitude
de Ética dos 2
/
análise de qualquer fato ou ato submetido à sua aprecia- Servidores Públicos, não é passível de reprimenda. 9
2
ção ou por ela levantado, serão resumidas em ementa e, COMENTÁRIOS: Das Vedações ao Servidor Públ ico: .0
com a omissão dos nomes dos investigados, divulgadas XV - É vedado ao serv idor público: 6
o
t
no sítio do próprio órgão, bem como remetidas à Comis- a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades,
são de Ética Pública. tempo, posição, e influências, para obter qualquer favo- re
c
recimento, para si ou para outrem; e
O objetivo básico das ementas não é a identifica- g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber D
-
ção dos envolvidos, mas o conhecimento da juris prudên- qualquer tipo de ajuda financeira, gratificação, prêmio, 01
cia. Com finalidade distinta, a Comissão de Ética Pública comissão, doação ou vantagem de qualquer espécie, para
manterá banco de dados de sanções aplicadas pelas Co- si, familiares ou qualquer pessoa, para o cumprimento lo
u
missões de Ética e os de suas próprias sanções, para fins da sua missão ou para influenciar outro servidor para o ít
p
de consulta pelos órgãos e entidades da administração mesmo fim; a
pública federal, em caso de nomeação para cargo em co- GABARITO DA QUESTÃO: ERRADO C
missão ou de alta relevância pública. Esta consulta de-
verá ser precedida mediante ofício dirigido à Comissão QUESTÃO 04 (CESPE - 2011 - PREV IC - Técnico 35
de Ética Pública. Administrativo – Básicos) A cortesia, a boa vontade, o
ATENÇÃO: Mesmo de licença, as normas do Código cuidado e o tempo dedicados ao serviço público carac-
de Conduta da Alta Administração Federal, do Código de terizam o esforço pela disciplina. Tratar mal uma pessoa o
Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Exe- que paga seus tributos direta ou indiretamente significa ic
l
cutivo Federal e do Código de Ética do órgão ou entidade causar-lhe dano moral. Da mesma forma, causar dano a b
ú
aplicam-se, no que couber, às autoridades e agentes pú- qualquer bem pertencente ao patrimônio público, dete- P
blicos neles referidos. riorando-o, por descuido ou má vontade, não constitui o
apenas uma ofensa ao equipamento e às instalações ou ç
i
Exercícios ao Estado, mas a todos os homens de boa vontade que de- v
r
dicaram sua inteligência, seu tempo, suas esperanças e e
comentados seus esforços para construí-los. S
COMENTÁRIOS: A questão é puro texto de lei: Re- o
QUESTÃO 01 (CESPE - 2011 - FUB - Cargos de Nível gras Deontológicas n
Médio) Considere que um servidor público, profunda- a
IX – A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo c
i
mente insatisfeito com seu trabalho, execute, diaria- dedicados ao serviço público caracterizam o esforço pela t
mente, suas tarefas com impaciência e utilize, com o ob- discipli na. Tratar mal uma pessoa que paga seus tribut os É
jetivo de dific ultar o acesso do públ ico à sua repar tição, direta ou indiretamente significa causar -lhe dano moral.
uma série de artifícios para procrastinar a prestação de Da mesma forma, causar dano a qualquer bem pert en-
serviços. Nessa situação, a conduta do servidor, embora cente ao patrimônio público, deterior ando-o, por des-
reprovável do ponto de vista moral, não constitui viola- cuido ou má vo ntade, não constitui apenas uma ofensa
ção ao Código de Ética dos Servidores Públicos. ao equipamento e às instalações ou ao Estado, mas a to-
COMENTÁRIOS: Segundo o Decreto 1.171 é vedado dos os homens de boa vontade que dedicaram sua inteli-
ao servidor público usar de artifício para procrastinar/ gência, seu tempo, suas esperanças e seus esforços para
dificultar o exercício regular do di reito por qualquer pes- construí-los.
soa, causando-lhe
GABARITO DAdano moral/material.
QUESTÃO: ERRADO GABARITO DA QUESTÃO: CORRETO
QUESTÃO 05 (CESPE – ANEEL – 2010) A ética tem
QUESTÃO 02 (IADES - 2011 - PG-DF - Técnic o Jurí- como objetivo fundamental levar a modificações na mo-
dico - Apoio Administrativo) Como cidadão e integrant e ral, com aplicação universal, guia ndo e orientando ra cio-
da sociedade, a posição que ocupa o serv idor público jus- nalmente e do melhor mod o a vida humana .
tifica sua omissão contra o bem comum e contra a mora- COMENTÁRIOS : A ética tenta estabelecer princí-
lidade. pios constantes e universais para a boa conduta da vida
COMENTÁRIOS: O tra balho desenvolvido pelo ser- em sociedade, em suma, tenta estabelecer uma moral
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universal, a qual os homens deveriam seguir indepen- tes:
dentemente das contingências de lugar e de tempo. A XV – É vedado ao servidor público:
ética tem como objeto de estudo o estímulo que guia a l) retirar da repartição pública, sem estar legal-
ação: os motiv os, as causas, os princípios, as máxima s, as mente autorizado, qualquer documento, livro ou bem
circunstâncias; mas também analisa as consequências pertencent e ao patrimônio público.
dessas ações. u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua
GABARITO: CERTO função, poder ou autoridade com finalidade estranha ao
interesse público, mesmo que observando as formalida-
QUESTÃO 06 (CESPE – 2008 – TST) O servidor pú- des legais e não cometendo qualquer violação expressa
blico deve ter consciência de que seu trabalho é regido à lei;
por princípios éticos que se materializam na adequada BRUNO: Também age contrariamente ao cód igo de
prestação dos serviços públicos. No item a seguir é apre- ética, pois, omitiu-se bem como não impediu que Joana
sentada uma situação hipotética, seguida de um a asser- usa-se o material de expediente em atividades particu-
7 tiva que deve ser julgada considerando os princípios éti- lares. Veja o que diz o cód igo de ética:
0
0
/2 cos do Marcos
serviço épúblico.
servidor público e, todos os dias, sai para XV - E em
c) ser, vedado ao serv
função idor
de seu público;
espírito de solidariedade,
9 bares com amigos e ingere grande quantidade de bebida
2 conivente com erro ou infração a este Código de Ética ou
.0 alcoólica. Por conta disso, Marcos é conhecido por em- ao Código de Ética de sua profissão;
6 briagar-se habitualmente, e, ainda que isso não interfira Bruno, através de sua atitude omissiva, também
to na sua assiduidade ao serviço, tem afetado reiterada- contrariou outro item o código. Veja:
re mente a sua pontualidade, situação que Marcos busca XIV - São deveres fundamentais do servidor pú-
c
e compensar trabalha ndo além do horário de expediente. blico:
D Nesse caso, o comportamento de Marcos não pode m) comunicar imediatamente a seus superiores
-
10
ser considerado incompatível com o serviço públ ico. todo e qualquer ato ou fato contrário ao interesse público,
COMENTÁRIOS: O inciso I do Decreto 1.171 diz que exigindo as providências cabíveis;
lo o servidor deve ser ético tanto dentro quanto fora da re-
tu
GABARITO: INCORRETO
í partição.
p
a I - A dig nidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a cons- QUESTÃO 08 (CESPE – 2008 – TST) Ricardo, ser-
C ciência dos princípios morais são primados maiores que vidor público, enquanto participava da preparação de
devem nortear o servidor público, seja no exercício do um edital de licitação para contratação de fornecimen-
36 cargo ou função, ou fora dele, já que refletirá o exercício to de refeições para o órgão em que trabalha, antecipou
da vocação do próprio poder estatal. Seus atos, compor- algumas das regras que iriam fazer parte do edital para
tamentos e atitudes serão direcionados para a preserva- Carlos, dono de uma empresa de fornecimento de mar-
o ção da honra e da tradição dos serviços públicos. mitas, famosa pela boa qualidade e ótimos preços dos
ic
l Estar, “normalmente”, bêbado, mesmo fora do ser-
b viço, é conduta reprovável e vedada pelo referido código. seus produto s, ade
procedimentos fim deempresa
sua que esse ao
pudesse
edital.adequar alg de
A iniciativa uns
ú
P
Vejamos: Ricardo deveu-se somente ao fato de ele conhecer bem
o XV - É vedado ao serv idor público; os produto s da empresa de Carlos, não l he trazendo qual-
ç
i n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora quer vantagem pecuniária.
v dele habitual mente; Nessa situação, é correto afirmar que Ricardo agiu
r
e Portanto, o comportamento de Marcos é incompa- em prol do interesse coletivo e que a sua atitude não fere
S tível com o serviço público. a ética no serviço público.
o GABARITO DA QUESTÃO: INCORRETO COMENTÁRIOS: O Decreto 1.171 veda expressa-
n
a
mente tal conduta:
c
i
QUESTÃO 07 (CESPE – 2008 – TST) Há algum tem- XV - É vedado ao serv idor público;
t po, Bruno, servidor públ ico responsável pelo controle do m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas
É
material de expediente do setor em que trabalha, ob- no âmbito interno de seu serviço, em benefício próprio,
serva que Joana, servidora pública lotada nesse mesmo de parentes, de amigos ou de terceiros;
setor, utiliza recursos materiais da repartição em ativi- No serviço público, não tem essa de “fazer algo
dades particula res. Em razão de seu espírito de solidarie- contrário aos regramentos em benefício do interesse
dade e da am izade que nutre por Joana, Bruno se abstém coletivo”. Não caia nessa. Por mais que pareça o melhor,
de levar ao conhecimento do chefe do setor os atos prati- cabe ao servidor público agi r no estrito cumpriment o das
cados por sua colega de trabalho. atividades próprias de suas funções.
Nessa situação, Bruno age de forma correta, pois GABARITO DA QUESTÃO: INCORRETO
compete ao chefe detectar, por si mesmo, quaisquer ir- QUESTÃO 09 (CESPE – 2008 – TST) Todos os servi-
regularidades no setor, caracterizando ofensa à ética o dores públicos, independentemen te da função assu mida
servidor público denunciar colega de trabal ho. e do órgão ao qual estão vinculados, devem c umprir a lei
COMENTÁRIOS: Vamos analisar a questão sob a incondicionalmente.
atitude de cada servidor: COMENTÁRIOS: O servidor público deve desempe-
JOANA: A atitude de Joana é condenável pelo códi- nhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou empre-
go de ética. Utilizar materiais em atividades particu lares go público de que seja titular. O princípio da Legalidade
é a mesma coisa que retirar algum bem da repartição. dentro da Administração Públ ica restringe a atuação em
Além disso, exercer atividades particulares, é situação aquilo que é permitido por lei, de acordo com os meios e
estranha ao serviço. Vejamos os incisos corresponden- formas que por ela esta belecidos e segundo os interesses
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públicos. um a dois anos para o assediador. Portanto, atualmente
Hely Lopes Meirelles assim define: “A legalidade, o assédio sexual é considerado crime quando praticado
como princípio de administração (CF, art. 37, caput), sig- nas relações de trabalho e de ascendência inerentes ao
nifica que o administrador público está, em toda a sua exercício de emprego, cargo ou função.
atividade funcional, sujeito aos mandamentos da lei e às Agora, a servidora deveria ter tido uma conduta
exigências do bem comum, e deles não se pode afastar ética: a de represent ar contra o chefe (inciso XIV, alíneas
ou desviar, sob pena de praticar ato inválido e expor-se h, i e m do decreto 1171/94), quais sejam:
a responsabilidade disciplinar, civil e criminal, conforme XIV - São deveres fundamentais do servidor pú-
o caso”. blico:(...)
Na Administração Pública, não há espaço para li- h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum
berdades e vontades particulares, deve, o agente público, temor de representar contra qualquer comprometimen-
sempre agir com a finalidade de ati ngir o bem comum, os to indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal;
interesses públicos, e sempre segundo àquilo que a lei lhe i) resistir a todas as pressões de s uperiores hierár -
impõe. 7
quicos, de contratantes, interessados e outros que vi sem 0
0
GABARITO DA QUESTÃO: CORRETA . obter quaisquer favores, benesses ou vantagens indevi-
das em decorrência de ações imorais, ilegais ou aéticas e / 2
QUESTÃO 10 (CESPE – 2010 – Técnico do Ministé- 9
denunciá-las; 2
rio Público da União) m determinado órgão público, uma 0
.
m) comunicar imediatamente a seus superiores 6
servidora concursada foi nomeada para cargo de con- todo e qualquer ato ou fato contrário ao interesse público, o
fiança, com considerável ganho pecuniário. Depois de al- t
exigindo as providências cabíveis; e
r
gum tempo, seu chefe imediato passou a a meaçá-la com GABARITO DA QUESTÃO: CORRETO c
a retirada do cargo caso ela não se encontrasse com ele e
fora do local de trabalho. Por não ceder às investidas do D
-
superior , a serv idora passou a sofrer perseguição no tra- Questões 10
balho e, por fim, optou por deixar o cargo. Gabaritadas lo
Considerando essa situação hipotética, julgue o
item a seguir, relativos à ética no serv iço público. tu
í
QUESTÃO 01 (CESPE – 2009 – ANATEL - Técnico p
A conduta do chefe imediato da referida servidora, Administrativo) A insatisfação com a conduta ética no a
além de antiética, é considerada crime. C
serviço público é um fato que vem sendo constantemente
COMENTÁRIOS: A conduta do chefe é reprovável. criticado pela sociedade brasileira. Nesse cenário, é na-
Vejamos: tural que a expectativa da sociedade seja mais exigente 37
c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda com a conduta daqueles que desempenham atividades
a integridade do seu caráter, escolhendo sempre, quando no serviço e na gestão de bens pú blicos. Com referência à
estiver diante de duas opções, a melhor e a ma is vantajo- ética no serviço público, julgue o item que se segue. o
sa para o bem comum; ic
l
f) permitir que perseguições, simpatias, antipa- O comportamento
ser formal, frio, distante eprofissional
objetivo, dedo servidor
modo deve
a garantir b
ú
tias, caprichos, paixões ou interesses de ordem pessoal impessoalidade no tratamento aos cidadãos usuários. P
interfiram no trato com o público, com os jurisdicionados o
admini strativos ou com coleg as hierarquicamente supe- QUESTÃO 02 (CESPE – 2006 – Analista Adminis- ç
i
riores ou inferiores; trativo – ANATEL) Com relação ao Código de Ética Profis- v
r
u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua sional do Servidor Público, julgue o item que se segue. e
função, poder ou autoridade com finalidade estranha ao É vedado ao servidor público receber qualquer tipo S
interesse público, mesmo que observando as formalida- o
de ajuda financeira, gratificação, prêmio, comissão, do- n
des legais e não cometendo qualquer violação expressa ação ou vantagem de qualquer espécie, para o cumpri- a
à lei; mento da sua missão ou para, com a mesma finalidade, c
i
A conduta do chefe também é tratada como assé- t
influenciar outro servidor. É
dio sexual.
O assédio sexual ofende a honra, a imagem, a dig- QUESTÃO 03 (CESPE – 2012 – IBAMA – Técnico
nidade e a intimidade da pessoa. Destacam-se a presen- Administrativo) Uma psicóloga, funcionária concursa-
ça do assediado (vítima) e do assediador (agente), con- da e contratada em um órgão público, que, após atender
duta sexual, rejeição à conduta, reiteração da conduta e uma servidora do órgão, sugerir que es sa servidora faça
relação de emprego ou de hierarquia. acompanhamento terapêu tico em seu consultório parti-
Para que se caracterize assédio sexual, não é pre- cular, por achar que atender nas dependência s do órgão é
ciso o contato físico. São várias as condutas que podem impróprio, estará agindo de maneira ética, já que se pron-
constituir a prática do asséd io, desde expressões verbais
ou escritas claras , comentário sutis, gestos, imagens etc. tifica a ajudar a servidora.
A Lei n. 10.224, de 15 de maio de 2001, introduziu no QUESTÃO 04 (CESPE – 2012 - Técnico em Regula-
Código Penal o artigo 216-A, criminalizando o assédio ção da Atividade Cinematográfica e Audiovisual) O pri n-
sexual nas relações de trabalho e de ascendência. Ela cípio da legalidade estr ita é critério suficiente para regu-
define a prática do assédio como “Constranger alguém lar a conduta do servidor público.
com o intuito de obter vantagem ou favorecimento se-
xual, prevalecendo-se o agente da sua condição de su- QUESTÃO 05 (CESPE – 2013 – TJDF – Técnico Ju-
perior hierárquico ou asce ndência inerentes ao exercício diciário) A respeito de ética no serviço público, julgue o
de emprego, cargo ou função”, e fixa pena de detenção de próximo item.
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No contexto da administração pública, a legitimi- atos verificados na conduta do dia-a-dia do servidor em
dade dos atos do servidor público, de acordo com a CF, sua vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom
relaciona-se, entre outros fatores, ao dever de probidade. conceito na vida funcional, podendo caracterizar, inclu-
sive, violação ao Código de Ética, o que será passível de
QUESTÃO 06 (CESPE – 211 – PREVIC – Técnico Ad- censura.
ministrativo) No que se refere a ética e conduta pública,
julgue o item a s egui r. QUESTÃO 16 (NCE/UFRJ – 2008 – CVM) Segundo o
O cumprimento dos princípios administrativos — Decreto nº. 1.171 de 22 de junho de 1994 toda ausência in-
especialmente o da finalidade, o da moralidade, o do in- justi ficada do serv idor de seu local de trabal ho é um fator:
teresse público e o da legalidade — constitui um dever do suficiente para suspensão imediata por 30 di as e, na rein-
admini strador e apresenta- se como um d ireito subjetivo cidência, suspensão por 90 dias.
de cada cidadão.
QUESTÃO 17 (CESPE – 2008 - Analista do Seguro
7 QUESTÃO 07 (CESPE – 2013 - Técnico do Ministé- Social) Órgãos que exercem atribuições delegadas do po-
0
0 rio Público da União) No que se refere à ética no serviço der público devem criar comissões de ética.
92
/ público, julgue o item que se segue. Considere a seguinte
2 situação hipotética. QUESTÃO 18 (CESPE – 2008 - Analista do Seguro
.0 O chefe de determinada repartição pediu a u m su- Social) Na estrutura da admini stração, os integrant es de
6 bordinado, que estava de saída para comprar um lanche comissão de ética pública têm cargo equivalente ao de
ot em estabelecimento localizado no próprio órgão, que ministro de Es tado no que se refere a hierarquia e remu-
re fosse até o supermercado mais próximo comprar fraldas . neração.
c
e Para agradar o chefe, o subordinado prontamente aten-
D deu a solicitação. Nessa situação, o chefe não cometeu QUESTÃO 19 (CESPE – 2014 – MDIC) A fim de que
-
0
1
falta ética, pois o subordinado já estava de saída pa ra sa- haja apuração de comprometimento ético, todos os ex-
o tisfazer um interesse pessoal. pedientes encaminhados à Comissão de Ética Pública
l da Presidência da República são considerados, a priori,
u
ít QUESTÃO 08 (CESPE – 2013 - Técnico do Ministério como reservados at é a sua del iberação final.
p
a Público da União) No que se refere à ética no serviço pú-
C blico, julgue o item que se segue. QUESTÃO 20 (CESPE – 2010 – ANEEL) O conheci-
Ao colher , em seu local de trabalho, ass inaturas em mento do dever está desvinculado da noção de ética, pois
um abaixo-assinado para pleitear a substituição do co- este é consequência da percepção, pelo sujeito , de que ele
38
ordenador de sua repartição, o servidor público não agi rá é um ser racional e, portanto, está obrigado a obedecer
de maneira antiética, já que o direito de livre expressão ao seguinte imperativo categórico: a necessidade de res-
o lhe é garantido por lei. peitar todos os seres racionais na qualidade de fi ns em si
ic
l
mesmos.
b QUESTÃO 09 (CESPE – 2014 – SUFRAMA) O concei-
ú to de ética, que está vinculado aos valores sociais, sofre QUESTÃO 21 (CESPE – 2008 - Analista do Seguro
P alterações com o passar do tempo, ao passo que a moral, Social) Caso um serv idor público tenha cometido peque-
o
ç por estar relacionada à tradição de um povo, é imutáv el. nos deslizes de conduta comprovados por comissão de
i
v sindicância que recomende a pena de censura, o relatório
r QUESTÃO 10 (CESPE – 2013 – DEPEN – Agente Pe- da comissão de sindicância deve ser encaminhado para a
e
S nitenciário Federal) A pena aplicável ao servidor público comissão de ética, pois é esta que tem competência para
o pela comissão de ética é a pena de suspensão do serviço aplicar tal pena ao servidor.
n público por, n o máximo, trinta dias .
a QUESTÃO 22 (CESPE – 2010 – Perito Médico Previ-
c
i
t QUESTÃO 11 (CESPE – 2013 – DEPEN – Agente Pe- denciário do I NSS) Uma perseguição sofrida por um ser-
É nitenciário Federal) Para fins de apuração de comprome- vidor por parte de seu chefe imediato é motivo justo para
timento ético, a retribuição financeira pela prestação de a alteração no trato desse servidor com o público e com
serviço não constitui elemento indispensável para a ca- seus colegas de trabalho.
racterização do indivíduo como servidor públ ico.
QUESTÃO 12 (INÉDITA) Caso haja alguma dúvida QUESTÃO 23 (CESPE – 2009 – Analista Técni-
quanto aspectos legais, a Comissão de Ética poderá ouvir co Administrativo) O imperativo do aprimoramento da
a área jurídica do órgão ou entidade . conduta ética do servidor público assumiu uma impor-
tância política inquestionável em nossos dias. De fato, a
QUESTÃO 13 (INÉDITA) A notificação ao investiga- opinião pública, manifestada de maneira espontânea ou
do pela Comissão de Ética deverá ocorrer no prazo de até condicionada pelos meios de comunicação, concorda que
30 dias. o grau de obediência a princípios éticos é muito baixo no
serviço público. Nesse sentido, as frequentes denúncias
QUESTÃO 14 (INÉDITA) Somente poderá provocar de corrupção estimularam na sociedade essa pe rcepção.
a atuação da Comissão de Ética Pública agentes públicos Algumas pesqu isas recentes de opinião revelam que o ci-
vinculados aos órgãos e entidades da Administração Pú- dadão brasilei ro tem um conceito negativ o a respeito da
blica Federal. conduta étic a da classe política. Ai nda que tais pesquisas
tenham se cingido à opin ião sobre o universo parlamen-
QUESTÃO 15 (CESPE – 2002 – SENADO) Os fatos e tar, é lícito presumir que a mesma opinião negativa se es-
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tenda, ainda que em diferentes graus, à conduta ética nas QUESTÃO 28 (CESPE – 2009 – Assistente Técnico-
esferas dos Poderes Executivo e Judiciário. Pouco impor- -Administrativo) O princípio hierárquico do trabalho do
ta, para fins desta análise, se a opinião pública é fundada, servidor público não é totalmente compatí vel com a éti-
infundada ou meramente preconceituosa. Importante é ca, já que não é possível, ao mesmo tempo, cumprir or-
a opinião em si, pois revela um ceticismo intrínseco do dens, respeitar hierarquias e ser ético. O servidor público
povo em relação ao padrão ético do aparelho de Estado. deve manter-se fiel aos interesses corporativos do Esta-
João Geraldo Piquet Carneiro. Revista do Serviço do, ainda que, para tanto, tenha que sacrificar os direitos
Público. Ano 49, n.º 3, jul.-set./1998, p. 123 (com adapta- dos cidadãos.
ções).
Tendo o texto acima como referência inicial e con- QUESTÃO 29 (CESPE – 2009 – Assistente Técnico-
siderando o Código de Ética do Servidor Público, julgue o -Administrativo ) O ser vidor público Juarez, ao atender o
seguinte item. cidadão Otávio, foi cortês, polido e contido, mantendo in-
O servidor público não pode permitir que perse- questionável autocontrole mesmo quando Otávio passou
guições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões ou a comportar -se de forma agressiva e a tentar humilhá-lo. 7
0
interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o Juarez não reagiu aos ataques de Otávio nem o impediu 0
público, com os jurisdicionados administrativos ou com de depredar o patrimônio da sua repartição. Nessa situ-
92
/
colegas hierarquicamente superiores ou inferiores, o que ação, Juarez agiu adequada mente em face do comporta- 2
não significa q ue ele possa ser conivente com erro ou in- mento de Otávio. .0
fração às normas vigentes. 6
o
t
QUESTÃO 30 (CESPE – 2009 – Assistente Técni-
QUESTÃO 24 (CESPE – 2009 – Assistente Técnico- co-Administrativo) O servidor público Caio recusou-se re
c
-Administrativo) A servidora pública Margarida vinha a obedecer ordem de seu chefe para executar um ato e
observando, já há algum tempo, que seu colega de tra- vetado pelo código de ética do serviço público. Caio en- D
-
balho, Sílvio, também servidor público lotado no mesmo tendeu que seu dever de respeitar a h ierarquia não deve- 0
setor em que trabalha, vem retirando materiais, como ria suscitar-lhe o temor de representar contra qualquer 1
o
l
folhas de papel, borrachas, lápis e canetas, pa ra compor a comprometimento indevido da estrutura e m que se f un- u
lista de material escolar de seus filhos, em função de gra- da o poder estatal, e que seria seu dever resistir a todas ít
p
ves dificuldades financeiras pelas quais vem passando. as pressões de superiores hierárquicos, de contratant es, a
Margarida, após certificar-se que os materiais retirados interessados e outros que visassem obter quaisquer fa- C
pelo colega não possuíam valor econômico expressivo, vores, benesses ou vantagens indevidas em decorrência
sentiu-se compadecida com a situação em que Sílvio se de ações imorais, ilegais ou aéticas. Nessa situação, o en-
39
encontrava e, em razão disso, imbuída dos mais altos tendimento e a postura de Caio foram compatíveis com
sentimentos de solidariedade, absteve-se de levar tais os deveres fundamentais do servidor públ ico.
fatos ao conhecimento de seu chefe. Nessa situação, o o
comportamento de Margarida tem respaldo legal no có- GABARITO ic
l
digo de ética do servidor, uma vez que esse instrumento b
é claro ao rechaçar a delação, por classificá-la como ati- 01 02 03 04 05 ú
tude desleal, desonesta e antiética. P
Errado Certo Errado E r r a do Cer to o
ç
i
QUESTÃO 25 (CESPE – 2009 – Analista Técnico 06 07 08 09 10 v
Administrativo) As comissões de ética têm o encargo de r
Certo Certo Errado E r r a do E r r a do e
orientar o servidor quanto à sua ética profissional, além S
de aconselhá-lo no tratamento com as pessoas e com o 11 12 13 14 15 o
patrimônio público, competindo a elas conhecer concre- n
Certo Certo Errado E r r a do Cer to
tamente acerca de imputação ou de procedimento sus- a
c
cetível de censura. 16 17 18 19 20 i
t
Errado Certo Errado Certo E r r a do É
QUESTÃO 26 (CESPE – 2009 – Analista Técnico
Adminis trativo) A função pública deve ser tida como um 21 22 23 24 25
exercício profissional que se integra à vida particular de Certo Errado Certo E r r a do Cer to
cada servidor público. Por essa razão, tanto no exercício
do cargo ou da função que lhe compete, quanto fora dele, 26 27 28 29 30
o servidor público deve sempre nortear sua conduta pe- Certo Errado Errado E r r a do Cer to
los primados da dignidade, do decoro, do zelo, da eficácia
e da consciência dos princípios morais, haja vista que os
fatos e os
sua vida atos verificados
privada na conduta
podem acrescer do dia-a-dia
ou diminuir em
o seu bom
conceito na vida funcional.
QUESTÃO 27 (CESPE/UnB Agente Administrativo
– MPS/2009) O Código de Ética do Servidor Público Civil
do Poder Executivo Feder al serve pa ra estimular o com-
portamento ético do servidor público, uma vez que é de
livre adesão.

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Regime Jurídico Único 41

o
ic
n
Ú
o
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íd
r
Autor: u
J
iago Zanolla e
m
i
Curriculum: g
e
Professor de Ética no Serviço Público, Conhe- R
cimentos Bancários e Direito Regimental. For-
mado em Engenharia de Produção pela Uni-
versidade Pan-Americana de Ensino. écnico
Judiciário Cumpridor de Mandados no ribunal
de Justiça do Estado do Paraná. Envolvido com
concursos públicos desde 2009 é professor em
diversos estados do Brasil.

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SUMÁRIO
1. C ONCEIO DE AGE NES PÚBL ICOS .................................................................................................................................................................... 43
2. FORM AS DE PROVIME NO E VACÂNCIA DO CARGO PÚ BLICO ......................................................................................................... 43
3. DIREIOS , DEVERES E PROIBIÇÕES DO SERVIDOR PÚBL ICO E SEU REGIM E DISCIPLI NAR .............................................. 51
4. O SERVIDOR PÚBLICO COMO AGENE DE DESENVOLVIMENO SOCIAL; SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA NO SER-
VIÇO PÚBL ICO ...............................................................................................................................................................................................................................74
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42

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1. CONCEITO DE AGENTES PÚBLICOS
A expressão Agentes públicos abrange todas as
pessoas físicas que prestam serviços à Admini stração
Pública direta ou indireta, com ou sem vínculo empre-
gatício, mediante o pagamento ou não de remuneração.
Como podemos perceber, trata-se de conceito bastante
amplo.
Os agentes públicos podem ser classificados da se- s
o
guinte forma: icl
• agentes políticos; b
agentes administrativos: celetistas, temporá- ú
P

rios e estatutários; s
• agentes honoríficos; e
t
n
e


agentes delegados; e
agentes credenciados g
A
e
IMPORTANTE: 2. FORMAS DE PROVIMENTO E VACÂNCIA d
oti
Nota-se que nem todos os doutrinadores classifi- DO CARGO PÚBLICO e
cam os agentes públicos da forma apresentada acima. Há c
a classificação que apo nta para: agentes políticos; servi- A Lei n. 8.112/90 estabelece no art. 5º os requisitos n
o
dores públicos: celetistas, temporários e es tatutários; básicos para a i nvestidura em cargo público , quais sejam: C
militares; particulares em colaboração com o Poder Pú- -
1
blico: requisição, conta própria e delegação. Essa classi- 0
ficação embora dita contemporânea não é a adotada em Requisitos básicos para ingresso em cargo público lo
u
geral nos concursos públicos. a nacionalidade brasileira; ít
p

Não vamos, aqui, estudar cada uma das espécies • o gozo dos direitos políticos; a
de agentes públicos. Para nós interessa saber onde se • a quitação com as obrigações militares e eleito- C
enquadram os agentes administrativos, para que possa- rais;
mos identificar dentro desta estrutura os servidores ad- o nível de escolaridade ex igido para o exercício do
ministrativos do Ministério da Fazenda, em especial dos

43
cargo;
Assistentes écnicos Administrativos. • a idade mínima de 18 anos;
Conforme esquematizamos acima, os agentes ad- aptidão física e mental. o
ministrativos abrangem os empregados públicos (deno-

c i
minados de celetistas), os servidores temporários e os
servidores estatutários.
Se a pessoa preencher esses requisitos básicos po- n
Ú
derá concorrer a um cargo público e, se aprovado dentro o
• empregados públicos: pessoas contratadas sob
do número de vagas ou se nomeado dentro do prazo de c
i
o regime da legislação trabalhista (celetistas) por prazo
indeterminado;
validade do concurso público, será provido em um cargo írd
• serv idores temporários : são agentes contratados público. u
J
de forma temporária, por excepcional interesse público,
Provimento e
para exercer função por prazo determinado; e m
• servidores públicos estatutários: são servidores i
O provimento é o ato pelo qual o servidor público é g
contratados para exercerem funções administrativas, e
de apoio aos objetivos básicos do Estado, submetidos ao investido no cargo, emprego ou função. R
regime comum es tatutário. O provimento pode ser srcinário ou derivado.
Os servidores estatutários são os titulares de car-
go público e estão sujeitos ao regime jurídico definido em • Originário é o provimento realizado por inter-
seu estatuto. Cargo público é o conjunto de atribuições e médio da nomeação (conforme mencionamos
responsabilidades previstas na estrutura organizacio- acima) e pressupõe a inexistência de vínculo
nal que devem ser cometidas a um servidor. Cada ente anterior com a Administração; e
da federação possui, em regra, um estatuto que rege as • Derivado é o provimento que depende de um
relações de seus servidores. vínculo anterior com a Administração.
No âmbito do Poder Executivo Federal a lei de re-
gência dos servidores
será analisada públicos
ad iante em é estudos.
no ssos a Lei 8.112/1990, que As formas de provimento são:
Em suma, vejamos o quadro que segue: I – NOMEAÇÃO
A nomeação é definida como o ato administrativo
por meio do qual a Administração Pública dá ciência ao
aprovado em concurso público (para o caso de provimen-
to efetivo) ou designado (para os casos de provimento em
comissão) para que, querendo apresente os documentos
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o
c
li
b necessários para tomar posse. pressos).
ú
P Segundo o art. 9º da Lei n. 8.112/90, a nomeação far- • Registre-se que a posse ocorrerá no prazo de
o -se-á: 30 dias contados da publicação do ato de pro-
g
r
a vimento, ou seja, da nomeação .
I – em caráter efetivo, quando se tratar de cargo isolado
C
o de provimento efetivo ou de carreira; exercício é o efetivo desempenho das atribui-
d II – em comissão, inclusive na condição de interino,

a
i ções do cargo público ou da função de confian-
c para cargos de confiança vagos. ça.
n
â O servidor ocupante de cargo em comissão ou de
c Para o exercício o prazo de é 15 dias a contar da
a natureza especial poderá ser nomeado para ter exercício, •

V data da posse.
e interinamente, em outro cargo de confiança, sem prejuí-
ot zo das atribuições do que atual mente ocupa, hipót ese em
n que deverá optar pela remuneração de um deles durante II - PROMOÇÃO
e o período da interinidade.
m
i
o v O art.
ção para 10 da
cargo de Lei n. 8.112/90
carreira disciplina
ou cargo isoladopa ra a nomea-
de provimen- Promoção
vidor passa a umécaa rgo
forma de provimento
de maior pela qual
grau de respon o ser-
sabil ida-
r de dentro da carreira a que pertence. Deve-se registrar
P to efetivo depende de prévia habil itação em concurso
e público de provas ou de provas e títulos, obedecidos a or- que um dos requisitos para a promoção é a participação
d do servidor em cursos de aperfeiçoamento (art. 39, § 2º,
s dem de classificação e o prazo de sua valid ade.
a Em síntese: da CF).
rm A promoção não interrompe o tempo de exercício,
o que é contado no novo posicionamento na carreira a par-
F
- tir da data de publicação do ato que promover o servidor.
2
0
lo III - READAPTAÇÃO
u
ít A readaptação é a investidura do servidor em car-
p
a go de atribuições e responsabilidades compatíveis com a
C
limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou
mental, verificada em inspeção médica. Assim dispõe o
44 art. 24, da Lei 8. 112/1900:
Se julgado incapaz para o serviço público, o rea-
daptando será aposentado. A readaptação será efetivada
o
ci em cargo de atribuições afins, respeitada a habilitação

nÚ exigida, e,
mentos nível
na de escolaridade
hipótese e equivalência
de inexistência de venci-
de cargo vago, o
o servidor exercerá suas atribuições como excedente, até
ci a ocorrência de vaga.
d
ír Atenção:
Não se pode confundir NOMEAÇÃO com INVESTI-
u
J DURA , POSSE e EXERCÍCIO . IV – REVERSÃO
e
m
i nomeação é a forma de provimento.

Reversão
g investidura é uma operação de atos do Estado

e e do interessado para permitir o legítimo pro- Reingresso no serviço Público do f uncionário aposen-
R vimento do cargo público. tado, quando insubsi stentes os motivo s da aposenta-
• posse é o ato que completa a investidura e que doria.
se dá com a a ssinatura do respectivo termo, no
qual deverão constar as atribuições, os deve- Reversão é o retorno à atividade de servidor apo-
res, as responsabilidades e os direitos ineren- sentado, em razão das segu intes situações:
tes ao cargo ocupado. Em síntese:
Quanto à posse, são previstas algumas regras im- • por invalidez, quando junta médica oficial de-
portantes: clarar i nsubsistentes os motivos da aposenta -
doria;

No momento da posse o nomeado deverá apre- • no interesse da admini stração, desde que:
sentar declaração de bens e valores que com- • tenha solicitado a reversão;
põem o patrimônio do servidor; • a aposentadoria tenha sido voluntária;
• Deverá declarar, ainda, se exerce outro cargo • estável quando na atividade;
ou função no Poder Público, informando, em • a aposentadoria tenha ocorrido nos cin-
caso positivo, se há compatibilidade nos ter- co anos a nteriores à sol icitação;
mos previstos na Constituição; e • haja cargo vago.
• É possível a posse por intermédio de procura-
ção com poderes específicos (ou poderes ex- A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo
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o
c
li
resultante de sua transformação. O tempo em que o ser- da Administração perceberá, em substituição aos pro- b
ú
vidor estiver em exercício será considerado para con- ventos da aposentadoria, a remuneração do cargo que P
cessão da aposentadoria. voltar a exercer , inclusive com as vantagens de natureza o
g
r
O servidor que retornar à atividade por interesse pessoal que percebia anteriorment e à aposentadoria. a
Por fim, no caso de servidor aposentado que já ti- C
o
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45

o
ver completado 70 (setenta) anos de idade, não é possível No primeiro caso, imaginemos um servidor já es- c i
a reversão. tável,
plo, que ocupa determinado
investigador cargo
de polícia, e que público,
preste por exem-
o concurso para n
Ú
A reintegração é a reinvestidura do servidor es- delegado. Na hipótese de aprovação, ele iniciará o está- o
tável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo re- gio para delegado. Em não sendo aprovado no estágio de c
i
sultante de sua transformação, quando invalidada a sua delegado, esse investigador voltará para seu cargo de írd
demissão por decisão administrativa ou judicial , com o srcem, por meio da recondução, já que foi inabilitado no u
J
ressarcimento de todas as va ntagens. estágio probatório relativo a outro cargo, qual seja, o de
Se outra pessoa ocupava o cargo, e também já for delegado. e
estável, será reconduzida ao cargo de srcem, sem di reito Na segunda situação prevista na lei, o servidor é mi
a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em reconduzido ao seu cargo, porque outro servidor que o g
e
disponibi lidade, com remuneração proporcional ao tem- ocupava anteriormente e fora demitido, volta, por meio R
po de serviço. da reintegração.
Se provido o cargo, o seu eventual ocupante será:
reconduzido ao cargo de srcem, sem direito a

indenização, VII - APROVEITAMENTO


• aproveitado em outro cargo;
• posto em disponibilidade. O aproveitamento ocorre quando o servidor é co-
locado em disponibilidade . O retorno à atividade desse
servidor far-se-á mediante aproveitamento obrigatório
VI - RECONDUÇÃO em cargo de atribu ições e vencimentos compatíveis com
o anteriormente ocupado.
A recondução
dor estável é definida como
ao cargo anteriormente o retorno
ocupado do servi-
e decorre de:
• inabilitação em estágio probatório relativo a Remoção e redistribuição
outro cargo A remoção e a redistribuição embora não consti-
• reintegração do anterior ocupante. tuam formas de provimento deve ser analisad a em razão
de sua importância e para evitar confusões na hora da
Pelo dispositivo legal, a recondução engloba duas prova.
situações: a do inabilitado em estágio probatório e a da Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou
reintegração do anterior ocupante. de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mu-
dança de sede . Ela pode ser:
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o
c
li
b de ofício, no interesse da Admini stração;
ú •
Preceitos para redistribuição
P a pedido, a critério da Adminis tração;
o

g
r • a pedido, para outra localidade, independente- • interesse da Administração;
a mente do interesse da Administração:
• equivalência de vencimentos;
C manutenção da essência das atribu ições do cargo;
o

d a) para acompanhar cônjuge ou companheiro,


• vinculação entre os graus de responsabilidade e
a
i complexidade das atividades;
c também servidor público, civil ou militar, de qualquer mesmo nível de escolaridade, especialidade ou
n dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e

â habilitação profissional;
c dos Municípios, que foi deslocado no interesse da Admi-
a • compatibilidade entre as atribuições do ca rgo e as
V nistração; finalidades institucionais do órgão ou entidade.
e b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, com-
ot panheiro ou dependente que viva às suas expensas e
n conste do seu assentamento funcional, condicionada à A redistribuição ocorrerá ex officio para ajusta-
e mento de lotação e da força de trabalho às necessidades
m
i comprovação por junta médica oficial ;
o v c) em virtude de processo seletivo promovido, na dos serviços,
tinção inclusive
ou criação nosou
de órgão casos de reorganização, ex-
entidade.
r hipótese em que o número de interessados for superior
P ao número de vagas, de acordo com normas preestabe- A redistribuição de cargos efetivos vagos se dará
e mediante ato conjunto entre o órgão central do SIPEC
d lecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam
(Central do Sistema de Pessoal Civil) e os órgãos e enti-
s lotados.
a dades da Admin istração Pública Federal envolvido s.
rm Em síntese: Nos casos de reorganização ou extinção de órgão
o ou entidade, extinto o cargo ou declarada sua desneces-
F
- sidade no órgão ou entidade, o servidor estável que não
2 for redistribuído será colocado em disponibilidade, até
0
seu aproveitamento.
lo
u O servidor que não for redistribuído ou colocado
ít em disponibi lidade poderá ser mantido sob responsabili-
p
a dade do órgão central do SI PEC, e ter exercício provisório,
C em outro órgão ou entidade, até seu adequado aprovei-
tamento.
46
Acumulação de cargos
o
ci Em regra: veda-se a acumulação de cargos. O art.

nÚ 37, XVI,que
desde da haja
CF, contudo, estabelece
compatibilidade as seguintes exceções ,
de horários:
o dois cargos de professor;
ci

um cargo de professor com outro técnico ou


d

ír científico;
u
J
• dois cargos ou empregos privativos de profis-
sionais de saúde, com profissões regulamen-
e tadas.
m
i
g
e Lembre-se:
R
Vale lembrar que os arts. 95, § único, e 128, § 5º, II,
d, da CF/88 estabelecem possibilidades de acumulação
para juízes e promotores com a função de magistério.
A redistribuição é o deslocamento de cargo de pro-
vimento efetivo, ocupado ou vago no âmbito do quadro
geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Estágio probatório
Poder.
Para a redistribuição é necessário observar alguns O estágio probatório pode ser definido como um
preceitos: lapso de tempo no qual a aptidão e a capacidade do servi-
dor serão avaliadas de acordo com critérios de:
• assiduidade;
• disciplina;
• capacidade de iniciativa;
• produtividade;
• responsabilidade.

Para os servidores vitalícios, o prazo do estágio


probatório é de dois anos e, como já fora dito anterior-
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o
c
li
mente, só perdem o cargo em razão de sentença com b
Formas de Vacância ú
trânsito em julgado. P
Já no tocante aos demais servidores, existe uma o
• exoneração; g
r
discussão controvertida acerca do prazo de duração do • demissão; a
estágio probatório. • promoção; C
A CF determina, no art. 41, que são estáveis após o
• readaptação; d
três anos de efetivo exercício os servidores nomeados • aposentadoria; a
i
para cargo de provimento efetivo em virtude de concur- posse em outro cargo inacumulável; c
so público. Por outro lado, a Lei n. 8.112/90 prescreve, no

n
falecimento. â
c

art. 20, que servidor nomeado para cargo de provimento a


efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de Por fim, vejamos os dispositivos da Lei 8.112/1990, V
24 meses. e
cujo estudo é fundamental: o
t
n
Fixe: e
Título II - Do Provimento, Vacância, Remoção, Redis- mi
Deixando de lado a questão doutrinária, para fins tribuição e Substituição v
o
de concurso público, deve-se adotar a previsão constitu- r
Capítulo I - Do Provimento P
cional, de modo que a estabilidade ocorre apenas após 3 e
anos de efetivo exercício. d
Seção I - Disposições Gerais s
É possível também a concessão de algumas licen- Art. 5º São REQUISIOS básicos para investidura a
ças e afastamentos ao servidor em estágio probatório, em cargo público: m
r
conforme determinam os art. 81, I a IV, 94, 95 e 96 da Lei n. o
F
8.112/90. Nesses casos, o estágio ficará suspenso . Dentre I - a nacionalidade brasileira; -
as licenças e afastamentos, têm- se: 2
licença por motivo de doença; II - o gozo dos direitos políticos; 0
lo

• licença por motivo de afastamento do cônjuge III - a quitação com as obrigações militares e eleito- u
ou companheiro; rais; ít
p
• licença para o serviço militar; IV - o nível de escolaridadeexigido para o exercício a
• licença para a atividade política; C
do cargo;
• afastamento para exercício de mandato eleti-
vo; V - a idade mínima de dezoito anos; 47
• afastamento para estudo ou missão no exte- VI - aptidão física e mental.
rior;
afastamento de servidor para servir em orga- § 1º As atribuições do cargo podem justificar a exi- o

nismo internacional de que o Brasil participe


c i
ou com o qual coopere; gência§de2ºoutros requisitos
Às pessoas estabelecidos
portadoras em lei.é asse-
de deficiência n
Ú
• afastamento para participar de curso de for- gurado o direito de se inscrever em concurso público o
mação decorrente de aprovação em concurso para provimento de cargo cujas atribuições sejam com- c
i
para outro cargo na Administração Pública patíveis com a deficiência de que são portadoras; para írd
Federal. tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento)
das vagas oferecidas no concurso.
u
J
Vacância § 3º As universidades e instituições de pesqui- e
sa científica e tecnológica federais poderão prover seus mi
A vacância é o ato pelo qual o servidor é desinves- cargos com PROFESSORES, ÉCNICOS E CIENISAS g
ESRANGEIROS, de acordo com as normas e os procedi- e
tido do cargo, e isso pode decorrer em razão de:
mentos desta Lei.
R
• exoneração;
• demissão; Art. 6º O provimento dos cargos públicos far-se-á
• promoção; mediante ato da autoridade competente de cada Poder.
• readaptação; Art. 7º A investidura em cargo público ocorrerá
• aposentadoria; com a posse.
• posse em outro cargo inacumulável; Art. 8º São FORMAS DE PROVIMENO de cargo pú-
• falecimento. blico:
I - nomeação;
Em síntese: II - promoção;
III – Revogado;
IV – Revogado;
V - readaptação;
VI - reversão;
VII - aproveitamento;
VIII - reintegração;
IX - recondução.

Seção II - Da Nomeação
Art. 9º A nomeação far-se-á:
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o
c
li
b I - em caráter efetivo, quando se tratar de cargo iso- 6. afastamento para participação em Júri e outros
ú
P
lado de provimento efetivo ou de carreira; serviços obrigató rios;
o II - em comissão, inclusive na condição de interino, 7. licença à gestante, à adotante e à paternidade;
g
r para cargos de confiança vagos.
a 8. licença para tratamento da própria saúde (máxi-
C Parágrafo único. O servidor ocupante de cargo em mo de 24 meses ao longo do serviço público);
o comissão ou de natureza especial poderá ser nomeado 9. licença por motivo de acidente em serviço ou do-
d
a
i para ter exercício, interinamente, em outro cargo de con- ença profissional;
c fiança, SEM prejuízo das atribuições do que atualmente 10. licença para capacitação;
n ocupa, hipótese em que deverá OPAR pela remuneração 11. licença por convocação do serviço militar;
â
c de um deles durante o período da interinidade. 12. afastamento para descolamento para nova
a
V Art. 10. A nomeação para cargo de carre ira ou car- sede;
e go isolado de provimento efetivo depende de prévia ha- 13. afastamento para participação em competição
otbilitação em concurso público de provas ou de provas e desportiva nacional ou convocação para integrar
n
e títulos, obedecidos a ordem de classificação e o prazo de represent ação desportiva nacional
m
sua validade.
i
o v Parágrafo único. Os demais requisitos para o in- § 3º A posse poderá dar-se mediante procuração
r
gresso e o desenvolvimento do servidor na carreira, me- específica.
P
ediante promoção , serão estabelecidos pela lei que fix ar as § 4º SÓ haverá posse nos casos de provimento de
d
diretrizes do sistema de carreira na Administração Pú- cargo por nomeação.
s
a
blica Federal e seus regula mentos. § 5º No ato da posse, o servidor apresentará decla-
rm
ração de bens e valores que constituem seu patrimônio
Seção III - Do Concurso Público
o e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo,
F Art. 11. O concurso será de provas OU de provas e emprego ou função pública.
-
títulos, podendo ser realizado em duas etapas, conforme
2 § 6º Será tornado sem efeito o ato de provimento se
0dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de a posse não ocorrer no prazo previsto no § 1o deste ar tigo
lo
carreira, condicionada a i nscrição do candidato ao paga- [30 dias].
u
mento do v alor fixado no edital, qua ndo indispensável ao
ítseu custeio, e ressalvadas as hipóteses de isenção nele
Art. 14. A posse em cargo públ ico dependerá de
p prévia inspeção médica oficial .
a
expressamente previstas.
C Parágrafo único. Só poderá ser empossado aquele
Art. 12. O concurso público t erá validade de at é 2 que for julgado apto física e mentalmente para o exercício
(dois ) anos, podendo ser prorrogado uma ÚNICA vez, por do cargo.
48 IGUAL período. Art. 15. EXERCÍCIO é o efetivo desempenho das
§ 1º O prazo de validade do concurso e as condições atribuições do cargo público ou da função de confiança.
de sua realização serão fixados em edital, que será publi-
o § 1º É de quinze dias o prazo para o servidor empos-
c cado no Diário Oficial da União E em jornal diário de grande
i sado em cargo público entrar em exercício , contados da
nÚ circulação
§ 2º .NÃO se abrirá novo concurso enquanto houver data da§posse. 2º O servidor será exonerado do cargo ou será
o candidato aprovado em concurso anterior com prazo de tornado sem efeito o ato de sua designação para função
ci validade não expirado.
d
ír de confiança , se não entrar em exercício nos prazos pre-
Seção IV - Da Posse e do Exercício vistos neste artigo, observado o disposto no art. 18.
u
J Art. 13. A posse dar-se-á pela assinatura do res- § 3º À autoridade competente do órgão ou entidade
e pectivo termo, no qual deverão constar as atribuições, os para onde for nomeado ou designado o servidor compete
m deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao dar-lhe exercício.
i cargo ocupado, que NÃO poderão ser alteradosunilateral-
g § 4º O início do exercício de função de confiança
e mente, por QUALQUER das partes, RESSALVADOS os atos coincidirá com a data de publicação do ato de designação ,
R de ofício previstos em lei. SALVOquando o servidor estiver em licença ou afastado
§ 1º A posse ocorrerá no prazo de trinta dias conta- por qualquer outro motivo legal, hipótese em que recairá
dos da publicação do ato de provimento. no primeiro dia útil após o término do impedimento , que
§ 2º Em se tratando de servidor, que esteja na data NÃO poderá exceder a trinta dias da publicação.
de publicação do ato de provimento, em licença prevista Art. 16. O início, a suspensão, a i nterrupçã o e o rei-
nos incisos I, III e V do art. 81, ou afastado nas hipóteses nício do exercício serão registrados no assentamento in-
dos incisos I, IV, VI, VIII, alíneas “a”, “b”, “d”, “e” e “f”, IX e dividual do servidor.
X do art. 102, o prazo será contado do término do impe- Parágrafo único. Ao entrar em exercício, o servi-
dimento. dor apresentará ao órgão competente os elementos ne-
cessários ao seu assentamento individual.
Hipóteses:
1. licença por motivo de doença em pessoa da famí- Art . 17. A promoção NÃO interrompe o tempo de
exercício , que é contado no novo posicionamento na car-
lia; reira a partir da data de publicação do ato que promover
2. licença para prestar o serviço mil itar; o servidor.
3. licença para capacitação; Art. 18. O servidor que deva ter exercício em outro
4. afastamento de férias; município em razão de ter sido removido, redistribuído,
5. afastamento para participação em programa de requisitado, cedido ou posto em exercício provisório terá,
treinamento ou programa de pós-graduação stric- NO MÍNIMO, DEZ E, NO MÁXIMO, TRINTA DIAS de prazo,
to sensu no País; contados da publicação do ato, para a retomada do efe-
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o
c
li
tivo desempenho das atribuições do cargo, incluído nes- Afastamentos e licenças permitidas ao servidor b
ú
se prazo o tempo necessário para o deslocamento para a em estágio probatório: P
nova sede. 1. licença por motivo de doença em pessoa da fa- o
g
r
§ 1º Na hipótese de o servidor encontrar-se em li- mília; a
cença ou afastado legalmente, o prazo a que se refe re este 2. licença por motivo de afastamento do cônjuge ou C
artigo será contado a partir do término do impedimento . companheiro; o
d
§ 2º É facultado ao servidor declina r dos prazos es- 3. licença para o serviço militar; a
i
tabelecidos no caput. 4. licença para atividade política; c
Art. 19. Os servidores cumprirão jornada de traba- 5. afastamento para o exercício de mandato eleti- n
â
lho fixada em razão das atribuições pertinentes aos res- vo; c
a
pectivos cargos, respeitada a duração máxima do traba- 6. afastamento para estudo ou m issão no exterior; V
lho semanal de quarenta horas e observados os limites 7. afastamento para participar de curso de forma- e
mínimo e máximo de seis horas e oito horas diárias, res- ção decorrente de aprovação noutro concurso para o
t
n
pectivamente. a Administração Federal. e
§ 1º O ocupante de cargo em comissão ou função mi
de confiança submete-se a regime de integral dedicação § 5º O estágio probatório ficará suspenso durante v
o
ao serviço , observado o di sposto no art. 120, podendo ser as licenças e os afastamentos previstos nos arts. 83, 84, r
P
convocado sempr e que houver interesse da Adm inistra- § 1o, 86 e 96, bem assim na hipótese de participação em e
ção [cumulação do cargo em comissão com cargo efetivo, curso de formação, e será retomado a partir do término d
s
quando há compatibilidade de horário e local, declarado do impedi mento. a
pelas autoridades máximas a que subordina em cada Seção V - Da Estabilidade m
r
uma das atividades]. Art. 21. O servidor habilitado em concurso públi- o
§ 2º O di sposto neste artigo não se aplica a duração F
co e empossado em cargo de provimento efetivo adqui- -
de trabalho estabelecid a em leis especiais . rirá estabilidade no serviço público ao completar 2 (dois) 2
Art. 20. Ao entrar em exercício, o servidor nome- anos de efetivo exercício. [aplica-se a CRFB, que prevê 03 0
ado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a es- anos] lo
u
tágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses , Art. 22. O servidor estável só perderá o cargo em ít
durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de p
virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de a
avaliação para o desempenho do cargo, observados os processo administrativo disciplinar no qual lhe seja as- C
seguinte fatores: segurada ampla defesa.
Seção VI - Da Transferência 49
I - assiduidade;
II - disciplina; Art. 23. Revogado
III - capacidade de iniciativa; Seção VII - Da Readaptação o
IV - produtividade; Art. 24. Readaptação é a INVESTIDURA DO SER- c i
V- responsabilidade. VIDOR EM CARGO DE ATRIBUIÇÕES E RESPONSABILI-
DADES COMPATÍVEIS COM A LIMITAÇÃO QUE TENHA n
Ú
o
§ 1º 4 (QUATRO) MESES antes de findo o período do SOFRIDO EM SUA CAPACIDADE FÍSICA OU MENTAL VE- c
i
RIFICADA EM INSPEÇÃO MÉDICA.
estágio probatório, será submetida à homologação da
autoridade competente a avaliação do desempenho do § 1º Se julgado incapaz para o serviço público , o re- írd
servidor, realizada por comissão constituída para essa adaptando será aposentado . u
J
finalidade, de acordo com o que dispuser a lei ou o regu- § 2º A readaptação será efetivada em cargo de atri- e
lamento da respectiva carreira ou cargo, sem prejuízo da buições afins, respeitada a habilitação exigida, nível de m
escolaridade e equivalência de vencimentos e, na hipó- i
continuidade de apuração dos fatores enumerados nos g
incisos I a V do caput deste artigo. tese de INEXISÊNCIA de cargo vago, o servidor exercerá e
§ 2º O servidor não aprovado no estágio probatório suas atribuições como EXCEDENE, até a ocorrência de R
será exonerado OU, se estável, reconduzido ao cargo an- vaga.
teriormente ocupado, observado o disposto no parágrafo Seção VIII - Da Reversão
único do art. 29. Art. 25. Reversão é o RETORNO À ATIVIDADE DE
§ 3º O servidor em estágio probatório PODERÁ SERVIDOR APOSENTADO:
exercer quaisquer cargos de provimento em comissão ou I - POR INVALIDEZ, QUANDO JUNTA MÉDICA OFI-
funções de direção, chefia ou assesso ramento no órgão CIAL DECLARAR INSUBSISTENTES OS MOTIVOS
ou entidade de lotação, e SOMENTE poderá ser cedido a DA APOSENTADORIA; ou
outro órgão ou entidade para ocupar cargos de Natureza II - NO INTERESSE DA ADMINISTRAÇÃO , desde
Especial, cargos de provimento em comissão do Grupo- que:
-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, de níveis
6, 5 e 4, ou equivalentes . a) tenha solicitado a reversão;
§ 4º Ao servidor em estágio probatório somente b) a aposentadoria tenha sido voluntária;
poderão ser concedidas as licenças e os afastamentos c) estável quando na atividade;
previstos nos arts. 81, incisos I a IV, 94, 95 e 96, bem as- d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos
sim afastamento para participar de curso de formação anteriores à solicitação;
decorrente de aprovação em concurso para outro cargo e) haja cargo vago.
na Administração Pública Federal.
§ 1º A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no car-
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o
c
li
bgo resultante de sua transformação. de do órgão centr al do Sistema de Pessoal C ivil da Ad mi-
ú
P § 2º O tempo em que o servidor estiver em exercí- nistração Federal - SIPEC, até o seu adequado aproveit a-
o
cio será considerado para concessão da aposentadoria. mento em outro órgão ou entidade.
g
r
a § 3º No caso do inciso I [quando insubsistentes os Art. 32. Será tornado sem efeito o aproveitamento
C motivos que levaram à aposentadoria], encontrando-se e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em
o provido o cargo, o servidor exercerá suas atribuições exercício no prazo legal , SALVO doença comprovada por
d
a
i como EXCEDENE, até a ocorrência de vaga. junta méd ica oficia l.
c § 4º O servidor que retornar à atividade por inte-
n resse da administração perceberá , em substituição aos
â Capítulo II - Da Vacância
c proventos da aposentadoria, a remuneração do cargo que
a Art. 33. A vacância do cargo público decorrerá de :
V
voltar a exercer, INCLUSIVE com as vantagens de natu-
e reza pessoal que percebia anteriormente à aposentado- I - exoneração;
otria. II - demissão;
n III - promoção;
e § 5º O servidor de que trata o inciso II [no interesse
IV - Revogado.
m
da ad ministração] somente terá os provent os calcu lados
i
o v
com base nas regras atuais SE permanecer pelo menos V
VI-- Revogado.
readaptação ;
r
cinco anos no cargo.
P VII - aposentadoria;
e § 6º O Poder Executivo regulamentará o disposto
d
neste artigo. VIII - posse em outro cargo inacumulável;
s IX - falec imento.
a Art. 26. Revogado.
rm
Art. 27. NÃO poderá reverter o aposentado que já
Art. 34. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a
o tiver completado 70 (setenta) anos de idade.
F pedido do servidor, OU de ofício .
- Seção IX - Da Reintegração Parágrafo único. A exoneraç ão de ofício dar-se-á :
2 Art. 28. A reintegração é a REINVESTIDURA DO I - quando não satisfeitas as condições do estágio
0SERVIDOR ESTÁVEL NO CARGO ANTERIORMENTE OCU-
lo
PADO, OU NO CARGO RESULTANTE DE SUA TRANSFOR-
probatório;
u II - quando, tendo tomado posse, o servidor não en-
ítMAÇÃO, QUANDO INVALIDADA A SUA DEMISSÃO POR trar em exercício no prazo estabelecido.
p
a
DECISÃO ADMINISTRATIVA OU JUDICIAL, COM RESSAR- Art. 35. A exoneração de cargo em comissão e a
C CIMENTO DE TODAS AS VANTAGENS. dispensa de função de confia nça dar-se-á :
§ 1º Na hipótese de o cargo ter sido extinto , o servi- I - a juízo da autoridade competente;
50 dor ficará em disponibilidade , observado o disposto nos II - a pedido do próprio servidor.
arts. 30 e 31. Parágrafo único. Revogado .
§ 2º Encontrando-se provido o cargo, o seu even-
o tual ocupante será reconduzido ao cargo de srcem , SEM
c
i direito à indenização ou aproveitado em outro cargo, ou, Capítulo III - Da Remoção e da Redistribuição
n
Ú ainda, posto em disponibilidade. Seção I - Da Remoção
Art. 36. Remoção é o DESLOCAMENO DO SER -
o
ci Seção - Da Recondução VIDOR, A PEDIDO OU DE OFÍCIO, NO ÂMBIO DO MESMO
d
ír Art. 29. Recondução é o RETORNO DO SERVIDOR QUADRO, COM OU SEM MUDANÇA DE SEDE.
Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo,
u ESTÁVEL AO CARGO ANTERIORMENTE OCUPADO E DE-
J CORRERÁ DE: entende-se por modalidades de remoção:
e I - INABILITAÇÃO EM ESTÁGIO PROBATÓRIO RE- I - de ofício, no interesse da Admin istração;
m
i LATIVO A OUTRO CARGO; II - a ped ido, a critério da Administração;
g II - REINTEGRAÇÃO DO ANTE RIOR OCUPANTE. III - a pedido , para outra localidade, INDEPENDEN-
e EMENE do interesse da Admini stração:
R
Parágrafo único. Encontrando-se provido o cargo
de srcem , o servidor será aproveitado em outro, obser- a) para acompanhar cônjuge ou companheiro,
vado o disposto no art. 30. também servidor público civil ou militar, de qual-
quer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Seção XI - Da Disponibilidade e do Aproveitamento Federal e dos Municípios, que foi deslocado no in-
Art. 30. O RETORNO À ATIVIDADE DE SERVIDOR teresse da Administração ;
EM DISPONIBILIDADE FAR-SE-Á MEDIANTE APROVEI- b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, com-
TAMENTO OBRIGATÓRIO EM CARGO DE ATRIBUIÇÕES E panheiro ou dependente que VIVA ÀS SUAS EX-
VENCIMENTOS COMPATÍVEIS COM O ANTERIORMENTE PENSAS e CONSE DO SEU ASSENAMENO
OCUPADO. FUNCIONAL, condicionada à COMPROVAÇÃO POR
Art. 31.oOimediato
determinará órgão Cen tral do Sistemade
aproveitamento de servidor
Pessoal Civil
em JUNA MÉDICA OFICIAL;
c) em virtude de processo seletivo promovido, na
disponibi lidade em vaga que vier a ocorrer nos ór gãos ou hipótese em que o número de interessados for su-
entidades da Administração Pública Federal. perior ao número de vagas, de acordo com normas
Parágrafo único. Na hipótese prevista no § 3º d o preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que
art. 37 [reorganização ou extinção de órgão nos casos de aqueles estejam lotados.
redistribuição, o servidor estável se não redistribuído
será colocado em disponibilidade], o servidor posto em Seção II - Da Redistribuição
disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilida- Art. 37. Redistribuição é o DESLOCAMENO DE
CARGO DE PROVIMENO EFEIVO, OCUPADO OU VAGO
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NO ÂMBIO DO QUADRO GERAL DE PESSOAL, PARA OU- Direitos e vantagens
RO ÓRGÃO OU ENIDADE DO MESMO PODER, com pré-
via apreciação do órgão central do SIPEC, observados os
O servidor público não aufere salários, mas: subsí- r
seguintes preceitos : o
I - interesse da administração; dio ou vencimento ou remuneração. d
i
II - equivalência de vencimento s; v
r
III - manutenção da essência das atribuições do Subsídio e
S
cargo; o
IV - vinculação entre os graus de responsabilidade O subsídio é o pagamento em parcela única, ser- d
s
e complexidade das atividades; vindo para determinada categoria de agentes públicos. e
Por força do art. 39, § 4º, da CF/88, receberão subsídios o õ
V - mesmo nível de escolaridade, especialid ade ou iç
habilitação profissional ; membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Mi- ib
VI - compatibilidade entre as atribuições do cargo nistros de Estado e os Secretários Estaduais e Munici- o
r
e as finalidades institucionais do órgão ou entida- pais, sendo vedado o acréscimo de qua lquer gratificação, Pr
adicional, abono, prêmio, verba de representação ou ou- ea
de. s n
tra espécie remuneratória. re p li
Existem outras categorias de servidores remune- ei
§ 1º A redistribuição ocorrerá ex officio para ajus- vc
tamento de lotação e da força de trabalho às necessida- radas por subsídios, além das acima citadas, tais como: e is
des dos serviços, inclusive nos casos de reorganização , integrant es da Defensoria Pública, membros da Advoca- ,D e D
cia Pública (procuradores federais, estaduais e munici- s
extinção ou criação de órgão ou entidade . o ti im
§ 2º A redistribuição de cargos efetivos vagos se pais, advogados da União e de autarquias) e integrantes g
dará mediante ato conjunto entre o órgão central do SI- das polícias federal, rodoviária federal, ferroviária fede- re i e
PEC e os órgãos e entidades da Administração Pública ral e das polícias civis. DR
-u
Federal envolvidos. 3e
§ 3º Nos casos de reorganização ou extinção de Vencimento e remuneração 0S e
órgão ou entidade, extinto o cargo ou declarada sua des- o
l o
necessidade no órgão ou entidade, o servidor estável que O vencimento é a retribuição pecu niária pelo exer - tíu lic
não for redistribuído será colocado em disponibilidade, cício de cargo público, com valor fixado em lei. A remu- pb

até seu aproveitamento na forma dos arts. 30 e 31. neração é o vencimento do cargo efetivo, acrescido das CP
§ 4º O servidor que NÃO for redistribuído ou co- vantagens pecuniárias estabelecidas em lei.
locado em disponibilidade poderá ser mantido sob res- O vencimento do cargo efetivo, acrescido das 51
ponsabilidade do órgão central do SIPEC , e ter exercício vantagens de caráter permanente, é irredutível, sendo
provisório , em outro órgão ou entidade, até seu adequado assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de
aproveitamento. atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder , ou o
entre servidores dos três Poderes, ressalvadas as va nta- c i
Capítulo IV - Da Substituição gens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao
local de trabalho. n
Ú
Art. 38. Os servidores investidos em cargo ou fun- o
ção de direção ou chefia e os ocupantes de cargo de Na- O vencimento, a remuneração e o provento não se- c
i
tureza Especial terão substitutos indicados no regimento rão objeto de arresto, sequestro ou penhora, exceto nos
casos de prestação de alimentos resultante de decisão
írd
interno ou, no caso de omissão, previa mente designados
pelo dirigente máximo do órgão ou entidade. judic ial . u
J
§ 1º O substituto assumirá automática e cumula- Em síntese: e
tivamente, sem prejuízo do cargo que ocupa, o exercício mi
do cargo ou função de direção ou chefia e os de Natureza g
Especial, nos afastamentos, impedimentos legais ou re- e
gulamentares do titular e na vacância do cargo, hipóte-
R
ses em que deverá optar pela remuneração de um deles
durante o respectivo período.
§ 2º O substituto fará jus à retribuição pelo exercí-
cio do cargo ou função de direção ou chefia ou de cargo de
Natureza Especial, nos ca sos dos afastamentos ou impe-
dimentos legais do titular, SUPERIORES a tri nta dias con-
secutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substi-
tuição, que excederem o referido período.
Art. 39. O disposto no artigo anterio r aplica-se aos
titulares de unidades administrativas organizadas em
nível de assessoria.

3. DIREITOS, DEVERES E PROIBIÇÕES DO A Lei n. 8.112/90 traz hipóteses em que o servidor


SERVIDOR PÚBLICO E SEU REGIME DISCI- perderá a remuneração e em que há a possibilidade de
PLINAR descontos.
O servidor perderá:
I – a remuneração do dia em que faltar ao serviço,

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e
o
icl sem motivo justificado; para o exterior.
b II – a parcela de remuneração diária, proporcional O art. 60 da Lei n. 8.1 12/90 determina que será con-
ú
P aos atrasos, ausências justificadas, ressalvadas as con- cedida indenização de transporte ao servidor que reali-
r
o cessões de que trata o art. 97, e saídas antecipadas, salvo zar despesas com a util ização de meio próprio de locom o-
d
i na hipótese de compensação de horário, até o mês sub- ção para a execução de serviços externos, por força das
rv sequente ao da ocorr ência, a ser estabe lecida pela chefia atribuições próprias do cargo, conforme se dispuser em
e imediata. regulamento.
S
o Parágrafo único. As faltas justificadas decorrentes O auxílio-moradia consiste no ressarcimento das
d de caso fortuito ou de força maior poderão ser compen- despesas comprovadamente realizadas pelo servidor
s
e sadas a critério da chefia imediata, sendo assim conside- com aluguel de moradia ou com meio de hospedagem
õ
iç radas como efetivo exercício. admini strado por empresa hot eleira, no prazo de um mês
bi Salvo por imposição legal, ou mandado judicial, após a comprovação da despesa pe lo servidor.
ro nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou pro-
P vento. Mediante autorização do servidor, poderá haver Gratificações e adicionais
e consignação em folha de pagamento a favor de terceiros,
s
re a critério da Admi nistração e com reposição de custos, na Além do vencimento e das vantagens previstas na
e forma definida e m regulamento.
v lei, o art. 61 determina que serão deferidas aos servidores
e
D r as seguintes retribuições, gratificações e adicionais:
, a Vantagens retribuição pelo exercício de função de dire-
s n •

o li ção, chefia e a ssessoramento ;


it ip
e ri c Além do vencimento, poderão ser pagas ao servi- • gratificação natalina;
s
D iD dor as segui ntes vantagens: • adicional pelo exercício de atividades insalu-
-e • indenizações; bres, perigosas ou penosas;
3 gratificações adicional pela prestação de serviço extraordi-
0m
• •

i adicionais. nário;
lo e g •

u • adicional noturno;
tí R adicional de férias;
pu Lembre-se: •

ae • outros, relativos ao local ou à natureza do tra-


CS balho;
Va ntagen s I nden i zações • gratificação por encargo de curso ou concurso.
52
I nd e n i z aç õe s Não se incor- Ajuda de custo O art. 62 da lei prevê que, ao servidor ocupante de
poram cargo efetivo investido em função de direção, chefia ou
o assessoramento, cargo de provimento em comissão ou
ci Gratificações Diárias
de natureza especial , é devida retribu ição pelo seu exer -
nÚ A d i c io n a i s Incorporam-
-se Au x í lio-moradia cício.
o A gratificação natalina corresponderá a 1/12 da re-
ci ransporte muneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro,
d
ír por mês de exercício no respectivo a no.
Indenizações Segundo o art. 68 da lei, os servidores que traba-
u
J lhem com habitualidade em locais i nsalubres ou em con-
e As indenizações não se incorporam ao vencimen- tato permanente com substâncias tóxicas, radioativas
m
i to ou provento para qualquer efeito. Já as gratificações e ou com risco de vida, fazem jus a um adicional sobre o
g os adicionai s incorporam-se ao venci mento ou proven to vencimento do cargo efetivo. O servidor que fizer jus aos
e adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá
R nos casos e condições indicados em lei.
optar por um deles.
De acordo com o art. 51 da Lei n. 8.112/90, consti-
tuem indenizações ao servidor: O serviço extraordinário será remunerado com
• ajuda de custo; acréscimo de 50% (cinquenta por cento) em relação à
• diárias; hora normal de trabalho. Somente será permitido servi-
• transporte; ço extraordinário para atender a situações excepcionai s
• auxílio-moradia. e temporárias, respeitado o limite máximo de 2 horas por
jornada .
A ajuda de custo destina-se a compensar as des- O serviço noturno, prestado em horário compre-
pesas de i nstalação do servidor que, no interesse do ser- endido entre 22 horas de um dia e horas do dia seguin-
te, terá o valor-hora acrescido de 25% (vinte e cinco por
viço,
de passar aem
domicílio tercaráter
exercício em nova sede,
permanente, como mudança
vedado duplo pa- cento), computando-se cada hora como cinquenta e dois
gamento de indenização, a qualquer tempo, no caso de o minutos e trinta segundos.
cônjuge ou companheiro, que detenha também a condi- O adicional de férias, de acordo com o art. 76 da lei,
ção de servidor, vir a ter exercício na mesma sede. corresponde a 1/3 da remuneração do período das férias.
As diárias e passagens destinam-se a indenizar as A Lei n. 11.314/2006 incluiu no art. 76-A a Gratifi-
parcelas de despesas extraordinárias com pousada, ali- cação por Encargo de Curso ou Concurso para o servidor
mentação e loco moção urbana, e são devida s ao servidor que:
que, a serviço, afastar-se da sede em caráter eventual • atuar como instrutor em cu rso de formação, de
ou transitório para outro ponto do território nacional ou desenvolvimento ou de treinamento regular-
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e
o
c
il
mente instituído no âmbito da Administração blica, não podendo ser relevada pela Administração.
Pública Federal; Com relação ao tempo de serviço, é contado para b
ú
participar de banca exami nadora ou de comis- todos os efeito s o tempo de serviço públ ico federal, inclu- P
r

são para exames orais, para análise curricula r, sive o prestado às Forças Armad as. A apuração do tempo o
para correção de provas discursivas, para ela- de serviço será feita em dias, que serão convertidos em d
i
boração de questões de provas ou para julga- anos, considerado o ano como 365 dias. v
r
mento de recursos intentados por candidatos; São considerados como de efetivo exercício os e
S
• participar da logística de preparação e de re- afastamentos em virtude de (art. 102): o
alização de concurso público envolvendo ati- I – férias; d
s
vidades de planejamento, coordenação, su- II – exercício de cargo em comissão ou equiva lente, e
õ
pervisão, execução e avaliação de resultado, em órgão ou entidade dos Poderes da União, dos Estados, iç
quando tais atividades não estiverem incluí- Municípios e Distr ito Feder al; ib
das entre as suas atribu ições permanentes; III – exercício de cargo ou função de governo ou o
r
participar da aplicação, fiscalizar ou avaliar administração, em qualquer parte do território nacional, P
e

provas de exame vestibular ou de concurso por nomeação do President e da República; s


público ou supervisionar essas atividades. IV – participação em programa de treinamento re
regularmente instituído ou em programa de pós-gradu- e
v
A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso ação stricto sensu no País, conforme dispuser o regula- e
r
não se incorpora ao vencimento ou salário do servidor mento; ,D a
s n i
para qualquer efeito e não poderá ser utilizada como base V – desempenho de ma ndato eletivo feder al, esta- o ti lp
de cálculo para quaisquer outras vantagens, inclusive dual, municipal ou do Distrito Federal, exceto para pro- e i
para fins de cálculo dos proventos da aposentad oria e das moção por merecimento; ri c s
pensões. VI – jú ri e outros serviços obrigatórios por lei; D iD
-e
VII – missão ou estudo no exterior, quando auto- 3
rizado o a fastamento, confo rme dispuser o regulamento; 0m i
Direito de petição e tempo de serviço VIII – licença: lo e
g
a) à gestante, à adotante e à paternidade; tí Ru
O direito de petição assegurado constitucional- b) para tratamento da própria saúde, até o limite de pu
mente é previsto ao servidor de acordo com o disciplina- ae
vinte e quatro meses, cumulativo ao longo do tem- CS
do nos arts. 104 a 115 da Lei n. 8.112/90. po de serviço público prestado à União, em cargo
É assegurado ao serv idor o direito de requerer aos de provimento efetivo;
Poderes Públicos, em defesa de direito ou interesse le- 53
c) para o desempenho de mandato classista ou
gítimo. O requerimento será dirigido à autoridade com- participação de gerência ou administração em
petente para decidi-lo e encaminhado por intermédio sociedade cooperativa constituída por servidores o
daquela a que estiver imediatamente subordinado o re- para prestar serviços a seus membros, exceto para c i
querente.
Na hipótese de indeferimento, cabe pedido de re- efeito de promoção por merecimento;
d) por motivo de acidente em serviço ou doença n
Ú
consideração à autoridade que houver expedido o ato ou o
proferido a primeira decisão, não podendo ser renovado .
profissional; c
i
O art. 107 da Lei n. 8.112/90 determina que caberá
e) para capacitação, conforme dispuser o regula-
mento; írd
recurso: do indeferimento do pedido de reconsideração f) por convoca ção para o serviço m ilitar; u
J
e das decisões sobre os recursos sucessivamente inter-
postos.
IX – deslocamento para a nova sede (...); e
O recurso será dirigido à autoridade imediatamen-
X – participação em competição desportiva nacio- mi
te superior à que tiver expedido o ato ou proferido a deci-
nal ou convocação para integrar representação despor- g
tiva nacional, no País ou no exterior, conforme disposto e
são, e, sucessivamente, em escala ascendente, às demais em lei específica; R
autoridades. O prazo para interposição de pedido de re- XI – a fastamento para servir em organismo inter -
consideração ou de recurso é de 30 (trinta) dia s, a contar nacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere.
da publicação ou da ciência, pelo interessado, da decisão Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria e
recorrida. disponibi lidade (art. 103):
A juízo da autoridade competente, o recurso pode- I – o tempo de serviço público prestado aos Esta-
rá ser recebido com efeito suspensivo e, em caso de pro- dos, Municípios e Distrito Federal;
vimento do pedido de reconsideração ou do recurso, os II – a licença para tratamento de saúde de pessoal
efeitos da decisão retroagirão à data do ato impugnado. da família do servidor, com remuneração, que exceder a
Com relação ao prazo prescricional do direito de 30 (trinta) dias em período de 12 (doze) meses;
requerer, a5Lei
• n. 8.112/90
(cinco) determina
anos, quanto aosno art.de
atos 110:
demissão e III – a l icença para atividade política (...);
IV – o tempo correspondente ao desempenho de
de cassação de aposentadoria ou disponibi- mandato eletivo feder al, estadual, mun icipal ou distrital ,
lidade, ou que afetem interesse patrimonial e anterior ao ingresso no serviço público federal;
créditos resultant es das relações de tra balho; V – o tempo de serviço em atividade privada, vin-
• 120 (cento e vinte) dias, nos dema is casos, sa l- culada à Previdência Social;
vo quando outro prazo for fixado em lei. VI – o tempo de serviço relativo a tiro de guerra;
VII – o tempo de licença para tratament o da própria
O pedido de reconsideração e o recurso, quando saúde que exceder o prazo a que se refere a alínea b do
cabíveis, interrompem a prescrição, que é de ordem pú-
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e
o
icl inciso VIII do a rt. 102. to Federal e dos Municípios, poderá haver exercício pro-
b O tempo em que o servidor esteve aposentado será visório em órgão ou entidade da Administração Federal
ú
P contado apenas para nova aposentadoria. Será contado direta, autárquica ou fundacional, desde q ue para o exer-
r
o em dobro o tempo de serviço prestado às Forças Arma- cício de atividade compatível com o seu cargo.
d
i das em operações de guerra. É vedada a contagem cumu-
rv lativa de tempo de serviço prestado concomitantemente Da licença para o serviço militar
e em mais de um cargo ou função de órgão ou entidades
S
o dos Poderes da União, Estado, Distrito Federal e Municí- Ao servidor convocado para o serviço militar será
d pio, autarquia, fundação pública, sociedade de economia
s concedida licença, na forma e nas condições previstas na
e mista e empresa pública. legislação específica. Concluído o serviço mi litar, o servi-
õ
iç dor terá até 30 (trinta) dias sem remuneração para reas-
bi Licenças e afastamentos sumir o e xercício do cargo.
ro
P O servidor tem direito de obter licenças, conforme
e Da licença para atividade política
s
re determinapor
o art. 81 da Lei
motivo n. 8.112/90.
d e doença São elas:
em pessoa da famíl ia; O servidor terá direito a licença, sem remunera-
e

v • por motivo de afastamento do cônjuge ou ção, durante o período que mediar entre a s ua escolha em
e
D r companheiro; convenção partidá ria, como candidato a ca rgo eletivo , e a
, a para o serviço militar;
s n •
véspera do registro de sua ca ndidatura perante a Justiça
o li para atividade política;
it ip Eleitoral.

e ri c • para capacitação; O servidor candidato a cargo eletivo na localidade


s
D iD • para tratar de interesses particulares; onde desempenha suas funções e que exerça cargo de
-e • para desempenho de mandato classista. direção, chefia, assessoramento, arrecadação ou fiscali-
3 zação, dele será afastado, a partir do dia imediato ao do
0m i
lo e g Da licença por motivo de doença em pessoa da registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral,
tí R u família até o décimo dia seguinte ao do pleito.
pu A partir do registro da candidatura e até o décimo
ae dia seguinte ao da eleição, o servidor fará jus à licença,
CS Poderá ser concedida licença ao serv idor por moti-
vo de doença do cônjuge ou companheiro, dos pais, dos fi- assegurados os vencimentos do cargo efetivo, somente
lhos, do padrasto ou madrasta e enteado, ou dependente pelo período de três meses.
54 que viva a suas expensas e conste do seu assentamen-
to funcional, mediante comprovação por perícia médica Da licença para capacitação
o oficial.
ci A licença somente será deferida se a assistên- Após cada quinquênio de efetivo exercício, o ser-
nÚ cia direta do servidor for indispensável e não puder ser
prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou
vidor poderá, no interesse da Administração, afastar-se
do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remu-
o
ci
mediante compensação de horário. neração, por até três meses, para participar de curso de
d A licença poderá ser concedida a cada período de 12 capacitação profissional. Os períodos de licença não são
ír meses nas seguintes condições (art. 83, §§ 2º e 3º): acumuláveis.
u
J I – por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não,
e mantida a remuneraçã o do servidor; e Da licença para tratar de interesses particulares
m II – por até 90 (noventa) dias, consecutivos ou não,
i sem remuneração.
g A critério da Administração, poderão ser conce-
e § 3º O início do interstício de 12 (doze) meses será didas ao servidor ocupante de cargo efetivo, desde que
R contado a partir da data do deferimento da primeira li- não esteja em estágio probatório, licenças para o trato de
cença concedida. assuntos particula res pelo prazo de até três anos conse-
A soma das licenças remuneradas e das licenças cutivos, sem remuneração. A licença poderá ser inter-
não remuneradas, incluídas as respectivas prorroga- rompida, a do qualquer tempo, a pedido servidor ou no
ções, concedidas em um mesmo período de 12 (doze) me- interesse do serviço.
ses, não poderá ultrapassar os limites estabelecidos nos
incisos I e II do § 2º.
Da licença para o desempenho de mandato clas-
Da licença por motivo de afastamento do cônjuge sista
Poderá ser concedida licença ao servidor para É assegurado
remuneração para oao servidor o direito
desempenho à licença
de mandato emsem
con-
acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado
para outro ponto do território nacional, para o exterior ou federação, federação, associação de classe de âmbito
para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Execu- nacional, sindicato representativo da categoria ou enti-
tivo e Legislativo. A licença será por prazo indeterminado dade fiscalizadora da profissão, ou, ainda, para participar
e sem remuneração. de gerência ou adminis tração em sociedade cooperativa
No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou com- constituída por servidores públicos para prestar servi-
panheiro também seja servidor público, civil ou militar, ços a seus membros.
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distri- Somente poderão ser licenciados servidores elei-

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e
o
c
il
tos para cargos de direção ou representação nas referi- do cargo eletivo;
das entidades, desde que cadastradas no Ministério da b) não havendo compatibilidade de horário, será b
ú
Administração Federal e Reforma do Estado. A licença afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua re- P
r
terá duração igual à do mandato, podendo ser prorroga- muneração. o
da, no caso de reeleição, e por uma ú nica vez. No caso de afastamento do cargo, o servidor con- d
i
tribuirá para a seguridade social como se em exercí- v
r
cio estivesse. O servidor investido em mandato eletivo e
Do afastamento para servir a outro órgão ou en- S
ou classista não poderá ser removido ou redistribuído o
tidade de ofício para localidade diversa daquela onde exerce o d
s
mandato. e
O servidor poderá ser cedido pa ra ter exercício em õ
outro órgão ou entidade dos Poderes da União, dos Esta- iç
dos, ou do Distrito Federal e dos Municípios, nas seguin- Do afastamento para estudo ou missão no exte- ib
o
r
tes hipóteses: rior P
I – para exercício de ca rgo em comissão ou função e
s
de confiança;
II – em casos previstos em leis específicas. O missão
tudo ou servidoroficial
não poderá ausentar-sedo
, sem autorização doPresidente
país para es-
da re
e
Na hipótese do número I, sendo a cessão para ór- República, Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e v
e
r
,D a
gãos ou entidades dos Estados, do Distrito Federal ou dos President e do Supremo ribunal Federal.
Municípios, o ônus da remuneração será do órgão ou en- A ausência não excederá a 4 (quatro) anos, e, fin- s n i
tidade cessionária, mantido o ônus para o cedente nos da a missão ou estudo, somente decorrido igual período, o ti lp
e i
demais casos. será permitida nova ausência. ri c s
No caso de o servidor cedido a empresa pública ou Ao servidor beneficiado pelo d isposto neste artigo D iD
sociedade de economia mista, nos termos das respecti- não será concedida exoneração ou licença pa ra tratar de -e
vas normas, optar pela remuneração do cargo efetivo ou interesse particular antes de decorrido período igual ao 3
0m i
pela remuneração do cargo efetivo acrescida de percen- do afastamento, ressalvada a h ipótese de ressarcimento lo e
g
tual da retribu ição do cargo em comissão, a entidade ces- da despesa havida com seu a fastamento. Essa disposição tí Ru
sionária efetuará o reembolso das despesas realizadas não se aplica aos servidores da carreira diplomática. pu
pelo órgão ou entidade de srcem. O afastamento de servidor para servi r em organis- ae
CS
A cessão far-se-á mediante portaria publicada no mo internacional de que o Brasil participe ou com o qual
Diário Oficial da União. Mediante autorização expressa do coopere dar-se-á com perda total da remuneração.
Presidente da República, o servidor do Poder Executivo 55
poderá ter exercício em outro órgão da Administração Do afastamento para participação em programa
Federal direta que não tenha quadro próprio de pessoal,
de pós-graduação “stricto sensu” no país o
para fim determinado e a prazo certo. c i
As cessões
de sociedade de empregados
de economia de empresa
mista, que pública do
receba recursos ou O servidor poderá, no interesse da Adm inistração,
e desde que a participação não possa ocorrer simultane- n
Ú
esouro Nacional para o custeio total ou parcial da sua o
folha de pagamento de pessoal, independem das dis- amente com o exercício do cargo ou mediante compen- c
i
posições contidas nos incisos I e II e §§ 1º e 2º do art. 93 sação de horário, afastar-se do exercício do cargo efetivo,
com a respectiva remuneração, para participar em pro-
írd
(Lei n. 8.112/90), ficando o exercício do empregado cedido
grama de pós-graduação stricto sensu em ins tituição de u
J
condicionado a autorização específica do Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão, exceto nos casos de ensino superior no país. e
ocupação de cargo em comissão ou função gratificada. Ato do dirigente máximo do órgão ou entidade de- mi
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Ges- finirá, em conformidade com a legi slação vigente, os pro - g
gramas de capacitação e os critérios para participação e
tão, com a finalidade de promover a composição da for-
em programas de pós-graduação no país, com ou sem R
ça de trabalho dos órgãos e entidades da Administração
Pública Federal, poderá determinar a lotação ou o exer cí- afastamento do servidor, que serão avaliados por um co-
cio de empregado ou servidor. mitê constituído para este fim.
Os afastamentos para realização de programas
de mestrado e doutorado somente serão concedidos aos
Do afastamento para exercício de mandato eleti- servidores titulares de cargos efetivos no respectivo ór-
vo gão ou entidade há pelo menos 3 (três) anos para mestra-
do e 4 (quatro) anos para doutorado, incluído o período de
Ao servidor investido em mandato eletivo apli- estágio probatório.
cam-se as seguintes disposições, conforme art. 94 d a Lei Os afastamentos para realização de programas de
n. 8.112/90: pós-doutorado somente serão concedidos aos servido-
I – tratando-se de mandato federal, estadual ou res titulares de cargos efetivos no respectivo órgão ou
distrital, ficará a fastado do cargo ; entidade há pelo menos quatro anos, incluído o período
II – investido no mandato de Prefeito, será afastado de estágio probatório.
do cargo, sendo-lhe facultado optar pela s ua remunera- Os servidores beneficiados pelos afas tamentos t e-
ção; rão que permanecer no exercício de suas funções, após
III – investido no mandato de vereador: o seu retorno, por um período igual ao do afastamento
a) havendo compatibilidade de horário, perceberá concedido.
as vantagens de seu ca rgo, sem prejuízo da remuneração Caso o servidor venha a solicitar exoneração do
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e
o
icl cargo ou aposentadoria, antes de cumprido o período de ou de outrem, em detrimento da dignidade da
b permanência, deverá ressarcir o órgão ou entidade dos função pública;
ú
P gastos com seu aperfeiçoamento. participar de gerência ou administração de
r

o sociedade privada, personificada ou não per-


d
i Regime disciplinar dos servidores sonificada, exercer o comércio, exceto na qua-
rv lidade de acionista, cotista ou comanditário;
e atuar, como procurador ou intermediário,
S Deveres do servidor •

o junto a repart ições públ icas, salvo quando se


d tratar de benefícios previdenciários ou assis-
s Os deveres do servidor público no âmbito federal
e tenciais de parentes até o segundo grau, e de
õ estão previstos no art. 116 da Lei n. 8. 112/90; são eles:
iç exercer com zelo e dedicação as atribuições do
cônjuge ou companheiro;
bi

• receber propina, comissão, presente ou van-
cargo;
ro ser leal às instituições a que servir;
tagem de qualquer espécie, em razão de suas
P •
atribuições;
e • observar as normas legais e regulamentares; aceitar comissão, emprego ou pensão de esta-
s •

re

cumprir as ordens
manifestamente superiores, exceto quando
ilegais; do estrangeiro;
e praticar usura sob qualquer de suas formas;
v atender com presteza:

e •
proceder de forma desidiosa;
D r a) ao público em geral, prestando as informa-

, a utilizar pessoal ou recursos materiais da re-


s n

ções requeridas, ressalvadas as protegidas por
o li partição em serviços ou atividades particula-
it ip sigilo; res;
e ri c b) à expedição de certidões requeridas para
s cometer a outro servidor atribuições estra-
D iD

defesa de direito ou esclarecimento de situa- nhas ao cargo que ocupa, exceto em situações
-e ções de interesse pessoal;
3 de emergência e transitórias;
0m c) às requisições para a defesa da Fazenda Pú-
i • exercer quaisquer atividades que sejam in-
lo e g blica; compatíveis com o exercício do cargo ou fun-
tí R u • levar ao conhecimento da autoridade superior ção e com o horário de trabalho e recusar-se a
pu as irregularidades de que tiver ciência em ra- atualizar seus dados cadastrais quando solici-
ae zão do cargo;
CS tado.
• zelar pela economia do material e pela conser-
vação do patrimônio público;
56 • guardar sigi lo sobre assunto da repartição; Responsabilidades
• manter conduta compatível com a moralidade
administrativa; O tema das responsabilidades do servidor é trata-
o do na legislação nos arts. 121 a 126 da Lei n. 8.112/90.
ci • ser assíduo e pontual ao serv iço;
As responsabilidades civil, penal e administrati-

nÚ tratar
tar com urbanidade
contra ilegalidade, as pessoasoue abuso
omissão represen-
de va, conforme anteriormente dito, são independentes, ou
o poder. seja, por um mesmo fato, o servidor poderá responder
ci nas três esferas.
d
ír Proibições do servidor O servidor responde civil, penal e administrativa-
mente pelo exer cício irregular de suas atribuições. A res-
u
J ponsabilidade c ivil decorre de ato omissivo ou comissivo,
e O servidor, por força do art. 117 da Lei n. 8.112/90, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a
m tem as seguintes proibições:
i ausentar-se do serviço durante o expediente,
terceiros. ratando-se de dano causado a terceiros, res-
g •
ponderá o servidor perante a Fazenda Pública, em ação
e sem prévia autorização do chefe i mediato; regressiva.
R retirar, sem prévia anuência da autoridade

A obrigação de reparar o dano estende-se aos su-
competente, qualquer documento ou objeto da cessores e contra eles será executada, até o lim ite do va-
repartição; lor da herança recebida. A r esponsabilid ade penal abran-
• recusar fé a documentos públicos; ge os crimes e contravenções imputados ao servidor,
• opor resistência injustificada ao a ndamento de nessa qualidade.
documento e processo ou execução de serviço; A responsabilidade civil-administrativa resulta
• promover manifestação de apreço ou desa- de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho
preço no recinto da repartição; do cargo ou função. As sanções civis, penais e adminis-
• cometer a pessoa estranha à repartição, fora trativas poderão cumular-se, sendo independentes en-
dos casos previstos em lei, o desempenho de tre si. A responsabilidade administrativa do servidor
atribuição que seja de sua responsabil idade ou
de seu subordinado; será afastada no caso de absolvição criminal que negue
a existência do fato ou sua autoria.
• coagir ou aliciar subordinados no sentido de
filiarem-se a associação profissional ou sindi-
cal, ou a partido político; Penalidades
• manter sob sua chefia imediata, em cargo ou
função de confia nça, cônjuge, companheiro ou rês são as maneiras de desinvestidura do servi-
parente até o segundo grau civil; dor do cargo: a demissão, a exoneração e a dispensa .
• valer-se do cargo para lograr proveito pessoal A demissão ocorre pelo cometimento de falta gra-

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e
o
c
il
ve. A exoneração pode ser a pedido do interessado ou de sando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a de-
ofício, quando não satisfeitas as condições do estágio terminação. b
ú
probatório ou para os cargos em comissão. A dispensa Quando houver conveniência para o serviço, a pe- P
r
ocorre em relação aos contratados pela CL, quando não nalidade de suspensão poderá ser convertida em multa, o
houver justa causa. na base de 50% (cinquenta por cento) por dia de venci- d
i
Sendo assim, trataremos neste tópico das penali- mento ou remuneração, ficando o servidor obrigado a v
r
dades aplicáveis ao servidor, que, de acordo com o art. 127, permanecer em serviço. e
S
resumem-se em: Por fim, as penalidades de advertência e de sus- o
advertência; pensão terão seus registros cancelados, após o decurso d

s
suspensão; de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício, respecti- e
õ

• demissão; vamente, se o servidor não houver, nesse período, prati- iç


• cassação de aposentadoria ou disponibilidade; cado nova infração disciplinar. O cancelamento da pena- ib
• destituição de cargo em comissão e destitui- lidade não s urtirá efeitos retroativ os. o
r
ção de função comissionada. P
e
s
Na aplicação das penal idades, serão considerados: Demissão re
a natureza e a gravidade da infração cometida; os danos e
A demissão será aplicada nas hipóteses do art. 132 v
que dela provierem para o serviço público; as circuns- e
da Lei n. 8.1 12/90: r
tâncias agravantes ou atenuantes; e os antecedentes crime contra a Administração Pública; ,D a

s n i
funcionais. • abandono de cargo; o ti lp
O ato de imposição da penalidade mencionará inassiduidade habitual; e i
sempre o fundamento legal e a causa da sanção discipli-

ri c s
nar.
• improbidade administrativa; D iD
• incontinência pública e conduta escandalosa, -e
na repartição; 3
Advertência insubordinação grave em serviço; 0m i
lo e
g

• ofensa física, em serviço, a servidor ou a par- u


A advertência será aplicada por escrito, nos casos ticular, salvo em legítima defesa própria ou de tí R
pu
de: outrem; ae
• ausentar-se do serviço durante o expediente, • aplicação irregular de dinheiros públicos; CS
sem prévia autorização do chefe i mediato; • revelação de segredo do qual se apropriou em
• retirar, sem prévia anuência da autoridade razão do cargo; 57
competente, qualquer documento ou objeto da • lesão aos cofres públicos e dilapidação do pa-
repartição; trimônio nacional;
recusar fé a documentos públicos; corrupção; o

• opor resistência injustificada ao a ndamento de


• acumulação ilegal de cargos, empregos ou


c i
documento e processo ou execução de serviço; funções públicas; n
Ú
• promover manifestação de apreço ou desa- • valer-se do cargo para lograr proveito pessoal o
preço no recinto da repartição; ou de outrem, em detrimento da dignidade da c
i
• cometer a pessoa estranha à repartição, fora função pública; írd
dos casos previstos em lei, o desempenho de participar de gerência ou administração de
atribuição que seja de sua responsabil idade ou

sociedade privada, personificada ou não per- u


J
de seu subordinado; sonificada, exercer o comércio, exceto na qua- e
• coagir ou aliciar subordinados no sentido de lidade de acionista, cotista ou comanditário; mi
filiarem-se a associação profissional ou sindi- atuar, como procurador ou intermediário, g
e

cal, ou a partido político; junto a repart ições públ icas, salvo quando se R
• manter sob sua chefia imediata, em cargo ou tratar de benefícios previdenciários ou assis-
função de confia nça, cônjuge, companheiro ou tenciais de parentes até o segundo grau, e de
parente até o segundo grau civil; cônjuge ou companheiro;
• recusar-se a atualizar seus dados cadastrais • receber propina, comissão, presente ou van-
quando solicitado; tagem de qualquer espécie, em razão de suas
• inobservar dever funcional previsto em lei, re- atribuições; aceitar comissão, emprego ou
gulamentação ou norma interna, que não jus- pensão de estado es trangeiro;
tifique imposição de penalidade mais grave. • praticar usura sob qualquer de suas formas;
• proceder de forma desidiosa;
• utilizar pessoal ou recursos materiais da re-
Suspensão partição em serviços ou atividades particula-
A suspensão será aplicada em caso de reincidên- res.
cia das faltas punidas com advertência e de violação das
demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a Cassação de aposentadoria e destituição do
penalidade de demissão, não podendo exceder de 90 (no- cargo em comissão
venta) dias.
É possível também no caso do servidor que, injus- Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade
tificadamente, recusar-se a ser submetido a inspeção do inativo que houver praticado , na atividade, falta puní-
médica determinada pela autoridade competente, ces-
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e
o
icl vel com a demissão. imediata, mediante sindicância ou processo administra-
b A destituição de cargo em comissão exercido por tivo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa.
ú
P não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ense-
r
o infração sujeita às penalidades de suspensão e de demis- jar a i mposição de p enal idade de s uspen são por m ais de
d
i são. 30 (trinta) dias, de demissão, cassação de aposentadoria
rv Não poderá retornar ao serviço público federal o ou disponibil idade, ou destituição de cargo em comissão,
e servidor que for demitido ou destituído do cargo em co- será obrigató ria a in stauração de processo disciplinar.
S
o missão nas segui ntes situações: A sindicância pode ser conceituada como o meio
d crime contra a Administração Pública; sumário de apuração de infrações que possam ser ape-
s •

e improbidade administrativa; nadas somente com advertência ou suspensão por até 30


õ

iç • aplicação irregular de dinheiros públicos; dias.


bi • lesão aos cofres públicos e dilapidação do pa- A sindicância poderá resultar em:
ro trimônio nacional; • arquivamento do processo;
P corrupção. aplicação de penalidade de advertência ou
e
• •

s suspensão de até 30 (trinta) dias;


re Competência para aplicação de penalidades • instauração de processo disciplina r.
e
v
e Como medida cautelar e a fim de que o ser vidor não
D r A competência para aplicação das penalidades
, a disciplina res segue a regra estabelecida no art. 141 da Lei venha a influir na apuração da irregularidade, a autorida-
s n
o li n. 8.112/90, conforme abaixo: de instauradora do processo disciplina r poderá determi-
it ip nar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo prazo
e ri c • Presidente da República, pelos President es
s de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração.
D iD das Casas do Poder Legislativo e do s ribunais
Quando o fato narrado não configurar evidente in-
-e Federais e pelo Procurador-Geral da Repúbli-
3 ca, quando se tratar de demiss ão e cassação de fração disciplinar ou ilícito penal, a denúncia será arqui-
0m i aposentadoria ou disponibilidade de servidor vada, por falta de objeto.
lo e g
vinculado ao respectivo Poder, órgão, ou enti- O prazo para conclusão da sindicância não exce-
tí R u derá 30 (trinta) dias, podendo ser prorrogado por igual
dade;
pu período, a critério da autoridade superior.
ae • autoridades admini strativas de hierarquia
CS imediatamente inferior àquelas mencionadas
acima qua ndo se tratar de suspensão superior Processo administrativo disciplinar
a 30 (trinta) dias; Nenhuma pena poderá ser aplicada ao servidor
58
• pelo chefe da repartição e outras autoridades senão por sindicância ou processo administrativo disci-
na forma dos respectivos regimentos ou regu- plinar, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa.
o lamentos, nos casos de advertência ou de s us- O art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal garante
ci pensão de até 30 (trinta) dias; o contraditório e a ampla defesa em processo judicial ou
nÚ • pela autoridade que houver feito a nomeação, administrativo, não mencionando a sindicância, mas a
esta se estende porque dela pode resultar a aplicação de
o quando se tratar de destituição de cargo em
ci comissão. uma pena.
d
ír No que se refere à necessidade de presença de ad-
vogado no processo administrativo disciplinar, o Supre-
u Prazo prescricional da ação disciplinar
J mo ribunal Federal, por meio da Súmula Vinculante 5,
e Com relação ao prazo da ação disciplinar contra o
decidiu que:
m
i servidor, a lei no art. 142, determina:
Súmula Vincula nte 5: A falta de defesa técnica por
g 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis
advogado no processo administrativo disciplinar não
e •
ofende a Constituição.
R com demissão, cassação de aposentadoria ou Portanto, no processo administrativo disciplinar,
disponibilidade e destituição de cargo em co- não existe a obrigato riedade de par ticipação de advoga-
missão; do.
• 2 (dois) anos, quanto à suspensão; O processo disciplinar é o instrumento destinado
• 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertên- a apurar responsabilidade de servidor por infração pra-
cia. ticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha
relação com as atribuições do cargo em que se encontre
Processo administrativo disciplinar investido.
Sua condução se dará por comissão composta de
A Lei n. 8.112/90, a parti r do art. 116, trata do regime três servidores estáveis designados pela autoridade
disciplinar
lidades aosdo servidor público.
servidores, existemPara aplicação de pena-
dois procedimentos de- competen te e se desenvolv e nas seguintes fases: in stau-
ração, com a publicação do ato que constituir a comissão;
finidos na lei: a sindicância e o processo administrativo inquérito administrativo, que compreende instrução, de-
disciplina r. Vejamos cada um deles. fesa e relatório e julgamento.
O prazo para a conclusão do processo disciplinar
Sindicância não excederá 60 (sessenta) dias, contados da data de pu-
blicação do ato que constituir a comissão, admitida a sua
A autoridade que tiver ciência de irregularidade prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias o
no serviço público é obrigada a promover a sua apuração exigirem.
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e
o
c
il
Na fase do inquérito, a comissão promoverá a to- trícula do servidor, e a materialidade pela descrição dos
mada de depoimentos, acareações, investigações e di- cargos, empregos ou funções públicas em situação de b
ú
ligências cabíveis, objetivando a coleta de prova, recor- acumulação ilegal, dos órgãos ou entidades de vincu- P
r
rendo, quando necessário, a técnicos e peritos, de modo a lação, das datas de ingresso, do horário de trabalho e do o
permitir a completa elucidação dos fatos. corresponden te regime jurídico. d
i
É assegurado ao servidor o di reito de acom panhar A comissão lavrará, até três dias após a publicação v
r
o processo pessoalmente ou por i ntermédio de procura- do ato que a constituir, termo de indiciação em que serão e
S
dor, arrolar e reinquirir testemunhas, produzir provas e transcritas as informações de que trata o parágrafo an- o
contraprovas e formular quesitos, quando se tratar de terior, bem como promoverá a citação pessoal do servi- d
s
prova pericial. dor indiciado, ou por intermédio de sua chefia imediata, e
õ
O presidente da comissão poderá denegar pedidos para, no prazo de cinco dias, apresentar defesa escrita, iç
considerados impertinentes, meramente protelatórios, assegurando-se-lhe vista do processo na repartição. ib
ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. Apresentada a defesa, a comissão elaborará rela- o
r
Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do tório conclusiv o quanto à inocência ou à responsabilida- P
acusado, a comissão proporá à autoridade competente de do servidor, em que resumirá as peças principais dos e
s
que ele seja submetido a exame por junta médica oficial, autos, opinará sobre a lic itude da acumulação em exame, re
da qual par ticipe pelo menos um médico psiquiatra. indicará o respectivo dispositivo legal e remeterá o pro- e
v
Reconhecida a responsabilidade do servidor, a cesso à autoridade instauradora, para jul gamento. e
r
comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar No prazo de cinco dias, contados do recebimento do ,D a
s n i
transgredido, bem como as circunstâncias agravantes processo, a autoridade julgador a proferirá a sua decisão. o ti lp
ou atenuantes. A opção pelo servidor até o último dia de prazo e i
No prazo de 20 (vinte) dias, contados do recebi- para defesa configurará sua boa-fé, hipótese em que se ri c s
mento do processo, a autoridade julgadora proferirá a sua converterá automaticamente em pedido de exoneração D iD
-e
decisão. Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada do outro cargo. 3
da autoridade instauradora do processo, este será e nca- Caracterizada a acumulação ilegal e provada a 0m i
minhado à autoridade compet ente, que decidirá em ig ual má-fé, aplicar-se-á a pena de demissão, destituição ou lo e
g
prazo. O julgamento acatará o relatório da comissão, sal- cassação de aposentadoria ou disponibilidade em rela- tí Ru
vo quando contrário às provas dos autos. ção aos cargos, empregos ou funções públicas e m regime pu
ae
Quando o relatório da comissão contrariar as pro- de acumulação i legal, hipótese em que os órgãos ou enti- CS
vas dos autos, a autoridade julgadora poderá, motiva- dades de vincu lação serão comunicados.
damente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou O prazo para a conclusão do processo administra-
59
isentar o servidor de responsabilidade. tivo disciplinar submetido ao rito sumário não excederá
O servidor que responder a processo disciplina r só 30 dias, contados da data de publicação do ato que cons-
poderá ser exonerado a pedido, ou aposentado volunta- tituir a comissão, admitida a sua prorrogação por até 15 o
riamente, após a conclusão do processo e o cumprimento dias, quando as circunstâncias o exigirem. c i
da penalidade acaso aplicada. n
Ú
Processo sumário por abandono de cargo o
Processo sumário por acumulação de cargo pú- c
i
blico O abandono de cargo configura-se quando há au- írd
sência intencional do servidor ao serviço por mais de 30 u
J
dias consecutivos.
No caso de acumulação i legal de cargos, empregos
Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao e
ou funções públicas, a Lei n. 8.112/90 estabelece um pro- m
cedimento sumário para a apuração da infração admi- serviço, sem causa justificada, por 60 dias, intercalada- i
mente, durante o período de 12 meses. g
nistrativa cometida pelo servidor. e
Sendo assim, detectada a qualquer tempo a acu- Na apuração de abandono de cargo ou inassidui- R
mulação ilegal de cargos, empreg os ou funções pú blicas, dade habitual, também será adotado o procedimento su-
a autoridade competente notificará o servidor, por in- mário, observando-se especial mente que:
termédio de sua chefia imediata, para apresentar opção • a indicação da m aterialidade dar-se-á:
no prazo improrrogável de dez dias, contados da data da a) na hipótese de abandono de cargo, pela indica-
ciência, e, na hipótese de omissão, adotará procedimento ção precisa do período de ausência intencional do
sumário para a sua apuração e regularização imediata, servidor ao serviço superior a 30 dias;
cujo processo administrativo disciplinar se desenvolve- b)no caso de inassiduidade habitual, pela indica-
rá nas seguintes fases: ção dos dias de falta ao serviço sem causa justifi-
• instauração, com a publicação do ato que cada, por período igual ou superior a 60 dias inter-
constituir
servidoresaestáveis,
comi ssão, a ser composta porindi-
e simultaneamente dois caladamente,
• durante o período
após a apresentação de 12 meses;
da defesa, a comissão
car a autoria e a materialidade d a transgressão elaborará relatório conclusivo quanto à ino-
objeto da apuração; cência ou à responsabilidade do servidor, em
• instrução sumária, que compreende indicia- que resumirá as peças principais dos autos,
ção, defesa e relatório; indicará o respectivo dispositivo legal, opina-
• julga mento. rá, na hipótese de abandono de cargo, sobre a
intencionalidade da ausência ao serviço supe-
A indicação da autoria dar-se-á pelo nome e ma- rior a 30 dias e remeterá o processo à autorida-
de instauradora para julgamento.
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e
o
icl Revisão do processo § 5º Nenhum servidor receberá remuneração infe-
b rior ao salário mínimo.
ú
P Art. 42. NENHUM servidor poderá perceber, men-
r O processo disciplinar poderá ser revisto, a qual-
o quer tempo, a pedido ou de ofício, quando se aduzirem salmente, a título de remuneração, importância superior
d
i à soma dos valores percebidos como remuneração, em
rv
fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar
a inocência do punido ou a inadequação da penalidade espécie, a qua lquer título, no âmbito dos respectivos Po-
e deres, pelos Ministros de Estado [para os cargos do Poder
S aplicada.
o A simples alegação de injustiça da penalidade não Executivo], por membros do Congresso Nacional [ para os
d cargos do Poder Legislativo] e Ministros do Supremo Tri-
s constitui fundamento para a revisão, que requer elemen-
e bunal Federal [ para os cargos do Poder Judiciário].
õ tos novos, ainda não apreciados no processo srcinário.
iç Em caso de falecimento, ausência ou desapare- Parágra fo único. Excluem-s e do teto de remune-
b i ração as vantagens previstas nos incisos II a VII do art. 61
o cimento do servidor, qualquer pessoa da família poderá
r requerer a revisão do processo. No caso de incapacidade [não são considerados para fins do cálculo do teto os valo-
P res recebidos a título de: a) 13º; b) adicional pelo exercício
e mental do servidor, a revisão será requerida pelo respec-
de atividades insalubres, perigosas ou penosas; c) adicio-
s
re tivo curador.
O requerimento de revisão do processo será dirigi- nal pela prestação de serviço extraordinário; d) adicional
e noturno; e) gratificação por encargo de curso ou concurso;
v do ao Mi nistro de Es tado ou autoridade equivalente , que,
e e f) demais adicionais relativos ao local ou natureza das
r se autorizar a revisão, encaminha rá o pedido ao dirigente
,D a do órgão ou entidade onde se srcinou o processo disci- atividades].
sn
o li Art. 43. Revogado.
it ip plinar. Art. 44. O servidor perderá :
e ri c O julgamento caberá à autoridade que aplicou a
s I - a remuneração do dia em que faltar ao serviço ,
D iD penalidade e o prazo é de 20 (vinte) dias, contados do re- SEM motivo justificado;
- e cebimento do processo, no curso do qual a autoridade jul-
3 gadora poder á determinar di ligências. II - a parcela de remuneração diária, proporcio-
0m i nal aos atrasos, ausências justificadas , RESSALVADAS
lo e g Julgada procedente a revisão, será declarada sem
as concessões de que trata o art. 97 [ por exemplo, para
u efeito a penalidade aplicada , restabelecendo-se todos os
ít R direitos do servidor, exceto em relação à destituição do doação de sangue e para alistamento eleitoral], e saídas
pu antecipadas, SALVO na hipótese de compensação de ho-
a e cargo em comissão, que será convertida em exoneração .
C S Da revisão do processo não poderá resultar agravamento rário, até o mês subsequente ao da ocorrência, a ser esta-
de penalidade. belecida pela chefia imediata .
Parágrafo único. As faltas justificadas decorrentes
60
Para finalizar vejamos as disposições constantes de caso fortuito ou de força maior poderão ser compen-
da Lei 8.112/1990: sadas a critério da chefia imediata, sendo assim conside-
o radas como efetivo exercício.
ci Art. 45. SALVO por imposição legal, ou manda do
nÚ Título III - Dos Direitos e Vantagens judic ial , nenhum desconto incidirá sobre a remuneração
ou provento.
o
ci Capítulo I - Do Vencimento e da Remuneração § 1º Mediante autorização do servidor, poderá ha-
d
ír ver consignação em folha de pagamento em favor de
Art. 40. Vencimento é a retribuição pecuniária terceiros, a critério da administração e com reposição de
u
J pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei. custos, na forma definida e m regulamento.
e Parágrafo único. Revogado . § 2º O total de consignações facultativas de que
m
i Art. 41. Remuneração é o venci mento do cargo efe- trata o § 1º não excederá trinta e cinco por cento da re-
g tivo, acrescido das vantagens pecuniárias permanentes muneração mensal, sendo cinco por cento reservados
e estabelecidas em lei. exclusivamente para a amortização de despesas contra-
R § 1º A remuneração do servidor investido em fun- ídas por meio de cartão de c rédito.
ção ou cargo em comissão será paga na forma prevista no Art. 46. As reposições e indenizações ao erário,
art. 62 [ prevê a remuneração a estes servidores]. atualizadas até 30 de junho de 1994, serão previamente
§ 2º O servidor investido em cargo em comissão de comunicadas ao servidor ativo, aposentado ou ao pen-
órgão ou entidade diversa da de sua lotação receberá a sionista, para pagamento, no prazo máximo de trinta
remuneração de acordo com o estabelecido no § 1º do art. dias, podendo ser parceladas, a pedido do interessado.
93 [quando ocorre a cessão do servidor a responsabilida- § 1o O valor de cada parcela não poderá ser inferior
de pelo pagamento será do cessionário, no caso de cessão ao correspondente a dez por cento da remuneração, pro-
de servidor federal para o serviço público estadual, dis- vento ou pensão.
trital ou municipal, nos demais casos a responsabilidade § 2º Quando o pagamento indevido houver ocorri-
pelo pagamento dos salários é do cedente]. do no mês anterior ao do processamento da folha, a re-
§ 3º O vencimento do cargo efetivo, ACRESCIDO posição será feita imediatament e, em uma única parcela.
DAS VANTAGENS DE CARÁTER PERMANENTE , é irredu- § 3º Na hipótese de valores recebidos em decorrên-
tível . cia de cumprimento a decisão liminar, a tutela antecipa-
§ 4º É assegurada a isonomia de vencimentos para da ou a sentença que venha a ser revogada ou rescindida,
cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo serão eles atualizados até a data da reposição.
Poder, ou entre servidores dos três Poderes, ressalvadas Art. 47. O servidor em débito com o erário , que for
as vantagens de caráter individual e as relativas à natu- demitido, exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou
reza ou ao local de trabal ho. disponibilidade cassada, terá o prazo de sessenta dias
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e
o
c
il
para quitar o débito. Parágrafo único. No afastamento previsto no in -
Parágrafo único. A NÃO quitação do débito no pra- ciso I do art. 93 [afastamento para exercício de cargo em b
ú
zo previsto implicará sua inscrição em dívida ativa . comissão em outro órgão], a ajuda de custo será paga pelo P
r
Art. 48. O vencimento, a remuneração e o provento órgão cessionário, quando cabível. o
não serão objeto de arresto, sequestro ou penhora, exce- Art. 57. O servidor ficará obrigado a restitui r a aju- d
i
to nos casos de prestação de alimentos resultante de de- da de c usto quando, injustificadamente, NÃO se apresen- v
r
cisão judicial. tar na nova sede no prazo de 30 (trinta) dias. e
S
o
d
Capítulo II - Das Vantagens Subseção II - Das Diárias s
Art. 49. Além do vencimento, poderão ser pagas ao Art. 58. O servidor que , a serviço, afastar-se da e
õ
servidor as seguintes vantagens : sede em caráter eventual ou transitório para outro ponto iç
I - indenizações ; do território nacional ou para o exterior, fará jus a pas- ib
o
r
II - gratificações ; sagens e diárias destinadas a indenizar as parcelas de
III - adicionais . despesas extraordinária com pousada, alimentação e P
e
s
§ 1ºou
cimento Asprovento
indenizações NÃO SE INCORPORAM
para qualquer efeito. ao ven- locomoção
§ 1º Aurbana, conforme
diária será dispuser
concedida emderegulamento.
por dia afastamen- re
e
§ 2º As gratificações e os adicionais INCORPORAM- to, sendo DEVIDA PELA MEADE quando o deslocamento v
e
-SE ao vencimento ou provento, nos casos e condições não exigir pernoite fora da sede, ou quando a União cus- r
indicados em lei. tear, por meio diverso, as despesas extraordinárias co- ,D a
s n i
Art. 50. As vantagens pecuniárias não serão com- bertas por diárias. o ti lp
putadas, nem acumuladas, para efeito de concessão de e i
ri c s
quaisquer outros acréscimos pecun iários ulteriores, sob A diária concedida por dia de afastamento, será D iD
o mesmo título ou idêntico fundamento. concedida pela metade em duas s ituações: -e
1. não exigir pernoite fora da sede; ou 3
2. a União custear indiretamente as despesas (alo- 0m i
Seção I - Das Indenizações
jamento, veíc ulo do órgão etc.). lo e
g
Art. 51. Constituem indenizações ao servidor: tí Ru
I - ajuda de custo; pu
II - diárias ; § 2º Nos casos em que o deslocamento da sede ae
constituir exigência permanente do cargo, o servidor CS
III - transporte.
IV - auxílio-moradia . NÃO FARÁ JUS A DIÁRIAS.
Art. 52. Os valores das indenizações estabelecidas § 3º ambém NÃO FARÁ JUS A DIÁRIASo servidor 61
nos incisos I a III do art. 51, assim como as condições para que se deslocar dentro da mesma região metropolitana,
a sua concessão, serão estabelecidos em regulamento. aglomeração urbana ou microrregião, constituídas por
municípios limítrofes e regularmente instituídas, ou em o
áreas de controle integrado mantidas com países limí-
c i
Subseção I - Da Ajuda de Custo
Art. 53. A ajuda de custo destina-se a co mpensar
trofes, cuja jurisdição e competência dos órgãos, enti- n
Ú
dades e servidores brasileiros considera-se estendida, o
as despesas de instalação do servidor que, no interes- SALVO se houver pernoite fora da sede , hipóteses em que c
i
se do serviço, passar a ter exercício em nova sede, com
mudança de domicíl io em caráter permanente, VEDADO
as diárias pagas serão sempre as fixadas para os afasta- írd
mentos dentro do território nacional.
o duplo pagamento de indenização, a qualquer tempo, no Art. 59. O servi dor que receber diárias e não se u
J
caso de o cônjuge ou companheiro que detenha também afastar da sede, por qualquer motivo, fica obrigado a res- e
a condição de servidor, vier a ter exercício na mesma m
sede.
tituí-las integralmente, no prazo de 5 (CINCO) DIAS. i
Parágrafo único. Na hipótese de o servidor retor- g
§ 1º Correm por conta da administração as despe- nar à sede em prazo menor do que o previsto para o seu e
sas de transporte do servidor e de sua família, compre- afastamento, restituirá as diárias recebidas em excesso ,
R
endendo passagem, bagagem e bens pessoais. no prazo previsto no caput [EM 5 DIAS].
§ 2º À família do servidor que falecer na nova sede
são assegurados ajuda de cus to e transporte para a loca-
lidade de srcem, dentro do prazo de 1 (UM) ANO, contado Subseção III - Da Indenização de Transporte
do óbito. Art. 60. Conceder-se-á inden ização de trans por-
§3º- Não será concedida ajuda de custo nas hipóte- te ao servidor que realizar despesas com a utilização de
ses de remoção previstas nos incisos II e III do parágrafo meio próprio de locomoção para a execução de serviços
único do art. 36. externos, por força das atribuições próprias do cargo,
Art. 54. A ajuda de custo é calculada sobre a remu - conforme se dispuser em regulamento.
neração do servidor,
mento, NÃO podendoconforme
exceder ase dispuser em
importância regula-
correspon- Subseção
Art. 60-A. IV - Do Auxílio-Moradia
O auxíl io-moradia consiste no ressarci-
dente a 3 (três) meses. mento das despesas comprovadamente realizadas pelo
Art. 55. NÃO será concedida ajuda de custo ao ser- servidor com aluguel de moradia ou com meio de hospe-
vidor que se afasta r do cargo, ou reassumi-lo, em virtude dagem administrado por empresa hoteleira, no prazo de
de mandato eletivo . um mês após a comprovação da despesa pelo servidor.
Art. 56. Será concedida ajuda de custo àquele qu e, Art. 60-B. Conceder-se-á auxí lio-morad ia ao ser-
NÃO sendo servidor da União, for nomeado para cargo em vidor se atendidos os segui ntes requisitos:
comissão, com mudança de domicílio. I - não exista imóvel funcional disponível para uso

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e
o
icl
pelo servidor; Ministro de Estado ocupado. (Incluído pela Lei nº 11.784,
b II - o cônjuge ou companheiro do servidor não ocu- de 2008
ú
P pe imóvel funcional ; § 1º O valor do auxílio-moradia não poderá superar
r
o III - o servidor ou seu cônjuge ou companheiro 25% (vinte e cinco por cento) da remuneração de Ministro
d
i
não seja ou tenha sido proprietário, promitente compra- de Estado.
rv dor, cessionário ou promitente cessionário de imóvel no § 2º Independentemente do valor do cargo em co-
e Município aonde for exercer o cargo, incluída a hipótese missão ou função comissionada, fica garantido a todos
S
o de lote edificado sem averbação de construção, nos doze os que preencherem os requisitos o ressarcimento até o
d
meses que antecederem a sua nomeação [OU SEJA, NÃO valor de R$ 1.800,00 (MIL E OITOCENTOS REAIS).
s
e TENHA TIDO IMÓVEIS NO LOCAL ONDE EXERCE O CARGO Art. 60-E. No caso de falecimento, exoneração, co-
õ
iç NOS ÚLTIMOS 12 MESES]; locação de imóvel funcional à disposição do servidor ou
bi IV - nenhuma outra pessoa que resida com o servi- aquisição de imóvel, o auxílio-moradia continuará sendo
ro dor receba auxílio-moradia; pago por um mês .
P V - o servidor tenha se mudado do local de resi-
e
dência para ocupar cargo em comissão ou função de con-
s
re
fiança do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores Seção
Art. 61.IIAlém
- Dasdo
Gratificações
vencimentoe eAdicionais
das vantagens pre-
e
- DAS, níveis 4, 5 e 6, de Natureza Especial, de Mini stro de
v vistas nesta Lei, serão deferidos aos servidores as se-
e Estado ou equivalentes;
D r guintes retribuições, gratificações e adicionais:
, a VI - o Município no qual assuma o cargo em comis- I - retribuição pelo exercício de função de direção,
s n
o li
são ou função de confiança não se enquadre nas hipóte- chefia e assessoramento;
it ip
ses do art. 58, § 3º [refere-se às regiões metropolitanas e
e ri c II - gratificação natalina;
s
microrregiões], em relação ao local de residência ou do-
D iDmicílio do servidor;
III – Revogado
-e IV - adicional pelo exercício de atividades insalu-
3 VII - o servidor não tenha sido domiciliado ou te- bres, perigosas ou penosas;
0m i
nha residido no Município, nos últimos doze meses, aonde V - adicional pela prestação de serviço extraordi-
lo e g
for exercer o cargo em comissão ou função de confiança, nário;
tí R u
DESCONSIDERANDO-SE PRAZO INFERIOR A SESSENTA VI - adicional noturno;
pu DIAS DENTRO DESSE PERÍODO ; e
ae VII - adicional de férias;
CS VIII - o deslocamento não tenha sido por força de VIII - outros, relativos ao local ou à natureza do
alteração de lotação ou nomeação para cargo efetivo. trabalho.
IX - o deslocamento tenha ocorrido após 30 de ju- IX - gratificação por encargo de curso ou concurso.
62
nho de 2006.
Parágrafo único. Para fins do inciso VII, não será
o considerado o prazo no qual o servidor estava ocupando Gratificações
c
i outro cargo em comissão relacionado no inciso V.
nÚ Requisitos para concessão do auxílio moradia:
•• retribuição
13º pelo exercício de função
o • adicional insalubridade, periculosidade ou peno-
ci 1. não exista imóvel funcional;
sidade
d
ír 2. o cônjuge não ocupe imóvel funcional;
• hora extra
3. não tenha tido imóvel no local nos últimos 12
u
J meses; • adicional noturno
e 4. não resida com pessoa que receba auxílio-mo- • adicional de férias
• adicionais relativos ao local ou natureza do tra-
m
i
radia;
balho
g 5. mudança para ocupar cargo em comissão ou
e função de confiança DAS níveis 4, 5 ou 6; • gratificação por curso ou concurso
R 6. não assuma o ca rgo em local da região metropo-
litana da qua l antes morava; Subseção I - Da Retribuição pelo Exercício de Fun-
7. não tenha residido no local nos últimos 12 meses ção de Direção, Chefia e Assessoramento
(não se consideram os dois últimos 2 meses); Art. 62. Ao servidor ocupant e de cargo efetiv o in-
8. não vale para nomeação em cargo efetivo; e vestido em função de d ireção, chefia ou assessoramento,
9. deslocamento após 30.06.2006. cargo de provimento em comissão ou de Natureza Es pe-
cial é devida retribuição pelo seu exercício.
Art. 60-C. O auxílio-moradia não será concedido Parágrafo único. Lei específica estabelecerá a re-
por prazo superior a 8 (oito) anos dentro de cada período muneração dos cargos em comissão de que trata o i nciso
de 12 (doze) anos. II do art. 9º.
Parágra fo único. ranscorrid o o prazo de 8 (oito) Art. 62-A. Fica transformada em Vantagem Pes-
anos dentro de cada período de 12 (doze) anos, o paga- soal Nominalmente Identificada - VPNI a incorporação
mento somente será retomado se observados, além do da retribuição pelo exercício de função de direção, chefia
disposto no caput deste artigo, os requisitos do caput do ou assessoramento, cargo de provimento em comissão
art. 60-B desta Lei, não se apl icando, no caso, o parágrafo ou de Natureza Especial a que se referem os arts. 3o e 10
único do citado art. 60-B. da Lei no 8.911, de 11 de julho de 1994, e o art. 3o da Lei no
Art. 60-D. O valor mensal do auxílio-moradia é LI- 9.624, de 2 de abril de 1998.
MIADO A 25% (VINE E CINCO POR CENO) do valor do Parágra fo único. A VPNI de que trata o caput deste
cargo em comissão, função comissionada ou cargo de artigo somente estará sujeita às revisões gerais de re-
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e
o
c
il
muneração dos servidores públicos federais. Art. 73. O serviço extraordinário será rem unerado
com acréscimo de 50% (CINQÜENA POR CENO) em re- b
ú
Subseção II - Da Gratificação Natalina lação à hora normal de trabal ho. P
r
Art. 63. A gratificação na talina corresponde a 1/12 Art. 74. Somente será permitido serviço extraordi- o
nário para atender a situações excepcionais e temporá- d
i
(um doze avos) da remuneração a que o servidor fizer jus v
no mês de dezembro, por mês de exercício no respectivo rias, respeitado o li mite máximo de 2 (DUAS) HORAS POR r
JORNADA. e
ano. S
Parágrafo único. A fração igual ou superior a 15 o
d
(quinze) dias será considerada como MÊS INEGRAL. Subseção VI - Do Adicional Noturno s
Art. 64. A gratificação será paga até o dia 20 (vinte) Art. 75. O serv iço noturno, prestado em horário e
õ
do mês de dezembro de cada a no. compreendido entre 22 (VINE E DUAS) HORAS de um iç
Parágrafo único. Vetado. dia e 5 (CINCO) HORAS do dia seguinte, terá o valor-hora ib
o
r
Art. 65. O servidor exonerado perceber á sua grati- acrescido de 25% (VINE E CINCO POR CENO), compu-
ficação natalina, proporcio nalmente aos meses de exer- tando-se cada HORA COMO CINQÜENA E DOIS MINU- P
e
s
cício,
ração.calculada sobre a remuneração do mês da exone- OS E RINA SEGUNDOS.
Parágrafo único. Em se tratando d e serviço extra- re
e
Art. 66. A gratificação natalina não será conside- ordinário, o acréscimo de que trata este artigo incidirá v
e
rada para cálculo de qualquer vantagem pecuniári a. sobre a remuneração prevista no art. 73 [o adicional no- r
turno incide sobre a hora extraordinária]. ,D a
s n i
Subseção III - Do Adicional por Tempo de Serviço o ti lp
e i
Art. 67. Revogado Subseção VII - Do Adicional de Férias ri c s
Art. 76. Indepe ndentemente de solic itação, será D iD
Subseção IV - Dos Adicionais de Insalubridade, Peri- pago ao servidor, por ocasião das férias, um adicional -e
correspondente a 1/3 (UM ERÇO) da remuneração do 3
culosidade ou Atividades Penosas 0m i
Art. 68. Os servidores que trabalhem com habitu-
período das férias. lo e
g
Parágrafo único. No caso de o servidor exercer tí Ru
alidade em locais insalubres ou em contato permanen- função de direção, chefia ou assessoramento, ou ocupar
te com substâncias tóxicas, radioativas ou com risco de pu
cargo em comissão, a respectiva vantagem será conside- ae
vida, fazem jus a um adicional sobre o vencimento do CS
rada no cálculo do adic ional de que trata este artigo.
cargo efetivo.
§ 1º O servidor que fizer jus aos adicionais de insa- 63
lubridade e de periculosidade deverá optar por um deles Subseção VIII - Da Gratificação por Encargo de Curso
[não são cumulativos os adicionais de insalubridade, pe- ou Concurso
riculosidade e penosidade]. Art. 76-A. A Gratificação por Encargo de Curso ou o
§ 2º O di reito ao adicional de insalubridade ou peri- Concurso é devida ao serv idor que, em caráter even tual: c i
culosidade cessa com a eli minação das condições ou dos
riscos que deram causa a sua concessão.
I - atuar como instrutor em curso de formação, de
desenvolviment o ou de treinamento regularmente insti- n
Ú
o
Art. 69. Haverá permanente con trole da atividade tuído no âmbito da adminis tração pública federal; c
i
de servidores em operações ou locais considerados pe-
nosos, insalubres ou perigosos.
II - participar de banca examinadora ou de comis-
são para exames orais, para análise curricular, para cor-
írd
Parágrafo único. A servidora gest ante ou lactan- reção de provas discursivas, pa ra elaboração de questões u
J
te será afastada, enquanto durar a gestação e a lactação, de provas ou para julgamento de recursos intentados por e
das operações e locais previstos neste a rtigo, exercendo candidatos; mi
suas atividades em local salubre e em serviço não peno- III - participar da logística de preparação e de re- g
so e não perigoso. alização de concurso público envolvendo atividades de e
Art. 70. Na concessão do s adicionais de atividades planejamento, coordenação, supervisão, execu ção e R
penosas, de insalubridade e de periculosidade, serão ob- avaliação de resultado, quando tais atividades não esti-
servadas as situações estabelecidas em legislação espe- verem incluídas entre as suas atribuições perma nentes;
cífica. IV - participar da aplicação, fiscalizar ou avaliar
Art. 71. O adicional de atividade penosa ser á devi- provas de exame vestibular ou de concurso público ou
do aos servidores em e xercício em zonas de fronteira ou supervisionar essas atividades.
em localidades cujas condições de vida o justifiquem, nos § 1º Os critérios de concessão e os limites da grati-
termos, condições e lim ites fixados em regula mento. ficação de que trata este artigo serão fixados em regula-
Art. 72. Os locais de tr abalho e os servidor es que mento, observados os seguintes parâmetros:
operam com Raios X ou substâncias radioativas serão I - o valor da gratificação será calculado em horas,
mantidos sob controle permanente, de modo que as do- observadas a natureza e a complexidade da atividade
ses de radiação ionizante não ultrapassem o nível máx i- exercida;
mo previsto na legislação própria. II - a retribuição NÃO poderá ser superior ao equi-
Parágrafo único. Os servidores a que se refere valente a 120 (CENO E VINE) HORAS de trabalho anu-
este artigo serão submetidos a exames médicos a cada ais, RESSALVADA situação de excepcionalidade, de-
6 (seis) meses. vidamente justificada e previamente aprovada pela
autoridade máxima do órgão ou entidade, que poderá
Subseção V - Do Adicional por Serviço Extraordiná- autorizar o ACRÉSCIMO DE AÉ 120 (CENO E VINE) HO-
RAS de trabalho anuais;
rio
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e
o
icl III - o valor máximo da hora trabal hada correspon- rias:
b derá aos seguintes percentuais, i ncidentes sobre o maior 1. calamidade pública;
ú
P vencimento básico da administração pública federal: 2. comoção interna;
r
o a) 2,2% (dois inteiros e dois décimos por cento), em 3. convocação para Júri;
d
i se tratando de atividades previstas nos incisos I e II do 4. serviço militar;
r v caput deste artigo; 5. serviço eleitoral;
e b) 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento), em se 6. necessidade de serviço declarada pela autorida-
S
o tratando de atividade prevista nos incisos III e IV do caput de máxima do órgão ou entidade .
d deste artigo.
s
e § 2º A Gratificação por Encargo de Curso ou Con- Parágrafo único. O RESTANTE do período inter-
õ
iç curso somente será paga se as atividades referidas nos rompido será gozado de uma só vez , observado o dispos-
bi incisos do caput deste artigo forem exercidas sem pre- to no art. 77.
ro juízo das atribuições do cargo de que o servidor for titu-
P lar, devendo ser objeto de compensação de carga horária Capítulo IV - Das Licenças
e quando desempenhadas durante a jornada de trabalho ,
s
re na forma do § 4º do art. 98 desta Lei. Seção
Art. 81.I Conceder-se-á
- Disposições Gerais
ao servidor licença :
e § 3º A Gratificação por Encargo de Curso ou Con-
v I - por motivo de doença em pessoa da família;
e
D r curso NÃO se incorpora ao vencimento ou salário do II - por motivo de afastamento do cônjuge ou com-
, a servidor para qualquer efeito e NÃO poderá ser utilizada
sn panheiro ;
o li como base de cálculo para quaisquer outras vantagens,
it ip inclusive para fins de cálculo dos proventos da aposenta- III - para o serviço militar;
e ri c IV - para atividade política;
s doria e das pensões.
D iD V - para capacitação ;
-e VI - para tratar de interesses particulares;
3 Capítulo III - Das Férias VII - para desempenho de mandato classista.
0m i Art. 77. O servidor fará jus a trinta dias de férias,
lo e g
que podem ser acumulada s, até o máximo de dois perí-
u
tí R odos, no caso de NECESSIDADE DO SERVIÇO, RESSALVA- § 1º A licença prevista no inciso I [ doença em pes-
pu soa da família] do caput deste artigo bem como cada uma
a e DAS as hipóteses em que haja legislação específica. de suas prorrogações serão precedidas de exame por pe-
CS § 1º Para o primeiro período aquisitivo de férias se- rícia médica oficial, observado o disposto no art. 204 des-
rão exigidos 12 (doze) meses de exercício. ta Lei [no caso de licença médica inferior a 15 dias dentro
64 § 2º É VEDADO levar à conta de férias qualquer falta de 1 ano poderá ser dispensada a perícia].
ao serviço. § 2º Revogado
§ 3º As férias poderão ser parcelad as em até três § 3º É VEDADO o exercício de ATIVIDADE REMUN E-
o etapas, desde que assi m REQUERIDAS pelo servidor, e no
ci INERESSE da administração pública. RADA durante o período da licença prevista no inciso I

nÚ Art. 78. O pagame nto da remuneração das férias deste artigo [ doença
Art. 82. em pessoa
A licença da família
concedida dentro]. de 60 (SES-
o será efetuado até 2 (dois) dias antes do início do respecti- SENTA) DIAS do término de outra da mesma espécie será
ci vo período, observando-se o disposto no § 1º deste artigo. considerada como prorrogação.
d
ír § 1° e § 2° Revogados.
§ 3º O servidor exonerado do cargo efetivo, ou em
u
J comissão, perceberá indenização relativa ao período das Seção II - Da Licença por Motivo de Doença em Pes-
e férias a que tiver direito e ao incompleto, na proporção de soa da Família
m
i um doze avos por mês de efetivo exercício, ou fração su- Art. 83. Poderá ser concedida licença ao servidor
g perior a quatorze dias . por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, dos
e § 4º A indenização será calculada com base na re- pais, dos filhos, do padrasto ou madrasta e enteado, ou
R muneração do mês em que for publicado o ato exonera- dependente que viva a suas expensas e conste do seu
tório. assentamento funcional, mediante COMPROVAÇÃO POR
§ 5º Em caso de parcelamento, o servidor recebe- PERÍCIA MÉDICA OFICIAL.
rá o valor adicional previsto no inciso XVII do art. 7o da § 1º A licença somente será deferida se a assistên-
Constituição Federal quando da utilização do primeiro cia direta do servidor for indispensável e não puder ser
período . prestada simultanea mente com o exe rcício do cargo OU
Art. 79. O servidor que opera direta e permanente- mediante compensação de horário, na forma do disposto
mente com Raios X ou substâncias radioativas gozará 20 no inciso II do art. 44 [ regra que prevê a compensação de
(VINTE) DIAS consecutivos de férias, POR SEMESTRE de horários até o mês subsequente de em acordo com chefia
atividade profissional, proibida em qualquer hipótese a imediata].
acumulação. § 2º A licença de que trata o caput, incluídas as
Parágrafo único. Revogado. prorrogações, poderá ser concedida a cada período de
Art. 80. As férias somente poderão ser interrompi- doze meses nas seguintes condições :
das por motivo de calamidade pública, comoção interna, I - por até 60 (sessenta) dias, consecutivo s ou não,
convocação para júri, serviço militar ou eleitoral, ou por MANTIDA a remuneração do servidor ; e
necessidade do serviço declarada pela autoridade máxi- II - por até 90 (noventa) dias, consecutivos ou não,
ma do órgão ou entidade . SEM remuneração .
§ 3º O início do interstício de 12 (doze) meses será
Hipóteses em que é possível a interrupção de fé- contado a partir da data do deferimento da primeira li-
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e
o
c
il
cença concedida. muneração, por até três meses, para particip ar de curso
§ 4º A soma das licenças remuneradas e das licen- de capacitação profissional . b
ú
ças não remuneradas, incluída s as respectivas prorroga- Parágrafo único. Os períodos de licença de que tra- P
r
ções, concedidas em um mesmo período de 12 (doze) me- ta o caput NÃO são acumuláveis. o
ses, observado o disposto no § 3o, não poderá ultrapassar Art. 88. Revogado. d
i
os limites estabelecidos nos incisos I e II do § 2º. Art. 89. Revogado. v
r
Art. 90. Vetado. e
S
Seção III - Da Licença por Motivo de Afastamento do o
d
Cônjuge Seção VII - Da Licença para Tratar de Interesses Par- s
e
Art. 84. Poderá ser concedida licença ao servidor ticulares õ
para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi des- Art. 91. A critério da Administração, poderão ser iç
locado para outro ponto do território nacional, para o ex- concedidas ao servidor ocupante de cargo efetivo, DES- ib
o
r
terior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes DE QUE NÃO esteja em estágio probatório, licenças para P
Executivo e Legislativo. o trato de assuntos particulares pelo prazo de até TRÊS e
s
§ 1º A licença será por prazo indeterminado e sem
remuneração. ANOS consecutivos, SEM
Parágrafo único. remuneração
A licença . ser interrompi-
poderá re
e
§ 2º No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou da, A QUALQUER TEMPO, a pedido do servidor ou no inte- v
e
r
,D a
companheiro também seja servidor público, civil ou mi- resse do serviço.
litar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do s n i
Distrito Federal e dos Municípios, poderá haver exercício o ti lp
Seção VIII - Da Licença para o Desempenho de Man- i
provisório em órgão ou entidade da Administração Fe- e
ri c
dato Classista s
deral direta, autárquica ou fundacional, desde que para o
Art. 92. É assegurado ao servidor o direito à licen- D iD
exercício de atividade compatível com o seu cargo. -e
ça sem remuneração para o desempenho de mandato em 3
confederação , federação, associação de cl asse de âmbito 0m i
Seção IV - Da Licença para o Serviço Militar nacional, sindicato representativo da categoria ou enti- lo e
g
Art. 85. Ao servidor con vocado para o serviço mili- tí Ru
dade fiscalizadora da profissão ou, ainda, para participar
tar será concedida licença, na forma e condições previs- de gerência ou admini stração em sociedade cooperativa pu
ae
tas na legislação específica. constituída por servidores públicos para prestar servi- CS
Parágrafo único. Concluído o serviço militar, o ser - ços a seus membros, observado o disposto na alínea c do
vidor terá até 30 (trinta) dias sem remuneração para re- inciso VII I do art. 102 desta Lei, conforme disposto em re-
assumi r o exercício do cargo . 65
gulamento e observados os seguintes limites:
I - para entidades com até 5.000 (cinco mil) asso-
Seção V - Da Licença para Atividade Política ciados, 2 (dois) servidores; o
Art. 86. O servidor ter á direito a licença, sem re- II - para entidades com 5.001 (cinco mil e um) a c i
muneração, durante o período que mediar entre a sua es-
colha em convenção partidária , como candidato a cargo
30.000 (trinta mil) as sociados, 4 (quatro) servidores;
III - para entidades com mai s de 30.000 (trinta mil) n
Ú
o
eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura pe- associados, 8 (oito) servidores. c
i
rante a Justiça Eleitoral. § 1º Somente poderão ser licenciados os servido-
res eleitos para cargos de direção ou de representação
írd
nas referidas entidades, desde que cada stradas no órgão u
J
competente. e
§ 2º A licença terá duração igual à do mandato, po- mi
dendo ser renovada, no caso de reeleição. g
e
R
Capítulo V - Dos Afastamentos
Seção I - Do Afastamento para Servir a Outro Órgão
ou Entidade
§ 1º O servidor candidato a cargo eletivo na locali- Art. 93. O servidor poderá ser cedido para ter exer-
dade onde desempenha suas funções e que exerça cargo cício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União,
de direção, chefia, assessoramento, arrecadação ou fis- dos Estados, ou do Distrito Federal e dos Municípios, nas
calização, dele será afastado, a partir do dia imediato ao seguintes hipóteses :
do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral, I - para exercício de cargo em comissão ou função
até o décimo dia seguinte ao do pleito. de confiança;
§ 2º A partir do registro da candidatura e até o déci- II - em casos previstos em leis específicas .
mo dia seguinte ao da eleição, o servidor fará jus à licença, § 1º Na hipótese do inciso I [cargo em comissão ou
assegurados os vencimentos do cargo efetivo, SOMENTE função de confiança], sendo a cessão para órgãos ou enti-
pelo período de três meses . dades dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios,
o ÔNUS DA REMUNERAÇÃO será do órgão ou entidade
Seção VI - Da Licença para Capacitação cessionária , mantido o ÔNUS PARA O CEDENTE NOS DE-
Art. 87. Após cada quinquênio de efetivo exercício, MAIS CASOS.
o servidor poderá, no interesse da Administração, afas- § 2º Na hipótese de o servidor cedido a empresa
tar-se do exercício do cargo efetivo, COM a respectiva re- pública ou sociedade de economia mista, nos termos das
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e
o
icl respectivas normas, optar pela remuneração do cargo § 1º A ausência não excederá a 4 (QUATRO) ANOS, e
b efetivo ou pela remuneração do cargo efetivo acrescida finda a miss ão ou estudo, somente decorrido igual perío-
ú
P de percentual da retribuição do cargo em comissão, a en- do, será permitida nova ausência.
r
o tidade cessionária efetuará o reembolso das despesas § 2º Ao servidor beneficiado pelo disposto neste
d
i realizadas pelo órgão ou entidade de srcem . artigo NÃO será concedida exoneração ou LICENÇA PARA
rv § 3º A cessão far-se- á mediante Portaria publicada TRATAR DE INTERESSE PARTICULAR antes de decorrido
e no Diário Oficial da União. período igual ao do afastamento, RESSALVADA a hipóte-
S
o § 4º Mediante autorização expressa do Presidente se de ressarcimento da despesa havida com seu afasta-
d da República , o servidor do Poder Executivo poderá ter mento.
s
e exercício em outro órgão da Administração Federal direta § 3º O disposto neste artigo NÃO se aplica aos ser-
õ
iç que não tenha quadro próprio de pessoal, para fim deter- vidores da carreira diplomática.
bi minado e a prazo certo . § 4º As h ipóteses, condições e formas para a auto-
ro § 5º Aplica-se à União, em se tratando de emprega- rização de que trata este a rtigo, inclusive no que se refere
P do ou servidor por ela requisitado, as disposições dos §§ à remuneração do servidor , serão discipli nadas em regu-
e 1º e 2º deste artigo. lamento.
s
re § 6º As cessões de empregados de empresa pública Art. 96. O afastamento de servidor para servir em
e ou de sociedade de economia mista , que receba recursos organismo internacional de que o Brasil participe ou com
v
e de Tesouro Nacional para o custeio total ou parcial da s ua o qual coopere dar-se-á com perda total da remuneração.
D r
, a folha de pagamento de pessoal, INDEPENDEM das dispo-
s n
o li sições contidas nos incisos I e II e §§ 1º e 2º deste artigo ,
Seção IV - Do Afastamento para Participação em
it ip ficando o exercício do empregado cedido condicionado
e ri c Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu no País
s a autorização específica do Ministério do Planejamento,
D iD Orçamento e Gestão, EXCETO nos casos de ocupação de Art. 96-A. O servidor poderá, no interesse da Ad-
-e ministração, e desde que a participação não possa ocor-
3 cargo em comissão ou função gratificada.
0m rer simultaneamente com o exercício do cargo ou me-
i § 7° O Ministério do Planejamento, Orçamento e
lo e g diante compensação de horário, afastar-se do exercício
Gestão, com a finalidade de promover a composição da
tí R u do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, para
força de trabalho dos órgãos e entidades da Adminis-
pu particip ar e m programa de pós- graduação stricto sensu
tração Pública Federal , poderá determinar a lotação ou
ae em instituição de ensino superior no País.
CS o exercício de empregado ou servidor, INDEPENDENTE-
MENTE da observância do constante no inciso I e nos §§ § 1º Ato do dirigente máximo do órgão ou entida-
1º e 2º deste artigo. de definirá , em conformidade com a legislação vigente,
66 os programas de capacitação e os critérios para partici-
pação em programas de pós-graduação no País, com ou
Seção II - Do Afastamento para Exercício de Manda- sem afastamento do servidor, que serão avaliados por
o
c to Eletivo
i um comitê constituído para este fim.

nÚ Art. 94.
aplicam-se Ao servidor
as seguintes investido em mandat o eletivo
disposições: mas de§mestrado
2º Os afastamentos
e doutoradopara realização
somente serãode progra-
concedidos
o I - tratando-se de mandato federal, estadual ou aos servidores titulares de cargos efetivos no respecti-
ci distrital , ficará AFASTADO DO CARGO; vo órgão ou entidade há pelo menos 3 (TRÊS) ANOS para
d
ír II - investido no mandato de Prefeito, será AFAS- mestrado e 4 (QUATRO) ANOS para doutorado, INCLUÍDO
u
J
TADO DO CARGO, sendo-lhe FACULTADO optar pela sua o período de estágio probatório, que NÃO tenham se afas-
remuneração; tado por licença para tratar de assuntos particulares para
e III - investido no mandato de vereador : gozo de licença capacitação ou com fundamento neste
m
i a) havendo COMPATIBILIDADE DE HORÁRIO, per- artigo nos 2 (DOIS) ANOS ANTERIORES à data da solicita-
g ceberá as vantagens de seu cargo, sem prejuízo da remu- ção de a fastamento.
e
R neração do cargo eletivo; § 3º Os afastamentos para realização de progra-
b) NÃO HAVENDO COMPATIBILIDADE DE HORÁRIO, mas de pós-doutorado somente serão concedidos aos
será AFASTADO DO CARGO, sendo-lhe FACULTADO optar servidores titulares de cargos efetivo no respectivo ór-
pela sua remune ração. gão ou entidade há pelo menos QUATRO ANOS, INCLUÍ-
§ 1º No caso de AFASTAMENTO do cargo, o servidor DO o período de estágio probatório, e que NÃO tenham se
CONTRIBUIRÁ PARA A SEGURIDADE SOCIAL como se em afastado por licença para tratar de assuntos particulares
exercício estivesse. ou com fundamento neste artigo, nos QUATRO ANOS an-
§ 2º O servidor investido em mandato eletivo ou teriores à data da solicitação de a fastamento.
classista não poderá ser removido ou redistribuído de
ofício para localidade diversa daquela onde exerce o
mandato.
Seção III - Do Afastamento para Estudo ou Missão no
Exterior
Art. 95. O servidor não pod erá ausentar-se do País
para estudo ou missão oficial , sem AUTORIZAÇÃO do
Presidente da República, Presidente dos Órgãos do Poder
Legislativo E Presidente do Supremo Tribunal Federal
[autorizações cumulativas].
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e
o
c
il
Requisitos do afastamento para participação em programa de pós-graduação stricto sensu NO PAÍS b
ú
M e s t r a do titu la rdoca rgoa3 desde que não P
r
anos tenha se afastado o
d
i
por motivos parti- v
Doutorado titu la rdoca rgoa4 culares há 2 anos r
anos incluído o estágio
deverá permanecer e
em exercício pelo S
probatório o
Pós-doutorado titu la r do ca rgo a4 desde que não período do curso d
anos tenha se afastado s
e
por motivos parti- õ
culares há 4 anos iç
ib
o
r
P
§ 4º Os servidores beneficiados pelos afastamen- da a compensação de horário no órgão ou entidade que ti- e
s
tos previstos
manecer nos §§ 1º,
no exercício de2ºsuas
e 3º deste artigo
funções apósterão
o seu que per-
retorno ver exercício, respeitada
§ 2º ambém seráaconcedido
duração semanal
horáriodo trabal ao
especial ho. re
e
por um período igual ao do afastamento concedido. servidor PORADOR DE DEFICIÊNCIA, quando compro- v
e
r
,D a
§ 5º Caso o servidor venha a solicitar exoneração vada a necessidade por junta médica oficial, independen-
do cargo ou aposentadoria, antes de cumprido o período temente de compensação de horário. s n i
de permanência previsto no § 4º deste artigo [ período em § 3º As disposições do parágrafo anterior são ex- o ti lp
e i
que esteve afastado para o curso], deverá ressarcir o ór- tensivas ao servidor que tenha cônjuge, filho ou depen- ri c s
gão ou entidade, na forma do art. 47 da Lei no 8.112, de 11 de dente portador de deficiência física, exigindo-se, porém, D iD
dezembro de 1990, dos gastos com seu aperfeiçoamento. neste caso, compensação de horário na forma do inci so II -e
§ 6º Caso o servidor NÃO obtenha o título ou grau do art. 44. 3
0m i
que justificou seu afastamento no período previsto, apli- § 4º Será igualmente concedido horário especial, lo e
g
ca-se o disposto no § 5º deste artigo, SALVO na hipótese vinculado à compensação de horário a ser efetivada no tí Ru
comprovada de força maior ou de caso fortuito, a critério prazo de até 1 (um) ano, ao servidor que desempenhe pu
do dirigente máxi mo do órgão ou entidade. atividade prevista nos incisos I e II do caput do art. 76-A ae
CS
§ 7º Aplica-se à participação em programa de pós- desta Lei [adicional por encargo de curso ou concurso
-graduação no Exterior [aplica-se o previsto neste dispo- participando do CURSO DE FORMAÇÃO ou da BANCA
sitivo], autorizado nos termos do art. 95 desta Lei, o dis- EXAMINADORA]. 67
posto nos §§ 1º a 6º deste artigo. Art. 99. Ao servidor estudante qu e mudar de sede
no interesse da admin istração é assegurada, na localida-
o
Capítulo VI - Das Concessões de da nova residência ou na mais próxima, MARÍCULA c i
Art. 97. Sem qualquer prejuízo, poderá o serv idor
ausentar-se do serviço:
em instituição de ensinode
INDEPENDENEMENE congênere,
vaga. em qualquer época, n
Ú
I - por 1 (UM) DIA, para doação de sangue ; Parágrafo único. O disposto neste artigo estende- o
-se ao cônjuge ou companheiro, aos filhos, ou enteados c
i
II - pelo período comprovadamente necessário
para al istamento ou recadastramento eleitor al, limitado, do servidor que vivam na sua companhia , bem como aos írd
em qualquer caso, a 2 (dois) dias; menores sob sua guarda, com autorização judicial. u
J
III - por 8 (OITO) DIASconsecutivos em razão de : e
a) casamento ; m
b) falecimento do cônjuge, companheiro , pais, ma-
Horário especial i
g
drasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob guarda estudante comprovada compensar horários e
ou tutela e irmãos. a incompatibilidade de R
horários
Concessões portador de deficiência não há prev is ão de com-
pensação
1d ia doaçãodesangue
Participar de curso de compensar horários
2dias a lista r-seeleitor formação
8d ia s casa mento Participar de banca exa- compensar horários
8d ia s fa leci mentodocônjuge,pa is, minadora
madrasta, pad rasto, filhos, entea-
dos, menor sob guarda ou tutela e Capítulo VII - Do Tempo de Serviço
irmãos Art. 100. É contado para todos os efeitos o tempo
de serviço público federal, inclusive o prestado às Forças
Art. 98. Será conce dido horário especial ao servi- Armadas.
dor ESUDANE, quando comprovada a incompatibilida- Art. 101. A apuração do tempo de servi ço será feita
de entre o horário escolar e o da repartição, sem prejuízo em dias, que serão convertidos em anos, considerado o
do exercício do cargo. ano como de REZENOS E SESSENA E CINCO DIAS.
§ 1º Para efeito do disposto neste artigo, será exigi- Parágrafo único. Revogado.
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e
o
icl Art. 102. Além das ausências ao serviço previstas 11. licença em razão de acidente ou doença profis-
b no art. 97, são considerados como de efetivo exercício os sional
ú
P afastamentos em virtude de: 12. licença para capacitação
r
o I - férias; 13. licença por convocação para o serviço mil itar
d
i II - exercício de cargo em comissão ou equivalente, 14. tempo despendido para deslocamento para a
rv em órgão ou entidade dos Poderes da União, dos Estados, nova sede em razão de remoção, redistribuição, requisi-
e Municípios e Distrito Federal; ção, cessão ou colocação em exercício provisório
S
o III - exercício de cargo ou função de governo ou 15. participação em competição desportiva
d administração, em qualquer parte do território nacional, 16. agastamento para servir organismo interna-
s
e por nomeação do Presidente da República; cional.
õ
iç IV - participação em programa de treinamento
bi regularmente instituído ou em programa de pós-gradu- Art. 103. Contar-se-á APENAS para efeito de apo-
ro ação stricto sensu no País, conforme dispuser o regula- sentadoria e disponibilidade:
P mento; I - o tempo de serviço público prestado aos Esta-
e V - desempenho de ma ndato eletivo feder al, esta- dos, Municípios e Distrito Federal;
s
re dual, municipal ou do Distr ito Federal, EXCEO para pro- II - a licença para tratamento de saúde de pessoal
e moção por merecimento; da família do servidor, COM REMUNERAÇÃO, que exce-
v
e VI - jú ri e outros serviços obrigatórios por lei; der a 30 (trinta) dias em pe ríodo de 12 (doze) meses.
D r
, a VII - missão ou estudo no exterior, quando autori- III - a l icença para atividade política, no caso do art.
s n
o li zado o afasta mento, conforme dispuser o regulamento; 86, § 2º [refere-se à licença entre o registro d a candidatu-
it ip VIII - licença: ra até o 10 dias após às aleições];
e ri c s a) à gestante, à adotante e à paternidade; IV - o tempo correspondente ao desempenho de
D iD b) para tratamento da própria saúde, AÉ O LIMI- mandato eletivo feder al, estadual, mun icipal ou distrital ,
-e
3 E DE VINE E QUARO MESES, cumulativo ao longo do ANERIOR ao ingresso no serviço público federal;
0m i tempo de serviço público prestado à União, em cargo de V - o tempo de serviço em atividade privada, vin-
lo e g provimento efetivo; culada à Previdência Social;
tí R u c) para o desempenho de mandato classista ou VI - o tempo de serviço relativo a tiro de guerra;
pu participação de gerência ou administração em sociedade VII - o tempo de licença para tratamento da própria
ae
CS cooperativ a constituída por servidores para prestar ser- saúde que exceder o prazo a que se refere a alínea “b” do
viços a seus membros, EXCEO para efeito de promoção inciso VII I do art. 102 [24 meses durante o serviço público].
por merecimento; § 1º O tempo em que o servidor esteve aposentado
68
d) por motivo de acidente em serviço ou doença será contado apenas para nova aposentadoria.
profissional; § 2º Será contado em DOBRO O EMPO DE SERVIÇO
o e) para capacitação, conforme dispuser o regula- PRESADO ÀS FORÇAS ARMADAS EM OPERAÇÕES DE
ci mento; GUERRA.
nÚ f) por convocaç ão para o serviço m ilitar;
IX - deslocamento para a nova sede de que trata o
§ 3º É VEDADA a contagem cumulativa de tem-
po de serviço prestado concomitantemente em mais de
o
ci art. 18 [casos de serv idor removido, redistribuído, requi- um cargo ou função de órgão ou entidades dos Poderes
d
ír sitado, cedido ou posto em exercício provisório]; da União, Estado, Distrito Federal e Município, autarquia,
X - participação em competição desportiva nacio- fundação pública, sociedade de economia mista e em-
u
J nal ou convocação para integrar representação despor- presa pública.
e tiva nacional, no País ou no exterior, conforme disposto
m
i
em lei específica; Capítulo VIII - Do Direito de Petição
g XI - afastamento para servir em organismo inter- Art. 104. É assegurado ao servidor o direito de re-
e nacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere. querer aos Poderes Públicos, em defesa de direito ou in-
R teresse legítimo.
São considerados como de efetivo exercício: Art. 105. O requerimento ser á dirig ido à auto ridade
1. férias; competente para decidi-lo e encaminhado por intermé-
2. exercício de cargo em comissão dio daquela a que estiver imediatamente subordinado o
3. exercício de cargos/função por nomeação do requerente.
Presidente Art. 106. Cabe pedido de reconsideração à aut ori-
4. participação de treinamento regularmente ins- dade que houver expedido o ato ou proferido a primeira
tituído ou programa de pós stricto sensu decisão, NÃO podendo ser renovado.
5. desempenho de mandato eletivo (exceto, para Parágrafo único. O requeriment o e o pedido de re-
fins de promoção por merecimento) consideração de que tratam os artigos anteriores deve-
6. júri e serviços obrigatórios por lei rão ser despachados no prazo de 5 (CINCO) DIAS e decidi-
7. missão ou estudo do exterior; dos dentro de 30 (RINA) DIAS.
8. licença à gestante, à adotante e à paternidade Art. 107. Caberá recurso:
9. licença para tratamento da própria saúde (limi- I - do i ndeferiment o do pedido de reconsideração;
tado a 24 meses ao longo do tempo de serviço público II - das dec isões sobre os recursos sucessivamente
prestado) interpostos.
10. licença para desempenho de mandato classis- § 1º O recurso será dirigido à autoridade imediata-
ta ou para participação de gerência ou administração em mente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a
cooperativa de servidores decisão, e, sucessivamente, em escala a scendente , às de-
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e
o
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il
mais autoridades. manifestamente ilegais;
§ 2º O recurso será encaminhado por intermédio V - atender com presteza: b
ú
da autoridade a que estiver imed iatamente subordinado a) ao público em geral, prestando as informações P
r
o requerente. requeridas, ressalvadas as protegidas por sigi lo; o
Art. 108. O PRAZO para interposição de pedido de b) à expedição de certidões requeridas para defe- d
i
reconsideração OU de recurso é de 30 (RINA) DIAS, a sa de d ireito ou esclarecimento de situações de i nteresse v
r
contar da publicação ou da ciência, pelo interessado, da pessoal; e
S
decisão recorrida. c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública. o
VI - levar as irregularidades de que tiver ciência d
s
em razão do cargo ao conhecimento da autoridade supe- e
õ
rior OU, quando houver suspeita de envolvimento desta, iç
ao conhecimento de outra autoridade competente para ib
apuração; o
r
VII - zelar pela economia do material e a conserva- P
ção do patrimônio público; e
s
VIII - guarda r sigilo sobre assunto da repartição; re
Art. 109. O recurso poderá ser recebido com efeito IX - m anter condut a compatível com a moralidade e
suspensivo , A JUÍZO da autoridade competente. v
administrativa; e
r
Parágrafo único. Em caso de proviment o do pedido X - ser assíduo e pontual ao serviço; ,D a
de reconsideração ou do recurso, os efeitos da decisão re- s n i
XI - tratar com urbanidade as pessoas; o ti lp
troagirão à data do ato impugnado. XII - representar contra ilegalidade, omissão ou i
Art. 110. O direito de requerer prescreve : e
ri c
abuso de poder. s
I - em 5 (CINCO) ANOS, quanto aos atos de demis- Parágra fo único. A representaçã o de que trata o D iD
são e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade , -e
inciso XII será encaminhada pela via hierárquica e apre- 3
ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultan- ciada pela autoridade superior àquela contra a qual é for- 0m i
tes das relações de trabalho ; mulada, assegurando-se ao representando ampla defe- lo e
g
II - em 120 (CENTO E VINTE) DIAS , nos demais ca- sa. tí Ru
sos, SALVO quando outro prazo for fixado em lei. pu
Parágrafo único. O prazo de prescrição será conta- Capítulo II - Das Proibições ae
Art. 117. Ao servidor é proibido: CS
do da data da publicação do ato impugnado OU da data da
ciência pelo i nteressado, quando o ato não for publ icado. I - ausentar-se do serviço durante o expediente,
sem prévia autorização do chefe imed iato; 69
II - retirar, sem prévia anuência da autoridade
competente, qualquer documento ou objeto da reparti-
ção; o
III - recusar fé a documentos públicos;
c i
IV - opor resistência injustificada ao a ndamento de n
Ú
documento e processo ou execução de serviço; o
V - promover manifestação de apreço ou desapre- c
i
ço no recinto da repartição; írd
VI - cometer a pessoa estranha à repartição, fora
dos casos previstos em lei, o desempenho de atribuição u
J
que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado; e
Art. 111. O pedido de reco nsideração e o recurso, VII - coagir ou aliciar subordinados no sentido de mi
filiarem-se a associação profissional ou sindical, ou a g
quando cabíveis, INERROMPEM A PRESCRIÇÃO.
partido político; e
Art. 112. A prescrição é de ordem pública, não po-
VIII - manter sob sua chefia imediata, EM CARGO
R
dendo ser relevada pela administração.
Art. 113. Para o exercício do direit o de petição, é as- OU FUNÇÃO DE CONFIANÇA, cônjuge, companheiro ou
segurada vista do processo ou documento, na repartição, parente até o segundo grau civil;
ao servidor ou a procurador por ele constituído. IX - valer-se do cargo para lograr proveito pesso-
Art. 114. A admini stração deverá rev er seus atos, a al ou de outrem, em detrimento da dignidade da função
qualquer tempo, quando eivados de ilegalidade. pública;
Art. 115. São fatais e impro rrogáveis os prazos es- X - participar de gerência ou administração de
tabelecidos neste Capítulo, SALVO motivo de força maior. sociedade privada, personificada ou não personificada,
exercer o comércio, EXCEO na qualidade de acionista,
cotista ou comanditário;
Título IV - Do Regime Disciplinar XI - atuar, como procurador ou intermediário, jun-
to a repartições públicas, SALVO quando se tratar de be-
Capítulo I - Dos Deveres nefícios previdenciários ou assistenciai s de parentes até
Art. 116. São deveres do servidor: o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro;
I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do XII - receber propina, comissão, presente ou van-
cargo; tagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;
II - ser leal às inst ituições a que servir; XIII - aceitar comissão, emprego ou pensão de es-
III - observar as normas legais e regulamentares; tado estrangeiro;
IV - cumpri r as ordens superiores, EXCEO quando
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e
o
icl XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas; cal com o exercício de um deles, declarada pelas autori-
b XV - proceder de forma desidiosa; dades máxi mas dos órgãos ou entidades envolvido s.
ú
P XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais da re-
r
o partição em serviços ou atividades particula res; Capítulo IV - Das Responsabilidades
d
i XVII - cometer a outro servidor atribuições estra- Art. 121. O servidor responde civil, penal e admi-
rv nhas ao ca rgo que ocupa, EXCEO em situações de emer- nistrativamente pelo exer cício irregular de suas atribui-
e gência e transitórias;
S ções.
o XVIII - exercer quaisquer atividades que sejam in- Art. 122. A responsabilidade civil decorre de ato
d compatíveis com o exercício do cargo ou função e com o
s omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em
e horário de trabalho; prejuízo ao erário ou a terceiros.
õ
iç XIX - recusar-se a a tualiza r seus dados cadastrais § 1º A indenização de prejuízo dolosamente causa-
bi quando solicitado. do ao erário somente será liquidada na forma prevista no
ro Parágrafo único. A vedação d e que trata o inciso art. 46 [trata da forma de reposição de dinhei ro ao erário],
P X [vedação à participação de gerência/ admini stração de na falta de outros bens que assegurem a execução do dé-
e sociedade privada] do caput deste artigo NÃO se aplica
s
re nos seguintes casos: bito pela
§ 2ºvia judicial.
ratando-se de dano causado a terceiros, res-
e I - participação nos conselhos de administração e
v ponderá o servidor perante a Fazenda Pública, em ação
e fiscal de empresas ou entidades em que a União detenha,
D r regressiva.
, a direta ou indi retament e, participação no capital socia l ou § 3º A obrigação de reparar o dano estende-se aos
s n
o li em sociedade cooperativa constituída para prestar ser- sucessores e contra eles será executada, até o limite do
it ip viços a seus membros; e
e ri c valor da herança recebida.
s II - gozo de licença para o trato de inter esses parti-
D iD culares, na forma do art. 91 desta Lei [licença para trato de
Art. 123. A responsabilidade penal abrange os cri-
-e mes e contravenções imputadas ao servidor, nessa qua-
3 assunto particular por período de até 3 anos, a servidor lidade.
0m i estável e a critério da admini stração], observada a legis- Art. 124. A responsabilidade civil-administrativa
lo e g lação sobre conflito de interesses. resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no de-
tí R u
sempenho do cargo ou função.
pu
ae Capítulo III - Da Acumulação Art. 125. As sanções civis, penais e a dmin istrati-
CS Art. 118. RESSALVADOS os casos previstos na vas poderão cumula r-se, sendo independentes entre si.
Constituição, é VEDADA a acumulação remunerada de Art. 126. A responsabilidade administrativa do
70 cargos públicos. servidor será AFASADA no caso de ABSOLVIÇÃO CRI-
§ 1º A proibição de acumular estende-se a cargos, MINAL que negue a exi stência do fato ou sua auto ria.
empregos e funções em autarquias, fundações públicas, Art. 126-A. Nenhum servidor poderá ser responsa-
o empresas públicas, sociedades de economia mista da bilizado civil, penal ou administrativamente por dar ci-
ci União, do Distrito Federal, dos Estados, dos erritórios e ência à autoridade superior ou, quando houver suspeita
nÚ dos Municípios. de envolvimento desta, a outra autoridade competente
o § 2º A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica para apuração de informação concernente à prática de
ci condicionada à comprovação da compatibilidade de ho- crimes ou improbidade de que tenha conheci mento, ain-
d
ír rários. da que em decorrência do exercício de cargo, emprego ou
§ 3º Considera-se acumulação proibida a percep- função pública.
u
J ção de vencimento de cargo ou emprego público efetivo
e com proventos da inatividade, SALVO quando os cargos Capítulo V - Das Penalidades
m
i de que decorram essas remunerações forem acumulá- Art. 127. São penalidades disciplinares:
g veis na atividade. I - advertência;
e Art. 119. O servidor não poderá exer cer mais de
R um cargo em comissão, EXCEO no caso previsto no pa-
II - suspensão;
III - demissão;
rágrafo único do art. 9º [hipótese em que o servidor ocu- IV - cassação de aposentado ria ou disponibil idade;
par cargo em comissão e é nomeado interinamente para V - destituição de cargo em comissão;
exercício de função de confiança, h ipótese em que deve- VI - destituição de função comissionada.
rá optar pela remuneração ], nem ser remunerado pela Art. 128. Na aplicação das penalidades serão con-
participação em órgão de deli beração coletiva. sideradas a natureza e a gravidade da infração cometida,
Parágrafo único. O disposto nest e artigo NÃ O se os danos que dela provierem para o serviço público, as
aplica à remuneração devida pela participação em con- circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antece-
selhos de administração e fiscal das empresas públicas e dentes funcionais.
sociedades de economia mista, suas subsidiárias e con-
troladas, bem como quaisquer empresas ou entidades
em que a União, direta ou indiretamente, detenha parti-
cipação no capital social , observado o que, a respeito, dis-
puser legislação específica.
Art. 120. O servidor vinculado ao re gime desta Lei,
que acumular licitamente dois cargos efetivos, quando
investido em cargo de provimento em comissão, ficará
AFASADO DE AMBOS OS CARGOS EFEIVOS, SALVO na
hipótese em que houver compa tibilidade de horário e lo-
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e
o
c
il
Art. 133. Detectada a qualquer tempo a acumula-
ção ilegal de cargos , empregos ou funções públicas, a au- b
ú
toridade a que se refere o art. 143 [autoridade responsável P
r
pela apuração das irregularidades] notificará o servidor, o
por intermédio de sua chefia imediata, para apresentar d
i
opção no prazo improrrogável de DEZ DIAS, contados da v
r
data da ciência e, na hipótese de omissão , adotará pro- e
S
cedimento sumário para a sua apuração e regularização o
imediata , cujo processo admini strativo disciplinar se de- d
s
senvolverá nas seguintes fases : e
õ
I - instauração , com a publicação do ato que cons- iç
tituir a comis são, a ser composta por DOIS servidores es- ib
táveis, e simultaneamente indicar a autoria e a materia- o
r
lidade da transgressão objeto da apuração; P
Parágrafo único. O ato de imposição da penalida- II - instrução sumária, que compreende indiciação, e
s
de mencionará sempre o fundamento legal e a causa da defesa e relatório; re
sanção disciplinar. III - julgamento. e
v
Art. 129. A ADVERTÊNCIA será aplicada por escrito, § 1º A indicação da autoria de que trata o inciso I e
r
nos casos de violação de proibição constante do art. 117, dar-se-á pelo nome e m atrícula do ser vidor, e a materia- ,D a
incisos I a VIII e XIX , e de inobservância de dever funcio- s n i
lidade pela descrição dos cargos, empregos ou funções o ti lp
nal previsto em lei, regulamentação ou norma interna, públicas em situação de acu mulação ilegal, dos órgãos ou i
que não justifique imposição de penalidade mais grave. e
ri c
entidades de vinculação, das datas de ingresso, do horá- s
Art. 130. A SUSPENSÃO será aplicada em caso de rio de trabal ho e do correspondente regime jurídico. D iD
reincidência das faltas punidas com advertência e de -e
§ 2º A comissão lavrará, até três dias após a publi- 3
violação das demais proibições que não tipifiquem in- cação do ato que a constituiu, termo de indiciação em que 0m i
fração suj eita a penali dade de de missão , NÃO PODENDO serão transcritas as i nformações de que trata o parágrafo lo e
g
EXCEDER DE 90 (NOVENTA) DIAS. anterior, bem como promoverá a citação pessoal do ser- tí Ru
§ 1º Será punido com suspensão de até 15 (quinze) vidor indiciado, OU por intermédio de sua chefia imediata, pu
dias o servidor que, INJUSTIFICADAMENTE, recusar-se a ae
para, no prazo de CINCO DIAS, apresentar defesa escrita, CS
ser submetido a inspeção médica determinada pela au- assegurando-se-lhe vista do processo na repartição, ob-
toridade competente, cessando os efeitos da penalidade servado o disposto nos arts. 163 e 164 [ citação por edital e
uma vez cumprida a determinação. 71
revelia].
§ 2º Quando houver conveniência para o serviço, a § 3º Apresentada a defesa, a comissão elaborará
penalidade de suspensão poderá ser convertida em mul- relatório conclusivo quanto à inocência ou à responsabi- o
ta, na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de ven- lidade do servidor , em que resumirá as peças principais c i
cimento
permanecer ou remuneração
em serviço. , ficando o servidor obrigado a dos autos, opinará sobre a licitude da acumulação em
exame, indicará o respectivo dispositivo legal e remeterá n
Ú
Art. 131. As penalidades de advertência e de sus- o
pensão terão seus registros cancelados , após o decurso
o processo à autoridade ins taurador a, pa ra julgamento. c
i
de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício, respecti-
§ 4º No prazo de CINCO DIAS, contados do recebi-
mento do processo, a autoridade julgadora proferirá a írd
vamente, se o servidor não houver, nesse período, prati- sua decisão , aplicando-se, quando for o caso, o disposto u
J
cado nova infração disciplinar. no § 3º do art. 167 [julgamento pela autoridade máxima do e
Parágrafo único. O cancelament o da penalidade órgão a que se encontra subordinado o servidor]. m
não surti rá efeitos retroativ os. i
§ 5º A OPÇÃO PELO SERVIDOR ATÉ O ÚLTIMO DIA g
Art. 132. A DEMISSÃO será aplicada nos seguintes DE PRAZO PARA DEFESA CONFIGURARÁ SUA BOA-FÉ, e
casos: hipótese em que se converterá automaticamente em pe- R
I - crime contra a administração pública; dido de exoneração do outro cargo.
II - abandono de cargo; § 6º Caracterizada a acumulação ilegal e provada
III - inassiduidade habitual; a má-fé, aplicar-se-á a PENA DE DEMISSÃO, destituição
IV - improbidade administrativa; ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em re-
V - incontinência pública e conduta escandalosa, lação aos cargos, empregos ou funções públicas em regi-
na repartição; me de acumulação ilegal, hipótese em que os órgãos ou
VI - insubordinação grave em serviço; entidades de vinculação serão comunicados.
VII - ofensa física , em serviço, a servidor ou a pa r- § 7º O prazo para a conclusão do processo admini s-
ticular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem; trativo disciplinar submetido ao rito sumário não exce-
VIII aplicaçãode
IX --revelação irregular
segredodedo
di qual
nheiros públicos; em
se apropriou derá TRINTA DIAS, contados da data de publicação do ato
que constituir a comissão, admitida a sua prorrogação
razão do cargo; por até quinze dias, quando as circunstâncias o exigirem.
X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do pa- § 8º O procedimento sumário rege-se pelas dis po-
trimônio nacional; sições deste artigo, observando-se, no que lhe for aplicá-
XI - corrupção; vel, subsidiariamente, as disposições dos ítulos IV e V
XII - acumulação ilegal de cargos , empregos ou desta Lei.
funções públicas; Art. 134. Será cassada a aposentadoria ou a di spo-
XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117. nibilidade do inativo que houver praticado, na atividade,
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e
o
icl falta punível com a demissão .
b Art. 135. A destituição de cargo em comissão exer- Advertência Su s p e n s ã o Dem issão/
ú cassação da
P cido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos
r aposentadoria/
o casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e
d
i de demissão . disponibilidade
rv Parágrafo único. Constatada a hipótese de que tr a- 1. ausentar-se 1. reincidência 1. crime contra a
e ta este artigo, a exoneração efetuada nos termos do art.
S sem prévia em advertência administração
o 35 será convertida em destituição de ca rgo em comissão. autorização pública
d Art. 136. A demissão ou a destituição de cargo em
s 2. recusar-se,
e comissão, nos casos dos incisos IV, VIII, X e XI do art. 132 2. retirar da re- injustificada- 2. abandono de
õ
iç [improbidade administrativa, aplicação irregular de re- partição objeto/ mente, a ins- cargo
bi cursos públicos, lesão ao cofres públicos e dilapidação do documento sem peção médica
ro patrimônio nacional e corrupção], implica a indisponibi- autorização (será por, no 3. inassiduidade
P lidade dos bens e o ressarcimento ao erário , sem prejuízo máximo 15 dias)
e da ação penal cabível.
s
re Art. 137. A demissão ou a destituição de cargo em 3. recusar fé
a documento 3. demais pu- 4.
ciaincontinên-
ou conduta
e comissão , por infringência do art. 117, incisos IX e XI [usar
v público nições, que não escandalosa
e do cargo para lograr proveito pessoal ou participar de ge- caracterizem
D r
, a rência/administração de sociedade privada], incompati- 4. resistência demissão 5. insubordina-
s n
o li biliza o ex-servidor para nova investidura em cargo pú- injustificada ao ção grave em
it ip blico federal, pelo PRAZO DE 5 (CINCO) ANOS.
e ri c andamento de serviço
s Parágrafo único. NÃO poderá retornar ao serviço
D iD público federal o servidor que for demitido ou destituído
processo
-e 6. ofensa física
3 do cargo em comissão por infringência do art. 132, inci- 5. manifestação
0m i sos I, IV, VIII, X e XI [crime contra a administração pública, de des/apreço 7. aplicação irre-
lo e g improbidade administrativa, aplicação irregular de re- gular de dinhei-
tí R u cursos públicos, lesão ao cofres públicos e dilapidação do 6. cometer a 3º ro público
pu patrimônio nacional e corrupção].
ae atribuição de
CS sua responsa- 8. revelação de
bilidade ou de segredo do qual
72 subordinado se apropriou em
razão do cargo
7. coagir/aliciar
o subordinados a 9. lesão aos
ci filiarem-se cofres públicos
nÚ e dilapidação
o 8. manter do patrimônio
ci parentes sob nacional
d
ír chefia imediata
(art. 2º grau) 10. corrupção
u
J
e 9. recursar a 11. acumulação
m
i atualizar os da- ilegal de fun-
g dos cadastrais ções
e
R 10. inobservân- 12. valer-se
cia do dever do cargo para
funcional pre- lograr proveito
visto em lei pessoal

13. participar
de gerência/
administração
de sociedade
privada;

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e
o
c
il
Advertência Suspensão Dem issão/ Advertência Su s p e n s ã o Dem issão/ b
cassação da cassação da ú
P
aposentadoria/ aposentadoria/ r
o
disponibilidade disponibilidade d
i
v
r
Não mais poderá retornar ao serviço público q uem for e
14. atuar como punido com: S
procurador/ crime contra a administração pública, o

d
intermediário • improbidade administrativa, s
junto a repar ti- aplicação irregular de recursos públicos, e

õ
ções públicas • lesão ao cofres públicos e dilapidação do patrimô- iç
nio nacional ib
o
r
15. receber di- corrupção
P

nheiro em razão e
Ficará afastado do serviço públ ico por período de 5 s
das atribuições anos, quem: re
usar do ca rgo para lograr proveito pessoal e
16. aceitar •
v
dinheiro ou em- participar de gerência/administração de socieda- e
r

prego de Estado de privada ,D a


s n i
estrangeiro o ti lp
Art. 138. Configura abandono de cargo a ausência e i
intencional do servidor ao serviço por MAIS DE RINA ri c s
17. pratica r
DIAS CONSECUIVOS. D iD
usura -e
Art. 139. Entende-se por inassiduidade habitual 3
18. proceder de a falta ao serviço, sem causa justificada, por SESSENA 0m i
forma desidiosa DIAS, interpoladamente , durante o período de doze me- lo e
g
tí Ru
ses.
pu
19. utilizar pes- ae
soal/recursos CS
A ba ndono de Ca rgo I n a s s i du i d a d e H a b it u a l
em proveito
próprio Ausência ao serviço por Falta ao serviço por 60 73
mais de 30 dias dias, durante 12 meses
não poderá ex-
ceder a 90 dias o
Art. 140. Na apuração de abandono de cargo ou c i
pode serem
vertida con- inassiduidade
mento sumário habitual
a que se, também será133,
refere o art. adotado o procedi-
observando-se n
Ú
perda de 50% especialmente que: o
da remunera- I - a indicação da materialidade dar-se-á: c
i
ção, por dia de a) na hipótese de abandono de cargo, pela indica- írd
suspensão ção precisa do período de ausência intencional do servi- u
J
dor ao serviço superior a trinta dias;
registro cance- registro cance- b) no caso de inassiduidade habitual, pela indica- e
lado em 3 anos lado em 5 anos ção dos dias de falta ao serviço sem causa justificada, por mi
período igual ou superior a sessenta dias interpolada- g
e
--- atosrelat ivosasuspensãoede- mente, durante o período de doze meses; R
missão implicam perda do cargo II - após a apresentação da defesa a comissão ela-
em comissão borará relatório conclusivo quanto à inocência ou à res-
ponsabilidade do servidor, em que resumirá as peças
para os cargos em comissão, haverá indisponibilidade principais dos autos, indicará o respectivo dispositivo
dos bens e ressarci mento ao erários, nos seguintes legal, opinará, na hipótese de abandono de cargo, sobre a
casos: intencionalidade da ausência ao serviço superior a trin-
• improbidade administrativa, ta dias e remeterá o processo à autoridade instauradora
• aplicação irregular de recursos públicos, para julgamento.
• lesão ao cofres públicos e dilapidação do patrimô-
nio nacional

corrupção das: Art. 141. As penalidades disciplinares serão aplica-
I - pelo Presidente da República, pelos Presidentes
das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais
e pelo Procurador-Geral da República , quando se tratar
de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibi-
lidade de servidor vinculado ao respectivo Poder, órgão,
ou entidade;
II - pelas autoridades administrativas de hierar-
quia imediatamente inferior àquelas mencionadas no in-
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ot
n
e
mi ciso anterior quando se tratar de suspensão superior a 30 Neste contexto, prestar serviço à população com quali-
v
l
o (TRINTA) DIAS; dade e dedicação deve ser sempre a meta dos servidores
v III - pelo chefe da repartição e outras autoridades e estar entre seus objetivos.
n
e na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos, Segundo se depreende das disposições constitu-
s o
ec nos casos de advertência ou de suspensão de ATÉ 30 cionais em vigor, servidores públicos são todos aqueles
D li (TRINTA) DIAS; que mantêm vínculo de trabalho profissional com os ór-
eb
dú IV - pela autoridade que houver feito a nomeação, gãos e entidades governamentais, integrados em ca rgos
te P o
quando se tratar de destituição de cargo em comissão . ou empregos de qualquer delas: União, Estados, Distrito
nç Art. 142. A ação disciplina r prescreverá : Federal, Municípios e respectivas autarquias, fundações,
ei
g rv I - EM 5 (CINCO) ANOS, quanto às infrações puní- empresas públicas e sociedades de economia mista.
A
oe
veis com demissão , cassação de aposentadoria ou dispo- rata-se de designação genérica e abrangente in-
S nibilidade e destituição de cargo em comissão ; troduzida pela Carta de 1988, uma vez que, até a promul-
mo
on II - EM 2 (DOIS) ANOS, quanto à suspensão ; gação da Constituição Federal hoje em vigor, prevalecia
ca III - EM 180 (CENTO E OITENTA) DIAS, quanto à ad- a denominação de funcionário públ ico para identificação
od
i i
c vertência . dos titulares de cargos na adminis tração direta, conside-
úl e
b V § 1º O prazo de prescrição começa a correr da data rando-os equiparados aos ocupantes de cargos nas au-
d em que o fato se tornou conhecido . tarquias, aos quais se es tendia o regime estatut ário.
Pe
r d § 2º Os prazos de prescrição previstos na lei penal A partir, portanto, da Constituição de 1988, desa-
oa aplicam-se às infrações disciplinares capituladas tam- parece o conceito de funcionário público, passando-se
d
i lid
v
r a
bém como crime. adotar a designação ampla de servidores públicos.
eu § 3º A abertura de sindicância ou a instauração de A cada dia, o papel do servidor público não é ape-
SQ processo disciplinar interrompe a prescrição , até a deci- nas o de ser estável. É muito mais do que isso, pois a sua
Oe são final proferida por autoridade competente. atuação está necessariamente voltada para os anseios
-e
4d § 4º Interrompido o curso da prescrição, o prazo da comunidade ou sociedade.
0ú a começará a correr a partir do dia em que cessar a inter- A estabilidade dos servidores somente se justifica
lo S
u l; rupção. se ela assegura, de um lado, a continuidade e a eficiência
tí a i da Administração e, de outro, a legalidade e impessoali-
pc dade da gestão da coisa pública.
ao Prescrição em 5 anos atos que importem
CS •
A responsabilidade do servidor público é muito
demissão grande, tornando-se um privilégio por tratar-se de um
• atos que importem agente de transformação do Estado.
74 cassação de aposen- O servidor deve estar sempre a serviço do público
tadoria e, a partir desta lógica, listamos alguns princípios funda-
o • atos que importem mentais à sua atuação:
ci casssação da dispo- Agente de transformação a serviço da cidadania,
nÚ •
nibilidade
atos que importem a o que se torna uma diferença marcante dos demais tra-
balhadores;
o destituição de ca rgo
ci em comissão
• Compromisso intransigente com a ética e com
d
ír os princípios constitucionais;
• Atualização permanente e desenvolvimento
u
J
Prescrição em 2 anos • Atos que importem a
de novas competências;
suspensão
e • Capacidade de lidar com a diferença e a diver-
m
i Prescrição em 180 dias • Atos que importem sidade;
g advertência • Habil idade para atuar em diferentes cont extos
e e sob diversos comandos;
R • Lidar com o que é de todos.
4. O SERVIDOR PÚBLICO COMO AGENTE O principal diferencial do servidor público é que
DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL; SAÚDE E este tem a oportunidade de servir à comunidade em que
QUALIDADE DE VIDA NO SERVIÇO PÚBLI- está inserido. Por isso, esta não pode ser vista como uma
profissão qualquer , e sim como um desa fio de se cuidar do
CO que é de todos nós.
O cidadão quer um serviço público proporcionado
pelo Estado que funcione, e para isso exige servidores O mundo do trabalho
dedicados
jetivo e preparados
de atendere paras fa
m às sua zerem
necess o melhor
idades . com o ob- A reestruturação produtiva, a internacionaliz ação
A prestação do serviço público é das mais impor- e abertura das economias e a integração mundial dos
tantes atividades de uma comunidade, de uma sociedade mercados são conformações econômico-político-so-
ou de uma nação. ciais que vêm causando profundas transformações nas
Nenhum país, estado ou município funciona sem relações de trabalho, conforme Merlo e Lapis (2007). Se-
seu quadro de servidores públicos, responsáveis pelos gundo estes autores, tais mudanças se ampliam a partir
diversos serviços colocados à disposição do cidad ão. dos anos 1970, quando teve início a erceira Revolução
Portanto, é de suma importância exaltar quem ecnológica, que ainda está em cu rso.
executa o papel de prestador de serviço à sociedade. O trabalho ocupa grande parte da vida, permite o
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o
t
n
e
estabelecimento de relações e maior ou menor valori- a atividade administrativa dos serviços públicos do Es- m i
zação social. Antunes (2005) afirma que, no capitalismo tado transferida para outra entidade por ele criada: são lv
o
contemporâneo, o trabalho permanece com papel cen- as autarquias, as fundações e a s empresas públicas. Nes- v
n
tral nas relações sociais e na manutenção do capitalis- tes espaços denominados “instituições públicas”, atuam e
s
mo, e que as transformações que aconteceram, como os trabalhadores do setor público ou servidores públicos. eo
as da tecnologia e as da informática, apenas trouxeram Para Dallari (1989), “servidor público é quem trabalha D lic
eb
mudanças nas formas de exploração e acumulação do para a administração pública em caráter profissional, dú
capital. Pesquisas sobre essas novas relações de traba- não eventual, sob vínculo de subordinação e dependên- te P
lho apontam para um agravamento do adoecimento do cia, recebendo remuneração paga diretamente pelos co- no
eç i
trabalhador: “As profundas transformações do modelo fres públicos” (pp. 15-17). O ingresso desse servidor no gv r
econômico vêm atingindo, de forma acelerada e diferen- serviço público acontece de maneira formal, por meio de Ae
ciada, sobretudo na última década, amplos setores da regras estabelecidas, mediante concurso público, como oS
m o
população trabalhadora” (Gomez & Tedim-Costa, 1999, prescreve o artigo 37, inciso II, da Constituição da Repú- on
p. 412). blica Federativa do Brasil (Brasi l, 2006). ca
od
O mundo do trabalho atual preconiza uma no- No entanto, acompanhando as mudanças ocorri- i i
c
ção de competência que traz em seu bojo o aumento da das com a reestruturação produtiva, depois da década lú e
b V
pressão e da competição, além da exploração da subje- de 1970, surgem no vas formas de i ngresso no serviço pú- d
Pe
tividade do indivíduo. De acordo com Machado (2007), blico, coexistindo uma variedade de categorias e formas r d
“dos trabalhadores, além do encargo de alimentar as diversas de vínculo empregatício, como o concursado, o oa
d
i lid
máquinas, passou-se a demandar a mobilização subje- ocupante de cargo de confiança e o prestador de serviço v
r a
tiva de seus recursos pessoais – saberes, capacidades e contratado por terceirização. eu
atitudes – como condição de participação e integração na SQ
Oe
nova dinâmica produtiva” (p. 282). Sennett (1999) aborda Saúde do trabalhador -e
a flexibil ização das relações de trabalho, que traz conse- 4d
quências para o trabalhador – como a exigência de ser Percebemos que o tema saúde do trabalhador tem 0ú a
lo S
polivalente, a perda de direitos trabalhistas e o aumento sido objeto de estudos e investimentos em setores que u l;
da jornada de traba lho –, que, muitas vezes, são estendi- compreend em a necessidade de investir na promoção da tí a i
das ao espaço de fora do trabalho, gerando insegurança e pc
saúde dos empregados, com o objetivo de obter melhoria ao
influenciando suas relações. no seu desempenho e no desempenho da organização. CS
Mendes e Araújo (2011) denunciam a perversão Conceitos como qualidade de vida, ergonomia e progra-
dos novos modelos de gestão e seus efeitos sobre a saú- mas de promoção da saúde têm sido introduzidos no co- 75
de dos trabalhadores, salientando o desamparo e a soli- tidiano da s organizações. Constata-se que vários fatores
dão, srcinados das falsas promessas da gestão pautada podem ter influência na saúde do trabalhador. Em conse-
na qualidade total, na ideologia da excelência e na lógica quência, ampliam-se os desafios e as dificuldades com o
produtivista: “Os modos de organização do trabalho, no relação a um programa nacional de segurança e saúde
c i
contexto do capital flexível, têm conduzido à desestr utu-
ração dos coletivos de trabalho, a uma carência de soli-
do trabalhador, seja este do setor privado ou do setor pú- n
Ú
blico: “Há avanços na universalidade e na descentraliza- o
dariedade e confiança e a um enfraquecimento dos laços ção de saúde, especialmente com a municipalização das c
i
sociais” (Mendes & Araújo, 2011, pp. 15-18).
Antunes (2005) aponta que a precarização das re-
ações e dos serviços. Mas ainda estamos a passos lentos írd
quanto ao acesso, em razão da imposição de obstáculos
lações de trabalho aliena e infelicita o ser social e que é para utilizar os serv iços” (Brasil, 2011). u
J
essencial o reconhecimento dessas relações para que o Saúde é um tema abrangente, que pode ser enfo- e
trabalho exerça seu potencial emancipador. Compre- cado sob vários aspectos. Partimos do entendimento de mi
endemos que esses autores abordam a questão da cap- saúde com uma visão que ressalta os recursos sociais e g
tura da subjetividade e da necessidade de compreensão pessoais e ultrapassa o conceito de ausência de doença. e
dessas relações, de forma que articu lam-se com Dejours Utilizamos, para fundamentar esse entendimento, con-
R
(1992), quando este analisa que a experiência no mundo tribuição de Ch ristophe Dejours3, sobre a relação saúde e
do trabalho pode gerar o pior e o melhor, mas que isso de- trabalho. Ao estudar como algumas pessoas conseguem
pende da capacidade de pensar a s relações entre subjeti- não adoecer nas relações de trabalho, ele argumenta que
vidade, trabalho e ação. existem algumas qualidades psíquicas que permitem
o desempenho de determinadas funções que evitam o
O mundo do trabalho do servidor público adoecimento (Dejours, 1992). Ele amplia a compreensão
sobre saúde e a relaciona ao trabalho, ao afi rmar:
Objetivando conhecer as peculiaridades da admi- A saúde, então, não é um estado natural, mas uma
nistração pública e do mundo do servidor públ ico, busca- construção intencional, na qual o trabalho ocupa lugar
mos uma compreensão da estrutura organizacional do importante. A construção da saúde está ligada a uma
Estado. série de relações. De um lado, as relações interindividu-
Meirelles (2008) explica que a estrutura da admi- ais, para a construção da saúde no registro do amor; de
nistração pública compreende a administração direta e outro, as relações intersubjetivas coletivas, no campo do
a administração indireta; a primeira compõe-se de ór- trabalho. A saúde de uma pes soa depende muito de seus
gãos com subordinação direta ao executivo, que são os colegas, assim como suas doenças. Nossa capacidade de
Ministérios, as Secretarias de Estado e as Secretarias resistir ou de ficar doente está intimamente relacionada
Municipais, respectivamente, das esferas federal, esta- à qualidade das relações de traba lho (Dejours, 1999 , p. 98).
dual e municipal. A administração indireta compreende Nosso estudo parte da compreensão do processo
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ot
n
e
mi saúde-doença do homem em sua relação com o trabalho às de atenção à saúde dos trabalhadores. Desse processo
v
l
o como um fenômeno que sofre influência da cultura, da também resultou a 1ª Conferência Nacional de Saúde do
v política, da economia e dos processos sociais mais am- rabalhador (CNS) (1986), a Assembleia Nacional Cons-
n
e plos, conforme visão de Dejours (1986), para quem a saú- tituinte e a Constituição Federal de 1988, a Lei Orgânica
s o
ec de compreendida como um estado é um equívoco. Sato, da Saúde, de 1990 e a 2ª e a 3ª CNS. Com a criação do
D li Lacaz, Berna rdo (2006 ) e outros autores abordam igua l- SUS em 1988, a pa rtir de 1990, ocorreu a regulamentação
eb
dú mente a questão da saúde/doença e qualidade de vida no da organização e do funcionamento dos serviços de saú-
te P o
trabalho com uma perspectiva ampliada, que ultrapassa de (Lacaz, 2005; Sato et al., 2006).
nç visões consideradas como limitadas: oda essa construção trouxe grandes avanços
ei
g rv [...] a a bordagem assistencialis ta e hegemônica não para a área de saúde do trabal hador, por permitir di scus-
A
oe
dá conta de enfrentar as causas reais e mais profundas sões e resultar em uma ampliação de conceitos e objeti-
S das fontes de mal-estar dos trabalhadores... o modo mais vos. Uma vez definidos o arcabouço e as intenções para
mo
on apropriado para se construir uma concepção, baseada a área, o processo encaminhou-se no sentido da estru-
ca na realidade das organizações contemporâneas, é per- turação da área de atenção à saúde do trabalhador no
od
i i
c guntar aos próprios trabalhadores, a todos os que atua m SUS, sendo definida em 2002, pela Portaria 1.679/GM, a
úl e
b V numa dada organização (Ferreira, 2011, pp. 109-110). composição da Rede Nacional de Atenção Integral à Saú-
d Considerando o atual mundo do trabalho, com de do rabalhador no SUS (RENAS), que responde pela
Pe
r d relação ao trabalhador do serviço público, Domingues execução de ações curativas, preventivas, de promoção
oa Júnior (2005) avalia: “possuímos hoje um Estado muito e de reabilitação à saúde do trabalhador brasi leiro. A RE-
d
i lid
v
r a
mais complexo, abrangendo um sem número de ativida- NAS é composta por 178 Centros Estaduais e Regionais
eu des econômicas, que oferecem uma ampla gama de ris- de Referência em Saúde do rabalhador (CERES)5 e por
SQ cos à saúde e à segurança do trabalhador no serviço pú- uma Rede Sentinela de serviços médicos e ambu latoriais
Oe blico” (p. 55). Santos-Filho (2007) discute as adversidades de média e a lta complexidade responsáveis por diagnos-
-e
4d inerentes a esse setor: ticar os acidentes e as doenças relacionados ao trabalho
0ú a [...] a própria instabilidade e adversidades habitu- e por registrá-los no Sistema de Informação de Agravos
lo S
u l; ais no traba lho no setor público [... ] mobilizam e desesta- de Notificação – SINAN-NE (Brasil, 2010a). Componen-
tí a i biliza m os investimentos e interesses dos trabalhadores, te importante da área de atenção à saúde do trabalhador,
pc incessantement e provocando e desafiando [...] mescla n- a Vigilância em Saúde do rabalhador (VISA), vincula-
ao
CS do-se perspectivas e saídas “criativas”, “inventivas”, e da ao Ministério da Saúde, dirige ações de prevenção de
também desgastantes, geradoras de sofri mento (p. 2). agravos e promoção da saúde do trabalhador.6
A argumentação apresentada por esse autor so- Integrando atividades e setores, em maio de 2005,
76
bre “perspectivas e saídas criativas”, coexistindo com a Portaria Interministeria l nº 800 publicou o texto-base
perspectivas e saídas “desgastantes”, articula-se com da minuta da Política Nacional sobre Saúde e Seguran-
o Dejours (1992), ao referir-se à forma como os trabalhado- ça do rabalho (PNSS). Esta política é desenvolvida em
ci res enfrentam situações de angústia e insatisfação de- esfera interinstitucional pelo Ministério da Saúde, in-
nÚ correntes do trabalho. Entendemos que a existência de
espaços de discussão e busca de compreensão são saí-
tegrada com o Ministério do rabalho e Emprego e com
o Ministério da Previdência Social. Compreende a aten-
o
ci das produtivas, enquanto algumas alternativas amplia m ção integral à saúde, a articulação intra e intersetorial, a
d
ír o sofrimento por serem produzidas defesas individuais, participação popular, o apoio a estudos e a capacitação de
como a competição entre os trabalhadores ou até o pro- recursos humanos (Brasi l, 2010c).
u
J cesso de culpabilizar-se por não conseguir lidar com as A Política Nacional sobre Saúde e Segurança do
e situações e adoecer. Investigar junto ao servidor públ ico rabalho é descentralizada entre estados e municípios.
m
i
a percepção que este tem sobre o tema da saúde do ser- Na Bahia, a Secretaria da Saúde do Estado (SESAB ) man-
g vidor coincide com a proposta de Dejours, ao permiti r que tém o Programa de Atenção à Saúde do rabalhador e as
e aconteça o processo de busca da compreensão por meio seguintes unidades a ela vinculadas: Diretorias Regio-
R da fala. nais de Saúde (DIRES); Centro Estadual em Referência
Para uma maior compreensão do fenômeno anali- à Saúde do rabalhador (CESA), criado em 1988 para
sado, traçaremos um perfil da área de saúde do trabalha- atender às necessidades de assistência e prevenção de
dor no Brasil. doenças ocupacionais e ac identes de trabalho no âmbito
do estado; Núcleos de Saúde do rabalhador (NUSA), que
Políticas de saúde do trabalhador no Bra- existem em alguns municípios e representam o CESA.
Buscamos, dessa forma, contextualizar a área de Saúde
sil do rabalhador, para ampliar a visão sobre essa realida-
de, demarcando as políticas ex istentes e o funcionamen-
O conceito de saúde do trabalhador surgiu como to dos serviços (Bahia , 2010).
uma práticaer
compreend instituinte,
o processocom a proposta denos
s aúde-doença transformar e
trabalhado-
res, na década de 1980 (Sato et al., 2006), quando, segundo Políticas e discussões sobre a saúde do
Lacaz (2005), acon teceu o processo da Reforma Sanitária trabalhador do serviço público no Brasil
Brasileira4 e a sociedade debateu amplamente o conceito
de saúde. A relação do trabalho com a saúde foi reconhe- Buscando identificar novos referenciais sobre a
cida como uma questão de saúde pública, sendo incluída saúde do trabalhador do serviço público, identificamos
na Constituição de 1988 como responsabilidade do Sis- ações que estão sendo desenvolvidas no âm bito do fun-
tema Único de Saúde (SUS), com a determinação de in- cionalismo público federal. O Mi nistério de Planejamento
tegrar as ações de vigilância dos ambientes de trabalho lançou uma política que se expande entre os estados da
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o
t
n
e
federação: em 2009, foi instituído pelo Decreto nº 6833 ca, hospitalar, odontológica, psicológica e farmacêutica, m i
o SIASS – Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do prestada pelo Sistema Único de Saúde - SUS ou direta- lv
o
Servidor, que reúne áreas de recursos humanos de ór- mente pelo órgão ou entidade ao qual estiver vinculado v
n
gãos do Poder Executivo, de órgãos federais dos estados o servidor, ou, ainda, mediante convênio ou contrato, na e
s
e técnicos dos serviços de saúde, buscando construir forma estabelecida em regulamento. eo
uma Política de Atenção à Saúde (Brasil, 2012a). Art. 230. A assistência à saúde do servidor, ativo ou D lic
eb
Para implementar a política, disseminar informa- inativo, e de sua família compreende assistência médica, dú
ções e capacitar os profissionais da rede SIASS, foram hospitalar, odont ológica, psicológica e farmacêutica, terá te P
realizados Encontros Nacionais de Atenção à Saúde do como diretriz básica o implemento de ações preventi vas no
eç i
Servidor – ENASS. Em outubro de 2012 aconteceu o IV voltadas para a promoção da saúde e será prestada pelo gv r
ENASS, abordando temas como a capacitação em Qua- Sistema Único de Saúde – SUS, diretamente pelo órgão Ae
lidade de Vida no rabalho – QV para a promoção da ou entidade ao qual estiver v inculado o serv idor, ou me- oS
m o
saúde dos servidores e o fortalecimento do SIASS (Bra- diante convênio ou contrato, ou ainda na forma de auxí- on
sil, 2012b). No estado da Bahia, existem unidades SIASS lio, mediante ressarcimento parcial do valor despendido ca
od
no Ministério da Fazenda e na Universidade Federal da pelo servidor, ativo ou inativo, e seus dependentes ou i i
c
Bahia – U FBA, em Salvador (Brasil, 2012c). pensionistas com planos ou seguros privados de assis- lú e
b V
Ao buscar aprofundar o conhecimento sobre o tência à saúde, na forma estabelecida em regulamento. d
Pe
tema de saúde do servidor público, identificamos pes- § 1º Nas hipóteses pr evistas nesta Lei em que seja r d
quisa da Universidade de Brasília (UNB), sobre gestão de exigida perícia , avaliação ou inspeção médica, na ausên- oa
d
i lid
qualidade de vida no trabalho (QV) no serviço público cia de médico ou junta médica oficial, para a sua realiza- v
r a
federal, que investigou as práticas de QV em dez órgãos ção o órgão ou entidade celebrará, preferencialmente, eu
públicos federais e apontou que permanecem pouco ex- convênio com unidades de atendimento do sistema pú- SQ
ploradas, sendo detectada uma abordagem de viés assis- blico de saúde, entidades sem fins lucrativos declaradas Oe
-e
tencialista, que tem no trabalhador a variável de ajuste de utilidade pública, ou com o Instituto Nacional do Se- 4d
(Ferreira, Alves & ostes, 2009). guro Social - INSS. 0ú a
lo S
Foi criado no ano de 2007 o Laboratório de Psicodi- § 2º Na impossibil idade, devidamente justificada,
u l;
nâmica e Clínica do rabalho (LPC), na Universidade de da aplicação do disposto no parágrafo anterior, o órgão ou tí a i
Brasília. O LPC realiza pesquisas e desenvolve a clínica entidade promoverá a contratação da prestação de ser- pc
ao
psicodinâmica do trabalho em empresas públicas e pri- viços por pessoa jurídica, que constituirá junta médica CS
vadas, com base na clínica do trabalho e da ação confor- especificamente para esses fins, indicando os nomes e
me postulada por Dejours (1992). Mendes e Araújo (2011) especialidades dos seus i ntegrantes, com a comprovação
77
apresentam a trajetó ria brasileira dessa prática e assi na- de suas habilitações e de que não estejam respondendo
lam que as experiências em organizações privadas e pú- a processo disciplinar junto à entidade fiscalizadora da
blicas encontraram diversas limitações, mas que abrem profissão. o
a possibilidade de o trabalhador pensar nas relações de § 3o Para os fins do disposto no capu t deste artigo, c i
trabalho e de perceber que tem um papel a desempenhar
nesse cenário. Outras produções realizadas no LPC
ficam a União e suas entidades autárquicas e fundacio-
nais autorizadas a: n
Ú
o
apontam que, no âmbito científico, a produção bibliográ- I - celebrar convênios exclusivamente para a c
i
fica sobre QV, na ótica dos trabalhadores, é incipiente
(Ferreira, Antloga, Ferreira & Bergamasc hi, 2009).
prestação de serviços de assistência à saúde para os seus
servidores ou empregados ativos, aposentados, pensio- írd
nistas, bem como para seus respectivos grupos fami- u
J
Objetivos liares definidos, com entidades de autogestão por elas e
patrocinadas por meio de instrumentos jurídicos efeti- mi
Conforme já explicitado, esta pesquisa objetiva vamente celebrados e publicados até 12 de fevereiro de g
perceber como as políticas propostas são pe rcebidas por 2006 e que possuam autorização de funcionamento do e
servidores públicos de uma região do sudoeste da Bahia órgão regulador, sendo certo que os convênios celebra- R
e, nesse sentido, como ações desenvolvidas no âmbito dos depois dessa data somente poderão sê-lo na forma
do funcionalismo público federal e as produções sobre da regulamentação específica sobre patrocínio de auto-
o tema da saúde do servidor alcançam estes servidores gestões, a ser publicada pelo mesmo órgão regulador, no
das esferas municipal, estadual e federal. prazo de 180 (cento e oitenta) dias da vigência desta Lei,
normas essas também aplicáveis aos convênios exis-
Vamos ver como esse tema é abordado pela Lei tentes até 12 de feverei ro de 2006; (Inclu ído pela Lei nº
8.112/1990 11.302 de 2006)
II - contratar, mediante licitação, na forma da Lei
no 8.666, de 21 de junho de 1993, operadoras de planos e
Da Assistência
Art. à Saúdeà saúde do servidor, ativo ou
230. A as sistência seguros privados de assistência à saúde que possuam
autorização de funcionamento do órgão regulador; (In-
inativo, e de sua família, compreende assistência médi- cluído pela Lei nº 11.302 de 2006)
ca, hospitalar, odontológica, psicológica e farmacêutica, III - (VEADO) (Inclu ído pela Lei nº 11.3 02 de 2006)
prestada pelo Sistema Único de Saúde ou diretamente § 4º (VEADO) (Inclu ído pela Lei nº 11.30 2 de 2006)
pelo órgão ou entidade ao qual estiver vincu lado o servi- § 5º O valor do ressarcimento fi ca limitado ao total
dor, ou, ainda , mediante convênio, na forma estabelecida despendido pelo servidor ou pensionista civil com plano
em regula mento. ou seguro privado de assistência à saúde. (Incluído pela
Art. 230. A assistênc ia à saúde do servi dor, ativo ou Lei nº 11.302 de 2006)
inativo, e de sua família, compreende assistência médi-
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Questão 5: CESPE - AA (ICMBio)/ICMBio/2014
Questões Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a
Gabaritadas 32)
Julgue o item que se segue, com base nas disposições
Questão 1: CESPE - Admin (SUFRAMA)/SUFRA- da Lei n.º 8.112/1990 e da Lei n.º 9.784/1999.
MA/2014
Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a Considere que Pedro , técnico judiciário de um tribu nal
32) de justiça, tenha tomado posse no cargo de analis ta do
Acerca de agent es admin istrativos, poderes adminis- ICMBio em 2011 e se aposentado vol untariamente, aos
trativos, improbidade administrativa e serviços pú- sessenta anos de idade, em 2012. Nessa situação hipo-
blicos, julgue o item seguinte. tética, se Pedro requerer sua reversão ao instituto em
2014, ainda que haja cargo vago e interesse da admi-
Considere a seguinte situação hipotética. nistração, sua solicitação deverá ser indeferida.

Em razão de uma reforma administrativa realizada Questão 6: CESPE - AA (ICMBio)/ICMBio/2014


pelo governo, determinados servidores estáveis tive- Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a
ram seus ca rgos extintos por lei e foram colocados em 32)
disponibilidade. Após intensa negociação, meses de- Acerca do regime dos servidores públicos federais,
pois, eles reingressaram no serviço pú blico em cargos julgue o item .
de atribuições e vencimentos compa tíveis.
O servidor em exercício nomeado para cargo de pro-
Nessa situação hipotética, o reingresso desses servi- vimento efetivo está sujeito a estágio probatório pelo
dores se deu por recondução. período de três anos, durante o qual serão avaliadas
sua aptidão e sua capacidade para o desempenho do
Questão 2: CESPE - AnaA SUFRAMA/SUFRAMA/ cargo, observando, entre outros fatores, a assiduidade
Geral/2014 e a responsabilidade a fim de adquirir estabil idade.
Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a
32) Questão 7: CESPE - A (ICMBio)/ICMBio/2014
Julgue o item que se segue, relativo aos agentes públi- Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a
cos, aos poderes administrativos e à responsabilid ade 32)
78
civil do Estado. Com base na Lei n.º 8.112/1990 e na Lei n.º 9.784/1999,
julgue o item s ubsec utivo.
o Se um candidato lograr êxito em concurso público,
ci mas, dias antes da posse, for acometido por dengue Um técnico do ICMBio aprovado no estágio probató-
nÚ que o impossibi lite de comparecer pessoalmente para
o referido ato, a posse poderá dar-se mediante procu-
rio somente perderá o cargo em virtude de sentença
judic ial trans itada em julgado ou de processo adm i-
o
ci ração específica firmada pelo candidato. nistrativo disciplinar em que lhe sejam assegurados
d
ír a ampla defesa e o contraditório.
Questão 3: CESPE - Ag Adm (SUFRAMA)/SUFRA-
u
J MA/2014 Questão 8: CESPE - A (ICMBio)/ICMBio/2014
e Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a
m
i 32) 32)
g Considerando que, no interesse da admini stração, um Com base na Lei n.º 8.112/1990 e na Lei n.º 9.784/1999,
e servidor efetivo da SUFRAMA tenha sido removido julgue o item s ubsec utivo.
R de ofício para outra localidade, julgue o item a seguir,
considerando que CF corresponde à Constituição Fe- Caso um técnico do ICMBio tenha tomado posse no
deral de 1988. seu cargo em 2013 e entre em gozo de licença para ati-
vidade política em 2014, o estágio probatório deverá
Ao servidor removido deverá ser concedido o pra- ser suspenso durante o período de afasta mento.
zo de, no mínimo, dez e, no máximo, trinta dias para
entrar em exercício na outra localidade para onde foi Questão 9: CESPE - Ag Adm (CADE)/CADE/2014
removido. Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a
32)
Questão 4: CESPE - AA (ICMBio)/ICMBio/2014 No que se refere aos agentes públicos, aos poderes ad-
Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a ministrativos e ao controle da administração pública,
32) julgue o item s ubsec utivo.
Julgue o item que se segue, com base nas disposições
da Lei n.º 8.112/1990 e da Lei n.º 9.784/1999. Considere que determinado servidor estável demiti-
do, após regular processo administrativo disciplinar,
Caso um anal ista do ICMBio tenha sido nomeado para por desvio de verbas públ icas, comprove sua inocên-
determinado cargo em comiss ão no próprio instituto, cia por meio de ação judicial. Nesse caso, tendo sido a
não poderá ser nomeado, mesmo interinamente, para pena de demissão anulada no âmbito judicial , o servi-
outro cargo de confiança. dor deverá ser reintegrado ao cargo por ele anterior-
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mente ocupado.
Questão 10: CESPE - ERSA (ANAQ)/ANAQ/Econo- Questão 15: CESPE - A J RE GO/RE GO/Administra-
mico-Financeira/2014 tiva/2015
Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a
32) 32)
Com relação aos agentes públicos, julgue o item a se- Acerca do regime jurídico dos servidores públicos ci-
guir. vis da União, no próximo item apresent a uma s ituação
hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Reintegração é o retorno do servidor aposentado à
atividade, no mesmo cargo em que tenha sido aposen- Ana, que está em licença por afastamento de seu ma-
tado ou em cargo equivalente. rido, e Júlio, que está de férias, são servidores do RE/
GO e foram nomeados para ocupar cargos na admi-
Questão 11: C ESPE - A (A NAQ)/ANAQ/2014 nistração pública federal. Nessa situação, as posses
Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a dos dois servidores em seus novos cargos devem
32) ocorrer no prazo de trinta dias contados da publ icação
A respeito dos agentes públicos, julgue o próximo dos respectivos atos de provimento nos cargos.
item.
Questão 16: CESPE - J RE GO/RE GO/Administrati-
Um dos requisitos de acessibilidade aos ca rgos públi- va/”Sem Especial idade”/2015
cos é a nacionalidade brasileira, não sendo permitida, Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a
portanto, aos estrangeiros a ocupação de cargo na ad- 32)
ministração pública. A respeito da Lei n.º 8.112/1990, o item apresenta uma
situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser
Questão 12: CESPE - Ag Adm (SUFRAMA)/SUFRA- julgad a.
MA/2014
Assunto: Remoção, redistribuição e substituição (Lei Alice, aprovada em concurso público para o cargo de
8.112 – arts. 36 a 39) técnico administrativo de um RE, precisa acompa-
Considerando que, no inter esse da ad ministração, um nhar ciru rgia de ente familiar que ocorrerá no mesmo
servidor efetivo da SUFRAMA tenha sido removido dia em que foi marcada sua posse. Nessa situação, Ali-
de ofício para outra localidade, julgue o item a seguir, ce poderá nomear, por procuração específica, alguém
considerando que CF corresponde à Constituição Fe- que a represente no ato da posse.
79
deral de 1988.
Questão 17: CESPE - J RE GO/RE GO/Administrati-
Com a remoção, o cargo que o servidor ocupava ante- va/”Sem Especial idade”/2015 o
riormente será considerado vago. Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a c i
Questão 13: CESPE - ec MPU/MPU/Apoio écnico e
32)
A respeito da Lei n.º 8.112/1990, o item apresenta uma n
Ú
o
Adminis trativo/Segurança Institucional e ranspor- situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser c
i
te/2015
Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a
julgad a.
írd
32) Em razão de uma reforma administrativa realizada u
J
Acerca do regime jurídico dos servidores públicos fe- no âmbito do Poder Judiciário, os cargos ocupados e
derais, julgue o item subsequente. por alguns servidores estáveis de determinado RE mi
foram extintos, e esses servidores foram colocados g
Os impedimentos, as proibições e os deveres previs- em disponi bilidade. Nessa situação, o retorno dos ser - e
tos na Lei n.º 8.112/1990 somente se aplicam ao servi- vidores à atividade pública poderá dar-se por recon- R
dor público após a posse, momento em que ocorre a dução, caso em que eles passarão a ocupar cargos de
investidura no cargo. atribuições e vencimentos compatí veis com os ante-
riorment e ocupados.
Questão 14: CESPE - AJ RE GO/RE GO/ Adminis tra-
tiva/2015 Questão 18: CESPE - J RE GO/RE GO/Administrati-
Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a va/”Sem Especial idade”/2015
32) Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a
Acerca do regime jurídico dos servidores públicos ci- 32)
vis da União, no próximo item apresent a uma situação Acerca de ato administrativo e agentes públicos, jul-
hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada. gue o item subsecutivo.
Flávia, analista judiciária do RE/GO, acumula licita- Promoção e readaptação são formas de provimento
mente o cargo de analista e um cargo de professora em cargo público.
na rede pública de ensino em Goiân ia. Por sua compe-
tência, foi convidada a ocupar cargo em comissão no Questão 19: CESPE - Cont (FUB)/FUB/2015
governo estadual de Goiás. Nesse caso, para ocupar Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a
o cargo em comissão, Flávia deve afastar-se dos dois 32)
cargos efetivos. Maria, servidora pública federal estável, integrante
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de comissão de l icitação de determinado órgão públi- Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a
co do Poder Executivo federal, recebeu diretamente, 32)
no exercício do cargo, vantagem econômica indevida Julgue o seguinte item, referente ao regime jurídico
para que favorecesse determinada empresa em um dos servidores públicos federais.
procedimento licitat ório. Após o cu rso regular do pro- Um cidadão aprovado no cargo de técnico legislativo
cesso administrativo disciplinar, confirmada a res- da Câma ra dos Deputados que não possa comparecer
ponsabilidade de Maria na prática delituosa, foi apli- à sua posse por motivos de foro pessoal poderá tomar
cada a pena de demissão. posse mediante procuração específica.

Considerando essa situação hipotética, julgue o item a Resposta: certa.


seguir, com base na legislação aplicável ao caso. Comentário: A questão está correta pois a lei 8.112/90
prevê expressamente a possibilidade de que o servi-
Caso a pena lidade aplicada seja posteriormen te inva- dor tome posse por procuração. Esta é a leitura do ar-
lidada por meio de sentença judicial, Ma ria deverá ser tigo 13, § 3º.
reintegrada ao cargo anteriormente ocupado.

Questão 20: CESPE - As s Adm (FU B)/FUB/2015


Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a
32)
Com referência às disposições do regime jurídico dos
servidores públicos civis da União (Lei n.º 8.112/1990),
julgue o item q ue se segue.

Considere que determinado servidor público tenha


sido investido em novo cargo, compatível com as suas
limitações decorrentes de acidente de trânsito. Nes-
sa situação, é correto afirmar que o referido servidor
está em provimento srcinário.

80 Gabarito:
12345
o
ci
E r r a do Cer to Cer to E r r a do Certo

nÚ 6 7 8 9 10
o Certo Cer to Cer to Cer to E r r a do
ci
d 11 12 13 14 15
ír
E r r a do E r r a do E r r a do E r r a do E r r a do
u
J
e 16 17 18 19 20
m
i Certo E r r a do Cer to Cer to E r r a do
g
e
R
Exercício
comentado
Questão Comentada: CESPE - Adm (FUB)/FUB/2015
Assunto: Formas de provimento (Lei 8.112 - arts. 5º a
32)
Julgue o próximo item, relativo ao regime dos servi-
dores públicos federais.
São formas de provimento de cargo público: nomea-
ção,reintegração
to, promoção, readaptação, reversão, aproveitamen-
e recondução.

Resposta: certo.
Comentário: Questão corretíssima conforme previ-
são expressa no artigo 8º da lei 8.112/90.

Questão comentada: CESPE - L (CAM DEP)/CAM


DEP/Agente de Polícia Legislativa/2014

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Direito Constitucional 81

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Autor: o
C
Adriano Marcos Marcon o
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Curriculum: ir
D
Graduado em direito pela Universidade Esta-
dual de Maringá (UEM). Possui pós-graduação
lato sensu em Direito do Estado (Constitucio-
nal, Tributário e Administrativo) pela Universi-
dade Estadual de Londrina (UEL) e em Direito
Civil e Processual Civil pela Faculdade de Ciên-
cias Sociais Aplicadas de Cascavel (UNIVEL). É
advogado e professor
para concurso públicosdehácursos preparatórios
mais onze de anos.

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SUMÁRIO
1. DOS DI REITOS E GAR ANTI AS FU NDAME NTAIS ..........................................................................................................................................83
2. DOS DIR EITOS E DEV ERES I NDIV IDUAIS E COLE TIVOS ......................................................................................................................... 84
3. DOS DIRE ITOS SOCIA IS ..............................................................................................................................................................................................93
4. DA NACIONALI DADE .................................................................................................................................................................................................. 96
5. DOS DIREI TOS POLÍTICOS ........................................................................................................................................................................................ 98
6. GARA NTIA S CONSTITUC IONAIS ....................................................................................................................................................................... 100
7. DA ORGAN IZAÇÃO DO ESTADO: DA ADMI NISTR AÇÃO PÚBL ICA ...................................................................................................103

82

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D

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1. DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDA- tituição Federal, os direitos e garantias ali expressos não
excluem outros decorrentes do regime e dos princípios
MENTAIS por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que
a República Federativa do Brasil seja pa rte.
INTRODUÇÃO Assim, além daqueles previs tos no “catálog o”, en- s
i
contraremos direitos fundamentais em praticamente ta
Este material se destina especialmente àqueles todo o texto da Constituição Feder al, a lém de outros mais n
que pretendem participar do concurso público para o e
que decorrem dos tratados internacionais ratificados m
cargo de Técnico do Seguro Social, do Instituto Nacional pelo Brasil. a
do Seguro Social (INSS). Por isso, o seu conteúdo segue o d
n
programa constante do edital do ú ltimo concurso. TRATADOS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HU- u
As questões incluídas aqui, pa ra testar e refor çar o F
MANOS s
conhecimento da matéria foram extraídas de certames iat
anteriores, realizados pelas organizadoras que tradicio- O Supremo Tribunal Federal (STF) entende, con- n
nalmente fazem as provas dos concursos do INSS. tudo, que apenas os tratados internacionais de direitos ra
Ainda, neste material o aluno encontrará questões humanos
grafo 3º, daque sejam aprovados
Constituição Federalno rito podem
é que do artigo
se 5º, pará-
tornar G
a
comentadas, cujo objetivo é demonstrar a forma como o e
conteúdo é cobrado pelas bancas, além de eventual es- em nova fonte de direitos fundamentais. s
Segundo o artigo 5º, parágrafo 3º, da Constituição oti
pecificidade sobre o mesmo.
Federal, os tratados e convenções internacionais sobre e
ri
direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa D
CONCEITO do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos s
dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes o
D
Os direitos fundamentais s ão aqueles direitos que, às emendas constitucionais, ou seja, ocuparão o mesmo -
previstos na Constituição Federal (CF), tem por principal status normativo das demais normas constitucionais. 1
0
objetivo a manutenç ão de patamares mí nimos, necessá- Atualmente, existem apenas dois documentos in- o
l
rios à garantia de uma vida digna às pessoas. ternacionais com esse status, a Convenção Internacio- u
São direitos que visam à proteção e à promoção da nal sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e o seu ít
p
dignidade da pessoa humana, a qual é fundamento da Protocolo Facultativo, promulgados internamente pelo a
República (art. 1º, inciso III, da C F). C
Decreto n. 6.949, de 2009.

DIREITOS E GARANTIAS Exercícios 83

Direitos e garantias fundamentais não se confun-


comentados
l
dem; aqueles representam os bens, os valores que são a
(FCC) De acordo com a Constituição Federal brasi- n
socialmente
(p. relevantes
ex.: a liberdade e que precisam
de locomoção, a vida, aser protegidos
propriedade); leira, os tratados e convenções internacionais sobre di- io
reitos humanos serão equivalentes às c
estas, por sua vez, possuem natureza instrumental, são u
t
i
mecanismos de visa m a proteção e efetividade dos direi- a) leis ordinár ias, desde que aprovados, pelo Sena- t
tos fundamentais (p. ex.: mandado de segurança, habeas s
do Federal, em dois turnos, por três quintos dos votos dos n
corpus, habeas data). respectivos membros. o
As garantias funda mentais serão vistas em tópico C
mais a frente. o
b) leis complementares, desde que aprovados, em it
cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por e
ORGANIZAÇÃO três quintos dos votos dos respectivos membros. ir
D
Na Constituição Federal de 1988, os Direitos e Ga- c) emendas constitucionais, desde que aprovados,
rantias Fundamentais constam, inicia lmente, do Título II, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por
artigos 5º a 17 , divididos em cinco Capítulos: três quintos dos votos dos respectivos membros.
• Capítulo I – “Dos Direitos e Deveres Individuais
e Coletivos” (art. 5º); CERTO. Conforme dispõe o artigo 5º, parágrafo 3º,
• Capítulo II – “Dos Direitos Sociais” (arts. 6º a 11); da Constituição Federal.
• Capítulo III – “Da Nacional idade” (arts. 12 e 13);
• Capítulo IV – “Dos Direitos Políticos” (arts. 14 a d) emendas constitucionais, se aprovados pelo
16); Congresso Nacional, em sessão conjunta, por três quin-

Capítulo V – “Dos Partidos Políticos” (art. 17). tos dos votos dos respectivos membros.
e) emendas constitucionais, se aprovados, em
cada Casa do Congresso Nacional, por maioria absoluta
DICA: dos votos dos respectivos membros.
O rol de d ireitos fundamentais constante do
Título II, da Constituição Federal é conhecido
como “catál ogo”. 1.5 CLÁUSULAS PÉTREAS
Conforme dispõe o artigo 5º, parágrafo 2º, da Cons- Dada a importância dos di reitos e garantias funda-
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mentais, a Constituição Federal garante-lhes uma prote- posição jurídica de vantagem que o direito confere - dos
s ção especial, em face de futuras alterações do seu texto. direitos fundamentais, segundo o artigo 5º, caput, da
o
iv t
Nos termos do artigo 60, parágrafo 4º, inciso IV, a Constituição Federal, os brasileiros e os estrangeiros re-
e
l Constituição Federal estabelece que não será objeto de sidentes no País.
o deliberação a proposta de emenda tendente a abolir os Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), contu-
C direitos e garantias individuais. do, também os estrangeiros não residentes no País e as
e
is O dispositivo cria, assim, uma vedação material pessoas jurídicas podem ser titulares de direitos funda-
a – “cláusulas pétreas” – ao poder constituinte derivado mentais.
u
id reformador, vedando a deliberação de qua lquer proposta É claro que os estrangeiros não gozarão de todos os
v i de emenda constitucional que vise reduzir o âmbito ou direitos reservados aos brasileiros e, as pessoas jurídi-
d suprimir os di reitos e garantias individuais já exis tentes. cas, os mesmos direitos que possuem as pessoas físicas.
In O fato de a Constituição Federal impor uma veda-
s
re ção à supressão das normas de direitos fundamentais, Exercício
e não significa que tais direitos sejam absolutos. Ou seja,
v
e os direitos fundamentais podem sofrer limitações, de- comentado
D
e
correntes da análise de um caso concreto, via norma in- (CESPE) Uma pessoa jurídica pode pleitear na jus-
s fraconstitucional, desde que as mesmas respeitem o seu
o núcleo essencial, preservem a matriz do direito. tiça indenização por danos materiais e morais no caso de
it violação à sua honra objetiva, representada por sua re-
e
ri putação e boa fama perante a sociedade.
D
s
Questões CERTO.A pessoa jurídica também é titula r de direi-
o
D
Gabaritadas tos fundamentais, neste caso, o direito à honra objetiva
(art. 5º, inciso X, da CF).
- (CESPE) Na CF, a classificação dos direitos e garan-
2
0 tias fundamentais restringe-se a três categorias: os di- DIREITO À VIDA
lo reitos individuais e coletivos, os direitos de nacionalida-
u
ít de e os di reitos políticos.
Conceito
p Resposta: ERRADO
a
C O direito à vida é, sem sombra de dúvidas, o di reito
(CESPE) A CF traz uma enumeração taxativa dos fundamental mai s importante, pressuposto para o exer -
84
direitos fundamentais. cício dos demais.
Resposta: ERRADO O direito à vida humana abarca desde a garantia
l
da existência física, de que ninguém será privado de sua
a (CESPE) Os direitos fundamentais, considerados vida arbitrariamente (art. 5º, caput, da CF), passando pela
n
io como cláusula
limitações pétrea das judicial
por ponderação constituições, podemem
caso estejam sofrer
con- proteção(art.
pessoas da 5º,
integridade física
inciso XLIX, e mental
da CF) (psíquica)
até a garantia das
de uma
c
u fronto com outros direitos fundamentais, por alteração vida com dign idade (art. 1º , inciso II I e art. 170, da CF).
t
i legislativa, via emenda constitucional, desde que, nesse Assim é que se veda a tortura, tratamento desu-
t
s último caso, seja respeitado o núcleo essencial que os ca- mano ou degradante (art. 5º , inciso III , da CF) e a e xistên-
n racteriza. cia de penas de trabalhos forçados ou cruéis (art. 5º, inciso
o
C Resposta: CERTO XLVII, da CF), por importarem em agressão à integridade
o física e moral das pessoas.
it (CESPE) O catálogo de direitos funda mentais na CF Como decorrên cia do di reito a uma vida com digni-
e dade é que o Estado fica compelido a assegurar um míni-
ir inclui, além dos direitos e garantias expressos em seu
D texto, outros que decorrem do regime e dos princípios mo de condições materiais, por meio da ga rantia de direi-
por ela adotados, ou de tratados internacionais em que a tos fundamentais como o trabalho, a saúde, a assistência
República Federativa do Brasil seja parte. social.
Resposta: CERTO
Exercício
GABARITO comentado
1234 (CESPE) O direito à vida compreende somente o di-
reito de uma pessoa de continuar viva.
Errado Errado Certo Cer to
ERRADO. Inclui, também , o direito à integridade fí-
sica e moral e à vida digna.
2. DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS
E COLETIVOS Relatividade
Apesar de ser o direito fundamental mais impor-
tante, o direito à vida não é absoluto, o que significa que,
TITULARES em determinadas situações, o mesmo deverá ceder.
Assim, em pri meiro lugar , dispõe o a rtigo 5º, inciso
São titulares – aqueles que são possuidores da XLVII, a línea “a”, da Constituição Federal que é vedada a
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pena de morte, salvo em caso de guerra decla rada. instala no ventre materno. Assim, não se pode falar em
Ainda, na legislação infraconstitucional, o artigo vida humana em um zigoto in vitro. s
o
128, do Código Penal (CP) prevê que não será punido o iv
t
aborto (interrupção não natural e forçada da gravidez) Eutanásia e
l
praticado por médico: o
I) se não há outro meio de salvar a vida d a gestante; C
Apesar de o direito à vida compreender o direito à e
II se a g ravidez resulta de estupro e o aborto é pre- uma vida com dignidade, não se admite, na atual ordem is
cedido de consentimento da gestante ou, quando inca- juríd ica a prática da eutan ási a, da mor te assi stida . a
u
paz, de seu representant e legal. Inclusive, o auxílio ao suicíd io é considerado crime id
No artigo 128, inciso I, do CP encontramos o cha- contra a vida, nos termos do artigo 122, do Código Penal. iv
mado “aborto necessário ou terapêutico” (vida da mãe x d
n
I
vida do feto) . Já, no artigo 128, inci so II, do CP es tá previsto
DIREITO À LIBERDADE s
o “aborto sentimental ou humanitário” (liberdade sexual re
da mulher x vida do feto). e
No contexto dos Direitos e Garantias Fundamen- v
e
DICA: tais
ais e(Título II), inserto
Coletivos nos
(Capítulo I), Direitos e Deveres
da Constituição Individu-
Federal (CF), D
e
As hipóteses do artigo 128, do CP não se con- o direito à liberdade se coloca como um típico direito de s
o
fundem com a possibil idade de interrupção da primeira dimensão, negativo, ou seja, sua observância it
gravidez quando da constatação de um feto depende da não interferência do Estado e dos demais in- e
ri
anencefálico. No feto anencéfalo está caracterizada a tegrantes da sociedade, no exercício do mesmo, pelo seu D
ausência parcial do encéfalo e do crân io, sendo consi- titular. s
derado, por isso, um natimorto, sem possibilidade de o
O direito à liberdade possui diversos desdobra- D
vida extrauterina. Segundo o Supremo Tribunal Fe- mentos, dos quais estudaremos, agora, apenas alguns, -
deral (STF), no julgamento da ADPF n. 54, em 2012, é previstos no artigo 5º, da CF. 2
possível, então, a interrupção da gravidez no caso de 0
feto anencefálico, considerando não estar a conduta lo
Liberdade de ação u
tipificada como aborto, nos termos do artigo 124, do ít
p
Código Penal. A hipótese aqui mencionada também a
não pode ser confundida com uma permissão para o O direito à liberdade de ação – princípio da lega- C
aborto eugênico. lidade ou princípio da autonomia da vontade - decorre
do quanto contido no artigo 5º, inciso II, da Constituição
Federal (CF ), o qual dis põe que “ninguém será obrigado a 85
Exercício fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude
comentado de lei”. l
a
n
(FCC) A pena de morte, conforme estabelece a DICA: io
Constituição Federal brasileira, Não devemos confundir o princípio da legali- c
u
dade aqui previsto e dirigido aos particulares, t
i
a) não poderá ser aplicada ao brasileiro nato ou na- com aquele do artigo 37, caput, da Constituição t
turalizado. s
Federal, dirigido ao administrador público. Para este, n
b) poderá ser substituída por prisão perpétua . o princípio da legalidade significa somente poder fa- o
c) é proibida, sem qualquer exceção, por violar o di- C
zer aquilo que a lei determine ou permita. o
reito fundamental à vida.
it
d) poderá ser aplicada em caso de guerra declara- A “lei” de que fala artigo 5º, inciso II, da CF, são as e
da. espécies normativas do artigo 59, da Constituição Fede- ir
D
CERTO. Conforme dispõe o artigo 5º, inciso XLVII, ral, as chamadas normas “primárias”, ou seja, emendas
alínea “a”, da CF. à Constituição, leis complementares, leis ordinárias, leis
delegadas, medidas provisórias, decretos legislativos e
e) poderá ser aplicada em caso de prática de crimes resoluções.
hediondos e de terrorismo. Assim, então e como regra, o particula r pode fazer
tudo aquilo que a lei não o proíba.
Células-Tronco Embrionárias
Liberdade de manifestação do pensamento
O artigo 5º, da Lei n. 11.105, de 2005 (Lei de Biosse-
gurança) permite a utilização de célula s-tronco embrio- Prevê o artigo 5º, inciso IV, da Constituição Fede-
nárias obtidas de embriões humanos produzidos por ral (CF) que é livre a manifestação do pensa mento, sendo
fertilização in vitro e não utili zados no respectivo proc e- vedado o a nonimato.
dimento para fins de pesquisa e terapia. A liberdade de manifestação do pensamento é es-
Na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3510, pécie do direito maior à liberdade de expressão, que in-
objetivou-se a declaração de inconstitucionalidade do clui, também, o direito à expressão da atividade intelec-
dispositivo, por violação ao direito à vida. tual, artística, científica e de comunicação (art. 5º, inciso
O Supremo Tribunal Federal (STF), no ano de 2008, IX, da C F).
julgou improcede nte a ação, por entender que somente Assegura-se, aqui, o direito à livre manifestação
se pode falar em vida huma na quando o ovo ou zigoto se do pensamento ou direito à opinião, que se constitui da
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faculdade que todos possuem de expressar um juízo de mos corretos e conduzirmos nossas vidas a partir deles.
s valor, uma convicção, seja de forma escrita ou verbal . Ela é o gênero, do qual a liberdade de crença é a espécie.
o
iv t
O direito à manifestação do pensamento não é, A liberdade de c rença assegura, em primei ro lugar,
e
l contudo, absoluto. o direito de ter uma religião, de professar uma fé, ou mes-
o A primeira restrição ao exercício do d ireito consta mo de não querer professar nenhuma.
C do próprio inciso IV, do artigo 5º, da CF, ou seja, a manifes- Garante-se, naquele dispositivo, também, a liber-
e
is tação do pensamento não posse ser anônima, apócrifa, dade de cu lto (adoração da divindade), as l iturgias (série
a sem a precisa identificação de quem seja o seu autor. de atos públicos de adoração da divindade) e a proteção a
u
id A razão para a restrição é muito simples. Como não quaisquer locais de culto.
v i há censura ou necessidade de licença prévia ao exercí- No contexto da liberdade de crença, o artigo 5º, in-
d cio do direito de opinião, se de sua mani festação resultar ciso VII, d a CF assegura, nos termos da lei, a prestação de
In violação a direito de outrem, será assegurado a este o assistência religiosa nas entidades civis e militares de
s
re direito de resposta, proporcional ao agravo, além da in- internação coletiva, como os hospitais, penitenciárias,
e denização por dano material, moral ou à imagem (art. 5º, quartéis.
v
e inciso V, da CF). Por fim, dispõe o artigo 5º, inciso VIII, da CF, que
D
e
Outra restrição decorre da ideia de sistema e da ninguém será privado de direitos por motivo de crença
s necessidade de convivência das li berdades. Desta forma religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as
o o direito à mani festação do pensamento não pode abrigar invocar para exim ir-se de obrigaç ão legal a todos impos-
it
e
ri
qualquer atitude reput ada ilíc ita pelo sistema. O abuso no ta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada
D seu exercício pode conduzir, assim, à responsabilização em lei.
s civil ou crim inal do agente. O dispositivo prevê aquilo que se conhece como
o Neste sentido, o Supremo Tribunal Federal (STF) já “escusa de consciência”, garantindo que as pessoas pos-
D
- decidiu que, “o direito à l ivre expressão não pode a brigar, sam se recusar (escusar) a cumprir, em virtude de suas
2 em sua abrangência, manifestações de conteúdo imoral convicções, uma obrigação a todos imposta, desde que
0 que implicam ilicitude penal. As liberdades públicas não cumpram a obrigação alternativa fixada na lei, se ela
lo são incondicionais, por isso devem ser exercidas de ma- existir.
u
ít neira harmônica, observados os lim ites definidos na pró- O não cumprimento da obrigação a todos imposta
p pria CF” (STF, HC 82.424, DJ 19.03.2004). e da obrigação alternativa fixada na lei, acarreta a sus-
a
C A manifestação anônima comporta uma exceção pensão dos direitos políticos (art. 15, inciso IV, da CF),
que deve ser mencionada. Segundo, também, o STF, “os como determinam, exemplificativamente, os artigos 4º,
escritos anônimos não podem justificar, só por si, desde parágrafo 2º, da Lei n. 8.239, de 1991 e 438, do Código de
86
que isoladamente considerados, a imediata instauração Processo Penal.
da persecutio criminis (...) nada impede, contudo, que o
l
a
Poder Público provocado por delação anônima (‘disque- DICA:
n -denúncia’, p. ex.), adote medidas informais destinadas Para algumas bancas de concurso, como o
io a apurar, previamente, em averiguação sumária, ‘com CESPE/UnB, a hipótese enseja a perda dos di-
c prudência e di scrição’, a possível ocorrência de eventual
u reitos políticos.
t
i situação de ilicitude penal, desde que o faça com o obje-
t tivo de conferir a verossimil hança dos fatos nela denun-
s
n ciados, em ordem a promover, então, em caso positivo, a
o formal instauração da persecutio criminis , mantendo- Exercício
C -se, assim, completa desvinculação desse procedimento comentado
o
it estatal em relação às peças apócrifas” (STF, Inq. 1957, DJ
e 11.11.2005). (FCC) Por motivo de convicção política, ao com-
ir pletar dezoito anos, Ernesto recusa-se a realizar seu
D alistamento eleitoral, assim como a cumprir qualquer
Exercício prestação alternativa que se lhe queira exigir, ainda que
comentado prevista em lei. Nessa h ipótese, a atitud e de Ernesto é
(CESPE) A liberdade de manifestação do pensa- a) incompatível com a Constituição, pois ni nguém
mento não constitui um direito absoluto. pode eximir-se de cumprir obrigação legal a todos im-
CERTO. É um di reito relati vo, assim como a maioria posta.
dos direitos fundamentais, comportando limitações. b) albergada pela Constituição, que prevê possibi-
lidade de objeção de consciência nesses exatos termos.
Liberdade de consciência e de crença c) passível de punição mediante imposição de pena
restritiva
a soberaniadedo
liberdade, por se configurar atentado contra
Estado brasileiro.
Segundo a Constituição Federal (CF), artigo 5º, inci-
so VI, “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, d) causa para suspensão de seus direitos políticos,
sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e em função da recusa de c umprimento de prestação alter -
garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de cu lto e nativa prevista em lei.
a suas liturgias”. CERTO. Conforme o artigo 5º, inciso VIII, da CF.
A liberdade de consciência nos permite possuir e) parcialmente compatível com a Constituição,
convicções intimas acerca dos valores morais, espiritu- pois esta permite recusa a cu mprimento de presta ção al-
ais, posicionamentos políticos, filosóficos, que entenda- ternativa, mas não da obrigação principal.
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Liberdade de exercício profissional Decreto-Lei n. 972, de 1969, ao exigir diploma de curso
superior para o exercício da profissão de jornalista, não s
o
O artigo 5º, inciso XIII, da CF assegura ser “livre o foi recepcionado pela CF e, (b) que, o Estado não pode cr iar iv
t
exercício de qualquer traba lho, ofício ou profissão, aten - uma ordem ou um conselho profissional (autarquia) para e
l
didas as qualificações profissionais que a lei es tabelecer” . a fiscalização da profissão de jornalista. o
Ainda, no contexto, o artigo 5º, inciso XIV, da CF C
Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), a nor- e
ma aqui consubstanciada é de eficácia contida e de apli- assegura “a todos o acesso à informação e resguardado is
cabilidade imediata, o que significa que, em princípio, o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profis- a
u
podemos exercer qualquer trabalho, ofício ou profissão, sional”. Ressaltemos a proteção ao sigilo da fonte, quando id
até que norma infraconstitucional venha a estabelecer isso for necessário ao exercício da li berdade de informa- iv
limites (relatividade ). ção jornalística pelos profissionais respectivos. d
n
I
Neste ponto devemos atentar para algumas im- s
portantes decisões do STF sobre o a ssunto: Liberdade de locomoção re
e
v
e
“A vedação do exercício da atividade de advocacia por A liberdade
5º, inciso XV, da CF,deque
locomoção
prevê ser está prevista
“livre no artigono
a locomoção D
e
aqueles que desempenham, direta ou indiretamen- território nacional em tempo de paz, podendo qualquer s
te, serviço de caráter policial, prevista no art. 28, V, o
da Lei 8.906/1994, não se presta para fazer qualquer
pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou it
dele sair com seus bens”. e
ri
distinção qual ificativa entre a ati vidade policial e a O direito à liberdade de locomoção nos faculta, de
advocacia. (...) O que pretendeu o legislador foi esta- D
forma livre, a possibilid ade de ir, de vir e permanecer, tra- s
belecer cláusula de incompatibilidade de exercício zendo conosco os nossos bens. o
simultâneo das referidas atividades, por entendê-lo D
prejudicial ao cumprimento das respectivas funções.
Assim como os demais direitos fundamentais e em -
regra, o direito à liberdade de locomoção não é absoluto, 2
(...) Elegeu-se critério de d iferenciação compatível podendo ser restringido, por exemplo e conforme dispõe 0
com o princípio constitucional da isonomia, ante as o inciso XV, do artigo 5º, da CF, em tempo de guerra. lo
u
peculia ridades inerentes ao exercício da profissão de No entanto, aquele que sofrer ou estiver ameaçado ít
advogado e das atividades policiais de qualquer natu- p
de sofrer violência ou coação em sua liberdade de loco- a
reza” (STF, ADI 3.541, DJE de 24 -3-2014.). moção poderá utilizar-se do remédio constitucional do C
habeas corpus (art. 5º, inciso LXVIII, da CF).
“Nem todos os ofícios ou profissões podem ser con- 87
dicionadas ao c umprimento de condições legais para Liberdade de reunião
o seu exercício. A regra é a li berdade. Apenas quando
houver pot encial lesivo na atividade é que pode ser l
A liberdade de reunião está assegurada pelo ar- a
exigida insc rição em conselho de fiscalização profis- n
sional. A atividade de músico prescinde de controle. tigo 5º, inciso
camente, semXVI, da CF:
armas, em“todos podem reunir-se
locais abertos ao público,pacifi-
inde- io
Constitui, ademais, ma nifestação artística protegida c
pendentemente de autorização, desde que não frustrem u
pela garantia da liberdade de ex pressão” ( STF, RE n. t
i
outra reunião anteriormente convocada para o mesmo t
414.426, DJE de 10-10-2011). local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade s
competente”. n
o
“O jornalismo é uma profissão di ferenciada por sua A liberdade de reunião poss ui nítida feição coletiva C
estreita vinculação ao pleno exercício das liberdades e se coloca como um direito “meio” , pois viabi liza o d ireito o
de expressão e de in formação. (... ). Isso implica, logi- amplo à liberdade de expressão. it
e
camente, que a interpret ação do art. 5º, XIII, d a Consti- Na reunião, a união, o agrupa mento das pessoas se ir
tuição, na hipótese da profissão de jornalista, se faça, dá por período lim itado, de forma não permanente . D
impreterivelmente, em conjunto com os preceitos do Aqui, é importante que atentemos para a decisão
art. 5º, IV, IX, XIV, e do art. 220, da Constituição, que as- tomada pelo STF, na ADPF 187:
seguram as li berdades de expressão, de informação e
de comunicação em geral. (...) No campo da profissão
de jornalista, não há espaço pa ra a regulação estatal “Concluiu-se que a defesa, em espaços públ icos, da
quanto às quali ficações profissionais. O art. 5º, IV, IX, legalização das d rogas ou de propost a abolicionis ta
XIV, e o art. 220 não autorizam o controle, por parte a outro tipo penal (desde que não implique em incita-
do Estado, quanto ao acesso e exercício da profissão mento à prátic a de ações ilegais) não sign ificaria il ícito
de jornalista. Qualquer tipo de controle desse tipo, penal (em especial, a “apologia de crime ou cri mino-
que interfira na l iberdade profissional no momento do so”, conforme o artigo 287, do CP), mas, ao contrário,
próprio acesso à atividade jornalística, configura, ao represent aria o exercício legítimo do di reito à livre
fim e ao cabo, controle prévio que, em verdade, carac- manifestação do pensa mento, propiciada pelo exercí-
teriza censura prévia das l iberdades de expressão e cio do direito de reunião.” (STF, ADPF 187, julgamento
de informação, expressamente vedada pelo art. 5º, IX, em 15-6-2011).
da Constituição. (...)” (STF, RE n. 511.961, DJE de 13-11-
2009). O direito também possui limitações, não é absolu-
to. Conform e se pode ver do dispositivo constitucional, o
Como consequência deste último julgamento, fi- seu exercício depende de que a reunião seja pacífica, que
cou consignado pelo STF que, (a) o artigo 4º, inciso V, do haja comunicação prévia a autoridade competente (para
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garantir a preferência, apenas) e que não se fru stre outra de mandado de segurança coletivo por entidade de clas-
s reunião, anteriormen te marcada para o mesmo d ia, local se em favor dos associados independe da autorização
o
iv t
e hora. destes”.
e
l A tutela do direito à liberdade de reunião é feita por
o meio da propositura do mandado de segurança (art. 5º, Exercício
C incisos LXIX e LXX, da CF).
e comentado
is
a Liberdade de associação
u (FCC) Cinco a migos, morador es de u ma favela, de-
id cidem criar uma associação para lutar por melhorias nas
v i A liberdade de associ ação também se coloca como
d condições de saneamento básico do local. Um político
um direito “meio”, de feição nitidamente coletiva.
In da região, sabendo da iniciativa, informa-lhes que, para
s Diferentemente do que se dá no direito à liberdade tanto, será necessário obter, junto à Prefeitura, uma au-
re de reunião, a associação importa na união es tável, dura- torização para sua criação e f uncionamento. N esta hipó-
e doura, permanente das pessoas.
v tese,
e
D
e
Na Constituição
do direito, Feder alXVII
no artigo 5º, incisos há uma d isciplina extensa
a X XI: a) os cinco amigos não conseguirão criar a asso-
s ciação, pois a Constituição Federal exige u m número mí-
o
it nimo de dez integrantes para essa inic iativa.
e
ri
“é plena a liberdade de associação para fins lícitos,
b) a informação que receberam está errada, pois a
D vedada a de caráter paramilitar”
Constituição Federal estabelece que a criação de asso-
s ciações independe de autorização .
o Lendo o dispositivo de outra forma, podemos con-
D CERTO. É o que dispõe o a rtigo 5º, inciso XVIII, da C F.
- cluir que é possível criar qualquer associação, desde que
2 seu fim seja líc ito. Associações paramilitares, não impor- c) após a criação da associação, os moradores da
0 ta o seu fim, são sempre vedadas. favela serão obrigados a se associarem.
lo d) o estatuto da associação poderá prever ativida-
u
ít des paramilitares, caso essa medida seja necessária para
p “a criação de associações e, na forma da lei, a de coo- a proteção de seus integrantes.
a
C perativas independem de autorização, sendo vedada a e) para iniciar suas atividades, a associação pre-
interferência estatal em seu funcionamento” . cisará, além da autorização da prefeitura, de um alvará
judic ial .
88 O Estado somente pode atuar, “intervindo” de
qualquer forma nas associações, nos termos do inciso DIREITO À IGUALDADE
l seguinte.
a
n
io
c “as associações só poderão ser compulsoriamente Conceito
u dissolvidas ou ter suas atividades suspensa s por de- Em nosso sistema jurídico a igualdade (isono-
t
i mia) se coloca como um verdadeiro princípio, balizando
t cisão judicial , exigindo-se, no primeiro caso, o trânsi-
s to em julgado”. a criação e a aplicação de todo o Direito. Manifesta-se,
n aquele princípio, em diversas regras (direito s de igua lda-
o
C Observe que a suspensão das atividades de uma de), previstas tanto no texto constitucional – em especia l
o associação pode ser determinada por decisão judicial no artigo 5º, do Capítulo I, do Título II, d a Constituição Fe-
it que não tenha transitado em julgado (p. ex.: uma tutela deral (CF) -, quanto nas leis.
e Segundo o STF , o pri ncípio da iguald ade, enquanto
ir antecipada limina r). A dissolução da associação depende,
D contudo, que a decisão judicial que o determine já tenha postulado fundamental de nossa ordem político-jurídica,
transitado em julgado. não é suscetível de regulamentação ou de complement a-
• “ninguém poderá ser compelido a associar-se ção normativa (STF, MI 58, DJ 19-4-1991).
ou a perma necer associado”. A igualdade impõe, na clássica lição de Rui Barbo-
• Este dispositivo assegura o direito à liberdade sa, que a ordem jurídica, buscando sempre o justo, a jus-
de associação ind ividual negativo. tiça, deve dar tratamento igual aos iguais e desigual aos
• “as entidades associativas, quando expres- desiguais, na exata medida em que estes se desigualam.
samente autorizadas, têm legitimidade para Assim, além de proibir comportamentos discri-
represent ar seus fil iados judicial ou extrajudi- minatórios injustificados, o princípio da igualdade vai
cialmente”. permitir que a lei (em sentido amplo) possa estabelecer
vantagens a determinados grupos ou pessoas, desde que
Estamos diante da figura da representação pro- justi ficadas em face dos va lores const ituciona is.
cessual.
Não confundamos a representação com a subs- Igualdade na lei e igualdade perante a lei
tituição processual, quando a atuação da entidade não
depende de qualquer autorização dos associados, como A igualdade deve ser observada em dois momen-
ocorre no mandado de segurança coletivo (art. 5º, inciso tos, segundo nos aponta a doutrina e o Supremo Tribunal
LXX, da CF). Federal (STF).
Neste sentido, a Súmula 629, do STF: “A impetração A “igualdade na lei” atua no momento de confec-

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ção do Direito, determinando ao legislador que, em sua concretas verificadas em relação ao homem.
atividade, não introduza nas normas discriminações in- Neste sentido, para compensar preconceit o arrai- s
o
justi ficadas , arbitrá rias . gado na sociedade é que a Carta Magna vai autorizar, no iv
t
A “igualdade perante a lei” (art. 5º, caput, da CF) artigo 7º, inciso XX , a proteção do mercado de trabalho da e
l
está voltada ao aplicador do direito, que, diante de uma mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da o
lei já elaborada, deve concretizá-la sem estabelecer dis- lei. C
e
tinções não autorizadas entre aqueles que a el a devem se Ainda, reconhecendo que a maioria das mulheres is
submeter. possui “dupla jornada”, a Constituição Federal, no arti- a
u
go 201, parágrafo 7º, incisos I e II, assegurar-lhes-á apo- id
2.4.3 Igualdade formal sentadoria aos 30 (trinta) anos de contribuição e aos 60 iv
(sessenta) anos de idade, ao invés dos 35 (trinta e cinco) d
n
I
Naquelas hipóteses em que a lei dispensar a todos anos de contribuição e 65 (sessenta e c inco) anos de idade s
um tratamento igualitário, sem levar em conta quaisquer exigidos aos homens. re
características pessoais, sociai s, econômicas, estaremos Ainda, é a Constituição Federal que determina, no e
v
artigo 37, inciso VIII, que a lei reservará percentual dos e
dianteAssim,
do que se
porconhece como
exemplo, “igualdade
prevê formal”.
o artigo 5º, inciso I, da cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras D
e
Constituição Federal (CF), que homens e mulheres são, de deficiência e definirá os critérios de sua admis são. s
Neste contexto, por fim, o STF entende estar de o
em princípio, iguais em direitos e obrigações. it
A Constituição Federal também veda, em seu ar- acordo com a CF , com a garantia da i gualdade material, a e
ri
tigo 7º, inciso XXX, o estabelecimento de limite de idade reserva de vagas no processo de seleção de estudantes D
(fator discriminatório) como critério de admissão a um das universidades públicas, com base em critério étnico- s
emprego. Esta vedação se estende na ad missão de serv i- -racial (STF, ADPF 186, julgamento em 26-4-2012). o
D
dores públicos, por força do artigo 39, parágrafo 3º, da CF. Exercício comentado -
O direito a um igual tratamento pela lei, sem quais- (CESPE) O estabelecimento de regras distintas 2
quer distinções, comporta, no entanto, exceções, desde para homens e mulheres, quando necessárias para ate- 0
que razoáveis e justificadas. nuar desníveis, é compatível com o princípio constitucio- lo
u
Então, em princípio, a Constituição Federal impõe nal da isonomia e poderá ocorrer tanto na CF quanto na ít
legislação infraconstitucional. p
um tratamento sem quaisquer diferenciações, na admis- a
são dos servidores públicos. CERTO. O nosso ordenamento jurídico adm ite me- C
No entanto, o próprio parágrafo 3º, do artigo 39, da didas de ação afirmativa, objetivando a igualdade mate-
CF admite que a lei possa estabelecer requisitos diferen- rial.
89
ciados de admi ssão, quando a natureza do cargo o exig ir.
Exercício l
DICA: Os “requisitos diferenciados” devem comentado a
n
ser previstos
previsão em do
no edital lei,concurso
não bastando apenas a
público. (FCC) A previsão constitucional que determina io
c
a reserva de percentual dos cargos e empregos para as u
t
i
Nesse sentido, o STF possui entendimento, con- pessoas portadoras de deficiência tem como objetivo, t
solidado na Súmula 683, de que o “ limite de idade para a precipuamente, promover o direito à s
inscrição em concurso público só se legitima em face do n
o
art. 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado a) vida. C
pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido”. b) liberdade individual. o
Ainda, coaduna-se com a CF, segundo o STF, a exi- c) igualdade material it
e
gência de altura mínima , desde que a mesma esteja pre- CERTO. O direito à igualdade material conduz a u m ir
vista em lei e justificada em função da natureza e das tratament o desigual a pessoas/grupo s em s ituações de- D
atribuições do cargo a ser preenchido. siguais, busca ndo, com isso, a justiça.
d) segurança.
Igualdade material e) saúde coletiva.

Quando, no entanto, para alcançar a justiça for ne- DIREITO À PROPRIEDADE


cessário que a lei estabeleça distinções entre grupos ou
pessoas, prevendo vantagens para uns em relação aos
demais, estaremos diante da “igua ldade material” . Conceito e âmbito de proteção
O objetivo destas medidas, chamadas de “discri-
Nos termos do Código Civil, artigo 1.228, o di reito de
minação
igualdadepositiva”, de “ação afirmativa”
de fato, substancial, é garantir
social, a partir uma
da conces- propriedade constitui-se das faculdades de usar, gozar e
são de iguais oportunidades à grupos ou pessoas, margi- dispor de uma coisa , de um bem, e o d ireito de re avê-la do
nalizada s socialmente ou hipossuficientes. poder de quem quer que injustamente a possua ou dete-
Assim é que, apesar de assegurar a igualdade de nha.
direitos e obrigações entre homens e mulheres (art. 5º, No artigo 5º, inciso XXII, a Constituição Federal (CF)
inciso I, da CF), a própria Constituição Federal vai prever assegura o direito de propriedade como um direito fun-
um tratamento mais favorável à mulher em determina- damental de primeira dimensão e do qual pode ser titular
dos casos, visando minimizar ou anular as diferenças tanto uma pessoa física quanto jurídica.
A nossa Carta Magna assegura tanto o direito à
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propriedade de bens corpóreos, como a de bens i ncorpó- Como se pode ver, então, pelo mero uso do bem re-
s reos. quisitado não há indenização.
o
iv t
Assim é que, no artigo 5º, inciso XXVII, a CF vai
e
l prever que aos autores pertence o direito exclusivo Exercício
o de utilização, publicação ou reprodução de suas obras,
C transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. comentado
e
is Assegura-se, aqui, o di reito à propri edade intelectual, na
(CESPE) No caso de iminente perigo público, a au-
a espécie propriedade autoral ou direito de autor.
u toridade competente poderá usar de propriedade parti-
id Também, o a rtigo 5º, inciso XXIX, da CF d ispõe que
cular, assegurada ao proprietário indenização ulterior , se
v i a lei assegurará aos autores de inventos industriais pri-
d vilégio temporário para sua utilização, bem como pro- houver dano.
In teção às criações industriais, à propriedade das marcas, CERTO. Conforme o artigo 5º, inciso XXV, da CF.
s
re aos nomes de empresas e a outros signos distintivos,
e tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento Desapropriação
v
e tecnológico e econômico do País. Assegura-se, aqui, o
D
e
direito à propriedade intelectual, na es pécie propriedade A Constituição Federal dispõe de várias hipóteses
s industrial. em que o proprietário poderá perder seu bem, móvel ou
o A CF ainda vai prever especial proteção à peque- imóvel, por meio da desapropriação.
it
e
ri
na propriedade rural, dispondo, em seu artigo 5º, inciso Assim, in icialmente, dispõe o arti go 5º, inciso XXIV,
D XXVI, que a mesma, conforme definida em lei, desde que da CF, que a lei estabelecerá o procedimento para desa-
s trabalhada pela família, não será objeto de penhora para propriação por necessidade ou utilidade pública, ou por
o pagamento de débitos decorrentes de sua atividade pro- interesse social, mediante justa e prévia indenização em
D
- dutiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu dinheiro.
2 desenvolvimento. Nesta hipótese de desapropriação, por necessida-
0 de pública, utilidade pú blica ou interesse social, o Estado
lo Limitações deverá promo ver a justa e prévia indeni zação em dinhei-
u
ít ro.
p Nos artigos 182, parágrafo 4º e 184, a CF vai abortar
a O direito de propriedade, assim como os demais
C direitos fundamentais, não é absoluto. A própria Cons- as hipóteses de desapropriação de bens imóveis urbanos
tituição Federal estabelece diversas limitações. Outras, e rurais, respectivamente, em virtude de o se u proprietá-
90 ainda, podem ser encontradas na legislação infraconsti- rio ter descumprido a função social.
tucional. Conforme o artigo 182, parágrafo 4º, da CF fica fa-
cultado ao Poder Público municipal, mediante lei especí-
l fica para área i ncluída no plano d iretor, exigir, nos termos
a Função Social da Propriedade da lei federal, do proprietário do solo urbano não edifica-
n
io Dispõe o artigo 5º, inciso XXIII, da CF que toda a do, subutilizado ou não utilizado, que promova seu ade-
c quado aproveitamento, sob pena de, dentre outras me-
u propriedade deverá at ender a sua função socia l.
t
i didas, desapropriação , com pagamento mediante títulos
t Enquanto limite, a função social exige que o exer-
s cício do direito de propriedade se faça de forma a não da dívida pública de emis são previamente aprov ada pelo
n prejudicar (art. 1228, parágrafo 2º, do CC) e, também, a Senado Federal, com prazo de resgate de até 10 (dez) anos,
o em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o
C atender, em maior ou menor medida, certos interesses
o coletivos, como a preservação da flora, da fauna, das be- valor real da indenização e os juros legais.
it lezas naturais, do equilíbrio ecológico e do patrimônio Nos termos do artigo 184, da CF, compete à União
e desapropriar , para fins de reforma agrária, o imóvel rural
ir histórico e artís tico (art. 1228, parágrafo 1º, do CC).
que não esteja cumprindo sua função social, mediante
D A CF ainda estabe lece, nos artigos 182, parágrafo 2º
e 186, os elementos caracterizadores do c umprimento da prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária,
função social pela propriedade urbana e rural, respecti- com cláusula de preservação do valor real, resgatáveis
vamente. no prazo de até 20 (vinte) anos, a partir do segundo ano
de sua emissão, e cuja utilização será definid a em lei.
Por fim, o artigo 243, da CF vai trazer uma moda-
Requisição Administrativa lidade de desapropriação em que não há indenização ao
proprietário, a chamada “desapropriação confisco” ou
Segundo o artigo 5º, inciso XXV, da CF, no caso de expropriação.
iminente perigo público, a autoridade competente poderá Segundo o dispositivo, as propriedades rurais e ur-
usar de propriedade particula r, assegurada ao proprietá - banas de qua lquer região do País onde forem lo calizada s
rio indenização ulterior
O dispositivo está(posterior), se houver
prevendo aquilo dano.
que se conhe- culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração
de trabalho escravo na forma da lei serão expropriadas e
ce como requisição administrativa, que é uma espécie de destinadas à reforma agrária e a programas de habitação
“empréstimo forçado”, por meio do qual - diante de um popular, sem qualquer indenização ao proprietário e sem
perigo iminente e para fazer frente a ele - u ma autorida- prejuízo de outras sanções previstas em lei.
de pública requisita (ato dotado de autoexecutoriedade)
bens móveis ou imóveis, devolvend o-os, posteriormente
e indenizando o seu proprietário, mas apenas se houver Direito de Herança
causado dano aos mesmos.
A herança representa o conjunto dos bens – corpó-
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reos e incorpóreos – que se forma com o falecimento da Porque o objeto de proteção é a intimidade, a vida
pessoa que era o seu proprietário. privada, o Supremo Tribunal Federal (STF) adot a em seus s
o
Esse conjunto de bens será transmitido aos her- julgados um conceito amplo de “casa” para o fim desta iv
t
deiros, legítimos e testamentários, por meio de uma sé- proteção. Assim, a “casa” representa todo compartimen- e
l
rie de atos chamada de “sucessão”, prevista nos artigos to delimitado e separado, que alguém utilize com exclu- o
1.784 a 2.027, do Código Civil. sividade, mesmo que temporariamente e ainda que para C
e
Em primeiro lugar, a CF garante, no artigo 5º, inciso fins profissionais, não residenciais. is
XXX, o d ireito de herança, ou seja, o d ireito dos herdeiros Então, confo rme o di spositivo, o ingresso na “casa” a
u
à propriedade dos bens deixados pelo “de c ujus”. de alguém, como regra, somente pode se dar com o con- id
Depois, no inciso XXXI, do artigo 5º, a CF prevê sentimento do seu morador. iv
que a sucessão de bens de estrangeiros situados no País Sem o consentimento do morador, contudo, é pos- d
n
I
será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge sível penetrar em sua “casa” em quatro hipóteses: no s
ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais caso de flagrante delito, de desastre , para prestar socor- re
favorável a lei pessoal do “de cujos”, ou seja, do autor da ro, ou, durante o dia, por determinação judicial , para o e
v
herança. cumprimento de ordem judicial. e
Assim, segundo este dis positivo, em princípio apli- D
e
cam-se as disposições constantes do Código Civil, a não DICA: o
s
ser que sejam mai s favoráveis aos herdeiro s brasileiros a A autorização para violação do domicílio, aqui it
legislação do país de srcem do “de cujos”, sendo a mes- referida, somente pode emanar de uma auto- e
ri
ma aplicada. ridade judicial, de um juiz (“reserva de jurisdi- D
ção”). s
Exercício o
D
comentado Exercício -
2
comentado 0
(FCC) Christian, empresário alemão, vivia há anos lo
no Brasil com sua esposa brasileira e filhos brasileiros. u
Faleceu em trágico acidente aéreo, deixando diversos
(FCC) Em cer to processo, foi determinado pelo M.M. ít
juiz a bus ca e apreensão jud icia l de um veículo que se en- p
bens no Brasil. A sucessão dos bens situados no Brasil, a
contra no interio r da residência de Camila . Considerando C
em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, será re- que o veículo é de seu namorado, Feliciano, no tocante à
gulada violação de domicílio legal, sem o consentimento do mo-
rador, tratando-se de determinação judicial, o oficial de 91
a) pela lei brasileira ou pela lei pessoal dos pais do justiça que cump rirá o ma ndado
de cujus, caso esta última seja ma is favoráv el. l
b) obrigat oriamente pela lei brasi leira. a) somente poderá adentrar na residência de Ca- a
n
c) obrigat
d) obrigatooriamente
riamentepela
pelalei
leipessoal
pessoaldodos
depais
c ujus.
do de mila com o consentimento de Feliciano, em razão da pro- io
teção à dignidade familiar prevista na Constituição Fe- c
cujus. deral. u
t
i
e) pela lei brasileira ou pela lei pessoal do de cujus, b) poderá adentrar na residência, sem o consenti- t
caso esta última seja mai s favoráv el mento de Camila, em quaisquer horários seja durante o s
n
CERTO. É o que determina o artigo 5º, inciso XXXI, dia ou durante a noite. o
da C F. c) não poderá adentrar na residência, em qualquer C
horário, sem o consentimento de Camila, uma vez que a o
it
DIREITO À SEGURANÇA Constituição Federal prot ege a inviolabil idade domicilia r. e
d) poderá adentrar na residência, sem o consenti- ir
mento de Camila, somente entre as 6 e 22 horas. D
O direito à segurança manifesta-se em diversas
disposições destinadas a ga rantir a estabilidade, a segu- e) poderá adentrar na residência, sem o consenti-
rança necessária, para que as pessoas possam buscar a mento de Camila, porém somente durant e o dia .
realização dos seus objetivos, interesses pessoais e so- CERTO. Conforme o artigo 5º, inciso XI, da CF.
ciais.
Veremos algumas de suas mani festações, presen- Inviolabilidade das comunicações
tes no artigo 5º, do Capítulo I, do Título I I, da Constituição
Federal (CF). O artigo 5º, inciso XII, da CF assegura ser “inviolá-
vel o sigilo d a correspondência e das comunicações tele-
Proteção ao domicílio gráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo,
no último caso, por ordem judicia l, nas hipóteses e na for -
O artigo 5º, inciso XI, da CF dispõe que “a casa é ma que a lei estabelecer para fins de investigação crimi-
asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo pe- nal ou instrução processual penal”.
netrar sem consentimento do morador, salvo em caso de Protege-se, por meio do dispositivo, quatro formas
flagrante delito ou desastre, ou pa ra prestar socorro, ou, de comunicação, a correspondência , a telegráfica , de da-
durante o dia, por determinação judicia l”. dos e telefônica .
Neste dispositivo está-se promovendo a proteção A Constituição Federal, naquele dispositivo, tra-
à intimidade , à vida privada das pessoas, cuja manifesta- ta de excepcionar apenas as comunicações telefônicas,
ção ocorre, principalmente, em seu domicílio. prevendo a possibilidade de sua violação desde que a
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mesma se dê por ordem judicial (“reserva de juri sdição”), sente ofensa ao dispositivo.
s nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer – Lei n.
o
iv t
9.296, de 1996 - e, unicamente, para fins de investigação
Questões
e
l criminal ou instrução processual penal.
o Isso não significa que as demais formas de comu- Gabaritadas
C nicação sejam absolutas. Sua limitação pode constar da
e 1 (CESPE) Os direitos previstos na CF alcançam
is legislação infraconstitucional, desde justificada consti-
a tucionalmente, além de ser razoável, proporcional. tanto as pessoas naturais, brasilei ras ou estrangeiras, no
u território nacional, como as pessoas jurídicas .
id
v i
d Conforme entendimento do STF, a gravação de 2 (CESPE) No Brasil, é vedada a pena de morte em
In conversa telefônica feita por um dos interlocutores, quaisquer situações.
s mesmo sem conheci mento do outro , não constitui
re intercepta ção telefônica – que pressupõe a exi stên- 3 (CESPE) É garantida a livre ma nifestação do pen-
e
v cia de um terceiro alheio -, podendo ser realizada samento, ainda que na forma anônima.
e
D
e
independentemen te do cumprimento dos requisitos
mencionados no dispositivo. 4 (CESPE) A casa é asilo inviolável do indivíduo, de
s
o modo que ninguém pode nela penetrar sem o consenti-
it
e
ri Exercício mento do morador, salvo por determinação judicial; nes-
sa circunstância, a entrada poderá ocorrer em qualquer
D comentado horário.
s
o
D (CESPE) Apesar de a Constituição Federal de 1988 5 (CESPE) É incondicional o direito à reunião com
- (CF) prever que o sigilo de correspondência é inviolável, fins pacíficos em local aberto ao público.
2 admite-se a sua limitação infraconstitucional quando há
0
conflito com outro int eresse de igual ou maior relevância.
lo 6 (CESPE) Só a lei pode obrigar a pessoa a fazer ou
u CERTO. Apesar da proteção constitucional (art. 5º,
ít deixar de fazer alguma coisa.
p inciso XII), o direito não é absoluto.
a
C 7 (CESPE) Se o poder público tiver a intenção de
2.6.3 Segurança das relações jurídicas condicionar o exercício de determinada profissão a cer-
tas exigências, e se tais exigências forem estabelecidas
92 No artigo 5º, inciso XXXVI, a Constituição Fede- mediante lei formal, elas serão constitucionais, pois o
ral promoverá uma proteção geral às relações jurídicas, Estado tem discricionariedade para eleger as restrições
l vendando, como regra, que lei nova possa retroagir, pre- que entenda cabíveis para todos os ofícios ou profissões,
a desde que o faça por lei federal.
n judica ndo o di reito adqui rido, o ato juríd ico perfeito e a
io coisa julgada.
c Esta previsão também consta do artigo 6º, do De- 8 (FCC) Em que pese a Constituição Federal asse-
u creto-Lei n. 4.657, de 1942 (Lei de Introdução às normas gure a inviolabilidade de domicílio, é constitucional o in-
t
i
t do Direito Brasileiro), o qual conceitua aqueles três ins- gresso
s
n titutos.
o Assim, reputa-se ato jurídico perfeito o já consu- I. da autoridade policial em escritório de advocacia
C mado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou particular, de dia, sem o consentimento do responsá-
o (p. ex.: um contrato de compra e venda). Consideram-se vel, munida de autorização judicial para realizar busca e
it
e adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém apreensão de bens e documentos necessários à investi-
ir por ele, possa exercer, como aqueles cujo começo do gação de prática de crime cometido pelo advogado titular
D exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-esta- da banca, não recaindo a busca e apreensão sobre a esfe-
belecida ina lterável, a a rbítrio de outr em (p. ex.: o preen- ra de direito de terceiros.
chimento de todos os requisitos para a aposentadoria) . E, II. da autoridade administrativa de fiscalização tri-
chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial butária na sede de empresa privada, de dia, sem o con-
de que já não cai ba recurso. sentimento do responsável e sem autorização judicial,
Neste contexto devemos conhecer o conteúdo da para realizar apreensão de livros, documentos e equi-
Súmula 654, do STF, a qual prevê que “A garantia da ir- pamentos necessários à lavratura de auto de infração e
retroatividade da lei, prevista no art. 5º, XXXVI, da CF, imposição de multa.
não é invocável pela entidade estatal que a tenha edita- III. da autoridade policial em residência fa milia r, de
do”. A súmula expressa o entendimento segundo o qual noite, sem o consentimento do responsável e sem auto-
o ente estatal
retroativa, nãoque editou
pode alegara aleiproteção
que preveja sua aplicação
do artigo 5º, inciso rizaçãoIV.
judicial, pa ra
de Oficial derealizar
Justiçaprisão em flagrafamiliar,
em residência nte delitde
o.
XXXVI, da CF pa ra se recusar a cumpri-la, o que seria um noite, sem o consentimento do morador, munido de auto-
contrassenso. rização judicial para a realização de penhora e avaliação
Ainda, é conhecido o entendimento do STF no sen- de bens.
tido de que não há, de parte do servidor público, direito
adquirido a regime jurídico, o que implica na possibilida- Está correto o que consta APENAS em
de, por exemplo, de mudança dos critérios para a conces- a) I, II e III.
são de um adicional ou gratificação, sem que isso repre- b) I, II e IV.

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c) I e III. Ainda, alguns daqueles direitos mencionados no
d) II e IV. artigo 7º s ão extensíveis aos serv idores públicos, por for -
e) III e IV. ça do artigo 39, parágrafo 3º, da CF.

9 (FCC) Em relação ao direito de propriedade, a


Constituição Federal em seu a rt. 5°, Exercício
a) proscreveu o uso da propriedade particular pelo comentado
Poder Público de modo absoluto.
b) limita a função social da propriedade à pequena (FCC) A exigência, pela sociedade, dos chamados
propriedade rural, impedindo sua desapropriação. direitos sociais teve como marco a Revolução Indus-
c) ao assegurar o direito de propriedade impede trial no século XIX; tais direitos passaram a figurar nas
que o Poder Executivo Municipal desaproprie a proprie- constituições pela primeira vez no início do Século XX.
dade privada que cumpre sua função social. No Brasil, mai s especificamente no termos do artigo 6º da
d) não aplica o conceito de propriedade a outra que Constituição Federal, é direito social s
i
não seja a propriedade de bens imóveis, os únicos que de- ia
vem atender à sua função social. a) a inadmissibilidade de obtenção de provas ilíci- c
o
e) assegura simultaneamente o direito à proprie- tas no processo. S
b) a proteção à maternidade e à i nfância. s
dade e que esta cumprirá sua função social. o
ti
CERTO. Conforme o artigo 6º, da CF. e
c) a garantia do di reito à herança. ri
GABARITO d) o direito autoral pelo tempo que a lei fixar. D
s
e) a garantia ao direito à propriedade. o
12345 D
Certo E r r a do E r r a do E r r a do E r r a do -
Seguro-desemprego 3
0
6789 lo
Dentre os inúmeros direitos mencionados no a rti- u
Certo E r r a do C E
go 7º, da CF ressaltemos, inicialmente, aquele do inciso II, ít
p
o qual garante seguro-desemprego, em caso de desem- a
prego involuntário. C
3. DOS DIREITOS SOCIAIS O seguro desemprego é um benefício previdenciá-
rio, destinado a cobrir o r isco social desemprego involun- 93
Nos artigos 6º a 11, do Capítulo II, do Título II, da tário (art. 201, inciso III, d a CF).
Constituição Federal (CF) encontraremos os direitos so- Apesar de ser benefício previdenciário, não é o
ciais, os qua is são, em conhecida classificação, direitos de l
INSS que o administra, mas o Ministério do Trabalho e a
segunda di mensão ou geração. n
Os direitos de segunda dimensão ou geração são Emprego (MTE). io
direitos que se caracterizam por serem positivos, ou seja, c
por exigir do Es tado um comportament o ativo na sua re- Salário Mínimo u
t
i
alização. t
O artigo 7º, inciso IV, da CF garante o salário mí- s
O artigo 6º, da Constituição Federal relacionada 11 n
(onze) direitos sociais fundamentais: a educação, a saú- nimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de o
de, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o atender as necessidades vitais básicas do trabalhador e C
às de sua família com moradia, alimentação, educação, o
lazer, a segurança, a previdência social , a proteção à ma-
saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência it
ternidade e à infância e a assistência aos desamparados. e
O direito social ao transporte foi inserido pela Emenda social, com reajustes periódicos que lhe preservem o po- ir
Constitucional n. 90, de 15 de setembro de 2015. der aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qual- D
Nos demais artigos do Capítulo, no entanto, a quer fim.
Constituição Federal vai tratar de disciplinar apenas os Como está ali disposto, o salário mínimo é nacio-
direitos sociais que incidem nas relações de trabalho. nal. Aquilo que alguns conhecem como “salário mínimo
Aqueles direitos sociais, como direitos das pessoas, fora regional” nada mais é do que o piso salarial profissional,
das relações de trabalho serão disciplinados em outros previsto no inciso V, do artigo 7º, da CF e que é fixado pelos
dispositivos da Constituição Federal, em especial no Tí- Estados e Distrito Federal, por força da Lei Complementar
tulo VIII, da Ordem Social. n. 103, de 2000.
A proibição de utilização do salário mínimo como
indexador, como base-de-cálculo, visa evitar o “efeito
DIREITOS DOS TRABALHADORES
cascata”
nomia. que osentido,
Neste aumento do seu Vinculante
a Súmula valor provocaria
n. 4, donaSTF:
eco-
No artigo 7º, da CF estão relacionados diversos di- “Salvo nos casos previstos na Constituição, o salá rio mí-
reitos sociais dos trabalhadores, empregados urbanos nimo não pode ser usado como indexador de base de cál-
e rurais. O rol daqueles direitos é exemplificativo, o que culo de vantagem de servidor público ou de empregado,
significa que outros podem vir a ser criados. nem ser substituído por decisão judic ial”.
Aqueles direitos devem ser observados, inicial- Ainda, devemos conhecer o conteúdo da Súmula
mente, na relação de emprego. Contudo, por força do inci- Vinculante n. 16, do STF, a qual dispõe: “Os artigos 7º, IV,
so XXXIV, do artigo 7º, da CF, também o traba lhador avul- e 39, § 3º (redação da EC 19/98), da Constituição, referem-
so goza dos mesmos.
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-se ao total da remuneraçã o percebida pelo servidor pú- a) cinco anos, até o limite de três anos após a extin-
blico”. ção do contrato de trabalho.
b) três anos independentemente da extinção do
Salário-família contrato de trabalho.
c) três anos, até o limite de dois anos após a extin-
O artigo 7º, inciso XII, da CF assegura o salário-fa- ção do contrato de trabalho.
mília, pago em razão do dependente do trabalhador de d) cinco anos, até o limite de dois anos após a ex-
baixa renda nos termos da lei. tinção do contrato de trabalho.
O salário-família é um benefício previdenciário CERTO. Conforme o artigo 7º, inciso XXIX , da CF.
que cobre o risco social encargos de família. e) dez anos, até o limite de três anos após a extin-
Tem direito a ele, segundo a Lei n. 8.213, de 1991, os ção do contrato de trabalho.
segurados empregado, empregado doméstico e traba-
lhador avulso, de baixa renda e que tenham fil ho ou equi- Direitos dos trabalhadores domésticos
is parado de até 14 (quatorze) anos de idade, ou inválido, de
ia
c
o qualquer idade. No artigo
reitos sociais dos7º,trabalhadores,
da CF estão relacionados
empregados diversos
urbanosdi-
e
S
s Licença gestante rurais. No parágrafo único, do artigo, alguns dos direitos
o
it ali previstos – não todos - são estendidos aos emprega-
eri A licença gestante ou licença maternidade é asse- dos domésticos.
D gurada, segundo o artigo 7º, inciso XVIII, da CF, sem pre- Considera-se empregado doméstico, todo aquele
s juízo do emprego e do salário, com a duração de 120 (cento trabalhador que presta serviços de natureza contínua e
o
D e vinte) dias. de finalidade não lucrativa, à pessoa ou à famí lia, no âm-
- Não podemos confundir a licença maternidade bito residencial destas e mediante remuneração (art. 1º,
3 (direito de índole trabalhista), aqui tratada, com o sa lário da Lei n. 5.859 de 1972).
0
lo maternidade, que é benefício previdenciário. Conforme prevê o dispositivo, sensivelmente al-
u Por isso, a prorrogação de 60 (sessenta) dias na li- terado pela Emenda Constitucional n. 72, de 2013, são as-
ít cença maternidade, promovida pelo Programa “Empresa segurados à categoria dos trabalhadores domésticos os
p
a Cidadã”, criado pela Lei n. 11.770, de 2008, não se estende direitos previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV,
C
ao salário-maternidade. A empresa que aderir ao pro- XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI
grama paga aquela prorrogação e deduz o valor corres- e XXXIII e, atendidas as condições estabelecidas em lei
94 pondente do imposto de renda devido, sem qualquer ônus e observada a simplificação do cumprimento das obriga-
para a Previdência Social. ções tributárias, principais e acessórias , decorrentes da
l relação de trabalho e suas peculiaridades, os previstos
a Direito de ação nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua
n
io integração
Comoà previdência
se pode ver,social.
dependem de regulamentação
c No inciso XXIX, do artigo 7º, da CF está assegura-
u do o di reito de ação, quanto aos créditos resultantes das por norma infraconstitucional, para que possam produ-
t
i
t relações de trabalho, com prazo prescricional de 5 (cinco) zir efeitos, os direitos previstos nos incisos I (relação de
s anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem
n justa cau sa), II (segu ro-desemp rego), III (f undo de ga ran-
o de 2 (dois) anos após a extinção do contrato de trabalho.
C Segundo o dispositivo, o trabal hador tem direito de tia do tempo de serviço), IX (remuneração do trabalho
o buscar na justiça o cumprimento de seus direitos viola- noturno superior à do diurno), XII (salário-família), XXV
it (assistência gratuita aos filhos e dependentes, desde o
e dos pelo empregador. Esse direito não é, contudo, eterno.
ir Assim, a partir do momento em que o direito tra- nascimento até 5 (cinco) anos de idade em creches e pré-
D balhista é violado, nasce para o trabalhador o direito de -escolas) e XXVI II (seguro contra acidentes de trabalho).
buscar a justiça, até o prazo máximo de 5 (cinco) anos. A regulamentação exigida pelo dispositivo, para o
Mas, quando o contrato de trabalho finda, começa a ser exercício daqueles direitos foi, em grande parte, promo-
contado outro prazo, em paralelo, de 2 (dois) anos que, vida pela Lei Complementar n. 150, de 1o de junho de 2015.
quando completo, fulmina todo e qua lquer direito do tra-
balhador, decorren te daquela relação de traba lho. LIBERDADE DE ASSOCIAÇÃO PROFISSIO-
NAL E SINDICAL
Exercício
No artigo 8º, caput, da CF estão assegurados dois
comentado direitos de feição coletiva, ou seja, a liberdade de asso-
(FCC) Priscila trabalha como empregada domés- ciação profissional e a liberdade de associação sindical.
Contudo, os incisos do artigo vão tratar de di scipli-
tica na residência de Paula na cidade de Goiânia desde o nar apenas o di reito à associação sindical, prevendo, ini-
ano de 2009. A empregadora deixou de pagar, no último cialmente que a lei não poderá exigir autorização do Es-
ano de 2012, verbas decorrentes de férias. Neste caso, nos tado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro
termos preconizados pela Constituição Federal de 1988, no órgão competente, vedadas ao Poder Público a inter-
Priscila terá ação, quanto aos crédito s resultantes da sua ferência e a intervenção na organização sindical (inciso
relação de trabalho, com prazo prescricional de I).
O órgão competente para o registro do sindicato é o
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Ministério do Trabalho e E mprego (MTE), a quem incum- de 1989.
be velar, especialmente, pelo princípio da unicidade sin-
dical (Súmula 677, do STF), previsto no inciso II, onde está DIREITO POLÍTICO POSITIVO
dito que é vedada a criação de mais de uma organização
sindical, em qualquer grau, representativa de categoria O artigo 10, da CF assegura um direito político po-
profissional ou econômica, na mesma base territorial, sitivo, de participação dos trabalhadores e empregado res
que será definida pelos trabalhadores ou empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interes-
interessados, não podendo ser inferior à área de um Mu- ses profissionais ou previdenciários seja m objeto de dis-
nicípio. cussão e deliberação.
No inciso III, do artigo, a CF diz que ao sindicato
cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou indi-
viduais da categoria, inclusive em questões judiciais ou REPRESENTANTE DOS EMPREGADOS
administrativas. Aqui está autorizada a atuação do sin-
dicato como substituto processual, situação distinta da Conforme o artigo 11, da CF, nas empresas de mais s
i
representação processual prevista no artigo 5º, inciso de 200 (duzentos) empregados é assegurada a eleição de ia
XXI, da CF. um representante destes com a finalidade exclusiva de c
o
Conforme o inciso IV, a assembleia geral fixará a promover-lhes o entendimento direto com os emprega- S
dores. s
contribuição que, em se tratando de categoria profissio- o
ti
nal, será descontada em folha, para custeio do sistema Este representante não fala em nome do sindica-
to da categoria e, também, não possui qualquer garantia e ri
confederativo da representação sindical respectiva, in-
dependentem ente da contribuição prevista em lei. provisória de emprego. D
s
A contribuição fixada em assem bleia da categoria, o
D
destinada ao custeio do sistema confederativo só é exi- Exercício -
gível dos filiados ao sindicato, conforme entendimento 3
contido na Súmula 666, do STF. À exceção da contribui- comentado 0
ção sindical, prevista no a rtigo 579, da CLT – a qual é uma lo
(CESPE) No que se refere aos direitos sociais esta- u
espécie tributária -, nenhuma outra contribuição criada
belecidos na CF, assinale a opção correta. ít
pelos sindicatos pode ser exigida de quem não é seu as- p
a
sociado. C
Ainda, esta belece o artigo 8º, da CF, que: a) É garantida a criação de mais de uma organiza-
a) ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter- ção sindical , em qua lquer grau, representati va de catego-
ria profissional ou econômica, na mesma ba se territorial. 95
-se filiado a si ndicato. Est e é o direito à liberdade de asso-
ciação individual negativo (inciso V); ERRADO. Conforme o artigo 8º, inciso II, da CF, é ve-
b) é obrigatória a participação dos sindicatos nas dada a criação de mais de uma organização sindical, em l
qualquer grau, representativa de categoria profissional a
negociações coletiv as de trabal ho (inciso VI); n
c) o aposentado filiado tem direito a votar e ser vo- ou econômica, na mesma base territorial, que será defi- io
tado nas org anizações sindica is (inciso VII); nida pelos trabalhadores ou e mpregadores interessados, c
não podendo ser inferior à área de um Mun icípio. u
d) é vedada a dispensa do empregado sindicalizado t
i
a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou t
b) O aposentado filiado não terá direito a votar e ser s
representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até n
um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta votado nas org anizações si ndicais. o
grave nos termos da lei (inciso VIII). C
ERRADO. Conforme o artigo 8º, inciso VII, da CF, o
o
aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas it
organizações sindicais. e
Exercício ir
comentado c) O empregado doméstico tem direito ao seguro- D
-desemprego, em caso de desemprego involuntário.
(CESPE) A criação de sindicatos independe de au-
torização estatal, ressalvado o registro no órgão compe- CERTO. Conforme o artigo 7º, parágrafo único, da
tente, sendo vedado ao sindicato que represente a mesma CF.
categoria profissional abra nger a mesma base territorial
de outro. d) Só será obrigado a filiar-se ou a manter-se filia-
do a sindicato o trabalhador que se enquadrar nas previ-
CERTO. Conforme o artigo 8º, incisos I e II, da CF. sões legais.
ERRADO. Conforme o artigo 8º, inciso V, da CF, nin-

DIREITO DE GREVE guém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a


sindicato.
No artigo 9º, da CF está assegurado o d ireito de gre-
ve aos trabal hadores que mantém vínculo de emprego. É e) Nas empresas com mais de cinquenta emprega-
um direito de mani festação coletiv a. dos, é assegurada a eleição de um representante, com a
Conforme o artigo é assegurado o di reito de greve, finalidade exclusiva de promover o entendimento direto
competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportuni- entre empregadores e empregados.
dade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por
meio dele defender. ERRADO. Conforme o artigo 11, da CF, nas empresas
O exercício deste direito é regulado pela Lei n. 7.783, de mais de duzentos empreg ados, é assegurada a eleição
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de um representante destes com a finalidade exclusiva CONCEITO
de promover-lhes o entendimento direto com os empre-
gadores. No Título II, Capítulo III, art igos 12 e 13, a Constitui-
ção Federal (CF) vai tratar do direito fundamental à na-
cionalidade.
Questões A nacionalidade é um vínculo jurídico que liga uma
Gabaritadas pessoa a um Es tado, fazendo da mesma um componente
do povo, atribuindo-lhe di reitos e obrigações.
1 (CESPE) A realização de trabalho noturno, peri- A pessoa que não tenha uma nacionalidade é cha-
goso ou insalubre por menor de dezoito anos de idade é mada de apátrida ou heimatlos; aquele, contudo, que pos-
permitida desde que o empregador pague a esse traba- sui mais de u ma nacionalidade é conhecido como polipá-
lhador adicional pecuniário. trida.
Por conta da d isciplina constitucional, o povo bra-
2 (FCC) De acordo com a Constituição Federal, NÃO sileiro é composto de duas espécies de nacionais, os na-
e constitui direito fundamental social:
d
a a) a educação. tos (nacionalidade
zados primária
(nacionalidade ou srcinária)
secundária e os naturali-
ou derivada).
id
l b) o trabalho.
a c) a moradia.
o
n BRASILEIROS NATOS
i d) a crítica.
c
a e) a saúde. Nos termos do artigo 12, inciso I, da CF são conside-
N rados brasileiros natos:
a 3 (FCC) No tocante aos Direitos Sociais, é INCORRE-
D a) os nascidos na República Federativa do Brasil,
- TO afirmar que são direitos dos trabalhadores urbanos e ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não est e-
4rurais, jam a se rviço de s eu paí s;
0
a) a irredutibilidade do salá rio, salvo o disposto em
lo b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou
u
convenção ou acordo coletivo. mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço
ít b) o piso salarial proporcional à extensão e à com- da República Federativa do Brasil;
p
a
plexidade do trabalho. c) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou
C c) a assistência gratuita aos filhos e dependentes de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repar-
desde o nascimento até os 10 anos de idade em creches e tição brasileira competente ou venham a residir na Re-
96 pré-escolas. pública Federativa do Brasil e optem, em q ualquer tempo,
d) a jornada de 6 horas para o trabalho realizado depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade bra-
l
em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negocia- sileira.
a ção coletiva.
n
io lei. e) a proteção em face da automação, na forma da DICA: Até a Emenda Constitucional n. 54, de
c 2007, que alterou o dispositivo, a Constituição
u exigia que a pessoa viesse a residir no País an-
t
i 4 (FCC) A Constituição brasileira de 1988 assegura
t tes da maioridade e, alcançada esta, optasse
s à categoria dos trabal hadores domésticos o direito, den- pela nacionalidade brasileira.
n tre outros, a
o
C a) piso salarial proporcional à extensão e à com- A Constituição Federal se vale, no artigo 12, inciso
o plexidade do trabalho. I, de dois critérios para a concessão na nacional idade ori-
it b) remuneração do serviço extraordinário supe-
e ginária, o territorial ou jus soli e o consanguíneo, ou jus
ir
rior, no mín imo, em ci nquenta por cent o à do normal. sanguinis.
D c) participação nos lucros ou resultados, desvincu-
lada da remuneraçã o, e, excepcionalmente, participação
na gestão da empresa, conforme definido em lei. BRASILEIROS NATURALIZADOS
d) jornada de seis horas para o trabalho realizado
em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negocia- Conforme o artigo 12, inciso II, da CF são considera-
ção coletiva. dos brasileiros naturalizados:
e) proteção em face da automação, na forma da lei. a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalida-
de brasileira, exigidas aos srcinários de países de língua
portuguesa apenas residência por um a no ininterrupto e
GABARITO idoneidade moral. A lei de que fala o dispositivo é o Es-
1234 tatuto do Estrangeiro (Lei n. 6.815, de 1980). Ainda, estas
Errado D C B hipóteses de naturalização são conhecidas como ordiná-
rias, uma vez que, mesmo que o estrangeiro cumpra to-
dos os requisitos, o Brasi l pode negar- lhe a natural ização,
dado se tratar de um ato de soberania estatal e, portanto,
discricionário;
4. DA NACIONALIDADE b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, re-
sidentes na República Federativa do Brasil há mais de
quinze a nos ininterruptos e sem condenação penal, des-
de que requeiram a nacionalidade brasileira. Neste caso,
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uma vez requerida a naturalização, o Estado brasileiro deral, da carreira diplomática, de oficial das Forças Ar-
não pode se recusar a concedê-la. Por isso esta hipótese madas e de Min istro de Estado da Defesa.
é chamada de naturalização extraordinária. Segundo o artigo 5º, inciso LI, da CF, nenhum bra-
sileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de
crime comum, praticado antes da naturalização, ou de
Exercícios comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpe-
comentados centes e drog as afins , na forma da lei.
Ainda, podem participar do Conselho da República,
(CESPE) O filho do embaixador da China no Brasil, segundo o artigo 89, inciso VII, da CF, seis cidadãos bra-
caso nasça em território nacional, é considerado brasi- sileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade,
leiro nato. sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois
ERRADO. Conforme o artigo 12, inciso I, alínea “a”, eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara
da CF, neste caso ele não adquire a nacionalidade brasi- dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada
leira. a recondução.
(FCC) Salomé nasceu em Portugal quando sua Por fim, conforme o artigo 222, da CF, a proprieda- e
mãe, brasileira, cursava doutorado na Universidade de de de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de d
a
Coimbra. O pai de Salomé é português. Quanto à sua na- sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou natu- id
l
cionalidade, Salomé ralizados há mais de dez anos. a
n
o
i
a) jamais poderá adquirir a nacionalidade brasilei- PERDA DA NACIONALIDADE c
a
ra. N
b) adquirirá a nacionalidade brasileira desde que A Constituição Federal também vai tratar das hi- a
venha a residir no Brasil antes de completar 18 anos. D
póteses em que, tanto um nato, quanto um naturalizado -
c) poderá ser brasileira naturalizada , jamais nata. podem perder a nacionalidade brasileira. 4
d) somente poderia adquirir a nac ionalidade brasi- Segundo o artigo 12, parágrafo 4º, da C F, será decla- 0
leira se sua mãe estivesse a serviço do Brasil , na época do rada a perda da nacionalidade do brasilei ro que: lo
u
seu nasci mento. a) tiver cancelada s ua naturalização, por sentença ít
e) poderá optar pela nacionalidade brasileira, em p
judic ial , em vir tude de ativida de noc iva ao interesse na- a
qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, se vier cional; C
a residir no Brasil. b) adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos de
CERTO. Conforme o artigo 12, inciso I, alínea “c”, da reconhecimento de nacionalidade srcinária pela lei es- 97
CF. trangeira ou de imposição de naturalização, pela norma
estrangeira, ao brasi leiro residente em estado estrangei-
l
ro, como condição para permanência em seu território ou a
para o exercício de direitos civis. n
“QUASE” NACIONALIDADE io
c
Dispõe o artigo 12, parágrafo 1º, da CF que, aos por- IDIOMA OFICIAL E SÍMBOLOS DA REPÚ- u
t
i
tugueses com residência perma nente no País, se houver BLICA t
s
reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribu ídos os
n
direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos No artigo 13, da CF encontramos disposições não o
na própria Constituição. relacionadas diretamente ao direito fundamental à na- C
Naquele parágrafo está prevista uma hipótese, cionalidade, mas que, ainda assi m, precisamos conhecer . o
chamada pela jurisprudência e pela doutrina, de “quase it
Segundo o artigo, a língua portuguesa é o idioma e
nacionalidade”, quando, mesmo sem adquirir a nacio- oficial da República Federativa do Brasil. ir
nalidade brasileira, ao português, que assim o requerer, Ainda, são símbolos da República Federativa do D
ser-lhe-ão reconhecidos os mesmos direitos de que goza Brasil a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais. Os
um brasileiro naturalizado. Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter,
contudo, sí mbolos próprios.
DIFERENÇAS ENTRE BRASILEIROS
Em regra, nos termos do artigo 12, parágrafo 2º, da
Exercício
CF, a lei não poderá estabelecer distinção entre brasilei- comentado
ros natos e naturalizados no que diz com o gozo, a titu-
laridade de d ireitos, salvo nos casos previstos na própria (CESPE) Em relação aos direitos de nacionalidade,
Carta Magna.
Na Constituição Federal vamos encontrar quatro assinale a opção correta
a) Considera-se considerando
brasileiro o disposto
naturalizado na CF.
o nascido
distinções autorizadas entre brasileiros natos e natura- no estrangeiro, de pai brasileiro e mãe estrangeira, se o
lizados. pai estiver a serviço da República Federativa do Brasil.
A primeira se encontra no próprio artigo 12, em seu ERRADO. Será brasi leiro nato, conform e o a rtigo 12,
parágrafo 3º, que diz serem privativos de brasileiro nato, inciso I, alínea “b”, da CF.
os cargos de Presidente e Vice-President e da República,
de Presidente da Câmara dos Deputados, de Presidente b) O Distrito Federal e os municípios poderão ter
do Senado Federal, de Min istro do Supremo T ribunal Fe- símbolos próprios.
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CERTO. Conforme o artigo 13, parágrafo 2º, da CF. 5. DOS DIREITOS POLÍTICOS
c) Aos portugueses com residência permanente CONCEITO
no país, serão atribuídos os d ireitos inerent es a brasilei ro No Título II, Capítulo IV, artigos 14 a 16, da Consti-
nato. tuição Federal (CF) vamos encontrar um grupo de direitos
fundamentais que asseguram a participação das pesso-
ERRADO. Conforme dispõe o parágrafo 1º, do artigo as na vida e nos negócios do Estado, os direitos político s.
12, da CF: “Aos portugueses com residência permanente Os direitos políticos expressam a forma de mani-
no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, festação da soberania popular (art. 1º, parágrafo único, da
serão atribuídos os d ireitos inerent es ao brasi leiro, salvo CF).
os casos previstos nesta Constituição”. No mesmo Título II, Capítulo V, artigo 17, da CF está
d) Será declarada a perda da nacionalidade do bra- prevista a disciplina básica da instituição e atuação dos
sileiro que cometer crime contra a vida do presidente da Partidos Políticos.
s República. Os direitos políticos são adquiridos com o alista-
o
c
ti
ERRADO. A CF não faz tal previsão. mento eleitoral . O brasi leiro no gozo dos direitos políticos

o direito.e) É privativo de brasileiro nato o cargo de juiz de possuiNoo status
textode cidadão . são relacionados duas es-
constitucional
P
s ERRADO. A CF não faz tal previsão. pécies de direitos políticos. Os direitos políticos positi-
o
ti vos são aqueles que asseguram previsões jurídicas que
e
ri permitem a efetiva participação do cidadão no processo
D Questões político, na gestão da coisa pública, do Estado. Já os direi-
s Gabaritadas tos políticos negativos são previsões que impedem, jus-
o
D tamente, a participação de certas pessoas no processo
- 1 (CESPE) A Constituição Federal determina que o político e na gestão do Estado.
5 brasileiro nato nunca será extraditado e que o brasilei-
0
lo ro naturalizado somente será extraditado no caso de ter DIREITOS POLÍTICOS POSITIVOS
u praticado crime comum antes da naturalização.
ít
p São inúmeras as expressões constitucionais dos
a 2 (CESPE) São brasileiros natos os nasc idos no es-
C direitos políticos positivos, dentre as quais destacamos
trangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira que esteja o direito de sufrágio, que pode ser ativo (direito de votar,
no exterior a serviço do Brasil ou de organização inter- capacidade eleitoral ativa) e passivo (direito de ser vota-
98 nacional. do, capacidade eleitoral passiva).
O direito de sufrágio ativo, de votar, segundo o ar-
l 3 (FCC) Salomé nasceu em Portugal quando sua tigo 14, parágrafos 1º e 2º, da CF:
a mãe, brasileira, cursava doutorado na Universidade de a) é obrigatório aos maiores de 18 (dezoito) anos;
n
io Coimbra. O pai
cionalidade, de Salomé é português. Quanto à sua na-
Salomé b) é facultativo aos analfabetos, aos ma iores de 70
c (setenta) anos e aos maiores de 16 (dezesseis) e menores
u de 18 (dezoito) anos;
t
i
t a) jamais poderá adquirir a nacionalidade brasilei- c) é proibido aos estrangeiros e, durante o período
s ra. do serviço mi litar obrigatório, aos conscritos.
n
o b) adquirirá a nacionalidade brasileira desde que Já o exercício do direito de sufrágio passivo, de ser
C venha a residir no Brasil antes de completar 18 anos. votado, depende do preenchimento cumulativo das se-
o c) poderá ser brasileira naturalizada , jamais nata. guintes condições de elegibilidade (art. 14, parágrafo 3º,
it d) somente poderia adquirir a nac ionalidade brasi-
e da CF):
ir leira se sua mãe estivesse a serviço do Brasil , na época do a) a nacionalidade brasileira,
D seu nasci mento. b) o pleno exercício dos direitos políticos,
e) poderá optar pela nacionalidade brasileira, em c) o ali stamento eleito ral,
qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, se vier d) o domicílio eleitoral na ci rcunscrição,
a residir no Brasil. e) a filiação partidária e,
f) a idade mínima de 35 (trinta e cinco) anos para
4 (FCC) São cargos privativos de brasileiros natos, President e e Vice-Presidente da República e Senador; 30
EXCETO (trinta) anos para Governador e Vice-Governador de Es-
tado e do Distrito Federal; 21 (vinte e um) anos para Depu-
a) Presidência da República. tado Federal, Deputado Estadual ou Dis trital, Prefeito, Vi-
b) Presidência da Câmara dos Deputados. ce-Prefeito e juiz de paz e 18 (dezoito) anos para Vereador.
c) Presidência
d) Minist ro do do SenadoSuperior
Tribunal Federal.do T rabalho.
e) Ministro de Estado da Defesa. Exercício
comentado
GABARITO (FCC) As idades míni mas de I - vinte e um, II - trin-
1234 ta, e III - trinta e cinco anos são condições de elegibilida-
de, respectivamente, para
Errado Errado Certo D

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a) I -Prefeito/ II - Governador de Estado / III - Pre- prestação alternativ a, nos termos do artigo 5º, inciso V III,
sidente da República da CF;
CERTO. Conforme o artigo 14, parágrafo 3º, da CF. e) improbidade administrativa, nos termos do arti-
b) I -Prefeito / II - Deputado Federal / III - Presiden- go 37, parágrafo 4º, da CF.
te da República As hipóteses de perda e suspensão afastam o
c) I -Vereador / II- Deputado Federal/ III - Gover- exercício do direito de sufrágio ativo (votar) e, também,
nador de Estado passivo (ser votado).
d) I - Deputado Estadual/ II - Prefeito/ III - Gover-
nador de Estado Exercício
e) I - Deputado Estadual/ II -Prefeito / III - Senador
comentado
DIREITOS POLÍTICOS NEGATIVOS (CESPE) Assina le a opção em que é apresentada hi-
s
pótese passível de perda ou suspensão de direitos políti- o
Os di reitos políticos negativos são disposições que cos, segundo a CF. c
it
vão impedir a participação
inelegibilidades e hipótesespolítica
de perdae se
ouconstituem
suspensão em
dos lí
o
a) cancelamento da naturalização por sentença P
direitos políticos. transitada em julgado s
No artigo 14, da CF encontramos algumas hipóte- o ti
CERTO. Conforme o artigo 15, da CF. e
ses de inelegibilidades – as quais afastam o exercício do
b) aplicação de pena disciplinar de dem issão a bem ri
direito de sufrágio pa ssivo, de ser votado:
do serviço público ao serv idor público estável D
a) “São inelegíveis os inalistáveis e os analfabe- s
c) incapacidade civil relativa o
tos” (parágrafo 4º). Lembremos que, segundo o artigo 14,
d) compro vação de que o cidadão não é alfa betiza- D
parágrafo 2º, da CF são inalistáveis os estrangeiros e os -
conscritos; do 5
e) mudança de domicílio para o exterior 0
b) “O Presidente da República, os Governadores de lo
Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os hou- u
ver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos po- CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE DO MILI- ít
p
derão ser reeleitos para um único período subseq uente” TAR a
C
(parágrafo 5º);
c) “Para concorrerem a outros cargos, o Presiden- Conforme o parágrafo 8º, do artigo 14, da CF, o mili-
te da República, os Governadores de Estado e do Distrito tar alis tável é elegível, atendidas as seguintes condições: 99
Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos a) se contar menos de 10 (dez) anos de serviço de-
mandatos até seis meses antes do pleito” (parágrafo 6º). verá afastar-se da atividade; l
Esta hipótese é chamada de “desincompatibilização”; b) se contar mais de 10 (dez) anos de serviço será a
n
tular, od) “São inelegíveis,
cônjuge no território
e os parentes de jurisdição
consanguíneos doaté
ou afins, ti- agregado pela autoridade
automaticamente, superior
no ato da e, se eleito,
diplomação, para passará
a inativi- io
c
o segundo grau ou por adoção, do Presidente da Repúbli- dade. u
t
i
ca, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Fe- t
deral, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro s
dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de
AÇÃO DE IMPUGNAÇÃO DE MANDATO n
mandato eletivo e candidato à reeleição” (parágrafo 7º). ELETIVO o
C
A respeito desta inelegibilidade, dis põe o Supremo o
Tribunal Federal (STF), na Súmula Vinculante n. 18, que “A A Constituição Federal prevê, em seu artigo 14, pa- it
rágrafos 10 e 11, uma ação específica que visa impugnar o e
dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso
mandato eletivo recém conquistado. ir
do mandato, não afasta a inelegibil idade prevista no § 7º, D
do artigo 14, da Constituição Federal”. Conforme está disposto, o mandato eletivo pode-
Além das hipóteses acima mencionadas, segundo rá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de 15
o parágrafo 9º, do artigo 14, da CF, Lei complementar es- (quinze) dias contados da diplomação, instruída a ação
tabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou
sua cessação, a fim de proteger a probidade adminis trati- fraude.
va, a moralidade pa ra exercício de mandato considerada A ação de impugnação de mandato tramitará em
vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimi- segredo de justiça, respondendo o autor, na forma da lei,
dade das eleições contra a influência do poder econômico se temerária ou de manifesta má-fé.
ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na
administração direta
O artigo 15, ouprevê
da CF indireta.
que é vedada a ca ssação de PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE DA LEI
ELEITORAL
direitos políticos – ou seja, sua retirada arbitrária -, cuja
perda ou suspensão só se dará nos casos de: O artigo 16, da CF encerra o princípio da anteriori-
a) cancelamento da naturalização por sentença dade da lei eleitoral, o qual visa garantir segurança, esta-
transitada em julgado; bilidade ao processo eleitoral.
b) incapacidade civil absoluta; Assim, conforme dispõe o artigo, a lei que alterar o
c) condenação criminal transitada em julgado, en- processo eleito ral entrará em vigor na data de s ua publi-
quanto durarem seus efeitos; cação, não se aplicando, contudo, à eleição que ocorra até
d) recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou
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1 (um) ano da data de sua vigência. objetivo de assegurar o d ireito à liberdade de locomoção
(art. 5º, inciso XV, da CF), ameaçado (preventivo) ou já le-
sionado (repressivo), por um ato ilegal ou praticado com
Questões abuso de poder.
Gabaritadas Na ação de habeas corpus vamos identificar três
figuras processuais: o impetrante, o impetrado e o pa-
1 (CESPE) Os direitos políticos são titularizados e ciente.
livremente exercidos por todos os brasileiros e garantem O impetrante é o autor da ação, podendo ser pes-
a participação na vida política e a i nfluência nas decisões soa física ou juríd ica (desde que em favor de uma pessoa
públicas. física), nacional ou estrangeira, com ou sem capacidade
s
i Resposta: ERRADO civil ou processual. Não há a necessidade de constituir
a advogado para a demanda, como se pode ver do artigo 1º,
n
oi 2 (CESPE) A norma constitucional que consagra o parágrafo 1º, da Lei n. 8.906, de 1994.
c princípio da anterioridade eleitoral não pode ser abolida O impetrado é o réu da ação, aquele que está ame-
tiu por tratar-se de uma garantia individual f undamental do açando ou violando a liberdade de locomoção de alguém.
n t
s cidadão-eleitor. Pode figurar como réu tanto um agente estatal, quanto
o Resposta: CERTO um particular.
C O paciente é a vítima da ameaça ou lesão à liberda-
s
a de de locomoção . Só uma pessoa fí sica pode ser titular do
ti
3 (CESPE) Supo nha que José, casado com Míria m e
n prefeito de um município brasileiro, venha a falecer dois direito à li berdade de locomoção e, portanto, pacient e em
ar anos após ter sido eleito. Nessa situação, Míriam pode se um habeas corpus.
a candidatar e se eleger ao cargo antes ocupado por seu Segundo o artigo 5º, inciso LXXV II, da C F, a ação de
G habeas corpus é gratuita, não há custas ou emolumentos.
- marido nas eleições segui ntes ao falecimento.
6 O artigo 142, parágrafo 2º, da C F dispõe, no entanto,
0 Resposta: CERTO que não cabe habeas corpus em relação a punições disci-
lo plinares mi litares. O STF , interpretando a norma diz, con-
u 4 (CESPE) O analfabeto, embora inelegível, possui
ít tudo, que cabe a medida se a mesma se volta, tão somen-
p a faculdade de alistar-se e de votar. te, para os pressupostos de legalidade da punição, sem a
a
C Resposta: CERTO apreciação de questões referentes ao mérito.

100 GABARITO Exercício


1234 comentado
l
a Errado Certo Certo Cer to (CESPE) Um estrangeiro residente no Brasil, após ir
n
io ao jogo da final da Copa do Mundo de 2014, foi preso pela
c polícia, durante uma briga, na sa ída do estádio. Nessa si-
u
t
i
6. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS tuação, independentemen te da intervenção de qualquer
t autoridade consular de seu país, o estrangeiro poderá
s
n CONCEITO impetrar diretamente um pedido de habeas corpus.
o CERTO. Sim, o HC pode ser impetrado também por
C O Título II, d a Constituição Federal (CF) traz direitos
o
estrangeiros.
it e garantias fundamentais. São previsões jurídicas dis-
e tintas, que não podem ser confundidas. HABEAS DATA
ir Os direitos fundamentais representam os bens, os
D valores que são socialmente relevantes e que precisam Dispõe o artigo 5º, inciso LXXII , da CF que se conce-
ser protegidos (p. ex.: a liberdade de locomoção, a vida, a derá habeas data (a) para assegurar o conhecimento de
propriedade). informações relativas à pessoa do impetrante, constan-
As garantias fundamentais, por sua vez, possuem tes de registros ou bancos de dados de entidades gover-
natureza instrumental, são mecanismos que visam a namentais ou de caráter público ou, (b) para a retificação
proteção e efetividade dos direitos fundamentais (p. ex.: (correção) de dados, quando não se prefira fazê-lo por
mandado de segurança, habeas corpus, ha beas data). processo sigiloso, judicial ou admini strativo.
Na sequência estudaremos algumas das garantias O habeas data é a ação judicial destinada a assegu-
fundamentais, os chamados “remédios” constitucionais, rar o conhecimento ou retificação de informações pesso-
presentes no artigo 5º, da Constituição Federal. ais, i nformações que pertencem ao autor da ação. Garan-
te o direito à liberdade de acesso a i nformações pessoais.
HABEAS CORPUS Não cabe habeas data para o conhecimento de informa-
ções de terceiros ou de interesse coletivo.
Conforme dispõe o artigo 5º, inciso LXVII, da CF, Segundo o artigo 1º, parágrafo único, da Lei n. 9.507,
“conceder-se-á ‘habeas-corpus’ se mpre que alguém so- de 1997, considera-se de caráter público todo registro ou
frer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação banco de dados contendo informações que sejam ou que
em sua li berdade de locomoção , por ilegalidade ou a buso possam ser transmitida s a terceiros ou que não sejam de
de poder”. uso privativo do órgão ou entidade produtora ou deposi-
O habeas corpus é a ação judicial proposta com o tária das informações. O réu na ação pode ser, assim, uma
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entidade pública ou privada. Exercício
O autor da ação pode ser pessoa física ou jurídica,
desde que relativamente a informações que lhes digam comentado
respeito.
Para a propositura da ação é necessária a recusa (FCC) O s indicato de determinada categoria de em-
(expressa ou tácita) de informações por aquele que a de- pregados, constituído em janeiro de 2013, pretende impe-
tém, conforme dispõe a Súmula 2, do Superior Tribunal trar mandado de segurança em favor dos di reitos de par -
de Justiça (ST J) e artigo 8º, parágrafo único, inciso I, da Lei te de seus associados. No estatuto da entidade, consta a
n. 9.507, de 1997. previsão de que cabe ao sindicato atuar em juízo para a
Segundo o artigo 5º, inciso LXXV II, da C F, a ação de defesa dos interesses de seus associados e, por esse mo-
tivo, o sindicato não pretende obter autorização especí-
habeas data também é gratuita. is
fica deles para o ajuizamento da ação. Ademais, a defesa a
do direito que será sustentado está dentre os objetivos do n
MANDADO DE SEGURANÇA io
sindicato e não prejudicará os interesses de qualquer a s- c
sociado. Nessa situação, o si ndicato, u
it
Conforme
de segurança o artigo 5º,para
é concedido inciso LXIX, dadireito
proteger CF, o mandado
líquido e a) não poderá impetrar mandado de segurança, n t
s
certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, uma vez que será necessária a autorização específica e o
quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder C
expressa dos associados, embora o mandado de segu- s
a
ti
for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no rança pudesse ser impetrado em defesa de apenas uma
exercício de atribuições do Poder Público. parte deles. n
O mandado de segurança é uma ação subsidiá- a r
b) não poderá impetrar mandado de segurança, a
ria, cabível para a proteção de qualquer direito líquido e uma vez que não pode defender apenas uma parte dos G
certo (aquele que se pode comprovar de plano, ao propor associados, ainda que seja desnecessária a autorização -
a ação) que não possa ser protegido pelo habeas corpus específica deles para que a ação seja proposta. 6
e pelo habeas data e que esteja ameaçado ou tenha sido 0
violado por ato ilegal ou com abuso de poder.
c) não poderá impetrar mandado de segurança, lo
uma vez que a entidade foi constituída há pouco mais de u
O impetrado (réu), no mandado de segurança, so- ít
um ano, não preenchendo o requisito temporal para que p
mente pode ser uma autoridade pública ou agente de possa ingressar em juízo em defesa de seus as sociados. a
pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Pú- C
d) não poderá impetrar mandado de segurança,
blico. uma vez que apenas partido político com representação
O impetrante (autor) será a pessoa física ou jurídi- no Congresso Nacional e entidade de classe ou associa- 101
ca, titular do direito ameaçado ou lesionado. ção legalmente constituída e em funcionamento há pelo
O artigo 5º, inciso LXX, da CF disciplina o Mandado menos um ano têm legitimidade para propor mandado de l
de Segurança Coletivo, o qual pode ser impetrado por (a) segurança coletivo. a
partido político com represent ação no Congresso Nacio- n
nal, (b) organização sindical, entidade de classe ou asso- e) poderá
que para a defesaimpetrar mandado
dos direitos de dos
de parte segurança, ainda
associados e io
c
ciação legalmente constituída e em funcionamento há mesmo sem deles obter autorização específica, não sen- u
pelo menos um ano. t
i
do a data de constituição do s indicato um óbice ao ajuiza- t
Diferente do mandado de segurança individual, o mento da ação. s
mandado de segurança coletivo é ação proposta sempre n
em defesa de interesses coletivos ou individuais homo- CERTO. Conforme o artigo 5º, inciso LXX, da CF e o
Súmula 630, do STF. C
gêneos, dos membros ou associados daquelas entidades, o
conforme prevê o artigo 21, da Lei n. 12.016, de 2009. it
Os legitimados à propositura do mandado de se- MANDADO DE INJUNÇÃO e
ir
gurança coletivo atuam como substitutos processuais, D
dispensando autorização expressa dos filiados ou asso- No contexto das ações, “remédios” constitucio-
ciados, como ocorre na represent ação processual (art. 5º, nais, o ma ndado de injunção será proposto sempr e que a
inciso XXI, da CF). falta de norma regulamentadora torn e inviável o exercí-
Ainda, conforme o entendiment o expresso na Sú- cio dos direitos e liberdades constitucionais e das prerro-
mula 630, do STF, “A entidade de classe tem legitimação gativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cida-
para o mandado de segurança ai nda quando a pretensão dania (art. 5º, inciso LXXI, da CF).
veiculada interesse apenas a uma parte da respectiva Segundo a sua eficácia social , as normas constitu-
categoria”. cionais podem ser divididas em normas de eficácia plena,
contida e limitada.
As normas constitucionais de eficácia social limi-
DICA: de segurança ou habea s data? Quan-
Mandado tada são aquelas que precisam de uma complemen tação
do o objetivo é conseguir apenas a informação, normativa para produzir efeitos, não bastando apenas a
propõe-se habeas data. Quando, no entanto, previsão constitucional. Sua aplicabi lidade é, então, me-
precisarmos de u m documento que ateste a veracidade diata, indireta ou diferida. Essa “complementação” nor-
da informação (declaração, certidão, etc.), propõe-se o mativa é feita, normalmente, por uma lei.
mandado de segurança. É, justamente, a demora injustificada dos poderes
públicos em editar tal norma, que justifica a propositura
do mandado de injunção, que pode ser individual ou co-
letivo.
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Se julgada procedente, a ação permite que o titular do cidadão deverá impetrar
do direito possa exercê-lo, imediatamente, valendo-se a) habeas corpus.
dos parâmetros estabelecidos na dec isão e até que a nor- b) ação popular.
ma complementar seja editada. CERTO. Conforme o artigo 5o, inciso LXX III, da CF.
Aqui é importante conhecermos a Súmula Vincu- c) mandado de segurança coletivo.
lante n. 33, do Supremo Tribunal Federal (STF), a qual foi d) habeas data.
aprovada após a propositura de inúmeros mandados de e) mandado de i njunção.
injunção e visa ndo, justamente, a redução do número de
ações: “Aplicam-se ao servidor público, no que couber, as
regras do regime geral da previdência social sobre apo- DIREITO DE PETIÇÃO
is sentadoria especial de que trata o artigo 40, § 4º, inciso III
a da Constituição Federal, até a edição de lei complemen tar Dentre as garantias fundamentais e para além da s
n ações constitucionais, va mos encontram um importante
o
i específica”.
c mecanismo, o di reito de petição, previsto no artigo 5º, in-
tiu ciso XXX IV, alí nea “a”, da CF, segundo o qual é a ssegura-
n t
s Exercício do a todos, independentemente do pagamento de taxas,
o comentado o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de
C direitos ou contra ilegalidade ou abus o de poder.
s (CESPE) O mandado de injunção é impróprio para Por meio dele qualquer pessoa (física ou jurídica,
a
ti pleitear em juízo direito individual líquido e certo decor- nacional ou estrangeira) pode provocar os Poderes Pú-
n rente de norma constitucional autoaplicável. blicos para, noticiando um fato, buscar a defesa de um
ar
a CERTO. Conforme o artigo 5º, inciso LXXI, da CF, a direito (individual ou coletivo), ameaçado ou lesionado,
G propositura do MI somente se justifica diante de uma ilegalmente ou com abuso de poder.
- O direito de petição não se confunde com o direito
6 norma constitucional não autoaplicável, ou seja, de uma
0 norma de eficácia limitada. de ação (art. 5º, inciso XXXV, da CF), o qual permite buscar,
lo especificamente, o Estado Juiz, para resolver um conflito
u
ít AÇÃO POPULAR de interesses.
p Não há uma forma pré-definida pa ra o exercício do
a
C Dispõe o artigo 5º, inciso LXXIII, da Constituição
direito que, segundo o dispositivo constitucional, é, ta m-
bém, gratuito.
Federal, que “qualquer cidadão é parte legítima para Neste sentido, a Súmula Vinculante n. 21, do STF
102 propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao pa- dispõe que “É inconstitucional a exigência de depósito ou
trimônio público ou de entidade de que o Estado parti- arrolamento pr évios de dinheiro ou bens para ad missibi-
l
cipe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e lidade de recurso admini strativo ”.
a ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo
n
io comprovada
da má-fé, isento de custas judiciais e do ônus
sucumbência”. Exercício
c
u
t
A ação popular destina-se a proteção de direitos comentado
i difusos, ou seja, o patrimônio público, a moralidade ad-
t
s ministrativa, o meio ambiente e o patrimônio histórico e (CESPE) Somente aos brasileiros e aos