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As ameaças atuais e futuras ao

Asatru e ao Paganismo em geral!

Por Áistan Falkar

A conversa entre o Padre George Maksimov e o ex-rodnover Ivan Liskov, tem


tons similares em algum sentido com o que ocorreu com o famigerado golpista
do ocultismo, Fabiano Jacob (o nome em si, sionisticamente falando, já nos diz
muito sobre o assunto), mais conhecido como Millenium.

http://www.pravoslavie.ru/english/79792.htm

No caso do Millenium, que era auto afirmado thelemita, o uso de determinados


jargões e detalhes com o intuito de acumular dinheiro com workshops, palestras
e supostas iniciações – fora a subtração de favores sexuais que viraram tanto
piada quanto um tipo de pandemia dentro do thelemismo, ocultismo, de muitos
estilos de wicca ou de suposto paganismo – foram usadas pelo próprio
Millenium para que este entrasse na horrível, adulterada e porque não dizer
“...petista...”, igreja universal do conhecido e famigerado Bispo “...Pedir Mais
Cedo...”.

http://blogs.universal.org/bispomacedo/2015/02/10/o-mais-famoso-bruxo-do-
brasil/
Ele teve apenas que usar o que fazia, o que via e o que incentivava, para assumir
que estava fazendo o dito “...trabalho do demônio...”, e então adentrar a igreja
universal como um pastor, e assim poder manter seu lucro enganando crédulos,
tanto ou mais do que já o fazia enganando pessoas no ocultismo e no
thelemismo.

No caso da conversa dos citados Padre George Maksimov e do ex-rodnover Ivan


Liskov, a coisa possuí elementos mais preocupantes, por outros motivos.

Claramente em determinado momento da “...suposta entrevista...”, Liskov


literalmente “...inventou...” ou seja “...criou...”, uma ambientação de crença
apenas e tão somente por crer, que é o argumento da “...fé...”, dos cristãos, e se
contradisse no mesmo momento, pelo fato simples de que havia “...afirmado
categoricamente que a magia, o ocultismo, e as formas ligadas ao
tradicionalismo ancestral, realmente produzem efeitos visíveis e reais...”.

Por si só isso já nos informa que o texto foi montado, em parte, para dar poder
ao monoteísmo, qualquer que venha ser sua denominação.

Mas a coisa em si é preocupante por algo que realmente está se passando no


tradicionalismo renascido:

1) Falta de respostas e de efeitos:

Praticantes de diversas formas de tradicionalismo a saber: Helenismo, Nova


Roma, Khemetismo, Celtismo, Druidismo, Asatru e Odinismo – por exemplo –
quando estão expostos a certas perguntas cabais, elementares e importantes,
ficam sem as respostas que querem dentro de seus movimentos, e começam a
buscar por meios de desenvolvimento pessoal, assim como por respostas, em
outros sistemas.

Desta forma, no caso de Ivan Liskov, este expressou a si mesmo como tendo
vindo do ocultismo, do satanismo e bem como de ter tido base de leitura para
seus questionamentos.

Ele percebeu o óbvio, satanismo é só a afirmação do office-boy do cristianismo


como ser adorado, mas ainda sim é uma forma de reconhecer o monoteísmo, e
ele se formou mentalmente com sólidas informações, que o levaram para o
entendimento de que isso é errado, pois cada povo tem sua verdade e seu
caminho pessoal, e de que os chamados “...efeitos físicos...” – os efeitos que
ocorrem no ambiente, advindos de invocações, as coisas que são produzidas
por magia, os “...avistamentos...”, as manifestações físicas, os contatos e as
respostas de seres, espíritos e deuses – são legítimos.

Mas ele percebeu, mais uma vez, o óbvio!

Que ao tomar contato com o tradicionalismo, todos os praticantes aprendem o


básico religioso, mas ficam se questionando sobre o que seus caminhos não
tem, que outros caminhos tem, e para aludir isto cito o famigerado e muito
conhecido Octávio Augusto Carvalho Okimoto, já falecido, e ex-líder da Asatru
Vanatru Brasil.
Eu, conhecido como Grimmwotan/Aistan Falkar/Thul Alger/Oxi Ziredo (entre
outros nome menos honoráveis que são usados para expressar o
descontentamento de alguém com um juiz de futebol, citando certos supostos
comportamentos da mãe deste juiz), ao questionar Okimoto sobre outras
técnicas e outros métodos, além dos usados para cultuar os deuses, ou das
leituras para aquisição de informação, detalhes, língua sagrada para liturgia,
conhecimento sobre o que é e como a poesia skhald era feita, perguntei que
outras técnicas, que outras formas ritualísticas para defesa, ataque, auto
desenvolvimento, e coisas similares, haviam no Asatru – na época eu só sabia
da existência do asatru, acreditem, pois isto foi em meados de 2.000 a 2.001 da
vulgar era cristã e não havia internet rápida rápida, e os computadores eram de
500 k de memória, em média, fora a literatura de tudo, que era escassa em todos
os sentidos .

Okimoto no máximo me deu o chamado “...Ritual do Martelo...”, usado pelo


“...Runegild de Stephen Flowers...”, ritual este que o próprio Okimoto e devo
dizer diversas pessoas em todo mundo, afirmam como sendo
“...universalista...”, e portanto inexato e incorreto em seu uso.

E, quando perguntei o que o Asatru usava ou indicava para desenvolvimento


pessoal, citando por exemplo o giro de chacras ou sistema do pilar do meio do
cabalismo – lembrem-se, eu e Adeltrud, saímos de organizações de prática de
Enochiano, Thelemismo, Cabalismo e praticamos e estudamos seriamente por
muito tempo a tradição Hindu, Suméria e o Necronomicon, ela entrou no
ocultismo com 16 anos, via o colégio druídico e uma organização de cabalismo e
eu com 19, via o hinduísmo e a yoga – e Okimoto disse que isso não existia, e
que no máximo eu poderia encontrar o Stadhagaldar, que foi desenvolvido pelos
Teosofistas que estavam dentro do movimento Nacional Socialista, e isso não
sendo algo da tradição, não havia o costume de ser feito.

Disse também que em nível de cuidados médicos, a prática de acupuntura era


recomendável e mantida, assim como o uso medicinal das posições de yoga por
exemplo, e que haviam técnicas sim, de viagem ao mundo dos deuses, e que o
pessoal ligado a tradição de Asatru da qual ele fazia parte, afirmava que o
desenvolvimento final de uma “...Valquíria/Walkurja...” levaria a pessoa a entrar
em Aesgard de corpo inteiro, por exemplo.

Quanto a sua afirmação final, hoje posso dizer que ele estava falando da
“...Fylgja...”, que pode assumir a forma de uma mulher ou de um animal, e que
leva a pessoa ao local final de repouso.

Quanto as questões que eu tinha na época, posso citar, por exemplo, que o
Asatru/Odinismo tem também técnicas que as outras tradições não possuem,
como é o caso do Seidhr e do Bersekdergar – dos quais o primeiro é quase
inteiramente feminino, com suas exceções que devem ser praticadas por
homens com cuidado extremo, e do segundo, que se tome cuidado vinte e
quatro horas por dia, para evitar desastres, por conta da ânsia de destruição da
fylgja – mas não se pode encontrar nada parecido com o sistema de
desenvolvimento da ascensão de Kundalini, ou dos efeitos diretos do Giro de
Chacra, que existem no Hinduísmo e que o ocultismo e thelemismo usam
largamente.

Parecido, realmente não, mas há citações – e fazemos parte de uma tradição que
luta por renascer, e cujos textos e sábios antigos foram massacrados e mortos –
sobre o “...Mead da Sabedoria...”, sobre o Oddhoerir, sobre Boðn e sobre Són,
seus vazos, assim como sobre a Mimameidr e a Mimisbrunnr, de Mimir, sobre a
Urdbrunnr, em Aesgard e sobre o Hvelgermir, fonte do Eitr, material do qual tudo
é feito, uma vez combinado com o Eldr de Moudspelheim, tudo isso que se
mistura dentro do Vaetr, absolutamente nada, ou seja o que existe – por assim
dizer – no Gnnugagap (sem mencionar que o Odinismo, ou Asatru, é a única
tradição que propõe Três forças Infinitas e irreconciliáveis como poderes
geradores do Universo), que nos dão margem para suposições e ajustes.

E essas suposições nos levam ao fato de que os jovens, os velhos, os cultos e


os idosos, todos da tradição precisam de suas respostas e de seus métodos, e
de que não há anciãos para responder esta pergunta adequadamente, ou que
possam dentro dos parâmetros antigos, dar um caminho correto dentro da
tradição para impedir a “...EVASÃO...”, que estará em vias de ocorrer no futuro,
se não saciarmos as necessidades dos que precisam destas necessidades.

Desta forma, e por este motivo, no caso do Brasil, criamos a O.T.O.M., que
entrou em meados de 2009 e.v., em embate com todos os grupos pró-
monoteístas e sionistas (nem tentem me impedir de usar esta palavra, tudo que
é monoteísta é pró-sionista), e em verdade não porque os fomos atacar, mas sim
porque eles ficaram aterrorizados com o que havíamos proposto fazer, ou seja, a
erradicação da fonte do mal, que se alastrava para dentro do paganismo,
insidiosamente, através de sugestões subliminares e citações, fora o maldito
comportamento altamente reprovável dos assim ditos “...líderes thelêmicos,
pagãos e ocultistas...”, que inclusive Ivan Liskov e o Padre George Maksimov
citam.

Mas nós não a criamos para levar os pagãos para ela, nós a criamos para levar
as pessoas a saciar sua curiosidade sobre determinadas coisas, e conduzi-las
com produto final as tradições ancestrais que falam ao sangue de cada um, por
conta daqueles pessoas que em geral, procuram pelo ocultismo e não sabem
onde estão metendo os pés, e que ao se desenvolverem minimamente, podem
vir a se tornarem sacerdotes pró-sionistas (como é o caso dos rosa-cruzes, dos
integralistas brasileiros, dos teosofistas, dos ocultistas medianos, dos
thelemitas em geral, e de muitos outros como os maçons, quando não são só
pessoas pretendendo lucrar com a maçonaria).

E nosso objetivo original era traçar e criar metodologias alternativas que


pudessem desencadear os efeitos de ascensão espiritual e de êxtase
físico/espiritual, causados por técnicas de respiração, que não estão presentes
no Odinismo e no Asatru, por exemplo, mas sem usar nem linguajar, nem meios
e nem modos, de qualquer espécie, que venham a existir em qualquer outra
tradição salvo o Asatru/Odinismo, e disso nasceu, entre outras coisas o
“...Örindi...”, que já divulguei em alguns lugares, para que pessoas diversas o
testassem, o criticassem, o usassem, ou mesmo pelo menos o lessem, e desta
forma o aprimorassem para uso de todos, pois este “...é um dos maiores
deveres dos Gudjas em todo o planeta, proteger, prover e guiar...”, não
importando a opinião dos outros!

As advertências que podemos sorver dos ataques feitos contra o paganismo em


geral, que provém dos monoteístas Liskov e Maksimov, nos são na verdade
úteis e vieram em bom momento, pois estamos em total condição de reverter e
prevenir, e inclusive de citar as falhas nestas afirmações e ataques, como é o
fato de Liskov afirmar que continuava indo à igreja mesmo sendo pagão!

Nenhum pagão que realmente esteja integrado a sua tradição tolera estar em
uma tradição ou lidar com qualquer tradição, que tenha ofendido sua própria
tradição, seus ancestrais ou sua terra, e desta forma podemos ver que Liskov,
mais uma vez foi demagogo, e em meio a seu texto, ele foi falso e inventou algo,
para poder ser aceito pelos religiosos ortodoxos, sendo que se ele realmente
teve acesso a efeitos físicos reais do ocultismo, saberia que o monoteísmo
mente em todos os sentidos, e que ele realmente massacrou povos – as provas
reais existem de fato – e que ele sempre foi insidioso e profanou e usou os
templos dos povos antigos, quando não os pode destruir, o mesmo se dando
com nomes, deuses e locais sagrados.

Mas o universalismo praticado por Ilya Cherkasov, o mago cabeça, o patriarca


da Rodnovery Russa (fé nativa), citado no texto como estando com símbolos
Hindus, shivaistas na verdade pelo que conheço do tantrismo – e posso afirmar
que Adeltrud e Eu, conhecemos muitos muito bem Kundalini yoga - e praticando
Tantrismo é uma ofensa a todos os tradicionalistas propriamente ditos, e
realmente pode ser afirmado como um dos principais motivos para que todo
aquele despertar antigo tão fértil, que podemos acompanhar nos rituais
gravados pelos praticantes de Rodnovery, que estão no youtube por exemplo,
tendo Ilya Cherkasov como sacerdote, tenha se revertido em morte prematura do
Rodnovery.

https://www.youtube.com/watch?v=55KsaPhcEXI

E é um aviso a todos nós Gudjas e praticantes conscientes de Odinismo, Asatru,


e demais formas de tradicionalismo.

É, como citei acima, “... um dos maiores deveres dos Gudjas em todo o planeta,
proteger, prover e guiar...”, é nossa maior obrigação atualmente, sendo igualada
ao dever de sustentar o Clã/Kindred, sendo um dos pilares tanto do presente,
quanto do futuro para o forn sidhr em todo o mundo!

Não devemos ser universalistas, pois o universalismo é a chave de ataque do


texto de Liskov e de Maksimov, contra o paganismo em toda parte.

Não devemos ser incultos, e nem devemos permitir a intrusão estrangeira, pois
essa é a porta de entrada do universalismo no que fazemos, e o fim do
tradicionalismo, qualquer que venha ser o termo ou estilo do mesmo.
Mas devemos criar os meios e modos corretos, presentes em nossa tradição,
estimulá-los, aferi-los e espalhá-los, de forma que não devamos nada para
tradição alguma, mas suplantemos tudo que houver de qualquer outra tradição,
sem nos intoxicarmos na mesma.

Um abraço a todos.

Bolthorn leyndärmal er mit.