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ORIENTAÇÕES BÍBLICAS SOBRE

AS ELEIÇÕES 2018
24 de Setembro de 2018 by Pr. Hernandes in Pastorais6 4344 34

Como cristãos podemos ser apartidários, mas jamais apolíticos. Não podemos ficar neutros.
A coragem de tomar posições é uma marca da igreja protestante. Portanto, queremos
elencar aqui, sete orientações bíblicas a propósito das eleições 2018.

Em primeiro lugar, os governantes que passam por cima das leis são um risco para a
nação. A Bíblia diz: “Os que desamparam a lei louvam o perverso, mas os que guardam a
lei se indignam contra ele” (Pv 28.4). As leis devem ser justas e devem ser obedecidas pelos
governantes e pelos governados.

Em segundo lugar, os governantes perversos desagregam a nação. A Bíblia diz: “Quando


triunfam os justos, há grande festividade; quando, porém, sobem os perversos, os homens se
escondem” (PV 28.12). Governantes justos abençoam a nação; governantes perversos
transtornam a nação. O povo é abençoado quando seus governantes são um exemplo, mas o
povo se esconde atordoado quando os governantes promovem a perversidade.

Em terceiro lugar, os governantes que ocupam o poder para oprimir o povo trazem grande
sofrimento à nação. A Bíblia diz: “Como leão que ruge e urso que ataca, assim é o perverso
que domina sobre um povo pobre” (Pv 28.15). O leão ruge para espantar a presa e o urso
ataca para destruí-la. Um povo nunca é livre sob a égide de um governo ditador. Um povo
nunca é seguro sob um governo tirano.

Em quarto lugar, os governantes que sobrecarregam o povo de impostos para manter a


máquina do governo transtornam a nação. A Bíblia diz: “O rei justo sustém a terra, mas o
amigo de impostos a transtorna” (Pv 29.4). Um Estado pesado demais, burocrata demais,
onde os impostos são para pagar o luxo dos governantes em vez de atender as necessidades
dos governados é uma inversão total do propósito do Estado.

Em quinto lugar, os governantes rendidos aos esquemas de corrupção tornam-se uma


escola de crime.A Bíblia diz: “Se o governador dá atenção a palavras mentirosas, virão a ser
perversos todos os seus servos” (Pv 29.12). Os governantes nunca são neutros. São uma
bênção ou uma maldição. Eles inspiram o povo para o bem ou para o mal. Se eles se
alimentam da mentirosa e governam o povo com enganos, do topo da pirâmide do poder,
toda a base da pirâmide, tornar-se-á corrompida e pervertida.

Em sexto lugar, os governantes corruptos destroem a si mesmos e se tornam protetores dos


criminosos. A Bíblia diz: “O que tem parte com o ladrão aborrece a própria alma; ouve as
maldições e nada denuncia” (Pv 29.24). Aqueles que assumem o poder para montar
esquemas de aparelhamento do Estado para saqueá-lo, acabam destruindo a si mesmos,
arruinando seu nome, conspurcando sua honra e maculando sua história. Esses, tornam-se
culpados de corrupção ativa e passiva. Roubam e deixam roubam. Esses colocam uma
mordaça em si mesmos, porque não têm coragem de denunciar nos outros os crimes que
eles mesmos praticam.
Em sétimo lugar, os governantes corruptos jamais deveriam ser aplaudidos e guindados ao
poder pelo povo. A Bíblia diz: “O que disser ao perverso: Tu és justo; pelo povo será
maldito e detestado pelas nações”. A maneira mais democrática de demonstrarmos nosso
repúdio àqueles que mostram indícios e até mesmo dão provas de que não são íntegros no
trato da coisa pública e não dando a eles o aval do nosso voto. Apoiar aqueles que
desfraldam bandeiras que, à luz da nossa consciência iluminada pelas Escrituras, trazem
vergonha e opróbrio à nação, é receber a pesada imputação de “maldito” e ainda é receber
uma reprovação sonora no meio das outras nações. Que Deus nos ilumine na escolha dos
nossos legisladores e governantes!

Rev. Hernandes Dias Lopes