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SOBRE O COORDENADOR

2017 Bruno Zampier
Coordenador 2017
BRUNO TORQUATO ZAMPIER LACERDA
Delegado de Polícia Federal.
Mestre em Direito Privado pela PUC/MG. Bruno Zampier
Coordenador
Professor de Direito Civil.
Coordenador do “Supremo TV”.

POLICIAL
SOBRE O VADE MECUM POLICIAL
Seja muito bem-vindo ao nosso VADE MECUM POLICIAL! Como professor de cursos
preparatórios para concursos públicos desde o ano de 2002, percebemos claramente
a cobrança cada vez mais específica e relacionada ao cargo pretendido. É a chamada
pertinência temática.
Neste sentido, inicia-se a busca pela melhor preparação possível, devendo o candi-
dato frequentar cursos, ler doutrina e jurisprudência direcionadas e, claro, ter acesso à LEGISLAÇÃO SELECIONADA PARA
vasta legislação exigida pelos editais.
CARREIRAS POLICIAIS
É o que naturalmente ocorre também no âmbito das carreiras policiais, a exemplo de
Delegado de Polícia, Agente, Investigador, Escrivão, Papiloscopista, Perito Criminal, Poli-
cial Rodoviário Federal, Oficial ou Soldado das Polícias Militares. A preparação para tais

LEGISLAÇÃO SELECIONADA PARA
POLICIAL
concursos envolve o acesso a legislação específica, confecção de peças de polícia judi-
ciária, testes de aptidão física, exames médicos rigorosos, investigação social, aprovação

CARREIRAS POLICIAIS
em cursos de formação promovidos por academias de polícia entre outros desafios.
Com o objetivo de atender aos seus anseios em busca do objetivo final, as principais
Bernardo Fernandes Bruno Zampier Elisa Moreira Felipe Novaes Flávia Campos Francisco Menezes Ival Heckert
leis exigidas nos concursos policiais foram reunidas e sistematizadas por uma experiente
equipe de professores. Elaboramos uma criteriosa remissão de artigos e súmulas a fim
de facilitar os estudos de nosso futuro colega policial: você!
Foi desta forma que criamos o produto que agora tem em suas mãos e que certamen-
te colaborará não apenas em sua jornada como candidato, mas também no exercício da
nobre profissão de policial. José Humberto Souto Lílian Souza Marcos Paulo Dutra Murillo Ribeiro Renata Abreu Rodrigo Bello

Por fim, ressaltamos duas grandes novidades aos nossos leitores: 1) os SHORT
VIDEOS , que são vídeos de curta duração com dicas de TEMAS SELECIONADOS e 2)
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LEGISLAÇÃO SELECIONADA PARA CONCURSOS POLICIAIS
Aos estudos!
NOTAS REMISSIVAS ESPECIALMENTE ELABORADAS
Bruno Zampier
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durantejurisprudencial
a vigência destarelevante.
edição.

VADE MECUM POLICIAL.indb 1 10/01/2017 08:45:05
2017 © Editora Foco
Coordenador: Bruno Zampier
Autores: Bernardo Gonçalves Fernandes, Bruno Torquato Zampier Lacerda, Elisa Moreira Caetano Ribeiro de Lima,
Felipe Vieites Novaes, Flávia Campos Pereira Grandi, Francisco de Aguilar Menezes, Ival Heckert,
José Humberto Souto Júnior, Lílian Claudia de Souza, Marcos Paulo Dutra Santos, Murillo Ribeiro de Lima,
Renata Soares Machado Guimarães de Abreu e Rodrigo Bello
Editor: Roberta Densa
Direitor Acadêmico: Leornardo Pereira
Gerente Editorial: Paula Tseng
Revisora Sênior: Georgia Dias
Capa: R2 Editorial
Projeto Gráfico e Diagramação: Ladislau Lima
Impressão miolo e acabamento: Gráfica EXPRESSÃO & ARTE

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Vade Mecum policial : legislação selecionada para carreiras poli-
ciais / Bruno Zampier, coordenador. – 1. ed. – Indaiatuba : Editora
Foco Jurídico, 2017.

ISBN 978-85-8242-179-6

1. Manuais, vade mécuns etc.  2. Polícia – Leis e legislação –
Brasil  I. Zampier, Bruno.

16-00006 CDU-351.742(094)

Índices para Catálogo Sistemático:
1. Polícia civil : Leis : Vade mécuns : Direito administrativo 351.742 (094)

Impresso no Brasil (01.2017)
Data de Fechamento (12.2016)

DIREITOS AUTORAIS: É proibida a reprodução parcial ou total desta publicação, por qualquer forma ou meio, sem a prévia autorização da
Editora FOCO, com exceção do teor das legislações que, por serem atos oficiais, não são protegidas como Direitos Autorais, na forma do
Artigo 8º, IV, da Lei 9.610/1998. Referida vedação se estende às características gráficas da obra e sua editoração. A punição para a violação dos
Direitos Autorais é crime previsto no Artigo 184 do Código Penal e as sanções civis às violações dos Direitos Autorais estão previstas nos Artigos
101 a 110 da Lei 9.610/1998. Os comentários das questões são de responsabilidade dos autores.
NOTAS DA EDITORA:
Atualizações: A presente obra é vendida como está, atualizada até a data do seu fechamento, informação que consta na página II do livro. Havendo
a publicação de legislação de suma relevância, a editora, de forma discricionária, se empenhará em disponibilizar atualização futura.
Bônus ou Capítulo On-line: Excepcionalmente, algumas obras da editora trazem conteúdo no on-line, que é parte integrante do livro, cujo
acesso será disponibilizado durante a vigência da edição da obra.
Erratas: A Editora se compromete a disponibilizar no site www.editorafoco.com.br, na seção Atualizações, eventuais erratas por razões de
erros técnicos ou de conteúdo. Solicitamos, outrossim, que o leitor faça a gentileza de colaborar com a perfeição da obra, comunicando
eventual erro encontrado por meio de mensagem para contato@editorafoco.com.br. O acesso será disponibilizado durante a vigência da
edição da obra.

2017
Todos os direitos reservados à
Editora Foco Jurídico Ltda.
Al. Júpiter, 542 – American Park Distrito Industrial
CEP 13347-653 – Indaiatuba – SP
E-mail: contato@editorafoco.com.br
www.editorafoco.com.br

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SOBRE O COORDENADOR
Bruno Torquato Zampier Lacerda
Delegado de Polícia Federal. Mestre em Direito Privado pela PUC/MG. Professor de Direito Civil. Coordenador do “SupremoTV”.

SOBRE OS AUTORES
Bernardo Gonçalves Fernandes Flávia Campos Pereira Grandi Lílian Claudia de Souza
Mestre e Doutor em Direito Constitucio- Advogada. Especialista em Direito Pú- Advogada Tributarista. Professora de Di-
nal pela UFMG. Pós-Doutor em Direito blico. Professora de Direito Adminis- reito Tributário.
pela Universidade de Coimbra. Profes- trativo e de Prática Cível e Adminis-
trativa. Marcos Paulo Dutra Santos
sor de Direito Constitucional da UFMG,
PUC/MG e UFOP. Defensor Público do Estado do Rio de
Francisco de Aguilar Menezes Janeiro. Mestre em Direito Processual
Bruno Torquato Zampier Lacerda pela UERJ. Ex-assessor de Ministro do
Advogado. Especialista em ciências cri- STF. Professor de Processo Penal.
Delegado de Polícia Federal. Mestre
minais. Professor de Direito Penal.
em Direito Privado pela PUC/MG. Pro- Murillo Ribeiro de Lima
fessor de Direito Civil. Coordenador do
Ival Heckert Delegado de Polícia Civil em Minas Ge-
“SupremoTV”.
rais. Professor de Legislação Penal Espe-
Advogado. Especialista em Direito Pro- cial. Especializando em Ciências Crimi-
Elisa M. Caetano Ribeiro de Lima cessual Civil. Professor de Processo nais pela UNESA. Cofundador do canal
Delegada de Polícia Civil em Minas Ge- Civil. EM DELTA.
rais. Professora de Direitos Humanos.
Renata Soares M. G. de Abreu
Especialista em Ciências Penais pela José Humberto Souto Júnior
UFJF. Cofundadora do canal EM DELTA. Professora de Direito Constitucional. Es-
Advogado. Professor de Direito Empre- pecialista em Direito. Servidora Pública
sarial PUC/MG, ESA/MG e “Supremo Estadual.
Felipe Vieites Novaes
TV”. Pós-graduado em Direito Empre-
Advogado. Especialista em diretos hu- sarial pelo Centro de Atualização em Rodrigo Bello
manos pela UPO – Espanha. Mestre em Direito (CAD). Mestre em Direito Empre- Advogado Criminalista. Especialista em
direito penal pela UGF/RJ. Professor de sarial pela Faculdade de Direito Milton Ciências Criminais pela UGF/RJ. Profes-
Direito Penal. Campos. sor de Processo Penal.

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APRESENTAÇÃO

Seja muito bem-vindo ao nosso VADE MECUM POLICIAL! Como professor de cursos prepa-
ratórios para concursos públicos desde o ano de 2002, percebemos claramente a cobrança cada
vez mais específica e relacionada ao cargo pretendido. É a chamada pertinência temática.
Neste sentido, inicia-se a busca pela melhor preparação possível, devendo o candidato fre-
quentar cursos, ler doutrina e jurisprudência direcionadas e, claro, ter acesso à vasta legislação
exigida pelos editais.
É o que naturalmente ocorre também no âmbito das carreiras policiais, a exemplo de Delegado
de Polícia, Agente, Investigador, Escrivão, Papiloscopista, Perito Criminal, Policial Rodoviário Fede-
ral, Oficial ou Soldado das Polícias Militares. A preparação para tais concursos envolve o acesso a
legislação específica, confecção de peças de polícia judiciária, testes de aptidão física, exames mé-
dicos rigorosos, investigação social, aprovação em cursos de formação promovidos por academias
de polícia entre outros desafios.
Com o objetivo de atender aos seus anseios em busca do objetivo final, as principais leis
exigidas nos concursos policiais foram reunidas e sistematizadas por uma experiente equipe de
professores. Elaboramos uma criteriosa remissão de artigos e súmulas a fim de facilitar os estudos
de nosso futuro colega policial: você!
Foi desta forma que criamos o produto que agora tem em suas mãos e que certamente cola-
borará não apenas em sua jornada como candidato, mas também no exercício da nobre profissão
de policial.
Por fim, ressaltamos duas grandes novidades aos nossos leitores: 1) os SHORT VIDEOS ,
que são vídeos de curta duração com dicas de TEMAS SELECIONADOS e 2) ATUALIZAÇÃO em
PDF e VÍDEO do conteúdo da obra até dezembro de 2017.

Aos estudos!
Bruno Zampier

V

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ÍNDICES
CRONOLÓGICOS

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ÍNDICE CRONOLÓGICO GERAL

ÍNDICE CRONOLÓGICO IMPRESSO
DO VADE MECUM POLICIAL

CONSTITUIÇÃO FEDERAL – ADCT – EMENDAS À CONSTITUIÇÃO

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL............................................................................................5
ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS.....................................................................................56
EMENDAS À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SELECIONADAS** ......................................73

LEIS COMPLEMENTARES

LEI COMPLEMENTAR 24, DE 7 DE JANEIRO DE 1975 – Convênios para a Concessão de Isenções do Imposto
sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias............................................................................................. 618
LEI COMPLEMENTAR 64, DE 18 DE MAIO DE 1990 – Inelegibilidade......................................................................... 690
LEI COMPLEMENTAR 101, DE 4 DE MAIO DE 2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal............................................... 895
LEI COMPLEMENTAR 105, DE 10 DE JANEIRO DE 2001 – Sigilo das operações de instituições financeiras.............. 910
LEI COMPLEMENTAR 123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006 – Estatuto da Microempresa ...................................... 1010

LEIS ORDINÁRIAS

LEI 1.079, DE 10 DE ABRIL DE 1950 – Crimes de responsabilidade – Processo e julgamento.................................... 535
LEI 1.521, DE 26 DE DEZEMBRO DE 1951 (*) – Crimes contra economia popular...................................................... 540
LEI 1.579, DE 18 DE MARÇO DE 1952 – Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI)............................................... 541
LEI 2.889, DE 1º DE OUTUBRO DE 1956 – Crime de genocídio.................................................................................. 543
LEI 4.132, DE 10 DE SETEMBRO DE 1962 – Desapropriação por interesse social...................................................... 548
LEI 4.717, DE 29 DE JUNHO DE 1965 – Lei da ação popular..................................................................................... 549
LEI 4.737, DE 15 DE JULHO DE 1965 – Código Eleitoral ........................................................................................... 550
LEI 4.878, DE 3 DE DEZEMBRO DE 1965 – Regime jurídico dos funcionários policiais civis da União e do Distrito
Federal........................................................................................................................................................................ 576
LEI 4.898, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965 – Lei de abuso de autoridade.................................................................. 580
LEI 5.172, DE 25 DE OUTUBRO DE 1966 – Código Tributário Nacional...................................................................... 415
LEI 5.474, DE 18 DE JULHO DE 1968 – Duplicatas.................................................................................................... 602
LEI 5.553, DE 6 DE DEZEMBRO DE 1968 – Apresentação e uso de documentos de identificação pessoal................ 604
LEI 6.001, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1973 – Estatuto do Índio.................................................................................. 613
LEI 6.091, DE 15 DE AGOSTO DE 1974 – Fornecimento gratuito de transporte, em dias de eleição, a eleitores
residentes nas zonas rurais......................................................................................................................................... 617
LEI 6.766, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1979 – Crimes de parcelamento ilegal do solo urbano...................................... 619

(*) Informamos que as normas com asteriscos estão parciais no produto.
(**) As Emendas Constitucionais alteradoras não constam na obra impressa, mas o conteúdo alterado foi processado no texto.

IX

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ÍNDICE CRONOLÓGICO IMPRESSO

LEI 6.815, DE 19 DE AGOSTO DE 1980 (*) – Estatuto do Estrangeiro......................................................................... 624
LEI 6.830, DE 22 DE SETEMBRO DE 1980 – Lei de Execução Fiscal.......................................................................... 632
LEI 6.880, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1980 – Estatuto dos Militares.............................................................................. 635
LEI 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981 – Política Nacional do Meio Ambiente........................................................... 648
LEI 7.209, DE 11 DE JULHO DE 1984 – Altera os dispositivos do Decreto-Lei 2.848/1940 – Código Penal................ 659
LEI 7.210, DE 11 DE JULHO DE 1984 – Lei de Execução Penal................................................................................. 667
LEI 7.347, DE 24 DE JULHO DE 1985 – Lei de Ação Civil Pública............................................................................... 679
LEI 7.357, DE 2 DE SETEMBRO DE 1985 – Lei do cheque......................................................................................... 680
LEI 7.492, DE 16 DE JUNHO DE 1986 – Crimes contra o sistema financeiro nacional................................................. 685
LEI 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989 – Crimes resultantes de preconceito de raça ou cor....................................... 686
LEI 7.783, DE 28 DE JUNHO DE 1989 – Direito de greve............................................................................................ 687
LEI 7.960, DE 21 DE DEZEMBRO DE 1989 – Prisão temporária................................................................................. 689
LEI 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente.......................................................... 694
LEI 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990 – Lei dos crimes hediondos............................................................................. 717
LEI 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990 – Código de Defesa do Consumidor........................................................ 718
LEI 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990 – Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das au-
tarquias e das fundações públicas federais.................................................................................................................. 731
LEI 8.137, DE 27 DE DEZEMBRO DE 1990 – Crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações
de consumo................................................................................................................................................................ 748
LEI 8.176, DE 8 DE FEVEREIRO DE 1991 – Crimes contra a ordem econômica.......................................................... 750
LEI 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992 – Lei da improbidade administrativa.................................................................. 754
LEI 8.666, DE 21 DE JUNHO DE 1993 – Lei de Licitações e Contratos Administrativos.............................................. 773
LEI 8.745, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1993 – Contratação por tempo determinado para atender a necessidade
temporária de excepcional interesse público (inciso IX do art. 37 da CF/1988)............................................................ 790
LEI 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995 – Regime de Concessão e permissão da prestação de serviços pú-
blicos previsto no art. 175 da CF................................................................................................................................. 794
LEI 9.029, DE 13 DE ABRIL DE 1995 – Discriminação de gravidez.............................................................................. 799
LEI 9.096, DE 19 DE SETEMBRO DE 1995 – Partidos políticos................................................................................... 799
LEI 9.099, DE 26 DE SETEMBRO DE 1995 – Juizados Especiais Cíveis e Criminais.................................................... 805
LEI 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996 – Interceptação telefônica................................................................................ 811
LEI 9.434, DE 4 DE FEVEREIRO DE 1997 – Lei dos transplantes de órgãos............................................................... 814
LEI 9.455, DE 7 DE ABRIL DE 1997 – Lei de tortura.................................................................................................... 815
LEI 9.494, DE 10 DE SETEMBRO DE 1997 – Aplicação da tutela antecipada contra a Fazenda Pública..................... 816
LEI 9.503, DE 23 DE SETEMBRO DE 1997 – Código de Trânsito Brasileiro ................................................................ 816
LEI 9.504, DE 30 DE SETEMBRO DE 1997 – Lei das eleições.................................................................................... 847
LEI 9.507, DE 12 DE NOVEMBRO DE 1997– Direito de acesso a informação – Processo do habeas data.................. 871
LEI 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998 – Lei de Crimes Ambientais...................................................................... 871
LEI 9.609, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 – Propriedade intelectual de programa de computador............................ 877
LEI 9.613, DE 3 DE MARÇO DE 1998 – Lei de lavagem de dinheiro............................................................................ 878
LEI 9.637, DE 15 DE MAIO DE 1998 – Organizações Sociais – Programa Nacional de Publicização........................... 882
LEI 9.784, DE 29 DE JANEIRO DE 1999 – Processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal....... 885
LEI 9.790, DE 23 DE MARÇO DE 1999 – Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – Termo de Parceria........ 888
X

VADE MECUM POLICIAL.indb 10 10/01/2017 08:45:06
ÍNDICE CRONOLÓGICO IMPRESSO

LEI 9.807, DE 13 DE JULHO DE 1999 – Lei de proteção especial a vítimas e a testemunhas...................................... 890
LEI 9.868, DE 10 DE NOVEMBRO DE 1999 – Processo e julgamento da ação direta de inconstitucionalidade e
da ação declaratória de constitucionalidade perante o STF......................................................................................... 892
LEI 9.873, DE 23 DE NOVEMBRO DE 1999 – Prazo de prescrição para o exercício de ação punitiva pela Admi-
nistração Pública Federal............................................................................................................................................. 894
LEI 9.882, DE 3 DE DEZEMBRO DE 1999 – Processo e julgamento da arguição de descumprimento de preceito
fundamental (art. 102, § 1º da CF)............................................................................................................................... 895
LEI 9.985, DE 18 DE JULHO DE 2000 – Regulamenta o art. 225, § 1º, inc. I, II, III e VII da CF/1988 – Sistema
Nacional de Unidades de Conservação da Natureza................................................................................................... 905
LEI 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002 – Código Civil............................................................................................. 107
LEI 10.446, DE 8 DE MAIO DE 2002 – Infrações penais de repressão uniforme.......................................................... 912
LEI 10.520, DE 17 DE JULHO DE 2002 – Licitação na modalidade de pregão............................................................ 912
LEI 10.671, DE 15 DE MAIO DE 2003 – Estatuto do Torcedor..................................................................................... 941
LEI 10.741, DE 1º DE OUTUBRO DE 2003 – Estatuto do Idoso.................................................................................. 945
LEI 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003 – Estatuto do desarmamento................................................................ 951
LEI 11.079, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2004 – Normas gerais para licitação e contratação de parceria público
-privada no âmbito da administração pública.............................................................................................................. 965
LEI 11.101, DE 9 DE FEVEREIRO DE 2005 – Estatuto de Recuperação de Empresa e Falência.................................. 969
LEI 11.107, DE 6 DE ABRIL DE 2005 – Normas gerais de contratação de consórcios públicos.................................. 985
LEI 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006– Lei Maria da Penha................................................................................... 1001
LEI 11.343, DE 23 DE AGOSTO DE 2006 – Lei Nacional Antidrogas......................................................................... 1004
LEI 11.417, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2006 – Regulamenta o art. 103-A da CF/1988 – Disciplinando a edição,
a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo STF................................................................. 1040
LEI 12.016, DE 7 DE AGOSTO DE 2009 – Mandado de segurança individual e coletivo............................................ 1041
LEI 12.037, DE 1º DE OUTUBRO DE 2009 – Identificação criminal do civilmente identificado (art. 5º, inciso LVIII,
da CF)....................................................................................................................................................................... 1052
LEI 12.462, DE 4 DE AGOSTO DE 2011 – Institui o Regime Diferenciado de Contratações Públicas – RDC.............. 1053
LEI 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012 – Código Florestal ......................................................................................... 1061
LEI 12.694, DE 24 DE JULHO DE 2012 – Lei do crime organizado........................................................................... 1073
LEI 12.737, DE 30 DE NOVEMBRO DE 2012 – Lei dos crimes cibernéticos (Lei Carolina Dieckmann)....................... 1074
LEI 12.813, DE 16 DE MAIO DE 2013 – Lei de conflito de interesses........................................................................ 1075
LEI 12.830, DE 20 DE JUNHO DE 2013 – Investigação criminal conduzida pelo delegado de polícia........................ 1076
LEI 12.846, DE 1º DE AGOSTO DE 2013 – Lei Anticorrupção Empresarial................................................................ 1076
LEI 12.850, DE 2 DE AGOSTO DE 2013 – Lei de Organização Criminosa................................................................ 1079
LEI 12.965, DE 23 DE ABRIL DE 2014 – Lei do Marco Civil da internet..................................................................... 1081
LEI 13.019, DE 31 DE JULHO DE 2014 – Normas gerais para as parcerias entre a administração pública e orga-
nizações da sociedade civil....................................................................................................................................... 1084
LEI 13.047, DE 2 DE DEZEMBRO DE 2014 – Altera as Leis 9.266/1996, que reorganiza as classes da Carreira
Policial Federal, fixa a remuneração dos cargos que as integram, e Lei 9.264/1996.................................................. 1094
LEI 13.105, DE 16 DE MARÇO DE 2015 – Novo Código de Processo Civil ................................................................ 209
LEI 13.140, DE 26 DE JUNHO DE 2015 – Lei de Mediação...................................................................................... 1094
LEI 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015 – Estatuto da Pessoa com Deficiência........................................................... 1097
LEI 13.260, DE 16 DE MARÇO DE 2016 – Lei antiterrorismo..................................................................................... 1109
XI

VADE MECUM POLICIAL.indb 11 10/01/2017 08:45:06
ÍNDICE CRONOLÓGICO IMPRESSO

LEI 13.300, DE 23 DE JUNHO DE 2016 – Processo e o julgamento dos mandados de injunção individual e
coletivo..................................................................................................................................................................... 1110
LEI 13.303, DE 30 DE JUNHO DE 2016 – Lei das estatais (Novo Regime de Licitações e Contratações das
Estatais).................................................................................................................................................................... 1111
LEI 13.344, DE 6 DE OUTUBRO DE 2016 – Lei do tráfico de pessoas...................................................................... 1124

DECRETOS-LEIS

DECRETO-LEI 25, de 30 de NOVEMBRO de 1937 – Proteção do patrimônio histórico e artístico nacional................. 513
DECRETO-LEI 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940 – Código Penal ....................................................................... 311
DECRETO-LEI 3.365, DE 21 DE JUNHO DE 1941 – Desapropriação por utilidade Pública......................................... 515
DECRETO-LEI 3.688, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941 – Lei das Contravenções Penais (LCP)....................................... 517
DECRETO-LEI 3.689, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941– Código de Processo Penal....................................................... 363
DECRETO-LEI 3.914, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1941 – Lei de Introdução ao Código Penal ...................................... 295
DECRETO-LEI 3.931, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1941 – Lei de Introdução ao Código de Processo Penal ................ 355
DECRETO-LEI 4.657, DE 4 DE SETEMBRO DE 1942 – Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro (LINDB).......97
DECRETO-LEI 9.760, DE 5 DE SETEMBRO DE 1946 – Bens imóveis da União.......................................................... 521
DECRETO-LEI 200, DE 25 DE FEVEREIRO DE 1967 – Organização da Administração Federal e diretrizes para a
Reforma Administrativa................................................................................................................................................ 590
DECRETO-LEI 1.001, DE 21 DE OUTUBRO DE 1969 – Código Penal Militar.............................................................. 437
DECRETO-LEI 1.002, DE 21 DE OUTUBRO DE 1969 – Código de Processo Penal Militar ......................................... 469

DECRETO LEGISLATIVO

DECRETO LEGISLATIVO 11/1960 – Convenção Estatuto dos Refugiados.................................................................. 544

DECRETOS

DECRETO 20.910, DE 6 DE JANEIRO DE 1932 – Prescrição quinquenal.................................................................... 513
DECRETO 30.822, DE 6 DE MAIO DE 1952 – Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio......... 542
DECRETO 50.215, DE 28 DE JANEIRO DE 1961 – Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados........................... 544
DECRETO 57.663, DE 24 DE JANEIRO DE 1966 – Convenções para adoção de uma Lei Uniforme em matéria
de letras de câmbio e notas promissórias.................................................................................................................... 582
DECRETO 65.810, DE 8 DE DEZEMBRO DE 1969 – Convenção Internacional sobre a Eliminação de todas as
Formas de Discriminação Racial.................................................................................................................................. 604
DECRETO 70.235, DE 6 DE MARÇO DE 1972 – Processo administrativo fiscal.......................................................... 608
DECRETO 70.946, DE 7 DE AGOSTO DE 1972 – Protocolo sobre o Estatuto dos Refugiados.................................. 612
DECRETO 98.386, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1989 – Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura........ 688
DECRETO 99.710, DE 21 DE NOVEMBRO DE 1990 – Convenção sobre os Direitos da Criança................................ 726
DECRETO 40, DE 15 DE FEVEREIRO DE 1991 – Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas
Cruéis, Desumanos ou Degradantes........................................................................................................................... 750
DECRETO 591, DE 6 DE JULHO DE 1992 – Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais........ 757
DECRETO 592, DE 6 DE JULHO DE 1992 – Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos............................... 760
DECRETO 678, DE 6 DE NOVEMBRO DE 1992 – Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São
José da Costa Rica).................................................................................................................................................... 766
XII

VADE MECUM POLICIAL.indb 12 10/01/2017 08:45:06
ÍNDICE CRONOLÓGICO IMPRESSO

DECRETO 1.973, DE 1º DE AGOSTO DE 1996 – Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a
Violência contra a Mulher, concluída em Belém do Pará, em 9 de junho de 1994........................................................ 812
DECRETO 4.316, DE 30 DE JULHO DE 2002 – Protocolo Facultativo à Convenção sobre a Eliminação de Todas
as Formas de Discriminação contra a Mulher............................................................................................................... 914
DECRETO 4.377, DE 13 DE SETEMBRO DE 2002 – Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de
Discriminação contra a Mulher, de 1979, e revoga o Decreto 89.460/1984................................................................. 916
DECRETO 4.388, DE 25 DE SETEMBRO DE 2002 – Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional..................... 919
DECRETO 5.015, DE 12 DE MARÇO DE 2004 – Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado
Transnacional.............................................................................................................................................................. 955
DECRETO 5.687, DE 31 DE JANEIRO DE 2006 – Convenção de Mérida.................................................................... 987
DECRETO 6.949, DE 25 DE AGOSTO DE 2009 – Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007.................................... 1043
DECRETO 8.858, DE 26 DE SETEMBRO DE 2016 – Regulamenta o disposto no art. 199 da Lei 7.210/1984 –
Lei de Execução Penal.............................................................................................................................................. 1124
DECRETO 8.945, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2016 – Regulamenta, no âmbito da União, a Lei 13.303/2016 (Lei
das estatais).............................................................................................................................................................. 1126

RESOLUÇÃO

RESOLUÇÃO CONAMA 428, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2010 – Licenciamento ambiental sobre a autorização
do órgão responsável pela administração da Unidade de Conservação (UC), de que trata o § 3º do artigo 36 da
Lei 9.985/2000, bem como sobre a ciência do órgão responsável pela administração da UC no caso de licencia-
mento ambiental de empreendimentos não sujeitos a EIA-RIMA ............................................................................. 1052

CONVENÇÕES E TRATADOS INTERNACIONAIS

DECLARAÇÃO E PROGRAMA DE AÇÃO DE VIENA (1993)........................................................................................ 792
DECLARAÇÃO AMERICANA DOS DIREITOS E DEVERES DO HOMEM – (Aprovada na Nona Conferência
Internacional Americana, Bogotá, 1948)...................................................................................................................... 533
DECLARAÇÃO DE PEQUIM ADOTADA PELA QUARTA CONFERÊNCIA MUNDIAL SOBRE AS MULHERES –
Ação para igualdade, Desenvolvimento e paz 1995..................................................................................................... 810
DECLARAÇÃO SOBRE O DIREITO AO DESENVOLVIMENTO – 1986 – Adotada pela Revolução 41/128 da
Assembleia Geral das Nações Unidas, de 4 de dezembro de 1986............................................................................. 683
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS DE 1948.............................................................................. 532

EXPOSIÇÕES DE MOTIVOS

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL (2015) ........................................................... 203
EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS DA PARTE GERAL DO CÓDIGO PENAL........................................................................... 297
EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS DA PARTE ESPECIAL DO CÓDIGO PENAL ..................................................................... 303
EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL .............................................................................. 357
EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL......................................................................................... 659

SÚMULAS

SÚMULAS VINCULANTES DO STF........................................................................................................................... 1137
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – STF.................................................................................................................... 1137
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – STJ................................................................................................................ 1151

XIII

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VADE MECUM POLICIAL.indb 14 10/01/2017 08:45:06
ÍNDICE CRONOLÓGICO ON-LINE

ÍNDICE CRONOLÓGICO ON-LINE
DO VADE MECUM POLICIAL

LEIS COMPLEMENTARES

LEI COMPLEMENTAR 7, DE 7 DE SETEMBRO DE 1970 – Programa de Integração Social.............................................7
LEI COMPLEMENTAR 70, DE 30 DE DEZEMBRO DE 1991 – Institui contribuição para financiamento da Seguri-
dade Social e eleva a alíquota da contribuição social sobre o lucro das instituições financeiras.....................................65
LEI COMPLEMENTAR 78, DE 30 DE DEZEMBRO DE 1993 – Disciplina a fixação do número de Deputados (art.
45, § 1º, da CF/1988)....................................................................................................................................................66
LEI COMPLEMENTAR 87, DE 13 DE SETEMBRO DE 1996 – Lei Kandir.......................................................................80
LEI COMPLEMENTAR 116, DE 31 DE JULHO DE 2003 – Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de
competência dos Municípios e do Distrito Federal.........................................................................................................88
LEI COMPLEMENTAR 118, DE 9 DE FEVEREIRO DE 2005 – Altera o CTN...................................................................93

LEIS ORDINÁRIAS

LEI 1.060, DE 5 DE FEVEREIRO DE 1950 – Assistência judiciária aos necessitados........................................................3
LEI 5.478, DE 25 DE JULHO DE 1968 – Ação de alimentos............................................................................................5
LEI 6.015, DE 31 DE DEZEMBRO DE 1973 – Registros Públicos....................................................................................7
LEI 6.024, DE 13 DE MARÇO DE 1974 – Intervenção e a liquidação extrajudicial de instituições financeiras.................29
LEI 6.404, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1976 – Sociedades por ações............................................................................32
LEI 7.106,DE 28 DE JUNHO DE 1983 – Crimes de responsabilidade do governador do Distrito Federal, dos go-
vernadores dos Territórios Federais e de seus respectivos secretários...........................................................................65
LEI 9.266, DE 15 DE MARÇO DE 1996 – Reorganiza as classes da Carreira Policial Federal, fixa a remuneração
dos cargos que as integram..........................................................................................................................................66
LEI 9.279, DE 14 DE MAIO DE 1996 – Direitos e obrigações da propriedade industrial.................................................67
LEI 9.474, DE 22 DE JULHO DE 1997 – Estatuto dos Refugiados.................................................................................85
LEI 9.986, DE 18 DE JULHO DE 2000 – Gestão de recursos humanos das Agências Reguladoras..............................87
LEI 11.284, DE 2 DE MARÇO DE 2006 – Lei de gestão de florestas públicas................................................................93
LEI 11.419, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2006 – Informatização do processo judicial ................................................... 103
LEI 11.428, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2006 – Utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica........105
LEI 11.516, DE 28 DE AGOSTO DE 2007 – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – Instituto
Chico Mendes....................................................................................................................................................................108

DECRETO-LEI

DECRETO-LEI 201, DE 27 DE FEVEREIRO DE 1967 – Crimes de responsabilidade dos prefeitos e vereadores..............3

XV

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VADE MECUM POLICIAL.indb 16 10/01/2017 08:45:06
CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA FEDERATIVA
DO BRASIL

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VADE MECUM POLICIAL.indb 2 10/01/2017 08:45:06
ÍNDICE SISTEMÁTICO DA CF

ÍNDICE SISTEMÁTICO DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
FEDERATIVA DO BRASIL

PREÂMBULO Seção I – Do Congresso Nacional (arts. 44 a 47)............... 20
Seção II – Das atribuições do Congresso Nacional (arts.
TÍTULO I – DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 48 a 50)............................................................................. 20
Arts. 1º a 4º...................................................................... 5 Seção III – Da Câmara dos Deputados (art. 51)................. 21
Seção IV – Do Senado Federal (art. 52).............................. 21
TÍTULO II – DOS DIREITOS
Seção V – Dos Deputados e dos Senadores (arts. 53 a
E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
56)..................................................................................... 21
Arts. 5º a 17..................................................................... 5
Seção VI – Das reuniões (art. 57)....................................... 22
Capítulo I – Dos direitos e deveres individuais e coletivos
Seção VII – Das comissões (art. 58)................................... 22
(art. 5º).............................................................................. 5
Seção VIII – Do processo legislativo (arts. 59 a 69)............. 22
Capítulo II – Dos direitos sociais (arts. 6º a 11).................. 8
Subseção I – Disposição geral (art. 59)........................... 22
Capítulo III – Da nacionalidade (arts. 12 e 13)................. 10
Subseção II – Da emenda à Constituição (art. 60)........... 22
Capítulo IV – Dos direitos políticos (arts. 14 a 16)............ 10
Subseção III – Das leis (arts. 61 a 69).............................. 23
Capítulo V – Dos partidos políticos (art. 17).................... 11
Seção IX – Da fiscalização contábil, financeira e orça-
TÍTULO III – DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO mentária (arts. 70 a 75)...................................................... 24

Arts. 18 a 43.................................................................. 11 Capítulo II – Do Poder Executivo (arts. 76 a 91).............. 25
Seção I – Do Presidente e do Vice-Presidente da Repú-
Capítulo I – Da organização político-administrativa
blica (arts. 76 a 83)............................................................ 25
(arts. 18 e 19)................................................................. 11
Seção II – Das atribuições do Presidente da República
Capítulo II – Da União (arts. 20 a 24)............................... 11
(art. 84).............................................................................. 25
Capítulo III – Dos Estados Federados (arts. 25 a 28)....... 13
Seção III – Da responsabilidade do Presidente da Repú-
Capítulo IV – Dos Municípios (arts. 29 a 31).................... 14 blica (arts. 85 e 86)............................................................ 25

Capítulo V – Do Distrito Federal e dos Territórios (arts. Seção IV – Dos Ministros de Estado (arts. 87 e 88)............ 26
32 e 33).......................................................................... 15 Seção V – Do Conselho da República e do Conselho
Seção I – Do Distrito Federal (art. 32)................................. 15 Nacional (arts. 89 a 91)...................................................... 26

Seção II – Dos Territórios (art. 33)....................................... 15 Subseção I – Do Conselho da República (arts. 89 e 90)...... 26

Capítulo VI – Da intervenção (arts. 34 a 36).................... 15 Subseção II – Do Conselho de Defesa Nacional (art. 91)..... 26
Capítulo VII – Da administração pública (arts. 37 a 43).... 16 Capítulo III – Do Poder Judiciário (arts. 92 a 126)............ 26
Seção I – Disposições gerais (arts. 37 e 38)....................... 16 Seção I – Disposições gerais (arts. 92 a 100)..................... 26
Seção II – Dos servidores públicos (arts. 39 a 41).............. 18 Seção II – Do Supremo Tribunal Federal (arts. 101 a
103-B)............................................................................... 29
Seção III – Dos militares dos Estados, do Distrito Federal
e dos Territórios (art. 42).................................................... 19 Seção III – Do Superior Tribunal de Justiça (arts. 104 e
105)................................................................................... 31
Seção IV – Das regiões (art. 43)......................................... 20
Seção IV – Dos Tribunais Regionais Federais e dos Juí-
TÍTULO IV – DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES zes Federais (arts. 106 a 110)............................................ 31

Arts. 44 a 135................................................................ 20 Seção V – Do Tribunal Superior do Trabalho, dos Tribu-
nais Regionais do Trabalho e dos Juízes do Trabalho
Capítulo I – Do Poder Legislativo (arts. 44 a 75).............. 20 (arts. 111 a 117)................................................................ 32
3

VADE MECUM POLICIAL.indb 3 10/01/2017 08:45:06
ÍNDICE SISTEMÁTICO DA CF

Seção VI – Dos Tribunais e Juízes Eleitorais (arts. 118 a TÍTULO VII – DA ORDEM ECONÔMICA E FINANCEIRA
121)................................................................................... 33
Arts. 170 a 192.............................................................. 45
Seção VII – Dos tribunais e Juízes Militares (arts. 122 a
124)................................................................................... 34 Capítulo I – Dos princípios gerais da atividade econô-
mica (arts. 170 a 181)..................................................... 45
Seção VIII – Dos Tribunais e Juízes dos Estados (arts.
125 e 126)......................................................................... 34 Capítulo II – Da política urbana (arts. 182 e 183)............. 46
Capítulo IV – Das funções essenciais à justiça (arts. Capítulo III – Da política agrícola e fundiária e da re-
127 a 135)...................................................................... 34 forma agrária (arts. 184 a 191)........................................ 47
Seção I – Do Ministério Público (arts. 127 a 130-A)............ 34
Capítulo IV – Do sistema financeiro nacional (art. 192).... 47
Seção II – Da Advocacia Pública (arts. 131 e 132)............. 35
Seção III – Da Advocacia (art. 133).................................... 36 TÍTULO VIII – DA ORDEM SOCIAL
Seção IV – Da Defensoria Pública (arts. 134 e 135)............ 36 Arts. 193 a 232.............................................................. 47
Capítulo I – Disposição geral (art. 193)............................ 47
TÍTULO V – DA DEFESA DO ESTADO
E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS Capítulo II – Da seguridade social (arts. 194 a 204)......... 47

Arts. 136 a 144.............................................................. 36 Seção I – Disposições gerais (arts. 194 e 195)................... 47

Capítulo I – Do estado de defesa e do estado de sítio Seção II – Da saúde (arts. 196 a 200)................................ 48
(arts. 136 a 141)............................................................. 36
Seção III – Da previdência social (arts. 201 e 202).............. 49
Seção I – Do estado de defesa (art. 136)........................... 36
Seção IV – Da assistência social (arts. 203 e 204).............. 50
Seção II – Do estado de sítio (arts. 137 a 139)................... 36
Capítulo III – Da educação, da cultura e do desporto
Seção III – Disposições gerais (arts. 140 e 141)................. 36 (arts. 205 a 217)............................................................. 50
Capítulo II – Das Forças Armadas (arts. 142 e 143)........ 37 Seção I – Da educação (arts. 205 a 214)........................... 50
Capítulo III – Da segurança pública (art. 144).................. 37 Seção II – Da cultura (arts. 215 a 216-A)............................ 51
Seção III – Do desporto (art. 217)....................................... 52
TÍTULO VI – DA TRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO
Capítulo IV – Da ciência, tecnologia e inovação (arts.
Arts. 145 a 169.............................................................. 38
218 e 219-B).................................................................. 52
Capítulo I – Do sistema tributário nacional (arts. 145 a
162)................................................................................ 38 Capítulo V – Da comunicação social (arts. 220 a 224).... 53

Seção I – Dos princípios gerais (arts. 145 a 149-A)............ 38 Capítulo VI – Do meio ambiente (art. 225)....................... 53
Seção II – Das limitações do poder de tributar (arts. 150 Capítulo VII – Da família, da criança, do adolescente,
a 152)................................................................................ 39 do jovem e do idoso (arts. 226 a 230)............................ 54
Seção III – Dos impostos da União (arts. 153 e 154).......... 39 Capítulo VIII – Dos índios (arts. 231 a 232)...................... 55
Seção IV – Dos impostos dos Estados e do Distrito Fe-
deral (art. 155)................................................................... 40 TÍTULO IX – DAS DISPOSIÇÕES
Seção V – Dos impostos dos Municípios (art. 156)............ 41 CONSTITUCIONAIS GERAIS
Seção VI – Da repartição das receitas tributárias (arts. Arts. 233 a 250.............................................................. 55
157 a 162)......................................................................... 42
Capítulo II – Das finanças públicas (arts. 163 a 169)....... 43 Ato das Disposições
Seção I – Normas gerais (art. 163 e 164)........................... 43 Constitucionais Transitórias
Seção II – Dos orçamentos (arts. 165 a 169)..................... 43 Arts. 1º a 114................................................................. 56

4

VADE MECUM POLICIAL.indb 4 10/01/2017 08:45:06
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
FEDERATIVA DO BRASIL
Promulgada em 05.10.1988

Preâmbulo èè v. Lei 9.709/1998 – Regulamenta a execução do disposto IX – cooperação entre os povos para o progresso
nos incisos I, II e da humanidade;
Nós, representantes do povo brasileiro, reuni-
dos em Assembleia Nacional Constituinte para III do art. 14 da CF. X – concessão de asilo político.
èè v. Art. 14 da CF/1988. èè v. Arts. 28, 29 e 30 da Lei 6.815/1980.
instituir um Estado Democrático, destinado a
èè v. Art. 3º, II, da Lei 9.474/1997.
assegurar o exercício dos direitos sociais e in- Art. 2º São Poderes da União, independentes
dividuais, a liberdade, a segurança, o bem-es- e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo Parágrafo único. A República Federativa do
tar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça e o Judiciário. Brasil buscará a integração econômica, política,
como valores supremos de uma sociedade fra- èè v. Súmula 649 do STF. social e cultural dos povos da América Latina, vi-
terna, pluralista e sem preconceitos, fundada sando à formação de uma comunidade latino-a-
èè v. Arts. 34, V e VI, 60, § 4º, III, 68, 99, 105, I, g, da
na harmonia social e comprometida, na ordem mericana de nações.
CF/1988.
interna e internacional, com a solução pacífica èè v. Tratado de Assunção – Mercosul e o Tratado Constitu-
das controvérsias, promulgamos, sob a prote- Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da tivo da União de Nações sul-americanas – Unasul.
ção de Deus, a seguinte Constituição da Repú- República Federativa do Brasil:
blica Federativa do Brasil. I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; Título II
Título I
II – garantir o desenvolvimento nacional; Dos direitos e garantias
Dos princípios fundamentais
èè v. Arts. 23, parágrafo único, e 174 da CF/1988.
fundamentais
III – erradicar a pobreza e a marginalização e re-
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada duzir as desigualdades sociais e regionais; Capítulo I
pela união indissolúvel dos Estados e Municípios èè v. Arts. 79 a 82 do ADCT. Dos direitos e deveres individuais
e do Distrito Federal, constitui-se em Estado De- èè v. LC 111/2001 – Fundo de Combate e Erradicação da e coletivos
mocrático de Direito e tem como fundamentos: Pobreza.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem dis-
I – a soberania; IV – promover o bem de todos, sem preconcei- tinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
èè Arts. 5º, 13, 14, 20, 21, 27, § 4º, 34, 61, § 2º, e 84, tos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer brasileiros e aos estrangeiros residentes no País
da CF/1988. outras formas de discriminação. a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
èè v. Arts. 236, § 2º e 960, do NCPC. èè v. Lei 11.340/2011 – Lei Maria da Penha. igualdade, à segurança e à propriedade, nos ter-
èè v. Arts. 780 a 790 do CPP . èè v. Lei 8.081/1990 – Crimes e penas aplicáveis aos atos mos seguintes:
èè v. Resolução do STJ 9/2005. discriminatórios ou de preconceito de raça, cor, religião, èè v. Súmula Vinculante 6 do STF.

II – a cidadania; etnia ou procedência nacional, praticados pelos meios de èè v. Súmula 683 do STF.
comunicação ou por publicação de qualquer natureza.
èè v. Arts. 5º, LXXVII e 205 da CF/1988. èè v. Arts. 7º, XXX, 19, III, 37, XXI, 150, II, da CF/1988.
èè v. Lei 7.716/1989 – Define os crimes resultantes de pre-
èè v. Lei 9.265/1996 – Gratuidade dos atos necessários ao èè v. Lei 13.185/2015 – Lei do Bullying.
conceito de raça ou de cor.
exercício da cidadania. èè v. Art. 4º, I, do CDC.
èè v. Decreto 7.388/2010 – Composição, estruturação,
III – a dignidade da pessoa humana; èè v. Art. 139, I, do NCPC.
competências e funcionamento do Conselho Nacional de
èè v. Súmulas Vinculantes 11, 14 do STF. èè v. Lei 13.146/2015 – Estatuto da Pessoa com Deficiência.
Combate à Discriminação – CNCD.
èè v. Arts. 34, VII, b, 226, § 7º, 227 e 230 da CF/1988. èè v. Lei 8.899/1994 – Concede passe livre às pessoas por-
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se tadoras de deficiência no sistema de transporte coletivo
èè v. Art. 350 do CP . nas suas relações internacionais pelos seguintes
interestadual.
èè v. Art. 284 do CPP . princípios:
èè v. Lei 1.060/1950 – Estabelece normas para a concessão
èè v. Art. 234, § 1º, do CPPM. I – independência nacional; de assistência judiciária aos necessitados.
èè v. Lei 11.340/2006 – Lei Maria da Penha. èè v. Arts. 91, 136 e 137 da CF/1988. èè I – homens e mulheres são iguais em direitos e obriga-
èè v. Art. 4º, a, da Lei 4.898/1965. èè v. Lei 8.183/1991 – Organização e o funcionamento do ções, nos termos desta Constituição;
èè v. Decreto 678/1992 – Promulga a Convenção Americana Conselho de Defesa Nacional. èè v. Arts. 143, § 2º e 226, § 5º, da CF/1988.
sobre Direitos Humanos – Pacto de São José da Costa Rica. II – prevalência dos direitos humanos; èè v. Art. 372 da CLT.
èè v. Decreto 592/1992 – Pacto Internacional sobre Direitos
èè v. Decreto 678/1992 – Convenção Americana sobre Direi- II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de
Civis e Políticos. tos Humanos – Pacto de São José da Costa Rica. fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
èè v. ADIn 3.510 (D.J.E. 5.6.2008), o STF decidiu pela
III – autodeterminação dos povos; èè v. Súmula Vinculante 44 do STF.
constitucionalidade do art. 5º da Lei 11.105/2005 – Lei
IV – não intervenção; èè v. Súmulas 636 e 686 do STF.
de Biossegurança, sob a justificativa de que as pesquisas
com células-tronco embrionárias não violam o princípio V – igualdade entre os Estados; III – ninguém será submetido a tortura nem a tra-
da dignidade da pessoa humana. èè v. Decreto 3.810/2001 – Promulga o Acordo de Assis-
tamento desumano ou degradante;
IV – os valores sociais do trabalho e da livre-i- tência Judiciária em Matéria Penal entre o Governo da èè v. Súmula Vinculante 11 do STF.

niciativa; República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados èè v. Art. 350 do CP .
èè v. Arts. 6º a 11 e 170 da CF/1988. Unidos da América. èè v. Art. 284 do CPP .
V – o pluralismo político. VI – defesa da paz; èè v. Art. 234, § 1º, do CPPM.

èè v. Lei 9.096/1995 – Lei dos Partidos Políticos. VII – solução pacífica dos conflitos; èè v. Lei 13.185/2015 – Lei do Bullying

èè v. Lei 9.504/1997 – Estabelece normas para as eleições. èè v. Lei 9.455/1997 – Define os crimes de tortura.
VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
èè v. art. 4º, a, da Lei 4.898/1965.
Parágrafo único. Todo o poder emana do èè v. Decreto 6.5810/1969 – Convenção Internacional sobre

povo, que o exerce por meio de representantes a Eliminação de todas as formas de Discriminação Racial. IV – é livre a manifestação do pensamento,
eleitos ou diretamente, nos termos desta Cons- èè v. Lei 13.260/2016 – Disciplina o Terrorismo (Regula- sendo vedado o anonimato;
tituição. menta o inc. XLIII do art. 5º da CF/1988). èè v. Art. 220, § 1º, da CF/1988.

5

VADE MECUM POLICIAL.indb 5 10/01/2017 08:45:07
ART. 5º CONSTITUIÇÃO FEDERAL

èè v. ADPF 130 (D.J.E. 6.11.2009), o STF decidiu que èè v. Lei 9.296/1996 – Regulamenta o inciso XII, parte final, e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os
todo o conjunto de dispositivos da Lei de Imprensa – Lei do art. 5º da CF/1988. casos previstos nesta Constituição;
5.250/1967, não foi recepcionado pela CF/1988. èè v. Lei 4.117/1962 – Código Brasileiro de Telecomunica- èè v. Súmulas 23, 111, 164, 345, 378, 416, 561, 618 e 652

èè V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao ções. do STF.
agravo, além da indenização por dano material, moral ou èè v. Art. 17-B, da Lei 6.913/1998. èè v. Súmulas 12, 56, 69, 70, 101, 113 e 114 do STJ.
CF

à imagem; èè v. Lei 12.695/2012 – Apoio técnico ou financeiro da èè v. Arts. 184 e 185 da CF/1988.
èè v. Súmulas 227 e 388 do STJ. União no âmbito do Plano de Ações Articuladas. èè v. Art. 1.275, V, do CC.
èè v. Art. 17 da CF/1988. èè v. Art. 1º, § 2º, da Lei 12.830/2013.
èè v. Lei 4.132/1962 – Desapropriação por interesse social.
èè v. Súmulas 37, 362 e 403 do STJ. èè v. Art. 3º, IV, da Lei 12.850/2013.
èè v. Decreto 3.365/1941 – Desapropriações por utilidade
èè v. Lei 13.188/2015 – Dispõe sobre o direito de èè v. Resolução CNJ 59/2008 – Disciplina e uniformiza o pública.
resposta ou retificação do ofendido em matéria procedimento de interceptação de comunicações telefô- èè v. LC 76/1993 – Procedimento para o processo de desa-
divulgada, publicada ou transmitida por veículo de nicas (Lei 9.296/1996). propriação de imóvel rural para fins de reforma agrária.
comunicação social.
XIII – é livre o exercício de qualquer trabalho, ofí- XXV – no caso de iminente perigo público, a au-
èè v. Art. 6º da Lei 8.159/1991.
cio ou profissão, atendidas as qualificações pro- toridade competente poderá usar de proprie-
VI – é inviolável a liberdade de consciência e de fissionais que a lei estabelecer; dade particular, assegurada ao proprietário inde-
crença, sendo assegurado o livre exercício dos èè v. Arts. 7º, II, §§ 6º e 7º da Lei 8.906/1994.
nização ulterior, se houver dano;
cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a
XIV – é assegurado a todos o acesso à informa- èè v. Art. 22, III, da CF/1988.
proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
ção e resguardado o sigilo da fonte, quando ne- XXVI – a pequena propriedade rural, assim de-
èè v. Art. 19, I, da CF/1988.
cessário ao exercício profissional; finida em lei, desde que trabalhada pela família,
èè v. Art. 208 do CP . èè v. Art. 154 do CP
. não será objeto de penhora para pagamento de
VII – é assegurada, nos termos da lei, a presta- èè v. Lei 12.527/2011 – Lei de Acesso à Informação. débitos decorrentes de sua atividade produtiva,
ção de assistência religiosa nas entidades civis e èè v. Decreto 7.724/2012 – Regulamenta a Lei de Acesso dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu
militares de internação coletiva; à Informação. desenvolvimento;
èè v. Lei 6.923/1981 – Serviço de Assistência Religiosa nas
XV – é livre a locomoção no território nacional em èè v. Art. 4º da Lei 8.629/1993.
Forças Armadas.
tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos XXVII – aos autores pertence o direito exclusivo
èè v. Lei 9.982/2000 – Prestação de assistência religiosa nas
termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele de utilização, publicação ou reprodução de suas
entidades hospitalares nos estabelecimentos prisionais sair com seus bens; obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo
civis e militares.
èè v. Arts. 137 e 139 da CF/1988. que a lei fixar;
VIII – ninguém será privado de direitos por motivo èè v. Súmula 286 do STF.
XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem
de crença religiosa ou de convicção filosófica ou
armas, em locais abertos ao público, indepen- èè v. Súmulas 63, 228 e 261 do STJ.
política, salvo se as invocar para eximir-se de obri-
dentemente de autorização, desde que não frus- èè v. Art. 184 do CP
.
gação legal a todos imposta e recusar-se a cum-
trem outra reunião anteriormente convocada èè v. Lei 9.610/1998 – Direitos Autorais.
prir prestação alternativa, fixada em lei;
para o mesmo local, sendo apenas exigido pré-
èè v. Art. 143 da CF/1988. XXVIII – são assegurados, nos termos da lei:
vio aviso à autoridade competente;
èè v. Art. 438 do CPP. a) a proteção às participações individuais em
èè v. Art. 139, IV, da CF/1988.

IX – é livre a expressão da atividade intelectual, obras coletivas e à reprodução da imagem e voz
XVII – é plena a liberdade de associação para fins humanas, inclusive nas atividades desportivas;
artística, científica e de comunicação, indepen-
lícitos, vedada a de caráter paramilitar;
dentemente de censura ou licença; b) o direito de fiscalização do aproveitamento
èè v. Arts. 53 a 61 do CC.
èè v. Art. 220 da CF/1988. econômico das obras que criarem ou de que
èè v. Lei 9.610/1998 – Direitos Autorais.
XVIII – a criação de associações e, na forma da participarem aos criadores, aos intérpretes e às
lei, a de cooperativas independem de autoriza- respectivas representações sindicais e associa-
X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a ção, sendo vedada a interferência estatal em seu tivas;
honra e a imagem das pessoas, assegurado o funcionamento;
direito a indenização pelo dano material ou moral XXIX – a lei assegurará aos autores de inventos
èè v. Lei 5.764/1971 – Política Nacional do Cooperativismo.
decorrente de sua violação; industriais privilégio temporário para sua utiliza-
èè v. Lei 9.867/1999 – Cooperativas Sociais.
èè v. Súmula Vinculante 11 do STF.
ção, bem como proteção às criações industriais,
èè v. Súmula 714 do STF.
XIX – as associações só poderão ser compulso- à propriedade das marcas, aos nomes de em-
riamente dissolvidas ou ter suas atividades sus- presas e a outros signos distintivos, tendo em
èè v. Súmulas 227 e 403 do STJ.
pensas por decisão judicial, exigindo-se, no pri- vista o interesse social e o desenvolvimento tec-
èè v. Arts. 20 e 21 do CC.
meiro caso, o trânsito em julgado; nológico e econômico do País;
èè v. Lei 13.185/2015 – Lei do Bullying.
èè v. Art. 61 do CC. èè v. Lei 9.279/1996 – Lei de Propriedade Industrial.
èè v. art. 4º, a, da Lei 4.898/1965.
èè v. Art. 3º do Dec.-lei 41/1966. XXX – é garantido o direito de herança;
XI – a casa é asilo inviolável do indivíduo, nin- èè v. Art. 1.784 e ss. do CC.
XX – ninguém poderá ser compelido a associar-
guém nela podendo penetrar sem consenti- èè v. Arts. 615 e ss., do NCPC.
se ou a permanecer associado;
mento do morador, salvo em caso de flagrante
èè v. Lei 8.971/1994 – Direito dos companheiros a alimen-
delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, XXI – as entidades associativas, quando expres-
samente autorizadas, têm legitimidade para re- tos e à sucessão.
durante o dia, por determinação judicial;
èè v. Art. 150 do CP . presentar seus filiados judicial ou extrajudicial- XXXI – a sucessão de bens de estrangeiros si-
mente; tuados no País será regulada pela lei brasileira
èè v. Arts. 240 a 250, 283, § 2º, 301 e ss. do CPP
.
èè v. Súmula 629 do STF. em benefício do cônjuge ou dos filhos brasilei-
èè v. Art. 7º, II, da Lei 8.906/1994.
èè v. Art. 82, IV, do CDC. ros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei
XII – é inviolável o sigilo da correspondência e pessoal do de cujus;
èè v. Art. 18 do NCPC.
das comunicações telegráficas, de dados e das èè v. Art. 10, §§ 1º E 2º, da LINDB.
èè v. Art. 5º, V, da Lei 7.347/1985.
comunicações telefônicas, salvo, no último caso,
èè v. Art. 21 da Lei 12.016/2009. XXXII – o Estado promoverá, na forma da lei, a
por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que
èè v. Art. 12, III, da Lei 13.300/2016.
defesa do consumidor;
a lei estabelecer para fins de investigação crimi-
èè v. Art. 21 da Lei 7.347/1985.
nal ou instrução processual penal; XXII – é garantido o direito de propriedade;
èè v. Lei 8.078/1990 – Proteção do consumidor.
èè v. Arts. 136, 139, iii da CF/1988. èèv. Art. 1.228, § 1º, do CC.
èè v. Lei 12.529/2011 – Sistema Brasileiro de Defesa da
èè v. Arts. 151 e 152 do CP . XXIII – a propriedade atenderá a sua função social; Concorrência.
èè v. LC 105/2001 – Sigilo das operações de instituições
èè v. Arts. 182, § 2º, e 186 da CF/1988. èè v. Decreto 7.962/2013 – Regulamenta a Lei 8.078/1990,
financeiras.
èè v. Art. 9º da Lei 8.629/1993. para dispor sobre a contratação no comércio eletrônico.
èè v. Decreto 3.724/2001 – Regulamenta o art. 6º da LC
èè v. Lei 4.132/1962 – Desapropriação por interesse social.
105/2001, relativamente à requisição, acesso e uso, pela XXXIII – todos têm direito a receber dos órgãos
Secretaria da Receita Federal, de informações referentes XXIV – a lei estabelecerá o procedimento para públicos informações de seu interesse particular,
a operações e serviços das instituições financeiras e das desapropriação por necessidade ou utilidade ou de interesse coletivo ou geral, que serão pres-
entidades a elas equiparadas. pública, ou por interesse social, mediante justa tadas no prazo da lei, sob pena de responsabili-

6

VADE MECUM POLICIAL.indb 6 10/01/2017 08:45:07
CONSTITUIÇÃO FEDERAL ART. 5º
dade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja impres- XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e in- envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e
cindível à segurança da sociedade e do Estado; suscetíveis de graça ou anistia a prática da tor- drogas afins, na forma da lei;
èè v. Súmula Vinculante 14 do STF. tura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas èè v. Art. 12, § 2º, II, da CF/1988.

èè v. Súmula 2 do STJ. afins, o terrorismo e os definidos como crimes
LII – não será concedida extradição de estran-
èè v. Art. 5º, LXXII e LXXVII, da CF/1988.
hediondos, por eles respondendo os mandan-
geiro por crime político ou de opinião;

CF
tes, os executores e os que, podendo evitá-los,
èè v. Lei 4.504/1964 – Estatuto da terra. èè v. Art. 77, VII, da Lei 6.815/1980.
se omitirem;
èè v. Lei 8.629/1993 – Regulamentação dos dispositivos
èè v. Súmula 512 do STJ.
LIII – ninguém será processado nem sentenciado
constitucionais relativos à reforma agrária (Capítulo III, senão pela autoridade competente;
èè v. Lei 11.343/2006 – Lei de Drogas.
Título VII, da CF/1988). èè v. Art. 5º, XXXVII, da CF/1988.
èè v. Lei 9.455/1997 – Crimes de Tortura.
èè v. Lei 9.507/1997 – Direito de acesso a informação – Pro-
èè v. Súmula 704 do STF.
cesso do habeas data. èè v. Lei 8.072/1990 – Crimes Hediondos.
èè v. Art. 399, § 2º, do CPP .
èè v. Lei 10.257/2001 – Estatuto da Cidade. èè v. Lei 13.260/2016 – Disciplina o Terrorismo (Regula-

èè v. Lei 12.527/2011 – Lei de Acesso à Informação. menta o inc. XLIII do art. 5º da CF/1988). LIV – ninguém será privado da liberdade ou de
seus bens sem o devido processo legal;
èè v. Decreto 7.724/2012 – Regulamenta a Lei de Acesso XLIV – constitui crime inafiançável e imprescrití-
èè v. Súmulas Vinculantes 3, 5 e 14 do STF.
à Informação. vel a ação de grupos armados, civis ou militares,
èè v. Súmula 704 do STF.
èè v. Arts. 6º, parágrafo único, e 7º, XIII e XIV, da Lei contra a ordem constitucional e o Estado Demo-
8.906/1994. crático; èè v. Súmula 265 do STJ.

èè v. Lei 9.784/1999 – Regula o processo administrativo no
XXXIV – são a todos assegurados, independen- XLV – nenhuma pena passará da pessoa do con-
temente do pagamento de taxas: denado, podendo a obrigação de reparar o dano âmbito da Administração Pública Federal.
èè v. Arts. 6º, parágrafo único e 7º, XIII e XIV, da Lei
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em e a decretação do perdimento de bens ser, nos
termos da lei, estendidas aos sucessores e con- 8.906/1994.
defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso
tra eles executadas, até o limite do valor do patri- èè v. Art. 110 do ECA.
de poder;
èè v. Súmula Vinculante 21 do STF.
mônio transferido; LV – aos litigantes, em processo judicial ou ad-
èè v. Súmula 373 do STJ. XLVI – a lei regulará a individualização da pena e ministrativo, e aos acusados em geral são asse-
èè v. Art. 5º, LV, da CF/1988.
adotará, entre outras, as seguintes: gurados o contraditório e ampla defesa, com os
èè v. Súmulas Vinculantes 9 e 26 do STF. meios e recursos a ela inerentes;
b) a obtenção de certidões em repartições públi-
èè v. Arts. 33 e 59 do CP . èè v. Súmulas Vinculantes 3, 14, 21, 24 e 28 do STF.
cas, para defesa de direitos e esclarecimento de
èè v. Lei 12.433/2011 – Remição de parte do tempo de èè v. Súmulas 701, 704, 705, 707, 708 e 712 do STF.
situações de interesse pessoal;
execução da pena por estudo ou por trabalho. èè v. Súmulas 196, 265, 312 e 373 do STJ.
èè v. Lei 9.051/1995 – Expedição de certidões para a defesa

de direitos e esclarecimentos de situações. èè v. Art. 2º da Lei 8.072/1990. èè v. Art. 261 do CPP .
èè v. Art. 42 da Lei 9.784/1999. èè v. Arts. 58, 66, III, b e 127 da Lei 7.210/1984. èè v. Art. 2º da Lei 9.784/1999.

èè v. Art. 116, V, b, da Lei 8.112/1990. a) privação ou restrição da liberdade; èè v. Arts. 6º, parágrafo único e 7º, XIII e XIV, da Lei

XXXV – a lei não excluirá da apreciação do Poder 8.906/1994.
b) perda de bens;
Judiciário lesão ou ameaça a direito; èè v. Súmula 527 do STJ.
LVI – são inadmissíveis, no processo, as provas
èè v. Súmula Vinculante 28 do STF. obtidas por meios ilícitos;
c) multa;
èè v. Súmulas 2, 202 do STJ. èè v. Arts. 369 e ss. do NCPC.
d) prestação social alternativa; èè v. Art. 157 do CPP
èè v. Art. 217, § 1º, da CF/1988. .
èè v. Art. 7º, § 1º, da Lei 11.417/2011.
e) suspensão ou interdição de direitos;
LVII – ninguém será considerado culpado até
XXXVI – a lei não prejudicará o direito adquirido, o XLVII – não haverá penas: o trânsito em julgado de sentença penal con-
èè v. Súmula Vinculante 26 do STF. denatória;
ato jurídico perfeito e a coisa julgada;
èè v. Arts. 33 e 59 do CP . èè v. Súmula 9 do STJ.
èè v. Súmulas Vinculantes 1 e 9 do STF.

èè v. Súmulas 654, 667, 678 e 684 do STF. èè v. Art. 2º da Lei 8.072/1990. èè v. Art. 8º, § 2º, do Pacto de São José da Costa Rica.

èè v. Art. 502 do NCPC. èè v. Art. 63, III, b, da Lei 7.210/1984. èè v. Resolução CNJ 213/2015.

èè v. Art. 6º da LINDB. a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, LVIII – o civilmente identificado não será subme-
XXXVII – não haverá juízo ou tribunal de exceção; nos termos do art. 84, XIX; tido a identificação criminal, salvo nas hipóteses
èè v. Art. 5º, LIII, da CF/1988.
èè v. Arts. 55 a 57 do CPM. previstas em lei;
èè v. Art. 136, § 3º, IV, da CF/1988.
XXXVIII – é reconhecida a instituição do júri, com b) de caráter perpétuo;
èè v. Lei 12.037/2009 – Identificação criminal do civilmente
a organização que lhe der a lei, assegurados: c) de trabalhos forçados;
identificado.
èè v. Súmula Vinculante 45 do STF. d) de banimento; èè v. Lei 12.654/2012 – Prevê a coleta de perfil genético
èè v. Súmula 721 do STF.
e) cruéis; como forma de identificação criminal.
èè v. Arts. 74, 406 a 497 do CPP
.
XLVIII – a pena será cumprida em estabelecimen- LIX – será admitida ação privada nos crimes
a) a plenitude de defesa; tos distintos, de acordo com a natureza do de- de ação pública, se esta não for intentada no
b) o sigilo das votações; lito, a idade e o sexo do apenado; prazo legal;
èè v. Lei 7.210/1984 – Lei de Execução Penal(LEP). èè v. Art. 100, § 3º, do CP
.
c) a soberania dos veredictos;
d) a competência para o julgamento dos crimes XLIX – é assegurado aos presos o respeito à in- èè v. Art. 29 do CPP .
dolosos contra a vida; tegridade física e moral; LX – a lei só poderá restringir a publicidade dos
èè v. Súmula Vinculante 11 do STF.
XXXIX – não há crime sem lei anterior que o de- atos processuais quando a defesa da intimidade
fina, nem pena sem prévia cominação legal; èè v. Art. 350 do CP . ou o interesse social o exigirem;
èè v. Art. 1º do CP
. èè v. Art. 284 do CPP . èè v. Art. 93, IX, da CF/1988.

èè v. Art. 234, § 1º, do CPPM. èè v. Art. 189 do NCPC.
XL – a lei penal não retroagirá, salvo para bene-
ficiar o réu; èè v. Art. 4º, a, da Lei 4.898/1965. èè v. Arts. 20 e 792 do CPP .
èè v. Art. 40 da Lei 7.210/1984. èè v. Art. 143 do ECA.
XLI – a lei punirá qualquer discriminação atenta-
tória dos direitos e liberdades fundamentais; L – às presidiárias serão asseguradas condições LXI – ninguém será preso senão em flagrante de-
èè v. Lei 12.288/2010 – Estatuto da Igualdade Racial. para que possam permanecer com seus filhos lito ou por ordem escrita e fundamentada de au-
XLII – a prática do racismo constitui crime inafian- durante o período de amamentação; toridade judiciária competente, salvo nos casos
èè v. Art. 9º do ECA. de transgressão militar ou crime propriamente
çável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão,
nos termos da lei; èè v. Arts. 83 a 89 da Lei 7.210/1984. militar, definidos em lei;
èè v. Lei 13.185/2015 – Lei do Bullying. èè v. Súmula 9 do STJ.
LI – nenhum brasileiro será extraditado, salvo o
èè v. Lei 7.716/1989 – Define os crimes resultantes de pre- naturalizado, em caso de crime comum, prati- èè v. Arts. 283 e 301 a 310 do CPP
.
conceito de raça ou de cor. cado antes da naturalização, ou de comprovado èè v. Decreto 1.001/1969 – Código Penal Militar.

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VADE MECUM POLICIAL.indb 7 10/01/2017 08:45:07
ART. 6º CONSTITUIÇÃO FEDERAL

èè v. Decreto 1.002/1969 – Código de Processo Penal b) organização sindical, entidade de classe ou èè v. Lei 9.265/1996 – Gratuidade dos atos necessários ao
Militar. associação legalmente constituída e em funcio- exercício da cidadania.
LXII – a prisão de qualquer pessoa e o local onde namento há pelo menos um ano, em defesa dos èè v. Arts. 2º e 62 da Lei 9.099/1995.

se encontre serão comunicados imediatamente interesses de seus membros ou associados; èè v. Art. 8º, § 1º, do Pacto de São José da Costa Rica.

ao juiz competente e à família do preso ou à pes- èè v. Súmula 629 do STF.
§ 1º As normas definidoras dos direitos e garan-
CF

soa por ele indicada; LXXI – conceder-se-á mandado de injunção tias fundamentais têm aplicação imediata.
èè v. Art. 306 do CPP
. sempre que a falta de norma regulamentadora
§ 2º Os direitos e garantias expressos nesta
LXIII – o preso será informado de seus direi- torne inviável o exercício dos direitos e liberdades
Constituição não excluem outros decorrentes do
tos, entre os quais o de permanecer calado, constitucionais e das prerrogativas inerentes à
regime e dos princípios por ela adotados, ou dos
sendo-lhe assegurada a assistência da família nacionalidade, à soberania e à cidadania;
tratados internacionais em que a República Fe-
èè v. Arts. 102, I, q, 105, I, h, 121, § 4º, V, da CF/1988.
e de advogado; derativa do Brasil seja parte.
èè v. Lei 8.038/1990 – Normas procedimentais para proces-
èè v. Art. 289-A, § 4º, do CPP
.
sos no STF e STJ. § 3º Os tratados e convenções internacionais
èè v. Resolução do CFOAB 2/2015 – Novo Código de Ética
sobre direitos humanos que forem aprovados,
èè v. Lei 13.300/2016 – Disciplina o processo e o julga-
e Disciplina da OAB. em cada Casa do Congresso Nacional, em dois
èè v. Provimento do CFOAB 166/2015 – Advocacia Pro
mento dos mandados de injunção individual e coletivo.
turnos, por três quintos dos votos dos respec-
Bono. LXXII – conceder-se-á habeas data: tivos membros, serão equivalentes às emendas
LXIV – o preso tem direito à identificação dos res- èè v. Lei 12.528/2012 – Comissão Nacional da Verdade. constitucionais.
ponsáveis por sua prisão ou por seu interroga- èè v. Lei 9.507/1997 – Regula o direito de acesso a informa- èè § 3º acrescentado pela EC 45/2004.

tório policial; ções e disciplina o rito processual do habeas data. èè v. Lei 13.146/2015 – Estatuto da Pessoa com Deficiência.
èè v. Decreto 7.919/2013 – Remaneja temporariamente car-
LXV – a prisão ilegal será imediatamente relaxada èè v. Decreto Legislativo 186/2008 – Aprova o texto da Con-

pela autoridade judiciária; gos em comissão para atividades da Comissão Nacional venção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e
da Verdade. de seu Protocolo Facultativo.
èè v. Súmula 697 do STF.

èè v. Art. 310, I, do CPP
. a) para assegurar o conhecimento de informa- èè v. Decreto 6.949/2009 – Promulga a Convenção Interna-

ções relativas à pessoa do impetrante, constan- cional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e
LXVI – ninguém será levado à prisão ou nela tes de registros ou bancos de dados de entida- seu Protocolo Facultativo.
mantido, quando a lei admitir a liberdade provi- des governamentais ou de caráter público;
sória, com ou sem fiança; § 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal
èè v. Súmula 2 do STJ.
èè v. Art. 310, III e 321 a 350 do CPP
Penal Internacional a cuja criação tenha manifes-
.
b) para a retificação de dados, quando não se tado adesão.
LXVII – não haverá prisão civil por dívida, salvo a prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou èè § 4º acrescentado pela EC 45/2004.
do responsável pelo inadimplemento voluntário e administrativo; èè v. Decreto 4.388/2002 – Promulga o Estatuto de Roma do
inescusável de obrigação alimentícia e a do de-
LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para Tribunal Penal Internacional.
positário infiel;
èè v. Súmula Vinculante 25 do STF.
propor ação popular que vise a anular ato le-
sivo ao patrimônio público ou de entidade de
Capítulo II
èè v. Súmulas 304, 309 e 419 do STJ.
que o Estado participe, à moralidade adminis-
Dos direitos sociais
èè v. Arts. 647 a 652 do CC.
trativa, ao meio ambiente e ao patrimônio his- èè v. Lei 13.189/2015 – Institui o Programa de Proteção ao
èè v. Art. 528, § 3º, do NCPC. tórico e cultural, ficando o autor, salvo com- Emprego (PPE).
èè v. Lei 5.478/1968 – Lei de Alimentos. provada má-fé, isento de custas judiciais e do Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde,
èè v. Decreto-lei 911/1969 – Altera a redação do art. 66, da ônus da sucumbência; a alimentação, o trabalho, a moradia, o trans-
Lei 4.728/1965. èè v. Súmula 101 do STF.
porte, o lazer, a segurança, a previdência social, a
èè v. Art. 7º, § 7º, do Pacto de São José da Costa Rica. èè v. Lei 4.717/1965 – Ação popular. proteção à maternidade e à infância, a assistência
èè v. Art. 11 do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e LXXIV – o Estado prestará assistência jurídica in- aos desamparados, na forma desta Constituição.
Políticos. tegral e gratuita aos que comprovarem insufici- èè Artigo com redação alterada pela EC 90/2015.

èè v. Lei 8.866/1994 – Sobre o depositário infiel de valor ência de recursos; èè v. Lei 11.888/2008 – Assegura às famílias de baixa renda
pertencente à Fazenda Pública. èè v. Súmula 110 do STJ. assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a
èè v. Lei 9.514/1997 – Sistema Financeiro Imobiliário.
èè v. Art. 134 da CF/1988.
construção de habitação de interesse social.
èè v. Lei 11.096/2005 – Institui o Programa Universidade
LXVIII – conceder-se-á habeas corpus sempre èè v. Lei 1.060/1950 – Lei de Assistência Judiciária.

que alguém sofrer ou se achar ameaçado de para todos – PROUNI.
èè v. LC 80/1994 – Organiza a Defensoria Pública da União,
sofrer violência ou coação em sua liberdade de do Distrito Federal e dos Territórios. Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; e rurais, além de outros que visem à melhoria de
LXXV – o Estado indenizará o condenado por
èè v. Súmulas 208, 299, 319, 344, 395, 431, 606, 690, 692,
erro judiciário, assim como o que ficar preso sua condição social:
693 a 695 e 994 do STF. além do tempo fixado na sentença; I – relação de emprego protegida contra despe-
èè v. Arts. 5º, LXXVII, 102, I, d, i, II, a, 105, I, c, II, a, 108, I, c, dida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de
èè v. Súmula 572 do STJ.
109, VII, 114, IV, 121, §§ 3º, 4º, V, 142, § 2º, da CF/1988. lei complementar, que preverá indenização com-
èè v. Art. 37, § 6º, da CF/1988.
èè v. Art. 654 do CPP . pensatória, dentre outros direitos;
èè v. Art. 630 do CPP .
èè v. Art. 1º, § 1º, da Lei 8.906/1994. èè v. Art. 10 do ADCT.
LXXVI – são gratuitos para os reconhecidamente
LXIX – conceder-se-á mandado de segurança pobres, na forma da lei: II – seguro-desemprego, em caso de desem-
para proteger direito líquido e certo, não ampa- prego involuntário;
èè v. Lei 9.265/1996 – Gratuidade dos atos necessários ao
rado por habeas corpus ou habeas data, quando èè v. Lei 10.779/2003 – Concessão do benefício de seguro-
exercício da cidadania.
o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder desemprego, durante o período de defeso, ao pescador
èè v. Lei 6.015/1973 – Registros Públicos.
for autoridade pública ou agente de pessoa jurí- profissional que exerce a atividade pesqueira de forma
dica no exercício de atribuições do Poder Público; a) o registro civil de nascimento; artesanal.
èè v. Súmulas 101, 248, 266, 267 a 271, 294, 299, 304, b) a certidão de óbito; èè v. Lei 8.900/1994 – Benefício do seguro-desemprego e

319, 330, 392, 405, 429, 430, 433, 474, 510, 512, 597, LXXVII – são gratuitas as ações de habeas cor- altera a Lei 7.998/1990.
622 a 625, 626, 627, 628, 629, 631, 632 e 701 do STF. èè v. Lei 7.998/1990 – Regula o Programa do Seguro-
pus e habeas data, e, na forma da lei, os atos
èè v. Súmulas 41, 105, 169, 177, 202, 213, 333, 376, 460 Desemprego, o Abono Salarial, institui o Fundo de
necessários ao exercício da cidadania;
do STJ. Amparo ao Trabalhador (FAT).
èè v. Lei 9.265/1996 – Gratuidade dos atos necessários ao
èè v. Lei 12.016/2009 – Mandado de Segurança.
exercício da cidadania. III – fundo de garantia do tempo de serviço;
LXX – o mandado de segurança coletivo pode LXXVIII – a todos, no âmbito judicial e adminis- èè v. Súmula 514 do STJ.

ser impetrado por: trativo, são assegurados a razoável duração do èè v. Lei 8.036/1990 – Fundo de Garantia do Tempo de

èè v. Súmula 630 do STF. processo e os meios que garantam a celeridade Serviço.
èè v. Lei 12.016/2009 – Mandado de Segurança. da sua tramitação. èè v. Súmula 353 do STJ.

a) partido político com representação no Con- èè Inciso LXXVIII acrescentado pela EC 45/2004. IV – salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente
gresso Nacional; èè v. Art. 139, II, do NCPC. unificado, capaz de atender a suas necessida-

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VADE MECUM POLICIAL.indb 8 10/01/2017 08:45:07
EMENDAS À CONSTITUIÇÃO
DA REPÚBLICA FEDERATIVA
DO BRASIL SELECIONADAS

VADE MECUM POLICIAL.indb 71 10/01/2017 08:45:15
VADE MECUM POLICIAL.indb 72 10/01/2017 08:45:15
EMENDAS À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
FEDERATIVA DO BRASIL SELECIONADAS**

Emenda Constitucional de Revisão V – a parcela do produto da arrecadação da con- EMENDA CONSTITUCIONAL DE REVISÃO
tribuição de que trata a Lei Complementar 7, de N. 2, DE 7 DE JUNHO DE 1994
EMENDA CONSTITUCIONAL DE REVISÃO 7 de setembro de 1970, devida pelas pessoas
A Mesa do Congresso Nacional, nos termos do
N. 1, DE 1º DE MARÇO DE 1994** jurídicas a que se refere o inciso III deste artigo, a
art. 60 da Constituição Federal, combinado com
qual será calculada, nos exercícios financeiros de o art. 3º do Ato das Disposições Constitucionais
A Mesa do Congresso Nacional, nos termos do
art. 60 da Constituição Federal, combinado com 1994 e 1995, mediante a aplicação da alíquota Transitórias, promulga a seguinte Emenda Cons-
o art. 3º do Ato das Disposições Constitucionais de setenta e cinco centésimos por cento sobre titucional:
Transitórias, promulga a seguinte Emenda Cons- a receita bruta operacional, como definida na le-
Art. 1º É acrescentada a expressão “ou quais-
titucional: gislação do imposto sobre renda e proventos de quer titulares de órgãos diretamente subordina-
Art. 1º Ficam incluídos os arts. 71, 72 e 73 no qualquer natureza; dos à Presidência da República” ao texto do art.
Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, VI – outras receitas previstas em lei específica. 50 da Constituição, que passa a vigorar com a
com a seguinte redação: redação seguinte:
§ 1º As alíquotas e a base de cálculo previstas
“Art. 71. Fica instituído, nos exercícios financei- nos incisos III e V aplicar-se-ão a partir do pri- “Art. 50. A Câmara dos Deputados e o Senado
ros de 1994 e 1995, o Fundo Social de Emer- meiro dia do mês seguinte aos noventa dias pos- Federal, ou qualquer de suas Comissões, pode-
gência, com o objetivo de saneamento finan- rão convocar Ministro de Estado ou quaisquer
teriores à promulgação desta Emenda.
ceiro da Fazenda Pública Federal e de estabi- titulares de órgãos diretamente subordinados à
lização econômica, cujos recursos serão apli- § 2º As parcelas de que tratam os incisos I, II, Presidência da República para prestarem, pes-
cados no custeio das ações dos sistemas de III e V serão previamente deduzidas da base de soalmente, informações sobre assunto previa-
saúde e educação, benefícios previdenciários e cálculo de qualquer vinculação ou participação mente determinado, importando em crime de
auxílios assistenciais de prestação continuada, constitucional ou legal, não se lhes aplicando responsabilidade a ausência sem justificação
inclusive liquidação de passivo previdenciário, o disposto nos arts. 158 II, 159, 212 e 239 da adequada.”
e outros programas de relevante interesse eco- Constituição. Art. 2º É acrescentada a expressão “ou a qual-
nômico e social. § 3º A parcela de que trata o inciso IV será pre- quer das pessoas referidas no caput deste ar-
Parágrafo único. Ao Fundo criado por este artigo viamente deduzida da base de cálculo das vincu- tigo” ao § 2º do art. 50, que passa a vigorar com
não se aplica, no exercício financeiro de 1994, o a redação seguinte:
lações ou participações constitucionais previstas
disposto na parte final do inciso II do § 9º do art. nos arts. 153, § 5º, 157, II, 158, II, 212 e 239 da “Art. 50. (...)
165 da Constituição.” Constituição. § 2º As Mesas da Câmara dos Deputados e do
“Art. 72. Integram o Fundo Social de Emergên- § 4º O disposto no parágrafo anterior não se Senado Federal poderão encaminhar pedidos
cia: escritos de informação a Ministros de Estado
aplica aos recursos previstos no art. 159 da
I – o produto da arrecadação do imposto sobre ou a qualquer das pessoas referidas no caput
Constituição.
renda e proventos de qualquer natureza inci- deste artigo, importando em crime de respon-
dente na fonte sobre pagamentos efetuados, a § 5º A parcela dos recursos provenientes do im- sabilidade a recusa, ou o não atendimento, no
qualquer título, pela União, inclusive suas autar- posto sobre propriedade territorial rural e do im- prazo de trinta dias, bem como a prestação de
quias e fundações; posto sobre renda e proventos de qualquer natu- informações falsas.”

II – a parcela do produto da arrecadação do
reza, destinada ao Fundo Social de Emergência, Art. 3º Esta Emenda Constitucional entra em vi-
imposto sobre propriedade territorial rural, do nos termos do inciso II deste artigo, não poderá gor na data de sua publicação.
imposto sobre renda e proventos de qualquer exceder: Brasília, 7 de junho de 1994.
natureza e do imposto sobre operações de I – no caso do imposto sobre propriedade ter- Humberto Lucena
crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títu- ritorial rural, a oitenta e seis inteiros e dois dé-
los ou valores mobiliários, decorrente das al- cimos por cento do total do produto da sua ar- Presidente
terações produzidas pela Medida Provisória (Publicação no D.O.U. de 9.6.1994)
recadação;
419 e pelas Leis 8.847, 8.849 e 8.848, todas
de 28 de janeiro de 1994, estendendo-se a II – no caso do imposto sobre renda e proven- EMENDA CONSTITUCIONAL DE REVISÃO
vigência da última delas até 31 de dezem- tos de qualquer natureza, a cinco inteiros e seis N. 3, DE 7 DE JUNHO DE 1994
bro de 1995; décimos por cento do total do produto da sua
A Mesa do Congresso Nacional, nos termos do
arrecadação.”
III – a parcela do produto da arrecadação resul- art. 60 da Constituição Federal, combinado com
tante da elevação da alíquota da contribuição “Art. 73. Na regulação do Fundo Social de o art. 3º do Ato das Disposições Constitucionais
social sobre o lucro dos contribuintes a que se Emergência não poderá ser utilizado o instru- Transitórias, promulga a seguinte Emenda Cons-
refere o § 1º do art. 22 da Lei 8.212, de 24 de mento previsto no inciso V do art. 59 da Cons- titucional:
julho de 1991, a qual, nos exercícios financeiros tituição.” Art. 1º A alínea c do inciso I, a alínea b do inciso
de 1994 e 1995, passa a ser de trinta por cento, II, o § 1º e o inciso II do § 4º do art. 12 da Cons-
mantidas as demais normas da Lei 7.689, de 15
Art. 2º Fica revogado o § 4º do art. 2º da
Emenda Constitucional 3, de 1993. tituição Federal passam a vigorar com a seguinte
de dezembro de 1988; redação:
IV – vinte por cento do produto da arrecadação Art. 3º Esta Emenda entra em vigor na data de
“Art. 12. (...)
de todos os impostos e contribuições da União, sua publicação.
excetuado o previsto nos incisos I, II e III; I – (...)
Brasília, 1º de março de 1994.
a) (...)
Humberto Lucena
b) (...)
** As Emendas Constitucionais alteradoras não constam
Presidente
na obra impressa, pois o conteúdo alterado já foi pro- c) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou
cessado nas respectivas normas. (Publicação no D.O.U. de 2.3.1994) de mãe brasileira, desde que venham a residir na

73

VADE MECUM POLICIAL.indb 73 10/01/2017 08:45:16
ECR 4/1994 EMENDAS CONSTITUCIONAIS

República Federativa do Brasil e optem, em qual- Art. 1º No art. 82 fica substituída a expressão EMENDA CONSTITUCIONAL
quer tempo, pela nacionalidade brasileira; “cinco anos” por “quatro anos”. n. 3, de 17 de março de 1993
II – (...) èè Art. 82 com redação alterada pela EC 16/1997.
Altera dispositivos da Constituição Federal.
a) (...) Art. 2º Esta Emenda Constitucional entra em vi- As Mesas da Câmara dos Deputados e do Se-
EC

b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade gor no dia 1º de janeiro de 1995.
nado Federal, nos termos do § 3º do art. 60 da
residentes na República Federativa do Brasil há Brasília, 7 de junho de 1994. Constituição Federal, promulgam a seguinte
mais de quinze anos ininterruptos e sem conde- Emenda ao texto constitucional:
nação penal, desde que requeiram a nacionali- Humberto Lucena
dade brasileira. Presidente (...)
§ 1º Aos portugueses com residência perma- (Publicação no D.O.U. de 9.6.1994)
Art. 2º A União poderá instituir, nos termos de lei
nente no País, se houver reciprocidade em favor complementar, com vigência até 31 de dezem-
de brasileiros, serão atribuídos os direitos ineren- EMENDA CONSTITUCIONAL DE REVISÃO bro de 1994, imposto sobre movimentação ou
tes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta transmissão de valores e de créditos e direitos
N. 6, DE 7 DE JUNHO DE 1994 de natureza financeira.
Constituição.
A Mesa do Congresso Nacional, nos termos do
§ 2º (...) § 1º A alíquota do imposto de que trata este ar-
art. 60 da Constituição Federal, combinado com
tigo não excederá a vinte e cinco centésimos por
§ 3º (...) o art. 3º do Ato das Disposições Constitucionais
cento, facultado ao Poder Executivo reduzi-la ou
§ 4º (...) Transitórias, promulga a seguinte Emenda Cons- restabelecê-la, total ou parcialmente, nas condi-
I – (...) titucional: ções e limites fixados em lei.
II – adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: Art. 1º Fica acrescido, no art. 55, o § 4º, com a § 2º Ao imposto de que trata este artigo não se
seguinte redação: aplica o art. 150, III, b, e VI, nem o disposto no §
a) de reconhecimento de nacionalidade originária
pela lei estrangeira; “Art. 55. (...) 5º do artigo 153 da Constituição.
b) de imposição de naturalização, pela norma es- § 4º A renúncia de parlamentar submetido a pro- § 3º O produto da arrecadação do imposto de
trangeira, ao brasileiro residente em Estado es- cesso que vise ou possa levar à perda do man- que trata este artigo não se encontra sujeito a
trangeiro, como condição para permanência em dato, nos termos deste artigo, terá seus efeitos qualquer modalidade de repartição com outra
seu território ou para o exercício de direitos civis.” suspensos até as deliberações finais de que tra- entidade federada.
Art. 2º Esta Emenda Constitucional entra em vi- tam os §§ 2º e 3º.” § 4º (Revogado pela EC de Revisão 1/1994).
gor na data de sua publicação. Art. 2º Esta Emenda Constitucional entra em vi- Art. 3º A eliminação do adicional ao Imposto so-
Brasília, 7 de junho de 1994. gor na data de sua publicação. bre a Renda, de competência dos Estados, de-
Humberto Lucena Brasília, 7 de junho de 1994. corrente desta Emenda Constitucional, somente
produzirá efeitos a partir de 1º de janeiro de
Presidente Humberto Lucena
1996, reduzindo-se a correspondente alíquota,
(Publicação no D.O.U. de 9.6.1994) Presidente pelo menos, a dois e meio por cento no exercício
(Publicação no D.O.U. de 9.6.1994) financeiro de 1995.
EMENDA CONSTITUCIONAL DE REVISÃO
N. 4, DE 7 DE JUNHO DE 1994 Art. 4º A eliminação do imposto sobre vendas
a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, de
A Mesa do Congresso Nacional, nos termos do Emendas Constitucionais competência dos Municípios, decorrente desta
art. 60 da Constituição Federal, combinado com Emenda Constitucional, somente produzirá efei-
o art. 3º do Ato das Disposições Constitucionais EMENDA CONSTITUCIONAL n. 2, de 25
tos a partir de 1º de janeiro de 1996, reduzindo-
Transitórias, promulga a seguinte Emenda Cons- de agosto de 1992 se a correspondente alíquota, pelo menos, a um
titucional: Dispõe sobre o plebiscito previsto no art. 2º do e meio por cento no exercício financeiro de 1995.
Art. 1º São acrescentadas ao § 9º do art. 14 da Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias. Art. 5º Até 31 de dezembro de 1999, os Es-
Constituição as expressões “a probidade adminis- As Mesas da Câmara dos Deputados e do Se- tados, o Distrito Federal e os Municípios so-
trativa, a moralidade para o exercício do mandato, nado Federal, nos termos do § 3º do artigo 60 mente poderão emitir títulos da dívida pública
considerada a vida pregressa do candidato, e”, da Constituição Federal, promulgam a seguinte no montante necessário ao refinanciamento do
após a expressão “a fim de proteger”, passando o Emenda ao texto constitucional: principal devidamente atualizado de suas obri-
dispositivo a vigorar com a seguinte redação: gações, representadas por essa espécie de
“Art. 14. (...)
Artigo único. O plebiscito de que trata o artigo
títulos, ressalvado o disposto no art. 33, pará-
2º do Ato das Disposições Constitucionais Tran-
§ 9º Lei complementar estabelecerá outros ca- grafo único, do Ato das Disposições Constitu-
sitórias realizar-se-á no dia 21 de abril de 1993.
sos de inelegibilidade e os prazos de sua cessa- cionais Transitórias.
§ 1º A forma e o sistema de governo definidos
ção, a fim de proteger a probidade administra-
pelo plebiscito terão vigência em 1º de janeiro
Art. 6º Revogam-se o inciso IV e o § 4º do art.
tiva, a moralidade para o exercício do mandato, 156 da Constituição Federal.
considerada a vida pregressa do candidato, e a de 1995.
Brasília, 17 de março de 1993.
normalidade e legitimidade das eleições contra § 2º A lei poderá dispor sobre a realização do
a influência do poder econômico ou o abuso do plebiscito, inclusive sobre a gratuidade da livre Mesa da Câmara dos Deputados:
exercício de função, cargo ou emprego na admi- divulgação das formas e sistemas de governo, Inocêncio Oliveira
nistração direta ou indireta. através dos meios de comunicação de massa
concessionários ou permissionários de serviço Presidente
(...)”
público, assegurada igualdade de tempo e pa- Mesa do Senado Federal:
Art. 2º Esta Emenda Constitucional entra em vi- ridade de horários. Senador Humberto Lucena
gor na data de sua publicação.
§ 3º A norma constante do parágrafo anterior Presidente
Brasília, 7 de junho de 1994.
não exclui a competência do Tribunal Superior
(Publicação no D.O.U. de 18.3.1993)
Humberto Lucena Eleitoral para expedir instruções necessárias à
Presidente realização da consulta plebiscitária. EMENDA CONSTITUCIONAL
(Publicação no D.O.U. de 9.6.1994) Brasília, 25 de agosto de 1992. N. 8, de 15 de agosto de 1995
EMENDA CONSTITUCIONAL DE REVISÃO Mesa da Câmara dos Deputados: Altera o inciso XI e a alínea a do inciso XII do art.
Ibsen Pinheiro 21 da Constituição Federal.
N. 5, DE 7 DE JUNHO DE 1994 Presidente
A Mesa do Congresso Nacional, nos termos do As Mesas da Câmara dos Deputados e do Se-
Mesa do Senado Federal: nado Federal, nos termos do § 3º do art. 60 da
art. 60 da Constituição Federal, combinado com
Mauro Benevides Constituição Federal, promulgam a seguinte
o art. 3º do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, promulga a seguinte Emenda Cons- Presidente Emenda ao texto constitucional:
titucional: (Publicação no D.O.U. de 1.9.1992) (...)

74

VADE MECUM POLICIAL.indb 74 10/01/2017 08:45:16
EMENDAS CONSTITUCIONAIS EC 20/1998
Art. 2º É vedada a adoção de medida provisó- Art. 4º Os efeitos do disposto nos arts. 71 e 72 Art. 31. Os servidores públicos federais da ad-
ria para regulamentar o disposto no inciso XI do do Ato das Disposições Constitucionais Transi- ministração direta e indireta, os servidores muni-
art. 21 com a redação dada por esta emenda tórias, com a redação dada pelos arts. 1º e 2º cipais e os integrantes da carreira policial militar
constitucional. desta Emenda, são retroativos a 1º de julho de dos ex-Territórios Federais do Amapá e de Ro-
Brasília, 15 de agosto de 1995. 1997. raima que comprovadamente encontravam-se

EC
Parágrafo único. As parcelas de recursos des- no exercício regular de suas funções prestando
Mesa da Câmara dos Deputados: serviços àqueles ex-Territórios na data em que
Luís Eduardo tinados ao Fundo de Estabilização Fiscal e entre-
gues na forma do art. 159, I, da Constituição, no foram transformados em Estados, os servidores
Presidente período compreendido entre 1º de julho de 1997 e os policiais militares admitidos regularmente
e a data de promulgação desta Emenda, serão pelos governos dos Estados do Amapá e de
Mesa do Senado Federal:
deduzidas das cotas subsequentes, limitada a Roraima no período entre a transformação e a
José Sarney
dedução a um décimo do valor total entregue efetiva instalação desses Estados em outubro
Presidente de 1993 e, ainda, os servidores nesses Estados
em cada mês.
(Publicação no D.O.U. de 16.8.1995) com vínculo funcional já reconhecido pela União
Art. 5º Observado o disposto no artigo anterior, integrarão, mediante opção, quadro em extinção
EMENDA CONSTITUCIONAL a União aplicará as disposições do art. 3º desta da administração federal.
Emenda retroativamente a 1º de julho de 1997. èè Artigo com redação alterada pela EC 79/2014.
N. 9, de 9 de novembro de 1995
Art. 6º Esta Emenda Constitucional entra em vi- § 1º O enquadramento referido no caput para os
Dá nova redação ao art. 177 da Constituição Fe- gor na data de sua publicação.
deral, alterando e inserindo parágrafos. servidores ou para os policiais militares admitidos
Brasília, 22 de novembro de 1997. regularmente entre a transformação e a instala-
As mesas da Câmara dos Deputados e do Se-
ção dos Estados em outubro de 1993 deverá
nado Federal, nos termos do § 3º do art. 60 da Mesa da Câmara dos Deputados:
dar-se no cargo em que foram originariamente
Constituição Federal, promulgam a seguinte Michel Temer
admitidos ou em cargo equivalente.
Emenda ao texto constitucional: Presidente
§ 2º Os integrantes da carreira policial militar a
(...) Mesa do Senado Federal:
que se refere o caput continuarão prestando ser-
Art. 3º É vedada a edição de medida provisória Antonio Carlos Magalhães
viços aos respectivos Estados, na condição de
para a regulamentação da matéria prevista nos Presidente
cedidos, submetidos às disposições estatutárias
incisos I a IV dos §§ 1º e 2º do art. 177 da Cons- (Publicação no D.O.U. de 25.11.1997) a que estão sujeitas as corporações das respec-
tituição Federal. tivas Polícias Militares, observados as atribuições
Brasília, 9 de novembro de 1995. EMENDA CONSTITUCIONAL de função compatíveis com seu grau hierárquico
e o direito às devidas promoções.
Mesa da Câmara dos Deputados: N. 19, de 4 de junho de 1998
Luís Eduardo § 3º Os servidores a que se refere o caput con-
Modifica o regime e dispõe sobre princípios e
tinuarão prestando serviços aos respectivos Es-
Presidente normas da Administração Pública, servidores e
tados e a seus Municípios, na condição de cedi-
agentes políticos, controle de despesas e finan-
Mesa do Senado Federal: dos, até seu aproveitamento em órgão ou enti-
ças públicas e custeio de atividades a cargo do
José Sarney dade da administração federal direta, autárquica
Distrito Federal, e dá outras providências.
ou fundacional.
Presidente
As Mesas da Câmara dos Deputados e do Se-
(...)
(Publicação no D.O.U. de 10.11.1995) nado Federal, nos termos do § 3º do art. 60 da
Constituição Federal, promulgam esta Emenda Art. 33. Consideram-se servidores não estáveis,
EMENDA CONSTITUCIONAL ao texto constitucional: para os fins do art. 169, § 3º, II, da Constituição
N. 17, DE 22 DE NOVEMBRO DE 1997 (...)
Federal aqueles admitidos na administração di-
reta, autárquica e fundacional sem concurso pú-
Altera dispositivos dos arts. 71 e 72 do Ato das Art. 25. Até a instituição do fundo a que se re- blico de provas ou de provas e títulos após o dia
Disposições Constitucionais Transitórias, intro- fere o inciso XIV do art. 21 da Constituição Fede- 5 de outubro de 1983.
duzidos pela Emenda Constitucional de Revisão ral, compete à União manter os atuais compro-
n. 1, de 1994. Art. 34. Esta Emenda Constitucional entra em
missos financeiros com a prestação de serviços
vigor na data de sua promulgação.
As Mesas da Câmara dos Deputados e do Se- públicos do Distrito Federal.
nado Federal, nos termos do § 3º do art. 60 da Brasília, 4 de junho de 1998.
Art. 26. No prazo de dois anos da promulgação
Constituição Federal, promulgam a seguinte desta Emenda, as entidades da administração Mesa da Câmara dos Deputados:
Emenda ao texto constitucional: indireta terão seus estatutos revistos quanto à Michel Temer
(...) respectiva natureza jurídica, tendo em conta a Presidente
Art. 3º A União repassará aos Municípios, do finalidade e as competências efetivamente exe-
cutadas. Mesa do Senado Federal:
produto da arrecadação do Imposto sobre a Antonio Carlos Magalhães
Renda e Proventos de Qualquer Natureza, tal Art. 27. O Congresso Nacional, dentro de cento
como considerado na constituição dos fundos e vinte dias da promulgação desta Emenda, ela- Presidente
de que trata o art. 159, I, da Constituição, ex- borará lei de defesa do usuário de serviços pú- (Publicação no D.O.U. de 5.6.1998)
cluída a parcela referida no art. 72, I, do Ato das blicos.
Disposições Constitucionais Transitórias, os se-
guintes percentuais:
Art. 28. É assegurado o prazo de dois anos de EMENDA CONSTITUCIONAL
efetivo exercício para aquisição da estabilidade N. 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998
I – um inteiro e cinquenta e seis centésimos por aos atuais servidores em estágio probatório, sem èè v. Súmula Vinculante 34 do STF.
cento, no período de 1º de julho de 1997 a 31 de prejuízo da avaliação a que se refere o § 4º do
dezembro de 1997; art. 41 da Constituição Federal. Modifica o sistema de previdência social, esta-
belece normas de transição e dá outras provi-
II – um inteiro e oitocentos e setenta e cinco mi- Art. 29. Os subsídios, vencimentos, remune- dências.
lésimos por cento, no período de 1º de janeiro de ração, proventos da aposentadoria e pensões
1998 a 31 de dezembro de 1998; e quaisquer outras espécies remuneratórias As Mesas da Câmara dos Deputados e do Se-
adequar-se-ão, a partir da promulgação desta nado Federal, nos termos do § 3º do art. 60 da
III – dois inteiros e cinco décimos por cento, no
Emenda, aos limites decorrentes da Constituição Constituição Federal, promulgam a seguinte
período de 1º de janeiro de 1999 a 31 de dezem-
bro de 1999. Federal, não se admitindo a percepção de ex- emenda ao texto constitucional:
cesso a qualquer título. (...)
Parágrafo único. O repasse dos recursos de
que trata este artigo obedecerá à mesma perio- Art. 30. O projeto de lei complementar a que Art. 3º É assegurada a concessão de aposen-
dicidade e aos mesmos critérios de repartição e se refere o art. 163 da Constituição Federal será tadoria e pensão, a qualquer tempo, aos servi-
normas adotadas no Fundo de Participação dos apresentado pelo Poder Executivo ao Congresso dores públicos e aos segurados do regime geral
Municípios, observado o disposto no art. 160 da Nacional no prazo máximo de cento e oitenta de previdência social, bem como aos seus de-
Constituição. dias da promulgação desta Emenda. pendentes, que, até a data da publicação desta

75

VADE MECUM POLICIAL.indb 75 10/01/2017 08:45:16
ÍNDICE REMISSIVO DA CF E ADCT

ÍNDICE REMISSIVO DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
FEDERATIVA DO BRASIL E ADCT

A – compulsória; servidor público: Art. 40, § 1º, CÂMARAS MUNICIPAIS: Art. 29, IV e XI
II – subsídios; fixação: Art. 29, V e VI
ABUSO DE PODER
– direito de petição: Art. 5º, XXXIV, a APRENDIZ CAPITAL FEDERAL: Art. 18, § 1º
– habeas corpus: Art. 5º, LXVIII – trabalho: Art. 7º, XXXIII CARGOS, EMPREGOS, FUNÇÕES PÚ-
– mandado de segurança: Art. 5º, LXIX ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO BLICAS
DE PRECEITO FUNDAMENTAL (ADPF): – v. SERVIDOR PÚBLICO
AÇÃO
Art. 102, § 1º – acessibilidade aos: Art. 37, I
– crédito trabalhista; prescrição: Art. 7º, XXIX
ASSISTÊNCIA – acumulação remunerada; vedação: Art. 37,
AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITU- XVI e XVII
– jurídica: Art. 5º, LXXIV
CIONALIDADE – informação privilegiada: Art. 37, § 7º
– religiosa: Art. 5º, VII
– legitimados: Art. 103 – Poder Legislativo e Judiciário; vencimentos;
ASSOCIAÇÃO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONA- limite: Art. 37, XII
LIDADE – atividade suspensa: Art. 5º, XIX
– contratação temporária: Art. 37, IX
– competência originária; STF: Art. 102, I, a – criação: Art. 5º, XVIII
– estabilidade: Art. 41
– efeitos: Art. 102, § 2º – dissolução compulsória: Art. 5º, XIX
– função de confiança: Art. 37, V
– legitimados: Art. 103 – profissional e sindical: Art. 8º
– investidura: art. 37, II e § 2º
– Procurador-Geral da República: Art. 103, § – representação judicial e extrajudicial dos fi-
– irredutibilidade; vencimentos e subsídios:
1º liados: Art. 5º, XXI
Art. 37, XV
– sindical; servidor público: Art. 37, VI
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONA- – percepção simultânea; aposentadoria e re-
LIDADE POR OMISSÃO: Art. 103, § 2º ATO JURÍDICO PERFEITO: Art. 5º, muneração; vedação: Art. 37, § 10
– medida cautelar da: Art. 102, i, p XXXVI – portadores de deficiência: Art. 37, VIII
AÇÃO POPULAR: Art. 5º, LXXIII – v. PRINCÍPIO – regime de previdência; contributivo e solidá-
AÇÃO PRIVADA: Art. 5º, LIX AUTARQUIA rio: Art. 40
– criação: Art. 37, XIX – remuneração; vinculação e equiparação; ve-
AÇÃO RESCISÓRIA
AVISO PRÉVIO: Art. 7º, XXI dação: Art. 37, XIII
– competência originária; STF: Art. 102, I, j
– remuneração e subsídio: Art. 37, XI
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: Arts. 37 a 43
B CASAMENTO: Art. 226, §§ 1º e 2º
– v. CARGOS, EMPREGOS, ERÁRIO, FUN-
BRASILEIRO – assistência: Art. 226, § 8º
ÇÕES PÚBLICAS
– empresa jornalística e radiodifusão; proprie- – divórcio: Art. 226, §6º
– administração fazendária e servidores fis-
cais; precedência: Art. 37, XVIII dade: Art. 222 – entidade familiar: Art. 226, § 4º
– administração tributária: Art. 37, XXII – nato: Art. 12, I – pais; deveres: Art. 229
– autonomia: Art. 37, § 8º – nato; cargos privativos: Art. 12, § 3º – planejamento familiar: Art. 226, § 7º
– contratação temporária: Art. 37, IX – naturalizado: Art. 12, II – proteção da família: Art. 226, caput
– disposições gerais: Art. 37 – sociedade conjugal; direitos e deveres: Art.
C 226, § 5º
– improbidade administrativa: Art. 37, § 4º
CLÁUSULA PÉTREA: Art. 60, IV – união estável: Art. 226, § 3º
– informação privilegiada: Art. 37, § 7º
CÂMARAS DOS DEPUTADOS: Art. 45
– participação do usuário na: Art. 37, § 3º CERTIDÃO
– Comissões: Art. 58
– princípios: Art. 37, caput – defesa de direitos; esclarecer interesse pes-
– competência privativa: Art. 51 soal: Art. 5º, XXXIV, b
– publicidade dos órgãos públicos:
– denúncia; crime: Art. 53, § 3º CIDADANIA: Art. 1º, II
Art. 37, § 1º
– imunidade: Art. 53, § 8º CIÊNCIA TECNOLOGIA E INOVAÇÃO: Arts.
– responsabilidade da: Art. 37,§ 6º
– incorporação às Forças Armadas: Art. 53, § 218 a 219-B
– servidor público; mandato eletivo: Art. 38
7º – atuação no exterior: Art. 218, § 7º
ADVOCACIA PÚBLICA – inviolabilidade: Art. 53 – cooperação com entidades públicos e pri-
– Advocacia-Geral da União (AGU): Art. 131 – julgamento; STF: Art. 53, § 1º vadas: Art. 219-A
– remuneração: Arts. 135 – perda do mandato: Art. 55 – lei de incentivo: Art. 218, § 4º
ADVOGADO: Art. 133 – prisão: Art. 53, § 2º – mercado interno; desenvolvimento: Art. 219
ALISTAMENTO – proibições: Art. 54 – pesquisa científica: Art. 218, § 1º
– eleitoral: Art. 14, §§ 1º e 2º – reunião em sessões: Art. 57, § 4º – pesquisa tecnológica: Art. 218, § 2º
ANISTIA: Art. 8º, ADCT – sigilo; informação: Art. 53, § 6º – receita orçamentária; vinculação: Art. 218, §
APOSENTADORIA: Art. 7º, XXIV – sustação: Art. 53, §§ 4º e 5º 5º

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VADE MECUM POLICIAL.indb 89 10/01/2017 08:45:17
ÍNDICE REMISSIVO DA CF E ADCT

– recursos humanos: Art. 218, § 3º CRIANÇA, ADOLESCENTE E JOVEM – proteção; participações individuais: Art. 5º,
– SNCTI: Art. 219-B – abuso, violência e exploração sexual: Art. XXVIII, a
COISA JULGADA: Art. 5º, XXXVI 227, § 4º DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS:
– v. PRINCÍPIO – adoção: Art. 227, § 5º Art. 5º
COMBUSTÍVEL: Art. 238 – filhos; direitos e qualificação: Art. 227, § 6º – aplicação imediata: Art. 5º, § 1º
COMÉRCIO EXTERIOR: Art. 237 – juventude: Art. 227, § 8º – cláusula pétrea: Art. 60, § 4º, IV
COMISSÃO DE ESTUDOS TERRITORIAIS: – inimputável: Art. 228 – rol exemplificativo: Art. 5º, § 2º
Art. 12, ADCT – portadores de deficiência; acesso ade- DIREITOS HUMANOS
COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉ- quado: Art. 227, § 2º – procedimento de aprovação: Art. 5º, § 3º
RITO (CPI): Art. 58, § 3º – programa de assistência integral: Art. 227, § DIREITOS POLÍTICOS: Arts. 14 a 16
COMUNICAÇÃO SOCIAL: Arts. 220 a 224 1º – cassação; vedada: Art. 15
– censura; vedação: Art. 220, § 2º – proteção especial: Art. 227, § 3º – perda ou suspensão: Art. 15
– concessão, permissão ou autorização; ser- CRIME DIREITOS SOCIAIS: Arts. 6º a 11
viço de radiodifusão: art. 223 – imprescritível: Art. 5º, XLIV DISCRIMINAÇÃO
– Conselho de Comunicação Social: Art. 224 – inafiançável: Art. 5º, XLIII e XLIV – direitos e liberdades fundamentais; punição
– liberdade de informação jornalística: Art. CRIME POLÍTICO legal: Art. 5º, XLI
220, § 1º – recurso ordinário; STF: Art. 102, II, a DISTRITO FEDERAL: Art. 32
– liberdade de manifestação: Art. 220, caput CRIMES HEDIONDOS: Art. 5º, XLIII – administração tributária: Art. 37, XXII
– empresa jornalística e radiodifusão; proprie- – contribuição: Art. 149-A
CULTO RELIGIOSO E IGREJA
dade: Art. 222 – imposto; competência: Art. 155
– vedação: Art. 19
– rádio e televisão: Art. 221 – repartição de receita tributária: Art. 157
CULTURA DOMÉSTICOS: Art. 7º, parágrafo único
– regulamentação; lei federal: Art. 220, § 3º – garantia: Art. 215
– v. TRABALHO e TRABALHADOR(ES)
COMPETÊNCIA – patrimônio cultural brasileiro: Art. 216
– legislativa; comum: Art. 23 – Sistema Nacional de Cultura: Art. 216-A E
– legislativa; concorrente: Art. 24 EDUCAÇÃO
– legislativa; privativa; União: Art. 22 D – ensino; condições: Art. 209
DEFENSORIA PÚBLICA: Art. 134
CONCURSO PÚBLICO – ensino; princípios: Art. 206
– da União: Art. 134, § § 1º e 3º
– investidura: art. 37, II e § 2º – ensino fundamental; conteúdo mínimo: Art.
– defensores públicos; número na unidade ju- 210
– prazo de validade: Art. 37 III e IV risdicional: Art. 98, ADCT
– garantia de: Art. 208
CONGRESSO NACIONAL (CN): Arts. 44 a 50 – estadual; autonomia: Art. 134, § 2º
– plano nacional de educação: Art. 214
– atribuição: Art. 48 – princípios da: Art. 134, § 4º
– recursos públicos: Art. 213
– Câmara dos Deputados: Art. 45 – remuneração: Arts. 135
– sistema de ensino; organização: Art. 211
– Comissões: Art. 58 DEFESA DO ESTADO E DAS INTITUIÇÕES
– União; aplicação da receita: Art. 212
– competência exclusiva: Art. 49 DEMOCRÁTICAS: Arts. 136 a 144
– universidades: Art. 207
– composição: Art. 44, caput – disposição geral: Arts. 140 e 141
ELEIÇÃO
– convocação extraordinária do: Art. 57, §§ 6º – estado de defesa: Art. 136
– v. ALISTAMENTO, DIREITOS POLÍTICOS,
e 8º – estado de sítio: Arts. 137 a 139
ELEGIBILIDADE, INELEGIBILIDADE, MAN-
– deliberações: Art. 47 e § 7º – forças armadas: Arts. 142 e 143 DATO
– controle externo: Art. 70 – segurança pública: Art. 144 – deputados: Art. 27
– legislatura; duração: Art. 44, parágrafo único DEPUTADOS – governador: Art. 28
– mesa do: Art. 57, § 5º – Estado; representação: Art. 27 – prefeito: Art. 29, I a III
– prisão: Art. 53, § 2º DESAPROPRIAÇÃO: Art. 5º, XXIV – processo eleitoral: Art. 16
– Senado Federal: Art. 46 – função social: Art. 186 – servidor público: Art. 38
– sessão conjunta: Art. 57, § 3º – insuscetível de: Art. 185 ELEGIBILIDADE
– sessão legislativa: Art. 57, § 2º – União; competência: Art. 184 – condições: Art. 14, § 3º
– reunião do: Art. 57 DESPORTO: Art. 217 – militar alistável: Art. 14, § 8º
CONSELHO DE DEFESA: Art. 91 – justiça desportiva: Art. 217, §§ 1º e 2º EMENDA À CONSTITUIÇÃO: Art. 60
CONSELHO DE JUSTIÇA FEDERAL (CJF): DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA: Art. 1º, – aprovação da: Art. 60, § 2º
Art. 105, parágrafo único, II III – cláusula pétrea: Art. 60, § 4º
CONSELHO DA REPÚBLICA: Arts. 89 e 90 DIREITO ADQUIRIDO: Art. 5º, XXXVI – promulgação: Art. 60, § 3º
– v. PRINCÍPIO – proposição: Art. 60, caput
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA
(CNJ) DIREITO DE AÇÃO: Art. 5º, XXXV – rejeitada ou prejudicada: Art. 60, § 5º
– composição: Art. 103-B, I a XIII, e §§ 2º e 3º DIREITO DE HERANÇA: Art. 5º, XXX EMPREGADOR(ES)
– bens estrangeiros; sucessão: Art. 5º, XXXI – participação dos; discussão ou deliberação;
– competência: Art. 103-B, § 4º
DIREITO DE PETIÇÃO interesse profissional ou previdenciário: Art.
– ouvidorias de justiça: Art. 103-B, § 7º
– contra ilegalidade ou abuso de poder: Art. 10
– presidência do: Art. 103-B, § 1º 5º, XXXIV, a EMPREGO
CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO DIREITO DE PROPRIEDADE: Art. 5º, XXII – proteção da relação de: Art. 7º, I
PÚBLICO (CNMP): Art. 130-A
DIREITO DE REUNIÃO: Art. 5º, XVI EMPRESA PÚBLICA
CONSUMIDOR DIREITOS – autorização: Art. 37, XIX
– defesa do: Art. 5º, XXXII e Art. 48, ADCT – trabalhadores; urbanos; rurais: Art. 7º – criação de subsidiária: Art. 37, XX
– usuário na administração pública: Art. 37, § DIREITOS AUTORAIS: Art. 5º, XXVII – participação em empresa privada: Art. 37,
3º XX
– direito de fiscalização; aproveitamento eco-
COOPERATIVA nômico: Art. 5º, XXVIII, b – remuneração e subsídio: Art. 37, XI e § 9º
– criação: Art. 5º, XVIII – propriedade industrial: Art. 5º, XXIV ENFITEUSE: Art. 49, ADCT

90

VADE MECUM POLICIAL.indb 90 10/01/2017 08:45:17
LEI DE INTRODUÇÃO
ÀS NORMAS
DO DIREITO BRASILEIRO

VADE MECUM POLICIAL.indb 95 10/01/2017 08:45:18
VADE MECUM POLICIAL.indb 96 10/01/2017 08:45:18
LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS
DO DIREITO BRASILEIRO

DECRETO-LEI 4.657, § 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos èè v. Art. 105, I, i, CF/1988 (EC 45/2004 alterou a competên-
cia para homologação de sentença estrangeira).
que o seu titular, ou alguém por ele, possa exer-
DE 4 DE SETEMBRO DE 1942 cer, como aqueles cujo começo do exercício te- èè v. Art. 960, § 2º, do NCPC.

Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro. nha termo pré-fixo, ou condição preestabelecida § 7º Salvo o caso de abandono, o domicílio do
èè Ementa com redação alterada pela Lei 12.376/2010. inalterável, a arbítrio de outrem. chefe da família estende-se ao outro cônjuge
èè § 2º acrescentado pela Lei 3.238/1957. e aos filhos não emancipados, e o do tutor ou
O Presidente da República, usando da atribui-
èè v. Arts. 115 a 120 do CC. curador aos incapazes sob sua guarda.
ção que lhe confere o art. 180 da Constituição,
decreta: § 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a § 8º Quando a pessoa não tiver domicílio, consi-
Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa decisão judicial de que já não caiba recurso. derar-se-á domiciliada no lugar de sua residência
èè § 3º acrescentado pela Lei 3.238/1957. ou naquele em que se encontre.
a vigorar em todo o país 45 (quarenta e cinco)
dias depois de oficialmente publicada. èè v. Arts. 496, e 502 a 508, do NCPC. Art. 8º Para qualificar os bens e regular as rela-
èè v. Art. 8º da LC 95/1998. Art. 7º A lei do país em que for domiciliada a ções a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do
§ 1º Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade pessoa determina as regras sobre o começo e país em que estiverem situados.
da lei brasileira, quando admitida, se inicia 3 (três) o fim da personalidade, o nome, a capacidade e § 1º Aplicar-se-á a lei do país em que for domici-
meses depois de oficialmente publicada. os direitos de família. liado o proprietário, quanto aos bens móveis que
èè v. Arts. 1º a 10, 16, 70 a 78, e 1.511 a 1.783, do CC. ele trouxer ou se destinarem a transporte para
§ 2º (Revogado pela Lei 12.036/2009).
èè v. Arts. 50 a 66, e 77 a 94, da Lei 6.015/1973. outros lugares.
§ 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer
§ 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será § 2º O penhor regula-se pela lei do domicílio
nova publicação de seu texto, destinada a cor-
aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre
reção, o prazo deste artigo e dos parágrafos an-
dirimentes e às formalidades da celebração. a coisa apenhada.
teriores começará a correr da nova publicação.
èè v. Arts. 1.517, 1.521, I a VII, 1.523 e 1.533 a 1.570 do CC. èè v. Arts. 1.431 a 1.472 do CC.
§ 4º As correções a texto de lei já em vigor con-
èè v. Arts. 8º e 9º da Lei 1.110/1950.
sideram-se lei nova. Art. 9º Para qualificar e reger as obrigações,
§ 2º O casamento de estrangeiros poderá ce- aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem.
Art. 2º Não se destinando à vigência temporá- lebrar-se perante autoridades diplomáticas ou
ria, a lei terá vigor até que outra a modifique ou § 1º Destinando-se a obrigação a ser executada
consulares do país de ambos os nubentes. no Brasil e dependendo de forma essencial, será
revogue.
èè § 2º com redação alterada pela Lei 3.238/1957.
èè v. Art. 3º do CP . esta observada, admitidas as peculiaridades da
èè v. Art. 1.544 do CC. lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos
§ 1º A lei posterior revoga a anterior quando ex-
§ 3º Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá do ato.
pressamente o declare, quando seja com ela in-
os casos de invalidade do matrimônio a lei do § 2º A obrigação resultante do contrato reputa-
compatível ou quando regule inteiramente a ma-
primeiro domicílio conjugal. se constituída no lugar em que residir o propo-
téria de que tratava a lei anterior.
èè v. Arts. 1.548 a 1.564 do CC. nente.
èè v. Art. 9º da LC 95/1998.
§ 4º O regime de bens, legal ou convencional, èè v. Art. 435 do CC.
§ 2º A lei nova, que estabeleça disposições ge-
rais ou especiais a par das já existentes, não re-
obedece à lei do país em que tiverem os nuben- Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência
tes domicílio, e, se este for diverso, à do primeiro obedece à lei do país em que era domiciliado o
voga nem modifica a lei anterior. domicílio conjugal. defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a
§ 3º Salvo disposição em contrário, a lei revo- èè v. Arts. 1.639, 1.640 e 1.653 do CC. natureza e a situação dos bens.
gada não se restaura por ter a lei revogadora § 5º O estrangeiro casado, que se naturalizar èè v. Arts. 6º, 7º, 26 a 36, 37 a 39, 1.784 a 1.990 do CC.
perdido a vigência. brasileiro, pode, mediante expressa anuência § 1º A sucessão de bens de estrangeiros, si-
Art. 3º Ninguém se escusa de cumprir a lei, ale- de seu cônjuge, requerer ao juiz, no ato de en- tuados no país, será regulada pela lei brasileira
gando que não a conhece. trega do decreto de naturalização, se apostile ao em benefício do cônjuge ou dos filhos brasi-
èè v. Art. 21 do CP . mesmo a adoção do regime de comunhão par- leiros, ou de quem os represente, sempre que
èè v. Art. 18 da LC 95/1998. cial de bens, respeitados os direitos de terceiros não lhes seja mais favorável a lei pessoal do
Art. 4º Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o e dada esta adoção ao competente registro. de cujus.
caso de acordo com a analogia, os costumes e èè § 5º com redação alterada pela Lei 6.515/1977.
èè § 1º com redação alterada pela Lei 9.047/1995.
os princípios gerais de direito. èè v. Art. 12 da CF/1988.
èè v. Art. 5º, XXXI, da CF/1988.
èè v. Art. 3º do CPP . èè v. Arts. 1.639, § 2º, 1.658 a 1.666 do CC.
èè v. Arts. 1.829, I e II, 1.830 a 1.832, 1.837, 1.838, 1.851

Art. 5º Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos § 6º O divórcio realizado no estrangeiro, se um a 1.856 do CC.
fins sociais a que ela se dirige e às exigências do ou ambos os cônjuges forem brasileiros, só èè v. Art. 17 do Decreto 3.200/1941.

bem comum. será reconhecido no Brasil depois de 1 (um) § 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário
èè v. Art. 6º da Lei 9.099/1995. ano da data da sentença, salvo se houver regula a capacidade para suceder.
Art. 6º A lei em vigor terá efeito imediato e geral, sido antecedida de separação judicial por igual
èè v. Art. 5º, XXX e XXXI, da CF/1988.

respeitados o ato jurídico perfeito, o direito ad- prazo, caso em que a homologação produzirá
èè v. Arts. 1.787, e 1.798 a 1.803, do CC.
efeito imediato, obedecidas as condições esta-
quirido e a coisa julgada. èè v. Arts. 23, 48 e 610, do NCPC.
belecidas para a eficácia das sentenças estran-
èè Caput com redação alterada pela Lei 3.238/1957.
geiras no país. O Superior Tribunal de Justiça, Art. 11. As organizações destinadas a fins de
èè v. Art. 5º, XXXVI, da CF/1988.
na forma de seu regimento interno, poderá ree- interesse coletivo, como as sociedades e as fun-
§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consu- xaminar, a requerimento do interessado, deci- dações, obedecem à lei do Estado em que se
mado segundo a lei vigente ao tempo em que sões já proferidas em pedidos de homologação constituírem.
se efetuou. de sentenças estrangeiras de divórcio de bra- èè v. Arts. 44, II e III, 62 a 69, 981 a 1.141 do CC.

èè § 1º acrescentado pela Lei 3.238/1957. sileiros, a fim de que passem a produzir todos èè v. Art. 75, § 3º, do NCPC.

èè v. Súmula Vinculante 1 do STF. os efeitos legais. èè v. Decreto 2.427/1997 - Promulga a Convenção Intera-

èè v. Art. 5º, XL, da CF/1988. èè § 6º com redação alterada pela Lei 12.036/2009. mericana sobre Personalidade e Capacidade de Pessoas

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Dec.-lei 4.657/1942 LEI DE INTRODUÇÃO

Jurídicas no Direito Internacional Privado, concluída em Art. 14. Não conhecendo a lei estrangeira, po- èè v. Decreto 360/1935 – Aprova a Consolidação das Leis,
La Paz, em 24 de maio de 1984. derá o juiz exigir de quem a invoca prova do texto decretos, circulares e decisões referentes ao exercício das
§ 1º Não poderão, entretanto, ter no Brasil filiais, e da vigência. funções consulares brasileiras.
agências ou estabelecimentos antes de serem Art. 15. Será executada no Brasil a sentença § 1º As autoridades consulares brasileiras tam-
os atos constitutivos aprovados pelo Governo proferida no estrangeiro, que reúna os seguintes bém poderão celebrar a separação consensual
brasileiro, ficando sujeitas à lei brasileira. requisitos: e o divórcio consensual de brasileiros, não ha-
èè v. Art. 170, parágrafo único, da CF/1988. a) haver sido proferida por juiz competente; vendo filhos menores ou incapazes do casal e
èè v. Art. 21, parágrafo único, do NCPC.
b) terem sido as partes citadas ou haver-se legal- observados os requisitos legais quanto aos pra-
§ 2º Os Governos estrangeiros, bem como as mente verificado a revelia; zos, devendo constar da respectiva escritura
organizações de qualquer natureza, que eles te- pública as disposições relativas à descrição e à
c) ter passado em julgado e estar revestida das
nham constituído, dirijam ou hajam investido de formalidades necessárias para a execução no lu- partilha dos bens comuns e à pensão alimentícia
funções públicas, não poderão adquirir no Brasil gar em que foi proferida; e, ainda, ao acordo quanto à retomada pelo côn-
bens imóveis ou suscetíveis de desapropriação. juge de seu nome de solteiro ou à manutenção
d) estar traduzida por intérprete autorizado;
§ 3º Os Governos estrangeiros podem adquirir do nome adotado quando se deu o casamento.
èè v. Art. 215, §§ 3º e 4º, do CC.
èè § 1º acrescentado pela Lei 12.874/2013.
a propriedade dos prédios necessários à sede èè v. Art. 192, parágrafo único, do NCPC.
dos representantes diplomáticos ou dos agentes èè v. Arts. 129, 6, e 130, da Lei 6.015/1973.
§ 2º É indispensável a assistência de advogado,
consulares. devidamente constituído, que se dará mediante
e) ter sido homologada pelo Supremo Tribunal
Art. 12. É competente a autoridade judiciária Federal.
a subscrição de petição, juntamente com ambas
brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil as partes, ou com apenas uma delas, caso a ou-
èè Pela EC 45/2004 a competência para homologação de
ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação. tra constitua advogado próprio, não se fazendo
sentença estrangeira é do STJ.
LINDB

èè v. Arts. 21, 23 e 24, do NCPC. necessário que a assinatura do advogado conste
èè v. Art. 105, I, i, da CF/1988.

§ 1º Só à autoridade judiciária brasileira compete da escritura pública.
Parágrafo único. (Revogado pela Lei èè § 2º acrescentado pela Lei 12.874/2013.
conhecer das ações relativas a imóveis situados 12.036/2009).
no Brasil. Art. 16. Quando, nos termos dos artigos prece- Art. 19. Reputam-se válidos todos os atos indi-
èè v. Art. 23, I, do NCPC. cados no artigo anterior e celebrados pelos côn-
dentes, se houver de aplicar a lei estrangeira, ter-
§ 2º A autoridade judiciária brasileira cumprirá, se-á em vista a disposição desta, sem conside- sules brasileiros na vigência do Dec.-lei 4.657, de
concedido o exequatur e segundo a forma es- rar-se qualquer remissão por ela feita a outra lei. 4 de setembro de 1942, desde que satisfaçam
tabelecida pela lei brasileira, as diligências depre- todos os requisitos legais.
Art. 17. As leis, atos e sentenças de outro país,
cadas por autoridade estrangeira competente, èè Artigo acrescentado pela Lei 3.238/1957.
bem como quaisquer declarações de vontade,
observando a lei desta, quanto ao objeto das não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem Parágrafo único. No caso em que a celebra-
diligências. a soberania nacional, a ordem pública e os bons ção desses atos tiver sido recusada pelas auto-
èè v. Arts. 105, I, i, e 109, X, da CF/1988. costumes. ridades consulares, com fundamento no art. 18
èè v. Arts. 21, 23, 46, § 3º, 47, 256, § 1º, 263, 268, 377 e
Art. 18. Tratando-se de brasileiros, são compe- do mesmo Decreto-lei, ao interessado é facul-
960, do NCPC. tentes as autoridades consulares brasileiras para tado renovar o pedido dentre em 90 (noventa)
èè v. Art. 15 da LINDB. lhes celebrar o casamento e os mais atos de Re- dias contados da data da publicação desta Lei.
Art. 13. A prova dos fatos ocorridos em país es- gistro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de Rio de Janeiro, 4 de setembro de 1942; 121º
trangeiro rege-se pela lei que nele vigorar, quanto nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou da Independência e 54º da República.
ao ônus e aos meios de produzir-se, não admi- brasileira nascidos no país da sede do Consulado.
tindo os tribunais brasileiros provas que a lei bra- èè Caput com redação alterada pela Lei 3.238/1957.
Getúlio Vargas
sileira desconheça. èè v. Art. 12, I, a, b e c, da CF/1988. (Publicação no D.O.U. de 9.9.1942; retificado
èè v. Arts. 369, 371 e 373, do NCPC. èè v. Art. 32 da Lei 6.015/1973. em 8.10.1942 e 17.6.1943)

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CÓDIGO CIVIL

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VADE MECUM POLICIAL.indb 100 10/01/2017 08:45:18
ÍNDICE SISTEMÁTICO DO CC

ÍNDICE SISTEMÁTICO
DO CÓDIGO CIVIL

LEI 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002 LIVRO III – DOS FATOS JURÍDICOS

PARTE GERAL TÍTULO I – DO NEGÓCIO JURÍDICO
Arts. 104 a 184.............................................................112
LIVRO I – DAS PESSOAS Capítulo I – Disposições gerais (arts. 104 a 114)............112
Capítulo II – Da representação (arts. 115 a 120)............112
TÍTULO I – DAS PESSOAS NATURAIS
Capítulo III – Da condição, do termo e do encargo
Arts. 1º a 39..................................................................107 (arts. 121 a 137)............................................................112
Capítulo I – Da personalidade e da capacidade (arts. Capítulo IV – Dos defeitos do negócio jurídico (arts.
1º a 10)..........................................................................107 138 a 165).....................................................................113
Capítulo II – Dos direitos da personalidade (arts. 11 a Seção I – Do erro ou ignorância (arts. 138 a 144)............. 113
21).................................................................................107 Seção II – Do dolo (arts. 145 a 150)................................. 113
Capítulo III – Da ausência (arts. 22 a 39)........................108 Seção III – Da coação (arts. 151 a 155)............................ 113
Seção I – Da curadoria dos bens do ausente (arts. 22 a Seção IV – Do estado de perigo (art. 156)........................ 113
25)................................................................................... 108 Seção V – Da lesão (art. 157)........................................... 113
Seção II – Da sucessão provisória (arts. 26 a 36)............. 108 Seção VI – Da fraude contra credores (arts. 158 a 165)... 113
Seção III – Da sucessão definitiva (arts. 37 a 39).............. 109 Capítulo V – Da invalidade do negócio jurídico (arts.
166 a 184).....................................................................113
TÍTULO II – DAS PESSOAS JURÍDICAS
TÍTULO II – DOS ATOS JURÍDICOS LÍCITOS
Arts. 40 a 69.................................................................109
Art. 185.........................................................................114
Capítulo I – Disposições gerais (arts. 40 a 52)................109
TÍTULO III – DOS ATOS ILÍCITOS
Capítulo II – Das associações (arts. 53 a 61)..................109
Arts. 186 a 188.............................................................114
Capítulo III – Das fundações (arts. 62 a 69)....................110

TÍTULO IV – DA PRESCRIÇÃO E DA DECADÊNCIA
TÍTULO III – DO DOMICÍLIO
Arts. 189 a 211.............................................................114
Arts. 70 a 78.................................................................110
Capítulo I – Da prescrição (arts. 189 a 206)...................114
Seção I – Disposições gerais (arts. 189 a 196)................. 114
LIVRO II – DOS BENS
Seção II – Das causas que impedem ou suspendem a
prescrição (arts. 197 a 201)............................................. 114
TÍTULO ÚNICO – DAS DIFERENTES CLASSES DE BENS Seção III – Das causas que interrompem a prescrição
Arts. 79 a 103...............................................................111 (arts. 202 a 204).............................................................. 115
Capítulo I – Dos bens considerados em si mesmos Seção IV – Dos prazos da prescrição (arts. 205 e 206).... 115
(arts. 79 a 91)................................................................111 Capítulo II – Da decadência (arts. 207 a 211).................115
Seção I – Dos bens imóveis (arts. 79 a 81)....................... 111
Seção II – Dos bens móveis (arts. 82 a 84)...................... 111 TÍTULO V – DA PROVA
Seção III – Dos bens fungíveis e consumíveis (arts. 85 e Arts. 212 a 232.............................................................115
86)................................................................................... 111
PARTE ESPECIAL
Seção IV – Dos bens divisíveis (arts. 87 e 88)................... 111
LIVRO I – DO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
Seção V – Dos bens singulares e coletivos (arts. 89 a 91).... 111
Capítulo II – Dos bens reciprocamente considerados TÍTULO I – DAS MODALIDADES DAS OBRIGAÇÕES
(arts. 92 a 97)................................................................111 Arts. 233 a 285.............................................................116
Capítulo III – Dos bens públicos (arts. 98 a 103)............111 Capítulo I – Das obrigações de dar (arts. 233 a 246).....116
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ÍNDICE SISTEMÁTICO DO CC

Seção I – Das obrigações de dar coisa certa (arts. 233 Capítulo I – Disposições gerais (arts. 421 a 471)............122
a 242).............................................................................. 116 Seção I – Preliminares (arts. 421 a 426)........................... 122
Seção II – Das obrigações de dar coisa incerta (arts. Seção II – Da formação dos contratos (arts. 427 a 435)....... 122
243 a 246)....................................................................... 116
Seção III – Da estipulação em favor de terceiro (arts.
Capítulo II – Das obrigações de fazer (arts. 247 a 249)....117 436 a 438)....................................................................... 122
Capítulo III – Das obrigações de não fazer (arts. 250 Seção IV – Da promessa de fato de terceiro (arts. 439
a 251)............................................................................117 a 440).............................................................................. 122
Capítulo IV – Das obrigações alternativas (arts. 252 a Seção V – Dos vícios redibitórios (arts. 441 a 446)........... 122
256)...............................................................................117
Seção VI – Da evicção (arts. 447 a 457)........................... 123
Capítulo V – Das obrigações divisíveis e indivisíveis
Seção VII – Dos contratos aleatórios (arts. 458 a 461)..... 123
(art. 257 a 263)..............................................................117
Seção VIII – Do contrato preliminar (arts. 462 a 466)........ 123
Capítulo VI – Das obrigações solidárias (arts. 264 a
285)...............................................................................117 Seção IX – Do contrato com pessoa a declarar (arts.
467 a 471)....................................................................... 123
Seção I – Disposições gerais (arts. 264 a 266)................. 117
Capítulo II – Da extinção do contrato (arts. 472 a 480).......123
Seção II – Da solidariedade ativa (arts. 267 a 274)........... 117
Seção I – Do distrato (arts. 472 e 473)............................. 123
Seção III – Da solidariedade passiva (arts. 275 a 285)...... 117
Seção II – Da cláusula resolutiva (arts. 474 e 475)............ 123
TÍTULO II – DA TRANSMISSÃO DAS OBRIGAÇÕES Seção III – Da exceção de contrato não cumprido (arts.
Arts. 286 a 303.............................................................117 476 e 477)....................................................................... 123
Capítulo I – Da cessão de crédito (arts. 286 a 298)........117 Seção IV – Da resolução por onerosidade excessiva
(arts. 478 a 480).............................................................. 123
Capítulo II – Da assunção de dívida (arts. 299 a 303).....118
TÍTULO VI – DAS VÁRIAS ESPÉCIES DE CONTRATO
TÍTULO III – DO ADIMPLEMENTO E EXTINÇÃO
Arts. 481 a 853.............................................................124
DAS OBRIGAÇÕES
Capítulo I – Da compra e venda (arts. 481 a 532)..........124
Arts. 304 a 388.............................................................118
Seção I – Disposições gerais (art. 481 a 504)................... 124
Capítulo I – Do pagamento (arts. 304 a 333)..................118
Seção II – Das cláusulas especiais à compra e venda
Seção I – De quem deve pagar (arts. 304 a 307)............. 118
(arts. 505 a 532).............................................................. 124
Seção II – Daqueles a quem se deve pagar (arts. 308 a
312)................................................................................. 118 Subseção I – Da retrovenda (arts. 505 a 508)................ 124
Seção III – Do objeto do pagamento e sua prova (arts. Subseção II – Da venda a contento e da sujeita a
313 a 326)....................................................................... 118 prova (arts. 509 a 512).................................................. 125
Seção IV – Do lugar do pagamento (arts. 327 a 330)....... 119 Subseção III – Da preempção ou preferência (arts.
513 a 520).................................................................... 125
Seção V – Do tempo do pagamento (arts. 331 a 333)..... 119
Subseção IV – Da venda com reserva de domínio
Capítulo II – Do pagamento em consignação (arts.
(arts. 521 a 528)............................................................ 125
334 a 345).....................................................................119
Subseção V – Da venda sobre documentos (arts. 529
Capítulo III – Do pagamento com sub-rogação (arts. a 532)........................................................................... 125
346 a 351).....................................................................120
Capítulo II – Da troca ou permuta (art. 533)...................125
Capítulo IV – Da imputação do pagamento (arts. 352
a 355)............................................................................120 Capítulo III – Do contrato estimatório (arts. 534 a 537)...125
Capítulo V – Da dação em pagamento (arts. 356 a Capítulo IV – Da doação (arts. 538 a 564)......................125
359)...............................................................................120 Seção I – Disposições gerais (arts. 538 a 554)................. 125
Capítulo VI – Da novação (arts. 360 a 367)....................120 Seção II – Da revogação da doação (arts. 555 a 564)...... 126
Capítulo VII – Da compensação (arts. 368 a 380)..........120 Capítulo V – Da locação de coisas (arts. 565 a 578)......126
Capítulo VIII – Da confusão (arts. 381 a 384).................120 Capítulo VI – Do empréstimo (arts. 579 a 592)...............127
Capítulo IX – Da remissão das dívidas (arts. 385 a 388).....120 Seção I – Do comodato (arts. 579 a 585)......................... 127
Seção II – Do mútuo (arts. 586 a 592).............................. 127
TÍTULO IV – DO INADIMPLEMENTO DAS OBRIGAÇÕES
Capítulo VII – Da prestação de serviço (arts. 593 a
Arts. 389 a 420.............................................................121 609)...............................................................................127
Capítulo I – Disposições gerais (arts. 389 a 393)............121 Capítulo VIII – Da empreitada (arts. 610 a 626)..............128
Capítulo II – Da mora (arts. 394 a 401)...........................121 Capítulo IX – Do depósito (arts. 627 a 652)....................128
Capítulo III – Das perdas e danos (arts. 402 a 405)........121 Seção I – Do depósito voluntário (arts. 627 a 646)........... 128
Capítulo IV – Dos juros legais (arts. 406 a 407)..............121 Seção II – Do depósito necessário (arts. 647 a 652)......... 129
Capítulo V – Da cláusula penal (arts. 408 a 416)............121 Capítulo X – Do mandato (arts. 653 a 692)....................129
Capítulo VI – Das arras ou sinal (arts. 417 a 420)...........122 Seção I – Disposições gerais (arts. 653 a 666)................. 129
Seção II – Das obrigações do mandatário (arts. 667 a
TÍTULO V – DOS CONTRATOS EM GERAL 674)................................................................................. 129
Arts. 421 a 480.............................................................122 Seção III – Das obrigações do mandante (art. 675 a 681).... 130
102

VADE MECUM POLICIAL.indb 102 10/01/2017 08:45:18
ÍNDICE SISTEMÁTICO DO CC

Seção IV – Da extinção do mandato (arts. 682 a 691)...... 130 TÍTULOS I-A – DA EMPRESA INDIVIDUAL
Seção V – Do mandato judicial (art. 692).......................... 130 DE RESPONSABILIDADE LIMITADA
Capítulo XI – Da comissão (arts. 693 a 709)..................130 Art. 980-A.....................................................................140
Capítulo XII – Da agência e distribuição (arts. 710 a
721)...............................................................................131 TÍTULO II – DA SOCIEDADE
Capítulo XIII – Da corretagem (arts. 722 a 729)..............131 Arts. 981 a 1.141..........................................................140
Capítulo XIV – Do transporte (arts. 730 a 756)...............131 Capítulo Único – Disposições gerais (arts. 981 a 985)....140
Seção I – Disposições gerais (arts. 730 a 733)................. 131
Subtítulo I – DA SOCIEDADE NÃO PERSONIFICADA
Seção II – Do transporte de pessoas (arts. 734 a 742)..... 131
Arts. 986 a 996.............................................................140
Seção III – Do transporte de coisas (arts. 743 a 756)....... 132
Capítulo I – Da sociedade em comum (arts. 986 a
Capítulo XV – Do seguro (arts. 757 a 802).....................132
990).........................................................................140
Seção I – Disposições gerais (arts. 757 a 777)................. 132
Capítulo II – Da sociedade em conta de participação
Seção II – Do seguro de dano (arts. 778 a 788)............... 133 (arts. 991 a 996)............................................................141
Seção III – Do seguro de pessoa (art. 789 a 802)............. 133
Capítulo XVI – Da constituição de renda (arts. 803 a Subtítulo II – DA SOCIEDADE PERSONIFICADA
813)...............................................................................134 Arts. 997 a 1.141..........................................................141
Capítulo XVII – Do jogo e da aposta (arts. 814 a 817)....134 Capítulo I – Da sociedade simples (arts. 997 a 1.038)....141
Capítulo XVIII – Da fiança (arts. 818 a 839)....................134 Seção I – Do contrato social (arts. 997 a 1.000)............... 141
Seção I – Disposições gerais (arts. 818 a 826)................. 134 Seção II – Dos direitos e obrigações dos sócios (arts.
Seção II – Dos efeitos da fiança (arts. 827 a 836)............. 134 1.001 a 1.009)................................................................. 141
Seção III – Da extinção da fiança (arts. 837 a 839)........... 135 Seção III – Da administração (arts. 1.010 a 1.021)........... 141
Capítulo XIX – Da transação (arts. 840 a 850)................135 Seção IV – Das relações com terceiros (arts. 1.022 a
1.027).............................................................................. 142
Capítulo XX – Do compromisso (arts. 851 a 853)...........135
Seção V – Da resolução da sociedade em relação a um
sócio (arts. 1.028 a 1.032)............................................... 142
TÍTULO VII – DOS ATOS UNILATERAIS
Seção VI – Da dissolução (arts. 1.033 a 1.038)................ 142
Arts. 854 a 886.............................................................135
Capítulo II – Da sociedade em nome coletivo (arts.
Capítulo I – Da promessa de recompensa (arts. 854 1.039 a 1.044)...............................................................143
a 860)............................................................................135
Capítulo III – Da sociedade em comandita simples
Capítulo II – Da gestão de negócios (arts. 861 a 875)....136 (arts. 1.045 a 1.051)......................................................143
Capítulo III – Do pagamento indevido (arts. 876 a 883)......136 Capítulo IV – Da sociedade limitada (arts. 1.052 a
Capítulo IV – Do enriquecimento sem causa (arts. 1.087)............................................................................143
884 a 886).....................................................................136 Seção I – Disposições preliminares (arts. 1.052 a 1.054).... 143
Seção II – Das quotas (arts. 1.055 a 1.059)..................... 143
TÍTULO VIII – DOS TÍTULOS DE CRÉDITO Seção III – Da administração (arts. 1.060 a 1.065)........... 144
Arts. 887 a 926.............................................................136 Seção IV – Do conselho fiscal (arts. 1.066 a 1.070).......... 144
Capítulo I – Disposições gerais (arts. 887 a 903)............136 Seção V – Das deliberações dos sócios (arts. 1.071 a
Capítulo II – Do título ao portador (arts. 904 a 909)........137 1.080).............................................................................. 144
Capítulo III – Do título à ordem (arts. 910 a 920)............137 Seção VI – Do aumento e da redução do capital (arts.
1.081 a 1.084)................................................................. 145
Capítulo IV – Do título nominativo (arts. 921 a 926)........137
Seção VII – Da resolução da sociedade em relação a
sócios minoritários (arts. 1.085 e 1.086)........................... 145
TÍTULO IX – DA RESPONSABILIDADE CIVIL
Seção VIII – Da dissolução (art. 1.087)............................. 145
Arts. 927 a 954.............................................................138
Capítulo V – Da sociedade anônima (arts. 1.088 e
Capítulo I – Da obrigação de indenizar (arts. 927 a
1.089)............................................................................145
943)...............................................................................138
Seção Única – Da caracterização (arts. 1.088 e 1.089).... 145
Capítulo II – Da indenização (arts. 944 a 954)................138
Capítulo VI – Da sociedade em comandita por ações
TÍTULO X – DAS PREFERÊNCIAS (arts. 1.090 a 1.092)......................................................145
E PRIVILÉGIOS CREDITÓRIOS Capítulo VII – Da sociedade cooperativa (arts. 1.093
a 1.096).........................................................................146
Arts. 955 a 965.............................................................139
Capítulo VIII – Das sociedades coligadas (arts. 1.097
LIVRO II – DO DIREITO DE EMPRESA a 1.101).........................................................................146
Capítulo IX – Da liquidação da sociedade (arts. 1.102
TÍTULO I – DO EMPRESÁRIO a 1.112).........................................................................146
Arts. 966 a 980.............................................................139 Capítulo X – Da transformação, da incorporação, da
Capítulo I – Da caracterização e da inscrição (arts. fusão e da cisão das sociedades (arts. 1.113 a 1.122)....146
966 a 971).....................................................................139 Capítulo XI – Da sociedade dependente de autoriza-
Capítulo II – Da capacidade (arts. 972 a 980).................140 ção (arts. 1.123 a 1.141)...............................................147
103

VADE MECUM POLICIAL.indb 103 10/01/2017 08:45:18
ÍNDICE SISTEMÁTICO DO CC

Seção I – Disposições gerais (arts. 1.123 a 1.125)........... 147 Seção II – Da ocupação (art. 1.263)................................. 153
Seção II – Da sociedade nacional (arts. 1.126 a 1.133).... 147 Seção III – Do achado do tesouro (arts. 1.264 a 1.266).... 153
Seção III – Da sociedade estrangeira (arts. 1.134 a Seção IV – Da tradição (arts. 1.267 e 1.268).................... 153
1.141).............................................................................. 147 Seção V – Da especificação (arts. 1.269 a 1.271)............ 153
TÍTULO III – DO ESTABELECIMENTO Seção VI – Da confusão, da comissão e da adjunção
(arts. 1.272 a 1.274)........................................................ 153
Arts. 1.142 a 1.149.......................................................148
Capítulo IV – Da perda da propriedade (arts. 1.275 e
Capítulo Único – Disposições gerais (arts. 1.142 a 1.276)............................................................................154
1.149)............................................................................148
Capítulo V – Dos direitos de vizinhança (arts. 1.277 a
1.313)............................................................................154
TÍTULO IV – DOS INSTITUTOS COMPLEMENTARES
Seção I – Do uso anormal da propriedade (arts. 1.277
Arts. 1.150 a 1.195.......................................................148 a 1.281)........................................................................... 154
Capítulo I – Do registro (arts. 1.150 a 1.154)..................148 Seção II – Das árvores limítrofes (arts. 1.282 a 1.284)...... 154
Capítulo II – Do nome empresarial (arts. 1.155 a 1.168)..... 148 Seção III – Da passagem forçada (art. 1.285)................... 154
Capítulo III – Dos prepostos (arts. 1.169 a 1.178)..........149 Seção IV – Da passagem de cabos e tubulações (arts.
Seção I – Disposições gerais (arts. 1.169 a 1.171)........... 149 1.286 e 1.287)................................................................. 154
Seção II – Do gerente (arts. 1.172 a 1.176)...................... 149 Seção V – Das águas (arts. 1.288 a 1.296)...................... 154
Seção III – Do contabilista e outros auxiliares (arts. Seção VI – Dos limites entre prédios e do direito de
1.177 a 1.178)................................................................. 149 tapagem (arts. 1.297 e 1.298).......................................... 154
Capítulo IV – Da escrituração (arts. 1.179 a 1.195)........149 Seção VII – Do direito de construir (arts. 1.299 a 1.313)... 155
Capítulo VI – Do condomínio geral (arts. 1.314 a 1.330).... 155
LIVRO III – DO DIREITO DAS COISAS
Seção I – Do condomínio voluntário (arts. 1.314 a 1.326)..... 155
TÍTULO I – DA POSSE Subseção I – Dos direitos e deveres dos condôminos
(arts. 1.314 a 1.322)...................................................... 155
Arts. 1.196 a 1.224.......................................................150
Subseção II – Da administração do condomínio (arts.
Capítulo I – Da posse e sua classificação (arts. 1.196 1.323 a 1.326).............................................................. 156
a 1.203).........................................................................150
Seção II – Do condomínio necessário (arts. 1.327 a
Capítulo II – Da aquisição da posse (arts. 1.204 a 1.330).............................................................................. 156
1.209)............................................................................150
Capítulo VII – Do condomínio edilício (arts. 1.331 a
Capítulo III – Dos efeitos da posse (arts. 1.210 a 1.222).... 151 1.358)............................................................................156
Capítulo IV – Da perda da posse (arts. 1.223 e 1.224).......151 Seção I – Disposições gerais (arts. 1.331 a 1.346)........... 156
Seção II – Da administração do condomínio (arts.
TÍTULO II – DOS DIREITOS REAIS 1.347 a 1.356)................................................................. 157
Arts. 1.225 a 1.227.......................................................151 Seção III – Da extinção do condomínio (arts. 1.357 e
Capítulo Único – Disposições gerais (arts. 1.225 a 1.358).............................................................................. 157
1.227)............................................................................151 Capítulo VIII – Da propriedade resolúvel (arts. 1.359 e
1.360)............................................................................157
TÍTULO III – DA PROPRIEDADE
Capítulo IX – Da propriedade fiduciária (arts. 1.361 a
Arts. 1.228 a 1.368-A....................................................151 1.368-B)........................................................................157
Capítulo I – Da propriedade em geral (arts. 1.228 a
1.237)............................................................................151 TÍTULO IV – DA SUPERFÍCIE
Seção I – Disposições preliminares (arts. 1.228 a 1.232).... 151 Arts. 1.369 a 1.377.......................................................158
Seção II – Da descoberta (arts. 1.233 a 1.237)................ 152
Capítulo II – Da aquisição da propriedade imóvel TÍTULO V – DAS SERVIDÕES
(arts. 1.238 a 1.259)......................................................152 Arts. 1.378 a 1.389.......................................................158
Seção I – Da usucapião (arts. 1.238 a 1.244)................... 152 Capítulo I – Da constituição das servidões (arts.
Seção II – Da aquisição pelo registro do título (arts. 1.378 e 1.379)...............................................................158
1.245 a 1.247)................................................................. 152 Capítulo II – Do exercício das servidões (arts. 1.380 a
Seção III – Da aquisição por acessão (arts. 1.248 a 1.386)............................................................................158
1.259).............................................................................. 152 Capítulo III – Da extinção das servidões (arts. 1.387 a
Subseção I – Das ilhas (art. 1.249)................................ 152 1.389)............................................................................159
Subseção II – Da aluvião (art. 1.250)............................. 153
Subseção III – Da avulsão (art. 1.251)........................... 153 TÍTULO VI – DO USUFRUTO
Subseção IV – Do álveo abandonado (art. 1.252).......... 153 Arts. 1.390 a 1.411.......................................................159
Subseção V – Das construções e plantações (arts. Capítulo I – Disposições gerais (arts. 1.390 a 1.393)......159
1.253 a 1.259).............................................................. 153 Capítulo II – Dos direitos do usufrutuário (arts. 1.394
Capítulo III – Da aquisição da propriedade imóvel a 1.399).........................................................................159
(arts. 1.260 a 1.274)......................................................153 Capítulo III – Dos deveres do usufrutuário (arts. 1.400
Seção I – Da usucapião (arts. 1.260 a 1.262)................... 153 a 1.409).........................................................................159
104

VADE MECUM POLICIAL.indb 104 10/01/2017 08:45:18
ÍNDICE SISTEMÁTICO DO CC

Capítulo IV – Da extinção do usufruto (arts. 1.410 e Capítulo III – Dos impedimentos (arts. 1.521 e 1.522)........165
1.411)............................................................................159 Capítulo IV – Das causas suspensivas (arts. 1.523 e
1.524)............................................................................165
TÍTULO VII – DO USO Capítulo V – Do processo de habilitação para o casa-
Arts. 1.412 e 1.413.......................................................160 mento (arts. 1.525 a 1.532)...........................................165
Capítulo VI – Da celebração do casamento (arts.
TÍTULO VIII – DA HABITAÇÃO 1.533 a 1.542)...............................................................165
Arts. 1.414 a 1.416.......................................................160 Capítulo VII – Das provas do casamento (arts. 1.543
a 1.547).........................................................................166
TÍTULO IX – DO DIREITo
Capítulo VIII – Da invalidade do casamento (arts.
DO PROMITENTE comprador 1.548 a 1.564)...............................................................166
Arts. 1.417 e 1.418.......................................................160 Capítulo IX – Da eficácia do casamento (arts. 1.565 a
1.570)............................................................................167
TÍTULO X – DO PENHOR, DA HIPOTECA
Capítulo X – Da dissolução da sociedade e do vínculo
E DA ANTICRESE
conjugal (arts. 1.571 a 1.582)........................................167
Arts. 1.419 a 1.510.......................................................160
Capítulo XI – Da proteção da pessoa dos filhos (arts.
Capítulo I – Disposições gerais (arts. 1.419 a 1.430)......160 1.583 a 1.590)...............................................................168
Capítulo II – Do penhor (arts. 1.431 a 1.472)..................160
Seção I – Da constituição do penhor (arts. 1.431 e Subtítulo II – DAS RELAÇÕES DE PARENTESCO
1.432).............................................................................. 160 Arts. 1.591 a 1.638.......................................................169
Seção II – Dos direitos do credor pignoratício (arts. Capítulo I – Disposições gerais (arts. 1.591 a 1.595)......169
1.433 e 1.434)................................................................. 161
Capítulo II – Da filiação (arts. 1.596 a 1.606)..................169
Seção III – Das obrigações do credor pignoratício (art.
1.435).............................................................................. 161 Capítulo III – Do reconhecimento dos filhos (arts.
1.607 a 1.617)...............................................................169
Seção IV – Da extinção do penhor (arts. 1.436 e 1.437)........ 161
Seção V – Do penhor rural (arts. 1.438 a 1.446).............. 161 Capítulo IV – Da adoção (arts. 1.618 a 1.629)................169
Subseção I – Disposições gerais (arts. 1.438 a 1.441)...... 161 Capítulo V – Do poder familiar (arts. 1.630 a 1.638).......170
Subseção II – Do penhor agrícola (arts. 1.442 e 1.443)..... 161 Seção I – Disposições gerais ( arts.1.630 a 1.633)........... 170
Subseção III – Do penhor pecuário (arts. 1.444 a Seção II – Do exercício do poder familiar (art. 1.634)........ 170
1.446)........................................................................... 161 Seção III – Da suspensão e extinção do poder familiar
Seção VI – Do penhor industrial e mercantil (arts. 1.447 (arts. 1.635 a 1.638)........................................................ 170
a 1.450)........................................................................... 161
Seção VII – Do penhor de direitos e títulos de crédito TÍTULO II – DO DIREITO PATRIMONIAL
(arts. 1.451 a 1.460)........................................................ 162 Arts. 1.639 a 1.722.......................................................170
Seção VIII – Do penhor de veículos (arts. 1.461 a 1.466)...... 162
Seção IX – Do penhor legal (arts. 1.467 a 1.472)............. 162 Subtítulo I – DO REGIME DE BENS
Capítulo III – Da hipoteca (arts. 1.473 a 1.505)..............162 ENTRE OS CÔNJUGES
Seção I – Disposições gerais (arts. 1.473 a 1.488) .......... 162 Arts. 1.639 a 1.688.......................................................170
Seção II – Da hipoteca legal (arts. 1.489 a 1.491)............ 163 Capítulo I – Disposições gerais (arts. 1.639 1.652).........170
Seção III – Do registro da hipoteca (arts. 1.492 a 1.498)...... 163 Capítulo II – Do pacto antenupcial (arts. 1.653 a 1.657)..... 171
Seção IV – Da extinção da hipoteca (arts. 1.499 a 1.501).... 163 Capítulo III – Do regime de comunhão parcial (arts.
Seção V – Da hipoteca de vias férreas (arts. 1.502 a 1.658 a 1.666)...............................................................171
1.505).............................................................................. 164 Capítulo IV – Do regime de comunhão universal (arts.
Capítulo IV – Da anticrese (arts. 1.506 a 1.510).............164 1.667 a 1.671)...............................................................171
Capítulo V – Do regime de participação final nos
TÍTULO XI – CAPÍTULO ÚNICO aquestos (art. 1.672 a 1.686).........................................171
Capítulo Único – (art. 1.510-A).......................................164 Capítulo VI – Do regime de separação de bens (arts.
1.687 a 1.688)...............................................................172
LIVRO IV – DO DIREITO DE FAMÍLIA
Subtítulo II – DO USUFRUTO E DA ADMINISTRAÇÃO
TÍTULO I – DO DIREITO PESSOAL DOS BENS DE FILHOS MENORES
Arts. 1.511 a 1.638.......................................................164 Arts. 1.689 a 1.693.......................................................172

Subtítulo I – DO CASAMENTO Subtítulo III – DOS ALIMENTOS
Arts. 1.511 a 1.590.......................................................164 Arts. 1.694 a 1.710.......................................................172
Capítulo I – Disposições gerais (arts. 1.511 a 1.516)......164
Capítulo II – Da capacidade para o casamento (arts. Subtítulo IV – DO BEM DE FAMÍLIA
1.517 a 1.520)...............................................................164 Arts. 1.711 a 1.722.......................................................173
105

VADE MECUM POLICIAL.indb 105 10/01/2017 08:45:19
ÍNDICE SISTEMÁTICO DO CC

TÍTULO III – DA UNIÃO ESTÁVEL Capítulo III – Das formas ordinárias do testamento
Arts. 1.723 a 1.727.......................................................173 (arts. 1.862 a 1.880)......................................................179
Seção I – Disposições gerais (arts. 1.862 e 1.863)........... 179
TÍTULO IV – DA TUTELA, DA CURATELA Seção II – Do testamento público (arts. 1.864 a 1.867).... 179
e da tomada de decisão apoiada Seção III – Do testamento cerrado (arts. 1.868 a 1.875).. 179
Arts. 1.728 a 1.783-A....................................................173 Seção IV – Do testamento particular (arts. 1.876 a 1.880).... 179
Capítulo I – Da tutela (arts. 1.728 a 1.766).....................173 Capítulo IV – Dos codicilos (arts. 1.881 a 1.885)............180
Seção I – Dos tutores (arts. 1.728 a 1.734)...................... 173 Capítulo V – Dos testamentos especiais (arts. 1.886 a
Seção II – Dos incapazes de exercer a tutela (art. 1.735)..... 174 1.896)............................................................................180
Seção III – Da escusa dos tutores (arts. 1.736 a 1.739)..... 174 Seção I – Disposições gerais (arts. 1.886 e 1.887)........... 180
Seção IV – Do exercício da tutela (arts. 1.740 a 1.752).... 174 Seção II – Do testamento marítimo e do testamento
Seção V – Dos bens do tutelado (arts. 1.753 e 1.754)..... 175 aeronáutico (arts. 1.888 a 1.892)..................................... 180
Seção VI – Da prestação de contas (arts. 1.755 a 1.762)... 175 Seção III – Do testamento militar (arts. 1.893 a 1.896)..... 180
Seção VII – Da cessão da tutela (arts. 1.763 a 1.766)...... 175 Capítulo VI – Das disposições testamentárias (arts.
Capítulo II – Da curatela (arts. 1.767 a 1.783)................175 1.897 a 1.911)...............................................................180
Seção I – Dos interditos (arts. 1.767 a 1.778)................... 175 Capítulo VII – Dos legados (arts. 1.912 a 1.940)............181
Seção II – Da curatela do nascituro e do enfermo ou Seção I – Disposições gerais (arts. 1.912 a 1.922)........... 181
portador de deficiência física (arts. 1.779 e 1.780)........... 176
Seção II – Dos efeitos do legado e do seu pagamento
Seção III – Do exercício da curatela (arts. 1.781 a 1.783)..... 176 (arts. 1.923 a 1.938)........................................................ 181
Capítulo III – Da tomada de decisão apoiada (Art. Seção III – Da caducidade dos legados (arts. 1.939 e
1.783-A)........................................................................176 1.940).............................................................................. 181
LIVRO V – DO DIREITO DAS SUCESSÕES Capítulo VIII – Do direito de acrescer entre herdeiros
e legatários (arts. 1.941 a 1.946)...................................182
TÍTULO I – DA SUCESSÃO EM GERAL Capítulo IX – Das substituições (arts. 1.947 a 1.960).....182
Arts. 1.784 a 1.828.......................................................176 Seção I – Da substituição vulgar e da recíproca (arts.
Capítulo I – Disposições gerais (arts. 1.784 a 1.790)......176 1.947 a 1.950)................................................................. 182
Capítulo II – Da herança e de sua administração (arts. Seção II – Da substituição fideicomissária (arts. 1.951 a
1.791 a 1.797)...............................................................176 1.960).............................................................................. 182
Capítulo III – Da vocação hereditária (arts. 1.798 a Capítulo X – Da deserdação (arts. 1.961 a 1.965)..........182
1.803)............................................................................177 Capítulo XI – Da redução das disposições testamen-
Capítulo IV – Da aceitação e renúncia da herança tárias (arts. 1.966 a 1.968).............................................182
(arts. 1.804 a 1.813)......................................................177 Capítulo XII – Da revogação do testamento (arts.
Capítulo V – Dos excluídos da sucessão (arts. 1.814 1.969 a 1.972)...............................................................182
a 1.818).........................................................................177 Capítulo XIII – Do rompimento do testamento (arts.
Capítulo VI – Da herança jacente (arts. 1.819 a 1.823).......178 1.973 a 1.975)...............................................................183
Capítulo VII – Da petição de herança (arts. 1.824 a Capítulo XIV – Do testamenteiro (arts. 1.976 a 1.990)....183
1.828)............................................................................178
TÍTULO IV – DO INVENTÁRIO E DA PARTILHA
TÍTULO II – DA SUCESSÃO LEGÍTIMA
Arts. 1.991 a 2.027.......................................................183
Arts. 1.829 a 1.856.......................................................178
Capítulo I – Do inventário (art. 1.991).............................183
Capítulo I – Da ordem da vocação hereditária (arts.
1.829 a 1.844)...............................................................178 Capítulo II – Dos sonegados (arts. 1.992 a 1.996)..........183
Capítulo II – Dos herdeiros necessários (arts. 1.845 a Capítulo III – Do pagamento das dívidas (arts. 1.997
1.850)............................................................................178 a 2.001).........................................................................183
Capítulo III – Do direito de representação (arts. 1.851 Capítulo IV – Da colação (arts. 2.002 a 2.012)...............183
a 1.856).........................................................................179 Capítulo V – Da partilha (arts. 2.013 a 2.022).................184
Capítulo VI – Da garantia dos quinhões hereditários
TÍTULO III – DA SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA (arts. 2.023 a 2.026)......................................................184
Arts. 1.857 a 1.990.......................................................179
Capítulo VII – Da anulação da partilha (art. 2.027)..........184
Capítulo I – Do testamento em geral (arts. 1.857 a
1.859)............................................................................179 LIVRO COMPLEMENTAR – DAS DISPOSIÇÕES
Capítulo II – Da capacidade de testar (arts. 1.860 e FINAIS E TRANSITÓRIAS
1.861)............................................................................179 Arts. 2.028 a 2.046.......................................................184

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VADE MECUM POLICIAL.indb 106 10/01/2017 08:45:19
CÓDIGO CIVIL

LEI 10.406, èè v. Art. 1.767, I e III, do CC. èè v. Arts. 744 e ss., do NCPC.
v. Arts. 747 e ss., do NCPC. v. Art. 3º da Lei 9.434/1997.
DE 10 DE JANEIRO DE 2002
èè èè

III – aqueles que, por causa transitória ou perma- Art. 7º Pode ser declarada a morte presumida,
Institui o Código Civil. nente, não puderem exprimir sua vontade; sem decretação de ausência:
èè v. Lei 13.146/2015 – Estatuto da Pessoa com Deficiência. èè Inciso III com redação alterada pela Lei 13.146/2015, em èè v. Lei 9.140/1995 – Reconhece como mortas pessoas

O Presidente da República: vigor após decorridos 180 (cento e oitenta) dias de sua desaparecidas em razão de participação, ou acusação de
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e publicação oficial – D.O.U. de 7.7.2015. participação, em atividades políticas, no período de 2 de
èè v. Art. 1.767, IV, do CC. setembro de 1961 a 15 de agosto de 1979.
eu sanciono a seguinte Lei:
èè v. Arts. 747 e ss., do NCPC. I – se for extremamente provável a morte de
Parte Geral IV – os pródigos. quem estava em perigo de vida;
èè v. Art. 1.782 do CC. II – se alguém, desaparecido em campanha ou
Livro I Parágrafo único. A capacidade dos indígenas feito prisioneiro, não for encontrado até 2 (dois)
DAS PESSOAS será regulada por legislação especial. anos após o término da guerra.
èè Parágrafo único com redação alterada pela Lei Lei Parágrafo único. A declaração da morte pre-
Título I 13.146/2015, em vigor após decorridos 180 (cento sumida, nesses casos, somente poderá ser re-
querida depois de esgotadas as buscas e averi-
Das pessoas naturais e oitenta) dias de sua publicação oficial – D.O.U. de
guações, devendo a sentença fixar a data prová-
7.7.2015.
Capítulo I èè v. Arts. 231 e 232 da CF/1988. vel do falecimento.
èè v. Arts. 22 a 39 do CC.
èè v. Arts. 8º, 9º e 37 da Lei 6.001/1973.
DA PERSONALIDADE E DA CAPACIDADE
èè v. Art. 1º, parágrafo único, da Lei 5.371/1967. èè v. Art. 88 da Lei 6.015/1973.

Art. 1º Toda pessoa é capaz de direitos e deve- èè v. Decreto 7.747/2012 – Política Nacional de Gestão Art. 8º Se dois ou mais indivíduos falecerem na
res na ordem civil. Territorial e Ambiental de Terras Indígenas mesma ocasião, não se podendo averiguar se
èè v. Arts. 70 e ss., do NCPC. Art. 5º A menoridade cessa aos 18 (dezoito) algum dos comorientes precedeu aos outros,
èè v. Art. 126, I, do CTN. presumir-se-ão simultaneamente mortos.
anos completos, quando a pessoa fica habilitada
èè v. Art. 7º da LINDB. à prática de todos os atos da vida civil. Art. 9º Serão registrados em registro público:
èè v. Art. 1º da Convenção Americana de Direitos Humanos èè v. Art. 228 da CF/1988. I – os nascimentos, casamentos e óbitos;
– Pacto de San Jose da Costa Rica. èè v. Arts. 1.635, II e III, e 1.763, I, do CC. èè v. Arts. 2º, 6º, 1.515, 1.516, 1.536, 1.543, 1.544 do CC.
Art. 2º A personalidade civil da pessoa começa èè v. Art. 27 do CP . èè v. Lei 13.114/2015 – Altera a Lei 6.015/1973.
do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, èè v. Arts. 34, 50, parágrafo único, 52, do CPP . èè v. Art. 80, parágrafo único, da Lei 6.015/1973.
desde a concepção, os direitos do nascituro. èè v. Art. 792 da CLT èè v. Arts. 29, I a III, 33, 50, 51, 70 a 88 da Lei 6.015/1973.
èè v. Arts. 542, 1.779, caput, e 1.952 do CC.
èè v. Art. 42 do ECA. èè v. Lei 12.662/2012 – Assegura a validade nacional à
èè v. Arts. 124 a 128 do CP . èè v. Art. 9º, I, da Lei 6.001/1973. Declaração de Nascido Vivo – DNV.
èè v. Art. 3º da Convenção Americana de Direitos Humanos
Parágrafo único. Cessará, para os menores, II – a emancipação por outorga dos pais ou por
– Pacto de San Jose da Costa Rica. sentença do juiz;
a incapacidade:
Art. 3º São absolutamente incapazes de exercer èè v. Art. 73 da Lei 4.375/1964. èè v. Arts. 29, IV, 89 a 94, da Lei 6.015/1973.
pessoalmente os atos da vida civil os menores
I – pela concessão dos pais, ou de um deles na III – a interdição por incapacidade absoluta ou
de 16 (dezesseis) anos.
falta do outro, mediante instrumento público, in- relativa;
èè Caput com redação alterada pela Lei 13.146/2015, em
dependentemente de homologação judicial, ou èè v. Art. 29, V, da Lei 6.015/1973.
vigor após decorridos 180 (cento e oitenta) dias de sua
por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor IV – a sentença declaratória de ausência e de
publicação oficial – D.O.U. de 7.7.2015..
tiver 16 (dezesseis) anos completos; morte presumida.
èè v. Arts. 166, I, 974, 1.728 e 1.767 do CC.
èè v. Arts. 9º, II, 1.635, II e 1.763, I, do CC. èè v. Arts. 29, VI, e 94 da Lei 6.015/1973.
èè I a III – (Revogados pela Lei 13.146/2015, em vigor após
èè v. Arts. 29, IV, 89 e 90 da Lei 6.015/1973.
decorridos 180 (cento e oitenta) dias de sua publicação Art. 10. Far-se-á averbação em registro público:
oficial – D.O.U. de 7.7.2015); II – pelo casamento; I – das sentenças que decretarem a nulidade ou
èè v. Art. 1.517 do CC.
Art. 4º São incapazes, relativamente a certos anulação do casamento, o divórcio, a separa-
atos ou à maneira de os exercer: III – pelo exercício de emprego público efetivo; ção judicial e o restabelecimento da sociedade
èè Caput com redação alterada pela Lei 13.146/2015, em èè v. Art. 37, I e II, da CF/1988. conjugal;
vigor após decorridos 180 (cento e oitenta) dias de sua èè v. Art. 5º, V, da Lei 8.112/1990. èè v. Arts. 1.561, 1.563 e 1.571, II a IV, do CC.

publicação oficial – D.O.U. de 7.7.2015. IV – pela colação de grau em curso de ensino èè v. Arts. 29, § 1º, a, e 100 da Lei 6.015/1973.

èè v. Art. 105, 171, I, 195, 934 e 974 do CC. superior; II – dos atos judiciais ou extrajudiciais que decla-
èè v. Arts. 71, 72, e 447, § 1º, do NCPC. èè v. Art. 47, § 2º, da Lei 9.394/1996. rarem ou reconhecerem a filiação;
èè v. Art. 142 do ECA. V – pelo estabelecimento civil ou comercial, ou èè v. Arts. 1.607 a 1.617 do CC.

I – os maiores de 16 (dezesseis) e menores de pela existência de relação de emprego, desde èè v. Arts. 26 e 27 do ECA.

18 (dezoito) anos; que, em função deles, o menor com 16 (dezes- èè v. Art. 29, § 1º, b e d, da Lei 6.015/1973.

èè v. Arts. 5º, 9º, III, 180, 666, 1.517, 1.634, V, 1.690, 1.747, seis) anos completos tenha economia própria. III – (Revogado pela Lei 12.010/2009).
I, 1.860, parágrafo único, do CC. èè v. Art. 7º, XXXIII, da CF/1988.

èè v. Arts. 402, 403 e 428 da CLT. èè v. Art. 972 do CC.
Capítulo II
èè v. Art. 2º do ECA. Art. 6º A existência da pessoa natural termina DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE
II – os ébrios habituais e os viciados em tóxico; com a morte; presume-se esta, quanto aos au- Art. 11. Com exceção dos casos previstos em
èè Inciso II com redação alterada pela Lei 13.146/2015, em sentes, nos casos em que a lei autoriza a aber- lei, os direitos da personalidade são intransmissí-
vigor após decorridos 180 (cento e oitenta) dias de sua tura de sucessão definitiva. veis e irrenunciáveis‑, não podendo o seu exercí-
publicação oficial – D.O.U. de 7.7.2015. èè v. Arts. 9º, I, 12, parágrafo único, 22 a 39 do CC. cio sofrer limitação voluntária.

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ART. 12 CÓDIGO CIVIL

èè v. Arts. 1º, III, e 5º, X, da CF. dir ou fazer cessar ato contrário a esta norma. imprensa; mas, logo que passe em julgado, pro-
èè v. Art. 52 do CC. èè v. Art. 5º, X a XII do CF/1988. ceder-se-á à abertura do testamento, se houver,
Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou èè v. ADIN 4.815 do STF. e ao inventário e partilha dos bens, como se o
a lesão, a direito da personalidade, e reclamar èè Art. 536 do NCPC. ausente fosse falecido.
perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções èè v. LC 105/2001 – Sigilo das operações de instituições § 1º Findo o prazo a que se refere o Art. 26, e
previstas em lei. financeiras. não havendo interessados na sucessão provisó-
èè v. Art. 5º, XXXV, da CF/1988. èè v. Art. 5º-A da Lei 12.037/2009. ria, cumpre ao Ministério Público requerê-la ao
èè v. Art. 536 do NCPC. èè v. Lei 9.296/1996 – Interceptação das comunicações juízo competente.
èè v. Art. 186 e 927 do CC. telefônicas. § 2º Não comparecendo herdeiro ou interessado
para requerer o inventário até 30 (trinta) dias de-
Parágrafo único. Em se tratando de morto, Capítulo III pois de passar em julgado a sentença que man-
terá legitimação para requerer a medida prevista DA AUSÊNCIA
neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer dar abrir a sucessão provisória, proceder-se-á à
arrecadação dos bens do ausente pela forma
parente em linha reta, ou colateral até o quarto Seção I estabelecida nos Arts. 1.819 a 1.823.
grau. Da curadoria dos bens do ausente èè v. Arts. 738 e ss., do NCPC.
Art. 13. Salvo por exigência médica, é defeso
o ato de disposição do próprio corpo, quando Art. 22. Desaparecendo uma pessoa do seu Art. 29. Antes da partilha, o juiz, quando julgar
importar diminuição permanente da integridade domicílio sem dela haver notícia, se não houver conveniente, ordenará a conversão dos bens
física, ou contrariar os bons costumes. deixado representante ou procurador a quem móveis, sujeitos a deterioração ou a extravio, em
caiba administrar-lhe os bens, o juiz, a requeri- imóveis ou em títulos garantidos pela União.
Parágrafo único. O ato previsto neste artigo mento de qualquer interessado ou do Ministério èè v. Arts. 79 e 81, 2.013 a 2.022 do CC.
será admitido para fins de transplante, na forma
Público, declarará a ausência, e nomear-lhe-á èè v. Lei 10.179/2001 – Dispõe sobre os títulos da dívida
estabelecida em lei especial.
curador.
CC

pública de responsabilidade do Tesouro Nacional.
èè v. Art. 9º, § 3º, da Lei 9.434/1997.
èè v. Arts. 6º, 9º, IV, 198, II, 1.571, § 1º e 1.785, do CC.
Art. 30. Os herdeiros, para se imitirem na posse
Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou al- èè v. Arts. 72, parágrafo único, 49,242, § 1º, e 744 e ss., dos bens do ausente, darão garantias da resti-
truístico, a disposição gratuita do próprio corpo, do NCPC. tuição deles, mediante penhores ou hipotecas
no todo ou em parte, para depois da morte. èè v. Art. 29, VI, da Lei 6.015/1973. equivalentes aos quinhões respectivos.
èè v. Lei 8.501/1992 – Utilização de cadáver não reclamado,
èè v. Art. 78 da Lei 8.213/1991. èè v. Arts. 1.196 a 1.199, 1.431 a 1.466, e 1.473 a 1.488
para fins de estudos ou pesquisas científicas.
èè v. Art. 3º da Lei 9.434/1997.
Art. 23. Também se declarará a ausência, e se do CC.
nomeará curador, quando o ausente deixar man- èè v. Art. 745, § 3º, do NCPC.
Parágrafo único. O ato de disposição pode datário que não queira ou não possa exercer ou § 1º Aquele que tiver direito à posse provisória,
ser livremente revogado a qualquer tempo. continuar o mandato, ou se os seus poderes fo- mas não puder prestar a garantia exigida neste
èè v. Arts. 1.857, § 2º, e 1.858 do CC. rem insuficientes. artigo, será excluído, mantendo-se os bens que
èè v. Art. 4º da Lei 9.434/1997. èè v. Art. 744 do NCPC. lhe deviam caber sob a administração do cura-
Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a sub- èè v. Arts. 653 e 682 do CC. dor, ou de outro herdeiro designado pelo juiz, e
meter-se, com risco de vida, a tratamento mé- Art. 24. O juiz, que nomear o curador, fixar-lhe-á que preste essa garantia.
dico ou a intervenção cirúrgica. os poderes e obrigações, conforme as circuns- § 2º Os ascendentes, os descendentes e o côn-
Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele tâncias, observando, no que for aplicável, o dis- juge, uma vez provada a sua qualidade de her-
compreendidos o prenome e o sobrenome. posto a respeito dos tutores e curadores. deiros, poderão, independentemente de garan-
èè v. Art. 227, § 6º da CF/1988. èè v. Arts. 739, § 1º, e 759 e ss., do NCPC. tia, entrar na posse dos bens do ausente.
èè v. Arts. 19, 1.571, § 2º, e 1.578, do CC. Art. 25. O cônjuge do ausente, sempre que não Art. 31. Os imóveis do ausente só se poderão
èè v. Arts. 30, 43 e 44 da Lei 6.815/1980 esteja separado judicialmente, ou de fato por alienar, não sendo por desapropriação, ou hipo-
èè v. Arts. 54 a 58 da Lei 6.015/1973. mais de 2 (dois) anos antes da declaração da au- tecar, quando o ordene o juiz, para lhes evitar a
Art. 17. O nome da pessoa não pode ser em- sência, será o seu legítimo curador. ruína.
èè v. Arts. 731 e ss., do NCPC. èè v. Arts. 5º, XXIV, XXV, 22, II, III, 182, § 3º, 184, 185, e 216,
pregado por outrem em publicações ou repre-
sentações que a exponham ao desprezo pú- § 1º Em falta do cônjuge, a curadoria dos bens § 1º da CF/1988.
èè v. Lei 8.257/1991 – Dispõe sobre a expropriação das
blico, ainda quando não haja intenção difama- do ausente incumbe aos pais ou aos descen-
tória. dentes, nesta ordem, não havendo impedimento glebas nas quais se localizem culturas ilegais de plantas
èè v.Súmula 221 do STJ. que os iniba de exercer o cargo. psicotrópicas.
èè v. Lei 4.132/1962 – Desapropriação por interesse social.
Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o § 2º Entre os descendentes, os mais próximos
èè v. Dec.-lei 3.365/1941 – Desapropiações por utilidade
nome alheio em propaganda comercial. precedem os mais remotos.
pública.
Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades § 3º Na falta das pessoas mencionadas, com-
Art. 32. Empossados nos bens, os sucessores
lícitas goza da proteção que se dá ao nome. pete ao juiz a escolha do curador.
provisórios ficarão representando ativa e passi-
èè v. Arts. 12, e 24, II, da Lei 9.610/1998.
Seção II vamente o ausente, de modo que contra eles
Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias Da sucessão provisória correrão as ações pendentes e as que de futuro
à administração da justiça ou à manutenção da àquele forem movidas.
ordem pública, a divulgação de escritos, a trans- Art. 26. Decorrido 1 (um) ano da arrecadação èè v. Art. 1.792 do CC.
missão da palavra, ou a publicação, a exposição dos bens do ausente, ou, se ele deixou repre-
èè v. Art. 49 do NCPC.
ou a utilização da imagem de uma pessoa pode- sentante ou procurador, em se passando 3 (três)
rão ser proibidas, a seu requerimento e sem pre- anos, poderão os interessados requerer que se Art. 33. O descendente, ascendente ou côn-
declare a ausência e se abra provisoriamente a juge que for sucessor provisório do ausente, fará
juízo da indenização que couber, se lhe atingirem
sucessão. seus todos os frutos e rendimentos dos bens
a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se
èè v. Art. 745 do NCPC.
que a este couberem; os outros sucessores,
se destinarem a fins comerciais.
èè v. Art. 104, parágrafo único, da Lei 6.015/1973.
porém, deverão capitalizar metade desses fru-
èè v. Súmula 403 do STJ.
tos e rendimentos, segundo o disposto no Art.
èè v. Art. 5º, X e XXVIII, a, da CF/1988. Art. 27. Para o efeito previsto no artigo anterior, 29, de acordo com o representante do Ministé-
èè v. ADIN 4.815 do STF. somente se consideram interessados:
rio Público, e prestar anualmente contas ao juiz
èè v. Art. 536 do NCPC. I – o cônjuge não separado judicialmente; competente.
èè v. Art. 186 do CC. II – os herdeiros presumidos, legítimos ou testa- èè v. Arts. 1.829, I a III, e 1.845 do CC.

èè v. Lei 9.610/1998 – Direitos autorais. mentários; Parágrafo único. Se o ausente aparecer, e fi-
Parágrafo único. Em se tratando de morto ou III – os que tiverem sobre os bens do ausente di- car provado que a ausência foi voluntária e injus-
de ausente, são partes legítimas para requerer reito dependente de sua morte; tificada, perderá ele, em favor do sucessor, sua
essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os IV – os credores de obrigações vencidas e não parte nos frutos e rendimentos.
descendentes. pagas. Art. 34. O excluído, segundo o Art. 30, da
Art. 21. A vida privada da pessoa natural é in- Art. 28. A sentença que determinar a abertura posse provisória poderá, justificando falta de
violável, e o juiz, a requerimento do interessado, da sucessão provisória só produzirá efeito 180 meios, requerer lhe seja entregue metade dos
adotará as providências necessárias para impe- (cento e oitenta) dias depois de publicada pela rendimentos do quinhão que lhe tocaria.

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VADE MECUM POLICIAL.indb 108 10/01/2017 08:45:19
CÓDIGO CIVIL ART. 53
Art. 35. Se durante a posse provisória se provar Art. 42. São pessoas jurídicas de direito público III – o modo por que se administra e representa,
a época exata do falecimento do ausente, con- externo os Estados estrangeiros e todas as pes- ativa e passivamente, judicial e extrajudicial-
siderar-se-á, nessa data, aberta a sucessão em soas que forem regidas pelo direito internacional mente;
favor dos herdeiros, que o eram àquele tempo. público. IV – se o ato constitutivo é reformável no tocante
Art. 36. Se o ausente aparecer, ou se lhe pro- èè v. Arts. 4º, 102, I, e, 105, II, c, e 109 da CF/1988. à administração, e de que modo;
var a existência, depois de estabelecida a posse èè v. Art. 11 da LINBD. V – se os membros respondem, ou não, subsi-
provisória, cessarão para logo as vantagens dos Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público diariamente, pelas obrigações sociais;
sucessores nela imitidos, ficando, todavia, obri- interno são civilmente responsáveis por atos dos VI – as condições de extinção da pessoa jurídica
gados a tomar as medidas assecuratórias preci- seus agentes que nessa qualidade causem da- e o destino do seu patrimônio, nesse caso.
sas, até a entrega dos bens a seu dono. nos a terceiros, ressalvado direito regressivo con- èè v. Arts. 985, 998, §§ 1º e 2º, 1.000, 1.150 a 1.154 do CC.
tra os causadores do dano, se houver, por parte
Seção III èè v. Arts. 115, 120 e 121 da Lei 6.015/1973.
destes, culpa ou dolo.
Da sucessão definitiva èè v. Arts. 21, XXIII, d, 37, § 6º, e 173, § 5º, da CF/1988.
èè v. Lei 8.934/1994 – Registro Público de Empresas Mer-

cantis e Atividades Afins.
Art. 37. Dez anos depois de passada em jul- èè v. Arts. 186, 927, parágrafo único, do CC.
Art. 47. Obrigam a pessoa jurídica os atos dos
gado a sentença que concede a abertura da èè v. Lei 4.619/1965 – Dispõe sobre a ação de regresso da
administradores, exercidos nos limites de seus
sucessão provisória, poderão os interessados União contra seus agentes. poderes definidos no ato constitutivo.
requerer a sucessão definitiva e o levantamento Art. 44. São pessoas jurídicas de direito pri- èè v. Arts. 43, 46, III, 50, 989 e 990, 997, VI, 1.010 a 1.021,
das cauções prestadas. vado: 1.169 a 1.171 do CC.
èè v. Súmulas 331 e 445 do STF.
I – as associações; èè v. Art 75 do NCPC.
èè v. Arts. 27 e 1.571, § 1º, do CC.

èè v. Art. 745, §§ 3º e 4º, do NCPC.
II – as sociedades; Art. 48. Se a pessoa jurídica tiver administração
III – as fundações; coletiva, as decisões se tomarão pela maioria de

CC
Art. 38. Pode-se requerer a sucessão definitiva, votos dos presentes, salvo se o ato constitutivo
IV – as organizações religiosas;
também, provando-se que o ausente conta 80 dispuser de modo diverso.
èè Inciso IV acrescentado pela Lei 10.825/2003.
(oitenta) anos de idade, e que de cinco datam as èè v. Arts. 1.010 a 1.014 do CC.
últimas notícias dele. V – os partidos políticos;
èè Inciso V acrescentado pela Lei 10.825/2003.
Parágrafo único. Decai em 3 (três) anos o di-
Art. 39. Regressando o ausente nos dez anos reito de anular as decisões a que se refere este
èè v. Art. 17 da CF/1988.
seguintes à abertura da sucessão definitiva, ou artigo, quando violarem a lei ou estatuto, ou fo-
algum de seus descendentes ou ascendentes, VI – as empresas individuais de responsabilidade
rem eivadas de erro, dolo, simulação ou fraude.
aquele ou estes haverão só os bens existentes limitada.
no estado em que se acharem, os sub-roga- èè Inciso VI acrescentado pela Lei 12.441/2011.
Art. 49. Se a administração da pessoa jurídica
vier a faltar, o juiz, a requerimento de qualquer
dos em seu lugar, ou o preço que os herdeiros èè v. Art. 980-A do CC.
interessado, nomear-lhe-á administrador provi-
e demais interessados houverem recebido pelos èè v. Instrução Normativa do Departamento Nacional de
sório.
bens alienados depois daquele tempo. Registro do Comércio – DNRC 117/2011 – Aprova o
èè v. Arts. 614 e 719, do NCPC.
èè v. Arts. 28, § 2º, 1.822, 1.829 a 1.844 do CC. Manual de Atos de Registro de Empresa Individual de
Parágrafo único. Se, nos dez anos a que se Responsabilidade Limitada. Art. 50. Em caso de abuso da personalidade ju-
§ 1º São livres a criação, a organização, a estrutu- rídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou
refere este artigo, o ausente não regressar, e ne-
ração interna e o funcionamento das organizações pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a
nhum interessado promover a sucessão defini-
religiosas, sendo vedado ao poder público negar- requerimento da parte, ou do Ministério Público
tiva, os bens arrecadados passarão ao domínio
lhes reconhecimento ou registro dos atos constitu- quando lhe couber intervir no processo, que os
do Município ou do Distrito Federal, se locali-
tivos e necessários ao seu funcionamento. efeitos de certas e determinadas relações de
zados nas respectivas circunscrições, incorpo-
èè § 1º acrescentado pela Lei 10.825/2003.
obrigações sejam estendidos aos bens particu-
rando-se ao domínio da União, quando situados
lares dos administradores ou sócios da pessoa
em território federal. § 2º As disposições concernentes às associa-
jurídica.
ções aplicam-se subsidiariamente às socieda-
èè v. Art.1.080 do CC.
Título II des que são objeto do Livro II da Parte Especial
èè v. Art. 28 do CDC.
Das pessoas jurídicas deste Código.
èè v. Enunciado 9 da I Jornada de Direito Comercial.
èè Anterior parágrafo único renumerado para § 2º pela Lei

Capítulo I 10.825/2003. èè v. Art. 795 do NCPC.

èè v. Arts. 134, VII, e 135, III, do CTN.
DISPOSIÇÕES GERAIS § 3º Os partidos políticos serão organizados e
èè v. Art. 28, §§ 2º a 5º, do CDC.
funcionarão conforme o disposto em lei especí-
Art. 40. As pessoas jurídicas são de direito pú- fica. Art. 51. Nos casos de dissolução da pessoa
blico, interno ou externo, e de direito privado. jurídica ou cassada a autorização para seu fun-
èè § 3º acrescentado pela Lei 10.825/2003.
èè v. Art. 11 da LINBD. cionamento, ela subsistirá para os fins de liquida-
Art. 45. Começa a existência legal das pes-
Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público soas jurídicas de direito privado com a inscrição ção, até que esta se conclua.
interno: do ato constitutivo no respectivo registro, pre- èè v. Arts. 1.033, I a V, 1.034, I e II, 1.035 a 1.038, e 1.125

èè v. Art. 75, I e II, do NCPC.
cedida, quando necessário, de autorização ou do CC.
I – a União; aprovação do Poder Executivo, averbando-se § 1º Far-se-á, no registro onde a pessoa jurídica
II – os Estados, o Distrito Federal e os Territórios; no registro todas as alterações por que passar estiver inscrita, a averbação de sua dissolução.
III – os Municípios; o ato constitutivo. § 2º As disposições para a liquidação das so-
èè v. Arts. 985, 998, §§ 1º e 2º, 1.000, 1.002, 1.150 a 1.154, ciedades aplicam-se, no que couber, às demais
IV – as autarquias, inclusive as associações pú-
do CC. pessoas jurídicas de direito privado.
blicas;
èè v. Art. 7º da Lei 9.096/1995. § 3º Encerrada a liquidação, promover-se-á o
èè Inciso IV com redação alterada pela Lei 11.107/2005.
èè v. Lei 8.934/1994 – Registro Público de Empresas Mer- cancelamento da inscrição da pessoa jurídica.
èè v. Art. 5º, I, do Dec.-lei 200/1967.
cantis e Atividades Afins. Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que
V – as demais entidades de caráter público cria- èè v. Art. 1º, § 2º, da Lei 8.906/1994.
das por lei. couber, a proteção dos direitos da personali-
èè v. Art. 114 e ss. da Lei 6.015/1973. dade.
Parágrafo único. Salvo disposição em con- Parágrafo único. Decai em 3 (três) anos o di- èè v. Súmula 227 do STJ.
trário, as pessoas jurídicas de direito público, a
reito de anular a constituição das pessoas jurí- èè v. Arts. 11 a 21 do CC.
que se tenha dado estrutura de direito privado,
dicas de direito privado, por defeito do ato res-
regem-se, no que couber, quanto ao seu funcio-
pectivo, contado o prazo da publicação de sua Capítulo II
namento, pelas normas deste Código. DAS ASSOCIAÇÕES
inscrição no registro.
èè v. LC 108/2001 – Relação entre a União, os Estados, o

Distrito Federal e os Municípios, suas autarquias, funda- Art. 46. O registro declarará: Art. 53. Constituem-se as associações pela
ções, sociedades de economia mista e outras entidades I – a denominação, os fins, a sede, o tempo de união de pessoas que se organizem para fins
públicas e suas respectivas entidades fechadas de previ- duração e o fundo social, quando houver; não econômicos.
dência complementar. II – o nome e a individualização dos fundadores èè v. Art. 5º, XVII e XXI, do CF/1988.

èè v. Art. 5º, II e IV, do Dec.-lei 200/1967. ou instituidores, e dos diretores; èè v. Arts. 40, 44, I, IV e V, 45 a 52, 75, 2.031 e 2.033 do CC.

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VADE MECUM POLICIAL.indb 109 10/01/2017 08:45:19
ART. 54 CÓDIGO CIVIL

Parágrafo único. Não há, entre os associados, dicadas neste artigo, o que remanescer do seu èè § 1º com redação alterada pela Lei 13.151/2015.

direitos e obrigações recíprocos. patrimônio se devolverá à Fazenda do Estado, § 2º Se estenderem a atividade por mais de um
Art. 54. Sob pena de nulidade, o estatuto das do Distrito Federal ou da União. Estado, caberá o encargo, em cada um deles,
associações conterá: ao respectivo Ministério Público.
I – a denominação, os fins e a sede da asso-
Capítulo III Art. 67. Para que se possa alterar o estatuto da
ciação; DAS FUNDAÇÕES fundação é mister que a reforma:
II – os requisitos para a admissão, demissão e Art. 62. Para criar uma fundação, o seu insti- I – seja deliberada por dois terços dos compe-
exclusão dos associados; tuidor fará, por escritura pública ou testamento, tentes para gerir e representar a fundação;
III – os direitos e deveres dos associados; dotação especial de bens livres, especificando o II – não contrarie ou desvirtue o fim desta;
IV – as fontes de recursos para sua manutenção; fim a que se destina, e declarando, se quiser, a III – seja aprovada pelo órgão do Ministério Pú-
maneira de administrá-la. blico no prazo máximo de 45 (quarenta e cinco)
V – o modo de constituição e de funcionamento
èè v. Arts. 40, 44, III, 75, 215, 2.031 a 2.034, do CC. dias, findo o qual ou no caso de o Ministério Pú-
dos órgãos deliberativos;
èè Inciso V com redação alterada pela Lei 11.127/2005.
èè v. Arts. 764 e 765, do NCPC. blico a denegar, poderá o juiz supri-la, a requeri-
èè v. Arts. 119 e 120 da Lei 6.015/1973. mento do interessado.
VI – as condições para a alteração das disposi-
ções estatutárias e para a dissolução; Parágrafo único. A fundação somente poderá èè Inciso III com redação alterada pela Lei 13.151/2015.

constituir-se para fins de: èè v. Arts. 65 e 66 do CC.
VII – a forma de gestão administrativa e de apro- èè v. Arts. 764 e 765, do NCPC.
èè Parágrafo único com redação alterada pela Lei
vação das respectivas contas.
èè Inciso VII acrescentado pela Lei 11.127/2005.
13.151/2015. Art. 68. Quando a alteração não houver sido
I – assistência social; aprovada por votação unânime, os administra-
Art. 55. Os associados devem ter iguais direi- dores da fundação, ao submeterem o estatuto
èè Inciso I acrescentado pela Lei 13.151/2015.
tos, mas o estatuto poderá instituir categorias ao órgão do Ministério Público, requererão que
II – cultura, defesa e conservação do patrimônio
CC

com vantagens especiais. se dê ciência à minoria vencida para impugná-la,
Art. 56. A qualidade de associado é intransmis- histórico e artístico;
se quiser, em dez dias.
èè Inciso II acrescentado pela Lei 13.151/2015.
sível, se o estatuto não dispuser o contrário. Art. 69. Tornando-se ilícita, impossível ou inú-
Parágrafo único. Se o associado for titular de III – educação;
til a finalidade a que visa a fundação, ou vencido
èè Inciso III acrescentado pela Lei 13.151/2015.
quota ou fração ideal do patrimônio da associa- o prazo de sua existência, o órgão do Ministério
ção, a transferência daquela não importará, de IV – saúde; Público, ou qualquer interessado, lhe promoverá a
per si, na atribuição da qualidade de associado èè Inciso IV acrescentado pela Lei 13.151/2015. extinção, incorporando-se o seu patrimônio, salvo
ao adquirente ou ao herdeiro, salvo disposição V – segurança alimentar e nutricional; disposição em contrário no ato constitutivo, ou no
diversa do estatuto. èè Inciso V acrescentado pela Lei 13.151/2015. estatuto, em outra fundação, designada pelo juiz,
Art. 57. A exclusão do associado só é admissí- VI – defesa, preservação e conservação do meio que se proponha a fim igual ou semelhante.
vel havendo justa causa, assim reconhecida em ambiente e promoção do desenvolvimento sus-
procedimento que assegure direito de defesa e tentável; Título III
de recurso, nos termos previstos no estatuto. èè Inciso VI acrescentado pela Lei 13.151/2015. Do domicílio
èè Caput com redação alterada pela Lei 11.127/2005.
VII – pesquisa científica, desenvolvimento de tec- Art. 70. O domicílio da pessoa natural é o lugar
Parágrafo único. (Revogado pela Lei nologias alternativas, modernização de sistemas onde ela estabelece a sua residência com ânimo
11.127/2005). de gestão, produção e divulgação de informa- definitivo.
Art. 58. Nenhum associado poderá ser impe- ções e conhecimentos técnicos e científicos; èè v. Art. 5º, XI da CF.
dido de exercer direito ou função que lhe tenha èè Inciso VII acrescentado pela Lei 13.151/2015. èè v. Arts. 327, 1.566, II, 1.569, 1.657, 1.784 e 1.785 do CC.
sido legitimamente conferido, a não ser nos ca-
VIII – promoção da ética, da cidadania, da demo- èè v. Arts. 44 e ss., 53, do NCPC.
sos e pela forma previstos na lei ou no estatuto.
cracia e dos direitos humanos; èè v. Arts. 7º, 10 e 12 do LINDB.
Art. 59. Compete privativamente à assembleia èè Inciso VIII acrescentado pela Lei 13.151/2015. èè v. Art. 4º, I e III, da Lei 9.099/1995.
geral:
IX – atividades religiosas; e èè v. Art. 9º da Lei 5.709/1971.
èè Artigo com redação alterada pela Lei 11.127/2005.
èè Inciso IX acrescentado pela Lei 13.151/2015. Art. 71. Se, porém, a pessoa natural tiver di-
I – destituir os administradores; versas residências, onde, alternadamente, viva,
X – (Vetado).
II – alterar o estatuto. èè Inciso X acrescentado pela Lei 13.151/2015. considerar-se-á domicílio seu qualquer delas.
Parágrafo único. Para as deliberações a que Art. 63. Quando insuficientes para constituir a èè v. Súmula 483 do STF.

se referem os incisos I e II deste artigo é exigido èè v. Art. 46, § 1º, do NCPC.
fundação, os bens a ela destinados serão, se de
deliberação da assembleia especialmente con- Art. 72. É também domicílio da pessoa natural,
outro modo não dispuser o instituidor, incorpora-
vocada para esse fim, cujo quorum será o esta- quanto às relações concernentes à profissão, o
dos em outra fundação que se proponha a fim
belecido no estatuto, bem como os critérios de lugar onde esta é exercida.
igual ou semelhante.
eleição dos administradores.
Art. 64. Constituída a fundação por negócio ju- Parágrafo único. Se a pessoa exercitar profis-
Art. 60. A convocação dos órgãos deliberativos rídico entre vivos, o instituidor é obrigado a trans- são em lugares diversos, cada um deles consti-
far-se-á na forma do estatuto, garantido a 1/5 tuirá domicílio para as relações que lhe corres-
ferir-lhe a propriedade, ou outro direito real, sobre
(um quinto) dos associados o direito de promo- ponderem.
os bens dotados, e, se não o fizer, serão registra-
vê-la.
dos, em nome dela, por mandado judicial. Art. 73. Ter-se-á por domicílio da pessoa na-
èè Artigo com redação alterada pela Lei 11.127/2005.
Art. 65. Aqueles a quem o instituidor cometer tural, que não tenha residência habitual, o lugar
Art. 61. Dissolvida a associação, o remanes- a aplicação do patrimônio, em tendo ciência do onde for encontrada.
cente do seu patrimônio líquido, depois de de- èè v. Art. 46, § 2º, do NCPC.
encargo, formularão logo, de acordo com as
duzidas, se for o caso, as quotas ou frações èè v. Art. 7º, § 8º, da LINDB.
suas bases (Art. 62), o estatuto da fundação pro-
ideais referidas no parágrafo único do Art. 56,
será destinado à entidade de fins não econô-
jetada, submetendo-o, em seguida, à aprovação Art. 74. Muda-se o domicílio, transferindo a re-
da autoridade competente, com recurso ao juiz. sidência, com a intenção manifesta de o mudar.
micos designada no estatuto, ou, omisso este,
por deliberação dos associados, à instituição Parágrafo único. Se o estatuto não for elabo- Parágrafo único. A prova da intenção resultará
municipal, estadual ou federal, de fins idênticos rado no prazo assinado pelo instituidor, ou, não do que declarar a pessoa às municipalidades
ou semelhantes. havendo prazo, em 180 (cento e oitenta) dias, a dos lugares, que deixa, e para onde vai, ou, se
incumbência caberá ao Ministério Público. tais declarações não fizer, da própria mudança,
§ 1º Por cláusula do estatuto ou, no seu silêncio,
èè v. Art. 66 do CC. com as circunstâncias que a acompanharem.
por deliberação dos associados, podem estes,
èè v. Arts. 178, III, 719 e ss., 764 e 765, do NCPC. èè v. Súmula 58 do STJ.
antes da destinação do remanescente referida
neste artigo, receber em restituição, atualizado Art. 66. Velará pelas fundações o Ministério Pú- èè v. Art. 43 do NCPC.

o respectivo valor, as contribuições que tiverem blico do Estado onde situadas. Art. 75. Quanto às pessoas jurídicas, o domi-
prestado ao patrimônio da associação. èè v. Art. 25 da Lei 8.625/1993. cílio é:
§ 2º Não existindo no Município, no Estado, no § 1º Se funcionarem no Distrito Federal ou em I – da União, o Distrito Federal;
Distrito Federal ou no Território, em que a asso- Território, caberá o encargo ao Ministério Público II – dos Estados e Territórios, as respectivas ca-
ciação tiver sede, instituição nas condições in- do Distrito Federal e Territórios. pitais;

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VADE MECUM POLICIAL.indb 110 10/01/2017 08:45:19
LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR
SELECIONADA

VADE MECUM POLICIAL.indb 511 10/01/2017 08:46:23
VADE MECUM POLICIAL.indb 512 10/01/2017 08:46:23
LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR
SELECIONADA

DECRETO 20.910, Rio de Janeiro, 6 de janeiro de 1932; 111º da 6) que sejam importadas por empresas estran-
Independência e 44º da República. geiras expressamente para adorno dos respecti-
DE 6 DE JANEIRO DE 1932 vos estabelecimentos.
Getúlio Vargas
Regula a prescrição quinquenal. (Publicação no D.O.U. 8.1.1932) Parágrafo único. As obras mencionadas nas
O Chefe do Governo Provisório da República alíneas 4 e 5 terão guia de licença para livre trân-
dos Estados Unidos do Brasil, usando das atri- sito, fornecida pelo Serviço ao Patrimônio Histó-
rico e Artístico Nacional.
buições contidas no art. 1º do Dec. 19.398, de Decreto-lei 25,
11 de novembro de 1930, decreta: de 30 de NOVEMBRO de 1937 Capítulo II
Art. 1º As dívidas passivas da União, dos Esta- DO TOMBAMENTO
dos e dos Municípios, bem assim todo e qual- Organiza a proteção do patrimônio histórico e
quer direito ou ação contra a Fazenda federal, artístico nacional. èè v. Art. 216, § 1º, da CF/1988.
estadual ou municipal, seja qual for a sua natu- O Presidente da República, usando da atribui- Art. 4º O Serviço do Patrimônio Histórico e Ar-
reza, prescrevem em 5 (cinco) anos, contados da ção que lhe confere o art. 180 da Constituição, tístico Nacional possuirá quatro Livros do Tombo,
data do ato ou fato do qual se originarem. decreta: nos quais serão inscritas as obras a que se refere
èè v. Art. 37, §5º, da CF/1988. o art. 1º desta Lei, a saber:
èè v. Art. 174 do CTN.
Capítulo I 1) no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico
DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E e Paisagístico, as coisas pertencentes às cate-
Art. 2º Prescrevem igualmente no mesmo prazo ARTÍSTICO NACIONAL
todo o direito e as prestações correspondentes gorias de arte arqueológica, etnográfica, amerín-
dia e popular, e bem assim as mencionadas no §
a pensões vencidas ou por vencerem, ao meio Art. 1º Constitui o patrimônio histórico e artístico
soldo e ao montepio civil e militar ou a quaisquer 2º do citado art. 1º.
nacional o conjunto dos bens móveis e imóveis
restituições ou diferenças. existentes no país e cuja conservação seja de in- 2) no Livro do Tombo Histórico, as coisas de inte-
Art. 3º Quando o pagamento se dividir por dias, teresse público, quer por sua vinculação a fatos resse histórico e as obras de arte histórica;
meses ou anos, a prescrição atingirá progressi- memoráveis da história do Brasil, quer por seu 3) no Livro do Tombo das Belas Artes, as coisas
vamente as prestações, à medida que comple- excepcional valor arqueológico ou etnográfico, de arte erudita, nacional ou estrangeira;
tarem os prazos estabelecidos pelo presente bibliográfico ou artístico.
4) no Livro do Tombo das Artes Aplicadas, as
decreto. èè v. Art. 216 da CF/1988.
obras que se incluírem na categoria das artes
Art. 4º Não corre a prescrição durante a demora § 1º Os bens a que se refere o presente artigo aplicadas, nacionais ou estrangeiras.
que, no estudo, no reconhecimento ou no pa- só serão considerados parte integrante do pa- § 1º Cada um dos Livros do Tombo poderá ter
gamento da dívida, considerada líquida, tiverem trimônio histórico o artístico nacional, depois de vários volumes.
as repartições ou funcionários encarregados de inscritos separada ou agrupadamente num dos
estudar e apurá-la. quatro Livros do Tombo, de que trata o art. 4º § 2º Os bens, que se incluem nas categorias
desta Lei. enumeradas nas alíneas 1, 2, 3 e 4 do presente
Parágrafo único. A suspensão da prescrição, artigo, serão definidos e especificados no re-
neste caso, verificar-se-á pela entrada do reque- § 2º Equiparam-se aos bens a que se refere o
gulamento que for expedido para execução da
rimento do titular do direito ou do credor nos presente artigo e são também sujeitos a tom-
presente lei.
livros ou protocolos das repartições públicas, bamento os monumentos naturais, bem como
com designação do dia, mês e ano. os sítios e paisagens que importe conservar e Art. 5º O tombamento dos bens pertencentes à
União, aos Estados e aos Municípios se fará de
Art. 5º (Revogado pela Lei 2.211/1954). proteger pela feição notável com que tenham
sido dotados pela natureza ou agenciados pela ofício, por ordem do diretor do Serviço do Patri-
Art. 6º O direito à reclamação administrativa, indústria humana. mônio Histórico e Artístico Nacional, mas deverá
que não tiver prazo fixado em disposição de lei ser notificado à entidade a quem pertencer, ou
èè v. Art. 166 do CP .
para ser formulada, prescreve em 1 (um) ano a sob cuja guarda estiver a coisa tombada, a fim
èè v. Art. 63 da Lei 9.605/1998.
contar da data do ato ou fato do qual a mesma de produzir os necessários efeitos.
se originar. Art. 2º A presente lei se aplica às coisas per-
Art. 6º O tombamento de coisa pertencente à
Art. 7º A citação inicial não interrompe a pres- tencentes às pessoas naturais, bem como às
pessoa natural ou à pessoa jurídica de direito
crição quando, por qualquer motivo, o processo pessoas jurídicas de direito privado e de direito
privado se fará voluntária ou compulsoriamente.
tenha sido anulado. público interno.
èè v. Arts. 59 e 240 do NCPC. Art. 3º Excluem-se do patrimônio histórico e ar- Art. 7º Proceder-se-á ao tombamento voluntário
tístico nacional as obras de origem estrangeira: sempre que o proprietário o pedir e a coisa se
èè v. Art. 8º, § 2º, da Lei 6.830/1980.
revestir dos requisitos necessários para constituir
Art. 8º A prescrição somente poderá ser inter- 1) que pertençam às representações diplomáti- parte integrante do patrimônio histórico e artís-
rompida uma vez. cas ou consulares acreditadas no país; tico nacional, a juízo do Conselho Consultivo do
Art. 9º A prescrição interrompida recomeça a 2) que adornem quaisquer veículos pertencen- Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacio-
correr, pela metade do prazo, da data do ato que tes a empresas estrangeiras, que façam carreira nal, ou sempre que o mesmo proprietário anuir,
a interrompeu ou do último ato ou termo do res- no país; por escrito, à notificação, que se lhe fizer, para
pectivo processo. 3) que se incluam entre os bens referidos no art. a inscrição da coisa em qualquer dos Livros do
10 da Introdução do Código Civil, e que conti- Tombo.
Art. 10. O disposto nos artigos anteriores não
altera as prescrições de menor prazo, constan- nuam sujeitas à lei pessoal do proprietário; Art. 8º Proceder-se-á ao tombamento compul-
tes das leis e regulamentos, as quais ficam su- 4) que pertençam a casas de comércio de obje- sório quando o proprietário se recusar a anuir à
bordinadas às mesmas regras. tos históricos ou artísticos; inscrição da coisa.
Art. 11. Revogam-se as disposições em con- 5) que sejam trazidas para exposições comemo- Art. 9º O tombamento compulsório se fará de
trário. rativas, educativas ou comerciais: acordo com o seguinte processo:

513

VADE MECUM POLICIAL.indb 513 10/01/2017 08:46:23
Dec.-lei 25/1937 LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR

1) o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico juízo do Conselho Consultivo do Serviço do Pa- Art. 20. As coisas tombadas ficam sujeitas à
Nacional, por seu órgão competente, notificará trimônio Histórico e Artístico Nacional. vigilância permanente do Serviço do Patrimônio
o proprietário para anuir ao tombamento, den- Art. 15. Tentada, a não ser no caso previsto no Histórico e Artístico Nacional, que poderá inspe-
tro do prazo de quinze dias, a contar do recebi- artigo anterior, a exportação, para fora do país, cioná-los sempre que for julgado conveniente,
mento da notificação, ou para, si o quiser impug- da coisa tombada, será esta sequestrada pela não podendo os respectivos proprietários ou
nar, oferecer dentro do mesmo prazo as razões União ou pelo Estado em que se encontrar. responsáveis criar obstáculos à inspeção, sob
de sua impugnação. pena de multa de cem mil-réis, elevada ao dobro
èè v. Art. 301 do NCPC.
2) no caso de não haver impugnação dentro em caso de reincidência.
§ 1º Apurada a responsabilidade do proprietá-
do prazo assinado que é fatal, o diretor do Ser-
rio, ser-lhe-á imposta a multa de cinquenta por Art. 21. Os atentados cometidos contra os
viço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional bens de que trata o art. 1º desta Lei são equi-
cento do valor da coisa, que permanecerá se-
mandará por simples despacho que se proceda parados aos cometidos contra o patrimônio na-
questrada em garantia do pagamento, e até que
à inscrição da coisa no competente Livro do cional.
este se faça.
Tombo.
3) se a impugnação for oferecida dentro do prazo
§ 2º No caso de reincidência, a multa será ele- Capítulo IV
assinado, far-se-á vista da mesma, dentro de
vada ao dobro. DO DIREITO DE PREFERÊNCIA
outros quinze dias fatais, ao órgão de que hou- § 3º A pessoa que tentar a exportação de coisa
tombada, além de incidir na multa a que se refe-
Art. 22. (Revogado pela Lei 13.105/2015).
ver emanado a iniciativa do tombamento, a fim
de sustentá-la. Em seguida, independentemente rem os parágrafos anteriores, incorrerá, nas pe- Capítulo V
de custas, será o processo remetido ao Conse- nas cominadas no Código Penal para o crime de DISPOSIÇÕES GERAIS
lho Consultivo do Serviço do Patrimônio Histórico contrabando.
e Artístico Nacional, que proferirá decisão a res- èè v. Art. 334 do CP
. Art. 23. O Poder Executivo providenciará a rea-
peito, dentro do prazo de sessenta dias, a contar lização de acordos entre a União e os Estados,
Art. 16. No caso de extravio ou furto de qual-
do seu recebimento. Dessa decisão não caberá para melhor coordenação e desenvolvimento
quer objeto tombado, o respectivo proprietário
recurso. das atividades relativas à proteção do patrimônio
deverá dar conhecimento do fato ao Serviço do
histórico e artístico nacional e para a uniformiza-
Art. 10. O tombamento dos bens, a que se re- Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, dentro
ção da legislação estadual complementar sobre
fere o art. 6º desta Lei, será considerado provi- do prazo de cinco dias, sob pena de multa de
o mesmo assunto.
sório ou definitivo, conforme esteja o respectivo dez por cento sobre o valor da coisa.
processo iniciado pela notificação ou concluído Art. 17. As coisas tombadas não poderão, em Art. 24. A União manterá, para a conservação
pela inscrição dos referidos bens no competente caso nenhum ser destruídas, demolidas ou mu- e a exposição de obras históricas e artísticas
Livro do Tombo. tiladas, nem, sem prévia autorização especial do de sua propriedade, além do Museu Histórico
Nacional e do Museu Nacional de Belas Artes,
Parágrafo único. Para todos os efeitos, salvo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Na-
cional, ser reparadas, pintadas ou restauradas, tantos outros museus nacionais quantos se tor-
a disposição do art. 13 desta Lei, o tombamento
provisório se equiparará ao definitivo. sob pena de multa de cinquenta por cento do narem necessários, devendo, outrossim, provi-
dano causado. denciar no sentido de favorecer a instituição de
Capítulo III èè v. Art. 165 do CP
.
museus estaduais e municipais, com finalidades
DOS EFEITOS DO TOMBAMENTO similares.
Parágrafo único. Tratando-se de bens perten-
LEGISLAÇÃO

Art. 11. As coisas tombadas, que pertençam à centes à União, aos Estados ou aos municípios,
Art. 25. O Serviço do Patrimônio Histórico e Ar-
tístico Nacional procurará entendimentos com as
União, aos Estados ou aos Municípios, inaliená- a autoridade responsável pela infração do pre-
autoridades eclesiásticas, instituições científicas,
veis por natureza, só poderão ser transferidas de sente artigo incorrerá pessoalmente na multa.
históricas ou artísticas e pessoas naturais ou jurí-
uma à outra das referidas entidades. Art. 18. Sem prévia autorização do Serviço do dicas, com o objetivo de obter a cooperação das
Parágrafo único. Feita a transferência, dela Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, não se mesmas em benefício do patrimônio histórico e
deve o adquirente dar imediato conhecimento poderá, na vizinhança da coisa tombada, fazer artístico nacional.
ao Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico construção que lhe impeça ou reduza a visibi-
Nacional. lidade, nem nela colocar anúncios ou cartazes, Art. 26. Os negociantes de antiguidades, de
sob pena de ser mandada destruir a obra ou re- obras de arte de qualquer natureza, de manus-
Art. 12. A alienabilidade das obras históricas ou critos e livros antigos ou raros são obrigados a
tirar o objeto, impondo-se neste caso a multa de
artísticas tombadas, de propriedade de pessoas um registro especial no Serviço do Patrimô-
cinquenta por cento do valor do mesmo objeto.
naturais ou jurídicas de direito privado sofrerá as nio Histórico e Artístico Nacional, cumprindo-
restrições constantes da presente lei. Art. 19. O proprietário de coisa tombada, que lhes, outrossim, apresentar semestralmente ao
não dispuser de recursos para proceder às
Art. 13. O tombamento definitivo dos bens de mesmo relações completas das coisas históricas
obras de conservação e reparação que a mesma e artísticas que possuírem.
propriedade particular será, por iniciativa do ór-
requerer, levará ao conhecimento do Serviço do
gão competente do Serviço do Patrimônio His-
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a ne- Art. 27. Sempre que os agentes de leilões ti-
tórico e Artístico Nacional, transcrito para os verem de vender objetos de natureza idêntica
cessidade das mencionadas obras, sob pena de
devidos efeitos em livro a cargo dos oficiais do a dos mencionados no artigo anterior, deverão
multa correspondente ao dobro da importância
registro de imóveis e averbado ao lado da trans- apresentar a respectiva relação ao órgão com-
em que for avaliado o dano sofrido pela mesma
crição do domínio. petente do Serviço do Patrimônio Histórico e Ar-
coisa.
§ 1º No caso de transferência de propriedade tístico Nacional, sob pena de incidirem na multa
§ 1º Recebida a comunicação, e consideradas
dos bens de que trata este artigo, deverá o ad- de cinquenta por cento sobre o valor dos objetos
necessárias as obras, o diretor do Serviço do Pa-
quirente, dentro do prazo de trinta dias, sob pena vendidos.
trimônio Histórico e Artístico Nacional mandará
de multa de dez por cento sobre o respectivo va- Art. 28. Nenhum objeto de natureza idêntica
executá-las, a expensas da União, devendo as
lor, fazê-la constar do registro, ainda que se trate à dos referidos no art. 26 desta Lei poderá ser
mesmas ser iniciadas dentro do prazo de seis
de transmissão judicial ou causa mortis. posto à venda pelos comerciantes ou agentes de
meses, ou providenciará para que seja feita a de-
§ 2º Na hipótese de deslocação de tais bens, sapropriação da coisa. leilões, sem que tenha sido previamente autenti-
deverá o proprietário, dentro do mesmo prazo cado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Ar-
§ 2º À falta de qualquer das providências previs-
e sob pena da mesma multa, inscrevê-los no tístico Nacional, ou por perito em que o mesmo
tas no parágrafo anterior, poderá o proprietário
registro do lugar para que tiverem sido deslo- se louvar, sob pena de multa de cinquenta por
requerer que seja cancelado o tombamento da
cados. cento sobre o valor atribuído ao objeto.
coisa.
§ 3º A transferência deve ser comunicada pelo § 3º Uma vez que verifique haver urgência na
Parágrafo único. A. autenticação do mencio-
adquirente, e a deslocação pelo proprietário, ao nado objeto será feita mediante o pagamento de
realização de obras e conservação ou reparação
Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Na- uma taxa de peritagem de cinco por cento sobre
em qualquer coisa tombada, poderá o Serviço
cional, dentro do mesmo prazo e sob a mesma do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional to- o valor da coisa, se este for inferior ou equiva-
pena. mar a iniciativa de projetá-las e executá-las, a lente a um conto de réis, e de mais cinco mil-réis
Art. 14. A. coisa tombada não poderá sair do expensas da União, independentemente da co- por conto de réis ou fração, que exceder.
país, senão por curto prazo, sem transferência municação a que alude este artigo, por parte do Art. 29. O titular do direito de preferência goza
de domínio e para fim de intercâmbio cultural, a proprietário. de privilégio especial sobre o valor produzido

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LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR Dec.-lei 3.365/1941

em praça por bens tombados, quanto ao paga- Parágrafo único. Quando a desapropriação èè § 3º acrescentado pela Lei 9.785/1999.
mento de multas impostas em virtude de infra- destinar-se à urbanização ou à reurbanização Art. 6º A declaração de utilidade pública far-se-á
ções da presente lei. realizada mediante concessão ou parceria pú- por decreto do Presidente da República, gover-
Parágrafo único. Só terão prioridade sobre o blico-privada, o edital de licitação poderá prever nador, interventor ou prefeito.
privilégio a que se refere este artigo os créditos que a receita decorrente da revenda ou utilização
imobiliária integre projeto associado por conta
Art. 7º Declarada a utilidade pública, ficam as
inscritos no registro competente, antes do tom- autoridades administrativas autorizadas a pene-
bamento da coisa pelo Serviço do Patrimônio e risco do concessionário, garantido ao poder
trar nos prédios compreendidos na declaração,
Histórico e Artístico Nacional. concedente no mínimo o ressarcimento dos
podendo recorrer, em caso de oposição, ao au-
desembolsos com indenizações, quando estas
Art. 30. Revogam-se as disposições em con- ficarem sob sua responsabilidade.
xílio de força policial.
trário. èè v. Súmula. 23 do STF.
èè Parágrafo único acrescentado pela Lei 12.873/2013.
Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1937, èè v. Lei 4.898/1965 – Abuso de autoridade.

116º da Independência e 49º da República. Art. 5º Consideram-se casos de utilidade pú-
blica: Art. 8º O Poder Legislativo poderá tomar a ini-
Getulio Vargas ciativa da desapropriação, cumprindo, neste
èè v. Súmula 476 do STF.
caso, ao Executivo, praticar os atos necessários
(Publicação no D.O.U. de 6.12.1937) a) a segurança nacional; à sua efetivação.
b) a defesa do Estado; Art. 9º Ao Poder Judiciário é vedado, no pro-
Decreto-lei 3.365, c) o socorro público em caso de calamidade; cesso de desapropriação, decidir se se verificam
ou não os casos de utilidade pública.
de 21 de junho de 1941 d) a salubridade pública;
Dispõe sobre desapropriações por utilidade e) a criação e melhoramento de centros de po- Art. 10. A desapropriação deverá efetivar-se
pulação, seu abastecimento regular de meios de mediante acordo ou intentar-se judicialmente
pública.
subsistência; dentro de 5 (cinco) anos, contados da data da
O Presidente da República, usando da atribui- expedição do respectivo decreto e findos os
ção que lhe confere o art. 180 da Constituição, f) o aproveitamento industrial das minas e das ja-
quais este caducará.
decreta: zidas minerais, das águas e da energia hidráulica;
Neste caso, somente decorrido 1 (um) ano, po-
g) a assistência pública, as obras de higiene e
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES derá ser o mesmo bem objeto de nova decla-
decoração, casas de saúde, clínicas, estações
ração.
de clima e fontes medicinais;
Art. 1º A desapropriação por utilidade pública Parágrafo único. Extingue-se em 5 (cinco)
regular-se-á por esta Lei, em todo o território h) a exploração ou a conservação dos serviços
anos o direito de propor ação que vise a inde-
nacional. públicos;
nização por restrições decorrentes de atos do
èè v. Súmula 479 do STF. i) a abertura, conservação e melhoramento de Poder Público.
èè v. Arts. 5º, XXIV, 22, II, 182, §§ 3º e 4º, III, 184 a 186 vias ou logradouros públicos; a execução de èè Parágrafo único acrescentado pela MP 2.183-56/2001.
da CF/1988. planos de urbanização; o parcelamento do solo,
èè v. Arts. 1.228, § 3º, e 1.275, V, do CC.
com ou sem edificação, para sua melhor utiliza-
ção econômica, higiênica ou estética; a constru- DO PROCESSO JUDICIAL
èè v. Lei 4.132/1962 – Desapropriação por interesse social.

LEGISLAÇÃO
ção ou ampliação de distritos industriais; Art. 11. A ação, quando a União for autora, será
Art. 2º Mediante declaração de utilidade pública, èè Alínea i com redação alterada pela Lei 9.785/1999. proposta no Distrito Federal ou no foro da Capital
todos os bens poderão ser desapropriados, pela
j) o funcionamento dos meios de transporte co- do Estado onde for domiciliado o réu, perante o
União, pelos Estados, Municípios, Distrito Fede-
letivo; juízo privativo, se houver; sendo outro o autor, no
ral e Territórios.
foro da situação dos bens.
§ 1º A desapropriação do espaço aéreo ou do k) a preservação e conservação dos monumen-
èè v. Súmula 218 do STF.
subsolo só se tornará necessária, quando de sua tos históricos e artísticos, isolados ou integrados
em conjuntos urbanos ou rurais, bem como as èè v. Súmulas 150 e 324 do STJ.
utilização resultar prejuízo patrimonial do proprie-
medidas necessárias a manter-lhes e realçar-lhes èè v. Art. 109, I, da CF/1988.
tário do solo.
os aspectos mais valiosos ou característicos e, Art. 12. Somente os juízes que tiverem garantia
èè v. Art. 176 da CF/1988.
ainda, a proteção de paisagens e locais particu- da vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade
§ 2º Os bens do domínio dos Estados, Municí- larmente dotados pela natureza; de vencimentos poderão conhecer dos proces-
pios, Distrito Federal e Territórios poderão ser
l) a preservação e a conservação adequada de sos de desapropriação.
desapropriados pela União, e os dos Municípios
arquivos, documentos e outros bens móveis de èè v. Art. 95, I, da CF/1988.
pelos Estados, mas, em qualquer caso, ao ato
valor histórico ou artístico;
deverá preceder autorização legislativa. Art. 13. A petição inicial, além dos requisitos
m) a construção de edifícios públicos, monu- previstos no Código de Processo Civil, conterá
§ 3º É vedada a desapropriação, pelos Esta-
mentos comemorativos e cemitérios; a oferta do preço e será instruída com um exem-
dos, Distrito Federal, Territórios e Municípios, de
ações, cotas e direitos representativos do capital n) a criação de estádios, aeródromos ou campos plar do contrato, ou do jornal oficial que houver
de instituições e empresas cujo funcionamento de pouso para aeronaves; publicado o decreto de desapropriação, ou có-
dependa de autorização do Governo Federal e o) a reedição ou divulgação de obra ou invento pia autenticada dos mesmos, e a planta ou des-
se subordine à sua fiscalização, salvo mediante de natureza científica, artística ou literária; crição dos bens e suas confrontações.
prévia autorização, por decreto do Presidente da èè v. Arts. 319 a 321, e 334, do NCPC.
p) os demais casos previstos por leis especiais.
República. Parágrafo único. Sendo o valor da causa igual
èè § 3º acrescentado pelo Dec.-lei 856/1969.
§ 1º A construção ou ampliação de distritos in-
ou inferior a dois contos de réis, dispensam-se
dustriais, de que trata a alínea i do caput deste
èè v. Súmula 157 do STF. os autos suplementares.
artigo, inclui o loteamento das áreas necessárias
Art. 3º Os concessionários de serviços públicos à instalação de indústrias e atividades correlatas, Art. 14. Ao despachar a inicial, o juiz desig-
e os estabelecimentos de carater público ou que bem como a revenda ou locação dos respecti- nará um perito de sua livre escolha, sempre que
exerçam funções delegadas de poder público vos lotes a empresas previamente qualificadas. possível, técnico, para proceder à avaliação dos
poderão promover desapropriações mediante èè § 1º acrescentado pela Lei 6.602/1978.
bens.
autorização expressa, constante de lei ou con- èè v. Art. 465, §1º, do NCPC.
trato. § 2º A efetivação da desapropriação para fins
de criação ou ampliação de distritos industriais Parágrafo único. O autor e o réu poderão indi-
Art. 4º A desapropriação poderá abranger a depende de aprovação, prévia e expressa, pelo car assistente técnico do perito.
área contígua necessária ao desenvolvimento da v. Arts. 84, 95 e 465, §1º, II, do NCPC.
Poder Público competente, do respectivo projeto èè
obra a que se destina, e as zonas que se valori-
de implantação. Art. 15. Se o expropriante alegar urgência e de-
zarem extraordinariamente, em consequência da
èè § 2º acrescentado pela Lei 6.602/1978. positar quantia arbitrada de conformidade com o
realização do serviço. Em qualquer caso, a de-
claração de utilidade pública deverá compreen- § 3º Ao imóvel desapropriado para implantação art. 685 do Código de Processo Civil, o juiz man-
dê-las, mencionando-se quais as indispensáveis de parcelamento popular, destinado às classes dará imiti-lo provisoriamente na posse dos bens.
à continuação da obra e as que se destinam à de menor renda, não se dará outra utilização èè A referência é ao CPC/1939.

revenda. nem haverá retrocessão. èè v. Súmulas 164 e 476 do STF.

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Dec.-lei 3.365/1941 LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR

èè v. Súmulas 69 e 70 do STJ. à proteção ambiental, incidindo os juros sobre o èè v. Arts. 203, § 1º, e 487, II, b, do NCPC.
èè v. Arts. 371, 307 e 874, do NCPC. valor fixado na sentença. Art. 23. Findo o prazo para a contestação e
§ 1º A imissão provisória poderá ser feita, inde- § 4º Nas ações referidas no § 3º, não será o Po- não havendo concordância expressa quanto ao
pendentemente da citação do réu, mediante o der Público onerado por juros compensatórios preço, o perito apresentará o laudo em cartório
depósito: relativos a período anterior à aquisição da pro- até 5 (cinco) dias, pelo menos, antes da audiên-
èè § 1º acrescentado pela Lei 2.786/1956.
priedade ou posse titulada pelo autor da ação.  cia de instrução e julgamento.
èè v. ADI 2.332-2 (DJ de 2.4.2004), o STF, por maioria de
èè v. Súmula 652 do STF. § 1º O perito poderá requisitar das autoridades
votos, em medida cautelar, suspendeu a eficácia deste públicas os esclarecimentos ou documentos que
a) do preço oferecido, se este for superior a 20 parágrafo.
(vinte) vezes o valor locativo, caso o imóvel esteja se tornarem necessários à elaboração do laudo,
sujeito ao imposto predial; Art. 15-B. Nas ações a que se refere o art. 15- e deverá indicar nele, entre outras circunstâncias
A, os juros moratórios destinam-se a recompor atendíveis para a fixação da indenização, as enu-
b) da quantia correspondente a 20 (vinte) vezes a perda decorrente do atraso no efetivo paga- meradas no art. 27.
o valor locativo, estando o imóvel sujeito ao im- mento da indenização fixada na decisão final de
posto predial e sendo menor o preço oferecido; Ser-lhe-ão abonadas, como custas, as despe-
mérito, e somente serão devidos à razão de até sas com certidões e, a arbítrio do juiz, as de ou-
c) do valor cadastral do imóvel, para fins de lan- 6% (seis por cento) ao ano, a partir de 1º de ja- tros documentos que juntar ao laudo.
çamento do imposto territorial, urbano ou rural, neiro do exercício seguinte àquele em que o pa-
caso o referido valor tenha sido atualizado no gamento deveria ser feito, nos termos do art. 100 § 2º Antes de proferido o despacho saneador,
ano fiscal imediatamente anterior; da Constituição. poderá o perito solicitar prazo especial para
d) não tendo havido a atualização a que se refere èè Artigo acrescentado pela MP 2.183-56/2001.
apresentação do laudo.
o inciso c, o juiz fixará, independentemente de èè v. Súmula. 12 do STJ. Art. 24. Na audiência de instrução e julga-
avaliação, a importância do depósito, tendo em mento proceder-se-á na conformidade do Có-
Art. 16. A citação far-se-á por mandado na pes-
vista a época em que houver sido fixado origi- digo de Processo Civil. Encerrado o debate, o
soa do proprietário dos bens; a do marido dis-
nariamente o valor cadastral e a valorização ou juiz proferirá sentença fixando o preço da in-
pensa a da mulher; a de um sócio, ou adminis-
desvalorização posterior do imóvel. denização.
trador, a dos demais, quando o bem pertencer a
èè v. Arts. 356, parágrafo único, 358 a 361, 364 a 368, do
§ 2º A alegação de urgência, que não poderá ser sociedade; a do administrador da coisa, no caso
renovada, obrigará o expropriante a requerer a de condomínio, exceto o de edifício de aparta- NCPC.
imissão provisória dentro do prazo improrrogável mento constituindo cada um propriedade autô- Parágrafo único. Se não se julgar habilitado a
de 120 (cento e vinte) dias. noma, a dos demais condôminos e a do inventa- decidir, o juiz designará desde logo outra audiên-
èè § 2º acrescentado pela Lei 2.786/1956. riante, e, se não houver, a do cônjuge, herdeiro, cia que se realizará dentro de 10 (dez) dias, a fim
ou legatário, detentor da herança, a dos demais de publicar a sentença.
§ 3º Excedido o prazo fixado no parágrafo an-
interessados, quando o bem pertencer a espólio.
terior não será concedida a imissão provisória. Art. 25. O principal e os acessórios serão com-
èè § 3º acrescentado pela Lei 2.786/1956. Parágrafo único. Quando não encontrar o ci- putados em parcelas autônomas.
tando, mas ciente de que se encontra no terri-
§ 4º A imissão provisória na posse será regis- Parágrafo único. O juiz poderá arbitrar quantia
tório da jurisdição do juiz, o oficial portador do
trada no registro de imóveis competente. módica para desmonte e transporte de maqui-
mandado marcará desde logo hora certa para
èè § 4º acrescentado pela Lei 11.977/2009. nismos instalados e em funcionamento.
LEGISLAÇÃO

a citação, ao fim de 48 (quarenta e oito) horas,
Art. 15-A. No caso de imissão prévia na posse, independentemente de nova diligência ou des- Art. 26. No valor da indenização que será con-
na desapropriação por necessidade ou utilidade pacho. temporâneo da avaliação não se incluirão direitos
de terceiros contra o expropriado.
pública e interesse social, inclusive para fins de Art. 17. Quando a ação não for proposta no
reforma agrária, havendo divergência entre o èè Caput com redação alterada pela Lei 2.786/1956.
foro do domicílio ou da residência do réu, a cita-
preço ofertado em juízo e o valor do bem, fixado ção far-se-á por precatória, se o mesmo estiver èè v. Súmulas 69 e 70 do STJ.

na sentença, expressos em termos reais, incidi- em lugar certo, fora do território da jurisdição do § 1º Serão atendidas as benfeitorias necessárias
rão juros compensatórios de até seis por cento juiz. feitas após a desapropriação; as úteis, quando
ao ano sobre o valor da diferença eventualmente èè v. Arts. 260 a 268, e 960, do NCPC. feitas com autorização do expropriante.
apurada, a contar da imissão na posse, vedado
o cálculo de juros compostos. Art. 18. A citação far-se-á por edital se o citando èè Anterior parágrafo único renumerado para § 1º pela Lei

não for conhecido, ou estiver em lugar ignorado, 4.686/1965.
èè Artigo acrescentado pela MP 2.183-56/2001.
incerto ou inacessível, ou, ainda, no estrangeiro, èè v. Súmula 23 do STF.
èè v. Súmula 618 do STF.
o que dois oficiais do juízo certificarão. § 2º Decorrido prazo superior a 1 (um) ano a par-
èè v. Súmulas 114 e 408 do STJ.
èè v. Arts. 256 a 258, do NCPC.
tir da avaliação, o juiz ou o tribunal, antes da de-
èè v. ADI 2.332-2 (DJ de 2.4.2004), o STF, por maioria de

votos, deferiu medida cautelar para suspender a eficácia Art. 19. Feita a citação, a causa seguirá com o cisão final, determinará a correção monetária do
da expressão “de até seis por cento ao ano. Ainda em rito ordinário. valor apurado, conforme índice que será fixado,
liminar, deu ao art. 15-A interpretação conforme a CF, èè v. Arts. 146, 294, 297, 302 a 337, 341 a 248, 356, pará- trimestralmente, pela Secretaria de Planejamento
para que a base de cálculo dos juros compensatórios grafo único, 358 a 362, 367, § 6º, 368, 369, 371, 373, da Presidência da República.
seja a diferença eventualmente apurada entre 80% do 375 a 380, 385 a 410, 412 a 435, 437, § 1º, 438, 442 èè § 2º com redação alterada pela Lei 6.306/1975.

preço ofertado em juízo e o valor do bem fixado na a 448, 449, parágrafo único, 450 a 470, 472, 473, § 3º, èè v. Súmulas 164, 254, 475 e 618 do STF.

sentença”. 474 a 483, 489, 490, 492 a 495, 497, 499, 500 a 508, e èè v. Súmulas 12, 56, 102, 113 e 114 do STJ.
536 a 538, do NCPC.
§ 1º Os juros compensatórios destinam-se, ape- Art. 27. O juiz indicará na sentença os fatos que
nas, a compensar a perda de renda comprova- Art. 20. A contestação só poderá versar sobre motivaram o seu convencimento e deverá aten-
damente sofrida pelo proprietário. vício do processo judicial ou impugnação do
der, especialmente, à estimação dos bens para
èè v. ADI 2.332-2º (DJ de 2.4.2004), o STF, por maioria de
preço; qualquer outra questão deverá ser deci-
efeitos fiscais; ao preço de aquisição e interesse
votos, em medida cautelar, suspendeu a eficácia deste dida por ação direta.
que deles aufere o proprietário; à sua situação,
parágrafo. Art. 21. A instância não se interrompe. No caso estado de conservação e segurança; ao valor ve-
§ 2º Não serão devidos juros compensatórios de falecimento do réu, ou perda de sua capaci- nal dos da mesma espécie, nos últimos 5 (cinco)
quando o imóvel possuir graus de utilização da dade civil, o juiz, logo que disso tenha conheci- anos, à valorização ou depreciação de área re-
terra e de eficiência na exploração iguais a zero. mento, nomeará curador à lide, até que se habi- manescente, pertencente ao réu.
èè v. ADI 2.332-2 (DJ de 2.4.2004), o STF, por maioria de
lite o interessado. èè v. Súmula 617 do STF.

votos, em medida cautelar, suspendeu a eficácia deste Parágrafo único. Os atos praticados da data § 1º A sentença que fixar o valor da indenização
parágrafo. do falecimento ou perda da capacidade à investi- quando este for superior ao preço oferecido con-
§ 3º O disposto no caput deste artigo aplica-se dura do curador à lide poderão ser ratificados ou denará o desapropriante a pagar honorários do
também às ações ordinárias de indenização por impugnados por ele, ou pelo representante do advogado, que serão fixados entre meio e cinco
apossamento administrativo ou desapropriação espólio ou do incapaz. por cento do valor da diferença, observado o dis-
indireta, bem assim às ações que visem a inde- Art. 22. Havendo concordância sobre o preço, posto no § 4º do art. 20 do Código de Processo
nização por restrições decorrentes de atos do o juiz o homologará por sentença no despacho Civil, não podendo os honorários ultrapassar R$
Poder Público, em especial aqueles destinados saneador. 151.000,00 (cento e cinquenta e um mil reais).

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VADE MECUM POLICIAL.indb 516 10/01/2017 08:46:23
LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR Dec.-lei 3.688/1941

èè § 1º com redação alterada pela MP 2.183-56/2001. Art. 33. O depósito do preço fixado por sen- DECRETO-LEI 3.688,
v. ADI 2.332-2 (DJ de 2.4.2004), o STF, por maioria de tença, à disposição do juiz da causa, é conside-
èè

votos, em medida cautelar, suspendeu a eficácia, neste
DE 3 DE OUTUBRO DE 1941
rado pagamento prévio da indenização.
parágrafo, da expressão “não podendo os honorários
§ 1º O depósito far-se-á no Banco do Brasil ou, Lei das Contravenções Penais.
ultrapassar R$151.000,00”.
èè v. ADIn 2.332-2 (D.J.U. 13.9.2001), o STF deferiu a
onde este não tiver agência, em estabelecimento O Presidente da República, usando das atribui-
medida liminar para suspender a eficácia da expressão bancário acreditado, a critério do juiz. ções que lhe confere o artigo 180 da Constitui-
“não podendo os honorários ultrapassar R$ 151.000,00 èè Anterior parágrafo único renumerado pela Lei ção, decreta:
(cento e cinquenta e um mil reais)”. 2.786/1956. èè O Art. 2º da Lei 7.209/1984 cancelou, na Parte Especial

èè v. Súmulas 131 e 141 do STJ. do Código Penal e nas leis especiais alcançadas pelo art.
§ 2º O desapropriado, ainda que discorde do
èè v. Arts. 82, 84 e 85, do NCPC. preço oferecido, do arbitrado ou do fixado pela 12 do Código Penal, quaisquer referências a valores de
sentença, poderá levantar até 80% (oitenta por multas, substituindo-se a expressão multa de por multa.
§ 2º A transmissão da propriedade decorrente
(D.O.U. de 13.7.1984).
de desapropriação amigável ou judicial não ficará cento) do depósito feito para o fim previsto neste
sujeita ao Imposto de Lucro Imobiliário. e no art. 15, observado o processo estabelecido
LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS
èè § 2º acrescentado pela Lei 2.786/1956. no art. 34.
§ 3º O disposto no § 1º deste artigo se aplica: èè § 2º acrescentado pela Lei 2.786/1956. PARTE GERAL
èè § 3º acrescentado pela MP 2.183-56/2001. Art. 34. O levantamento do preço será deferido A aplicação das regras gerais
I – ao procedimento contraditório especial, de mediante prova de propriedade, de quitação de do Código Penal
rito sumário, para o processo de desapropriação dívidas fiscais que recaiam sobre o bem expro-
de imóvel rural, por interesse social, para fins de priado, e publicação de editais, com o prazo de Art. 1º Aplicam-se as contravenções às regras
reforma agrária; 10 (dez) dias, para conhecimento de terceiros. gerais do Código Penal, sempre que a presente
lei não disponha de modo diverso.
II – às ações de indenização por apossamento Parágrafo único. Se o juiz verificar que há dú-
administrativo ou desapropriação indireta. vida fundada sobre o domínio, o preço ficará em Territorialidade
§ 4º O valor a que se refere o § 1º será atualizado, depósito, ressalvada aos interessados a ação Art. 2º A lei brasileira só é aplicável à contraven-
a partir de maio de 2000, no dia 1º de janeiro de própria para disputá-lo. ção praticada no território nacional.
cada ano, com base na variação acumulada do Art. 35. Os bens expropriados, uma vez in-
Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA
Voluntariedade. Dolo e culpa
corporados à Fazenda Pública, não podem ser
do respectivo período. Art. 3º Para a existência da contravenção, basta
objeto de reivindicação, ainda que fundada em
èè § 4º acrescentado pela MP 2.183-56/2001. a ação ou omissão voluntária. Deve-se, todavia,
nulidade do processo de desapropriação. Qual-
ter em conta o dolo ou a culpa, se a lei faz de-
Art. 28. Da sentença que fixar o preço da in- quer ação, julgada procedente, resolver-se-á em
pender, de um ou de outra, qualquer efeito ju-
denização caberá apelação com efeito simples- perdas e danos. rídico.
mente devolutivo, quando interposta pelo expro- èè v. Súmula 111 do STF.
priado, e com ambos os efeitos, quando o for
èè Art. 519 do CC.
Tentativa
pelo expropriante.
Art. 36. É permitida a ocupação temporária, Art. 4º Não é punível a tentativa de contraven-

LEGISLAÇÃO
§ 1º A sentença que condenar a Fazenda Pública ção.
em quantia superior ao dobro da oferecida fica que será indenizada, a final, por ação própria, de
sujeita ao duplo grau de jurisdição. terrenos não edificados, vizinhos às obras e ne- Penas principais
èè § 1º com redação alterada pela Lei 6.071/1974.
cessários à sua realização. O expropriante pres- Art. 5º As penas principais são:
tará caução, quando exigida.
§ 2º Nas causas de valor igual ou inferior a dois I – prisão simples.
contos de réis observar-se-á o disposto no art. Art. 37. Aquele cujo bem for prejudicado ex- II – multa.
839 do Código de Processo Civil. traordinariamente em sua destinação econômica
èè A referência é ao CPC/1939. pela desapropriação de áreas contíguas terá di- Prisão simples
reito a reclamar perdas e danos do expropriante. Art. 6º A pena de prisão simples deve ser cum-
Art. 29. Efetuando o pagamento ou a consig-
nação, expedir-se-á, em favor do expropriante, Art. 38. O réu responderá perante terceiros, e prida, sem rigor penitenciário, em estabeleci-
mandado de imissão de posse valendo a sen- por ação própria, pela omissão ou sonegação mento especial ou seção especial de prisão co-
tença como título hábil para a transcrição no Re- de quaisquer informações que possam interes- mum, em regime semiaberto ou aberto.
gistro de Imóveis. sar à marcha do processo ou ao recebimento da èè Caput com redação alterada pela Lei 6.416/1977.

Art. 30. As custas serão pagas pelo autor se o indenização. § 1º O condenado a pena de prisão simples fica
réu aceitar o preço oferecido; em caso contrá- Art. 39. A ação de desapropriação pode ser sempre separado dos condenados a pena de re-
rio, pelo vencido, ou em proporção, na forma proposta durante as férias forenses, e não se in- clusão ou de detenção.
da lei. terrompe pela superveniência destas. § 2º O trabalho é facultativo, se a pena aplicada,

DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 40. O expropriante poderá constituir servi- não excede a quinze dias.
dões, mediante indenização na forma desta Lei. Reincidência
Art. 31. Ficam sub-rogados no preço quaisquer Art. 41. As disposições desta Lei aplicam-se
ônus ou direitos que recaiam sobre o bem ex- Art. 7º Verifica-se a reincidência quando o
aos processos de desapropriação em curso, agente pratica uma contravenção depois de
propriado. não se permitindo depois de sua vigência outros passar em julgado a sentença que o tenha con-
Art. 32. O pagamento do preço será prévio e termos e atos além dos por ela admitidos, nem denado, no Brasil ou no estrangeiro, por qual-
em dinheiro. o seu processamento por forma diversa da que quer crime, ou, no Brasil, por motivo de contra-
èè Caput com redação alterada pela Lei 2.786/1956. por ela é regulada. venção.
èè v. Súmula 416 do STF.
Art. 42. No que esta Lei for omissa aplica-se o Erro de direito
èè Art. 5º, XXIV, da CF/1988.
Código de Processo Civil.
§ 1º As dívidas fiscais serão deduzidas dos va- èè v. Lei 13.105/2015 – Novo CPC.
Art. 8º No caso de ignorância ou de errada
lores depositados, quando inscritas e ajuizadas. compreensão da lei, quando escusáveis, a pena
Art. 43. Esta Lei entrará em vigor 10 (dez) dias pode deixar de ser aplicada.
èè § 1º acrescentado pela Lei 11.977/2009.
depois de publicada, no Distrito Federal, e 30
§ 2º Incluem-se na disposição prevista no § 1º (trinta) dias nos Estados e Território do Acre; re-
Conversão da multa em prisão simples
as multas decorrentes de inadimplemento e de vogadas as disposições em contrário. Art. 9º A multa converte-se em prisão simples,
obrigações fiscais. de acordo com o que dispõe o Código Penal so-
Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1941; 120º
èè § 2º acrescentado pela Lei 11.977/2009. bre a conversão de multa em detenção.
da Independência e 53º da República.
§ 3º A discussão acerca dos valores inscritos ou Parágrafo único. Se a multa é a única pena
executados será realizada em ação própria. Getúlio Vargas cominada, a conversão em prisão simples se faz
èè § 3º acrescentado pela Lei 11.977/2009. (Publicação no D.O.U. de 18.7.1941) entre os limites de quinze dias e três meses.

517

VADE MECUM POLICIAL.indb 517 10/01/2017 08:46:23
Dec.-lei 3.688/1941 LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR

Limites das penas PARTE ESPECIAL Indevida custódia
Art. 10. A duração da pena de prisão simples de doente mental
Capítulo I
não pode, em caso algum, ser superior a 5
DAS CONTRAVENÇÕES Art. 23. Receber e ter sob custódia doente
(cinco) anos, nem a importância das multas ul- mental, fora do caso previsto no artigo anterior,
trapassar cinquenta contos. REFERENTES À PESSOA sem autorização de quem de direito:
Suspensão condicional da pena Fabrico, comércio, ou detenção Pena – prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3
de prisão simples de armas ou munição (três) meses, ou multa, de quinhentos mil réis a
cinco contos de réis.
Art. 11. Desde que reunidas as condições le- Art. 18. Fabricar, importar, exportar, ter em de-
gais, o juiz pode suspender por tempo não pósito ou vender, sem permissão da autoridade, Capítulo II
inferior a 1 (um) ano nem superior a 3 (três), a arma ou munição: DAS CONTRAVENÇÕES REFERENTES
execução da pena de prisão simples, bem como Pena – prisão simples, de 3 (três) meses a 1 (um) AO PATRIMÔNIO
conceder livramento condicional. ano, ou multa, de um a cinco contos de réis, ou
èè Artigo com redação alterada pela Lei 6.416/1977.
Instrumento de emprego usual
ambas cumulativamente, se o fato não constitui
na prática de furto
Penas acessórias crime contra a ordem política ou social.
Art. 24. Fabricar, ceder ou vender gazua ou ins-
Art. 12. As penas acessórias são a publicação Porte de arma trumento empregado usualmente na prática de
da sentença e as seguintes interdições de direitos: Art. 19. Trazer consigo arma fora de casa ou de crime de furto:
I – a incapacidade temporária para profissão ou dependência desta, sem licença da autoridade: Pena – prisão simples, de 6 (seis) meses a 2
atividade, cujo exercício dependa de habilitação Pena – prisão simples, de quinze dias a seis me- (dois) anos, e multa, de trezentos mil réis a três
especial, licença ou autorização do poder pú- ses, ou multa, de duzentos mil réis a três contos contos de réis.
blico; de réis, ou ambas cumulativamente.
lI – a suspensão dos direitos políticos.
Posse não justificada de instrumento de
§ 1º A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até emprego usual na prática de furto
Parágrafo único. Incorrem: 1/2 (metade), se o agente já foi condenado, em
sentença irrecorrível, por violência contra pessoa. Art. 25. Ter alguém em seu poder, depois de
a) na interdição sob n. I, por 1 (um) mês a 2 (dois)
condenado, por crime de furto ou roubo, ou en-
anos, o condenado por motivo de contravenção § 2º Incorre na pena de prisão simples, de 15 quanto sujeito à liberdade vigiada ou quando co-
cometida com abuso de profissão ou atividade (quinze) dias a 3 (três) meses, ou multa, de du- nhecido como vadio ou mendigo, gazuas, cha-
ou com infração de dever a ela inerente; zentos mil réis a um conto de réis, quem, pos- ves falsas ou alteradas ou instrumentos empre-
b) na interdição sob n. II, o condenado a pena suindo arma ou munição: gados usualmente na prática de crime de furto,
privativa de liberdade, enquanto dure a execução a) deixa de fazer comunicação ou entrega à au- desde que não prove destinação legítima:
da pena ou a aplicação da medida de segurança toridade, quando a lei o determina; Pena – prisão simples, de 2 (dois) meses a 1 (um)
detentiva.
b) permite que alienado menor de 18 anos ou ano, e multa de duzentos mil réis a dois contos
Medidas de segurança pessoa inexperiente no manejo de arma a tenha de réis.
Art. 13. Aplicam-se, por motivo de contraven- consigo;
Violação de lugar ou objeto
LEGISLAÇÃO

ção, as medidas de segurança estabelecidas no c) omite as cautelas necessárias para impedir
que dela se apodere facilmente alienado, menor
Art. 26. Abrir alguém, no exercício de profissão
Código Penal, à exceção do exílio local.
de serralheiro ou oficio análogo, a pedido ou por
de 18 (dezoito) anos ou pessoa inexperiente em
Presunção de periculosidade manejá-la.
incumbência de pessoa de cuja legitimidade não
se tenha certificado previamente, fechadura ou
Art. 14. Presumem-se perigosos, além dos in-
divíduos a que se referem os ns. I e II do art. 78 Anúncio de meio abortivo qualquer outro aparelho destinado à defesa de
lugar ou objeto:
do Código Penal: Art. 20. Anunciar processo, substância ou ob-
I – o condenado por motivo de contravenção co- jeto destinado a provocar aborto: Pena – prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3
metido, em estado de embriaguez pelo álcool ou èè Artigo com redação alterada pela Lei 6.734/1979. (três) meses, ou multa, de duzentos mil réis a um
substância de efeitos análogos, quando habitual conto de réis.
Pena – multa de hum mil cruzeiros a dez mil cru-
a embriaguez; zeiros. Exploração da
II – o condenado por vadiagem ou mendicância;
Vias de fato credulidade pública
III – (Revogado pela Lei 6.416/1977);
Art. 21. Praticar vias de fato contra alguém: Art. 27. (Revogado pela Lei 9.521/1997).
IV – (Revogado pela Lei 6.416/1977).
Pena – prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3
Capítulo III
Internação em colônia agrícola ou em (três) meses, ou multa, de cem mil réis a um
DAS CONTRAVENÇÕES REFERENTES À
instituto de trabalho, de reeducação ou conto de réis, se o fato não constitui crime. INCOLUMIDADE PÚBLICA
de ensino profissional Parágrafo único. Aumenta-se a pena de 1/3 Disparo de arma de fogo
Art. 15. São internados em colônia agrícola ou (um terço) até a 1/2 metade se a vítima é maior
Art. 28. Disparar arma de fogo em lugar habi-
em instituto de trabalho, de reeducação ou de de 60 (sessenta) anos.
tado ou em suas adjacências, em via pública ou
ensino profissional, pelo prazo mínimo de 1 (um) èè Parágrafo único acrescentado pela Lei 10.741/2003.
em direção a ela:
ano:
Internação irregular em Pena – prisão simples, de 1 (um) a 6 (seis) me-
I – o condenado por vadiagem (art. 59); estabelecimento psiquiátrico ses, ou multa, de trezentos mil réis a três contos
II – o condenado por mendicância (art. 60 e seu Art. 22. Receber em estabelecimento psiquiá- de réis.
parágrafo); trico, e nele internar, sem as formalidades legais, Parágrafo único. Incorre na pena de prisão
III – (Revogado pela Lei 6.416/1977). pessoa apresentada como doente mental: simples, de 15 (quinze) dias a 2 (dois) meses, ou
multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis,
Internação em manicômio judiciário ou Pena – multa, de trezentos mil réis a três contos
quem, em lugar habitado ou em suas adjacências,
em casa de custódia e tratamento de réis.
em via pública ou em direção a ela, sem licença da
Art. 16. O prazo mínimo de duração da inter- § 1º Aplica-se a mesma pena a quem deixa de autoridade, causa deflagração perigosa, queima
nação em manicômio judiciário ou em casa de comunicar a autoridade competente, no prazo fogo de artifício ou solta balão aceso.
custódia e tratamento é de 6 (seis) meses. legal, internação que tenha admitido, por motivo
de urgência, sem as formalidades legais. Desabamento de construção
Parágrafo único. O juiz, entretanto, pode, ao
invés de decretar a internação, submeter o indi- § 2º Incorre na pena de prisão simples, de 15 Art. 29. Provocar o desabamento de constru-
(quinze) dias a 3 (três) meses, ou multa de qui- ção ou, por erro no projeto ou na execução, dar-
víduo a liberdade vigiada.
nhentos mil réis a cinco contos de réis, aquele lhe causa:
Ação penal que, sem observar as prescrições legais, deixa Pena – multa, de um a dez contos de réis, se
Art. 17. A ação penal é pública, devendo a au- retirar-se ou despede de estabelecimento psi- o fato não constitui crime contra a incolumidade
toridade proceder de ofício. quiátrico pessoa nele, internada. pública.

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VADE MECUM POLICIAL.indb 518 10/01/2017 08:46:24
SÚMULAS do STF e STJ

VADE MECUM POLICIAL.indb 1135 10/01/2017 08:47:54
VADE MECUM POLICIAL.indb 1136 10/01/2017 08:47:54
SÚMULAS DO STF E STJ

SÚMULAS VINCULANTES Do da responsabilidade civil do Estado. (D.O.U. por danos morais e patrimoniais decorrentes
22.8.2008) de acidente de trabalho propostas por empre-
SUPREMO TRIBUNAL gado contra empregador, inclusive aquelas que
12. A cobrança de taxa de matrícula nas uni-
FEDERAL – STF versidades públicas viola o disposto no art. 206, ainda não possuíam sentença de mérito em pri-
1. Ofende a garantia constitucional do ato ju- IV, da Constituição Federal. (D.O.U. 22.8.2008) meiro grau quando da promulgação da Emenda
rídico perfeito a decisão que, sem ponderar as Constitucional 45/2004. (D.O.U. 11.12.2009)
13. A nomeação de cônjuge, companheiro ou
circunstâncias do caso concreto, desconsidera parente em linha reta, colateral ou por afinidade, 23. A Justiça do Trabalho é competente para
a validez e a eficácia de acordo constante de até o terceiro grau, inclusive, da autoridade no- processar e julgar ação possessória ajuizada em
termo de adesão instituído pela Lei Complemen- meante ou de servidor da mesma pessoa jurí- decorrência do exercício do direito de greve pe-
tar 110/2001. (D.O.U. 6.6.2007) dica investido em cargo de direção, chefia ou los trabalhadores da iniciativa privada. (D.O.U.
2. É inconstitucional a lei ou ato normativo esta- assessoramento, para o exercício de cargo em 11.12.2009)
dual ou distrital que disponha sobre sistemas de comissão ou de confiança ou, ainda, de função 24. Não se tipifica crime material contra a ordem
consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias. gratificada na administração pública direta e in- tributária, previsto no art. 1º, incisos I a IV, da Lei
(D.O.U. 6.6.2007) direta em qualquer dos Poderes da União, dos 8.137/1990, antes do lançamento definitivo do
3. Nos processos perante o Tribunal de Con- Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, tributo. (D.O.U. 11.12.2009)
compreendido o ajuste mediante designações
tas da União asseguram-se o contraditório e a
recíprocas, viola a Constituição Federal. (D.O.U.
25. É ilícita a prisão civil de depositário infiel,
ampla defesa quando da decisão puder resul- qualquer que seja a modalidade do depósito.
tar anulação ou revogação de ato administrativo 29.8.2008)
(D.O.U 23.12.2009)
que beneficie o interessado, excetuada a apre- 14. É direito do defensor, no interesse do repre-
ciação da legalidade do ato de concessão inicial sentado, ter acesso amplo aos elementos de 26. Para efeito de progressão de regime no
de aposentadoria, reforma e pensão. (D.O.U. prova que, já documentados em procedimento cumprimento de pena por crime hediondo, ou
6.6.2007) investigatório realizado por órgão com compe- equiparado, o juízo da execução observará a in-
tência de polícia judiciária, digam respeito ao constitucionalidade do art. 2º da Lei 8.072, de
4. Salvo nos casos previstos na Constituição, o 25 de julho de 1990, sem prejuízo de avaliar se
salário mínimo não pode ser usado como inde- exercício do direito de defesa. (D.O.U. 9.2.2009)
o condenado preenche, ou não, os requisitos
xador de base de cálculo de vantagem de ser- 15. O cálculo de gratificações e outras van- objetivos e subjetivos do benefício, podendo de-
vidor público ou de empregado, nem ser substi- tagens do servidor público não incide sobre o terminar, para tal fim, de modo fundamentado,
tuído por decisão judicial. (D.O.U. 9.5.2008) abono utilizado para se atingir o salário mínimo. a realização de exame criminológico. (D.O.U.
5. A falta de defesa técnica por advogado no (D.O.U. 1.7.2009) 23.12.2009)
processo administrativo disciplinar não ofende a 16. Os artigos 7º, IV, e 39, § 3º (redação da EC 27. Compete à Justiça estadual julgar causas
Constituição. (D.O.U. 16.5.2008) 19/1998), da Constituição, referem-se ao total entre consumidor e concessionária de serviço
6. Não viola a Constituição o estabelecimento da remuneração percebida pelo servidor pú- público de telefonia, quando a Anatel não seja
de remuneração inferior ao salário mínimo para blico. (D.O.U. 1.7.2009) litisconsorte passiva necessária, assistente, nem
as praças prestadoras de serviço militar inicial. 17. Durante o período previsto no § 1º do artigo opoente. (D.O.U. 23.12.2009)
(D.O.U. 16.5.2008) 100 da Constituição, não incidem juros de mora 28. É inconstitucional a exigência de depósito
7. A norma do § 3º do artigo 192 da Consti- sobre os precatórios que nele sejam pagos. prévio como requisito de admissibilidade de
tuição, revogada pela Emenda Constitucional (D.O.U. 10.11.2009) ação judicial na qual se pretenda discutir a exigi-
40/2003, que limitava a taxa de juros reais a 18. A dissolução da sociedade ou do vínculo bilidade de crédito tributário. (D.O.U. 17.2.2010)
12% ao ano, tinha sua aplicação condicionada à conjugal, no curso do mandato, não afasta a 29. É constitucional a adoção, no cálculo do va-
edição de lei complementar. (D.O.U. 20.6.2008) inelegibilidade prevista no § 7º do artigo 14 da
lor de taxa, de um ou mais elementos da base
8. São inconstitucionais o parágrafo único do Constituição Federal. (D.O.U. 10.11.2009)
de cálculo própria de determinado imposto,
artigo 5º do Decreto-lei 1.569/1977 e os arti- 19. A taxa cobrada exclusivamente em razão desde que não haja integral identidade entre
gos 45 e 46 da Lei 8.212/1991, que tratam de dos serviços públicos de coleta, remoção e tra- uma base e outra. (D.O.U. 17.2.2010)
prescrição e decadência de crédito tributário. tamento ou destinação de lixo ou resíduos pro- èè O Plenário do STF, em 04 de fevereiro de 2010, suspende
(D.O.U. 20.6.2008) venientes de imóveis, não viola o artigo 145, II, a publicação de nova súmula vinculante (que receberia o
9. O disposto no artigo 127 da Lei 7.210/1984 da Constituição Federal. (D.O.U. 10.11.2009) número 30) sobre partilha do ICMS para melhor exame.
(Lei de Execução Penal) foi recebido pela ordem 20. A Gratificação de Desempenho de Atividade 31. É inconstitucional a incidência do Imposto
constitucional vigente, e não se lhe aplica o limite Técnico-Administrativa – GDATA, instituída pela
sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS
temporal previsto no caput do artigo 58. (D.O.U. Lei 10.404/2002, deve ser deferida aos inativos
sobre operações de locação de bens móveis.
20.6.2008 e republicação D.O.U. 27.6.2008) nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete
(D.O.U. 17.2.2010)
10. Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a
artigo 97) a decisão de órgão fracionário de Tri- maio de 2002 e, nos termos do artigo 5º, pa- 32. O ICMS não incide sobre alienação de sal-
rágrafo único, da Lei 10.404/2002, no período vados de sinistro pelas seguradoras. (D.O.U.
bunal que, embora não declare expressamente
de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos 24.2.2011)
a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo
do poder público, afasta sua incidência, no todo do último ciclo de avaliação a que se refere o 33. Aplicam-se ao servidor público, no que cou-
ou em parte. (D.O.U. 27.6.2008) artigo 1º da Medida Provisória 198/2004, a par- ber, as regras do regime geral da previdência so-
tir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos. cial sobre aposentadoria especial de que trata o
11. Só é lícito o uso de algemas em casos de (D.O.U. 10.11.2009) artigo 40, § 4º, inciso III da Constituição Fede-
resistência e de fundado receio de fuga ou de
perigo à integridade física própria ou alheia, por 21. É inconstitucional a exigência de depósito ral, até a edição de lei complementar específica.
parte do preso ou de terceiros, justificada a ex- ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens (D.O.U. 24.4.2014)
cepcionalidade por escrito, sob pena de res- para admissibilidade de recurso administrativo. 34. A Gratificação de Desempenho de Atividade
ponsabilidade disciplinar, civil e penal do agente (D.O.U. 10.11.2009) de Seguridade Social e do Trabalho – GDASST,
ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do 22. A Justiça do Trabalho é competente para instituída pela Lei 10.483/2002, deve ser es-
ato processual a que se refere, sem prejuízo processar e julgar as ações de indenização tendida aos inativos no valor correspondente

1137

VADE MECUM POLICIAL.indb 1137 10/01/2017 08:47:54
STF SÚMULAS DO STF E STJ

a 60 (sessenta) pontos, desde o advento da natureza alimentar cuja satisfação ocorrerá com 7. Sem prejuízo de recurso para o Congresso,
Medida Provisória 198/2004, convertida na Lei a expedição de precatório ou requisição de pe- não é exequível contrato administrativo a que o
10.971/2004, quando tais inativos façam jus à queno valor, observada ordem especial restrita Tribunal de Contas houver negado registro.
paridade constitucional (EC 20, 41 e 47). (D.O.U. aos créditos dessa natureza. (D.O.U. 2.6.2015)
24.10.2014)
8. Diretor de sociedade de economia mista
48. Na entrada de mercadoria importada do pode ser destituído no curso do mandato.
35. A homologação da transação penal prevista exterior, é legítima a cobrança do ICMS por
9. Para o acesso de auditores ao Superior Tri-
no artigo 76 da Lei 9.099/1995 não faz coisa jul- ocasião do desembaraço aduaneiro. (D.O.U.
bunal Militar, só concorrem os de segunda en-
gada material e, descumpridas suas cláusulas, 2.6.2015)
trância.
retoma-se a situação anterior, possibilitando-se 49. Ofende o princípio da livre concorrência lei
ao Ministério Público a continuidade da perse- municipal que impede a instalação de estabele-
10. O tempo de serviço militar conta-se para
cução penal mediante oferecimento de denún- efeito de disponibilidade e aposentadoria do
cimentos comerciais do mesmo ramo em deter-
cia ou requisição de inquérito policial. (D.O.U. servidor público estadual.
minada área. (D.O.U. 23.6.2015)
24.10.2014) 11. A vitaliciedade não impede a extinção do
50. Norma legal que altera o prazo de recolhi-
36. Compete à Justiça Federal comum proces- mento de obrigação tributária não se sujeita ao
cargo, ficando o funcionário em disponibilidade,
sar e julgar civil denunciado pelos crimes de fal- com todos os vencimentos.
princípio da anterioridade. (D.O.U. 23.6.2015)
sificação e de uso de documento falso quando 12. A vitaliciedade do professor catedrático não
se tratar de falsificação da Caderneta de Inscri- 51. O reajuste de 28,86%, concedido aos impede o desdobramento da cátedra.
ção e Registro (CIR) ou de Carteira de Habilita- servidores militares pelas Leis 8.622/1993 e
ção de Arrais-Amador (CHA), ainda que expedi- 8.627/1993, estende-se aos servidores civis do 13. A equiparação de extranumerário a funcio-
das pela Marinha do Brasil. (D.O.U. 24.10.2014) poder executivo, observadas as eventuais com- nário efetivo, determinada pela Lei 2.284, de
pensações decorrentes dos reajustes diferencia- 9.8.1954, não envolve reestruturação, não com-
37. Não cabe ao poder judiciário, que não tem dos concedidos pelos mesmos diplomas legais. preendendo, portanto, os vencimentos.
função legislativa, aumentar vencimentos de
servidores públicos sob o fundamento de isono-
(D.O.U. 23.6.2015) 14. SÚMULA CANCELADA NO JULGAMENTO
mia. (D.O.U. 24.10.2014) 52. Ainda quando alugado a terceiros, perma- DO RE 74.486, D.J. 8.3.1974 – Não é admissí-
nece imune ao IPTU o imóvel pertencente a vel, por ato administrativo, restringir, em razão
èè v. Súmula 339 do STF. da idade, inscrição em concurso para cargo
qualquer das entidades referidas pelo art. 150,
38. É competente o Município para fixar o ho- VI, c, da Constituição Federal, desde que o va- público.
rário de funcionamento de estabelecimento co- lor dos aluguéis seja aplicado nas atividades 15. Dentro do prazo de validade do concurso, o
mercial. (D.O.U. de 20.3.2015) para as quais tais entidades foram constituídas. candidato aprovado tem o direito à nomeação,
39. Compete privativamente à União legislar so- (D.O.U. 23.6.2015) quando o cargo for preenchido sem observância
bre vencimentos dos membros das polícias civil 53. A competência da Justiça do Trabalho da classificação.
e militar e do corpo de bombeiros militar do Dis- prevista no art. 114, VIII, da Constituição Fe- 16. Funcionário nomeado por concurso tem di-
trito Federal. (D.O.U. de 20.3.2015) deral alcança a execução de ofício das contri- reito à posse.
40. A contribuição confederativa de que trata o buições previdenciárias relativas ao objeto da
17. A nomeação de funcionário sem concurso
art. 8º, IV, da Constituição Federal, só é exigível condenação constante das sentenças que pro-
pode ser desfeita antes da posse.
dos filiados ao sindicato respectivo. (D.O.U. de ferir e acordos por ela homologados. (D.O.U.
20.3.2015) 23.6.2015) 18. Pela falta residual, não compreendida na
absolvição pelo juízo criminal, é admissível a pu-
41. O serviço de iluminação pública não pode 54. A medida provisória não apreciada pelo
nição administrativa do servidor público.
ser remunerado mediante taxa. (D.O.U. de congresso nacional podia, até a Emenda Cons-
20.3.2015) titucional 32/2001, ser reeditada dentro do seu 19. É inadmissível segunda punição de servidor
prazo de eficácia de trinta dias, mantidos os efei- público, baseada no mesmo processo em que
42. É inconstitucional a vinculação do reajuste se fundou a primeira.
tos de lei desde a primeira edição.
de vencimentos de servidores estaduais ou mu-
nicipais a índices federais de correção monetá- 55. O direito ao auxílio-alimentação não se es- 20. É necessário processo administrativo com
ria. (D.O.U. de 20.3.2015) tende aos servidores inativos. ampla defesa, para demissão de funcionário ad-
mitido por concurso.
43. É inconstitucional toda modalidade de pro- 56. A falta de estabelecimento penal adequado
vimento que propicie ao servidor investir-se, sem não autoriza a manutenção do condenado em 21. Funcionário em estágio probatório não pode
prévia aprovação em concurso público desti- regime prisional mais gravoso, devendo-se ob- ser exonerado nem demitido sem inquérito ou
nado ao seu provimento, em cargo que não in- servar, nessa hipótese, os parâmetros fixados sem as formalidades legais de apuração de sua
tegra a carreira na qual anteriormente investido. no RE 641.320/RS. capacidade.
(D.O.U. de 17.4.2015) 22. O estágio probatório não protege o funcio-
èè A Súmula Vinculante 43 do STF foi convertida a partir da nário contra a extinção do cargo.
redação da Súmula 685 do STF. SÚMULAS DO 23. Verificados os pressupostos legais para o
èè v. Art. 37, II da CF. Supremo Tribunal licenciamento da obra, não o impede a decla-
SÚMULAS

44. Só por lei se pode sujeitar a exame psico- ração de utilidade pública para desapropriação
Federal – STF do imóvel, mas o valor da obra não se incluirá
técnico a habilitação de candidato a cargo pú-
blico. (D.O.U. de 17.4.2015) 1. É vedada a expulsão de estrangeiro casado na indenização, quando a desapropriação for
com brasileira, ou que tenha filho brasileiro, de- efetivada.
èè A Súmula Vinculante 44 do STF foi convertida a partir da pendente da economia paterna.
redação da Súmula 686 do STF. 24. Funcionário interino substituto é demissível,
2. SÚMULA SEM EFICÁCIA – Concede-se liber- mesmo antes de cessar a causa da substitui-
èè v. Art. 37, I da CF.
dade vigiada ao extraditando que estiver preso ção.
45. A competência constitucional do Tribunal do por prazo superior a 60 (sessenta) dias. 25. A nomeação a termo não impede a livre de-
Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de
3. SÚMULA SUPERADA NO JULGAMENTO missão pelo Presidente da República, de ocu-
função estabelecido exclusivamente pela Cons-
DO RE 456.679/DF, D.J. 7.4.2006 – A imuni- pante de cargo dirigente de autarquia.
tituição Estadual. (D.O.U. de 17.4.2015)
dade concedida a deputados estaduais é res- 26. Os servidores do instituto de aposentadoria
èè Súmula Vinculante 45 do STF originada da Súmula 721 trita à Justiça do Estado. e pensões dos industriários não podem acumu-
do STF.
4. SÚMULA CANCELADA NO JULGAMENTO lar a sua gratificação bienal com o adicional de
èè v. Art. 5º, XXXVIII da CF. DO INQ 104/RS, D.J. 2.10.1981 – Não perde a tempo de serviço previsto no Estatuto dos Fun-
46. A definição dos crimes de responsabilidade imunidade parlamentar o congressista nomeado cionários Civis da União.
e o estabelecimento das respectivas normas Ministro de Estado. 27. Os servidores públicos não têm vencimen-
de processo e julgamento são da competên- 5. A sanção do projeto supre a falta de iniciativa tos irredutíveis, prerrogativa dos membros do
cia legislativa privativa da União. (D.O.U. de do Poder Executivo. Poder Judiciário e dos que lhes são equipara-
17.4.2015) dos.
6. A revogação ou anulação, pelo Poder Exe-
èè Conversão da Súmula 722 do STF. cutivo, de aposentadoria, ou qualquer outro ato 28. O estabelecimento bancário é responsável
47. Os honorários advocatícios incluídos na aprovado pelo Tribunal de Contas, não produz pelo pagamento de cheque falso, ressalvadas
condenação ou destacados do montante princi- efeitos antes de aprovada por aquele Tribunal, as hipóteses de culpa exclusiva ou concorrente
pal devido ao credor consubstanciam verba de ressalvada a competência revisora do Judiciário. do correntista.

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VADE MECUM POLICIAL.indb 1138 10/01/2017 08:47:54