“QUERO SER”

LIVRO DE POESIAS

POEMAS QUE SÃO GRITOS DE MINHA ALMA
“Triste é o homem que nada cria, e rico é o poeta que escreve Com o coração expondo sua alma” 2º Volume http://www.poemas.site.vu
ESCRITO POR

EDMUNDO HENRIQUES GOMES DA SILVA

Teu amor merecer
Não imaginas como necessito da tua presença, no quanto Desejo teu corpo e alma, não imaginas na urgência, Frenética do vibrar do meu ser, na necessidade de te ter, De te sentir vibrar e torcer ao meu comando, Na simples voz cantada de tua garganta, que com veemência Faz de mim o mais afortunado mortal neste viver Que por ti sofre com verdadeiro desmando, Que pôs de parte toda humana ganância, Para só por ti sentir meu membro amolecer Dentro do teu ser, para que com isso fico edificando, Com o que o engenho e a arte me dêem a sapiência, Para que com todas as Musas de um Olimpo me possa fortalecer Terminando, teu corpo possa amar e beijar abraçando, Para poder sentir toda a fragrância, Emanada de teu corpo ao meu amor corresponder Para ficares em meus braços, todo meu ser acariciando E assim terminando minha abstinência, Para teu amor pode novamente merecer! Por do Sol em Angola
Terça-feira, 15 de Novembro de 2005

Acto de amor
Onde estás amor meu, onde escondes teu ser? Procuro em cantos escusos, onde nem Ninfas, Nem as Musas, descidas do Olimpo para oferendas a Vesta, Me fizeram ser capaz de quebrar, Tão mítico uso, que não condeno em teu ser, Pois a mais pura das Vestais foste nascer, Vinda de amor gerado por Cronus e Rhea, tendo irmãs as Ninfas Sendo Zeus patrono do monte Olimpo onde tu estas Como Vénus, bela e pura só para te venerar, Amando-te com a maior força e esplendor que possas crer, Tendo eu de reunir maiores forças para a carne vencer, Não quebrando as regras impostas nesta De Roma vestais, pois só quero com ardor te amar, Beijar todo teu corpo e teus carinhos merecer Chupar teus mamilos, como cria faminta ao alvorecer Beijar teu pescoço com tamanha festa, Morder e lamber tuas orelhas, para êxtase inflamar, Dedilhar meus dedos pelos teus lábios para renascer, E com arte de jardineiro florescer A mais bela rosa, para a abelha encontrar o pólem e degusta, E assim poder com ela dedilhar Procurando no mais íntimo, tentar rejuvenescer Este corpo torcido e encarquilhado pelos anos de mau viver, E que o destino te enviou para de minha vida, a custa, Sinta o que outrora era só amar Para o teu clítoris beijar, e com amor nascer, Entrando em ti com minha língua para fornecer Como nunca outrora, nem eu, nem ninguém, fez justa

Fé em teu verdadeiro esplendor do teu poder de amar, Para sentir todo o vibrar de teu verdadeiro ser, Dando-te todo o maior presente de amor, para te merecer Pois dar, é o maior bem que se tem para o ser amado, e assusta Todo aquele que quer sentir com amor vibrar Para teu mel extrair de bela rosa e vencer Todo o medo, toda a vergonha que o tabu teima fazer, Quebrando todos os sentimentos de amor de embuste E assim elevando-te aos céus do deleite, só por te amar! Oferecendo-te todo o meu prazer Por vibrar, ao teu maior sentir no revolver, De te oferecer meu êxtase, por muito que te custe, Saber que apenas te conheço por muito te amar!
Quarta-feira, 16 de Novembro de 2005 EHGS

ACROSTICO A LEIRIA
Leiria, cidade de amores, romance, e historia, És famosa entre tantas que te tentam abafar, Imortalizada por inúmeros poetas, onde se perde a memoria, Recondidos lugares, onde amores reais tentaram formar Ideais soturnos, provocaram discórdia, Apenas por, todos os dias, amanhecer, com a realeza a amar!

Sábado, 19 de Novembro de 2005 EHGS

Acróstico a Leiria
Leiria, cidade abençoada por Rainha Santa, Edificada pedra sobre pedra em alicerces de amor Isabel foi seu nome santo, que de pão fez rosas, Rebolando aos pés do rei, seu manto, Inflamando real coração com amor, Antecipando com milagre, tornando-se mais formosa.
Domingo, 20 de Novembro de 2005 EHGS

NÃO, HOJE É DIA NÃO
Não, por mais que queira ou faça, hoje é dia não, Não quero nem ouvir falar de amor Não quero nem sequer olhar para o botão de rosa Que floresce no canto escondido de meu jardim Que embeleza com raios purpúreos como envergonhada Escondendo-se de mim e toda a minha insanidade, Pois não alimentei minha mente com a minha paixão, Não embelezei minha alma pintando-a com bela cor, Cor de vida e alegria por estar viva e formosa, Perfumando-a com os mais belo aroma de jasmim, Não, hoje é dia não, sinto-me igual ao cão apedrejado, Que apenas se aproxima do dono à procura de carinho e amizade, Não, hoje é dia não, sinto-me abandonado em minha missão Pois dentro de meu peito nada mais existe que paixão e amor, Amor esse que tem a paixão ardente e luxuriosa Que aos poucos vem dando cabo de mim, Não, hoje é dia não, fui horrivelmente abandonado, Por teu esquecimento e insana veleidade, Não, hoje é dia não, pois tu, minha querida São Não vieste adornar meus sonhos com teu ardor, Amar-me e deixares amar com a mais furiosa Rebentando e acalentando com amor, em mim, Fazendo-me sentir, toda a vida, adornado, E esquecer loucas palavras de insanidade, Quando digo para mim apenas, não, hoje é dia não, Não apareceu no meu sonho de luxúria e amor, Algo prendeu sua alma em terra longínqua e misteriosa,

Mas esta noite estarei à espera que venhas até mim, Para que meu sono seja novamente embelezado, E que dentro de nosso mundo de sonho se torne realidade, E a dor que sinto de dentro de meu coração, Que fere minha alma lacerando-a com furor Sinta a calma necessária e imperiosa, Que comanda todo meu ser bem dentro de mim, Para que me sinta por ti amado E possa clamar a toda cidade, A todo mundo, sem excepção, Quanto amor tem meu coração!
Segunda-feira, 21 de Novembro de 2005 EHGS

Sim, hoje é um dia sim
Sim, hoje é um dia sim, Raios de sol me beijaram em meu leito, Abri meus olhos, e como anjo debruçaste-te sobre meu rosto, Abracei-te com enlevo e amor, e caíste sobre mim, Beijei teus purpúreos lábios e senti todo calor em meu peito, Emanado do teu coração, que de amor é composto, Fazes-me sentir o cheiro de rosas do celestial jardim, Fazendo com que em mim mude todo o conceito De que amor não havia, para pensar apenas no oposto, E assim fazer-me ao mundo acompanhado de meu bandolim Vagando por vales e montes em meu andar tortuoso, Procurando tão belo jardim, Pois, tudo isto, foi feito, pelo destino, de tal jeito, Que me enlouquece, saber apenas que a vida é um composto De amores, alegrias e talvez com dor trespassado pelo florim Que Demo nos atravessa o coração, em gesto formoso Com riso de escárnio, entregando-me a décadas em horror de festim Provocando-me maior dor no meu ferido e atravessado peito, Mas teu sorriso, nesta manhã, perto do meu rosto, Provocou tamanha transformação em mim, Que encontrei, o mais belo jardim, e também famoso, Que só posso dizer, sim hoje é um dia sim!
Terça-feira, 22 de Novembro de 2005 EHGS

AMOR
Por infortúnio e por enquanto Encontro-me desprezado abandonado e só E sem saber, qual o destino, e o que quer que faço, Ter-me-ia, simplesmente uma palavra tua, ou um gesto bastado Debaixo daquela varanda, especado, no prédio mirava, entretanto Que tu tivesses, tido um gesto, uma palavra ou talvez só dado Um grito numa chamada, enfim, o primeiro passo Para que tudo voltasse para aquele abraço Apertado, sedento e louco, como éramos, como um laço E assim, tudo se resolvesse, ofertando para mim teu cabaço E não dares a outro que te nunca mereceu o teu melaço Eu, fervendo de desejo, procuraria teus lábios e os beijo Beijo tua face, mordisco teu nariz, desvio para o pescoço Mordisco tuas orelhas, gemo de prazer e desço, De súbito sinto que ao beijar e amar tropeço Numa soberba, quente e aromática elevação, Não uma, mas sim duas, simétricas que nem gémeas, pois duas são E com todo o prazer me ofertam, para a escalada dois picos, Que no êxtase do prazer, e languidamente, ronronando, lambo os bicos, Massajo, manuseio a meu prazer, como se viajasse de tobogã, Escorrego e acabo de marejar, afundar até num bico ao contrario, Exploro com minha língua tentando, ver onde caio, oh é o teu umbigo, Seguindo a viagem, por caminhos em meio de mato me vejo com comoção, Encontro nas margens afrodisíaca dum riacho de nenúfar povoado e rico, Minha sede mato, como se minha vida daí dependesse com sofreguidão, De repente, melhor enxergo, será uma boca aberta ou uma flor, Tem vermelhos lábios, carnudos e apetitosos, mas também dela se exala

Aroma que me embriaga, e nasce em mim tortura de calor, Entrego-me de alma e coração a este inebriante odor Que enche meu corpo de tamanho torpor, Beijo a flor que para mim se abriu com amor, Mas este envolvente odor, deixa-me em delírio de torpor, Aumenta em mim, uma rigidez feroz, com tamanha dor, Que mais nada posso fazer do que por, Dentro do teu ser, toda a força de um membro, cheio de dor Que de pronto se encontra, há décadas, me permito com amor, Explorar teu interior ser, esfregando tua ponta de amor, Dando-te e recebendo, com volúpia e luxúria, e todo o fervor, Bem dentro, em locais por mim nunca almejados, de teu interior, E assim ficando a conhecer bem, lá no fundo de teu interior Como seria ser amado por ti, e sentir esse teu ardor, E ofertando, a melhor jóia, que vem dentro de mim, com amor Numa explosão feroz de entrega total e espontânea, sem rancor, Enchendo todo teu espaço interior, Com lânguido mel do Olimpo, e fomentar o misturador De líquidos que temos para nosso grande amor
Sexta-feira, 25 de Novembro de 2005

Sexo virtual
Como, não sei se possível fosse... Como, agora sei que bem possível é, Assim te deixar verdadeiramente louca Rouca de paixão, e de desejos De sentires meus ardentes e apaixonados beijos. Se a imaginação não nos acompanhasse e não existisse. Nosso coração não teria a profundidade e não sentiria Nossos pulsos e batidas de coração não pulsaria E os dedos não passeavam em nosso corpo, ávidos de desejos Delineasse através de nossa pele pelas curvas, Os gestos, com olhos serrados, sentem teu corpo no teclado desde o limiar do por do sol e pela noite a dentro. Vadios chamarão pelo prazer que tiramos de nós... No quarto, na cama e nos lençóis virtuais Amar, desejar e sentir verdadeira luxúria pelo não visto Dos suspiros saídos de nossas gargantas e os gemidos dados Ouvidos a milhares de quilómetros e bem ao longe Oceanos, continentes e espaços a dentro. E nós, terrificados e amortalhados desse jeito... Sem sentirmos mal, ou nos menosprezarmos de jeito algum Procurando loucamente e sem um jeito de Se dominar, abraçar e amar ou conquistar, Apenas e somente conquistar-se. E nós reinventando no imaginário de nossas mentes e corpos, a roda..... Nos afagos, carinhos, beijos, desejos, Vontades indetermináveis e sem fim. Como que se fosse possível o impossível Matar, todos os desejos e todas as sedes Desse amor, desse forte desejo de nosso sentir.

Será isto o chamado Sexo Virtual? Onde? Este não, este é mesmo natural Este é o sentir verdadeiramente animal!

SOLDADO QUE ROUBOU MEU PAI
Soldado roubou meu pai, Roubou a minha infância, minha inocência, Deixa-me saborear o terror de ver a arma maldita Que dá poder ao homem que se esconde à sua sombra, Como poderei viver sem o amor de meu pai, Vi-o implorar por clemência, Chorar para me salvar da fúria homicida, Nada possuía, mas dava-me amor e sentia segurança na sua sombra Era meu amigo de folguedos, agora não mais, Porque DEUS permite os homens atolarem-se na violência, Aterrorizando ferozmente quem não pode defender a vida Não mais terei seu colo para me encantar com histórias que não mais lembra! Soldado roubou meu pai, O desespero que senti vê-lo morrer implorando clemência, Mãos postas como a orar, ao Altíssimo para lhe pouparem a vida, O tiro maldito, atravessou sua cabeça, a imagem ainda fica e relembra, Soldado roubou meu pai… Um último olhar me deitou, com amor de penitência Antes de lhe fugir, pelo buraco da bala, sua vida, Todo o amor que me tinha, e a mim, ainda me lembra,

Soldado que roubou meu pai… Ajoelhado perante o algoz, como em penitencia Minhas lágrimas solto, pois tamanha dor não pode ser contida, E o rosto sem expressão, diante de mim só lembra Soldado que roubou meu pai… Tão poderoso em sua farda, marchando com cadencia, Só consigo vislumbrar a dor tamanha sentida Debaixo daquela arvore, sentindo a sombra No soldado que roubou meu pai…

Sexta-feira, 25 de Novembro de 2005

Foto de Andrea Comas/Reuter
EHGS

Meu amor ajuda-me …
Meu amor ajuda-me a morrer! Quero parar com todo este corrupio, este sofrer, Onde nada sou, nada faço, e minha presença é amaldiçoada, Quero que me ajudes a terminar carregando no gatilho, Até nisto me sinto cobarde, para terminar com meu viver, Minha vida nada significa para quem me rodeia! Isto nunca foi viver! Minha esperança nos homens está acabada, Quando sou menosprezado, humilhado, Afinal para nada sirvo, nada tenho criado, por isso fervilho, Meu amor ajuda-me a morrer, Ajuda-me acabar com este mísero sofrer, Onde minha vida nada tem formulado, criado, algo que se possa ver, Meu futuro nada me oferece, a não ser uma dor que me deixa amargurado, Meu amor pega no maldito rastilho, Meu amor ajuda-me a morrer, Pois, nada mais posso esperar para crer, Que algum dia possa ser respeitado! Pois minha vida passada foi um desastre que polvilho Dias sem fim e sem retorno deste mau viver, Meu amor ajuda-me a morrer! Nunca mais senti tua entrega total de teu corpo abençoado, Talvez por isso, quem é da minha carne me não queira mais respeitado, Por isso te peço, antes de me tornar um maltrapilho, Com minha alma arrastada pelas ruas que sempre palmilho, Me ajudes terminar com este maldito sofrer, Antes que me torne um desprezível ser Antes que continue a ser maltratado, Que continue a viver amargurado Por um ser, vindo não sei de onde, que transtorna em carrilho,

Separando entes amigos, separando-os em guerrilho, Dando-me o desgosto de maltratar meus entes queridos, eu a ver, Achas que posso, que quero mais viver? Sinto todo o meu ser amortalhado, Envolto e pronto para ser, ao alem transportado, Por isso quero tua ajuda no aperto do gatilho, Para que te ao ouvido murmure de mansinho e sem sarilho, Tu és meu amor, e tens de me prometer, Meu amor ajuda-me a morrer! Nesta noite tentei sozinho, com poção de maldito tomado, Mas minha alma deve ser ruim, pois só me deixou dormido e descansado, Com cobertores puxados e aquecida mantilha, Para novo dia acordado, do sol sentir o brilho Porque afinal, ainda tenho mais para viver, Sentir o vexame dum forte sofrer, Onde a minha convivência de chegados é de torcer, Para mais um tempo tenha a vergonha sofrer, Onde todos nós devíamos ser amados, Mas afinal, todo o trabalho se desvanece, e eu, derrotado, Te peço, com toda a minha força que resta, aperta o gatilho, Pois minha missão, na terra, foi dada em quartilho, Quero, por fim, deixar de sofrer, Meu amor, ajuda-me a morrer! Meus bens, que nada são, sejam partilhados, Pois único tesouro tenho, é por ti ser amado Por isso em minhas veias meu sangue ainda fervilha, Numa esperança, que meu rebento estude na mesma cartilha, Onde meu pai, me ensinou, meus primeiros paços do viver, As letras conhecer, senti-las para amar e ver, Pois como ele, estarei no fim, acabado, Tendo todos os sonhos dados como terminados, E tudo aquilo que não aprendi, nem vem no livro da cartilha,

Não me seja transformado numa armadilha, Para te implorar, e pôr do divino o não querer, Meu amor ajuda-me a morrer! Única certeza e ilusão é ter sido por ti amado, Por isso clamo tamanho passo de amor por ti dado, Se isso, nunca seria sacrifício desumano amarfanhado, Enrolar-me, em cambraia amortalhada, Pois sentir-me desumanamente ofendido e humilho, Por quem nunca pensei estragar-me, quem nunca me humilho! Quero te pedir, para no teu amor infundo crer, Meu amor ajuda-me a morrer!

Domingo, 27 de Novembro de 2005 EHGS

RESPOSTA À ORAÇÃO
Querida e amorosa São, Suicídio, nem apenas pensar! A vida é bela, e DEUS deu-nos o amor Na longa estrada da vida nada plana em mão, Temos uma árdua caminhada para andar, Muitas vezes temos o coração com dor, E quando cairmos, lembra que ELE estende a mão, E quem se levanta de novo para andar Olha à sua volta e vê a rosa com cor Sente a brisa cantar através das folhagem do timão Todas as musicas de ninar a em sonho embalar Pois ELE só tem, para dar, a nós míseros mortais, amor Pois, por isso, não desperdices nem apagues este clarão, Da chama da vida, que com amor te foi dar Pois ELE, por ti, sente um profundo amor! Amor que me fez sentir ao tocar meu coração, Em três décadas, só soube o que é amar, Fazendo em mim cair na extrema dor, Fazendo-me cair de joelhos, mãos postas em oração, Para ao DEUS menino apenas orar Para que doravante só sinta, correspondido o grande amor, Que dentro do meu peito, a fervilhar incendeia meu coração, E a ti, te peço com toda minha alma farta do pesar, Que correspondas ao meu grande amor Pois te encontrar foi resposta do criador, à minha oração!
Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2005 EHGS

AO OLIMPO CLAMO
Teu belo corpo cor de marfim, Teu profundo e expressivo olhar, Teus longos cabelos soltos à brisa de verão, Teus róseos lábios famintos do meu ser, Todo teu corpo clamando e gemendo por mim, É como iguaria de divino morador no Olimpo de sonhar, Sonhar, olhando, para esse seios que nem Vénus em adoração, Sentir e beijar teus seios como se fome fosse merecer, Oscular esse alvo pescoço belo que nem trabalho de marfim, Da Menemosina musa fui tocado, em dias de antanho, recordar Não mais posso me apartar, em meus braços, amei-te com adoração, Fazendo com que Erato, não mais de meu coração desse fim Ao romantismo, de amar-te, e esses dias sempre recordar, Fazendo Terpsicore, aos meus ouvidos soprar mais bela canção, Calando a fatídica Melpômene, enterrando desespero em mim, De nunca mais teu corpo sentir, e nunca mais te poder abraçar, Pois esta musa a tragédia semeou em meu viver e coração, Fazendo com que Eleitia me tocasse e todas as penas volvessem em mim, Mas eis que Hebe, copeira divina me serve elixir de amar, Sendo premiado com Aglaia e Hefaístos sua união, Recobrando assim meu dom da arte em puro festim, E meus versos ao mundo poder, este legado, pobre em suar, Tendo de Anfitrite, recebido tamanha sentença partindo um coração, Esta musa na sua magnitude ao lado de Pôseidon, e carmim, Mas eis que de Zeus suas filhas Cárites, me vêm salvar, Sendo para mim benéfica Eufrosine, ao meu coração, Vem tocar, sendo tamanho júbilo, trazido a mim, Pois de Astreia, recebo a candura por te respeitar, E teu halo sagrado, intocável com emoção,

Havendo alturas de grande frenesim, Fizessem de mim, tocado por Geia, duvidar, Quando meus braços te apertavam, de minha intenção, Sentindo fortes dores só por mim, Podendo ser transmitido o explicar, De espectaculares e estrondosa explosão, Pois minha musa Moira, como tua, estavam entrelaçadas no jardim, Onde o amor e luxúria se misturavam em pesar, De nunca, bem dentro de ti, depositar toda expressão Não poder ofertar teu corpo, aberto por Tália, que nem jasmim, Flores de amor e essência do amar, Todo o amor, que a ti, Conceição, Meu peito atravessaste que nem fino aço de florim, Para nunca mais a ninguém poder dar, Meu peito a morada no sótão, Guardado pelo melhor espadachim, Para nunca mais ninguém ocupar, Pois esse lugar é teu, ofertado com maior devoção, Foram muitas noites, em silêncio, acordado pelo pensar, De um destroçado e arrependido coração, Nunca te ter, por Aglaia, ofuscado e possuir teu guardado amar, Beijar teus lábios, invadir com a língua com amor, Mordiscar tuas orelhas, procurar encher-te de ardor Para quebrar toda a tua resistência no amar, Descer ao tu pescoço sempre a beijar, Chupar teus mamilos com sofrido fervor, A língua passear em teu colo com doçura de comedor, A língua separar basta relva a bem de semear, Para o ponto do gozo encontrar, para longos beijar, Preparar-te para um doce e profundo amor, Invadir-te e possuir-te com todo o ardor, Que minha língua o gozo procura no aprofundar,

De entre esses lábios que nunca soube apartar, E dar-te o que devia ser longo amor, Por isso clamo ao Olimpo com Zeus com fervor, Me faça de novo sentir o amar A Vénus sua missão fomentar E novamente sentir esquecido amor!
Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2005 EHGS

RISO SONHO E FELICIDADE
Meu peito se encerra numa garra, Que despedaça sangrando meu coração, Desapareceu a alegria de meu viver Pois amordaçado fui por ímpia cobiça alheia Que nem Hércules das mãos de Dejanira o manto tomara, Embebido no sangue de traiçoeiro Nesso, com armação, Mas passando por trabalhos mil tormentos impossível de crer, Na busca do jardim das Hespérides, quase atacado de apeneia, Vejo-me envolto na angústia que em meu peito se formara Toldando por completo, envolvendo num manto meu coração, Vejo-me horrorizado no medo, de não mais poder viver, Não mais poder sentir teus braços em meu redor que nem teia, Multicor de madrugada orvalhada em gotas que se formara, Distantes terras entre nós se interpuseram para matar com efusão Todo o amor que resta em meu redor, permitindo não mais ver, Imagens que guardadas, formaram que nem chama de candeia, Esvaindo-se em fumo, tudo que a vista tinha, mas do peito nunca calara, Obrigando minha sede por amor em sonho tamanho vulcão, Apareceres quente e voluptuosa dar-me amor que não posso ter, Mitigar a minha dor e fome de alma carente que por ti galanteia Tornando meu sofrimento da vida mais doce e clara Suportando assim todas as noites em que me era tocado por áureo Tosão, Escondido no Cáucaso, na longínqua Cólquis, mas que no sonho permitido ter Sentia teus braços em meu redor, e dentro de teu ser depositava a geleia, Que bem dentro, bem no fundo de meus alforges se formara, E assim esvaía em prazer e deleite de sonho sem armação, Não permitindo todos aqueles que aparte nos quiseram ter Assim, intensificando mais nosso amor, criando a cadeia Em barras de ouro, com cadeados de diamante brilho de pedra, Eterna e duradoura na natureza sua formação,

Igual ao amor que nos une nesta vida, e que o sofrer, Foi de mim escolhido, renegando ao que minha alma anseia, Vivendo uma inteira vida de grilhetas e prisões em pedra Mas que o sonho na noite escura me devolve em profusão E até o sol raiar, em teus braços vivo para não sofrer Agarrando-me, e iluminando o caminho, à candeia, Formando assim uma etérea ilusão que medra Dando alento a este cansado e velho coração Voando nas asas de Phoenix, com vida para oferecer, Vês-me aportado em lusitana terra de alva areia, Fugido mais uma guerra fratricida de conclusão negra, Mas em luza com permanente evolução Venho mais uma vez sofrer Sentir do algoz forte correia Que minha força tenta e vidra Mas eis que em adoração Meu sonho reabre portas de correr Vendo a beleza na simples areia Todo meu ser se enforma e sai da pedra Quando encontro quem tem meu coração, Tudo em meu redor se transforma e faz reviver Traz me nas mãos de musa Euterpe tudo incendeia Com poesia lírica sua mão me toca e ela medra Como gotas de orvalho em madrugada de estio, com carrilhão, A felicidade vem de novo, quando carrego no ponto do meu ser, E novamente crio estes poemas com chama de candeia E agarro minha pena que afio na pedra E vejo-me a sorrir com meu novo coração Encontro no meu riso a nova maneira de poder Expressar a felicidade de estar com melhor ideia Tendo em mim formado a cátedra Saído deste coração!

Afugentando assim todo receio de nunca te ter, Nascendo em mim ansiedade de poder em teia Terminando toda a angustia das quimeras Do sonho em risos alegres de comoção, Sentir felicidade de novamente te merecer Poder beijar e amar do castelo entre as ameias Terminar feroz rosnar de feras Abrindo novamente meu coração Embelezando tudo à minha volta antes de adormecer Sonhando, novamente feliz em teus braços, teus cabelos penteia, Como finos braços da vasta cabeleira mas querendo destino diferente de Fedra Fugindo assim a um destino, que quis para mim, mas deixei apenas Jasão, Embebendo teu corpo, tornando-o luz com ajuda de Balder, Pois veio da união de Odin e Friga que são os que planeia, Dos Vikings seus destinos, assim como o nosso peito vibra, Não tendo mesma missão que Pirra e Deucalião, Pois por oráculo sábias palavras, à terra fizeram crescer Humanidade devastada por dilúvio, impossível de galanteia, E assim, queremos a felicidade, que nos desfibra Libertar deste peito todo amor fechado em nosso coração E assim termos, um pouco do sonho, riso e felicidade, merecer!

Domingo, 11 de Dezembro de 2005 EHGS

Acróstico à minha doce Marinela
Mãe como tu nunca houve! Protectora Ardilosa em cuidados mil Rios de lágrimas correm em teu rosto, afoitos Intocáveis sempre foram eles com tua protecção Nada te amedrontava, e sempre sedutora Em defesa de tua prol sem ser servil Levaste a beleza entre serros e moitas Levantando por mim minha admiração Amizade e a gratidão profunda terás de mim com ternura Deste-me tua juventude Elegendo-me como teu companheiro Levaste contigo toda tua vida Praticando para mim a virtude Imolaste em teu caminho, teu sendeiro Levando a ternura de uma inteira vida Antes eu tivesse apreciado esta virtude Revelando em mim o paradeiro Com alma e devoção não tremida Amando-me com formosura Retorcendo meu caneiro Amaciando-me quando ferido Vagando minha mente com doce atitude Apaziguando meu génio terreiro Com paz de que é permitido Amante com grave atitude Reentraste na minha vida e fizeste reino

Inatingíveis picos escalaram Bem aventurados foram estes feitos Em que minha vida transformaste Indo contra todo pensamento afoito Rodando todos os revezes desta vida que formaste Originando que tu e eu tenhamos um só reino Donde, eu direi, tu bem reinaste E eu, só desgostos te dei, rindo com pandeiro! Levei-te, com todo carinho aos céus Entremeando com derrotas Almejando sempre teu carinho Levando sempre tempo para anseios meus Esquecendo-te sempre a falta que denotas Sempre que me isolava de mansinho Indo, carpir, longe, mais uma iguala Perceu Levando comigo, longe de ti, a suja fatiota Vivendo sempre, e procurando em Baco seu vinho Alegria que me traria do Olimpo com Zeus! Governaste meu mundo Omitindo sempre qualquer parcelar Mexeste sempre em mim muito fundo Enquanto sempre te quis amar Sem saber, criei uma amizade profunda Da qual nunca mais quero libertar Amaste-me e marcaste bem fundo

Sem saber como retribuir teu amor Intentei em me entregar Levei uma vida sem valor Vida em que quis saber criar Acabando nunca saber e poder te amar profundo!

Nadine Michelle,
À minha filha Um Acróstico de amor
Naturalmente és formosa Adiantando à tua beleza Dou alvíssaras aos céus, Indiferente às gentes maliciosas! Noviças te erguem com leveza Enaltecendo ainda mais aos Céus Minha filha amada Invejas muitas outras com amor Cantado por mim em teu favor Habitamos mesmo local afamado Em que sempre superamos a dor Levando sempre em frente e com calor Lerdos e afoitos, e nunca na calada Enformando, de pai, mãe e irmãos merecido amor!

Acróstico à minha neta Diana
Deste-me a felicidade Invocando teu nascimento Andaste em meus braços Nem ainda gatinhavas Amava-te eu com lealdade Bendito teu nascimento Encheste-me de ternura em maços Antes de andares já te amava Trouxeste-me imensa felicidade Rindo a todo momento Indo e vindo em ameaços Zarpando tudo que de amor eu falava

Acróstico à minha nora ANA
Ardente e cheia de paixão Navegaste em barca, sem rumo Atracaste, por Deus, em Paulo coração, Trouxeste-lhe fogo sem fumo Embelezando sua vida com devoção Retornaste-lhe a felicidade, elevando-a ao cumo, Entregando-lhe teu coração Sejas a escolhida, bem vinda, com todo perfumo Agarres e lhe dês a felicidade com ebulição! Andamos todos cheios de felicidade Ledos por te ter em companhia, Merecemos-te com alegria Embelezando com tua caridade Imaginando que nada de melhor para nossa companhia Do que te ter connosco cheios de alegria Amando-te muito e sobretudo em ti temos vaidade!

Acróstico à minha nora Dulce
Divina ser de beleza etérea Unificado em personalização de amor Lutadora e amante férrea, Combatente sem provocares a dor, És afinal a mulher verdadeira e não efémera! Concedendo a felicidade ao homem eleito Abraçando-o na tua teia de amor Ressuscitando-o de novo à vida Revelando em grande feito Embelezando-te com todo teu amor Imagem de pureza incontida Revolvendo dentro do teu peito Anseias que te seja correspondido teu amor Nomeadamente todo o verdadeiro Unificado e abençoado amor Navegando com firmeza do veleiro Em mar brando cheio de esplendor Solidificando todas as gotas de orvalho, em pérolas de amor verdadeiro!

PARAQUE NUNCA MAIS TE DEIXE DE AMAR
Sentir o desespero deste proibido amor È como o dia raiar Com raios de sol cobrindo teu corpo de amor Amor que ainda não te posso dar Talvez seja loucura sentir por ti este tão grande amor Pois senti meu coração rasgar Senti-o a rebentar de dor Pois só em pensar em te amar Afoga meu corpo em calor Calor de vida que por ti e para ti me torna e faz vibrar Sendo eu o mentiroso em que mais acreditas Dando-me um titulo de origem real Galardoando-me a um posto de soberania Que me põe acima de todas as desditas Dá-me prazer fenomenal Por saber que meu amor por ti não é mania Em sabendo que me mas te tornas bendita Por acalmares de dentro de meu peito o animal Terminando assim a covardia Que de mim, a São, a tal protectora destes escritos Vem do Olimpo inspirar-me trazendo mirra e sal Para minha alma de poeta, sendo de Zeus, seu mando, São traria Toda a inspiração que me foi por fortuna prometida Para do Olimpo às terras de Odim fosse informal E aos céus como na terra fosse em alta cantoria Meu amor por ti clame, pois tu foste a escolhida

Para em meu peito ao coração rasgar, não seja por mal, Pois apesar de toda a dor Apesar do golpe duro do martelo de Thor Abrindo meu peito em rasgar Martelo flamejante transmitindo Caos e Dor Querendo que eu cesse todo o amor Vejo-me por forças tirando-me de seu terror E neste túnel que nem barca sem rumo em revolto mar Aprofunda em meu coração, por ti o amor Que mais me faz aprofundar E antes de cair no abismo sem cor A São ergo meus braços para abraçar Neste vazio de sonho e dor Apanho a ilusão num mergulho para não mais querer retornar Pois neste túnel sem cor, é onde cessa todo mal e toda a dor Neste cair profundo foi onde quase deixei de sentir e pensar Para profundamente sentir grande paz e amor, Ouvir sons que mais de musica era de assemelhar Em término deste flutuar, luz intensa de puro alvor, Dando-me experiência que nunca mais poderei imaginar, Vejo-me, que por ordem de Odim, o nórdico, sua filha me envia com calor A dita São, amazona e montada em Phenix, ao meu corpo vem abraçar, Retirar-me da escuridão e puxar-me com fervor Para que em versos, possa expressar, Se a arte e o engenho me não faltar Se minha Musa de arte deixar criar Permitir até, que eu, pobre mortal, possa expressar Todo este sentir, em meu peito, o rasgar, Por apenas tanto, neste pobre viver, te venerar Ao altar te erguer por apenas te amar E com fervor aos teus pés poder clamar, Com todo a força da oração, de joelhos, dar-te meu amor

E assim contigo poder à vida retornar E novamente sentir dentro do meu peito a terrível dor Pois crime cometi, por apenas te querer amar, E assim vejo-me em sala de brancura e pudor Ao meu redor miríadas de anjos me vêm amparar, Alvos anjos não alados, mas cheios de amor Fazendo tudo para eu melhorar Para que possa dar este versos, a quem pertençam, todo amor E assim, novamente, possa vibrar Sentir do teu corpo, todo humano calor, Para que possa novamente te amar Sentir-me viver com todo teu amor Que reservaste, e conservaste, com todo penar, Fazendo forças para suportares vexames e dor, Para apenas me compensares, quando for, dia do meu voltar, E assim novamente sentir o antigo calor Do teu corpo e lábios, quando a amar, Com tua língua devolveres à minha vida, todo o calor, Todo fervente da minha pele, com teu meigo acariciar, Que de minha mente, nunca mais possível foi esquecer ou sobrepor, Pois nela esta gravado teu nome com letras, que a sangrar Pelo fogo, e de Marte o martelo, com ouro e diamantes, com furor, Me foi, com todo o amor, por Aphrodite, ofertar, E por Marte este cravejar, me provocou toda a dor Para que de ti nunca mais deixe de te amar E se da arte, minha Musa, com perfeição e amor Permitir, ao futuro, poder estes versos em legado deixar, Poder transmitir, em todo o sentir, quanta dor, O coração fez explodir, por não aguentar Toda a solidão, de uma separação com imensa dor, Por apenas eu querer sentir-me a amar, Ser divino, ser angelical, cheio de pudor

Que eu, apenas, em passado, além de amar, Só lhe soube dar, todo o respeito, com todo o amor, Pois ela era, e é, para mim, o ser mais puro que apenas pude dar, Meu peito, meu coração, que foi ferido e cheio de dor, Me deu um passar, Que nunca deixei de sentir o amor Com o mesmo ardor, de o respeitar, E por nunca poder sentir este furor, Da carne, em mim, a conservar, Nunca mais deixei de sentir tanto amor, Como possa, apenas no pensar, Deixar de sentir este grande amor, Que foi de minha vida, a mais leal avassalar, Tornando em mim um ser de pouco valor, Por sempre me acobardar, Com medo de sentir a dor, Mas ao mesmo tempo sempre procurar, Durante a fratricida guerra, escolher com ardor, Lugar sempre de destaque, em ti a pensar, Que minha vida tinha deixado de merecer valor, E assim, escolher onde podia por inimigo, sentir bala cravar, E poder com esta guerra em meu país alcançar valor, De morrer a como herói, e sentir minha alma alcançar, Algum descanso por amar e poder, enfim, não ter a dor Que a todos faz sentir quando se tem a quem amar, E tu, foste e sempre serás meu grande amor, Sobrevivi à guerra que meu país sentiu a matar, Em outras terras de sofrer fui recebido com tom acolhedor, Pois ali ninguém conhecia o que eu sentia por tanto te amar, Vim para outras terras, mas de luza cor, Onde o calor de ser e sentir retornado, me vem deixar,

Quase tão atormentado, numa vida de luta e muita dor, Onde, olhando para traz, nada vejo que me possa glorificar, Nada criei, nada deixarei, de legado ao futuro, apenas de dor, Que me faz sentir, por até por família me vem atraiçoar, E me deixar para todos com desconfiança e temor, Sentir, por mais ninguém eu querer dar, Do meu coração, o sótão, que contigo eu selei com amor, Para que nunca mais te deixe de amar!

Terça-feira, 27 de Dezembro de 2005

EHGS

EM LETRAS DE OURO GRAVADO
Na minha, mente em letras de ouro gravada, Pelas mãos de Marte e Cupido, Em meu coração, em diamante cravejado, O nome da Santa Sãozinha, foi esculpido Para que nunca deixes de ser, tu, a minha amada, Nas mãos de Marte este ouro foi fornecido, Por Vénus a obra encomendada, E de Aphrodite com amor enternecido, Ambas deusas de amor amenizadas Por saberem que meu coração por ti vencido, Fazendo Marte com martelo este ouro quando moldado, Nunca mais, fosse por mim esquecido Pois na minha mente, São, com letras de ouro, ficou gravado E em diamantes foi cravejado, em meu coração enternecido, E que o nome desta Musa afamada, Vindo por ordem de Zeus enternecido, Me foi entregue, em pena de escriba formada, Para que aos vindouros, São, nunca esquecido Que ela seja, sempre minha Musa encantada, Para que possa meus versos, nunca vencido, Escrever o que na minha alma formada, Minha inspiração nunca desfalecida E em versos, possa dizer à minha amada Que em ouro seu nome em minha mente gravado por Cupido Foi, também em diamantes em meu coração, por Marte, cravejado!

Terça-feira, 27 de Dezembro de 2005 EHGS

NESTE DIA RAIAR
Por Olimpo neste dia raiar, Vejo-me que o além me enviou São De puro pensamento e castos actos, Que para dentro de mim cesse, a dor, por te amar E que apenas a paz deste grande amor entre em meu coração Pois, por poder de Zeus, meus poemas possam ser escritos, E, com tua delicada mão, minha pena possas encaminhar, Pela Musa, minha querida São, Seus alvos dedos incidam na minha pena de escrita, Para que estes pobres poemas possa terminar E com ajuda do Olimpo, com toda a devoção, Se unam todos os Deuses e Musas, para que rabiscos desta Maneira, ainda possa seus beijos saborear Com meiguice possa afagar seu pescoço com o Tosão, Nos lóbulos das orelhas dar de amor mordidas, Nos seus mamilos com verdadeira sofridão possa mamar E com verdadeiro, seu clítoris, de açucarado torrão Dedilhar com meiguice possa beijar vezes repetidas E abrindo grandes lábios, com a língua possa mergulhar Numa verdadeira busca profunda do de oiro Tosão, Que só no intimo do teu ser escondida Se encontra a profunda e verdadeira razão de amar Por isso te elevo ao Olimpo, em verdadeiro êxtase, coberta com Tosão!

Terça-feira, 27 de Dezembro de 2005 EHGS

NOITE COBRE A CIDADE
A noite cobre cidade Devagarinho chego à tua porta Muito cuidadosamente bato de mansinho Abres a mesma sem receio mas com apreensão, Abraço-te na ombreira, teu pequeno corpo verga sem debilidade, Num amplexo, cheio de protecção e carinho que muito me conforta Beijo teus lábios com sofridão, sinto teu corpo emanando carinho, Aperto teus belos seios e fartos contra meu peito, e sinto teu coração Pulsando como louco tentando vencer o meu num pulsar de ansiedade Antevendo uma noite de amor onde perdurará, e nada mais importa O sentimento que nos unirá em toda noite de amor e carinho Onde todo sonho se irá concretizar numa profusão de paixão Pois com décadas de em meu peito com estoicidade Temo que a nós dois amantes nada mais importa Avanço até ao leito percorrendo todo caminho E sinto que em meu peito saltará meu coração Pois nunca conseguirei vencer esta ansiedade De te ter novamente em meus braços absorta Dar e receber apenas todo carinho Que nos enleva numa verdadeira paixão Nos eleva aos céus com todo esmerada ansiedade De tudo que nos rodeia e nada mais importa Paixão de loucura e êxtase que irá formar nosso ninho Sem precedentes onde só haverá, de amor a explosão, Explosão de deleite que une todo amante com acuidade Vendo assim que nem eu nem tu fechamos ao amor a porta Que nos abre numa loucura sem precedentes de daninho Chegando ali deito-te onde irei expressar toda a paixão Neste leito de alvos e sedosos lençóis darei não com ferocidade

Mas com verdadeiro carinho a expressão de um amor em que só importa O teu gozo, sendo para mim apenas mais importante o carinho Que fechado em meu coração com cadeado de diamante no criado sótão Está teu nome forjado a ouro pela mão de Marte, com a generosidade De Vénus e Aphrodite, que em encomenda de amor aporta Em porto toda barca desgovernada encontra o caminho No mar alto não conhecendo o verdadeiro caminho ao coração Que nos levará da perdida viagem nesta tempestade até almejada Segurança de porto abençoado com absorta Mente que nada importante é mais que o carinho Que com a chave que guardaste por décadas irás abrir este coração Para darmos azo ao desejado prazer com heroicidade De vencermos os preconceitos de vozes que aborta Qualquer expressão de um verdadeiro carinho Carinho que conservamos estas décadas em nosso coração Para num repente darmos azo a toda espontaneidade Que nos levará aos limites do prazer que comporta Onde poderemos expressar todo carinho! Dispo teu corpo e meu de supérfluos ornamentos de algodão Para poder sentir toda a seda que reveste esse teu corpo de vaidade Pego em teus pés cor de carmim com todo o amor que comporta Para dar inicio ao beijo sacana que de prazer adivinho Levando-te para sendeiros de verdadeiro paixão Beijo teus dedos com todo carinho e morosidade Lambo peito destes pés como comporta Lavo tua sola dos pés obtendo, de ti, abrindo caminho, Para desenvolver as maiores torturas de minha paixão, Buscando na planta todo êxtase que tiro com a vaidade Ouvindo teus gemidos que não mais teu peito suporta Mais torturo tua alma com esta prova de meu carinho Preparando teu corpo e alma para a mais profunda tesão Beijo a barriga das tuas pernas e massajo tuas pernas com celeridade

Lambo dentro de teus joelhos, mordiscando de boca aberta, Enquanto massajo tuas nádegas com verdadeiro carinho Beijo teu pernão, enquanto com meus dedos massajo vulcão Viro-te de barriga para o ar, abro tuas pernas e com veleidade Lambo tuas virilhas, enquanto passeio a mão aberta Nesse teu ventre que muito venero, e abro caminho Para muitos mais prazeres de nossa incontrolada paixão Enquanto lá fora a noite avança e cobre a cidade Passo as mãos para teus peitos e brinco com mamilos de fininho Beijo teus lábios onde abres para minha descoberta da fusão Onde teu clítoris espera minha boca com ansiedade Pois espera ser chupado para todo prazer sua descoberta Sendo este chupar moroso e cheio de carinho Trazendo todos os prazeres a gindungo em profusão Misturado à moamba de África levantando toda cidade Com os gemidos que faço arrancar com mente desperta Quando começo a entrar fundo com a língua procurando o caminho Para meu explorar de minha língua que furo com tesão Dentro desta gruta de verdadeiro fulcro de minha ansiedade Indo às verdadeiras profundezas desta descoberta Onde sinto os mais belos cheiros sem ser o do rosmaninho Procurando dentro de mim o maior ginasta em profusão De minha língua nesta gruta de imaginária estoicidade Revolvendo e remexendo com ela onde me foi aberta Em todo este grande e sedoso caminho Onde verdadeiro sentimento se associa à paixão Continuando nesta minha busca com morosidade Massajo teus seios e brinco nos bicos de mão aberta Edificando em terras longínquas teus gemidos com carinho Aprofundando assim toda esta nossa tesão Vinda da longínqua África que mata com saudade Que na nossa mente deixa janela aberta

Revivendo assim esta nossa paixão de mansinho Pois a madureza de anos nos deu a reflexão De maneira que a indulgencia e espontaneidade Nos leva aos píncaros de uma mente aberta Mesmo no simples facto deste amor cheio de carinho Buscando assim e ouvindo todos os teu gritos de tesão Que arranco com meu trabalho de uma língua de vaidade Que dentro do teu corpo sente todos o vibrar de aberta Que de aperto em aperto me obriga a lutar pelo caminho Procurando tirar o maior proveito desta tesão Que nos possessa e que nos toma com ansiedade E que Cupido consegue e em nosso coração acerta Procurando desta maneira, tirar maior partido neste ninho Procurando que tenhas o maior prazer neste beijo de união Neste beijo sacana que hoje te dou enquanto a noite cobre a cidade Tirando da tua garganta gritos e gemidos que para mim desperta Deleites por ter conseguido elevar ao êxtase neste ninho Sabendo que verdadeiramente e que de antemão Todo este êxtase fugiu à caridade Pois de décadas de espera servem para migar-te Para dentro de nosso amor em rosmaninho Fervilhando toda minha cabeça sem sentir o coração Pois dentro dela neste momento só penso em veleidade Que aumenta todo o prazer que irei buscar e em mim desperta Como e de chumbo a derreter dentro de um cadinho Devido ao calor que se enforma de teu ser com terrível paixão Que devoradoramente nos abrasa e tonifica com verdade Que mais uma vez se mantém e o halo mais se aperta Dentro do meu peito como prensa esmagando a uva para dar o vinho Sabendo eu que essa dor por ti emanada me faz gritar o nome de São Oferecendo-te antes de o prazer no ar nos entorpecer em comunhão Meu membro em haste, para que nele trabalhes com vaidade

Engolindo-o e massajando-o com esmero sem nada que desperta E que de novo me faz voltar, morder teu ponto de meu caminho Mordiscando teus grandes lábios enquanto me sugas o cabeção Engolindo todo deleite do mel que encontro neste manancial de caridade Oferecendo-te assim de mim toda a vida que produzo em oferta Por tudo que me tens feito com amor e muito carinho Que só tu minha adorada, tens o verdadeiro condão Como fada azul de transformares o feio em belo nesta cidade Fazendo de mim teu simples criado que a teus pés se alerta Para retirar de tua frente qualquer estorvo ou espinho Que poderia em tua vida dar alguma transformação Enquanto a noite avança e cobre a cidade!

Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2006 EHGS

ROSA A CHORAR
Um beijo com uma rosa a chorar É sinal de uma verdadeira devoção Sinal de que o mundo nos irá trazer Juntos para todo um futuro com ardor Por muito te querer, e muito amar, Tenho visto verdadeiros casos de maldição Só por ao amor desprezado convencer Por fechar feridas que com dor Chora por não conseguir abraçar Aquela que foi por mim dado meu coração De maneira a todos enternecer Com todo emanado e perdido fulgor Nem estar a sentir os beijos de mimar Que foram minha tábua de salvação Que por tal tenho que por merecer Todo esse renascer deste amor Que muito me fazem sonhar Nas sendas de minha imaginação Nasceram apenas para entorpecer Do meu peito medonha dor Quando em meus braços te tiver a dançar Certamente que estarás presa ao meu coração Para tudo na vida eu vencer Enquanto a dançar com amor E Para neste sonho poder levar Admirar-te com toda a admiração Sentindo a devoção por pertencer

Aquela por quem senti sempre o amor Vivendo em ilusão por apenas te amar Entregando-te assim este velho coração Que apenas vive por fortemente tecer Duma segunda oportunidade sem dor E assim minha ilusão criar Para pensar neste amor de perdição Que ao meu redor tudo faz temer Por te ter tamanho amor De nas nuvens poder levantar Esta mente que te fez amor em criação Que em muitas noites pude gemer Sentindo apenas prazer e amor Indo aos limites de poder pecar Pecar com verdadeira noção E nem a Demo temer Por ser grande este amor Por o muito te amar E por tudo isto recebo a bênção De novamente sentir poder ter De novo em meus braços o amor Que outrora tinha se pedinchar Me era oferecido com toda a devoção Que teu corpo me oferecia sem temer Por ser imenso todo nosso amor Que por maldade de Demo fizeram tramar Para que de ti houvesse separação E assim conseguissem meu corpo ter Minhas pernas e braços algemarem com dor Meu coração e voz fortemente amordaçar Mas nunca minha alma, pois essa era em prisão, Feita de barras de ouro, e ficaria a engrandecer,

Todo o sentimento mais puro quisera o amor E assim viver sempre na esperança de te encontrar E poder dar azo e pronunciar-me com emoção E novamente poder apertar-te teu ser Novamente apertar com todo o amor!

Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2006 EHGS

AMOR
Amor, palavra sabia De transcendente significado! Mas amor, é da alma o sentimento Que guardo intacto em meu coração Amor que nunca cabia Em meu peito petrificado Como verdadeiro condimento Foi um sentimento de devoção! Amor que a outra nunca cederia Foi por mim guardado Intacto em meu peito por merecimento À sempre minha adorada São! Amor, que por reveses do dia a dia, Me vejo dele privado Foi por mim devido ao nascimento Uma dor de verdadeiro artesão! Amor, que a muitos unia A mim, foi desmotivado, Pois não pude por merecimento Contentando-me com a recordação Vivendo apenas de carpia Pois quando fui julgado Não confiei em constrangimento De que as intrigas o danificarão! Amor, palavra que mantém e cabeceia

Que por fim foi começado Desde o dia que primeiro beijo dei, tornou elemento Não calculando tu quanto foi minha excitação Desconhecendo que este beijo traria Para meu futuro, vida de enclausurado Pois foste a primeira que de juramento Se tornou dona de meu coração! Amor, que não morria Pois ficaria instalado Como verdadeiro sentimento Incrustado em meu coração Reviveu novamente quando tu sorrias Para mim neste mundo andado Onde mais se vê o cimento Onde nunca fica a recordação Recordação de um amor que vivia Por mais que tornasse inusitado Dentro do meu peito como sedimento Para que nunca mais perdesse tua recordação De mim tiveste a pulseira oferecida em dia Que quis expressar quanto era amado E quanto para ti minha alma vivia em explosão Amor, sentimento sublime que leva a demência Sentimento que guardo por ti como tesouro invejado Que guardo intacto da alma no coração com sentimento Sentimento que conserva e dá vida ao meu coração Sentimento que por ti é dadiva que me anseia Fugir do espaço em que está enclausurado Mesmo que para isso vivesse em tormento

Tormento por ter-me separado e fechado meu coração! Amor sublime foi aquele que nos unia E com muita dor me vi com ele quebrado Nunca mais me dando descanso em momento Desta verdadeira nascida paixão Paixão que nunca mais partia Do meu coração todo estilhaçado Que mesmo no meio deste sofrimento Sempre foi bem guardado em meu coração Amor, tudo comanda neste dia a dia Por isso sempre foste versado Como verdadeiro sentimento Que arrasta os amantes à paixão E é com terror que senti que te fugia Pois não me quis nem te quis magoado Devido à intriga urdida em fingimento Para apenas conseguirem dura separação Separação que me foi marcada de cobardia Pois nunca quis contigo ser confrontado Pois temia que teu amor fosse fingimento E mais irias quebrar este meu sofrido coração Mal fiz eu não me aproximar com valentia E ouvir tudo que faria em mim explicado E assim pôr termo a um algoz sofrimento E poder dar a paz e o carinho ao meu coração Amor veio a definir-se, mas nunca tardia, Ter encontrado quem muito meu peito tornou fechado Por muito ter enobrecido este amor em verdadeiro sentimento

Pois dela me vi separado, mas nunca despejado deste coração Houve dias em que desprezado me sentia E que a este amor eu me sentia mais agarrado Pois por ela eu tinha um verdadeiro e puro sentimento Que era verdadeiro amor com muita paixão É por isso que ao amor eu definia Não sendo nesta matéria versado Como o mais puro da alma o sentimento Que guardo intacto em meu coração Pois sem ti morrer eu poderia Se a ti nunca tivesse encontrado Ao meu coração deixaria sem encantamento Por terminada sua gloriosa função! Amor, é lindo e sobretudo traz-nos a alegria O amor quando correspondido é abençoado O amor é o maior dos sentimentos Que nunca admite traição E se fugi a ela como se da fogueira corria De uma inquisição não da igreja formado É porque senti o mais profundo dos sentimentos Sentimento do amor que envolvia meu coração Amor sem paradoxo é da mais pura alegria Amor sem barreiras e bem formado Amor que nos tira de todos os tormentos Amor que nos dá a paz com redenção Amor que a tudo venceria Amor que a tudo vem abençoado Amor que me traria felicidade em momentos Amor, é o amor que me viria da minha São

Amor é o sentimento que me transformaria Amor é o sentimento elevado e bem guardado Amor é formado na minha alma com sentimento Amor é o que guardo intacto em meu coração!

Sábado, 7 de Janeiro de 2006 EHGS

Recomeçar
Recomeçar…Não quero isso para mim Quero é de novo começar Começar como dia de festim Com toda a força para amar Não quero isso para mim Quero de novo a vida iniciar Iniciar como a rosa de jardim Pois meu coração é para amar Pois tu foste feita para mim Mesmo estando eu a jejuar Sofrendo estas dores sem fim Pois nos teus lábios de carmim O toque dos meus lábios a beijar Será de certeza esse o teu fim

Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2006 EHGS

Viagem com regresso
I
Dia sombrio se tornou depois do alvorecer Quando astro rei se recolhe na sombra Com mesmo sangue se transmite com amor Outra parte de sangue triste de apodrecer Não contente com a sorte que lhe ensombra Tenta quebrar contacto que era só de amor… II Eu, se a musa de arte e o engenho, não faltar Meus versos vou, com verdade, expressar Pois duras palavras, meu sangue, a gritar Me fez meu coração enfermo pedalar Grilheta de espinho me fez sentir apertar Quando eu só queria meu sangue amar! III Sendo verdade posso dizer com ardor Noite e dia me fez duramente pensar Que mal teria feito, quando tinha amor Para meu sangue acreditar Que nada tinha em comum, nem sequer a cor Pois será que de outro sangue sou formado, fez-me pensar… IV Num passado longínquo, me veio lembrar Quando iniciador de sangue era rei Me dispus em aniversário o visitar Me foi proibido, por ser vil vassalo sem lei A tal ordem seu desejo me fez jurar Que nunca mais lá poisarei! V Pois em terras de origem Faz quase quatro décadas

Me vejo aos pés da virgem Unir minha vida a quem elegi em escalada Me vejo ficar matizado sem fim Com feridas que nunca mais serão cauterizadas VI Pois todos me ignoraram Como ser vil que quiseram me transformar Mostraram por mim desprezo e afirmaram Que me não mais queriam amar Pois me rebelei ao jugo que criaram E assim meu ego quisera matar! VII Vem agora este meu sangue Por superior se considerar Vem como abutre deixar-me exangue Não conhecendo meus traumas a ponderar Pois quer à viva força de mangue Minha vida tentar subjugar VIII Quer que esqueça misérias de insultos Vexames a que fui sujeito com furor Não ser reconhecido como filho adulto Aos meus filhos não quererem dar amor Pois os mesmos não foram reconhecidos com indulto Por apenas possuírem mesmo sangue em cor IX Alfinete espetado em meu coração, Não mais saiu de dentro do meu peito Quando na labuta me vejo em abnegação Meu peito a rasgar não compreende jeito Pois dor terrível, não entendi meu coração,

E só quando em fogo se torna meu peito, X Já na jorna me encontrava atolado Quando negrume minha vista se torna, Cambaleando e coma vista toldada Socorro peço a quem comigo ia em jorna Imobilizo companheiro fiel de rodado, E aí vem luz que tanto de azul a vermelha se torna, XI Assim me nasce esperança de viver Apesar de sangue igual a meu ter provocado Me vejo dentro de socorro almejado em prometer Negrume na vista me vem formado Caio em mãos que amparam meu ser Dentro de túnel negro caio desamparado, XII Em rodopio entro na escuridão Tudo esqueço e nada pinto em redor Dor de Demo em dilacerar meu coração Desaparece, par sentir paz em meu interior Continuo no rodopio nada mais oiço senão Musica divina que me puxa para o poço interior, XIII Sinto que quero ir sem complicação Pois a paz que sinto, nunca senti com tanto amor Nada mais quero, pois não sinto meu coração Nem a que me torturava feroz dor. Ao fundo vejo luz intensa que me atrai em ovação E dentro de mim esqueço mal para dar lugar a amor! XIV Da queda vertiginosa me sinto a flutuar sem dor Lento e cheio de paz como nunca pude imaginar,

Que sentimento tão belo existe em amor, Que supera mesmo de Demo infligida dor a terminar, Pois agora só penso e quero a todos dar amor Mesmo que para tal tenha de apenas de criar! XV Do negrume, passo a caminho de luz, mundo de cor Onde tudo cessa, e só sinto, dá para acreditar, Tanta paz, tanto sentimento de amor, Por isso é que passo a citar Que nada vale sentir azedume ou dor Pois temos, a todos, é de desculpar! XVI No flutuar deste túnel sem fim, Oiço me a chamar com carinho Sinto a presença de Santa Conceição Que abraçar-me vem a mim E me toma, com amor, de regresso no caminho E a sinto de novo entrar em meu coração! XVII Apesar de forças místicas a puxarem-me para o fim Luto com toda a força sem saber qual a solução Se regresso com Sãozinha, abraçada a mim, Ou se me deixo levar para não sofrer meu coração Eis, que de repente sinto o cheiro a jasmim E com relutância tomo a decisão XVIII Agarro-me à mão de Santa São Com ela me ponho de regresso! Vejo-me em andanças de confusão Oiço dizer que os cinco miligramas foram de sucesso Oiço risos de regozijo, pois mais um voltou em profusão, Mas não sabem eles, que o milagre veio com a minha São

XIX Aproximo-me de monstro cinzento E com o lamento doloroso que mais parece canto de sereia Entre luzes de azul e vermelho, eis o acontecimento Que provoca um azafama de correrias em cadeia Que de mim fazem com discernimento Levantado me vejo, e despido em apeneia! XX Deste monstro vejo bocarra aberta para me tragar Entro em corrupio e rapidamente me vejo rodeado, Por anjos brancos, não alados, que me começam a tratar, Minhas roupas começam a retirar, e encanado, Meu peito à maquina ficam a ligar, Até o ar, que não é suficiente, prontamente é bombeado! XXI Depois de todo ligado e entubado Anjos brancos à minha volta se colocam Recebo mimos e carinhos mil, mas não fico desconcertado, Pois estes anjos, seu trabalho amam, E só com minha saúde fico lucrado, Por isso a estes anjos, para nós, bem hajam! XII È com esforço que consigo discernir Tudo mais que me rodeia Sinto calor e frio e todo o desconforto que há de vir O oxigénio que em meus pulmões bombeia É algo que vem meus males remir Mas a dor no coração é dura, e à vida anseio! XXIII Radiografado e à maquina ligado Me vejo em tortura infinda submetido E de minhas veias a vida em rubro me é retirado,

Para indagar que mal me é acometido Vejo feições preocupados com meu estado Pois por um fio ligado à vida estou tido! XXIV Mas com a ajuda de minha Santa Conceição Um dia é passado com temor Sobreviveu a dura prova este coração Mas cuidados redobrados meus anjos rodear com temor A mil cuidados sou submetido com devoção, Para que nunca mais falte ao meu amor! XXV Desligado do mundo, me vejo, Em outra ala de redobrado cuidado Onde mensurado e cuidado almejo Pois todos meus queridos, a São, amados, Não quero encontrar em sertanejo Pois meu anseio é ficar recuperado! XXVI Para ao meu amor Poder dar com pasmar, E com verdadeiro alvor Poder dizer que ainda posso amar Quando toda esta maldita dor Do meu peito me largar! XXVII Me vejo transferido de zona de perigo de guerra, Venho para esta ala ligado à máquina para me tratar, Em contacto com o mundo me encontro na berra Na fronteira dos soldados a matar, Vejo meu peito da dor melhorar da dor que ferra Para me acalmar e de novo poder amar! XXVIII

Que cessem o clamores, Terminem os lamentos, Pois vejo meu peito sem dores! Sinto alívio sem limite de tempos Mas eis que falo com o que me provocou as dores… E novamente me vejo com tormentos… XXIX Necessito de paz, carinho e amor, Mas se eu, com minha arte, Não me livro da dor, Nem com ajuda de Vénus e Marte, Me livro de enraizada dor Pois para alguns continuo Conde de Satre! XXX Quero minha vida, com paz, viver, Se por obra de Vénus e Aphrodite, sentir amor, É por minha Padroeira São querer! Retirem do meu meio todo provocador Pois ao meu coração fazem temer, Pois eles não entendem o amor! XXXI Neste leito aqui deitado, me vejo com esperanças no porvir Nada mais me resta do que clamar à mina musa Que aumente minha inspiração Para que em versos deixe legado a sorrir E que se o engenho e arte da famosa Luza Seja daqui retirado, e ajoelhado aos pés de minha Santa São! XXXII Ajoelhado me encontro a teus pés me encontro em oração Ergo meus olhos e miro-te com devoção Olho e invejo, postados a teus pés, os anjinhos! Miro teu rosto e a bondade me põe com admiração

Sinto teu toque santo em meu coração Pois foste e serás sempre a minha Sãozinha! XXXIII Nesta incerteza em que nada nos adiantam É de vivermos com desespero! O pessoal é mínimo, e para que a todos acompanhem Estes anjos, olham por nós com verdadeiro esmero Nos fazem, mesmo na dor, todos os amem, Pois alivio e amizade nos oferecem em esmero! XXXIV Não vejo altura nem dia em que viverei Mas com teu nome em minha mente Talhado em ouro e cravejado em diamantes Pela arte e martelo de Marte, direi, Até, que pode ser, Thor, não clemente Na minha mente esse nome me põe radiante! XXXV Este nome em minha mente Nunca será esquecido, pois é amado Em dias de solidão torna-se florescente, Pois por mim esta memória é estimulada Pois quando cravejada, foi em fogo ardente, Se torna para mim em farol de minha vida iluminado! XXXVI Há dias melhores e piores neste monstro de cimento Há dias em que nos enervam E logo nosso peito reclama em picada Picada essa, que é vida a fugir e nos atormenta Com grilheta de aperto em doloroso coração, E que vemos figura gentil de nossa amada! XXXVII Por isso com a ajuda de minha Musa encantada

Me viro para estes versos escritos Que deste modo, à minha prol deixo legado Desta sebenta de rascunhos manuscritos, E assim possa ao mundo, cantar à amada Para que ao mundo fique bem escrito! XXXVIII Que fique bem escrito em letras de ouro Como aquelas que albergo em minha mente Que se encontra em cofre com cadeado de diamante Pois este amor nasceu em terra de Mouro Terra onde corre mel em rio permanente Onde nunca houve noite, pois era uma luz ofuscante! XXXIX Como não sofrerei eu do coração Se o mesmo tenho de o repartir Dividindo e selando cada amor Quando sei que em meu coração, Apenas espaço para um, e sem poder dividir, Pois este todo espaço pertence só a um amor! XL Este amor selado com jura em altar Ajoelhados lado a lado em oração Iniciando e selando um amor existente Pois só tinha e pensava em te amar Quebrou meu dorido coração Obrigando-o a dor permanente! XLI Grande e profunda foi esta dor Por décadas de separação Em que minhas memórias se esvaíram em fumo Mas com a força deste grande amor Ficou gravado em meu coração

Com letras de ouro e cravejado com diamante profundo XLII Vejo com coração dorido e quebrado Por vil e maliciosa separação Nunca soube qual intento Separarem de meu ente amado Quando pedia à Santinha São Que me desse apenas de viver o alento. XLIII Pois a partir desse dia tenebroso Nunca mais este pobre coração Teve forças, além de se tornar generoso, Formou couraça em armação Para não ficar ferido em dia chuvoso Pois sentia mais a falta da São XLIV Vejo-me neste leito de lençóis brancos Não me sinto desamparado Pois além dos filhos e neta e minha vida Sempre comigo em contacto em flancos Meus colegas de trabalho e por quem sou chefiado Todos me vêm visitar de seguida XLV Não falando da presença diária Dos entes queridos em minha mente Que nunca se ausentaram de meu coração Mas por forças de vida não imaginária Os vejo sempre na minha mente Por obra misericordiosa da São

Acróstico a Dolores
Mártires foram mulheres Antes vendo seus filhos imolados Recordando circo de romanos céleres Imaginando nesse peito dores redobrados Antevendo guerras onde elas caíam apenas por os teres Daí o nome de Dolores Onde com estoicidade Levaste o desgosto e os fizeste em amores Onde meu pensar leva à mediocridade Resumindo que minhas dores Em nada são às tuas comparadas Sucintamente quando falas em amores Hoje e sempre, em meu coração, És, e serás, sempre a minha cheia de cores Nunca esquecida e sempre amada Recordando nossa infância em oração Revivendo a juventude com nossos amores Imolando a felicidade em troca de família formada Quando algo de belo ou mau mexia em nosso coração Uma verdadeira e bem formada aliviando as dores Em terrível luta e nem sempre a vitória alcançada Sintonizando todos sendeiros para cumprir o coração Gerando grandioso holocausto Onde só a felicidade poderá vingar Mortificando a alma em festim fausto E assim poder reaver e terminar Sobejamente tudo aquilo que deste

Donde eu com verdadeira calma Avarentamente, direi, dá-me tua alma! Santos te rodeiem e protejam Inventando, onde não há, o amor! Luta por aqueles que te amam Vivendo sempre com fervor Abraçando a felicidade se te a entregam!

Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2006 EHGS

Confusão
Confusão, É sinal de loucura! E tu minha São Quero-te com brandura, Com a brandura de profusão Que em toda minha vida perdura E foi com verdadeira devoção De amante fervoroso, e que a tudo vê com formosura Pois tu, foste e sempre serás a minha São Que em toda minha vida e em sonho, com candura, Quebraste todo o meu ser, como uma maldição, Que em minha alma sempre se pendura Até ao ponto de ter um pobre coração Que nesta vida, de tão dura, Quis que o mesmo se fosse em perdição Que perdesse toda a dureza e textura Que me fazem pôr-te em coroação Como se tratasse de simples levedura Para beberagem de Olimpo aos Deuses de formação Que brandindo as taças divinas escondiam a formosura Para se embriagarem com mísera humana encenação De seus poderes superiormente demonstrados na usura Da bebida humana formada de Deuses sua instrução Para que um dia fosse minha a tua vida futura E querendo assim o destino do mundo em evolução Nos fizesse encontrar, para o amor que segura, Que rege toda a humanidade sua imaginação, Nos pusesse à prova com desmedida secura Nos provocasse horripilante separação

Que em décadas pôs a todos em tortura Estragando vidas sem qualquer compensação, Sendo tardiamente, e em verdadeira loucura Que dois seres que se amam liguem um mesmo coração, Para numa tentativa de amor, de forte loucura Se unam novamente em profunda oração Como foi em décadas atrás, joelhos no altar, em jura, Nunca cumprida, nunca foi levada em consideração Que numa promíscua e terrível conjectura Se formasse em tão longa separação Para que atormentada se tornasse numa vida dura Onde nada existiu senão uma forte privação Do carinho e amor que duas almas sonharam com formosura Fizeram planos diários com forte resolução Para que seus dias fossem de paixão e loucura Que dois amantes possam sentir no coração Tanta era a sede que tinham, pois a secura, Que os rodeava em tal promoção Era tamanha a fonte da vida com candura Que só apetece com toda a razão Dizer com toda frescura Que a vida inteira não Passa de uma fartura De tamanha confusão, Por isso me atrevo alvitrar com doçura Para que tu, apenas tu oiças com atenção E nunca percas nenhumas desta obscura Fala de mansinho, que nada edificarão Pois dela só podes extrair serradura Pois nada haverá com a duração Como nosso amor que perdura Todos estes anos em explosão

De amor, posso com ternura, Afirmar a todo mundo em ovação Qual a minha escolha que ficará futura Pois encher este meu peito e meu coração Com amor e carinho, só tu me trarás a ternura Que encherá minha vida de paz que em oração Agradecer ao altíssimo, tamanha graça e ventura Que será, novamente em êxtase, abraçar em bênção, Por quem eu senti todo carinho e profunda ternura, Fazendo de mim, outrora, um ser feliz de coração De profunda paz que só o destino deu tortura Mas que novamente em grande profusão Tenta unir estes amantes de lonjura Mas que devido ás dificuldades não Têm ainda nada em desenvoltura Para que possam ter uma união Que novamente perdure Mas sem confusão!
Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2006 EHGS

RENASCER
A tudo e a todos dou como desculpado... Pois DEUS me deu 3ªOportunidade de viver Quero apenas amar e novamente ser amado Apenas quero deixar de sofrer Nada quero dar como terminado E muito antes de morrer Quero ter o ensejo de te ter dado Todo o pouco que me resta em viver E sobretudo sentir por ti que sou amado Senão nada vale em teu amor crer Viver dentro de mim completamente fechado Pois assim prefiro apenas morrer Pois eu quero ser por ti abraçado E sempre sentir quando te conheci e te ver Como alguém que por Deus foi abençoado E nunca mais temer De ser novamente apedrejado Apedrejado por outrora não crer Que me não tinhas abandonado Como outra caluniosamente me fez ver E hoje, não sei se estaria neste fadado Fadado que nada tem semelhante ao viver Pois tenho-te apenas a ti, mas afastado Afastado de qualquer palavra, como é o viver Viver alegre e sentir-me sobretudo amado Estou a começar sentir renascer Sinto em mim o viver redobrado Amor que vem verdadeiramente de teu ser! Quero por ti, logo mais ser amado Amado com teu corpo e ser E se combinam melhor vou ser dado

Como teu verdadeiro amante para crer Quero como amante teu seja aceitado Para poder contigo meu amor merecer Especialmente nunca mais sentir rejeitado Pois com amor te quero adormecer Como bela adormecida em conto formado Mil dragões prometo vencer Para que teu sono seja abençoado Como será o teu acordar ao amanhecer Que terás em mim um príncipe encantado Que te ao beijar com amor de enternecer Te fará de milenar sono em suave acordado Fará com mil venturas novo acontecer Com sete guardiães me terás encantado De tua pira me terás a vencer Elevando-te ao divino encontrado Em doce beijo levar-me-ás ao teu ser Por mim, beijo doce e encantado Por Duendes e Fadas vais ter Novamente à vida serás retornado Em um mundo que será só vencer Todos os demónios encarcerado Para nunca mais este encontro estremecer Com seus dentes e corpo envenenado Em maçã tentadora venham oferecer Para que em sono profundo e encantado Te venham novamente oferecer Para que o amor seja amaldiçoado E que novamente venhamos a perecer Mil tormentos ameaçados Em nossa carne venhamos a sofrer Novamente o que décadas de amaldiçoado

O que Demo nos trouxe em nosso viver Para que o merecido amor seja acordado Para um final de nosso entardecer Estejamos os dois unidos e ladeados Pelo amor que sempre existiu sem esmorecer Em nossas almas e corações encarcerados Para que nunca estranhos pudessem ver Como eles eram tão chegados E assim puderam permanecer Sempre como um só amado!

Sábado, 14 de Janeiro de 2006 EHGS

FOME SACIAR
Quero totalmente saciar Toda a fome que de ti sinto Quero sentir teus lábios colados, Colados contra os meus e amar E de certeza que não vos minto Dando conta de teus beijos roubados Muito eles me fizeram sonhar Do tempo em me davas neste recinto Ainda na altura que os tinha de ter abafados Para poder teu nome preservar Para que o mundo não nos pusesse em labirinto Apenas por sermos jovens e termos amado E com amor profundo das aves ouvir o cantar Dos campos floridos sentir o aroma do absinto Que entra em nossos seres com redobrado Forte amargo mas adocicado paladar Que no paraíso me põe e sinto Me fazes teus beijos muito estimados Pois além da tua beleza tua alma eu amar Faz com que no belo me pressinto Quando contigo em fogoso contacto Teu corpo com amor abraçar Teu rosto beijar consinto Todo teu corpo em mim colado Me vejo em teus lábios a beijar Pela coluna me passa e sinto Calafrio de ternura me vem refreado Meus instintos paro sem recrear

Pois o mais puro sentimento sinto Por ti todo teu ser é muito amado E quis sempre que tu de mim ao lembrar Tivesses grata recordação com instinto Que eu sempre me vi quebrado Por muito te querer e profundamente amar! Sábado, 14 de Janeiro de 2006

SAMARITANO

Na cama ao lado, neste local de mísera dor, Vejo deitado, idoso, enfermo em pranto Por ser grande, este verdadeiro seu desespero Apesar de quase, meu mal não me deixar mover Chego-me a ele com meu samaritano amor, Agarro sua mão sofrida, mas com encanto, E ao meu, amigo, vindo do exercito com esmero, Com verdadeiras, amigas palavras o faço acometer De uma verdadeira calma, fazendo esquecer a dor, Pois mal deste homem de valor, foi ter vida com encanto Num verdadeiro viver com honra, glória e esmero E agora estar como eu, esquecido, com alma a sofrer, Procurando enternecidamente, procurando na dor Encontrar consolo, em anjos brancos cheias de encanto!

*imagem da autoria, e cedida por Fernando Cobanco
Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2006 EHGS

Alimento de Minha Alma
És o alimento de minha alma És tudo quanto necessita meu ser És o verdadeiro bálsamo de meu coração És o verdadeiro fogo que ateia a chama És o símbolo de minha vontade em vencer És a verdadeiro símbolo da expressão De um amor que consome e acalma Dentro do meu peito a vontade de te ter Encerrar-te dentro de uma prisão Em que as barras seriam a chama Deste amor que dentro de mim sem caber Exulta como grande explosão Da natureza nasce e derrama Todo o amor que eu posso ter Num verdadeiro e alto vulcão Derramando lavas dum rio a cama Em que apenas posso ver Como dói este coração Que de ti se não acalma Por não te chegar nunca a ter E assim poder dar vazão A toda a ternura que de fama Nuca conseguirei possuir e ter Acabando por acalmar a paixão Acalmar ou aumentar a chama Ainda me é penoso ver E mortifica meu coração Quando escuto tua voz acende a chama Do fogo que me arde o corpo a arder E que vence todo meu ser e coração, E assim sinto meu espírito acalma

Toda a minha alma voa por te querer E adoça de ternura este coração Quando lembro teus beijos com chama Sinto todo meu ser de novo querer viver Pois agora sei que minha diária oração Não foi perdida, foi escutada por quem ama E me deu de novo vontade forte de viver Tendo, para eu ver e sentir, tocado meu coração Para que soubesse quem era a eleita neste drama Desta mísera vida em que se tornou meu ser Que se não fosse a esperança e devoção Certamente que teria terminado sem drama Escolhendo primeiro ter tudo como deve ser E terminar este sofrimento de torção Que minha vida se tornou em lama De charco e pântano de temer Sem que para isso fosse torrão De areia seca que foge e derrama Ao homem fugir faz temer Sem nunca sentir o coração Coração que chora e exclama Mesmo gritar posso conceber Que este grande amor e paixão Não se extingue em meio de chama Pois o amor forte começou com o nascer De um forte sentimento em adoração Que sempre é sentido por aquele que ama Com verdadeiro e feroz conhecer Que apenas meu dorido e cansado coração Está por ter teu nome escrito e embalsama Com letras de ouro gravado a sofrer Quando escrito em minha alma e coração!
Domingo, 15 de Janeiro de 2006

SENTIR O AMOR
Na bruma da memória me envolvi Na procura do desejado amor Voltas dou eu na cama e nunca vi Rosto tão sublime onde inspiras amor Amor que me seduz quando olho para ti Vendo esse rosto com auréola de cor Me torna fraco como nunca antes me senti Pois o que nutro por ti é verdadeiro amor Dando voltas na cama, sem ti Traz a madrugada com o sol em alvor Me acorda com gosto na boca por ti Sinto que a noite me trouxe o teu calor Pois tinha o lençol marcado quando desvaneci Pois por ti, apenas quero muito sentir o amor!

Domingo, 8 de Janeiro de 2006

A MEU IRMÂO
Que vida minha esta, tão efémera Em que nada de bom cria ou torna É mal terminado se por mim elaborado Nem na doença me vejo com têmpera De mim desviar o mal que se forma Pois nada fizeste para ser amado É com desgosto que me vejo em leito deitado Devido a palavras de meu sangue mal proferidas Pois este meu sangue, em peito trevas albergado Ódio e tudo de mal que traz o rancor em feridas Transmite em mim, ferido peito, mal que neva Pois meu sangue nunca saberá o que é ser amado Este meu sangue, que afinal é irmão Quero que apenas abra dele o coração Para que minhas preces em oração Sejam ouvidas pelo Altíssimo com atenção Para que sinta paz, amor e carinho no coração Pois se tornará, se mudar não, numa aberração! Por do sol na barra do Cuanza -ANGOLA
Sexta-feira, 16 de Dezembro 2005

MORA A DOR
Neste meu peito mora a dor Mora o sacrílego da solidão É com verdadeiro enternecedor Carinho que tento por a mão Para fugir de novo ao abafador Sentimento que nesta inaptidão Me deixa todo desconhecedor De como irei tratar este coração Se lhe darei o verdadeiro amor Ou se lhe vou dar apenas o pão Pão de um fugido e fugaz amor Mas, no peito encerro o coração Que já de meu não é merecedor De receber amor da venerada São!

Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2006

À SÉ CATEDRAL DE SÁ DA BANDEIRA
Estas majestosas e sublimes torres Erguem-se imponentes como gémeos Foram testemunhas de meu amor Que muitas vezes, em seus jardim Foi palco expressões de amores Onde houve beijos, mais etéreos Que terrenos, pois não havia dor, Porque tu sempre vieste para mim Vinhas toda prazenteira e brejeira Entregando a mim esse teu coração Acolhendo-te em meus braços na eira Ficando cheio de enorme comoção Indo meu ser até à loucura sua beira Para poder abraçar esta minha São
Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2006

FUGIR Á FELICIDADE
Meu amor, como dói meu coração, Sabendo que de mim eu te separei Quando foste sempre a minha São Aquela com quem sempre sonhei Aquela que foi dona por devoção Dona do coração que pude e não dei Preferindo a vida com perdição Pois nunca mais a nenhuma amei Amei, como a ti dei este coração Que outrora bateu, e não acordei Pois assim foi grande a devoção Que a orar eu certamente pequei Pequei por nunca ter dado a ti São Toda a felicidade, de que me privei!

Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2006

AMOR COM DOR
Para haver amor, tem de haver dor Pois o amor é nada sem a paixão, Estes sentimentos mandam o amor Pois se regem na vida com o coração Este é o filtro do verdadeiro amor Onde tudo é apenas grande paixão Pois se na vida existe alguma cor Apenas se deve à sua emanação E se por alguém senti este amor Decerto foi devido à plena oração Pois me perdi por atroz e forte dor Pois aos pés da santa com devoção Pedi com toda a fé e muito ardor Que me entregue a minha perdida São
Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2006

A Uma Alma Sofredora
Por favor não queiras partir Não queiras todos deixar Tens uma linda filha no coração Uma inteira vida para decidir Uma forte razão para amar Que é essa filha do teu coração! Não deixes o desespero te consumir Se esse homem não te quer amar Não é nunca a vida terminar, a razão Para que queiras te deixar ir E se teu carequinha não te quer dar Haverás de encontrar quem queira a paixão E ainda poderei beber teu sorrir E assim sentir alegria por poderes amar E dar-me verdadeira alegria ao meu coração Pois à tua filha haverás de dar no porvir Tudo aquele amor que a ela poderás dar Dando-me prazer sabendo que a razão Nunca ficará em fugir Do amor que tens para dar À tua filha dentro de teu coração. Perdoa neste poema eu redigir Minha culpa eu falho espiar Pois toda minha vida foi aberração Tentando ao amor fugir Só nunca esquecendo quem devia amar Que foi sempre quem esteve em meu coração Com letras de ouro deixei imprimir Minha mente deixei do Olimpo gravar Seu nome raiado em diamante com adoração!

A ti Pollyanne quero pedir Por muito tu a amar Nunca caias em perdição Desta vida quereres fugir Quero à vida teu agarrar Para que a ela fiques em adoração! Recebe meu poema sem infligir Tudo que tens para amar Deixa a vida seguir teu coração...
Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2006

HOJE
Hoje quero ser teu, Quero que me abraces e ames Quero-me sentir que nem Morfeu Quero que venhas com todo fulgor Sentar-te comodamente neste colo que é teu Viver neste poucos minutos e que me chames Como outrora tu o fazias e simplesmente aconteceu Meu fofinho, dá-me só amor! Quero sentir teu corpo colado ao meu Quero viver e sentir-te em grande derrame E todo o prazer que por ventura de mim é teu Pois há muito que almejo sentir teu amor Saber que nosso sentimento ainda não morreu Sentir que estás viva e que ainda me ames Pois assim nunca terei o cruel destino de Perceu Pois afinal me irás entregar todo teu amor Hoje quero apenas esquecer o que aconteceu Quero ter a verdadeira chama e quero que clames Que hoje vou te amar e serei todo teu Quero que comigo sintas todo o fulgor Quero te fazer sentir mulher que mereceu Todos os anos sem carinho e com vexames Não falando de amor que adormeceu Mas que em meu peito viveu com calor Pois hoje quero beijar-te como antes aconteceu, Sentir peso de meu corpo como em quarto de vimes Que poderia ter entrado e ser todo teu

Mas que por preconceitos respeitei teu valor Não penetrei em ti pois meu sentimento é nobre e valeu Nunca viver com peso de ter feito crimes De que te ensombrassem desrespeito meu Pois por ti apenas quero o sentimento de puro amor Mas hoje, diante de ti, e tendo o amor que não morreu Quero colar meus lábios aos teus e que me chames Quero sentir teus lábios colados aos meus Quero que me dês todo teu amor! Quero enfim, ter presente o que é meu Como outrora me deram em derrame Fizeram sentir todo o peso de quem morreu Quando soube que a outro oferecias meu amor Quero, antes que alguém tire o que é meu, Meu por consequência, antes que me inflame Sendo por obra da terra e do céu Receber apenas de ti todo o amor (Pôr do sol em Angola)
Terça-feira, 10 de Janeiro de 2006

Apenas Me Resta Morrer
Oh vida madrasta, Oh vida de cão, Oh vida de dor, Oh vontade de morrer! Vida a minha tão nefasta Que apenas quebra meu coração Fugindo a teu amor Não mais pude te ter Nunca te maculei, pois és casta E assim conseguiste meu coração Ficando com meu amor E nada fiz para te merecer! Agora que tenho a vida gasta Com um doente coração Sem esperança no futuro senão a dor Te digo, deixa-me só, pois quero morrer! Antes minhas costas marcassem com a vergasta Quando à minha vida, perdi a ambição Para me entregar ao vazio com dor Para agora apenas sentir o sofrer Desta luta de irmãos, nefasta Que a mim nunca dará a absolvição Pois nunca mais sentir o ardor De teu amor sentir o viver, E assim neste mundo de sofrimento me basta Pois me dói muito este coração E sinto que é chegado ao termo de batalhador Para me entregar cobardemente e esperar o morrer

E assim esta, nunca mais seja nefasta A mais ninguém provoque nem seja de aberração Pois a mais ninguém soube dar o amor Por isso só sinto este sofrer Que de minha vida abasta Pois é viver de perdição Sentir vida com tamanha dor E apenas me resta morrer… Caindo em precipício sem fundo que me basta Acabando assim este pulsar de vulcão Que só me atrai por sentir a dor De nunca mais a paz sentir por te ter!

Fenda da Tunda Vala em Angola

Eu Sou Apenas O Vento
Eu sou apenas o vento, Que na brisa da tarde te sopra no cabelo Te acaricia a pele em suave soprar Como se fosse do amor encarnação Eu sou apenas o vento, Que sopra de mansinho e cheio de zelo Que acaricia teus lábios querendo beijar Numa carícia te querendo aquecer o coração Eu sou apenas o vento, Que sopra de mansinho entregando enlevo Sussurrando em teus ouvidos a beijar Palavras de amor com devoção Eu sou apenas o vento, Que ao acariciar teu corpo meus versos escrevo Ao alisar teus peitos me sinto amar Esse teu coração Eu sou apenas o vento, Que no esvoaçar de tua saia sinto o relevo De um trevo que quero saborear Elevando-te aos píncaros de um vulcão Eu sou apenas o vento, Que fustiga tuas pernas mas não devo Nada daquilo que te não queira dar Pois dentro de mim está fervendo o vulcão Eu sou apenas o vento, Que de certeza te fará acervo Que de mim provoca apenas o amar Que verte deste coração Eu apenas sou o vento, E sei que não devo

Perto de ti chegar Mas como? se dentro de mim tenho este vulcão Hoje à noite quero ser pensamento Para quando fechares a janela em gesto altivo Me sintas apenas a abraçar Sintas bem juntinho ao teu meu coração Para que de nós não haja lamento Quando ao beijar tu me sintas no amor criativo Com toda a força de meu amar Toda a força que devora este coração Hoje à noite quero ser pensamento Para sentires meu abraço cativo Com carinho e não subjugar Para que te sintas de novo minha adoração Esta noite quero ser pensamento Para que me transforme no teu sonho efusivo Aquele que outrora soube o amor elevar Transformando teu coração Esta noite quero ser pensamento Aparecendo em teu sonho com o objectivo De apenas de poder amar E assim de madrugada com meu Tosão Voltar a ser apenas o vento Para novamente correr com o objectivo De quando saíres de teu quarto poder te beijar Para que de novo sintas meu coração E assim eu sou apenas o vento Que ao te acariciar todo teu ser absorvo Com minha força de amar Envolvendo-te nesta recordação Eu sou apenas o vento!

Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2006

Em Ti Pensar
Como gosto de em ti pensar e sonhar Criar situações que me levam ao amor Criar teu peito junto ao meu com calor E assim provocando meu corpo abrasar Transformando todo meu viver em amor Amor que nunca foi esquecido em amassar Amor nunca esmorecido continua avassalar Sangrando meu coração com pesada dor Erro meu ficará e perdurará nesta dor Que atravessa meu dorido coração Mas que me dá esperanças num amor Amor que viverá sempre em adoração Daquela que abriu meu peito com fervor Aquela que foi e será minha expressão
Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2006 EHGS

PERDER
Sentir teus lábios em meus Sentir de teu peito o calor Sentir o bater de teu coração Sentir prazer no ferver vindo dos céus Sentir o queimar de tua pele com amor Sentir o forte bater de teu coração Sentir todo o ardor quando do teu adeus Sentir-me desprezado apenas por querer teu amor Foi algo demais para este coração Que apenas quer encontrar o teu Para que junte meu calor No fibrilar de meu coração Aliado a este peito de amores meus Que dificilmente arvora sem dor Sentir assim toda a devoção Que sempre pus em amores meus Longe e aparte de ti sinto teu amor Engrandece meu sentimento nesta separação Ao teu lado me sinto saboreando lábios teus Estás sempre presente, sinto teu calor, Fecho os olhos e sinto o bater de teu coração Sinto o ardor de vindo dos céus Quando fazemos amor Sinto teu corpo dar-me a atenção Aquela que de mim sempre mereceu Todo este amor que te dou com dor E por isso estou ao teu lado em oração Aos teus pés me ponho como quem perdeu Para todo sempre um grande amor…
Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2006