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Volta redonda, 02 de outubro de 2018.

Silêncio interior

á muito ruído, muita perturbação no mundo. No contubérnio estabelecido,

H as criaturas se agitam, se agridem, se desgastam. Degeneram os ideais
superiores, por falta de suportes; desencantam-se os lidadores entusiastas,
por lhes faltarem cooperação; desistem ativistas das boas obras, por
fornecerem forças desgovernadas pelos choques enfrentados.

C
alucinados.
om efeito, o desequilíbrio arma os corações de suspeita e medo, produzindo
uma legião de infelizes. A onda cresce e a bulha aumenta. As harmonias
cedem lugar aos sons de altos decibéis e as mentes em descompasso ritmos

M uita falta faz o silêncio no mundo. Silêncio em derredor; silêncio interior.
Silêncio que propicie calma, silêncio que faculte reflexão. O silêncio é
fundamental para o equilíbrio fisiopisiquico do homem. Atua como
terapia rajazente; é estimulo á renovação. Fala-se muito, demasiadamente, sem necessidade.
E os temas frívolos, queixosos, lamentáveis. Mediante o falatório desenfreado, eliminam-se
toxinas que são reabsorvidas e produzem envenenamento geral.

O s comentários pessimistas, dissolventes, aleivosos, desarticulam,
enfermam. Necessário fazer silêncio para pensar, para agir. Sem reflexão
anterior, a ação torna-se precipitada, resultado de impulso incontrolado,
normalmente malsucedida. O silêncio contribui para a harmonia geral. É também uma forma
de respeito ao direito do outro.

S ilêncio não significa falta de conversação, na acepção que desejamos dar. É
ausência de gritarias, não de diálogo fraterno e iluminativo. Acostuma-se fazer
silêncio mental, harmonizando-te interiormente, cultivando ideias saudáveis
que resultem em construções felizes. Concentre-te em pensamentos bons e edificantes, de
modo a fixares as idéias melhores. Habituado a tal conduta, evoluirás da concentração á
meditação e desta à paz real.

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