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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MATO GROSSO DO SUL – UFMS

FACULDADE DE ENGENHARIAS, ARQUITETURA E URBANISMO E


GEOGRAFIA

RELATÓRIO AULA PRÁTICA:


FÓRMULA DE MANNING PARA O DIMENSIONAMENTO DE CANAIS

GUSTAVO NAZARKO FERREIRA DE SOUZA

CAMPO GRANDE – MS
Agosto de 2018
1
GUSTAVO NAZARKO FERREIRA DE SOUZA

RELATÓRIO AULA PRÁTICA:


FÓRMULA DE MANNING PARA O DIMENSIONAMENTO DE CANAIS

Relatório de atividade de laboratório entregue a


Universidade Federal do Mato Grosso Do Sul –
UFMS, como parte dos requisitos para obtenção
de nota parcial na disciplina de HIDRÁULICA II
- PRÁTICA ministrada pelo professor GANEM
JEAN TEBCHARANI.

CAMPO GRANDE – MS
Agosto de 2018

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SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 2
2. OBJETIVO DO EXPERIMENTO ............................................................................................... 4
3. MATERIAIS E MÉTODOS .......................................................................................................... 5
3.1. MATERIAL UTILIZADO ........................................................................................................... 5
3.2. PROCEDIMENTO .................................................................................................................... 5
3.3. ESBOÇO DO EQUIPAMENTO .............................................................................................. 6
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES .............................................................................................. 8
4.1. CÁLCULO DA VAZÃO (Q) ...................................................................................................... 8
4.2. CÁLCULO DOS PARÂMETROS GEOMÉTRICOS DO CANAL..................................... 10
4.2.1. CÁLCULO DA ÁREA MOLHADA DO CANAL (A)......................................................... 10
4.2.2. CÁLCULO DO PERÍMETRO MOLHADO (P) ................................................................ 10
4.2.3. CÁLCULO DO RAIO HIDRÁULICO (RH) ........................................................................ 11
4.2.4. CÁLCULO DA DECLIVIDADE DO CANAL (I0) .............................................................. 11
4.2.5. CÁLCULO DA ALTURA DA LÂMINA D’ÁGUA (Y0) ...................................................... 12
4.3. CÁLCULO DO COEFICIENTE DE MANNING (n) ............................................................ 13
5. CONCLUSÃO ................................................................................................................... 15
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................................... 16

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1. INTRODUÇÃO

Para que o escoamento de um fluido ocorra, é necessário que ele esteja sujeito
a uma força aceleradora. Uma vez que essa força é aplicada, na região de contato
entre o fluido e o perímetro molhado de determinado canal, surge uma força de
resistência que se opõe ao movimento e é a principal responsável pela perda de carga
em escoamentos uniformes e gradualmente variados. Esta última força é função da
viscosidade do fluido e da rugosidade do canal (PORTO, 2006).

O fator associado à rugosidade mais utilizado em problemas práticos


envolvendo escoamentos em conduto livre é o coeficiente de Manning. Este valor é
afetado por uma série de elementos, como a rugosidade do perímetro molhado,
irregularidades e alinhamento do canal, deposição de partículas sólidas, presença de
obstruções e variações de temperatura. Determinar este fator significa estimar a
resistência ao escoamento em dado canal. Esta não é uma tarefa tão simples, pois
não existe um método exato de realizá-la (CHOW, 1959). Entretanto, como uma
tentativa de estreitar os intervalos nos quais o coeficiente de Manning pode se
encontrar, foram criados alguns procedimentos destinados à estimativa dos fatores de
atrito, entre os quais se destacam: determinação direta, estimativa a partir da
granulometria, estimativa através de incrementação e estimativa através de tabelas
(BAPTISTA; COELHO,2003). Para pequenos canais com dimensões bem definidas,
a determinação pode ser feita de maneira direta, utilizando-se dados geométricos e
hidráulicos obtidos experimentalmente ou em campo, e aplicando-os na equação de
Manning.

Assim como nos condutos forçados, nos canais os cálculos estão baseados em
equações de resistência, equações que relacionam a perda de carga em um trecho à
velocidade média, ou vazão. Por meio da condição de equilíbrio dinâmico entre as
forças que atuam sobre a massa de água, é possível obter a fórmula de Chezy
(PORTO, 2006):

𝑄 = 𝐶 . 𝐴 . √𝑅ℎ . 𝐼0 (1)

2
Esta é a equação fundamental do escoamento permanente uniforme em
canais, onde C é o coeficiente de rugosidade de Chezy. Diversas fórmulas de origem
empírica foram propostas para o cálculo de C, relacionando-o ao raio hidráulico da
seção. Uma relação simples, que é atualmente a mais usada, foi proposta por
Manning:

1
𝑅𝐻 ⁄6 (2)
𝐶 =
𝑛

Substituindo (1) em (2), temos:

1 2 1
𝑄 = . 𝐴 . 𝑅𝐻 ⁄3 . 𝐼0 ⁄2 (3)
𝑛

Essa equação é chamada fórmula de Manning, válida para escoamentos


permanentes, uniformes e turbulentos rugosos, com grande número de Reynolds. O
coeficiente n de Manning depende da natureza das paredes, e permanece constante
para uma rugosidade dada.

A importância da determinação do coeficiente de Manning reside no fato de que


este valor é amplamente adotado no cálculo dos parâmetros hidráulicos de um
escoamento ou dos elementos geométricos de um conduto livre, a partir da aplicação
da fórmula de Manning. No que diz respeito aos parâmetros hidráulicos é possível
determinar, por exemplo, se a vazão que escoa em dado canal artificial, é muito
superior à vazão de projeto e tomar medidas para evitar o transbordamento do
mesmo. Sobre os aspectos geométricos, é possível determinar a altura d’água de um
escoamento em regime uniforme ou até mesmo realizar o dimensionamento de canais
com diferentes seções.

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2. OBJETIVO DO EXPERIMENTO

Este experimento tem como objetivo calcular, com base na vazão observada no
canal, as dimensões do canal e comparar com as observações (medidas) no
experimento e a comparação entre os valores teóricos, através da equação de
Manning, e os valores aferidos em laboratório para dimensionamento de canais.

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3. MATERIAIS E MÉTODOS

3.1. MATERIAL UTILIZADO

- Módulo experimental de Hidráulica;


- Quadro de manômetros e piezômetros do modulo de hidráulica, graduado em
milímetros (± 0,0005 m);
- Mangueira transparente ¼”;
- Água (à temperatura ambiente de aproximadamente 28ºC);
- Nônio ou Vernier.

Nota: O modulo experimental de hidráulica (Figura 3) é composto de um tanque,


bomba hidráulica, três dutos cilíndricos e uma canaleta de declividade variável,
complementado com medidores de pressão, velocidade e vazão. O Módulo
Experimental de Hidráulica utiliza como fluido de trabalho a água. A água se
movimenta através do modulo devido à sucção provocada por uma bomba hidráulica,
sendo as medidas de pressão efetuadas em manômetros e piezômetros que se
encontram fixados no painel de medidores (Figura 2).

3.2. PROCEDIMENTO

- Acionou-se a bomba e abriu-se o registro do canal;


- Com um manômetro, mediram-se as alturas da coluna d’água a montante e a
jusante de um diafragma instalado na tubulação, de modo a obter a vazão
escoada;
- Mediu-se a altura da lâmina d’água no canal;
- Variando a abertura do registro do canal, repetiu-se o processo 4 vezes;
- Mediante o uso de piezômetros, foram medidas as alturas da coluna d’água
numa extremidade de montante e uma extremidade de jusante do canal, em
um trecho de comprimento de 1 metro, a fim de obter a declividade do canal;
- Calculou-se, via fórmula de Manning, a altura da lâmina d’água no canal;
- Mediu-se a largura do canal e a altura da lâmina d’água no calnal;
- Variou-se a abertura do registro do canal e repetiu o processo por 3 vezes.

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3.3. ESBOÇO DO EQUIPAMENTO

Figura 1 – Configuração da montagem da prática


Fonte: RONDON, 2007

Figura 2 – Quadro de manômetros e piezômetros do modulo de mecânica de hidráulica.


Fonte: ICAM, 1978

6
1.Registro do tubo rugoso de medida
8 6 7 8 9 10 11 12 2.Registro da canaleta
3.Registro do tubo liso de medida
1 4.Caixa de alimentação
5.Canaleta
6.Medidor de vazão geral
7.Tubo liso de medidas
8.Tubo rugoso de medidas
9.Medidor de vazão do tubo liso.
10.Medidor de vazão do tubo rugoso
11.Caixa de saída
12.Reservatório
4 32 1 14 13 13.Dispositivo para inclinação da canaleta
14.Grupo moto bomba

Figura 3 – Módulo experimental de hidráulica.


Fonte: ICAM, 1978 – Com adaptações.

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4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

4.1. CÁLCULO DA VAZÃO (Q)

A partir dos dados obtidos no ensaio, vamos inicialmente calcular a vazão


observadas no experimento. Para a medição da vazão, foi usado um medidor do tipo
diafragma, que é constituído por uma contração na seção de escoamento. A fórmula
que dá a vazão escoada pelo diafragma é:

2. 𝑔. (𝛾𝑓𝑚 − 𝛾𝑓𝑒). 𝛥𝐻
𝑄 = 𝐶𝑞 . 𝐴𝑑 . √
𝛾𝑓𝑒

Onde:
Cq – coeficiente de vazão do medidor;
Ad – área do orifício ou da garganta;
γfm – peso específico do fluido manométrico;
γfe – peso específico do fluido em escoamento;
ΔH – diferença de pressão entre as tomadas de pressão do Diafragma.

Temos que:
Ad = 0,45 ATubulação.

Dada uma tubulação com diâmetro de 75mm, temos:


Ad = 0,45 . 𝜋. 0,075 = 0,001988 𝑚².

Sendo o fluido manométrico o mercúrio e o fluido em escoamento a água,


temos γfm = 13600 kgf/m³ e γfe = 1000 kgf/m³. Entretanto, não temos o valor de Cq.
Logo, será adotado um valor de Cq, que será usado para calcular a vazão. Com essa
vazão, será calculado o coeficiente de Reynolds, o qual será usado para encontrar Cq
na curva do gráfico da curva para Diafragma padrão segundo a norma DIN. Caso o
Cq encontrado na curva seja igual ao adotado, temos o Cq correto. Caso contrário,
repetir até que os valores sejam iguais.
O cálculo do coeficiente de Reynolds (Re) é obtido por:
𝜌. 𝐷. 𝑣 4 . 𝜌. 𝑄
𝑅𝑒 = =
𝜇 𝜇𝜋𝐷

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Onde:
Q – vazão;
D – diâmetro da tubulação
μ - viscosidade dinâmica do fluido;
ρ - massa específica do fluido.

ΔH = 0,548 – 0,473 = 0,075 m

- Iteração 1:
Cq = 1 (adotado);

2.9,806. (13600 − 1000). 0,075


𝑄 = 1 . 0,001988 . √ = 0,008559 𝑚3 /𝑠
1000

4 . 𝜌. 𝑄 4 . 0,008559
𝑅𝑒1 = = = 145296,94
𝜇𝜋𝐷 𝜋 . 10−6 . 0,075

Para o valor de Re,1 = 145296,94 temos que Cq = 0,6775 (por análise gráfica).
Assim, deve-se recalcular a vazão para o novo valor de Cq:

- Iteração 2:
Cq = 0,6775

2.9,806. (13600 − 1000). 0,075


𝑄 = 0,6775 . 0,001988 . √ = 0,005799 𝑚3 /𝑠
1000

4 . 𝜌. 𝑄 4 . 0,005799
𝑅𝑒1 = = = 98438,68
𝜇𝜋𝐷 𝜋 . 10−6 . 0,075

∴ Cq = 0,6795 (análise gráfica)

- Iteração 3:
Cq = 0,6795

2.9,806. (13600 − 1000). 0,075


𝑄 = 0,6795 . 0,001988 . √ = 0,005816 𝑚3 /𝑠
1000
9
4 . 𝜌. 𝑄 4 . 0,005816
𝑅𝑒1 = = = 98729,27
𝜇𝜋𝐷 𝜋 . 10−6 . 0,075

∴ Cq = 0,6795 (análise gráfica)

Como não houve variação no valor de Cq a vazão calculada na Iteração 3 será


a considerada, portanto: Q = 0,005816 m³/s.

O valor do coeficiente de rugosidade da fórmula de Manning (n), para Tubos de


bronze ou de vidro, encontrado na bibliográfica é, segundo Porto:

Condições
Natureza das paredes
Muito boas Boas Regulares Más
Tubos de bronze ou de vidro 0,009 0,010 0,011 0,013

Tabela 01 – Valor do coeficiente de rugosidade da fórmula de Manning.


Fonte: PORTO, 2006 – Com adaptações.

Sendo considerada a condição como REGULAR, retornando assim n = 0,011.


Para a utilização da equação (3) de Manning faz-se necessário o cálculo da
área molhada (A), do raio hidráulico (RH) e da declividade (I0).

4.2. CÁLCULO DOS PARÂMETROS GEOMÉTRICOS DO CANAL

4.2.1. CÁLCULO DA ÁREA MOLHADA DO CANAL (A)

Como o canal é retangular, a área molhada será:


𝐴 = 𝑏 . 𝑦0 [𝑚²]
Onde:
b = 0,15 m (valor medido no canal);
Logo:
𝐴 = 0,15. 𝑦0

4.2.2. CÁLCULO DO PERÍMETRO MOLHADO (P)

O raio hidráulico (RH), assim com a área molhada, ficará em função da altura
da lâmina d’água (y0):
10
𝑃 = 𝑏 + 2. 𝑦0
Como b = 0,15 m, temos:
𝑃 = 0,15 + 2𝑦0 [𝑚]

4.2.3. CÁLCULO DO RAIO HIDRÁULICO (RH)

𝐴
𝑅𝐻 =
𝑃
0,15. 𝑦0
𝑅𝐻 = [𝑚]
0,15 + 2𝑦0

4.2.4. CÁLCULO DA DECLIVIDADE DO CANAL (I0)

𝑐𝑜𝑡𝑎 à 𝑚𝑜𝑛𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 – 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑎 à 𝑗𝑢𝑠𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑚


𝐼0 = [ ]
𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙 𝑚
Onde os todos os valores foram obtidos para cada abertura do registro,
conforme a Tabela 02:
Comprimento
Repetição Cota à montante (m) Cota à jusante (m)
do trecho L (m)

1 0,600 0,588
2 0,595 0,574 1
3 0,574 0,511

Tabela 02 – Valores observados para cálculo da declividade do canal para cada vazão.
Fonte: Autor

Assim, o valor de cada declividade é:


0,600 – 0,588 𝑚
𝐼0,1 = → 𝐼0,1 = 0,012 [ ]
1 𝑚

0,595 – 0,574 𝑚
𝐼0,2 = → 𝐼0,2 = 0,021 [ ]
1 𝑚

0,574 – 0,511 𝑚
𝐼0,3 = → 𝐼0,3 = 0,063 [ ]
1 𝑚

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4.2.5. CÁLCULO DA ALTURA DA LÂMINA D’ÁGUA (Y0)

Com o valor das vazões e do coeficiente de rugosidade de Manning em mãos,


podemos proceder ao cálculo da altura da lâmina d’água, utilizando a fórmula (3) de
Manning:
1 2 1
𝑄 = . 𝐴 . 𝑅𝐻 ⁄3 . 𝐼0 ⁄2
𝑛
 Repetição 1 (y0,1):
I0 = 0,040 m/m
2⁄
1 0,15. 𝑦0,1 3
1⁄
0,005816 = . (0,15𝑦0,1 ) . ( ) . (0,012) 2
0,011 0,15 + 2𝑦0,1
∴ 𝑦0,1 = 0,04294 m

 Repetição 2 (y0,2):
I0 = 0,049 m/m
2⁄
1 0,15. 𝑦0,2 3
1⁄
0,005816 = . (0,15𝑦0,2 ) . ( ) . (0,021) 2
0,011 0,15 + 2𝑦0,2
∴ 𝑦0,2 = 0,03535 m

 Repetição 3 (y0,3):
I0 = 0,091 m/m
2⁄
1 0,15. 𝑦0,3 3
1⁄
0,005816 = . (0,15𝑦0,3 ) . ( ) . (0,063) 2
0,011 0,15 + 2𝑦0,3
∴ 𝑦0,3 = 0,02438 𝑚

Para cada processo de mudança de declividade a altura da lâmina d’água foi


medida, os resultados são os mostrados na Tabela (3):
Altura da lâmina
Repetição
d’água observada (m)
1 0,0464
2 0,0372
3 0,0299

Tabela 03 – Valores da lâmina d’água observados no canal para cada declividade.


Fonte: Autor
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Com os valores observados e calculados pode-se fazer a comparação entre a
diferença percentual entre as alturas:

𝑎𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑎 𝑙â𝑚𝑖𝑛𝑎 𝑑’á𝑔𝑢𝑎 𝑐𝑎𝑙𝑐𝑢𝑙𝑎𝑑𝑎 − 𝑎𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑎 𝑙â𝑚𝑖𝑛𝑎 𝑑’á𝑔𝑢𝑎 𝑜𝑏𝑠𝑒𝑟𝑣𝑎𝑑𝑎


𝐷𝑖𝑓𝑒𝑟𝑒𝑛ç𝑎 𝑝𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙 =
𝑎𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑎 𝑙â𝑚𝑖𝑛𝑎 𝑑’á𝑔𝑢𝑎 𝑜𝑏𝑠𝑒𝑟𝑣𝑎𝑑𝑎

A Tabela 04 traz os valores calculados das diferenças percentuais entre as


alturas, assim como o valor médio entre elas:

Altura da Altura da Diferença


Repetição lâmina d'água lâmina d'água percentual entre
calculada (m) medida (m) as alturas (%)
1 0,04294 0,0464 7,46
2 0,03535 0,0372 4,97
3 0,02438 0,0299 18,46
Média 10,30

Tabela 04 – Valores calculados da diferença percentual entre as alturas calculadas e


observadas.
Fonte: Autor

4.3. CÁLCULO DO COEFICIENTE DE MANNING (n)

O cálculo das alturas (y0) foi efetuado utilizando-se o valor do coeficiente de


Manning (n) encontrando na literatura. Como a altura d’água também foi medida
durante o experimento, pode-se encontrar o valor real de n para o canal utilizando a
Equação (3), uma vez que todos os demais parâmetros estão disponíveis:

 Repetição 1:
y0 = 0,0464 m (medido)
2⁄
1 0,15 . 0,0464 3 1⁄
0,005816 = . (0,15 . 0,0464) . ( ) . (0,012) 2
𝑛 0,15 + 2 . 0,0464
∴ 𝑛 = 0,01228

 Repetição 2:
y0 = 0,0464 m (medido)
2⁄
1 0,15 . 0,0372 3 1⁄
0,005816 = . (0,15 . 0,0372) . ( ) . (0,021) 2
𝑛 0,15 + 2 . 0,0372
∴ 𝑛 = 0,01184
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 Repetição 3:
y0 = 0,0299 m (medido)
2⁄
1 0,15 . 0,0299 3 1⁄
0,005816 = . (0,15 . 0,0299) . ( ) . (0,063) 2
𝑛 0,15 + 2 . 0,0299
∴ 𝑛 = 0,01491

Os valores reais do Coeficiente de rugosidade de Manning e seu valor médio são


apresentados na tabela a seguir:

Coeficiente de rugosidade
Repetição
de Manning (n)
1 0,01228
2 0,01184
3 0,01491
Média 0,01301

Tabela 05 – Valores reais do coeficiente de rugosidade de Manning.


Fonte: Autor

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5. CONCLUSÃO

Aplicando a equação de Manning para o dimensionamento do canal,


obtivemos uma altura da lâmina d’água bastante aproximada da verdadeira altura
observada, apresentando um erro percentual médio de 10,30%.
Entretanto, essa diferença foi causada, principalmente, pelo fato de ter sido
usado um coeficiente de Manning que não era o verdadeiro para aquele canal. Foi
escolhido utilizar o coeficiente n do vidro para a realização dos cálculos, tendo em
vista a impossibilidade de encontrar na literatura um coeficiente específico para o
canal ensaiado.
Para a obtenção do verdadeiro coeficiente de rugosidade de Manning,
utilizamos as alturas observadas (medidas). O valor de n encontrado para o canal
foi de aproximadamente 0,013, que condiz com um canal com MÁS condições,
conforme Tabela 01. Este valor foi um pouco maior que o coeficiente do vidro
utilizado para os cálculos (n = 0,011), justificando a diferença encontrada entre as
alturas da lâmina d’água.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] ICAM; Manual: Módulo Experimental De Mecânica Dos Fluidos. ICAM, São
Carlos, 1982.

[2] BAPTISTA, Márcio Benedito; COELHO, Márcia Maria Lara Pinto. Fundamentos
De Engenharia Hidráulica. 2. ed. Belo Horizonte: UFMG, 2010.

[3] BRUNNER, Gary W. HEC-RAS Hydraulic Reference Manual. U.S.: U.S. Army
Corps of Engineers – Hydrologic Engineering Center, 2005.

[4] CHOW, Ven te. Open Channel Hydraulics. New York: McGraw-Hill Book
Company,1959.

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