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Igreja Metodista

3ª Região Eclesiática

– Volume 2 –
Objetivos Estratégicos

Vol. 2 – Objetivos Estratégicos – 


IGREJA METODISTA – 3ª REGIÃO ECLESIÁSTICA

Bispo Presidente: Revmo. Adriel de Souza Maia

COREAM
Revmo. Adriel de Souza Maia – Presidente
Revda. Amélia Tavares Correia Neves
Rev. Anísio Pereira
Rev. Lorenz Richard Koch
Rev. Marcos Antonio Garcia (COGEAM)
Aser Gonçalves Júnior
Neusa Felippe Silva Souto (COGEAM)
Tiharu Matsumoto
Washigton Zucoloto
Zacarias Gonçalves de Oliveira Júnior

Secretarias Executivas Regionais


Ação Social: Eloah Mara Peres Borges de Souza
Ação Administrativa: Juarez Reinaldo Jesus de Lima
Educação Cristã: Cristiane Capeleti Pereira
Expansão Missionária: Sérgio Gama Lavoura
Escola Dominical: Suzana de Mello Contieri
Associação da Igreja Metodista: Elio Tamancoldi
Coordenação: Joel Lemes da Silveira

GT de Planejamento Estratégico Missionário


Amélia Tavares Correa Neves
Joel Lemes da Silveira
Juarez Reinaldo Jesus de Lima
Luciano Sathler Rosa Guimarães
Rodolpho Weishaupt Ruiz

Relator do Planejamento Estratégico Missionário,


Capa, Projeto Gráfico e Diagramação
Arthur Esteves Balestero
Obs. Os peixes da capa foram pintados pelas crianças do Núcleo Sócio Educativo da
Igreja Metodista Central em São Paulo.

Sede Regional
R. Dona Inácia Uchôa, 303 – V. Mariana – S. Paulo – SP
04110-020 – Tel: (11) 5904.3000 – Fax: (11) 5904.2233
www.metodista.org.br/3aregiao

 – Programa “Puxando as Redes”


Índice
Palavra Episcopal ............................................ 5
Palavra da Coordenação ................................. 8
Objetivos Estratégicos ..................................... 9
1. Contexto Geográfico ..................................... 9
2. Membresia ..................................................... 9
3. Arrecadação .................................................. 10
4. Corpo Pastoral ............................................. 11
5. Liderança Regional ...................................... 12
6. Distritos Eclesiásticos .................................. 13
7. Sede Regional .............................................. 14
8. Sede Nacional ............................................. 15
9. UMESP e Faculdade de Teologia ................. 15
10. Igrejas Locais .............................................. 16
10.1 Expansão Missionária ................................. 17
10.2 Educação Cristã ......................................... 17
10.3 Membresia ................................................. 18
10.4 Ação Social ................................................ 19
10.5 Espaço Físico e Infra Estrutura .................... 19
Como Gerenciar e Estruturar Projetos ......... 21
1. Reunindo as CLAMs .................................... 21
2. Um Padrão para as Ações ............................ 29
3. Estabelecendo Prioridades .......................... 31
4. Orçamento .................................................. 31
5. Medir Constantemente
para Avaliar Permanentemente ...................... 32
6. As Atividades nos Ministérios,
Grupos Societários etc ................................... 33
7. O GT-PEM da Igreja Local ........................... 34
8. Resumo: 10 Passos ...................................... 34
9. Bibliografia .................................................. 35
Anexos ............................................................. 37

Vol. 2 – Objetivos Estratégicos – 


 – Programa “Puxando as Redes”
Palavra
EPISCOPAL
Numa excelente decisão,
o 36° Concílio Regional da 3ª
Região Eclesiástica da Igreja
Metodista, aprova, em sessão
do dia 15 de Novembro de
2003, o seu Planejamento Es- tério pastoral, distritos ecle-
tratégico Missionário (PEM) siásticos, federações, órgãos
para o decênio 2004-2014. e instituições. Por isso, esta
Por isso, registramos nos peça do PEM tem sangue, tem
fundamentos norteadores do sentimento, tem sonho, tem
PEM, o nosso compromisso aspirações... Sim, tem o desejo
com a realidade brasileira, coletivo do povo metodista
a fim de “Testemunhar o da 3ª Região Eclesiástica em
Ardor da Missão” e, em dar um salto de qualidade
conseqüência, “Lançando as em termos de uma vivência
Redes”, nas diferentes cir- cristã sintonizada com um tom
cunstâncias missionárias do missionário da “unidade no
ambiente de vida e missão vinculo da paz”.
do território eclesial da 3ª Na senda missionária en-
Região Eclesiástica. tendemos que a razão de
O PEM não é fruto do pen- ser da Igreja está no fato de
samento de um grupo seletivo ela ser vocacionada para a
da 3ª Região. Ao contrário, ele missão. Em outras palavras
registra o sentimento quase da somente a missão do Pai, do
totalidade das igrejas locais, Filho e do Espírito Santo jus-
a partir de suas necessida- tifica um planejamento estra-
des, desafios e oportunidades tégico, levando-se em conta o
e, por extensão, registra as eixo situacional, conceitual
expectativas dos diversos e operacional. Compreende-
segmentos ministeriais da 3ª mos, outrossim, para atender
Região, por exemplo: minis- ao imperativo do Evangelho

Vol. 2 – Objetivos Estratégicos – 


nossa visão diaconal passa um expediente natural e prá-
pela prática dinâmica de uma tico na dinâmica missionária
Igreja de dons e ministérios. da igreja local com suas múl-
E, por fim, entendemos que o tiplas possibilidades de ser
lugar para uma ação efetiva uma comunidade diaconal,
e transformadora do ponto objetivando no dizer de John
de vista missionário, a partir Wesley: “não criar uma nova
da igreja local, é o bairro, a seita, mas reformar a nação,
cidade, a nação e o mundo, especialmente a Igreja, e espa-
tendo como referencial a lhar a santidade bíblica sobre
prática missionária de Jesus toda a terra”.
Cristo (Mateus 9.35-38 e Lu- Finalmente, devemos ter
cas 4.16-20). clareza que um belo Planeja-
Todos os metodistas no mento Estratégico Missionário
território da 3ª Região Eclesi- não faz milagre e, igualmente,
ástica, preocupados com a im- não é uma peça intocável. É
plantação do Reino de Deus um maravilhoso instrumen-
e com a salvação e libertação to de trabalho que apontará
total de todos os homens e direções, prioridades e, conse-
todas as mulheres, são desa- qüentemente, ações concretas
fiados para arrancar do papel no cenário interno e externo
a realidade missionária que da comunidade de fé e precisa
a divisa encarna, tornando-a ser revisto constantemente.
Por isso, este instrumento de
trabalho missionário precisa
ser regado pela brisa do Es-
pírito Santo, a fim de que seja
expressão de fidelidade dos
membros da Igreja Metodis-
ta, na 3ª Região Eclesiástica,
ao projeto do Reino de Deus
inaugurado por Jesus Cristo.
Como expressão da nossa
dedicação a Deus, convoca-
Plenário do 36º Concílio Regional mos, em nome do Pai, do Filho
celebra a aprovação do PEM
e do Espírito Santo, nós, mem-

 – Programa “Puxando as Redes”


bros do 36° Concílio Regional com as estruturas de pecado
da 3ª Região Eclesiástica, sen- do presente século;
tindo de forma contundente a • Comprometemo-nos a dei-
voz do Espírito Santo falando xar que Deus nos una, como
à nossa Igreja no contexto de família metodista, para
uma Igreja conciliar, episcopal cumprirmos nossa vocação
e conexional, a: histórica que é ‘reformar a
• “Reafirmamos a consciência nação, particularmente a
de que Deus nos convoca e Igreja, e espalhar a santida-
vocaciona para sermos fieis e de bíblica sobre a terra’;
obedientes à missão que nos • Convocamos a todos os
tem dado; metodistas a assumirem,
• Declaramo-nos submissos juntamente conosco, este
ao seu Senhorio e disponí- compromisso de testemu-
veis para realizarmos a mis- nho de fé e serviço”1 .
são como serviço de amor à
Igreja e ao mundo, através Com o Planejamento Estra-
de nossas igrejas locais, mi- tégico Missionário aprovado,
nistérios, grupos societários, em nome de Deus, lancemos
instituições de educação e as redes, para a glória de Deus
serviço social e demais seg- e promoção da vida.
mentos ministeriais;
• Oferecemo-nos em ato de
adoração como sacrifício Adriel de Souza Maia, bispo
vivo, santo e agradável a Presidente da 3ª RE
Deus, não nos conformando

COLÉGIO EPISCOPAL DA IGREJA METODISTA. Servos/as, Sábias/as,


 1

Solidários/as. São Bernardo do Campo: Imprensa Metodista, p. 35 e 36.

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Palavra da
coordenação
“Qual a Região que deseja-
mos ser?” Partindo dessa per-
gunta e do princípio que nossa
Igreja é episcopal, conexional e
conciliar, iniciamos com a par- GT-PEM, bispo Adriel e Bispo Nelson
ticipação da a igreja local, pois
entendemos que é neste espaço Durante todo o ano 2003,
que acontece a missão. Vários lançamos boletins informati-
encontros de capacitação foram vos como uma forma didática
feitos com a representação de de orientações à montagem
todos os segmentos envolvidos do PEM, tirando dúvidas,
e, no decorrer do processo, ou- informando cronograma de
tras pessoas foram agregando- ativida-des, dando dicas para o
se ao trabalho. entendimento do manual e da
Após os encontros de capa- configuração do mesmo, res-
citação de liderança, as igrejas peitando, assim, a realidade de
locais reuniram-se para a or- cada igreja local. Estas informa-
ganização e montagem dos ções foram disponibilizadas no
seus respectivos PEMs. Esses site da 3ª Região, e o “Puxando
documentos passaram por uma as Redes” se estendeu ao Vale
análise técnica do preenchimen- do Paraíba, Baixada Santista e
to na elaboração dos projetos, toda a Grande São Paulo.
ambiente interno e ambiente ex- Em toda a caminhada des-
terno das igrejas locais, avaliação te projeto, saliento o forte
de potencialidades e estrutura apoio e envolvimento do Bis-
funcional contemplando as prio- po Adriel, que motivou toda a
ridades, os objetivos, estratégias equipe nos momentos difíceis
e metas de cada comunidade, das análises dos relatórios.
gerando, assim, uma devoluti-
va informando quais seriam as Juarez R. Jesus de Lima
correções a ser feitas. Coordenador do GT-PEM

 – Programa “Puxando as Redes”


OBJETIVOS
ESTRATÉGICOS

Após o levantamento e b) Analisar potenciais de cres-


estudo dos diversos diagnós- cimento das igrejas locais,
ticos e conforme material dis- congregações e pontos mis-
tribuído no 36º Concílio Re- sionários e estipular metas
gional, o Grupo de Trabalho de crescimento e indepen-
de Planejamento Estratégico dência financeira;
Missionário, acolhendo as c) Criar um sistema de diálogo
propostas encaminhadas pelo entre as Áreas de Expansão
plenário, apresenta as diretri- Missionária e Ação Social
zes estratégicas que nortearão Local e Regional na aber-
a 3ª Região em sua caminhada tura de novos Pontos Mis-
no próximo decênio. sionários e Congregações,
maximizando os esforços
1. Contexto Geográfico missionários financeiros e
Há um potencial enorme humanos.
para crescimento de pontos d) Buscar fortalecer a pre-
missionários, congregações e sença de igrejas locais com
igrejas locais, seja na criação enfoque no resgate de pes-
de novas comunidades como soas oriundas da tradição
no fortalecimento das existen- Metodista e ampliar a re-
tes, a fim de cumprir o tema percussão da Igreja.
“Comunidade Missionária a
Serviço do Povo”. 2. Membresia
a) Criar Campos Missionários As ações de expansão mis-
em áreas de baixa densida- sionária devem ser diferencia-
de de trabalhos metodistas, das, pois os públicos nos mais
como, por exemplo, o Vale diversos distritos são diferen-
do Ribeira, na qual se insere ciados, como exemplo, pode-
o município de Registro, se priorizar alguns bairros da
com 53.752 habitantes; Capital paulista como pontos

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para maior visibilidade e pro- 3. Arrecadação
gramas pioneiros de uma Igre- Com o fim da ajuda financei-
ja caracterizada como urbana, ra vinda da UMESP por conta
com foco na classe média. do convênio firmado quando de
a) Criar uma política missio- sua passagem parta a área geral,
nária e pastoral nas igrejas é preciso resgatar a importân-
locais que tenha como obje- cia do dízimo e da fidelidade
tivo a retenção de membros do membro com Deus, dando
atuais e a recuperação de maior visibilidade ao que é feito
ex-membros; com a verba arrecadada.
b) Maximizar a força missio-ná- a) Criação de um programa
ria para a conquista de novos de conscientização de todas
membros dentro das áreas as atividades missionárias,
em que já existem trabalhos educacionais, administra-
metodistas e ampliação da tivas e sociais que estão
área de cobertura (novos sendo realizadas pela Sede
bairros e municípios); Regional, fortalecendo,
c) Promover uma ação con- assim, a visibilidade e pro-
junta de expansão missio- movendo uma confiança
nária, educação cristã e nas Igrejas locais no enca-
ação social entre distritos, minhamento de sua cota
fortalecendo projetos e orçamentária;
dando prioridade a pontos b) Criação de um amplo pro-
missionários. grama de incentivo para
aumento de dízimos nas
comunidades, resgatando a
fidelidade do membro com
Deus, visando à mordomia
cristã e promovendo uma
confiança na membresia no
encaminhamento de suas
ofertas, seus dízimos e suas
contribuições;
c) Ampla redução de custos
Lançamento do Programa regionais, canalizando as
realizado em março de 2003 essências dos recursos para

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as principais áreas aponta- a) Resgatar a comunhão do
das nos diagnósticos dos Ministério Pastoral, tanto
projetos das Igrejas locais; com a comunidade quanto
d) Estender o projeto “Parceria entre os próprios pastores/
100” a todas as Igrejas locais as. Enfatizar a santidade so-
sem sustendo próprio (que cial na perspectiva de que
hoje representam cerca de ninguém pode se salvar
33% do total das comunida- sozinho;
des da 3ª Região); b) Valorizar o Ministério Pas-
e) Buscar parcerias imediatas toral solidário, que combata
para equilibrar o auto-sus- o partidarismo, o “estre-lis-
tento dos projetos atuais e mo” e privilegie a unidade,
instituições; com diálogo e respeito às
f) Readequar a estrutura da diferenças;
Sede Regional, tornando-a c) Buscar a autodisciplina e
mais visível e de apoio prá- resgatar a disciplina como
tico diretamente às igrejas elemento pedagógico e
locais em seus desafios: de aplicação legal, tanto
preventiva quanto correti-
4. Corpo Pastoral vamente. Ter como balizas
É reafirmado o foco na a Bíblia, a tradição, os do-
Igreja local como maior re- cumentos, a Teologia e a
ferencial para a atuação e ortodoxia metodista;
vínculo, mesmo para ações d) Observar a liturgia e sa-
pastorais específicas que se cramentos, praticando-os
fazem necessárias no contexto com criatividade mas sem
atual, destacando-se a neces- promover substituições
sidade de reforçar a atenção que possam confundir;
ao Ministério Pastoral, quanto e) Resgatar a importância da
à natureza da vocação para a vida devocional e da espi-
ministração da Palavra e ao ritualidade no âmbito pes-
adequado exercício que re- soal, com vistas à santidade
flita a relação entre os vários e a experiência permanente
níveis da Igreja, a autoridade do coração aquecido;
e a obediência movidas pelo f) Exercer a função educativa,
carisma das marcas eclesiais. tanto na busca de aprofun-

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damento teológico para
si mesmo quanto para a
capacitação do laicato;
g) Estabelecer políticas con-
sensuadas e transparentes
quanto ao subsídio pastoral,
ao processo de nomeação,
à itinerância, à disciplina,
à formação e aos processos
Encontro Regional de Pastores
decisórios que afetam a vida em março de 2003
dos/as pastores/as;
h) Definir perfil psicológico/ missionários para a REM-
profissional dos/as pastores/ NE e CMA.
as, a fim de haver maior coe- m) Resgatar a autoridade pas-
rência no processo de nome- toral, sobretudo nas questões
ação, tornando real a equação doutrinárias, a fim de que
“necessidade da igreja local = os/as pastores/as tenham
habilidade pastoral”; segurança ao expressarem
i) Estabelecer uma nova polí- sua posição a esse respeito.
tica de indicação, acompa- Tal autoridade deve estar
nhamento e nomeação de fundamentada em seu co-
estudantes de Teologia que nhecimento bíblico-teológi-
tenham desejo de ingressa- co, sua espiritualidade e em
rem no Ministério Pastoral. sua conduta ética.
j) Estabelecer uma política
para pastores e pastoras 5. Liderança Regional
quanto ao tempo de dedica- O aspecto fundamental é
ção ao Ministério Pastoral, manter vivo o equilíbrio entre
com vistas a uma retira- atos de piedade e obras de mi-
da planejada para uma sericórdia no exercício da mis-
aposentadoria digna e o são. Cada segmento ministe-
cumprimento da legislação rial regional tem que estar ple-
previdenciária do país. namente a serviço do Reino de
l) Estimular, com políticas cla- Deus, como um propósito de
ras de sustento inicial e de ser uma parte integrante da
auto-sustento, o envio de Igreja Metodista na 3ª Região.

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a) Capacitar, preparar, ajudar com a missão e descentra-
e promover a comunhão lização). Adicionalmente,
entre as igrejas locais e dis- apresenta-se a necessidade
tritos na realização de seus de um maior envolvimento
projetos por meio de ações com o ministério pastoral
realizadas em conjunto que na divulgação, distribuição,
assim estarão proporcio- apoio e respostas às necessi-
nando uma maior motiva- dades da Região.
ção e capacitação do laicato c) Readequar as ações admi-
e Ministério Pastoral para nistrativas e os modelos de
poder agir em cada segmen- gestão das instituições, que
to da Igreja, desde a igreja são percebidas como agentes
local, distrito, ministérios aglutinadores do trabalho e
regionais, instituições etc., interesses da igreja, e que
contribuindo para a sua or- necessitam, para ampliar o
ganização, funcionamento, envolvimento com as igrejas
crescimento e serviço; locais, buscar a maximização
b) Enfatizar maior vivência de da comunicação como fer-
nossa conexidade entre as ramenta para a execução de
sociedades e também um seus projetos aliados aos pro-
maior envolvimento com os jetos regionais. Destaca-se
secretários regionais, onde ainda a necessidade de uma
dentro dessa perspectiva, maior profissionalização
uma ampla reflexão sobre o dos cargos administrativos
papel dos grupos societários e políticos das instituições
numa igreja de dons e mi- que garantam projetos que
nistérios se faz necessária. promovam a auto-susten-
As assessorias, câmaras, se- tabilidade das instituições
cretarias e Escola Dominical sendo assim um espaço para
devem ampliar a articulação o cumprimento missionário
da liderança regional, enfa- da ação da Igreja.
tizar a obediência clerical e
leiga quanto às estratégias 6. Distritos Eclesiásticos
regionais e a retomada da Os Distritos Eclesiásticos
identidade metodista (dons exercem papel fundamental,
e ministérios, envolvimento pois são fundamentais para

Vol. 2 – Objetivos Estratégicos – 13


fortalecer a unidade das igre- d) Estudar a viabilidade de o
jas locais e a troca de informa- Superintendente Distrital
ções entre as comunidades e o de dedicação parcial ser
bispo da Região. São também substituído pelo de dedi-
os articuladores dos projetos cação exclusiva, tendo em
comuns e peça fundamental vista a grande demanda de
para o sincronismo das ativi- atividades e a não focali-
dades, objetivando o foco na zação nas atividades de sua
missão da Igreja Metodista. Igreja local.
a) Estudar nova divisão dos
Distritos Eclesiásticos, de- 7. Sede Regional
limitando os limites ge- Entende-se que a presença
ográficos dentro de um da Sede Regional no conjunto
contexto missionário, para das ações ministeriais aconte-
um melhor aproveitamento ce em duas frentes (Episcopal
administrativo dos recursos e Canônica) por meio de
financeiros e humanos; apoio, execução, interme-
b) Rever o papel do Distrito diação, informação, contato
como fórum de integração pessoal e dos meios de co-
entre os projetos das igrejas municação. Todavia, perce-
locais, fortalecendo a função be-se a necessidade da Sede
de agência distrital de pro-je- rever o seu papel enquanto
tos missionários, fomentan- articuladora, mobilizadora e
do a capacitação, a criação facilitadora da Missão, bem
e a implementação de pro- como servir ao fortalecimento
jetos missionários distritais, da conexionalidade.
maximizando os esforços a) Rever a necessidade e de-
humanos e financeiros; finir competências das Se-
c) Revitalizar a função do Supe- cretarias Executivas Re-
rintendente Distrital, dando- gionais e das Assessorias
lhe poderes para, conjunta- Episcopais, criando seus
mente à Coordenação Dis- respectivos regimentos;
trital de Ação Missionária, b) Viabilizar, de forma con-
tomar decisões pastorais e junta, os projetos das igre-
administrativas dentro de jas locais, mantendo a uni-
sua área de atuação; dade das comunidades e

14 – Programa “Puxando as Redes”


focalizando os recursos infra-estrutura entre Sede
humanos e financeiros para Nacional e Sede Regional,
o cumprimento da missão; desenvolvendo a conexio-
c) Tornar a Sede Regional um nalidade metodista;
ponto de articulação dos b) Viabilizar um estudo para
muitos segmentos, comu- que os pastores passem a
nicando as ações que são entregar seus dízimos na
desenvolvidas a partir das Região ou Área Nacional.
cotas orçamentárias das Igre-
jas locais; 9. UMESP e Faculdade de
d) Focar a razão de ser da Teologia
Sede Regional na missão da Essas instituições têm um
Igreja Metodista, voltando papel fundamental na vida da
a sua estrutura para as prio- 3ª Região. A interação possí-
ridades do Planejamento vel entre essas instituições e
Estratégico Missionário. igrejas locais promove um
verdadeiro fortalecimento
do processo do cumprimento
da missão. Há muitas manei-
ras de poder compartilhar
recursos, principalmente o
conhecimento de processos
administrativos, acadêmicos
e tecnológicos.
a) Desenvolver parcerias para
promover a missão (Ex-
Concentração Regional pansão Missionária e Ca-
realizada em maio de 2003 pacitação para a Missão),
estabelecendo convênios
8. Sede Nacional entre IMS, Faculdade de
A aproximação entre a Área Teologia e Centro Teológi-
Geral e as Regiões Eclesiásticas co Regional, gerando maior
é a principal ferramenta no contato entre elas;
cumprimento da missão. b) Utilizar com mais intensida-
a) Promover maior integração de as vagas remanescentes
dos recursos humanos e de dos diversos cursos, benefi-

Vol. 2 – Objetivos Estratégicos – 15


ciando os membros das Igre- incluir no Currículo da Fa-
jas locais, como processos de culdade de Teologia pontos
capacitação da membresia; positivos sobre a Ação So-
c) Fortalecer o apoio do IMS cial, organização de AMAS
aos projetos da 3ª Região, e Terceiro Setor. Equipes
principalmente na área de com supervisão para traba-
abrangência do Distrito do lhar nos Pontos Missioná-
ABCDMR, utilizando, na rios e Congregações.
medida do possível, da es-
trutura do IMS, bem como 10. Igrejas locais
da Faculdade de Teologia, Para que Planejamento
para cursos de, por exem- Estratégico Missionário fosse
plo, capacitação docente e o reflexo da voz do povo me-
desenvolvimento missio- todista, numa ação inédita, o
nário nos finais de semana fluxo dos projetos foi inverti-
(presencial e à distância); do e as Igrejas locais tiveram
d) Compartilhar estagiários a oportunidade de avaliar-se
dos outros cursos além externa e internamente, de-
dos alunos da Faculdade tectando suas necessidades
de Teologia. Preparar ca- e gerando projetos que lhes
dastro com as principais fosse solução para os proble-
atividades das AMAS e das mas encontrados.
Igrejas locais (biblioteca, al- Um número muito sig-
fabetização de adultos etc), nificativo de comunidades
implantando um Programa (88,8%) respondeu ao apelo
de Voluntariado; da Sede Regional e fez sua
e) Programar Conferências análise de ambiente interno e
Missionárias com integra- externo. Em resposta a um pré
ção do IMS, Área Nacional, diagnóstico já existente após
Regiões Eclesiásticas e Fa- uma consulta às CLAMs, as
culdade de Teologia; comunidades confirmaram
f) Parceria na produção para em Concílio Local as expec-
a realização de programas tativas e concentraram suas
de comunicação de massa ênfases em 5 principais áreas
(rádio e televisão); consideradas estratégicas
g) Verificar a possibilidade de para a vida da Igreja:

16 – Programa “Puxando as Redes”


9.1 Expansão Missionária jeto “Parceria 100” a outras
Dos 97 PEMs recebidos, foi comunidades de sustento
assunto de destaque especial ministerial e instituições;
para 94 delas. Há um claro e) Criar ações evangelísticas
sentimento pelas comuni- diferenciadas para públicos
dades de obter um maior e diferenciados.
mais rápido crescimento nu-
mérico da membresia (93,6%) 10.2 Educação Cristã
por meio de mais ações de Os temas voltados à ca-
evangelização com projetos pacitação para a missão es-
missionários. Outros projetos tão presentes em 90 PEMs
citaram a abertura de novos recebidos dentre os desafios
pontos missionários (17%) e apresentados pelas comuni-
emancipações (8,5%). dades. A Educação Cristã é
a) Criação de programas distri- vista como prioritária para
tais e regionais de evangeli- atingir a expansão missioná-
zação, com o apoio das ins- ria. Cerca de 51% dos PEMs
tituições que estão presentes indicam a necessidade de ca-
na 3ª Região, com vistas ao pacitação de liderança (gestão
cumprimento da missão; administrativa, as atividades
b) Fortalecimento do nome de evangelismo, Escola Do-
Metodista, com maior expo- minical, a visitação e ação
sição na mídia mais próxi- social). Outros pro-jetos citam
ma de nossas comunidades, a prática da Escola Domini-
implementando, em caráter cal (45,5%), do discipulado
de urgência, o Plano de
Comunicação Regional já
aprovado pela COREAM;
c) Abrir as nossas comunida-
des para projetos em parce-
ria com prefeituras, ONGs,
associações de classe etc,
tomando o devido critério
para que nossas doutrinas e
valores sejam mantidos; Municípios da 3ª Região
com presença metodista
d) Fortalecer e estender o pro-

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(44,4%), buscando um maior que apresentaram idéias com
crescimento espiritual e dos ênfase no fortalecimento da
estudos bíblicos (27,8%), o membresia. Há uma clara
que reforça a teoria da busca preocupação em fortalecer
das Igrejas locais por elemen- os grupos societários das
tos de origem metodista. comunidades (58,4%), revi-
a) Atualizar os materiais me- talizando-os e gerando ações
todistas, tornando-os acessí- conjuntas em prol da missão
veis financeiramente (preço) da Igreja local.
e culturalmente (linguagem), Somando-se com os pro-
entendendo a nova realida- jetos voltados à motivação
de da Igreja Metodista e (44,9%) e a comunhão (37%),
incentivando seu uso; percebe-se o interesse por uma
b) Repensar e intensificar os igreja que atue coletivamente,
programas de capacitação fortalecendo-se mutuamente
via CTR, bem como a sua e que seja capaz de tornar as
forma de apresentação e o atividades mais produtivas. A
local da oferta de cursos; oração é motivo de grande in-
c) Desenvolver parcerias com teresse (30,3%), demonstrando
o Centro de Educação Con- uma prática que seja priorita-
tinuada e a Distância do riamente incentivada.
IMS, o Instituto de Pastoral a) Promover uma maior inte-
da Faculdade de Teologia ração entre as federações,
da Igreja Metodista e a grupos societários e minis-
Coordenação Nacional de térios nos projetos da Igreja
Educação Cristã (conec) local;
como canais a serem uti- b) Ampliar a freqüência de
lizados como forma de encontros distritais que
capacitação de pessoas. promovam interação entre
a membresia;
10.3 Membresia c) Criar campanhas motiva-
Vários projetos voltados à cio-nais para os membros;
prática da oração e da mor- d) Criar mecanismos de busca
domia cristã foram men- de ex-metodistas e trazê-los
cionados, chegando-se a 89 de volta à nossa comuni-
igrejas do total de 97 PEMs dade.

18 – Programa “Puxando as Redes”


10.4 Ação Social b) Promover ações efetivas de
De todos os 97 PEMs rece- cidadania e inclusão social
bidos, 68 deles indicam preo- junto ao estado com vistas
cupação com projetos sociais à promoção do nome meto-
sendo que 75% apresentam dista, estudando, também,
ações para participação comu- a possibilidade de apoiar
nitária e 54% manifestaram in- projetos e instituições já
teresse em desenvolver proje- existentes;
tos assistencialistas. Isso indica c) Fortalecimento dos traba-
nitidamente uma mudança de lhos sociais atuais que serão
rumo manifestando uma pre- mantidos (revitalização
ocupação com o ser humano ou encerramento na pauta
em sua integralidade. para análise);
a) Criar mecanismos de apoio d) Abertura de novos traba-
na Sede Regional para as lhos sociais, sempre aco-
comunidades que estejam plados a uma estratégia de
buscando Projetos de Par- expansão de pontos missio-
ticipação Comunitária, pois nários ou fortalecimento de
estes se apresentam mais congregações;
complexos tendo muitas e) Busca de fontes alternativas
vezes a necessidade de re- de receitas, com metas anu-
alização de parcerias; ais acordadas.

10.5 Espaço Físico


e Infra-Estrutura
As necessidades aponta-
das nesse item dos 48 PEMs
recebidos do total de 97, in-
cluem reformas, ampliações
de templos, instalações e
prédios. Também se destacam
intenções de novas constru-
ções, aquisições de terrenos
Congregação Metodista em Fran- e residências pastorais. Adi-
cisco Morato, adotada no projeto cionalmente foi relatada a
“Parceria 100”
preocupação pela vontade

Vol. 2 – Objetivos Estratégicos – 19


de ampliar ou melhorar as
condições de espaço físico da
comunidade para expansão
missionária da igreja, além de
proporcionar maior conforto
aos usuários.
a) Fortalecer e incrementar
na Sede Regional, ações de
apoio administrativo integra-
do com vistas a dar um maior
sustento de informações para
as comunidades;
b) Padronizar todo o pro-
cesso de novos projetos de
edificações e aquisições;
c) Transformar a Sede Re-
gional num corpo consultivo,
agindo de forma pro-ativa
junto às comunidades, orien-
tando, assistindo, dando todo
o apoio logístico a qualquer
ação da igreja local no que
tange infra-estrutura e utili-
zação de espaços físicos;
d) Criar um programa de
Voluntariado (arquitetos,
engenheiros civis etc) para
colaborar de forma direta nas
obras;
e) Fortalecer a marca Me-
todista: ações de reforço e
padronização visual de tem-
plos.

20 – Programa “Puxando as Redes”


COMO GEREN-
CIAR
E ESTRUTURAR
OS PROJETOS
Sua comunidade já elabo-
rou e possui em mãos os prin-
cipais projetos a serem desen-
volvidos com vistas à missão. (ex: reuniões em pequenos
O que se pretende fazer agora, grupos de treinamento);
é prosseguir com os passos c) AÇÃO: é o detalhamento
para executar esses projetos. da estratégia (ex: estudo
Nenhum projeto pode existir sobre drogas, organizado
sem objetivos, estratégias, pelo ministério de educa-
ações e metas. Sem esses 4 ção cristã, com material
itens, o PEM de sua igreja lo- didático produzido pelo
cal terá muita dificuldade de ministério de comunicação
prosseguir adiante. e apoiado pelo ministério
A primeira coisa que se faz pastoral, no salão social, no
necessário é o entendimento dia 20/03/2004, às 20h);
de que objetivos, estratégias, d) META: é um alvo que pode
ações e metas vêm exatamente ser medido para alcançar o
nesta seqüência. Não se pode objetivo (ex: treinar 50 pes-
estabelecer uma meta e uma soas em 10 cursos durante
estratégia de ação sem ter um um ano).
objetivo. Para tanto vale a pena
relembrar alguns conceitos: 1. Reunindo a CLAM
a) OBJETIVO: é algo geral Nesse primeiro momento
e desafiador (ex: treinar pós Concílio Regional, sua
pessoas em liderança e comunidade deve reunir a
discipulado); CLAM e o grupo local de su-
b) ESTRATÉGIA: é a forma pela porte ao PEM, para que todos
qual o objetivo será atingido os projetos de sua comunida-

Vol. 2 – Objetivos Estratégicos – 21


de sejam novamente lidos e rios envolvidos. A definição
principalmente verificados de objetivos, estratégias,
para confirmar se os OBJETI- ações e metas para os projetos
VOS que se pretende alcançar da igreja acabarão se cons-
estão claros. Se for necessário, tituindo nos alvos gerais da
reescrevam os objetivos dos igreja dentro do Planejamento
projetos. Considerem atenta- Estratégico. A partir desses
mente a MISSÃO e a VISÃO dados, os ministérios farão
de sua comunidade, que fo- suas definições específicas.
ram descritas em seu material. Cada um dos membros da
Alguns destaques devem ser CLAM representa parte da
lembrados: igreja. Essas pessoas precisam
a) Nunca estabeleçam objeti- se identificar com cada um
vos que se sejam conflitan- dos projetos e seus objetivos
tes com a missão/visão. e começar a escrever como po-
b) Na hora de definir um dem ajudar na concretização.
objetivo, uma área ou pro- Pensem nas estratégias que
jeto específico da igreja é podem ser feitas para atingir
focalizado. o objetivo de cada um dos
c) Verifiquem se o objetivo projetos. Nesse momento irão
definido atende a alguma surgir muitas idéias vindas
necessidade prática da igre- de cada ministério, grupo
ja local. socie-tário etc. Nessa fase,
todos devem estar envolvidos
Uma vez terminado esse sugerindo atividades, porém
processo de revisão dos obje- sempre questionando se essas
tivos de cada um dos projetos vão realmente cumprir com os
de sua igreja, é necessário objetivos descritos no projeto.
definir quais serão as estra- Separem cada projeto e, para
tégias, as ações e as metas. cada um deles, a primeira per-
Como os projetos não estão gunta a ser feita diz respeito a
vinculados a um único mi- quais são os objetivos que po-
nistério ou grupo societário, dem fazer com que se alcance
será necessário acompanhar a missão da igreja local.
o alcance de um determinado Por exemplo: Uma das co-
objetivo em todos os ministé- munidades pode ter descrito

22 – Programa “Puxando as Redes”


assim sua missão: “Ser uma É assim que se deve proce-
igreja viva, na adoração, no der nesse instante. A CLAM
ensino, na comunhão e no e o grupo local do PEM vão
serviço”. Para cumprir essa agora, após fazer uma refle-
missão, um dos projetos esco- xão sobre cada projeto e seus
lhidos foi o Projeto “Famílias”, objetivos, traçar as ESTRA-
que tem como objetivo geral TÉGIAS para concretizar es-
“fortalecer os laços familiares, ses objetivos. No anexo 1, res-
envolvendo casais, crianças, pondam a seguinte pergunta:
adolescentes e jovens. Atuar quais são as estratégias para
também na preparação de atingirmos esses objetivos?
noivos para o casamento”. Dentro do exemplo, pode-se
Por que esse objetivo foi escrever: realizar encontros
escolhido? Porque esse projeto para a família; realizar en-
das famílias é uma base de sus- contros de preparação para o
tentação da igreja. Uma igreja casamento; instituir classe de
forte depende de famílias casais na Escola Dominical;
fortes e de casamentos solidi- desafiar as famílias para rea-
ficados. Não se trata apenas de lizar o culto doméstico.
realizar eventos para a família, Esse é um momento pre-
mas de trabalhar para o seu cioso para a CLAM, pois o gru-
amadurecimento espiritual. po começa a definir as estraté-
gias da igreja para atingirmos
os objetivos de cada projeto
onde cada um/a dos
participantes traz
suas experiências,
seus sonhos e suas
idéias. É necessá-
rio que alguém vá
escrevendo todas as
idéias e depois faça
uma síntese para
ser escrita no anexo
1. Percebam que o
grupo trabalha unido

Vol. 2 – Objetivos Estratégicos – 23


nesse desafio e não fica preso a seu conteúdo, recursos e ta-
pensamentos que levem a um manho para cada estratégia
ou outro ministério. que foi descrita anteriormen-
Dado que o anexo 1 já foi te. Voltando ao exemplo do
preenchido e já se têm, para Projeto “Famílias”: para cada
cada projeto, descritos os ação escolhida podem existir
objetivos e as estratégias, é uma ou mais atividades que a
preciso seguir para o anexo tornem uma realidade. Estra-
2. Nesse anexo, são descritas tégia descrita anteriormente
inicialmente todas as AÇÕES. no exemplo: Realizar encon-
Pensem nas ações que podem tros para a família. Ações:
ser feitas para atingir cada seminário sobre como lidar
estratégia. Nesse instante, com a sexualidade e drogas,
não se preocupem com mais noite da Pizza, encontros de
nada a não ser em descrever preparação para o casamento,
quais as ações que precisam classe de casais na Escola Do-
acontecer para que as idéias minical, primeiro encontro de
não fiquem no papel, mas integração dos casais, realizar
que haja ação. Lembrem-se o culto doméstico etc.
que uma ação em sua concre- Uma vez que todas as ações
tização consome tempo para foram descritas para cada uma
sua execução, utiliza-se de das estratégias de cada projeto,
pessoas para a sua realização passa-se para o anexo 3. Nesse
e de recursos financeiros para anexo, encontra-se o desen-
sua efetivação. volvimento de cada ação,
Lembrem-se que um pro- pois é necessário saber quem
jeto tem que ter resultados será o responsável, como será
e para que esses resultados realizada a atividade, onde e
aconteçam, serão alocados quando será realizada e com
recursos necessários para o que recursos.
seu desenvolvimento. Por É chegada a hora da con-
isso pensem sempre em ter ciliação de datas, recursos e
atividades simples, ousadas definição de responsabilida-
e criativas, porém que pos- des – um PLANO DE AÇÃO.
sam ser realizadas. Ou seja, O Plano de Ação é construído
escrevam ações viáveis em para ser realizado num perí-

24 – Programa “Puxando as Redes”


odo de tempo que se desejar, de jovens. Como há muitos
ou seja, pode-se ter atividades envolvidos, há necessidade
que duram semanas, outras de identificar o ministério
meses e outras podendo che- ou grupo societário que irá
gar a durar até anos. O Plano coordenar essa atividade, e a
de Ação que contém as ativi- titulo de sugestão aqui nesse
dades serve de balizador para exemplo, foi definida a Socie-
a igreja. Ele vai ser apresenta- dade de Mulheres. Essa ação
do aos ministérios para que será realizada no salão social
esses desenvolvam cada um da igreja, em datas previstas
a sua parte para que todas para maio (porque é o mês da
as ações aconteçam de forma família) e dezembro (porque
sincronizada. Vale lembrar é um mês de festas).
que periodicamente esse Pla- A ação contará com a ajuda
no de Ação pode ser revisto, dos homens no apoio logísti-
atualizado e até modificado co e na preparação do local,
com vistas a estar sempre dos jovens na realização de
alinhado com a Missão e os algumas brincadeiras, do
Objetivos descritos. ministério da sociabilidade
Voltando ao exemplo do na preparação dos convites
Projeto “Famílias”, onde já fo- e recepção das pessoas e
ram descritas algumas ações na orientação aos jovens de
e será detalhada uma delas, quais brincadeiras podem
que se encontra na estratégia ser realizadas, do ministério
de realizar encontros para a da música selecionando um
família que é a Noite da Pi- fundo musical e das mulhe-
zza, que tem como descrição res na preparação de toda a
ser um momento de confra- alimentação. Os recursos, por
ternização entre os casais e exemplo, serão provenientes
seus familiares estimulando de doação dos membros da
a comunhão. Ministérios e igreja local e dos convites que
grupos societários envolvi- serão vendidos.
dos: ministério da música, Reparem que várias pes-
ministério da sociabilidade, soas de ministérios e grupos
sociedade de homens, socie- societários se reúnem, sob
dade de mulheres e sociedade orientação, para a realização

Vol. 2 – Objetivos Estratégicos – 25


de uma ação. O que se destaca
é a interação, o compromisso
de todos/as para que o evento
seja um sucesso. Vale lembrar
que essa atividade é da igreja
e não de um ou outro minis-
tério ou grupo societário! Ou
seja, essa ação pertence a um
projeto que tem um objetivo já não suporta mais atividades
a alcançar! Para que o obje- e mais atividades que se con-
tivo seja alcançado, é preciso flitam entre si, não só nas da-
que os liderados tenham se tas, mas nos objetivos. O que
envolvido na ação. Muitos se pretende daqui para frente
ajudaram e o resultado do é que os ministérios e grupos
esforço comum será alcança- societários ao se reunirem
do com menos fadiga e maior – para cada um montar o seu
interação entre as pessoas. plano de ação a ser apresenta-
Acredita-se que nesse mo- do a CLAM - tenham menos
mento haja a percepção de atividades, mais foco e maior
que calendário é exatamente interação das pessoas.
a última parte de um Plane- Lembrem-se que ainda de-
jamento Estratégico para a verá ser apresentada a cada
igreja local, porque ele deve igreja local a programação de
refletir os objetivos traça- atividades do seu distrito e da
dos pela comunidade desde Região. Logo, se não houver
os primeiros passos para a espaço de datas na programa-
construção dos projetos. Com ção de sua igreja local como sua
isso inverte-se a maneira de igreja irá participar de outras
como até aqui as igrejas de- atividades das áreas distrital
senvolviam suas atividades. e regional? É importante que
Antigamente, cada ministério sua igreja participe também
e grupos societários faziam de eventos dessa natureza para
suas programações de ativi- que sua comunidade se relacio-
dades e se reunia a CLAM ne com outras igrejas.
para ajustar as datas. Isso não De nada adiantará seguir
pode mais acontecer. A igreja todos os passos do planeja-

26 – Programa “Puxando as Redes”


mento e, quando chegar a a) Razão – por quê? Por que
hora de definir os responsá- devemos realizar esta ati-
veis das atividades e as res- vidade? Ela contribui para
pectivas datas no calendário a missão e a visão da igre-
se depararem com conflitos ja? Ela é essencial para o
de poder! O projeto é da momento em que a nossa
igreja. Cada ministério, grupo igreja se encontra? Se não
societário, Escola Dominical, realizarmos essa atividade,
AMAS etc tem sua própria alguma necessidade deixa-
dinâmica e suas atividades rá de ser atendida?
que lhes são inerentes. b) Objetivos – o quê? O que
Porém, quando é falado dos se espera que aconteça ao
projetos para a igreja, todos final da atividade? O que
participam com responsabili- deve ser mudado na vida
dades claras e bem definidas das pessoas que participa-
com vistas a cumprir com os ram dessa atividade? Que
objetivos e responsabilidades tipo de crescimento se es-
já previamente acordados para pera atingir realizando esse
cada atividade. Logo, deve-se tipo de programa?
questionar cada atividade que
a igreja realizará para saber se Se as atividades que es-
ela realmente deve continuar tão sendo consolidadas pela
existindo e se contribui para CLAM e grupo local do PEM
a missão e a visão da igreja. O passarem pelo crivo destas
calendário deve ser uma das perguntas, elas poderão ser
formas de implementar alguns descritas no anexo 2 e deta-
alvos importantes do planeja- lhadas no anexo 3.
mento e uma maneira de trans- Nota: Lembrem-se de que,
mitir a filosofia e a visão da igre- para a construção do plano de
ja. Vale lembrar para que isso ação com vistas a 2005, essas
aconteça, é preciso que a CLAM, perguntas deverão ser respon-
os ministérios, os grupos socie- didas inicialmente por todos os
tários, a Escola Dominical etc, ministérios, grupos societários,
respondam algumas perguntas Escola Dominical, AMAS etc.,
antes de incluir algum evento no pois como é sabido, a CLAM
calendário: consolida, complementa e de-

Vol. 2 – Objetivos Estratégicos – 27


libera sobre as atividades que do Projeto “Famílias”. A título
vem dos ministérios e grupos de exemplo, as metas poderiam
societários etc. ser descritas como: “promo-
Uma vez repensados os ver um encontro trimestral de
projetos, os objetivos, as es- comunhão entre as famílias,
tratégias e as ações descritas, realizar um encontro semestral
o grupo deve responder a pró- de casais, realizar um encontro
xima pergunta do anexo 3, que anual de preparação de noivos
faz referência a que METAS ou estabelecer imediatamente a
podem ser estabelecidas para classe de casais”.
alcançar esses objetivos. Voltan- Para que fique ainda mais cla-
do mais uma vez ao exemplo ro, o exemplo foi consolidado:

Projeto Famílias
Objetivos:
• Fortalecer os valores familiares;
e o relacionamento conjugal;
• Preparar os noivos para o casamento.
Estratégias:
• Realizar encontros para a família;
• Realizar encontros de preparação para o casamento;
• Instituir classe de casais na Escola Dominical;
• Desafiar as famílias para realizar o culto doméstico.
Ações:
• Cursos de capacitação para professores de casais;
• Preparação de casais para cultos domésticos;
• Primeiro encontro para integração de casais.
Metas:
• Promover um encontro trimestral de comunhão
entre as famílias;
• Realizar um encontro semestral de casais;
• Realizar um encontro anual de preparação de noivos;
• Estabelecer imediatamente a classe de casais.

28 – Programa “Puxando as Redes”


2. Um Padrão por meio de calendário. Para
para as Ações que isso não venha acontecer,
O que mais se realiza na há pontos básicos que devem
maioria das igrejas são ações. ser seguidos:
Elas normalmente tendem Ponto 1: Contribuir para
a tornar-se ativismo. Com o a missão da igreja. Todas as
tempo, transformam-se num atividades gerais da igreja ou
ativismo desenfreado e louco. as específicas dos ministérios,
Imagina-se que ao concentrar AMAS, Escola Dominical, gru-
todo o potencial da igreja em pos societários etc devem con-
atividades, que essas ativida- tribuir para a missão da igreja.
des irão resolver os problemas Caso isso não aconteça, a ativi-
das pessoas que estão na igreja! dade não deve ser realizada.
A partir desse ponto, perdem- Ponto 2: Atingir algum obje-
se os objetivos das atividades e tivo do Planejamento. Para não
da própria igreja. Isto não sig- correr o risco de as pessoas con-
nifica que uma igreja não deva tinuarem a ser muito genéricas
realizar atividades. Deve, sim, e forçar a declaração de missão
mas todas elas com objetivos para realizar alguma atividade,
específicos e planejados. esta atividade deverá contri-
Devido a isso, há necessi- buir para que algum objetivo
dade de se criar um padrão de específico do planejamento
qualidade para as atividades da seja atingido. Caso contrário,
igreja. Não basta apenas enume- o esforço será em vão.
rar todas as atividades e suas Ponto 3: Atender às ne-
respectivas metas e achar que o cessidades das pessoas. Uma
planejamento irá se concretizar atividade só faz sentido quan-
porque essas atividades acon- do atinge necessidades que
teceram. Vocês podem realizar as pessoas têm, sejam elas
todas as atividades que estavam membros da igreja ou não.
planejadas para a igreja durante Este item e o anterior podem
todo o ano e, ainda assim, não parecer redundantes, mas não
conseguir atingir sequer um são. Alguém pode tomar um
dos objetivos da igreja dentro objetivo da igreja e sobre ele
do planejamento. Há muitas querer criar uma atividade
metas que não serão atingidas fora de época ou contexto,

Vol. 2 – Objetivos Estratégicos – 29


simplesmente para se desta- ma de fazer atividades dentro
car ou destacar seu ministério. da igreja. Repetir o calendá-
Serão poucas as atividades e rio de atividades de um ano
muitos os envolvidos, logo as para o outro é sempre mais
atividades devem acontecer fácil porque não dá trabalho.
dentro de um contexto e de Inovar é mais difícil porque
uma época e atender às neces- requer pesquisa, estudo, pre-
sidades das pessoas. paração e risco.
Ponto 4: Sair da “mesmice”. Ponto 6: Vai glorificar a
Chega de cada um fazer seu Deus? Há muita coisa que
calendário, montar sempre as acontece na vida da igreja
mesmas atividades que levam que não glorifica a Deus. Uma
toda a igreja à exaustão. Quan- delas é disputa por espaço de
do for idealizar as atividades, poder, de uma atividade ser
verifiquem se não estamos mais importante que a outra.
contribuindo para a mesmice. Todas as atividades serão
Um evento realizado com su- importantes e o/a coorde-
cesso num ano não é garantia nador/a de cada atividade
de que o próximo será um su- tem uma responsabilidade
cesso. As pessoas normalmente enorme no geren-ciamento
não gostam de ouvir ou ver dos demais para que tudo se
várias vezes as mesmas coisas. cumpra conforme o planejado.
Pensem e hajam diferente, Há muita coisa que é feita na
envolvendo mais pessoas com igreja e que não tem a aprova-
idéias e sugestões. ção divina. Busquem a unção
Ponto 5: Inovação. Para sair
da mesmice é preciso inovar.
Sempre haverá alguém no
grupo de sua comunidade
que possui está capacida-
de. As atividades da igreja
local precisam envolver as
pessoas com coisas novas.
Existem muitas formas
disponíveis para que
se possa alterar a for-

30 – Programa “Puxando as Redes”


do Espírito de Deus para que e suas respectivas atividades
haja harmonia entre os que deve haver aquelas que são
irão colaborar na construção consideradas como priori-
de cada atividade. tárias. Olhem sempre para a
Criando este padrão para missão da igreja e confrontem
sua comunidade, vocês irão tudo o que cada projeto pre-
perceber que o calendário de tende fazer com a missão. Ao
atividades atual poderá ser olharem os projetos, fixem-se
reduzido substancialmente em seus objetivos. Pensem
e que ninguém sentirá falta agora sobre cada atividade
das coisas que vão deixar de que compõe esse projeto.
ser feitas. Vocês poderão criar Comparem os objetivos com
padrões como estes para sua as áreas consideradas prio-
igreja ou simplesmente adap- ritárias (Missão, Educação
tá-los. O importante é criar um Cristã, Ação Social etc) para
referencial por intermédio do a sua igreja nos próximos
qual as atividades que serão 5 anos e comece a idealizar
planejadas sejam avaliadas. qual/is as atividades que
Não caiam na tentação de deveriam ser colocadas pri-
simplesmente montar um meiramente em prática.
calendário como ultima parte
do planejamento, sem antes 4. Orçamento
questioná-lo. Não caia na Nenhum plano funciona
mesmice de realizar eventos sem dinheiro. Nenhum di-
que não vão atingir nenhuma nheiro é bem administrado
necessidade, que vão apenas sem um orçamento. Estes são
ocupar espaço no calendário, dois princípios básicos de que
impedindo que a verdadeira todo o Planejamento Estraté-
missão da igreja seja atingida gico necessita. Sem dinheiro o
e fazendo com que haja muitas planejamento não se realiza e
pessoas correndo inutilmente sem orçamento o dinheiro vai
de um lado para o outro. embora, deixando o planeja-
mento para trás.
3. Estabelecendo Existem algumas coisas
Prioridades básicas que precisam ser con-
Para cada um dos projetos sideradas na elaboração de um

Vol. 2 – Objetivos Estratégicos – 31


orçamento. Em primeiro lugar, jeto é administrar o futuro
há necessidade de se priorizar e para administrar o futuro
as atividades que serão colo- é necessário administrar as
cadas em prática e o verificar informações. A informações
o calendário. Num Planeja- vem dos indicadores. O ato
mento Estratégico para 5 anos, de avaliar e de medir não
não se poderá iniciar todos tem um fim punitivo e sim
os projetos e suas respectivas reparador nos rumos que es-
atividades ao mesmo tempo. tamos seguindo. A avaliação
A CLAM deve definir quais constante é que irá nos indicar
são os aspectos prioritários se estamos indo ou não pelos
para que sejam percebidas as caminhos corretos para o
prioridades de investimento. cumprimento da missão e da
Assim, na hora da montagem visão da igreja.
da peça orçamentária, tem-se O papel desempenhado
claramente quais as ativida- pela função de controle e
des serão atendidas primeiro. avaliação no processo de
Estabelecendo-se uma priori- Planejamento Estratégico é
dade de investimentos, cada de acompanhar o desempe-
projeto ficará sabendo com nho dos projetos, através da
quanto poderá contar e qual comparação entre as situa-
será a ordem de prioridade na ções alcançadas e previstas,
alocação dos recursos. E uma principalmente quanto aos
vez estabelecidas as priori- objetivos e desafios, e da
dades, definam o orçamento, avaliação das estratégias que
pois ao saber quais são os foram adotadas. Neste senti-
alvos será necessário prever do, o ato de medir e avaliar é
como alcançar esses objetivos. destinado a assegurar que o
Avaliem o quanto será neces- desempenho real possibilite o
sário e as formas de levantar alcance das metas que foram
esses recursos. anteriormente estabelecidas.
O momento seguinte da ava-
5. Medir constantemente liação é realimentar a CLAM
para avaliar - e os próprios ministérios,
permanentemente grupos societários etc -, de
Administrar bem um pro- forma que possam corrigir ou

32 – Programa “Puxando as Redes”


reforçar o desempenho medi- c) Verificar se as estratégias
do para assegurar que os re- estão proporcionando os
sultados satisfaçam as metas, resultados esperados, den-
aos desafios e aos objetivos tro das situações atuais e
estabelecidos nos projetos. previstas;
Antes de iniciar o processo d) Perceber se os recursos
de avaliação dos projetos que humanos, financeiros e as
compõem o Planejamento Es- instalações estão sendo uti-
tratégico, deve-se estar atento lizados da melhor maneira
a determinados aspectos de possível.
motivação das pessoas (nunca
determine metas que serão 6. As atividades nos ministé-
de difícil execução ou fácil rios, grupos societários
demais de serem atingidas) e Como foi visto no exemplo
a capacidade operacional da do Projeto “Famílias”, em
igreja local (instalações, re- apenas uma atividade, vários
cursos financeiros e humanos ministérios e grupos societá-
etc). Logo, quando estabelecer rios foram envolvidos. O que
os indicadores para as metas cada coordenador/a deve fa-
a serem alcançadas tenha em zer é apresentar ao seu grupo
mente que o ato de medir e essas atividades que foram
avaliar serve para: acertadas na CLAM. Ao levar
a) Identificar problemas, fa- essas informações para que
lhas e erros que se trans- haja comprometimento dos
formaram em desvios do demais, poderá haver várias
planejado, com a finalidade outras sugestões que, após
de corrigi-los e de evitar uma análise preliminar por
sua reincidência; parte do/a coordenador/a,
b) Fazer com que os resultados possa novamente ser apre-
obtidos com a realização sentada à CLAM para agregar
das atividades estejam tan- ainda mais valor as ações já
to quanto possível próximo estabelecidas. O processo é
dos resultados esperados e participativo, deve ter a apro-
possibilitem o alcance dos vação de todos/as, pois serão
desafios e consecução dos essas pessoas que colaboram
objetivos; com cada ministério da igreja

Vol. 2 – Objetivos Estratégicos – 33


que irão fazer as coisas acon- o PEM de sua igreja local.
tecerem. Os ministérios têm Todo o processo de ajuda para
participação fundamental em execução de atividades amar-
todo esse processo, por isso, radas ao PEM contarão com o
envolvam as pessoas, comu- suporte dessas pessoas.
niquem as atividades, afixem
em quadros de aviso, boletim, 8. Resumo: os 10 passos
impressos, não somente as a) Considerem atentamente
atividades, mas os objetivos, a missão e a visão de sua
os projetos, mostrando para igreja. Nunca estabeleçam
toda a igreja que a sua comu- objetivos e atividades que
nidade tem um caminho a se choquem com a missão
percorrer. e a visão.
b) Na hora de definir um ob-
7. O GT–PEM jetivo, focalizem uma área
da igreja local ou projeto específico da sua
Cada comunidade deve ter igreja, relacionando sempre
representantes que deverão esse objetivo à missão e à
estar cadastrados na Sede visão da sua igreja.
Regional para receberem c) Verifiquem sempre se os
convites para treinamentos objetivos definidos atende
de capacitação sobre o PEM a alguma necessidade prá-
ou agendamento de reuniões tica da igreja.
para atividades regionais ou d) Imaginem de que forma
distritais ligadas ao PEM da prática o objetivo estabele-
Região. Essas pessoas é que cido pode ser atingido por
irão ajudar a animar todo o
processo, garantindo que os
objetivos do PEM de sua co-
munidade sejam executados.
São essas pessoas, junto com
a CLAM, que garantirão a
continuidade das ações de
sua igreja local para os pró-
ximos anos. Essas pessoas
têm o dever de fazer cumprir

34 – Programa “Puxando as Redes”


meio de estratégias. ca. Rio de Janeiro: Reichmann
e) Pensem nas ações que po- & Affonso Editores.
dem ser feitas para atingir
os objetivos. Pensem no por REBOUÇAS DE OLIVEIRA,
quê, como, onde, quem, Djalma de Pinho. Planeja-
quando e com quanto. Es- mento estratégico. São Paulo:
tabeleçam metas. Atlas.
f) Consolidem um calendário WARREN, Rick. Uma Igreja
e um orçamento. com Propósitos. São Paulo:
g) Para que os objetivos sejam Vida.
alcançados, é preciso que a
igreja se envolva nos pro-
jetos. Logo, sensibilizem,
divulguem e mobilizem as
pessoas.
h) Acompanhem o desenvol-
vimento das metas no qual
o objetivo foi estabelecido
e façam uma avaliação
constante para verificar os
resultados.
i) Façam ajustes no plane-
jamento, no calendário e
nos objetivos. O processo é
dinâmico.
j) Caso seja necessário, repro-
gramem metas em função
do alcance dos objetivos.

9. Bibliografia

CAMPANHÃ, Josué. Pla-


neja-mento estratégico. São
Paulo: Vida.

HUNGER, J. David. Gestão


estratégica: princípio e práti-

Vol. 2 – Objetivos Estratégicos – 35


36 – Programa “Puxando as Redes”
anexo 1
Nome do Projeto:

Descrição dos Objetivos:

Descrição das Estratégias:

Vol. 2 – Objetivos Estratégicos –


37
38
anexo 2
Nome do Projeto:

Descrição das Ações:

– Programa “Puxando as Redes”


anexo 3
Nome do Projeto:

Ações Quem Como Onde Quando Recursos Metas

Vol. 2 – Objetivos Estratégicos –


39
40 – Programa “Puxando as Redes”