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Ética na Instituição de Ensino

Ética e moral
Conforme Chauí (2004, p.1), a palavra ética vem de ethos e significa
índole, caráter. A ética se refere à “educação do caráter em vista da
felicidade”, da vida livre e justa. A moral vem de Mores e “refere-se ao
comportamento normativo cujas normas foram definidas externamente
ao individuo, pela sociedade”. De acordo com o autor, a ética tem função
de educar o caráter das pessoas para que se possa conviver em espaços
em comum, ela pressupõe um individuo livre e racional, pois ele é por si
só, capaz de eleger valores e respeitá-los.

A concepção de ética é diretamente relacionada às virtudes


indispensáveis ao bom relacionamento entre todos os integrantes do
espaço educacional escolar. Valores como justiça, respeito, solidariedade
e diálogo são ferramentas essenciais para atingir o objetivo da instituição
e necessários para a convivência harmoniosa entre os atores.

Responsabilidade das Instituições de Ensino Superior


Conforme indica Carvalho (1999), a ética nas organizações
pressupõe elemento de regulação destas instituições em diferentes
culturas, sendo considerada fundamental para obter qualidade nas
relações humanas, se revelando como indicador de estágio de
desenvolvimento organizacional.

As IES têm importante responsabilidade social e ética no exercício


de suas funções básicas de ensino, pesquisa e extensão, em razão de seu
papel social.

De acordo com Capra (2002), dentre o conjunto de organizações


que precisam sofrer reformulação estão às universitárias, uma vez que
têm o papel fundamental de preparar profissionais que irão lidar com
mudanças necessárias à adaptação e à sobrevivência da organização. Têm
também o dever de proporcionar ao estudante uma visão integrada para
que ele possa inserir no contexto social e tanto a instituição como o
discente, futuro profissional, devem intervir provocando mudanças que
venham a beneficiar a sociedade ou parte dela.

Conforme Siqueiros (2000), a educação de uma forma geral, não só


na formação dos discentes, deve seguir-se pela ética da solidariedade,
dado que esta constrói, progressivamente, uma consciência nova na
criança, no jovem e no adulto, levando a uma modificação de valores
habituais.

Ética na escola.
O tema ética no ambiente escolar está estabelecido nas relações
entre alunos, professores, funcionários e pais, podendo-se, ainda,
encontrar o tema nas disciplinas do currículo. O assunto propõe à escola
que realize um movimento para possibilitar o crescimento da moral do
educando, condição mínima para uma reflexão sobre as condutas éticas.

Para os educadores, a ética é identificada como a base que norteia


as ações e o comportamento dos atores no ambiente escolar, permitindo
a interação e o diálogo identifiquem e solucionem os problemas
encontrados.

A ética é a ferramenta utilizada pela escola para conduzir o


educando a condição de crítico e responsável por seus atos, bem como
para capacitá-lo a definir o que é justo ou injusto, moral ou imoral, uma
vez que a escola o acompanha e o avalia.

Atuar comprometido com valores éticos no ambiente escolar exige


conduta exemplar, transparência e conhecimento da importância da
função de cada personagem em sua área de atuação, pautando sua
conduta através de diálogos e ações.
A importância da escola na formação ética.
Pessoas estabelecem normas e seguem sua conduta por elas, porém
alguns indivíduos agem corretamente apenas por medo da punição. É uma
conduta incorreta eticamente, pois se soubessem da impunidade não
seguiriam as normas.

As normas aparecem como obrigação, algumas pessoas as cumprem


com objetivo particular, pensando na sua própria realização pessoal.
Existem vários tipos de regras de conduta: As de ordem religiosa, as
relativas à vida terrena, projeto de vida pessoal, conforme o juízo alheio e
a convivência harmoniosa, justa, e respeitosa.

Na escola as virtudes e os valores morais devem ser analisados e


pensados para a aplicação, e não simplesmente repassados como
aprendizados estabelecidos. No ambiente escolar aplica-se a arte do
ensinar através da conduta ética de todos os atores envolvidos, onde o
aluno deve encontrar apoio para realizar seus projetos e criar um
ambiente com qualidade de ensino e com condição necessária à formação
moral do educando.

Divergências de Ideias
Existem autores que seguem a linha econômica clássica, rejeitando
a ideia de que determinada organização deva cumprir, alem de sua função
econômica, a função social, com argumento que existem instituições com
este fim específico. Porém Drucker (1984), reconhece que as IES possam
se fazer socialmente responsável, na medida em que esta função é
relativa aos seus objetivos específicos, cabendo-lhe autoridade para isso.

Ashley (2005), sustenta que acadêmicos que defendem a


responsabilidade social como uma das atribuições das organizações de
ensino sustentam duas linhas básicas: A ética, que defende
incondicionalmente a atuação das organizações no âmbito social como
dever moral; e a instrumental, que relaciona a atividade econômica com a
social no sentido de conciliar vantagens para as organizações.
Chauí (2004), afirma que algumas características da visão
instrumental se fazem presentes no ambiente universitário: a) reforço da
perda de identidade e autonomia dos professores, o que traduz-se no
abandono da ética e da liberdade e b) reforço da subimissão à ideologia
pós-moderna, sujeitando as pesquisas universitárias ao mercado da moda,
do descartável, resultando no abandono da ética da racionalidade
consciente e da responsabilidade social.

A Realidade

Hoje vivemos uma realidade diferente do ideal, Vallaeys (2003)


destaca que os valores dominantes das universidades de hoje são o
individualismo a posse, a competência e a dominação.

Ocorre hoje uma grave crise de valores culturais, sociais e,


principalmente, políticos, que atinge o país e provoca na sociedade um
sentimento de aversão e descrença nas pessoas e instituições. Pessoas
sem ética nenhuma apelam ao moralismo, argumentando serem
exemplos, no entanto suas atitudes e procedimentos demonstram o
contrário, trazendo insegurança e medo, causando o caos e a histeria
política.

Enfim, as organizações devem buscar o respeito mútuo, criando um


espaço de discussão aberto ao diálogo, possibilitando aos envolvidos no
processo de ensinar e aprender a compreensão da ética como base
fundamental das atitudes.

htps://www.zemoleza.com.br/trabalho-
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htps://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos06/697_artigo_SEGET%2020
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coral.ufsm.br/gpforma/2senafe/PDE/021e4.pdf