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\ Jo v en s
% A du lto s

2o Trimestre de 2014

ISSN 1673-6823
An o s
1940/2015

O Ju b ile u é n o sso , m as q u em b r ilh a


é a P a la v ra d e DEUS
No dia 13 de março de 2015, a CPAD completará 75 anos de existência.
Mas, desde já, convidamos você a participar de nosso Jubileu de Brilhante,
Se chegamos até aqui, foi porque Deus nos ajudou. Sem Ele, nada podemos fazer*
Para que cumpramos a nossa tarefa, a sua participação é imprescindível Ore por nós.
Fale conosco. De nossa parte, continuaremos a oferecer o que existe de melhor:
Bíblias de Estudo, livros e material didático suplementar, além de realizar,
em todo o Brasil, congressos e conferências de Escola Dominical
Este é o nosso compromisso.
Digitalização: Escriba Digital
Com entário: EL1NALD0 RENOVATO
Lições do 2o Trim estre de 2014

Lição 1
E Deu Dons aos Homens
L iç ã o 2
O Propósito dos Dons Espirituais 11

L içã o 3
Dons de Revelação 19

Liçã o 4
Dons de Poder 26

L içã o 5
Dons de Elocução 33

L içã o 6
O Ministério de Apóstolo 40

L iç ã o 7
0 Ministério de Profeta 48

L iç ã o 8
0 Ministério de Evangelista 54

L içã o 9
O Ministério de Pastor 62

L iç ã o 10
0 Ministério de Mestre ou Doutor 69

L içã o 11
O Presbítero, Bispo ou Ancião 77

Liçã o 12
0 Diaconato 84

L içã o 1 3
A Multiforme Sabedoria de Deus 91

L iç õ e s B íb l ic a s 1
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2 L iç õ e s B íb l ic a s
Lição 1
6 de A b riI de 2014

E D eu D o n s
a o s H om ens
TEXTO ÁUREO
"Pelo que diz: Subindo ao alto,
levou cativo o cativeiro e deu dons
aos homens ”(Ef 4.8).

VERDADE PRÁTICA
Os dons são dádivas divinas para a
Igreja cum prir sua missão até que o
Noivo venha buscá-la.

LEIT U R A DIÁRIA
Seg unda - 1 Co 12.4
Há diversidade de dons

T e rça - 1 C o 12 .20
Os dons e a unidade da Igreja

Q u arta - 1 Co 12.11
A concessão dos dons

Q u in ta - 1 Co 1 2 .2 7
Membros do Corpo de Cristo

Sexta - 1 Co 12.31
“Procurai com zelo os melhores dons”

Sábad o - Ef 4 .1 2
Os dons são para aperfeiçoar os santos

L iç õ e s B í b l i c a s 3
L E IT U R A B ÍB L IC A IN TER A Ç Ã O
EIM C L A S S E Prezado professor, neste trimestre estuda-
R om anos 12.3-8; remos um tema extremamente relevante
1 C o rín tio s 12.4-7 para os nossos dias: os dons espirituais,
ministeriais e de serviço. Todas estas dádivas
Rom anos 12 são concedidas peio Espírito Santo com o
propósito de edificar a Igreja do Senhor. Esse
3 - Porque, peia g raça que, me tema é tão relevante para a igreja que Pauio
é dada, digo a cada um dentre dedica dois capítulos inteiros na Epístola aos
vós que não saiba m ais do que Coríntios para tratar do assunto. Ele não
convém saber, m as que saiba queria que os irmãos fossem ignorantes a
com tem perança, conform e a respeito dos dons (1 Co 12.1). Entãof estude
medida da fé que Deus rep ar­ com afinco cada lição e busque, com zelo, os
melhores dons. O comentarista das lições é
tiu a cada um.
o pastor Elinaldo Renovato, autor de diver­
4 - Porque assim como em um sos livros publicados pela CPAD, líder da
corpo temos muitos m em bros , Assembleia de Deus em Parnamirim, RN, e
e nem todos os mem bros têm professor universitário.
a mesm a operação,
5 - a ssim n ó sT que som os O B JET IV O S
m uitos, som os um só corpo
em C risto , m as in d iv id u a l­ Após esta aula, o aluno deverá estar
m ente som os m em bros uns apto a:
dos outros. C o n sc ie n tiz a r-se de que os dons
6 - De modo que, tendo diferen­ espirituais são atuais e bíblicos.
tes dons, segundo a g raça que
nos é dada: se é profecia, seja A n a lis a r os dons de serviço, espiri­
ela segundo a m edida da fé; tuais e ministeriais.
7 - se é m inistério, seja em Saber que a igreja de Corinto era pro­
m in istrar; se é ensinar ; haja blemática na administração dos dons.
dedicação ao ensino ;
8 -ou o que exorta, use esse dom
O R IEN TA ÇÃ O PED A G Ó G ICA
em exortar; o que reparte, faça-
-o com liberalidade; o que presi­ Professor, para introduzir a primeira lição,
reproduza o esquema abaixo. Divida a clas­
de, com cuidado ; o que exercita
se em três grupos e peça que, em grupo, os
m isericórdia , com alegria. alunos leiam e relacionem os dons apresen­
tados em cada uma das listas elaboradas
1 C o rín tio s 12 pelo apóstolo Paulo. Peça que os alunos
4 - O ra, há d ive rsid a d e de também digam o totaf de dons relacionados
dons, mas o Espírito é o m es­ em cada lista.
mo. I a lista - 1 C oríntio s 12.8-10. (Um totaJ de
nove dons)
5 - E há diversidade de m inisté­ 2 a lista - 1 C oríntio s 12.28. (Um total de
rios , m as o Senhor é o mesmo. oito dons)
6 - E há diversidade de opera­ 3a lista — 1 C oríntio s 12.29,30. (Um total
ções, mas é o mesmo Deus que de sete dons)
Reúna os alunos formando um único grupo.
opera tudo em todos.
Ouça os grupos e conclua enfatizando que
7 - Mas a m anifestação do Es­ todos estes dons estão disponíveis para a
pírito é dada a cada um p ara igreja atuai. Os dons não cessaram. Que
o que fo r útil. venhamos a buscá-ios com fé para a edifica­
ção do Corpo de Cristo.

4 L iç õ e s B í b l i c a s
Deus estão disponíveis para que a ^
Igreja, em nome de Jesus, promova I
a libertação dos cativos, ministre a I
IN TR O D U Ç Ã O
cura aos doentes e proclame a sal- I
A Bíblia de Estudo Pentecostal j vação do homem para a glória de I
define “dons" como “manifestações Deus. O Novo Testamento também I
sobrenaturais concedidas da parte deixa claro que todos os crentes I
do Espírito Santo, e que operam têm acesso direto a Deus através 1
a tra v é s dos cre n te s, ^ de Cristo Jesus e, por I
para o seu bem comum”. PA LA V R A -C H A V E isso, podem receber os I
Neste trimestre analisa­ D o m : D ádiva, dons do Espírito.
remos os dons de Deus presente oferecido 3. U m a d á d iv a I
d isp e n sad o s à Igreja pelo Espírito Santo para a Ig reja. A fim de I
para que, com graça e sermos mais didáticos I
aos crentes .
poder, ela proclame o ^ ^ e eficientes no estudo I
Evangelho de Je su s a a re sp e ito dos dons, I
toda criatura. Além de auxiliar o dividirem os este assunto em três I
Corpo de Cristo no exercício da categorias principais: Dons de Ser- I
Grande Comissão, os dons divinos viço, Dons Espirituais e Dons Minis- I
subsidiam os santos para que che­ teriais. Esta divisão acom panha a
guem à unidade da fé (Ef 4.12,13). classificação dos dons conforme
se encontra nas epístolas paulinas
I - O S DONS NA BÍBLIA
aos Romanos, 1 Coríntios e Efé-
1. No Antigo Testam ento. sios, respectivamente- Insistimos,
O Dicionário Bíblico W ycliffe mostra porém , que esta c la s s ific a ç ã o
que há várias palavras hebraicas é apenas um recurso didático,
que significam “dádiva”. A origem pois quando o apóstolo expõe o
dessas palavras está na raiz hebrai­ assunto em suas cartas, ele não *
ca nathan, que significa “dar”. Por parece querer exaurir os dons em |
isso, podemos afirmar que no An­ uma lista, antes, preocupa-se em É
tigo Testamento há vislumbres dos exortar os irmãos a buscá-los e 8
dons divinos concedidos a pessoas usá-los para encorajar, confortar I
peculiares como reis, sacerdotes, e edificar a Igreja de Cristo, bem I
profetas e outros. Todavia, os dons como glorificar a Deus e evange- I
divinos não estavam acessíveis ao lizar o mundo.
povo de Deus da Antiga Aliança
como observamos no regime da SIN O PSE D O T Ó P IC O (1)
Nova Aliança.
Nas páginas do Novo Testa­
2. No Novo Testam ento . O
mento os dons estão à disposição
mesmo dicionário informa ainda
de todos os crentes, com o propó­
que ao longo do Novo Testamento
sito de edificar a Igreja de Cristo.
a palavra “dom” aparece com dife­
rentes significados, que se relacio­
RESPO N D A
nam ao verbo grego didomi. Este
verbo representa o sentido ativo 7. De acordo com a lição, no Antigo
da p alavra “d a r” em Filipenses Testam ento os dons divinos eram
4.15. Na Nova Aliança, os dons de concedidos a quem ?

L iç õ e s B íb l i c a s 5
■ 2. No Novo Testam ento os dons es- | Apesar de as manifestações
I p iritu ais estão disponíveis a todos? s o b re n a tu ra is p e rte n c e re m ao
I 3. C ite , de acordo com a lição, as mundo espiritual, isto é, a uma
três p rin cip ais categorias de dons. categoria particular da experiên­
cia religiosa do crente, o apóstolo
§1 - OS DO N S D E
Paulo desejava que as igrejas, e em
S E R V IÇ O , E S P IR IT U A IS
especial a de Corinto, conhecessem
algumas considerações im portan­
1. D o n s re la c io n a d o s ao tes sobre os dons espirituais. Uma
I s e r v iç o c r is t ã o . Em Rom anos característica predominante em Co­
| 12 o ap ó sto lo Paulo a d m o e sta rinto, segundo o Com entário Bíblico
I a igreja, lem brando-a de que o Beacon (CPA D), era a vida p regress a
I m em bro do Corpo de Cristo não dos m em b ro s e n v o lv id o s com
I pode se ach ar au to ssu ficie n te . idolatria. M uitas m anifestações
I Assim como um membro do corpo espirituais na igreja lembravam a
I humano depende dos outros para experiência mística das religiões de
I exercer a sua função, na igreja mistérios. Os coríntios precisavam
I necessitam os uns dos outros para ser ensinados de form a correta
I o fo rtalecim en to da nossa vid a sobre a existência dos dons e de
| espiritual e com unhão em Cristo. sua utilização dentro do culto e
Por isso, a categoria de dons apre­ fora dele. Por isso, à luz da Pala­
sentada em Rom anos 12 traz a vra de Deus, devem os ensinar a
ideia da m anutenção dessa com u­ respeito dos dons espirituais para
nhão dos santos, pois ao falarm os que a igreja seja edificada, A Bíblia
de serviços, subentende-se que traz os ensinos corretos sobre o
quem serve está prestando um uso dos dons, e se há distorções
serviço para alguém . O bserve os nessa esfera, estas acontecem por
dons de serviço listados por Paulo algumas igrejas não ensinarem de
em Rom anos: M inistério (ofício forma correta o que a Bíblia diz, e
d iaco n al), e x o rta çã o (encoraja- \ isso contribui para o surgimento
mento), repartir, presidir e exercer do fanatismo religioso, da corrup­
misericórdia. Note que esses dons ção doutrinária dos m ovim entos
estão relacionados com uma ação estranhos e de muitas heresias.
em prol do outro, do próxim o. Portanto, o ensino correto das Es­
Portanto, se você tem um dom, crituras nos orienta sobre a forma
deve usá-lo em benefício da Igreja adequada da utilização dos dons e
de Cristo na Terra. previne o surgimento de práticas
2. C o nhecen d o os d o n s condenáveis no culto.
e s p ir it u a is . “Acerca dos dons es­ 3* A c e r c a d o s d o n s m i­
pirituais, não quero, irmãos, que n is t e r ia is . A Epístola de Paulo
sejais ignorantes” (1 Co 12.1). Os | aos Efésio s c la s s ific a os dons
dons listados em 1 Coríntios 12 m in is te ria is assim : A p ó s to lo s ,
são: Palavrad a sabedoria; palavra profetas, evangelistas, pastores
da ciência; fé; curas; operação de e doutores (4.11). Os propósitos
m a ra vilh a s; p ro fe cia ; d is c e rn i­ de o Senhor concedê-los à Igreja,
mento de espíritos; variedades de segundo a B íb lia de Estudo Pen­
línguas; interpretação de línguas. I tecostal, são, em prim eiro lugar,

6 L iç õ e s B í b l i c a s
cap acitar o povo de Deus para
o serviço cristão; em segundo, R EFLEX Ã O
prom over o crescim ento da igreja “A cerca dos dons espiritu ais,
locai; terceiro, desenvolver a vida não quero, irm ãos, que
espiritual dos discípulos de Jesus sejais ig n o ran tes.”
(4.12-16). O S e n h o r deu a sua 1 Coríntios 12.1
Igreja ministros para servi-la com
zelo e am or (1 Pe 5.2,3). O ensino
do Novo Testam ento acerca do crentes de Corinto que estavam
exercício ministerial está ligado a supervalorizando alguns dons em
concepção evangélica de serviço detrimento de outros. Precisamos
(Mt 20.20-28; Jo 13.1-11), jam ais resgatar a noção de serviço que J e ­
à p e rs p e c tiv a ce n tra liz a d o ra e sus Cristo ensinou nos Evangelhos,
sacerdotal do Antigo Testamento. pois todos os dons vêm diretamen­
te de Deus para melhor servirmos
S IN O P S E D O T Ó P IC O (2 ) à igreja de Cristo.
2. D iv e rsid a d e d o s d o n s.
Nenhum m em bro do corpo
O que mais nos cham a a atenção
de Cristo é autossuficiente, de­
na lista de dons apresentada por
pendem os de Cristo, assim como
Paulo em 1 Coríntios 12 não são
d e p e n d e m o s uns dos o u tro s.
os nove dons, mas a diversidade
Para que a Ig reja, o co rp o de
deles, isto denota a unidade da
Cristo, seja edificada peios dons
Igreja de Cristo, mas sim ultanea­
ministeriais é necessário que eles
mente a sua m ultiplicidade. O Co­
sejam utilizados para o benefício
m entário Bíblico Pentecostal Novo
de todos.
Testam ento tem razão quando fala
que “talvez Paulo tenha seleciona­
RESPO N D A
do estes noves dons por serem
4. Relacione os dons citados em 1 adequados à situação que havia
Coríntios 12.8-10. em Corinto”, pois se compararmos
a lista de 1 Coríntios com Rom a­
III - C O R IN T O : U M A IG R E ­
nos e tam bém Efésios, verem os
J A P R O B L E M Á T IC A N A A D ­
que outros dons são relacionados
M IN IS T R A Ç Ã O D O S D O N S
de acordo com as necessidades de
E S P IR IT U A IS (1 C o 1 2 .M l )
cada igreja local.
1. O s d o n s s ã o im p o r- 3. A u to s s u fic iê n c ia e h u ­
ta n te s H Um argumento utilizado m ild a d e . Os dons e s p iritu a is
pelos cessacionístas (pessoas que são concedidos aos crentes pela
defendem a errônea ideia de que graça de Deus, e não por méritos
os dons espirituais cessaram no pessoais (Rm 12.6; 1 Pe 4.10). Não
primeiro século), é que os crentes podemos orgulhar-nos e portar-
pentecostais tendem a se achar su­ -nos de modo arrogante e autori­
periores uns aos outros por terem tário no exercício dos dons, mas
algum dom. Lamentavelmente, isto com hum ildade e tem or a Deus.
é verdade em muitos lugares. Entre­ Portanto, não use o dom que Deus
tanto, o apóstolo Paulo faz questão lhe deu com orgulho, visando a
de tratar desse assunto com os exaltação pessoal. Isto é pecado

L iç õ e s B í b l i c a s 7
contra o Senhor e contra a Igrejaí C O N C LU S Ã O
Use-o com um coração sincero e
transbordante de am or peio pró­ O estudo dos dons de Deus
ximo (1 Co 15). Não foi por acaso aos hom ens é am plo e nos ap re­
que o cap ítulo 13 (A m or) de 1 senta recursos pelos quais p o ­
Coríntios foi colocado entre o 12 demos se rvir ao Senhor e à sua
(Dons) e o 14 (Línguas e Profecia). Igreja. Esses dons são para os
| nossos dias, pois não há na Bíblia
SIN O P SE D O T Ó P IC O (3) nenhum versículo que diga que
os dons espirituais deixaram de
Não existe um dom mais im­ ex istir com a m orte do últim o
portante que o outro, todos vêm di­ apóstolo. Portanto, busquem os
retamente de Deus e são úteis para
os dons do Espírito Santo, pois
a edificação do Corpo de Cristo,
estão à nossa d isp o sição . Eles
são um exem plo da m ultiform e
R ESP O N D A
g ra ç a de D eus em d is p e n s a r
5, Os dons esp iritu ais podem ser instrum entos espirituais para a
concedidos aos crentes hoje? [greja na história.

R E FLE X Ã O
“Os dons esp iritu ais são concedidos aos crentes
pela g raça de Deus. Não por m éritos nossos/'
Eltnaido Renovato

8 L iç õ e s B í b l i c a s
BIBLIO GRA FIA SUGERID A Subsídio Teológico
HORTON, Stanley M. A D outrina “ [D ons e s p iritu a is ]
do E sp írito Santo no A ntig o Os dons espirituais, que são
e Novo Testam ento. 12.ed. Rio pela graça, mediante a féT encontra-
de Janeiro: CPAD, 2012. se na palavra grega mais usada para
HORTON, Stanley M. T e o lo g ia descrevê-los: charism ata , Édons livre
S istem ática: Uma P ersp ectiva e graciosamente concedidos’, palavra
P en teco stal. 1.ed. Rio de Ja n e i­ esta que se deriva de charis, graça, o
ro: CPAD, 1996. imerecido favor divino. Os carismas
são dons que merecemos sem os
m erecerm os. Dão testem unho da
SAIBA MAIS bondade de Deus, e não da virtude
Revista Ensinador Cristão de quem os receberam.
CPAD, n ° 58, p.36. Uma das falácias que frequente­
mente engana as pessoas é a ideia de
como Deus abençoa ou usa alguém;
RESPO STAS DOS EX ER C ÍC IO S isso significa que Ele aprova tudo o
1. que a pessoa faz ou ensina. Mesmo
Reis, sacerdotes e profetas.
2» Sim. Eles estão disponíveis para to­ quando parece haver uma ‘unção’,
dos os membros do Corpo de Cristo.
não há garantia disso. Quando Apoio
3. Dons de Serviço, Dons Espirituais
e Dons Ministeriais. chegou a Éfeso pela primeira vez, não
4, Palavra de sabedoria, palavra da somente era eloquente em sua prega­
ciência, fé, dons de curar, operação ção; era também ‘fervoroso de espíri­
de maravilhas, profecia, dom de dis­ to’. Tinha o fogo, Mas Priscila e Áquila
cernir espíritos, variedade de línguas
e interpretação de línguas. perceberam que faltava algo. Logo, o
5. Sim. levaram (provavelmente, para casa, a
fim de participar de uma refeição), e
lhe explicaram com mais exatidão o
caminho de Deus (At 18.25,26).
Era, pois o caminho de Deus a
respeito dos dons espirituais, que
Paulo, como um pai, desejava expli­
car com mais exatidão aos coríntios.
A esses dons ele dá o nome de
‘espirituais5 em 1 Coríntios 12.1 (a
palavra dom não se encontra no gre­
go). A palavra, por si mesma, inclui
algo dirigido pelo Espírito Santo [...] ”
(HORTON, Stanley M. A Doutrina do
Esp írito Santo no Antigo e Novo
Testam ento. 12. ed. Rio de Janeiro:
CPAD, 2012, p. 225).

L iç õ e s B í b u c a s 9
A U XÍLIO BIBLIO G RÁ FICO II
Subsídio Teológico
“Os dons são dados, de fato, com a intenção divina de que todos
recebam proveito deíes (1 Co 12.7). Isso não significa que todos
têm um dom específico, mas há dons (manifestações, revelações,
meios pelos quais o Espírito se torna conhecido) que são dados
(continuam ente) para o que for útil (proveitoso, para crescimento).
‘Útil’ significa algo que ajuda, especialmente na edificação da Igreja,
tanto espiritualm ente como em número de membros. (O Livro de
Atos tem um tem a de crescim ento numérico e geográfico. Deus
quer que o Evangelho seja divulgado em todo o mundo). Pode ser
ilustrado pelo mandamento do Senhor: ‘Negociai até que eu venha’
(Lc 19.13). Ao partirmos para o ministério dos seus dons, Ele nos
ajuda a crescer na eficiência e na eficácia, assim como fizeram os
que usaram devidam ente o que o Senhor lhes deu, na Parábola das
Dez Minas (Lc 19.15-19)” (HORTON, Stanley M. A D o u trin a do
E sp írito Santo no A ntigo e Novo T e stam e n to . 12.ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2012, pp. 229,30).

10 L iç õ e s B íb lic a s
Lição 2
73 de A b ril de 2014

O Pr o p ó sit o d o s
D o n s Esp ir it u a is
T E X T O Á U R EO
“Assim , tam bém vós, como desejais
dons espiritu ais , procurai sobejar
neles, p ara a edificação da ig re ja”
(1 C o 1 4 . 1 2 ) .

V ER D A D E PRÁ TICA
Os dons são recursos concedidos
por Deus para fortalecer e edificar a
Igreja espiritualm ente.

L E I T U R A D IÁ R IA

Seg und a - 1 Co 12.12


A igreja — um só corpo

T e rça - 1 Co 12.4,11
Diversidade de dons no mesmo
Espírito
Q u a rta ™ 1 Co 1 4 .2 6
Tudo deve ser feito para a edificação

Q u in ta - 1 Co 12.12-27
A verdadeira unidade

Sexta - 1 Co 1 3-1,2
Exercendo os dons am orosam ente

Sábad o - 1 Co 12.7
A m anifestação do Espírito e sua
utilidade

L iç õ e s B í b l i c a s 11
L E IT U R A B ÍB LIC A ___________ IN TER A Ç Ã O
EM C L A S S E
Q ual é o real propósito dos dons espi­
1 C o rín tio s 12.8-11; 1 3 .1 ,2 ritu ais? Você, professor, tem uma visão
bíblica e teológica a respeito do objetivo
I C o rín tio s 12 dos dons? Muitos estão se utilizando dos
dons de form a interesseira e egoísta.
8 - Porque a um , pelo Esp írito , As dádivas divinas nos são concedidas
é dada a p a la vra da sabedoria; pela g raça e devem ser utilizadas com
e a outro, pelo mesmo Espírito, sabedoria e santidade a fim de que o
a p a la vra da ciência; nome do Senhor seja exaltado e todos
9 - e a o u tro , pelo m esm o os membros do Corpo de Cristo sejam
Esp írito , a fé; e a outro, pelo edificados. Os dons não são p ara eliti-
m esm o E s p írito , os dons de z ar o crente. Também não são sinal de
c u ra r; superioridade espiritual.
10 - e a o u tro , a o p eração
de m a ra vilh a s; e a o u tro , a O B JE T IV O S
p ro fe c ia ; e a o u tro , o dom Após esta aula, o aluno deverá estar
de d iscern ir os esp írito s; e a apto a:
outro, a variedade de línguas;
e a outro, a in terp retação das C o n scie n tizar-se de que os dons es­
lín g u as. pirituais não são para eütizar o crente.
I I - M as um só e o mesmo Es­ C o m p re e n d e r que os dons devem
p írito opera todas essas coisas , ser utilizados para edificar a si mes­
repartind o p articu larm en te a mo e aos outros.
cada um como quer.
Sab er que o propósito dos dons é a
1 C o rín tio s 1 3 edificação do Corpo de Cristo.
1 - A inda que eu falasse as lín- ^----------------------------------------------x
guas dos hom ens e dos anjos e O R IEN TA Ç Ã O P ED A G Ó G ICA
não tivesse am orr se ria como o Professor, para introduzir o primeiro
m etal que soa ou com o o sino tópico da tição, divida a classe em dois
que tine. grupos. Depois, escreva no quadro as
2 - £ ain d a que tivesse o dom seguintes indagações: “O que precisa­
mos fazer para receber os dons espi­
de p ro fe c ia , e co n h e ce sse
rituais?” “A santidade é condição para
todos os m istério s e toda a o recebimento dos dons?” Cada grupo
ciê n cia, e a in d a que tivesse deverá ficar com uma questão. Dê alguns
toda a fé, de m an eira ta l que minutos para que os alunos discutam
tra n s p o rta s s e os m ontes, e as questões. Em seguida reúna a todos
não tivesse am or; nad a s e ria . formando um único grupo. Peça a um
representante de cada grupo fazer suas
considerações sobre a sua questão. Ouça
os alunos com atenção. Depois, explique
que os dons espirituais são habilidades
concedidas pelo Espírito Santo para
edificação da igreja. Para receber estas
habilidades basta crer e pedir com fé.
Os dons são presentes divinos e fruto da
misericórdia do Pai. É graça de Deus!

12 L iç õ e s B íb lic a s
em seu m eio d iv is õ e s, in veja,
im o ralid ad e sexual, etc. Com o
pode uma igreja evidentem ente
INTRODUÇÃO cristã ser ao mesmo tem po carnal
Nesta lição estudarem os o e im oral? Por isso Paulo a chama
verd ad eiro propósito dos dons de carnal e imatura (1 Co 3.1,3).
espirituais concedidos por Deus Com este relato, aprendemos que
à sua Igreja. Os dons do Espírito as m anifestações espirituais na
Santo são recursos imprescindíveis igreja local não são propriamente
do Pai para os seus filhos. O seu indicadoras de seriedade, espiri­
propósito é edificar-nos e unir-nos, tualidade e santidade. Uma igreja
fortalecendo assim a Igreja de Cristo onde predominam a inveja, con­
(1 Tm 3.15). tenda e dissensões, nem de longe
pode ser cham ada de espiritual, e
I - OS DONS NÃO SÃO PARA
sim de carnal.
E L IT IZ A R O C R EN T E
3. D om n ã o é s i n a l d e
1. A ig reja co rín tia . A Igreja su p e rio rid a d e e s p iritu a l. Mui
em Corinto localizava-se numa ci­ tos creem erroneam ente que os
dade comercial e próxima do mar, irmãos agraciados com dons da
sendo uma das mais importantes parte de Deus são, por isso, mais
do Império Romano. Corinto era espirituais que os outros. Todavia,
uma cidade econom ica­ os dons do Espírito são
mente rica, porém mar­ PA LAVRA CH AVE concedidos pela graça
cada pelo culto idolátri- de Deus. Por ser resulta­
P r o p ó s ito :
co. Durante a segunda do da graça divina, não
Aquilo que se busca re ce b e m o s tais dons ■
viagem missionária de
a lca n ça r; objetivo , por m éritos próprios,
Paulo, a igreja recebeu
a visita do apóstolo (At fin alid ad e , intuito. mas p e la b o n d a d e e
18.1-18). Por conhecer m isericórdia de Deus.
muito bem a com unidade cristã Que a mensagem de Jesus possa
em Corinto foi que o apóstolo dos ressoar em nossa consciência e
gentios tratou, em sua Prim eira convencer-nos de uma vez por
Epístola dirigida àquela igreja, so­ todas de que os dons não são
bre a abundância da manifestação garantia de espiritualidade genu­
dos dons do Espírito, chegando ína: “Muitos me dirão naquele Dia:
a afirmar daquela igreja que “ne­ Senhor, Senhor, não profetizamos
nhum dom” lhe faltava (1 Co 1.7). nós em teu nome? E, em teu nome,
2. Um a ig re ja de m u ito s não expulsam os dem ônios? E, em
d o n s, m as c a rn a l. Os dons do teu nome, não fizem os m uitas
Espírito concedidos por Deus à m aravilhas? E, então, lhes direi
igreja de Corinto tinham por finali­ abertam ente: Nunca vos conheci;
dade prepará-la e santificá-la para apartai-vos de mim, vós que pra­
o serviço do evangelho: a procla­ ticais a iniquidade” (Mt 7.22,23).
mação da Palavra de Deus naquela
cidade. Todavia, além de aquela S IN O P SE D O T Ó P IC O (1)
igreja não usar corretam ente os Os dons do Espírito Santo
dons que recebera do Pai, tinha são concedidos pela graça divina;

L iç õ e s B íb lic a s 13
portador preocupa-se com a edifi­
cação da vid a do outro irmão em
Cristo (1 Co 14.12). Em lugar de
buscarmos prosperidade material,
com o se pudéssem os barganhar
com Deus usando dinheiro em
troca de bênçãos, busquem os os
dons esp iritu ais. A g in d o assim
e d ific a re m o s a nós m esm os e
tam bém aos outros.
eles não devem ser usados para 3. Edificando até o não cren­
elitizar o crente. te. Embora o apóstolo dos gentios
estim ulasse todos os crentes a
R ESP O N D A falarem em línguas, isto é, a edifi­
fj 1. Q u al é o verd ad eiro propósito carem a si mesmos, seu desejo era
dos dons d ivin o s? que também esses mesmos crentes
profetizassem a fim de que a igreja
Kl - ED IFICA N D O A SI MES­ toda fosse edificada. O comentário
MO E AO S O U T R O S da Bíblia de Estudo A plicação Pes­
1. Ed ifican d o a si m esm o . soal diz sobre esse texto: “Embora
Paulo diz que quem “fala língua o próprio Paulo falasse em línguas,
estranha edifica-se a si m esm o” (1 enfatizava a profecia, porque esta
Co 14.4). O apóstolo estim ulava edificava a Igreja inteira, enquanto
os crentes da igreja de Corinto falarem línguas beneficiava princi­
a cultivarem sua devoção parti­ palmente o falante”. Todos quantos
cular a Deus através do falar em vierem a frequentar nossas reuniões
línguas concedidas pelo Espírito, devem ser edificados, sejam cren­
com o o bjetivo de edificarem a tes ou não. Por isso, não podemos
si mesmos. Isto não significa que escandalizar aqueles que não co-
I o apóstolo dos gentios proibia o | mungam a mesma fé que nós (1 Co
I fa la r em línguas publicam ente, 14.23). Como eles compreenderão
I mas ao fazê-lo de maneira devo- a mensagem do evangelho se em
I cional o crente batizado com o uma reunião não entenderem o que
I Espírito Santo edifica-se no seu está sendo falado? (1 Co 14.9).
I relacionam ento com Deus. Falar
I ou orar em línguas provenientes j S IN O P SE D O T Ó P IC O (2)
I do Espírito é uma bênção espiritual
Os dons só têm uma razão de
I maravilhosa. existir na vida do crente: edificar
2 . E d ific a n d o o s o u t r o s .
I Os crentes de C o rin to falavam i a vid a do outro irmão em Cristo.
I em lín g u a s e e x e rcia m v á r io s R ESP O N D A
I dons espirituais, mas parece que j
I eles não se preocupavam muito 2. De acordo com a lição, Paulo
I em ajudar as pessoas. Por isso, p rio riz a va na ig re ja o ato de p ro ­
I o apóstolo lem bra que os dons fe tiz a r ou o de fa la r em lín g u as?
I s ó têm razão de existir quando o Po r q u ê?

14 L iç õ e s B íb lic a s
ül - ED IFIC A R T O D O O fundam ento, além do que já está
CO RPO DE C R IS T O posto, o qual é Jesus Cristo” (1
Co 3.10,11).
1. O s d o n s na ig re ja . Na 3. D e sp en se iro s d o s dons.
Primeira Carta aos Coríntios, Pau­
O apóstolo Pedro exortou a igreja
lo dedica dois capítulos (1 2 e 14) acerca da administração dos dons
para falar a respeito do uso dos de Deus (1 Pe 4.10,11). Ele usou
dons na igreja. O apóstolo mostra a figura do despenseiro que, anti­
que quando os dons são utilizados gamente, era o homem que admi­
com amor, todo o Corpo de Cristo nistrava a despensa e tinha total
é edificado. Conforme diz Thomas confiança do patrão. O despenseiro
Hoover, parafraseando Paulo em adquiria os mantimentos, zelava
Efésios 4.16, “os m em bros do para que não estragassem e os dis­
corpo, cada qual com sua própria tribuíam para a alimentação da fa­
função concedida pelo Espírito, mília. Desta forma, os despenseiros
cooperam para o bem de todas. O da obra do Senhor devem alimentar
amor é essencial para os dons espi­ a “família de Deus” (1 Co 4.1; Ef
rituais alcançarem seu propósito”. 2.19). Eles precisam ter o cuidado
Se não houver amor, certamente
não haverá edificação (1 Co 13).
Sem o amor de Deus nos tornamos
no uso dos dons concedidos pelo
Senhor para prover a alimentação >
espiritual, objetivando a edificação
egoístas e acabamos por colocar do Corpo de Cristo: “Cada um ad­
nossos interesses em prim eiro ministre aos outros o dom como o
lugar. O propósito dos dons, que é recebeu, como bons despenseiros
edificar o Corpo de Cristo, só pode da multiforme graça de Deus. Se al-1
ser cumprido se tivermos o amor guém falar, fale segundo as palavras
de Deus em nossa vida. de Deus; se alguém administrar,
2. O s sá b io s a rq u iteto s do administre segundo o poder que
C o rp o de C risto . Deus levanta Deus dá, para que em tudo Deus
hom ens para edificarem esp iri­ seja glorificado por Jesus Cristo, a
tual, moral e doutrinariam ente a quem pertence a glória e o poder
igreja local. A Igreja é o “edifício para todo o sempre” (1 P e 4 .1 0 ,ll).
de Deus” (1 Co 3.9). Os ministros,
sábios arquitetos (1 Co 3.10). O SIN O PSE DO T Ó P IC O (3)
fundam ento já está posto pelos
ap ó sto lo s: Je s u s C risto (1 Co Quando os dons espirituais
são utilizados com amor todo o
3.11). Mas os m inistros têm de
Corpo de Cristo é edificado.
tom ar o cuidado com as pedras
assentadas sobre este alicerce,
R ESPO N D A
pois eles tam bém tomam parte
na edificação espiritual da Igreja 3. Q uantos cap ítu lo s, Paulo de­
de Cristo segundo a mesma graça dicou p a ra fa la r a resp eito dos
concedida aos apóstolos. Por isso, dons? Q uais são estes cap ítu lo s?
Paulo faz uma solene advertência 4. O que é essen cial o crente ter
para a liderança hoje: “mas veja p a ra que a ig reja seja ed ificad a?
cada um como edifica sobre ele. 5. Segundo a lição , o que faz ia o
Porque ninguém pode pôr outro

L iç õ e s B í b l i c a s 15
C O N C LU SÃ O de sua missão na terra. Como já foi
dito, o propósito dos dons é edificar
A igreja de Jesus Cristo tem toda a igreja, todo Corpo de Cristo
uma missão a cumprir: proclamar para ser abençoado, exortado e
o evangelho em um mundo hostil consolado. Por isso, nunca devemos
às verdades de Cristo e descrente usar os santos dons de Deus em
de Deus. Diante desta tão sublime benefício particular, como se fosse
tarefa, a igreja necessita do poder algo exclusivo de certas pessoas.
divino. Os dons espirituais são um Somos chamados a servir a Igreja
“arsenal” à disposição do corpo de do Senhor, e não a utilizar os dons
Cristo para o cumprimento eficaz de Deus para nós mesmos.

REFLEXÃO

"Q uando os dons são utilizados


com am or, todo o Corpo
de C risto é edificado
Elinaldo Renovato

16 L iç õ e s B í b l i c a s
A U X IL IO BIBLIOGRÁFICO I
B IB LIO G RA FIA SU G ERID A Subsídio T e o ló g ico
SOUZA, Estêvam Ângelo de. Nos D ado co n fo rm e o E s p írito
h i

D o m ín io s do E sp írito . 2.ed. D e se ja
Rio de Janeiro: CPAD, 1987. A prim eira relação dos dons
com a repetição do fato que cada um
HORTON, Stanley M. A D o u tri­
é dado pelo Espírito (1 Co 12.8-10)
na do E sp írito Santo no A n ti­
leva ao clímax no versículo 1 1, que
go e Novo Testam ento. 12.ed.
diz: ‘Mas um só e o mesmo Espírito
Rio de Janeiro: CPAD, 201 2.
opera todas as coisas, repartindo
particularm ente [individualm ente]
como quer'. Aqui temos um paralelo
SAIBA MAIS com Hebreus 2.4, que fala dos após­
Revista Ensinador Cristão tolos que primeiram ente ouviram o
CPAD, n ° 58, p.37. Senhor e depois transmitiram a men­
sagem: ‘Testificando também Deus
com eles, por sinais [sobrenaturais],
R ESPO STA S DOS EX E R C ÍC IO S
e milagres, e várias maravilhas [tipos
1 p Edificar-nos e unir-nos, fortalecen­ de obras de grande poder] e dons
do assim a Igreja de Cristo. [distribuições separadas] do Espírito
2. O ato de profetizar. Porque assim
Santo, distribuídos por sua vontade’.
todos seriam edificados.
3- Dois capítulos: 13 e 14. É evidente, à luz destes trechos,
4. Amor. que o Espírito Santo é soberano ao
5. Era a pessoa responsável por outorgar os dons. São distribuídos
administrar a despensa. segundo a sua vontade. Buscamos
v ____________________________________ ____ os melhores dons, mas Ele é o único

que sabe o que é realmente melhor


em qualquer situação. Fica evidente,
tam bém , que os dons permanecem
debaixo de sua autoridade. Nunca
são nossos no sentido de não pre­
cisarm os do Espírito Santo, pela fé,
para cada expressão desses dons.
Nunca se tornam parte da nossa
própria natureza, ao ponto de não
perdê-los, de serem tirados de nós.
A Bíblia diz que os dons e a vocação
de Deus são permanentes (Deus não
muda de opinião a respeito deles),
mas aqui há referência a Israel (Rm
11,28,29)" (H O RTO N , S ta n le y M.
A D o u trin a do E s p ír it o San to
no A n tig o e Novo T e sta m e n to .
12.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 201 2,
,.P- 230).

L iç õ e s B í b l i c a s 17
A U X ÍL IO BIBLIO GRÁFICO II
Subsídio B ib lio ló g ico
“O am o r é e s s e n c ia l
Os dons têm um lugar especiaí na igreja e são muito úteis. Mas o
amor representa a essência da vida cristã, e é absolutam ente necessá­
rio. Ele encontra um lugar mesmo entre os dons carism áticos, porém
os dons sem a presença do am or são com o um corpo sem alma.
Sem amor, o dom de falar se torna vazio e im prudente — ele
é como o metal que soa ou como o sino que tine. O metal que soa
(‘gongo barulhento’) significa que um pedaço de metal não lavrado
ou gongo usado para cham ar a atenção. Tinir ( alalazo n ) significa ‘co­
lidir’, ou um som alto e áspero. O sino (ou símbolo) consistia de duas
meias circunferências que eram golpeadas causando um estrondo. A
ideia aqui é de um inexpressivo som de metal em lugar de música.
O objetivo do apóstolo é m ostrar que o homem que professa o
dom da glossoíalia, da form a como era praticada em Corinto, mas
que não tem amor, na realidade não é mais que um instrumento
metálico im pessoal” (C o m en tário B íb lico Beacon. 1.ed. Vol. 8. Rio

18 L iç õ e s B íb lic a s
Lição 3
20 de A b riI de 2014

D ons de R evelação
WBÊUÊÊÊÊÊÊÊÊÊBm. 'X

TEXTO ÁUREO
______________________________

"Que fareis , pois, irm ãos? Quando vos


aju n tais, cada um de vós tem salm o,
tem doutrina, tem revelação, tem
■ k*

língua, tem in terp retação . Faça-se


tudo p ara edificação7’O Co 14,26).

V ER D A D E PRA TICA
Os dons de revelação divina são in­
dispensáveis à igreja da atualidade,
pois vivem os em um tempo marcado
pelo engano.

L E IT U R A DIARIA
Seg u n d a - 1 R s 4-29-31
Sabedoria concedida por Deus

T e rça - 2 R s 6.8-12
Deus revela o oculto

Q u a rta - 1 Co 12-8
Sabedoria e ciência

Q u in ta - Mt 2 .1 2
Proteção por divina revelação

Sexta - E f 1.1 7
Espírito de sabedoria e revelação

Sábad o - Ap 1.1
A revelação de Jesu s Cristo

L iç õ e s B í b l i c a s 19
L E IT U R A B ÍB LIC A , IN TERA ÇÃ O
EM C LA S S E
Prezado professor; nesta lição estudare­
1 C o rín tio s 12.8,10; A to s mos a respeito dos dons de revelação.
6.8-10; Daniel 2.19-22 Estes dons são concedidos à Igreja a
fim de que ela seja edificada. Estamos
1 C o rín tio s 12 vivendo “tempos trabalhosos", necessi­
tamos da sabedoria que vem do alto, do
8 - Porque a um, pelo Espírito,
poder de Deus. Durante o preparo da
é dada a p a la vra da sabedoria; lição, ore, peça que o Senhor conceda
e a outro, pelo mesmo Espírito, aos seus alunos os dons de revelação.
a p a la vra da ciência; Siga o exemplo de Paulo, pois sua ora­
10 - e a outro, a operação de ção em favor dos crentes de Éfeso era:
m aravilh as; e a outro, a p ro ­ “Para que o Deus de nosso Senhor Jesus
fecia; e a outro , o dom de dis­ Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu
ce rn ir os espíritos; e a outro, a conhecimento o espírito de sabedoria
variedade de línguas; e a outro , e de revelação " (E f 1.17). Deus deseja
a in terp retação das lín g u as. nos outorgar os dons de revelação, a
A to s 6 fim de que sejamos edificados e jam ais
8 - E Estêvão, cheio de fé e de venhamos a ca ir nas astutas ciladas
poder; faz ia prodígios e g ra n ­ do Maligno.
des sinais entre o povo.
9 - E levantaram -se alguns que O B JETIV O S
eram da sin ag o g a ch am ad a
dos Lib erto s , e dos ciren eu s, Após esta aula, o aluno deverá estar
e dos alexandrinos , e dos que apto a:
eram da C ilicia e da Á s ia , e A n a lis a r o dom da palavra da sa­
disputavam com Estêvão. bedoria.
10 - E não podiam re sis tir à
sa b ed o ria e ao Esp írito com C o m p reen d er o dom da palavra da
que fa la va . ciência.
D aniel 2 Saber a respeito do dom de discer­
19 - En tãot foi revelado o se­ nimento dos espíritos.
gredo a D aniel num a visão de
noite; e D aniel louvou o Deus O RIEN TA ÇÃ O PED AG Ó G ICA
do céu.
2 0 - Falou D aniel e disse: Seja Professor, reproduza no quadro o
esquem a da página ao lado. Utilize-o
bendito o nome de Deus p a ra
para introduzir a lição, pois a partir
todo o sem pre, porque dele é a desta lição estudarem os, detalhada­
sabedoria e a fo rça; mente os dons, então é importante
21 - ele m uda os tem pos e que os alunos conheçam a classifica­
as horas; ele rem ove os reis e ção geral dos nove dons descritos no
estabelece os reis; ele dá sabe­ capitulo 12 de 1 Coríntios. Ao explicar
d o ria aos sábios e ciência aos o quadro, ressalte a sem elhança que
existe entre os respectivos dons. C on­
inteligentes.
clua explicando que todos os dons, in­
pq 22 - Ele revela o profundo e o
dependentem ente da sua classificação,
escondido e conhece o que está são im portantes e necessários para a
em trevas; e com ele m ora a luz. edificação do Corpo de Cristo.

20 Lições B í b l i c a s
2. A Bíblia e a palavra de
sabedoria. Embora na Antiga Alian­
ça os dons espirituais não fossem
IN TR O D U Ç Ã O
plena e claramente evidenciados
O teólogo pentecostal Stanley como na Nova, alguns episódios
Horton afirma que “a maioria dos es­ do Antigo Testamento vislumbram
tudiosos classifica os dons de 1 Co- o quanto Deus conferia aos homens
ríntios 12.8-10 em três categorias: sabedoria do alto para executar tare­
revelação , podere expressão , [ten­ fas ou tomar decisões. Um exemplo
do] três dons em cada disso é a revelação e a
categoria". Na lição des­ interpretação dos so­
ta semana estudaremos
PALAVRA-CHAVE
nhos de Faraó através
a respeito dos dons da R ev e la çã o : de José, o filho de Jacó
“primeira categoria”: os Ato pelo q u al Deus (Gn 41.14-41). Ele não
de revelação. Estes são revela aos hom ens apenas interpretou os
concedidos aos servos sonhos de Faraó, mas
os seus m istérios,
de Deus para o aconse­ trouxe orientações sá­
sua vontade.
lhamento e orientação bias para que o Egito se
da Igreja do Senhor. preparasse para o perí­
odo de fome que estava para vir. A
I - PALAVRA
habilidade do rei Salomão em resol­
DA SABEDORIA
ver causas complexas, igualmente,
1. Conceito. O termo p alavra é um admirável exemplo de dom da
exprime uma manifestação verbal sabedoria no Antigo Testamento (1
ou escrita. Segundo o D icionário Rs 3.16-28; 4.29-34).
Eletrônico Houaiss, sabedoria sig­ Em o Novo Testamento pode­
nifica “discernimento inspirado nas mos tom ar como exemplo de pa­
coisas sobrenaturais e humanas”. A lavra da sabedoria a exposição da
sabedoria abordada pelo apóstolo Escritura realizada pelo diácono e
Paulo em 1 Coríntios 12.8a refere-se primeiro mártir cristão, Estevão.
a uma capacitação divina sobrenatu­ O livro de Atos conta-nos que os
ral para tomada de decisões sábias sábios da sinagoga, cham ada dos
e em circunstâncias extremas e difí­ Libertos, “ não podiam resistir à
ceis. De acordo com Estêvam Ângelo sabedoria e ao Espírito com que
de Souza, “a palavra da sabedoria falava” (At 6.9,1 0).
é a sabedoria de Deus, ou, mais 3. Uma liderança sáb ia . A
especificamente, um fragmento da palavra de sabedoria é de grande
sabedoria divina, que nos é dada por valor na tarefa do aconselhamento
meios sobrenaturais”. pessoai e em situações que deman-

C LA S SIFIC A Ç Ã O G ER A L DOS DONS - 1 Co 12

DONS DE R EV ELA Ç Ã O DONS D E PODER DONS D E ELO C U Ç Ã O


Palavra da sabedoria Fé Profecia
Palavra do conhecimento Curar Variedade de línguas
Discernimento de espíritos Operação de milagres Interpretação de línguas
J
Extraído de N os D o m ín io s do E s p írito , CPAD p. 131.

L iç õ e s B í b l i c a s 21
dam uma orientação no exercício | mulher de Caim, etc. isto é mera
do ministério pastoral Entretanto, 1 curiosidade humana, e o dom de
tenhamos cuidado para não confun­ Deus não foi dado para satisfazê-
dir a manifestação desse dom com j -la. A manifestação sobrenatural
o nosso desejo pessoal, Lembremo- j deste dom tem a finalidade de pre­
-nos de que Deus manifesta os dons servar a vida da igreja, livrando-a
em nossas vidas segundo o conse­ de qualquer engano ou artimanha
lho da sua sabedoria, não da nossa. do maligno.
Tenhamos maturidade e cuidado no 3. E x e m p lo s b íb lic o s da
uso dos dons! p a la vra da ciên cia. Ao profeta
Eliseu foram revelados os planos
SINOPSE DO TÓ P IC O (1 ) de guerra do rei da Síria. Quando o
A sabedoria a que se refere rei sírio pensou em atacar o exér­
1 Coríntíos 12.8 não é a humana, cito de Israel, surpreendendo-o
adquirida mediante os livros ou em determinado lugar, o profeta
nas universidades, mas sim uma alertou o rei de Israel sobre os pla­
capacidade sobrenatural, divina, nos inimigos (2 Rs 6.8-12). Outro
para tomar decisões sábias em cir­ j exemplo foi a revelação de Daniel
cunstâncias extremante difíceis. acerca do sonho de Nabucodo-
nosor, quando Deus descortinou
RESPONDA I a história dos grandes impérios
mundiais ao profeta (Dn 2.2,3; 17-
7, De acordo com a lição, defina
19). Em o Novo Testamento, esse
sabedoria.
dom foi manifesto quando o após­
2. C ite dois exem plos de sab e­
tolo Pedro desmascarou a mentira
d o ria vin d a de Deus no A n tigo
de Ananias e Safira (At 5.1-1 1). O
Testam ento.
dom da palavra da ciência não é
II - PALAVRA DA CIÊNCIA adivinhação, mas conhecimento,
1- O que é? Este dom muito concedido sobrenaturalmente, da
se relaciona ao ensino das ver­ parte de Deus.
dades da Palavra de Deus, fruto
do resultado da ilum inação do SINOPSE DO TÓ P IC O (2 )
Espírito acerca das revelações ■ O dom da palavra da ciência
dos mistérios de Deus conforme não é para servir a propósitos tri­
aborda Stanley Norton, em sua viais. A manifestação sobrenatural
Teologia Sistem ática (CPAD). Este deste dom tem a finalidade de pre­
dom também se relaciona à ca­ servar a vida da igreja, livrando-a
pacidade sobrenatural concedida de qualquer engano ou artimanha
pelo Espírito Santo ao crente para do maligno.
este conhecer fatos e circunstân-
1 cias ocultas. RESPONDA
2. Sua fu n çã o . O dom da
1 palavra da ciência não visa servir a I 3. O que é o dom da p a la vra da
* propósitos triviais, como o de des- ciên cia?
ú cobrir o significado dos tecidos do 4. Q u al é a função do dom da
H Ja b e rn á cu lo ou a identidade da 1 p a la vra da ciên cia?
rnsamambs — i i a — ...........
22 L iç õ e s B í b l i c a s
III - D ISC ER N IM E N TO 4,1). Toda palavra que ouvim os
DOS ESPÍRITOS em nome de Deus deve passar
peio crivo das Sagradas Escrituras,
1. O dom de d is c e r n ir o s pois o Senhor Jesu s nos advertiu
e s p ír it o s . É uma cap acid ad e sobre os falsos profetas. Ele en­
sobrenatural dada por Deus ao sinou-nos que os falsos profetas
crente para d isce rn ir a origem são conhecidos peios “frutos que I:
e a natureza das m anifestações produzem ”, isto é, pelo caráter
e s p ir itu a is . De a c o rd o com o (M t 7.15-20). Je s u s co n h ece o
term o grego d ia k risis , a palavra segredo do coração humano, mas
discernir significa “ju lg ar através nós não, e por isso precisamos do
de”; “distinguir”. Ela denota o sen­ Espírito Santo para revelar-nos a
tido de “se penetrar da superfície, ve rd a d e ira m o tivação daqueles
desm ascarando e descobrindo a que falam em nome do Senhor. O
ve rd a d e ira fonte dos m o tivo s” . apóstolo João nos advertiu acerca
Stan ley Horton afirm a que este do “espírito do antricristo” que já
dom “ e n v o lv e um a p e rce p çã o opera neste mundo (1 Jo 4.3).
capaz de distinguir espíritos, cuja
preocupação á proteger-nos dos SINOPSE DO T Ó P IC O (3 )
ataques de Satanás e dos espíritos
m alignos” (cf. 1 Jo 4 .1 ). O dom de d is c e r n im e n to
2. A s fo n te s d a s m a n ife s­ dos espíritos é uma capacidade
ta ç õ e s e s p ir it u a is . Ao longo sobrenatural dada por Deus ao
das Escrituras podemos destacar crente para d isce rn ir a origem
três origens das m anifestações e a natureza das m anifestações
esp iritu ais no m undo: Deus, o espirituais.
homem e o Diabo. Uma profecia,
por exemplo, pode ser fruto da RESPONDA
ordem divina ou da mente humana 5. Segundo a lição, defina o dom de
ou ainda de origem maligna. Como discernim ento dos espíritos.
saber? Aqui, o dom de discernir
os espíritos tem o papel essencial CO NCLUSÃO
de preservar a saúde espiritual A Igreja de Jesu s necessita
da co n g re g a çã o . Seg u n d o nos dos dons de revelação para discer­
ensina o pastor Estêvam Ângelo, o nir entre o certo e o errado, entre
“discernimento de espíritos não é o legítimo e o falso. Os falaciosos
habilidade para descobriras faltas ensinos e as m anifestações m a­
alheias”. O dom não é uma permis­ lignas podem ser desm ascarados
são para julgar a vida dos outros. pelo dom do discernim ento dos
3. D is c e r n in d o a s m a n i­ esp írito s. Que Deus co n ced a à
fe sta ç õ e s e s p iritu a is . A Palavra sua igreja dons de revelação para
de Deus nos ensina que os espí­ não cairmos nas astutas ciladas
ritos devem ser provados (1 Jo do Maligno.

L iç õ e s B íb lic a s 23
AU XÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio T eo ló g ico BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
“ Uma P alavra de Sab ed o ria SOUZA, Estêvam Ângelo de. Nos
Trata-se de uma palavra (uma D o m ín io s do E s p írito . 2.ed.
proclam ação, uma declaração) de Rio de Janeiro: CPAD, 1987.
sabedoria dada para satisfazer a HORTON, Stanley M. A D outrina
necessidade de alguma ocasião [...]. do E sp írito Santo no A ntigo e
Não depende da capacidade humana Novo T estam en to . 12. ed. Rio
nem da sabedoria natural, pois é
de Janeiro: CPAD, 201 2.
uma revelação do conselho divino.
M ediante esse dom, a percepção
sobrenatural, tanto da necessidade SAIBA MAIS
como da Palavra de Deus, traz a Revista Ensinador Cristão
aplicação prática daquela Palavra [...] CPAD, n° 58, p.37.
ao problema do momento.
Porque é uma p a la v ra de sa-
RESPOSTAS DOS EX ER C ÍC IO S
bedoria, fica claro que é concedida
apenas o su ficien te para aq u ela 1. Discernimento inspirado nas coi­
sas sobrenaturais e humanas.
n e ce ssid a d e . Este dom não nos
2. José e Salomão.
en altece para um novo nível de 3. Este dom se relaciona ao ensino
sabedoria, nem nos torna im possi­ das verdades da Palavra de Deus,
bilitados de cometer enganos. [...]. fruto do resultado da iluminação do
Às vezes, este dom transmite uma Espírito acerca das revelações dos
mistérios de Deus.
palavra de sabedoria para orientar
4 . Preservar a vida da igreja, livran-
a Igreja, assim como em Atos 6*2- do-a de qualquer engano ou artima­
4; 15.13-21. É possível, tam bém , nha do Maligno.
que cum pra a promessa dada por 5. É uma capacidade sobrenatural
Jesus, que daria ‘boca de sabedoria dada por Deus ao crente para dis­
cernir a origem e a natureza das
a quem não poderão resistir nem manifestações espirituais.
contradizer todos quantos se vos
opuserem ’ (Lc 21.15). A prova de
que Jesu s falava em um dom so­
brenatural (a palavra de sabedoria)
é com provada, quando proibiu a
prem editação do que diriam nas
sinagogas ou diante dos tribunais
(Lc 21.13,14). Isso certam ente foi
cum prido pelos ap ó sto lo s e por
Estêvão (At 8.4-14,19-21, 6,9,10)”
(HORTON, Stanley M. A D o utrina
do E s p írito Santo no A n tig o e
Novo T estam en to . 12.ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2012, p.294).

24 L iç õ e s B í b l i c a s
A U X ILIO B IB LIO G R Á FIC O II
Subsídio T e o ló g ico
‘D isce rn im e n to de e s p ír it o s
A expressão inteira, no grego, apresenta-se no plural. Este fato
indica uma variedade de maneiras na m anifestação desse dom. Por
ser m encionado im ediatam ente após a profecia, muitos estudiosos
o entendem com o um dom paralelo responsável por ‘ju lg a r’ as
profecias (1 Co 14.29). Envolve uma percepção capaz de distinguir
espíritos, cuja preocupação é proteger-nos dos ataques de Satanás
e dos espíritos malignos (cf. 1 Jo 4.1). O discernim ento nos permite
pregar a Palavra de Deus e todos os demais dons para liberar o
cam po à proclam ação plena do Evangelho" (HORTON, Stanley M.
T e o lo g ia S iste m á tic a : Um a p ersp ectiva pentecostal. l.e d . Rio de
Janeiro: CPAD, 1996, p.475).

L i ç õ e s B íb l i c a s 25
Lição 4
2 7 de A b ri! de 2013

Dons de Poder
T E X T O Á U R EO
“A m inha p alavra e a m inha pregação
não consistiram em p alavras persuasivas
de sabedoria hum ana, m as em demons­
tração do Espírito e de poder, p ara que
a vossa fé não se apoiasse em sabedoria
dos homens, m as no poder de Deus”
(1 Co 2.4,5).

V ER D A D E PRATICA
Os dons de poder são capacitações
especiais em situações que dem an­
dam a ação sobrenatural do Espírito
Santo na vida do crente.

HiNOS SUGERIDOS 5, 30 107 ,


L E IT U R A DIÁRIA
Segunda - Rm 1.16
O evangelho de poder

T e rça - Rm 1 5-19
Sinais e prodígios

Q u arta - 2 Co 4 .7
A excelência do poder de Deus

Q u in ta - 2 Co 1 3.4
O poder de Deus em nós

Sexta - 1 Co 14.12
Edificando a igreja mediante os dons

Sábado - 1 Co 2 .4
Demonstração de poder divino

26 L iç õ e s B íb l i c a s
LEITU RA BÍBLICA IN TER A ÇÃ O
EM CLASSE
Prezado professor, na lição de hoje
1 C o rín tio s 12-4,9-11
estudarem os os dons de poder, AquEle
que concede os dons é im utável e de­
4 -O ra, há diversidade de dons, seja que a sua Ig reja continue a m ani­
mas o Espírito é o mesmo. fe sta r o Evangelho com poder e graça.
9 - e a outro, pelo mesmo Espí­ Todavia , sabem os que o Todo-Poderoso
rito, a fé; e a outro, pelo m es­ distribu i os dons de poder quando os
mo Esp írito , os dons de cu ra r; seus servos tem como prioridade se rvir
ao próxim o. Sua prioridade tem sido
10 - e a outro, a operação de se rvir a Deus e ao próxim o? Segundo
m aravilhas; e a outro, a pro­ Stan ley Norton à m edida que form os
fecia; e a outro, o dom de dis­ ativos em alcan çar o mundo, tornam o -
cern ir os espíritos; e a outro, a -nos vasos que podem ser usados pelo
variedade de línguas; e a outro, Senhor. Busque com zelo os dons de
a interpretação das línguas. poder, pois eles são indispensáveis a
11 - Mas um só e o mesmo Es­
pírito opera todas essas coisas,
repartindo p articularm ente a O B JE T IV O S I
cada um como quer. Após a aula, o aluno deverá estar
apto a:
C o m p re e n d e r o que significa o dom
da fé.
A n a lisa r biblicam ente os dons de
curar.
Sab er a respeito do dom de mara­
vilhas.

O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A
Professor, para introduzir a lição, indague:
“O que é fé?” “Que diferença há entre fé
salvífica e o dom da fé?” Faça as perguntas
diretamente aos alunos, individualmente.
O objetivo é avaliar o conhecimento dos
alunos a respeito do tema. Depois de ouví-
-los escreva no quadro o esquema abaixo
e discuta-o com a turma.
Fé = “Firme fundamento das coisas que se
esperam e a prova das coisas que se não
veem ” (Hb 11.1).
Fé sa lv ífica = "Proveniente da procla­
mação do Evangelho, esta fé leva-nos a
receber a Cristo como Salvador”.
Dom da fé = “Capacidade que o Espírito
Santo concede ao crente para este realizar
coisas que transcendem à vida natural” .

L iç õ e s B í b l i c a s 27
a "galeria dos heróis da fé”, que
Deus é poderoso para fazer todas
IN T R O D U Ç Ã O as coisas, sendo a nossa fé em
Deus, fundam ental para as ope­
O ministério terreno de Jesu s
rações divinas entre os homens.
I foi m arcado por inúm eros mila- 2. A fé com o dom- É distinta
I gres, principalm ente curas. A his- daquela que recebemos por ocasião
I tória eclesiástica com prova que a da nossa conversão: a fé salvífica
I Igreja do primeiro século tam bém (Rm 10.17; Ef 2.8). Igualm ente,
I operou m aravilhas no ^ se distingue da fé evi­
I poder do Espírito San- PALAVRA-CHAVE denciada como fruto do
I to. Entre os prim eiros Espírito (Cl 5.22). O dom
I cristãos sobejavam os D o n s d e p o d er: da fé é a capacidade que
I dons de poder. SeJesu s Fé, m a ra vilh a s e
o Espírito Santo conce
1 não mudou e os dons cu ra. C apacidad es
ao crente para este rea­
| espirituais são para a so b ren atu rais
lizar coisas que tran s­
I Igreja de hoje, por que concedidas pelo cendem à esfera natural
| atualm ente não vem os Esp írito Santo, da v id a , o b je tiv a n d o
■ias m an ifestaçõ es dos p o r interm édio sempre a edificação da
dons de poder em nos­ das quais a Ig re ja igreja. De acordo com o
so am biente com mais pode a g ir de form a teólogo Stanley Horton,
freq u ên cia? Será falta e x trao rd in ária. esse dom “é uma fé mila-
de conhecim ento a res- K: grosa para uma situação
peito do assu n to ? Ou ou oportunidade especial”.
será por causa do mau uso que 3, Exem plo bíbBico do dom
alguns fazem das dádivas divinas? da fé. Quando guiou o povo de
Nesta lição estudaremos a res­ Israel na saída do Egito e se apro­
peito dos dons de poder. Veremos ximou do Mar Vermelho, já na imi­
como eles são necessários à vida nência de ser destruído por Faraó,
da igreja1. Se você deseja recebê-los
Moisés disse: “ Não temais; estai
e usá-los para a glória do nome do quietos e ved e o livram ento do
| Senhor; proporcionando a edifica­
Senhor, que hoje vos fará; porque
ção da igreja, busque-os com fé
aos egípcios, que hoje vistes, nunca
H em oração.
mais vereis para sempre. O Senhor
I - O DOM OA F É pelejará por vós, e vos calareis” (Êx
<1 C o 1 2 *9 ) 1 4.1 3,14). Moisés “viu” pela fé o li­
vramento do Senhor antes de o fato
1. O q u e sig n ific a fé ? Na
acontecer. Esta é uma boa amostra
£ epístola aos Hebreus lemos que “a
bíblica do exercício do dom da fé.
■fé é o firme fundam ento das coi-
I sas que se esperam e a prova das S IN O P S E D O T Ó P I C O (1 )
I coisas que se não ve e m ” (11.1).
I Essa é a definição bíblica sobre a O Espírito Santo concede aos
■ fé, pois m ostra a total confiança crente o dom da fé para que ele
l e dependência em Deus. Apren- possa realizar coisas que tran s­
■ dem os com o texto do capítulo cendem à esfera natural, visando
1 1 1 de Hebreus, conhecido como à edificação da igreja.

28 L iç õ e s B í b l i c a s
RESPONDA cessários à igreja da atualidade.
Num mundo incrédulo em que a
/. Defina fé segundo Hebreus 11.1.
medicina se desenvolve rapidamen­
2. O que é o dom da fé ?
te, o ser humano pensa que pode
II - DONS DE CURAR superar a Deus. A humanidade pre­
(1 Co 1 2 -9 ) cisa compreender a sua limitação e
convencer-se da sublime realidade
1. O que são o s dons de de um Deus Todo-Poderoso que, em
c u ra r? São recursos de caráter sua misericórdia e amor, concede
sobrenatural para atuarem na cura í
sabedoria a homens e mulheres
de qualquer tipo de enfermidade. para multiplicar o conhecimento
Por isso a expressão está no plural. da medicina visando o bem-estar
Deus é quem cura! Ele concede os de todos. Quanto aos dons de
“dons” segundo o conselho da sua curas, são manifestações de poder
vontade, sabedoria e no momento sobrenatural que o Espírito Santo
certo. No Antigo Testamento, o colocou à disposição da Igreja de
Todo-Poderoso se manifestou ao j Cristo para que a humanidade re­
povo de Israel como “Jeová Rafá” conheça que Deus tem o poder de
— O Senhor que sara (Êx 15.26; SI sanar todas as doenças.
103.3). A concessão desses dons à
Igreja deve-se à necessidade de o SINOPSE DO T Ó P IC O (2 )
Evangelho ser anunciado como uma
mensagem poderosa ao não crente, E x is te um a v a r ie d a d e de
que outrora não tinha fé, mas que manifestações do dom de curas.
agora passou a crer no Evangelho, Sua concessão à igreja deve-se ao
arrependendo-se dos seus pecados fato de que Deus quer dar saúde
(Mc 16.1 7,1 8; At 3.1 1-26; 4.23-31). a seu povo.
2. A redenção e a s cu ra s,
Apesar de o crente ser redimido RESPONDA
pelo Senhor através da obra expia­ 3. O que são dons de c u ra r?
tória efetuada por Jesus na cruz do
Calvário, ele (o crente) ainda aguar­ §IÍ - O DOM DE OPERAÇÃO
da a redenção do seu próprio corpo. DE MARAVILHAS
Quando o apóstolo Paulo tratou dos (1 Co 1 2 .1 0 )
males que afligem à criação como 1. O dom de o p eração de
resultado do pecado da humanida­ m a r a v ilh a s . Este dom realiza |
de, escreveu que “não só ela, mas obras ex trao rd in árias além do
nós mesmos, que temos as primí­ poder humano. O dom de opera­
cias do Espírito, também gememos j ção de maravilhas altera a ordem
em nós mesmos, esperando a ado- I natural das coisas consideradas
ção, a saber, a redenção do nosso impossíveis e impensáveis.
corpo” (Rm 8.2 3). Enquanto não 2. E x e m p lo s b íb lic o s . O
recebermos o novo corpo imortal ministério terreno dejesus foi mar­
e incorruptível estaremos sujeitos cado por operações de maravilhas.
a toda sorte de doenças. O Bom Mestre repreendeu o vento
3. A n e c e ssid a d e d e s s e s e o mar, e estes logo se aquietaram
d o n s. Os dons de curar são ne­ (Mt 8.23-27). O nosso Senhor ates-

L iç õ e s B íb l ic a s 29
■ tou por muitas vezes o seu poder curado. Nem podemos imaginar
I sobre a natureza criada para sua j que porque aconteceu o milagre
Iglória (Jo 1-3). Podemos destacar aquela vez, sempre haverá outros
I outros exemplos de operação de milagres. Que o Altíssimo tenha
I maravilhas no ministério de Jesus: misericórdia e proteja-nos dessa
I a ressurreição do filho da viúva de | pretensão! Quem opera os sinais
I Naim (Lc 7.11 -1 7); a ressurreição da e as maravilhas é o Senhor, não
I filha deJairo (Mc 5.21-43); aressur- o homem. Toda ação decorrente
I reição de Lázaro, morto havia qua- dos dons vem do Espírito Santo
I tro dias Oo 11.1-45). Nosso Senhor e, por isso, não podemos agendar
I tem todo o poder sobre a morte, dias nem marcar horários para sua
I pois para Ele “nada é impossível” operação. Façamos a obra de Deus
I (Lc 1.37). Nosso Deus não mudou. com honestidade e decência!
I OPai Celestial deu dons a sua igreja
I a fim de que ela atue no mundo SINOPSE DO TÓ P IC O (3 )
I moderno com poder e graça.
O cristão não tem autorização
3, D isto rçõ es no uso d o s
divina para “determinar”, “decretar”
I d o n s de cu ra r e de operação
ou “exigir” a cura dos enfermos.
I d e m a r a v ilh a s . O cristão não
1 tem autorização divina para “de-
RESPONDA
I terminar”, “decretar” ou “exigir” a
| cura dos enfermos. A nossa relação 4. O que faz o dom de m aravilh as?
* com Deus não se dá em forma de 5. Cite três exemplos de operação de
barganha. Quem somos nós para m aravilhas no m inistério de Jesu s.
j;j exigir de Deus alguma coisa? So­
CONCLUSÃO
mos seres humanos limitados! Se
não fosse a graça e a misericórdia j Deus pode conceder a seus

( de Deus, o que seria de nós? Como | servos o dom da fé, dons de curar
discípulos de Cristo, devemos rogar e o de operação de milagres, mas
ao Pai, buscando-o de todo o nosso 1 sempre de acordo com a sua von­

Í coração para curar os doentes, pois


a Palavra de Deus recomenda que
oremos pelos enfermos (Tg 5.14).
tade e graça. Lembre-se de que os
dons de poder contribuem para
legitimar a pregação do Evange­
A oração do justo pode muito em lho. Infelizmente, há pessoas que
seus efeitos (Tg 5.1 6), e independe querem utilizar essas dádivas para
de se ter o dom ou não. Jesus nos obterem lucros financeiros e enri­
ensinou que em seu nome devería­ quecimento pessoal. Isto envergo­
mos impor as mãos sobre os enfer­ nha o nome de Jesus e mancha a
mos para que eles sejam curados i idoneidade da Igreja na sociedade.
(Mc 16.1 8). Nossa responsabilidade Quem procede desta forma está
é orar pedindo a cura. Quem sara suscetível ao juízo de Deus, que
o enfermo, de acordo com a sua j virá no tempo próprio. Que nós, a
soberana vontade, é Deus. Igreja, o povo do Senhor, façamos
O crente que impõe as mãos uso dos dons de poder para propa­
sobre o enferm o não pode ser gar o Evangelho de nosso Senhor e
tratado como um ídolo na igreja, glorificar o nome do Pai no poder
principalmente se o enfermo for \ do Espírito Santo!

30 L ic o e s B íb l ic a s
AU XÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
B IB L IO G R A F IA S U G E R ID A Subsídio T eo ló g ico
SOUZA, Estêvam Ângelo de, Nos “ D ife re n ça en tre dom de fé
D o m ín io s do E sp írito . 2.ed. e a o p e ração de m ila g re s
Rio de Janeiro: CPAD, 1987. A operação do dom de fé tem
HORTON, Stanley M. A D outri­ algo de semelhante ao dom de ope­
na do E sp írito Santo no A nti­ ração de milagres, mas esses dons
go e Novo Testam ento. 12.ed. se distinguem pelo fato de o dom
Rio de Janeiro: CPAD, 2 0 12. de fé operar sem que, às vezes,
seja visto seu efeito instantâneo,
enquanto a operação de milagres
SAIBA MAIS tem efeito imediato.
Q uando Je su s se aproxim ou
Revista Ensinador Cristão
CPAD, n ° 58, p.38. da figueira sem fruto, disse: ‘Nunca
mais coma alguém fruto de ti. E seus
discípulos ouviram isto5 (Mc 11.14).
RESPO STAS DOS EX ER C ÍC IO S
Os discípulos simplesmente ouviram
1. "A fé é o firme fundamento das as palavras de Jesus, Parecia que
coisas que se esperam e a prova das nada havia acontecido. Entretanto,
coisas que se não veem ” (Hb 11.1).
2. É a capacidade que o Espírito
‘passando eles pela manhã, viram
Santo concede ao crente para este que a figueira secara desde a raiz’ (Mc
realizar coisas que transcendem à 11.20). Enquanto o dom de operação
esfera natural da vida. de milagres tem ação instantânea,
3. Recursos de caráter sobrenatural
o dom de fé opera com os mesmos
para atuarem na cura de qualquer
tipo de enfermidade. resultados, embora não seja de modo
4* A operação de maravilhas realiza tão espetacular. De certa maneira a
obras extraordinárias que o ser hu­ fé sobrenatural é acessível a quase
mano jamais poderia fazer.
todos os crentes na igreja, e pela fé
5. A ressurreição do filho da viúva de
Naim, a ressurreição da filha de Jairo tudo podemos conseguir, pois ‘tudo
e a ressurreição de Lázaro. é possível ao que crê"' (SOUZA, Estê­
vam Ângelo de. Nos D om ínios do
Esp írito . 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD,
v 1987, p.l 85).

L iç õ e s B í b l i c a s 31
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio T eo ló g ico
“ D ons de C u ra s
No grego, as palavras dons e curas estão no plural. Alguns enten­
dem que isso significa que há uma variedade de formas desse dom.
Entre os que pensam assim, há quem entenda que certas pessoas
têm um dom de curar um tipo de doença ou enfermidade, ao passo
que outros curam outro tipo. Filipe, por exemplo, foi especialm ente
usado para curar os paralíticos e os coxos (At 8.7). Outros, ainda,
entendem que Deus dá a uma pessoa um dom na form a de um
suprimento de curas numa ocasião específica, ao passo que outro
suprimento é dado em outra ocasião, talvez a outra pessoa, mas
provavelm ente no ministério do evangelista.
Ainda outros entendem que toda cura é um dom especial, isto
é, o dom é para o enfermo que tem a necessidade. Logo, segundo
esse ponto de vista, o Espírito Santo não torna os homens curadores.
Pelo contrário, Ele providencia um novo ministério de cura para cada
necessidade, à medida que ela surge na Igreja. Por exemplo, a virtu ­
de (poder) que flui para dentro do corpo da mulher com o fluxo de
sangue trouxe para ela um gracioso dom de cura (Mt 9.20-22). Atos
3.6 diz, literalmente: ‘O que tenho, isso te dou’. Isso está no singular
e indica um dom específico dado a Pedro para este dar ao coxo. Não
parece significar que tinha um reservatório de dons de curas dentro
de si, mas um novo dom para cada enfermo a quem m inistrava”
(HORTON, Stanley M. A D o u trin a do E sp írito Santo no A ntig o
e Novo T estam en to . 12.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.297).

32 L i ç õ l s B íb l i c a s
D ons de Elo c u ç ã o
T E X T O Á U R EO
“Se alguém falar, faie segundo as palavras
de Deus; se alguém adm inistrar, adm inis­
tre segundo o poder que Deus dá, para que
em tudo Deus seja glorificado por Jesus
Cristo, a quem pertence a glória e o poder
para todo o sempre. Amém!” (1 Pe 4.11 )■

V ER D A D E PRÁTICA
Os dons de profecia, de variedades
de línguas e de interpretação das
línguas são para edificar, exortar e
consolar a Igreja de Cristo.

HINOS SU G ERID O S 33, 77, 185


L E I T U R A D iA R I A
S e g u n d a - J o 1 7.1 7
A Palavra de Deus é a verdade

T e rç a - 1 T m 4 .1 4
Não despreze o dom de Deus

Q u a r ta - 1 C o 14.3
Os objetivos do dom de profecia

Q u in ta - 1 C o 14.32
Equilíbrio e bom-senso quanto aos dons

S e x ta - 1 Co 14.22-25
Sinais para os fiéis e para os infiéis

S á b a d o - 1 C o 12.31
Buscar os dons com zelo

L iç õ e s B íb lic a s 33
L E IT U R A B ÍB L IC A r IN TERA ÇÃ O
EM C L A S S E
Prezado professor, na lição de hoje estuda­
1 Coríntios 12.7,10-12,- remos a respeito dos três dons de elocução:
14.26 32 profecia, variedade de línguas e interpreta­
ção. Qual o propósito destes dons? Atual­
I Co ríntios 12 mente temos visto muita confusão e falta de
7 - Mas a m anifestação do Es­ sabedoria no uso destes dons, em especial
pírito é dada a cada um p ara o o de profecia, por isso, precisamos estudar
que fo r útil. com afinco este tema a fim de que não seja­
10 -e a outro, a operação de m a­ mos enganados pelos falsos profetas. Paulo
exortou os crentes de Corinto para que eles
ravilhas; e a outro, a profecia; e
procurassem com zelo os dons espirituais e
a outro, o dom de discernir os
em especial o dom de profecia, pois aquele
espíritos; e a outro, a variedade que profetiza edifica toda a igreja. Por isso,
de línguas; e a outro, a interpre­ ao preparar a lição, ore e peça que o Senhor
tação das línguas. conceda a você e aos seus alunos os dons de
I I - Mas um só e o mesmo Es­ profecia, de faiar em línguas estranhas e o
pírito opera todas essas coisas, de interpretá-las.
repartind o p articu larm en te a
S cada um como quer.
p 12 - Porque, assim como o corpo O B JE T IV O S
'% é um e tem muitos membros, e
Após esta aula, o aluno deverá estar
s todos os membros, sendo m ui­
apto a:
tos, são um só corpo, assim é
Cristo também. A n a lis a r biblicam ente o dom de
1 C o r ín tio s 14 profecia.
26 - Que fareis, pois, irm ãos? Com preender o dom de variedade
Quando vos aju n tais, cada um de línguas.
de vós tem salm o, tem doutrina,
tem revelação, tem língua, tem V alo rizar o dom de interpretação de
in te rp re ta ç ã o . Faça-se tudo línguas.
para edificação.
27 - E, se alguém fa la r língua
estranha, faça-se isso por dois O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A
ou, quando muito, três, e por sua Professor, para introduzir o primeiro tópi­
vez, e haja intérprete. co da íição, faça as seguintes indagações:
28 - Mas, se não houver intér­ “O que é ser profeta?" “Qual é a função do
prete, esteja calado na igreja e profeta?" Depois de ouvir os alunos, ex­
fale consigo mesmo e com Deus. plique que o profeta é aquele que fala em
29 - E falem dois ou três profe­ lugar de outrem. Sua função é proclamar
tas, e os outros julguem . os oráculos de Deus a fim de que a Igreja
30 - Mas, se a outro, que estiver seja edificada, exortada e consolada. A
Palavra de Deus nos exorta a não despre­
assentado, fo r revelada algum a
zarmos as profecias, todavia precisamos
coisa, cale-se o prim eiro. examiná-las com sabedoria, de acordo
31 - Porque todos podereis pro­ com a Palavra de Deus, pois muitos falsos
fetizar, uns depois dos outros, profetas têm se levantado atualmente.
p a ra que todos aprendam e Leia, juntamente com os alunos 1 Tessa-
todos sejam consolados. ionicenses 5.20,21. Ressalte que a Igreja
32 - E os espíritos dos profetas não pode deixar de julgar as profecias e
estão sujeitos aos profetas. ^ discernir os espíritos.__________

34 L iç õ e s B íb lic a s
das falsas profecias. Apesar d e i
exortar-nos a não desprezar ou
su fo c a r as p rofecias na ig reja
IN TRO D U ÇÃ O local (1 Ts 5.20), as Escrituras
O estudo da lição desta se­ orientam-nos a que exam inem os
m ana concentrar-se-á nos três “tudo", ju lg an d o e discernindo,
dons classificados com o os de pelo Espírito, o que está por trás
elocução: profecia, variedade de das m ensagens. Toda profecia
línguas e interpretação das lín­ espontânea deve ser ju lg ad a (1
guas. Os propósitos destes dons Co 14.29-33).
especiais são os de edi­ 2. A r e le v â n c ia
ficar, exortar e consolar PALAVRA-CHAVE do dom de p ro fe cia .
a Ig re ja de C ris to (1 O dom de p rofecia é
Elo cu ção :
Co 14.3). Isso porque tão im portante para a
Ação ou efeito
os dons de e lo c u ç ã o Igreja de Cristo que o
de en u n ciar o
são m anifestações so­ a p ó s to lo Paulo e x o r­
brenaturais vindas de pensam ento por tou a sua busca (1 Co
Deus, e não podem ser p alavras. 14.1). Não o b stan te,
utilizadas na igreja de ele ig u a lm e n te re c o ­
forma incorreta. Assim, devem os m endou que o exercício desse
estudar estes dons com diligência, dom fosse observado pela ordem
reverência e tem or de Deus, para e cuidado nos cultos (1 Co 14.40).
não sermos enganados pelas fal­ Os crentes de Corinto deveriam
sas manifestações. ju lg ar as profecias quanto ao seu
conteúdo e a origem de onde elas
I - D O M D E P R O F E C IA
procedem (1 Co 14.29), pois elas
(1 C o 1 2 . 1 0 )
possuem três fontes d istin tas:
1. O que é o dom de p roDeus, ­ o homem ou o Diabo. De­
f e c ia ? De acordo com S tan ley vem os nos cuidar, pois a Bíblia,
Horton, o dom de profecia rela­ tanto no Antigo quanto no Novo
tado por Paulo em 1 Coríntios 14 T estam ento, m ostra ações dos
refere-se a mensagens espontâ­ falsos profetas. O Senhor Jesu s
neas, inspiradas pelo Espírito, em nos alertou: “Acautelai-vos, po­
uma língua conhecida para quem rém, dos falsos profetas, que vêm
fala e tam bém para quem ouve, até vós vestidos com o ovelhas,
objetivando edificar, exortar ou mas interiorm ente são lobos de­
co n so lar a pessoa d e stin atária vo rad o res” (Mt 7.1 5). Vigiem os!
da m e n sa g e m . P ro fe tiz a r não 3. P ro p ó sito s d a p ro fe cia.
é d e s e ja r um a b ê n ção a um a A profecia contribui para a ed i­
pessoa, pois essa não é a finali­ ficação do crente. Porém, ainda
dade da profecia. Infelizm ente, existe muita confusão a respeito
por falta de ensino da Palavra do uso dos dons de elocução, e
de Deus nas igrejas, aparecem em especial ao de profecia e sua
várias aberrações concernentes fu n ção . Há líderes p e rm itin d o
ao uso incorreto deste dom. Não que as igrejas que lideram sejam
poucos crentes e igrejas locais guiadas por supostos profetas.
sofrem com as co n se q u ê n cia s A Igreja de Jesu s Cristo deve ser

L iç õ e s B í b l i c a s 35
| conduzida segundo as Escrituras, dom de variedades de línguas é
I pois esta é a inerrante Palavra j tão importante para a igreja quan­
de Deus- A Bíblia Sagrada, a Pro­ to os demais apresentados em 1
fecia por excelência, deve ser o Coríntios 12.
manual do líder cristão. Outros 2 . Q u a l é a f i n a l id a d e
líderes, tam bém erroneam ente, j do dom de v a rie d a d e de lín ­
não tomam decisão algum a sem g u a s ? O prim eiro propósito é a
antes consultar um “ profeta” ou edificação da vid a espiritual do
uma “profetisa”. Estes profetizam crente (1 Co 14.4). As línguas,
aquilo que as pessoas querem ao contrário da profecia, não edi­
ouvir e não o que o Senhor re­ ficam ou exortam a igreja. Elas
alm en te quer falar. Todavia, a são para a d e vo ção esp iritu a l
Palavra de Deus alerta-nos a que do crente que recebe este dom.
não ouçam os a tais falsários (Jr À m edida que o servo de Deus
23.9-22). fa la em lín g u as e stran h as vai
sendo tam bém edificado, pois
S IN O P S E D O T Ó P IC O (1 ) o Espírito Santo o toca e renova
diretam ente (1 Co 14.2).
O propósito do dom de pro-
3. A tu a lid a d e do dom . É
I fecia é edificar, exortar e consolar
preciso deixar claro que a varieda­
i a Igreja (1 Co 14.3).
................... —
de de línguas não é um fenômeno

exclusivo do período apostólico.


RESPO N D A
O Senhor continua abençoando os
1. Q u ais são os p ro p ó sito s da crentes com este dom e cremos
p ro fecia? que assim o fará até a sua vinda.
2. Q uais são as três fontes de onde No Dia de Pentecostes, todos os
podem proceder as p ro fecias? cre n te s re u n id o s no ce n á cu lo
foram batizados com o Espírito
11 - V A R IE D A D E D E L ÍN ­
Santo e falaram noutras línguas
G U A S (1 C o 1 2 . 1 0 )
pelo Espírito (At 1.4,5; 2.1-4). É
1. O que é o dom de v a rieum­ dom tão útil à vida pessoal
d a d e s de lín g u a s ? De acordo do crente em nossos dias quanto
com o teólogo pentecostal Tho- o foi nos dias da igreja primitiva.
mas Hoover, o dom de línguas é
“a habilidade de falar uma língua S IN O P S E D O T Ó P IC O (2 )
que o próprio falante não enten­
O dom de línguas é tão im­
de, para fins de louvor, oração ou
po rtan te para a igreja quanto
transm issão de uma mensagem
os dem ais ap resen tad os em 1
divina” . Segundo Stanley Horton,
Coríntios 12.
“alguns ensinam que, por estarem
alistados em último lugar, estes
RESPO N D A
dons são os de menor im portân­
cia” . Ele acrescenta que tal “con­ 3. Seg u n d o o teólogo Thom as
clusão é insustentável” , pois as H oover, o que é o dom de lín ­
“cinco listas de dons encontradas g u as?
no Novo Testamento colocam os 4. Q ual é a fin alid ad e p rin cip a l
dons em ordens d iferen tes” . O do dom de variedade de lín g u as?

36 L iç õ e s B íb l i c a s
III - IN T E R P R E T A Ç Ã O D E disse que “não haverá interpre­
L ÍN G U A S (1 C o 1 2 . 1 0 ) tação se não houver quem fale
em línguas estranhas, ao passo
1. D efin ição do dom . Tho-
que a profecia não depende de
mas Hoover ensina que a inter­
outro dom ” .
pretação das línguas é “a habi­
lidade de interpretar, no próprio S IN O P S E D O T Ó P I C O (3 )
ve rn á cu lo , aq u ilo que foi pro­
nunciado em línguas” . Na igreja O dom de interpretação de
de Corinto havia certa desordem línguas é imprescídivel para que
no culto com relação aos dons todos sejam edificados.
e s p iritu a is, por isso, Paulo os
advertiu dizendo: “ E, se alguém RESPO N D A
falar língua estranha, faça-se isso 5. D efina, de acordo com a lição, o
por dois ou, quando muito, três, dom de in terp retação de lín g u as.
e por sua vez, e haja intérprete.
Mas, se não houver intérprete, CO N CLU SÃ O
e s te ja ca la d o na ig re ja e fale Ainda que haja muitas pes­
consigo mesm o e com Deus” (1 soas em diversas igrejas que não
Co 14.27,28). aceitem a atualidade do batismo
2. Há d ife re n ça en tre dom com o Espírito Santo e dos dons
de in te rp re ta ç ã o e o de p ro fe ­ espirituais — os cham ados “ces-
c ia ? Embora haja sem elhança são s a c io n is ta s ” — Deus c o n tin u a
dons distintos. O dom de inter­ abençoando os crentes com suas
pretação de línguas necessita de dádivas. Portanto, não podemos
outra pessoa, também capacitada desprezar o dom de profecia, o
pelo Espírito Santo, para que in­ de falar em línguas estranhas e o
terprete a m ensagem e a igreja de interpretá-las. Porém, façamos
seja edificada. Do contrário, os tudo conforme a Bíblia: com sa-
c re n te s fic a rã o sem e n te n d e r ! bedoria, decência e ordem (1 Co
nada. Já no caso da profecia não 14.39,40). Agindo dessa forma,
existe a necessidade de um intér­ Deus usará os seus filhos para que
prete. Estêvam Ângelo de Souza sejam portadores das manifesta-
definiu bem essa questão quando I ções gloriosas dos céus.

“E, se alguém fa la r língua estranha , faça-se isso por


dois ou, quando muito , três, e por sua vez, e haja
intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja
calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus ”
1 Coríntios 14.27,28

L iç õ e s B í b i .i c a s 37
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I " 1
Subsídio Teo ló g ico B IB LIO G R A FIA S U G ER ID A
“ Paulo era grato a Deus por fa­ BEVERE, Jo h n . A s s im D iz o
lar em línguas, e mais do que todos S e n h o r? Como sab er quando
os coríntios. Na igreja, porém, diz Deus está falan d o a tra vé s de
que preferiria falar cinco palavras o u tra pessoa, l.e d . Rio de J a ­
com seu entendimento, a fim de neiro: CPAD, 2006.
que pudesse, pela sua voz ensinar HORTON, Stanley M. A D outri­
aos outros, do que dez mil palavras na do E sp írito Santo no A nti­
em línguas (1 Co 14.18,19). Mas go e Novo Testam ento. 12.ed.
não deseja com isso excluir as Rio de Janeiro: CPAD, 201 2.
línguas. É parte legítim a de sua
adoração (1 Co 14.26).
Paulo lhes adverte para que SAIBA MAIS
ce sse m de p ro ib ir o fa la r em Revista Ensinador Cristão
línguas. Segundo parece, alguns CPAD, n ° 58, p.38.
não gostavam da confusão cau­
sada pelo uso e x a g e ra d o das
RESPO STAS DOS EX ER C ÍC IO S
línguas. Procuravam solucionar o
problema por meio da proibição 1. Exortar, consolar e edificar.
2= Deus, o homem ou o Diabo.
total do falar em línguas. Mas a
3- “ É a habilidade de falar uma
experiência era preciosa, e a bên­ língua que o próprio falante não
ção excelente, para a maioria dos entende, para fins de louvor, oração
coríntios aceitar essa proibição. ou transmissão de uma mensagem
Alguns dizem hoje: ‘Há problemas divina”.
4. É a edificação da vida espiritual
envolvidos no falar em línguas; do crente.
vam os evitá-las, portanto’. Mas 5. “É a habilidade de interpretar no
não foi essa a solução de Paulo próprio vernáculo, aquilo que foi
para si, nem para a Igreja. Até pronunciado em línguas”.
mesmo os limites que Paulo impõe
não tinham a intenção de im pedir
as línguas. Tratava-se, apenas,
de dar mais oportunidade, para
maior edificação a outros dons”
(HORTON, Stanley M. A D o u trin a
do E s p írito Santo no A n tig o e
Novo T estam en to . 1 2 .ed .R io d e
Janeiro: CPAD, 2012, p.242).

38 L iç õ e s B í b l i c a s
A U XÍLIO BIBLIO G R Á FICO II
S u b síd io Teológico

“Natureza Ericarnacional dos Dons


Os crentes desempenham um papel vital no ministério dos dons.
Romanos 12.1-3 nos diz para apresentarmos nosso corpo e mente
como adoração espiritual e que testemos e aprovem os o que for a
boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Sem elhantem ente, 1 Coríntios 12.1-3 nos adverte a não per­
dermos o controle do corpo e a não sermos enganados pela falsa
doutrina, mas deixar Jesus ser Senhor. E Efésios 4.1-3 nos recomenda
um viver digno da vocação divina, tom ar a atitude correta e manter
a unidade do Espírito.
Nosso corpo é o templo do Espírito Santo e, portanto, deve estar
envolvido na adoração. Muitas religiões pagãs ensinam um dualismo
entre o corpo e o espírito. Para elas, o corpo é mau, uma prisão, ao
passo que o espírito é bom e precisa ser liberto. Essa opinião era
comum no pensam ento grego.
Paulo conclam a os coríntios a não se deixarem influenciar pelo
passado pagão. Antes, perdiam o controle; como consequência,
podiam dizer qualquer coisa e alegar que provinha do Espírito de
Deus. O contexto bíblico dos dons não indica nenhuma perda de
controle. Pelo contrário, à medida que o Espírito opera através de
nós, temos mais controle do que nunca. Entregamos nosso corpo e
mente a Deus como instrumentos a seu serviço” (HORTON, Stanley
(Ed.). T eo lo g ia S iste m á tica : Um a Persp ectiva Pentecostai. 10.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.469).
V

L iç õ e s B íb l ic a s 39
Lição 6
7 1 de Maio de 2014

O M in is t é r io
de A pó sto lo

40 L iç õ e s B íb l ic a s
L E IT U R A B ÍB L IC A ______________ IN TERA ÇÃ O _________
EM C L A S S E
Prezado professor, já estudam os nas
E fé s io s 4-7-16 lições anteriores os dons espirituais de
poder, de elocução e de revelação. A
7 - M as a g ra ça fo i dada a p artir da lição desta sem ana você terá
cad a um de nós segundo a a oportunidade ím par de estudar e ensi­
m edida do dom de C risto . nar a respeito dos dons m inisteriais. Es­
8 * Pelo que diz: Subindo ao alto , tes dons se encontram relacionados em
levou cativo o cativeiro e deu Efésios 4.11. Estas dádivas divinas são
dons aos homens. igualm ente im portantes e necessárias
9 - O ra, isto — ele subiu — que para que a igreja cum pra a sua missão
é, senão que tam bém , antes , neste mundo e os crentes cresçam "na
tinha descido às p artes m ais graça e conhecimento de nosso Senhor
baixas da te rra ? e Salvador, Jesu s C risto” (2 Pe 3.18).
Sabemos que o m inistério apostólico,
10 -Aquele que desceu é tam ­
segundo os moldes do colégio dos doze,
bém o mesmo que subiu acim a
não existe mais, todavia o dom m inis­
de todos os céus, p ara cum prir terial descrito em Efésios 4.11 continua
todas as coisas. em plena vigência. Por isso, precisam os
11 - Eele mesmo deu uns p ara o rar para que Deus levante apóstolos a
apóstolos, e outros p ara p ro ­ fim de que o Evangelho seja pregado a
fetas, e outros p ara evange­ todas as nações.
listas, e outros p ara pastores
e doutores, O B JE T IV O S
12 - querendo o ap erfeiço a­
mento dos santos, p ara a obra Após esta aula, o aluno deverá estar
do m inistério, p ara edificação apto a:
do corpo de C risto, A n a lis a r bib licam en te o colégio
13- até que todos cheguem os apostólico.
à unidade da fé e ao conhe­
cim ento do Filho de Deus, a D e sc re v e r o ministério apostólico
varão p erfeito, à m edida da de Paulo.
estatu ra com pleta de C risto , C o n s c ie n t iz a r - s e a resp eito da
1 4 - p a ra que não sejam os apostolicidade atual.
m ais m eninos in co n stan tes,
' \
levados em roda por todo ven­ O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A
to de d o u trin a, pelo engano
Professor, para introduzir a lição
dos hom ens que, com astú cia,
de forma dinâmica, faça a seguinte
enganam fraudulosam ente.
indagação: “Quais são os dons minis­
IS - Antes, seguindo a verdade teriais?” Ouça os alunos com atenção
em am or, cresçam os em tudo e em seguida leia a relação descrita
naquele que é a cabeça, Cristo. em Efésios 4.1 1, Depois, utilizando o
16 -do qual todo o corpo, bem quadro da página seguinte, explique a
ajustad o e ligado pelo auxílio respeito do termo apóstolo e faça um
pequeno resumo a respeito deste dom.
de todas as ju n ta s, segundo a
Enfatize que Deus continua levantando
ju s ta operação de cada parte,
apóstolos em nosso tempo. Conclua
faz o aum ento do corpo, p ara orando para que o Senhor distribua
sua edificação em am or. este dom entre os seus alunos.

L iç õ e s B í b l i c a s 41
origina-se do verbo apostellein,
que significa “enviar”, "remeter".
A p a la v ra a p ó sto lo , p o rtan to ,
INTRODUÇÃO significa “aquele que é enviado”,
A partir da lição desta sem a­ “m ensageiro ”, “oficialm ente co ­
na estudaremos os Dons M iniste­ missionado por Cristo”. Ao longo
ria is distribuídos por Deus à sua do Novo Testamento, o verdadeiro
Igreja, objetivando desen volver apó stolo é en viad o por Cristo
o caráter cristão da comunidade igualmente como o Filho foi en­
dos santos, tornando-o viad o pelo Pai com a
semelhante ao de Cristo PALAVRA CHAVE missão de salvar o pe­
(Ef 4.13). De acordo com A p ó sto lo : cador com autoridade,
as epístolas aos Efésios poder, graça e amor. O
Do gr. apostolos,
e aos Coríntios, são cin­ verdadeiro apostolado
enviado.
co os dons ministeriais baseia-se na pessoa e
concedidos por Deus à obra de Jesus, o Após­
Igreja^ apóstolos f profetas , evan­ tolo por excelência (Hb 3.1).
gelistas, pastores e doutores (1 Co 2. O c o lé g io a p o s tó lic o .
12.27-29). Veremos o quanto esses Entende-se por colégio apostólico
ministérios são necessários a v id a o grupo dos doze primeiros dis­
da igreja local para cu m p rir a cípulos de Jesus convidados por
missão ordenada pelo Senhor ante Ele a auxiliarem o seu ministério
0 m undo e, sim u ltan e am en te, terreno. O Salvador os separou
crescer “na graça e conhecimento e nomeou. Os primeiros escolhi­
de nosso Senhor e Salvador Jesus dos não eram homens perfeitos,
Cristo” (2 Pe 3.18). Mostrando a mas foram vocacionados a levar
sequência de Efésios 4.11, iniciare­ a m e n sag e m do E v a n g e lh o a
mos o estudo peio dom ministerial todo o mundo (Mt 28.19,20; Mc
de apóstolo. 16.15-20). De acordo com Stanley
Horton, eles foram habilitados
1 - O C O L É G IO A P O S T Ó L IC O
a exercer “o m inistério quando
1. O term o “a p ó sto lo ”. O do estabelecim ento da Igreja (At
D icion ário Bíblico W ycliffe infor­ 1.20,25,26)”. Em outras palavras,
ma que o termo grego apostolas os doze apóstolos constituíram a

DOM A P O S T Ó LIC O - E fé s io s 4.11

A p ó sto lo “Aquele que é enviado”.

Baseia-se na pessoa e obra de Jesus Cristo, o


O v e rd a d e iro ap ó sto lo
Apóstolo por excelência (Hb 3.1).

O grupo dos doze primeiros discípulos enviados


O C o lég io A p o stó lico
por Jesus.

O s a p ó sto lo s a tu a is Missionários enviados pela Igreja do Senhor.


J

42 L iç õ e s B íb l ic a s
base ministerial para o desenvol- í RESPONDA
vim ento e a expansão da Igreja
/. Segundo as epístolas aos Efésios
no mundo. Mas antes, como nos
e aos Coríntios, quantos e quais
mostra a Palavra de Deus, rece- j
são os dons m in isteriais?
beram o batismo com o Espírito
2. De aco rd o com o D icionário
Santo (Lc 24,49; At 1.8; 2.1-46).
Bíblico W ycliffe, defina o term o
3. A s in g u la r id a d e d o sgrego apostolos,
d o ze. Aqui á im portante ressal­
tar que o apostolado dos doze II - O APÓSTOLO PAULO
tem uma conotação bem singular 1. Saulo e su a c o n v e rsã o .
em relação aos dem ais e n co n ­ Saulo foi um judeu de cidadania
trados em Atos e tam bém nas romana, educado “aos pés de Ga-
epístoias paulinas. m alier, e também um im portante
a ) Ele s fo ra m co n vo cad o s mestre do judaísm o (At 22.3,25).
pessoalm ente pelo Senhor. Multi­ Ele era intelectual, fariseu e foi
dões seguiam Jesus por onde Ele \ perseguidor dos cristãos. Entre­
passava (Mt 4.25), e muitos se tanto, a caminho de Damasco, em
tornavam seguidores do Mestre. busca dos cristãos que haviam
Mas para iniciar o trab alh o da fugido devido à perseguição em
Grande Comissão, apenas doze | Jerusalém , e com carta de autori­
foram convocados pessoalmente zação para prendê-los, Saulo teve
por Ele (Mt 10.1; Lc 6.13). uma e x p e riê n cia com o Cristo
b) Andaram com Jesu s d u ran­ I ressurreto (At 9.1-22). A sua vida
te todo o seu m inistério. Desde o foi inteiramente transform ada a
batismo do Senhor até a crucifi­ partir desse encontro pessoal com
cação, os doze andaram com o Jesus. De perseguidor, passou a
Mestre, aprenderam e c o n v iv e ­ perseguido; de Saulo, o fariseu,
ram com Ele (Mc 6.7; Jo 6.66-71; . a Paulo, o apóstolo dos gentios.
At 1.21-23). 2. Um hom em p rep arad o
c) Receberam autorid ad e do j para s e rv ir. Dos vinte sete livros
S e n h o r (Jo 20.21-23). Os doze do Novo Testamento, treze foram
receberam de Jesus um mandato [ e s c rito s pelo a p ó s to lo Pau lo .
especial para prosseguirem com Quão grande tratado teológico
a o bra de eva n g e liz a çã o . Eles encontram os em sua Epístola aos
foram revestidos de autoridade Romanos! O seu legado teológico
foi grandioso para o cristianismo.
de Deus para expulsar os d em ô ­
Mas para além da intelectualidade
nios, curar os enferm os e pregar
teológica, o apóstolo dos gentios
o Evangelho à hum anidade (Mc
levou um a v id a de so frim en to
16.17,18; cf. At 2.4).
por causa da pregação do Cristo
ressurreto. Eis a declaração apos­
SINOPSE DO T Ó P IC O (1 )
tó lica que denota tal verd ad e:
O verdad eiro apostolado “Combatié o bom combate, acabei
centrado única e exclusivam ente a carreira, guardei a fé” (2 Tm 4.7).
em Jesus Cristo, pois Ele é o Após­ 3- “O m enor d o s a p ó sto ­
tolo enviado pelo Paí. lo s”. O apóstolo Pauio não per-

L iç õ e s B í b l i c a s 43
existem. A Palavra de Deus diz que
R EFLEX Ã O
durante o milênio, os doze se as­
"O verdadeiro apostolado sentarão sobre tronos para julgar
baseia-se na pessoa e obra as doze tribos de Israel (Mt 19.28).
de Jesu s, o Apóstolo por Os seus nomes também estarão
excelência (Hb 3 , 1 ) ” registrados nos doze fundam en­
Elinado Renovato tos da cidade santa (Ap 21.12-14).
Logo, o colégio apostólico foi for­
mado por um grupo limitado de
tencia ao colégio dos doze. Ele não discípulos, não havendo, portanto,
andou com Jesus em seu ministério uma sucessão apostólica.
terreno nem testemunhou a res­ 2. A póstolos fora dos doze.
surreição do Senhor — requisitos A carta aos Efésios apresenta a vi­
indispensáveis para o grupo dos gência do dom ministerial de após­
doze (At 1.21-23). Humildemente, tolo. O teólogo Stan ley Horton
o apóstolo reconheceu que não informa-nos que “o Novo Testamen­
merecia ser assim chamado, pois to indica que havia outros apóstolos
co n sid erava- se um “ a b o r t iv o ”, que também haviam sido dados
como que nascido fora de tempo, como dons à Igreja. Entre estes se
o menor de todos (1 Co 15.8,9). acham Paulo e Barnabé (At 14.4,14,
Entretanto, o Senhor se revelou a bem como os parentes de Paulo, An-
ele ressurreto (At 9.4,5) e ensinou- drônico eJúnia (Rm 16.7)”. Ao longo
lhe todas as coisas. O apóstolo do Novo Testamento, e no primeiro
recebeu o Evangelho diretamente século da Igreja, o termo apóstolo
do Senhor (Cl 1.6-24; 1 Co 11.23). recebeu um significado mais amplo,
Embora o colégio apostólico tenha de um dom ministerial distribuído à
reconhecido o apostolado paulino igreja locai (Dicionário Vine).
(Cl 2,6-10; 2 Pe 3.14-16), as igrejas 3. O m in istério ap o stó lico
plantadas por ele eram o seio do atuai. Não há sucessão apostólica.
seu ministério apostólico (1 Co 9.2), Esta é uma doutrina formada pela
ig re ja ro m ana e, in felizm en te,
SSNOPSE D O T Ó P IC O (2) copiada por algumas evangélicas
para justificar a existência do po­
Paulo viu o Cristo ressur­
der papal. O ministério dos doze
reto. Esta era a sua credencial
não se repete mais. O que há é o
apostólica.
ministério de ca rá te r apostólico.
Atualm ente, m issionários en via­
R E SP O N D A
dos para evangelizar povos não
3. Q ual era a cid ad an ia do após­ alcançados pelo Evangelho são
tolo Pau lo ? dignos de serem reconhecido s
com o verdadeiros apóstolos de
IiS - A PO STO LSCSD A D E
Cristo. Homens como John Wesley,
A T U A L (E f 4.11)
William Carey (cognominado “pai
1- A in d a há a p ó s t o lo s ? das missões modernas”), Hudson
No sentido estrito do termo, e de Taylor, D. L. Moody, Gunnar Vin-
acordo com a sua singularidade, gren, Daniel Berg, “irmão André” e
apóstolos como os doze não mais tantos outros, em tempos recentes,

44 L iç õ e s B íb l i c a s
foram verdadeiros desbravadores CONCLUSÃO
apostólicos. Cidades e até países
Nos m oldes do colégio dos
foram impactados pela instrumen-
doze, o m inistério apostólico não
talidade desses servos de Deus.
ex iste atu alm e n te . En tre ta n to ,
o dom m in isterial de ap ó sto lo
SINOPSE DO T Ó P IC O (3 )
citado por Paulo em Efésios 4.11
Segundo Efésios 4.11 o dom está em plena vigência. Pastores
m inisterial de apóstolo está em experim entados, evangelistas e
plena vigência na igreja atuai. m issio n ário s que d e sb ravaram
os rincões do nosso país ou em
RESPONDA países inim igos do Evan g elh o ,
4. De acordo com a lição , ain d a são pessoas p o rta d o ra s desse
existem apóstolos? dom m inisterial. São os v e rd a ­
5. Na a tu a lid a d e , quem são os d e iro s a p ó s to lo s da Ig re ja de
verdad eiros apóstolos? Cristo hoje.

REFLEXÃO
"Atualm ente, m issionários enviados p ara
evan g elizar povos nunca alcançados pelo
Evangelho são dignos de serem reconhecidos
como verdadeiros apóstolos de C ris to "
Elinaldo Renovato

L iç õ e s B í b l i c a s 45
AUXILIO BIBLIOGRÁFICO I
S u b sid io Teo ló g ico BIBLIO GRAFIA SUGERID A
“Jesus é o supremo Sumo Sacer­
HORTON, Stanley M. A D o u tri­
dote e Apóstolo (Hb 3.1). A palavra
na do E sp írito Santo no A n­
apóstolo era usada, no entanto, para
tigo e Novo T estam en to . 12.
qualquer m ensageiro nom eado e
ed. Rio dejaneíro: CPAD, 201 2.
com issionado a algum propósito.
Epafrodito foi um mensageiro (após­ HORTON, Stanley M (Ed). Teo ­
tolo) nomeado pela igreja em Filipos e lo g ia S iste m á tica : Um a Pers­
enviado a Paulo (Fp 2.25). Os compa­ p ectiva Pentecostal. 1. ed. Rio
nheiros de Paulo eram os mensageiros de Janeiro: CPAD, 1996.
(apóstolos) enviados peias igrejas e
por elas comissionados (2 Co 8.23).
Os doze, apenas, eram após­
SAIBA MAIS
tolos específicos. Depois de uma Revista Ensinador Cristão
noite em oração, Jesus os escolheu CPAD, n°58. p.39.
do meio de um grupo de discípulos
e os chamou apóstolos (Lc 6.13). RESPOSTAS DOS EX ERC ÍC IO S
Pedro recom endou que os doze
1. São cinco dons: Apóstolos,
tinham um ministério e supervisão
profetas, evangelistas, pastores
especiais (At 2. 20,25,26), provavel­ e doutores.
mente tendo em mente a promessa 2. Apostolos origina do verbo
de que eles futuramente julgariam aposteliein que diz respeito a
(governariam) as 12 tribos de Israel “enviar”, “remeter".
3* Ele erajudeu de cidadania romana.
(Mt 19.28). Sendo assim, nenhum 4. Nos moldes do colégio dos
apóstolo foi escolhido, depois de doze, o ministério apostólico não
Matias, para estar entre os doze. existe mais. Todavia o dom minis­
Nem foram nomeados substitutos, terial de apóstolo citado em Efé-
sios 4.11 está em plena vigência.
quando estes foram martirizados.
5. Os missionários.
Na Nova Jerusalém há apenas 12
alicerces, com os nomes dos 1 2
apóstolos inscritos neles (Ap 2 1 J 4).
Os doze, portanto, eram um grupo
limitado, e realizavam uma função
especial na pregação, no ensino e no
estabelecimento da Igreja, além de
testificar da ressurreição de Cristo,
com poder. Ninguém mais pode ser
um apóstolo no sentido em que eles
foram” (HORTON, Stanley M, A Dou­
trin a do E sp írito Santo no Antigo
e Novo Testam ento. 12.ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2012, p.287).

46 L iç õ e s B íb l ic a s
A U X ÍLIO BIBLIO G RÁ FICO II
Subsídio Teológico
“A P Ó S T O LO
Os apóstolos foram testemunhas oculares das atividades de Jesus
na terra e consequentemente testificaram que Jesus era o Senhor res-
surrecto (Lc 24.45-48; 1 Jo 1.1-3). Os pré-requisitos para a substituição
apostólica nesta função única são dados em At 1.21,22. A lista de
apóstolos de Lucas (Lc 6.14-1 6; At 1.13) corresponde à lista dos doze
dadas em Mateus 10.2-4 e Marcos 3.1 6-1 9. Mateus lista os discípulos
aos pares, supostamente como enviados por Jesus. Tadeu (em Mateus e
Marcos) era idêntico ajudas o filho de Tiago (em Lucas). Pedro, Tiago e
João formavam um círculo íntimo dentre os doze, e estavam presentes
no episódio da transfiguração (Mt 17.1-9; Mc 9.2-10; Lc 9.28-36) e no
Cetsêmani (Mt 26.36-46; Mc 14.32-42; Lc 22.39-46). Os doze foram
selecionados para ser os companheiros de Jesus e proclamar o Evan­
gelho (Mc 3.14). Durante o ministério de Jesus, os doze serviram como
seus representantes, uma função compartilhada por outros (Lc 10.1).
Aparentemente, a posição dos apóstolos não foi fixada perma­
nentemente antes da ressurreição (Mt 19.28-30; Lc 22.28-34; cf. Jo
21.1 5-18). O Cristo ressurrecto fez deste grupo seleto de testemunhas
do seu ministério e ressurreição, apóstolos e testemunhas permanentes
de que Ele é o Senhor, os comissionou como missionários, os instruiu a
ensinar e batizar (Mt 28.1 8-20; Mc 16.1 5-1 8; Lc 24.46-48), e completou
0 processo com o envio do Espírito Santo no Pentecostes (Lc 24.49; At
1.1-8; 2.1-1 3). No período inicial, os 12 apóstolos eram os únicos ensi­
nadores e líderes da igreja, e outros ofícios foram derivados deles (At
6.1-6; 15.4). O apostolado não implicava em uma liderança permanente.
Embora Pedro tenha iniciado missões aos judeus (Atos 2) e aos gentios
(At 10.111.18), Tiago o substituiu como líder entre os judeus, e Paulo
como líder entre os gentios.
Os membros da igreja são sacerdotes, reis, servos de Deus e santos
que usam seus dons para a edificação da igreja como um todo (1 Co 12.1-
1 1; 1 Pe 2.9; Ap 1.6; 5.8,1 0; 7.3) e, como os apóstolos, são mediadores
de Cristo (Mt 25.40,45; Mc 9.37; Lc 9.48) e reinarão com Ele (Ap 3.21).
Os apóstolos, porém, através do testemunho de sua palavra,
sempre serão a norma e os arautos do fundamento sobre o qual Cristo
edifica a sua igreja (Ef 2.20; Ap 18.20; 21.14). Os apóstolos são as
primeiras dádivas de Cristo para a sua igreja (Ef 4.11) e os ministros
estabelecidos por Deus na igreja (1 Co 12.28,29)” (PFEIFFER, Charles F.;
REA, John; VOS, Howard F. (Eds.). D icionário Bíblico W ydiffe. 1 ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 162).

L iç õ e s B í b l i c a s 47
Lição 7
78 de Maio de 2014

O M in ist é r io
de P r o f e t a
T E X T O Á U REO
E a uns pôs Deus na igreja, prim eiram en­
te, apóstolos, em segundo lugar, profetas,
em terceiro, doutores, depois, milagres,
depois, dons de curar, socorros, governos,
variedades de línguas” O Co 12.28).

V ERD A D E PRÁTICA
O ministério de profeta é fundamental
para a Igreja de Cristo nos dias atuais.

L E IT U R A D IÁ R IA
Segunda - At 3.22
Jesus - o profeta prometido

T erça - At 11.2 7
Profetas na igreja primitiva

Q uarta - Lc 11.49
Profetas enviados por Deus

Q uinta - 1 Co 14.3
O ministério do profeta

Sexta - 1 T s 5.20
Não despreze as profecias

Sábado - Ap 3.2 2
O Espírito fala às igrejas

48 L iç õ e s B íb lic a s
LE IT U R A B ÍBLICA INTERAÇÃO
EM C LA SSE
O m in istério de p ro feta é um dom
1 Coríntios 12.27-29; ■ de Deus p a ra a ig re ja atu al. O pro-
Efésio s 4.11-13. M feta é cham ado p a ra fa ia r segundo
o coração do P a i. Nem sem pre sua
1 C o rín tio s 12 m ensagem é aceita. No A ntigo Testa­
27 - O ra, vós sois o corpo de m ento alguns sofreram perseguições
C risto e seus m em bros em te rríve is p o r tra z e r aos isra e lita s a
p articu lar. m ensagem d ivina.
Em o Novo Testam ento os profetas
28 - E a uns pôs Deus na igre­
não perderam a preem inência. Eles,
ja , prim eiram ente, apóstolos,
juntam ente com os apóstolos, eram
em segundo lugar, p ro fetas,
as colunas da Igreja. A tualm ente, te­
em te rc e iro , d o u to re s, de­
mos a B íb lia, a profecia m aior; porém
pois, m ilagres, depois, dons
o Senhor continua a le va n ta r e a usar
de curar, socorros, governos,
seus porta-vozes p ara re ve la r a sua
variedades de línguas.
m ensagem ao seu povo.
29 - Po rve n tu ra, são todos
apóstolos? São todos profetas? O BJETIV O S
[ São todos doutores? São todos
Após a aula, o aluno deverá estar
operadores de m ilagres?
apto a:
E fé s io s 4 D e sc re v e r a função do profeta no
11 - E ele mesmo deu uns p ara Antigo Testamento.
apóstolos, e outros p ara p ro ­
Com preender o ofício do profeta em
fetas, e outros p ara evange­
o Novo Testamento.
listas, e outros p ara pastores
e doutores, D is c e r n ir o verd ad eiro do falso
profeta*
12 - querendo o ap erfeiço a­
mento dos santos , p ara a obra
g do m inistério, p ara edificação ORIEN TAÇÃO PEDAGÓGICA
do corpo de Cristo, Prezado professor, para introduzir o
1 3 - até que todos cheguem os terceiro tópico da lição reproduza na
à unidade da fé e ao conhe­ lousa a seguinte afirmação: “De todos
os dons espirituais, um dos que mais
cim ento do Filho de Deus, a
devemos desejar é seguramente o de
varão p erfeito , à m edida da discernimento. Nós ouvimos muitas
estatu ra com pleta de Cristo. vozes e não podemos seguir todas elas
(Gilbert Kirby) [por outro lado] a palavra
de Deus ensina que a nossa razão é par­
te da imagem divina na quaf Deus nos
criou" {C ristianism o Equilibrado, CPAD,
pp.l 2,22). Após a leitura, discuta com os
alunos sobre o texto ora lido. Em segui­
da, à luz de Mateus 7.1 5-20, argumente
sobre a necessidade de identificarmos a
figura do falso profeta e não deixarmos
enganar por ele.

L iç õ e s B í b l i c a s 49
oculto, anunciava juízos, em itia
conselhos e advertências divinas.
Expressões como “veio a mim a
IN TRO D U ÇÃ O palavra do Senhor” e “assim diz
A lição desta sem ana versa o Senhor” eram fórmulas usuais
sobre o dom ministerial de profe­ para o profeta com eçar a m en­
ta. Estudaremos alguns aspectos sagem d ivin a Gr 1.4; Is 45.1).
deste dom à luz da Bíblia, mas Símbolos e visões também eram
também considerando o contexto formas de Deus falar através dos
histórico e cultural do Antigo e profetas ao seu povo Gr 31.28;
do N ovo Testam ento. ^ Dn 7.1). Num primeiro
0 ministério de profeta PALAVRA-CHAVE m o m e n to , o p ro fe ta
é altamente importante exercia um importante
para os nossos dias, P ro feta: papel de co n se lh e iro
pois de acordo com o Porta-voz o ficial no palácio real (Natã,
ensino dos apóstolos, da divindade. P cf. 2 Sm 12.1; 1 Rs
tal m inistério tem um 1 .8 ,1 0 ,1 1 ). C o n tu d o,
v a lo r ex celso para a igreja de após a divisão do reino de Israel,
qualquer tempo e lugar. o profeta passou a ser perseguido,
pois sua profecia confrontava di­
1 - O P R O FE T A DO A N TIG O
retamente a prepotência da nobre­
TESTA M EN TO
za, a dissimulação dos sacerdotes
1. C o n c e ito . O profeta do e a injustiça social Or 1.18,19;
§ Antigo Testamento era a pessoa 5.30,31; Is 58.1-12).
incum bida para fa la r em nome de 3» O p ro fe tism o . De acor­
Deus. O Altíssim o fazia dele o seu do com o D icio n á rio Teológico
porta-voz, um em baixador que re­ (CPAD), o profetismo foi um mo­
presentava os interesses do reino vim ento que surgiu no período
divino na Terra. Quando Deus le­ aproxim ado do século VIII a.C.
vantava um profeta, designava-o a tanto em Israel quanto em Judá.
falar para toda a nação israelita, e O objetivo desse m ovim ento era
até mesmo a povos ou nações es­ “restaurar o monoteísmo hebreu” ,
tranhas Gr 1.5). Ao longo de toda “co m b atera idolatria” , “denunciar
a história veterotestam entária o as injustiças sociais”, “proclamar
Senhor levantou homens e m u­ o Dia do S en h o r” e “ reavivar a
lheres para profetizarem em seu esperança m essiânica”. Foi nesse
nome: Samuel, o úítimo dos juizes
tempo que os verdadeiros profe­
e o primeiro dos profetas para a
tas em Israel foram cruelm ente
nação de Israel (1 Sm 3.19,20),
surrados, presos e mortos.
Elias e Eliseu (1 Rs 18.1 8-46; 2 Rs
2.1-25), a profetisa Hulda (2 Rs
SIN O PSE D O T Ó P IC O (1)
22.14-20) e muitos outros, como
os profetas literários Isaías, Je re ­ Os profetas do Antigo Testa­
mias e Daniel. mento faiavam em nome de Deus,
2. O o fício . Através da ins­ em primeiro lugar para a nação de
piração divina o profeta recebia Israel, em segundo, para povos
uma revelação que desvendava o estranhos.

50 L iç õ e s B í b l i c a s
RESPO N D A Palavra de Deus, por vocação di-1
vina, com vistas à admoestação, l
L De acordo com a lição, defina
exortação, ânimo, consolação e j?
o conceito de profeta no Antigo
edificação da igreja (At 3.12-26; |
Testam ento.
1 Co 14.3). “Era dever do profeta |
2. O que foi o profetism o?
do NT, assim como para o do AT, I
1 1 - 0 P R O FETA EM O desmascarar o pecado, proclamar S
NOVO T ES T A M EN T O a justiça, advertir do juízo v in ­
douro e combater o mundanismo
1. A im p o rtân cia do ler- e frieza espiritual entre o povo |
mo “ profeta” em o Novo T e s ­ de Deus (Lc 1.14-1 7)". Por causa
ta m e n to . Com o já vim o s, em da mensagem de ju stiça que o
Efésios 4.11 são m encionados profeta apresenta em tempos de
cinco m inistérios que exerciam apostasia e confusão espiritual,
papéis fundamentais na liderança inclusive na igreja, não há outro
da Igreja Antiga: apóstolo, profe­ ! jeito: ele fatalmente será rejeitado
ta, evangelista , p asto r e doutor. | e perseguido por muitos.
Não por acaso, o termo “profeta” 3. O o b jetivo do dom mi­
aparece na segunda posição da n iste ria l de profeta. A função
lista apresentada em 1 Coríntios do profeta do Novo Testamento é
12.28; Efésios 4.11. O profeta é apresentada por Paulo no mesmo
identificado três vezes na epístola bloco de versículos em que ele
aos Efésios com o alguém que | m enciona os cinco m inistérios
acompanhava os apóstolos (2.20; em Efésios (4.1 1-16). Ou seja, o £
3.5; 4.11). A Bíblia afirma que os profeta é chamado por Deus a le­
“concidadãos dos Santos e da famí­ var a igreja de Cristo a uma plena
lia de Deus estão edificados sobre maturidade cristã, pois como um
o fundamento dos apóstolos e dos | organismo vivo, a Igreja, o Corpo
profetas [...]” (Ef 2.19,20). Aqui, de Cristo, deve desenvolver-se
a Bíblia denota a importância do para a edificação em amor (v.l 6).
ministério de profeta na liderança Para que tal seja uma realidade, os
da Igreja do primeiro século. profetas do Senhor devem desem­
2. O ofício do profeta neo- penhar suas funções, capacitados
-testam en tário . Seu ministério e dirigidos pelo Espírito Santo.
no Novo Testamento não consistia
em predizer o futuro, adivinhar o SIN OPSE D O T Ó P IC O (2)
presente ou ficar fora de si. Não!
De acordo com o Com entário Bíbli­ Os profetas em o Novo Tes­
tam en to d e se m p e n h a va m um
co Pentecostal Novo Testam ento ,
importante papel de liderança nas
o profeta neotestam entário era
igrejas locais.
dotado por Deus para receber e
mediar diretamente a Palavra do
Altíssimo. Apesar de ele algumas
RESPO N D A
vezes predizer o futuro, confor­ 3. Q uais são os cinco m inistérios
me instrui-nos a Bíb lia de Estudo m encionados em Efésios 4 .1 1 ?
Pen teco stalf seu ofício consiste 4. Em que co nsistia o ofício de
em p ro cla m a r e in te rp re ta r a p rofeta no Novo Testam ento?

L iç õ e s B í b l i c a s 51
ISI - D ISC ER N IN D O “ são a q u e le s q u e m in is tra m
O V E R D A D E IR O P R O FE T A em nom e de Je s u s nas nossas
DO FA LSO igrejas e co n ferê n cias, os que
partem o coração dos ju sto s, [e
1. S i m p l ic i d a d e x a r r oque]
­ em bora o m in istério seja
gância» Duas características do apresentado em nom e de Jesu s,
v e rd a d e iro p ro feta são a s im ­ não é desem penhado pelo seu
plicidade e o amor. Ainda que a ; E s p írito ” . Não ten h a medo! Na
Palavra seja de juízo, o coração autoridade do Espirito de Deus,
do profeta transborda de amor e a “acautele-se” dos falsos profetas.
sua conduta simples dem onstra a Seja prudente! O Espírito Santo
quem ele está servindo: o Deus de m ed ian te o E v a n g e lh o te fará
amor. Lembremo-nos de Jerem ias discernir a procedência desses
(38.1 4-27), Oseias (8.1 2) e do pró­ enganadores. Não se deixe con­
prio Senhor Jesus (Mt 23.37). Já o duzir por eles!
falso profeta só pensa em si, em
seu status e benefícios. Profetiza SIN O PSE DO T Ó P IC O (3)
objetivando a autoprom oção. Ele
mente, ilude e engana. Lembremo- Uma das formas de reconhe­

1-nos de Hananias, o profeta men­


tiroso que enfrentou Jerem ias (jr
28.10-1 2).
cer o falso profeta é identificar a
sua arrogância e a podridão dos
seus frutos.

I R ESPO N D A
2= P e la s f r u t o s o s c o n h e ­
c e r e i s . Um a ad v e rtê n cia séria 5. Cite duas c a ra c te rís tic a s do
de Jesu s para os seus discípulos verdadeiro profeta.
foi acerca da precaução com os
C O N C LU S Ã O
falsos profetas. Com o reco n h e­
cê-los? Je su s disse que os reco­ Acabam os de estudar o exer­
nheceríam os “ pelos seus fru to s” cício do ministério de profeta no
(Mt 7.15,20), pois o resultado, A ntigo e no N ovo Testam ento.
ou “fruto” , do que o profeta "d iz” i Vimos que tal ministério, ju n ta­
| e “ fa z ” , re v e la o seu ca rá te r. mente com o dos apóstolos, era
I Logo vo cê co n h e ce rá de onde um dos pilares na liderança da
procede a “á rv o re ” (o profeta). Igreja do primeiro século (Ef 2.20).
Lembre-se de que não devem os Apesar de ao longo da história da
d iferen çar o ve rd ad eiro profeta 1 igreja o ministério de profeta ter
do falso peia “ p e rfo rm an ce” ou perdido preem inência, sabemos
pelo “ e s p e tá c u lo ” , m as p elo s o quanto ele é im portante para
frutos que eles produzem . a v id a e s p iritu a l da Ig re ja de
3« A in d a s o b r e o f a l s o Cristo. O profeta do Senhor, com
p r o f e t a , A p e s a r de o fa ís o a u to rid a d e e sa b e d o ria d iv in a
profeta ser arrogante e iníquo, deve desm ascarar as injustiças,
ele fala com grande eloquência, o falso profetismo e primar pela
e isso basta para que ele seja ed ificação da Igreja do Senhor
tido com o verdad eiro. Na obra Jesus. Que Deus levante os legíti­
I Assim Diz o Sen h o r? ( CPAD), John mos profetas!
[âBevere diz que falsos profetas
52 L iç õ e s B íb lic a s
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Teológico
“O s v e rd a d e iro s P ro fetas e
o s F a lso s P ro fetas (7.15-23)- O
Evangelho de Mateus torna o fruto
dos profetas a verdadeira prova de
tais ministérios. O caráter é essen­
cial. O evangelista comenta muitas
vezes o tem a de árvores boas e
ruins e seus frutos; seu interesse
em produzir ju stiça o com pele a
repetir o tem a. Jo ã o Batista fala
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA que a Impenitência dos fariseus e
saduceus é como árvores ruins (cf.
STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, Mt 3.8-12). Em Mateus 12.33,35
French L. (Eds.) C o m e n tá rio Jesus une a acusação dos fariseus
Bíblico Pentecostal Novo T es­ (de que Ele faz o bem pelo poder do
tamento. Vol, 1: Mateus a Atos. mal) com dar maus frutos e a chama
4.ecL Rio de Janeiro: CPAD, 2009. de blasfêmia contra o Espírito San­
MENZIES, William W.; HORTON, to. [...] Em algumas comunidades a
Stanley M. D outrinas Bíblicas: prova para as profecias lidava com
Os Fundam entos da Nossa Fé.
a negação protognóstica da carne
5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005. de Jesus Cristo (1 Jo 4.1-3) ou com
] o espírito de legalismo (Gl 1.8,9).
SAIBA MAIS Aqui Mateus identifica que o fruto
do erro é o antinomismo, chamando
Revista Ensinador Cristão estas pessoas de : ‘Vós que praticais
CPAD, n ° 58, p.39*
a iniquidade’ (Mt 7.23). Mesmo que
eles [os profetas] façam milagres,
RESPOSTAS DOS EXERCÍCIO S a doutrina e o estilo de vida são
1 - O profeta do Antigo Testamento os critérios para d iscern im en to ”
era a pessoa encarregada de falar (STRONSTAD, Roger; ARRINGTON,
em nome de Deus. French L. (Eds,) C o m e n tá rio B í­
2 . O profetismo foi um m ovim en­
b lico P e n te co sta l Novo T e s t a ­
to que surgiu no período aproxi­
mado de VIII a.C. tanto em Israel m ento. Vol. 1. 4.ed. Rio de Janeiro:
quanto em Judá. CPAD, 2009, pp.61-62).
3. Apóstolos, Profetas, Evangelis­
tas, Pastores e Doutores.
4. Seu ofício consiste em proclamar
e interpretar a Palavra de Deus, por
vocação divina, com vistas à admoes­
tação, exortação, ânimo, consolação
e edificação da igreja.
5. A simplicidade e o amor.
V

L iç õ e s B í b l i c a s 53
Lição 8
25 de Maio de 2014

O M in ist é r io
d e Ev a n g e l i s t a
T E X T O A U R EO
“Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as
aflições , faze a obra de um evangelista ,
cum pre o teu m inistério" (2 Tm 4.5).

V ER D A D E PRATICA
O e v a n g e lis ta p ro cla m a o pleno
Evangelho de Cristo com ousadia; é
um arauto de Deus no mundo.

HINOS SU GERID O S 18, 129, 224


L E I T U R A D IA R IA

Seg u n d a - Lc 4 .1 8
Jesus - o maior evangelista

T e rça - 2 T m 4 .5
A obra de um evangelista

Q u a rta - At 2 1 .8
Filipe, o evangelista

Q u in ta - 1 Co 1.17
Enviado para evangelizar

Sexta - 1 Co 9-18
O prêmio do evangelista

Sábad o - Lc 4 .1 8 ,1 9
O evangelista apregoa a libertação
do mal

54 L iç õ e s B íb l i c a s
L E IT U R A BÍB LICA
INTERAÇÃO
EM C LA S S E
A tos 8.26-35; E fé s io s 4.11 A grande tarefa da igreja no mundo é \
pregar o Evangelho de Jesus de Nazaré. \
A to s 8 O m inistério de evangelista foi conce­
26 - E o anjo do Senhor falou a Fi­ dido por Deus p ara que, com graça e
lipe, dizendo: Levanta-te e vai para paixão, as pessoas fossem tocadas pela
a banda do Sul, ao caminho que mensagem do Evangelho. É um carism a
desce de Jerusalém para Gaza, de ordem m inisterial que o nosso Pai do
que está deserto. Céu dispensou ao seu povo. É urgente
27 - E levantou-se e foi. E eis
que a igreja no B rasil proclam e o Evan­
que um homem etíope, eunuco,
gelho sim ples aos quatro cantos deste
m ordom o-m or de C an d ace,
rainha dos etíopes, o qual era país, apontando p a ra tem as acerca
superintendente de todos os seus da salvação, do perdão do pecado em
tesouros e tinha ido a Jerusalém Jesu s e do am or ao próximo. É bem
para adoração, possível haver frequentadores de um a
28 - regressava e, assentado no igreja evangélica que nunca ouviram
seu carro, lia o profeta Isaía s. fa ia r desses temas.
29 - E disse o Espírito a Filipe:
Chega-te e ajunta-te a esse carro. O B JETIV O S
3 0 - E, correndo Filipe, ouviu
que lia o profeta lsaías e disse: Após a aula, o aluno deverá estar
Entendes tu o que lês? apto a:
31 - E ele disse: Como poderei
entender, se alguém me não E stu d a r sobre o envio dos setenta.
en sin ar? E rogou a Filipe que Refletir sobre a tarefa inacabada da
subisse e com ele se assentasse. Grande Comissão.
32 - E o lugar da Escritura que
Ha era este: Foi levado como Com preender o papel do evangelista
a ovelha p ara o m atadouro ; em o Novo Testamento.
e , como está mudo o cordeiro
diante do que o tosquia, assim
não abriu a sua boca.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
33 - Na sua hum ilhação, foi ti­
rado o seu julgam ento; e quem Prezado professor, para concluir a aula
contará a sua geração? Porque a desta semana, reproduza o esquema
sua vida é tirada da terra. da página seguinte. Utilize-o para falar
34 - E, respondendo o eunuco a um pouco a respeito da vida de John
Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz Wesley, Jonathan Edwards e David
isto o profeta? De si mesmo ou de Wilkerson. Naturalmente, houve muitos
algum outro? outros homens e mulheres de Deus
que igualmente impactaram a própria
35 -Então, Filipe, abrindo a boca
nação e o mundo com a proclamação do
e começando nesta Escritura , lhe
Evangelho e o testemunho de amor ao
anunciou a Jesus. próximo. Mas queremos neste pequeno
E fé s io s 4 espaço refletir um pouco sobre como
11 - E ele mesmo deu uns para Deus usou pessoas de forma poderosa
para executar o chamado da Grande Co­
apóstolos, e outros para profe­
missão. Conclua enfatizando que Deus
tas, e outros para evangelistas, e
conta conosco também para dar conti­
outros para pastores e doutores. nuidade a esta tão nobre tarefa.
v

L iç õ e s B í b l i c a s 55
I - JES U S EN V IA OS
S E T E N T A (L C 10.1 20)
IN T R O D U Ç Ã O 1. São poucos os que anun­
O m inistério de evang elista ciam. Quando Jesus enviou os se­
é dado por Deus à igreja como tenta para anunciarem as boas no­
um dom valioso. Por isso, o es­ vas do Reino de Deus na região da
tudarem os procurando Caliléia, Ele asseverou:
vislu m b rar com o o Se­ PALAVRA-CHAVE “Grande éf em verdade,
nhor Jesu s o co n sid e­ a seara, mas os obreiros
E v a n g e lis ta : são poucos” (v.2). São
rou, e com o esse dom
O breiro poucos porque, primei­
m in is te ria l por Deus
c o n c e d id o é tra ta d o especialm ente ramente, os discípulos
em o Novo Testam en­ vocacionado, a fim não podem proclam ar
to, bem com o sua des­ de p ro clam ar o a si m esm os ou um a
ta c a d a o p e ra çã o nas Evangelho de nosso mensagem própria. Em
ig re ja s de C o rin to e Senhor Jesu s C risto. segundo lugar, porque
Éfeso. Temos de Jesu s r os discípulos do Senhor
a ordem para pregar o Evan g e­ são enviados a falar úni­
lho, e em sua m ultiform e sabe­ ca e exclusivamente de Jesus e do
doria Deus dispõe para a igreja o Reino de Deus, jam ais de si mes­
poder necessário para proclam ar mos. Lamentavelmente, ao longo
o Evangelho com ousadia. dos séculos, muitos foram aqueles

EVANGELISTAS NOTÁVEIS

. . È>

JOHN W ESLEY JONATHAN EDW ARDS DAVI D W ILKERSON


W esley foi o fundador da Um p asto r co n g reg a d o - O pastor Davrd Wilkerson
igreja Metodista. Efe tinha nal do séc. XIII, que viveu inicio u o seu m in istério
37 anos quando começou para pregar o Evangelho no ano de 1958, em Nova
a viajar e a pregar na Ingla­ de Cristo. Não há sermão iorque. Ali, ele pregou para
terra. Além de esmerar-se mais fam oso da história pessoas drogadas, margina­
na fé através do estudo das que “Pecadores nas Mãos lizadas representadas pelas
Escrituras, ele, juntam ente de um D eus Ira d o ” . Ele gangues locais. A obra “A
com o seu irmão Charles participou do m ovim ento Cruz e o Punhal", mundial­
Wesley, dirigia-se às prisões de grande aviva m e n to e mente conhecida, narra esse
para levar a mensagem de despertamento espirituais período da vida de Wilker­
salvação aos presos. Bem em seu país, o EUA. son. Ainda há outras obras
como aos trabalhadores e desse grande evangelista,
a outras pessoas da cidade. “Faminto por mais d ejesus”
e “Toca a Trombeta em Sião",
ambas editadas peia CPAD.

56 L iç õ e s B íb l ic a s
que na Seara do Senhor falaram em | primeiramente ver milagres, mas
seu próprio nome e pregaram a sua saber que através da exposição do
própria mensagem. Os discípulos Evangelho de poder temos os nos-
segundo o coração do Nazareno j sos nomes escritos nos céus (v.20).
ainda são poucos, mas o Senhor
continua a convocar obreiros para | SIN O P SE D O T Ó P IC O (1)
a sua seara (v.2b).
Jesus enviou os setenta para
2. E n v ia d o s p ara o m eio
| pregar a mensagem do Reino de
de lo b o s. Proclamar o Evangelho
Deus e deu-lhes poder para con­
num mundo contrário à mensagem
firm ar a Palavra.
do Reino de Deus certamente le­
varia os arautos de Cristo a serem
R ESP O N D A
perseguidos. Os setenta que Jesus I
enviou seriam rejeitados, perse­ /. Segundo a tição, q u al a conse -1
guidos e até ameaçados de morte. quência p a ra quem p ro clam a o I
A história da igreja nos m ostra Evangelho num m undo co ntrário I
que pessoas pagaram com a vida ao Reino de Deus?
por professar a fé em Cristo. Nas 2. De acordo com a lição, q u al o I
últim as décadas, mais cristãos verdadeiro significado de desfru -1
foram mortos no mundo que em ta r da ale g ria no Esp írito ?
qualquer outra época da história
II - A G R A N D E C O M ISSÃ O
da igreja. Os verdadeiros evan ­
I (Mt 2 8 .1 9 ,2 0 ; Mc 16.15-20)
gelistas enfrentarão ainda muitas
perseguições, sobretudo em países 1. O a lc a n c e da G ra n d e I
dominados por religiões anticristãs C o m is s ã o . A ordem dada por I
e fundamentalistas. Eles são com­ Jesus aos seus discípulos, após a I
parados a cordeiros que se dirigem sua ressurreição, foi: "ide, ensinai I
para o meio dos lobos (v.3). todas as nações, batizando-as em E
3. O s s in a is e a s m aravi­ nome do Pai, e do Filho, e do Espí- I
lh a s confirm am a Palavra. Os rito Santo; ensinando-as a guardar I
setenta discípulos receberam poder todas as coisas que eu vos tenho |
em nome de Jesus para pregar a m andado” (Mt 28.19,20). Esta or- |
mensagem do Reino de Deus com dem é cham ada com um ente de A
graça (vv.9,10; Mt 10.1,8). Quando G rande Com issão . É o apelo de Je- |
voltaram da missão, os evangelis­ sus para os discípulos anunciarem
tas, maravilhados e surpreendidos, o Evangelho até as últimas conse- .
diziam: “ Senhor, pelo teu nome, quências. Foi nesse “espírito” que y
até os demônios se nos sujeitam'1 o apóstolo Paulo encarou a tarefa
(v.17). Mas naquele momento Jesus da evangelização (1 Co 9.16).
falou-lhes de uma realidade que 2. O m undo e stá d ividido |
eles não com preendiam : aquele em d o is g ru p o s. “Quem crer e for
poder era para confirmar a Palavra batizado será salvo; mas quem não
do Reino, não a palavra do homem. crer será condenado” (Mc 16.16). 1
O verdadeiro significado de des­ Aqui, o Evangelho de Marcos des- M
frutar da alegria no Espírito não é ! taca que há dois grupos de pessoas j

L iç õ e s B íb l i c a s 57
■ diante da mensagem de Jesus: Os i do verbo grego eucwgeJizo, isto é,
■ que creem e os que não creem . transm itir boas novas (do evange­
I Acerca da salvação, os Evangelhos lho). Como dom, refere-se àquele
I não se preocupam com nacionali- que é ch am ad o para p reg ar o
I dade, raça, sexo ou condição sócio- Evan g elh o . Foi co n ced id o pelo
I -econômica do homem (Gl 3.28)* Pai através de uma capacitação
INão há judeu, não há gentio (Rm ministerial objetivando propagar
13.9,10,23). Toda a humanidade é o Evangelho de Cristo para toda
I carente da graça de Deus e precisa a h u m a n id a d e . O e v a n g e lis ta
I decidir o seu futuro eterno crendo tem p aix ão pela s a lv a ç ã o dos
I ou não no Evangelho. perdidos. Esmera-se por buscar
3. A Grande C o m issão hoje. da parte de Deus mensagens ins­
I A tarefa da evangelização do mun- piradas para tocar os corações e
I do está inacabada. Apenas 33% da quebrantar a alma dos pecadores.
I população mundial é composta por 2. O papel do e v a n g elista.
I cristãos das várias confissões de O evangelista é, por excelência, o
I fé. Há regiões em que número de pregador das boas-novas de sal­
I cristãos está diminuindo, como na vação. Através da sua mensagem,
I Europa. Recentemente, na Alema- vidas são alcançadas e conduzidas
I nha, cerca de 340 igrejas fecharam a Deus. Muitas vezes, o evangelista
I as portas; em Portugal, quase 300. torna-se um plantador de igrejas,
I A Holanda e a Inglaterra são países como tem ocorrido em diversos lu­
íj considerados “pós-cristãos”. Ainda gares do Brasil e pelo mundo afora.
f. na Europa, cerca de 1500 templos Um evangelista cheio da graça de
I cristãos foram transformados em Deus poderá tocar corações com a
| mesquitas, restaurantes, bibliotecas mensagem do Evangelho de modo
% e casas de shows. Se a Igreja não tão convincente que leva o povo
experimentar um real e poderoso a crer e acatar as boas-novas da
| avivamento espiritual, em poucas salvação e ao Salvador Jesus.
j décadas a Europa se tornará mulçu- 3. A fin a lid a d e do m in isté ­
5 mana ou o cristianismo não mais a rio do e v a n g e lis ta . Da mesma
influenciará. Precisamos reevange- form a que o ministério do apósto­
lizar o continente europeu. lo e do profeta, o do evangelista
tem por finalid ad e prep arar os
SIN O P SE D O T Ó P IC O (2) santos do Senhor para uma vid a
de serviço cristão, bem como à
A Grande Comissão ordenada
edificação do Corpo de Cristo (Ef
por Jesus de Nazaré ainda é uma
2.20-22). Por isso, espera-se des­
tarefa inacabada.
se obreiro que o fundam ento do
seu ministério seja Jesus Cristo,
R ESP O N D A
o nosso Senhor. Não pode haver
3. O que é a G rande C om issão? outro fundam ento, senão Cristo!
O evangelista deve tam bém ,
Ill - O DOM M IN IS T ER IA L
em tudo, ser sensível à voz do Es­
D E EV A N G ELIS T A
pírito Santo. A exem plo de Filipe,
1. O co nceito de evan g elis- | o obreiro deve ser obediente ao
■ ta . O termo “evangelista” deriva ! Senhor, seja para pregar a multi-

58 L iç õ e s B íb l ic a s
dões, seja para faiar a uma única j C O N C LU S Ã O
pessoa (At 8.6,26-40). Outro as­
pecto im portante desse ministério | O dom ministerial de evan- i
é a habilidade que o evangelista j gelista é concedido por Deus a |
deve ter na transm issão das boas- a lg u m a s p e s s o a s c o n fo rm e o §
-novas. O arauto de Deus precisa propósito do Espírito Santo para t
ser capaz de responder à seguinte o fo rtalecim en to e a edificação li
p e rg u n ta d irig id a ao p e cad o r: das igrejas locais. Isto, porém , J
“Entendes o que lês?” (At 8.30). não significa desobrigar os cren- I
tes individualm ente do labor da f
SIN O P SE D O T Ó P IC O (3) evangelização. Todo seguidor de |
Cristo, isto é, todo aquele que |
O pap el do e v a n g e lis ta é
se acha discípulo de Jesus, tem I
exercer o m inistério dado pelo
em sua cam in h ad a cristã o fir- 1
Altíssim o como arauto de Deus.
me com prom isso de propagar a ■
m ensagem do Evangelho. E deste
R ESP O N D A
comprom isso não pode se apartar |
4. Q ual é o pape! dos evan g elistas? \ um único m ilím etro. Que Deus |
5. Q ual a fin alid ad e do m in istério j levante mais evangelistas para a S
de e van g elista7 sua grande seara!

‘Espera-se do evan g elista que o fundam ento


do seu m inistério seja Jesu s C risto, o
nosso Senho r; pois não pode h a ve r outro
fundam ento, senão C risto!"
Elinaldo Renovato

L iç õ e s B íb l ic a s 59
AUXÍLIO BIBLIOGRÁ FICO I ^
Subsídio T eo ló g ico B IB L IO G R A F IA S U G E R ID A
“A palavra [evangelista] é en­ ARAÚJO , Carlos Alberto R. A
contrada três vezes no Novo Tes­ Ig reja d o s A p ó sto lo s. l.e d .
tam en to . Os e v a n g e lista s estão
Rio dejaneiro: CPAD, 2012.
relacionados junto com os apósto­
FERNANDO, Ajith. M in isté rio
los, profetas, pastores e doutores,
d irig id o por J e s u s . l.e d . Rio
como aqueles que são chamados
de Janeiro: CPAD, 201 3.
para com partilhar a construção da
igreja (Ef 4.11ss). Filipe foi cham ado NORTON, Stanley M. A D o u tri­
de lo evangelista' (At 21.8). Embora na do E sp irito Santo: no A n­
fosse um dos sete escolhidos para tigo e Novo Testam ento. 12.ed.
aliviar os apóstolos da tarefa de Rio dejaneiro: CPAD, 2012.
d istrib u ir alim entos (At 6.5), ele
foi especialm ente notado por sua SAIBA MAIS
atividade evangelizadora. De Je ru ­
salém, ele foi até Sam aria e pregou Revista Ensinador Cristão
com grande sucesso (At 8.4ss). Dali, CPAD, n ° 58, p.39.
foi enviado para evan g elizar um
oficial da corte etíope, que estava RESPO STAS DOS EX ER C ÍC IO S
viajando para casa depois de visitar
1, Os arautos de Cristo serão per­
Jerusalém (At 8.26ss). Então pregou seguidos.
o Evangelho desde Azoto até Cesa- 2, O verdadeiro significado de ale­
reia, onde tinha sua casa (At 8.40; gria no Espírito não é ver milagres,
21.8)” (PFEIFFER, Charles F.; REA, mas saber que através da exposição
ohn; VOS, Howard F. (Eds,). D icio ­ do Evangelho temos os nossos no­
mes escritos nos céus (v.20).
n á rio B íb lico W ycliffe. 1 ed. Rio
3, É o apelo de Jesus para os discí­
dejaneiro: CPAD, 2009, pp.725,26). pulos anunciarem o Evangelho até
as últimas consequências.
4, O evangelista exerce o papel
de pregador das boas novas de
salvação. Através do seu anúncio,
vidas são alcançadas e reconduzi­
das a Deus.
5, Preparar os santos do Senhor
para uma vida de serviço, bem
como à edificação do Corpo de
Cristo (Ef 2.20-22).

60 L iç õ e s B íb l ic a s
AU XÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio T e o lo g ia P a sto ra l
“O E v a n g e lh o do R eino
A mensagem de Jesu s inclui um cham ado ao arrependim ento,
semelhante ao de João Batista (Mc 1.4). Donald English adverte quan­
to ao perigo de entender o arrependim ento de uma form a estreita
dem ais, com o os pregadores evangélicos o fazem geralmente* Ele
declara: ‘Fundam entalm ente isso significa uma m udança de direção,
dar meia volta, mudar a mente’. Quando respondemos ao evangelho,
mudamos a direção da nossa vid a em que deixam os de confiar no
‘eu’ e outros ídolos para confiar em Deus.
Contudo, tanto Jo ão Batista quantojesus foram bem específicos
em relação às coisas das quais as pessoas precisam se arrepender.
João disse a distintas categorias de pessoas as diferentes maneiras
como podiam expressar seu arrependim ento. Ele disse para as m ul­
tidões: ‘Quem tiver duas túnicas, que reparta com o que não tem, e
quem tiver alimentos, que faça da mesma maneira’. João Batista pediu
aos publicanos para não coletar mais do que estavam autorizados a
pegar. Disse aos soldados: 'A ninguém trateis mal, nem defraudeis e
contentai-vos com o vosso soldo’ (Lc 3.7-14). Je su s disse ao jovem
rico para vender tudo o que tinha e dar o dinheiro aos pobres, para
depois disso vir e segui-lo (Le 18.22-25). As coisas específicas ajudam
as pessoas a entender o que o arrependim ento envolve.
Tanto Jo ão Batista quanto Jesus também foram diretos em adver­
tir seus ouvintes das consequências de não se arrepender. Sabem os
que a maioria das declarações da Bíblia sobre o inferno saiu dos
lábios de Cristo. [Como] Paulo disse [...] (1 Co 6.9,10).
Hoje, muitos de nossos ouvintes reagiriam de modo muito
negativo se falássem os da m aneira que Jesu s e Paulo falavam .
Desenvolvem os uma atitude em relação à nossa vid a privada que
quando os pregadores m encionam especificam ente pecados que
exigem arrependim ento, eles são acusados de ser introm etidos e
de estar, de algum modo, fazendo algo inapropriado” (FERNANDO,
Ajith. M in isté rio d irig id o p o r J e s u s . 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD,
2013, p .128).

L iç õ e s B í b l i c a s
Liçao 9
1° deJunho de 2014

O M in ist é r io
de Pa s t o r
T E X T O Á U REO
Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor da
a sua vida pelas ovelhas” (Jo 10.11).

V ER D A D E PRATICA
Por m eio do m inistério pastoral,
conduzim os as ovelhas ao Supremo
Pastor, Jesus Cristo.

HINOS SUGERIDOS 156, 337, 515

LEIT U R A DIÁRIA
S e g u n d a - Ec 12.11
Há um só Pastor

T e rç a - Is 40-11
O pastor apascenta as ovelhas

Q u a r ta - Ez 34,12
O pastor em busca das ovelhas

Q u in ta - A m 3-12
O pastor protege as ovelhas

Sex ta - Zc 11.17
O pastor negligente com o rebanho

S á b a d o - H b 13.20
Cristo, o Pastor das ovelhas

62 L iç õ e s B í b l i c a s
L E IT U R A B ÍB L IC A ______________ IN TER A ÇÃ O ___ _________
EM C L A S S E
A tu alm en te, m uitos são os m odelos
Jo ão 10.11,14; de lid eran ça p a sto ra l sugeridos sob
T ito 1.7-11; 1 Pedro 5.2-4 os aspectos em presarial e m eram ente
psicológico. En tretan to , o m odelo de
João 10 liderança p ara um p asto r cristão deve
11 - E u sou o bom Pasto r; o estar centralizad o sob o de Jesu s de
bom Pastor dá a sua vida pelas N azaré. A vida do nosso M estre é o
ovelhas. m elhor exem plo p a ra um m inistério
14 - Eu sou o bom Pastor; e co­ in te g ra l: acolhedor, adm oestad o r e
nheço as minhas ovelhas, e das servidor. Um modelo p asto ral centrado
minhas sou conhecido. na concepção em presarial pode até tra ­
Tito 1 zer resultados visíveis, m as p ara Deus
7 - Porque convém que o bispo será um verdadeiro fracasso. Seguir
seja irrep reensível como des­ a lid erança de Jesu s de N azaré pode
penseiro da casa de Deus, não p arecer um grande fracasso , m as em
soberbo, nem iracundo, nem dado relação a Deus é grande vitó ria . Q ual
ao vinho, nem espancador, nem você escolhe?
cobiçoso de torpe ganância;
8 - mas dado à hospitalidade, O B JETIV O S
amigo do bem, moderado, justo,
santo, temperante, Após a aula, o aluno deverá estar
9 - retendo firme a fiei palavra,
que é conforme a doutrina, para
apto a: IaS
que seja poderoso, tanto para
Reconhecer o papel fundamental de
adm oestar com a sã doutrina Jesus como o sumo pastor.
como para convencer os contra- C la s s ific a r as características de um i
dizentes. verdadeiro pastor.
10 - Porque há muitos desorde­
nados, faladores, vãos e enga­ C o n s c ie n t iz a r - s e da m issão do
nadores, principalm ente os da ministério pastoral.
circuncisão,
11 - aos quais convém tapar a
boca; homens que transtornam
casas inteiras, ensinando o que ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
não convém, por torpe ganância. Caro professor, para o terceiro tópico
1 Pedro 5 da lição, e após o subtópico que concei­
tua a missão do pastor, use o esquema
2 - ap ascentai o rebanho de da página seguinte. Fale a respeito do
Deus que está entre vós, tendo aspecto múltiplo da missão pastoral. Na
cuidado dele, não por força , mas igreja local, o pastor é um guia espiritual
voluntariamente; nem por torpe do povo de Deus. Dele se espera matu­
ganância, mas de ânimo pronto; ridade, idoneidade e amor no trato com
3 -nem como tendo domínio sobre as coisas de Deus e ao rebanho. Por isso,
a herança de Deus, mas servindo conclua a lição desta semana afirmando a
de exemplo ao rebanho. complexidade da função pastoral e como
4 - £, quando aparecer o Sumo Deus leva a sério o pastor que cumpre
Pastor, alcançareis a incorruptível o seu ministério. Em seguida, reúna os
coroa de glória. seus alunos para orarem pelo pastor local
e pelos pastores de todo o mundo.

L iç õ e s B íb l i c a s 63
em seu nascimento (Lc 1.32). O
adjetivo “grande” enfatiza o quanto
o Nazareno é incomparável e media­
INTRODUÇÃO dor da nova aliança de Deus com os
Ser pastor sempre foi uma ta­ homens. Jesus Cristo é o supremo
refa árdua. Muitas são as demandas pastor em todos os aspectos. Ele
internas e externas da igreja local, venceu a morte e libertou o homem
entre elas o cuidado para com as da prisão do pecado. Ele é Deus!
pessoas do rebanho, visita a enfer­ 2. O p a s t o r c o n h e c e a s
mos, questões relacionadas a admi­ s u a s o v e lh a s . Em Jo ão 10.14,
nistração eclesiástica e o constante o adjetivo “bom ” identifica Jesus
desafio de se dedicar à oração, à como o pastor que por amor pro­
pregação e ao ensino da tege e cuida das o ve­
Palavra de Deus. O dia a PALAVRA-CHAVE lhas que lhe pertence.
dia pastoral é desafiador Por isso, Ele é o “bom
a quem é vocacionado Pastor: Pastor” . Tal expressão
por Deus para apascen­ Cuia espiritual . d e sig n a ain d a a in ti­
tar. Somente pela graça m idade entre o Sumo
e o amor do Pai é possível encarar Pastor e as suas ovelhas. Estas
tão grande responsabilidade. Por não ouvem a voz de outro pastor.
outro lado, uma liderança madura O bondoso Salvador conhece a sua
e servidora é im prescindível ao Igreja por inteiro, e se relaciona
desenvolvim ento da igreja local. com cada membro (Jo 10.5,1 5)*
Assim, a lição de hoje abordará esse 3. O pastor dá a vida pelas
importante ministério. ovelhas. Uma das principais fontes
da economia israelita era o trabalho
I - JE S U S , O SUM O PA STO R
pastoril* Os pastores cuidavam das
1. Je su s é o pastor sup re­ovelhas para delas obterem o lucro
mo, A expressão “grande Pastor das diário. Este é o contexto de que se
ovelhas”, que aparece em Hebreus valeu o Senhor Jesus para referir-se
1 3.20, refere-se diretamente à subli­ ao ensinamento contido na expres­
midade do Senhor Jesus como pas­ são “o bom Pastor dá a sua vida pelas
tor no Novo Testamento. Marcado ovelhas” (Jo 10.1 1). Aqui, diferente
pela humildade e despojamento da dos pastores que garantiam o seu
sua glória, Ele foi chamado “grande” sustento no campo através do uso

A M U L T IP L IC ID A D E D A M ISSÃ O P A S T O R A L

Doutrinária Ensinamento, pregaçao expositiva da Palavra de Deus, apologética,

..... ■
...... ... . 1
,

Evangelização, aconselham ento, acom panham ento de novos


Pastoral
convertidos, visitas, reconciliação.

Adm inistrativa Administrar os recursos da igreja local (patrimonial, financeiros, etc.).

64 L iç õ e s B íb l ic a s
das ovelhas, o Mestre Jesus mostra I deve ser dado ao vinho, espancador, 1
a disposição em dar a própria vida cobiçoso de torpe ganância, conten- I
pelo seu rebanho Go 10.1 5). Os ver­ cioso ou avarento; a recomendação I
dadeiros pastores da igreja devem é que o obreiro seja moderado. A I
imitar o Sumo Pastor, Jesus. NEle Igreja, o Corpo de Cristo, precisa I
não há jamais exploração alguma do contemplar em seu líder sinais cia- I
rebanho, e isso deve servir de exem­ ros do fruto do Espírito, tais como I
plo a todos aqueles que desejam autocontrole, mansidão, bondade e I
ministrar à igreja do Senhor, tal como amor. Estas características denotam
ensina a Palavra em 1 Pedro 5.2-4. idoneidade moral e m aturidade I
espiritual. A mesma postura moral
SIN O P SE D O T Ó P IC O (1) que o pastor atesta aos fiéis deve I
ser demonstrada, igualmente, aos I
Je s u s , o P a s to r S u p re m o ,
infiéis (1 Tm 3.7).
conhece as suas ovelhas e deu a
3. Exem plo para a fa m ília . I
sua vida por elas.
Não podemos esquecer que antes
de ser exemplo para igreja local, e
R ESP O N D A
com os de fora, o ministro do Evan­
/. A expressão “grande Pasto r das gelho, em primeiro lugar, deve ser
ovelhas”, que aparece em Hebreus o exemplo para a sua própria fa­
13.20 , está d iretam en te lig a d a mília — sua primeira com unidade
a quê? e igreja. G overnar a própria casa
com m odéstia e equilíbrio, crian­
BS - AS C A R A C T E R ÍS T IC A S
do seus filhos com respeito (1 Tm |
D O V E R D A D E IR O P A S T O R
3.4), é o testem unho que toda a §
1 . Um caráter íntegro. Entre fam ília cristã deseja experim entar |
outras coisas, o exercício pastoral na convivência sadia com o pastor 1
envolve aptidão para ensinar, acon­ que é esposo, pai e avô. Portanto,
selhar e comunicar-se de forma clara todo obreiro deve cuidar bem do
com a igreja locaL Porém, essas seu lar, pois sem o devido respal­
características não são validadas se do deste, o seu m inistério jam ais
o caráter do pastor não for íntegro. terá credibilidade.
Uma das piores queixas que se pode
ouvir acerca de um ministro é que S IN O P SE D O T Ó P IC O (2)
sua palavra pastoral não se coaduna
Do pastor espera-se um ca­
com a sua vida. Como pode o líder
ráter íntegro; um exem plo para j
falar sobre honestidade e ser deso­
os fiéis, aos infiéis e a toda a sua !
nesto? De simplicidade e mostrar-
família.
-se esbanjador? De hum ildade e
comportar-se soberbo? A melhor
R ESP O N D A
palavra pastoral é a vida do pastor
em sintonia com a mensagem do 2. De acordo com a lição, relacione
Evangelho que ele proclam a (Mt as ca ra cte rística s do verdad eiro
7.24-27; 23.2-36). pastor.
2. Exem plo para o s fiéis e3. Segundo o texto bíblico de 1
o s infiéis. O texto bíblico de 1 Ti­ Tim óteo 3.2,3, cite o que o p asto r
móteo 3.2,3, afirma que o bispo não não pode ser.

L iç õ e s B íb l ic a s 65
III - O M IN IS T É R IO O próprio Deus é contra os falsos
PASTO RAL pastores (Ez 34.8-10)! Ele inspirou o
! apóstolo Paulo a escrever para Tito
1. A m is s ã o do pastor. O quando da sua instrução pastoral
term o pastor (do gr. poimên) no
ao jovem obreiro, que este retivesse
Novo Testamento tem o significa­
| “firme a fiel palavra, que é conforme
do de “apascentador de ovelhas”.
a doutrina, para que seja poderoso,
De aco rd o com esta d e fin ição tanto para adm oestar com a sã
podemos afirmar que a principal doutrina como para convencer os
missão de um ministro é cuidar contradizentes. Porque há muitos
das pessoas que receberam Cris­ desordenados, faladores, vãos e
to com o S a lv a d o r dando-lhes enganadores [...] aos quais convém
alim en to esp iritu al a tra vé s do tapara boca” (Tt 1.9-11).
ensino da Palavra de Deus, como
encontramos no livro do profeta S IN O P S E D O T Ó P I C O (3 )
Isaías (Is 40.11 ). O verdadeiro pas­
tor cuida das ovelhas com zeloso A m issão do pastor é m úl­
amor e compaixão, entregando-se tip la, pois ele cu id a desde os
totalmente às suas demandas. assuntos espirituais até os mais
2. Uma m issão polivalente. terrenos.
A missão pastoral também é múl­
tipla, pois o ministério envolve o RESPO N D A
ensinamento, o aconselhamento, a 4. Q u al o sig n ificad o do term o
evangelização e missões, bem como ",p asto r" no Novo Testam ento?
a pregação expositiva da Palavra de 5. Q ual é a p rin cip a l m issão de
Deus, que é o seu mais importante um m in istro ?
empreendimento- Para além dessas
responsabilidades, o pastor age CO N CLU SÃ O
como o bom conciliador e adminis­ O dom ministerial de pastor
trador eclesiástico dos bens e recur­ é concedido àqueles a quem Deus
sos humanos disponíveis para toda j chama para servir ao seu precioso
boa obra da igreja locaL Está sob os rebanho, a Igreja de Jesus. Esta
seus cuidados a gestão eficiente e acha-se espalhada nas igrejas locais
honestados bens materiais, patrimo­ que reúnem crentes oriundos de
niais e das finanças da igreja local. todos os lugares do mundo. Eles
3. O c u id a d o c o n tr a o s estão sob os cuidados de líderes
f a ls o s p a sto re s . Quando Deus j para serem alim entados com a
levantou Ezequiel como profeta de Palavra de Deus. O objetivo do mi­
Israel, Ele ordenou-ihe que repreen­ nistério pastoral é fazer com que o
desse os pastores infiéis da nação. rebanho do Senhor cresça na graça
O Altíssimo considerava como falsos e no conhecimento do Evangelho
pastores os que apascentavam a si de nosso Salvad o r (2 Pe 3.18).
mesmo e não as ovelhas (Ez 34.2c); Portanto, o pastor precisa da graça
exploravam o rebanho e não o pou­ divina para não fracassar em seu
pavam (34.3); não demonstravam ministério. Oremos pelos pastores,
amor pelas ovelhas, fazendo com compreendamos as suas lutas e os
que elas se dispersassem (34.4-6). apoiemos com amor e carinho.

66 L iç õ e s B íb l ic a s
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
B IB L IO G R A F IA S U G E R ID A S u b síd io T e o ló g ico
“V iv e r com o Pedro: A Super­
FERNANDO, Ajith. M in isté rio v is ã o P a s t o r a l(5.1-11)
d irig id o p o r J e s u s . 1.ed. Rio Dirigindo-se aos ‘estrangeiros’
de janeiro: CPAD, 2013. (1.2) que haviam sido dispersos en­
C A R LSO N , Raym o nd; TRA SK , tre povos infiéis, e frequentem ente
Thom as (et alL). M anual P a s­ hostis, Pedro inicia sua carta com
to r P e n te c o s ta l: Teologia e um im perativo à vida santificada
P rá tica s Pasto ra is. 3.ed. Rio de baseada no exem plo de Deus Pai
Janeiro: CPAD, 2005. (1.3— 2.1 0). Pelo fato de muitos de
M ACARTHUR JR, Joh n . M in is ­ seus leitores poderem sofrer injus­
tério P a sto ra l: A lcançando a tam ente e de modo abusivo nas
excelência no m inistério cristão. mãos de cruéis agentes do governo,
4.ed. Rio de janeiro: CPAD, 2004. senhores ou maridos, na parte cen­
tral e mais importante de sua carta
SAIBA MAIS Pedro manda que se submetam à
autoridade e sofram, mesmo sem
Revista Ensinador Cristão
merecer, segundo o exem plo de
CPAD, n ° 58, p.40.
Cristo (2.1 1-4.1 3). Nesta seção final
da carta, Pedro dirige-se aos presbí­
RESPO STAS DOS EX ER C ÍC IO S
teros [pastores], responsáveis pelo
1-Ao valor que o Novo Testamento pastoreio do rebanho de Deus (5.1 -
atribui ao Senhor Jesus.
4). Escrevendo como um presbítero
2. Um caráter íntegro, exemplo para
os fiéis e os infiéis e exemplo para [pastor] mais experiente, Pedro é
a família. seu m odelo de liderança sobre o
3. O texto bíblico de 1 Timóteo povo de Deus (5.1-11). Termina os
3.2,3 afirma que o bispo não pode ensinam entos com um a série de
ser dado ao vinho, espancador,
cobiçoso de torpe ganância, conten­ obrigações aplicáveis não só aos
cioso ou avarento; a recomendação presbíteros, mas também a todo o
é que o obreiro seja moderado. povo de Deus (5.5-1 1)" (STRONS-
4* “Apascentador de ovelhas". TAD, Roger; ARRINCTON, French L.
5- Cuidar das pessoas que recebe­
ram a Cristo como salvador, dando-
(Eds.) C o m e n tá rio B íb lico Pente-
-Ihes alimento espiritual através do co sta l Novo T e sta m e n to . Vol. 2:
ensino da Palavra de Deus. Rom anos a Apocalipse. 4.ed. Rio de
V _____________________
Janeiro: CPAD, 2009, p.921).

L iç õ e s B íb lic a s 67
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
S u b síd io T e o lo g ia D e v o cio n a l
“ [...] P rio rid a d e s na V id a do P a sto r
Manter as prioridades em sua devida ordem é um dos maiores
desafios que o pastor enfrenta. As muitas ocupações do pastorado
constantem ente pressionam os ministros a com prom eter a oração,
a vida devocional, a fam ília e, às vezes, até o padrão moral exigido
pela Palavra de Deus.
As prioridades do ministro do Evangelho devem estar nesta
ordem: (1) seu relacionamento com o Senhor, (2) sua esposa e filhos
e (3) seu ministério e trabalho. Acompanhe-me em alguns pontos de
especial interesse no cam po dessas três prioridades.
Seu relacionam ento com o Senhor. Sua vida devocional é ab­
solutamente decisiva. Anos atrás, pedi ao Senhor que pusesse em
ordem meu horário, e Ele o fez. Todos os dias, das cinco às sete da
manhã, estudo a Bíblia e oro. Tenho sido cuidadoso em observar esse
tem po — o tempo mais precioso do meu dia. Meus pais deram-me o
exemplo; seu devocional coincidia com as primeiras horas da manhã.
Jesus dedicava as primeiras horas do dia à oração. O Salm ista Davi
disse: ‘Pela manhã, ouvirás a minha voz, ó Senhor; peia manhã, me
apresentarei a ti, e vigiarei’ (SI 5.3). Esta disciplina será fundam ental
em tudo o que você fizer e intentar realizar.
Seu relacionam ento com a esposa e filhos. Alguns ministros
ficam tão ocupados, que negligenciam as necessidades emocionais,
alimentares e outras carências da família. Esposa e filhos podem ficar
ressentidos contra o ministério, e mesmo contra Deus, tudo porque
o chefe da fam ília falhou em suprir-lhes as necessidades básicas.
Isso é trágico. Já faz tem po que determinei que não vou ganhar para
o Senhor os fiíhos dos outros e perder os meus. O Senhor nos tem
ajudado — a mim e a S h irle y — nessa prioridade. [...] Paulo instruiu a
Timóteo: ‘Se alguém não sabe governar sua própria casa terá cuidado
da igreja de Deus?”’ (CARLSON, Raymond; TRASK, Thom as (et ali.).
M anual P a sto r P e n te co sta l: Teologia e P rá tica s Pasto rais. 3.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.l 7).

W ■

68 L iç õ e s B í b l i c a s
Lição 10
8 de Junho de 2014

O M in ist é r io de
M estre ou D o u t o r
“De modo que, tendo diferentes dons,
segundo a g raça que nos é dada: [...]
se é ensinar, h aja dedicaçao ao ensino "
(R m 12.6,7).

V ER D A D E PRÁTICA
Os vocacionados por Deus para o
ministério do ensino são por Eíe cha
mados para edificar a Igreja de Cristo

H IN O S S U G E R ID O S 141, 258 , 429

L EIT U R A DIÁRIA
Seg u n d a - At 1 3.1
Doutores na igreja

T e rça - I Co 12,29
Nem todos são doutores

Q u arta - 1 T m 1 .6 ,7
Doutores sem entendim ento

Q u in ta - 2 Tm 4 .3
Falsos doutores

Sexta - T g 3,1
A responsabilidade do mestre

Sábado - Mt 4.2 3-25


Jesus, o mestre por excelência

L iç õ e s B í b l i c a s 69
L E IT U R A B ÍB L IC A IN TER A Ç Ã O
EM C L A S S E
Nunca foi tão necessário, como hoje, £?
M ateus 7.28,29; A to s 13.1; igreja investir na figura do mestre cristão.
Rom anos 12.6,7; T iag o 3.1 Quando o crente é ensinado a estudar a
Bíblia para compreender o mundo e a cul­
M a te u s 7 tura bíblica, relacioná-la com o mundo do
2 8 - E aco n te ceu que, co n ­ século XXI e aplicá-la à vida das pessoas de
maneira competente, o risco de sofrermos o
cluindo Je su s este d iscurso, a
engano é amenizado. Para quem pensa ser
m u ltidão se adm irou da su a prejudicial à vida espiritual estudar a Bíblia
d o u trin a , com seriedade, deveria pensar na elabora­
2 9 - p o rq u an to os en sin ava ção das traduções bíblicas, por exemplo,
com au to rid ad e e não com o disponíveis no Brasil. Se não houvesse
os escrib as. homens e mulheres levantados por Deus
e versados na erudição (línguas hebraica,
A t o s 13 grega, aramaica, egípcia e outras; a cul­
tura oriental; a arqueologia para se achar
1 - Na ig re ja que estava em
manuscritos dos mais antigos possíveis),
Antioquia havia alguns profetas por certo, não teríamos a Bíblia traduzida
e doutores, a saber: Barnabé, e em nosso idioma. Por isso, valorize quem
Simeão, cham ado Níger, e Lúcio, se esmera por conhecer mais as Escrituras,
cireneu, e M anaém , que fo ra
criado com Herodes, o tetrarca, O B JET IV O S
e Saulo.
Após esta aula, o aluno deverá estar
R o m a n o s 12 apto a:
6 - De modo que, tendo d ife­ A p r e n d e r que Jesus, o mestre da
rentes dons, segundo a g ra ça Galileia, é mestre por excelência.
que nos é d ad a: se é profecia,
s e ja e la segundo a m ed id a Id e n t if ic a r a ordem de Jesu s aos
da fé; seus discípulos para ensinar a igreja
do primeiro século.
7 - se é m in istério , se ja em
m in istra r; se é ensinar, h aja S a b e r da im portância do dom mi­
dedicação ao ensino ; nisterial de ensinador na igreja local.

T ia g o 3 O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A
1 - Meus irm ãos, muitos de vós
Prezado professor, no terceiro tópico da
não sejam m estres, sabendo que
lição o autor afirma: “Em nosso país, a lei­
receberem os m ais duro ju ízo . tura é um problema cultural. Se as pessoas
leem pouco, a igreja pouco lerá”. Partindo
do princípio que essa afirmação é um fato
verdadeiro no contexto cultural brasileiro,
selecione um texto que achar pertinente e
leve para a sala de aula. No final da lição,
proponha a turma uma roda de leitura. Esta
atividade objetiva estimular o hábito de lei­
tura. Então, distribua o texto ora escolhido
e peça a um ou dois alunos para lerem. Ao
término, discuta o texto com os alunos.
Conclua dizendo como pode ser prazeroso
^ e construtivo cultivar o hábito de ler. y

70 L iç õ e s B í b l i c a s
mum de seu tempo (]o 3.1,2). Esse
mesmo fariseu, que era príncipe
IN TR O D U ÇÃ O dos ju d e u s, afirm ou que o Na­
zareno não poderia fazer o que
O m inistério do ensino da fazia se Deus não fosse com Ele.
Palavra é primordial para a igreja Jesus é cham ado Mestre cerca de
exercer o discernim ento no que quarenta e cinco vezes ao longo
tange ao tempo em que vive (cul­ do Novo Testamento.
turas, teologia, filo so fias etc.). 3. O m estre da hum ildad e.
Tão im p o rtan te é a função do A fim de ensinar os discípulos acer-
mestre na igreja que as ^ ^ ca da humildade, Jesus
Escrituras declaram o PALAVRAS-CHAVE “ levantou-se da ceia,
quanto ele deve esfor- tirou as vestes e, tom an­
çar-se intelectualmente
D outor ou
do uma toalha, cingiu-
para exercer tão nobre M estre:
-se. Depois, pôs água
tarefa (Rm 12.7; 1 Tm Pessoa que
num a bacia e começou
4.1 3). É um a ta re fa m an ifesta
a lavar os pés aos discí­
importante e indispen­ sap iên cia. pulos e a enxugar mos
sável que exige muito com a toalha com que
de quem a desem penha. estava cingido” (Jo 13.4,5). Que
I - JESU S, O M EST R E cena chocante para os judeus! A
P O R E X C E L Ê N C IA pergunta de Pedro descreve essa
perplexidade (v.6). Era inimaginá­
1. O m e stre da G a lile ia . vel um mestre encurvar-se para la­
Doutor incom parável, “percorria var os pés de pessoas leigas. Jesus
Jesu s toda a Galiléia, ensinando era um mestre e deu o exemplo
nas suas sinagogas, e pregando aos discípulos. O Emanuel, “ Deus
o evangelho do Reino [...]” (Mt c o n o s c o ”, e n cu rvo u - se d ia n te
4.23). No ministério terreno, seus dos homens! Isso se deu porque
sermões, ensinos e discursos eram o ensino de Jesus não era mero
inflamados pelo amor às pessoas.
discurso, mas “espírito e vid a” (Jo
Diferente dos escribas, Ele ensinava
6.63). Ele nos convida a fazer o
como quem tinha autoridade (Mt
mesmo: “Vós me chamais Mestre e
7.28,29). A verdade em anava da
Senhor e dizeis bem, porque eu o
pessoa de Jesus! Os que o ouviam
sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre,
só tinham duas opções: amá-lo ou
vos lavei os pés, vós deveis tam ­
odiá-lo. Era impossível ouvi-lo e
bém lavar os pés uns aos outros.
ficar indiferente. Jesus transtorna­
Porque eu vos dei o exemplo, para
va a consciência do acomodado e
que, como eu vos fiz, façais vós
aquietava o coração do perturbado.
tam bém ” (Jo 13.13-15).
2. O m e s t r e d iv in o . Em
visita a Jesus, um mestre da Lei
S IN O P S E D O T Ó P IC O (1 )
ch am ad o N tcodem os, ed ucad o
nas m elhores escolas religiosas Jesus, o mestre da Galileia,
de Israel e grande conhecedor das é reconhecido em o Novo Testa­
Escrituras hebraicas, reconheceu mento tanto como o Mestre Divino
em Jesu s um personagem inco- quanto o Mestre da humildade.

L iç õ e s B íb lic a s 71
RESPO N D A referida trata-se do conjunto de
ensinos de Cristo ministrados por
7. Q uais eram as duas opções de
eles de forma constante e eficaz
quem ouvia o M estre dos m estres?
para o crescim ento integral dos
2. O que Jesu s fez a fim de en sin ar
novos crentes.
acerca da hum ildade? 3. E n sin am en to p e r s i s ­
II - O E N S IN O D A S t e n t e . Os primeiros mestres das
E S C R IT U R A S N A IG R E J A Escrituras foram os integrantes
D O P R IM E IR O S É C U L O do Colégio Apostólico (At 5.42, cf.
vv.40,41). A Igreja começou nas
1. U m a o r d e m d e J e s u s . An­ casas, onde o ensino era ministra­
tes de ascender aos céus, de modo do a pequenos grupos nos lares.
solene Jesus determinou aos seus Falando aos anciãos de Éfeso, o
discípulos que ensinassem “todas apóstolo Paulo mostrou-se como
as nações [...] a guardar todas as um verdadeiro mestre que ensinava
co isas” que Ele tinha ordenado “publicamente e pelas casas, testifi­
(cf. Mt 28.19,20). O livro de Atos cando, tanto aos judeus como aos
registra a obediência dos primeiros gregos, a conversão a Deus e a fé
apóstolos no cuidado de cumprir em nosso Senhor Jesus Cristo” (At
a determinação de Jesus. Após a 20.20,21). Deus havia preparado
descida do Espírito Santo (At 2.1 -6), homens para ensinar e levantado
o discurso de Pedro foi um verda­ “doutores” na igreja em Antioquia
deiro ensino proferido no poder do (At 13 J ) . O Pai Celestial igualmente
Espírito Santo (At 2.14-40). Tendo deseja levantar mestres em sua
em vista a plena edificação da Igreja igreja. Vivemos dias em que este
na Palavra, o Senhor Jesus, através ministério nunca foi tão necessário.
do Espírito Santo, dotou alguns de
seus servos com o dom ministerial S IN O P S E D O T Ó P IC O (2 )
de mestre ou doutor (Ef 4,11). Esse
dom é uma capacitação sobrenatu­ O ensino na igreja do prim ei­
ral do Espírito. Isso não significa, ro século foi ordenado por Jesus
porém, que devemos descuidar de para os apóstolos ensinarem per­
nossa formação intelectual, pois o sistentemente.
preparo para o ensino passa pela
capacidade de aprender para pos­ RESPO N D A
teriormente ensinar. 3. Q ual foi a ordem de Jesu s p a ra
2. A d o u trin a d o s a p ó s ­ a Ig re ja an tes de ascen d er aos
t o l o s . O te x to de A to s 2.42 céus?
inform a-nos que os p rim eiro s 4. De acordo com a lição , o que
co n ve rtid o s “ p e rse ve ra va m na significa a doutrina dos apóstolos?
doutrina dos apóstolos, e na co­
Ill - A IM P O R T Â N C IA D O
munhão, e no partir do pão, e nas
D O M M IN IS T E R IA L D E
orações” . Além disso, acrescenta
M ESTRE
que em “cada alma havia temor,
e muitas m aravilhas e sinais se 1. Uma n e c e ssid a d e ur­
faziam pelos ap ó sto lo s” (v.43). g e n t e d a i g r e j a . Para o m inisté­
A “doutrina dos apóstolos” aqui rio de ensino ser eficaz na igreja

72 L iç õ e s B í b l i c a s
local é p reciso h a v e r p esso as b) O hábito de ler. Em nosso
vocacionadas. Não são todas que país, a leitura é um problem a cul­
reúnem informações exegéticas, tural. Se as pessoas leem pouco,
históricas e literárias da Bíblia, , a igreja pouco lerá. Entretanto,
ap!icando-as como é necessário. como ensinaremos se não lermos?
Deus concedeu à sua igreja mes- O hábito da leitura era levado a
très, e é preciso que ela invista sério no m inistério do apóstolo
neles também. Muitas vezes, por Paulo (1 Tm 4.1 3; 2 Tm 4.1 3).
a b s o lu ta fa lta de preparo dos c) Preparo intelectual. A Bíblia
obreiros, predomina a superficiali­ é o instrum ento de trabalho do
dade bíblica, a infantilidade “espi­ ensinador cristão. Considerando
ritual” e o aumento do engano pro­ este livro milenar, verem os que a
movido pelas astúcias dos falsos cultura e o mundo da Bíblia são di­
mestres (2 Pe 2.1). Esse dom do ferentes do nosso. Por isso, o mes­
Senhor é para a igreja amadurecer tre deve com preender o mundo
em todas as dimensões da vida da Bíblia (suas questões culturais,
cristã, ao mesmo tempo em que linguísticas, exegéticas etc.) para
desm ascara os falsos ensinos (Ef | não fazer apelações fantasiosas,
4.14; Os 4.6). j apresentando-as como exposição
2. A r e s p o n s a b ilid a d e da Palavra de Deus.
d e um d isc ip u la d o contínuo. d) Um coração em cham as.
Estam os acostum ados a pensar M artin Loyd-Jones d izia que a
que o discipulado term ina quan- i verdadeira pregação era teologia
do o novo convertido é batizado. em fogo. É vontade de Deus que
Não há nada mais equivocado! O o vocacionado ao ensino utilize os
Senhor Jesus chamou-nos para ser avanços das ciências bíblicas para
os seus discípulos por toda a vida. pregar a Palavra de Deus na força
Por isso, quem ensina instrui os do E s p írito San to . Pre cisa m o s
crentes para a maturidade da fé. alcançar as mentes e os corações
É um aprendizado diário, perma- j dos nossos dias, e isto apenas
nente e contínuo, tanto para quem será p ossível quando tiverm o s
é discipulado quanto para quem obreiros com um a m ente bem
está discipulando! preparada e conectada a um “co­
3. R e q u i s i t o s n e c e s s á r i o s ração em cham as” e apaixonado
a o m e s t r e - Apresentarem os al­ por Jesus (At 3.1 2-26).
guns requisitos importantes para
a igreja reconhecer pessoas com S IN O P S E D O T Ó P I C O (3 )
o dom ministerial de mestre em
O dom ministerial de mestre
nossa época:
é uma necessidade para a igreja
a ) Um salvo em C risto. Não
local e uma responsabilidade para
pode haver dúvidas quanto à pró­
um discipulado permanente.
pria experiência salvífica por parte
do vocacionado para o ministério
RESPO N D A 1
do ensino (2 Tm 2.1 0-1 3). Infeliz­ g
mente há pessoas que não creem 5. O que é necessário p a ra que ^
naquilo que ensinam. Assim, não o m inistério de ensino na Ig re ja gj
há verdade nem firm eza nelas. seja eficaz ? jS

L iç õ e s B í b l i c a s 73
CO N CLU SÃ O obreiro mais bem preparado que
ele (At 1 7.1 5-34; Tt 1.1 2). Este, no
É preciso d e sfaze r a ideia
entanto, soube conjugar preparo
propagada ao longo de décadas
intelectual e poder do alto. É disso
acerca do preparo intelectual do que as nossas igrejas precisam:
crente. Não é verdad e que ne­ homens cheios do Espírito, mas
cessariam ente ele esfriará na fé do mesmo modo, com a mente
se estudar. Se fosse assim Paulo ilum inada para responder, com
seria o mais frio dos apóstolos do m ansidão e temor, a razão da
Novo Testamento, pois não havia nossa esperança (1 Pe3 .1 5 ).

74 L iç õ e s B íb l ic a s
f AU XÍLIO BIBLIO GRÁFICO I
B IB L IO G R A F IA S U G E R ID A Su b síd io T eológico
A R A Ú JO , Carlos A lb erto R. A “ M ESTR E
Ig r e ja d o s A p ó s t o lo s : Con­ Nas Escritu ras, essa p alavra
ceito e Form a d as Lid era n ças está geralm ente designando uma
pessoa que é superior a outras, em
na Ig re ja P rim itiv a , l.e d . Rio
de Janeiro: CPAD, 2012. poder, autoridade, conhecim ento ou
GANGEL, Kenneth O.; HENDRI- em algum outro aspecto. Várias pa­
I CKS, Howard G (Eds.), M a n u a l lavras são traduzidas como ‘m estre’
nas várias versões da Bíblia Sagrada.
d e E n s in o p a r a o E d u c a d o r
C ris tã o : Com preendendo a n a­ A palavra hebraica mais frequente,
tureza, as bases e o alcance do ’adon, significa ‘soberano' ou ‘se­
verdadeiro ensino cristão , 4.ed. nhor’. O significado literal de várias
Rio de Janeiro: CPAD, 2005. palavras gregas varia de ‘instrutor’
► ou d id ask alo s, com o em M ateus
10.24, até ‘d ésp o ta’ ou despotes ,
SAIBA MAIS
com em 1 Pedro 2.1 8. Outra palavra
Revista Ensinador Cristão grega tra d u z id a com o ‘m e s tre s 1,
CPAD, n ° 58, p.41.
e p is ta te s , sig n ifica ‘meu m e stre ’
(‘superior’ ou ‘professor’), com em
RESPO STA S DOS E X ER C ÍC IO S Jo ão 4.31. [...] Duas palavras gregas
1. Amá-lo ou odiá-lo. para ‘m estres’ ocorrem em Mateus
2. O mestre da Galileia “levantou-se 23.8-10, ‘Vós, porém, não queirais
da ceia, tirou as vestes e, tomando
ser cham ados Rabi [ rh a b b i, ‘meu
uma toalha, cingiu-se. Depois, pôs
água numa bacia e começou a lavar mestre’, ou ‘professor’], a saber, o
os pés aos discípulos e a enxugar- Cristo, e todos vós sois irmãos. E
-Ihos com a toalha com que estava a ninguém na terra cham eis vosso
cingido” Qo 13.4,5).
pai porque um só é o vosso Pai, o
3. Determinou aos seus discípulos
que ensinassem “todas as nações qual está nos céus. Nem vos cha­
[...] a guardar todas as coisas” que meis mestres [ kathegetes , ‘líderes’],
Ele tinha ordenado. porque um só é vosso Mestre, que
4 . Trata-se do conjunto de ensinos é o Cristo" (PFEIFFER, Charles F.; REA,
de Cristo ministrados por eles, de
forma eficaz, a fim de produzir cres­ John; VOS, Howard F. (Eds.). D icioná­
cimento integral aos novos crentes. rio Bíblico W ydiffe. 1. ed. Rio de
5. É preciso haver pessoas vo ca ­ Janeiro: CPAD, 2009, pp. 1261,62).
cionadas.

L iç õ e s B í b l i c a s 75
______ AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II ___ ____
Subsídio Educação C ristã
"É o rd e m d e J e s u s C risto
Mateus 28.1 9,20 enfoca a lente zoom do Espírito Santo na Grande
Comissão, que são as últimas palavras de Jesus Cristo ditas aos discí­
pulos antes da ascensão dele. Cinco referências da Grande Comissão no
Novo Testamento (Mt 28.1 9,20; Mc 16.1 5,16; Lc 24.46-48; Jo 20,21 -23;
At 1.8) indicam que não é algo aleatório, mas essencial para a estratégia
de nosso Senhor.
O mandato ‘Fazei discípulos' (ARA) inclui intrinsecamente o ensino.
Mas temos de notar que o ensino requerido aqui é o de determinada
espécie, isto é, ‘guardar [obedecer] todas as coisas’ que Cristo ordenou.
Em outras palavras, Seus ensinamentos foram designados para produzir
informação e transformação. Esse tipo de instrução é muito exigente e
inacreditavelmente difícil de se realizar.
Foi p r a t i c a d a p e l a I g r e j a P r i m i ti v a
Não há a menor sombra de dúvida de que o Novo Testamento
ordena a Igreja a ensinar. Mas a Igreja primitiva obedeceu mesmo a
esse mandamento?
A Ilustração. Em Atos 2.41 -47, temos um retrato da Igreja primi­
tiva, o qual nos informa que eles ‘perseveravam na doutrina [ensino]
dos apóstolos' (2.42). Este era o padrão contínuo; não uma exceção.
A Im plem entação. Efésios 4 confirma o compromisso de ensinar.
Jesus Cristo, após subir aos céus, deu dons aos homens, a fim de que
servissem à Igreja, conforme está escrito: ‘Uns [...] para pastores e
doutores [mestres, professores]’ (Ef 4.11). O propósito?’ ‘Querendo o
aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação
do corpo de Cristo’ (Ef 4.1 2); mais outra prova de que os talentosos são
chamados para o ministério da multiplicação e não da adição.
Para o judeu, não havia uma posição mais alta na escada da socie­
dade do que a de rabino. Por conseguinte, quando a Igreja do primeiro
século foi ensinada sobre a doutrina dos dons espirituais, confrontou-
se com um problema. As pessoas clamavam pelo ‘dom de ensino’ com
todos os privilégios a ele pertencentes. Como resultado, Tiago teve de
emitir esta advertência: ‘Meus irmãos, muitos de vós não sejam mes­
tres [professores], sabendo que receberemos mais duro juízo’ (Tg 3.1).
Considerando que o professor é compelido a falar e que a língua é o
último membro a ser dominado (Tg 3.2), deve-se ter muito cuidado, ao
aspirar tal responsabilidade, ponderada e sensata” (GANGEL, Kenneth;
HENDR1CKS, Howard G. (Eds.). M a n u a l d e E n s i n o p a r a o E d u c a d o r
C r i s t ã o : Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro
ensino cristão. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.6,7).

76 L iç õ e s B íb lic a s
Lição 1 1
/ 5 de Junho de 2014

O P r e s b í t e r o , Bisp o
o u A n c iã o
T E X T O A U R EO
Por esta causa te deixei em Creta,
p ara que pusesses em boa ordem as
coisas que ainda restam e, de cidade em
cidade , estabelecesses presbíteros [...]”
(Tt 1.5).

V ER D A D E PRATICA
O presbiterio deve ser constituído
por pessoas idôneas para auxiliar na
administração da igreja local.

L E IT U R A DIARIA
Seg und a - T t 1.5
O estabelecim ento dos Presbíteros

T e rça - T g 5 .1 4
Homens espirituais

Q u a rta - 1 T m 4 .1 4
A ação do presbitério

Q u in ta - 1 Pe 5.1 ,2
Presbíteros apascentadores

Sexta - 1 Pe 5-3
Como exem plo do rebanho

Sábad o - T t 1 .5 ,7
Bispo - Outro nome para presbítero

L iç õ e s B íb lic a s 77
L E IT U R A B ÍB L IC A
IN TERA ÇÃ O
EM CLASSE
A ig reja lo cal é o Corpo In visível de
T ito 1.5-7; 1 Pedro 5,1-4.
C risto num tem po e num espaço. Ela
Tito I é constituída por distintos seres hu­
m anos. Por issot é preciso h aver um a
5 - Por esta causa te deixei em
lid eran ça que a norteie, a oriente e
C re ta , p ara que pusesses em
a adm inistre com sabedoria. Então,
boa ordem as coisas que ainda
aprouve ao Senhor le va n ta r obreiros
restam e, de cidade em cidade,
p ara dela cuidar. A ig reja lo cal ja m a is
estab elecesses p re s b íte ro s ,
pode ser ad m inistrad a por um único
como já te m andei:
líder. A p esar da im portân cia do p as­
6 - aquele que fo r irrep reen ­
tor titu la r ; este deve co n tar com um
sível, m arido de um a m ulher,
grupo de obreiros aptos a en sin ar e a
que tenha filhos fiéis , que não
ad m in istrar a ig reja lo cal: o p resb ité­
possam ser acusados de disso­
rio. O nosso P a i levantou p resb íteros,
lução nem são desobedientes.
hom ens honrados, de boa índole e
7 - Porque convém que o bispo
idôneos, p ara ju n to do p asto r titular,
seja irrepreensível como des­
cu id ar e z e la r do rebanho do Senhor.
penseiro da casa de Deus, não
soberbo, nem iracundo, nem
dado ao vinho, nem esp an ­ O B JE T IV O S
ca dor, nem cobiçoso de torpe
g an ân cia; Após esta aula, o aluno deverá estar
apto a:
1 Pedro 5
C o n c e i t u a r o termo e a função do
1 - Aos presbíteros que estão presbítero.
entre vós, adm oesto eu, que
sou tam bém p resb ítero com V a l o r i z a r o ministério do presbítero.
eles, e testem unha das aflições A p o n t a r os deveres dos presbíteros.
de C risto , e p a rticip a n te da
g ló ria que se há de re ve la r:
2 - ap ascen tai o rebanho de
Deus que está entre vós, tendo
cuidado dele, não p o r fo rça , ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
m as v o lu n ta ria m e n te ; nem
PBB®

Caro professor, para concluir o assun­


por torpe g an ân cia, m as de to do primeiro tópico, sobre a fun ção
ânim o pronto; do p re s b íte ro , reproduza o quadro
3 - nem como tendo dom ínio da página seguinte conforme as suas
so b re a h e ra n ç a de D eus, possibilidades. Peça aos alunos para
m as servindo de exemplo ao discutirem as funções do presbítero
apresentadas no quadro, preenchendo
rebanho.
os espaços vazios.
4 - E, quando ap arecer o Sum o Conclua afirmando que a função de um
Pastor, alcan çareis a incorrup­ presbítero, em primeiro lugar, é pasto­
tível coroa de g ló ria. ral. Isto implica múltiplas ações e zelo
com a igreja local instituída pelo Senhor
numa região. Ao final da aula, ju n ta­
mente com os alunos, interceda pelo
presbitério de sua igreja local.

78 L iç õ e s B íb l i c a s
bispo (gr. episkopos, supervisor);
de professor (gr, didaskolos); e de
pastor (gr. poim êri).
INTRODUÇÃO
2. A lid eran ça local. O após­
No início da Igreja do primeiro tolo Paulo cuidou de organizar a
século havia líderes que orientavam adm inistração das igrejas locais
os crentes quanto ao Evangelho, por onde as plantava, separando
bem como à organiza­ ^ um 9 ru P ° de obreiros
ção e desenvolvim ento PALAVRAS-CH AVE para tal trabalho. Quan­
da igreja local. O Evan* do escreve ao seu discí­
P re s b íte ro :
gelho frutificou na vida pulo, o jovem Tito, Paulo
A ncião. Pessoa
das pessoas, e por isso, o instrui a estabelecer
surgiam cada vez mais _________ m ad u ra na fé.
_______ presbíteros em diversos
novos crentes. Foi neces­ iugares, de cidade em ci­
sário, afim de garantir o discipulado dade (Tt 1.4,5,7). Estáclaro, assim, o
integral da nova pessoa em Cristo, aspecto pastoral da função exercida
separar crentes idôneos e maduros pelos presbíteros nas comunidades
na fé para cuidarem desse precioso cristãs antigas.
rebanho. Assim, os apóstolos de 3. A s q u a lific a ç õ e s . Em o
Cristo passaram a estabelecer pres­ Novo Testamento, as referências aos
bíteros para zelar pela administra­ presbíteros encontram-se no plural;
ção e a vida espiritual da igreja local. “presbíteros”, “bispos” ou “anciãos”
(At 1 1.30; 15.2,4,6; 20.1 7;Tg 5.14;
1 - A ESCOLHA DOS
1 Pe 5.1). Como a liderança local era
PRESBÍTEROS
formada por um grupo de irmãos
1. S ig n ifica d o d a fu n ç ã o . experientes na fé para cuidarem
De acordo com a Bíblia de Estudo da igreja, a função dos presbíteros
Palavras-C have , o term o “presbí­ era pastoraL Portanto, o presbítero
tero” (do gr. presbyteros) é uma é um pastor, um apascentador de
fo rm a c o m p a ra tiv a da p a la v ra ovelhas! A Palavra de Deus expressa
grega presbys, “ pessoa mais velha”. qualificações bem objetivas para
Como substantivo, e no emprego o exercício fiel dessa função. Tais
dos jud eus e cristãos, “ presbíte­ qualificações estão descritas em Tito
ro” é um títuío de dignidade dos 1.6-9 para presbítero, assim como
indivíduos experientes e de idade em 1 Timóteo 3.1-7 para “bispo”,
madura que form avam o governo denotando o aspecto sinoním ico
da igreja local. É um sinônimo de dos dois termos. Uma leitura atenta

r
O P R E S B ÍT E R O

A pascentar

Eo sinar

A dm inistrar -

V J

L iç õ e s B íb l ic a s 79
das duas listas indica a importância Antioquia para orientar os irmãos
da função e como as igrejas não I sobre a resolução dos problemas
podem descuidar-se quando da que perturbavam os novos con­
ordenação de pessoas para servi-la. j vertidos: "E, quando iam passando
O bom conselho do apóstolo Paulo j pelas cidades, lhes entregavam ,
ainda é a maneira mais segura para para serem observados, os decre­
se separar obreiros. tos que haviam sido estabelecidos
pelos apóstolos e anciãos em Jeru ­
SIN O P SE D O T Ó P IC O (1) salém” (At 16.4).
O termo presbítero (do gr. pres- 3. A valo rização do p re sb i­
byteros) é um sinônimo de bispo tério. O presbitério deve ser valori­
(gr. episkopos), de professor (do gr. zado, pois desde os primórdios da
didaskoíos) e de pastor (do gn poim- I Igreja cristã, a sua existência tem
êrí). Logo, a sua função é pastoral. fundamento na Palavra de Deus.
I O rebanho do Senhor será ainda
RESPO N D A mais bem atendido se o presbitério
das nossas igrejas for preparado
/. Segundo a lição o que é um pres­
para uma atuação mais efetiva no
bítero?
governo da igreja e no ministério
II - A IM P O R T Â N C IA de ensino, tal com o instruiu o
D O P R E S B IT É R IO apóstolo Paulo: “Os presbíteros que
governam bem sejam estimados
1. S ig n ifica d o do term o .
por dignos de duplicada honra,
“Não desprezes o dom que há em
principalmente os que trabalham
ti, o qual te foi dado por profecia,
na palavra e na doutrina” (1 Tm
com a imposição das mãos do pres­
bitério” (1 Tm 4.14). Foi dessa for­ 5.1 7). O Novo Testamento mostra
ma que o apóstolo Paulo lembrou que, apesar de haver um pastor
Timóteo, aconselhando-o acerca titular, o governo de uma igreja
do reconhecimento do ministério não era exercido por um único lí­
do jo vem pastor pelo conselho der, mas pelo conselho de obreiros
de obreiros. O Novo Testamento (At 20.17-37; Ef 4J 1, 1 Pe 5.1). O
I classifica esse corpo de obreiro de presbitério é de vital importância ao
| “presbitério” (do gr: presbyterion , ! desenvolvimento das igrejas locais
^ su b sta n tivo de p resb ítero, um e ao bom ordenamento do Corpo
1 conselho formado por anciãos da de Cristo.
igreja cristã).
2. A atuação do p re sb ité ­ S IN O P S E D O T Ó P IC O (2)
rio. No Concílio de Jerusalém , em j Fundamentado na Palavra de
relação às sérias questões étnicas j
Deus desde os primórdios cristãos,
e eclesiásticas que podiam com- j
o presbitério atua no governo da
prom eter a expansão da igreja, j
igreja local junto ao pastor titular.
os apóstolos e os anciãos (pres- j
bíteros) foram cham ad o s para
RESPO N D A
debater e legislar sobre o assunto
(At 15.2,6,9-11). Em se g u id a, j 2. Q u al o sig n ificad o do term o
.os presbíteros foram enviados à I “presbitério”?

80 L iç õ e s B í b l i c a s
III - O S D E V E R E S sobre eie, ungindo-o com azeite em
D O P R E S B IT É R IO nome do Senhor” (Tg 5.14). O ato da
unção dos enfermos não pode ser
1. A p a sce n ta r a ig reja. Os
banalizado na igreja local. Ele revela
presbíteros têm o dever de alimen­
a proximidade que o presbítero deve
tar o rebanho de Deus com a expo­
ter com as pessoas. O membro da
sição da Santa Palavra. O apóstolo
igreja local tem de se sentir à von­
Pedro bem exortou aos presbíteros tade para procurar qualquer um
da sua época acerca desta tarefa: (1 dos presbíteros e receber oração ou
Pe 5.2a). O apascentar as ovelhas uma palavra pastoral. Tal obreiro foi
do Senhor se dá com cuidado pas­ separado pelo Pai e pela igreja para
toral, não pela força ou violência, atender a essas demandas.
com o se os o b reiro s tiv e s s e m
domínio sobre o Corpo de Cristo. S IN O P S E D O T Ó P IC O (3)
Esse ato ocorre voluntariam ente,
sem interesse financeiro, servindo Apascentar a igreja de Cristo, *
de exemplo ao rebanho em tudo (1 liderar uma igreja local e ungir os
Pe 5.2,3)- Os presbíteros formam enfermos são algumas das muitas 4
o conselho da igreja local cujo ob­ responsabilidades do presbítero.
jetivo maior é atuar na formação
espiritual, social, moral e familiar RESPO N D A
do povo de Deus. 3. Relacione os deveres dos pres -1
2. Lid era r a igreja local. A bíteros.
liderança da igreja loca! tem duas 4. Q uais as duas esferas principais 1
esferas principais de atuação: o de atuação da liderança da igreja I
governo e o ensino. O presbítero, local7
quando designado para essas ta­ 5. Q ual é o m aior com prom isso de 1
refas, tem o dever de exercê-las na todo homem de Deus cham ado p ara |
“Igreja de Deus” (1 Tm 3.5). Para ser presbítero?
isso, ele precisa saber ugovernar
a sua própria casa” e ser "apto a CO N CLU SÃ O I
ensinar” (1 Tm 3.2,4). Liderar o Vimos que os termos presbí- S
rebanho de Deus, segundo o Novo tero, bispo e pastor são sinônimos. |
Testamento, é estar disponível “para Os presbíteros, ou bispos, sempre I
servir” e “não para ser servido” (Mt form aram um corpo de obreiros I
20.25-28; Mc 10.42-45). Com o ob­ com a finalidade de contribuir para
jetivo de exercer competentemente i a edificação da igreja locaL Eles J
esta função, o presbítero deve ser exercem uma função pastoral. Nas
uma pessoa experiente, idônea e Assembleias de Deus no Brasil, os |
pronta a ser exemplo na igreja local. presbíteros exercem este serviço, -j
Ensinar e governar com equidade e | p a s to re a n d o as co n g re g a çõ e s .
seriedade é o maior compromisso Eles aind a cuidam da execução ;
de todo homem de Deus chamado | das principais tarefas da Igreja: a |
para tão nobre tarefa. evangelização e o ensino da Palavra. 1
3. U ngir o s en ferm o s. “Está I Portanto, esses obreiros precisam É
alguém entre vós doente? Chame ser bem selecionados e valorizados r:
os presbíteros da igreja, e orem I pela igreja local.

L iç õ e s B íb lic a s 81
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio T eo ló g ico V O C A B U LÁ R IO
“A s q u a lific a ç õ e s d o s P re s ­ In t e r c a m b iá v e l: Que pode
b íte ro s (1.6-9) intercambiar, permutar, trocar
As qualificações no verso 6, de ou mudar reciprocam ente.
acordo com o idioma original, são É tn ic a : Relativo a etnia; per­
co n d içõ es ou questões indiretas tence ou próprio de um povo.
relativas aos candidatos que estão S in o n ím ia : Q u a lid a d e das
sendo considerados para o m inis­ palavras sinônim as; de relação
tério. O grego traduz literalmente: de sentido entre dois vo c a b u ­
lário s que tem s ig n ific a ç ã o
‘A q u e le qu e fo r ir re p r e e n s ív e l,
m uito próxim a.
marido de uma mulher, que tenha
filhos fiéis, que não possam ser acu­
BIBLIO G RA FIA SU G ER ID A
sados de dissolução [desperdício de
dinheiro] nem são desobedientes’ ST R O N ST A D , R o g e r; A R ­
— este pode ser considerado como RINGTON, French L. (Eds.) C o ­
um candidato ao presbitério m e n tário B íb lico P e n te co s­
Paulo parece estar usando as tal N ovo T e s ta m e n to . Vol.
palavras "ancião/presbítero’ ( p res- 2: Rom anos a Apocalipse. 4.ed.
byteros, v.5) e ‘líder/bispo’ ( epis- Rio de Janeiro: CPAD, 2009.
kopos , v.7) de modo intercam biável ARAÚJO, Isael. D icio n á rio do
[.,,]. N este p rim e iro p e río d o da M ovim ento P e n te co stal, Rio
história da Igreja, os ofícios m inis­ de Janeiro: CPAD, 2007.
teriais eram variáveis e indistintos
(STRONSTAD, Roger; ARRINCTO N, SAIBA MAIS
French L. (Eds.) C o m e n tá rio B íb li­
Revista Ensinador Cristão
co P en teco stal Novo T e sta m e n ­ CPAD, n ° 58. p.41.
to« Vol. 2: Rom anos a Apocalipse.
4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009,
pp.704,05). R E S P O S T A S D O S E X E R C ÍC IO S
1. É um título de dignidade dos
indivíduos experientes e de idade
madura que formavam o governo
da igreja íocaL
2. “ Presbitério” vem do gr. pres-
b y te rio n , substantivo de presbí­
tero, um conselho form ado por
anciãos da igreja cristã. O termo
designa o conjunto de presbíteros
que administram uma igreja local.
3* Apascentar a igreja, liderar a
igreja local e ungir os enfermos.
4. O governo e o ensino.
S. Ensinar e governar com equida­
de e seriedade.

82 L iç õ e s B í b l i c a s
A U XÍLIO BIBLIO G RÁ FICO II
Su b síd io H istó ric o P e n te co sta l
“ P R ESB ÍT ER O S
As Assem bleias de Deus, especialm ente no Brasil, certam ente
em razão de se constituírem inicialm ente de crentes de diversos gru­
pos evangélicos, atraídos peia crença bíblica do batism o no Espírito
Santo, do ponto de vista adm inistrativo, m inisterial, adotaram uma
posição interm ediária mais aproxim ada do sistem a presbiteriano.
Não adm item hierarquia. Não aceitam o episcopado formal, senão o
conceito bíblico de que o pastor é o mesm o bispo m encionado no
Novo Testam ento. Adm item , entretanto, o cargo separado de pres­
bítero. O presbítero (anteriorm ente cham ado ‘ancião’) é o auxiliar do
pastor. Porém, em algum as regiões, em cam po de evangelização das
Assem bleias de Deus, de certo modo, é-lhe dado cargo correspon­
dente ao de pastor, onde, na ausência deste, ele desem penha todas
as funções pastorais: unge, m inistra a Ceia e batiza. Entre esses, há
os que possuem a dignidade, capacidade e verdadeiro dom de pastor.
[...] Porém, na Convenção Ceral de 1937, na AD de São Paulo (SP),
foi debatida a questão sobre se os anciãos (presbíteros) não pode­
riam ser considerados pastores. Os convencionais com preenderam ,
citando textos com o 1 Pedro 5.1, Atos 20.28 e 1 Tim óteo 5.1 7, que,
em alguns casos, parece haver uma diferença entre anciãos e anciãos
com cham ada ao m inistério, e estabeleceram , assim , a hierarquia
eclesiástica que até hoje existe nas Assem bleias de Deus: diáconos,
presbíteros e ministros do evangelho (pastores e evangelistas).
[...] Nas Assem bleias de Deus, em bora o trabalho do presbítero
tenha a sua definição, passou a ser tam bém visto com o o penúlti­
mo cargo a ser exercido pelo obreiro, na sucessão das ordenações,
antes de ser consagrado a evangelista ou pastor” (ARAÚJO, IsaeL
D ic io n á rio do M o vim en to P e n te c o sta l. Rio de Janeiro: CPAD,
2007, pp.71 5,16).

L iç õ e s B í b l i c a s S3
I

Lição 12
22 de Junho de 2014

O D ia c o n a t o
T E X T O A U R EO
“Porque os que servirem bem como
diáconos adq uirirão p ara si uma boa
posição e m uita confiança na fé que há
em Cristo Je su s” ( 1 T m 3.13).

V ER D A D E PRA TICA
Embora o diaconato seja um m inis­
tério específico, a diaconia é uma
missão de todo o crente.

H IN O S S U G E R ID O S 115, 175, 394

L E I T U R A D IA R IA

Seg u n d a - Fp 1,1
Auxiliares dos líderes da igreja local

T e rça - A t 6-1-5
Homens exemplares

Q u a rta - At 6 .6
Separados com im posição de mãos

Q u in ta - 1 T m 3-12
Bons líderes no lar

Sexta - 1 Tm 3.1 3
Cham ados para servir

Sábado - Mt 2 0 .2 6 -2 8
Jesus veio para servir

84 L iç õ e s B íb l ic a s
mmm .. r -
L E I T U R A B ÍB L IC A
IN TER A Ç Ã O
EM C L A S S E
S e rv ir: uma ordenança de nosso Sen h or
1 T im ó te o 3.8-13 (Mc 1 2 3 0 ,3 1 ). O m inistério de serviço ao
próxim o é o sím bolo de am or na instituição
8 ■ D a m esm a so rte os diá- dos diáconos relatada no livro dos A tos dos
. conos se jam h o n esto s , não A póstolos , no sexto capítulo. A qui , os após­
tolos foram coerentes com o ensinam ento
de lín g u a dobre, não dados a
de Je s u s de N azaré. Há m uito, o nosso
m uito vinho, não cobiçosos de Sen h or havia ensinado sobre a urgência
| torpe g a n â n cia , de reso lver questões sociais e de c a rá te r
h u m a n itá rio de quem q u e r que fo sse .
9 - g uard and o o m istério da
O problem a reg istra d o em A to s 6 foi de
fé em um a p u ra consciência. c a rá te r étnico, m as hoje outros gran d es
I IO - E tam bém estes sejam pro b lem a s afligem m uitos m em bros da
p rim eiro provados, depois s ir­ igreja local. Que o serviço dos diáconos
de C risto nos inspire a cu ltiva r um estilo
vam , se forem irrep reensíveis. de vida diaconal baseado na h istó ria de
i 11 - D a m esm a sorte as m ulhe­ Je su s de N azaré.
res sejam honestas, não m aldi­
zentes, sóbrias e fiéis em tudo. O B JE T I V O S ____
I 12 - Os diáconos sejam m a ri­ Após esta aula, o aluno deverá estar
dos de um a m u lh er e g o ver­ apto a:
nem bem seus filh o s e suas A n a lis a r o estilo de vida diaconal
| p ró p rias casas. de Jesus.
13 - Porque os que servirem E x p lica r a instituição do m inistério
bem com o diáconos a d q u iri­ do diácono.
rão p ara si um a boa posição e
m uita confiança na fé que há D is c o r r e r sobre o perfil e a função
em Cristo Jesu s. do diácono.

O R IEN TA Ç Ã O P ED A G Ó G IC A
Prezado professor, para concluir a
presente lição, sugerimos uma atividade
prática para executá-la junto à clas­
se. Procure o secretário da igreja e se
informe sobre as pessoas enfermas que
não podem ir aos cultos rotineiros. De
acordo com a quantidade de enfermos, e
após a Escola Dominical, separe grupos
de três ou quatro pessoas (depende da
quantidade de alunos) para fazerem uma
visita. Ao chegar no lar da pessoa visi­
tada, ore, leia a Palavra e cante para ela.
Converse um pouco de modo que ela
sinta-se bem acolhida. Ao final da ativi­
dade, reúna todos os grupos e explique-
-ihes que esta é uma prática diaconal
transbordante de amor e baseada no
ensino de Jesus de Nazaré (Mt 25.36,43).

L iç õ e s B í b l i c a s 85
ser igual a Deus. Mas aniquílou-
-se a si mesmo, tomando a forma
de servo, fazendo-se semelhante
1 INTRODUÇÃO
aos homens” (Fp 2.6-7). Segundo
No prim eiro século da era a Bíb lia de Estudo Palavras-Chave,
cristã , a Ig reja cresceu sob o a expressão “tomando a forma de
| avivam ento do Espírito e expan­ servo" denota o sentido de uma
diu-se pelo m undo. Na m esm a condição humilde.
medida em que cresceu, surgiram 2 . S e r v iç o de e s c r a v o .
8 tam b é m p ro b lem as na e s fe ra Na véspera da sua crucificação,
j so cia l, d e m a n d a n d o u rg e n te s o Senhor Jesu s reuniu os seus
providências. Por uma doze d iscíp u lo s para
sábia e unânime deci­

I
PALAVRA-CHAVE com er a ú ltim a ceia.
são, em assem bleia, a Tom ando um a to alh a
igreja de Jerusalém es­ D iácono:
e uma bacia com água,
colheu sete homens de Aquele que serve eíe começou a lavar os
moral ilibada e cheios p or am or. pés dos discípulos, um
do Espírito Santo, para a um (Jo 13.4,5). Não há
adm inistrarem esse "im portante atitude mais comovente do nosso
n e g ó c io ” (At 6.3). N esta lição Senhor como o relato do lava-pés,
estudaremos esse importante mi­ demonstrando serviço, exemplo e
nistério de serviço que, por causa humildade. A “diaconia da toalha
de uma crise étnica na igreja, e da bacia” é a convocação cristo-
levou os apóstolos a propor me­ cêntrica para uma vida de serviço
didas que serviram de base para humilde (Jo 13.1 2-1 7).
instituir a função diaconal. Esta, 3. O d iscíp u lo é um s e r ­
até hoje, faz parte do ministério v iç a l. C erta vez, Tiago e Jo ã o
ordenado pelas igrejas cristãs. pediram ao Senhor lugares de des­
taques, “à direita” e “à esquerda”
I - A D IA C O N IA D E
J E S U S C R IS T O de Jesus, quando da implantação
do seu Reino (Mc 10.35-37). Os
1. S ig n ifica d o do termo» discípulos ainda não haviam com ­
O term o grego d ia co n ia sig n i­ preendido a mensagem de Jesus.
fica “ m in is té rio ” ou “ s e rv iç o ” . A proposta do Nazareno nunca foi
A vida inteira de Jesu s aqui na a de estabelecer uma hierarquia
Terra dem onstrou o verdadeiro de poder tem p oral para a sua
sentido da diaconia em todos os igreja, mas a de serviço conforme
seus aspectos. Na realidade, seu dem onstra sua resposta a eles:
m inistério terreno evidenciou o “entre vós não será assim; antes,
quanto Ele foi “apóstolo da nossa qualquer que, entre vós, quiser ser
confissão” (Hb 3.1), profeta (Lc grande será vosso serviçal [diako-
24.19), evangelista (Lc 4.18,19), nos]. E qualquer que, dentre vós,
pastor (Jo 10.11), mas principal­ quiser ser o primeiro será servo de
m ente, diácono por excelên cia todos. Porque o Filho do Homem
(Mt 20.28). O apóstolo Paulo disse também não veio para ser servido,
que Jesus, “sendo em form a de mas para servir e dar a sua vida em
, Deus, não teve por usurpação resgate de muitos” (Mc 10.43-45).

86 L iç õ e s B í b l ic a s
SINOPSE D O T Ó P IC O (7 ) cação pode ser vista na manifes-1
tação verba) destas viúvas que,
A d iaco n ia de Je su s Cristo
sentindo-se injustiçadas pelo que
está centralizada na disponibili­
elas interpretaram ser uma forma
dade em servir o próximo.
de discrim inação dos líderes da
igreja de Jerusalém , cobraram sua
RESPO N D A
assistência (At 6.1).
/. Q u al o sig n ifica d o do term o 3. A e sco lh a do s d iáco n o s.
grego “d iaco n ia1'? Para resolver o impasse, orando e
2. Q ual o significad o da “d iaconia impondo-lhes as mãos, os apósto­
da toalh a e da b a cia ”? los separaram sete irmãos de boa
reputação, cheios do Espírito San­
II - A IN S T IT U IÇ Ã O
D O S D IÁ C O N O S to e de sabedoria para administrar
uma questão étnica e social (At
1. O co n ceito da fu n ção . A 6.2-7). Foi uma decisão de caráter
palavra diácono (gr. diakonos), se­ pacificador e de muito bom-senso À
gundo o D icion ário Vine , refere-se para a igreja não se perder em
àquele que presta trabalhos volun­ permanentes desentendim entos.
tários aludindo aos exem plos dos O objetivo era estimulá-la a re­
criados dom ésticos dos tem pos so lver a questão reconhecendo
do N ovo T estam ento. O term o o c a m in h o e q u iv o c a d o a n te s
destaca, em especial, a função aderido pelos líderes até aquele
de um mestre ou de um pastor m om ento. Assim , eles puderam
cristão, entrelaçando o sentido executaras mudanças necessárias
técnico do diácono ou diaconisa. e resolveram uma questão que
Outra palavra grega relacionada a poderia trazer sérios problemas
“diácono” é doulos. Esta refere-se para a igreja de Jerusalém .
a "um servo" ou “um escravo” (Mt
1 3.27,28; Jo 4.51). Portanto, a S IN O P S E D O T Ó P I C O (2 )
ideia preponderante que a função
do diácono remonta é a do serviço O livro dos Atos dos Apósto­
voluntário prestado, pelo “m inis­ los, no capítulo 6, descreve a ins­
tro”, o “servo” ou o “assistente”, tituição do m inistério de diácono.
para alguém. III - O P E R F I L E F U N Ç Ã O
2a O rigem do d iaconato . “A D O D IÁ C O N O
bênção”, “problem a” e ‘'reivindi­
cação” são palavras-chave para o 1. Q u a lific a ç õ e s do d iá c o ­
advento do ministério formal dos no. As qualificações dos diáconos
diáconos em o Novo Testamento. descritas no livro de Atos e na
A b ên ção foi o e x tra o rd in á rio prim eira carta a Tim óteo revelam
crescim ento da igreja local em que em nada elas diferem da atri­
Jerusalém . A questão étnica causa­ buição ética exigida aos bispos (1
da pela situação social de muitos Tim óteo e Tito).
que aceitavam a fé, especialmente a) C a rá te r m o ral (1 Tm 3.8).
envolvendo viúvas jud ias de fala Os diáconos devem ser pessoas
hebraica e as de fala grega (At honradas, dignas, corretas e ín­
6.1), era o problem a. A re ivin d i­ tegras. Não pode haver “língua

L iç õ e s B í b l i c a s 87
dobre” neles, isto é, a sua palavra igreja local através das orienta­
deve ser sim, sim e não, não. A ga­ ções do seu pastor em atividades
nância por dinheiro tem de passar ligad as a v is ita r os en ferm o s,
longe da sua vida, pois sua função os necessitados e os desviados,
é exatam ente a de executar tra­ bem como cuidar das tarefas es­
balhos adm inistrativos da igreja pirituais ligadas ao culto, como a
local, como auxiliar nas tarefas distribuir os elementos da Ceia do
do culto e acom panhar as viúvas Senhor, reco lh eras contribuições
e os pobres da Igreja do Senhor. para a manutenção da igreja local
b) C a rá te r e sp iritu a l (1 Tm (dízimos e ofertas) e auxiliar na
3.9,10). Ter a plena convicção do ordem e na segurança da liturgia
que é crer no Evangelho. O diá­ do culto, bem com o de outras
cono guarda a revelação de Deus tarefas já m encionadas.
que está em C ristojesus, o nosso
Senhor (cf. Rm 16.25). Por isso, a SINOPSE DO T Ó P IC O (3).
liderança e a igreja local devem
Para o perfil e a função do
avaliar o candidato ao diaconato
diácono deve-se levar em conta o
levando em conta o seu caráter
caráter morai, o caráter espiritual
moral e espiritual.
e o caráter fam iliar do candidato.
c) C aráter fam iliar. O candida­
to deve ser marido de uma mulher,
R ESPO N D A
fiel à sua esposa e bom pai, A
exemplo dos bispos, os diáconos 3. Quais as qualificações p ara o
devem ser zelosos com o seu lar, diaconato?
am ar as suas esposas com amor 4. Q ual a função dos diáconos em
s a c rific a l. D evem re s p e ita r os A tos 6?
seus filhos, para obterem deles o 5. Q u al a função dos diáconos
mesmo respeito. O “serviço” do di­ hoje?
ácono à sua fam ília revelará como
C O N C LU S Ã O
ele servirá a igreja local.
2. A fu n ção d o s d iá c o n o s O d ia co n a to foi in stítu íd o
em A to s 6» Quando foram insti­ pelos apóstolos de Cristo quando
tuídos diáconos, setes homens de a comunidade cristã cresceu e pre­
fala grega foram separados para cisou ter pessoas que pudessem
assistir so cialm en te as v iú v a s : re so lve r questões relacionadas
tanto as de fala hebraica como a problem as sociais que dem an­
as de fala grega. Os diáconos não davam atenção e cuidado, Hoje,
podiam permitir que houvesse in­ os diáconos servem à igreja e a
justiças de caráter social na igreja Deus em tra b a lh o s d iferen tes,
do primeiro século. A função do e a liderança das igrejas locais
diaconato era fundam entalm ente deve valorizar o seu trabalho e
de caráter social. reconhecê-los com o excelentes
3. A fu n ção d o s d iá co n o s s e rv id o re s do Reino de Deus,
hoje. Atualm ente, a função pri- pois, no sentido lato, todos somos
ordiai do diácono é auxiliar a diáconos da Igreja de Deus.

88 L iç õ e s B íb l ic a s
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
V O C A BU LÁ RIO ____ Subsídio T eo ló g ico
Lato: De grande amplitude; não “C o m u n h ão Q u e b ra d a : A
restrito, largo, extenso. C o m u n id a d e E sc o lh e Sete D iá ­
co n o s
Os crentes se dedicam a formar
B IB L IO G R A F IA S U G E R ID A um a co m u n id a d e de co m u n h ã o
ANDRADE, Ciaudionor de. Ma­ (At 2.42), que acha expressão em
nual do D iácono. 1.ed. Rio de com partilharas possessões com os
Janeiro: CPAD, 1999, necessitados. Como exem plo posi­
STOTT. John R. W. C ristia n ism o tivo de comunhão, Lucas chamou
Eq u ilib ra d o . 1.ed. Rio de Ja n e i­ atenção a Barnabé (At 4.36,37); em
ro, CPAD, 1995. contraste, Ananias e sua esposa são
exemplos negativos (At 5.1-1 1). No
capítulo 6, Lucas informa um desar­
SAIBA MAIS
ranjo na com unhão causado pela
Revista Ensinador Cristão negligência da com unidade para
CPAD, n°58, p.42. com suas viúvas gregas. No meio
de trem endo progresso da Igreja,
RESPO STAS DOS EX ER C ÍC IO S este prob lem a co loca a unidade
1. “Ministério” ou “serviço”. eclesiástica em sério perigo.
2. Significa a convocação cristo- N esta época, a co m u n id ad e
cêntrica para uma vida de serviço cristã consiste em dois grupos: os
humilde (Jo 13.1 2-1 7).
3, Caráter moral, caráter espiritual
judeus gregos ( h ellen istai, ‘crentes
e caráter familiar. de fala grega’) e os judeus hebreus
4« Assistir socialmente as viúvas: ( h eb raio i, ‘crentes de fala aramai-
tanto as de fala hebraica como as ca’). Os judeus gregos de Atos 6
de fala grega.
são crentes que foram fortem ente
5, A uxüiar a igreja locai através
das orientações do seu pastor em influenciados pela cultura grega,
atividades ligadas a visitar os enfer­ p ro va ve lm e n te en q u an to vivia m
mos, os necessitados e os desvia­ fora da Palestina, ao passo que os
dos, bem como cuidar das tarefas
jud eus hebreus são cristãos que
espirituais ligadas ao culto, como
distribuir os elementos da Ceia do sem pre v iv e ra m na terra n ativa
Senhor, recolher as contribuições da Palestina” (STRONSTAD, Roger;
para a manutenção da igreja local ARRIN G TO N , French L. (Eds.) C o ­
(dízim os e ofertas) e auxiliar na
ordem e na segurança do culto,
m e n tá rio B íb lic o P e n t e c o s ta l
bem como de outras tarefas para Novo T e sta m e n to . Vol. 1: M ateus
as quais for designado. a Atos. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
2009, p.657).

L iç õ e s B í b l i c a s 89
AUXILIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Teo ló g ico
“[Sobre a E sc o lh a d o s d iá co n o s]
[...] Lucas não declara como é feita a escolha dos sete homens,
mas a congregação como um todo vê a sensatez da proposta dos após­
tolos (v.5) e participa na escolha destes diáconos. A qualificação básica
é a espiritualidade, mas eles devem ser distintos de duas maneiras.
Eles têm de ser'cheios do Espírito Santo’. Em vez de ser meros bons
administradores ou gerentes de recursos, esta qualificação lhes exige que
sejam capacitados pelo Espírito na ordem dos discípulos no Dia de Pen­
tecostes. Quer dizer, eles devem ter o poder de uma fé que faz milagres.
Eles também têm de ser ‘cheios [...] de sabedoria’. Com plem en­
tar aos atos de poder está o discurso inspirado pelo Espírito. Os
diáconos têm de ser poderosos em obras e palavras. Como pessoas
competentes e maduras que são inspiradas pelo Espírito, elas têm
de ter bom senso prático e serem capazes de lidar com delicados
problemas de propriedade. Seu ministério inclui negócios em presa­
riais e a distribuição de ajuda para os necessitados, mas também
deve ser espiritual e carismático. Eles devem exercer quaisquer dons
espirituais que Deus lhes concedeu.
Entre os sete homens escolhidos para servir como diáconos
estão Estêvão e Filipe (os únicos dois sobre quem Lucas apresenta
detalhes). Filipe se destaca como pregador carismático (At 8.4-8,26-
40; 2 1.8); ele é o primeiro a fundar uma igreja entre os samaritanos.
Estêvão é descrito como "homem cheio de fé* (v.5), sem dúvida sig­
nificando a fé que faz milagres. Ele faz ‘prodígios e grandes sinais
entre o povo’ (v.8), e seus oponentes não sabem como lidar com a
pregação que ele faz (v. 10). O ministério destes dois homens ilustra
os ministérios dos diáconos carism áticos, os quais se estendem
muito além das preocupações práticas do dia a dia da Igreja.
A ordenação dos sete diáconos fornece bom modelo para mi­
nistrar as minorias da Igreja. Como na Igreja primitiva, devem os nos
preocupar com o modo como as minorias — os pobres, as viúvas,
os órfãos e as pessoas de diferentes origens raciais — são tratadas.
Semelhante às viúvas crentes de faia grega, tais pessoas são inde­
fesas, e suas necessidades podem ser negligenciadas. Cada congre­
gação deve ter um programa próprio para ministrar aos que estão
em desvantagem e às minorias, e entregar este ministério àqueles
que são espiritualmente dotados e comprom issados a cuidar deles”
(STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French L. (Eds.) C o m en tário Bí­
b lico P en teco stal Novo T e stam e n to . Vol. 1: M ateus a Atos. 4.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp.657-8),

90 L i ç õ e s B íb l ic a s
Lição 13
2 9 de Junho de 2014

A M u l t if o r m e
S a b e d o r i a d e D eus
T EX T O ÁU REO
“P a ra que, agora, peia igreja, a m ulti­
form e sabedoria de Deus seja conhecida
dos principados e potestades nos céus”
(Ef 3.10).

V E R D A D E P R A T IC A
A multiforme sabedoria de Deus vai
além da com preensão hum ana e é
dem onstrada ao mundo pela Igreja
de Cristo.

H IN O S S U G E R ID O S 10, 330, 440

L E IT U R A D IÁ R IA
S e g u n d a - Pv 2 .6
Deus dá sabedoria

T e rç a - Pv 9-10
O princípio da sabedoria

Q u a rta - Rm 1 1 .3 3
A insondável sabedoria divina

Q u in ta - Rm 11 .3 4 -3 6
Quem com preendeu o intento divino

Sexta - 1 Co 1.2 4
Cristo, a Sabedoria de Deus

Sábad o Ef 7
O espinto de sabedoria revelação

L iç õ e s B íb lic a s 91
LEITU RA BÍBLICA IN TERA ÇÃ O
EM CLASSE
Um a das coisas m ais m aravilh o sas
E fé s io s 3=8-1 Or 1 Pedro
quando estudam os a teologia da San ­
4.7-10 tíssim a Trindade é id en tificar como o
Pai, o Filho e o Espírito Santo estão em
E fé s io s 3 pleno relacionam ento num a unidade
8 - A mim, o m ínim o de todos perfeita. É isto mesmo! A Santíssim a
os santos, me foi dada esta Trindade m ostra-nos um a p e rfe ita
g ra ç a de a n u n c ia r entre os unidade. Po rtan to , não poderíam os
gentios , por meio do evange­ esperar outra form a de Deus a g ir pela
lho, as riquezas incom preen­ Igreja, se não pela expressão da sua
síveis de Cristo m ultiform e sab ed o ria em tra b a lh a r
9 - e dem onstrar a todos qual no mundo através do Corpo de Cristo.
seja a d isp ensação do m is­ Para isso, Deus disponibilizou ao seu
tério, que, desde os séculos, povo dons de revelação, dons de poder,
esteve oculto em Deus, que dons de expressão e dons m inisteriais.
tudo criou; Que o Senhor nos use como instrum en­
tos em suas mãos.
10 - p a ra que , ag o ra, pela
igreja, a m ultiform e sabedo­
ria de Deus seja conhecida __ O B JE T IV O S
dos principados e potestades Após a aula, o aluno deverá estar
nos céus, apto a;
1 Pedro 4 C o n t ie c e r o ca rá te r d ive rso dos
7 - £ já está próxim o o fim de dons espirituais e ministeriais.
todas as coisas ; portanto, sede
sóbrios e vigiai em oração. E s t u d a r as qualidades dos bons
despenseiros dos mistérios divinos.
8 - Mas, sobretudo, tende a r­
dente am or uns p ara com os C o r r e la c io n a r os dons espirituais
outros, porque o am or cobrirá com o fruto do Espírito.
a m ultidão de pecados,
9 - sendo h o sp italeiro s uns
p a ra os outros, sem m urm u­
rações.
10 - Cada um adm inistre aos O R IE N T A Ç Ã O PED A G Ó G IC A
outros o dom como o recebeu, Professor, para introduzir a última lição
como bons despenseiros da do trim estre reproduza na lousa o es­
m ultiform e g raça de Deus . quema da página seguinte. Em seguida,
faça uma revisão dos assuntos tratados
ao longo do trimestre. Cite e comente
cada dom estudado. O propósito desta
revisão é para que fique claro ao aluno
o caráter múltiplo de Deus em lidar com
a sua amada Igreja. Por isso, podemos
perceber através dos estudos dos dons
a multiforme sabedoria do Pai sobre o
seu povo. Boa aula!

92 L iç õ e s B íb l ic a s
1 1 e 2 Tim óteo 1.6 vem os dons
espirituais na esfera m inisterial
da igreja.
IN TR O D U Ç Ã O 2« São a m p lo s . A sabedoria
O A ltíssim o revelou para de a Deus é m ultiform e e plural.
Igreja um m istério oculto desde a É m anifesta em seus dons espi­
fundação do mundo. Pelo Espírito rituais e m in iste ria is nas m ais
Santo, o Senhor trouxe luz para o v a r ia d a s c o m u n id a d e s c ris tã s
seu povo usando os “seus santos espalhadas pelo mundo.
ap ó sto lo s e p ro fe ta s ” D á d iv a s d o
para m ostrar que esse Pai- Outras excelentes
PALAVRA-CHAVE
m is té rio é C risto em d ád ivas de Deus d is­
n ó s, a e s p e r a n ç a da M u ltifo rm e: pensadas à sua Igreja
glória. Era a m u ltifor­ V árias fo rm as; para com unicar o Evan­
me s a b e d o ria do Pai diversas m an eiras; gelho a todos, são:
m anifestando-se para num erosos estados. a ) >4 d á d iv a do
pessoas simples como amor. A grande m ani­
eu e você. fe sta çã o de am o r do
Altíssim o para com a hum anida­
I - OS DONS ESPIRITUA IS
de foi enviar o seu Filho Am ado
E M IN IS T E R IA IS
para sa lvar o m undo Oo 3.16).
1. S ã o d iv e r s o s . Na passa­ Este am or dispensado por Deus
gem bíblica de 1 Coríntios 12.8-1 0 desafia-nos a que am em os aos
são m encionados nove dons do nossos inim igos e ao próxim o,
Espírito Santo. Há outros dons isto é, qualquer ser hum ano ca­
espirituais noutras passagens da rente da graça do Pai (Jo 1.14).
Bíblia já m encionados em lições b) A d ád iva da filiação divina.
anteriores deste trim estre, com o Deus torna um filho das trevas em
R o m a n o s 12,6-8; 1 C o rín tio s filho de Deus Oo 1.12; 1 Pe 2.9).
1 2 .2 8 -3 0 ; 1 P e d ro 4.1 0,1 1 e É a graça do Pai indo ao encontro
Hebreus 2.4. São dons na esfera da pessoa, tornando-a membro da
congregacíonal. Em Efésios 4.7- fam ília de Deus (Ef 2.1 9).

DONS ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS


...
Palavra de Sabedoria; Palavra da
D o n s de R e v e la ç ã o Ciência; Discernimento de Espíritos.

D o n s de P o d e r Dom da Fé; Dons de Curar; Operação


de Maravilhas.

D o n s de E x p r e s s ã o Dom de Profecia; Variedade de Línguas; 1


Interpretação das Línguas.

D o n s M in is te r ia is Apóstolos; Profetas; Evangelistas;


Pastores; Doutores. j|
V

L iç õ e s B í b l i c a s 93
e dissolução (1 Tm 3.2 cf. Ef 5.1 8).
O fiel despenseiro é o oposto dis­
"Deus desafia-nos a que so. Nunca perde a sobriedade e a
amemos aos nossos inimigos vigilância em relação ao exercício
e ao próxim o do ministério dado por Deus.
2. A m or e h o sp ita lid a d e .
Elínaldo Renovato
Os despenseiros de Cristo têm
um “ardente amor uns para com
c) O ministério da reconcilia­ os outros, porque o amor cobrirá
ção. O apóstolo Paulo explica o a multidão de pecados” (1 Pe 4.8).
milagre da salvação como resultado Mediante a graça de Deus, o obrei­
do “ministério da reconciliação” (2 ro pode demonstrar sabedoria e
Co 5.19). Todo ser humano pode ter am or no trato com as pessoas.
a esperança de salvação eterna, mas Am ar sem esperar receber coisa
de salvação agora também. Quem algum a é parte do cham ado de
está em Cristo é uma nova criatura Deus para os relacionamentos (1 Jo
e o resultado disto é que Deus faz 3.16). Esta atitude é a verdadeira
tudo novo em sua vida (2 Co 5.1 7). identidade daqueles que se deno­
minam discípulos do Senhorjesus
S IN O P S E D O T Ó P IC O (1 ) (Jo 13.34,35). Aqui, também entra
o caráter hospitaleiro do obreiro,
Os dons espirituais e ministe­
recomendado pelo apóstolo Pedro
riais são diversos e amplos.
(1 Pe 4.9). Isso se torna possível
para quem ama incondicionalmen­
RESPO N D A
te, pois a hospitalidade é acolhi­
1. Segundo a lição , quais são as mento, bom trato com todas as
dádivas de Deus dispensadas à pessoas — crentes ou não, pobres
sua Igreja para comunicar o Evan­ ou ricas, cultas ou não etc. Este é
gelho a todos? o apeio que o escritor aos Hebreus
2. Segundo o apóstolo Paulo quais faz a todos os crentes (Hb 13.2,3).
habilidades são indispensáveis ao 3 . O d e s p e n s e ir o d e v e
exercício do ministério (1 Tm 3.2)7 a d m in is t r a r com fid e lid a d e .
A graça derram ada sobre os des­
II - B O N S D E S P E N S E IR O S
penseiros de Cristo tem de ser
D O S M IS T É R IO S D IV IN O S
adm inistrada por eles com zelo
1. Com s o b rie d a d e e v ei­ fidelidade. A Palavra de Deus
g ilâ n c ia . O d esp e n se iro deve nos adverte: “Cada um administre
administrar a igreja locai, retirando aos outros o dom como o rece­
da “despensa d iv in a ” o m elhor beu, como bons despenseiros da
alim ento para o rebanho. Paulo multiforme graça de Deus” (1 Pe
destaca a sobriedade e a vigilância 4.10). Pregando, ensinando ou
do candidato ao episcopado como adm inistrando o corpo de Cristo,
h ab ilid a d e s in d is p e n s á v e is ao tudo deve ser feito para a glória
exercício do ministério (1 Tm 3.2). do Senhor, a quem re alm e n te
Por isso, o apóstolo recomenda ao pertence a majestade e o poder
obreiro não ser dado ao vinho, pois (1 Pe 4.1 1). Paulo ensina-nos ain­
bebida traz confusão, contenda da que devem os ser vistos pelos

94 L iç õ e s B íb lic a s
homens como “ministros de Cristo eu vos mostrarei um cam inho ain­
e despenseiros dos m istérios de da mais ex celen te” (1 Co 12.31).
Deus” (1 Co 4.1; Cf 1.26,27). Por Em seguida abre o capítulo mais
isso, os despenseiros de Deus de­ belo da Bíblia Sag rad a sobre o
vem ser fiéis em tudo; "para que, a m o r — 1 Coríntios 13. Com o já
agora, pela igreja, a m ultiform e dissem os, não é por acaso que o
sabedoria de Deus seja conhecida tem a do am or (capítulo 1 3) está
dos principados e potestades nos entre os assuntos espirituais (ca­
céus” (Ef 3.10). pítulos 12 e 14). Ali, o apóstolo
dos g e n tio s refere-se a v á rio s
S IN O P S E D O T Ó P I C O (2 ) dons, ensinando que sem o am or
nada adianta tê-los.
Os bons d e sp e n se iro s dos
m istério s d ivin o s d evem a p re ­
3. A n e c e s s id a d e do fru to
d o E s p í r i t o . Um a v id a c ris tã
s e n ta r s o b rie d a d e , v ig ilâ n c ia ,
pautada pela p e rsp ectiva do fru ­
amor, hospitalidade e fidelidade
to do Espírito (Gl 5.22) — o am or
ao Senhor.
— é o que o nosso Pai C elestial
q u e r à su a Ig re ja . Um a ig re ja
RESPO N D A
cheia de poder, que tam bém am a
3. Como Pau lo term in a o cap ítu lo o pecador. Cheia de dons e s p iri­
sobre os dons e sp iritu a is? tuais, mas que tam bém aco lhe o
doente. Zelosa da boa do utrina,
III - O S D O N S E S P IR IT U A IS
mas em cham as pelo am or fra ­
E O F R U T O D O E S P ÍR IT O
tern o que, com o diz Paulo, “é
1. A n e c e s s i d a d e d o s sofredor, é benigno; o am o r não
d o n s e s p i r i t u a i s » Os d o n s é invejoso; o am or não trata com
espirituais são indispensáveis à leviandade, não se ensoberbece,
Igreja. Um a onda de frieza e mor- não se porta com indecência, não
nidão tem atingido muitas igrejas bu sca os seus interesses, não se
na atualidade, as quais não estão irrita, não su sp e ita m al” (1 Co
viven d o a real presença e o poder 13.4,5). O cam inho do am or é
de Deus para salvar, batizar com mais ex celen te que o dos dons
Espírito Santo e curar en ferm id a­ esp iritu ais (1 Co 12.31).
des (Ap 3.15-20). Em tal estado,
os dons do Esp írito são ain d a S IN O P S E D O T Ó P I C O (3 )
mais necessários. É no tem po de
Os dons e sp iritu a is são li­
sequidão que precisam os buscar
gados ao am o r cristão, o mais
m ais e mais a face do Senhor,
autêntico fruto do Espírito.
rogando-lhe a m anifestação dos
dons espirituais para o desperta-
RESPO N D A
m ento espiritual dos crentes em
Je su s (Hb 3.2). 4. Q u al o cam in h o a in d a m ais
2 . O s d o n s e s p ir it u a is e excelente que os dons , segundo
o a m o r c r is t ã o . Paulo term ina a liçã o ?
o capítulo sobre os dons esp iri­ 5. Sejam q u ais fo rem os dons ,
tuais, dizendo: “ Portanto, procu­ com o a q u e le s que os possuem
rai com zelo os m elhores dons; e devem usá-los?

L iç õ e s B íb l ic a s 95
CO NCLUSÃO dons, aqueles que os possuem
A m u ltiform e sab ed o ria de devem usá-íos com hum ildade e
D e u s m a n ife s ta - s e na ig r e ja fidelidade, não buscando os inte­
através da intervenção sobrena­ resses próprios, mas sobretudo
tural do Espírito Santo e a partir o amor, pois sem am or de nada
dos dons de Deus n ece ssário s adianta possuir dons. Estes são
ao c re s c im e n to e s p iritu a l dos para a edificação dos salvos em
cren tes. Sejam quais forem os Cristo Jesu s.

A U XILIO BIBLIO GRÁFICO


S u b s id io T e o ló g ic o B IB LIO G R A FIA SU G ER ID A
“SA B ED O R IA MENZIES, William W.; HORTON,
Embora Paulo não tenha prega­ Stanley M. D o u trin a s B íb lica s:
do de acordo com a sabedoria do Os Fundam entos da Nossa Fé.
mundo, todavia ele pregou a sabe­ 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
doria oculta de Deus que só pode HORTON, Stanley (Ed.). T e o lo ­
ser discernida quando Deus dá ao g ia S iste m á tic a : Um a Perspec­
homem a direção e a ajuda do Espí­ tiva Pentecostal. 10.ed. Rio de
rito Santo (1 Co 2.7-1 4). Deus deseja Janeiro: CPAD, 2007.
que o hom em tenha e conheça sua
sabedoria (Tg 1.5). Ela é espiritual
SAIBA MAIS
e consiste no conhecim ento de sua
vontade (Cl 1.9; Ef 1.8,9). Ela é ‘do Revista Ensinador Cristão
CPAD, n ° 58, p.42.
alto’ e é contrastada com a sabedo­
ria terrena e hum ana deste mundo,
RESPO STA S DO S E X E R C ÍC IO S
que pode até ser inspirada pelos
demônios (Tg 3.1 3-1 7; cf, Cl 2.23; 1 1- A dádiva do amor, a dádiva da
filiação d ivin a e o m inistério da
Co 3.1 9,20; 2 Co 1.1 2). A sabedoria reconciliação.
de Deus deve ser revelada ou 'd ada’ 2. A sobriedade e a vigilância,
aos hom ens (Rm 11.33,34; 2 Pe 3. Dizendo: “Portanto, procurai com
3,15; Lc 21.15). Isto pode ser con­ zelo os melhores dons; e eu vos
mostrarei um caminho ainda mais
ferido pela Palavra de Deus e pelo excelente” (1 Co 12.31).
ensino hum ano dela (Cl 3.16; 1.28; 4. O caminho do amor.
Ap 13,18; 1 7.9)” (PFEIFFER, Charles 5. Com humildade e fidelidade, não
F.; REA, John; VOS, Howard F. (Eds.). buscando os interesses próprios,
mas, sobretudo, o amor, pois sem
D icio n ário Bíblico W ycliffe. 1. ed.
amor de nada adianta possuir dons.
Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 171 2).
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96 L iç õ e s B íb l ic a s
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V IA JE A TRA V ÉS D A B IB L IA
Gilbert Beers
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