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Ecologia Celular - O Papel da Alimentação e do Meio Ambiente no Envelhecimento e


Longevidade.

Início O EQUILÍBRIO HORMONAL ANTES E DEPOIS DA MENOPAUSA

O EQUILÍBRIO HORMONAL ANTES


E DEPOIS DA MENOPAUSA
Dr Carlos Braghini 5 outubro, 2015 Comente! Ecologia Celular

    Tempo de leitura: menos de 1 minuto

1. INTRODUÇÃO

É impossível não ficar chocado em como a sociedade transformou uma parte


perfeitamente natural do ciclo de vida da mulher numa doença. Menopausa é tão doença
quanto a gravidez e dar à luz uma criança.

Ao analisar a bioquímica deste período identificaremos apenas uma verdade:


menopausa é a parada da ovulação. Assim, é somente a transição entre os anos férteis e
o período onde a mulher não precisa mais se preocupar com a possibilidade de
engravidar, nem com o sangramento menstrual.

Os sintomas desagradáveis e comuns à menopausa (fogachos, secura vaginal e alteração


do humor) são mais comuns no mundo industrializado e são o resultado da queda dos
níveis abundantes de progesterona (produzida pelo corpo lúteo logo após a ovulação).

Pois é, a menopausa não é um erro da Natureza!


1. PRÉ-MENOPAUSA/MENOPAUSA:

Chamamos de pré-menopausa o período que precede a menopausa. Deveria aparecer


entre os 45 e 50 anos, mas não é incomum começar por volta dos 30-35 anos, por conta
da dominância estrogênica que vou falar mais à frente. Já a perimenopausa diz respeito
a um ou dois anos antes da menopausa.

Assim como citei acima, os sintomas da pré-menopausa não são apenas uma função da
bioquímica feminina, mas também dizem respeito às mulheres que estão “fora de seu
ciclo e ritmos de seu corpo, seus sentimentos e sua espiritualidade”. São mulheres que
tentam balancear suas famílias e o trabalho, que se esquecem de cuidar delas mesmas e
que se sentem abandonadas por seus médicos. As dúvidas são maiores e poucos
médicos sabem como gerenciar este momento da vida da mulher.

Uma das razões do por que as mulheres evitam falar sobre o assunto menopausa é a
crença arraigada de que esta palavra significa o mesmo que envelhecimento. Esta
atitude acaba por contribuir fortemente para o agravamento dos sintomas da pré-
menopausa. Afinal, a menopausa é um ciclo da vida a ser respeitado e esperado que
aconteça.

Ao contrário da crença comum, a pré-menopausa é um período da vida da mulher


extremamente potente e essa energia pode ser deve ser aproveitada ao máximo. É o
momento em que ela se dá conta que o príncipe encantado não virá a galope resgatá-la e
que a segurança que busca está, na verdade, dentro dela mesma. Seu conhecimento
sobre seus poderes e suas fraquezas lhe dá uma poderosa força emocional e espiritual.

Mas não há atalho ou mágica: a pré-menopausa indica o momento onde o corpo não
aceita mais os excessos relacionados ao estilo de vida do início da idade adulta: noites
em claro, álcool, refrigerantes, fast food, sobremesas… Podemos escapar dos efeitos de
um estilo de vida não-saudável até os 30 anos, mas passamos a sentir os primeiros
efeitos por volta dos 35 anos, e a partir daí, começamos a pagar o preço, e enfim,
adoecemos antes dos 50 anos! A pré-menopausa é, portanto, o grande momento especial
para buscar o equilíbrio hormonal. Entretanto, um ponto é importante: tomar um
hormônio sintético estranho ao organismo é uma das maneiras mais rápidas de
confundi-lo e colocá-lo em desequilíbrio. Essas drogas foram criadas não por que
trabalham melhor que os hormônios naturais, mas por que podem ser patenteadas e
gerar maior lucro.
Assim, seu início depende de diversos fatores: hereditariedade, meio ambiente, época da
primeira menstruação, se já teve ou não filhos e em que idade… Isso sem contar com o
estilo de vida: uma vida estressante tentando equilibrar carreira e família, alimentação
errada (café, açúcar, álcool), morar numa cidade grande, exposição a toxinas em casa e
no trabalho.

Sabendo disso já dá para tecer algumas críticas à visão médica tradicional de que a
mulher na menopausa necessita de tratamento com reposição de estrogênio. Além de
não ser científico é uma visão patriarcal e míope que somente retarda um entendimento
mais profundo e construtivo sobre o tema.

Estrógenos produzem coagulação vascular, por isso o corpo responde com


vasodilatação, o que acaba provocando extravasamento de líquido para fora do vaso,
explicando a retenção hídrica e as cefaleias comumente relacionadas ao uso da
reposição sem necessidade de estrogênio.

O agravante é que mais de 60% das mulheres até 80 anos produzem todo o estrogênio
que necessitam. Mesmo assim, a reposição de hormônios devida “a idade” é um brutal
erro terapêutico. A reposição hormonal baseada na correção da deficiência hormonal e
que restaure o equilíbrio adequado é mais sensato, correto e seguro do que a reposição
convencional.

Após a menopausa a queda de estrogênio é de 40-60%, mas a de progesterona é de


quase 100%. Algumas mulheres possuem dosagens de progesterona menores do que a
de homens! Aliás, estes raramente necessitam de reposição com progesterona, pois
produzem o suficiente até por volta dos 80 anos.

A falta de progesterona tem consequências devastadoras sobre o corpo todo, uma vez
que ela está ligada à síntese de androstenediona, testosterona, estrona, estradiol, estriol,
cortisol e outros corticosteroides, e aldosterona.

Seu nome vem dos seus efeitos sobre a reprodução, pois possui ação sobre o endométrio
uterino, além de ser fundamental para a sobrevivência do feto durante a gestação.
Mulheres com história de abortos espontâneos no início da gravidez têm normalmente
baixos níveis de progesterona.
E ela ainda possui efeitos intrínsecos: diurética, queima gordura, aumenta a disposição
física, antidepressiva natural, ajuda a ação da tiroide, normaliza a coagulação e a glicose
sanguínea, protege contra fibrose e tem ação anticâncer mamário e de útero (por
equilibrar o efeito do estrogênio). A concentração de progesterona nas células cerebrais
é vinte vezes maior do que no sangue. Por isso, se diz que ela é protetora cerebral. Há
estudos recentes indicando que o uso de progesterona e vitamina D protege o cérebro se
usados logo após um trauma craniano. Além disso, um trabalho do médico francês
Ettienne-Emile Baulier mostrou que a progesterona é sintetizada pelas células de
Schwan no Sistema Nervoso Central, para proteger e reparar a bainha de mielina.

 ENTENDENDO O EQUILÍBRIO HORMONAL:

Conhecemos o mantra da base para uma boa saúde: comida integral, exercícios e sono
adequado, alem de manejar o estresse adequadamente. Todos são elementos do que
chamamos “estilo de vida”. Uma das razões está relacionada ao fato de que nossos
hormônios trabalham como uma orquestra harmônica.

O movimento coordenado de produção e distribuição dos hormônios no corpo da


mulher depende de uma perfeita sintonia, e não precisa muito para transformar esta
sinfonia num caos total. Se o estrogênio ou o cortisol estiverem elevados, a
progesterona não pode ser “ouvida”. Cortisol alto ainda bloqueia a produção da própria
progesterona e da deidroepiandrosterona (DHEA). Se a pregnenolona estiver baixa,
todos os outros hormônios deixam de ser produzidos.

Outra característica destes hormônios é que são intimamente relacionados, cada um


feito de outro na dependência da necessidade do corpo. Por exemplo, da progesterona o
corpo pode fazer DHEA, cortisol e estriol; androstenediona pode ser transformada em
testosterona e estrona, e a testosterona pode ser feita a partir do estriol, estradiol e
androstenediona.

Veja abaixo (cada seta indica o trabalho de uma enzima):


Esta é apenas uma parte da partitura: uma combinação específica de vitaminas, minerais
e enzimas ajuda nesse equilíbrio. É por isso que problemas com a tiróide ou insulina,
toxinas, fatores ambientais, alimentação inadequada e um fígado sobrecarregado podem
contribuir para a deficiência de nutrientes, como magnésio ou vitamina B6 (piridoxina)
e ter conseqüências devastadoras para a saúde.

Seu estado emocional também desempenha um papel especial nesta sinfonia hormonal.
No houver estresse emocional, por exemplo, as adrenais liberam cortisol. Quando o
organismo precisa de cortisol, acaba produzindo mais progesterona, além de aumentar a
produção de colesterol, matéria-prima de todos os hormônios esteróides. O cortisol
ainda compete pelos receptores de progesterona nos osteoblastos, as células que
fabricam o tecido ósseo, produzindo mensagens opostas e contribuindo para a
osteoporose: a progesterona estimula a produção óssea e o cortisol a bloqueia. A
demanda crônica por cortisol acaba por esgotar as adrenais e aparecem os sintomas da
fadiga crônica.

1. A RELAÇÃO ENTRE HORMÔNIOS FEMININOS E MASCULINOS

Como você pôde perceber no esquema acima, hormônios masculinos (ou androgênios)
são precursores de hormônios femininos. Existem duas fases que marcam a produção
hormônios sexuais, a adrenarca, quando a adrenal começa a produzir DHEA e a
puberdade, quando, no homem, os testículos começam a produzir testosterona, e na
mulher, os ovários começam a produzir estrogênios e progesterona. A produção de
DHEA começa ao mesmo tempo, tanto no home, quanto na mulher.

Noventa por cento do DHEA circula na forma de S-DHEA que serve como reserva que
pode ser convertida facilmente na forma ativa. Níveis elevados de DHEA em idosos
estão ligados a maior qualidade e expectativa de vida.
A mulher produz 10% da quantidade de progesterona produzida pelo homem. Na
perimenopausa a produção de testosterona e a metade da produzida aos 20 anos. Mesmo
após a menopausa, os ovários continuam produzindo testosterona e androstenediona,
que é precursora do DHEA e é transformada em estrógenos quando alcança as células
gordurosas.

1. OS HORMÔNIOS FEMININOS: ESTRÓGENOS

Estrógeno é o nome uma classe de compostos com propriedades estrogênicas, incluindo


os três principais estrógenos humanos (estradiol, estrona e estriol), estrógenos animais,
estrógenos sintéticos, fitoestrógenos e xenoestrógenos. A origem do nome vem do grego
estrus, que significa calor ou fertilidade.

São eles os responsáveis pelo desenvolvimento e manutenção dos órgãos sexuais


femininos a partir da puberdade, incluindo o aparecimento das características
secundarias, como crescimento dos seios e pelos pubianos, a manutenção dos ciclos
menstruais e da gestação. O principal papel dos estrógenos é controlar o crescimento e
função do útero, especificamente, provocando a proliferação do endométrio (uma
camada mucosa rica em vascularização) e preparando-o para a gravidez.

Os estrógenos atuam também nos ovários, cérvice uterina, trompas de falópio, genitália
externa e mamas. Como regra geral, estimulam o crescimento celular, e por isso,
quando em excesso podem induzir ao câncer. O excesso ainda provoca deficiência de
zinco, magnésio e vitaminas do complexo B.

Existem, sem dúvida alguma, boas razões evolucionárias para alguns dos efeitos
aparentemente negativos do estrogênio no corpo humano, como a retenção de líquidos e
o aumento de peso. Se considerarmos o estrogênio em termos de procriação e
sobrevivência do feto, parece ser vantajoso para a criança que a mãe grávida tenha
condições de armazenar gordura corpórea, como precaução para os períodos de escassez
de alimentos.

Assim, os efeitos do estrogênio abrangem muito mais que sua ação de dar forma ao
corpo feminino e que seu estímulo para o útero e seios. Em períodos de fome intensa,
quando a mulher esteja nutricionalmente incapacitada de levar a cabo uma gravidez, a
produção de estrogênio diminui, para evitar a fertilidade. Em tempos de constante
abundância de alimentos, porém, os efeitos do estrogênio são potencialmente perigosos.
A DOMINÂNCIA ESTROGÊNICA

O maior estudioso sobre os hormônios femininos, John Lee, desenvolveu um importante


conceito: a dominância estrogênica. Ela descreve uma condição onde a mulher possui
níveis de estrógenos baixos, normais ou elevados, mas com pouca ou nenhuma
progesterona para contrabalançar seus efeitos no corpo. Mesmo uma mulher com baixos
índices de estrógenos pode apresentar sintomas de dominância estrogênica se ela não
produz progesterona suficiente.

Além das mulheres é possível falar em dominância estrogênica mesmo para homens e
crianças, por que há muito estrógeno permeando o meio ambiente. Precisaríamos viver
numa bolha isolada do mundo para escapar aos estrógenos presentes nos pesticidas e
resíduos industriais contendo dioxinas e outros bifenilos policlorados (PCB) e
diclorodifeniltricloroetileno (DDE); recipientes plásticos produzidos com bisfenol-A
(BPA) e fitalatos; cano de descarga de veículos automotores; carnes, leite e derivados
contaminados por hormônios estimulantes do crescimento; alimentos à base de soja;
utensílios de cozinha antiaderentes (ácido perfluoroctanóico ou Teflon); sabões; gases
que emanam do mobiliário, carpetes e tintas em nossa própria casa; fragrâncias e
produtos “com cheirinho”, incluindo os produtos de uso pessoal que contêm
petroderivados; esmaltes de unha e seus removedores; e a própria água que chega às
nossas casas, mesmo que filtrada.

Esses xenoestrógenos contribuem para suprimir a liberação pelo hipotálamo do


hormônio luteinizante (LH), responsável por sinalizar ao ovário para liberar o óvulo e
começar a produção de progesterona. Mulheres com baixos níveis de LH têm maior
dificuldade para engravidar, têm mais TPM e ciclos menstruais irregulares.

Nas mulheres, a dominância estrogênica é mais visível devido à falta da ovulação. Por
volta dos 25 anos, as mulheres podem não ovular em alguns dos ciclos menstruais.
Ovulação é o momento quando um folículo ovariano libera um óvulo que trafega pela
trompa de falópio em direção ao útero. Depois de liberar o óvulo, o folículo vazio se
transforma no corpo lúteo que passa a produzir progesterona. Se não houver ovulação,
não haverá progesterona. Devido à presença do estrogênio, o ciclo pode parecer normal,
mas é provável que a mulher experimente, na segunda metade do ciclo, sintomas de
TPM, retenção de liquido, ganho de peso, aumento de sensibilidade nas mamas,
alteração do humor e cólica menstrual.

Existem muitas causas para os ciclos anovulatórios, mas um dos mais comuns é o
estresse. A sabedoria do corpo desenvolvida durante a evolução determina que o corpo
feminino sob estresse não é o melhor ambiente para uma gestação. O estresse pode vir
travestido de exercícios físicos em excesso, na dieta hipocalórica, na alimentação pró-
inflamatória e nos estados fortemente emocionais. São comuns numa sociedade que
privilegia um comportamento competitivo, principalmente nos ambientes corporativos,
ou mesmo num ambiente familiar tenso e pouco afetivo.

A combinação de dominância estrogênica e estresse cria um ciclo vicioso, com insônia e


ansiedade, que requer mais produção de cortisol pelas adrenais. Basta alguns anos para
colocar esta mulher num estado “ligada, mas cansada”, resultando em disfunção adrenal
e fadiga crônica.

Outra causa comum de dominância estrogênica é a histerectomia (retirada do útero),


pois mesmo que os ovários sejam poupados, seu suprimento sangüíneo é severamente
comprometido, e eles deixam de funcionar dentro de dois anos depois da cirurgia. Se
adicionarmos a este quadro o mantra médico de suplementar esta mulher com
estrogênio sintético a dominância estrogênica está garantida.

Endometriose e ovários policísticos são os indicadores de que uma grave dominância


estrogênica está ocorrendo e revelam toxicidade ao estrogênio.

Dar estrogênio a mulheres que não necessitam dele é irresponsável e perigoso, pois leva
a mais retenção de líquido, inchaço nas mamas, cistos ou fibrose nas mamas, dor de
cabeça, depressão, acúmulo de gordura e fluxo menstrual intenso. Os verdadeiros sinais
da deficiência estrogênica são fogacho, suor noturno e secura vaginal.

Os médicos deveriam aprender a identificar as mulheres de acordo com sua


responsividade aos estrógenos. Podemos dividi-las em dois grupos:

Baixa responsividade: seios caídos e pequenos, face pálida, magra, perda de memoria,
fissuras labiais, secura vaginal, ciclos curtos, baixa resistência física. São mulheres que
requerem doses maiores de estrogênio

Alta responsividade: retenção hídrica, seios sensíveis, mioma, grandes perdas


menstruais, ovários policísticos, fibrose mamária, TPM, nervosismo, cistos mamários,
descontrole emocional. São mulheres que necessitam de baixas doses de estrogênio e
doses maiores de progesterona.
1. OS HORMÔNIOS FEMININOS: PROGESTERONA

Progesterona é o nome do hormônio produzido pelo corpo lúteo depois da ovulação e


em pequena quantidade pelas adrenais. É uma molécula específica produzida pelos
mamíferos que tem múltiplas ações no corpo, afetando virtualmente cada tecido do
corpo.

Progestinas são análogos químicos sintéticos da progesterona, fabricados e patenteados


pelas companhias químicas. Não existem na natureza e são estranhas ao organismo
humano, possuindo, em geral, efeito mais potente que a própria progesterona. Por isso,
sua toxicidade também é grande: gases, seios dolorosos, fadiga, depressão, pele e olhos
secos, constipação, ansiedade, dor muscular e articular.

Além disso, progestinas inibem a produção natural de progesterona e competem com os


receptores de progesterona, bloqueando a própria progesterona natural.

A fisiologia da progesterona natural parece ter sido totalmente negligenciada pela ciência médica,
que tem se concentrado, erroneamente, no hormônio estrogênio. Considerando que a progesterona
natural não é patenteável e ainda é barata, não surpreende que isso tenha acontecido. É
importante, porém, ter-se um entendimento e uma avaliação bem mais amplos a respeito deste
extraordinário hormônio.

A progesterona é responsável por manter a secreção do endométrio, que é necessária para a


sobrevivência do embrião, bem como pelo desenvolvimento do feto ao longo da gestação. É pouco
percebido, no entanto, que a progesterona é a mãe de todos os hormônios. A progesterona é
importante precursora na biossíntese dos corticosteroides suprarrenais (hormônios que protegem
contra o estresse) e de todos os hormônios sexuais (testosterona e estrogênio).

Isso significa que a progesterona tem a faculdade de ser transformada em outros hormônios ao
longo do caminho, à medida que e quando o organismo precisar deles. É preciso que seja enfatizado
que o estrogênio e a testosterona são produtos metabólicos finais feitos da progesterona. Não
havendo uma quantidade adequada de progesterona, o estrogênio e a testosterona não estarão
suficientemente disponíveis no organismo.

 COMO A NUTRIÇÃO INTERFERE NO EQUILÍBRIO HORMONAL:

CARBOIDRATOS:
O açúcar entra no corpo na forma de glicose, o principal combustível para o corpo,
principalmente o cérebro. Essa glicose pode vir dos brócolis ou de um bolo de
aniversário, pois ambos são fontes de carboidratos. A diferença está na velocidade com
que esta glicose entra na corrente sangüínea, mais lento no caso dos carboidratos
complexos (brócolis) e mais rápido nos carboidratos simples (bolo). O excesso de
glicose é tóxico para o rim e outros órgãos, por isso, entra em cena a insulina, secretada
pelo pâncreas, cujo trabalho é fazer com que a glicose saia do sangue e penetre nas
células (uma célula possui mais de 20.000 receptores para insulina). Uma grande
quantidade de glicose no sangue libera grandes quantidades de insulina. Entretanto, a
insulina também é tóxica, e assim, seu corpo fica em maus lençóis! Uma lata de Coca-
Cola, por exemplo, contém 6 colheres de chá de açúcar (não há um único estudo
mostrando que refrigerantes diet contribuem para a perda de peso, apesar dos milhões
de dólares gastos em pesquisa para tentar provar isto).

O sangue carrega cerca de uma hora de suprimento de glicose e a glicose adicional é


convertida, primeiramente em glicogênio no fígado e músculos (o corpo estoca
glicogênio suficiente para 4 ou 6 horas de moderada atividade física). Em seguida, o
excesso de glicose que, por ventura, ainda esteja no sangue é estocada na forma de
gordura. Se o aporte de glicose for mantido ao longo do dia, seu corpo não precisará
queimar gorduras e seus estoques permaneceram intactos.

Dentro de cada receptor para a insulina há uma enzima (que parece funcionar melhor na
presença de cromo), a tirosina-cinase, que ao ser ativada desencadeia uma cascata de
eventos que abrem os canais para que a glicose penetre na célula. Quando ocorre a
resistência insulínica, os canais não se abrem, a glicose se acumula no sangue e estimula
o pâncreas a produzir mais insulina. O resultado final são níveis cada vez mais elevados
de glicose e insulina, o que acaba por produzir mais gordura, resultando na elevação do
colesterol, triglicerídeos, pressão arterial, culminando no depósito de gordura nas
artérias. Na verdade, as únicas células que se beneficiam do excesso de glicose são as
células cancerosas!

Com o tempo, a resistência insulínica provoca enfraquecimento das células musculares


pela simples falta de combustível (glicose), e então, começa um ciclo vicioso de menos
exercícios, mais ganho de peso, mais resistência insulínica… Com menos músculos e
mais gordura o corpo perde a eficiência em utilizar energia e o metabolismo despenca.
Dito de uma maneira clara: manter uma dieta rica em carboidratos num quadro como
este é um convite para deixar este planeta mais cedo.

Podemos reconhecer os sinais da resistência insulínica pelo aumento da circunferência


abdominal, simplesmente por que os depósitos de gordura tornam-se aparentes. Mas não
se iluda, a gordura visível no abdome (homens), quadril e mamas (mulheres) é somente
a ponta do iceberg: a gordura está presente também nas vísceras, como no fígado, o que
impacta todo o metabolismo corporal.

Adicione a este quadro o estresse, que libera o cortisol, que também produz aumento da
gordura abdominal. Portanto, se quando está estressado a primeira coisa que lhe vem à
cabeça são doces, sorvetes, balas, refrigerantes, biscoitos e massas, sugiro que você
busque urgentemente outro mecanismo de expiação.

E não ache que você está livre da resistência insulínica ou da toxicidade da glicose só
por ser magro; a glicose agride as células e vários elementos presentes no sangue. Ela,
por exemplo, destrói o colágeno, a proteína mais abundante em nosso corpo,
provocando o envelhecimento precoce e contribuindo para a degeneração das
cartilagens articulares (artrose) e do disco intervertebral (hérnia de disco).

Os carboidratos refinados também são reconhecidamente “roubadores” de zinco e


retentores de cobre. A deficiência de zinco produz diminuição do gosto e cheiro,
descamação das unhas, embranquecimento precoce e queda dos cabelos. O excesso de
cobre leva a ansiedade, náuseas, dores articulares e musculares, eleva colesterol e
pressão sanguínea, e provoca insônia.

PROTEÍNAS E GORDURAS:

Quer perder peso? Consuma proteínas e gorduras. O corpo quebra as proteínas em


aminoácidos, alguns dos quais são armazenados no fígado para a produção de glucagon,
o hormônio que permite a liberação de glicogênio, a glicose de back up. Se não houver a
liberação de glicogênio, a glicose cai rapidamente no sangue, sinalizando a seus centros
cerebrais uma mensagem de alerta e um desejo incontrolável de açúcar e carboidratos. E
rápido!

Isso explica por que alguém que no café da manha come um mix de cereais e granola
(açúcar), um prato de verão ou salada no almoço (mais carboidratos), uma barra de
cereais no meio da tarde (mais açúcar) e uma fatia de pão (carboidrato simples) com
margarina (sem valor nutricional) não para de ganhar peso e se sente cansado durante o
dia todo. Esse indivíduo se daria melhor com pão integral com manteiga e ovos ou
abacate com tomate no café, mix de nozes no meio da manhã e da tarde, frango com
salada no almoço e peixe ou uma sopa reforçada no jantar. Vai sobrar disposição até
para uma atividade física.
Quando falo em gorduras, não estou falando de óleos hidrogenados ou trans
encontrados em todos os produtos industrializados. Não confie nas embalagens ou
propaganda: a legislação permite que um produto contenha até 500mg de trans em cada
porção para ser considerada “LIVRE DE GORDURA TRANS” (TRANS FAT FREE).
Atente para o fato: cada porção! Um pacote pode conter porções suficientes para
ultrapassar a dose máxima recomendada pela ciência oficial, 1g por dia (muito embora
seja questionável haver margem de segurança para esse tipo de gordura).

As gorduras animais, ao contrário de sua demonização nas últimas décadas, são


facilmente digeridas (fazem parte de nossa dieta há milhões de anos), são queimadas
mais rápida e eficientemente, aumentam a taxa metabólica e diminuem a ingestão de
carboidratos. Esse tipo de gordura, ao chegar à boca, sinaliza ao restante do sistema
gastrointestinal que um alimento rico em combustível e calorias está vindo, criando
sinais de saciedade e diminuindo a quantidade de comida ingerida.

Experimente e encontre o que funciona melhor para você.

 ESTRESSE E O EQUILÍBRIO HORMONAL:

INSULINA E HORMÔNIOS:

Insulina cronicamente elevada estimula os ovários a produzirem mais androgênios,


tornando-se a principal causa dos ovários policísticos, além de provocar dor na metade
do ciclo menstrual, aumento de pelos na face e braços e queda de cabelo. O uso
indiscriminado de refinados e açúcares transformam esse quadro numa verdadeira
epidemia entre adolescentes e mulheres jovens. Mulheres com ovários policísticos não
ovulam, portanto, não produzem progesterona, o que leva à dominância estrogênica. O
aumento de andrógenos, por sua vez, provoca deposição de gordura nos quadris e
mamas, tornando-se um fator de risco para o câncer de mama: o tecido gorduroso ao
redor das células mamárias produz estrogênio que alimenta diretamente as células
cancerosas.

ADRENAIS:
As adrenais (supra-renais) são duas pequenas glândulas localizadas no topo dos rins que
possuem duas porções, medula e córtex.

A medula (interna) desempenha um papel na regulação do sistema nervoso simpático,


principalmente quando estamos sob estresse: eleva a freqüência cardíaca, estreita os
vasos sangüíneos, eleva a pressão e a glicose sangüínea, devido à liberação de dois
hormônios, adrenalina e noradrenalina.

Quando estamos estimulados por eles, tendemos a ficar alertas, focados e enérgicos.
Este tipo de energia e particularmente valioso no mundo dos negócios. A má notícia é
que a adrenalina e noradrenalina são hormônios desenhados para serem usados em
emergências, para curtos períodos de intensa energia, e não para ser usado todo o
tempo. O resultado é uma medula adrenal exaurida.

O córtex (externa) secreta três classes de hormônios: glicocorticóides,


mineralocorticóides e androgênios. Ao contrário da medula, o córtex providencia
respostas de longa duração ao estresse, sendo por isso, considerada essencial à vida.

Uma importante classe de glicocorticóides são os cortisois, responsáveis pela regulação


do açúcar no sangue; o movimento de carboidratos, proteínas e gorduras para dentro e
fora das células; inflamação; e função muscular.

Já os mineralocorticóides, principalmente a aldosterona, regulam o equilíbrio de


minerais nas células, principalmente sódio, potássio e magnésio. O estresse dispara a
liberação de aldosterona que eleva a pressão arterial por fazer a célula reter sódio e
perder potássio e magnésio. Se este efeito for prolongado, teremos um quadro crônico
de retenção hídrica e hipertensão arterial.

O córtex também produz todos os hormônios sexuais, mas em pequenas quantidades.


Um dos hormônios, o DHEA, que é fracamente androgênico, é fabricado em grandes
quantidades nos homens e mulheres.

Assim, as adrenais respondem a qualquer estressor que aumente o requerimento de


energia. Jejum, infecção, exercício intenso, dor, inflamação e estresse mental ou
emocional estimulam a secreção de um hormônio liberador no hipotálamo, que diz às
adrenais secretarem vários hormônios, dentre eles o cortisol.
O cortisol é extremamente importante para a sobrevivência quando um estresse de
qualquer natureza está presente. Sem ele, não podemos sobreviver, mesmo ao estresse
mais sutil. Mas, o excesso, por outro lado, leva a uma série de eventos indesejados:
aumento de peso no abdome, elevação da glicose sangüínea, eleva a pressão arterial,
desmineralização óssea (osteopenia/osteoporose), maior sensibilidade às infecções
(incluindo fungos, como a cândida) pela desorganização do sistema imune. Com o
tempo, as células adrenais sobrecarregadas durante anos começam a morrer e a glândula
como um todo entra em fadiga e o corpo necessita recrutar outros hormônios para dar
conta do trabalho: hormônios tireoidianos, insulina, progesterona e testosterona. Isso
explica por que é tão devastador o estresse crônico, que mantém o cortisol
persistentemente elevado no sangue.

Com o colesterol elevado, o cérebro torna-se menos sensível aos estrógenos, o que
explica por que mulheres na menopausa, mesmo com razoáveis quantidades de
estrogênio, aparecem os calores (fogachos), um sintoma da dominância estrogênica (na
verdade, são os receptores cerebrais que estão alterados). Se esta mulher receber
reposição de estrogênio ela, com certeza, entrará num quadro real de dominância
estrogênica, com ganho de peso nos quadris, retenção de líquidos e alterações do
humor… e os calores não desaparecem!

O cortisol cronicamente elevado leva à resistência de outros hormônios, o que torna


contraproducente simplesmente repor o hormônio faltante. O equilíbrio hormonal
somente será alcançado quando o fator estressante for corrigido.

O excesso de cortisol também é tóxico para as células cerebrais, o que provoca


diminuição da memória de curto-prazo, o que faz o estresse um fator contributivo para a
doença de Alzheimer e a demência senil. O cortisol ainda leva à osteoporose por
bloquear os efeitos protetores ósseos da progesterona.

Cortisol balanceado é uma questão puramente individual, pois depende de hábitos


saudáveis, descanso adequado, exercício moderado, alimentação adequada e colocar
alegria em sua vida.

TIRÓIDE:
A tiróide trabalha em estreita ligação com as adrenais. Se a adrenal estiver fraca, a
tiróide tende a compensar, e vice-versa. Com o tempo a tiróide se esgota e aparecem os
primeiros sinais de hipotiroidismo, inicialmente subclínico para, em seguida,
manifestar-se por completo. Os sinais de disfunção adrenal incluem pressão arterial
baixa ou que demora a compensar (como ocorre quando depois de deitar, ao se levantar
vem sensação de tontura ou visão borrada), intolerância ao exercício (cansaço extremo)
e fadiga crônica (principalmente ao final do dia).

A dominância estrogênica inibe a atividade tireoidiana, enquanto a progesterona a


promove.

PROLACTINA

O estresse também provoca a elevação de prolactina, responsável pelo estímulo para


que as mamas produzam leite. Altos níveis de prolactina reduzem a produção de
progesterona, que por sua vez aumentam os níveis de prolactina ainda mais.

EXPOSIÇÃO A TOXINAS:

Diminuir a exposição às toxinas é um dos fatores fundamentais para diminuir a


inflamação oculta. Somos expostos cotidianamente ao xenoestrógenos encontrados nos
pesticidas, plásticos, acetonas e outros poluentes industriais. Você pode começar
limpando sua casa dos produtos de limpeza, jogando fora os inseticidas, herbicidas,
fungicidas, espirais, aerossóis etc. (os jogadores matutinos de golfe devem ter muito
cuidado). Restrinja ao máximo a aplicação de esmaltes e removedores de esmalte,
principalmente no caso de crianças e adolescentes (não há, até o momento, alternativa
segura). Não use amaciantes ou sabões em pó com petroderivados nas roupas que
entraram em contato com sua pele; sem esquecer de que o “cheirinho” ainda será
inalado. Prefira sempre produtos sem cheiro.

Uma casa nova é uma sopa de gases tóxicos, por isso, mudanças, reformas e pinturas
não são recomendados para mulheres grávidas ou com crianças pequenas, os que mais
sofrem nesses casos. Lembre-se de que estas toxinas têm ação residual e continuam
atuando mesmo depois do cheiro ter desaparecido do ambiente. Estas recomendações
podem ser desafiadoras, mas considere o futuro de seus filhos.
Não acredite nos rótulos de produtos de limpeza e uso pessoal, mesmo que estampem a
propaganda de orgânico, natural, hipoalergênico ou dermatologicamente testado. A
legislação sobre esses produtos é muito permissiva: um produto pode conter apenas um
único ingrediente orgânico para receber o rotulo de “orgânico”. Virtualmente todos os
produtos disponíveis para uso no corpo contêm estas substâncias nocivas. A verdade é
que a maioria das mulheres entra em contato com estas substâncias até antes da
puberdade, usando-as semanalmente por durante toda a idade adulta; já dá para prever o
que acontecerá por volta dos 50 anos!

Todos somos vítimas desta obsessão social de que tudo deve ter cheirinho. A exposição
eventual não é problemática para a maioria das pessoas, mas não é bom para seus
hormônios e sua saúde estar submetido a estes agentes estressantes em sua casa ou seu
ambiente de trabalho.

1. EXERCÍCIOS E EQUILÍBRIO HORMONAL:

Se você tem levado uma existência estilo “saco-de-batatas”, considere começar algum
tipo de exercício, mesmo que moderado regularmente. Seu equilíbrio hormonal
melhorará dramaticamente em poucos meses. O corpo humano foi desenhado para o
movimento. Cada sistema de seu corpo, cada órgão, músculos, ossos… funcionam
melhor quando são chacoalhados, puxados e esticados regularmente.

1. DICAS:

 Hormônios derivados de plantas: não são extraídos da planta, mas modificados


em laboratório para criar os hormônios, como a diosgenina e dioscorea, ambas
precursoras da progesterona, mas sem ação hormonal direta. Ao contrário do que
muitos médicos pensam não se transformam em progesterona no corpo.
 Entretanto, um ponto é importante: tomar um hormônio sintético estranho ao
organismo é uma das maneiras mais rápidas de confundi-lo e colocá-lo em
desequilíbrio. Essas drogas foram criadas não por que trabalham melhor que os
hormônios naturais, mas por que podem ser patenteadas e gerar maior lucro.

 Lembrete: 1. dominância estrogênica é igual a progesterona insuficiente (mesmo


se o estrogênio estiver baixo ou normal); 2. se depois de usar hormônios naturais
por alguns meses os sintomas voltarem: a) a dose está alta; b) o momento de
usar está errado; c) deve haver a concorrência dos outros fatores.

 Sintomas comuns: acne/pele oleosa (testosterona alta); mamas sensíveis


(dominância estrogênica, cafeína); baixa libido (testosterona baixa, dominância
estrogênica, estresse); olhos secos (dominância estrogênica, testosterona baixa);
pele seca (estrogênio baixo, hipofunção da tiróide); cabelo seco (progesterona
baixa); endometriose (exposição à xenoestrógenos); ganho de peso: quadril,
glúteo e coxa (dominância estrogênica), abdome (resistência insulínica); mama
fibrocística (dominância estrogênica); fogacho/calores (estrogênio baixo,
progesterona baixa, perimenopausa); suor noturno (estrogênio baixo,
dominância estrogênica, progesterona baixa); cisto de ovário (açúcar e refinados,
que eleva a insulina que estimula os ovários a produzir androgênios); relação
sexual dolorosa (estrogênio baixo, testosterona baixa); TPM (dominância
estrogênica); pele fina (testosterona baixa, estrogênio baixo); mioma uterino
(dominância estrogênica); secura vaginal (estrogênio baixo, testosterona baixa);
retenção liquida (dominância estrogênica, estrogênio alto).

 Natural x sintético: os hormônios naturais ao corpo são estradiol, estrona, estriol,


progesterona e testosterona; androstenediona e dehidroepiandrosterona (DHEA)
são naturais, mas podem se transformar em estrogênio no corpo.

 Freqüência de uso: fazer pausa de 4 a 5 dias a cada mês; revitaliza os receptores;


sangramento vaginal na menopausa significa estrogênio em excesso: sinal para
diminuir a dosagem.

 SHBG elevado inativa os hormônios tornando-os menos disponíveis para as


células: pode significar inflamação, pressão alta, triglicerídeos altos e
hipofunção da tiróide.
 A progesterona transdérmica funciona melhor, pois passa pela pele e atinge
rapidamente o tecido subcutâneo. Quanto maior a deficiência, mais rápida é a
absorção. Essa via de aplicação é a que mais se aproxima da liberação natural do
hormônio pelos ovários. Deve ser aplicada alternadamente onde a pela é fina
(palmas, plantas, face interna dos braços, atrás dos joelhos, abaixo das
escapulas), mamas (se houver cistos) ou vaginal (se houver secura). Uma
sugestão é aplicar duas vezes ao dia, usando uma quantidade maior à noite e
menor pela manhã. Evite passar progesterona nos glúteos, face interna da coxa e
abdome, e estrogênio nas mamas, face e pescoço. Não aplique hormônios em
áreas onde você aplica outros cremes.

 Hormônios e câncer: Os trabalhos que mostram a correlação entre progesterona


e câncer usaram, na verdade, progestina (sintética) e não progesterona natural.
Não é o estrogênio que causa câncer, mas a dose excessiva e a dominância
estrogênica aumentam o risco.

 Nunca se deve usar estrogênio sem progesterona.

 Estrogênio aumenta ceruloplasmina que se liga ao cobre e impede sua entrada


nas células cerebrais e consequentemente o zinco sobe, levando à reações
exageradas ao estresse.

 Mulheres com elevação de testosterona: perda de cabelo, crescimento de pelos


no resto do corpo, acne, ovários policísticos e irritabilidade.

 Depois da menopausa, por volta dos 55 anos, os ovários produzem 60% menos
estrogênios e quase nenhuma progesterona, mas continuam produzindo
testosterona ate os 70 anos (por isso, é raro usar suplementação antes desta
idade). E ao contrário da crença popular (incluindo os médicos), os ovários não
param de funcionar com a menopausa. O estroma, a parte interna, ainda é capaz
de fabricar todos os hormônios esteróides até o final da vida. Um deles, a
androstenediona, um hormônio masculino, pode ser convertido a estrógenos nas
células gordurosas, mas esta ação pode ser bloqueada quando há excesso de
insulina.

 Se depois de 6 meses usando creme de progesterona a libido continuar baixa,


avalie os níveis de testosterona e DHEA (estresse, hipofunção da tiróide também
contribuem). O excesso de estrogênio ou progesterona na reposição também
diminui a libido.

 Dominância estrogênica: 10 ou 15 anos antes da menopausa, muitas mulheres


têm ciclos anovulatórios, isto é, produzem estrogênio suficiente, mas não
progesterona. Usar creme de progesterona pode prevenir os sintomas da TPM,
sinal de dominância estrogênica. O estresse também contribui para a TPM, pois
o cortisol que compete pelos receptores da progesterona.

 Transdérmico (creme, gel ou óleo). Começa a circular segundos após a aplicação


e alcança seu pico em 3 ou 4 horas, mantendo nivel adequado por 12 horas. Usar
2 vezes ao dia, sendo a quantidade maior à noite pode ser uma boa idéia. É a
forma de absorção mais efetiva. Também deve haver rotação entre os locais de
aplicação.

 80% da progesterona mensurável no plasma são de metabólitos inativos da


progesterona.

 Algumas mulheres, ao tomarem altas doses de progesterona a convertem em


deoxicorticosterona que provoca mamas pesadas, gases e fadiga.

 Na histerectomia, ocorre uma menopausa induzida 1 ou 2 anos depois, pois os


ovários perdem muito de sua vascularização e param de funcionar. Além disso,
há diminuição na produção de DHEA e testosterona à metade.

 Importante: aplicar após o banho.

 Se os calores voltarem a ocorrer durante a pausa, ente reduzir a dose


gradualmente 2 ou 3 dias antes da pausa e, se não funcionar, reduza o tempo de
pausa para 3 dias.

 A progesterona desempenha papel fundamental na acne e pelos faciais dos


meninos por bloquear a conversão de testosterona em DHT, que ocorre dentro
da célula. A progesterona bloqueia a 5-alfa-redutase (que faz esta conversão) por
ocupar o sítio de ligação da enzima, prevenindo a formação e a ação do DHT.

 Meninas que desenvolvem pelos faciais, cabelos finos, abdome proeminente


estão com déficit de enzimas e cofatores (vitaminas e minerais) necessários para
a conversão de androstenediona em estrógenos. Esta dominância androgênica
também pode ocorrer na dieta rica em açucares e carboidratos.

 Pacientes com DHEA com nível normal, mas na metade inferior da faixa, com
história de fadiga crônica, experimente suplementar e observe a resposta.

 Algumas mulheres produzem muitos androgênios na menopausa, por estímulo


do LH (hormônio luteinizante), pois não há mais o ciclo estrogênio/progesterona
que a acompanhou durante a vida fértil e isso faz com que o corpo não a elimine
adequadamente. É a progesterona que induz à eliminação da testosterona em
excesso, suprimindo o SHBG e por inibir a 5-alfa-redutase (que converte a
testosterona em DHT).

 O FSH estimula o ovário a produzir estrógenos, provoca a maturação do folículo


e sensibiliza os receptores deste ao LH. O LH, por sua vez, aumenta 1 ou 2 dias
antes da ovulação e cai abruptamente assim que o corpo lúteo começa a produzir
progesterona.

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