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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE – UENF

NATHANI ZAMPIROLLI
GEORGE BARBOSA

MERCADO MUNICIPAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES

CAMPOS DOS GOYTACAZES
2016

CAMPOS DOS GOYTACAZES 2016 . NATHANI ZAMPIROLLI GEORGE BARBOSA MERCADO MUNICIPAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES Trabalho escrito de modo a obter parte da nota da disciplina Arquitetura e Urbanismo do curso de Engenharia civil.

SUMÁRIO .

INTRODUÇÃO .

15 de setembro de 1981. 45). e também. em vermelho a localização do Mercado Situa-se. p. pranchas e vapores. França (fonte: Monitor Campista. João Pessoa. O imóvel o qual funciona o mercado municipal da cidade de Campos dos Goytacazes é de grande importância para a história da cidade. Localização Mapa atual da área central de Campos. Visconde do Rio Branco e Barão do Amazonas. formula-se “Estabelecimento municipal destinado ao comércio a varejo de gêneros alimentícios de primeira necessidade”. A função Segundo o “Regulamento da Nova Praça do Mercado” de 1921. Uma área ampla e bem servida de acessos. a três quadras da Praça São Salvador e a quatro quarteirões da margem do Paraíba. no centro de Campos. num quadrilátero formado pelas Ruas Formosa. Os responsáveis técnicos foram o engenheiro e sanitarista Roberto Saturnino de Brito. O desenho da Nova Praça do Mercado foi feito no escritório de engenharia de Saturnino de Brito e seria baseado no Mercado de Nice. gêneros inflamáveis e substancias nocivas (sob pena de multa) História . a pequena distância dos diversos portos que recebiam as embarcações canoas. A esta última categoria excluía-se medicamentos.

Largo das Verduras: fim do século XIX. tradicionalmente. Os peixeiros eram autorizados a fazer sua venda voluntariamente na Praça mas não eram obrigados a isso. Acervo do Museu de Campos. estes eram destinados oficialmente ao comércio de “lavradores e indústria” desde 1829: as bancas do pescado junto um dos portos na margem direita do Rio Paraíba [Largo do Capim] e a Praça das Verduras ou da Quitanda. no Largo Do Capim. Acervo do Museu de Campos Largo das Verduras (anos 1920). essa autorização foi desenrolada e a inauguração se deu em 7 de fevereiro de 1880. a Assembleia Legistativa Provincial autorizou a construção de um mercado público e em 1858 um projeto foi proposto pelo Coronel Lázaro José Gonçalves Júnior e não foi concretizado. O comércio de pescado. Em 1877. por causa da sujeira e dos odores que deixava. Local atualmente (Praça Prudente de Moraes). feito. e também em alguns portos da margem direita do Paraíba. Em 1855. Esse mercado se localizava em uma parte do Largo do Rocio (entre as atuais Tenente Coronel Cardoso e Dr Oliveira Botelho – em frente da antiga estação Estrada de Ferro São Sebastião).Lugares específicos para o comércio de alimentos frescos havia desde o período colonial e na cidade. vinha sendo alvo de críticas regulares. Sua regularização sempre colidiu .

a disputa judicial. Luiz Caetano Guimarães Sobral. onde deslizavam várias embarcações com pesadas cargas. permanecendo. Além disso. Pereira Nunes. tendo o Prefeito resolvido só permitir essas mudanças no dia 1º de outubro. em frente da Estação de Ferro Campos-São Sebastião. publicava a seguinte manchete a respeito na inauguração: . que recolhia aos cofres públicos um valor fixo.com outros interesses. no entanto. em 16 de novembro de 1891. além do valor das taxas de utilização do espaço. para construir um Mercado Novo na Praça Azeredo Coutinho. a inauguração oficial deu-se no dia 25 de setembro de 1921. na Rua Formosa. Os verdureiros e demais ocupantes de lojas começaram a funcionar no dia 25 de outubro. o Prefeito Dr. foi extinto a Empresa da Praça do Mercado e adquirido o Mercado do Rocio. Acervo do Museu de Campos O Mercado da Praça do Roccio (chamado antigo mercado). porém. estipulando termos ainda mais favoráveis a eles. Dr. do dia 25/09/1921. os quitandeiros se rebelaram e estabeleceram-se novamente na Quitanda Velha. sd. A situação gerou uma ação judicial. o aspecto era incompatível com o novo assumido pela metrópole campista. devido a problemas na conclusão das obras de instalação dos açougues. a qual foi finalizada pelo então Presidente da Câmara. Mercado do Largo do Rocio. administrado por uma empresa particular. Em 1917. de São Paulo. na virada do século. Devido a discussões entre fiscais e guardas municipais e o empresário da Praça. contratou o engenheiro Prudent Noel. a Câmara preferiu renovar o contrato com os empresários por mais trinta anos. não satisfazia as condições indispensáveis de saúde pública (o local era e ainda é alagadiço). O jornal “Monitor Campista”. Em 18 de maio de 1901. Como saída. A entrega oficial da obra de construção do Mercado Novo aconteceu no dia 15 de setembro de 1921. No entanto. local que facilitava a chegada e escoamento de produtos do Mercado através do Canal Campos- Macaé.

pelo que se cotejaram e farão subir ao ar foguetes e rojões festejando por esse modo o auspicioso acontecimento. de par em par.. anos 1920. reina grande regozijo entre as pessoas que estão estabelecidas dentro e nas imediações desse próprio municipal. Monitor Campista (15/09/1921) O Mercado visto da Rua João Pessoa.. seguindo as tendências . sendo que nessa ocasião tocará ali a Lyra Operários Campistas. o povo de Campos se orgulhar de possuir um próprio municipal que muito serve para honrar as tradições progressistas da cidade (. Os açougues continuarão a permanecer no antigo mercado da Praça do Roccio até o próximo dia 1º de outubro. era um equipamento público que a cidade podia equiparar-se às metrópoles da época. que é quando os açougues do Mercado Novo ficarão prontos”.“O MERCADO NOVO E SUA INAUGURAÇÃO – Serão abertas hoje. Acervo Museu de Campos A Nova Praça Do Mercado atendia as exigências da qualidade dos produtos comercializados e além disso. as portas do Mercado Novo. hoje às 05 horas da manhã.). podendo desse modo. Com a abertura do Mercado.

não somente nas instalações elétricas como sanitárias. O mercado municipal atual Conforme observado em visita e confirmado pelo atual diretor da instituição. o Mercado Coberto passou por melhorias. O quadro dessa Feira era marcado pela exposição de produtos empilhados no chão. Obras de melhoramento como uma cobertura do galpão da “Feira” foi exigida pela população e da Associação dos Feirantes de Campos. pinturas. câmaras frigoríficas e bancas laváveis e mais higiênicas. já com a cobertura. Comerciantes mais antigos relatam que a “Feira” foi surgindo aos pouquinhos. nos últimos quarenta anos. pontos de ônibus. os atacadistas que operavam no Mercado Municipal foram transferidos para o CEASA (Centro e Abastecimento Regional do Norte Fluminense). Em 1979. além da retirada do Camelódromo e o outro projeto. A transferência tem resistência dos comerciantes visto que os lugares propostos são longes do centro. . em pouco tempo retornaram em virtude da inviabilidade no transporte das mercadorias. . reparos no telhado entre outros. foi realizado o término do piso e construção da peixaria. ocupando as áreas do atual galpão e estacionamento. criada em 1980. progressivamente. na parte externa do Mercado e foi aumentando gradativamente em tamanho. tornando o espaço disponível novamente para estacionamento. Projetos a revitalização da área ocorreram em 2004: o projeto da Prefeitura e a gestão de dois projetos oferecidos pela Associação Norte Fluminense de Engenheiros e Arquitetos. nas suas atividades de carga e descarga de mercadorias. e pela presença de carroças e caminhões. faltavam ainda piso e distribuição de áreas. No governo Garotinho em 1989. com todas as comodidades de estacionamento. um dos quais seria a reforma do edifício e a substituição da cobertura metálica da Feira por outra de material transparente. gerando lamaçal causando êxodo dos fregueses. Com um mutirão dos comerciantes do mercado. o local apresenta necessidades de reformas. principalmente Rio de Janeiro. é a transferência completa do Mercado para outro local. substituição das bancas e instalação de câmaras frigoríficas. Em 2006 foi solicitado pela Secretaria de Agricultura reformas de grande envergadura nas instalações do Mercado Coberto. no exato entroncamento das duas alas longitudinais com suas correspondentes transversais. o definitivo. Convém assinalar um fato em si mesmo significativo a localização central dessa Administração no espaço do Mercado: sob a Torre do Relógio. A obra se arrastou por tempos.aplicadas à modernização das capitais brasileiras. O mercado é vinculado à Secretaria da Agricultura e grande parte das mercadorias comercializadas são advindas de fora da cidade de Campos. Em 1983. intensificando-se. No entanto.

A administração ainda localiza-se no térreo sob a torre do relógio conforme observado na figura. Dessa maneira. . Em virtude disso. regras de modificação devem ser seguidas como por exemplo a substituição de telhas francesas como os originais no telhado. Cita também a mobilização do Observatório Social. No início do governo Rosinha (2009) foi prometido reformas no imóvel. Sabe-se que o Mercado municipal é tombado como patrimônio histórico. no entanto não foi concretizado. a reforma não foi concretizada. Este recurso solicita não apenas a abertura do Inquérito Civil mas também a realização de audiência pública. bem como da preservação deste prédio e das atividades do seu entorno. o qual entrou com um recurso ao Conselho Superior do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro solicitando a reabertura do Inquérito Civil que trata das obras do Mercado Municipal. No início do ano o jornal Folha da Manhã publicou uma manchete discutindo o futuro do mercado que aguarda reformas e a paralização da construção do local provisório do mercado.

br/2013/09/mercado-municipal-de-campos. Referências http://www.html .blogspot.br/geral/incertezas-no-mercado-municipal-de- campos http://institutohistoriar.fmanha.com.com.