A FORMAÇÃO DO ESPAÇO LIVRE DE ORGANIZAÇÃO DE AÇÕES SOCIOAMBIENTAIS LOCAIS DO COLÉGIO ESTADUAL YONNE MARIA SIQUEIRA DE ANDRADE E A CONSTRUÇÃO PARTICIPATIVA

DA AGENDA 21 ESCOLAR. NOVA IGUAÇU, RJ. Bárbara de Castro Dias – Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC-RJ), barbara.dcd@gmail.com Maria Claudia Cantanheide – Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUCRJ), cteide32@hotmail.com

RESUMO Este trabalho visa relatar a formação do Espaço Livre de Organização de Ações Socioambientais Locais – o ELO 21 Yonne – no Colégio Estadual Yonne Maria Siqueira de Andrade, localizado no Município de Nova Iguaçu. O ELO 21 Yonne teve como objetivo a construção participativa da Agenda 21 do Escolar, através do diagnóstico socioambiental realizado pelos estudantes envolvidos neste processo. Como produto final obtivemos a Agenda 21 da instituição, com propostas de solução ou mitigação dos problemas socioambientais, através de projetos de Educação Ambiental. Palavras-chave: Educação ambiental, diagnóstico socioambiental, Agenda 21 escolar.

1. INTRODUÇÃO

Projetos de Educação Ambiental devem estar relacionados, de acordo com LOUREIRO (2004) à tomada de consciência e de reflexões críticas necessárias a uma ação transformadora e emancipatória. Devem ser desenvolvidos em longo prazo e de forma permanente, com a finalidade de sensibilizar e transformar a comunidade envolvida em pessoas capazes de mudar suas posturas individuais, pois, os envolvidos deverão se tornar multiplicadores de ideias. Esta prática pedagógica, segundo DUVOISIN (2002), surgiu como uma necessidade de mudança de paradigmas e de encarar o papel do ser humano na natureza, pois à medida que fomos nos distanciando desta, começamos a considerá-la apenas como um recurso disponível a ser transformado em bens de consumo. Com isso, passou a surgir em nosso planeta os problemas socioambientais ameaçando a sobrevivência do mesmo.

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Um efetivo projeto de Educação Ambiental é de difícil implantação, pois além dos pontos relacionados acima, requer profissionais e indivíduos envolvidos no processo, capacitados a entender todas as dimensões dos problemas socioambientais. Além desses fatores, GUIMARÃES (2007) destaca em suas conversas com outros pesquisadores do processo educativo ambiental, que a percepção e a prática dos projetos em educação ambiental é incipiente de interdisciplinaridade; centrada em perspectivas comportamentalistas e individualistas; meramente conteudista e informativa na transmissão de conhecimentos; e realizada pontualmente e sem uma abordagem contínua. Tentando modificar o “status quo” da falta de profissionais da educação qualificados e de indivíduos capazes de por em prática uma Educação Ambiental crítica, transformadora e emancipatória, que surgiu a união entre a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) através do Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes (IBRAG - Departamento de Ensino de Ciências e Biologia/ Núcleo de Ensino e Pesquisa em Ciências, Biologia e Ambiente a Distância); o Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável (CEADS); a Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro (CECIERJ); a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA); a Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC); e a Secretaria e Estado de Ciência e Tecnologia (SECT); visando capacitar professores, profissionais da educação e estudantes da rede pública estadual oferecendo o curso de extensão à distância “Educação Ambiental e Agenda 21 escolar: Formando Elos de cidadania.” O curso objetivou, além da capacitação de professores e alunos, a produção de uma Agenda 21 Escolar que considerasse as características e necessidades do entorno da Unidade Escolar e da Bacia Hidrográfica na qual ela está inserida, além do desenvolvimento de um projeto de intervenção em Educação Ambiental, que abordasse um problema socioambiental diagnosticado na construção participativa da Agenda 21 Escolar. Este trabalho visa relatar esta experiência docente que se deu no ano de 2009, durante a realização do curso e da participação nas reuniões para a construção participativa e interdisciplinar da Agenda 21 Escolar ELO 21 Yonne e do projeto de coleta seletiva Lixo coletivo Yonne, do Colégio Estadual Yonne Maria Siqueira de Andrade, localizado no município de Nova Iguaçu, zona metropolitana do Estado do Rio de Janeiro. Para a realização dos objetivos propostos, foi criado o Espaço Livre de Organização de Ações Socioambientais Locais (ELO-21) no colégio, visando garantir a organização de um grupo formado por professores, estudantes e direção, responsáveis pela construção participativa na elaboração da Agenda 21 Escolar. 2

2. CONTEXTUALIZAÇÃO

O Colégio Estadual Yonne Maria Siqueira de Andrade está localizado no Município de Nova Iguaçu, região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, tendo sido fundado em oito de Março de 1983. No ano de 2002, após passar por um longo período de reforma, teve seu prédio completamente ampliado. O colégio dispõe atualmente de 14 salas de aula, uma sala de leitura, uma sala de informática, um núcleo de cultura, um laboratório de ciências, um amplo refeitório e uma quadra de poliesportiva coberta. O bairro de localização do colégio chama-se Parque São Francisco de Paula, popularmente conhecido como o KM 32 da Antiga Estrada Rio São Paulo (BR 465). Ele situa-se em uma área urbana, com intenso fluxo de veículos automotivos. Esta região tipicamente residencial teve seu crescimento a partir de 1970, no entanto, ainda hoje muitas ruas não possuem asfaltamento e saneamento básico, sendo o esgoto desviado para os corpos hídricos que cortam o bairro, principalmente o Rio Guandu-Mirim, limite entre os municípios de Nova Iguaçu e Rio de Janeiro; e o Rio Guandu, limite entre os municípios de Nova Iguaçu e Seropédica. A coleta de lixo regular no bairro não é promovida pela Prefeitura de Nova Iguaçu. Os moradores costumam depositar o lixo em terrenos baldios e/ou desenvolvem sua combustão como meio para evitar o seu acúmulo e, consequentemente, a proliferação de animais transmissores de doenças, como ratos, baratas e moscas. Torna-se importante destacar

ainda, como elemento presente na contextualização do ambiente escolar e do bairro KM 32, a presença da Fábrica AMBEV – Companhia de Bebida das Américas – que gera emprego para muitos moradores da região e a Estação de Tratamento de Água CEDAE - Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro, que fornece água para o município do Rio de Janeiro. A Unidade de Conservação mais próxima do Colégio é a Área de Proteção Ambiental (APA) do Gericinó-Mendanha que cobre uma área de aproximadamente 10.500 hectares (CIBG, 2010) e se localizada na divisa dos municípios do Rio de Janeiro e Nova Iguaçu.

3. MOBILIZAÇÃO DA COMUNIDADE ESCOLAR

Com o objetivo de mobilizar os estudantes, funcionários e professores para participarem da formação do Espaço Livre de Organização e Ações Sócio-Ambientais Locais, o ELO 21 Yonne CADEI et al (2009), foram desenvolvidos cartazes convidando toda a 3

comunidade escolar para participar da reunião de criação do ELO 21 Yonne. Esses cartazes foram postos em pontos estratégicos da escola e apresentavam fotos de alguns dos principais problemas socioambientais, previamente reconhecidos, durante a prática docente e em conversas informais com os alunos e moradores do Km 32. Foi criado também um “blog” <http://yonne-elo21.blogspot.com>, para ser um canal virtual de informação, onde também foi divulgada a primeira reunião do ELO 21 Yonne. O blog ainda objetiva divulgar as reuniões; suas Atas; a lista dos membros participantes; o registro e divulgação das ações e do Projeto de Educação Ambiental e da Agenda 21 do Yonne, além de temas correlatos ao meio ambiente e educação. O ELO 21 Yonne – “Espaço Livre de Organização de Ações Sócioambientais Locais” (CADEI et al, 2009), foi criado no dia 21 de Maio de 2009, com a realização da Primeira reunião do Elo 21 Yonne, e contou com a presença de estudantes, alguns de seus responsáveis e professores. O ELO 21 teve com o principal objetivo identificar os principais problemas socioambientais e potencialidades do colégio e da localidade do Km 32, utilizando o método de diagnóstico participativo. Após essa diagnose inicial, foram propostas coletivamente soluções para resolver ou mitigar esses problemas, com ações previstas através dos projetos de Educação Ambiental. Durante o primeiro ano de sua criação, as reuniões do ELO 21 Yonne aconteceram semanalmente, em horários e locais previamente determinados: às Quintas-feiras, às 16:00 na Sala de Leitura da instituição escolar. A Coordenação das atividades do ELO 21 Yonne ficou a cargo das professoras inscritas no curso de “Educação Ambiental e Agenda 21 escolar: Formando Elos de cidadania” Bárbara C. Dias e Maria Claudia Cantanheide; além de contar com outros participantes da equipe docente. Como estudante coordenador do ELO 21 Yonne, tivemos o participante do curso Félix Freitas Junior, além dos demais estudantes envolvidos. A elaboração de um jornal mural, a “Voz do Yonne”, foi outro importante elemento mobilizador para a participação da comunidade escolar no projeto ELO 21 Yonne. Pois, além de reforçar a divulgação das ações do próprio projeto, o jornal passou a ser uma ferramenta de livre expressão dos estudantes. A criação do jornal mural foi desenvolvida a partir de um concurso entre os estudantes que originou o nome do jornal e sua logomarca, e também, fruto de um concurso de desenhos.

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4. METODOLOGIA

O Diagnóstico socioambiental da realidade ocorreu, conforme propõe CADEI et al (2009), através da técnica de caminhada fotográfica realizada pelos estudantes, visando o diagnóstico por meio de trabalho de campo com registro fotográfico. Esta técnica foi proposta após a primeira reunião, como a primeira ação do ELO 21 Yonne, através dos professores que junto às suas turmas, incentivaram os estudantes a fotografarem suas realidades e o que eles considerassem problemas socioambientais graves, além das potencialidades do seu bairro. Além da técnica do diagnóstico por imagem, CADEI et al (2009), propõe a narrativa de histórias e citações, que também foram desenvolvidas durante as reuniões do ELO 21 Yonne. Através da narrativa dos estudantes, foram coletadas informações sobre a localidade que contribuíram para um diagnóstico mais condizente com a realidade.

5. RESULTADOS

5.1 DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL

Foram detectados pelos alunos alguns problemas socioambientais que afetam a qualidade de vida e o ambiente do colégio e do KM 32. Dentre eles, destacam-se: a falta de regularidade na coleta de lixo; a ausência de saneamento básico; a falta de água encanada em algumas residências; a realização de poucas atividades culturais locais; o desmatamento em algumas áreas da APA Gericinó-mendanha; a ocorrência de enchentes; a violência urbana; e a alta evasão escolar em nosso colégio. Dentre os pontos positivos, as potencialidades, foram identificados: a proximidade do colégio da APA Gericinó-Mendanha; as praças existentes na localidade; os projetos já desenvolvidos no colégio, como por exemplo, a Escola Aberta e Programa Mais Educação; a proximidade do colégio com empresas como a AMBEV e CEDAE, além do comércio local que podem se tornar potenciais parceiras nos projetos de Educação Ambiental. Segue abaixo a tabela 1, com um resumo dos principais problemas socioambientais e potencialidades, detectados a partir do diagnóstico socioambiental:

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Tabela 1. Resumo do Diagnóstico Socioambiental Problemas Lixo Falta de Saneamento Falta de água encanada Atividades Culturais Desmatamento Enchentes Violência urbana Evasão escolar Potencialidades Alto APA Gericinó-Mendanha Praças Escola Aberta Projetos Parcerias e Patrocínios x x x x x Médio Baixo Proximidade com a APA. O km 32 possui algumas praças. Nos finais de semana. Programa Mais Educação. AMBEV e CEDAE. x x Nível de Potencialidade x x Nível de Gravidade Alto x x x x Médio Baixo Observações Não há coleta regular de lixo. Em muitas ruas do Km 32. Em algumas residências. Não há espaços culturais. Retirada de vegetação original. Em ocasiões de chuvas intensas. Disputa Local. Frequente em nosso colégio. Observações

5.1 AGENDA 21 ELO 21 YONNE

A construção da Agenda 21 escolar aconteceu no âmbito da realização das reuniões do ELO 21 Yonne, onde, após o trabalho de diagnóstico socioambiental e obtenção de resultados, foram discutidos os principais problemas e potencialidades da comunidade escolar e do KM 32. Após a elaboração do diagnóstico socioambiental, foi detectado a existência de oito problemas e cinco potencialidades no Km 32. Os estudantes que participaram das Reuniões do ELO 21Yonne foram os responsáveis pelo apontamento dos problemas que eles consideraram mais graves, pois são esses mesmos atores sociais, que em suas realidades, são mais diretamente afetados. Os alunos foram, juntamente com os professores, orientados para proporem soluções de intervenção, para solucionar ou mitigar esses mesmos problemas. Essa construção participativa da nossa

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Agenda 21 Escolar, levou em consideração também, os relatos de demais estudantes durantes as práticas pedagógicas dos professores em sala de aula. A partir das discussões norteadas pelo diagnóstico socioambiental, a solução ou mitigação dos problemas, foi discutida com base nas potencialidades mencionadas. As

soluções serão implementadas, em curto, médio e longo prazo, a partir da realização de projetos de intervenção em Educação Ambiental. Nesse sentido, estão sendo priorizados os problemas mais urgentes e que podem ser trabalhados dentro da nossa condição de professores com os estudantes do colégio e a comunidade do entorno. Dentro dessa perspectiva, enumeramos alguns pontos a serem trabalhados no documento intitulado Agenda 21 Escolar ELO 21 Yonne, onde a tabela 2 abaixo, expõe o resumo das metas de intervenção através dos projetos de Educação Ambiental:

Tabela 2. Resumo das metas da Agenda 21 ELO 21 Yonne Prioridade 1 Problema Lixo Meta Implantação coleta seletiva. 2 Desmatamento da APA 3. Prioridade 1 Evasão escolar Potencialidade Reflorestamento da Dez /2015 vertente do Km 32. Diminuir a evasão Meta Dez / 2012 Prazo da Dez/ 2012 AMBEV, CEDAE e comércio local. a Dez / 2012 Projetos desenvolvidos no colégio. Prazo de Dez /2011 Parceiros Possíveis AMBEV, CEDAE e comércio local. AMBEV, CEDAE e comércio local. Projetos desenvolvidos no Colégio.

APA Gericinó- Aproximação Mendanha Comunidade. do Aumentar participação.

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Projetos colégio

Como se pôde verificar, a problemática do lixo no colégio e no KM 32 é muito grave e, dessa forma, foi eleito o primeiro problema que deve ser trabalhado para ser resolvido. Para isso, pretendemos implantar, inicialmente, a coleta seletiva no colégio e, futuramente, a criação de um ecoponto para a coleta de recicláveis da comunidade do entorno do colégio, e a associação com uma cooperativa de catadores.

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Portanto, o objetivo geral desse primeiro projeto de intervenção intitulado “Lixo Coletivo Yonne”, é trabalhar a coleta seletiva do lixo. O projeto pretende inserir aqueles que vivenciam esses problemas – a comunidade escolar e a comunidade do KM 32 – em uma perspectiva mais ampla dentro da temática ambiental, procurado contribuir para que esses sejam capazes de compreender a questão do lixo como um problema da atualidade de modo crítico, e reconhecendo em si mesmo, a necessidade de ser um ser participativo e atuante nas questões ambientais locais. Além da coleta seletiva, pretendemos sensibilizar os estudantes quanto à necessidade da conservação do prédio do Colégio, através do cuidado e separação do lixo em relação às classes de materiais; aplicar o Princípio dos 3 “Erres”: Reduzir, Reutilizar e Reciclar, na rotina do colégio; gerar debates sobre o que é o lixo dentro da cadeia de produção e sociedade de consumo capitalista, incentivando o consumo consciente; incentivar debates sobre os impactos ambientais dos lixões; sensibilizar a comunidade do entorno para que não joguem lixo nos terrenos baldios, nem incinerar o lixo ou joga-lo nos rios; incentivar a percepção ambiental e, por fim, criar um campo vasto para inserção de temas como a reciclagem, reaproveitamento e reutilização do lixo, além da abordagem da questão do consumo e cadeia de produção.

6. DISCUSSÃO

A formação do Espaço Livre de Organização de Ações Socioambientais Locais do Colégio Estadual Yonne Maria Siqueira de Andrade, possibilitou a formação de um grupo interessado na construção de um processo de tomada de consciência, e de críticas reflexivas para prática de uma Educação Ambiental transformadora e integrativa, desenvolvida em longo prazo e ininterruptamente. Toda essa prática contextualizada dentro da realidade socioambiental do colégio e da comunidade do KM 32, aliada aos debates realizados nas reuniões (e fora dela), sobre os problemas socioambientais e potencialidades percebidas no diagnóstico socioambiental, está de acordo com os PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS (1998) que ressaltam que a Educação Ambiental não constitui uma disciplina especifica, mas sim um tema transversal, o que garante a possibilidade de um trabalho integrador, interdisciplinar e coletivo da equipe de docentes (e discentes), com a possibilidade de múltiplas análises da problemática socioambiental local.

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O diagnóstico através da caminhada fotográfica e narrativa de histórias, além da coleta de informações através do diagnóstico para a construção da Agenda 21 escolar, levou a sensibilização para os problemas socioambientais locais, aumentando a percepção ambiental dos estudantes. Conforme SATO (2001), a partir do diálogo e ao narrarem suas vivências no ambiente escolar e do KM 32, os alunos aumentaram seu auto-reconhecimento e reconhecimento do outro, em um encontro em que eles saíram modificados, e ao mesmo tempo, em um confronto individual mais nítido. Trata-se assim, de um confronto criativo e que aproxima e, ao mesmo tempo, enriquece as vivências essenciais quando se desenvolvem projetos de Educação Ambiental. Os resultados obtidos, a partir dos métodos diagnósticos, em relação aos problemas socioambientais foram condizentes com a realidade do colégio e do Km 32 já previamente conhecidos pelos estudantes. O método diagnóstico aplicado apenas direcionou ainda mais os olhares, tornando-os mais aguçados após as primeiras reuniões do ELO 21 Yonne, para perceberem o meio onde vivem. A surpresa ficou por conta das tantas potencialidades que tem o colégio e bairro, e como estas podem ser utilizadas como parte das soluções e intervenções nos projetos de Educação Ambiental. Portanto, a construção participativa da agenda concretizou as metas prioritárias a partir do diagnóstico que foi uma leitura dos problemas socioambientais observados no colégio e no KM 32.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo de sensibilizar e transformar as pessoas participantes desse projeto em cidadãos capazes de mudar suas posturas individuais, tornando-se também multiplicadores das ideias lançadas no decorrer desta prática, na construção participativa da Agenda 21 Escolar: ELO 21 Yonne, apenas começou a ser observada no decorrer do ano de 2009. A partir da Agenda 21, pretendemos dar prosseguimento para as metas definidas ao longo do processo de uma Educação Ambiental crítica, participativa, transformadora e emancipatória.

8. REFERÊNCIAS

CIBG. Proposta de plano diretor para a Área de Proteção Ambiental de Gericinó/Mendanha. Site do Centro de Informação da Baía de Guanabara. Disponível em: 9

<http://www.cibg.rj.gov.br/detalhenoticias.asp?codnot=358&codman=22>. Acessado em Maio de 2010. CADEI, M. S. et al. Educação ambiental e Agenda 21 Escolar: formando elos de cidadania: livro do professor. Rio de Janeiro: Fundação CECIERJ, 2009. v. 01. 311 p. DUVOISIN, I. A. A Necessidade de uma visão sistêmica para a educação ambiental: conflitos entre o velho e o novo paradigmas. In: Aloísio Ruscheinsky. (Org.). Educação Ambiental: abordagens múltiplas. 1 ed. Porto Alegre: ArtMed, 2002, v. 01, p. 91-104. GUIMARÃES, M. A formação de educadores ambientais. Campinas, SP: Papirus (Coleção Papirus Educação) 2007, 174p. LOUREIRO, C. F. B. Trajetória e fundamentos da educação ambiental. São Paulo: Cortez, 2004. 150p. PCN - PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – Temas Transversais. Brasília: MEC, 1998. SATO, M. Debatendo os desafios da educação ambiental. Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, Rio Grande, v. 1, n. FURG, p. R14-R33, 2001.

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