You are on page 1of 4

ILMO SR. DR.

DELEGADO DA SUBDELEGACIA REGIONAL DO TRABALHO MTE/RS DA CIDADE DE


PORTO ALEGRE – RS

AUTO DE INFRAÇÃO nº XXXXXXXXX

____________________ LTDA, já qualificada no auto de infração acima epigrafado, vem até


este órgão apresentar defesa, nos seguintes termos:

A empresa recebeu Auto de Infração lavrado pelo Ilmo. Auditor Fiscal do Trabalho
____________________, fundamentado no artigo 630, § 4º, da CLT, pela não apresentação de
documentos determinados na data que lhe foi estabelecida.

Contudo, é solicitada uma necessária re-análise, um pouco mais acautelada e específica, sobre
as circunstâncias deste caso em particular.

No dia 25 e 26 de fevereiro de 2009 a Empresa supra qualificada, por sua própria iniciativa, foi
até a sede do Ministério do Trabalho na cidade de Porto Alegre-RS e solicitou a inspeção fiscal
para o fim de obtenção de Certidão Negativa do órgão.
A Autoridade competente, por sua vez, atendendo ao pedido da Autuada, lavrou notificação
com listagem de documentos a serem apresentados, mas estabeleceu período dos anos 2000 a
2009, ou seja, quase uma década, o que dificultou consideravelmente o cumprimento.

No prazo fixado, dia 05/03/2009, a Autuada apresentou documentos; contudo, apenas quanto
à determinação de apresentação do resumo das folhas de pagamento não logrou êxito em
atender.

Foi pedida prorrogação de prazo e concedida pelo Auditor, fixando nova data para abril
daquele ano, no dia 03, tudo conforme consta no verso da notificação. Porém, as diligências
necessárias à consecução do resumo solicitado, por uma série de acontecimentos infelizes,
levaram à extrapolação da nova data prevista para apresentação, a qual ocorreu efetivamente
no dia 24/04/2009, como pode ser observado no livro de registros.

Entretanto, na data lançada inicialmente no livro registro, 03/04/2009, foi lavrado auto de
infração pela não apresentação de documentos naquele dia, cuja notificação veio a ser
recebida somente agora, em fevereiro de 2010, pela empresa.

Com toda a consideração e respeito devidos ao Sr. Auditor e órgãos do Ministério do Trabalho
como um todo, é visto que a autuação da Empresa é medida severa e desnecessária, que
acarretará maiores conseqüências a ela do que às normas de proteção ao trabalho
propriamente ditas.

Ressalta-se que a Autuada é empresa de grande responsabilidade técnica e social, que sempre
manteve regiamente cumprida a legislação trabalhista e normas de proteção aos
trabalhadores. Tal situação é inequivocamente demonstrada por todo o histórico junto a este
Órgão e também Órgãos do Poder Judiciário e Previdência Social, com certidão negativa destes
a demonstrar a seriedade e confiabilidade da Autuada.

É preciso considerar no caso em tela que foi a própria empresa que solicitou a intervenção do
setor de fiscalização, a fim de ter comprovada a sua idoneidade enquanto empregadora, o que
ocorreu, com a expedição da correspondente certidão negativa posteriormente, bem como a
apresentação dos documentos faltantes ter sido efetuada espontaneamente apenas dias
depois, sem nova notificação muito menos autuação, uma vez que cientificada desta só agora,
quase um ano depois.

Igualmente, mais do que qualquer outro argumento, é imperioso dizer que jamais houve
intenção da Empresa em desatender livremente à determinação da Autoridade, mas sim
houve uma dificuldade em angariar o resumo solicitado e um equivoco pela não realização
formal de pedido de novo prazo acompanhado de justificativa.

Outrossim, no próprio auto de infração lavrado em 03/04/2009, é explicitado que apenas o


resumo a empresa não havia apresentado naquela data, o que dificultou a verificação de
regularidade dos depósitos do FGTS, de onde clara e inequivocamente se vê que a falta do
documento resumido gerou uma dificuldade à fiscalização, mas não a impossibilitou, vindo a
comprovar a boa-fé da Autuada.

Pelos argumentos lançados acerca de todo o contexto da autuação, impende a análise sempre
sob a ótica de que o pedido de fiscalização partiu da empresa, a qual é idônea e ferrenha
praticante das determinações legais, que diligenciou para fiel cumprimento da determinação
do Sr. Auditor, mas equivocou-se em determinado momento, contudo, não a ponto de
prejudicar de forma a tornar impossível o trabalho da Autoridade Ministerial, que pode ser
concluído regularmente.
Assim, a autuada requer seja reconsiderado o Auto de Infração nº XXXXXXXXX, a fim de que
não lhe seja aplicada qualquer punição.

Porto Alegre, 12 de fevereiro de 2010.

FULANA DE TAL

Administradora