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Administração Financeira e Orçamentária p/ Auditor Federal de Controle Externo/TCU Prof. Dr. Giovanni Pacelli – Aula

Administração Financeira e Orçamentária p/ Auditor Federal de Controle Externo/TCU Prof. Dr. Giovanni Pacelli Aula 05

AULA 05: Ciclo orçamentário: elaboração da proposta, discussão, votação e aprovação da lei de orçamento. Programação de desembolso e mecanismos retificadores do orçamento.

 

SUMÁRIO

PÁGINA

  • 1. Apresentação

1

  • 2. Visão Geral do Ciclo Orçamentário

2

  • 3. 1ª Etapa: Elaboração

8

  • 3.1. O SIOP na fase de elaboração

9

  • 3.2. Fase de Elaboração da LOA e impacto entre os poderes

10

  • 3.3. Elaboração da LOA ano âmbito do Executivo

14

  • 3.4. Composição do PLOA quando do envio

17

4.

2ª Etapa: Discussão, Votação e Aprovação

23

  • 4.1. Fluxo Geral e papeis

23

  • 4.2. Requisitos às emendas à LOA

27

  • 4.3. Orçamento Impositivo e a EC 86 de 2015

30

5.

Transição da 2ª para 3ª Etapa

36

  • 5.1. A LOA pode ser rejeitada? Existe a 6ª fonte de créditos

36

 

adicionais?

  • 5.2. E se a LOA não for sancionada até 31/12?

37

  • 5.3. Como se dá a inserção de dados no SIAFI?

39

6.

3ª Etapa: Execução Orçamentária e Financeira

42

  • 6.1. Componentes da programação financeira

42

  • 6.2. Controle sobre o fluxo de ingresso e dispêndio

46

  • 6.3. Detalhamento sobre a limitação de empenho nos demais

54

 

poderes

  • 6.4. Descentralização de crédito e de recursos

56

7.

4ª Etapa: Controle e Avaliação

69

  • 7.1. Principais atores e atribuições

69

  • 7.2. Controle durante a execução orçamentária

71

  • 7.3. Controle ex-post: prestação de contas do presidente da

74

 

república

8.Vedações Gerais ao Ciclo

82

9.

O Ciclo Orçamentário de oito etapas

89

  • 10. Lista das questões apresentadas

92

  • 11. Lista das questões comentadas

153

  • 1. APRESENTAÇÃO

Pessoal, na aula de hoje vamos ver de forma detalhada o ciclo orçamentário no Brasil. Nossa base fundamental será a CF/1988, LRF e lei 4320/1964. Porém, você verá que terei a necessidade a fim de suprir espaços e lacunas de entendimento de usar alguns artigos da LDO. Em que pese esses artigos nem sempre serem cobrados (mas as vezes são), eles são fundamentais para você entender o ciclo orçamentário por completo.

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2. CICLO ORÇAMENTÁRIO DA LOA: VISÃO GERAL

O ciclo orçamentário é composto por 4 etapas ilustradas na Figura

1.

Figura 1: Ciclo Orçamentário da Lei Orçamentária Anual (LOA)

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A Figura 2 ilustra as principias datas no ciclo orçamentário da União.

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Administração Financeira e Orçamentária p/ Auditor Federal de Controle Externo/TCU Prof. Dr. Giovanni Pacelli Aula 05 Figura 2: Ciclo Orçamentário da LOA 2017 na União

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Legenda: considerei que entre 02.02.2018 e 02.04.2018 existem 60 dias; LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias); PPA (Plano plurianual).

Fazendo uma análise sobre o ciclo orçamentário da União, observa-se que a etapa de Elaboração e a etapa de Discussão, Votação e Aprovação ocorrem em 2016, enquanto que a etapa de Execução Orçamentária Financeira ocorre em 2017.

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Observando a Figura 2 fica claro que o clico orçamentário é maior

que

1

ano, abrangendo

pelo

menos 3

(três) exercícios conforme a

perspectiva. A 1ª etapa da LOA - Elaboração se encerra com o envio do PLOA

até 31/08/2016, enquanto a 2ª etapa da LOA Discussão, Votação e

Aprovação

se

22/12/2016.

encerra

com

a

devolução

da

LOA aprovada até

A 3ª etapa da LOA Execução Orçamentária e Financeira se inicia em 01/01/2017 e se encerra em 31/12/2017. Apesar da etapa de Controle e Avaliação vir em 4° lugar, a mesma pode ser observada em todas as etapas, haja vista termos três tipos de controle: prévio, concomitante e subsequente 1 . A seguir

apresento exemplos de controles que existem nas etapas da LOA considerando todo o ciclo orçamentário.

Quadro 1: Exemplos de controles durante o ciclo orçamentário da LOA a ser executada em 2017

   

Etapa em

 

Exemplo

 

Em que consiste

 

que ocorre

Ano

Controle sobre as propostas

Caso as propostas do Judiciário esteja em desacordo como os

1ª Etapa -

 

limites

da

LDO,

o

Executivo

2016

orçamentárias dos

efetuará os

ajustes dentro dos

Elaboração

demais Poderes.

limites da LDO 2 .

 

Exame sobre a

Não

são aceitas

emendas, por

2ª Etapa

 

admissibilidade de emendas na

exemplo,

que

estejam

Discussão,

2016

Comissão Mista de Orçamento.

incompatíveis como LDO 3 .

o

PPA

e

a

Votação e Aprovação

  • 1 Art. 77º da lei 4320/1964.

  • 2 § 4º do Art. 99º da CF/1988

  • 3 Inciso I do § 3º do Art. 166º da CF/1988.

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Os Tribunais

de

Contas

e

os

   

órgãos integrantes do sistema de controle interno poderão solicitar para exame, até o dia útil

 

Atuação do controle

imediatamente anterior à data

3ª Etapa

interno ou externo

de

recebimento

das

sobre editais (antes da execução da despesa).

propostas, cópia de edital de licitação já publicado, obrigando- se os órgãos ou entidades da Administração interessada à adoção de medidas corretivas pertinentes que, em função desse exame, lhes forem determinadas 4 .

Execução Orçamentária e Financeira

2017

Prestação de

Contas do

 

Até 60 dias após a abertura da sessão legislativa o Presidente

 

4ª Etapa

 

da

República

deve

enviar

a

Controle e

2018

Presidente da

República

prestação de contas ao Congresso Nacional 5 .

 

Avaliação

A bancas quando querem enganar os alunos, insistem em dizer que o ciclo orçamentário é de
A bancas quando querem enganar os alunos, insistem em dizer que o
ciclo orçamentário é de um ano.
Um ano pessoal é apenas a 3ª etapa da LOA – Execução
Orçamentária e Financeira.
O ciclo orçamentário abrange pelo menos três exercícios
distintos.
  • 4 § 2 o do art. 113º da lei 8666/1993.

  • 5 Inciso XXIV do art. 84º da CF/1988.

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1. (MPU/2010/Técnico de Apoio/Orçamento) O ciclo orçamentário compreende um período de tempo que se inicia antes

1. (MPU/2010/Técnico de Apoio/Orçamento) O ciclo orçamentário compreende um período de tempo que se inicia antes do exercício correspondente àquele em que o orçamento deve entrar em vigor, sendo necessariamente superior a um ano. 2. (STM/2011/Especialista em Administração) A lei orçamentária anual elaborada no âmbito da União é, ao mesmo tempo, lei ordinária e especial. 3. (Cespe/2013/Ministério da Integração) Consoante o atual ordenamento jurídico brasileiro, em determinado período do ano, duas leis de diretrizes orçamentárias vigem simultaneamente. (Cespe/2015/ STJ/ Técnico) Acerca de técnicas e princípios relacionados com o orçamento público, julgue o item a seguir. 4. O ciclo orçamentário da despesa pública é concluído com a autorização de gasto dada pelo Poder Legislativo por meio da lei orçamentária anual (LOA), ressalvadas as eventuais aberturas de créditos adicionais no decorrer da vigência do orçamento.

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COMENTÁRIO ÀS QUESTÕES

1. (MPU/2010/Técnico de Apoio/Orçamento) O ciclo orçamentário compreende um período de tempo que se inicia antes do exercício correspondente àquele em que o orçamento deve entrar em vigor, sendo

necessariamente superior a um ano.

CERTO, um ano é apenas a 3ª etapa da LOA.

2. (STM/2011/Especialista em Administração) A lei orçamentária anual

elaborada no âmbito da União é, ao mesmo tempo, lei ordinária e especial.

CERTO, a LOA trata especificamente de apenas um exercício financeiro.

3. (Cespe/2013/Ministério da Integração) Consoante o atual ordenamento jurídico brasileiro, em determinado período do ano, duas leis de diretrizes orçamentárias vigem simultaneamente.

CERTO, em verdade se tomarmos como exemplo o ano de 2020. Em 2020 está se elaborando a LOA 2021, executando a LOA 2020 e avaliando a LOA 2019. Para cada LOA tem uma LDO orientando

e vigente.

(Cespe/2015/ STJ/ Técnico) Acerca de técnicas e princípios relacionados

com o orçamento público, julgue o item a seguir.

(Cespe/2015/ STJ/ Técnico) Acerca de técnicas e princípios relacionados com o orçamento público, julgue o item a seguir. 4. O ciclo orçamentário da despesa pública é concluído com a autorização de gasto dada pelo Poder Legislativo por meio da lei orçamentária anual (LOA ), ressalvadas as eventuais aberturas de créditos adicionais no decorrer da vigência do orçamento.

ERRADO, a autorização dada pelo Legislativo que deve ocorrer até 22/12 configura o encerramento da 2ª etapa da LOA, mas não do ciclo orçamentário.

3. 1ª Etapa da LOA: Elaboração Administração Financeira e Orçamentária p/ Auditor Federal de Controle Externo/TCU

3. 1ª Etapa da LOA: Elaboração

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A título de esquenta, segue questão discursiva cobrada sobre ciclo orçamentário.

MPU/2010/Analista de Orçamento/Cespe
MPU/2010/Analista de Orçamento/Cespe

Em 2010 eu já elaborava recursos em discursivas e observei que vários alunos falaram do ciclo orçamentário como um todo ao invés de focar no processo de elaboração. Lógico que os alunos que fizeram isso, perderam pontos preciosos.

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3.1. O SIOP na fase de elaboração

O sistema de planejamento e orçamento se constitui em ferramenta essencial para elaboração da LOA. Ele permite a troca de informações

entre o órgão central de planejamento (MPOG), órgãos específicos (SOF, SPI e DEST), órgãos setoriais (ministérios), unidades de planejamento e orçamento dos poderes, unidades orçamentárias e unidades administrativas.

É importante se saber de forma o SIOP interage na fase de elaboração e com quais
 

É importante se saber de forma o SIOP interage na fase de elaboração e com quais instrumentos de planejamento. Respondendo de forma objetiva o SIOP participa de todo o ciclo orçamentário: 1ª, 2ª, 3ª e 4ª etapas. Além disso, o SIOP é utilizado nos três instrumentos de planejamento:

 

PPA, LDO e LOA. A prova consta no quadro a seguir

(não precisa gravar os

 

nomes dos módulos).

 
 

Quadro 2: Módulos do SIOP e instrumentos de planejamento

Instrumento

 

Módulos do SIOP

 

PPA

Captação qualitativa para o PPA; Captação quantitativa para o PPA.

LDO

Módulo para captação de propostas para a LDO

 
 

Módulo

para

captação

e

acompanhamento da execução

orçamentária das empresas estatais; Acompanhamento Físico

das

Ações

Orçamentárias;

Alterações

Orçamentárias;

LOA

Informações Complementares

ao

PLOA;

Limites;

Captação

qualitativa para a

LOA;

Captação

quantitativa

para

a

LOA;Cadastro de SubUOs para o LOA; módulo de receita.

 
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3.2. Fase de Elaboração da LOA e impacto entre os poderes

Na prova discursiva utilizada como esquenta no início desse tópico. O foco deveria ser na fase de elaboração da LOA. A seguir consta a figura 3 com os principais eventos até chegar o dia 31/08 data limite de envio do Projeto de Lei Orçamentária Anual pelo Chefe do Executivo ao Congresso Nacional. O Quadro 3 mostra os artigos que fundamentam os prazos da Figura 3.

Quadro 3: Principais eventos da 1ª Etapa da LOA

Principais eventos na ordem cronológica

 

Fundamentação

 

ADCT

Art. 35. [

]

§ 2º Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o

art. 165, § 9º, I e II, serão obedecidas as seguintes normas:

Envio do PLDO definindo parâmetros fiscais para o ano seguinte

I - o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato presidencial subsequente, será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa; II - o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa.

 

LRF

Disponibilização do Executivo aos demais poderes das informações referentes à receita estimada no ano seguinte

Art. 11º [

]

§ 3º O Poder Executivo de cada ente colocará à disposição dos demais

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Lei 13.242/2016 (LDO)

Prazo Limite de envio das propostas dos poderes ao Executivo

Art. 24. Os órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União encaminharão à Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, por meio do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento - SIOP, até 15 de agosto de 2015, suas respectivas propostas orçamentárias, para fins de consolidação do Projeto de Lei

Orçamentária de 2016, observadas as disposições desta Lei.

 

CF/1988

Envio do PLOA pelo Executivo ao Congresso Nacional

Art. 166. [

]

... § 6º - Os projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual serão enviados pelo Presidente da República ao Congresso Nacional, nos termos da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º.

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Figura 3: Detalhamento da 1ª Etapa na LOA 2017

LRF Previsto na do dia 15/08) 16.07 (trinta dias antes prevista para 2017 poderes a receita
LRF
Previsto na
do dia 15/08)
16.07 (trinta dias antes
prevista para 2017
poderes a receita
Executivo aos demais
disposição pelo
Colocação à
CF/1988 ADCT da Previsto no 15.04 LDO para a LOA 2017 Envio do Projeto de
CF/1988
ADCT da
Previsto no
15.04
LDO para a LOA 2017
Envio do Projeto de

1ª Etapa da LOA: Elaboração

2ª Etapa da LOA

2016

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E se o Executivo não enviar o PLOA até 31/08? Em primeiro lugar, não é cobrado

E se o Executivo não enviar o PLOA até 31/08?

Em primeiro lugar, não é cobrado em Orçamento Público possíveis consequencias sobre crime de responsabilidade. Nossa preocupação aqui é na sequência do processo do ciclo orçamentário. Assim, vejamos o que diz a lei 4.320/1964.

Lei 4320/64

Art. 32. Se não receber a proposta orçamentária no prazo fixado nas

Constituições ou nas Leis Orgânicas dos Municípios, o Poder Legislativo considerará como proposta a Lei de Orçamento vigente.

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Prof. Dr. Giovanni Pacelli Aula 05 3.3. Elaboração da LOA ano âmbito do Executivo

As provas também costumam cobrar os produtos e responsáveis na fase de elaboração da LOA com o enfoque no ciclo de elaboração dentro do Executivo. As Figuras 4 e 5 contém esses elementos.

Figura 4: Produtos e responsáveis na etapa de elaboração no Executivo Federal

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Administração Financeira e Orçamentária p/ Auditor Federal de Controle Externo/TCU Prof. Dr. Giovanni Pacelli Aula 05 Figura 5: Fluxo do Elaboração na LOA no Executivo Federal

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Prof. Dr. Giovanni Pacelli Aula 05 3.4. Composição do PLOA quando do envio

A seguir apresento alguns artigos que contém a composição da LOA no momento do envio ao Legislativo.

Lei 4320/1964

Art. 2° A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e

despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade universalidade e anualidade.

§ 1° Integrarão a Lei de Orçamento:

I - Sumário geral da receita por fontes e da despesa por funções do Governo; II - Quadro demonstrativo da Receita e Despesa segundo as

Categorias Econômicas, na forma do Anexo nº. 1;

III

-

Quadro

legislação;

discriminativo

da

receita

por

fontes

e

respectiva

IV - Quadro das dotações por órgãos do Governo e da

Administração. § 2º Acompanharão a Lei de Orçamento:

I - Quadros demonstrativos da receita e planos de aplicação dos fundos especiais; II - Quadros demonstrativos da despesa, na forma dos Anexos de 6 a

9;

III

-

Quadro demonstrativo do programa anual de

trabalho do

Governo, em termos de realização de obras e de prestação de

serviços.

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Lei 4320/1964 Art. 22. A proposta orçamentária que o Poder Executivo encaminhará ao Poder Legislativo nos prazos estabelecidos nas Constituições e nas Leis Orgânicas dos Municípios, compor-se-á:

I - Mensagem, que conterá: exposição circunstanciada da situação econômico-financeira, documentada com demonstração da dívida fundada e flutuante, saldos de créditos especiais, restos a pagar e outros compromissos financeiros exigíveis; exposição e justificação da política econômico- financeira do Governo; justificação da receita e despesa, particularmente no tocante ao orçamento de capital; II - Projeto de Lei de Orçamento;

III - Tabelas explicativas, das quais, além das estimativas de receita e despesa, constarão, em colunas distintas e para fins de comparação:

  • a) A receita arrecadada nos três últimos exercícios anteriores àquele

em que se elaborou a proposta;

  • b) A receita prevista para o exercício em que se elabora a proposta;

  • c) A receita prevista para o exercício a que se refere a proposta;

  • d) A despesa realizada no exercício imediatamente anterior;

  • e) A despesa fixada para o exercício em que se elabora a proposta; e

  • f) A despesa prevista para o exercício a que se refere a proposta.

IV - Especificação dos programas especiais de trabalho

custeados por dotações globais, em termos de metas visadas, decompostas em estimativa do custo das obras a realizar e dos serviços a prestar, acompanhadas de justificação econômica, financeira, social e administrativa. Parágrafo único. Constará da proposta orçamentária, para cada

unidade administrativa, descrição sucinta de suas principais finalidades, com indicação da respectiva legislação.

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Lei 13.242/2015 Art. 8º O Projeto de Lei Orçamentária de 2016, que o Poder Executivo encaminhará ao Congresso Nacional, e a respectiva Lei serão constituídos de:

I - texto da lei; II - quadros orçamentários consolidados relacionados no Anexo I; III - anexo dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, contendo:

a) receitas, discriminadas por natureza, identificando as fontes de recursos correspondentes a cada cota-parte de natureza de receita, o

orçamento a que pertencem e a sua natureza financeira (F) ou primária (P), observado o disposto no art. 6o da Lei no 4.320, de 1964; e b) despesas, discriminadas na forma prevista no art. 7o e nos demais dispositivos pertinentes desta Lei;

IV - discriminação da legislação da receita e da despesa,

referente aos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social; e V - anexo do Orçamento de Investimento a que se refere o § 5o, inciso II, do art. 165 da Constituição Federal, na forma definida nesta Lei.

Lei 13.242/2015 Administração Financeira e Orçamentária p/ Auditor Federal de Controle Externo/TCU Prof. Dr. Giovanni Pacelli

Lei 13.242/2015

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Art.

10º

A

MENSAGEM

que

encaminhar

o

Projeto

de

Lei

Orçamentária de 2015 conterá:

I - resumo da política econômica do País, análise da conjuntura econômica e atualização das informações de que trata o § 4o do art.

4o da Lei de Responsabilidade Fiscal, com indicação do cenário macroeconômico para 2015, e suas implicações sobre a proposta orçamentária de 2016; II - resumo das políticas setoriais do governo; III - avaliação das necessidades de financiamento do Governo

Central relativas aos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, explicitando receitas e despesas e os resultados primário e nominal implícitos no Projeto de Lei Orçamentária de 2016, na Lei Orçamentária de 2015 e em sua reprogramação e os realizados em 2014, de modo a evidenciar:

a) a metodologia de cálculo de todos os itens computados na avaliação das necessidades de financiamento; e b) os parâmetros utilizados, informando, separadamente, as variáveis macroeconômicas de que trata o Anexo de Metas Fiscais referido no inciso II do § 2 o do art. 4 o da Lei de Responsabilidade Fiscal, verificadas em 2014 e suas projeções para 2015 e 2016;

IV - indicação do órgão que apurará os resultados primário e nominal, para fins de avaliação do cumprimento das metas; V - justificativa da estimativa e da fixação, respectivamente, dos principais agregados da receita e da despesa; e VI - demonstrativo sintético, por empresa, do Programa de

Dispêndios Globais, informando as fontes de financiamento, com o detalhamento mínimo igual ao estabelecido no § 3 o do art. 37, bem como a previsão da sua respectiva aplicação, e o resultado primário

dessas empresas com a metodologia de apuração do resultado.

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5. (Cespe/TCU/2008/AFCE) No mínimo sessenta dias antes do prazo final para a remessa da proposta do
  • 5. (Cespe/TCU/2008/AFCE) No mínimo sessenta dias antes do prazo final

para a remessa da proposta do orçamento, o Poder Executivo deve colocar à disposição dos Poderes Legislativos e Judiciário, do TCU e do

Ministério Público as estimativas das receitas para o exercício subsequente e as respectivas memórias de cálculos, devendo a concessão ou ampliação de benefício de natureza tributária, da qual decorra renúncia de receita, ser acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício de sua vigência.

  • 6. (PREVIC/2011/Analista Contábil) Caso o Poder Executivo se omita no

encaminhamento de projeto de lei orçamentária ao Congresso Nacional, a lei orçamentária em vigor no próprio exercício será considerada como proposta.

  • 7. (Cespe/TCDF/2014) Para a elaboração da proposta orçamentária no

governo federal, os órgãos setoriais e as unidades orçamentárias devem

utilizar o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento.

COMENTÁRIO ÀS QUESTÕES

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  • 5. (Cespe/TCU/2008/AFCE) No mínimo sessenta dias antes do prazo

final para a remessa da proposta do orçamento, o Poder Executivo deve colocar à disposição dos Poderes Legislativos e Judiciário, do TCU e do Ministério Público as estimativas das receitas para o exercício

subsequente e as respectivas memórias de cálculos, devendo a concessão ou ampliação de benefício de natureza tributária, da qual decorra renúncia de receita, ser acompanhada de estimativa do impacto

orçamentário-financeiro no exercício de sua vigência. ERRADO, seria no mínimo 30 dias antes do prazo final para envio das propostas dos Poderes ao Executivo. TCU não é poder. E por fim, seria no exercício de sua referência e dos dois subsequentes.

  • 6. (PREVIC/2011/Analista Contábil) Caso o Poder Executivo se omita no

encaminhamento de projeto de lei orçamentária ao Congresso Nacional,

a lei orçamentária em vigor no próprio exercício será considerada como proposta.

CERTO, é exatamente o prescrito na lei 4320/1964.

  • 7. (Cespe/TCDF/2014) Para a elaboração da proposta orçamentária no

governo federal, os órgãos setoriais e as unidades orçamentárias devem

utilizar o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento.

CERTO, o SIOP deve ser utilizado por todos os órgãos no sistema

de planejamento e orçamento.

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4. 2ª ETAPA: DISCUSSÃO, VOTAÇÃO E APROVAÇÃO 4.1. Fluxo Geral e papeis Observemos a seguir a figura 6 que contém o fluxo da 2ª Etapa da LOA. Figura 6: 2ª Etapa da LOA 2017

1ª Etapa da LOA: Elaboração votação. cuja alteração é proposta não tenha iniciado a mensagem presidencial
1ª Etapa da LOA: Elaboração

1ª Etapa da LOA: Elaboração

votação. cuja alteração é proposta não tenha iniciado a mensagem presidencial desde que a parte Data
votação.
cuja alteração é proposta não tenha iniciado a
mensagem presidencial desde que a parte
Data limite para o Executivo alterar o PLOA via
encaminhamento
2017
casas na forma do
regimento comum
Recepção no CN
LOA pelas duas
partes (temas).
de Emendas à
Aprovação da
Apresentação
Aprovação do
votação é por
votação da
Parecer na
CMPOF. A
à CMPOF
Início da
CMPOF
CMPOF
PLOA
2016
31.08
22.12
e
Envio do
Envio do

2ª Etapa da LOA

1ª Etapa da LOA: Elaboração votação. cuja alteração é proposta não tenha iniciado a mensagem presidencial
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Observamos que um dos atores principais dentro do Congresso Nacional é a Comissão Mista (Permanente) de Planos, Orçamento e Fiscalização, mais conhecida como CMO. A seguir veremos a composição da CMO.

Composição

30 Deputados Federais

10 Senadores

Na CMO será designado pelas lideranças partidárias um relator 6 geral da LOA que conduzirá os trabalhos nesta etapa. De acordo como a CF/1988 compete a CMO:

Art. 166. § 1º Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados:

I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente da República; II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com o art. 58.

6 Resolução CN 01/2006

Art. 16. A indicação e a designação dos Relatores observarão as seguintes disposições:

  • I - as lideranças partidárias indicarão o Relator-Geral e o Relator da Receita do projeto de lei orçamentária anual, o Relator do

projeto de lei de diretrizes orçamentárias e o Relator do projeto de lei do plano plurianual; II - o Relator do projeto de lei do plano plurianual será designado, alternadamente, dentre representantes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, não podendo pertencer ao mesmo partido ou bloco parlamentar do Presidente;

III - o Relator do projeto de lei de diretrizes orçamentárias e o Relator-Geral do projeto de lei orçamentária anual não poderão pertencer à mesma Casa, partido ou bloco parlamentar do Presidente; IV - as funções de Relator-Geral do projeto de lei orçamentária anual e Relator do projeto de lei de diretrizes orçamentárias serão exercidas, a cada ano, alternadamente, por representantes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados;

  • V - o Relator da Receita do projeto de lei orçamentária anual não poderá pertencer à mesma Casa, partido ou bloco parlamentar

do Relator-Geral do projeto de lei orçamentária anual; VI - as lideranças partidárias indicarão os Relatores Setoriais do projeto de lei orçamentária anual segundo os critérios da proporcionalidade partidária e da proporcionalidade dos membros de cada Casa na CMO; VII - os Relatores Setoriais do projeto de lei orçamentária anual serão indicados dentre os membros das Comissões Permanentes

afetas às respectivas áreas temáticas ou dentre os que tenham notória atuação parlamentar nas respectivas políticas públicas; VIII - o critério de rodízio será adotado na designação dos Relatores Setoriais do projeto de lei orçamentária anual, de forma que não seja designado, no ano subsequente, membro de mesmo partido para relator da mesma área temática; IX - o Relator das informações de que trata o art. 2º, III, b, não poderá pertencer à bancada do Estado onde se situa a obra ou serviço;

  • X - cada parlamentar somente poderá, em cada legislatura, exercer uma vez, uma das seguintes funções:

    • a) Relator-Geral do projeto de lei orçamentária anual;

    • b) Relator da Receita do projeto de lei orçamentária anual;

    • c) Relator Setorial do projeto de lei orçamentária anual;

    • d) Relator do projeto de lei de diretrizes orçamentárias;

    • e) Relator do projeto de lei do plano plurianual.

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A CMO encerra sua participação na 2ª etapa da LOA? Não . Veja a analise seguinte.
 
 

A CMO encerra sua participação na 2ª etapa da LOA? Não. Veja a analise seguinte.

 

Atribuição conforme a CF/1988

Conclusão

Examinar e emitir parecer sobre PPA, LDO, LOA e créditos adicionais

A CMO participa da 2ª etapa dos demais instrumentos de planejamento.

Examinar e emitir parecer sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente da República

A CMO participa da 4ª etapa da LOA.

Examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição

A CMO participa da 2ª etapa de planos nacionais, regionais e setoriais.

Exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária

A CMO participa da 3ª etapa da LOA.

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Quem pode apresentar emendas à LOA? Em que local ou momento devem ser apresentadas ? Qualquer

Quem pode apresentar emendas à LOA? Em que local ou momento devem ser apresentadas ?

Qualquer parlamentar pode apresentar emendas, sejam individuais, sejam coletivas (de comissão; de estado). Sobre o momento ou local, veja o que dispõe a CF/1988:

Art. 166 [ ] ... § 2º - As emendas serão apresentadas na Comissão mista, que sobre elas emitirá parecer, e apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional.

É possível o Executivo intevir no PLOA durante a 2ª Etapa ? Sim , veja o

É possível o Executivo intevir no PLOA durante a 2ª Etapa ? Sim, veja o que dispõe a CF/1988:

Art. 166 [ ] ... § 5º - O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.

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4.2. Requisitos às emendas à LOA

A

título

de

esquenta, segue

questão discursiva cobrada sobre

emendas.

 
A título de esquenta, segue questão discursiva cobrada sobre emendas. Câmara dos Deputados/2012/Analista/Cespe Projeto de lei
 

Câmara dos Deputados/2012/Analista/Cespe

Projeto de lei orçamentária anual enviado à Câmara dos Deputados pelo Poder Executivo federal sofreu emenda parlamentar que implicou aumento

de despesa. A liderança do governo na Casa alegou que a referida emenda era inconstitucional de acordo com disposição prevista na Constituição que veda a apresentação de emendas parlamentares a projetos de lei de iniciativa do presidente da República que ensejem aumento de despesa pública.

Em face dessa situação hipotética, redija um texto dissertativo que responda aos questionamentos a seguir, justificando, necessariamente, suas respostas à luz do texto constitucional.

A lei orçamentária deve, obrigatoriamente, ser da iniciativa do chefe do Poder Executivo? [item 1 - valor: 30,00 pontos] Em qualquer caso, os parlamentares estão impedidos de apresentar emenda que implique aumento de despesa em projeto de lei de iniciativa do presidente da República? [item 2 - valor:

52,50 pontos]

 
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O mais importante dessa questão era saber os requisitos de uma emenda e se é possível emenda que aumente a receita estimada pelo Executivo o que acarretaria o aumento do valor global da LOA enviado pelo Executivo. Inicialmente vejamos os requisitos de uma emenda parlamentar (individual ou coletiva) à LOA na CF/1988.

Art. 166. [ ] ... § 3º - As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso:

I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; Sempre II- indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre:

a)dotações para pessoal e seus encargos; b)serviço da dívida; c)transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou III - sejam relacionadas:

a)com a correção de erros ou omissões; ou b)com os dispositivos do texto do projeto de lei.

A CF/1988 define que:

Art. 63. Não será admitido aumento da despesa prevista:

I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República, ressalvado o disposto no art. 166, § 3º e § 4º (§ 4º - As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual);

Administração Financeira e Orçamentária p/ Auditor Federal de Controle Externo/TCU Prof. Dr. Giovanni Pacelli – Aulaa seguir e veja que o Legislativo federal vem a cada ano utilizado a reestimativa da receita como fonte de recursos para emendas. Art. 56. A Reserva de Recursos será composta dos eventuais recursos provenientes da reestimativa das receitas , da Reserva de Contingência e outros definidos no Parecer Preliminar, deduzidos os recursos para atendimento de emendas individuais, de despesas obrigatórias e de outras despesas definidas naquele Parecer. Art. 30. A análise da estimativa da Receita e das respectivas emendas é de competência do Relator da Receita. § 1º O Relatório da Receita será votado previamente à apresentação do Relatório Preliminar, observados os prazos estabelecidos no art. 82. § 2º No prazo de até 10 (dez) dias após a votação do último Relatório Setorial , o Relator da Receita poderá propor a atualização da receita aprovada, tendo em vista eventual revisão de parâmetros e da legislação tributária , com base em avaliação do Comitê de Avaliação da Receita. § 3º Os recursos oriundos da reestimativa prevista no § 2º serão alocados nas emendas coletivas de apropriação proporcionalmente aos atendimentos efetuados nos relatórios setoriais. Prof. Giovanni Pacelli www.3dconcursos.com.br 29 de 114 " id="pdf-obj-28-2" src="pdf-obj-28-2.jpg">

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Sobre a possibilidade da reestimativa da receita na LOA, vejamos o que dispõe a LRF:

Art. 12. [ ] ... § 1o Reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo só será admitida se comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal.

A Resolução CN 01/2006 também prevê a utilização de recursos de reestimativa de receitas para emendas parlamentares 7 . A Figura 7 mostra o entendimento correto que devemos ter sobre os requisitos das emendas. Figura 7: Requisitos das emendas parlamentares a LOA

Requisitos Emendas Invididuais Neste caso pode-se reestimar a receita. transferências tributárias constitucionais. encargos sociais; (ii) serviço

Requisitos Emendas Invididuais

Neste caso pode-se reestimar a receita.

transferências tributárias constitucionais.

encargos sociais; (ii) serviço da dívida; (iii)

Não pode anular despesas de: (i) pessoal e

Compatível com PPA e LDO

Ou Indicação de Recursos Provenientes de erros ou omissões do PLOA

Ou Indicação de Recursos Provenientes

de Anulação de Despesas

Neste caso pode-se reestimar a receita. transferências tributárias constitucionais. encargos sociais; (ii) serviço da dívida; (iii)
Neste caso pode-se reestimar a receita. transferências tributárias constitucionais. encargos sociais; (ii) serviço da dívida; (iii)
Neste caso pode-se reestimar a receita. transferências tributárias constitucionais. encargos sociais; (ii) serviço da dívida; (iii)
Neste caso pode-se reestimar a receita. transferências tributárias constitucionais. encargos sociais; (ii) serviço da dívida; (iii)
Neste caso pode-se reestimar a receita. transferências tributárias constitucionais. encargos sociais; (ii) serviço da dívida; (iii)
Sempre
Sempre
Mais uma das alternativas seguintes
Mais uma das
alternativas
seguintes

Leia o artigo a seguir e veja que o Legislativo federal vem a cada ano utilizado a reestimativa da receita como fonte de recursos para emendas.

7 Art. 56. A Reserva de Recursos será composta dos eventuais recursos provenientes da reestimativa das receitas, da Reserva de Contingência e outros definidos no Parecer Preliminar, deduzidos os recursos para atendimento de emendas individuais, de despesas obrigatórias e de outras despesas definidas naquele Parecer. Art. 30. A análise da estimativa da Receita e das respectivas emendas é de competência do Relator da Receita. § 1º O Relatório da Receita será votado previamente à apresentação do Relatório Preliminar, observados os prazos estabelecidos no art. 82. § 2º No prazo de até 10 (dez) dias após a votação do último Relatório Setorial, o Relator da Receita poderá propor a atualização da receita aprovada, tendo em vista eventual revisão de parâmetros e da legislação tributária, com base em avaliação do Comitê de Avaliação da Receita. § 3º Os recursos oriundos da reestimativa prevista no § 2º serão alocados nas emendas coletivas de apropriação proporcionalmente aos atendimentos efetuados nos relatórios setoriais.

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Prof. Dr. Giovanni Pacelli Aula 05 4.3. Orçamento Impositivo e a EC 86 de 2015

Pessoal, antes dar início a questão as emendas individuais que se tornaram impositivas com a EC 86/2015 vamos recordar as características do orçamento impositivo e autorizativo no Quadro 4.

Quadro 4: Tipos de Orçamento quanto a obrigatoriedade

     

País

Tipo de

Característica da

Característica da 3ª

que

Orçamento

1ª Etapa

Etapa

utiliza

Impositivo

O orçamento deve ser aprovado pelo Legislativo.

O aprovado pelo Legislativo deve ser executado integralmente pelo Executivo salvo impedimentos de ordem técnica.

EUA

Autorizativo

O orçamento deve ser aprovado pelo Legislativo.

O orçamento aprovado pelo Legislativo não precisa ser executado pelo Executivo integralmente.

Brasil

Professor, pode-se afirmar que a partir da EC 86/2015 a União passou a ter orçamento impositivo?
Professor, pode-se afirmar que a partir da EC 86/2015 a União
passou a ter orçamento impositivo?
Não. Em termos absolutos o orçamento federal é menos do que 1%
impositivo e o restate é autorizativo, ou seja, 99% continua autorizativo.
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Inicialmente apresento os artigos da CF/1988 sobre as emendas individuais impositivas e depois dois esquemas sobre o assunto.

Art. 166. [ ] ... § 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de um inteiro e dois décimos por cento da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a ações e serviços públicos de saúde. § 10. A execução do montante destinado a ações e serviços públicos de saúde previsto no § 9º, inclusive custeio, será computada para fins do cumprimento do inciso I do § 2º do art. 198, vedada a destinação para pagamento de pessoal ou encargos sociais. § 11. É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se refere o § 9º deste artigo, em montante correspondente a um inteiro e dois décimos por cento da receita corrente líquida realizada no exercício anterior, conforme os critérios para a execução equitativa da programação definidos na lei complementar prevista no § 9º do art. 165 8 . § 12. As programações orçamentárias previstas no § 9º deste artigo não serão de execução obrigatória nos casos dos impedimentos de ordem técnica.

§ 16. Os restos a pagar poderão ser considerados para fins de cumprimento da execução financeira prevista no § 11 deste artigo, até o limite de seis décimos por cento da receita corrente líquida realizada no exercício anterior. § 17. Se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não cumprimento da meta de resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, o montante previsto no § 11 deste artigo poderá ser reduzido em até a mesma proporção da limitação incidente sobre o conjunto das despesas discricionárias.

8 Art. 165 § 9º - Cabe à lei complementar:

III dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão adotados quando houver impedimentos legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e limitação das programações de caráter obrigatório, para a realização do disposto no § 11 do art. 166.

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Figura 8: Sistemática das Emendas Individuais após a EC 86/2015

etapa da LOA Limite na 2ª
etapa da LOA
Limite na 2ª
etapa da LOA Limite na 2ª etapa da LOA Limite na 3ª Individuais para LOA 2017
etapa da LOA Limite na 3ª Individuais para LOA 2017 Emendas
etapa da LOA
Limite na 3ª
Individuais para
LOA 2017
Emendas

RCL para ações de saúde

PLOA 2017, sendo 0,6%

1,2% da RCL do PLOA

1,2% da RCL arrecadada

0,6% RCL para ações de

integralmente em caso

da LOA 2016 , sendo

de impedimento de

ordem técnica

Não se aplica

saúde

redução das despesas discrionárias receita e despesa, na mesma proporção da Pode ser reduzido em caso

redução das despesas discrionárias

receita e despesa, na mesma proporção da

Pode ser reduzido em caso de reestimativa da

Considera os RP até o limite de 0,6% da RCL

redução das despesas discrionárias receita e despesa, na mesma proporção da Pode ser reduzido em caso
Na 2ª etapa da LOA 2017, a base da Receita Corrente Líquida será o valor do
Na 2ª etapa da LOA 2017, a base da Receita Corrente Líquida será
o valor do PLOA 2017. Na 3ª etapa da LOA 2017, a base da
Receita Corrente Líquida será o valor da LOA 2016.

Vejamos a seguir como tratar a questão de impedimento técnico.

§ 14. No caso de impedimento de ordem técnica, no empenho de despesa que integre a programação, na forma do § 11 deste artigo, serão adotadas as seguintes medidas:

I até cento e vinte dias após a publicação da lei orçamentária, o Poder Executivo, o Poder Legislativo, o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública enviarão ao Poder Legislativo as justificativas do impedimento;

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II até trinta dias após o término do prazo previsto no inciso I, o Poder Legislativo indicará ao Poder Executivo o remanejamento da programação cujo impedimento seja insuperável; III até 30 de setembro, ou até trinta dias após o prazo previsto no inciso II, o Poder Executivo encaminhará projeto de lei sobre o remanejamento da programação cujo impedimento seja insuperável; IV se, até 20 de novembro, ou até trinta dias após o término do prazo previsto no inciso III, o Congresso Nacional não deliberar sobre o projeto, o remanejamento será implementado por ato do Poder Executivo, nos termos previstos na lei orçamentária. § 15. Após o prazo previsto no inciso IV do § 14, as programações orçamentárias previstas no § 11 não serão de execução obrigatória nos casos dos impedimentos justificados na notificação prevista no inciso I do § 14.

Figura 9: Sistemática das Emendas Individuais após a EC 86/2015 para impedimentos técnicos

Executivo envia projeto indicação do CN, o Até 30 dias após a Remanejamento de Lei com
Executivo envia projeto indicação do CN, o Até 30 dias após a Remanejamento de Lei com
Executivo envia projeto indicação do CN, o Até 30 dias após a Remanejamento de Lei com
Executivo envia projeto
indicação do CN, o
Até 30 dias após a
Remanejamento
de Lei com
ao Executivo caso o técnica Impedimento de ordem insuperável impedimento de mostre indicar o remanejamento 30
ao Executivo caso o
técnica
Impedimento de ordem
insuperável
impedimento de mostre
indicar o remanejamento
30 dias para o Legislativo
Até 120 dias após a publicação da
LOA para que os Poderes enviem ao
Legislativo as justificativas para o
impedimento
Até 30 de Setembro o
retificação
Remanejamentoenvia a
de Lei com
Executivo envia projeto

Se até 30 dias envio do projeto de

Lei com Remanejamento Executivo o

CN não der resposta, Executivo

procede ao remanejamento por ato

próprio

Se até 30 dias envio do projeto de Lei com Remanejamento Executivo o CN não der

Após 30 de Novembro, as

programações deixam de se

obrigatórias desde que haja a

notificação ao CN contendo as

justificativas para o impedimento.

Até 30 de Novembro, o CN não der

resposta, Executivo procede ao

remanejamento por ato próprio o

Após 30 de Novembro, as programações deixam de se obrigatórias desde que haja a notificação ao
Após 30 de Novembro, as programações deixam de se obrigatórias desde que haja a notificação ao
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8. (Cespe/IPEA/2008) Para a aprovação de um plano plurianual é exigido o voto favorável da maioria

8. (Cespe/IPEA/2008) Para a aprovação de um plano plurianual é exigido o voto favorável da maioria simples de cada casa do Congresso Nacional.

9. (ABIN/2010/Administração) Ao Poder Executivo é permitido propor modificações no projeto de lei orçamentária, enquanto não iniciada a votação, pela comissão mista de senadores e deputados a que se refere o art. 166 da Constituição Federal, da parte cuja alteração é proposta.

  • 10. (STM/2011/Especialista em Administração) Uma vez aprovado no

âmbito da Comissão Mista de Orçamentos, o projeto de lei orçamentária

não poderá mais receber emendas, quando for submetido à votação no plenário do Congresso Nacional.

  • 11. (MPU/2013/Analista) Cabe ao Tribunal de Contas da União emitir

parecer sobre as emendas apresentadas ao projeto de Lei Orçamentária

Anual.

  • 12. (Cespe/2013/DPF) Exige-se, para a aprovação de emendas que

acrescentem despesas a projeto de lei orçamentária anual, além da compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes

orçamentárias, a indicação dos recursos necessários para custeá-las, que podem provir, por exemplo, da anulação de despesas, independentemente de sua natureza.

COMENTÁRIO ÀS QUESTÕES

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8. (Cespe/IPEA/2008) Para a aprovação de um plano plurianual é exigido o voto favorável da maioria simples de cada casa do Congresso Nacional.

CERTO, seria uma mesma sessão na forma do regimento comum, mas os votos da casa são computados separadamente.

9. (ABIN/2010/Administração) Ao Poder Executivo é permitido propor modificações no projeto de lei orçamentária, enquanto não iniciada a votação, pela comissão mista de senadores e deputados a que se refere o art. 166 da Constituição Federal, da parte cuja alteração é proposta.

CERTO, é permitido ao Executivo intervir na 2ª etapa da LOA respeitada a condição descrita na questão.

  • 10. (STM/2011/Especialista em Administração) Uma vez aprovado no

âmbito da Comissão Mista de Orçamentos, o projeto de lei orçamentária não poderá mais receber emendas, quando for submetido à votação no plenário do Congresso Nacional.

CERTO, o único momento e local para propor emendas é na CMO.

  • 11. (MPU/2013/Analista) Cabe ao Tribunal de Contas da União emitir

parecer sobre as emendas apresentadas ao projeto de Lei Orçamentária Anual. ERRADO, compete a CMO.

  • 12. (Cespe/2013/DPF)

Exige-se,

para

a

aprovação

 

de

emendas

que

acrescentem despesas

a

projeto

de

lei

orçamentária anual, além da

compatibilidade com o plano plurianual

e

com

a

lei

diretrizes

de

orçamentárias, a indicação dos recursos necessários para custeá-las, que

podem provir, por exemplo, da anulação de despesas, independentemente de sua natureza. ERRADO, não podem se anuladas despesas com pessoal e encargos sociais, serviço da dívida e transferências tributárias constitucionais.

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Prof. Dr. Giovanni Pacelli Aula 05 5. TRANSIÇÃO DA 2ª PARA 3ª ETAPA

5.1. A LOA pode ser rejeitada? Existe a 6ª fonte de créditos adicionais?

Vejamos o artigo a seguir da CF/1988:

Art. 166. § 8º - Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.

Assim, nossa primeira conclusão

é

a

de

que

o

PLOA pode

ser

rejeitado. Nossa segunda

conclusão é

a

de

que pode

haver sobra de

recursos em virtude de veto ou emenda ao PLOA. Vejamos os Quadros a seguir.

Quadro 5: PLOA 2017 aprovado pelo Legislativo em 22.12.2016

 

PLOA devolvido aprovado

 

Receitas

Despesas

Impostos

300

Pessoal

400

Patrimoniais

300

Diárias e

100

Passagens

Operações de

400

Investimento

500

Crédito

Total

1000

Total

1000

Quadro 6: LOA 2017 sancionada pelo Executivo em 26.12.2016

 

PLOA devolvido aprovado

 

Receitas

Despesas

Impostos

300

Pessoal

400

Patrimoniais

300

Diárias e

100

Passagens

Operações de

400

Investimento

400

Crédito

Total

1000

Total

900

Observa-se Administração Financeira e Orçamentária p/ Auditor Federal de Controle Externo/TCU Prof. Dr. Giovanni Pacelli –Anexo III; II - bolsas de estudo no âmbito do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI, da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA, bolsas de residência médica e do Programa de Educação Tutorial - PET, bolsas e auxílios educacionais dos programas de formação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE, bolsas para ações de saúde da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - EBSERH e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre - HCPA, bem como Bolsa-Atleta, bolsas do Programa Segundo Tempo, bolsas do Programa Nacional de Apoio ao Desenvolvimento da Metrologia, Qualidade e Tecnologia - Pronametro e Bolsa Verde, instituída pela Lei n 12.512, de 14 de outubro de 2011 ; II - pagamento de estagiários e de contratações temporárias por excepcional interesse público na forma da Lei no 8.745, de 9 de dezembro de 1993 ; IV - ações de prevenção a desastres classificadas na subfunção Defesa Civil; V - formação de estoques públicos vinculados ao programa de garantia dos preços mínimos; Prof. Giovanni Pacelli www.3dconcursos.com.br 37 de 114 " id="pdf-obj-36-2" src="pdf-obj-36-2.jpg">

Observa-se

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que

o presidente

vetou

R$

100

de despesas com

investimentos. Assim, se esse veto for mantido,

haverá

uma

LOA

aprovado com a receita maior que a despesa em R$ 100. Este recurso

pode ser

usado como fonte de créditos suplementares ou especiais

apenas. Seria a 6ª fonte de créditos adicionais.

5.2. E se a LOA não for sancionada até 31/12?

Vejamos o que dispõe a LDO para a LOA 2016.

Lei 13.242/2015 (LDO)

Art. 56. Se o Projeto de Lei Orçamentária de 2016 não for sancionado pelo Presidente da República até 31 de dezembro

de 2015, a programação dele constante poderá ser executada para o atendimento de:

I - despesas com obrigações constitucionais ou legais da União relacionadas no Anexo III; II - bolsas de estudo no âmbito do Ministério da Ciência, Tecnologia e

Inovação - MCTI, da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA, bolsas de residência médica e do Programa de Educação Tutorial - PET, bolsas e auxílios educacionais dos programas de formação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE, bolsas para ações de saúde da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - EBSERH e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre - HCPA, bem como Bolsa-Atleta, bolsas do Programa Segundo Tempo, bolsas do Programa Nacional de Apoio ao Desenvolvimento da Metrologia, Qualidade e Tecnologia - Pronametro e Bolsa Verde, instituída pela Lei n o 12.512, de 14 de outubro de 2011; II - pagamento de estagiários e de contratações temporárias por excepcional interesse público na forma da Lei no 8.745, de 9 de dezembro de 1993; IV - ações de prevenção a desastres classificadas na subfunção Defesa Civil; V - formação de estoques públicos vinculados ao programa de garantia dos preços mínimos;

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VI - realização de eleições e continuidade da implantação do sistema de automação de identificação biométrica de eleitores pela Justiça Eleitoral; VII - importação de bens destinados à pesquisa científica e tecnológica, no valor da cota fixada no exercício financeiro anterior pelo Ministério da Fazenda; VIII - concessão de financiamento ao estudante; IX - ações em andamento decorrentes de acordo de cooperação internacional com transferência de tecnologia; X - dotações destinadas à aplicação mínima em ações e serviços

públicos de saúde, classificadas com o Identificador de Uso 6 (IU 6);

XI - outras despesas correntes de caráter inadiável, até o limite de um doze avos do valor previsto, multiplicado pelo número de meses decorridos até a publicação da respectiva Lei; XII - ações relacionadas aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016; e XIII - aquisições em Empresas Estratégicas de Defesa. § 1º Considerar-se-á antecipação de crédito à conta da Lei Orçamentária de 2016 a utilização dos recursos autorizada

neste artigo. § 2º Os saldos negativos eventualmente apurados entre o Projeto de Lei Orçamentária de 2016 enviado ao Congresso Nacional e a respectiva lei serão ajustados, considerando-se a execução prevista neste artigo, por decreto do Poder Executivo, após a sanção da Lei Orçamentária de 2016, por intermédio da abertura de créditos suplementares ou especiais, mediante remanejamento de dotações, até o limite de 20% (vinte por cento) da programação objeto de cancelamento, desde que não seja possível a reapropriação das despesas executadas. § 3º Aplica-se, no que couber, o disposto no art. 41 aos recursos liberados na forma deste artigo.

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Cuidado, pois algumas provas tentaram enganar os alunos informando que se pode excutar a LOA tendo

Cuidado, pois algumas provas tentaram enganar os alunos informando que se pode excutar a LOA tendo por base 1/12 avos multiplicado pelo número de meses até a publicação da LOA. Isso é falso, pois o 1/12 avos aplica-se apenas as despesas correntes de caráter inadiável.

Figura 10: Execução de despesas quando a LOA não é sacnionada até 31/12

A Figura 10 como se deve interpretar esse artigo da LDO.

Algumas despesas são executadas normalmente: as

mencionadas nos artigo 56, exceto as despesas

correntes de caráter inadiável.

Algumas despesas não podem ser executadas

As despesas correntes de caráter inadiável são

executadas 1/12 avos multiplicado pelo número de meses até a publicação da LOA

Execução de Despesas quando a LOA não é sancionada até 31/12

Cuidado, pois algumas provas tentaram enganar os alunos informando que se pode excutar a LOA tendo
Cuidado, pois algumas provas tentaram enganar os alunos informando que se pode excutar a LOA tendo

5.3. Como se dá a inserção de dados no SIAFI?

A SOF procederá à efetivação, no SIOP, dos créditos publicados e transmitirá as informações à STN, para que seja efetuada a sua disponibilização no SIAFI, por intermédio de notas de dotação para que as unidades gestoras possam utilizar os respectivos créditos.

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13. (Cespe/Bacen/2013/Procurador) Assinale a opção correta no que diz respeito ao regramento constitucional dos créditos adicionais

13. (Cespe/Bacen/2013/Procurador) Assinale a opção correta no que diz respeito ao regramento constitucional dos créditos adicionais ao orçamento público. A)abertura de crédito extraordinário serve para atender à necessidade de recursos de programas continuados do governo federal, ou seja, que ultrapassem um exercício financeiro. B)Os recursos que, em decorrência de veto do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa. C)Os créditos especiais são destinados a despesas relacionadas a acontecimentos que impliquem a decretação de estado de calamidade pública, como enchentes e desabamentos. D)O crédito suplementar serve para complementar recurso orçamentário, portanto sua abertura não requer autorização legislativa. E) Embora seja necessária autorização legislativa para a abertura dos créditos especiais, seu caráter emergencial dispensa a indicação dos recursos correspondentes.

COMENTÁRIO ÀS QUESTÕES

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13. (Cespe/Bacen/2013/Procurador) Assinale a opção correta no que diz respeito ao regramento constitucional dos créditos adicionais ao orçamento público. A)abertura de crédito extraordinário serve para atender à necessidade de recursos de programas continuados do governo federal, ou seja, que ultrapassem um exercício financeiro. ERRADO, despesas urgentes e imprevisíveis.

B)Os recursos que, em decorrência de veto do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.

CERTO, seria a 6ª fonte.

C)Os créditos especiais são destinados a despesas relacionadas a acontecimentos que impliquem a decretação de estado de calamidade

pública, como enchentes e desabamentos. ERRADO, seria crédito extraordinário. D)O crédito suplementar serve para complementar recurso orçamentário,

portanto sua abertura não requer autorização legislativa. ERRADO, o crédito suplementar requer autorização legislativa. E) Embora seja necessária autorização legislativa para a abertura dos créditos especiais, seu caráter emergencial dispensa a indicação dos recursos correspondentes. ERRADO, o crédito especial visa criar nova dotação e requer indicação dos recursos.

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6. 3ª ETAPA: EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA 6.1. Componentes da programação financeira

A preocupação de manter o equilíbrio entre receitas e despesas no

momento da execução orçamentária já constava na Lei no 4.320, de 1964, prevendo a necessidade de estipular cotas trimestrais das despesas que cada UO ficava autorizada a utilizar.

Lei 4.320/1964

Art. 47. Imediatamente após a promulgação da Lei de Orçamento e com base nos limites nela fixados, o Poder Executivo aprovará um quadro de cotas trimestrais da despesa que cada unidade orçamentária fica autorizada a utilizar.

Esse

mecanismo

foi

aperfeiçoado

na

LRF,

que

determina

a

elaboração da programação financeira e do cronograma mensal de desembolso, bem como a fixação das metas bimestrais de arrecadação,

no prazo de 30 dias após a publicação dos orçamentos.

Lei Complementar 101/2000 (LRF)

Art. 8º Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias e observado o disposto na alínea c do inciso I do art. 4º, o poder executivo estabelecerá a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso.

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O que deve conter a programação financeira? Vejamos o que dispõe o decreto 93.872/1986. Art. 9º

O que deve conter a programação financeira?

Vejamos o que dispõe o decreto 93.872/1986.

Art. 9º As diretrizes gerais da programação financeira da despesa autorizada na Lei de Orçamento anual serão fixadas em decreto, cabendo à Secretaria do Tesouro Nacional, em ato próprio, aprovar o limite global de saques de cada Ministério ou Órgão, tendo em vista o montante das dotações e a previsão do fluxo de caixa do Tesouro Nacional. § 1º Na alteração do limite global de saques, observar-se-ão o quantitativo das dotações orçamentárias e o comportamento da execução orçamentária. § 2º Serão considerados, na execução da programação financeira de que trata este artigo, os créditos adicionais, as restituições de receitas e o ressarcimento em espécie a título de incentivo ou benefício fiscal e os Restos a Pagar, além das despesas autorizadas na Lei de Orçamento anual.

Como exemplo de restituição de receita apresento a restituição do imposto de renda que deve ser considerada na programação financeira. Como exemplo de ressarcimento em espécie de incentivo fiscal apresento os programas estaduais em que o contribuinte indica o CPF e depois recebe o dinheiro dentro de um cronograma de ressarcimento. Outro fator importante é que devido ao fato da programação financeira considerar os créditos adicionais, já se sabe que haverá mais uma programação financeira no mesmo exercício.

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No ambito federal, cada Poder possui sua Programação Financeira? Sim, apesar do artigo 8º da LRF

No ambito federal, cada Poder possui sua Programação Financeira?

Sim, apesar do artigo 8º da LRF induzir o leitor a pensar que o Executivo é responsável pela programa financeira, uma leitura mais completa na

LDO elucida a questão.

Lei Complementar 101/2000 Art. 8º Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias e observado o disposto na alínea c do inciso I do art. 4º, O PODER EXECUTIVO ESTABELECERÁ a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso.

Lei 13.242/2015

Art. 54.

Os Poderes, o Ministério Público da União e a

Defensoria Pública da União deverão elaborar e publicar por ato próprio, até trinta dias após a publicação da Lei Orçamentária de 2016, cronograma anual de desembolso mensal, por órgão, nos termos do art. 8o da Lei de Responsabilidade Fiscal, com vistas ao cumprimento da meta de superávit primário estabelecida nesta Lei.

Assim, no âmbito do Executivo esse ato é formalizado pelo decreto de programação orçamentária e financeira, enquanto nos outros poderes o ato é formalizado por resolução.

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Em resumo, os objetivos dessa programação são:

a) estabelecer normas específicas de execução orçamentária e financeira para o exercício; b) estabelecer um cronograma de compromissos (empenhos) e de liberação (pagamento) dos recursos financeiros para o Governo; c) cumprir a legislação orçamentária (LRF, LDO etc.); e d) assegurar o equilíbrio entre receitas e despesas ao longo do exercício financeiro e proporcionar o cumprimento da meta de resultado primário.

Considerando que o Executivo possui o controle sobre os recursos do caixa devido ao princípio da

Considerando que o Executivo possui o controle sobre os recursos

do caixa devido ao princípio da unidade de caixa, de que forma os demais poderes tem acesso a sua disponiblidade financeira?

Vejamos o que dispõe a CF/1988.

CF/1988

Art. 168. Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, em duodécimos, na forma da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º.

Assim, considerando que a programação financeira de cada poder foi feita de acordo com a LOA e a LDO, compete ao Executivo entregar os recursos financeiro aos demais poderes. É importante destacar que no momento dessa entrega o recurso não sai da conta única. Ele só sai da conta única quando for para pagar um fornecedor.

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6.2. Controle sobre o fluxo de ingresso e dispêndio

O controle sobre

os ingressos

e

dispêndios se

através de metas bimestrais de

arrecadação e do

cronograma mensal de desembolso. Vejamos a seguir o mudo ideal.

Figura 11: Controle sobre o Fluxo de Ingressos e Dispêndios

Fluxo de Ingressos Fluxo de Dispêndios Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro 1000 1000 1000 1000

Fluxo de Ingressos

Fluxo de Ingressos Fluxo de Dispêndios Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro 1000 1000 1000 1000

Fluxo de Dispêndios

Junho Maio Abril Março Fevereiro
Junho
Maio
Abril
Março
Fevereiro
Janeiro
Janeiro
1000
1000
1000
1000
1000
1000
1000
1000
1000
1000
1000
1000
Fluxo de Dispêndios Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro 1000 1000 1000 1000 1000 1000 2000

2000

2017

2000

2000

Fluxo de Dispêndios Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro 1000 1000 1000 1000 1000 1000 2000
Fluxo de Ingressos Fluxo de Dispêndios Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro 1000 1000 1000 1000
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Aspectos filosóficos da Figura 11 Após a publicação da Lei de Meios e a decretação das
 
 

Aspectos filosóficos da Figura 11

 

Após a publicação da Lei de Meios e a decretação das diretrizes de programação financeira, tem início a execução orçamentária, a

partir de 1º de janeiro. As Unidades Orçamentárias podem, a partir

daí, efetuar

a

movimentação dos créditos,

 

independentemente da existência de saldos bancários ou

 

recursos financeiros. Isso é possível, pois a despesa para ser executada (empenhada) precisa apenas de crédito orçamentário disponível. A disponibilidade financeira será necessária apenas após a liquidação e antes do pagamento. Assim, no fluxo de ingressos e dispêndios a despesa é autorizada no início do mês com a expectativa que durante e até o final do bimestre de alcance a meta de arrecadação. Desse modo, quando se autorizada desembolsos do mês de janeiro e fevereiro, as unidades começam a gastar (empenhar) no início do mês com a expectativa de que ao final do bimestre a meta de arrecadação seja alcançada e haja recursos financeiros para pagamento. Tudo correndo bem, não há necessidade de ajustes.

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O que acontece quando a meta de arrecadação não é alcançada? Vejamos o que dispõe a

O que acontece quando a meta de arrecadação não é alcançada?

Vejamos o que dispõe a LRF:

 

Art. 9º Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. § 1º No caso de restabelecimento da receita prevista, ainda que parcial, a recomposição das dotações cujos empenhos foram limitados dar-se-á de forma proporcional às reduções efetivadas. § 2º Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias.

Vejamos a situação na Figura 12. A situação do caput está representada no ponto crítico A, enquanto a situação do §1º está no ponto crítico B. Ponto Crítico A: Observe que ao final no primeiro bimestre houve

frustração de receita de R$ 400. Esse valor deve ser contingenciado em

até

30

dias

após

o

dia

28/02,

ou

seja,

até

30/03. Assim, esse

contingenciamento recai sobre o mês de abril.

 

Ponto Crítico B:

No 3º bimestre houve uma recomposição parcial da

receita de R$ 150. Esse valor pode ser debloqueado imediatamente no início do 4º bimestre, no mês de julho.

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Figura 12: Fluxo de Ingressos e Dispêndios quando a meta não foi alcançada

Fevereiro Acumulado: 3000 acumulado: 5750 Valor arrecadado Ponto Crítico B: 1000 600 Ponto Crítico A: Valor
Fevereiro
Acumulado: 3000
acumulado: 5750
Valor arrecadado
Ponto Crítico B:
1000
600
Ponto Crítico A:
Valor bloqueado: 400
Junho
Maio
Abril
Março
Acumulado: 2000
Janeiro
1000
1150
1000
1000
1000
1000
Fluxo de Ingressos
Valor arrecadado
acumulado: 7750
7750
Acumulado:
2017
Valor arrecadado
2000 (arrecadado)
Ponto Crítico A: 1600 (arrecadado)
acumulado: 3600
Valor arrecadado
2000 (meta)
2000 (meta)
2000 (meta)
1600
acumulado:
Ponto Crítico B: 2150 (arrecadado)
Ponto Crítico A:
Fluxo de Dispêndios
Acumulado: 6750
Valor desbloqueado: 150
Ponto Crítico B:
2000 (meta)
2000 (arrecadado)
Acumulado: 5600
Acumulado: 4600
Agosto
Julho
Acumulado: 3600
Acumulado: 1000
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Existem despesas que não podem ser contingenciadas? E neste caso, qual seria a saída para atender
Existem despesas que não podem ser contingenciadas? E neste
caso, qual seria a saída para atender essa insuficiência de caixa?
Vejamos o que dispõe a LRF:
Art. 9º ( ) ...
§ 2º Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações
constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do
serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias.
Assim, não podem ser contingenciadas:
1-Obrigações constitucionais ou legais (ex. folha de pagamento);
2-Serviço da dívida (ex. amortização da dívida e juros);
3-Outras despesas selecionadas pela LDO (ex. despesas cuja fonte seja
convênios ou doações).
Agora suponha que não se tenha recurso para pagar despesas
obrigatórias, qual seria a saída? Pela LRF esse é um caso que se justifica
a contratação de ARO (antecipação de receita orçamentária).

Existem ainda dois pontos importantes: vinculação de recursos e relatório de avaliação das metas.

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Qual o efeito da LRF sobre a vinculação de recursos? E se o exercício encerra, o

Qual o efeito da LRF sobre a vinculação de recursos? E se o exercício encerra, o recurso permance vinculado?

 

Vejamos o que dispõe a LRF:

 

Art. 8º [ ] ... Parágrafo único. Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso.

Art. 50. Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública, a escrituração das contas públicas observará as seguintes:

I a disponibilidade de caixa constará de registro próprio, de modo que os recursos vinculados a órgão, fundo ou despesa obrigatória fiquem identificados e escriturados de forma individualizada;

Assim, mesmo que o exercício encerre a vinculação permanece válida para os exercícios seguintes

Administração Financeira e Orçamentária p/ Auditor Federal de Controle Externo/TCU Prof. Dr. Giovanni Pacelli – Aula§ 1º do art. 166 da Constituição ou equivalente nas Casas Legislativas estaduais e municipais. Assim, compete ao Executivo divulgar os resultados dos quadrimestres do exercício financeiro na CMPOF. 14. (Câmara dos Deputados/2014/Consultor) Se problemas na execução orçamentária enfrentados por um ministério impedirem que recursos vinculados, não incluídos na desvinculação de recursos da União, sejam gastos, tais recursos poderão, no próximo exercício, ser gastos em despesas diferentes daquelas a que originalmente eles foram vinculados. COMENTÁRIO À QUESTÃO Prof. Giovanni Pacelli www.3dconcursos.com.br 52 de 114 " id="pdf-obj-51-2" src="pdf-obj-51-2.jpg">

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Qual a forma de divulgação das metas fiscais? Vejamos o que dispõe a LRF: Art. 9º§ 1º do art. 166 da Constituição ou equivalente nas Casas Legislativas estaduais e municipais. Assim, compete ao Executivo divulgar os resultados dos quadrimestres do exercício financeiro na CMPOF. " id="pdf-obj-51-9" src="pdf-obj-51-9.jpg">

Qual a forma de divulgação das metas fiscais?

Vejamos o que dispõe a LRF:

Art. 9º [ ] ... §4º Até o final dos meses de maio, setembro e fevereiro, o Poder Executivo demonstrará e avaliará o cumprimento das metas fiscais de cada quadrimestre, em audiência pública na comissão referida no § 1º do art. 166 da Constituição ou equivalente nas Casas Legislativas estaduais e municipais.

Assim, compete ao Executivo divulgar os resultados dos quadrimestres do exercício financeiro na CMPOF.

14. (Câmara dos Deputados/2014/Consultor) Se problemas na execução orçamentária enfrentados por um ministério impedirem que recursos
14. (Câmara dos Deputados/2014/Consultor) Se problemas na execução
orçamentária enfrentados por um ministério impedirem que recursos
vinculados, não incluídos na desvinculação de recursos da União, sejam
gastos, tais recursos poderão, no próximo exercício, ser gastos em
despesas diferentes daquelas a que originalmente eles foram vinculados.
COMENTÁRIO À QUESTÃO
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14. (Câmara dos Deputados/2014/Consultor) Se problemas na execução orçamentária enfrentados por um ministério impedirem que recursos vinculados, não incluídos na desvinculação de recursos da União, sejam gastos, tais recursos poderão, no próximo exercício, ser gastos em despesas diferentes daquelas a que originalmente eles foram vinculados. ERRADO, mesmo com o término do exercício a vinculação permanece a finalidade do gasto, ainda que se mude o projeto. Por exemplo, se o recurso fosse para educação para uma construção de uma escola no Município X, nada impediria se utilizar o recurso no Município Y desde continuasse vinculado a educação.

Administração Financeira e Orçamentária p/ Auditor Federal de Controle Externo/TCU Prof. Dr. Giovanni Pacelli – Aula(Vide ADIN 2.238-5) Observe que existe o termo ADIN ao lado do artigo. Desse modo, não pode nenhum Poder contingenciar por outro Poder, mesmo em caso de omissão deste último. Prof. Giovanni Pacelli www.3dconcursos.com.br 54 de 114 " id="pdf-obj-53-2" src="pdf-obj-53-2.jpg">

Administração Financeira e Orçamentária p/ Auditor Federal de Controle Externo/TCU

Prof. Dr. Giovanni Pacelli Aula 05 6.3. Detalhamento sobre a limitação de empenho nos demais

poderes Existem duas questões importantes sobre o contingenciamento dos demais poderes. A primeira seria: e se um poder não efetua o contingenciamento? A segunda seria: em que situação tal medida de contingenciamento se aplica aos poderes?

E se um poder não efetua o contingenciamento, pode outro poder limitar por esse poder? Vejamos(Vide ADIN 2.238-5) Observe que existe o termo ADIN ao lado do artigo. Desse modo, não pode nenhum Poder contingenciar por outro Poder, mesmo em caso de omissão deste último. " id="pdf-obj-53-18" src="pdf-obj-53-18.jpg">

E se um poder não efetua o contingenciamento, pode outro poder limitar por esse poder?

Vejamos o que dispõe a LRF:

Art. 9º ( ) ... § 3º No caso de os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público não promoverem a limitação no prazo estabelecido no caput, é o Poder Executivo autorizado a limitar os valores financeiros segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. (Vide ADIN 2.238-5)

Observe que existe o termo ADIN ao lado do artigo. Desse modo, não pode nenhum Poder contingenciar por outro Poder, mesmo em caso de omissão deste último.

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Em que situação tal medida de contingenciamento se aplica aos poderes? Vejamos o que dispõe a

Em que situação tal medida de contingenciamento se aplica aos poderes?

 

Vejamos o que dispõe a LDO:

 

Lei 13.242/15

Art. 55. Se for necessário efetuar a limitação de empenho e movimentação financeira de que trata o art. 9o da Lei de Responsabilidade Fiscal, o Poder Executivo apurará o montante necessário e informará a cada órgão orçamentário dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União, até o vigésimo segundo dia após o encerramento do bimestre, observado o disposto no § 4 o . § 1º O montante da limitação a ser promovida pelo Poder Executivo e pelos órgãos referidos no caput será estabelecido de forma proporcional à participação de cada um no conjunto das dotações orçamentárias iniciais classificadas como despesas primárias discricionárias, identificadas na Lei Orçamentária de 2016 na forma das alíneas "b", "c" e “d” do inciso II do § 4º do art. 6º desta Lei, excluídas as:

 

I - atividades dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público da

União e da Defensoria Pública da União constantes do Projeto de Lei Orçamentária de 2016; e II - custeadas com recursos de doações e convênios. § 2º No caso de a estimativa atualizada da receita primária líquida de transferências constitucionais e legais, demonstrada no relatório de que trata o § 4o, ser inferior àquela estimada no Projeto de Lei Orçamentária de 2016, a exclusão das despesas de que trata o inciso I do § 1º será reduzida na proporção da frustração da receita estimada no referido Projeto. § 3º Os Poderes, o Ministério Público da União e a Defensoria Pública da União, com base na informação a que se refere o caput, editarão ato, até o trigésimo dia subsequente ao encerramento do respectivo bimestre, que evidencie a limitação de empenho e movimentação financeira.

Observe a Figura 13 a seguir.

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Figura 13: Situação em que os demais poderes contingenciam as despesas

Despesas em Geral

Despesas Financeiras (todas são obrigatórias)

Despesas em Geral Despesas Financeiras (todas são obrigatórias) dos Poderes Despesas Primárias Despesas Primárias custeadas por

dos Poderes

Despesas Primárias

Despesas Primárias

custeadas por convênios

exceto as duas a seguir .

Despesas Primárias em Geral

Despesas Primárias Obrigatórias

Não são contingenciadas

e legais)

transferências constitucionais

(receita primária líquida de

da receita LOA a menor

quando ocorrer reestimativa

Contingenciadas apenas

Não são contingenciadas e legais) transferências constitucionais (receita primária líquida de da receita LOA a menor

Não são contingenciadas

Não são contingenciadas

Contingenciadas no primeiro momento

Não são contingenciadas Não são contingenciadas Contingenciadas no primeiro momento
Despesas em Geral Despesas Financeiras (todas são obrigatórias) dos Poderes Despesas Primárias Despesas Primárias custeadas por
Despesas em Geral Despesas Financeiras (todas são obrigatórias) dos Poderes Despesas Primárias Despesas Primárias custeadas por
Despesas em Geral Despesas Financeiras (todas são obrigatórias) dos Poderes Despesas Primárias Despesas Primárias custeadas por

Diante de todo o exposto na LDO e na Figura 13, observa-se que o contingenciamento no âmbito dos Poderes se dá de forma proporcional à participação de cada um no conjunto das dotações orçamentárias iniciais classificadas como despesas primárias discricionárias. Mesmo nesse caso, ficariam fora as despesas primárias discricionárias dos Poderes exceto nos casos em que se verifique que a estimativa atualizada da receita primária líquida de transferências constitucionais e legais seja ser inferior àquela estimada no Projeto de Lei Orçamentária.

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  • 6.4. Descentralização de crédito e de recursos

Observe inicialmente a Figura 14.

Figura 14: Estágios da Despesa e Descentralizações

Fixação
Fixação
Fixação

Momento em que se recebe recurso:

cota, sub-repasse, repasse

Momento em que se recebe recurso: cota, sub-repasse, repasse
Momento em que se recebe recurso: cota, sub-repasse, repasse
Pagamento
Pagamento
Liquidação
Liquidação
Empenho
Empenho
Pagamento Liquidação Empenho
Pagamento Liquidação Empenho
Pagamento Liquidação Empenho

Momento em que se recebe crédito:

dotação, provisão, destaque

Observa-se inicialmente que:

1º A descentralização de crédito ocorre antes do empenho. 2º A descentralização de recursos ocorre após a liquidação e antes do pagamento.

  • 6.1. As descentralizações de créditos

As

descentralizações

de

créditos

orçamentários

ocorrem

quando for efetuada movimentação de parte do orçamento, mantidas as classificações institucional, funcional, programática e econômica, para que outras unidades administrativas possam executar a

despesa orçamentária.

As descentralizações de créditos orçamentários não se

confundem com transferências e transposição, pois: não modificam a programação ou o valor de suas dotações orçamentárias (créditos adicionais); e não alteram a unidade orçamentária (classificação institucional) detentora do crédito orçamentário aprovado na lei orçamentária ou em créditos adicionais.

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Quando a descentralização envolver unidades gestoras de um mesmo órgão tem-se a descentralização interna, também chamada de PROVISÃO. Se, porventura, ocorrer entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estrutura diferente, ter-se-á uma descentralização externa, também denominada de DESTAQUE.

Para a União, de acordo com o inciso III do §1º do art.1º do Decreto nº
Para a União, de acordo com o inciso III do §1º do art.1º do Decreto nº
6.170/2007, a descentralização de crédito externa dependerá de
termo de cooperação, ficando vedada a celebração de convênio
para esse efeito.

Na descentralização, as dotações serão empregadas obrigatória e integralmente na consecução do objetivo previsto pelo

programa de trabalho pertinente, respeitadas fielmente a classificação funcional e a estrutura programática. Portanto, a única diferença é que a execução da despesa orçamentária será realizada por outro órgão ou entidade. A Figura 15 ilustra a descentralização de créditos na União.

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Figura 15: Descentralização de créditos na União

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6.2.Descentralização de Recursos

Posteriormente a descentralização de crédito, ocorrerá a

descentralização de recursos. Quando a descentralização envolver unidades gestoras de um mesmo órgão tem-se a descentralização

interna, também chamada de SUB-REPASSE. Se, porventura, ocorrer entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estrutura

diferente, ter-se-á uma descentralização externa, também denominada de REPASSE. A Figura 16 ilustra a descentralização de

recursos na União.

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Figura 16: Descentralização de recursos na União

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Assim, podemos concluir que:

Um sub-repasse está associado a uma provisão anteriormente concedida , enquanto que um repasse está associado

Um sub-repasse está associado a uma provisão anteriormente concedida, enquanto que um repasse está associado a um destaque anteriormente concedido.

Por fim, a Figura 17 ilustra a comparação entre a descentralização de crédito e de recursos na União.

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Administração Financeira e Orçamentária p/ Auditor Federal de Controle Externo/TCU Prof. Dr. Giovanni Pacelli Aula 05 Figura 17: Descentralização de créditos e recursos na União

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A Secretaria do Tesouro Nacional estabelece que: UNIDADE GESTORA (UG) – Unidade orçamentária ou administrativa que

A Secretaria do Tesouro Nacional estabelece que:

UNIDADE GESTORA (UG) Unidade orçamentária ou administrativa que realiza atos de gestão orçamentária, financeira e/ou patrimonial. UNIDADE ORÇAMENTÁRIA (UO) - Segmento da administração direta a que o orçamento da União consigna dotações especificas para a realização de seus programas de trabalho e sobre os quais exerce o poder de disposição. UNIDADE ADMINISTRATIVA (UA) - Segmento da administração direta ao qual a lei orçamentária anual não consigna recursos e que depende de destaques ou provisões para executar seus programas de trabalho.

Como se denomina a movimentação de crédito ou de recurso de um Ministério para uma entidade
Como se denomina a movimentação de crédito ou de recurso de
um Ministério para uma entidade supervisionada do ministério
(Autarquia ou Fundação Pública)?
Seria destaque para crédito e repasse para recurso.
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15. (Cespe/IPEA/2008) Tendo em vista que são constituídos por recursos correspondentes a exercícios financeiros já encerrados,

15. (Cespe/IPEA/2008) Tendo em vista que são constituídos por recursos correspondentes a exercícios financeiros já encerrados, os restos a pagar não integram a programação financeira do exercício em curso.

16. (Cespe/IPEA/2008) Não estão sujeitas a limitação de empenho e movimentação financeira as despesas relativas às atividades dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público da União, exceto no caso de frustração da receita estimada, caracterizada por ser a estimativa atualizada da receita inferior à receita estimada na própria proposta orçamentária.

17. (Cespe/IPEA/2008) Quando for necessário promover a limitação de empenho, por insuficiência de receita, a LDO pode autorizar os poderes da República a excluir da limitação a totalidade dos recursos previstos para tipos de despesa específicos.

18. (MPU/2010/Atuarial) A movimentação dos recursos entre as unidades do sistema de programação financeira é executada por meio de cota, repasse e sub-repasse. A cota é a movimentação intraSIAFI dos recursos da conta única do órgão central para o setorial de programação financeira, enquanto o repasse é a liberação de recursos do órgão setorial de programação financeira para entidades da administração indireta.

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  • 19. (Cespe/STM/2011) A unidade administrativa se distingue da unidade

orçamentária, porque depende de destaques ou provisões para executar seus programas de trabalho.

  • 20. (STM/2011/Especialista em Contabilidade) A partir da publicação da

Lei de Meios e a decretação das diretrizes de programação financeira, as

unidades orçamentárias podem efetuar a movimentação dos créditos, independentemente da existência de recursos financeiros.

  • 21. (Cespe/2013/MPU) É permitido ao Ministério Público, sem prejuízo

dos critérios fixados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, promover, por ato próprio, limitação de empenho nos trinta dias subsequentes ao bimestre em que a realização da receita demonstre que poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário estabelecidas

no anexo de metas fiscais.

  • 22. (TCDF/2014/Técnico) Os valores regularmente inscritos em restos a

pagar são excluídos da programação financeira do exercício em que devam ser pagos, por corresponderem a recursos do exercício financeiro anterior.

  • 23. (Cespe/TCDF/2014/Técnico) A finalidade básica do decreto de

programação orçamentária e financeira e de limitação de empenho e movimentação financeira é garantir que a parcela do plano plurianual

prevista para o exercício em curso seja efetivamente realizada.

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24. (Cespe/TCDF/2014/Analista) Se for necessário efetuar limitação de empenho em virtude da frustração na realização de receita, o montante da limitação a ser promovida nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e no Ministério Público será estabelecido de forma proporcional à participação de cada um no conjunto das dotações orçamentárias iniciais classificadas como despesas primárias discricionárias.

25. (Cespe/Câmara dos Deputados/2014) Compete ao Poder Legislativo realizar as devidas limitações de empenho e movimentação financeira dos demais poderes e do Ministério Público, adequando-as à LDO.

COMENTÁRIO ÀS QUESTÕES 15. (Cespe/IPEA/2008) Tendo em vista que são constituídos por recursos correspondentes a exercícios financeiros já encerrados, os restos a pagar não integram a programação financeira do exercício em curso. ERRADO, os restos a pagar compõem a programa financeira.

16. (Cespe/IPEA/2008) Não estão sujeitas a limitação de empenho e movimentação financeira as despesas relativas às atividades dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público da União, exceto no caso de frustração da receita estimada, caracterizada por ser a estimativa atualizada da receita inferior à receita estimada na própria proposta orçamentária.

CERTO, as despesas das atividades dos demais poderes só passam a ser limitadas em caso de reestimativa inferior.

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  • 17. (Cespe/IPEA/2008) Quando for necessário promover a limitação de

empenho, por insuficiência de receita, a LDO pode autorizar os poderes da República a excluir da limitação a totalidade dos recursos previstos para tipos de despesa específicos.

CERTO, a LDO não permite limitar em nenhuma hipótese despesas cuja fonte seja convênios ou doações.

18. (MPU/2010/Atuarial) A movimentação dos recursos entre

as

unidades do sistema de programação financeira é executada por meio de cota, repasse e sub-repasse. A cota é a movimentação intraSIAFI dos recursos da conta única do órgão central para o setorial de programação financeira, enquanto o repasse é a liberação de recursos do órgão setorial de programação financeira para entidades da administração indireta.

CERTO, cota, repasse e sub-repasse são termos para movimentação de recursos. O repasse configura a movimentação de recursos para entidades supervisionadas: administração indireta.

  • 19. (Cespe/STM/2011) A unidade administrativa se distingue da unidade

orçamentária, porque depende de destaques ou provisões para executar seus programas de trabalho.

CERTO, é exatamente o conceito oficial da STN.

  • 20. (STM/2011/Especialista em Contabilidade) A partir da publicação da

Lei de Meios e a decretação das diretrizes de programação financeira, as unidades orçamentárias podem efetuar a movimentação dos créditos,

independentemente da existência de recursos financeiros.

CERTO, para se movimentar crédito após a publicação da LOA e da programação financeiro, não se necessita de disponibilidade

financeira.

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  • 21. (Cespe/2013/MPU) É permitido ao Ministério Público, sem prejuízo

dos critérios fixados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, promover, por ato próprio, limitação de empenho nos trinta dias subsequentes ao bimestre em que a realização da receita demonstre que poderá não

comportar o cumprimento das metas de resultado primário estabelecidas no anexo de metas fiscais.

CERTO, se a receita não permitir o cumprimento da meta de

resultado primário ou nominal, cada Poder, inclusive MPU e DPU devem efetuar a limitação de empenho por ato próprio.

  • 22. (TCDF/2014/Técnico) Os valores regularmente inscritos em restos a

pagar são excluídos da programação financeira do exercício em que devam ser pagos, por corresponderem a recursos do exercício financeiro anterior.

ERRADO, os restos a pagar compõem a programa financeira.

  • 23. (Cespe/TCDF/2014/Técnico) A finalidade básica do decreto de

programação orçamentária e financeira e de limitação de empenho e movimentação financeira é garantir que a parcela do plano plurianual prevista para o exercício em curso seja efetivamente realizada. ERRADO, é promover o equilíbrio entre a receita e a despesa na LOA e alcançar as metas fiscais da LDO.

  • 24. (Cespe/TCDF/2014/Analista) Se for necessário efetuar limitação de

empenho em virtude da frustração na realização de receita, o montante da limitação a ser promovida nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e no Ministério Público será estabelecido de forma proporcional à participação de cada um no conjunto das dotações orçamentárias iniciais classificadas como despesas primárias discricionárias.

CERTO, a base de cálculo para a limitação de empenho entre poderes são as despesas primárias discricionárias.

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25. (Cespe/Câmara dos Deputados/2014) Compete ao Poder Legislativo realizar as devidas limitações de empenho e movimentação financeira dos demais poderes e do Ministério Público, adequando-as à LDO. ERRADO, cada poder efetua sua limitação de empenho por ato próprio.

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7. 4ª ETAPA: CONTROLE E AVALIAÇÃO 7.1. Principais atores e atribuições

De acordo com a constituição federal, existem dois sistemas de controle: externo e interno.

Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder. Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.

No controle externo, além do Congresso Nacional, o TCU atua de forma relevante.

Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional,

será exercido com o auxílio do Tribunal

de Contas da

União, ao qual compete:

[ ] ...

Além disso, a CMPOF também atua nesta etapa do ciclo.

Art. 72. A Comissão mista permanente a que se refere o art. 166, §1º, diante de indícios de despesas não autorizadas, ainda que sob a forma de investimentos não programados ou de subsídios não aprovados, poderá solicitar à autoridade governamental responsável que, no prazo de cinco dias, preste os esclarecimentos necessários.

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Quem julga as contas do Presidente da República? O Congresso Nacional. O TCU aprecia e emite
Quem julga as contas do Presidente da República?
O Congresso Nacional. O TCU aprecia e emite parecer.

São competências do controle interno:

Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade de:

I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União; II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado; III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da União; IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. § 1º - Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão

ciência

 

ao

 

Tribunal

de

Contas

da

União,

sob

pena

de

responsabilidade solidária.

 

§

-

Qualquer

cidadão,

partido

político,

associação

ou

 

sindicato

 

é

parte

legítima

para,

na

forma

da

lei,

denunciar

irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União.

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Quais os momentos do Controle? Pela lei 4320/1964: Art. 77. A verificação da legalidade dos atos

Quais os momentos do Controle? Pela lei 4320/1964:

Art. 77. A verificação da legalidade dos atos de execução orçamentária

será prévia, concomitante e subsequente.

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7.2. Controle durante a execução orçamentária

A seguir apresento no Quadro 7 os três principais controles que devem ser exigidos durante a execução