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LEAN UX

MÉTODO ÁGIL
PARA USER
EXPERIENCE
DESIGN
SUMÁRIO

3 INTRODUÇÃO

5 ENTENDENDO O LEAN STARTUP
5 Os princípios fundamentais do Lean Startup
6 Os 3 pilares de Lean Startup
7 Os benefícios do Lean Startup
7 As duas etapas básicas da implementação
do método lean
10 USER EXPERIENCE E LEAN UX:
POR QUE MANTER O FOCO NOS USUÁRIOS
10 O que é User Experience
11 O que é Lean UX
14 Sinergia de Lean Startup e User Experience
com Design Thinking
15 Como aplicar Lean UX em projetos
16 ESTUDO DE CASO:
DESENVOLVIMENTO DE APLICATIVO PARA VAREJO
17 Resultados
17 Valor - Retorno sobre o Investimento (ROI)
18 CONCLUSÃO

19 SOBRE A MJV
INTRODUÇÃO

Neste material, você verá um conteúdo rico sobre Lean UX,
método ágil para user experience design. Você já conhece este
conceito? Para compreendê-lo, é importante revisar a origem do
modelo Lean e a definição do termo Lean Startup.

O conceito de Lean (“enxuto”, em português) é bastante
conhecido na gestão de indústria tradicional. Ele vem de
Lean Manufacturing, uma abordagem surgida nos anos
50, na indústria automobilística japonesa, que envolve a
identificação e eliminação sistemática de desperdícios. Se
você assistiu ao clássico filme Tempos Modernos, certamente
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vai se lembrar das cenas em que Chaplin aparece trabalhando
em uma linha de montagem. É claro que há um exagero em
alguns aspectos, mas a redução do desperdício, inclusive de
tempo, deve ser considerada também no modelo Lean. Afinal,
tempo é dinheiro.

Já o Lean Startup, termo cunhado por Eric Ries em 2011, tem por
objetivo eliminar as incertezas no processo de construção dos
produtos, e pode ser definido como:

Abordagem para o desenvolvimento de
negócios que se baseia nos princípios da
produção enxuta, uma metodologia de
fabricação que valoriza a habilidade dos
negócios “para mudar rapidamente”.

Hoje, é um método que vem transformando a forma como as
empresas se desenvolvem. Em termos ainda mais simples,
Lean Startup é uma prática para o desenvolvimento de produtos

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e negócios baseados na “aprendizagem validada”, recebendo
feedback dos clientes de forma rápida e frequente.

Em vez de construir longe dos usuários, as startups expõem
regularmente o produto para os clientes durante todo o ciclo
de desenvolvimento. Assim, o processo de produção anda em
paralelo com os testes, com a prototipagem. Ao fazê-lo, as
equipes são capazes de tomar decisões mais informadas sobre o
que construir, a partir das funções principais, o que torna todo o
processo mais sensato e prático. Não é nenhuma surpresa, então,
que nos últimos anos o Lean Startup tenha se tornado a nova
norma de como construir uma startup.

Nos próximos capítulos, você entenderá como esses conceitos e
outras metodologias - como Design Thinking e métodos ágeis - se
relacionam à experiência do usuário (ou user experience - UX),
construindo em conjunto a definição de Lean UX.

A ideia é trazer a reflexão de como é possível aplicar o Lean UX
em projetos de desenvolvimento dos mais variados produtos
e serviços em empresas de todos os portes e que atuem em
quaisquer segmentos do mercado. Ao final, para selar tudo que
será discutido, apresentaremos também um case de sucesso
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obtido pelo time de inovação da MJV.

Boa Leitura!

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ENTENDENDO O LEAN
STARTUP: PRINCÍPIOS
FUNDAMENTAIS

No livro que cunhou o termo Lean Startup (de mesmo nome), Eric
Ries pontuou alguns princípios fundamentais deste método:

Testes frequentes e aprendizado rápido
O conselho é não construir um produto elaborado antes de ter
realizado vários testes ao longo do caminho, inclusive mostrando
ao público-alvo para que experimente e/ou análise, critique e
proponha alterações e ajustes.

Observação do comportamento do cliente real
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Deve-se evitar grupos focais e ver como os verdadeiros clientes
se comportam; entregar o produto mínimo viável (da sigla em
inglês MVP - Minimum Viable Product) nas mãos dos clientes reais
logo no início e rapidamente aprender com o que eles fazem,
como reagem e o que verbalizam.

Concentração em métricas que realmente importam
Evitar métricas de vaidade, ou seja, métricas que criam uma
impressão favorável sobre o desempenho quando na verdade são
ilusórias. Por exemplo: do que adianta uma página ter um milhão
de acessos se os visitantes não se convertem em clientes? Em
vez disso, dentro dos princípios do Lean Startup, os empresários
precisam se concentrar em métricas acionáveis ou seja, métricas
reais, que podem ajudar a tomar decisões eficazes.

Adoção de novos métodos de contabilidade
Ries argumenta que, dentro do Lean Startup, deve-se abraçar
formas inovadoras de contabilidade. Ele sugere que o progresso
é melhor monitorado a partir da observação de coisas como
as atividades do usuário, o engajamento e a retenção. Em
outras palavras, se, por exemplo, o número de usuários está
aumentando e eles estão sendo mantidos de tal forma que
a o tempo de vida (Life Time Value — LTV) está crescendo

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significativamente, este é um indicador de "progresso" melhor
do que os métodos tradicionais de contabilidade.

Permanência enxuta — Lean permanente
A palavra 'lean' refere-se à velocidade e à agilidade, e não
à "redução de custos", como algumas pessoas costumam
interpretar (apesar do método condenar e ajudar a evitar o
desperdício).

Assim, Ries recomenda que as startups se mantenham enxutas
(lean) para tirar proveito do modo de descoberta e aprendizado
rápido, ao invés de utilizar o método somente para dar o start no
modelo de negócio.

OS 3 PILARES DE LEAN STARTUP
Podemos dizer que os objetivos do Lean Startup são: chegar ao
conceito certo de um produto (Produto Mínimo Viável), identificar
os clientes dispostos a pagar por ele e, se é possível, montar um
negócio que se sustente.

Portanto, é um método que pode ser utilizado para avaliar o
desenvolvimento de qualquer produto ou serviço em que haja
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incerteza sobre o interesse do cliente. O mais importante na
metodologia é que ela permite respostas rápidas provenientes
dos processos de experimentação de protótipos e de feedback
dos clientes.

Podemos sintetizar os três grandes pilares do método Lean
Startup da seguinte forma:

1. Customer Development
Processo contínuo de interação com o consumidor que visa
testar e validar suas hipóteses sobre clientes, produto e mercado,
englobando pesquisas quantitativas e qualitativas. Ou seja, é
preciso ouvir o cliente - usando a empatia e colocando-se no seu
lugar para compreendê-lo - para criar algo que ele realmente
queira. A melhor forma de fazer isso é perguntar para ele quais
são suas demandas e, então, criar o produto ou serviço a partir
disso.

2. Desenvolvimento Ágil
Aplicação de metodologias como XP e Scrum (métodos de
desenvolvimento de software e gestão que fogem ao modelo
tradicional, ao levar em conta os indivíduos e ser capaz de
responder a mudanças), que ajudam muito na gestão de projetos

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no dia a dia, aumentando a velocidade do aprendizado por meio
de feedback dos clientes/usuários.

3. Plataforma tecnológica de baixo custo
Existem diversas ferramentas gratuitas (Google Docs, Google
Sites, WordPress, Basecamp, Ruby on Rails, Evernote, EC2 etc)
que podem ajudar a criar uma boa estrutura de tecnologia da
informação gastando pouco.

OS BENEFÍCIOS DO LEAN STARTUP
O método Lean Startup é conhecido por três grandes
benefícios. Em primeiro lugar, ele permite aos empresários
controlar totalmente seus negócios. Isso porque ensina
como criar novos modelos de negócios e produtos sem
financiamento externo (o que geralmente implica entregar o
controle de um negócio a um investidor).

Em segundo lugar, esta metodologia torna possível para
os empresários modificar rapidamente os projetos quando
eles percebem que as suposições iniciais são incorretas ou
ineficientes. Ao aplicar o princípio da "liberação antecipada e
frequente", o empreendedor pode identificar problemas e fazer
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ajustes quando necessário.

O terceiro benefício significativo do Lean Startup é que ele
auxilia os empresários a obter margens de lucro melhores,
independentemente de quanto dinheiro eles fazem. Embora
a maioria dos gerentes de negócios estejam obcecados com
a receita, esta metodologia pode ajudá-los a coincidir com o
lucro obtido na maneira tradicional, mesmo se eles gerarem
receitas menores em comparação com seus concorrentes.
Isso é possível porque o Lean Startup centra-se na redução
drástica dos custos iniciais.

AS DUAS ETAPAS BÁSICAS DA
IMPLEMENTAÇÃO DO MÉTODO LEAN
O método funciona para todas as empresas, independentemente
do nicho de atuação. De acordo com Eric Ries, qualquer um pode
implementá-lo seguindo essas duas etapas básicas:

1. DESENVOLVER E VALIDAR UMA HIPÓTESE:

Esta fase começa com a formulação de uma hipótese particular
e continua com entrevistas de consumo, validação de hipóteses e
exploração de atratividade de mercado.

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Formulação de Hipóteses
Para desenvolver um modelo de negócio bem sucedido
ou produto, o empresário tem que se certificar de que
oferece uma solução eficaz para um determinado grupo
de consumidores. Uma hipótese bem formulada deve
compreender uma ideia inovadora ou mais rápida, ou
ainda uma solução mais barata em comparação às
opções disponíveis.

Entrevistas de consumo e Hipótese Validação
Entrevistas de consumo permitem que os proprietários de
negócios validem ou invalidem suas hipóteses. O melhor grupo
de consumidores para as hipóteses de validação é o que inclui
pessoas que têm um ou mais problemas; que têm buscado
ativamente soluções para seus problemas; que criaram suas
próprias soluções; e que têm poder aquisitivo para comprar a
melhor solução quando encontrá-la.

Atratividade de Mercado
Depois de validar uma hipótese, o empresário deve explorar
a sua atratividade de mercado, estudando a concorrência,
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o tamanho do mercado e as capacidades da empresa para
fabricar a solução. Uma análise completa desses três
elementos irá confirmar se uma inovação em particular deve
ser desenvolvida ou não.

2. DESENVOLVER E VALIDAR A SOLUÇÃO

Se uma solução atende às necessidades específicas do mercado,
deve ser desenvolvida. Esta fase também pode ser completado
com a ajuda de três passos:

Desenvolver o conjunto de recursos
Um empreendedor deve encontrar a forma mais eficaz para
criar um conjunto de características funcionais para a nova
solução. Os proprietários do negócio devem ter em mente que os
consumidores estão mais propensos a escolher características
familiares, que são, no entanto, sujeitas a modificações durante
as reuniões subsequentes.

Desenvolver um protótipo
Após os consumidores validarem uma determinada solução
juntamente com o seu conjunto de recursos, o empresário

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pode desenvolver o protótipo. O melhor protótipo é um
modelo virtual, que permite às empresas descobrir as
tecnologias mais adequadas e acessíveis para produzir o
produto final ou serviço.

Testar a solução
Esta etapa é essencial, uma vez que permite aos empresários e
consumidores testarem a solução. Durante esta fase, os gerentes
de projeto podem fazer modificações de última hora.
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USER EXPERIENCE E
LEAN UX: POR QUE MANTER
O FOCO NOS USUÁRIOS

Até aqui explicamos o conceito de Lean Startup em detalhes.
Isso porque, como mencionamos, a compreensão dos princípios
desse método é fundamental para relacioná-lo ao User
Experience Design e, assim, entender o Lean Ux.

O QUE É USER EXPERIENCE
A International Organization for Standardization resume User
Experience como "as percepções e respostas resultantes da utilização
de um produto, sistema ou serviço". É um conceito criado por Donald
Norman na década de 1990, então vice-presidente do grupo de
tecnologias avançadas da Apple. Na época, ele queria englobar todos
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os contatos do usuário com o software, passando por hardware,
manual do software, embalagem do produto e percepção da marca.

Em termos gerais, user experience (a experiência do usuário) é
o que os utilizadores de produtos sentem sobre cada interação
que eles têm com o que está à sua frente no momento em que
estiverem usando.

É importante distinguir a experiência do usuário da interface do
usuário (user interface - UI), embora a interface do usuário seja,
obviamente, uma parte extremamente importante do design.
Como exemplo, considere um site com resenhas de filmes.
Mesmo que a interface do usuário para encontrar um filme seja
perfeita, o UX será pobre para um usuário que quer informações
sobre um pequeno lançamento independente se o banco de
dados contiver apenas filmes dos grandes estúdios.

Devemos também distinguir UX de usabilidade. Por definição, a
usabilidade é um atributo de qualidade da interface do usuário,
cobrindo questões como se o sistema é fácil de aprender,
eficiente de usar, agradável, e assim por diante. Novamente, isso
é muito importante, mas o user experience é um conceito ainda
mais amplo, que contempla tudo que está relacionado com a
forma com que os usuários interagem com os produtos.

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AGORA SIM: ENTÃO, O QUE É LEAN UX?
Lean UX é uma técnica extremamente útil quando se trabalha
em projetos de desenvolvimento ágil. Ele é UX feito de uma
forma muito mais ágil, pois é enxuto (lean).

As técnicas de user experience tradicionais muitas vezes não
funcionam quando o desenvolvimento é realizado em rajadas
rápidas — não há tempo suficiente. Fundamentalmente o Lean
UX e outras formas de UX têm o mesmo objetivo em mente:
fornecer uma grande experiência ao usuário.

Basicamente, o Lean UX está focado na experiência do projeto
e é menos focada em resultados do que o UX tradicional. Ele
exige um maior nível de colaboração com toda a equipe e seu
objetivo central é se concentrar na obtenção de feedback o mais
cedo possível para que decisões rápidas sejam tomadas. E isso
está em total consonância com a natureza do desenvolvimento
ágil, que é trabalhar em ciclos rápidos e interativos (isto é, não
lineares e que se repetem).

OS 15 PRINCÍPIOS DE LEAN UX:
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1. Equipes multifuncionais
A junção de engenheiros de software, gerentes de produtos,
designers de interação, designers visuais, gestores de conteúdo,
Marketing e Controle de Qualidade (QA, sigla em inglês) para
tornar as equipes mais multifuncionais e multidisciplinares.

2. Pequena, dedicada e alocada
Equipes pequenas, com no máximo 10 pessoas, dedicadas a
um projeto e trabalhando no mesmo local. Assim, melhora-se a
comunicação e há um foco nas mesmas prioridades.

3. Resultados, não produção
Funcionalidades e serviços traduzem-se em produção. As metas
de negócios que estes devem atingir são os resultados. Lean
UX mensura progresso em termos de resultados de negócios
explícitos e definidos. Gerenciando resultados e o progresso
feito em direção a eles, a equipe ganha noções sobre a eficácia
das funcionalidades que está construindo.

4. Equipe focada em problemas
Destinada a resolver problemas de negócio, em oposição a um
conjunto de funcionalidades a programar. Essa é a extensão

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lógica do foco em resultados. O que permite que a equipe traga
suas próprias soluções, gerando um sentimento profundo de
orgulho e propriedade das soluções que a equipe implementa.

5. Remoção de desperdício
Um dos principais dogmas em Lean Manufacturing é a remoção
de tudo o que não leve à meta final. Em Lean UX, a meta final
é aprimorar resultados, e o que não contribua para isso é
considerado desperdício, devendo ser removido dos processos da
equipe. Os recursos são limitados; logo, quanto mais desperdício
a equipe puder eliminar, mais rápido poderá se mover.

6. Pequena quantidade
Apenas o design que é necessário para mover a equipe à frente,
e evitando grandes inventários de ideias não testadas e não
implementadas, é criado.

7. Anti-padrão: rockstars, gurus e ninjas
Lean UX defende uma mentalidade baseada em equipe.
Rockstars, gurus e ninjas, ou outros especialistas de elite
quebram a coesão da equipe e destroem a colaboração.
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8. Aprender antes de crescer
Como é difícil imaginar a coisa certa a fazer e escalar o negócio
em volta disso ao mesmo tempo, o Lean UX favorece o foco
primeiro no aprendizado e depois no crescimento.

9. Saindo do negócio dos entregáveis
Lean UX foca o processo de design longe dos documentos que a
equipe está criando para perto dos resultados que está atingindo.
Com alta colaboração entre equipes multifuncionais, conversas
com stakeholders tornam-se menos sobre qual artefato está sendo
criado e mais sobre quais resultados estão sendo atingidos.

10. Entendimento compartilhado
O time busca entender de coletivamente o que está fazendo,
porque depende menos de documentos detalhados para
continuar seu trabalho.

11. Descoberta contínua
É o processo em andamento para engajar o usuário durante
o design e desenvolvimento. Esse engajamento é feito por
meio de atividades regularmente agendadas, usando métodos

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quantitativos e qualitativos. A meta é entender o que os usuários
estão fazendo com os produtos e por que estão fazendo.
Pesquisas envolvem a equipe toda. Finalmente, como a equipe
aprende junto, é reduzida a necessidade de documentação e
reuniões de alinhamento.

12. GOOB: A nova centralização no usuário
GOOB é de fato um acrônimo para o que o professor da
Universidade de Stanford, empresário e autor Steve Blank
chama de getting out of the building. Ele defende que debates
em sala de reunião sobre as necessidades dos usuários não
precisam ser concluídos dentro do escritório. Ao invés disso, as
respostas estão no mercado, fora do prédio.

13. Externalize o trabalho
Equipes usam quadros brancos, painéis, cartazes e post-its para
expor o progresso do seu trabalho para seus colegas, clientes e
parceiros de projeto. Ao externalizar, as ideias fluem da equipe
para as paredes permitindo que todos vejam onde a equipe está.
Isso permite também que todos os membros do time, mesmo os
mais quietos, participem nas atividades de troca de informações.
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14. Fazer em vez de analisar
Existe mais valor em criar uma primeira versão de uma ideia do
que gastar meio dia debatendo seus méritos em uma sala de
conferência. A resposta às questões mais difíceis que a equipe irá
enfrentar serão encontradas em campo, por meio dos clientes. Em
ordem de ter essas respostas, as ideias precisam ser concretizadas,
algo precisa ser feito para que os clientes respondam a isso.

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15. Permissão para falhar
Para encontrar a melhor solução para um problema do negócio,
equipes de Lean UX precisam experimentar novas ideias. A maior
parte delas irá falhar. A equipe precisa estar segura para falhar se
quiser ser bem sucedida. Permissão para falhar significa que o time
tem um ambiente seguro para fazer experimentos. Essa filosofia se
aplica tanto para ambientes técnicos quanto culturais. Permissão
para falhar gera cultura de experimentação. Experimentação gera
criatividade. Criatividade, a seu tempo, gera ideias inovadoras.

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SINERGIA DE LEAN STARTUP E USER
EXPERIENCE COM DESIGN THINKING
Como vimos, Lean UX tem uma influência muito forte de Lean
Startup. O contexto de incerteza (dúvidas sobre o que as
pessoas querem, se irão comprar, como deve ser a aparência
e o que o produto precisa ter), então, é trazido para projetos de
Lean UX. A ideia é que se entenda o quanto antes se realmente
os usuários vão adquirir e utilizar o produto.

Por isso, o Lean UX também tem a influência de outros dois
conceitos: o desenvolvimento ágil e o Design Thinking.

Influência do Desenvolvimento Ágil
Como no desenvolvimento ágil a ideia é entregar softwares
funcionando da forma mais rápida possível, os quatro princípios
do que chamamos de desenvolvimento ágil também são
assimilados na metodologia do Lean UX. São eles:

1_ Indivíduos e interações sobre processos e ferramentas;
2_ Software que funciona sobre documentação
extensa (mínima);
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3_ Colaboração de clientes sobre negociação de contratos
(cliente participa de todas as etapas de desenvolvimento);
4_ Resposta a mudanças sobre seguir um plano
(flexibilidade para fazer mudanças rápidas).
Influência do Design Thinking
No Design Thinking, todo o aspecto de negócio pode ser
abordado com métodos de design. Isso dá aos designers a
liberdade de atuação de uma forma muito mais ampla ao
mesmo tempo em que pessoas que não são designers podem
abordar seus problemas com métodos de design.

O Design Thinking encoraja as equipes a colaborarem entre
diferentes papéis e considerarem o produto de design
sob uma perspectiva holística. Ou seja, todas as áreas
têm o entendimento de tudo que faz sentido no projeto; os
desenvolvedores entendem as demandas de design e marketing,
os analistas de marketing compreendem as demandas do
desenvolvimento. Assim, todos trabalham de forma mais
sinérgica para a criação da mesma solução.

Além disso, a abordagem do projeto é focada em soluções
de forma iterativa — a iteratividade, inclusive, é uma
característica compartilhada entre Design Thinking, o

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desenvolvimento ágil e Lean UX. A ideia é entregar pequenos
pacotes de forma constante e ir refinando a solução até que
ela se torne consistente.

LIVRO DESIGN THINKING - ENTENDA COMO O MÉTODO
PODE TRAZER INOVAÇÃO AOS NEGÓCIOS

COMO APLICAR LEAN UX EM PROJETOS
Como vimos até aqui, para aplicar Lean UX é necessário ter
equipes multidisciplinares. Também é interessante que o foco
da equipe esteja nas metas de negócio e não em funcionalidades.
E, para isso, é preciso existir uma forma constante de validação
das ideias geradas, pois as respostas estão no mercado e não
internamente. Ou seja, no lugar de longas reuniões, são GERADOS
protótipos rápidos que são apresentados ao mercado para
entender o que funciona ou não.
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ESTUDO DE CASO:
DESENVOLVIMENTO DE
APLICATIVO PARA VAREJO

O desafio é uma grande rede varejista era a criação de um
aplicativo para smartphones em quatro semanas. Os usuários
deste app são montadores de móveis, profissionais que vão até
a casa do cliente para instalar o móvel adquirido na loja.

Para este projeto, a MJV utilizou o Design Thinking para
compreender a visão e as necessidades das áreas envolvidas
(TI, logística, central de montagem, montadores etc.), o contexto
de uso do aplicativo (acompanhando desde a recepção da ordem
de serviço, até o trabalho do montador e o report da conclusão)
e as reais dificuldades do usuário.
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Toda a jornada do montador foi fotografada para que toda
a equipe entendesse o dia a dia deste profissional. Além
disso, o cliente foi envolvido em wokshops para compartilhar
o entendimento do escopo e também para realizar a
priorização de funcionalidades, o que ajudou a chegar
em um produto mínimo viável (MVP), um protótipo
de alta fidelidade funcional.

Depois, o Lean UX foi inserido para a realização de atividades
de cocriação — chamamos especialistas do cliente, das mais
diversas áreas, inclusive de vendas e TI. Assim, todos os
envolvidos criaram um protótipo de baixa fidelidade, com a
visão do cliente de como deveria ser o aplicativo. Em uma tarde,
foram encontradas três possibilidades para esta ferramenta e
depois, em dois dias, foram consolidadas todas as visões (do
cliente e do time de projeto).

Todo o processo foi moderado por designers. Depois disso,
foi criada um modelo mais fiel do que seria a versão final, e o
protótipo em papel foi levado até os montadores para testes.
Cerca de 15 montadores analisaram a proposta e deram seu
feedback. Em seguida, a entrega final foi feita.

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RESULTADOS
Ao final deste processo, a equipe de projeto tinha em mãos um
conjunto de telas prontas para ser desenvolvidas. Estas telas
refletiam insumos de campo e também a opinião de todos os
departamentos envolvidos no projeto. Além do conjunto de
telas com as funcionalidades, foi desenvolvido também um
conjunto de telas de ajuda para facilitar a primeira interação dos
montadores. Após o primeiro uso, elas são desabilitadas, mas
ainda podem ser consultadas.

O protótipo final foi desenvolvido em linguagem de programação
atual. Os principais comportamentos foram implementados,
com todos os links de navegação funcionais para visualização
de fluxos entre telas, e também as mensagens de feedback na
finalização de fluxos. A ajuda pode ser ativada e desativada na
tela de configurações do protótipo. Foi possível, ainda, testar
todas as funcionalidades do aplicativo seguindo o roteiro de
testes que foi desenvolvido.

VALOR - RETORNO SOBRE O INVESTIMENTO (ROI)
Para que sejam medidos os ganhos operacionais oriundos do
aplicativo, foi necessário selecionar e definir indicadores de
esforço e de resultado (métricas) e, assim, desenvolver um
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sistema de monitoramento do desempenho e progresso.
Alguns destes indicadores levados em consideração incluem:

__Redução no uso de papel;
__Redução em reclamações no SAC;
__Ganhos em logística (transporte e pedido de peças);
__Redução do passivo trabalhista (redução
de acidentes e reclamações trabalhistas);
__Ganhos em produtividade (número
de montagens realizadas).
Além de ganhos operacionais, o app pôde também agregar valor do
ponto de vista de processos internos e de metodologia de trabalho.

A utilização de uma abordagem participativa e inclusiva como o
Design Thinking no planejamento da criação e evolução da solução
traz uma nova perspectiva e um novo discurso para o cliente
(grande rede varejista). Onde antes havia um sistema rígido e
moroso, agora há um processo de criação e desenvolvimento de
ideias contínuo e ágil, que leva em consideração a capacidade
criativa dos stakeholders, e que reconhece a necessidade de
processos mais flexíveis e adaptáveis. E isso resulta em soluções
mais assertivas para usuários e para a companhia.

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CONCLUSÃO

Como vimos, o Lean UX tem como principal benefício a
aplicação rápida e resultados imediatos. No entanto, ainda
há muitas empresas que não trabalham em ambiente ágil de
desenvolvimento de softwares e produtos.

Para a aplicação do Lean UX, primeiro é preciso estimular essa
nova mentalidade. Depois, é preciso que culturalmente a empresa
tenha uma propensão a visualizar mais os resultados de negócio
almejados no projeto do que a entrega de funcionalidades.

Também a prática da pesquisa deve ser muito rápida. A
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ideia é que um dia de pesquisa consiga diminuir um mês de
desenvolvimento, por exemplo; em outras palavras, perder pouco
tempo pesquisando para produzir e testar mais.

Talvez o mais indicado quando se trata de utilizar métodos como
Lean UX, Design Thinking e métodos ágeis seja a busca de uma
consultoria especializada. Cada caso é um caso e precisa ser
trabalhado da forma mais minuciosa possível, e isso é trabalho
para especialistas com background.

VOCÊ JÁ PENSOU EM IMPLEMENTAR O
DESENVOLVIMENTO ÁGIL NA SUA EMPRESA?

18
SOBRE A MJV

TRANSFORMANDO NEGÓCIOS COM
DESIGN THINKING E ESTRATÉGIAS DIGITAIS

Desde 1997, a MJV Technology & Innovation trabalha com algumas
das maiores empresas do mundo em seus desafios de negócio.
Com escritórios na Europa, Estados Unidos e América Latina, a
consultoria conta hoje com uma equipe multidisciplinar de mais de
300 profissionais.

A MJV é composta por três pilares, estruturados em
completa sinergia:

INOVAÇÃO EM NEGÓCIOS: desenvolvimento e implementação de
soluções inovadoras para reduzir custos, aumentar lucros e gerar
novos modelos de negócio.

CONSULTORIA EM TECNOLOGIA: desenvolvimento e implementação
de serviços personalizados de Business Intelligence (B.I.), TI e Internet
das Coisas (Internet of Things).

ESTRATÉGIA DIGITAL: Desenvolvimento e implementação de
estratégia corporativa e experiência do usuário de forma que o
“ser digital” e o “pensar digital” se tornem intrínsecos ao modelo
de negócio.

Acreditamos que a inovação resulta da combinação entre princípios
de design e tecnologia. Para nós, empatia, criatividade e processos
centrados no usuário levam a soluções relevantes e de impacto, que
geram real valor para o negócio.

Desafios distintos demandam abordagens distintas. Por isso,
MAURÍCIO VIANNA
combinamos diferentes expertises – Design Thinking, Design de
CEO Global
serviços, Gamificação, User Experience, Big Data, Metodologia Lean,
mvianna@mjvinnovation.com
Internet das Coisas, entre outras – com o intuito de transformar
desafios complexos em soluções inovadoras. YSMAR VIANNA
Presidente
yvianna@mjvinnovation.com
LONDRES
25-27 Horsell Road
N5 1XL Londres
Reino Unido
+44 20 3586 1233

ATLANTA
75 5th Street NW
Suite 424 Atlanta, GA
30308 – Estados Unidos
+1 404 771 7187

RIO DE JANEIRO
Av. Marechal Câmara, 160
Gr. 206 – Centro – Rio de Janeiro
20020-080 – Brasil
+55 21 2532 6423

SÃO PAULO
Rua Helena, 280 – Gr. 306
Vila Olimpia – São Paulo
04552-050 – Brasil
+55 11 3045 0536

BARUERI
Av. Sagitário, 138 – Gr. 2205
Alphaville Conde II – Barueri
06473-073 – Brasil
+55 11 2898 4731

WWW.MJV.COM.BR
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