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Fugaz e sagaz

características de minha alma


que aqui jaz

há décadas sobrevivia
sem saber o porquê
buscando a ataraxia

falho, fraco e coagido


escravo do próprio libido
busquei respostas em outrem
verme macho refém

- permeate

Sinto ares de mudança


nova paixão me faz entrar na dança
me pergunto: seria insensatez, sentir mais uma vez?
intrepidez

temo que nada há de dar certo


característica de meus sentimentos emotivos, a escassez
me pergunto: seria insensatez, sentir mais uma vez?
rispidez

velhas paixões curadas com o ódio


tétrica garota, fora apenas um misero episódio
me pergunto: seria insensatez, sentir mais uma vez?
calidez

se em teu seio quero morar


de nossos corpos, desejo a nudez
me pergunto: seria insensatez, sentir mais uma vez?
avidez
meus poemas mudam de dedicatória
e desde modo vou escrevendo nossa história
me pergunto: seria insensatez, sentir mais uma vez?
altivez

- permeate

Versos dopaminérgicos

Expurga-me de tua vida


exima-me de seus sonhos
não almejo viver está trilha insípida
arquitetada com planos mochos

A existência me pune com sua ausência


reflexo da incabível impaciência
de alguém cansado de lidar com a demência

acolhido em seus seios,


apenas um dos meus devaneios;
almejar momentos contigo
eis meu castigo

não sou mais o mesmo


vivo a esmo
cansado e exaurido
ignorado, embora, renascido

três anos se foram desde o último sentimento


o que parecera morto, hoje, em mim fomento
ora, desejo elucidar
ora, anseio entenebrar

teu riso me era estimado


meu ego fora negligenciado
súbito desprezo
desta guerra jamais sairei ileso

não sou bom, tão pouco sensível


se lhe escrevo versos
honre-se, vejo em ti algo intangível

deseja-la sempre fora um principio


mesmo refém de vosso egresso impio

minha única vergonha vem do fato de deseja-la após tudo


- permeate

versos banais
chagas triviais

me despeço hoje do que jamais existiu


movido pela cólera
ou por qualquer outro sentimento vil

vísceras ao chão
não preciso de mais que uma visão
reformulação
tardio para que eu converta-me
idílio destruído por um nuance
o deleite de momentos afáveis
jamais existirá por fatos imputáveis

perdoe-me por minha dubiedade


tétrico, deixo sua vida sem alarde
em meio a mais uma crise de melancolia
causada por sentimentos os quais escondia

domesticado na insegurança
que com estas palavras abandona nossa dança
_sem que esta tenha realmente acontecido

- permeate

cesso hoje o que jamais existiu


movido pela cólera
ou por qualquer outro sentimento vil

vísceras ao chão
não preciso de mais que uma visão
meu sangue em suas mãos

tardio para que converta-se


idílio destruído por um nuance
o deleite de momentos afáveis
jamais existirá por fatos imputáveis
perdoe-me por minha dubiedade
tétrico, deixo sua vida sem alarde
domesticado na insegurança
que com estas palavras abandona nossa dança

- permeate

Você dizia estar amedrontada


Pela possibilidade de me perder
Então você encarou seus medos
E então partiu

- permeate

o poema "legal"

Reitero meu pragmatismo


sou vitima do meu próprio abismo
vejo seu corpo estremecer
desses toques, sei que não vai esquecer

seja pelo toque, seja pela sinergia


o hálito fresco, lhe arrepia
enquanto o calor, lhe despe
me aquece,

na noite em que não fomos uma anedota


De mãos dadas pela rua, o amor? ela nem nota.
E na busca de autarquia
quem se perdeu foi a empatia.

- permeate

calado e prostrado,
abdico de meu último brado,
porque me mantive fardado
&
exaurido e fodido,
ignoro o que ficou subentendido
fui eu quem me mantive iludido

- permeate

a brisa boa me adormece


alucinado, vejo o rosto que padece
ecstasy, maconha ou LSD
o importante: esquecer você

sou apenas um sobrevivente


sem uma história comovente,
proprietário de um amor impertinente
que aos outros soa como incoerente

Ando assistindo nosso futuro


e tento não ser um nascituro
inseguro, depressivo e sedento
que implora amor, sem acalento

- permeate

disseram à Verdade:
tu incomoda,
volte mais tarde.

clamaram à Realidade:
tu incomoda,
volte mais tarde,

por ojeriza, traguei


enquanto consternado_ os abandonei

_ permeate

Me perdoe se retornei.
Mas não te encontro mais,
Quem de nós realmente insiste?
Me perdoe, adentrei!
onde meu amor jaz?
Quem de nós realmente persiste?

Me agradeça, desisti.
a tamanho desprezo.
Quem resiste?

- permeate

De minha última carta escrita,


a última lembrança
de um infindável tempo tragado!

jaz em minha cripta,


gritos de esperança,
abafados por meu pranto “dissimulado”

- permeate

Quanto menos, o tempo passa,


teu olhar me espanta,
nosso beijo perde a graça
tudo não passou de uma farsa?

- permeate
A dor que permeia,
outrora vagueia,
outrora esperneia

faça de mim tua morada


E cumpra sua função alçada

me alucine ou me torture
só desejo que perdure

custe o que custar


_você não precisa me amar

- permeate

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