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A INTERDISCIPLINARIDADE NO ENSINO DA FILOSOFIA

Francisco das Chagas Galeno Machado1

RESUMO

A interdisciplinaridade nos tempos atuais está atrelada, de forma direta, a todas as áreas do
conhecimento humano, incluindo-se neste rol o ensino da filosofia. Trata-se do
conhecimento de várias disciplinas em um pensamento generalista das coisas na construção
dos conceitos e da realidade, visando uma maior qualidade do processo ensino
aprendizagem. A pesquisa buscou informações acerca das diversas conceituações sobre a
interdisciplinaridade e a sua relação com o ensino da disciplina filosofia nas escolas, além
de trazer enfoques sobre as ações do professor interdisciplinar como fomentador do
conhecimento na disciplina filosofia. Ante ao exposto, para a construção do embasamento
teórico desse estudo realizou-se uma pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa,
onde abordou-se uma gama variada de literaturas, de autores renomados, além de
periódicos, revistas, artigos, livros diversos e sites de internet. Dentre os autores
participantes da pesquisa podem ser destacados: Trindade (2011), Japiassu (1976), Morin
(2005), Kohan (2007), Fazenda (1996), Bianchetti (2008), Pombo (2004), Gallo (2008) e
outros. A pesquisa mostrou que a interdisciplinaridade no ensino de filosofia está atrelada
a condicionamentos que perpassam às meras experiências de integração entre saberes,
devendo seguir diretrizes que possam aglutinar uma conjuminância de valores generalistas
integralizados, com vistas a fomentar a dinamicidade de uma aprendizagem de qualidade.

Palavras chaves: Interdisciplinaridade. Disciplina filosofia. O professor interdisciplinar.

ABSTRACT

The interdisciplinarity in the present times is linked, in a direct way, to all the areas of human
knowledge, including in this roll the teaching of the philosophy. It involves the knowledge of
various disciplines in a generalist thinking of things in the construction of concepts and reality,
aiming for a higher quality teaching learning process. The research sought information about
the different conceptualizations about interdisciplinarity and its relation with the teaching of
the discipline philosophy in the schools, besides bringing approaches on the actions of the
interdisciplinary teacher as developer of the knowledge in the discipline philosophy. In order
to construct the theoretical basis of this study, a bibliographical research was carried out, with
a qualitative approach, where a varied range of literatures, of renowned authors, besides
periodicals, magazines, articles, diverse books and Internet. Among the authors participating in
the research are: Trindade (2011), Japiassu (1976), Morin (2005), Kohan (2007), Fazenda
(1996), Bianchetti (2008), Pombo (2004), Gallo others. The research showed that
interdisciplinarity in the teaching of philosophy is linked to conditions that go beyond the mere

1
Mestrando em Filosofia, pela Universidade Federal do Maranhão, programa Prof-filo.
experiences of integration between knowledge, and must follow guidelines that can agglutinate
a combination of integrated generalist values, in order to foster the dynamism of quality
learning.

Key words: Interdisciplinarity. Discipline philosophy. The interdisciplinary teacher.

1 INTRODUÇÃO

A interdisciplinaridade no contexto mundial surgiu no continente europeu,


principalmente na França e na Itália, na década de 1960, numa época em que os movimentos
estudantis manifestavam-se a favor da elaboração de um novo estatuto para a organização das
universidade e das escolas (FAZENDA, 2012).
Ivani Fazenda ainda explana que o termo interdisciplinaridade é composto de um “[...]
prefixo - inter (reciprocidade, interação) - e de um sufixo - dade (dá qualidade ou modo de ser)
que se justapõe ao substantivo disciplina (epistemé)”. Na visão de Satomé (1998, p. 55)
disciplina é “[...] uma maneira de organizar e delimitar um território de trabalho, de concentrar
a pesquisa e as experiências dentro de um determinado ângulo de visão”.
A interdisciplinaridade é tida como uma prática pedagógica que aglutina temas e fatos
sociais, os quais devem ser analisados e corroborados a partir de sua totalidade, como um
sistema, e devem ser vistos relacionados uns com os outros, ocorrendo, desta forma, a interação
entre as várias disciplinas do saber. “O projeto interdisciplinar parte da dúvida, da pergunta, das
indagações, do diálogo, da troca, da reciprocidade” (FAZENDA, 2012, p. 92).
Neste contexto, o ensino da filosofia também reflete-se como um atividade
interdisciplinar pois, de forma mais abrangente, todo os conteúdo, não obstante à sua
universalidade ou especificidade, estará sempre agrupado com outros conteúdos e, com isso,
sua compreensão dependerá de um aprendizado conjunto com disciplinas de naturezas
diferenciadas (ZABALA, 1998).
Nestes pressupostos, o educador interdisciplinar em filosofia, fazendo uso dos seus
conhecimentos acerca da nova realidade pedagógica, enquanto instrumento de
desenvolvimento educacional, tem como característica básica promover ações
interdisciplinares, usando das suas habilidades de pesquisador estudioso, recorrendo a conceitos
e instrumentos nas mais variadas áreas dos saberes (CORDIOLLI, 2002).
Diante do exposto, este estudo tem como objetivo, buscar informações, por meio de uma
pesquisa bibliográfica, acerca da interdisciplinaridade nas suas mais variadas formas e
definições, além de enfocar sobre a importância da atuação do professor como fomentador da
interdisciplinaridade no ensino da filosofia.
A relevância deste estudo reside no fato de que as informações aqui delineadas
poderão servir como subsídios para outras incursões interdisciplinares nas mais variadas
categorias do saber, possibilitando desta forma que os assuntos aqui debatidos possam
alargarem-se e potencializarem-se para que ocorra uma maior aglutinação de conhecimentos
sobre a temática aqui enfocada.

2 METODOLOGIA

2.1 ABORDAGEM METODOLÓGICA

A pesquisa científica é a ferramenta fomentadora do conhecimento humano. É por meio


da pesquisa que se busca soluções diversificadas para os problemas sociais. Dessa forma, para
que se possa pesquisar, necessariamente tem-se que elaborar procedimentos e estudos
sistemáticos, baseados no raciocínio lógico, objetivando buscar soluções para a resolução de
problemas propostos, por meio da utilização de métodos científicos (ANDRADE, 2010). Para
que seja delineada a pesquisa científica é preciso que se use métodos e técnicas específicas.
Essas ferramentas propiciam um embasamento teórico capaz de produzir resultados
satisfatórios ao final da obra.

2.2 CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA

O tipo de pesquisa a ser utilizado durante a produção científica depende dos objetivos a
serem alcançados pelo estudo. Para atender os objetivos desse estudo, fez-se necessária uma
pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa, em variadas obras publicadas por teóricos
que discorrem sobre a temática em epígrafe.
De acordo com Severino (2002), para a construção de estudos utilizando-se a pesquisa
bibliográfica, “[...] a escolha das obras deve ser criteriosa, retendo apenas aquelas que
interessem especificamente ao assunto tratado” (SEVERINO, 2002, p. 77).
De acordo com a literatura de Flick (2009, a pesquisa qualitativa envolve a postura
interpretativa e naturalística do mundo. “Isso significa que os pesquisadores desse campo
estudam as coisas em seus contextos naturais, tentando entender ou interpretar os fenômenos
em termos dos sentidos que as pessoas lhes atribuem” (FLICK, 2009, p. 16).
2.2 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO

Como critério de inclusão, para a contextualização desse trabalho, optou-se por buscar
conhecimentos específicos sobre a temática, por literaturas publicadas sobre a
interdisciplinaridade e sobre o ensino de filosofia, não buscando pesquisas mediante um
período específico, por tratar-se de uma temática, apesar de ser contemporânea, ter seus anais
por volta de 1960, permitindo, desta forma, que os enfoques aqui delineados sejam definidos
a partir deste período. Como critério de exclusão não foram utilizados obras publicados no
período inferior a 1960, por entender-se que tais publicações não estariam condizentes com a
propositura deste estudo e, portanto, não deveriam ser relevantes para a produção científica.
Outros critérios de exclusão de literaturas, as quais não atendiam as condições propostas
no presente estudo, foram adotados mediante uma prévia leitura e análise dos resumos das obras
encontradas e, diante do contexto percebido, aqueles considerados inadequados eram
descartados.

3 A INTERDICIPLINARIDADE E A DISCIPLINA: CONCEITOS E DEFINIÇÕES

Conceituar a interdisciplinaridade pode ser uma tarefa um tanto quanto complexa, pois
diversos teóricos o fazem de forma emblemática, não havendo, portanto, um consenso onde se
possa abstrair, em sua totalidade, todas as nuances que a temática possa requerer. Nessa
perspectiva para conceituar a interdisciplinaridade faz-se necessário um entendimento “[...] sob
vários enfoques, desde uma abordagem epistemológica até uma visão metodológica relacional
entre as várias áreas do conhecimento” (RICARDO, 2005, p. 204).
Neste viés tem-se o pensamento de Hilton Japiassu quando afirma que a
interdisciplinaridade tem como característica principal a constante troca de conhecimento entre
especialistas e pelo volume de interação entre as disciplinas, com vistas à elaboração de um
mesmo projeto de pesquisa (JAPIASSU, 1976).
Desta forma, se pode interpretar que a interdisciplinaridade é um instrumento de
produção do conhecimento que trabalha de forma interativa com as demais disciplinas, nas
escolas de diversas instâncias em todo o Brasil. Trata-se de um agrupamento de disciplinas que
se interagem e se comunicam mutuamente, visando um processo de ensino aprendizagem de
forma dinâmica e eficaz.
Para o filosofo francês Edgar Morin, a evolução das disciplinas não revela unicamente
as vantagens da “[...] divisão do trabalho (isto é, a contribuição das partes especializadas para
a coerência de um todo organizador), mas também os inconvenientes da superespecialização:
enclausuramento ou fragmentação do saber” (MORIN, 2005, p. 16).
Apesar das dificuldades de se chegar a um termo comum sobre a
interdisciplinaridade, algumas arguições sobre o tema são encontradas nas várias literaturas
existentes, as quais buscam esmiuçar acerca dos objetivos, peculiaridades, vantagens,
interação, diversidade de pensamentos e os caminhos para a prática pedagógica interativa
em sala de aula.
As dificuldades a respeito de projetos educacionais que envolvem interdisciplinaridade
encontram barreiras já a partir da nomenclatura dada ao novo modelo da forma interacional
pedagógica. Na visão de Pombo (1994) não existe ainda uma definição unívoca, consensual ou
sequer geralmente aceita. “A interdisciplinaridade consiste em um objeto novo que não pertence
a ninguém” (BARTHES, 1988, apud MACHADO, 2000, p. 117).
Para Morin (2002), para se possa entender o termo interdisciplinaridade, deve-se partir
da noção do que seja a disciplina. Nestes aspectos pode-se afirmar que a disciplina anda
conjuntamente com a interdisciplinaridade e uma grandeza está ligada a outra como forma de
enriquecimento do conhecimento humano.
Enfatizando-se ainda sobre o que vem a ser disciplina, tem-se uma conceituação
expressa no ano de 1970, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico
(OCDE)2 que versa que a disciplina é o “[...] conjunto específico de conhecimentos que tem
suas características próprias no plano do ensino, da formação, dos mecanismos, dos métodos e
das matérias” (PINEAU apud SOMMERMAN, 2006, p. 25).
Nos ensinamentos de Fazenda (1999, p. 16), podem ser encontrados argumentos que
delineiam consubstancialmente a respeito da interdisciplinaridade, quando a mesma versa que:

A necessidade de conceituar, de explicitar, fazia-se presente por vários motivos:


interdisciplinaridade era uma palavra difícil de ser pronunciada e, mais ainda, de ser
decifrada. Certamente que antes de ser decifrada, precisava ser traduzida, e se não se
chegava a um acordo sobre a forma correta de escrita, menor acordo havia sobre o
significado e a repercussão dessa palavra que ao surgir anunciava a necessidade da
construção de um novo paradigma de ciência, de conhecimento, e a elaboração de um
novo projeto de educação, de escola e de vida.

2
Organização internacional composta de 34 países que aceitam os princípios da democracia representativa e da
economia de livre mercado, que procura fornecer uma plataforma para comparar políticas econômicas,
solucionar problemas comuns e coordenar políticas domésticas e internacionais. Disponível em:
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_para_a_Coopera%C3%A7%C3%A3o_e_Desenv
olvimento_Econ%C3%B3mico> Acessado em: 12 maio 2015.
Pombo et al. (1994, p. 13) ensina que a interdisciplinaridade é qualquer forma de
combinação “[...] entre duas ou mais disciplinas com vista à compreensão de um objeto a partir
da confluência de pontos de vista diferentes e tendo como objetivo final a elaboração de uma
síntese relativamente ao objeto comum”.
Já para Silva (2009, p. 78) “[...] interdisciplinaridade é vista ainda como um termo
que serve para caracterizar a colaboração entre diversas disciplinas ou entre setores
heterogêneos de uma mesma ciência”. O englobamento de duas ou mais disciplinas para
serem estudadas conjuntamente podem favorecer a compreensão de grandezas com maior
eficiência e eficácia.
De acordo com os autores, os objetivos a serem alcançados pelo sistema interdisciplinar
são inerentes à propositura de uma educação voltada para a unificação de disciplinas que
podem, de forma interativa, serem estudadas visando uma maior compreensão de questões
complexas, que não seriam esclarecidas se fossem estudadas isoladamente.
No tocante ao ajuntamento de ideias acerca de assuntos pertinentes, não apenas a uma
disciplina na área do conhecimento humano, mas o apanhado de vários outros ensinamentos
provindos de outras conjunturas disciplinares propiciam aos envolvidos (escola, educadores e
educandos) uma diferenciação no delineamento estrutural da pedagogia.

2.2 A INTEGRAÇÃO E A INTERDISCIPLINARIDADE

O conhecimento humano a cada dia passa por transformações diversas. Cotidianamente


percebe-se a evolução da ciência em todas as instâncias tecnológicas educacionais. Dentro dessa
perspectiva, a interdisciplinaridade também se desenvolve a partir dos ensinamentos nas escolas por
todo o mundo. O processo de integração de disciplinas possibilita ao alunado uma maior
valoração no processo ensino aprendizagem.
Para Ferreira (2012), a integração de várias disciplinas poderá trazer benefícios aos
educandos, pois essa junção tende a conseguir uma amplitude de conhecimentos mais
abrangentes. Esse modelo de ensino não permite que as disciplinas sejam tratadas de forma
isolada, mas que estejam conectadas com um único objetivo: fazer com que o processo ensino-
aprendizagem se desenvolva de forma mais dinâmica e eficaz. Com essa perspectiva, na
literatura de Lück (1994, p. 64), pode-se encontrar afirmações que versam que:

[...] a integração e engajamento de educadores, num trabalho conjunto, de interação


das disciplinas do currículo escolar entre si e com a realidade, de modo a superar a
fragmentação do ensino, objetivando a formação integral dos alunos, a fim de que
possam exercer criticamente a cidadania, mediante uma visão global de mundo e
serem capazes de enfrentar os problemas complexos, amplos e globais da realidade
atual.

Enfocando-se sob a temática que envolve interação e interdisciplinaridade, tem-se a


concepção de Japiassu (1976, p. 61), quando o mesmo afirma que “[...] falar de
interdisciplinaridade é falar de interação de disciplinas”. E ainda reitera que a disciplina é usada
como sinônimo de ciência, muito embora o termo ‘disciplina’ seja mais empregado para
designar o ensino de uma ciência, ao passo que o termo ciência designa mais uma atividade de
pesquisa.
O mesmo autor, numa outra perspectiva faz ponderações sobre interação quando
discorre que trata-se de um método de pesquisa e de ensino, suscetível de fazer com que duas
ou mais disciplinas interajam entre si, esta interação podendo ir da simples comunicação das
ideias até a integração mútua dos conceitos, da epistemiologia, da terminologia e da
metodologia (JAPIASSU, 1989).
Isso posto, pode se entender que a interdisciplinaridade permite que se estude assuntos
relativos à uma determinada disciplina e, dentro dessa perspectiva, possa-se, também interagir
com outras disciplinas, a partir de uma tema elencado, possibilitando dessa forma uma variada
gama de embasamento, o que, por si só, reflete uma consubstancial mudança na forma de se
processar os conhecimentos adquiridos com essa prática.
Corroborando com essas afirmações, Zabala (2002) concepciona que a interação entre
duas ou mais disciplinas, que podem implicar transferência de leis de uma disciplina a outra,
originando, em alguns casos, um novo corpo disciplinar, como, por exemplo, a bioquímica ou
a psicolinguística.
Sabe-se que a interdisciplinaridade refere-se à forma com que a escola, os educadores e
os educandos interagem com as abordagens pedagógicas impostas pelos currículos escolares a
serem estudados e pesquisados. Dessa forma, é possível pensar-se que a interdisciplinaridade e
a interacionalidade estão intrinsecamente atreladas na busca por um melhor desempenho com
relação ao processo ensino aprendizagem. Essa particularidade está presente na forma de
educação moderna, onde os envolvidos podem interagir mutuamente, buscando sempre a
melhoria da produção do conhecimento em todas as áreas das ciências sociais.
Nesse viés há de se fazer uma diferenciação no tocante aos termos integração e interação
para que se tenha um posicionamento mais preciso sobre os pormenores que envolvem a
interdisciplinaridade. Buscando esmiuçar essa temática, Fazenda (1996, p. 21), tece comentário
enfocando que a integração é como um momento de “[...] organização e estudo dos conteúdos
das disciplinas, como uma etapa para a interação que só pode ocorrer num regime de
coparticipação e reciprocidade, que ocorre somente na interdisciplinaridade”. A autora ainda
reitera que “existe uma profunda diferença entre integração e interdisciplinaridade. A
integração poderia acontecer em dois aspectos parciais, como: confronto de métodos, teorias-
modelo ou conceitos-chave das diferentes disciplinas, ao passo que, delimitando mais
rigorosamente o conceito de interdisciplinaridade, conclui-se que esta seria um passo além desta
integração (FAZENDA, 1996).
De acordo com a autora existem características diferenciadas entre interação e
integração. O processo de interatividade dá-se através da interdisciplinaridade quando se busca
fusão de posicionamentos diferenciados entre os envolvidos e suas respectivas disciplinas. Em
se tratando da compreensão da disciplina filosofia, parte integrante desse objeto de estudo, para
que se possa compreendê-la em sua totalidade, necessariamente se faz um envolvimento com
outras disciplinas, como por exemplo, a matemática, a física, a biologia, e até mesmo a história
e a geografia.
Quando a interacionalidade ocorre entre as várias disciplinas do conhecimento humano,
dependendo do nível de conhecimento do alunado acerca dos assuntos abordados pelas mesmas,
faz com que a interdisciplinaridade esteja presente em todas as instâncias educacionais. Dessa
forma o educador terá plenas condições de repassar seus conhecimentos com mais segurança e
eficiência, promovendo uma gama maior de aprendizagem entre os envolvidos, pois “[...] a
interdisciplinaridade caracteriza-se pela intensidade das trocas entre os especialistas e pelo grau
de integração real das disciplinas no interior de um mesmo projeto de pesquisa” (JAPIASSÚ,
1976, p. 74).
Essa interação a que se refere o autor está presente na forma de educação moderna, onde
os envolvidos podem interagir mutuamente, buscando sempre a melhoria da produção do
conhecimento em todas as áreas das ciências sociais. Corroborando com as afirmações, Jantsch
e Bianchetti (1995, p 27), formulam posicionamentos versando que “[...] a necessidade de
interdisciplinaridade na produção do conhecimento funda-se no caráter dialético da realidade
social”.

2.3 O ENSINO DE FILOSOFIA E O PROFESSOR INTERDISCIPLINAR

Os desafios do homem frente à construção dos saberes em um mundo cada vez mais
globalizado, impende estratégias educacionais que se afastem dos modelos tradicionais de
ensino. Assim, o modelo tradicional de construção do ensino, caracteriza-se pela
descontextualizarão e pela fragmentação do conhecimento. “Este modelo tem-se mostrado
deficitário, posto que há um paradoxo entre a visão fragmentada do conhecimento e o mundo
globalizado que visa cada vez mais a integração dos diferentes saberes” (FREITAS;
FERREIRA, 2011, p. 18).
O professor interdisciplinar no ensino de filosofia faz com que o aluno massifique os
seus conhecimento, tornando-se mais conhecedor das vivências do mundo e das coisas que o
cerca, pois “[...] o ensino da filosofia é, basicamente, uma construção subjetiva, apoiada em
uma série de elementos objetivos e conjunturais” (CERLETTI, 2009, p. 8).
Assim, o ensino da filosofia de forma interdisciplinar pode levar o alunado a ocupar os
espaços indefinidos, os quais estão disponíveis para que possam ser objetos de cooperação entre
as várias disciplinas do saber e, desta forma, ser possível a pactuação de diálogos.
Os saberes devem se fazer presentes neste espaços, não obstante possam perder suas
identidades. Com isso, o ensino da filosofia poderá ser um importante instrumento contributivo
para a promoção dos debates sobre estas questões, pois a “a filosofia só faz jus a si mesma
quando é mais do que uma disciplina específica” (ADORNO, 2006, p. 53).
O papel a filosofia é sempre o de se voltar para outro objeto que não ela própria, o que
significa que a sua peculiaridade “[...] é ser um discurso de segunda ordem, já que ela não se
apropria de nada, tendo como objetivo único, buscar, pela reflexão crítica, a inteligibilidade do
mundo e do próprio conhecimento” (BULCÃO, 1994, p. 69).
Para que haja a interdisciplinaridade faz-se necessário que os educadores, os educandos,
a escola, a família e o poder público estejam intrinsecamente engajados com um único propósito
de disseminar as vantagens que essa nova modalidade traz para o âmbito educacional
contemporâneo. É preciso que se formem grupos de educadores e educandos com interesses
mútuos para manusear essas novas práticas pedagógicas e que “[...] tenham recebido formação
nos diferentes domínios do conhecimento (disciplinas), tendo cada um conceitos, métodos,
dados e temas próprios” (BERGER, 1972, apud POMBO, 1994, p. 2).
As características pedagógicas do professor de filosofia devem estar atreladas às
responsabilidades que o mesmo deverá assumir durante a sua performance quando labora em
sala de aula. Ao abraçar o ensino de filosofia, como um objeto de pesquisa dentro da própria
filosofia, pode desencadear implicações em outra atividades, como por exemplo, ensinar a
ensinar filosofia. Nestes aspectos, de acordo com Velasco et al. (2015) é preciso que os
responsáveis pela educação em filosofia repensem a formação docente, devendo serem
articuladas as dimensões pedagógicas e filosóficas dos cursos de licenciatura em filosofia.
É bem verdade que ensinar filosofia longe das interatividades com as outras diversas
disciplinas, implica para o professor uma forma de incapacidade pedagógica que deverá ser
reparada, no sentido de buscar novos entendimentos acerca da interdisciplinaridade, pois estas
vinculações que devem ser estabelecidas com o ensino de filosofia é substancial a todo o ensino
(CERLETTI, 2009).
Na concepção de Fazenda (2001, p. 17) o pensar interdisciplinar parte do princípio
de que “[...] nenhuma forma de conhecimento é em si mesma racional. Tenta, pois, o diálogo
com outras formas de conhecimento, deixando-se interpenetrar por elas. (...) não se ensina,
nem se aprende, vive-se, exerce-se.” Para Cerletti (2009, p. 19) “a tarefa de ensinar – e
aprender – filosofia não poderia estar nunca desligada do fazer filosofia” (CERLETTI,
2009, p. 19).
A proposta pedagógica interdisciplinar no ensino da filosofia necessita de
educadores capacitados e dispostos a produzirem um ensino consubstanciado nas vantagens
que a interdisciplinaridade dispõe para as ciências e as tecnologias dos saberes. Estes
sujeitos podem absorver de forma interativa, o entendimento sobre a importância dos
movimentos tecnológicos agregados às ciências da natureza e dos aspectos filosóficos,
subsidiando o alargamento dos processos de produção, desenvolvimento e do conhecimento
em todas as instâncias sociais (TRINDADE, 2011).
O professor de filosofia, enquanto agente massificador de construções
interdisciplinares, tem como meta o engajamento adaptativo sobre as novas tendências
educacionais, visando uma prática interdisciplinar de forma democrática, juntamente com a
escola, o alunado, as políticas públicas e a sociedade como um todo, para que possa haver uma
interatividade voltada à produção do conhecimento no meio educacional, principalmente na
disciplina filosofia, objeto desse estudo.
Entretanto, Ivani Fazenda revela que apesar do seu empenho pessoal e do sucesso junto
aos alunos, os professores ao ensinarem filosofia defrontam-se quase sempre com sérios
obstáculos de ordem institucional, pois o professor comprometido, em geral, trabalha muito e
seu trabalho incomoda aqueles que querem se acomodar, principalmente se a filosofia da
instituição em que trabalham for a da acomodação (FAZENDA, 1995).
Além disso, para Gallina (2004) dois entraves no ensinamento de filosofia podem ser
notados: um externo que diz respeito à valorização destes cursos e outro interno que se relaciona
às concepções que trazem embasamento acerca das atividades a serem desenvolvidas na
formação dos professores de filosofia para o ensino médio.
Para a maioria dos alunos a disciplina filosofia é considerada de difícil entendimento.
Nessa perspectiva a interdisciplinaridade se mostra como uma forma de mudar os conceitos
pré-estabelecidos pelo alunado, quando agrupa fundamentos de outras disciplinas para uma
melhor compreensão da aprendizagem como um todo. Essa prática, segundo Fazenda (2008, p.
82):
[...] pressupõe uma desconstrução, uma ruptura com o tradicional e com o cotidiano
tarefeiro escolar. O professor interdisciplinar percorre as regiões fronteiriças flexíveis
onde o "eu" convive com o "outro" sem abrir mão de suas características,
possibilitando a interdependência, o compartilhamento, o encontro, o diálogo e as
transformações. Esse é o movimento da interdisciplinaridade caracterizada por
atitudes ante o conhecimento.

Em consonância com as afirmações da autora, é preciso que o professor de filosofia


abandone o método tradicional de ensinar os conteúdos programáticos destinados ao ensino da
filosofia e abra as fronteiras para as tendências revolucionárias que a interdisciplinaridade
busca, de forma interativa e democrática. É preciso também que os professores saibam construir
atividades “[...] inovadoras que levem os alunos a evoluírem em seus conceitos, habilidades e
atitudes, é preciso também que saibam dirigir os trabalhos dos alunos para que estes realmente
alcancem os objetivos propostos” (CARVALHO, 1996, p. 2).
Na prática, o professor de filosofia interdisciplinar possui características diferenciadas
daqueles que pratica a pedagogia tradicional. Para Perera (2002, p. 42), o professor qualificado
para a prática pedagógica interdisciplinar em filosofia ou em qualquer outra matéria do
conhecimento humano deverá possuir as seguintes características:

a) Valorizar o processo educativo como um sistema complexo;


b) Ser capaz de aprofundar e atualizar constantemente seus conhecimentos científicos
e metodológicos de acordo com as mudanças em seu contexto histórico;
c) Trazer para o trabalho pedagógico as características da atividade científica
contemporânea, orientando participações ativas de seus alunos, que lhes
proporcionem uma correta visão da ciência e da época em que vivem;
d) Mediante seu próprio exemplo, proporcionar aos seus alunos valores e atitudes,
assim como uma forma de pensar interdisciplinar, como parte de sua educação
científica como cidadãos;
e) Conceber a atividade pedagógica como uma atividade essencialmente
interdisciplinar e aplicar métodos científicos para analisar, acometer e resolver os
problemas;
f) Manifestar um domínio integral do seu contexto de atuação profissional.

Como se pode notar, são diversas as características que um professor de filosofia deve
ter como resultado da sua formação profissional. O interesse pela construção do saber de forma
interdisciplinar é de vital importância para que haja uma interatividade entre os envolvidos.
Neste sentido, é necessário que “[...] cada professor e cada professora estão comprometidos
com a construção da ‘sua’ didática com base na sua concepção de filosofia. Em alguma medida,
terão de ser então, ao mesmo tempo, filósofos e professores (CERLETTI, 2009, p. 63-64).
Na concepção de Cordiolli (2002, p. 19-20), o professor de filosofia que atua numa
perspectiva interdisciplinar é aquele que domina o conteúdo de sua área e recorre a outras
disciplinas para “[...] explorar plenamente os temas de que está tratando. Numa proposta não
disciplinar, todo tema, mesmo estando ancorado em uma área do saber, requer práticas
pedagógicas que tendem a ser interdisciplinar”.
As salas de aula são palcos de diversas experiências integrativas, diferenciadas pela
qualidade e pela forma como são repassados os conteúdos didáticos-pedagógicos, porém a
pouca (ou nenhuma) forma interdisciplinar que vislumbre a agregação de valores estratégicos
para um aprendizado da disciplina filosofia mais consistente ainda não é realidade no setor
educacional brasileiro, uma vez que numa sala de aula interdisciplinar a autoridade do professor
é conquistada, enquanto na outra é simplesmente outorgada.
De fato, as práticas pedagógicas devem fazer parte do sistema interdisciplinar,
principalmente nas aulas de filosofia, pois se trata de uma disciplina que necessariamente deve
estar integralmente internacionalizada com várias outras áreas do conhecimento humano. Nesse
sentido o professor de filosofia deve ser um indivíduo que “[...] conhece bem sua matéria, que
tem uma boa compreensão entre as várias disciplinas e que conheça como os alunos constroem
seus conhecimentos” (FORTES, 2009, p. 5).
Partindo-se destes pressupostos é possível o entendimento de que o professor de
filosofia, utilizando-se dos seus conhecimentos, poderá ter o domínio e a competência para
repassar o conteúdo a ser estudado. “Para ser professor, necessita, além de dominar os
conhecimentos, ter uma determinada forma de atuação que permita que o conhecimento chegue
a seus alunos” (RIOS, 1997, p. 129).
Todo o processo ensino aprendizagem de forma interdisciplinar, requer não apenas um
professor de filosofia que transmita seus conhecimentos apenas naquilo que ele adquiriu na sua
formação acadêmica. Nestes pressupostos:

[...] não se termina nunca de aprender a ensinar e, para que alguém possa ser sujeito
dessa aprendizagem, deve assumir a decisão de sê-lo. Isso implica uma grande
responsabilidade, mas também a enorme liberdade de decidir o próprio trajeto de
filósofo ou filósofa ensinante (CERLETTI, 2009, p. 94-95).

Nesse viés, o professor interdisciplinar em filosofia obrigatoriamente deverá dominar


os conhecimentos a respeito da sua própria disciplina, para que o mesmo tenha a segurança
necessária para efetuar abordagens pedagógicas noutros assuntos que possam ser trazidos à
interação com a didática ora praticada.
Nessa linha de raciocínio, Jantsch e Bianchetti, (1995), discorrem que para o “[...]
educador praticar a pedagogia de forma interdisciplinar, primeiramente deverá dominar a
própria disciplina”. Nessa mesma perspectiva, Zabala (1998, p. 40), ensina que: “Todo
conteúdo por mais específico que seja sempre está associado e, portanto será aprendido junto
com conteúdo de outra natureza”.
Em meio aos vários questionamentos apresentados acerca da interdisciplinaridade, a
presença do professor de filosofia sobressai-se como mediador e fornecedor de subsídios
que propiciam que todo esse desenvolvimento interativo, seja prevalecido durante o
processo ensino aprendizagem em todas as disciplinas, incluindo-se a filosofia, pois a
filosofia “é processo e produto ao mesmo tempo; só se pode filosofar pela história da
filosofia e só se faz história filosófica da filosofia, que não é mera reprodução” ( GALLO,
2002, p. 198).
Todo esse processo de reestrutura educacional deve passar também pela capacitação e
especialização de educadores, nas suas respectivas áreas de ensino, para que os mesmos possam
vislumbrar de forma dinâmica e segura, essa nova tendência a ser aplicada nos métodos de
ensinos atuais.

CONCLUSÃO

Em todas as áreas do conhecimento humano, durante a pesquisa em busca dos saberes,


a interdisciplinaridade é um instrumento que propicia um maior diversidade de opções que
potencializam e facilitam o processo ensino e aprendizagem, por meio da integração de
disciplinas e nesse arcabouço o ensino de filosofia se faz presente no currículo escolar das
escolas em todo o Brasil.
Em suma, todo o processo ensino aprendizagem, em qualquer disciplina, para que tenha
êxito na sua propositura pedagógica, deve ser ministrado de forma interativa para que possa
alcançar os níveis de aprendizagem satisfatórios. Para tanto, a interdisciplinaridade deve estar
presente, como forma de aprofundamento científico, produzindo o conhecimento, utilizando-se
de embasamentos cooperativos conjuntamente com outras disciplinas, como forma de garantia
de um ensino que possibilite uma gama maior de aprendizagem aos envolvidos.
Nessa vertente o professor interdisciplinar é parte indispensável na produção dos
conhecimentos do seu alunado. Aos alunos cabem receber esses conhecimentos buscando da
melhor forma possível as descobertas que a interdisciplinaridade propicia, para que percebam
uma maior facilidade na absorção das informações, principalmente na disciplina filosofia e,
dessa forma, transformem-se em cidadão mais preparados para futuras vivências educacionais
interdisciplinares.
Para que fosse possível explanar sobre as particularidades que envolvem a
interdisciplinaridade, enquanto ferramenta de interacionalidade entre as várias disciplinas do
saber, mais especificamente no que concerne à filosofia, este estudo buscou abordar literaturas
que pudessem embasar teoricamente sobre o ensino de filosofia de forma interdisciplinar.
Neste contexto, os objetivos deste estudo foram alcançados, partindo-se dos
pressupostos de que as informações aqui propagadas constituem-se num parque informativo de
relevada importância para a área da pedagogia, podendo outros pesquisadores servirem-se das
informações aqui contidas.
É mister salientar que essa pesquisa não se encerra com os tópicos aqui abordados,
podendo outros pesquisadores discorrerem sobre o assunto em epígrafe, havendo, portanto, um
vasto campo a ser explorado e pesquisado, tendo como objeto de estudo não apenas sobre a
interdisciplinaridade no ensino da filosofia, mas em várias outras situações que o tema possa
permitir.

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