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MEIO AMBIENTE – 2AMB3 - STAR

RELATÓRIO DE COLETA E ANÁLISE DE ÁGUA POTÁVEL

Ana Júlia de Souza Subrinho


Fabiano Bressani Ferreira
Marcela Adriana Borges Jorquera

Professora Glicia Alves Aleixo

Itanhaém
2018

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 3

2. PARTE EXPERIMENTAL ..................................................................................... 6

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................ 9

4. CONSIDERAÇÕES ............................................................................................ 10

5. REFERÊNCIAS .................................................................................................. 11

6. ANEXOS ............................................................................................................. 12

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1. INTRODUÇÃO

Antes de chegar às nossas casas, a água passa por alguns processos (físicos,
químicos e biológicos) para chegar aos padrões de potabilidade segundo a Portaria
2.914/2011 do Ministério da Saúde.

Essa portaria, define potabilidade como:


“II - água potável: água que atenda ao padrão de potabilidade estabelecido nesta
Portaria e que não ofereça riscos à saúde;” (Art. 5º)

Sendo padrão de potabilidade:

“III - padrão de potabilidade: conjunto de valores permitidos como parâmetro da


qualidade da água para consumo humano, conforme definido nesta Portaria;” (Art. 5º).

Destaco aqui, alguns parâmetros que estão apontados nessa mesma Portaria:

Substância CAS (1) Unidade VMP (2)


Nitrato (N) 14797-55-8 mg/L 10
Nitrito (N) 14797-65-0 mg/L 1
CRL 7782-50-5 mg/L 5
Ferro 7439-89-6 mg/L 0,3
Amônia (NH3) 7664-41-7 mg/L 1,5

*CAS é o número de referência de compostos e substâncias químicas


adotado pelo Chemical Abstract Service
*VMP é a sigla para Valor Máximo Permitido

As fontes de Nitrogênio são diversas, porém, os esgotos constituem em geral, a


principal fonte, sendo lançados em sua maioria, o Nitrogênio orgânico e o amoniacal.
O nitrogênio amoniacal provém em sua maioria da hidrólise – que é a reação de
decomposição ou de alteração de uma substância pela água – da uréia que, depois
de se transformar em amônia (N2), se transforma em Nitrito (NO2) por algumas
bactérias que inclui as Nitrossomonas sp e posteriormente, pode ser oxidado a Nitrato
(NO3) por outro grupo do qual participa a Nitrobacter sp. Essa etapa é chamada de
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nitratação. Para que o Nitrogênio possa ser liberado em forma de gás e ir para a
atmosfera, é necessária a presença de carbônico orgânico. “Pode-se associar a idade
da poluição com a relação entre as formas de nitrogênio (orgânico ou amoniacal), ou
seja, se for coletada uma amostra de água de um rio poluído e as análises
demonstrarem predominância das formas reduzidas, significa que o foco de poluição
se encontra próximo; se prevalecer nitrito e nitrato, ao contrário, significa que as
descargas de esgotos se encontram distantes. (TELLES, Dirceu D’Alkmin, GÓIS,
Josué Souza de. 2013)”. O excesso dessas substâncias em contato com o ser humano
pode causar metemoglobinemia (desordem que causa o aumento de meta-
hemoglobina).

O CRL é o Cloro Residual Livre. O CRL é o cloro em solução, na forma de HClO ou


ClO. A presença de HClO ou ClO depende do pH da água: se mais ácida, maior
presença de HClO e quanto mais alcalina, maior presença de ClO. O cloro é um gás
de cor esverdeada, mais pesado que o ar e “(...) tem a capacidade de penetrar nas
células e de combinar com substâncias vitais, provocando a morte de
microorganismos (São Paulo (Estado) 1974).” Quando o cloro entra em contato com
compostos nitrogenados ou com a amônia, dão origem a compostos também
bactericidas, chamados cloraminas. Em excesso pode causar câncer.

O ferro presente na água provoca mancha em roupas e louças sanitárias, e também


sabor metálico podendo até mesmo prejudicar processos industriais. “Teores
elevados de ferro são encontrados em águas subterrâneas agressivas, ricas em gás
carbônico e sem oxigênio dissolvido, sob forma de bicarbonato ferroso, em águas
superficiais, onde o ferro se apresenta ligado ou combinado com a matéria orgânica,
e frequentemente em estado coloidal, e em águas poluídas com resíduos industriais
ou de mineração (CETESB, 1977).” Em excesso, pode contribuir para a acidificação
e a perda de fósforo e molibdênio.

Sobre o pH, a Resolução 2914/2011 recomenda que a água, no sistema de


distribuição, continue entre 6 e 9,5. O pH – potencial hidrogeniônico –

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“(...)representa a atividade do íon hidrogênio, resultante da dissociação da própria
molécula da água, configurando uma situação de equilíbrio entre os íons H (hidrogênio
ativo) e OH (hidroxilas). Esse equilíbrio pode ser alterado pela descarga de efluentes
industriais ácidos (predomínio de H) ou alcalinos (predomínio de OH) ou por
processos bioquímicos que ocorrem nas próprias águas naturais. (PIVELI, Roque
Passos; CAMPOS, Fábio. 2013)”.

E por fim, a observação da temperatura também é uma condição muito importante


de ser estudada e monitorada: “Por um lado, o aumento da temperatura provoca o
aumento da velocidade das reações, em particular as de natureza bioquímica de
decomposição de compostos orgânicos. Por outro lado, diminui a solubilidade de
gases dissolvidos na água, em particular o oxigênio, base para a decomposição
aeróbia (PIVELI, Roque Passos; CAMPOS, Fábio. 2013)”. Todos os corpos de água
apresentam variação de temperatura durante o dia, mas, o lançamento de substâncias
com temperatura acima do limite de tolerância do ambiente, pode causar sérios danos
para esse meio.

Vemos, por meio dos parâmetros apontados, que eles estão atrelados uns aos
outros, e apontam como está a qualidade da água potável. Diante disso, como será
que está a qualidade da água que nós consumimos?

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2. PARTE EXPERIMENTAL
2.1 – Materiais:
Frasco coletor;
Termômetro de álcool;
Papel de Tornassol;
Reagente de pH (Ecokit);
Reagente de amônia (Ecokit);
Reagente de Ferro (Ecokit);
Reagente de Cloro Livre ou Residual (Ecokit);
Reagente de Nitrato (Ecokit);
Reagente de Nitrito (Ecokit);
Cubetas.
Pazinha nº1

2.2 – Métodos

O método colorimétrico se baseia em reações do composto a analisar com


um determinado reagente, podendo provocar a formação da cor (podendo
ser menos ou mais intensa) ou o desaparecimento desta.

2.2.0 – Coleta

Com o frasco coletor, coletamos água da torneira da sala de preparo.

2.2.1 – Temperatura

No frasco coletor, inserimos o termômetro e aferimos a temperatura.

2.2.1 – pH

2.2.2.1 – Papel de Tornassol

No frasco coletor, inserimos o papel de Tornassol.

Resultado: entre 5 e 6

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2.2.2.2 – Reagente pH

Transferimos a amostra na cubeta até a marca de 5ml e adicionamos 1 gota do


Reagente de pH, fechamos e agitamos. Abrimos a cubeta e posicionamos sobre a
cartela e fizemos a comparação de cor.

2.2.2 – Reagente de Amônia

Transferimos a amostra na cubeta até a marca de 5ml e adicionamos 3 gotas do


reagente 1, fechamos e agitamos. Adicionamos 3 gotas do reagente 2, fechamos
e agitamos. Adicionamos 3 gotas do reagente 3, fechamos e agitamos.
Aguardamos 10 minutos, abrimos a cubeta e fizemos a comparação de cor.
Multiplicamos o valor obtido por 1,214.

2.2.3 – Reagente de Ferro

Transferimos a amostra na cubeta até a marca de 5ml e adicionamos 2 gotas do


reagente Tiofer, fechamos e agitamos. Posicionamos sobre a cartela de
parâmetros e fizemos a comparação de cor.

2.2.4 – Cloro Livre ou Residual

Transferimos a amostra na cubeta até a marca de 5ml e adicionamos 10 gotas do


reagente 1, fechamos e agitamos. Adicionamos 1 medida do reagente 2 com a
pazinha nº1 e agitamos até dissolver. Abrimos a cubeta e imediatamente
posicionamos sobre a cartela de parâmetro de cor e fizemos a leitura.

2.2.5 – Nitrato

Transferimos a amostra na cubeta até a marca de 5ml e adicionamos 1 medida do


reagente 1 com a pazinha nº1 e agitamos até dissolver. Adicionamos 1 medida do
reagente 2 com a pazinha n°1 e agitamos até dissolver. Adicionamos 2 gotas do
reagente três, fechamos e agitamos bem. Aguardamos 15 minutos e posicionamos
a cubeta sobre a cartela de parâmetro de cor e fizemos a leitura.

2.2.6 – Nitrito

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Transferimos a amostra na cubeta até a marca de 5ml e adicionamos uma medida
do reagente 1, fechamos e agitamos vigorosamente por 2 minutos. Adicionamos 1
medida do reagente 2, fechamos e agitamos até dissolver. Adicionamos 2 gotas
do reagente 3, fechamos e agitamos bem. Aguardamos 15 minutos, abrimos a
cubeta e a posicionamos sobre a cartela de parâmetros de cor.

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3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
3.1 – Resultados:
Temperatura: 28°C
pH (papel de Tornassol): entre 5 e 6
pH (reagente): 6,5
Amônia: 0,25
Ferro: 0
Cloro livre ou residual: 2,0
Nitrato: <5
Nitrito: 0,5.

3.2 – Discussão:
A temperatura da água está em temperatura correspondente à do ambiente e
seu pH está ácido, um pouco fora dos parâmetros da Resolução 2914/2011. A
pouca presença de amônia, nitrito e nitrato mostra que existe alguma
substância em decomposição, porém também dentro dos parâmetros. Não
existe presença de ferro e o CRL presente está no limite permitido.

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4. CONSIDERAÇÕES

Desenvolver essas análises e pesquisas, faz com que pensemos na importância do


tratamento correto de água, a importância de conhecer as substâncias que podem ou
não estar presentes na água que utilizamos e como elas nos afetam direta ou
indiretamente. Também percebemos que os parâmetros estão interligados de maneira
que se altera algo, outra coisa também pode estar alterada.

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5. REFERÊNCIAS

CETESB. Operação e manutenção de ETA. São Paulo (Estado): Tilibra, 1997


SÃO PAULO. Secretaria dos Serviços e Obras Públicas. Desinfecção de Águas. São
Paulo: CETESB, 1974.
TELLES, Dirceu D’Alkmin (Coordenador); GÓIS, Josué Souza de (Colaborador). Ciclo
ambiental da água: da chuva à gestão. São Paulo: Blucher, 2013.
MANCUSO, Pedro Caetano Sanches; SANTOS, Hilton Felício dos. Reuso de Água.
São Paulo, 2003.

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6. ANEXOS

Coletando a água e medindo temperatura.

Kit de reagentes do Cloro e procedimento ocorrendo.

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