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INSTITUTO ARTE NA ESCOLA: PROJETO ECOART – MATERIAL PEDAGÓGICO

ANTONIO HENRIQUE AMARAL


AMEAÇA, 1992, SERIGRAFIA
Fonte: http://artenaescola.org.br/ecoart/material/antonio-henrique-amaral/#/o-seu-olho-o-que-ve

EXPLORAÇÃO VISUAL DA OBRA - 001


Professor, antes de dar início às proposições que se seguem, mostre a obra Ameaça do artista Antonio
Henrique Amaral, instigando seus alunos a observarem atentamente a imagem, de modo que a percebam
em seus mínimos detalhes. Em um primeiro momento não mencione o título da obra para que se
sintam livres para observá-la.

É primordial que antes de qualquer proposição eles se familiarizem com a imagem, assim o trabalho de
leitura pode ser mais eficiente e mais produtivo.

Acompanhe abaixo os passos metodológicos para a exploração visual da obra.

O seu olho, o que vê?

Mostre aos alunos a imagem, permitindo que a observem por um longo tempo. Estimule-os a falarem
livremente sobre ela.

 Uma imagem dividida em sete partes.


 Cada parte contém uma figura: uma árvore, um osso, uma ponta de faca, um garfo, uma chaminé e duas
pontas de serra.
 Uma imagem de árvore, localizada no centro, ocupa o maior espaço e ganha destaque.
 Tons de azul, cinza e preto dominam quase toda a imagem.
 Todas as figuras têm luz e sombra!

O seu olho, o que percebe?

Uma linha reta cinza clara, na posição horizontal, divide o quadro em duas partes. Ela se parece com a linha
do horizonte.

Cada figura é representada sobre um fundo em dégradé.

A árvore, que se destaca no centro da imagem, parece estar seca ou em chamas, com sua copa em tons de
amarelo, verde e laranja.

Na chaminé, nuvens de fumaça em tons de vermelho, cinza e preto ganham destaque no estreito fundo
retangular. Garfo e faca a postos sugerem a hora da refeição. O que se vai comer, cortar, garfar? O osso,
com áreas em alto e baixo relevo, remete-nos ao resto, resquício, à morte.

As serras, postas em duas posições diferentes, revelam com dinamismo seus movimentos fatais.
A árvore em estado de alerta se vê encurralada pelas ameaças que a circundam.

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Todas as figuras presentes na imagem recebem cortes, evidenciando por meio de close-
up e enquadramentos quase fotográficos, seus detalhes. A única figura que aparece inteira é o osso que
repousa sobre a escuridão de um fundo sinistro.

Leia o título da obra Ameaça e peça aos alunos que estabeleçam relações entre o título e a imagem. Em
seguida, leia os artigos nos links abaixo e proponha uma discussão em torno de seu conteúdo em
contraponto com a leitura que fizeram da obra Ameaça de Antonio Henrique Amaral.

TEXTO COMPLEMENTAR: REFLORESTAMENTO DO XINGU


Milhares de hectares das florestas que protegiam as nascentes do rio Xingu, em Mato Grosso, foram desmatados. Agora os
próprios índios estão ajudando os fazendeiros a reflorestar essas áreas.
A bacia do rio Xingu, em Mato Grosso, enfrenta um sério problema: uma área de 300 mil hectares das florestas que protegiam
suas nascentes foi desmatada para o plantio de capim e soja. (...).
Agora você vai ver como os próprios índios do parque do Xingu estão ajudando os fazendeiros a reflorestar essas áreas. A
reportagem é de Ivaci Matias e Francisco Maffezoli Junior. A cidade de Canarana, no nordeste de Mato Grosso é vizinha do
parque indígena do Xingu. O município tem um milhão e setecentos mil hectares e faz parte da nova fronteira de produção de
soja do Estado.
Os desmatamentos para a formação das lavouras chegam até a divisa do parque. O problema é que durante a abertura das
áreas muitos agricultores avançaram nas matas ciliares dos riachos que alimentam o rio Xingu. Hoje eles estão sendo
pressionados a fazer a recuperação dessas áreas, chamadas de APPS, áreas de preservação permanente.
A secretária da Agricultura de Canarana Eliane Felten dá a dimensão do problema. “Nós temos aproximadamente 30 mil
hectares que são necessários fazer a recuperação. Isso não quer dizer que as margens dos rios estão totalmente desprovidas de
vegetação, apenas esta vegetação não está na largura que prevê a lei, que é de 50 metros, no caso do leito do córrego do rio e
cem metros no caso da cabeceira”, explica.
Seu Arlindo já decidiu fazer a recuperação desta área ao longo do rio que corta sua fazenda. Ele cercou o lugar e plantou
crotária, uma leguminosa que está em floração. Além de fornecer nitrogênio para o solo, ela está fazendo sombra para as
árvores nativas que ele plantou no meio. Quando completar o seu ciclo a leguminosa vai morrer e dar espaço para as árvores.
Seu Arlindo não usou mudas e sim sementes que foram colocadas diretamente no solo. O processo é mais barato, mas exige
uma quantidade muito grande de sementes. E haja sementes para recuperar os trinta mil hectares de Cananara e mais 270 mil
desmatados em toda a bacia do rio Xingu.
Depois de tanto derrubar a floresta, hoje, para conseguir sementes, os agricultores têm que apelar para a reserva do parque
indígena do Xingu. A convite do Instituto Socioambiental, organização não governamental que trabalha com os índios, quatro
etnias do parque estão trabalhando na coleta de sementes. A campanha leva o nome de Y Ikatu Xingu, que na língua dos índios
quer dizer: “Salve a água boa do Xingu”.
Vamos conhecer o trabalho dos índios ikpenges. Eles eram guerreiros que viviam no norte da região amazônica disputando
território com outras tribos. No final do século 18, eles migraram para o Mato Grosso e se fixaram nas margens do rio Jatobá.
Foram transferidos para o parque indígena do Xingu em 1967, pelos irmãos Villas Boas.
Os ikpenges falam uma língua da família caribe. O primeiro contato deles com o homem branco se deu no início dos anos
sessenta. Fotos da época mostram o sertanista Orlando Villas Boas trocando presentes com eles.

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Na época, Paikuré, tinha uns 18 anos e diz que nunca vai esquecer a cena de Orlando Villas Boas chegando na aldeia. “Eu
armei o arco e já ia atirar a flecha no peito dele. Ele tinha uma figura estranha, aquela barba, parecia um bicho. Aí ele ergueu os
braços e vi que era um amigo...”, conta.
Hoje a tribo ikpeng tem 400 índios, na maioria jovens que trabalham na coleta de sementes. No caminho até a floresta
passamos pelo mandiocal, principal cultura da tribo, que também cultiva abacaxi. Os produtos da roça servem apenas para o
sustento deles.
Já a extração de sementes passou a ser uma fonte de renda. Tudo o que coletam é comercializado na cidade de Canarana.
Para escolher as espécies mais importantes os ikpenges fizeram um mapeamento da floresta como explica o Oremé. “Uma
marca indica que no local tem um recurso importante para nós, agora eu vou colher esta fruta que nós consumimos como sucos
ou a própria polpa”, diz.
Seu nome em português é pitomba. Frutinha muito doce, típica da zona de transição entre o cerrado e a Amazônia. Elas ficam
bem no alto. Chegar até lá para coletar as sementes não é nada fácil. Oremé orienta o Waygé que foi escolhido para escalar a
árvore. Paykuré está preocupado. “Ele pediu para eu prestar atenção, pra ver vespa, e também choveu e pode escorregar”, diz.
Eles comem a polpa e guardam os caroços num saco plástico.
Depois o grupo muda de área. A caminhada é longa até o centro da floresta onde estão as árvores maiores. No meio do
caminho uma nascente brota da terra. Água limpinha pra matar a sede. Depois de duas horas mata adentro, chegamos na área
da coleta. A árvore é um Angelim Saia. Suas sementes estão dependuradas lá no alto. Elas surgem em pencas presas nos
cipós. De novo o pessoal vai ter que escalar a árvore para fazer a coleta. Waygé dá uma olhada e desiste da empreitada.
O engenheiro florestal Marcos Schmidt do Instituto Socioambiental coordenou o treinamento deles para este tipo de situação. A
técnica usada é o rapel. Oremé amarrou uma chumbada na ponta de uma linha de pesca e vai atirá-la de estilingue no galho
mais forte da árvore.
Acerta de primeira e depois puxa a linha de volta para amarrar suas cordas e levá-las lá em cima. Depois testa para ver se
aguenta o peso do Oremé. Ele veste seu cinturão e vai encarar a subida. A chegada se deu bem no meio dos cachos de
sementes. Lá do alto Oremé faz sinal de que está tudo bem.
Usando um alicate de poda ele começa o serviço e o restante do pessoal vai juntando. Marcos Schmidt mostra as sementes do
Angelim e diz que o preço pago para os índios pela coleta varia de cinquenta centavos a quinhentos reais o quilo. “O quilo de
uma semente grande são poucas sementes. O quilo de uma semente bem miudinha são milhares, então esta questão também
influencia no preço. Além do valor monetário, eu acho que a experiência e o reconhecimento deles nesta luta de recuperação
desta região, que foi muito desmatada, eu acho que isso é o maior benefício para eles também”, diz.
Missão cumprida e Oremé recebe o aplauso do pessoal. Na próxima reportagem você conhecerá as árvores plantadas com as
sementes colhidas pelos índios do Xingu, a muvuca de sementes: técnica desenvolvida para fazer o plantio de uma floresta
usando a mesma máquina que semeia as lavouras de soja, e a história de um garoto que convenceu o pai a recuperar a área
degradada da fazenda.
Fonte: SENDO Sustentável: Informação, Conhecimento & Ação. Disponível em:
<http://sendosustentavel.blogspot.com/2010/08/reflorestamento-no-xingu-i.html#more>. Acesso em: 5 abr. 2011.

De olho no artista, no Brasil e no mundo

A obra Ameaça, de Antonio Henrique Amaral, pode traduzir sua preocupação com as questões em torno da
degradação do meio ambiente, suas causas e seus efeitos. Trata-se de uma reprodução serigráfica de uma de
suas pinturas de mesmo nome, que compõe a série A Ameaça e as Árvores, produzida entre os anos 1990 e
1991.

Observe outras pinturas que compõem essa série.

1. Tree & Weapons


1991, óleo sobre tela.
Série: A Ameaça e as Árvores
http://www.ahamaral.art.br/portu/portu.htm

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2. Smoke & Clouds


1991, óleo sobre tela.
Série: A Ameaça e as Árvores
Coleção Mr. Fran Davidman, EUA
http://www.ahamaral.art.br/portu/portu.htm

3. Armas I
1990, óleo sobre tela.
Série: A Ameaça e as Árvores
http://www.ahamaral.art.br/portu/portu.htm

Se observarmos o conjunto, podemos notar que elementos presentes na obra Ameaça, aparecem também em
outras obras da série, como é o caso da faca, da fumaça, do garfo, da chaminé, da árvore, do osso e da
motosserra. Essa é uma das características peculiares do trabalho de Antonio Henrique Amaral, a busca

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por símbolos que remetam a um contexto, de modo que seus significados sejam construídos em decorrência
do modo como aparecem. O crítico Frederico Morais ressalta:

"Com o passar dos anos, Antonio Henrique Amaral lança mão de outras figuras-
símbolo em sua pintura, criando séries com base no garfo, no bambu, em seios enormes
e torsos, na mata e urbe estilizadas. Em rotação, tais signos adquirem novos
significados em função do encadeamento de fases e épocas de sua pintura e do
relacionamento de sua obra com a realidade do país e do mundo"
(Antonio Henrique Amaral: obra em processo, 1997, p.57)

Também podemos perceber que, nesse conjunto, o artista dá um tratamento visual muito semelhante às
imagens. Há uma luminosidade intensa representada tanto nas figuras quanto no fundo, intercalada com áreas
com pouca ou nenhuma luz. Os tons claros e escuros percorrem a imagem, fazendo-nos perceber a
importância dada pelo artista à representação da luz. A luz, representada ora nas figuras, ora no fundo, se
impõe como um elemento independente, brotando na imagem e se sobrepondo à forma, que ganha um novo
status e se distancia do modelo real. Com exceção da obra Armas I, que apenas dispõe lado a lado as figuras
sobre o fundo em dégradé, as outras imagens são divididas em outros espaços dentro do quadro, criando
diferentes enquadramentos. É como se fossem quadros dentro de um quadro.

TEXTO COMPLEMENTAR: CRÍTICA DE PAULO HERKENHOFF


Antonio Henrique Amaral. Ameaça

Antonio Henrique Amaral nasceu em São Paulo em 1935. Estudou no Museu de Arte de São Paulo. Conheceu o poeta chileno
Pablo Neruda, o qual escreveu o poema “Sê” que busca na natureza um espelho para os indivíduos.
“Se não puderes ser um pinheiro, no topo da colina, sê um arbusto no vale, mas sê o melhor arbusto à margem do regato. Sê
um ramo, se não puderes ser uma árvore. Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
e dá alegria a algum caminho. Se não puderes ser uma estrada, sê apenas uma senda, se não puderes ser o Sol, sê uma
estrela. Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso... mas sê o melhor no que quer que sejas”.
A forma e a agenda de prioridades de Antonio Henrique resultam de um processo político. No entanto, ele mantém a obra
como ato de crítica, manifestação de indignação e advertência. A atmosfera sombria do quadro Ameaça cria e revela o
pessimismo da vida: um garfo e uma faca tratam da fome e de aflições; serras dentadas lembram motosserras da derrubada das
matas. Uma árvore morta e a chaminé que emite fumaça poluída são provas da decadência da vida no mundo contemporâneo.
A ecologia de Antonio Henrique dialoga com a “ecosofia” de Félix Guattari que discute a existência de três registros ecológicos.
O primeiro é o meio ambiente, a natureza e sua complexidade. As relações sociais buscariam o equilíbrio coletivo contra a
explosão populacional, o desemprego e as formas de exploração do Outro, além de redefinir as finalidades da produção de
riquezas materiais. A subjetividade seria o registro da realização de cada ser humano nos planos do afeto, do conhecimento, da
comunicação, do psicológico, da vida simbólica ou da sobrevivência material e espiritual. A tela Ameaça é a advertência sobre a
terrível deterioração do mundo.
Guattari pensou a fusão entre ecologia e filosofia em conceito que denomina ecosofia. As relações de Antonio Henrique com a
ecologia atravessam algumas etapas. Durante a Ditadura, suas gravuras em madeira tinham um corte tosco e vigoroso para
atacarem o regime militar por meio de imagens grotescas e mensagens textuais de denúncia e ironia. Seu álbum de xilogravuras
(gravuras feitas em matriz de madeira) denominado O meu e o seu foi uma manifestação contra o autoritarismo. Nessa época,
bananas amarradas ou espetadas por garfos simbolizam a perda das liberdades individuais e as aflições físicas e morais
impostas pela Ditadura. As pessoas se tornavam tão vulneráveis à violência do poder que a metáfora escolhida pelo artista é
apresentá-las como bananas. Nas últimas décadas, ele agregou uma preocupação com o progresso sem valores éticos e
culturais como um modo de decadência e destruição do equilíbrio da humanidade.

O olho que conta histórias

A árvore, tema central na composição da série A Ameaça e as Árvores feita por Antonio Henrique Amaral,
aparece no texto visual como um representante simbólico para tratar de questões em torno do desmatamento,
da degradação do meio ambiente, do respeito à vida, da preservação e outras possibilidades. Em Ameaça, a
árvore parece movimentar-se sobremaneira para chamar atenção a seu estado quase extinto.

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Mostre a obra Ameaça de Antonio Henrique Amaral para seus alunos e peça que exponham sua opinião sobre
a forma encontrada pelo artista para registrar o tema. Em seguida, peça que façam um levantamento de
palavras que se relacionem direta ou indiretamente com as figuras representadas nessa obra, ou seja, as
imagens como elementos simbólicos podem ampliar-se para que outros contextos? Que palavras poderiam
relacionar-se com as imagens representadas? Registre as palavras e peça-lhes que as leiam em voz alta
enquanto observam a imagem.

O olho pensa, a mão que faz, o corpo que inventa

Com as proposições didáticas sugeridas, espera-se que os alunos possam se aproximar, de uma maneira
aberta, da obra do artista, buscando encontrar possibilidades de exploração poéticas desse objeto artístico. Tal
aproximação propicia a ampliação de seus repertórios visuais e conceituais.

Ao apresentarmos os conteúdos relacionados às aprendizagens, definimos o que esperamos que os alunos


aprendam e também estabelecemos uma relação entre os conteúdos e as reais possibilidades de construção
de conhecimentos em suas diferentes etapas de desenvolvimento cognitivo, afetivo e relacional.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Proposta de trabalho: Reconstruindo o olhar sobre a imagem da cidade

Conteúdos

 Problemas socioambientais da cidade


 Fotografia
 Intervenção sobre fotografia
 Leitura de imagem

Objetivos

 Pesquisar e descobrir os principais problemas ambientais da cidade em que vivem


 Selecionar e produzir imagens fotográficas com diferentes enquadramentos
 Elaborar intervenções sobre imagem fotográfica criando um novo sentido sobre a imagem matriz
 Identificar aspectos do processo de criação de Antonio Henrique Amaral

Avaliação

Considerando que a avaliação é um instrumento do professor para saber se o objetivo que propôs foi ou
não alcançado e perceber o grau de dificuldade vivenciado pelos alunos durante o percurso educativo,
este item tem como objetivo apontar caminhos por meio de levantamento de questões (perguntas), que
ajudem o professor a perceber se os alunos se apropriaram dos conteúdos apresentados ou não e de que
forma. Para tanto, a avaliação para essa proposição didática estará contida no item 6 da atividade
sugerida.

PROPOSTA DE TRABALHO
Materiais

1. Câmera fotográfica
2. Imagens impressas
3. Guache e pincéis, lápis de cor e/ou caneta hidrográfica
4. Cola branca ou fita-crepe
5. Folhas grandes para montar um painel

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Reconstruindo o olhar sobre a imagem da cidade

1. Proponha a seus alunos que desenvolvam uma pesquisa, fazendo um levantamento sobre os principais
problemas ambientais da cidade em que vivem. Peça que apresentem sua pesquisa para a sala e elejam os
problemas mais agravantes.
2. Mostre novamente a obra Ameaça de Antonio Henrique Amaral e retome com eles como o artista faz uso
das imagens para valorizar seu discurso sobre o tema. Destaque novamente os enquadramentos escolhidos
pelo artista para representar cada figura.
3. Selecione algumas imagens fotográficas com enquadramentos diferenciados e as compare com os
enquadramentos feitos pelo artista na obra Ameaça.
4. Proponha a seus alunos que fotografem ou selecionem imagens fotográficas da cidade ou do bairro em que
vivem explorando diferentes enquadramentos. A partir da pesquisa feita, peça que fotografem ou
selecionem imagens que mostrem os principais problemas ambientais enfrentados pelo local escolhido.
5. Imprima as imagens ou tire cópias (pode ser preto e branco ou colorido) e proponha que desenvolvam
intervenções sobre as imagens fotográficas. Essas intervenções correspondem a desenhos ou pinturas
sobre as imagens fotográficas que possam interferir em sua visualidade e leitura, de modo que deem uma
nova interpretação para a imagem, apagando ou acrescentando elementos e tornando evidentes
determinados aspectos. O que a imagem comunica? Para essa intervenção utilize tinta guache, lápis de cor
ou caneta hidrográfica. Você também pode utilizar os três materiais. O importante é que os alunos se sintam
livres para interferir nas imagens e dar a elas um novo sentido. Antes de a turma começar, entre no link
abaixo e mostre alguns exemplos de intervenções sobre fotografias.
6. Após o término de todas as intervenções, exponha as imagens produzidas e deixe que cada aluno observe
e comente as produções do grupo. Monte um único painel organizando as imagens lado a lado. Em
seguida, peça que cada aluno comente sobre as transformações visuais e discursivas ocorridas na imagem
fotográfica após suas intervenções. Mostre a imagem de Antonio Henrique Amaral e peça que elejam as
intervenções que mais dialogam com a obra do artista. Pensando no contexto de todas as imagens
selecionadas no painel, peça que elejam um título para o trabalho.
7. Avalie:
 A proposição didática sugerida ajudou os alunos a estabelecerem relações com o texto visual apresentado
na obra Ameaça de Antonio Henrique Amaral?
 Os alunos conseguiram estabelecer relações entre a obra de Amaral, sua forma de representação e o tema
Meio Ambiente?
 Os alunos conseguiram desenvolver a atividade conforme as orientações dadas? Onde apresentaram mais
dificuldades? O que gostaram mais?
 Eles se apropriaram dos conceitos de enquadramento, intervenção sobre fotografia?
 Que outras questões você faria para avaliar o percurso desenvolvido até aqui?

INTERVENÇÃO
A noção de intervenção é empregada, no campo das artes, com múltiplos sentidos, não havendo uma única
definição para o termo.

Nesse caso, o termo intervenção é usado para qualificar o procedimento de promover interferências em
imagens, fotografias, objetos ou obras de arte preexistentes criando um novo sentido. Possui um sentido
semelhante à apropriação, contribuição, manipulação, interferência. Colagens, assemblages, montagens,
fotografias e desenhos são técnicas que frequentemente se valem desse tipo de procedimento.

Como prática artística no espaço urbano, a intervenção pode ser considerada uma vertente da arte urbana,
ambiental ou pública, direcionada a interferir sobre uma dada situação criando um novo sentido, para promover
alguma transformação ou reação, no plano físico, intelectual ou sensorial. Trabalhos de intervenção podem
ocorrer em áreas externas ou no interior de edifícios.

Os projetos de intervenção são um dos caminhos explorados por um universo bastante diverso de artistas
interessados em se aproximar da vida cotidiana, se inserir no tecido social, abrir novas frentes de atuação e
visibilidade para os trabalhos de arte fora dos espaços consagrados de atuação, torná-la desestabilizadora,
menos mercantilizada e musealizada e mais acessível ao público. Tal tendência, marcante da arte
contemporânea, é geradora de uma multiplicidade de experimentações artísticas, pesquisas e propostas

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conceituais baseadas em questões ligadas às linguagens artísticas, ao circuito da arte ou ao contexto


sociopolítico.

Fonte: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de artes visuais. Disponível em:


http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=88
82&lst_palavras=&cd_idioma=28555&cd_item=8. Acesso em: 5 abr. 2011.

INTERVENÇÕES SOBRE FOTOGRAFIA


No que concerne ao campo da arte, a fotografia exerce um papel de suma importância. Manipulada ao avesso,
a fotografia passa a funcionar como um recurso fundamental nas mãos de artistas que passam a utilizá-la em
função das inúmeras possibilidades discursivas a que esta se presta. Trata-se de um dos recursos mais
exponenciais para o diálogo com o universo da arte conceitual. No caso da intervenção sobre fotografia,
artistas, fotografando ou se apropriando de imagens fotográficas expostas na mídia, interferem diretamente na
aparência da imagem fotográfica buscando reconduzir, de forma direta ou indireta, o discurso aparentemente
promovido por esta. Pintando, interferindo no negativo, mexendo quimicamente em seu processo de revelação
e até mesmo, manipulando-a por meio de recursos digitais, artistas fazem da fotografia um veículo poderoso
para a manipulação de ideias sobre e em torno da arte. Observe as intervenções feitas pelos artistas Geraldo
de Barros, Claudia Leão e Sinval Garcia. Ao realizarem intervenções sobre fotografias, investigam os limites do
processo fotográfico tradicional, redimensionando o nosso olhar para novas formas de pensar e entender a
fotografia no âmbito da arte.

FOTOGRAFIA: ENQUADRAMENTO
Uma das maiores decisões no processo de criação de uma fotografia tem pouco a ver com a operação da
câmera. Todas as fotografias são quadrados ou retângulos, e é esse retângulo que o fotógrafo sobrepõe ao
mundo e faz um recorte mais ou menos amplo que serve de base para o processo fotográfico. A grande
escolha é o que colocar dentro desse quadro, o que mostrar.

Tão importante quanto aquilo que é mostrado, é aquilo que opta por não se mostrar. O que está fora do quadro
pode ser apenas inferido, imaginado, suposto. Esse jogo entre o que há e o que não há, entre o que é
mostrado ou não, entre o claro e o obscuro, quando bem explorado, pode criar trabalhos extremamente
interessantes ou instigantes. Nem sempre vale a pena mostrar tudo, de forma explícita.

Fonte: PEREIRA, Rodrigo F. Técnica e linguagem: enquadramento. Câmara Obscura: artigos, notícias e
reflexões sobre fotografia. Disponível em: http://camaraobscura.fot.br/2010/01/01/tecnica-e-linguagem-
enquadramento. Acesso em: 5 abr. 2011.

Quanto à distância focal, as lentes mais curtas, com maior ângulo de visão, permitem incluir mais elementos no
quadro, criando um recorte mais amplo. Já as lentes mais longas levam a enquadramentos mais fechados,
caracterizando um corte mais agressivo. O recorte não precisa ser pensado antes da captura ou se subordinar
à distância focal da lente. O fotógrafo pode, por meio de programas de edição de imagens, realizar o recorte
que quiser a partir de um arquivo gerado pela câmera.

Provocando olhares

Embora a obra Ameaça do artista Antonio Henrique Amaral não seja uma fotografia, ela compartilha, em seu
texto visual, de uma visualidade fotográfica obtida por meio de toda a configuração espacial construída pelo
artista, na qual cada figura, embora representada em enquadramentos individualizados, mantém dialeticamente
a conexão com o todo.

Assim, faz-se necessário salientar a importância da fotografia não só como recurso visual nas mãos dos
artistas, mas como um instrumento do campo da visualidade capaz de impor modos muito particularizados de
ver e perceber as coisas do mundo, por meio de cortes, recortes, angulações, aproximações e os mais
variados enquadramentos da imagem. A obra Ameaça de Antonio Henrique Amaral pode ser vista como um
exemplo claro dessa visualidade instituída pela fotografia.

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Perceba que as imagens se mostram em angulações e aproximações características da linguagem


fotográfica.

O artista constrói sua trama visual a partir da manipulação espacial de cortes, propondo ao observador que
este compartilhe de uma visibilidade, sobretudo, fotográfica da obra. E isso, longe de ser apenas uma escolha
inocente para a constituição formal da obra como um todo revela intenções e reflete a carga expressiva que se
deseja imprimir sobre a imagem.

Logo “o meio fotográfico não se opõe às linguagens mais tradicionais ou mais novas que ele. Encontra-se
frequentemente somado a elas, renovando-se a partir desse diálogo”.

(Karine Gomes Perez, disponível em: http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/%20


revislav/article/viewFile/2190/1350. Acesso em: 5 abr. 2011).

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O olhar que dialoga com o meio ambiente

BLUE marble. Imagem feita pelo Centro Espacial Goddard. Disponível em:
http://n.i.uol.com.br/ultnot/album/100226_f_036.jpg. Acesso em: 8 abr. 2011.

TEXTO COMPLEMENTAR: TERRA, NOSSO LAR


A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, é viva como uma comunidade de vida
incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as
condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da
humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de
plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação
comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado”. (CARTA da Terra.
Disponível em: http://www.cartadaterrabrasil.org/prt/text.html. Acesso em: 5 abr. 2011).
Como educadores, temos o dever de informar aos nossos alunos a gravidade da situação ambiental no planeta, mesmo que
num primeiro momento isso possa causar um choque. Um trabalho sobre as queimadas e sua contribuição para o efeito estufa e
a poluição ambiental pode ser realizado em parceria com o(as) professores(as) de Ciências e Geografia.
Somos o resultado de um longo processo histórico, e para entender o momento que estamos vivendo precisamos nos situar
dentro desse processo. O papel desempenhado por Galileu Galilei, Isaac Newton e Francis Bacon na concepção do modelo
científico, a Revolução Industrial, a sociedade de consumo e seu desenvolvimento, são alguns dos temas cujo estudo, em
parceria com os professores de História e Filosofia, trariam um maior entendimento da sociedade moderna e do seu consumismo
predatório.
A coleta seletiva, a reciclagem de materiais e outras ações positivas realizadas por muitas escolas, perdem o significado e
caem no vazio se não estiverem dentro de um contexto maior. Salientamos que este trabalho de contextualização pode e deve
ser realizado desde as primeiras séries do Ensino Fundamental.
Uma linguagem adequada à faixa etária parte do cuidado e da sensibilidade do educador. O mais importante é que a
mensagem, apesar de conter um quadro angustiante, deve ser de esperança. É um grande desafio, mas ainda podemos criar
uma consciência planetária e realizar ações que preservem e promovam a vida de todos os seres desse planeta.
Veja alguns links sobre informações da situação atual das queimadas no Brasil e outros sobre relatos de experiências que
mostram uma pequena parte do grande movimento em prol da preservação da vida no nosso planeta. Sem a pretensão de impor
modelos, que devem ser construídos respeitando a realidade de cada comunidade, as experiências abaixo mostram que
podemos influir positivamente na situação atual. (Edaival Mulatti)

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TEXTO COMPLEMENTAR: ALFABETIZAÇÃO ECOLÓGICA


Alfabetização ecológica: a educação das crianças para um mundo sustentável,
de Fritjof Capra e outros (Cultix, 2007)
Os artigos e ensaios reunidos neste livro – primeira publicação oficial em língua portuguesa do Centro de Ecoalfabetização –
revelam o trabalho que está sendo realizado pela rede de parcerias desse Centro, localizado em Berkeley, na Califórnia. Entre os
projetos estudantis apoiados pelo Centro de Ecoalfabetização e descritos neste livro estão a recuperação e exploração de baías
hidrográficas, parcerias entre fazendas e escolas, e programas de educação ecológica voltados para a justiça ambiental.

TEXTO COMPLEMENTAR:
INPE – INSTITUTO DE PESQUISAS ESPACIAIS
A página “Queimadas”, no website do Inpe abre com um mapa da América do Sul mostrando as queimadas detectadas por
vários satélites em toda a região. Os focos de queima são indicados pelas pequenas cruzes, e sua cor indica que satélite fez a
detecção. Os dados são atualizados a cada três horas, todos os dias do ano. Para os satélites de órbita polar (NOAAs a 800 km
de distância, e TERRA e AQUA a 730 km), trabalhos de validação de campo indicam que uma frente de fogo com cerca de 30 m
de extensão por 1 m de largura, ou maior, será detectada. Mediante o preenchimento de um cadastro, o INPE permite a
importação das imagens por instituições ou mesmo por pessoas físicas. Disponível em: http://sigma.cptec.inpe.br/queimadas

TEXTO COMPLEMENTAR:
PNUD – PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO

Artigo publicado na folha on-line que identifica os principais agentes que contribuem para o efeito estufa, entre eles o
desmatamento e as queimadas. Possui também uma animação simples mostrando o que é o efeito estufa. Disponível em:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/2001-efeito_estufa-o_efeito_estufa.shtml

TEXTO COMPLEMENTAR:
IASB – INSTITUTO DAS ÁGUAS DA SERRA DA BODOQUENA
Este website mostra um dos inúmeros exemplos de como é possível uma comunidade interferir positivamente na recuperação,
conservação e proteção do solo, das matas e dos rios, proporcionando uma melhor qualidade de vida à sua população. Em seu
primeiro ano, tendo como público-alvo alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, o projeto enfocou principalmente o manejo
adequado do lixo urbano, os cuidados necessários para evitar desperdícios de água e a importância da preservação das matas
ciliares. Disponível em: http://www.iasb.org.br/institucional.php?gru=1

O olho que refaz o percurso

“Investigar as paisagens dentro da gente e olhar para fora procurando ver o mundo objetivo.
Combinar as paisagens do ‘dentro-fora-aqui-agora’. Viajar para dentro e ocupar nossos espaços
‘particulares’ (de partícula)”. (Antonio Henrique Amaral)
Tanto em suas obras como nesse depoimento, o artista revela-nos seu modo particular de ver e sentir as
coisas do mundo. “Investigar as paisagens de dentro da gente (...)”. Seu discurso caminha no universo
metafórico da linguagem. Linguagens verbal e visual compartilham de um mesmo pensamento visual.

Sua fala, pontual, aproxima-nos de seu processo de criação, refletindo como o artista percebe e se relaciona
com o mundo em que vive. “(...) e olhar para fora procurando ver o mundo objetivo.” Obra e fala se
complementam dimensionando que arte e vida são entes inseparáveis. “Combinar as paisagens do ‘dentro-
fora-aqui-agora’”.

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Leia para os alunos o depoimento do artista e, observando a obra Ameaça, proponha que eles interpretem sua
fala, procurando estabelecer relações com o contexto abordado na obra. Retome com eles o exercício do
levantamento de palavras a partir da obra, pedindo que leiam novamente para todos.

Por fim, faça uma apreciação coletiva do painel produzido pelo grupo, buscando valorizar todo o processo de
construção da imagem vivenciado por eles, em correspondência com o pensamento criativo compartilhado pelo
artista.

Linha da vida. Tempo das obras

O olhar que descobre

Livros e catálogos
ARCHER, Michael. Arte contemporânea: uma história concisa. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
AUMONT, Jacques. A imagem. Campinas: Papirus, 1993.
BUORO, Anamelia Bueno. Olhos que pintam: a leitura da imagem e o ensino da arte. São Paulo: Educ: Cortez,
2002.
CAMARGO, Aspasia; CAPOBIANCO, João Paulo Ribeiro; OLIVEIRA, José Antonio Puppim de (Org.). Meio
ambiente Brasil: avanços e obstáculos pós-Rio-92. 2. ed. rev. São Paulo: Estação Liberdade: Instituto
Socioambiental; Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas, 2004.
CAPRA, Fritjof et al. Alfabetização ecológica: a educação das crianças para um mundo sustentável.Org.
Michael K. Stone e Zenobia Barlow. São Paulo: Cultrix, 2006.
COSTA, Cacilda Teixeira da. Arte no Brasil 1950-2000: movimentos e meios. São Paulo: Alameda, 2004.
SONTAG, Susan. Sobre fotografia. São Paulo : Companhia das Letras, 2004.
SULLIVAN, J. Edward; MILLIET; Maria Alice; MORAIS, Frederico. Antonio Henrique Amaral: obra em processo.
São Paulo: DBA, 1997.

Organização – Profº Raphael 12


INSTITUTO ARTE NA ESCOLA: PROJETO ECOART – MATERIAL PEDAGÓGICO

Documentos eletrônicos
ANTONIO Henrique Amaral. Disponível em: http://ahamaral.art.br. Acesso em: 5 abr. 2011.
CLAUDIA Leão. Disponível em: http://www.culturapara.com.br/fotografia/claudialeao/index.htm. Acesso em: 5
abr. 2011.
IASB - Instituto das Águas da Serra da Bodoquena. Disponível em:
http://www.iasb.org.br/institucional.php?gru=1. Acesso em: 5 abr. 2011.
INTERVENÇÃO. Enciclopédia Itaú Cultural de artes visuais. Disponível em:
http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=88
82&lst_palavras=&cd_idioma=28555&cd_item=8. Acesso em: 5 abr. 2011.
MMA - MINISTÉRIO do Meio Ambiente. Disponível em: http://www.mma.gov.br. Acesso em: 5 abr. 2011.
PNUD - Programas das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Disponível em:
http://www.pnud.org.br/meio_ambiente/index.php?lay=mam. Acesso em: 5 abr. 2011.
PREFEITURA de São Gonçalo. Secretaria do Meio Ambiente. Agenda 21. Disponível em:
http://www.pmsg.rj.gov.br/meioambiente/legislacao.php. Acesso em: 5 abr. 2011.
QUEIMADAS: monitoramento de focos. Disponível em: http://sigma.cptec.inpe.br/queimadas. Acesso em: 5
abr. 2011.
SENDO Sustentável: Informação, Conhecimento & Ação. Disponível em: http://sendosustentavel.blogspot.com.
Acesso em: 5 abr. 2011.
SINVAL Garcia. Disponível em: http://www.flickr.com/photos/sinvalgarcia. Acesso em: 5 abr. 2011.

Chave de palavras

Arte conceitual
Vanguarda surgida na Europa e nos Estados Unidos no final dos anos 1960. Para a arte conceitual o
conceito ou atitude mental tem prioridade em relação à aparência da obra.
Assemblages
Denominação de trabalhos artísticos cujos procedimentos envolvem colagem e aglomeração de
materiais diversos. Esse termo foi incorporado às artes em 1953, cunhado por Jean Dubuffet (1901-
1985) para fazer referência a trabalhos que, segundo ele, “vão além das colagens”. O princípio que
orienta a feitura de assemblages é a “estética da acumulação”: todo e qualquer tipo de material pode
ser incorporado à obra de arte.
Close-up
Termo em inglês que designa um plano da imagem mais aproximado.
Dégradé
Derivações entre tons claros e escuros de uma mesma cor.
Distância focal
Distância entre seu centro ótico e a superfície onde a imagem é projetada.
Elementos simbólicos
Expressos ou representados por meio de símbolos, imagens.
Enquadramentos
Limitação física e visual do espaço a ser representado.
Pensamento visual
Pensar por meio de imagens.
Série
Conjunto de obras com o mesmo tema.
Símbolos
Elementos representativos que estão no lugar de algo.
Texto visual
Conjunto de componentes visuais que, relacionados, formam um todo de sentido.

Plano de aula – Proposta de aprendizagem

http://artenaescola.org.br/uploads/ecoart/pdf/antonio-henrique-amaral_material.pdf

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ARCANGELO IANELLI
NO SILÊNCIO DA MATA, 1992, SERIGRAFIA
Fonte: http://artenaescola.org.br/ecoart/material/arcangelo-ianelli/#/o-seu-olho-o-que-ve

EXPLORAÇÃO VISUAL DA OBRA - 002


Professor, antes de dar início às proposições que se seguem, mostre a obra No silêncio da mata do artista
Arcangelo Ianelli, instigando seus alunos a observarem atentamente a imagem, de modo que a percebam em
seus mínimos detalhes. Em um primeiro momento não mencione o título da obra para que se sintam
livres para observá-la.
É primordial que antes de qualquer proposição eles se familiarizem com a imagem, assim o trabalho de leitura
pode ser mais eficiente e mais produtivo.

Acompanhe abaixo os passos metodológicos para a exploração visual da obra.

O seu olho, o que vê?

Mostre aos alunos a imagem, permitindo que a observem por um longo tempo. Estimule-os a falarem
livremente sobre ela.

 Um quadro de cores.
 Tons de marrom, amarelo, verde e vermelho...
 Lembra-nos árvore, porta, assoalho, rio e terra.
 O quadro é dividido em diversas faixas de cores na posição vertical.
 Há uma área mais clara no centro.
 Linhas verticais aparecem dividindo a imagem em diversas partes.

O seu olho, o que percebe?

Aqui o principal elemento visual da imagem é a cor.

A cor que domina o quadro é o marrom, entretanto há áreas verdes e amarelas.

Cada cor é pintada com pequenas oscilações tonais, delimitadas por faixas verticais que vão da parte superior
do quadro à parte inferior.

Linhas afinadas em tons de verde e marrom dividem ainda mais o campo visual, valorizando a direção vertical.

É um quadro quase monocromático, não fosse a presença de mais de uma cor. No entanto, esse efeito se dá
em função da alternância de cores e tonalidades que vão do mais claro ao mais escuro de forma quase
imperceptível.

O que prevalece na imagem são os tons terra: marrons, verdes e amarelos, cores que inevitavelmente nos
remetem à terra, à vegetação e aos rios.

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A área mais clara localizada na parte central do quadro se esvai em direção às laterais que vão se tornando
cada vez mais escurecidas.

A luminosidade suave do centro puxa nosso olhar, ajudando-nos a perceber pouco a pouco as nuances e
sutilezas das cores presentes no espaço do quadro.

De olho no artista, no Brasil e no mundo

Em suas pesquisas como artista, Ianelli sempre buscou explorar ao máximo as possibilidades técnicas e
expressivas de suas obras.

Embora apresente uma produção muito diversificada, transitando da pintura à escultura, dos trabalhos em
relevo aos desenhos em pastel, do universo figurativo ao abstrato, suas obras carregam consigo uma
característica permanente ligada, sobretudo, à incessante busca por uma essência nas formas e cores.

“Tudo o que eu mais quero é a simplicidade. Mas nada é mais


complicado do que ser simples”. (Arcangelo Ianelli)
Como um pesquisador, Ianelli explora, de forma exaustiva, todas as possibilidades visuais oferecidas
pela matéria, fazendo de suas obras contínuos objetos de reflexão. Veja o que disse a partir de um comentário
feito pelo crítico de arte Walter Zanini:

“Eu me lembro que o Walter Zanini dizia: ‘Do nada não nasce nada’.
Quer dizer: você sempre tem uma referência anterior, que pode ser do
seu próprio trabalho. Assim acontece comigo”. (Arcangelo Ianelli)
É importante ressaltar que, além do constante diálogo estabelecido entre as próprias obras, é interessante
percebermos que a obra de Ianelli também traça diálogos com as obras de outros artistas. Observe as obras
dos artistas norte-americanos Mark Rothko e Jules Olitski, clicando no link abaixo, e compare você mesmo.

TEXTO COMPLEMENTAR: MARK ROTHKO E JULES OLITSKI


Observe como os artistas Olitski (1922-2007) e Rothko (1903-1970) manipulam as cores de modo que elas percorrem o espaço
da imagem transpondo-se umas às outras em diferentes tonalidades. Há, em alguns casos, a passagem de uma cor a outra sem
que se perceba claramente os limites entre elas.
Assim como na obra de Ianelli, a cor para Olitski e Rothko torna-se o principal componente do texto visual. A cor, para esses
artistas, convida-nos a penetrar na essência da obra, fazendo-nos percebê-la por meio de suas propriedades e materialidade.

Jules Olitski
Nascido em Snovsk, Russia
27 de Março, 1922 - 04 de Fevereiro, 2007

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Fifth coming - 1981, acrílica sobre tela.


http://olitski.com

Jules Olitski
Nascido em Snovsk, Russia
27 de Março, 1922 - 04 de Fevereiro, 2007

Expansions
1985, acrílica sobre tela.
http://olitski.com

Mark Rothko
Nascido em Dvinsk (agora Daugavpils), Latvia

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No. 14
1960, óleo sobre tela.
http://www.sfmoma.org/explore/collection/
artwork/22031

Mark Rothko
Nascido em Dvinsk (agora Daugavpils), Latvia

Centro tríptico
1966, óleo sobre tela.
http://www.tate.org.uk/modern/exhibitions/
markrothko/panorama/default.shtm

Na obra “No silêncio da mata” o que vemos é apenas um vulto silencioso do que poderia parecer uma mata. Ainda que não
percebamos de forma direta uma relação com a realidade visível, temos a sensação visual de estarmos em meio ou diante da
natureza. Entretanto, a natureza que nos fala é a natureza das cores que nos chegam exclusivamente por meio dos tons
esverdeados e amarronzados e pela insinuante verticalidade arbórea apresentada.

Ianelli nos convida a penetrar na mata por meio do universo das cores. Não as cores vivas, gritantes e puramente emocionais,
mas aquelas que, pela suavidade de tons e leveza cromática, nos conduzem a percebê-las pelo campo dos sentidos.

TEXTO COMPLEMENTAR: CRÍTICA DE PAULO HERKENHOFF


Arcangelo Ianelli. No silêncio da mata

Arcangelo Ianelli nasceu em São Paulo em 1922. Estudou com os artistas Waldemar da Costa e Colette Pujol. Em 2002, a
Pinacoteca do Estado de São Paulo promoveu uma mostra retrospectiva de sua obra para comemorar seus oitenta anos. Uma
retrospectiva se propõe a apresentar o desenvolvimento da produção de um artista ao longo de sua trajetória através da reunião
de peças realizadas em diversas etapas de sua carreira. Uma boa retrospectiva expõe de modo consistente a formação e o

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desenvolvimento da linguagem e da poética constituídas por um artista. Ianelli participou da exposição Arte agora III, América
Latina: geometria sensível no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM) em 1978. O conceito de “geometria sensível”
caracteriza certa arte abstrata da América Latina menos rígida, marcada por conexões entre arte e vida e por formas orgânicas
opostas à rigidez geométrica da arte concreta.
A produção figurativa mais importante de Ianelli foi no campo das paisagens. Em certo momento de sua carreira, o pintor
representa uma floresta apenas pelos troncos das árvores. Esse detalhe, como um fragmento da realidade, passa a ser
percebido também como uma estrutura não figurativa. Sem figuras, suas telas definem o espaço como campos de cor. Daí sua
disposição na mostra Eco Art de 1992 para apresentar uma tela abstrata verde que evocasse a ambiência orgânica de uma
floresta: No silêncio da mata. A pintura de Ianelli lida, desde a década de 1970, com tons rebaixados, com uma luminosidade que
parece dominada por sombras no interior da cor. É possível associar a obra No silêncio da mata a alguma sensação auditiva ou
sonora?
A pintura No silêncio da mata pode remeter ao início do romance Macunaíma, de Mário de Andrade: “No fundo do mato-virgem
nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi
tão grande, escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia, tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que
chamaram de Macunaíma”. Macunaíma, figura imprevisível, poderia simbolizar os brasileiros, nasceu às margens do rio
Uraricoera em Roraima. O escritor fala de silêncio da mata e do ruído do rio Uraricoera. Nas cidades grandes, vive-se a poluição
sonora. O excesso de barulho afeta a audição e leva à perda da sensibilidade para sons mais delicados e sutis. O pintor
Arcangelo Ianelli e o escritor Mário de Andrade chamam a atenção para a riqueza dos sons de uma mata silenciosa.
O nome do rio Uraricoera vem de “urari”, que em algumas línguas indígenas significa veneno, e de “kuera” (de onde deriva-se
“coera”) indica curar-se. Trata-se, pois, da ideia de um rio cujas águas curam. Os índios detêm enorme conhecimento das
qualidades medicinais das plantas da floresta, muitas delas desconhecidas pela indústria dos remédios. No Acre, os índios
conhecem mais de duzentas plantas medicinais, como guaraná, copaíba, andiroba, catuaba, sucupira, murapuama, caroba
moruré e açaí, entre muitas outras. Esse conhecimento se desenvolveu e se acumulou ao longo de dois mil anos de geração a
geração. Para ter esta sabedoria foi necessário observar e pesquisar a floresta e desvendar suas riquezas. Seria algo como
escutar o que existe na obra No silêncio da mata? A incorporação de algumas plantas descobertas pelos índios na medicina
popular.

O olho que conta histórias

“Escrever sobre as imagens lidas é um exercício que torna possível organizar as ideias e as relações
que surgem no percurso da leitura”.
(Anamelia Bueno Buoro)
No silêncio da mata, título dado por Ianelli à sua obra, direciona nosso olhar para um contexto ambiental,
provocando indagações. Há silêncio na mata? Quando a mata silencia? O que aconteceu ou acontecerá no
silêncio da mata?

Por não conter figuras que apresentem uma relação direta com o assunto descrito no título, propõe que
estabeleçamos outros tipos de relações buscando, por meio de nosso imaginário e repertório, outras formas de
correspondência entre o título proposto e a imagem.

Nesse caso, por tratar-se de uma obra predominantemente cromática – ou seja, o campo visual é inteiramente
formado por massas de cores, ocupando todo o espaço representado –, as relações entre a imagem e o título
se fazem por meio das propriedades intrínsecas da cor. Logo, o tratamento visual dado à cor, bem como sua
intensidade, luminosidade, materialidade ou uniformidade, oferecerão ao leitor os referenciais básicos
necessários para que este, juntamente com seu repertório, possa dialogar com a obra.

Mostre novamente a obra No silêncio da mata e mencionando o seu título, proponha aos alunos que, em uma
folha, registrem suas observações sobre as relações que estabeleceram entre o título dado à obra e o texto
visual apresentado. Em seguida, peça que compartilhem suas anotações com o grupo.

Lembre-se de que o título dado pelo artista é um indicador de caminhos de leitura e que sua correspondência
com a obra dependerá da natureza poética de seu trabalho. Nesse caso, em função do tema central que
ampara toda a construção desse material educativo, a obra de Ianelli, assim como todas as outras obras que
compõem esse material, traça um diálogo com questões em torno do meio ambiente. Assim, podemos dizer

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que a obra No silêncio da mata, embora de natureza abstrata, traz em seu texto visual, componentes que
buscam relacionar-se com o tema em questão.

Professor, é importante que nesse momento você registre as observações dos alunos e aproveite para ampliar
o repertório deles sobre como se dá o processo de criação e construção de uma obra abstrata do artista
Arcangelo Ianelli. Para isso assista ao vídeo sobre o artista e em seguida mostre-o para os alunos clicando no
link abaixo.

VÍDEO: ARCANGELO IANELLI


Fonte: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de artes visuais. Disponível em:
http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2844&id=001303&titulo=ArcangeloIanelli&auto=undefined.
Acesso em: 6 abr. 2011.

TEXTO COMPLEMENTAR: ARTE ABSTRATA


Em sentido amplo, arte abstrata refere-se às formas de arte não regidas pela figuração e pela imitação do mundo. Em acepção
específica, o termo liga-se às vanguardas europeias das décadas de 1910 e 1920, que recusam a representação ilusionista da
natureza. A decomposição da figura, a simplificação da forma, os novos usos da cor, o descarte da perspectiva e das técnicas de
modelagem e a rejeição dos jogos convencionais de sombra e luz, aparecem como traços recorrentes das diferentes orientações
abrigadas sob esse rótulo. Inúmeros movimentos e artistas aderem à abstração, que se torna, a partir da década de 1930, um
dos eixos centrais da produção artística no século XX.

Fonte: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de artes visuais. Disponível em:


http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=347. Acesso em: 6 abr.
2011.

O olho pensa, a mão que faz, o corpo que inventa

Com as proposições didáticas sugeridas, espera-se que os alunos possam se aproximar, de uma maneira
aberta, da obra do artista, buscando encontrar possibilidades de exploração poética desse objeto artístico.
Tal aproximação propicia a ampliação de seus repertórios visuais e conceituais.
Ao apresentarmos os conteúdos relacionados às aprendizagens, definimos o que esperamos que os alunos
aprendam e também estabelecemos uma relação entre os conteúdos e as reais possibilidades de
construção de conhecimentos em suas diferentes etapas de desenvolvimento cognitivo, afetivo e relacional.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Proposta de trabalho: Pintando sons, falando cores...

Conteúdos

 Leitura de imagens
 Pintura de sons da mata
 Mistura de cores
Objetivos

 Desenvolver a leitura de imagem


 Criar uma pintura a partir dos sons presentes em uma mata
 Fazer mistura de cores com giz pastel seco

Avaliação
Considerando que a avaliação é um instrumento do professor para saber se o objetivo que propôs foi ou
não alcançado e perceber o grau de dificuldade vivenciado pelos alunos durante o percurso educativo, este
item tem como objetivo apontar caminhos por meio de levantamento de questões (perguntas), que ajudem o

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INSTITUTO ARTE NA ESCOLA: PROJETO ECOART – MATERIAL PEDAGÓGICO

professor a perceber se os alunos se apropriaram dos conteúdos apresentados ou não e de que forma.
Para tanto, a avaliação para essa proposição didática estará contida nos itens 5 e 6 da atividade sugerida.

PROPOSTA DE TRABALHO
Materiais

 Folhas sulfite, canson ou cartolina A4


 Giz pastel seco ou giz de lousa coloridos
 Spray fixador para desenho

Pintando sons, falando cores...

1. Mostre novamente o vídeo do Ianelli pedindo que observem como o artista faz seus estudos com giz
pastel seco antes de pintar suas telas. Lembre-os de que a obra No silêncio da mata é uma reprodução
em serigrafia de uma de suas pinturas feitas a partir dos mesmos procedimentos apresentados no
vídeo.
2. Utilizando folhas brancas, giz pastel seco colorido (ou se não tiver, giz de lousa), proponha aos alunos
que criem uma pintura a partir do título proposto: “No som da mata”, pintando e fazendo misturas de
cores conforme o exemplo dado pelo artista no vídeo. Assim como o artista fez, eles deverão criar uma
pintura abstrata, representando o tema apenas por meio do preenchimento das cores sobre a
superfície do papel. Para misturar as cores peça que utilizem as pontas dos dedos.
3. Antes de começarem suas pinturas, proponha que pensem sobre como poderão mostrar por meio de
cores o título proposto. A mata tem som? Que som ou sons podemos escutar da mata? Os sons
podem ter cores? A mata tem cores? Em qual direção irão pintar e que cores irão misturar? Se houver
um local de mata próximo à escola você poderá levá-los para que escutem seus sons ou poderá trazer
alguma gravação ou cd que contenha diferentes sons presentes na mata. Lembre-os de que as cores
utilizadas, a divisão dos espaços e o modo como pintam serão os principais elementos de
comunicação entre o tema e o espectador. Relembre-os de que, no exercício de leitura da obra No
silêncio da mata de Ianelli, pudemos perceber diversas tonalidades em uma mesma cor e que havia
partes mais claras e mais escuras no quadro em função das cores utilizadas.
4. Ao término dos trabalhos use o spray fixador para que, ao tocar, a imagem não fique manchada.
5. Exponha todas as imagens para o grupo e, em uma roda de apreciação, peça que cada aluno fale
sobre as relações que estabeleceu entre a apresentação do texto visual e o tema abordado. Monte
uma exposição com todos os trabalhos criando um ambiente que estimule os visitantes a penetrarem
no tema trabalhado. Se conseguir, junto ao ambiente da exposição, acrescente um áudio contendo
sons da mata ou músicas que sensibilizem o olhar para a natureza.
6. Avalie:
 Os alunos se apropriaram da técnica proposta? Realizaram a atividade com autonomia?
 Eles conseguiram criar relações entre o tema e a imagem por meio da linguagem utilizada?
 O exercício de leitura de imagens e do vídeo ajudou-os a penetrar no universo poético do artista
Arcangelo Ianelli?
 Em que apresentaram maiores dificuldades? O que mais gostaram?
 O que você proporia para dar continuidade ao percurso desenvolvido até aqui?

Provocando olhares

“Nesse momento, surpreendentemente, nós estamos diante de um colorista dos mais expressivos. Para
Ianelli completou-se um ciclo. Da figura à abstração geométrica, da cor como um instrumental à cor
como assunto. No momento em que isso ocorre, as ideias de espaço do artista também são
depuradas”. (Jacob Klintowitz)

A obra No silêncio da mata, de Ianelli possibilita uma reflexão contundente sobre a importância da cor como
elemento significante para a leitura da imagem. A cor não só conduz o olhar do leitor de imagem, destacando
determinado contexto, como se torna o elemento principal de toda a construção do texto visual. No caso da
obra de Ianelli, a cor, elemento do campo visual, se expande e ganha outros sentidos. Por meio da
manipulação de suas propriedades, a cor nos faz sentir, relacionar, refletir e interagir.

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A obra No silêncio da mata, serigrafia que compõe o conjunto de obras da coleção Bozano e dialoga com o
tema Meio Ambiente, pode ser enquadrada dentro de uma fase do artista em que sua busca volta-se
inteiramente para a vibração da cor. Indo de uma variante a outra de uma mesma cor, sem que haja limites
precisos entre uma tonalidade e outra, Ianelli nos convida a perceber o silêncio tocante da mata. A mata, no
entanto, é representada de forma quase monocromática, característica de quem a observa com o mesmo
cuidado de quem a respeita, percebendo em cada detalhe suas mais sensíveis diferenças.

É interessante que você e seus alunos conheçam e explorem mais a fundo as propriedades das cores.
Proponha à turma diferentes exercícios de percepção das cores e suas variações. Você pode desenvolver
atividades de registro a partir da observação dos alunos ou deixar que façam experiências de mistura de cores.

Leia os textos abaixo e descubra algumas curiosidades sobre a cor.

TEXTO COMPLEMENTAR: AS CORES


A cor é um fenômeno óptico provocado pela ação de um feixe de fótons sobre células especializadas da retina,
as quais transmitem impressões para o sistema nervoso, permitindo diferenciar os objetos do espaço com
maior precisão.

Entretanto, devemos distinguir as duas linhas de pensamento: a cor-luz e a cor-pigmento, embora pensar em
cor sem falar de luz seja impossível, pois a luz é imprescindível para a percepção da cor.

A cor-luz origina-se diretamente de corpos luminosos. Exemplos: luz do sol, lâmpadas, monitores, entre outros.

A cor-pigmento é a luz refletida pelo corpo, fazendo com que o olho humano perceba esse estímulo como cor.

A pintura está baseada na cor-pigmento.

PROPRIEDADES DA COR-PIGMENTO

Cores primárias
O amarelo, o azul e o vermelho são cores primárias. Ou seja, elas são puras, sem mistura. É a partir delas que
são feitas as outras cores.

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Cores neutras
O preto, o branco e o cinza, em todas as suas tonalidades, claras ou escuras formam as cores neutras. As
demais cores, quando perdem o seu colorido pela excessiva mistura com o preto, o branco ou o cinza, também
se tornam cores neutras. As mais comuns são o marrom e o bege.

Efeitos cromáticos
Manipulando as cores é possível obter diversos efeitos cromáticos. Entre eles destacam-se os seguintes:

 Monocromia
Corresponde à variação tonal de apenas uma cor com nuanças para o claro quando misturada ao branco ou
para o escuro com o acréscimo do preto.

 Tonalidade
É a variação tonal de uma cor, que pode ser conseguida num processo de escala ou dégradé.

 Matiz
Matiz é a característica que define e distingue uma cor. Vermelho, verde ou azul, por exemplo, são matizes.
Para mudar o matiz de uma cor, acrescenta-se a ela outro matiz.

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Fonte: Estudo das cores. Disponível em:


http://www.sobrearte.com.br/cor/cores/index.php. Acesso em: 6 abr. 2011.

TEXTO COMPLEMENTAR: O OLHAR DA FÍSICA


A luz sempre foi um tema fascinante para o ser humano. Desde a antiguidade, os filósofos apresentaram modelos sobre a
natureza da luz, como o atomismo de Epicuro e Lucrécio.
No século XVII, o “filósofo natural” Isaac Newton, nos livros Nova teoria sobre luz e cores e Óptica (1704), discutiu a natureza
física da luz e, apesar de não declarar explicitamente sua concordância com o modelo corpuscular, forneceu alguns argumentos
a favor da materialidade da luz. Nesta teoria a luz era considerada como um feixe de partículas emitidas por uma fonte de luz que
atingia o olho, estimulando a visão. (A luz como matéria!)
No século XIX, época em que as “ciências” começavam a se separar quanto aos seus objetos de estudos, o cientista francês
Léon Foucault, medindo a velocidade da luz em diferentes meios (ar/água), verificou que a mesma era maior no ar do que na
água, contradizendo a teoria corpuscular que considerava que a velocidade da luz na água deveria ser maior que no ar.
Na segunda metade do século XIX, o físico escocês James Clerk Maxwell, através da sua teoria de ondas eletromagnéticas,
provou que a velocidade com que a onda eletromagnética se propagava no espaço era igual à velocidade da luz, cujo valor é de,
aproximadamente, 300 mil km/s. (A luz como onda!)
No final do século XIX, a teoria que afirmava que a natureza da luz era puramente uma onda eletromagnética (ou seja, a luz
tinha um comportamento apenas ondulatório) começou a ser questionada.
A teoria ondulatória entrava em contradições e não conseguia explicar o porquê da emissão de elétrons quando um condutor
tem sobre si a incidência de luz.
Foi Albert Einstein, já no século XX e usando a ideia de Max Planck, quem propôs que um feixe de luz é constituido por
pequenos pacotes de energia ( fótons).
A confirmação da descoberta de Einstein se deu no ano de 1911, quando Arthur Compton demonstrou que “quando um fóton
colide com um elétron, ambos comportam-se como corpos materiais”. (Ela é onda e matéria!)
Para a Física, as três grandezas básicas da luz (e de toda a radiação eletromagnética) são: brilho (ou amplitude), cor (ou
frequência), e polarização (ou ângulo de vibração). Devido à dualidade onda-partícula, a luz exibe simultaneamente propriedades
de ondas e partículas.

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Fonte: LUZ: fundamentos teóricos. Disponível em: http://educar.sc.usp.br/otica. Acesso em: 6 abr. 2011.

O olhar que dialoga com o meio ambiente

BLUE marble. Imagem feita pelo Centro Espacial Goddard.


Disponível em: http://n.i.uol.com.br/ultnot/album/100226_f_036.jpg. Acesso em: 8 abr. 2011.

TEXTO COMPLEMENTAR: A SITUAÇÃO GLOBAL


Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento dos recursos e uma
massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo
divididos equitativamente e a diferença entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos
violentos têm aumentado e são causas de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem
sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são
perigosas, mas não inevitáveis. (CARTA da Terra. Disponível em: http://www.cartadaterrabrasil.org/prt/text.html. Acesso em: 6 abr.
2011).

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A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século XXI, de uma sociedade
justa e pacífica. É uma visão de esperança e um chamado à ação. Apesar de o projeto ser uma iniciativa das Nações Unidas, ele
se desenvolveu como uma iniciativa global da sociedade civil.

No item Integridade Ecológica, a Carta da Terra preconiza a proteção dos sistemas ecológicos da Terra, com especial atenção
à diversidade biológica e aos processos naturais que sustentam a vida, ou mais explicitamente: “Adotar, em todos os níveis,
planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável que façam com que a conservação e a reabilitação ambiental sejam
parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento”.

Chamamos a atenção dos professores para dois termos que, aparentemente, revelam conceitos antagônicos. O termo
“desenvolvimento” normalmente é associado à economia, a uma sociedade de consumo, com todas as consequências que esta
sociedade causa ao meio ambiente. O termo “sustentável” foi tirado da biologia e da ecologia, e é relacionado à preservação da
vida, tornando o conceito “desenvolvimento sustentável” algo contraditório.

No longo processo de elaboração da Carta, essa questão foi amplamente discutida e decidiu-se utilizar o termo
“desenvolvimento”, não no sentido comumente utilizado pela economia, mas no sentido dado pela biologia.

O físico Fritjof Capra, pesquisador de física das partículas e autor de vários livros, entre eles O Tao da Física (1975), Sabedoria
incomum (1988) e Pertencendo ao Universo (1991), afirma que podemos criar sociedades sustentáveis seguindo o modelo dos
ecossistemas da natureza.

Como diz Capra, “uma vez que os sistemas vivos são não lineares e estão baseados em padrões de relacionamento, para
entender os princípios da ecologia é preciso uma nova maneira de ver o mundo e de pensar em termos de relações, conexões e
contexto, o que contraria os princípios da ciência e da educação tradicionais do Ocidente”. (Alfabetização ecológica, 2006, p. 48).

A leitura do livro Alfabetização ecológica nos coloca diante de uma nova forma de olhar o mundo e também de um grande
desafio para nós, educadores. Definitivamente, diante de uma nova alfabetização.
(Edaival Mulatti)

TEXTO COMPLEMENTAR:
O PAPEL DAS FLORESTAS E O EFEITO ESTUFA – UM OLHAR SISTÊMICO
Os dois artigos abaixo retratam diferentes faces do mesmo problema, que é o papel das florestas sobre o efeito estufa.

Uma parceria com os professores de Biologia, Física e Química, que contribuiriam com informações sobre os princípios
básicos de funcionamento desse ecossistema, pode ser o início de um trabalho com os alunos sobre o papel das florestas no
nosso planeta.

Pesquisadores australianos, ao analisarem projetos de restauro florestal, descobriram que o reflorestamento de áreas
desmatadas (em especial de florestas), captura carbono de maneira mais eficiente do que plantações industriais de
monoculturas, ou ainda de grandes fazendas com apenas um tipo de espécie plantada.

A pesquisa, publicada na revista científica Ecological Management & Restoration, acaba com a crença de longa data de que
plantações de monoculturas podem capturar mais carbono do que uma floresta replantada. Isso é uma grande novidade para os
fãs da biodiversidade, porém o reflorestamento também custa mais caro.

De acordo com o estudo, as áreas reflorestadas estocam em média 106 toneladas de carbono por hectare, o que equivale a
41,5% a mais do que as 62 toneladas estocadas a cada hectare de área de monocultura de coníferas. As florestas replantadas
também estocam cerca de 19% de carbono a mais do que as espécies madeireiras misturadas plantadas, que em média
estocam 86 toneladas por hectare.

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Agora que os pesquisadores já conseguem demonstrar o quão efetivo é o reflorestamento comparado às monoculturas, existe
um novo problema: achar um meio de fazer com que o reflorestamento se torne mais barato e economicamente competitivo com
as plantações.

Uma das possibilidades seria fazer o reflorestamento mais atrativo para o Mercado de Carbono. Também seriam necessárias
novas técnicas que garantissem um hábitat para a vida das florestas e que estocassem carbono a um custo comparável ao das
monoculturas.

Este artigo, traduzido, foi divulgado em agosto de 2010, no blog


http://sendosustentavel.blogspot.com/2010/08/reflorestamento-captura-mais-carbono-do.html#more.
Para acessar o artigo original, veja: http://www.sciencedaily.com/releases/2010/07/100730074354.htm.

TEXTO COMPLEMENTAR:
PROTOCOLO DE QUIOTO E O MERCADO DE CARBONO
O ser humano lança mais de 35,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano na atmosfera, o principal gás
causador do aquecimento global. Para diminuir estes números, foram criados projetos de redução de emissões de gases do
efeito estufa.

Um desses projetos foi instituído pelo Protocolo de Quioto, criado em 1997 durante a Terceira Conferência das Nações Unidas
sobre Mudanças Climáticas (COP 3), realizada na cidade de Quioto, Japão.

O objetivo do Protocolo é reduzir a concentração dos gases causadores do efeito estufa (GEE) na atmosfera. Para isso, os
países industrializados se comprometeram a reduzir as emissões de GEE em 5,2% em relação aos níveis de 1990, durante o
período de 2008 a 2012.

Para os países em desenvolvimento, como o Brasil, o protocolo não prevê compromissos de reduções de GEE. O principal
papel dos países em desenvolvimento é diminuir as emissões a partir de fontes limpas de energia e atuar como sumidouro de
dióxido de carbono (CO2) através das florestas.

Esses projetos, após serem avaliados segundo metodologias aprovadas pela Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças
Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), podem gerar créditos de carbono e ser utilizados por países desenvolvidos, integrantes
do Anexo 1 do Protocolo de Quioto, para alcançar suas metas de redução das emissões de gases do efeito estufa.

O Mercado de Carbono também existe fora do contexto de Quioto, com vários programas voluntários de redução das
emissões, como os dos Estados Unidos. O mercado voluntário abre as portas para a inovação, já que não tem muitas regras
preestabelecidas como no Protocolo de Quioto, e para projetos de menor escala que seriam inviáveis sob Quioto.

Fonte: MERCADO de carbono.


Disponível em: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/#mercado_de_carbono. Acesso em: 6 abr. 2011.

O olho que refaz o percurso

“Curioso é observar que, entre uma e outra fase, o que se opera é jamais uma mudança radical. Elas
se encadeiam, por acréscimo ou depuramento dos elementos, num derivar constante. Tudo se
desenvolve como se o início de um novo trabalho fosse uma consequência do anterior. O artista nunca
encerra por completo, ou abandona, uma fatura para transitar para outra, antes refaz, transforma,
cria dimensões novas, valorizando as experiências ultrapassadas, revigorando-as mesmo algumas
vezes, como que animado instintivamente do propósito de conservar a linha da coerência, que é a
linha predominante no evolver de sua obra, desde os tempos iniciais”.
(Paulo Mendes de Almeida, 1978. p. 51)

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Ao referir-se ao conjunto da obra de Arcangelo Ianelli, Paulo Mendes de Almeida suscita a importância de
pensarmos que uma obra de arte nunca pode ser vista isoladamente, mas como parte integrante do processo
de construção de um percurso pessoal, constituído ao longo do tempo. Assim, é imprescindível que ao
desenvolver o exercício de leitura de uma imagem, o professor investigue o conjunto da obra do artista a fim de
perceber as possíveis conexões com a obra estudada.
Perceber o produto artístico como resultado de reflexões e experiências construídas no tempo e no espaço faz
com que passemos a valorizar tanto o processo de construção da obra quanto o seu resultado final.
Retome com os alunos os percursos realizados pelo artista e os desenvolvidos por eles e proponha que
apontem semelhanças e diferenças. Se for possível, antes de conversar com os alunos, passe novamente o
vídeo em que o artista comenta sobre o seu processo de trabalho.

Linha da vida. Tempo das obras

O olhar que descobre

Livros e catálogos

ALMEIDA, Paulo Mendes de. Ianelli: do figurativo ao abstrato. Apres. Aracy Amaral. Textos Aracy Amaral, Juan
Acha, Marc Berkowitz e Jacob Klintowitz. São Paulo: [s.n.], 1978.
ARCHER, Michael. Arte contemporânea: uma história concisa. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
BUORO, Anamelia Bueno. Olhos que pintam: a leitura da imagem e o ensino da arte. São Paulo: Educ: Cortez,
2002.
CAMARGO, Aspasia; CAPOBIANCO, João Paulo Ribeiro; OLIVEIRA, José Antonio Puppim de (Org.). Meio
ambiente Brasil: avanços e obstáculos pós-Rio-92. 2. ed. rev. São Paulo: Estação Liberdade: Instituto
Socioambiental; Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas, 2004.
CAPRA, Fritjof et al. Alfabetização ecológica: a educação das crianças para um mundo sustentável.Org.
Michael K. Stone e Zenobia Barlow. São Paulo: Cultrix, 2006.
COSTA, Cacilda Teixeira da. Arte no Brasil 1950-2000: movimentos e meios. São Paulo: Alameda, 2004.
MORAIS, Frederico. Ianelli: forma e cor. Pref. Juan Acha. São Paulo: Artestilo, 1984.

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Documentos eletrônicos

ARCANGELO Ianelli. Disponível em:


http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete
=561&cd_item=18&cd_idioma=28555. Acesso em: 6 abr. 2011.
______. Disponível em: http://www2.uol.com.br/arcangeloianelli/sessoes/centro.htm. Acesso em: 6 abr. 2011.
JULES Olitski. Disponível em: http://olitski.com. Acesso em: 6 abr. 2011.
MARK Rothko. Disponível em: http://www.tate.org.uk/modern/exhibitions/mark rothko/panorama/default.shtm.
Acesso em: 6 abr. 2011.
MERCADO de carbono. Disponível em: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/# mercado_de_carbono.
Acesso em: 6 abr. 2011.
QUEIMADAS: monitoramento de focos. Disponível em: http://sigma.cptec.inpe.br/ queimadas. Acesso em: 6
abr. 2011.
SCIENCE Daily. Disponível em: http://www.sciencedaily.com/releases/2010/07/100730074354.htm. Acesso em:
6 abr. 2011.
SENDO Sustentável: Informação, Conhecimento & Ação. Disponível em:
http://sendosustentavel.blogspot.com. Acesso em: 6 abr. 2011.

Vídeos

ARCANGELO Ianelli: a geometria e a cor. Dir. Sandra Regina Cacetari e Maria Ester Rabello. São Paulo: Rede
SescSenac de Televisão, 2000. (O mundo da arte). Disponível em:
parte 1 http://www.youtube.com/watch?v=iTFiptPHohM.
parte 2 http://www.youtube.com/watch?v=HNaO14RQqLQ&feature=related.
parte 3 http://www.youtube.com/watch?v=AHFFqkj-Osw&feature=related.Acesso em: 6 abr. 2011.

Chave de palavras

Abstrato
Que não remete à semelhança direta de objetos existentes no mundo.
Créditos de carbono
Créditos de carbono ou Redução Certificada de Emissões (RCE) são certificados emitidos para uma
pessoa ou empresa que reduziu a sua emissão de gases do efeito estufa (GEE).
Cromática
Relativa à cores, formada por cores.
Dialogar
Conversar, estabelecer uma relação com outra pessoa, com um texto verbal ou visual (imagem).
Estêncil
Material pelo qual uma imagem ou letra é aplicada por meio de um molde vazado.
Figurativo
Que nos remete à semelhança de objetos existentes no mundo.
Matéria
Qualquer substância sólida, líquida ou gasosa que ocupa lugar no espaço.
Materialidade
Material bruto que, apropriado e transformado pelo artista, torna-se matéria de arte.
Monocromático
Que é formado por uma única cor.
Natureza poética
Característica específica e autoral de um percurso artístico.
Serigrafia
Consiste em uma técnica de impressão da imagem por meio de tela, emulsão fotossensível e
entintamento sobre papel.
Texto visual
Conjunto de componentes visuais que, relacionados, formam um todo de sentido.
Tonalidades
São tons da mesma cor, ou seja, são gradações de uma cor que vai do escuro para o claro ou do claro
para o escuro.

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Tons terra
Derivações de cores e tons próximos dos tons da terra (marrons, beges, verdes suaves, ferrugem,
entre outros).

Plano de aula – Proposta de Aprendizagem

http://artenaescola.org.br/uploads/ecoart/pdf/arcangelo-ianelli_material.pdf

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