You are on page 1of 297

Matemática Aplicada

Autora: Profa. Maria Ester Domingues de Oliveira


Colaboradores: Prof. Flávio Celso Müller Martin
Prof. Fábio Gomes da Silva
Profa. Ana Carolina Bueno Borges
Professora conteudista: Maria Ester Domingues de Oliveira

Graduada em Engenharia de Produção pela Universidade Paulista – UNIP (1995). Pós-graduada em Gestão de
Pessoas pela Fundação Getulio Vargas (2008), também possui pós-graduação em Coaching Integrado, pelo Integrated
Coaching Institute (2009), MBA em Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas (2011), e mestrado em Engenharia
Civil pela Escola Politécnica da USP (2011).

Tem experiência consolidada de mais de 17 anos nas áreas de recursos humanos, desenvolvimento de pessoas e
treinamento em cargos de comando. Atua como professora universitária desde 2003.

Foi Coordenadora do Programa de Iniciação a Práticas Administrativas – PIPA, em 2007, na UNIP.

É autora de alguns livros para a UNIP Interativa nas disciplinas Processos Decisórios, Matemática Básica, Matemática
Aplicada, Matemática Comercial e Estatística.

Atualmente, ministra aulas na UNIP nas seguintes disciplinas: Processos Decisórios; Liderança e Gestão e Estatística.
Também leciona Matemática nos cursos de Administração, Relações Internacionais e Contabilidade.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

O48m Oliveira, Maria Ester Domingues de

Matemática aplicada. / Maria Ester Domingues de Oliveira – São


Paulo: Editora Sol, 2013.

60 p., il.

Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e


Pesquisas da UNIP, Série Didática, ano XVII, n. 2-064/13, ISSN 1517-9230.

1. Matemática. 2. Receita. 3. Custo. I. Título.

CDU 51

© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou
quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem
permissão escrita da Universidade Paulista.
Prof. Dr. João Carlos Di Genio
Reitor

Prof. Fábio Romeu de Carvalho


Vice-Reitor de Planejamento, Administração e Finanças

Profa. Melânia Dalla Torre


Vice-Reitora de Unidades Universitárias

Prof. Dr. Yugo Okida


Vice-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa

Profa. Dra. Marília Ancona-Lopez


Vice-Reitora de Graduação

Unip Interativa – EaD

Profa. Elisabete Brihy


Prof. Marcelo Souza
Profa. Melissa Larrabure

Material Didático – EaD

Comissão editorial:
Dra. Angélica L. Carlini (UNIP)
Dr. Cid Santos Gesteira (UFBA)
Dra. Divane Alves da Silva (UNIP)
Dr. Ivan Dias da Motta (CESUMAR)
Dra. Kátia Mosorov Alonso (UFMT)
Dra. Valéria de Carvalho (UNIP)

Apoio:
Profa. Cláudia Regina Baptista – EaD
Profa. Betisa Malaman – Comissão de Qualificação e Avaliação de Cursos

Projeto gráfico:
Prof. Alexandre Ponzetto

Revisão:
Juliana Maria Mendes
Amanda Casale
Sumário
Matemática Aplicada

APRESENTAÇÃO.......................................................................................................................................................7
INTRODUÇÃO............................................................................................................................................................7

Unidade I
1 Demanda de Mercado.................................................................................................................................9
1.1 Exercícios resolvidos passo a passo................................................................................................ 14
2 OFERTA DE MERCADO.................................................................................................................................... 18
2.1 Exercícios resolvidos passo a passo................................................................................................ 21
3 PREÇO E QUANTIDADE DE EQUILÍBRIO................................................................................................... 24
3.1 Exercícios resolvidos passo a passo................................................................................................ 26

Unidade II
4 Receita Total................................................................................................................................................... 32
4.1 Exercícios resolvidos passo a passo................................................................................................ 36
5 CUSTO TOTAL...................................................................................................................................................... 38
5.1 Exercícios resolvidos passo a passo................................................................................................ 39
6 PONTO DE NIVELAMENTO E LUCRO TOTAL............................................................................................. 42
6.1 Ponto de nivelamento......................................................................................................................... 42
6.2 Lucro total................................................................................................................................................ 44
6.3 Exercícios resolvidos passo a passo................................................................................................ 46
APRESENTAÇÃO

A Matemática é uma ciência de grande relevância na formação profissional do aluno nas mais
diversas carreiras. Na disciplina Matemática Aplicada, procuramos focar os estudos em conteúdos que
apresentem ligação com o escopo profissional do administrador de empresas. Dessa forma, objetivamos
modelar matematicamente os problemas quantitativos característicos dessa profissão, possibilitando
uma visão analítica e mais criteriosa dos contextos aplicados dessa ciência.

Em contrapartida, visamos possibilitar o desenvolvimento de uma forma de expressão mais crítica e


criativa na solução de problemas, quando da aplicação das funções matemáticas correlacionadas a esse
campo profissional.

O conhecimento matemático aqui demonstrado auxiliará o futuro profissional da área de


Administração a enfrentar os desafios típicos do exercício da profissão, com as devidas confiança e
competência.

O material está dividido em duas partes. Primeiramente, estudaremos demanda, oferta de mercado
e preço/quantidade de equilíbrio. Na segunda parte, abordaremos receita e custo total, ponto de
nivelamento e lucro total. Os conteúdos estão apresentados de forma didática e por meio de exemplos.
Sugerimos, como complemento de estudo, a utilização de outras bibliografias.

Observação

Durante as aulas, os questionários e as provas, utilize uma calculadora


simples para facilitar os cálculos.

INTRODUÇÃO

Esta disciplina trata da aplicação dos conteúdos de Matemática em situações práticas que servem
ao entendimento de fenômenos ligados aos problemas relacionados com a formação profissional na
área de Administração. A contextualização e a aplicação dos conteúdos matemáticos (já estudados)
contemplarão o objetivo geral da disciplina Matemática Aplicada: transformar – por meio de
formulações e modelos matemáticos, do desenvolvimento do raciocínio lógico, do espírito de
investigação e da habilidade em solucionar impasses – os problemas desse campo profissional, com
base nas condições dadas, em métodos e modelos dedutíveis que sirvam para obter resultados válidos
e, principalmente, para possibilitar que você se expresse de maneira crítica e criativa na solução das
questões que se apresentem.

Por meio dessa disciplina, você será capaz de: trabalhar as operações com fórmulas e modelos
matemáticos; desenvolver habilidades de raciocínio lógico e espírito de investigação; desenvolver
habilidades de solução de problemas, identificação de variáveis, condições de contorno, contextualização
e trabalhar uma visão global do pensamento matemático; aplicar os conhecimentos matemáticos em
situações específicas envolvidas em problemas ligados ao escopo do administrador; transformar os
7
problemas do campo profissional, com base nas condições dadas, em métodos e modelos dedutíveis
para a obtenção de resultados válidos; e expressar‑se de maneira crítica e criativa na solução de
problemas, quando da aplicação de conceitos matemáticos correlacionados à formação profissional do
administrador.

8
Matemática Aplicada

Unidade I
1 Demanda de Mercado

Preços reduzirão demanda por milho e soja para ração – Oil World

Um aumento nos preços de soja e milho nas últimas quatro semanas, que se elevaram
a altas históricas, diminuirá a demanda mundial por parte dos produtores agropecuários,
à medida que reduzem o número de animais e aumentam a busca por alternativas mais
baratas, disse a consultoria especializada em oleaginosas Oil World, nessa terça‑feira (24).

“A recente explosão dos preços dos alimentos levará inevitavelmente à diminuição da


demanda no uso de milho e farelo de soja para alimentação animal nos próximos meses”,
disse a Oil World (CENÁRIO MT, 2012).

Esse artigo mostra que demanda (ou procura) é a quantidade de um bem tangível ou intangível
que os clientes querem adquirir por um preço estipulado, durante determinado tempo, em um certo
mercado.

A demanda pode ser chamada de procura, mas nem sempre pode ser considerada consumo, já que é
possível querermos comprar e não querermos consumir. A quantidade de um bem que os compradores
desejam e podem comprar é chamada de quantidade demandada.

Segundo Silva (2011), a função que a todo preço (P) associa a demanda ou a procura de
mercado é denominada função demanda ou função procura de mercado da utilidade no período
considerado. Ou seja, variações de preço correspondem, de alguma maneira, a variações de
quantidade demandada.

Observação

As funções descrevem relações matemáticas especiais entre dois


elementos.

Por exemplo, uma caneta esferográfica simples com um preço na casa de alguns poucos reais
encontra mercado de milhões de unidades. Essa mesma caneta, se tiver o preço na casa de centenas de
reais, terá procura bem menor.

Segundo Bonora (2006), a demanda de um bem é função do preço: q = f (p), e essa função é linear
(y = ax + b).
9
Unidade I

A representação gráfica dessa função constitui a curva de demanda ou de procura da utilidade.

• Exemplo

Para determinado produto foi calculada a função D = 10 – 2P, onde P é o preço por unidade do bem
ou serviço e D é a demanda de mercado correspondente.

Para que ocorra mercado, as condições básicas devem ser:

— preço maior que zero (P > 0);

— demanda ou procura pelo produto maior que zero (D > 0).

• Observe

Ao admitirmos D > 0, ocorre:

10 – 2P > 0

10 > 2P

10 > P
2

5 > P ou P < R$ 5,00

Portanto, o preço do produto, nessa situação, varia entre 0 e R$ 5,00.

0 < P < R$ 5,00

Ao admitirmos P > 0, ocorre:

D = 10 – 2P

D + 2P = 10

2P = 10 – D

P = 10 – D
2

10 – D > 0
2

10
Matemática Aplicada

10 – D > 0 · 2

10 – D > 0

10 > D ou D < 10

Portanto, a demanda (ou procura) pelo produto, nessa situação, varia entre 0 e 10 unidades.

0 < D < 10 unidades

Para representar graficamente essa situação, podemos construir a seguinte tabela:

P D
0
0

D = 10 – 2P = 10 – 2 · (0) = 10 – 0 = 10 unidades

P D
0 10
0

D = 10 – 2P

0 = 10 – 2P

2P = 10

P = R$ 5,00.

P D
0 10
5 0

11
Unidade I

Demanda (D): quantidade

10

0 5 Preço (P): R$

Figura 1 – Representação gráfica de D = 10 – 2P

• Observe o gráfico anterior:

— variação do preço: 0 < P < R$ 5,00;

— variação da demanda: 0 < D < 10 unidades;

— conforme o preço aumenta, a demanda ou procura pelo produto diminui, tornando tal função
decrescente.

Nesse caso, onde D = 10 – 2P, podemos dizer que, quando o preço do produto aumenta em uma
unidade, a procura pelo produto diminui em duas unidades.

• Exemplo

Para P = R$ 1,00, temos: D = 10 – 2·(1) = 10 – 2 = 8 unidades.

Para P = R$ 2,00, temos: D = 10 – 2·(2) = 10 – 4 = 6 unidades.

Para P = R$ 3,00, temos: D = 10 – 2·(3) = 10 – 6 = 4 unidades.

Ainda nesse caso, o preço do produto, quando D = 4 unidades, é de P = R$ 3,00.

12
Matemática Aplicada

Veja:

D=4

10 – 2P = 4

10 = 4 + 2P

10 – 4 = 2P

6 = 2P

3=P

P = R$ 3,00.

Ainda no mesmo caso, quando D > 4 unidades, os preços poderão variar: P < R$ 3,00.

Veja:

D>4

10 – 2P > 4

10 > 4 + 2P

10 – 4 > 2P

6 > 2P

3 > P ou P < R$ 3,00.

A aplicação prática da função demanda está diretamente relacionada à capacidade das organizações
de levantar dados que permitam o estabelecimento da função.

Saiba mais

Leia em <http://monografias.brasilescola.com/administracao‑financas/
demanda‑oferta‑procura.htm> um artigo sobre a lei da Demanda da
Oferta e Procura.

13
Unidade I

1.1 Exercícios resolvidos passo a passo

1. Uma grande rede de supermercados analisou seus dados de vendas em função de preços diferentes
nas diversas lojas.

Figura 2

A análise revelou que o produto x tem uma demanda de mercado dada por: D = 250 – 10P. Qual o
preço para uma quantidade demandada de 150 produtos?

D = 250 – 10P

P = (250 – D)/10

P = (250 – 150)/10

P = 10

Portanto, para uma demanda de 150 unidades, o preço deve ser de R$ 10,00.

2. Leia este trecho de artigo jornalístico.

Souza Cruz reduz preços de quatro marcas de cigarro

A Souza Cruz baixou, na terça‑feira, o preço de algumas de suas marcas vendidas na


cidade de São Paulo, única, até o momento, beneficiada pela redução. As marcas que tiveram
corte no preço são a Dunhill, Free Box, Lucky Strike e Hollywood. Segundo informações da
assessoria de imprensa da empresa, a nova tabela de preços deve vigorar também em outras
cidades, mas os porcentuais de redução serão diferentes, variando de acordo com a carga
tributária de cada região do País.

14
Matemática Aplicada

“A Souza Cruz tem monitorado os movimentos de preço de seus competidores desde o


dia 6 de abril com o objetivo de garantir a competitividade de seu portfólio. Em resposta
aos movimentos de preços de seu principal concorrente, a Souza Cruz decidiu reposicionar
o preço de algumas de suas principais marcas em áreas específicas do país”, informa um
comunicado divulgado pela Souza Cruz.

Segundo a empresa, o preço do Dunhill recuou de R$ 6,00 para R$ 5,50; do Free Box, de
R$ 5,50 para R$ 5,25; do Lucky Strike, de R$ 5,25 para R$ 5,00; do Free maço, de R$ 5,00
para R$ 4,40; e do Hollywood, de R$ 4,60 para R$ 4,30. Apenas a marca Derby manteve o
preço, de R$ 4,25 (PETRY e SILVA, 2012).

Imagine que, para o produto Derby, a função demanda seja D = 15 – 3P. Como o preço desse
produto poderá variar?

15 – 3P > 0

15 > 3P

15 > P
3

5 > P ou P < R$ 5,00

Portanto, o preço de Derby, nessa situação, pode variar entre 0 e R$ 5,00.

0 < P < R$ 5,00

3. Uma operadora de turismo na cidade do Rio de Janeiro apresenta vários pacotes de um dia com
passeios a pontos selecionados da cidade.

Figura 3

15
Unidade I

Esses pacotes podem incluir, por exemplo, visitas guiadas ao Pão de Açúcar, Corcovado, Maracanã e
outros. Uma análise matemática revelou que a demanda de mercado do passeio ao Forte de Copacabana
é dada por D = 4.000 – 30P. Qual a demanda se o preço for de R$ 35,00?

D = 4.000 – 30P

D = 4.000 – 30 · (35)

D = 4.000 – 1.050

D = 2.950 unidades

Portanto, ao preço de R$ 35,00, existirá procura (demanda) de 2.950 unidades.

4. Uma importadora de vinhos conseguiu calcular a demanda de mercado de determinado vinho


francês.

Figura 4

A demanda é expressa por D = 5.000 – 30P. Uma vez que a vinícola francesa estabeleceu condições
comerciais limitando a quantidade, qual o preço para a demanda ser de 2.000 unidades?

D = 2.000

5.000 – 30P = 2.000

5.000 = 2.000 + 30P

5.000 – 2.000 = 30P

16
Matemática Aplicada

3.000 = 30P

3.000 = P
30

R$ 100,00 = P

Portanto, a procura de 2.000 unidades do produto corresponde ao preço de R$ 100,00 / unidade.

5. Uma loja de roupas femininas calculou a demanda de mercado de determinado conjunto como
D = 4300 – 16P.

Figura 5

Uma vez que há dúvidas sobre o volume da demanda, é necessário estipular os preços com a demanda
entre 500 e 800 unidades. Quais são esses preços?

D > 500

4.300 – 16P > 500

– 16P > 500 – 4.300

– 16P > – 3.800


– 16 – 16

P < R$ 237,50.

D < 800

17
Unidade I

4.300 – 16P < 800

– 16P < 800 – 4.300

– 16P < – 3.500


– 16 – 16

P > R$ 218,75.

Os preços oscilam entre R$ 218,75 e R$ 237,50, conforme ocorre a variação da demanda entre 500
e 800 unidades, ou seja, nesse caso, R$ 218,75 < P < R$ 237,50.

Exemplo de aplicação

Imagine um banco de dados com preços de gasolina associados com o volume de vendas em cada
posto. Há diversas interseções preço x volume, o que permitiria a análise matemática dessas relações
para estabelecer uma função.

2 OFERTA DE MERCADO

Preço do suíno vivo aumenta em SP

Os suinocultores em São Paulo estão registrando aumento de preço nas vendas do quilo
do suíno. Alguns criadores chegaram a comercializar, nesta quinta‑feira (26/7), por R$ 50,00
a arroba, que representa R$ 2,67 o quilo do suíno vivo.

Na semana passada, segundo a Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), a


arroba chegou a ser negociada a R$ 42,00, preço que foi subindo ao longo da semana em
virtude da redução de oferta do suíno vivo no mercado.

No início desta semana, a entidade recomendou aos suinocultores que não vendessem
os animais por valores abaixo de R$ 47,00 por arroba (equivalente a R$ 4,2 o quilo da
carcaça) (GLOBO RURAL, 2012).

O artigo mostra que os suinocultores só aceitarão vender a produção se um patamar de preços for
respeitado. Trata‑se da função oferta, que representa a relação entre o preço de mercado de um bem e
a quantidade desse mesmo bem que os produtores estão dispostos a produzir e a vender.

Segundo Silva (2011), a função que a todo preço (P) associa a oferta de mercado é denominada
função oferta de mercado da utilidade no período considerado. Ou seja, variações de preço provocam,
de alguma maneira, variações de quantidade ofertada (produzida).

Por exemplo, a alta dos preços de carne suína em determinado período pode incentivar suinocultores
a aumentar a produção, ou até mesmo levar novos produtores a passarem a oferecer no mercado. Em
18
Matemática Aplicada

contrapartida, se o preço da carne suína estiver em baixa, os produtores poderão mudar para outro tipo
de produção.

A representação gráfica dessa função constitui a curva de oferta da utilidade.

Saiba mais

Leia em <http://www.artigos.com/artigos/sociais/administracao/
demanda‑e‑‑oferta!‑2109/artigo/> mais explicações sobre curva de oferta.

• Exemplo

Para determinado produto, foi calculada a função S = – 8 + 2P, onde P é o preço por unidade do
bem ou serviço e S é a correspondente oferta de mercado. Sabemos que P < R$ 10,00.

Para que ocorra mercado, o produto deve ser oferecido para venda, portanto: (S > 0).

• Observe

Ao admitirmos S > 0, ocorre:

– 8 + 2P > 0
2P > 8
P > R$ 4,00

Portanto, o preço do produto, nessa situação, deverá ser maior que R$ 4,00. Ou seja, o fabricante
somente oferecerá o produto ao cliente se os preços forem maiores do que R$ 4,00.

• Exemplo

Para P = R$ 4,00, ‑S = – 8 + 2·(4) = – 8 + 8 = 0 unidade oferecida para venda.

Para P = R$ 5,00, S = – 8 + 2·(5) = – 8 + 10 = 2 unidades oferecidas para venda.

Para P = R$ 6,00, S = – 8 + 2·(6) = – 8 + 12 = 4 unidades oferecidas para venda.

Para representar graficamente essa situação, podemos construir a seguinte tabela:

P S
0
10

19
Unidade I

Atenção: adotamos P = 10, pois o problema, nesse caso, diz que P < R$ 10,00.

Para S = 0

– 8 + 2P = 0

2P = 8

P=4

P = R$ 4,00

P S
4 0
10

Para P = 10

S = – 8 + 2P = – 8 + 2·(10) = – 8 + 20 = 12 unidades

P S
4 0
10 12

Oferta (S): quantidade

12

0 4 10 Preço (P): R$

Figura 6 – Representação gráfica de S = – 8 + 2P

• Observe o gráfico anterior:

— o oferecimento do produto existirá para preços acima de R$ 4,00;

— conforme o preço aumenta, o oferecimento (S) do produto aumenta também, tornando a


função crescente.

20
Matemática Aplicada

Para o vendedor, quanto maior o preço do produto, mais produtos oferecerá para venda. Entretanto,
será que a procura (demanda) pelo produto será satisfatória? O próximo tópico cruzará demanda e
oferta por meio de preço e quantidade de equilíbrio.

Lembrete

Logicamente, o produtor / vendedor quer oferecer o bem pelo maior


preço possível, enquanto o cliente quer comprar pelo menor preço possível.
É importante entender as funções demanda e oferta exatamente em
virtude dessa dinâmica de mercado.

2.1 Exercícios resolvidos passo a passo

1. Uma loja calculou que a oferta de mercado de determinado produto é dada por: S = P – 10, com
P < 200.

Figura 7

Qual o preço para a oferta ser de 80 unidades?

S = 80

P=?

S = P – 10

P = S + 10

P = 80 + 10 = 90

Portanto, o preço é de R$ 90,00.

21
Unidade I

2. Uma grande metalúrgica analisou os dados de preços e produção de determinado produto e


concluiu que a função oferta é S = – 10 + 0,5P, com P < R$ 60,00.

Figura 8

Quais os preços que impedem o oferecimento do produto?

Sabemos que haverá oferta do produto quando S > 0.

– 10 + 0,5P > 0

0,5P > 10

P > 10
0,5

P > R$ 20,00.

Haverá oferta do produto para preços maiores que R$ 20,00 e não haverá oferta do produto para
preços compreendidos entre 0 e R$ 20,00 (inclusive R$ 20,00, pois, para P = 20, S = 0).

Portanto, podemos dizer que não haverá oferta do produto para a seguinte variação de preço: 0 <
P < R$ 20,00.

2. Uma cozinheira produz bolos para venda na escola em que trabalha.

22
Matemática Aplicada

Figura 9

Um dos alunos ajudou a calcular a função oferta dada por S = – 12 + 3P, com P < R$ 20,00. Com
um preço de R$ 20,00, podemos afirmar que serão oferecidas quantas unidades para venda?

S = – 12 + 3·(20)

S = – 12 + 60

S = 48 unidades.

Ao preço de R$ 20,00 / unidade, a quantidade oferecida para venda é de 48 unidades.

3. Considere a função oferta S = – 12 + 3P, com P = < R$ 20,00. Quais os preços em que a oferta do
produto existirá e será menor do que 12 unidades?

S>0

– 12 + 3P > 0

3P > 12

P > 12
3

P > R$ 4,00 (o oferecimento do produto existirá para preços maiores que R$ 4,00).

S < 12

23
Unidade I

– 12 + 3P < 12

3P < 12 + 12

3P < 24

P < 24
3

P < R$ 8,00

Portanto, para preços que variam entre R$ 4,00 e R$ 8,00, o oferecimento do produto existirá e será
menor que 12 unidades. Ou seja, nesse caso, R$ 4,00 < P < R$ 8,00.

3 PREÇO E QUANTIDADE DE EQUILÍBRIO

Quando as quantidades oferecidas de um bem tangível ou intangível são iguais às quantidades


demandadas, ocorre o equilíbrio de mercado. O preço para o qual as quantidades oferecidas são iguais às
quantidades demandadas é chamado de preço de equilíbrio. A quantidade de equilíbrio é a quantidade
em que tanto a procura como a oferta são iguais.

Quando a oferta é maior que a demanda, ou seja, há mais produtos à venda do que clientes dispostos
a comprar, parte das empresas tenta reduzir seus estoques diminuindo os preços. Quando a demanda é
maior que a oferta, ou seja, há mais interessados no produto do que produtos disponíveis, as empresas
aumentam a quantidade ofertada e os preços dos produtos, fazendo que a demanda diminua. Nos dois
casos, o objetivo é levar o mercado para o preço e a quantidade de equilíbrio.

Conforme Silva (2011), o preço de mercado (PE) para dada utilidade é o preço para o qual a demanda
e a oferta de mercado dessa utilidade coincidem. A quantidade correspondente ao preço de equilíbrio é
denominada quantidade de equilíbrio de mercado da utilidade (QE).

Saiba mais

Leia em <http://www.infoescola.com/economia/lei‑da‑oferta‑e‑da‑procura
‑demanda‑e‑oferta/> um artigo sobre a Lei de Oferta e Demanda.

• Exemplo

Considere estes casos:

Demanda: D = 40 – 2P

Oferta: S = – 15 + 3P, com P < R$ 20,00.


24
Matemática Aplicada

Para construir a representação gráfica destes casos:

Demanda (a tabela se constrói como no exemplo anterior):

P D P D
0 0 40
0 20 0

Oferta (a tabela se constrói como no exemplo anterior):

P S P S
0 5 0
20 20 45

Demanda (D), oferta (S): qualidade

45

40 S = -15 + 3P

(QE) 18

D = 40 - 2P

0 5 11 20 Preço (P): R$

(PE)

Figura 10 – Representação gráfica de demanda: D = 40 – 2P e S = – 15 + 3P

Como encontrar PE e QE?

• Observando o gráfico:

— na função demanda, quanto maior o preço, menor a procura pelo produto (gráfico decrescente);

— na função oferta, quando maior o preço, maior é o oferecimento do produto (gráfico crescente).

25
Unidade I

Sabemos que preços elevados de um produto possibilitam a obtenção de maior lucro e, por isso,
para o vendedor, quanto mais alto o preço do produto oferecido, maior será seu lucro. No entanto,
não podemos esquecer que a procura pelo produto está vinculada, também, ao seu preço de venda,
ocorrendo de maneira inversa ao seu oferecimento: quanto maior o preço, maior será o oferecimento
do produto, porém menor será sua procura. Daí a importância de um preço (PE) em que a oferta e a
demanda sejam comuns (QE) – preço e quantidade de equilíbrio.

Encontrando PE e QE da situação anterior (por meio de cálculos):

Dadas as funções D = 40 – 2P e S = – 15 + 3P, com P < R$ 20,00, encontre preço de equilíbrio (PE)
e quantidade de equilíbrio (QE):

D = S (ou seja, demanda igual à oferta)

40 – 2P = – 15 + 3P

40 + 15 = 3P + 2P

55 = 5P

55 = P
5

11 = P

P = R$ 11,00 (PE).

Escolher uma das funções para encontrar QE, por exemplo, D = 40 – 2P:

D = 40 – 2·(11) = 40 – 22 = 18 unidades (QE).

Como D = S, podemos escolher qualquer uma das funções para encontrar QE (dará o mesmo
resultado).

3.1 Exercícios resolvidos passo a passo

1. Uma sorveteria tem demanda dada por D = 20 – P e oferta dada por S = ‑10 + 2P, sendo o preço
máximo R$ 20,00.

26
Matemática Aplicada

Figura 11

Determinar o preço de equilíbrio (PE) e a quantidade de equilíbrio (QE).

Lembrete

Preço de equilíbrio e quantidade de equilíbrio são estabelecidos quando


demanda (D) é igual a oferta (S), portanto iniciamos com D = S.

D=S

20 – P = – 10 + 2P

20 – P + 10 = 2P

30 = 2P + P

30 = 3P

30 = P
3

R$ 10,00 = P

Preço de equilíbrio (PE) = R$ 10,00

Escolhemos uma das funções e substituímos o valor encontrado (PE) na variável P:

D = 20 – P

D = 20 – 10 = 10 unidades
27
Unidade I

Quantidade de equilíbrio (QE) = 10 unidades

Portanto, ao preço de R$ 10,00 / unidade, temos quantidades iguais de procura e oferecimento do


produto.

Resumo

Para que ocorra mercado, as condições básicas devem ser: preço maior
que zero, demanda ou procura pelo produto maior que zero e oferta maior
que zero.

Demanda (ou procura) é a quantidade de produtos que os clientes


querem adquirir, mediante um preço estipulado durante certo tempo em
um determinado local. O cálculo da demanda pode ser realizado por meio
da função demanda, que explica a relação entre demanda e preço em
cada caso apresentado.

Oferta é a quantidade de mercadorias que os produtores estão dispostos


a produzir e vender, mediante um preço estipulado durante certo tempo
em um determinado local. O cálculo da oferta pode ser realizado por meio
da função oferta, que explica a relação entre oferta e preço em cada caso
apresentado.

Quando a oferta é igual à demanda, ocorre o equilíbrio de mercado, ou


seja, é uma situação denominada ótima, na qual tudo o que foi produzido
é vendido, e não há nenhum comprador sem acesso ao bem ofertado.

Sendo possível calcular tanto demanda quanto oferta, é possível


calcular também as condições para ocorrer equilíbrio de mercado.

Exercícios

Questão 1. Podemos enunciar a lei da oferta em relação ao preço de um produto da seguinte


forma: “A predisposição para a oferta ou demanda de um produto pelos fornecedores no mercado,
geralmente aumenta quando o preço aumenta, e diminui quando o preço diminui” (MUROLO;
BONETTO, 2006).

As funções demanda e oferta para uma marca de calculadora são:

3 5
D = − P + 30 e S = P − 10 .
4 4

28
Matemática Aplicada

Assinale a alternativa incorreta:

A) O preço de equilíbrio da calculadora é R$ 20,00.

B) O preço que impede o oferecimento do produto é de P > R$ 9,00.

C) O preço de equilíbrio é atingido quando15 calculadoras são vendidas.

D) O preço da calculadora deve ser menor que R$ 40,00 para que haja demanda de mercado.

E) Na função oferta podemos perceber que, quanto maior o preço, maior é o oferecimento do
produto.

Resposta incorreta: alternativa B.

Análise das alternativas

A) Alternativa correta.

Justificativa: o preço de equilíbrio é atingido quando o preço da quantidade de calculadoras oferecida


é igual ao da quantidade demandada. Assim, D = S:

3 5
D = S → − P + 30 = P = −10 − 30 → −3P − 5P = 4.
4 4
−160
( −40) → −8P = −160 → P = → P = 20
−8
Portanto, o preço de equilíbrio é de R$ 20,00.

B) Alternativa incorreta.

Justificativa: sabemos que haverá oferta do produto quando S > 0. Então,


5 5 40
P − 10 > 0 → P > 10 → 5P > 10.4 → P > → P > R$ 9, 00 . Haverá oferta do produto para preços
4 4 5
maiores que R$ 9,00. Portanto, não haverá oferta do produto quando a variação de preço for 0  <  P  <  R$ 9,00.

C) Alternativa correta.

Justificativa: o preço de equilíbrio é de R$ 20,00. Então, usando a função demanda ou a


função oferta, podemos determinar a quantidade de calculadoras. Usamos a função oferta:
5 5
S = P − 10 = 20 − 10 = 25 − 10 = 15 . Assim, determinamos que a quantidade de calculadoras
4 4
vendidas para atingir o preço de equilíbrio é 15.
29
Unidade I

D) Alternativa correta.

Justificativa: para determinar o preço da calculadora e para que haja demanda de mercado, D > 0.

Então, − 3 P + 30 > 0 → − 3 P > −30 → 3 P < 30 → P < 30.4 → P < 40 .


4 4 4 3
O preço deve ser menor que R$ 40,00.

E) Alternativa correta.

Justificativa: para verificar se a oferta aumenta quando o preço aumenta, devemos substituir valores
5
do preço na função S = P − 10 para determinar a oferta. A tabela mostra que, quanto maior o preço,
4
maior será a oferta de calculadoras.

Preço (P) Oferta (S)


0 -10
8 0
16 10
20 15

Questão 2. Uma indústria de margarina produz, atualmente, 50.000 unidades de um único produto.
Nesse processo, a demanda e a oferta são dadas pelo gráfico a seguir:

y
Demanda (D); Oferta (s)

200

150

100

50

-10 10 20 30 40 50 60
p
-50
Preço (R$)

O problema foi que o gráfico não identificou qual reta corresponde à demanda e qual reta corresponde
à oferta do produto, mas sabe-se que o preço de equilíbrio é de R$ 40,00. Analise os itens seguintes:

I – A oferta é dada por S = 2p –40 produtos, enquanto a demanda local é de D = –4p + 200.

II – A quantidade de produtos que foram vendidos para obter-se um preço de equilíbrio foi entre 0
e 40 unidades (0 < q < 40).
30
Matemática Aplicada

III – A função oferta no gráfico está representada pela reta decrescente porque, quanto maior o
preço, menor é o oferecimento do produto.

IV – O preço da demanda de mercado pelo produto varia entre 0 e R$ 40.

Quais dessas afirmativas estão corretas?

A) I, apenas.

B) II, apenas.

C) III, apenas.

D) III e IV.

E) II e IV.

Resolução desta questão na plataforma.

31
UNIDADE I

Matemática Aplicada

Profa. Deiby Gouveia


Objetivos

 Demanda.
 Oferta.
 Ponto de equilíbrio.
 Representação gráfica.
 Análise econômica.
 Equação demanda e oferta.
Pergunta???

Quando vai ao restaurante, o que influencia a sua escolha?


O que vai comer?
O preço?
Tem promoção?

Quando vai ao mercado, como escolhe o produto?


Necessidade?
Marca?
Preço?
Tem promoção?
Coeteris Paribus

Expressão latina traduzida como:


“outras coisas sendo iguais”.
 É usada para lembrar que todas as variáveis que não aquela que está sendo
estudada, são mantidas constantes. “Tudo o mais constante”.
Analisar um mercado Supor todos os demais
isoladamente mercados constantes

 Verifica o efeito das variáveis isoladas,


independentemente dos efeitos de outras variáveis.
Ex.: Δ preço sobre procura de determinado bem.
 Outras variáveis: renda do consumidor, gosto,
preferência são constantes.
Fonte: VASCONCELLOS, M.A.S. Economia Micro e Macro.
Demanda de mercado

O que é demanda?

Qual o seu significado?

Onde e como pode ser usada?


Demanda de mercado

 Demanda (ou procura)  quantidade de determinado bem ou serviço que os


consumidores desejam adquirir em um dado período.
 A demanda não representa a compra efetiva, mas a intenção de comprar,
a dado preço.
 A escala de demanda indica quanto (quantidade) o consumidor pode adquirir,
dadas várias alternativas de preço de um bem ou serviço.
Função demanda de mercado

 Função demanda (ou procura)  função que a todo preço (P) associa à demanda
ou a procura de mercado.
 Variações de preço provocam, de alguma maneira, variações de
quantidade/demanda.
 D = f(P)  função de 1 grau (y = ax +b).
 Condição  P > 0 e D > 0.
 Grandezas inversamente proporcionais
Preço Demanda

$ Alta

$$$ Baixa
Exemplo 1: demanda de mercado (o caso do refrigerante)

Fonte: Aulas do Prof. Germano


Determinantes da demanda

Fatores que afetam a quantidade de produto que se quer ou pode comprar:

 Preço.
 Gosto.
 Renda.
 Expectativa.
 Marca.
 Número de consumidores.
 Atendimento.
 Promoção.
Exemplo 2: demanda por caneta esferográfica

Básica Sofisticada

Preço $ $$$

Demanda Alta Baixa

Preço Demanda

$ Alta

$$$ Baixa
Exemplo 3: o preço da coxinha no “Boteco da Lalá” é estabelecido pela
função: D = 10 – 2P

Pede-se:

a) Identificar as condições para que ocorra DEMANDA.


b) Representação gráfica.
c) Análise econômica.
Exemplo 3: o preço da coxinha no “Boteco da Lalá” é estabelecido pela
função: D = 10 – 2P

a) Identificar as condições para que ocorra DEMANDA.

 Para que ocorra Demanda D > 0 e P > 0


Se D > 0 D = 10 – 2P Se P > 0
10 – 2P > 0 D + 2P = 10 (10 – D) / 2 > 0
10 > 2P P = (10 – D) / 2 10 – D > 0 . 2
10 / 2 > P 10 – D > 0
P < R$ 5,00 10 > D ou D < 10,00

 Portanto: 0 < P < 5 e 0 < D < 10


Exemplo 3: o preço da coxinha no “Boteco da Lalá” é estabelecido pela
função: D = 10 – 2P

b) Representação gráfica
Demanda: q
10
 D = 10 – 2P
P (R$) D
0,00 10
5,00 0

0
5,00 Preço: R$
Exemplo 3: o preço da coxinha no “Boteco da Lalá” é estabelecido pela
função: D = 10 – 2P

c) Análise econômica
Demanda: q
10
 D = 10 – 2P
P D
1,00 8
2,00 6
3,00 4
4,00 2

0
5,00 Preço: R$
Exemplo 4

Uma importadora de vinhos conseguiu calcular a demanda de mercado de


determinado vinho francês. A demanda é expressa por D = 5000 – 30P.
Uma vez que a vinícola francesa estabeleceu condições comerciais
limitando a quantidade, pergunta-se:

a) Como o preço desse produto pode variar?


b) Que preço deve ser colocado no vinho para que a demanda seja superior
a 1500 unidades?
Exemplo 4

a) Como o preço desse produto pode variar?

 Condição para que ocorra demanda: P > 0 e D > 0


 Considerando D > 0
D = 5000 – 30P
5000 – 30P > 0
5000 > 30P
5000 > P  166,67 > P  P < R$ 166,67
30

 Portanto 0 < P < R$ 166,67


Exemplo 4

b) Que preço deve ser colocado no vinho para que a demanda seja superior a
1500 unidades?
D = 5000 – 30P
5000 – 30P > 1500
5000 -1500 > 30P
3500 > 30p
3500 > P  116,67 > P  P < R$ 166,67
30

 Portanto P < R$ 116,67


Interatividade

Observe o gráfico e as afirmações:


I. Quando o preço está em um nível elevado,
a demanda pelo produto é menor. Demanda de mercado
Preço R$
II. Ao preço de R$ 10,00; teremos somente
8000 produtos vendidos.
III. Se o preço está a um nível mais baixo, 10
a demanda pelo produto será maior.
IV. Ao preço de R$ 5,00 haverá 15.000
unidades vendidas. 4

Demanda

Qtde
8.000 15.000 (kg)
Interatividade

Observe o gráfico e as afirmações:

Demanda de mercado
 Quais afirmações são verdadeiras? Preço R$

a) I e II.
10
b) I, II e III.
c) II e IV.
d) II, III e IV. 4
e) III e IV.
Demanda

Qtde
8.000 15.000 (kg)
Oferta de mercado

 Preço do suíno vivo aumenta em SP.

 “A alta dos preços de carne suína em determinado período pode incentivar


suinocultores a aumentar a produção, ou até mesmo levar novos produtores a
passarem a oferecer no mercado.
 Em contrapartida, se o preço da carne suína estiver em baixa, os produtores
poderão mudar para outro tipo de produção”
(Fonte: Globo Rural, 2012).
Oferta de mercado

 Oferta  é a quantidade de produtos que vendedores desejam e podem produzir


para vender a diversos níveis de preço.
 Função oferta: relação entre o preço de mercado de um bem e a quantidade
desse mesmo bem que os produtores estão dispostos a produzir e a vender.
 Variações de preço provocam, de alguma maneira, variações de quantidade
ofertada (produzida).
 S = f(P)  Função de 1 grau (y = ax +b).
 Condição  P > 0 e S > 0. Preço Oferta

 Grandeza Diretamente
$ Baixa
Proporcional
$$$ Alta
Exemplo 5: oferta de mercado (o caso do refrigerante)

Fonte: Aulas do Prof. Germano


Fatores que afetam o aumento e a redução da oferta

Aumento
 Número de produtores
e/ou vendedores aumenta.
 Preço de produtos alternativos diminui.
 Tecnologia melhora. Diminuição
 Custos diminuem.  Número de produtores
 Subsídios aumentam. e/ou vendedores diminui.
 Impostos diminuem.  Preço de produtos
alternativos aumenta.
 Tecnologia deteriora.
 Custos aumentam.
 Subsídios diminuem.
 Impostos aumentam.
Exemplo 6: oferta por caneta esferográfica

Básica Sofisticada

Preço $ $$$

Oferta Baixa Alta

Preço Oferta

$ Baixa

$$$ Alta
Exemplo 7: o dono do “Boteco da Lalá” verificou que a oferta de
mercado do seu produto (coxinha) é dada por S = -8 + 2P com
P  R$ 10,00
Pede-se:

a) Intervalo de variação do preço.


b) Representação gráfica.
c) Análise econômica.
Exemplo 7: o dono do “Boteco da Lalá” verificou que a oferta de
mercado do seu produto (coxinha) é dada por S = -8 + 2P com
P  R$ 10,00
a) Intervalo de variação em relação ao preço.
 Se S > 0
-8 + 2P > 0
2P > 8
P>8/2
P > R$ 4,00
 Portanto: R$ 4,00 < P  R$ 10,00.
Exemplo 7: o dono do “Boteco da Lalá” verificou que a oferta de
mercado do seu produto (coxinha) é dada por S = -8 + 2P com
P  R$ 10,00
b) Representação gráfica
Oferta: q
P (R$) S
 S = - 8 + 2P 12 4,00 0
10,00 12

0 4,00 10,00 Preço: R$

R$ 4,00 < P  R$ 10,00


0 < S  12 unidades
Exemplo 7: o dono do “Boteco da Lalá” verificou que a oferta de mercado
do seu produto (coxinha) é dada por S = -8 + 2P com P  R$ 10,00

c) Análise econômica
Oferta: q
P (R$) S
 S = - 8 + 2P 12 4,00 0
5,00 2
6,00 4
7,00 6

0 4,00 10,00 Preço: R$


Exemplo 8: considere a função oferta S = -12 + 3P com P  R$ 20,00

Pede-se:

a) Quais preços da oferta do produto existirão e serão menores do que


12 unidades?
b) Representação gráfica.
c) Quantos produtos serão oferecidos se o preço for superior a R$ 15,33?
Exemplo 8: considere a função oferta S = -12 + 3P com P  R$ 20,00

a) Quais preços da oferta do produto existirão e serão menores do que


12 unidades?
 S>0  Se S < 12
-12 + 3P > 0 -12 + 3P < 12
3P > 12 3P < 12 + 12
P > 12 / 3 P < 24 / 3
P > R$ 4,00 P < R$ 8,00

 Portanto: para preços que variam entre R$ 4,00 e


R$ 8,00, a oferta será entre zero e 12 unidades.
Exemplo 8: considere a função oferta S = -12 + 3P com P  R$ 20,00

b) Representação gráfica
Oferta: q
P (R$) S
 S = - 12 + 3P 48 4,00 0
20,00 48

0 4,00 20,00 Preço: R$

R$ 4,00 < P  R$ 20,00


0 < S  48 unidades
Exemplo 8: considere a função oferta S = -12 + 3P com P  R$ 20,00

c) Quantos produtos serão oferecidos se o preço for superior a R$ 15,00?


(Considerar apenas o valor inteiro)
 S = -12 + 3P  P > R$ 15,00
S + 12 = 3P 0,33 S + 4 > 15,00
P = (S + 12) / 3 0,33 S > 15 – 4
P = 0,33 S + 4 0,33 S > 11
S > 11 / 0,33
S > 33,33

 Portanto, se o preço for superior a R$ 15,00 serão


oferecidas acima de 33 unidades.
Interatividade

Considere a função oferta S = -15 + 2P, com P  R$ 30,00. Para que preços haverá
oferecimento do produto?

a) P > R$ 5,00.
b) P > R$ 7,50.
c) P > R$ 10,00.
d) P > R$ 18,50.
e) P > R$ 22,50.
Preço e quantidade de equilíbrio

Exemplo: Sai inverno entra verão:


Como ficam as roupas?
 Possíveis efeitos:
Demanda
 Diminui a demanda por roupas de inverno.
 Renda será utilizada para compra de roupa de verão.
 Preferência: Não se vê necessidade de comprar, pois a roupa
pode estar fora de moda no próximo inverno etc.

Oferta
 Loja: queda dos preços.
 Loja: liquidações.
 Loja: necessidade de capital de giro (custo de estoque).
Preço e quantidade de equilíbrio

 Equilíbrio de mercado  quantidades oferecidas de um bem tangível ou


intangível são iguais às quantidades demandadas.

 Preço de equilíbrio  preço para o qual as quantidades oferecidas são iguais às


quantidades demandadas.

 Quantidade de equilíbrio  quantidades em que tanto a procura como a oferta


são iguais.
Preço e quantidade de equilíbrio (o caso do refrigerante)

Fonte: Aulas do Prof. Germano


Preço e quantidade de equilíbrio (o caso do refrigerante)

Fonte: Aulas do Prof. Germano


Exemplo 9

Uma empresa de plástico fabrica cestos de lixo e determinou as seguintes


equações de demanda e oferta:
Demanda: D = 40 – 2P
Oferta: S = -15 + 3P com P  R$ 20,00
Pede-se:
a) Determinar o preço de equilíbrio e a quantidade de equilíbrio.
b) Representação gráfica das duas funções no mesmo plano cartesiano.
Exemplo 9

 Dados: D = 40 – 2P e S = -15 + 3P com P  R$ 20,00.


a) Determinar o preço e a quantidade de equilíbrio  Ponto de Equilíbrio (PE)
 D=S
40 – 2P = -15 + 3P
40 + 15 = 3P + 2P
55 = 5P
55 / 5 = P  P = R$ 11,00 (PE)
 Determinando Q.E
D = 40 – 2P
D = 40 – 2.(11)
D = 40 – 22  D = 18 unidades (Q.E)
Exemplo 9

b) Representação gráfica
P (R$) D = 40 – 2P
0,00 40
20,00 0

P (R$) S = -15 + 3P
5,00 0
20,00 45

Fonte: livro-texto
Aumento da demanda

Aumento da demanda resulta em:


P

 Deslocamento da demanda para direita.


 Aumento na quantidade de equilíbrio. S
E1
P1
 Aumento no preço de equilíbrio.
E0
P0

D1
D0

Q0 Q1 Q/t
Fonte: a autora
Diminuição da demanda

Diminuição da demanda resulta em: P

 Deslocamento da demanda para esquerda. S


 Diminuição na quantidade de equilíbrio.
 Diminuição no preço de equilíbrio.
E0
P0
E1

P1
D0
D1

Q1 Q0 Q/t
Fonte: a autora
Aumento da oferta

Aumento da oferta resulta em: P

 Deslocamento da oferta para direita.


S0
 Aumento na quantidade de equilíbrio.
S1
 Diminuição no preço de equilíbrio.
E0
P0
E1
P1
D

Q0 Q1 Q/t
Fonte: a autora
Diminuição da oferta

Diminuição da oferta resulta em:


P
S1
 Deslocamento da oferta para esquerda.
S0
 Diminuição na quantidade de equilíbrio.
E1
 Aumento no preço de equilíbrio.
P1
E0
P0

Q1 Q0 Q/t
Fonte: a autora
Excesso de demanda

Fonte: Aulas do Prof. Germano


Excesso de oferta

Fonte: Aulas do Prof. Germano


Sistema de concorrência pura

Excesso de demanda (escassez de oferta)

Formam-se filas

Tendência ao aumento de preço


Fonte: https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-royalty-free-fila-
infinita-image30869255

Existirá concorrência entre consumidores para compra.


Sistema de concorrência pura

Excesso de oferta (escassez de demanda)

Formam-se estoques

Tendência à redução de preço


Fonte: https://pt.dreamstime.com/imagem-de-stock-printshop-
armaz%C3%A9m-de-papel-image17449361

Existirá concorrência entre empresas para vender os


bens aos escassos consumidores
Exemplo 11

 Dados do exemplo 10: D = 40 – 2P e S = -15 + 3P, com P  R$ 20,00.


Interpretação dos resultados:

P (R$) D = 40 – 2P D P (R$) S = –15 +3P S


0,00 40 - 2(0) 40 0,00 –15 +3(0) -15
5,00 40 - 2(5) 30 5,00 –15 +3(5) 0
10,00 40 - 2(10) 20 10,00 –15 +3(10) 15
11,00 40 - 2(11) 18 11,00 -15 + 3.(11) 18
15,00 40 - 2(15) 10 15,00 –15 +3(15) 30
20,00 40 - 2(20) 0 20,00 –15 +3(20) 45
Exemplo 11

Excesso
oferta

Excesso
demanda
Interatividade

Observe o gráfico e assinale a alternativa incorreta:


a) O preço de equilíbrio satisfaz tanto ao consumidor quanto ao produtor (D = S).
b) O preço de equilíbrio é R$ 70,00.
c) A quantidade de equilíbrio é de 30 unidades.
d) Quando a oferta é R$ 100,00;
a demanda é igual a R$ 40,00.
e) Quando a oferta é R$ 20,00;
a demanda é igual a R$ 120,00.

Fonte: Demanda, oferta e equilíbrio de mercado; 2010, Bráulio Wilker Silva


Determinação das funções demanda e oferta

Situação 1: Quando o preço de uma camiseta é R$ 35,00; 25 unidades são


oferecidas e, quando o preço é R$ 45,00, 40 unidades são oferecidas. Pede-se:

a) Identificar se é uma função demanda ou oferta.


b) Determinar a função p = f(x), supondo-a linear (y = ax+b) para x unidades do
bem a um preço p.
Determinação das funções demanda e oferta

Situação 1: Quando o preço de uma camiseta é R$ 35,00; 25 unidades são


oferecidas e, quando o preço é R$ 45,00, 40 unidades são oferecidas. Pede-se:
a) Identificar se é uma função demanda ou oferta.

Preço Quantidade

35,00 25

45,00 40

 Função oferta.
 Equação do tipo p = a x + b  a x + b = p.
Determinação das funções demanda e oferta

b) Determinar a função p = f(x), supondo-a linear (y = ax+b) para x unidades do


bem a um preço p.

Preço Quantidade ax +b = p
35,00 25 25. a + b = 35 (I)
45,00 40 40.a +b = 45 (II)

Resolver o sistema:
Determinação das funções demanda e oferta

Resolver o sistema:
(25, 35) → 25 a + b = 35 (I)
(40, 45) → 40 a + b = 45 (II)

1º passo: isolando b em (I)  25a + b = 35  b = 35 – 25a

2º passo: substituindo b em (II)  40 a + (35 – 25a) = 45


40a – 25a = 45 – 35
15a = 10
a = 10/15
a = 0,67
Determinação das funções demanda e oferta

3º passo: escolher a equação (I) ou (II) para determinar b:


b = 35 – 25a
b = 35 – 25  0,67
b = 18,25
Se a = 0,67 e b = 18,25, então:
 P = ax + b
 P = 0,67x + 18,25
Determinação das funções demanda e oferta

Situação 2: Quando o preço de uma camiseta é R$ 60,00; 10 unidades são


vendidas. Quando o preço é de R$ 50,00; são vendidas 16 camisetas.

Pede-se:
a) Identificar se é uma função demanda ou oferta.
b) Determinar a função p = f(x), supondo-a linear (y = ax+b) para x unidades do
bem a um preço p.
Determinação das funções demanda e oferta

Situação 2: Quando o preço de uma camiseta é R$ 60,00; 10 unidades são


vendidas. Quando o preço é de R$ 50,00; são vendidas 16 camisetas. Pede-se:
a) Identificar se é uma função demanda ou oferta.

Preço Quantidade

60,00 10

50,00 16

 Função demanda.
 Equação do tipo p = a x + b  a x + b = p.
Determinação das funções demanda e oferta

b) Determinar a função p = f(x), supondo-a linear (y = ax+b) para x unidades do


bem a um preço p.

Preço Quantidade ax +b = p
60,00 10 10.a + b = 60 (I)
50,00 16 16.a +b = 50 (II)

Resolver o sistema:
Determinação das funções demanda e oferta

Resolver o sistema:
(10, 60) → 10 a + b = 60 (I)
(16, 50) → 16 a + b = 50 (II)

1º passo: isolando b em (I)  10.a + b = 60  b = 60 – 10a

2º passo: substituindo b em (II)  16a + b = 50


16a + (60 – 10a) = 50
16a – 10a = 50 – 60
6a = – 10
a = – 1,67
Determinação das funções demanda e oferta

3º passo: escolher a equação (I) ou (II) para determinar b:


b = 60 – 10a
b = 60 – 10  (– 1,67)
b = 76,7

Se a = -1,67 e b = 76,7, então:


 P = ax + b
 P = -1,67x + 76,7
Determinação do ponto de equilíbrio

 Situação 3: com base nas equações de oferta e demanda das situações 1 e 2,


calcule o preço de equilíbrio, mostrando-o graficamente.
Determinação do ponto de equilíbrio

 Situação 3: com base nas equações de oferta e demanda das situações 1 e 2,


calcule o preço de equilíbrio, mostrando-o graficamente.

Solução: O preço de equilíbrio é obtido pela solução do sistema formado pelas


equações de oferta e demanda, ou seja, as equações:

P = 0,67 x + 18,25 (S)


P = -1,67 x + 76,7 (D)
Determinação do ponto de equilíbrio

Para determinar o preço de equilíbrio, é necessário igualar as duas equações:


 D=S
-1,67x + 76,7 = 0,67x +18,25
76,7-18,25 = 0,67x + 1,67x
58,45 = 2,34x
58,45 / 2,34 = x
x = 24,98 ~ 25 unidades (Q.E)
 Determinando P.E
P = 0,67x +18,25
P = 0,67. (25) +18,25
P = 16,75 + 18,25  P = R$ 35,00 (P.E)
Determinação do ponto de equilíbrio

X P = -1,67x + 76,7
0 R$ 76,67
~46 0

x S = 0,67x + 18,25
0 R$ 18,25
- -
Análise

 Se o preço colocado nas camisas for de R$ 38,00 haverá excesso ou escassez


de oferta? Justifique sua resposta.

 Resposta: Haverá excesso de oferta, pois esse valor está favorável ao produtor e
não ao consumidor.
Interatividade

Em um mercado, as curvas de demanda e oferta estão definidas pelas funções


D = 100 – 0,1P e S = 60 + 0,15P. Qual é o preço de equilíbrio?

a) 500.
b) 160.
c) 130.
d) 50.
e) 13.
ATÉ A PRÓXIMA!
Unidade II

Unidade II
4 Receita Total

Xerox teve alta em 7% na receita de negócios com serviços no ST12

A Xerox (NYSE: XRX) anunciou seu resultado no primeiro trimestre de 2012, que inclui
lucro ajustado por ação de US$ 0,26, excluindo US$ 0,04 relativos à amortização de
intangíveis – resultando no lucro líquido por ação de US$ 0,229. A receita total no período,
de US$ 5,5 bilhões, teve queda de 1%, ou aumento de 1% em moeda constante. A receita
de negócios com serviços subiu 7%.

“Com mais da metade de nossa receita total vindo de serviços, acelerar o crescimento nesse
segmento é uma prioridade”, afirmou Ursula Burns, presidente e CEO da Xerox. “Os resultados
do segundo trimestre reflete um progresso sólido nos negócios de BPO com crescimento de
8% no segmento, 9% de crescimento em outsourcing de TI e crescimento de 6% em gestão de
documentos, sempre desconsiderando os efeitos cambiais” (FATOR BRASIL, 2012).

A receita total é fruto da multiplicação do preço pela quantidade vendida.

Conforme Silva (2011), seja U uma utilidade (bem ou serviço) cujo preço de venda por unidade seja um preço
fixo P0, para quantidades entre q1 e q2 unidades. A função dada por RT = P0 · q, com q1 < q < q2, é denominada
função receita total ou simplesmente receita total (valor total recebido por uma quantidade de produtos vendidos).

• Exemplo

RT = 3·q, 0 < q < 6.

Para representar graficamente essa situação, podemos construir a seguinte tabela:

q RT
0
6

Atenção: respeitamos a restrição em q colocada pelo problema.

Para q = 0, RT = 3·(0) = 0.

Para q = 6, RT = 3·(6) = R$ 18,00.

32
Matemática Aplicada

q RT
0 0
6 18

RT (R$)

18

0 6 q (quantidade)

Figura 12 – Representação gráfica de RT = 3·q, 0 < q < 6

A receita total é o valor recebido pela venda de q produtos. No exemplo anterior, observamos que a
receita total é limitada ao valor de R$ 18,00 quando a quantidade vendida é de 6 unidades, pois o valor
unitário do produto é fixo e equivale a R$ 3,00.

Observação
Quando o preço da mercadoria não é fixo, a receita total pode variar, pois,
se o preço varia, a demanda também se altera, mudando assim a receita total.

RT = P·D.

Lembrete
Você provavelmente deva estar pensando: isto é muito fácil! Mas
lembre‑se de que preços diferentes provocam demandas diferentes.

Simplesmente subir preços não garante aumento da receita total. Veja o exemplo:

Dada a demanda de mercado D = 20 – 2P, a variação de preço (primeira coluna) altera a receita total:

P D RT = P·D
1 20 – 2·(1) = 18 unidades RT = 1·18 = R$ 18,00
3 20 – 2·(3) = 14 unidades RT = 3·14 = R$ 42,00
5 20 – 2·(5) = 10 unidades RT = 5·10 = R$ 50,00
7 20 – 2·(7) = 6 unidades RT = 7·6 = R$ 42,00
9 20 – 2·(9) = 2 unidades RT = 9·2 = R$ 18,00

33
Unidade II

Observação

Conforme o preço (P) aumenta, a procura (D) pelo produto diminui. No


entanto, a receita total (RT) varia de acordo com o preço do produto e a
quantidade de procura (D) por essa mercadoria.

• Observe:

— se o preço (P) for muito baixo, existirá grande procura (D) pelo produto, mas não necessariamente
teremos uma receita total (RT) máxima;

— se o preço (P) for muito alto, existirá pouca procura (D) pelo produto, e também não
necessariamente teremos uma receita total (RT) máxima;

— existirá um preço (P) adequado que corresponderá a uma procura (D), a qual, por sua vez,
proporcionará uma receita total (RT) máxima.

Saiba mais

Leia em <http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.
phtml?id=1265226> alguns exemplos de variação de preços afetando as
vendas.

Para maximizar a receita total, podemos seguir estes passos:

Considerando D = 48 – 2P, vamos estabelecer a expressão da receita total RT = P·D somente em


função da variável D:

1) “Isolando” P em função de D:

D = 48 – 2P

D + 2P = 48

2P = 48 – D

P = 48 – D = 48 – D
2 2 2

P = 24 – 0,5D.

34
Matemática Aplicada

2) “Substituindo” em RT = P·D:

RT = (24 – 0,5D)·D

RT = 24D – 0,5D2

Qual deverá ser o valor de D (quantidade de procura) que tornará a receita total (RT) máxima?

Vamos calcular:

RT = 24D – 0,5D2

1) Considerar RT = 0:

24D – 0,5D2 = 0

24D – 0,5D2 = 0 (a = – 0,5 b = 24 c = 0)

D = b2 – 4·a·c

D = (24)2 – 4·(‑ 0,5)·(0) = 576 + 0 = 576

D = – b + – ÖD
2·a

−24 ± 576 24 ± 24
D= =−
2 ⋅ (0, 5) −1

D’ = 0 D” = 48

2) Receita total (RT) máxima em função da procura (D) por determinado produto:

D = ‑b = – (24) = 24 unidades
2·a 2·(‑0,5)

RT = 24D – 0,5D2 = 24 . 24 – 0,5 . 242 = 576 – 0,5 . 576 = 288

3) Preço correspondente à demanda de 24 unidades do produto:

P = 24 – 0,5D

P = 24 – 0,5·(24)

P = 24 – 12 = R$ 12,00

35
Unidade II

Portanto, existirá, ao preço (P) de R$ 12,00, uma demanda (D) de 24 unidades do produto para que
a receita total (RT), nesse caso, seja a maior possível. Veja o gráfico:

RT (R$)

Vértice (24;288)
288

D (quantidade)
0 24 48

Figura 13 – Representação gráfica de D = 48 – 2P, para RT = P·D somente em função de D

Observando os cálculos e o gráfico anterior, podemos dizer que, nesse caso, ao preço (P) de R$ 12,00,
temos uma demanda (D) de R$ 24,00, que proporciona uma receita total (RT) máxima de R$ 288,00. Ou
seja, com esses parâmetros, ocorre a maximização da receita.

Observação

Cuidado para não confundir maximização da receita com maximização


do lucro.

A maximização da receita trata de identificar a melhor solução entre


demanda e preço, mas não necessariamente traz a melhor solução no
tocante a lucro unitário.

4.1 Exercícios resolvidos passo a passo

1. Um restaurante tem um cardápio com preço fixo de R$ 13,50 e consegue atender até 256 pessoas
por dia.

36
Matemática Aplicada

Figura 14

Considere a função RT = 13,5· q , na qual o preço é fixo (R$ 13,50) e q é a quantidade de produtos
vendidos diariamente, que pode variar de zero a 256 (0 < q < 256 unidades). Se a ocupação do restaurante
for de 50%, qual será o valor recebido em decorrência da venda dos produtos?

Nesse caso, a metade dos produtos vendidos corresponde a 128 unidades, visto que a quantidade
varia entre 0 e 256 unidades.

RT = 13,5·(128) = R$ 1.728,00.

Portanto, o valor recebido pela metade dos produtos vendidos é de R$ 1.728,00.

2. Uma empresa de ônibus interurbanos oferece em determinada linha o preço de R$ 20,50 e precisa
ter, no mínimo, uma receita de R$ 1.025,00.

Figura 15

37
Unidade II

Considere a função RT = 20,5·q, na qual o preço é fixo (R$ 20,50) e q é a quantidade de produtos
vendidos (0 < q < 120 unidades). Qual será a quantidade de produtos vendidos quando a receita total
atingir o valor de R$ 1.025,00?

Sabendo que RT = 1.025,00, podemos afirmar que:

RT = 1.025

20,5·q = 1.025

Q = 1.025
20,5

Q = 50 unidades vendidas.

Portanto, a receita total atinge o valor de R$ 1.025,00 quando são vendidas 50 unidades do produto.

5 CUSTO TOTAL

A função custo total está associada à produção de uma utilidade (valor “gasto” por uma quantidade
de bens produzidos).

CT = CF + CV, onde CT é o custo total, CF é o custo fixo e CV é o custo variável.

Lembrete

Custos fixos permanecem iguais independentemente da produção e das


vendas. Exemplo: aluguel de escritório.

Custos variáveis mudam proporcionalmente ao nível de produção ou de


vendas. Exemplo: matéria‑prima de produção.

• Exemplo conforme Silva (2011):

O custo variável médio (custo unitário) de produção de certo bem é de R$ 12,00, e o custo fixo
associado à produção é de R$ 60,00 para quantidades variáveis na faixa de 0 a 100 unidades. Se o preço
de venda, na mesma faixa, é de R$ 20,00/unidade, identifique:

a) A função custo total (CT):

CT = CF + CV
CT = 60 + 12·q

38
Matemática Aplicada

b) A representação gráfica:

q CT = 60 + 12·q
0 60
100 1260

CT (R$)

1260

60

0 100 q (quantidade)

Figura 16 – Representação gráfica de CT = 60 + 12·q

c) A função receita total (RT):

RT = 20·q

d) O custo total (CT) associado a uma produção de 75 unidades desse bem:

CT = 60 + 12·q

CT = 60 + 12·(75) = 60 + 900 = R$ 960,00

5.1 Exercícios resolvidos passo a passo

1. Um fabricante de camisetas tem, por unidade, um custo de produção de R$ 8,00, e o custo fixo é
de R$ 1.200.

39
Unidade II

Figura 17

Sabendo que a função custo total CT = 1200 + 8·q está associada à produção das camisetas,
determine o custo total referente à produção de 230 unidades:

Produção de 230 unidades (q = 230):

CT = 1.200 + 8·(230)

CT = 1.200 + 1.840

CT = R$ 3.040,00

Portanto, o custo total referente à produção de 230 unidades do referido bem será de R$ 3.040,00.

2. Um fabricante de calculadoras tem por custo variável R$ 25,00 e por custo fixo R$ 2.000.

Figura 18

40
Matemática Aplicada

Sabemos que a função custo total CT = 2000 + 25·q está associada à produção da calculadora.
Qual será a produção necessária para termos um custo total de R$ 5.000,00?

Custo total de R$ 5.000,00 (CT = R$ 5.000,00):

CT = 5.000,00

2.000 + 25·q = 5.000

25·q = 5.000 – 2.000

25·q = 3.000

q = 3.000
25

q = 120 unidades produzidas.

Portanto, a produção necessária para termos um custo total de R$ 5.000,00 é de 120 unidades do
determinado bem.

3. Marcos vende café em porta de fábrica com um custo fixo de R$ 3,00 e um custo variável de R$
0,60.

Figura 19

Sabendo‑se que esse produto é vendido a R$ 0,80 a unidade, Marcos precisa vender, pelo menos, q
unidades do produto para não ter prejuízo. Qual é o valor de q?

41
Unidade II

Por meio das informações do problema, vamos construir as funções CT e RT:

CT = 3 + 0,60·q (valor “gasto” pela produção de q unidades de determinada utilidade).

RT = 0,80·q (valor “recebido” pela venda de q unidades de determinada utilidade).

Para não ter prejuízo, podemos afirmar que:

LT > 0.

Nesse caso, a função lucro total é:

LT = RT – CT

LT = 0,80·q – (3 + 0,60·q)

LT = 0,80·q – 3 – 0,60·q

LT = 0,20·q – 3

Considerando LT > 0, temos:

LT > 0

0,20·q – 3 > 0

0,20·q > 3

q> 3
0,20

q > 15 unidades

Para LT > 0, temos q > 15 unidades.

Portanto, para não ter prejuízo, Marcos precisa vender pelo menos 15 unidades do produto. O valor
de q é de 15 unidades.

6 PONTO DE NIVELAMENTO E LUCRO TOTAL

6.1 Ponto de nivelamento

Quando há equilíbrio entre custo e receita, a quantidade produzida é considerada ponto de


nivelamento. É o equivalente a uma barreira a ser transposta, pois abaixo desse ponto há prejuízo, e
acima, lucro (BONORA, 2006).
42
Matemática Aplicada

Ponto de nivelamento (ou equilíbrio) é a quantidade (produzida e vendida) de determinada


mercadoria, que corresponde, ao mesmo tempo, à receita total e ao custo total. Ou seja, lucro zero.

RT = CT

• Exemplo conforme Silva (2011):

São dadas as funções RT = 0,4·q e CT = 3 + 0,1·q para 0 < q < 20 unidades de um determinado
produto.

O ponto de nivelamento é:

RT = CT

0,4·q = 3 + 0,1·q

0,4·q – 0,1·q = 3

0,3·q = 3

qe = 3 = 10 unidades
0,3

Para uma quantidade qe = 10 unidades (produzida e vendida) de determinada mercadoria, temos RT


(valor total recebido pela venda) igual ao CT (valor total “gasto” pela produção), portanto, não temos
lucro nem prejuízo.

Construindo o gráfico para tal situação:

1) Tabela de valores:

q RT = 0·4.q
0 0
20 8

q CT = 3 + 0,1·q
0 3
20 5

43
Unidade II

2) Representação gráfica:

RT, CT (R$)

8 RT = 0,4 . q

4
CT = 3 + 0,1 . q
3

0 10 20 q (quantidade)

Figura 20 – Representação gráfica de RT = 0,4·q e CT = 3 + 0,1·q para 0 < q < 20

Observe no gráfico anterior que, nesse caso, para uma quantidade (produzida e vendida) de 10
unidades (qe) dessa mercadoria, temos RT = CT = R$ 4,00.

RT = 0,4·q = 0,4·(10) = R$ 4,00

CT = 3 + 0,1·q = 3 + 0,1·(10) = 3 + 1 = R$ 4,00.

6.2 Lucro total

A partir da receita total, ao subtrairmos o custo total, temos o lucro total.

Seja CT o custo total associado à produção de uma utilidade e RT a receita total referente à venda
dessa utilidade.

A função lucro total (LT) associada à produção e à venda da utilidade é dada por:

LT = RT – CT

Vamos analisar o gráfico do exemplo anterior com mais atenção:

44
Matemática Aplicada

RT, CT (R$)

8 RT = 0,4 . q

4
CT = 3 + 0,1 . q
3

q (quantidade)
0 10 20

Figura 21 – Representação gráfica de RT = 0,4·q e CT = 3 + 0,1·q para 0 < q < 20

• anteriormente, observamos que o ponto de nivelamento, nesse caso, é qe = 10 unidades (RT = CT).
Não existe lucro nem prejuízo para tal quantidade produzida e vendida;

• para uma quantidade (produzida e vendida) entre 0 e 10 unidades (0 < q < 10), o gráfico do
custo está acima do gráfico da receita. Isso significa que, nessa faixa, o custo total é maior que a
receita total (CT > RT), ou seja, o “gasto” excede o “valor recebido”. Nessa faixa de bens produzidos
e vendidos existirá prejuízo;

• para uma quantidade (produzida e vendida) entre 10 e 20 unidades de determinado bem (10 < q
< 20), o gráfico do custo está abaixo do gráfico da receita. Isso significa que, nessa faixa, o custo
total é menor que a receita total (CT < RT), ou seja, o “valor recebido” excede o “gasto”. Nessa faixa
de bens produzidos e vendidos existirá lucro.

Tudo isso pode ser representado algébrica e graficamente por meio da função lucro (LT = RT – CT).
Veja:

Sabendo que as funções dadas no exemplo foram RT = 0,4·q e CT = 3 + 0,1·q para 0 < q < 20,
obtemos:

LT = 0,4·q – (3 + 0,1·q)

LT = 0,4·q – 3 – 0,1·q

LT = 0,3·q – 3 (para: 0 < q < 20).

45
Unidade II

Inserindo a representação gráfica da função lucro:

1) Tabela de valores

q LT = 0,3·q – 3
0 ‑3
20 3

2) Representação gráfica

RT, CT, LT (R$)

8 RT = 0,4 . q

5
CT = 3 + 0,1 . q
4
3
LT = 0,3 . q - 3

+++
q (quantidade)
0 10 20

-3

Figura 22 – Representação gráfica de LT = 0,3·q – 3 (para: 0 < q < 20)

6.3 Exercícios resolvidos passo a passo

1. Considere as funções RT = 3,5·q e CT = 10 + 1,5·q, para 0 < q < 10 unidades de determinada


mercadoria. Qual é o ponto de nivelamento?

RT = CT

3,5·q = 10 + 1,5·q

3,5·q – 1,5·q = 10

2·q = 10

46
Matemática Aplicada

q = 10
2

q = 5 unidades (ponto de nivelamento)

Portanto, para cinco unidades (qe) de mercadorias produzidas e vendidas, não teremos lucro nem
prejuízo (LT = 0).

2. Considere as funções RT = 3·q e CT = 6 + q, para 0 < q < 10 unidades de determinada mercadoria.


Qual é a função lucro total?

A função lucro total é construída da seguinte maneira:

LT = RT – CT

LT = 3·q – (6 + q)

LT = 3·q – 6 – q

LT = 2·q – 6

Portanto, nesse caso, a função lucro total pode ser escrita como LT = 2·q – 6.

3. Considere a função lucro total LT = 8·q – 3.600, para 0 < q < 1.500 unidades de um determinado
bem. Qual é o lucro total referente à produção de 600 unidades dessa mercadoria?

LT = 8·q – 3.600

LT = 8·(600) – 3.600

LT = 4.800 – 3.600

LT = R$ 1.200,00

Portanto, o lucro total referente à produção de 600 unidades dessa mercadoria é de R$ 1.200,00.

4. Considere a função lucro total LT = 7·q – 3.500, para 0 < q < 2.000 unidades de determinado bem.
Qual será a produção necessária para que ocorra RT = CT?

Observe que RT = CT corresponde a LT = 0.

Portanto:

LT = 0
47
Unidade II

7·q – 3.500 = 0

7·q = 3.500

q = 3.500
7

q = 500 unidades produzidas

Será necessária uma produção de 500 unidades desse bem para que ocorra RT = CT, ou seja, para
que não ocorra lucro nem prejuízo.

A utilidade prática de calcular o ponto de nivelamento e o lucro total reside na necessidade das
organizações de projetar seus investimentos em aumento de produção, por exemplo. A pergunta básica
nesse caso é: valerá a pena investir x se o ponto de nivelamento for muito difícil de atingir?

Saiba mais

Leia o artigo Considerações acerca do ponto de equilíbrio como


ferramenta gerencial, de Edmar José Zorzal. Disponível em: <http://www.
novomilenio.br/foco/1/artigo/5_Ponto_de_equilbrio_artigo.pdf>.

Resumo

Nesta unidade, vimos alguns valores cujos cálculos são rotineiros para
os administradores: a receita total, o custo total e o lucro total.

Receita total é o valor total recebido por uma quantidade de produtos


vendidos, como fruto da multiplicação do preço pela quantidade vendida.

Custo total é o valor gasto por uma quantidade de bens produzidos,


obtido pela soma de custos fixos e variáveis.

A partir da receita total, ao subtrairmos o custo total, temos o lucro


total, que revela o lucro de um dos bens produzidos.

Também estudamos o conceito de ponto de nivelamento.

Quando há equilíbrio entre custo e receita, a quantidade produzida é


considerada ponto de nivelamento. É o equivalente a uma barreira a ser
transposta, pois abaixo desse ponto há prejuízo, e acima, lucro. Uma das

48
Matemática Aplicada

muitas tarefas dos administradores é gerenciar o ponto de nivelamento dos


bens produzidos pela empresa, pois é a partir daí que perseguimos o lucro.

Exercícios

Questão 1 (ENADE 2006). Analise a figura a seguir:

1
R$ 5,00/t
1 Demanda = 1.000
R$ 4,00
/t
R$
6,0
0/t
2
Fábricas Depósitos
t
4,00/ 00/t
Demanda = 1.500
R$ R$ 3,
2
R$ 5,00/t 3
Demanda = 500

A Cia. de Produtos Vegetais – CPV possui duas fábricas que abastecem três depósitos. As fábricas
têm um nível máximo de produção baseado nas suas dimensões e nas safras previstas. Os custos em
R$/t estão anotados em cada rota (ligação entre as fábricas e depósitos). José de Almeida, estudante de
Administração, foi contratado pelo Departamento de Logística com a finalidade de atender a demanda
dos depósitos sem exceder a capacidade das fábricas, minimizando o custo total do transporte.

Em sua decisão ele considerou as seguintes situações:

I – 1.000 unidades devem ser transportadas da Fábrica 2 para o Depósito 1. A demanda restante deve
ser suprida a partir da Fábrica 1;

II – 2.500 unidades devem ser transportadas da Fábrica 1 para os Depósitos 1 e 2. A demanda


restante deve ser suprida a partir da Fábrica 2;

III – 1.000 unidades devem ser transportadas da Fábrica 2 para o Depósito 2. A demanda restante
deve ser suprida a partir da Fábrica 1.

Apresenta(m) o(s) menor(es) custo(s) apenas a(s) situação(ões):

A) I.

B) II.

C) III.
49
Unidade II

D) I e III.

E) II e III.

Resposta correta: alternativa D.

Análise das afirmativas

I) Afirmativa correta.

Justificativa: como 1000 unidades devem ser transportadas da Fábrica 2 para o Depósito 1, a
demanda restante deve ser 1500 unidades transportadas da Fábrica 1 para o Depósito 2, e 500 unidades
transportadas da Fábrica 1 para o Depósito 3. Sabendo-se que a receita total é dada por RT = P0 . q,
sendo P o preço fixo e q as quantidades (demanda), podemos determinar RT:

Quando 1000 unidades são transportadas da Fábrica 2 para o Depósito I temos que RT = 4 . 1000 = 4000.

Quando 1500 unidades são transportadas da Fábrica 1 para o Depósito 2, temos que RT = 4 . 1500 = 6000.

Quando 500 unidades são transportadas da Fábrica 1 para o Depósito 3, temos que RT = 6 . 500 = 3000.

Assim, o custo total será a soma das receitas RT = 4000 + 6000 + 3000, que será igual a R$ 13.000,00.

II) Afirmativa incorreta.

Justificativa: como 2500 unidades devem ser transportadas da Fábrica 1 para os Depósitos 1 e 2, a demanda
restante deve ser 500 unidades transportadas da Fábrica 2 para o Depósito 3. Sabendo-se que a receita total
é dada por RT = P0 . q, sendo P o preço fixo e q as quantidades (demanda), podemos determinar RT:

Quando 1000 unidades são transportadas da Fábrica 1 para o Depósito I temos que RT = 5 . 1000 = 5000.

Quando 1500 unidades são transportadas da Fábrica 1 para o Depósito 2, temos que RT = 4 . 1500 = 6000.

Quando 500 unidades são transportadas da Fábrica 2 para o Depósito 3, temos que RT = 5 . 500 = 2500.

Assim, o custo total será a soma das receitas RT = 5000 + 6000 + 2500, que será igual a R$ 13.500,00.

III) Afirmativa correta.

Justificativa: como 1000 unidades devem ser transportadas da Fábrica 2 para o Depósito 2, a
demanda restante deve ser 1000 unidades transportadas da Fábrica 1 para o Depósito 1, 500 unidades
transportadas da Fábrica 1 para o Depósito 2 e 500 unidades transportadas da Fábrica 1 para o Depósito
3. Sabendo-se que a receita total é dada por RT = P0 . q, sendo P o preço fixo e q as quantidades
(demanda), podemos determinar RT:
50
Matemática Aplicada

Quando 1000 unidades são transportadas da Fábrica 2 para o Depósito 2 temos que RT = 3 . 1000 = 3000.

Quando 1000 unidades são transportadas da Fábrica 1 para o Depósito 1, temos que RT = 5 . 1000 = 5000.

Quando 500 unidades são transportadas da Fábrica 1 para o Depósito 2, temos que RT = 4 . 500 = 2000.

Quando 500 unidades são transportadas da Fábrica 1 para o Depósito 3, temos que RT = 6 . 500 = 3000.

Assim, o custo total será a soma das receitas RT = 3000 + 5000 + 2000 + 3000, que será igual a R$ 13.000,00.

Questão 2 (ENADE 2006). A Cia. Alonso de Auto Peças Ltda. distribui peças para oficinas de reparo de
automóveis localizadas em grande área metropolitana. Embora se trate de um mercado competitivo, a
Cia. Alonso gostaria de oferecer níveis de estoque adequados às oficinas atendidas, ao mesmo tempo em
que deseja maximizar seus lucros. Ela é sabedora de que, à medida que aumenta a percentagem média
de atendimentos aos clientes (nível de serviço), maior é seu custo de estoques. A fim de determinar a
influência dos níveis de estoque no percentual de atendimento aos clientes, a Alonso fez um levantamento
dos principais itens de seu estoque nos últimos seis meses. A seguinte tabela foi preparada:

Percentagem média Nível médio Custos de estoques Receita média de


de atendimento aos mensal de estoque mensais vendas mensais
clientes (R$) (R$) (R$)
80% 27.500,00 550,00 900,00
85% 30.000,00 600,00 1.200,00
90% 35.000,00 700,00 1.400,00
95% 40.000,00 800,00 1.450,00
98% 50.000,00 1.000,00 1.600,00

A partir dos dados apresentados nessa tabela, pode-se concluir que o maior lucro ocorrerá quando
o nível de serviço for equivalente a:

A) 80%.

B) 85%.

C) 90%.

D) 95%.

E) 98%.

Resolução desta questão na plataforma.

51
FIGURAS E ILUSTRAÇÕES

Figura 1

SILVA, S. M.; SILVA, E. M.; SILVA, E. M. Matemática básica para cursos superiores. São Paulo: Atlas, 2011.

Figura 2

WHAT‑SUPERSTORE__1_.JPG. Disponível em: <http://www.morguefile.com/archive/display/198799>.


Acesso em: 31 jul. 2012.

Figura 3

RIO_DE_JANEIRO.JPG. Disponível em: <http://www.morguefile.com/archive/display/97747>. Acesso


em: 31 jul. 2012.

Figura 4

WINEBOTTL012007__4_.JPG. Disponível em: <http://www.morguefile.com/archive/display/157136>.


Acesso em: 31 jul. 2012.

Figura 5

SELLING CLOTHES – SALE (1).JPG. Disponível em <http://www.morguefile.com/archive/


display/550706>. Acesso em: 31 jul. 2012.

Figura 6

SILVA, S. M.; SILVA, E. M.; SILVA, E. M. Matemática básica para cursos superiores. São Paulo: Atlas, 2011.

Figura 7

CAMERA_STORE.JPG. Disponível em: <http://www.morguefile.com/archive/display/52645>. Acesso em:


31 jul. 2012.

Figura 8

MECHANIC2.JPG. Disponível em: <http://www.morguefile.com/archive/display/101671>. Acesso em: 31


jul. 2012.

Figura 9

386.JPG. Disponível em: <http://www.morguefile.com/archive/display/812312>. Acesso em: 31 jul.


2012.
52
Figura 10

SILVA, S. M.; SILVA, E. M.; SILVA, E. M. Matemática básica para cursos superiores. São Paulo: Atlas, 2011.

Figura 11

ICE CREAMS.JPG. Disponível em: <http://www.morguefile.com/archive/display/793590>. Acesso em:


31 jul. 2012.

Figura 12

SILVA, S. M.; SILVA, E. M.; SILVA, E. M. Matemática básica para cursos superiores. São Paulo: Atlas, 2011.

Figura 13

SILVA, S. M.; SILVA, E. M.; SILVA, E. M. Matemática básica para cursos superiores. São Paulo: Atlas, 2011.

Figura 14

RECEPDECOR030907__21_.JPG. Disponível em <http://www.morguefile.com/archive/display/161322>.


Acesso em: 1 ago. 2012.

Figura 15

COACHES.JPG. Disponível em: <http://www.morguefile.com/archive/display/15932>. Acesso em: 1 ago. 2012.

Figura 16

SILVA, S. M.; SILVA, E. M.; SILVA, E. M. Matemática básica para cursos superiores. São Paulo: Atlas, 2011.

Figura 17

T‑SHIRTS_0933 (4_6).JPG. Disponível em: <http://www.morguefile.com/archive/display/661933>.


Acesso em: 1 ago. 2012.

Figura 18

X985CW 001.JPG. Disponível em: <http://www.morguefile.com/archive/display/672252>. Acesso em: 1


ago. 2012.

Figura 19

COFFEE_POT_WITH_STYROFOAM_CUPS.JPG. Disponível em: <http://www.morguefile.com/archive/


display/170369>. Acesso em: 1 ago. 2012.
53
Figura 20

SILVA, S. M.; SILVA, E. M.; SILVA, E. M. Matemática básica para cursos superiores. São Paulo: Atlas, 2011.

Figura 21

SILVA, S. M.; SILVA, E. M.; SILVA, E. M. Matemática básica para cursos superiores. São Paulo: Atlas, 2011.

Figura 22

SILVA, S. M.; SILVA, E. M.; SILVA, E. M. Matemática básica para cursos superiores. São Paulo: Atlas, 2011.

REFERÊNCIAS

Textuais

BARBOSA, A. P. Demanda e oferta! Artigos.com, ago. 2007. Disponível em: <http://www.artigos.com/


artigos/sociais/administracao/demanda‑e‑‑oferta!‑2109/artigo/>. Acesso em: 7 ago. 2012.

BONORA Jr., D. et al. Matemática: complementos e aplicações nas áreas de Ciências Contábeis,
Administração e Economia. 4. ed. São Paulo: Ícone, 2006.

CASTANHEIRA, N. P. Métodos quantitativos. Curitiba: IBPEX, 2008.

DEMANA, F. et al. Pré‑cálculo. São Paulo: Pearson‑Addison Wesley, 2009.

DEMANDA da oferta e procura. Brasil Escola, Goiás, [2012?]. Disponível em: <http://monografias.
brasilescola.com/administracao‑financas/demanda‑oferta‑procura.htm>. Acesso em: 7 ago. 2012.

GIRARDI, E. C. Lei da Oferta e da Procura (demanda e oferta). Infoescola, Santa Catarina, ago. 2007.
Disponível em: <http://www.infoescola.com/economia/lei‑da‑oferta‑e‑da‑procura‑demanda‑e‑oferta/>.
Acesso em: 7 ago. 2012.

JACQUES, I. Matemática para Economia e Administração. 6. ed. São Paulo: Pearson: 2010.

LEITE, A. Aplicações da Matemática: Administração, Economia e Ciências Contábeis. São Paulo:


Cengage Learning, 2008.

MUROLO, A. C.; BONETTO, G. Matemática aplicada à Administração, Economia e Contabilidade. 2. ed.


São Paulo: Pioneira‑Thomson Learning, 2011.

PETRY, R.; SILVA, M. R. Souza Cruz reduz preços de quatro marcas de cigarro. Veja, São Paulo, maio
2012. Disponível em <http://veja.abril.com.br/noticia/economia/souza‑cruz‑reduz‑precos‑de‑quatro‑
marcas‑de‑cigarro>. Acesso em: 31 jul. 2012.
54
PREÇO do suíno vivo aumenta em SP. Globo Rural On‑Line, São Paulo, jul. 2012. Disponível em:
<http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI314180‑18530,00‑PRECO+DO+SUINO+VI
VO+AUMENTA+EM+SP.html>. Acesso em: 31 jul. 2012.

PREÇOS reduzirão demanda por milho e soja para ração – Oil World. Cenário MT, Mato Grosso, jul.
2012. Disponível em: <http://www.cenariomt.com.br/noticia.asp?cod=218556&codDep=6>. Acesso
em: 6 ago. 2012.

SILVA, F. C. M.; ABRÃO, M. Matemática básica para decisões administrativas. 2. ed. São Paulo: Atlas,
2008.

SILVA, S. M.; SILVA, E. M.; SILVA, E. M. Matemática: para os cursos de Economia, Administração e
Ciências Contábeis. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2010. v. 1.

______. Matemática básica para cursos superiores. São Paulo: Atlas, 2011.

VENDAS de informática sobem com preço menor, diz IBGE. Gazeta do Povo, Curitiba, jun. 2012.
Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=1265226>. Acesso
em: 7 ago. 2012.

WEBER, J. E. Matemática para Economia e Administração. 2. ed. São Paulo: Harbra, 1986.

XEROX teve alta em 7% na receita de negócios com serviços no ST12. Fator Brasil, Rio de Janeiro, jul. 2012.
Disponível em: <http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=211048>. Acesso em: 7 ago. 2012.

ZORZAL, E. J. Considerações acerca do ponto de equilíbrio como ferramenta gerencial. Disponível em:
<http://www.novomilenio.br/foco/1/artigo/5_Ponto_de_equilbrio_artigo.pdf>. Acesso em: 7 ago. 2012.

Sites

<http://monografias.brasilescola.com/administracao‑financas/demanda‑oferta‑procura.htm>.

<http://www.artigos.com/artigos/sociais/administracao/demanda‑e‑‑oferta!‑2109/artigo/>.

<http://www.infoescola.com/economia/lei‑da‑oferta‑e‑da‑procura‑demanda‑e‑oferta/>.

<http://www.novomilenio.br/foco/1/artigo/5_Ponto_de_equilbrio_artigo.pdf>.

Exercícios

Unidade II – Questão 1: INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO


TEIXEIRA (INEP). Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) 2006: Administração.
Questão 33. Disponível em: <http://download.inep.gov.br/download/enade/2006/Provas/PROVA_
DE_ADMINISTRACAO.pdf>. Acesso em: 18 mai. 2013.
55
Unidade II – Questão 2: INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO
TEIXEIRA (INEP). Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) 2006: Administração.
Questão 30. Disponível em: <http://download.inep.gov.br/download/enade/2006/Provas/PROVA_
DE_ADMINISTRACAO.pdf>. Acesso em: 18 mai. 2013.

56
57
58
59
60
Informações:
www.sepi.unip.br ou 0800 010 9000
UNIDADE II

Matemática Aplicada

Profa. Deiby Gouveia


Objetivos

 Receita (p é fixo).
 Receita (p não é fixo).
 Maximização da receita.
 Representação gráfica.
 Custo total.
 Custo médio.
 Ponto de nivelamento ou break even point.
 Representação gráfica.
 Lucro.
 Análise econômica.
Receita total

 O que é?
 Quantia total que a firma recebe pela venda de uma quantidade de produtos.
 Função receita: R = f(x).

Podemos ter:
 Preço é fixo  R = p.x
 Preço não é fixo  R = p.D
Exemplo de receita total (“p” é fixo)

 Venda de salgados: R = 3·q, 0  q  60.


q (unid) R (R$)
 Representação gráfica RT (R$) 0 0,00
 y = a.x + b
10 30,00
 R = 3.q
20 60,00
180,00
30 90,00
40 120,00
50 150,00
60 180,00

0 60 q (quantidade)
Exemplo 1

Uma empresa de peças automotivas vende determinada peça por R$ 110,00 cada.
Pensando em ter uma receita de R$ 2.100,00 por mês, quantas peças devem
ser vendidas? RT (R$)
R = p. q
R = 110. q 2.100,00
2100 = 110.q
2100 / 110 = q
q = 19 unidades

0 19 q (quantidade)
Função receita (“p” não é fixo)

 Quando o preço de um produto não é fixo, a receita total pode variar, pois se o
preço muda, a procura pelo produto (demanda = quantidade “q”) também
se altera.

 Função receita total associada à venda do produto  RT = P · D

Importante:
 Subir preços não garante aumento da receita total.
Exemplo 2

Suponha que a demanda de mercado de um determinado sabor de sorvete seja


dada por:

 D = 40 – 5P em que R$ 0,00 < P < R$ 8,00 e 0 < D < 40.

 Vamos estabelecer a expressão da receita total RT = P · D somente em função


da variável D: qual deverá ser o valor de D (quantidade de procura) que torna a
receita total (RT) máxima???
Exemplo 2

 D = 40 – 5P em que R$ 0,00 < P < R$ 8,00 e 0 < D < 40

P ($) D = 40 – 5P RT = P · D
0,00 40 – 5 · 0 = 40 unid 0 · 40 = R$ 0,00
2,00 40 – 5 · 2 = 30 unid 2 · 30 = R$ 60,00
4,00 40 – 5 · 4 = 20 unid 4 · 20 = R$ 80,00
6,00 40 – 5 · 6 = 10 unid 6 · 10 = R$ 60,00
8,00 40 – 5 · 8 = 0 unid 8 · 0 = R$ 0,00

 Importante!!!
 Aumento de preços não garante aumento da receita total.
Exemplo 3

 Dada a demanda de mercado de meia infantil D = 20 – 2P.


 A variação de preço (primeira coluna) altera a receita total.
P D RT = P.D
1,00 20 – 2 · 1 = 18 unid 1 · 18 = R$ 18,00
3,00 20 – 2 · 3 = 14 unid 3 · 14 = R$ 42,00
5,00 20 – 2 · 5 = 10 unid 5 · 10 = R$ 50,00
7,00 20 – 2 · 7 = 6 unid 7 · 6 = R$ 42,00
9,00 20 – 2 · 9 = 2 unid 9 · 2 = R$ 18,00

 Importante!!!
 Subir preços não garante aumento da receita total.
Exemplo 4

As pesquisas de mercado para um modelo de caderno universitário indicam que a


sua função demanda é dada pela expressão D = 48 – 2P. Pede-se:
a) Estabelecer a expressão da receita total RT = f(D).
b) Qual deverá ser o valor de D (quantidade de procura) que tornará a receita total
(RT) máxima?
c) Determine a receita máxima.
d) Determine o preço correspondente à demanda de 24 unidades do
produto vendido.
e) Representar graficamente a função receita.
Exemplo 4

a) Estabelecer a expressão da receita total RT = f(D).


1. Isolando” P em função de D:

D = 48 – 2P 2. Substituindo” em RT = P · D:
D + 2P = 48 RT = (24 – 0,5D) · D
RT = 24D – 0,5D²
2P = 48 – D
P = (48 – D) / 2
P = 48/2 – D / 2
P = 24 – 0,5D
Exemplo 4

b) Qual deverá ser o valor de D (quantidade de procura) que tornará a receita total
(RT) máxima?
 Função receita: RT = – 0,5D² + 24D = b² – 4·a·c
 Lembrete: y = ax2+bx +c y −𝑏 ± ∆
𝑥=
2𝑎
yv x’ e x’’

xv = - b
2a
yv =-
4a
0 xv x
Exemplo 4

b) Qual deverá ser o valor de D (quantidade de procura) que tornará a receita total
(RT) máxima?
 Função receita: RT = – 0,5D² + 24D (a=-0,5 b = 24 c = 0)
 xv = - b
2a
 D = -24  D = 24 unidades
2(-0,5)
Exemplo 4

c) Determine a receita máxima

 Função receita: RT = – 0,5D² + 24D (a=-0,5 b = 24 c = 0)


 Rmáx  yv = -
4a
 yv = -(b2-4.a,c)  Rmáx = -(242 -4.(-0,5).(0)) Rmáx = R$ 288,00
4a 4(-0,5)
Exemplo 4

d) Determine o preço correspondente à demanda de 24 unidades do


produto vendido.

 Função demanda: P = 24 – 0,5D


P = 24 – 0,5.(24)
P = R$ 12,00
Exemplo 4

e) Representar graficamente a função receita


 Função Receita: RT = – 0,5D² + 24D (a=-0,5 b = 24 c = 0)
 Considerar RT = 0
−𝑏 ± ∆
  = b2 – 4ac 𝑋=
2𝑎
 = (24)2-4.(-0,5).0
 = 576 −24 ± 576
𝑥=
2. (−0,5)

x‘ = 0 e x’’ = 48
Exemplo 4

 Função receita: RT = – 0,5D² + 24D

RT (R$)  Existirá, ao preço (P) de R$ 12,00,


uma demanda (D) de 24 unidades
288 do produto para que a receita total
(RT) de R$ 288,00, nesse caso,
seja a maior possível.

0 48 D (unid)
24
Interatividade

Considerando D = 24 – 2P, determine a expressão da receita total (RT = f(D)), além


do valor de D (Demanda) que torna a receita total (RT) máxima.

a) RT = 24D – D² e D = 24 unidades.
b) RT = 12D + 5D² e D = 17 unidades.
c) RT = 0,5D + 24D² e D = 5 unidades.
d) RT = 5D – 12D² e D = 20 unidades.
e) RT = 12D – 0,5D² e D = 12 unidades.
Custo total

A função custo está relacionada aos gastos efetuados para produção ou aquisição
de alguma mercadoria ou produto, tais como:

 Aluguel, transporte, salário, matéria-prima, impostos etc.


 Quantia que a empresa gasta pagando pelos insumos de produção.
 CT = CF + CV,
 em que CT é o custo total, CF é o custo fixo e CV é o custo variável.
Custo total

 Custo fixo  não varia com a quantidade produzida.


 Custo variável  custos que variam com a quantidade produzida.

Custo Total Custo Fixo Custos Variáveis


(R$) (R$) (R$)
30,00 30,00 0,00
40,00 30,00 10,00
50,00 30,00 20,00
60,00 30,00 30,00
70,00 30,00 40,00
80,00 30,00 50,00
Custo fixo

Custo (ou despesa) Fixo (CF)


 Constituído de parcelas que não dependem da quantidade produzida, como:
aluguel, material de escritório, material de limpeza, seguros e outros.
 Trata-se de um conjunto de despesas que a empresa teria que pagar mesmo que
parasse de produzir.
Exemplos:
 Salários e encargos sociais dos supervisores e de outros funcionários da
área industrial.
 Despesas com depreciação calculadas linearmente.
 Despesas financeiras.
 Aluguéis, imposto predial, iluminação etc.
Custo variável

Custo (ou despesa) Variável (CV)


 O valor total aumenta ou diminui, direta e proporcionalmente, com as flutuações
ocorridas na produção e na venda.
 São custos diretamente ligados à produção.
Exemplo:
 Consumo de matéria-prima e de outros materiais de produção.
 Energia industrial.
 Materiais de embalagem.
 Fretes.
 Comissões sobre vendas.
 Impostos e contribuições calculados sobre o
faturamento etc.
Custo total

CT = CF + CV

 CT  soma do custo variável com o custo fixo e representa o total dos gastos que
a empresa tem dentro de um período considerado.

 CT = CF + cu.x
Curva de custo total

Custo
Total
Curva de
$80
Custo Total
70

60

50

40

30

20

10

0 20 40 60 80 100 120 140 Quantidade Produzida


Custo médio

O custo médio "CM(x)"

 É o quociente entre o custo total "C(x)" e a quantidade "x" produzida.

 Representa o custo de cada unidade produzida.

 Chama-se custo médio de produção ou custo unitário (e indica-se por Cm) é o


custo total dividido pela quantidade, isto é:

Ct ( x)
Cm ( x ) 
x
Exemplo 5

O custo variável médio (custo unitário) de produção de chinelos é de R$ 12,00 e o


custo fixo associado à produção é de R$ 60,00 para quantidades variáveis na faixa
de 0 a 100 unidades. Se o preço de venda, na mesma faixa, é de R$ 20,00/unidade,
pede-se:
a) A função custo total (CT).
b) A representação gráfica.
c) A função receita total (RT).
d) A representação gráfica.
e) O custo total (CT) associado a uma produção de 75
unidades desse bem.
f) Qual será o custo médio de produção de cada unidade,
se forem produzidas 80 unidades?
Exemplo 5

O custo variável médio (custo unitário) de produção de chinelos é de R$ 12,00 e o


custo fixo associado à produção é de R$ 60,00 para quantidades variáveis na faixa
de 0 a 100 unidades. Se o preço de venda, na mesma faixa, é de R$ 20,00/unidade,
pede-se:
a) A função custo total (CT).
 CT = CF + CV
 CT = 60 + 12 · q (0 < q < 100)
Exemplo 5

b) Representação gráfica
q CT = 60 + 12 · q
0 60 + 12 · 0 = 60
25 60 + 12 · 25 = 360
50 60 + 12 · 50 = 660
75 60 + 12 · 75 = 960
100 60 + 12 · 100 = 1.260
Exemplo 5

c) A função receita total (RT):


RT (R$)
 RT = p · q
q (unid) R = 20.q
 RT = 20 · q (0 < q < 100)
d) A representação gráfica: 2.000,00 0 0,00
100 2.000,00

0 100 q (quantidade)
Exemplo 5

e) O custo total (CT) associado a uma produção de 75 unidades desse bem:


 CT = 60 + 12 · q
 CT = 60 + 12 · (75) = 60 + 900 = R$ 960,00
f) Qual será o custo médio de produção de cada unidade, se forem produzidas
80 unidades?
𝐶(80) 60+12.(80) 60+960 1020
𝐶𝑚𝑒 = = = = = 𝑅$12,75
80 80 80 80
 Assim, o custo de produção de cada unidade, em média, é de R$ 12,75.
Interatividade

O custo total de um fabricante de camisa consiste em uma quantia fixa de


R$ 200,00 somada ao custo de produção, que é de R$ 50,00 por unidade. Expresse
o custo total como função do número de unidades produzidas e, se há produção,
determine o custo total mínimo.

a) CT = 200 – 50q e CT mín = R$ 250,00.


b) CT = 50 + 200q e CT mín = R$ 50,00.
c) CT = 200 + 50q e CT mín = R$ 250,00.
d) CT = – 50 + 250q e CT mín = R$ 0,00.
e) CT = 250 + 200q e CT mín = R$ 50,00.
Ponto de nivelamento break even point

 Quando há equilíbrio entre custo e receita, a quantidade produzida é considerada


ponto de nivelamento.
 Ponto de nivelamento (ou equilíbrio) é a quantidade (produzida e vendida) de
determinada mercadoria, que corresponde, ao mesmo tempo, à receita total e ao
custo total. Ou seja, Lucro Zero.
 RT = CT RT e CT

P.N

0 q (quantidade)
Exemplo 6

 Dadas as funções RT = 0,4 · q e CT = 3 + 0,1 · q para 0 < q < 20 unidades para a


produção e venda de botões.
O ponto de nivelamento é:
RT = CT
0,4·q = 3 + 0,1·q
0,4 ·q – 0,1·q = 3
0,3·q = 3  q = 3/0,3 = 10 unidades
 Para q = 10 unidades (produzida e vendida), temos
R = C; logo, não temos lucro nem prejuízo.
Exemplo 6

q RT = 0,4·q q CT = 3 + 0,1·q
0 0,00 0 3,00
5 2,00 5 3,50
10 4,00 10 4,00
15 6,00 15 4,50
20 8,00 20 5,00
Exemplo 6

RT, CT (R$)

RT = 0,4 . q

CT = 3 + 0,1 . q

q (quantidade)
Exemplo 6

Analisando as duas funções: RT, CT (R$)

RT = 0,4 . q
 q = 10 unidades (RT = CT).

 Prejuízo: 0  q < 10.

 Lucro: 10 < q  20. CT = 3 + 0,1 . q

q (quantidade)
Ponto de nivelamento – considerações

 Permite compreender como o lucro pode ser afetado pelas variações nos
elementos que integram as receitas de vendas, os custos e as despesas totais.

 Corresponde a certo nível de atividades em que o lucro será nulo.


Lucro total

 Seja CT o custo total associado à produção de uma utilidade e RT a receita total


referente à venda dessa utilidade.
A função lucro total (LT) associada à produção e à venda da utilidade é dada por:
Lucro = Receita Total – Custo Total LT
L = RT – CT

0
- q (quantidade)
Determinação da função lucro

Utilizando os dados do exemplo 6:


 Dadas as funções RT = 0,4·q e CT = 3 + 0,1·q para 0 < q < 20 unidades para a
produção e venda de botões.
 Determinar a função lucro
L = RT – CT
L = 0,4 · q – (3 + 0,1 · q)
L = 0,4 · q – 3 – 0,1 · q  L = 0,3·q – 3
Análise da função lucro

q RT = 0,4·q q CT = 3 + 0,1·q q LT = 0,3·q – 3


0 0,00 0 3,00 0 –3,00
5 2,00 5 3,50 5 –1,50
10 4,00 10 4,00 10 0,00
15 6,00 15 4,50 15 1,50
20 8,00 20 5,00 20 3,00
Análise da função lucro – gráfico

RT, CT, LT (R$)


RT = 0,4 . q

CT = 3 + 0,1 . q

LT = 0,3 . q - 3

q (quantidade)
Exemplo 7

 Uma empresa de despertadores analisa seu lucro por meio da função:

L = 12x – 4200 , para 0  x  750. Pede-se:

a) A quantidade de produtos que devem ser vendidos para que a empresa não
tenha prejuízo.
b) Representação gráfica da função lucro e análise econômica.
Exemplo 7

 Uma empresa de despertadores analisa seu lucro por meio da função:

L = 12x – 4200 , para 0 x  750. Pede-se:


a) A quantidade de produtos que devem ser vendidos para que a empresa não
tenha prejuízo.
L = 12x = 4200
Considerando L = 0
12 x – 4200 =0
12 x = 4200
x = 4200 / 12
x = 350 unidades
Exemplo 7

b) Representação gráfica da função lucro e análise econômica.


Função dada: L = 12x – 4200 0  q  750
LT

q LT = 12x - 4200
4800
0 -4200
750 4800
+

 Análise econômica 0 350 750 q


-
350 < q  750
0 < LT  4800 -4200
Interatividade

Uma editora vende certo livro por R$ 60 a unidade. Seu custo fixo é R$ 10.000 e o
custo variável por unidade é R$ 40.
I. O ponto de nivelamento é de 500 livros vendidos.
II. A função lucro é L = 20q – 10.000.
III. A editora deverá vender 4.000 livros para ter um lucro igual a R$ 8.000.
As afirmações corretas são:
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.
Análise do ponto de nivelamento

 Quantidades produzidas e vendidas e os respectivos preços, determinantes das


receitas de vendas.

 Custos e despesas variáveis e fixos.

 Volume de produção e vendas.

 Também conhecido por Análise das Relações Custo-volume-lucro.

 O ponto de equilíbrio ignora aspectos relacionados com a


formação de estoques, pressupondo que toda a produção
seja vendida instantaneamente.
Exemplo 8

 Considerar as funções CT(x) = 2x + 39 e a função RT(x) = –x² + 18 x relativas à


produção e venda de x unidades de um mesmo produto, 0 ≤ x ≤ 18,
representadas no gráfico.

Pede-se:
a) Determinar a função LT, representar graficamente e fazer análise econômica
da função.
Exemplo 9

 Determinar a função LT.


Dado: CT(x) = 2x + 39 e RT(x) = –x² + 18 x, sendo 0 ≤ x ≤ 18.
Função LT:
LT = RT – CT
LT = –x² + 18x – (2x + 39)
LT = –x² + 18x – 2x – 39
LT = –x² + 16x – 39 (eq. do 2º grau)
Exemplo 9

 Representação gráfica:
Determinando a quantidade que o lucro será zero
LT = –x² + 16x – 39 (eq. do 2º grau)
(a = –1, b = 16, c = –39)
 = b² – 4 · a · c
 = (16)² – 4 · (–1) · (–39) = 100
b   16  100  16  10
x x 
2a 2  (1) 2
 x1 = 3 e x2 = 13
 Então podemos construir a tabela e o gráfico de LT.
Exemplo 9

Tabela:
x LT = –x² + 16x – 39
LT = –x² + 16x – 39
1 –1² + 16 · 1 – 39 = –24
3 –3² + 16 · 3 – 39 = 0
Intervalo de variação:
3 < x < 13 5 –5² + 16 · 5 – 39 = 16
7 –7² + 16 · 7 – 39 = 24
8 –8² + 16 · 8 – 39 = 25
9 –9² + 16 · 9 – 39 = 24
11 –11² + 16 · 11 – 39 = 16
13 –13² + 16 · 13 – 39 = 0
15 –15² + 16 · 15 – 39 = -24
Exemplo 9

Representação gráfica 30
LT = –x² + 16x – 39
20

Intervalo de variação:
3 < x < 13 10 +++

Lucro (R$)
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
--- ---
-10

-20

x (quantidade)
-30
Exemplo 9

b) Observando o gráfico das funções RT e CT, responda:


B1) Quais os pontos de nivelamento.
B2) O que significa o fato da função custo total não iniciar do ponto (0,0)?
B3) Qual o intervalo em que temos lucro (L(x)>0).
B4) Qual o intervalo em que temos prejuízo (L(x)<0).
Exemplo 9

Dado: CT(x) = 2x + 39 e RT(x) = –x² + 18 x, sendo 0 ≤ x ≤ 18.


B1) Quais os pontos de nivelamento?
1º ponto: 3 unidades e o valor de R$ 45,00.
2º ponto: 13 unidades e o valor de R$ 65,00
Exemplo 9

Dado: CT(x) = 2x + 39 e RT(x) = –x² + 18 x, sendo 0 ≤ x ≤ 18.


B2) O que significa o fato da função custo total não iniciar do ponto (0,0)?
Custo fixo = R$ 39,00
Exemplo 9

Dado: CT(x) = 2x + 39 e RT(x) = –x² + 18 x, sendo 0 ≤ x ≤ 18.


B3) Qual o intervalo em que temos lucro (L(x)>0).
3 < x < 13
B4) Qual o intervalo em que temos prejuízo (L(x)<0).
x < 3 e x > 13

++
-- --
Exemplo 10

 Um fabricante produz um DVD a um custo de R$ 2,00 a unidade. Os DVDs vêm


sendo vendidos a R$ 5,00 a unidade, por esse preço são vendidos 4.000 DVDs
por mês. O fabricante pretende aumentar o preço do DVD e calcula que para
cada R$ 1,00 de aumento no preço, menos 400 DVDs serão vendidos por mês.

a) Expresse o lucro mensal do fabricante em função do preço de venda.

b) Para que preço o lucro é máximo?


Exemplo 10

a) Expresse o lucro mensal do fabricante em função do preço de venda.


Preço Nº de DVDs vendidos
R$ 6,00 (5 + 1) (aumentando R$1,00) 4.000 – 400 = 3.600
R$ 7,00 (5 + 2) (aumentando R$2,00) 4.000 – 800 = 3.200, (800 = 400 · 2)
R$ 8,00 (5 + 3) (aumentando R$3,00) 4.000 – 1.200 ,(1.200 = 400 · 3)
R$ 9,00 (5 + 4) (aumentando R$4,00) 4.000 – 1.600 , (1.600 = 400 · 4)
 Sendo "x" o número de CDs vendidos.
 Assim, aumentando "x" reais:
O preço será de "5 + x"
O número de fitas vendidas será: 4000 – 400 . x
Exemplo 10

b) Para que preço o lucro é máximo?


 Custo  é o número de peças vendidas pelo valor do preço de custo unitário
C(x) = (4.000 – 400x) · 2
C(x) = 8.000 – 800x

 Receita  é o número de peças vendidas pelo preço de venda.


 Preço de venda: R$ 5,00
R(x) = (4.000 – 400x) · (5 + x)
R(x) =20.000 + 4.000x – 2.000x – 400x2
R(x) = 20.000 + 2.000x – 400x2
Exemplo 10

 Assim, o lucro, que é a diferença entre a receita e o custo, será de:


L(x) = 20.000 + 2.000x – 400x2 – (8.000 – 800x)
L(x) = 20.000 + 2.000x – 400x2 – 8.000 + 800x
L(x) = – 400x2 + 2.800x + 12.000
 A função tem ponto de máximo em seu vértice, então para o lucro ser máximo,
encontra-se o xV.
xV = – b / 2a
xV = – 2.800 / 2 . (–400)
xV = 2.800 / 800
xV = 3,5
 Assim, para se ter o lucro máximo deve-se vender a
R$ 3,50.
Interatividade

O custo para produção de uma determinada mercadoria tem custo fixo mensal de
R$ 1.440,00, inclui conta de energia elétrica, água, salários e impostos, e um custo
de R$ 50,00 por peça produzida.

Considerando que o preço de venda da unidade de cada produto seja de


R$ 140,00, quais as funções custo, receita e lucro?

a) CT = 1.440+ 50x; RT = 140x; LT = 90x – 1.440


b) CT = 50+1.440x; RT = 1.440x; LT = 1.440x – 90
c) CT = 1.440 + 50x; RT = 140x + 1.440; LT = 90x + 1.440
d) CT = 140x; RT = 1.440x; LT = 190x + 1.440
e) CT =1.440 – 50x; RT = –140x e LT = 90x + 1.440
ATÉ A PRÓXIMA!
MATEMÁTICA APLICADA

Unidade III
O uso de funções na resolução de problemas ligados à Administração e à Economia é muito
comum, principalmente naqueles que envolvem demanda, oferta, receita, custo e lucro. Assim, uma boa
interpretação dessas funções ajuda na tomada de decisão.

A proposta nesta unidade é aprofundar seu conhecimento com abordagem em aplicações econômicas
utilizando funções de 1° e 2° grau, bem como sua interpretação gráfica.

1 APLICAÇÃO ECONÔMICA: FUNÇÃO 1º GRAU

Questão 1. Tok Tok é uma empresa de bijuterias que se preocupa com o bem–estar de seus funcionários
e clientes. Por essa razão, ela trabalha efetivamente para oferecer bons serviços. Para calcular seus gastos
semanais, a empresa utiliza uma função cuja lei de formação é dada por y = ax + b. A empresa sabe que,
se estabelecer o preço de uma pulseira por R$ 49,00 a unidade, ela conseguirá vender 15 pulseiras por
semana. Por outro lado, se cobrasse R$ 35,00 por unidade, 22 pulseiras seriam vendidas semanalmente.

a) Identifique a função econômica.

Para identificarmos se a função dada é demanda ou oferta, temos que observar se as grandezas
preço e quantidade são diretamente ou inversamente proporcionais. No enunciado, é possível observar
que temos grandezas inversamente proporcionais, ou seja, quando o preço da pulseira custa R$ 49,00,
serão vendidas semanalmente 15 unidades, porém, diminuindo o preço, a venda aumenta.

Preço (R$) Quantidade (unid)


49,00 15
35,00 22

Logo, trata–se de uma função demanda do tipo D = – aP + b.

b) Obtenha a função, admitindo que ela seja linear.

Considerando as variáveis preço e quantidade como sendo x e y, podemos formar os conjuntos de


pontos P1 = (49, 15) e P2 = (35, 22).

Para obtenção da função, admitindo que seja linear, basta substituirmos esses pontos na função de
1° grau (y = ax + b).

(x, y) y = ax + b
(49, 15) 15 = a . 49 + b
(35, 22) 22 = a . 35 + b

63
Unidade III

Em seguida, resolvemos o sistema de equação formado:

15=49a+b (I)

 22=35a+b (II)

Para resolver esse sistema, podemos utilizar o Método da Adição, que consiste em eliminar uma das
variáveis. Para o sistema, podemos multiplicar a primeira equação por –1:

−15 = −49a − b
22 = 35a + b
7 = −14a

a = – 0,5

Observação

Verifique que o valor obtido da variável a é negativa, o que indica que


temos uma função demanda (a < 0).

O valor do a pode ser substituído tanto na equação I como na equação II. Escolhendo a equação I, temos:

15 = 49a + b

15 = 49(–0,5) + b

b = 39,50

Desta forma, a função demanda pode ser escrita como: D = –0,5P + 39,50.

Saiba mais

Sobre como resolver sistema linear de duas incógnitas, leia:

SISTEMAS DE equações do primeiro grau com duas incógnitas.


Matemática didática, 2018. Disponível em: <http://www.
matematicadidatica.com.br/SistemasEquacoesPrimeiroGrauDuas
Incognitas.aspx>. Acesso em: 4 jun. 2018.

c) Qual a previsão de venda semanal caso a pulseira passe a custar R$ 43,00?

64
MATEMÁTICA APLICADA

Neste caso, basta substituir o preço na função demanda.

D = –0,5p + 39,50

D = –0,5(43) + 39,50

D = 18 pulseiras

Logo, serão vendidas 18 pulseiras por semana.

d) Quanto deve ser o preço a ser cobrado por pulseira para que a empresa consiga vender 30 unidades
por semana?

Neste caso, basta substituir a quantidade na função demanda.

D = –0,5p + 39,50

30 = –,05p + 39,50

0,5p = 39,50 – 30

0,5p = 9,50

p = R$ 19,00

A empresa deve cobrar R$ 19,00 por unidade.

Questão 2. As funções oferta e demanda para uma filmadora são, respectivamente:

S = 5P – 40 e D = –3,33P + 673,33

a) Qual o preço, em dólar, que acarreta uma produção de 600 unidades para a oferta de mercado?

Substituindo q = 600 unidades na função S = 5P – 40, temos:

600 = 5P – 40

5P = 640

P = U$ 128,00

b) Qual será a demanda ao preço unitário de U$ 121,12?

65
Unidade III

Substituindo U$ 121,00 unidades na função D = –3,33P + 673,33, temos:

D = –3,33(121,12) + 673,33

D = 270 filmadoras

c) Encontre o Preço de Equilíbrio (PE) e a Quantidade de Equilíbrio (QE).

Para determinar o preço e a quantidade de equilíbrio, temos que igualar as funções demanda e oferta:

D=S

–3,33P + 673,33 = 5P – 40

–3,33P – 5P = – 40 – 673,33

–8,33P = –713,33

Multiplicando por –1:

8,33P = 713,33

P = U$ 85,63 (preço de equilíbrio)

Para determinar a QE, basta escolher uma das funções e substituir o Preço de Equilíbrio na função.

Escolhendo, por exemplo, a função demanda, temos:

D = –3,33(85,63) + 673,33

D = 388 filmadoras

Questão 3. Uma doceria que oferece uma caixa de bombom por R$ 12,00 vende 80 caixas por
semana. Em uma promoção, essa mesma caixa de bombom foi oferecida a R$10,00 e a procura aumentou
em 20% nas vendas. Pede–se:

a) Determine a função D=f(P).

Temos um caso de função demanda, pois, com a redução no preço, a procura aumentou. Atribuindo
quantidade no eixo do y e preço no eixo do x, temos:

(x, y) y = ax + b
(12, 80) 80 = a . 12 + b
(10, 96) 96 = a . 10 + b

66
MATEMÁTICA APLICADA

Em seguida, resolvemos o sistema de equação formado:

80=12a+b (I)

 96=10a+b (II)
Para resolver esse sistema, podemos utilizar o Método da Adição, que consiste em eliminar uma das
variáveis. Para o sistema podemos multiplicar a primeira equação por –1:

 -80=-12a-b

 96= 10a+b

−80 = −12a − b
96 = 10a + b
−16 = 2a

a=–8

O valor de a pode ser substituído tanto na equação I como na equação II. Escolhendo a
equação I, temos:

80 = 12a + b

80 = 12(–8) + b

b = 176

Desta forma, a função demanda pode ser escrita por: D = –8P + 176.

b) Represente graficamente a função D = f(P).

Para representar graficamente essa situação, podemos construir a seguinte tabela:

Tabela 1

P D
0
0

Substituindo P = 0 na função D = –8P + 176, temos:

D = –8(0) + 176

D = 176 unidades

67
Unidade III

Substituindo D = 0 na função D = –8P + 176, temos:

0 = –8P + 176

8P = 176

P = R$ 22,00

Tabela 2

P D
0 176
22 0

D
400

300

200

100

P(R$)
10 20 30

–100

Figura 1 – Gráfico Função Demanda

c) Analise o intervalo de variação em relação à demanda e ao preço.

Sabemos que a condição para que a demanda exista é que ela seja maior que zero (D > 0).

Analisando o gráfico da figura anterior, temos a seguinte situação:

Se D > 176 unidades → P < 0 (condição inviável)

Se D = 176 unidades → P = 0

Se D < 176 unidades → P > 0

Logo, o intervalo de variação em relação à quantidade será quantidades acima de zero e abaixo de
176 unidades (0 < D < 176).
68
MATEMÁTICA APLICADA

Da mesma forma, podemos analisar em relação ao preço:

Se P > R$ 22,00 → D < 0

Se P = R$ 22,00 → D = 0

Se P < R$ 22,00 → D > 0

Logo, o intervalo de variação em relação ao preço será valores acima de zero e abaixo de R$ 22,00
(0 < p < 22).

d) Determine o preço que deve ser estabelecido para que seja vendida uma quantidade superior a
11 caixas de bombom.

–8P + 176 > 11

–8P > – 176 + 11

–8p > –165

Multiplica toda a função por –1:

8p > 165

P < R$ 20,65

Para se vender uma quantidade superior a 11 caixas de bombom, o preço tem que ser inferior a R$ 20,65.

Observação

Ao multiplicar a equação por (–1), todos os sinais são alterados, inclusive


os da inequação.

Questão 4. Quando o preço de um despertador digital for dado em reais, um lojista espera oferecer
seu produto de acordo com a função S = –100 + 6p.

a) A partir de que preço haverá oferta paro o despertador?

Condição para que haja oferta: S > 0

–100 + 6P > 0

P > R$ 16,67
69
Unidade III

Haverá oferta quando o preço do despertador for superior a R$ 16,67.

b) Sabendo que a demanda local é dada por D = 140 – 2p, para que preço de mercado a oferta será
igual à demanda de mercado local? Quantos despertadores podem ser vendidos ou ofertados a esse preço?

Podemos resolver essa questão determinando o P.E, ou seja, o preço e a quantidade de equilíbrio.

D=S

140 – 2P = – 100 + 6P

–8P = – 240

Multiplicando por –1:

8P = 240

P = R$ 30,00 (preço de equilíbrio)

Para determinar a QE, basta escolher uma das funções e substituir o Preço de Equilíbrio na função.

Escolhendo, por exemplo, a função demanda, temos:

D = 140 – 2(30)

D = 80 despertadores

c) Se o preço do despertador for R$ 23,50, haverá excesso de demanda ou de oferta? De quanto?

Primeiramente, temos que observar que o preço dado (R$23,50) é inferior ao Preço de Equilíbrio
(R$30,00).

Por definição, se o preço diminui, há um aumento na procura (demanda). Ao mesmo tempo, se o


preço cai, a oferta também cai.

Substituindo o preço (R$ 23,50) nas funções demanda e oferta, temos:

Tabela 3

Demanda Oferta
D = 140 – 2(23,50) S = –100 + 6(23,50)
D = 93 despertadores S = 41 despertadores
Variação em relação ao Ponto de Equilíbrio 93–80 = 13 unidades (excesso) 41–80= –39 unidades (escassez)

70
MATEMÁTICA APLICADA

Logo, diminuindo o preço observa–se um aumento na demanda em relação à Quantidade de


Equilíbrio (80 unidades), ou seja, um excesso de 13 unidades.

A mesma analogia pode ser feita para a função oferta: reduziu o preço, a oferta diminuiu em relação
à Quantidade de Equilíbrio (escassez de 39 unidades).

Questão 5. Considere a função S – 50P + 600 = 0 para P ≤ R $120,00. Para quais valores de p (preço)
não haverá oferecimento do produto? (Justifique sua resposta).

A) 0 ≤ p ≤ 12,00

B) p > R$ 600,00

C) 12,00 < p < 120,00

D) 0,00 < p < 12,00

E) 0 ≤ p ≤ 120,00

Resposta correta: alternativa A.

Primeiro passo é organizar a função S = f(P):

S – 50P + 600 = 0

S = 50P – 600

Sabemos que haverá oferta do produto quando S > 0.

50P – 600 > 0

50P > 600

600
P>
50

P > R$ 12,00

Haverá oferta do produto para preços acima de R$ 12,00 e não haverá oferta do produto para preços
compreendidos entre 0 e R$ 12,00 (inclusive R$ 12,00, pois para P = 12, S = 0).

Podemos afirmar que a opção A está correta.

71
Unidade III

O intervalo de variação do preço em que não ocorrerá oferta é:

0 ≤ P ≤ R$ 12,00

Questão 6. A empresa Eletronics S&A trabalha no ramo da eletrônica há 3 anos com produção de
cabo genérico para celular e tablet. Neste segmento ela tem um custo fixo de produção de R$ 15.000
por mês. Se cada peça produzida tiver um custo de R$ 6,00 e o preço de venda for de R$ 10,00 por peça,
quantas peças a empresa deve produzir por mês para ter um lucro de R$30.000,00?

Primeiramente, temos que identificar as variáveis e escrever as funções receita e custo.

Função receita: R = p . q

Como o preço de venda é igual a R$ 10,00, temos então que R = 10 . q

Função custo: Ct = CF + CV

No enunciado, o custo fixo é de R$ 15.000, e o custo variável, R$ 6,00. Logo, Ct = 15000 + 6q.

Sabendo que a função Lucro = Receita – Custo, temos:

L=R–C

L = 10q – (15000 + 6q)

L = 10q – 15000 – 6q

L = 4q – 15000 → Função Lucro

Para um lucro de R$ 30.000,00, temos:

30000 = 4q – 15000

45000 = 4q

q = 11250 unidades

Logo, a empresa precisa vender 11.250 peças por mês para ter um lucro de R$ 30.000,00

72
MATEMÁTICA APLICADA

Lembrete

Custo fixo: é a soma de todos os custos que não dependem do nível de


produção, tais como aluguel, seguros etc.

Custo variável (x): é a soma de todos os custos que dependem do


número x de unidades produzidas, tais como mão de obra, material etc.

Custo total: é a soma do custo fixo com o custo variável.

Ct = CF + CV

Receita total: é a quantia que o fabricante recebe pela venda de x unidades.

R=p.q

Lucro total: diferença entre a receita total e o custo total.

L=R–C

Questão 7. Sabe–se que o custo mensal fixo de uma pequena empresa é de R$ 4.800,00. Seu custo
variável é de R$ 10,00 por peça produzida e o preço de venda é de R$ 90,00 por peça.

a) Quantas peças devem ser produzidas/vendidas mensalmente para a empresa ter lucro positivo?

Primeiro passo é escrever as funções receita e custo.

Função receita: R = p . q → R = 90 . q

Função custo: CT = FV + CV → CT = 4800 + 10q

A partir desse ponto, podemos determinar a quantidade de peças produzida/vendida para a empresa
ter lucro de dois modos:

Modo 1: determinando a função lucro total.

LT = R – C

LT = 90q – (4800 + 10q)

LT = 80q – 4800

73
Unidade III

Considerando que para a empresa ter lucro é necessário que LT ≥ 0, temos:

80q – 4800 ≥ 0

80q ≥ 4800

4800
q≥
80

q ≥ 60 peças

Modo 2: determinando o ponto de nivelamento ou break even point

R=C

90q = 4800 + 10q

80q = 4800

q = 60 peças

Lembrando que, para uma quantidade q = 60 peças (produzida/vendida), tem–se que a Receita Total
é igual ao Custo Total, portanto, não temos lucro nem prejuízo. Para que a empresa comece a dar lucro,
se faz necessário que essa quantidade seja superior a 60 peças (q > 60 peças).

Lembrete

O ponto de nivelamento, também conhecido como ponto de ruptura


ou break even point, expressa a igualdade entre a função custo e a função
receita. Neste ponto não há lucro nem prejuízo.

b) Represente graficamente as funções receita e custo no mesmo plano cartesiano e faça a


análise econômica.

Construindo o gráfico:

Tabela 4 – Tabela de valores

q RT = 90 . q CT = 4800 + 10q
0 RT = 0 CT = 4800

74
MATEMÁTICA APLICADA

Representação gráfica:
y

20000
Função receita

100
x
200
Função custo

–20000

Figura 2 – Representação gráfica das funções RT = 90 . q e CT = 4800 + 10q

Questão 8. Felipe é vendedor estagiário recém–contratado em uma loja de sapatos especializados para
tratamento ortopédico. Seu salário inicial, durante os três primeiros meses, é composto de um valor fixo
mais as comissões sobre as vendas realizadas no mês. A loja em que ele trabalha calcula seu salário por
meio de uma função cuja lei de formação é y = ax + b, estabelecendo como fixo o salário mínimo, que
corresponde a R$ 970,00 e R$ 2,50 o valor em função da quantidade de sapatos vendido por mês. Quanto
Felipe receberá no final do seu estágio, sabendo que no mês suas vendas totalizaram 250 sapatos?

A) R$ 1595,00

B) R$ 1220,00

C) R$ 3660,00

D) R$ 4785,00

E) R$ 977,50

Resposta correta: alternativa D.

Observe que o texto fala sobre valor fixo e valor variável. Podemos, então, escrever a função salário
como sendo:

S(x) = 2,50x + 970,00

Para uma venda mensal de 250 sapatos, o salário do Felipe passa a ser:

S(x) = 2,50 . (250)x + 970,00


75
Unidade III

S(x) = R$ 1.595,00

Como o Felipe trabalhou durante 3 meses, precisamos multiplicar o salário por 3.

S(x) = R$ 1.595,00 x 3 meses

S(x) = R$ 4.785,00

Felipe receberá no final do seu estágio R$ 4.785,00.

2 APLICAÇÃO ECONÔMICA: FUNÇÃO 2º GRAU

Questão 1. Dona Mercedes, dona de uma barraca de pastéis numa feira no centro da cidade de São
Paulo, constatou que a quantidade diária (x) de pastéis vendidos aos domingos variava de acordo com
o preço unitário de venda (p). Considerando que a relação quantitativa entre essas variáveis pode ser
dada por D = 2p2 – 4p + 160, onde p é o preço por unidade e D é a demanda ou procura de mercado
correspondente, pede–se:

a) Representar graficamente a função Demanda D = f(P).

A função dada por D = 2p2 – 4p + 160 é uma função quadrática em que a < 0, ou seja, ela tem
concavidade voltada para baixo.

Tabela 5 – Tabela de valores

P D
0
0

Fazendo P = 0

D = 2p2 – 4p + 160

D = –2 . (0)2 – 4 . (0) + 160

D = 160 unidades

Fazendo D = 0

D = 2p2 – 4p + 160 (a = –2, b = –4, c = 160)

76
MATEMÁTICA APLICADA

Resolvendo por Bhaskara a função de 2° grau:

∆ = (–4)2 – 4 . (–2) . 160

∆ = 1296

− ( −4 ) ± 1296
p=
2 ( −2)

p’ = 8 e p” = – 10

Tabela 6

P D
0 160
p' = 8 e p" = – 10 0

Determinação das coordenadas do Ponto Máximo (PM):

−b
xv =
2a

− ( −4 )
xv =
2 ( −2)

xv = –1

-∆
yv =
4a

-1296
yv =
4 (-2)

-∆
yv =
4a

PM = (–1, 162)

77
Unidade III

Representação gráfica:

D 162 D = –2P2 – 4P + 160


(demanda)
160 P > 0; D > 0

P
–10 –1 0 8

Figura 3 – Representação gráfica da função D = 2p2 – 4p + 160

b) O preço máximo que pode ser estabelecido para a venda dos pastéis.

Como a condição de existência da demanda é P > 0, então o preço a ser analisado será R$ 8,00.

Verificando as condições para p =R$ 8,00, temos:

Se P = R$ 8,00 → D = 0

Se P < R$ 8,00 → D > 0

Se P > R$ 8,00 → D < 0

Logo, o preço máximo que deve ser colocado para a venda dos pasteis tem que ser inferior a R$ 8,00,
ou seja, 0 ≤ p ≤ 8.

c) Quantidade máxima de pastéis que poderão ser vendidos por dia.

Nem sempre quando determinamos o PM da função o valor do yv é a quantidade máxima a


ser utilizada.

No gráfico, é possível observar, no eixo da quantidade, que a região de interesse econômico está
compreendida entre zero e 160 unidades, e não entre zero e 162 unidades.

Verificando as condições para D = 160 unidades:

Se D = 160 unidades → P =0

78
MATEMÁTICA APLICADA

Se D < 160 unidades → P > 0

Se D > 160 unidades → haverá P < 0 até 162 unidades e, acima deste valor, não haverá interpretação,
pois o PM é em 162 unidades.

Desta forma, a quantidade de pastéis que pode ser vendida deve variar entre valores acima de zero
unidades e abaixo de 160 (0 < D < 160).

Lembrete

Função de 2° grau: y = ax2 + bx + c

Sinal da função:

a > 0 → função com concavidade voltada para cima (CVC)

a < 0 → função com concavidade voltada para baixo (CVB)

Determinação das raízes: (y = 0)

ax2 + bx +c = 0

Método de Bhaskara:

∆ = b2 – 4 . a .c

-b± ∆ x’ e x”
x=
2a
Determinação Ponto Máximo (PM) ou Ponto de Mínimo (Pm) da função:

−b
xv =
2a

-∆
yv =
4a

Questão 2. Suponha que a receita total para a venda de “q” unidades de um tênis em uma loja de
departamento esportivo seja R(q) – 2q4 + 1000q. Calcule o preço que deve ser colocado no tênis para
que a loja obtenha receita máxima.

Função receita: R(q) – 2q2 + 1000q (a = –2, b = 1000, c = 0)

79
Unidade III

Para determinar o preço, precisamos, primeiramente, determinar a quantidade de tênis a ser vendido
que torna a receita máxima e também a receita máxima.

Para isso, podemos calcular as coordenadas do Ponto Máximo da função (xv, e yv).

Cálculo x do vértice:

−b
xv =
2a

−1000
xv =
2 ( −2)

xv = 250 unidades (quantidade que deve ser vendida para que a Receita seja máxima)

Cálculo do y do vértice:

-∆
yv =
4a

yv =
(
− b2 − 4ac )
4a

− (1000) − 4 ( −2) . ( 0)
2
yv =
4 ( −2)

yv = R$ 125.000 (Receita máxima)

Lembrando que R = p . q, basta substituir os valores da receita e da quantidade para determinar o preço.

125.000 = p . 250

125.000
p=
250

p = R$ 500,00

Questão 3. A empresária Maria Fulô é dona de uma confecção de roupas infantis. Com a ajuda de uma
consultoria, ela verificou que poderia ofertar um dos seus produtos, shorts e bermudas masculinas, por
meio da função S = 2P2 – 2450 e estabeleceu que o preço dos produtos não poderia ultrapassar R$ 75,00.
80
MATEMÁTICA APLICADA

a) Determine o menor preço que deve ser estabelecido para a empresária iniciar sua oferta.

Sabemos que haverá oferta do produto quando S > 0

2P2 – 2450 > 0

2P2 > 2450

2450
P2 >
2

P2 > 1225

P > 1225

P > R$ ± 35,00

Como economicamente só interessa preço positivo, podemos dizer que o preço que deve ser
estabelecido pela empresária deve ser maior que R$ 35,00 (P > R$ 35,00).

b) Represente graficamente a função oferta, indicando os intervalos de variação do preço e


da quantidade.

Tabela 7 – Tabela de valores

P S
0
0
75

Para S = O

2P2 – 2450 = 0 (a = 2, b =0, c = –2450)

P > R$ ± 35,00

Neste caso, não iremos utilizar a resolução por Bhaskara, uma vez que o cálculo já foi realizado no
item a deste exercício.

Para P = O

S = 2(0)2 – 2450

81
Unidade III

S = –2450

Para P = R$ 75,00

S = 2(75)2 – 2450

S = 8800 unidades

Tabela 8 – Representação gráfica

P(R$) S (unidades)
35,00 0
0 –2450
75,00 8800

y
1000
500
p
–40 –20 20 40
–500
–1000
–1500
–2000
–2500

Figura 4 – Representação gráfica da função S = 2P2 – 2450

Intervalo de variação em relação ao preço: R$ 35,00 < P < R$ 75,00

Intervalo de variação em relação à quantidade: 0 < S < 8800

Questão 4. Uma oficina que fabrica um tipo de suporte para TV tem custo fixo de R$ 640,00 por
mês, e o custo de produção de cada suporte é de R$ 6,00. A demanda para esse tipo de suporte é
calculada pela função D = 58 – P.

a) Determine a quantidade de suportes que a oficina precisa vender para atingir a receita máxima.

Para maximizar a receita total, podemos estabelecer a expressão da função Receita: RT = P . D.

Isolando P em função de D:

D = 58 – P
82
MATEMÁTICA APLICADA

P = 58 – D

Substituindo em RT = P . D

RT = (58 – D) . D

RT = –D2 + 58D

Para calcular a quantidade de suportes que devem ser vendidos para atingir a Receita Total máxima,
basta calcular o x do vértice da função.

−b
xv =
2a

-58
xv =
2 (-1)

xv = 29

A oficina precisa vender 29 suportes para TV para alcançar a receita máxima.

b) O intervalo em que o Lucro é positivo é (considerar quantidades inteiras):

A) 23 < q < 30

B) 23 < q < 26

C) 23 < q < 36

D) 0 < q < 36

E) 26 < q < 36

Resposta correta: alternativa A.

Primeiramente, precisamos escrever a função Custo Total: CT = 6q + 640

Temos também a função receita total: RT = –D2 + 58D

Para uniformização de nomenclatura, iremos trocar o “D” por “q” na função receita:

RT = –q2 + 58q

83
Unidade III

A função lucro é dada por:

L=R–C

L = (–q2 + 58q) – (6q + 640)

L = –q2 + 52q – 640 (a = –1, b = 52 e c = –640)

Considerar L = 0

–q2 + 52q – 640 = 0

∆ = b2 – 4 . a .c

∆ = (52)2 – 4 . (–1) . (–640)

∆ = 144

-b± ∆
q=
2a

− (52) ± 144
q=
2 ( −1)

-52±7
q=
-2

q’ = 22,5 e x” = 29,5

Então, 23 < q < 30 é a região em que o lucro é positivo.


y
50

x
50 15 20 25 30 35 40 45
–50
–100
–150
–200
–250
–300

Figura 5 – Representação gráfica da Função Lucro L = –q2 + 52q – 640

84
MATEMÁTICA APLICADA

Questão 5. Um aluno de Administração, estudando os efeitos macroeconômicos de determinado


produto na sociedade, desenvolveu as funções receita e lucro como sendo:

R = –0,03q2 + 24q e L = –0,03q2 + 21q – 2475.

Em relação a essas funções:

I – A Receita máxima será obtida quando a demanda for de 350 unidades.

II – Produzir e vender mais de 550 unidades, embora gere receita, resulta em prejuízo.

III – A empresa não terá prejuízo se produzir e vender menos de 150 unidades.

IV – O lucro máximo é obtido quando forem vendidas 400 unidades.

V – Quando forem vendidas 350 unidades, a receita será de R$ 4725,00.

VI – Quando a empresa atinge a receita máxima, seu lucro máximo será de R$ 1.125,00.

Podemos afirmar:

A) Apenas I, III e VI estão corretas.

B) Apenas II, III e V estão corretas.

C) Apenas I e V estão corretas.

D) Apenas II e IV estão corretas.

E) Apenas III e VI estão corretas.

Resposta correta: alternativa C.

Para identificar a alternativa correta, a sugestão é representar graficamente as funções receita e


lucro e identificar seus pontos de máximo (xv e yv).

Função receita: R = –0,03q2 + 24q

Tabela 9 – Tabela de valores

Q R
0
0

85
Unidade III

Para Q = 0

R = –0,03(0)2 + 24(0) → R = R$ 0,00

Para R = 0

–0,03q2 + 24q = 0 (a = –0,03, b = 24, c = 0)

∆ = (24)2 –4 . (–0,03) . (0) → ∆ = 576

- (24 ) ± 576 - (24 ) ±24


q= → q=
2 (-0,03) 2 (-0,03)
q’ = 0 e q” = 800

Tabela 10

Q R
0 0
q' = 0 e q" = 800 0

Ponto máximo da Função Receita:

Tabela 11

q Rmáx
−b -∆
xv = yv =
2a 4a

−24 -576
xv = = 400 yv = =4200
2 ( −0,03)
4. (-0,03)

q = 400 unidades Rmáx = R$ 4.200,00

86
MATEMÁTICA APLICADA

Representação gráfica da função receita:

R(x)

4.800

x
0 400 800

Figura 6 – Função Receita R = –0,03q2 + 24q

Função lucro: L = –0,03q2 + 21q – 2475

Tabela 12 – Tabela de valores

Q L
0
0

Para q = 0

L = –0,03(0)2 + 21(0) – 2475 → L = –2475

Para L = 0

–0,03q2 + 21q – 2475 = 0 (a = –0,03, b = 21, c = –2475)

∆ = (21)2 –4 . (–0,03) . (–2475) → ∆ = 144

- (21) ± 144 - (21) ±12


q= → q=
2 (-0,03) 2 (-0,03)

q’ = 150 e q” = 550

87
Unidade III

Tabela 13

Q L
0 –2475
q' = 150 e q" = 550 0

Ponto máximo da Função Lucro:

Tabela 14

q Lmáx
−b -∆
xv = yv =
2a 4a

−21 -144
xv = = 400 yv = =1200
2 ( −0,03)
4. (-0,03)

q = 350 unidades Rmáx = R$ 1.200,00

Representação gráfica da função lucro:

L(x)

1.200

x
0 150 350 400

Figura 7 – Função Lucro L = –0,03q2 + 21q – 2475

Justificativas:

I – Afirmativa falsa: a receita máxima (Rmáx = R$ 4.800,00) será obtida quando a quantidade for igual
a 400 unidades

88
MATEMÁTICA APLICADA

II – Afirmativa verdadeira: verifique na figura a seguir que, se a quantidade produzida ou vendida for
superior a 550 unidades, o lucro será negativo.

4.800
4.725

1.200 R(x)

1.125

L(x)

550 x
0 150 350 400 800

Figura 8 – Função Receita (R = –0,03q2 + 24q) e Lucro (L = –0,03q2 + 21q – 2475)

III – Afirmativa falsa: ela terá prejuízo. Para uma quantidade inferior a 150 unidades o Lucro é negativo.

IV – Afirmativa falsa: o lucro será máximo (R$ 1200) quando forem vendidas 350 unidades.

V – Afirmativa verdadeira: basta substituir q = 350 na função receita.

R = –0,03(350)2 + 24(350) → R = R$ 4725,00

VI – Afirmativa falsa: esse lucro não é o lucro máximo. O lucro máximo só será obtido quando q =
350 unidades.

Resumo

Nesta unidade trabalhamos com exercícios voltados à aplicação


econômica. Aprofundamos um pouco mais os conceitos econômicos,
como demanda e oferta. Vale lembrar que a demanda trata de grandezas
inversamente proporcionais, enquanto a oferta trabalha com grandezas
diretamente proporcionais.

A interpretação gráfica para essas funções ajuda a definir quantidade


e preço ideal como também o excesso/escassez da demanda ou oferta. As
funções receita, custo e lucro também foram estudadas nesta unidade.

89
Unidade III

Saímos da condição em que o preço é constante e fomos para uma


abordagem mais profunda, analisando como a demanda influencia na
receita e no lucro de qualquer produto. Neste caso, saímos de uma função
linear e passamos para uma função quadrática.

Verificamos em alguns exemplos que o ponto de máximo não é


obrigatoriamente receita, custo ou lucro máximo. Temos que saber
representar as funções e fazer as devidas interpretações econômicas.

90
REFERÊNCIA

HARIKI, S.; ABDOUNUR, O. J. Matemática aplicada – Administração, Economia e Contabilidade. São


Paulo: Saraiva, 2012.

LAPA, N. Matemática aplicada: uma abordagem introdutória. São Paulo: Saraiva, 2014.

SISTEMAS DE equações do primeiro grau com duas incógnitas. Matemática didática, 2018. Disponível
em: <http://www.matematicadidatica.com.br/SistemasEquacoesPrimeiroGrauDuasIncognitas.aspx>.
Acesso em: 4 jun. 2018.

91
92
Informações:
www.sepi.unip.br ou 0800 010 9000
UNIDADE III

Matemática Aplicada

Profa. Deiby Gouveia


Aplicação econômica

 Uso de funções econômicas na resolução de problemas.


Público-alvo:
 Administradores e economistas.
Principais funções:
 Demanda e oferta.
 Receita e custo.
 Lucro.
Objetivo:
 Aprofundar seu conhecimento com abordagem em
aplicações econômicas utilizando funções de 1 e 2
grau, bem como sua interpretação gráfica.
Função 1 grau para modelos econômicos

 y = ax + b
y
 a = coeficiente angular x y = ax + b
0
a > 0  função crescente
0
a < 0  função decrescente
 b = coeficiente linear y
0 x
y
y

0 x

0 x
0 x
Demanda oferta e ponto de equilíbrio

 Demanda (ou procura)  quantidade de determinado bem ou serviço que os


consumidores desejam adquirir em um dado período.

 Oferta  é a quantidade de produtos que vendedores desejam e podem produzir


para vender a diversos níveis de preço.

 Equilíbrio de mercado  quantidades oferecidas de um bem tangível ou


intangível são iguais às quantidades demandadas.
Exemplo 1: função demanda

 Tok Tok é uma empresa de bijuterias que se preocupa com o bem-estar dos seus
funcionários e clientes. Por essa razão, ela trabalha efetivamente para oferecer
bons serviços. Para calcular seus gastos semanais utiliza uma função cuja lei de
formação é dada por y = ax +b, em que y é a quantidade e x, o preço.

 A empresa sabe que se estabelecer o preço de uma pulseira por R$ 49,00 a


unidade, ela conseguirá vender 15 pulseiras por semana. Por outro lado, se
cobrasse R$ 35,00 por unidade, 22 pulseiras seriam vendidas semanalmente.
Exemplo 1: função demanda

Pede-se:
a) Identifique a função econômica.
b) Obtenha a função, admitindo que ela seja linear.
c) Qual a previsão de venda semanal caso a pulseira passe a custar R$ 43,00?
d) Quanto deve ser cobrado por pulseira para que a empresa consiga vender 30
unidades por semana?
e) Identificar as condições para que ocorra demanda ou oferta.
f) Representação gráfica.
g) O que aconteceria com a venda semanal se o preço
fosse superior a R$ 59,00?
Exemplo 1: função demanda

a) Identifique a função econômica.


“A empresa sabe que se estabelecer o preço de uma pulseira por R$ 49,00 a
unidade, ela conseguirá vender 15 pulseiras por semana. Por outro lado, se
cobrasse R$ 35,00 por unidade, 22 pulseiras seriam vendidas semanalmente.”

Preço Quantidade

49,00 15

35,00 22

 Função demanda q = -a p + b.
Exemplo 1: função demanda

b) Determinar a função D = f(p), supondo-a linear (y = ax+b) para x unidades do


bem a um preço p.

Preço Demanda a.x +b = y


49,00 15 49 . a + b = 15 (I)
35,00 22 22 . a +b = 35 (II)

Resolver o sistema:
Exemplo 1: função demanda

Resolver o sistema:
(49, 15) → 49. a + b = 15 (I)
(35, 22) → 35.a + b = 22 (II)
1 passo: método da adição:
49. a + b = 15 (x-1)
35.a + b = 22
7 = -14.a  a = -0,5
2 passo: substituindo a em (I)
49.(-0,5) + b = 15
-24,50 + b = 15  b = 39,50
 D = -0,5P+ 39,50
Exemplo 1: função demanda

c) Qual a previsão de venda semanal caso a pulseira passe a custar R$ 43,00?


D = -0,5P+ 39,50
D = -0,5. (43) + 39,50
D = -21,50 + 39,50
D = 18 pulseiras

 A empresa conseguirá vender 18 pulseiras por semana a um preço de


R$ 43,00 cada.
Exemplo 1: função demanda

d) Quanto deve ser cobrado por pulseira para que a empresa consiga vender 30
unidades por semana?
D = -0,5P+ 39,50
30 = -0,5. P + 39,50
0,5. P = 39,50 - 30
P = 9,50 / 0,5  p = R$ 19,00
 A empresa deve cobrar R$ 19,00 por pulseira.
Exemplo 1: função demanda

e) Identificar as condições para que ocorra demanda.


 Para que ocorra demanda D > 0 e P > 0
 Se D > 0  Se P > 0
 D = -0,5.P + 39,50
-0,5. P + 39,50 > 0 (39,50 - D) / 0,5 > 0
0,5 .P = 39,50 - D
39,50 > 0,5 . P 39,50 – D > 0 . 0,5
P = (39,50 - D) / 0,5
39,50 / 0,5 > P 39,50 – D > 0
P < R$ 79,00 39,50 > D ou D < ~ 40

 Portanto: 0 < P < R$ 79,00 e 0 < D < 40


Observação

 Nada impede que a quantidade (x) não seja um número inteiro.


 A “unidade” do produto depende do tipo do produto que a empresa fabrica.

Variáveis discretas:
 ex.: móveis ou eletrodomésticos  esses produtos são compatíveis com
quantidades inteiras.

Variável contínua:
 ex.: a empresa pode fabricar um produto líquido (52,5
litros) ou em pó (2,75 kg) e assim por diante  esses
produtos são compatíveis com quantidades decimais.
Exemplo 1: função demanda

f) Representação gráfica
Demanda: q
 D = -0,5.P + 39,50 P (R$) D
40
0,00 39,50
79,00 0

0
79,00 Preço: R$
Exemplo 1: função demanda

g) O que aconteceria com a venda semanal se o preço fosse superior a R$ 59,00?


 D = -0,5.P + 39,50  P = (39,50 – D) / 0,5
 Se P > R$ 59,00
(39,50 – D) / 0,5 > 59
(39,50 – D) > 59 . 0,5
39,50 – D > 29,50
39,50 – 29,50 > D  D < 10 unidades
 Se o preço for superior a R$ 59,00; a demanda cai para
10 unidades.
 Lembrete: função demanda: GIP (grandeza inversamente
proporcional):
 Aumenta o preço  diminui a demanda.
Exemplo 2: função demanda, oferta e PE

 As funções oferta e demanda para uma filmadora são, respectivamente:


S = 5P – 40 e D = -3,33P + 673,33
Considerando que o preço é dado em dólar, pede-se:
a) Condição inicial para que ocorra demanda e oferta.
b) Determinar o preço para uma oferta superior a 600 filmadoras.
c) Quanto será a demanda ao preço unitário de U$ 121,12?
d) Determinar o preço e a quantidade de equilíbrio.
e) Representar graficamente as funções.
f) Se o preço for abaixo do preço de equilíbrio, o que
acontecerá com a demanda e a oferta?
Exemplo 2: função demanda, oferta e PE

a) Identificar as condições para que ocorra demanda.


 Função demanda: D = -3,33.P + 673,33
 Para que ocorra demanda: D > 0 e P > 0

P (U$) D P (U$) D
0,00 0,00 673
0 202,20 0

 Portanto:
0 < P < U$ 202,20
0 < D < 673
Exemplo 2: função demanda, oferta e PE

a) Identificar as condições para que ocorra oferta.


 Função oferta: S = 5P - 40
 Para que ocorra oferta: S > 0 e P > 0

P (U$) S P (U$) S
0,00 0,00 -40
0 8,00 0

 Portanto:
P > U$ 8,00
S>0
Exemplo 2: função demanda, oferta e PE

b) Determinar o preço para uma oferta superior a 600 filmadoras.


 S > 600 filmadoras
5P – 40 > 600
5P > 600 - 40
5P > 560
P > 560 / 5
P > U$ 112,00
 Lembrete:
Função oferta: GDP (grandeza diretamente proporcional)
Aumenta a oferta  aumenta o preço
Exemplo 2: função demanda, oferta e PE

c) Quanto será a demanda de filmadoras ao preço unitário de U$ 121,12?


 D = -3,33 P + 673,33
D = -3,33 (121,12) + 673,33
D = -403,33 + 673,33
D = 270 filmadoras
Exemplo 2: função demanda, oferta e PE

d) Determinar o preço e a quantidade de equilíbrio  Ponto de Equilíbrio (PE)


 D=S
-3,33P + 673,33 = 5P - 40
40 + 673,33 = 3,33P + 5P
713,33 = 8,33P
713,33 / 8,33 = P  P = U$ 85,63 (PE)

 Determinando QE
S = 5.P - 40
S = 5.(85,63) - 40
S = 428,15 – 40  S = 388 filmadoras (QE)
Exemplo 2: função demanda, oferta e PE

e) Representação gráfica
DeS
P (U$) D = -3,33P + 673,33
0,00 673
673
202,20 0

P (U$) S = 5P - 40
0,00 -40
8,00 0 388

0 8 85,63 202,20 P(U$)


Exemplo 2: função demanda, oferta e PE

f) Se o preço for abaixo do preço de equilíbrio, o que acontecerá com a demanda


e a oferta?
DeS
Excesso Demanda
673

388

Escassez de Oferta

0 8 85,63 202,20 P(U$)


Interatividade

Considere a função D = -2P + 3200. Para que preço a demanda é inferior a


500 unidades?
a) P > R$ 1350,00.
b) P < R$ 1350,00.
c) P > R$ 1850,00.
d) P < R$ 1850,00.
e) P > R$ 1600,00.
Função receita, custo e lucro

 Receita  quantia total que a firma recebe pela venda de uma quantidade
de produtos.
R = p.x (“p” pode ser ou não fixo)
 Custo  quantia que a empresa gasta pagando pelos insumos de produção
CT = CF + CV
 Lucro  Receita – Custo
 Ponto de nivelamento  equilíbrio entre as funções receita e custo.
Exemplo 3

 O dono de uma barraca de doces verificou que a receita total diária para a venda
de bolos em um dia de quermesse é de R$ 300,00. Sabendo que o preço de
venda por unidade é de R$ 20,00 e ele não quer ultrapassar a venda em 25
unidades, quantos bolos a mais ele precisa vender para aumentar sua receita
total diária em 40%? Represente a função receita total.
 RT = p. q  RT = 20.q 0  q  25 (p é fixo)
 Para aumentar a receita diária em 40%
RTinicial = R$ 300,00  RT40% = R$ 420,00
 Cálculo da quantidade para RT40%
RT40%= 20.q
420 = 20.q  420 / 20 = q
q = 21 unidades
Exemplo 3

 Cálculo da quantidade inicial de bolos


 RT = p. q  RT = 20.q
 RTinicial = R$ 300,00  Substituir na função receita
300 = 20.q  300 / 20 = q
qinicial =15 unidades
 Quantidade adicional de bolos: 21 – 15 = 6 bolos
 Precisa vender mais 6 bolos para aumentar em 40% sua receita diária.
Exemplo 3

 Representação gráfica
RT (R$) q (unid) R = 20.q (R$)
0 0,00
 RT = 20.q 0  q  25
25 500,00
500

0 25 q (quantidade)
Exemplo 4

 Sabe-se que o custo mensal fixo de uma pequena empresa é de R$ 4.800,00.


Seu custo variável é de R$ 10,00 por peça produzida e o preço de venda é de
R$ 90,00 por peça.

a) Quantas peças devem ser produzidas/vendidas mensalmente para a empresa


ter lucro positivo?
b) Represente graficamente as funções receita e custo no mesmo plano cartesiano
e faça análise econômica.
Exemplo 4

a) Quantas peças devem ser produzidas/vendidas mensalmente para a empresa


ter lucro positivo?
 Função receita: R = 90q
 Função custo: CT = 4800 + 10q
 Determinação da quantidade de peças produzidas/vendidas para a empresa ter
lucro positivo.

Opções:
1) Ponto de nivelamento.
2) Função lucro.
Exemplo 4

1) Ponto de nivelamento
 R=C
90q = 4800 + 10q Análise:
q = 60 peças  R = C  não tem lucro nem prejuízo
80q = 4800
q < 60 peças  C > R  prejuízo
q = 60 peças q > 60 peças  C < R  lucro

 Para que a empresa comece a dar lucro:


q > 60 peças
Exemplo 4

2) Função lucro
 LT= R – C  LT > 0
LT = 90q – (4800 + 10q) 90q – 4800 > 0
90q = 4800
LT = 90q – 4800 – 10q
q = 4800 / 90
LT = 90q – 4800 q > 60 peças

 Para que a empresa comece a dar lucro:


q > 60 peças
Exemplo 4

b) Represente graficamente as funções receita e custo no mesmo plano cartesiano


e faça análise econômica.
q R = 90.q RT, CT
0 0,00

q CT = 4800.q+10.q
Análise:
0 4.800 5400 q = 60 peças  R = C
q < 60 peças  C > R
4800 q > 60 peças  C < R

0 60 q (quantidade)
Exemplo 5

 A empresa Eletronics S&A trabalha no ramos da eletrônica há 3 anos com


produção de cabo genérico para celular e tablet. Nesse segmento, ela tem um
custo fixo de produção de R$ 15.000 por mês.
a) Se cada peça produzida tiver um custo de R$ 6,00 e o preço de venda for de
R$ 10,00 por peça, quantas peças a empresa deve vender para ter um lucro de
R$ 30.0000,00?
b) Determine a mínima quantidade de peças a ser vendida para que a empresa não
tenha prejuízo.
c) Representar graficamente a função lucro e fazer
análise econômica
d) Qual o custo médio de produção de cada peça, se forem
produzidas 4200 unidades?
Exemplo 5

 A empresa Eletronics S&A trabalha no ramos da eletrônica há 3 anos com


produção de cabo genérico para celular e tablet. Nesse segmento, ela tem um
custo fixo de produção de R$ 15.000 por mês.
a) Se cada peça produzida tiver um custo de R$ 6,00 e o preço de venda for de
R$ 10,00 por peça, quantas peças a empresa deve vender para ter um lucro de
R$ 30.0000,00?
 Função custo: CT = CF + CV  CT = 15000 + 6.q
 Função receita: RT = p.q  RT = 10.q
Exemplo 5

 Função custo: CT = CF + CV  CT = 15.000 + 6.q


 Função receita: RT = p.q  RT = 10.q
 L=R–C
L = 10q – (15.000 + 6.q)
L = 4q – 15.000
 Para ter um lucro de R$ 30.000, temos
 L = 4q – 15.000
30.000 = 4q – 15.000
30.000 + 15.000 = 4q
45.000 = 4q
q = 11250 unidades
Exemplo 5

b) Determine a mínima quantidade de peças a serem vendidas para que a


empresa não tenha prejuízo.
 Prejuízo significa lucro negativo.  Lembrete!
 Desejamos que LT > 0 LT < 0  prejuízo
 L = 4q – 15.000 LT > 0  lucro
LT = 0  R = C
 4q – 15.000 > 0
 4q > 15.000  q > 3750

 A empresa tem que vender acima de 3750 peças


Exemplo 5

c) Representar graficamente a função lucro e fazer análise econômica.

LT
q LT = 4q - 15000
0 -15.000
3750 0
+

Análise econômica 0 3750


- q
Q < 3750  Prejuízo
Q = 3750  L =0
Q > 3750  Lucro -15.000
Exemplo 5

d) Qual o custo médio de produção de cada peça, se forem produzidas


4200 unidades?
Função custo: CT = 15000 + 6.q
Função custo médio: Cme = CT / q
Para q = 4200, temos:
Cme = 15.000 + 6. (4200)  Cme = R$ 9,57
4200
Logo, o custo de produção de cada peça, em média,
é de R$ 9,57.
Interatividade

Trimestralmente, a indústria Secadores S&A produz secadores de 2ª linha, que são


vendidos a R$ 85,00. O custo fixo mensal é de R$ 13.978,00 e o custo variável é de
R$ 56,00. A quantidade que deverá ser produzida e vendida para que a empresa
tenha um lucro trimestral de R$ 14.442,00 é de:

a) 464.
b) 16.
c) 980.
d) 482.
e) 895.
Função 2 grau para modelos econômicos

 y = ax2 + bx + c
y
 a = coeficiente angular
a < 0  função CVB
a > 0  função CVC

0 x
y

0 x
Função 2 grau para modelos econômicos

 y = ax2 + bx + c
y PM y
 Determinação das raízes: y = 0
ax2 + bx + c = 0
 Báskara
∆= 𝑏 2 − 4. 𝑎. 𝑐
0 x 0 x
−𝑏± ∆
𝑥= x’ e x’’
2.𝑎
Pm
 Ponto máximo/mínimo
Xv = -b
2.a
Yv = -
4.a
Função 2 grau para modelos econômicos

Dona Mercedes, dona de uma fábrica de uma barraca de pastéis em uma feira no
centro da cidade de São Paulo, constatou que a quantidade diária (x) de pastéis
vendidos aos domingos variava de acordo com o preço unitário de venda (p).
Considerando que a relação quantitativa entre as variáveis pode ser dada por
D = -2p2-4P+160, em que P é o preço por unidade e D é a demanda ou procura de
mercado correspondente, pede-se:
Exemplo 7

a) A quantidade de pastéis vendidos se o preço for de R$ 6,00.

b) O preço máximo que pode ser estabelecido para a venda dos pastéis.

c) Representar graficamente a função demanda D = -2P2 -4P + 160.

d) Quantidade máxima de pastéis que poderão ser vendidos por dia.


Exemplo 7

a) A quantidade de pastéis vendidos se o preço for de R$ 6,00.


 Para P = R$ 6,00
D = -2P2 -4P + 160
D = -2(6)2 -4(6) + 160
D = 64
 Serão vendidos 64 pastéis se o preço for R$ 6,00.
Exemplo 7

b) O preço máximo que pode ser estabelecido para a venda dos pastéis.
 Condição de existência da demanda: P > 0
-2P2 -4P + 160 > 0 (a = -2, b = -4, c = 160)
Báskara
∆= (−4)2 −4. −2 . 160   = 1296
−(−4)± 1296 −(−4)± 1296
𝑃= 𝑃=
2(−2) 2(−2)
p’ = 8 e p’’ = -10
 Preço máximo de R$ 8,00
Exemplo 7

c) Representação gráfica D
 D = -2P2 -4P + 160 PM
162
P D
P D
0 160 160
0
P=8 0
0
P = -10

 Determinação coordenadas do PM (xv, yv)


−(−4)
 𝑥𝑣 = → 𝑥𝑣 = −1
2(−2) 10 -1 0 8 P
−1296
 𝑦𝑣 = → 𝑦𝑣 = 162
4(−2)
Exemplo 7

d) Quantidade máxima de pastéis que poderão ser vendidos por dia.


 Condição de existência da demanda: D > 0.
Observação:
 Nem sempre quando determinamos o PM da função o valor do Yv é a quantidade
máxima a ser utilizada.
 No gráfico, é possível observar, no eixo da quantidade, que a região de interesse
econômico está compreendida entre zero e 160 unidades e não entre zero e
162 unidades.
 Logo, a quantidade máxima de pastéis a ser vendida por
dia é de 160 unidades.
Exemplo 7

 D = -2P2 -4P + 160 D


PM
162

160

10 -1 0 8 P
Exemplo 8

 A empresária Maria Fulô é dona de uma confecção de roupas infantis. Com a


ajuda de uma consultoria, ela verificou que poderia ofertar um dos seus produtos,
shorts e bermudas masculinas, por meio da função S = 2P2 – 2450 e estabeleceu
que o preço dos produtos não poderia ultrapassar R$ 75,00.
a) Determine o menor preço que deve ser estabelecido para a empresária iniciar
sua oferta.
b) A que preço a oferta será inferior a 122 unidades?
c) Represente graficamente a função oferta, indicando o intervalo de variação.
Exemplo 8

a) Determine o menor preço que deve ser estabelecido para a empresária iniciar
sua oferta.
 Sabemos que haverá oferta quando S > 0
2P2 – 2450 > 0
2P2 > 2450
P2 > 2450 / 2  P2 > 1225  P > 1225  P > R$ 35,00
 Logo, P > R$ 35,00
Exemplo 8

b) A que preço a oferta será inferior a 122 unidades?


 S < 122
2P2 – 2450 < 122
2P2 < 122 + 2450
2P2 < 2572
P2 < 2572 / 2
P < 2572  P <  R$ 50,71
 Logo, P < R$ 50,71
Lembrete:
 Função oferta: GDP (grandeza diretamente proporcional)
 Aumenta a oferta  aumenta o preço
Exemplo 8

c) Representação gráfica S
 S = 2P2 – 2450, 0< P < 75,00 8800

P S P S
0 0 -2450
35,00 35,00 0
75,00 75,00 8800

0
35 75 P
-2450
Exemplo 8

 Dada as funções D = 81 – P2 e S = P2 – P – 6.

a) Determinar o preço e a quantidade de equilíbrio.

b) Representar graficamente as funções indicando o PE.


Exemplo 8

 Dada as funções D = 81 – P2 e S = P2 – P – 6.
a) Determinar o preço e a quantidade de equilíbrio.
 Ponto de equilíbrio: D = S
∆= (1)2 −4. −2 . 87
81 – P2 = P2 – P – 6  = 697
81 – P2 – P2 + P + 6 = 0 𝑃=
−(1)± 697
𝑃=
1±26,40
2(−2) −4
– 2P2 + P + 87 = 0
P’= -6,85 e P’’= 6,35

 Substituindo P = R$ 6,35 na função demanda ou oferta


D = 81 – P2
D = 81 – (6,35)2 D  41 unidades
Exemplo 8

c) Representar graficamente as funções indicando o PE.


 D = 81 - P2
P D = 81 - P2 P D = 81 - P2
0 0 81
0 -9 e 9 0

 S = P2 – P – 6

P S = P2 – P – 6 P S = P2 – P – 6
0 0 -6
0 -2 e 3 0
Exemplo 8

c) Representação gráfica
P D = 81 - P2 D,S 81
Demanda
0 81
-9 e 9 0

P S = P2 – P – 6 Oferta

0 -6
41
-2 e 3 0
35 75
0 P
3
P.E = R$ 6,35
Interatividade

Dada a função D = 256 – P2, a que preço a demanda será superior a


162 unidades?

a) P > R$ 9,70.
b) P < R$ 9,70.
c) P > R$ 20,44.
d) P < R$ 20,44.
e) P < R$ 25,98.
Exemplo 9

 Suponha que a receita total para a venda de “q” unidades de um tênis em uma
loja de departamento esportivo seja R(q) = -2q2 + 1000q.
a) Qual será o valor da receita se forem vendidos 100 unidades de tênis?
b) Quantos tênis devem ser vendidos para que a loja tenha uma receita máxima?
c) Determine a receita máxima.
d) Calcule o preço que deve ser colocado no tênis para que a loja obtenha
receita máxima.
e) Represente graficamente a função receita.
Exemplo 9

a) Qual será o valor da receita se forem vendidos 100 unidades de tênis?


Função dada: R(q) = -2q2 + 1000q.
Para q = 50 unidades
RT = -2(50)2 + 1000(100)
RT = - 5.000 + 50.000,00
RT = R$ 45.000,00

 Se forem vendidos 10 unidades de tênis, a loja terá uma


RT = R$ 45.000,00
Exemplo 9

b) Quantos tênis devem ser vendidos para que a loja tenha uma receita máxima?
 Função dada: R(q) = -2q2 + 1000q (a = -2 b = 1000 e c = 0)
 Para determinar a quantidade que torna a receita máxima  xv
−𝑏 RT
𝑥𝑣 =
2𝑎 yv
−1000
𝑞= → 𝑞 = 250 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠
2(−2)
 Devem ser vendidos x 250 tênis para a receita ser máxima.

q
xv
Exemplo 9

c) Determine a receita máxima


 Função dada: R(q) = -2q2 + 1000q (a = -2 b = 1000 e c = 0)
 Para determinar a receita máxima  yv
−∆ RT
𝑦𝑣 =
4𝑎 yv
−( 1000 2 −4.−2 .0)
Rmáx = → 𝑅𝑚á𝑥 = 𝑅$ 125.000
4.(−2)

q
xv
Exemplo 9

d) Calcule o preço que deve ser colocado no tênis para que a loja obtenha
receita máxima
 Substituir xv e yv na função R = p.q
 xv = q = 250 unidades RT
 Yv = Rmáx = R$ 125.000
yv
 R = p.q
125.000 = p. 250  p = 125.000 / 250  p = R$ 500,00

q
xv
Exemplo 10

 Uma oficina que fabrica um tipo de suporte para TV tem custo fixo de R$ 640,00
por mês, e o custo de produção de cada suporte é de R$ 6,00. A demanda para
esse tipo de suporte é calculada pela função D = 58 – P.
a) Determine a quantidade de suportes que a oficina precisa vender para atingir
receita máxima.
b) Determine a receita máxima.
c) O intervalo em que o lucro é positivo.
d) Determinar o lucro máximo.
e) Representar graficamente as funções receita e lucro
e interpretar.
Exemplo 10

a) Determine a quantidade de suportes que a oficina precisa vender para atingir


receita máxima.
 Para maximizar a Receita Total  RT = p. D
 Função demanda: D = 58 – P
1. Reescrever a função P = f(D)
D = 58 – P
P = 58 – D
2. Substituir em RT = P. D
RT = P. D
RT = (58 – D) . D
RT = -D2 + 58D
Exemplo 10

3) Cálculo da quantidade de suportes para maximizar a receita.


 RT = -D2 + 58D (a = -1, b = 58 e c = 0)
xv = -b / (2.a)
xv = - 58 / (2.-1)
xv = 29
 A oficina precisa vender 29 suportes para TV para atingir Rmáx.
Exemplo 10

 Representação gráfica: RT = -D2 + 58D

RT = -D2 + 58D
0 0
0 e 58 0 841

29 58 q
Exemplo 10

b) O intervalo em que o lucro é positivo.


“Uma oficina que fabrica um tipo de suporte para TV tem custo fixo de R$ 640,00
por mês, e o custo de produção de cada suporte é de R$ 6,00.”
 Função custo total: CT = 6q + 640
 Função Receita Total: RT = -D2 + 58 D
Observação: trocando D por q, temos:
 Função Receita Total: RT = -q2 + 58q
Função lucro:
LT= R – C
LT = (-q2 + 58q) – (6q + 640)
LT= -q2 + 52q -640
Exemplo 10

 LT= -q2 + 52q -640 (eq. do 2º grau)


 Considerar L = 0
-q2 + 52q -640 = 0, (a= -1, b = 52 e c = -640)
 = b² – 4 · a · c
 = (52)² – 4·(–1) · (–640) = 144
−52 ± 144
𝑞=
2. (−1)

q‘ = 22,5 e q”” = 29,5


23 < q < 30 é a região em que o lucro é positivo.
Interpretação das funções receita e lucro

 RT = -D2 + 58D
 LT= -q2 + 52q -640
Interpretação das funções receita e lucro

I. Quando a empresa consegue obter receita


máxima, de R$ 4.800, que ocorre para uma
produção e venda de 400 unidades, seu lucro
é de R$ 1.125,00.

II. O lucro máximo é obtido com 350 unidades e é


igual a R$ 1.200,00.

III. Quando a empresa consegue obter o lucro


máximo, de R$ 1.200,00, que ocorre para uma
produção e venda de 350 unidades, sua
receita é de R$ 4.725,00.
Interpretação das funções receita e lucro

IV. Produzir e vender mais de 550 unidades,


embora gere receita, resulta em prejuízo.

V. A empresa também terá prejuízo se vender


menos de 150 unidades.
Interatividade

Dada as funções RT= -0,02q2 + 24,4q e LT= -0,02q2 + 22,2q – 3.196q, em que q é
quantidade de peças produzidas e vendidas. É incorreto afirmar:

a) Lucro máximo é obtido quando a receita for de R$ 7.381,50.


b) Só haverá lucro quando 220 < q < 890.
c) Para atingir receita máxima é necessário vender 610 unidades.
d) Acima de 610 peças vendidas, o lucro será negativo.
e) É possível vender uma quantidade inferior a 1220 unidades.
ATÉ A PRÓXIMA!