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Livro Eletrônico

Aula 00

Segurança Institucional p/ TRT-PR (Técnico - Área Segurança)

Professor: Alexandre Herculano

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TRT - PR Técnico Judiciário Área: Segurança
Segurança Institucional - Teoria e Exercícios
Prof. Alexandre Herculano Aula 00

Aula 00: Prevenção e Combate a Incêndio: Teoria do

fogo, propagação do fogo, classes de incêndio,

prevenção de incêndio, métodos de extinção,

agentes extintores (parte I).

SUMÁRIO PÁGINA

1. Prevenção e combate a incêndio 1

2. Questões propostas 24

3. Questões comentadas 31

4. Gabarito 46

Olá, meus amigos (as) do Estratégia Concursos!

Meu nome é Alexandre Herculano e vamos iniciar o curso (pdf +

videoaulas) sobre Segurança Institucional para o TRT-PR (Técnico

Judiciário - Área Segurança), com base no edital publicado na quarta-

feira (16/09)! A banca organizadora é a FCC.

Sou Analista e trabalho no Ministério da Justiça que fica em

Brasília. Além desse, passei, também, para o TRT e TRF do Paraná, MPU,

Polícia Civil do Rio de Janeiro (Inspetor de Polícia, Oficial de Cartório e

Papiloscopista), Polícia Rodoviária Federal – PRF, e outros. Sou formado

em Administração e Pós-Graduado em Gestão da Segurança Pública e,

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cursando Perícia Criminal e Ciências Forenses (MBA). Atuei, na SENASP,

como Coordenador de Programas e Projetos Especiais na área de

Segurança Pública. Hoje atuo na área de Planejamento em Segurança.

Além disso, leciono nesta área há oito anos, e já tivemos vários

aprovados nos seguintes órgãos: Câmara dos Deputados (Polícia

Legislativa), STF, MPU, TRF (várias regiões), TRT (várias regiões), TRE

(várias regiões), Perito Criminal (vários Estados) e Delegado de Polícia

(vários Estados). Assim, espero fazer parte do seu sucesso também.

Como todos já devem saber foi publicado o edital para concurso do

TRT 9ª Região. O nosso foco será para Técnico Judiciário – Área:

Segurança. O concurso será para cadastro reserva, entretanto,

acredito que ao longo da validade do concurso serão nomeados os

candidatos bem colocados. Digo isso porque os TRTs têm

históricos de um quantitativo razoável de nomeações. Não

esqueçam da prova discursiva (100 pontos), pois é aqui que vocês

definirão suas colocações. Outra coisa, os 150 primeiros irão para o TAF!

E aí estão animados? Espero que sim, pois é o primado para o

sucesso nesta batalha. Quero dizer para vocês que estou nesta área

(concurso público) há 11 anos, e passei por muitas dificuldades no

estudo, pois tinha que conciliar com o trabalho, o qual tinha hora para

entrar, contudo, não tinha para sair, rsrs...Era gerente de um grande

banco, cito isso, já que sei que muitos têm que fazer o mesmo, logo, digo

para vocês que é possível, acreditem!!!

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Não vamos perder tempo, estudando bem essa parte vocês

sairão na frente, já que muitos, ainda, não iniciaram os estudos!

Pessoal qualquer dúvida recorram ao FÓRUM, será um prazer atendê-los,

ok?

Este será o cronograma do nosso curso:

AULA CONTEÚDO DATA

Prevenção e Combate a Incêndio: Teoria do fogo,


propagação do fogo, classes de incêndio,
Aula 0 18/09
prevenção de incêndio, métodos de extinção,
agentes extintores (parte I).
Prevenção e Combate a Incêndio: Teoria do fogo,
propagação do fogo, classes de incêndio,
Aula 1 24/09
prevenção de incêndio, métodos de extinção,
agentes extintores (parte II).
Segurança de Dignitários: Técnicas, táticas e
Aula 2 operacionalização; objeto e modus operandi 02/10
(parte I).
Segurança de Dignitários: Técnicas, táticas e
Aula 3 operacionalização; objeto e modus operandi 06/10
(parte II).
Segurança de Dignitários: Direção defensiva e
Aula 4 10/10
evasiva.
Armamento e Tiro: Cartilha de Armamento e Tiro
do Departamento de Polícia Federal: Item 1 -
Aula 5 Arma de Fogo, Item 2 - Partes da Arma de Fogo - 14/10
revólver e pistola e Item 3 - Normas de
Segurança.
Aula 6 Noções de Planejamento de Segurança: conceito; 18/10

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princípios; níveis; metodologia; modularidade e


faseamento; fases do planejamento.
Segurança Corporativa Estratégica: Segurança da
Aula 7 24/10
Gestão das áreas e instalações.
Primeiros Socorros: Avaliação inicial; vias aéreas;
parada circulatória; ressuscitação
Aula 8 28/10
cardiopulmonar; hemorragias; movimentação,
remoção e transporte de vítimas.
Atividade de inteligência: Conceito. Tipos de
conhecimento produzidos pela inteligência.
Aula 9 01/11
Fontes de dados. Princípios. Metodologia da
produção do conhecimento. Contrainteligência.
Gerenciamento de Crises: Conceitos
fundamentais. Características da crise. Objetivos.
Aula 10 Critérios de ação. Classificação dos Graus de 05/11
Risco. Níveis de Resposta. Tipologia dos
causadores. Alternativas táticas. Fases.
Aula 11 Simulado 10/11

Observação importante: este curso é protegido por direitos

autorais (copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera,

atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá

outras providências.

Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei e

prejudicam os professores que elaboram os cursos. Valorize o

trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos honestamente

através do site Estratégia Concursos.

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Então vamos começar. Mas antes percam seis minutinhos para

assistir esse vídeo, tenho certeza que muitos irão se animar.

http://www.youtube.com/watch?v=qZIPGfzhzvM

Fatores de risco

Meus amigos! Vou trazer alguns conceitos que irão ajudar entender

melhor esta aula. Quando falamos em segurança institucional, não se

pode esquecer da prevenção e combate contra incêndio, logo, todo

profissional de segurança precisa atuar, também, nessa área.

Prevenção significa conhecer o material e os equipamentos de

combate a incêndio, entender seu funcionamento e verificar se

estão em condições de imediato emprego.

Combater significa saber um usar o material e os equipamentos

com correção e eficiência.

Nos modernos edifícios, o material e os equipamentos de combate

a incêndios são obrigatoriamente instalados durante a construção,

devendo ser regularmente inspecionados. Dentre esses equipamentos

citam-se: os sprinklers (chuveiros automáticos), hidrantes, extintores,

mangueira. As escadas internas são enclausuradas e fechadas por porta

corta-fogo.

Todavia a simples existência dos equipamentos mencionados não é

garantia de seu funcionamento. Qualquer descuido ou desatenção nos

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processos de verificação do estado do material e equipamentos, ou o seu

uso inadequado, pode significar destruição do patrimônio e, o que é pior,

a perda de vidas humanas.

Além disso, dependendo do tamanho do empreendimento, as

normas técnicas determinam a organização de brigadas de incêndios,

cujos efetivos de brigadas são calculados em função da área, do número

de pavimentos e de outros diversos fatores.

Nem todos os fogos podem ser considerados incêndios, este é ,no

entanto, um tema que o senso-comum tem ao longo dos séculos

banalizado de forma a que praticamente qualquer foco de fogo tem sido

visto como "incêndio". O Incêndio para ser caracterizado como tal tem

que possuir certos fatores inerentes ao mesmo para ser considerado

como tal.

As normas sobre Proteção de Incêndios classificam o risco que se

apresenta em cada tipo de edifício segundo as suas características, para

adequar os meios de prevenção.

O Risco atende a três fatores:

 Ocupação: maior ou menor quantidade de pessoas e o

conhecimento que possuem os ocupantes do edifício;

 Composição: A construção do edifício em si, de que

materiais é construído, qual é sua altura, etc.;

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 Conteúdo: Materiais mais ou menos inflamáveis, dentro

do edifício, podem determinar o fator de risco de um

incêndio.

Pontos Críticos de Temperatura

Antes de entramos na química do fogo, vamos primeiro conhecer

os pontos de temperatura.

Vamos ver logo em seguida, que é necessário unir três elementos,

ou melhor, quatro (nova visão) para que o fogo apareça, entretanto, por

vezes esses elementos estão presentes e o fogo não ocorre, porque a

quantidade de calor é insuficiente para queimar o combustível. Para

exemplificar melhor, imaginemos uma frigideira com óleo combustível

sobre a chama de um fogão. O óleo começará aquecer e a desprender

vapores (gases); se deixarmos por algum tempo, observaremos que um

dado momento o referido combustível se incendiará sem que haja contato

com a chama externa. Para que o óleo aquecido lentamente comece a

queimar, ele passou por três pontos de aquecimento que chamaremos de:

ponto de fulgor, ponto de combustão, ponto de ignição. Vejamos

cada um:

Ponto de fulgor é a temperatura na qual o combustível começa a

desprender vapores (gases), que se tomarem contatos diretos com uma

chama queimarão, pois se incendeiam somente com a presença de uma

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fonte de calor, porém a chama produzida não se mantém em vista

da quantidade de vapores desprendidos serem muito pequena.

Ponto de combustão é a temperatura na qual um combustível

desprende vapores (gases), que se tomarem contato direto com uma

chama queimarão. Os gases incendeiam-se mesmo após a retirada

da fonte de calor, até que acabe o combustível.

Ponto de ignição é a temperatura na qual um combustível

desprende vapores (gases) que com o simples contato com o

oxigênio existente no ar queime. Os gases incendeiam-se

independentemente da presença ou não de uma fonte de calor, até

que o combustível acabe.

Vamos a uma questão que resumirá essa parte:

(FCC - 2010 - TRF - 4ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Segurança e

Transporte) Considerando que, para a ocorrência da combustão é

necessário o aquecimento do material combustível para liberação

de gases inflamáveis e posteriormente a combustão, analise as

definições abaixo:

I. corresponde à temperatura mínima necessária para que um

combustível desprenda vapores ou gases inflamáveis que se

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incendeiam somente com a presença de uma fonte de calor;

II. corresponde à temperatura mínima em que um combustível

desprenda vapores a gases inflamáveis que se incendeiam mesmo

após a retirada da fonte de calor;

III. corresponde à temperatura mínima em que um combustível

desprende vapores e gases inflamáveis e estes se incendeiam,

independentemente da presença ou não de uma fonte de calor.

As descrições dos itens I, II e III correspondem, correta e

respectivamente, ao ponto de

A) fulgor, ponto de ignição e ponto de combustão.

B) ignição, ponto de fulgor e ponto de combustão.

C) ignição, ponto de combustão e ponto de fulgor.

D) fulgor, ponto de combustão e ponto de ignição.

E) combustão, ponto de fulgor e ponto de ignição.

Gabarito: D.

Química do fogo

Pessoal, foi acrescentado ao triângulo do fogo mais um elemento:

a reação em cadeia, formando assim o tetraedro ou quadrado de fogo. Os

combustíveis após iniciar a combustão geram mais calor liberando mais

gases ou vapores combustíveis, sendo que os átomos livres são os

responsáveis pela liberação de toda a energia necessária para a reação

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em cadeia. Vamos ver, primeiramente, os três elementos do o triângulo

do fogo, e depois, entramos no tetraedro.

Combustível:

É toda substância capaz de queimar e alimentar a combustão. Os

combustíveis dividem-se em três grupos, de acordo com o estado físico

em que se apresentam:

 Combustíveis sólidos: a maioria dos combustíveis sólidos

transforma-se em vapores e, então, reagem com o oxigênio,

exemplos: madeira, papel, plástico, ferro, etc. Vejam o

mecanismo de ignição de combustível sólido:

“decomposição química de uma substância mediante a ação


do calor”

 Combustíveis líquidos: tem algumas propriedades físicas

que dificultam a extinção do calor, aumentando o perigo. Os

líquidos assumem a forma do recipiente que os contém, é

importante notar também que a maioria dos líquidos

inflamáveis são mais leves que a água, e portanto, flutuam

sobre esta. Outra propriedade a ser considerada é a sua

volatilidade, que é a facilidade com que os líquidos liberam

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vapores, também é de grande importância, porque quanto

mais volátil for o líquido, maior a possibilidade de haver fogo

ou mesmo explosão. Vejam o mecanismo de ignição de

combustível líquido:

 Combustíveis gasosos: Os gases não tem volume

definido, tendendo, rapidamente, a ocupar todo os

recipientes que estão envolvidos. Vejam o mecanismo de

ignição de combustível gasoso:

Comburente:

O comburente ou agente oxidante são aquelas substâncias que

cedem oxigênio ou outros gases oxidantes durante o curso de uma reação

química. São no processo químico, portanto, os redutores.

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O oxigênio (O2) é o comburente mais comum, ou seja, é o

principal, que possibilita vida às chamas e intensifica a combustão. No

entanto, há casos de combustões em que o comburente é o cloro (Cl2) ou

o bromo (Br2). O flúor (F2) também é um comburente e seu manuseio é

muito perigoso.

A atmosfera é composta por 21% de oxigênio, 78% de nitrogênio

e 1% de outros gases, por isso, em ambientes com a composição normal

do ar, a queima desenvolve-se com velocidade e de maneira completa e

notam-se chamas.

Contudo, a combustão irá consumir o oxigênio do ar num

processo contínuo e gradativo, diminuindo a porcentagem do mesmo no

ambiente. Quando a porcentagem do oxigênio do ar do ambiente diminuir

de 21% para a faixa compreendida entre 16% e 8%, a queima tornar-se-

á mais lenta, surgindo brasas e não mais chamas. Quando o oxigênio

contido no ar do ambiente atingir concentrações menores de 8% é muito

provável que a combustão deixe de existir.

Fonte de Calor:

Calor é uma forma de energia que eleva a temperatura, gerada da

transformação de outra energia, através de processo físico ou químico.

Pode ser descrito como uma condição da matéria em movimento, isto é,

movimentação ou vibração das moléculas que compõem a matéria.

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Uma fonte de calor pode ser qualquer elemento que faça com que

o combustível sólido ou líquido desprenda gases combustíveis e venha a

se inflamar. Na prática, pode ser uma chama, uma fagulha (faísca ou

centelha) ou ainda uma superfície aquecida.

Alguns efeitos físicos e químicos do calor são: a elevação da

temperatura, o aumento de volume do corpo aquecido, mudanças nos

estados físicos da matéria ou mudanças no estado químico da matéria.

O calor também produz efeitos fisiológicos, ou seja, o calor é a

causa direta de queimaduras e outras danos pessoais, tais como:

desidratação, insolação, fadiga, lesões no aparelho respiratório e em

casos mais graves a morte. Vejamos uma questão de prova:

(TJ-SP, Vunesp - Agente de Fiscalização Judiciária - 2010)

Combustão é uma reação química de oxidação. Para efeito didático, o

triângulo do fogo exemplifica e explica a combustão, atribuindo-se, a

cada face, um dos elementos essenciais da combustão. Esses elementos

são: calor, combustível, comburente.

Gabarito: C.

Assim, meus amigos, resumindo, temos que o fogo, para existir,

precisa obrigatoriamente de três elementos: o comburente, o

combustível e a temperatura de ignição (calor). Os três elementos

reunidos constituem o chamado triangulo do fogo. O comburente é o

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oxigênio da atmosfera. Pode ser dito que é ele que faz queimar. Já o

combustível é aquilo que entra em combustão. Pode ser dito que é aquilo

que queima. Gravem que a temperatura de ignição é aquele calor que

começa o fogo.

Esses três elementos reunidos formam os lados do triangulo

do fogo. Se qualquer um dos lados do triângulo for retirado, o fogo será

imediatamente apagado.

Todo incêndio é combatido retirando-se um ou mais lados do

triângulo.

Modernamente, procura-se combater incêndios pela

introdução de determinadas substancias que atuam em nível

molecular na reação química de combustão, promovendo sua

inibição. Enquanto tais substâncias estiverem presentes, o combustível e

comburente podem totalmente ou, então, tem sua capacidade de

interação muito reduzida. Pode ser então possível passar a resfriar, ou

esperar o resfriamento natural do local.

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Mas, não vamos para aqui! Vamos falar um pouco sobre o

tetraedro do fogo. Aqui não há muita diferença, precisamos acrescentar

ao triângulo do fogo, que já foi estudado, a reação em cadeia. Essa

informação é a que vocês levarão para prova, pois as bancas já estão

cobrando o tetraedro, ok?

Então, para entender essa inclusão, acima, é preciso saber que

estudos científicos demonstraram que existe uma reação química

ocorrida na combustão que se processa pela combinação do oxigênio

com os átomos e moléculas (radicais livres), resultantes da quebra

molecular do material combustível pela ação do calor, ou seja, uma

reação química contínua entre o combustível e o comburente, a qual

libera calor para a reação e mantém a combustão em um processo

sustentável, chamada reação em cadeia.

O calor inicial quebra as moléculas do combustível, as quais

reagem com o oxigênio, gerando mais luz e calor, que por sua vez, vão

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decompor outras moléculas, continuando o processo de forma

sustentável. Embora não seja eminentemente um elemento, no termo

literal da palavra, por não ser sensível como os demais (calor,

combustível e comburente), a reação em cadeia é um componente

essencial para a auto sustentação do fogo, visto que promove a interação

continuada entre os demais elementos do fogo.

De forma simples, o calor irradiado das chamas atinge o

combustível e este é decomposto em partículas menores, que se

combinam com o oxigênio e queimam, irradiando outra vez calor para o

combustível, formando um ciclo constante. A reação química em cadeia e

a propagação relativamente rápida são os fatores que distinguem

o fogo das reações de oxidação mais lentas. As reações de oxidação

lentas não produzem calor suficientemente rápido para chegar a

uma ignição e nunca geram calor suficiente para uma reação em cadeia.

A ferrugem em metais e o amarelado em papéis velhos são alguns

exemplos de oxidação lenta.

Vejamos uma questão bem recente:

(TRF3R - Téc.Jud. - Seg.Transporte – 2013) O fogo pode ser

definido como um fenômeno físico-químico desencadeado por

uma reação de oxidação com emissão de calor e luz. Os

componentes necessários para a ocorrência do fogo são:

(A) comburente, calor e convecção.

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(B) comburente, radiação e reação em cadeia.

(C) combustível, comburente, calor e reação em cadeia.

(D) condução, convecção e radiação.

(E) combustível, calor e condução.

Gabarito: C.

A transmissão do calor

O calor pode ser transmitido por três métodos: irradiação,

condução e convecção.

Na irradiação (figura abaixo) o calor, nesse caso chama do de

radiante, é transmitido sem que exista continuidade molecular entre sua

fonte e o corpo que o recebe. O exemplo mais fácil de entender o calor

radiante é aquele originado do sol. Um outro exemplo de calor radiante

está nos fornos domésticos e nas churrasqueiras para assar as carnes, as

quais não ficam em contato direto com a fonte de calor.

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Na condução (figura abaixo) a calor é transmitido de molécula

para molécula, segundo um movimento vibratório que as animam e assim

passa de uma para a outra.

Um excelente exemplo para entende o calor conduzido é o da

cocção de alimentos, quando a chama do fogão aquece a panela, em cujo

interior está o alimento imerso em água. O calor da chama, depois de

atingir a panela, passa à água e termina por chegar aos alimentos,

cozinhando-os.

Se um incêndio em qualquer parte do local compartimentado,

como por exemplo, salas de um edifício, lojas de shopping, etc., não for

contido a temperatura, terminará por atingir compartimentos contínuos

(dos lados, acima e abaixo) pelo processo da condução, através das

paredes, pisos e tetos.

Na convecção (figura abaixo) gases aquecidos, decorrentes da

combustão sobem porque são mais leves. Então surge um vazio à fonte

do calor. Esse vazio é imediatamente ocupado por outros gases mais

frios, formando-se assim uma corrente aquecida ascendente e contínua,

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chamada de corrente e convecção. Um exemplo de fácil compreensão do

que pé convecção são as churrasqueiras, onde os ases aquecidos sobem

pela chaminé.

A convecção é responsável pelo alastramento a locais bem

distantes do foco do incêndio. Nos edifícios, a convecção se dá através

dos poços dos elevadores, shafts (túneis verticais estreitos), e vãos de

escadas, chegando aos pisos superiores especialmente se portas e janelas


0
estiverem abertas para possibilitar o escapamento da corrente

ascendente de gases aquecidos. É justamente para evitar a convecção,

que as escadas enclausuradas dos prédios são fechadas por portas corta-

fogo. Muitas pessoas que são obrigadas a passar repetidas vezes pelas

portas corta-fogo tendem, sistematicamente, a travá-las com calços nas

posições abetas. Assim, evitam o “transtorno” de, a cada passagem, ter

que abri-las. Essas pessoas ao travar as portas corta-fogo estão

motivadas pela lei do menor esforço, sem saber que estão arriscando

sérios prejuízos de perdas de vida e de patrimônio. A prevenção

adequada implica contínua inspeção das portas corta-fogo, bem como

orientação a respeito de sua importância.

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Vejamos uma questão sobre o tema:

(TSE - Cespe - Técnico Judiciário - Segurança Judiciária - 2006)

Acerca do processo de transmissão do calor, assinale a opção

correta.

A) A condução é o processo pelo qual o calor se transmite diretamente de

matéria para matéria, ou seja, por contato direto.

B) A convecção é o processo de transmissão de calor por meio de ondas

de energia calorífica que se desloca através do espaço.

C) A irradiação de calor está relacionada à circulação do meio

transmissor, ou seja, gás ou líquido.

D) O efeito de tiragem dos fossos de elevadores é consequência da

propagação do calor por convecção e condução.

Gabarito: A.

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Classes de incêndios

Os incêndios são classificados pelo tipo de combustível. Existem

quatro classes de incêndio, identificadas pelas letras A, B, C, D e K.

 Classe A: seu combustível são os materiais que, ao

queimar, deixam resíduos. Exemplo: madeira, papel,

tecido, etc. uma das características desses incêndios em

profundidade;

 Classe B: seus combustíveis são os líquidos inflamáveis,

como: tintas, vernizes, colas, etc. Eles queimam em

superfície;

 Classe C: os incêndios da classe C ocorrem em material

elétrico energizado. Sempre acontecem quando há uma

sobrecarga na rede elétrica, causando os curtos-circuitos;

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 Classe D: É aquele incêndio que tem como combustível

os chamados metais pirofóricos ou ligas dos mesmos. Os

metais pirofóricos são magnésio, sódio, potássio, lítio,

titânio e urânio. Além disso, para fins de combate, os


==0==

incêndios m compostos de potássio (entre as quais a

pólvora) e alumínio em pó são incluídos na classe D.

Os incêndios da classe D são extremamente difíceis de

combater, demandando métodos e processos especiais

para o apagamento. Todavia, não costumam receber a

devida atenção porque os metais pirofóricos são poucos

comuns em lojas, hipermercados, supermercados,

shopping centers, etc;

 Classe K: Pessoal, essa nova classificação vem sendo

adotada. Trata-se de Incêndios que envolvem meios de

cozinhar (banha, gordura e óleo) têm sido por muito

tempo a principal causa de danos materiais, vítimas fatais

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ou não. Estes incêndios são muito especiais na natureza.

Testes recentes efetuados por ULI (laboratórios de

underwriters, Inc.) e outras agências em outros países

obtiveram novos resultados neste tipo especifico de risco

de incêndio.

Pessoal, esta foi só nossa aula demonstrativa! Na próxima aula

abordarei mais sobre Prevenção e Combate a Incêndio.

Vamos, agora, fazer algumas questões, além daquelas feitas em

aula.

Grande abraço e bons estudos!

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Questões propostas

1) (MPU – 2015 – CESPE - Segurança Institucional e Transporte)

Julgue os itens subsecutivos, relativos a prevenção e combate a

incêndios.

A espuma química é um agente eficiente em incêndios de classe A,

B e C.

2) (MPU – 2015 – CESPE - Segurança Institucional e Transporte)

Julgue os itens subsecutivos, relativos a prevenção e combate a

incêndios.

Fogo é considerado uma reação química, denominada combustão,

na qual combustíveis — normalmente o oxigênio do ar — se

combinam com comburentes — materiais físicos —, produzindo luz

e calor.

3) (MPU – 2015 – CESPE - Segurança Institucional e Transporte)

Julgue os itens subsecutivos, relativos a prevenção e combate a

incêndios.

A transmissão do calor realizada por meio de ondas térmicas e

raios se processa através do espaço vazio, não necessitando de

continuidade molecular entre a fonte calorífica e o corpo que

recebe calor.

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No que se refere a prevenção e combate a incêndio, julgue os

próximos itens.

4) (CESPE - Técnico Judiciário) Em caso de incêndio em materiais

combustíveis da classe C, o agente de segurança deve utilizar

água ou espuma como extintor de incêndio.

5) (CESPE) O pó químico seco é um agente extintor que atua por

abafamento, mas, ao utilizá-lo deve-se considerar que ele é

corrosivo e pode danificar equipamentos eletroeletrônicos.

6) (FCC - Técnico Judiciário) A técnica que produz melhor

resultado para apagar o incêndio de um carro é quando os

motoristas

(A) posicionam os extintores horizontalmente.

(B) realizam movimentos com os extintores em forma de leque.

(C) usam extintores com o jato sendo dirigido para o meio do

fogo.

(D) jogam o conteúdo de cada extintor aos poucos e de forma

intercalada.

(E) usam extintores com o ponteiro do medidor de pressão na

área vermelha.

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7) (FCC - Técnico Judiciário) Com relação às formas de extinção

de incêndio é correto afirmar:

(A) Apenas as empresas ou estabelecimentos que não possuírem

sistemas automatizados de alarme e extinção de incêndio, como

os chuveiros automáticos, devem possuir em seu quadro pessoas

habilitadas no manejo de equipamentos de extinção e combate ao

fogo.

(B) O elemento água pode ser usado apenas na extinção de fogos

Classe A, ou na forma de espuma, para extinção dos fogos Classe

A e B.

(C) A Classe C de incêndio, além de ser uma das mais perigosas, é

a que admite a maior gama de agentes extintores para seu

combate, como o dióxido de carbono, pó químico seco, balde de

areia e limalha de ferro fundido.

(D) Para combater o início dos fogos Classes A, B e C, todos os

estabelecimentos, mesmos os dotados de chuveiros automáticos,

devem possuir extintores de incêndio portáteis do tipo água

pressurizada ou espuma, em conjunto com os extintores do tipo

químico seco ou gás carbônico.

(E) Para garantir o correto funcionamento dos sistemas de

extinção de princípios de incêndio, os extintores portáteis devem

ser inspecionados visualmente, no mínimo, uma vez a cada

semestre.

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8) (CESPE - 2011 - STM - Técnico Judiciário - Segurança –

Específicos) Com relação a prevenção e combate a incêndio,

julgue os itens seguintes.

A água, considerada agente extintor universal, apresenta a

desvantagem de ser um condutor de corrente elétrica.

9) (CESPE - 2005 - TRT - 16ª REGIÃO (MA) - Auxiliar Judiciário -

Serviços Gerais)

Um incêndio da classe B é aquele que acontece nas fibras

orgânicas em geral e em materiais do tipo madeira, papel e tecido.

10) (Inédita - 2013 - Alexandre Herculano) Com base na

Prevenção e no Combate aos incêndios, julgue os itens.

Na convecção a calor é transmitido de molécula para molécula,

segundo um movimento vibratório que as animam e assim passa

de uma para a outra.

11) (Inédita - 2013 - Alexandre Herculano) Com base na

Prevenção e no Combate aos incêndios, julgue os itens.

Para a elaboração de um Plano de Emergência Contra Incêndio,

não se faz necessário a análise preliminar dos riscos de incêndio.

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12) (Inédita - 2013 - Alexandre Herculano) Com base na

Prevenção e no Combate aos incêndios, julgue os itens.

As empresas que possuem em sua planta mais de uma edificação,

com mais de um pavimento/compartimento, devem ter um líder

por pavimento/compartimento e um chefe da brigada para cada

edificação, que devem ser coordenados pelo coordenador geral da

brigada.

13) (FCC - Técnico Judiciário) Considerando uma situação de

emergência, como um incêndio, mesmo que não se saibam as

proporções, a medida de segurança, dentre as abaixo destacadas,

que mais rapidamente influenciará na proteção da vida das

pessoas no interior da edificação sinistrada será

(A) o acionamento de órgãos externos, como o Corpo de

Bombeiros.

(B) a identificação, com correspondente sinalização, dos pontos

críticos e dos pontos de risco.

(C) a identificação dos riscos nas tubulações, por meio da

sinalização com cores.

(D) o funcionamento dos chuveiros automáticos.

(E) a eficiência nos controles de acesso e de circulação.

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14) (FCC - Técnico Judiciário) Considerando a quantidade e

disponibilidade dos elementos de combustão existentes no

interior de um Tribunal, o elemento mais fácil e o mais difícil para

um brigadista controlar, a fim de evitar a combustão, são,

respectivamente:

(A) combustível e comburente.

(B) calor e comburente.

(C) combustível e calor.

(D) calor e reação em cadeia.

(E) comburente e reação em cadeia.

15) (FCC - Técnico Judiciário) Com relação aos diversos materiais

inflamáveis que podem existir no interior de um Tribunal, como

papéis, computadores conectados à rede elétrica, gás encanado e

óleo de cozinha em uma panela, associe, na respectiva sequência

dos materiais citados, o agente extintor adequado para extinção e

a classe de incêndio a que pertencem quando em combustão. A

associação correta está disposta em:

(A) Água Pressurizada – Classe A; Espuma Mecânica – Classe C;

Pó Químico Seco – Classe B e Gás Carbônico – Classe B.

(B) Espuma Mecânica – Classe A; Pó Químico Seco – Classe C; Gás

Carbônico – Classe D e Pó Químico Seco – Classe B.

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(C) Água Pressurizada – Classe A; Gás Carbônico – Classe C; Pó

Químico Seco – Classe B e Gás Carbônico – Classe D.

(D) Gás Carbônico – Classe A; Gás Carbônico – Classe C; Pó

Químico Seco – Classe B e Pó Químico Seco – Classe B.

(E) Água Pressurizada – Classe A; Gás Carbônico – Classe C; Gás

Carbônico – Classe B e Espuma Mecânica – Classe D.

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Questões comentadas

1) (MPU – 2015 – CESPE - Segurança Institucional e Transporte)

Julgue os itens subsecutivos, relativos a prevenção e combate a

incêndios.

A espuma química é um agente eficiente em incêndios de classe A, B e C.

Comentários:

Vejamos, novamente, a tabela sobres as classes e métodos de extinção:

TABELA DE CLASSES DE INCÊNDIOS E AGENTES EXTINTORES MAIS USADOS


TIPOS DE EXTINTORES
CLASSES DE INCÊNDIOS GÁS CARBÔNICO
ÁGUA PRESSURIZADA ESPUMA PÓ QUIMICO SECO
(CO²)

"A" - De superfícies
* SIM
planas e profundidade: SIM NÃO NÃO
(mas pode ser
lixos, fibras, papeis, excelente eficiência somente no início Não tem eficiência
insuficiente)
madeiras, etc.

"B" - De superfície: NÃO


SIM
querosene, gasolina, (salvo quando pulverizada SIM SIM
ótima eficiência (Jogar
óleos, tinta, graxa, sob a forma de boa eficiência (ótima eficiência)
indiretamente)
gases, etc. neblina)

SIM
boa eficiência,
NÃO
"C" - Equipamentos: SIM NÃO contudo, pode
(salvo quando se tratar de
elétricos energizados. ótima eficiência conduz eletricidade causar danos em
água pulverizada)
equipamentos
delicados

"D" - Materiais
SIM
pirofóricos: motores NÃO NÃO NÃO
(pó especial)
de carros.

1 - puxe a trava
rompendo o lacre,
1 - puxe a trava rompendo o ou acione a válvula
1 - retire o grampo 1 - vire o aparelho com a
lacre do cilindro de gás
2 - aperte o gatilho tampa para baixo
COMO OPERÁ-LOS 2 - aperte o gatilho (pressurizável)
3 - dirija o jato a 2 - dirija o jato a base do
3 - dirija o jato a base do 2 - aperte o gatilho
base do fogo fogo
fogo ou empurre a
pistola difusora
3 - ataque o fogo
ABAFAMENTO E
EFEITOS RESFRIAMENTO ABAFAMENTO ABAFAMENTO
RESFRIAMENTO

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Gabarito: E.

2) (MPU – 2015 – CESPE - Segurança Institucional e Transporte)

Julgue os itens subsecutivos, relativos a prevenção e combate a

incêndios.

Fogo é considerado uma reação química, denominada combustão, na qual

combustíveis — normalmente o oxigênio do ar — se combinam com

comburentes — materiais físicos —, produzindo luz e calor.

Comentários:

Combustível oxigênio? Não, o oxigênio é o comburente. O examinador

trocou os conceitos. Questão tranqüila!

Gabarito: E.

3) (MPU – 2015 – CESPE - Segurança Institucional e Transporte)

Julgue os itens subsecutivos, relativos a prevenção e combate a

incêndios.

A transmissão do calor realizada por meio de ondas térmicas e raios se

processa através do espaço vazio, não necessitando de continuidade

molecular entre a fonte calorífica e o corpo que recebe calor.

Comentários:

Calor é uma forma de energia que eleva a temperatura, gerada da

transformação de outra energia, através de processo físico ou químico.

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Pode ser descrito como uma condição da matéria em movimento, isto é,

movimentação ou vibração das moléculas que compõem a matéria.

Uma fonte de calor pode ser qualquer elemento que faça com que o

combustível sólido ou líquido desprenda gases combustíveis e venha a se

inflamar. Na prática, pode ser uma chama, uma fagulha (faísca ou

centelha) ou ainda uma superfície aquecida.

Alguns efeitos físicos e químicos do calor são: a elevação da temperatura,

o aumento de volume do corpo aquecido, mudanças nos estados físicos

da matéria ou mudanças no estado químico da matéria.

Gabarito: C.

No que se refere a prevenção e combate a incêndio, julgue os próximos

itens.

4) (CESPE - Técnico Judiciário) Em caso de incêndio em materiais

combustíveis da classe C, o agente de segurança deve utilizar água ou

espuma como extintor de incêndio.

Comentários:

Lembram que o extintor tipo "Dióxido de Carbono" será

usado,preferencialmente, nos fogos das Classes B e C, embora possa ser

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usado também nos fogos de Classe A em seu início. O extintor tipo

"Químico Seco" usar-se-á nos fogos das Classes B e C. As unidades de

tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser montadas sobre rodas.

Gabarito: E.

5) (CESPE) O pó químico seco é um agente extintor que atua por

abafamento, mas, ao utilizá-lo deve-se considerar que ele é corrosivo e

pode danificar equipamentos eletroeletrônicos.

Comentários:

Apesar de ser eficiente no combate ao incêndio, nos combustíveis da

classe C, pode causar danos ao equipamentos, devido seu poder

corrosivo.

Gabarito: C.

6) (FCC - Técnico Judiciário) A técnica que produz melhor

resultado para apagar o incêndio de um carro é quando os

motoristas

(A) posicionam os extintores horizontalmente.

(B) realizam movimentos com os extintores em forma de leque.

(C) usam extintores com o jato sendo dirigido para o meio do fogo.

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(D) jogam o conteúdo de cada extintor aos poucos e de forma

intercalada.

(E) usam extintores com o ponteiro do medidor de pressão na área

vermelha.

Comentários:

Então, aqui, vimos que a melhor forma é realmente utilizar o extintor em

forma de leque, só assim, podemos atingir maior extensão do fogo e

abafar mais rapidamente.

Gabarito: B.

7) (FCC - Técnico Judiciário) Com relação às formas de extinção

de incêndio é correto afirmar:

(A) Apenas as empresas ou estabelecimentos que não possuírem

sistemas automatizados de alarme e extinção de incêndio, como os

chuveiros automáticos, devem possuir em seu quadro pessoas habilitadas

no manejo de equipamentos de extinção e combate ao fogo.

(B) O elemento água pode ser usado apenas na extinção de fogos Classe

A, ou na forma de espuma, para extinção dos fogos Classe A e B.

(C) A Classe C de incêndio, além de ser uma das mais perigosas, é a que

admite a maior gama de agentes extintores para seu combate, como o

dióxido de carbono, pó químico seco, balde de areia e limalha de ferro

fundido.

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(D) Para combater o início dos fogos Classes A, B e C, todos os

estabelecimentos, mesmos os dotados de chuveiros automáticos, devem

possuir extintores de incêndio portáteis do tipo água pressurizada ou

espuma, em conjunto com os extintores do tipo químico seco ou gás

carbônico.

(E) Para garantir o correto funcionamento dos sistemas de extinção de

princípios de incêndio, os extintores portáteis devem ser inspecionados

visualmente, no mínimo, uma vez a cada semestre.

Comentários:

A água nunca será empregada:

 nos fogos de Classe B, salvo quando pulverizada sob a forma de

neblina;

 nos fogos de Classe C, salvo quando se tratar de água pulverizada;

e,

 nos fogos de Classe D.

O extintor tipo "Espuma" será usado nos fogos de Classe A e B.

O extintor tipo "Dióxido de Carbono" será usado,preferencialmente, nos

fogos das Classes B e C, embora possa ser usado também nos fogos de

Classe A em seu início.

O extintor tipo "Químico Seco" usar-se-á nos fogos das Classes B e C. As

unidades de tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser montadas sobre

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rodas. Nos incêndios Classe D, será usado o extintor tipo "Químico Seco",

porém o pó químico será especial para cada material.

O extintor tipo "Água Pressurizada", ou "Água-Gás", deve ser usado em

fogos Classe A, com capacidade variável entre 10 (dez) e 18 (dezoito)

litros.

Outros tipos de extintores portáteis só serão admitidos com a prévia

autorização da autoridade competente em matéria de segurança do

trabalho.

Método de abafamento por meio de areia (balde areia) poderá ser usado

como variante nos fogos das Classes B e D. Método de abafamento por

meio de limalha de ferro fundido poderá ser usado como variante nos

fogos Classe D.

Gabarito: D.

8) (CESPE - 2011 - STM - Técnico Judiciário - Segurança –

Específicos) Com relação a prevenção e combate a incêndio,

julgue os itens seguintes.

A água, considerada agente extintor universal, apresenta a desvantagem

de ser um condutor de corrente elétrica.

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Comentários:

Isso mesmo! Como vimos a água é o meio mais usado para extinção do

fogo, contudo, apresenta a desvantagem de ser um condutor de corrente

elétrica, ok?

Gabarito: C.

9) (CESPE - 2005 - TRT - 16ª REGIÃO (MA) - Auxiliar Judiciário -

Serviços Gerais)

Um incêndio da classe B é aquele que acontece nas fibras orgânicas em

geral e em materiais do tipo madeira, papel e tecido.

Comentários:

Vejamos mais uma vez as classes:

Classe A: seu combustível são os materiais que, ao queimar,

deixam resíduos. Exemplo: madeira, papel, tecido, etc. uma das

características desses incêndios em profundidade.

Classe B: seus combustíveis são os líquidos inflamáveis,

como: tintas, vernizes, colas, etc. Eles queimam em superfície.

Classe C: os incêndios da classe C ocorrem em material

elétrico energizado. Sempre acontecem quando há uma sobrecarga na

rede elétrica, causando os curtos-circuitos.

Classe D: É aquele incêndio que tem como combustível os

chamados metais pirofóricos ou ligas dos mesmos. Os metais pirofóricos

são magnésio, sódio, potássio, lítio, titânio e urânio. Além disso, para fins

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de combate, os incêndios m compostos de potássio (entre as quais a

pólvora) e alumínio em pó são incluídas na classe D.

Gabarito: E.

10) (Inédita - 2013 - Alexandre Herculano) Com base na

Prevenção e no Combate aos incêndios, julgue os itens.

Na convecção a calor é transmitido de molécula para molécula, segundo

um movimento vibratório que as animam e assim passa de uma para a

outra.

Comentários:

No caso apresentado trata-se da condução, em que o calor é transmitido

de molécula para molécula, segundo um movimento vibratório que as

animam e assim passa de uma para a outra.

Já na convecção gases aquecidos, decorrentes da combustão sobem

porque são mais leves. Então surge um vazio à fonte do calor. Esse vazio

é imediatamente ocupado por outros gases mais frios, formando-se assim

uma corrente aquecida ascendente e contínua, chamada de corrente e

convecção.

Gabarito: E.

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11) (Inédita - 2013 - Alexandre Herculano) Com base na

Prevenção e no Combate aos incêndios, julgue os itens.

Para a elaboração de um Plano de Emergência Contra Incêndio, não se faz

necessário a análise preliminar dos riscos de incêndio.

Comentários:

Conforme vimos, para a elaboração de um Plano de Emergência Contra

Incêndio é necessário realizar uma análise preliminar dos riscos de

incêndio, buscando identificá-los, relacioná-los e representá-los em

Planta de risco de incêndio.

Gabarito: E.

12) (Inédita - 2013 - Alexandre Herculano) Com base na

Prevenção e no Combate aos incêndios, julgue os itens.

As empresas que possuem em sua planta mais de uma edificação, com

mais de um pavimento/compartimento, devem ter um líder por

pavimento/compartimento e um chefe da brigada para cada edificação,

que devem ser coordenados pelo coordenador geral da brigada.

Comentários:

Isso mesmo! Vamos ver a regra novamente: as empresas que possuem

em sua planta somente uma edificação com apenas um

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pavimento/compartimento, devem ter um líder que deve coordenar

a brigada e as empresas que possuem em sua planta somente uma

edificação, com mais de um pavimento/compartimento, devem ter

um líder para cada pavimento/compartimento, que é coordenado

pelo chefe da brigada dessa edificação, agora, as empresas que

possuem em sua planta mais de uma edifcação, com mais de um

pavimento/compartimento, devem ter um líder por

pavimento/compartimento e um chefe da brigada para cada

edificação, que devem ser coordenados pelo coordenador geral da

brigada.

Gabarito: C

13) (FCC - Técnico Judiciário) Considerando uma situação de

emergência, como um incêndio, mesmo que não se saibam as

proporções, a medida de segurança, dentre as abaixo destacadas,

que mais rapidamente influenciará na proteção da vida das

pessoas no interior da edificação sinistrada será

(A) o acionamento de órgãos externos, como o Corpo de Bombeiros.

(B) a identificação, com correspondente sinalização, dos pontos críticos e

dos pontos de risco.

(C) a identificação dos riscos nas tubulações, por meio da sinalização com

cores.

(D) o funcionamento dos chuveiros automáticos.

(E) a eficiência nos controles de acesso e de circulação.

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Comentários:

Não podemos, em caso de incêndio, entrar em pânico, o profissional bem

treinado saberá conduzir bem a retirada do pessoal, de um prédio, por

exemplo. Por isso muito importante que se tenha a eficiência nos

controles de acesso e de circulação.

Gabarito: E.

14) (FCC - Técnico Judiciário) Considerando a quantidade e

disponibilidade dos elementos de combustão existentes no

interior de um Tribunal, o elemento mais fácil e o mais difícil para

um brigadista controlar, a fim de evitar a combustão, são,

respectivamente:

(A) combustível e comburente.

(B) calor e comburente.

(C) combustível e calor.

(D) calor e reação em cadeia.

(E) comburente e reação em cadeia.

Comentários:

Levando em consideração aos conceitos aqui abordados, o combustível

em contato com uma fonte de calor e em presença de um comburente

(geralmente oxigênio contido no ar e mais difícil para o brigadista

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controlar) começará inflamar gerando a Reação em Cadeia, e com a

técnica de resfriamento, conseguimos retirar mais facilmente o calor.

Gabarito: B.

15) (FCC - Técnico Judiciário) Com relação aos diversos materiais

inflamáveis que podem existir no interior de um Tribunal, como

papéis, computadores conectados à rede elétrica, gás encanado e

óleo de cozinha em uma panela, associe, na respectiva sequência

dos materiais citados, o agente extintor adequado para extinção e

a classe de incêndio a que pertencem quando em combustão. A

associação correta está disposta em:

(A) Água Pressurizada – Classe A; Espuma Mecânica – Classe C; Pó

Químico Seco – Classe B e Gás Carbônico – Classe B.

(B) Espuma Mecânica – Classe A; Pó Químico Seco – Classe C; Gás

Carbônico – Classe D e Pó Químico Seco – Classe B.

(C) Água Pressurizada – Classe A; Gás Carbônico – Classe C; Pó Químico

Seco – Classe B e Gás Carbônico – Classe D.

(D) Gás Carbônico – Classe A; Gás Carbônico – Classe C; Pó Químico

Seco – Classe B e Pó Químico Seco – Classe B.

(E) Água Pressurizada – Classe A; Gás Carbônico – Classe C; Gás

Carbônico – Classe B e Espuma Mecânica – Classe D.

Comentários:

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Vejamos os conceitos abordados:

 Classe A - são materiais de fácil combustão com a propriedade de

queimarem em sua superfície e profundidade, e que deixam

resíduos, como: tecidos, madeira, papel, fibra, etc.;

 Classe B - são considerados inflamáveis os produtos que queimem

somente em sua superfície, não deixando resíduos, como óleo,

graxas, vernizes, tintas, gasolina, etc.;

 Classe C - quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados

como motores, transformadores, quadros de distribuição, fios, etc.

 Classe D - elementos pirofóricos como magnésio, zircônio, titânio.

A água nunca será empregada:

 nos fogos de Classe B, salvo quando pulverizada sob a forma de

neblina;

 nos fogos de Classe C, salvo quando se tratar de água pulverizada;

e,

 nos fogos de Classe D.

O extintor tipo "Espuma" será usado nos fogos de Classe A e B. O extintor

tipo "Dióxido de Carbono" será usado,preferencialmente, nos fogos das

Classes B e C, embora possa ser usado também nos fogos de Classe A em

seu início.

O extintor tipo "Químico Seco" usar-se-á nos fogos das Classes B e C. As

unidades de tipo maior de 60 a 150 kg, segundo a norma, deverão ser

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montadas sobre rodas. Nos incêndios Classe D, será usado o extintor tipo

"Químico Seco", porém o pó químico será especial para cada material.

O extintor tipo "Água Pressurizada", ou "Água-Gás", deve ser usado em

fogos Classe A, com capacidade variável entre 10 (dez) e 18 (dezoito)

litros.

Outros tipos de extintores portáteis só serão admitidos com a prévia

autorização da autoridade competente em matéria de segurança do

trabalho.

Método de abafamento por meio de areia (balde areia) poderá ser usado

como variante nos fogos das Classes B e D. Método de abafamento por

meio de limalha de ferro fundido poderá ser usado como variante nos

fogos Classe D.

Gabarito: D.

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Gabarito

1- 2- 3-

4-E 5-C 6-B

7-D 8-C 9-E

10-E 11-E 12-C

13-E 14-B 15-D

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