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Questão 1 (9 pts): Smith, Ricardo, bullionistas, antibullionistas, currency school, banking

school e Marx trazem, direta ou indiretamente, posicionamentos acerca da relação entre


a esfera
real e a esfera monetária. Nesse sentido, responda:

a) O que pode ser inferido sobre o posicionamento de cada autor a respeito essa
relação e
quais os argumentos utilizados?

Para os Bulionista a moeda é neutra, ou seja, não afeta as variáveis reais e, então, não permite
que o produto Y se altere. Para eles o motivo de tantos desajustes no valor ouro e moeda, no
preço foi resultado de uma emissão excessiva por parte do Banco da Inglaterra.
Como é sabido, Ricardo privilegiava a análise de equilíbrio de longo prazo,
atentando pouco para os processos de ajustamento de curto prazo, o que o conduzia a
negar radicalmente qualquer efeito monetário, mesmo transitório, sobre o processo real
de produção, o que é uma forma de negar importância à moeda,
Essa negação de importância à moeda aparece desde que Ricardo interpreta a taxa
de juros como um fenômeno real, dada pela taxa de lucro do capitalista, e fica ainda
mais clara quando ele nega qualquer efeito do crédito sobre a produção.
Para Ricardo, representante máximo dos "buUionistas", o crédito é mera transferência de
renda de um grupo de agentes para outro, não estimulando o processo
de produção. Não acredita, pois, como alguns pensadores de sua época, que a
"poupança forçada", definida como excesso de moeda, possa contribuir positivamente para
o aumento da produção. Ao contrário, dizia Ricardo que o crédito, usado
por quem vai investir, aumenta preços e reduz rendas de quem ganha renda fixa e
de quem emprestou dinheiro, reduzindo, por essa via, a poupança, ao invés de
aumentá-la.
J apara os antibullionistas podiam surgi outras razoes que não o excesso de emissão de
notas bancárias, razoes na esfera real que influenciava o nível geral de preços. Foram por
exemplo o gasto militar com guerras, às importações necessárias para compensar as quebras
de safras, a subida do preço era a causa do aumento de preço, e não consequência. pode-se
conceber, por exemplo, a possibilidade de
os preços dos produtos crescerem antes dos preços dos fatores, quando o crédito
aumenta, proporcionando uma redução real dos gastos, o que corresponderia a uma
"poupança forçada", a qual seria responsável pelo aumento do investimento.
alegavam que o aumento do crédito, antes de provocar aumento de
preços, implicava elevação da renda nominal e, conseqüentemente, dos gastos, peimitindo a
ampliação do emprego. Nesse caso, as economias de escala obtidas com a
redução do desemprego na economia poderiam até contrabalançar o efeito inflacionário
do crédito.
Finalmente, argumentavam que o aumento da quantidade de moeda poderia
aumentar o volume monetário das compras mais rapidaniente que os preços. Nesse
intervalo, poderia haver aumento de emprego na produção de bens de consumo.