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27/12/2018 Ética e Filosofia Política | FGV DIREITO SP

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SOBRE CURSOS PROCESSO SELETIVO METODOLOGIA DE ENSINO GLOBAL PESQUISA PUBLICAÇÕES

Ética e Filosofia Política

Docentes:  Catarina Helena Cortada Barbieri


Ementa: 
O curso de filosofia política visa proporcionar ao aluno o conhecimento sobre os principais te
político clássico. A disciplina pretende expor o aluno a um importante conjunto de ideias que est
papel do Estado, do Direito e do cidadão no mundo ocidental, além de estabelecer as poss
tradições da filosofia moral - ética das virtudes; consequencialismo e deontologia - e com a fi
também pela apresentação de autores clássicos da história do pensamento filosófico ocidental e
com filósofos contemporâneos. Quanto às competências e habilidades, a disciplina buscará desen
para a leitura, compreensão e análise de textos clássicos por meio da leitura sistemát
conceitualmente complexos. Não será, portanto, um sobrevôo pelos principais sistemas fi
aprofundado de alguns autores (seletivamente escolhidos) permitindo uma compreensão e
construções teóricas. O fio condutor temático será a formação e natureza da comunidade política

OBJETIVOS PEDAGÓGICOS:

Competências

Em primeiro lugar, um curso de filosofia política em uma faculdade de direito tem a função de a
rigorosa de textos conceitualmente complexos. Para aprender filosofia seriamente é imprescind
certo que o desenvolvimento de tal habilidade não se constitui num objeto exclusivo da filos
premissa já define um dos primeiros objetivos e intenções deste curso de Filosofia Política.
Em segundo lugar, um curso de Filosofia Política deverá servir para ampliar o repertório conce
analisar temas centrais deste campo de conhecimento. Dentro desta premissa, mais importante d
sua contextualização histórica, é compreender a construção de um conceito dentro do sistema de
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Em terceiro lugar, um curso introdutório de Filosofia Política deve evitar a tentação do panora
exigências de aprofundamento conceitual com uma certa visão em perspectiva do contrast
pensamento. Fazer tal opção importa em assumir que recortes seletivos, necessariamente eivados
ser feitos. Abandonou-se a estratégia do tratamento por assuntos (temático) em benefício de u
sistemas de pensamento (ou por autores). É por este motivo que este curso excluiu muitos au
parecer imprescindíveis para um curso desta natureza. Se o curso fosse mais longo algumas omiss
Contudo, elas jamais poderiam ser eliminadas.
Em quarto lugar, a escolha dos autores obedeceu aos seguintes critérios: 1)- Os autores deveria
deveriam ser sistemáticos (por razões pedagógicas e também para estimular a capacidade da reco
e dentro de sistemas de pensamento); 3)- Os autores deveriam revelar o compromisso ex
categorias próprias de Filosofia Política e suas pressuposições metafísicas e epistemológicas
poderia mostrar que os limites do sistema de pensamento não encontram seus limites na pr
estendem para outros campos do pensamento filosófico, sendo a Filosofia Política apenas uma
Filosofia em geral; 4)- Os autores (sistemas) deveriam estabelecer um diálogo entre si sobre os
evitar-se-ia  o risco de se produzir uma polifonia de opiniões (doxa) desconectadas de problemas
O fio condutor das escolhas foi, portanto, a existência de um diálogo (imaginário ou real) entre o
que explica não apenas a divergência de concepções, como o nascimento de novos problem
conceituais; 5)- Por fim, os autores deveriam ser inteligíveis a partir do vocabulário conceitual e
próprios textos a serem estudados.
Em quinto lugar, os alunos deverão ter contato direto com os textos filosóficos, ainda que isto
momento, no aumento da dificuldade de leitura e compreensão. A complexidade do texto
diretamente pelo aluno, tornando-se, assim, também um convite à leitura de outros autores. Nes
Hobbes, Locke, Rousseau ou Kant “para juristas”, i.e, “adaptados” e mutilados, mas sim os textos o
Em sexto lugar, o curso deverá indicar, na medida do possível, dadas as restrições de temp
atualidade ou conexão dos problemas filosóficos estudados e o repertório conceitual estudado
Aqui a intenção é evitar que o curso seja compreendido como um esforço de arqueologia do pe
de inatualidade e impressão de “coisa morta”.
Por fim, o curso deverá oferecer ao aluno algumas informações gerais sobre a filosofia, história
modo que a leitura sistemática dos textos não se torne um exercício sujeito a enormes riscos
análise estrutural do texto deverá constituir-se em mera propedêutica para a o debate das idéias.
deverá ganhar uma autonomia tão absoluta de modo a limitar o exercício do diálogo crítico das id

Habilidades

Os trabalhos requeridos em Oficina serão todos realizados em grupos ou duplas e consistirão na e


apresentação oral e hand out escrito do texto lido. Assim, a disciplina pretende estimular os aluno
realização de trabalhos em grupo e a desenvolverem a habilidade de exposição oral com a utilizaç
power point e outros.
Em termos mais gerais, a disciplina tanto nas Oficinas quanto nas plenárias buscará incrementar a
dos alunos para discussão plenária (com os colegas e com o professor) a partir do estímulo ao deb
textos.

Bibliografia: 

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Básicas

ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco. Sugestão: tradução de Antonio C. Caeiro, Lisboa, Quetzal Edito
lançada no Brasil em 2009 pela editora Atlas
HOBBES, Thomas, Leviatã ou Matéria, forma e poder de um estado eclesiástico e civil. Sugestão:
Fontes, Coleção:  CLASSICOS CAMBRIDGE DE FILOSOFIA POLITICA, 2014 ou Coleção Os Pen
MACEDO JUNIOR, Ronaldo Porto (coord.). Curso de Filosofia Política, São Paulo, Atlas, 2008.

Suplementares

ARISTÓTELES. Política. Sugestão: ed. Bilíngüe de Antonio Campelo Amaral e Carlos de Carvalho G
1998.
BENTHAM, Jeremy. Uma Introdução aos princípios da moral e da legislação, São Paulo: Abril Cult
ed., 1979 (há outras edições que também podem ser usadas da mesma coleção)
LOCKE, John, Dois Tratados sobre o Governo, São Paulo, Martins Editora, 2005
ROUSSEAU, Jean-Jacques Rousseau. Do Contrato Social, trad. de Lourdes Santos Machado - 1ª.
1973 (Coleção "Os pensadores").
KANT, Immanuel, Fundamentação da Metafísica dos Costumes, "Os Pensadores", trad. de Paulo Q
Cultural, 1980.

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