TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 700 Questões do CESPE de Direito Administrativo

1 Conceito, objeto Administrativo e fontes do Direito supremacia do interesse público sobre o privado e a indisponibilidade do interesse público. 7) (Analista do TCE/AC 2007) O regime jurídico de direito público encontra-se fundado nos princípios da prevalência do interesse público sobre o privado e o da indisponibilidade desse interesse público. No entanto, de acordo com uma concepção moderna do direito administrativo, de cunho gerencial, não se pode afirmar que o interesse público se confunde com o do Estado. 8) (Analista do TCE/AC 2007) A natureza da atividade administrativa é a de múnus público para quem a exerce, isto é, a de um encargo de defesa, conservação e aprimoramento dos bens, serviços e interesses da coletividade. 9) (Exame de Ordem OAB 2007.1) exercício do poder sancionador administração pública, No da

1) (Analista do TCE/AC 2007) O Direito Administrativo pode ser conceituado de acordo com vários critérios. Desses, o que prepondera, para a melhor doutrina, é o critério do Poder Executivo, segundo o qual o direito administrativo é o conjunto de regras e princípios jurídicos que disciplina a organização e a atividade desse poder. 2) (Delegado de Polícia Federal 2004) A jurisprudência é fonte do direito administrativo, mas não vincula as decisões administrativas, apesar de o direito administrativo se ressentir de codificação legal. 3) (Analista do TCU 2004) A jurisprudência e os costumes são fontes do direito administrativo, sendo que a primeira ressente-se da falta de caráter vinculante, e a segunda tem sua influência relacionada com a deficiência da legislação. 4) (Analista do TCE/AC 2007) O costume não se confunde com a chamada praxe administrativa. Aquele exige cumulativamente os requisitos objetivo (uso continuado) e subjetivo (convicção generalizada de sua obrigatoriedade), ao passo que nesta ocorre apenas o requisito objetivo. No entanto, ambos não são reconhecidos como fontes formais do direito administrativo, conforme a doutrina majoritária. 2 Regime jurídico-administrativo e princípios do Direito Administrativo 5) (Analista do TCU 2004) A expressão regime jurídico-administrativo, em seu sentido amplo, refere-se tanto aos regimes de direito público e de direito privado a que se submete a administração pública quanto ao regime especial que assegura à administração pública prerrogativas na relação com o administrado. 6) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) A doutrina aponta como princípios do regime jurídico administrativo a

A incide o mesmo princípio da tipicidade estrita aplicável às sanções de natureza penal. B não se admite o exercício da discricionariedade administrativa. C devem ser observados os princípios da ampla defesa prévia e da proporcionalidade na dosimetria da sanção. D as sanções de interdição de estabelecimento, de demolição de obra irregular e de multa pecuniária são dotadas da prerrogativa de autoexecutoriedade direta pela administração sancionadora. 10) (Juiz Substituto TJBA 2005) O Estado somente pode punir agente público (em sentido lato) nas estruturas estatais baseadas na hierarquia entre a autoridade competente para aplicar a punição e os agentes a ela sujeitos, hierarquia que deve abranger, sobretudo, o exercício das funções desses agentes.

11) (Oficial de Chancelaria 2006) Como forma de participação do cidadão na administração pública direta e na indireta, está previsto o acesso a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, desde que observado o

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sigilo quando este for imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. 12) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) O poder normativo originário é aquele cuja competência é outorgada pela Constituição Federal. 13) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) O poder normativo é privativo do chefe do Poder Executivo. 14) (Analista ANATEL 2006) O poder regulamentar não se realiza exclusivamente por meio de decreto do chefe do Poder Executivo. 15) (Juiz Federal 5.ª Região 2006) O poder regulador de certas autarquias especiais, denominadas agências, insere-se no conceito regulamentar previsto na Constituição Federal como atribuição do presidente da República para fiel execução das leis. 16) (Juiz Substituto TJCE 2004) Não obstante a previsão constitucional dos direitos fundamentais, a administração, no exercício de seus poderes, tem o poderdever de limitar a fruição de alguns daqueles direitos, mesmo que, para tanto, não disponha de ordem judicial. 17) (Juiz Substituto TJBA 2005) Em sentido amplo, é juridicamente correto afirmar que o exercício do poder de polícia está associado à atividade do Poder Legislativo e do Poder Executivo. 18) (Juiz Substituto TJBA 2004) Como regra geral, é juridicamente correto afirmar que o poder de polícia pode ser exercido, dentro de certos limites, por todas as esferas da administração pública e que, quando couber esse exercício, ele será de competência dos estados-membros se não for de competência da União ou dos municípios. 19) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Conforme entendimento do STF, o poder de polícia não pode ser delegado a pessoas ou instituições privadas, mesmo que haja lei nesse sentido. 20) (Promotor de Justiça MT 2005) O exercício do poder de polícia pode envolver, em certas situações, algum nível de discricionariedade, com base na qual a autoridade competente pode avaliar o momento mais adequado para agir, assim como a forma de atuação do poder público e a sanção aplicável ao caso concreto. 21) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) As decisões do Tribunal de Contas da União são consideradas título executivo judicial e somente podem ser desconstituídas por meio de ação rescisória. 22) (Delegado de Polícia Federal 2004) O abuso de poder, na modalidade de desvio de poder, caracteriza-se pela prática de ato fora dos limites da competência administrativa do agente. 23) (Técnico do TCU 2007) O excesso de poder, uma das modalidades de abuso de poder, configura-se quando um agente público pratica determinado ato alheio à sua competência. 24) (Procurador Federal 2007) A jurisdição constitucional atribuída ao STF tem também uma dimensão política, o que permite ao tribunal exercer controle judicial em tema de implementação de políticas públicas quando configurada hipótese de abusividade governamental. 25) (Procurador Federal 2007) A reserva do possível pode ser sempre invocada pelo Estado com a finalidade de exonerar-se do cumprimento de suas obrigações constitucionais que impliquem custo financeiro. 26) (Juiz Substituto TJTO 2007) O Poder Executivo estadual não tem competência para aplicar administrativamente as penalidades previstas na lei de improbidade administrativa federal. 27) (Analista do TCE/AC 2007) Nos termos do entendimento do STF, as penalidades previstas na Lei de Improbidade Administrativa (Lei n.º 8.429/1992), como a perda do cargo público, podem ser aplicadas pela administração ou pelo Poder Judiciário. 28) (Analista TSE 2007) De acordo com o art. 37 da Constituição Federal, a administração pública direta e indireta de

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qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios deve obedecer aos princípios de legalidade, imparcialidade, moralidade, publicidade e eficiência. 29) (Técnico do TCU 2007) A administração pública deve obedecer aos princípios da legalidade, finalidade, razoabilidade, moralidade e eficiência, entre outros. 30) (Analista do TCU 2005) A existência de atos administrativos discricionários constitui uma exceção ao princípio da legalidade, previsto expressamente na Constituição da República. 31) (Procurador do MP/TCU 2004) O princípio da legalidade pode ser afastado ante o princípio da supremacia do interesse público, especialmente nas hipóteses de exercício de poder de polícia. 32) (Juiz Substituto TJBA 2004) Nem toda ofensa cometida por agente público ao princípio da legalidade importa responsabilização criminal daquele que a praticar. 33) (Juiz Substituto TJBA 2005) Por força do princípio constitucional da legalidade, que vincula de maneira estrita a administração pública, os agentes públicos não podem interferir com sua vontade e sua avaliação subjetiva na prática dos atos administrativos. 34) (Analista do TCE/AC 2007) Pelo princípio da legalidade, na sua concepção atual, exige-se a adequação formal da atividade administrativa ao conteúdo literal da lei. 35) (Analista do TCU 2005) Um professor de direito afirmou a seus alunos que, em virtude do princípio constitucional da irretroatividade, a invalidação de um ato administrativo não atinge efeitos do ato ocorridos anteriormente à data da invalidação. Nessa situação, a afirmação do professor é equivocada. 36) (Analista do TCU 2007) O atendimento do administrado em consideração ao seu prestígio social angariado junto à comunidade em que vive não ofende o princípio da impessoalidade da administração pública. 37) (Juiz Substituto TJBA 2005) De acordo com a Constituição da República, os atos dos agentes públicos geram responsabilidade objetiva para o Estado e não para a pessoa deles próprios, a não ser na hipótese de o poder público comprovar a ocorrência de dolo ou culpa, em ação regressiva. Essa imputação dos atos do agente público ao Estado representa a concretização do princípio da impessoalidade, consoante uma de suas concepções teóricas. 38) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) O princípio da moralidade envolve um conceito indeterminado, que é a própria noção de moralidade, a qual não é definida de modo preciso no ordenamento jurídico; por conseguinte, a ocorrência de ofensa ao princípio deve ser elucidada em cada caso, em face do direito e com o fim de realizar a ética na administração pública. 39) (Procurador MP TCE/PE 2004) Um ato administrativo que ofenda o princípio constitucional da moralidade é passível de anulação e, para que esta ocorra, não é indispensável, em todos os casos, examinar a intenção do agente público. 40) (Analista do TCU 2007) A probidade administrativa é um aspecto da moralidade administrativa que recebeu da Constituição Federal brasileira um tratamento próprio. 41) (Juiz Substituto TJBA 2005) A moralidade administrativa possui conteúdo específico, que não coincide, necessariamente, com a moral comum da sociedade, em determinado momento histórico; não obstante, determinados comportamentos administrativos ofensivos à moral comum podem ensejar a invalidação do ato, por afronta concomitante à moralidade administrativa. 42) (Promotor de Justiça MT 2005) Alguns teóricos enxergam a existência de uma gradação de importância de normas jurídicas, segundo seu conteúdo axiológico intrínseco. Disso seria exemplo o princípio constitucional da moralidade. A despeito de tal entendimento, o direito brasileiro não admite que, com base nesse princípio, outras normas

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constitucionais inconstitucionais. sejam declaradas exige a transparência absoluta dos atos, para possibilitar o seu controle de legalidade. 49) (Juiz Substituto TJBA 2005) Como decorrência do princípio constitucional da publicidade, a Constituição de 1988 assegura a qualquer cidadão obter certidão para a defesa de direito e para o esclarecimento de situação de interesse pessoal. No caso, porém, de o cidadão desejar a defesa de interesse coletivo ou difuso, não terá direito à certidão, mas, sim, o direito de representação ao Ministério Público para que este, como representante da sociedade em juízo, providencie os elementos necessários àquela defesa e promova as ações adequadas, se for o caso.

43) (Procurador MP TCM/GO 2007) O nepotismo, por ofender os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade, caracteriza abuso de direito, porquanto se trata de manifesto exercício do direito fora dos limites impostos pelo seu fim econômico ou social, o que acarreta a nulidade do ato. 44) (Delegado de Polícia Federal 2004) A veiculação do ato praticado pela administração pública na Voz do Brasil, programa de âmbito nacional, dedicado a divulgar fatos e ações ocorridos ou praticados no âmbito dos três poderes da União, é suficiente para ter-se como atendido o princípio da publicidade. 45) (Analista do TCU 2005) Um jornal noticiou que, de acordo com o princípio constitucional da publicidade, a publicação na imprensa oficial é requisito essencial de validade dos atos administrativos praticados pela administração federal direta. Nessa situação, a afirmação veiculada pelo jornal é correta. 46) (Exame de Ordem OAB 2007.1) De acordo com o princípio da publicidade administrativa, A não se admite qualquer espécie de sigilo no exercício de funções administrativas. B só existem atos administrativos escritos e sua eficácia é sempre condicionada à publicação no Diário Oficial. C o ato administrativo deve ser sempre publicado em sítio do órgão ou entidade pública na Internet. D pode haver sigilo de informações administrativas quando tal for imprescindível à segurança do Estado e da sociedade. 47) (Técnico do TCU 2007) Em obediência ao princípio da publicidade, é obrigatória a divulgação oficial dos atos administrativos, sem qualquer ressalva de hipóteses. 48) (Analista do TCU 2007) A declaração de sigilo dos atos administrativos, sob a invocação do argumento da segurança nacional, é privilégio indevido para a prática de um ato administrativo, pois o princípio da publicidade administrativa

50) (Analista

do TCU 2004) O princípio da eficiência relaciona-se com o modo de atuação do agente e com o modo de organização e estruturação da administração pública, aspectos cujo conteúdo identifica-se com a obtenção de melhores resultados na relação custo versus benefícios e com o satisfatório atendimento das necessidades do administrado.

51) (Advogado da União 2004) A transparência e a desburocratização são, entre outras, obrigações do Estado decorrentes do princípio da eficiência. 52) (Procurador Federal 2004) Na Constituição Federal, a inserção do princípio da eficiência como princípio administrativo geral fez acompanhar-se de alguns mecanismos destinados a facilitar a sua concretização, como a participação do usuário na administração pública indireta e a possibilidade de aumento da autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta.

53) (Analista

do TCE/AC 2007) O princípio da segurança jurídica permite que o reconhecimento da ilegitimidade de um ato administrativo possa gerar efeitos ex nunc e não ex tunc, como é a regra.

54) (Juiz Substituto TJBA 2005) O princípio da proporcionalidade é hoje amplamente reconhecido pela doutrina e pela jurisprudência brasileiras como um dos

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que regem a atividade administrativa, conquanto remanesça como princípio implícito no ordenamento jurídico positivo do país. 55) (Juiz Substituto TJCE 2004) Uma decisão administrativa, mesmo que não fira norma jurídica expressa, pode ser inválida se, por exemplo, não guardar relação adequada entre os meios que elegeu e os fins a serem perseguidos pela administração. 56) (Procurador MP TCM/GO 2007) O princípio da ampla defesa traduz a faculdade do indivíduo de, em processos judiciais ou administrativos, na defesa de seus interesses, alegar fatos e propor provas, com os meios e recursos inerentes. 3 Organização administrativa da União, administração direta e indireta e entidades paraestatais 57) (Oficial Bombeiro DF 2007) O termo União designa entidade federal de direito público interno, autônoma em relação às unidades federadas. A União distingue-se do Estado federal, que é o complexo constituído da União, dos estados, do DF e dos municípios e dotado de personalidade jurídica de direito público internacional. 58) (Defensor Público AM 2003) Na organização da República Federativa do Brasil, os municípios são entes federados que não têm subordinação hierárquica frente à União nem aos estadosmembros. 59) (Oficial Bombeiro DF 2007) O DF, sede do governo federal, tem a natureza de autarquia territorial devido a sua autonomia parcialmente tutelada pela União, materializada, principalmente, na competência da União de organizar e manter seu Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública. 60) (Advogado da União 2004) A administração pública, em seu sentido formal, é o conjunto de órgãos instituídos com a finalidade de realizar as opções políticas e os objetivos do governo e, em seu sentido material, é o conjunto de funções necessárias ao serviço público em geral. 61) (Técnico do TCU 2007) A administração direta é o conjunto de órgãos que integram a União e exercem seus poderes e competências de modo centralizado, ao passo que a administração indireta é formada pelo conjunto de pessoas administrativas, como autarquias e empresas públicas, que exercem suas atividades de forma descentralizada. 62) (Defensor Público AM 2003) A administração indireta federal é composta tanto por pessoas jurídicas de direito público quanto por pessoas jurídicas de direito privado. 63) (Juiz Substituto TJTO 2007) A administração direta abrange todos os órgãos do Poder Executivo, excluindo-se os órgãos dos Poderes Judiciário e Legislativo. 64) (Juiz Substituto TJBA 2004) Tutela ou controle é o vínculo que existe entre uma fundação pública e a pessoa jurídica que a instituiu; essa espécie de relação não existe entre o Poder Executivo do estadomembro e as secretarias de estado ou entre a União e os ministérios. 65) (Técnico do TCU 2007) Na organização administrativa da União, o ente político é a pessoa jurídica de direito público interno, ao passo que os entes administrativos recebem atribuição da própria Constituição para legislar, tendo plena autonomia para exercer essa função. 66) (Procurador do MP/TCU 2004) Descentralização é a distribuição de competências de uma pessoa para outra, física ou jurídica, e difere da desconcentração pelo fato de ser esta uma distribuição interna de competências, ou seja, uma distribuição de competências dentro da mesma pessoa jurídica. 67) (Analista TSE 2007) Com relação à descentralização e à desconcentração, é correto afirmar que, na descentralização, a execução das atividades ou a prestação de serviços pelo Estado é indireta e mediata, e, na desconcentração, é direta e imediata.

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e. que operam contratos de gestão. 74) (Advogado da União 2006) Quando Hely Lopes Meirelles conceitua os órgãos públicos como centros de competência. em razão do nível ou grau de responsabilidade decisória atribuída à competência desconcentrada ou por critério geográfico ou territorial. segundo a qual esses agem em nome da pessoa jurídica (Estado) que compõem. a melhor explicação da relação entre Estado e seus agentes está expressa na teoria da representação. dado que ela é atribuída especificamente a cada ente político. 80) (Delegado de Polícia Federal 2004) É possível a existência. de entidades da administração indireta vinculadas aos Poderes Legislativo e Judiciário. as pessoas jurídicas estatais expressam suas vontades por meio dos seus órgãos. fica claro que o autor adota a teoria do órgão. os quais. 71) (Analista ANATEL 2006) Conforme a teoria administrativa moderna. 79) (Analista ANATEL 2006) Alguns órgãos possuem capacidade processual. estando previstos. 76) (Procurador Federal 2007) No direito brasileiro. 82) (Oficial de Chancelaria 2006) Caracterizase como autarquia o serviço autônomo. já que possuem interesses e prerrogativas próprias a serem defendidas. as agências executivas. que independe da personalidade jurídica. com personalidade jurídica.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 68) (Juiz Substituto TJBA 2004) Tecnicamente. no plano federal. para que possam atingir aqueles objetivos. municípios e DF — concretizam-se por intermédio de pessoas físicas. obedecendo a uma partilha constitucional de competências. outros instrumentos de controle que são aplicados de acordo com as condições nela estabelecidas. atualmente adotada no sistema jurídico. 81) (Analista do TCU 2004) O controle das empresas estatais cabe ao ministério a que estiverem vinculadas e se materializa sob a forma de supervisão. cuja autuação é imputada à pessoa jurídica a que pertencem. visto que é atribuída genericamente a todos os entes. 77) (Procurador Federal 2007) As ações dos entes políticos — como União. 72) (Advogado da União 2006) A teoria do órgão. são representados por seus agentes. 70) (Juiz Substituto TJTO 2007) Enquanto a administração pública extroversa é finalística. criado por lei. ainda. na Constituição Federal de 1988. o conteúdo das competências desconcentradas pode ser definido em razão da matéria. 75) (Advogado da União 2004) De acordo com a teoria do órgão da pessoa jurídica aplicada ao direito administrativo. instituídos para o desempenho de funções estatais. para 6 . sendo a unidade da atuação da administração pública mantida em razão da coordenação ou vinculação existente entre os órgãos envolvidos. como. a administração pública introversa é instrumental. por exemplo. os atos praticados por meio desses agentes públicos devem ser imputados à pessoa jurídica de direito público a que pertencem. 69) (Advogado da União 2004) Na desconcentração. por sua vez. as delegacias de polícia são unidades desconcentradas da secretaria de segurança pública (ou equivalente) de cada estado. 78) (Procurador Federal 2007) Foi o jurista alemão Otto Gierke quem estabeleceu as linhas mestras da teoria do órgão e indicou como sua principal característica o princípio da imputação volitiva. estados. veio substituir as teorias do mandato e da representação. os órgãos são conceituados como unidades de atuação integrantes da estrutura da administração direta e da estrutura da administração indireta e possuem personalidade jurídica própria. que atuam como mandatários da pessoa jurídica estatal. patrimônio e receita próprios. por meio de seus agentes. buscando explicar como se podem atribuir ao Estado os atos praticados por pessoas físicas que agem em seu nome. segundo a teoria do órgão. 73) (Advogado da União 2006) A teoria do órgão é um dos fundamentos da teoria da responsabilidade subjetiva do Estado.

determinadas causas ajuizadas contra ele podem ser julgadas na justiça estadual. julgue o item abaixo. à União ou a entidade da administração indireta. Indústria e Comércio Exterior e tem como objetivo apoiar empreendimentos que contribuam para o desenvolvimento do país. cujas ações com direito a voto pertençam. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).º 5. 91) (Procurador do MP/TCU 2004) Toda sociedade em que o Estado tenha participação acionária integra a administração indireta. 83) (Analista TSE 2007) possuem autonomia financeira e política.662/1971. estava admitindo como empregados somente os parentes do presidente da empresa. 90) (Procurador do MP/TCU 2004) O poder público pode criar empresa pública unipessoal.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA executar atividades típicas da administração pública. não gozando de privilégios fiscais que não sejam extensivos ao setor privado. ao princípio da especialidade e ao princípio do controle. 96) (Oficial de Chancelaria 2006) Empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade econômica sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas. 85) (Técnico do TCU 2007) Para a criação de uma autarquia. gestão administrativa e financeira descentralizada. a ANATEL submete-se apenas aos aspectos de controle institucional e administrativo. por lei. 89) (Auditor do TCDF 2002) Uma sociedade de economia mista do DF deverá ser uma sociedade anônima. em sua maioria. 84) (Juiz Substituto TJCE 2004) Embora o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) seja autarquia federal. 94) (Juiz Substituto TJBA 2005) Uma sociedade de economia mista ou empresa pública pode resultar da transformação. Com base na situação hipotética descrita.628/1952. 95) (Advogado da União 2006) De acordo com a jurisprudência do STF. 92) (Analista do TCU 2005) Embora o BNDES tenha sido instituído mediante lei federal. independentemente da edição de lei autorizativa. foi enquadrado como empresa pública federal pela Lei n. 88) (Técnico do TCU 2007) As empresas públicas e as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado. os técnicos do TCM/GO verificaram que uma empresa pública. Texto adaptado do sítio do BNDES. para seu melhor funcionamento. a atuação e o funcionamento da ANATEL são submetidos ao princípio da reserva legal. Quanto a este último. 86) (Analista ANATEL 2006) A criação. ex-autarquia federal criada pela Lei n. que requeiram. a autorização legislativa específica para a criação de empresas subsidiárias é dispensável nos casos em que a lei autorizativa de criação da empresa de economia mista matriz também previu a eventual formação das subsidiárias.º 1. o BNDES deixou de integrar a administração direta e passou a fazer parte da administração federal indireta. 87) (Oficial de Chancelaria 2006) Define-se como empresa pública toda entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado. julgue os itens seguintes. sob a forma de sociedade anônima. O BNDES é um órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento. 93) (Analista do TCU 2005) Ao ser transformado em empresa pública. criada por lei para a exploração de atividade econômica. recém-criada por um município goiano para exploração de atividade econômica. 7 . sem a realização de prévio concurso público. Considerando o texto acima e as informações nele contidas. As autarquias administrativa. é exigido o registro do seu estatuto em cartório competente. ele pode ser extinto mediante decreto do presidente da República. de um órgão público preexistente. Em um trabalho de auditoria.

sujeitando-se. outrossim. 108) (Exame de Ordem OAB 2007. da veladura das fundações federais de direito público que funcionem. a OAB A é uma autarquia e está sujeita ao princípio do concurso público. sem prejuízo da atribuição. tanto as que têm personalidade jurídica de direito público quanto as de direito privado. 106) (Juiz Substituto TJBA 2005) As fundações instituídas pelo poder público. nos termos da lei. são criadas para a persecução de determinado interesse coletivo. por disposição constitucional. ao regime próprio das empresas privadas. 98) (Procurador do TCDF 2002) A exploração direta de atividade econômica pelo Estado é estimulada. sem autorização do ministério ao qual a empresa é vinculada e sem avaliação prévia. 107) (Procurador Federal 2007) De acordo com o STF. só devendo ser evitada em situações especialíssimas. cabe ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios velar pelas fundações públicas e de direito privado em funcionamento no DF. 104) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) As sociedades de economia mista e as empresas públicas podem ter servidores estatutário. O pagamento deu-se sem prévia autorização legislativa. em regra. cuja instituição depende de prévia autorização em lei específica. exclusivamente. 100) (Juiz Substituto TJTO 2007) As empresas públicas e as sociedades de economia mista que exploram atividade econômica em regime de monopólio submetem-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas. contra os dirigentes e os empregados da empresa que permitiram o pagamento da dívida com bens da empresa. no âmbito do ministério. 101) (Procurador do TCDF 2002) As subsidiárias de sociedades de economia mista que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços se vinculam aos princípios da administração pública relativos à licitação e à contratação de obras e serviços. 105) (Procurador Federal 2004) A vinculação da empresa pública ao ministério autorizava o ministro a instaurar procedimento contra os dirigentes e os empregados da empresa. Acerca dessa situação hipotética. julgue o item a seguir. C é uma entidade privada e por isso não exerce poder de polícia. 99) (Procurador do TCDF 2002) As sociedades de economia mista se sujeitarão. 102) (Procurador do TCDF 2002) A empresa pública. aos direitos e obrigações tributárias. admitindo. regidos pelo regime Uma empresa pública federal devedora pagou seus débitos com bens imóveis dominiais de que era proprietária. ou não. é pessoa jurídica de direito privado. comerciais. no que tange.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 97) (Procurador MP TCM/GO 2007) A empresa pública mencionada. o ministro instaurou procedimento.1) Segundo o STF. segundo reconhecem os estudiosos. Constatado o fato pelo controle interno do ministério ao qual a empresa é vinculada. é indispensável a fiscalização do órgão sobre todos os atos desses entes. compete ao MP a tutela desses interesses. mas não é uma pessoa jurídica pertencente à administração pública. no DF ou nos eventuais territórios. ao Ministério Público Federal. em homenagem ao princípio da subsidiariedade. inclusive quanto aos direitos e obrigações civis. a um regime distinto daquele a que estão sujeitas as empresas privadas. 8 . a sociedade de economia mista e suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviço sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas quanto a direitos e obrigações trabalhistas. 103) (Procurador do MP/TCU 2004) A própria Constituição Federal sujeita certos setores à regulação estatal. a exploração direta de atividade econômica pelo próprio Estado. Considerando que. trabalhistas e tributários. D é uma autarquia e está sujeita à supervisão ministerial. B exerce função pública.

agência reguladora. na sua plenitude. 116) (Procurador Municipal de Vitória 2007) A transferência às agências reguladoras da função de executar objetivos e planos estatais demonstra a centralização que a criação dessas estruturas gera na administração pública. 113) (Analista ANATEL 2006) A ANATEL dispõe de discricionariedade técnica para o exercício de sua função normativa. A Os dirigentes das empresas estatais que não são empregados dessas empresas não são considerados celetistas. criando-se um espaço público. o chamado terceiro setor é aquele em que a atuação do Estado ocorre de forma simultânea com entidades organizadas da sociedade civil. de acordo com o princípio da legalidade. as quais não revelam muito espaço interpretativo para a administração pública. exigem-se a legitimidade originária — referida aos órgãos e agentes —. 117) (Oficial de Chancelaria 2006) As agências reguladoras são autarquias de natureza especial.1) Em relação à organização da administração pública. B A Receita Federal (fazenda natureza jurídica autárquica. os conselhos profissionais podem exercer. 123) (Juiz Federal 5. 114) (Analista ANATEL 2006) Nas decisões reguladoras. em razão do uso de conceitos jurídicos indeterminados associados a conceitos técnicos na Lei Geral de Telecomunicações.ª Região 2006) Segundo o plano diretor da reforma administrativa do Estado. os conselhos profissionais têm capacidade para cobrar preço ou tributo. 112) (Juiz Federal 5. ser estatutários.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 109) (Exame de Ordem OAB 2007. fundações e empresas estatais. pertencentes ao quadro de órgãos da administração indireta. assinale a opção correta. 124) (Analista ANATEL 2006) Segundo o plano diretor da reforma do aparelho do Estado. 119) (Procurador do TCDF 2002) Os conselhos profissionais pertencem à administração pública federal. o poder de polícia. cuja forma de administração é do tipo burocrática. podem. mas não estatal. a legitimidade corrente — referida aos procedimentos — e a legitimidade finalística — referida aos resultados pretendidos e alcançados. 111) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Quanto à natureza jurídica. quando prestadoras de serviço público. C Com o fim do regime jurídico único. 122) (Procurador do TCDF 2002) À vista de sua natureza jurídica. as agências reguladoras são pessoas jurídicas de direito público. que exerce poder de polícia. pública) tem 115) (Procurador Municipal de Vitória 2007) A regulação que é realizada pelas agências reguladoras tem forte função gerencial sobre os entes regulados. quando restou autorizada a regulação setorial das telecomunicações. autarquias.ª Região 2006) O poder normativo das agências reguladoras encontra-se fundado em normas jurídicas lineares. 121) (Procurador do TCDF 2002) À vista de sua natureza jurídica. D As autarquias. os funcionários públicos das empresas estatais. ontologicamente. observados os respectivos princípios constitucionais. 118) (Procurador Federal 2004) A ANVISA é uma autarquia sob regime especial. 120) (Procurador do TCDF 2002) Sendo. da energia elétrica e do petróleo. os conselhos profissionais não gozam dos privilégios processuais da fazenda pública. o terceiro setor é entendido como aquele de atuação simultânea do Estado e da sociedade civil na execução de atividades de interesse público ou social 9 . devem ser criadas por meio de lei. atualmente. 110) (Procurador do MP/TCU 2004) A previsão direta e efetiva da criação de agências reguladoras no ordenamento jurídico brasileiro deu-se com a promulgação da Constituição em 1988.

por meio de contrato de gestão. por exemplo. que passam a integrar a chamada administração indireta. B As entidades paraestatais estão incluídas no denominado terceiro setor. qualificadas como tais por meio de decreto do presidente da República. Uma auditoria do TCU constatou que. impessoalidade. embora não integrem a administração indireta. as entidades dessa natureza. de natureza nãolucrativa. 128) (Procurador Federal 2007) Os serviços sociais autônomos — como SENAC.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA não-exclusivas do Estado. publicidade e eficiência. 125) (Exame de Ordem OAB 2007. tais como legalidade. SENAC) não se submetem à regra da licitação nem a controle pelo TCU. em julho de 2006. 134) (Oficial de Chancelaria 2006) As organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIP) são consideradas órgãos da administração pública indireta. para desempenhar atividade típica de Estado. pessoas jurídicas de direito privado. 130) (Juiz Federal 5. sem que tenha sido pago o preço de venda constante da escritura. moralidade. C As organizações sociais são pessoas jurídicas de direito privado. 10 . A As entidades do denominado sistema S (SESI. 133) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) As OSCIPs devem ser pessoas jurídicas de direito público sem fins lucrativos. SENAI. 131) (Analista ANATEL 2006) As organizações sociais podem receber legalmente recursos orçamentários e bens públicos necessários ao cumprimento do contrato de gestão. prestar contas a esse tribunal e sujeitar-se a princípios que regem a administração pública. Considerando a situação hipotética descrita e sabendo que a mencionada federação foi constituída na forma de associação civil. SESC. determinada entidade instituída como serviço social autônomo efetuou a doação pura e simples de um imóvel a uma federação vinculada à mesma categoria econômica. visto que podem receber recursos públicos e servidores públicos cedidos da administração direta. fixam a competência da justiça federal para a apreciação das causas em que essas entidades figurem como autoras ou rés. São entidades do terceiro setor. 126) (Técnico do TCU 2007) As entidades paraestatais. as autarquias qualificadas como agências executivas. 127) (Procurador do MP/TCU 2004) Os serviços sociais autônomos. julgue os itens seguintes. 132) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Os termos de parceria firmados entre o setor público e uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) consideram legítimas as despesas de pagamento de pessoal efetivamente envolvido na execução das atividades e projetos previstos no termo de parceria. gerem recursos públicos. apesar de serem pessoas jurídicas de direito privado. sem fins lucrativos. devendo. foi lavrada em cartório uma escritura de compra e venda de imóvel. Para ocultar o fato. colaboram para o desempenho do Estado nas atividades de interesse público. SESI e SEBRAE —. não-integrantes da administração direta ou indireta.1) Acerca das entidades paraestatais e do terceiro setor. após o qual estão autorizadas a executar atividades mais eficientes de interesse público. desvinculadas da administração pública direta ou indireta. ao passo que as organizações sociais celebram termo de parceria. Segundo jurisprudência do TCU. 129) (Auditor do TCU 2007) O serviço social autônomo referido infringiu normas de direito público. ainda que mantidos por contribuições parafiscais e tendo natureza de pessoa jurídica de direito privado. assinale a opção correta. por isso. D As organizações da sociedade civil de interesse público celebram contrato de gestão.ª Região 2006) As organizações sociais são entidades privadas. estão sujeitos aos princípios da licitação. instituídas por iniciativa de particulares.

entre outras. como a Ordem dos Advogados do Brasil e as agências reguladoras. D O Poder Judiciário não pode anular as decisões do TCU. por iniciativa própria.1) No que concerne ao TCU. A O TCU é órgão integrante da estrutura administrativa do Poder Legislativo. por iniciativa própria. 147) (Técnico do TCU 2007) Os atos administrativos estão completamente dissociados dos atos jurídicos. sob pena de violação do princípio da separação dos poderes. financeira. mediante a qual referida corte promove a aplicação de penalidades aos responsáveis. mas. ao passo que os segundos abrangem também os atos praticados por particulares. para toda a administração pública federal. 140) (Advogado da União 2006) Entre as competências do TCU está a sua função sancionadora. podem ser relevantes para o direito administrativo. 143) (Titular de Serviços Notariais TJDFT 2006) O Tribunal de Contas da União (TCU) é competente para realizar. o valor a partir do qual a tomada de contas especial deve ser imediatamente remetida ao tribunal. 145) (Juiz Substituto TJTO 2007) As autarquias profissionais de regime especial. mediante seu poder normativo. 144) (Analista ANATEL 2006) As empresas públicas e as sociedades de economia mista que exploram atividade econômica não se submetem ao controle externo do Tribunal de Contas. sim. assinale a opção correta. 4 Atos administrativos 146) (Juiz Substituto TJBA 2005) Fatos jurídicos. ao adquirirem personalidade jurídica de direito público. 136) (Auditor do TCU 2007) Os consórcios públicos. em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas. 148) (Advogado da União 2004) Os fatos administrativos voluntários se materializam ou por meio de atos 11 . operacional e patrimonial nas unidades administrativas do Poder Legislativo. Essas penalidades. B O TCU não detém competência para fiscalizar a aplicação de recursos públicos feita pelas empresas estatais exploradoras de atividade econômica. em razão das mesmas irregularidades constatadas pelo TCU. inspeções e auditorias de natureza contábil. apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do poder público. 139) (Advogado da União 2006) Ao TCU é permitida a realização. no exercício de suas atribuições. privados. visto que os seus bens não são públicos. submetem-se ao controle do Tribunal de Contas da União. mesmo que independam da vontade e de qualquer participação dos agentes públicos. 141) (Exame de Ordem OAB 2007. integram a administração direta em cada um dos entes da Federação consorciados. 137) (Analista ANATEL 2006) O modelo de administração propugnado pela reforma administrativa é de cunho gerencial. com competência. 138) (Advogado da União 2006) O TCU. e não apenas contábil. excluem a aplicação de sanções penais e administrativas pelas autoridades competentes.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 135) (Oficial de Chancelaria 2006) O termo de parceria é o instrumento de mediação da relação entre as agências reguladoras e os respectivos ministérios supervisores. de auditoria operacional. para aprovar as contas do presidente da República. 142) (Advogado da União 2004) O TCU tem competência para fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de que participe a União e pode. em programas instituídos pelo poder público federal. C As decisões do TCU de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo. uma vez aplicadas. pois os primeiros referem-se sempre à atuação de agentes públicos. pode fixar normativamente.

os atos administrativos que ensejaram a contratação mencionada. contratados sem licitação pela prefeitura com recursos do Fundo de Participação dos Municípios. 12 . as quais não são obrigatoriamente precedidas de um ato administrativo formal. cassação ou revogação. pois o fim desejado por qualquer ato administrativo é o interesse público. julgue o item a seguir. Considerando a situação hipotética descrita. conveniência. com oportunidade de defesa. tais como a aula ministrada por um professor. por infringirem o princípio constitucional da impessoalidade. isso não significa que não possam gerar direito. 150) (Analista do TCU 2007) O ato administrativo não surge espontaneamente e por conta própria. 153) (Procurador MP TCE/PE 2004) A finalidade dos atos administrativos é o interesse público. ou em desconformidade com suas disposições. Embora esses atos não sejam preordenados à produção de efeitos jurídicos específicos. desde que avaliados os aspectos de conveniência e oportunidade. estão falhos no elemento essencial de validade atinente à finalidade. Ele precisa de um executor.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA administrativos que exprimam a manifestação da vontade do administrador ou por meio de condutas administrativas. sob pena de nulidade da extinção do ato. os fatos administrativos naturais originam-se de fenômenos da natureza com reflexos na órbita administrativa. pois só opera efeitos jurídicos entre as partes. como os denomina Diogenes Gasparini. Entre as espécies de atos existentes. havendo a invalidação do ato por anulação. 157) (Advogado da União 2004) Nos atos discricionários. o ato negocial é considerado específico. Nesse caso. ela deve ser precedida de processo regular. 154) (Procurador MP TCM/GO 2007) Caso se confirme a denúncia. jamais pelo Poder Judiciário. cabe à administração pública a valoração dos motivos e do objeto quanto à sua oportunidade. o agente público competente. 158) (Procurador Federal 2007) As dúvidas sobre a margem de discricionariedade administrativa devem ser dirimidas pela própria administração. que não pode demitir ou aplicar quaisquer penalidades contrárias à lei. deixando a lei pequenas margens de discricionariedade à administração. para a realização de uma obra pública para a melhoria de uma rodovia. por sua vez. 149) (Juiz Substituto TJBA 2004) Atos ajurídicos. quando autorizada a decidir sobre a sua conveniência e oportunidade. que recebe da lei o devido dever-poder para o desempenho de suas funções. 151) (Analista do TCU 2007) Os atos praticados pelo Poder Legislativo e pelo Poder Judiciário devem ser sempre atribuídos à sua função típica. a preparação de um ofício ou a condução de uma viatura pública. 159) (Procurador Federal 2007) O ato disciplinar é vinculado. eficiência e justiça. relatando que o prefeito de determinado município goiano estava utilizando máquinas e operários. requisito sem o qual o ato é nulo. Um cidadão encaminhou denúncia ao TCM/GO. mas unicamente porque tal rodovia dava acesso à fazenda particular de parentes do prefeito. mas são mero trabalho dos agentes públicos. 152) (Técnico do TCU 2007) A finalidade dos atos administrativos é sempre um elemento vinculado. razão pela qual tais poderes não praticam atos administrativos. 156) (Analista do TCU 2004) A discricionariedade do ato administrativo decorre da possibilidade legal de a administração pública poder escolher entre mais de um comportamento. 155) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) O mérito do ato administrativo consiste na possibilidade que tem a administração pública de valorar os motivos e escolher o objeto do ato. ou fatos administrativos são aqueles atos materiais da administração pública que não correspondem a uma manifestação de sua vontade diante de certa situação.

Com referência a esse assunto.1) Acerca dos atos administrativos. segundo doutrina dominante. ainda assim. julgue os itens seguintes. impõe ao particular provar o vício do ato administrativo. os atributos da presunção de validade (ou legitimidade) e da presunção de veracidade dos atos administrativos não significam exatamente a mesma coisa. como a nomeação de pessoa morta. só não está presente quando vedada expressamente por lei. atributo inerente aos atos administrativos. Esses três planos são a base para a construção da teoria das nulidades do ato administrativo. 161) (Analista TSE 2007) É dispensável a motivação expressa de atos discricionários. A primeira indica a conformidade do ato com o ordenamento jurídico. A depender das circunstâncias. mas admite-se também o uso da expressão ato inexistente para designar atos cujo objeto seja materialmente impossível. B Um parecer opinativo acerca de determinado assunto emitido pela consultoria jurídica de órgão da administração pública não é considerado. 171) (Advogado da União 2006) O clássico exemplo de ato inexistente é o ato praticado pelo usurpador de função pública. acerca do ato administrativo inexistente. A A demolição de uma casa pela administração é considerada ato administrativo discricionário. 172) (Advogado da União 2006) É de pouco interesse prático a distinção entre nulidade e inexistência dentro do direito administrativo. ao passo que a segunda representa a adequação do ato à realidade dos fatos.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 160) (Procurador do MP/TCU 2004) Todo ato administrativo exige motivação. 170) (Procurador do MP/TCU 2004) A auto-executoriedade. mas ser afastado o primeiro. A teoria geral do direito estuda a norma jurídica sob uma perspectiva tridimensional. que distingue três planos principais: o da existência. 165) (Procurador Federal 2007) De acordo com a teoria dos motivos determinantes. por defeitos do ato administrativo. 163) (Técnico do TCU 2007) A teoria dos motivos determinantes cria para o administrador a necessária vinculação entre os motivos invocados para a prática de um ato administrativo e a sua validade jurídica. entre os diversos motivos determinantes. que tem aplicação no campo probatório. 173) (Exame de Ordem OAB 2007. 166) (Procurador do MP/TCU 2004) O princípio da presunção de legitimidade ou de legalidade. podendo esta ser declarada pela autoridade hierárquica superior. 167) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) A presunção de legitimidade e de veracidade dos atos administrativos depende de norma infraconstitucional que a estabeleça. por 13 . gozará. pois os atos inexistentes conduzem ao mesmo resultado dos atos nulos: a invalidação. 162) (Técnico do TCU 2007) Motivo e motivação dos atos administrativos são conceitos coincidentes e significam a situação de fato e de direito que serve de fundamento para a prática do ato administrativo. os motivos que determinaram a vontade do agente e que serviram de suporte à sua decisão integram o plano da existência do ato administrativo. assinale a opção correta. de modo que seus efeitos somente poderão deixar de produzir-se se houver decisão judicial nesse sentido. 168) (Juiz Substituto TJCE 2004) Mesmo que um ato administrativo tenha surgido no mundo jurídico despojado de um dos elementos essenciais à sua perfeição. o segundo atributo pode subsistir. o da validade e o da eficácia. não está adequado à realidade fática. sob pena de invalidade. da presunção de validade. 169) (Juiz Substituto TJBA 2005) A rigor. 164) (Procurador Federal 2007) Não se decreta a invalidade de um ato administrativo quando apenas um.

mas. responsabilizado pelo acidente. ocupante do cargo efetivo de motorista. e que. na ação executiva fiscal. portanto. em regra. induzindo a autoridade administrativa a erro. ou o cometimento de erro grave. ordinária. mas sim ato da administração. é desnecessário demonstrar a culpa. extinguir funções e cargos públicos vagos. o município não precisa ingressar com ação de reparação de danos. sem aprofundamento de fundamentação. sendo a vontade de um instrumental em relação à vontade do outro. o ato demissório deverá ser considerado desmotivado e. Por isso. 182) (Advogado da União 2006) Para a responsabilização do parecerista que emitiu parecer sobre determinada questão. 187) Para (Promotor de Justiça MT 2005) alguns estudiosos. ato administrativo. mas sim o ato de sua aprovação. mas não é dotado de presunção de legitimidade e veracidade. diante da força autoexecutória dos atos administrativos. tenha sido comunicado dos danos causados e do valor a ser pago. D Considere que um servidor público municipal. com a simples aposição da expressão “de acordo”. 176) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) A administração pública pode praticar atos ou celebrar contratos em regime de direito privado. eivado de nulidade. a aprovação e a homologação são exemplos de atos administrativos negociais. 175) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) A licença. 180) (Analista do TCE/AC 2007) Segundo o Supremo Tribunal Federal. como nos casos em que assina uma escritura de compra e venda ou de doação. os pareceres opinativos são atos administrativos. a permissão. C O lançamento tributário de determinado tributo pela administração tributária é ato administrativo vinculado.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA parte da melhor doutrina. 181) (Advogado da União 2006) Quando uma autoridade administrativa acata parecer da sua consultoria jurídica. já que o fiscal deve demonstrar. 184) (Advogado da União 2006) Se a autoridade administrativa acolher parecer devidamente fundamentado de sua consultoria jurídica para decidir pela demissão de servidor público. 186) (Procurador do MP/TCU 2004) Um decreto que produza efeitos gerais somente pode ser editado em caráter regulamentar. 177) (Analista do TCU 2004) Ato complexo é o ato que se aperfeiçoa pela manifestação da vontade de dois órgãos. inescusável. criam direitos e obrigações também para os particulares que dependam dos serviços desses agentes. que poderá revestir-se de naturezas diversas. tenha colidido a viatura oficial em um poste. 178) (Advogado da União 2004) Os atos emanados de órgãos colegiados são atos complexos. a autorização. não está vinculada às conclusões do parecer final que lhe é encaminhado por sua consultoria jurídica. a veracidade e a legitimidade de seu ato. mediante decreto. deve especificar os pontos em que o mesmo lhe parece equivocado ou inaplicável ao caso. como normativa. a Emenda 14 . para a sua formação. 174) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) Os atos ordinatórios visam disciplinar o funcionamento da administração e a conduta funcional de seus agentes. 179) (Procurador Federal 2004) Nos atos compostos. 183) (Advogado da União 2006) A autoridade administrativa competente. Nessa situação. negocial ou punitiva. concorrem vontades autônomas dos membros do colegiado. porque. ao julgar fatos apurados em um processo administrativo. que edita o ato principal. caso venha a afastar-se do sugerido. sob pena de nulidade. o que subsiste como ato administrativo não é o parecer. 185) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) O presidente da República pode. o visto da autoridade superior constitui condição de exeqüibilidade.

no âmbito do direito administrativo. B só é cabível quando há vício de legalidade. com fundamento no princípio da proporcionalidade. 190) (Exame de Ordem OAB 2007.1) Em relação ao controle da administração pública. de o ato administrativo ser anulável. D A administração tem o prazo prescricional de 5 anos para anular os seus próprios atos. por exemplo. no caso de sua nãoanulação. 198) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Havendo sustação de ato normativo do Poder Executivo que exorbite do poder regulamentar ou dos limites da delegação legislativa. 191) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) A revogação do ato administrativo pode ser operacionalizada por meio de outro ato administrativo ou por meio de decisão judicial. 196) (Analista do TCE/AC 2007) A instauração. C Um ato nulo pode. de ofício. 197) (Delegado de Polícia Federal 2004) Ocorre a extinção do ato administrativo por caducidade quando o ato perde seus efeitos jurídicos em razão de norma jurídica superveniente que impede a permanência da situação anteriormente consentida. o direito brasileiro acolhe a figura do regulamento delegado. dentro de certos limites. D só é cabível quando se tratar de ato vinculado. continua submetido ao princípio da legalidade e não pode. quando eivados de ilegalidade. 189) (Procurador do MP/TCU 2004) A revogabilidade dos atos administrativos. não existindo a hipótese. 193) (Analista do TCE/AC 2007) A anulação do ato administrativo feita pela administração não deve retroagir. derivada do princípio da autotutela. deixar de ser anulado em atenção ao princípio da segurança jurídica. a manutenção da validade de atos ilegais. 194) (Procurador Federal 2004 – adaptada) É possível a atribuição de efeitos ex nunc à anulação de um ato administrativo. 188) (Juiz Substituto TJBA 2004) De acordo com o entendimento da doutrina acerca do poder regulamentar. assinale a opção correta. deve ser precedida de contraditório. C opera efeitos retroativos à data da publicação do ato. comporta hipóteses em que a revogação não é possível. independentemente de provocação.º 32/2001 deu ao presidente da República o poder de baixar os chamados decretos autônomos. 15 . 195) (Promotor de Justiça MT 2005) Não é juridicamente possível. uma vez que isso implicaria. por mais evidente que seja o vício. 199) (Exame de Ordem OAB 2007. o Congresso Nacional não só pode retirar do mundo jurídico o ato. todo ato administrativo ilegal é nulo. B A anulação do ato administrativo importa em análise dos critérios de conveniência e oportunidade. ao baixar decretos para dispor acerca da organização e do funcionamento da administração federal. é certo que o chefe do Poder Executivo. 192) (Procurador do MP/TCU 2004) A anulação de ato administrativo. criar nem extinguir órgãos públicos. desde que nas hipóteses expressas ou implicitamente admitidas pela ordem constitucional. Independentemente dessa discussão. eventualmente.1) A revogação do ato administrativo A pode ser decretada por autoridade legislativa. A Um ato administrativo que viole a lei deve ser revogado pela própria administração. quando afeta direito de terceiro. de processo administrativo de anulação de ato administrativo determina a ausência de sua exeqüibilidade. a invalidação de atos administrativos praticados no exercício do poder discricionário. 200) (Advogado da União 2004) Segundo os defensores da teoria monista das nulidades dos atos administrativos. como também sustar sua eficácia.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA Constitucional n.

desde que se evidencie que não acarretam lesão a interesse público nem prejuízo a terceiros. valendo-se de sua 203) (Juiz Substituto TJBA 2005) Sempre que a administração pública se deparar com a prática de ato administrativo nulo. possível. 213) (Juiz Substituto TJTO 2007) O ato administrativo de desapropriação pode ser conceituado como ato genérico. Ao examinar o pedido. Já os atos praticados pelos concessionários e permissionários do serviço público não podem ser alçados à categoria de atos administrativos. 214) (Procurador MP TCE/PE 2004) A doutrina e a jurisprudência consolidaram-se no sentido de defender que os tribunais de contas podem adentrar-se no exame de mérito do ato administrativo. os atos administrativos são informais. Acerca dessa situação hipotética. independentemente de provocação da parte interessada. uma vez que o vício noticiado era de competência.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 201) (Procurador do MP/TCU 2004) Atos administrativos ilegais estão sujeitos à convalidação quando não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros. deverá invalidá-lo e repor a situação no status quo ante. com trânsito em julgado. ainda quando inexistente o motivo do ato. sob o argumento de que o mesmo estava viciado por incompetência. 206) (Procurador Federal 2004) A convalidação do ato praticado pelo servidor cujos atos de nomeação e posse foram anulados era ato discricionário da administração. 209) (Analista do TCU 2007) São exemplos de atos administrativos relacionados com a vida funcional dos servidores públicos a nomeação e a exoneração. de ação popular movida por sindicato da categoria que o representaria. teve seu ato de nomeação e sua posse em cargo público efetivo anulados. convalidou o ato praticado pelo servidor cuja nomeação e posse foram anuladas. 211) (Juiz Substituto TJBA 2004) A ação popular. em face de procedência. de ofício. 208) (Juiz Substituto TJTO 2007) O Poder Judiciário se limita a examinar apenas os aspectos extrínsecos do ato administrativo. a validade do ato administrativo. 207) (Oficial Bombeiro DF 2007) O Poder Judiciário pode apreciar. devido a seu poder de autotutela. pode ser validamente ajuizada para atacar ato praticado por sociedade de economia mista. como remédio processual destinado à proteção do princípio da moralidade. tendo em vista nulidade posterior declarada de seu processo de seleção. embora essa categoria de ente tenha personalidade jurídica de direito privado. ademais. pois a doutrina não admite que o poder público aceite a persistência dos efeitos de atos praticados em desconformidade com o Direito. 205) (Procurador Federal 2004) A convalidação dos atos administrativos praticados pelo servidor não se fazia 16 . a lei admite a convalidação de atos inexistentes. pois a investidura decorreu de mero processo seletivo. 204) (Procurador Federal 2004) Os atos praticados pelo servidor são nulos. 210) (Analista ANATEL 2006) É cabível mandado de segurança contra ato do dirigente de concessionária de serviço público. Com o indeferimento. julgue os itens subseqüentes. Essa atitude é decorrência do princípio da legalidade. Um servidor público de nível médio da administração direta. administrado que tivera pretensão indeferida pelo servidor pediu a declaração de nulidade do ato indeferitório. a administração pública negou-o. selecionado por meio de processo seletivo. Constatado tal fato. 202) (Advogado da União 2004) No plano federal. o que atende à demanda social de desburocratização da administração pública. 212) (Técnico do TCU 2007) Em regra. sob o fundamento de que o indeferimento derivava do nãoatendimento pelo administrado de requisitos expressos em lei.

do Distrito Federal e dos municípios. de observância obrigatória pelos municípios. quando contratada com terceiros. 225) (Analista do TCU 2005) As sociedades de economia mista e as empresas públicas submetem-se às mesmas regras acerca de procedimento licitatório aplicáveis às autarquias e às fundações públicas. que rege todos os procedimentos licitatórios. em função de certos parâmetros legalmente fixados. 17 . não pode conceder tratamento diferenciado às microempresas e empresas de pequeno porte. minuciosamente.666/1993. pois tal comportamento violaria o princípio da isonomia entre os licitantes. sem exclusão da competência suplementar dos estados. que estabelecem os critérios de julgamento das propostas com base no tipo de licitação. os estados podiam exercer a competência legislativa plena para atender a suas peculiaridades. se o valor da proposta for baixo demais. enquanto não existia lei federal sobre as normas gerais. a administração pública não pode descumprir as normas legais. 5 Licitações 215) (Técnico do TCU 2007) O conceito de licitação pública remete à idéia de disputa isonômica entre as partes concorrentes ao fim da qual deve ser selecionada a proposta mais vantajosa para a administração pública. dos estados. para as administrações públicas diretas. 221) (Procurador MP TCM/GO 2007) De acordo com a lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública. qualquer obra ou serviço de engenharia. 217) (Técnico do TCU 2007) As normas gerais acerca de licitação e contratação pública podem ser estabelecidas por meio de ato legislativo da União. 222) (Oficial Bombeiro DF 2007) Em matéria de licitações. a competência da União limita-se a estabelecer normas gerais. deve ser necessariamente precedida de licitação. 226) (Analista do TCU 2007) A União.º 8. 216) (Técnico do TCU 2007) O estudo das licitações deve ter por base a Lei n. nas aquisições de bens e serviços do poder público. em obediência ao princípio da publicidade. dos estados. preferencialmente na modalidade pregão. tampouco as condições editalícias.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA competência de realizar fiscalização operacional da administração direta e indireta. materializa-se no edital da licitação. tanto que. autárquicas e fundacionais da União. sendo que. com vistas à celebração de um contrato administrativo. 218) (Auditor do TCU 2007) A Constituição Federal atribui competência à União para legislar sobre licitação e contratação em todas as modalidades. em suas contratações públicas. Como se trata de legislação concorrente. a qual estabelece. a proposta com valores mais baixos. do DF e dos municípios bem como para as empresas públicas e sociedades de economia mista. a proposta deverá ser desclassificada. de acordo com o âmbito de aplicação dessas normas.666/1993. 219) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Somente emenda constitucional poderá autorizar os estados a legislarem sobre questão específica em matéria de licitação e contratos administrativos. no qual são definidos os critérios para a pontuação dos participantes do certame ou para a seleção da proposta mais vantajosa. tendo em vista os princípios da legalidade e da vinculação ao instrumento convocatório.º 8. 224) (Analista do TCU 2004) O princípio do julgamento objetivo relaciona-se com os dispositivos da Lei n. as normas sobre licitações e contratos da administração pública. 220) (Técnico do TCU 2007) Os princípios referentes às licitações públicas devem estar obrigatoriamente expressos em texto constitucional ou legal. 223) (Juiz Substituto TJCE 2004) O procedimento de licitação não visa necessariamente a obter.

237) (Analista do TCU 2005) É ilícita cláusula do edital dispondo que os licitantes abram mão do direito de impugnar a concorrência. 238) (Analista do TCU 2005) Seria ilícito ato que anulasse o referido edital. embora antes da abertura das propostas. de forma fundamentada. pela administração pública. recuperação ou ampliação de determinado bem público exige. as obras e os serviços somente poderão ser licitados. Frente a essa situação. 228) (Procurador do TCDF 2002) No objeto das licitações. Porém. que pode ser desenvolvido concomitantemente à execução das obras ou à prestação dos serviços. Supondo que a União publicou edital de concorrência pública para a construção de uma biblioteca em Brasília – DF. 234) (Analista do TCU 2005) É ilícita cláusula que determina que o projeto executivo seja desenvolvido concomitantemente à execução das obras. desde que autorizado. é vedado incluir a obtenção de recursos financeiros para sua execução. demonstrando claramente que a comprovação do requisito estava presente na documentação originalmente entregue. pois editais de licitação regularmente publicados são irrevogáveis. nos moldes da Lei n. na fase de habilitação. por 18 . as seguintes exigências: apresentação de projeto básico. seqüencialmente. de observância obrigatória pelos municípios. exceto no caso de empreendimentos executados e explorados sob o regime de concessão ou de permissão.666/1993. à taxa de câmbio vigente no dia imediatamente anterior à data do efetivo pagamento. será efetuado em moeda brasileira. reforma. 229) (Analista do TCU 2007) A adjudicação compulsória ao vencedor da licitação corresponde à celebração do contrato. que somente sejam admitidos documentos apresentados em original. a autoridade competente indeferiu o recurso. 236) (Analista do TCU 2005) É ilícita cláusula que estabelece que podem concorrer na referida licitação somente empresas com sede e administração no Distrito Federal.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 227) (Técnico do TCU 2007) O fato de o edital licitatório prever a preferência de contratação de microempresas e empresas de pequeno porte. bem como a execução das obras e serviços. antes de esgotados os recursos administrativos cabíveis. quando houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível para exame dos interessados em participar do processo licitatório. o recurso foi apresentado fora do prazo legal.º 8. Irresignado. no caso de desempate. quando autorizado pela administração. porque a existência dele é requisito necessário para a validade do edital de licitação. 235) (Analista do TCU 2005) É ilícita cláusula que determina. esse licitante ingressou com recurso contra a inabilitação. a definição prévia de um projeto básico e a existência de um projeto executivo. é oposto ao princípio da igualdade entre os licitantes. um dos concorrentes foi inabilitado por não apresentar comprovação de determinado requisito ligado à regularidade fiscal. de projeto executivo. 231) (Procurador MP TCM/GO 2007) De acordo com a lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública. mediante mandado de segurança. eventualmente contratado. fabricação. o pagamento feito ao licitante brasileiro. 232) (Advogado da União 2004) A licitação para a contratação de construção. entre outras exigências. 230) (Procurador do TCDF 2002) Nas concorrências internacionais em que seja permitido ao licitante estrangeiro cotar preço em moeda estrangeira. 233) (Oficial de Chancelaria 2006) A Lei de Licitações dispõe que as licitações para a execução de obras e para a prestação de serviços devem cumprir. julgue os itens subseqüentes. observada a legislação específica. como condições específicas para a sua regularidade. No curso de um procedimento licitatório realizado para a aquisição de computadores. podendo ser este desenvolvido concomitantemente com a execução da obra.

civis e administrativas cabíveis. a administração pública pode combinar as várias modalidades de licitação para o fim de atender melhor ao interesse público. 251) (Defensor Público AM 2003) Na tomada de preços. o convite. independentemente de suas qualidades ou padrões de desempenhos. em vez de anulá-la. aos convênios. mas decidiu anular. o leilão. 248) (Juiz Federal 5. se comprovado superfaturamento. no que couber. forma de licitação pública.666/1993) foi a previsão expressa da possibilidade de invocação da exceptio non adimpleti contractus em favor do contratado particular. 243) (Analista do TCU 2005) Um edital de licitação emanado da ANATEL constitui ato administrativo normativo.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA intempestividade. a inabilitação.º 8. não faculte ao contratado exigir da administração pública o cumprimento antecipado da prestação a ela correspondente. 241) (Analista TSE 2007) A autoridade cometeu abuso de autoridade ao invalidar. pode ser realizado por leiloeiro oficial ou servidor designado para tal. existindo limites para obras e serviços de engenharia e para compra e serviços em cada uma das três modalidades. a tomada de preço. cuja celebração deve ser precedida da aprovação de plano de trabalho proposto pela organização interessada em celebrar a avença. 242) (Analista TSE 2007) A autoridade atuou de acordo com o princípio administrativo da autotutela. como regra. respondem solidariamente pelo dano causado à fazenda pública o fornecedor ou o prestador de serviços e o agente público responsável. 249) (Procurador do MP/TCU 2004) Em um mesmo processo licitatório. 244) (Auditor do TCU 2007) A lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública estabelece expressamente que. de ofício. o concurso. o pregão e a consulta. 247) (Procurador MP TCM/GO 2007) De acordo com a lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública. 254) (Analista do TCE/AC 2007) O pregão é modalidade de licitação cabível nas hipóteses de compra de bens e de contratação de serviços. 240) (Analista TSE 2007) A autoridade deveria ter revogado a inabilitação. não é sujeito a revogação. julgue os itens a seguir. Nessa situação. somente podem participar as empresas que efetuaram cadastro perante a administração pública antes da publicação do edital. sem prejuízo de outras sanções penais. 19 . o ato de inabilitação. em qualquer processo licitatório. qualquer licitante. uma vez que invalidou a inabilitação. tomada de preços e convite é determinada pelo valor estimado da contratação. 250) (Técnico do TCU 2007) A escolha entre concorrência. 245) (Advogado da União 2004) As normas da lei de licitações se aplicam. se bem que ela. 239) (Analista TSE 2007) É correto afirmar que essa autoridade deveria ter julgado procedente o recurso. contratado ou pessoa física ou jurídica pode apresentar representação ao tribunal de contas contra irregularidades na aplicação da referida lei. 246) (Juiz Substituto TJBA 2005) Uma das mais importantes inovações da vigente Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei n. de ofício. portanto.ª Região 2006) São modalidades de licitação: a concorrência. de observância obrigatória pelos municípios. 252) (Analista do TCU 2005) O convite é uma modalidade licitatória incompatível com a contratação de obras de engenharia. 253) (Procurador do MP/TCU 2004) O leilão. determinando que o licitante fosse considerado habilitado e que suas propostas fossem abertas juntamente com as restantes.

00 12.00 licitante B – R$ 10.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 255) (Procurador do MP/TCU 2004) O pregão é modalidade licitatória que pode ser usada em contratações de qualquer valor. por excessivas. na elaboração das propostas.00 licitante D – R$ 10. 261) (Analista TSE 2007) O pregão não é uma modalidade licitatória e sim uma espécie de leilão. 263) (Analista ANATEL 2006) Em razão de previsão legal específica. entendidos como aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital por meio de especificações usuais no mercado. melhor técnica.000. Nessas condições. 256) (Defensor Público AM 2003) O pregão é uma forma híbrida de licitação. D e E terão o direito de participar. 257) (Juiz Substituto TJBA 2005) Considere a seguinte situação hipotética.500. é permitida às agências reguladoras a contratação de serviços pela modalidade de consulta.º 10.000. Já a consulta é modalidade de licitação cabível para bens e serviços não comuns.900.00 11. que regula a licitação por meio de pregão. até o presente momento. ao final. Em um pregão. sendo vedadas especificações que. considerados como bens e serviços comuns. sendo suas propostas submetidas a um júri. Os tipos de licitação aplicáveis a todas as modalidades de licitação são os de menor preço. 265) (Analista do TCU 2007) O critério de julgamento aplicável a uma licitação vincula-se ao tipo de licitação. esse dispositivo legal cria uma das diferenças essenciais entre o pregão e as demais modalidades de 20 . C.666/1993.00 11. para.00 licitante licitante licitante licitante E F G H – – – – R$ R$ R$ R$ licitação destinadas à aquisição de bens e serviços. O pregoeiro verificou que os licitantes B e G não haviam obedecido aos requisitos do instrumento convocatório. os participantes apresentaram propostas com os seguintes preços. 264) (Analista ANATEL 2006) O pregão é modalidade de licitação cabível à aquisição de bens e serviços comuns. Essas duas modalidades de licitação se identificam por não exigirem qualquer limite de valor para sua realização. para aquisição de bens e serviços comuns pela administração pública federal. é inviável a opção pelo tipo técnica e preço.520/2002. suficiente e clara. que institui normas para licitações e contratos da administração pública. para a prestação de determinado serviço comum: licitante A – R$ 10. 266) (Analista TSE 2007) A opção pelo tipo técnica e preço é viável sempre que se tratar de pregão para a contratação de serviços de natureza predominantemente intelectual. combinando elementos da concorrência pública e do leilão. identificar o vencedor do pregão. limitem a competição. 258) (Analista do TCU 2007) A modalidade de licitação denominada pregão pode ser utilizada para a aquisição de bens e serviços de informática e automação.100. o pregoeiro deverá passar à fase de lances verbais. da qual apenas os licitantes A. 259) (Juiz Substituto TJBA 2004) Nos termos da Lei n. inclusive para contratações referentes a serviços de engenharia. 260) (Analista TSE 2007) Na licitação realizada na modalidade pregão. a definição do objeto deste deverá ser precisa.500.000.00 12.100. estadual ou municipal. técnica e preço e maior lance ou oferta. contrariando o que prevê a Lei n. irrelevantes ou desnecessárias. somente existe lei federal instituindo essa espécie licitatória no âmbito da administração federal.º 8. que não pode ser realizada pela administração estadual porque. 262) (Analista do TCU 2005) A modalidade licitatória pregão é a forma de leilão aplicável à aquisição de bens que envolvam tecnologia sofisticada ou serviços técnicos especializados.00 licitante C – R$ 10.

mas também às determinações da administração. observados os princípios da administração pública. 272) (Juiz Substituto TJTO 2007) A contratação na espécie poderia ser feita legalmente na modalidade de pregão. julgue o item abaixo. Com tal fim. recebendo por esses serviços o montante de R$ 8. todos os casos de dispensa de licitação dependem de avaliação discricionária da autoridade. O prefeito de um município de determinado estado pretende contratar uma sociedade de advogados para desempenhar as atividades de contencioso judicial geral e de consultoria geral do respectivo município. para a qual não compareceram interessados. diante da notória especialização do contratado. as empresas estatais (sociedades de economia mista e empresas públicas). 278) (Promotor de Justiça MT 2005) De acordo com a doutrina. Acerca dessa licitação. de observância obrigatória pelos municípios. 21 . Assim. assinale a opção correta. 274) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) A doutrina aponta como diferença entre a dispensa e a inexigibilidade de licitação o fato de aquelas serem exemplificativas e estas. houve por bem contratar um escritório em função da sua notória especialidade. seria necessária licitação para a referida contratação. B Nos termos da Constituição Federal. diversamente do que se passa com os casos de inexigibilidade. Essa foi a única contratação dessa espécie de serviço pela prefeitura durante o ano de 2006. Diante da situação hipotética descrita. 273) (Juiz Substituto TJBA 2004) Ante a constatação de que a realização de processo licitatório emperra a agilidade da administração pública. 268) (Exame de Ordem OAB 2007. é possível a contratação do escritório com a dispensa de licitação.00. não há a possibilidade de outros interessados se habilitarem e apresentarem a sua proposta.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 267) (Analista do TCU 2005) É vedado realizar tomada de preço de tipo melhor técnica para a contratação de obra de engenharia. 270) (Juiz Substituto TJTO 2007) Na modalidade convite. se o ato de dispensa for devidamente fundamentado. nos quais a competição é inviável. o licitante contratado deve obedecer não apenas aos termos do contrato. quando prestadoras de serviço público.000. diante da natureza singular do serviço. não está sujeita a licitação. uma vez que permitem a competição entre os licitantes. 277) (Procurador MP TCM/GO 2007) De acordo com a lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública. para a prestação de serviços públicos de forma associada nos termos do autorizado em contrato de consórcio público ou em convênio de cooperação. como trabalhador autônomo. 276) (Procurador do MP/TCU 2004) A venda de bens produzidos por entidades da administração pública. 271) (Juiz Substituto TJTO 2007) Uma vez que na espécie houve licitação deserta.1) Quanto às licitações. José foi contratado pela prefeitura de um município situado no estado de Goiás para prestar serviços de pedreiro. D É dispensável a licitação na hipótese de celebração de contrato de programa entre entes da Federação ou com entidades da administração indireta. julgue os itens a seguir. taxativas no que se refere ao rol previsto em lei. podem elaborar ato normativo sobre licitação. Em novembro de 2006. A De acordo com o princípio da adjudicação compulsória. C A contratação de empresa de publicidade pode ser feita sem licitação. 275) (Procurador Federal 2004) A dispensa indevida de licitação constitui ato de improbidade administrativa. 269) (Juiz Substituto TJTO 2007) A legítima contratação na espécie poderia ser feita inicialmente com inexigibilidade de licitação. abriu a licitação na modalidade de convite. é constitucionalmente lícito dispensar licitação com base no princípio constitucional da eficiência. em virtude de suas finalidades.

foi lavrada em cartório uma escritura de compra e venda de imóvel. Para ocultar o fato. para a alienação do imóvel em questão. 282) (Advogado da União 2006) A situação adversa tida como emergencial. 289) (Oficial de Chancelaria 2006) É vedada a participação. 285) (Advogado da União 2004) É dispensável a licitação sempre que a União tiver de intervir no domínio econômico. selecionando as propostas mais vantajosas em face da qualidade. enquanto a dispensa de licitação tem lugar em contexto de viabilidade jurídica de competição. aplicável subsidiariamente à situação descrita. para atividades contempladas no contrato de gestão. em uma mesma licitação. qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo. permanecendo em aberto apenas o 22 . uma compra relacionada com sua atividade-fim exige licitação. por inexigibilidade de licitação. 284) (Auditor do TCU 2007) Segundo dispositivos da lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública. de observância obrigatória pelos municípios. determinada entidade instituída como serviço social autônomo efetuou a doação pura e simples de um imóvel a uma federação vinculada à mesma categoria econômica. não pode ser resultado da falta de planejamento ou desídia administrativa em dar cumprimento a ações que prevenissem a ocorrência do fato invocado como emergência. julgue os itens a seguir. avaliação prévia e licitação na modalidade de concorrência. diretamente ou por meio de empresário exclusivo. Considerando a situação hipotética descrita e sabendo que a mencionada federação foi constituída na forma de associação civil. 283) (Analista do TCU 2004) Nas sociedades de economia mista interventoras no domínio econômico. a administração efetiva a licitação por meio de concorrência. 288) (Procurador MP TCM/GO 2007) A lei federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública. Acerca da caracterização da hipótese de dispensa de licitação. a licitação é necessária para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais. admite a contratação de profissionais do setor artístico. em julho de 2006. devendo o contratado ser consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública. a inadiabilidade da operação a ser contratada.ª Região 2006) No sistema de registro de preços. 287) (Procurador Federal 2004) A dispensa de licitação de profissionais de notória especialização restringe-se a casos singulares. do preço unitário. 286) (Oficial de Chancelaria 2006) A legislação vigente exige a realização de licitação para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais. para caracterizar devidamente a hipótese de dispensa de licitação. a iminência e gravidade do risco e a suficiência do objeto da contratação para afastar os riscos no prazo de até um ano a contar da ocorrência da emergência. qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo. de empresa consorciada em mais de um consórcio concorrente. das condições de fornecimento e de pagamento de produtos ou serviços. sem que tenha sido pago o preço de venda constante da escritura. julgue os itens seguintes. seriam necessárias autorização legislativa. 280) (Procurador do MP/TCU 2004) Segundo a lei. Uma auditoria do TCU constatou que. 281) (Advogado da União 2006) Para a caracterização da situação de emergência devem estar presentes simultaneamente a imprevisibilidade da situação.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 279) (Analista do TCU 2007) A inexigibilidade de licitação ocorre sempre que houver impossibilidade jurídica de competição. 290) (Juiz Federal 5. ao passo que a relacionada com sua atividade meio dispensa o procedimento licitatório. para atividades contempladas no contrato de gestão.

de forma unilateral. de que trata a Lei n. 6 Contratos administrativos 291) (Procurador do MP/TCU 2004) Não se aplicam disposições de direito privado aos contratos administrativos. em relação a eles.º 8. No entanto. a lei estabelece. cujas propostas terão validade de até um ano. dentro de limites estabelecidos pela lei. suspender a execução do contrato em prazo compatível com o interesse público. 299) (AFPS 2003) O regime jurídico dos contratos administrativos instituído pela Lei de Licitações e Contratos não confere à administração. assinale a opção correta. B são sempre precedidos de licitação. como limite para os acréscimos e supressões nas obras.666/1993. não ficando obrigada ao pagamento de qualquer indenização. C A administração pode alterar. podem ser parte em contrato administrativo. D não admitem o uso da exceção do contrato não cumprido pelo poder público. a obrigação do contratado de manter. 293) (Exame de Ordem OAB 2007.1) A respeito dos contratos administrativos. em se tratando de serviços especiais. e ocupar provisoriamente bens móveis. como a cláusula que autoriza à administração impor penalidades administrativas. aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste. embora sujeitas à disciplina do direito privado.º 8. B Como os contratos administrativos também se submetem ao princípio da formalidade. então. a prerrogativa de. de forma unilateral. a administração poderá efetuar a contratação direta. na ocorrência de caso fortuito ou força maior. 300) (Analista ANATEL 2006) É cláusula necessária aos contratos administrativos. confere à administração a prerrogativa de modificar — unilateralmente — os contratos para melhor adequação às finalidades de interesse público. os quais. rescindi-los unilateralmente nas hipóteses legais.666/1993.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA quantitativo. nos casos de serviços essenciais. sem nova licitação. e desde que o faça com a necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais ou rescisão contratual. Formado o registro de preços. A Os contratos administrativos diferenciam-se dos demais contratos privados no que se refere às chamadas cláusulas exorbitantes. 292) (Analista do TCU 2005) Em virtude da proteção constitucional do ato jurídico perfeito em matéria administrativa. é vedado à União alterar unilateralmente cláusulas contratuais em contratos administrativos. nos moldes da Lei n. ocupar provisoriamente bens móveis. durante a execução do 294) (Exame de Ordem OAB 2007. imóveis. o percentual de 50% em relação ao valor original do contrato. pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. 296) (Procurador do MP/TCU 2004) A administração pública pode firmar certas espécies de contratos administrativos com vigência que ultrapasse o plano plurianual. além de cláusulas exorbitantes que os diferenciam dos contratos de direito comum. no que se refere à alteração quantitativa. 297) (Procurador do MP/TCU 2004) Os contratos administrativos não podem ser prorrogados. será determinado o quantitativo a ser adquirido. são regulados por legislação específica. os contratos que celebrar. pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. 295) (Juiz Substituto TJCE 2004) A sociedade de economia mista e a empresa pública. imóveis. fiscalizar-lhes a execução. C são rescindíveis exclusivamente pelo Poder Judiciário. com os fornecedores selecionados.1) Os contratos administrativos A são alteráveis qualitativa e quantitativamente pelo poder público. D A administração pode rescindir o contrato. 298) (Procurador do TCDF 2002) O regime jurídico das licitações e dos contratos administrativos. 23 . quando. serviços ou compras. eles devem ser obrigatoriamente escritos.

celebrados e gerenciados pela ANATEL. As sanções aplicáveis nesses casos não podem ser cumuladas. 306) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) A decretação da falência ou a insolvência do contratado é hipótese prevista para a rescisão do contrato administrativo. 311) (Analista ANATEL 2006) Os contratos de concessão. 307) (Juiz Substituto TJBA 2004) Na execução do contrato administrativo. 301) (Procurador do MP/TCU 2004) O princípio da continuidade do serviço público impossibilita a suspensão da execução do contrato em razão de inadimplência do poder público. que tem efeito suspensivo em certas situações. se verificar que o concessionário não está cumprindo as condições do contrato e da lei na prestação do serviço. serviço ou fornecimento é motivo para imposição de penalidade. 313) (Analista do TCU 2004) Em todos os contratos administrativos relativos a obras. 303) (Advogado da União 2004) O fundamento da teoria da imprevisão é a álea econômica. caberá a encampação do contrato por parte do concedente. a administração pública deve demonstrar a ocorrência de uma das hipóteses legais que constituem motivo de rescisão de contrato e o vínculo entre a conduta e a lesão ao interesse público. precisará provar que o ato estatal foi antijurídico. se o poder concedente constatar que houve nulidade na licitação ou na formação do contrato ou. após facultado ao concessionário o exercício da ampla defesa. 308) (Promotor de Justiça MT 2005) A inexecução de contrato administrativo por culpa do particular permite que a administração pública apure a infração e imponha a ele uma penalidade. mas não para rescisão do contrato. são modalidades de contratos administrativos que formalizam o processo de descentralização administrativa. mas não possui caráter intuitu personae. todas as condições de habilitação e qualificação exigidas pela lei. sob o argumento de que o contratado possui débito com a fazenda pública. devem estar estabelecidas obrigatoriamente duas etapas de recebimento do objeto: a do recebimento provisório e a do recebimento definitivo. pode interpor recurso administrativo. efetuar a retenção administrativa do pagamento devido pela administração quando o contrato já tiver sido cumprido. ainda. decorrendo da aplicação dessa teoria um de dois efeitos: a rescisão contratual sem atribuição de culpa ou a revisão do preço para a restauração do equilíbrio do contrato administrativo. O contratado. pode o contratado pleitear indenização pelo chamado fato do príncipe. 309) (Juiz Substituto TJTO 2007) O atraso injustificado no início da obra. 314) (Advogado da União 2004) A publicação resumida do instrumento do contrato ou 24 . por conta e risco do concessionário e sujeita a prazos e condições contratuais. para fazer jus àquela. a concessão é um contrato administrativo cujo objeto precisa ser exclusivamente a outorga da exploração de serviço público. contudo. 312) (Analista do TCU 2004) O contrato de concessão é ajuste de direito administrativo. regulamentares e legais. não se pode. 310) (Promotor de Justiça MT 2005) Na ordem jurídica administrativa brasileira. não obstante. 305) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) A inexecução total ou parcial do contrato acarreta necessariamente a rescisão do contrato administrativo. No entanto. 304) (Juiz Substituto TJBA 2005) Durante a execução do contrato de concessão de serviço público. bilateral. oneroso e comutativo. 302) (Analista do TCU 2004) Na rescisão do contrato em razão de inadimplemento do particular. salvo com pena de multa.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA contrato.

um advogado de notória especialização para representá-la judicialmente. supondo que se tenha constatado que o aumento no valor do contrato decorreu da aplicação da teoria da imprevisão e que a documentação que foi juntada aos autos demonstra que a única forma de recompor o equilíbrio do contrato seria repactuá-lo para o valor de R$ 250. O valor dos serviços foi pactuado segundo o preço de mercado. o advogado renunciou aos mandatos a ele conferidos. corrigir. bem como a superveniência de disposições legais. 323) (Auditor do TCDF 2002) Caso a redução do valor do contrato E. defeitos ou incorreções resultantes da execução ou de materiais empregados. 320) (Auditor do TCDF 2002) Em relação ao contrato B. 315) (Procurador Federal 2004) A duração do contrato administrativo deveria ficar. 321) (Auditor do TCDF 2002) Não se tratando de questão jurídica que possa ser considerada de objeto singular — a contratação de advogados para a proposição de ações de indenização —. a execução do contrato.666/1993. 324) (Juiz Substituto TJTO 2007) Quaisquer tributos ou encargos legais criados.000. o objeto do contrato em que se verificarem vícios. julgue os itens a seguir. foi alterado para R$ 250.00.00 e posteriormente reduzido para R$ 50. • contrato E — contrato para fornecimento de material de expediente que fora formalizado em R$ 100. entendendo-o ilegal. entendendo ilegal a contratação. Uma autarquia federal contratou sem licitação. remover. diante dessa constatação. então. inicialmente fixado em R$ 150. sustou. • contrato B — contrato de obra pública cujo valor. de 50% do valor original. tenha decorrido de acordo celebrado entre as partes.00.000.º 8. uma vez que o ilícito não gera direitos. o advogado deverá devolver. A autarquia. 318) (Juiz Substituto TJTO 2007) O contratado é obrigado a reparar. nos termos da Lei n. em quaisquer processos. O Tribunal de Contas da União (TCU).000. 25 .00. foram constatadas as seguintes ocorrências: • contrato A — contrato de prestação de serviços contínuos celebrado com vigência de sessenta meses. Com relação à situação hipotética apresentada acima. a cláusula que promoveu a referida redução deve ser considerada válida. dispensada a publicação apenas dos instrumentos dos contratos sem ônus para a administração. os honorários recebidos. intimada da decisão do TCU. às suas expensas.00. é legítima a repactuação em exame. 319) (Auditor do TCDF 2002) A cláusula que fixa o prazo de vigência do contrato A em sessenta meses poderá ser considerada legítima. 322) (Auditor do TCDF 2002) O contrato D é ilegal. em princípio. deve ser considerada ilegítima a celebração do contrato C ante a ausência de processo licitatório. porque assim lhe pareceu conveniente. reconstruir ou substituir.000. julgue os itens que se seguem. suspendeu o pagamento dos honorários que era feito mensalmente ao advogado pelos serviços por ele devidamente prestados. • contrato C — contratação sem licitação de escritório de advocacia de notória especialização para a proposição de ações de indenização contra quem cause prejuízo ao patrimônio da entidade. alterados ou extintos. Em relação à situação hipotética apresentada. com exclusividade. tão logo dela teve conhecimento. 317) (Procurador Federal 2004) Declarada nula a contratação. Decorridos três meses sem receber. • contrato D — contrato de fornecimento de mãode-obra para exercer atividades-fim da entidade.000. no total ou em parte. 316) (Procurador Federal 2004) O TCU poderia sustar a execução do contrato. pelo prazo de cinco anos. Em decorrência de auditoria realizada no setor de contratos de uma empresa pública do DF. pois não se admite a terceirização de atividades-fim.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA de seus aditamentos é condição indispensável para sua eficácia. adstrita à vigência dos créditos orçamentários que lhe dão suporte.

não é possível a aplicação da teoria da desconsideração da pessoa jurídica para que os efeitos da sanção administrativa de declaração de inidoneidade para contratar com a administração pública sejam estendidos a uma nova sociedade constituída. julgue os itens que se seguem. tendo em vista que se imaginava estar o agente regularmente provido no cargo. a alteração ou a extinção de quaisquer tributos ou encargos legais. 330) (Analista ANATEL 2006) Os dirigentes de concessionárias de serviço público são considerados agentes públicos. embora ela tenha mesmo objeto social. nos contratos regidos exclusivamente pela Lei n. porém. prevista na doutrina administrativista. enquanto que o contrato objetiva a realização de interesses diversos e opostos entre os participantes. de um lado o objeto do contrato e. conforme o caso. como os mesários e os jurados. a contraprestação correspondente. implicarão a revisão destes para mais ou para menos. Embora a condição de escravo fugitivo impedisse o exercício da função de pretor. diante do ordenamento jurídico brasileiro e ante o poder-dever de autotutela da administração pública. os atos do agente seriam considerados nulos. projetos ou eventos de interesse recíproco. de regra. 327) (Analista do TCU 2004) Em razão do princípio da individualização da pena. servidores públicos e Regime Jurídico Único (Lei 8. ainda quando decorrente de concurso público. se comprovado impacto na cláusula econômico-financeira do contrato administrativo de concessão. desde que haja compatibilidade de horários. sob pena de perda do seu mandato. implicará a revisão da tarifa. de comprovada repercussão nos preços contratados. 326) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) O aumento do imposto de renda das concessionárias de serviço público é hipótese que justifica a revisão da tarifa.º 8. Considerando o assunto abordado no texto acima. confirmadas pelo poder público. para mais ou para menos. sendo suas ações. ressalvados os impostos sobre a renda. 332) (Advogado da União 2006) A situação apresentada no texto guarda paralelo com a figura do agente de fato. não são considerados agentes públicos. em situações excepcionais. Na Antiga Roma. quando comprovado seu impacto. condição por todos ignorada. 26 . os atos praticados por Barbário Felipe foram considerados válidos. após a apresentação da proposta. conforme o caso. em regime de mútua cooperação. 331) (Advogado da União 2006) A doutrina sobre o agente de fato tem como base principiológica os postulados da segurança jurídica e da boa-fé. era um escravo fugitivo. 7 Agentes públicos. pessoa que fora nomeada pretor romano e exercia tais funções. 333) (Delegado de Polícia Federal 2004) Um agente de fato necessário pratica atos e executa atividades em colaboração com o poder público. 328) (Procurador MP TCM/GO 2007) A principal distinção entre convênio e contrato é que o convênio tem por objetivo a execução de programas. 334) (Procurador do MP/TCU 2004) Um governador de estado não pode tomar posse em cargo na administração pública federal.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA quando ocorridas após a data da apresentação da proposta. 325) (Juiz Substituto TJTO 2007) Nos contratos de concessão e permissão de serviço público.666/1993. do outro. ou seja. mesmos sócios e mesmo endereço de outra empresa punida com essa sanção. como se fosse um agente público de direito. a criação. 335) (Analista do TCU 2004) O servidor público investido em cargo de viceprefeito pode acumular a remuneração do cargo efetivo com a do cargo eletivo. foi descoberto que Barbário Felipe.112/90) 329) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Os particulares que eventualmente colaboram com o poder público.

a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público. Pedro poderia assumir o cargo eletivo. a disciplina jurídica dos agentes públicos seguiu caminho nitidamente privatista. consoante estabelece a CF. mas deveria afastar-se do cargo estadual. a remuneração dos servidores públicos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário é matéria reservada à iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo. Pedro era servidor estável da administração direta do Ceará e veio a eleger-se prefeito de um município no estado. 339) (Auditor do TCDF 2002) O chefe do Poder Executivo tem iniciativa privativa para propor leis que disponham acerca do provimento de cargos públicos. como ocorre em relação aos militares. é inconstitucional. 337) (Analista CENSIPAM 2006) A instituição de regime estatutário aos servidores públicos só é possível por lei de iniciativa privativa do presidente da República. razão pela qual é inconstitucional a lei de iniciativa parlamentar que disponha sobre limite de idade para determinada carreira. 343) (Técnico do TCU 2007) Em decorrência do princípio da organização legal do serviço público. 340) (Oficial de Chancelaria 2006) Os cargos.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 336) (Juiz Substituto TJCE 2004) Considere a seguinte situação hipotética. 346) (Procurador MP TCM/GO 2007) A admissão de quaisquer empregados por empresa pública exploradora de atividade econômica referida deve ser precedida de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. Estes. 347) (Oficial Bombeiro DF 2007) A proibição genérica de acesso a determinadas carreiras públicas. passaram a ser integral e exclusivamente regidos pela legislação trabalhista. empregos e funções públicas. 349) (Analista do TCU 2005) Considere que a ANATEL pretenda selecionar pessoas para ocuparem cargos de provimento efetivo lotados na autarquia. portanto. 344) (Oficial de Chancelaria 2006) Excetuadas as nomeações para cargos em comissão declarados em lei como de livre nomeação e exoneração. somente por meio de lei podem ser criados cargos. Nessa situação. 338) (Juiz Substituto TJTO 2007) Observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. e teria opção pela remuneração de um ou de outro. 348) (Juiz Substituto TJTO 2007) A deficiência física de candidatos aprovados em concurso público pode ser comprovada com atestado médico particular. 350) (Advogado da União 2006) A exigência de exame psicotécnico para habilitação 27 . tão-somente em razão da idade do candidato. 345) (Juiz Substituto TJCE 2004) Com as reformas constitucionais havidas nos últimos anos. a ANATEL deve selecionar tais pessoas mediante procedimento licitatório realizado na modalidade concurso. 342) (Defensor Público AM 2003) Seria inconstitucional uma lei que estabelecesse que determinados cargos em comissão seriam providos mediante concurso público. Nessa hipótese. como ocorreu com a abolição da exigência de regime jurídico único para os servidores civis. os empregos e as funções públicas são acessíveis somente aos brasileiros natos e aos naturalizados. no que concerne às empresas públicas e às sociedades de economia mista. seria inconstitucional um ato administrativo que admitisse a inscrição de um estrangeiro para a realização de um concurso público no Brasil. salvo nos casos em que a limitação de idade possa ser justificada pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. 341) (Defensor Público AM 2003) A Constituição da República determina que os cargos e empregos públicos são acessíveis apenas aos brasileiros e. o qual não poderá ser impugnado após a posse.

356) (Técnico do TCU 2007) A norma constitucional que concede aos servidores públicos civis o direito de greve é uma norma de eficácia limitada. tempo determinado. julgue os itens a seguir. O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE/AC) editou uma resolução que permite o aproveitamento de servidores requisitados de órgãos do Poder Executivo estadual e originalmente investidos em outras funções para cargos diversos no TRE/AC. que integra o Poder Judiciário da União. julgue os seguintes itens. sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento. Atua como jornalista político em uma rádio local e também como professor convidado na universidade pública federal. 354) (Oficial de Chancelaria 2006) É garantido a todo servidor público o direito à livre associação sindical e ao exercício irrestrito do direito de greve. 353) (Auditor do TCDF 2002) Durante o prazo de validade do concurso. Um cidadão. 359) (Procurador Municipal de Vitória 2007) O referido cidadão pode filiar-se a sindicato independentemente de autorização do representante do município.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA de candidato a cargo público somente pode ser levada a efeito caso haja lei que assim determine. 355) (Procurador do TCDF 2002) O direito de greve dos servidores públicos civis será exercido nos termos e limites definidos em lei específica. Federal e com a legislação 357) (Procurador Municipal de Vitória 2007) O direito de greve do empregado público deve ser exercido nos termos e limites de lei complementar. como aqueles relativos à área jurídica. Considerando a situação hipotética acima à luz do regime jurídico nacional aplicável aos servidores públicos. Acerca dessa situação hipotética. francês. 362) (Procurador MP TCE/PE 2004) A contratação por prazo determinado deve atender às seguintes condições: previsão em lei dos cargos. 358) (Procurador Municipal de Vitória 2007) O aumento da remuneração do empregado público pode ser estabelecido livremente. necessidade temporária de interesse público e interesse público excepcional. havendo candidatos aprovados e vagas suficientes. foi contratado por um município. independentemente de previsão legal e de dotação orçamentária. a administração pública está obrigada a nomeá-los. 351) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se. reside atualmente em Palmas – TO. 363) (Juiz Substituto TJTO 2007) Para atuar como professor na universidade federal. pois a exceção constitucional que autoriza a contratação por tempo determinado não admite a contratação para cargos típicos de carreira. Considere que o estado de Pernambuco tenha editado lei autorizando a contratação. após aprovação em concurso público. tornando-se então empregado público. alegando o excesso de serviço para o quadro atual da Procuradoria de Estado e o interesse público na contratação por prazo determinado. 352) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) O ato normativo do TRE/AC não encontra resistência constitucional quando se considera tão-somente o fato de ter havido aproveitamento de servidores estaduais nos quadros da justiça eleitoral. de 20 procuradores do estado. que se encontra no Brasil há mais de 15 anos. julgue os itens subseqüentes de acordo com o texto atual da Constituição pertinente. 361) (Procurador MP TCE/PE 2004) A lei em comento é inconstitucional. Jean Pierre. 360) (Oficial Bombeiro DF 2007) O servidor público do DF é livre para se associar ou permanecer em associação sindical. pelo período de 2 anos. em cargo que não integra a carreira na qual estava anteriormente investido. Considerando essa situação. 28 .

suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa. 369) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Servidor detentor de cargo efetivo de agente administrativo. na área de ensino médio e superior. a ministros de Estado e a secretários estaduais e municipais. independentemente das sanções penais. pelo texto constitucional. 364) (Defensor Público AM 2003) A Constituição da República limita a remuneração mediante subsídio a membros de poder. 367) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Tanto os servidores públicos podem vir a responder por atos de improbidade administrativa quanto os terceiros que se beneficiem do ato. 368) (Auditor do TCU 2007) A conduta do administrador público no sentido de fraudar a licitação e desviar dinheiro público constitui ato de improbidade administrativa. visto que a CF admite a acumulação de até dois cargos públicos nessas condições. 372) (Procurador do TCDF 2002) Está em harmonia com o regime jurídico dos servidores públicos a acumulação de dois cargos de enfermeiro. empregos e funções públicos. 370) (Analista do TCU 2004) Um professor universitário aposentado que preste concurso público para analista de controle externo do TCU. desde que haja compatibilidade de horários e seja respeitado o teto remuneratório constitucionalmente estabelecido. 371) (Juiz Federal 5. 365) (Procurador do TCDF 2002) Está em harmonia com o regime jurídico dos servidores públicos a vedação de vinculação de vencimentos para fins de pagamento de vantagens funcionais.ª Região 2006) Suponha que Pedro seja professor em uma universidade pública. ele poderá acumular o seu cargo de professor com um cargo de analista judiciário. de acumular esse cargo com emprego público no âmbito da administração indireta. Ao apreciar. da administração direta e indireta da União. dos serviços sociais autônomos e das empresas públicas exploradoras de atividade econômica que não recebem recursos do orçamento público. desde que haja compatibilidade de horários. do DF e dos municípios. direta ou indireta. em sendo investido no cargo. para fins de registro. dos estados. a detentores de mandato eletivo. entre outras. 374) (Procurador MP TCM/GO 2007) Tendo em vista que os acúmulos verificados são atinentes a cargos relacionados ao magistério.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA Jean Pierre deve se submeter obrigatoriamente à regra constitucional do concurso público. ele fique sujeito. Diante da situação hipotética descrita. 366) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) Os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário podem ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. não está impedido. 29 . sob qualquer forma. perda da função pública. não se observa ilegalidade. civis e administrativas previstas na legislação específica. às seguintes cominações: ressarcimento integral do dano. poderá acumular os proventos da inatividade com a remuneração do cargo efetivo. julgue os itens. motivo pelo qual seria inconstitucional lei complementar estadual que fixasse remuneração por subsídio para os defensores públicos do estado do Amazonas. Nesse caso. fazendo que. como. área meio. o TCM/GO verificou que alguns dos servidores tinham acumulado o cargo público exercido na autarquia com cargos públicos exercidos em órgãos federais ou estaduais. somente ficando excepcionados os empregados das sociedades de economia mista. os atos de aposentadoria de servidores públicos de uma autarquia criada por um município do estado de Goiás. por exemplo. em tribunal regional federal. 373) (Procurador MP TCM/GO 2007) A proibição de acumular abrange os cargos. em uma subsidiária de empresa pública. no âmbito da administração direta.

durante os seis meses seguintes ao ato que determinou a sua demissão. pois Marina foi demitida enquanto estava grávida e. Instaurou-se. julgue o item abaixo. detentor de cargo efetivo. após ocupar cargo efetivo no TCU durante exatos dez anos. sendo o referido sistema custeado com contribuições devidas exclusivamente pelos segurados. exclusivamente. 382) (Procurador MP TCE/PE 2004) Conforme as diretrizes constitucionais do regime previdenciário dos servidores públicos da União. Por estar com 6 meses de gestação. 379) (Analista do TCU 2005) Adriano. enquanto era detentora de estabilidade provisória. servidora pública. Maria. Marina. Neste caso. respondia a regular processo administrativo disciplinar por ter procedido de forma desidiosa no exercício da função.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 375) (Exame de Ordem OAB 2007. 376) (Defensor Público do DF 2006) Maria deve ser reintegrada ao cargo. “O tempo de contribuição federal. servidora pública. 380) (Procurador Federal 2004) O regime previdenciário do servidor público é de caráter contributivo e solidário e constituído por recursos decorrentes. 377) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) Nesse caso. 383) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) A Constituição Federal dispõe que as aposentadorias e as pensões dos servidores públicos federais devem ser custeadas apenas com recursos provenientes das contribuições dos servidores. portanto. B proibição de acumulação de cargos e a garantia da efetividade no serviço público. Marina foi demitida. pois a sua demissão é inconstitucional.” 384) (Procurador MP TCM/GO 2007) No artigo acima transcrito e em outros dispositivos da CF que tratam da matéria. relativos à situação hipotética acima. comissão de processo disciplinar. dos estados. na espécie. por restar provada a falta funcional. subsiste o caráter assistencial e solidário.1) São características do regime jurídico estatutário A a admissão exclusiva por concurso público e a demissão após processo administrativo disciplinar. sindicância e. que corresponderia a eventual retorno da servidora ao cargo seria a reintegração. Marina impetrou mandado de segurança contra o ato demissório. para os titulares de cargos efetivos. a figura. alegando estabilidade gestante. foi demitida por ato de improbidade administrativa. foi demitido por motivo de corrupção. C a inexistência de direito adquirido à manutenção do regime jurídico vigente e a irredutibilidade de vencimentos. então. a Constituição da República garante a Adriano o direito de receber segurodesemprego. 381) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) As diretrizes constitucionais do regime previdenciário dos servidores públicos ocupantes de cargo efetivo incluem o caráter contributivo e solidário. devido ao fato de ela ainda estar grávida quando foi demitida. do Distrito Federal (DF) e dos municípios. estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. posteriormente. estava gestante quando se descobriu um ato por ela praticado que supostamente configuraria improbidade administrativa. Ao fim do processo administrativo. no qual foi empossado na vigência das atuais normas 30 . da contribuição dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas. Com base nessa situação hipotética. 378) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) O processo administrativo está eivado de nulidade. ainda grávida. D a natureza legal e institucional do vínculo entre o servidor e a administração pública e a vedação à greve. Após ser regularmente processada. Maria. pode-se identificar uma nítida relação de gênero e espécie entre os conceitos de tempo de serviço e tempo de contribuição. 385) (Procurador MP TCE/PE 2004) Considere a seguinte situação hipotética. Determinado servidor público. Julgue os próximos itens.

de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. bem como de outro cargo temporário ou de 31 . para os servidores ocupantes de cargo efetivo que exija formação de nível superior. aos setenta anos de idade. que exerçam atividades de risco.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA constitucionais. junto ao órgão. se mulher. no âmbito do qual também se inserem os empregados públicos. 390) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Segundo as normas constitucionais vigentes. se homem. 388) (Procurador MP TCE/PE 2004) No caso de aposentadoria compulsória. 65 anos de idade e 35 anos de contribuição. contraiu doença incurável. os proventos serão proporcionais ao tempo de contribuição. detentor de cargo efetivo. 389) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) A aposentadoria voluntária de servidor ocupante de cargo efetivo deverá ser percebida de forma integral caso ocorra o atendimento dos seguintes requisitos: tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo em que se dará a aposentadoria. o referido servidor terá direito à aposentadoria por invalidez. ou cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. com proventos integrais. e 60 anos de idade e 30 anos de contribuição. sofreu acidente de serviço. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração não se aplica o regime geral da previdência social. exclusivamente. independentemente do tempo de contribuição. no qual foi empossado na vigência das normas constitucionais atualmente em vigor. 391) (Procurador MP TCM/GO 2007) A lei não pode estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. exclusivamente. é possível instituir regime de previdência distinto do instituído para os ocupantes de cargo efetivo que exija formação de nível médio. o referido servidor terá direito à aposentadoria por invalidez. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. 386) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Considere a seguinte situação hipotética. conforme os termos das diretrizes definidas na Constituição Federal. 394) (Procurador MP TCE/PE 2004) Os ocupantes de cargos em provimento efetivo e comissionado contam com o mesmo tratamento previdenciário. com proventos integrais. considerando a sistemática atual do regime de previdência dos servidores públicos ocupantes de cargo efetivo definida pela Constituição Federal. Um servidor público. 393) (Analista do TCU 2004) Considerando que um servidor tenha ingressado no serviço público em 20/2/2004 e tenham sido averbados. 20 anos de contribuição para o regime geral de previdência. não se computa o tempo de serviço prestado fora de sala de aula. um ano após ter entrado em exercício. dois dias após ter entrado em exercício. 395) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Os servidores públicos ocupantes de cargo em provimento comissionado estão inseridos no regime geral de previdência social (RGPS). de servidor público ocupante de cargo efetivo. 392) (Advogado da União 2006) Para efeito de aposentadoria especial de professores. Nessa situação. Nessa situação. caso ele venha a falecer em 4/3/2004. que resultou na sua incapacidade para o trabalho. salvo no caso de servidores: portadores de deficiência. 396) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) Ao servidor ocupante. o valor do benefício de pensão por morte a ser pago a seus dependentes será igual a 20 trinta e cinco avos da remuneração que ele percebia no cargo efetivo. independentemente dos anos trabalhados. 397) (Procurador MP TCM/GO 2007) Ao servidor ocupante. 387) (Oficial Bombeiro DF 2007) A administração pública é obrigada a aposentar o servidor público assim que este atinja 70 anos de idade.

a qual recebia recursos do referido ente federado. o DF e os municípios podem definir alíquotas de contribuição previdenciária inferiores às dos servidores titulares de cargos efetivos da União. e. em qualquer área do conhecimento. não há óbice à percepção de proventos de aposentadoria decorrente do referido regime por servidor ocupante de cargo efetivo que já conte com a percepção de aposentadoria decorrente do RGPS. entre outros. entre outras. sendo facultativa a criação de sistemas de previdência complementar. aplica-se o regime geral da previdência social (RGPS). passe a gozar aposentadoria por idade. enquanto a exoneração não tem esse caráter. os dois cargos referidos são acumuláveis. 404) (Oficial de Chancelaria 2006) A Lei n. Nessa situação. caso um servidor público que tenha ocupado emprego público em empresa pública do estado de Pernambuco. ainda podem aposentar-se com proventos integrais. inexistindo plano de complementação. portanto.1) A respeito dos agentes públicos. as seguintes condições: 35 anos de contribuição. B Considere que um cidadão ocupe cargo efetivo de professor em determinado município e tenha sido aprovado em concurso público de técnico judiciário. seja aprovado em concurso público e passe a ocupar cargo público em provimento efetivo em autarquia da administração indireta do estado de Pernambuco. 398) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Segundo as normas constitucionais relativas ao regime previdenciário dos servidores públicos ocupantes de cargo efetivo. custeada pelo regime geral de previdência social (RGPS). D Ao servidor público que tomou posse após a Emenda Constitucional n. cumulativamente. das autarquias. exceto daquelas constituídas em regime especial. 25 anos de efetivo exercício no serviço público. e das fundações públicas federais.º 8. 403) (Exame de Ordem OAB 2007.112/1990 instituiu o regime dos servidores públicos civis da União. cargo acessível aos que detenham nível médio de escolaridade. 399) (Procurador MP TCE/PE 2004) Segundo as regras constitucionais acerca do regime previdenciário dos servidores públicos. A Os particulares em colaboração com o poder público são considerados servidores públicos. a percepção da aposentadoria decorrente do RGPS não constitui óbice à percepção de proventos de aposentadoria decorrente do mencionado cargo público. desde que preencham.º 41/2003 serão exigidos para aposentadoria por invalidez os seguintes requisitos: 10 anos de tempo de serviço público. 400) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) A União. como requisitos básicos. o gozo dos direitos políticos. se homem. o nível de escolaridade 32 . para sua investidura no cargo público. 5 anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. assinale a opção correta. na forma do RGPS. C A demissão de servidor público tem natureza punitiva.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA emprego público. a prévia aprovação em concurso público de provas ou provas e títulos. se mulher. os estados e os municípios podem estabelecer teto-limite em relação ao valor dos proventos de aposentadoria de servidores ocupantes de cargo efetivo. 402) (Auditor do TCU 2007) Os magistrados integrantes de tribunal regional federal. bem como os servidores públicos ocupantes de cargo efetivo que compõem o seu quadro administrativo e que tenham ingressado no serviço público até 16 de dezembro de 1998. 15 anos de carreira e 5 no cargo em que se der a aposentadoria. 401) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Os estados. 405) (Auditor do TCU 2007) Os servidores públicos das autarquias federais submetem-se ao mesmo regime jurídico dos servidores públicos civis da União. posteriormente à obtenção dessa aposentadoria. idade mínima de 60 anos para os homens e 55 para as mulheres e tempo de contribuição de 35 anos para o homem e de 30 anos para as mulheres. e 30 anos de contribuição. tendo. os quais serão instituídos por meio de fundos de previdência de natureza privada.

415) (Procurador do MP/TCU 2004) O servidor em estágio probatório não pode exercer cargo de provimento em comissão. 414) (Defensor Público da União 2007) Paulo. demissão e morte. 413) (Titular de Serviços Notariais TJDFT 2006) É de 24 meses o período de estágio probatório dos servidores públicos federais regidos pela Lei n. detentor de cargo efetivo de auditor fiscal da previdência social. 420) (Analista do TCU 2005) O argumento utilizado para indeferir o pedido de Reinaldo é juridicamente correto. e antes de entrar em exercício. 417) (Delegado de Polícia Federal 2004) A vacância é o ato administrativo pelo qual o servidor é destituído do cargo. conforme jurisprudência dos tribunais superiores. a eles se aplica o regime jurídico estabelecido na Lei n.112/1990. portanto. Considerando a situação hipotética descrita acima. que é um contrato administrativo de adesão em que são definidas as regras que regerão a prestação das atividades legalmente definidas para o seu cargo. ou sem extinção do vínculo. conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 421) (Analista do TCU 2005) Do fato de Reinaldo ocupar o mesmo cargo há seis 33 .º 8.112/1990. 419) (Analista do TCU 2005) O indeferimento do pedido de Reinaldo foi um ato administrativo vinculado. assumindo a função em 15/1/2007. em qualquer hipótese. mesmo sendo bem avaliado no estágio probatório em curso. aposentadoria. 407) (Oficial de Chancelaria 2006) A investidura do cargo público ocorre com o provimento. mas discricionário. 411) (Defensor Público AM 2003) A partir da data de sua posse. 408) (Defensor Público AM 2003) O ato de nomeação de Reinaldo não é vinculado. no qual tomou posse. 418) (Procurador do MP/TCU 2004) O pagamento das indenizações ao erário pelo servidor em razão de danos provocados à administração pública pode ser parcelado. Paulo pode requerer a sua recondução ao cargo que ocupava anteriormente até 15/1/2009. pela promoção. julgue os itens subseqüentes. 412) (Defensor Público AM 2003) Se um servidor solicitar regularmente sua exoneração. Seu pedido foi recusado sob o argumento de que essa licença somente pode ser concedida a servidores ocupantes de cargo efetivo.º 8. 416) (Procurador do MP/TCU 2004) A reversão é forma de provimento de cargo público proscrita em face da exigência de concurso público. 409) (Defensor Público AM 2003) O ato de nomeação de Reinaldo não pode ser revogado pela administração pública. Considerando que Reinaldo foi nomeado para o cargo de defensor público do estado do Amazonas. 410) (Defensor Público AM 2003) Após ser nomeado. emprego ou função e pode ocorrer com extinção do vínculo pela exoneração. Reinaldo. a idade mínima de dezoito anos e a aptidão física e mental. 406) (Analista do TCU 2005) Os empregados do BNDES (empresa pública federal) são servidores públicos federais e. servidor público ocupante de cargo comissionado no TCU há exatos seis anos. servidor público federal. Reinaldo tem responsabilidade civil objetiva pelos atos que praticar no estrito cumprimento de seus deveres funcionais. já havia adquirido a estabilidade no serviço público quando foi aprovado em concurso público para o cargo de analista do TCU. julgue os itens que se seguem. o ato administrativo que o exonerar será vinculado e não discricionário. a pedido do interessado.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA exigido para o exercício do cargo. readaptação ou recondução. Nessa situação. solicitou que lhe fosse concedida licença para tratar de interesses particulares. Reinaldo deve assinar o termo de posse.

424) (Analista TSE 2007) Na redistribuição. não é o servidor que é deslocado de um cargo para outro. Um servidor federal estatutário de nível médio. de dar cumprimento a ordem manifestamente ilegal. 430) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Para o regime jurídico dos servidores públicos federais. ainda que exercido sob a forma de mandato. 426) (Juiz Federal 5. servidora pública. 429) (Juiz Substituto TJBA 2005) No processo administrativo disciplinar. foi acusado de patrocinar indiretamente interesse privado perante a administração pública. após ocupar cargo efetivo no TCU durante exatos dez anos. Com base nessa situação hipotética. calculada sobre a remuneração integral do cargo em comissão. não podendo essa licença exceder o prazo máximo de três meses. designado por autoridade competente. em estágio probatório. Neste caso. o princípio da tipicidade. e com nível de escolaridade igual ou superior ao de Marina. 423) (Analista TSE 2007) Na hipótese de redistribuição.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA anos não se pode inferir que ele tenha sido aprovado em estágio probatório. fase do processo administrativo disciplinar. a comissão processante deve ser composta por servidor estável. por parte desses servidores. assim como não há a obrigação de representar contra seu superior no caso em que a ordem configure ilegalidade. apenas o servidor público detentor de cargo efetivo fará jus à remuneração do cargo. 422) (Advogado da União 2006) É inviável juridicamente o deferimento de licença para tratar de interesses particulares a ocupante de cargo de provimento em comissão. porquanto o superior deste tem o dever de iniciar o processo. de ofício. 433) (Analista do TCU 2005) A demissão de Adriano configura rescisão unilateral do contrato de trabalho que ele celebrou com a União mediante a assinatura do termo de posse. 427) (Técnico do TCU 2007) Apesar de os servidores públicos civis federais estarem organizados em estrutura hierarquizada na administração pública. 432) (Analista do TCU 2005) É requisito de validade da demissão de Adriano a realização de inquérito administrativo voltado à apuração dos fatos relativos à infração disciplinar cometida pelo servidor. o que implica a possibilidade de a autoridade administrativa aplicar sanção a conduta que não esteja minuciosamente descrita como ilícita na norma legal. Instaurada sindicância.ª Região 2006) No que se refere a licença para atividade política. 434) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) Marina. julgue os itens a seguir. omissão ou abuso de poder. foi demitido por motivo de corrupção. 431) (Promotor de Justiça MT 2005) No caso de servidor público cometer ilícito funcional que lese direito de cidadão. Adriano. 425) (Advogado da União 2006) O servidor que exerce cargo em comissão em localidade diversa da sua sede de expediente tem direito de receber ajuda de custo. a sindicância. o deslocamento do cargo somente ocorre na hipótese de readaptação. valendo-se de sua qualidade de funcionário. respondia a regular processo administrativo disciplinar por ter procedido de forma desidiosa no exercício da função. dentro do mesmo poder. não se aplica. 428) (Oficial de Chancelaria 2006) A legislação não proíbe a participação de servidor público como acionista em sociedade comercial. 34 . no período do registro da candidatura até o décimo dia seguinte ao da eleição. equipara-se ao inquérito. fase do processo penal. não há a obrigação. o processo administrativo disciplinar para apuração da falta não exigirá que o lesado represente contra o servidor. mas é o próprio cargo que é deslocado para outro órgão ou entidade. com a mesma amplitude do direito penal.

de nível superior. O administrador era ocupante de cargo efetivo e integrante dos quadros de um órgão do Poder Executivo federal. estatutário e estável. valendo-se da qualidade de funcionário. o presidente da comissão. Ante a situação hipotética acima descrita. valendo-se da qualidade de funcionário. ainda que indireto. a conduta de um administrador público do Poder Executivo federal no sentido de fraudar a licitação e desviar dinheiro público sujeita-o à pena de demissão. a comissão do processo disciplinar concluiu. o ato praticado pela administração é discricionário. No decorrer do processo. quando isso for conveniente ao serviço público. quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificarem a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada. 435) (Procurador Federal 2004) O afastamento por 90 dias de ambos os servidores foi ilegal. uma vez que não tinha domicílio certo. Havia. a apuração da responsabilidade do servidor pela infração praticada no exercício de suas atribuições deve ser feita por meio de processo disciplinar em que sejam garantidos ao servidor o contraditório e a ampla defesa. o administrador foi citado e notificado por meio de edital. uma única vez. julgue os itens seguintes. a ser aplicada pelo presidente da República. admitida a sua prorrogação por igual prazo. é causa de demissão. porque ele não foi ouvido previamente na sindicância. julgue os itens seguintes. como medida cautelar. ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado. ante o grande volume de fatos a apurar. 439) (Procurador Federal 2004) O presidente da República não poderia exonerar o servidor de nível médio. 438) (Procurador Federal 2004) O patrocínio. O presidente da República demitiu o servidor de nível superior e exonerou o servidor em estágio probatório. 441) (Auditor do TCU 2007) Nos termos da lei federal que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União. outrossim. Quanto à situação hipotética acima. No processo. 436) (Procurador Federal 2004) A prorrogação do prazo de conclusão de processo administrativo disciplinar era admissível. Indiciados.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA apurou-se que outro servidor. de interesse privado perante a administração pública. 437) (Procurador Federal 2004) A demissão do servidor de nível superior foi ilegal. o TCU condenou um administrador público solidariamente com uma empresa particular à restituição de determinada quantia aos cofres públicos. 440) (Técnico do TCU 2007) A administração pública pode. ambos foram afastados do exercício de seus cargos pelo prazo de 90 dias. após regular processo administrativo disciplinar. O prazo para conclusão do processo não deve exceder sessenta dias. Produzidas as defesas. Nesse caso. 442) (Auditor do TCU 2007) Nos termos da lei federal que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União. que o servidor de nível médio praticara tão-somente ato de deslealdade para com a instituição a que serve e o servidor de nível superior patrocinara indiretamente interesse privado perante a administração pública. O processo deve ser conduzido por uma comissão composta de três servidores estáveis designados pela autoridade competente. Ao julgar um processo de tomada de contas. o prazo legal máximo fixado para a conclusão do processo disciplinar foi prorrogado. uma vez que ele não cometera infração punível com pena de demissão. 35 . por igual período. ficou comprovado o conluio do administrador e dos representantes da empresa para fraudar a licitação e desviar dinheiro público. que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível. Instaurado processo disciplinar contra os dois servidores. entre eles. informação de que o administrador havia tentado alienar os bens que possuía. 443) (Analista do TCU 2004) O processo disciplinar pode ser revisto de ofício. converter a penalidade de suspensão aplicada a servidor público em multa. ao final. sendo pacífica a jurisprudência do STF no sentido da indelegabilidade dessa atribuição. teria sido co-autor da infração. nos autos.

453) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STF. pois se forma pela manifestação de vontade de órgãos administrativos diferentes. em lei. nos termos da norma constitucional. a jurisprudência pacífica do TCU. 446) (Procurador MP TCM/GO 2007) A aposentadoria do servidor público pode ser corretamente classificada como ato administrativo complexo. Sônia. logo após a exoneração. entre os aprovados às vagas destinadas aos não-deficientes. somente se aperfeiçoando com o registro pelo tribunal de contas competente. Maria foi classificada em 6. João e Paulo foram aprovados em concurso público para provimento de 7 vagas de analista judiciário no tribunal de justiça de determinado estado da Federação. Nessa situação. pelo TCU. em razão de sua experiência no setor. para prestar consultoria a uma empresa ligada ao setor de telecomunicações. mas ficando posicionado em oitavo lugar. 452) (Analista do TCE/AC 2007) Considere a seguinte situação hipotética. em relação aos candidatos que disputavam as vagas destinadas aos deficientes físicos. na classificação geral.º lugar. respectivamente. com base no tratamento constitucional destinado aos servidores públicos. cujo edital. expressamente. em primeiro lugar.º e 2. A respeito da situação hipotética apresentada. não se aplica à Ordem dos Advogados do Brasil. Com base na situação hipotética acima. Maria. todavia. João e Paulo classificaram-se em 1. 450) (Procurador do TCDF 2002) Os servidores dos conselhos profissionais são servidores estatutários. 447) (Analista do TCU 2005) Ato administrativo que nomeie um cidadão brasileiro para cargo comissionado lotado na ANATEL tem como requisito essencial de validade a sua aprovação pelo TCU. 36 . por si só. já que devem ser duas as vagas destinadas aos deficientes físicos e somente cinco destinadas aos não-deficientes. foi contratado.º lugar. um diretor da ANATEL foi exonerado a pedido e. em concurso. julgue o item que se segue. é no sentido de que a admissão de empregados por essas entidades deve ser precedida de prévio concurso público de provas ou provas e títulos. fundamentada em decisões do STF. a administração deve nomear Pedro para que ele tome posse logo após a nomeação do candidato aprovado em primeiro lugar na classificação geral. Maria não terá direito à sua nomeação. entre as vagas destinadas aos deficientes. 449) (Procurador do MP/TCU 2004) O julgamento. previa que 20% das vagas seriam destinadas aos deficientes físicos. em 1.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 444) (Analista ANATEL 2006) A possibilidade de as agências reguladoras requisitarem servidores e empregados de órgãos e entidades integrantes da administração pública é prevista. Pedro foi aprovado em concurso público para investidura em cargo público no âmbito estadual. a obrigatoriedade da reposição das importâncias recebidas de boa-fé.º lugar e Sônia. Três meses após ter tomado posse para cumprir o seu mandato. todavia. ante a natureza autárquica desses conselhos. 448) (Procurador MP TCM/GO 2007) Os empregados de empresa pública exploradora de atividade econômica são submetidos ao regime da CLT e os atos de admissão desses empregados não estão sujeitos a registro pelo TCM/GO. julgue os itens. mas somente a outras modalidades de controle externo. 445) (Analista ANATEL 2006) A esse exdiretor não se aplica nenhum impedimento para prestação de qualquer tipo de serviço a empresa integrante do setor regulado pela agência. 451) (Auditor do TCU 2007) Os empregados dos conselhos de fiscalização profissional não são servidores públicos em sentido estrito. para a formação de um ato único. de ilegalidade de concessão de aposentadoria não implica. de um total de 5 vagas. com base em lei estadual. O edital do concurso previa que seriam destinados 5% dos cargos vagos aos deficientes. Tal jurisprudência.

não é possível identificar um núcleo relativo à natureza da atividade que leve à classificação de uma atividade como serviço público. nem tampouco as leis o fazem. 455) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STJ. 459) (Auditor do TCDF 2002) Para fins de concurso público. 464) (Procurador do TCDF 2002) Está em harmonia com o regime jurídico dos servidores públicos a plena liberdade na reestruturação remuneratória dos cargos. Assim. processo 462) (Juiz Federal 5. sem violação à garantia constitucional dos direitos adquiridos. 466) (Procurador Federal 2007) Empregado público na administração direta federal em desvio de função não possui direito ao pagamento das diferenças salariais pela função exercida. necessários que são para se aferir capacitação moral para o exercício da função pública. em face de improbidade administrativa. da ampla defesa e do devido processo legal. em decorrência exclusiva de decisão administrativa proferida em sede de processo administrativo disciplinar. 456) (Auditor do TCDF 2002) A exigência de altura mínima para o exercício de cargo público é incompatível com o regime constitucional de preservação da dignidade humana. o conceito de serviço público. 37 . 460) (Juiz Federal 5.ª Região 2006) Conforme entendimento do STF. além de apreciar a regularidade do procedimento à luz dos princípios do contraditório. mas mera expectativa de direito. em seu texto. ainda que não-exigido por lei.ª Região 2006) O servidor público não pode sofrer a pena de perda do cargo público. 468) (Analista do TCU 2007) Segundo a corrente doutrinária conhecida como essencialista. inclusive no intuito de reverter a pena aplicada. PPPs. a conceituação do serviço público deve ser buscada na doutrina. o exame psicotécnico pode ser estabelecido para concurso público.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 454) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STJ. a justiça do trabalho será competente para dirimir os conflitos dessa relação jurídica. consórcios públicos convênios e 467) (Analista do TCU 2007) A Constituição federal não traz expresso. mesmo após o estágio probatório de novo cargo assumido. João deve ser nomeado somente depois de nomeados os candidatos aprovados para as vagas destinadas aos não-deficientes. 458) (Procurador do TCDF 2002) Está em harmonia com o regime jurídico dos servidores públicos a ilegitimidade do veto a candidatos quando embasado em avaliação da saúde psicológica a partir de exame restrito a uma entrevista privativa. 457) (Auditor do TCDF 2002) Em razão do princípio da vinculação ao edital. Nessa situação. podendo ter caráter subjetivo. no Brasil. 463) (Oficial Bombeiro DF 2007) No controle do processo administrativo disciplinar. cabe ao Poder Judiciário. o servidor público federal tem direito de retornar a cargo federal anterior. nãoimpugnada pelo candidato antes de sua realização. 465) (Juiz Substituto TJTO 2007) João ocupava exclusivamente cargo em comissão no estado do Tocantins. não podendo constituir exigência legal ou editalícia. desde que haja expressa previsão no edital. desde que observada a vedação de decesso remuneratório. 8 Serviços públicos. 461) (Analista TSE 2007) A condenação de um servidor público pela prática de ato de improbidade administrativa deve ocorrer mediante administrativo disciplinar. adentrar no mérito do julgamento administrativo. a prescrição da pretensão punitiva não é causa de desconsideração de antecedentes criminais. Sônia não teria direito subjetivo à nomeação. caso a administração resolvesse não contratar nenhum dos candidatos aprovados. sendo o ato de nomeação um ato discricionário.

da modicidade e da cortesia. está. 473) (Analista do TCU 2004) Os requisitos do serviço público identificam-se com o conteúdo dos princípios da permanência ou continuidade. inadimplente no que se refere ao pagamento de sua conta de luz e não possui as mínimas condições econômico-financeiras de satisfação desse débito. permissionários ou autorizatários. A concessionária do serviço. Diante dessa situação hipotética. 478) (Analista ANATEL 2006) A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça pacificou o entendimento de que. não deve ser efetuada a suspensão do fornecimento de energia elétrica. seja diretamente. não é necessário haver lei que assim o defina. considerado o interesse da coletividade. para que um serviço público se insira na primeira categoria. pelo princípio da continuidade do serviço público essencial e da dignidade da pessoa humana. exclusivamente à pessoa de um cidadão que lhes faça jus. seja 470) (Juiz Substituto TJCE 2004) Uma das classificações dos serviços públicos divide-os em serviços uti singuli e uti universi. os serviços públicos podem ser classificados em essenciais ou em não-essenciais. sendo prestados de forma direta. determinou a suspensão do fornecimento de tal serviço. Os primeiros são aqueles prestados. residente em Palmas – TO. julgue o item que se segue. não pode o órgão público prestador de serviço público essencial cortar o fornecimento de serviço a consumidor que permaneça inadimplente após ter sido previamente notificado. 476) (Juiz Substituto TJTO 2007) O serviço de fornecimento de energia elétrica a José se caracteriza como impróprio e individual. quando necessária à satisfação de relevante interesse público ou de imperativos de segurança nacional. Portanto. não caracteriza descontinuidade do serviço público concedido. 477) (Juiz Substituto TJTO 2007) Não se exige que José seja notificado da ausência de pagamento para que haja o corte de energia elétrica. 475) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STJ. Nessa mesma conta. pela administração pública. a intervenção estatal na atividade econômica. corresponde aos chamados serviços administrativos. ou indireta. a sua interrupção. autorizandose. há mais de dois meses. desempregado.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 469) (Juiz Substituto TJBA 2004) Quanto à essencialidade. Com base nessa situação hipotética. da generalidade. não pagou a fatura de energia elétrica de sua residência relativamente ao mês de abril de 2007. José. por meio de concessionários. via de conseqüência. 474) (Juiz Substituto TJBA 2005) Os serviços públicos essenciais devem ser prestados de maneira contínua. 479) (Juiz Federal 5. João. foi cobrada a contribuição de 38 . em face do princípio da continuidade do serviço público. uma vez que pode ser essencial por sua própria natureza. em cada ocasião. da eficiência. iluminação pública.ª Região 2006) A interrupção do fornecimento de serviço por inadimplemento do usuário. 471) (Delegado de Polícia Federal 2004) Os serviços de utilidade pública têm característica de essencialidade e necessidade para os membros da coletividade. a concessionária não pode suspender o fornecimento de energia elétrica. desde que feita após prévio aviso. por meio de seu dirigente. 472) (Juiz Substituto TJBA 2005) De acordo com a classificação dos serviços públicos quanto ao objeto. 481) A Constituição da República determina que a cada município brasileiro cabe prestar o serviço público de transporte coletivo. ao passo que os últimos são prestados à coletividade globalmente considerada ou a um grupo de pessoas. 480) (Procurador do MP/TCU 2004) O serviço público detentor de poder de polícia não pode ser objeto de concessão a particular. julgue os itens acerca dos serviços públicos.

por motivos de interesse público. C no curso do prazo contratual. Concedido serviço público a uma empresa privada. por meio de outras fontes provenientes de receitas alternativas. qualquer direito subjetivo à continuidade da autorização. ante a imposição constitucional de realização de licitação nas concessões. independentemente de prévio pagamento de indenização ao concessionário. 487) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) É vedada a concessão de serviço público por prazo indeterminado. o poder concedente pode decretar a retomada do serviço. B o concessionário está autorizado a interromper a prestação dos serviços por inadimplemento do usuário independentemente de prévio aviso deste 491) (Procurador do MP/TCU 2004) Na alienação do controle acionário de empresa estatal prestadora de serviço público. a empresa propôs demanda na qual alegou e provou a inexistência dos motivos de interesse público que motivavam a retomada. 493) (Procurador Federal 2004) É legal a previsão de remuneração do 39 . o poder concedente não pode intervir na prestação do serviço. que é feita por conta e risco do concessionário. mas a titularidade do serviço permanece em poder da administração pública. 485) (Defensor Público do DF 2006) A discricionariedade ínsita aos atos de autorização de serviços públicos permite ao poder público avaliar a conveniência de eventual revogação do ato autorizado. 489) (Procurador do MP/TCU 2004) Na concessão de serviço público. 482) (Analista do TCU 2007) O DF deve prestar os serviços públicos previstos como de competência dos estados e dos municípios. 486) (Advogado da União 2004) As concessões de serviço público têm natureza de contrato administrativo. ainda. no edital e no contrato. foi estabelecido que a remuneração dos serviços darse-ia por meio de pagamento de tarifa paga pelos usuários e. a prestação do serviço deveria ser retomada. pactuada sem prazo determinado. uma vez que a relação de consumo subjacente não pode ser gratuita. 488) (Exame de Ordem OAB 2007. que. 483) (Oficial Bombeiro DF 2007) A delegação de concessão ou permissão de serviço público pelo poder público está subordinada ao princípio da obrigatoriedade de licitação prévia. D no curso do prazo contratual. sendo a remuneração pela execução do serviço feita por meio de tarifa. julgue os itens a seguir. paga pelo usuário. sem pagamento de indenização. portanto. por parte do particular. imitiu-se na posse dos bens por meio dos quais o serviço era prestado. não havendo. não se pode transferir concomitantemente a concessão do serviço público. 490) (Titular de Serviços Notariais TJDFT 2006) A concessão de serviço público de limpeza urbana dispensa a edição de lei autorizativa municipal. por motivo de interesse público.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA mediante regime administrativo concessão ou permissão. razão pela qual. por meio de concorrência pública. tem natureza de preço público e é fixada pelo preço da proposta vencedora da licitação e preservada pelas regras de revisão previstas na lei que disciplina o regime de concessão de prestação de serviços públicos. cumulativamente. Irresignada com o ato de retomada.1) Nas concessões de serviço público A o concessionário presta o serviço em nome próprio. no curso do prazo contratual. 484) (Advogado da União 2002) O regime jurídico da autorização não é constitucionalmente compatível com a exploração de serviço público por parte de pessoa jurídica privada. Durante a vigência da concessão. com o intuito de se assegurar a igualdade de condições a todos os concorrentes e a seleção da proposta mais vantajosa. Em relação a essa situação hipotética. 492) (Procurador Federal 2004) A concessão do serviço público podia dar-se por meio de tomada de preços. de último e desde que não se trate de situação de emergência. a remuneração do concessionário está condicionada à fixação de tarifa. a administração pública entendeu que.

498) (Procurador do TCDF 2002) A prestação de serviços públicos sob o regime de permissão dar-se-á. foram identificadas as ocorrências a seguir indicadas. por sua conta e risco. ante a indeterminação do prazo da concessão. por intermédio de licitação pública. modalidade de licitação adotada para a linha A. 494) (Procurador Federal 2004) A concessão pactuada. em decorrência do dissídio coletivo. ante a sua manifesta inconstitucionalidade. é possível a contratação sem licitação de empresa permissionária por prazo não-superior a dois anos. 506) (Procurador do MP/TCU 2004) Denomina-se encampação a retomada do serviço concedido pelo poder concedente. Para uma primeira linha — A —. portanto. não houve qualquer ilegalidade. ocorreu dissídio coletivo dos motoristas e cobradores e. deve ser considerada ilegal. 495) (Delegado de Polícia Federal 2004) A permissão de serviço público. foi aplicada a teoria da imprevisão para aumentar o valor das tarifas cobradas dos passageiros como forma de recompor o equilíbrio econômicofinanceiro do contrato. três meses após a celebração do contrato com a empresa que venceu a licitação. julgue os itens que se seguem. havia sido realizada licitação. recursos técnicos. e o edital previa a celebração de contrato de permissão pelo prazo de cinco anos. e exigir a realização de licitação. 496) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) As permissões de serviço público são formalizadas mediante contrato de adesão. desde que tenham sido observados os parâmetros definidos em lei local.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA concessionário por fontes provenientes de receitas alternativas. Para uma segunda linha — linha B —. foi constatado que.ª Região 2006) A condenação transitada em julgado da concessionária por sonegação de tributos importa. Ainda em relação à linha A. haja vista a existência de lei do DF que determina que. necessariamente. foi contratada uma determinada empresa sem licitação. devendo ser. a administração pública terá acesso aos dados relativos a administração. 502) (Auditor do TCDF 2002) Com base na legislação vigente. Em decorrência de auditoria realizada no setor de transporte coletivo de passageiros no DF. para trechos experimentais. considerada ilegal a cláusula que estipulou prazo certo para a linha A. econômicos e financeiros das permissionárias e concessionárias. por motivo de interesse público 507) (Analista ANATEL 2006) Denomina-se encampação a retomada do serviço pelo 40 . 504) (Juiz Federal 5. será dispensada a licitação. em conseqüência. obrigatoriamente. 505) (Procurador Federal 2004) A retomada do serviço público por motivos de interesse público denomina-se encampação. na modalidade de tomada de preço. formalizada mediante celebração de contrato de adesão entre o poder concedente e a pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para o seu desempenho. realizada com base na teoria da imprevisão. 500) (Auditor do TCDF 2002) A permissão de serviço público tem como uma de suas principais características a precariedade e a revogabilidade unilateral. 499) (Auditor do TCDF 2002) Acerca da adoção de tomada de preço. na caducidade do contrato de concessão. durante o prazo da concessão. 503) (Analista do TCU 2007) No exercício da fiscalização e do controle dos serviços públicos prestados por concessionários e permissionários. o TCDF deverá deixar de aplicar a lei do DF que amparou a contratação de permissionárias para a linha B sem licitação. 501) (Auditor do TCDF 2002) A repactuação ocorrida no contrato para a linha A. 497) (Procurador Consultivo TCE/PE 2004) Quando a permissão de serviço público se der a título precário. contabilidade. Em face da situação hipotética acima. é ilegal. tem como características a precariedade e a possibilidade de revogação unilateral do contrato pelo poder concedente.

nos casos de descumprimento das normas contratuais pelo poder público. sem pagamento de indenização. que concedeu permissão para a atividade de transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros entre duas cidades à empresa Expresso 3333.ª Região 2006) O contrato de concessão de serviço público. dos efeitos do Termo de Permissão Condicionada n. 509) (Procurador MP TCE/PE 2004) Para respeitar a legislação vigente. exigido 41 . 517) (Procurador Federal 2007) A empresa Expresso 1111 não é legítima detentora de direitos contratuais para a exploração do serviço de transporte coletivo de passageiros. por motivo de interesse público. em face do princípio da separação de poderes. empresa vencedora do certame. durante o prazo da concessão. 513) (Advogado da União 2004) A extinção do contrato de concessão de serviço público por meio da encampação se consuma com a retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão. 515) (Procurador Federal 2004) A inexistência do motivo para a retomada do serviço público.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA poder concedente. Como o novo secretário anulou esse contrato entre o estado e a empresa Expresso 1111. 512) (Juiz Federal 5. a retomada deverá ser autorizada por lei específica. mas obteve. pode ser rescindido por iniciativa do concessionário. determina sua invalidade. julgue os seguintes itens. na gestão anterior à do atual secretário de infra-estrutura. pois o contrato celebrado não foi precedido da indispensável realização de procedimento licitatório público. 511) (Delegado de Polícia Federal 2004) O contrato de concessão de serviço público extingue-se pela rescisão quando a iniciativa de extinção do contrato é do poder concedente. por ter a concessionária descumprido cláusulas contratuais ou disposições legais ou regulamentares concernentes à concessão. ainda que não houvesse motivo para dispensa ou inexigibilidade da licitação. a simples demonstração. por motivo de interesse público e realizada mediante lei autorizativa específica. pela retomada de um serviço concedido. a concessão em definitivo da segurança almejada no sentido de desconstituir o ato administrativo impugnado. com base no contrato até então em curso. independentemente de decisão judicial. é legal. 508) (Procurador MP TCE/PE 2004) A essa modalidade de extinção da concessão dá-se o nome de encampação.º 3/2000 concedido à Expresso 3333 para operar a linha referida e. julgue os itens que se seguem. A inicial requereu a suspensão. in limine. de que a continuidade da prestação dos seus serviços à população atende ao interesse público seria suficiente para que fosse mantido o seu contrato com a administração pública estadual. 510) (Procurador MP TCE/PE 2004) Após a retomada. Com referência à situação hipotética acima e à legislação a ela pertinente. a imissão na posse dos bens por meio dos quais o serviço era prestado pela empresa. A respeito dessa situação. Considere a situação em que o poder concedente. logo após a extinção do contrato de concessão. tenha optado. a habilitava plenamente ao exercício da atividade. A empresa Expresso 1111 não se submeteu a processo licitatório. A empresa Expresso 1111 impetrou mandado de segurança contra ato do secretário de infraestrutura de uma unidade da Federação. tendo realizado licitação e concedido à Expresso 3333. em decorrência de descumprimento das normas contratuais pelo concessionário. segundo seu entendimento. pela empresa Expresso 1111. a exploração da linha. ao final. 516) (Procurador Federal 2007) Na situação em apreço. a Expresso 1111 entendeu ter direito líquido e certo de continuar a exploração da linha. após prévio pagamento de indenização. um contrato que. o poder concedente dispõe de 12 meses para indenizar o concessionário. 514) (Procurador Federal 2004) Em face do princípio da continuidade do serviço público. expresso no ato.

exercido em auxílio ao Congresso Nacional. que é o titular do controle externo. Nesse caso. nos casos de prestação de serviço público sob o regime de permissão ou concessão. dada pela administração.º 11. e não no de franquia. se não ocorrer ausência ou falha na fiscalização do concedente. ainda que envolva execução de obra ou fornecimento e instalação de bens. porém. a concessionária sujeita-se aos riscos empresariais. pelos estados.079/2004 contém dispositivos aplicáveis aos órgãos da administração pública direta. o Estado pode transferir a atividade-fim para que os particulares a desempenhem em um regime de direito privado. incluindo eventual prorrogação. responsabilidade subsidiária do Estado. a validade e a eficácia do contrato administrativo. 527) (Procurador MP TCM/GO 2007) De acordo com a Lei n. 520) (Juiz Substituto TJTO 2007) O contrato de concessão se iguala ao de franquia.079/2004. 529) (Procurador MP TCM/GO 2007) A Lei n.º 11. contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado. uma vez ausente.079/2004 proíbe expressamente a celebração de contrato de parceria público-privada que tenha como objeto único o fornecimento de mão-de-obra. mediante contrato. já que em ambas se transfere a execução do serviço público. pelo DF e pelos municípios. sendo vedado o pagamento de contraprestações públicas. às autarquias. não podendo ter prazo de vigência inferior a 5 anos nem superior a 35 anos. às fundações públicas. 530) (Advogado da União 2006) Considere que um ministério pretenda contratar o fornecimento de mão-de-obra para a execução de uma obra pública. macula a existência. O contrato da PPP na modalidade patrocinada deve envolver. 522) (Oficial de Chancelaria 2006) A União pode estabelecer contrato com empresas estatais ou privadas para realizar atividades de pesquisa. Nesse 42 . já que naquela haverá necessariamente contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado. 526) (Juiz Substituto TJTO 2007) Concessão patrocinada é o contrato de prestação de serviços no qual a administração pública é usuária direta ou indireta. conservando-se a sua titularidade.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA não só por lei. 525) (Juiz Substituto TJTO 2007) Uma das diferenças entre a parceria públicoprivada e a concessão de serviço público refere-se à forma de remuneração. Não há. o fornecimento e a instalação de equipamentos ou a execução de obra pública. aos fundos especiais. lavra. 519) (Analista ANATEL 2006) A concessão de serviços de telecomunicações é a delegação de sua prestação. 518) (Procurador Federal 2007) A licitação é pressuposto que. 524) (Analista Inmetro 2007) Nas parcerias público-privadas (PPP) a remuneração do parceiro privado deve ser exclusivamente tarifária. 523) (Procurador MP TCM/GO 2007) A Lei n. sendo remunerada pela cobrança de tarifas dos usuários ou por outras receitas alternativas e respondendo diretamente pelas suas obrigações e pelos prejuízos que causar. às sociedades de economia mista e às demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União. 521) (Juiz Substituto TJTO 2007) Por meio da terceirização de mão-de-obra. mas também pela própria CF. adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários. na medida em que somente no contrato de concessão.º 11. às empresas públicas. não constitui parceria público-privada a concessão de serviços públicos ou de obras públicas quando não envolver contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado. Eles se diferenciam. pode haver rescisão unilateral. 528) (Auditor do TCU 2007) Todas as etapas do processo de licitação e contratação da PPP referida estão sujeitas ao controle do TCU. enriquecimento e industrialização de minérios e minerais nucleares e seus derivados.

ou entre estas e organizações particulares. em 1% a receita corrente líquida do exercício. deverá obedecer a padrões de governança corporativa e adotar contabilidade e demonstrações financeiras padronizadas. o pagamento ao parceiro privado não pode ficar vinculado à qualidade do seu desempenho. Assim. pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos. 541) (Juiz Substituto TJTO 2007) Os consórcios são acordos firmados por entidades públicas de qualquer espécie. por ter o poder-dever de fiscalização sobre ela. vinculada ao seu desempenho. pois os riscos do empreendimento devem ser repartidos entre as partes. esse ministério pode-se valer da celebração de contrato de parceria público-privada. a contraprestação da administração pública. ficando vedado à administração pública ser titular da maioria do seu capital votante. para análise e aprovação. se prevista em contrato. podendo autorizar a gestão associada de serviços públicos. para a realização de objetivos de interesse comum dos partícipes. o Distrito Federal (DF) e os municípios devem disciplinar. um consórcio deve ser constituído na forma de associação civil. 539) (Auditor do TCU 2007) Consoante disposição expressa da Constituição Federal. 540) (Auditor do TCU 2007) Segundo lei específica recentemente editada.079/2004. 536) (Juiz Substituto TJTO 2007) A contratação de parceria público-privada será precedida de licitação modalidade de concorrência. sob pena de nulidade.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA caso. no ano anterior. conforme regulamento. uma vez que se trata. que poderá assumir a forma de companhia aberta. 532) (Juiz Substituto TJTO 2007) Nas parcerias público-privadas. 534) (Juiz Federal 5. o poder público não pode contratar parceria público-privada quando a soma das despesas de caráter continuado derivadas do conjunto das parcerias já contratadas tiver excedido. com valores mobiliários admitidos a negociação no mercado. os consórcios públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados.º 11. a sociedade de propósito específico. salvo aquisição por instituição financeira controlada pelo poder público em caso de inadimplemento de contratos de financiamento. é obrigatória. tendo como associadas duas pessoas jurídicas de direito público interno. a União. deve ser constituída sociedade de propósito específico. bem como a transferência total ou parcial de encargos. os estados. por meio de lei. 533) (Advogado da União 2006) Antes da celebração do contrato de parceria público-privada. da qual a administração pública não pode fazer parte. poderá prever o pagamento de remuneração variável. nos termos do Código Civil. a qual poderá adotar a forma de companhia aberta. durante a execução do contrato. 538) (Procurador MP TCM/GO 2007) De acordo com a Lei n. a submissão da minuta do edital e do contrato ao TCU. de organização de pessoas para fins não-econômicos. que regula os consórcios administrativos no âmbito da administração pública brasileira.ª Região 2006) O contrato de parceria pública e privada deve ser firmado entre o poder público e uma sociedade de propósito específico. 43 . para as PPPs na modalidade patrocinada. na 537) (Auditor do TCU 2007) Nos termos da lei federal que regula as PPPs na administração pública brasileira. 535) (Juiz Substituto TJTO 2007) Nas parcerias público-privadas. antes da publicação na imprensa oficial. 531) (Advogado da União 2006) Nos contratos de parceria público-privada. o consórcio deve ser uma pessoa jurídica de direito privado. serviços. conforme metas e padrões de qualidade e disponibilidade definidos no contrato.

situados no estado de Goiás. 547) (Procurador MP TCM/GO 2007) A União pode celebrar convênios com o referido consórcio público. um consórcio público para a realização de objetivos e interesses comuns e para a prestação de serviços na área de saúde. 2007) Por federal que gerais de públicos. três municípios vizinhos. celebração de contratos. atos. 552) (Analista do TCU 2004) Os bens dominiais ou do patrimônio disponível podem ser afetados a uma utilidade pública. 544) (Procurador MP TCM/GO 2007) O estatuto que dispõe sobre a organização e o funcionamento de cada um dos órgãos constitutivos do mencionado consórcio é nulo se não contiver. constituíram. 551) (Defensor Público AM 2003 – adaptada) A instituição de cobrança pelo uso de estacionamento público faz com que a referida área deixe de ser bem de uso público comum do povo e passe a ser bem de uso especial. 555) (Analista do TCU 2004) Segundo entendimento jurisprudencial. a imprescritibilidade é qualidade apenas dos bens de uso comum do povo e dos bens de uso especial. 546) (Procurador MP TCM/GO 2007) Ao mencionado consórcio público não é obrigatória a obediência aos princípios. legitimidade e economicidade de despesas. sendo imprescritíveis tanto os bens de uso comum do povo como os bens de uso especial. o integra a dos três 548) (Procurador MP TCM/GO 2007) A existência legal da pessoa jurídica que constitui o consórcio mencionado começa com a publicação. inclusive quanto a legalidade. diretrizes e normas que regulam o Sistema Único de Saúde (SUS). prestação de contas e admissão de pessoal. contratos e renúncias de receitas. entre outras disposições. operacional e patrimonial do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM/GO). julgue os itens. 44 . a denominação. na forma estabelecida na legislação civil. pois ele inclui bens que não pertencem ao poder público. 556) (Defensor Público AM 2003) Entre os bens públicos. os fins e a sede do consórcio. na imprensa oficial. 545) (Procurador MP TCM/GO disposição expressa da lei dispõe sobre normas contratação de consórcios mencionado consórcio administração indireta municípios consorciados. com o objetivo de viabilizar a descentralização e a prestação de políticas públicas em escalas adequadas. 557) (Procurador do MP/TCU 2004) Os bens públicos podem ser objeto de oneração desde que não se tenha por fim a constituição de direito real de garantia. 543) (Procurador MP TCM/GO 2007) O referido consórcio público deve observar as normas de direito público no que concerne a realização de licitação. Acerca da situação hipotética descrita. que é regida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 9 Bens públicos 549) (Analista do TCU 2007) Domínio público é um conceito mais extenso que o de propriedade. 554) (Procurador Federal 2004) Os bens das autarquias não estão sujeitos a penhora. 553) (Juiz Substituto TJTO 2007) A desafetação de bem público só pode ser feita por meio de lei. por ato administrativo ou por lei. 550) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Bens públicos dominiais são aqueles afetados ao serviço público. do contrato de consórcio público celebrado entre os municípios que o integram. 542) (Procurador MP TCM/GO 2007) O consórcio público mencionado está sujeito à fiscalização contábil.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA Em 2006. apenas os dominicais são sujeitos a usucapião.

º Batalhão de Engenharia e Construções do Exército Brasileiro. do regime jurídico dos recursos minerais e da avocação administrativa. já que os bens dessas entidades não são públicos. a característica de inalienabilidade dos bens públicos não é absoluta. 559) (Defensor Público da União 2007) De acordo com o STF. concedidos à empresa Zeta Minerações e Pavimentações Ltda. Além desses bens. se uma gleba de terra não possuir registro imobiliário e não se fizer prova de que pertence a particular. tendo em vista a necessidade de que o Exército construísse. sob o fundamento da prevalência do interesse público. em princípio. estão as terras devolutas. 560) (Analista do TCU 2007) Entre os bens do domínio terrestre do solo. solicitou ao ministro de Estado de Minas e Energia que este avocasse o processo administrativo e reformasse o ato nele praticado. foram revogados pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). diretamente e em local próximo à área em exploração. em Brasília – DF.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 558) (Juiz TJSE 2003) Salvo para os bens insuscetíveis de valoração patrimonial. privados. julgue os itens que se seguem. As lagoas que não sejam alimentadas por correntes públicas. então. permissão para que a área fosse utilizada e explorada pelo 9. 562) (Analista do TCU 2007) A utilização da linha de jundu como critério para demarcar os terrenos de marinha é uma prática que atende à legalidade estrita no processo de gestão dos bens públicos. os terrenos marginais. mas. permanecem no domínio público. 570) (Juiz Substituto TJTO 2007) Os recursos minerais do solo são de propriedade da União. quanto as dormentes. arrolados pela Constituição Federal como bens da União. como as lagoas e os reservatórios construídos pelo poder público. A respeito dessa situação hipotética. a depender de onde nasça e por onde corra. a aquisição por município ou pelo Distrito Federal de vias. como os sítios arqueológicos e pré-históricos. os terrenos acrescidos e as ilhas. há outros. considerada terra devoluta. poderá ser propriedade da União ou de estado-membro. 567) (Procurador do MP/TCU 2004) O processo discriminatório das terras devolutas da União pode efetivar-se por meio de processo administrativo. propriedade essa que não se estende à lavra produzida pelas concessionárias que exploram essa atividade.. espaços livres e áreas destinadas a edifícios públicos e outros equipamentos urbanos dá-se a partir do momento em que o projeto de loteamento é aprovado pelo poder público. sim. ela deve ser. após o Comando do Exército ter solicitado. os terrenos de marinha. como os rios e riachos. 566) (Juiz Substituto TJTO 2007) As terras reservadas aos indígenas são bens dominiais e são consideradas bens públicos da União. pertencem à União e constituem bem dominial. tendo em vista a sua ilegalidade. Alvarás de pesquisa minerária. instalações necessárias ao funcionamento de suas atividades. 569) (Procurador do MP/TCU 2004) Entre os bens da União estão os recursos minerais do solo e do subsolo. ainda que situadas ou cercadas por um só prédio particular. 45 . 563) (Analista do TCU 2007) São bens públicos tanto as águas correntes. o TCU não tem competência para julgar contas das sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica. 564) (Juiz Substituto TJCE 2004) Um rio. sendo que nem todas são disponíveis. ou de seus administradores. as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e as cavidades naturais (cavernas) subterrâneas. A empresa. 568) (Procurador do MP/TCU 2004) Com relação a loteamentos urbanos. autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). 565) (Titular de Serviços Notariais TJDFT 2006) As águas do lago Paranoá. praças. 561) (Promotor de Justiça MT 2005) As terras devolutas são bens públicos de natureza dominical.

por meio dele. Uma empresa pública federal devedora pagou seus débitos com bens imóveis dominiais de que era proprietária. Uma autarquia federal responsável pela defesa do patrimônio histórico. sendo inconstitucional que a proprietária. como regra.º Batalhão de Engenharia e Construções do Exército Brasileiro. feita pelo 9. em qualquer hipótese. avaliação prévia. 577) (Procurador Federal 2004) A dação em pagamento não dependia de prévia autorização do ministério. obrigação de indenizar. garantindo-se ao concessionário a propriedade do produto da lavra. por iniciativa da administração. entendendo-se como tal a venda. no âmbito de sua competência. no âmbito do ministério. são. contra os dirigentes e os empregados da empresa que permitiram o pagamento da dívida com bens da empresa. autorização legislativa e licitação. aos proprietários lindeiros de área remanescente ou resultante de obra pública que se tornar inaproveitável isoladamente. 575) (Procurador do TCDF 2002) Os bens imóveis da administração pública cuja aquisição tenha decorrido de dação em pagamento poderão ser alienados por ato da autoridade competente. 46 . O pagamento deu-se sem prévia autorização legislativa. deve ser dada interpretação restritiva ao dispositivo. seja demonstrada a necessidade ou utilidade da alienação e seja adotado procedimento licitatório sob a forma de concorrência pública ou leilão. 578) (Procurador Federal 2004) A dação em pagamento dependia de prévia autorização legislativa. foi aplicada multa ao município. 574) (Procurador do MP/TCU 2004) A alienação de bens imóveis da administração direta poderá ser efetuada sem licitação nas hipóteses de investidura. provocados por um trator pertencente a essa municipalidade. 579) (Procurador Federal 2004) A dação em pagamento dependia de prévia avaliação. Por meio de auto de infração.ª Região 2006) De acordo com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Constatado o fato pelo controle interno do ministério ao qual a empresa é vinculada. lavrado por um dos fiscais da autarquia. caracteriza-se como atividade econômica. a União. sem autorização do ministério ao qual a empresa é vinculada e sem avaliação prévia. contra o ato do ministro. entre outros. o ministro instaurou procedimento. 580) (Juiz Substituto TJBA 2004) O tombamento é um dos mais importantes mecanismos para a proteção de bens de valor artístico e histórico. perante o TCU. tanto bens públicos quanto particulares podem ser atingidos. 572) (Procurador Federal 2007) A extração de recursos minerais desejada pelo Comando do Exército. a fim de que seu alcance se restrinja a garantir ao particular tal exploração. Os dirigentes e empregados da empresa representaram.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 571) (Procurador Federal 2007) Os dispositivos constitucionais que regem a matéria relativa à exploração mineral determinam que os recursos minerais pertencem à União para fins de exploração. autuou um município por danos em bem tombado. os bens das concessionárias são públicos enquanto estiverem atrelados ao serviço público e. desde que cumpram os seguintes requisitos: sejam previamente avaliados. Acerca dessa situação hipotética. que é vedada pela CF. portanto. 573) (Procurador do MP/TCU 2004) A alienação de bens imóveis das sociedades de economia mista depende de interesse público devidamente justificado. 581) (Procurador do MP/TCU 2004) O tombamento de bem particular que constitua patrimônio histórico não gera. 576) (Juiz Federal 5. Assim. entre outras hipóteses. e o ato de tombamento pode ocorrer tanto mediante consenso entre a administração e o particular dono do bem quanto compulsoriamente. explore diretamente substâncias minerais que serão utilizadas na construção de obras públicas. julgue os seguintes itens. impenhoráveis.

o Poder Judiciário não poderá se imiscuir na demanda para definir se os bens tombados têm ou não valor histórico-cultural ou se o ato administrativo do tombamento foi concretizado mediante desvio de finalidade. 587) (Procurador Municipal de Vitória 2007) Em caso de litígio entre o estado e o município.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA Impugnada a aplicação da penalidade. porque o tombamento não fora registrado no cartório de registro de imóveis. Em face dessa situação hipotética. 585) (Procurador Municipal de Vitória 2007) A competência para o tombamento de bens de valor histórico. 10 Responsabilidade Civil do Estado 592) (Juiz Substituto TJBA 2004) As fórmulas “The king can do no wrong” (“O rei não pode errar”) e “Le roi ne peut mal faire” 47 . argumentou que o ato considerado danoso fora praticado por pessoa estranha aos quadros de servidores do município. haveria necessidade de realização do devido processo expropriatório dos bens do estado pelo município. Pediu. pois o ato importa a automática transferência de propriedade dos imóveis que compõem o conjunto arquitetônico. partindo da situação hipotética apresentada acima. hipótese em que. de propriedade do estado do Espírito Santo. A execução por quantia certa de créditos contra essas entidades pode ser feita por meio de penhora sobre a renda. 588) (Procurador MP TCM/GO 2007) A alienação de imóvel de uma autarquia é subordinada à existência de interesse público devidamente justificado. de avaliação prévia e de licitação na modalidade condizente com o preço do imóvel. O prefeito do município X. Por derradeiro. histórico. 586) (Procurador Municipal de Vitória 2007) Antes de ser editado o decreto de tombamento. acerca da defesa de bens de valor artístico. a anulação do ato com efeitos ex tunc. 582) (Procurador Federal 2004) Teve razão o município ao alegar que a multa não seria devida. que não poderia ser multado pela autarquia ante sua personalidade de direito público. estético e paisagístico. 590) (Analista ANATEL 2006) Os bens das concessionárias de serviço público não são necessariamente impenhoráveis. antes da arrematação ou adjudicação. Julgue os itens seguintes. determinou o tombamento provisório de um conjunto arquitetônico formado por 3 edifícios. por fim. conceito este que não abrange aquele custeio. sobre determinados bens ou sobre todo o patrimônio. 583) (Procurador Federal 2004) O exercício do poder de polícia por parte da autarquia federal em defesa do patrimônio histórico pode atingir entidades públicas estaduais e municipais. já que a Constituição apenas ressalvou a hipótese de seqüestro de crédito de natureza alimentícia. 589) (Auditor do TCDF 2002) Os bens móveis ou imóveis de uma fundação federal de direito privado serão objeto de consagração. seria do próprio estado e não do município X. significando que somente poderão ser utilizados com vistas à consecução dos fins a que se destina a pessoa jurídica. as contas públicas não podem ser objeto de bloqueio judicial para garantir o custeio de tratamento médico. no caso. o município alegou que a multa não seria devida. julgue os itens que se seguem. dispensada esta somente nos casos estabelecidos em lei. enquanto detiverem condição de afetados. depende de autorização em lei específica. o poder público concedente deve manifestar-se. a quem o trator de propriedade municipal fora emprestado por um de seus funcionários. 591) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STJ. porque o tombamento não fora registrado no cartório de registro de imóveis. Sustentou. onde funcionava a secretaria da fazenda do estado. por meio de decreto. ainda. 584) (Procurador Federal 2004) A circunstância de ter sido o trator do município emprestado a terceiro não exime o poder público de responsabilidade.

a teoria da responsabilidade com culpa (ou responsabilidade subjetiva). “As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros. estaduais. 596) (Defensor Público da União 2007) Como a responsabilidade civil do Estado por ato danoso de seus prepostos é objetiva. ou ocorreu por culpa exclusiva da vítima. por parte destes. 595) (Procurador do MP/TCU 2004) A responsabilidade da administração direta é sempre objetiva. 602) (Procurador MP TCM/GO 2007) O primeiro artigo acima transcrito não 48 . 598) (Delegado de Polícia Federal 2004) A responsabilidade civil do Estado por conduta omissiva não exige caracterização da culpa estatal pelo não-cumprimento de dever legal. desde que haja. inclusive as associações públicas. 593) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) O direito brasileiro adota a responsabilidade objetiva do Estado. causarem danos a terceiros.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA (“O rei não pode fazer mal”) representam. nessa qualidade. culpa ou dolo. “As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. o Distrito Federal (DF). assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. de acordo com o Código Civil. No entanto.” Considerando os dois artigos acima transcritos. uma vez que essas empresas integram a administração indireta de tais entes da Federação. tanto na ocorrência de atos comissivos como de atos omissivos de seus agentes que. evidencia-se na obrigação que tem o Estado de indenizar o dano injustamente sofrido pelo particular — independentemente da existência de falta do serviço e da culpa do agente público —. causarem a terceiros. pois o dolo do servidor público elide a responsabilidade estatal. havendo a possibilidade de comprovação da culpa da vítima a fim de atenuar ou excluir a indenização. ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano. os territórios. surge o dever de indenizar se restarem provados o dano ao patrimônio de outrem e o nexo de causalidade entre este e o comportamento do preposto. ainda que este resulte de caso fortuito ou força maior. os municípios e as autarquias. de acordo com a teoria do risco administrativo. 597) (Defensor Público da União 2007) A responsabilidade da administração pública. dolo ou culpa. 600) (Procurador MP TCM/GO 2007) A responsabilidade objetiva estabelecida no artigo da CF acima transcrito abrange todas as empresas públicas e sociedades de economia mista federais. 601) (Procurador MP TCM/GO 2007) A responsabilidade objetiva de que trata o segundo artigo acima transcrito abrange a União. julgue os itens. causarem a terceiros. nessa qualidade. segundo a qual o administrado somente fazia jus a indenização por ato estatal se provasse a culpa ou o dolo da administração. o Estado responde apenas pelos atos praticados culposamente pelos seus servidores. qualquer que seja a hipótese. Pela referida teoria da reparação integral. 594) (Titular de Serviços Notariais TJSE 2006) As pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos respondem pelos danos que seus agentes. se houver. basta a ocorrência do evento danoso. 599) (Defensor Público AM 2003) Nos casos de danos resultantes de omissão. uma vez que a Constituição brasileira adota para a matéria a teoria da responsabilidade civil objetiva. De acordo com a Constituição Federal (CF). os estados.” E. nessa qualidade. historicamente. distritais e municipais. o Estado poderá afastar a responsabilidade objetiva quando provar que o evento danoso resultou de caso fortuito ou de força maior. bem como as demais entidades de caráter público criadas por lei. para gerar a obrigação do Estado de reparar a lesão sofrida pelo terceiro.

A ação em análise foi julgada procedente. julgue os itens a seguir. foi vítima de atropelamento por um veículo pertencente à prefeitura de um município do estado de Goiás. 606) (Procurador Municipal de Vitória 2007) No atual estágio da doutrina da responsabilidade da administração pública pelos atos de seus agentes. uma grande quantidade de óleo vazou para a Mata Atlântica. acolhida pelo Código Civil. vindo a sentença a transitar em julgado. julgue o item a seguir. Em novembro de 2006. 608) (Auditor do TCU 2007) A Constituição Federal e o Código Civil não estenderam a responsabilidade objetiva da administração às empresas públicas e sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica. na condição de empregadora e proprietária do veículo. o servidor municipal. 609) (Auditor do TCDF 2002) No que se refere ao pagamento de indenização pelos prejuízos causados ao meio ambiente em decorrência do acidente citado no texto. a sociedade de economia mista mencionada. julgue os itens seguintes. em velocidade acima da permitida na via. Acrescentou que.A. 604) (Procurador MP TCM/GO 2007) A responsabilidade do município no caso em questão é decorrente da aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica. caso fortuito ou força maior. João. Considerando a situação hipotética referida no texto. conduzido por um empregado da empresa durante seu trabalho. apesar de o laudo pericial haver atribuído a culpa pelo acidente ao motorista da empresa. Devido ao rompimento de um oleoduto. João ingressou com ação ordinária contra o município. exploradora de atividade econômica. seu veículo teria sido abalroado por um veículo de propriedade da empresa referida. impôs-lhe dor e sofrimento. apenas o dano moral gerado por servidor será passível de imputar responsabilidade civil a ele. justificando essa pretensão na alegação de que o acidente em foco. no caso. Posteriormente. versando sobre ilegalidade que estaria sendo praticada por uma sociedade de economia mista federal. a indenização decorrente de atos lesivos limita-se aos danos materiais. desta feita pleiteando a condenação do município ao pagamento de indenização por danos morais. Após o seu desfecho. 607) (Promotor de Justiça MT 2005) Devido ao caráter objetivo da responsabilidade civil estatal (que torna prescindível a perquirição do elemento subjetivo do agente público que haja causado a lesão a direito). provocando danos significativos à fauna e à flora da região. 605) (Juiz Substituto TJTO 2007) São excludentes da responsabilidade civil do Estado a culpa exclusiva da vítima ou de terceiro. somente responderá pelo dano causado ao particular após este haver provado que houve dolo ou culpa atribuível à empresa. com o acolhimento do pedido formulado. Considerando o texto acima e sabendo que a PETROBRAS é uma sociedade de economia mista federal. João ingressou com outra ação ordinária em decorrência do mesmo acidente. quando conduzia sua bicicleta. constatou-se que o acidente aconteceu em razão da negligência de três empregados da Petróleo Brasileiro S. Em virtude disso. dirigido por um servidor público municipal em serviço. Assim. 603) (Procurador MP TCM/GO 2007) É subjetiva a responsabilidade do servidor público municipal a que alude o texto. esta recusava-se a pagar-lhe administrativamente a indenização devida. intitulado de denúncia. a responsabilidade da PETROBRAS independe de dolo ou culpa de seus empregados. Considerando a situação hipotética descrita e sabendo que a mencionada sociedade de economia mista é exploradora de atividade econômica. pleiteando o pagamento de indenização por danos materiais suportados para o conserto da sua bicicleta avariada no acidente.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA abrange os partidos políticos nem as organizações religiosas. no segundo semestre de 2004. (PETROBRAS) que trabalhavam no setor de manutenção. A ilegalidade alegada pelo cidadão era a de que. que contempla a possibilidade de responsabilização da pessoa jurídica por ato praticado pela pessoa física. por ter-lhe causado dano físico. um cidadão protocolizou no TCU um documento. por força de 49 .

614) (Procurador MP TCE/PE 2004) Na situação apresentada. há nexo de causalidade entre a fuga do apenado e o latrocínio. 616) (Procurador MP TCE/PE 2004) Consoante jurisprudência do STF. tempos depois. ao serem as crianças atingidas por um relâmpago em dia chuvoso. como falta do serviço. sob grave ameaça de morte. cabe ao Estado o ônus de demonstrar a sua não-culpa quanto a atos de gestão e. Exemplo disso é a situação em que há demora do Estado em colocar um pára-raios em uma escola localizada em área com grande incidência de raios. 621) (Procurador do TCDF 2002) De acordo com a teoria do risco administrativo. 612) (Procurador Municipal de Vitória 2007) A doutrina da culpa administrativa representa um estágio de transição entre a doutrina da responsabilidade civilística e a tese objetiva do risco administrativo. Nessa hipótese. houve ato omissivo do poder público. 617) (Juiz Federal 5. inclusive contra si mesmos.ª Região 2006) Considere que uma pessoa tenha morrido dentro de um ônibus de uma concessionária de serviço público municipal. Considerando a situação hipotética acima apresentada. em busca de indenização. o ônus de fazer prova da culpa estatal quanto a atos de império.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA expressa disposição constitucional que obriga empresas públicas e sociedades de economia mista a responderem objetivamente pelos danos que seus agentes. 619) (Analista do TCU 2007) A administração pública responde civilmente pela inércia em atender uma situação que exige a sua presença para evitar uma ocorrência danosa. do que resulta a responsabilidade do Estado. há responsabilidade objetiva da concessionária. nessa qualidade. perfeição e rendimento. deve incidir no processo de responsabilização do gestor público. em face de as vítimas serem usuárias do serviço público. Nesse caso. julgue os itens que se seguem. 620) (Procurador do TCDF 2002) No risco administrativo. causarem a terceiros. após terem obrigado o motorista do veículo a parar. com base na responsabilidade subjetiva decorrente da prática de ato ilícito. o que exige a comprovação de dolo ou culpa para que o Estado possa indenizar a família da vítima. 50 . a responsabilidade do Estado se estabelece a partir dos elementos estruturais. 613) (Juiz Substituto TJBA 2005) A responsabilidade civil do Estado por ato omissivo prescinde de demonstrar-se a relação de causalidade entre a omissão e a lesão a direito da vítima. 618) (Oficial Bombeiro DF 2007) Se o preso se suicida dentro do presídio. em decorrência de incêndio causado por traficantes armados. 611) (Advogado da União 2004) De acordo com a teoria da responsabilidade com culpa. que tem o dever de proteger os seus detentos. aos particulares. A família da vítima acionou o Estado. tendo em vista que se descuidou do fugitivo. porquanto bastará comprovar o dever estatal de agir e o dolo ou culpa do agente público. o princípio da eficiência. Um condenado escapou da penitenciária e. reconhece-se a responsabilidade objetiva do Estado. 610) (Auditor do TCDF 2002) Os três empregados negligentes podem responder civilmente pelos eventuais prejuízos causados à PETROBRAS em razão do acidente citado no texto. a responsabilidade pode ser excluída ou atenuada pela presença de uma causa excludente do nexo de causalidade. o que leva a uma catástrofe. dano e nexo de causalidade. que exige da administração rapidez. caso em que a responsabilidade civil é subjetiva. 615) (Procurador MP TCE/PE 2004) A falta do serviço não dispensa o requisito da causalidade entre a ação omissiva atribuída ao poder público e o dano causado a terceiro. juntou-se a quadrilha para cometer latrocínio. e alegou a responsabilidade objetiva do Estado.

633) (Auditor do TCDF 2002) Caso seja instaurado processo penal contra Clarissa e ela seja absolvida em decorrência de negativa de autoria. cada qual dos envolvidos — o poder público e Fernando — deverá arcar com seus próprios prejuízos. o caso fortuito e a força maior afastam a responsabilidade estatal pela configuração de uma causa de exclusão da conduta do agente. fundada no risco administrativo. o que gerou efetivo prejuízo aos agentes do respectivo setor econômico. poderá Fernando propor ação de responsabilidade civil contra o poder público. agente da Polícia Civil do DF. Nesse caso. a ação de indenização que o poder público venha a propor contra ela para obter 51 . o Estado agiu no legítimo exercício de suas atribuições legais. incompatível com o atual sistema legal o direito de regresso contra o responsável pelo dano. conforme entendimento jurisprudencial. 626) (Procurador Municipal de Vitória 2007) A teoria do risco integral jamais foi acolhida em quaisquer das constituições republicanas brasileiras. proferida na instância penal. no exercício da função. repercutirá na instância cível e eximirá o poder público de pagar qualquer indenização em favor de Fernando. tendo como base a legislação vigente. condutor de veículo particular. por meio de processo administrativo realizado no âmbito da SESP. 625) (Juiz Federal 5. não houve responsabilidade objetiva do Estado. conduzia veículo da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do DF (SESP). no entanto. julgue os itens abaixo. 630) (Auditor do TCDF 2002) Fernando deverá propor ação de indenização diretamente contra Clarissa. pela teoria do risco administrativo. a responsabilidade deixará de existir ou incidirá de forma reduzida quando outras circunstâncias interferirem no evento danoso. extingue-se. indenizado pela administração por força de condenação judicial. 634) (Auditor do TCDF 2002) Se vier a ser comprovada a culpa de Clarissa. essa decisão. de que Clarissa não agiu com culpa não constitui empecilho a que Fernando obtenha sucesso em ação de indenização que deverá ser proposta diretamente contra essa secretaria. no caso de falecimento desse agente. geram a responsabilidade da administração pública. a responsabilidade estatal se diferencia a partir da inclusão indistinta dos atos jurisdicionais. 628) (Oficial de Chancelaria 2006) Os atos danosos a terceiros praticados por servidor público.ª Região 2006) Só haverá responsabilidade objetiva da pessoa jurídica de direito público. já que. quando o agente causador do dano estiver no exercício do cargo público. quando se envolveu em acidente que causou danos materiais e ferimentos em Fernando. não se transmitindo aos herdeiros. 631) (Auditor do TCDF 2002) Caso seja realizada perícia técnica que conclua não ser possível atribuir culpa a qualquer dos envolvidos no acidente. Se esta demonstrar não ter tido culpa pelo acidente. 624) (Procurador do TCDF 2002) Na teoria do risco integral. 623) (Procurador do TCDF 2002) Tanto no risco administrativo como no risco integral. sendo. no elenco das condutas aptas a gerar o dever de reparação estatal. 627) (Analista ANATEL 2006) Considere que o Estado. 632) (Auditor do TCDF 2002) A comparação. Com relação à situação hipotética acima. na sua função de regulação do mercado. legislativos e executivos. 629) (Analista do TCU 2004) A ação regressiva da administração pública contra o agente público causador direto de dano a particular.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 622) (Procurador do TCDF 2002) Na teoria do risco administrativo. determinou o congelamento de preços de determinados produtos abaixo do valor de custo. Clarissa. nos casos de dolo ou culpa.

culposamente.º 20. porquanto. consistentes em despesas médicas. na ordem de aproximadamente 100 salários mínimos. todos os demais 52 . 642) (Juiz Substituto TJTO 2007) Segundo entendimento do STF. sob o fundamento de sua responsabilidade objetiva. Ao final do procedimento. 11 Processo Administrativo e Lei 9. ocorreu a prescrição. o carro desgovernou-se. 640) (Titular de Serviços Notariais TJDFT 2006) O direito de obter indenização dos danos causados por entes privados prestadores de serviços públicos se dará na forma da legislação civil. assinale a opção correta. agiu corretamente o lesado. e colidiu com um poste. Um servidor respondeu a procedimento administrativo porque. 641) (Oficial Bombeiro DF 2007) Nos termos do Código Civil. na situação hipotética. nos casos de omissão. denuncie à lide o respectivo servidor alegadamente causador do dano. 643) (Oficial Bombeiro DF 2007) A responsabilidade do Estado em razão do ato legislativo só é admitida quando declarada pelo STF a inconstitucionalidade da lei causadora do dano a ser ressarcido. a pretensão de reparação civil prescreve em 3 anos. que a aceitou. julgue o próximo item. com exceção dos recursos destinados à própria autoridade que haja produzido o ato.910/1932. seu amigo. na forma da legislação civil. conforme entendimento prevalecente. 635) (Juiz Substituto TJCE 2004) Considere a seguinte situação hipotética. mantidos pelo Estado em péssimas condições. Márcio. ou seja. se provada a culpa do agente público. por isso. João ajuizou ação de indenização contra o Estado. Isso significa que. apenas em face do servidor.1) Quanto à responsabilidade extracontratual do Estado. alegando a ocorrência de danos materiais. causando lesões em João. C Não há responsabilidade civil do Estado por dano causado pelo rompimento de uma adutora ou de um cabo elétrico. causou dano a um cidadão. sem culpa do condutor. pedindo indenização pelo dano. Em julho de 2006. em litisconsórcio passivo. já que essa situação se insere no conceito de caso fortuito. a denunciação à lide do servidor causador do dano é obrigatória nas ações fundadas na responsabilidade objetiva do Estado. sendo necessário. perquirir acerca da culpa e do dolo. ofereceu carona a João. não sendo aplicado o Decreto n. 638) (Exame de Ordem OAB 2007.784/99 644) (Juiz Substituto TJBA 2005) No controle administrativo dos atos da administração pública. 636) (Juiz Substituto TJTO 2007) A ação de responsabilidade civil objetiva por ato cometido por servidor público pode ser legitimamente proposta contra o Estado ou contra este e o respectivo servidor. descumpriu dever funcional e. Durante o trajeto. a responsabilidade extracontratual do Estado é subjetiva. 639) (Técnico em Procuradoria PGE/PA 2007) Todas as ações contra a fazenda pública prescrevem no prazo de 10 anos. Em fevereiro de 2003. é imperioso que este. Nessa situação. De posse de cópia dos autos. conduzindo veículo oficial durante o expediente. o que também se aplica ao Estado. a sistemática de recursos baseia-se no princípio de hierarquia que subjaz à estrutura dos órgãos e dos entes públicos. servidor público. em 10 anos. o cidadão promoveu ação.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA ressarcimento por danos causados ao erário não estará sujeita a qualquer prazo prescricional. B A vítima de dano causado por ato comissivo deve ingressar com ação de indenização por responsabilidade objetiva contra o servidor público que praticou o ato. foi punido pela administração. A Prevalece o entendimento de que. com isso. ao desempenho inconstitucional da função de legislador é aplicável a responsabilidade civil do Estado. D Proposta a ação de indenização por danos materiais e morais contra o Estado. Com base nessa situação hipotética. 637) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STJ. não caberia processar o Estado. Portanto.

a realização de compensação tributária de um crédito de ICMS. 646) (Advogado da União 2006) O recurso hierárquico impróprio é o pedido de reexame dirigido à autoridade superior àquela que produziu o ato impugnado. à autoridade administrativa fazendária estadual. para não haver cerceamento de defesa. A administração direta do estado do Amazonas multou Cristiano por imputar a ele uma determinada infração ambiental. tendo em vista a necessidade de que o Exército construísse. autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). o interessado tem o direito de obter a designação de audiência para serem testemunhas. a que se referem autores como Celso Antônio Bandeira de Mello. Com referência à situação hipotética acima. por considerá-la ilegal. 645) (Advogado da União 2006) Entre o recurso hierárquico e o pedido de reconsideração há diferença consubstanciada no fato de que. diretamente e em local próximo à área em exploração. Cristiano realizou pedido administrativo de anulação da multa. inquiridas houver dos fatos 651) (Juiz Substituto TJTO 2007) Conforme entendimento do STJ. 648) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) A argumentação mais adequada para a solução do problema seria a invocação. verifica-se dentro da mesma escala hierárquica. 650) (Juiz Substituto TJBA 2004) O princípio da audiência do interessado.. a penalidade. isto é. não cabe recurso hierárquico. a administração ainda não havia dado resposta a João. instalações necessárias ao funcionamento de suas atividades. João pleiteou. ele recorreu dessa decisão indeferitória. 649) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) O ato da administração. contra decisão originária do ministro de Estado que aplicou a penalidade de demissão de servidor público federal. é típico ato comissivo. tendo em vista a sua ilegalidade. levando em conta as normas atinentes aos processos administrativos e ao controle judicial da administração pública. quando necessidade de a prova relevantes ser testemunhal. sob o fundamento da prevalência do interesse público. de forma genérica. no âmbito do processo administrativo. o pedido de reconsideração é uma solicitação feita à autoridade que despachou no caso. de ofício. julgue os itens a seguir. no curso do procedimento. mesmo que não atingida por um ato irregular. A empresa. com o fim de imprimir outro rumo à decisão anteriormente tomada. denuncia condutas abusivas e ilegais praticadas por agentes da administração. mas sua solicitação foi indeferida. solicitou ao ministro de Estado de Minas e Energia que este avocasse o processo administrativo e reformasse o ato nele praticado. Alvarás de pesquisa minerária. permissão para que a área fosse utilizada e explorada pelo 9. do princípio da eficiência da administração. 647) (Advogado da União 2004) A reclamação é o recurso administrativo pelo qual qualquer pessoa. 53 . no caso em apreço. enquanto o recurso hierárquico é dirigido sempre à autoridade superior àquela de cujo ato se recorreu. Inconformado. concedidos à empresa Zeta Minerações e Pavimentações Ltda.º Batalhão de Engenharia e Construções do Exército Brasileiro. com delegação do presidente da República. nada impede que a autoridade administrativa competente reconheça a procedência da argumentação de Cristiano e anule. Passados 180 dias da propositura do pleito. após o Comando do Exército ter solicitado. foram revogados pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Acerca da situação hipotética apresentada. mas ingressou com o recurso fora do prazo. 653) (Defensor Público AM 2003) Para que tenha direito a postular judicialmente a anulação da referida multa. 652) (Defensor Público AM 2003) Embora a intempestividade obste o conhecimento do recurso. Cristiano precisa comprovar que exauriu todos os recursos administrativos possíveis. então.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA devem ser dirigidos à autoridade hierarquicamente superior àquela. Irresignado. julgue os itens a seguir. significa que.

654) (Procurador Federal 2007) No âmbito da avocatória. 663) (Procurador do MP/TCU 2004) Regras relativas a impedimentos e suspeições são aplicadas a servidores públicos como corolário do princípio da impessoalidade. será cabível a anulação e não. O ministro. ressalvada a possibilidade de a administração cobrar o ressarcimento de certos custos. como o de extração de cópias. 655) (Procurador Federal 2007) O ministro de Estado do MME detém poder-dever de supervisão sobre o DNPM. julgue os itens que se seguem. 658) (Procurador MP TCM/GO 2007) Os princípios da oficialidade. assim como está disposto no CPC para os atos processuais. 656) (Procurador Federal 2007) A avocação. 665) (Analista ANATEL 2006) O direito de o administrado ter ciência da tramitação dos processos administrativos em curso na ANATEL nos quais tenha a condição de interessado fundamenta-se. 662) (Procurador do MP/TCU 2004) A vedação de aplicação retroativa de nova interpretação de norma administrativa encontra-se consagrada no ordenamento jurídico pátrio e decorre do princípio da segurança jurídica. 659) (Procurador MP TCM/GO 2007) A Lei do Processo Administrativo (Lei n. D da proporcionalidade.784/1999 institui normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da União. entre outros. aplicáveis ao processo administrativo. 666) (Procurador MP TCM/GO 2007) A Lei n. 661) (Procurador do MP/TCU 2004) Os atos do processo administrativo independem de forma determinada. constituir-se-á em método de realização de controle externo. Uma das características desse processo é a gratuidade. nesse último caso.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA A respeito dessa situação hipotética. dos estados. o princípio A do formalismo ou da essencialidade das formas. do regime jurídico dos recursos minerais e da avocação administrativa. 667) (Promotor de Justiça MT 2005) Com a promulgação da Lei n. 657) (Exame de Ordem OAB 2007.784/1999. a menos que a lei expressamente o exija. em regra.º 9. todo o processo administrativo passou a ser exaustivamente regulado por suas disposições.784/1999) estabelece que os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir. que propiciará ao ministro orientar e corrigir o ato ilegal porventura tomado pelo DNPM. do DF e dos municípios.1) Aos processos administrativos aplica-se. em especial. que é uma autarquia vinculada à área de competência desse ministério. no âmbito do Poder Judiciário. 54 . C da impulsão pelas partes. 664) (Delegado de Polícia Federal 2004) A possibilidade de reconsideração por parte da autoridade que proferiu uma decisão objeto de recurso administrativo atende ao princípio da eficiência. ao processo civil. só é possível realizar eventual revisão do ato do DNPM sob a invocação do mérito administrativo. não se aplicam. B da verdade formal. caso assim venha a entender o MME. pois inexiste a possibilidade de avocação de ofício. pois. no princípio administrativo constitucional da publicidade e no direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular.º 9. entretanto. a avocação. 660) (Procurador do MP/TCU 2004) Observado o mesmo princípio do direito processual civil. só poderá exercer a avocação se provocado pelo particular. mas não da sua ilegalidade. à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da administração.º 9. visando. o desatendimento de intimação pelo administrado importa o reconhecimento da verdade dos fatos. entre outros. do formalismo moderado e da verdade material. caso realizada.

sob pena de violação da imparcialidade. motivação autoridade que a desde que seja em caráter excepcional e se relacione a órgãos hierarquicamente subordinados. têm direito de recorrer de uma decisão não apenas as partes envolvidas no processo. com vistas à maior agilidade dos processos administrativos e à diminuição dos seus volumes.º 9. a instrução probatória cabe à parte. 674) (Advogado da União 2006) É obrigatória a publicação em meio oficial dos atos de delegação ante o seu caráter formal e. prescindindo da relevância dos motivos e de justificação. no entanto. 678) (Defensor Público AM 2003) No processo administrativo. delegar essa competência ao respectivo presidente. 682) (Técnico do TCU 2007) Os atos do processo administrativo devem ser produzidos por escrito. 55 . 680) (Técnico do TCU 2007) Pedidos de vários interessados com conteúdo e fundamentos idênticos devem ser formulados em requerimentos separados. visto que a própria lei exclui a sua aplicabilidade aos processos administrativos específicos. 670) (Procurador do MP/TCU 2004) Um órgão administrativo e seu titular não podem. 675) (Advogado da União 2006) A ato excepcional. 681) (Analista do TCU 2004) A intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências podem ser efetuadas por qualquer meio que assegure a certeza da ciência do interessado. enquanto entidade é a unidade de atuação integrante da estrutura da administração direta e indireta.784/1999 não tem nenhuma aplicação nos processos dos tribunais de contas. por força de disposição legal. têm direitos ou interesses que possam ser afetados pela decisão a ser adotada. 679) (Juiz Substituto TJTO 2007) O processo administrativo em geral. sem previsão legal expressa. 673) (Técnico do TCU 2007) Os atos de caráter normativo e a decisão de recursos administrativos não podem ser delegados. afastando-se qualquer dúvida sobre a sua autenticidade. a partir da publicação. avocação é transitório.º 9. 683) (Analista ANATEL 2006) No âmbito do processo administrativo. 671) (Advogado da União 2006) Salvo impedimento legal. regidos por legislação própria. delegar parte de sua competência a outros órgãos ou titulares. sendo vedado à administração substituir os interessados desse ônus processual. Essa assinatura deve ser submetida ao reconhecimento de firma. sem terem iniciado o processo. o ato de delegação torna-se irrevogável.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 668) (Procurador MP TCM/GO 2007) A Lei n. mas quaisquer titulares de direitos e interesses que forem afetados pela decisão recorrida. de caráter que. 676) (Analista ANATEL 2006) A avocação temporária de competência é admitida. 669) (Oficial de Chancelaria 2006) De acordo com o disposto na Lei n. ele poderá. órgão é a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica. 677) (Oficial de Chancelaria 2006) São considerados legitimados como interessados no processo administrativo inclusive aqueles que. com a assinatura da autoridade que os pratica. 672) (Analista do TCU 2004) Em sendo o órgão colegiado competente para decidir sobre recursos administrativos. circunstância de natureza meramente econômica pode ser invocada para justificar a conveniência de um órgão administrativo colegiado em delegar parte da sua competência a seu presidente. entre os quais se incluem as pessoas e associações legalmente constituídas quanto a direitos ou interesses difusos.784/1999. no âmbito da União. pode ser instaurado de ofício ou por iniciativa dos interessados. dispensa por parte da hierarquicamente superior determina.

º 9. dirigiu o Um contribuinte.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 684) (Procurador do MP/TCU 2004) A interposição de recurso administrativo suspende os efeitos de ato impugnado quando deste decorra perda patrimonial para o administrado. então. 691) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) Não cabe ao Poder Judiciário exercitar controle da omissão da administração pública nesse caso. fixando prazo para o julgamento do recurso administrativo pendente de apreciação. o contribuinte impetrou mandado de segurança contra a omissão da autoridade. 56 . 688) (Analista TSE 2007) O pedido de reconsideração é descabido. Irresignada. em regra. Passados mais de 180 dias. de ofício. Com relação ao direito de Ana à referida licença. Ana. considerou que. julgue os itens. solicitou a concessão de licença para capacitação. pois pedidos de reconsideração são irrecorríveis. que reiterou a inexistência de interesse administrativo. 686) (Juiz Substituto TJTO 2007) Por meio do recurso ou da revisão administrativa. por dois meses. Bartolomeu. embora presentes os requisitos formais que permitissem a concessão desse tipo de licença. Ana ingressou com recurso contra o indeferimento do pedido de reconsideração. não se admitirá como resultado o agravamento da situação do recorrente. datado de 10/1/1998. 687) (Analista TSE 2007) O pedido de reconsideração deveria ter sido dirigido ao superior imediato de Bartolomeu. na hipótese de um ato administrativo ilegal. o contribuinte interpôs recurso. 690) (Analista TSE 2007) Ana recurso à autoridade correta. com o objetivo de cursar. 692) (Titular de Serviços Notariais TJAC 2006) Levando-se em conta a lei que rege o processo administrativo. No prazo disponível. argumentando que a capacitação dos servidores para falar outras línguas era relevante para a administração. no art. a Lei n. 695) (Analista do TCE/AC 2007) Como forma de concretização do princípio da segurança jurídica. obteve do secretário de Estado da Fazenda decisão que lhe era desfavorável. data limite para o prazo decadencial. dirigindo-o à autoridade imediatamente superior a Bartolomeu. julgue os itens seguintes. 685) (Analista ANS 2005) O recurso administrativo. não havia interesse da administração em liberar servidores para efetuarem esse tipo de curso. o processo administrativo visando anulá-lo. O pedido foi indeferido porque a autoridade competente. ato ilegal que gere efeitos favoráveis à pessoa do destinatário. contados da data em que foram praticados. 54. 694) (Titular de Serviços Notariais TJDFT 2006) Decai em 5 anos o prazo para que a administração pública federal possa anular. o qual deve ser sempre motivado por causas como o justo receio de ocorrência de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente de execução da decisão recorrida. Dessa forma. 689) (Analista TSE 2007) O recurso interposto por Ana é descabido. instaurado em 10/1/2000. servidora pública. um curso de língua inglesa na Austrália. tem efeito suspensivo. estabeleceu prazo decadencial de 5 anos para que a administração possa anular seus próprios atos quando eles estabelecerem efeitos favoráveis à pessoa do destinatário e quando forem praticados com boa-fé.784/1999. apresentou pedido de reconsideração. Inconformado. bem como à decisão que indeferiu o pedido de concessão.º 9. a própria administração deveria velar para que a decisão fosse emitida no prazo de 30 dias. o secretário ainda não havia julgado o recurso. A propósito dessa situação hipotética. mas esse pedido foi indeferido por Bartolomeu. para a administração anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários. 693) (Procurador MP TCM/GO 2007) A Lei n. no âmbito de processo administrativo.784/1999 fixa um prazo prescricional de cinco anos. Ana. deveria estar concluído em 9/1/2003. por tratarse de decisão de caráter discricionário.

Mário. esse prazo é contado da percepção do último pagamento. Em 2004. ainda que comprovada a boa-fé do servidor e desde que assegurados os direitos ao contraditório e à ampla defesa. salvo comprovada má-fé. GABARITO: 1E 2C 3C 4C 5E 6C 7C 8C 9C 10E 11C 12C 13E 21E 22E 23C 24C 25E 26C 27E 28E 29C 30E 31E 32C 33E 41C 42E 43E 44E 45E 46D 47E 48E 49E 50C 51C 52C 53C 61C 62C 63E 64C 65E 66C 67C 68C 69E 70C 71E 72C 73E 81C 82C 83E 84C 85E 86E 87E 88C 89C 90C 91E 92E 93E 101C 102C 103C 104E 105E 106E 107C 108B 109A 110E 111C 112E 113C 121C 122E 123E 124E 125B 126C 127C 128E 129C 130E 131C 132C 133E 141C 142C 143C 144E 145E 146C 147E 148C 149C 150C 151E 152C 153C 161E 162E 163C 164C 165E 166C 167E 168E 169C 170E 171C 172C 173B 57 . 697) (Procurador do MP/TCU 2004) O direito de a administração anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis aos destinatários decai em três anos. em face da decadência. 700) (Analista ANATEL 2006) Caso o benefício ilegal tivesse sido concedido em favor de Mário antes do advento da Lei n. atos de anistia e readmissão no serviço público. não haveria prazo decadencial para anulação. a administração pode anular o ato de readmissão com base no seu poder de autotutela. julgue os seguintes itens. Com base nessa situação hipotética. O ato de cassação do benefício somente ocorreu em maio de 2005. contados da data em que foram praticados. No caso de efeitos patrimoniais contínuos. servidor público. a administração não mais poderia cassar esse benefício.784/1999. revisando. a administração constatou a readmissão irregular de um servidor que não fazia jus ao benefício.º 9. Nessa situação. 698) (Advogado da União 2004) Considere a seguinte situação hipotética. por meio de processo administrativo instaurado por comissão constituída para essa finalidade. No caso de decorrerem do ato anulado efeitos favoráveis para os destinatários. vinha percebendo uma parcela remuneratória de forma indevida desde abril de 2000. Em janeiro de 2005. a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) é competente para anular seus próprios atos quando eivados de vício de legalidade.TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 696) (Analista ANATEL 2006) No uso de sua capacidade de autotutela. em face dos princípios tempus regit actum e da irretroatividade das leis. esse direito decai em cinco anos. salvo comprovada má-fé. a administração identificou esse pagamento indevido e iniciou um processo administrativo visando cassá-lo. quando se verificou a boa-fé de Mário. praticados em dezembro de 1998. 699) (Analista ANATEL 2006) Nessa situação. relativos a invalidação de atos administrativos.

TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 14C 15E 16C 17C 18C 19C 20C 34E 35C 36E 37C 38C 39C 40C 54E 55C 56C 57C 58C 59E 60C 74C 75E 76E 77C 78C 79E 80C 94C 95C 96C 97C 98E 99E 100E 114C 115C 116E 117E 118C 119C 120C 134E 135E 136E 137C 138C 139C 140E 154C 155C 156C 157C 158E 159C 160E 174E 175C 176C 177E 178E 179C 180E 181C 182E 183C 184E 185C 186E 187C 188E 189C 190A 191E 192C 193E 194C 195E 196C 197C 198E 199C 200C 201E 202E 203E 204E 205E 206E 207E 208E 209E 210C 211C 212E 221E 222C 223C 224C 225E 226E 227E 228E 229E 230E 231C 232C 233C 234E 235C 236C 237C 238E 239E 240E 241E 242C 243E 244E 245C 246C 247C 248C 249E 250C 251E 252E 261E 262E 263E 264C 265E 266E 267E 268D 269E 270E 271C 272E 273E 274E 275C 276C 277E 278E 279C 280E 281E 282C 283E 284E 285E 286E 287E 288C 289C 290C 291E 292E 301E 302C 303C 304E 305E 306C 307E 308E 309E 310E 311C 312E 313E 314E 315C 316E 317E 318C 319C 320C 321C 322C 323C 324C 325C 326E 327E 328C 329E 330C 331C 332E 341E 342C 343C 344C 345E 346E 347C 348E 349E 350C 351C 352E 353E 354E 355C 356C 357E 358E 359C 360E 361C 362C 363E 364E 365E 366E 367C 368C 369E 370C 371E 372C 381E 382E 383E 384E 385E 386C 387E 388C 389E 390E 391E 392C 393E 394E 395C 396E 397C 398C 399C 400E 401E 402E 403C 404E 405E 406E 407E 408C 409C 410E 411E 412C 421C 422C 423C 424E 425C 426C 427E 428C 429C 430E 431C 432C 433E 434C 435C 436C 437E 438C 439E 440C 441E 442C 443C 444C 445C 446C 447E 448E 449C 450E 451C 452C 461E 462E 463E 464C 465E 466E 467C 468E 469C 470E 471E 472E 473C 474E 475E 476C 477E 478E 479C 480C 481C 482E 483C 484E 485C 486C 487C 488A 489E 490C 491E 492E 501C 502C 503C 504E 505C 506C 507E 508C 509C 510E 511E 512E 513E 514E 515C 516E 517C 518C 519E 520E 521E 522E 523C 524E 525C 526E 527C 528C 529C 530E 531E 532C 58 .

TCU 2008 DIREITO ADMINISTRATIVO – LUCIANO OLIVEIRA 213E 214E 215C 216C 217E 218E 219E 220E 253C 254E 255C 256E 257C 258E 259E 260C 293A 294A 295C 296C 297E 298E 299E 300C 333C 334E 335E 336C 337C 338E 339C 340E 373E 374E 375C 376E 377C 378E 379E 380E 413C 414C 415E 416E 417E 418E 419C 420C 453C 454E 455E 456E 457E 458C 459E 460C 493C 494C 495C 496C 497E 498C 499C 500E 533E 534E 535C 536C 537E 538E 539C 540E 541E 542C 543C 544C 545E 546E 547C 548E 549C 550E 551E 552C 553E 554C 555E 556E 557C 558C 559E 560C 561C 562E 563E 564C 565E 566E 567C 568E 569C 570C 571E 572E 573E 574C 575C 576E 577C 578E 579C 580C 581C 582E 583C 584C 585E 586E 587E 588E 589C 590C 591E 592E 593E 594E 595E 596C 597C 598E 599E 600E 601C 602C 603C 604E 605E 606E 607E 608E 609E 610C 611E 612C 613E 614C 615C 616E 617E 618C 619C 620E 621C 622E 623E 624E 625E 626C 627E 628E 629E 630E 631E 632E 633E 634C 635E 636E 637E 638A 639E 640E 641C 642C 643C 644E 645C 646E 647E 648E 649E 650E 651E 652C 653E 654E 655E 656E 657D 658C 659C 660E 661C 662C 663C 664C 665C 666E 667E 668E 669E 670E 671C 672E 673C 674E 675E 676E 677C 678C 679C 680E 681C 682E 683E 684E 685E 686E 687E 688E 689E 690C 691E 692C 693E 694E 695E 696C 697E 698E 699E 700E 59 .

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