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CENTRO UNIVERSITÁRIO ANHANGUERA DE SANTO ANDRÉ

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IZABEL GONÇALVES – 8500581456
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LUIZ HENRIQUE SANTANA SOUZA – 9002000499
NATHALIA ZERLIN LAMBERTY – 5012457324

ORIGENS DO ESTUDO DA PSICOPATOLOGIA

Prof. MARILENE CAMEROTT

SANTO ANDRÉ
2017
A psicopatologia como ciência autônoma

A Psicopatologia é conhecida como uma ciência autônoma, porém, sua


origem de fato é algo um tanto difícil de definir, tendo sua história intimamente
interligada com a história da loucura, sendo assim podemos citar um possível
pioneiro na contribuição para esta ciência: Jeremy Bentham (Londres, 1748-1832)
estava fazendo uma lista do que motivava o ser humano quando percebeu que era
necessária uma organização mais especial com relação ao estudo do ser humano
como ele é.

Psicopatologia, palavra de origem grega, cujo significado literal é a patologia


do espírito, e em outras definições também podemos dizer que é o estudo científico
das alterações mentais do ponto de vista psicológico, ou a investigação sistemática
dos estados mentais, o ramo que trata da morbidade, ou simplesmente um conjunto
de conhecimentos relativos à anomalias e desordem da mente, enfim há um
apanhado de definições possíveis de acordo com diferentes pontos de vista.

A Psicopatologia tem como foco o estudo das manifestações, conduta, do


sujeito, e sua complexidade psicológica, como um campo vasto e inesgotável de
questionamentos e descobrimentos a seu respeito.

Há a importância de ressaltar a diferença entre a Psiquiatria e a


Psicopatologia, demorou para que essa última conquistasse sua independência, pois
estava fortemente atrelada a psiquiatria tradicional, que tende reduzir o sofrimento
mental a fatores orgânicos e individuais, desconsiderando a influência das condições
sociais sobre a saúde mental.

A psicopatologia se manifesta de maneira fenomenológica, ou seja cada


sujeito manifesta um sintoma de maneira peculiar e singular para cada doença em
questão, dessa forma não pode ser confundida com a psiquiatria, aonde a patologia
se manifesta de forma restrita.

A autonomia da Psicopatologia como ciência deve-se a Karl Jaspers, que


conseguiu através de seus estudos separá-la da Psiquiatria, dando-lhe seus próprios
conceitos, métodos, diferenciação e delimitações.
Jaspers destacou-se dentre outros por ter conseguido escrever uma
¨semiologia¨ das enfermidades mentais como uma ciência autônomas, enquanto
outros em épocas anteriores não o fizeram.

Jaspers teorizou a harmonização entre corpo e alma, sendo absurda a


concepção de divisão entre eles, sua consciência vista como um todo numa fusão
das relações e compreensão delas, da qual torna plausível pensar na estrutura do
homem como uma coisa só, e sua visão de mundo e dele mesmo, baseadas em
toda sua pluralidade enferma.

A visão psicopatológica é concentrada tanto na atenção à história do


desenvolvimento quanto nas experiências vividas pelos enfermos, através das
expressões verbais e da forma como se comporta, a ideia é entender o quer se
passa na alma humana, seu aprendizado, suas qualidades únicas, estaticamente
compreendidas e apreendidas em toda complexidade e inquietação, sua genética e
enfim como são conectadas essas interações consigo mesmo e com o mundo.

A fenomenologia aplicada em toda a sua metodologia contribuiu para os


seguintes aspectos:

A) Quem conhecemos por nossas experiências de vida.

B) Fenômenos que são acentuados, diminuídos ou transferidos de experiências


pessoais.

C) Fenômenos não representáveis por correlação, nominadas ¨primárias¨, ou seja,


incompreensíveis.

Um dos motivos apontados por Jaspers na Psiquiatria e criticada por ele, era a
brevidade de suas observações clínicas, insuficientes segundo ele para uma análise
mais ampla da problemática enfrentada.

Karl Jasper tomou todo o cuidado para separa-la da psiquiatria, tornando uma
ciência totalmente autônoma.

Não se pode esquecer que a Psicopatologia analisa o indivíduo de forma


global, sempre atento para padrões de normalidade onde o indivíduo está inserido,
não se deixando guiar pelos sintomas. Considerar um sintoma isolado impede que o
objetivo principal de compreender o indivíduo seja esquecido, é por isso que são
usados análises pluridimensionais, que abrangem o máximo de informações
disponíveis sobre o paciente.

Bibliografia

DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais..


2.ed. Porto Alegre: Artmed Editora S.A., 2008.. 440 p. ISBN 9788536313320.

ERICHSEN NASSIF, Lilian. Origens e desenvolvimento da Psicopatologia do


trabalho na França (século xx): uma abordagem
histórica.http://www.fafich.ufmg.br/memorandum/artigos08/artigo07.pdf

PAIM, Isaías. A Psicopatologia como ciência autônoma.

http://www.psiquiatriageral.com.br/psicopatologia/psicopatologia_isaiaspaim.htm