You are on page 1of 8

União Espírita Deus Amor E Caridade

Rua Índio Piragibe, 182, Fone (83)3221-8000 – João Pessoa/PB


Estudo Sistematizado Do Evangelho – ESE*
Cap. IX, Item 8

42º Roteiro – Obediência e Resignação


Objetivos

Definir o significado de obediência e resignação, enfatizado a


importância dessas virtudes para o nosso aprimoramento espiritual.

Obediência e Resignação

8 – A doutrina de Jesus ensina sempre a obediência e a


resignação, duas virtudes companheiras da doçura, muito ativas, embora os
homens as confundam erroneamente com a negação do sentimento e da
vontade. A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o
consentimento do coração. Ambas são forças ativas, porque levam o fardo
das provas que a revolta insensata deixa cair. O poltrão não pode ser
resignado, assim como o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes.
Jesus foi à encarnação dessas virtudes desprezadas pela antiguidade
materialista. Chegou no momento em que a sociedade romana perecia nas
fraquezas da corrupção, e vieram fazer brilhar, no seio da humanidade
abatida, os triunfos do sacrifício e da renúncia à sensualidade.
Cada época é assim marcada pelo cunho da virtude ou do vício que a
devem salvar ou perder. A virtude da vossa geração é a atividade intelectual,
seu vício é a indiferença moral. Digo somente atividade, porque o gênio se
eleva de súbito e descobre de relance os horizontes que a multidão só verá
depois dele, enquanto a atividade é a reunião dos esforços de todos, para
atingir um alvo menos brilhante, mas que prova a elevação intelectual de
uma época. Submetei-vos ao impulso que vimos dar aos vossos Espíritos.
Obedecei à grande lei do progresso, que é a palavra da vossa geração. Infeliz
do Espírito preguiçoso, daquele que fecha o seu entendimento! Infeliz,
porque nós, que somos os guias da humanidade em marcha, o
chicotearemos, e forçaremos a sua vontade rebelde, com o duplo esforço do
freio e da espora. Toda resistência orgulhosa deverá ceder, cedo ou tarde.
Mas bem-aventurados os que são mansos, porque darão ouvidos dóceis aos
ensinamentos.
(O Evangelho Segundo o Espiritismo por ALLAN KARDEC – Tradução de José Herculano Pires)

Fontes Complementares

Resistência ao mal
( Livro: Lampadário Espírita – Espírito, Joanna de Ângelis – Divaldo Franco)

1
Bem-aventurados os pobres de vaidades e ambições que sabem render
culto de confiança ao Pai!
Bem-aventurados os ricos de amor indiscriminado e indistinto que
sabem ampliar as fronteiras do Reino da Esperança entre os que se debatem
nas malhas cruéis
do desespero e da ignorância!
Bem-aventurados os simples que não se ensoberbecem na grandeza
nem se amesquinham na aflição!
Bem-aventurados os que se doam ao melhor da vida para a vida
melhor do espírito!
Somos a imensa família do Cristo, atados por liames1 fortes do
pretérito-próximo, convocados para a redenção de nós mesmos. Lutas e
desenganos não nos devem
arrefecer ante as tarefas que nos competem desenvolver.
Somos espíritos enfermos em tratamento de emergência nas mãos de
Jesus, o Amigo Incomparável e Constante. Muitas chagas que teimam por
continuar
abertas, aguardam nossa imediata enfermagem envidando esforços
expressivos para cicatrizá-las.
Aqui é a antipatia gratuita esperando nosso apaziguamento; ali é a
revolta insensata aguardando pacificação; à frente é pessimismo retratando
hoje os fracassos de ontem, que devemos combater com a clara manhã da
esperança; ao lado é a dor, são as mágoas, são os constrangimentos
irritantes desejando o bálsamo da nossa bondade e a esponja do nosso
otimismo, embora nos pareçam trevas ameaçadoras em nossos céus...
A oportunidade da reencarnação é dádiva muito preciosa que não
podemos desconsiderar. Para tanto, aproveitemos o «agora» e façamos a
paz íntima por meio da edificação da paz em derredor.
Renascimento é, também, recuperação, refazimento, reencontro com o
que ou com quem se demora aguardando a nossa presença, a nossa ação
lenificadora2.
O conhecimento espírita que brilha em nosso íntimo é farol a iluminar-
nos seguramente.
Arrebentemos, pois, e em definitivo, as peias negativas do passado...
Adiar a dívida significa reencontrá-la mais tarde com juros adicionados em
caráter de
cobrança sem moratória... Aproveitemos a fé que nos norteia e realizemos o
melhor. A desencarnação explicar-nos-á muita dúvida que agora nos
atormenta e o desvelar da carne oferecer-nos-á a serenidade ou o suplício de
termos ou não termos feito o que poderíamos e deveríamos fazer.
Por essa razão, em nossa família fraternal encontraremos sempre,
neste ou naquele irmão infeliz, o necessitado em forma de algoz ou
travestido em impiedoso censor fiscalizando nossos atos e palavras,
exercendo, no entanto, o papel de educador inconsciente, em nome da Lei
Divina, para que nos aparelhemos para a jornada da auto-iluminação. Não
revidemos antipatia com

2
animosidade nem azedume com remoque... Ignoramos o mal que fizemos,
não sabemos o bem que nos estão fazendo...
Para que haja paz, em nós, ajudemos todos com a nossa cordialidade e
sigamos adiante. ..
Companheiros valorosos se dizem desanimados ante os maus exemplos
e os fracassos que constatam a cada passo. Esquecem-se, no entanto, dos
triunfos demorados daqueles que só hoje caíram, quando poderiam ter caído
há tempos; daqueles que sofreram o dilacerar do coração sob o relho de
tormentos íntimos, por todos ignorados; dos que se debruçaram sobre as
bordas do abismo do autocídio e recuaram, derrapando em desvios de
consequências menos graves; dos amigos que estiveram loucos na dor,
discretamente lutando sozinhos,
e só agora não mais conseguiram manter a aparência, entregando-se
exânime ao desequilíbrio...
Não, não apontes como exemplos de maus exemplos os que não
dispuseram de forças para prosseguir e permanecer.
Lembra-te das próprias fraquezas e compreende-os. Ora por eles. Dês
que eles não podem seguir à frente, avança tu. Adianta-te na marcha e doa
o pão
da esperança de que disponhas, animando os que perderam a alegria de
viver e estão em grave inclinação para baixo.
Jesus é a rota! Sigamos convictamente, tranquilamente.
Chamados à nossa alvorada redentora, transformemos óbices3 em rotas
e permaneçamos fiéis.
Se chamamos Jesus ao nosso Lar, por meio do Culto Doméstico, para
que habite em nossa casa, conduzamo-Lo em nosso coração e em nossa
mente, situando-O, em todos os dias e horas da vida, intimamente em nós.
Este o objetivo a perseguir e a colimar.

Vida Sadia
( Livro: Luz Viva - Espírito, Joanna de Ângelis e Marco Prisco – Divaldo Franco)

Os equipamentos mentais necessitam de lubrificantes especiais, a


fim de funcionarem em ritmo de equilíbrio, sob impulsos de ordem.
Areje, desse modo, a sua casa mental, com as ondas de otimismo,
em contínuo processo de renovação de idéias para o bem.
A ferrugem do pessimismo é de danosa conseqüência, quando se
exterioriza nos delicados implementos fomentadores das aspirações nobres.
O ácido corrosivo da amargura, derramados nos sutis veículos da
vida pensante, desarticula toda a maquinaria do emocionante desafio que é a
vida.
Os petardos da cólera sistemática bombardeiam as células nervosas
encarregados dos mecanismos físicos e psíquicos, arruinando-as sem
qualquer oportunidade de refazimento.
Reestude o seu programa de ação e expulse, em definitivo, a poeira
acumulada das paixões dominantes, nas peças da emoção, que desarvoram
o ritmo das suas ações.

3
Respire a esperança e revigore as complexas equipagens da sua
cerebração, a fim de que a sua mente lhe proporcione paz.
Ninguém ascende no rumo de Deus, sem o esforço sacrificial de si
mesmo.
A marcha evolutiva é de todos, mas a opção da estrada é de cada
um.
Sua mente – sua vida.
Não somatize imperfeições morais. Antes, subtraia delas as
conquistas do Espírito, armazenando alegrias.
Viver bem, em clima de harmonia, embora o tumulto e as situações
surpreendentes da convivência com pessoas difíceis e perturbadas, é a meta
que você deve alcançar, mediante a remoção do mal e a fixação do bem.
Se, todavia, os problemas se lhe fizerem mais desafiadores e sem
aparente solução, busque a bênção da prece, e, no intercâmbio com Deus
você haurirá o fluido lubrificador para manter o equilíbrio das engrenagens
mentais que passarão, ajustadas, a produzir os estímulos da felicidade para
uma vida sadia.

Perguntas

01 – Em que consiste a obediência no texto?


02 – O que é resignação?
03 – De que modo Jesus exemplificou a obediência e a resignação?
04 – Obediência e resignação equivalem á negação do sentimento e
da vontade?
05 – Como podemos aprender e desenvolver em nós essas virtudes?
06 – A dor é, então um ensinamento?
07 – Qual a conseqüência para aquele que não adota essas virtudes
como conduta?

Conclusão

A Obediência e a resignação são duas virtudes que refletem o nosso


ajustamento ás leis divinas e nos permitem saldar mais rapidamente as
faltas do passado, propiciando-nos o progresso e a nossa aproximação de
Deus.

Próximo Tema

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. IX, Item 9

Textos Complementares

4
Respostas das perguntas anteriores – 41º Roteiro

1º Resposta: Porque Eça é o veículo através do qual nos regeneramos


perante os erros do passado, em razão doe nossos desvios da rota da
felicidade.
“Por isso, diante do sofrimento, ao invés de nos afligimos, é mais
lícito bendizer a Deus pela oportunidade de resgate que nos
concede.”

2º Resposta: Deus não põe fardos pesados em ombros frágeis. Desse


modo, a dor está sempre na proporção das forças e capacidade de
cada um. Logo depende igualmente, de cada um a iniciativa de
buscar o meio para suportá-la, sem o que esta sempre parecerá
maior do que é na realidade.
“Deus, contudo, não desampara ninguém que O procura. A
dificuldade toda está em nós, para chegarmos até Ele.”

3º Resposta: Porque nós a tornamos assim em razão de nosso


procedimento, competindo-nos agora restituir-lhe a condição de
reino de paz e felicidade. Ser feliz é ser bom, e ninguém impede
alguém de sê-lo.
“O Evangelho é lição de amor para todas as criaturas; no entanto,
insistimos em querer aplicá-lo aos outros. Aí está o erro.”

4º Resposta: O evangelho nos lembra que a prece, aliada á fé,


constitui remédio eficaz para obtermos de Deus forças para
suportamos nossas dores, Mas isso não basta: é necessário também
saber esperar e, á frente das tribulações, cultivar a paciência.
“Em todos os obstáculos por vencer e em todas as sombras por
extinguir – engajemos a paciência a serviço do
coração.”(Emmanuel/Astronautas do além – Lembranças de
Companheiro).

5º Resposta: Porque praticamos, também, a caridade quando


perdoamos “aos que Deus nos colocou em nosso caminho para serem
instrumentos do nosso sofrer e para nos porem á prova a paciência”.
“Paciência, no fundo, é resignação quando as injúrias sejam
desferidas contra nós em particular...” ( Emmanuel/Livro da
Esperança – nº 23)

6º Resposta: A paciência nos propicia a serenidade capaz de nos


fazer ver que, a par do sofrimento, há um número bem maior de
benções, dádivas e compensações que emanam do Pai, Diane das
quais as nossas dores passam a ser bem menores e menos
significativas, conquanto ainda nos afetam.
“O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que
quando se curva para a terra a fronte.”

5
7º Resposta: Jesus, que nada tinhas para se penitenciar, sofreu
muito mais que cada um de nós que, ao contrario, temos muito o que
expiar do nosso passado. De exemplo maior de paciência não se tem
conhecimento.
“Jesus foi a paciência sem limites; no entanto, embora suportasse,
sere-no, todos os golpes que lhe foram endereçados, pessoalmente
preferiu aceitar a morte na cruz a ter de aplaudir erro ou
acumplicar-se com o mal.”( Emmanuel/Livro da Esperança – nº 23)

*Todo o roteiro deste estudo se encontra no livro “Roteiro Sistematizado, para estudo do livro ‘O Evangelho
Segundo O Espiritismo’, Da editora Boa Nova, 3ª Edição de dezembro de 2005 e está disponível no site da
UEDAC.
Glossário

1 – liame
a: ato ou efeito de liar(-se)
b: tudo o que prende, une ou liga; ligação; vínculo
c: cingir ou apertar com nó ou laçada; amarrar, atar, prender
2 – lenificadora = verbo lenir
: tornar mais fácil de suportar; aliviar, lenificar, suavizar
3 – óbices
: aquilo que obsta, impede; empecilho, estorvo

Anotações

6
7
8