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ESTUDOS BÍBLICOS 1.

Introdução.

Estes “Estudos Bíblicos” foram escritos com a finalidade de expor o mais


simples do fundamento da fé cristã. A palavra “doutrina" significa
ensinamento. E nessas páginas sintetizamos o maior número possível de
doutrinas bíblicas, passando pela Reforma Protestante e a Contra-Reforma,
e também, analisamos as 11 principais religiões (e seitas) do nosso tempo.

Procuramos escrever de maneira simples e bem clara os ensinos, sempre


bem acompanhados de versículos bíblicos. Em nenhuma doutrina frisamos
nossas idéias particulares, mas usamos a Palavra de Deus para acurar a
mais límpida verdade.

Estes “Estudos Bíblicos” não tem a pretensão de cobrir tudo que é tratado
na Palavra de Deus. Visa, tão-somente, dar instrução clara e objetiva de
doutrinas essenciais e relevantes para a nossa maturidade espiritual.

Acreditamos que existem verdades cristãs que devem estar na mente e no


coração de cada autêntico servo de Deus. A simplicidade desse trabalho é
proposital, visto que nesses últimos dias, muitos querendo ser doutores
acabaram dando ouvidos a demônios (I Timóteo 4.1), se esquecendo da
simplicidade que há no verdadeiro Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

“Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador


Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, tanto agora como no dia eterno” (II
Pedro 3.18).

Roberto Tupinambá, teólogo.


Março 2010.

Roberto Tupinambá, teólogo.


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ESTUDOS BÍBLICOS – VOLUME I.

ÍNDICE.

ESTUDOS BÍBLICOS 1.

1. A BÍBLIA. 3.

2. DEUS. 5.

3. JESUS CRISTO. 6.

4. PNEUMATOLOGIA, A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO. 11.

5. A TRINDADE. 12.

ESTUDOS BÍBLICOS 2.

6. A IGREJA DE CRISTO. 16.

7. O SANGUE DE JESUS. 17.

8. A CRUZ DE CRISTO. 18.

9. A MORTE DE CRISTO. 20.

10. A RESSURREIÇÃO DE CRISTO. 22.

ESTUDOS BÍBLICOS 3 – ESCATOLOGIA.

11. ANGEOLOGIA, A DOUTRINA DOS ANJOS. 24.

12. SATANÁS. 26.

13. OS DEMÔNIOS. 28.

14. BATALHA ESPIRITUAL. 29.

Roberto Tupinambá, teólogo.


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15. POSSESSÃO DEMONÍACA. 31.

BIBLIOGRAFIAS. 33.

1. A BÍBLIA.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a


repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o
homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa
obra” (II Timóteo 3.16,17).

Uma palavra tem a força e o valor daquele que a pronuncia. A palavra


humana pode errar e enganar, pois o homem é fraco e não oferece
segurança total. Mas a Palavra de Deus não erra nem engana! Ela é segura
e firme que sustenta a vida de quem nela se agarra e por ela se orienta. A
Bíblia é a única regra de fé e prática do verdadeiro cristão. A Bíblia é a
Palavra inspirada por Deus!

I. A NECESSIDADE DA PALAVRA ESCRITA.

"Pois tudo quanto, outrora, foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, a fim
de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos
esperança" (Romanos 15.4).

A palavra Bíblia significa “livro”. A palavra Bíblia foi aplicada às Escrituras


por Crisóstomo (349-407) no ano 400 d.C. A Bíblia consta de duas partes:
o Antigo Testamento, composto de 39 livros, e o Novo Testamento, com 27
livros. A divisão da Bíblia em capítulos é de autoria do inglês Stephen
Langton (1150-1228), Arcebispo de Cantuária, e foi realizada no ano de
1214. Já a divisão dos capítulos em versículos foi fita, em definitivo, em
1551, pelo tipógrafo Robert Stevens. A Bíblia foi o primeiro livro impresso
em 1535. A mais completa revelação de Deus realizou-se na Pessoa
de Jesus Cristo!

II. QUANDO FOI ESCRITA?

A Bíblia não foi escrita de uma só vez. Todos os 66 livros da Bíblia juntos
trazem a revelação de Deus aos homens. Foram escritas por 40 homens,
durante um período de 1500 anos, e o ponto final só foi colocado cem anos
depois do nascimento de Jesus Cristo. Entre esses homens havia reis,
agricultores, pastores, um médico, um cobrador de impostos. Contudo,

Roberto Tupinambá, teólogo.


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esses livros perfazem um só Livro, porque são obras de um único Autor,


sobre um só propósito divino: a redenção da humanidade através do
Sangue de Jesus (Efésios 1.7).

III. EM QUE LÍNGUA FOI ESCRITA?

A Bíblia não foi escrita numa única língua, mas em três línguas diferentes. A
maior parte do Antigo Testamento foi escrita em hebraico. Era a língua que
se falava na Palestina antes do cativeiro. Depois do cativeiro, o povo de
lsrael começou a falar o aramaico. No tempo de Jesus, o aramaico era
amplamente falado pelo povo judeu da Palestina. Todo o Novo Testamento
foi escrito em grego, que era a nova língua do comércio que invadiu o
mundo daquele tempo depois das conquistas de Alexandre da Macedônia
(356-323 a.C.).

IV. O ESPÍRITO SANTO ILUMINA.

A Bíblia, para se tornar significativa para um indivíduo, precisa ser antes


iluminada pelo Espírito Santo em seu coração. “O homem natural não aceita
as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-
las, porque elas se discernem espiritualmente” (I Coríntios 2.14).

V. CRISTO É O TEMA CENTRAL DA BÍBLIA.

DICIONÁRIO.
Redenção. Ato ou efeito de remir; resgate.
Discernem. Ver distintamente; discriminar, distinguir, conhecer.
O tema central de toda Bíblia é a Pessoa de Jesus Cristo. "Examinais as
Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que
testificam de mim" – Jesus Cristo (João 5.39). E sendo assim, os 66 livros
podem ser resumidos da seguinte forma:

Preparação: Todo o Antigo Testamento preparou o mundo para a vinda de


Cristo.
Manifestação: Os Evangelhos tratam da vinda de Cristo ao mundo, como o
Rei e Redentor.
Propagação: Os Atos dos Apóstolos tratam da propagação de Cristo por
meio da Igreja.
Explanação: As Epistolas tratam da explanação de Cristo e da Sua
doutrina.
Consumação: O Apocalipse trata do “casamento” de Cristo e a Igreja e a
consumação de todas as coisas.

VI. PRINCIPAIS TRADUÇÕES DA BÍBLIA.

1. Septuaginta. A tradução grega foi feita por 72 sábios judeus (daí o nome
Septuaginta) na cidade de Alexandria a partir de 285. a.C., a pedido de
Demétrio Falário, bibliotecário do rei Ptolomeu Filadelfo (309-246 a.C.).
Tinha dois objetivos:

• Preparar o mundo para a Primeira Vinda de Cristo.


• Tornar conhecida a Palavra de Deus entre todos os povos.

Roberto Tupinambá, teólogo.


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2. Vulgata. Jerônimo (347-420) levou 34 anos para traduzir toda a Bíblia da


Septuaginta (grego) para o latim, trabalho este que ele realizou em Belém,
na Terra Santa. É a tradução que a Igreja Católica Romana utiliza.

3. João Ferreira de Almeida (1628-1691). Ele traduziu do grego para o


português todo o Novo Testamento. Traduziu o Antigo Testamento até
Ezequiel 41.21, vindo a falecer. Em 1748, o pastor Jacobus da Batávia,
terminou a tradução do Antigo Testamento, iniciada por Almeida.

VII. A PALAVRA DE DEUS.

1. A Palavra de Cristo é eterna. “Passará o céu e a terra, porém as minhas


palavras não passarão” (Mateus 24.35).

2. A Palavra de Deus é eterna. “Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a


palavra de nosso Deus permanece eternamente” (Isaías 40.8).

3. Deve ser ensinada. “Ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado


em vossa casa, e andando pelo caminho, e deitando-vos, e levantando-vos”
(Deuteronômio 11.19).

4. Deve ser estudada. “E o terá consigo e nele lerá todos os dias da sua
vida, para que aprenda a temer o Senhor, seu Deus, a fim de guardar todas
as palavras desta lei e estes estatutos, para os cumprir” (Deuteronômio
17.19).

5. Deve ser guardada no coração. “Guardo no coração as tuas palavras,


para não pecar contra ti” (Salmos 119.11).

6. Não deve ser alterada. “Nada acrescentareis à palavra que vos mando,
nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor, vosso
Deus, que eu vos mando” (Deuteronômio 4.2).

7. Viva, eficaz e penetrante. “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e


mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao
ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os
pensamentos e propósitos do coração” (Hebreus 4.12).
2. DEUS.

“Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu
Sou o primeiro e Eu Sou o último, e além de mim não há Deus” (Isaías 44.6).

Deus é um Ser existente por Si mesmo, infinito, soberano, supremo,


onipotente, onipresente e onisciente. Deus é o dono de toda a sabedoria e
de todo o conhecimento. Ele pode fazer qualquer coisa e todas as
coisas. Deus é imortal, nós somos mortais. Deus é infalível, nós somos
falíveis. Deus não tem começo e nem fim. Deus é a essência do amor – Ele é
amor (I João 4.8). Então, dizemos que Deus é Eterno (Salmos 90.2), Imutável
(Malaquias 3.6), Onipotente (Todo-Poderoso – Gênesis 17.1), Onipresente
(Presente em todo lugar – Provérbios 15.3) e Onisciente (Dono de todo o
conhecimento – Hebreus 4.13).

I. OS ATRIBUTOS NATURAIS DE DEUS.

Roberto Tupinambá, teólogo.


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Os termos que descrevem a natureza de Deus – amor, santidade, soberania,


etc. – são conhecidos por atributos. Estão classificados em “naturais” e
“morais”. Vamos analisar primeiro, os atributos “naturais” de Deus. Deus é
transcendente, está acima e além de Sua criação, os céus e a terra. Deus
também é imanente, Sua presença e Seu poder permeiam toda a Sua
criação. Ele não fica ausente do mundo, como mero espectador das coisas
que fez.

“Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o
nome de Santo: Habito no alto e santo lugar (Transcendência), mas,
habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito
dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Imanência – Isaías 57.15).

II. OS ATRIBUTOS MORAIS DE DEUS.

A santidade é talvez o atributo divino mais fácil de ser compreendido. O


padrão de santidade de Deus deve ser o alvo principal de todos os salvos. A
santidade é o total das perfeições de Deus em toda a Bíblia. “Tu és tão puro
de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar”
(Habacuque 1.13).

O salvo deve buscar incessantemente a sua santificação. “Segui a paz


com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus
12.14).

III. A ETERNIDADE DE DEUS.

1. Deus é Eterno. Nunca houve começo e nunca terá fim. “Antes que os
montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a
eternidade, tu és Deus” (Salmos 90.2).

2. Deus é Imutável. Não está sujeito a nenhuma mudança. “Porque eu, o


Senhor, não mudo” (Malaquias 3.6).

3. Deus é Onipotente. Ele não tem limites. “Eu Sou o Deus Todo-Poderoso;
anda na minha presença e sê perfeito” (Gênesis 17.1).

4. Deus é Onipresente. Deus está em toda parte. “Os olhos do Senhor estão
em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Provérbios 15.3).

5. Deus é Onisciente. Deus sabe de todas as coisas. “E não há criatura que


não seja manifesta na sua presença, pelo contrário, todas as coisas estão
descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas”
(Hebreus 4.13).
IV. OS DECRETOS DE DEUS.

Os decretos de Deus são o controle que Ele tem do universo. É o plano


eterno de Deus, através do qual Ele se assegura de que todos os
acontecimentos do universo – passados, presentes e futuros – aconteçam.
Há a vontade diretiva e a vontade permissiva. Sua vontade diretiva é o
que Ele mesmo realiza. Sua vontade permissiva é o que Ele permitiu que
acontecesse.

3. JESUS CRISTO.

Roberto Tupinambá, teólogo.


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“No princípio era o Verbo (Cristo), e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era
Deus” (João 1.1).

I. O CRISTO PREEXISTENTE.

Nunca houve um tempo ou uma época que Cristo não existisse. Ele é Deus,
e como Deus Eterno, Ele sempre existiu e existirá pelos séculos dos séculos.
Jesus transformou o mundo. Jamais houve e jamais haverá uma Pessoa
como Ele. Ele dividiu a história humana ao meio - a.C. e d.C. (antes de Cristo
e depois de Cristo).

1. Antigo Testamento.

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre
os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte,
Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9.6).

“E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares


de Judá, de ti sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde
os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Miquéias 5.2).

Tanto a divindade como a humanidade de Cristo é claramente


apresentada nestes versículos: como Homem, nasceu na estrebaria em
Belém; como Deus, existia “desde os tempos antigos, desde os dias da
eternidade”.

2. Novo Testamento.

“Ele (Cristo) é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste” (Colossenses


1.17).

Paulo afirma que Cristo é “antes de todas as coisas”. A preposição “antes”


indica tanto o aspecto temporal quanto a Sua preexistência. Cristo é o
Senhor de toda a Criação. “Nele tudo subsiste”. Ele não apenas criou, mas
também sustenta todas as coisas (Hebreus 1.3).

II. JESUS CRISTO COMO HOMEM.

“As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas, o Filho do
Homem não tem onde reclinar a cabeça” – Jesus Cristo (Mateus 8.20).

O Ser espiritual se tornou humano, para que o ser humano pudesse se


tornar espiritual. Jesus Cristo se tornou “Filho do Homem” para que os filhos
dos homens pudessem se tornar “filhos de Deus” (João 1.12).

1. Jesus Experimentou Limitações Físicas.

a) Jesus sentia sono (Mateus 8.24).


b) Jesus sentia fome (Mateus 21.18).
c) Jesus ficava cansado (João 4.6).
d) Jesus sentia sede (João 4.7).
e) “Jesus chorou” (João 11.35).

Roberto Tupinambá, teólogo.


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2. Jesus Experimentou Limitações Intelectuais.

Enquanto esteve na Terra, Jesus era 100% Deus e 100% Homem. Cada
uma dessas naturezas reteve suas próprias características sem mudanças.
De modo que em Cristo há inteligência e vontade finitas (natureza humana)
e inteligência e vontade infinitas (natureza divina). Em conseqüência dessa
união de duas naturezas tão distintas, podemos conceber a idéia de que a
um só tempo Jesus Cristo foi mortal e imortal, finito e infinito, nascido no
tempo e existente desde a eternidade, criatura e Criador, menor que Deus e
igual a Deus, limitado e onisciente.

Jesus conhecia o passado, o presente e o futuro em grau não permitido a


seres humanos comuns. Sabia por exemplo, que Lázaro havia morrido (João
11.11-14); que a mulher samaritana tivera cinco maridos, antes do amante
com quem vivia (João 4.18), conhecia o pensamento dos escribas (Mateus
9.4). Mas parece que ao esvaziar-Se de Sua onisciência sujeitou-se até
mesmo a uma capacidade intelectual limitada. Jesus mesmo admitiu (como
Homem) que não sabia tudo (Mateus 24.36). Também o vemos perguntando
coisas que seriam desnecessárias (Marcos 9.21).

3. Jesus Experimentou Limitações Emocionais.

a) Jesus sentia compaixão (Mateus 9.36).


b) Jesus sentia tristeza e angústia (Mateus 26.37).
c) Jesus ficava irritado (Marcos 10.14).
d) Jesus sentia alegria (João 15.11).

III. JESUS CRISTO COMO DEUS.

“Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado


entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro,
em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (I João
5.20).

Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e a vida eterna, e não apenas um Homem


extraordinário que revolucionou o mundo e deixou Sua marca como o maior
de todos. A deidade de Cristo é fundamento sólido do Cristianismo e desafio
constante à verdadeira fé.

1. Evidências Do Antigo Testamento: O Anjo Do Senhor.

Todas as vezes que a palavra “anjo” aparece na Bíblia com “A” maiúsculo,
refere-se a Jesus. Trata-se de uma Cristofania, isto é, a manifestação
visível de Cristo na terra, antes de nascer fisicamente em Belém da Judéia
(Êxodo 3.2, Juízes 6.12 e 2Reis 19.35).

Abraão. “Apareceu o Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre, quando ele


estava assentado à entrada da tenda, no maior calor do dia” (Gênesis 18.1).

As aparições do Senhor no Antigo Testamento também são Cristofanias.


Motivo: Ninguém nunca viu a Deus (João 1.18), todavia, Cristo é o próprio
Deus (João 20.28).

Roberto Tupinambá, teólogo.


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2. Evidências Do Novo Testamento: Jesus É O Verdadeiro


Deus.

A Bíblia ensina que Jesus era humano e também testifica que é Deus em
carne.

2.1. O Testemunho De Jesus.


a) Jesus alegava abertamente ser Deus. “Vós me chamais o Mestre e o
Senhor e dizeis bem; porque Eu o Sou” (João 13.13).

b) Quem quiser saber como Deus é, basta olhar para Jesus. “Disse-lhe
Jesus: Filipe há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido?
Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (João 14.9).

2.2. O Testemunho De Outros.

a) Deus comprou a Igreja com o Seu próprio Sangue. “Atendei por vós e por
todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para
pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio
sangue” (Atos 20.28).

b) Cristo é Deus bendito para sempre. “Deles são os patriarcas, e também


deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus
bendito para todo o sempre. Amém!” (Romanos 9.5).

2.3. Jesus Fez Alguma Declaração Indireta De Que É Deus?

Vimos que Jesus alegou abertamente ser Deus e que os autores do Novo
Testamento também fizeram declarações nesse sentido. Da mesma forma,
há indicações indiretas no Novo Testamento de que Ele é Deus.

a) Jesus permitia que O adorassem. “Então, afirmou ele: Creio, Senhor; e o


adorou” (João 9.38).

Jesus consentiu em ser adorado como Deus. Tomé, o discípulo incrédulo, foi
obrigado a reconhecer Jesus como Deus, após o Senhor ter ressuscitado.
“Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!” (João 20.28).

b) Jesus perdoou pecados. “Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho,


os teus pecados estão perdoados” (Marcos 2.5).

IV. CRISTO TEM TODO O PODER NO CÉU E NA TERRA.

“Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” – Jesus Cristo (Mateus


28.18).

A ressurreição de Cristo faz a diferença entre a fé cristã e as demais crenças


do mundo. O túmulo de Cristo está vazio! Nós não adoramos a um
Salvador morto. Adoramos a um Deus Vivo (Atos 25.19), Ressurreto (Marcos
14.28) e Todo-Poderoso (Apocalipse 1.8). Enquanto Jesus viveu na terra Ele
mostrou o Seu poder de muitas maneiras e em várias ocasiões.

1. Jesus Tem Poder Sobre A Natureza.

Roberto Tupinambá, teólogo.


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a) Jesus repreendeu o vento e o mar (Marcos 4.41).


b) Jesus andou sobre o mar (Marcos 6.48).
c) Jesus teve poder para multiplicar cinco pães de cevada e dois peixes de
tal forma que 5.000 homens e mulheres foram saciados, e ainda se
encheram 12 cestos com o que sobrou (João 6.8-12).

2. Jesus Tem Poder Sobre Os Espíritos Malignos.

A Bíblia ensina que existem demônios (anjos caídos) que obedecem às


ordens de Satanás. Mas ela também nos ensina que o poder de Cristo é
maior que o poder de Satanás e de todos os demônios (Marcos 5.1-14).

3. Jesus Tem Poder Sobre As Doenças.

a) A mulher que sofria de uma hemorragia há doze anos, que foi curada ao
tocar as vestes de Jesus (Marcos 5.24-34).

b) O paralítico do tanque de Betesda, que esperava que as águas se


movessem, há trinta e oito anos, que foi curado por Jesus, sem o pedir (João
5.1-9).

4. Jesus Tem Poder Sobre A Morte.

Jesus deu vida a quem estava morto, porque Ele é o Senhor da vida
(Números 27.16).

a) A ressurreição de muitos irmãos que dormiam, depois da ressurreição de


Cristo (Mateus 27.52).
b) A ressurreição da filha de Jairo (Marcos 5.35-43).
c) A ressurreição do filho da viúva de Naim (Lucas 7.11-17).
d) A ressurreição de Lázaro (João 11.39-45).
e) Seu próprio corpo, no terceiro dia, depois de ser sepultado (I Coríntios
15.3,4).

Jesus é o Vencedor da morte. “... Não temas; Eu sou o primeiro e o último e


aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos
séculos e tenho as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1.17,18).

A vida é como uma roda-gigante, que gira, gira, gira, mas de repente pára.
Parar é à hora triste da vida, à hora da morte! Não há como escapar, pois
não há tréguas nesta peleja (Eclesiastes 8.8). Cristo venceu a morte para
dar vida aos mortos (II Timóteo 1.10). Jesus venceu a morte porque Ele
mesmo morreu e ressuscitou (I Coríntios 15.3,4).

V. A IDENTIFICAÇÃO DE JESUS CRISTO COMO JEOVÁ.

“Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos
filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros” (Êxodo 3.14).

“Perguntaram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinqüenta anos e viste


Abraão? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Antes
que Abraão existisse, EU SOU” (João 8.58).

Roberto Tupinambá, teólogo.


ESTUDOS BÍBLICOS 1. 11

“No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e


sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo” (Isaías 6.1).

“Isto disse Isaías porque viu a glória dele (Cristo) e falou a seu respeito”
(João 12.41).

1. O Nome de Deus.

Segundo Bruce Milne (“Estudando as Doutrinas da Bíblia”), quando o Antigo


Testamento foi traduzido do hebraico para o grego, o Nome sagrado de
Deus Iavé ou Jeová, foi traduzido pela palavra grega Kyrios (Senhor). Este
título sagrado e exaltado foi atribuído diretamente a Jesus. O Nome Pessoal
de Deus “Eu Sou” (Êxodo 3.14) foi atribuído diretamente a Jesus (João 8.58).
Os escritores do Novo Testamento aplicaram as passagens referentes a
Jeová diretamente a Jesus.

VI. NOMES, TÍTULOS E OFÍCIOS DE JESUS CRISTO.

1. Água da Vida (Apocalipse 21.6).


2. Alfa e Ômega (Apocalipse 22.3).
3. Amém (Apocalipse 3.14).
4. Autor da Vida (Atos 3.15).
5. Autor e Consumador da Fé (Hebreus 12.2).
6. Bom Pastor (João 10.11).
7. Brilhante Estrela da Manhã (Apocalipse 22.16).
8. Cabeça da Igreja (Efésios 4.15).
9. Caminho (João 14.6).
10. Conselheiro (Isaías 9.6).
11. Consolação de Israel (Lucas 2.25).
12. Cordeiro de Deus (João 1.29).
13. Cordeiro Pascal (I Coríntios 5.7).
14. Cristo, o Senhor (Lucas 2.11).
15. Deus Bendito (Romanos 9.5).
16. Deus Forte (Isaías 9.6).
17. Deus Único e Sábio (Romanos 16.27).
18. Deus Verdadeiro (I João 5.20).
19. Emanuel (Mateus 1.23).
20. Eu Sou (João 8.58).
21. Fiel e Verdadeiro (Apocalipse 19.11).
22. Fiel Testemunha (Apocalipse 1.5).
23. Filho de Davi (Marcos 10.47).
24. Fonte (Zacarias 13.1).
25. Fundamento (I Coríntios 3.11).
26. Grande Sumo Sacerdote (Hebreus 4.14).
27. Herdeiro de Todas as Coisas (Hebreus 1.2).
28. Homem de Dores (Isaías 53.3).
29. Imagem do Deus Invisível (Colossenses 1.15).
30. Jesus de Nazaré (Mateus 21.11).
31. Juiz dos Vivos e dos Mortos (Atos 10.42).
32. Leão da Tribo de Judá (Apocalipse 5.5).
33. Libertador (Romanos 11.26).
34. Luz do Mundo (João 8.12).
35. Maravilhoso (Isaías 9.6).
36. Mediador (I Timóteo 2.5).

Roberto Tupinambá, teólogo.


ESTUDOS BÍBLICOS 1. 12

37. Messias (João 1.41).


38. Mestre e Senhor (João 13.13).
39. Nossa Esperança (I Timóteo 4.10).
40. Pai da Eternidade (Isaías 9.6).
41. Pão da Vida (João 6.35).
42. Poder de Deus e Sabedoria de Deus (I Coríntios 1.24).
43. Primeiro e o Último (Apocalipse 1.17).
44. Príncipe da Paz (Isaías 9.6).
45. Rei dos Judeus (Mateus 2.2).
46. Raiz de Davi (Apocalipse 5.5).
47. Ressurreição e Vida (João 11.25).
48. Rei das Nações (Apocalipse 15.3).
49. Rei dos Reis e Senhor dos Senhores (Apocalipse 19.16).
50. Salvador do Corpo (Efésios 5.23).
51. Salvador do Espírito (Atos 7.59).
52. Salvador do Mundo (João 4.42).
53. Santo de Deus (João 6.69).
54. Santo dos Santos (Daniel 9.24).
55. Senhor da Glória (I Coríntios 2.8).
56. Senhor de Todos (Atos 10.36).
57. Senhor e Deus (João 20.28).
58. Senhor Jesus Cristo (II Pedro 1.16).
59. Sol da Justiça (Malaquias 4.2).
60. Todo-Poderoso (Apocalipse 1.8).
61. Verbo (João 1.1).
62. Verbo da Vida (I João 1.1).
63. Verbo de Deus (Apocalipse 19.13).
64. Verdade (João 14.6).
65. Verdadeira Luz (João 1.9).
66. Vida (João 14.6).
67. Videira Verdadeira (João 15.1).

VII. A ENCARNAÇÃO DE JESUS CRISTO.

“Pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser
igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo,
tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana,
a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de
cruz” (Filipenses 2.6-8).

A encarnação é um dos maiores eventos da história do Universo, foi à


entrada de Jesus Cristo na esfera humana. Essa Pessoa, que é Deus, desceu
das inefáveis alturas do Céu e tomou para Si a natureza humana.

a) A Encarnação pressupõe a Preexistência e Divindade de Cristo. Em nosso


caso, a ato da concepção é a chegada à existência de uma nova pessoa. No
caso de Jesus, o Verbo Eterno, já existia antes da concepção.

b) A Encarnação foi ocasionada pelo pecado humano. A grande finalidade


da encarnação foi salvar o homem do seu pecado e a graça de Deus para
resolvê-lo.

Como resultado da encarnação Jesus não cessou de ser Deus.

Roberto Tupinambá, teólogo.


ESTUDOS BÍBLICOS 1. 13

Conclusão.

Jesus, o Verbo Eterno, continuou sendo Deus Eterno, mesmo quando se fez
carne e andou nas ruas e campos aqui na Terra. Ao lermos sobre a Sua vida,
chegamos a esta inevitável conclusão: Seu nascimento deu-se
contrariamente às leis naturais; Sua morte contrariava a lei da própria
morte; não possuía despensa, porém, deu de comer a cinco mil pessoas e
ainda sobrou comida; não tinha elegantes tapetes em que pisar, mas andou
sobre as águas do mar. Jesus está vivo! “A estes também, depois de ter
padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis,
aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes
ao reino de Deus” (Atos 1.3).

4. PNEUMATOLOGIA, A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO I.

“Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome,


esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos
tenho dito” (João 14.26).

Pneumatologia é o estudo da doutrina do Espírito Santo.


Paracletologia é o estudo do Espírito Santo e sua função em relação a
Cristo e Sua Igreja.

I. O ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA.

A Bíblia ensina que o Espírito Santo é uma Pessoa. Jesus falou do


Espírito Santo como

DICIONÁRIO
Usurpação. Apoderar-se de, com fraude ou violência.
Inefáveis. Que não se pode exprimir por palavras.
“Ele”, porque Ele não é uma força ou uma coisa, mas uma Pessoa (João
14.17). Na Bíblia vemos que o Espírito Santo tem intelecto, emoções e
vontade. O único pecado que Deus não perdoa é a blasfêmia contra o
Espírito Santo.

“Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia


contra o Espírito Santo não será perdoada” – Jesus Cristo (Mateus 12.31).

1. Ele convence. “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da


justiça e do juízo” (João 16.8).

2. Ele fala: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”
(Apocalipse 3.13).

3. Ele guia: “Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro, e


acompanha-o” (Atos 8.29).

4. Ele intercede. “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em


nossa fraqueza;
porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito
intercede por nós
sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8.26).

Roberto Tupinambá, teólogo.


ESTUDOS BÍBLICOS 1. 14

5. Ele pode ficar entristecido. “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual


fostes selados para o dia da redenção” (Efésios 4.30).

II. O ESPÍRITO SANTO É DEUS.

Em toda a Bíblia podemos ver que o Espírito Santo é o próprio Deus. Isto
podemos deduzir dos atributos que a Bíblia Lhe confere. Estes atributos,
sem exceção, são os do próprio Deus.

1. Ele é Deus: “Então disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu
coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do
campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria
em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não
mentiste aos homens, mas a Deus” (Atos 5.3,4).

2. Ele é eterno: “Muito mais o sangue de Cristo que, pelo Espírito eterno, a
si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de
obras mortas para servirmos ao Deus vivo” (Hebreus 9.14).

3. Ele é Onipotente. “Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito


Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso,
também o ente santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus”
(Lucas 1.35).

4. Ele é Onipresente. “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde


fugirei da tua face? Se subo aos céus lá estás; se faço a minha cama no
mais profundo abismo, lá estás também” (Salmos 139.7,8).

5. Ele é Onisciente. “Mas Deus no-la revelou pelo Espírito; porque o Espírito
a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (I Coríntios
2.10).

Outros Nomes do Espírito Santo. Espírito da Verdade (João 14.17);


Espírito de Deus (Romanos 8.9) e Espírito de Cristo (I Pedro 1.11),

Símbolos do Espírito Santo. Água (João 7.37-39); Azeite (Hebreus 1.9);


Fogo (Atos 2.1,2); Pomba (João 1.32); Selo (Efésios 1.13); Unção (Atos
10.38) e Vento (João 3.8).

Considerações sobre o Espírito Santo:


• Onipresente (Salmos 139.7).
• Onipotente (Lucas 1.35).
• Onisciente (I Coríntios 2.10,11).
• A blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada (Mateus
12.31).
• Consolador (João 14.26).
• É uma Pessoa (João 15.26).
• Quem nos convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).
• Espírito Santo é Deus (Atos 5.3,4).
• É a Terceira Pessoa da Trindade (II Coríntios 13.13).

5. A TRINDADE.

Roberto Tupinambá, teólogo.


ESTUDOS BÍBLICOS 1. 15

“Pois há três que dão testemunho no céu: O Pai, a Palavra (Cristo) e o


Espírito Santo; e estes três são um” (I João 5.7).

Deus é um em essência, mas a divina essência subsiste em Três Pessoas,


de tal maneira que a divina essência é completa em cada uma das Pessoas.
Deus é um só Ser, mas subsiste em Três Pessoas: Deus Pai (Filipenses 1.2);
Deus Filho (Jesus Cristo – I João 5.20) e Deus Espírito Santo (Atos 5.3,4).

I. CADA UMA DAS PESSOAS DA TRINDADE É DEUS


VERDADEIRO.

Deus. A Bíblia diz que há somente um Deus (Isaías 44.6), no entanto, diz
que cada uma das Pessoas da Trindade é Deus.

O Pai é Deus João 17.3.


O Filho é Deus I João 5.20.
O Espírito Santo é Deus Atos 5.3,4.

Jeová. A Bíblia nos ensina que somente um é chamado Jeová


(Deuteronômio 6.4), no entanto, afirma que cada uma das Pessoas da
Trindade é Jeová.

O Pai é Jeová 1Crônicas 17.20.


O Filho é Jeová Mateus 3.3.
O Espírito Santo é Jeová II Pedro 1.21.

Senhor. A Bíblia ensina que somente um é Senhor (Marcos 12.29), no


entanto, diz que cada uma das Pessoas da Trindade é Senhor.

O Pai é Senhor Apocalipse 11.15.


O Filho é Senhor João 13.13.
O Espírito Santo é Senhor Atos 28.25-27.

II. ATRIBUTOS TRANSCENDENTES DE CADA PESSOA DA


TRINDADE.

Onipotente. A Bíblia afirma que somente Deus é Onipotente


(Deuteronômio 3.24) e ela mesma ensina que cada uma das pessoas da
Trindade é Onipotente.

O Pai é Onipotente 2Crônicas 20.6.


O Filho é Onipotente Mateus 28.18.
O Espírito Santo é Onipotente Lucas 1.35.

Onipresente. A Bíblia afirma que somente Deus é Onipresente (Jeremias


23.23,24), no entanto, revela que cada uma das Pessoas da Trindade é
Onipresente.

O Pai é Onipresente Hebreus 4.13.


O Filho é Onipresente Mateus 28.20.
O Espírito Santo é Onipresente Salmos 139.7-10.

Roberto Tupinambá, teólogo.


ESTUDOS BÍBLICOS 1. 16

Onisciente. A Bíblia afirma que somente Deus é Onisciente (Mateus 24.36),


no entanto, diz que cada uma das Pessoas da Trindade é Onisciente.

O Pai é Onisciente Hebreus 4.13.


O Filho é Onisciente Mateus 9.4.
O Espírito Santo é Onisciente Romanos 8.26,27.

Eterno. A Bíblia ensina que somente Deus é Eterno (Isaías 40.28) e


também ensina que cada uma das Pessoas da Trindade são eternas.

O Pai é Eterno Salmos 90.2.


O Filho é Eterno João 1.1.
O Espírito Santo é Eterno Hebreus 9.14.

III. A TRINDADE NO ANTIGO TESTAMENTO.

A Trindade é um dos maiores mistérios teológicos. O afastamento da


doutrina bíblica da Trindade tem sido e é uma das maiores fontes de
heresias na Igreja Cristã. O termo Trindade não aparece na Bíblia, mas isso
não significa que a idéia seja um acréscimo ou uma especulação filosófica.
Deus é um só Ser, mas subsiste em Três Pessoas.

1. A criação do homem. Há quem creia que quando Deus (Eloim) disse:


“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...”
(Gênesis 1.26), as formas do plural que foram usadas (Eloim, nós, nossa)
precisam ser entendidas como uma revelação da Trindade de Deus ao
homem, e que a percepção dessa verdade e realidade foi mais tarde
perdida por causa da queda de Adão e Eva (Gênesis 3.6).

2. A proibição ao homem de comer da Árvore da Vida. “Então, disse o


Senhor Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do
bem e do mal; assim, que não estenda a mão, e tome também da árvore da
vida, e coma, e viva eternamente” (Gênesis 3.22). Os teólogos dos
primeiros séculos entenderam o plural como referindo-se a Trindade.
Todavia, a Bíblia enfatiza o fato de que Deus é um.

“Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus, é o único Senhor” (Deuteronômio 6.4).


Não devemos permitir que a verdade bíblica da Trindade nos afaste do
ensino igualmente importante de que só existe um único Deus. “E a vida
eterna é esta: que te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus
Cristo a quem enviaste” (João 17.3).

IV. A TRINDADE NO NOVO TESTAMENTO.

A doutrina da Trindade está bem mais desenvolvida no Novo Testamento do


que no Antigo Testamento. Já que a revelação é progressiva, mais luz foi
lançada sobre a Trindade, quando Deus Se revelou no tempo de Cristo e dos
apóstolos.

1. O nascimento de Jesus. Neste evento, as Três Pessoas da Trindade foram


mencionadas. O anjo Gabriel disse a Maria que o Seu Filho seria o Filho de
Deus concebido pelo Espírito Santo. “Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre
ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra;

Roberto Tupinambá, teólogo.


ESTUDOS BÍBLICOS 1. 17

por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de
Deus” (Lucas 1.35).

2. O batismo de Jesus. Nesta passagem houve uma manifestação explícita


da Trindade. “Logo, ao sair da água, viu os céus rasgaram-se e o Espírito
descendo como pomba sobre ele. Então, foi ouvida uma voz dos céus: Tu és
o meu Filho amado, em ti me comprazo” (Marcos 1.10,11).

3. O batismo dos cristãos. Os discípulos aprenderam com o Senhor Jesus a


batizar em Nome (singular) do “Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus
28.19).

4. A bênção apostólica. É outro ensinamento sobre a Trindade. “A graça do


Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo
sejam com todos vós” (II Coríntios 13.13).

V. A DIFICULDADE HUMANA DE SE ENTENDER A TRINDADE.

A dificuldade humana de se entender a Trindade consiste na falta de


capacidade das palavras humanas de expressarem uma realidade divina.
Quando afirmamos que Deus é uma Trindade (Pai, Jesus Cristo e o Espírito
Santo) em Unidade, queremos dizer que há unidade na diversidade. Mas
na essência de Deus não existem Três indivíduos, mas apenas Três
diferentes manifestações de uma mesma essência divina.

Conclusão.

Cada uma das Pessoas da Trindade é Deus completo. A Trindade não é


um mais um mais um igual a três. É um vezes um vezes um igual a
um. O principal problema da doutrina da Trindade é que o Cristianismo é
monoteísta. Rejeita o politeísmo. Deus é Um, mas esta unidade não é
simples – é complexa. Mesmo sem entendê-la, devemos ficar em silêncio
onde a Bíblia não diz nada. O Pai é a fonte de todas as bênçãos, Jesus
Cristo é o canal de todas as bênçãos, e é pela ação do Espírito Santo em
nós que toda a verdade se torna viva e operante em nossas vidas.

1. O Pai é Deus: “Graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai, e
do Senhor Jesus Cristo” (Filipenses 1.2).

2. Jesus Cristo é Deus: "Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e


nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos
no verdadeiro, em Seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida
eterna" (I João 5.20).

3. O Espírito Santo é Deus: “Então disse Pedro: Ananias, por que encheu
Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando
parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E,
vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este
desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (Atos 5.3,4).

Roberto Tupinambá, teólogo.