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SISTEMAS HIDRÁULICOS E PNEUMÁTICOS

(PLANO DE AULA 09)

REVISÃO GERAL – PROVA AV1

02-PRESSÃO ATMOSFÉRICA:

Sabemos que o ar tem peso, portanto, vivemos sob esse peso. A atmosfera exerce
sobre nós uma força equivalente ao seu peso, mas não a sentimos, pois ela atua em
todos os sentidos e direções com a mesma intensidade. O valor da pressão
atmosférica ao nível do mar, a uma temperatura de 20°C e a uma umidade relativa
de 36% é de 1 atm. ou 760 mm (coluna de mercúrio) ou 1 bar ou 14,5 lbf/pol2.
A pressão atmosférica atua em todos os sentidos e direções:

A pressão atmosférica varia proporcionalmente à altitude considerada. Esta variação


pode ser notada.

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Medição da pressão atmosférica:

Nós geralmente pensamos que o ar não tem peso. Mas, o oceano de ar cobrindo a
terra exerce pressão sobre ela. Torricelli, o inventor do barômetro, mostrou que a
pressão atmosférica pode ser medida por uma coluna de mercúrio.

Enchendo-se um tubo com mercúrio e invertendo-o em uma cuba cheia com


mercúrio, ele descobriu que a atmosfera padrão, ao nível do mar, suporta uma coluna
de mercúrio de 760 mm de altura.

A pressão atmosférica ao nível do mar mede ou é equivalente a 760 mm de mercúrio.


Qualquer elevação acima desse nível deve medir evidentemente menos do que isso.
Num sistema hidráulico, as pressões acima da pressão atmosférica são medidas em
kgf/cm2. As pressões abaixo da pressão atmosférica são medidas em unidade de
milímetros de mercúrio.

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Princípio de Pascal:

Constata-se que o ar é muito compressível sob ação de pequenas forças. Quando


contido em um recipiente fechado, o ar exerce uma pressão igual sobre as paredes,
em todos os sentidos. Por Blaise Pascal temos: "A pressão exercida em um líquido
confinado em forma estática atua em todos os sentidos e direções, com a mesma
intensidade, exercendo forças iguais em áreas iguais".

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VANTAGENS E DESVANTAGENS DE SE USAR O AR COMPRIMIDO:

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Compressores de ar comprimido:
Os compressores são equipamentos que elevam a pressão de certo volume de ar
até a pressão de operação dos sistemas. Normalmente, partem da pressão
atmosférica até a pressão determinada pelas suas características construtivas

Em aplicações típicas de pneumática, normalmente são usados compressores


individuais ou instalados em paralelo, o que permite a soma de suas vazões.

COMPRESSOR ALTERNATIVO MONTADO SOBRE O RESERVATÓRIO

Classificação dos compressores quanto ao princípio de funcionamento

Os compressores de ar comprimido são produzidos com diversas configurações e


podem ser divididos didaticamente em duas classificações, de acordo com seus
princípios de trabalho:

• Deslocamento positivo.

• Deslocamento dinâmico.

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Deslocamento positivo

Baseia-se fundamentalmente na redução e no volume. O ar é admitido em uma


câmara isolada do meio exterior onde seu volume é gradualmente diminuído,
processando-se a compressão. Quando certa pressão é atingida, provoca a abertura
de válvulas de descarga, ou simplesmente o ar é empurrado para o tubo de descarga
durante a contínua diminuição do volume da câmara de compressão.

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Deslocamento dinâmico:

A elevação da pressão é obtida por meio de conversão de energia cinética em


energia de pressão, durante a passagem do ar através do compressor. O ar admitido
é colocado em contato com impulsores (rotor laminado) dotados de alta velocidade.
Este ar é acelerado, atingindo velocidades elevadas e consequentemente os
impulsores transmitem energia cinética ao ar. Posteriormente, seu escoamento é
retardado por meio de difusores, obrigando a uma elevação na pressão.

Difusor é uma espécie de duto que provoca diminuição na velocidade de escoamento


de um fluido, causando aumento de pressão. São usados em compressores
dinâmicos.

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Classificação dos compressores quanto ao princípio de funcionamento:
Divisão de Equipamentos

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Reservatório de ar comprimido:

Um sistema de ar comprimido é dotado, geralmente, de um ou mais


reservatórios, desempenhando grandes funções junto a todo o processo
de produção.

Em geral, o reservatório possui as seguintes funções:


 Armazenar o ar comprimido.
 Resfriar o ar auxiliando a eliminação do condensado.
 Compensar as flutuações de pressão em todo o sistema de distribuição.
 Estabilizar o fluxo de ar.
 Controlar as marchas dos compressores, etc.

Os reservatórios são construídos no Brasil conforme a Norma PNB 109 da A.B.N.T,


que recomenda: Nenhum reservatório deve operar com uma pressão acima da
pressão máxima de trabalho permitida, exceto quando a válvula de segurança estiver
dando vazão; nesta condição, a pressão não deve ser excedida em mais de 6% do
seu valor.

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Localização:

Os reservatórios devem ser instalados de modo que todos os drenos, conexões e


aberturas de inspeção sejam facilmente acessíveis.

Em nenhuma condição, o reservatório deve ser enterrado ou instalado em local de


difícil acesso; deve ser instalado, de preferência, fora da casa dos compressores, na
sombra, para facilitar a condensação da umidade e do óleo contidos no ar
comprimido; deve possuir um dreno no ponto mais baixo para fazer a remoção deste
condensado acumulado em cada 8 horas de trabalho; o dreno, preferencialmente,
deverá ser automático.

Os reservatórios são submetidos a uma prova de pressão hidrostática, antes da


utilização, de acordo com a NR-13 (norma reguladora para vasos de pressão).

Unidade de condicionamento (Lubrefil):


O uso do ar comprimido, nos processos produtivos, deve estar adequado a cada uma
das aplicações;

No caso das aplicações, que envolvam ferramentas rotativas ou atuadores


pneumáticos tipo lineares ou rotativos, precisamos retirar água e particulados do ar
assim como introduzir certa quantidade de óleo;

As unidades de condicionamento Lubrefil aliam um conjunto composto por três


componentes: filtro, regulador de pressão e lubrificador.

LUBREFIL: LUBRIFICADOR, REGULADOR COM MANOMETRO E FILTRO

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SIMBOLOGIAS DO LUBREFIL:

Existem duas simbologias para o conjunto Lubrefil:

• Temos representadas abaixo a simbologia simplificada, que é normalmente


usada nos circuitos pneumáticos; Na simbologia simplificada, temos os mesmos
elementos que representam o fluxo vindo do compressor; o filtro, o lubrificador e o
conjunto reguladora-manômetro.

Já a simbologia completa mostra os símbolos individuais de cada componente do


Lubrefil.

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Atuadores pneumáticos de movimento retilíneo:

A) Cilindros de simples ação:


ESSE CILINDRO É ACIONADO PELO AR COMPRIMIDO APENAS DE UM LADO, REALIZANDO
TRABALHO EM UM SÓ SENTIDO. ELE É INTERROMPIDO POR UMA FORÇA EXTERNA OU
POR UMA MOLA FICANDO O CURSO DO CILINDRO LIMITADO AO COMPRIMENTO DA MOLA.

ELES SE DIVIDEM EM:

 Cilindro de simples ação com retorno por mola interna

 Cilindro de simples ação com retorno por força interna

 Cilindro de simples ação com avanço por mola interna

SIMBOLOGIA:

A1) Cilindro de simples ação com retorno por mola interna;

A2) Cilindro de simples ação com retorno por força interna;

A3) Cilindro de simples ação com avanço por mola interna.

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B) Cilindros de dupla ação:
NESSE CILINDRO O AR COMPRIMIDO PRODUZ MOVIMENTO NOS DOIS SENTIDOS.
TEREMOS AVANÇO E RETORNO DO CILINDRO ATRAVÉS DA ENERGIA PNEUMÁTICA.

QUANDO GRANDES CARGAS SÃO MOVIMENTADAS POR ESSSE CILINDRO, NELE DEVE
EXISTIR UM SISTEMA DE AMORTECIMENTO PNEUMÁTICO QUE EVITE DANIFICAÇÕES
DEVIDO AOS FORTES IMPACTOS NOS FINS DE CURSO.

ELES SE DIVIDEM EM:

 Cilindro de dupla ação sem amortecimento.

 Cilindro de dupla ação com amortecimento não regulável.

 Cilindro de dupla ação com amortecimento regulável em ambos os


lados.

SIMBOLOGIA

 Cilindro de dupla ação sem amortecimento.

 Cilindro de dupla ação com amortecimento não regulável.

 Cilindro de dupla ação com amortecimento regulável em ambos os


lados.

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VÁLVULAS ELETROPNEUMÁTICAS - Acionamentos elétricos:

O sistema de acionamento das válvulas é representado externamente por meio de


solenoides. Pode-se ter válvulas direcionais acionadas por um solenoide também
chamadas “válvulas com comando unidirecional”, e válvulas acionadas por dois
solenoides, identificadas como “válvulas com comando bidirecional”.

O funcionamento das válvulas Direcionais Eletropneumáticas baseia-se no


deslocamento de um núcleo metálico mediante a ação de um campo magnético,
determinando a trajetória do fluxo de ar. A força magnética é criada pela circulação
da corrente elétrica no solenoide da válvula. As válvulas direcionais
eletropneumáticas podem ser encontradas em várias versões, a saber:

VÁLVULA ELETROPNEUMÁTICA DE 2 VIAS E 2 ESTADOS (2/2) COM ACIONAMENTO


UNIDIRECIONAL:
A POSIÇÃO DE REPOUSO DESSA VÁLVULA É NORMALMENTE FECHADA, BLOQUEANDO A PASSAGEM DO AR
COMPRIMIDO. ACIONANDO O SOLENÓIDE Y A VÁLVULA TROCA DE ESTADO, PERMITINDO A PASSAGEM DO
AR COMPRIMIDO DO ORIFICIO P PARA O A. ENQUANTO O SOLENÓIDE ESTIVER ACIONADO POR INTERMEDIO
DA CORRENTE ELÉTRICA, A VÁVULA PERMANECE NESSE ESTADO, CASO CONTRARIO, RETORNA À
POSIÇÃO DE REPOUSO.

VÁLVULA ELETROPNEUMÁTICA DE 3 VIAS E 2 ESTADOS (3/2) COM ACIONAMENTO


UNIDIRECIONAL:
NA POSIÇÃO DE REPOUSO DESSA ÁLVULA, HÁ O BLOQUEIO DA VIA DE PRESSÃO P E O ORIFICIO DE
UTILIZAÇÃO A É DIRECIONADO AO ESCAPE R.
ACIONANDO O SOLENOIDE Y, A VALVULA TROCA DE ESTADO, BLOQUEANDO O ESCAPE R, E POSSIBILITA
A PASSAGEM DO AR COMPRIMIDO DO ORIFIO P PARA O A. ENQUANTO O SOLENÓIDE ESTIVER ACIONADO,
A VÁVULA PERMANECE NESSE ESTADO, CASO CONTRARIO, RETORNA À POSIÇÃO DE REPOUSO.

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VÁLVULA ELETROPNEUMÁTICA DE 4 VIAS E 2 ESTADOS (4/2) COM ACIONAMENTO
UNIDIRECIONAL:
NA POSIÇÃO DE REPOUSO DESSA VÁLVULA, O ORIFICIO P É DIRECIONADO À VIA B E A VIA A É LIGADA AO
ESCAPE R.
ACIONANDO O SOLENOIDE Y, A VÁLVULA TROCA DE ESTADO, LIGANDO O ORIFICIO P AO A E A SUA VIA B
AO ESCAPE R. ENQUANTO O SOLENÓIDE ESTIVER ACIONADO, A VÁVULA PERMANECE NESSE ESTADO,
CASO CONTRARIO, RETORNA À POSIÇÃO DE REPOUSO.

VÁLVULA ELETROPNEUMÁTICA DE 5 VIAS E 2 ESTADOS (5/2) COM ACIONAMENTO


UNIDIRECIONAL:
NA POSIÇÃO DE REPOUSO DESSA VÁLVULA, O ORIFICIO P É DIRECIONDO AO B E A VIA A É LIGADA AO
ESCAPE R, NÃO SENDO UTILIZADO O ESCAPE S.
ACIONANDO O SOLENOIDE Y, A VÁLVULA TROCA DE ESTADO, LIGANDO O ORIFICIO P AO A JÁ A VIA B É
LIGADA AO ORIFICIO S E O ESCAPE R NÃO É USADO. ENQUANTO O SOLENÓIDE ESTIVER ACIONADO, A
VÁVULA PERMANECE NESSE ESTADO, CASO CONTRARIO, RETORNA À POSIÇÃO DE REPOUSO.

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VÁLVULA ELETROPNEUMÁTICA DE 4 VIAS E 2 ESTADOS (4/2) COM ACIONAMENTO
BIDIRECIONAL:
NA VÁLVULA COM ACIONMENTO BIDIRECIONAL, NÃO HÁ NECESSIDADE DE MANTER A CORRENTE
ELÉTRICA NO SOLENOIDE PARA QUE ELE PERMANEÇA EM UM DETERMINADO ESTADO. O ACIONAMENTO
E A PARADA SÃO EXECUTADOS POR PULSOS DE CORRENTE ELÉTRICA DE CURTA DURAÇÃO.

UM PULSO DE CORRENTE NO SOLENOIDE Y1 FAZ COM QUE A VÁLVULA TROQUE DE ESTADO, LIGANDO O
ORIFICIO P AO A E A VIA B AO ESCAPE R. CONFORME FIG. 3.5. APÓS O TÉRMINO DESSE PULSO DE
CORRENTE, A VÁLVULA SE MANTEM NESSE ESTADO ATÉ QUE SEJA DADO UM PULSO DE CORRENTE NO
SOLENOIDE Y2.

UM PULSO DE CORRENTE NO SOLENOIDE Y2 FAZ COM QUE A VÁLVULA TROQUE NOVAMENTE DE ESTADO,
LIGANDO O ORIFICIO P AO B E A VIA A AO ESCAPE R. APÓS O TÉRMINO DESSE PULSO DE CORRENTE, A
VÁLVULA SE MANTEM NESSE ESTADO ATÉ QUE SEJA DADO UM PULSO DE CORRENTE NO SOLENOIDE Y1
VOLTANDO AO ESTADO ANTERIOR.

ESSE COMPORTAMENTO É SIMILAR A UMA MEMÓRIA, PERMANECENDO NUM DETERMINADO ESTADO ATÉ
QUE UM COMANDO SEJA DADO PARA TROCAR O ESTADO DO SOLENOIDE. NO CASO DE ACIONAMENTO
DOS DOIS SOLENOIDES, A VÁLVULA PERMANECE NO ESTADO RELATIVO AO SOLENOIDE QUE PRIMEIRO
FOI COMANDADO.

VÁLVULA ELETROPNEUMÁTICA DE 5 VIAS E 2 ESTADOS (5/2) COM ACIONAMENTO


BIDIRECIONAL:
O FUNCIONAMENTO É SIMILAR AO DA VÁLVULA ANTERIOR, COM A DIFERENÇA DE QUE
OS ORIFICIOS DE UTILIZAÇÃO A e B POSSUEM ESCAPES INDIVIDUAIS R e S.

PARA TRANSFORMAR AS VÁLVULAS ELETROPNEUMÁTICAS 5/2 e 4/2 EM VÁLVULAS 3/2


BASTA BLOQUEAR EXTERNAMENTE O ORIFICIO B.

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CIRCUITOS PNEUMÁTICOS:

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ESQUEMA DE MONTAGEM NO SOFTWARE FLUID SIM DA FESTO

EXEMPLO 01

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