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(outubro de 2013)

COLÉGIO PEDRO II - Campus Duque de Caxias


Departamento de Desenho e Artes Visuais

Nome: ___________________________________________ Turma: ____________

Movimentos da História da Arte


Cedida pelo Campus Humaitá II (o texto original foi revisado)

DADAÍSMO

O bom é que não se consegue e provavelmente não se deve entender o dadá.


(Richard Huelsenbeck, 1974)

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-


1918), artistas e intelectuais de diversas
nacionalidades, contrários ao envolvimento de
seus países no conflito exilaram-se em Zurique,
na Suiça. Aí acabaram fundando um movimento
que deveria expressar suas decepções com o
fracasso das ciências, da religião e da Filosofia
existentes até então, pois se revelavam
incapazes de evitar a grande destruição que
assolava a Europa.

Esse movimento foi denominado Dadá,


nome escolhido pelo poeta Tristan Tzara. Ele
abriu um dicionário ao acaso e deixou seu dedo
Duchamp, Roda de Bicicleta, 1913
cair sobre palavra “dada”, que na linguagem
infantil francesa significa “cavalinho”. Mas isso O francês Marcel Duchamp (1887-1968)
não tinha a menor importância. Tanto fazia ser foi um dos artistas mais influentes da Arte
essa como outra palavra, pois a arte perdia todo Moderna, além de inspirar diversos movimentos
o sentido, já que a guerra havia instaurado o da Arte Contemporânea.
irracionalismo no continente europeu.
Duchamp abandonou a pintura no auge
Os dadaístas propunham que a criação da fama. “Eu me interessava pelas ideias e não
artística se libertasse das amarras do simplesmente pelos produtos visuais”, disse ele.
pensamento racionalista, a intenção deles não Para Duchamp, a concepção da obra de arte era
era plástica e sim satírica e crítica. mais importante que o produto acabado. Em
1913, ele inventou uma nova forma de arte
chamada readymades (arte pronta), fazendo a
composição de uma roda de bicicleta sobre um
banquinho de cozinha. Seu readymade mais
polêmico foi um urinol de louça com a assinatura
R. Mutt. O artista defendeu o anticonvencional
objeto de arte dizendo “Se o senhor Mutt fez ou
não a fonte com suas próprias mãos, não
importa. Ele a ESCOLHEU... criou uma nova
ideia para esse objeto.” Os readymades de
Duchamp abriram as comportas de uma arte
Duchamp, Fonte, 1917. puramente imaginária e não apenas “retinal”
(interpretando o mundo visual). Ele mudou o
conceito do que é que constitui a arte.

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POP ART

Popular; Momentânea; Barata; Produzida em Massa; Jovem; Espirituosa; Sexy; Trapaceira;


Glamurosa; e um ótimo Negócio.
(Richard Hamilton, 1957)

A expressão “pop art” vem do inglês e significa “arte popular”. Esse movimento artístico apareceu
nos Estados Unidos por volta de 1960 e alcançou extensa repercussão internacional.

A fonte de criação para artistas ligados a esse movimento era o dia a dia das grandes cidades
norte americanas, pois sua proposta era romper qualquer barreira entre a arte e a vida comum. Para a
pop art interessavam as imagens, o ambiente, enfim, a vida que a tecnologia industrial criou nos grandes
centros urbanos. Os recursos expressivos da arte pop são semelhantes aos dos meios de comunicação
de massa, como o cinema, a publicidade e a tevê. Em consequência disso, seus temas são os símbolos e
os produtos industriais dirigidos às massas urbanas.

Warhol, 30 latas de sopa Campbell, 1962 Warhol, Marilyn, 1964

WARHOL, O PAPA DO POP: Warhol pegava temas nas prateleiras de supermercados e nas
manchetes de tabloides e apresentava uma produção de massa com imagens de Marilyn Monroe ou de
latas de sopa Campbell, numa espécie de linha de montagem, repetindo a imagem por meio de silk-
screen. As imagens populares trouxeram a arte para fora dos museus.

Embora os trabalhos de Andy Warhol sejam imediatamente identificáveis, ele se opunha ao


conceito de arte como objeto feito à mão expressando a personalidade do artista. Ao fazer arte a partir do
cotidiano, em suas múltiplas imagens repetidas infinitamente como nos anúncios de saturação, ele trouxe
a arte para as massas. Se a arte reflete a alma da sociedade, o legado de Warhol é nos levar a ver a vida
americana como repetitiva e despersonalizada.

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ARTE CONCEITUAL

Ser um artista hoje significa questionar a natureza da arte

(Joseph Kosuth, 1969)

A arte conceitual surgiu como categoria ou movimento no final da década de 60 e no início da


década seguinte. Também costuma ser designada como arte da ideia ou arte da informação e seu preceito
básico é o de que as ideias ou conceitos constituem a verdadeira obra. Em um exemplo mais extremado,
a arte conceitual renuncia completamente ao objeto físico, usando mensagens verbais ou escritas pra
transmitir ideias.

A obra e as ideias de Marchel Duchamp foram uma influência primordial. O que tornou o artista
protoconceitual definitivo foi o seu questionamento das regras de arte e de privilegiar o conceito em favor
de concepções tradicionais de estilo e beleza.

- Característica: o processo de criar arte era mais importante que a peça finalizada

Keith Amalt, Auto-enterro (projeto de Joseph Beuys, Uma e três cadeiras, 1965.
interferência televisiva), 1969.
Três partes iguais – uma cadeira, uma foto e
uma definição de dicionário impressa –
constituem a obra. Ela é, nas palavras de um
crítico, “uma progressão do real em direção ao
ideal”.

Bibliografia:

COSTA, Cristina. Questões de Arte. São Paulo: Moderna 2002.

DEMPSEY, Amy. Estilos, Escolas e Movimentos. Cosac & Naify, 2003.

PROENÇA, História da Arte. São Paulo: Ática, 2000.

UEENII, Colégio Pedro II. Apostila sobre Arte Contemporânea. Rio de Janeiro, 2001.