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ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO EM CÃES

Prof. Dr. Mauro Lantzman®

INTRODUÇÃO

Ansiedade de separação é o conjunto de comportamentos exibidos


por cães quando são deixados sós, sendo um dos problemas
comportamentais mais comuns em cães. Os proprietários
freqüentemente referem-se a estes animais como "rancorosos",
"chateados", "raivosos", que agem com "despeito", "má vontade",
mas este tipo de explicação não tem nenhuma base etológica. Como
conseqüência, acabam punindo seus animais de modo incorreto e
contribuindo para a manutenção ou aumento da freqüência do
comportamento. O mais correto seria descrever este tipo de
comportamento perturbado como resultado de uma resposta ao
estresse pela separação da pessoa ou pessoas com quem o animal
está ligado ou apegado.

O comportamento de apego é essencial para a sobrevivência de


animais sociais. É um mecanismo de coalizão social. A partir do
nascimento, o filhote forma ligações com a mãe e com os irmãos da
ninhada. Posteriormente, com o início do período de sociabilização (2
a 4 meses de idade), o filhote irá se ligar a seus irmãos e a outros
cães adultos. Com o cão isto pode incluir outras espécies com que
tiver contato neste período.

O período de sociabilização determina o tipo de relação social que um


animal estabelecerá, bem como os processos de comunicação,
coordenação, hierarquia e o tipo de relação que terá com seu
proprietário. A ligação implica numa relação de confiança e é o
fundamento do laço entre o proprietário e o animal de estimação.
Porém, quando um cão fica dependente demais de seu proprietário
poderá desenvolver alterações comportamentais associadas à
separação. Poderão ser observados: defecação e micção em
localizações impróprias, comportamentos destrutivos (escavar,
arranhar, morder objetos pessoais, móveis, paredes, portas e
janelas), vocalizações excessivas (latidos, uivos e choramingos),
depressão, anorexia e adipsia e hiperatividade. Porém, é preciso
deixar claro que somente o levantamento do histórico
comportamental e do contexto em que estes comportamentos
ocorrem podem determinar um diagnóstico de ansiedade de
separação.

DEFINIÇÕES NECESSÁRIAS
Medo: sentimento de apreensão associado à presença ou
proximidade de um objeto, indivíduo ou situação social de risco. O
medo é parte do comportamento normal e pode ser uma resposta
adaptativa. A determinação de até que ponto o medo ou respostas de
medo são anormais ou inapropriadas deve ser feita pelo contexto em
que ocorrem. O medo normal ou anormal são geralmente
manifestações graduadas, com intensidade de resposta proporcional
à proximidade ou percepção da proximidade do estímulo.

Fobia: uma resposta súbita, tudo ou nada, profunda, anormal, que


resulta num comportamento de medo extremo (catatonia, pânico).
Muitas reações de medo são aprendidas e podem ser desaprendidas
com exposições graduais. Fobias são definidas como reações de medo
desenvolvidas rapidamente e profundamente e que não são extintas
com exposições graduais. Uma vez o evento fóbico tenha sido
experimentado, qualquer evento associado a ele ou à memória deste
é suficiente para gerar a resposta.

Ansiedade: uma antecipação apreensiva de um perigo futuro ou


desgraça acompanhada por um sentimento de disforia e ou sintomas
somáticos de tensão (vigilância e atenção, hiperatividade autonômica,
manifestações fisiológicas, aumento da atividade motora e tensão).

ORIGEM E DIAGNÓSTICO

A principal característica da ansiedade de separação é que os


comportamentos indesejados estão claramente relacionados à
ausência de um ou de todos os membros da família. Ocorre quando o
animal não pode ter acesso ao proprietário. Mesmo que o animal
esteja na companhia de outras pessoas ou animais, o comportamento
pode vir a se manifestar por estar associado à ausência de uma
pessoa em especial com quem o animal tem uma "ligação muito
forte". Deve-se procurar fazer diagnóstico diferencial com outros
distúrbios comportamentais e patológicos. Para isso é preciso obter-
se a história comportamental detalhada do proprietário.

O comportamento de ganir, latir e uivar no filhote pode ser


considerado normal e é o resultado da separação da mãe, visando a
reunião. Quando isto não ocorrer, o filhote fica deprimido, quieto e
imóvel até o retorno da mãe. No caso de cães adultos estes
comportamentos podem se repetir, mas são considerados distúrbios
devido às conseqüências.

Cães com ansiedade de separação são muitas vezes obedientes e


bem treinados quando estão na companhia do proprietário. A
ansiedade de separação é então considerada como o resultado de um
estresse pela ausência do proprietário.
Eventos traumáticos na vida de um cão jovem podem aumentar a
probabilidade do desenvolvimento de ansiedade de separação. Estes
eventos incluem:

– separação precoce da mãe;

– privação prematura de laços com a ninhada (filhote de cães


mantidos em lojas ou abrigos para animais);

– uma mudança súbita de ambiente (casa nova, ficar em um canil);

– uma mudança no estilo de vida do proprietário, resultando em um


súbito término no contato constante com o animal;

– uma ausência de longo prazo ou permanente de um membro da


família (divórcio, morte, crianças que crescem e deixam a casa, volta
para a escola ou trabalho, férias que terminam) ou

– a adição de um novo membro na família (bebê recém-nascido, novo


relacionamento social ou novo animal de estimação).

O problema também pode ser o resultado de uma estadia prolongada


ou traumática na casa de um parente ou amigo, em um canil ou
hotel. A ansiedade de separação pode estar ainda associada a um
evento traumático que possa ter ocorrido durante a ausência do
proprietário (explosões, tempestade, assaltos violentos).

Não há predisposição sexual ou por raça. Cães de rua recolhidos em


canis de adoção têm predisposição a ansiedade de separação. Os
cães com predisposição a ansiedade de separação são ansiosos,
agitados e superativos. Seguem o proprietário por todo lado, pulam
em cima dele e correm sem parar.

Muitos cães podem sentir quando seu proprietário está para sair de
casa e ficam ansiosos até mesmo antes de sua saída. Enquanto o
proprietário se prepara para sair, o cão apresenta sinais de:

– aumento de atividade, choramingar, ganir, solicitar atenção, pular e


seguir o proprietário onde quer que ele vá, tremer ou até mesmo fica
agressivo quando o proprietário tenta partir; neste caso a agressão
por dominância deve ser pesquisada;

– depressão, fica parado, deitado sem se mexer quando o


proprietário chama ou tenta tirá-lo do lugar.

Depois de um tempo variável da saída do proprietário, os cães:


– arranham, cavam e mastigam as portas e janelas na tentativa de
seguir seu proprietário;

– mastigam, arranham e cavam objetos domésticos ou pessoais


(livros, móveis, fios, paredes, roupas);

– urinam e defecam em localizações inaceitáveis, como na porta ou


na cama do proprietário e vocalizam (choramingam, latem e uivam
sem parar);

– ficam deprimidos e não comem ou bebem enquanto o proprietário


não volta. Isto é especialmente prejudicial se o proprietário ficar fora
por um longo período;

– sialorréia, tremor, dispnéia, taquicardia, diarréia, vômito ou auto-


mutilação (morder e lamber patas e outras partes de seu próprio
corpo).

A maioria dos cães afetados fica superexcitado quando o proprietário


retorna, saudando seu proprietário mais efusivamente do que o
normal. Quando o proprietário retorna, o cão geralmente torna-se
extremamente ativo e exagera suas saudações à chegada do
proprietário.

Se o problema for recente e o animal não for de temperamento


extremamente ansioso, o prognóstico será favorável. Já nos casos
mais antigos de ansiedade, ou nos casos em que há associação com
comportamentos de pânico, o prognóstico é reservado.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

Um cão com comportamento destrutivo deve receber um diagnóstico


diferencial. É preciso recolher a história comportamental, o foco do
comportamento, o contexto e as circunstâncias nas quais o
comportamento ocorreu. Deverão ser caracterizados o ambiente
social e físico e a rotina diária (alimentação, higiene, brincar,
exercício, dormir).

A história comportamental irá informar também como ocorreu o


processo de educação e adestramento, incluindo a forma como foi
realizado o treino para as eliminações e como foram aplicadas as
punições. Deve-se caracterizar a rotina dos habitantes da casa e a
forma como se dão as interações, incluindo o sociograma.

Os principais diagnósticos diferenciais devem ser feitos de


acordo com o comportamento exibido:
1. comportamentos associados à eliminação: falta ou educação
deficiente para eliminação; falta de oportunidade de defecar e urinar
em local apropriado; medo ou excitação; submissão; saudação e
marcação; patologias (cistite, prostatite, gastroenterites); cães
idosos; agressividade por dominância ou territorial.

2. comportamento destrutivo: comportamento lúdico ou exploratório;


mastigação de filhote; resposta de medo; reação a estímulos
excitatórios; superatividade; agressividade por dominância ou
territorial.

3. vocalização: reação a estímulos excitatórios (sonoros); facilitação


social; lúdico; agressão; respostas de medo.

O exame laboratorial deve incluir urinálise, coproparasitológico,


hemograma, sorologia e hormônios da tireóide e glândula adrenal
(hiperadrenocorticismo), na dependência da história e dos sintomas
clínicos associados. É preciso pesquisar sintomas de dor.

Para cães de mais de 8 anos está indicada a colonoscopia na


dependência dos sintomas. Nos casos envolvendo animais com mais
de 8 anos, os processos patológicos podem estar associados à
disfunção cognitiva geriátrica canina. Esta patologia determina lesões
comparáveis a Alzheimer humana, porém a causa não foi ainda
estabelecida. Suas manifestações incluem, além dos comportamentos
de ansiedade de separação, diminuição de obediência a comandos,
irritabilidade, confusão, perda do condicionamento associado a
eliminações e alteração no padrão de sono.

INTERVENÇÃO

Antes de se iniciar qualquer protocolo de intervenção comportamental


é preciso orientar o proprietário em como ocorre o aprendizado
canino. O conhecimento que temos do processo cognitivo animal é o
resultado da análise experimental do comportamento e estabelece
relações funcionais entre as variáveis comportamentais e as variáveis
ambientais e endógenas. Assim, quando se observa o comportamento
de um animal, é preciso entender que ele foi o resultado da interação
destas variáveis.

Se um determinado animal apresenta ansiedade de separação, o que


está implícito é o resultado da relação da ausência do proprietário, o
comportamento resultante e os estímulos conseqüentes
(condicionamento). O comportamento foi, portanto, reforçado. Então,
é preciso identificar quais são os estímulos reforçadores. No caso da
ansiedade de separação, identificaremos estímulos antecedentes
(sinais da saída do proprietário), respostas (após um tempo
determinado da saída, o cão apresenta comportamentos
inadequados, tais como: destruição, eliminação inadequada,
vocalização, etc.) e no retorno do proprietário haverá estímulos
conseqüentes (dar comida, fazer carinho), responsáveis pela
probabilidade futura da emissão dessas respostas. É importante
ressaltar que, seja qual for o comportamento do proprietário, se o
comportamento indesejado se mantiver ou aumentar em freqüência,
este estímulo será chamado de reforço positivo.

O proprietário deve ser alertado de que, uma vez iniciado o protocolo


de modificação comportamental, ele deve se programar e se
determinar a segui-lo passo a passo, evitando qualquer falha de
procedimento. Parte da intervenção inclui a extinção do
comportamento indesejado, isto é, não deve haver mais a
apresentação de reforço positivo após a emissão do comportamento
anteriormente condicionado. Se o proprietário falhar, poderá haver o
retorno do comportamento e desta vez ainda mais difícil de ser
extinto ou modificado. Por outro lado, pode haver estímulos
conseqüentes ao próprio comportamento, então diremos que são
estímulos auto-reforçadores. Pensando nisto, deveremos assegurar
que o animal tenha acesso somente a seus próprios objetos,
brinquedos e ossos. Ele não deverá ter mais acesso a objetos
pessoais ou móveis. Se preciso, pode-se colocar uma chapa plástica
nas paredes para evitar que ele as cavouque.

O princípio subjacente a toda técnica de intervenção para fobias,


medos e ansiedades consiste em permitir que um animal experimente
situações que elicitem medo e ansiedade sem que fique ansioso ou
com medo. Para isso é preciso identificar quais são estes estímulos.
Os métodos para tratar ansiedade de separação incluem: modificação
da relação entre proprietário e seu animal de estimação, exercício
físico, treino para obediência, modificação dos estímulos
antecedentes e conseqüentes, prevenção e medicamentos
ansiolíticos.

O sucesso do manejo da ansiedade de separação inclui ensinar o cão


a tolerar a ausência do proprietário e corrigir os problemas
associados a destruir, vocalizar e eliminar em locais inadequados. O
cão deverá adaptar-se gradualmente a ficar só através de exposição
a pequenas partidas. Se a resposta ansiosa acontecer logo após a
partida do proprietário (dentro de 30 minutos), o cão deverá
permanecer sozinho, no princípio, durante intervalos muito pequenos
(5 minutos) para assegurar o sucesso da intervenção. O período de
ausência é então gradualmente aumentado.

O proprietário deve evitar a interação enquanto o animal apresenta


comportamentos ansiosos. Deve assegurar que o cão não se ocupe
com saudações prolongadas no retorno do proprietário, gratificando
ou premiando o animal somente quando este estiver tranqüilo e
calmo. A intervenção pode ser iniciada com a dessensibilização às
pistas ou sinais que indiquem ao cão a saída do proprietário. O
animal deverá permanecer calmo enquanto o proprietário se
movimenta. As pistas que antes informavam ao cão a futura saída
(estímulos discriminativos antecedentes) serão expostas ao cão, mas
não devem ser concluídas com a saída real do proprietário.

Pode-se também fazer o contra condicionamento, para isso treina-se


o cão a manter-se sentado e calmo enquanto o proprietário se
movimenta, se afasta cada vez mais até chegar perto da porta.
Posteriormente, este treino é feito com ausências que serão
gradualmente aumentadas. O proprietário se ausenta por tempos
progressivamente maiores, mas não lineares (2, 5, 3, 6, 4, 8
minutos), e retorna antes que o cão manifeste comportamentos
ansiosos. As partidas e retornos deverão evitar superestimular o cão.
O cão não deverá receber gratificação ou atenção nas partidas e
chegadas. Atenção excessiva anterior à partida e no retorno parece
aumentar a ansiedade de separação.

Pode-se condicionar o animal a associar a saída do proprietário com


um retorno breve e seguro. A TV ou rádio podem permanecer ligados
ou um brinquedo apropriado pode ser fornecido ao cão. Porém, é
muito importante que a pista não seja um artigo associado à
ansiedade.

Estas sugestões ajudam o cão a associar positivamente o período de


isolamento. Uma vez iniciada a intervenção, o cão não poderá ficar
sozinho mais do que o tempo estipulado. É fundamental identificar se
há componente de pânico associado; em caso positivo, deve-se tratar
a condição, pois o pânico está associado a estímulos específicos e a
ausência do proprietário é apenas a chave de onde parte o problema.

Medicamentos ansiolíticos auxiliam a suprimir a ansiedade de


separação. São freqüentemente usados em cães com ansiedade de
separação severa ou quando os proprietários têm que deixar o cão só
por um período longo enquanto a intervenção está em andamento.
Na maioria dos casos, fármacos não são uma solução e devem ser
usados em combinação com um programa de modificação
comportamental. A escolha do medicamento deve levar em conta o
fato de estes diminuírem a capacidade de aprendizagem e que seu
efeito varia de acordo com o indivíduo.

O ideal é que ansiolíticos sejam dados ao animal enquanto o


proprietário está em casa, para se determinar a duração e os
possíveis efeitos colaterais. Caso não sejam constatados efeitos
colaterais, a droga deve ser dada uma hora antes da saída do
proprietário. A diminuição da dose deve ser gradual e conforme
avaliação do sucesso do programa de modificação comportamental.
Os principais medicamentos utilizados são os antidepressivos
tricíclicos, progestágenos, barbitúricos, fenotiazinas e
benzodiazepínicos. O objetivo é reduzir a ansiedade sem induzir
sedação, o que poderia interferir com a aprendizagem. Além disso, é
preciso considerar o estado clínico do animal antes de se ministrar o
medicamento e os efeitos colaterais.

Em casos severos, o proprietário pode ter também que executar um


programa de dessensibilização da dependência do cão a uma pessoa,
evitando contatos prolongados, impedindo que o animal durma no
mesmo quarto ou na mesma cama que o proprietário. Ignorar o cão
por um período de tempo não quebrará o laço afetivo com o
proprietário, mas diminuirá a dependência extrema do cão,
permitindo que ele tolere sua ausência sem ansiedade. Ignorar um
animal de estimação pode ser difícil para o proprietário, mas é
importante que ele entenda que isto resultará em uma relação muito
mais saudável e feliz para ambos.

Castigos ou punições físicas só pioram a ansiedade, por isso não são


recomendados como tratamento. A punição é um procedimento que
visa suprimir rapidamente a freqüência de um comportamento por
meio de um controle aversivo. Raramente o procedimento é aplicado
com planejamento e conhecimento. As pessoas confundem punição
com "castigo", sendo que o castigo aplicado muitas vezes só serve
para aliviar a ira do proprietário contra um cão que fez algo
inadequado. Como conseqüência há o desenvolvimento de
comportamentos respondentes (medo/agressividade) diante do
punidor. O uso da punição como estímulo aversivo deve ser feito com
planejamento, de modo que a punição seja aplicada imediatamente
após a ocorrência do comportamento a ser suprimido, o que é difícil,
pois, no caso de ansiedade de separação, tais comportamentos só
ocorrem na ausência do proprietário.

PREVENÇÃO

Quando o proprietário inicia um relacionamento com seu animal de


estimação de maneira muito intensa, afetiva, carinhosa e por muito
tempo, mas sabe que esta disponibilidade irá mudar, deveria
preparar gradualmente o cão para essas mudanças, evitando assim a
ansiedade de separação. Se um filhote ou um cão novo é trazido para
casa, é importante evitar situações que encorajem um apego
excessivo. O cão deve ser acostumado lentamente a ficar. Isto pode
ser realizado através do "treino da gaiola" (anexo1). Este tipo de
exercício é especialmente útil quando se sabe que o proprietário irá
se ausentar por longos períodos. Outra orientação deve alertar o
proprietário a impedir que o cão o siga constantemente, ajustando-o
gradualmente a estar só em casa por um longo período. Deve-se
evitar estimular ou reforçar comportamento de brincar com outros
objetos que não os brinquedos apropriados.

Todos os comportamentos que estimulem demasiadamente o cão


devem ser evitados. Todo comportamento de chamar a atenção ou
solicitar coisas ao proprietário não devem receber atenção. Os
comportamentos tranqüilos e silenciosos devem ser reforçados.

Após os 5 meses de idade o cão pode ser ensinado a sentar, ficar e


esperar. Se o cão começar a morder objetos inadequados, o
proprietário deverá evitar a interação, mas se for absolutamente
necessário deve-se utilizar um spray de água imediatamente
enquanto o animal morde o objeto (estímulo aversivo).

O exercício físico diário (passeio) deve durar no mínimo 20 minutos e


oferece a oportunidade da interação tranqüila, calma, paciente e
conseqüentemente gratificante. O passeio possibilita ainda a
oportunidade de ensinar o cão a sentar, ficar e esperar.

TREINO DA GAIOLA PARA FILHOTES A PARTIR DE 45 DIAS DE


IDADE

Use uma gaiola ou uma caixa de transporte com espaço suficiente


para o filhote dar a volta. Acostume o filhote a ficar, dormir ou
brincar neste espaço sem fechar a portinha. Após uma semana inicie
o treino, deixando o filhote por curto espaço de tempo, fechado na
casinha e sem contato visual com você.

Terminado o tempo, estando o filhote calmo e relaxado, abra a porta


e interaja com o cão de modo calmo. Vá progressivamente
aumentando o espaço de tempo em que o animal fica fechado dentro
da casinha até chegar a 1,5 horas.

Assegure-se que ele tenha evacuado e urinado antes de iniciar o


exercício.

Não corra atrás do animal para pegá-lo.

O alimento deve ser fornecido 15 minutos depois de terminado o


exercício.

Antes de adquirir um animal de companhia, busque informações


sobre a raça.