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MEMBRANA PLASMÁTICA - CAPÍTULO 5 (pág 79 tablet)

1. A membrana plasmática mantém constante o meio intracelular, tem receptores para hormônios e outros sinais químicos, e
estabelece conexões das células umas com as outras e com a matriz extracelular.

Por meio deste reconhecimento de substâncias, a célula é estimulada a desempenhar um trabalho qualquer (movimento, inibição de secreção,
produção de anticorpos, etc.)

Sobre esta conexão das células, existem espaços entre células que elas comunicam entre si e podem até mesmo trocar substâncias umas
com as outras.

Vale lembrar que além da membrana plasmática, as organelas também possuem membranas que tornam a atividade intracelular mais
organizada e mais eficiente.

2. Todas as membranas celulares são constituídas por uma bicamada fluida de fosfolipídios, onde estão inseridas moléculas de
proteínas que podem ser deslocadas, no plano da membrana, por atividade do citoesqueleto.

A proporção entre carboidratos, lipídios e proteínas de uma membrana varia muito conforme o tipo de célula.
Os lipídios possuem uma região de cadeia hidrofílica e outra região de cadeia hidrofóbica. Logo, são macromoléculas anfipáticas (solúveis em
meio aquoso ou em gorduras).
As membranas das células animais contém colesterol. As vegetais contém outros tipos de esteróis. Quanto maior a concentração de esteróis,
menos fluida é a membrana. As membranas de células procariontes não possuem esteróis. Logo, são membranas bastante fluidas. Faz
sentido…

No mosaico fluido, o lado apolar das moléculas está organizado a formar um recheio entre as duas camadas solúveis. Os meios intercelular e
citoplasma, portanto, são meios aquosos. Os resíduos hidrofílicos das proteínas, ficam, portanto, em contato com o meio extracelular ou com o
citoplasma. E os hidrofóbicos ficam no mesmo nível do recheio lipídico da membrana.

Estruturas: proteínas periféricas (intrinsecas ou extrinsecas) ou proteínas transmembrana (atravessam a membrana)/integrais.

3. Conforme a maior ou menor facilidade de extração, distinguem-se as proteínas periféricas e as integrais da membrana.

“A membrana plasmática contém grande variedade de proteínas, que podem ser divididas em dois grandes grupos, as integrais e as
periféricas, dependendo da facilidade de extraí-las da bicamada lipídica. As proteínas integrais estão firmemente associadas aos lipídios e só
podem ser separadas da fração lipídica por meio de técnicas drásticas, como o emprego de detergentes.”

As proteínas transmembrana podem atravessar a camada uma única vez, ou várias vezes, formando uma estrutura dobrada (transmembrana
de passagem múltipla).
As proteínas extrínsecas podem ser facilmente isoladas com soluções salinas (a parte polar se liga à solução).

4. As moléculas de fosfolipídios e de proteínas estão dispostas nas membranas de modo assimétrico: uma face da membrana é
diferente da outra.
A parte de fora pode ter carga diferente da parte de dentro da camada, ou podem possuir diferentes moléculas, por exemplo.

“Há assimetria na distribuição das proteínas. As proteínas periféricas estão concentradas na face citoplasmática da membrana, onde algumas
podem ligar-se a filamentos do citoesqueleto. Na face externa aparecem as extremidades de proteínas integrais, incluindo os resíduos
glicídicos das glicoproteínas, que irão se adicionar aos glicídios complexos dos glicolipídios e a outras moléculas para constituir uma camada
de açúcares, na face externa da membrana, denominada glicocálix.”

5. A superfície externa da membrana plasmática é rica em moléculas proteicas e lipídicas contendo glicídios. Estes glicídios fazem
parte do glicocálix.

Unidade de membrana é a sua estrutura trilaminar. Esta estrutura é possível de ser vista por meio de técnicas de contraste entre as partes
apolares e polares da membrana.

O glicocálix é uma extensão da própria membrana formada pela secreção de macromoléculas da própria célula ou membrana. Dentre essas
secreções, a principal é a fibronectina: uma molécula em forma de V. Possui a função de unir as células umas as outras e à matriz extracelular.
Esta união faz uma estrutura pequena (que é a célula) se tornar um tecido extremamente forte e coeso quando unidas várias pequenas
estruturas (células).

Inibição por contato cria fronteiras entre células de tipos diferentes e é a membrana que possui essa propriedade. Células cancerosas não
reconhecem esse tipo de limite. Portanto, vão se multiplicando sem parar e se amontoando. Uma outra propriedade também da membrana
relacionada a reconhecimento é no caso de transplantes. As células sabem o que são do organismo e o que não é do organismo, mesmo
sendo células do mesmo tipo (self/non-self).

6. Os fibronexos, constituídos por diversas moléculas proteicas, estabelecem conexão entre o citoesqueleto e moléculas da matriz
extracelular.

7. As moléculas podem penetrar nas células ou delas sair por transporte passivo, ativo, difusão facilitada ou transporte impulsionado
por gradiente iônico.
Substâncias hidrofóbicas (hormônios, anestésicos, esteróides e ácidos graxos) ultrapassam a membrana com facilidade. Substâncias
hidrofílicas penetram com mais dificuldade. Alguns passam pela camada hidrofóbica por meio dos poros funcionais.

Difusão passiva: à favor do gradiente, sem gasto de energia.


Transporte ativo: contra o gradiente, gasta ATP.
Difusão facilitada: sem gasto energético, em velocidade maior que na passiva, à favor do gradiente. Quando todas as moléculas
transportadoras estão ocupadas, a velocidade não pode mais aumentar.
Transporte impulsionado por gradientes iônicos: permease da glicose.
Transporte em quantidade: fagocitose e pinocitose.
Apesar da fagocitose ser um exemplo de como as células do nosso corpo combatem agentes infecciosos, estes agentes também possuem
estratégias de defesa para evitar serem incorporados por fagocitose: podem digerir sua membrana e se espalhar no citoplasma da célula, ou
criar membranas rígidas que impedem a ação dos lisossomos, por exemplo.

8. Os microvilos, interdigitações e estereocílios aumentam a superfície celular.

Células absorventes (do intestino, por exemplo) tem mais microvilos que células comuns.

9. As CAM são glicoproteínas integrais da membrana que possibilitam a adesão entre as células; algumas CAM perdem a adesividade
quando a concentração de Ca2+ é muito baixa.

CAM = Cell Adhesion Molecules: reconhecem as células e a elas se aderem, formando tecidos e órgãos por meio de inibição por contato, por
exemplo (zonas fronteiriças entre células do mesmo tipo). Todas as CAM são glicoproteínas integrais transmembrana.
Em processos de cicatrização de feridas, as CAM se unem e formam estruturas temporárias (casquinha do machucado).
As caderinas também são exemplos de CAM, mas são dependentes de íons Ca2+ e perdem a adesividade quando a concentração deste íon é
muito baixa.

10. As membranas plasmáticas formam estruturas de adesão (desmossomo e junção aderente), de vedação do espaço intercelular
(zônula oclusiva) e de comunicação entre as células (junção comunicante).

“Muitas vezes, as células acham-se unidas umas às outras e à matriz extracelular graças a estruturas juncionais, que serão descritas a seguir,
e que podem ser divididas em três grupos: 1) estruturas cuja função principal é unir fortemente as células umas às outras ou à matriz
extracelular (desmossomos e junções aderentes); 2) estrutura que promove a vedação entre as células (zônula oclusiva); 3) estrutura que
estabelece comunicação entre uma célula e outra (nexos, junção comunicante ou gap junction).”

Os desmossomos são lugares onde o esqueleto se une à membrana celular, e como as células se aderem umas às outras, forma-se um elo
entre os citoesqueletos das células adjacentes. A constituição molecular dos filamentos intermediários que se prendem aos desmossomos
dependem do tipo de célula. Nas epiteliais é a queratina. Nas do coração são as vimentinas.

Os desmossomos precisam das caderinas. Portanto, se a concentração de Ca2+ for baixa, as células se separam facilmente. Portanto, os
desmossomos são frequentes em estruturas sujeitas a trações, como o tecido epitelial.

Junção aderente: estrutura com forma de cinto e também são sensíveis aos níveis de Ca+.

Zônula oclusiva: aparece em uma região onde os folhetos externos das membranas das células se fundem.

A estrutura formada entre zônula oclusiva + junção aderente + fileira de desmossomos forma um complexo juncional.

Junção comunicante: estabelece comunicação entre as células semelhantes, promovendo um conjunto ordenado e harmonioso, garantindo a
funcionalidade deste grupo. Podem passar por estes canais substâncias como nucleotídeos, aminoácidos ou íons. Podem passar de um
estado de grande permeabilidade ou pouca, fechando ou abrindo as comunicações entre as células.