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Gabarito Primeira Prova Instalações Elétricas I – 2018/II

Questão 1)

a) - Critério da seção mínima

Como pode ser observado no projeto elétrico da residência, o circuito 1 é formado por
pontos de luz no teto e tomadas de uso geral. A NBR 5410/2004 apenas faz menção para a seção
mínima de circuitos de iluminação e tomada de uso geral, com seções de respectivamente 1,5 mm2
e 2,5 mm2. Como o circuito 1 é uma mistura de circuitos de iluminação e tomada, deve-se ter seção
de no mínimo 2,5 mm2 (Fase + Neutro + PE).

- Critério da capacidade de corrente

Corrente de projeto
S (100 + 3 × 100 + 200 + 600 + 100 + 3 × 100 + 2 × 200) 2000
Ip = = = = 15,75𝐴
𝑉 127 127
Como o circuito 1 está agrupado com outros circuitos dentro do eletroduto, será necessário
corrigir a corrente pelo fator de correção por agrupamento, sendo este fator igual 0,65 na Tabela 3,
pois este refere-se ao trecho mais carregado. Já os fatores de correção por temperatura e
resistividade do solo são unitários, pois a temperatura ambiente é de 30oC e o eletroduto não está
enterrado no solo.

𝐼𝑍 = 𝐼𝐶 × 𝐹𝐶𝑇 × 𝐹𝐶𝑅 × 𝐹𝐶𝐴 = 𝐼𝐶 × 1 × 1 × 0,65 = 0,65 × 𝐼𝐶


Da Tabela 1, com o método de instalação B1, dois condutores carregados, condutor de
cobre com isolação de PVC têm-se para seção de 2,5 mm2 um Ic=24 A, logo:

𝐼𝑍 = 0,65 × 24 = 15,6 𝐴
Como Iz < Ip, para a seção de 4 mm2 Ic=32 A tem-se:

𝐼𝑍 = 0,65 × 32 = 20,8 𝐴
Assim, como Iz>Ip pelo critério da capacidade de corrente o condutor do circuito 1 dever ter
seção de 4 mm2 ( Fase + Neutro + PE).

- Critério da queda de tensão

Para o circuito 1, o critério da queda de tensão deverá ser avaliado para dois trechos, sendo
o primeiro o “ABCDE” e segundo o “ABFGHI”. Utilizando o critério da queda de tensão unitária
trecho a trecho, com um condutor de 4 mm2 tem-se a partir da Tabela 2, com eletroduto de material
não-magnético, circuito monofásico com fp=0,8 um V= 8,96V/A.Km. A queda de tensão acumulada
em ambos os trechos deve ser menor que 4% e deve ser calculada através da seguinte expressão:
𝐼𝑃 × 𝑙 × ∆𝑉
𝑒_𝑡𝑟𝑒𝑐ℎ𝑜(%) = × 100%
𝑉
Trecho “ABCDE”
Trecho S(VA) Ip (A) d (km) e_ trecho(%) e_ acum(%)
AB 2000 15,75 0,015 1,667 1,667
BC 1100 8,66 0,01 0,611 2,278
CD 1000 7,87 0,008 0,444 2,722
DE 200 1,57 0,009 0,100 2,822

Para o trecho 1 a queda de tensão acumulada é igual a 2,822%, menor que 4%.

Trecho “ABFGHI”.

Trecho S(VA) Ip (A) d (km) e_ trecho(%) e_ acum(%)


AB 2000 15,75 0,015 1,667 1,667
BF 800 6,30 0,015 0,667 2,333
FG 700 5,51 0,009 0,350 2,683
GH 600 4,72 0,01 0,333 3,016
HI 200 1,57 0,008 0,089 3,105
Para o segundo trecho a queda de tensão acumulada é igual a 3,239%, valor este menor que
4%. Como em ambos os trechos a queda de tensão é menor que 4%, a seção do condutor do circuito
deve ser de 4 mm2 (F+N+PE).

Avaliando todos os critérios, os condutores (F+N+PE) do circuito 1 devem ter seção igual a
4 mm2.

b) O circuito 3 possui os condutores do seu circuito com seção de 2,5 mm2. O dimensionamento do
DTM deve atender os seguintes critérios:

- Proteção contra sobrecarga

𝐼𝑃 ≤ 𝐼𝑛 ≤ 𝐼𝑧 (1) 𝐼2 ≤ 1,45 × 𝐼𝑧 (2)

Cálculo de Ip:
S (6 × 100 + 2 × 600) 1800
Ip = = = = 14,17 𝐴
𝑉 127 127
Como o circuito 3 está agrupado com outros circuitos dentro do eletroduto, será necessário
corrigir a corrente pelo fator de correção por agrupamento, sendo este fator igual 0,65 da Tabela 3,
pois este refere-se ao pior caso. Da Tabela 1, com método de instalação B1, dois condutores
carregados, condutor de cobre com isolação de PVC têm-se para seção de 2,5 mm2 Ic=24 A, logo:

𝐼𝑍 = 0,65 × 24 = 15,6 𝐴
Como o DTM a ser utilizado possui I2=1,45 x In é plausível assumir que o condutor pode
assumir um sobrecarga de 100 horas em 12 meses ou em 500 horas ao longo se sua vida útil, a
equação (2) fica na forma 𝐼𝑛 ≤ 𝐼𝑧 , a qual já está embutida em (1)

Assim a inequação (1) fica na forma:

14,17 ≤ 𝐼𝑛 ≤ 15,6 A
Logo não existe um valor comercial de In que atende a inequação. Trocando a seção do
circuito 3 para 4 mm2, com um Ic=32 A tem-se:

𝐼𝑍 = 0,65 × 32 = 20,8 𝐴

Assim a inequação (1) fica na forma:

14,17 ≤ 𝐼𝑛 ≤ 20,8A
Como é possível observar da Tabela 7, para In= 16 A ou 20A a inequação é atendida.
Escolhendo um DTM com In= 16 A, o disjuntor deve ter uma curva tipo C para cargas indutivas.

-Proteção contra curto-circuito

𝐼𝐶𝑆 ≥ 500 𝐴.

Da Tabela 7 para um disjuntor monopolar classe C tem-se Icn= Ics=3 kA.


Cálculo do máximo tempo de atuação do DTM, pela Integral Joule:

𝐾 2 × 𝑆 2 1152 × 𝑆 2
𝑡= = = 0,846 𝑠
𝐼𝐾2 5002

Analisando a curva em anexo no final da prova, para o DTM curva C é possível verificar que
500
para 16
= 31,25, o DTM atua num tempo igual a:
0,005 ≤ 𝑇𝑑𝑑 ≤ 0,02 s
Como a faixa de tempo Tdd é menor que t, a proteção contra curto-circuito está garantida.

Para a compra do DTM, a especificação final do dispositivo deve ser:

• In=16 A, 127 V, 60 Hz, curva C, monopolar e Icn=3kA

c) Para o trecho JK:

St= 2 x S#2,5 + 3 x S#4

Da Tabela 6 tem-se:

St= 2 x 10,7+ 3 x 13,8= 62,8 mm2

Assim Di deve ser igual a:

𝑆𝑡
𝐷𝑖 = 2 × √ = 14,13 mm
𝜋×𝑇𝑥

Como o trecho é interno a residência, não é maior que 15 m e não possui nenhuma curva
o
de 90 , não será necessário realizar nenhum aumento.

Assim o eletroduto flexível deve ter diâmetro de 20 mm ou ¾”.

Para o trecho KL:

Da Tabela 6 tem-se:

St= 3 x 13,8= 41,4 mm2

Assim Di deve ser igual a:

𝑆𝑡
𝐷𝑖 = 2 × √ = 11,48 mm
𝜋×𝑇𝑥

Calculando o número de aumentos:

Lreal=15m

Lmax=15-3N=12m
𝐿𝑟𝑒𝑎𝑙 −𝐿𝑚𝑎𝑥
𝐴= 6
=0,5

Assim o eletroduto flexível deve ser aumentado de 16 mm para 20 mm ou ¾”.


Questão 2)
Questão 3)
Questão 4)