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Conteúdos completos sobre gestão de obras e tendências


tecnológicas da construção.

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Quais são as
tendências da
engenharia civil para
2018?
MOBUSS CONSTRUÇÃO 13 DE DEZEMBRO DE 2017
1 COMENTÁRIO CURIOSIDADES
Diante das crises nos anos anteriores, o segmento da
construção se viu com problemas e, então, passou a focar na
redução de custos e na melhoria da
rentabilidade. Com perspectivas positivas para 2018, a
tendência é de que o mercado invista ainda mais em
soluções tecnológicas e a cultura de inovação se
consolide na engenharia civil.

Neste novo cenário do setor, são as empresas que têm a


capacidade de se adaptar e antecipar tendências que
serão altamente competitivas no mercado. Já podemos
dizer que as dificuldades que o setor enfrentou nos últimos
anos começam a ficar para trás, gerando grandes expectativas
de recuperação.

Para que você possa vislumbrar os rumos do setor em 2018,


reunimos, neste artigo, uma série de tendências da engenharia
civil. A maioria delas assimila a tecnologia para a resolução de
problemas de gerenciamento em prol de decisões mais
coerentes. Continue a leitura e saiba mais!

Retomada de crescimento
O Índice de Confiança da Construção (ICST) avançou 1,4
pontos em setembro de 2017, chegando a 77,5 pontos. Essa é
a quarta alta consecutiva no indicador, que é medido pela
Fundação Getulio Vargas (FGV). Com a confiança em alta, o
cenário futuro se mostra otimista.

Outro indicador importante que demonstra uma perspectiva


mais otimista é a taxa de utilização da capacidade instalada
da indústria de construção, que cresceu 0,3 pontos e chega
a 62,1%. Este índice mensura a ociosidade no setor, que está
em queda.

A indústria de engenharia civil também tem seu próprio


Produto Interno Bruto (PIB). Esse número encolheu nos
últimos anos, e ainda tem previsão de queda para 2017.
Entretanto, a expectativa é de crescimento para 2018, de
acordo com a Câmara Brasileira da Construção Civil (CBIC).

O motivo é o seguinte: a taxa Selic deve acumular redução de


7,5% até dezembro e estimular investimentos no mercado
imobiliário. Sem contar que o governo deve retomar as
Parcerias Público-Privadas (PPP), que devem injetar R$ 11
bilhões em obras de infraestrutura pública. Um montante tão
grande influencia o mercado muito positivamente.

Serviços agregados
Em um cenário de desafios ao crescimento e à
rentabilidadedos empreendimentos, a oferta de serviços
agregados pode fazer toda a diferença no faturamento das
empresas do setor de engenharia civil.

O objetivo é atrair novos clientes e fidelizar os atuais. Esses


serviços podem vir na forma de entregas sem custo (no
varejo), treinamentos, dicas de construção e reforma,
parcerias com outras corporações, etc. Em 2018, a tendência
do mercado é aumentar o uso dessa prática.

Capacitação da mão de obra


A falta de mão de obra qualificada é um dos grandes gargalos
do setor de engenharia civil e construção. Segundo a
Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a CBIC, 3 em
cada 4 empresas atuantes nesse mercado enfrentam esse
problema.
O segmento tem deficiências na capacitação de pessoal em
todos os níveis. De acordo com um estudo da Firjan, desde
operários, técnicos em construção e encarregados até
engenheiros e arquitetos precisam de aprimoramento.

Além disso, o mesmo estudo aponta como tendência a


realização de ações de capacitação em Tecnologia da
Informação e Comunicação (TIC), práticas modernas de
gestão, métodos racionalizados, industrializados e inovadores
de construção, e uso de novos materiais.

Smart cities
As smart cities (cidades inteligentes) são uma tendência para
o convívio em sociedade no futuro. Esse novo conceito de
urbe demanda sistemas mais eficazes de distribuição de
energia, água e telecomunicações, além de tratamento de
resíduos.

A engenharia civil pode contribuir para isso ao lançar mão


de projetos de eficiência energética, de uso sustentável de
recursos naturais e de automatização de serviços. Já
existem muitas empresas investindo na implementação desses
sistemas e, em 2018, a expectativa é de que essa prática
ganhe ainda mais adeptos.

Construção enxuta
A construção enxuta é baseada no conceito “just in time”, já
famoso em outros tipos de indústria. A ideia é que nada deve
ser encaminhado à produção, transportado ou
comprado antes do momento ideal.

Outras ações importantes são o corte de processos que não


sua manutenção) e o monitoramento de procedimentos para a
realização eficiente do trabalho.

Novas tecnologias: as
principais tendências da
engenharia civil
Inovação é a palavra-chave do setor de engenharia civil há
algum tempo. Em 2018, ela será o grande paradigma para
quem trabalha no segmento. Novas tecnologias, novos
processos e novos métodos de execução serão bastante
populares no ano que vem.

Uma das novidades é a Internet das Coisas (Internet of


Things – IoT). Ela tem se mostrado muito eficiente no canteiro
de obras, quando usada para rastrear equipamentos e
funcionários, conduzir drones e fazer combinações com
o business intelligence, coletando dados que podem ser
acompanhados em tempo real.

Outras inovações estão em processo de desenvolvimento ou


já fazem parte de iniciativas de algumas empresas. Veja
alguns exemplos:

Tijolos inteligentes: são tijolos modulares e ecológicos.


Eficazes, baratos e sustentáveis, quando feitos com
material reciclável.
Drones: os veículos aéreos não tripulados podem ser
usados para fornecer imagens aéreas do canteiro de
obras, além de serem úteis para o levantamento
topográfico e a construção de modelos 3D de edifícios.
Impressão 3D: a impressão tridimensional é utilizada no
desenvolvimento de projetos na área de construção,
principalmente no estudo de aproveitamento de materiais
recicláveis.
Sensores para os mais diversos tipos de
análise:podem ser usados para monitorar equipamentos
no canteiro de obras, a fim de prevenir panes, e no
controle de situações que afetem a segurança do
trabalho.
Sistemas informatizados: o uso de estruturas
organizadas e coordenadas entre si facilitará o
planejamento, a gestão e a integração de projetos, além
(insumos, materiais e serviços).
Dispositivos móveis e softwares de gestão: a
introdução de dispositivos móveis na rotina do canteiro
de obras tende a aumentar nos próximos anos. Com
esse recurso, é possível controlar variáveis da
construção por meio de dados e, assim, obter menos
falhas e maior segurança de informações.
Modularização: a fabricação de elementos estruturais
fora do canteiro de obras também tende a crescer. Essa
forma de construção permite otimizar os processos na
construtora e acelerar as etapas do empreendimento.

Desafios e dificuldades a se
enfrentar
O cenário econômico, até aqui, tem sido bastante desfavorável
para o setor de construção. No entanto, como vimos, o
mercado começa a dar sinais de melhora e apresenta um
cenário de otimismo em relação ao futuro.

As tendências da engenharia civil para 2018 comprovam que o


caminho para o sucesso é difícil, mas que a retomada do setor
é uma realidade muito próxima para quem não deixar de
investir em métodos modernos e eficientes.

O que você achou deste texto? Conhece outras


perspectivas de mercado para o ano que vem? Não deixe
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