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Tendências sobre

Inibidores de
Aromatase

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INTRODUÇÃO
Aromatase é uma enzima que promove a conversão de andrógenos a estrógenos e é expressada em
diversos tecidos, células, ossos e músculos. A aromatase aumenta os níveis de estrogênio no corpo
ocasionando redução de testosterona, causando uma série de sintomas e distúrbios no organismo.

Os Inibidores da Aromatase são fármacos que atuam inibindo ou inativando a aromatase, o que
resulta em uma marcada supressão das concentrações plasmáticas dos estrogênios, inclusive nas
mulheres pós-menopausadas.

Os Inibidores da Aromatase tendem a apresentar menos efeitos colaterais que outras terapias
relacionadas.

A enzima aromatase trabalha ao lado de NADPH (fosfato do dinucleotide de adenina de


nicotinamida) para converter as hormonas ou os andrógenos masculinos às hormonas estrogênicas.
Especificamente, o androstenedione e a testosterona são convertidos ao estrona e ao estradiol. Os
inibidores de Aromatase impedem a formação hormonal estrogênica e reduzem assim o
crescimento dependente hormonal dos cancros do positivo (ER) receptores específicos.

TRATAMENTO COM
INIBIDORES DE AROMATASE

ANASTROZOL
Fármaco potente e seletivo para a enzima aromatase, com praticamente máxima supressão de
estrogênio no sangue de mulheres na pós-menopausa com tumor de mama avançado.

CRISINA
Denominada 5,7 diidroxiflavona, é um flavonoide obtido de Passiflora caerulea (Passifloraceae) a
99%, com ação inibidora sobre a aromatase e sobre a xantina oxidase, que diminui a formação de ácido
úrico.

PYGEUM AFRICANO (MÍN. 25% FITOESTEROIS)


Planta utilizada para tratar o desconforto da bexiga e doenças em homens idosos. Associado a
inibidores da 5-alpha-redutase (Saw Palmeto), pode interferir nas concentrações de estrógeno e
outros hormônios, otimizando a biodisponibilidade da testosterona.

RESVERATROL TRANS (MÍN. 98%)


Flavonoide da casca da uva, tendo estudos demonstrando que sua associação com
contraceptivos orais possui ação de inibição tanto da aromatase quanto da Cox-2, sugerindo que
o resveratrol potencializa o efeito dos contraceptivos orais no tratamento da dismenorreia associada a
endometriose.

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SAW PALMETTO
Extrato seco do fruto da Serenoa repens, age inibindo a enzima 5-alfa-redutase.

TRIBULLUS TERRESTRIS
Extrato seco composto por saponinas que aumentam os níveis de dehidroepiandrosterona (DHEA) e
de testosterona, melhorando a função sexual em homens.

VITAMINA K2
A MK7 auxilia na ativação das proteínas dependentes de vitamina K responsáveis por manter tecidos
saudáveis. Possui ação protetora contra a senilidade, previne doença de Alzheimer, diabetes tipo I e II,
artrite e nefropatias, inibidor da aromatase e ativa Matrix Gla Protein (MGP).

URTICA DIOICA
O extrato da raiz de Urtica dioica tem como principal constituinte o ácido 9-Hidroxi-10-Trans-12-Cis-
Octadecadienic (HOA), responsável por dois dos principais efeitos do extrato: inibição da aromatase
e conversão de testosterona em 5α-Di-hidrotestosterona (DHT).

ZINCO
Mineral que inibe a aromatase, sua deficiência está associada ao aumento da atividade da
aromatase no organismo, que resulta em um alto nível de estradiol e um baixo nível de testosterona.
A administração oral de zinco nas doses de 50mg a 100mg ao dia pode reduzir o nível de estradiol e
aumentar o nível de testosterona até que os níveis fisiológicos de zinco sejam restaurados.

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ESTUDOS CLÍNICOS

A INIBIÇÃO DE AROMATASE POR FLAVONOIDES METILADOS BIODISPONÍVEIS

Estudos anteriores demonstraram que crisina, 7-hidroxiflavona e 7,4'-di hidroxiflavona são os inibidores
mais potentes de flavonoides de aromatase. No entanto, muito pobre biodisponibilidade oral é uma
grande limitação para o uso bem sucedido de flavonoides na dieta como agentes quimiopreventivos.

Mostrado recentemente que flavonas metiladas, incluindo 5,7-dimetoxiflavone, 7 metoxiflavona e


7,4'-dimethoxiflavona, são muito mais resistentes ao metabolismo do que os seus análogos não
metilados e têm absorção intestinal muito maior. Neste estudo, foi analisado estas flavonas totalmente
metiladas como potenciais inibidores da aromatase para a prevenção e/ou tratamento de cancros
dependentes de hormonas.

Considerado 5,7-dimethoxiflavona teve efeito pobre em comparação com a sua crisina analógico não
metilado, 7-metoxiflavona e 7,4'-dimetoxiflavona eram quase equipotente aos seus análogos não
metiladas com valores de IC50 de 2-9 M. Assim, algumas flavonas totalmente metiladas, parecem ter
grande potencial como quimiopreventivo do câncer/agentes quimioterápicos.

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INIBIDORES DA AROMATASE NO CÂNCER DE MAMA: DA DOENÇA METASTÁTICA AO TRATAMENTO ADJUVANTE

Os tratamentos hormonais possuem papel importante no manejo clínico das pacientes com câncer de
mama. Entre os avanços mais recentes, os inibidores da aromatase de terceira geração vêm
ocupando lugar de destaque no contexto da doença metastática. A aromatase, presente em diversos
tecidos, é responsável pela conversão de andrógenos em estradiol e estrona. Antes da menopausa, a
maior parte dos estrógenos femininos se origina nos ovários. Com a insuficiência ovariana, as glândulas
suprarrenais passam a ser a principal fonte de andrógenos, que são convertidos pela aromatase em
estrógenos; esta conversão ocorre em tecidos periféricos como gordura, músculos, fígado e o próprio
tumor de mama. A inibição da aromatase é uma estratégia com base racional sólida, e comprovadamente
eficaz no sentido de reduzir os níveis séricos de estrógenos em mulheres pós-menopausa. Os inibidores de
aromatase de 1ª e 2ª geração caracterizaram-se por alta toxicidade ou baixa eficácia, quando
comparados ao tamoxifeno. No entanto, o tamoxifeno apresenta, além de sua ação antiestrogênica,
um efeito pró-estrogênico, responsável por efeitos colaterais, tais quais proliferação do endométrio e
fenômenos tromboembólicos.

Estudos recentes demonstraram a superioridade dos Inibidores da Aromatase de 3ª geração no


tratamento hormonal de segunda linha do câncer de mama metastático em mulheres pós-menopausa.
Além disto, estas drogas têm conquistado papel de destaque no tratamento de primeira linha da
doença metastática, como neoadjuvante, e como adjuvante de pacientes com câncer de mama. Os
Inibidores da Aromatase de 3ª geração são mais eficazes que tamoxifeno, além de apresentar menos
efeitos colaterais, a exemplo do anastrozol.

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Formulações Modo de Uso

Crisina ............................................. 100 a 300mg Aplicar 1mL ao dia,


Gel base permanente Qsp ....................1mL alternando os locais de aplicação.

Crisina .......................................................... 250mg


Tribullus terrestris ext. seco 40% .... 250mg 1 cápsula, 2 vezes ao dia.

Pygeum africanum mín. 25% ...........100mg


1 cápsula, 1 vez ao dia.
Tribulus terrestres ext seco 40% .... 300mg

Pygeum africanum mín. 25% ......... 100mg


Urtica dioica ............................................. 600mg 1cápsula, 1 vez ao dia.

Anastrozol ...................................................... 1mg 1 cápsula, 1 vez ao dia. Tratamento de câncer de mama de


mulheres pós-menopausadas.

Crisina ............................................................ 50mg


Aplicar 1mL ao dia,
Testosterona*.............................................. 50mg
alternando os locais de aplicação.
Pentravan Qsp ............................................... 1mL

Crisina .......................................................... 100mg


1 cápsula, 2 vezes por dia.
Pygeum africanum mín. 25% ............100mg

Pygeum africanum mín. 25% ........... 100mg


1cápsula, 1 vez ao dia.
Saw Palmetto ext. seco ..................... 250mg

Andropausa.
Zinco ............................................................... 50mg 1 a 2 cápsulas ao dia.

Anti-inflamatório inibidor da aromatase,


Resveratrol Trans mín. 98% .................. 30mg 1 cápsula, 1 vez ao dia. associado a anticoncepcionais orais para
o tratamento da endometriose.

*Portaria 344/98

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REFERÊNCIA

BATISTUZZO, J. A O; ITAYA, M.; ETO, Y. Formulário Médico-Farmacêutico. 4 ed. São Paulo: Pharmabooks, 2011.

CASSOL, L. B.; GARICOCHEA, B. Uso de inibidores da aromatase no tratamento do câncer de mama e osteoporose. Scientia Medica. Porto Alegre:
PUCRS, v. 15, n. 4, out./dez. 2005.

LOPATKIN, N.; SIVKOV, A.; SCHLÄFKE, S.; FUNK, P.; MEDVEDEV, A.; ENGELMANN, U. Efficacy and safety of a combination of Sabal and Urtica extract in
lower urinary tract symptoms--long-term follow-up of a placebo-controlled, double-blind, multicenter trial. Int Urol Nephrol. v. 39, n. 4, p.1137-46. 2007.

SAAD, E. D.; BROMBERG, S.; KATZ, A.; SIMON, S. D. Inibidores da aromatase no câncer de mama: da doença metastática ao tratamento adjuvante.
Revista Brasileira de Cancerologia. v. 48, n. 4, p. 555-567. 2002.

TA, N.; WALLE, T. Aromatase inhibition by bioavailable methylated flavones. J Steroid Biochem Mol Biol. v. 107, n. 1-2, p. 127-129. Oct, 2007.

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