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PACOTE DE TEORIA E EXERCÍCIOS – TÉCNICO JUDICIÁRIO –

ÁREA ADMINISTRATIVA – CNJ


PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA

Feliz Natal, prezado aluno!!!


Mesmo em clima de festa, você não pode esquecer que tem um
objetivo: trabalhar no Conselho Nacional de Justiça em 2013, certo? Portanto
ainda não é possível apenas comemorar; é preciso também estudar.
Então, vamos dar continuidade ao nosso curso e estudar, na aula
de hoje, o emprego dos sinais de pontuação. O uso adequado deles é
extremamente relevante para o significado de uma frase.
Quem acompanha as provas elaboradas pelo Cespe já deve ter
percebido o quanto essa banca examinadora explora esse assunto,
principalmente o que diz respeito ao uso da vírgula. É compreensível que seja
assim, pois o uso da vírgula requer atenção especial, em virtude de sua
variabilidade de aplicações e efeitos.
Para você ter apenas uma ideia do que isso significa, use a vírgula
para pontuar a frase abaixo.

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA


DE QUATRO À SUA PROCURA.

Se você é mulher, certamente colocou a vírgula depois do


substantivo “MULHER”.

Se você é homem, colocou a vírgula depois do verbo “TEM”.

Entendeu a importância de sabermos pontuar adequadamente uma


frase?
Ainda que a vírgula seja o sinal de pontuação com a maior
frequência nas provas de concurso, convém estudarmos todos aqueles que são
alcançados pelo edital do seu concurso.

VÍRGULA (assinala uma pequena pausa)

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I. Entre os termos da oração, serve para:

a) separar elementos coordenados que possuem a mesma


função sintática:
Ex.: Os livros, os cadernos, os lápis e as borrachas estão sobre a
mesa. sujeito composto
núcleo núcleo núcleo núcleo

Obs.: havendo repetição da conjunção E para separar os


elementos de mesma função sintática, a vírgula pode se repetir.
Ex.: Comprou sapato, e bolsa, e meias.
objeto direto

1 A participação das mulheres no mercado de trabalho


tem-se ampliado nas últimas décadas, todavia elas ainda
enfrentam processos de segregação ocupacional horizontal e
4 vertical de gênero, marcados, entre outros aspectos, por
discriminação, precarização, desigualdades salariais e
desvalorização profissional. A divisão do trabalho doméstico,
7 a socialização de homens e mulheres e as relações de poder
entre os gêneros são aspectos que contribuem para a construção
[...]

Nanci Stancki Silva. Engenharias no Brasil: mudanças no perfil de


gênero? Internet: <www.fazendogenero.ufsc.br> (com adaptações).

1. (Cespe/Câmara dos Deputados/Analista/2012) No trecho “A divisão do


trabalho doméstico, a socialização de homens e mulheres e as relações de
poder entre os gêneros” (l.6-8), o emprego da vírgula no lugar do conectivo
“e”, em “homens e mulheres”, não alteraria a relação semântico-sintática entre
os termos da oração.

Comentário – A conjunção “e” conecta dois termos que, subordinados ao


substantivo “socialização” por meio da preposição “de”, funcionam como
complementos dele (“socialização de homens e mulheres”). Assim, os
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substantivos “divisão”, “socialização” e “relações” constituem os núcleos do


sujeito composto da forma verbal “são”. Com a modificação proposta pela
banca, o termo “mulheres” deixa de ser um dos complementos do substantivo
“socialização” (deixa de ser subordinado a ele por meio da preposição “de”) e
se torna mais um dos núcleos do sujeito composto. Veja: A divisão do
trabalho doméstico, a socialização de homens, mulheres e as relações de
poder entre os gêneros são...
Resposta – Item errado.

b) assinalar a omissão do verbo (vírgula vicária):


Ex.: No mar há os peixes; no céu, as estrelas...
A vírgula substitui a forma verbal “há”

c) separar adjuntos adverbiais deslocados:


Ex.: Neste momento, o pelotão se pôs em fuga.

Obs.: aqui, o aluno deve admitir certa flexibilidade, pois há muitos


gramáticos e escritores que não a empregam, principalmente quando a
expressão é de “pequeno corpo” (normalmente, até dois vocábulos – mas isso
não é uma regra absoluta).

[...]

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[...]

2. (Cespe/TC-DF/Auditor de Controle Externo/2012) Justifica-se o emprego


da vírgula logo após “mas” (L.18) para enfatizar o sentido de contraste
introduzido por essa conjunção, razão por que a supressão desse sinal de
pontuação não acarretaria prejuízo gramatical ao texto.

Comentário – A vírgula não enfatiza nenhum sentido de contraste. Ela foi


empregada para ajudar a isolar o adjunto adverbial intercalado entre a
conjunção e o restante da oração: “...mas, do ponto de vista político,
assistiu-se...”. A retirada dela, fragmentaria indevidamente a oração: “...mas
do ponto de vista político, assistiu-se...”.
Resposta – Item errado.

1 A expansão da telefonia celular, impulsionada pela


privatização do sistema TELEBRAS, em 1998, está entre as
maiores conquistas da economia brasileira nas últimas duas
4 décadas. [...]

Veja, 25/7/2012, p. 70-1 (com adaptações).

3. (Cespe/Anatel/Analista Administrativo/2012) Feitas as necessárias


adaptações na grafia das palavras, o adjunto adverbial “em 1998” (L.2)
poderia ser deslocado, seguido da vírgula, para o início do parágrafo, sem que
o sentido original e a correção gramatical do texto fossem prejudicados.

Comentário – Gramaticalmente, não haveria problema. Deslocado para o


início do período, o adjunto adverbial é separado pela vírgula. Mas o sentido
original do texto estaria prejudicado. Observe: Em 1998, A expansão da
telefonia celular, impulsionada pela privatização do sistema TELEBRAS, em
1998, está entre as maiores conquistas da economia brasileira nas últimas
duas décadas. Dessa forma, a circunstância de tempo deixa de fazer referência
à época da “privatização do sistema TELEBRAS” para indicar quando se deu “A
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expansão da telefonia celular”. Além disso, a incoerência surgiria entre a noção


pretérita do ocorrido (“Em 1998, A expansão da telefonia celular”) e a forma
verbal indicativa de um acontecimento presente (“está”), quando deveria ser
flexionada também no passado (“esteve” ou “estava”).
Resposta – Item errado.

d) separar o aposto explicativo:


Ex.: Jorge Amado, autor de “Jubiabá”, é um excelente romancista.

e) separar o vocativo:
Ex.: Não toque nesses doces, menino!

f) separar datas de localidades:


Ex.: Brasília, 1º de março de 1985.

g) separar expressões de caráter explicativo, conclusivo, de


retificação, de realce (por exemplo; isto é; ou seja; a saber; ora etc.):
Ex.: Ele consegue, por exemplo, dirigir sozinho.

[...]

4. (Cespe/PC-CE/Inspetor de Polícia/2012) A vírgula após “Ora” (L.3) pode


ser suprimida sem prejuízo para a correção gramatical e para o sentido original
do texto.

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Comentário – A palavra “Ora” é interjeição e serve para realçar os


sentimentos (de surpresa, admiração) do enunciador. A vírgula não deve ser
retirada.
Resposta – Item errado.

h) separar conjunções intercaladas:


Ex.: Ela virá; não se sabe, contudo, quando.

i) separar objetos pleonásticos:


Ex.: O relógio, guarda-o no bolso do paletó.
objeto direto objeto direto pleonástico

j) separar o predicativo do sujeito invertido ou intercalado:


Ex.: Decepcionado, o torcedor afastou-se lentamente.
O torcedor, decepcionado, afastou-se lentamente.

II. Entre orações, serve para:

a) separar orações coordenadas assindéticas


Ex.: Pare, olhe, siga.

[...]

[...]

5. (Cespe/Correios/Agente de Correios/2011 – adaptada) Com a supressão


da vírgula logo após a palavra “pedagógica” (l.20), seriam preservados o
sentido e a correção gramatical do texto.

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Comentário – Veja que questão interessante. A oração após a vírgula


(“podendo eleger...”) é coordenada aditiva reduzida de gerúndio. Ela é
equivalente a: ...cada escola criaria seu plano de ação pedagógica e poderia
eleger um desses eixos... As coordenadas aditivas traduzem fatos imediatos,
ações subsequentes a outras. Veja outro exemplo (colhido em Cegalla, 2008,
página 413): “A mãe aconchegou a criança e a beijou, largando-a, em seguida.
[largando-a, em seguida = e a largou, em seguida]”. Na questão da prova, a
coordenada aditiva, por ser reduzida, veio sem a conjunção característica.
Lembre-se de que a vírgula deve separar orações coordenadas assindéticas
(ou seja, aquelas que não são introduzidas por conjunções).
Resposta – Item errado.

b) separar as orações coordenadas sindéticas, exceto as


aditivas.
Ex.: Vá, mas volte sempre.
Obs.: usa-se a vírgula para separar orações coordenadas
sindéticas aditivas de sujeitos diferentes ou com repetição da conjunção.
Ex.: Ele foi ao Japão, e ela foi à Itália.

sujeito sujeito

E estuda, e trabalha, e dorme...


Atenção! Há casos em que as típicas conjunções aditivas
introduzem orações adversativas; assim sendo, o emprego da vírgula é
obrigatório.
Ex.: Estudou, e não passou. (semanticamente, a conjunção “e”
tem valor adversativo)

c) separar orações adverbiais antecipadas ou intercaladas


(quando vierem na ordem direta, o emprego será facultativo)
Ex.: Ao anoitecer, saíram.

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Saíram ao anoitecer.
Saíram, ao anoitecer.

[...]

[...]

6. (Cespe/TJ-RR/Nível Superior/2012) A omissão da vírgula empregada após


a palavra “defesa” (L.7) acarretaria incorreção gramatical.

Comentário – Não há dúvida sobre isso. O segmento inicial “Quando se fala


em defesa” constitui uma oração (note a presença do verbo falar) que está
antecipada. A vírgula obrigatoriamente deve separar essa oração.
Resposta – Item certo.

d) separar orações subordinadas adjetivas explicativas.


Ex.: Jesus Cristo, que também é Deus, ressuscitou.

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e) separar as orações intercaladas:


Ex.: Creio, disse ele, que esse é um caso perdido.

1 Enviar informações para um território de


8,514 milhões de km2, colocando em contato mais de
190 milhões de habitantes, e, além disso, gerar riqueza e
4 avanço social não são tarefa fácil. [...]
Internet: <www.ipea.gov.br> (com adaptações).

7. (Cespe/Anatel/Técnico Administrativo/2012) O emprego de vírgulas para


isolar o segmento “colocando em contato mais de 190 milhões de
habitantes” (L.2-3) justifica-se por isolar oração reduzida de gerúndio
intercalada.

Comentário – A questão vem contemplar a regrinha explicada acima. A


oração reduzida de gerúndio intercalou-se entre um dos segmentos que
compõe o sujeito composto e o verbo: Enviar informações... e... gerar riqueza
e avanço social não são tarefa fácil.
Resposta – Item certo.

f) separar as orações subordinadas substantivas apositivas:


Ex.: É imprescindível que o país adote duas diretrizes, distribuir
renda e reconstruir o ensino público.

III. Não se usa vírgula

a) entre sujeito e verbo (mesmo quando o sujeito é muito longo


ou vem depois do predicado):
Ex.: Os pequenos filhotes de vira-lata destruíram meu jardim.
sujeito predicado

Obs.: a intercalação de termos entre o sujeito e o verbo deve ser


marcada por vírgulas, uma antes e outra depois.
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Ex.: Os deputados, ontem à tarde, decidiram aceitar o projeto do


sujeito predicado

presidente da República.
b) entre o verbo e seu complemento (OD ou OI):
Ex.: Entreguei o presente ao aniversariante.
verbo OD OI

c) entre o nome e seu adjunto ou complemento:


Ex.: A todos os presentes informamos os novos valores
nome
dos produtos que vendemos.
adjunto adnominal

Não há necessidade de tanta estupidez.


nome complemento nominal

d) para isolar o agente da passiva


Ex.: As medidas econômicas foram aprovadas pelo presidente.

e) para separar as orações subordinadas substantivas (exceto a


apositiva) da sua principal.

Ex.: Duvido de que esse prefeito dê prioridade às questões sociais.


oração subordinada substantiva objetiva indireta

Veja como essa matéria já foi cobrada em prova.

1 A despeito da retórica que chama atenção para


avanços obtidos pelo país no plano econômico, é mais do que
evidente que o Brasil ainda se enquadra no elenco dos
4 chamados países em desenvolvimento, com índices
verdadeiramente escandalosos em termos de qualidade de vida,
saúde e educação, com significativa parcela da população
7 alijada do que os estudiosos costumam designar como mínimo
existencial para uma vida digna.
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Ressalte-se que a doutrina diverge quando se trata de


10 estabelecer a acepção do termo democracia. Apesar das
divergências acerca de conceitos, teses ou doutrinas, há
consenso de que a democracia constitui a melhor forma de
13 governo de um Estado, visto que impede atos de violência e de
intolerância, buscando a integração e a inclusão. Cumpre
acrescentar que, no enfrentamento do desafio de inclusão
16 social, emerge cristalina a necessidade de fortalecer as
instituições democráticas.
Nessa linha de pensamento em que se procura reverter
19 um processo de descrença, a defensoria pública, erigida na
Constituição Federal de 1988 (CF) à condição de instituição
essencial à justiça, precisa preencher relevante espaço no
22 compromisso constitucional de redução das desigualdades, com
promoção do integral acesso à justiça. [...]
Tatiana de Carvalho Camilher. O papel da defensoria pública para
a inclusão social rumo à concretização do estado democrático
e direito. Internet: <www.conpedi.org> (com adaptações).

8. (Cespe/DPU/Analista Técnico Administrativo/2010 – adaptada) Quanto à


pontuação empregada no texto, assinale a opção correta.

A) O emprego de vírgula logo após o vocábulo “Brasil” (l.3) manteria a


correção gramatical do texto.
B) Caso se desejasse intensificar a ênfase ao que se destaca no texto, seria
correto empregar vírgula logo após o termo “Ressalte-se” (l.9).
C) A vírgula empregada logo após o vocábulo “que” (l.15) é obrigatória.
D) A supressão da vírgula logo após “pública” (l.19) manteria a correção
gramatical e o sentido original do texto.

Comentário – Alternativa A: vejamos como ficaria o trecho com a vírgula:


“evidente que o Brasil, ainda se enquadra...”. Que tal? Pode a vírgula causar

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separação entre sujeito (“o Brasil”) e verbo (“enquadra”)? É claro que não! Por
isso a alternativa está errada.
Alternativa B: novamente, vamos reescrever o trecho já com a
tal vírgula: “Ressalte-se, que a doutrina...”. Repare que incorreríamos no
mesmo erro anterior: separar sujeito e verbo. Aqui, o pronome “se” é
apassivador, o verbo ressaltar está na voz passiva sintética e o sujeito é o
segmento seguinte: “que a doutrina diverge”. Opção incorreta.
Alternativa C: a vírgula após a conjunção integrante “que”
serve para delimitar a intercalação de segmento de valor semântico adverbial.
Experimente retirá-la e você notará que a vírgula após “social” (l. 16) passa a
causar separação indevida entre o verbo “acrescentar” e o seu objeto direto
(oracional): “Cumpre acrescentar que no enfrentamento do desafio de inclusão
social, emerge...”. Por isso a vírgula é mesmo obrigatória.
Alternativa D: o termo “a defensoria pública” funciona como
sujeito do verbo “precisa”. Entre eles surgiu uma oração subordinada adjetiva
reduzida de particípio. Como o valor semântico dela é explicativo, cumpre que
seja obrigatoriamente separada por vírgulas. Por isso a supressão da vírgula
após “pública” causaria prejuízo ao texto. Ressalte-se que as orações adjetivas
restritivas não são separadas por vírgulas e que elas conferem ao texto sentido
diverso do das explicativas.
Resposta – C

1 A História não é feita apenas de brados retumbantes,


de grandes decisões. Ela também é tecida pelo fio do acaso.
Existiria Brasília se o candidato a presidente Juscelino
4 Kubitschek não fizesse um comício, em 4 de abril de 1955, em
Jataí, Goiás? Ali, depois dos discursos, JK se colocou à
disposição para ouvir perguntas de eleitores. Foi quando
7 Antônio Soares Neto, o Toniquinho, quis saber se o candidato

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cumpriria o dispositivo da Constituição (de 1946) que previa


a mudança da capital para o Planalto Central. JK assumiu na
10 hora o compromisso, como desejava a plateia. E cumpriu a
promessa.
Na lista dos aspectos positivos do projeto de Brasília,
13 é preciso destacar a libertação do país do enorme poder de
atração do litoral.
Com a nova cidade, o Brasil afinal se voltou para seu
16 interior, e a fronteira agrícola pôde se mover em direção ao
Centro-Oeste e ao Norte.

O Globo, 21/4/2010 (com adaptações).

9. (Cespe/DPU/Agente Administrativo/2010) Em relação ao emprego dos


sinais de pontuação no texto acima, assinale a opção correta.

A) A vírgula após “interior” (l.16) justifica-se porque isola um aposto


oracional.
B) A vírgula na linha 1 justifica-se por isolar adjunto adverbial subsequente.
C) A expressão “em 4 de abril de 1955” (l.4) está entre vírgulas por ser um
dos elementos de uma enumeração.
D) O termo “o Toniquinho” (l.7) está isolado por vírgulas por se tratar de
vocativo.
E) O emprego de vírgula logo após “Brasília” (l.12) justifica-se porque isola
adjunto adverbial anteposto à oração principal.

Comentário – Alternativa A: a vírgula foi empregada para separar oração


coordenada sindética aditiva com sujeito (“a fronteira agrícola”) diferente da
anterior (“o Brasil”). A vírgula normalmente não é usada para separar orações
coordenadas aditivas; mas isso é possível quando a conjunção vem repetida ou
quando os sujeitos são diferentes. Exemplos:

a) E estuda, e trabalha, e luta, e vence.

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b) José chegou, e Pedro foi embora.

Alternativa B: a vírgula separa expressão de caráter


explicativo: “grandes decisões” esclarece o sentido de “brados retumbantes”.

Alternativa C: a expressão indicada é um adjunto adverbial


(de tempo) isolado.

Alternativa D: realmente um vocativo deve ser isolado pela


pontuação:

José, vem aqui!

Mas o caso aqui é outro. O termo “o Toquinho” é aposto


(explicativo) de “Antônio Soares Neto”.

Alternativa E: assertiva correta; a vírgula se presta a tal


emprego, como exposto na questão anterior (letra C).

Resposta – E

[...] Ao estabelecer a obrigatoriedade na


realização dos exames pré-admissional, periódico e
7 demissional do trabalhador, criou recursos médico-periciais
voltados à identificação do nexo da causalidade entre os danos
sofridos e a ocupação desempenhada.
Elias Tavares de Araújo. Perícia médica. In: José E. Assad (Coord.). Desafios
éticos. Brasília: Conselho Federal de Medicina, 1993, p. 241 (com adaptações).

10. (Cespe/Inca/Cargos de Nível Superior/2010) A vírgula logo depois de


“trabalhador” (l.7) é opcional e sua retirada preservaria a correção
gramatical do texto, pois os três termos da enumeração que ela tem
função de marcar já estão separados pela conjunção “e”: “exames
pré-admissional, periódico e demissional do trabalhador” (l.6-7).

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Comentário – Tenha cuidado para não cair no “conto do vigário”! A vírgula foi
usada para indicar a antecipação da oração subordinada adverbial (temporal)
“Ao estabelecer...”. Por isso o emprego dela é obrigatório. Compare este caso
com o da letra C da questão 13.
Resposta – Item errado.

11. (Cespe/DPU/Agente Administrativo/2010 – adaptada) O trecho seguinte é


adaptado do editorial do Jornal Zero Hora (RS) de 20/4/2010. Julgue-o
quanto à correção gramatical.

Esta ferramenta está disponível a custo mínimo para partidos candidatos


cabos eleitorais e cidadões comuns. A eleição de 2010 será também um
teste para a qualidade dos eleitores, para a obediência às leis do país e
para o uso adequado das novas tecnologias em favor da democracia.

Comentário – Em virtude do objetivo da aula, permito-me comentar apenas o


que é pertinente à pontuação.
No período inicial, surgiu uma enumeração de elementos
coordenados entre si: “partidos candidatos cabos eleitorais e cidadões
[cidadãos] comuns”. A vírgula deve ser usada para separá-los, com exceção do
último termo, que normalmente surge articulado pela conjunção aditiva e:
“partidos, candidatos, cabos eleitorais”.
Resposta – Item errado.

1 Afirma-se que a inovação e, particularmente, seus


produtos tecnológicos estimulam a competitividade e, dessa
forma, contribuem para o crescimento econômico do país.
4 Consequentemente, a competitividade é erigida em valor
supremo da vida social, como se fosse uma lei da natureza
imanente à espécie humana. Omite-se, propositadamente,

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7 que o mais longo período da história da vida humana foi


orientado pela cooperação e solidariedade, valores
fundamentais para a sobrevivência da espécie. [...]

Henrique Rattner. Tecnologia e sociedade. In: Internet:


<www.espacoacademico.com.br> (com adaptações).

12. (Cespe/IPAJM/Advogado/2010) A vírgula logo depois de “solidariedade”


(l.8) é obrigatória porque a oração que a segue tem valor explicativo e
corresponde a que são valores [...].

Comentário – Sim, o emprego da vírgula reveste-se de obrigatoriedade, pois


o segmento seguinte explica, esclarece uma característica própria do
significado dos vocábulos “cooperação” e “solidariedade”. Compare, por
exemplo, com o comentário da questão anterior e certifique-se de que a
vírgula tem mesmo o propósito de separar termos e expressões de valor
semântico explicativo.
Resposta – Item certo.

13. (Cespe/DPU/Agente Administrativo/2010 – adaptada) O trecho a seguir é


adaptado do editorial d’O Estado de S. Paulo de 22/4/2010.
Julgue-o quanto às normas gramaticais da língua portuguesa padrão.

Mesmo São Paulo, onde por determinação do governo estadual o combate


a dengue é ininterrupto, houve mais de 34 mil casos da doença, no
primeiro trimestre e 15 mortes. No primeiro trimestre de 2008, quando o
país vivia um dos piores surtos de dengue, o estado registrou apenas
1.297 casos da doença.

Comentário – Importa-nos discutir aqui o erro de pontuação.


Os termos “mais de 34 mil casos da doença” e “15 mortes”
funcionam como objetos diretos da forma verbal “houve”. A vírgula não pode
separá-los do verbo, como ocorreu na oração “houve mais de 34 mil casos da

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doença, no primeiro trimestre e 15 mortes”. Ou a vírgula é retirada, ou outra é


acrescentada depois do adjunto adverbial “no primeiro trimestre”, para
caracterizar o correto isolamento dele, assim: “houve mais de 34 mil casos da
doença, no primeiro trimestre, e 15 mortes”.
Resposta – Item errado.

[...] A ocultação, pela


13 indústria do asbesto (amianto), dos perigos representados por
seus produtos provavelmente custou tantas vidas quanto as
destruídas por todos os assassinatos ocorridos nos Estados
16 Unidos da América durante uma década inteira; e outros
produtos perigosos, como o cigarro, também provocam, a cada
ano, mais mortes do que essas.

James William Coleman. A elite do crime. 5.ª ed.,


São Paulo: Manole, 2005, p. 1 (com adaptações).

14. (Cespe/MPU/Técnico Administrativo/2010) Não haveria prejuízo para o


sentido original do texto nem para a correção gramatical caso a expressão
“a cada ano” (L.17-18) fosse deslocada, com as vírgulas que a isolam,
para imediatamente depois de “e” (L.16).

Comentário – O deslocamento da locução adverbial de tempo mantém o


significado original e realmente recomenda o emprego das vírgulas, por causa
da intercalação.
Resposta – Item certo.

Nos itens a seguir, são apresentados trechos adaptados de jornal de


grande circulação. Julgue-os quanto à correção gramatical.

15. (Cespe/MPU/Técnico Administrativo/2010) A legislação brasileira proíbe


que menores de catorze anos trabalhem, mas, segundo dados do Instituto

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Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), havia, em 2008, um total de


993 mil crianças entre cinco e treze anos nessa situação. Em uma faixa
etária mais ampla, até dezessete anos, quando se espera que os jovens
ainda estejam estudando, foram contabilizados, ao todo, 4,5 milhões de
crianças e adolescentes no exercício de algum tipo de trabalho.

Comentário – Não se verifica erro aqui. Destaque para a utilização das


vírgulas.
Resposta – Item certo.

16. (Cespe/MPU/Técnico Administrativo/2010) Visto apenas pelo ângulo


econômico, o problema da exploração da mão de obra infantil, é ao
mesmo tempo reflexo e impecílio para o desenvolvimento. Quando
crianças e adolescentes deixam de estudar para entrar precocemente no
mercado de trabalho, trocam um futuro mais promissor pelo ganho
imediato.

Comentário – A vírgula depois de “infantil” causou separação indevida entre


sujeito e predicado (a palavra “impecilho” grafa-se assim: empecilho).
Resposta – Item errado.

[...]
No lugar de alta carga tributária e estrutura de impostos
inadequada, o país deve priorizar investimentos que expandam
16 a produção e contribuam simultaneamente para o aumento de
produtividade, como é o caso dos gastos com educação. É dessa
forma que são criadas boas oportunidades de trabalho,
19 geradoras de renda, de maneira sustentável.
O Globo, Editorial, 12/7/2010 (com adaptações).

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17. (Cespe/MPU/Técnico Administrativo/2010) A ausência de vírgula logo após


o termo “investimentos” (L.15) permite concluir que, segundo o autor do
texto, é necessário que, no Brasil, sejam priorizados investimentos
voltados para a expansão da produção e para o aumento da
produtividade.

Comentário – A ausência de vírgula faz surgir orações (subordinadas


adjetivas restritivas) que limitam e distinguem o alcance semântico do
substantivo “investimentos”. Caso uma vírgula fosse empregada, as orações
teriam natureza semântica explicativa.
Resposta – Item certo.

[...] O movimento da
vida passa a ser uma efervescência constante e as mudanças a
ocorrer em ritmo quase esquizofrênico, determinando os
10 valores fugidios de uma ordem temporal marcada pela
efemeridade. Como tentativas de acompanhar essa velocidade
vertiginosa que marca o processo de constituição da sociedade
13 hipermoderna, surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a
fluidez das relações interpessoais. [...]
Renato Nunes Bittencourt. Consumo para o vazio existencial.
In: Filosofia, ano V, n. 48, p. 46-8 (com adaptações).

18. (Cespe/MPU/Analista Administrativo/2010) A ausência de vírgula depois


de “vertiginosa” (l.12) indica que a oração iniciada por “que marca” (l.12)
restringe a ideia de “velocidade vertiginosa” (l.11-12).

Comentário – A oração é subordinada adjetiva restritiva e, por isso, não deve


ser separada do termo a que se refere por meio de vírgula.
Resposta – Item certo.

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19. (Cespe/UERN/Agente Técnico Administrativo/2010) “Quase dois terços da


área sob risco de desertificação no Brasil estão na caatinga, que já teve, a
exemplo do cerrado, aproximadamente metade de sua extensão, que é de
826.000 km², destruída.”

O segmento “que é de 826.000 km²” está entre vírgulas porque é um


aposto.

Comentário – O segmento apontado tem natureza explicativa, por isso deve


estar entre vírgulas; mas ele não é um aposto. O pronome relativo “que” e o
verbo “é” denunciam que o segmento é uma oração adjetiva.
Resposta – Item errado.

20. (Cespe/CEF/Advogado/2010) “No final do ano passado, o Conselho


Nacional de Justiça e o Supremo Tribunal Federal (STF) lançaram a
campanha Começar de Novo para sensibilizar a população para a
necessidade da recolocação, no mercado de trabalho e na sociedade, do
preso libertado após cumprimento da pena.”

A retirada da vírgula empregada logo após “sociedade” prejudicaria a


correção gramatical do texto.

Comentário – Sim, pois ela encerra o isolamento do adjunto adverbial “no


mercado de trabalho”, que surgiu intercalado entre o nome “recolocação” e o
seu complemento “do preso libertado”.
Resposta – Item certo.

21. (Cespe/BRB/Advogado/2010) “O mundo moderno, caracterizado pela


globalização, pela revolução tecnológica e pelo avanço irrestrito da
Internet, sinaliza uma crise mundial complexa, multidimensional, cujas
facetas afetam inexoravelmente nossa saúde, nosso modo de vida e a

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qualidade do meio ambiente e das relações sociais,políticas e


econômicas.”

Uma forma correta de se evitar a repetição da conjunção e no primeiro


período sintático do texto seria a substituição de sua ocorrência depois de
“vida” por vírgula, deixando-se todos os termos da enumeração iniciada
por “nossa saúde” separados por vírgula.

Comentário – Vamos proceder à substituição: ...cujas facetas afetam


inexoravelmente nossa saúde, nosso modo de vida, a qualidade do meio
ambiente e das relações sociais, políticas e econômicas. Os termos sublinhados
constituem o objeto direto do verbo “afetam”. Normalmente, a conjunção
aditiva e articula o último elemento de mesma função sintática; mas a
utilização da vírgula não constitui erro e, no caso em análise, evita a repetição
da conjunção.
Resposta – Item certo.

22. (Cespe/MPS/Análise de Comprovantes de Repasse e Parcelamento/2010)


“No entanto, nem tudo está perdido. Nós, humanos, podemos ser apenas
pobres mortais, mas temos uma ferramenta que nos permite controlar, se
não o tempo, nossa própria existência. Essa ferramenta se chama
consciência”

As vírgulas que separam o vocábulo “humanos” do restante da oração


poderiam ser omitidas sem que houvesse prejuízo para a correção
gramatical do texto.

Comentário – O vocábulo “humanos” funciona como aposto explicativo.


Obrigatoriamente, esse termo sintático deve ser isolado por vírgulas.
Resposta – Item errado.

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[...]

23. (Cespe/PC-CE/Inspetor de Polícia/2012) Na linha 33, caso se insira, antes


de “caracterizado”, o segmento que é, será necessário, para a
manutenção da correção gramatical e do sentido do período, o emprego
de vírgula após “mundo”.

Comentário – Observe a alteração proposta pela banca: E considerar outras


formas de soberania que respondam melhor a um mundo que é caracterizado
ao mesmo tempo pela desigualdade e pela diversidade.
Sem o segmento que é, o sentido do substantivo “mundo” já
figurava limitado, restrito, qualificado pela expressão “caracterizado ao mesmo
tempo pela desigualdade e pela diversidade”. O enunciador não se referia a um
mundo qualquer, mas a um mundo específico, caracterizado por aquilo que foi
explicitado no texto.
A inclusão do pronome relativo e do verbo (que é) apenas
ressaltaria, por meio da oração subordinada adjetiva restritiva desenvolvida, o
caráter particular, específico atribuído ao substantivo “mundo”. E por se tratar
de uma oração adjetiva restritiva, a vírgula não deve ser empregada.
Portanto a manutenção da correção gramatical e do sentido do
período fica preservada sem a necessidade de vírgula após “mundo”.
Resposta – Item errado.
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[...]
10 A rigor, não há grande diferença entre o emprego
dessas duas palavras na psicanálise e no materialismo histórico.
[...]
Maria Rita Kehl. 18 crônicas e mais algumas.
São Paulo: Boitempo, 2011, p. 142 (com adaptações

24. (Cespe/PF/Agente/2012) Com correção gramatical, o período “A rigor (...)


histórico” (l.10-11) poderia, sem se contrariar a ideia original do texto, ser
assim reescrito: Caso se proceda com rigor, a análise desses conceitos,
verifica-se que não existe diferenças entre eles.

Comentário – Existe aqui uma série de erros. Vou me deter àquele que diz
respeito à pontuação. As vírgulas isolam a expressão “a análise desses
conceitos” erroneamente. Do modo como figura no enunciado, a expressão
desligada de um verbo não funciona nem como sujeito, nem como
complemento dele. Parece que a intenção tem a ver com o último caso e
deveria funcionar como complemento indireto da forma verbal “proceda”. Este
verbo é transitivo indireto no sentido de levar a efeito, executar, realizar. Mas
isso nos levaria a apontar outros problemas de construção sintática, os quais
se distanciam do foco desta aula sobre pontuação. De qualquer forma, já dá
para notar que a reescritura proposta pelo examinador está truncada.
Resposta – Item errado.

PONTO

I. Em relação ao mesmo parágrafo, é empregado no final de


cada período, indicando uma pausa mais longa entre as frases.

Ex.: A menina abriu os olhos pasmada. Suavemente avisado, o


cachorro estacou diante Del. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam. (Clarice
Lispector)

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II. Em relação a parágrafos distintos, assinala a passagem de


um conjunto de ideias a outro de natureza diversa.

Ex.: A monarquia se enterrava. Revogou-se, portanto, o exílio dos


Braganças, trouxeram-me para cá os ossos do velho monarca e de sua esposa.
E recebeu-se a visita do Rei Alberto, a quem ofereceram festas magníficas.
As finanças do Brasil não iam mal, permitiam despesas de
vulto. Iniciaram-se então as obras contra a seca do Nordeste, que logo foram
interrompidas. (Graciliano Ramos)

PONTO DE INTERROGAÇÃO

I. Usado nas interrogações diretas.

Ex.: Fazer o quê? O vazamento se dava entre o soalho e o forro,


não havia acesso possível. Onde descobrir um bombeiro em Londres, num
sábado à noite? (Fernando Sabino)

PONTO DE EXCLAMAÇÃO

I. Usa-se nos enunciados de entonação exclamativa, depois de


interjeições, vocativos, verbos no imperativo.

Ex.: Que linda manhã!


Ai! Essa doeu.
Filho! Vem aqui.
Avançar!

PONTO E VÍRGULA (pausa intermediária entre o ponto e a vírgula)

I. O emprego deste sinal de pontuação depende muito do


contexto. Em geral, podemos seguir as orientações abaixo quanto ao seu uso:

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a) para separar, numa série coordenada, elementos que já


estão anteriormente separados por vírgula, a fim de ressaltar a hierarquia
das informações:
Ex.: Encontramos na reunião: José, o presidente; Pedro, o vice;
Carlos, o primeiro-secretário; Francisco, o tesoureiro; e outros convidados.

b) para separar enumeração após dois pontos:


Ex.: Os alunos devem respeitar a seguintes regras:
– não fumar dentro do colégio;
– não fazer algazarras durante o intervalo;
– respeitar os funcionários e os colegas;
– trazer sempre o material escolar.

c) para separar as orações coordenadas sindéticas com


conjunção intercalada:
Ex.: Apressou-se; não chegou, porém, a tempo.
Veja como esta matéria foi cobrada em prova.

1 É evidente que vivemos em um momento prodigioso


da técnica, com transformações profundas das noções de espaço
e tempo; mas a política do espírito não acompanha esse
4 alargamento do mundo: pelo contrário, vemos dominar no
homem o encolhimento das fronteiras éticas e o esquecimento
de algumas ideias essenciais que fundam o humanismo. [...]
Adauto Novaes. Sobre tempo e história. In: Adauto
Novaes (Org.). Tempo e história. São Paulo: Companhia
das Letras, p. 14-5 (com adaptações).

25. (Cespe/IPAJM/Advogado/2010) A oposição de ideias introduzida pela


conjunção “mas” (l.3) impede que, em lugar do ponto e vírgula (l.3), seja
utilizado o sinal de ponto; por outro lado, o uso da vírgula depois de
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“técnica” (l.2) também impede que, no lugar de ponto e vírgula (l.3), seja
usada outra vírgula.

Comentário – Cunha e Cintra (2008:668) ensinam que se costuma utilizar


ponto e vírgula antes das conjunções adversativas (mas, porém, todavia,
contudo, no entanto etc.) e das conclusivas (logo, portanto, por isso, etc.)
para acentuar a ideia de oposição existente entre orações. Ele também é
utilizado para separar partes de um período, das quais uma pelo menos esteja
subdividida por vírgula. A utilização do ponto, que faria surgir outro período,
em nada comprometeria a oposição de ideias introduzida pela conjunção
adversativa “mas”. A utilização da vírgula no lugar do ponto e vírgula é
possível, mas isso não causaria o mesmo efeito entre nas relações sintáticas.
Resposta – Item errado.

[...]

[...]

26. (Cespe/PC-CE/Inspetor de Polícia/2012) Sem que haja prejuízo para o


sentido original do texto, “Isso” (L.24) pode ser corretamente substituído
por o que, desde que se substitua o ponto que antecede esse pronome
por ponto e vírgula.

Comentário – Veja como ficaria o que o examinador afirma: Por outro, o fato
de o império absorver povos diferentes faz que alguns de seus componentes
desejem destacar-se do conjunto; o que explica por que os impérios
perduram, racham, reconfiguram-se e caem.
Ao que parece, a nova redação enfatiza o desejo de alguns
componentes do conjunto de se destacarem dele como explicação do fato de
os impérios perdurarem, racharem, reconfigurarem-se e caírem.
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Antes, porém, a pausa mais intensa proporcionada pelo ponto e


a imediata iniciação de novo período com o pronome demonstrativo “Isso”
parece retomar toda a ideia anterior como explicação do fato de os impérios
perdurarem, racharem, reconfigurarem-se e caírem. Em outras palavras, tanto
a atitude do império absorvendo povos diferentes, quanto o desejo de alguns
componentes do conjunto de se destacarem dele servem de explicação.
Resposta – Item errado.

DOIS-PONTOS

I. Antes de uma citação.

Ex.: Disse Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém


vem ao Pai senão por mim”. (João 14:6)

II. Para introduzir a fala de uma personagem, no discurso direto.

Ex.: Sempre que o professor entra em sala ele diz:


– Essa moleza vai acabar.

III. Antes de uma enumeração.

Ex.: A dupla articulação da linguagem caracteriza-se: a) pela


combinação e b) pela comutação.

[...]

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[...]

27. (Cespe/Correios/Agente de Correios/2011 – adaptada) O sinal de


dois-pontos empregado após a palavra “eixos” (l.19) introduz uma oração
explicativa.

Comentário – Observe que o segmento logo após o sinal de dois-pontos nem


sequer traz um verbo: “trabalho, ciência, tecnologia e cultura”. Como, pois,
pode ser uma oração? Na verdade, a pontuação foi empregada para anunciar a
enumeração dos eixos.
Resposta – Item errado.

IV. Para esclarecer, explicar ou concluir o que foi dito.

Ex.: Todos já sabiam: ele não seria eleito.

[...]

28. (Cespe/PC-CE/Inspetor de Polícia/2012) Com os devidos ajustes de


maiúsculas e minúsculas, o ponto após “passados” (L.27) pode ser
substituído por dois-pontos sem que haja prejuízo para a correção
gramatical e o sentido original do texto.

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Comentário – O trecho ficaria assim: Pensar o império significa ressuscitá-lo


dos mundos passados: trata-se de considerar a multiplicidade de formas de
exercício do poder sobre um dado espaço. Note que a informação posterior aos
dois-pontos serve de esclarecimento ou conclusão do que foi dito antes.
Resposta – Item certo.

[...]

29. Preserva-se a correção gramatical do texto ao se substituírem os


dois-pontos, após a expressão “ou seja” (L.20), por vírgula.

Comentário – O sinal de dois-pontos introduz no texto um segmento de


natureza explicativa. A vírgula também serve para destacar explicação,
explanação, retificação. Portanto não há problema na substituição proposta
pelo examinador.
Resposta – Item certo.

V. Para separar uma oração subordinada substantiva apositiva.

Ex.: Só espero uma coisa: que você estude.

Veja como esta matéria foi cobrada em prova.

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1 Nós, seres humanos, somos seres sociais: vivemos


nosso cotidiano em contínua imbricação com o ser de outros.
Isso, em geral, admitimos sem reservas. Ao mesmo tempo,
4 seres humanos, somos indivíduos: vivemos nosso ser cotidiano
como um contínuo devir de experiências individuais
intransferíveis. [...]
Humberto Maturana. Biologia do fenômeno social: a
ontologia da realidade. Miriam Graciano (Trad.). Belo
Horizonte: UFMG, 2002, p. 195 (com adaptações).

30. (Cespe/MPU/Analista Administrativo/2010) Na linha 4, o sinal de


dois-pontos tem a função de introduzir uma explicação para as orações
anteriores; por isso, em seu lugar, poderia ser escrito porque, sem
prejuízo para a correção gramatical do texto ou para sua coerência.

Comentário – Não há problema para a coerência do texto, pois o emprego da


conjunção porque preserva o valor semântico explicativo. Mas a utilização do
conectivo no lugar do sinal de dois-pontos faria surgir uma vírgula
imediatamente antes para separar a oração coordenada sindética explicativa:

“Ao mesmo tempo, [como] seres humanos, somos indivíduos,


porque vivemos nosso ser cotidiano...”.

A esse respeito, leiam-se as lições dos consagrados Cunha e


Cintra em Nova gramática do português contemporâneo (2008:658-661):
“A vírgula marca uma pausa de pequena duração. Emprega-se
não só para separar elementos de uma oração, mas também orações de um só
período.
[...]
2. Entre orações, emprega-se a vírgula:
[...]
2º) Para separar as orações coordenadas sindéticas, salvo as
introduzidas pela conjunção e:

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– Não me disseste, mas eu vi. (A. Abelaria, QPN, 19.)

Ou elas tocavam, ou jogávamos os três, ou então lia-se alguma


cousa. (Machado de Assis, OC, II , 497.)

Não comas, que o tempo é chegado. (J. Saramago, MC, 356.)”

Pasquale e Ulisses, em Gramática da língua portuguesa


(1998:471), também concordam com esse ensinamento, pois afirmam:

“Separam-se por vírgula as orações coordenadas assindéticas e


as orações coordenadas sindéticas (grifo nosso), com exceção
das introduzidas pela conjunção e que não tenham sujeito
diferente do da oração anterior”.

Resposta – Item certo, conforme o gabarito oficial. Melhor seria a anulação.

RETICÊNCIAS

I. Para indicar certa indecisão, dúvida, surpresa na fala da


personagem.

Ex.: Jacó! Diga-me... você... me traiu?

II. Para indicar que, em um diálogo, a fala de uma personagem


foi interrompida pela fala de outra.

Ex.: – Já que todos deram sua opinião...


– Um momento, seu presidente, ainda falta eu.

III. Para sugerir ao leitor que dê continuidade à ideia suspensa.

Ex.: Quem não se comunica...

IV. Para indicar, em uma citação, que alguns trechos foram


suprimidos.
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Ex.: “Vou contar aos senhores [...], principiou Alexandre


amarrando o cigarro de palha.” (Graciliano Ramos)

[...]

31. (Cespe/STJ/Técnico Judiciário/Telecomunicações e Eletricidade/2012) O


ponto final empregado logo após “imprensa” poderia ser corretamente
substituído por reticências.

Comentário – É muito importante notar que o examinador focaliza a correção


gramatical, e não a alteração de sentido. Com o ponto final, a frase está
plenamente acabada; a ideia, completa. Com reticências, a ideia torna-se
suspensa, e o interlocutor é instigado a imaginar ou completar o sentido da
informação. Mas erro não existe.
Resposta – Item certo.

TRAVESSÃO

I. Nos diálogos, marca a mudança de interlocutor.

Ex.: – Quais são os símbolos da pátria?


– Que pátria?
– Da nossa pátria, ora bolas! (Paulo Mendes Campos)

II. Serve para isolar palavras, expressões explicativas, frases


intercaladas.

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Ex.: Mesmo com o tempo revoltoso – chovia, parava, chovia,


parava outra vez... – a claridade devia ser suficiente p’ra mulher ter avistado
mais alguma coisa. (Mário Palmério)

[...]

[...]

32. (Cespe/Correios/Agente de Correios/2011 – adaptada) Na linha 6, a


substituição do travessão por dois-pontos prejudicaria a correção
gramatical do texto.

Comentário – O travessão separou adequadamente uma enumeração que nos


ajuda a entender melhor, por meio da exemplificação, o sentido da expressão
“3.000 toneladas de lixo”. O sinal de dois-pontos também é adequado para tal
finalidade, observe: ...3.000 toneladas de lixo...: guimbas de cigarro, palitos
de picolé, cocô de cachorro e restos de alimentos. Portanto a substituição em
nada prejudicaria o texto.
Resposta – Item errado.

Atenção! Uso de travessões em vez de vírgulas

Muitas vezes, as vírgulas são substituídas por travessões. Isso


confere modernidade ao texto, além de deixá-lo mais claro. Veja:
1) E aquelas que ainda não tiveram a sua oportunidade – a sua
hora e sua vez, como diria mestre Rosa – ficam num desespero de "aparecer",
de "vencer", de "ser alguém". (Ser alguém, Rachel de Queiroz)

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2) Hoje é dia de falar das sogras, essas santas senhoras tão mal
compreendidas neste mundo de Deus. Acredite em tudo o que você sempre
ouviu falar de mal delas, que são perigosas; a melhor política, já que não se
pode matá-la – ainda –, é a distância. (Danuza Leão. Sogra X Sogra)
3) Como temos pouco poder e voz na arena internacional – e
temos cada vez menos –, os maus resultados por fazer a coisa certa de
maneira errada (para não dizer, errática, como no Mercosul, por exemplo)
permanecem restritos ao nosso território e pesam apenas sobre os nossos
próprios ombros. [...] E seu governo, em vez de fazer certa a coisa -
destravando os investimentos, para fazer a coisa certa, aumentar o
crescimento -, optou por um choque de demanda: [...]. (Marco Antonio Rocha.
O crescimento do Peru no pires. In: Estadão, 5/2/2007)

4) Ironia das ironias, o CMN (Conselho Monetário Nacional) decidiu,


alguns dias antes da semana do consumidor – comemora-se neste 15 de
março o Dia Internacional do Consumidor –, reduzir o rendimento das
cadernetas de poupança e, por tabela, do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço). (Maria Inês Dolci. Balas perdidas contra o consumido. In: Folha,
13/32007)
5) Primeiro, partindo do fato de que os êxitos da medicina estão
eliminando infecções que são das causas mais freqüentes de mortes – e com
isso alongam a vida média das pessoas –, coloca-se esta questão: a
contrapartida da vida mais longa costuma ser a convivência com doenças
crônicas, degenerativas e/ou desabilitantes; O que é mesmo a morte? E a
vida? (Washington Novaes. In: Estadão, 1/2/2008)

Você deve ter observado que, nos exemplos 3, 4 e 5, após o


travessão, há vírgula. Por quê? Experimente tirar o que está entre os
travessões. Você verá que a vírgula é obrigatória.

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Veja como essa matéria foi cobrada em prova.

1 Vale a apena rever certas crenças que se têm


multiplicado a respeito das chamadas emoções negativas.
Diferentemente do que alguns autores propõem, sublimá-las
4 não gera benefícios para a pessoa — essa atitude, aliás, tende
mais a trazer-lhe prejuízos à saúde. [...]
Planeta, jan./2010, p. 64-5 (com adaptações).

33. (Cespe/Inca/Cargos de Nível Superior/2010) O travessão empregado logo


após “pessoa” (l.4), usado para destacar a informação final do enunciado,
pode ser corretamente substituído por ponto e vírgula.

Comentário – O uso de travessão e ponto e vírgula acentua a hierarquia de


informações constantes em um período.
Cabe enfatizar também que o sinal de ponto e vírgula, que
indica uma pausa maior do que a vírgula e menor do que o ponto, é muito
usado entre orações que possuem sujeitos distintos. Em “essa atitude, aliás,
tende mais a trazer-lhe prejuízos à saúde”, o sujeito é o termo “essa atitude”;
em “sublimá-las não gera benefícios para a pessoa”, o sujeito (sob forma de
oração) é “sublimá-las”.
Resposta – Item certo.

1 A característica central da modernidade, não seria


demais repetir, é a institucionalização do universalismo — e
seu duplo, a igualdade — como princípio organizador da esfera
4 pública. [...]
Jeni Vaitsman. Desigualdades sociais e particularismos
na sociedade brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, Rio
de Janeiro, n.º 18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações).

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34. (Cespe/MPU/Analista Administrativo/2010) De acordo com as normas de


pontuação, seria correto empregar, nas linhas 2 e 3, vírgulas no lugar dos
travessões; entretanto, nesse caso, a leitura e a compreensão do trecho
poderiam ser prejudicadas, dada a existência da vírgula empregada após
“duplo”, no interior do trecho destacado entre travessões.

Comentário – Para separar segmento textual intercalado ou de valor


semântico explicativo, tanto os travessões quanto as vírgulas podem ser
utilizados. O uso dos travessões realmente é recomendado nas condições
explicitadas no enunciado.
Resposta – Item certo.

35. (Cespe/UERN/Agente Técnico Administrativo/2010) “Único bioma de


ocorrência exclusiva no Brasil, que já ocupou 10% do território nacional, a
caatinga experimenta um processo acelerado de desmatamento — que
pode significar a desertificação do semiárido nordestino.”

Prejudica-se a correção gramatical ao se substituir o travessão por


vírgula.

Comentário – O travessão separa oração adjetiva explicativa. Lembre-se de


que a vírgula também pode separar segmento textual de natureza explicativa.
Por isso a substituição não prejudica a correção gramatical.
Resposta – Item errado.

PARÊNTESES

I. Nas indicações bibliográficas.

Ex.: “Sede assim qualquer coisa serena, isenta, fiel.” (MEIRELLES,


Cecília. Flor de poemas. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1972, p. 109.)
II. Nas indicações cênicas dos textos teatrais.

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Ex.: – Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos, com


os olhos fora das órbitas. Amália se volta.) (G. Figueiredo)

III. Para isolar termos e orações intercaladas de natureza


semântica explicativa.

Ex.: “... e a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-lo,


morrendo de fome.” (Clarice Lispector)

Veja como a matéria foi cobrada em prova.

36. (Cespe/DPU/Agente Administrativo/2010) As opções que se seguem


apresentam trechos adaptados do editorial do Jornal do Brasil de
19/4/2010. Assinale a opção em que os sinais de pontuação são
empregados corretamente.

A) A boa notícia para os novos beneficiários do progresso do país é que o


salário médio de quem está entrando no mercado aponta tendência de
alta, com o chamado aumento real (já descontado o INPC).
B) No último trimestre, houve aumento de 4,37% em relação ao mesmo
período de 2009, com o valor médio saindo de R$ 782,53 para R$ 816,70.
Há previsões de que o país, atinja um crescimento anual na casa dos 2
milhões de postos no ano de 2010.
C) Mais gente empregada, produzindo significa perspectiva de geração de
riqueza, crescimento no produto interno bruto mais gente ocupada e longe
do desespero e das tentações do crime, um povo com a autoestima em
alta.
D) Não faltam estudos que mostram, um melhor desempenho escolar das
crianças quando elas não têm de ver o pai em casa, de braços cruzados,
abatido, porque não tem uma fonte de renda para sustentar sua família.

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E) Não é preciso pesquisar muito para perceber que, com mais gente
trabalhando, os gastos com assistência social e mesmo com remédios
contra doenças de fundo nervoso, são significativamente reduzidos
quando as pessoas estão mais ocupadas com trabalho.

Comentário – Alternativa A: está perfeita. A vírgula depois de “alta” separa


segmento de natureza adverbial que indica a causa do aumento do salário
médio. O que surge entre parênteses possui valor semântico explicativo,
esclarece o que vem a ser o “aumento real”. Ressalte-se que expressão com
esse sentido pode ser isolada também por travessões ou vírgulas.
Alternativa B: a vírgula que separa o sujeito “o país” do verbo
“atinja” está mal empregada. Nunca ouse separar por meio da pontuação o
sujeito do verbo. Isso é um erro grosseiro.
Alternativa C: faltou uma vírgula entre o adjetivo “bruto” e o
pronome indefinido “mais” para separar adequadamente a sequência de
expressões que funcionam como complementos do verbo “significa” (significa o
quê?): “perspectiva de geração de riqueza, crescimento no produto interno
bruto, mais gente ocupada e longe do desespero e das tentações do crime, um
povo com a autoestima em alta”. A vírgula deve separar termos coordenados
que exercem a mesma função sintática na oração.
Alternativa D: também caracteriza erro grosseiro a separação
do verbo e do seu objeto por meio da pontuação: “estudos que mostram [o
quê?], um melhor desempenho”. Não deve haver essa vírgula.
Alternativa E: não importa a extensão do sujeito, ele não deve
ser separado do verbo por meio da pontuação: “os gastos com assistência
social e mesmo com remédios contra doenças de fundo nervoso, são
significativamente reduzidos”.
Resposta – A

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ASPAS

I. Para indicar citações.

Ex.: “Viver é lutar”, disse Gonçalves Dias.

II. Para assinalar neologismos, estrangeirismos, gírias etc.

Ex.: Havia um “play-ground” excelente.


Ele era o que mais “colava” na prova.

III. Citar títulos de obras artísticas ou científicas.

Ex.: “Vidas Secas” ganhou vários prêmios.

IV. Para indicar ironia.

Ex.: Com um “amigo” desses...

Veja como esta matéria já foi cobrada em prova.

[...] Mas qual estratégia


se deveria adotar para não sentir a raiva e, assim, fugir da
16 armadilha que essa atitude representa para a saúde? A escolha
é, em geral, uma questão de personalidade, mas também sofre
a influência das circunstâncias pelas quais a pessoa está
19 passando. “Eu não recomendaria gritar com o chefe. Essa não
é a melhor solução.”, diz uma cientista que liderou estudo a
esse respeito.

Planeta, jan./2010, p. 64-5 (com adaptações).

37. (Cespe/Inca/Cargos de Nível Superior/2010) Mantém-se o respeito à


coerência textual e às regras gramaticais ao se retirarem as aspas da
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citação final do texto, nas linhas de 19 a 21, reescrevendo-a do seguinte


modo: Uma cientista que liderou estudo a esse respeito diz que não
recomendaria gritar com o chefe, pois essa não é a melhor solução.

Comentário – Usam-se aspas também em citações ou transcrições textuais,


indicando diretamente (discurso direto) a fala de alguém. Foi isso o que
ocorreu no texto em relação ao discurso de uma cientista.
O que a banca propôs foi a paráfrase da passagem. O Cespe
mudou o discurso direto pelo indireto. Neste, a fala da cientista foi reproduzida
pelo autor da matéria, o que dispensou as aspas.
Também é digna de nota a substituição do ponto após “chefe”
pela vírgula, que agora une em um mesmo período as orações que constituem
o discurso da cientista. Isso foi possível porque, no original, a segunda oração
(“Essa não é a melhor solução”) serve de justificativa à anterior (“Eu não
recomendaria gritar com o chefe”).
Resposta – Item certo.

[...]

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38. (Cespe/TJ-ES/Analista Judiciário/Letras/2011) As aspas em ‘nós e os


outros’ são usadas para realçar ironicamente essa expressão, revelando o
posicionamento crítico do autor em relação ao tema por ele tratado.

Comentário – Ensinando sobre o adequado emprego dos sinais de pontuação,


o consagrado gramático Cegalla (2008:434) diz que “Costuma-se aspear
expressões ou conceitos que se deseja pôr em evidência”. O autor brinda-nos
com os exemplos seguintes:

Miguel Ângelo, “o homem das três almas”... (Carlos de Laet)

Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de “menino diabo”.


(Machado de Assis)

País algum sobrevive sob o insensato refrão de que “é proibido


proibir”. (Dom Eugênio Sales)

Foi apenas nesse sentido que as aspas foram usadas na


expressão apontada pelo examinador.
Resposta – Item errado.

Então, o que você achou das questões? Depois de ter estudado


com empenho a matéria, tudo fica mais fácil, certo?
Fique com Deus e até o próximo encontro!

Albert Iglésia

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Lista das Questões Comentadas

1 A participação das mulheres no mercado de trabalho


tem-se ampliado nas últimas décadas, todavia elas ainda
enfrentam processos de segregação ocupacional horizontal e
4 vertical de gênero, marcados, entre outros aspectos, por
discriminação, precarização, desigualdades salariais e
desvalorização profissional. A divisão do trabalho doméstico,
7 a socialização de homens e mulheres e as relações de poder
entre os gêneros são aspectos que contribuem para a construção
[...]
Nanci Stancki Silva. Engenharias no Brasil: mudanças no perfil de
gênero? Internet: <www.fazendogenero.ufsc.br> (com adaptações).

1. (Cespe/Câmara dos Deputados/Analista/2012) No trecho “A divisão do


trabalho doméstico, a socialização de homens e mulheres e as relações de
poder entre os gêneros” (l.6-8), o emprego da vírgula no lugar do
conectivo “e”, em “homens e mulheres”, não alteraria a relação
semântico-sintática entre os termos da oração.

[...]

[...]

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2. (Cespe/TC-DF/Auditor de Controle Externo/2012) Justifica-se o emprego


da vírgula logo após “mas” (L.18) para enfatizar o sentido de contraste
introduzido por essa conjunção, razão por que a supressão desse sinal de
pontuação não acarretaria prejuízo gramatical ao texto.

1 A expansão da telefonia celular, impulsionada pela


privatização do sistema TELEBRAS, em 1998, está entre as
maiores conquistas da economia brasileira nas últimas duas
4 décadas. [...]
Veja, 25/7/2012, p. 70-1 (com adaptações).

3. (Cespe/Anatel/Analista Administrativo/2012) Feitas as necessárias


adaptações na grafia das palavras, o adjunto adverbial “em 1998” (L.2)
poderia ser deslocado, seguido da vírgula, para o início do parágrafo, sem
que o sentido original e a correção gramatical do texto fossem
prejudicados.

[...]

4. (Cespe/PC-CE/Inspetor de Polícia/2012) A vírgula após “Ora” (L.3) pode


ser suprimida sem prejuízo para a correção gramatical e para o sentido
original do texto.

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[...]

[...]

5. (Cespe/Correios/Agente de Correios/2011 – adaptada) Com a supressão


da vírgula logo após a palavra “pedagógica” (l.20), seriam preservados o
sentido e a correção gramatical do texto.

[...]

[...]

6. (Cespe/TJ-RR/Nível Superior/2012) A omissão da vírgula empregada após


a palavra “defesa” (L.7) acarretaria incorreção gramatical.

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1 Enviar informações para um território de


8,514 milhões de km2, colocando em contato mais de
190 milhões de habitantes, e, além disso, gerar riqueza e
4 avanço social não são tarefa fácil. [...]
Internet: <www.ipea.gov.br> (com adaptações).

7. (Cespe/Anatel/Técnico Administrativo/2012) O emprego de vírgulas para


isolar o segmento “colocando em contato mais de 190 milhões de
habitantes” (L.2-3) justifica-se por isolar oração reduzida de gerúndio
intercalada.

1 A despeito da retórica que chama atenção para


avanços obtidos pelo país no plano econômico, é mais do que
evidente que o Brasil ainda se enquadra no elenco dos
4 chamados países em desenvolvimento, com índices
verdadeiramente escandalosos em termos de qualidade de vida,
saúde e educação, com significativa parcela da população
7 alijada do que os estudiosos costumam designar como mínimo
existencial para uma vida digna.
Ressalte-se que a doutrina diverge quando se trata de
10 estabelecer a acepção do termo democracia. Apesar das
divergências acerca de conceitos, teses ou doutrinas, há
consenso de que a democracia constitui a melhor forma de
13 governo de um Estado, visto que impede atos de violência e de
intolerância, buscando a integração e a inclusão. Cumpre
acrescentar que, no enfrentamento do desafio de inclusão
16 social, emerge cristalina a necessidade de fortalecer as
instituições democráticas.
Nessa linha de pensamento em que se procura reverter
19 um processo de descrença, a defensoria pública, erigida na
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Constituição Federal de 1988 (CF) à condição de instituição


essencial à justiça, precisa preencher relevante espaço no
22 compromisso constitucional de redução das desigualdades, com
promoção do integral acesso à justiça. [...]
Tatiana de Carvalho Camilher. O papel da defensoria pública para
a inclusão social rumo à concretização do estado democrático
e direito. Internet: <www.conpedi.org> (com adaptações).

8. (Cespe/DPU/Analista Técnico Administrativo/2010 – adaptada) Quanto à


pontuação empregada no texto, assinale a opção correta.

A) O emprego de vírgula logo após o vocábulo “Brasil” (l.3) manteria a


correção gramatical do texto.
B) Caso se desejasse intensificar a ênfase ao que se destaca no texto, seria
correto empregar vírgula logo após o termo “Ressalte-se” (l.9).
C) A vírgula empregada logo após o vocábulo “que” (l.15) é obrigatória.
D) A supressão da vírgula logo após “pública” (l.19) manteria a correção
gramatical e o sentido original do texto.

1 A História não é feita apenas de brados retumbantes,


de grandes decisões. Ela também é tecida pelo fio do acaso.
Existiria Brasília se o candidato a presidente Juscelino
4 Kubitschek não fizesse um comício, em 4 de abril de 1955, em
Jataí, Goiás? Ali, depois dos discursos, JK se colocou à
disposição para ouvir perguntas de eleitores. Foi quando
7 Antônio Soares Neto, o Toniquinho, quis saber se o candidato
cumpriria o dispositivo da Constituição (de 1946) que previa
a mudança da capital para o Planalto Central. JK assumiu na
10 hora o compromisso, como desejava a plateia. E cumpriu a
promessa.

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Na lista dos aspectos positivos do projeto de Brasília,


13 é preciso destacar a libertação do país do enorme poder de
atração do litoral.
Com a nova cidade, o Brasil afinal se voltou para seu
16 interior, e a fronteira agrícola pôde se mover em direção ao
Centro-Oeste e ao Norte.
O Globo, 21/4/2010 (com adaptações).

9. (Cespe/DPU/Agente Administrativo/2010) Em relação ao emprego dos


sinais de pontuação no texto acima, assinale a opção correta.

A) A vírgula após “interior” (l.16) justifica-se porque isola um aposto


oracional.
B) A vírgula na linha 1 justifica-se por isolar adjunto adverbial subsequente.
C) A expressão “em 4 de abril de 1955” (l.4) está entre vírgulas por ser um
dos elementos de uma enumeração.
D) O termo “o Toniquinho” (l.7) está isolado por vírgulas por se tratar de
vocativo.
E) O emprego de vírgula logo após “Brasília” (l.12) justifica-se porque isola
adjunto adverbial anteposto à oração principal.

[...] Ao estabelecer a obrigatoriedade na


realização dos exames pré-admissional, periódico e
7 demissional do trabalhador, criou recursos médico-periciais
voltados à identificação do nexo da causalidade entre os danos
sofridos e a ocupação desempenhada.
Elias Tavares de Araújo. Perícia médica. In: José E. Assad (Coord.). Desafios
éticos. Brasília: Conselho Federal de Medicina, 1993, p. 241 (com adaptações).

10. (Cespe/Inca/Cargos de Nível Superior/2010) A vírgula logo depois de


“trabalhador” (l.7) é opcional e sua retirada preservaria a correção

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gramatical do texto, pois os três termos da enumeração que ela tem


função de marcar já estão separados pela conjunção “e”: “exames
pré-admissional, periódico e demissional do trabalhador” (l.6-7).

11. (Cespe/DPU/Agente Administrativo/2010 – adaptada) O trecho seguinte é


adaptado do editorial do Jornal Zero Hora (RS) de 20/4/2010. Julgue-o
quanto à correção gramatical.

Esta ferramenta está disponível a custo mínimo para partidos candidatos


cabos eleitorais e cidadões comuns. A eleição de 2010 será também um
teste para a qualidade dos eleitores, para a obediência às leis do país e
para o uso adequado das novas tecnologias em favor da democracia.

1 Afirma-se que a inovação e, particularmente, seus


produtos tecnológicos estimulam a competitividade e, dessa
forma, contribuem para o crescimento econômico do país.
4 Consequentemente, a competitividade é erigida em valor
supremo da vida social, como se fosse uma lei da natureza
imanente à espécie humana. Omite-se, propositadamente,
7 que o mais longo período da história da vida humana foi
orientado pela cooperação e solidariedade, valores
fundamentais para a sobrevivência da espécie. [...]
Henrique Rattner. Tecnologia e sociedade. In: Internet:
<www.espacoacademico.com.br> (com adaptações).

12. (Cespe/IPAJM/Advogado/2010) A vírgula logo depois de “solidariedade”


(l.8) é obrigatória porque a oração que a segue tem valor explicativo e
corresponde a que são valores [...].

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13. (Cespe/DPU/Agente Administrativo/2010 – adaptada) O trecho a seguir é


adaptado do editorial d’O Estado de S. Paulo de 22/4/2010.
Julgue-o quanto às normas gramaticais da língua portuguesa padrão.

Mesmo São Paulo, onde por determinação do governo estadual o combate


a dengue é ininterrupto, houve mais de 34 mil casos da doença, no
primeiro trimestre e 15 mortes. No primeiro trimestre de 2008, quando o
país vivia um dos piores surtos de dengue, o estado registrou apenas
1.297 casos da doença.

[...] A ocultação, pela


13 indústria do asbesto (amianto), dos perigos representados por
seus produtos provavelmente custou tantas vidas quanto as
destruídas por todos os assassinatos ocorridos nos Estados
16 Unidos da América durante uma década inteira; e outros
produtos perigosos, como o cigarro, também provocam, a cada
ano, mais mortes do que essas.
James William Coleman. A elite do crime. 5.ª ed.,
São Paulo: Manole, 2005, p. 1 (com adaptações).

14. (Cespe/MPU/Técnico Administrativo/2010) Não haveria prejuízo para o


sentido original do texto nem para a correção gramatical caso a expressão
“a cada ano” (L.17-18) fosse deslocada, com as vírgulas que a isolam,
para imediatamente depois de “e” (L.16).

Nos itens a seguir, são apresentados trechos adaptados de jornal de


grande circulação. Julgue-os quanto à correção gramatical.

15. (Cespe/MPU/Técnico Administrativo/2010) A legislação brasileira proíbe


que menores de catorze anos trabalhem, mas, segundo dados do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), havia, em 2008, um total de

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993 mil crianças entre cinco e treze anos nessa situação. Em uma faixa
etária mais ampla, até dezessete anos, quando se espera que os jovens
ainda estejam estudando, foram contabilizados, ao todo, 4,5 milhões de
crianças e adolescentes no exercício de algum tipo de trabalho.

16. (Cespe/MPU/Técnico Administrativo/2010) Visto apenas pelo ângulo


econômico, o problema da exploração da mão de obra infantil, é ao
mesmo tempo reflexo e impecílio para o desenvolvimento. Quando
crianças e adolescentes deixam de estudar para entrar precocemente no
mercado de trabalho, trocam um futuro mais promissor pelo ganho
imediato.

[...]
No lugar de alta carga tributária e estrutura de impostos
inadequada, o país deve priorizar investimentos que expandam
16 a produção e contribuam simultaneamente para o aumento de
produtividade, como é o caso dos gastos com educação. É dessa
forma que são criadas boas oportunidades de trabalho,
19 geradoras de renda, de maneira sustentável.
O Globo, Editorial, 12/7/2010 (com adaptações).

17. (Cespe/MPU/Técnico Administrativo/2010) A ausência de vírgula logo após


o termo “investimentos” (L.15) permite concluir que, segundo o autor do
texto, é necessário que, no Brasil, sejam priorizados investimentos
voltados para a expansão da produção e para o aumento da
produtividade.

[...] O movimento da
vida passa a ser uma efervescência constante e as mudanças a
ocorrer em ritmo quase esquizofrênico, determinando os
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10 valores fugidios de uma ordem temporal marcada pela


efemeridade. Como tentativas de acompanhar essa velocidade
vertiginosa que marca o processo de constituição da sociedade
13 hipermoderna, surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a
fluidez das relações interpessoais. [...]
Renato Nunes Bittencourt. Consumo para o vazio existencial.
In: Filosofia, ano V, n. 48, p. 46-8 (com adaptações).

18. (Cespe/MPU/Analista Administrativo/2010) A ausência de vírgula depois


de “vertiginosa” (l.12) indica que a oração iniciada por “que marca” (l.12)
restringe a ideia de “velocidade vertiginosa” (l.11-12).

19. (Cespe/UERN/Agente Técnico Administrativo/2010) “Quase dois terços da


área sob risco de desertificação no Brasil estão na caatinga, que já teve, a
exemplo do cerrado, aproximadamente metade de sua extensão, que é de
826.000 km², destruída.”

O segmento “que é de 826.000 km²” está entre vírgulas porque é um


aposto.

20. (Cespe/CEF/Advogado/2010) “No final do ano passado, o Conselho


Nacional de Justiça e o Supremo Tribunal Federal (STF) lançaram a
campanha Começar de Novo para sensibilizar a população para a
necessidade da recolocação, no mercado de trabalho e na sociedade, do
preso libertado após cumprimento da pena.”

A retirada da vírgula empregada logo após “sociedade” prejudicaria a


correção gramatical do texto.

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21. (Cespe/BRB/Advogado/2010) “O mundo moderno, caracterizado pela


globalização, pela revolução tecnológica e pelo avanço irrestrito da
Internet, sinaliza uma crise mundial complexa, multidimensional, cujas
facetas afetam inexoravelmente nossa saúde, nosso modo de vida e a
qualidade do meio ambiente e das relações sociais,políticas e
econômicas.”

Uma forma correta de se evitar a repetição da conjunção e no primeiro


período sintático do texto seria a substituição de sua ocorrência depois de
“vida” por vírgula, deixando-se todos os termos da enumeração iniciada
por “nossa saúde” separados por vírgula.

22. (Cespe/MPS/Análise de Comprovantes de Repasse e Parcelamento/2010)


“No entanto, nem tudo está perdido. Nós, humanos, podemos ser apenas
pobres mortais, mas temos uma ferramenta que nos permite controlar, se
não o tempo, nossa própria existência. Essa ferramenta se chama
consciência”

As vírgulas que separam o vocábulo “humanos” do restante da oração


poderiam ser omitidas sem que houvesse prejuízo para a correção
gramatical do texto.

[...]

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23. (Cespe/PC-CE/Inspetor de Polícia/2012) Na linha 33, caso se insira, antes


de “caracterizado”, o segmento que é, será necessário, para a
manutenção da correção gramatical e do sentido do período, o emprego
de vírgula após “mundo”.

[...]
10 A rigor, não há grande diferença entre o emprego
dessas duas palavras na psicanálise e no materialismo histórico.
[...]
Maria Rita Kehl. 18 crônicas e mais algumas.
São Paulo: Boitempo, 2011, p. 142 (com adaptações

24. (Cespe/PF/Agente/2012) Com correção gramatical, o período “A rigor (...)


histórico” (l.10-11) poderia, sem se contrariar a ideia original do texto, ser
assim reescrito: Caso se proceda com rigor, a análise desses conceitos,
verifica-se que não existe diferenças entre eles.

1 É evidente que vivemos em um momento prodigioso


da técnica, com transformações profundas das noções de espaço

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e tempo; mas a política do espírito não acompanha esse


4 alargamento do mundo: pelo contrário, vemos dominar no
homem o encolhimento das fronteiras éticas e o esquecimento
de algumas ideias essenciais que fundam o humanismo. [...]
Adauto Novaes. Sobre tempo e história. In: Adauto
Novaes (Org.). Tempo e história. São Paulo: Companhia
das Letras, p. 14-5 (com adaptações).

25. (Cespe/IPAJM/Advogado/2010) A oposição de ideias introduzida pela


conjunção “mas” (l.3) impede que, em lugar do ponto e vírgula (l.3), seja
utilizado o sinal de ponto; por outro lado, o uso da vírgula depois de
“técnica” (l.2) também impede que, no lugar de ponto e vírgula (l.3), seja
usada outra vírgula.

[...]

[...]

26. (Cespe/PC-CE/Inspetor de Polícia/2012) Sem que haja prejuízo para o


sentido original do texto, “Isso” (L.24) pode ser corretamente substituído
por o que, desde que se substitua o ponto que antecede esse pronome
por ponto e vírgula.

[...]

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[...]

27. (Cespe/Correios/Agente de Correios/2011 – adaptada) O sinal de


dois-pontos empregado após a palavra “eixos” (l.19) introduz uma oração
explicativa.

[...]

28. (Cespe/PC-CE/Inspetor de Polícia/2012) Com os devidos ajustes de


maiúsculas e minúsculas, o ponto após “passados” (L.27) pode ser
substituído por dois-pontos sem que haja prejuízo para a correção
gramatical e o sentido original do texto.

[...]

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29. Preserva-se a correção gramatical do texto ao se substituírem os


dois-pontos, após a expressão “ou seja” (L.20), por vírgula.

1 Nós, seres humanos, somos seres sociais: vivemos


nosso cotidiano em contínua imbricação com o ser de outros.
Isso, em geral, admitimos sem reservas. Ao mesmo tempo,
4 seres humanos, somos indivíduos: vivemos nosso ser cotidiano
como um contínuo devir de experiências individuais
intransferíveis. [...]
Humberto Maturana. Biologia do fenômeno social: a
ontologia da realidade. Miriam Graciano (Trad.). Belo
Horizonte: UFMG, 2002, p. 195 (com adaptações).

30. (Cespe/MPU/Analista Administrativo/2010) Na linha 4, o sinal de


dois-pontos tem a função de introduzir uma explicação para as orações
anteriores; por isso, em seu lugar, poderia ser escrito porque, sem
prejuízo para a correção gramatical do texto ou para sua coerência.

[...]

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31. (Cespe/STJ/Técnico Judiciário/Telecomunicações e Eletricidade/2012) O


ponto final empregado logo após “imprensa” poderia ser corretamente
substituído por reticências.

[...]

[...]

32. (Cespe/Correios/Agente de Correios/2011 – adaptada) Na linha 6, a


substituição do travessão por dois-pontos prejudicaria a correção
gramatical do texto.

1 Vale a apena rever certas crenças que se têm


multiplicado a respeito das chamadas emoções negativas.
Diferentemente do que alguns autores propõem, sublimá-las
4 não gera benefícios para a pessoa — essa atitude, aliás, tende
mais a trazer-lhe prejuízos à saúde. [...]
Planeta, jan./2010, p. 64-5 (com adaptações).

33. (Cespe/Inca/Cargos de Nível Superior/2010) O travessão empregado logo


após “pessoa” (l.4), usado para destacar a informação final do enunciado,
pode ser corretamente substituído por ponto e vírgula.

1 A característica central da modernidade, não seria


demais repetir, é a institucionalização do universalismo — e

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seu duplo, a igualdade — como princípio organizador da esfera


4 pública. [...]
Jeni Vaitsman. Desigualdades sociais e particularismos
na sociedade brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, Rio
de Janeiro, n.º 18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações).

34. (Cespe/MPU/Analista Administrativo/2010) De acordo com as normas de


pontuação, seria correto empregar, nas linhas 2 e 3, vírgulas no lugar dos
travessões; entretanto, nesse caso, a leitura e a compreensão do trecho
poderiam ser prejudicadas, dada a existência da vírgula empregada após
“duplo”, no interior do trecho destacado entre travessões.

35. (Cespe/UERN/Agente Técnico Administrativo/2010) “Único bioma de


ocorrência exclusiva no Brasil, que já ocupou 10% do território nacional, a
caatinga experimenta um processo acelerado de desmatamento — que
pode significar a desertificação do semiárido nordestino.”

Prejudica-se a correção gramatical ao se substituir o travessão por


vírgula.

36. (Cespe/DPU/Agente Administrativo/2010) As opções que se seguem


apresentam trechos adaptados do editorial do Jornal do Brasil de
19/4/2010. Assinale a opção em que os sinais de pontuação são
empregados corretamente.

A) A boa notícia para os novos beneficiários do progresso do país é que o


salário médio de quem está entrando no mercado aponta tendência de
alta, com o chamado aumento real (já descontado o INPC).
B) No último trimestre, houve aumento de 4,37% em relação ao mesmo
período de 2009, com o valor médio saindo de R$ 782,53 para R$ 816,70.

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Há previsões de que o país, atinja um crescimento anual na casa dos 2


milhões de postos no ano de 2010.
C) Mais gente empregada, produzindo significa perspectiva de geração de
riqueza, crescimento no produto interno bruto mais gente ocupada e longe
do desespero e das tentações do crime, um povo com a autoestima em
alta.
D) Não faltam estudos que mostram, um melhor desempenho escolar das
crianças quando elas não têm de ver o pai em casa, de braços cruzados,
abatido, porque não tem uma fonte de renda para sustentar sua família.
E) Não é preciso pesquisar muito para perceber que, com mais gente
trabalhando, os gastos com assistência social e mesmo com remédios
contra doenças de fundo nervoso, são significativamente reduzidos
quando as pessoas estão mais ocupadas com trabalho.

[...] Mas qual estratégia


se deveria adotar para não sentir a raiva e, assim, fugir da
16 armadilha que essa atitude representa para a saúde? A escolha
é, em geral, uma questão de personalidade, mas também sofre
a influência das circunstâncias pelas quais a pessoa está
19 passando. “Eu não recomendaria gritar com o chefe. Essa não
é a melhor solução.”, diz uma cientista que liderou estudo a
esse respeito.
Planeta, jan./2010, p. 64-5 (com adaptações).

37. (Cespe/Inca/Cargos de Nível Superior/2010) Mantém-se o respeito à


coerência textual e às regras gramaticais ao se retirarem as aspas da
citação final do texto, nas linhas de 19 a 21, reescrevendo-a do seguinte
modo: Uma cientista que liderou estudo a esse respeito diz que não
recomendaria gritar com o chefe, pois essa não é a melhor solução.

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[...]

38. (Cespe/TJ-ES/Analista Judiciário/Letras/2011) As aspas em ‘nós e os


outros’ são usadas para realçar ironicamente essa expressão, revelando o
posicionamento crítico do autor em relação ao tema por ele tratado.

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Gabarito das Questões Comentadas

1. Item errado 29. Item certo


2. Item errado 30. Item certo (com ressalva)
3. Item errado 31. Item certo
4. Item errado 32. Item errado
5. Item errado 33. Item certo
6. Item certo 34. Item certo
7. Item certo 35. Item errado
8. C 36. A
9. E 37. Item certo
10. Item errado 38. Item errado
11. Item errado
12. Item certo
13. Item errado
14. Item certo
15. Item certo
16. Item errado
17. Item certo
18. Item certo
19. Item errado
20. Item certo
21. Item certo
22. Item errado
23. Item errado
24. Item errado
25. Item errado
26. Item errado
27. Item errado
28. Item certo

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