CNH - RENOVAÇÃO - DIREÇÃO DEFENSIVA E PRIMEIROS SOCORROS

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PRIMEIROS SOCORROS
DENATRAN - Direção defensiva DENATRAN - Primeiros socorros

DIREÇÃO DEFENSIVA
Abordagens do CTB – 10 (dez) horas/aula Dirigir Defensivamente: dirigir de modo a evitar acidentes, apesar dos erros dos outros condutores e condições adversas do trânsito e do tempo, preservando a vida humana e o meio ambiente O Condutor defensivo é aquele que adota procedimentos preventivos no trânsito, sempre com cautela e civilidade. Dirige sempre pensando em segurança, em prevenir acidentes, independente dos fatores externos e das condições adversas que possam estar presentes. 1. CONDIÇÕES ADVERSAS Conceito –São condições desfavoráveis ou inadequadas no trânsito, que se não forem tratadas com atenção, certamente serão propiciadoras de acidentes. 1.1 - São condições Adversas - Luz - Tempo - Estrada - Trânsito - Veículo - Motorista - Carga a) Condições Adversas de Luz:

Caracterizada pela intensidade ou refluxo da luz natural (solar) ou artificial (faróis) que pode provocar ofuscamento da visão. Este ofuscamento causa a contração da pupila, ocasionando a perda momentânea, parcial ou total da visão, dificultando o condutor de ver; b) Condições Adversas de Tempo ou Clima: Compreende as condições climáticas: ocorrências de chuvas, neblina, vento forte que constitua dificuldades no dirigir, seja em via urbana ou rural. Esta condição exige do condutor maior perícia para realizar qualquer manobra, assim, o condutor deve dirigir com maior atenção e cuidado; c) Condições Adversas de Estrada (via): Envolve a maneira como foi construída, contorno da via, largura e espécie apresentada, são elas: - Tipos e condições de pavimentação - Largura e número de pistas - Tipo de via (simples, dupla ou free-way - Curvas, cruzamentos, lombadas - Aclives e declives; - Posicionamento de Objetos fixos no entorno; e - Sinalização. d) Condições Adversas de Trânsito: Envolve a presença de outros usuários interferindo no comportamento do condutor, criando problemas no fluxo normal como: - Congestionamentos - Hora do Rush - Feriados e Finais de semana prolongados; - Tipos de veículos. e) Condições Adversas de Veículos: É a condição em que se encontra o próprio veículo, caracterizado por defeitos apresentados que podem ocasionar acidentes. As principais falhas mecânicas causadoras de acidentes são:

- Pneus gastos - Má calibragem dos pneus - Freios desgastados - Vazamento de óleo - Lâmpadas queimadas - e outros; f) Condições Adversas de Condutor: Compreende a alteração temporária do estado físico e psíquico do condutor, a qual pode afetar a sua habilidade em satisfazer todas as exigências da tarefa de dirigir e manter o controle do veículo. O condutor é responsável tanto pela sua segurança, quanto pela segurança dos demais usuários da via. A falha humana acontece, principalmente, por deficiência de qualificação. Fatores que alteram a habilidade do condutor - Dirigir em estado emotivo alterado; - Dirigir cansado - Dirigir por longos períodos - Dirigir após tomar algum medicamento - Dirigir alcoolizado ou sob efeito de substâncias tóxicas; g) Condições Adversas de Carga: - Carga mal arrumada; - Carga em excesso - Carga mal amarrada ACIDENTE EVITÁVEL É aquele em que você deixou de fazer tudo que razoavelmente poderia ter feito para evitá-lo. 2. COMO EVITAR ACIDENTES Para que uma viagem (curta ou longa) transcorra sem acidente de trânsito é preciso obedecer às normas, regras e regulamentos do CTB.

Muitas vezes, praticamos Direção Defensiva sem que a percebamos. Mas a Direção Defensiva necessária para evitar o acidente de trânsito requer, conhecimento, atenção, previsão, decisão e habilidade para que o motorista possa conhecer e identificar situações geradoras de acidentes, bem como, uma pronta decisão e habilidade necessária para sua autoproteção. a) Conhecimento: - Das leis e normas de trânsito - Das particularidades do veículo - Das condições adversas; b) Atenção: - A sinalização - O comportamento dos demais condutores - Comportamento de pedestres, ciclistas e demais veículos não motorizados - As possíveis e prováveis condições adversas; c) Previsão: Na direção defensiva a Previsão ocorre simultaneamente com a Atenção Na exata medida que a Atenção vai mapeando o terreno, o cérebro tenta Prever e Antecipar possíveis acontecimentos, de modo a poder Agir prontamente, se necessário, para não ser tomado de surpresa; d) Decisão:

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A Decisão Correta, é a meta da direção defensiva

- Uma boa percepção das situações implica um rápido exame das alternativas de ações e na escolha inteligente a tempo de evitar o acidente; e) Habilidade/Ação: - Significa operar os controles do veiculo e executar com perícia qualquer manobra básica de condução do veiculo.

2.1 - Dentre os principais problemas geradores de acidentes temos: a) Imprudência: Dirigir sob o efeito de álcool ou substância entorpecente; O álcool altera a capacidade de auto-avaliação, de percepção e de coordenação motora, afeta vários órgãos do corpo humano, principalmente o cérebro. As drogas são substâncias que alteram o comportamento do motorista chegando a provocar diversos efeitos : sono, euforia, etc. A alteração temporária do estado físico e psíquico do condutor, a qual pode afetar a sua habilidade em satisfazer as exigências da tarefa de dirigir e manter o controle do veículo. O condutor é responsável tanto pela sua segurança quanto pela segurança de outro condutor e pedestre. Ø Dirigir em estado emotivo alterado Ø Dirigir cansado Ø Dirigir por longos períodos Ø Dirigir após tomar alguns medicamentos Ø Dirigir com excesso de velocidade Ø Fazer manobras arriscadas Ø Avaliar incorretamente as distâncias Ø Desvios de direção Ø Reagir fora de tempo Ø Perder controle de situações Ø Trafegar em velocidade inadequada b) Imperícia Inexperiência ou falta de conhecimento da via e do veículo; A falha humana acontece, principalmente, por deficiência de qualificação. Dizemos que num acidente houve imperícia quando, o condutor não teve habilidade e perícia suficientes para evitálo. c) Negligência Falta de atenção, de observação e falha na conservação do veículo. DICAS DE COMO EVITAR ACIDENTES DE TRÂNSITO

Para efetuar parada de emergência por defeito mecânico, ao transitar à noite por rodovias regularmente sinalizadas o condutor deverá: - Estacionar no acostamento; acionar as luzes de advertência; fixar o triângulo de segurança atrás do veículo, e aguardar fora dele à chegada de socorro ou assistência mecânica. - Durante período de chuvas a visibilidade diminui, o condutor deverá, trafegar com velocidade reduzida e usar farol baixo. - O motorista defensivo, para dobrar à esquerda, em vias de sentido duplo de trânsito, deve posicionar o veículo à esquerda da via com as rodas dianteiras direcionadas para frente e a sinaleira ligada indicando sua intenção. - Olhar a paisagem, sintonizar o rádio, acender um cigarro ou usar aparelho celular, tirando a atenção do trânsito, são coisas que põem em risco a segurança do trânsito. - Visando evitar acidentes, o motorista deve estar sempre atento para ver tudo o que se passa no trânsito, decidir o que fazer e agir corretamente. - Desobediência à sinalização é considerada imprudência, bem como dirigir com sono, ou sob o efeito de drogas. - Quando, por motivo de força maior, um veículo não puder ser removido da pista de rolamento ou acostamento, o condutor deverá colocar a sinalização (triângulo) a uma distância adequada e de uma forma que os demais condutores sejam prevenidos do fato. - O homem é o maior responsável pelos acidentes de trânsito. Esta situação tem como causa principal o comportamento do motorista. - De acordo com as regras de direção defensiva o uso do farol alto em sentido contrário é responsável por grande número de acidentes. - Em situações de congestionamento no trânsito, é prudente: O motorista manter-se calmo e atento. - Para evitar a colisão com o veículo que vai à frente: O motorista deve manter distância de segurança. - A falta de atenção do motorista, pode lhe causar grandes problemas. Estar atento significa: Olhar e analisar o trânsito observando os perigos que podem surgir a sua volta. - A única forma de eliminar o álcool do organismo é: O tempo, pois a eliminação se dá de maneira lenta, levando de 6 a 8 horas. - A distância que o veículo percorre depois que o motorista pisa no freio até a parada total chama-se distância de frenagem, assim como a

distância que o veículo percorre desde o momento que o motorista percebe o perigo até à parada total denomina-se distância de parada. 3. CUIDADOS NA DIREÇÃO E MANUTENÇÃO DE VEÍCULOS 3.1 - Condução adequada Troque as marchas no tempo certo, nas velocidades indicadas no manual do proprietário de seu veículo; Se o carro tem “conta-giros” (tacômetro) utilize as informações do mesmo para efetuar as trocas de marchas dentro dos limites de rotação mais adequados (normalmente na faixa de 2 a 4 mil rpm); Não prolongue demais as marchas, para não forçar o motor; Nas descidas, engrene uma marcha equivalente à que seria necessária para subir; Não acelere nos intervalos de trocas de marchas. a) Tirando peso Não coloque no veículo carga superior àquela recomendada no manual; Retire do porta-malas objetos que não são necessários, como pneus e peças velhas e ferramentas que dificilmente serão utilizadas, pois eles servem para aumentar o peso e o consumo de combustível. b) Pneus Pneus baixos (com calibragem incorreta) aumentam o atrito e o consumo de combustível; Mas o aumento do atrito dos pneus também pode ser provocado pela suspensão desalinhada. c) Trajeto Escolha um trajeto mais adequado, de preferência com poucas subidas fortes, que exijam a troca de marchas constantes; Ruas e avenidas mal conservadas também acabam forçando o carro, aumentando o consumo de combustível. d) Abastecimento Não deixe que o frentista do posto encha o tanque além do desligamento automático da bomba, pois, do contrário, o excesso de combustível pode transbordar, danificando o canister (filtro dos gases do tanque).

3.2 - Aprenda a se defender, melhor no trânsito urbano Ao ultrapassar, avalie a velocidade do veículo que será ultrapassado e o espaço disponível para a ultrapassagem. Certifique-se de que o carro à frente está lhe favorecendo a ultrapassagem e sinalize sua intenção. Se a faixa contrária estiver livre, vá em frente, mantendo-se nela o tempo necessário para ultrapassar, retornando à direita assim que puder. Não ultrapasse em curvas, túneis, viadutos, subidas, descidas, cruzamentos e onde a sinalização for com linha contínua. Ao ultrapassar um veículo, você poderá ultrapassar a barreira da morte. Em caso de dúvida, não arrisque, espere outra chance. a) Neblina: perigo à frente Durante o Inverno as estradas são invadidas pela neblina, que exigem dos motoristas mais atenção. Quando a neblina estiver muito forte, impedindo a visibilidade, o melhor é esperar no acostamento. Não se esqueça de ligar o pisca-alerta e sinalizar a área com o triângulo a uns cinqüenta metros de distância do veículo. Se não houver acostamento, prossiga a viagem. No entanto, redobre a atenção, utilizando faróis baixos e uma velocidade reduzida. Nunca ligue o pisca-alerta com o carro em movimento. Antes de qualquer viagem, verifique se os faróis estão bem regulados; se as lanternas traseiras e luzes de freios estão funcionando. O motorista é responsável pelas falhas técnicas que o veículo apresentar, cabendo a ele conservar o veículo em perfeito estado, realizando manutenção periódica. As lanternas, os faróis, a direção, os pneus, os freios, o limpador de párabrisas, a suspensão e buzina são itens importantes para praticar uma direção defensiva. Se eles apresentarem algum defeito, podem prejudicar ou impedir o controle em uma situação de emergência, colocando em risco a sua vida e a de outras pessoas. No caso de pistas derrapantes, o certo a fazer é diminuir a velocidade. Se o carro derrapar, o motorista vai precisar saber se o carro é do tipo que “sai de frente” ou de “traseira” para saber como agir. Um carro com proporções de peso maior na frente (motor, câmbio, diferencial, tração), geralmente “sai de frente”. Neste caso, a correção da derrapagem se faz tirando o pé do acelerador e conservando o volante virado para dentro da curva até retomar o controle do veículo. Se o peso do carro está concentrado atrás, ele tenderá a sair de “traseira”. A alternativa neste caso é manter a aceleração e virar o volante para fora da curva até corrigir a derrapagem. b) Ao abastecer

Procure sempre posto com bons filtros de combustíveis: uma dica é procurar sempre um onde haja grande movimentação de caminhões, ou postos de grande porte, dentro e fora das cidades, pois o diesel pode conter água e prejudicar a bomba e bicos ejetores. 3.3 - Manutenção de Veículo É muito importante para o veículo a diesel o filtro e o decantador de combustível, o diesel cria umidade no tanque de combustível, do posto e do próprio veículo. Esta umidade é eliminada através de um decantador que em alguns carros vem como sendo um sensor automático de volume de água para avisar o momento de limpa-lo. Já outros tipos de veículos que não possuem este sensor, necessitam de uma checagem periódica de mais ou menos quinze (15) dias para serem limpos, (eliminar a água) ou até mesmo substituí-los por peças novas originais. Já o filtro de combustível deve ser trocado a cada 20.000 Km em condições de uso normal, ou em caso de uso fora de estrada deve ser trocado mais freqüentemente dependendo do tipo de estrada, lembrando que certos veículos possuem apenas um filtro sendo decantador e filtro juntos, mas seguem a mesma programação de manutenção. Nunca esquecendo do filtro de ar que segue também este programa de manutenção, devendo ser trocado a cada 20.000 Km em condições normais e 10.000 Km em condições severas de uso. Seguindo estas pequenas dicas, vocês vão manter sempre em dia a bomba e os bicos injetores que são extremamente sensíveis a água, evitando assim transtornos e gastos desnecessários, lembrando que a substituição destas peças devem ser feitas por pessoas qualificadas e em oficinas especializadas. - Motor Não é preciso esperar “aquecer” o motor do carro para sair pela manhã; O ideal é sair logo que se liga o carro e não forçar o motor nos primeiros minutos, aguardando que o ponteiro do marcador de temperatura chegue a um quarto para exigir mais dele; Não pise no acelerador antes de desligar o motor; Tire o pé do acelerador antes de parar o carro, usando freio motor; Evite acelerações bruscas, que além de aumentarem o consumo de combustível provocam o desgaste prematuro do motor; Dirigir em altas velocidades (além de ser proibido) gera alto consumo.

4. CUIDADOS COM OS DEMAIS USUÁRIOS DA VIA P Ciclistas: a bicicleta é um veículo de passageiros que tem direito de trânsito como qualquer outro veículo. Ela por ser um veículo silencioso e pequeno, muitas vezes não é percebida. O CTB determina que, o condutor deve deixar uma distância lateral de 1,50 m ao passar ou ultrapassar bicicleta. O ciclista desmontado empurrando a bicicleta equipara-se ao pedestre em direitos e deveres. - Pedestres: a prioridade no trânsito é do pedestre. O condutor deve respeitar as normas estabelecidas pelo CTB, que em ordem decrescente, é assim, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados, pelos não motorizados e, juntos pela incolumidade (livre do perigo, são e salvo) dos pedestres. 5. ESTADO FÍSICO E MENTAL DO CONDUTOR O condutor deverá, a todo momento, ter domínio de seu veículo, dirigindo com atenção e cuidados necessários a segurança no trânsito, levando em consideração seu equilíbrio físico, psicológico e mental. A alteração temporária do estado físico e psíquico do condutor, pode afetar a sua habilidade em satisfazer as exigências da tarefa de dirigir e manter o controle do veículo. 6. NORMAS GERAIS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA Colaborando para que a circulação não constitua perigo ou obstáculo para o trânsito de veículos, das pessoas ou de animais. Não atirando ou abandonando na via, objetos ou substâncias, que coloquem em risco a segurança e o fluxo do trânsito. Não causando danos a propriedades públicas ou privadas. Antes de colocar o veículo em circulação nas vias públicas, o condutor deverá verificar a existência e as boas condições de funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório, bem como assegurar-se da existência de combustível suficiente para chegar ao local de destino. Trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas: b) A circulação far-se-á pelo lado direito da via, admitindo-se as exceções devidamente sinalizadas; c) O condutor deverá guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu e os demais veículos, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade e as condições do local, da circulação, do veículo e as condições climáticas;

- Quando veículos, transitando por fluxos que se cruzem, se aproximarem de local não sinalizado, terá preferência de passagem: a) no caso de apenas um fluxo ser proveniente de rodovia, aquele que estiver circulando por ela; b) no caso de rotatória, aquele que estiver circulando por ela; c) nos demais casos, o que vier pela direita do condutor; d) a prioridade de passagem na via e no cruzamento deverá se dar com velocidade reduzida e com os devidos cuidados de segurança, obedecidas as demais normas deste Código; - A ultrapassagem de outro veículo em movimento deverá ser feita pela esquerda, obedecida à sinalização regulamentar e as demais normas estabelecidas neste Código, exceto quando o veículo a ser ultrapassado estiver sinalizando o propósito de entrar à esquerda; - Todo condutor deverá, antes de efetuar uma ultrapassagem, certificarse de que: a) nenhum condutor que venha atrás haja começado uma manobra para ultrapassá-lo; b) quem o precede na mesma faixa de trânsito não haja indicado o propósito de ultrapassar um terceiro; c) a faixa de trânsito que vai tomar esteja livre numa extensão suficiente para que sua manobra não ponha em perigo ou obstrua o trânsito que venha em sentido contrário; - Todo condutor ao efetuar a ultrapassagem deverá: a) indicar com antecedência a manobra pretendida, acionando a luz indicadora de direção do veículo ou por meio de gesto convencional de braço; b) afastar-se do usuário ou usuários aos quais ultrapassa, de tal forma que deixe livre uma distância lateral de segurança; c) retomar, após a efetivação da manobra, a faixa de trânsito de origem, acionando a luz indicadora de direção do veículo ou fazendo gesto convencional de braço, adotando os cuidados necessários para não pôr em perigo ou obstruir o trânsito dos veículos que ultrapassou; O condutor que tenha o propósito de ultrapassar um veículo de transporte coletivo que esteja parado, efetuando embarque ou desembarque de passageiros, deverá reduzir a velocidade, dirigindo com atenção redobrada ou parar o veículo com vistas à segurança dos pedestres.

O condutor não poderá ultrapassar veículos em vias com duplo sentido de direção e pista única, nos trechos em curvas e em aclives sem visibilidade suficiente, nas passagens de nível, nas pontes e viadutos e nas travessias de pedestres, exceto quando houver sinalização permitindo a ultrapassagem. Nas interseções e suas proximidades, o condutor não poderá efetuar ultrapassagem. Antes de iniciar qualquer manobra que implique um deslocamento lateral, o condutor deverá indicar seu propósito de forma clara e com a devida antecedência, por meio da luz indicadora de direção de seu veículo, ou fazendo gesto convencional de braço. Nas vias urbanas, a operação de retorno deverá ser feita nos locais para isto determinados, quer por meio de sinalização, quer pela existência de locais apropriados, ou, ainda, em outros locais que ofereçam condições de segurança e fluidez, observadas as características da via, do veículo, das condições meteorológicas e da movimentação de pedestres e ciclistas. - Ao regular a velocidade, o condutor deverá observar constantemente as condições físicas da via, do veículo e da carga, as condições meteorológicas e a intensidade do trânsito, obedecendo aos limites máximos de velocidade estabelecidos para a via, além de: a) Sempre que quiser diminuir a velocidade de seu veículo deverá antes certificar-se de que pode fazê-lo sem risco nem inconvenientes para os outros condutores, a não ser que haja perigo iminente; b) Indicar, de forma clara, com a antecedência necessária e a sinalização devida, a manobra de redução de velocidade. Ao aproximar-se de qualquer tipo de cruzamento, o condutor do veículo deve demonstrar prudência especial, transitando em velocidade moderada, de forma que possa deter seu veículo com segurança para dar passagem a pedestre e a veículos que tenham o direito de preferência. Mesmo que a indicação luminosa do semáforo lhe seja favorável, nenhum condutor pode entrar em uma interseção se houver possibilidade de ser obrigado a imobilizar o veículo na área do cruzamento, obstruindo ou impedindo a passagem do trânsito transversal. Nas paradas, operações de carga ou descarga e nos estacionamentos, o veículo deverá ser posicionado no sentido do fluxo, paralelo ao bordo da pista de rolamento e junto à guia da calçada (meio-fio), admitidas às exceções devidamente sinalizadas. - Os condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores só poderão circular nas vias:

a) Utilizando capacete de segurança, com viseira ou óculos protetores; b) segurando o guidom com as duas mãos; c) Os passageiros de motocicletas, motonetas e ciclomotores só poderão ser transportados utilizando capacete de segurança; INFRAÇÕES E PENALIDADES Código de Trânsito Brasileiro - Arts 161, 165 \ 168, 179, 180, 185, 186, 191, 192, 193, 196 \ 204, 206, 207, 208, 215, 218, 219, 223, 224, 252 8. NOÇÕES DE RESPEITO AO MEIO AMBIENTE E DE CONVÍVIO SOCIAL NO TRÂNSITO; RELACIONAMENTO INTERPESSOAL E DIFERENÇAS INDIVIDUAIS O objetivo fundamental das leis ambientalistas é a preservação da Vida Humana, levando em consideração a qualidade de vida. Por isso é necessário viver em ambiente saudável e seguro, construir e conservar esse ambiente para nele viver em harmonia com os outros homens, com o trânsito e também com o meio ambiente. Para que haja integração entre trânsito e meio ambiente é muito importante o desenvolvimento de termos ambientais como “humanização no trânsito” , que levam à observação e ao registro dos elementos que compõem o meio ambiente, possibilitando diagnosticar os problemas causados pelo comportamento inadequado do homem, principalmente no ambiente urbano e apontar medidas práticas para a solução dos problemas diagnosticados. 8.1. Problemas causados pela relação trânsito e meio ambiente: muitos tipos de agressões ao ambiente causadas pelos usuários das vias públicas, rurais ou urbanas, podem ser caracterizados como resultantes do trânsito existente no local, de forma irresponsável, tais como: ØPoluição – atmosférica, visual, sonora e de gases poluentes; ØErosão – (resultante do mau planejamento de estradas); ØAgressão – contra o meio ambiente (resultante de acidentes como transportes de produtos tóxicos poluentes); ØIncêndios devastadores – devido o uso inadequado de lugares de descanso às beiras de rodovias, ou cigarros jogados pelas janelas dos veículos; ØPoluição do hábitat natural – (rios e matas), detritos jogados pelos motoristas nas rodovias;

ØEnchentes em vias urbanas – provocadas dado acúmulo de lixos deixados por usuários (motoristas e pedestres) em bueiros ou próximo aos rios e lagos; Ø Mortes de animais silvestres – ocasionado por excesso de velocidade e descaso à sinalização; Camada de Ozônio – A terra é envolta por uma camada onde estão concentrados muitos gases em uma faixa que varia entre 20 a 25 quilômetro de altitude, sendo que ela está sendo afetada por alguns agentes poluentes fabricados pelo homem. Os gases vivem se combinando em complexas reações químicas e, é neste momento em que se forma o ozônio de altitude, que é uma molécula instável composta por três átomos de oxigênio. O ozônio funciona como um filtro da terra, pois absorve os raios ultravioletas do sol.Contudo alguns produtos fabricados pelo homem e outros gases, estão destruindo esta camada protetora, deixando que estes raios ultravioletas penetrem com maior incidência no nosso planeta provocando maior aquecimento do globo terrestre, maior incidência de câncer de pele e doenças nos olhos . Efeito estufa – A mesma camada de gases onde está o ozônio em volta da terra, tem gás carbônico e outros gases que, durante a evolução da terra eram gases naturais e devem ter sido expandidos por vulcões, florestas ou pântanos e que podem reter o calor da atmosfera, sendo conhecidos como gases do efeito estufa de vidro, por sua similaridade às estufas de cultivo de algumas plantas. O calor do efeito estufa é responsável pela permanência dos seres vivos em nosso planeta, porém no último século, com o progresso desenfreado o homem passou a produzir gases que foram se incorporando aos gases do efeito estufa produzidos naturalmente , aumentando de forma desgovernada a camada do efeito estufa, provocando um aquecimento anormal do globo terrestre. Poluição – As agressões ao meio ambiente se fazem de duas formas principais: Alterando o equilíbrio natural, pela modificação ou eliminação de elementos naturais. Como exemplo temos as queimadas, os desmatamentos, caça e pesca predatória e o uso indiscriminado de recursos naturais como ar, água, madeira, minérios, etc. Poluição ambiental – agride primeiro o ar, água e o solo, contaminando posteriormente todas as formas de vida. As substâncias poluentes e seus derivados afetam os organismos vivos. 8.2. Legislação Ambiental A Legislação de Proteção Ambiental- está cada vez mais rigorosa, com empresas ou pessoas que insistem em degradar o meio ambiente, em função de vantagens.

A Lei 9.605, de Crimes Ambientais, de 12 de fevereiro de 1998, toda pessoa física ou jurídica que praticar atos lesivos ao meio ambiente será punida civil, administrativa e criminalmente, além da obrigação de recuperar os danos causados. Resolução 018/86 – Institui o Programa de Controle de Poluição do ar por Veículos Automotores - PROCONVE O CONAMA, Conselho Nacional do Meio Ambiente , é o órgão que determina os limites de emissão de gases, fumaça e ruído dos veículos automotores. Estes limites são publicados em resoluções e servem de parâmetro para os fabricantes, bem como para a fiscalização da frota já existente. O CONAMA,no uso de sua atribuições legais, resolveu instituir em caráter Nacional, o Programa de Controle da Poluição do Ar por veículos automotores, com os objetivos de: 1) Reduzir os níveis de emissão de poluentes por veículos automotores visando o atendimento aos padrões de qualidade do ar, especialmente nos centros urbanos; 2) Promover o desenvolvimento tecnológico nacional tanto na engenharia automobilística, como também em métodos e equipamentos para ensaios e medição de emissão de poluentes; 3) Criar programas de inspeção e manutenção para veículos automotores em uso da frota nacional de veículos automotores, visando a redução da emissão de poluidores à camada atmosférica. 8.3. Trânsito e Cidadania O homem é um ser social, que vive em grupos modificando-se e adaptando-se de acordo com suas necessidades e aspirações. - O indivíduo O homem é um dos elementos do ambiente , formado de três partes: o biológico, o racional e o emocional, que estão sempre integrados e interrelacionados entre si e com os outros elementos da natureza, nos diferentes níveis de sua evolução. Temos portanto um conjunto de traços herdados (características genéticas), que em contato com o ambiente determinado (características adquiridas), resulta num ser específico, individual e particular dotado de uma personalidade. Cada indivíduo é dotado de uma personalidade, refere-se ao modo relativamente constante e peculiar de perceber, pensar, sentir e agir do indivíduo. A definição tende a ser ampla e acaba por incluir habilidades, atitudes, crenças, emoções, desejos, modo de comportar-se, inclusive aspectos físicos do indivíduo que lhe caracteriza como um ser diferente do outro.

- Grupo Social Grupo social supõe um conjunto de pessoas num processo de relação mútua e organizado com finalidade de atingir um objetivo imediato ou a longo prazo. A história de vida do indivíduo é a história de pertencer a inúmeros grupos sociais. É através dos grupos, que as determinações sociais mais amplas agem sobre o indivíduo. Por exemplo é no grupo familiar que ele aprenderá a língua de sua nacionalidade. Este aprendizado possibilitará sua participação em outros grupos sociais e conseqüentemente, sua interferência nas determinações que agem sobre ele. - Para promover a interação social no trânsito é necessário Acatar a legislação, conhecer e cumprir as regras de circulação e conduta. Abrir mão quando necessário dos seus direitos para respeitar o direito alheio. Ajuda mútua a fim de evitar ou solucionar problemas de trânsito. Comportamento no trânsito, correto, educado, que promove a segurança e a tranqüilidade de todos, é resultante da boa educação do grupo e também em outros setores da vida diária. Existem, porém, algumas atitudes, que você pode incorporar ao seu modo de dirigir, que farão com que o trânsito se torne mais humano e seguro. Para tanto, além do conhecimento da legislação de trânsito, você só precisa ter bom senso. 8.4. Relações Interpessoais: Ø Em vez de trafegar lentamente pela esquerda, dificultando as ultrapassagens, mude de faixa andando pela direita; você também chega lá. Ø Ao invés de acelerar quando um condutor pede passagem, diminua a velocidade e deixe-o passar. Você não está disputando um lugar no Pódio. Ø Em vez de invadir a via preferencial de outro condutor, aguarde um pouco mais. Freadas bruscas não são muito agradáveis. Ø Não buzine excessivamente no trânsito, mantenha calma.

Ø Nunca mude bruscamente de pista, confira antes no retrovisor e use as Setas nas ruas você não anda sozinho. Ø Evite aumentar a velocidade na chuva, ignorando o risco da pista molhada, diminua sempre a velocidade. O aumento dos acidentes com o tempo chuvoso não é mera coincidência. Ø Jamais esqueça seu veículo em fila dupla atrapalhando o trânsito e os outros, ande um pouco mais, tem sempre uma vaga livre adiante. Ø Nunca fique atrás de um veículo, que está indicando que vai virar à esquerda, ultrapasse pela direita. Esta é a única exceção à regra de ultrapassagem, que deve sempre acontecer pela esquerda. Ø Não carregue o capacete no braço, use-o na cabeça. Segurança nunca é demais. Ø Avançar o sinal que acabou de ficar vermelho, aproveitando a lógica insensata de que ö pedestre espera, pare o carro na faixa. O respeito ao próximo vem muito antes das leis do trânsito. 8.5 Diferenças Individuais Numa sociedade existe uma diversidade de tipos de pessoas, e isso é que garante seu processo dinâmico, fazendo com que esta não fique estagnada (parada), garantindo assim um processo evolutivo através de inovações, transformações e criatividade. Cada indivíduo desenvolve uma personalidade, particular, que varia de acordo com a sua formação, vivência, cultura é o que chamamos de diferenças individuais. Através dessas diferenças cada um de nós, tem uma maneira própria para interpretar os mesmos acontecimentos de maneiras diferentes. Há nas vias públicas diversos tipos de condutores (o domingueiro, o recém-habilitado, o dono da via, o superexperiente, o alcoolizado, etc.) que precisam conviver pacificamente, respeitando direitos e deveres para que haja harmonia com os pedestres que também tem várias características como: o apressadinho, o brincalhão, o agressivo, o indiferente, o distraído, o zombador, e outros. Lembre-se sempre que no trânsito você não está sozinho e as leis não foram feitas apenas para os outros, mas para você também, e que grande parte dos problemas de relacionamento humano no trânsito ocorrem devido a uma série de fatores, tais como: - Supervalorização da máquina – ocorre quando o condutor “acha” que o tamanho do veículo aumenta seus direitos e/ou diminui seus deveres; - Inversão de valores – quando o veículo é utilizado como instrumento de força, vaidade e competição;

Falta de controle emocional – por entender que só seus problemas ou vontades, contam e devem ser respeitados; - Egoísmo – quando se volta para si, sem pensar em conjunto, não levando em consideração que outras pessoas existem em seu redor;

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- Descaso a normas e regulamentos – é comum pensar que a legislação de trânsito foi feita para os outros, não para mim;
- Falta de domínio aos impulsos indesejáveis – quando em via pública se diz palavrões, faz gestos obscenos e se acha o dono da rua; - Uso inadequado dos mecanismos de ajustamento – Quando se tenta burlar as leis de transito com o famoso “jeitinho”; - Falta de planejamento (horário/percurso) – Ao tentar recuperar o “tempo perdido”, uma vez que está com pressa dirige em alta velocidade perturbando e não respeitando os outros motoristas; - Desconhecimento/Descumprimento – Em decorrência do desconhecimento da totalidade das leis de trânsito, é comum descumprir as normas estabelecidas; - Desrespeito aos direitos alheios – Lembre-se sempre que ao cometer uma infração de trânsito estará ferindo direitos alheios. O direito de um, termina onde começa o direito do outro.

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PRIMEIROS SOCORROS

ACIDENTES Em quaisquer situações e atividades, pessoas estão expostas a riscos e, portanto, sujeitas a ferimentos e traumatismos causados por acidentes. Acidentes podem ocorrer em qualquer lugar, mas alguns ambientes parecem ser especialmente propícios. Especialista no assunto garantem que a melhor forma de enfrentar este problema é pela prática da prevenção. Deve-se prevenir, afastando todas as condições de risco e assim evitar que acidentes aconteçam.
NO ATENDIMENTO AS EMERGÊNCIAS CONTAMOS COM:

1 - INTERVENÇÃO DE LEIGOS 2 - RECONHECIMENTO DE UMA EMERGÊNCIA; 3 - COMO DECIDIR AJUDAR 4 - A SINALIZAÇÃO DO LOCAL 5 - CHAMAR O RESGATE 6 - AVALIAÇÃO DA VÍTIMA (quem deve avaliar?) 7 - ATENDER A VÍTIMA: Eficaz se for iniciado imediatamente - normalmente um leigo. 8 - SEQUESTRO EMOCIONAL (embotamento, perda de contato com a realidade, você não pode fazer nada no momento). 9 - AVALIAÇÃO DO CENÁRIO: avaliação em 10 seg.

- Perigos iminentes que ameacem a segurança - Mecanismo de lesão ou mal súbito - Número de vítimas.
10 - QUANDO CHAMAR O RESGATE:

- Em risco de morte; - Se condição da vítima requerer equipamento médico; - O transito oferecer dificuldade de acesso ao hospital;
11 - DECISÃO DE TRANSPORTE EM AMBULÂNCIA:

- Desmaio sucessivo; - Dor ou pressão (torácica ou abdominal); - Tontura repentina, fraqueza ou alteração na visão; - Dificuldade respiratória; - Vômito intenso e persistente; - Dor repentina e forte;

- Tentativa de suicídio ou de matar; - Sangramentos: 10 – 15 minutos sem estancar; - FERIMENTOS: bordas que não retornam; - LESÕES: alterações nos movimentos ou sensibilidade, órgãos funcionais: mãos, pés, face e genitália; - Ferimentos Penetrantes; - Empalamentos e Mordida; - Alucinação - Perda de Raciocínio; - Pescoço Endurecido (febre e dor de cabeça); - Deformidade - inchaço - depressão nas fontanelas em bebê; - Alteração Comportamental - febre alta que não abaixa; - Pupilas desiguais, inconsciência, cegueira, vômito,após lesão na cabeça; - Lesão na coluna vertebral; - Queimaduras Graves;
- Envenenamento e Overdose de droga.

Será melhor saber SOCORRER e não necessitar, do que precisar e NÃO saber. 1 - Significado de “PRIMEIROS SOCORROS” São os primeiros procedimentos de emergência que visam manter as funções vitais e evitar o agravamento de uma pessoa às vítimas de acidente, ferida, inconsciente ou em perigo de vida, até que ela receba assistência qualificada. 2 - AMPARO LEGAL: Dê acordo com os Arts. 176 e 177 do CTB Art. 176: Deixar o condutor envolvido em acidente com vitima: Ø De prestar ou providenciar socorro a vitima, quando podendo fazê-lo Art. 177: Deixar o condutor de prestar socorro a vitima de acidente de trânsito quando solicitado pela autoridade e seus agentes.

ORIENTAÇÕES GERAIS EM CASO DE ACIDENTES Localizar e proteger as vítimas Verifique quais são e onde estão as vítimas. Elas podem ter sido arremessadas para fora do veículo, estar presas em ferragens, caídas na pista de rolamento, e outros locais. Às vezes, a vítima pode ser encontrada em locais de perigo - perto de cabos eletrificados, de derramamento ou vazamento de combustíveis, entre outros. É preciso afastá-la de um novo acidente. O QUE NÃO DEVO FAZER ØAbandonar a vítima de acidente; ØOmitir socorro sob pretexto de não testemunhar; ØTentar remover a vítima presa nas ferragens, sem estar preparado; ØTumultuar o local do acidente; ØDeixar de colaborar com as autoridades competentes. O QUE POSSO FAZER ØCuide da sua segurança; ØTome medidas de proteção; ØAnálise global da (s) vitima (s) de acidente; ØAcionamento de Recurso Especializado. COMO AGIR Ø Mantenha a calma;
Ø Afaste os curiosos; Ø Quando aproximar-se, tenha certeza de que está protegido (evitar ser

atropelado);
Ø Faça uma barreira com seu carro, protegendo você e a vítima de um novo

trauma;

Ø Chame uma ambulância;

COMO PROCEDER NA SINALIZAÇÃO DO LOCAL DO ACIDENTE Para evitar que a situação se agrave é preciso sinalizar o local para não acontecer novos acidentes e atropelamentos, acionar o pisca-alerta de veículos próximos ao local, definir uma distância para melhor colocação do triângulo, espalhar alguns arbustos ou galhos de árvores na via e desligar a chave de ignição e/ou cabos da bateria dos veículos acidentados. ACIONAMENTO DO RECURSO Em nosso Estado existe o CIOP (Centro Integrado de Operações), acionado pelo número 190. O qual trabalha com as seguintes instituições integradas: Ø POLICIA MILITAR (número nacional 190) Ø BOMBEIRO MILITAR (número nacional 193) Ø POLICIA CIVIL (número nacional 147) Ø PERICIA DO DETRAN (número nacional 194) Ø POLIÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL (número nacional 1527) Há também o serviço de Emergência da prefeitura (SAMU), acionado pelo numero 192 e o atendimento de emergência da PRE (POLÍCIA RODOVIÁRIA ESTADUAL), quando tratar-se de acidentes nas rodovias Estaduais, acionando pelo número 3282-4047. 1 - AO CHAMAR ESTES SERVIÇOS: O atendente fará algumas perguntas: Ø Diga seu nome e o número do telefone Ø Local onde está a vítima (referencias) Ø Diga o que foi que aconteceu - a natureza da emergência; Ø Número de vítimas - condição da vítima e providências tomadas. 2 - PRECAUÇÕES COM DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS Doenças Transmissíveis Pelo Sangue Ø As mais graves: Hepatite B, Hepatite C e AIDS.

2.1 - Precauções Universais: Ø Prevenir com uso de EPI (luva e máscara)

Ø

Atuar nas emergências

• limpar a área • dispensar material utilizado OBSERVAÇÃO: Contato com substâncias corporais Ø Lavar a área atingida e Relatar o incidente Ø Se ocorreu em ambiente de trabalho, chame seu médico ou um infectologista. ATENDENDO AS VÍTIMAS NAS EMERGÊNCIAS Enquanto o socorro especializado não chegar, devemos tomar algumas precauções básicas. Existem critérios internacionalmente aceitos, no que se refere a abordagem (atendimento) da vítima. As etapas principais são as seguintes: 1 - AVALIAÇÃO PRIMÁRIA: Vamos conhecer as técnicas de avaliação primária, onde aprendemos a examinar rapidamente a vítima obedecendo a uma seqüência padronizada, corrigindo imediatamente todos os problemas encontrados. Manutenção dos sinais vitais (Pulsação, Respiração e Temperatura). Procedimentos básicos: Identificar ausência de movimentos torácicos e da respiração; Deve-se seguir, rigorosamente os seguintes passos: A- Vias aéreas, com controle de coluna cervical (colar cervical) B- Respiração C- Circulação D- Alterações neurológicas A - Desobstrução das vias aéreas: Se a vítima estiver impossibilitada de respirar, poderá morrer ou ter danos irreversíveis no cérebro. Se notar abstrução de passagem de ar, aja imediatamente:

ð Abra a boca da vítima e, com os dedos, remova dentaduras (próteses), restos de alimentos, sangue, líquidos e outros objetos que possam estar impedindo a perfeita respiração; ð Posicione corretamente a cabeça, com o queixo levemente erguido, facilita a respiração; ð Porém deve-se tomar muito cuidado com a possibilidade de fratura de coluna cervical (pescoço quebrado). Se a vítima estiver inconsciente, devemos colocá-la de lado, para evitar asfixia e afogamento. B - Verificar a respiração: aproxime-se para escutar a boca e o nariz do acidentado, verificando também os movimentos característicos de tórax e abdômen. Se a vítima não estiver respirando devemos proceder imediatamente os procedimentos Parada Cárdio-Respiratória. C - Verificar a circulação: a tomada de pulsação, fornece importantes informações sobre a vítima. Se o pulso está fraco e a pele pálida, por exemplo, com os lábios arroxeados, pode ser sinal de estado de choque, se não houver pulso, provavelmente uma parada cárdiorespiratória. A maneira correta de tomar a pulsação, é colocar dois dedos na artéria radial, que fica no início do pulso, bem na base do polegar. Ou na artéria carótida, que fica na base do pescoço, entre o músculo e a traquéia. D - Verificar o estado de consciência: O primeiro cuidado que se deve ter com uma pessoa inconsciente, é desconfiar de fratura na coluna vertebral. Para verificar o nível de consciência: Ø Verifique se a vítima se comunica; Ø Se ela não estiver se comunicando, veja se reage ao toque ou à dor; Ø Se a vítima estiver inconsciente mas respirando, não devemos deixá-la de costas, para evitar asfixia e afogamento. Se a vítima estiver consciente, converse com ela, pergunte se sente dores no pescoço ou na coluna, e se está sentindo as pernas e braços, para ver se há suspeita de fraturas na coluna. Estes quatro passos obrigatórios devem ser repetidos durante o atendimento de emergência, visando manter os sinais vitais da vítima. Se durante a avaliação primária, a vítima apresentar ausência de movimentos respiratórios ou de batimentos cardíacos, devemos proceder a recuperação

destes sinais vitais imediatamente. PARADAS CÁRDIO-RESPIRATÓRIA Estas são as maiores emergências com as quais podemos nos deparar. Devemos verificar a parada cardíaca em conjunto com a parada respiratória, porque as mesmas causas que levam a uma delas, também levam à outra, e se a vítima apresenta apenas uma delas, se não for atendida rapidamente, passará a apresentar a segunda, exigindo procedimento conjunto para manter os dois principais sinais vitais: Respiração e Batimentos Cardíacos. IDENTIFICAÇÃO DA PARADA RESPIRATÓRIA Como já foi descrito na análise primária, o socorrista deve: Ø Verificar se a vítima está inconsciente. Encontrando-se sozinho, deve solicitar ajuda ao confirmar que a vítima está inconsciente; Ø Posicionar-se de modo adequado e abrir as vias aéreas, optando por um dos métodos vistos, de acordo com a necessidade; Ø Olhar os movimentos do tórax; Ø Ouvir os sons da respiração; Ø Sentir o ar exalado pela boca e pelo nariz; Ø Observar se a pele do rosto está pálida ou azulada; Ø Utilizar de três a cinco segundos para se certificar que respira. SINTOMAS DE PARADA RESPIRATÓRIA Ø Ausência de movimentos característicos de respiração; Ø Inconsciência; Ø Lábios, língua e unhas azuladas. SINTOMAS DE PARADA CARDÍACA Ø Inconsciência; Ø Palidez excessiva;

Ø Ausência de pulsação e batimentos cardíacos; Ø Pupilas dilatadas; Ø Pele e lábios roxos. A paralisação da respiração ou dos batimentos cardíacos, leva à morte em poucos minutos, ou a danos irreversíveis, por falta de oxigenação. A primeira precaução que devemos tomar, é verificar as possíveis causas da parada cárdio-respiratória, que podem ser: Ø Choque elétrico; Ø Gases venenosos; Ø Afogamento, asfixia ou sufocamento; Ø Traumatismos violentos; Ø Reação a medicamentos; Ø Intoxicação; Ø Infartos. ATENÇÃO Choque Elétrico: Nestes casos, devemos nos certificar que a fonte da corrente elétrica não está ativa. Se estiver, isso representa um grande perigo para a vítima e para quem estiver prestando o atendimento de emergência. A primeira providência é afastar ou desligar a fonte de corrente elétrica, mas tomando as precauções necessárias, como calçados de borracha, e materiais não condutores de eletricidade, como varas secas, cordas etc.. Alguns cabos, quando energizados, podem se movimentar. Nestes casos, preste socorro somente depois de afastado o perigo. Normalmente este tipo de atendimento é feito por pessoas especialmente treinadas. Envenenamento por Gases: Somente preste socorro, se puder se aproximar e remover a vítima com segurança. A reanimação artificial da vítima de intoxicação por gases venenosos, deverá ser feita somente com auxílio de equipamentos especiais, pois a respiração boca-aboca acabaria intoxicada quem estiver prestando o atendimento.

RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL Existem três tipos de respiração artificial: Ø Boca-a-boca; Ø Boca-máscara; Ø Por aparelhos. Existem variações da respiração boca-a-boca: 1 - Nos casos em que há fratura da mandíbula, ou lesões na boca a ventilação deverá ser bocanariz: pois podem inviabilizar a respiração artificial pelo método boca a boca. Neste caso, o socorrista deve optar pela manobra conhecida como boca-nariz, que consiste em: • Manter as vias aéreas da vítima abertas, exercendo pressão na testa da vítima com uma das mãos, e, com a outra, pressionando o seu maxilar inferior, de forma a fechar-lhe a boca; • Cobrir com a boca o nariz da vítima; • Ventilar durante um a um segundo e meio;
• Abrir a boca da vítima para auxiliar na exalação.

2 - Quando a vítima for um bebê, a respiração boca-a-boca deverá ser feita de forma que a boca do socorrista cubra o nariz e boca da vítima. A utilização de máscara na respiração artificial é recente e visa, principalmente, preservar o socorrista profissional de contaminação com doenças infectocontagiosas que a vítima pode ser portadora. Na respiração artificial boca-máscara, os procedimentos são os mesmos , a única diferença, é que a boca de quem está socorrendo, não toca diretamente sobre a boca da vítima, e sim em uma máscara especial, que cobre a boca e o nariz da vítima. RESPIRAÇÃO BOCA-A-BOCA Essa técnica é, atualmente, o mais eficiente método de prover respiração artificial e pode ser realizada por qualquer pessoa, sem qualquer equipamento especial. Para prover a respiração artificial o socorrista deve:

- Deitar a vítima de costas; - Retire da boca da vítima: Dentaduras, pontes, restos de alimentos, etc. (corpo estranho) desobstruindo a passagem de ar; - Levante a nuca da vítima e incline a cabeça para trás; - Tampe as narinas com polegar e o indicador e abra a boca da vitima completamente; - Respire fundo coloque sua boca sobre a da vítima sem deixar nenhuma abertura até encher de ar os pulmões da vítima; - Afaste sua boca da boca da vítima e observe a exalação do ar, repita a operação de 12 a 18 vezes por minuto, uniformemente e sem interrupção; - Ventilar uma vez a cada 5 segundos, se a vítima for adulta; - Ventilar uma vez a cada 4 segundos, se a vítima for criança com idade entre 1 a 8 anos; - Ventilar uma vez a cada 3 segundos, se a vítima for bebê, com idade variando entre 0 a 1 ano.Boca-nariz; - Se a vítima for removida para hospital e pronto socorro, continue procedimento durante o percurso; - Se a vítima não iniciar a ventilação espontânea, checar o pulso carotídeo para ver se não será necessário iniciar a RCP (Respiração Cárdio-Pulmonar). OBSTRUÇÃO RESPIRATÓRIA Ao iniciar a manobra de respiração artificial, o socorrista pode se deparar com uma resistência ao tentar ventilar. Isso significa que, por qualquer problema, o ar insuflado não está conseguindo chegar aos pulmões da vítima. Não adianta prosseguir na análise primária, sem antes corrigir e eliminar a obstrução. Causas de obstrução respiratória Há muitos fatores que podem causar obstrução das vias aéreas, total ou parcial. Em nível de suporte básico da vida pode-se atuar e corrigir as mais comuns, que são: • Obstrução causada pela língua;
• Obstrução causada por corpos estranhos.

Sinais de obstrução respiratória parcial Uma vítima está tendo obstrução parcial das vias aéreas quando: • Sua respiração é muito dificultosa, com ruídos incomuns; • Embora respire, a cor de sua pele está azulada (cianótica), principalmente ao redor dos lábios, leito das unhas, lóbulo das orelhas e língua; • Está tossindo.
Nestes casos, a vítima estará consciente e o socorrista apenas irá encorajá-la a tossir, aguardando que o corpo estranho que vem causando a obstrução seja expelido.

Obstrução causada pela língua Em situações em que a vítima se encontre inconsciente, com a cabeça flexionada para frente ou com algum objeto, como travesseiro por exemplo, sob a nuca, é possível que esteja sendo sufocada pela sua própria língua, que, caindo para trás, vai obstruir a passagem do ar pela garganta. Em casos como esse, a simples retirada do objeto sob a nuca e a manobra já descrita de abrir as vias aéreas são suficientes para restabelecer o fluxo normal da respiração. REANIMAÇÃO CARDÍACA Identificação: • Inconsciência; • Ausência de respiração; • Ausência de circulação. Muitas vezes, como dissemos, ela é aplicada em conjunto com a respiração artificial. Técnicas básicas: • Coloque a vítima deitada de costas em uma superfície rígida • Ajoelhe-se ao seu lado • Com os braços esticados apoie uma das mãos sobre a outra, e as duas sobre o

peito do acidentado, sem apoiar os dedos
• O local exato para fazer o apoio, é três dedos acima da ponta do osso externo

que é o osso do centro do peito.

ð Utilizando o peso do seu corpo, faça compressões curtas e fortes, comprimindo e aliviando regulamente; ð Essas operações têm como função comprimir o músculo cardíaco, dentro do tórax, reanimando os batimentos naturais; ð Repita esta operação com uma freqüência de 60 compressões por minuto, até que haja sinais de recuperação do batimento cardíaco. Nas crianças, o processo deve ser feito com uma das mãos, e nos bebês usa-se o polegar, fazendo duas compreensões por segundo, aproximadamente. Nos casos de parada respiratória e cardíaca simultânea, deve-se intercalar a respiração artificial com a massagem cardíaca, método conhecido como Reanimação Cardio-Pulmonar ou RCP, do seguinte modo: RCP - UM ou DOIS SOCORRISTA Quando o atendente estiver sozinho: • Fazer 15 compreensões cardíacas; • Em seguida fazer 2 respirações boca a boca; • Repetir até que chegue auxilio ou a vitima reanime. Em algumas situações a pessoa que está prestando socorro deverá repetir estes procedimentos por um tempo bastante longo. Existem casos relatados de pessoas que insistiram durante horas, chegando a bons resultados. Por ser uma tarefa cansativa, que requer muita energia e resistência, o atendente de emergência deverá estabelecer um ritmo que permita economizar suas próprias energias sem afobação, cuidando para manter sua própria respiração num ritmo adequado. Quando houver dois atendentes: • Um atendente faz 5 cinco compreensões cardíacas; • Em seguida após, o outro atendente faz uma respiração boca-a-boca; • Repete-se o ciclo, podendo os atendentes trocarem de posição em caso de

cansaço. Estes procedimentos devem ser mantidos, até que a vítima reaja, mesmo enquanto está sendo transportada para um pronto- socorro ou hospital, não interrompendo durante o trajeto. ATENÇÃO - Adulto - 2 ventilações por 15 massagens de 80 a 100 vezes por minuto. - Criança - 1 ventilação por 5 massagens, 100 vezes por minuto. - Bebê - 1 ventilação por 5 massagens, 100 a 120 vezes por minuto ESTADO DE CHOQUE O estado de choque, é uma reação muito comum nas vitimas de grande parte dos acidentes. Fatores que podem levar a vítima a um estado de choque: - Hemorragias internas e externas; - Emoções fortes; - Acidentes por choques elétricos; - Queimaduras graves; - Envenenamento por produtos químicos; - Ataques cardíacos; - Fraturas; - Exposição a temperatura muito altas e/ou baixas; - Ferimentos graves; - Infecções; - Reações alérgicas. Depois do acidente a causa mais comum do estado de choque é a perda de sangue, Interna ou externa, também conhecida como estado de choque hipovolêmico.

A vítima em estado de choque pode apresentar alguns dos seguintes sintomas: - Palidez; - Pele fria e úmida; - Pulso rápido e fraco; - Respiração curta e rápida; - Náuseas e vomito; - Sensação de sede; - Extremidades arroxeadas; - Sensação de frios com temores; - Visão nublada; - Inconsciência. Procedimentos do estado de choque: - Faça uma breve inspeção na vitima, para ter uma noção global da situação; - Tente eliminar ou controlar a causa do choque, por exemplo: controlar uma hemorragia, fraturas ou queimaduras, etc. - Veja novamente os sinais vitais: mantenha as vias respiratórias desobstruídas, verifique a respiração e os batimentos cardíacos e o nível de consciência;
- Se a vitima estiver consciente e respirando bem, deite-a com a cabeça mais

baixa que o tronco e pernas, exceto quando houver suspeita de fraturas no crânio; - Se houver sangramento pela boca ou nariz, vomito ou muita salivação, deite a vitima de lado para evitar afogamento ou asfixia; - Afrouxe as vestes do acidentado para facilitar a circulação sanguínea; - Mantenha vitima agasalhada e protegida. 2 - AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA: Após a avaliação primária, que deve ser feita rapidamente e repetidas vezes para manter os sinais vitais, um exame secundário irá nos informar a extensão dos ferimentos recebidos, a perda de

sangue as fraturas e outras lesões. EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS
Por David Szpilman

Em qualquer situação de trauma proceda ao EXAME PRIMÁRIO primeiro, e logo após, estando a vítima viva realize o EXAME SECUNDÁRIO. Durante o exame secundário o socorrista deverá avaliar os possíveis traumas ocorridos e condutas. Neste capítulo veremos cada situação em particular de trauma e sua conduta. O que é trauma? (traumatismo) - É a lesão corporal resultado da exposição à energia (mecânica, térmica, elétrica, química ou radiação) que interagiu com o corpo em quantidades acima da suportada fisiologicamente. Pode ainda em alguns casos ser resultado da insuficiência de algum elemento vital (afogamento, estrangulamento, congelamento). O tempo de exposição e o surgimento da lesão devem ser curtos (alguns minutos) (OMS - ano 2000). O trauma pode ser intencional ou não intencional e varia de leve a grave. HEMORRAGIAS - Um indivíduo com 70 Kg possui aproximadamente 4.900 ml de sangue. O volume de sangue varia conforme a idade e pode ser estimado utilizando-se o valor médio de 80 ml / Kg de peso. Em crianças, o volume sangüíneo é maior, estando entre 8 e 9% do peso corporal. ð Hemorragia é a perda de sangue circulante para fora dos vasos sangüíneos; ð Hemostasia é o controle da hemorragia; ð Os mecanismos normais que o corpo possui para limitar as hemorragias são: 1) Contração da parede dos vasos sangüíneos (vasoconstricção) 2) Coagulação do sangue (plaquetas e fatores da coagulação) CLASSIFICAÇÃO DAS HEMORRAGIAS
1 - Tipo de Vaso Sangüíneo - tipo de hemorragias

Arterial: sangramento em jato. Geralmente coloração vermelho-vivo sangramento grave que pode levar a morte em poucos minutos. Venosa: sangramento contínuo, geralmente de coloração escura - raramente fatal. Capilar: sangramento contínuo discreto - pequena importância. 2 - Profundidade - tipo de hemorragias

Externa: sangramento de estruturas superficiais com exteriorização do sangramento. Podem geralmente ser controladas utilizando técnicas básicas de primeiros socorros. Interna: sangramento de estruturas profundas pode ser oculto ou se exteriorizar. As medidas pré-hospitalares básicas de hemostasia geralmente não funcionam. 3 - Velocidade Quanto mais rápida a hemorragia menos o organismo tolera a perda de sangue e mais rápido deve ser o socorro à vítima para o hospital. CONSEQÜÊNCIAS DA HEMORRAGIA Hemorragias não tratadas podem provocar o desenvolvimento do Choque. QUADRO CLÍNICO - varia com o volume da perda de sangue RECONHECIMENTO DAS HEMORRAGIAS A hemorragia pode ser estimada grosseiramente através do sangue perdido no local. Pacientes com sinais de choque e lesões externas pouco importantes devem apresentar hemorragia interna oculta. Algumas fraturas como as de bacia e fêmur podem produzir hemorragias internas graves e choque. Os locais mais freqüentes de hemorragia interna são o tórax e abdome. Observe presença de lesões perfurantes, equimoses ou contusões na pele do tórax e abdome. CONDUTA PRÉ-HOSPITALAR 1) Exame Primário - ABC da vida 2) Controle de hemorragias externas: Coloque suas luvas ou utilize um pano para manipular a vítima; Coloque compressa limpa sobre o ferimento e efetue a compressão direta da lesão; Caso a compressa fique encharcada de sangue, coloque outra compressa sem retirar a primeira. Eleve se possível o local do sangramento acima do nível do coração com a vítima deitada.

Na persistência da hemorragia, inicie a compressão direta da artéria que irriga a região. Os principais pontos arteriais são os braquiais, femorais e temporais superficiais.
Não utilize torniquete.

3) Em caso de choque - posicione o paciente com as extremidades inferiores elevada. 4) Imobilize as fraturas exceto naqueles que apresentem sinais de choque. 5) Em caso de choque transporte o paciente imediatamente para o hospital. ESTADO DE CHOQUE É o estado que resulta da incapacidade em prover sangue suficiente para os órgãos. Pressão Arterial sistólica A causa mais comum de choque é a hemorragia. A perda de 1,5 litro ou mais de sangue pode produzir choque. Causas
Ø Perda líquida (desidratação) ou sangramento (Trauma - hemorragia) importante

- são as causas mais freqüentes; ØInfarto agudo do miocárdio em adultos: 40 anos é causa mais freqüente de choque; ØInfecção severa; Ø Queimadura grave e outros. Sinais e Sintomas Ø Confusão, ansiedade até a inconsciência; Ø Pele pálida, úmida com sudorese fria e Sede intensa; Ø Pulso arterial rápido e fraco; Ø Respiração rápida.

CONDUTAS DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA NO CHOQUE 1. Exame primário - ABC da vida; 2. Controle imediatamente hemorragias externas e imobilize somente grandes fraturas; 3. Posicione a vítima de acordo com a causa do choque; • Decúbito dorsal com os membros inferiores elevados na maioria dos casos. • No caso de infarto do coração a melhor posição é a semi-sentada. 4. Não administre líquidos ou medicamentos pela boca. 5. Aqueça o paciente com cobertores; 6. Transporte imediatamente ao hospital (aumenta as chances de sobrevivência.) FERIDAS: São as lesões de tecidos corporais produzidos por trauma Os ferimentos podem ser: FERIDA FECHADA - pele integra FERIDA ABERTA - pele aberta FERIMENTOS PERFURANTES FERIDA FECHADA Contusões Ø A presença de lesões superficial não ameaça a vida, porém alertam para lesões de órgãos internos; FERIDA ABERTA Escoriações - Lesões corto-contusas - Lacerações Escoriações: Lesões superficiais da pele ou mucosas, que apresentam sangramento leve e costumam ser extremamente dolorosas. Não representam risco ao paciente quando isoladas. O socorrista deve controlar o sangramento por compressão direta e aplicação de curativo e bandagens. Imobilize extremidades com ferimentos profundos. Em pacientes com PA (pressão arterial) normal efetue a limpeza das lesões de

forma rápida. No trauma grave este procedimento é omitido para reduzir o tempo de chegada ao hospital. FERIMENTOS PERFURANTES Perfuração da pele e tecidos por um objeto O orifício de entrada pode não corresponder à profundidade da lesão. Tratar as condições que causem risco iminente de vida - ABC e Hemorragias. ESMAGAMENTO Acidentes automobilísticos, desabamentos e acidentes industriais Pode resultar em ferimentos abertos ou fechados. O dano tecidual é extenso (músculos, tendões, ossos). Os esmagamentos de tórax e abdome causam graves distúrbios circulatórios e respiratórios, sendo muitas vezes incompatíveis com a vida. No caso de extremidade presa a maquinaria industrial, desligar a energia da máquina, e em seguida fazer a lenta reversão manual das engrenagens e retirada do membro. Caso não seja possível liberar a extremidade a máquina deverá ser desmontada e transportada juntamente com a vítima ao hospital. LESÕES DECORRENTES DE EXPLOSÕES Vários fragmentos e várias lesões. Avaliar profundidade de penetração e queimaduras. RESUMO - tratamento das feridas: Expor a ferida (retirar roupas). Controlar a hemorragia. Limpar a superfície da ferida (se houver tempo). Curativo com gaze ou pano limpo. Imobilizar o segmento ferido. Estabilizar objetos empalados.

Segmentos amputados devem ter cuidados a parte. Utilize sempre luvas CURATIVOS E BANDAGENS
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CURATIVO cobre uma ferida protegendo-a de contaminação e auxilia no controle de sangramento. O curativo deve ser feito de preferência com material estéril ou limpo. BANDAGEM fixa um curativo sobre a ferida. Deve ser justa para reduzir sangramentos, mas deve permitir a circulação sangüínea. Bandagem tipo Atadura: Técnicas de aplicação: Cubra a ferida com o curativo e aplique a atadura. Desenrole pouco a pouco, mantendo pressão uniforme e sobrepondo 50% a cada volta. Evite excesso de compressão que possa causar interrupção da circulação. FRATURAS, LUXAÇÕES, ENTORSES Fraturas: interrupção na continuidade do osso Abertas - ferida na pele sobre a lesão que pode ser produzida pelo osso ou por objeto penetrante. Fechadas - a pele sobre a fratura está intacta. As fraturas são encontradas em traumas. As fechadas são de pouca gravidade, mas em alguns casos causam choque hemorrágico, danos vasculares e neurológicos. Dor local e deformidade anatômica. Edema, e hematoma. Incapacidade funcional e mobilidade anormal. Luxações: lesões em que a extremidade de um dos ossos que compõe uma articulação é deslocada de seu lugar

A lesão dos tecidos pode ser muito grave, afetando vasos sangüíneos, nervos e a cápsula articular. Ocorre com maior freqüência em dedos e ombro. Entorses: São lesões nos ligamentos Podem ser de grau mínimo ou complexo com ruptura completa do ligamento. Ocorre com maior freqüência nos tornozelos, joelhos e punhos. Distensões: Lesões aos músculos ou seus tendões Geralmente são causadas por hiperextensão ou por contrações violentas. Pode ocorrer ruptura do tendão. O que fazer: Exame primário - ABC da vida. Em pacientes com risco de vida iminente não imobilize as extremidades. PRINCÍPIOS BÁSICOS DE IMOBILIZAÇÃO 1. Descubra a lesão cortando a roupa e inspecione o segmento afetado observando feridas abertas, deformidades, edema e hematomas. Sempre compare uma extremidade com a outra. 2. Remova anéis e braceletes que podem comprometer a vascularização. Em extremidades edemaciadas (inchadas) é necessário cortá-los com instrumento apropriado. Em caso de lesões em membros inferiores deve-se retirar sapatos e meias. 3. Cubra lesões abertas com bandagens estéreis ou panos limpo antes de aplicar a tala. 4. Coloque as extremidades em posição anatômica e alinhada. Se houver resistência imobilize na posição encontrada. Aplique a tala imobilizando com as mãos o segmento lesado de modo a minimizar movimentos do membro, até que a tala esteja colocada. 5. Imobilize o membro cobrindo uma articulação acima e abaixo da lesão. A imobilização alivia a dor, produz hemostasia (controle da hemorragia) e diminui a lesão tecidual. 6. Se possível eleve a extremidade após o procedimento.
COMO SOCORRER VITÍMAS PRESAS NO VEÍCULO

EXTRICAÇÃO

É a retirada da vítima de um local, de onde ela não pode sair por seus próprios meios. No caso de confinamento, retire as ferragens e escombros da vítima e não a vítima das ferragens. Seqüência da Extricação 1. Reconheça a cena; 2. Obtenha acesso ao paciente; 3. Realize exame primário e ABC da vida; 4. Imobilize o paciente dando prioridade a coluna cervical; 5. Afaste os obstáculos físicos; 6. Remova a vítima; 7. Reimobilize o paciente caso necessário; 8. Transporte à vítima. EXTRICAÇÃO DE VEÍCULOS 1 - Chave de Rauteck: retira rapidamente e sem equipamento, vítima de acidente automobilístico do banco dianteiro. Está indicada em situações de risco de incêndio ou 2 - Retirada de Capacete: As vitimas por acidentes de motocicleta, devem ter o capacete retirado antes da chegada da ambulância somente se houver inconsciência. Fixe a cabeça, solte a jugular do capacete, mantenha a fixação enquanto tira o capacete. Após retirar o capacete mantenha a fixação da cabeça e coloque o colar cervical. RESGATE E TRANSPORTE Se possível não transporte à vítima e aguarde o socorro médico. Em situações de risco iminente para o socorrista ou para a vítima transporte-a rapidamente para lugar seguro.

Os métodos de transporte são precários e podem agravar lesões existentes. A presença de riscos no local, números de pessoas disponíveis, diagnóstico do paciente e o local do acidente influenciam o tipo de transporte. A vítima deve ser estabilizada e imobilizada antes do transporte, preferivelmente por equipe especializada para não provocar lesões adicionais ao paciente. Os movimentos devem ser sempre em conjunto com o outro socorrista. Transporte rapidamente quando: Houver perigo de incêndio, explosão ou desabamento, presença de ameaça ambiental ou materiais perigosos. Não há possibilidade de proteger a cena do acidente, bem como obter acesso ao paciente que necessita de cuidados de emergência. TRANSPORTE DE EMERGÊNCIA 1 - Técnicas com Um Socorrista: Pacientes capazes de andar a - Apoio Lateral Simples Pacientes que não podem andar a - Arrastamento pela Roupa b - Arrastamento por Cobertor c - Transporte tipo Bombeiro 2 - Técnicas com 2 ou mais Socorristas: Vítima que pode andar Apoio Lateral Simples Vítima que não pode andar Consciente a - Transporte pelas Extremidades

b - Transporte em cadeirinha Vítimas Inconscientes a - Elevação em braço b - Elevação Manual Direta EQUIPAMENTOS DE TRANSPORTE a - Padiola b - Prancha Longa: É o equipamento indicado para remover pacientes politraumatizados. Rolamento de 90 graus: Utilizado para vítimas em decúbito dorsal. Rolamento de 180 graus: Empregado para vítimas encontradas em decúbito ventral. Elevação a Cavaleiro: Indicada em vítimas encontradas em decúbito dorsal. IMPROVISAÇÃO DE EQUIPAMENTOS a - Improvisação de prancha longa: porta, prancha de surf, ou uma tábua longa e resistente. b - Improvisação de maca ou padiola: cabos de vassoura, cobertores, paletós, camisas, cordas, lonas, sacos de pano. SELEÇÃO DO MÉTODO APROPRIADO PARA TRANSPORTE Transporte por equipe especializada sempre que possível em ambulância. Nos casos especiais em que não houver ambulância disponível: utilizar veículos grandes como caminhonetes, ônibus ou caminhões para que se possa deitar a vítima. Dirija com segurança para evitar acidentes. POSIÇÃO DO PACIENTE DURANTE O TRANSPORTE a - Pacientes Não Traumáticos Choque com falta de ar: Semi-sentados.

Choque: Decúbito dorsal com as extremidades inferiores elevadas. Inconsciente: Decúbito lateral esquerdo para prevenir a aspiração. Gestantes: Decúbito lateral esquerdo em posição de permitir assistência ao parto. b - Pacientes traumatizados Decúbito dorsal sobre a prancha longa. TRANSPORTE AÉREO O guarda-vidas/socorrista deve ter conhecimento da necessidade de transporte aero-médico sabendo indicar ou não este tipo de transporte. Indicações Vítimas graves em locais de difícil acesso por veículos terrestre. Vítimas graves em locais distantes onde o transporte terrestre atrasar o socorro da vítima.
REFERENCIAS BIBLIGRÁFICAS TECNODATA VÍDEOS LTDA. Curitiba, 1999 David Szpilman: http://www.szpilman.com/biblioteca/medicina/traumas.htm. CABO LIMA. Apostila de Treinamento de PS.25

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ - DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO - DAF / CRH / GERÊNCIA DE SELEÇÃO E TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO

Fonte: http://www.detran.pa.gov.br/informativos/informacoes/cursos/pdf/DIRECAO_DEFENSIVA.pdf
GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ - SECRETARIA ESPECIAL DE DEFESA SOCIAL DEPARTAMENTO DE TRANSITO DO ESTADO DO PARÁ DAF/CRH/GERÊNCIA DE SELEÇÃO E TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO

Fonte: http://www.detran.pa.gov.br/informativos/informacoes/cursos/pdf/PRIMEIROS_SOCORROS.pdf

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