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clog Eat Cura 4004, Va pp. 108-120 GPPCIMCAC Coli ernale des Carvahos DIVERSIDADE NA IDENTIDADE: A ESCOLA E AS MULTIPLAS FORMAS DE SER MASCULINO Seavedra Into de Esso Pili Unverdde do Mink, Pog Resumo ‘Ao longo das itimas décadas surgiram consideréveis alteragbes no conceito de géne- ro, que conflufram para uma nova concepo da identidade baseada na diversiiade associa «daa determinados grupos sociais. Com base nestes fundamentos é feito um paalelismo en- ine alguns estudos, elaborados em diferentes periodos e por diferentes autores, sobre a ‘construcio das masculinidades em contextos escolares. Destaca-se a pertingncia da identificaydo de véras identidades masculiss e a impor. tincia do intercimbio de conhecimentos entre os contrbutos feministase ‘era um enriquecimento da teorizagdo e estuds sobre género. PALavRAs-CHAave: Escola idenidade, masculinidade. Introdusdo Robert Connell (1987), que frequentemente referenciado como um mar- co nos estudos sobre masculinidade, ofirmava que “a maior parte da teoriza- 80 radical sobre género tem sido feita por mulheres” (p. xi). Embora, desde enlio até aos dias de hoje, a situaeGo se tenha gradualmente cllerado, os es- tudes sobre masculinidade ainda confinuam a ser um campo de teorizagéo conde as figuras masculines se impem ern fermos numéricos, tl camo os esti dos sobre a feminilidade e as questées femininas em geral séo predominante- mente povoados por nomes femininos. E certo que as feministas se tém dedicado 4 anélise da mosculinidade, mas a sua preocupacao central tem sido 0 impacto da hegemonia masculina (Arnot, 1983) nas mulheres e néio a productio de teorias sobre « masculinida- de, como refere Skelton (2001). 'Nao obstante, e do mesmo modo que um determinado émbito da teorizo- ‘¢G0 sobre masculinidade tem beneficiade dos contributos das teorias feminis~ rod ade): Unie do Wich ~ vo de EB «Peco, Campus de Gach, 710-057 Boge, Pgs. Ema! bameaSip umirha mw Pricologla, Educagio © Cute, 2004, VInL 1.1) il lula Senet tas!, fambém os trabelhos realizados sobre « masculinidade na escola podem sor benéficos para uma anélise da diversidade de identidades femininas, no sentido oponiado, por exemplo, por Julie Betie (2003F. Paricularmente no contexto escolar, es feorias sobre a masculinidade podem claricar os diversas interacges que se estabelecem entre género, raga/etnia e classe social dentro do mesmo sexo, a0 nivel da identidade, e ajudar a compreender o papel que a prépria inleraccéio entre os sexos/géneros tem na construgae das identida- des femininas e masculinas. Mais do que a produgde de trabalhos no émbito escolar sobre as masculinidades, por um lado, e sobre as feninilidades, por ouko, parecem estar aclualmente criadas as bases teéricas para uma partilha efeciva de conhecimentos em beneficio de ambos os sexos e das interacges que se estabelecem entre eles. Uma viragem nas questées de género AAI6 recentemente, « masculnidade foi um tema quase ausente da con ceptualizasiio e investigacdo sobre género, porque apenas as questées asso-