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SILVIO BATISTA DA SILVA, OAB nº 38.925/PE.

Causas Ambientais, Criminais e Trabalhistas.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA PRIMEIRA VARA


REGIONAL DE EXECUÇÃO PENAL DA CAPITAL-PE

ANDERSON QUEIROZ TELES DE MENZES

Proc. Execução Criminal n° 2002.0184.005893

CÍCERO SOARES DA SILVA, já qualificado nos autos em


epígrafe, atualmente recolhido no Presídio de Igarassu, através de seu advogado
devidamente constituído conforme procuração (Doc.01), vem, “mui”
respeitosamente à presença de Vossa Excelência, nos autos da presente
EXECUÇÃO CRIMINAL, requerer

LIVRAMENTO CONDICIONAL

o que faz pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.

I – DOS FATOS
O Requerente foi preso preventivamente em 14.11.2016,
estando custodiado até a presente data conforme histórico penal juntado aos autos
(Doc.02).
Quanto as ações penais, eis a análise do juízo das
execuções em 02.03.2017 “condenado em três ações penais, sendo: 1) 09 anos de
reclusão, em regime fechado, por infração ao art. 121, §2º, IV, do CPB, pelo Juízo de
Direito da Comarca de Joaquim Nabuco/PE, nos autos do processo criminal nº 1.687/1991.
2) 26 anos de reclusão, em regime fechado, por infração ao art. 157, §3º, in fine, do CPB,
pelo Juízo de Direito da Comarca de Joaquim Nabuco/PE, nos autos do processo criminal
nº 2.179/1996. 3) 08 anos e 11 meses de reclusão, em regime fechado, por infração ao art.
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157, §2º, II, do CPB, pelo Juízo de Direito da Comarca de Vicência/PE, nos autos do
processo criminal nº 459.2008.000122-0. DECIDO: 1. De acordo com os assentamentos
carcerários e informações acostadas aos autos, o sentenciado foi preso em 10/10/1993;
Evadiu-se em 08/03/2008; Preso em 25/03/2008; Iniciou o cumprimento do regime aberto
em 21/03/2016. Preso em 14/11/2016. 2. Descumpriu as condições impostas ao regime
aberto em 14/11/2016, tendo em vista que foi preso pela prática de novo delito, conforme
consulta ao assentamento carcerário, respondendo ao processo crime nº 0005818-
63.2016.8.17.0990, tramitando perante a Vara do Júri da Comarca de Olinda/PE; 3. A
conduta em tela configura falta disciplinar de natureza grave nos termos do art. 50, inciso
V, e art. 52, ambos da Lei das Execuções Penais.”
Isto posto, observando as informações supracitadas, como
data da falta disciplinar, tipo penal e pena definitiva, o requerente atende o
requisito objetivo, considerando os termos do atestado de pena: “Data mínima
para progressão para o regime semiaberto: 26/06/2016, Data mínima para progressão para
o regime aberto: 28/03/2018, Data mínima para o livramento condicional: 05/08/2018
Término de pena: 16/01/2027”

Por fim, vale apresentar as condições subjetivas do réu, por seu Atestado
de Conduta carcerário que indica “Comportamento Bom” (Doc.03).

II- DO MÉRITO

A possibilidade de progressiva passagem de um sistema de reclusão total


(regime fechado) para a mínima restrição de liberdade (aberto) passando por um
regime intermediário (semiaberto), até que o reeducando atinja a total liberdade,
representa uma exigência fundamental para a ressocialização dos apenados.
Esta, por sua vez, foi erigida a meta prioritária de nossa execução penal, tal
como estabelecido no artigo inaugural da lei específica (Lei 7.210/84).
Ademais, possibilitar a progressão de regime prisional, desde que cumprida
uma parcela da pena (requisito objetivo) e desde que haja mérito (requisito
subjetivo) para tanto representa ferramenta inafastável para a garantia do princípio
da individualização da pena, direito fundamental encartado em nossa Carta
Fundamental em seu art. 5º, LXVI.
De fato, a um só tempo que garante o retorno gradual do reeducando ao
normal convívio social, a progressão de regime representa uma forma de garantir
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tratamento diferenciado àqueles que demonstrem mérito e para os quais a reclusão


demonstre-se desnecessária.

Desta forma dispõe o artigo 81 do Código Penal:

“Art. 83 - O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado


a pena privativa de liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos, desde
que:

(...)

V - cumpridos mais de dois terços da pena, nos casos de condenação


por crime hediondo, prática de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e
drogas afins, tráfico de pessoas e terrorismo, se o apenado não for
reincidente específico em crimes dessa natureza. “

Observa-se que, no decorrer do cumprimento das penas, o


interno cometeu falta disciplinar grave, entretanto, tal falta não deve influenciar na
contagem de tempo para aquisição do Livramento Condicional nos termos da
Súmula STJ nº 441 “ A falta grave não interrompe o prazo para obtenção do
Livramento Condicional”

III- PEDIDO

Ante do exposto, requer:

a) seja intimado o Ilustre Representante do Ministério


Público para que apresente seu parecer;

b) seja concedido Livramento Condicional, por ser medida


de mais lídima justiça.

Nestes termos, pede Deferimento.

Recife-PE, 20 de dezembro de 2018.

SILVIO BATISTA DA SILVA


OAB/PE 38.925 D