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O r d e m d o s Pr e g a d or e s Outubro 2003

F r a t er n i d a d es Le i g a s de S ã o D o m i n g o s A no X X XI II , nº 3 0 9

D ire c t o r: Ga b rie l F e rre ira d a S ilv a— IS SN : 1 6 4 5 - 4 4 3 X; D e pó s ito L e g al : n º8 6 9 2 9 / 9 5 ; As s in at ura no rma l: 4 € uro s; Av ulso : 0, 5 e uro s ;
P ra ça D. Af on s o V 8 6 , 4 1 5 0 - 0 2 4 P ort o , P o rt ug a l— I mp re s s ão: Ma ria Jos é Me ire le s , Rua Rui Fa le iro, Po rto

CORES DO FEMININO
NESTE NÚMERO: ENCONTROS DO LUMIAR 2003-2004
REFLEXÃO –CELEBRAÇÃO
Agenda 1
8 de Maio
Programa 10 de Janeiro O modo que têm as
Noticias das Fraterni- 2 mulheres de falar de
- 15.30: Conferência, As mulheres nas reli-
dades Deus;
seguida de debate; giões
Por Fr. José Augusto
Família Dominicana 3
- Intervalo para chá Por Peter Stillwel Mourão OP;
- Eucaristia; (padre e professor na
Doeu-nos o coração 4 UCP);
5 de Junho
11 de Outubro A mulher—percurso his-
Formação 5 Fracturas de (Des) 14 de Fevereiro tórico
encontros Esperança e refúgio: por António Matos Fer-
solidariedades e fe- reira (historiador);
Pregar com o Rosário 6 O Desejo ideal e a
minino;
sexualidade
Por Cristina Fabião Por Adelaide Cordovil Celebração
(psiquiatra); (socióloga); Vigília de natal, Missa
da meia-noite (23.00);
13 de Março Contactos:
8 de novembro Monjas Dominicanas,
Sentimentos—
De Eva à mais bri- Quinta do Frade à Pra-
Construção e des-
lhante que o sol construção do femini- ça Rainha D. Filipa,
Do ser ao dever ser; 1600-681 Lisboa
no;
Por Teresa Martinho Tel/fax 217 589 612

PREGAR COM O ROSÁRIO!


D. JOSÉ AUGUSTO PEDREIRA

1.Pela quadragési- receberam do seu - foi-lhe concedida


ma oitava vez, a Fundador, S. Do- a revelação da efi-
Família Dominicana mingos de Gusmão, cácia do Rosário,
promove uma pere- fundador da Ordem que ele utilizou co-
grinação nacional dos Padres Prega- mo arma poderosa
do Rosário ao san- dores e das Irmãs para combater as
tuário de Fátima. Dominicanas. Por heresias; grande
Ao fazê-lo estão a inspiração e impul- devoto de Nossa
manifestar a sua so da Rainha do Senhora e amigo de
fidelidade ao dom Céu- estávamos nos S. Francisco de As-
2 Outubro 2003

SÃO JOÃO NOTÍCIAS DAS FRATERNIDADES Publicações


MACIAS disponíveis
São Tomás de eucaristia, o humor, a
expressiva e bem dosea- para venda:
Aquino da gestualidade, estive-
Encomendas directa-
ram bem presentes, num
mente para o endere-
No dia 19 de Julho, na equilíbrio notável e numa
ço deste jornal, acom-
Igreja do Corpo Santo 3 magistral aula de prega-
panhadas de che-
membros da Fraternida- ção, que a todos agradou
e certamente marcou. Ou que/vale do correio:
de de São Tomás de
Aquino realizaram as não fosse ele o Mestre
suas promessas definiti- Geral dos Pregadores! 1. As origens do ramo
v a s . gfs leigo na Ordem de
Numa cerimónia muito São Domingos, por
MEMÓRIA 15 DE
participada e presidida M-H Vicaire OP, 2
GRIJÓ
SETEMBRO
pelo Promotor Provincial euros;
Juan Macias nasceu Frei João Leite, a Filo- No dia 8 de Agosto, que
2. Estatutos das Fra-
em Ribera Del Fresno mena Martins de Brito, é dia com memória obri-
(Badajoz) na Espanha, ternidades Leigas
a Olívia Correia de Ra- gatória pela Igreja, em
de São Domingos,
1585. De família po- mos e a Maria da Luz honra do nosso fundador
bre, ficou orfão aos 4 São Domingos de Gus- 3 euros;
Coito prometerem dian- 3. Breve História da
anos e desde pequeno te do Promotor e do Pre- mão, esta Fraternidade
dedicou-se ao ofício de reuniu-se na Igreja paro- Ordem dos Prega-
sidente Provincial viver dores, por W.A, Hin-
pastor. Emigrou para a de acordo com a Regra quial na qual rezou o ter-
América do Sul, viven- ço meditado em sua hon- nebusch OP, 7,5
das Fraternidades Lei-
do na Colombia e mais ra. Meditamos no 1º mis- euros;
gas de São Domingos.
tarde em Lima, Peru. Para além dos elemen- tério, como nasceu a Or- 4. Processo de cano-
Pediu o hábito de ir- tos daquela Fraternida- dem; no 2º as origens da nização de São Do-
mão cooperador no de, estiveram também Ordem; no 3º que S. Do- mingos, 4 euros;
convento de Stª Maria presentes muitos domi- mingos apenas falava de 5. Opúsculo sobre a
Madelna em 1622 nicanos da Fraternidade Deus e com Deus na ora- origem da Ordem
quanto contava 33 de São Domingos de ção; 4º dos vários márti- dos Pregadores,
anos. Destacou-se por Benfica, a Maria do Céu res por causa do nome pelo B. Jordão da
uma vida de grande Silva, Secretária Provin- de Jesus; Saxónia, 5 euros;
pobreza, humildade e cial, e diversos amigos, No final meditamos ain- 6. As vidas dos ir-
caridade. Foi porteiro o que muito contribuiu da na ligação que deverá mãos, por Fr. Gerar-
durante 22 anos e para o clima de festa existir entre nós para ser- do de Frenchet OP,
exerceu uma enorme mos pedras vivas na Igre-
que se viveu. GFS 15 euros;
obra de beneficência ja. Também para haver
material e espiritual 7. A Ordem Terceira
Fraternidade teremos de
com as suas esmolas e MESTRE GERAL em Portugal, Lia
estar bem unidos porque
o seu rosário. Pelos Quem teve o privilégio só quando as pedras e Madeira, 2 euros;
seus conselhos, teve de assistir à homilia de as madeiras estão bem 8. Mártires de Espa-
grande influência na Fr. Carlos Azpiroz reali- ligadas é que há segu- nha, Fr. Lorenzo
cidade de Lima. Foi zada na Igreja de Cristo- rança na construção. As- Galmés, 3 euros;
amigo de S. Martinho Rei, por ocasião da sua sim também se nós per- 9. O anúncio do Evan-
de Lima e de Stª Rosa visita canónica, certa- manecermos unidos ha- gelho na Ordem
de Lima. Sofreu muitas mente guardará na me- verá Fraternidade. dos Pregadores, Fr.
injúrias e calúnias por mória uma das mais Carlos Azpiroz, 2
No final distribuiu-se a
causa da sua caridade notáveis pregações a euros;
Sagrada Comunhão a
heróica para com os que assistiu. A capaci- todo o Povo de Deus e 10.As fontes de inspi-
pobres. Faleceu em dade de alinhamento fechou-se a cerimónia ração evangélica
1645. Foi beatificado temático, a profundida- com as ladaínhas a Nª na democracia do-
em 1813 e canonizado de teológica, a pedago-
Srª. minicana, Fr. Maria-
a 8 de Setembro de gia, a interacção com os
Carlos Ferreirinha no Foralosso OP, 2
1975. outros participantes na
euros;
La i c a d o D o m i n i c a n o 3

FAMÍLIA D O M I N I C A NA
ENCONTRO DE AVEI-
Comunicação da rea- uma das Comunida- ficando constituído do RO
seguinte modo:
lização da Assem- des, pelo tema apre- No dia 8 de Novem-
bleia e Capítulo Pro- sentado pela nossa Coordenadora Provinci- bro, para de algum
vincial Irmã Coordenadora al: Ir.Maria Deolinda de modo assinalar o
Geral e pela partilha Jesus Rodrigues “Dia Mundial da Fa-
Vigária e Secretária: Ir.
De 25.07 a 02 de de 4 Leigos que acei- Julieta da Silva Amorim m í l i a D o mi ni c a -
Agosto do ano em taram o convite que Administradora: Ir. Mar- na” (dia 7/11), vai
curso, teve lugar, na lhes foi dirigido, para garida Antunes Pinto ter lugar em Aveiro
nossa casa provinci- participarem, durante Conselheira: Ir. Maria um Encontro de for-
Trindade Lopes Rafael
al, em Lisboa, uma um dia na nossa As- mação, orientado pe-
assembleia aberta a sembleia. Um dos Pedimos a vossa oração lo Dr. Paulo Farinha e
todas as irmãs da Leigos que esteve (e também prometemos que tem como tema:
Província (que é cons- presente foi o Ga- a nossa!) para que sai- “novos itinerários glo-
bamos desempenhar a bais da Palavra”: A pre-
tituída pelas comuni- briel, dominicano e
Missão que nos foi gação e as novas tec-
dades de Portugal e Director deste jornal.
confiada. nologias/Caminhos”.
de Moçambique), se- Foi uma reflexão mui-
- O local do Encontro
guida pelo Capítulo to interessante e, por Com um abraço será na casa das Irmãs
Provincial. isso, aproveito esta fraterno, Dominicanas que tem
oportunidade para a seguinte direcção:
Um dos temas mais dizer a todos/as um Lar Académico de San-
__________________________
reflectidos e aprofun- sincero OBRIGADO. FICHA TÉCNICA ta Joana, rua de Espi-
dados foi a vocação e
__________________________
nho, nº1, Bairro de
o lugar das/os Religi- Decidiu-se criar, entre Jornal mensal (11Xano); publicação
periódica nº119112; ISSN: 1645- Santiago, 3810-114
osas/os e dos Leigos nós, uma pequenina 443X; propriedade: Fraternidades Aveiro. Tel. 234 422
Leigas de são Domingos; P.C. nº502
na vida da Igreja, ten- comissão que dinami- 294 83 3; Depósi to legal: 692.
nº86929/95; Director: Gabriel
tando acolher os si- ze a continuidade Ferreira da Silva; Colaboradores A eucaristia será no
permanentes: Francisco Piçarra; Frei Convento de Santa Joa-
nais, bastante visí- desta reflexão e que João Leite; Pedro Antas Martins;
Impressão: Maria José Meireles, rua na;
veis e criativos do decida sobre o inte- Rui Faleiro, Porto, Expedição:
Henrique Fonseca; Tiragem: 650 O início da Formação
Espírito Santo, que se resse e necessidade exemplares; Endereço : Praça D.
está previsto para as
manifestaram neste de se elaborar, na
Afonso V, 86, 4150-024 Porto;
Assinatura: cheque/vale do correio 10.30 da manhã e o
campo e nestes tem- perspectiva de Missi-
em nome de “Fraternidades Leigas
de São Domingos” final para a 17.30.
pos novos, que todos onárias Dominica- Os artigos publicados expressam Inscrições: o valor é de
temos a sorte de vi- nas/Leigos, um pe- apenas a opinião dos seus autores.
A re pr odu ção do s ar ti go s
5 €uros e podem ser
ver e de presenciar. queno plano de ac- publicados nesta edição é pagas em Aveiro. Nú-
permitida, desde que
ção. expressamente identificado o mero limitado de inscri-
respectivo autor e publicação.
Fomos ajudadas nes- ções!
ta reflexão, pelos tra- Também se elegeu o Atenção: levar almoço
para partilhar.
balhos feitos, anteri- novo Conselho Pro-
ormente, por cada vincial que animará a
La i c a d o D o m i n i c a n o 4

Emigração: DOEU-NOS O CORAÇÃO


FREI JOÃO LEITE
1980: 50.750 emigran-
tes legais, residentes Foram dramáticos os Creio que é também a
em Portugal; primeiros quinze dias hora da gratidão. Grati- de, qualquer pessoa
de Agosto, em Portugal. dão para com os bom- adulta deve gritar bem
1990: 107.767;
Ainda não saíram da beiros, que tanto de- alto e exigir que as au-
1995: 168.216; toridades intervenham.
minha memória as du- ram da sua generosida-
1999: 191.143; as palavras de sofri- de e paciência, até com Nem a Igreja deve sen-
2000: 208.198; mento que as televi- o risco da própria vida. tir-se alheia. Ela é pre-
2002 (Maio) : 388.258; sões nos traziam: POR- Compreendo algumas sença no mundo, para
TUGAL a ARDER. E as atitudes e palavras in- a salvação - qualquer
2002 (Dez..): 438.699; salvação - dos homens.
imagens: as longas ex- justas de vítimas dos
2003:mais de 500 mil tensões de fogo, os ros- fogos, frutos da própria Mas esta educação
(5 % da população); tos de aflição e angús- dor e angústia por que cívica tem que ser exi-
tia, as lágrimas por ver passavam. Por isso, o gência e consciência de
em cinzas os frutos de meu apelo à gratidão. qualquer cidadão, dos
tanto labor, os olhos de Em qualquer cidade, mais novos aos mais
JUSTIÇA E PAZ não saber onde recupe- vila ou aldeia em que velhos. Tanta negligên-
rar esperanças. Creio haja bombeiros, gosta- cia: é uma fogueira mal
Segundo dados do firmemente que a mai- ria de saber como a apagada; o resto de um
Banco Mundial, as oria do povo de Portu- população os reconhe- cigarro que se atirou
barreiras comerciais gal se uniu a tanto so- ce e lhes agradece. Es- para a berma da estra-
nos países desenvolvi- frimento. tendo o apelo à grati- da; uma lata que se
dos custam aos países dão para com os popu- deixou exposta ao sol...
pobres cerca de 100 Chegou até nós a hora lares que acorreram e fico triste por ao passar
mil milhões de dólares da solidariedade. Lem- deram do seu melhor por uma rua ou uma
por ano, o que repre- brei-me do grande SI- em circunstâncias tão praia, ver tantos recipi-
senta duas vezes o NAL da multiplicação difíceis. entes para o lixo, mas o
que as nações ricas dos pães: a compaixão lixo a sujar ruas e prai-
dão em ajuda [ao de- eficaz de Jesus por E não devemos perder as... É meu dever cha-
senvolvimento]. aqueles que ama. um olhar exigente, em- mar a atenção dos mal
Público 13-06-2003 Aquele pão que d’Ele bora sereno, sobre o educados ou descuida-
recebemos transforma- futuro. O que aconte- dos. É meu dever ser
do em pão da nossa ceu podia não ter acon- educado e ser educa-
O Iraq Body Count
partilha. Pão que sai de tecido; não devia ter dor.
(IBC), um grupo vo-
luntário de professo- um coração generoso. acontecido. Para além
Gestos grandes e pe- de factores não huma- Muito se falou de actos
res e investigadores criminosos e da deten-
quenos que levam um nos que dificultaram
britânicos e norte- luzeiro de esperança. intervenções mais ção preventiva de algu-
americanos, reco- Pelo que tenho ouvido prontas, não há dúvi- mas pessoas. As popu-
lheu diversas esta- e visto, o nosso povo das, hoje, sobre a mui- lações têm o direito a
tísticas e concluiu tem-se mostrado como ta negligência na pre- saber a verdade. A que
que entre 5000 e é: nas horas de angús- venção. O que aconte- conclusões se chegou?
7000 civis foram tia, os gestos de pre- ceu não deve, não pode Como caminham os
mortos no conflito. O sença. Mas o caminho repetir-se. Está muito processos? Exijam. Não
grupo admitiu que ainda é longo. Vamos na cabeça dos homens. deixem que as primei-
continuar. E vamos ras chuvas apaguem a
com o prossegui-
continuar atentos. Que memória e a dor.
mento das pesqui- Tudo começa por uma
A partir da experiência
a voz do sofrimento nos verdadeira educação
sas, o número pode- tão dolorosa deste ano,
toque. Multipliquemos cívica. Dos proprietá-
rá atingir os 10.000. a nossa sensibilidade. as populações exijam
rios e do Estado, que
"Se hoje ouvirdes a voz têm o dever do cuidado uma sábia prevenção
Público 13-06-2003 do Senhor, não fecheis da limpeza ordenada para o futuro. Não te-
os vossos corações". das suas propriedades. nho eu esse saber.
(Hebreus 3,7) Em qualquer localida- Mesmo assim, è
La i c a d o D o m i n i c a n o
5

FORMAÇÃO ção conclusiva para ob- ressuscitado—como


FRANCISCO PIÇARRA ter os frutos específicos charneira!
da meditação desse
Estudo VI—nº32 a 38 mistério, cuja composi-
Para mim viver é Cris- que nos ajudam a introdu- C—Propostas de re-
zir na intimidade do Pai e ção variará segundo as
to diferentes tradições es- flexão
a dizermos com Jesus
Um método a con- “Abba Pai”, sintoniza-nos pirituais e característi- 1º Porque é que o Pai
templar (cont.) com o encontro de Deus cas das comunidades Nosso, as dez avé-
ao contemplar a encarna- marias e o Glória ocu-
cristãs.
ção do Filho no ventre vir- pam uma parte tão
Introdução—Após as significativa na oração
férias retoma-se o estu- ginal de Maria—sua obra-
prima—Jesus, cujo nome O Terço é o instrumento do Rosário? (tente en-
do do cap. III da Carta tradicional na recitação contrar ligações à ora-
de João Paulo II. Para repetido, sob sugestão de
Maria, nos leva a penetrar do Rosário que regista a ção bíblica e da Liturgia
ordenar os assuntos, das Horas).
aconselha-se a leitura na vida de Cristo único sucessão das avé-
Salvador e a rogar a inter- marias e exprime simbo- 2º O que é que João
prévia da Introdução do
cessão da Mãe de Deus lismos que aprofundam Paulo II sugere na reci-
Estudo V publicado no
para a nossa vida e a hora a contemplação. O San- tação pública do
LD de Junho.
da nossa morte. Finalmen- to Padre exorta-nos a “Glória”? E porquê?
te, como apogeu da con- 3º Qual é a proposta
alargar o significado
Desenvolvimento: templação, louvamos, alternativa à jaculatória
adoramos, agradecemos o simbólico do terço como
1º O Pai Nosso, as 10 final proposta pelo San-
mistério da Presença Trini- vínculo de comunhão e
Avé-Marias e o Glória, to Padre? Qual a sua
recitados e repetidos tária de Deus. fraternidade que a to-
finalidade?
entre cada mistério dos nos une em Cristo.
4º Que simbolismos
enunciado, escutado e são indicados no nº36
2ª Começo e conclusão
meditado do rosário quanto ao “terço”? Na
3º distribuição no tempo
formam um conjunto sua contemplação en-
central de elementos Começo: são vários os mo- contra mais algum?
dos de introduzir o Rosá- João Paulo II reordena a
rio, sendo a invocação do 5º Na sua vida pessoal
distribuição semanal e familiar a distribuição
E atrevo-me a uma Salmo 69(70) ou a recita- dos ciclos dos mistérios
proposta: os entendi- ção do “Creio em Deus semanal do rosário in-
da seguinte forma: do- dicado por João Paulo
dos e técnicos imagi- Pai” dois exemplos desta mingos e quarta-feira:
nem o pior e procurem variedade legítima. II é possível? Se não é,
mistérios da glória,; se- reflicta e dialogue as
os meios para os evi- Conclusão: oração pelas
gunda e sábado: misté- razões ou dificuldades.
tar e combater. Dou- intenções do Papa para
lhes uma certeza: não estender o olhar de quem rios da alegria; terça e
se repetirá a dor deste reza ao amplo horizonte sexta-feira: mistérios da D: Oração conclusiva
ano. das necessidades eclesi- dor; quinta-feira: misté-
ais e a oração da Salvé rios da Luz. Atente-se,
todavia que esta indica- Senhor Jesus ensina-
Não sei se algum meu Rainha ou as invocações nos a orar através da
irmão dominicano se da Ladainha Lauretana ção não limita a liberda-
caminhada dos misté-
interroga: que tem tudo para louvar Maria pelo de de opção segundo as rios da tua vida na con-
isto a ver com a nossa contacto vivo com o Misté- exigências espirituais, templação do rosário
vida? É isto algum ca- rio de Cristo!~ pastorais das pessoas e de Tua Mãe, Maria,
minho de espiritualida- comunidades a oportu- Mãe de Deus. Com ela
de? Respondo que es- nas adaptações à litur-
A Jaculatória final e com o coração habi-
piritualismo desencar- gia. O importante é que tado pelo Amor de
nado quero que não É prática corrente que
o Rosário seja um itene- Deus, queremos acla-
seja. Espiritualidade varie segundo os costu- mar jubilosamente:
que agarra a vida nesta mes. João Paulo II suge-
rário contemplativo para
uma caminhada sema- “Glória ao Pai ao filho e
terra que habito e amo, re a oportunidade de se ao Espírito Santo. Co-
creio que sim. terminar cada um dos nal através do mistério
mo era no princípio,
mistérios com uma ora- de Cristo, tendo o do-
Quero que seja.
mingo—dia do Senhor agora e sempre.
(cont. pág. 1) viu-se integrado com didos, o Santo Padre adianta-se cada vez mais ameaçada
eles numa visão sobrenatural em a responder a certas objecções, por forças desagregadoras
que Jesus Cristo os apresentava vindas dos espíritos menos co- a nível ideológico e prático,
como setas divinas arremessadas nhecedores da fé cristã e das que fazem temer pelo futu-
para a conversão do mundo. S. Do- formas de a exprimir. E pergun- ro desta instituição funda-
mingos foi "tocha" de luz para a con- ta-se a ele próprio: - Constituirá mental e imprescindível da
versão de muita gente, particular- ele (o Rosário) um obstáculo à sociedade? Os temores
mente dos que tinham caído na he- centralidade de Cristo na Litur- que nos assaltam pelo fra-
resia dos chamados albigênses ou gia da Igreja, tão ressaltada pelo casso da instituição famili-
cátaros, origem de sangrentas guer- C. Vaticano II? E responde: "Não ar é simultaneamente o
ras religiosas. só não se lhe opõe, como lhe que temos pela sorte da
2. Mas esta peregrinação está tam- serve de apoio, visto que para sociedade inteira. Por isso,
bém profundamente de acordo com ele nos orienta e introduz ..." o Santo Padre não hesita
a mensagem da Carta apostólica - Será pouco ecuménico, quer em dizer que «o relança-
sobre o Rosário da Virgem Maria, dizer, em pouca sintonia com as mento do Rosário nas fa-
que o actual Papa João Paulo II nos outras Igrejas cristãs, pelo seu mílias cristãs, no âmbito de
dirigiu, em 16 de Outubro de 2002. carácter marcadamente maria- uma pastoral mais ampla
no? E a resposta surge com toda da família, propõe- se co-
Nela o Santo Padre proclamou um
a clareza: - Se adequadamente mo ajuda eficaz para con-
Ano do Rosário, que se prolongaria
compreendido, o Rosário é cer- ter os efeitos devastantes
de Outubro de 2002 a Outubro de
tamente uma ajuda, não um desta crise da nossa épo-
2003. Recordemos as suas pala-
obstáculo, para o ecumenismo, ca» . Pio XII escreveu: «Para
vras: "Desejo que esta oração
porque orientado ao centro cris- levar a cabo empresa tão
(referia-se ao Rosário) seja especial-
tológico da fé cristã: honrando a difícil como é reconduzir a
mente proposta e valorizada nas
Mãe, melhor se conhece, ama e família à lei do Evangelho,
várias comunidades cristãs durante
glorifica o Filho". um dos meios mais efica-
este ano. Proclamo, portanto, o perí-
zes é a reza do terço em
odo que vai de Outubro deste ano 4.Deste santuário de Fátima
até Outubro de 2003 Ano do Rosá- queremos proclamar a oportuni- família» .
rio. "A história do Rosário - oração dade e urgência do relançamen- 5. É com este espírito que
cuja estrutura foi elaborada ao longo to do Rosário nesta circunstân- vos proponho acolher a
da Idade Média - mostra como esta cia histórica por que estamos a mensagem da palavra de
oração foi utilizada, especialmente passar. E isto, por duas razões Deus proclamada nesta
pelos dominicanos, num momento principais: celebração. Importa que os
difícil para a Igreja por causa da di- cristãos, todos os cristãos,
Primeiro porque importa invocar
fusão da heresia (dos albigenses). sejamos anunciadores des-
de Deus o dom da paz. O Rosá-
Hoje encontramo-nos diante de no- tes valores evangélicos,
rio foi proposto, por diversas ve-
vos desafios. Porque não tomar na sejamos profetas, falemos
zes na história da Igreja e do
mão o Terço como os outros que nos em nome de Deus, como
mundo, como oração da paz.
precederam? Moisés dizia a Josué:
Fizeram-no vários Papas, com
«Quem dera que todo o
A oração do Terço é indicada por maior insistência pelos quatro
povo de Deus fosse profeta
Leão XIII como "instrumento espiritu- ou cinco últimos que presidiram
e que o Senhor infundisse
al eficaz contra os males da socieda- aos destinos espirituais da Igre-
o seu Espírito sobre ele»
de ". João Paulo II dá este convin- ja. Como não voltar a fazê-lo no
.Nem devemos ficar com
cente testemunho: O Rosário é a início deste novo milénio, parti-
ciúmes ao verificar que
minha oração predilecta. Oração cularmente depois do que acon-
outras personalidades, por
maravilhosa! Maravilhosa na simpli- teceu no 11 de Setembro, ou
vezes estranhas às nossas
cidade e na profundidade. (...) Pode perante o sangue e a violência
comunidades cristãs, e até
dizer-se que o Rosário é, de certo que lançam o sofrimento e a
figuras públicas de relevo,
modo, um comentário prece do últi- morte em tantas partes do mun-
venham defender, quantas
mo capítulo da Constituição Lumen do. É urgente invocar de Deus o
vezes com maior veemên-
gentium do Vaticano II; capítulo que dom da paz. E o Terço é oração
cia do que nós, estas mes-
trata da admirável presença da Mãe da paz. mas verdades da paz e da
de Deus no mistério de Cristo e da Depois, é bom reconhecer que família.
Igreja. (...) Põe-nos em comunhão não é só a paz que está em ris-
* Bispo de Viana do Caste-
viva com Jesus... co. Que dizer da família! Não
lo, Homilia da Festa de Nª
3. E para desfazer alguns mal enten- está esta «célula da sociedade» Srª do Rosário, Fátima
O r d e m d o s Pr e g a d or e s Outubro 2003
F r a t er n i d a d es Le i g a s de S ã o D o m i n g o s A no X X XI II , nº 3 0 9

D ire c t o r: Ga b rie l F e rre ira d a S ilv a— IS SN : 1 6 4 5 - 4 4 3 X; D e pó s ito L e g al : n º8 6 9 2 9 / 9 5 ; As s in at ura no rma l: 4 € uro s; Av ulso : 0, 5 e uro s ;
P ra ça D. Af on s o V 8 6 , 4 1 5 0 - 0 2 4 P ort o , P o rt ug a l— I mp re s s ão: Ma ria Jos é Me ire le s , Rua Rui Fa le iro, Po rto

BEM AV E N T U R A D O S O S O B R E I R O S D A PA Z
FREI JOÃO LEITE OP

“Não vos inquieteis Bemaventuranças. em nós o Pai da miseri-


que ser mostrada em
com nada; apresentai a Lembrei-me então, de córdia e do perdão. A
Paz vivida, Paz constru-
Deus todas as vossas escrever uns pensa- violência dos outros
necessidades, pela ora- mentos sobre a Bema- sobre nós é uma cruz ída e Paz partilhada.
ção... em acção de gra- venturança da Paz. que o Senhor não quer, Falar de Paz é falar de
ças. Então a paz de mas ajuda a levar relações humanas e
Para nós, cristãos, a
Deus .... guardará os quem procura um cora- humanizadas. Por ve-
Paz, é, em primeiro lu-
vossos corações e pen- ção de Paz. zes somos tão selva-
gar, um DOM de Deus:
samentos em Cristo gens uns com os ou-
“Deixo-vos a paz; dou- Segunda atitude, aco-
Jesus .... Praticai o que tros. Onde nascem as
vos a minha Paz.”(João lher a Paz. A Paz de
aprendestes e herdas- 14, 27). “ele é a nossa Deus tomou corpo hu- guerras?....
tes, o que ouvistes e paz”. (Efésios, 2,14). mano em Jesus Cristo. A tarefa começa por
observastes em Mim. Sendo a Paz um DOM “ele é a nossa Paz”. criarmos em nós mes-
Então o Deus da Paz de Deus; sendo Jesus Constantemente somos mos e na família uma
estará convosco.” Cristo a nossa Paz, são- chamados a ser o que “Escola da Paz”. A Paz
(Filipenses, 4, 6-9) nos pedidas a nós duas somos: acolhedores de é fruto de uma verda-
No dia um de novem- atitudes: Primeira, pe- Jesus Cristo, acolhedo- deira educação. Dois
bro celebramos a festa dir a Paz. Pedir um co- res da Paz. A nossa ver- passos para esta edu-
de Todos-os-Santos. ração de Paz e um co- dade torna insepará- cação da Paz:
Procuramos reviver as ração em Paz. Mesmo veis Jesus Cristo e a Primeiro passo: Uma
testemunhas de Jesus nas agruras da vida, Paz. mentalidade de Paz.
Cristo e do Evangelho. manter o coração em Em segundo lugar, a Tudo na vida começa
Pouco antes chegará o Paz, porque a Paz está Paz é uma tarefa pes- pela nossa cabeça, por
“Laicado Dominicano” connosco. Mesmo pe- soal e contínua. Todos aquilo que pensamos.
aos olhos das nossas rante a violência exteri- os dons de Deus por E esta mentalidade
irmãs e irmãos. O Evan- or, manter um coração nós acolhidos são ta- concretiza-se na convic-
gelho desse dia são as de Paz, porque habita lentos por nós trabalha- ção de que as pessoas

__________________________
FICHA TÉCNICA
EDITORIAL
__________________________ UMA EXPLICAÇÃO E UM VOTO

Jornal mensal (11Xano); publicação


periódica nº119112; ISSN: 1645- Quando eu era criança, diziam: “mea culpa”. atrasado em relação ao
443X; propriedade: Fraternidades
Leigas de são Domingos; P.C. nº502 ainda havia bastantes Mas o efeito já era en- habitual. Ainda por ci-
294 83 3; Depó sito legal: pessoas que rezavam tão bonito. Pensava eu ma, os colaboradores,
nº86929/95; Director: Gabriel
Ferreira da Silva; Colaboradores
ou diziam certas ex- que pedir que nos fos- foram impecáveis e
permanentes: Francisco Piçarra; Frei pressões em latim, du- se concedida “apenas sempre entregaram os
João Leite; Pedro Antas Martins; rante a missa. Eu gos- meia culpa”, já não era seus textos a tempo e
Impressão: Maria José Meireles, rua
Rui Faleiro, Porto, Expedição: tava particularmente nada mau. Vem isto a horas. Fica o dese-
Henrique Fonseca; Tiragem: 650 daquela parte em que propósito de um pedido jo/promessa que tal
exemplares; Endereço : Praça D. as pessoas batiam com de desculpas a todos não volte a acontecer.
Afonso V, 86, 4150-024 Porto;
Assinatura: cheque/vale do correio a mão no peito e eu que tenho de fazer por E porque estamos qua-
em nome de “Fraternidades Leigas ouvia: “meia culpa, o jornal “Laicado Domi- se no Advento: “Vem
de São Domingos”
meia culpa”. Claro que nicano” chegar às vos- Senhor!”
O ROSÁRIO DE MARIA
FRANCISCO PIÇARRA OP

Estudo VII—Conclusão do actual: a paz e a família; realça a o Rosário é o itinerário da vida de Jesus des-
(nº39 a 43) dupla característica do Rosário en- de a sua concepção à morte e glória. A angús-
quanto oração popular de grande tia dos pais (diante das dificuldades e fragili-
simplicidade e profundidade teológi- dades dos filhos perante a sedução da droga,
A—Introdução ca e termina com um apelo à comu- o fascínio do hedonismo desenfreado, as ten-
Neste mês de Outubro de nidade cristã para a retoma e redes- tações de violência, as expressões de falta de
2003, que assinala o fim coberta do Rosário como caminho sentido para viver), deve conduzi-los a rezar o
do Ano do Rosário”, vamos excelente para contemplar o mistério Rosário pelos filhos e com os filhos.
reflectir sobre as conside- de Deus na vida moderna. - O Santo Padre lança um desafio para que
rações da conclusão da
surja uma Pastoral Juvenil que apresente o
sua carta Apostólica dos
B—Desenvolvimento Rosário com imaginação, simbolismos, criati-
números 39 a 43. vidade que favoreça a sua compreensão e
O Santo Padre liga o Rosá- I -. A paz leve os jovens a assumir o Rosário com entu-
rio a duas causas do mun- A) O Rosário é por natureza uma ora- siasmo.
ção orientada para a paz porque:
(continuação da página - Leva-nos à contemplação de Jesus
Cristo que é o “Príncipe da Paz”, a C – propostas de reflexão
anterior)
nossa Paz!... Como seria possível fixar nos mistérios gozo-
são importantes. Os outros sos o mistério do Menino nascido em Belém
dão sentido e grandeza à - O Mistério de Cristo sucessivamen-
sem sentir o desejo de acolher, defender e
minha vida. São importan- te contemplado traça um caminho de
promover a vida, preocupando-se com o sofri-
tes as pessoas da minha paz!... mento das crianças nas diversas partes do
família, os companheiros - A serena sucessão das Avé-Marias mundo?
de trabalho, os amigos de exerce uma acção pacificadora sobre
convívio, os irmãos que Como se poderia seguir os passos de Cristo,
o orante!... nos mistérios da Luz, sem se empenhar a
comigo celebram a mesma - Essa paz, acolhida no coração, es- testemunha as suas “bem aventuranças” na
fé. palha-se ao redor de cada um como vida diária?
Segundo passo: tomar dom de Cristo ressuscitado!...
uma opção de vida: afir- Como contemplar Cristo carregado com a
B) O Rosário produz frutos de carida- cruz, sem sentir a necessidade de se fazer
mar e promover a dignida- de que expressam concretamente a
de da pessoa humana. Isto seu “cireneu” em cada irmão abatido ou es-
paz, tornando-nos construtores da magado pelo desespero?
é decidir pela Paz. E sem
paz no mundo. Enfim, como se poderia fixar os olhos na gló-
decisões, tudo se esboroa.
.. De vez em quando ne- C) Longe de constituir uma fuga aos ria de Cristo ressuscitado, sem desejar tornar
cessitamos de sentar para problemas, à violência e aos conflitos este mundo mais belo, mais justo, mais con-
renovar. Conscientemente entre as nações, o Rosário deve le- forme os desígnios de Deus?
esta opção de vida. Então var-nos a vê-los com olhar responsá-
Em suma, o encontro com Cristo nos misté-
estaremos atentos ao nos- vel e generoso, comprometido e con-
rios não pode deixar de mostrar também o
so modo de estar e de di- fiante no poder salvífico de Deus
rosto de Cristo nos irmãos, sobretudo nos que
zer. Se os outros são im- sobre a guerra, a violência e a morte.
mais sofrem!
portantes, então não dire-
mos mal deles e muito II – A Família
menos serão por nós difa- D – oração final
1- A família que reza unida permane-
mados... Senhor Jesus, na companhia da carta de João
ce unida. O Rosário pode ser um es-
Nos dias de hoje, afirmar a Paulo II, aprofundámos a simplicidade, pro-
paço de oração onde a família se
dignidade humana passa fundidade e serenidade do Rosário como ora-
encontra para que, pondo Jesus no
pelo reconhecimento e ção contemplativa do Teu mistério de salva-
centro, possa partilhar com ele e
respeito pelos Direitos Hu- ção. Como continuadores do carisma de s.
entre si alegrias e sofrimentos, colo-
manos. Desejo que as Ir- domingos, acreditamos que toda a acção pro-
car nas Suas mãos necessidades e
mãs e os Irmãos, a nível cede da abundância da contemplação. Por
projectos Dele receber esperança e
pessoal ou nas reuniões, isso, Te pedimos a graça de retomarmos, no
força para o caminho. Mas, para
lancem um olhar de cora- contexto da nossa vida quotidiana, o Rosário
além desta experiência, os membros
ção sobre a realidade que de Maria, fazendo a sua descoberta à luz da
da família recuperam também a ca-
nos envolve. Diz o nosso escritura e de harmonia com a liturgia. Assim,
pacidade de se olharem, perdoarem
povo que “um sorriso não bendizendo, em todo o lado, hoje e sempre a
mutuamente e recomeçarem com
custa dinheiro”. É também Senhora do Rosário, louvaremos com ela o
amor renovado pelo Espírito de Deus. Teu Nome e daremos Contigo glória ao Pai na
construir a Paz esse sorri- 2- Os Filhos em crescimento devem comunhão do Espírito de Amor, fonte da vida
so criador de esperança. estar muito presentes nesta oração plena de alegria, luz e beleza.
comum, já que
Amén