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PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PARÁ

TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018


PRESIDENTE
Des. RICARDO FERREIRA NUNES
VICE-PRESIDENTE
Des. LEONARDO DE NORONHA TAVARES
CORREGEDOR DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM
Des. JOSÉ MARIA TEIXEIRA DO ROSÁRIO
CORREGEDORA DO INTERIOR
Desª. VÂNIA VALENTE DO COUTO FORTES BITAR CUNHA

CONSELHO DA MAGISTRATURA
Des. RICARDO FERREIRA NUNES Desª. EZILDA PASTANA MUTRAN
Des. LEONARDO DE NORONHA TAVARES Desª. MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA
Des. JOSÉ MARIA TEIXEIRA DO ROSÁRIO Desª. ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA
Desª. VÂNIA VALENTE DO COUTO FORTES BITAR CUNHA Desª. NADJA NARA COBRA MEDA

DESEMBARGADORES
MILTON AUGUSTO DE BRITO NOBRE
RÔMULO JOSÉ FERREIRA NUNES GLEIDE PEREIRA DE MOURA
LUZIA NADJA GUIMARÃES NASCIMENTO JOSÉ MARIA TEIXEIRA DO ROSÁRIO
VÂNIA VALENTE DO COUTO FORTES BITAR CUNHA MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHO
RAIMUNDO HOLANDA REIS MARIA EDWIGES DE MIRANDA LOBATO
VÂNIA LÚCIA CARVALHO DA SILVEIRA ROBERTO GONÇALVES DE MOURA
CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO MARIA FILOMENA DE ALMEIDA BUARQUE
MARIA DE NAZARÉ SILVA GOUVEIA DOS SANTOS EDINÉA OLIVEIRA TAVARES
RICARDO FERREIRA NUNES LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO
LEONARDO DE NORONHA TAVARES MAIRTON MARQUES CARNEIRO
CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO EZILDA PASTANA MUTRAN
MARIA DE NAZARÉ SAAVEDRA GUIMARÃES MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA
LEONAM GONDIM DA CRUZ JÚNIOR ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA
DIRACY NUNES ALVES NADJA NARA COBRA MEDA
JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR
RONALDO MARQUES VALLE
ROSI MARIA GOMES DE FARIAS

SEÇÃO DE DIREITO PÚBLICO


Plenário da Seção de Direito Público
Sessões às terças-feiras 2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO
Desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento Plenário de Direito Público
Desembargadora Célia Regina de Lima Pinheiro Sessões às quintas-feiras
Desembargadora Diracy Nunes Alves Desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento
Desembargador Roberto Gonçalves de Moura Desembargadora Diracy Nunes Alves (Presidente)
Desembargador Luiz Gonzaga da Costa Neto (Presidente) Desembargador Luiz Gonzaga da Costa Neto
Desembargadora Ezilda Pastana Mutran Desembargadora Nadja Nara Cobra Meda
Desembargadora Maria Elvina Gemaque Taveira
Desembargadora Rosileide Maria da Costa Cunha SEÇÃO DE DIREITO PENAL
Desembargadora Nadja Nara Cobra Meda Plenário da Seção de Direito Penal
SEÇÃO DE DIREITO PRIVADO Sessões às segundas-feiras
Plenário da Seção de Direito Privado Desembargador Milton Augusto de Brito Nobre
Sessões às quintas-feiras Desembargador Rômulo José Ferreira Nunes (Presidente)
Desembargador Constantino Augusto Guerreiro Desembargadora Vânia Valente do Couto Fortes Bitar Cunha
Desembargador Ricardo Ferreira Nunes Desembargador Raimundo Holanda Reis
Desembargador Leonardo de Noronha Tavares Desembargadora Vânia Lúcia Carvalho da Silveira
Desembargadora Maria de Nazaré Saavedra Guimarãe Desembargadora Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos
Desembargadora Gleide Pereira de Moura Desembargador Leonam Gondim da Cruz Júnior
Desembargador José Maria Teixeira do Rosário Desembargador Ronaldo Marques Vale
Desembargadora Maria do Ceo Maciel Coutinho (Presidente) Desembargador Maria Edwiges de Miranda Lobato
Desembargadora Maria Filomena de Almeida Buarque Desembargador Mairton Marques Carneiro
Desembargadora Edinéa Oliveira Tavares Desembargadora Rosi Maria Gomes de Farias
Desembargador José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior
1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO 1ª TURMA DE DIREITO PENAL
Plenário de Direito Privado Plenário de Direito Penal
Sessões às segundas-feiras Sessões às terças-feiras
Desembargador Constantino Augusto Guerreiro Desembargadora Vânia Lúcia Carvalho da Silveira
Desembargador Leonardo de Noronha Tavares Desembargador Maria Edwiges de Miranda Lobato (Presidente)
Desembargadora Maria do Ceo Maciel Coutinho (Presidente) Desembargadora Rosi Maria Gomes de Farias
Desembargadora Maria Filomena de Almeida Buarque
Desembargador José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior 2ª TURMA DE DIREITO PENAL
2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO Plenário de Direito Penal
Plenário de Direito Privado Sessões às terças-feiras
Sessões às terças-feiras Desembargador Milton Augusto de Brito Nobre
Desembargador Ricardo Ferreira Nunes Desembargador Rômulo José Ferreira Nunes
Desembargadora Maria de Nazaré Saavedra Guimarães Desembargadora Vânia Valente do Couto Fortes Bitar Cunha
Desembargadora Gleide Pereira de Moura Desembargador Ronaldo Marques Vale (Presidente)
Desembargador José Maria Teixeira do Rosário
Desembargadora Edinéa Oliveira Tavares (Presidente) 3ª TURMA DE DIREITO PENAL
1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO Plenário de Direito Penal
Plenário de Direito Público Sessões às quintas-feiras
Sessões às segundas-feiras Desembargador Raimundo Holanda Reis
Desembargadora Célia Regina de Lima Pinheiro Desembargadora Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos
Desembargador Roberto Gonçalves de Moura Desembargador Leonam Gondim da Cruz Júnior
Desembargadora Ezilda Pastana Mutran Desembargador Mairton Marques Carneiro (Presidente)
Desembargadora Maria Elvina Gemaque Taveira
Desembargadora Rosileide Maria da Costa (Presidente)
SUMÁRIO
PRESIDÊNCIA 9
VICE-PRESIDÊNCIA 27
CORREGEDORIA DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM 34
CORREGEDORIA DO INTERIOR 37
COORDENADORIA DOS PRECATÓRIOS 41
SECRETARIA JUDICIÁRIA 59
TRIBUNAL PLENO 63
SEÇÃO DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO 65
UNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO- UPJ 79
SEÇÃO DE DIREITO PENAL 217
TURMAS DE DIREITO PENAL
1ª TURMA DE DIREITO PENAL 237
2ª TURMA DE DIREITO PENAL 300
3ª TURMA DE DIREITO PENAL 314
TURMAS RECURSAIS 317
COORDENADORIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS
SECRETARIA DA VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE ACIDENTE DE TRÂNSITO 346
SECRETARIA DA VARA DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL DO MEIO AMBIENTE 358
SECRETARIA DA 11ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 440
SECRETARIA DA 12ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 452
SECRETARIA DA 1ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 480
SECRETARIA DA 2ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 481
SECRETARIA DA 3ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 496
SECRETARIA DA 4ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 507
SECRETARIA DA 5ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 522
SECRETARIA DA 6ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 526
SECRETARIA DA 7ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 539
SECRETARIA DA 8ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 542
SECRETARIA DA 9ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 543
SECRETARIA DA 10ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL 559
SECRETARIA DA 5ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL 567
SECRETARIA DA VARA DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL DE ICOARACI 577
SECRETARIA DA VARA DO 1º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE ANANINDEUA 588
SECRETARIA DA VARA DO 3º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE ANANINDEUA 591
SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE MARITUBA 592
SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PUBLICA 593
DIVISÃO DE REGISTRO DE ACÓRDÃOS E JURISPRUDÊNCIA 594
FÓRUM CÍVEL
DIRETORIA DO FÓRUM CÍVEL 687
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 689
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 726
SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 735
SECRETARIA DA 4ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 768
SECRETARIA DA 5ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 773
SECRETARIA DA 6ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 824
SECRETARIA DA 7ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 825
SECRETARIA DA 8ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 871
SECRETARIA DA 9ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 881
SECRETARIA DA 10ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 915
SECRETARIA DA 11ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 919
SECRETARIA DA 12ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 923
SECRETARIA DA 13ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 952
SECRETARIA DA 1ª VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DA CAPITAL 959
SECRETARIA DA 1ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL 961
SECRETARIA DA 2ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL 1002
SECRETARIA DA 3ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL 1003
SECRETARIA DA 4ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL 1004
SECRETARIA DA 5ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL 1006
SECRETARIA DA 7ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL 1010
SECRETARIA DA 8ª VARA DE FAMÍLIA DA CAPITAL 1033
SECRETARIA DA 2ª VARA DE EXECUÇÃO FISCAL DA CAPITAL 1034
SECRETARIA DA 3ª VARA DE EXECUÇÃO FISCAL DA CAPITAL 1067
SECRETARIA DA 14ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DA CAPITAL 1077
UPJ DAS VARAS DA FAZENDA DA CAPITAL - 1ª VARA DA FAZENDA 1082
UPJ DAS VARAS DA FAZENDA DA CAPITAL - 2ª VARA DA FAZENDA 1084
UPJ DAS VARAS DA FAZENDA DA CAPITAL - 3ª VARA DA FAZENDA 1085
UPJ DAS VARAS DA FAZENDA DA CAPITAL - 4ª VARA DA FAZENDA 1088
UPJ DAS VARAS DA FAZENDA DA CAPITAL - 5ª VARA DA FAZENDA 1089
FÓRUM CRIMINAL
SECRETARIA DA 2ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL 1104
SECRETARIA DA 3ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL 1150
SECRETARIA DA 7ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL 1174
SECRETARIA DA 8ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL 1188
SECRETARIA DA 12ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL 1195
SECRETARIA DA 1ª VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI 1215
SECRETARIA DA 3ª VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI 1229
SECRETARIA DA 4ª VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI DE BELÉM 1239
SECRETARIA DA 13ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL 1243
SECRETARIA DA VARA DE CRIMES CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES 1248
SECRETARIA DA 1ª VARA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER 1254
SECRETARIA DA 3ª VARA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER 1297
SECRETARIA DA VARA DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO 1313
SECRETARIA DA VARA DE CARTA PRECATORIA CRIMINAL 1315
SECRETARIA DA 1ª VARA CRIMINAL DO JUÍZO SINGULAR DA CAPITAL 1321
FÓRUM DE ICOARACI
SECRETARIA DA VARA DE FAMILIA DISTRITAL DE ICOARACI 1331
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DISTRITAL DE ICOARACI 1334
SECRETARIA DA VARA DE INFANCIA E JUVENTUDE DISTRITAL DE ICOARACI 1357
SECRETARIA DA 2ª VARA CRIMINAL DISTRITAL DE ICOARACI 1359
SECRETARIA DA 2ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL DISTRITAL DE ICOARACI 1368
FÓRUM DE ANANINDEUA
DIRETORIA DO FÓRUM DE ANANINDEUA 1369
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ANANINDEUA 1370
SECRETARIA DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE ANANINDEUA 1376
SECRETARIA DA 2ª VARA DE FAMÍLIA DE ANANINDEUA 1385
SECRETARIA DA VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DE ANANINDEUA 1390
SECRETARIA DA 2ª VARA CRIMINAL DE ANANINDEUA 1391
SECRETARIA DA 2ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL DE ANANINDEUA 1394
SECRETARIA DA 4ª VARA CRIMINAL DE ANANINDEUA 1440
SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ANANINDEUA 1446
FÓRUM DE BENEVIDES
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BENEVIDES 1455
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE BENEVIDES 1457
FÓRUM DE MARITUBA
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE MARITUBA 1477
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE MARITUBA 1483
EDITAIS
COMARCA DA CAPITAL - EDITAIS 1484
COMARCAS DO INTERIOR - EDITAIS 1487
COMARCA DE ABAETETUBA
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ABAETETUBA 1488
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ABAETETUBA 1496
COMARCA DE MARABÁ
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE MARABÁ 1498
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE MARABÁ 1503
SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE MARABÁ 1504
SECRETARIA DA 1ª VARA CRIMINAL DE MARABÁ 1531
SECRETARIA DA 2ª VARA CRIMINAL DE MARABÁ 1545
SECRETARIA DA 3ª VARA CRIMINAL DE MARABÁ 1547
SECRETARIA DA 1ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE MARABÁ 1548
COMARCA DE SANTARÉM
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTARÉM 1549
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTARÉM 1555
SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTARÉM 1563
SECRETARIA DA 1ª VARA CRIMINAL DE SANTARÉM 1569
SECRETARIA DA 4ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTARÉM 1579
SECRETARIA DA 5ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTARÉM 1600
SECRETARIA DA 6ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTARÉM 1603
SECRETARIA DA VARA AGRÁRIA DE SANTARÉM 1613
SECRETARIA DO JUIZADO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA DE SANTARÉM 1614
VARA DO JUIZADO ESPECIAL DAS RELAÇÕES DE CONSUMO DE SANTARÉM 1617
SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL DE SANTARÉM 1618
COMARCA DE ALTAMIRA
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ALTAMIRA 1620
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ALTAMIRA 1621
SECRETARIA DA VARA AGRÁRIA DE ALTAMIRA 1622
SECRETARIA DA VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE ALTAMIRA 1623
COMARCA DE TUCURUÍ
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE TUCURUÍ 1627
COMARCA DE CASTANHAL
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE CASTANHAL 1628
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE CASTANHAL 1636
SECRETARIA DA 1ª VARA CRIMINAL DE CASTANHAL 1637
SECRETARIA DA 2ª VARA CRIMINAL DE CASTANHAL 1639
SECRETARIA DA VARA AGRÁRIA DE CASTANHAL 1640
SETOR DE DISTRIBUIÇÃO CÍVEL E CRIMINAL DE CASTANHAL 1643
COMARCA DE BARCARENA
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BARCARENA 1647
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE BARCARENA 1650
COMARCA DE PARAUAPEBAS
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE PARAUAPEBAS 1663
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE PARAUAPEBAS 1759
SECRETARIA DA 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE PARAUAPEBAS 1775
SECRETARIA DA 2ª VARA CRIMINAL DE PARAUAPEBAS 1807
SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE PARAUAPEBAS 1808
SECRETARIA DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA E EXECUÇÃO FISCAL DE PARAUAPEBAS 1837
COMARCA DE ITAITUBA
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ITAITUBA 1912
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE ITAITUBA 1924
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE ITAITUBA 1926
COMARCA DE TAILÂNDIA
SECRETARIA DA 1ª VARA DE TAILÂNDIA 1927
COMARCA DE RURÓPOLIS
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE RURÓPOLIS 1955
COMARCA DE JACUNDÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE JACUNDÁ 1957
COMARCA DE REDENÇÃO
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE REDENÇÃO 1980
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE REDENÇÃO 1987
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE REDENÇÃO 1988
SECRETARIA DA VARA AGRÁRIA DE REDENÇÃO 1989
SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE REDENÇÃO 1993
COMARCA DE PARAGOMINAS
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE PARAGOMINAS 1998
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE PARAGOMINAS 2004
SECRETARIA DA VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE PARAGOMINAS 2017
COMARCA DE DOM ELISEU
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE DOM ELISEU 2019
COMARCA DE RONDON DO PARÁ
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL DE RONDON DO PARÁ 2023
COMARCA DE OURÉM
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE OURÉM 2032
COMARCA DE MONTE ALEGRE
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE MONTE ALEGRE 2035
COMARCA DE ORIXIMINA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE ORIXIMINA 2037
COMARCA DE ALENQUER
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE ALENQUER 2040
COMARCA DE CAPANEMA
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE CAPANEMA 2042
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE CAPANEMA 2045
COMARCA DE SANTO ANTÔNIO DO TAUÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SANTO ANTÔNIO DO TAUÁ 2046
COMARCA DE INHANGAPÍ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE INHANGAPÍ 2049
COMARCA DE SÃO CAETANO DE ODIVELAS
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SÃO CAETANO DE ODIVELAS 2050
COMARCA DE SANTA IZABEL DO PARÁ
SECRETARIA DA VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE SANTA IZABEL DO PARÁ 2061
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE SANTA IZABEL DO PARÁ 2063
SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE SANTA IZABEL DO PARÁ 2066
COMARCA DE MOJÚ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE MOJÚ 2070
COMARCA DE IGARAPÉ-MIRI
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE IGARAPÉ-MIRI 2139
COMARCA DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA
SECRETARIA DA 1ª VARA DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA 2150
SECRETARIA DA 2ª VARA DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA 2151
SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA 2153
COMARCA DE GURUPÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE GURUPÁ 2156
COMARCA DE CURIONÓPOLIS
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE CURIONÓPOLIS 2163
COMARCA DE XINGUARA
SECRETARIA DA 2ª VARA DE XINGUARA 2172
SECRETARIA DA 1ª VARA DE XINGUARA 2174
COMARCA DE BAIÃO
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE BAIÃO 2207
COMARCA DE GARRAFÃO DO NORTE
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE GARRAFÃO DO NORTE 2210
COMARCA DE TUCUMÃ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE TUCUMÃ 2218
COMARCA DE SANTANA DO ARAGUAIA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SANTANA DO ARAGUAIA 2220
COMARCA DE BRAGANÇA
SECRETARIA DA 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BRAGANÇA 2221
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BRAGANÇA 2222
SECRETARIA DA VARA CRIMINAL DE BRAGANÇA 2224
SECRETARIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DE BRAGANÇA 2244
COMARCA DE AURORA DO PARÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE AURORA DO PARÁ 2245
COMARCA DE NOVA TIMBOTEUA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE NOVA TIMBOTEUA 2246
COMARCA DE SÃO GERALDO DO ARAGUAIA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SÃO GERALDO DO ARAGUAIA 2247
COMARCA DE ITUPIRANGA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE ITUPIRANGA 2262
COMARCA DE PONTA DE PEDRAS
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE PONTA DE PEDRAS 2266
COMARCA DE CONCÓRDIA DO PARÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE CONCÓRDIA DO PARÁ 2268
COMARCA DE OURILÂNDIA DO NORTE
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE OURILÂNDIA DO NORTE 2269
COMARCA DE NOVO REPARTIMENTO
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE NOVO REPARTIMENTO 2286
COMARCA DE RIO MARIA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE RIO MARIA 2294
COMARCA DE SOURE
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SOURE 2297
COMARCA DE PRIMAVERA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE PRIMAVERA 2320
COMARCA DE CAMETÁ
SECRETARIA DA 1 ª VARA DE CAMETÁ 2336
SECRETARIA DA 2ª VARA DE CAMETÁ 2373
COMARCA DE JACAREACANGA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE JACAREACANGA 2389
COMARCA DE BREU BRANCO
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE BREU BRANCO 2390
COMARCA DE BRASIL NOVO
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE BRASIL NOVO 2392
COMARCA DE CANAÃ DOS CARAJÁS
SECRETARIA DA 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE CANAÃ DOS CARAJÁS 2397
COMARCA DE PEIXE - BOI
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE PEIXE - BOI 2422
COMARCA DE ALMERIM
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE ALMERIM 2424
SECRETARIA DA VARA DISTRITAL DE MONTE DOURADO DA COMARCA DE ALMEIRIM 2441
COMARCA DE BREVES
SECRETARIA DA 1ª VARA DE BREVES 2443
COMARCA DE IGARAPÉ-AÇU
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE IGARAPÉ-AÇU 2454
SECRETARIA DO TERMO JUDICIÁRIO DE MAGALHÃES BARATA 2456
COMARCA DE MÃE DO RIO
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE MÃE DO RIO 2457
COMARCA DE PRAINHA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE PRAINHA 2460
COMARCA DE SALVATERRA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SALVATERRA 2464
COMARCA DE SÃO DOMINGOS DO ARAGUAIA
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SÃO DOMINGOS DO ARAGUAIA 2466
COMARCA DE SÃO DOMINGOS DO ARAGUAIA 2469
COMARCA DE SÃO FÉLIX DO XINGU
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SÃO FÉLIX DO XINGU 2473
COMARCA DE SENADOR JOSE PORFIRIO
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SENADOR JOSE PORFIRIO 2475
COMARCA DE PORTEL
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE PORTEL 2479
COMARCA DE SÃO MIGUEL DO GUAMÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE SÃO MIGUEL DO GUAMÁ 2486
COMARCA DE VIGIA
SECRETARIA DA VARA UNICA DE VIGIA 2498
COMARCA DE VISEU
SECRETARIA DA VARA UNICA DE VISEU 2502
COMARCA DE ULIANÓPOLIS
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE ULIANÓPOLIS 2503
COMARCA DE SÃO JOÃO DO ARAGUAIA
SECRETARIA VARA ÚNICA DE SÃO JOÃO DO ARAGUAIA 2510
COMARCA DE MARACANÃ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE MARACANÃ 2513
COMARCA DE VIGIA 2515
COMARCA DE ANAPU
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE ANAPU 2518
COMARCA DE IPIXUNA DO PARÁ
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE IPIXUNA DO PARÁ 2594
COMARCA DE ELDORADO DOS CARAJÁS
SECRETARIA DA VARA ÚNICA DE ELDORADO DOS CARAJÁS 2595
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PRESIDÊNCIA

O Excelentíssimo Senhor Desembargador RICARDO FERREIRA NUNES, Presidente do Tribunal de


Justiça do Estado do Pará, no uso de suas atribuições legais, e na qualidade de Grão-Mestre da
Ordem do Mérito Judiciário, instituída pela Resolução nº 008/2005, de 01 de junho de 2005.

PORTARIA Nº 6101/2018 ¿ GP.

CONSIDERANDO os inestimáveis serviços prestados ao povo e ao Estado do Pará por aqueles que,
numa labuta profissional incessante na busca do desenvolvimento neste Estado, de forma desprendida de
qualquer interesse pessoal, competência técnica e postura ética, enobrecem e servem de exemplo a
todos.

CONSIDERANDO que é dever do Poder Judiciário tornar público seu reconhecimento àqueles que muitas
vezes com sacrifício pessoal, merecem a gratidão e admiração do povo e do Judiciário paraense, pelo
empenho em favor das causas públicas.

CONSIDERANDO que ao Chefe do Poder Judiciário compete expressar tal reconhecimento em nome do
Tribunal de Justiça do Estado do Pará.

CONSIDERANDO a decisão unânime dos membros do Conselho da Ordem do Mérito Judiciário


Paraense, constituído de acordo com o Regulamento da referida Resolução.

RESOLVE:

Art. 1º - PROMOVER de Grau, conforme o Art. 15 da Resolução de criação da Medalha da ¿ORDEM DO


MÉRITO JUDICIÁRIO¿ e pelos inestimáveis serviços prestados com competência e postura ética,
enobrecem e servem de exemplo a todos;

Art. 2º - OUTORGAR a Medalha da ¿ORDEM DO MÉRITO JUDICIÁRIO¿ do Tribunal de Justiça do


Estado do Pará, a mais importante comenda do Poder Judiciário aos a seguir nominados pela excepcional
compostura profissional, técnica e ética no desempenho de suas funções nos seguintes graus:

I ¿ GRÃ-CRUZ

LUIZ FUX

Ministro Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal

MARIA THEREZA ROCHA DE ASSIS MOURA

Ministra Vice-Presidente do Supremo Tribunal Justiça

MAURO LUÍS CAMPBELL MARQUES

Ministro do Superior Tribunal de Justiça

PAULO SÉRGIO NOGUEIRA DE OLIVEIRA

General de Exército, Comandante Militar do Norte


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MAYNARD MARQUES DE SANTA ROSA

General de Exército

II ¿ GRANDE OFICIAL

EDERVALDO TEIXEIRA DE ABREU FILHO

Vice-Almirante Comandante do 4º Distrito Naval

III ¿ COMENDADOR

RICARDO JOSÉ FREIRE DE CAMPOS

Brigadeiro do Ar Comandante da Ala 9 da Força Aérea Brasileira

LUCIVAL CARDOSO DE MONTALVÃO GUEDES

Ten Cel QOPM Ajudante de Ordens do Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará

JOSÉ MIGUEL ALVES JÚNIOR

Analista Judiciário - Médico do Tribunal de Justiça do Estado do Pará

FRANCISCO CAETANO MILEO

Professor e Advogado

JOÃO CARLOS PEREIRA

Professor e Jornalista

WILTON DE QUEIROZ MOREIRA

Professor de História

IV ¿ CAVALEIRO

JOSÉ NILSON MENDONÇA DO AMARAL

Sub Ten BM Agente de Segurança da Coordenadoria Militar do Tribunal de Justiça do Estado do Pará

LUIS JORGE PEREIRA BARROSO

3º Sgt PM Agente de Segurança da Coordenadoria Militar do Tribunal de Justiça do Estado do Pará

Publique-se. Registre-se. Cumpra-se.

Belém, 29 de novembro de 2018.

Desembargador RICARDO FERREIRA NUNES


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Presidente

O Desembargador Ricardo Ferreira Nunes, Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, no


uso de suas atribuições legais, etc. RESOLVE:

PORTARIA N° 6102/2018-GP. Belém, 29 de novembro 2018.

Considerando o afastamento funcional na Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, no


período de 2 a 9 de dezembro de 2018, em razão de compromisso institucional;

Considerando, ainda, o artigo 34 do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado do Pará.

DESIGNAR o Desembargador Milton Augusto de Brito Nobre para responder pela Presidência do Tribunal
de Justiça do Estado do Pará no período de 2 a 5 de dezembro de 2018.

PORTARIA N° 6103/2018-GP. Belém, 29 de novembro 2018.

Considerando o afastamento funcional na Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, no


período de 2 a 9 de dezembro de 2018, em razão de compromisso institucional;

Considerando, ainda, o artigo 34 do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado do Pará.

DESIGNAR o Desembargador Leonardo de Noronha Tavares, Vice-Presidente do TJPA, para responder


pela Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Pará no período de 6 a 9 de dezembro de 2018.

PORTARIA N° 6104/2018-GP. Belém, 29 de novembro 2018.

Considerando o afastamento funcional do Desembargador Leonardo de Noronha Tavares, Vice-Presidente


do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, no período de 2 a 5 de dezembro de 2018, em razão de
compromisso institucional;

Considerando, ainda, o artigo 34 do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado do Pará.

DESIGNAR o Desembargador Rômulo José Ferreira Nunes para responder pela Vice-Presidência do
Tribunal de Justiça do Estado do Pará no período de 2 a 5 de dezembro de 2018.

PORTARIA N° 6105/2018-GP. Belém, 29 de novembro 2018.

Considerando os termos da Portaria nº 6103/2018-GP;

Considerando, ainda, o artigo 34 do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado do Pará.

DESIGNAR o Desembargador Milton Augusto de Brito Nobre para responder pela Vice-Presidência do
Tribunal de Justiça do Estado do Pará no período de 6 a 9 de dezembro de 2018.

PORTARIA N° 6106/2018-GP. Belém, 29 de novembro 2018.

Considerando o afastamento funcional do Desembargador José Maria Teixeira do Rosário, Corregedor de


Justiça da Região Metropolitana de Belém, em razão de gozo regular de férias e compensação de plantão;

Considerando o artigo 34 do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado do Pará;

DESIGNAR a Desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento para responder pela Corregedoria de
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Justiça da Região Metropolitana de Belém no período de 2 a 9 de dezembro de 2018.

PORTARIA Nº 6109/2018-GP. Belém, 29 novembro de 2018.

CONSIDERANDO o expediente protocolizado neste Tribunal sob o nº PA-PRO-2018/04339;


CONSIDERANDO a Portaria nº 5151/2018-GP, de 09/10/2018, publicada no DJe nº 6524 de 10/10/2018;
EXONERAR a servidora MARIA SOLANGE MARQUES JUSSARA, Oficial de Justiça Avaliador, matrícula
nº 8532, do Cargo em Comissão de Coordenador, REF-CJS-3, junto à Central de Mandados do 2º Grau,
retroagindo seus efeitos ao dia 10/10/2018.

PORTARIA Nº 6110/2018-GP. Belém, 29 novembro de 2018.

CONSIDERANDO o expediente protocolizado neste Tribunal sob o nº PA-EXT-2018/09031; Art. 1º


CESSAR, a contar de 12/11/2018, os efeitos do item II da Portaria nº 0149/2015-GP, de 19/01/2015,
publicada no DJe nº 5662, de 20/01/2015, que COLOCOU a servidora LILIAN DO SOCORRO DE FARIAS
COSTA, Auxiliar Judiciário, matrícula nº 106623, À DISPOSIÇÃO da Vice-Governadoria do Estado do
Pará. Art. 2º FAZER RETORNAR às atividades, no Fórum da Comarca de Santa Maria do Pará, a
servidora LILIAN DO SOCORRO DE FARIAS COSTA, Auxiliar Judiciário, matrícula nº 106623, retroagindo
seus efeitos ao dia 12/11/2018.

PORTARIA Nº 6111/2018-GP. Belém, 29 novembro de 2018.

CONSIDERANDO o expediente protocolizado neste Tribunal sob o nº PA-MEM-2018/45038; Art. 1º


EXONERAR a bacharela FABÍOLA INGRID RODRIGUES BARATA SANTOS, matrícula nº 137618, do
Cargo em Comissão de Chefe de Gabinete, REF-CJS-5, junto à Corregedoria de Justiça das Comarcas do
Interior. Art. 2º NOMEAR a bacharela FABÍOLA INGRID RODRIGUES BARATA SANTOS para exercer o
Cargo em Comissão de Assessor Jurídico, REF-CJS-4, junto à Corregedoria de Justiça das Comarcas do
Interior.

PORTARIA Nº 6112/2018-GP. Belém, 29 novembro de 2018.

CONSIDERANDO o expediente protocolizado neste Tribunal sob o nº PA-MEM-2018/45038; Art. 1º


EXONERAR a bacharela MÔNICA CRISTINA DE AZEVEDO HONDA, matrícula nº 156001, do Cargo em
Comissão de Assessor Jurídico, REF-CJS-4, junto à Corregedoria de Justiça das Comarcas do Interior.
Art. 2º NOMEAR a bacharela MÔNICA CRISTINA DE AZEVEDO HONDA, para exercer o Cargo em
Comissão de Chefe de Gabinete, REF-CJS-5, junto à Corregedoria de Justiça das Comarcas do Interior.

PORTARIA Nº 6113/2018-GP. Belém, 29 novembro de 2018.

CONSIDERANDO o expediente protocolizado neste Tribunal sob o nº PA-REQ-2018/20161; NOMEAR a


servidora RAYMARA PAIVA LIMA, Analista Judiciário - Área Judiciária, matrícula nº 168211, para exercer
o Cargo em Comissão de Assessor de Juiz, REF-CJS-2, junto ao Gabinete do Juízo da 1ª Vara Cível e
Empresarial da Comarca de Canaã dos Carajás, a contar de 28/11/2018.

PORTARIA Nº 6114/2018-GP. Belém, 29 novembro de 2018.

CONSIDERANDO o expediente protocolizado neste Tribunal sob o nº PA-REQ-2018/19943; DESIGNAR o


servidor JULIELTON DE OLIVEIRA FREITAS, matrícula nº 70025, para responder pela chefia do Serviço
de Almoxarifado de Materiais deste Egrégio Tribunal de Justiça, durante a licença prêmio do titular, Sr.
Glauco Tadeu Bastos Monteiro, matrícula nº 67059, no período de 07/01/2019 a 05/02/2019.

PORTARIA Nº 6115/2018-GP. Belém, 29 novembro de 2018.

CONSIDERANDO os termos da Portaria nº 140/2013-CJE, publicada no DJe nº 5287 de 19/06/2013;


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

CONSIDERANDO o expediente protocolizado neste Tribunal sob o nº PA-MEM-2018/44978; DESIGNAR a


Senhora CELISE CORREA DA COSTA, para desenvolver a função de Conciliador Voluntário, junto ao
Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Salinópolis, sem ônus para o Poder Judiciário do Estado
do Pará.

PAUTA CONCENTRADA MORADIAS

Local: Associação Recreativa Cabana Clube é Av. Dom Romualdo Coelho, Quadra 494, Vila dos
Cabanos ¿ Barcarena/Pará

DATA: 05/12/2018

Nº DO PROCESSO: 0005635-96.2005.814.0301

VARA: 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: REINTEGRACAO DE POSSE

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: SANDRO FERREIRA

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 0000924-48.2008.8.14.0008

VARA: 1ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO EDUARDO ANGELIM -


SEDUC

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 23318-25.2017.814.0000

VARA: 2ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: ORDINARIA

REQUERENTE: ALUNORTE

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: JOSE UBIRAJARA NUNES SOUZA

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 0000195-49.2010.814.0008

VARA: 1ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: REINTEGRACAO DE POSSE

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: JOYCE MORAES MONTEIRO

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 001284-56.2017.814.0301

VARA: 10ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Belém

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALUNORTE

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: LEIRE ANDERSON CARNEIRO GOES

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 0000891-61.2010.814.0008
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

VARA: 1ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: MAURICIO MOURA MONTEIRO

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 0003492-19.2017.814.0008

VARA: 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: REINTEGRACAO DE POSSE

REQUERENTE: ALUNORTE

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: MAURO DOS SANTOS FERREIRA

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 0001229-75.2008.814.0008

VARA: 2ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: REINTEGRACAO DE POSSE

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: ASSEF NAVEGAÇÃO LTDA

ADVOGADO/ ESCRITORIO: FABRIZIO SANTOS BORDALLO OAB 8697/PA

///
16
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Nº DO PROCESSO: 0000097-58.2013.814.0008

VARA: 1ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: REINTEGRACAO DE POSSE

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: DEUSA MARIA BRAGA DOGNINI

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 0005640-71.2005.814.0301

VARA: 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Belém

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: ISAEL PEREIRA DOS SANTOS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: KATIA MARIA REIS DA FONSECA OAB/PA 15.021.

///

Nº DO PROCESSO: 0001361-52.2006.814.0008

VARA: 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: REINTEGRACAO DE POSSE

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: JOSÉ CARLOS SACRAMENTO CORDEIRO- GLADISTON

ADVOGADO/ ESCRITORIO: ARNALDO SANTOS DA CRUZ OAB 9205


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

///

Nº DO PROCESSO: 001232-60.2017.814.0301

VARA: 3ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Belém

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALUNORTE

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: JOSE CLARO NETO

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 0002315-56.2007.814.0008

VARA: 2ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALUNORTE

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: MARCOS ANTONIO PINTO RIBEIRO

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 0001229-08.2017.814.0301

VARA: 4ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Belém

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALUNORTE

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: ADAO PEREIRA LIMA


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 0028361-40.2009.814.0301

VARA: 2ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Belém

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: CRIATIVO PRODUÇÕES SERIGRÁFICAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Defensoria Pública

///

Nº DO PROCESSO: 0003355-02.2015.814.0301

VARA: 9ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Belém

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALUNORTE

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: Francisco Xavier Brasil de Souza

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 0002318-41.2007.8.14.0008

VARA: 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALUNORTE

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

REQUERIDO: Júlio César Chagas

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 0001367-22.2006.8.14.0008

VARA: 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: MILTON CAMPOS SANTOS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: ANTONIO OLIVIO SERRAO

///

Nº DO PROCESSO: 0001020-19.2011.814.0008

VARA: 1ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: RICARDO AUGUSTO T. SANTOS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 0000370-26.2009.814.0008

VARA: 2ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALUNORTE
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: Daniel Pereira Serra

ADVOGADO/ ESCRITORIO: FRANCE FERREIRA MORAES OAB/PA11168 E OAB 19677 - JOAO


VICTOR DIAS GERALDO

///

Nº DO PROCESSO: 0002454-40.2007.8.14.0008

VARA: 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: FRANCISCO SILVA FERREIRA

ADVOGADO/ ESCRITORIO: OAB 13426 - JACOB GONCALVES DA SILVA

///

Nº DO PROCESSO: 0814867-41.2018.8.14.0000

VARA: 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Belém

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALUNORTE

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: GILMAR GASPAR PEREIRA

ADVOGADO/ ESCRITORIO: SEM advogado

///

Nº DO PROCESSO: 0002501-48.2014.8.14.0008

VARA: 2ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: REINTEGRACAO DE POSSE


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: HELIO DE SOUZA SANTOS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: VICTOR ROLIM MARQUES OAB: PA/18415

///

Nº DO PROCESSO: 0001227-38.2017.814.0301

VARA: 13ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Belém

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALUNORTE

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: JOSE FERNANDO GOMES DA SILVA

ADVOGADO/ ESCRITORIO: PAULA THAINA RAMOS BRAGA OAB-PA 21945

///

Nº DO PROCESSO: 0003360-24.2015.814.0301

VARA: 12ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Belém

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALUNORTE

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: Jose Itaney Sousa Conceição

ADVOGADO/ ESCRITORIO: JOSE RONEY ALENCAR MEDEIROS OAB 7179/PA

///

Nº DO PROCESSO: 0023305-26.2017.8.14.0301

VARA: 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Belém
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALUNORTE

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: ANTONIO RAIMUNDO GASPAR DA SILVA - FOI DESLIGADO

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 001287-11.2017.814.0301

VARA: 6ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Belém

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALUNORTE

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: CLOVIS JOSE SOUZA

ADVOGADO/ ESCRITORIO: HELENI CASTRO LAVAREDACORREA(OAB: 15821/PA

///

Nº DO PROCESSO: 0023303-56.2017.814.0301

VARA: 14ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Belém

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALUNORTE

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: JOSE HAROLDO MIRANDA SANTOS - DESLIGADO

ADVOGADO/ ESCRITORIO: HENRIQUE COURA DE BRITO - THAIS CAROLINE QUINTO PEIXOTO


OAB 21897

///

Nº DO PROCESSO: 0005638-81.2005.8.14.0301

VARA: 9ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

COMARCA: Belém

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: NIVALDO JOSÉ SILVA

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 0000881-35.2011.814.0008

VARA: 2ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: REGINALDO PACHECO DOS SANTOS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: SERGIO COSTA ARAUJO OAB 16171/PA

///

Nº DO PROCESSO: 0001688-87.2007.814.0008

VARA: 2ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: REINTEGRACAO DE POSSE

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: SEBASTIÃO TAVARES TORRE

"ADVOGADO/ ESCRITORIO: Julio Cesar Teles Neto

OAB 9259/PA"

///
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Nº DO PROCESSO: 0003357-69.2015.814.0301

VARA: 14ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Belém

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALUNORTE

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: Irapoan Martins Lima

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 0001230-90.2017.814.0301

VARA: 14ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Belém

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALUNORTE

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: JOSE MANOEL SANTOS SANTOS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: DEFENSORIA Pública

///

Nº DO PROCESSO: 0005637-86.2005.8.14.0301

VARA: 8ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Belém

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: JOSIAS NATALINO C. NASCIMENTO

ADVOGADO/ ESCRITORIO: OAB 13426 - JACOB GONCALVES DA SILVA


25
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

///

Nº DO PROCESSO: 0000965-79.2010.814.0008

VARA: 1ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: REINTEGRACAO DE POSSE

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: MARIA DA CONCEIÇÃO PINA MENDES

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 0001286-26.2017.814.0301

VARA: 1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Belém

AÇÃO: DESPEJO

REQUERENTE: ALUNORTE

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: Teotonio Pereira da Silva Neto

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado

///

Nº DO PROCESSO: 0000199-29.2010.814.0008

VARA: 1ª VARA CIVEL E EMPRESARIAL

COMARCA: Barcarena

AÇÃO: REINTEGRACAO DE POSSE

REQUERENTE: ALBRAS

ADVOGADO/ ESCRITORIO: Thais Pamplona - OAB/PA n° 22240

REQUERIDO: TILA ANDRADE DA SILVA


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

ADVOGADO/ ESCRITORIO: sem advogado


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VICE-PRESIDÊNCIA

RESENHA DE DISTRIBUIÇÃO - 29/11/2018 A 29/11/2018 -

Magistrado: RONALDO MARQUES VALLE

Secretaria: SEÇÃO DE DIREITO PENAL

Processo: 0004543-55.2018.8.14.0000 Distribuicao: 29/11/2018

Ação: Desaforamento de Julgamento

Vara: SEÇÃO DE DIREITO PENAL

Valor:0.0 Situação: REDISTRIBUIDO

Fundamento: PEDIDO DE DESAFORAMENTO. CAP; ART 121,§2º,I E IV C/C ART 125 E ART 211
TODOS DO CPB. POR PREVENÇÃO EM CUMPRIMENTO AO ART 116 DO RITJ/PA.

Partes: REQUERENTE: ALESSANDRO CAMILO DE LIMA

REQUERIDO: JUIZO DE DIREITO DA VARA DO TRIBUNAL DE JURI DA COMARCA DA CAPITAL PA

Magistrado: ROSI MARIA GOMES DE FARIAS

Secretaria: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0005896-80.2017.8.14.0028 Distribuicao: 29/11/2018

Ação: Apelação Criminal

Vara: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAP.: ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006, C/C ART. 333, CAPUT, DO CPB.
ACOMPANHA 3 APENSOS.

Partes: APELANTE: QUEDSON ALVES DE OLIVEIRA

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: MARIA EDWIGES MIRANDA LOBATO

Secretaria: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0012662-86.2016.8.14.0028 Distribuicao: 29/11/2018

Ação: Apelação Criminal


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Vara: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAP: ART. 14, CAPUT, DA LEI 10.826/203. ACOMPANHA 2 APENSOS.

Partes: APELANTE: CARLOS HENRIQUE RIBEIRO LIMA

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: MARIA EDWIGES MIRANDA LOBATO

Secretaria: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0000502-33.2012.8.14.0072 Distribuicao: 29/11/2018

Ação: Apelação Criminal

Vara: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAP.: ART. 217-A DO CPB. SENTENÇA ABSOLUTÓRIA. ACOMPANHA 1 APENSO.

Partes: APELANTE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

APELADO: J. R. A. M.

Magistrado: VANIA LUCIA CARVALHO DA SILVEIRA

Secretaria: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0002354-30.2016.8.14.0015 Distribuicao: 29/11/2018

Ação: Apelação Criminal

Vara: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Valor:0.0 Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAP.: ART. 241-B DA LEI Nº 8.069/90. ACOMPANHA 2 APENSOS.

Partes: APELANTE: REGINALDO NATALINO NEVES DA COSTA

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: VANIA LUCIA CARVALHO DA SILVEIRA

Secretaria: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0001081-73.2015.8.14.0072 Distribuicao: 29/11/2018


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Ação: Apelação Criminal

Vara: 1ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAP: ART. 217-A DO CPB. SENTENÇA ABSOLUTÓRIA. ACOMPANHA 2 APENSOS.

Partes: APELANTE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

APELADO: E. R. N.

Magistrado: MILTON AUGUSTO DE BRITO NOBRE

Secretaria: 2ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0004415-19.2016.8.14.0028 Apensado ao: 20170221568478Distribuicao: 29/11/2018

Ação: Apelação Criminal

Vara: 2ª TURMA DE DIREITO PENAL

Valor:0.0 Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAP.: ART. 217-A,C/C ART. 226,II,C/C ART. 129,CAPUT (2X),C/C ART. 147 (3X), C/C ART.
163, CAPUT (2X), C/C ART. 132,CAPUT, C/C ART. 150,CAPUT (2X) DO CPB. SENTENÇA
ABSOLUTÓRIA. ACOMPANHA 2 APENSOS. DISTRIBUÍDO POR PREVENÇÃO, NOS TERMOS DO
ART. 116 DO RITJE/PA.

Partes: APELANTE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

APELADO: W. G. R.

Magistrado: RONALDO MARQUES VALLE

Secretaria: 2ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0016533-43.2014.8.14.0401 Distribuicao: 29/11/2018

Ação: Apelação Criminal

Vara: 2ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: REDISTRIBUIDO

Fundamento: CAP.: CAP: ART 121, CAPUT, DO CPB. SENTENÇA ABSOLUTÓRIA. IDENTIFICADO O
RESE Nº 0016533-43.2014.8.14.0401/DOC. 20170540219589, ARQUIVADO NA 1ª TURMA DE DIREITO
PENAL, TODAVIA, POR LIMITAÇÃO DO SISTEMA LIBRA NA APLICAÇÃO DA PRESENTE
PREVENÇÃO, FOI REALIZADA DISTRIBUIÇÃO POR SORTEIO PERANTE AS TURMAS DE DIREITO
PENAL.

Partes: APELANTE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA


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APELADO: CRISTIANO ARAUJO MACHADO

Magistrado: RAIMUNDO HOLANDA REIS

Secretaria: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0000886-21.2018.8.14.0028 Distribuicao: 29/11/2018

Ação: Apelação Criminal

Vara: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAP.: ART. 33, CAPUT, C/C ART. 40, III, AMBOS DA LEI 11.343/06. ACOMPANHA 2
APENSOS.

Partes: APELANTE: ROBSON JORGE BARROS SOUZA

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: LEONAM GONDIM DA CRUZ JUNIOR

Secretaria: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0000647-60.2010.8.14.0072 Distribuicao: 29/11/2018

Ação: Apelação Criminal

Vara: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAP: ART. 155, § 4º, IV, DO CPB.

Partes: APELANTE: FRANCISCO OLIVEIRA COSTA

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: MAIRTON MARQUES CARNEIRO

Secretaria: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0002200-12.2012.8.14.0028 Distribuicao: 29/11/2018

Ação: Apelação Criminal

Vara: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAP: ART. 121, § 2.º, III E IV C/C ART 14, INCISO II DO CPB. IDENTIFICADO O RESE Nº
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0002200-12.2012.8.14.0028/ DOC. 20160348232388, ARQUIVADO NA 1ª TURMA DE DIREITO PENAL,

TODAVIA, POR LIMITAÇÃO DO SISTEMA LIBRA NA APLICAÇÃO DA

PRESENTE PREVENÇÃO, FOI REALIZADA DISTRIBUIÇÃO POR

SORTEIO PERANTE AS TURMAS DE DIREITO PENAL. ACOMPANHA 1 APENSO.

Partes: APELANTE: ROMARIO DA SILVA OLIVEIRA

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: MAIRTON MARQUES CARNEIRO

Secretaria: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0001102-54.2012.8.14.0072 Distribuicao: 29/11/2018

Ação: Apelação Criminal

Vara: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAP: ART. 157, §3º, ÚLTIMA PARTE, DO CPB. PROCESSO DESMEMBRADO EM
RELAÇÃO AO CORRÉU CLEDSON GARBATI RODRIGUES (FLS. 140). ACOMPANHA 1 APENSO.

Partes: APELANTE: ROMILSON COSTA LIMA

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: LEONAM GONDIM DA CRUZ JUNIOR

Secretaria: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0119093-23.2015.8.14.0015 Distribuicao: 29/11/2018

Ação: Apelação Criminal

Vara: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAP: ART. 157, §3º, ÚLTIMA PARTE, DO CPB.

Partes: APELANTE: WILLIAM CARVALHO DA SILVA

APELANTE: EMENSON PEREIRA DA SILVA

APELANTE: BRUNO HENRIQUE MONTE ESPINHEIRO PINTO

e outros...
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Magistrado: MARIA DE NAZARE SILVA GOUVEIA DOS SANTOS

Secretaria: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0000131-74.2009.8.14.0072 Distribuicao: 29/11/2018

Ação: Apelação Criminal

Vara: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAP: ART. 121, § 1º, DO CPB. ACOMPANHA 1 APENSO.

Partes: APELANTE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

APELADO: JOSE DE JESUS JUNIOR

Magistrado: RAIMUNDO HOLANDA REIS

Secretaria: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0004270-07.2014.8.14.0133 Distribuicao: 29/11/2018

Ação: Recurso em Sentido Estrito

Vara: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: RESE. CAP.: ART. 121, § 2º, II, III E IV, DO CPB. SENTENÇA DE PRONÚNCIA.
PROCESSO DESMEMBRADO EM RELAÇÃO AO CORRÉU RONALDO SOUZA RIBEIRO. ACOMPANHA
3 APENSOS.

Partes: RECORRENTE: JORGE FERNANDO BATISTA DE SOUZA

RECORRIDO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: LEONAM GONDIM DA CRUZ JUNIOR

Secretaria: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0007126-65.2003.8.14.0401 Distribuicao: 29/11/2018

Ação: Apelação Criminal

Vara: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: DISTRIBUIDO

Fundamento: CAP: ART. 217-A DO CPB.


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Partes: APELANTE: R. C. L. C.

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: MARIA DE NAZARE SILVA GOUVEIA DOS SANTOS

Secretaria: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0021207-35.2010.8.14.0401 Distribuicao: 29/11/2018

Ação: Apelação Criminal

Vara: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: REDISTRIBUIDO

Fundamento: CAP.: ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/06. ACOMPANHA 6 APENSOS.

Partes: APELANTE: GEDIELSON SANTOS DOS SANTOS

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA

Magistrado: LEONAM GONDIM DA CRUZ JUNIOR

Secretaria: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Processo: 0000614-98.2008.8.14.0053 Apensado ao: 20170013320245Distribuicao: 29/11/2018

Ação: Apelação Criminal

Vara: 3ª TURMA DE DIREITO PENAL

Situação: REDISTRIBUIDO

Fundamento: CAP.: ART. 121, § 2º, INCISOS I E IV, DO CPB.

Partes: APELANTE: DIEGO MEIRELES DE ALMEIDA

APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA


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CORREGEDORIA DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM

SIGA-DOC PA-EXT-2018/08932
RECLAMANTE: SEBASTIÃO DOS SANTOS SAMPAIO
ADVOGADO: JOSÉ NESITO MELO FREIRE ¿ OAB/PA Nº 5.914
RECLAMADO: TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS
DECISÃO: (...) Analisando os fatos apresentados, verifico que se trata de matéria de ordem
eminentemente processual, o que afasta de plano a atuação deste Órgão Correcional, eis que sua
competência se restringe às funções administrativas, fiscalizatória, de orientação e disciplinar, conforme
preconiza o art. 38 do Regimento Interno deste E. Tribuna.
O caso em comento representa mera inconformidade do reclamante diante da decisão proferida, não
havendo o que se falar em irregularidades administrativas praticadas pela Magistrada.
Nesse sentido, ressalto que compete à parte recorrer caso não se conforme com o decisum daquele que
conduz seu processo.
Ademais, o Conselho Nacional de Justiça já firmou entendimento de que a Reclamação Disciplinar não é
meio hábil para discussões de cunho processual. Vide:
¿Recurso Administrativo. Reclamação Disciplinar. Matéria Judicial. Ausência de competência deste
Conselho Nacional de justiça. Questão judicializada. Matéria jurisdicional. Recurso desprovido.
1. Reclamação Disciplinar conclusa ao Gabinete da Corregedoria em 18/06/2014. 2. Uma vez judicializada
a questão, não cabe ao CNJ examiná-la, sob pena de imprimir ineficácia à decisão judicial. 3. Na hipótese
dos autos é forçoso reconhecer que a irresignação se volta ao exame de matéria jurisdicional. Em tais
casos, deve a parte valer-se dos meios recursais próprios, não se cogitando a intervenção deste
Conselho. 4. Recurso administrativo desprovido.¿ (CNJ ¿ RA- Recurso Administrativo em RD-
Reclamação Disciplinar ¿ 0003751-34.2014.2.00.0000 ¿ Rel. NANCY ANDRIGHI ¿ 202ª Sessão ¿ j.
03/02/2015). (Grifamos)
Portanto, caso o reclamante esteja insatisfeito com a decisão proferida pela Magistrada, deverá utilizar-se
dos meios processuais previstos no ordenamento jurídico para enfrentar os atos ora questionados.
Pelo exposto, ante a inexistência de qualquer infração administrativa praticada pela Juíza de Direito
Giovana de Cássia Santos de Oliveira, impõe-se o ARQUIVAMENTO in limine da presente reclamatória,
com fulcro no art. 38 do Regime Interno deste E. Tribunal e art. 9º, § 2º, da Resolução nº 135 do Conselho
Nacional de Justiça. Dê-se ciência às partes. Utilize-se cópia do presente como ofício. À Secretaria para
os devidos fins. Belém, 26 de novembro de 2018.
Desembargador RÔMULO JOSÉ FERREIRA NUNES
Corregedor de Justiça da Região Metropolitana de Belém, em exercício

PROCESSO Nº 2018.6.003194-2

REQUERENTE: LUISA HELENA CARDOSO CHAVES MORAES

DECISÃO: Inicialmente, ressalto que este Tribunal de Justiça tomou conhecimento, através do expediente
PA-EXT-2018/08831, do falecimento, em 31/10/2018, da Sra. Célia da Ascenção Campos de Araújo
Menezes, Oficial Titular do Cartório do 1º Ofício de Notas e Registro de Imóvel de Castanhal-PA.

Por conseguinte, a Sra. Luisa Helena Cardoso Chaves Moraes, titular do Cartório de Notas de Terra Alta
apresenta pedido a este Censório requerendo sua designação para atuar como interina no Cartório do 1º
Ofício de Notas e Registro de Imóveis de Castanhal, face ao falecimento da então titular dessa serventia.

O art. 39, §2º da Lei nº 9.935/94, estabelece que em havendo morte do Notário ou Oficial de Registro, a
autoridade competente designará o Oficial Substituto mais antigo para responder pela serventia.

Em cumprimento ao referido dispositivo, tem-se que o Oficial Substituto mais antigo recai sobre o Sr.
Daniel Conceição Campos de Araújo Menezes, filho da falecida Titular.
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Ocorre que, o art. 2º, §2º, do Provimento nº 77, do CNJ, dispõe que a designação de substituto para
responder interinamente pelo expediente não poderá recair sobre cônjuge, companheiro ou parente em
linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau do antigo delegatário ou de magistrados do
tribunal local.

Assim, o artigo acima traduz impedimento legal para que o Sr. Daniel Conceição Campos de Araújo
Menezes assuma a gestão da serventia vaga.

Nesse caso, aplica-se o artigo 5º do Provimento nº 77, do CNJ, o qual dispõe: Art. 5º Não havendo
substituto que atenda aos requisitos do § 2º do art. 2º e do art. 3º, a corregedoria de justiça designará
interinamente, como responsável pelo expediente, delegatário em exercício no mesmo município ou no
município contíguo que detenha uma das atribuições do serviço vago.

Do dispositivo citado, extrai-se além da competência desta Corregedoria para designação de responsável
interino por serventias vagas, mas também o requisito de que seja delegatário do mesmo município ou
município contíguo, desde que possua a mesma atribuição do serviço vago.

No caso em comento, a designação fora pretendida por Delegatária de município contíguo, qual seja Terra
Alta e com atribuição de notas, a mesma atribuição da serventia vaga.

Ademais, o §2º, do art. 5º, do mesmo Provimento, prevê: Art. 5º, § 2º A designação de substituto para
responder interinamente pelo expediente será precedida de consulta ao juiz corregedor permanente
competente pela fiscalização da serventia extrajudicial vaga.

Em atendimento ao dispositivo, o Juiz Corregedor permanente informou que nada tem a opor quanto a
designação da Sra. Luisa Helena Cardoso Chaves Moraes, para assumir o Cartório do 1º Ofício de Notas
e Registro de Imóveis de Castanhal.

Pelo exposto, face ao impedimento previsto para que o Sr. Daniel Conceição Campos de Araújo Menezes
assuma a gestão da serventia vaga, bem como a competência desta Corregedoria para designação de
interino, a manifestação do Juiz Corregedor Permanente, o interesse apresentado pela requerente, e
preenchidos os requisitos nos termos do Provimento nº 77, do CNJ, DEFIRO o pedido formulado pela Sra.
Luisa Helena Cardoso Chaves Moraes, Titular do Cartório de Notas de Terra Alta para que atue como
Oficial Interina pelo Cartório do 1º Ofício de Notas e Registro de Imóveis de Castanhal.

Para tanto, EXPEÇA-SE a competente portaria de designação Sra. Luisa Helena Cardoso Chaves
Moraes.

À Divisão Judiciária, DETERMINO que proceda com a orientação quanto aos trâmites necessários à
atualização de dados, cadastros e sistemas exigidos pelo Conselho Nacional de Justiça e demais
indispensáveis à prestação dos serviços notariais e registrais de modo eficiente e adequado, nos termos
do art. 4º, da Lei nº 8.935/94.

Dê-se ciência ao Juiz de Registro Público da Comarca de Castanhal, para que na qualidade de
Corregedor Permanente, acompanhe e fiscalize a transição, nos termos do Provimento Conjunto nº
007/2018-CJRMB/CJCI, com posterior comunicação a este Órgão Correcional da conclusão.

Por fim, dê-se ciência à requerente, à Presidência deste E. Tribunal de Justiça, à Divisão de
Acompanhamento e Controle de Arrecadação Extrajudicial ¿ DIAEX, bem como à Corregedoria de justiça
das Comarcas do Interior.

Utilize-se o presente como Ofício. Após arquive-se. À Divisão Judiciária para os devidos fins. Belém, 28 de
novembro de 2018.
Desembargador RÔMULO JOSÉ FEREIRA NUNES
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Corregedor de Justiça da Região Metropolitana de Belém, em exercício


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CORREGEDORIA DO INTERIOR

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ

CORREGEDORIA DE JUSTIÇA DAS COMARCAS DO INTERIOR

P O R T A R I A Nº 160/2018-CJCI

A DESEMBARGADORA VANIA VALENTE DO COUTO FORTES BITAR CUNHA, CORREGEDORA DE


JUSTIÇA DAS COMARCAS DO INTERIOR, USANDO DE SUAS ATRIBUIÇÕES LEGAIS E,

CONSIDERANDO o Pedido de Prorrogação de Prazo (protocolo nº 2018.7.009704-1), formulado pela Dr.ª


CINTIA WALKER BELTRÃO GOMES, Juíza de Direito da 1ª Vara Cível e Empresarial da Comarca de
Bragança e Presidente da Comissão Sindicante, para a conclusão da Sindicância Investigativa nº
2018.7.002484-6, instaurada por meio da Portaria nº 143/2018-CJCI, de 11/10/2018;

R E S O L V E:

PRORROGAR por 30 (trinta) dias, o prazo para a conclusão da SINDICÂNCIA INVESTIGATIVA


instaurada para apuração dos fatos relatados nos autos do processo nº 2018.7.002484-6, obedecidas as
prescrições legais.

Publique-se. Registre-se. Dê-se Ciência e Cumpra-se.

Belém, 29 de novembro de 2018.

Desª VANIA VALENTE DO COUTO FORTES BITAR CUNHA

Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior

Resenha n.º 158/2018-CJCI

29 de novembro de 2018

01 - Processo n° 2017.7.003522-4

Requerente: Desembargador José Ribamar Froz Sobrinho, Coordenador-Geral de Monitoramento,


Acompanhamento, Aperfeiçoamento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Estado do Maranhão.

Decisão: Já tendo este Órgão Correcional por repetidas vezes, oficiado ao requerente, solicitando
informações complementares e necessárias à análise do pleito e não obtendo qualquer resposta, o que
denota o seu desinteresse do requerente, determino o arquivamento deste expediente. Dê-se ciência ao
requerente. À Secretaria para as devidas providências. Sirva o presente despacho como Ofício. Belém, 27
de novembro de 2018. Desa. VANIA VALENTE DO COUTO FORTES BITAR CUNHA, Corregedora de
Justiça das Comarcas do Interior.
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02 - Processo n° 2017.7.002766-9

Requerente: Sueli Lima Ramos Azevedo, Secretária de Planejamento do TJPA.

Requerido: Cartório Extrajudicial do 1º Oficio de Curuçá.

Decisão: Em consulta ao acervo desta Corregedoria de Justiça, constata-se que o Sr. Davi Enzo Nunes
dos Santos Ferraz foi investido no cargo de Titular da Serventia do 1º Ofício de Curuça, em virtude de
aprovação no Concurso Público Edital 01/2015, conforme Portaria Conjunta nº 0037/2018 ¿ CJRMB/CJCI,
de 29/05/2018, tendo entrado no exercício do cargo em 13/06/2018, conforme Termo em anexo. Desse
modo, considerando que os 22.233 selos de segurança não declarados na prestação de contas ao Setor
de Arrecadação do TJE/PA referem-se a período anterior a entrada do Sr. Davi Enzo Nunes dos Santos
Ferraz no exercício do cargo de Oficial do Cartório do 1º Ofício de Curuçá, conclui-se que resta
prejudicada a adoção de qualquer medida disciplinar, tendo em vista que o mesmo não pode ser
responsabilizado por prejuízo que não deu causa, pois como é cediço os Oficiais de Registro e Tabeliães
dos Cartórios Extrajudiciais respondem pessoalmente pelas eventuais faltas cometidas por eles ou por
seus prepostos, conforme se infere do art. 22, caput, da Lei nº 8.935/1994, verbis: ¿Art. 22. Os notários e
oficiais de registro são civilmente responsáveis por todos os prejuízos que causarem a terceiros, por culpa
ou dolo, pessoalmente, pelos substitutos que designarem ou escreventes que autorizarem, assegurado o
direito de regresso. ¿ Ademais, cabe elucidar que os Cartórios Extrajudiciais são desprovidos de
personalidade jurídica, portanto, não podem adquirir direitos, tampouco contrair obrigações, de modo que
o responsável pela serventia na época em que falta foi perpetrada, é quem deve reparar os prejuízos
causados, conforme depreende-se das ementas abaixo colacionadas: ¿PROCESSO CIVIL. AGRAVO
INTERNO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ACÓRDÃO
EMBARGADO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DO CPC/2015. NÃO CABIMENTO. ARESTO RECORRIDO
EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ. MUDANÇA DE JURISPRUDÊNCIA.
APLICAÇÃO TAMBÉM A PROCESSOS EM ANDAMENTO. POSSIBILIDADE. DECISÃO MANTIDA. 1.
São incabíveis embargos de divergência quanto a jurisprudência desta Corte Superior se uniformizou no
mesmo sentido do acórdão embargado (Súmula n. 168/STJ). 2. No presente caso, o aresto embargado
coaduna-se com o atual entendimento do STJ, segundo o qual o tabelionato não possui personalidade
jurídica, sendo responsável pelos danos oriundos dos serviços notariais o titular do cartório à época dos
fatos. 3. A eventual mudança de jurisprudência na interpretação dos mesmos dispositivos legais não limita
a aplicação do novo entendimento apenas a casos posteriores, iniciados anteriormente. 4. Agravo interno
a que se nega provimento. ¿ Grifei. (STJ ¿ AgInt nos EDv nos EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 846.180 - GO, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, DJe
13/02/2017). ¿AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE TÍTULO
EXTRAJUDICIAL. ATOS PRATICADOS NO ÂMBITO DA SERVENTIA. RESPONSABILIDADE DO
DELEGATÁRIO À ÉPOCA DOS FATOS. 1 - A atual jurisprudência desta Corte orienta que o ¿tabelionato
não detém personalidade jurídica, respondendo pelos danos decorrentes dos serviços notaria o titular do
cartório na época dos fatos. Responsabilidade que não se transfere ao tabelião posterior¿(AgRg no REesp
644.975/SC, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, DJe 11/11/2010). 2- O Agravo não trouxe nenhum
argumento novo capaz de modificar a conclusão do julgado, a qual se mantém por seus próprios
fundamentos. 3- Agravo Regimental improvido.¿ Grifei. (STJ - AgRg no AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL 460.534-ES, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, DJe 28/04/2014). Desse modo, na hipótese da ex
Oficial do Cartório do 1º Ofício de Curuçá não realizar a prestação de contas dos 22.233 selos de
segurança, tampouco pagar amigavelmente eventual valor devido a este Tribunal de Justiça, deve-se
adotar as medidas judiciais cabíveis. Dê-se ciência à requerente. Após, arquive-se. Utilize-se cópia desta
decisão como ofício. Belém, 27 de novembro de 2018. DESA. VANIA VALENTE COUTO FORTES BITAR
CUNHA, Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior.

03 - Processo n° 2018.7.002642-0

Requerente: Antônio Coelho Ferreira Neto.

Requerido: Diogo Margonar Santos da Silva, Diretor de Secretaria 3ª Vara Cível e Empresarial da
Comarca de Marabá.
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Decisão: Em análise detida dos autos, observa-se que, conforme explanou o servidor ora requerido, a
demora na remessa dos autos da apelação nº.: 0001809-70.1999.814.0028 se deu por motivos
operacionais decorrentes da necessidade de remessa virtual dos autos, após a digitalização dos
processos pela Secretaria, em razão da implantação do Sistema PJE no 2º Grau, fato posteriormente
sanado com a criação da Central de Digitalização do 2º Grau. Nessa esteira de raciocínio, não se verifica
que a demora na remessa dos autos tenha ocorrido pelo exercício desidioso de atribuições pelo requerido,
não havendo que se falar, portanto, na necessidade de instauração de procedimento disciplinar em seu
desfavor. Outrossim, constou-se que, tão logo foi sanada a questão, com a implantação da Central de
Digitalização do 2º Grau, os autos foram remetidos a unidade, conforme demonstrou o requerido. Destarte,
considerando que a providência solicitada a este Órgão Censor já foi devidamente cumprida pelo Juízo de
Origem, compreendo que houve a perda superveniente de objeto da presente demanda, razão pela qual,
determino o ARQUIVAMENTO destes autos. À Secretaria para adoção das providências devidas. Sirva a
presente decisão como ofício. Belém/Pa, 27 de novembro de 2018. DESA. VANIA VALENTE DO COUTO
FORTES BITAR CUNHA, Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior.

04 - Processo n° 2018.7.002025-8

Requerente: Augusto César da Luz Cavalcante, Juiz de Direito da 13ª Vara Criminal da Comarca de
Belém.

Requerido: Juízo do Termo Judiciário de Bagre.

Decisão: Ante o exposto, não restando configurada qualquer infração disciplinar ou ilícito penal imputável
ao JUÍZO DO TERMO JUDICIÁRIO DE BAGRE, DETERMINO o ARQUIVAMENTO do presente Pedido de
Providências, com fulcro no art. 91, §3º do Regimento Interno do TJ/PA. Dê-se ciência às partes, servindo
esta como ofício. À Secretaria, para os devidos fins. Belém (PA), 27 de novembro de 2018. Desª. VANIA
VALENTE DO COUTO FORTES BITAR CUNHA, Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior.

05 - Processo n° 2018.7.006092-3

Requerente: Juízo de Direito da Vara Criminal da Comarca de Abaetetuba.

Decisão: De acordo com o art. 66, inciso VIII, da LEP (Lei n° 7.210/1984), compete ao Juiz da execução:
interditar, no todo ou em parte, estabelecimento penal que estiver funcionando em condições inadequadas
ou com infringência aos dispositivos da Lei. Ante o exposto, considerando a superlotação do Centro de
Recuperação Regional de Abaetetuba, expeçam-se ofícios ao Superintendente da SUSIPE e ao Secretário
de Segurança Pública do Estado, encaminhando cópia da decisão da magistrada, para ciência e
providências. Outrossim, informe à magistrada requerente sobre as providências adotadas por este Órgão
Correcional e após, arquive-se o expediente. Belém,27 de novembro de 2018. Desa. VÂNIA VALENTE DO
COUTO FORTES BITAR CUNHA, Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior.

06 - Processo n° 2018.7.004910-9

Requerente: José Bonifácio Oleastre Patrocínio.

Requerido: Lauro Alexandrino Santos, Juiz de Direito da Comarca de Igarapé-Miri.

Decisão: Ante o exposto, não restando configurada qualquer infração disciplinar ou ilícito penal imputável
ao magistrado LAURO ALEXANDRINO SANTOS e reconhecida a perda de objeto, DETERMINO o
ARQUIVAMENTO do presente, com fulcro no art. 9º, §2º da Resolução nº 135/2011 do CNJ c/c art. 91, §3º
do Regimento Interno deste TJE. Por fim, DETERMINO, ainda, a expedição de ofício à Ilustríssima
Senhora Defensora Pública Geral do Estado, com cópia do documento às fls. 13, para ciência e avaliação
da possibilidade de designar 01 (um) Defensor Público para atuar na Comarca de Igarapé-Miri. Dê-se
ciência às partes, servindo esta como ofício. À Secretaria, para os devidos fins. Belém (PA), 27 de
novembro de 2018. Desª. VANIA VALENTE DO COUTO FORTES BITAR CUNHA, Corregedora de Justiça
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

das Comarcas do Interior.

07 - Processo n° 2017.7.003329-4

Sindicada: Ben Hur Sousa da Silva, Oficial de Justiça da Comarca de Conceição do Araguaia.

Decisão: Ante o exposto, REJEITO o relatório final e com fundamento nos arts. 198, III e 201, I, ambos do
RJU, DETERMINO o ARQUIVAMENTO da presente Sindicância, de natureza punitiva, em razão da
ocorrência da prescrição. Por fim, RECOMENDO ao Sindicado envidar esforços para cumprir os
mandados que lhes sejam distribuídos no prazo legal, a fim de contribuir para uma Justiça mais célere e
benéfica à Sociedade. Dê-se ciência às partes, servindo esta como ofício. À Secretaria, para os devidos
fins. Belém (PA), 27 de novembro de 2018. Desª. VANIA VALENTE DO COUTO FORTES BITAR CUNHA,
Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior.

08 - Processo n° 2018.7.006488-4

Requerente: Juízo de Direito da Comarca de São Domingos do Capim.

Decisão: Considerando o acima exposto, não sendo admissível que prisões cautelares alcancem prazo
excessivo, ante a omissão do Estado, que deixa de apresentar réus presos provisórios às audiências
designadas, expeçam-se ofícios ao Exmo. Sr. Superintendente do Sistema Penitenciário do Estado do
Pará (SUSIPE) e ao Exmo. Sr. Secretário de Segurança Pública do Listado do Pará (SEGUP),
encaminhando cópia do expediente, para ciência e providências. Outrossim, considerando ainda as
reiteradas reclamações de diversos juízes das comarcas do interior do Estado sobre a mesma
problemática descrita, de ordem, expeça-se ofício também ao Exmo. Sr. Governador do Estado do Pará,
encaminhando cópia do expediente e solicitando que sejam envidados esforços para a apresentação de
réus presos provisórios às audiências designadas pelos Juízos do Estado. Deve ser ressaltado, nos
ofícios, que a audiência envolvendo réu preso, no caso em epígrafe, foi remarcada para o dia 04/12/2019,
às 11:30 horas. Dê-se ciência ao Juízo requerente sobre as providências adotadas por este Órgão
Correcional, e após, arquive-se o expediente. Belém, 27 de novembro de 2018. Desa. VÂNIA VALENTE
DO COUTO FORTES BITAR CUNHA, Corregedora da Justiça das Comarcas do Interior.
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

COORDENADORIA DOS PRECATÓRIOS

PRECATÓRIO nº.: 045/2010

PROCESSO DE ORIGEM: nº. 2000.1.001113-6

CREDOR(A): Arlinda Postes Maciel e Outros

ADVOGADO(A): Pojucan Tavares Advocacia S/S

ENTE DEVEDOR: Estado do Pará

PROCURADORIA GERAL: Ophir Filgueiras Cavalcante Jr. ¿ OAB/PA nº. 3259

ATO DECISÓRIO:

Em cumprimento ao que dispõe o art.100 da Constituição da República ¿ 1988 quanto ao regime de


pagamento de precatórios sob estrita ordem cronológica de apresentação, na forma das Emendas
Constitucionais ¿ EC nº.94/2016 e nº.99/2017, faculto manifestação à(s) parte(s) credora(s) e/ou
beneficiária(s) e ao Ente Federado/Devedor, no prazo sucessivo de 05 (cinco) dias, sobre a
instrução técnica firmada pelo Serviço de Cálculos ¿ fls.623/629.

Transcorrido o prazo, não havendo impugnação formulada, junte-se e/ou certifique-se e, na sequência,
ao Serviço de Análise de Processos/Gestão Contábil para operacionalizar pagamento e
recolhimento/devolução de retenções legais, em estrita conformidade com a instrução técnica formalizada
(cálculos), mediante comprovação do recolhimento de custas pela(s) parte(s) credora(s) e
informação de dados documentais (RG/CPF ou CNPJ) e bancários (Banco/Agência/Conta Corrente e
Dígito Verificador) da(s) parte(s) credora(s) e/ou beneficiária(s).

Efetuadas as correspondentes operações financeiras e ante a liquidação do crédito, conforme decorre


do parecer técnico do Serviço de Cálculos, arquive-se a espécie requisitória, com os necessários
registros/baixas no Sistema de Precatórios, com formal ciência ao Juízo de Execução.

Findo o prazo de 30 (trinta) dias, não atendidas as providências documentais/informativas para


efeito de viabilizar as operações financeiras ou pendente regularização sucessória, determino o
sobrestamento da quantia em subconta específica.

Comunique-se à Receita Federal, nos termos do Acordo de Cooperação Técnica nº.01/2017.

Na hipótese de impugnação aos cálculos, conclusos os autos. Publique-se. Oficie-se.

Belém-PA, 29 de novembro de 2018.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência - TJPA

Coordenadoria de Precatórios ¿ CPREC ¿ em exercício

Portaria nº. 6074/2018-GP


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

PRECATÓRIO nº.: 047/2010

PROCESSO DE ORIGEM: nº. 2006.1.000094-1

CREDOR(A): Raimundo Furtado Pinto

ADVOGADO(A): Maria do Socorro Pinto Andrade ¿ OAB/PA nº. 3023

José Augusto Colares Barata ¿ OAB/PA nº. 16932

ENTE DEVEDOR: Estado do Pará

PROCURADORIA GERAL: Ophir Filgueiras Cavalcante Jr. ¿ OAB/PA nº. 3259

ATO DECISÓRIO:

Em cumprimento ao que dispõe o art.100 da Constituição da República ¿ 1988 quanto ao regime de


pagamento de precatórios sob estrita ordem cronológica de apresentação, na forma das Emendas
Constitucionais ¿ EC nº.94/2016 e nº.99/2017, faculto manifestação à(s) parte(s) credora(s) e/ou
beneficiária(s) e ao Ente Federado/Devedor, no prazo sucessivo de 05 (cinco) dias, sobre a
instrução técnica firmada pelo Serviço de Cálculos ¿ fls.146/150.

Transcorrido o prazo, não havendo impugnação formulada, junte-se e/ou certifique-se e, na sequência,
ao Serviço de Análise de Processos/Gestão Contábil para operacionalizar pagamento e
recolhimento/devolução de retenções legais, em estrita conformidade com a instrução técnica formalizada
(cálculos), mediante comprovação do recolhimento de custas pela(s) parte(s) credora(s) e
informação de dados documentais (RG/CPF ou CNPJ) e bancários (Banco/Agência/Conta Corrente e
Dígito Verificador) da(s) parte(s) credora(s) e/ou beneficiária(s).

Efetuadas as correspondentes operações financeiras e ante a liquidação do crédito, conforme decorre


do parecer técnico do Serviço de Cálculos, arquive-se a espécie requisitória, com os necessários
registros/baixas no Sistema de Precatórios, com formal ciência ao Juízo de Execução.

Findo o prazo de 30 (trinta) dias, não atendidas as providências documentais/informativas para


efeito de viabilizar as operações financeiras ou pendente regularização sucessória, determino o
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

sobrestamento da quantia em subconta específica.

Comunique-se à Receita Federal, nos termos do Acordo de Cooperação Técnica nº.01/2017.

Na hipótese de impugnação aos cálculos, conclusos os autos. Publique-se. Oficie-se.

Belém-PA, 29 de novembro de 2018.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência - TJPA

Coordenadoria de Precatórios ¿ CPREC ¿ em exercício

Portaria nº. 6074/2018-GP

PRECATÓRIO nº.: 048/2010

PROCESSO DE ORIGEM: nº. 1998.1.002413-8

CREDOR(A): Lucyalva Monteiro Penna de Carvalho

BENEFICIÁRIO(A)/ADVOGADO(A): Rosilene Silva de Souza ¿ OAB/PA nº. 5139

ENTE DEVEDOR: Estado do Pará

PROCURADORIA GERAL: Ophir Filgueiras Cavalcante Jr. ¿ OAB/PA nº. 3259

ATO DECISÓRIO:

Em cumprimento ao que dispõe o art.100 da Constituição da República ¿ 1988 quanto ao regime de


pagamento de precatórios sob estrita ordem cronológica de apresentação, na forma das Emendas
Constitucionais ¿ EC nº.94/2016 e nº.99/2017, faculto manifestação à(s) parte(s) credora(s) e/ou
beneficiária(s) e ao Ente Federado/Devedor, no prazo sucessivo de 05 (cinco) dias, sobre a
instrução técnica firmada pelo Serviço de Cálculos ¿ fls.82/85.

Transcorrido o prazo, não havendo impugnação formulada, junte-se e/ou certifique-se e, na sequência,
ao Serviço de Análise de Processos/Gestão Contábil para operacionalizar pagamento e
recolhimento/devolução de retenções legais, em estrita conformidade com a instrução técnica formalizada
(cálculos), mediante comprovação do recolhimento de custas pela(s) parte(s) credora(s) e
informação de dados documentais (RG/CPF ou CNPJ) e bancários (Banco/Agência/Conta Corrente e
Dígito Verificador) da(s) parte(s) credora(s) e/ou beneficiária(s).

Efetuadas as correspondentes operações financeiras e ante a liquidação do crédito, conforme decorre


do parecer técnico do Serviço de Cálculos, arquive-se a espécie requisitória, com os necessários
registros/baixas no Sistema de Precatórios, com formal ciência ao Juízo de Execução.

Findo o prazo de 30 (trinta) dias, não atendidas as providências documentais/informativas para


efeito de viabilizar as operações financeiras ou pendente regularização sucessória, determino o
sobrestamento da quantia em subconta específica.

Comunique-se à Receita Federal, nos termos do Acordo de Cooperação Técnica nº.01/2017.


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Na hipótese de impugnação aos cálculos, conclusos os autos. Publique-se. Oficie-se.

Belém-PA, 29 de novembro de 2018.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência - TJPA

Coordenadoria de Precatórios ¿ CPREC ¿ em exercício

Portaria nº. 6074/2018-GP

PRECATÓRIO nº.: 049/2010

PROCESSO DE ORIGEM: nº. 2006.1.063834-6

CREDOR(A): Maria Verônica de Moraes Pantoja

ADVOGADO(A): Maria da Paz Farias Gomes ¿ OAB/PA nº. 2474

ENTE DEVEDOR: Estado do Pará

PROCURADORIA GERAL: Ophir Filgueiras Cavalcante Jr. ¿ OAB/PA nº. 3259

ATO DECISÓRIO:

Em cumprimento ao que dispõe o art.100 da Constituição da República ¿ 1988 quanto ao regime de


pagamento de precatórios sob estrita ordem cronológica de apresentação, na forma das Emendas
Constitucionais ¿ EC nº.94/2016 e nº.99/2017, faculto manifestação à(s) parte(s) credora(s) e/ou
beneficiária(s) e ao Ente Federado/Devedor, no prazo sucessivo de 05 (cinco) dias, sobre a
instrução técnica firmada pelo Serviço de Cálculos ¿ fls.84/88.
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Transcorrido o prazo, não havendo impugnação formulada, junte-se e/ou certifique-se e, na sequência,
ao Serviço de Análise de Processos/Gestão Contábil para operacionalizar pagamento e
recolhimento/devolução de retenções legais, em estrita conformidade com a instrução técnica formalizada
(cálculos), mediante comprovação do recolhimento de custas pela(s) parte(s) credora(s) e
informação de dados documentais (RG/CPF ou CNPJ) e bancários (Banco/Agência/Conta Corrente e
Dígito Verificador) da(s) parte(s) credora(s) e/ou beneficiária(s).

Efetuadas as correspondentes operações financeiras e ante a liquidação do crédito, conforme decorre


do parecer técnico do Serviço de Cálculos, arquive-se a espécie requisitória, com os necessários
registros/baixas no Sistema de Precatórios, com formal ciência ao Juízo de Execução.

Findo o prazo de 30 (trinta) dias, não atendidas as providências documentais/informativas para


efeito de viabilizar as operações financeiras ou pendente regularização sucessória, determino o
sobrestamento da quantia em subconta específica.

Comunique-se à Receita Federal, nos termos do Acordo de Cooperação Técnica nº.01/2017.

Na hipótese de impugnação aos cálculos, conclusos os autos. Publique-se. Oficie-se.

Belém-PA, 29 de novembro de 2018.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência - TJPA

Coordenadoria de Precatórios ¿ CPREC ¿ em exercício

Portaria nº. 6074/2018-GP

PPP N.º: 02/2018

ENTE DEVEDOR: MUNICÍPIO DE BELÉM/PA

PROCURADORES: DANIEL COUTINHO DA SILVEIRA ¿ OAB/PA nº. 11.595

BRUNO CEZAR N. DE FREITAS ¿ OAB/PA N.º 11.290

ATO DECISÓRIO:

Em atenção ao informativo de fl.202, ao Serviço de Análise de Processos, para providências de repasse


da amortização mensal referente ao mês de outubro do exercício financeiro de 2018.

Havendo disponibilidade financeira suficiente, providencie o pagamento do Precatório, com estrita


observância da lista cronológica.

Publique-se.

Belém, 29 de novembro de 2018.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência - TJPA


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Coordenadoria de Precatórios ¿ CPREC ¿ em exercício

Portaria nº.6074/18-GP

PRECATÓRIO nº.: 089/2018/2012

PROCESSO DE ORIGEM nº.: 0085459-22.2013.814.0301

CREDOR(A): Francisco Sylvio Alves Viana

ADVOGADO(A): Hermenegildo Sylvio Aires Viana ¿ OAB-PA nº 3906

Jáder Benedito da Paixão Ribeiro ¿ OAB-PA nº 11216

ENTE DEVEDOR: Estado do Pará

PROCURADOR(A): Ophir Filgueiras Cavalcante Júnior ¿ OAB/PA 3259

ATO DECISÓRIO:

Trata-se de requerimento para prioridade de pagamento por motivo de doença grave ¿ fls. 73/77
(Protocolo nº. 2018.03985551-14), instruído com cópia autenticada de documentação pessoal da parte
credora/requerente, laudo médico oficial autenticado e comprovante de endereço ¿ sem protocolo de
cadastramento on line, indisponível no site tjpa.jus.br, por motivo de manutenção.

Em sede de instrução, assentou-se a conformidade documental com a disciplina normativa regente, ante a
apresentação de cópia de Laudo Médico firmado pela Administração Pública Estadual ¿ fls.75, de
documento oficial de identificação ¿ fl.76, autênticos.

Ainda em sede instrutória, o Serviço de Cálculos firmou parecer técnico ¿ fls.82/84, consignando a regular
inscrição do precatório em nome da parte credora/requerente, a respectiva natureza alimentar, a
inexistência de pagamento anterior sob a mesma espécie, valor líquido devido e retenções legais
incidentes.

Nesse sentido, e na forma da instrução formalizada, faculto manifestação ao Ente Federado/devedor, no


prazo de 05 (cinco) dias, sobre a pretensão formulada, assim como sobre o parecer técnico do Serviço de
Cálculos ¿ fls.82/84, outrossim, por igual prazo e de forma sucessiva, à parte credora, a propósito dos
cálculos elaborados.

Transcorrido o prazo, não havendo impugnação formulada, condicionante ou qualquer ocorrência


superveniente que repercuta no pleito formulado, junte-se e/ou certifique-se, e diante da conformidade
com o que dispõe art. art.100, §2º, da Constituição da República/1988 (redação - EC nº.94/2016 e
nº.99/2017), art.13 da Resolução nº.115/2010-CNJ e art.5º, §1º, inciso I, da Portaria nº.2239/2011-
GP/TJPA, defiro o pedido de pagamento superpreferencial/crédito humanitário por doença grave à parte
credora/requerente FRANCISCO SYLVIO ALVES VIANNA, na forma prevista no art.102-ADCT/CF-1988 e
estritamente como consta no parecer técnico do Serviço de Cálculos.

Comprovado o recolhimento de custas (emissão ¿ Alvará Eletrônico/Sistema SDJ), assim como


apresentados os dados informativos da parte credora/requerente, referentes a documentação pessoal
(RG/CPF) e bancária (Banco/Agência/Conta Corrente ou Poupança e Dígito Verificador), ao Serviço de
Análise de Processos/Gestão Contábil para providências de pagamento do crédito líquido e
recolhimentos legais cabíveis.

Efetuadas as operações financeiras e diante da liquidação do crédito inscrito na espécie requisitória,


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providencie-se a exclusão do registro em Lista Cronológica de Apresentação, bem como os necessários


registros e baixas no Sistema de dados ¿ Precatórios, com formal ciência ao Juízo de Execução ¿ via
Ofício, e sequencial arquivamento dos autos.

Comunique-se à Receita Federal, conforme Termo de Cooperação Técnica nº.01/2017.

Na hipótese de impugnação, conclusos os autos.

Publique-se.

Belém, 29 de novembro de 2018.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência - TJPA

Coordenadoria de Precatórios-em exercício

Portaria nº.6074/2018-GP

REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR ¿ RPV: nº.064/2016

PROCESSO DE ORIGEM: nº.0000041-20.2005.814.0023

CREDOR(A): Laurilene de Oliveira Pinheiro

ADVOGADO(A): Walmir Moura Brelaz ¿ OAB/PA 6971

ENTE DEVEDOR: Município de Irituia

PROCURADOR(A): Claudio Ronaldo Barros Bordalo ¿ OAB/PA nº 8601

ATO DECISÓRIO

Diante da instrução formalizada ¿ Informativo de fl.56, que consigna o bloqueio de valores e transferência
para subconta específica aberta em nome do(a) credor(a), com retenções legais incidentes (conforme o
caso) e valor líquido devido à(s) parte(s) credora(s) e/ou beneficiária(s), ao Serviço de Análise de
Processos/Gestão Contábil para providências de pagamento via Alvará Eletrônico/Transferência (Sistema
SDJ), condicionando-se ao pagamento de custas e à apresentação de Documentação Pessoal (CPF) e
Bancária (Conta Corrente/Poupança e Dígito Verificador) do(s) titular(es) do(s) crédito(s).

Publique-se. Efetuado o pagamento, informe-se ao Juízo de Execução e, finalmente, arquive-se.


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Belém-PA, 29 de novembro de 2018.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência - TJPA

Coordenadoria de Precatórios ¿ CPREC ¿ em exercício

Portaria nº.6074/18-GP

REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR ¿ RPV: nº.070/2016

PROCESSO DE ORIGEM: nº.0000041-20.2005.814.0023

CREDOR(A): Cecilia Ferreira Nunes

ADVOGADO(A): Walmir Moura Brelaz ¿ OAB/PA 6971

ENTE DEVEDOR: Município de Irituia

PROCURADOR(A): Claudio Ronaldo Barros Bordalo ¿ OAB/PA nº 8601


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

ATO DECISÓRIO

Diante da instrução formalizada ¿ Informativo de fl.56, que consigna o bloqueio de valores e transferência
para subconta específica aberta em nome do(a) credor(a), com retenções legais incidentes (conforme o
caso) e valor líquido devido à(s) parte(s) credora(s) e/ou beneficiária(s), ao Serviço de Análise de
Processos/Gestão Contábil para providências de pagamento via Alvará Eletrônico/Transferência (Sistema
SDJ), condicionando-se ao pagamento de custas e à apresentação de Documentação Pessoal (CPF) e
Bancária (Conta Corrente/Poupança e Dígito Verificador) do(s) titular(es) do(s) crédito(s).

Publique-se. Efetuado o pagamento, informe-se ao Juízo de Execução e, finalmente, arquive-se.

Belém-PA, 29 de novembro de 2018.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência - TJPA

Coordenadoria de Precatórios ¿ CPREC ¿ em exercício

Portaria nº.6074/18-GP

REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR ¿ RPV: nº.072/2016

PROCESSO DE ORIGEM: nº.0000041-20.2005.814.0023

CREDOR(A): Dirma Venancia Nunes

ADVOGADO(A): Walmir Moura Brelaz ¿ OAB/PA 6971


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

ENTE DEVEDOR: Município de Irituia

PROCURADOR(A): Claudio Ronaldo Barros Bordalo ¿ OAB/PA nº 8601

ATO DECISÓRIO

Diante da instrução formalizada ¿ Informativo de fl.56, que consigna o bloqueio de valores e transferência
para subconta específica aberta em nome do(a) credor(a), com retenções legais incidentes (conforme o
caso) e valor líquido devido à(s) parte(s) credora(s) e/ou beneficiária(s), ao Serviço de Análise de
Processos/Gestão Contábil para providências de pagamento via Alvará Eletrônico/Transferência (Sistema
SDJ), condicionando-se ao pagamento de custas e à apresentação de Documentação Pessoal (CPF) e
Bancária (Conta Corrente/Poupança e Dígito Verificador) do(s) titular(es) do(s) crédito(s).

Publique-se. Efetuado o pagamento, informe-se ao Juízo de Execução e, finalmente, arquive-se.

Belém-PA, 29 de novembro de 2018.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência - TJPA

Coordenadoria de Precatórios ¿ CPREC ¿ em exercício

Portaria nº.6074/18-GP

REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR ¿ RPV: nº.076/2016


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PROCESSO DE ORIGEM: nº.0000041-20.2005.814.0023

CREDOR(A): Felipe Rodrigues Lobato

ADVOGADO(A): Walmir Moura Brelaz ¿ OAB/PA 6971

ENTE DEVEDOR: Município de Irituia

PROCURADOR(A): Cláudio Ronaldo Barros Bordalo ¿ OAB/PA nº 8601

ATO DECISÓRIO

Diante da instrução formalizada ¿ Informativo de fls.56, que consigna o bloqueio de valores e transferência
para subconta específica aberta em nome do(a) credor(a), com retenções legais incidentes (conforme o
caso) e valor líquido devido à(s) parte(s) credora(s) e/ou beneficiária(s), ao Serviço de Análise de
Processos/Gestão Contábil para providências de pagamento via Alvará Eletrônico/Transferência (Sistema
SDJ), condicionando-se à apresentação de Documentação Pessoal (CPF) e Bancária (Conta
Corrente/Poupança e Dígito Verificador) do(s) titular(es) do(s) crédito(s), assim como ao recolhimento de
custas.

Publique-se. Efetuado o pagamento, informe-se ao Juízo de Execução e, finalmente, arquive-se.

Belém-PA, 29 de novembro de 2018.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência - TJPA

Coordenadoria de Precatórios ¿ CPREC ¿ em exercício

Portaria nº. 6074/2018-GP


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REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR ¿ RPV: nº.077/2016

PROCESSO DE ORIGEM: nº.0000041-20.2005.814.0023

CREDOR(A): Geny de Pinho Oliveira

ADVOGADO(A): Walmir Moura Brelaz ¿ OAB/PA 6971

ENTE DEVEDOR: Município de Irituia

PROCURADOR(A): Cláudio Ronaldo Barros Bordalo ¿ OAB/PA nº 8601

ATO DECISÓRIO

Diante da instrução formalizada ¿ Informativo de fls.55, que consigna o bloqueio de valores e transferência
para subconta específica aberta em nome do(a) credor(a), com retenções legais incidentes (conforme o
caso) e valor líquido devido à(s) parte(s) credora(s) e/ou beneficiária(s), ao Serviço de Análise de
Processos/Gestão Contábil para providências de pagamento via Alvará Eletrônico/Transferência (Sistema
SDJ), condicionando-se à apresentação de Documentação Pessoal (CPF) e Bancária (Conta
Corrente/Poupança e Dígito Verificador) do(s) titular(es) do(s) crédito(s), assim como ao recolhimento de
custas.

Publique-se. Efetuado o pagamento, informe-se ao Juízo de Execução e, finalmente, arquive-se.

Belém-PA, 29 de novembro de 2018.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência - TJPA

Coordenadoria de Precatórios ¿ CPREC ¿ em exercício

Portaria nº. 6074/2018-GP


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REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR ¿ RPV: nº.078/2016

PROCESSO DE ORIGEM: nº.0000041-20.2005.814.0023

CREDOR(A): Jair Moura dos Reis

ADVOGADO(A): Walmir Moura Brelaz ¿ OAB/PA 6971

ENTE DEVEDOR: Município de Irituia

PROCURADOR(A): Cláudio Ronaldo Barros Bordalo ¿ OAB/PA nº 8601

ATO DECISÓRIO

Diante da instrução formalizada ¿ Informativo de fls.56, que consigna o bloqueio de valores e transferência
para subconta específica aberta em nome do(a) credor(a), com retenções legais incidentes (conforme o
caso) e valor líquido devido à(s) parte(s) credora(s) e/ou beneficiária(s), ao Serviço de Análise de
Processos/Gestão Contábil para providências de pagamento via Alvará Eletrônico/Transferência (Sistema
SDJ), condicionando-se à apresentação de Documentação Pessoal (CPF) e Bancária (Conta
Corrente/Poupança e Dígito Verificador) do(s) titular(es) do(s) crédito(s), assim como ao recolhimento de
custas.

Publique-se. Efetuado o pagamento, informe-se ao Juízo de Execução e, finalmente, arquive-se.

Belém-PA, 29 de novembro de 2018.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência - TJPA

Coordenadoria de Precatórios ¿ CPREC ¿ em exercício

Portaria nº. 6074/2018-GP


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REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR ¿ RPV: nº.090/2016

PROCESSO DE ORIGEM: nº.0000041-20.2005.814.0023

CREDOR(A): Maria Joaquina Barbosa da Fonseca

ADVOGADO(A): Walmir Moura Brelaz ¿ OAB/PA 6971

ENTE DEVEDOR: Município de Irituia

PROCURADOR(A): Cláudio Ronaldo Barros Bordalo ¿ OAB/PA nº 8601

ATO DECISÓRIO

Diante da instrução formalizada ¿ Informativo de fls.54, que consigna o bloqueio de valores e transferência
para subconta específica aberta em nome do(a) credor(a), com retenções legais incidentes (conforme o
caso) e valor líquido devido à(s) parte(s) credora(s) e/ou beneficiária(s), ao Serviço de Análise de
Processos/Gestão Contábil para providências de pagamento via Alvará Eletrônico/Transferência (Sistema
SDJ), condicionando-se à apresentação de Documentação Pessoal (CPF) e Bancária (Conta
Corrente/Poupança e Dígito Verificador) do(s) titular(es) do(s) crédito(s), assim como ao recolhimento de
custas.

Publique-se. Efetuado o pagamento, informe-se ao Juízo de Execução e, finalmente, arquive-se.

Belém-PA, 29 de novembro de 2018.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência - TJPA

Coordenadoria de Precatórios ¿ CPREC ¿ em exercício

Portaria nº. 6074/2018-GP


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PRECATÓRIO Nº 054/2016

PROCESSO DE ORIGEM: 0003919-56.2014.814.0061

CREDOR(A): Juliana Angela Bernades de Vargas e Lucas

ADVOGADOS: Ari Pena ¿ OAB-PA nº 9104-B

ENTE DEVEDOR: Município de Tucuruí

PROCURADORIA: Orlando Barata Melo ¿ OAB-PA nº 7039

Rafael Duque Estrada de Oliveira Peron ¿ OAB-PA nº 19681

REFERÊNCIA: Edital de Conciliação nº 001/2018 ¿ Município de Tucuruí

ATO DECISÓRIO:

Em atenção ao requerimento de pagamento de precatório (protocolo 20180436238547) em face do edital


nº 01/2018 - município de Tucuruí ¿ e diante do ato certificatório de fls.108 ¿ que assenta ausência de
manifestação dos credores para conciliação com o ente municipal, no prazo estipulado pelo referido
documento editalício ¿ aguarde-se ordem cronológica de pagamento, ressalvado o direito de composição
em nova convocação, obedecidos os termos de futuro Edital de intimação.

Publique-se.

Belém, 29 de novembro de 2018.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência - TJPA

Coordenadoria de Precatórios-em exercício

Portaria nº.6074/2018-GP
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REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR ¿ RPV: nº.092/2016

PROCESSO DE ORIGEM: nº.0000041-20.2005.814.0023

CREDOR(A): Maria de Lourdes Cordeiro Moreira

ADVOGADO(A): Walmir Moura Brelaz ¿ OAB/PA 6971

ENTE DEVEDOR: Município de Irituia

PROCRADOR(A): Cláudio Ronaldo Barros Bordalo ¿ OAB/PA nº 8601

ATO DECISÓRIO

Diante da instrução formalizada ¿ Informativo de fls.56, que consigna o bloqueio de valores e transferência
para subconta específica aberta em nome do(a) credor(a), com retenções legais incidentes (conforme o
caso) e valor líquido devido à(s) parte(s) credora(s) e/ou beneficiária(s), ao Serviço de Análise de
Processos/Gestão Contábil para providências de pagamento via Alvará Eletrônico/Transferência (Sistema
SDJ), condicionando-se à apresentação de Documentação Pessoal (CPF) e Bancária (Conta
Corrente/Poupança e Dígito Verificador) do(s) titular(es) do(s) crédito(s), assim como ao recolhimento de
custas.

Publique-se. Efetuado o pagamento, informe-se ao Juízo de Execução e, finalmente, arquive-se.

Belém-PA, 29 de novembro de 2018.


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LÚCIO BARRETO GUERREIRO

Juiz Auxiliar da Presidência - TJPA

Coordenadoria de Precatórios ¿ CPREC ¿ em exercício

Portaria nº. 6074/2018-GP

REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR ¿ RPV: nº.747/2015

PROCESSO DE ORIGEM: nº.0009448-56.2001.814.0301

CREDOR(A): Monica Maria Simão Coral

ADVOGADO(A): Luis Fellipe dos S. Pereira ¿ OAB/PA 19.222

ENTE DEVEDOR: Município de Belém

PROCURADOR(A): Daniel Coutinho da Silveira ¿ OAB/PA nº 11.595

ATO DECISÓRIO

Diante da instrução formalizada ¿ Informativo de fl.139, que consigna o bloqueio de valores e transferência
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para subconta específica aberta em nome do(a) credor(a), com retenções legais incidentes (conforme o
caso) e valor líquido devido à(s) parte(s) credora(s) e/ou beneficiária(s), ao Serviço de Análise de
Processos/Gestão Contábil para providências de pagamento via Alvará Eletrônico/Transferência (Sistema
SDJ), condicionando-se ao pagamento de custas e à apresentação de Documentação Pessoal (CPF) e
Bancária (Conta Corrente/Poupança e Dígito Verificador) do(s) titular(es) do(s) crédito(s).

Publique-se. Efetuado o pagamento, informe-se ao Juízo de Execução e, finalmente, arquive-se.

Belém-PA, 29 de novembro de 2018.

LÚCIO BARRETO GUERREIRO

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Coordenadoria de Precatórios ¿ CPREC ¿ em exercício

Portaria nº.6074/18-GP
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SECRETARIA JUDICIÁRIA

RESENHA: 30/11/2018 A 30/11/2018 - SECRETARIA JUDICIÁRIA - VARA: TRIBUNAL PLENO

PROCESSO: 00000139420108140000 PROCESSO ANTIGO: 201030004810


MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): DAVID DA CRUZ GOMES Ação: Mandado de
Segurança Criminal em: 30/11/2018---IMPETRADO:DELEGADO GERAL DA POLICIA CIVIL DO ESTADO
DO PARA IMPETRADO:GOVERNADOR DO ESTADO DO PARA IMPETRANTE:HELCIO JULIO COSTA
DANTAS IMPETRANTE:ADONAI MATIAS MOTA Representante(s): OAB 8376 - RICARDO JERONIMO
DE OLIVEIRA FROES (ADVOGADO) IMPETRANTE:NILTON JORGE BARRETO ATAYDE
IMPETRANTE:SINDELP - SINDICATO DOS DELEGS.POLICIA ESTADO DO PARA LITISCONSORTE
PASSIVO NECESSARIO:ESTADO DO PARA Representante(s): OAB 7790 - JOSE HENRIQUE MOUTA
ARAUJO (PROCURADOR(A)) . O Secretário Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Pará faz
saber, a quem interessar possa que, nos termos do art. 234, § 2º do Código de Processo Civil, fica
INTIMADO o Advogado Ricardo Jerônimo de Oliveira Fróes - OAB 8.376, a fim de que devolva à
Secretaria Judiciária desta Corte os autos do processo mencionado, no prazo de 3 (três) dias, sob pena de
adoção das medidas legais pelo Relator do feito.

PROCESSO: 00001852320138140000 PROCESSO ANTIGO: 201330081823


MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA Ação:
Recurso Administrativo em: 30/11/2018---RECORRENTE:PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTICA DO
ESTADO DO PARA PROCURADOR(A) GERAL DE JUSTICA:JORGE DE MENDONCA ROCHA - PGJ EM
EXERCICIO RECORRIDO:DECISAO DO CONSELHO DA MAGISTRATURA RECORRIDO:SEVERINO
TORRES LEITE. PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ GABINETE
DESEMBARGADORA ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA PODER JUDICIÁRIO RECURSO
HIERÁRQUICO - PROCESSO N.° 0000185-23.2013.8.14.0000 ÓRGÃO JULGADOR: TRIBUNAL PLENO
RECORRENTE: PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ PROCURADOR
GERAL DE JUSTIÇA: JORGE DE MENDONÇA ROCHA RECORRIDO: DECISÃO DO CONSELHO DA
MAGISTRATURA RECORRIDO: SEVERINO TORRES LEITE RELATORA: DESEMBARGADORA
ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de RECURSO
HIERARQUICO interposto pela Presidência do Tribunal de Justiça do Pará em face do r. acórdão n.º
123.65 (fls. 25/28), oriundo do Conselho da Magistratura, sob a relatoria da Exma. Desa. Vera Araújo de
Souza, que deu provimento ao recurso administrativo interposto por Severino Torres Leite, acolhendo a
pretensão de reenquadramento de sua progressão funcional, levando em consideração o tempo de serviço
prestado. Nas razões de recurso hierárquico (fls. 30/48), a Presidência do Tribunal de Justiça
sustenta a competência do Tribunal Pleno para conhecer e dar provimento aos recursos interpostos contra
decisão do Conselho da Magistratura. Além disso, aponta que o enquadramento a que aduz o
servidor está previsto no art. 32 da Lei n° 6969/2007 e que o fundamento legal para o enquadramento
inicial da implantação do Plano de Carreira usou como parâmetro o vencimento do cargo ocupado,
encontra previsão no art. 36 da mesma lei. Suscita que a lei estadual estabeleceu critérios para o
enquadramento, não deixando margem para modificação por parte da Administração Pública.
Destaca que o Plano de Carreira instituiu um marco inicial para o enquadramento de todos os
servidores e analisou a situação individual de cada um. Assim, cada servidor passaria a progredir, ou
poderia optar em permanecer no cargo antigo, caso não houvesse correspondência ou não adquirisse os
requisitos mínimos do novo cargo, situação na qual o cargo antiga integraria o quadro suplementar até a
sua extinção. Destarte, pugna pelo provimento recursal para reformar o acórdão mencionado. Às fls.
54/56 a Procuradoria Geral de Justiça deixou de emitir parecer, em razão de se tratar de matéria
administrativa interna corporis. É o relatório. DECIDO. Analisando os fundamentos
apresentados, verifico que o recurso não preenche os pressupostos de admissibilidade recursal. Explico.
O recorrente fundamenta no art. 46, XIII, d do Regimento Interno do TJPA/2009, a competência do
Tribunal Pleno para julgar os recursos das decisões do Conselho da Magistratura. Todavia, cabe ressaltar
que o próprio dispositivo mencionado prevê essa possibilidade somente quando há previsão expressa,
vejamos: Art. 46. O Tribunal Pleno, funcionando em sessão plenária, é constituído pela totalidade dos
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Desembargadores, sendo presidido pelo Presidente do Tribunal e, nos seus


impedimentos, sucessivamente, pelo Vice-Presidente, e na ausência deste pelo que se seguir na
antiguidade, competindo-lhe: XIII - Julgar: d) os Recursos das decisões do Conselho de Magistratura,
quando expressamente previsto; Sobre o tema, o Regimento Interno do TJPA/2009, vigente à época
dos fatos, previa que as decisões do Conselho da Magistratura são terminativas, e fazia ressalva apenas
nos casos de aplicação de pena disciplinar, ocasião em que seria cabível recurso ao Tribunal Pleno.
Vejamos o teor do dispositivo: Art. 51. Ao Conselho da Magistratura, além das atribuições previstas em lei
ou neste Regulamento compete: (...) § 2º Os recursos interpostos das decisões do Conselho da
Magistratura que resultarem na aplicação de pena disciplinar, caberá recurso, sem efeito suspensivo, para
o Tribunal Pleno, no prazo de 05(cinco) dias, contados da intimação ou da publicação da decisão no Diário
da Justiça; nos demais casos serão terminativas (art. 68, inciso VII, alínea "g" do Código Judiciário).
Ressalto que a natureza terminativa das decisões do Conselho, bem como a possibilidade de
interposição de recurso somente nos casos de aplicação de pena disciplinar, continuam sendo previstas
no Regimento Interno atualmente vigente (2016), no art. 28, §5°1. Destarte, é manifesto o cabimento
de recurso apenas quando se tratar de pena disciplinar, conceituada como uma punição administrativa a
que é submetido o servidor que, por ação ou omissão, deixa de observar os deveres inerentes ao seu
cargo, com prejuízo da ordem, eficiência ou interesse público. Isto posto, o caso em tela não está
relacionado a nenhuma pena disciplinar, mas sim ao pedido revisional do enquadramento no Plano de
Carreiras do servidor Severino Torres Leite, de modo que está associado apenas a posição ocupada por
um funcionário dentro de Plano, definindo quais funções desempenha e o salário a ser recebido.
Outrossim, não pode ser objeto de recurso para o Tribunal Pleno em razão de não se enquadrar na
previsão do art. 51, §2° do RI/TJPA-2009 (art. 28, §5° do RI-TJPA/2016), sendo, portanto, terminativa a
decisão. Nesse sentido, é o entendimento deste E. Tribunal: PODER JUDICIÁRIO RECURSO
HIERÁRQUICO - PROCESSO N.° 0000427-45.2014.8.14.0000 (II VOLUMES) ÓRGÃO JULGADOR:
TRIBUNAL PLENO RELATORA: DESEMBARGADORA EDINÉA OLIVEIRA TAVARES RECORRENTE:
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ INTERESSADO: KELTON SILVA DA
SILVA ADVOGADO: MARIO DAVI OLIVEIRA CARNEIRO OAB 14546 RECORRIDO: ACÓRDÃO N.º
150.040 DE FLS. 444/446 RELATORA: DESA. EDINÉA OLIVEIRA TAVARES DECISÃO
MONOCRÁTICA A EXMA. SRA. DESEMBARGADORA EDINÉA OLIVEIRA TAVARES
(RELATORA): Trata-se de RECURSO ADMINISTRATIVO interposto por MINISTÉRIO PÚBLICO DO
ESTADO DO PARÁ em face do r. acórdão n.º 150.040 de fls. 444/446, oriundo do Conselho da
Magistratura, que manteve a decisão da Corregedora de Justiça das Comarcas do Interior, Desa. Maria de
Nazaré Saavedra Guimarães, ao determinar o arquivamento do processo administrativo disciplinar movido
em face do Servidor Kelton Silva da Silva ante a ausência de conduta possível de cometimento de infração
administrativa ou criminal.(...) Analisando os fundamentos apresentados, verifico que o recurso não
preenche os pressupostos de admissibilidade recursal, pois o art. 28, VII, §5.º, do RITJE/PA, dispõe: Art.
28 (...) § 5º As decisões do Conselho de Magistratura serão terminativas, salvo nos casos de aplicação de
pena disciplinar quando caberá recurso ao tribunal Pleno, recebido no efeito devolutivo, no prazo de 5
(cinco) dias.¿ Por conseguinte, somente cabe recurso dos acórdãos do Conselho da Magistratura para
o Pleno do TJE/PA quando a decisão tratar de aplicação de penalidade, o que não ocorre na espécie em
que o Conselho de Magistratura determinou o arquivamento do processo administrativo disciplinar. Dessa
forma, considerando que o acórdão proferido pelo Conselho da Magistratura não impôs a aplicação de
penalidade disciplinar e tem natureza terminativa na esfera administrativa, mostra-se inadmissível a
interposição de recurso para o Pleno do TJE/PA, por ausência de enquadramento na hipótese legal
estabelecida no art. 28, VII, §5.º, do RITJE/PA. (...) (2018.03100646-33, Não Informado, Rel. EDINEA
OLIVEIRA TAVARES, Órgão Julgador TRIBUNAL PLENO, Julgado em 2018-08-06, Publicado em 06-08-
2018) DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de Recurso Administrativo (processo nº 0000530-
86.2013.814.0000) interposto pela PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ, à
época, Exma. Desa. Luzia Nadja Guimarães Nascimento e de RECURSO INOMINADO interposto por
SANDRA HELENA MELO DE SOUSA, diante de Acórdão proferido pelo Conselho da Magistratura, sob a
relatoria do Exmo. Des. Roberto Gonçalves de Moura, que deu provimento ao recurso da servidora Sandra
Helena Melo de Sousa, reconhecendo-lhe o direito à incorporação de gratificação no percentual de 30%
pelo exercício de três anos na função de Secretária do 2º Juizado Especial Cível de
Ananindeua. (...) Incumbe a esta relatora o julgamento monocrático dos presentes recursos, haja vista a
incidência do disposto no inciso X, do art. 133 do Regimento Interno, verbis: Art. 133. Compete ao
relator: X - julgar prejudicado pedido de recurso que manifestamente haja perdido objeto e mandar
arquivar ou negar seguimento a pedido ou recurso claramente intempestivo ou incabível;(grifei) A
recorribilidade das decisões do Conselho da Magistratura deve obedecer ao regramento previsto no
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Regimento Interno deste Egrégio Tribunal. À época em que foram interpostos os recursos em questão, o
Regimento Interno expressamente estabelecia que as decisões do Conselho que não resultem em
aplicação de penalidade são terminativas, cabendo interposição de recurso ao Plenário apenas quando
aplicarem sanção administrativa, conforme redação que passo a expor(...) Deste modo, por tratar de
decisão que não diz respeito à aplicação de penalidade, são incabíveis os recursos da Presidência e da
servidora a este Tribunal Pleno, por ausência de amparo legal(...) (2018.00778891-19, Não Informado,
Rel. MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA, Órgão Julgador TRIBUNAL PLENO, Julgado em 2018-03-02,
Publicado em 02-03-2018) AGRAVO INTERNO EM RECURSO ADMINISTRATIVO. REVOGAÇÃO DE
DELEGAÇÃO INTERINA DE FUNÇÃO DELEGADA DE SERVENTIA EXTRAJUDICIAL PELA
PRESIDÊNCIA DO TJE/PA. ACÓRDÃO DO CONSELHO DA MAGISTRATURA MANTENDO A DECISÃO.
CARÁTER TERMINATIVO. INEXISTÊNCIA DE PENALIDADE DISCIPLINAR. RECURSO INADMISSÍVEL.
Por expressa previsão regimental os acórdãos do Conselho da Magistratura tem caráter terminativo,
ressalvadas apenas as decisões de aplicação de penalidade disciplinar, quando caberá recurso para ao
Pleno do TJE/PA, consoante o previsto no art. 28, VII, §5.º, do RITJE/PA, o que não ocorre na espécie,
onde o acórdão recorrido versou sobre a conveniência e oportunidade administrativa na opção por
revogação de função de serventia extrajudicial, exercida de forma interina e precária pelo agravante,
motivado na forma do art. 3.º, §1.º, da Resolução CNJ n.º 080/2009, inobstante a ocorrência ou não de
transgressão disciplinar. Agravo conhecido, mas improvido à unanimidade. (2017.03847036-60, 180.307,
Rel. LUZIA NADJA GUIMARAES NASCIMENTO, Órgão Julgador TRIBUNAL PLENO, Julgado em 2017-
09-06, Publicado em 11-09-2017) Dessa forma, conforme já mencionado, o acórdão n° 12.365
proferido pelo Conselho da Magistratura não impôs qualquer penalidade disciplinar e tem por objeto o
pedido de enquadramento do servidor, consequentemente, tem natureza terminativa na esfera
administrativa, e mostra-se inadmissível a interposição de recurso para o Pleno, por ausência de previsão
legal no Regimento Interno deste egrégio Tribunal de Justiça, cabendo contestar o assunto via judicial.
Ante o exposto, nego seguimento ao recurso hierárquico por ser o mesmo inadmissível na espécie,
nos termos da fundamentação. Após o trânsito em julgado promova-se a respectiva baixa nos
registros do acervo desta relatora e arquive-se. Publique-se. Intime-se. Belém/PA, 20 de
novembro de 2018. ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA Desembargadora Relatora 1 Art. 28 (...) § 5º
As decisões do Conselho de Magistratura serão terminativas, salvo nos casos de aplicação de pena
disciplinar quando caberá recurso ao tribunal Pleno, recebido no efeito devolutivo, no prazo de 5 (cinco)
dias.¿ 02

PROCESSO: 00005706419988140000 PROCESSO ANTIGO: 199830011157


MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): DAVID DA CRUZ GOMES Ação: Mandado de
Segurança Criminal em: 30/11/2018---IMPETRANTE:ANTONIO VIEIRA DOS REIS E OUTROS
IMPETRADO:GOVERNADOR DO ESTADO DO PARA IMPETRADO:EXMA. SECRETARIA DE
ADMINISTRACAO DO PA. IMPETRANTE:ALFREDO DA SILVA COSTA Representante(s): OAB 5596 -
TITO EDUARDO VALENTE DO COUTO (ADVOGADO) OAB 6800 - KLEVERSON GOMES ROCHA
(ADVOGADO) OAB 7895 - TEULY SOUZA DA FONSECA ROCHA (ADVOGADO) OAB 6795 -
RONALDO SERGIO ABREU DA COSTA (ADVOGADO) LITISCONSORTE PASSIVO
NECESSARIO:ESTADO DO PARA Representante(s): OAB 6928 - FABIOLA DE MELO SIEMS
(PROCURADOR(A)) . O Secretário Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Pará faz saber, a quem
interessar possa que, nos termos do art. 234, § 2º do Código de Processo Civil, fica INTIMADA a
Advogada Teuly Souza da Fonseca Rocha - OAB 7895, a fim de que devolva à Secretaria Judiciária desta
Corte os autos do processo mencionado, no prazo de 3 (três) dias, sob pena de adoção das medidas
legais pelo Relator do feito.

RESENHA: 30/11/2018 A 30/11/2018 - SECRETARIA JUDICIÁRIA - VARA: TRIBUNAL PLENO DE


DIREITO PÚBLICO

PROCESSO: 00094813020178140000 PROCESSO ANTIGO: ---


MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): DAVID DA CRUZ GOMES Ação: Suspensão de
Liminar ou Antecipação de Tutela em: 30/11/2018---REQUERENTE:MUNICIPIO DE BELEM
Representante(s): OAB 11290 - BRUNO CEZAR NAZARE DE FREITAS (PROCURADOR(A)) OAB
11595 - DANIEL COUTINHO DA SILVEIRA (PROCURADOR(A)) REQUERIDO:JUIZO DE DIREITO DA
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PRIMEIRA VARA DA FAZENDA PUBLICA DA CAPI INTERESSADO:B.A. MEIO AMBIENTE LTDA


Representante(s): OAB 16865 - BERNARDO MORELLI BERNARDES (ADVOGADO) OAB 21461 -
ALLAN ROCHA OLIVEIRA DA SILVA (ADVOGADO) . O Secretário Judiciário do Tribunal de Justiça do
Estado do Pará faz saber, a quem interessar possa que, nos termos do art. 234, § 2º do Código de
Processo Civil, fica INTIMADO o Advogado Allan Rocha Oliveira da Silva - OAB 21.461, a fim de que
devolva à Secretaria Judiciária desta Corte os autos do processo mencionado, no prazo de 3 (três) dias,
sob pena de adoção das medidas legais pelo Relator do feito.
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TRIBUNAL PLENO

Número do processo: 0805461-26.2018.8.14.0000 Participação: IMPETRANTE Nome: REGINALDO


RAMOS DOS SANTOS Participação: ADVOGADO Nome: REGINALDO RAMOS DOS SANTOSOAB:
5771000A/PA Participação: IMPETRADO Nome: GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ PROCESSO Nº
0805461-26.2018.8.14.0000TRIBUNAL PLENOMANDADO DE SEGURANÇAIMPETRANTE:REGINALDO
RAMOS DOS SANTOSIMPETRADO: ATO DOGOVERNADOR DO ESTADO DO PARÁRELATORA:
DESA. CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO PROCESSUAL
CIVIL. REQUISITOS DA PETIÇÃO INICIAL. PROVA PRÉCONSTITUÍDA. NECESSIDADE DE DILAÇÃO
PROBATÓRIA. INADEQUAÇÃI DA VIA ELEITA. ART. 6º, §3º C/C ART. 10, DA LEI Nº 12.016/09.1. O
impetrante pretende ser reintegrado ao cargo do qual afirma ter sido afastado por força de processo
disciplinar, que apura suposto abandono de função. Pretende a cassação do ato dito como coator
porquanto fulminado pelo instituto da prescrição da pretensão punitiva;2. Oviezestreito do procedimento
afeto ao mandado de segurança exige prova prévia da liquidez e certeza do direito reclamado, sendo a
necessidade de dilação probatória incompatível com esta via processual;3. Os documentos juntados com
a exordial revelam-se insuficientes a demonstrar a certeza dos fatos veiculados. Logo, sem o condão de
produzir o efeito informador necessário à composição do mandado de segurança;4. Na hipótese, impõe-se
o indeferimento da inicial, com a extinção do processo sem resolução do mérito, ante a inadequação da
via eleita, com fulcro no art. 10, da Lei nº 12.016/09;5. Processo extinto sem resolução do mérito.
DECISÃO MONOCRÁTICATrata-se demandado de segurança(Id. 754202), impetrado por REGINALDO
RAMOS DOS SANTOS contra ato do Governador do Estado do Pará (Id. 754205, pg. 23), que lhe aplicou
a pena correspondente, consubstanciada no decreto de demissão, publicado em 01/12/2017, por
reconhecer a prática de ato ilícito de abandono de função.Em suas razões, o impetrante informa que, após
apuração do ilícito de ausência ininterrupta por prazo superior a 30 (trinta) dias, fora instaurado Processo
Administrativo Disciplinar - PAD, cuja conclusão se deu com o ato de sua demissão, sendo este o ato
apontado como coator.Sustenta a prescrição da pretensão punitiva, na medida em que o termo inicial da
prescrição é agosto/09 e a portaria de instauração do PAD que resultou na sanção em tela, foi publicado
somente em 25/05/2016 (Id. 754203). Logo, em prazo superior a cinco anos, em violação ao art. 198, I, da
Lei nº 5810/94, pelo que entende arbitrário o ato de sua demissão.Requer seja concedida medida liminar
ao presente recurso, no sentido de reintegração ao cargo e pagamento de vencimentos retroativos a
maro/2016.Carreia documentos (Ids. 754202 a 754201).Defende o cabimento do mandado de segurança,
pela existência de direito líquido e certo e a presença dos requisitos do fumus boni iuris e do periculum in
mora, a justificar a concessão liminar da tutela antecipada.Ao final, requer seja concedida a ordem
mandamental definitiva.DECIDO.O impetrante pretende ser reintegrado a seu cargo, do qual afirma ter
sido afastado por força de processo disciplinar, que apura suposto abandono de função. Pretende a
cassação do ato dito como coator porquanto fulminado pelo instituto da prescrição da pretensão punitiva.
Segundo prevê a CF/88, em seu art. 5º, inciso LXIX, o mandado de segurança se presta à proteção de
direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela
ilegalidade ou abuso do poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de
atribuições do Poder Público. Torna-se imprescindível, portanto, que os fatos sejam incontroversos, ou
seja, que deles haja prova pré-constituída.De acordo com HELY LOPES MEIRELLES, in Mandado de
Segurança e Ação Popular, p. 21:Direito líquido e certo é o que se apresenta manifesto na sua existência,
delimitado na sua extensão e apto a ser exercido no momento da impetração. Por outras palavras, o
direito invocado, para ser amparável por mandado de segurança, há de vir expresso em norma legal e
trazer em si todos os requisitos e condições de sua aplicação ao impetrante; se a sua existência for
duvidosa; se sua extensão não estiver delimitada; se o seu exercício depender de situação e fatos ainda
indeterminados, não rende ensejo à segurança, embora possa ser defendido por outros meios judiciais
(grifei).Dentre os documentos colacionados pelo impetrante, identifico, sob o Id. 754203, cópia do PAD,
sem comprovação da data alusiva ao termo inicial do lustro prescricional. Verifico, ainda, que sequer o
impetrante o faz, na medida em que deduz, vagamente, na exordial, que tal marco corresponde ao mês de
agosto/2007.Demais disso, a natureza da matéria invocada importa em matéria fática, que demanda
distribuição do ônus de prova, com o exercício do contraditório e ampla defesa. Isto porque, além das
lacunas informativas dos autos, não há, no rito estreito do mandado de segurança, meios de se apurar se
há elementos desconstitutivos do direito alegado na exordial.Assim, considerando o caderno
processual,consigno que não está demonstrado nos autos o direito reclamado. Aliás, a própria natureza da
demanda não o permite, haja vista que somente a dilação probatória tem o condão de elucidar se não há
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

causa suspensiva ou interruptiva do curso da prescrição.Nesta toada, do cotejo dos argumentos


veiculados com as provas documentais produzidas nos autos, evidencia-se incerto o direito reclamado, ao
arrepio da essência do writ, consubstanciando a inadequação desta via processual para a discussão
proposta, o que atrai a aplicação do art. 10, da Lei nº 12016/09, para extinguir o processo, sem resolução
do mérito.Neste sentido, os julgados do STJ, cujos arestos transcrevo:AGRAVO REGIMENTAL.
RECURSO ORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL.
CONVERSÃO DE VENCIMENTOS EM URV. AUSÊNCIA DE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA DO DIREITO
ALEGADO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Este
Superior Tribunal de Justiça consolidou entendimento no sentido de que a certidão expedida pela
Secretaria de Estado de Administração, Recursos Humanos e Previdência do Amazonas não constitui
prova pré-constituída apta a demonstrar as aludidas perdas decorrentes da conversão dos vencimentos de
Cruzeiro Real para URV. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. (STJ - AgRg no RMS: 30099 AM
2009/0146647-5, Relator: Ministro JORGE MUSSI, Data de Julgamento: 11/11/2014, T5 - QUINTA
TURMA, Data de Publicação: DJe 18/11/2014). PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. ÓBICE DA SÚMULA
211/STJ. MANDADO DE SEGURANÇA. COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA
APTA A COMPROVAR O SUPOSTO DIREITO LÍQUIDO E CERTO. NECESSIDADE DE DILAÇÃO
PROBATÓRIA 1. "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de
embargos declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal a quo" (Súmula 211/STJ). 2. A Primeira Seção, por
ocasião do julgamento do REsp 1.111.164/BA, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, submetido ao rito do
art. 543-C do CPC, consolidou o entendimento de que, nos casos em que o mandado de segurança é
impetrado com o objetivo de obter a declaração do direito à compensação tributária, nos termos da
Súmula 213/STJ, deve o impetrante, para o fim de demonstrar seu interesse de agir, comprovar a sua
condição de credor tributário. 3. Agravo regimental parcialmente conhecido e, nessa parte, não provido.
(STJ - AgRg no AREsp: 626580 AL 2014/0313973-0, Relator: Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES,
Data de Julgamento: 24/03/2015, T2 - SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: DJe 30/03/2015) Desta
feita, considerando a gênese do mandado de segurança, impõe-se o indeferimento da exordial, face à
inadequação da via processual eleita.Defiro a gratuidade da justiça, suspendendo a cobrança de custas
judiciais, devidas pelo impetrante.Sem honorários, em razão das Súmulas 512/STF e 105/STJ.Por
corolário, resta prejudicado o exame do mérito da demanda.Ante o exposto,indefiro a inicial,extinguindo o
processo sem resolução do mérito, nos termos do art. 10, da Lei nº 1216/09, face à inadequação da via
eleita, nos termos da fundamentação.Belém, 28 de novembro de 2018. Desa.CÉLIAREGINA DE
LIMAPINHEIRORelatora
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SEÇÃO DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO

Número do processo: 0807055-75.2018.8.14.0000 Participação: IMPETRANTE Nome: FABRICIO


BACELAR MARINHO Participação: ADVOGADO Nome: FRANCISCO OTAVIO DOS SANTOS PALHETA
JUNIOROAB: 22000A Participação: ADVOGADO Nome: FABRICIO BACELAR MARINHOOAB:
7617000A/PA Participação: ADVOGADO Nome: CARLOS DE SENNA MENDES NETOOAB: 40000A
Participação: IMPETRADO Nome: JUÍZO DA 6ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL DE BELÉM TRIBUNAL
PLENOMANDADO DE SEGURANÇA ? Nº 0807055-75.2018.8.14.0000IMPETRANTE:FABRICIO
BACELAR MARINHO.ADVOGADO:FRANCISCO OTAVIO DOS SANTOS PALHETA JR ? OAB/PA
12.722.ADVOGADO:FABRICIO BACELAR MARINHO ? OAB/PA 7.617.ADVOGADO:CARLOS DE SENNA
MENDES NETO ? OAB/PA 18.834.AUTORIDADE COATORA:ALESSANDRO OZANAN ? Juiz de
Direito.ADVOGADO:EUCLIDES RABELO ALENCAR ? OAB/PA 4328.RELATOR: Des. CONSTANTINO
AUGUSTO GUERREIRO. D E C I S Ã O I N T E R L O C U T Ó R I A Trata-se de pedido deMANDADO
DE SEGURANÇAimpetrado porFABRICIO BACELAR MARINHOcontra suposto ato coator praticado pelo
Juiz de DireitoALESSANDRO OZANAN, consubstanciado em decisão proferida nos autos da Ação
0005151-57.2008.8.14.0301.Ocorre que, em consulta ao Sistema Libra, constatei a existência de recurso
de Apelação interposto contra sentença proferida na mesma ação que deu origem ao presente, o qual
tramitou sob a relatoria do Exmo. Des. José Maria Teixeira do Rosário.ASSIM, constato que referido
recursotornou o Ilustre Desembargador prevento para a análise deste Mandado de Segurança, motivo pelo
qual,nos termos do art. 930, parágrafo único do CPC c/c art. 116 do RITJPA, constatada a prevençãodeve
o presente recurso ser redistribuído ao referido Magistrado, consoante fundamentação
supramencionada.Belém/PA, 28 de novembro de 2018. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO
Desembargador ? Relator

Número do processo: 0808671-85.2018.8.14.0000 Participação: IMPETRANTE Nome: M. S. S.


Participação: ADVOGADO Nome: PEDRO BENTES PINHEIRO NETOOAB: 60000A Participação:
IMPETRANTE Nome: A. F. M. D. C. C. Participação: ADVOGADO Nome: PEDRO BENTES PINHEIRO
NETOOAB: 60000A Participação: IMPETRADO Nome: S. D. E. D. A. D. P. -. S.PROCESSO Nº 0808671-
85.2018.8.14.0000 SEÇÃO DE DIREITO PÚBLICOCOMARCA DE BELÉMMANDADO DE SEGURANÇA
IMPETRANTE: MARCELLE SACRAMENTO SALDANHA e ANDRESA FERNANDA MEDEIROS DA
COSTA CORREA Advogado (a): Dr.Pedro Bentes Pinheiro NetoIMPETRADO:SECRETARIA DE ESTADO
DE ADMINISTRAÇÃO DO PARÁ - SEADRELATORA: DESA. CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO
DIREITO CONSTITUCIONAL. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. ELIMINAÇÃO.
PREVISÃO EDITALÍCIA. IMPETRAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL. LEI Nº 12.016/09. FLUÊNCIA DA
CIÊNCIA INEQUÍVOCA DO ATO.1- O termo inicial para contagem do prazo decadencial de 120 (cento e
vinte) dias para impetração do mandado de segurança ocorre quando o ato a ser impugnado se torna
capaz de produzir lesão ao direito do impetrante, ou quando este vem a ter ciência inequívoca do ato tido
por ilegal. Inteligência do art. 23 da Lei nº 12.016/09;2- Em cumprimento ao edital, as impetrantes alegam
que entregaram, sem a conferência,todos os documentos solicitados, em envelope lacrado; aduzem que o
ato de eliminação viola direito líquido e certo, visto que não houve sessão pública para abertura dos
referidos envelopes;3- Do contexto, emerge que, apesar do ato coator apontado ser a eliminação, em
verdade, as impetrantes insurgem-se contra regulamentação da disposição editalícia, já que, desde a
publicação do comunicado regulamentador do item 17.4.1 do edital (que exauriu a matéria relativa à
entrega de documentação de antecedentes pessoais), já possuíam conhecimento de que estes deveriam
ser entregues em envelopes lacrados sem a correspondente conferência imediata;4- Nessa toada, infiro
que odies a quoda contagem do prazo decadencial consiste na data da publicização do comunicado
regulamentador, visto que a partir daí, surtiu efeito a omissão apontada impondo o dano reparável pela via
domandamus;5- Resta configurada a decadência, já que impetrado após transcorrido o prazo de cento e
vinte dias previsto no art. 23 da Lei n.º 12.016/09;6- Indeferimento da inicial do Mandado de Segurança,
nos termos do art. 10 e 23 da Lei. 12016/2009. DECISÃO MONOCRÁTICATrata-se demandado de
segurança com pedido de liminarimpetrado porMARCELLE SACRAMENTO SALDANHA e ANDRESA
FERNANDA MEDEIROS DA COSTA CORREA, contra ato comissivo doSUPERINTENDE DO SISTEMA
PENITENCIÁRIO (SUSIPE) e do SECRETÁRIO DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO, que eliminou as
candidatas, ora impetrantes do concurso C-204.As impetrantes informam que foram eliminadas do
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certame C-204 por, supostamente, não terem entregues todos os documentos previstos no edital; que as
autoridades coatoras realizaram a abertura do lacre dos envelopes em sessão secreta, sem ter permitido a
conferência de documentos no ato da entrega e sem ter realizado sessão pública de abertura,situação que
viola o direito líquido e certo à publicidade e isonomia das impetrantes de conferir e fiscalizar a lisura do
concurso público.Afirmam que foram aprovadas em todas as fases, em boa classificação para serem
nomeadas e empossadas nas suas áreas de escolha; que em estrita obediência ao item 17.4.1, as
impetrantes apresentaram todos os documentos solicitados; que apesar de terem apresentado toda a
documentação, ainda no aguardo da comunicação oficial do concurso para a data de abertura dos
envelopes, as impetrantes foram surpreendidas com o Edital N. 23, de resultado preliminar da etapa de
investigação de antecedentes pessoais, onde as impetrantes foram consideradas ?NÃO
RECOMENDADAS? no concurso, sem qualquer motivação plausível.Alegam que na fase da Investigação
de Antecedentes Pessoais, a comissão do concurso publicou um Comunicado publicado, no dia 22 de
maio de 2018, com uma previsão expressa, no Art. 5º, que o envelope, com os documentos previstos no
item 17 do Edital de Abertura, deverá ser entregue lacrado e devidamente identificado com nome, cargo e
número de inscrição do candidato, não havendo conferência da documentação no momento da
entrega.Arguem que a ausência de sessão pública para abertura dos envelopes que foram entregues
lacrados, viola os princípios constitucionais que lhes asseguram o direito a publicidade, isonomia e lisura
no procedimento administrativo.Requerem a concessão da assistência judiciária gratuita, bem como o
deferimento da liminar, determinando a imediata suspensão dos efeitos do ato combatido, concessão para
novo prazo para apresentação dos documentos com abertura dos envelopes em sessão pública; por
conseguinte, requer ainda, a permanência no certame.Junta documentos, Id 1127961/1127983.Em
decisão fundamentada, o juízo de primeiro grau declarou-se incompetente para julgar o feito e, nos moldes
do art. 161, I, c da Constituição Estadual, determinou a redistribuição do feito para o segundo grau (Id.
1127983).Coube a mim a relatoria do mandamus.Ao Id. 1129969, determinei a redistribuição do feito para
a seção de direito público.RELATADO. DECIDO.Considerando os fatos acima mencionados, conjugados
com o §3º do art. 99 do CPC/2015, o qual estabelece que ?presume-se verdadeira a alegação de
insuficiência deduzida exclusivamente por pessoa natural?,entendo demonstrada a fragilidade econômica
da impetrante, motivo pelo qualdefiro o pedido da gratuidade.Trata-se de Mandado de Segurança, cujo
pedido liminar visa sustar efeitos da eliminação das impetrantes do certame C-204, por suposta ausência
de entrega de documentos.A Lei nº 12.016/2009 possibilita a impetração de mandado de segurança na
hipótese prevista no art. 1º, o qual passo a transcrever:Art. 1º - Conceder-se-á mandado de segurança
para proteger líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente
ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-
la por parte da autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. Verifica-
se que as impetrantes, inscreveram-se no Concurso da SUSIPE C-204, regido peloEdital nº 001/2017 -
SEAD/SUSIPE publicado em15 de dezembro de 2017; que o referido certame era compreendido por duas
etapas, sendo a primeira, composta por seis fases - prova objetiva e discursiva, avaliação psicológica,
exame médico, prova de aptidão física, avaliação de títulos e Investigação de Antecedentes Pessoais;
enquanto a segunda etapa é composta apenas pelo Curso de Formação Profissional.Extraio que, na fase
de investigação de antecedentes pessoais, ambas as impetrantes foram eliminadas por terem sido
classificadas como ?não recomendadas?; que através da resposta ao recurso administrativo interposto
pela impetranteMARCELLE SACRAMENTO SALDANHA, a banca examinadora fundamentou sua
eliminação pelo descumprimento do inciso V do item 17.4.1 do edital, que consiste na apresentação da
certidão negativa da Justiça Comum (Id. 1127965 e 1127967 ? pág. 27).Por fim, examino o comunicado da
banca examinadora, publicadoem 22 de maio de 2018,em que, regulamentando o item 17.4.1 do edital, é
informado que os envelopes com os documentos comprobatórios de antecedentes pessoais deveriam ser
entregues lacrados sem a conferência da documentação no momento da entrega (Id. 1127966).No que
tange ao concurso público, anoto que a obrigatoriedade da observância das normas editalícias é matéria
remansosa nos Tribunais Superiores, como bem assentado no julgamento do AgRg no RMS 47960/RS,
quando o eminente Min. Napoleão Nunes Maia Filho obtemperou que"a jurisprudência deste Superior
Tribunal de Justiça é rigorosamente torrencial e uniforme quanto à obrigatoriedade de se seguir fielmente
as disposições editalícias como garantia do princípio da igualdade, e sem que isso signifique qualquer
submissão a exigências de ordem meramente positivistas"(STJ. AgRg no RMS 47960/RS. Primeira Turma.
Relator Min. Napoleão Nunes Maia Filho. Julgado em 18/04/2017. DJe 31/05/2017)Assim, o edital de
concurso público é a lei de regência da relação jurídica estabelecida entre a Administração Pública e o
candidato, que não pode ser violada sob pena de ofensa ao princípio da legalidade.Estabelecida a
premissa da força vinculante do Edital, denota-se que o item 17.4.1, do Edital de abertura, dispõe:17.4.1 O
candidato deverá apresentar, em momento definido em Edital de convocação específico, os originais dos
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seguintes documentos, todos indispensáveis ao prosseguimento no certame:I ? certidão de antecedentes


criminais, das cidades da Jurisdição onde reside e onde residiu nos últimos 5 (cinco) anos;II ? certidão de
quitação eleitoral;III ? antecedente criminal da Polícia Federal;IV ? antecedente criminal da Polícia Civil;V ?
certidão negativa da Justiça Comum;VI ? certidão negativa da Justiça Militar do Pará;VII ? certidão
negativa da Justiça Federal, seção judiciária do Pará. Em comunicado, publicado em 22 de maio de 2018,
que veio regulamentar o item 17.4.1 do edital supracitado, a Secretária de Estado de Administração
informou o que segue: Art. 5ºO envelope, com os documentos previstos no item 17 do Edital de Abertura,
deverá ser entregue lacrado e devidamente identificado com nome, cargo e número de inscrição do
candidato.a)não haverá conferência da documentação no momento da entrega, cabendo ao candidato a
entrega da documentação conforme disposto no item 17 do Edital de Concurso Público C-204. Em relação
ao momento de abertura dos envelopes entregues, não há qualquer previsão no edital (publicado em 15
de dezembro de 2017), sobre sessão pública para abertura e conferência dos documentos apresentados.
Do comunicado posterior, supra referido, consta a afirmação de que ?não haverá conferência da
documentação no momento da entrega, cabendo ao candidato a entrega da documentação conforme
disposto no item 17 do Edital de Concurso Público C-204?.Desta feita, em cumprimento ao edital, as
impetrantes alegam que entregaram, sem a conferência,todos os documentos solicitados, em envelope
lacrado; aduzem que o ato de eliminação viola direito líquido e certo, visto que não houve sessão pública
para abertura dos referidos envelopes.Pois bem. Acerca do ato coator e da contagem do prazo
decadencial, segue lição de LEONARDO JOSÉ CARNEIRO DA CUNHA (em ?A Fazenda Pública em
Juízo?, 5ª edição, Dialética, p. 408), grifada:A contagem do prazo de 120 (cento e vinte) dias para a
impetração do mandado de segurança tem início a partir de quando se torna operante ou exeqüível o ato
impugnado, ou seja, a partir de quando seja capaz de gerar lesão ao direito do impetrante. Enquanto o ato
for insuscetível de causar lesão, não tem início o referido prazo extintivo da ação constitucional.O prazo
flui a partir da publicação do ato no Diário Oficial ou da intimação pessoal feita ao impetrante. Havendo
publicação do ato na imprensa oficial, a posterior intimação pessoal da parte não lhe reabre o prazo para
impetração. Do contexto, emerge que, apesar do ato coator apontado ser a eliminação, em verdade, as
impetrantes insurgem-se contra regulamentação da disposição editalícia, já que, desde a publicação do
comunicado regulamentador do item 17.4.1 do edital (que exauriu a matéria relativa à entrega de
documentação de antecedentes pessoais), ocorrida em 22 de maio de 2018, já possuíam conhecimento
de que estes deveriam ser entregues em envelopes lacrados sem a correspondente conferência
imediata.Nessa toada, infiro que odies a quoda contagem do prazo decadencial consiste na data de 22 de
maio de 2018, data da publicização do comunicado regulamentador, visto que a partir daí, surtiu efeito a
omissão apontada, impondo o dano reparável pela via domandamus.Assim, tendo o mandado de
segurança sido proposto em14/11/2018, sobrevêm a decadência do direito das impetrantes, vez que seu
exercício sobejou o prazo de 120 (cento e vinte) dias, disciplinado no art. 23, da lei 12.016/09.Neste
sentido: DECISÃO MONOCRÁTICA(...) O prazo para impetração do mandado de segurança, a teor do que
dispõe o art. 23 da Lei 12.016/2009, é de cento e vinte dias, "contados da ciência, pelo interessado, do ato
impugnado". A jurisprudência desta Corte tem se orientado no sentido de que "tratando-se de ato
comissivo, considera-se como termo inicial do prazo decadencial para a propositura do writ a data da
respectiva publicação na imprensa oficial, oportunidade na qual é dada ciência ao interessado do ato
impugnado e que este se revela apto à produção de efeitos lesivos à esfera jurídica do impetrante" (REsp
1.692.278/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe 16/10/2017) Em reforço,
confira-se: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO EM MANDADO DE
SEGURANÇA.PRAZO DECADENCIAL. TERMO INICIAL. PUBLICAÇÃO DO EDITAL DO NOVO
CERTAME. PRECEDENTES. IMPETRAÇÃO FORA DO PRAZO DE 120 DIAS. DECADÊNCIA
CONSUMADA. 1. O acórdão recorrido foi publicado na vigência do CPC/1973. Deve, assim, incidir o teor
do Enunciado Administrativo n. 2/STJ. 2. O prazo decadencial do mandado de segurança (120 dias) se
inicia na data da ciência do ato impugnado, que, na espécie, se dá com a publicação do edital do novo
certame, considerando que é a partir deste momento que o candidato do concurso anterior toma
conhecimento da suposta preterição. Precedente: AgInt no RMS 49.322/MS, Rel. Ministro Sérgio Kukina,
Primeira Turma, DJe 3/2/2017. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no RMS 49.766/MS, Rel. Ministro
BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, DJe 23/03/2017) No presente caso, a recorrente se
insurge contra a reclassificação de alguns candidatos determinada pela decisão judicial no processo nº
0569986-78.2014.8.05.0001, publicada no Diário Oficial do Estado da Bahia de 02/12/2016 (fl. 34), marco
inicial, portanto, do prazo decadencial para a impetração de mandado de segurança com objetivo de
pleitear suposto direito relacionado à referida deliberação. No mesmo sentido, colhe-se excerto do
entendimento proferido pelo Parquet Federal à fl. 410: A ciência da Recorrente, quanto à determinação de
reclassifícação decorrente da decisão judicial que declarou a nulidade de algumas questões, se deu com a
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

publicação no DOE, em 2.12.2016, fls. 35, momento em que começou a correr o prazo decadencial para
que a Recorrente igualmente pleiteasse sua reclassifícação. A impetração somente foi protocolada em
maio de 2017, restando, portanto, configurada a decadência do direito à impetração. Nesse quadro,
configurada está a decadência do direito de impetrar o mandado de segurança, tendo em vista que a
exordial do presente mandamus foi protocolizada somente em 08/05/2017 (fl. 2), ou seja, muito além do
prazo de 120 dias previsto no art. 23 da Lei 12.016/1999.(STJ - RMS: 58199 BA 2018/0187169-1, Relator:
Ministro SÉRGIO KUKINA, Data de Publicação: DJ 09/08/2018) BA018062 DECISÃO monocrática (...)
Decisão. O prazo para impetração do mandado de segurança, a teor do que dispõe o art. 23 da Lei n.º
12.016/2009, é de cento e vinte dias, "contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado". A
jurisprudência desta Corte tem se orientado no sentido de que, "tratando-se de ato comissivo, considera-
se como termo inicial do prazo decadencial para a propositura do writ a data da respectiva publicação na
imprensa oficial, oportunidade na qual é dada ciência ao interessado do ato impugnado e que este se
revela apto à produção de efeitos lesivos à esfera jurídica do impetrante" (REsp 1.692.278/SP, Rel.
Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe 16/10/2017) No presente caso, o recorrente se
insurge contra a reclassificação de alguns candidatos determinada pela decisão judicial no processo n.º
0569986-78.2014.8.05.0001, publicada no Diário Oficial do Estado da Bahia de 02/12/2016 (fl. 39).
Portanto é esse o marco inicial do prazo decadencial para a impetração de mandado de segurança. Nesse
quadro, configurada está a decadência do direito de impetrar o mandado de segurança, pois a peça
exordial foi apresentada somente em 19 de maio de 2017, quando já transcorrido o prazo de cento e vinte
dias previsto no art. 23 da Lei n.º 12.016/1999. Por tudo isso, em harmonia com o parecer ministerial e
com fundamento nos arts. 932, VIII, do CPC e 34, XVIII, a, do RISTJ, bem como na Súmula 568/STJ, nego
provimento ao presente recurso ordinário. Publique-se. Brasília, 12 de setembro de 2018. Ministro
SÉRGIO KUKINA Relator(STJ - RMS: 58605 BA 2018/0224521-1, Relator: Ministro SÉRGIO KUKINA,
Data de Publicação: DJ 14/09/2018) PROCESSO CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO
RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. POLÍCIA MILITAR. PROCESSO DE
SELEÇÃO. CURSO DE FORMAÇÃO DE SARGENTOS. NOVAS EXIGÊNCIAS INSERIDAS EM NOVO
PROCESSO SELETIVO. DECADÊNCIA DA AÇÃO MANDAMENTAL. 1. De acordo com a jurisprudência
do STJ, nas hipóteses em que há alegação de preterição de candidato em razão de, durante o prazo de
validade de concurso público, ter sido realizado outro certame para o mesmo cargo, o prazo decadencial
para a impetração de mandado de segurança tem início na data de publicação do novo edital. 2. No caso,
a ilegalidade apontada pelo impetrante, na inicial do mandado de segurança, consiste na abertura de novo
certame público pelas autoridades indicadas como coatoras para a participação no Curso de Formação de
Sargentos do Quadro da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, incluindo, como requisito para a disputa à
graduação de 3ª Sargento, que o interessado ostente a patente de Cabo, excluindo-se desse direito os
Soldados. 3. Assim, a insurgência diz respeito à impossibilidade de utilização de critérios posteriormente
estabelecidos para os interessados que participaram no processo de seleção que se encontra em
andamento. Logo, o termo inicial da decadência para a impetração deve ser o momento em que foi editada
a nova regulamentação da matéria, que veicula justamente a exigência impugnada pelo impetrante. 4.
Agravo interno a que se nega provimento.(STJ - AgInt no RMS: 49231 MS 2015/0222714-7, Relator:
Ministro OG FERNANDES, Data de Julgamento: 10/10/2017, T2 - SEGUNDA TURMA, Data de
Publicação: DJe 17/10/2017) DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EDITAL.
IMPUGNAÇÃO. TERMO INICIAL PARA A IMPETRAÇÃO. DECADÊNCIA CONFIGURADA. 1. O termo
inicial do prazo decadencial da impetração de mandado de segurança, que visa a impugnação de norma
inserta em edital de concurso, é a data de sua publicação. Precedentes. 2. Insurgindo-se o impetrante
contra a legalidade de cláusula que prevê limite de idade para a participação no certame, a publicação do
edital constitui o dies a quo do prazo decadencial para impetração de mandado de segurança. 3.
Impugnada a cláusula do edital após o transcurso de cento e vinte dias de sua publicação, resta
caracterizada a decadência (artigo 18 da Lei nº 1.533/51). 4. Agravo regimental improvido.(STJ - AgRg no
REsp: 1154901 MS 2009/0165438-5, Relator: Ministro JORGE MUSSI, Data de Julgamento: 11/05/2010,
T5 - QUINTA TURMA, Data de Publicação: DJe 07/06/2010)CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO -
MANDADO DE SEGURANÇA - CONCURSO PÚBLICO - DECADÊNCIA - CONTAGEM DO PRAZO -
EXTINÇÃO DO PROCESSO COM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. 1) O direito de impetração do mandado de
segurança extingue-se em 120 (cento e vinte) dias da ciência, pelo interessado, do ato tido como violador
de seu direito líquido e certo. 2) A fluência do prazo decadencial tem início com a ciência do candidato da
publicação do edital que estabelece as regras que regerão o concurso e das quais o autor não concorda.
In casu, deveria ter se insurgido no momento em que tomou conhecimento do edital do certame, isto é, em
julho de 2017. 3) Decadência reconhecida e mandado de segurança extinto com resolução do mérito.(TJ-
AP - MS: 00010559820188030000 AP, Relator: Desembargador GILBERTO PINHEIRO, Data de
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Julgamento: 01/08/2018, Tribunal) Ante o exposto,indefiro a inicial,extinguindo o processo sem resolução


do mérito, nos termos do art. 10 e 23, da Lei nº 12.016/09, face à decadência do direito das impetrantes,
nos termos da fundamentação.Sem honorários, nos termos do art. 25, da lei nº 12.016/2009 e súmulas
512, do STF e 105, do STJ.Publique-se e intime-se.Belém, 24 de novembro de 2018.Desembargadora
CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRORelatora

Número do processo: 0808796-53.2018.8.14.0000 Participação: IMPETRANTE Nome: FELIPE


CAVALCANTE LIRA Participação: ADVOGADO Nome: RANOLFO BARROSO TADAIESKY JUNIOROAB:
2496600A/PA Participação: ADVOGADO Nome: BRUNA QUINTO CUNHAOAB: 50000A Participação:
IMPETRADO Nome: Secretária de Administração do Estado do Pará-SEAD/PA Participação: IMPETRADO
Nome: Instituto AOCP Participação: IMPETRADO Nome: SUPERINTENDENTE DA
SUPERINTENDENCIA DO SISTEMA PENINTENCIARIO DO ESTADO DO PARA - SUSIPEPROCESSO
Nº 0808796-53.2018.8.14.0000 SEÇÃO DE DIREITO PÚBLICOCOMARCA DE BELÉMMANDADO DE
SEGURANÇA IMPETRANTE: FELIPE CAVALCANTE LIRAAdvogado (a): Dr.Ranolfo Barroso Tadaiesky
JuniorIMPETRADO:SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO DO PARÁ ? SEAD e
outrosRELATORA: DESA. CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO DIREITO CONSTITUCIONAL. MANDADO
DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. ELIMINAÇÃO. PREVISÃO EDITALÍCIA. IMPETRAÇÃO.
PRAZO DECADENCIAL. LEI Nº 12.016/09. FLUÊNCIA DA CIÊNCIA INEQUÍVOCA DO ATO.1- O termo
inicial para contagem do prazo decadencial de 120 (cento e vinte) dias para impetração do mandado de
segurança ocorre quando o ato a ser impugnado se torna capaz de produzir lesão ao direito do impetrante,
ou quando este vem a ter ciência inequívoca do ato tido por ilegal. Inteligência do art. 23 da Lei nº
12.016/09;2- O impetrante narra que, entregou os documentos solicitados em uma pasta; informando ao
responsável pelo recebimento dos documentos que a pasta não estava lacrada. Em ato continuo, a
pessoa responsável apenas ?jogou? a pasta em uma caixa, sem a conferência dos documentos
entregues, violando seu direito líquido e certo;3- Do contexto, emerge que, apesar do ato coator apontado
ser a eliminação, em verdade, o impetrante insurge-se contra regulamentação da disposição editalícia, já
que, desde a publicação do comunicado regulamentador do item 17.4.1 do edital (que exauriu a matéria
relativa à entrega de documentação de antecedentes pessoais), já possuía conhecimento de que estes
deveriam ser entregues em envelopes lacrados sem a correspondente conferência imediata;4- Nessa
toada, infiro que odies a quoda contagem do prazo decadencial consiste na data da publicização do
comunicado regulamentador, visto que a partir daí, surtiu efeito a omissão apontada impondo o dano
reparável pela via domandamus;5- Resta configurada a decadência, já que impetrado após transcorrido o
prazo de cento e vinte dias previsto no art. 23 da Lei n.º 12.016/09;6- Indeferimento da inicial do Mandado
de Segurança, nos termos do art. 10 e 23 da Lei. 12016/2009. DECISÃO MONOCRÁTICATrata-se
demandado de segurança com pedido de liminarimpetrado porFELIPE CAVALCANTE LIRA, contra ato
comissivo doPRESIDENTE DA COMISSÃO ORGANIZADORA DO CONCURSO QUE
REPRESENTAINSTITUIÇÃO AOCP CONCURSOS PÚBLICOSe do SECRETÁRIO DE ESTADO DE
ADMINISTRAÇÃO, que eliminou o candidato, ora impetrantes do concurso C-204.Afirma, o impetrante,
que foi aprovado em todas as fases, em boa classificação para ser nomeado na sua área de escolha; que
foi surpreendido com o Edital nº 23, de resultado preliminar da etapa de investigação de antecedentes
pessoais, onde fora considerado ?NÃO RECOMENDADO? no concurso. Alega que foi eliminado do
certame C-204 por, supostamente, não ter entregue todos os documentos previstos no edital; que mesmo
tendo informado que a pasta com os documentos não estava lacrada, a banca examinadora apenas
recebeu a pasta e a ?jogou? dentro de uma caixa.Aduz que o procedimento de entrega fora omisso e
desprovido da clareza necessária para conferência dos documentos apresentados, o que violou seu direito
líquido e certoRequer a concessão da segurança pleiteada.Junta documentos, Id. 1139404/ 1139418.Em
decisão fundamentada, o juízo de primeiro grau declarou-se incompetente para julgar o feito e, nos moldes
do art. 161, I, c da Constituição Estadual, determinou a redistribuição do feito para o segundo grau (Id.
1139417).Coube a mim a relatoria domandamus.RELATADO. DECIDO.Trata-se de Mandado de
Segurança, cujo pedido liminar visa sustar efeitos da eliminação do impetrante do certame C-204, por
suposta ausência de entrega de documentos.A Lei nº 12.016/2009 possibilita a impetração de mandado de
segurança na hipótese prevista no art. 1º, o qual passo a transcrever:Art. 1º - Conceder-se-á mandado de
segurança para proteger líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que,
ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo
receio de sofrê-la por parte da autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que
exerça. Verifica-se que o impetrante, inscreveu-se no Concurso da SUSIPE C-204, regido peloEdital nº
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

001/2017 - SEAD/SUSIPE publicado em15 de dezembro de 2017; que o referido certame era
compreendido por duas etapas, sendo a primeira, composta por seis fases - prova objetiva e discursiva,
avaliação psicológica, exame médico, prova de aptidão física, avaliação de títulos e Investigação de
Antecedentes Pessoais; enquanto a segunda etapa foi composta apenas pelo Curso de Formação
Profissional.Extraio que, na fase de investigação de antecedentes pessoais, o impetrante fora eliminado
por descumprimento do item 17.4, conforme resposta do recurso administrativo interposto (Id 1139410).No
que tange ao concurso público, anoto que a obrigatoriedade da observância das normas editalícias é
matéria remansosa nos Tribunais Superiores, como bem assentado no julgamento do AgRg no RMS
47960/RS, quando o eminente Min. Napoleão Nunes Maia Filho obtemperou que"a jurisprudência deste
Superior Tribunal de Justiça é rigorosamente torrencial e uniforme quanto à obrigatoriedade de se seguir
fielmente as disposições editalícias como garantia do princípio da igualdade, e sem que isso signifique
qualquer submissão a exigências de ordem meramente positivistas"(STJ. AgRg no RMS 47960/RS.
Primeira Turma. Relator Min. Napoleão Nunes Maia Filho. Julgado em 18/04/2017. DJe 31/05/2017)Assim,
o edital de concurso público é a lei de regência da relação jurídica estabelecida entre a Administração
Pública e o candidato, que não pode ser violada sob pena de ofensa ao princípio da
legalidade.Estabelecida a premissa da força vinculante do Edital, denota-se que o item 17.4.1, do Edital de
abertura, dispõe:17.4.1 O candidato deverá apresentar, em momento definido em Edital de convocação
específico, os originais dos seguintes documentos, todos indispensáveis ao prosseguimento no certame:I
? certidão de antecedentes criminais, das cidades da Jurisdição onde reside e onde residiu nos últimos 5
(cinco) anos;II ? certidão de quitação eleitoral;III ? antecedente criminal da Polícia Federal;IV ?
antecedente criminal da Polícia Civil;V ? certidão negativa da Justiça Comum;VI ? certidão negativa da
Justiça Militar do Pará;VII ? certidão negativa da Justiça Federal, seção judiciária do Pará. Em consulta ao
sitewww.aocp.com.br, observo que, em 22 de maio de 2018, houve a publicação de um comunicado que
veio regulamentar o item 17.4.1 do edital supracitado, onde a Secretária de Estado de Administração
informou o que segue: Art. 5ºO envelope, com os documentos previstos no item 17 do Edital de Abertura,
deverá ser entregue lacrado e devidamente identificado com nome, cargo e número de inscrição do
candidato.a)não haverá conferência da documentação no momento da entrega, cabendo ao candidato a
entrega da documentação conforme disposto no item 17 do Edital de Concurso Público C-204. Em relação
ao momento de abertura dos envelopes entregues, não há qualquer previsão no edital (publicado em 15
de dezembro de 2017), sobre sessão pública para abertura e conferência dos documentos apresentados.
Do comunicado posterior, supra referido, consta a afirmação de que ?não haverá conferência da
documentação no momento da entrega, cabendo ao candidato a entrega da documentação conforme
disposto no item 17 do Edital de Concurso Público C-204?.O impetrante narra que, entregou os
documentos solicitados em uma pasta; que informou ao responsável pelo recebimento dos documentos
que a pasta não estava lacrada, que, entretanto, em ato continuo, a pessoa responsável apenas ?jogou? a
pasta em uma caixa.Pois bem. Acerca do ato coator e da contagem do prazo decadencial, segue lição de
LEONARDO JOSÉ CARNEIRO DA CUNHA (em ?A Fazenda Pública em Juízo?, 5ª edição, Dialética, p.
408), grifada:A contagem do prazo de 120 (cento e vinte) dias para a impetração do mandado de
segurança tem início a partir de quando se torna operante ou exeqüível o ato impugnado, ou seja, a partir
de quando seja capaz de gerar lesão ao direito do impetrante. Enquanto o ato for insuscetível de causar
lesão, não tem início o referido prazo extintivo da ação constitucional.O prazo flui a partir da publicação do
ato no Diário Oficial ou da intimação pessoal feita ao impetrante. Havendo publicação do ato na imprensa
oficial, a posterior intimação pessoal da parte não lhe reabre o prazo para impetração. Do contexto,
emerge que, apesar do ato coator apontado ser a eliminação, em verdade, o impetrante insurge-se contra
regulamentação da disposição editalícia, já que, desde a publicação do comunicado regulamentador do
item 17.4.1 do edital (que exauriu a matéria relativa à entrega de documentação de antecedentes
pessoais), ocorrida em 22 de maio de 2018, já possuía conhecimento de que estes deveriam ser
entregues em envelopes lacrados sem a correspondente conferência imediata.Nessa toada, infiro que
odies a quoda contagem do prazo decadencial consiste na data de 22 de maio de 2018, data da
publicização do comunicado regulamentador, visto que a partir daí, surtiu efeito a omissão
apontada.Assim, tendo o mandado de segurança sido proposto em20/11/2018, sobrevêm a decadência do
direito do impetrante, vez que seu exercício sobejou o prazo de 120 (cento e vinte) dias, disciplinado no
art. 23, da lei 12.016/09.Neste sentido:DECISÃO MONOCRÁTICA(...)O prazo para impetração do
mandado de segurança, a teor do que dispõe o art. 23 da Lei 12.016/2009, é de cento e vinte dias,
"contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado". A jurisprudência desta Corte tem se orientado
no sentido de que "tratando-se de ato comissivo, considera-se como termo inicial do prazo decadencial
para a propositura do writ a data da respectiva publicação na imprensa oficial, oportunidade na qual é
dada ciência ao interessado do ato impugnado e que este se revela apto à produção de efeitos lesivos à
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

esfera jurídica do impetrante"(REsp 1.692.278/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA


TURMA, DJe 16/10/2017) Em reforço, confira-se: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO
RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA.PRAZO DECADENCIAL. TERMO INICIAL. PUBLICAÇÃO
DO EDITAL DO NOVO CERTAME. PRECEDENTES. IMPETRAÇÃO FORA DO PRAZO DE 120 DIAS.
DECADÊNCIA CONSUMADA. 1. O acórdão recorrido foi publicado na vigência do CPC/1973. Deve,
assim, incidir o teor do Enunciado Administrativo n. 2/STJ. 2. O prazo decadencial do mandado de
segurança (120 dias) se inicia na data da ciência do ato impugnado, que, na espécie, se dá com a
publicação do edital do novo certame, considerando que é a partir deste momento que o candidato do
concurso anterior toma conhecimento da suposta preterição. Precedente: AgInt no RMS 49.322/MS, Rel.
Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe 3/2/2017. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no RMS
49.766/MS, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, DJe 23/03/2017) No presente
caso, a recorrente se insurge contra a reclassificação de alguns candidatos determinada pela decisão
judicial no processo nº 0569986-78.2014.8.05.0001, publicada no Diário Oficial do Estado da Bahia de
02/12/2016 (fl. 34), marco inicial, portanto, do prazo decadencial para a impetração de mandado de
segurança com objetivo de pleitear suposto direito relacionado à referida deliberação. No mesmo sentido,
colhe-se excerto do entendimento proferido pelo Parquet Federal à fl. 410: A ciência da Recorrente,
quanto à determinação de reclassifícação decorrente da decisão judicial que declarou a nulidade de
algumas questões, se deu com a publicação no DOE, em 2.12.2016, fls. 35, momento em que começou a
correr o prazo decadencial para que a Recorrente igualmente pleiteasse sua reclassifícação. A impetração
somente foi protocolada em maio de 2017, restando, portanto, configurada a decadência do direito à
impetração. Nesse quadro, configurada está a decadência do direito de impetrar o mandado de segurança,
tendo em vista que a exordial do presente mandamus foi protocolizada somente em 08/05/2017 (fl. 2), ou
seja, muito além do prazo de 120 dias previsto no art. 23 da Lei 12.016/1999.(STJ - RMS: 58199 BA
2018/0187169-1, Relator: Ministro SÉRGIO KUKINA, Data de Publicação: DJ 09/08/2018) BA018062
DECISÃO monocrática (...) Decisão.O prazo para impetração do mandado de segurança, a teor do que
dispõe o art. 23 da Lei n.º 12.016/2009, é de cento e vinte dias, "contados da ciência, pelo interessado, do
ato impugnado". A jurisprudência desta Corte tem se orientado no sentido de que, "tratando-se de ato
comissivo, considera-se como termo inicial do prazo decadencial para a propositura do writ a data da
respectiva publicação na imprensa oficial, oportunidade na qual é dada ciência ao interessado do ato
impugnado e que este se revela apto à produção de efeitos lesivos à esfera jurídica do impetrante" (REsp
1.692.278/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe 16/10/2017) No presente
caso, o recorrente se insurge contra a reclassificação de alguns candidatos determinada pela decisão
judicial no processo n.º 0569986-78.2014.8.05.0001, publicada no Diário Oficial do Estado da Bahia de
02/12/2016 (fl. 39). Portanto é esse o marco inicial do prazo decadencial para a impetração de mandado
de segurança. Nesse quadro, configurada está a decadência do direito de impetrar o mandado de
segurança, pois a peça exordial foi apresentada somente em 19 de maio de 2017, quando já transcorrido o
prazo de cento e vinte dias previsto no art. 23 da Lei n.º 12.016/1999. Por tudo isso, em harmonia com o
parecer ministerial e com fundamento nos arts. 932, VIII, do CPC e 34, XVIII, a, do RISTJ, bem como na
Súmula 568/STJ, nego provimento ao presente recurso ordinário. Publique-se. Brasília, 12 de setembro de
2018. Ministro SÉRGIO KUKINA Relator(STJ - RMS: 58605 BA 2018/0224521-1, Relator: Ministro
SÉRGIO KUKINA, Data de Publicação: DJ 14/09/2018) PROCESSO CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO
INTERNO NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. POLÍCIA MILITAR.
PROCESSO DE SELEÇÃO. CURSO DE FORMAÇÃO DE SARGENTOS. NOVAS EXIGÊNCIAS
INSERIDAS EM NOVO PROCESSO SELETIVO. DECADÊNCIA DA AÇÃO MANDAMENTAL. 1. De
acordo com a jurisprudência do STJ, nas hipóteses em que há alegação de preterição de candidato em
razão de, durante o prazo de validade de concurso público, ter sido realizado outro certame para o mesmo
cargo, o prazo decadencial para a impetração de mandado de segurança tem início na data de publicação
do novo edital.2. No caso, a ilegalidade apontada pelo impetrante, na inicial do mandado de segurança,
consiste na abertura de novo certame público pelas autoridades indicadas como coatoras para a
participação no Curso de Formação de Sargentos do Quadro da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul,
incluindo, como requisito para a disputa à graduação de 3ª Sargento, que o interessado ostente a patente
de Cabo, excluindo-se desse direito os Soldados. 3. Assim, a insurgência diz respeito à impossibilidade de
utilização de critérios posteriormente estabelecidos para os interessados que participaram no processo de
seleção que se encontra em andamento. Logo, o termo inicial da decadência para a impetração deve ser o
momento em que foi editada a nova regulamentação da matéria, que veicula justamente a exigência
impugnada pelo impetrante. 4. Agravo interno a que se nega provimento.(STJ - AgInt no RMS: 49231 MS
2015/0222714-7, Relator: Ministro OG FERNANDES, Data de Julgamento: 10/10/2017, T2 - SEGUNDA
TURMA, Data de Publicação: DJe 17/10/2017) DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

EDITAL. IMPUGNAÇÃO. TERMO INICIAL PARA A IMPETRAÇÃO. DECADÊNCIA CONFIGURADA. 1. O


termo inicial do prazo decadencial da impetração de mandado de segurança, que visa a impugnação de
norma inserta em edital de concurso, é a data de sua publicação. Precedentes. 2. Insurgindo-se o
impetrante contra a legalidade de cláusula que prevê limite de idade para a participação no certame, a
publicação do edital constitui o dies a quo do prazo decadencial para impetração de mandado de
segurança. 3. Impugnada a cláusula do edital após o transcurso de cento e vinte dias de sua publicação,
resta caracterizada a decadência (artigo 18 da Lei nº 1.533/51). 4. Agravo regimental improvido.(STJ -
AgRg no REsp: 1154901 MS 2009/0165438-5, Relator: Ministro JORGE MUSSI, Data de Julgamento:
11/05/2010, T5 - QUINTA TURMA, Data de Publicação: DJe 07/06/2010) CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO - MANDADO DE SEGURANÇA - CONCURSO PÚBLICO - DECADÊNCIA -
CONTAGEM DO PRAZO - EXTINÇÃO DO PROCESSO COM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. 1) O direito de
impetração do mandado de segurança extingue-se em 120 (cento e vinte) dias da ciência, pelo
interessado, do ato tido como violador de seu direito líquido e certo. 2) A fluência do prazo decadencial
tem início com a ciência do candidato da publicação do edital que estabelece as regras que regerão o
concurso e das quais o autor não concorda. In casu, deveria ter se insurgido no momento em que tomou
conhecimento do edital do certame, isto é, em julho de 2017. 3) Decadência reconhecida e mandado de
segurança extinto com resolução do mérito.(TJ-AP - MS: 00010559820188030000 AP, Relator:
Desembargador GILBERTO PINHEIRO, Data de Julgamento: 01/08/2018, Tribunal) Ante o
exposto,indefiro a inicial,extinguindo o processo sem resolução do mérito, nos termos do art. 10 e 23, da
Lei nº 12.016/09, face à decadência do direito do impetrante, nos termos da fundamentação.Sem
honorários, nos termos do art. 25, da lei nº 12.016/2009 e súmulas 512, do STF e 105, do STJ.Publique-se
e intime-se.Belém, 28 de novembro de 2018.Desembargadora CÉLIA REGINA DE LIMA
PINHEIRORelatora

Número do processo: 0000402-56.2018.8.14.0076 Participação: EXCIPIENTE Nome: RAIMUNDA


PEREIRA Participação: ADVOGADO Nome: LUCIANA DE SOUZA DIASOAB: 88000A Participação:
EXCEPTO Nome: JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE ACARA PODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE
JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁGABINETE DA DESA. ELVINA GEMAQUE TAVEIRADECISÃO
MONOCRÁTICA Trata-se de Exceção de Suspeição (processo n.º 0000402-56.2018.8.14.0076 ?
PJE)oposta por RAIMUNDA PEREIRA, com fundamento no artigo 145, IV, do CPC/15, contra o juiz de
Direito da Vara Única da Comarca de Acará ? Dr. Wilson de Souza Corrêa, nos autos da Ação de
cobrança (processo n.º 0003622-38.2013.8140076 - LIBRA) ajuizada pela excipiente contra o Município de
Acará. Em suas razões (Num. 620105 - Págs. 1/6), a excipiente afirmou existirem diversos motivos para a
suspeição da parcialidade do excepto no julgamento da lide e, os enumerou da seguinte forma:
1)Despacho de designação de audiência para período vetado pelo Código de Processo Civil.Assegura
que, no dia 16.01.2018, a sua patrona (Dra. Luciana de Souza Dias ? OAB/PA 15.888) tomou
conhecimento pelo Sistema LIBRA acerca de um despacho de mero expediente designando uma
audiência para o dia 19.01.2018, a fim de que fosse realizada a oitiva da excipiente. Argui que a audiência
fora designada em período defeso em lei, sem observar as disposições contidas no artigo 220, §2º, do
CPC/15. Afirma que esta situação já ocorreu em diversos outros processos patrocinados pela sua
advogada (enumera 18 processos). 2) Inexistência de intimação da sua advogada para a audiência em
questãoAduz a inexistência de intimação da sua advogada acerca da referida audiência. Afirma a ausência
de publicação do despacho no Diário Oficial, bem como, a irregularidade na expedição do mandado de
intimação pelos seguintes motivos: a) não poderia ser realizado no nome da excipiente, por ter advogada
habilitada nos autos e, b) o Código de Processo Civil prevê a intimação por Oficial de Justiça como medida
excepcional (artigo 275). 3)Não houve intimação do réu (Município de Acará) para a audiência em
questão. 4) o processo já se encontrava arquivado à época do despacho. 5) O magistrado excepto se
julgou suspeito, por motivo de foro íntimo, em diversos processos patrocinados pela sua advogada(n.º
0003107-95.2016.8.140076, n.º 0000884-09.2015.8.14.0076 e, n.º 0009193-19.2015.8.14.0076). Destacou
que, pelas razões expostas, a sua advogada protocolou, no dia 17.01.2018, pedido de providências
perante a Corregedoria de Justiça da Comarca do Interior, deste Egrégio Tribunal de Justiça, para fins de
apuração das condutas relatadas. Ao final, requereu, ao Magistrado de primeiro grau, o cancelamento da
audiência designada para o dia 19.01.2018 e, o reconhecimento da sua suspeição para atuar no feito.
Caso contrário, requereu a autuação da presente exceção em apartado e em apenso ao processo principal
e, após a manifestação de recusa, a remessa dos autos à este Egrégio Tribunal de Justiça, para a
apreciação do pedido de efeito suspensivo. Juntou documentos. Ato contínuo, o excepto não reconheceu
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

a suspeição arguida, determinando a autuação da exceção em apartado e, antes de apresentar as razões


da sua rejeição, solicitou o cumprimento das seguintes providências (Num. 620106 - Pág. 3): I - Certifique-
se a interposição da exceção de suspeição nos autos principais;II - Certifique-se a eventual prática de ato
judicial (despacho, decisão e/ou sentença) no referido processo, inclusive, a DESIGNAÇÃO DE
AUDIÊNCIA PARA FINS DE INSTRUÇÃO, NO PERIOD0 DE 20 DE DEZEMBRO A 20 DE JANEIRO, que
vise o impulso processual nos autos principais, diante da regra contida no art. 220, do CPC;III - Certifique-
se a fase processual em que se encontra o processo principal.IV - Certifique-se em cada uma das
exceções aforadas o período de instabilidade de navegação na internei e a dificuldade de acesso dos
sistemas do TJPA e a impossibilidade de cadastramento de atos judiciais e judiciários. Em seguida, após
os cumprimentos das diligências requeridas (Num. 620106 - Pág. 5), o Magistrado de primeiro grau
apresentou as suas razões de recusa (Num. 620106 - Págs. 1/57). Suscitou, em sede preliminar, a inépcia
da petição inicial. Afirmou que não restou evidenciado nos autos, o interesse do excepto no julgamento da
causa. Asseverou que a mera suposição de suspeição do excepto, ou, a mera existência de decisões
contrárias (onde teria se julgado suspeito), não se enquadram no rol taxativo do artigo 145 do CPC/15,
motivo pelo qual, requereu a extinção da exceção sem resolução de mérito. No mérito, asseverou que,
conforme certidão expedida pelo Diretor de Secretaria, não houve, na ação principal, a prática de ato
judicial que impulsionasse o processo e/ou a designação de audiência de instrução e julgamento no
período vetado pelo artigo 220, §2º, do CPC/15, tendo ocorrido, tão somente, a oitiva de cunho
administrativo correcional da excipiente. Assegurou que a providência correcional não guarda relação com
a Ação de Cobrança, pois, estaria interligada a averiguação dos fatos narrados na Ação Penal n.º
0005509-18.2017.8.14.0076, onde teria sido relatado que o ex-diretor de secretaria da Comarca de Acará
estaria realizando captação de clientes para o escritório de advocacia da advogada da excipiente. Afirmou
que estes atos correcionais são essenciais para eventual pedido de providências perante a Corregedoria
de Justiça da Comarca do Interior deste Egrégio Tribunal de Justiça. Destacou que o órgão correcional já
foi informado da situação que está sendo averiguada, através de Ofícios supostamente enviados no dia
11.01.2018. Afirmou que o exercício da atividade correcional se enquadraria nas suas atividades
regulares, logo, não haveria vedação para exercê-la no período 20 dezembro à 20 de janeiro, em
observância a disposição contida no §1º, do artigo 220, do CPC/15. Quanto ao reconhecimento de
suspeição de foro íntimo em outros processos patrocinados pela advogada da excipiente, alegou que a
declaração da referida suspeição é de iniciativa única e exclusiva do Magistrado, não estando sujeita a
pedido da parte, ademais, uma vez declarada em um processo não se aplicaria automaticamente aos
demais que eventualmente envolvam as mesmas partes e/ou advogados. Suscitou ainda, que a excipiente
deveria se insurgir quanto a este argumento, no prazo de 15 dias à contar do conhecimento da referida
declaração de suspeição. Por fim, requereu a rejeição da exceção de suspeição e, determinou a remessa
dos autos à este Egrégio Tribunal de Justiça. Coube-me a relatoria do feito por distribuição. Segundo a
disposição contida no artigo 313, III, do CPC/15, a arguição de suspeição suspende o processo. Art. 313.
Suspende-se o processo:(...)III -pela arguição de impedimento ou de suspeição; (grifos nossos). Por outro
lado, nos termos do§2º, do artigo146do mesmo diploma legal, incumbe ao relator declarar os efeitos em
que é recebido o incidente de Exceção de Suspeição, de modo que, o processo só permanecerá suspenso
se o incidente for recebido no efeito suspensivo, senão vejamos: Art.146. No prazo de15(quinze) dias, a
contar do conhecimento do fato, a parte alegará o impedimento ou a suspeição, em petição específica
dirigida ao juiz do processo, na qual indicará o fundamento da recusa, podendo instruí-la com documentos
em que se fundar a alegação e com rol de testemunhas.(...) §2o Distribuído o incidente, o relator deverá
declarar os seus efeitos, sendo que, se o incidente for recebido:I -sem efeito suspensivo, o processo
voltará a correr;II -com efeito suspensivo, o processo permanecerá suspenso até o julgamento do
incidente. Inicialmente, necessário registrar, que as arguições suscitadas na preliminar de inépcia da
petição inicialguardam relação direta com o mérito da causa, motivo pelo qual, rejeito, em um primeiro
momento, o pedido de extinção do processo sem resolução de mérito. Assim, necessário verificar, o
pedido da excipiente acerca do recebimento do incidente com efeito suspensivo. Sobre o assunto,
impende transcrever as disposições contidas no artigo 145, do CPC/15, in verbis: Art.145. Há suspeição
do juiz:I -amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados;II- que receber presentes
de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de iniciado o processo, que aconselhar
alguma das partes acerca do objeto da causa ou que subministrar meios para atender às despesas do
litígio;III- quando qualquer das partes for sua credora ou devedora, de seu cônjuge ou companheiro ou de
parentes destes, em linha reta até o terceiro grau, inclusive;IV -interessado no julgamento do processo em
favor de qualquer das partes. Segundo a excipiente, nos termos do artigo 145, IV, do CPC/15, a
parcialidade do excepto estaria demonstrada pelos seguintes motivos: a) Despacho de designação de
audiência para período vetado pelo Código de Processo Civil;b) Inexistência de intimação da sua
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

advogada para a audiência em questão;c) Não houve intimação do réu (Município de Acará) para a
audiência em questão;d) o processo já se encontrava arquivado à época do despacho.e) O magistrado
excepto se julgou suspeito, por motivo de foro íntimo, em diversos processos; Quanto aos argumentos
relacionados ao despacho de suposta designação de audiência (enumerados nos itens A, B, C e D), em
consulta realizada no Sistema de Gestão de Processos ? LIBRA deste Egrégio Tribunal de Justiça,
constatou-se que o despacho proferido na Ação de Cobrança (processo n.º 0003622-38.2013.8140076),
referia-se à oitiva da excipiente sob correição, senão vejamos: DESPACHOSOB CORREIÇÃOI -
Considerando os termos da Lei Complementar nº. 35/79, art. 35, I e VII; Lei nº. 5008/1981, art. 135, IV, c.c.
o art. 203, I e VII; Lei nº. 13.105/2015, art. 139, III, VIII, IX; e no art. 2º., do Código de Ética da Magistratura
Nacional;II - Considerando o previsto nos arts. 317, 319. 320, 321, 332, 333, todos do CPB;III -
Considerando por final, os arts. 4º., 9º., I, X, XII, c.c. o art. 11, I, II, da Lei nº. 8429/1992;IV -Designo o
dia19.01.2018às10h00min, para a oitiva do sr.(ª)RAIMUNDA PEREIRA.ACARÁ, 16 de janeiro de 2018.
(grifos nossos). Neste sentido, o Diretor de Secretaria da Comarca de Acará, certificou que não houve, nos
autos principais, prática de ato judicial que impulsionasse o processo e/ou designação de audiências de
instrução e/ou julgamento, no período compreendido entre os dias 20/12/2017 a 20/01/2018, tendo
ocorrido, em verdade, a oitiva de cunho administrativo da excipiente no dia 19/01/2018 (Num. 620106 -
Pág. 5). Consta do termo de audiência, referente à correição, que a excipiente nunca teria conversado
com a Advogada Luciana de Souza Dias e, que não saberia dizer quem assinou a suposta procuração
outorgada à advogada em questão, eis que é analfabeta (não sabe ler, nem escrever) e, estava sendo
representada pela Defensoria Pública do Estado do Pará (Num. 620109 - Pág. 135). Verificou-se ainda,
que a ação principal, de fato, se encontrava arquivada à época do despacho, eis que transitou em julgado
no dia 24/06/2017, sendo necessário registrar, que a decisão meritória fora favorável à excipiente, pois,
fora julgada procedente pelo Magistrado excepto e, não houve alteração no recurso de Apelação
interposto perante este Egrégio Tribunal de Justiça. Assim, não restou demonstrado, em um primeiro
momento, que o juiz excepto tenha procedido com parcialidade na condução do feito, eis que não se
vislumbra, a priori, a inimizade com a advogada da excipiente e, o interesse no julgamento do processo,
tampouco, o comprometimento do direito pleiteado pela excipiente na ação principal, eis que já transitou
em julgado. Quanto ao fato do Magistrado ter se julgado suspeito, por motivo de foro íntimo, em outros
processos patrocinados pela sua advogada (n.º 0003107-95.2016.8.140076, n.º 0000884-
09.2015.8.14.0076 e, n.º 0009193-19.2015.8.14.0076), verificou-se, em consulta realizada no sistema
LIBRA, que as referidas declarações de suspeição ocorreram no ano de 2017, logo, intempestiva a
referida arguição, eis que já decorreu o prazo de 15 (quinze) dias previsto no caput, do artigo 146, do
CPC/15. No entanto, necessário registrar, à título de conhecimento, que a declaração de suspeição, por
motivo de foro íntimo, é prerrogativa destinada ao Juiz quando for analisar um referido processo e, caso
declarada, não há obrigatoriedade da suspeição perdurar aos demais processos que eventualmente
envolvam as mesmas partes e/ou advogados, conforme estabelecido no §1º, do artigo 145, do CPC/15.
Art.145. Há suspeição do juiz:(...)§1o Poderá o juiz declarar-se suspeito por motivo de foro íntimo, sem
necessidade de declarar suas razões. (grifos nossos). Em casos análogos, este Egrégio Tribunal de
Justiça assim decidiu: Trata-se deEXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃOproposta porMaria de Lourdes Alencar dos
Santos em desfavor doMM.Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de Acará, Dr.Wilson de Souza
Corrêa. Em suas razões, salienta a patrona da excipiente, em síntese, que, nos autos do processo que
sua cliente demanda em desfavor do INSS ? Instituto Nacional de Seguro Social, o ora excepto designou
uma audiência para o dia 10/01/2018, em desacordo, portanto, com o que preceitua o art. 220, do NCPC,
que determina que no período compreendido entre os dias 20 de dezembro e 20 de janeiro do ano
seguinte não podem ser designadas audiências. Aduz, ainda, que o excepto se julgou suspeito para atuar
por motivo de foro íntimo em vários processos que atua como advogada. (...)De acordo com o
art.313,incisoIII,doNCPC,a arguição de suspeição suspende o processo. (...) Por outro lado, diante da
sistemática adotada pela nova Lei Adjetiva Civil, incumbe ao relator declarar os efeitos em que é recebido
o incidente de Exceção de Suspeição, conforme preceitua o§2ºdo art.146doNCPC(...)Analisando o caso
dos autos, não vislumbro nenhum fundamento para que seja atribuído efeito suspensivo à presente
exceção de suspeição, visto que, em uma análise superficial, não vislumbro existir dolo na conduta do
excepto no que tange à designação da audiência supramencionada.Pelo exposto,recebo a presente
Exceção de Suspeição sem efeito suspensivo.Encaminhem-se os autos para o Órgão Ministerial,
objetivando exame e parecer. À Secretaria da Seção de Direito Público e Privado, para as providências
cabíveis.(TJPA, DECISÃO MONOCRÁTICA, PROC. N.º 0000343-68.2018.8.14.007 ? PJE, Rel. Exma.
Desa. Rosileide Maria da Costa Cunha, componente da 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em
11 de julho 2018). (grifos nossos). EMENTA: EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO. ALEGADA PARCIALIDADE DO
MAGISTRADO. HIPÓTESES DO ART. 145, IV, DO CPC NÃO CONFIGURADA. SIMPLES
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

INCONFORMISMO. MOTIVO LEGAL INEXISTENTE. INCIDENTE DESACOLHIDO


MONOCRATICAMENTE.1. Estabelece o art. 145, inciso IV do CPC, que o juiz poderá ser declarado
suspeito na hipótese em que for interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes. 3.No
caso presente, os fatos que embasam a exceção de suspeição devem ter o suporte necessário, de modo a
concluir-se que o juiz possui interesse na causa4.Na questão analisada, porém, não restou demonstrado o
interesse do magistrado no resultado do feito em favor de uma das partes, do que resulta a rejeição da
exceção. 5. Exceção manifestamente improcedente.(TJPA, DECISÃO MONOCRÁTICA, PROC. N.º
0000241-46.2018.8.14.0076? PJE, Rel. Exmo. Des. Roberto Gonçalves de Moura, componente da 1ª
TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 06 de julho 2018). (grifos nossos). Ante o exposto, não
restando comprovada, em um primeiro momento, o enquadramento dos autos nas hipóteses do artigo 145,
do CPC/15, recebo a presente Exceção de Suspeição sem efeito suspensivo. Necessário registrar, que
não cabe em exceção de suspeição verificar a validade da procuração outorgada pela excipiente à sua
Advogada (Dra. Luciana de Souza Dias ? OAB/PA 15.888), no entanto, em observância ao princípio da
segurança jurídica, determino que seja expedido ofício à Corregedoria de Justiça da Comarca do Interior,
deste Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Pará e, a Ordem dos Advogados do Brasil ? Seção Pará ?
OAB/PA, a fim de que tomem conhecimento da situação relatada na oitiva da excipiente sob correição
(Num. 620109 - Pág. 135). Remetam-se os autos eletrônicos ao Órgão Ministerial nesta Superior
Instância, para manifestação, na qualidade de fiscal da Ordem Jurídica. À Secretaria, para os devidos fins.
P.R.I.C. Belém, 21de agosto de2018. ELVINA GEMAQUE TAVEIRADesembargadora Relatora

Número do processo: 0807600-48.2018.8.14.0000 Participação: AUTOR Nome: ESTADO DO PARA


Participação: RÉU Nome: FRANCISCO DIAS COSTA PODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DO PARÁGABINETE DA DESA. ELVINA GEMAQUE TAVEIRADECISÃO MONOCRÁTICA
Trata-se de Ação Rescisória com pedido de tutela provisória de urgência (processo n.º0807600-
48.2018.8.14.0000- PJE), proposta pelo ESTADO DO PARÁ contraFRANCISCO DIAS COSTA, com
objetivo de rescindir a decisão proferida nos autos da Ação Ordinária (0000256-92.2013.8.14.0301)
ajuizada pelo réu. Em suas razões (Num. 997528 - Págs. 1/30),o Estado do Pará informa que a decisão
rescindenda, transitada em julgado, o condenou ao pagamento integral do adicional de interiorização atual,
futuro e dos cinco anos anteriores ao ajuizamento da ação. Relata que o artigo 48, IV, da Constituição do
Estado do Pará garante aos militares estaduais o recebimento do adicional de interiorização, na forma da
lei. Menciona que a Lei Estadual n.º 5.652/91 dispõe sobre o adicional mencionado na Constituição
Estadual. Aduz a necessidade de desconstituição da referida decisão, por manifesta violação as
disposições contidas na Constituição Federal, situação que se enquadraria na hipótese prevista no artigo
966, V, do CPC/15. Suscita a inconstitucionalidade do artigo 48, IV, da Constituição Estadual, em razão da
suposta existência de vício de iniciativa. Segundo o Ente Estatal, o Chefe do Poder Executivo Estadual
(Governador do Estado do Pará) detém competência privativa para dispor sobre a remuneração dos
militares, em observância aos artigos 25 (caput), 61, §1º, inciso II, alíneas A, C, E e F e, 144, §6º, ambos
da CF/88, não competindo aos deputados constituintes dispor acerca do adicional de interiorização aos
militares estaduais. Argui a inconstitucionalidade, por arrastamento, da Lei Estadual n.º 5.652/91, vez que
teria como fundamento de validade a disposição contida no artigo 48, IV, da Constituição Estadual. De
forma subsidiária, defende a inconstitucionalidade por suposto vício de iniciativa. Segundo o Estado do
Pará, a referida lei decorreu do Projeto de Lei n.º 73/90, de iniciativa do Deputado Estadual à época,
situação que também violaria a competência privativa do Governador do Estado do Pará para dispor sobre
a remuneração dos militares. Destaca que, antigamente, os servidores do Estado do Pará recebiam uma
gratificação denominada gratificação de educação especial, com base no artigo 31, XIX da Constituição
Estadual c/c a Lei Estadual n.º 5.810/94 (Regime Jurídico dos Servidores Estaduais do Pará), no entanto,
supostamente, pelo mesmo vício de iniciativa, as disposições foram consideradas inconstitucionais. Ao
final, requer a concessão de tutela provisória, a fim de que seja determinada a suspensão do cumprimento
da decisão rescindenda, até o julgamento final da presente demanda e, após, a procedência desta
demanda, para que seja desconstituída a decisão rescindenda e, seja proferida nova decisão, no sentido
de improcedência da ação ordinária. Coube-se a relatoria do feito por distribuição. É o relato do essencial.
Decido. A ação rescisória é o meio processual pelo qual o interessado pode requerer modificação de
sentença transitada em julgado em hipóteses específicas, previstas no art. 966 do CPC/2015, dentre elas,
a manifesta violação a norma jurídica. A propositura da ação rescisória não impede o cumprimento da
decisão rescindenda, ressalvada a concessão de tutela provisória na forma do artigo 969 do CPC/15.
Sobre a concessão da tutela de urgência, o artigo300 do CPC/2015 dispõe: Art. 300. A tutela de urgência
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será concedida quando houver elementos que evidenciem aprobabilidade dodireito e o perigo de dano ou
o risco ao resultado útil do processo. (grifos nossos). Como efeito, verifica-se que o relator poderá
conceder a tutela de urgência, impedindo o cumprimento da decisão rescindenda, desde que haja
elementos que evidenciem a probabilidade do direito e, o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do
processo. Em breve síntese, na ação rescisória, o Estado do Pará argui a inconstitucionalidade das
previsões legais acerca do pagamento de Adicional de Interiorização aos servidores militares (artigo 48,
IV, da Constituição Estadual e, da Lei Estadual n.º 5.652/91) por suposta existência de vício de iniciativa,
situação que permitiria o impedimento do cumprimento da decisão rescindenda, sob pena de liberação do
valor pleiteado pelo réu. Na 6ª Sessão Ordinária da 2ª Turma de Direito Público, realizada em 30/03/2017,
a Exma. Desa. Luzia Nadja Guimarães Nascimento, admitiu o incidente de inconstitucionalidade suscitado
nos autos do processo n.º 0014123-97.2011.8.14.0051, para que a Tese arguida (inconstitucionalidade,
por vício de iniciativa, do artigo 48, IV, da Constituição Estadual e, inconstitucionalidade por arrastamento,
ou, por vício de iniciativa, da Lei Estadual n.º 5.256/91, que instituiu o adicional de interiorização)seja
submetida a análise do Tribunal Pleno, bem como, determinou o sobrestamento dos feitos que tramitam
na fase conhecimento e, que versem sobre o adicional em questão. Após, idêntico posicionamento fora
firmado pela 1ª Turma de Direito Público (8ª Sessão Ordinária, 24/04/2017) e pela Seção de Direito
Público (23ª Sessão Ordinária, 12/09/2017). Em novembro de 2017,o Exmo. Des. Ricardo Ferreira Nunes,
Presidente deste Egrégio Tribunal de Justiça, encaminhou aos Tribunais Superiores os recursos
representativos de controvérsia (processos n.º 0016454-52.2011.8.14.0051 e n.º 0006532-
61.2011.8.14.0051) que, de igual forma, discutem acerca da inconstitucionalidade suscitada, determinando
a suspensão do trâmite de todos os processos pendentes de julgamento com identidade de Tema no
Estado do Pará, senão vejamos: Trata-se de RECURSO EXTRAORDINÁRIO interposto pelo ESTADO DO
PARÁ, com fundamento no art. 102, III, alínea a, da Constituição Federal de 1988, inconformado com
decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, consubstanciada no acórdão 170.044 (...) Conforme
relatado, o presente recurso apresenta como argumento a inconstitucionalidade do art. 48, IV, da
Constituição Estadual, e, por arrastamento, da Lei Estadual 5.652/91 por vício de iniciativa, uma vez que a
Constituição Federal reservou, ao Chefe do Poder Executivo, a iniciativa de leis (em seu sentido amplo,
incluindo a Constituição Estadual) que versem sobre a remuneração e regime jurídico dos servidores
públicos civis e militares. Para melhor elucidação transcrevo o teor das normas mencionadas: (...)
Ademais, ressalta, ainda, que o art. 144 da Constituição Federal reservou ao Chefe do Poder Executivo
Estadual a competência para comandar a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar.Em que pese não
tenha sido frontalmente enfrentado tal argumento, a alegação merece sermelhor apreciada pela Instância
de Vértice, na medida em que o recorrente, além daoposição de Embargos de Declaração, formulou, após
o manejo do Recurso Extraordinário,o incidente de inconstitucionalidade. Afirma que o Tribunal de Justiça
do Estado do Pará, em que pese os argumentos, continua concedendo aos militares o referido adicional
de interiorização, com base no art. 48, IV, da Constituição Estadual e Lei Estadual nº 5.652/91.(...)A
presente questão merece atenção especial, objetivando a pacificação social, pois envolvetodos os
militares do Estado do Pará que exercem suas funções no interior do Estado do Pará, atuais e futuros, ou
seja, toda a classe militarestadual.Ante o exposto, com base no art. 1.030, IV e V, b, c/c 1.036, §1º, do
CPC, dou seguimentoao recurso extraordinário, como representativo de controvérsia, que discute
ainconstitucionalidade por vício de inciativa do art. 48, IV, da Constituição do Estado do Paráe da Lei
5.256/91 por arrastamento, por suposta violação ao disposto no art. 61, §1º, II, a, c ef da CF/88.Destaca-
se que o encaminhamento se dá juntamente com outro processo (0006532-61.2011.814.0051) para
composição do grupo de representativos.Determino a suspensão do trâmite de todos os processos
pendentes, individuais ou coletivos, que tramitem no Estado, que guardem relação com a presente
controvérsia, de acordo com o art. 1.036, §1º, in fine, do CPC. (grifos nossos). Depreende-se do exposto,
que há possibilidade da previsão constitucional/legal, acerca do adicional de interiorização, ser declarada
inconstitucional. Ressalto que, advertir a existência desta possibilidade, não implica em antecipação do
julgamento futuro. Com efeito, em que pese a decisão rescindenda já ter ultrapassado a fase de
conhecimento, eis que transitada em julgado, utilizando-me da ponderação entre as possíveis decisões
futuras e os prejuízos nelas comtemplados, manifesto-me favorável a necessidade de suspensão da
decisão rescindenda, situação que evidencia, em um primeiro momento, a probabilidade do direito
pleiteado na presente rescisória. Quanto ao perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo,
verifica-se que hápossibilidade da execução do julgado, com a obrigação de pagamento pelo Estado do
Pará da quantia fixada à título de adicional de interiorização, cuja constitucionalidade encontra-se
pendente de análise. Assim, considerando a natureza alimentar do pagamento em questão, há
possibilidade de irreversibilidade aos cofres públicos, caso seja reconhecida a inconstitucionalidade
doartigo 48, IV, da Constituição Estadual e, da Lei Estadual n.º 5.256/91, verifico, em um primeiro
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momento, a existência do periculum in mora. Em casos análogos, este Egrégio Tribunal de Justiça, assim
decidiu: Trata-se de pedido de tutela provisória de urgência em Ação Rescisória (Id 675411, pg. 1-22),
proposta pelo Estado do Pará contra sentença (Id. 675414, pg. 1-7) que, nos autos da Ação Ordinária com
pedido de tutela antecipada ? Processo nº 0014508-89.2011.81.0301, julgou parcialmente procedente o
pedido inicial, condenando o Estado do Pará ao pagamento do adicional de interiorização no percentual de
50% do soldo percebido pelo autor, retroativo ao período em que esteve lotado no Município de Castanhal
até a data limite de 28-12-2011 (...) O autor pretende desconstituir a decisão rescindenda, com
fundamento no inciso V, do art. 966, V do CPC. Suscita a inconstitucionalidade do art. 48, IV, da
Constituição Estadual, por vício formal de iniciativa legislativa, na medida em que a CF/88 reservou ao
chefe do Poder Executivo a inciativa de leis que disponham sobre remuneração dos militares das Forças
Armadas (art. 61, II, ?a?, ?c?, ?f?), não competindo ao constituinte estadual legislar sobre a matéria.
Defende, ainda, a inconstitucionalidade, por arrastamento, da Lei Estadual nº 5652/91, já que originária de
Projeto de Lei 73/90, de autoria da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, foi de iniciativa do Deputado
Estadual Haroldo Bezerra. Requer a concessão da tutela provisória de urgência, a fim de determinar a
suspensão de qualquer ato de cumprimento da decisão rescindenda, até o julgamento final da presente
demanda. (...)Consigno que, em razão do incidente de inconstitucionalidade em relevo, a 1ª Turma de
Direito Público, na 8ª sessão ordinária, realizada em 24/04/2017, referendou a deliberação da 2ª Turma de
Direito Público, proferida na 6ª sessão ordinária de 30/03/2017, sobrestando os feitos que versam sobre
direito ao adicional de interiorização, que tramitam em fase de conhecimento.É bem verdade que a
presente demanda propõe anular decisão transitada em julgado, que dá azo ao feito executório. Todavia,
malgrado a estabilização própria do instituto da coisa julgada, importa ponderar acerca dos efeitos
temporais de sentença transitada em julgado, fundada em norma supervenientemente declarada
inconstitucional. (...)Nesse contexto, mutatis mutandis,não é de se excluir, de plano, a possibilidade de
influência da decisão futura - que, eventualmente, venha a declarar inconstitucional a lei estadual em
discussão - sobre o feito subsumido a este, já que o título executivo ora inquinado, restaria firmado sobre
fundamento jurídico eivado de vício de nulidade. Advirto que não se trata de antecipar julgamento futuro.
Longe disso, o que ora procedo é a ponderação das possibilidades em cotejo com os prejuízos nelas
contempladas. E, no viés demonstrado, emerge necessária a cautela, justamente para afastar danos
irreversíveis, para qualquer das partes.Presente, portanto, a probabilidade do direito do autor.Na mesma
toada, antevejo orisco de dano de difícil reparação em face do ente público, na medida em que, caso
prossiga a execução, será ele obrigado a arcar com o ônus erigido sobre base inválida e mais, em caráter
irreversível, vez que o pagamento de verba alimentar assim o é, por excelência. De outro passo, ao réu
restará somente o aguardo pelo pronunciamento definitivo do órgão competente, em nada restando
ameaçado o direito que já lhe fora reconhecido, caso confirmada a validade da lei objeto do incidente.
Assim, também identifico o risco de difícil reparação, em concreto, operando, em maior grandeza, contrário
ao autor.Pelo exposto, defiro o pedido de tutela provisória de urgência, para determinar a suspensão do
cumprimento da decisão rescindenda, até o julgamento final da presente demanda, por restarem
igualmente preenchidos os requisitos, dispostos no art. 300 do CPC, conforme fundamentação.(TJPA,
DECISÃO MONOCRÁTICA, PROC. N.º 0804437-60.2018.8.14.0000 ? PJE, Rel. Exma. Desa. Célia
Regina de Lima Pinheiro, componente da1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgadoem 21 de junho de
2018). (grifos nossos). Trata-se de AÇÃO RESCISÓRIA nº 0804293-86.2018.8.14.0000, com pedido de
Tutela Provisória de Urgência, interposta pelo ESTADO DO PARÁ, com o fim de rescindir a decisão
proferida nos autos da Ação Ordinária nº 0007147-69.2014.814.0051 da 8º Vara de Cível de Santarém/PA,
ajuizada por WILLIAM WAMBERG SIQUEIRA em face do Estado. (...) Compulsando os autos, verifica-se
que o Estado do Pará ajuizou a presente Ação Rescisória com Pedido de Tutela de Urgência, suscitando
Incidente de Inconstitucionalidade contra o inciso IV, do artigo 48, da Constituição Estadual, bem como da
Lei Estadual nº 5.652/91, dispositivos que versam acerca do Adicional de Interiorização dos servidores
militares estaduais, argumentando, em apertada síntese, acerca da existência de vício de iniciativa do
Projeto de Lei n° 73/90, iniciado pelo então Deputado Estadual Haroldo Bezerra, sendo que, em razão do
objeto tratar-se de adicional de servidor, alega que a matéria seria de competência privativa do
Governador do Estado do Pará, nos termos do artigo 144 da Constituição Federal.No caso, em cognição
sumária, vislumbro a presença dos requisitos ensejadores da tutela provisória de urgência pretendida. Isso
porque, considerando a deliberação da 2ª Turma de Direito Público na 6ª sessão Ordinária do dia
30/03/2017, referendado pela 1ª Turma de Direito Público na 8ª sessão Ordinária realizada no dia
24/04/2017, referente ao sobrestamento dos feitos de adicional de interiorização, em razão do incidente de
inconstitucionalidade oposto pelo Estado do Pará acerca da matéria, entendo que os processos que
tramitam sobre essa temática devem ser sobrestados até manifestação do Tribunal Pleno.No mais, vale
ressaltar que, recentemente, a Presidência desta E. Corte de Justiça comunicou a todos os seus
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Desembargadores componentes, que foram encaminhados aos Tribunais Superiores, os recursos


representativos de controvérsia (proc. n.º 0046013-46.2012.814.0301 e n.º 0000494-35.2011.814.0003),
que discutem acerca do "direito à incorporação do adicional de interiorização aos proventos da reserva
remunerada dos militares estaduais", tendo sido determinada a SUSPENSÃO dos processos em curso no
Estado do Pará, que versem sobre essa questão, com base no art. 1.036, §1º, do CPC.Quanto ao perigo
de dano, inegável que a permanecer o comando da decisão guerreada, tal circunstância se mostra capaz
de ensejar risco ao resultado útil ao processo, tendo em vista a iminência da execução do julgado, com a
obrigação de pagamento pelo ente público da quantia fixada.(...) Posto isso, presentes os requisitos
necessários à concessão da medida,DEFIRO o pedido de tutela de urgência formulado na presente Ação
Rescisória para determinar a suspensão da execução da decisão rescindenda até o julgamento final da
presente Ação Rescisória. (...).(TJPA, DECISÃO MONOCRÁTICA, PROC. N.º 0804293-
86.2018.8.14.0000 ? PJE, Rel. Exma. Desa. Ezilda Pastana Mutran, componente da1ª TURMA DE
DIREITO PÚBLICO, Julgadoem 16 de julho de 2018). (grifos nossos). Ante o exposto,nos termos do art.
300 do CPC,DEFIRO a tutela de urgência,para suspender a execução da decisão rescindenda até o
julgamento final da presente ação rescisória. Nos termos do art. 970 do CPC/2015, CITE-SE o réu para
que, querendo, apresente contestação no prazo de 15 (quinze) dias. Após, encaminhem-se os autos ao
Órgão Ministerial nesta Superior Instância, para manifestação, na qualidade de fiscal da Ordem Jurídica.
P.R.I.C. Belém, 20 de novembro de 2018. ELVINA GEMAQUE TAVEIRADesembargadora Relatora
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UNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO- UPJ

RESENHA: 30/11/2018 A 30/11/2018 - SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO -


VARA: 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO PROCESSO: 00003099820168140000 PROCESSO ANTIGO: -
--- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Agravo de Instrumento em: 30/11/2018 AGRAVANTE:MARINA PINHEIRO CORREA Representante(s):
OAB 14400 - PATRICK LIMA DE MATTOS (ADVOGADO) AGRAVADO:SADA TRANSPORTES E
ARMAZENAGENS SA AGRAVADO:LOCALIZA FLEET SA AGRAVADO:SUL AMERICA SEGURO DE
PESSOAS E PREVIDENCIA SA. ATO ORDINATÓRIO No uso de suas atribuições legais, o Coordenador
(a) do Núcleo de Movimentação da UPJ das Turmas de Direito Público e Privado intima a Agravante
MARINA PINHEIRO CORREA, para se manifestar, acerca de certidão de fls.156. Belém, 28 de novembro
de 2018. PROCESSO: 00004933820138140201 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE:BEATRIZ ROSA MAIA Representante(s): OAB
15790-B - ANTONIO TEIXEIRA DE MOURA NETO (ADVOGADO) APELADO:AYMORE CFI AYMORE
CREDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO SA Representante(s): OAB 12828 - FABIO RODRIGUES
MOURA JUNIOR (ADVOGADO) OAB 20599-A - MARCO ANDRE HONDA FLORES (ADVOGADO) .
RELATÓRIO Trata-se de APELAÇÃO CÍVEL interposta perante este Egrégio Tribunal de Justiça por
BEATRIZ ROSA MAIA, nos autos da Ação de Nulidade de Cláusula Contratual c/c Restituição de Valores
Pagos (processo nº 0000493-38.2013.8.14.0201), em razão da decisão proferida pelo juízo da 2ª Vara
Distrital de Icoaraci - PA, que julgou improcedente o pedido do autor nos termos seguintes: "(...). Ante o
exposto, e considerando o mais que dos autos consta, JULGO IMPROCEDENTE a presente ação e, em
consequência, JULGO EXTINTO o processo com resolução do mérito, com fundamento no art. 260, I, do
Código de Processo Civil. Condeno a autora ao pagamento das custas, despesas processuais e
honorários advocatícios, os quais arbitro nos termos do art. 20, § 3º c/c § 4º, do Código de Processo Civil,
em 10% sobre o valor dado a causa, corrigindo-se monetariamente todas as verbas da sucumbência,
ficando, todavia, suspensos em razão da gratuidade. (...)" Às fls. 95/114, em suas razões, a autora
apelante alega: a) a abusividade na cobrança dos juros remuneratórios; b) da capitalização dos juros; e c)
da mora não caracterizada. Contrarrazões às fls. 119/132, nas quais requer o desprovimento do Recurso
de Apelação da parte autora. Inicialmente, o feito foi distribuído à relatoria do Des. Roberto Gonçalves de
Moura, que, em razão da Emenda Regimental nº 05/2016, determinou a sua redistribuição. Após regular
redistribuição, coube-me a relatoria do feito, fl. 149. É o relatório. Decidirei monocraticamente. DECISÃO
MONOCRÁTICA Inicialmente, esclareço que se aplicam ao caso os termos do Enunciado Administrativo
nº 2 do STJ: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até
17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as
interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Em sede deste E.
Tribunal, vejamos o Enunciado nº 01: Nos recursos interpostos com fundamento no CPC de 1973
(impugnando decisões publicadas até 17/03/2016) serão aferidos, pelos juízos de 1º grau, os requisitos de
admissibilidade na forma prevista neste código, com as interpretações consolidadas até então pela
jurisprudência dos Tribunais Superiores e do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Preenchidos os
requisitos de admissibilidade, conheço do recurso. A revelia gera a presunção relativa da veracidade das
alegações de fato formuladas pelo autor. Todavia, devem estar apresentadas um mínimo de prova nos
autos. Nesse sentido, a inteligência do disposto nos incisos III e IV do art. 345 do CPC. No caso, a autora
colaciona nos autos extrato do contrato em debate, suficiente à resolução das questões referentes à taxa
de juros e capitalização combatidos neste recurso de apelação. Dito isto, passemos à análise das
questões. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que não incide a Lei de
Usura (Decreto nº 22.626/33) em face da taxa de juros remuneratórios nas operações realizadas com as
instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional, conforme a Súmula 596 do STF, que dispõe o
seguinte: "Súmula 596: As disposições do Decreto 22.626/33 não se aplicam às taxas de juros e aos
outros encargos cobrados nas operações realizadas por instituições públicas ou privadas, que integram o
sistema financeiro nacional." No mesmo sentido, as Súmulas nº 296 e 382 do STJ, in verbis: "Súmula 296:
Os juros remuneratórios, não cumuláveis com a comissão de permanência, são devidos no período de
inadimplência, à taxa média de mercado estipulada pelo Banco Central do Brasil, limitada ao percentual
contratado." "Súmula 382: A estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por si só, não
indica abusividade." Ademais, infere-se o julgamento do REsp 1061530/RS, submetido à sistemática de
recursos repetitivos do art. 473-C do CPC/73, cuja ementa segue transcrita: "DIREITO PROCESSUAL
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CIVIL E BANCÁRIO. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO REVISIONAL DE CLÁUSULAS DE CONTRATO


BANCÁRIO. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. JUROS REMUNERATÓRIOS. CONFIGURAÇÃO
DA MORA. JUROS MORATÓRIOS. INSCRIÇÃO/MANUTENÇÃO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES.
DISPOSIÇÕES DE OFÍCIO. (...). Neste julgamento, os requisitos específicos do incidente foram
verificados quanto às seguintes questões: i) juros remuneratórios; ii) configuração da mora; iii) juros
moratórios; iv) inscrição/manutenção em cadastro de inadimplentes e v) disposições de ofício. (...). I -
JULGAMENTO DAS QUESTÕES IDÊNTICAS QUE CARACTERIZAM A MULTIPLICIDADE.
ORIENTAÇÃO 1 - JUROS REMUNERATÓRIOS. a) As instituições financeiras não se sujeitam à limitação
dos juros remuneratórios estipulada na Lei de Usura (Decreto 22.626/33), Súmula 596/STF; b) A
estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por si só, não indica abusividade; c) São
inaplicáveis aos juros remuneratórios dos contratos de mútuo bancário as disposições do art. 591 c/c o art.
406 do CC/02; d) É admitida a revisão das taxas de juros remuneratórios em situações excepcionais,
desde que caracterizada a relação de consumo e que a abusividade (capaz de colocar o consumidor em
desvantagem exagerada - art. 51, §1º, do CDC) fique cabalmente demonstrada, ante às peculiaridades do
julgamento em concreto. (...)" (REsp 1061530/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO,
julgado em 22/10/2008, DJe 10/03/2009). Em relação ao argumento de que a cobrança de juros
capitalizados é indevida, pois não haveria autorização legal e disposição contratual expressa, mister citar o
julgado do Superior Tribunal de Justiça, submetido ao rito de recursos repetitivos (art. 543-C do CPC/73),
bem como entendimento sumulado acerca do tema, possibilitando a capitalização dos juros em
periodicidade inferior à anual para os contratos firmados a partir de 31/03/2000; e desde que
expressamente pactuada, pois respaldados no art. 5º da MP 2170-36 (reedição das MPs 1.782, 1.907,
1.963, 2.087) e no art. 4º da MP 2.172-32, senão vejamos: "CIVIL E PROCESSUAL. RECURSO
ESPECIAL REPETITIVO. AÇÕES REVISIONAL E DE BUSCA E APREENSÃO CONVERTIDA EM
DEPÓSITO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO COM GARANTIA DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA.
CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. JUROS COMPOSTOS. DECRETO 22.626/1933 MEDIDA PROVISÓRIA
2.170-36/2001. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. MORA. CARACTERIZAÇÃO. 1. A capitalização de juros
vedada pelo Decreto 22.626/1933 (Lei de Usura) em intervalo inferior a um ano é permitida pela Medida
Provisória 2.170-36/2001, desde que expressamente pactuada, tem por pressuposto a circunstância de os
juros devidos e já vencidos serem, periodicamente, incorporados ao valor principal. Os juros não pagos
são incorporados ao capital e sobre eles passam a incidir novos juros. 2. Por outro lado, há os conceitos
abstratos, de matemática financeira, de "taxa de juros simples" e "taxa de juros compostos", métodos
usados na formação da taxa de juros contratada, prévios ao início do cumprimento do contrato. A mera
circunstância de estar pactuada taxa efetiva e taxa nominal de juros não implica capitalização de juros,
mas apenas processo de formação da taxa de juros pelo método composto, o que não é proibido pelo
Decreto 22.626/1933. 3. Teses para os efeitos do art. 543-C do CPC: - "É permitida a capitalização de
juros com periodicidade inferior a um ano em contratos celebrados após 31.3.2000, data da publicação da
Medida Provisória n. 1.963-17/2000 (em vigor como MP 2.170-36/2001), desde que expressamente
pactuada." - "A capitalização dos juros em periodicidade inferior à anual deve vir pactuada de forma
expressa e clara. A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual superior ao duodécuplo da
mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva anual contratada". 4. Segundo o entendimento
pacificado na 2ª Seção, a comissão de permanência não pode ser cumulada com quaisquer outros
encargos remuneratórios ou moratórios. 5. É lícita a cobrança dos encargos da mora quando caracterizado
o estado de inadimplência, que decorre da falta de demonstração da abusividade das cláusulas
contratuais questionadas. 6. Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, provido." (REsp
973.827/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, Rel. p/ Acórdão Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI,
SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 08/08/2012, DJe 24/09/2012). Ainda, a Súmula 541 do STJ: "Súmula 541 -
A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual superior ao duodécuplo da mensal é suficiente para
permitir a cobrança da taxa efetiva anual contratada." A apelante acostou aos autos (fls. 28/29) extrato do
contrato formulado, em que se constata taxa de juros mensal de 1,35% e anual de 17,46%, superior ao
duodécuplo da primeira, portanto, demonstrada a capitalização dos juros. Dessa forma, não restou
comprovada a ilegalidade da cobrança dos juros capitalizados, e, tão pouco, na fixação dos juros
remuneratórios, posto que não excessivos e encontram-se dentro da média do mercado, que não sofre a
limitação ao montante de 12% ao ano. Além disso, a própria autora confessa estar inadimplente (fl. 04).
Ante o exposto, CONHEÇO E NEGO PROVIMENTO ao recurso de apelação da autora, nos termos da
fundamentação lançada, mantida a sentença recorrida em todos os seus termos. É a decisão. Belém-PA,
28 de novembro de 2018. José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior Desembargador - Relator
PROCESSO: 00015690620078140005 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
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JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE/APELADO:BENEDITO TELES DE ARAUJO


Representante(s): OAB 13226-B - IGOR FARIA FONSECA (ADVOGADO)
APELADO/APELANTE:UNIMED BELEM COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Representante(s):
OAB 14074 - IARA FERREIRA DE OLIVEIRA (ADVOGADO) OAB 11270 - DIOGO DE AZEVEDO
TRINDADE (ADVOGADO) OAB 14782 - JOSE MILTON DE LIMA SAMPAIO NETO (ADVOGADO) OAB
20291 - JANARY DO CARMO VALENTE (ADVOGADO) PROCURADOR(A) DE JUSTICA:RAIMUNDO DE
MENDONCA RIBEIRO ALVES. Outrossim, defiro o requerimento de fl. 487, para que a Secretaria realize
as devidas alterações acerca da procuração juntada para a inclusão do advogado citado no referido
requerimento. À Secretaria para providências. Após, retornem conclusos. Belém, 28 de novembro de 2018
JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR DESEMBARGADOR RELATOR PROCESSO:
00016060920178140000 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
GLEIDE PEREIRA DE MOURA Ação: Agravo de Instrumento em: 30/11/2018 AGRAVANTE:RAQUEL DE
JESUS DA SILVA Representante(s): OAB 5247 - EDNA MORAIS BARROSO (ADVOGADO) OAB 14862 -
ANTONIO CARLOS DOS SANTOS (ADVOGADO) AGRAVANTE:DANIELE PELAES DOS SANTOS
ROCHA Representante(s): OAB 5247 - EDNA MORAIS BARROSO (ADVOGADO) OAB 14862 -
ANTONIO CARLOS DOS SANTOS (ADVOGADO) AGRAVADO:AUGUSTA SOARES DE OLIVERA
Representante(s): OAB 19006 - JESSICA FERREIRA TEIXEIRA (ADVOGADO) OAB 18895 - MARCELLO
AUGUSTO ROBLEDO PRADO SA (ADVOGADO) INTERESSADO:ANNE CRISTINA DA SILVA DE
SOUZA. PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ GABINETE DA DESA.
G L E I D E P E R E I R A D E M O U R A
_________________________________________________________________________ SECRETARIA
ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO - 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO AGRAVO DE
INSTRUMENTO Nº 0001606-09.2017.8.14.0000 AGRAVANTE: RAQUEL DE JESUS DA SILVA
AGRAVANTE: DANIELE PELAES DOS SANTOS ROCHA ADVOGADO: EDNA MORAIS BARROSO
ADVOGADO: ANTONIO CARLOS DOS SANTOS AGRAVADO: AUGUSTA SOARES DE OLIVEIRA
ADVOGADO: JESSICA FERREIRA TEIXEIRA ADVOGADO: MARCELLO AUGUSTO ROBLEDO PRADO
SA INTERESSADO: ANNE CRISTINA DA SILVA DE SOUZA RELATORA: DESA. GLEIDE PEREIRA DE
MOURA DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de agravo de instrumento com pedido de efeito suspensivo,
interposto por Raquel de Jesus da Silva e Daniele Pelaes dos Santos Rocha em face da decisão proferida
pelo Juízo da 3ª Vara Cível e Empresarial de Ananindeua nos autos de Ação de Reintegração de Posse,
proposta pela agravada Augusta Soares de Oliveira. A decisão agravada deferiu a liminar pleiteada pela
agravada, determinando a expedição do mandado de reintegração de posse em favor da recorrida.
Inconformadas com tal decisão, as agravantes interpuseram o presente recurso alegando que a petição
inicial não obedece ao art.292 do CPC, pois a agravada deixou de instruir a inicial não arbitrando valor da
causa e que não houve audiência de justificação, posto que o documento apresentado para provar a
propriedade do terreno é frágil. Continuando, que não estão presentes os requisitos que autorizam a
concessão de liminar de reintegração de posse, que é flagrante o prejuízo das agravantes que ficaram
sem local para morar com suas famílias e que já estão no imóvel há mais de ano e dia. Afirmam que
residem no local desde 1991 e que se houve comodato verbal, como a agravada alega, deveria ter
notificado as mesmas por escrito para que saíssem do local. E que os acordos feitos na Defensoria
Pública não teriam estabelecido que elas deveriam sair do local. Explanam que a recorrida juntou uma
escritura particular e compra e venda onde consta a compra do terreno no ano de 1975, entretanto as
assinaturas só foram reconhecidas em cartório no ano de 2005. Que não há nenhuma prova de que houve
esbulho por parte das recorrentes que justifique a expedição de uma liminar de reintegração de posse.
Argumentam que se o mandado for expedido e cumprido, serão expulsas do local onde residem há anos e
sem ter lugar para onde ir, além do fato de terem contraído empréstimos bancários para construir o local
onde residem. Por fim, que não basta a agravada alegar que comprou a posse de terceiros e que exerceu
seus direitos sobre ela até que o esbulho ocorresse, deve comprovar a data da turbação ou do esbulho
sofrido, o que não foi evidenciado e demonstrado nos autos. O efeito pretendido foi concedido, conforme
decisão de fls. 47/48v. Não foram oferecidas Contrarrazões. É o relatório. DECIDO: Conforme se
depreende da Consulta de Processos de 1º Grau Sistema Libra - INTERNET (em anexo), durante o curso
do presente agravo, sobreveio decisão do Juízo a quo, homologando acordo entre as partes, inclusive já
havendo transito em julgado da decisão. Estando, pois, homologado acordo entre as partes, resta
prejudicado o interesse das Agravantes, em ver modificada a v. decisão interlocutória vergastada. Desta
forma, JULGO PREJUDICADO o presente agravo, ante a perda do objeto deste recurso. Após as
formalidades legais, Arquive-se. Belém, 27 de novembro de 2018 Desa. GLEIDE PEREIRA DE MOURA
Relatora PROCESSO: 00034601320148140301 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
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JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE:GILSON GUILHERME DE LACERDA


CORREA Representante(s): OAB 18004 - HAROLDO SOARES DA COSTA (ADVOGADO) OAB 15650 -
KENIA SOARES DA COSTA (ADVOGADO) APELADO:BANCO FIBRA SA Representante(s): OAB 12679
- ISANA SILVA GUEDES (ADVOGADO) OAB 18335-A - CLAUDIO KAZUYOSHI KAWASAKI
(ADVOGADO) . RELATÓRIO Trata-se de APELAÇÃO CÍVEL interposta perante este Egrégio Tribunal de
Justiça por GILSON GUILHERME DE LACERDA CORREA, nos autos da Ação de Revisão de Cláusula
Contratual c/c Repetição de Indébito c/c Pedido de Tutela Antecipada (processo nº 0003460-
13.2014.8.14.0301) ajuizada em desfavor do BANCO FIBRA S/A, em razão da sentença proferida pelo
juízo da 2ª Vara Cível e Empresarial de Belém, que julgou o feito nos termos seguintes: "Isto posto, julgo
totalmente improcedente o pedido inicial, extinguindo o processo com resolução de mérito, com base no
art. 269, I, do CPC. Condeno a parte autora ao pagamento das custas judiciais e honorários advocatícios
que arbitro em R$ 600,00 (art. 20, § 4º CPC). Entrementes, fica suspensa a sua exigibilidade em razão da
parte demandante está beneficiada com a justiça gratuita." Às fls. 73/91, em suas razões, o apelante
alega: a) da necessidade de despacho saneador para a produção de prova pericial; b) dos juros
capitalizados e a necessidade da sua pactuação constar expressamente em cláusula do contrato, para o
conhecimento do cliente. Requer a reforma da decisão guerreada. Contrarrazões às fls. 93/97. Requer o
desprovimento do recurso do apelante, sendo mantida a decisão de 1º grau. Coube-me o feito em
Redistribuição. É o relatório. Decidirei monocraticamente. DECISÃO MONOCRÁTICA De início, cabe
salientar que a r. sentença a quo, ora objurgada foi prolatada ainda sob a égide do Código de Processo
Civil/73; por isso, no exame dos pressupostos de admissibilidade do recurso, será observada a diretriz
contida no Enunciado Administrativo n.2/STJ ("Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 -
relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016- devem ser exigidos os requisitos de
admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do
Superior Tribunal de Justiça"). Preenchidos os requisitos de admissibilidade, conheço do recurso e passo
à sua análise. A presente apelação foi interposta com o fim de reformar a sentença que julgou
improcedentes os pedidos do autor quanto à revisão das cláusulas de contrato firmado com vistas ao
financiamento de veículo por parte do apelante. I - Da necessidade de despacho saneador: Em suas
razões recursais, o apelante discorre sobre a necessidade do despacho saneador para o deferimento da
produção de prova pericial, aduzindo que o julgamento antecipado da lide lhe causou prejuízos quanto à
prova do alegado. Pois bem. Compulsando os autos, constato a juntada aos autos dos contratos de crédito
bancário firmado entre as partes, às fls. 59/60, onde constam todas as informações necessárias à perfeita
compreensão da lide. Desta forma, me parece que não houve desrespeito ao contraditório e ampla defesa
por parte do juízo singular, sendo facultado a este proceder com o julgamento antecipado do feito quando
a questão de mérito for unicamente de direito, ou, sendo de direito e de fato, não houver necessidade de
produzir provas em audiência, como no caso em apreço em que se discute a validade de cláusulas
contratuais. O art. art. 330, I do CPC/73 assim determina: Art. 330. O juiz conhecerá diretamente do
pedido, proferindo sentença: I - quando a questão de mérito for unicamente de direito, ou, sendo de direito
e de fato, não houver necessidade de produzir prova em audiência; Desta forma, não há de se dar
guarida, neste particular, à pretensão do apelante. II - Da capitalização dos juros: No mérito, o apelante
discorre sobre a capitalização mensal dos juros, mas neste quesito também não lhe assiste melhor sorte.
Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça possui julgado, submetido ao rito de recursos repetitivos (art.
543-C do CPC/73), bem como entendimento sumulado acerca do tema, possibilitando a capitalização dos
juros em periodicidade inferior à anual para os contratos firmados a partir de 31/03/2000; e desde que
expressamente pactuada, pois respaldados no art. 5º da MP 2170-36 (reedição das MPs 1.782, 1.907,
1.963, 2.087) e no art. 4º da MP 2.172-32, senão vejamos: CIVIL E PROCESSUAL. RECURSO
ESPECIAL REPETITIVO. AÇ"ES REVISIONAL E DE BUSCA E APREENS"O CONVERTIDA EM
DEPÓSITO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO COM GARANTIA DE ALIENAÇ"O FIDUCIÁRIA.
CAPITALIZAÇ"O DE JUROS. JUROS COMPOSTOS. DECRETO 22.626/1933 MEDIDA PROVISÓRIA
2.170-36/2001. COMISS"O DE PERMANÊNCIA. MORA. CARACTERIZAÇÃO. 1. A capitalização de juros
vedada pelo Decreto 22.626/1933 (Lei de Usura) em intervalo inferior a um ano é permitida pela Medida
Provisória 2.170-36/2001, desde que expressamente pactuada, tem por pressuposto a circunstância de os
juros devidos e já vencidos serem, periodicamente, incorporados ao valor principal. Os juros não pagos
são incorporados ao capital e sobre eles passam a incidir novos juros. 2. Por outro lado, há os conceitos
abstratos, de matemática financeira, de "taxa de juros simples" e "taxa de juros compostos", métodos
usados na formação da taxa de juros contratada, prévios ao início do cumprimento do contrato. A mera
circunstância de estar pactuada taxa efetiva e taxa nominal de juros não implica capitalização de juros,
mas apenas processo de formação da taxa de juros pelo método composto, o que não é proibido pelo
Decreto 22.626/1933. 3. Teses para os efeitos do art. 543-C do CPC: - "É permitida a capitalização de
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

juros com periodicidade inferior a um ano em contratos celebrados após 31.3.2000, data da publicação da
Medida Provisória n. 1.963-17/2000 (em vigor como MP 2.170-36/2001), desde que expressamente
pactuada." - "A capitalização dos juros em periodicidade inferior à anual deve vir pactuada de forma
expressa e clara. A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual superior ao duodécuplo da
mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva anual contratada". 4. Segundo o entendimento
pacificado na 2ª Seção, a comissão de permanência não pode ser cumulada com quaisquer outros
encargos remuneratórios ou moratórios. 5. É lícita a cobrança dos encargos da mora quando caracterizado
o estado de inadimplência, que decorre da falta de demonstração da abusividade das cláusulas
contratuais questionadas. 6. Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, provido". (REsp
973.827/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOM"O, Rel. p/ Acórdão Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI,
SEGUNDA SEÇ"O, julgado em 08/08/2012, DJe 24/09/2012). Ainda, a Súmula 541 do STJ: Súmula 541. A
previsão no contrato bancário de taxa de juros anual superior ao duodécuplo da mensal é suficiente para
permitir a cobrança da taxa efetiva anual contratada. Desse modo, analisando os contratos acostado aos
autos, evidencia-se a expressa previsão das taxas de juros ao mês (2,19%) e anual (29,79%),
vislumbrando-se que a segunda é superior ao duodécuplo da primeira, de acordo com o acima citado, o
que permite a prevalência da taxa efetiva anual contratada, e nada mais é que a previsão contratual da
capitalização da taxa mensal. Em outras palavras, basta que o contrato preveja que a taxa de juros anual
seja superior a 12 vezes a mensal para que demonstre que os juros são capitalizados. Destarte,
considerando o contrato datado de 8/10/2011, ou seja, depois de 31/03/2000, bem como há pactuação
expressa acerca da capitalização mensal de juros, não assiste razão à apelante, consoante entendimento
consolidado do STJ. Ante o exposto, NEGO SEGUIMENTO ao recurso, por estar em confronto com a
jurisprudência dominante do Superior Tribunal de Justiça, com fulcro no art. 557, caput, do CPC/73. É a
decisão. Belém - PA, 27 de novembro de 2018. José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior
Desembargador Relator PROCESSO: 00049465820178140000 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): GLEIDE PEREIRA DE MOURA Ação: Agravo de
Instrumento em: 30/11/2018 AGRAVANTE:CHARLLYS FABRICIO DE OLIVEIRA MOURA SANTOS
Representante(s): OAB 19088 - ANANDA NASSAR MAIA (ADVOGADO) AGRAVADO:BANCO DO
ESTADO DO PARA S.A.. PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ
GABINETE DA DESEMBARGADORA GLEIDE PEREIRA DE MOURA SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO
PÚBLICO E PRIVADO - 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO AGRAVO DE INSTRUMENTO NO 0004946-
58.2017.8.14.0000 AGRAVANTE: CHARLLYS FABRICIO DE OLIVEIRA MOURA SANTOS ADVOGADO:
ANANDA NASSAR MAIA AGRAVADO: BANCO DO ESTADO DO PARÁ S/A RELATORA:
DESEMBARGADORA GLEIDE PEREIRA DE MOURA Conforme observou esta Relatora nos presentes
autos, as partes litigantes se tratam de um Servidor Público, ora agravante e o Banco do Estado do Pará
S/A ora agravado, que discutem nos autos principais valores que estão sendo descontados da conta
corrente do autor referente a empréstimos consignados. Conforme se esclareceu acima, a parte recorrente
é Servidor Público, e se tratando de demanda proposta por servidor público a competência para o
julgamento deste recurso de agravo de instrumento pertence à uma das Turmas de Direito Público. Tal
interpretação, além de prevista na literalidade do art. 31, §1º, IV, do Regimento Interno desta Corte de
Justiça, está em consonância com precedente determinante oriundo do Superior Tribunal de Justiça,
consolidando no julgamento do EREsp nº. 1.163.337/RS, cuja ementa se transcreve: QUESTÃO DE
ORDEM.EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. SER. SERVIDOR PÚBLICO. DESCONTOS DE
EMPRÉSTIMOS CONSIGNADOS EM FOLHA DE PAGAMENTO. LIMITAÇÃO. COMPETÊNCIA DA
PRIMEIRA SEÇÃO. 1 - Recursos referentes a limite percentual de descontos em pagamento de
empréstimos consignado feito por servidor público, com débito em conta-corrente e desconto na folha de
pagamento, são da competência da 1º Seção do Superior Tribunal de Justiça (RISTJ, art. 9º, XI). 2 -
Compete, porém, à 2º Seção do Superior Tribunal de Justiça, o julgamento de recursos referentes a
empréstimos consignado, contraído por devedor não-servidor público, realizado mediante convênio com
empresas privadas. 3 - Embargos de Divergência que deverão ser redistribuídos a dos autos a um dos E.
Ministros integrantes da C. Primeira Seção. (EREsp 1163337/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, CORTE
ESPECIAL, julgado em 01/07/2014, Dje 12/08/2014). A competência, na hipótese dos autos, é definida
pelo critério da pessoa, isto é, pela integração do servidor público em um dos polos da ação. A rigor,
somente seria competência da Seção de Direito Privado se a demanda tratasse de empréstimo
consignado contraído por pessoa não classificada como servidor público, conforme definido no procedente
do STJ, acima descrito. Não é por outra razão que no âmbito do STJ vários são os julgados das Turmas
de Direito Privado relacionados à limitação de desconto de empréstimos consignados. Para ilustrar: REsp
1682985/RS, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 03/10/2017, DJe 16/10/2017;
REsp. 1658364/SP, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 16/05/2017, DJe
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16/06/2017; Aglnt no AREsp 194.810/RS Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, julgado em
14/02/2017, DJe 22/02/2017; REsp 1507718/RS, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado
em 21/05/2015, DJe 01/06/2016; REsp 1521393/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda
Turma, julgado em 05/05/2015, DJe 12/05/2015; AgRg no AREsp 482.985/RJ, Rel. Ministro Sérgio Kukina,
Primeira Turma, julgado em 18/09/2014, DJe 29/09/2014. Desta forma, considerando que o presente
agravo de instrumento se refere a demanda de servidor público, não cabe a atuação de órgãos ligados à
Seção de Direito Privado, como é o caso da 2ª Turma de Direito Privado, devendo os autos serem
remetidos a uma das Turmas de Direito Público, que possui competência regimental para o
processamento e julgamento do feito. Assim, determina-se a redistribuição dos autos as Turmas de Direito
Público. Belém, de novembro de 2018. Desa. GLEIDE PEREIRA DE MOURA RELATORA PROCESSO:
00049922120108140301 PROCESSO ANTIGO: 201330038840
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE:ITAU SEGUROS S/A Representante(s):
BRUNO COELHO DE SOUZA (ADVOGADO) APELADO:ROBERTO EMERSON NORONHA DA SILVA
REPRESENTANTE:RAQUEL NORONHA DA SILVA Representante(s): MARCIO PAULO DA SILVA
(ADVOGADO) APELADO:DEYVID NORONHA DA SILVA. Defiro o requerimento de fl. 135, para conceder
vistas dos autos pelo prazo de 05(cinco) dias fora da secretaria. Após, retornem conclusos. Belém, 28 de
novembro de 2018 JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR DESEMBARGADOR
R EL A TO R PROCE S S O: 00069089520 0 3 8 1 4 0 0 0 6 P RO CE S S O A NT I G O : 2 0 1 3 3 02 9 0 7 1 3
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE:YASUDA SEGUROS SA Representante(s):
OAB 5937 - PAULINO DOS SANTOS CORREA (ADVOGADO) OAB 255381-A - JORGE ANTONIO
DANTAS SILVA (ADVOGADO) APELADO:SILVIO ROBERTO QUARESMA DE OLIVEIRA
Representante(s): OAB 4841 - LUIZ OTAVIO WANDERLEY MOREIRA (ADVOGADO) APELANTE:BETTA
- SERVICOS GERAIS LTDA Representante(s): OAB 11140 - MARCELO GUIMARAES RODRIGUES
(ADVOGADO) RAQUEL NETTO LOBATO (ADVOGADO) . Processo nº 0006908-95.2003.8.14.0006
Órgão Julgador: 1ª Turma de Direito Privado Recurso: Apelação Cível Comarca: Ananindeua/PA Apelante:
Yasuda Seguros S/A e Betta Serviços Gerais Ltda Apelado: Silvio Roberto Quaresma de Oliveira Relator:
José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior DESPACHO Tratam-se de APELAÇÕES CIVEIS interpostas
por YASUDA SEGUROS S/A (fls. 445/460) e BETTA - SERVIÇOS GERAIS LTDA (fls. 464/480) em face
da sentença (fls. 356/368) prolatada pelo Juízo de Direito da 10ª Vara da Comarca de Ananindeua/PA que,
nos autos da AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS DECORRENTES DE
ACIDENTE DE TRÂNSITO ajuizada por SILVIO ROBERTO QUARESMA DE OLIVEIRA, que julgou
procedente em parte o pedido e condenou a Betta Serviços Gerais Ltda a pagar ao autor indenização por
danos morais na quantia de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) e por danos materiais na quantia de R$
150.000,00 (cento e cinquenta mil reais). Condenou ao pagamento de custa e de honorários advocatícios,
os quais fixou em 20% (vinte por cento) do valor total da condenação, corrigidos monetariamente e
acrescidos de juros. O presente feito foi distribuído, em 07/11/2013 (fl. 520), à relatoria do Des.
Constantino Augusto Guerreiro, por prevenção, em razão do Agravo de Instrumento, Processo nº
0006908-95.3003.814.0006, o qual determinou a redistribuição do processo, em 13/01/2017, em razão da
opção, naquele momento, pelas Turmas e Sessões de Direito Publica (fl. 526). Coube-me em
redistribuição. Compulsando os autos verifica-se que o Agravo de Instrumento foi interposto pela ora
apelante, YASUDA SEGUROS S/A, diante do inconformismo com a decisão de primeiro grau, que rejeitou
os embargos de declaração e os considerou protelatórios, mantendo, em consequência, a decisão que
recebeu o recurso de apelação apenas no efeito devolutivo, aplicou, ainda, multa no percentual de 2%
(dois por cento) sobre o valor da causa. O Exmo. Des. Constantino Augusto Guerreiro, em 13 de
dezembro de 2012, concedeu parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, a fim de suspender os efeitos da
decisão agravada apenas no que se refere à multa aplicada pelo magistrado de primeiro grau (fls. 516v e
517). Em consulta aos Sistema Libra, tem-se que o Agravo e Instrumento, Processo nº 0006908-
95.3003.814.0006, foi julgado por decisão monocrática de relatoria do Des. Constantino Augusto
Guerreiro, em 06/06/2013, sendo parcialmente provido, nos termos a seguir: '(...) ASSIM, pelos
fundamentos ao norte exposto, com fulcro no art.557, §1º-A, do CPC, dou PARCIAL PROVIMENTO a este
recurso, reformando a decisão agravada apenas no que se refere à multa pela interposição de embargos
de declaração declarados meramente protelatórios, reduzindo-a para o percentual correspondente a 1%
(um por cento) sobre o valor da causa, conforme prevê o art. 538, parágrafo único, primeira parte, do CPC
e entendimento dominante do Superior Tribunal de Justiça, mantendo, todavia, seus demais termos. P.R.I.
Oficie-se no que couber. Após o trânsito em julgado remetam-se os autos ao juízo a quo. Belém/PA, 06 de
junho de 2013. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO - Desembargador Relator. Registra-se que, ao
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tempo em que da Decisão Monocrática acima identificada foi publicada, vigia o anterior Regimento Interno
deste E. Tribunal, que em seu art. 104, IV assim dispunha sobre o instituto da prevenção 'in verbis": Art.
104. A distribuição atenderá os princípios de publicidade e alternatividade, tendo em consideração as
especializações, observando-se as seguintes regras: (...) IV - O julgamento de Mandado de Segurança, de
Mandado de Injunção, de "Habeas -Data", de Correição Parcial, de Reexame necessário, de Medidas
Cautelares e de Recurso Cível ou Criminal, previne a competência do Relator para todos os recursos
posteriores referentes ao mesmo processo, tanto na ação quanto na execução. Os atuais Código de
Processo Civil, em seu art. 930, parágrafo único, e o Regimento Interno deste E. Tribunal, no art. 116,
assim dispõem 'in verbis': Art. 930. Far-se-á a distribuição de acordo com o regimento interno do tribunal,
observando-se a alternatividade, o sorteio eletrônico e a publicidade. Parágrafo único. O primeiro recurso
protocolado no tribunal tornará prevento o relator para eventual recurso subsequente interposto no mesmo
processo ou em processo conexo. (Grifei). Art. 116. A distribuição da ação ou do recurso gera prevenção
para todos os processos a eles vinculados por conexão, continência ou referentes ao mesmo feito. (Grifei).
A propósito, de rigor consignar a norma do § 3º, do art. 55, do CPC que assim dispõe: Art. 55 (...) § 3º
Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões
conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. Desse
modo, ENCAMINHEM-SE os presentes autos à Vice-Presidência deste E. Tribunal de Justiça para as
providências que julgar necessárias. Belém, 28 de novembro de 2018. JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA
BEZERRA JUNIOR. DESEMBARGADOR - RELATOR PROCESSO: 00075136220178140000
PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA
AMADOR QUARESMA Ação: Agravo de Instrumento em: 30/11/2018 AGRAVANTE:BANCO DO BRASIL
SA Representante(s): OAB 21078-A - JOSE ARNALDO JANSSEN NOGUEIRA (ADVOGADO) OAB
21148-A - SERVIO TULIO DE BARCELOS (ADVOGADO) OAB 261030 - GUSTAVO AMATO PISSINI
(ADVOGADO) AGRAVADO:EDIR COUTO DOS SANTOS Representante(s): OAB 6788 - MARCIA
ANDREA CELSO DA SILVA (ADVOGADO) OAB 3177 - MAURO MENDES DA SILVA (ADVOGADO) .
Conforme dispõe o Provimento nº 0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado o embargado, por meio
de seu patrono, para apresentar manifestação aos Embargos de Declaração opostos nestes autos, no
prazo legal. 28/11/2018 PROCESSO: 00077656520178140000 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Agravo de Instrumento em: 30/11/2018 AGRAVANTE:DENNIS ALBERT BATISTA PEREIRA
Representante(s): OAB 16976 - MAYARA CARNEIRO LEDO MACOLA (ADVOGADO)
AGRAVANTE:JANISE KELLEN SILVA PEREIRA AGRAVADO:PARIS INCORPORADORA LTDA
Representante(s): OAB 173423 - MAURICIO BARROS REGADO (ADVOGADO) OAB 18736 - CELSO
ROBERTO DE MIRANDA RIBEIRO JUNIOR (ADVOGADO) OAB 21074-A - FABIO RIVELLI
(ADVOGADO) AGRAVADO:PDG CONSTRUTORA LTDA Representante(s): OAB 173423 - MAURICIO
BARROS REGADO (ADVOGADO) OAB 18736 - CELSO ROBERTO DE MIRANDA RIBEIRO JUNIOR
(ADVOGADO) OAB 21074-A - FABIO RIVELLI (ADVOGADO) . Conforme dispõe o Provimento nº
0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado o embargado, por meio de seu patrono, para apresentar
manifestação aos Embargos de Declaração opostos nestes autos, no prazo legal. 28/11/2018
PROCESSO: 00083540320128140301 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE:MARKO ENGENHARIA E COMÉRCIO
IMOBILIÁRIO LTDA. Representante(s): OAB 14810 - THEO SALES REDIG (ADVOGADO) OAB 13640 -
YGOR THIAGO FAILACHE LEITE (ADVOGADO) APELADO:LIOMAR GONZAGA DO NASCIMENTO
SOUZA Representante(s): OAB 16311 - ROMULO ROMEIRO CARDOSO JUNIOR (ADVOGADO) OAB
17066 - LUISE NUNES DE MELO (ADVOGADO) . Declaro-me suspeito para julgar o presente feito, nos
termos do art. 145, §1º, do Código de Processo Civil de 2015 c/c art. 221 do Regimento Interno deste
Tribunal, por motivo de foro íntimo. À Secretaria, para fins de redistribuição. Cumpra-se. Belém, 27 de
novembro de 2018 JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR DESEMBARGADOR
RELATOR PROCESSO: 00084013120178140000 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): GLEIDE PEREIRA DE MOURA Ação: Agravo de
Instrumento em: 30/11/2018 AGRAVANTE:BANCO BRADESCO FINACIAMENTOS SA Representante(s):
OAB 13904-A - ACACIO FERNANDES ROBOREDO (ADVOGADO) AGRAVADO:MARIA DO
LIVRAMENTO PEREIRA SIMOES Representante(s): OAB 11111 - DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO
DO PARA (REP LEGAL) . F PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ
GABINETE DA DESEMBARGADORA GLEIDE PEREIRA DE MOURA SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO
PÚBLICO E PRIVADO - 2º TURMA DE DIREITO PRIVADO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 0008401-
31.2017.8.14.0000 AGRAVANTE: BANCO BRADESCO FINANCIAMENTO SA ADVOGADO: ACACIO
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

FERNANDES ROBOREDO AGRAVADO: MARIA DO LIVRAMENTO PEREIRA SIMÕES ADVOGADO:


DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO PARÁ RELATORA: DESEMBARGADORA GLEIDE PEREIRA
DE MOURA DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de recurso de Agravo de Instrumento interposto em face
de decisão interlocutória proferida pelo Juízo Monocrático, com base no disposto do art.1.015 do Código
de Processo Civil. Adotando como relatório o que consta nos autos, e sem qualquer aprofundamento
sobre o mérito do recurso, verifiquei a perda do objeto do recurso, em razão da Sentença proferida.
Vejamos: "JULGO PROCEDENTE, em parte, a pretensão inicial para: 1- Declarar a inexistência de
contrato de empréstimo entre a requerente, MARIA DO LIVRAMENTO PEREIRA SIMÕES, e o requerido
BANCO BRADESCO S/A, representado pelo empréstimo no valor de R$ 6.154,50 (seis mil reais, cento e
cinquenta e quatro reais e cinquenta centavos), devendo o banco réu providenciar o cancelamento de
qualquer consignação porventura incidente no benefício previdenciário da requerente, nos termos da
decisão liminar de fls. 08, que ora ratifico; 2- Condenar o requerido BANCO BRADESCO
FINANCIAMENTOS S/A a RESTITUIR à requerente o valor das parcelas já descontadas indevidamente, a
serem apuradas em liquidação de sentença, corrigido monetariamente pelo INPC a partir da data de
desconto indevido de cada parcela, e acrescido de juros de mora de 1% (um por cento) ao mês, contados
da citação inicial, nos termos do art. 398 do CC. CONDENO o réu a indenizar o requerente, a título de
dano moral, a importância de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), com correção monetária a contar da data desta
sentença (Súm. 362/STJ) e juros de mora a partir da citação (art. 398 do CC). DECLARO a inexistência de
negócio jurídico entre o requerente e o requerido, BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S/A, devendo
o banco réu providenciar o cancelamento de qualquer consignação porventura incidente no benefício
previdenciário da requerente, no prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de multa diária de R$-100,00 (cem
reais), até o limite de R$ 10.000,00 (dez mil reais), a ser revertida em favor da autora. Condeno o banco
requerido nas custas processuais e em honorários advocatícios, que arbitro em 10 (dez) por cento sobre o
valor da condenação, assim entendido o montante dos danos morais e o valor a ser restituído á
requerente. Declaro extinto o processo, com resolução do mérito (CPC, art. 487, I). Publique-se. Registre-
se. Intimem-se". Portanto, tendo sido preferida Sentença, fica caracterizada a perda de objeto da presente
irresignação, colocando-se um término ao procedimento recursal. Por tais fundamentos, deixo de conhecer
do presente agravo de instrumento, nos termos do art.932, III do NCPC. Belém, de de 2018.
DESA.GLEIDE PEREIRA DE MOURA Relatora PROCESSO: 00115308220158140301 PROCESSO
ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA
BEZERRA JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE:SPE AMANHÃ INCORPORADORA
LTDA APELANTE:PDG REALITY SA EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES Representante(s): OAB
13871-A - FABIO RIVELLI (ADVOGADO) APELADO:MARIA DE FATIMA SEGURA RODRIGUES
APELADO:MARCOS ANTONIO BARROZO RODRIGUES Representante(s): OAB 18243 - EDIVALDO
NAZARENO DIAS LIMA (ADVOGADO) OAB 84518 - LANA C L DA CUNHA FILO CREAO (ADVOGADO) .
Atento ao que dispõe o art. 10 do CPC, intime-se os Apelados MARIA DE FÁTIMA SEGURA RODRIGUES
e MARCOS ANTONIO BARROZO RODRIGUES para que se manifestem sobre a petição de fls. 292/297,
no prazo de 05 (cinco) dias. Após, retornem conclusos. Belém-PA, 28 de novembro de 2018. JOSÉ
ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR DESEMBARGADOR - RELATOR PROCESSO:
00170946020118140301 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018
APELANTE:UNIMED BELEM COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Representante(s): OAB 11270 -
DIOGO DE AZEVEDO TRINDADE (ADVOGADO) APELADO:SHERIDA DO SOCORRO SOEIRO DE
SOUZA SILVA APELADO:FRANCISCO DE ASSIS LOBATO DA SILVA Representante(s): OAB 12600 -
ALBYNO FRANCISCO ARRAIS CRUZ (ADVOGADO) . Defiro o requerimento de fl. 374, para que a
Secretaria realize as devidas alterações acerca da exclusão do nome da advogada IARA FERREIRA DE
OLIVEIRA de todos os cadastros do presente feito. Após, retornem conclusos. Belém, 28 de novembro de
2018 JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR DESEMBARGADOR RELATOR
PROCESSO: 00171545120118140301 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE:L. H. C. R. Representante(s): OAB 5396 -
ALBERTO RUY DIAS DA SILVA (ADVOGADO) REPRESENTANTE:ROSIANE ASSUNCAO DA COSTA
APELADO:UNIMED BELEM COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Representante(s): OAB 14782 -
JOSE MILTON DE LIMA SAMPAIO NETO (ADVOGADO) APELADO:MS SAUDE SS LTDA
Representante(s): OAB 8986 - BRENO DE CARVALHO NUNES (ADVOGADO) PROCURADOR(A) DE
JUSTICA:MARIA TERCIA AVILA BASTOS DOS SANTOS. Defiro o requerimento de fl. 374, para que a
Secretaria realize as devidas alterações acerca da exclusão do nome da advogada IARA FERREIRA DE
OLIVEIRA de todos os cadastros do presente feito. Após, retornem conclusos. Belém, 28 de novembro de
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

2018 JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR DESEMBARGADOR RELATOR


PROCESSO: 00176700620138140301 PROCESSO ANTIGO: 201330306940
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELADO:BV FINANCEIRA S/A Representante(s):
CELSO MARCON (ADVOGADO) APELANTE:WALDEMAR ZEFERINO DAS CHAGAS Representante(s):
LIDIANNE KELLY NASCIMENTO RODRIGUES DE AGUIAR LOPES E OUTRA (ADVOGADO) . DECISÃO
MONOCRÁTICA Trata-se de recurso de Apelação Cível interposto por WALDEMAR ZEFERINO DAS
CHAGAS (fls. 120/150) em face da r. sentença prolatada pelo MM. Juiz de Direito da 7ª Vara Cível de
Belém (fls. 113/118), que julgou improcedente a Ação de Revisão de Contrato, com pedido de Tutela
Antecipada, extinguindo o processo com resolução de mérito, nos termos do art. 269, I, do CPC/73, sem
condenação em custas e honorários por força dos benefícios da Justiça Gratuita. O Superior Tribunal de
Justiça, no julgamento do Recurso Especial REsp 1.578.526/SP, sob a relatoria do Ministro Paulo de
Tarso Sanseverino, tendo em vista a multiplicidade de recursos afetos a sua Corte Especial, e nos termos
do art. 1.036 do Código de Processo Civil, resolveu uniformizar o entendimento sobre a seguinte questão
jurídica: "Validade da cobrança, em contratos bancários, de despesas com serviços prestados por
terceiros, registro do contrato e/ou avaliação do bem". Desse modo, encontrando-se a questão aqui
discutida, afetada pela Corte Superior de Justiça (Tema 958), determino o sobrestamento dos presentes
autos com o encaminhamento à Coordenadoria de Recursos Extraordinários e Especiais deste Tribunal,
até o pronunciamento em definitivo da Corte Suprema, por força do art.1.036, §1º, do CPC, evitando-se,
assim, o confronto do decisum dos Tribunais Locais com os dos Tribunais Superiores. Belém (PA), 27 de
novembro de 2018. Des. José Roberto Maia Bezerra Junior Desembargador Relator PROCESSO:
00178980920068140301 PROCESSO ANTIGO: 201430204078
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE:OCRIM S/A PRODUTOS ALIMENTICIOS
Representante(s): ANTONIO CARLOS DO NASCIMENTO (ADVOGADO) NEWTON CELIO PACHECO
DE ALBUQUERQUE (ADVOGADO) APELADO:ORDINO LEMOS CORREA. Processo nº 0017898-
09.2006.8.14.0301 Órgão Julgador: 1ª Turma de Direito Privado Recurso: Apelação Cível Comarca:
Belém/PA Apelante: Ocrim S/A produtos Alimentícios. Apelado: Ordino Lemos Correa Relator: José
Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior DECISÃO MONOCRÁTICA. Trata-se de APELAÇÃO CÍVEL (fls.
51/57) interposta por OCRIM S/A PRODUTOS ALIMENTICIOS em face da sentença (fl. 50) prolatada pelo
Juízo de Direito da 5ª Vara Cível de Belém, nos autos da AÇÃO MONITÓRIA ajuizada em face de
ORDINO LEMOS CORREA, que julgou extinto o processo, sem resolução do mérito, na forma do art. 267,
inc. IV do CPC/73, sob o fundamento de falta de desenvolvimento válido e regular do processo. A ação
monitória foi ajuizada em 01.09.2006, todavia, o requerido não foi citado, conforme consta das certidões
de fls. 29 e 42v. Sentenciado o feito, OCRIM S/A PRODUTOS ALIMENTICIOS interpôs APELAÇÃO
visando reformar a sentença, sob o fundamento de violação ao disposto no artigo 267, § 1º do CPC/73,
ante a não intimação pessoal da autora acerca do interesse no prosseguimento do feito. Sem
contrarrazões ante a não formação da triangulação processual. Vieram os autos a esta E. Corte de
Justiça, distribuídos à relatoria da Desa. Helena Percila Dornelles. Coube-me em redistribuição.
Verificando a possibilidade de ocorrência de prejudicial de mérito, qual seja, ocorrência da prescrição
originária da ação monitória, em cumprimento ao disposto nos artigos 9º, 10, e 487, parágrafo único do
CPC, determinei a intimação do apelante para se manifestar, no prazo de cinco dias, transcorrendo o
prazo legal sem manifestação (fls. 69 e 70). É o relatório. DECIDO. Cuida-se de ação monitória para
cobrança de 11 (onze) cheques, no valor de R$ 52.259,33 (cinquenta e dois mil, duzentos e cinquenta e
nove reais e trinta e três centavos), ajuizada em 01/09/2006. Foi determinada a citação do requerido em
26.09.2006 (fl. 26), o qual, todavia não foi citado, conforme consta das certidões de fls. 29 e 42v. Do
vencimento dos cheques (último vencimento:13.10.2005) até a prolação da sentença em 05.05.2011,
transcorreram-se mais de cinco anos sem que a requerida tenha sido citada. Nos termos do art. 206, § 5º,
I, do CC, é de cinco anos o prazo para a parte autora promover a citação e evitar a prescrição da
pretensão para cobrança da dívida líquida constante de instrumento particular. Assim, a ação monitória
fundada em cheque prescrito está subordinada ao prazo prescricional de 5 (cinco) anos previstos no citado
artigo. Em igual sentido, sobre o prazo prescricional quinquenal, o enunciado 503 da Súmula do STJ, "o
prazo para ajuizamento de ação monitória em face do emitente de cheque sem força executiva é
quinquenal, a contar do dia seguinte à data de emissão estampada na cártula". De acordo com o art. 219,
§§ 1ª a 4ª, do CPC/73, legislação vigente à época, a interrupção da prescrição somente se efetivava com a
citação válida, sendo incumbido à parte autora promover a citação nos 10 dias subsequentes ao
despacho, podendo tal prazo ser prorrogado por 90 dias. No caso concreto, em que pese as diligências
realizadas, incluído a expedição de Carta Precatória de citação à Comarca de Laranjal do Jari, o fato é que
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

a apelante não se desincumbiu do ônus de realizar a citação válida do apelado e, portanto, não houve
interrupção da prescrição, nos termos do artigo 219, §4º do CPC/73, única causa apta a interromper o
prazo prescricional na espécie. Neste contexto, em não havendo culpa do judiciário na morosidade do ato
citatório, o prazo prescricional não foi interrompido, autorizando, portanto, a extinção do processo, nos
termos do art. 269, inc. IV, do CPC/73. Esse é o entendimento da jurisprudência pátria e do nosso E.
Tribunal de Justiça: "CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO MONITÓRIA. CHEQUE. PRESCRIÇÃO
QUINQUENAL. AUSÊNCIA DE INTERRUPÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL. PRESCRIÇÃO.
OCORRÊNCIA. SENTENÇA MANTIDA. 1. Consoante o disposto no enunciado 503 da Súmula do STJ, "o
prazo para ajuizamento de ação monitória em face do emitente de cheque sem força executiva é
quinquenal, a contar do dia seguinte à data de emissão estampada na cártula". 2. Conforme dispõe o art.
219, do CPC revogado, a citação válida interrompe a prescrição, desde que ultimada nos prazos previstos
nos §§ 3º e 4º do art. Mencionado. 3. Em não havendo culpa do judiciário na morosidade do ato citatório, o
prazo prescricional não será interrompido, autorizando, portanto, a extinção do processo, nos termos do
art. 487, II, do CPC. 4. Apelação conhecida e desprovida". (TJ/DFT, Apelação Cível 0020641-
20.2012.8.07.0001, Relator Des. Sebastião Coelho, j. 06/06/2018). "APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO
MONITÓRIA. CHEQUES. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL A CONTAR DA DATA DE VENCIMENTO DO
TÍTULO ESTAMPADA NA CÁRTULA. RECURSOS CONHECIDOS E PROVIDO PARCIALMENTE O DO
AUTOR. JULGADO PREJUDICADO O RECURSO DO RÉU. 1 - O Superior Tribunal de Justiça decidiu,
em sede de recurso repetitivo, que o prazo prescricional para ajuizamento da ação monitória lastreada em
cheque sem força executiva, é de cinco anos, a contar do dia seguinte a data da emissão estampada na
Cártula. No mesmo sentido é da súmula 503 do mesmo Tribunal. 2 - Desse modo, como os cheques foram
emitidos em 01 de novembro de 2004, 10 de janeiro de 2005 e 30 de junho de 2005 e a ação ajuizada em
21 de maio de 2010, forçoso é concluir que apenas os cheques emitidos em novembro de 2004 e janeiro
de 2005 é que foram fulminados pela prescrição. Em relação a cártula emitida em 30 de junho de 2005, a
prescrição foi equivocadamente aplicada, de modo que, anulo a decisão de primeiro grau, na parte em que
declarou a prescrição desse débito. (...) 5 -. Recursos Conhecidos e parcialmente provido o do autor.
Julgado prejudicado o recurso do réu". (TJ/PA, Apelação Cível n.º 0019883-62.2010.8.14.0301, Relator:
Des. José Maria Teixeira do Rosário, 2ª Turma de Direito Privado, j. 03/04/2018). CIVIL. PROCESSUAL
CIVIL. APELAÇÃO. AÇÃO MONITÓRIA. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. PRECEDENTES. PRAZO
PRESCRICIONAL QUE SE CONTA A PARTIR DO INADIMPLEMENTO. AUSÊNCIA DE CITAÇÃO
VÁLIDA DO RÉU. TRANSCURSO DE MAIS DE 05 ANOS DESDE O AJUIZAMENTO DA DEMANDA SEM
A EFETIVA CITAÇÃO DO RÉU. FATO QUE NÃO SE PODE ATRIBUIR AO JUDICIÁRIO. ÔNUS DO
AUTOR. RECURSO DESPROVIDO. Trata-se de apelação contra sentença que reconheceu a
consumação da prescrição originária, em razão do transcurso de mais de 05 anos do ajuizamento da ação
sem a citação do réu, apesar de inúmeras tentativas deferidas pelo Juízo nos endereços indicados pelo
autor. Portanto, não se pode imputar ao Judiciário a ausência de citação do réu. Recurso desprovido.
(TJ/PA, Apelação Cível n.º 0023554-53.2006.814.0301, Relatora Desª Maria Filomena de Almeida
Buarque, 1ª Turma de Direito Privado, j. 20/11/2017). Ante o exposto, nos termos do art. 932, III, do CPC
c/c o artigo 206, § 5º, I, do CC, declaro a prescrição da ação monitória e julgo extinto o processo, com
resolução do mérito, nos termos do artigo 487, II, do CPC. Em consequência, resta prejudicado o recurso
de apelação, pela perda do objeto. Após o trânsito em julgado, certifique-se e arquive-se com as cautelas
legais. Belém, 28 de novembro de 2018. JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR
DESEMBARGADOR RELATOR PROCESSO: 00208858720138140301 PROCESSO ANTIGO:
201430075677 MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA
BEZERRA JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELADO:BANCO SAFRA SA
Representante(s): CELSO MARCON (ADVOGADO) APELANTE:MANOEL LUIZ PINON DE ARAUJO
Representante(s): HAROLDO SOARES DA COSTA (ADVOGADO) KENIA SOARES DA COSTA
(ADVOGADO) . RELATÓRIO Tratam-se de APELAÇÕES CÍVEIS interpostas perante este Egrégio
Tribunal de Justiça por MANOEL LUIZ PINON DE ARAUJO e BANCO SAFRA S/A, nos autos da Ação
Revisional de Contrato de Financiamento c/c Repetição de Indébito c/c Pedido de Tutela Antecipada
(processo nº 0020885-87.2013.8.14.0301), em razão da sentença proferida pelo juízo da 12ª Vara Cível de
Belém, que julgou o feito nos termos seguintes: "(...). Ex positis, respaldado no que preceitua o art. 269, I,
do CPC, julgo parcialmente procedente a pretensão de revisão contratual intentada pelo requerente para
declarar a abusividade tão somente da cláusula de comissão de permanência, bem como julgar totalmente
improcedente a pretensão de consignação em pagamentos, nos termos da fundamentação desta decisão.
Em razão da sucumbência recíproca, condeno o autor ao pagamento dos ônus sucumbenciais
relativamente a 80% (oitenta por cento) das custas processuais e o requerido a 20% (vinte por cento) das
mesmas (...)" Às fls. 143/152, em suas razões, o réu/apelante alega: a) do prequestionamento; b) mérito:
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

da violação ao ato jurídico perfeito e ao princípio do pacto sunt servanda; c) da validade da contratação
dos encargos inseridos no contrato - da legalidade da cobrança do custo efetivo total correspondente a
todos os encargos e despesas de operações de crédito devidamente contratada; d) da cumulação
permitida de comissão de permanência e dos juros moratórios e da multa contratual; e, e) da legalidade
das taxas e tarifas cobradas no contrato firmado entre as partes. Requer a reforma da decisão guerreada.
Às fls. 163/183, em suas razões, o autor/apelante alega: a) da necessidade de despacho saneador para a
produção de prova pericial; b) dos juros capitalizados e a necessidade da sua pactuação constar
expressamente em cláusula do contrato, para o conhecimento do cliente. Requer a reforma da decisão
guerreada. Contrarrazões do banco às fls. 185/198. Requer o desprovimento do recurso do autor/apelante.
Sem contrarrazões do autor. Coube-me o feito em razão da Portaria nº 2911/2016 - GP, fl. 212. É o
relatório. Decidirei monocraticamente. DECISÃO MONOCRÁTICA Inicialmente, esclareço que se aplicam
ao caso os termos do Enunciado Administrativo nº 2 do STJ: Aos recursos interpostos com fundamento no
CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de
admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do
Superior Tribunal de Justiça. Em sede deste E. Tribunal, vejamos o Enunciado nº 01: Nos recursos
interpostos com fundamento no CPC de 1973 (impugnando decisões publicadas até 17/03/2016) serão
aferidos, pelos juízos de 1º grau, os requisitos de admissibilidade na forma prevista neste código, com as
interpretações consolidadas até então pela jurisprudência dos Tribunais Superiores e do Tribunal de
Justiça do Estado do Pará. Preenchidos os requisitos de admissibilidade, conheço dos recursos e passo
às suas análises. I - DO RECURSO DO AUTOR: A presente apelação foi interposta com o fim de reformar
a sentença que julgou parcialmente procedentes os pedidos do autor quanto à revisão das cláusulas de
contrato firmado com vistas ao financiamento de veículo. 1 - Da necessidade de despacho saneador: Em
suas razões recursais, o apelante discorre sobre a necessidade do despacho saneador para o deferimento
da produção de prova pericial, aduzindo que o julgamento antecipado da lide lhe causou prejuízos quanto
à prova do alegado. Pois bem. Compulsando os autos, constato a juntada aos autos do contrato de
financiamento firmado entre as partes, às fls. 107/117, onde constam todas as informações necessárias à
perfeita compreensão da lide. Desta forma, não houve desrespeito ao contraditório e ampla defesa por
parte do juízo singular, sendo facultado a este proceder com o julgamento antecipado do feito quando a
questão de mérito for unicamente de direito, ou, sendo de direito e de fato, não houver necessidade de
produzir provas em audiência, como no caso em apreço em que se discute a validade de cláusulas
contratuais. O art. art. 355, I do CPC assim determina: Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pedido,
proferindo sentença com resolução de mérito, quando: I - não houver necessidade de produção de outras
provas. Desta forma, não há de se dar guarida, neste particular, à pretensão do apelante. 2 - Da
capitalização dos juros: No mérito, o autor/apelante discorre sobre a capitalização mensal dos juros, mas
neste quesito também não lhe assiste melhor sorte. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça possui
julgado, submetido ao rito de recursos repetitivos (art. 543-C do CPC/73), bem como entendimento
sumulado acerca do tema, possibilitando a capitalização dos juros em periodicidade inferior à anual para
os contratos firmados a partir de 31/03/2000; e desde que expressamente pactuada, pois respaldados no
art. 5º da MP 2170-36 (reedição das MPs 1.782, 1.907, 1.963, 2.087) e no art. 4º da MP 2.172-32, senão
vejamos: CIVIL E PROCESSUAL. RECURSO ESPECIAL REPETITIVO. AÇ"ES REVISIONAL E DE
BUSCA E APREENS"O CONVERTIDA EM DEPÓSITO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO COM
GARANTIA DE ALIENAÇ"O FIDUCIÁRIA. CAPITALIZAÇ"O DE JUROS. JUROS COMPOSTOS.
DECRETO 22.626/1933 MEDIDA PROVISÓRIA 2.170-36/2001. COMISS"O DE PERMANÊNCIA. MORA.
CARACTERIZAÇÃO. 1. A capitalização de juros vedada pelo Decreto 22.626/1933 (Lei de Usura) em
intervalo inferior a um ano é permitida pela Medida Provisória 2.170-36/2001, desde que expressamente
pactuada, tem por pressuposto a circunstância de os juros devidos e já vencidos serem, periodicamente,
incorporados ao valor principal. Os juros não pagos são incorporados ao capital e sobre eles passam a
incidir novos juros. 2. Por outro lado, há os conceitos abstratos, de matemática financeira, de "taxa de
juros simples" e "taxa de juros compostos", métodos usados na formação da taxa de juros contratada,
prévios ao início do cumprimento do contrato. A mera circunstância de estar pactuada taxa efetiva e taxa
nominal de juros não implica capitalização de juros, mas apenas processo de formação da taxa de juros
pelo método composto, o que não é proibido pelo Decreto 22.626/1933. 3. Teses para os efeitos do art.
543-C do CPC: - "É permitida a capitalização de juros com periodicidade inferior a um ano em contratos
celebrados após 31.3.2000, data da publicação da Medida Provisória n. 1.963-17/2000 (em vigor como MP
2.170-36/2001), desde que expressamente pactuada." - "A capitalização dos juros em periodicidade
inferior à anual deve vir pactuada de forma expressa e clara. A previsão no contrato bancário de taxa de
juros anual superior ao duodécuplo da mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva anual
contratada". 4. Segundo o entendimento pacificado na 2ª Seção, a comissão de permanência não pode
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

ser cumulada com quaisquer outros encargos remuneratórios ou moratórios. 5. É lícita a cobrança dos
encargos da mora quando caracterizado o estado de inadimplência, que decorre da falta de demonstração
da abusividade das cláusulas contratuais questionadas. 6. Recurso especial conhecido em parte e, nessa
extensão, provido. " (REsp 973.827/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOM"O, Rel. p/ Acórdão Ministra
MARIA ISABEL GALLOTTI, SEGUNDA SEÇ"O, julgado em 08/08/2012, DJe 24/09/2012). Ainda, a
Súmula 541 do STJ: Súmula 541. A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual superior ao
duodécuplo da mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva anual contratada. Desse modo,
analisando o contrato acostado aos autos, evidencia-se a expressa previsão das taxas de juros mensal
(2,23%) e anual (30,30%), vislumbrando-se que a segunda é superior ao duodécuplo da primeira, de
acordo com o acima citado, o que permite a prevalência da taxa efetiva anual contratada, e nada mais é
que a previsão contratual da capitalização da taxa mensal. Em outras palavras, basta que o contrato
preveja que a taxa de juros anual seja superior a 12 vezes a mensal para que demonstre que os juros são
capitalizados. Destarte, considerando que o contrato é datado de 17/02/2012, ou seja, depois de
31/03/2000, bem como há pactuação expressa acerca da capitalização mensal de juros, não assiste razão
ao apelante, consoante entendimento consolidado do STJ. Desta forma, o desprovimento do recurso do
autor/ apelante é medida que se impõe. II - DO RECURSO DO RÉU: Em suas razões de mérito, o banco
apelante discorre sobre a violação ao Princípio do Pacto Sunt Servanda, e legalidade da cobrança de juros
moratórios, multa e demais encargos moratórios. Em relação ao princípio do pacta sunt servanda, torna-se
óbvio que esse deva ser respeitado, desde de que não incorra em ilegalidades. Sendo assim, é cristalino
que esse juízo respeitará tal máxima, não sendo plausível o argumento de que a vontade expressa no
negócio jurídico deva prosperar sob qualquer preço e situação. No que tange à Comissão de
Permanência, contratada, não deverá ser extirpada do contrato, ante a circunstância de que não se trata
de cláusula potestativa e infringente ao Código de Defesa do Consumidor (art. 51), eis que não sujeita
uma das partes ao arbítrio da outra. Todavia, a comissão de permanência não poderá ser cumulada com
correção monetária e os demais encargos de mora e remuneratórios, conforme explicitam os Enunciados
das Súmulas de nº. 30, 294 e 296 do Superior Tribunal de Justiça. In verbis: Súmula nº 30. A comissão de
permanência e a correção monetária são inacumuláveis. Súmula nº 294. Não é potestativa a cláusula
contratual que prevê a comissão de permanência, calculada pela taxa média de mercado apurada pelo
Banco Central do Brasil, limitada à taxa de contrato. Súmula nº 296. Os juros remuneratórios, não
cumuláveis com a comissão de permanência, são devidos no período de inadimplência, à taxa média de
mercado estipulada pelo Banco Central do Brasil, limitada ao percentual contratado. Ademais, consoante
entendimento firmado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, no REsp 1.058.114/RS, o montante
exigido como comissão de permanência não poderá ser superior aos encargos moratórios e
remuneratórios previstos na avença, quais sejam: "a) juros remuneratórios à taxa média de mercado, não
podendo ultrapassar o percentual contratado para o período de normalidade da operação; b) juros
moratórios até o limite de 12% ao ano; e c) multa contratual limitada a 2% do valor da prestação, nos
termos do art. 52, § 1º, do CDC". Assim, no caso em apreço, é indevida a cobrança da comissão de
permanência, em razão da cumulação com outros encargos moratórios (cláusula 9ª), fl. 111 dos autos. Em
relação aos juros moratórios, percebe-se que, em suas razões, o banco afirma que a sentença combatida
declarou a ilegalidade da cobrança de juros moratórias e da multa contratual- fato que não se encontra
respaldo, já que o juiz de primeiro grau declarou somente a comissão de permanência como abusiva.
Sendo assim, não vislumbro interesse recursal desse capítulo. Desse modo, o desprovimento do
réu/apelante é medida que se impõe. Ante o exposto, CONHEÇO e NEGO PROVIMENTO aos recursos
do autor e do réu, para manter a sentença combatida, nos termos da fundamentação acima lançada, por
se tratar da melhor medida de Direito ao caso em comento. É a decisão. Belém - PA, 27 de novembro de
2018. José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior Desembargador Relator PROCESSO:
00215945920128140301 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018
APELANTE:BENEDITO AMARO MOIA FIEL Representante(s): OAB 9685 - DENNIS VERBICARO
SOARES (ADVOGADO) APELADO:UNIMED BELEM COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO
Representante(s): OAB 14782 - JOSE MILTON DE LIMA SAMPAIO NETO (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA:PAULO ROBERTO CUNHA LIMA. Defiro o requerimento de fl. 374, para
que a Secretaria realize as devidas alterações acerca da exclusão do nome da advogada IARA
FERREIRA DE OLIVEIRA de todos os cadastros do presente feito. Após, retornem conclusos. Belém, 28
de novembro de 2018 JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR DESEMBARGADOR
RELATOR PROCESSO: 00218018720148140301 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELADO/APELANTE:DEUZIANE BARRA NABICA
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Representante(s): OAB 17057 - ALTINO CRUZ E SILVA (ADVOGADO) APELANTE/APELADO:BANCO


PAN S.A. Representante(s): OAB 13846-A - CRISTIANE BELINATI GARCIA LOPES (ADVOGADO) .
DECISÃO MONOCRÁTICA Tratam-se de APELAÇÕES CÍVEIS interpostas perante este Egrégio Tribunal
de Justiça por DEUZIANE BARRA NABICA e BANCO PAN S/A (fls. 175/193 e 198/209) em face da r.
sentença prolatada pelo MM. Juiz de Direito da 12ª Vara Cível e Empresarial de Belém (fls. 168/174), nos
autos da Ação Revisional de Débito c/c Pedido de Tutela Antecipada (processo nº 0021801-
87.2014.8.14.0301), para determinar a devolução em dobro da tarifa de avaliação de bens e garanti, de
seguro e proteção financeira. O Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do Recurso Especial REsp
1.578.526/SP, sob a relatoria do Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, tendo em vista a multiplicidade de
recursos afetos a sua Corte Especial, e nos termos do art. 1.036 do Código de Processo Civil, resolveu
uniformizar o entendimento sobre a seguinte questão jurídica: "Validade da cobrança, em contratos
bancários, de despesas com serviços prestados por terceiros, registro do contrato e/ou avaliação do bem".
Desse modo, encontrando-se a questão aqui discutida, afetada pela Corte Superior de Justiça (Tema 958),
determino o sobrestamento dos presentes autos com o encaminhamento à Coordenadoria de Recursos
Extraordinários e Especiais deste Tribunal, até o pronunciamento em definitivo da Corte Suprema, por
força do art.1.036, §1º, do CPC, evitando-se, assim, o confronto do decisum dos Tribunais Locais com os
dos Tribunais Superiores. Belém (PA), 28 de novembro de 2018. Des. José Roberto Maia Bezerra Junior
Desembargador Relator L:\Despachos\0350_SOBRESTAMENTO_DANO MORAL...CELPA xWILLEN
GUEDES CABRAL....0003428-56.2012.8.14.0049.rtf Página PROCESSO: 00243209020108140301
PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO
PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE:UNIMED BELEM
COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Representante(s): OAB 14813 - BRUNA DE GUAPINDAIA
BRAGA (ADVOGADO) OAB 11270 - DIOGO DE AZEVEDO TRINDADE (ADVOGADO) OAB 14782 -
JOSE MILTON DE LIMA SAMPAIO NETO (ADVOGADO) OAB 20291 - JANARY DO CARMO VALENTE
(ADVOGADO) APELADO:MARIA DA LUZ MOREIRA SALES Representante(s): OAB 22797 - YURI SILVA
DE QUEIROZ (ADVOGADO) INTERESSADO:ODINEIA RAIMUNDA REGO GAIA Representante(s): OAB
2867 - ROBERTO JULIO ALMEIDA DO NASCIMENTO (ADVOGADO) INTERESSADO:OLIZETH DAS
GRACAS REGO Representante(s): OAB 2867 - ROBERTO JULIO ALMEIDA DO NASCIMENTO
(ADVOGADO) INTERESSADO:ONELIA REGO LOBO Representante(s): OAB 21230 - TAYARA
GERALDA CARIDADE HOLLES (ADVOGADO) . Defiro o requerimento de fl. 386, para que a Secretaria
realize as devidas alterações acerca da exclusão do nome da advogada IARA FERREIRA DE OLIVEIRA
de todos os cadastros do presente feito. Após, retornem conclusos. Belém, 28 de novembro de 2018
JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR DESEMBARGADOR RELATOR PROCESSO:
00287997620118140301 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018
APELANTE:NILTON SOARES DOS REIS APELANTE:SOLANGE REGINA ZOTTELE REIS
Representante(s): OAB 16125 - PEDRO ALVES CHAGAS FILHO (ADVOGADO)
APELADO:CONSTRUTORA LEAL MOREIRA LTDA Representante(s): OAB 14782 - JOSE MILTON DE
LIMA SAMPAIO NETO (ADVOGADO) OAB 12724 - GUSTAVO FREIRE DA FONSECA (ADVOGADO)
OAB 17510 - MADSON ANTONIO BRANDAO DA COSTA JUNIOR (ADVOGADO) . Defiro o requerimento
de fl. 345, para que a Secretaria realize as devidas alterações acerca da exclusão do nome da advogada
IARA FERREIRA DE OLIVEIRA de todos os cadastros do presente feito. Após, retornem conclusos.
Belém, 28 de novembro de 2018 JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR
DESEMBARGADOR RELATOR PROCESSO: 00297636920118140301 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE:SERGIO SILVA NEIRA Representante(s):
OAB 15468 - NATALIN DE MELO FERREIRA (ADVOGADO) APELADO:BANCO PANAMERICANO SA
Representante(s): OAB 84314 - JOSE MARTINS (ADVOGADO) . RELATÓRIO Trata-se de APELAÇÃO
CÍVEL interposta perante este Egrégio Tribunal de Justiça por SÉRGIO SILVA NEIRA, nos autos da Ação
Revisional de Contrato de Financiamento c/c Repetição de Indébito, Danos Materiais e Morais, c/c Pedido
de Tutela Antecipada (processo nº 0029763-69.2011.8.14.0301), ajuizado em desfavor de BANCO
PANAMERICADO, em razão da sentença proferida pelo juízo da 7ª Vara Cível e Empresarial de Belém,
que julgou o feito nos termos seguintes: "Adoto tudo nos autos como relatório. Extingo o processo sem
resolução de mérito nos termos do art. 267, I c/c art. 295, VI, ambos do CPC." Às fls. 115/120, em suas
razões, o apelante alega somente a necessidade de inversão do ônus da prova, com base no art. 6º, VIII,
do CDC. Requer a reforma da decisão guerreada. Sem contrarrazões, conforme certidão acostada à fl.
128. Coube-me o feito em razão da Portaria nº 2911/2016 - GP. É o relatório. Decidirei monocraticamente.
DECISÃO MONOCRÁTICA Inicialmente, esclareço que se aplicam ao caso os termos do Enunciado
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Administrativo nº 2 do STJ: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele
prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Em
sede deste E. Tribunal, vejamos o Enunciado nº 01: Nos recursos interpostos com fundamento no CPC de
1973 (impugnando decisões publicadas até 17/03/2016) serão aferidos, pelos juízos de 1º grau, os
requisitos de admissibilidade na forma prevista neste código, com as interpretações consolidadas até
então pela jurisprudência dos Tribunais Superiores e do Tribunal de Justiça do Estado do Pará.
Preenchidos os requisitos de admissibilidade, conheço do recurso e passo à sua análise. O apelante
suscitou que o magistrado de origem julgou o feito improcedente, sem, ao menos, ter analisado o pedido
de inversão do ônus da prova para que a parte ré apresentasse o contrato de financiamento, cujas
cláusulas se pretende revisar. Assim, acerca da inversão do ônus da prova, em se tratando de relação de
consumo, o Código de Defesa do Consumidor prevê como um dos direitos do consumidor a "facilitação da
defesa", que abrange "a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do
Juiz, for verossímil a alegação ou for ele hipossuficiente" (art. 6º, inciso VIII). Dessa forma, o código
consumeirista incluiu a facilitação da defesa, que implica a inversão do onus probandi, referida no art. 6º,
VIII, a favor do consumidor, quando verossímeis as alegações da vítima ou for esta parte hipossuficiente
na relação jurídica discutida, como de fato ocorre nos autos. Quanto ao dispositivo, leciona Nelson Nery
Júnior: A prova destina-se a formar a convicção do julgador, que pode estabelecer com o objeto do
conhecimento uma relação de certeza ou de dúvida. Diante das dificuldades próprias da reconstrução
histórica, contenta-se o magistrado em alcançar não a verdade absoluta, mas a probabilidade máxima; a
dúvida conduziria o julgador ao estado de non liquet, caso não fosse elaborada uma teoria de distribuição
do ônus da prova. Conceituando como risco que recai sobre a parte por não apresentar a prova que lhe
favorece, as normas de distribuição do ônus da prova são regras de julgamento utilizadas para afastar a
dúvida. Nesse enfoque, a Lei 8.078/90 prevê a facilitação da defesa do consumidor através da inversão do
ônus da prova, adequando-se o processo à universalidade da jurisdição, na medida em que o modelo
tradicional mostrou-se inadequado às sociedades de massa, obstando o acesso à ordem jurídica efetiva e
justa. Fortaleceu sua posição através da associação de grupos, possibilitando a defesa coletiva de seus
interesses, além de sistematizar a responsabilidade objetiva e reformular os conceitos de legitimação para
agir e conferir efeitos à coisa julgada secundum eventum litis. A inversão do ônus da prova é direito de
facilitação de defesa e não pode ser determinada senão após o oferecimento e valoração da prova, se e
quando o julgador estiver em dúvida. É dispensável caso forme sua convicção. (Código Brasileiro de
Defesa do Consumidor: comentado pelos autores do anteprojeto. 6ª ed. Forense Universitária: Rio de
Janeiro. 2000. Pág. 129). No que concerne ao tema, André Gustavo C. de Andrade também nos ensina
que: A hipossuficiência seria, portanto, condição aferível apenas dentro de uma relação de consumo
concreta, na qual estivesse configurada situação de flagrante desequilíbrio, em detrimento do consumidor,
de quem não seria razoável exigir, por extremamente dificultosa, a comprovação da veracidade do fato
constitutivo de seu direito. (Doutrinas essenciais Direito do Consumidor de organização de Claúdia Lima
Marques e Bruno Miragem, Volume VI, RT, 2010, página 434). (Grifamos). Feita esta ponderação, noutro
quadrante, e já analisando a situação específica dos autos, verifico que a matéria trazida ao crivo do Poder
Judiciário importa em INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA COM FULCRO NO ARTIGO 6º, VIII, DO
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR; pelo que já se encontra pacificado, nesse contexto, perante os
Tribunais Pátrios, que seguem orientação do Colendo Superior Tribunal de Justiça -STJ, do qual emana
farta jurisprudência. Nesse sentido, colacionam-se os julgados oriundos da Corte Superior - STJ e de
outros Tribunais Pátrios. Vejamos: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE
RESCISÃO CONTRATUAL E INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. DIREITO DO CONSUMIDOR.
COMPRA E VENDA DE TRATOR. DEFEITO. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. PRODUÇÃO DE
PROVA PERICIAL. PRINCÍPIOS DA BOA-FÉ OBJETIVA E DA FUNÇÃO SOCIAL DO CONTRATO. 1. - "A
jurisprudência deste Tribunal Superior firmou-se por deixar a critério do juiz a inversão do ônus da prova,
tendo em vista a verossimilhança da alegação e a hipossuficiência do consumidor" (AgRg no AREsp
194.649/SP, Rel. Min. ANTONIO CARLOS FERREIRA, DJe 17.9.2012). 2. - Inocorrente ofensa aos textos
da legislação federal apontados para aplicação dos princípios da boa-fé objetiva e da função social do
contrato, uma vez que o Acórdão recorrido entendeu inexistente motivo para resolução contratual com
base nas provas produzidas nos autos. 3. - Agravo Regimental improvido. (AgRg no REsp 1276336 / RS;
Terceira Turma; Ministro Sidnei Beneti; DJe 20/03/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO DE
RESCISÃO CONTRATUAL - CONSTRUTORA - INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA - A inversão do ônus
da prova é possível quando clara a dificuldade do consumidor de acesso a determinado meio probatório.
Recurso não provido. (TJMG - GRAVO DE INSTRUMENTO CV Nº 1.0105.12.013049-4/001 - DES. REL.
ESTEVÃO LUCCHESI RELATOR - 14ª CÂMARA CÍVEL - AGRAVANTE (S): CONSTRUTORA TENDA
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

S/A - AGRAVADO (A)(S): RONILDO FERREIRA - INTERESSADO: L í B TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS


LTDA AGRAVO DE INSTRUMENTO - RELAÇÃO DE CONSUMO - INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA -
POSSIBILIDADE -HIPOSSUFICIÊNCIA E VEROSSIMILHANÇA. A inversão do ônus da prova é possível
nas relações de consumo, uma vez comprovada ahipossuficiência e a verossimilhança das alegações. Em
garantia à máxima efetividade do princípio do contraditório e da ampla defesa, corolários do devido
processo legal, em observância, ainda, ao princípio da cooperação, a inversão do ônus da prova deve se
dar quando do despacho saneador. Daí não se segue que o réu esteja obrigado a antecipar os honorários
do perito; efetivamente não está, mas, se não o fizer, presumir-se-ão verdadeiros os fatos afirmados pelo
autor. Decisão mantida. (TJMG - Agravo de Instrumento 1.0702.13.000364-4/001; 12ª Câmara Cível;
Relator: Des. Domingos Coelho; Dje: 19/07/2013). Destarte, a decisão recorrida merece reparo, uma vez
que cabe a inversão do ônus da prova. Ante o exposto, CONHEÇO DO RECURSO e DOU-LHE
PROVIMENTO para anular, assim, a sentença recorrida, pelo que determino, ainda, o retorno dos autos
ao juízo de origem para regular prosseguimento do feito, nos termos da fundamentação acima lançada,
por se tratar da melhor medida de Direito ao caso em comento. É a decisão. Belém - PA, 28 de novembro
de 2018. José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior Desembargador Relator PROCESSO:
00337890420158140000 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIOR Ação: Agravo de Instrumento em: 30/11/2018
AGRAVANTE:ALESSANDRA DO SOCORRO FARIAS FERRAZ Representante(s): OAB 16765-B -
JOHNY FERNANDES GIFFONI (DEFENSOR) AGRAVADO:SER EDUCACIONAL Representante(s): OAB
8975 - CLAUDIA DOCE SILVA COELHO DE SOUZA (ADVOGADO) AGRAVADO:UNIAO DE ENSINO
SUPERIOR DO PARA - UNESPA Representante(s): OAB 8975 - CLAUDIA DOCE SILVA COELHO DE
SOUZA (ADVOGADO) AGRAVADO:UNIVERSIDADE DA AMAZONIA - UNAMA Representante(s): OAB
26833 - JONALDO JANGUIE BEZERRA DINIZ (ADVOGADO) OAB 18375 - DANIEL CAVALCANTE
SILVA (ADVOGADO) OAB 28584 - BRUNO CAETANO AMANCIO COIMBRA (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA:MARIA DA CONCEICAO GOMES DE SOUZA. DECISÃO
MONOCRÁTICA Trata-se de Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo (processo nº
0033789-04.2015.814.0000) (fls. 01/61), interposto por ALESSANDRA DO SOCORRO FARIAS FERRAZ,
contra decisão proferida nos autos da Ação Obrigacional de Fazer com Pedido de Tutela Antecipada c/c
Danos Morais, na qual o juízo da 12ª Vara Cível da Comarca de Belém indeferiu o pedido de Tutela
Antecipada requerido. É o breve relatório Decido. Em consulta ao Sistema de Gestão de Processo Judicial
(Libra), verifico que foi proferida sentença no processo principal (autos nº 0021806-75.2015.8.14.0301),
datada de 08/08/2018, nos seguintes termos: (...) ISSO POSTO, julgo extinto o feito com resolução de
mérito, conforme art. 487, I, do CPC, para julgar IMPROCEDENTES os pedidos. Condeno a parte autora
ao pagamento dos ônus sucumbenciais relativamente as custas e despesas processuais e honorários
advocatícios, que arbitro, com fundamento, no art. 85, §2º, do CPC/2015, em 15% (quinze por cento)
sobre o valor atualizado da causa. A exigência permanecerá suspensa, sendo permitido, todavia, exigir as
custas e os honorários se demonstrada modificação na situação econômica da parte autora, até 5 anos
após o trânsito em julgado, nos termos do art. 98, § 3º do CPC. P.R.I.C. Após, com o trânsito em julgado,
nada sendo requerido, arquivem-se os autos com baixa. A sentença transitou em julgado em 13/11/2018,
conforme certidão da Secretaria da 12ª Vara Cível da Comarca de Belém. Assim, diante da sentença
exarada pelo Juízo 'a quo' em data posterior à da interposição deste Recurso, resta prejudicado o seu
exame, em razão da perda superveniente do interesse recursal e, consequentemente, do objeto do
presente Agravo, em consonância com a jurisprudência do E. Superior Tribunal de Justiça: (...) A
superveniência da sentença proferida no feito principal enseja a perda de objeto de recursos anteriores
que versem sobre questões resolvidas por decisão interlocutória combatida via agravo de instrumento
(AgRg no REsp 1.485.765/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, Terceira Turma, DJe
29/10/2015). 5. Agravo regimental não provido. (AgRg no REsp 1537636/SP, Rel. Ministro MOURA
RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 21/06/2016, DJe 29/06/2016) Ante o exposto, NÃO CONHEÇO
do presente Agravo Interno em Agravo de Instrumento, com fulcro no art. 932, III, do CPC, por se
encontrar prejudicado, em face da perda superveniente de seu objeto, diante da sentença proferida, nos
autos originais. Serve a presente decisão como MANDADO/OFÍCIO. Publique-se. Registre-se. Intime-se.
Após, remetam-se os autos ao Juízo a quo para apensamento aos autos principais, dando-se baixa na
distribuição. Belém, 28 de novembro de 2018. JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR
Desembargador - Relator PROCESSO: 00606529420158140097 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE:BANCO ITAUCARD S.A Representante(s):
OAB 6686 - CARLA SIQUEIRA BARBOSA (ADVOGADO) OAB 20638-A - ANTONIO BRAZ DA SILVA
(ADVOGADO) APELADO:MARIA LUIZA DOS SANTOS FERREIRA Representante(s): OAB 15903 -
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JULLY CLEIA FERREIRA OLIVEIRA (ADVOGADO) . RELATÓRIO Trata-se de APELAÇÃO CÍVEL


interposta perante este Egrégio Tribunal de Justiça por BANCO ITAUCARD S.A., nos autos da Ação
Revisional de Contrato c/c Consignação em Pagamento (processo nº 0060652-94.2015.8.14.0097)
ajuizada por MARIA LUIZA DOS SANTOS FERREIRA, em razão da sentença proferida pelo juízo da 2ª
Vara Cível e Empresarial da Comarca de Benevides, que julgou o feito nos termos seguintes: "Ante o
exposto, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE a presente demanda, extinguindo o processo com
resolução de mérito com base no inciso I art. 269 do CPC, no sentido de: 1-FIXAR a taxa mensal de juros
à cobrada no contrato e conforme apurado no do anexo (R$ 849,37) e a forma de capitalização mensal,
dada a abusividade da capitalização diária; 2- DEFIRO LIMINARMENTE: a exclusão do nome da
demandantes dos cadastros de restrição de crédito e o depósito das parcelas mensais no importe de R$
849,37 (oitocentos e quarenta e nove reais e trinta e sete centavos), até que se apure, por liquidação, o
valor escorreito da prestação mensal 3- DETERMINAR A COMPENSAÇÃO do débito de forma simples,
para compor o recálculo da matéria." Às fls. 90/93, em suas razões, o apelante alega a legalidade da
cobrança dos juros capitalizados. Requer a reforma da decisão guerreada. Contrarrazões às fls. 102/105.
Requer o desprovimento do recurso do apelante, sendo mantida a decisão de 1º grau. Coube-me o feito,
fl. 115. É o relatório. Decidirei monocraticamente. DECISÃO MONOCRÁTICA Inicialmente, esclareço que
se aplicam ao caso os termos do Enunciado Administrativo nº 2 do STJ: Aos recursos interpostos com
fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos
os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas, até então, pela
jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Em sede deste E. Tribunal, vejamos o Enunciado nº 01:
Nos recursos interpostos com fundamento no CPC de 1973 (impugnando decisões publicadas até
17/03/2016) serão aferidos, pelos juízos de 1º grau, os requisitos de admissibilidade na forma prevista
neste código, com as interpretações consolidadas até então pela jurisprudência dos Tribunais Superiores e
do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Preenchidos os requisitos de admissibilidade, conheço do
recurso e passo à sua análise. No mérito, o apelante discorre sobre a capitalização mensal dos juros,
nesse quesito lhe cabe razão. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça possui julgado, submetido ao rito
de recursos repetitivos (art. 543-C do CPC/73), bem como entendimento sumulado acerca do tema,
possibilitando a capitalização dos juros em periodicidade inferior à anual para os contratos firmados a
partir de 31/03/2000; e desde que expressamente pactuada, pois respaldados no art. 5º da MP 2170-36
(reedição das MPs 1.782, 1.907, 1.963, 2.087) e no art. 4º da MP 2.172-32, senão vejamos: CIVIL E
PROCESSUAL. RECURSO ESPECIAL REPETITIVO. AÇ"ES REVISIONAL E DE BUSCA E APREENS"O
CONVERTIDA EM DEPÓSITO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO COM GARANTIA DE ALIENAÇ"O
FIDUCIÁRIA. CAPITALIZAÇ"O DE JUROS. JUROS COMPOSTOS. DECRETO 22.626/1933 MEDIDA
PROVISÓRIA 2.170-36/2001. COMISS"O DE PERMANÊNCIA. MORA. CARACTERIZAÇÃO. 1. A
capitalização de juros vedada pelo Decreto 22.626/1933 (Lei de Usura) em intervalo inferior a um ano é
permitida pela Medida Provisória 2.170-36/2001, desde que expressamente pactuada, tem por
pressuposto a circunstância de os juros devidos e já vencidos serem, periodicamente, incorporados ao
valor principal. Os juros não pagos são incorporados ao capital e sobre eles passam a incidir novos juros.
2. Por outro lado, há os conceitos abstratos, de matemática financeira, de "taxa de juros simples" e "taxa
de juros compostos", métodos usados na formação da taxa de juros contratada, prévios ao início do
cumprimento do contrato. A mera circunstância de estar pactuada taxa efetiva e taxa nominal de juros não
implica capitalização de juros, mas apenas processo de formação da taxa de juros pelo método composto,
o que não é proibido pelo Decreto 22.626/1933. 3. Teses para os efeitos do art. 543-C do CPC: - "É
permitida a capitalização de juros com periodicidade inferior a um ano em contratos celebrados após
31.3.2000, data da publicação da Medida Provisória n. 1.963-17/2000 (em vigor como MP 2.170-36/2001),
desde que expressamente pactuada." - "A capitalização dos juros em periodicidade inferior à anual deve
vir pactuada de forma expressa e clara. A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual superior ao
duodécuplo da mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva anual contratada". 4. Segundo
o entendimento pacificado na 2ª Seção, a comissão de permanência não pode ser cumulada com
quaisquer outros encargos remuneratórios ou moratórios. 5. É lícita a cobrança dos encargos da mora
quando caracterizado o estado de inadimplência, que decorre da falta de demonstração da abusividade
das cláusulas contratuais questionadas. 6. Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão,
provido". (REsp 973.827/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOM"O, Rel. p/ Acórdão Ministra MARIA
ISABEL GALLOTTI, SEGUNDA SEÇ"O, julgado em 08/08/2012, DJe 24/09/2012). Ainda, a Súmula 541 do
STJ: Súmula 541. A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual superior ao duodécuplo da
mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva anual contratada. Desse modo, analisando o
contrato acostado aos autos, evidencia-se a expressa previsão das taxas de juros mensal (2,14%) e anual
(29,43%), conforme documentos de fls. 47/52, vislumbrando-se que a segunda é superior ao duodécuplo
95
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

da primeira, de acordo com o acima citado, o que permite a prevalência da taxa efetiva anual contratada,
que nada mais é que a previsão contratual da capitalização da taxa mensal. Em outras palavras, basta que
o contrato preveja que a taxa de juros anual seja superior a 12 vezes a mensal para que demonstre que os
juros são capitalizados. Destarte, considerando que o contrato é datado de 04/01/2012, ou seja, depois de
31/03/2000, bem como há pactuação expressa acerca da capitalização mensal de juros, assiste razão ao
apelante, consoante entendimento consolidado do STJ. Ante o exposto, CONHEÇO e DOU
PROVIMENTO ao recurso do apelante, para afastar a estipulação do juízo de primeiro grau pautada nos
juros remuneratórios mensais e, consequentemente, manter a capitalização pactuada ante o entendimento
consolidado de sua legalidade. No mais, mantenho o restante da sentença combatida. É a decisão. Belém
- PA, 27 de novembro de 2018. José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior Desembargador Relator
PROCESSO: 00712877520138140301 PROCESSO ANTIGO: 201430151633
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
JUNIOR Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELADO:BANCO DO ESTADO DO PARA SA
Representante(s): THIAGO DOS SANTOS ALMEIDA E OUTROS (ADVOGADO) APELANTE:JADSON
OLIVEIRA DA SILVA Representante(s): KENIA SOARES DA COSTA E OUTRO (ADVOGADO) .
RELATÓRIO Trata-se de APELAÇÃO CÍVEL interposta perante este Egrégio Tribunal de Justiça por
JADSON OLIVEIRA DA SILVA, nos autos da Ação de Revisão de Cláusula Contratual c/c Repetição de
Indébito c/c Pedido de Tutela Antecipada (processo nº 0071287-75.2013.8.14.0301) ajuizada em desfavor
do BANCO DO ESTADO DO PARÁ S/A, em razão da sentença proferida pelo juízo da 12ª Vara Cível de
Belém, que julgou o feito nos termos seguintes: "Ex positis, respaldado no que preceitua o art. 285-A, do
CPC, julgo totalmente improcedente a pretensão de revisão contratual intentada pelo Requerente. Sem
custas já que ora se defere os benefícios da justiça gratuita." Às fls. 61/88, em suas razões, o apelante
alega: a) da necessidade de despacho saneador para a produção de prova pericial; b) dos juros
capitalizados e a necessidade da sua pactuação constar expressamente em cláusula do contrato, para o
conhecimento do cliente. Requer a reforma da decisão guerreada. Contrarrazões às fls. 92/101. Requer o
desprovimento do recurso do apelante, sendo mantida a decisão de 1º grau. Coube-me o feito em
Redistribuição. É o relatório. Decidirei monocraticamente. DECISÃO MONOCRÁTICA De início, cabe
salientar que a r. sentença a quo, ora objurgada foi prolatada ainda sob a égide do Código de Processo
Civil/73; por isso, no exame dos pressupostos de admissibilidade do recurso, será observada a diretriz
contida no Enunciado Administrativo n.2/STJ ("Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/73 -
relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016- devem ser exigidos os requisitos de
admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do
Superior Tribunal de Justiça"). Preenchidos os requisitos de admissibilidade, conheço do recurso e passo
à sua análise. A presente apelação foi interposta com o fim de reformar a sentença que julgou
improcedentes os pedidos do autor quanto à revisão das cláusulas de contrato firmado com vistas ao
financiamento de veículo por parte do apelante. I - Da necessidade de despacho saneador: Em suas
razões recursais, o apelante discorre sobre a necessidade do despacho saneador para o deferimento da
produção de prova pericial, aduzindo que o julgamento antecipado da lide lhe causou prejuízos quanto à
prova do alegado. Pois bem. Compulsando os autos, constato a juntada aos autos dos contratos de crédito
bancário firmados entre as partes, às fls. 29/55, onde constam todas as informações necessárias à perfeita
compreensão da lide. Desta forma, me parece que não houve desrespeito ao contraditório e ampla defesa
por parte do juízo singular, sendo facultado a este proceder com o julgamento antecipado do feito quando
a questão de mérito for unicamente de direito, ou, sendo de direito e de fato, não houver necessidade de
produzir provas em audiência, como no caso em apreço em que se discute a validade de cláusulas
contratuais. O art. art. 330, I do CPC/73 assim determina: Art. 330. O juiz conhecerá diretamente do
pedido, proferindo sentença: I - quando a questão de mérito for unicamente de direito, ou, sendo de direito
e de fato, não houver necessidade de produzir prova em audiência; Desta forma, não há de se dar
guarida, neste particular, à pretensão do apelante. II - Da capitalização dos juros: No mérito, o apelante
discorre sobre a capitalização mensal dos juros, mas neste quesito também não lhe assiste melhor sorte.
Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça possui julgado, submetido ao rito de recursos repetitivos (art.
543-C do CPC/73), bem como entendimento sumulado acerca do tema, possibilitando a capitalização dos
juros em periodicidade inferior à anual para os contratos firmados a partir de 31/03/2000; e desde que
expressamente pactuada, pois respaldados no art. 5º da MP 2170-36 (reedição das MPs 1.782, 1.907,
1.963, 2.087) e no art. 4º da MP 2.172-32, senão vejamos: CIVIL E PROCESSUAL. RECURSO
ESPECIAL REPETITIVO. AÇ"ES REVISIONAL E DE BUSCA E APREENS"O CONVERTIDA EM
DEPÓSITO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO COM GARANTIA DE ALIENAÇ"O FIDUCIÁRIA.
CAPITALIZAÇ"O DE JUROS. JUROS COMPOSTOS. DECRETO 22.626/1933 MEDIDA PROVISÓRIA
2.170-36/2001. COMISS"O DE PERMANÊNCIA. MORA. CARACTERIZAÇÃO. 1. A capitalização de juros
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

vedada pelo Decreto 22.626/1933 (Lei de Usura) em intervalo inferior a um ano é permitida pela Medida
Provisória 2.170-36/2001, desde que expressamente pactuada, tem por pressuposto a circunstância de os
juros devidos e já vencidos serem, periodicamente, incorporados ao valor principal. Os juros não pagos
são incorporados ao capital e sobre eles passam a incidir novos juros. 2. Por outro lado, há os conceitos
abstratos, de matemática financeira, de "taxa de juros simples" e "taxa de juros compostos", métodos
usados na formação da taxa de juros contratada, prévios ao início do cumprimento do contrato. A mera
circunstância de estar pactuada taxa efetiva e taxa nominal de juros não implica capitalização de juros,
mas apenas processo de formação da taxa de juros pelo método composto, o que não é proibido pelo
Decreto 22.626/1933. 3. Teses para os efeitos do art. 543-C do CPC: - "É permitida a capitalização de
juros com periodicidade inferior a um ano em contratos celebrados após 31.3.2000, data da publicação da
Medida Provisória n. 1.963-17/2000 (em vigor como MP 2.170-36/2001), desde que expressamente
pactuada." - "A capitalização dos juros em periodicidade inferior à anual deve vir pactuada de forma
expressa e clara. A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual superior ao duodécuplo da
mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva anual contratada". 4. Segundo o entendimento
pacificado na 2ª Seção, a comissão de permanência não pode ser cumulada com quaisquer outros
encargos remuneratórios ou moratórios. 5. É lícita a cobrança dos encargos da mora quando caracterizado
o estado de inadimplência, que decorre da falta de demonstração da abusividade das cláusulas
contratuais questionadas. 6. Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, provido". (REsp
973.827/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOM"O, Rel. p/ Acórdão Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI,
SEGUNDA SEÇ"O, julgado em 08/08/2012, DJE 24/09/2012). Ainda, a Súmula 541 do STJ: Súmula 541.
A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual superior ao duodécuplo da mensal é suficiente para
permitir a cobrança da taxa efetiva anual contratada. Desse modo, analisando os contratos acostados aos
autos, datados de 06/07/2011, 04/04/2012 e 20/03/2013, evidencia-se a expressa previsão das taxas de
juros mensal e anual no importe de 5,49000% e 89,90461, 1,790% e 23,72611%, 1,800% e 23,87205%,
respectivamente. Dessa forma, vislumbra-se que, em todos os casos, a segunda taxa é superior ao
duodécuplo da primeira, de acordo com o acima citado, o que permite a prevalência da taxa efetiva anual
contratada, o que nada mais é que a previsão contratual da capitalização da taxa mensal. Em outras
palavras, basta que o contrato preveja que a taxa de juros anual seja superior a 12 vezes a mensal para
que demonstre que os juros são capitalizados. Destarte, considerando as datas de assinatura dos
instrumentos de contrato, 06/07/2011, 04/04/2012 e 20/03/2013, ocorreram depois de 31/03/2000, bem
como há pactuação expressa acerca da capitalização mensal de juros, não assiste razão à apelante,
consoante entendimento consolidado do STJ. Ante o exposto, NEGO SEGUIMENTO ao recurso, por estar
em confronto com a jurisprudência dominante do Superior Tribunal de Justiça, com fulcro no art. 557,
caput, do CPC/73. É a decisão. Belém - PA, 28 de novembro de 2018. José Roberto Pinheiro Maia
Bezerra Júnior Desembargador Relator

RESENHA: 30/11/2018 A 30/11/2018 - SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO -


VARA: 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO PROCESSO: 00088921320148140301 PROCESSO ANTIGO: -
--- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): PRESIDENTE DO TRIBUNAL Ação: Apelação
Cível em: 30/11/2018 APELADO:CARMEN LÚCIA MACHADO MACIEL Representante(s): OAB 7269 -
PATRICIA MAUES HANNA MEIRA (ADVOGADO) OAB 18634 - KARINA TUMA MAUES (ADVOGADO)
APELANTE:ORION INCORPORADORA LTDA Representante(s): OAB 5082 - MARTA MARIA VINAGRE
BEMBOM (ADVOGADO) OAB 5586 - PAULO AUGUSTO DE AZEVEDO MEIRA (ADVOGADO) OAB
14637 - DOUGLAS MOTA DOURADO (ADVOGADO) OAB 16823 - CAROLINA FARIAS MONTENEGRO
(ADVOGADO) OAB 11853 - JOSE BRANDAO FACIOLA DE SOUZA (ADVOGADO) . PODER
JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ coordenadoria de recursos especiais e
extraordinários PROCESSO Nº 0008892-13.2014.814.0301 RECURSO ESPECIAL RECORRENTE:
ORION INCORPORADORA LTDA. RECORRIDO(A): CARMEN LÚCIA MACHADO MACIEL Trata-se de
RECURSO ESPECIAL interposto por ORION INCORPORADORA LTDA., com fundamento no artigo 105,
inciso III, alínea c, da Constituição Federal, artigo 1.029 e seguintes do Código de Processo Civil e artigos
13, IV, c; e 255 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, contra os vv. acórdãos nº 188.490 e
nº195.471, assim ementados: Acórdão nº 188.490 (fls. 234/244) APELAÇÃO EM AÇÃO DE RESCISÃO
CONTRATUAL CUMULADA COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS: PRELIMINAR:
NULIDADE DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO AOS LUCROS CESSANTES, REJEITADA - PRELIMINAR:
JULGAMENTO ULTRA PETITA QUANTO AO TERMO FINAL DOS LUCROS CESSANTES, REJEITADA -
MÉRITO: POSSIBILIDADE DE CUMULAÇÃO DOS LUCROS CESSANTES AO PEDIDO DE RESCISÃO
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

CONTRATUAL, UMA VEZ QUE, EMBORA TENHAM A MESMA CAUSA DE PEDIR (ATRASO DE OBRA),
GERAM CONSEQUÊNCIAS DIFERENTES NA ESFERA JURÍDICA DA PARTE - DANO MORAL
CONFIGURADO - MANUTENÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO - ADEQUAÇÃO DOS JUROS E DA
CORREÇÃO MONETÁRIA DA RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS - LEGALIDADE DA CLÁUSULA
DE PRORROGAÇÃO DE ENTREGA - ALTERAÇÃO DO TERMO INICIAL DA INCIDÊNCIA DOS LUCROS
CESSANTES - CÁLCULO EM SEDE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA - NÃO CONFIGURAÇÃO DE
LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ - IMPOSSIBILIDADE NO CASO CONCRETO DE ALTERAÇÃO DOS
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM SEDE RECURSAL - §§2° E 11° DO ART. 85 DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL - RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. À UNANIMIDADE.
(2018.01464924-66, 188.490, Rel. MARIA DE NAZARE SAAVEDRA GUIMARAES, Órgão Julgador 2ª
TURMA DE DIREITO PRIVADO, Julgado em 2018-04-10, Publicado em 2018-04-17) Acórdão nº 195.471
(fls. 269/273) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO: RECURSO DA PARTE AUTORA:
CORREÇÃO DE VÍCIO MATERIAL, CONSUBSTANCIADO NA DATA DO TERMO INICIAL DE ENTREGA
DO IMÓVEL - RECURSO DA PARTE RÉ: INTEGRAÇÃO DO JULGADO COM A ALTERAÇÃO DO
TERMO FINAL DO PAGAMENTO DOS LUCROS CESSANTES DA DATA DE PUBLICAÇÃO DA
SENTENÇA PARA A DATA DO -HABITE-SE- - NÃO CONFIGURAÇÃO DO CARÁTER PROTELATÓRIO,
TAMPOUCO DE LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ - IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS RECURSAIS - VEDAÇÃO CONTIDA NO §11° DO ART. 85 DO CPC - RECURSOS
CONHECIDOS E PROVIDOS - DECISÃO UNÂNIME. (2018.03626615-25, Não Informado, Rel. MARIA DE
NAZARE SAAVEDRA GUIMARAES, Órgão Julgador 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO, Julgado em
2018-09-04, Publicado em 11/09/2018) A recorrente sustenta ofensa "as normas de direito probatório" (fls.
275 v.) sem especificar qual artigo de lei infraconstitucional entende ter sido malferido pela interpretação
dada à questão pelo acórdão. Argumenta que "o mero descumprimento contratual pelo atraso na entrega
do imóvel não deve ter o condão de lesionar bem personalíssimo a ponto de causar dano moral" (fl. 279 v.)
Contrarrazões às fls. 296/304. É o relato do necessário. Oportuno tempore, assevera-se, no que toca ao
juízo de admissibilidade dos recursos de estrito direito, que seu exercício é efetuado de forma provisória
pelo juízo a quo (tribunal local), e de maneira definitiva pelo juízo ad quem (instância superior). A
propósito: (...) Assim, deve ser mantido o teor da decisão presidencial agravada, ratificando-se o não
conhecimento do recurso especial, em face da sua deserção (Súmula 187/STJ). 3. Outrossim, o juízo de
admissibilidade realizado no Tribunal a quo não vincula o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, ao
qual é devolvida toda a análise da admissibilidade do recurso. 4. Agravo interno a que se nega provimento.
(AgInt no AREsp 1126600/SP, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em
30/11/2017, DJe 07/12/2017) (negritei). E, segundo a jurisprudência da Corte Superior, eis os parâmetros
a serem observados por ocasião do juízo de admissibilidade: PENAL E PROCESSO PENAL. OPERAÇÃO
LAVA-JATO. CONDENAÇÃO EM PRIMEIRA E SEGUNDA INSTÂNCIAS POR TRÁFICO DE DROGAS,
LAVAGEM DE DINHEIRO E EVASÃO DE DIVISAS. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE, NA DECISÃO
RECORRIDA, A ARTIGOS DE LEI FEDERAL (ART. 105, III, "A", DA CF). TESES QUE, EXAMINADAS À
LUZ DOS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL, ENSEJAM NÃO
CONHECIMENTO DE TAL APELO, SEJA POR VEDAÇÃO DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA Nº 07
DO STJ), SEJA POR FALTA DA RAZOABILIDADE/PLAUSIBILIDADE DA TESE INVOCADA, OU POR
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO
RECORRIDA. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA PELO STJ NÃO CONHECENDO DO RECURSO
ESPECIAL. AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO. DECISÃO MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO. I -
O juízo de admissibilidade do Tribunal a quo não exclui o mesmo juízo pelo Tribunal ad quem, pois cabe a
este o juízo final de admissibilidade, já que é o Tribunal competente para o julgamento do mérito do
recurso. II - O exame de admissibilidade do recurso especial quanto à alegação de contrariedade ou
negativa de vigência à lei federal, ante o disposto na Súmula nº 123 do STJ, deve ser feito no sentido de
averiguar, dentre outros requisitos: a) se há razoabilidade e plausibilidade na alegação referida (AgRg no
AREsp n. 97.256/PR); b) se foram impugnados especificamente os fundamentos da decisão recorrida (art.
255, § 4º, inciso I, do RISTJ); c) se há deficiência na fundamentação de modo a não se permitir a exata
compreensão da controvérsia (aplicação analógica da Súmula nº 284 do STF). III - em relação ao requisito
da razoabilidade/plausibilidade, embora seja necessária análise perfunctória quanto à ocorrência de
contrariedade ou negativa de vigência à lei federal, tal exame não significa análise do mérito do recurso
especial. IV - Não passando as teses alegadas de contrariedade ou negativa de lei federal pelo crivo do
exame de admissibilidade, impõe-se inadmitir o Recurso Especial. Agravos Regimentais desprovidos.
(AgRg no AREsp 984.803/PR, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 27/06/2017,
DJe 30/06/2017) (negritei). Assim, com mencionadas balizas, proceder-se-á ao exame de viabilidade
recursal. Preliminarmente, anoto que foram satisfeitos os pressupostos de cabimento relativos à
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

legitimidade, regularidade de representação (fl. 287), tempestividade, interesse recursal e preparo (fl. 288).
Inexiste ainda, fato impeditivo ou extintivo ao direito de recorrer. Passando à análise dos pressupostos
específicos de admissibilidade, verifico que, no que refere à ocorrência ou não de danos morais, e qual a
grau de irradiação à esfera moral da recorrida que o atraso na entrega do imóvel causou, o reclamo não
tem como ascender. A análise deste tipo de questão demandaria reexame de matéria fático-probatória já
discutida na causa, o que é vedado na via eleita, por óbice do Enunciado Sumular 07 do Superior Tribunal
de Justiça ("A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial."). Nesse sentido, o
seguinte julgado: AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PROMESSA DE COMPRA E VENDA.
ATRASO NA ENTREGA DO IMÓVEL. LUCROS CESSANTES.PRESUNÇÃO DO PREJUÍZO.
APLICAÇÃO DA SÚMULA N. 83/STJ. DANO MORAL, NO CASO CONCRETO,
CONFIGURADO.APLICAÇÃO DA SÚMULA N. 7/STJ. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. Esta Corte Superior já
firmou entendimento de que, descumprido o prazo para entrega do imóvel objeto do compromisso de
compra e venda, é cabível a condenação por lucros cessantes, havendo presunção de prejuízo do
promitente-comprador. 2. Em relação aos danos morais, a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido
de que o simples descumprimento contratual, por si só, não é capaz de gerar danos morais. É necessária
a existência de uma consequência fática capaz de acarretar dor e sofrimento indenizável por sua
gravidade. 3. No caso concreto, o Tribunal de origem, amparado no acervo fático - probatório dos autos,
concluiu pela existência de danos morais. Assim, alterar o entendimento do acórdão recorrido demandaria
necessariamente, reexame de fatos e provas, o que é vedado em razão do óbice da Súmula 7 do STJ. 4.
Agravo não provido. (AgInt no REsp 1743230/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, julgado em 25/09/2018, DJe 28/09/2018) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS COM REPETIÇÃO DE
INDÉBITO. 1. LUCROS CESSANTES. PREJUÍZO PRESUMIDO. NÃO COMPROVADA HIPÓTESE DE
EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. SÚMULA 83 DO STJ. 2. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS. CONFIGURAÇÃO DE ATO ILÍCITO. REDUÇÃO DO QUANTUM. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA
N. 7 DO STJ. 3. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte Superior já consolidou
entendimento de que os lucros cessantes são presumíveis na hipótese de descumprimento contratual
derivado de atraso de entrega do imóvel. Somente haverá isenção da obrigação de indenizar do
promitente vendedor caso configure uma das hipóteses de excludente de responsabilidade, o que não
ocorreu na espécie. 2. A revisão de indenização por danos morais só é viável em recurso especial quando
o valor fixado nas instâncias locais for exorbitante ou ínfimo. Salvo essas hipóteses, incide a Súmula n. 7
do STJ. 3. Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp 1093891/AM, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO
BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 05/12/2017, DJe 15/12/2017) Aliás, tal entendimento é
aplicável para ambos os fundamentos da alínea "a" e "c", do permissivo constitucional, e, portanto, a
alegada divergência jurisprudencial não tem como subsistir por esbarrar em bases fáticas, incompatíveis
com as premissas requeridas para análise do recuso. Vide exemplos da jurisprudência da Corte Superior:
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO REAJUSTE REMUNERATÓRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO
DE DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE NESTA CORTE. ALEGAÇÃO
DE VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC/73 (ART. 1.022 DO CPC/2015). INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA, POR ANALOGIA, DO ENUNCIADO N. 280 DA SÚMULA DO
STF. PRETENSÃO DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO N. 7 DA
SÚMULA DO STJ. (...) VIII - Relativamente à demais alegações de violação a dispositivos
infraconstitucionais, a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os
fatos e provas que envolvem a matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o
reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "a
pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". IX - Ressalte-se ainda que a
incidência do enunciado n. 7 quanto à interposição pela alínea a impede o conhecimento da divergência
jurisprudencial, diante da patente impossibilidade de similitude fática entre acórdãos. X - Ainda que assim
não fosse, o dissídio jurisprudencial viabilizador do recurso especial pela alínea c do permissivo
constitucional não foi demonstrado nos moldes legais, pois além da ausência do cotejo analítico e de não
ter apontado qual dispositivo legal recebeu tratamento diverso na jurisprudência pátria, não ficou
evidenciada a similitude fática e jurídica entre os casos colacionados que teriam recebido interpretação
divergente pela jurisprudência pátria. XI - Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp 1298583/SP, Rel.
Ministro FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA TURMA, julgado em 23/10/2018, DJe 29/10/2018) AGRAVO
INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DANOS MORAIS
COLETIVOS. POSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO A DIREITOS FUNDAMENTAIS DA SOCIEDADE.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO
DADA A INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. (...) 2. A modificação da
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

conclusão delineada no acórdão recorrido - acerca da comprovação dos danos morais - demandaria
necessariamente o revolvimento dos fatos e das provas dos autos, atraindo, assim, o óbice disposto na
Súmula 7/STJ. 3. Ademais, consoante iterativa jurisprudência desta Corte, a incidência da Súmula n. 7 do
STJ impede o conhecimento do recurso lastreado, também, pela alínea c do permissivo constitucional,
uma vez que falta identidade entre os paradigmas apresentados e os fundamentos do acórdão, tendo em
vista a situação fática de cada caso. 4. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp 1312148/SP, Rel.
Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 17/09/2018, DJe 20/09/2018)
Diante do exposto, nego seguimento ao recurso especial pelo juizo regular de admissibilidade. À
Secretaria competente para as devidas providências. Belém, Desembargador RICARDO FERREIRA
NUNES Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará PRI.Ad.104 Página de 5 PROCESSO:
00777560220158140000 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação: Agravo de Instrumento em: 30/11/2018
AGRAVANTE:PROJETO IMOBILIARIO SPE LTDA Representante(s): OAB 14908 - CARLOS ALBERTO
CAMARA DE SOUZA JUNIOR (ADVOGADO) OAB 14943 - GABRIELLA DINELLY RABELO MARECO
(ADVOGADO) OAB 18726 - JORGE LUIZ FREITAS MARECO JUNIOR (ADVOGADO) OAB 14618 -
LENON WALLACE IZURU DA CONCEICAO YAMADA (ADVOGADO) AGRAVADO:GESSICA LAUDE
ARRUDA DA COSTA Representante(s): OAB 16300 - YURI CUNHA MOUSINHO COELHO (ADVOGADO)
OAB 15659 - BERNARDO HAGE UCHOA (ADVOGADO) OAB 16430 - TIAGO MARTINS ESTACIO
(ADVOGADO) AGRAVANTE:VIVER INCORPORADORA E CONSTRUTORA SA Representante(s): OAB
14908 - CARLOS ALBERTO CAMARA DE SOUZA JUNIOR (ADVOGADO) OAB 14943 - GABRIELLA
DINELLY RABELO MARECO (ADVOGADO) OAB 18726 - JORGE LUIZ FREITAS MARECO JUNIOR
(ADVOGADO) OAB 14618 - LENON WALLACE IZURU DA CONCEICAO YAMADA (ADVOGADO) .
Conforme dispõe o Provimento nº 0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado o embargado, por meio
de seu patrono, para apresentar manifestação aos Embargos de Declaração opostos nestes autos, no
prazo legal. 27/11/2018

RESENHA: 30/11/2018 A 30/11/2018 - SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO -


VARA: 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO PROCESSO: 00000947020138140019 PROCESSO ANTIGO:
201330297769 MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): PRESIDENTE DO TRIBUNAL
Ação: Apelação / Remessa Necessária em: 30/11/2018 SENTENCIADO / APELANTE:MUNICIPIO DE
CURUCA - PREFEITURA MUNICIPAL Representante(s): MAILTON MARCELO SILVA FERREIRA
(ADVOGADO) SENTENCIADO / APELADO:LUCINEIA DE JESUS RIBEIRO Representante(s): OAB
13131 - CARLOS NATANAEL PAIXAO (ADVOGADO) OAB 13131 - CARLOS NATANAEL PAIXAO
(ADVOGADO) SENTENCIANTE:JUIZO DE DIREITO DA VARA UNICA DA COMARCA DE CURUCA
PROCURADOR(A) DE JUSTICA:MARIZA MACHADO DA SILVA LIMA. PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL
DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ COORDENADORIA DE RECURSOS EXTAORDINÁRIOS E
ESPECIAIS PROCESSO Nº 0000094-70.2013.814.0019 RECURSO EXTRAORDINÁRIO RECORRENTE:
MUNICÍPIO DE CURUÇÁ - PREFEITURA MUNICIPAL RECORRIDO: LUCINEIA DE JESUS RIBEIRO
Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo MUNICÍPIO DE CURUÇÁ, contra o v. Acórdão 188.447,
assim ementado: REEXAME NECESSÁRIO E APELAÇÃO CÍVEL. MANDADO DE SEGURANÇA.
CONCURSO PÚBLICO. PRELIMINAR DE CHAMAMENTO AO PROCESSO DE LITISCONSORTE
PASSIVO NECESSÁRIO. NÃO ACOLHIDA. CONCESSÃO DO EFEITO SUSPENSIVO.
PREJUDICADO.NOMEAÇÃO E POSSE. ANULAÇÃO DO EDITAL DE CONVOCAÇÃO DO CERTAME.
EXONERAÇÃO DO SERVIDOR POSTERIOR. INOBSERVÂNCIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. 1- O
STJ já pacificou que, em sede de mandado de segurança, não há litisconsórcio passivo entre a autoridade
coatora e o ente de direito público, vez que aquela figura como substituto processual deste; 2- Resta
prejudicada a análise do efeito suspensivo diante do julgamento do feito; 3- O princípio de que a
administração pode anular os seus próprios atos, quando eivados de irregularidades, não implica no
desfazimento de situações constituídas com aparência de legalidade, sem observância do devido
processo legal e ampla defesa; 4- A desconstituição de ato de nomeação de servidor, mediante a
realização de concurso público devidamente homologado pela autoridade competente, impõe a
formalização de procedimento administrativo em que se assegure o contraditório e a ampla defesa; 5-
Reexame Necessário e recurso de apelação conhecidos. Apelação desprovida; sentença confirmada em
reexame. (2018.01367788-86, 188.447, Rel. CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO, Órgão Julgador 1ª
TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2018-04-02, Publicado em 2018-04-16) Contrarrazões
acostadas às fls. 276/300. É o breve relatório. Decido. Inicialmente, registro que este recurso
100
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

extraordinário impugna acórdão publicado após a vigência do Novo Código de Processo Civil (18 de março
de 2016), sendo aplicáveis ao presente recurso os requisitos de admissibilidade previstos na novel norma
processual. A decisão judicial impugnada é de última instância, bem como não há fato impeditivo nem
extintivo nem modificativo do direito de recorrer. Ademais, a parte é legítima, interessada em recorrer.
Preparo dispensado ante a isenção conferida à Fazenda Pública. Não obstante, a insurgência é
intempestiva, eis que interposta fora do prazo legal de 30 (trinta) dias úteis, considerando o disposto no
art. 1.003, §5º c/c 183, todos do CPC/2015. Veja-se que o Município de Curuçá foi intimado do v. acórdão
n. 188.447, em 28/07/2018 (doc. de fl. 247), sendo o recurso extraordinário interposto em 26/09/2018, fora
do prazo legal, nos termos do art. 1.003, §5º c/c art. 219 do CPC/2015, considerando para o cômputo do
prazo somente os dias úteis. Vício, aliás, que não pode ser desconsiderado ou admite correção, consoante
se extrai do art. 1.029, §3º, inadmite correção, in verbis: "Art. 1.029. ... §3º. O Supremo Tribunal Federal ou
Superior Tribunal de Justiça poderá desconsiderar vício formal de recurso tempestivo ou determinar sua
correção, desde que não o repute grave". (grifei) Diante de todo o exposto, nego seguimento ao recurso
extraordinário pelo juízo regular de admissibilidade face a sua manifesta intempestividade. Belém (PA),
Desembargador RICARDO FERREIRA NUNES Presidente do Tribunal de /Justiça do Estado do Pará
PUB. C.723/ 2018 Página de 2 PROCESSO: 00000947020138140019 PROCESSO ANTIGO:
201330297769 MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): PRESIDENTE DO TRIBUNAL
Ação: Apelação / Remessa Necessária em: 30/11/2018 SENTENCIADO / APELANTE:MUNICIPIO DE
CURUCA - PREFEITURA MUNICIPAL Representante(s): MAILTON MARCELO SILVA FERREIRA
(ADVOGADO) SENTENCIADO / APELADO:LUCINEIA DE JESUS RIBEIRO Representante(s): OAB
13131 - CARLOS NATANAEL PAIXAO (ADVOGADO) OAB 13131 - CARLOS NATANAEL PAIXAO
(ADVOGADO) SENTENCIANTE:JUIZO DE DIREITO DA VARA UNICA DA COMARCA DE CURUCA
PROCURADOR(A) DE JUSTICA:MARIZA MACHADO DA SILVA LIMA. PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL
DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ COORDENADORIA DE RECURSOS EXTAORDINÁRIOS E
ESPECIAIS PROCESSO Nº 0000094-70.2013.814.0019 RECURSO ESPECIAL RECORRENTE:
MUNICÍPIO DE CURUÇÁ - PREFEITURA MUNICIPAL RECORRIDO: LUCINEIA DE JESUS RIBEIRO
Trata-se de recurso especial interposto pelo MUNICÍPIO DE CURUÇÁ, contra o v. Acórdão 188.447,
assim ementado: REEXAME NECESSÁRIO E APELAÇÃO CÍVEL. MANDADO DE SEGURANÇA.
CONCURSO PÚBLICO. PRELIMINAR DE CHAMAMENTO AO PROCESSO DE LITISCONSORTE
PASSIVO NECESSÁRIO. NÃO ACOLHIDA. CONCESSÃO DO EFEITO SUSPENSIVO.
PREJUDICADO.NOMEAÇÃO E POSSE. ANULAÇÃO DO EDITAL DE CONVOCAÇÃO DO CERTAME.
EXONERAÇÃO DO SERVIDOR POSTERIOR. INOBSERVÂNCIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. 1- O
STJ já pacificou que, em sede de mandado de segurança, não há litisconsórcio passivo entre a autoridade
coatora e o ente de direito público, vez que aquela figura como substituto processual deste; 2- Resta
prejudicada a análise do efeito suspensivo diante do julgamento do feito; 3- O princípio de que a
administração pode anular os seus próprios atos, quando eivados de irregularidades, não implica no
desfazimento de situações constituídas com aparência de legalidade, sem observância do devido
processo legal e ampla defesa; 4- A desconstituição de ato de nomeação de servidor, mediante a
realização de concurso público devidamente homologado pela autoridade competente, impõe a
formalização de procedimento administrativo em que se assegure o contraditório e a ampla defesa; 5-
Reexame Necessário e recurso de apelação conhecidos. Apelação desprovida; sentença confirmada em
reexame. (2018.01367788-86, 188.447, Rel. CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO, Órgão Julgador 1ª
TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2018-04-02, Publicado em 2018-04-16) Contrarrazões
acostadas às fls. 319/331. É o breve relatório. Decido. Inicialmente, registro que este recurso especial
impugna acórdão publicado após a vigência do Novo Código de Processo Civil (18 de março de 2016),
sendo aplicáveis ao presente recurso os requisitos de admissibilidade previstos na novel norma
processual. A decisão judicial impugnada é de última instância, bem como não há fato impeditivo nem
extintivo nem modificativo do direito de recorrer. Ademais, a parte é legítima, interessada em recorrer.
Preparo dispensado ante a isenção conferida à Fazenda Pública. Não obstante, a insurgência é
intempestiva, eis que interposta fora do prazo legal de 30 (trinta) dias úteis, considerando o disposto no
art. 1.003, §5º c/c 183, todos do CPC/2015. Veja-se que o Município de Curuçá foi intimado do v. acórdão
n. 188.447, em 28/07/2018 (doc. de fl. 247), sendo o recurso especial interposto em 26/09/2018, fora do
prazo legal, nos termos do art. 1.003, §5º c/c art. 219 do CPC/2015, considerando para o cômputo do
prazo somente os dias úteis. Vício, aliás, que não pode ser desconsiderado ou admite correção, consoante
se extrai do art. 1.029, §3º, inadmite correção, in verbis: "Art. 1.029. ... §3º. O Supremo Tribunal Federal ou
Superior Tribunal de Justiça poderá desconsiderar vício formal de recurso tempestivo ou determinar sua
correção, desde que não o repute grave". (grifei) Diante de todo o exposto, nego seguimento ao recurso
especial pelo juízo regular de admissibilidade face a sua manifesta intempestividade. Belém (PA),
101
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

20.11.2018. Desembargador RICARDO FERREIRA NUNES Presidente do Tribunal de /Justiça do Estado


do Pará PUB. C.724/ 2018 Página de 2 PROCESSO: 00023373320028140301 PROCESSO ANTIGO:
201330281910 MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR
QUARESMA Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE:ESTADO DO PARA FAZENDA PUBLICA
ESTADUAL Representante(s): PAULA PINHEIRO TRINDADE - PROC. ESTADO (ADVOGADO) PAULA
PINHEIRO TRINDADE - PROC. ESTADO (ADVOGADO) APELADO:PROMAR COMERCIAL
DISTRIBUIDORA LTDA. Conforme dispõe o Provimento nº0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado,
por meio de seu patrono, para apresentar manifestação ao Recurso Especial interposto nestes autos, no
prazo legal. 2:08 PROCESSO: 00327634320128140301 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Apelação / Remessa Necessária em: 30/11/2018 SENTENCIADO / APELANTE:ESTADO DO PARA
Representante(s): FRANCISCO EDSON LOPES DA ROCHA JUNIOR (PROCURADOR(A)) OAB 10359 -
ROBINA DIAS PIMENTEL VIANA (PROCURADOR(A)) SENTENCIADO / APELADO:SILVIA CLAUDIA
BEZERRA PONTES SENTENCIADO / APELADO:ANDERSON CLAYTON DA SILVA SA SENTENCIADO
/ APELADO:RAIMUNDA DO SOCORRO MALCHER TEIXEIRA SENTENCIADO / APELADO:ANDERSON
CLAYTON DA SILVA SA SENTENCIADO / APELADO:ROZANGELA MARIA SOARES SENTENCIADO /
APELADO:CELINA NAZARE LIMA ARAUJO SENTENCIADO / APELADO:ELIETE LIMA DA SILVA
SENTENCIADO / APELADO:FRANCISCA NASCIMENTO LIMA DA SILVA SENTENCIADO /
APELADO:MARIA LINS SOUSA SENTENCIADO / APELADO:EDLENE MARIA CUNHA DA SILVA E
OUTROS Representante(s): OAB 3887 - ANGELA DA CONCEICAO SOCORRO MOURAO PALHETA
(ADVOGADO) OAB 5273 - JADER NILSON DA LUZ DIAS (ADVOGADO) SENTENCIANTE:ANDERSON
CLAYTON DA SILVA SA PROCURADOR(A) DE JUSTICA:ROSA MARIA RODRIGUES CARVALHO.
Conforme dispõe o Provimento nº 0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado o agravado, por meio de
seu patrono, para apresentar manifestação ao Agravo em Recurso Extraordinário, interposto nestes autos,
n o p r a zo l eg a l. 2:03 P ROCE S S O: 0 0 8 9 1 6 9 5 0 2 0 1 3 8 1 4 0 3 0 1 P RO CE S S O A NT I GO : - - - -
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE/APELADO:ESTELITA DE SOUZA PANTOJA
APELANTE/APELADO:INEZ MARIA REGO MARTINS APELANTE/APELADO:MIRIAM LIMA DA SILVA
APELANTE/APELADO:MELQUIADES RAMOS DOS REIS APELANTE/APELADO:RAIMUNDO BENICIO
DA SILVA Representante(s): OAB 5273 - JADER NILSON DA LUZ DIAS (ADVOGADO)
APELADO/APELANTE:INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA IGEPREV
Representante(s): OAB 11273 - VAGNER ANDREI TEIXEIRA LIMA (PROCURADOR(A)) OAB 11840 -
CAMILA BUSARELLO DYSARZ (PROCURADOR(A)) PROCURADOR(A) DE JUSTICA:MARIA DO
PERPETUO SOCORRO VELASCO DOS SANTOS. Conforme dispõe o Provimento nº 0006/2006 -
CJRMB, fica por este ato intimado o agravado, por meio de seu patrono, para apresentar manifestação ao
Agravo em Recurso Extraordinário, interposto nestes autos, no prazo legal. 2:03

RESENHA: 30/11/2018 A 30/11/2018 - SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO -


VARA: 2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO PROCESSO: 00008581520108140002 PROCESSO ANTIGO: -
--- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Apelação / Remessa Necessária em: 30/11/2018 SENTENCIADO / APELANTE:COMPANHIA DE
SANEAMENTO DO PARA COSANPA Representante(s): OAB 5638 - GILBERTO JULIO ROCHA SOARES
VASCO (ADVOGADO) OAB 6099 - SALIM BRITO ZAHLUTH JUNIOR (ADVOGADO) OAB 17079 -
FELIPE KAUFFMANN CARMONA DE ALMEIDA (ADVOGADO) SENTENCIADO / APELADO:MUNICIPIO
DE AFUA Representante(s): OAB 0990 - AGNALDO ALVES FERREIRA (ADVOGADO) SENTENCIADO /
APELADO:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA PROMOTOR:EDSON AUGUSTO CARDOSO
DE SOUZA SENTENCIANTE:JUIZO DE DIREITO DA VARA UNICA DA COMARCA DE AFUA
PROCURADOR(A) DE JUSTICA:ROSA MARIA RODRIGUES CARVALHO PROCURADOR(A) DE
JUSTICA:TEREZA CRISTINA DE LIMA. Conforme dispõe o Provimento nº 0006/2006 - CJRMB, fica por
este ato intimado o agravado, por meio de seu patrono, para apresentar manifestação ao Agravo em
Recurso Extraordinário, interposto nestes autos, no prazo legal. 2:03 PROCESSO:
00012435420108140004 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELADO:ROSENIRA
DA FONSECA DIAS Representante(s): OAB 7497 - ANA LUCIA BARRETO DE CARVALHO
(ADVOGADO) APELANTE:MUNICIPIO DE ALMEIRIM Representante(s): OAB 14671 - JOSE FERNANDO
SANTOS DOS SANTOS (ADVOGADO) PROCURADOR(A) DE JUSTICA:MARIZA MACHADO DA SILVA
102
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

LIMA. Conforme dispõe o Provimento nº0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado, por meio de seu
patrono, para apresentar manifestação ao Recurso Especial interposto nestes autos, no prazo legal.
Belém, 28 de novembro de 2018 PROCESSO: 00013088120128140003 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): NADJA NARA COBRA MEDA Ação: Apelação
Cível em: 30/11/2018 APELANTE:ESTADO DO PARA Representante(s): OAB 24713-B - CLARA
GONÇALVES DO LAGO ROCHA (PROCURADOR(A)) APELADO:JAILSON DA SILVA GONDIM
Representante(s): OAB 10138 - ALEXANDRE SCHERER (ADVOGADO) PROCURADOR(A) DE
JUSTICA:MARIA DA CONCEICAO GOMES DE SOUZA. PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
DO ESTADO DO PARÁ 2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO Gabinete da Desª. Nadja Nara Cobra Meda
Considerando que na 6ª Sessão da 2º Turma de Direto Público, ocorrida no dia 30/03/2017, fora
instaurado o Incidente de Inconstitucionalidade no processo nº 0014123-97.2011.8.14.0051, cuja relatoria
é da Excelentíssima Desembargadora Luzia Nadja Guimarães, determino que todos os feitos que versem
sobre "adicional de interiorização" permaneçam sobrestados em arquivo provisório até o trânsito em
julgado do incidente supra. Após o trânsito em julgado, retornem-me imediatamente conclusos todos os
referidos feitos. Sirvo o presente como cópia para as demandas sob minha relatoria da mesma matéria em
trâmite nesta secretaria. Int. Cumpra-se. Belém, 28 de novembro de 2018. DESA. NADJA NARA COBRA
MEDA Relatora PROCESSO: 00013252020128140003 PROCESSO ANTIGO: ----
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): NADJA NARA COBRA MEDA Ação: Apelação
Cível em: 30/11/2018 APELANTE:ESTADO DO PARA Representante(s): OAB 12837 - PAULA PINHEIRO
TRINDADE (PROCURADOR(A)) APELADO:ROBSON ARLAN MARQUES DE OLIVEIRA
Representante(s): OAB 10138 - ALEXANDRE SCHERER (ADVOGADO) . PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ 2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO Gabinete da Desª.
Nadja Nara Cobra Meda Considerando que na 6ª Sessão da 2º Turma de Direto Público, ocorrida no dia
30/03/2017, fora instaurado o Incidente de Inconstitucionalidade no processo nº 0014123-
97.2011.8.14.0051, cuja relatoria é da Excelentíssima Desembargadora Luzia Nadja Guimarães,
determino que todos os feitos que versem sobre "adicional de interiorização" permaneçam sobrestados em
arquivo provisório até o trânsito em julgado do incidente supra. Após o trânsito em julgado, retornem-me
imediatamente conclusos todos os referidos feitos. Sirvo o presente como cópia para as demandas sob
minha relatoria da mesma matéria em trâmite nesta secretaria. Int. Cumpra-se. Belém, 28 de novembro de
2018. DESA. NADJA NARA COBRA MEDA Relatora PROCESSO: 00013626320138140051 PROCESSO
ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): NADJA NARA COBRA MEDA Ação:
Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE:ESTADO DO PARA Representante(s): OAB 18631 -
GISLENO AUGUSTO COSTA DA CRUZ (PROCURADOR(A)) APELADO:TALIANDRESSON JUNIO
PEREIRA ALVES Representante(s): OAB 15811 - DENNIS SILVA CAMPOS (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA:MARIA CONCEICAO GOMES DE SOUZA. PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ 2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO Gabinete da Desª.
Nadja Nara Cobra Meda Considerando que na 6ª Sessão da 2º Turma de Direto Público, ocorrida no dia
30/03/2017, fora instaurado o Incidente de Inconstitucionalidade no processo nº 0014123-
97.2011.8.14.0051, cuja relatoria é da Excelentíssima Desembargadora Luzia Nadja Guimarães,
determino que todos os feitos que versem sobre "adicional de interiorização" permaneçam sobrestados em
arquivo provisório até o trânsito em julgado do incidente supra. Após o trânsito em julgado, retornem-me
imediatamente conclusos todos os referidos feitos. Sirvo o presente como cópia para as demandas sob
minha relatoria da mesma matéria em trâmite nesta secretaria. Int. Cumpra-se. Belém, 28 de novembro de
2018. DESA. NADJA NARA COBRA MEDA Relatora PROCESSO: 00016790620118140024 PROCESSO
ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): NADJA NARA COBRA MEDA Ação:
Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE:ESTADO DO PARA Representante(s): OAB 24814-B -
WENDEL NOBRE PITON BARRETO (PROCURADOR(A)) APELADO:ANTONIO JOSE DOS SANTOS
JUNIOR Representante(s): OAB 10138 - ALEXANDRE SCHERER (ADVOGADO) . PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ 2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO Gabinete da Desª.
Nadja Nara Cobra Meda Considerando que na 6ª Sessão da 2º Turma de Direto Público, ocorrida no dia
30/03/2017, fora instaurado o Incidente de Inconstitucionalidade no processo nº 0014123-
97.2011.8.14.0051, cuja relatoria é da Excelentíssima Desembargadora Luzia Nadja Guimarães,
determino que todos os feitos que versem sobre "adicional de interiorização" permaneçam sobrestados em
arquivo provisório até o trânsito em julgado do incidente supra. Após o trânsito em julgado, retornem-me
imediatamente conclusos todos os referidos feitos. Sirvo o presente como cópia para as demandas sob
minha relatoria da mesma matéria em trâmite nesta secretaria. Int. Cumpra-se. Belém, 28 de novembro de
2018. DESA. NADJA NARA COBRA MEDA Relatora PROCESSO: 00017247220118140024 PROCESSO
ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): NADJA NARA COBRA MEDA Ação:
103
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE:ESTADO DO PARA Representante(s): OAB 13908 - PABLO
SANTOS DE SOUZA (PROCURADOR(A)) APELADO:MARCOS ANDRE VEIGA DOS SANTOS
Representante(s): OAB 10138 - ALEXANDRE SCHERER (ADVOGADO) . PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ 2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO Gabinete da Desª.
Nadja Nara Cobra Meda Considerando que na 6ª Sessão da 2º Turma de Direto Público, ocorrida no dia
30/03/2017, fora instaurado o Incidente de Inconstitucionalidade no processo nº 0014123-
97.2011.8.14.0051, cuja relatoria é da Excelentíssima Desembargadora Luzia Nadja Guimarães,
determino que todos os feitos que versem sobre "adicional de interiorização" permaneçam sobrestados em
arquivo provisório até o trânsito em julgado do incidente supra. Após o trânsito em julgado, retornem-me
imediatamente conclusos todos os referidos feitos. Sirvo o presente como cópia para as demandas sob
minha relatoria da mesma matéria em trâmite nesta secretaria. Int. Cumpra-se. Belém, 28 de novembro de
2018. DESA. NADJA NARA COBRA MEDA Relatora PROCESSO: 00081587020138140051 PROCESSO
ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): NADJA NARA COBRA MEDA Ação:
Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE:ESTADO DO PARA Representante(s): OAB 9381 - ANGELO
DEMETRIUS DE A. CARRASCOSA (PROCURADOR(A)) APELADO:JOSE DELIVAL SOUZA DE
CARVALHO Representante(s): OAB 15811 - DENNIS SILVA CAMPOS (ADVOGADO) . PODER
JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ 2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO
Gabinete da Desª. Nadja Nara Cobra Meda Considerando que na 6ª Sessão da 2º Turma de Direto
Público, ocorrida no dia 30/03/2017, fora instaurado o Incidente de Inconstitucionalidade no processo nº
0014123-97.2011.8.14.0051, cuja relatoria é da Excelentíssima Desembargadora Luzia Nadja Guimarães,
determino que todos os feitos que versem sobre "adicional de interiorização" permaneçam sobrestados em
arquivo provisório até o trânsito em julgado do incidente supra. Após o trânsito em julgado, retornem-me
imediatamente conclusos todos os referidos feitos. Sirvo o presente como cópia para as demandas sob
minha relatoria da mesma matéria em trâmite nesta secretaria. Int. Cumpra-se. Belém, 28 de novembro de
2018. DESA. NADJA NARA COBRA MEDA Relatora PROCESSO: 00099160420178140000 PROCESSO
ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): NADJA NARA COBRA MEDA Ação:
Agravo de Instrumento em: 30/11/2018 AGRAVANTE:CARLOS ALEXANDRE TELES DOS SANTOS
Representante(s): OAB 15811 - DENNIS SILVA CAMPOS (ADVOGADO) AGRAVADO:ESTADO DO
PARA. PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ 2ª TURMA DE DIREITO
PÚBLICO Gabinete da Desª. Nadja Nara Cobra Meda Considerando que na 6ª Sessão da 2º Turma de
Direto Público, ocorrida no dia 30/03/2017, fora instaurado o Incidente de Inconstitucionalidade no
processo nº 0014123-97.2011.8.14.0051, cuja relatoria é da Excelentíssima Desembargadora Luzia Nadja
Guimarães, determino que todos os feitos que versem sobre "adicional de interiorização" permaneçam
sobrestados em arquivo provisório até o trânsito em julgado do incidente supra. Após o trânsito em
julgado, retornem-me imediatamente conclusos todos os referidos feitos. Sirvo o presente como cópia para
as demandas sob minha relatoria da mesma matéria em trâmite nesta secretaria. Int. Cumpra-se. Belém,
28 de novembro de 2018. DESA. NADJA NARA COBRA MEDA Relatora PROCESSO:
00111977520138140051 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
NADJA NARA COBRA MEDA Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELADO:MILANES LIMA DE
OLIVEIRA Representante(s): OAB 15811 - DENNIS SILVA CAMPOS (ADVOGADO) APELANTE:ESTADO
DO PARA Representante(s): OAB 24713-B - CLARA GONÇALVES DO LAGO ROCHA
(PROCURADOR(A)) . PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ 2ª TURMA
DE DIREITO PÚBLICO Gabinete da Desª. Nadja Nara Cobra Meda Considerando que na 6ª Sessão da 2º
Turma de Direto Público, ocorrida no dia 30/03/2017, fora instaurado o Incidente de Inconstitucionalidade
no processo nº 0014123-97.2011.8.14.0051, cuja relatoria é da Excelentíssima Desembargadora Luzia
Nadja Guimarães, determino que todos os feitos que versem sobre "adicional de interiorização"
permaneçam sobrestados em arquivo provisório até o trânsito em julgado do incidente supra. Após o
trânsito em julgado, retornem-me imediatamente conclusos todos os referidos feitos. Sirvo o presente
como cópia para as demandas sob minha relatoria da mesma matéria em trâmite nesta secretaria. Int.
Cumpra-se. Belém, 28 de novembro de 2018. DESA. NADJA NARA COBRA MEDA Relatora PROCESSO:
00169984020118140051 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
NADJA NARA COBRA MEDA Ação: Apelação Cível em: 30/11/2018 APELANTE:ESTADO DO PARA
Representante(s): OAB 3364 - VERA LUCIA BECHARA PARDAUIL (PROCURADOR(A))
APELADO:HIGOR THIAGO FERNANDES Representante(s): OAB 15811 - DENNIS SILVA CAMPOS
(ADVOGADO) . PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ 2ª TURMA DE
DIREITO PÚBLICO Gabinete da Desª. Nadja Nara Cobra Meda Considerando que na 6ª Sessão da 2º
Turma de Direto Público, ocorrida no dia 30/03/2017, fora instaurado o Incidente de Inconstitucionalidade
no processo nº 0014123-97.2011.8.14.0051, cuja relatoria é da Excelentíssima Desembargadora Luzia
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Nadja Guimarães, determino que todos os feitos que versem sobre "adicional de interiorização"
permaneçam sobrestados em arquivo provisório até o trânsito em julgado do incidente supra. Após o
trânsito em julgado, retornem-me imediatamente conclusos todos os referidos feitos. Sirvo o presente
como cópia para as demandas sob minha relatoria da mesma matéria em trâmite nesta secretaria. Int.
Cumpra-se. Belém, 28 de novembro de 2018. DESA. NADJA NARA COBRA MEDA Relatora PROCESSO:
00408213520108140301 PROCESSO ANTIGO: ---- MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A):
ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação: Apelação / Remessa Necessária em: 30/11/2018
SENTENCIADO / APELADO/APELANTE:SINDICATO DOS SERVIDORES PUBLICOS DA POLICIA CIVIL
DO ESTADO DO PARA -SINDPOL-PA Representante(s): OAB 14948 - FRANCELINO DA SILVA PINTO
NETO (ADVOGADO) OAB 14618 - LENON WALLACE IZURU DA CONCEICAO YAMADA (ADVOGADO)
OAB 18726 - JORGE LUIZ FREITAS MARECO JUNIOR (ADVOGADO) SENTENCIADO /
APELANTE/APELADO:INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA-IGPREV-PA
Representante(s): OAB 11273 - VAGNER ANDREI TEIXEIRA LIMA (PROCURADOR(A)) SENTENCIADO
/ APELANTE/APELADO:ESTADO DO PARA Representante(s): OAB 11270 - DIOGO DE AZEVEDO
TRINDADE (PROCURADOR(A)) SENTENCIANTE:JUIZO DE DIREITO DA 3ª VARA DE FAZENDA DA
CAPITAL PROCURADOR(A) DE JUSTICA:ROSA MARIA RODRIGUES CARVALHO. Conforme dispõe o
Provimento nº 0006/2006 - CJRMB, fica por este ato intimado o embargado, por meio de seu patrono, para
apresentar manifestação aos Embargos de Declaração opostos nestes autos, no prazo legal. 27/11/2018

RESENHA: 30/11/2018 A 30/11/2018 - SECRETARIA 5ª CAMARA CIVEL ISOLADA - VARA: 5ª CAMARA


CIVEL ISOLADA PROCESSO: 00404807020098140301 PROCESSO ANTIGO: 201430262050
MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): ELIANE VITÓRIA AMADOR QUARESMA Ação:
Apelação / Remessa Necessária em: 30/11/2018 SENTENCIADO / APELANTE:ESTADO DO PARA
Representante(s): FRANCISCO EDSON LOPES DA ROCHA JUNIOR - PROC DO EST
(PROCURADOR(A)) FRANCISCO EDSON LOPES DA ROCHA JUNIOR - PROC DO EST
(PROCURADOR(A)) SENTENCIADO / APELADO:JEANNE COSTA DA SILVA Representante(s): OAB
12761 - CHRISTIANE TAVARES DA SILVA (ADVOGADO) OAB 12761 - CHRISTIANE TAVARES DA
SILVA (ADVOGADO) SENTENCIANTE:JUIZO DA VARA DE FAZENDA DA CAPITAL PROCURADOR(A)
DE JUSTICA:MARIA DO PERPETUO SOCORRO VELASCO DOS SANTOS. ATO ORDINATÓRIO
Conforme dispõe o Provimento nº 0006/2006 -CJRMB, fica por este ato intimado o embargado, por meio
de seu patrono, para apresentar manifestação aos Embargos de Declaração opostos nestes autos, no
prazo legal. 27/11/2018

Número do processo: 0807051-38.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: JEFFERSON


AZARIAS CRUZ Participação: ADVOGADO Nome: EDERSON ANTUNES GAIAOAB: 50000A
Participação: AGRAVADO Nome: BANCO J. SAFRA S.A Participação: ADVOGADO Nome: BRUNO
HENRIQUE DE OLIVEIRA VANDERLEIOAB: 2167800A/PE1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO.AGRAVO
DE INSTRUMENTO ? Nº. 0807051-38.2018.814.0000COMARCA: BELÉM /
PA.AGRAVANTE:JEFFERSON AZARIAS CRUZ.ADVOGADO:EDERSON ANTUNES GAIA ? OAB/PA nº
22.675.AGRAVADO:BANCO J. SAFRA S/A.ADVOGADO:BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA VANDERLEI
? OAB/PE nº 21.678.RELATOR: DES. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO. Vistos e etc.
Preliminarmente, ante o preenchimento dos requisitos, concedo os benefícios da justiça gratuita ao
Recorrente.Sem delongas, verifico a verossimilhança das alegações da parte Recorrente, tal seja a de que
a Cédula de Crédito Bancário juntada com a exordial não se refere a via original. Tanto é verdade, que o
próprio Agravado, em réplica (fls. ID 6892204 ? autos da origem) a contestação apresentada pelo Réu,
alegou não ser preciso juntar avia original, bem como não juntoua mesmano juízo de piso. Outrossim,
patente é opericulum in mora,ante a iminente possibilidade da realização da busca e apreensão de seu
veículo ou, se já tiver sido operada, dos prejuízos advindos com a privação do automóvel, ocorrida em
dissonância com o que dispõe o Tribunal da Cidadania.In casu,o que norteia o pleito recursal é
exatamente o precedente do STJ da lavra do Ministro Marco Buzzi, no REsp 1277394 / SC, DJe
28/03/2016, onde restou assentado que somente de forma excepcional e, desde que justificado com
motivo plausível, é que se dispensa a juntada da via original do título. Logo,via de regra,não se admite,
para fins de obtenção de provimento liminar de busca e apreensão,que seja juntada a cópiado contrato
bancário.Diante disso:1. Com fulcro noart. 1.019, I, do CPC/2015,recebo o presente Agravo de
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Instrumento no efeitodevolutivo eSUSPENSIVO, pelo que resta suspensa,por ora, a liminar que
determinou a busca e apreensão do veículo descrito na exordial.2. Comunique-se o juízoa quoacerca do
teor da presente decisão (art. 1.019, I, do CPC/2015).3. Proceda-se à intimação da parte agravada por
meio de seu procurador, nos termos do art. 1.019, II, do CPC/2015 para, querendo, contrarrazoar o
recurso.4. Cumprido o acima determinado, voltem-me conclusos. Belém/PA, 14 de novembro de 2018.
CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRODesembargador ? Relator

Número do processo: 0804541-52.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: BV FINANCEIRA


SA CREDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO Participação: ADVOGADO Nome: EDUARDO
MONTENEGRO DOTTAOAB: 155456/SP Participação: AGRAVADO Nome: DEPARTAMENTO DE
TRANSITODECISÃO MONOCRÁTICA: Vistos, etc.,Cuida-se de agravo de instrumento interposto por BV
FINANCEIRA SA CREDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO, em face da decisão proferida pelo
MM. Juízo da 2ª Vara da Fazenda Pública de Belém, nos autos de Ação Declaratória de Cancelamento de
Registro c/Pedido de Tutela Antecipada (Processo nº. 0822485-71.2017.8.14.0301), que deferiu
parcialmente o pedido de tutela antecipada, determinando o bloqueio do veículo supostamente adquirido
por fraude e indeferindo o pedido de suspensão de multas e tributos, que foram lançadas em nome do
comprador, , o qual seria falecido desde 09 de maio de 1996.Irresignado, o ora recorrente interpôs o
presente recurso, onde, em síntese, alega que que, em 25 de setembro de 2015, firmou, com uma pessoa
identificada como OFIR OLIVEIRA DA SILVA, contrato de cédula de crédito bancário, no valor de
R$40.000,00 (quarenta mil reais), a ser pago em 36 (trinta e seis) parcelas mensais e sucessivas no valor
de R$1.909,00 (mil, novecentos e nove reais) cada, e que, em garantia ao integral cumprimento da
obrigação, entregou ao financiado o veículo já mencionado, permanecendo, entretanto, o financiado com
sua posse precária.Assevera que, em virtude de algumas divergências apuradas com relação às
informações prestadas pelo suposto financiado, o departamento de Inspetoria da ora Requerente acabou
constatando que o referido financiamento se trata de possível caso de fraude, sendo a verdadeira Srª
OFIR OLIVEIRA DA SILVA falecida desde 09.05.1996 (ID 2286057), havendo sua filha encaminhado à
Requerente declaração em que alega desconhecer tal contrato, havendo a Demandante, em razão disso,
requerido instauração de inquérito policial na Delegacia de Divisão de Repressão a Furtos e Roubos, em
03/11/2016 (ID 2286063).Afirma que, diante dos fatos narrados, protocolou no DETRAN pedido
administrativo de dispensa de pagamento de impostos e multas referentes ao veículo objeto do suposto
delito de estelionato, não tendo havido, até a presente data, resposta por parte da autoridade
administrativa competente (IDs 2286069 e 2286072).Ao final, aduz que a decisão agravada se encontra
equivocada eis que o MM. Juiz a quo entendeu que a Instituição Financeira autora ora agravante, que não
há perigo de dano irreparável, entretanto, resta caracterizado real perigo de dano ou o risco ao resultado
útil do processo, com o lançamento de seus dados no Cadin Estadual em razão de dívida que não deu
causa, isto porque a Instituição Financeira ora Agravante, não está na posse do bem, e, portanto, por não
desfrutar da propriedade fiduciária, não poderá arcar com os prejuízos advindos do crime de
estelionato.Nestes termos, requer seja concedido a tutela recursal de urgência, para total efeito
ativo/liminar ao presente recurso no sentido de manter a decretação do bloqueio do veículo objeto de
fraude junto ao DETRAN, suspender a cobrança dos créditos tributários, referentes ao IPVA, DPVAT,
taxas e ainda a suspensão das infrações de trânsito, e também seja oficiado o DETRAN e a Fazenda
Estadual para que deixe de inscrever o nome da Agravante e de Ofir Oliveira da Silva no CADIN Estadual
ou qualquer outro órgão da mesma espécie e, ao final seja conhecido e provido o presente recurso.É o
relatório. Decido.Cumpridos os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.Recebo o presente
recurso em sua modalidade instrumental, nos termos do art. 1.015, inciso V, do Código de Processo Civil,
pois a decisão recorrida é,em tese,suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação.O
Código de Processo Civil estabelece, em seu artigo 1.019, I, os requisitos necessários para a concessão
de efeito suspensivo ao agravo de instrumento:Art. 1.019. Recebido o agravo de instrumento no tribunal, e
distribuído imediatamente, se não for o caso de aplicação do art. 932, incisos III e IV, o relator, no prazo de
5 (cinco) dias: I - poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso ou deferir, em antecipação de tutela, total ou
parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão. Extrai-se da leitura e interpretação
do art. 1.019, I, do Código de Processo Civil, que, para a concessão do efeito de antecipação da tutela ao
recurso, ora interposto, torna-se indispensável a presença concomitante de dois requisitos, quais sejam:
ofumus boni jurise opericulum in mora.Cinge-se à análise do presente recurso acerca da suspensão da
cobrança dos créditos tributários, referentes ao IPVA, DPVAT, taxas e ainda a suspensão das infrações de
trânsito, e também seja oficiado o DETRAN e a Fazenda Estadual para que deixe de inscrever o nome da
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Agravante e de Ofir Oliveira da Silva no CADIN Estadual ou qualquer outro órgão da mesma
espécie.Mister ressaltar, em proêmio, que em se tratando de Agravo de Instrumento, a sua análise limitar-
se-á, apenas e tão-somente, acerca dos requisitos constantes aptos à concessão da medida em Primeira
Instância, sem contudo, entrar na questão de fundo da matéria. Necessário, portanto, para a concessão da
medida, que se evidenciem no processo a relevância do fundamento do pedido, que consiste num exame
específico de probabilidade da existência da pretensão invocada pela parte, bem como a possibilidade de
ser causada uma lesão irreparável ao direito da parte no lapso de tempo decorrido entre a propositura da
ação e o julgamento da lide, a fim de se garantir a sua realização prática e se evitar os danos emergentes
durante a sua tramitação.Não é demasiado que se traga à colação, por total pertinência ao tema em
análise, os ensinamentos de Athos Gusmão Carneiro quando leciona que:"A antecipação de tutela
depende de que prova inequívoca convença o magistrado da verossimilhança das alegações do autor.
Mas tais pressuposto não são bastantes. É mister que aos mesmos se conjugue o fundado receio, com
amparo em dados objetivos, de que a previsível demora no andamento do processo causa ao demandante
dano irreparável ou de difícil reparação; ou, alternativamente, de que fique caracterizado o abuso do direito
de defesa, abuso que inclusive se pode revela pelo manifesto propósito protelatório revelado pela conduta
do réu no processo ou, até, extra processualmente".Ab initio, cumpre ressaltar que as alegações do
agravante, no que tange ao parcial deferimento pelo juízo singular, da tutela de urgência requerida, não
condizem com a realidade processual constante da decisão, ora agravada, eis que esta indeferiu por
completo todos os pedidos do agravante.Feito estes esclarecimentos passo a análise da tutela recursal
ora requerida.No caso em tela, se extrai que o ora recorrente,BV Financeira S/A - Crédito, Financiamento
e Investimento, firmou, com uma pessoa identificada comoOFIR OLIVEIRA DA SILVA, contrato de cédula
de crédito bancário, no valor de R$40.000,00 (quarenta mil reais), a ser pago em 36 (trinta e seis) parcelas
mensais e sucessivas no valor de R$1.909,00 (mil, novecentos e nove reais) cada, e que, em garantia ao
integral cumprimento da obrigação, entregou ao financiado o veículo já mencionado, permanecendo,
entretanto, o financiado com sua posse precária.Considerando os documentos trazidos aos autos, em
especial, acertidão de óbitoda suposta contratante, verifico a verossimilhança das alegações do
recorrente, bem como, é inegável os danos que poderão advir da cobrança de multas e tributos que
incidam sobre o veículo que foi adquirido supostamente por meio de fraude.Ao contrário do que sustenta o
magistrado de piso, o recorrente não busca o não lançamento de novos débitos, mas sim, a suspensão
dos lançamentos, até o julgamento de mérito.Por tais fundamentos, nos termos do art. 1019, I do
CPC,DEFIROo efeito suspensivo ativo pleiteado, para determinar o bloqueio do veículo junto ao DETRAN,
supostamente adquirido por fraude, bem como, para suspender a cobrança dos créditos tributários,
referentes ao IPVA, DPVAT, taxas e ainda das infrações de trânsito, devendo ser oficiado ao DETRAN e a
Fazenda Estadual para que deixe de inscrever o nome da Agravante e de Ofir Oliveira da Silva no CADIN
Estadual ou qualquer outro órgão da mesma espécie, tudo em relação ao veículo financiado,NISSAN
FRONTIER CAB. DUPLA XE 4X4 2.5 16V TD 4P (DD) COMPLETO, ano/modelo 2010/2010, placas NST
7380, cor PRATA, chassis 94DVCUD40AJ533645, sob pena de multa diária fixada no valor de R$
1.000,00 (hum mil reais) até o limite de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), até ulterior deliberação desta
Turma.Oficie-se ao Juízo a quo, para que o mesmo tenha ciência deste decisum, bem como, para que
preste informações, incluindo se foi cumprido pelo agravante o ônus previsto no artigo 1018, § 2º do
Código de Processo Civil;Intime-se o Agravado, para querendo, se manifestar no prazo de 15 (quinze)
dias, na forma prescrita no inciso II do artigo 1.019, do Código de Processo Civil.Após, encaminhem-se os
autos ao MP de 2º grau para exame e parecer.Intime-se e cumpra-se.Belém, 28 de novembro de 2018.
Desa. NADJA NARA COBRA MEDARelatora.

Número do processo: 0805036-96.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: ESTADO DO PARA


Participação: AGRAVADO Nome: RENATO BAPTISTA TOLEDO DURAN Participação: ADVOGADO
Nome: DANIEL SILVA FAMPAOAB: 24045/PA Participação: ADVOGADO Nome: ROBERTO TEIXEIRA
DE OLIVEIRA JUNIOROAB: 17000A Participação: ADVOGADO Nome: LUIZ ALBERTO GURJAO
SAMPAIO DE CAVALCANTE ROCHAOAB: 40000A PODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DO PARÁGABINETE DA DESA. ELVINA GEMAQUE TAVEIRADECISÃO MONOCRÁTICA
Trata-se de Agravo de Instrumento (processo n0805036-96.2018.8.14.0000) interposta pelo ESTADO DO
PARÁ contra o RENATO BAPTISTA TOLEDO DURAN, diante da decisão proferida pelo Juízo da 1ª Vara
de Fazenda de Belém/PA, nos autos do Mandado de Segurança (processo nº0833760-80.2018.8.14.0301
), ajuizada pelo agravado. A decisão recorrida teve a seguinte conclusão: (...). Consta de todos os
relatórios e da denúncia do Ministério Público: o impetrante não esteve no local onde ocorreram as
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

execuções nem antes, nem durante, nem depois que estas aconteceram, de modo que não teve guarda
de pessoa presa, não disparou arma de fogo e se apenas atendeu a uma convocação para participar da
diligência, não incorreu em procedimento irregular, ao mesmo tempo que o fato de não ter sido indiciado
ou denunciado indica que não praticou infração penal que o incompatibilize para o exercício da
função.Tendo em vista que os documentos apresentados com a inicial caminham no sentido de robustecer
as alegações do impetrante de que o PAD foi aberto sem a necessária motivação, bem como que o
impetrado, por dispor de meios para analisar os documentos colhidos, deveria ou fundamentar a decisão
conforme a responsabilidade individual do impetrante (caso entenda que a tem) ou deixar de abrir esse
procedimento, tendo em vista a inexistência de motivos, considero que praticou um ato passível de
correção pela via do mandado de segurança.Posto isso, DEFIRO A LIMINAR pretendida e determino,
apenas em relação ao impetrante, a suspensão do andamento do PAD, bem como revogo a decisão
administrativa que vetou a obtenção por parte do mesmo de férias e licenças a que tiverem direito os
demais servidores nas mesmas condições.Nos termos do Art. 7º, I da Lei 12.016/2009 notifique-se a
autoridade apontada como coatora a prestar as informações de estilo no prazo legal de 10 (dez) dias.Cite-
se a pessoa jurídica de direito público a qual esteja vinculada a autoridade coatora, para querendo,
ingressar no feito, nos termos do Art. 7º, II da Lei 12.016/2009.Após, ao Ministério Público.Em tempo,
DEFIRO a gratuidade de justiça.INTIMEM-SE. Cumpra-se como MEDIDA DE URGÊNCIA.Belém, 12 de
junho de 2018.Andrea Ferreira Bispo Em razões recursais (ID 720495 - pág. 1) o Estado do Pará relata
que a ação originária versa sobre Mandado de Segurança impetrado pelo Delegado da Polícia Civil que
estava presente na operação que resultou na morte de 10 trabalhadores rurais no Município de Pau
D?arco. Sustenta que embora o impetrante/agravado alegue ausência de participação direta no episódio
das execuções, seria induvidoso que participou da diligência policial, ressaltando que o próprio agravado
noticiou na petição inicial, que pode observar, ainda que de forma distante, a desproporcionalidade no uso
da força pública ao relatar o seguinte: ?Foi então que estando na sede da Fazenda em espera, que a
equipe do Delegado Renato ouviu disparos de arma de fogo, mas tomou-se a decisão de permanecer no
local já que não era possível dar qualquer apoio sem pôr em risco a vida de toda a equipe, uma vez que os
disparos vinham de algum ponto da mata fechada e era grande a chance dos integrantes serem atingidos
por ?fogo amigo?. Nessas condições, o agravante afirma que não se pode concluir com certeza que o
agravado não participou ou contribuiu para os acontecimentos, acrescentando que, como agente público
de segurança, não poderia se omitir em, pelo menos, averiguar a desproporcionalidade do que denominou
?fogo amigo? na peça inicial. Aduz, que em nenhum caso de procedimento administrativo há pré-
julgamentos dos fatos, mas que a pena a ser aplicada ao caso concreto depende da instrução processual,
sendo assim, inexistiria qualquer ilegalidade na instauração de processo administrativo disciplinar pela
Administração, pois não há óbice para que o julgamento seja realizado pela autoridade administrativa, que,
inclusive, poderia acolher a tese defendida pelo agravado. Assevera que se existem elementos na esfera
criminal, estes deverão ser considerados pela autoridade administrativa, argumentado que o procedimento
criminal não pode impedir o desenvolvimento do processo administrativo disciplinar, tendo em vista a
independência das esferas. Suscita inexistência de fatos incontroversos, registrando que no Mandado de
Segurança não há espaço para a discussão acerca da configuração de falta funcional pelo agravado,
diante da necessidade de dilação probatória. Por essa razão, afirma faltar o requisito da prova pré-
constituída capaz de amparar a pretensão do impetrante, o que tornaria a via eleita inadequada.
Oportunidade em que se reporta a precedentes do STJ e TRF5, que reputa pertinentes ao caso. Reitera
que a apuração da responsabilidade administrativa do servidor é medida autorizada pelo art. 37, §6º, da
Constituição Federal e pelo o art. 179, da Lei n. 5.810/94 e que o Poder Judiciário não pode interferir no
mérito administrativo, ressaltando que a exclusão do PAD contra ao impetrante, sem as conclusões do
processo, configura indevida ingerência do Judiciário nos critérios da Administração, violando o princípio
da separação dos Poderes Requer a concessão do efeito suspensivo para que possa continuar a apurar
eventual falta funcional do agravado e, ao final, o provimento do agravo com a revogação da decisão
agravada. É o relato do essencial. Decido. À luz do CPC/15, conheço do agravo de instrumento, vez que
presentes os pressupostos de admissibilidade. A questão em análise consiste em verificar se o agravante
preenche os requisitos para a concessão do efeito suspensivo ao recurso obstando os efeitos da liminar
que determinou a suspensão do Processo Administrativo instaurado contra RENATO BAPTISTA TOLEDO
DURAN, ora agravado. Nos termos do Código de Processo Civil, o relator poderá suspender a eficácia da
decisão recorrida, mas, para isto, é necessário que o agravante além de evidenciar a possibilidade de
lesão grave e de impossível reparação, demonstre a probabilidade de provimento do recurso, conforme
dispõem os arts. 1.019, I e 995, parágrafo único, CPC/15: Art. 1.019. Recebido o agravo de instrumento no
tribunal e distribuído imediatamente, se não for o caso de aplicação do art. 932, incisos III e IV, o relator,
no prazo de 5 (cinco) dias:I - poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso ou deferir, em antecipação de
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tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão;Art. 995. Os recursos
não impedem a eficácia da decisão, salvo disposição legal ou decisão judicial em sentido
diverso.Parágrafo único. A eficácia da decisão recorrida poderá ser suspensa por decisão do relator, se da
imediata produção de seus efeitos houver risco de dano grave, de difícil ou impossível reparação, e ficar
demonstrada a probabilidade de provimento do recurso.No caso dos autos, o agravado impetrou Mandado
de Segurança para que fosse anulada a Portaria que instaurou Processo Administrativo Disciplinar contra
si. Nesse ponto, necessário ressaltar que o controle judicial jurisdicional dos processos administrativos se
restringe à regularidade do procedimento. Assim, a atuação do Poder Judiciário limita-se aos aspectos da
legalidade e moralidade, não podendo adentrar no âmbito do mérito administrativo, da sua conveniência e
oportunidade. Verifica-se que a magistrada de 1º grau deferiu a liminar por considerar que o ato
administrativo não foi devidamente motivado, conforme se infere da seguinte conclusão, extraída da
decisão recorrida: (...). Tendo em vista que os documentos apresentados com a inicial caminham no
sentido de robustecer as alegaçõesdo impetrante de que o PAD foi aberto sem a necessária motivação,
bem como que o impetrado, por dispor de meios para analisar os documentos colhidos, deveria ou
fundamentara decisão conforme a responsabilidade individual do impetrante (caso entenda que a tem) ou
deixar de abrir esse procedimento,tendo em vista a inexistência de motivos, considero que praticou um ato
passível de correção pela via do mandado de segurança. (...). Sobre o assunto, registro que o Superior
Tribunal de Justiça tem decidido de forma reiterada pela prescindibilidade de descrição minuciosa da
imputação na portaria que inaugura o Processo Administrativo Disciplinar, exigida tão somente após a
instrução do feito, na fase de indiciamento. Nesse sentido colaciono os seguintes precedentes: RECURSO
ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DEMISSÃO IMPOSTA A POLICIAIS MILITARES POR
DESOBEDIÊNCIA A ORDEM DE OFICIAL SUPERIOR, LIBERAÇÃO INDEVIDA DE PROPRIETÁRIO DE
MERCADORIAS CONTRABANDEADAS E NEGLIGÊNCIA DO POLICIAL MAIS ANTIGO EM SEUS
DEVERES COMO COMANDANTE DA EQUIPE. CORRESPONDÊNCIA ENTRE AS ACUSAÇÕES E A
CONDENAÇÃO: INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA
DEFESA DURANTE O PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. INDEPENDÊNCIA DAS
INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVA E PENAL. INEXISTÊNCIA DE DESPROPORCIONALIDADE NA PENA
IMPOSTA.1. Não há que se falar em ampliação da delegação do comando constante na Portaria que deu
início ao Procedimento Administrativo Disciplinar, para averiguar outras transgressões além das ali
citadas, se tanto a Portaria quanto o libelo acusatório apresentado aos impetrantes no início do PAD
tiveram por fundamento a descrição dos fatos posta no Auto de Prisão em Flagrante dos recorrentes,
descrição essa que delineava fidedignamente as acusações de (a) desobediência a ordem de oficial
superior; (b) corresponsabilidade pela liberação indevida de proprietário de mercadorias contrabandeadas;
e (c) negligência do policial mais antigo em seus deveres como comandante da equipe e como membro
mais antigo da corporação.2. Muito embora o Presidente do Auto de Prisão em Flagrante Delito tenha
entendido, após colher os depoimentos dos condutores, testemunhas e flagrados, que o Sd. JAIR PAULO
KREIN não teria praticado a conduta ilícita do art. 163 do CPM (recusa de obediência), concluindo que
apenas o Sd. MARCOS LEDUR teria apresentado indícios de ter se recusado a obedecer à ordem de
superior hierárquico, os fatos estavam todos narrados ali e a conclusão do Presidente do Auto de Prisão
em Flagrante não vincula nem o Comandante-Geral da PM, tampouco o Conselho de Disciplina.3.A
Terceira Seção desta Corte já assentou que "A Portaria de instauração do Processo Administrativo
Disciplinar dispensa a descrição minuciosa da imputação, exigida tão somente após a instrução do feito,
na fase de indiciamento, o que é capaz de viabilizar o exercício do contraditório e da ampla defesa" (RO
nos EDcl nos EDcl no MS 11.493/DF, Rel. Ministro NEFI CORDEIRO, Terceira Seção, julgado em
25/10/2017, DJe 06/11/2017).4. Não existe discrepância entre as acusações inicialmente dirigidas ao
impetrante KREIN e a condenação a ele imposta, ao final, do PAD, se, diferentemente do que quer fazer
crer o impetrante, não lhe foram imputados unicamente omissão e desinteresse, por ter ficado dentro da
viatura, no momento dos fatos, mas, sim, adesão à conduta do Sd. LEDUR diante de uma postura omissa
incompatível com seu cargo e que pode mesmo levar à conclusão de que tenha, no mínimo, sido
conivente com a liberação indevida de possível contrabandista.5. A jurisprudência desta Corte e do
Supremo Tribunal Federal tem sido consistente em declarar a independência entre as instâncias civil,
administrativa e penal, somente podendo ocorrer repercussão do resultado de processo penal sobre as
demais instâncias quando nele for reconhecida a inexistência do fato ou afastada a autoria.In casu, como
a absolvição do impetrante JAIME LEDUR, na Justiça Penal Militar, teve por fundamento a ausência de
provas, não há como se pretender que ela gere reflexos sobre a punição administrativa.6. A Primeira
Seção desta Corte tem entendido que a análise em concreto do malferimento dos princípios da
razoabilidade e da proporcionalidade na imposição da pena de demissão enseja indevido controle judicial
sobre o mérito administrativo. Caberia ao Poder Judiciário, em tais situações, apenas apreciar a
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regularidade do procedimento, à luz dos princípios do contraditório e da ampla defesa (STJ, AgRg no RMS
47.711/BA, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, Segunda Turma, DJe de 18/08/2015). 7. A
penalidade de demissão não se circunscreve a atos de corrupção praticados por policiais, podendo ser
imposta a outros atos que, igualmente, sejam violadores do padrão ético-moral, da disciplina e do decoro
esperados da classe.Situação em que a pena de demissão foi condizente com afrontas a deveres
funcionais do Policial Militar que são consideradas sérias.8. Recurso ordinário a que se nega
provimento.(RMS 30.914/PR, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA,
julgado em 12/06/2018, DJe 20/06/2018). ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR
PÚBLICO. TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR.
DEMISSÃO. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. NÃO CONFIGURAÇÃO. ART. 142 DA LEI
8.112/90. PRAZO QUINQUENAL. INTERRUPÇÃO. REINÍCIO DA CONTAGEM. PORTARIA
INAUGURAL.PRESCINDIBILIDADE DA DESCRIÇÃO MINUCIOSA DA IMPUTAÇÃO.OBSERVÂNCIA DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. DISPENSABILIDADE NO PROCEDIMENTO PRELIMINAR.
ALEGAÇÃO DE NULIDADE QUE EXIGE A DEMONSTRAÇÃO DE EVENTUAL PREJUÍZO. PRODUÇÃO
DE PROVAS. VIA INADEQUADA AO REEXAME. INCURSÃO NO ART. 117, IX, DA LEI N. 8.112/90.
DEMISSÃO. VINCULAÇÃO. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO.(...)3.A Portaria de instauração
do Processo Administrativo Disciplinar dispensa a descrição minuciosa da imputação, exigida tão somente
após a instrução do feito, na fase de indiciamento, o que é capaz de viabilizar o exercício do contraditório e
da ampla defesa. Precedentes.(...)7. Ordem denegada. (RO nos EDcl nos EDcl no MS 11.493/DF, Rel.
Ministro NEFI CORDEIRO, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 25/10/2017, DJe 06/11/2017). Analisando a
Portaria nº 016/2017-DGPA/PAD de 12 de julho de 2017, juntada ao processo originário por meio do
documento de ID 4933763 - pág. 1/5, verifica-se que a instauração do PAD contra o impetrante e demais
servidores, teve como objetivo apurar as circunstâncias de intervenção policial que resultaram na morte
das vítimas nela descritas. O motivo, ficou consubstanciado na prática de condutas que se comprovadas,
configurariam as transgressões disciplinares previstas no art.74, incisos VII, XX, XXXIV e XXXIX, da Lei
Complementar nº 022/94, a saber, agir no exercício da função com imperícia, imprudência, ou negligência
ou de forma arbitrária; negligenciar ou omitir-se na guarda do preso, maltratá-lo ou usar de violência
desnecessária no exercício da função policial, ou extraviar ou dar ensejo ao extravio de pertences do
preso; praticar infração penal que, por sua natureza, incompatibiliza o policial com o exercício da função;
incorrer em procedimento irregular de natureza grave; respectivamente Deste modo, ao menos nesta
análise preliminar, tem-se que o PAD fora instaurado em razão da existência de indícios de falta funcional,
diante da morte de trabalhadores ocorrida em diligência policial da qual o agravado participou, sendo
necessário esclarecer que essa conclusão não configura responsabilização do impetrante, apenas, cria um
dever para Administração de apurar os fatos, prestigiando-se a salvaguardo do interesse público. Sob
essa perspectiva, tomando-se ainda como base a jurisprudência da Colenda Corte, não há como concluir
pela ilegalidade do ato instaurador pela ausência de descrição detalhada, notadamente por não ser
possível visualizar, na fase inaugural do procedimento, a violação às garantias constitucionais, porquanto,
a exigência da descrição minuciosa fica reservada à fase de indiciamento. Ademais, observa-se que a
conclusão adotada na medida liminar perpassou pela análise e valoração dos fatos perpetrados na
operação que culminou na morte dos trabalhadores rurais, sugere, inclusive, inexistência de conduta ilícita
por parte do impetrante. Senão vejamos: ?(...). No caso em exame, o impetrante questiona a abertura do
PAD (Num. 4933763 - Pág. 2 e 3) porque embora ali estejam indicados os dispositivos da lei estadual que
estabelece normas de organização, competências, garantias, direitos e deveres da Polícia Civil do Estado
do Pará (LC 22/94) supostamente infringidos por ele,toda a prova colhida tanto no procedimento preliminar
interno da própria Polícia Civil quanto nos Inquéritos das polícias Civil e Federal e no procedimento de
investigação do Ministério Público demonstraram que embora ele tenha feito parte da equipe de 29
pessoas que participou da diligência da Fazenda Santa Lúcia, ele sequer se aproximou da área onde
ocorreu a chacina ou fez parte das equipes da Polícia Civil ou da Polícia Militar que foram autoras dos
homicídios.(...).Nada obstante, o delegado superintendente Antônio Miranda e o delegado Alécio não
participaram da missão, sendo o impetrante foi convocado um dia antes, e ao que tudo indica, somente
tomou conhecimento do que se tratava a missão minutos antes da saída das sete viaturas que levavam 21
policiais militares e 8 policiais civis para a Fazenda Santa Lúcia.O relato de como ocorreram os fatos após
a chegada da equipe na Fazenda Santa Lúcia foi objeto de reconstituição realizada pelos setores de
perícia da polícia civil e da polícia federal, cujo Laudo de Perícia Criminal Federal se encontra às páginas
343 a 464 (do arquivo em pdf).O desenrolar desses fatos foram descritos na denúncia oferecida pelo
MinistérioPúblico, nos relatórios da Polícia Federal e da Polícia Civil.Em síntese, tem-se que a equipe foi
composta por 29 policiais, sendo 21 militares e 8 civis. Dentre os policiais militares, quatro eram do Grupo
Tático Operacional de Xinguara e quatro do Grupo Tático Operacional de Conceição do Araguaia. Os
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demais policiais militares eram todos do Batalhão de Redenção. Todos os militares ficaram sob o comando
do TenenteCoronel Carlos Kened Gonçalves de Souza, o oficial de mais alta patente entre eles.Quanto
aos policiais civis, estavam esses em duas equipes, a primeira comandada pelo próprio Delegado
Valdivino Miranda, da DECA, que também comandou a operação, e a segunda pelo impetrante, que, como
registrado era Delegado de Redenção, portanto sem relação com a Superintendência local, o Núcleo de
Inteligência ou com a DECA.Importante registrar que no momento em que foram dadas as informações
sobre a missão a toda a equipe (militares e civis) foi informado que os mandados de prisão seriam
cumpridos em uma área ocupada e conflituosa e que os ocupantes da área estavam armados e poderiam
reagir. Essa situação levou o delegado federal autor do relatório parcial feito no Inquérito a observar a
impropriedade de dividir a equipe em grupos. Consta desse relatório (NUM 4933818, pág. 8 e 9) que:(...)O
fato é que ao grupo a que pertencia o impetrante foi ordenado, não uma, mas por duas vezes, que se
dirigisse a um ramal que ficava longe da área onde já havia sido identificada a passagem dos posseiros
para o interior da mata, ao que tudo indica, a se crer no teor do relatório, justamente para afastar o
impetrante e sua equipe do local onde ocorreram as execuções.Assim, se a início a equipe em que ficou o
impetrante era também composta de mais pessoas ? quer sejam, quatro policiais militares do setor
conhecido como P2, cuja presença na missão, diga-se de passagem, não foi solicitada pelo Delegado
Valdivino, mas imposta pelo Coronel Comandante do Batalhão ?, a partir do momento em que se teve
certeza da direção para onde teriam ido as vítimas, até mesmo essa equipe da P2 se afastou da equipe do
impetrante e se uniu ao grupo do Tenente Coronel Kened, que comandava todos os militares que
executaram as vítimas.Assim, a equipe do impetrante passou a contar apenas com ele próprio e outros
três policiais civis, bem como recebeu nova ordem para se dirigir ao mesmo local de onde
viera(Assentamento Guarantã), isto é, foi novamente afastado do local onde as pessoas que deveria ser
presas se encontravam.Não é objeto deste mandado de segurança analisar como se deu a execução das
dez vítimas, mas o que deve ficar claro de tudo o que até agora foi exposto é que:1 ? o impetrante não era
delegado de polícia da Delegacia Especializada de Conflitos Agrários ? DECA, portanto não presidiu o
inquérito ou interveio no inquérito onde foram expedidos os mandados de prisão que seriam cumpridos na
fazenda Santa Lúcia, bem como não participou do cumprimento de mandados de Reintegração de
Posse;2 ? o impetrante não era delegado do núcleo de inteligência, portanto não participou de qualquer
investigação relacionada ao cumprimento dos mandados ou mesmo à situação da fazenda Santa Lúcia;3 ?
o impetrante somente tomou conhecimento do que se tratava a missão depois de ter sido convocado pelo
seu superintendente, porque ele não participou de reuniões preparatórias à missão;4 ? o impetrante
somente foi convocado porque outros delegados que participaram da reunião não estariam presentes;5 ?
durante a operação, estranhamente, conforme relatório da Polícia Federal, a equipe foi dividida e a do
impetrante foi mandada por duas vezes para longe dos locais onde poderiam estar as pessoas contra as
quais os mandados haviam sido expedidos.De todo o exposto, tem-se também que o impetrante não foi
incluído como denunciado na Ação Penal, bem como não foi indiciado pela Polícia Civil ou pela
PolíciaFederal nos respectivos inquéritos.De outro lado, a Portaria 016/2017-DGPC/PAD, de 12 de julho
de 2017, que instaurou o Processo Administrativo Disciplinar contra o impetrante e outros policiais civis
(pág21 e 22/pdf. Num. 4933763 - pág. 2 e 3), menciona apenas a ?gravidade do ocorrido? durante a
intervenção policial.Falar sobre a gravidade do ocorrido é falar sobre a obviedade, afinal, do que se pode
ver nos autos, dez pessoas foram sumariamente executadas, sem esboçarem qualquer reação, ao que
tudo indica numa forma de resolver um conflito que em primeira e última instância era agrário, posto que
resultado de uma violenta disputa pela posse da terra.É importante recordar também que a prova colhida
indica que as dez pessoas foram mortas sem esboçar qualquer reação. Não houve confronto, como
quiseram fazer crer os policiais que estiveram no local, mas execuções. Em um Estado cuja própria polícia
é capaz da atrocidade de matar seus cidadãos o que se tem não é apenas uma situação grave, mas uma
situação que coloca em cheque a própria sustentabilidade das instituições e do respeito aos direitos
humanos.Por isso, apurações devem ocorrer com todo rigor e cuidado, buscando-se responder às
questões que vão desde a gêneses da operação até a sua conclusão sinistra para que todos aqueles e
aquelas que foram responsáveis respondam por seus atos na medida de suas culpabilidades. Também o
Estado deve refletir sobre formas de resolver esses conflitos, buscando possibilitar o acesso à terra e aos
meios necessários à reprodução dos que dela se encontram apartados. Deve também investir na
formação humanística de seu corpo policial, promovendo a consciência de que nenhuma instituição pode
declarar guerra aos seus próprios cidadãos.Todas essas medidas, necessárias ao meu ver, são
institucionais, o que significa que nenhuma delas é responsabilidade do impetrante.(grifos nossos). A
valoração sobre a conduta do impetrante durante a diligência policial, bem como, sobre todo o contexto do
ocorrido, são indicativos de que o magistrado se aprofundou na questão de fato e direito que representa o
mérito da apuração interna administrativa, inclusive, antecipando-o, hipótese vedada, eis que ao Judiciário
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compete apenas aferir a legalidade, moralidade do ato administrativo. Nesse sentido, orienta-se o STJ:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR
PÚBLICO. TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR.
DEMISSÃO. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. MANIFESTAÇÃO EXPRESSA ACERCA DOS
TÓPICOS. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. NÃO CONFIGURAÇÃO. ART. 142 DA LEI
8.112/90. PRAZO QUINQUENAL. INTERRUPÇÃO. REINÍCIO DA CONTAGEM. PORTARIA INAUGURAL.
PRESCINDIBILIDADE DA DESCRIÇÃO MINUCIOSA DA IMPUTAÇÃO. OBSERVÂNCIA DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. DISPENSABILIDADE NO PROCEDIMENTO PRELIMINAR.
ALEGAÇÃO DE NULIDADE QUE EXIGE A DEMONSTRAÇÃO DE EVENTUAL PREJUÍZO. PRODUÇÃO
DE PROVAS. VIA INADEQUADA AO REEXAME. INCURSÃO NO ART. 117, IX, DA LEI N.
8.112/90.DEMISSÃO. VINCULAÇÃO. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO REJEITADOS.1. Os embargos de declaração servem ao saneamento do julgado eivado
de um dos vícios previstos no art. 1.022 do CPC, e não à revisão de decisão de mérito que resultou
desfavorável.2. O termo inicial do lustro prescricional para a apuração do cometimento de infração
disciplinar é a data do conhecimento do fato pela autoridade competente para instaurar o Processo
Administrativo Disciplinar. A contagem da prescrição interrompe-se tanto com a abertura de sindicância
quanto com a instauração de processo disciplinar. Após o decurso de 140 dias (prazo máximo conferido
pela Lei n. 8.122/90 para conclusão e julgamento do PAD), o prazo prescricional recomeça a correr
integralmente.3. No que toca à sindicância, firmou-se nesta Corte Superior entendimento no sentido de
que, diante de seu caráter meramente investigatório (inquisitorial) ou preparatório de um processo
administrativo disciplinar (PAD), é dizer, aquela que visa a apurar a ocorrência de infrações administrativas
sem estar dirigida, desde logo, à aplicação de sanção ao servidor público, é dispensável a observância
das garantias do contraditório e da ampla defesa, sendo prescindível a presença obrigatória do investigado
(MS 20.647/DF, Rel. Ministro Herman Benjamin, Primeira Seção, DJe 19/12/2016).4. A Portaria de
instauração do Processo Administrativo Disciplinar dispensa a descrição minuciosa da imputação, exigida
tão somente após a instrução do feito, na fase de indiciamento, o que é capaz de viabilizar o exercício do
contraditório e da ampla defesa.Precedentes.5. O STJ entende que as irregularidades apontadas no
processo disciplinar devem afetar as garantias do devido processo legal para justificarem a anulação
deste, dependendo, portanto, da efetiva demonstração de prejuízos à defesa do servidor, segundo o
princípio da instrumentalidade das formas (pas de nullité sans grief).6. A ação mandamental não constitui
via adequada para o reexame das provas produzidas em processo administrativo disciplinar, tampouco à
revisão do juízo de valor que a autoridade administrativa faz sobre elas, ressalvada a avaliação do grau de
proporcionalidade da pena aplicada (MS 13.771/DF, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Terceira Seção,
DJe 02/06/2015).7. Conforme a jurisprudência desta Corte Superior, uma vez incurso o servidor público no
art. 117, IX, da Lei n. 8.112/90, não resta à autoridade competente para a aplicação da penalidade no
âmbito administrativo qualquer juízo de discricionariedade a autorizar pena diversa da demissão.8.
Embargos de declaração rejeitados.(EDcl no MS 11.493/DF, Rel. Ministro NEFI CORDEIRO, TERCEIRA
SEÇÃO, julgado em 09/05/2018, DJe 15/05/2018). PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA PORTARIA QUE DETERMINA ABERTURA DE PROCESSO
ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. EX-SERVIDOR EM CARGO DE CONFIANÇA. POSSÍVEL CONDUTA
INCOMPATÍVEL COM A MORALIDADE (ART. 116, IX, DA LEI N. 8.112/90). PRESCRIÇÃO. AFASTADA.
DESCRIÇÃO DOS FATOS IMPUTADOS NO PAD. SUFICIÊNCIA PARA O EXERCÍCIO DA AMPLA
DEFESA. CONTROLE JURISDICIONAL DAS CONCLUSÕES DO PROCESSO ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR. EXAME DA REGULARIDADE DO PROCEDIMENTO E DA LEGALIDADE DO ATO.
IMPOSSIBILIDADE DE INCURSÃO DO MÉRITO DO ATO ADMINISTRATIVO. REGULARIDADE DA
INSTAURAÇÃO DO PAD. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. 1. Mandado de segurança contra
ato do Ministro de Estado da Justiça, que determinou a instauração de Processo Administrativo Disciplinar
(PAD) em desfavor do impetrante, ex-servidor ocupante de cargo de confiança, para se apurar possível
conduta incompatível com a moralidade administrativa (art. 116, IX, da Lei n. 8.112/90). 2. O impetrante
sustenta violação a seu direito líquido e certo a não ser instaurado o PAD por: a. Haver-se operado
prescrição; b. Não haver dolo, culpa ou má-fé em sua conduta; c. Carecer de motivação o ato apontado
como coator; d. Haver provas de que não mantivesse relação com a entidade fiscalizada no tempo em que
compunha os quadros do Ministério da Justiça. 3. Não se pode afirmar a ocorrência antecipada da
prescrição da pretensão punitiva estatal, pois a imputação suficientemente detalhada só virá por ocasião,
se caso, da portaria de indiciamento do impetrante, de modo que não se pode afirmar com segurança qual
o prazo prescricional aplicável. 4. Ao contrário do que afirma o impetrante, o ato administrativo que
determinou a abertura do PAD foi suficientemente motivado, uma vez que a autoridade impetrada adotou
como razões de decidir aquelas expostas no parecer por ela acolhido. 5. O exame das provas e de
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

eventual dolo, culpa ou má-fé serão oportunamente feitos pela autoridade administrativa competente para
o julgamento do PAD. Compete ao Poder Judiciário apreciar, à luz dos princípios do contraditório, da
ampla defesa e do devido processo legal, a regularidade do procedimento administrativo disciplinar sem,
contudo, reexaminar as provas para adentrar o mérito da decisão administrativa. No caso, não houve erro
invencível que justificasse a intervenção do Judiciário. Prova suficiente para a abertura do PAD. 6.
Segurança denegada. (STJ - MS: 20922 DF 2014/0075536-5, Relator: Ministro BENEDITO GONÇALVES,
Data de Julgamento: 08/02/2017, S1 - PRIMEIRA SEÇÃO, Data de Publicação: DJe 14/02/2017). Desse
modo, considerando que ausência de indícios de irregularidade na instauração do PAD, bem como, a
independência das esferas criminal, civil e administrativa, considerando ainda, que não há inequívoca
comprovação da ausência de responsabilidade funcional, resta configurada a probabilidade do provimento
do recurso. Outrossim, tem-se que o sobrestamento da PAD, instaurado com aparência de legalidade,
importa em perigo de lesão grave ou de difícil reparação, pois a demora na apuração dos fatos pode
inviabilizar a produção de provas indispensáveis à instrução do procedimento. Ante o exposto, com
fundamento no art. 995 e art. 1.019, I, CPC/2015, DEFIRO O PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO, nos
termos da fundamentação. Oficie-se ao Juízo a quo, comunicando-lhe esta decisão (art. 1.019, I,
CPC/2015). Intime-se o agravado para que ofereça contrarrazões, caso queira, no prazo legal de 15
(quinze) dias, ex vi, do artigo 1.019, inciso II, do CPC/15. Após, encaminhem-se os autos ao Órgão
Ministerial nesta Superior Instância, para manifestação, na qualidade de fiscal da Ordem Jurídica. Servirá
a presente decisão como Mandado/Ofício, nos termos da Portaria 3731/2015-GP. Belém, 28 de novembro
de 2018. ELVINA GEMAQUE TAVEIRADesembargadora Relatora

Número do processo: 0806032-94.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: ALMIR DA SILVA


SODRE Participação: ADVOGADO Nome: EDERSON ANTUNES GAIAOAB: 50000A Participação:
AGRAVADO Nome: AYMORE CREDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S.A. Participação:
ADVOGADO Nome: CRISTIANE BELINATI GARCIA LOPESOAB: 70000A Participação: ADVOGADO
Nome: PATRICIA PONTAROLI JANSENOAB: 50000A1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO.AGRAVO DE
INSTRUMENTO ? Nº. 0806032-94.2018.814.0000COMARCA: BELÉM / PA.AGRAVANTE:ALMIR DA
SILVA SODRE.ADVOGADO:EDERSON ANTUNES GAIA ? OAB/PA nº 22.675.AGRAVADO:AYMORE
CREDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S/A.ADVOGADO:CRISTIANE BELINATI GARCIA
LOPES ? OAB/PA nº 13.846-A.RELATOR: DES. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO. Vistos e etc.
Preliminarmente, ante o preenchimento dos requisitos, concedo os benefícios da justiça gratuita ao
Recorrente.Sem delongas, verifico a verossimilhança das alegações da parte Recorrente, tal seja a de que
a Cédula de Crédito Bancário juntada com a exordial não se refere a via original (ID 3859323 ? autos da
origem). Outrossim, patente é opericulum in mora,ante a iminente possibilidade da realização da busca e
apreensão de seu veículo ou, se já tiver sido operada, dos prejuízos advindos com a privação do
automóvel, ocorrida em dissonância com o que dispõe o Tribunal da Cidadania.In casu,o que norteia o
pleito recursal é exatamente o precedente do STJ da lavra do Ministro Marco Buzzi, no REsp 1277394 /
SC, DJe 28/03/2016, onde restou assentado que somente de forma excepcional e, desde que justificado
com motivo plausível, é que se dispensa a juntada da via original do título. Logo,via de regra,não se
admite, para fins de obtenção de provimento liminar de busca e apreensão,que seja juntada a cópiado
contrato bancário.Diante disso:1. Com fulcro noart. 1.019, I, do CPC/2015,recebo o presente Agravo de
Instrumento no efeitodevolutivo eSUSPENSIVO, pelo que resta suspensa,por ora, a liminar que
determinou a busca e apreensão do veículo descrito na exordial.2. Comunique-se o juízoa quoacerca do
teor da presente decisão (art. 1.019, I, do CPC/2015).3. Proceda-se à intimação da parte agravada por
meio de seu procurador, nos termos do art. 1.019, II, do CPC/2015 para, querendo, contrarrazoar o
recurso.4. Cumprido o acima determinado, voltem-me conclusos. Belém/PA, 14 de novembro de 2018.
CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRODesembargador ? Relator

Número do processo: 0806424-34.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: MOACIR LIMA DE


SOUSA Participação: ADVOGADO Nome: AMADEU ALMIR BOGEAOAB: 001769/PA Participação:
AGRAVANTE Nome: MARIA DO SOCORRO DOS SANTOS PANTOJA Participação: ADVOGADO Nome:
AMADEU ALMIR BOGEAOAB: 001769/PA Participação: AGRAVADO Nome: IGREJA UNIVERSAL DO
REINO DE DEUS Participação: ADVOGADO Nome: LELIA DO SOCORRO MONTEIRO SOUZAOAB:
5007/PAPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁGABINETE
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DESEMBARGADOR JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIORAGRAVO DE


INSTRUMENTO (202):0806424-34.2018.8.14.0000AGRAVANTE: MOACIR LIMA DE SOUSA, MARIA DO
SOCORRO DOS SANTOS PANTOJANome: MOACIR LIMA DE SOUSAEndereço: Passagem São
Cristóvão, 39A, Guamá, BELéM - PA - CEP: 66065-670Nome: MARIA DO SOCORRO DOS SANTOS
PANTOJAEndereço: Passagem São Cristóvão, 39A, Guamá, BELéM - PA - CEP: 66065-670Advogado:
AMADEU ALMIR BOGEA OAB: PA001769 Endereço: desconhecidoAGRAVADO: IGREJA UNIVERSAL
DO REINO DE DEUSNome: IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUSEndereço: Rodovia BR-316, 318
km1, - até km 0,400, Castanheira, BELéM - PA - CEP: 66645-000 DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de
Agravo de Instrumentocompedido de efeito suspensivo(Num. 859309-Pág.1/7)interposto porMOACIR
LIMA DE SOUZA E MARIA DO SOCORRO DOS SANTOS PANTOJA,contra decisão proferida pela 11ª
Vara Cível e Empresarial de Belém, nos autos doCUMPRIMENTO DE SENTENÇA(Processo nº 0817328-
20.2017.814.0301), proposta pelo Agravante, em face daIGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS,ora
Agravada,que acolheu parcialmente a impugnação ao cumprimento de sentença oferecida pela Agravada,
nos seguintes termos:?Diante do exposto, ACOLHO PARCIALMENTE A IMPUGNACAO AO
CUMPRIMENTO DE SENTENCA, compelindo a executada ao pagamento apenas das parcelas vencidas,
cujo valor deve ser obtido através da utilização do valor do salário mínimo da data da sentença para fins
de cálculo da reparação civil, com aplicação de juros de mora de 0,5% (meio por cento), retroativo ao
vencimento das parcelas, e correção monetária pelo INPC, a incidir após a sentença.Determino ainda que
os honorários advocatícios sucumbenciais, no patamar de 10% (dez por cento), incidam sobre o valor das
parcelas vencidas até o momento do pagamento devidamente atualizado, bem como sobre o montante de
capital necessário a produzir a renda correspondente as prestações vincendas. Outrossim, determino o
afastamento da cobrança da multa de 5% (cinco por cento) Em face da sucumbência dos exequentes e da
inocorrência do pagamento integral de forma voluntaria, condeno ambos os litigantes em honorários
advocatícios, que fixo em 10% (dez) por cento, nos termos da fundamentação. Todavia, em razão dos
exequentes litigarem sob a égide da justiça gratuita, determino a suspensão da exigibilidade do referido
credito até que se comprove a insubsistência da condição de hipossuficiência financeira que autoriza o
benefício. Ultrapassados 5 (cinco) anos sem que tenha se verificado que a sucumbente possui suficiência
de recursos para assumir os ônus sucumbenciais, deve a referida condenação ser extinta (art.98, §3º do
CPC). Em razão da complexidade dos cálculos, remetam-se os presentes autos ao contador do Juízo,
para que seja verificar o valor atualizado dos débitos executados, de acordo com os parâmetros fixados
pela presente decisão.P. R. I. C.Alegam os Agravantes, em síntese, que o magistradoa quomodificou os
termos da sentença proferida nos autos de conhecimento que originou os autos originais deste recurso
(processo 0006049-13.1998.814.0301).Aduz que a decisão guerreada afastou a obrigação da Agravada
em realizar o pagamento das parcelas vincendas.Argumenta que os honorários advocatícios foram
majorados para 15% do valor da causa pelo STJ quando do julgamento do Recurso Especial nº 1.710.569-
Pa (2017/0300888-4).Alega que a decisão guerreada não observou a mudança no percentual de juros a
ser aplicado após a entrada em vigor do Novo CPC, que deveria ter passado de 0,5% para 1%, bem
como, que não observou a data estipulada em sentença para incidência da correção monetária, vez que
na decisão Agravada consta a partir da sentença, enquanto na sentença, consta a partir do evento
danoso, nos termos da sumula 43 do STJ.Por fim, aduz que a multa de 5% arbitrada por recurso
protelatório por este E. Tribunal no julgamento do Agravo Interno em Apelação da Sentença dos autos que
originaram os autos principais deste Recurso, vez que não foi feito com base no valor atualizado da
causa.Os Agravantes obtiveram o benefício da gratuidade judicial, conforme decisão no Num. 2095489-
Pág.1 dos autos eletrônicosprincipais. É o necessário.DECIDO.Recebo o recurso, eis que preenchido os
requisitos de admissibilidade, passando a análise do efeito pretendido.Verifico que, de fato, não foi
observado a majoração dos honorários advocatícios para 15% sobre o valor da causa, conforme se
observa através da decisão juntada no Num. 859336-Pág.1/2, tendo em vista que a decisão guerreada
considera o percentual de 10% (Num. 859330-Pág.1/7).Da mesma maneira, o magistrado de primeiro grau
não considerou as determinações constantes na sentença (Num. 2038636-Pág.11 dos autos eletrônicos
principais) para alteração do percentual de juros de 0,5% para 1% a partir da vigência do CC 2002, bem
como, a data para incidência da correção monetária que deve ser a partir do evento danoso.Ressalto que
há a informação do trânsito em julgado do processo nº0006049-13.1998.814.0301,conforme certidão
emitida pelo STJ, carreada aos autos no Num. 4272151-Pág.1,de modo que a sentença, ora executada
nos autos principais do presente recurso, se tornou imutável. Não sendo cabível alteração do julgado na
fase de cumprimento de sentença. Isto posto, observo que estão presentes os requisitos previstos no
parágrafo único do artigo 995 do CPC/2015, posto que, ao menos em sede de cognição sumária, uma vez
demonstrado que a decisão guerreada altera aspectos da sentença, resta demonstrado a probabilidade de
provimento do recurso e o risco de dano grave, de difícil ou impossível reparação, razão pela qualconcedo
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

o efeito suspensivo da eficácia da decisão guerreadaaté o julgamento do mérito do presente recurso pela
Turma Julgadora.Comunique-se ao juízo de piso esta decisão (art. 1019, I, CPC).Intime-se o Agravado, na
forma prescrita no inciso II do art. 1.019 do CPC para que, em querendo, responda no prazo de 15
(quinze) dias, sendo-lhe facultado juntar a documentação que entender necessária ao julgamento do
Recurso.Servirá a cópia da presente decisão como mandado/ofício.Após, conclusos.Belém, 08 de
novembro de 2018. JOSÉ ROBERTOPINHEIRO MAIABEZERRAJÚNIORDESEMBARGADOR- RELATOR

Número do processo: 0803667-67.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: REPAR


RECICLAGEM INDUSTRIAL DE RESIDUOS DE ANIMAIS LTDA - ME Participação: ADVOGADO Nome:
CEZAR AUGUSTO REZENDE RODRIGUESOAB: 60000A Participação: AGRAVADO Nome: MINISTERIO
PUBLICO DO ESTADO DO PARA PODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARÁGABINETE DA DESA. ELVINA GEMAQUE TAVEIRADECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de
Agravo de Instrumento (processo nº0803667-67.2018.8.14.0000-PJE) interposto porREPAR
RECICLAGEM INDUSTRIAL DE RESÍDUOS DE ANIMAIS LTDA - MEcontraMINISTÉRIO PÚBLICO DO
ESTADO DO PARÁ, diante de decisão prolatada pelo Juízo da1ª Vara Cível e Empresarial do Distrito de
Icoaraci, nos autos daAção Civil Pública(processo nº0003322.32.2010.814.0201-PJE) proposta pela
Agravada. A decisão recorrida (Num. 609821 - Pág. 17 a Num. 609822 - Pág. 4) foi proferida nos
seguintes termos: (...)27 ? Diante do exposto, nos termos do art. 536 e 537, caput,§1º, I, §3º e §4º do
NCPC,DEFIRO a EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA MULTA DIÁRIA aplicada ao réu no valor de R$
10.000,00(dez mil reais) em face de ter constatado o descumprimento das obrigações impostas nos itens
A) e B) da decisão liminar de fls. 1418, cujo calculo deve retroagir as datas de 18.06.2016 e 23.06.2016.
No entanto, nos termos do art. 537, §1º inciso I do CPC, REDUZO o valor da multa para R$ 200.000,00
(duzentos mil reais) o qual deverá ser atualizado pelo índice de correção monetária (INPC-IBGE) em face
da desproporcionalidade entre o valor da multa que se tornou excessiva e muito superior aos valores da
obrigação principal pleiteada pelo autor, em razão do princípio da razoabilidade e proporcionalidade e para
evitar o enriquecimento ilícito do exequente.28- Indefiro o pedido de acréscimo de 10% de multa sobre o
valor do débito por se tratar de uma dupla penalidade, já que ao réu já está sendo sancionado pela
imposição da multa por descumprimento da obrigação.29 - Indefiro pedido de condenação do réu em 10%
de honorários advocatícios sobre o valor da multa em favor do autor, posto que incabível e indevida, face
ausência de previsão legal. Além do que o autor na presente causa atua como substituto processual em
legitimação extraordinária, em que defende um direito difuso(ar atmosférico), coletivo ou individual
homogêneo alheio em nome próprio, logo não atua como um procurador judicial de uma parte que busca a
tutela de um direito ou interesse privado individual, tal como ocorre quando a parte constitui advogado com
outorga de poderes para prestar assistência jurídica com capacidade postulatória. O MP autua por
prerrogativas constitucionais dentro de suas multifunções em defesa de direitos sociais, difusos e coletivos
e ainda respaldado nas normas da lei 7347/85 (Ação civil Pública)30 -A questão de honorários
advocatícios sucumbenciais em ACP movida pelo MP só é passível de condenação ao autor MP em favor
do advogado do réu ao final da ação desde que restar comprovada a litigância de má-fé por parte do autor,
como assim já se pronunciou o STJ (...)31- Para dar efetividade a execução da multa, considerando que o
executado réu já foi intimado e não pagou voluntariamente a multa no prazo de 15 dias e nem a impugnou,
conforme certificado as fls. 1814, conforme requer o autor no item c) de fls. 1766, DETERMINO o imediato
BLOQUEIO ON LINE dos ativos financeiros existentes nos saldos de conta bancária da empresa ré
REPAR ? reciclagem industrial de resíduos de animais Ltda-EPP no valor de R$ 200.000,00 (duzentos mil
reais). Realizado o bloqueio CONVERTO O BLOQUEIO EM PENHORA, lavrando-se o respectivo auto,
devendo ser realizado o deposito judicial do valor em conta judicial, e só poderá ser liberado em favor do
exequente autor caso seja julgada procedente a ação por sentença de mérito e após o transito em julgado
desta, ou ainda restituído ao réu em caso de improcedência da ação ou por sentença extintiva sem exame
do mérito, também com transito em julgado da decisão.32- Realizada a penhora, ficam sobrestados os
atos expropriatórios até a decisão final por sentença definitiva com exame do mérito.(...) ? Grifo nosso Em
suas razões (Num.609818 - Pág. 1/27 a609819- Pág. 1/27), o Agravante alegaque em nenhum momento
teve suas atividades suspensas, sendo determinado, tão somente, a suspensão das atividades
potencialmente nocivas ao meio ambiente e a saúde e bem-estar da coletividade em descumprimento da
legislação ambiental vigente, o que a Agravante já havia se adequado, tendo inclusive firmado um Termo
de Compromisso com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente ? SEMMA, órgão fiscalizador de suas
atividades. Afirma que em nenhum momento descumpriu ordem judicial, não havendo em se falar em
execução provisória de multa fixada. Argumenta que o Magistrado de piso equivocou-se ao proferir a
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

decisão agravada determinando a execução provisória em desfavor da Agravante, uma vez que sempre
desempenhou a atividade com responsabilidade social e ambiental, melhorando cada vez mais seu modo
de operação, mantendo a cidade de Belém e região metropolitana livre da poluição inerente aos resíduos
de pescado destas regiões, o que demonstra seu compromisso com a preservação do meio ambiente,
saúde e bem-estar da coletividade. Aduz quepossui LICENÇA AMBIENTAL DE OPERAÇÃO, com
validade até 23/02/2022, emitida pela Secretária Municipal de Meio Ambiente ? SEMMA, órgão fiscalizador
de suas atividades, tendo firmado em 22.06.2016, junto a Prefeitura Municipal de Belém ? PA, através da
SEMMA um TERMO DE COMPROMISSO, estabelecendo obrigações e metas à serem cumpridas, sob
pena de cancelamento da LICENÇA AMBIENTAL DE OPERAÇÃO e consequente cessação das
atividades da Empresa. Sustenta que frequentemente é fiscalizada pelos órgãos ambientais competentes
e quepossui o PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL ? PCMSO e o
PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS ? PPRA atualizados, alegando não haver
descumprimento de normas ambientais. Aduz quea execução de multa inerente a descumprimento de
ordem judicial somente seria possível após o trânsito em julgado da decisão que a confirme, de forma que
havendo a possibilidade de improcedência da presente demanda, o bloqueio de vultoso valor nas contas
bancárias da Agravante se traduziria em prejuízos imensuráveis, face a grave crise enfrentada por todas
as Empresas do país. discorre sobre o grave impacto ambiental, social e econômico causado, no caso de
fechamento da empresa, pelo que pugna pela concessão do efeito suspensivo ao agravo, e ao final,
requer o conhecimento e o provimento do agravo de instrumento,para reformar a decisão. Juntou
documentos. Coube-me a relatoria do feito por distribuição. É o relato do essencial. Decido. Presentes os
pressupostos de admissibilidade, com base no CPC/2015, conheço do recurso e passo a analisar o pedido
de efeito suspensivo. Presentes os pressupostos de admissibilidade recursal, CONHEÇO DO AGRAVO
DE INSTRUMENTO,com fulcro na interpretação conjunta do art. 932, VIII, do CPC/2015 c/c art. 133, XII, d,
do Regimento Interno deste E. TJPA, abaixo transcritos, respectivamente: Art. 932. Incumbe ao
relator:(...)VIII - exercer outras atribuições estabelecidas no regimento interno do tribunal. Art. 133.
Compete ao Relator:(...)XII ?dar provimento ao recurso se a decisão recorrida for contrária:(...)d)à
jurisprudência dominante desta e. Corte ou de Cortes Superiores; (Grifo nosso). No caso dos autos, tem-
se que fora concedida tutela antecipada nos autos da Ação Civil Pública,Processo
nº0003322.32.2010.814.0201-PJE,proposta pelo Ministério Público, em desfavor daEmpresa
Agravante,onde foradeferida a execução provisória da multa diária aplicada ao réu no valor de R$
10.000,00(dez mil reais) em face de ter constatado o descumprimento das obrigações impostas nos itens
a) e b) da decisão liminar de fls. 1418, cujo calculo deve retroagir as datas de 18.06.2016 e 23.06.2016,
tendo sido o montante de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) o qual deverá ser atualizado pelo índice de
correção monetária (INPC-IBGE) em face da desproporcionalidade entre o valor da multa que se tornou
excessiva e muito superior aos valores da obrigação principal pleiteada pelo autor, em razão do princípio
da razoabilidade e proporcionalidade e para evitar o enriquecimento ilícito do exequente. Insta esclarecer
que para a execução de multa diária fixada em razão de descumprimento de obrigação de fazer ou não
fazer, em sede de tutela antecipada, faz-se necessária a sua confirmação em sentença de mérito. Sobre o
tema há entendimento pacificado pelo STJ em julgamento realizado pela sistemática dos recursos
repetitivos referente ao Tema 743, cuja tese firmada segue abaixo transcrita: Tema 743-A multa diária
prevista no § 4º do art. 461 do CPC, devida desde o dia em que configurado o descumprimento, quando
fixada em antecipação de tutela, somente poderá ser objeto de execução provisória após a sua
confirmação pela sentença de mérito e desde que o recurso eventualmente interposto não seja recebido
com efeito suspensivo. A doutrina de Daniel Amorim Assumpção Neves (inManual de Direito Processual
Civil, volume único, ed. JusPodivm, 8ªed., maio/2016,pág. 417) esclarece que: (...) A sentença deverá
confirmar ou rejeitar a tutela provisória anteriormente concedida, e o ideal é que isso seja realizado de
forma expressa pelo juiz, não deixando margem à dúvida. Não havendo tal manifestação expressa, saber
o status da tutela provisória dependerá do conteúdo da sentença: a)havendo procedência do pedido do
autor, a tutela provisória terá sido implicitamente confirmada;b)havendoimprocedência do pedido do autor
ouextinção sem resolução do mérito, a tutela provisória terá sido implicitamente revogada. (...) ? Grifo
nosso Neste sentido colaciona-se o julgado do STJ: Decisão (...) É o relatório. Passo a decidir.(...).
c)Exigibilidade das astreintes antes do trânsito em julgado: Consoante jurisprudência do Superior Tribunal
de Justiça, as astreintes, conquanto sejam devidas desde o descumprimento do provimento judicial,
somente são exigíveis após o trânsito em julgado da decisão. A propósito: PROCESSO CIVIL. MEDIDA
CAUTELAR. ASTREINTES. EXECUÇÃO. INTERESSE DA PARTE. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO DA
AÇÃO PRINCIPAL. NECESSIDADE. DISPOSITIVOS LEGAIS ANALISADOS: ARTS. 273, §§ 3º E 4º, 461,
§§ 4º E 5º, E 475-O, DO CPC. 1. Agravo de instrumento interposto em 10.12.2007. Recurso especial
concluso ao gabinete da Relatora em 29.11.2011. 2.Recurso especial que discute as condições para
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

cobrança de astreintes fixadas liminarmente em medida cautelar. 3. O interesse nas astreintes encontra-se
visceralmente ligado ao êxito da parte na ação principal, êxito esse que acaba por se caracterizar como
uma condição resolutiva da multa cominatória: se procedente o pedido, convalida-se; se improcedente,
perde efeito retroativamente. 4. Considerando que a lógica norteadora do nosso sistema processual é
conferir ao autor o produto da multa cominatória derivada do descumprimento da obrigação pelo devedor,
seria completamente irracional admitir o beneficiamento daquele com as astreintes quando a decisão final
concluir pela improcedência do pedido, sob pena, inclusive, de se caracterizar o enriquecimento sem
causa do autor. 5. A revogação da tutela antecipada na qual baseado o título executivo provisório de
astreintes, fica sem efeito a respectiva execução, que também possui natureza provisória, nos termos dos
arts. 273, § 4º, e 475-O, do CPC. 6. Julgamento do recurso especial prejudicado pela perda superveniente
de objeto. (REsp 1245539/SP, TERCEIRA TURMA, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, DJe 29/04/2014)
PROCESSO CIVIL. EXECUÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. MULTA
COMINATÓRIA. CPC, ART. 461, §§ 3º E 4º. NÃO CUMPRIMENTO. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA
SUPERVENIENTE. INEXIGIBILIDADE DA MULTA FIXADA EM ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. I - A
antecipação dos efeitos da tutela, conquanto produza efeitos imediatos à época do deferimento, possui a
natureza de provimento antecipatório, no aguardo do julgamento definitivo da tutela jurisdicional pleiteada,
que se dá na sentença, de modo que, no caso de procedência, a antecipação resta consolidada,
produzindo seus efeitos desde o momento de execução da antecipação, mas, sobrevindo a
improcedência, transitada em julgado, a tutela antecipada perde eficácia, cancelando-se para todos os
efeitos, inclusive quanto a multa aplicada (astreinte). II - O instituto da antecipação da tutela implica risco
para autor e réu, indo à conta e risco de ambos as consequências do cumprimento ou do descumprimento,
subordinado à procedência do pedido no julgamento definitivo, que se consolida ao trânsito em julgado. III
- A multa diária fixada antecipadamente ou na sentença, consoante CPC, art. 461, §§ 3º e 4º só será
exigível após o trânsito em julgado da sentença que julga procedente a ação, sendo devida, todavia,
desde o dia em que se deu o descumprimento. IV - Recurso Especial improvido. (REsp 1016375/RS, Rel.
Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, DJe 21/02/2011) LOCAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL.
MULTA DIÁRIA. ASTREINTE. ART. 461, § 4.º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. IMPOSIÇÃO POR
DESCUMPRIMENTO DE DETERMINAÇÃO JUDICIAL. NATUREZA COERCITIVA. COMINAÇÃO
CONCOMITANTE COM A MULTA PREVISTA NO ART. 921, INCISO II, DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL. NATUREZA POSSESSÓRIA. POSSIBILIDADE. EXIGIBILIDADE DO PAGAMENTO. QUANDO
CONFIGURADO O DESCUMPRIMENTO DA DETERMINAÇÃO JUDICIAL OU AO FINAL DO
PROCESSO. VALOR DA MULTA DIÁRIA. RAZOÁVEL. NÃO DEVE PROPORCIONAR O
ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA DA OUTRA PARTE. (...) 2. As astreintes são devidas desde o momento
em que ocorre o descumprimento da determinação judicial do cumprimento da obrigação de fazer ou não-
fazer; sendo exigível, contudo, apenas depois do trânsito em julgado da sentença, tenha sido a multa
fixada antecipadamente ou na própria sentença, consoante os §§ 3.º e 4.º do art. 461 do Código de
Processo Civil. (...) 5. Recurso especial parcialmente provido. (REsp 903.226/SC, Rel. Ministra LAURITA
VAZ, QUINTA TURMA, DJe 06/12/2010) PROCESSUAL CIVIL. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA.
ASTREINTES. EXIGIBILIDADE. PROCEDÊNCIA DA DEMANDA. TRÂNSITO EM JULGADO. 1.
Coercibilidade das astreintes fixadas em antecipação de tutela reside na possibilidade de sua cobrança
futura que, só se dará com o trânsito em julgado da sentença de procedência da demanda. 2. Incidência a
contar do dia do descumprimento da ordem judicial. 3. Agravo regimental provido. (AgRg nos EDcl no
REsp 871.165/RS, TERCEIRA Turma, Rel. Min. PAULO FURTADO (Desembargador Convocado do
TJ/BA), DJe de 15/09/2010.)AGRAVO REGIMENTAL RECURSO ESPECIAL TUTELA ANTECIPADA
DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO MULTA DIÁRIA EXIGIBILIDADE TRÂNSITO EM JULGADO
DECISÃO AGRAVADA MANTIDA IMPROVIMENTO. I. Esta Corte proclamou que, fixada multa diária
antecipadamente ou na sentença, consoante o § 3º e 4º do art. 461 do CPC só será exigível após o
trânsito em julgado da sentença (ou acórdão) que confirmar a fixação da referida multa, sendo devida,
todavia, desde o dia em que se deu o descumprimento. II. A agravante não trouxe nenhum argumento
capaz de modificar a conclusão do julgado, a qual se mantém por seus próprios fundamentos. Agravo
Regimental improvido. (AgRg no REsp 1.153.033/MG, TERCEIRA Turma, Rel. Min. SIDNEI BENETI, DJe
de 07/05/2010.) Nesse contexto, mister o provimento do recurso especial para que as astreintes sejam
cobradas somente após o trânsito em julgado, nos termos da jurisprudência deste Superior Tribunal. d)
Exorbitância das astreintes: É possível a intervenção desta Corte para reduzir ou aumentar o valor da
multa por descumprimento de ordem judicial apenas nos casos em que o quantum arbitrado pelo acórdão
recorrido se mostre irrisório ou exagerado. Pelas peculiaridades do caso concreto, o valor da multa, por si
só, não se mostra elevado (fl. 670,e-STJ) ante a capacidade econômica da recorrente, sendo, ao mesmo
tempo, o suficiente a compelir a recorrente ao cumprimento da ordem judicial. e) Dissídio jurisprudencial:
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

O conhecimento do recurso pela alínea c do permissivo constitucional exige a indicação do dispositivo


legal ao qual foi atribuída interpretação dissonante e a demonstração da divergência mediante o cotejo
analítico dos acórdãos recorrido e paradigmas, de modo a se verificarem as circunstâncias que
assemelhem ou identifiquem os casos confrontados (arts. 255, §§ 1º e 2º, do RISTJ e 541, parágrafo
único, do CPC), ônus dos quais a recorrente não se desincumbiu. Diante do exposto, nos termos do art.
253, parágrafo único, II, c, do RISTJ, conheço do agravo para dar parcial provimento ao recurso especial
no sentido de exigibilidade das astreintes, no caso sob análise, somente após o trânsito em julgado.
Intimem-se. Brasília, 08 de setembro de 2017. MINISTRO RAUL ARAÚJO Relator(STJ - AgInt no AREsp:
522421 AM 2014/0125784-6, Relator: Ministro RAUL ARAÚJO, Data de Publicação: DJ 18/09/2017) ?
Grifo nosso Nessa esteira também tem sido o entendimento deste E. Tribunal de Justiça, senão vejamos:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL C/C OBRIGAÇÃO DE
FAZER E TUTELA ANTECIPADA. ASTREINTES. EXECUÇÃO PROVISÓRIA ANTES DA SENTENÇA.
IMPOSSIBILIDADE. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. I Insurge-se o agravante contra a decisão do
juízo de 1º grau que determinou ao agravante que efetuasse, no prazo de 15 (quinze) dias, o pagamento
do valor de R$ 1.000.000,00, sob pena de expedição de mandado de penhora e avaliação, nos termos do
art. 475-J do Código de Processo Civil. II - Aduz o agravante que a determinação é equivocada vez que a
jurisprudência é pacifica no sentido de só ser possível a execução de astreintes após o trânsito em julgado
da sentença confirmatória da liminar e as astreintes não tem finalidade ressarcitória, sendo descabido
cogitar sua exigibilidade. III - Ao decidir o pedido, deferindo a execução provisória das astreintes, o juízo a
quo, equivocadamente, fez remissão expressa ao art. 475-J do CPC, que disciplina a aplicação de multa
em caso de condenação e, portanto, depois de prolatada a sentença, que não se aplica ao presente caso,
já que a multa objeto do presente recurso tem natureza provisória, pois aplicada antes do trânsito em
julgado da sentença, para a qual não se admite execução provisória. IV - Entendo, portanto, comungando
do entendimento consolidado na Côrte Superior que é incabível a execução provisória das astreintes antes
do trânsito em julgado da sentença confirmatória da liminar. V - Diante do exposto, conheço do agravo e
dou-lhe provimento, para reformar a decisão recorrida.(TJ-PA - AI: 201230245313 PA, Relator: GLEIDE
PEREIRA DE MOURA, Data de Julgamento: 02/09/2013, 1ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA, Data de
Publicação: 10/09/2013) ? Grifo nosso As decisões da Jurisprudência pátria abaixo colacionadas
corroboram o entendimento da necessidade de confirmação da tutela antecipada pela sentença para que
seja viabilizada a execução da multa arbitrada, senão vejamos: APELAÇÃO CÍVEL. MEDIDA
CAUTELAR.ASTREINTE. NECESSIDADE DE CONFIRMAÇÃO NA SENTENÇA DE MÉRITO PARA SER
EXECUTADA. Impende ser mantida, in casu, a sentença que extinguiu a ação de execução da astreinte,
porquanto interposta antes do trânsito em julgado da decisão de mérito. NEGARAM PROVIMENTO AO
APELO. UNÂNIME. (Apelação Cível Nº 70075419093, Décima Terceira Câmara Cível, Tribunal de Justiça
do RS, Relator: Elisabete Correa Hoeveler, Julgado em 26/10/2017).(TJ-RS - AC: 70075419093 RS,
Relator: Elisabete Correa Hoeveler, Data de Julgamento: 26/10/2017, Décima Terceira Câmara Cível, Data
de Publicação: Diário da Justiça do dia 01/11/2017) ? Grifo nosso DIREITO PROCESSUAL CIVIL.
AGRAVO DE INSTRUMENTO.CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. ASTREINTES. NECESSIDADE DE
CONFIRMAÇÃO EM SENTENÇA. DECISÃO MANTIDA.As astreintes, fixadas em caráter liminar, haja
vista sua finalidade coercitiva, somente serão exigíveis após confirmação por sentença favorável
transitada em julgado, quando então o Judiciário assegurará assistir o direito vindicado ao beneficiário do
recebimento da multa. Assim, incabível o pagamento de astreintes quando a decisão em que se
determinou a medida coercitiva não foi confirmada na sentença. Agravo de Instrumento desprovido.(TJ-DF
07157495420178070000 DF 0715749-54.2017.8.07.0000, Relator: ANGELO PASSARELI, Data de
Julgamento: 08/02/2018, 5ª Turma Cível, Data de Publicação: Publicado no DJE : 13/03/2018 . Pág.: Sem
Página Cadastrada.) ? Grifo nosso AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. AÇÃO
REVISIONAL.EXECUÇÃO DE MULTA DIÁRIA FIXADA EM DECISÃO INTERLOCUTÓRIA.
IMPOSSIBILIDADE. TEMA 743. REAPRECIAÇÃO.Nos termos da posição assentada pelo Superior
Tribunal de Justiça no julgamento do REsp. nº 1.200.856/RS TEMA 743, somente é possível a execução
da multa diária fixada em sede de antecipação de tutela nos autos de ação principal a partir da
confirmação da tutela pela sentença de mérito não objeto de recurso com efeito suspensivo. No caso
concreto, o autor restou sucumbente na grande maioria dos pedidos formulados na inicial, sendo inviável a
cobrança da multa diária fixada. A Impugnação vai acolhida integralmente, para extinguir a execução
proposta. AGRAVO DE INSTRUMENTO PROVIDO. (Agravo de Instrumento Nº 70053369161, Décima
Terceira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Angela Terezinha de Oliveira Brito, Julgado em
26/04/2018).(TJ-RS - AI: 70053369161 RS, Relator: Angela Terezinha de Oliveira Brito, Data de
Julgamento: 26/04/2018, Décima Terceira Câmara Cível, Data de Publicação: Diário da Justiça do dia
03/05/2018)? Grifo nosso Com efeito, resta ser reconhecida de ofício a nulidade decorrente da falta de
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

título executivo, uma vez que não houve a confirmação da tutela antecipada por sentença, tendo havido a
extinção do feito sem resolução do mérito em razão do reconhecimento pelo Juízo da perda de objeto, de
forma que deve ser extinta a execução embargada. Ante o exposto, CONHEÇO e DOU PROVIMENTOao
presente agravo, para reformar a decisão agravada, conforme fundamentação. Oficie-se, junto ao Juízo a
quo comunicando-lhe imediatamente esta decisão (art. 1.019, I, CPC/15). Servirá a presente decisão como
Mandado/Ofício, nos termos da Portaria 3731/2015-GP. P.R.I. Belém, 28 de novembro de 2018. ELVINA
GEMAQUE TAVEIRA Desembargadora Relatora

Número do processo: 0805065-49.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: S. S. G.


Participação: ADVOGADO Nome: RANYELLE DA SILVA SEPTIMIO CARVALHOOAB: 30000A
Participação: AGRAVADO Nome: J. D. S. S. Participação: ADVOGADO Nome: WILMA LEMOS SOUSA E
SILVAOAB: 35000A1ª TURMA DE DIREITO PRIVADOAGRAVO DE INSTRUMENTO N.º 0805065-
49.2018.8.14.0000.COMARCA: MARABÁ/PA.AGRAVANTE:S. S. G.ADVOGADO:RANYELLE DA SILVA
SEPTIMIO CARVALHO ? OAB/PA 16.283.AGRAVADO:J. DA S. S.ADVOGADO:WILMA LEMOS SOUSA
E SILVA ? OAB/PA 15.235.RELATOR: Des. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO.D E C I S Ã O I N
T E R L O C U T Ó R I ATrata-se de recurso deAgravo de Instrumento com pedido de efeito
suspensivoprotocolizado perante este Egrégio Tribunal de Justiça porS. S. G.em face deJ. DA S. S., em
razão do inconformismo com o provimento judicial proferido peloJuízo de Direito da 2ª Vara Cível e
Empresarial de Marabáquemajorou o valor dos alimentos provisórios para um salário mínimo para cada
filho (Id 722478 - Pág. 33 a 35).Em suasrazões, o recorrente aduz que inicialmente que os alimentos
provisórios foram fixados no percentual por si ofertado, qual seja, de 74% do salário mínimo para cada um
dos dois filhos, tendo sido majorados pela decisão agravada, proferida em sede de audiência de
conciliação, quando sequer a contestação havia sido apresentada pela agravada, a qual, segundo o
recorrente, também não interpôs recurso contra aquela primeira decisão.Por tais motivos, entende o
agravante que os alimentos não poderiam ter sido majorados, argumentando, ainda, que o aumento é
incompatível com seus ganhos mensais, bem como que possui outra filha menor de idade, para a qual
oferta alimentos de forma amigável.Requereu a concessão de efeito suspensivo ao presente recurso e, ao
final, o seu provimento, com a reforma da decisão agravada.À Id 963521, converti o julgamento em
diligência, facultando ao agravante juntar aos autos os comprovantes dos gastos dos filhos menores do
ex-casal, bem como comprovar que possui outra filha menor para a qual paga pensão de maneira
amigável e informa, se possível, os rendimentos auferidos pela agravada.Em resposta (Id 999966) o
agravante peticionou, informando que estaria juntando os comprovantes que possui em relação aos gastos
com os filhos menores, bem como a certidão de nascimento da outra filha menor que possui e os
comprovantes de que paga pensão a esta. Em relação aos rendimentos auferidos pela agravada, disse
não saber informar.Todavia, em que pese o agravante afirmar estar juntando documentos junto àquele
petição, nada juntou.É breve relatório.De acordo com o disposto no art. 300, do CPC ?A tutela de urgência
será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou
o risco ao resultado útil do processo?. Observa-se tratarem-se de requisitos cumulativos. Desta forma,
ausente qualquer um deles, a tutela de urgência não poderá ser deferida.No presente caso,não consigo
vislumbrar,neste primeiro momento, a presença da probabilidade do direito, pois o recorrente não trouxe
aos autos documentos capazes de desconstituir a decisão proferida pelo juízo de primeiro grau, que se
ressalte, encontra-se mais próximo da realidade das partes.Nota-se não existir nos autos qualquer
comprovação dos gastos dispendidos com os filhos menores (necessidade). Igualmente, não restou
comprovado que o agravante possui outra filha menor e paga pensão para ela (possibilidade).Dessa
forma, pelos documentos acostados aos autos, não consigo vislumbrar que o agravante não possa pagar
aos dois filhos menores o valor de dois salários mínimos para cada um, a título de alimentos
provisórios.ASSIM, tendo em vista a ausência de probabilidade do direito alegado, na forma do art. 995,
parágrafo único c/c art. 1.019, I, do CPC/2015,INDEFIRO a concessão de efeito suspensivo ao agravo,
mantendo a eficácia da decisão de primeiro grau, até ulterior deliberaçãoOficie-se o juízo de primeiro grau,
comunicando-o acerca do teor deste provimento (art. 1.019, I, do CPC/2015), bem como requisitando
informações (art. 69, III, do CPC) acerca do estágio da ação originária.Intime-se o agravado para,
querendo, apresentar contrarrazões ao agravo no prazo legal (art. 1.019, II, CPC).Após, encaminhem-se
os autos Ministério Público, para manifestação, tendo em vista que a demanda envolve interesse de
menor.Ultimadas tais providências, faça-se conclusão.Belém/PA, 08 de novembro de 2018.
CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRODesembargador-Relator
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Número do processo: 0808050-88.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: BV FINANCEIRA


SA CREDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO Participação: ADVOGADO Nome: SERGIO
SCHULZEOAB: 00000A Participação: AGRAVADO Nome: CARLOS ALBERTO PEREIRA BARATA
Participação: ADVOGADO Nome: EDERSON ANTUNES GAIAOAB: 50000A1ª TURMA DE DIREITO
PRIVADO.AGRAVO DE INSTRUMENTO ? Nº. 0808050-88.2018.8.14.0000COMARCA: BELÉM /
PA.AGRAVANTE:BV FINANCEIRA S/A CREDITO FINANCIAMENTO E
INVESTIMENTO.ADVOGADO:SÉRGIO SCHULZE ? OAB/PA nº 23524-A.AGRAVADO:CARLOS
ALBERTO PEREIRA BARATA.ADVOGADO:EDERSON ANTUNES GAIA ? OAB/PA nº 22.675.RELATOR:
DES. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO. Vistos e etc. Sem delongas, destaco que a decisão que
concedeu a liminar de busca e apreensão (fls. ID 6351602 ? pág. 01/02 ? autos da origem) foi suspensa
por este Relator, ante a concessão de efeito suspensivo ao agravo de instrumento nº 0807126-
77.2018.814.0000.Dessarte, se neste momento processual, a própria liminar de busca e apreensão está
sem efeito, seria completamente descabida, então, a autorização por este Julgador para que o Agravante
possa vender o automóvel extrajudicialmente.Diante disso:1. Com fulcro noart. 1.019, do
CPC/2015,recebo o presente Agravo de Instrumento somente no efeitoDEVOLUTIVO.2. Comunique-se o
juízoa quoacerca do teor da presente decisão (art. 1.019, I, do CPC/2015).3. Proceda-se à intimação da
parte agravada por meio de seu procurador, nos termos do art. 1.019, II, do CPC/2015 para, querendo,
contrarrazoar o recurso.4. Cumprido o acima determinado, voltem-me conclusos.Belém/PA, 08 de
novembro de 2018. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO Desembargador ? Relator

Número do processo: 0807616-02.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: F C G


NASCIMENTO & CIA LTDA - EPP Participação: ADVOGADO Nome: MARLON DE SOUSA
MENEZESOAB: 2497500A/PA Participação: ADVOGADO Nome: JOSE MARIA DIAS DE MENESES
JUNIOROAB: 25153/PA Participação: AGRAVADO Nome: RENATA COSTA BRITO1.ª TURMA DE
DIREITO PRIVADO.AGRAVO DE INSTRUMENTO ? N.º 0807616-02.2018.8.14.0000.COMARCA: SANTO
ANTONIO DO TAUÁ/PA.AGRAVANTE:F C G NASCIMENTO & CIA LTDA - EPP.ADVOGADO:MARLON
DE SOUSA MENEZES ? OAB/PA 24.975.ADVOGADO: JOSE MARIA DIAS DE MENESES JUNIOR ?
OAB/PA 25.153AGRAVADO:RENATA COSTA BRITO.ADVOGADO:NÃO CONSTITUÍDO.RELATOR:
DES. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO.DESPACHOTrata-se de recurso de Agravo de
Instrumento interposto porF C G NASCIMENTO & CIA LTDA ? EPPem face deRENATA COSTA BRITO,
diante de seu inconformismo com decisão proferida pelo Juízo da Vara de Única de Santo Antonio do
Tauá, que determinou o processamento da causa pelo procedimento comum, nos termos do disposto no
art. 318 do Código de Processo Civil, determinando o recolhimento das custas judiciais.O recorrente
informa que deixa de efetuar o preparo do presente recurso, tendo em vista que a discussão é relativa ao
prosseguimento do feito pelo Rito do Juizado Especial Cível, disciplinado pela Lei nº 9.099/95.Todavia,
tendo em vista que a tramitação do recurso de Agravo de Instrumento se dá em 2º Grau de Jurisdição,
dependendo, regra geral, do pagamento do devido preparo para o seu regular processamento, o
agravante deverá efetuar o recolhimento devido.Ademais, esclareço que até os recursos interpostos contra
decisões proferidas em feitos afetos à Lei nº 9.099/95 dependem o pagamento de preparo (art. 42, §1º c/c
art. 54, parágrafo único).Assim,considerando que o recorrente não comprovou o pagamento do preparo
deste recurso no ato de sua interposição, intime-o para, no prazo de 10 (dez) dias,efetuar o recolhimento
em dobro do preparo, sob pena de deserção (art. 1.007, §4º, CPC).Intime-se.Belém/PA, 29 de novembro
de 2018. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO Desembargador ? Relator

Número do processo: 0807573-65.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: CLAUDIA JARDIM


DE SOUZA Participação: ADVOGADO Nome: EDERSON ANTUNES GAIAOAB: 50000A Participação:
AGRAVADO Nome: AYMORE CREDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S.A. Participação:
ADVOGADO Nome: MARCO ANTONIO CRESPO BARBOSAOAB: 65000A1ª TURMA DE DIREITO
PRIVADOAGRAVO DE INSTRUMENTO N.º 0807573-65.2018.814.0000.COMARCA: BELÉM /
PA.AGRAVANTE:CLAUDIA JARDIM DE SOUZA.ADVOGADO:EDERSON ANTUNES GAIA ? OAB/PA nº
22.675.AGRAVADO:AYMORÉ CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO
S/A.ADVOGADO:MARCO ANTONIO CRESPO BARBOSA ? OAB/SP nº 115.665.RELATOR: Des.
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO.D E C I S Ã O M O N O C R Á T I C A Des. CONSTANTINO


AUGUSTO GUERREIRO EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO.
VIA ORIGINAL DO CONTRATO DE FINANCIAMENTO / CÉDULA DE CRÉDITO. APRESENTADA.
ALEGAÇÃO DE JUNTADA DA VIA ORIGINAL NA SECRETARIA. PROVIDÊNCIA NÃO EXIGIDA PELA
LEI Nº 11.419/2006. PROVIDÊNCIA QUE NÃO FOI EXIGIDA PELO JUÍZOA QUO.COMPROVAÇÃO DA
MORA. EXISTÊNCIA. MANUTENÇÃO DA LIMINAR. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. Trata-se
deAGRAVO DE INSTRUMENTOinterposto perante este Egrégio Tribunal de Justiça porCLAUDIA JARDIM
DE SOUZA, nos autos daAção de Busca e Apreensãonº 0844954-77.2018.8.14.0301, movida em seu
desfavor porAYMORÉ CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S/A,diante de seu inconformismo
com a decisão prolatada pelo juízo da 14ª Vara Cível e Empresarial da Capital, que deferiu a liminar de
busca e apreensão requerida na exordial.Razõesàsfls. ID 994000 ? pág. 01/10,onde o Recorrente
sustenta, em suma, que a via original do contrato de financiamento / cédula de crédito bancário não teria
sido apresentada na secretaria, razão pela qual deve-se concluir pela ausência de juntada da via original
do contrato, fato este que está em dissonância com o que preconiza oprecedente do STJ da lavra do
Ministro Marco Buzzi, no REsp 1277394 / SC, DJe 28/03/2016, onde restou assentado que somente de
forma excepcional e, desde que justificado com motivo plausível, é que se dispensa a juntada da via
original do título. Ademais, alegou que não teria sido comprovada a mora da Devedora, pelo que também
por este motivo deve ser reformada a decisão guerreada. É o sucinto relatório. Decido
monocraticamente.Preliminarmente,concedo os benefícios da justiça gratuita à Recorrente.Sem delongas,
consigno que é do conhecimento deste Relator o inteiro teor doprecedente do STJ da lavra do Ministro
Marco Buzzi, no REsp 1277394 / SC, DJe 28/03/2016, no qual estabeleceu-se que,via de regra,não se
admite, para fins de obtenção da liminar de busca e apreensão, que seja juntadacópiado contrato
bancário.Todavia, compulsando os autos da origem (proc. nº 0844954-77.2018.8.14.0301), verifico que o
Autor (ora Agravado) juntou aos autos avia originalda cédula de crédito bancário (fls. ID 5595990 ? pág.
01/07), motivo pelo qual não foi desobedecido o referido precedente do Tribunal da Cidadania.Por
conseguinte, o Recorrente aduz que para ser atendido o entendimento do C. STJ, deveria o Autor
proceder à juntada da via original da cédula de crédito bancário na Secretaria da14ª Vara Cível e
Empresarial da Capital,contudo,ressalto que tal providência não é exigida pela Lei do Processo Eletrônico
(nº 11.419/2006). Ao contrário do que alega o Agravante, a referida lei, em seu art. 11, §3º, destaca
que:?os originais dos documentos digitalizados, mencionados no § 2odeste artigo,deverão ser
preservados pelo seu detentor até o trânsito em julgado da sentençaou, quando admitida, até o final do
prazo para interposição de ação rescisória.?No mesmo sentidoOutrossim, saliento que a juntada do título
original na Secretaria pelo Agravado, como requer o Agravante,poderáser determinada pelo juízoa
quo,nos exatos termos do art. 425, §2º, do CPC/2015, todavia, não vislumbro a ocorrência de tal
determinação pelo juiz de piso.Avançando, destaco que a mora do devedor foi devidamente comprovada
pelo Agravado, posto que a notificação extrajudicial foi enviada ao mesmo endereço do Recorrente que
consta na cédula de crédito bancário, nos termos dos documentos defls. ID 5595990 ? pág. 01/07 e
5595995 ? pág. 01/03.Logo, entendo que foi plenamente atendida a disposição da súmula nº 72/STJ,
devendo-se, pois, ser mantida a decisão que concedeu a liminar de busca e apreensão.ASSIM,ante o
exposto,CONHEÇO E NEGO PROVIMENTO ao recurso de agravo de instrumento, nos termos da
fundamentação exposta.P.R.I. Oficie-se no que couber.Após o trânsito em julgado, remetam-se os autos
ao juízoa quo. Belém/PA, 14 de novembro de 2018. CONSTANTINO AUGUSTO
GUERREIRODesembargador ? Relator

Número do processo: 0807105-04.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: PESQUEIRA


MAGUARY LTDA Participação: ADVOGADO Nome: MOZART GOMES DE LIMA NETOOAB: 16445/CE
Participação: AGRAVANTE Nome: JOAO TEIXEIRA DE CARVALHO NETO Participação: ADVOGADO
Nome: MOZART GOMES DE LIMA NETOOAB: 16445/CE Participação: AGRAVADO Nome: BANCO DA
AMAZONIA SA [BASA DIRECAO GERAL]PROCESSO JUDICIAL ELETRÔNICOTRIBUNAL DE JUSTIÇA
DO ESTADO DO PARÁ - 2º GRAUDESEMBARGADORA MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHO AGRAVO
DE INSTRUMENTO (202) Nº: 0807105-04.2018.8.14.0000AGRAVANTE: PESQUEIRA MAGUARY LTDA,
JOAO TEIXEIRA DE CARVALHO NETOAdvogado(s): MOZART GOMES DE LIMA NETOAGRAVADO:
BANCO DA AMAZONIA SA [BASA DIRECAO GERAL]RELATORA: DESEMBARGADORA MARIA DO
CÉO MACIEL COUTINHODECISÃO MONOCRÁTICA Vistos os autos.PESQUEIRA MAGUARY LTDA E
JOÃO TEIXEIRA DE CARVALHO NETOopôs o presenteRECURSO DE EMBARGOS DE
DECLARAÇÃOcontra a decisão monocrática de ID Nº 1.012.122 proferida por esta relatora, que houve por
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

bem não conhecer do Recurso de Agravo de Instrumento em epígrafe, interposto contraBANCO DA


AMAZÔNIA S.A. [BASA DIREÇÃO GERAL], em virtude de sua intempestividade.Sustenta, em suas razões
(ID Nº 1.027.692) que a decisão embargada padece de erro material, consubstanciado no equívoco
quanto ao cômputo do prazo para a interposição do recurso, notadamente porque a decisão interlocutória
foi publicada no dia 23/08/2018, e considerando o prazo de 15 (quinze) dias contados a partir do dia útil
seguinte (24/08/2018 ? sexta-feira), e que o dia 07/09/2018 é feriado nacional (Independência do Brasil),
conforme portaria de nº 5828/2017-GP, o prazo final para protocolo se deu em 14/09/2018, logo
tempestivo. Destarte, pugnou, ao cabo, pelo acolhimento dos presentes embargos de declaração.
BREVEMENTE RELATADOS.DECIDO. Quanto ao juízo de admissibilidade,vejo que os presentes
embargos são tempestivos, cabíveis, sendo inexigível a cobrança de preparo, nos termos do art. 1023 do
CPC[1]. Portanto, preenchidos os pressupostos processuais (tempestividade, regularidade formal,
inexistência de fato impeditivo ou extintivo do direito de recorrer e cabimento), SOU PELO SEU
CONHECIMENTO.Cinge-se a controvérsia acerca do pretenso erro material contido na decisão agravada,
consistente no equívoco no cômputo do prazo para a interposição do recurso de apelação.Pois bem, não
acolho à tese defendida pela parte embargante, por vislumbrar que seus argumentos não coadunam com
a realidade, posto quese afigura plenamente intempestiva a interposição do agravo de instrumento,
porquanto a publicação da decisão interlocutória se deu no dia 22/08/2018, conforme cópia anexada pelo
próprio embargante e pesquisa no DJe, sendo assim excluindo-se o dia da publicação (22/08/2018), o
prazo começa a contar no primeiro dia útil subsequente,in casu,23/08/2018 (quinta-feira), seguindo-se
durante 15 (quinze) dias úteis, nos termos do §5º do art. 1.003[2]do CPC/2015. No dia 07/09/2018 (sexta-
feira), não houve expediente forense, por conta do feriado nacional da Independência do Brasil, razão pela
qual os prazos processuais foram suspensos nesse dia, tornando a correr em10/09/2018 (segunda-
feira).Destarte, a data fatal para a interposição do recurso de apelação seria13/09/2018 (quinta-feira).
Tendo sido protocolizado o agravo de instrumento somente no dia 14/09/2018, portanto intempestivo. À
vista do exposto,NÃOACOLHO OS PRESENTES ACLARATORIOS, diante da flagrante intempestividade
do recurso de Agravo de Instrumento interposto pelos ora embargantes.Transcorrido o prazo para
interposição de eventual recurso, retornem os autos conclusos.Publique-se e intimem-se.Belém, 12 de
novembro de 2018. Desa. MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHORelatora [1]Art. 1.023. Os embargos
serão opostos, no prazo de 5 (cinco) dias, em petição dirigida ao juiz, com indicação do erro, obscuridade,
contradição ou omissão,e não se sujeitam a preparo. (Destaquei)[2]Art. 1.003. O prazo para interposição
de recurso conta-se da data em que os advogados, a sociedade de advogados, a Advocacia Pública, a
Defensoria Pública ou o Ministério Público são intimados da decisão. (...)§ 5oExcetuados os embargos de
declaração, o prazo para interpor os recursos e para responder-lhes é de 15 (quinze) dias. (Destaquei)

Número do processo: 0808184-18.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: JOAO MIGUEL


SOARES FONSECA Participação: ADVOGADO Nome: EDERSON ANTUNES GAIAOAB: 50000A
Participação: AGRAVADO Nome: AYMORE CREDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S.A.
Participação: ADVOGADO Nome: PATRICIA PONTAROLI JANSENOAB: 50000A1ª TURMA DE DIREITO
PRIVADOAGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 0808184-18.2018.8.14.0000AGRAVANTE: JOÃO MIGUEL
SOARES FONSECAAGRAVADO: AYMORÉ CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO
S/ARELATORA: DESª. MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHO Decisão InterlocutóriaTrata-se de recurso
de Agravo de Instrumento interposto por João Miguel Soares Fonseca em face de decisão proferida pelo
Juízo da 11ª Vara Cível e Empresarial da Comarca de Belém que deferiu medida liminar em favor da
empresa ora agravada Aymoré Crédito, Financiamento e Investimento S/A, no sentido de apreender e
remover o automóvel objeto da Ação de Busca e Apreensão para o depósito da instituição financeira. O
agravante, requer inicialmente a concessão dos benefícios da justiça gratuita, afirmando que não possui
condições de arcar com as despesas processuais sem comprometer o sustento seu e de sua
família.Defende ainda a tempestividade do recurso, aduzindo que a procuração para fins de habilitação do
advogado foi juntada aos autos na data de 25/10/2018, iniciando a contagem do prazo no dia 26/10/2018,
portanto, tendo como termo final a data de 19/11/2018. Alega a necessidade de apresentação da via
original da cédula de crédito bancário em secretaria, vez que se trata de título de crédito com força
executiva, sendo requisito indispensável para todas as demandas nas quais a pretensão esteja amparada
na referida cártula. Aduz ainda a existência do fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação,
tendo em vista que utiliza o bem como instrumento de trabalho.Afirma que não há perigo de
irreversibilidade da medida, bem como não houve configuração da mora, requisito indispensável para a
concessão da busca e apreensão, devendo a medida ser cancelada.Por fim, requer a antecipação dos
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

efeitos da tutela a fim de que seja, primeiramente, concedida a gratuidade processual, bem como haja a
revogação liminar, ante a imprescindibilidade da apresentação do contrato.É o relatório.O agravante
requer a concessão da gratuidade processual, tendo em vista que não pode arcar com as despesas
processuais sem prejuízo do próprio sustento.Ante os elementos constantes no feito, defiro o benefício
requerido.Presentes os pressupostos extrínsecos e intrínsecos, conheço do presente recurso.O agravante
requer a atribuição de efeito suspensivo a fim de que seja sustada a determinação de apreensão de
veículo automotor financiado junto à instituição financeira agravada.O artigo 1.019, inciso I do Código de
Processo Civil enuncia:?Art. 1.019. Recebido o agravo de instrumento no tribunal e distribuído
imediatamente, se não for o caso de aplicação do art. 932, incisos III e IV, o relator, no prazo de 5 (cinco)
dias:I - poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso ou deferir, em antecipação de tutela, total ou
parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão;?. Nos termos do artigo 995,
parágrafo único, do Código de Processo Civil-2015, ?a eficácia da decisão recorrida poderá ser suspensa
por decisão do relator, se da imediata produção de seus efeitos houver risco de dano grave, de difícil ou
impossível reparação e ficar demonstrada a probabilidade de provimento do recurso?.No presente caso,
em juízo de cognição sumária, não verifico os requisitos necessários à concessão da medida pleiteada,
uma vez que o título que embasa a pretensão executória não diz respeito a título de crédito, vez que não
se reveste dos requisitos presentes no art. 29 da Lei nº 10.931/2004.Ademais, não há nenhum documento
nos autos que justifique a alegação de que o bem é utilizado como instrumento de trabalho, portanto,
ausente o risco de dano irreparável ou de difícil reparação.Dessa forma, ausentes os requisitos, indefiro a
medida liminar pleiteada.Intime-se a parte agravada para apresentar contrarrazões, sendo-lhe facultado
juntar cópias das peças necessárias (art.1.019, II do CPC).Belém-PA, 13 de novembro de 2018.
Desembargadora MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHORelatora

Número do processo: 0804213-25.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: BANCO DO


BRASIL SA Participação: ADVOGADO Nome: SERVIO TULIO DE BARCELOSOAB: 2114800A/PA
Participação: AGRAVADO Nome: DJANIRA FERREIRA DE JESUS Participação: ADVOGADO Nome:
RAIMUNDO NONATO LAREDO DA PONTEOAB: 4084000A/PA1ª TURMA DE DIREITO
PRIVADO.AGRAVO DE INSTRUMENTO ? N.º 0804213-25.2018.8.14.0000.COMARCA:
BELÉM/PA.AGRAVANTE:BANCO DO BRASIL S/A.ADVOGADO:SERVIO TÚLIO DE BARCELOS ?
OAB/PA N°21.148-A.ADVOGADO:JOSÉ ARNALDO JANSSEN NOGUEIRA ? OAB/PA N°21.078-
A.AGRAVADO:DJANIRA FERREIRA DE JESUS.ADVOGADO:RAIMUNDO N. LAREDO DA PONTE ?
OAB/PA 4.084.RELATOR: DES. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO.D E C I S Ã O I N T E R L O C
U T Ó R I ATrata-se de recurso deAgravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivointerposto
porBANCO DO BRASIL S/Aem face deDJANIRA FERREIRA DE JESUS, diante de seu inconformismo
com decisão interlocutória proferida pelo Juízo de Primeiro Grau, consistente em determinação
direcionada ao agravante para que depositasse em juízo o valor pleiteado pela autora, no prazo de 72
horas, sob pena de multa diária no valor de R$-1.000,00, até o limite do valor da causa.Em suasrazões, o
recorrente sustenta, genericamente, que a autora não teria demonstrado os requisitos para a concessão
da medida antecipatória de tutela, bem como contesta o valor das astreintes, aduzindo serem
exorbitantesRequereu a atribuição de efeito suspensivo ao recurso e, ao final, o conhecimento e
provimento.É breve relatório.De acordo com o disposto no art. 300, do CPC ?A tutela de urgência será
concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o
risco ao resultado útil do processo?. Observa-se tratarem-se de requisitos cumulativos. Desta forma,
ausente qualquer um deles, a tutela de urgência não poderá ser deferida.No presente caso,não consigo
vislumbrar, neste primeiro momento, a presença da probabilidade do direito, pois, conforme relatado, o
recorrente não demonstrou claramente os motivos pelos quais entende que a agravada não preencheria
os requisitos para obter a antecipação da tutela, limitando-se a fazer alegações genéricas sobre o
assunto.Ademais, sobre o valor das astreintes, não vislumbro neste primeiro momento, que seria
excessivo, posto que o magistrado de primeiro grau limitou o máximo ao valor da causa, que corresponde
a R$13,748.03 (treze mil setecentos e quarenta e oito reais e três centavos).ASSIM, tendo em vista a
ausência de probabilidade do direito alegado, na forma do art. 995, parágrafo único c/c art. 1.019, I, do
CPC/2015,INDEFIRO a concessão de efeito suspensivo ao agravo, mantendo a eficácia da decisão de
primeiro grau, até ulterior deliberação.Oficie-se o juízo de primeiro grau, comunicando-o acerca do teor
deste provimento (art. 1.019, I, do CPC/2015), bem como requisitando informações (art. 69, III, do CPC)
acerca do estágio da ação originária.Intime-se a agravada para, querendo, apresentar contrarrazões ao
agravo no prazo legal (art. 1.019, II, CPC).Após, conclusos.Belém/PA, 27 de novembro de 2018.
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRODesembargador-Relator

Número do processo: 0808215-38.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: CARLOS ALBERTO


CRUZ DE ALMEIDA Participação: ADVOGADO Nome: JOSE LIDIO ALVES DOS SANTOSOAB: 87000A
Participação: ADVOGADO Nome: EDERSON ANTUNES GAIAOAB: 50000A Participação: AGRAVADO
Nome: BANCO J. SAFRA S.A Participação: ADVOGADO Nome: ROBERTA BEATRIZ DO
NASCIMENTOOAB: 49000A1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO.AGRAVO DE INSTRUMENTO ? Nº.
0808215-38.2018.814.0000COMARCA: MARITUBA / PA.AGRAVANTE:CARLOS ALBERTO CRUZ DE
ALMEIDA.ADVOGADO:EDERSON ANTUNES GAIA ? OAB/PA nº 22.675.AGRAVADO:BANCO J. SAFRA
S.A.ADVOGADO:ROBERTA BEATRIZ DO NASCIMENTO ? OAB/PA nº 24.871.ADVOGADO:JOSÉ LIDIO
ALVES DOS SANTOS ? OAB/PA nº 24.872-ARELATOR: DES. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO.
Vistos e etc. Preliminarmente, ante o preenchimento dos requisitos, concedo os benefícios da justiça
gratuita ao Recorrente.Sem delongas, verifico a verossimilhança das alegações da parte Recorrente, tal
seja a de que a Cédula de Crédito Bancário juntada com a exordial não se refere a via original (ID
5707040 ? pág. 01/08 ? autos da origem). Outrossim, patente é opericulum in mora,ante a iminente
possibilidade da realização da busca e apreensão de seu veículo ou, se já tiver sido operada, dos
prejuízos advindos com a privação do automóvel, ocorrida em dissonância com o que dispõe o Tribunal da
Cidadania.In casu,o que norteia o pleito recursal é exatamente o precedente do STJ da lavra do Ministro
Marco Buzzi, no REsp 1277394 / SC, DJe 28/03/2016, onde restou assentado que somente de forma
excepcional e, desde que justificado com motivo plausível, é que se dispensa a juntada da via original do
título. Logo,via de regra,não se admite, para fins de obtenção de provimento liminar de busca e
apreensão,que seja juntada a cópiado contrato bancário.Diante disso:1. Com fulcro noart. 1.019, I, do
CPC/2015,recebo o presente Agravo de Instrumento no efeitodevolutivo eSUSPENSIVO, pelo que resta
suspensa,por ora, a liminar que determinou a busca e apreensão do veículo descrito na exordial.2.
Comunique-se o juízoa quoacerca do teor da presente decisão (art. 1.019, I, do CPC/2015).3. Proceda-se
à intimação da parte agravada por meio de seu procurador, nos termos do art. 1.019, II, do CPC/2015
para, querendo, contrarrazoar o recurso.4. Cumprido o acima determinado, voltem-me conclusos.
Belém/PA, 14 de novembro de 2018. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRODesembargador ? Relator

Número do processo: 0808321-97.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: ADAILTON GOMES


TEIXEIRA Participação: ADVOGADO Nome: OSORIO DANTAS DE SOUSA NETOOAB: 2305300A/PA
Participação: AGRAVANTE Nome: RAQUEL DA SILVA GOMES Participação: ADVOGADO Nome:
OSORIO DANTAS DE SOUSA NETOOAB: 2305300A/PA Participação: AGRAVADO Nome:
RESIDENCIAL CIDADE JARDIM VI SPE-LTDA Participação: ADVOGADO Nome: ROSEVAL
RODRIGUES DA CUNHA FILHOOAB: 40000APODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DO PARÁGABINETE DESEMBARGADOR JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
JUNIORAGRAVO DE INSTRUMENTO (202):0808321-97.2018.8.14.0000AGRAVANTE: ADAILTON
GOMES TEIXEIRA, RAQUEL DA SILVA GOMESNome: ADAILTON GOMES TEIXEIRAEndereço: Av. T1,
s/n, quadra 323, lote 040, cidade jardim, PARAUAPEBAS - PA - CEP: 68515-000Nome: RAQUEL DA
SILVA GOMESEndereço: Avenida T1, s/n, quadra 323, lote 040,, cidade jardim, PARAUAPEBAS - PA -
CEP: 68515-000Advogado: OSORIO DANTAS DE SOUSA NETO OAB: PA2305300A Endereço:
desconhecidoAGRAVADO: RESIDENCIAL CIDADE JARDIM VI SPE-LTDANome: RESIDENCIAL CIDADE
JARDIM VI SPE-LTDAEndereço: Rua A-10, s/n, Quadra 21, Lote 01/03, Sala 06, cidade jardim,
PARAUAPEBAS - PA - CEP: 68515-000DECISÃO MONOCRÁTICATrata-se de Agravo de Instrumento
com efeito suspensivo (Num.1077971 ? Pág. 1/26) interposto porADAILTON GOMES TEIXEIRA E
RAQUEL DA SILVA GOMES,contra decisão proferida pela 2ª Vara Cível da Comarca de Parauapebas/PA,
nos autos daAÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE COM PEDIDO LIMINAR C/C INDENIZAÇÃO POR
PERDAS E DANOS(Processo nº 0803323-63.2018.8.14.0040), ajuizada porRESIDENCIAL CIDADE
JARDIM VI SPE LTDA,ora Agravada,que declarou liminarmente a rescisão do contrato e determinou a
reintegração do imóvel localizado na Avenida T-1, quadra 323, lote 040, Residencial Cidade Jardim,
Parauapebas/PA, objeto do litígio, com fundamento no art. 562 do Código de Processo Civil (Núm.
6639361- Pág. 13 ? autos principais).O agravante sustenta que o juiz de primeiro grau concedeu a tutela
provisória sem ouvir a parte ré, e determinou a reintegração na posse do bem imóvel objeto da
controvérsia, ignorando o comando do artigo 1.219 do Código Civil, que orienta pela prévia indenização
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

das benfeitorias úteis e necessárias realizadas no lote.Afirma que a decisão vergastada está em
contradição com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça e do próprio Tribunal de Justiça a
respeito da matéria, assim como ausentes os requisitos legais autorizadores para a reintegração liminar da
posse.Pleiteia concessão da justiça gratuita, sob o fundamento de não possuir recursos financeiros
suficientes para arcar com as custas processuais.Requer a antecipação dos efeitos da tutela recursal,para
suspender o mandado de reintegração de posse emface do agravante quanto ao lote urbano situado na
Avenida T-1, quadra 323, lote 040, Residencial Cidade Jardim, na Cidade de Parauapebas/PA, com
dimensão de 252,38 m².E ao final, seja dado provimento ao agravo para afastar os efeitos da decisão
agravada. Decido.Defiro o pedido de justiça gratuita, nos termos do artigo 99 do CPC. Satisfeitos os
pressupostos processuais de admissibilidade, conheço do recurso de Agravo de Instrumento e, passo a
apreciá-lo sob a égide do art. 1019, I do CPC que assim estabelece: ?Art. 1.019. Recebido o agravo de
Instrumento no tribunal e distribuído imediatamente, se não for o caso de aplicação do art. 932, incisos III e
IV, o relator, no prazo de 5 (cinco) dias:I - Poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso ou deferir, em
antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão?.
Posto isso, passo a apreciar o pedido de efeito suspensivo.Compulsando os autos verificasse que a ação
de reintegração de posse ajuizada pelos agravados tem como objeto o contrato de compra e venda do
Lote/Terreno nº de formulário 18505, cujo objeto é descrito como: Lote de terra localizado na Rua T-1,
Quadra 323, Lote 40 - Residencial Cidade Jardim, Parauapebas, com área de 252,50 m², celebrado entre
a agravada e Carloman Muniz Lima em 07 de janeiro de 2011, tendo este cedido aos agravantes os
direitos aquisitivos do referido contrato em 10 de outubro de 2014, conforme documentos ID 6597194
(pág. 1/12) e 6597199 (Pág. 1/2), ambos da ação principal.O Juízo a deferiu o pedido de tutela antecipada
sob o fundamento de que preenchidos os requisitos previstos no art. 300 do CPC, declarando a rescisão
do contrato e determinando a reintegração de posse do imóvel em favor da parte
autora/agravada.Todavia, trata-se de contrato de compra e venda de imóvel, cuja quebra do contrato não
decorre de forma automática do inadimplemento contratual, havendo necessidade da resolução judicial do
contrato, até mesmo para que fique configurado o esbulho praticado pelo promitente comprador, bem
como seja resguardado o direito de ambas as partes, ainda que haja cláusula resolutória expressa no
contrato, em obediência ao princípio da boa-fé. Nesse sentido, cito: Ação possessória e desconstituição de
contrato. Segundo o Superior Tribunal de Justiça, ?A ação possessória não se presta à recuperação da
posse, sem que antes tenha havido a rescisão/resolução do contrato, É firme a jurisprudência do STJ o
sentido de ser imprescindível a prévia manifestação judicial na hipótese de rescisão de compromisso de
compra e venda de imóvel para eu seja consumada a resolução do contrato, ainda que existente cláusula
resolutória expressa, diante da necessidade de observância do princípio da boa-fé a nortear os contratos
?(STJ, 4ªTurma,AgInt. no AREsp 734.869/BA, rel. Min. Marco Buzzi, DJe. 19.10.2017). (In Código de
Processo Civil Comentado, Marinoni ? Abrenhar ? Mitidieri ? pág. 738).PROCESSO CIVIL.
AGRAVO.RECURSO ESPECIAL. CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. ANTECIPAÇÃO DA
TUTELA. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. NECESSIDADE DE MANIFESTAÇÃO JUDICIAL PARA A
RESOLUÇÃO DO CONTRATO. PRECEDENTES. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
INADMISSIBILIDADE -Diante da necessidade de observância do princípio da boa-fé objetiva norteador
dos contratos, na antecipação de tutela reintegratória de posse, é imprescindível prévia manifestação
judicial na hipótese de rescisão de compromisso de compra e venda de imóvel para que seja consumada a
resolução do contrato. Precedentes.- O reexame de fatos e provas em recurso especial é inadmissível. -
Agravo no recurso especial não provido.(AgRg no REsp 1292370/MS, Relatora Ministra NANCY
ANDRIGHI, Terceira Turma, DJe 20/11/2012). CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. CONTRATO DE COMPRA
E VENDA DE IMÓVEL. ANTECIPAÇÃO DA TUTELA. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. VIOLAÇÃO ART.
535, II. DO CPC NÃO-OCORRÊNCIA. RESOLUÇÃO DO CONTRATO POR INADIMPLEMENTO.
CLÁUSULA RESOLUTÓRIA EXPRESSA. NECESSIDADE DE MANIFESTAÇÃO JUDICIAL PARA A
RESOLUÇÃO DO CONTRATO. PRECEDENTES.(...) 2. Diante da necessidade de observância do
princípio da boa-fé objetiva norteador dos contratos, na antecipação de tutela reintegratória de posse, é
imprescindível prévia manifestação judicial na hipótese de rescisão de compromisso de compra e venda
de imóvel para que seja consumada a resolução do contrato, ainda que existente cláusula resolutória
expressa. (...) 4. Agravo regimental desprovido. (AgRg no REsp 969.596/MG, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO
DE NORONHA, QUARTA TURMA, julgado em 18/05/2010, DJe 27/05/2010).EMENTA: AGRAVO DE
INSTRUMENTO - REINTEGRAÇÃO DE POSSE - RESCISÃO CONTRATUAL - AUSÊNCIA DE
DECLARAÇÃO JUDICIAL PARA RESCINDIR A AVENÇA ENTRE AS PARTES - IMPOSSIBILIDADE DE
REINTEGRAR AINDA QUE PRESENTE CLÁUSULA RESOLUTÓRIA EXPRESSA - RECURSO
CONHECIDO E PROVIDO. 1-No presente caso, firma-se o entendimento de que a quebra do contrato de
compra e venda não decorre de forma automática do inadimplemento contratual, havendo a necessidade
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da declaração judicial até mesmo para que fique configurado o esbulho praticado pelo adquirente. 2-Desse
modo, não há que ser deferida liminarmente a reintegração da posse, ou mesmo designada a audiência de
justificação conforme o art. 928, sem que antes se resolva a situação contratual das partes. Caso se
decida pela rescisão do contrato, possível, então, a reintegração da posse, passando-se, desse modo, ao
procedimento especial cabível. 3-Recurso conhecido e provido, para revogar a liminar possessória
deferida, ante a ausência de declaração prévia acerca da rescisão contratual. (TJPA -Agravo de
Instrumento nº 0005144-95.2017.8.14.0000, Acórdão nº 189.004. 2ª Turma de Direito Privado. Relatora:
Desa. Maria de Nazaré Saavedra Guimaraes.Data de Publicação:26/04/2018). Diante do exposto, defiroo
efeito suspensivo ao presente recurso de agravo de instrumento,parasuspender o mandado de
reintegração de posse emface do agravante quanto ao lote urbano situado na Rua T-1, Quadra 323, Lote
40 - Residencial Cidade Jardim, Parauapebas, com área de 252,50 m².Oficie-se o juiza quodando-lhe
ciência desta decisão.Intimem-se o agravado, na forma prescrita no inciso II do art. 1.019 do Código de
Processo Civil para que, em querendo, responda no prazo de 15 (quinze) dias, sendo-lhe facultado juntar
a documentação que entender conveniente.Servirá a presente decisão como mandado/ofício.Após,
conclusos.Belém, 20 de novembro de 2018. JOSÉ ROBERTOPINHEIRO
MAIABEZERRAJÚNIORDESEMBARGADOR - RELATOR

Número do processo: 0822037-98.2017.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: MANOEL HENRIQUE


DAS CHAGAS PALHETA Participação: ADVOGADO Nome: ANA CLAUDIA CORDEIRO DE ABDORAL
LOPESOAB: 00000A Participação: APELANTE Nome: REGINA CHAGAS PALHETA Participação:
ADVOGADO Nome: ANA CLAUDIA CORDEIRO DE ABDORAL LOPESOAB: 00000A Participação:
APELANTE Nome: MARCOS PAULO DAS CHAGAS PALHETA Participação: ADVOGADO Nome: ANA
CLAUDIA CORDEIRO DE ABDORAL LOPESOAB: 00000A Participação: APELADO Nome: INSTITUTO
DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARADIREITO PREVIDENCIÁRIO. APELAÇÃO
CÍVEL.AÇÃO ORDINÁRIA DE CONCESSÃO DEPENSÃO POR MORTE.REQUERIMENTO APÓS 05
ANOS ENTRE A DATA DO ÓBITO E O AJUIZAMENTO DA AÇÃO. SENTENÇA QUE RECONHECE A
PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO.DIREITO FUNDAMENTAL IMPRESCRITÍVEL À LUZ DO
ENTENDIMENTO DO STF EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL. MÉRITO. FILHOS MAIORES E
INVÁLIDOS.INVALIDEZ QUE ANTECEDE O FATO GERADOR DO BENEFÍCIO.PREVISÃO LEGAL DO
ART. 6º, III DA LC 39/2002.INAPLICABILIDADE DA TEORIA DACAUSAMADURA(ART. 1.013, §3º DO
CPC/15).PROCESSO NÃO SE ENCONTRA EM CONDIÇÕES DE IMEDIATO JULGAMENTO.
NECESSIDADE DE INSTRUÇÃO PROBATÓRIA. PRECEDENTES.SENTENÇA ANULADA.APELAÇÃO
CONHECIDA E PARCIALMENTE PROVIDA. À UNANIMIDADE.1-A questão em análise reside em verificar
se os Apelantes possuem direito à pensão por morteoriginada de seu genitor, ex-servidor público,sob a
afirmação de serem maiores e inválidos, portanto, dependentes do genitor falecido.2-O Juízo a quo
considerou quea pretensão encontrava-se fulminada pela prescrição, uma vez que que a morte do ex-
policial militar se deu em 1989, permanecendo os autores inertes quanto à concessão do benefício até a
presente data, com exceção do autor Manoel Henrique, que teria pleiteado o pagamento junto ao
IGEPREV, em 2014, sendo indeferido o pedido em 2015, tendo ressaltado que o pleito administrativo do
demandante Manoel Henrique ainda que tenha sido indeferido em 2015, fato é que na oportunidade do
requerimento, em 2014, a pretensão já estava prescrita, pois o pedido administrativo formulado quando já
operada a prescrição do próprio fundo de direito não enseja a reabertura do prazo prescricional. 3-
Compete registrar que, de fato tal entendimento fora adotado pelo STJ em diversos julgados, entretanto,o
Supremo Tribunal Federal,no julgamento do RE 626.489?SE, com repercussão geral reconhecida, firmou
entendimento de que o direito fundamental ao benefício previdenciário pode ser exercido a qualquer
tempo, sem que se atribua qualquer consequência negativa à inércia do beneficiário, reconhecendo que
inexiste prazo decadencial para a concessão inicial de benefício previdenciário. 4- O Colendo Superior
Tribunal de Justiça, corroborou o entendimento firmado pelo STFde que o direito fundamental ao benefício
previdenciário pode ser exercido a qualquer tempo, sem que se atribua qualquer consequência negativa à
inércia do beneficiário, reconhecendo que inexiste prazo decadencial para a concessão inicial de benefício
previdenciário. 5-Com efeito, resta afastada a prescrição do fundo de direito no presente caso, ante a
constatação de queos benefícios previdenciários constituem direitos fundamentais, podendo ser exercidos
a qualquer tempo, não se atribuindo consequência negativa à inércia dos beneficiários, pelo que inexiste
prazo decadencial para a concessão inicial de benefício em questão, adotando-se a linha de entendimento
do STF.6-No caso dos autos, pretendem os Apelanteso benefício previdenciário da pensão por morte, pelo
quejuntaram laudos médicos que atestam que possuem patologia hereditária e congênita de CID 35.5 ?
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distrofia hereditária da retina, com as visões quase totalmente comprometidas, patologia esta que se
constata desde a infância (Num. 515298 - Pág. 2 e 4, Num. 515301 - Pág.1/3, Num. 515305 - Pág. 1/2).7-
Para a concessão do benefício pretendido pelos Apelantes, faz-se mister o preenchimento dos requisitos
contidos em referido art. 6º, IIIe §5º,da Lei Complementar da 39/2002,dentre eles a comprovaçãoda
dependência econômica,além da comprovaçãodenão percepção de benefício previdenciário de qualquer
ente federativo, provas estas que não foram ainda produzidas nos autos, uma vez queo Juízo a quo
extinguiu desde logo a ação ante a declaração da prescrição do fundo de direito.8-Considerando que não
houve a devida instrução probatória, conclui-se queo processo não se encontra em condições de imediato
julgamento, sendo defeso a esta Egrégia Corte Estadual analisar a existência de direito dos Apelantes à
pensão por morte, não havendo, portanto, como aplicar a teoria da causa madura.Precedentes.9-
Apelação conhecida e parcialmente provida, para ANULAR A SENTENÇA e, determinar o retorno dos
autos ao juízo de origem, para o regular prosseguimento da ação, ante a inaplicabilidade da Teoria da
causa madura.10-À unanimidade. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam
Excelentíssimos Senhores Desembargadores componentes da 1ª Turma de Direito Público, à
unanimidade, CONHECER E DAR PARCIAL PROVIMENTO À APELAÇÃO, nos termos do voto da
eminente Desembargadora Relatora. 40ª Sessão Ordinária ? 1ª Turma de Direito Público, Tribunal de
Justiça do Estado do Pará, aos 26 de novembro de 2018. Julgamento presidido pela Exma. Desa.
Rosileide Maria da Costa Cunha. ELVINA GEMAQUE TAVEIRADesembargadora Relatora

Número do processo: 0803525-63.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: BANCO DO


ESTADO DO PARA S A Participação: AGRAVADO Nome: SYLVIO TADEU FERREIRA GOUVEIA
Participação: ADVOGADO Nome: RAIMUNDA DE NAZARETH CARVALHO AMORIMOAB:
6105/PAÓRGÃO COLEGIADO JULGADOR: 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADOAGRAVO DE
INSTRUMENTO Nº 0803525-63.2018.8.14.0000JUIZ DE ORIGEM: VARA ÚNICA DE
ACARÁAGRAVANTE: BANCO DO ESTADO DO PARÁ S AAGRAVADO: SYLVIO TADEU FERREIRA
GOUVEIARELATORA: DESEMBARGADORA MARIA DO CEO MACIEL COUTINHODECISÃO
INTERLOCUTÓRIATrata-se de recurso de AGRAVO DE INSTRUMENTO COM PEDIDO DE EFEITO
SUSPENSIVO (ID 598143 - Pág. 1/13) interposto por BANCO DO ESTADO DO PARÁ S A em face de
decisão interlocutória (ID 598352 - Pág. 2/6) proferida pelo MM. Juiz da Vara Única de Acará que, nos
autos da Ação Revisional de Contrato de Empréstimo c/c Obrigação de Fazer c/c Tutela de Urgência e
Danos Morais (Processo nº 0000122-85.2018.8.14.0076), deferiu tutela de urgência para que o requerido,
ora agravante, se abstenha de proceder descontos nos salários do autor em limite superior a 30% (trinta
por cento) de sua renda mensal, relativo a repactuação de empréstimo BANPARACARD, bem como, em
caso de descumprimento da decisão, o magistradoa quoaplicou multa de diária de R$1.000,00 (mil reais)
no limite de R$50.000,00 (cinquenta mil reais) em favor do reclamante.O agravante, em razões de Agravo
de Instrumento (ID 598143 Pág. 1/13), afirma que sofre lesão de grave e difícil reparação, visto que se
encontra impedido de cobrar o crédito legítimo e regularmente contratado pelo agravado. Assegura que o
juiza quoproferiu decisão gravosa e inadequada, vez que conferiu caráter absoluto a pretensão do ora
agravado, sem atentar aos direitos do requerido, ora agravante, destacando o fato de que é proibido a
limitação dos descontos em 30% (trinta por cento) já que a natureza do empréstimo não é de natureza
consignada.Destaca que os descontos no salário do agravado, decorrentes da relação contratual firmada
entre as partes, estão em plena legalidade e sem vícios, haja vista que a parte agravada detém ciência de
todas as condições do contrato, uma vez que teve acesso as cláusulas e aos valores das parcelas.É o
relatório.Decido.Quanto ao Juízo de admissibilidadevejo que o recurso é tempestivo, adequado à espécie
e conta com preparo (ID 598157 - Pág. 1 e ID 598315 ? Pág. 1). Encontra-se instruído com documentos
necessários, nos termos do art. 1.017 do Código de Processo Civil de 2015. Portanto, preenchidos os
pressupostosextrínsecos(tempestividade, regularidade formal, inexistência de fato impeditivo ou extintivo
do direito de recorrer e preparo) eintrínsecos(cabimento, legitimidade e interesse para recorrer),sou pelo
conhecimento do presente recurso.Prefacialmente, não se pode olvidar, que para o deferimento da tutela
provisória de urgência, cuja espécie tutela antecipada ora é pleiteada pela parte recorrente, mister
encontrarem-se presentes os requisitos autorizadores, insculpidos no art. 300[1]do CPC, quais sejam,
aprobabilidade do direitoe operigo de dano ou risco ao resultado útil do processo.A probabilidade que
autoriza o emprego da técnica antecipatória para a tutela dos direitos é a probabilidade lógica ? a qual
surge da confrontação das alegações com os elementos de prova disponíveis nos autos, sendo provável a
hipótese que encontra maior grau de confirmação e menor grau de refutação nesses elementos ? de
maneira que o julgador deve estar convencido de que o direito é provável para conceder a tutela
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provisória. Já o perigo de dano consiste na iminência de um mal ou prejuízo causado ou favorecido pelo
decurso do tempo.Por isto, em sede de juízo de cognição sumária, ante ao pedido de concessão da
antecipação da tutela ou de deferimento do efeito suspensivo ao recurso, não vislumbro a comprovação da
probabilidade do direito alegado pelo agravante, a fim de lhe antecipar os efeitos da tutela bem como não
há elementos a permitir o deferimento do efeito suspensivo ao caso em apreciação, haja vista que tanto a
jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça como a deste Tribunal de Justiça do Estado do Pará
possuem entendimento dominante, ao qual me filio, de que a limitação dos 30% (trinta por cento) sobre a
remuneração/salário do consumidor, após deduzidos os descontos obrigatórios, deve ser aplicada aos
empréstimos bancários de natureza consignada ou pessoal descontados em conta corrente, em razão da
dignidade da pessoal humana e para evitar o superendividamento:EMENTA: PROCESSUAL CIVIL.
APELAÇÃO.EMPRÉSTIMOS CONSIGNADOS. LIMITAÇÃO A 30% DA
REMUNERAÇÃO.POSSIBILIDADE. LEI 10.820/03. APLICAÇÃO REGIME ESTATUTÁRIO. CABIMENTO.
PRECEDENTES DO STJ.PREVALÊNCIA DA AUTONOMIA DAS VONTADES. NÃO CABIMENTO.
OBSERVÂNCIA AOS PRINCÍPIOS DO MÍNIMO EXISTENCIAL E DA DIGNIDADE DA PESSOA
HUMANA.JUROS ABUSIVOS. INEXISTÊNCIA. OBSERVÂNCIA A TAXA MÉDIA DE MERCADO.
RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO À UNANIMIDADE. 1. No caso em análise, os
descontos na remuneração do apelado decorrem da espécie de empréstimo consignado, o qual, diferente
das outras modalidades de empréstimo, deve ser limitado ao percentual de 30% da remuneração em
conformidade com a Lei 10.820/03 e jurisprudência dominante do Superior Tribunal de Justiça. 2. Não há
como acolher o argumento da instituição financeira de que deve prevalecer a autonomia de vontade das
partes no momento da celebração dos contratos, isso porque, deve-se sopesar que os salários, pensões
e/ou proventos têm natureza alimentar e não podem ser absorvidos quase que em sua integralidade para
quitar as prestações do empréstimo, isto em observância aos princípios do mínimo existencial e da
dignidade da pessoa humana, assegurados constitucionalmente. 3. Inexiste abusividade nos juros
contratados, vez que, não houve a demonstração de que se encontram acima da taxa média de mercado
divulgada pelo Banco Central. Precedentes do STJ. 4. Recurso conhecido e parcialmente provido para
determinar a limitação de descontos decorrentes de empréstimos consignados ao percentual de 30%
(trinta por cento) da remuneração do apelante à unanimidade. (2018.01524440-95, 188.561, Rel. EDINEA
OLIVEIRA TAVARES, Órgão Julgador 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADO, Julgado em 2018-04-10,
Publicado em 2018-04-18)AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMPRÉSTIMO BANCÁRIO.SUSPENSÃO DE
VALORES DESCONTADOS EM CONTA CORRENTE QUE ULTRAPASSEM A MARGEM DE 30% DA
REMUNERAÇÃO DA DEVEDORA.MEDIDA PERTINENTE E RAZOÁVEL PARA EVITAR O
SUPERENDIVIDAMENTO.PREVALÊNCIA DO PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA
HUMANA.RECURSO PROVIDO. I - Insurgiu-se o Agravante em face de decisão singular que não deixou
de suspender as cobranças realizadas em sua conta corrente, até posterior análise do contrato de
empréstimo. II - Em prol da Dignidade da Pessoa Humana e do mínimo existencial, o desconto de valores
referente a empréstimo bancários deve ficar dentro da margem de 30% da remuneração da agravante. III -
Recurso conhecido e provido. (2017.02414794-74, 176.346, Rel. GLEIDE PEREIRA DE MOURA, Órgão
Julgador 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO, Julgado em 2017-06-05, publicado em 2017-06-09).
(Destaquei).RECURSO ESPECIAL. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS.RENEGOCIAÇÃO DE
DÍVIDA.DESCONTO EM CONTA-CORRENTE. POSSIBILIDADE. LIMITAÇÃO A 30% DA
REMUNERAÇÃO DO DEVEDOR.SUPERENDIVIDAMENTO. PRESERVAÇÃO DO MÍNIMO
EXISTENCIAL. ASTREINTES. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL
VIOLADO. ÓBICE DA SÚMULA 284/STF. 1. Validade da cláusula autorizadora de desconto em conta-
corrente para pagamento das prestações do contrato de empréstimo, ainda que se trate de conta utilizada
para recebimento de salário.2. Os descontos, todavia, não podem ultrapassar 30% (trinta por cento) da
remuneração líquida percebida pelo devedor, após deduzidos os descontos obrigatórios (Previdência e
Imposto de Renda).3. Preservação do mínimo existencial, em consonância com o princípio da dignidade
humana. Doutrina sobre o tema. 4. Precedentes específicos da Terceira e da Quarta Turma do STJ. 5.
RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO. (REsp 1584501/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO
SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 06/10/2016, DJe 13/10/2016) ? grifo nosso.AGRAVO
INTERNO. RECURSO ESPECIAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.EMPRÉSTIMO BANCÁRIO.
DESCONTO EM CONTA CORRENTE ONDE É DEPOSITADO SALÁRIO. LIMITAÇÃO. 30% DOS
VENCIMENTOS.AUSÊNCIA DE ATO ILÍCITO E DE PROVA DE DANO. REEXAME DE PROVAS.1. É
legítimo o desconto, em conta corrente, de parcelas de empréstimo, limitando-se tal desconto a 30% da
remuneração, tendo em vista o caráter alimentar dos vencimentos(súmula 83 do STJ). Precedentes. 2.
Caso em que o Tribunal de origem entendeu não configurado ato ilícito passível de reparação. A reforma
do acórdão recorrido, no ponto, requer incursão nos elementos fático-probatórios do processo, o que é
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

inviável em recurso especial (súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça - STJ). 3. Agravo interno a que se
nega provimento. (AgInt no REsp 1565533/PR, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, julgado em 23/08/2016, DJe 31/08/2016) ? grifo nosso.Nesse momento processual, conforme o
entendimento pacificado dos Tribunais, de que não deve prevalecer opacta sunt servandaem face do
princípio da dignidade da pessoa humana e da natureza alimentar do salário, entendo que são indevidos
os descontos efetuados acima do limite de 30% (trinta por cento) da remuneração.Ante o exposto,ausente
a probabilidade do direito,indefiro a antecipação dos efeitos da tutela quanto o pedido de efeito suspensivo
ora pleiteado.Intime-se a parte agravada para exercer o contraditório, podendo servir a presente decisão
como mandado.Dê-se ciência da presente decisão ao Juízo de Origem, nos moldes do art. 1019, I do
CPC/2015[2].Após, retornem conclusos para julgamento.P.R.I.C.Belém, 20 de novembro de
2018.Desa.MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHORelatora[1]Art. 300. A tutela de urgência será concedida
quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao
resultado útil do processo. [2]Art. 1.019. Recebido o agravo de instrumento no tribunal e distribuído
imediatamente, se não for o caso de aplicação do art. 932, incisos III e IV, o relator, no prazo de 5 (cinco)
dias: I - poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso ou deferir, em antecipação de tutela, total ou
parcialmente, a pretensão recursal,comunicando ao juiz sua decisão. (Destaquei)

Número do processo: 0801197-97.2017.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: BRUNO RIBEIRO


GUEDES Participação: ADVOGADO Nome: RENAN AZEVEDO SANTOSOAB: 1898800A/PA
Participação: AGRAVADO Nome: ESTADO DO PARA Participação: AGRAVADO Nome: INSTITUTO DE
ESTUDOS SUPERIORES DO EXTREMO SUL IESES Participação: ADVOGADO Nome: MARCELO
PONTE FERREIRA DE SOUZAOAB: 7504/MAPROCESSO Nº 0801197-97.2017.814.00001ª TURMA DE
DIREITO PÚBLICOAGRAVO DE INSTRUMENTOCOMARCA DE BELÉMAGRAVANTE: BRUNO RIBEIRO
GUEDESAdvogado: RENAN AZEVEDO SANTOSAGRAVADO: INSTITUTO DE ESTUDOS SUPERIORES
DO EXTREMO SUL ? IESES e ESTADO DO PARÁREQUERENTE:RODRIGO SILVA
TRIGUEIRORELATORA: DESA. CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO.DECISÃO
INTERLOCUTÓRIATrata-se derequerimento de intervenção de terceiroformulado porRODRIGO SILVA
TRIGUEIRO(Id. 971661), nos presentes autos de agravo de instrumento, interposto em face da decisão
interlocutória de Id. 208671, que indeferiu o pedido de medida liminar, formulado na ação ordinária nº
0816644-95.2017.8.14.0301.No presente agravo de instrumento, inicialmente, em decisão interlocutória
(Id. 227199), deferi o pedido de tutela recursal deduzido, determinando a aplicação da pontuação integral
ao recorrente, na questão nº 2, item 4, da prova teórica do concurso público de provas e títulos para a
outorga de delegação de serviços notariais e registrais do Estado do Pará. No entanto, posteriormente,
revoguei a decisão (Id 465728), restando indeferido o pedido de tutela antecipada, formulado pelo ora
agravante, Bruno Ribeiro Guedes.O requerente formula pedido de ingresso no feito, na qualidade de
litisconsorte necessário ou a título de assistente litisconsorcial do polo passivo. Informa que é concorrente
do agravante no concurso em comento e que fora classificado em 11º lugar no certame, enquanto que o
agravante se encontrava em 7º lugar antes da decisão recorrida, de modo que a reclassificação deste o
desfavorece, na medida em que pode repercutir na sua lotação, o que lhe imporia prejuízo, haja vista o
encerramento do certame, com o estabelecimento dos candidatos aprovados nos respectivos cartórios, o
que demanda investimentos de diversas ordens, sobretudo financeiro.Quanto ao pleito de ingresso na lide,
na condição de litisconsorte necessário, não entendo aplicável nesta precária e pontual etapa recursal,
porquanto seja do juízo de origem a competência para apreciar o ingresso de litisconsorte na
demanda.Acerca do pedido de intervenção, pela via da assistência do polo passivo, reputo que o fato de o
requerente haver demonstrado sua participação no certame, assim como da possibilidade de um possível
redimensionamento ocasionar-lhe prejuízo, já inferem razão suficiente à garantia do contraditório em seu
favor.São os termos do art. 119 e do art. 124, ambos do CPC:Art. 119. Pendendo causa entre 2 (duas) ou
mais pessoas, o terceiro juridicamente interessado em que a sentença seja favorável a uma delas poderá
intervir no processo para assisti-la.Parágrafo único. A assistência será admitida em qualquer procedimento
e em todos os graus de jurisdição, recebendo o assistente o processo no estado em que se encontre. Art.
124. Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente sempre quea sentença influir na relação
jurídica entre ele e o adversário do assistido.? Desta feita, à luz do parágrafo único do art. 119, que
possibilita a assistência litisconsorcial em qualquer procedimento, e do interesse direto no resultado da
lide, demonstrado pelo requerente, reputo a medida pertinente à espécie, pelo que admito o ingresso do
requerente na lide, com a concessão do prazo legal para oferecer contrarrazões ao presente
recurso.Posto isto,defiro o pedido, para que o requerente ingresse no feito na condição de assistente
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

litisconsorcial do polo passivo, em atenção ao art. 119 e art. 124, do CPC, devendo ser intimado para
oferecer contrarrazões, no prazo de quinze dias úteis. Intimem-se.Belém, 28 de novembro de 2018.
DesembargadoraCÉLIAREGINA DE LIMAPINHEIRORelatora

Número do processo: 0808694-31.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: GABRIELA DOS


PASSOS AZEVEDO Participação: ADVOGADO Nome: EDERSON ANTUNES GAIAOAB: 50000A
Participação: AGRAVADO Nome: BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A. Participação:
ADVOGADO Nome: ANTONIO BRAZ DA SILVAOAB: 2063800A/PA1ª TURMA DE DIREITO
PRIVADOAGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 0808694-31.2018.8.14.0000AGRAVANTE: GABRIELA DOS
PASSOS AZEVEDO AGRAVADO: BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S/ADESEMBARGADORA
RELATORA: MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHO Decisão InterlocutóriaTrata-se de recurso de Agravo
de Instrumento interposto por Gabriela dos Passos Azevedo em face de decisão proferida pelo Juízo da 9ª
Vara Cível e Empresarial da Comarca de Belém que deferiu medida liminar de busca e apreensão de
automóvel em favor de Banco Bradesco Financiamentos S/A.Preliminarmente, requer a concessão dos
benefícios da gratuidade processual, vez que não possui condições de arcar com as despesas
processuais sem prejuízo do sustento próprio.No mérito recursal, defende a necessidade de apresentação
da via original da cédula de crédito bancário, uma vez que, por se tratar de título de crédito submete-se
aos princípios cambiais, como a cartularidade, a literalidade, com a possibilidade de negociação com
terceiros através do endosso. Portanto, a apresentação da via original do título constitui condição
indispensável para o processamento valido e regular da demanda.Assevera ainda a ausência de mora,
ante a cobrança de encargos excessivos, retirando do devedor a possibilidade de arcar com a obrigação
assumida, não lhe podendo ser imputado os efeitos da mora.Argui ainda a existência de perigo na demora,
vez que utiliza o bem como instrumento de trabalho.Afirma que não há perigo de irreversibilidade da
medida, bem como houve configuração da mora, requisito indispensável para a concessão da busca e
apreensão, devendo a medida ser cancelada.Por fim, requer a antecipação dos efeitos da tutela a fim de
que seja, primeiramente, concedida a gratuidade processual, bem como haja a revogação liminar, ante a
imprescindibilidade da apresentação do contrato.É o relatório.A agravante requer a concessão da
gratuidade processual, tendo em vista que não pode arcar com as despesas processuais sem prejuízo do
próprio sustento.Ante os elementos constantes no feito, defiro o benefício requerido.Presentes os
pressupostos extrínsecos e intrínsecos, conheço do presente recurso.A agravante requer a atribuição de
efeito suspensivo à medida liminar tendo em vista a ausência da via original da cédula de crédito bancário
que embasa a pretensão da instituição bancária autora, bem como em decorrência da não comprovação
da mora da recorrente.O artigo 1.019, inciso I do Código de Processo Civil enuncia:?Art. 1.019. Recebido
o agravo de instrumento no tribunal e distribuído imediatamente, se não for o caso de aplicação do art.
932, incisos III e IV, o relator, no prazo de 5 (cinco) dias:I - poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso ou
deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz sua
decisão;?. Nos termos do artigo 995, parágrafo único, do Código de Processo Civil-2015, ?a eficácia da
decisão recorrida poderá ser suspensa por decisão do relator, se da imediata produção de seus efeitos
houver risco de dano grave, de difícil ou impossível reparação e ficar demonstrada a probabilidade de
provimento do recurso?.No presente caso, em juízo de cognição sumária,entendo presentes os requisitos
necessários para a concessão da medida pleiteada, mormente a probabilidade do direito alegado,uma vez
que, embora a cédula de crédito bancário constitua título executivo extrajudicial, reveste-se de natureza
cambial, inclusive sendo transferida mediante endosso em preto (como o próprio agravante asseverou),
conforme interpretação do art. 29, §1º, da Lei nº 10.931/2004, o qual entendo oportuno transcrever:? § 1o
A Cédula de Crédito Bancário será transferível mediante endosso em preto, ao qualse aplicarão, no que
couberem, as normas do direito cambiário, caso em que o endossatário, mesmo não sendo instituição
financeira ou entidade a ela equiparada, poderá exercer todos os direitos por ela conferidos, inclusive
cobrar os juros e demais encargos na forma pactuada na Cédula?. (grifei)Balizando este entendimento,
junto o acórdão do Superior Tribunal de Justiça:RECURSO ESPECIAL - AÇÃO DE BUSCA E
APREENSÃO - DETERMINAÇÃO DE EMENDA À INICIAL A FIM DE QUE FOSSE APRESENTADO O
TÍTULO ORIGINAL DA CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO - PROVIDÊNCIA NÃO ATENDIDA SEM
CONSISTENTE DEMONSTRAÇÃO DA INVIABILIDADE PARA TANTO - TRIBUNALA QUOQUE
MANTEVE A SENTENÇA DE INDEFERIMENTO DA PETIÇÃO INICIAL, NOS TERMOS DO ART. 267,
INC. I, DO CPC, POR AFIRMAR QUE A CÓPIA DO CONTRATO DE FINANCIAMENTO É INÁBIL PARA
EMBASAR A DEMANDA. INSURGÊNCIA DA CASA BANCÁRIA.Hipótese: Controvérsia acerca da
necessidade de apresentação do título original do contrato de financiamento com garantia fiduciária
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

(cédula de crédito bancário) para instruir a ação de busca e apreensão.1.Possibilidade de recorrer do


"despacho de emenda à inicial". Excepciona-se a regra do art. 162, §§ 2º e 3º, do Código de Processo
Civil quando a decisão interlocutória puder ocasionar prejuízo às partes. Precedentes.2.Nos termos da Lei
nº 10.931/2004, a cédula de crédito bancário é título de crédito com força executiva, possuindo as
características gerais atinentes à literalidade, cartularidade, autonomia, abstração, independência e
circulação. O Tribunala quo, atento às peculiaridades inerentes aos títulos de crédito, notadamente à
circulação da cártula, diligente na prevenção do eventual ilegítimo trânsito do título, bem como a potencial
dúplice cobrança contra o devedor, conclamou a obrigatoriedade de apresentação do original da cédula,
ainda que para instruir a ação de busca e apreensão, processada pelo Decreto-Lei nº 911/69. A ação de
busca e apreensão, processada sob o rito do Decreto-Lei nº 911/69, admite que, ultrapassada a sua fase
inicial, nos termos do artigo 4º do referido regramento normativo, deferida a liminar de apreensão do bem
alienado fiduciariamente, se esse não for encontrado ou não se achar na posse do devedor, o credor tem
a faculdade de, nos mesmos autos, requerer a conversão do pedido de busca e apreensão em ação
executiva. A juntada do original do documento representativo de crédito líquido, certo e exigível,
consubstanciado em título de crédito com força executiva, é a regra, sendo requisito indispensável não só
para a execução propriamente dita, mas, também, para todas as demandas nas quais a pretensão esteja
amparada na referida cártula.A dispensa da juntada do original do título somente ocorre quando há motivo
plausível e justificado para tal, o que não se verifica na presente hipótese, notadamente quando as partes
devem contribuir para o adequado andamento do feito, sem causar obstáculos protelatórios.Desta forma,
quer por força do não-preenchimento dos requisitos exigidos nos arts. 282 e 283 do CPC, quer pela
verificação de defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, o indeferimento da
petição inicial, após a concessão de prévia oportunidade de emenda pelo autor (art. 284, CPC), é medida
que se impõe. Precedentes.3.Recurso especial desprovido. (REsp 1277394/SC, Rel. Ministro MARCO
BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 16/02/2016, DJe 28/03/2016) (Destaquei) Via de consequência, há
o risco de dano irreparável ou de difícil reparação ao agravante, ante a possibilidade da instituição intentar
ação concomitantemente ante a ausência da cártula original.Dessa forma, presentes os requisitos, defiro a
medida liminar pleiteada.Intime-se a parte agravada para apresentar contrarrazões, sendo-lhe facultado
juntar cópias das peças necessárias (art.1.019, II do CPC).Belém-PA, 20 de novembro de 2018.
Desembargadora MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHORelatora

Número do processo: 0010087-88.1993.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: BANCO DO ESTADO


DO PARA S A Participação: APELADO Nome: COMCAL COMERCIO E INDUSTRIA LTDA1ª TURMA DE
DIREITO PRIVADOAPELAÇÃO Nº 0010087-88.1993.8.14.0301APELANTE: BANCO DO ESTADO DO
PARÁ S/AAPELADO: COMCAL COMÉRCIO INDÚSTRIA LTDADESEMBARGADORA RELATORA:
MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHO DespachoEm juízo de admissibilidade recursal único (CPC, art.
1.010, § 3º), verificoa prioria presença dos pressupostos recursais intrínsecos e extrínsecos no recurso de
apelação manejado pelo Banco do Estado do Pará S/A.Recebo o recurso de apelação interposto nos
efeitos devolutivo e suspensivo (Art. 1.012,caput,CPC-2015).Publique-se e intimem-se. Belém-PA, 20 de
novembro de 2018. Desembargadora MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHORelatora

Número do processo: 0808568-78.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: CARLOS


AUGUSTO SENA MATOS JUNIOR Participação: ADVOGADO Nome: FERNANDA MARIA SEQUEIRA DE
OLIVEIRA MELOOAB: 016710/PA Participação: AGRAVADO Nome: IVECAL INSPECAO, VISTORIA E
CERTIFICACAO AUTOMOTIVA LTDA - MEPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DO PARÁUNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E
PRIVADO 0808568-78.2018.8.14.0000AGRAVADO: IVECAL INSPECAO, VISTORIA E CERTIFICACAO
AUTOMOTIVA LTDA - MENome: IVECAL INSPECAO, VISTORIA E CERTIFICACAO AUTOMOTIVA
LTDA - MEEndereço: Rua Clarence, 102, Vila Cruzeiro, SãO PAULO - SP - CEP: 04727-040Prezado
Senhor, De ordem do Exmo. Sr. Relator do Agravo de Instrumento nº0808568-78.2018.8.14.0000, em que
é AGRAVANTE: CARLOS AUGUSTO SENA MATOS JUNIOR e AGRAVADO: IVECAL INSPECAO,
VISTORIA E CERTIFICACAO AUTOMOTIVA LTDA - ME , fica através desta INTIMADO acerca da
Decisão em anexo, facultada a apresentação de Contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias úteis. Dado e
passado na Secretaria da Unidade de Processamento Judicial Cível de 2º Grau do Tribunal de Justiça do
Estado do Pará, por mim redigido e assinado. Belém/PA, 29 de novembro de 2018
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Número do processo: 0062625-54.2015.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: MARIZA IND. E COM.


DA AMAZONIA LTDA Participação: ADVOGADO Nome: ADAILSON JOSE DE SANTANAOAB: 70000A
Participação: ADVOGADO Nome: ROBERTO CARLOTA DE VASCONCELOSOAB: 00000A Participação:
APELANTE Nome: PLASTICOS KOURY LTDA Participação: ADVOGADO Nome: ADAILSON JOSE DE
SANTANAOAB: 70000A Participação: ADVOGADO Nome: GISELIA DOMINGAS RAMALHO GOMES
DOS REISOAB: 88000S Participação: APELADO Nome: MARIA PERPETUA DE OLIVEIRA GABRIEL
Participação: ADVOGADO Nome: SERGIO DE CARVALHO VERDELHOOAB: 6693/PA Participação:
APELADO Nome: SERGIO DE OLIVEIRA GABRIEL Participação: ADVOGADO Nome: SERGIO DE
CARVALHO VERDELHOOAB: 6693/PA Participação: ADVOGADO Nome: CRISTOVINA PINHEIRO DE
MACEDOOAB: 49000ATRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ APELAÇÃO (198) - 0062625-
54.2015.8.14.0301APELANTE: MARIZA IND. E COM. DA AMAZONIA LTDA, PLASTICOS KOURY
LTDAAPELADO: MARIA PERPETUA DE OLIVEIRA GABRIEL, SERGIO DE OLIVEIRA
GABRIELRELATOR(A):Desembargadora GLEIDE PEREIRA DE MOURA EMENTA SECRETARIA ÚNICA
DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO ? 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADOAPELAÇÃO CÍVEL N.
00626255420158140301APELANTE: MARIZA IND. E COM. DA AMAZONIA LTDAADVOGADO:
ADAILSON JOSE DE SANTANAADVOGADO: ROBERTO CARLOTA DE VASCONCELOSAPELANTE:
PLASTICOS KOURY LTDAADVOGADO: ADAILSON JOSE DE SANTANAADVOGADO: GISELIA
DOMINGAS RAMALHO GOMES DOS REISAPELADO: MARIA PERPETUA DE OLIVEIRA
GABRIELAPELADO: SERGIO DE OLIVEIRA GABRIELADVOGADO: SERGIO DE CARVALHO
VERDELHOADVOGADO: CRISTOVINA PINHEIRO DE MACEDORELATORA: DESA. GLEIDE PEREIRA
DE MOURAAPELAÇÃO CÍVEL. EMBARGOS À AÇÃO MONITÓRIA. CHEQUE. NEGÓCIO JURÍDICO DE
PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE QUOTAS SOCIETÁRIAS E CESSÃO DE CRÉDITOS
BANCÁRIOS. SENTENÇA QUE MERECE REFORMA PARA ACOLHER OS EMBARGOS. FATO
IMPEDITIVO DA CONSTITUIÇÃO DO MANDADO INICIAL EM MANDADO EXECUTIVO.
DEMONSTRADO. CESSÃO DE CRÉDITOS BANCÁRIOS INOPERANTE. JÁ SERVIAM DE GARANTIA À
DÍVIDA PRETÉRITA. LITIGANCIA DE MÁ-FÉ. MANTIDA. NESTE PONTO DEVE SER MANTIDA A
SENTENÇA. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO.I -A controvérsia deste recurso gira
em torno da falta de adimplemento dos cheques prescritos (Id. 255.505), que foram emitidos pela empresa
MARIZA IND. COM. LTDA aos Apelados, sendo que tais títulos são decorrentes da negociação entre as
partes, referente a Promessa de Compra e Venda de Quotas Sociais da empresa Plásticos Koury Ltda,
juntamente com a Cessão de Créditos Bancários em prol da empresa negociada.II -O objetivo da cessão
de créditos seria operar a sub-rogação de débitos que a empresa, objeto da promessa de compra e venda
(Plásticos Koury Ltda), teria perante o Banco Rural, mediante os créditos decorrentes de aplicação
financeira dos apelados. Ocorre que que tais créditos já haviam sido comprometidos junto a outras
negociações bancárias pretéritas e estes não puderam ser cedidos aos recorrentes, conforme informação
da própria instituição financeira.III -Dessa forma, não há que se conferir exigibilidade à obrigação de
adimplemento dos cheques emitidos pelos recorrentes, uma vez que os apelados disponibilizaram, na
negociação de compra e venda de quotas societárias da empresa Plásticos Koury Ltda, créditos que já
estavam servindo como aval bancário, garantindo Cédulas de Créditos Bancários junto ao Banco Rural,
fato que impossibilitou a cessão de tais créditos ao recorrente, e, por conseguinte, restou caracterizado
fato impeditivo ao direito intentado pelos autores/ora apelados. Apelo provido neste ponto.IV? Deve ser
mantida a multa por litigância de má-fé (art. 80 e 81 do CPC/15), nos mesmos moldes da sentença, haja
vista que os Embargantes/Recorrentes intentaram demonstrar que estavam sendo representados
processualmente por causídicos diferentes e também aduziram que havia incompetência relativa do juízo,
quando sabiam que nos instrumentos negociais firmados entre as partes havia cláusula de eleição de
foro.V? Recurso conhecido e provido parcialmente. RELATÓRIO SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO
PÚBLICO E PRIVADO ? 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADOAPELAÇÃO CÍVEL N.
00626255420158140301APELANTE: MARIZA IND. E COM. DA AMAZONIA LTDAADVOGADO:
ADAILSON JOSE DE SANTANAADVOGADO: ROBERTO CARLOTA DE VASCONCELOSAPELANTE:
PLASTICOS KOURY LTDAADVOGADO: ADAILSON JOSE DE SANTANAADVOGADO: GISELIA
DOMINGAS RAMALHO GOMES DOS REISAPELADO: MARIA PERPETUA DE OLIVEIRA
GABRIELAPELADO: SERGIO DE OLIVEIRA GABRIELADVOGADO: SERGIO DE CARVALHO
VERDELHOADVOGADO: CRISTOVINA PINHEIRO DE MACEDORELATORA: DESA. GLEIDE PEREIRA
DE MOURA RELATÓRIOTrata-se de APELAÇÃO CÍVEL interposta por MARIZA INDUSTRIA E
COMERCIO DA AMAZONIA LTDA e PLASTICOS KOURY LTDA, em face de sentença proferida pelo juízo
da 11ª Vara Cível de Belém nos autos dos EMBARGOS MONITÓRIOS opostos por MARIZA INDUSTRIA
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

E COMERCIO DA AMAZONIA LTDA contra SERGIO DE OLIVEIRA GABRIEL e MARIA PERPETUA DE


OLIVEIRA GABRIEL.Foram opostos Embargos Monitórios ()por MARIZA INDUSTRIA E COMERCIO DA
AMAZONIA LTDA, combatendo a AÇAO MONITÓRIA ajuizada por SERGIO DE OLIVEIRA GABRIEL e
MARIA PERPETUA DE OLIVEIRA GABRIEL, os quais apresentaram cheques (255.505; 255.506) e
instrumento de confissão de dívida (255.507), como documentos hábeis à monitória, a fim de receberem
os valores neles descritos.Nos Embargos Monitórios (255.519), os Embargantes afirmaram que os
cheques foram sustados e o respectivo pagamento deixou de ser realizado porque não foi finalizada a
cessão de créditos bancários em seu benefício, mediante assunção de dívida. Afirmaram que os
Embargados requereram a cessão de créditos junto ao Banco Rural S.A., mas o banco não a acatou, de
modo que a obrigação dos embargados deixou de ser cumprida. Disseram que o pagamento dos cheques
estava condicionado ao deferimento da dita cessão.Houve a impugnação dos Embargos Monitórios
(255.583)Houve manifestação à impugnação aos Embargos Monitórios (255.585)Na sentença (Id n.
255.586), o juízoa quoconsiderou que deveria prevalecer a cláusula de eleição de foro, justificando que o
juízo da comarca de Belém era competente para julgar o feito. Indicou que a questão versava sobre o
disposto na cláusula terceira do termo de cessão de crédito, a qual, para o julgador de piso, não previu a
homologação da cessão de crédito como uma condição suspensiva ao pagamento dos cheques.
Condenou os embargantes ao pagamento de multa por litigância de má-fé (5% sobre o valor da causa),
considerando que estes se utilizaram de diversos expedientes irregulares ao longo do processo,
ressaltando que os embargantes alegaram que possuíam causídicos diferentes apenas para conseguirem
a vantagem do prazo em dobro do art. 229 do CPC/15. Por fim, rejeitou os embargos monitórios,
convertendo o mandado inicial em mandado executivo, com o consequente pagamento de R$ 205.315,50
(duzentos e cinco mil trezentos e quinze reais e cinquenta centavos), com atualização monetária pelo
INPC e juros de mora de 1% ao mês a incidir desde o protocolo da ação, no prazo de 15 (quinze) dias, sob
pena de multa de 10% do valor da condenação, com base no art. 523 e ss. do CPC/2015, além do
pagamento de custas e honorários advocatícios em 20% sobre o valor atualizado do débito.Ressaltaram
os Apelantes, MARIZA INDUSTRIA E COMERCIO DA AMAZONIA LTDA e PLASTICOS KOURY LTDA,
que o Instrumento de Cessão de Créditos das Cédulas de Crédito Bancárias dos apelados foi assinada em
25 de junho de 2014, que a manifestação do banco, indeferindo a dita cessão se deu em fevereiro de
2015. No entanto, desde julho de 2014 os cheques começaram a ser adimplidos. Ressaltaram que a
intensão da cláusula terceira do contrato de cessão seria permitir a suspensão do pagamento e a
devolução dos valores pagos por meio dos cheques, no caso de haver recusa da cessão pelo Banco Rural
ou no caso de não ser homologada, pelo juízo da 6ª Vara Cível de Belém, a cessão dos créditos (processo
n. 00529486820138140301). Disseram que se continuassem realizando o pagamento dos cheques,
estariam pagando por créditos bancários não existentes, uma vez que os créditos cedidos já haviam sido
utilizados em garantia de operações de crédito junto ao Banco rural. Requereram a reforma da sentença,
para que os embargos monitórios sejam acolhidos. Requereram a retirada da litigância de má-fé, aduzindo
que apenas se utilizaram de argumentos permitidos por lei para defesa, sendo incabível tal
condenação.Foram apresentadas contrarrazões à apelação (255.589). Aduziram os apelados que
venderam as suas quotas ada empresa Plásticos Koury à empresa Mariza Ind. e Com. Da Amazônia Ltda.
Disse que o pagamento dos cheques vinha acontecendo normalmente, mas a apelada deixou de pagar
faltando apenas 6 cheques para o Sr. Sérgio Gabriel e 5 cheques para a Sra. Maria Perpétua. Disse que
havia previsão no Instrumento Particular de Confissão de Dívida e Cessão de Direitos Creditícios que não
haveria pagamento em duplicidade, pois os valores pagos a maior seriam restituídos. Disseram que a
Mariza Ind. e Com. Da Amazônia Ltda só estaria autorizada a não efetuar o pagamento caso não
ocorresse a homologação da cessão de crédito no processo n. 00529486820138140301. Disseram que a
parte apelante agiu de má-fé pois tentaram de agir de forma argilosa para conseguirem prazo em dobro.
Requereram o desprovimento do recurso.Proposta de acordo (291.874) feita pelos Apelantes.Conforme
consta no doc. n. 550014, os apelados não aceitaram a proposta de acordo. É o relatório.À Secretaria para
inclusão na pauta de julgamento.Belém, de de 2018. Desa. GLEIDE PEREIRA DE MOURARELATORA
VOTO SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO ? 2ª TURMA DE DIREITO
PRIVADOAPELAÇÃO CÍVEL N. 00626255420158140301APELANTE: MARIZA IND. E COM. DA
AMAZONIA LTDAADVOGADO: ADAILSON JOSE DE SANTANAADVOGADO: ROBERTO CARLOTA DE
VASCONCELOSAPELANTE: PLASTICOS KOURY LTDAADVOGADO: ADAILSON JOSE DE
SANTANAADVOGADO: GISELIA DOMINGAS RAMALHO GOMES DOS REISAPELADO: MARIA
PERPETUA DE OLIVEIRA GABRIELAPELADO: SERGIO DE OLIVEIRA GABRIELADVOGADO: SERGIO
DE CARVALHO VERDELHOADVOGADO: CRISTOVINA PINHEIRO DE MACEDORELATORA: DESA.
GLEIDE PEREIRA DE MOURA VOTOConheço do presente recurso, por estarem presentes os seus
pressupostos de admissibilidade recursal. Ressalta-se que a sentença se deu sob a égide do CPC atual,
133
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

cabendo a análise deste recurso através deste Diploma Legal.A controvérsia deste recurso gira em torno
da falta de adimplemento dos cheques prescritos (Id. 255.505), que foram emitidos pela empresa MARIZA
IND. COM. LTDA aos Apelados, MARIA PERPETUA DE OLIVEIRA GABRIEL e SERGIO DE OLIVEIRA
GABRIEL, sendo que tais títulos são decorrentes da negociação entre as partes, referente a promessa de
compra e venda de quotas sociais da empresa Plásticos Koury Ltda, juntamente com a Cessão de
Créditos Bancários em prol da empresa negociada.A negociação se deu por meio dos seguintes
instrumentos particulares, conforme consta nos autos da presente apelação:1. Instrumento de Promessa
de venda e compra de cotas da sociedade empresária Plásticos Kory Ltda e Cessão de Direitos a ela
inerentes. (firmado na data: 12/12/2013) ? Id n. 255.506 / 255.5072. Instrumento Particular de Confissão
de Dívida e Cessão de Direitos Creditícios (firmado na data: 25/06/2014) ? Id. n. 255.507 p. 6-103.
Contrato de Cessão de Direitos Creditórios ? CDB (firmado na data: 25/06/2014) ? Id n. 255.527Conforme
se verifica nos documentos acima mencionados, as partes negociaram, juntamente com a promessa de
compra e venda das quotas societárias em questão, o Contrato de Cessão de Créditos Bancários. Tais
créditos seriam decorrentes de aplicações financeiras que a Sra. Maria e do Sr. Sérgio teriam junto ao
Banco Rural.O objetivo da cessão de créditos seria operar a sub-rogação de débitos que a empresa,
objeto da promessa de compra e venda (Plásticos Koury Ltda), teria perante o Banco Rural, mediante os
créditos decorrentes de aplicação financeira dos senhores Maria e Sérgio. Inclusive, tal intento continua
sendo perseguido em processo de n. 00529486820138140301, no âmbito do primeiro grau. (Id. n.
255.527, p. 5-7)Ocorre que, no momento em que os apelantes foram buscar a cessão dos créditos junto
ao Banco Rural, foram informados, através de contranotificação (Id. n. 255.551) que tais créditos já haviam
sido comprometidos junto a outras negociações bancárias pretéritas e estes não poderiam ser cedidos aos
recorrentes, de acordo com os seguintes termos da contranotificação:De partida, cumpre informar que a
cessão de crédito ora comunicada padece de validade legal, vez que parte dos créditos adquiridos pela
Contranotificada junto aos senhores Sérgio de Oliveira Gabriel e Maria Perpétua de Oliveira já foram
cedidos ao Contranotificante, em garantia da própria Contranotificada perante este (...)Desse modo, em 02
de agosto de 2013, data da decretação da Liquidação Extrajudicial do Banco Rural S/A, os aplicadores
Sergio de Oliveira Gabriel e Maria Perpétua de Oliveira Gabriel, já tinham gravado em benefício do
Contranotificante, em seus respectivos Certificados de Depósitos Bancários, de modo a garantir o
adimplemento dos empréstimos tomados pela Contranotificada (...) Dessa forma, verifica-se que os
créditos bancários, negociados no Instrumento de Cessão de Direitos Creditórios com a Empresa Mariza
Ind. e Com. da Amazônia Ltda, já serviam de aval a empréstimos contraídos por esta última empresa junto
ao Banco Rural, quando seus sócios eram, entre outros, os senhores Sergio de Oliveira Gabriel e Maria
Perpétua de Oliveira Gabriel.Sabe-se que o aval trata-se de uma garantia pessoal que perdura,
independentemente do vínculo que o avalista possui com o garantido. De modo que o simples fato de os
apelados terem firmado com a empresa Mariza o Contrato de Promessa de Compra e Venda da empresa
Plásticos Koury Ltda, por si só não os desobriga dos avais estabelecidos junto ao Banco Rural e muito
menos lhes possibilita negociar tais créditos, uma vez que estes não estavam disponíveis para tanto.O
objetivo da Ação Monitória é converter o mandado monitório em título executivo judicial, mas isso só
ocorrerá após a análise dos Embargos Monitórios, quando estes são apresentados e rejeitados; sendo
passível nos embargos, ?a formulação de qualquer defesa que o réu poderia levantar em face do autor se
se tratasse de procedimento comum (art. 702, § 1o)?. (BUENO. C. S. Manual de direito processual civil, 3ª
edição. Editora Saraiva, 2017).Sendo assim, restou devidamente demonstrado pelos Apelantes que não
houve o descumprimento do pagamento dos cheques de forma arbitrária. Ao contrário, verifica-se que
estava sendo adimplido os demais cheques, vencidos anteriormente, pois conforme foi dito pelos próprios
recorridos, a empresa Mariza deixou de adimplir os últimos 06 cheques a ser destinados ao Sr. Sérgio e os
últimos 05 cheques a serem destinados a Sra. Maria (255.505 p. 3) do total de 12 (Id. 255.507 p. 8). Então,
percebe-se que a apelante deixou de operar o pagamento dos demais cheques, após ter tido
conhecimento que os créditos bancários, objeto da cessão de créditos firmada entre as partes, também
figuravam como aval perante o Banco Rural, garantindo diversas Cédulas de Crédito Bancário, e
assinados em momento anterior ao negócio jurídico entabulado entre as partes, conforme fica
demonstrado pelos documentos de Id. n. 255.521 / 255.522/ 255.551/ 255.552/ 255.553/ 255.554/
255.555.Dessa forma, não há que se conferir exigibilidade à obrigação de adimplemento dos cheques
emitidos pelos recorrentes, uma vez que os apelados utilizaram, na negociação de compra e venda de
quotas societárias da empresa Plásticos Koury Ltda, créditos que estavam servindo como aval bancário
para garantir Cédulas de Créditos Bancários junto ao Banco Rural, fato que impossibilitou a cessão de tais
créditos ao recorrente, e, por conseguinte, restou caracterizado fato impeditivo ao direito intentado pelos
autores/ora apelados.Nesse sentido, vejamos os seguintes julgados:"APELAÇÃO ? AÇÃO MONITÓRIA ?
CHEQUE ? CAUSA DEBENDI ? DISTRATO ? ÔNUS DA PROVA - Reconhecido que o cheque é título não
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causal, sendo o fato gerador da obrigação a emissão da cártula, e o fundamento da ação, o


inadimplemento daquela ? Possibilidade, entretanto,da discussão acerca da causa debendi, caso o
devedor demonstre cabalmente a existência de fato capaz de elidir a presunção de liquidez e certeza do
título de crédito ? Ocorrência - Embargante que comprovou suas alegaçõesatravés do depoimento pessoal
do embargado, bem como oitiva de testemunhas ?Demonstrada a existência de fato impeditivo,
modificativo ou extintivo do direito do apelado? Decisão reformada, com inversão dos ônus da
sucumbência - Embargos à monitória acolhidos - Apelo provido". "LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ ? Hipótese em
que o apelado nada mais fez do que postular, fundado em matéria fática e jurídica, dentre as teses
possíveis, as que entendeu serem adequadas e razoáveis ? Ausência de demonstração de má-fé e
prejuízo do apelante ? Apelo improvido". "SUCUMBÊNCIA ? INVERSÃO DO ÔNUS ? Havendo a reforma
da sentença, deverá o apelado arcar com as custas, despesas processuais e honorários de seus patronos,
no valor fixado pela r. sentença".(TJSP; Apelação 0005791-30.2010.8.26.0541; Relator (a): Salles Vieira;
Órgão Julgador: 24ª Câmara de Direito Privado; Foro de Santa Fé do Sul - 1ª. Vara Judicial; Data do
Julgamento: 22/09/2016; Data de Registro: 28/09/2016). EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - SENTENÇA -
INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO AÇÃO MONITÓRIA - AUSÊNCIA DE EFETIVA PRESTAÇÃO DE
SERVIÇOS IMPOSSIBILIDADE DE SE CONSTITUIR O MANDADO INICIAL EM MANDADO EXECUTIVO
- ÔNUS DA PROVA - HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. Não é nula a sentença que enfrenta todas as
questões com suficiente fundamentação. 2. O ônus da prova incumbe ao réu quanto à existência de fato
impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, nos termos do art. 373, do CPC. Hipótese em que
o Réu admite que os serviços foram prestados, mas que, a partir de determinada data, houve falha e
suspensão na prestação de serviços. 3.Restando comprovado que não houve efetiva prestação do
serviço, os embargos monitórios devem ser acolhidos. 4. Quando o valor da causa é muito baixo, a verba
honorária deve ser fixada por equidade, observando-se o grau de zelo do profissional, o lugar de
prestação do serviço, a natureza e a importância da causa, o trabalho realizado pelo advogado e o tempo
exigido para o seu serviço, nos termos do art.85, §8º, do CPC. (TJMG - Apelação Cível 1.0024.14.321911-
1/001, Relator(a): Des.(a) José Américo Martins da Costa , 15ª CÂMARA CÍVEL, julgamento em
22/02/2018, publicação da súmula em 02/03/2018) APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO MONITÓRIA.
DUPLICATAS. EMBARGOS À MONITÓRIA. APURAÇÃO DA CAUSA DEBENDI. POSSIBILIDADE.
EXCEPTIO NON ADIMPLENTI CONTRACTUS. ERROR IN JUDICANDO. ACOLHIMENTO. 1. Embora
não seja exigida a prova da origem da dívida para admissibilidade da ação monitória fundada em
duplicatas, nada impede que se discuta em embargos monitórios, a causa debendi. 2.Perquirida a
essência do título que embasa o pleito monitório e demonstrado que a emissão daquele está recheada de
ilegalidade, porquanto decorrente de descumprimento de obrigação contratual, não se pode exigir o
adimplemento da obrigação contraposta, em atenção a transposição para o processo da máxima civilista
doexceptio non adimplenti contractus.3. Comprovado pelo autor da ação o fato constitutivo do seu direito
(art. 333, I CPC/73 - atual 373, I, NCPC/15), por meio de prova documental e testemunhal não apreciadas,
incorre em error in judicando o julgador. 4. RECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL CONHECIDO E PROVIDO.
EMBARGOS MONITÓRIOS ACOLHIDOS. SENTENÇA REFORMADA.(TJGO, APELACAO CIVEL
157625-69.2012.8.09.0093, Rel. DR(A). SERGIO MENDONCA DE ARAUJO, 4A CAMARA CIVEL, julgado
em 25/08/2016, DJe 2105 de 06/09/2016) Portanto, infere-se que, neste ponto, merece guarida o
inconformismo do apelante devendo, por conseguinte, ser reformada a r. sentença para julgar procedente
os embargos monitórios.No entanto, deve ser dado parcial provimento a este apelo, em função da
manutenção da multa por litigância de má-fé aplicada pelo julgador de piso, quando proferiu a sentença,
pois verifica-se que no caso vertente é cabível tal penalidade, já que os Embargantes/apelantes intentaram
demonstrar que estavam sendo representados processualmente por causídicos diferentes, possivelmente
com o intuito de obter o benefício do prazo em dobro, quando, na verdade, as próprias peças processuais
demonstram que atuavam em conjunto, conforme constatado pelo juízo de piso (Id n. 255.586). Ademais,
alegou em sede de embargos monitórios, a incompetência relativa do juízo quando nos instrumentos
negociais firmados entre as partes havia cláusula de eleição de foro. Sendo então, patente a aplicação da
multa por litigância de má-fé, nos termos do art. 80 e 81 do CPC/15, dentro do mesmo patamar arbitrado
pelo juízoa quo(5% sobre o valor da causa).Ante o exposto, conheço da apelação edou-lhe provimento
parcial, a fim de acolher os embargos monitórios, modificando a sentença neste ponto. No entanto, para
manter a multa por litigância de má-fé aplicada aos embargantes/apelante na ocasião da sentença e seus
demais termos.É como voto.Belém, de de 2018. DESA. GLEIDE PEREIRA DE MOURARELATORA
Belém, 28/11/2018
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Número do processo: 0803788-95.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: BANCO DO


ESTADO DO PARA S A Participação: AGRAVADO Nome: FRANCISCO JOSE COSTA DA
SILVAConsiderando que o conflito de competência distribuído sob o nº 0805772-17.2018.814.0000 há
questionamento quanto a competência para julgamento de demandas envolvendo empréstimo consignado
feito por servidor público, determino a remessa do feito à Secretaria para que, após a decisão proferida
pelo Tribunal Pleno no mencionado processo, retorne em conclusão a esta Vice-Presidência para ulterior
decisão. Belém, 28 de novembro de 2018. DESEMBARGADORLEONARDO DE NORONHA
TAVARESVice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará

Número do processo: 0806615-79.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: BANCO


BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A. Participação: ADVOGADO Nome: ANTONIO BRAZ DA SILVAOAB:
2063800A/PA Participação: AGRAVADO Nome: REGINALDO PINHEIRO SILVAPROCESSO JUDICIAL
ELETRÔNICOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ - 2º GRAUDESEMBARGADORA MARIA
DO CÉO MACIEL COUTINHOAGRAVO DE INSTRUMENTO (202) Nº: 0806615-
79.2018.8.14.0000AGRAVANTE: BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A.Advogado(s): ANTONIO
BRAZ DA SILVAAGRAVADO: REGINALDO PINHEIRO SILVARELATORA: DESEMBARGADORA MARIA
DO CÉO MACIEL COUTINHO DECISÃO INTERLOCUTÓRIAVistos os autos.Trata-se deRECURSO DE
AGRAVO DE INSTRUMENTO COM PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO E ATIVO, interposto porBANCO
BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A., em face da decisão proferida pelo Juízo de Direito da 4ª Vara Cível
e Empresarial da Comarca de Santarém nos autos daAção de Busca e Apreensãonº 0804071-
62.2018.8.14.0051, formalizado em desfavor deREGINALDO PINHEIRO SILVA, que deferiu a medida
liminar de busca e apreensão do bem alienado fiduciariamente, vedando a possibilidade de alienação e
remoção do bem do Estado sem expressa autorização do juízo.Sustenta, em suas razões, que ao receber
a petição inicial da ação de busca e apreensão de bem alienado fiduciariamente, em decorrência do
inadimplemento do devedor no cumprimento de sua obrigação contratual, o juízo de primeiro grau vedou a
possibilidade de alienação e remoção do bem prevista no Decreto-lei 911/69, o que viola os princípios
constitucionais do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, insertos no art. 5º da
Constituição Federal.Alega que a mudança legislativa no sentido de permitir ao credor a venda do bem de
forma antecipada à sentença, em caso de não pagamento da dívida por parte do devedor, foi decorrente
de uma realidade do mercado que, apesar das apreensões efetuadas, a venda não podia ser
concretizada, pois sob a égide da redação original do Decreto-Lei 911/69 o credor somente poderia vender
o bem com o julgamento procedente do pedido, oportunidade na qual ocorria a consolidação da
propriedade do bem nas mãos do credor fiduciário (art. 3º, §5º, da redação original do DL 911/69), contudo
afirma que devido a realidade da lentidão do judiciário para proferir as sentenças consolidatórias causava
elevada depreciação do bem, que ficava depositado por longo período de tempo aguardando a
autorização para venda a terceiros, situação que aumenta o prejuízo de ambas as partes, haja vista a
possibilidade de o credor cobrar o saldo devedor remanescente, caso o produto da venda não pague o
crédito perseguido, ou devolver eventual saldo positivo (§§ 4ºe 5º, art. 66 da Lei 4.728/1965).Afirma estar
configurado o perigo da demora por vários motivos relevantes, dentre estes, a crescente depreciação do
bem, crescimento da dívida e a possibilidade de perecimento do bem móvel dado em garantia
fiduciária.Nesses termos, requer atribuição do efeito suspensivo ao presente recurso, suspendendo a
decisão de primeiro grau, bem como seja deferido efeito ativo, por imperativo de Justiça.Brevemente
relatados.Decido.Quanto ao Juízo de admissibilidade, vejo que o presente recurso é tempestivo, adequado
à espécie, conta com preparo regular (Id. 882.778) e está instruído com os documentos necessários, nos
termos do art. 1.017 do Código de Processo Civil de 2015. Portanto, preenchidos os
pressupostosextrínsecos(tempestividade, regularidade formal, inexistência de fato impeditivo ou extintivo
do direito de recorrer e preparo) eintrínsecos(cabimento, legitimidade e interesse para recorrer); sou pelo
seu CONHECIMENTO.Nos termos do artigo 1.015, inciso I, do CPC, cabe agravo de instrumento contra as
decisões interlocutórias proferidasque versarem sobre tutelas provisórias.E, ainda, o relator poderá, a
requerimento do agravante, deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal
como preconiza o art. 1.019, I, do mesmo diploma legal.Segundo o art. 300, os requisitos legais para o
deferimento da tutela de urgência são a existência de elementos que evidenciem a probabilidade do direito
e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. Verifico, em juízo de cognição sumária,
estarem presentes elementos que evidenciam a probabilidade do direito alegado pelo agravante quanto a
possibilidade de alienação e remoção do bem antes da sentença, diante da elevada depreciação que pode
ocorrer caso o bem fique por longo período de tempo aguardando a autorização para venda a terceiros,
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situação que aumenta o prejuízo das partes, haja vista a possibilidade de o credor cobrar o saldo devedor
remanescente, caso o produto da venda não pague o crédito perseguido, ou devolver eventual saldo
positivo,seja em razão da interpretação das disposições legais previstas no§1º doart. 66B da Lei
10.931/2004[1],seja em razão do entendimento jurisprudencial pátrio no mesmo sentido(Agravo de
Instrumento Nº 70077445294, Décima Quarta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Roberto
Sbravati, Julgado em 23/04/2018). Pelo exposto,defiro o pedido de efeito suspensivopara suspender a
decisão agravada tão somente na parte em quevedou a possibilidade de alienação e remoção do bem.
Dê-se ciência ao juízo prolator da decisão agravada.Intime-se a parte agravada para apresentar
contrarrazões, no prazo de 15 (quinze) dias (art. 1.019, II, do CPC).Intime-se.Belém, 21 de novembro de
2018. MARIA DO CÉO MACIEL COUTINHODesembargadora Relatora [1]Art. 66-B. O contrato de
alienação fiduciária celebrado no âmbito do mercado financeiro e de capitais, bem como em garantia de
créditos fiscais e previdenciários, deverá conter, além dos requisitos definidos na Lei no10.406, de 10 de
janeiro de 2002 - Código Civil, a taxa de juros, a cláusula penal, o índice de atualização monetária, se
houver, e as demais comissões e encargos.§ 3oÉ admitida a alienação fiduciária de coisa fungível e a
cessão fiduciária de direitos sobre coisas móveis, bem como de títulos de crédito, hipóteses em que, salvo
disposição em contrário, a posse direta e indireta do bem objeto da propriedade fiduciária ou do título
representativo do direito ou do crédito é atribuída ao credor, que, em caso de inadimplemento ou mora da
obrigação garantida, poderá vender a terceiros o bem objeto da propriedade fiduciária independente de
leilão, hasta pública ou qualquer outra medida judicial ou extrajudicial, devendo aplicar o preço da venda
no pagamento do seu crédito e das despesas decorrentes da realização da garantia, entregando ao
devedor o saldo, se houver, acompanhado do demonstrativo da operação realizada.

Número do processo: 0022049-19.2015.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: BANCO RURAL S.A -


EM LIQUIDACAO EXTRAJUDICIAL Participação: ADVOGADO Nome: VITOR ANTONIO OLIVEIRA
BAIAOAB: 1495500A/PA Participação: ADVOGADO Nome: MARCELO TOSTES DE CASTRO MAIAOAB:
24000S Participação: APELANTE Nome: MARIZA INDUSTRIA E COMERCIO DA AMAZONIA LTDA
Participação: ADVOGADO Nome: ADAILSON JOSE DE SANTANAOAB: 70000A Participação:
ADVOGADO Nome: FABIANE DO SOCORRO NASCIMENTO DE CASTROOAB: 56000A Participação:
APELADO Nome: SERGIO DE OLIVEIRA GABRIEL Participação: ADVOGADO Nome: SERGIO DE
CARVALHO VERDELHOOAB: 6693/PA Participação: APELADO Nome: MARIA PERPETUA DE
OLIVEIRA GABRIEL Participação: ADVOGADO Nome: SERGIO DE CARVALHO VERDELHOOAB:
6693/PA Participação: ADVOGADO Nome: ROBERTA MENEZES COELHO DE SOUZAOAB:
1130700A/PATRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ APELAÇÃO (198) - 0022049-
19.2015.8.14.0301APELANTE: BANCO RURAL S.A - EM LIQUIDACAO EXTRAJUDICIAL, MARIZA
INDUSTRIA E COMERCIO DA AMAZONIA LTDAAPELADO: SERGIO DE OLIVEIRA GABRIEL, MARIA
PERPETUA DE OLIVEIRA GABRIELRELATOR(A):Desembargadora GLEIDE PEREIRA DE MOURA
EMENTA SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO ? 2ª TURMA DE DIREITO
PRIVADOAPELAÇÃO CÍVEL N.: 0022049-19.2015.8.14.0301APELANTE: MARIZA INDUSTRIA E
COMERCIO DA AMAZONIA LTDAAPELANTE: BANCO RURAL S.A. ? EM LIQUIDAÇÃO
EXTRAJUDICIALAPELADO: SERGIO DE OLIVEIRA GABRIELAPELADO: MARIA PERPETUA DE
OLIVEIRA GABRIELRELATORA: DESA. GLEIDE PEREIRA DE MOURA APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE
SUBSTITUIÇÃO DE AVALISTA C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. PRELIMINAR DE
CERCEAMENTO DE DEFESA. AFASTADA. PRELIMINAR DE JULGAMENTO EXTRAPETITA.
AFASTADA. PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE QUOTAS SOCIAIS ENVOLVENDO CESSÃO DE
CRÉDITOS BANCÁRIOS. CRÉDITOS QUE SE ENCONTRAM COMPROMETIDOS COM AVAIS
BANCÁRIOS. AVAL É GARANTIA PESSOAL E SOLIDÁRIA. A NEGOCIAÇÃO, FIRMADA ENTRE AS
PARTES, NÃO VINCULA TERCEIRO. NECESSÁRIA A ANUÊNCIA DO BANCO PARA OPERAR A
SUBSTITUIÇÃO DOS AVAIS. DANO NÃO CONFIGURADO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS
AFASTADA. SENTENÇA REFORMADA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.I - Voltaram-se os
apelantes contra a sentença que condenou os recorrentes ao pagamento de danos morais; também
determinou a suspensão da exigibilidade do crédito, a substituição dos avais nos contratos de mútuo da
empresa plásticos Koury firmados junto ao Banco Rural e o cancelamento destes em relação aos
autores/apelados.II - PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA: Alegou o recorrente MARIZA
INSDÚSTRIA COMERCIO DA AMAZÔNIA LTDA que houve cerceamento de defesa em função de o
juízoa quoter julgado antecipadamente a lide. Ocorre que no presente caso, os documentos pertinentes ao
julgamento da demanda já constavam nos autos no momento da sentença. PRELIMINAR AFASTADA.III -
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PRELIMINAR DE JULGAMENTO EXTRAPETITA: Alegou o recorrente MARIZA INSDÚSTRIA COMERCIO


DA AMAZÔNIA LTDA que houve julgamento extrapetita em função de que o juízo singular se reportou a
acordo firmado no Processo n. 00214285620148140301, para julgar o feito. No entanto, não haveria óbice
ao julgador de piso se utilizar de informações atinentes ao curso processual de outra demanda, a qual era
de conhecimento dos litigantes e que guarda relação íntima com a demanda principal em questão.
Preliminar afastada.IV - MERITO: SUBSTITUIÇÃO DE AVAIS E DANOS MORAIS: Objetivaram os
autores/apelados, com a ação principal, que fosse realizada a substituição dos avais oferecidos nos
contratos de mútuos firmados pela empresa Plásticos Koury perante o Banco Rural S.A., sob o argumento
de que venderam as suas cotas societárias para a primeira apelante (Empresa Mariza), e em decorrência
da falta de cumprimento desta obrigação fariajusà indenização por danos morais. No entanto, o fato de os
recorridos terem negociado a suas quotas societárias, não os desobriga dos avais prestados ao banco;
pois trata-se uma garantia pessoal, através da qual terceira pessoa torna-se co-responsável pela
obrigação nos mesmos termos do devedor principal. Ademais, a substituição de avalista depende
daanuência do credor (banco), o que não ocorreu no presente caso, pois as disposições contratuais da
promessa de compra e venda em questão somente vinculam as partes que participaram da avença, não
sendo aptas a gerar obrigações perante terceiros.V ? Dessa forma, não resta configurado qualquer ato
ilícito praticado pelo Banco Apelante ou pela Empresa Apelante, que comporte o dever de indenizar,
restando desconfiguradoin casuo dano moral.VI ? Recurso conhecido e provido. RELATÓRIO
SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO ? 2ª TURMA DE DIREITO
PRIVADOAPELAÇÃO CÍVEL N.: 0022049-19.2015.8.14.0301APELANTE: MARIZA INDUSTRIA E
COMERCIO DA AMAZONIA LTDAAPELANTE: BANCO RURAL S.A. ? EM LIQUIDAÇÃO
EXTRAJUDICIALAPELADO: SERGIO DE OLIVEIRA GABRIELAPELADO: MARIA PERPETUA DE
OLIVEIRA GABRIELRELATORA: DESA. GLEIDE PEREIRA DE MOURA RELATÓRIOSÉRGIO DE
OLIVEIRA GABRIEL e MARIA PERPÉTUA DE OLIVEIRA GABRIEL ingressaram com AÇÃO DE
SUBSTITUIÇÃO DE AVALISTA C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS, na qual aduziram que eram
sócios da empresa plásticos Koury e venderam as suas cotas para a empresa MARIZA INSDÚSTRIA
COMERCIO DA AMAZÔNIA LTDA, que se obrigou a proceder a substituição dos avais bancários que
garantiam débitos desta empresa junto ao Banco Rural. Disseram que tal obrigação não foi cumprida e por
isso passaram a sofrer abalo moral em decorrência das cobranças e da falta de crédito. Requereram que
fosse suspensa a exigibilidade do crédito bancário, que fossem substituídos os avais em questão e fosse
realizado o pagamento dos danos morais.No id n. 285.595 MARIZA INSDÚSTRIA COMERCIO DA
AMAZÔNIA LTDA apresentou contestação, afirmando que não foi realizada a alteração do contrato social
da empresa Plásticos Koury na Junta Comercial, pois, para tanto, seria necessária a assinatura de outros
sócios, que pudesse somar 75% do capital social, mas contam com apenas 67,61% deste capital.
Ressaltou que uma das dívidas da empresa em questão encontra-se sob tutela jurisdicional no processo n.
00529486820138140301, na qual os autores ofereceram créditos bancários, que possuíam junto ao banco
rural, como garantia de dívida assumida pela empresa Plásticos Koury, sendo estes os mesmos créditos
negociados no contrato particular de confissão de dívida e cessão de direitos creditícios firmado entre os
litigantes, por isso, afirmou que a dívida em questão, junto ao banco rural, não foi adimplida, pois se assim
procedesse iria pagar em duplicidade o mesmo débito, já que arcaria com o débito junto ao banco e
também junto aos autores. Inclusive, o próprio banco rural não reconheceu a cessão desses créditos,
considerando que estes já estavam comprometidos para garantir operação a que se refere o processo n.
00529486820138140301. Afirmou que por esses motivos o acordo firmado nos autos n.
00214285620148140301 teve a sua execução prejudicada. Alegou a aplicação de contrato não cumprido e
ressaltou a inexistência do dano moral.No id. 285.602 BANCO RURAL S/A apresentou contestação
alegando que o aval é uma garantia pessoal que persiste mesmo que os autores tenham vendido as cotas
que possuíam da empresa Plásticos Koury, além disso afirmou que em função do inadimplemento do
contrato de mútuo, os avalistas também passaram a ser cobrados. sustentou que a inscrição em cadastro
de inadimplentes é medida permitida, sendo uma prática legal. Requereu a improcedência dos pedidos.No
Id. n. 285.604 ? pág. 05/11, o juízoa quosentenciou o feito, determinando, de forma solidária aos
requeridos, o pagamento de danos morais; também determinou a suspensão da exigibilidade do crédito, a
substituição dos avais nos contratos de mútuo da empresa plásticos Koury e o cancelamento destes em
relação aos autores, além de custas e honorários no importe de 20% sobre o valor da condenação.No Id.
n. 285.605 Banco Rural ? em liquidação extrajudicial interpôs recurso de apelação alegando que para que
ocorra a substituição dos avais, seria necessária a anuência do credor, e a garantia assumida é pessoal,
por essa razão a obrigação persiste mesmo que os apelados tenham vendido as suas cotas da empresa
Plásticos Koury. Ressaltou que não estão presentes os requisitos ensejadores da indenização por dano
moral, uma vez que não há prova de dano sofrido e a inscrição em cadastro de devedores não representa
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

ato ilícito e sim exercício regular de direito. Também se voltou contra oquantumindenizatório alegando que
não foi fixado dentro da razoabilidade e proporcionalidade. Requereu o provimento do recurso.No Id.
285.606 Mariza Industria e Comércio da Amazônia Ltda interpôs Apelação alegando cerceamento de
defesa em função do julgamento antecipado da lide. Ressaltou que o julgamento foiextrapetita, pois fez
menção à sentença homologatória de acordo, a qual não fazia parte dos autos. Afirmou que caberia a
aplicação da exceção de contrato não cumprido ao caso, pois ficou impedida de efetivar o registro de
transferência da empresa adquirida, em função de o aditivo não ter sido assinado por um número maior de
sócios; assim como comentou que o Banco Rural não aceitou a cessão de créditos negociada entre as
partes, em função destes já estarem comprometidos como garantia de uma dívida anterior, então,
disseram que o negócio não foi finalizado porque os apelados não cumpriram com o que lhe era devido.
Ressaltou a inexistência de dano moral, pois não teve responsabilidade pelos supostos eventos danosos
alegados pelos apelados. Requereu o provimento do recurso.No Id. 285.608 constam as contrarrazões,
pleiteando pelo desprovimento do recurso.É o relatórioÀ Secretaria para inclusão na pauta de
julgamento.Belém, de de 2018. Desa. GLEIDE PEREIRA DE MOURARELATORA VOTO SECRETARIA
ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO ? 2ª TURMA DE DIREITO PRIVADOAPELAÇÃO CÍVEL N.:
0022049-19.2015.8.14.0301APELANTE: MARIZA INDUSTRIA E COMERCIO DA AMAZONIA
LTDAAPELANTE: BANCO RURAL S.A. ? EM LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIALAPELADO: SERGIO DE
OLIVEIRA GABRIELAPELADO: MARIA PERPETUA DE OLIVEIRA GABRIELRELATORA: DESA. GLEIDE
PEREIRA DE MOURAVOTOPrimeiramente, urge salientar que a sentença foi proferida sob a égide do
CPC/73, bem como a interposição da apelação em questão, de modo que se utilizará da referida norma
processual para a sua respectiva análise, atendendo o enunciado n. 2 do STJ.Presentes os requisitos de
admissibilidade recursal, conheço da presente apelação.Voltaram-se os apelantes contra a sentença que
condenou os recorrentes ao pagamento de danos morais; também determinou a suspensão da
exigibilidade do crédito, a substituição dos avais nos contratos de mútuo da empresa plásticos Koury
firmados junto ao Banco Rural e o cancelamento destes em relação aos autores/apelados.PRELIMINAR
DE CERCEAMENTO DE DEFESAAlegou o recorrente MARIZA INSDÚSTRIA COMERCIO DA AMAZÔNIA
LTDA que houve cerceamento de defesa em função de o juízoa quonão ter oportunizado a dilação
probatória apropriada e ter julgado antecipadamente a lide.Ocorre que não seria necessária, no presente
caso, outras provas além daquelas que já constavam nos autos no momento da prolação da sentença. De
modo que tal alegação não deve ser acatada.Preliminar afastada.PRELIMINAR DE JULGAMENTO
EXTRAPETITAAlegou o recorrente MARIZA INSDÚSTRIA COMERCIO DA AMAZÔNIA LTDA que houve
julgamento extrapetita em função de que o juízo singular utilizou como parâmetro para formar sua
convicção a homologação de um acordo firmado entre o apelado Sergio e a empresa Mariza (Processo n.
00214285620148140301), considerando que havia sido acordado entre as partes a substituição dos
avais.Ocorre que não merece prosperar tal alegação, tendo em vista que não haveria óbice ao julgador de
piso se utilizar de informações atinentes ao curso processual de outra demanda, que guarda relação
íntima com a demanda principal em questão, a qual era de conhecimento dos litigantes.Preliminar
afastada.MERITO: SUBSTITUIÇÃO DE AVAIS E DANOS MORAISObjetivaram os autores/apelados, com
a ação principal, que a empresa MARIZA INDÚSTRIA COMERCIO DA AMAZÔNIA LTDA fosse realizada
a substituição dos avais oferecidos nos contratos de mútuos firmados entre as empresas PLÁSTICOS
KOURY LTDA e o BANCO RURAL S/A, sob a alegação de que eram sócios da empresa Plásticos Koury,
à época da realização do mútuo bancário, mas venderam as suas cotas para a empresa MARIZA
INDÚSTRIA COMERCIO DA AMAZÔNIA LTDA.Sabe-se que o aval é uma garantia pessoal, através da
qual terceira pessoa torna-se co-responsável pela obrigação nos mesmos termos do devedor principal.
Sobre tal questão, Waldo Fazzio Jr. comenta que:(...) o aval é uma declaração cambial, firmada por
terceiro (avalista) quegarante, total ou parcialmente, o pagamento do título.(...)a obrigação do avalista é
autônoma em relação à obrigação do avalizadoNa fiança, os vícios internos da obrigação, como o erro, o
dolo, a coação, a falsidade da assinatura do afiançado e a sua própria incapacidade, paralisam a
obrigação do fiador. No aval, não.O aval é uma obrigação solidária. É uma garantia objetiva do
pagamento, porque o avalista obriga-se a respeito de todos. O avalista não promete que o avalizado
pagará, mas que ele próprio se compromete a fazer o pagamento. Faz sua a obrigação avalizada,como se
fosse sacador, endossante ou aceitante. Realmente, a obrigação do avalista não depende da obrigação do
avalizado. Na fiança, mercê de sua índole acessória, a obrigação do fiador só se concretizará depois de
cobrado o afiançado, ou seja, depois de verificado o benefício de ordem.(Jr., FAZZIO, Waldo.Manual de
Direito Comercial,19ª edição. Atlas. 2018. p. 297-300) Desse modo, ante a natureza pessoal e autônoma
da garantia aposta ao título de crédito, afigura-se absolutamente irrelevante o fato de os recorridos terem
negociado a suas quotas societárias, inclusive, verifica-se que estes prestarem a garantia do aval na
condição de pessoa física. Por tal razão, a obrigação cambiária assumida pelos recorridos não desaparece
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

em decorrência da venda de quotas sociais. Inclusive, ressalta-se que até o presente momento tal
negociação não foi nem mesmo finalizada, conforme se depreende dos autos da presente apelação e dos
demais recursos que encontram-se sob a minha relatoria. (Apelação n. 0021428-56.2014.8.14.0301 e
Apelação n. 0062625-54.2015.8.14.0301)Ademais, a substituição de avalista depende daanuência do
credor, o que não ocorreu no presente caso. Tendo em vista que de regra, as disposições contratuais
somente vinculam as partes que participaram da avença, não sendo aptas a gerar obrigações perante
terceiros.Nesse sentido, vejamos os julgados:EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SENTENÇA.
NULIDADE. AUSÊNCIA. EMBARGOS À EXECUÇÃO. CONTRATO DE EMPRÉSTIMO COM GARANTIAS
E OUTRAS AVENÇAS E NOTA PROMISSÓRIA. TÍTULO LÍQUIDO, CERTO E EXIGÍVEL. VENDA DE
QUOTAS SOCIAIS. EXONERAÇÃO DE AVAL. INOCORRÊNCIA. JUROS REMUNERATÓRIOS.
ABUSIVIDADE. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO INEQUÍVOCA. I O fato dos apelantes não
concordarem com os fundamentos da sentença para revogar os benefícios da assistência judiciária,
anteriormente deferidos, não é causa de nulidade da sentença. II - O contrato de "Contrato de Mútuo SUS
Antecipe" assinado pelas partes e por duas testemunhas, que informa valor certo, vencido e não pago, é
título líquido, certo e exigível. III- O simples fato de terem os apelantes vendido suas quotas sociais junto à
sociedade empresária executada a terceiro não é capaz de revogar o aval que prestaram. IV - Caso os
apelantes tivessem a intenção de se verem exonerados da obrigação contraída através de aval, deveriam
ter firmado cláusula expressa na alteração contratual da sociedade empresária da qual estavam se
retirando, além de comunicar à instituição financeira credora acerca da pretensão de revogação do aval
prestado, a qual teria que anuir com a pretensão dos apelantes, pois sem a anuência da credora, a
revogação não produziria efeitos contra ela, já que não existe dispositivo legal que obrigue a credora a
aceitar a substituição de avalistas.V - Os juros remuneratórios praticados pelas instituições financeiras não
estão adstritos a 12% ao ano. Eventual abusividade, traduzida no excesso de lucro da instituição
financeira em relação às demais, não caracterizada pela mera fixação em patamar superior a 12% ao ano,
deve ser inequivocamente demonstrada. (TJMG - Apelação Cível 1.0024.08.984553-1/003, Relator(a):
Des.(a) Mota e Silva , 18ª CÂMARA CÍVEL, julgamento em 02/12/2014, publicação da súmula em
04/12/2014) AÇÃO COMINATÓRIA. Contrato de trespasse e cessão de quotas sociais. Clausula em
aditivo que prevê a substituição de aval prestado a contratos de mútuo da pessoa jurídica pelo cedente
autor.A simples comunicação da alteração do quadro societário ao banco credor não significa
adimplemento da obrigação extinção da garantia de aval. Obrigação assumida pela ré cessionária que se
qualifica como promessa de fato de terceiro, cujo adimplemento somente ocorreria com a concordância do
banco em alterar as garantias do contrato de mutuo, ou com a solução da dívida garantida.Inexistência de
previsão contratual de responsabilidade da ré quanto às demais obrigações em que o autor figura como
devedor solidário, e não como avalista. Ação parcialmente procedente. Recurso parcialmente
provido.(TJSP; Apelação 0001068-02.2010.8.26.0562; Relator (a): Francisco Loureiro; Órgão Julgador: 1ª
Câmara Reservada de Direito Empresarial; Foro de Santos - 11ª. Vara Cível; Data do Julgamento:
10/08/2016; Data de Registro: 11/08/2016) CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. CÉDULA DE
CRÉDITO COMERCIAL. PACTUADA POR SOCIEDADE EMPRESÁRIA. APELANTE QUE
SUBSCREVEU A CÉDULA NA CONDIÇÃO DE AVALISTA, ANTES DA CESSÃO DAS COTAS SOCIAIS.
ALTERAÇÃO DAS GARANTIAS QUE DEPENDE DA ANUÊNCIA DOS CREDORES. NEGATIVAÇÃO
PELO BANCO-OPOENTE QUE CONFIGUROU EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO. SENTENÇA
MANTIDA. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. Conforme relatado, trata-se de Apelação Cível interposta em
face de sentença que julgou improcedente o pleito autoral na ação indenizatória, bem como julgou
procedente oposição interposta pelo Banco do Nordeste do Brasil S.A, negando pedido para substituição
de avalistas e fiadores. 2. O apelante aduz em seu recurso que o apelado João Félix assumiu a obrigação
quanto ao aval e fiança prestados anteriormente pelo apelante ao banco opoente. 3.Não prospera a
irresignação no presente recurso, pois o aval é garantia pessoal, ocasião em que terceira pessoa torna-se
co-responsável pela obrigação nos mesmos termos do devedor principal, conforme a Lei Uniforme de
Genebra (reproduzida em nosso ordenamento jurídico pelo Decreto 57663, de 1996). 4. Desta feita, para
substituição de avalistas na cédula de crédito, faz-se imprescindível a anuência do credor, não podendo
ser imposto a este qualquer modificação quanto ao responsável pela cumprimento da garantia sem que
haja concordância quanto a isto.5. Portanto, em razão da expressa discordância do banco Opoente quanto
a alteração do quadro de avalistas, não há que se reformar a sentença, tendo em vista que a mesma foi
acertada quanto ao direito aplicado. 6. Apelação conhecida e não provida. Sentença mantida nos seus
termos. ACÓRDÃO: Vistos, relatados e discutidos estes autos, acorda a 2ª Câmara Direito Privado do
Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, por unanimidade, em CONHECER do recurso para NEGAR-LHE
PROVIMENTO. Fortaleza, 14 de dezembro de 2016 CARLOS ALBERTO MENDES FORTE Presidente do
Órgão Julgador DESEMBARGADOR TEODORO SILVA SANTOS Relator PROCURADOR (A)(Relator (a):
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

TEODORO SILVA SANTOS; Comarca: Fortaleza; Órgão julgador: 29ª Vara Cível; Data do julgamento:
14/12/2016; Data de registro: 14/12/2016) Sendo assim, ao contrário do que ficou definido na sentença,
não merece prosperar o pedido autoral, devendo ser reformada a sentença; uma vez que os ora recorridos
intentam operar a substituição de avais prestados nas cédulas de crédito bancário, firmadas junto ao
Banco Rural s.a., de forma impositiva, sem observar a natureza desta garantia, a qual não se exclui em
função da venda ou promessa de compra e venda de quotas societárias da empresa avalizada.Portanto,
se a retirada do sócio avalista da sociedade ou a negociação das quotas sociais não afeta a garantia
pessoal (aval), a não ser que o beneficiário desta tenha anuído com tal saída, não resta configurado
qualquer ato ilícito praticado pelo Banco Apelante ou pela Empresa Apelante, que comporte o dever de
indenizar, restando desconfiguradoin casuo dano moral.Determina-se aos apelados, solidariamente, o
pagamento de custas e honorários de sucumbência no importe de 20% sobre o valor da causa, de acordo
com o art. 20, §4º do CPC/73, uma vez que este representa o proveito econômico obtido pelos réus, sendo
que do total deve-se destinar 10% aos causídicos do ApelanteMARIZA INDUSTRIA E COMERCIO DA
AMAZONIA LTDA e 10% aos causídicos do Apelante BANCO RURAL S.A.Por todo o exposto, conheço da
presente apelação edou-lhe provimento, a fim de que não perdure a condenação obrigacional imposta aos
recorrentes, no sentido de promoverem a substituição dos avais prestados pelos recorridos ou demais
obrigações acessórias a esta, bem como para afastar a condenação em danos morais.Belém, de de 2018.
Desa. GLEIDE PEREIRA DE MOURARELATORA Belém, 28/11/2018

Número do processo: 0005145-57.2017.8.14.0040 Participação: APELANTE Nome: FERNANDA COSTA


PINHEIRO Participação: ADVOGADO Nome: ROSEMARY ARAUJO MACHADOOAB: 11061/PI
Participação: ADVOGADO Nome: AUZENI PEREIRA DA SILVAOAB: 022056/PA Participação: APELADO
Nome: MUNICÍPIO DE PARAUAPEBASEMENTA:AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL.
INADEQUAÇÃO RECURSAL. INSURGÊNCIA CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO POR ÓRGÃO
COLEGIADO. O AGRAVO INTERNO SE RESTRINGE AS DECISÕES PROFERIDAS,
MONOCRATICAMENTE, PELO RELATOR. ARTIGO 1.021, DO CPC/15 E ARTIGO 289, DO
REGIMENTO INTERNO DESTE EGRÉGIO TRIBUNAL. INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES DO STJ
E DESTE EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA.AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO.CONDENAÇÃO
AO PAGAMENTO DE MULTA. INTELIGÊNCIA DO §4º DO ART.1.021 DO CPC. 1.Na25ª Sessão
Ordinária (30.07.2018),a 1ª Turma de Direito Público negou provimento ao à Apelação Cível interposta
pelo agravante, mantendo inalterada a sentença que denegou à segurança à recorrente. 2.Em razões
recursais, o agravante reitera os argumentos suscitados em sede de Apelação aduzindo que possui direito
subjetivo a nomeação 3.Segundo o caput, do artigo 1.021, do CPC/15 e, do artigo 289, do Regimento
Interno deste Egrégio Tribunal, caberá Agravo Interno, para o respectivo órgão colegiado, contra decisão
proferida, monocraticamente, pelo relator. 4. Insurgência contra decisão proferida por Órgão Colegiado.
Inadmissibilidade recursal. Precedentes deste Egrégio Tribunal de Justiça. 5. Agravo interno não
conhecido. 6.Condenação da agravante ao pagamento de multa em 5% sobre o valor da causaR$
1.000,00(mil reais), que corresponde a R$ 50,00(cinquenta reais), diante da manifesta inadmissibilidade do
recurso. Inteligência do §4º do art.1.024 do CPC. Precedentes do STJ.7. À unanimidade.ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Excelentíssimos Senhores Desembargadores
componentes da 1ª Turma de Direito Público, à unanimidade, em NÃO CONHECER DO AGRAVO
INTERNO, nos termos do voto da eminente Desembargadora Relatora. 40ª Sessão Ordinária ? 1ª Turma
de Direito Público, Tribunal de Justiça do Estado do Pará, aos 26 de novembro de 2018. Julgamento
presidido pela Exma. Desembargadora Rosileide Maria da Costa Cunha. ELVINA GEMAQUE
TAVEIRADesembargadora Relatora

Número do processo: 0802543-49.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: GENESIS


BARBOSA DELMON Participação: ADVOGADO Nome: NICOLAU MURAD PRADOOAB: 40000A
Participação: ADVOGADO Nome: TATHIANA ASSUNCAO PRADOOAB: 10000A Participação:
AGRAVANTE Nome: WALQUIRIA VERONICE ALVES DAMASCENO Participação: ADVOGADO Nome:
NICOLAU MURAD PRADOOAB: 40000A Participação: ADVOGADO Nome: TATHIANA ASSUNCAO
PRADOOAB: 10000A Participação: AGRAVADO Nome: MUNICÍPIO DE PARAUAPEBAS PROCESSO
CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO.AÇÃO DE EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL.
GRATUIDADE PROCESSUAL. PESSOA FÍSICA - DECLARAÇÃO DE POBREZA. PRESUNÇÃO "JURIS
141
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

TANTUM" DE VERACIDADE. NÃO ILIDIDA.1- O art. 98 do CPC/15 trouxe a presunçãojuris tantumde que
a pessoa física que pleiteia o benefício não possui condições de arcar com as despesas do processo. No
mesmo sentido, o parágrafo segundo do art. 99 do CPC/15 preceitua que, somente havendo subsídios, o
pedido poderá ser indeferido, e ainda, após oportunizada a manifestação da parte;2- Não consta nos autos
qualquer documento que fizesse alusão à empresa individual, bem como qualquer outro indício capaz de
contrapor a alegação de hipossuficiência dos agravantes; observo ainda, que não fora facultado aos
agravantes a possibilidade de contraporem o argumento invocado pelo juízo;3- Agravo de instrumento
conhecido e provido. Vistos, relatados e discutidos os autos.Acordam, os Excelentíssimos
Desembargadores, integrantes da 1ª Turma de Direito Público, à unanimidade, em conhecer e dar
provimento ao agravo de instrumento para cassar a decisão atacada e por conseguinte e deferir o pedido
de justiça gratuita, nos termos da fundamentação.1ª Turma de Direito Público do Tribunal de Justiça do
Estado do Pará,05 de Novembro de 2018.Relatora Exma. Sra. Desa. Célia Regina de Lima Pinheiro.
Julgamento presidido pela Exma. Desa. Rosileide Maria da Costa Cunha, tendo como segundo julgador a
Exma. Desa. Maria Elvina Gemaque Taveira e como terceira julgadora, a Exma. Desa. Rosileide Maria da
Costa Cunha. DesembargadoraCÉLIAREGINA DE LIMAPINHEIRORelatora

Número do processo: 0028856-94.2011.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: JOAO RIBEIRO


FILHO Participação: ADVOGADO Nome: ALEXANDRE DOCE DIAS DE FREITASOAB: 00000A
Participação: ADVOGADO Nome: WERNER NABICA COELHOOAB: 17000A Participação: APELADO
Nome: ESTADO DO PARAAPELAÇÃO CÍVEL.SERVIDOR PÚBLICO.PEDIDO DE REDISTRIBUIÇÃO DO
CARGO POR INTERESSE DO SERVIDOR.IMPOSSIBILIDADE.ATO QUE SE DÁ EXCLUSIVAMENTE
NO INTERESSE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ART. 50 DA LEI 5.810/91.PEDIDO DE PAGAMENTO
DE DIFERENÇAS REMUNERATÓRIAS POR DESVIO DE FUNÇÃO. INDEVIDO. NÃO COMPROVAÇÃO
DO EXERCÍCIO DE FUNÇÕES DIVERSAS PELO SERVIDOR. ÔNUS DO QUAL NÃO SE
DESINCUMBIU. SENTENÇA MANTIDA.APELAÇÃO CONHECIDA E NÃO PROVIDA. À UNANIMIDADE.
1-A questão em análise reside em verificar se o direito do Apelanteà redistribuição do cargo e o
direitoaopagamento de indenização correspondente à diferença remuneratórias, observando o limite da
prescrição até oscinco anos anteriores à propositura da ação. 2-O Apelante foi admitido pela Secretaria de
Estado de Transportes -SETRAN, em02/10/1973, consoante certidão de tempo de serviço (Num. 609198 -
Pág. 9),ocupando o cargo de auxiliar de administração, a partir de 03.09.1991 (Num. 609194 - Pág. 13),
tendo sido apresentadoparaexercer suas funções naSecretaria de Estado da Fazenda-SEFA em 1996,
consoante ofício 063/96 da SETRAN (Num. 609193 - Pág. 6). 3-A redistribuição se encontra prevista no
art. 50 do Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civil da Administração Direta, das Autarquias e
das Fundações Públicas do Estado do Pará (Lei Estadual n° 5.810/94) e corresponde aodeslocamento do
servidor, com o respectivo cargo ou função, para o quadro de outro órgão ou entidade do mesmo
Poder,sempre no interesse da Administração. Aredistribuição será sempre de ofício, ouvidos os
respectivos órgãos ou entidades interessadas na movimentação e dar-se-á exclusivamente para o
ajustamento do quadro de pessoal às necessidades dos serviços, inclusive nos casos de reorganização,
extinção ou criação de órgão ou entidade. Referido dispositivo encontra parcial simetria com o art. 37 da
Lei n° 8.112/90.4-A redistribuição se destina, essencialmente, a atender às necessidades da
Administração Pública, de forma que a existência de circunstâncias que importem o remanejamento de
servidor para preservação dos serviços públicos permite à Administração dispor de seus servidores. Não
obstante, não cabe ao Poder Judiciário adentrar no mérito do ato administrativo, competindo-lhe à análise
dos aspectos de legalidade, não podendo averiguar a conveniência e oportunidade, a qual pertence e foi
outorgado tão somente ao administrador público. Precedentes do STJ.5-No que tangeao desvio de função,
infere-se que sua vedação é albergada pelo art. 37, caput, da Constituição Federal, ante a determinação
de queadministração pública obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência, dentre os demais incisos ao longo do artigo que tratam da matéria, sendo a
práticado desvio funcional, uma ofensa também ao princípio da isonomia e proibição do enriquecimento
ilícito do ente público, ante o fato do servidor que efetivamente exercer funções diversas que exigem
remuneração mais valiosa, enquanto percebem remuneração inferior, fazendo jus a restituição da
diferença de remuneração que teria recebido, caso fosse devidamente remunerado, em que pese não
gerar direito ao reenquadramento de servidor. Precedentes do STF. Súmula378-STJ. 6-Entretanto, o
desvio de função alegado no presente caso pelo Apelante, não merece prosperar, pois o que se denota
dos autos é que não há provas suficientes que levem a conclusão de sua ocorrência.7-O ônus da prova
incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito (art. 373 do CPC/15). Registra-se, ainda, que
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incumbe à parte instruir a petição inicial ou a contestação com os documentos destinados a provar suas
alegações (art. 434 do CPC/15), de modo que no presente caso o Apelante não se desincumbiu do seu
ônus probatório quanto à pretensão concernente ao desvio de função, pelo que não há como amparar o
pleito, uma vez que dos documentos juntados aos autos, não é possível inferir que o apelante realizava
funções diversas das relacionadas ao seu cargo, de forma que, não obstante constar nos autos imagem
do portal do servidor no qual consta que o servidor tem função de gerente fazendário, tal documento, por
si só, não comprova a existência de desvio de função.8-Os documentos concernentes ao uso do Sistema
Integrado de Administração Tributária - SIAT (Num. 609194 - Pág. 14 e 609195) por si só, também não
tem o condão de demonstrar as atribuições que competiam ao Apelante, não havendo como se
depreender que de fato houve desvio de função.Em parecer, o Órgão Ministerial manifestou-se pelo não
provimento do recurso, adotando também o entendimento de que não restou demonstrado a existência de
desvio de função pelo Apelante. Destarte,não há que se falar emdireito ao pagamento de indenização das
diferenças salariais pretendidas.9-Apelação conhecida e não provida. À unanimidade. ACÓRDÃO Vistos,
relatados e discutidos estes autos, acordam os Excelentíssimos Senhores Desembargadores
componentes da1ª Turma de Direito Público, à unanimidade, em CONHECER e NEGAR PROVIMENTO à
Apelação, nos termos do voto da eminente Desembargadora Relatora. 38ª Sessão Ordinária ? 1ª Turma
de Direito Público, Tribunal de Justiça do Estado do Pará, aos 12 de novembro de 2018. Julgamento
presidido pela Exma. Desa. Rosileide Maria da Costa Cunha. ELVINA GEMAQUE
TAVEIRADesembargadora Relatora

Número do processo: 0808769-70.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: BANCO BMG SA


Participação: ADVOGADO Nome: FLAVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLAOAB: 73000A Participação:
AGRAVADO Nome: REJANE SOARES PEREIRA DE LIMA Participação: ADVOGADO Nome: JULIA
YASMIN MONTEIRO MAUESOAB: 2105400A/PAPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DO PARÁGABINETE DESEMBARGADOR JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA
JUNIORAGRAVO DE INSTRUMENTO (202):0808769-70.2018.8.14.0000AGRAVANTE: BANCO BMG
SANome: BANCO BMG SAEndereço: Avenida Álvares Cabral, 1707, Lourdes, BELO HORIZONTE - MG -
CEP: 30170-001Advogado: FLAVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA OAB: 73000A Endereço:
desconhecidoAGRAVADO: REJANE SOARES PEREIRA DE LIMANome: REJANE SOARES PEREIRA
DE LIMAEndereço: RUA MARECHAL RONDON, 148, TACIATEUA, SANTA MARIA DO PARá - PA - CEP:
68738-000 DECISÃO MONOCRÁTICATrata-se de Agravo de Instrumento (Num.1138148 ? Pág. 1/9) com
pedido efeito suspensivo interposto porBANCO GMAC S/A, contra decisão proferida pela Vara Única da
Comarca de Santa Maria do Pará - PA, nos autos daAÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE
DÉBITO c/c INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS c/c PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA(Processo nº
0129459-92.2015.8.14.0057), ajuizada pelo Agravado,REJANE SOARES PEREIRA DE LIMA, que
concedeu a antecipação dos efeitos de tutela de urgência requerida determinando a exclusão do nome da
agravada dos cadastros do SERASA EXPERIAN, estando o não cumprimento sob pena de multa diária de
R$500,00 (quinhentos reais), limitada ao valor de R$20.000,00 (vinte mil reais). Argumenta o agravante,
preliminarmente, que o recebimento do Agravo de Instrumento é medida que se impõe, alegando que os
efeitos da decisão proferida em primeiro grau trarão prejuízos irreversíveis, tendo em vista o abalo
financeiro que será ocasionado pela fixação de astreintes.Aduz ainda, a ausência dos requisitos
ensejadores da medida de urgência, quais sejam ofumus boni iuris e o periculum in mora,por tratar-se de
matéria discutível, sendo necessária a instrução para aferir a certeza do acolhimento da obrigação
pleiteada; e a não demonstração do risco ou perigo iminente à efetivação do processo.Alega por fim que
não há que se falar em multa por descumprimento da determinação, uma vez que a decisão ignorou os
princípios da razoabilidade e proporcionalidade, o que ensejaria a possibilidade de enriquecimento ilícito
da parte agravada. É o breve relatório.DECIDO.Recebo o recurso, eis que preenchido os requisitos de
admissibilidade.Requer a Agravante a concessão de efeito suspensivo da decisão da Magistrada a quo,
que concedeu a tutela de urgência determinando a retirada do nome da autora dos órgãos de
inadimplentes. Passo a análise. No caso em tela verifico que a Agravada comprova a inscrição do seu
nome em cadastro de inadimplentes por suposta dívida ocasionada pelo não pagamento de parcelas
relativas a empréstimo consignado pactuado com o Banco ora Agravante. Ocorre que a referida alega que
os valores estavam sendo regularmente descontados em folha de pagamento, ficando demonstrados os
requisitos necessários à concessão da medida de urgência. Além disso, a interposição de astreintes é
medida necessária para garantir o cumprimento da prestação devida em face da tutela de urgência
concedida, mostrando-se, a princípio, a extensão do arbitramento, compatível com a importância do bem
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

jurídico tutelado e, consequentemente, com os princípios de razoabilidade e proporcionalidade. O que não


ensejaria, dessa forma, o enriquecimento ilícito da parte Agravada. Acerca desse entendimento,
vejamos:AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR NEGATIVAÇÃO DO CPF
INDEVIDO/COBRANÇA INDEVIDA, ACUMULADO COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA.
EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. NEGATIVAÇÃO NOS ÓRGÃOS RESTRITIVOS DE CRÉDITO.
EXCLUSÃO/ABSTENÇÃO DO NOME DO AUTOR NOS CADASTROS DE INADIMPLENTES
(SPC/SERASA). APLICAÇÃO DE MULTA DIÁRIA DE R$1000,00 (mil reais) ATÉ O LIMITE DE 30 (trinta)
DIAS. MULTA COMPATÍVEL COM A IMPORTÂNCIA DO DIREITO PROTEGIDO. DECISÃO MANTIDA.
RECURSO DESPROVIDO. Não merece ser provido o presente Agravo de Instrumento, porquanto o
deferimento da tutela se pautou no preenchimento dos requisitos legais (CPC, art. 300). AGRAVO DE
INSTRUMENTO CONHECIMENTO, MAS NÃO PROVIDO. (TJ-AM ? AI: 40035886620178040000 AM
4003588-66.2017.8.04.0000, Relator: Ari Jorge Moutinho da Costa, data de julgamento: 13/08/2018,
Segunda Câmara Cível, Data da Publicação: 24/08/2018). Por conta disso, forçoso, neste momento
processual, oindeferimento do efeito suspensivo pleiteado pedido de tutela antecipada recursal,devendo
ser oportunizado a formação do contraditório.Intime-se o Agravado, na forma prescrita no inciso II do art.
1.019 do Código de Processo Civil, para que, em querendo, responda no prazo de 15 (quinze) dias,
sendo-lhe facultado juntar a documentação que entender necessária ao julgamento do recurso.Servirá a
cópia da presente decisão como mandado/ofício.Após, conclusos.Belém, 21 de novembro de 2018. JOSÉ
ROBERTOPINHEIRO MAIABEZERRAJÚNIORDESEMBARGADOR- RELATOR

Número do processo: 0806615-79.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: BANCO


BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A. Participação: ADVOGADO Nome: ANTONIO BRAZ DA SILVAOAB:
2063800A/PA Participação: AGRAVADO Nome: REGINALDO PINHEIRO SILVAPODER
JUDICÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁSECRETARIA ÚNICA DAS TURMAS DE
DIREITO PÚBLICO E PRIVADOATO ORDINATÓRIONo uso de suas atribuições legais, a UPJ das
Turmas de Direito Público e Privado intima o Agravante a recolher as custas no prazo de 5 (cinco)
dias,para expedição de carta de intimação no Processo n° 0806615-79.2018.8.14.0000a teor da
conjugação do art. 281, § 3º com art. 23 da Lei de Custas do Estado do Pará (Lei Estadual n°
8.328/2015).Belém, 29 de novembro de 2018

Número do processo: 0021428-56.2014.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: MARIZA INDUSTRIA


E COMERCIO DA AMAZONIA LTDA Participação: ADVOGADO Nome: ADAILSON JOSE DE
SANTANAOAB: 70000A Participação: ADVOGADO Nome: DANIELLE FONSECA SILVAOAB: 69000A
Participação: ADVOGADO Nome: MARCELO PEREIRA DA SILVAOAB: 00000A Participação: APELADO
Nome: SERGIO DE OLIVEIRA GABRIEL Participação: ADVOGADO Nome: ROBERTA MENEZES
COELHO DE SOUZAOAB: 1130700A/PA Participação: ADVOGADO Nome: BRUNO MENEZES COELHO
DE SOUZAOAB: 00000A Participação: ADVOGADO Nome: SERGIO DE CARVALHO VERDELHOOAB:
6693/PATRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ APELAÇÃO (198) - 0021428-
56.2014.8.14.0301APELANTE: MARIZA INDUSTRIA E COMERCIO DA AMAZONIA LTDAAPELADO:
SERGIO DE OLIVEIRA GABRIELRELATOR(A):Desembargadora GLEIDE PEREIRA DE MOURA
EMENTA APELAÇÃO CÍVEL. EXECUÇÃO DE CONTRATO. DUAS SENTENÇAS NO MESMO
PROCESSO. HOUVE SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA DE ACORDO E POSTERIORMENTE FOI
PROFERIDA NOVA SENTENÇA ENGLOBANDO PEDIDOS CONSTANTES NA PETIÇÃO INICIAL.
NULIDADE DA SEGUNDA SENTENÇA. ART. 471 DO CPC/73. PRECLUSÃO PRO JUDICATO.
RECURSO PROVIDO.I - Insurgiu-se o recorrente contra a sentença proferida após a homologação de
acordo firmado entre as partes.II ? Verifica-se que após a sentença, que homologou o acordo feito entre as
partes, o ora recorrido informou o descumprimento da decisão e requereu o seu cumprimento. No entanto,
o juízoa quodeu continuidade ao feito proferindo nova sentença, e em sua decisão determinou o
cumprimento do contrato, mas também deferiu outros pedidos que não foram abarcados pelo acordo
anterior.III ?In casu,o juízo singular deveria se ater à fase de cumprimento de sentença, promovendo todos
os atos necessários a tal fim, inclusive o contraditório efetivo. E não atribuir ao recorrente nova obrigação,
por meio de uma nova sentença.IV - É nula a segunda sentença que reaprecia a lide, face a violação da
coisa julgada e da preclusãopro judicatoprevista no art. 471 do CPC/73.V ? Recurso conhecido e provido.
RELATÓRIO SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO ? 2ª TURMA DE DIREITO
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PRIVADOAPELAÇÃO CÍVEL N.: 0021428-56.2014.8.14.0301APELANTE: MARIZA INDUSTRIA E


COMERCIO DA AMAZONIA LTDAAPELADO: SERGIO DE OLIVEIRA GABRIELRELATORA: DESA.
GLEIDE PEREIRA DE MOURA RELATÓRIOSÉRGIO DE OLIVEIRA GABRIEL ingressou com AÇÃO DE
EXECUÇÃO DE FAZER, POR FORÇA DE CLÁUSULA CONTRATUAL C/C COM AÇÃO DE PERDAS E
DANOS MORAIS E MATERIAS E DE TUTELA ANTECIPADA contra MARIZA INSDÚSTRIA COMERCIO
DA AMAZÔNIA LTDA, aduzindo que vendeu a sua cota da empresa PLASTICOS KOURY LTDA para a ré,
e esta, por sua vez, se obrigou a assumir todos os créditos e débitos da empresa em questão; no entanto,
deixou de assim proceder, pois não adimpliu o débito que tal empresa tinha com o Banco Rural e isso
estava lhe causando inúmeros transtornos. Pleiteou que a demandada fosse compelida a transferir os
débitos dos contratos bancários para o seu nome e responsabilidade, substituindo os avais bancários, os
quais o indicam como avalista da plásticos Koury Ltda.Em contestação, a empresa ré alegou a nulidade do
contrato de promessa de compra e venda em função de não ter sido subscrito por todos os seus sócios,
deixando de preencher o requisito de validade. Afirmou que o cumprimento exigido pelo Autor não pode
ser adimplido enquanto não se consolidar o contrato de promessa de compra e venda com o respectivo
registro na Junta Comercial. Disse ser incabível a indenização pleiteada pelo autor.Houve acordo
homologado por sentença (Id. 304.790 p. 56)À pág. 86 do Id. 304.790, SERGIO DE OLIVEIRA GABRIEL
requereu a execução da sentença homologatória, aduzindo que não houve o cumprimento desta.Foi
apresentada impugnação ao cumprimento de sentença, na qual afirmou que não conseguiu efetivar o
registro e a transferência de propriedade perante a Junta Comercial. Disse que vários sócios recusaram-se
a assinar a o aditivo do acordo. Comentou ainda que as dívidas existentes da empresa Plásticos Koury
estão sob a tutela jurisdicional no processo n. 00529486820138140301, uma vez que Sergio Gabriel e
Maria Perpétua cederam os créditos que detinham junto ao Banco Rural para a empresa plásticos koury,
com o objetivo de cobrir dívida desta. Disse que por isso o Banco Rural não reconheceu a cessão dos
mesmos créditos na negociação entre os litigantes informando que tais créditos já teriam sido objeto de
cessão anterior. Afirmou que se fosse realizado o pagamento do valor ao banco, estariam pagando duas
vezes pelo mesmo crédito. Disseram o autor e a sra. Maria Gabriel criaram entraves para a regularização
do débito junto ao Banco Rural por isso continuam figurando como avalistas das operações bancárias.
Disse que embora tenha sido homologado o acordo, a sua execução restou prejudicada. Alegou ter
ocorrido hipótese de exceção do contrato não cumprido, a necessidade de suspensão do processo até o
julgamento do processo n. 00529486820138140301No Id. 625.941 o juízo a quo deferiu tutela antecipada,
determinando que a executada comprovasse o pagamento da dívida da empresa plástico koury junto ao
banco rural ou comprovasse a substituição dos avais bancários, assim como as demais dívidas com outros
credores. Que comprovasse a retirada do nome do exequente como sócio da referida empresa junto a
JUCEPA, no prazo de 48 horas, sob pena de multa diária no importe de R$ 1.000,00 (um mil reais).No id.
625.942 consta nova sentença, julgando parcialmente procedente a ação de execução de fazer,
determinando que a parte executada cumprisse o acordo firmado no prazo de 05 dias, sob pena de multa
diária de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). Bem como condenou a executada ao pagamento de indenização
por dano moral no importe de 10% do valor dos danos materiais, que resultou em R$ 115.325,00 (cento e
quinze mil trezentos e vinte e cinco reais). Também a condenou ao pagamento de lucros cessantes no
importe de R$ 1.153.250,00 (um milhão cento e cinquenta e três mil duzentos e cinquenta reais), além de
custas e honorários advocatícios em 20% sobre o total da condenação.MARIZA INDUSTRIA E
COMERCIO DA AMAZONIA LTDA, nas razões da apelação (Id. 304.795 e Id. 625.943), aduziu que a
sentença é nula pois julgou o pedido inicial, o qual já havia sido objeto de acordo, homologado por
sentença, não devendo subsistir tal decisão a teor do art. 468, 471, 473 do CPC/73. Também ressaltou
que a decisão foiextrapetita, pois após a homologação do acordo o apelado limitou-se a requerer o
respectivo cumprimento deste, mas o juízoa quoinovou, proferindo decisão distinta do que foi pedido.
Requereu o provimento do recurso.Conforme despacho de Id. 304.795 e id. 625.942 p. 90, não foi reaberto
prazo para contrarrazões ao recurso de apelação, portanto não constam contrarrazões nos autos.À
Secretaria para inclusão na pauta de julgamento.Belém, de de 2018. Desa. GLEIDE PEREIRA DE
MOURARELATORA VOTO SECRETARIA ÚNICA DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO ? 2ª TURMA DE
DIREITO PRIVADOAPELAÇÃO CÍVEL N.: 0021428-56.2014.8.14.0301APELANTE: MARIZA INDUSTRIA
E COMERCIO DA AMAZONIA LTDAAPELADO: SERGIO DE OLIVEIRA GABRIELRELATORA: DESA.
GLEIDE PEREIRA DE MOURA VOTOPrimeiramente, urge salientar que a sentença foi proferida sob a
égide do CPC/73, bem como a interposição da apelação em questão, de modo que se utilizará da referida
norma processual para a sua respectiva análise, atendendo o enunciado n. 2 do STJ.Presentes os
requisitos de admissibilidade recursal, conheço da presente apelação.Insurgiu-se o recorrente contra a
sentença proferida após a homologação de acordo firmado entre as partes, a qual determinou que a parte
executada/apelante cumprisse o acordo firmado no prazo de 05 dias, sob pena de multa diária de R$
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

5.000,00 (cinco mil reais). Bem como a condenou ao pagamento de indenização por dano moral no
importe de 10% do valor dos danos materiais, que ficou em R$ 115.325,00 (cento e quinze mil trezentos e
vinte e cinco reais). Também a condenou ao pagamento de lucros cessantes no importe de R$
1.153.250,00 (um milhão cento e cinquenta e três mil duzentos e cinquenta reais), além de custas e
honorários advocatícios em 20% sobre o total da condenação.Aduziu o recorrente que a decisão seria
nula, pois já havia sido proferida sentença nos autos, quando foi homologado o acordo firmado entre as
partes, não sendo possível que se profira nova sentença. Também aduziu que a decisão recorrida
foiextrapetita, pois extrapolou o pedido de cumprimento de sentença, julgando novamente a causa.Assiste
razão ao recorrente, uma vez que se constata, no Id. 304.790 p. 56, que o juízo singular homologou
acordo entre os litigantes e, posteriormente, o ora recorrido informou o descumprimento da sentença,
requerendo que fosse dado cumprimento a mesma. No entanto, o julgador de piso proferiu nova sentença,
que abarcou outros pedidos formulados na petição inicial, os quais não fizeram parte do acordo
homologado anteriormente.A sentença que homologou o acordo foi proferida nos seguintes
termos:HOMOLOGO por Sentença o presente acordo firmado entre as partes, para que produza seus
efeitos jurídicos e legais, bem como, JULGO EXTINTO o feito com resolução de mérito, nos termos do art.
269, III do CPC. Custas e honorários, nos termos do acordo en tabulado entre as partes em caso de
ausência de previsão, as custas se houver, deverão ser pro rata.Após o trânsito em julgado, arquive-se os
autos. Sendo assim, o juízo singular deveria se ater ao cumprimento da sentença homologatória,
promovendo todos os atos necessários a tal fim, inclusive primando pelo contraditório efetivo. E não
atribuir ao recorrente nova obrigação, por meio de uma nova sentença.Nesse sentido, vejamos os
julgados:EMENTA: PREVIDENCIÁRIO. PROCESSUAL. CIVIL. DUAS SENTENÇAS NO MESMO
PROCESSO. PREVALÊNCIA DA PRIMEIRA. NULIDADE ABSOLUTA DA SEGUNDA. 1. É absolutamente
nula a sentença que, inadvertidamente, sem se aperceber que o feito já fora extinto por acordo
homologado (art. 269, III, do CPC), evento ocorrido em novembro de 2011, ulteriormente julga de novo a
lide, em junho de 2013, para, malferindo a coisa julgada e a preclusão "pro judicato",então julgar
procedente o pedido de concessão do salário-maternidade. 2. Apelação provida.(TRF 1. APELAÇÃO
CIVEL N. 0000761-28.2013.4.01.4004. PRIMEIRA TURMA. RELATOR: JUIZ FEDERAL CARLOS
AUGUSTO PIRES BRANDÃO. PUBLICAÇÃO: e-DJF1 DATA:26/10/2015 PAGINA:963) EMENTA: CIVIL E
PROCESSUAL CIVIL - AÇÃO DE ALIENAÇÃO JUDICIAL DE COISA INDIVISA - HOMOLOGAÇÃO DE
ACORDO EXTRAJUDICIAL COM DESISTÊNCIA DA AÇÃO - DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO -
PROLAÇÃO DE NOVA SENTENÇA EXTINGUINDO O PROCESSO, FACE DESISTÊNCIA DA AÇÃO -
NULIDADE - VERIFICAÇÃO.A sentença homologatória de acordo faz coisa julgada, impedindo a
rediscussão dos temas abordados no acordo.È nula a segunda sentença que reaprecia a lide, face
violação da coisa julgada e da preclusão pro judicato prevista no art. 471 do CPC. (TJMG - Apelação Cível
1.0134.11.014394-5/001, Relator(a): Des.(a) Mônica Libânio , 15ª CÂMARA CÍVEL, julgamento em
10/03/2016, publicação da súmula em 04/04/2016) Sobre a vedação de o julgador proferir nova sentença
quando já existente sentença anterior nos autos, vejamos o que dispõe o art. 471 do CPC/73:Art. 471.
Nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas, relativas à mesma lide, salvo:I - se, tratando-se
de relação jurídica continuativa, sobreveio modificação no estado de fato ou de direito; caso em que
poderá a parte pedir a revisão do que foi estatuído na sentença;II - nos demais casos prescritos em
lei.Ante o exposto, dou provimento à apelação para declarar nula a segunda sentença, devendo o julgador
de piso retomar ao pedido de cumprimento do título executivo judicial (pág. 86 do Id. 304.790), atinando
aos parâmetros legais para tal finalidade, primando pelo contraditório efetivo também nessa fase
processual.Belém, de de 2018. Desa. GLEIDE PEREIRA DE MOURARELATORA Belém, 28/11/2018

Número do processo: 0001151-78.2011.8.14.0070 Participação: APELANTE Nome: ESTADO DO PARÁ


Participação: APELADO Nome: ELI DE SOUSA SANTOSTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARÁ APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA (1728) - 0001151-78.2011.8.14.0070APELANTE: ESTADO
DO PARÁAPELADO: ELI DE SOUSA SANTOSRELATOR(A):Desembargadora MARIA ELVINA
GEMAQUE TAVEIRA EMENTA EMENTA:APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO
ORDINÁRIA. PACIENTE PORTADORDO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA ? HIV (CID B: 24).
TRANSFERÊNCIA PARA HOSPITAL ESPECIALIZADO.APELAÇÃO CÍVEL.PRELIMINARES DE
ILEGIMITIDADE PASSIVA E PERDA DO OBJETO. AFASTADAS. MÉRITO.ARGUIÇÃO DE AUSÊNCIA
DE DIREITO SUBJETIVO A SER TUTELADO DE IMEDIATO E VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS
CONSTITUCIONAIS.AFASTADA.TRATAMENTO MÉDICO INDISPENSÁVEL À SAÚDE DO APELADO.
NECESSIDADE COMPROVADA NOS AUTOS.DEVER CONSTITUCIONAL DE TODOS OS ENTES
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

FEDERATIVOS. ART. 196 DA CF/88. PRECEDENTES. PEDIDO DE DIMINUIÇÃO DO VALOR FIXADO À


TÍTULO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PREJUDICADO EM RAZÃO DO AFASTAMENTO DA
CONDENAÇÃO EM SEDE DE REEXAME.APELAÇÃO CONHECIDA E NÃO PROVIDA. REEXAME
NECESSÁRIO.NECESSIDADE DE EXCLUSÃO DA CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
ARTIGO 381 DO CC/02 E SÚMULA 421 DO STJ.NECESSIDADE DE DELIMITAÇÃO DO VALOR DA
MULTA DIÁRIA. OBSERVÂNCIA AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE.
PRECEDENTES DESTE EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA.REEXAME CONHECIDO. SENTENÇA
PARCIALMENTE REFORMADA.UNANIMIDADE. 1. A sentença recorrida julgou procedente a Ação, para
tornar definitiva a antecipação de tutela que determinoua imediata transferência da apelada para Hospital
especializado de Belém, sob pena de multa diária no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). 2. Apelação
Cível. Preliminar de ilegitimidade passiva.Responsabilidade solidária da União, dos Estados e dos
Municípios, assim, qualquer um desses entes tem legitimidade ad causam para figurar no polo passivo de
demanda que objetiva a garantia do acesso ao tratamento de saúde. Precedentes do STF e
STJ.Preliminar rejeitada. 3. Preliminar de perda do objeto por Ausência de Interesse
Processual.Aconcessão da antecipação de tutela não exaure a tutela jurisdicional ante a sua natureza
provisória, sendo o direito efetivado, tão somente, com a procedência do pedido e com a confirmação da
tutela concedida.Preliminar rejeitada. 4. Mérito.Arguição de ausência de Direito subjetivo a ser tutela de
imediato e violação aos princípios constitucionais (reserva do possível, separação dos poderes e acesso
igualitário à saúde).O direito à saúde é assegurado pela Constituição Federal em seu art. 196. 5.Os laudos
médicos (Num. 989766 - Págs. 9/13)são taxativos ao afirmar que o apelado, portador de HIV (CID B: 24),
estava apresentando cefaleia intensa, dores lombares, confusão mental, fala desconexa, desvio do eixo
dos olhos para o centro, necessitando ser transferido, com urgência, para Hospital de referência, com a
garantia de leito de internação, acompanhamento, avaliação e realização de exames que forneceriam um
diagnóstico mais preciso acerca da evolução da doença. 6. A imposição ao Ente Estadual em
providenciaro procedimento especializado, necessário à manutenção do mínimo existencial do apelado,
encontra respaldo na Constituição da República e na legislação infraconstitucional, em observância à
proteção integral concedida aos cidadãos. 7. A necessidade de previsão orçamentária para a realização
de despesas públicas é regra dirigida fundamentalmente à Administração Pública, e não ao juiz, que pode
deixar de observar o preceito para concretizar outra norma constitucional, utilizando-se da ponderação de
valores. 8. Neste viés, a condenação em questão não representa ofensa aos princípios da separação dos
poderes, da legalidade, do devido processo legal ou da reserva do possível. Precedentes desta Egrégia
Corte Estadual. 9. Pedido de diminuição do valor fixado à título de honorários advocatícios. Prejudicado.
Afastamento da condenação em sede de Reexame. 10. Apelação conhecida e não provida. 11. Reexame
Necessário.Necessidade de exclusão da condenação do Estado aopagamento de honorários advocatícios
em favor do Fundo da Defensoria Pública. Defensoria atuou contra a pessoa jurídica de direito público a
qual pertence. Vedação contida no enunciado da Súmula 421 do STJ. 12.Necessidade de delimitação do
valor das astreintes.A falta de limitação ao valor da multa diária (R$ 5.000,00) violou os princípios da
razoabilidade e proporcionalidade. Delimitação arbitrada em R$ 50.000,00, conforme parâmetros da 1ª
Turma de Direito Público, deste Egrégio Tribunal de Justiça. Precedentes. 13. Reexame Necessário
conhecido, para reformar parcialmente a sentença, devendo ser excluindo a condenação do Estado
aopagamento de honorários advocatícios, bem como, limitandoa multa diária ao valor de R$ 50.000,00,em
caso de descumprimento. 14. À unanimidade. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos,
acordam os Excelentíssimos Senhores Desembargadores componentes da1ª Turma de Direito Público, à
unanimidade, em CONHECER e NEGAR PROVIMENTO à Apelação e, CONHECER do REEXAME
NECESSÁRIO, PARA REFORMAR PARCIALMENTE A SENTENÇA, nos termos do voto da eminente
Desembargadora Relatora. 40ª Sessão Ordinária ? 1ª Turma de Direito Público, Tribunal de Justiça do
Estado do Pará, aos 26 de novembro de 2018. Julgamento presididopelaExma. Desa. Rosileide Maria da
Costa Cunha. ELVINA GEMAQUE TAVEIRADesembargadora Relatora RELATÓRIO Trata-se de
REEXAME NECESSÁRIO e APELAÇÃO CÍVEL (processo n.º0001151-78.2011.8.14.0070? PJE)interposta
pelo ESTADO DO PARÁ contra E.S.S., diante da sentença proferida pelo Juízo de Direito da 1ª Vara Cível
da Comarca de Abaetetuba/PA, nos autos Ação Ordinária ajuizada pela apelada. Consta da Petição Inicial
(Num. 989765 - Págs. 2/15 e Num. 989766 - Págs. 1/6),que o apelado, proveniente de família
hipossuficiente, fora diagnosticado há 5 (cinco) anos como portador do Vírus da Imunodeficiência Humana
? HIV (CID B: 24), sendo encaminhado para tratamento e acompanhamento médico. Afirmou que há um
mês passou a ter cefaleia intensa, dores lombares, confusão mental, fala desconexa, desvio do eixo dos
olhos para o centro, comprometendo sua visão do lado esquerdo e, no dia 29.05.2011, fora internado pelo
agravamento dos referidos sintomas. Asseverou que, conforme laudos médicos, necessitava ser
transferido, com urgência, para Hospital de referência, com a garantia de leito de internação,
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acompanhamento, avaliação e realização de exames que forneceriam um diagnóstico mais preciso acerca
da evolução da doença. Em seus pedidos, requereu a concessão da tutela antecipada, para determinar
que o Estado do Pará, no prazo de 48 horas, viabilizasse leito de internação no Hospital Barros Barreto,
ou, em qualquer outro Hospital especializado, bem como, a disponibilização de transporte (R$ 32,00) e
almoço (R$ 30,00), sempre que necessário e, o fornecimento de medicação específicas, exames,
consultas pelo SUS, na rede pública ou privada, sob pena de multa pessoal e diária no valor de R$
5.000,00 (cinco mil reais), em caso de descumprimento. Ato contínuo, o Magistrado plantonista deferiu o
pedido de antecipação de tutela, determinando que o Estado do Pará providenciasse, no prazo de 24
horas, a imediata transferência da apelada para Hospital especializado de Belém, sob pena de multa diária
no valor de R$ 5.000,00 (Num. 989767 - Pág. 1). Em seguida, após a apresentação de contestação (Num.
989768 - Págs. 1/12,Num. 989769 - Págs. 112 eNum. 989770 - Pág. 1) e réplica (Num. 989771 - Págs.
1/3),o Juízo a quo proferiu sentença com a seguinte conclusão (Num. 989775 - Págs. 1/3): (...)Pelo
exposto, JULGO PROCEDENTE o pedido, para tornar definitiva a liminar concedida à fl. 30. Sem custas e
honorários pela parte requerida em R$1.000,00 (um mil reais), em favor do Fundo da Defensoria Pública.
Decisão a ser submetida a reexame necessário(art. 475 do CPC). Publique-se. Registre-se. Intimem-se.
Abaetetuba, 24 de outubro de 2012. (grifo nosso). Inconformado, oEstado do Pará interpôs a presente
apelação (Num. 989776 - Págs. 1/11), arguindo, preliminarmente a sua ilegitimidade passiva e a perda do
objeto da ação, por suposta falta de interesse processual. No mérito, teceu breves comentários acerca do
modelo de saúde público no Brasil. Suscitou a inexistência de direito subjetivo a ser tutelado de imediato,
sob pena de violação aos princípios da reserva do possível, da separação dos poderes e do acesso
igualitário à saúde. Alegou a ausência de razoabilidade e proporcionalidade no valor fixado à título de
honorários advocatícios. Por fim, requereu o conhecimento e provimento do recurso. O apelado
apresentou contrarrazões (Num. 989780 - Págs. 1/4), pugnando pela manutenção da sentença em todos
os seus termos. Coube-me a relatoria do feito por distribuição. É o relato do essencial. VOTO 1 ? DA
APELAÇÃO Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço da Apelação, passando a apreciá-la.
1.1- DAS PRELIMINARES Em sede preliminar, o Estado do Pará suscita asua ilegitimidade passiva e,a
perda do objeto da ação, por suposta falta de interesse processual. 1.1.1 ? DA PRELIMINAR DE
ILEGITIMIDADE PASSIVA A Constituição Federal prevê aresponsabilidade solidáriados entes federativos
na prestação dos serviços de saúde, de modo que qualquer um deles tem legitimidade para responder às
demandas que visam o fornecimento gratuito de medicamento, exame ou procedimento médico, conforme
estabelecido nos arts. 23, inciso II e 196: Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios:(...)II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas
portadoras de deficiência; Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante
políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso
universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Como bem
assevera o Supremo Tribunal Federal, o direito à saúde, além de ser um direito fundamental, representa
consequência constitucional indissociável do direito à vida. O Poder Público, qualquer que seja a esfera
institucional de sua atuação no plano da organização federativa brasileira, não pode mostra-se indiferente
ao problema da saúde da população, sob pena de incidir em omissão (RE 271286 AgR/RS). Deste modo,
no RE 855.178 (Tema 793), o STF reconheceu a existência de repercussão geral sobre o dever do Estado
a prestar serviços de saúde, obrigação que deve ser repartida de forma solidária, entre a União, os
Estados e os Municípios, reafirmando sua jurisprudência, senão vejamos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. DIREITO À SAÚDE. TRATAMENTO MÉDICO.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS ENTES FEDERADOS. REPERCUSSÃO GERAL
RECONHECIDA. REAFIRMAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA.O tratamento médico adequado aos
necessitados se insere no rol dos deveres do Estado, porquanto responsabilidade solidária dos entes
federados. O polo passivo pode ser composto por qualquer um deles, isoladamente, ou conjuntamente.
(RE 855178 RG, Relator (a): Min. LUIZ FUX, julgado em 05/03/2015, PROCESSO ELETRÔNICO
REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-050 DIVULG 13-03-2015 PUBLIC 16-03-2015). (grifo nosso).
Neste sentido, igualmente posiciona-se o Superior Tribunal de Justiça: ADMINISTRATIVO. DIREITO À
SAÚDE. AÇÃO JUDICIAL PARA O FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. ANTECIPAÇÃO DOS
EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. POSSIBILIDADE.
PRESSUPOSTOS DO ART. 273 DO CPC. SÚMULA 7/STJ. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS
ENTES FEDERATIVOS PELO FUNCIONAMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. LEGITIMIDADE
PASSIVA AD CAUSAM DA UNIÃO. 1. É possível a concessão de antecipação dos efeitos da tutela contra
a Fazenda Pública para obrigá-la a fornecer medicamento a cidadão que não consegue ter acesso, com
dignidade, a tratamento que lhe assegure o direito à vida, podendo, inclusive, ser fixada multa cominatória
para tal fim, ou até mesmo proceder-se a bloqueio de verbas públicas. Precedentes. 2. A apreciação dos
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requisitos de que trata o art. 273 do Código de Processo Civil para a concessão da tutela antecipada
enseja o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 7/STJ. 3.O
funcionamento do Sistema Único de Saúde é de responsabilidade solidária da União, dos Estados e dos
Municípios, de modo que qualquer um desses entes tem legitimidade ad causam para figurar no polo
passivo de demanda que objetiva a garantia do acesso a medicamentos para tratamento de problema de
saúde.Precedentes. 4. Agravo regimental não provido. (STJ - AgRg no REsp: 1291883 PI 2011/0188115-
1, Relator: Ministro CASTRO MEIRA, Data de Julgamento: 20/06/2013, T2 - SEGUNDA TURMA, Data de
Publicação: DJe 01/07/2013). (grifo nosso). Insta ressaltar, que o tema já se encontra pacificado também
no âmbito desta Egrégia Corte Estadual: PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. APELAÇÃO CÍVEL
REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PRELIMINARES: ILEGITIMIDADE PASSIVA E
PERDA DO OBJETO DA AÇÃO. REIJADAS. DIREITO FUNDAMENTAL À SAÚDE. FORNECIMENTO DE
MEDICAMENTO/TRATAMENTO. POSSIBILIDADE. 1. O juízo a quo julgou procedente a ação civil pública
proposta pelo Ministério Público, determinando que o Estado do Pará e o Município de Marituba
fornecessem o medicamento Retemic UD, a sonda urinária, realização de sessões de fisioterapia em
quantidades condizentes com a prescrição médica, e tratamento de reabilitação neurossensorial no
hospital da Rede Sarah, no Estado do Maranhão; 2. Os entes estatais são solidariamente responsáveis
pelo atendimento do direito fundamental à saúde. Logo o Estado, o Município e a União são legitimados
passivos solidários, conforme determina o texto constitucional, sendo dever do Poder Público, a garantia à
saúde pública, possuindo o cidadão a faculdade de postular seu direito fundamental contra qualquer dos
entes públicos;3. O cumprimento da obrigação está amparado por ordem judicial, concedida desde
decisão liminar, tendo sido confirmada em sentença, e que, através deste instrumento processual, se
pretende desfazer. Ademais, vejo que o apelante recorre da sentença, refutando o direito do apelado e
alegando o não cabimento de sua responsabilização na causa, portanto, não havendo em que se falar em
perda do objeto da ação; 4. O direito constitucional à saúde, que se concretiza com o oferecimento de
tratamento médico pelo Estado, não pode e nem deve ser condicionado a políticas sociais e econômicas;
5. Não cabem obstáculos à garantia plena dos direitos fundamentais da saúde e, corolariamente, da vida,
com fulcro nas políticas públicas planejadas ou no princípio da reserva do possível; 6. Reexame
Necessário e recurso de Apelação conhecidos. Apelação desprovida. Em Reexame, sentença
mantida.(TJPA, 2018.02102013-87, 191.512, Rel. CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO, Órgão Julgador 1ª
TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2018-05-21, Publicado em 2018-06-05). (grifo nosso). Logo,
caracterizada a solidariedade entre a União, Estado e Municípios,rejeito a preliminar de ilegitimidade
passiva. 1.1.2 ? DA PRELIMINAR DE PERDA DO OBJETO O Ente Estadual suscita a perda do objeto da
ação, por suposta falta de interesse processual, pois, afirma que as obrigações determinadas em sede de
antecipação de tutela já foram totalmente satisfeitas. A concessão da antecipação de tutela não exaure a
tutela jurisdicional ante a sua natureza provisória, sendo o direito efetivado, tão somente, com a
procedência do pedido e com a confirmação da tutela concedida. Em caso análogo, esta Egrégia Corte
Estadual assim decidiu: REEXAME NECESSÁRIO. CONSTITUCIONAL. PRELIMINARES.PERDA
SUPERVENIENTE DO OBJETOE ILEGITIMIDADE PASSIVA DO ESTADO DO PARÁ.AFASTADAS.
MÉRITO. DIREITO À SAÚDE. DEVER DO ESTADO. OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA ENTRE OS ENTES
FEDERATIVOS. TRATAMENTO MÉDICO INDISPENSÁVEL À SAÚDE DO AUTOR. EM REEXAME
NECESSÁRIO, SENTENÇA CONFIRMADA. DECISÃO UNÂNIME. 1. Ante o disposto no art. 14, do
CPC/2015, tem-se que a norma processual não retroagirá, de maneira que devem ser respeitados os atos
processuais e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da lei revogada. Desse modo, hão de ser
aplicados os comandos insertos no CPC/1973, vigente por ocasião da publicação e da intimação da
sentença. PRELIMINARES 2. Ilegitimidade Passiva do Estado do Pará. A saúde é responsabilidade do
Estado que, em seu sentido amplo, compreende todos os entes federados (União, Estado e Municípios,
além do Distrito Federal), não havendo falar em fatiamento de atribuições quando se trata da prestação
dessa garantia constitucional.3. Perda do objeto. Não há que se falar em superveniente perda do objeto
diante da decisão que deferiu a tutela antecipada, eis que tal fato não afasta a possibilidade de se apurar,
com o julgamento do mérito da demanda, o cabimento da medida da forma consoante pretendida.
MÉRITO 4. O direito à saúde, constitucionalmente assegurado, revela-se como uma das pilastras sobre a
qual se sustenta a Federação, o que levou o legislador constituinte a estabelecer um sistema único e
integrado por todos os entes federados, cada um dentro de sua esfera de atribuição, para administrá-lo e
executá-lo, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros. 5. Impende assinalar a existência de
expressa disposição constitucional sobre o dever de participação dos entes federados no financiamento do
Sistema Único de Saúde, nos termos do art. 198, parágrafo único. Precedentes do C. STJ e STF,
legitimidade do Município, do Estado e da União Federal, no que pertinente à obrigação para viabilizar o
tratamento de saúde dos que dele necessitam. 6. Em Reexame Necessário, sentença confirmada em
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todos os seus termos. (TJPA, 2017.01668665-89, 174.198, Rel. ROBERTO GONCALVES DE MOURA,
Órgão Julgador 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2017-04-17, Publicado em 2017-04-28).
(grifo nosso). Assim, rejeito a preliminar de perda do objeto. Não havendo outras questões a serem
analisadas em sede de preliminar, passo ao mérito do recurso. 1.2? DO MÉRITO A questão em análise
reside em verificar se há direito subjetivo a ser tutelado, se há violação aos princípios constitucionais
(reserva do possível, separação dos poderes e acesso igualitário à saúde) e, necessidade de redução do
valor fixado à título de honorários advocatícios. Analisando os autos eletrônicos, constata-se que os laudos
médicos (Num. 989766 - Págs. 9/13)são taxativos ao afirmar que o apelado, portador de HIV (CID B: 24),
estava apresentando cefaleia intensa, dores lombares, confusão mental, fala desconexa, desvio do eixo
dos olhos para o centro, necessitando ser transferido, com urgência, para Hospital de referência, com a
garantia de leito de internação, acompanhamento, avaliação e realização de exames que forneceriam um
diagnóstico mais preciso acerca da evolução da doença. Assim, comprovada a gravidade e necessidade
de cumprimento das determinações médicas, compete ao Estado a garantia do direito à saúde,
assegurado constitucionalmente no art. 196, senão vejamos: Art. 196 - A saúde é direito de todos e dever
do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e
de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e
recuperação. Interpretando a norma constitucional, Alexandre de Morais traçou o seguinte entendimento:
O direito à vida e à saúde, entre outros, aparecem como consequência imediata da consagração da
dignidade da pessoa humana como fundamento da República Federativa do Brasil. Esse fundamento
afasta a ideia de predomínio das concepções transpessoalistas de Estado e Nação, em detrimento da
liberdade individual. (MORAIS, Alexandre de. Constituição do Brasil Interpretada. São Paulo: Atlas, 2002.
P.1905.). Este é o entendimento firmado no âmbito desta Egrégia Corte Estadual: REEXAME
NECESSÁRIO E APELAÇÃO CÍVEL. APLICAÇÃO DA NORMA PROCESSUAL NO CASO.
CONSTITUCIONAL. AÇÃO ORDINÁRIA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE. PRELIMINARES. PERDA
SUPERVENIENTE DO OBJETO E ILEGITIMIDADE PASSIVA DO ESTADO DO PARÁ. AFASTADAS.
MÉRITO. DIREITO À SAÚDE. DEVER DO ESTADO. OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA ENTRE OS ENTES
FEDERATIVOS. TRATAMENTO MÉDICO INDISPENSÁVEL À SAÚDE DO AUTOR. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. INTELIGÊNCIA DO ART. 20, §4º DO CPC/73. MINORAÇÃO. SENTENÇA
REFORMADA NESSE PONTO. APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO CONHECIDOS E
PARCIALMENTE PROVIDOS. DECISÃO UNÂNIME. 1. Ante o disposto no art. 14, do CPC/2015, tem-se
que a norma processual não retroagirá, de maneira que devem ser respeitados os atos processuais e as
situações jurídicas consolidadas sob a vigência da lei revogada. Desse modo, hão de ser aplicados os
comandos insertos no CPC/1973, vigente por ocasião da publicação e da intimação da decisão apelada.
PRELIMINARES 2. Ilegitimidade Passiva do Estado do Pará. A saúde é responsabilidade do Estado que,
em seu sentido amplo, compreende todos entes federados (União, Estado e Municípios, além do Distrito
Federal), não havendo falar em fatiamento de atribuições quando se trata da prestação dessa garantia
constitucional. 3. Perda do objeto. Não há que se falar em superveniente perda do objeto diante da
decisão que deferiu a tutela antecipada, eis que tal fato não afasta a possibilidade de se apurar, com o
julgamento do mérito da demanda, o cabimento da medida da forma consoante pretendida. MÉRITO 4. O
direito à saúde, constitucionalmente assegurado, revela-se como uma das pilastras sobre a qual se
sustenta a Federação, o que levou o legislador constituinte a estabelecer um sistema único e integrado por
todos os entes federados, cada um dentro de sua esfera de atribuição, para administrá-lo e executá-lo,
seja de forma direta ou por intermédio de terceiros. 5. Impende assinalar a existência de expressa
disposição constitucional sobre o dever de participação dos entes federados no financiamento do Sistema
Único de Saúde, nos termos do art. 198, parágrafo único. Precedentes do C. STJ e STF, legitimidade do
Município, do Estado e da União Federal, no que pertinente à obrigação para viabilizar o tratamento de
saúde dos que dele necessitam. 6. Reexame Necessário e Recurso de Apelação conhecidos e
parcialmente providos, a fim de minorar os honorários advocatícios para o importe de R$1.000,00,
mantendo, quanto ao mais, a sentença de 1º grau. (2017.01432779-35, 173.177, Rel. ROBERTO
GONCALVES DE MOURA, Órgão Julgador 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2017-03-27,
Publicado em 2017-04-11). (grifo nosso). REEXAME NECESSÁRIO. CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. DIREITO À SAÚDE. RESPONSABILIDADE DO
MUNICIPIO. DEVER DE ARCAR COM OS CUSTOS DA PACIENTE COM MOLESTIA GRAVE.
SENTENÇA MANTIDA. 1- O direito à saúde é tutelado por norma de índole constitucional, garantidora da
universalidade e da igualdade de acesso às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
2-Compete a qualquer ente público indistintamente disponibilizar os recursos necessários como forma de
garantir tal direito a pessoa economicamente desamparada, em iminente risco de vida. 3-A determinação
judicial não fere o princípio da isonomia e impessoalidade, tampouco viola o princípio da separação dos
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poderes, porquanto não pretende o Poder Judiciário imiscuir-se no papel da Administração na definição
das prioridades de atendimento. Em verdade, o Judiciário busca dar efetividade mínima às disposições
insertas no art. 196 da Constituição Federal e, desse mister não pode se omitir. 4- Nesse contexto,
impõem-se a manutenção da sentença. (2017.00743164-64, 170.950, Rel. EZILDA PASTANA MUTRAN,
Órgão Julgador 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2017-02-20, Publicado em 2017-02-24).
(grifo nosso). Portanto, a imposição ao Ente Estadual em providenciaro procedimento especializado,
necessário à manutenção do mínimo existencial do apelado, encontra respaldo na Constituição da
República e na legislação infraconstitucional, em observância à proteção integral concedida aos cidadãos.
Neste viés, a condenação em questão não representa ofensa aos princípios da separação dos poderes, da
legalidade, do devido processo legal ou da reserva do possível. Impende destacar, que o Poder Judiciário
não é insensível aos problemas financeiros por que passam os entes federativos e, não desconhece que
cabe a eles tarefa executiva de administrar e gerir os recursos públicos, discutir a implementação de
políticas públicas e, impor programas políticos, entretanto, ao Judiciário cabe dar efetividade à lei, ou seja,
na inobservância da legislação pelos Poderes Públicos, aquele Poder deve intervir, dando uma resposta
efetiva às pretensões das partes. Por conseguinte, quanto à alegação de lesão à previsão
orçamentáriaestadual, verifica-se que as afirmações são genéricas, pois o Apelante não se desincumbiu
do ônus de demonstrar de forma séria e objetiva a inexistência de receita para o fornecimento do
tratamento em questão. Neste sentido colaciona-se julgado deste Egrégio Tribunal de Justiça: REEXAME
NECESSÁRIO E APELAÇÃO CÍVEL. MEDICAMENTOS. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER COM
PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA MOVIDA CONTRA O ESTADO DO PARÁ. Preliminar de ilegitimidade
passiva do Estado do Pará. Rejeitada. MÉRITO: Autora portadora de grave quadro depressivo e dor
neuropática crônica miofasial no ombro esquerdo. Necessita fazer uso continuo dos medicamentos:
GAPAPENTINA 400m e CITALOPAN 20mg. PRINCÍPIO DA RESERVA DO POSSÍVEL. INTERVENÇÃO
DO JUDICIÁRIO. VIOLAÇÃO DE PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. DA INVAZÃO DO JUÍZO DE
CONVENIENCIA E OPORTUNIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. 1. É dever do Estado e/ou do
Município garantir o fornecimento de medicamento, principalmente a pessoa carente de recursos
financeiros, conforme se pode inferir do disposto no art. 196 da Constituição Federal. Direito à saúde. 2.O
entendimento jurisprudencial pátrio que vem prevalecendo é no sentido de que, para a aceitação da tese
da reserva do possível, cabe ao Poder Público comprovar de forma séria e objetiva a inexistência de
receita para tal despesa, o que não ocorre no caso em apreço.3. Inexiste ingerência judicial em atividade
discricionária da Administração quanto ao gerenciamento interno das políticas de fornecimento de
medicamentos. O que existe é ordem judicial para que o Estado em qualquer de suas esferas, cumpra seu
dever constitucional de prestar assistência médica/farmacêutica àqueles que dela necessitam. 4. É
pacífico o entendimento do STJ de que é possível ao juiz, ex officio ou por meio de requerimento da parte,
a fixação de multa diária cominatória (astreintes) contra a Fazenda Pública, em caso de descumprimento
de obrigação de fazer. APELAÇÃO CONHECIDA E DESPROVIDA. SENTENÇA MANTIDA EM REEXAME
NECESSARIO. DECISÃO UNÂNIME (2016.01508600-86, 158.386, Rel. MARNEIDE TRINDADE
PEREIRA MERABET, Órgão Julgador 1ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA, Julgado em 2016-04-18, publicado
em 2016-04-25). (grifo nosso). REEXAME NECESSÁRIO E APELAÇÃO CÍVEL. CONSTITUCIONAL.
PRELIMINARES DE ILEGITIMIDADE PASSIVA DO MUNICÍPIO DE BELÉM E NECESSIDADE DE
DENUNCIAÇÃO DA LIDE - REJEITADAS. MÉRITO - DIREITO À SAÚDE. DEVER DO MUNICÍPIO.
OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA ENTRE OS ENTES FEDERATIVOS. FORNECIMENTO DE SUPLEMENTO
ALIMENTAR INDISPENSÁVEL À SAÚDE DO MENOR INTERESSADO. RECURSO CONHECIDO E
IMPROVIDO - EM REEXAME NECESSÁRIO, SENTENÇA CONFIRMADA. À UNANIMIDADE.(...)Convém
salientar que o Judiciário não é insensível aos graves e agudos problemas financeiros por que passam os
entes federativos e não desconhece que cabe a eles tarefa executiva de administrar e gerir os recursos
públicos, bem como sabe-se que não cabe ao Judiciário discutir a implementação ou não de políticas
públicas, ou impor programas políticos, ou direcionar recursos financeiros para estes ou aqueles fins,
incumbências essas da esfera da Administração. Entretanto, ao Judiciário cabe dar efetividade à lei. Ou
seja, se a lei não for observada, ou for desrespeitada pelos Poderes Públicos, o Judiciário é chamado a
intervir e dar resposta efetiva às pretensões das partes.Note-se, da mesma forma, que o sistema
constitucional brasileiro veda a ingerência do Poder Judiciário nos assuntos legislativos e nos executivos,
mas também veda, através do próprio ordenamento processual civil, que se esquive de julgar (vedação
aonon liquet, previsto no artigo 126 do Código de Processo Civil, cabendo ?aplicar as normas legais?). No
caso concreto, há desrespeito da Administração em cumprir os ditames constitucionais/legais, sendo esse
o motivo do Judiciário ser provocado a decidir, para fazer cumprir a lei que se alega desrespeitada.Desta
forma, não há que se falar em falta de previsão orçamentária do Município de Belém para fazer frente às
despesas com obrigações relativas à saúde pública. Mesmo porque não se está determinando a
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implementação de uma nova política pública diversa da que já é adotada pelo Ente Municipal em casos
semelhantes, que por sinal é detentor de verba destinada para esse fim.(TJPA, 2016.03295134-25,
163.230, Rel. ROBERTO GONCALVES DE MOURA, Órgão Julgador 2ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA,
Julgado em 2016-08-01, Publicado em 2016-08-18). (grifo nosso). DIREITO À SAÚDE. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. SOLIDARIEDADE PASSIVA DOS ENTES
PÚBLICOS. PRECEDENTES. NÃO COMPROMETIMENTO DOS RECURSOS FINANCEIROS DFO
MUNICÍPIO. 1. A ordem constitucional vigente, em seu art. 196, consagra o direito à saúde como dever do
Estado, que deverá, por meio de políticas sociais e econômicas, propiciar aos necessitados não "qualquer
tratamento", mas o tratamento mais adequado e eficaz, capaz de ofertar ao enfermo maior dignidade e
menor sofrimento. 2. Em se tratando de direito à saúde, direito de índole fundamental, não pairam dúvidas
quanto à legitimidade ministerial para sua defesa. 3. Solidariedade passiva dos entes públicos na
prestação do direito à saúde. Efetividade. Precedentes. 4.A imposição da obrigação de custear o
tratamento da paciente não acarretaria desequilíbrio financeiro e nem viola o princípio da reserva do
possível. 5. Apelação Cível que se conhece e nega provimento. Reexame Necessário que se confirma a
sentença. (TJPA, 2016.02901762-39, 162.438, Rel. MARIA FILOMENA DE ALMEIDA BUARQUE, Órgão
Julgador 3ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA, Julgado em 2016-07-14, Publicado em 2016-07-25). (grifo nosso).
Desta forma, incontroverso o diagnóstico e, diante da absoluta prioridade das demandas que envolvam
questões de saúde, imperiosa a manutenção da sentença recorrida neste aspecto. Quanto ao pedido de
redução do valor fixado à título de honorários advocatícios, deixo de apreciá-lo em razão do afastamento
da condenação reconhecido em sede de Reexame Necessário. 2 ? DO REEXAME NECESSÁRIO
Presentes os pressupostos legais, conheço do Reexame Necessário, nos termos do art. 475, I, do
CPC/73, passando a apreciá-lo. 2.1 ? DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Analisando os autos
eletrônicos, verifica-se que o Estado do Pará fora condenado ao pagamento de honorários advocatícios no
valor de R$ 1.000,00 (mil reais), em favor do Fundo da Defensoria Pública. Como cediço, a Defensoria
Pública é instituição essencial a função jurisdicional do Estado, com a incumbência constitucional de
promover a defesa dos necessitados, prestando orientação jurídica em todos os graus, na forma do art. 5º,
LXXIV da CF/88, sendo ainda definida como um órgão estatal que embora possua autonomia
administrativa, não possui personalidade jurídica própria. A autonomia funcional e administrativa foi
concedida à Defensoria pela Emenda Constitucional nº 45 de 2004, mas não altera o entendimento que é
órgão público integrante do Poder Executivo do ente federativo que a criou, que no caso concreto é o
Estado do Pará. A eventual criação de um fundo contábil próprio para dar efetividade ao mandamento
constitucional da autonomia administrativa, concede ao órgão melhores condições de suprir suas
necessidades imediatas, mas não modifica sua identificação como pessoa jurídica vinculada. Desta forma,
não tendo personalidade jurídica própria, quando a Defensoria Pública vence uma ação judicial, os
honorários advocatícios devidos pela parte vencida serão pagos a pessoa jurídica que a mantém, ou seja,
ao ente federativo correspondente. Logo, se a ação vencida for contra a sua própria Fazenda Pública
mantenedora, haverá a reunião de duas condições na mesma ação: devedor e credor, o que pode ser
enquadrado no instituto civil da confusão, regulamentado pelo art. 381 do CC/02. Art. 381. Extingue-se a
obrigação, desde que na mesma pessoa se confundam as qualidades de credor e devedor. Segundo
entendimento do STJ, não são devidos honorários advocatícios a Defensoria Pública quando ela atua
contra pessoa jurídica de direito público que integra a mesma Fazenda Pública, entendimento que se
observa no RESP 1199715, julgado sob a sistemática do recurso repetitivo (Tema 433).
ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE
CONTROVÉRSIA REPETITIVA. RIOPREVIDÊNCIA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PAGAMENTO EM
FAVOR DA DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. NÃO CABIMENTO. RECURSO
CONHECIDO E PROVIDO. 1. "Os honorários advocatícios não são devidos à Defensoria Pública quando
ela atua contra a pessoa jurídica de direito público à qual pertença" (Súmula 421/STJ). 2. Também não
são devidos honorários advocatícios à Defensoria Pública quando ela atua contra pessoa jurídica de
direito público que integra a mesma Fazenda Pública. 3. Recurso especial conhecido e provido, para
excluir da condenação imposta ao recorrente o pagamento de honorários advocatícios.(STJ - REsp:
1199715 RJ 2010/0121865-0, Relator: Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, Data de Julgamento:
16/02/2011, CE - CORTE ESPECIAL, Data de Publicação: DJe 12/04/2011). (grifo nosso). Esta também é
a orientação sumular do STJ: Súmula 421. Os honorários advocatícios não são devidos à Defensoria
Pública quando ela atua contra a pessoa jurídica de direito público à qual pertença. Igualmente, se
manifesta esta Egrégia Corte Estadual: REEXAME NECESSÁRIO E APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE
OBRIGAÇÃO DE FAZER. PRELIMINAR DE AUSÊNCIA DE PROVAS. REJEITADA. PRELIMINAR DE
AUSÊNCIA DE INTERESSE PROCESSUAL. REJEITADA. PENSÃO POR MORTE. EX-CÔNJUGE.
DEPENDENTE ECONÔMICA. AUTOR ASSISTIDO PELA DEFENSORIA PÚBLICA. CONDENAÇÃO EM
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HONORÁRIOS. NÃO CABIMENTO. SÚMULA 421 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.


CONSECTARIOS LEGAIS. TEMA 810 DO STF E 905 DO STJ. (...)6- A Defensoria Pública é órgão estatal
que, embora possua autonomia administrativa, não possui personalidade jurídica própria. Dessa forma,
quando a Defensoria Pública sai vencedora de uma ação judicial, os honorários advocatícios devidos pela
parte perdedora serão pagos a pessoa jurídica que a mantém, ou seja, ao ente federativo correspondente;
7- Sendo a autora representada pela Defensoria Pública Estadual, pertencentes ao mesmo ente estatal,
não há como persistir a condenação ao IGEPREV quanto a verba sucumbencial, pois, na prática, operar-
se-á confusão, constituindo a característica de credor e devedor sobre a mesma pessoa, regulamentado
pelo art. 381 do CC; 8- Os consectários legais devem seguir a sorte do que fora proferido pelo STF - Tema
810 e STJ - Tema 905; 9- Reexame Necessário e Apelação conhecidos. Apelação parcialmente provida.
Sentença parcialmente alterada em reexame necessário. (TJPA, 2018.03105652-50, 194.444, Rel. CELIA
REGINA DE LIMA PINHEIRO, Órgão Julgador 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2018-07-
30, Publicado em 2018-08-20). (grifo nosso). EMENTA: CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO
CIVEL. DIREITO A SAÚDE PROTEGIDO PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ILEGITIMIDADE PASSIVA
REJEITADA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DE TODOS OS ENTES FEDERATIVOS.
IMPOSSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS CONTRA FAZENDA
PÚBLICA EM FAVOR DA DEFENSORIA PÚBLICA. LIMITAÇÃO DA MULTA ASTRIENT ARBITRADA.
RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO A UNANIMIDADE. 1. Reconhecimento da
responsabilidade solidária entre os entes federativos em prestar atendimento a saúde da população.2.
Impossibilidade de condenação em honorários advocatícios do Estado do Pará em favor da Defensoria
Pública Estadual, por ser a mesma fonte de custeio que os remunera. 3. Limitação da multa astrient
arbitrada, para deliminar o valor da multa. 4. Recurso conhecido e parcialmente provido a unanimidade.
(TJPA, 2017.01168742-44, 172.236, Rel. EZILDA PASTANA MUTRAN, Órgão Julgador 1ª TURMA DE
DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2017-03-13, Publicado em 2017-03-27). (grifo nosso). APELAÇÃO.
APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL NO CASO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER COM PEDIDO DE
TUTELA ANTECIPADA. ARBITRAMENTO DE HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS EM FAVOR DA
DEFENSORIA PÚBLICA. NÃO CABIMENTO. ENTE PERTECENTE A ESTRUTURA ESTATAL
ACIONADA. SÚMULA 421 DO STJ. 1. Ante o disposto no art. 14, do CPC/2015, tem-se que a norma
processual não retroagirá, de maneira que devem ser respeitados os atos processuais e as situações
jurídicas consolidadas sob a vigência da lei revogada. Desse modo, hão de ser aplicados os comandos
insertos no CPC/1973, vigente por ocasião da publicação e da intimação da decisão apelada. 2. Os
honorários advocatícios não são devidos à Defensoria Pública quando ela atua contra a pessoa jurídica de
direito público à qual pertença." (Súmula 421, CORTE ESPECIAL, julgado em 03/03/2010, DJe
11/03/2010). 3. Recurso CONHECIDO e PROVIDO. (TJPA, 2017.01131261-64, 172.041, Rel. ROBERTO
GONCALVES DE MOURA, Órgão Julgador 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2017-03-13,
Publicado em 2017-03-23). (grifo nosso). EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO
CÍVEL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. SAÚDE. FORNECIMENTO DE STENT. SENTENÇA DE
PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. CONDENAÇÃO DO ESTADO DO PARÁ EM HONORÁRIOS
ADVOCATICIOS EM FAVOR DA DEFENSORIA PÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE. INSTITUTO DA
CONFUSÃO. ART. 381 DO CC. SÚMULA 421 DO STJ. OCORRÊNCIA DE OMISSÃO NO JULGADO.
RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. I- Ação Ordinária visando o fornecimento de tratamento cirúrgico
para colocação de Stents.Requerente patrocinada pela Defensoria Pública do Estado. Sentença de
procedência do pedido, com resolução de mérito, condenando o Estado do Pará ao pagamento de
honorários advocatícios.II- Hipótese de confusão. Artigo 381 do CC. A verba honorária não é devida pois a
Defensoria Pública é órgão do próprio Estado do Pará. Inteligência do enunciado da Súmula nº 421 do
STJ: Os honorários advocatícios não são devidos à Defensoria Pública quando ela atua contra a pessoa
jurídica de direito público à qual pertença. III- Embargos de declaração conhecidos e providos a fim de
sanar a omissão apontada, para excluir a condenação do Estado do Pará em honorários advocatícios em
favor da Defensoria Pública. (TJPA, 2017.04587942-97, 182.242, Rel. ROSILEIDE MARIA DA COSTA
CUNHA, Órgão Julgador 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2017-10-20, Publicado em 2017-
10-26). (grifo nosso). Deste modo, resta indevida a condenação do Estado do Pará ao pagamento de
honorários advocatícios, uma vez que o Estado do Pará e a Defensoria Pública do Estado do Pará
possuem a mesma fonte de custeio. 2.2 ? DA DELIMITAÇÃO DAS ATREINTES A sentença recorrida
tornou em definitiva a antecipação de tutela que havia determinadoa transferência da apelada para
Hospital especializado de Belém, sob pena de multa diária no valor de R$ 5.000,00. A multa diária
configura um importante mecanismo para o cumprimento das decisões judiciais àqueles que são
imputadas, instrumento este que está em plena consonância com a busca da efetividade da prestação
jurisdicional. Entretanto, ainda que para a proteção direito à saúde, deve ser fixada com base nos
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princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Sobre o assunto Nelson Nery Junior ensina: O objetivo
das astreintes não é obrigar o réu a pagar o valor da multa, mas obrigá-lo a cumprir a obrigação na forma
específica. A multa é apenas inibitória. (Nery Junior, Nelson; Andrade Nery, Rosa Maria de. Código de
Processo Civil Comentado. 10. Ed. Ver, ampl. e atual. até 1º de outubro de 2007. São Paulo: Editora
Revista dos Tribunais, 2007, p. 673). (grifo nosso). Na presente demanda, verifica-se que a multa diária
(R$ 5.000,00) fora fixada em observância aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, contudo, a
falta da sua delimitação violou os referidos princípios. Neste sentido, destaca-se julgado desta Egrégia
Corte Estadual: EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. SAÚDE - LIMINAR
DEFERIDA PELO JUÍZO DE PISO. PRESENÇA DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS AO DEFERIMENTO
DA TUTELA. DECISÃO MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. I - A matéria já se encontra
pacificada no âmbito dos tribunais superiores, pelo que desnecessários maiores alongamentos. II - O
tratamento médico adequado aos necessitados se insere no rol dos deveres do Estado, porquanto
responsabilidade solidária dos entes federados. O polo passivo pode ser composto por qualquer um deles,
conjunta ou isoladamente. III - Ademais, o perigo na demora milita em favor das interessadas, uma vez
que a necessidade de ser realizado o tratamento não pode aguardar a tutela definitiva, sem haver perigo
de dano de difícil reparação. IV - Com relação as astreintes, seu objetivo não é obrigar o réu a pagar o
valor da multa, mas forçá-lo a cumprir a obrigação na forma especifica. A multa é apenas inibitória. Deve
ser alta para que o devedor desista de seu intento de não cumprir a obrigação, mas não deve causar
enriquecimento ilícito da parte contrária.V - Considerando que o juízo de piso não fixou limite para a
incidência da multa, imponho, de oficio, o limite de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) no valor arbitrado. VI
- Recurso conhecido e improvido. Unânime. (TJPA, 2017.04795775-17, 182.749, Rel. ROSILEIDE MARIA
DA COSTA CUNHA, Órgão Julgador 2ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA, Julgado em 2017-11-06, Publicado
em Não Informado(a)). (grifo nosso). Desta forma, em observância aos limites de razoabilidade e
proporcionalidade que a natureza do bem jurídico tutelado exige, bem como, os parâmetros fixados pela 1ª
Turma de Direito Público, deste Egrégio Tribunal de Justiça, mantenho o valor da multa diária e, DE
OFÍCIO, delimito-a ao valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). 3- DO DISPOSITIVO Ante o exposto,
nos termos da fundamentação,CONHEÇO E NEGO PROVIMENTO à Apelação Cível e, CONHEÇO DO
REEXAME NECESSÁRIO, REFORMANDO PARCIALMENTE A SENTENÇA,para excluir a condenação
do Estado do Pará ao pagamento de honorários advocatícios, bem como,delimitar a multa diária ao valor
de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). É o voto. P.R.I.C. Belém (PA), 26 de novembro de 2018. ELVINA
GEMAQUE TAVEIRADesembargadora Relatora Belém, 28/11/2018

Número do processo: 0801003-63.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: ESTADO DO PARA


Participação: AGRAVADO Nome: NAIARA RIBEIRO BARBOSATRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARÁ AGRAVO DE INSTRUMENTO (202) - 0801003-63.2018.8.14.0000AGRAVANTE: ESTADO DO
PARAAGRAVADO: NAIARA RIBEIRO BARBOSARELATOR(A):Desembargadora MARIA ELVINA
GEMAQUE TAVEIRA EMENTA EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE
FAZER. INTERNAÇÃO EM HOSPITAL DE REDE PÚBLICA DOTADO DE UTI NEONATAL. ARGUIÇÃO
DEIMPOSSIBILIDADE DE ARBITRAMENTO DE MULTA NA FIGURA DO GESTOR.
ACOLHIDA.INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 37, §6º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. MULTA REVERTIDA
AO ESTADO DO PARÁ. PRECEDENTES DO STJ E DESTA EGRÉGIA CORTE
ESTADUAL.NECESSIDADE DE DELIMITAÇÃO,DE OFÍCIO,DAS ASTREINTES,EM OBSERVÂNCIAAOS
PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE.POSSIBILIDADE PREVISTA NO
ARTIGO537, § 1º, I DO CPC/15. VALOR FIXADO EM OBSERVÂNCIAAOS PARÂMETROS DESTE
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA.AGRAVO DE INSTRUMENTO CONHECIDO E
PROVIDO.DELIMITAÇÃO DAS ASTREINTES FIXADA DE OFÍCIO.UNANIMIDADE. 1. A decisão
agravada concedeu a antecipação de tutela, determinando que o Estado do Pará e o Município de
Xinguara providenciassem, no prazo de 24 horas, a internação da agravada em hospital da rede pública
dotado de UTI Neonatal, ou, custeá-la em rede privada, sob pena de multa diária no valor de R$ 1.000,00
(mil reais), direcionada ao Prefeito Municipal e a Secretária de Saúde Municipal e, no valor de R$ 2.000,00
(dois mil reais), direcionada ao Governador do Estado e a Secretária Estadual de Saúde Pública. 2.
Arguiçãode impossibilidade de arbitramento de multa na figura do gestor público.A responsabilidade civil
dos gestores da Administração Pública é subsidiária, inexistindo fundamento legal para responsabilizar a
pessoa física do Governador do Estado e da Secretária de Saúde Pública, que não figuraram como parte
na relação processual em que foi imposta a cominação, sob pena de violação do direito constitucional da
ampla defesa. Precedentes do STJ e deste Egrégio Tribunal de Justiça. 3.Necessidade de delimitação do
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valor das astreintes.O juiz poderá, de ofício, modificar o valor da multa caso verifique que a mesma se
tornou excessiva, nos termos doart. 537, § 1º, I do CPC/15.A multa diária (R$ 2.000,00) fora fixada em
observância aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, contudo, a falta da sua delimitação violou
os referidos princípios. Delimitaçãofixadaem observânciaaos parâmetros fixados pela 1ª Turma de Direito
Público, deste Egrégio Tribunal de Justiça. Precedentes. 4.Agravo de Instrumento conhecido e provido,
para reverter a multa arbitrada contra o gestor público à pessoa jurídica responsável pelo cumprimento do
ato, no caso, o Estado do Pará.Multa diária delimitada,DE OFÍCIO, ao valor de R$ 50.000,00 (cinquenta
mil reais). 5. À unanimidade. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Excelentíssimos Senhores Desembargadores componentes da1ª Turma de Direito Público, à
unanimidade, em CONHECER e DAR PROVIMENTO ao AGRAVO DE INSTRUMENTO e, DE OFÍCIO,
DELIMITAR O VALOR DAS ASTREINTES,nos termos do voto da eminente Desembargadora Relatora.
40ª Sessão Ordinária ? 1ª Turma de Direito Público, Tribunal de Justiça do Estado do Pará, aos 26 de
novembro de 2018. Julgamento presididopelaExma. Desa. Rosileide Maria da Costa Cunha. ELVINA
GEMAQUE TAVEIRADesembargadora Relatora RELATÓRIO Trata-se de Agravo de Instrumento com
pedido de efeito suspensivo (processo nº 0801003-63.2018.8.14.0000 - PJE) interposto pelo ESTADO DO
PARÁ contra NAIARA RIBEIRO BARBOSA, diante da decisão proferida pelo Juízo de Direito da 1ª Vara
da Comarca de Xinguara/PA, nos autos da Ação de obrigação de fazer (processo n.º 0012706-
57.2017.8.14.0065) ajuizada pela agravada. A decisão recorrida teve a seguinte conclusão (Num. 425659 -
Págs. 1/9): (...)Ante ao exposto, defiro o pedido de antecipação dos efeitos da tutela para determinar:I ?
Seja(m) intimada(s) a(s) parte(s) requerida(s) MUNICÍPIO DE XINGUARA e ESTADO DO PARÁ, na
pessoa de seus representantes, para cumprir a obrigação da medida adequada para seu tratamento ?
internação da requerente em hospital da rede pública dotado de UTI Neonatal, ou custeá-la na rede
privada, até a decisão final da presente demanda. A medida deverá ser cumprida no prazo de 24h (vinte e
quatro horas) da intimação da parte demandada. Ressalto que a requerida deve informar o cumprimento
da medida nos autos em até 05 (cinco) dias a contar de sua intimação.II ? No que tange a medida
coercitiva, na hipótese de descumprimento das medidas, tratando-se do caso específico de obrigação de
fazer (art. 461, §4º do CPC), fixo multa diária no valor de R$ 1.000,00 (um mil Reais),direcionada ao
Prefeito de Xinguara-PA, Sr. OSVALDO DE OLIVEIRA DE ASSUNÇÃO JUNIOR e sua Secretária de
Saúde, SRA. JANAÍNA PEREIRA; e de R$ 2.000,00 (dois mil Reais)direcionada ao Governador do Estado
do Pará, SR. SIMÃO ROBISON OLIVEIRA JATENE, podendo ser encontrado Palácio dos Despachos
Benedicto Wilfredo Monteiro, Avenida Almirante Barroso, s/n (entrada pela Avenida Doutor Freitas, 2.513),
Bairro: Marco, CEP: 66093-034, Belém-PA,e direcionada à Secretária de Estado de Saúde Pública, Sra.
HELOISA MARIA MELO E SILVA GUIMARÃES, podendo ser encontrada à Travessa Padre Eutíquio,
1.300 (Arcipreste e Conselheiro) Bairro: B. Campos, CEP: 66023-710, Belém-PA. Intimem-se
pessoalmente as pessoas indicadas no item n. II da parte dispositiva desta decisão. (grifo nosso). Em suas
razões (Num. 425654 - Págs. 1/16), o Estado do Pará suscita a impossibilidade de aplicação da multa
diária na pessoa do Agente Público, uma vez que o Governador do Estado e a Secretária de Estado de
Saúde Pública não seriam parte no processo. Argui ainda, a impossibilidade de execução provisória da
multa. Por fim, requer a concessão do efeito suspensivo e, após, o provimento do recurso. Coube-me a
relatoria do feito por distribuição. Ato contínuo, houve o deferimento do pedido de efeito suspensivo, para
que a multa diáriaarbitrada contra o Governador do Estado do Pará e, contra a Secretária de Estado de
Saúde Pública,fosse aplicada, tão somente, ao Estado do Pará (Num. 693323 - Págs. 1/4). A agravada
apresentou contrarrazões (Num. 880668 - Págs. 1/6). Afirmou que estápassando por sérios problemas em
sua gestação, situação que impediria qualquer modificação na decisão agravada, inclusive quanto a
fixação da multa diária na figura do Agente Público. Ao final, requereu o não provimento do recurso. O
Órgão Ministerial, na qualidade de fiscal da ordem jurídica, manifestou-se pelo conhecimento e provimento
do Agravo de Instrumento (Num. 1005871 - Págs. 1/4). É o relato do essencial. VOTO A questão em
análise reside em verificar se há possibilidade de fixação da multa diária na figura do Agente Público
(Governador do Estado e a Secretária de Estado de Saúde Pública). Sobre a responsabilização pessoal
do agente público, em caso de descumprimento de ordem judicial, deve-se atentar ao que dispõe o art. 37,
§6º, da Constituição Federal: Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) §6ºAs pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado
prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem
a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. (grifo
nosso). Assim, considerando que a responsabilidade civil dos gestores da Administração Pública é
subsidiária, inexiste fundamento legal para responsabilizar o Agente Público, que não figurou como parte
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na relação processual em que foi imposta a cominação, sob pena de violação do direito constitucional da
ampla defesa. Neste sentido, o Colendo Superior Tribunal de Justiça assim decidiu: ADMINISTRATIVO.
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇO DE SENTENÇA. AÇO CIVIL PÚBLICA. APLICAÇO DE MULTA
PREVISTA NO ART. 461, §§ 4º E 5º, DO CPC. IMPOSSIBILIDADE DE REDIRECIONAMENTO AO
GESTOR PÚBLICO POR NO SER PARTE NO FEITO. 1. Nos termos da jurisprudência pacífica desta
Corte, em se tratando de obrigação de fazer, é permitido ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, a
imposição de multa cominatória ao devedor (astreintes), mesmo contra a Fazenda Pública. 2.Não é
possível, contudo, a extensão ao agente político de sanção coercitiva aplicada à Fazenda Pública em
decorrência da sua não participação efetiva no processo. Entendimento contrário acabaria por violar os
princípios do contraditório e da ampla defesa.Agravo regimental improvido. (Processo AgRg no AREsp
196946 / SE Relator(a) Ministro HUMBERTO MARTINS (1130) Órgão Julgador T2 - SEGUNDA TURMA
Data do Julgamento 02/05/2013 ? grifo nosso). Este é o entendimento firmado no âmbito deste Egrégio
Tribunal de Justiça: APELAÇÃO CÍVEL. CONSTITUCIONAL. PRELIMINAR - ILEGITIMIDADE PASSIVA
DO ESTADO DO PARÁ. AFASTADA. MÉRITO. DIREITO À SAÚDE. DEVER DO ESTADO E DO
MUNICÍPIO. OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA ENTRE OS ENTES FEDERATIVOS. TRATAMENTO MÉDICO E
MEDICAMENTO INDISPENSÁVEL À SAÚDE DO PACIENTE. CONDENAÇÃO EM MULTA PESSOAL EM
CASO DE DESCUMPRIMENTO.INCIDÊNCIA SOBRE A FIGURA PESSOAL DO GESTOR AFASTADA.
RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. EM REEXAME NECESSÁRIO, SENTENÇA
REFORMADA EM PARTE. À UNANIMIDADE. (...) 5.Multa diária em caso de descumprimento. Aplicação
tão somente à pessoa jurídica responsável pelo cumprimento da ordem, no caso o Estado do Pará. 6.
Apelação conhecida e provida parcialmente.Em reexame necessário, sentença reformada parcialmente.
Decisão Unânime. (TJPA, 2017.01669107-24, 174.202, Rel. ROBERTO GONCALVES DE MOURA, Órgão
Julgador 1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2017-04-03, Publicado em 2017-04-28). (grifo
nosso). EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO.
OMISSÃO RECONHECIDA. MÉRITO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO CONHECIDO E
PROVIDO.NÃO CABIMENTO DAS ASTREINTES NA PESSOA DO GESTOR PÚBLICO, NO CASO, O
GOVERNADOR DO ESTADO DO PARÁ. MULTA PERMANECE EM FACE DA FAZENDA PÚBLICA
ESTADUAL. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDO E PROVIDO.
AGRAVO DE INSTRUMENTO PROVIDO A UNANIMIDADE. 1 - De fato ao analisar as razões recursais do
agravo de instrumento interposto e a decisão de mérito proferida pela Desa. MARNEIDE TRINDADE P.
MERABET, verifico que a então relatora deixou de se manifestar acerca do acerto ou não da decisão
interlocutória atacada no ponto concernente à aplicação de multa diária na pessoa do gestor, no caso, o
Governador do Estado do Pará. Desse modo, configurada a omissão apontada. 2 - Manutenção das
astreintes em face da fazenda pública estadual, com o fim de garantir efetividade ao provimento
jurisdicional. (TJPA, 2017.01145818-43, 172.131, Rel. EZILDA PASTANA MUTRAN, Órgão Julgador 1ª
TURMA DE DIREITO PÚBLICO, Julgado em 2017-03-13, Publicado em 2017-03-24). (grifo nosso).
DECISO MONOCRÁTICA. DIREITO À SAÚDE. AÇO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. LIMINAR.
OBRIGAÇÃO DE FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS
ENTES DA FEDERAÇÃO EM PRESTAR O SERVIÇO DE SAÚDE PÚBLICA.COMINAÇÃO DE MULTA
EM FACE DE AGENTE POLÍTICO. IMPOSSIBILIDADE.1. Primeiramente, insta mencionar que o STJ, em
reiterados precedentes, tem reconhecido que os portadores de doenças graves, que não tenham
disponibilidade financeira para custear o seu tratamento, tem o direito de receberem gratuitamente do
Estado os medicamentos de comprovada necessidade. 2. O fato alegado de que o medicamento não
constar na lista de competência do SUS não é óbice à concessão do provimento postulado na demanda,
pois tal argumento viola direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal. 3.Impossibilidade
de cominação de multa em face de agentes públicos, devendo ser cominada em face do Estado do Pará.
Precedentes do STJ.4. Recurso Conhecido e parcialmente provido. (Número do processo CNJ: 0000991-
53.2016.8.14.0000 Tipo de Processo: Agravo de Instrumento Órgão Julgador: 3ª CÂMARA CÍVEL
ISOLADA Decisão: DECISÃO MONOCRÁTICA Relator: MARIA FILOMENA DE ALMEIDA BUARQUE
Data de Julgamento: 22/02/2016). (grifo nosso). Portanto,a decisão agravada deve ser reformada neste
aspecto, para que a multa seja imposta, tão somente, à pessoa jurídica responsável pelo cumprimento do
ato, no caso, o Estado do Pará. Quanto ao valor da multa diária, em que pese não ser objeto do presente
Agravo, compete ao juiz, de ofício, modificá-la caso verifique que a mesma se tornou excessiva, em
observância ao disposto noart. 537, § 1º, I do CPC/15, in verbis: Art. 537. A multa independe de
requerimento da parte e poderá ser aplicada na fase de conhecimento, em tutela provisória ou na
sentença, ou na fase de execução, desde que seja suficiente e compatível com a obrigação e que se
determine prazo razoável para cumprimento do preceito. §1º. O juiz poderá, de ofício ou a requerimento,
modificar o valor ou a periodicidade da multa vincenda ou excluí-la, caso verifique que: I - se tornou
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insuficiente ou excessiva; (grifo nosso). Na presente demanda, verifica-se que a multa diária (R$ 2.000,00)
fora fixada em observância aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, contudo, a falta da sua
delimitação violou os referidos princípios. Neste sentido, destaca-se julgado desta Egrégia Corte Estadual:
EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. SAÚDE - LIMINAR DEFERIDA PELO
JUÍZO DE PISO. PRESENÇA DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS AO DEFERIMENTO DA TUTELA.
DECISÃO MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. I - A matéria já se encontra pacificada no
âmbito dos tribunais superiores, pelo que desnecessários maiores alongamentos. II - O tratamento médico
adequado aos necessitados se insere no rol dos deveres do Estado, porquanto responsabilidade solidária
dos entes federados. O polo passivo pode ser composto por qualquer um deles, conjunta ou isoladamente.
III - Ademais, o perigo na demora milita em favor das interessadas, uma vez que a necessidade de ser
realizado o tratamento não pode aguardar a tutela definitiva, sem haver perigo de dano de difícil
reparação. IV - Com relação as astreintes, seu objetivo não é obrigar o réu a pagar o valor da multa, mas
forçá-lo a cumprir a obrigação na forma especifica. A multa é apenas inibitória. Deve ser alta para que o
devedor desista de seu intento de não cumprir a obrigação, mas não deve causar enriquecimento ilícito da
parte contrária.V - Considerando que o juízo de piso não fixou limite para a incidência da multa, imponho,
de oficio, o limite de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) no valor arbitrado. VI - Recurso conhecido e
improvido. Unânime. (TJPA, 2017.04795775-17, 182.749, Rel. ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA,
Órgão Julgador 2ª CÂMARA CÍVEL ISOLADA, Julgado em 2017-11-06, Publicado em Não Informado(a)).
(grifo nosso). Desta forma, em observância aos limites de razoabilidade e proporcionalidade que a
natureza do bem jurídico tutelado exige, bem como, os parâmetros fixados pela 1ª Turma de Direito
Público, deste Egrégio Tribunal de Justiça, mantenho o valor da multa diária e, DE OFÍCIO, delimito-a ao
valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). Ante o exposto, nos termos da fundamentação, CONHEÇO E
DOU PROVIMENTOAOAGRAVO DE INSTRUMENTO, para reverter a multa arbitrada contra o gestor
público à pessoa jurídica responsável pelo cumprimento do ato, no caso, o Estado do Paráe, DE OFÍCIO,
delimito o valor da multa diária ao valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), nostermos do art. 537, § 1º,
I do CPC/15. É o voto. P.R.I.C. Belém (PA), 26 de novembro de 2018. ELVINA GEMAQUE TAVEIRA
Desembargadora Relatora Belém, 28/11/2018

Número do processo: 0009076-05.2016.8.14.0040 Participação: APELANTE Nome: FRANCILMA


BERNARDO CHAVES Participação: ADVOGADO Nome: CRISTIANE SAMPAIO BARBOSA SILVAOAB:
90000A Participação: ADVOGADO Nome: GILVAN BARATA DE SOUSAOAB: 70000A Participação:
ADVOGADO Nome: ROMULO OLIVEIRA DA SILVAOAB: 1080100A/PA Participação: APELADO Nome:
INSS - INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIALTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ
APELAÇÃO (198) - 0009076-05.2016.8.14.0040APELANTE: FRANCILMA BERNARDO
CHAVESAPELADO: INSS - INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO
SOCIALRELATOR(A):Desembargadora MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA EMENTA DIREITO
PREVIDENCIÁRIO. APELAÇÃO CÍVEL.AUXÍLIO DOENÇA. APELANTE PORTADORA DEOUTRAS
SINOVITES E TENOSSINOVITES.INCAPACIDADE NÃO CONSTATADA EM PERÍCIA JUDICIAL
REALIZADA POR MÉDICOESPECIALISTA EM PERÍCIAS MÉDICAS E EM MEDICINA DO
TRABALHO.REQUISITOS DO ART. 59 DA LEI 8213/91 NÃO PREENCHIDOS. BENEFÍCIO
INDEVIDO.SENTENÇA MANTIDA.APELAÇÃO CONHECIDA E NÃO PROVIDA.À UNANIMIDADE. 1.A
questão em análise reside em verificar o direito da autora à percepção do benefício do auxílio doença
acidentária ou aposentadoria por invalidez, nos termos da Lei nº 8.213/91, levando em consideração a
alegação de necessidade da perícia médica ser realizada por médico perito especialista em ortopedia.2-
AApelante relatou queé portadora de SÍNDROME DO MANGUITO ROTADOR E TENDINOPATIA (CID's
M75-1 e M53-1), apresentando dor crônica na região do ombro direito, com limitação de movimentos de
abdução e rotação, que piora com esforço físico, o que a incapacita para exercer as atividades laborais e
domésticas. As patologias são atestadas por exames e laudos médicos assinados por profissionais
especialistas.3-Apesar de ter percebido o auxílio doença acidentário de dezembro de 2011 a julho de 2014
a AutarquiaPrevidenciária a considerou apta para o trabalho o que a levou a requerer a prorrogação do
Benefício, tendo sido indeferida sob a conclusão de inexistência de incapacidade laborativa, por parte do
Apelado, conforme comunicação de decisão de 02/07/2014. 4- A perícia judicial concluiu que a patologia
apresentada pelo Apelante não a incapacita para o trabalho, consoante segue abaixo transcrito(Num.
960720 - Pág. 1/4), afirmando que a Apelante éportadora de outras sinovites e tenossinovites, sem lesão
tecidual não conferindo incapacidade ou redução para o desempenho da sua atividade laboral relatada ou
para o desempenho de qualquer atividade que lhe garanta a sua subsistência. 5-A Apelante insurgiu-se
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

pelo fato de não haver sido realizada a perícia por médico com especialidade em ortopedia.Entretanto, há
de se notar que as partes, quando da intimação da realização da perícia tomaram conhecimento da
especialidade médica do perito, consoante depreende-se da intimação (Num. 960718 - Pág. 1/2), de forma
queoperou-seapreclusãoantes mesmo da realização da perícia, tendo sido alegado o inconformismo
somente após a produção do laudo, quando este não fora favorável(Num. 960721 - Pág. 5/6).6- O laudo
fora emitidopor médico especialista em perícias médicas e em medicina do trabalho, de forma que o
profissional está habilitado a avaliar o grau de incapacidade laborativa, não sendo, em regra, necessário
que seja especialista na área de diagnóstico e tratamento da doença alegada. Precedentesdos Tribunais
Pátrios.7-AApelante também fora submetida à perícia médica da própria Autarquia Previdenciária que
também considerou não haver limitação funcional, consoante depreende-se da decisão de recurso
administrativo que indeferiu o benefício (Num. 960717 ? Pág. 28/29).8-Apelação conhecida e não provida.
À unanimidade.ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam Excelentíssimos Senhores
Desembargadores componentes da 1ª Turma de Direito Público, à unanimidade, CONHECER E NEGAR
PROVIMENTO À APELAÇÃO para reformar parcialmente a sentença, nos termos do voto da eminente
Desembargadora Relatora. 40ª Sessão Ordinária ? 1ª Turma de Direito Público, Tribunal de Justiça do
Estado do Pará, aos 26 de novembro de 2018. Julgamento presidido pela Exma. Desa. Rosileide Maria da
Costa Cunha. ELVINA GEMAQUE TAVEIRADesembargadora Relatora RELATÓRIO Trata-se de
APELAÇÃO CÍVEL (processo nº0002826-87.2015.8.14.0040-PJE), proposta porFRANCILMA BERNARDO
CHAVES contra oINSTITUTO NACIONAL DA SEGURIDADE SOCIAL-INSS,em face de sentença
proferida pelo MM. Juízo da 03ª Vara Cível de Parauapebas-PA, nos autos da Ação de Restabelecimento
de Auxílio Doença e Conversão em Aposentadoria por Invalidez, ajuizada pela Apelante. A sentença
recorrida (Num. 960722 - Pág. 1/4) teve o seguinte dispositivo: (...)Ante todo o exposto e com base no
conjunto probatório dos autos,arrsid14103920 emespecial o laudo pericial coligido aos autos, julgo
IMPROCEDENTE o pedido formulado napetição inicial e JULGO EXTINTO O PROCESSO COM
RESOLUÇÃO DE MÉRITO,com arrimo no art. 487, I, do Código de Processo Civil.Em consequência, fica
revogada a tutela antecipada eventualmente concedida, devendo orequerido adotar as providências
necessárias para o sobrestamento dos pagamentos.[sic](...) Em suas razõesrecursais (Num. 960723 -
Pág. 1/7)a Apelante insurge-se, em síntese, alegando que os laudos médicos e fisioterápicos juntados aos
autos demonstram que seu quadro clínico é irreversível e que tem piorado ao longo dos anos, apesar do
laudo pericialter atestado que a incapacidade da requerente é temporária. Aduz que o Juízo não está
adstrito ao laudo pericial, podendo formar sua convicção com demais elementos,pleiteando, por fim,
areforma da sentença para julgar procedentes os pedidos da petição inicial. Foram apresentadas
contrarrazões ao recurso (Num. 960724 - Pág. 1/4),pugnando pelo não provimento do apelo para manter a
sentença guerreada. Coube-me a relatoria do feito por distribuição. Encaminhados a douta Procuradoria
de Justiça, que verificou a ausência de interesse público primário que tornem necessária a intervenção do
parquet (Num. 1048457 - Pág. 1/3). É o relato do necessário. VOTO À luz do CPC/15, conheço da
Apelação, vez que presentes os pressupostos de admissibilidade. A questão em análise reside em
verificar o direito da autora à percepção do benefício do auxílio doença acidentária ou aposentadoria por
invalidez, nos termos da Lei nº 8.213/91, levando em consideração a alegação de necessidade da perícia
médica ser realizada por médico perito especialista em ortopedia. Na petição inicial, a autora, oraApelante,
relatou queé portadora de SÍNDROME DO MANGUITO ROTADOR E TENDINOPATIA (CID's M75-1 e
M53-1), apresentando dor crônica na região do ombro direito, com limitação de movimentos de abdução e
rotação, que piora com esforço físico, o que a incapacita para exercer as atividades laborais e domésticas.
Alega a Apelante que as patologias são atestadas por exames e laudos médicos assinados por
profissionais especialistas, Dr. Roberto Ferreira da Cunha CRM/PA 9048 (Ortopedista e Traumatologista),
Dr. José David Ariza Bolano, CRM -9504/PA (Ortopedista), Dra. Rejane de Sousa, CREFITO 47931
(Fisioterapeuta), Dra. Florramy Cama CREFITO 5874-1 LTF (Fisioterapeuta), Dra. Clarisse Silva Santos,
CREFITO 134495-F (Fisioterapeuta). Porém, apesar de ter percebido o auxílio doença acidentário de
dezembro de 2011 a julho de 2014 a AutarquiaPrevidenciária a considerou apta para o trabalho o que a
levou a requerer a prorrogação do Benefício, tendo sido indeferida sob a conclusão de inexistência de
incapacidade laborativa, por parte do Apelado, conforme comunicação de decisão de 02/07/2014. O art.
201, I da Constituição Federal e o art. 59 da Lei 8.213/91, que dispõem respectivamente: CF/88Art. 201. A
previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiaço
obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, nos termos
da lei, a:(Redaço dada pela Emenda Constitucional nº20, de1998).I - cobertura dos eventos de doença,
invalidez, morte e idade avançada;(Redaço dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) Lei
8.213/91Art. 59. O auxílio-doença será devido ao segurado que, havendo cumprido, quando for o caso, o
período de carência exigido nesta Lei,ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

habitual por mais de 15 (quinze) dias consecutivos.Parágrafo único. Não será devido auxílio-doença ao
segurado que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social já portador da doença ou da lesão invocada
como causa para o benefício, salvo quando a incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou
agravamento dessa doença ou lesão. Foi determinada a realização de perícia judicial, que concluiu que a
patologia apresentada pelo Apelante não a incapacita para o trabalho, consoante segue abaixo
transcrito(Num. 960720 - Pág. 1/4): BASEADO NO HISTÓRICO, DOCUMENTOS MÉDICOS
ANALISADOS E EXAME FÍSICO ESPECIAL APRESENTANDO DISCRETAS ALTERAÇÕES,ONDE
PODEMOS CONCLUIR QUE 0(A) AUTOR(A) É PORTADOR(A) DE OUTRAS SINOVITES E
TENOSSINOVITES, SEM LESÃO TECIDUAL NÃO CONFERINDO INCAPACIDADE OU REDUÇÃO
PARA O DESEMPENHO DA SUA ATIVIDADE LABORAL RELATADA OU PARA O DESEMPENHO DE
QUALQUER ATIVIDADE QUE LHE GARANTA A SUA SUBSISTÊNCIA.A PARTE AUTORA RELATA
INCAPACIDADE EM SUAS ATIVIDADES LABORATIVASHABITUAIS, CONTUDO NÃO OBSERVAMOS
RIQUEZAS OBJETIVAS QUE INDIQUEMINCAPACIDADE.0(A) AUTOR(A) PODE POSSUIR AS
PATOLOGIAS EM QUESTÃO E NÃONECESSARIAMENTE VAI ESTAR INCAPACITADO PARA O
DESEMPENHO DE SUASATIVIDADES LABORAIS HABITUAIS, POSSIBILITANDO SEU PLENO
EXERCÍCIO, SEMLIMITAÇÕES, DORES E SOFRIMENTO. - (Grifo nosso) Outrossim, omédico perito foi
claro em seu laudo pericial ao responder os quesitos do Juízo, de que a Apelante não apresenta
incapacidade, senão vejamos: RESPOSTA AOS QUESITOS DO JUÍZO ESTA ENFERMIDADE,
DISTÚRBIO, LESÃO OU ANOMALIA, CASO EXISTENTE, INCAPACITA O AUTOR PARA O
DESEMPENHO DE SUA ATIVIDADE LABORAL HABITUAL? OU SEJA, O AUTOR ENCONTRA-SE
INCAPACITADO PARA DESEMPENHAR A PROFISSÃO QUE ANTERIORMENTE EXERCIA? EXPLICAR
O PORQUÊ.RESPOSTA - COM BASE NO EXAME FÍSICO PERICIAL E NOS DOCUMENTOS
APRESENTADOS, CONCLUÍMOS QUE 0(A) PERICIADO(A) NÃO APRESENTA INCAPACIDADE PARA
O DESEMPENHO DA SUA ATIVIDADE PROFISSIONAL. Instada a se manifestar acerca do laudo, a
Apelante insurgiu-se pelo fato de não haver sido realizada a perícia por médico com especialidade em
ortopedia, tendo o Juízo a quo assim se manifestado na sentença: Quanto ao requerimento de realização
de nova perícia sob a alegação de que o perito nomeado não possui a especialidade adequada à
elucidação do presente caso, saliento que a matéria está preclusa. Isso porque a parte autora foi
regularmente intimada da nomeação do perito, tanto que se submeteu ao exame no período agendado, e
não se insurgiu contra o ato, deixando para fazê-lo após o resultado que lhe foi desfavorável, o que resta
incabível. [sic] De fato, há de se notar que as partes, quando da intimação da realização da perícia
tomaram conhecimento da especialidade médica do perito, consoante depreende-se da intimação (Num.
960718 - Pág. 1/2), de forma queoperou-seapreclusãoantes mesmo da realização da perícia, tendo sido
alegado o inconformismo somente após a produção do laudo, quando este não fora favorável(Num.
960721 - Pág. 5/6). Acerca do laudo judicial, impende registrar, que não tem efeito vinculante sobre o
poder decisório do magistrado, que, por força do princípio do livre convencimento motivado, pode valorar
as demais circunstâncias dos autos, inclusive, para decidir de forma contrária às conclusões do expert,
entretanto, no presente caso, tem-se que o laudo fora emitidopor médico especialista em perícias médicas
e em medicina do trabalho, de forma que o profissional está habilitado a avaliar o grau de incapacidade
laborativa, não sendo, em regra, necessário que seja especialista na área de diagnóstico e tratamento da
doença alegada. Neste sentido colaciono julgados dos Tribunais Pátrios: PREVIDENCIÁRIO.BENEFÍCIOS
POR INCAPACIDADE. LAUDO PERICIAL INSUFICIENTE. NECESSIDADE DE REPETIÇÃO DA PROVA
POR MÉDICO ESPECIALISTA. SENTENÇA ANULADA.REABERTURA DA INSTRUÇÃO. 1.A perícia
pode estar a cargo de médico especialista em perícias médicas, na medida em que o profissional está
habilitado a avaliar o grau de incapacidade laborativa, não sendo, em regra, necessário que seja
especialista na área de diagnóstico e tratamento da doença alegada. 2. No caso concreto, em que o laudo
se mostrou insuficiente, a realização de nova avaliação por especialista é medida que se impõe.(TRF-4 -
AC: 112722720144049999 PR 0011272-27.2014.404.9999, Relator: ROGER RAUPP RIOS, Data de
Julgamento: 06/12/2016, QUINTA TURMA)?Grifo nosso APELAÇÃO CÍVEL. PREVIDENCIÁRIO.
AUXÍLIO-DOENÇA/APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO
BENEFÍCIO.PROVA PERICIAL REALIZADA POR MÉDICO NÃO ESPECIALISTA. AUSÊNCIA DE
PREJUÍZO, NO CASO. INCAPACIDADE NÃO COMPROVADA. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. Tem-se
que a autora/apelante não tem direito a percepção aos benefícios previdenciários, uma vez que o laudo
pericial da conta que a mesma não encontra-se incapacitada para o trabalho, não preenchendo a
autora/apelante os requisitos elencados na Lei 8.213/91. 2.Não há que se falar em realização de nova
perícia a ser realizada por médico especialista em ortopedia, tendo em vista que os médicos peritos
atestam a inexistência de incapacidade laboral da autora/apelante, estando o laudo devidamente
fundamentado. 3. Apelo desprovido. (TJ-AC - APL: 07088313820138010001 AC 0708831-
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

38.2013.8.01.0001, Relator: Des. Roberto Barros, Data de Julgamento: 15/09/2017, Segunda Câmara
Cível, Data de Publicação: 18/09/2017) ? Grifo nosso Sob esta perspectiva,ainda que o laudo que indica
inexistência de incapacidade não tenha sido elaborado por ortopedista, não se pode ignorar
suaespecialização emmedicina do trabalho e pós-graduação em perícias médicas, consoante se verifica
do laudo(Num. 960720 - Pág. 1), não havendo, portanto, que se falar em nulidade da perícia. Aliadoa
isto,tem-se que a Apelante também fora submetida à perícia médica da própria Autarquia Previdenciária
que também a considerou não haver limitação funcional, consoante depreende-se da decisão de recurso
administrativo que indeferiu o benefício (Num. 960717 ? Pág. 28/29). (...)Realizado em 16/02/2015 o
Parecer Técnico Fundamentado em Perícia Médica Recursal, com parecer contrario a manutenção do
benefício, "considerando avaliação clínica estável, e exame médico-pericial sem limitações funcionais,
mantenho parecer de perícia anterior, por não existirem dados para caracterizar incapacidade laborativa,
conforme Art. Seda Lei 8.213/91, Art. 71 do Decr. 3048/99", conforme evento 6.(...) Ante o
exposto,CONHEÇO e NEGO PROVIMENTO à Apelação, para manter a sentença em sua integralidade,
nos termos da fundamentação. É o voto. P.R.I. Belém, 26de novembro de2018. ELVINA GEMAQUE
TAVEIRADesembargadora Relatora Belém, 28/11/2018

Número do processo: 0766655-57.2016.8.14.0301 Participação: APELANTE Nome: G. V. S. Participação:


APELADO Nome: M. P. D. E. D. P.TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ APELAÇÃO (198) -
0766655-57.2016.8.14.0301APELANTE: GUSTAVO VIEIRA SILVA REPRESENTANTE: DEFENSORIA
PUBLICA DO ESTADO DO PARAREPRESENTANTE: PARA MINISTERIO PUBLICO APELADO:
MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARARELATOR(A):Desembargador LUIZ GONZAGA DA
COSTA NETO EMENTA PROCESSO Nº 0766655-57.2016.8.14.0301ÓRGÃO JULGADOR: 2ª TURMA DE
DIREITO PÚBLICORECURSO: APELAÇÃO CÍVELCOMARCA: BELÉM (2ª VARA DA INFÂNCIA E DA
JUVENTUDE)APELANTE: G.V.S. (DEFENSORA PÚBLICA KASSANDRA C.P.L. GOMES)APELADO:
MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL (PROMOTORA DE JUSTIÇA ROSILENE DE FÁTIMA LOURINHO
DOS SANTOS)PROCURADOR DE JUSTIÇA: ESTEVAM ALVES SAMPAIO FILHORELATOR: DES. LUIZ
GONZAGA DA COSTA NETO EMENTA: APELAÇÃO CIVIL. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO
ADOLESCENTE. ATO INFRACIONAL ANÁLOGO AO DELITO DE ROUBO CIRCUNSTANCIADO.
AUSÊNCIA DE PROVAS. NÃO OCORRÊNCIA. MEDIDA SOCIOEDUCATIVA MAIS BRANDA.
IMPOSSIBILIDADE. ATO PRATICADO COM VIOLÊNCIA E GRAVE AMEAÇA A PESSOA E
RECALCITRÂNCIA NA PRÁTICA DE OUTROS ATOS INFRACIONAIS. ARTIGO 122, I e II, DO
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. 1. Não há que se falar improcedência da representação
formulada em desfavor do recorrente, quando as provas carreadas aos autos apontam, com certeza, a
autoria e materialidade do ato infracional;2. A medida socioeducativa mais severa, aplicada ao
adolescente, justifica-se diante das circunstâncias do caso concreto, tendo o ato infracional sido praticado
com violência e grave ameaça a pessoa, além da reiteração de outros atos infracionais de natureza grave,
conforme estabelece o artigo 122, I e II, do Estatuto da Criança e do Adolescente;3. Recurso conhecido e
improvido à unanimidade. RELATÓRIO PROCESSO Nº 0766655-57.2016.8.14.0301ÓRGÃO JULGADOR:
2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICORECURSO: APELAÇÃO CÍVELCOMARCA: BELÉM (2ª VARA DA
INFÂNCIA E DA JUVENTUDE)APELANTE: G.V.S. (DEFENSORA PÚBLICA KASSANDRA C.P.L.
GOMES)APELADO: MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL (PROMOTORA DE JUSTIÇA ROSILENE DE
FÁTIMA LOURINHO DOS SANTOS)PROCURADOR DE JUSTIÇA: ESTEVAM ALVES SAMPAIO
FILHORELATOR: DES. LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO RELATÓRIOCuida-se deAPELAÇÃO
CÍVELinterposta porG.V.S.,por intermédio da Defensora Pública Kassandra C.P.L. Gomes, em face da
decisão proferida pelo Juízo de Direito da 2ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de Belém, nos
autos da Representação proposta em desfavor do apelante, na qual lhe foi aplicada a medida
socioeducativa de internação, em virtude da prática de ato infracional análoga ao delito previsto no artigo
157, §2º, II, do CPB.Inconformado, apelante alega, em suma, que a representação não merecia
procedência, pois, em sua ótica, não há provas irrefutáveis para dar sustentáculo à sentença condenatória,
razão pela qual pugna por sua absolvição.Subsidiariamente, requer a reforma da sentença a fim de que
lhe seja aplicada medida menos gravosa do que a fixada, ao argumento de que não se encontram
presentes os requisitos legais para a internação.Ao final, apresenta prequestionamento em relação aos
artigos 114 e 122, §2º do Estatuto da Criança e do Adolescente.O Juízo de piso, por meio do despacho de
fl. 79 (Num. 361826), recebeu o apelo apenas no efeito devolutivo, oportunidade em que determinou a
intimação da parte adversa para contrarrazoar.Em contrarrazões, o Ministério Público de 1º Grau pleiteia
pelo conhecimento e improvimento do recurso.À fl. 87 (Num. 361827), o sentenciante manteve a decisão
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

recorrida em todos os seus termos, bem como determinou a remessa dos autos a esta Superior
Instância.Vieram-me distribuídos, quando então ratifiquei o despacho de fl. 87 e, na mesma oportunidade,
determinei que fossem os autos encaminhados ao parecer docustos legis.Nessa condição, o Procurador
de Justiça Estevam Alves Sampaio Filho se manifesta pelo conhecimento e improvimento do
recurso.Assim instruídos, voltaram-me conclusos.É o relatório. À Secretaria para inclusão em pauta na
primeira sessão desimpedida.Belém, 07 de novembro de 2018. DES.LUIZGONZAGA DA
COSTANETORELATOR VOTO PROCESSO Nº 0766655-57.2016.8.14.0301ÓRGÃO JULGADOR: 2ª
TURMA DE DIREITO PÚBLICORECURSO: APELAÇÃO CÍVELCOMARCA: BELÉM (2ª VARA DA
INFÂNCIA E DA JUVENTUDE)APELANTE: G.V.S. (DEFENSORA PÚBLICA KASSANDRA C.P.L.
GOMES)APELADO: MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL (PROMOTORA DE JUSTIÇA ROSILENE DE
FÁTIMA LOURINHO DOS SANTOS)PROCURADOR DE JUSTIÇA: ESTEVAM ALVES SAMPAIO
FILHORELATOR: DES. LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO VOTOO recurso preenche todos os requisitos
para sua admissibilidade, principalmente porque seu manejo apresenta-se tempestivo e de acordo com
hipótese prevista na lei processual civil.De início, e sem delongas, afirmo que não merece prosperar a
irresignação contida no apelo, conforme passo a demonstrar.O primeiro ponto questionado no recurso diz
respeito a aventada ausência de provas aptas a caracterizar a infração análoga ao delito de roubo
circunstanciado, o que, no modo de ver do recorrente, deveria acarretar a improcedência da
apelação.Ocorre que, conforme se depreende de trechos dos depoimentos das vítimasMaíra Patrícia
Ataíde Castro e Aline Fernanda Nascimento Cruz,bem como das testemunhasEdmilson Ferreira de Ataíde
e Glauber Assis de Lobato,reproduzidos no bojo da sentença recorrida, todos reconheceram o recorrente
como um dos elementos que adentraram no coletivo da linha Telégrafo/Ver-o-Peso, no dia 18/12/2016,
quando transitava pela Avenida Senador Lemos, no bairro do Telégrafo e, sob grave ameaça, subtraíram
vários pertences das ofendidas.Como se sabe, em crimes contra o patrimônio, tais como na hipótese dos
autos, a palavra da vítima se reveste de especial importância, conforme se verifica do seguinte julgado do
E. Tribunal de Justiça: ?AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. ROUBO. DIVERGÊNCIA
JURISPRUDENCIAL. COTEJO ANALÍTICO. INEXISTÊNCIA. PARADIGMAS PROFERIDOS EM
JULGAMENTO DE HABEAS CORPUS. NÃO CABIMENTO. SITUAÇÕES FÁTICAS DIVERSAS.
AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO DISSÍDIO NOS TERMOS LEGAIS. INSURGÊNCIA
DESPROVIDA.1. O conhecimento do recurso especial interposto pela alínea c do permissivo
constitucional exige a demonstração do dissídio jurisprudencial, nos termos do artigo 255, § 2.º, do
Regimento Interno deste Superior Tribunal de Justiça, com a redação vigente à época da interposição da
insurgência.2. Na espécie, deixou o recorrente de realizar o cotejo analítico entre os acórdãos
confrontados, destacando que foram adotadas soluções diversas em litígios semelhantes, sendo
insuficiente a mera transcrição da ementa do julgado apontado como paradigma.3. A jurisprudência deste
STJ é firme no sentido da não aceitação de acórdão proferido em habeas corpus, mandado de segurança
ou recurso ordinário como paradigma para demonstração de dissídio jurisprudencial, como ocorrido na
espécie. Precedentes.4. Ainda que assim não fosse, o aresto indicado para fins de divergência apresenta
situação fático-jurídica diversa da analisada nestes autos, o que impossibilita o conhecimento do apelo
nobre interposto pela alínea c do permissivo constitucional.ABSOLVIÇÃO. INSUFICIÊNCIA
PROBATÓRIA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO APROFUNDADO DE MATÉRIA FÁTICO-
PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IDONEIDADE DA PROVA. ACÓRDÃO EM
HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE SUPERIOR. INCIDÊNCIA DO VERBETE
SUMULAR N.º 83/STJ.1. A pretendida absolvição, por fragilidade da prova que amparou o édito
condenatório - reconhecimento e depoimento das vítimas, corroborado pelo testemunho do policial que
atendeu a ocorrência ? é questão que demanda aprofundada análise do conjunto probatório produzido em
juízo, providência vedada na via eleita. Óbice do Enunciado n.º 7 da Súmula do STJ.2. Ademais, o
acórdão recorrido vai ao encontro de entendimento assente nesta Corte no sentido de que "nos crimes
contra o patrimônio, geralmente praticados na clandestinidade, tal como ocorrido nesta hipótese, a palavra
da vítima assume especial relevância, notadamente quando narra com riqueza de detalhes como ocorreu
o delito, tudo de forma bastante coerente, coesa e sem contradições, máxime quando corroborado pelos
demais elementos probatórios" (AgRg no AREsp 865.331/MG, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA
TURMA, julgado em 09/03/2017, DJe 17/03/2017). Óbice do Verbete Sumular n.º 83/STJ.3. Agravo
regimental a que se nega provimento.? (STJ - AgRg no AgRg no REsp 1292382/DF, Rel. Ministro JORGE
MUSSI, DJe 12/05/2017) ? (grifei). Assim, não há que se falar em dúvida capaz de ensejar a
improcedência da representação, razão porque tenho como certo que não merece acolhida a primeira
irresignação deduzida no apelo.Quanto ao pedido subsidiário de alteração da medida
socioeducativa,tenho que melhores ventos não sopram ao seu favor, pois emerge dos autos que o
magistrado sentenciante aplicou a medida que melhor se adequa ao caso concreto. Digo isso porque na
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sentença combatida o magistrado levou em consideração não só o fato de o ato ter sido praticado com
violência e grave ameaça a pessoa, atraindo, assim, a incidência do inciso I do artigo 122 do Estatuto da
Criança e do Adolescente, mas também porque o recorrente se mostra renitente na prática de outros atos
infracionais, pois já responde ao Procedimento n.º 0006631-70.2017.814.0301, pela prática de ato
infracional análogo ao delito previsto no artigo 157, §2º, I e II, no qual lhe foi aplicado igualmente a medida
socioeducativa de internação, incidindo, dessa forma, a possibilidade de aplicação de medida
socioeducativa de internação, com fulcro no inciso II do dispositivo antes citado.Nesse sentido, são os
recentíssimos precedentes do E. Superior Tribunal de Justiça,verbis: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. ATO INFRACIONAL
EQUIPARADO AO DELITO DE ROUBO MAJORADO. MEDIDA DE INTERNAÇÃO. ATO COMETIDO
MEDIANTE VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA. INCIDÊNCIA DO ART. 122, INCISO I, DO ECA. WRIT
NÃO CONHECIDO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.I - É assente nesta Corte Superior de
Justiça que o agravo regimental deve trazer novos argumentos capazes de alterar o entendimento
anteriormente firmado, sob pena de ser mantida a r. decisão vergastada pelos próprios fundamentos.II - A
medida socioeducativa de internação está autorizada nas hipóteses taxativamente previstas no art. 122 do
ECA (v. g. HC291176/SP, Quinta Turma, Rel. Min. Jorge Mussi, DJe 21/8/2014). No caso em tela, resta
patente a incidência da hipótese prevista no inciso I do art. 122 do ECA, uma vez que o paciente cometeu
ato infracional equiparado ao delito de roubo majorado, em concurso de pessoas, mediante emprego de
arma de fogo e com agressão física à vítima.III - Se o ato infracional, como in casu, é cometido mediante
violência ou grave ameaça à pessoa, é de ser aplicado ao menor a medida socioeducativa de internação,
nos termos do art. 122, inciso I, da Lei nº 8.069/90 (Precedentes).Agravo regimental não provido.? (STJ -
AgInt no HC 409557/SC, Rel. Ministro FELIX FISCHER, DJe
15/02/2018).............................................................................................................. ?HABEAS CORPUS
SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. ESTATUTO DA CRIANÇA
E DO ADOLESCENTE. ATO INFRACIONAL EQUIPARADO AO DELITO DE TRÁFICO DE
ENTORPECENTES. MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO. REITERAÇÃO DE ATOS
INFRACIONAIS GRAVES. INTELIGÊNCIA DO ART. 122, II, DA LEI N. 8.069/1990. INTERNAÇÃO EM
LOCALIDADE DIVERSA DO DOMICÍLIO DOS PAIS OU RESPONSÁVEIS. RELATIVIZAÇÃO DO ART.
124, VI, DO ECA E ART. 42, II, DO SINASE. POSSIBILIDADE EM RAZÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS DO
CASO CONCRETO. PRECEDENTES. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. HABEAS
CORPUS NÃO CONHECIDO.- O Superior Tribunal de Justiça, seguindo entendimento firmado pelo
Supremo Tribunal Federal, passou a não admitir o conhecimento de habeas corpus substitutivo de recurso
previsto para a espécie. No entanto, deve-se analisar o pedido formulado na inicial, tendo em vista a
possibilidade de se conceder a ordem de ofício, em razão da existência de eventual coação ilegal.- A
internação do adolescente está fundamentada na hipótese prevista no inciso II do art. 122 do Estatuto da
Criança e do Adolescente, tendo em vista o histórico infracional apresentado, circunstância devidamente
enfatizada pelo magistrado na sentença, ao aplicar a medida extrema.- De outro lado, nos termos do art.
124, VI, da Lei n. 8.069/1990 e art. 49, II, da Lei n. 12.594/2012, é direito do adolescente que praticou ato
infracional sem violência ou grave ameaça permanecer internado na mesma localidade ou naquela mais
próxima ao domicílio de seus pais ou responsáveis. Contudo, esta Corte Superior de Justiça tem
assentado que referido direito não é absoluto e deve ser analisado considerando-se as peculiaridades do
caso concreto, tais como o histórico infracional do paciente, o ato infracional praticado, a necessidade de
manutenção da medida expressa no relatório técnico, o plano individual de atendimento, o fato de o
paciente estar cumprindo a medida aplicada em distrito próximo aos genitores ou responsáveis ou a
necessidade de afastá-lo do meio criminoso. Precedentes.- A definição de medida ressocializadora mais
adequada deve ser capaz de retirar o menor de eventual situação de risco, circunstância que se amolda
ao caso em tela, tendo em vista o fato de que o paciente apresenta histórico infracional, elementos
devidamente enfatizados pelas instâncias ordinárias.- Habeas corpus não conhecido.? (STJ - HC
415255/SP, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, DJe 06/11/2017)
(grifei)..............................................................................................................?HABEAS CORPUS.
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. ATO INFRACIONAL ANÁLOGO AO CRIME DE
TRÁFICO DE DROGAS. INTERNAÇÃO. REITERAÇÃO INFRACIONAL CONFIGURADA. ORDEM
DENEGADA.1.A medida socioeducativa de internação somente pode ser aplicada quando caracterizada
uma das hipóteses previstas no art. 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente e caso não haja outra
medida mais adequada e menos onerosa à liberdade do adolescente.2. A gravidade concreta do ato
infracional análogo ao crime de tráfico de drogas, por si só, não enseja a imposição de internação, com
fulcro no art. 122, I, do ECA. Súmula n. 492 do STJ.3. Consoante o majoritário entendimento desta Corte
Superior, a hipótese constante do inciso II do art. 122 do ECA não exige, para sua configuração, o mínimo
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de duas sentenças impositivas de medidas socioeducativas anteriores. O juiz deve analisar as


peculiaridades do caso concreto e as condições específicas do adolescente para definir se a reiteração
está configurada e qual a melhor medida socioeducativa a ser aplicada.4. Não há ilegalidade na aplicação
da internação, com base no art. 122, II, do ECA, porque o Juiz sentenciante destacou que o paciente é
reincidente e, embora se encontre "em cumprimento de medida socioeducativa de prestação de serviços à
comunidade e liberdade assistida", voltou a praticar ato infracional.5. O Magistrado de primeiro grau
salientou as condições pessoais desfavoráveis do paciente, visto que ele não estuda, não trabalha e não
reconhece a autoridade dos responsáveis legais. Medida diversa da internação permitiria sua exposição
aos mesmos fatores que o levaram à prática de atos infracionais.6. Habeas corpus denegado.? (STJ, HC
400612/SP, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, DJe 19/10/2017) (grifei) Assim, tenho a convicção
de que o magistrado sentenciante aplicou a medida que melhor contribuirá para ressocialização do
recorrente, pois possibilitará que a realização de tarefas e o acompanhamento psicológico adequado
promova ao reeducando internalizar valores éticos e morais.Ante o exposto, conheço do recurso e lhe
nego provimento,mantendo-se integralmente os termos da sentença apelada.É como voto.Belém, 22 de
novembro de 2018. DES.LUIZGONZAGA DA COSTANETORELATOR Belém, 27/11/2018

Número do processo: 0002653-16.2016.8.14.0109 Participação: APELANTE Nome: J. V. P. L.


Participação: ADVOGADO Nome: JANRLIR CRUZ COUTINHOOAB: 2155100A/PA Participação:
APELADO Nome: M. P. D. E. D. P.TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ APELAÇÃO (198) -
0002653-16.2016.8.14.0109APELANTE: JOSE VITOR PEREIRA LIMAAPELADO: MINISTERIO PUBLICO
DO ESTADO DO PARA REPRESENTANTE: PARA MINISTERIO PUBLICORELATOR(A):Desembargador
LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO EMENTA PROCESSO Nº 0002653-16.2016.8.14.0109ÓRGÃO
JULGADOR: 2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICORECURSO: APELAÇÃO CÍVELCOMARCA: GARRAFÃO
DO NORTE (VARA ÚNICA)APELANTE: J.V.P.L. (ADVOGADO JANRLIR CRUZ COUTINHO ? OAB/PA n.º
21551-A)APELADO: MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL (PROMOTOR DE JUSTIÇA MANOEL ADILTON
PERES DE OLIVEIRA)PROCURADOR DE JUSTIÇA: ESTEVAM ALVES SAMPAIO FILHORELATOR:
DES. LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO EMENTA: APELAÇÃO CIVIL. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO
ADOLESCENTE. ATO INFRACIONAL ANÁLOGO AO DELITO DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL.
MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À COMUNIDADE. POSSIBILIDADE. 1.
Não se mostra inadequada a medida socioeducativa de prestação de serviços à comunidade, quando os
elementos contidos nos autos demonstram que não há incompatibilidade entre o modo que prestação foi
fixada pelo julgador e as atividades educacionais do recorrente, sobretudo pelo fato de que não emerge do
caderno processual nada que evidencie que o menor, além do período escolar, desenvolve atividade
laboral regular;2. Recurso conhecido e improvido à unanimidade. ACÓRDÃOVistos, relatados e discutidos
estes autos, acordam os Excelentíssimos Senhores Desembargadores, integrantes da 2.ª Turma de
Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado, à unanimidade,CONHECER e NEGAR PROVIMENTOao
recurso, nos termos do voto do Desembargador Relator.Julgamento presidido pela Excelentíssima
Senhora Desembargadora Diracy Nunes Alves.Belém (PA), 22 de novembro de 2018.
DES.LUIZGONZAGA DA COSTANETORELATOR RELATÓRIO PROCESSO Nº 0002653-
16.2016.8.14.0109ÓRGÃO JULGADOR: 2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICORECURSO: APELAÇÃO
CÍVELCOMARCA: GARRAFÃO DO NORTE (VARA ÚNICA)APELANTE: J.V.P.L. (ADVOGADO JANRLIR
CRUZ COUTINHO ? OAB/PA N.º 21.551)APELADO: MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL (PROMOTOR
DE JUSTIÇA MANOEL ADILTON PERES DE OLIVEIRA)PROCURADOR DE JUSTIÇA: ESTEVAM
ALVES SAMPAIO FILHORELATOR: DES. LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO RELATÓRIOCuida-se
deAPELAÇÃO CÍVELinterposta porJ.V.P.L.,por intermédio do Advogado Janrlir Cruz Coutinho, em face da
decisão proferida pelo Juízo de Direito da Vara Única da Comarca de Garrafão do Norte, nos autos da
Representação proposta em desfavor do apelante, na qual lhe foram aplicadas as medidas
socioeducativas de prestação de serviços à comunidade e liberdade assistida, em virtude da prática de ato
infracional análoga ao delito de estupro de vulnerável.Inconformado, o apelante combate a fixação da
medida socioeducativa de prestação de serviços à comunidade, ao argumento de que não se mostra
adequada ao caso concreto, tendo em vista que ela não pode ser cumprida sem prejuízo as suas
atividades laborais e escolares.Diante desse argumento, pleiteia o decote na sentença guerreada da
medida socioeducativa de prestação de serviços à comunidade.O recurso foi recebido apenas no efeito
devolutivo, conforme despacho de n.º 473094 (pág.10), oportunidade em que o sentenciante determinou a
intimação do recorrido para contrarrazoar.À fl. 55, o Juízo de piso manteve a decisão recorrida em todos
os seus termos (n.º 473095 ? pág. 10).Em contrarrazões, o Ministério Público de 1º Grau requer o
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conhecimento e improvimento do recurso.Remetidos a esta superior instância, os autos vieram-me


distribuídos, ocasião em que ratifiquei o recebimento do recurso e, na mesma decisão, determinei seu
encaminhamento ao parecer docustos legis.Nessa condição, o Procurador de Justiça Estevam Alves
Sampaio manifesta-se pelo conhecimento e improvimento do recurso.Assim instruídos, retornaram os
autos conclusos.É o relatório. À Secretaria para inclusão em pauta na primeira sessão
desimpedida.Belém, 08 de novembro de 2018. DES.LUIZGONZAGA DA COSTANETORELATOR VOTO
PROCESSO Nº 0002653-16.2016.8.14.0109ÓRGÃO JULGADOR: 2ª TURMA DE DIREITO
PÚBLICORECURSO: APELAÇÃO CÍVELCOMARCA: GARRAFÃO DO NORTE (VARA
ÚNICA)APELANTE: J.V.P.L. (ADVOGADO JANRLIR CRUZ COUTINHO ? OAB/PA N.º 21.551)APELADO:
MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL (PROMOTOR DE JUSTIÇA MANOEL ADILTON PERES DE
OLIVEIRA)PROCURADOR DE JUSTIÇA: ESTEVAM ALVES SAMPAIO FILHORELATOR: DES. LUIZ
GONZAGA DA COSTA NETO VOTOO recurso preenche todos os requisitos para sua admissibilidade,
principalmente porque seu manejo apresenta-se tempestivo e de acordo com hipótese prevista na lei
processual civil.De início, e sem delongas, afirmo que não merece prosperar a irresignação contida no
apelo, conforme passo a demonstrar.Antes, porém, cumpre-me esclarecer que, não obstante o recorrente
tenha,an passant,referido em suas razões que as provas existentes nos autos, no seu modo de ver, são
fracas, o mote de seu recurso cingiu-se a fixação da medida socioeducativa de prestação de serviços à
comunidade.Como dito no relatório, o recorrente pede que seja decotada da condenação a medida
socioeducativa antes mencionada, ao argumento de que ela não se mostra adequada ao caso concreto,
eis que poderia atrapalhar suas atividades laborais e educacionais.Sobre a questão, tenho como certo que
o magistrado sentenciante atuou de acordo com os ditames do Estatuto da Criança e do Adolescente, e
com base nos elementos contidos nos autos, pois tanto o recorrente quanto sua genitora informaram que
seu horário de estudos é das 17:30 às 21:30, além do que não exerce nenhuma atividade laboral de forma
regular, apenas indo de vez em quando ajudar seu pai em alguma atividade.A prestação de serviços à
comunidade, na forma como estabelecido na sentença, a saber:?pelo período de seis meses, a razão de
cinco horas semanais de serviço, totalizando 120 (cento e vinte) horas, em exercício de atividades laborais
condizentes com sua condição de adolescente, e em horário que não prejudique suas atividades
educacionais, a ser aplicada na escola municipal mais próxima de sua residência?,em nada atrapalha as
atividades do recorrente.Vale lembrar que, de acordo com o artigo 122 do Estatuto da Criança e do
Adolescente, o ato infracional praticado pelo recorrente poderia até mesmo dar azo a fixação de medida
socioeducativa de internação, pois perpetrado mediante violência e grava ameaça, entretanto, o
magistrado preferiu aplicar medida mais branda, em meio aberto. Sobre o tema, é o seguinte precedente
do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, que mesmo tratando de capitulação diversa, aplica-se
integralmente ao caso: ?HABEAS CORPUS. SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ESPECIAL.
IMPOSSIBILIDADE. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. ATO INFRACIONAL
EQUIPARADO AO DELITO DE ROUBO QUALIFICADO POR CONCURSO DE AGENTES. MEDIDA
SOCIOEDUCATIVA DE SEMILIBERDADE. CRIME COMETIDO COM VIOLÊNCIA E GRAVE AMEAÇA.
PREVISÃO NO ART. 122, I, DO ECA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. HABEAS
CORPUS NÃO CONHECIDO.- O Supremo Tribunal Federal, por sua Primeira Turma, e a Terceira Seção
deste Superior Tribunal de Justiça, diante da utilização crescente e sucessiva do habeas corpus,
passaram a restringir a sua admissibilidade quando o ato ilegal for passível de impugnação pela via
recursal própria, sem olvidar a possibilidade de concessão da ordem, de ofício, nos casos de flagrante
ilegalidade.- Dispõe o art. 122 do Estatuto da Criança e Adolescente que a aplicação de medida
socioeducativa de internação é possível nas seguintes hipóteses: em razão da prática de ato infracional
praticado mediante grave ameaça ou violência contra a pessoa;pela reiteração no cometimento de outras
infrações graves; ou pelo descumprimento reiterado e injustificado de medida anteriormente imposta.- No
caso dos autos, não se verifica o alegado constrangimento legal aos pacientes, pois, a despeito de ser
cabível, inclusive, a aplicação de medida de internação, foi aplicada aos pacientes a medida
socioeducativa de semiliberdade, em razão da prática de ato infracional grave, equiparado ao delito de
roubo circunstanciado pelo concurso de pessoas.- Habeas corpus não conhecido. (STJ - HC 317982/SP,
Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, DJe 21/09/2015). Assim, tenho como certo que o magistrado
sentenciante aplicou a medida que melhor contribuirá para ressocialização do recorrente, pois possibilitará
que a realização de tarefas e o acompanhamento psicológico adequado promova ao reeducando
internalizar valores éticos e morais.Ante o exposto, conheço e nego provimento ao presente recurso,
mantendo-se integralmente a sentença apelada.É como voto.Belém, 22 de novembro de 2018.
DES.LUIZGONZAGA DA COSTANETORELATOR Belém, 27/11/2018
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Número do processo: 0008365-63.2017.8.14.0040 Participação: APELANTE Nome: JALISON


RODRIGUES MORAES Participação: ADVOGADO Nome: DENIR VITURINO DA SILVAOAB: 00000A
Participação: APELADO Nome: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁTRIBUNAL DE JUSTIÇA
DO ESTADO DO PARÁ APELAÇÃO (198) - 0008365-63.2017.8.14.0040APELANTE: JALISON
RODRIGUES MORAESAPELADO: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO
PARÁRELATOR(A):Desembargador LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO EMENTA PROCESSO Nº
0008365-63.2017.8.14.0040ÓRGÃO JULGADOR: 2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICORECURSO:
APELAÇÃO CÍVELCOMARCA: PARAUAPEBAS (1ª VARA CÍVEL E EMPRESARIAL)APELANTE: J.R.M.
(ADVOGADO DENIR VITURINO DA SILVA ? OAB/PA N.º 24.820)APELADO: MINISTÉRIO PÚBLICO
ESTADUAL (CRYSTINA MICHIKO TAKETA MORIKAWA)PROCURADORA DE JUSTIÇA: ROSA MARIA
RODRIGUES CARVALHORELATOR: DES. LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO EMENTA: APELAÇÃO
CIVIL. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. ATO INFRACIONAL ANÁLOGO AO DELITO DE
ROUBO CIRCUNSTANCIADO. ARTIGO 157, §2º, I e II, C/C ARTIGO 71, PARÁGRAFO ÚNICO, AMBOS
DO CÓDIGO PENAL. MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO. POSSIBILIDADE. ARTIGO 122, I,
DO ECA. PRECEDENTES DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.1. Não se mostra inadequada a
medida socioeducativa de internação, uma vez que a gravidade concreta do ato infracional, praticado com
violência e grave ameaça a pessoa, bem como as circunstâncias em que se desenvolveu a ação apontam
que é a medida que melhor atende a ressocialização do reeducando. Precedentes do E. STJ.2. Recurso
conhecido e improvido à unanimidade. ACÓRDÃOVistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Excelentíssimos Senhores Desembargadores, integrantes da 2.ª Turma de Direito Público do Tribunal de
Justiça do Estado, à unanimidade,CONHECER e NEGAR PROVIMENTOao recurso, nos termos do voto
do Desembargador Relator.Julgamento presidido pela Excelentíssima Senhora Desembargadora Diracy
Nunes Alves.Belém (PA), 22 de novembro de 2018. DES.LUIZGONZAGA DA COSTANETORELATOR
RELATÓRIO PROCESSO Nº 0008365-63.2017.8.14.0040ÓRGÃO JULGADOR: 2ª TURMA DE DIREITO
PÚBLICORECURSO: APELAÇÃO CÍVELCOMARCA: PARAUAPEBAS (1ª VARA CÍVEL E
EMPRESARIAL)APELANTE: J.R.M. (ADVOGADO DENIR VITURINO DA SILVA ? OAB/PA n.º
24.820)APELADO: MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL (CRYSTINA MICHIKO TAKETA
MORIKAWA)PROCURADORA DE JUSTIÇA: ROSA MARIA RODRIGUES CARVALHORELATOR: DES.
LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO RELATÓRIOCuida-se deAPELAÇÃO CÍVELinterposta porJ.R.M.,por
intermédio do Advogado Denir Viturino da Silva, em face da decisão proferida pelo Juízo de Direito da 1ª
Vara Cível e Empresarial da Comarca de Parauapebas, nos autos da Representação proposta em
desfavor da apelante, na qual lhe foi imposta a medida socioeducativa de internação, em decorrência da
prática de ato infracional análogo ao tipo previsto no artigo 157, § 2º, I e II c/c artigo 71, parágrafo único,
do Código Penal Brasileiro.Irresignado, a apelante alega que a medida socioeducativa aplicada pelo
sentenciante não se mostra acertada ao caso concreto, devendo ser substituída por outra mais branda,
pois, segundo sua ótica, seria mais adequada diante do princípio da excepcionalidade.À fl. 81 (Num.
528584), o sentenciante manteve a decisão recorrida.Em contrarrazões, o Ministério Público de 1º Grau
pugna pelo improvimento do apelo, com manutenção integral da sentença recorrida.Remetidos os autos a
esta Superior Instância, vieram-me distribuídos, recebi o apelo apenas no efeito devolutivo, oportunidade
na qual determinei seu encaminhamento ao parecer docustos legis(Num 545344).Nessa condição, a
Procuradora de Justiça Rosa Maria Rodrigues Carvalho se manifesta pelo conhecimento e improvimento
do recurso.Assim instruídos, voltaram-me conclusos.É o relatório. À Secretaria para inclusão em pauta na
primeira sessão desimpedida.Belém, 09 de novembro de 2018. DES.LUIZGONZAGA DA
COSTANETORELATOR VOTO PROCESSO Nº 0008365-63.2017.8.14.0040ÓRGÃO JULGADOR: 2ª
TURMA DE DIREITO PÚBLICORECURSO: APELAÇÃO CÍVELCOMARCA: PARAUAPEBAS (1ª VARA
CÍVEL E EMPRESARIAL)APELANTE: J.R.M. (ADVOGADO DENIR VITURINO DA SILVA ? OAB/PA n.º
24.820)APELADO: MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL (CRYSTINA MICHIKO TAKETA
MORIKAWA)PROCURADORA DE JUSTIÇA: ROSA MARIA RODRIGUES CARVALHORELATOR: DES.
LUIZ GONZAGA DA COSTA NETO VOTO O recurso preenche todos os requisitos para sua
admissibilidade, principalmente porque seu manejo apresenta-se tempestivo e de acordo com hipótese
prevista na lei processual civil.De início, e sem delongas, afirmo que não há como prosperar a irresignação
contida no presente apelo, pelas razões que passo a demonstrar.Da análise da sentença recorrida,
emerge a certeza de que o magistrado sentenciante, ao optar pela medida socioeducativa mais gravosa, o
fez com base em elementos concretos e visando a melhor opção para possibilitar a ressocialização do
reeducando.Digo isso porque na sentença combatida o magistrado levou em consideração não só o fato
de o crime ter sido praticado com violência e grave ameaça a pessoa, atraindo, assim, a incidência do
inciso I do artigo 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente, mas também a capacidade do recorrente
no cumprimento da medida adotada.Nesse sentido, é o recentíssimo precedente do E. Superior Tribunal
165
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

de Justiça,verbis: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E


DO ADOLESCENTE. ATO INFRACIONAL EQUIPARADO AO DELITO DE ROUBO MAJORADO. MEDIDA
DE INTERNAÇÃO. ATO COMETIDO MEDIANTE VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA. INCIDÊNCIA DO
ART. 122, INCISO I, DO ECA. WRIT NÃO CONHECIDO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.I - É
assente nesta Corte Superior de Justiça que o agravo regimental deve trazer novos argumentos capazes
de alterar o entendimento anteriormente firmado, sob pena de ser mantida a r. decisão vergastada pelos
próprios fundamentos.II - A medida socioeducativa de internação está autorizada nas hipóteses
taxativamente previstas no art. 122 do ECA (v. g. HC291176/SP, Quinta Turma, Rel. Min. Jorge Mussi,
DJe 21/8/2014). No caso em tela, resta patente a incidência da hipótese prevista no inciso I do art. 122 do
ECA, uma vez que o paciente cometeu ato infracional equiparado ao delito de roubo majorado, em
concurso de pessoas, mediante emprego de arma de fogo e com agressão física à vítima.III - Se o ato
infracional, como in casu, é cometido mediante violência ou grave ameaça à pessoa, é de ser aplicado ao
menor a medida socioeducativa de internação, nos termos do art. 122, inciso I, da Lei nº 8.069/90
(Precedentes).Agravo regimental não provido.? (STJ - AgInt no HC 409557/SC, Rel. Ministro FELIX
FISCHER, DJe 15/02/2018) Assim, tenho a convicção de que o magistrado sentenciante aplicou a medida
que melhor contribuirá para ressocialização do recorrente, pois possibilitará que a realização de tarefas e o
acompanhamento psicológico adequado promova ao reeducando internalizar valores éticos e morais.Ante
o exposto, conheço do recurso e lhe nego provimento,mantendo-se integralmente os termos da sentença
apelada.É como voto.Belém, 22 de novembro de 2018.DES.LUIZGONZAGA DA COSTANETORELATOR
Belém, 27/11/2018

Número do processo: 0808792-16.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: L. S. L.


Participação: ADVOGADO Nome: ISABEL MARIA MOREIRA GUSMAOOAB: 90000A Participação:
ADVOGADO Nome: WANESSA OLIVEIRA SILVAOAB: 2341100A/PA Participação: ADVOGADO Nome:
ROMULO RAPOSO SILVAOAB: 23000A Participação: ADVOGADO Nome: DIEGO MAUES DA COSTA
DO VALEOAB: 40000A Participação: ADVOGADO Nome: ANDRE BECKMANN DE CASTRO
MENEZESOAB: 70000A Participação: AGRAVADO Nome: R. D. C. T. Participação: ADVOGADO Nome:
LIA DANIELA LAURIAOAB: 90000A Participação: ADVOGADO Nome: CARLOS ALBERTO FREIRE
CARDOSO JUNIOROAB: 26911/PA1ª TURMA DE DIREITO PRIVADOAGRAVO DE INSTRUMENTO N.º
0808792-16.2018.8.14.0000.COMARCA: BELÉM/PA.AGRAVANTE:LARISSA SINIMBU
LIMA.ADVOGADO:ANDRE BECKMANN DE CASTRO MENEZES ? OAB/PA
10.367.ADVOGADO:ROMULO RAPOSO SILVA ? OAB/PA 14.423AGRAVADO:RAFAEL DA COSTA
TEIXEIRA.ADVOGADO:CARLOS A F CARDOSO JR ? OAB/PA 26911.ADVOGADO:LIA DANIELLA
LAURIA ? OAB/PA 10719.RELATOR: Des. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO.D E C I S Ã O I N T
E R L O C U T Ó R I ATrata-se de recurso deAgravo de Instrumento com pedido de efeito
suspensivoprotocolizado perante este Egrégio Tribunal de Justiça porLARISSA SINIMBU LIMA.em face
deRAFAEL DA COSTA TEIXEIRA, em razão do inconformismo com o provimento judicial proferido
peloJuízo de Direito da 6ª Vara de Família de Belémque deferiu a guarda compartilhada do menor T.L.T
em favor do agravante.Em suasrazões, o recorrente sustenta, preliminarmente, a nulidade da decisão por
ausência de fundamentação e, no mérito, requer sua reforma para que a guarda do menor volte a ser
unilateral em seu favor, conforme acordo anterior formalizado entre agravante e agravado.Prossegue
afirmando que a guarda compartilhada não atende ao melhor interesse do menor, tendo em vista o
alegado comportamento destemperado do agravado, argumentando, ainda, que não existiria urgência para
a modificação do regime de guarda.Em seguida, no que se refere ao atraso na entrega do dever de casa
pelo filho menor do ex casal, agravante afirma que o agravado apenas apresentou dois documentos,
relativos aos meses de março e junho deste ano e tece comentários a respeito do método de ensino
utilizado pela escola do menor, que dá ao aluno a responsabilidade de anotar a existência ou não do
dever, bem como o prazo e a forma de realizar a tarefa, pelo aduz não se poder atribuir à mãe qualquer
falta.Segue afirmando que, após 08 anos de litígio judicial, em 2016 agravada e agravante acordaram pela
guarda unilateral do menor, tudo devidamente homologado pelo Judiciário e com aval do Ministério
Público, reiterando que esse regime de guarda é o que melhor atende aos interesses do menor.Protesta
pela antecipação de tutela recursal e, ao final, o provimento do recurso, com a manutenção da guarda do
menor com sua genitora, retornando ao sistema de visitação homologado por sentença.É breve
relatório.Primeiramente, defiro à agravante os benefícios da assistência judiciária gratuita.De acordo com o
disposto no art. 300, do CPC ?A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que
evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo?.
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Observa-se tratarem-se de requisitos cumulativos. Desta forma, ausente qualquer um deles, a tutela de
urgência não poderá ser deferida.No presente caso,não consigo vislumbrar,neste primeiro momento, a
presença da probabilidade do direito, tendo em vista que na conclusão doestudo social (Id 6881801)
realizado após a prolação da decisão agravada, foi sugerida a manutenção da guarda compartilhada, pois
verificou-se que essa melhor atenderia aos interesses da criança envolvida.Ademais, destaco que o menor
envolvido afirmou naquela oportunidade (estudo social) que, no seu entender, o novo arranjo de visitação
daria certo,?pois passará 02 dias da semana com o pai e 03 dias com a mãe, além dos finais de semana
alternados com cada um?(Id 6881801 - Pág. 5).Destaco, finalmente, que também naquela oportunidade
(estudo social) a agravante?Sobre o arranjo de visitação determinado recentemente disse considerar mais
adequado que ocorra nas 5ªs e 6ªs e finais de semanas alternados, uma vez que, reduziria alternância da
criança entre a casa dos genitores.Salientou a ampliação da convivência com o paterno como importante e
necessária para o filho, avaliando que para a obtenção de maior tempo de convivência do paterno não
seria necessária uma intervenção no âmbito judicial, porque, não impõe obstáculos e o paterno teria livre
acesso ao filho?(Id 6881801 - Pág. 3 e 4).Quando à ausência de fundamentação, não a vislumbro, vez que
o magistrado de primeiro grau deixou claro estar decidindo daquela maneira para que, com a ampliação do
tempo de convivência, o agravado pudesse auxiliar os filhos nos deveres escolares, estreitando, dessa
forma, os laços de afinidade entre ambos.ASSIM, tendo em vista a ausência de probabilidade do direito
alegado, na forma do art. 995, parágrafo único c/c art. 1.019, I, do CPC/2015,INDEFIRO a concessão de
efeito suspensivo ao agravo, mantendo a eficácia da decisão de primeiro grau, até ulterior
deliberaçãoOficie-se o juízo de primeiro grau, comunicando-o acerca do teor deste provimento (art. 1.019,
I, do CPC/2015), bem como requisitando informações (art. 69, III, do CPC) acerca do estágio da ação
originária.Intime-se o agravado para, querendo, apresentar contrarrazões ao agravo no prazo legal (art.
1.019, II, CPC).Após, encaminhem-se os autos Ministério Público, para manifestação, tendo em vista que
a demanda envolve interesse de menor.Ultimadas tais providências, faça-se conclusão.Belém/PA, 21 de
novembro de 2018. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRODesembargador-Relator

Número do processo: 0800603-49.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: MUNICIPIO DE


GOIANESIA DO PARA Participação: ADVOGADO Nome: JOAO LUIS BRASIL BATISTA ROLIM DE
CASTROOAB: 1404500A/PA Participação: AGRAVADO Nome: ANTONIA SANTOS E SILVA Participação:
ADVOGADO Nome: MARIA D AJUDA GOMES FRAGAS PAULUCIOOAB: 0183050A/PA PODER
JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁGABINETE DA DESA. ELVINA GEMAQUE
TAVEIRADECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de Agravo de Instrumento (processo nº 0800603-
49.2018.8.14.0000 - PJE) com pedido de efeito suspensivo, interposto pelo MUNICÍPIO DE GOIANÉSIA
DO PARÁ contra ANTONIA SANTOS E SILVA, diante da decisão prolatada pelo Juízo de Direito da Vara
Única da Comarca de GOIANÉSIA DO PARÁ-PA, nos autos da Ação Ordinária (processo nº 0002871-
12.2014.8.14.0110), ajuizada pela Agravada. A decisão recorrida teve a seguinte conclusão (Num. 394778
- Pág. 1): (...) Desta forma, JULGO TOTALMENTE IMPROCEDENTE a impugnação. Condeno o Município
ao pagamento dos honorários advocatícios, fixados em 10% (dez por cento) do valor da execução.
(NCPC, art. 85, §§ 2º e 3º, I).O Município é isento de custas (art. 40, I, da Lei n.º 8.328/15). Intime-se a
exeqüente para apresentar a planilha de cálculo atualizada. Após, expeça-se precatório, tendo em vista
que o valor atualizado do débito é superior a 40 (quarenta) salários mínimos, nos termos previstos no § 3º
do art. 100, da Constituição Federal, art. 1º e art. 3º, § 1º, da Lei Estadual nº.6624/2004 c/c art. 2º, inciso II,
e art. 6º da Resolução nº. 007/2005-GP. (...) Em suas razões (Num. 394859 - Pág. 1/13), o Agravante
insurge-se contra a improcedência da Impugnação ao Cumprimento de Sentença e a continuidade da
execução, aduzindo nulidade processual por ausência de intimação pessoal do Agravante quando da
prolação da sentença na origem, sustentando que houve cerceamento de seu direito de recorrer. No
mérito, argumenta que à Fazenda são conferidas prerrogativas processuais para proteção do interesse
público não podendo o Agravante ser submetido ao mesmo tratamento dado aos particulares. Alega
excesso de execução em razão da utilização do INPC como índice de correção monetária nos cálculos, e
de juros de mora de 1% ao mês, o que seria mais oneroso ao Agravante, em discordância com o princípio
da menor onerosidade ao executado, requerendo a adoção dos índices oficiais de Preços ao Consumidor
Amplo Especial para a atualização monetária e o de juros aplicados à caderneta de poupança. Pretende a
concessão de Efeito Suspensivo ao recurso para que seja observado o tratamento diferenciado, reservado
ao processo executório no caso da Fazenda Pública, devendo obedecer ao procedimento dos precatórios.
Aduz que o risco de dano decorre do fato da Execução prosseguir por um valor superior ao supostamente
devido. Requer, ao final, o conhecimento e provimento do agravo, para decretar a nulidade da decisão por
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ausência de intimação da sentença, sendo-lhe devolvido o prazo de Apelação, ou, por eventualidade para
que sejam observadas as peculiaridades no que tange a Execução contra a Fazenda Pública, o excesso
no valor da execução por erro nos índices aplicados pela agravada. Coube-me a relatoria do feito por
distribuição. É o relato do essencial. Decido. Presentes os pressupostos de admissibilidade, com base
noCPC/2015,conheço do recurso e passo a analisar opedido de antecipação da tutela recursal. Nos
termos do Código de Processo Civil, o relator poderá suspender a eficácia da decisão recorrida, mas, para
isto, é necessário que o agravante além de evidenciar a possibilidade de lesão grave e de impossível
reparação, demonstre a probabilidade de provimento do recurso, conforme dispõe o art. 995, parágrafo
único, CPC/15: Art. 995. Os recursos não impedem a eficácia da decisão, salvo disposição legal ou
decisão judicial em sentido diverso.Parágrafo único. A eficácia da decisão recorrida poderá ser suspensa
por decisão do relator, se da imediata produção de seus efeitos houver risco de dano grave, de difícil ou
impossível reparação, e ficar demonstrada a probabilidade de provimento do recurso. O referido diploma
legal possibilita, ainda, a antecipação dos efeitos da tutela recursal, como estabelece o
art.300eart.1.019,I,ambosdoCPC/15: Art.300.A tutela de urgência seráconcedida quando houver
elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultadoútil do
processo. Art.1.019. Recebido o agravo de instrumento no tribunal e distribuído imediatamente, se não for
o caso de aplicação do art.932, incisosIIIeIV, o relator, no prazo de5(cinco) dias:I- poderá atribuir efeito
suspensivo ao recurso ou deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal,
comunicando aojuiz sua decisão; Na origem trata-se de Cumprimento de Sentença em que fora julgada
totalmente improcedente a impugnação apresentada pelo Município de Goianésia do Pará. No
concernente à alegação de que não fora observado pelo Juízo de origem, o tratamento reservado
processo executório contra a Fazenda Pública, qual seja o regime de precatórios tal não se verifica dos
autos, pois da análise da decisão agravada observa-se que o procedimento adotado é o cabível para a
espécie, uma vez que o Juízo de origem determinou a expedição de precatório, considerando que o valor
executado ultrapassa a 40 (quarenta) salários mínimos nos termos do art. 100, §3º da Constituição
Federal e art. 1º e art. 3º, § 1º, da Lei Estadual nº 6624/2004, tendo o Magistrado determinado que seja
observado ainda o disposto na Resolução 007/2005 ? GP deste E. Tribunal. O art. 100, §3º da
Constituição Federal prevê: Art. 100. Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal,
Estaduais, Distrital e Municipais, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão exclusivamente na ordem
cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos, proibida a designação de
casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009). (Vide Emenda Constitucional nº 62, de
2009)(...)§ 3ºO disposto no caput deste artigo relativamente à expedição de precatórios não se aplica aos
pagamentos de obrigações definidas em leis como de pequeno valorque as Fazendas referidas devam
fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
62, de 2009). Grifo nosso A Lei Estadual nº 6624/2004 em seus art. 1º e art. 3º, § 1º estabelece que: Art.
1ºSão considerados de pequeno valor, para os fins do disposto no §3º do art. 100 da Constituição Federal,
as obrigações que a Fazenda Pública do Estado do Pará deva quitar em decorrência de decisão judicial
transitada em julgado,cujo valor seja igual ou inferior a quarenta salários mínimos, observado sempre, em
todo caso, o valor global do processo.(...)Art. 3º É vedado fracionamento, repartição ou quebra do valor
global da execução, de modo que o pagamento se faça em parte na forma estabelecida no art. 1º desta
Lei e em parte por meio de precatório.§ 1º Pode o credor renunciar expressamente ao crédito, na parte
que excede o valor estabelecido no art. 1º desta Lei, de modo que a execução se processe mediante
procedimentos próprios dos débitos de pequeno valor, observado, em todo caso, o limite global previsto no
art. 1º desta Lei. (Grifo nosso) Assim, não há que se falar em violação às prerrogativas processuais
conferidas à Fazenda, mostrando-se desarrazoado o argumento. Quanto a alegação de risco de dano
afirma decorrer do prosseguimento da Execução por um valor superior ao devido, uma vez que teriam sido
aplicados índices incorretos na decisão agravada. Por sua vez, verifica-se da decisão agravada que o
Juízo de primeira instância adotou índices em relação aos juros e à correção monetária, que
correspondem ao decidido pelos Tribunais Superiores nosRE 870.947 (Tema 810) e REsp 1.495.146-MG
(Tema 905), julgados sob a sistemática da repercussão geral e dos recursos repetitivos, aplicando aos
juros moratórios o índice concernente à caderneta de poupança a incidirem desde a citação; e quanto à
correção monetária, determinou o cálculo pelo IPCA, a incidir desde o evento lesivo, de forma que
nenhuma irregularidade há, muito menos a ensejar dano a caracterizar a concessão de efeito suspensivo
pretendido. Ademais, há de se ver que os índices aplicados pelo Juízo na origem além de observarem às
decisões dos recursos paradigmas supramencionados,coincidem com os índices requeridos pelo próprio
Agravante em seu recurso, de modo que não há o aludido dano, mostrando-se o argumento do recorrente
meramente protelatório. Impende, ainda, ressaltar que no presente Agravo de Instrumento, apesar da
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alegação do Agravante de que foi instruído com as principais peças dos Autos(Processo nº 0002871-
12.2014.8.14.0110)em que ocorreu a decisão agravada, no intuito de apontar a veracidade das alegações
recursais, não foram juntados elementos primordiais quanto à suposta nulidade apontada pelo Agravante,
tais como a cópia da sentença e os documentos subsequentes, capazes de demonstrar a ausência de
intimação alegada pelo Ente Municipal. Com efeito, não há como aferir o alegado cerceamento do direito
de recorrer do Agravante uma vez que não foram juntados aos autos documentos essenciais para o
deslinde da questão quanto ao ponto, não estando visível neste momento processual de cognição
sumária, a probabilidade do direito do Agravante capaz de ensejar a concessão de efeito suspensivo à
decisão impugnada. Em casos onde a parte formula alegações genéricas não é outro o entendimento a
jurisprudência dos Tribunais pátrios, senão vejamos o seguinte julgado: AGRAVO DE INSTRUMENTO.
EXECUÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE CONCESSÃO DO EFEITO SUSPENSIVO AOS EMBARGOS À
EXECUÇÃO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DOS REQUISITOS ESTABELECIDOS EM LEI.
RECURSO DESPROVIDO. I? Ao compulsar os autos originários, percebe-se que a exequente (ora
agravada) colacionou substancioso conjunto probatório (duplicatas, notas fiscais e protestos), que,
indubitavelmente, justificam o recebimento da petição inicial e a consequente ordem de pagamento, nos
moldes estabelecidos na decisão em discussão;II-Por outro lado, as alegações da recorrente mostraram-
se sensivelmente genéricas, e claramente desacompanhadas de substrato probatório. Ao requerer o efeito
suspensivo em embargos, deveria a agravante demonstrar, com lastro de provas suficientes, alguma das
hipóteses do art. 917, do CPC, bem como garantir o juízo da execução, como determina o art. 919, § 1º,
da Lei Adjetiva Civil.III- Contudo, as razões do agravo caminham em outra perspectiva, e os requisitos do
art.919, § 1º, doCPC, em consequência, não foram esclarecidos pela recorrente neste grau de jurisdição.
IV - Por fim, no tangente a defendida impossibilidade de penhora, nota-se que a legislação (art. 827 ao art.
830, do CPC) não prevê a restrição ou condição suscitada pela recorrente. Desse modo, carece de
amparo jurídico a pretensão da agravante. V - Agravo de Instrumento conhecido e desprovido.(TJ-AM
40031677620178040000 AM 4003167-76.2017.8.04.0000, Relator: João de Jesus Abdala Simões, Data
de Julgamento:01/10/2017, Terceira Câmara Cível) ? Grifo nosso Neste viés, analisando as razões do
recurso e os documentos colacionados aos autos, de fato, não foi possível identificar elementos que
demonstrem o preenchimento dos requisitos legais para concessão de efeito suspensivo, pois, em uma
análise de cognição não exauriente, verifica-se que o Agravante não demonstrou a coexistência de risco
de dano grave, de difícil ou impossível reparação e da probabilidade de provimento do recurso, capazes
de autorizar este Juízo de2ºgrau, em sede liminar, suspender a determinação judicial emanada pelo Juízo
a quo. Ante o exposto, com fundamento no art.995e art.1.019,I,CPC/2015,INDEFIRO O PEDIDO DE
EFEITO SUSPENSIVO,nos termos da fundamentação. Oficie-se, junto ao Juízo a quo comunicando-lhe
imediatamente esta decisão (art. 1.019, I, CPC/15). Intime-se o agravante para que, no prazo de05(cinco)
dias, proceda com a juntada da cópia integral dos autos, por serem documentosúteis ao deslinde
daquestão,nos termos do art.1.017,incisoIIIdoCPC/2015. Intime-se o agravado para que ofereça
contrarrazões, caso queira, no prazo legal de 15 (quinze) dias, ex vi, do artigo 1.019, inciso II, do CPC/15.
Após, encaminhem-se os autos ao Órgão Ministerial nesta Superior Instância, para manifestação, na
qualidade de fiscal da Ordem Jurídica. Servirá a presente decisão como Mandado/Ofício, nos termos da
Po r t ar ia 37 3 1 /2015-GP . P .R.I. B elém, 0 7 d e n o v e mb ro d e 2 0 1 8 . E L V I NA G EM A Q U E
TAVEIRADesembargadora Relatora

Número do processo: 0809025-13.2018.8.14.0000 Participação: AUTOR Nome: KAPA CAPITAL LTDA -


ME Participação: ADVOGADO Nome: FELIPE JALES RODRIGUESOAB: 00000A Participação: RÉU
Nome: GLOBAL COMERCIO E SERVICOS EIRELI - EPPConsiderando que o pedido de efeito suspensivo
à apelação em análise e o agravo de instrumento nº 0807124-10.2018.814.0000, sob a relatoria da
Desembargadora Diracy Nunes Alves, são oriundos da ação nº 0853456-05.2018.814.0301, determino a
redistribuição do feito a esta Magistrada, nos termos do artigo 116, do Regimento Interno do TJE/PA.
Belém, 28 de novembro de 2018. DESEMBARGADORLEONARDO DE NORONHA TAVARESVice-
Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará

Número do processo: 0808383-40.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: NORMA TEREZA


DEMASI DE AGUIAR Participação: ADVOGADO Nome: THAIS OLIVEIRA DE CAMPOS RIBEIRO
SANTOSOAB: 016680/PA Participação: AGRAVADO Nome: CONDOMINIO GREENVILLE
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RESIDENCEPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁGABINETE


DESEMBARGADOR JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIORAGRAVO DE
INSTRUMENTO (202):0808383-40.2018.8.14.0000AGRAVANTE: NORMA TEREZA DEMASI DE
AGUIARNome: NORMA TEREZA DEMASI DE AGUIAREndereço: Travessa Benjamim Constant, 551, Ap.
102, Reduto, BELéM - PA - CEP: 66053-040Advogado: THAIS OLIVEIRA DE CAMPOS RIBEIRO
SANTOS OAB: PA016680 Endereço: desconhecidoAGRAVADO: CONDOMINIO GREENVILLE
RESIDENCENome: CONDOMINIO GREENVILLE RESIDENCEEndereço: Rodovia Augusto Montenegro,
5000, - do km 3,751 ao km 8,000, Parque Verde, BELéM - PA - CEP: 66635-110 DECISÃO
MONOCRÁTICA Trata-se deAgravo de Instrumento, interposto porNORMA TEREZA DEMASI DE
AGUIAR,contra decisão proferida pelo Juízo da 14ª Vara Cível e Empresarial da Comarca da Capital, nos
autos daAÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL E MATERIAL,proposta em face deCONDOMÍNIO
GREENVILLE RESIDENCE, que indeferiu o pedido de justiça gratuita, nos seguintes termos: (...)
Acrescento que os documentos juntados pela autora não são suficientes para demonstrar a sua
miserabilidade ou hipossuficiência financeira para ser beneficiária da gratuidade processual.Concedo o
prazo de 15 (quinze) dias para recolhimento das custas, sob pena de indeferimento da inicial e
cancelamento da distribuição (...) Razões apresentadas pela agravante (Num. 1086132-Pág. 1/,7),
alegando, em síntese, que a decisão merece ser reformada, por ferir o princípio da isonomia, e da
razoabilidade preconizados na Constituição Federal, considerando que sua renda líquida é inferior a 10
(dez) salários mínimos, valor que se enquadra dentro dos parâmetros para a concessão do benefício de
assistência gratuita.Afirma que estão comprovados os autos, através de documentos de sua renda, a
hipossuficiência afirmada, sendo impositiva a concessão da gratuidade pleiteada, e que o seu
indeferimento a impede de exercer seu direito legítimo e devido. Requer o conhecimento do Agravo, a
atribuição do efeito suspensivo à decisão que indeferiu nos autos originais o pedido de assistência
judiciária gratuita, e ao final, o total provimento do Recurso para reformar a decisão combatida.Analisando
os autos, verifico que o Magistrado de primeiro grau conferiu prazo para que a Agravante comprovasse o
preenchimento dos pressupostos legais para o deferimento da justiça gratuita, nos termos do art. 99, §2º
do CPC. (Num. 5986448-Pág.1/2 ? autos principais).Após a manifestação da Agravante, o Juízoa
quoindeferiu a gratuidade judiciária pleiteada e determinou o pagamento das custas no prazo 15 (quinze)
dias, decisão ora vergastada ( Núm. 1086377 ? Pág. 1).A Agravante instrui o presente Agravo de
Instrumento com série de documentos a fim de demonstrar seus gastos mensais.É o relatório.Decido.
Presentes os requisitos de admissibilidade,CONHEÇO do Agravo.O presente Recurso comporta
julgamento imediato com fulcro no art. 932, IV, ?a?, do CPC c/c art. 133, XI, a, do Regimento Interno deste
E. TJPA. Dessa maneira, a questão deve ser resolvida à luz do enunciado da Súmula nº 06, deste E.
Tribunal de Justiça, a qual dispõe sobre a justiça gratuita que: Súmula nº 06: A alegação de
hipossuficiência econômica configura presunção meramente relativa de que a pessoa natural goza do
direito ao deferimento da gratuidade de justiça prevista no artigo 98 e seguintes do Código de Processo
Civil (2015), podendo ser desconstituída de ofício pelo próprio magistrado caso haja prova nos autos que
indiquem a capacidade econômica do requerente. Registra-se que a Súmula em questão está em
consonância com a Constituição Federal, que em seu art. 5º, LXXIV dispõe que: ?o Estado prestará
assistência jurídica integral e gratuitaaos que comprovarem insuficiência de recursos?.Com efeito, apenas
será concedida a justiça gratuita aos que não dispõem de recursos financeiros para arcar com as custas,
despesas processuais e honorários advocatícios, para que tais despesas não importem em prejuízo para o
seu próprio sustento e de sua família.No caso em tela, todavia, antes de indeferir o pedido de gratuidade
de justiça, o Juízo ?a quo? oportunizou à Agravante a apresentação de documentos que pudessem
comprovar a alegada hipossuficiência, que transcrevo: (Num. 5986448- Pág.1/2):(...)No caso dos autos, há
elementos que evidenciam a falta dos pressupostos para a concessão do pleito, em especial a alegada
insuficiência de fundos.Dessa forma, nos termos do §2ª do art. 99 do NCPC, concedo o prazo de 15
(quinze) dias para que a parte comprove o alegado ou promova o pagamento de custas, sob pena de
indeferimento do pedido.Acrescento que, em caso de indeferimento da gratuidade, e comprovada a má-fé
da parte requerente, esta poderá ser multada em até o décuplo do valor das custas (parágrafo único do
art. 100 do NCPC).(...) Nesse sentido, tem-se que a Recorrente apresentou os respectivos comprovante
de rendimento (Num. 1086375-Pág. 1/2), e que aufere remuneração líquida mensal que se aproxima de
R$ 6.000,00 (seis mil Reais). Analisando os comprovantes de gastos mensais juntados pela Agravante,
tem-se que arca, mensalmente, com os seguintes os gastos: R$ 660,00 (seiscentos e sessenta Reais) de
condomínio ? Núm. 1086372 ? Pág.1), R$ 350,00 (trezentos e cinquenta Reais) de energia elétrica ? Núm.
106372 ? Pág.2), e R$ 1.045,00 (um mil e quarenta e cinco Reis) de plano de saúde.Ademais, da análise
dos autos originários, verifico que a ação indenizatória na qual foi prolatada a decisão guerreada adveio do
fato de ter residido a agravante no Condomínio agravado, em imóvel avaliado, no ano de 2016, no valor
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em R$ 2.385,048 (dois milhões, trezentos e oitenta e cinco mil, quarenta e oito reais e setenta dois
centavos). Tais fatos denotam o padrão de vida considerável satisfatório para que a agravante suporte as
custas judiciais e despesas processuais.Constata-se, ainda, que o Juízo de piso oportunizou à Recorrente
que comprovasse fazer jus aos benefícios da assistência da justiça gratuita, não tendo a Agravante
logrado êxito na demonstração de incapacidade financeira para arcar com as custas e despesas
processuais, especialmente diante do fato de que demonstra possuir poder aquisitivo.Diante disso,
colaciono julgado do E. Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO ESPECIAL NÃO INSTRUÍDO COM AS GUIAS DE
CUSTAS E RESPECTIVO COMPROVANTE DE PAGAMENTO. DESERÇÃO. RECURSO
ESPECIAL.REQUERIMENTO DE BENEFÍCIO DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA. DECLARAÇÃO DE
HIPOSSUFICIÊNCIA ECONÔMICA. PRESUNÇÃO JURIS TANTUM. REITERAÇÃO DO PEDIDO DE
GRATUIDADE DA JUSTIÇA GRATUITA EM SEDE RECURSAL. NECESSIDADE. AUSÊNCIA DE
DECISÃO ANTERIOR DEFERINDO O BENEFÍCIO DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA.
NECESSIDADE DE RECOLHIMENTO DO PREPARO. DESERÇÃO.1. A declaração de hipossuficiência
econômica possui presunção juris tantum, podendo o julgador a quo investigar sobre a real condição
econômico-financeira do requerente e ordenar que comprove nos autos que não pode arcar com as
despesas processuais e com os honorários de sucumbência.2. Não tendo as partes cumprido com
exatidão a determinação do julgador a quo, abstendo-se de trazer os documentos requeridos a fim de se
comprovar a alegação de hipossuficiência econômica, impõe-se o indeferimento do pedido de gratuidade
da justiça. (...)4. Não se conhece de recurso interposto sem a comprovação do preparo nos moldes do art.
511, caput, do CPC.5. Agravo regimental desprovido.(AgRg no AREsp 772.654/PR, Rel. Ministro JOÃO
OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA TURMA, julgado em 10/03/2016, DJe 28/03/2016). (Grifei). Os
documentos juntados aos autos demonstram afasta a presunção relativa da hipossuficiência, nos termos
das Súmula nº6 do E. Tribunal de Justiça, não fazendo jus, a Agravante, ao benefício da assistência
judiciária gratuita pleiteado.Desse modo, em razão dos fundamentos acima,CONHEÇO DO AGRAVO DE
INSTRUMENTO ENEGO-LHE PROVIMENTO, em atenção à Súmula nº 06, deste E. Tribunal, nos termos
do art. 932, IV, ?a?, do CPC, mantendo inalterada a decisão proferida pelo Juízo singular.COMUNIQUE-
SEa presente decisão ao Juízo ?a quo?.INTIME-SEa Agravante para efetuar o pagamento das custas
recursais, no prazo de 15 (quinze) dias, na forma do art. 99, § 7º, parte final, do CPC.Na hipótese de
descumprimento da medida, certifique a Secretaria o não Pagamento de Custas, encaminhando, via ofício,
com cópia da presente decisão, à Secretaria de Planejamento e Coordenadoria de
Finanças/Coordenadoria Geral de Arrecadação deste E. Tribunal, para as providências do seu mister, nos
termos do ofício circular nº.009/2016 ? GP.Após o cumprimento dos procedimentos supramencionados,
certificado o trânsito em julgado, dê-se baixa e arquive-se.P. R. I.Belém-PA, 27 de novembro de 2018.
José RobertoPinheiro MaiaBezerraJúniorDesembargador ? Relator

Número do processo: 0808254-35.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: ALCINA LUCIA


SANTOS GONCALVES Participação: ADVOGADO Nome: PABLO TIAGO SANTOS GONCALVESOAB:
46000A Participação: AGRAVADO Nome: LIDER COMERCIO E INDUSTRIA LTDA.PODER
JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁGABINETE DESEMBARGADOR JOSÉ
ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIORAGRAVO DE INSTRUMENTO (202):0808254-
35.2018.8.14.0000AGRAVANTE: ALCINA LUCIA SANTOS GONCALVESNome: ALCINA LUCIA SANTOS
GONCALVESEndereço: Travessa Três de Maio, 1787, APTO 1001, São Brás, BELéM - PA - CEP: 66063-
388Advogado: PABLO TIAGO SANTOS GONCALVES OAB: 46000A Endereço:
desconhecidoAGRAVADO: LIDER COMERCIO E INDUSTRIA LTDA.Nome: LIDER COMERCIO E
INDUSTRIA LTDA.Endereço: Rua dos Pariquis, 1056, - de 640/641 a 952/953, Jurunas, BELéM - PA -
CEP: 66033-590 DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de Agravo de Instrumento com pedido de tutela
antecipada recursal interposto porALCINA LÚCIA SANTOS GONÇALVEZ (Num.1063261-Pág.1/5)contra
decisão proferida pelo Juízo da 5ª Vara Cível e Empresarial da Comarca de Belém-PA, nos autos daAÇÃO
DE DANOS MORAIS E MATERIAIS(processo nº 00511995020128140301),ajuizada pelo Agravante, em
face deLÍDER COMERCIO E INDÚSTRIA LTDA, ora Agravado, que manteve o bloqueio sobre os valores
que a Agravante alega ser referente a sua aposentadoria. Determinei a intimação da Agravante através do
despacho de Num. 1097213-Pág.1/2 para que realizasse o pagamento em dobro do preparo recursal,
tendo em vista que não instruiu o presente Recurso com cópia do documento denominada ?relatório de
custas do processo?, no prazo de 5 (cinco) dias, sob pena de deserção, autorizando ainda, que realizasse
tão somente o pagamento da diferença caso fizesse juntar o referido documento aos autos.O Agravante
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

peticionou (Num. 1133720-Pág.1/2), requerendo a juntada apenas do documento ?relatório de contas do


processo?, não se manifestando quanto a determinação de recolhimento em dobro. É o breve relatório.
Decido.Conforme disciplina o art. 9º, §1º e art. 10º da lei estadual nº 8.328/2015, se comprova o
pagamento de custas e despesas processuais mediante a juntada do boleto bancário concomitantemente
com o relatório de conta do processo, in verbis:Art. 9º. As custas processuais deverão ser discriminadas
em relatório de conta do processo e recolhidas mediante boleto bancário padrão FEBRABAN, que poderá
ser quitado em qualquer banco ou correspondente bancário, vedada qualquer outra forma de
recolhimento.§ 1º.Comprova-se o pagamento de custas e despesas processuais mediante a juntadado
boleto bancário correspondente,concomitantemente com o relatório de conta do processo, considerando
que no relatório de conta do processo são registrados os números do documento e do boleto bancário a
ser utilizado para pagamento. Art. 10. Sem prejuízo da verificação e homologação definitiva do
pagamento, a cargo do TJPA e que se fará com base nas informações do arquivo eletrônico
disponibilizado pelo Banco conveniado,o interessado fará prova do recolhimento apresentando o relatório
de conta do processoe orespectivo boleto:(...) Ressalte-se ainda que, em razão da ausência do documento
?relatório de custas do processo?, não há como se verificar se as custas constantes no Num. 1063274-
Pág.1 são referentes ao presente Agravo de Instrumento, razão pela qual determinei seu recolhimento em
dobro. Dessa maneira, não havendo sido comprovado o pagamento do preparo recursal no ato da
interposição do recurso, conforme determina o art. 1.007 do CPC, impõe-se a aplicação do §4º do mesmo
artigo legal, que determina a intimação do Agravante para que realize o pagamento em dobro.§ 4oO
recorrente que não comprovar, no ato de interposição do recurso, o recolhimento do preparo, inclusive
porte de remessa e de retorno, será intimado, na pessoa de seu advogado, para realizar o recolhimento
em dobro, sob pena de deserção.Todavia, em que pese tenha a Agravante sido intimada para apresentar
o preparo recursal em dobro, sendo-lhe autorizado a recolher a diferença caso juntado o relatório de
contas (Num. 1114661-Pág.1), limitou-se em apenas apresentar somente o relatório de contas (Num.
1133721-Pág.1), quedando-se inerte quanto ao recolhimento da diferença.Ante o exposto,NÃO
CONHEÇO do Agravo de Instrumentopor ser inadmissível, nos termos do art. 932, III, do CPC, em razão
de sua deserção, nos termos da fundamentação acima lançada. Comunique-se ao Juízoa quoa presente
decisão.Após o transito em julgado, arquive-se.Belém-PA, 27 de novembro de 2018. JOSÉ
ROBERTOPINHEIRO MAIABEZERRAJÚNIORDesembargador - Relator

Número do processo: 0806178-38.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: BANCO PAN S.A.


Participação: ADVOGADO Nome: FABIO RIVELLIOAB: 2976000A/SP Participação: AGRAVADO Nome:
Alessandra Silva de OliveiraPODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARÁGABINETE DESEMBARGADOR JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIORAGRAVO
DE INSTRUMENTO (202):0806178-38.2018.8.14.0000AGRAVANTE: BANCO PAN S.A.Nome: BANCO
PAN S.A.Endereço: Avenida Paulista, - de 2134 ao fim - lado par, Bela Vista, SãO PAULO - SP - CEP:
01310-300Advogado: FABIO RIVELLI OAB: SP2976000A Endereço: desconhecidoAGRAVADO:
ALESSANDRA SILVA DE OLIVEIRANome: Alessandra Silva de OliveiraEndereço:
desconhecidoDECISÃO MONOCRÁTICATrata-se de Agravo de Instrumentocompedido de efeito
suspensivo (Num. 832698-Pág.1/-Pág. 1/23),interposto porBANCO PAN S.A, SUCESSOR POR
INCORPORAÇÃO DA BRAZILIAN MORTGAGES COMPANHIA HIPOTECÁRIA,contra decisão proferida
pela 2ª Vara Cível e Empresarial da Comarca de Belém, nos autos daAÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER
C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA (Processo nº
0016566-08.2015.814.0301), ajuizada pela AgravadaALESSANDRA SILVA DE OLIVEIRA,que deferiu o
pedido de tutela de urgência para determinar a retirada da hipoteca existente sobre o imóvel adquirido pela
Agravada.Alega a Agravante, em síntese, que os argumentos fáticos e jurídicos delineados na inicial não
são hábeis a evidenciar a probabilidade do direito dos Agravados, previstos no art. 300 do CPC. Que não
é responsável pela baixa do gravame hipotecário, tendo em vista que tal obrigação é de responsabilidade
da empresa META EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS, cabendo a esta empresa quitar os valores
devidos ao Agravante, obter a liberação da garantia e providenciar a baixa do gravame junto ao cartório de
Registro de Imóveis. Argumenta que não firmou relação contratual com os Agravados que possa legitimar
tal obrigação, arguindo sua ilegitimidade passiva.Aduz que a tutela antecipada na forma como foi deferida
cerceou o direito de defesa da Agravante, violando os princípios do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, razão pela qual deverá ser revogada.Determinei a intimação do Agravante para
que saneasse os vícios apontados nos despachos de Num. 836759-Pág.1/2 e Num. 1018709-Pág.1/2.
Providências que o Agravante se desincumbiu através das petições de Num. 843318-Pág.1 e Num.
172
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

1109556-Pág.1/2.Requer a concessão de efeito suspensivo e no mérito que seja dado provimento ao


presente Recurso para a reforma da decisão para reconhecer a ilegitimidade passiva do Agravante e a
legalidade do gravame hipotecário. É o breve relatório.Decido.Conheço do recurso, eis que preenchidos os
seus pressupostos de admissibilidade.Requer o Agravante, preliminarmente, o reconhecimento de
ilegitimidade passiva e no mérito a reforma da decisão para que mantenha a hipoteca válida e
eficaz.Quanto ao pedido de ilegitimidade passiva, cumpre esclarecer que os fundamentos da decisão
guerreada não abrangem a ilegitimidade passiva alegada. Diante disso, não há, neste momento, objeto
recursal, motivo pelo qual deixo de me manifestar para não incorrer em supressão de instancia.Deixo de
me manifestar também acerca do pedido de concessão de efeito suspensivo, tendo em vista que o
presente Recursocomporta julgamento imediato com fulcro no art. 932, IV, ?a?, do CPC c/c art. 133, XI, a,
do Regimento Interno deste E. TJPA. Dessa maneira, a questão deve ser resolvida à luz do entendimento
sumulado do STJ, conforme transcrito abaixo:Súmula nº 308: A hipoteca firmada entre a construtora e o
agente financeiro, anterior ou posterior à celebração da promessa de compra e venda, não tem eficácia
perante os adquirentes do imóvel.Seguindo o entendimento sumulado, o STJ vem decidindo:PROCESSO
CIVIL. ADMISSIBILIDADE. NÃO IMPUGNAÇÃO DE FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO.
SÚMULA N. 283/STF. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA N. 284/STF. CIVIL. HIPOTECA.
SÚMULA N. 308/STJ. CESSÃO FIDUCIÁRIA. SUB-ROGAÇÃO. ADJUDICAÇÃO COMPULSÓRIA.
QUITAÇÃO COMO PRESSUPOSTO. NÃO OCORRÊNCIA DE JULGAMENTO EXTRA PETITA.
AFERIÇÃO DA EXISTÊNCIA DE QUITAÇÃO E REVISÃO DE HONORÁRIOS. SÚMULA N. 7/STJ.1.
Tendo o acórdão recorrido utilizado dois fundamentos suficientes por si sós para não apreciar o termo de
transação firmado entre os promitentes compradores e a construtora, deve a parte recorrente, na via do
recurso especial, impugná-los sob pena de incidência da Súmula n. 283/STF.2. Incide a Súmula n.
284/STF na hipótese em que a deficiência da fundamentação do recurso não permite a exata
compreensão da controvérsia.3. Se os fatos narrados na peça preambular e a causa de pedir ajustam-se
plenamente à natureza do provimento conferido ao autor pelo acórdão recorrido, não há falar em
julgamento extra petita, tampouco em contrariedade aos arts. 128 e 460 do Código de Processo Civil.4. A
hipoteca firmada entre construtora e agente financeiro, anterior ou posterior à celebração da promessa de
compra e venda, não tem eficácia perante os adquirentes do imóvel (Súmula n. 308/STJ), o que não exime
o promitente comprador de efetuar a quitação de seu débito com a incorporadora.5. Como forma de
garantir o pagamento da dívida, o banco mutuante pode, nos termos do art. 22 da Lei n. 4.864/65, valer-se
da cessão fiduciária dos direitos decorrentes dos contratos de compra e venda realizados entre a
incorporadora e o promitente comprador e, assim, sub-rogar-se no direito de receber os valores devidos à
construtora nos termos em que pactuados.6. A quitação do preço do bem imóvel pelo comprador constitui
pressuposto para postular sua adjudicação compulsória, consoante o disposto no art. 1.418 do Código
Civil de 2002.7. Configurada a sub-rogação legal prevista na Lei de Incorporação Imobiliária na hipótese
em que o contrato de mútuo firmado com a construtora tem como garantia cessão fiduciária em favor do
banco, a determinação judicial para que o promitente comprador efetue a quitação do valor devido à
instituição financeira (in casu, por meio de repasses de recursos do FGTS de titularidade do promitente
comprador) não constitui julgamento extra petita, pois a prévia quitação é pressuposto do deferimento do
pleito de adjudicação compulsória.8. Concluir que os promitentes compradores não efetuaram a quitação
do preço avençado em favor da incorporadora, tanto para reconhecimento de julgamento extra petita
quanto para aferição da aplicação da exceção do contrato não cumprido, demanda o reexame do conjunto
fático-probatório dos atos, o que é vedado em recurso especial, nos termos da Súmula n. 7/STJ.9. O
recurso especial não é via própria para rever questão referente à fixação de honorários advocatícios se,
para tanto, for necessário reexaminar elementos fáticos. Aplicação da Súmula n. 7/STJ.10. Recurso
especial de Moro Construções Civis Ltda. não conhecido.Recurso especial de Danilo Alves da Silva e
Outros parcialmente conhecido e desprovido.(REsp 1601575/PR, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE
NORONHA, TERCEIRA TURMA, julgado em 02/08/2016, DJe 23/08/2016)Dessa maneira, percebe-se que
o entendimento pacificado pelo STJ é no sentido de que a hipoteca realizada, anterior ou posterior, a
celebração do contrato de compra e venda, não possui eficácia perante os adquirentes do imóvel.Ademais
verifica-se ainda que a Agravada cumpriu integralmente sua obrigação, conforme termo de quitação
juntado nos autos no Num. 1109622-Pág.28.Desse modo, em razão dos fundamentos acima,CONHEÇO
DO AGRAVO DE INSTRUMENTO ENEGO-LHE PROVIMENTO, em atenção à Súmula nº 308 do Superior
Tribunal de Justiça, nos termos do art. 932, IV, ?a?, do CPC c/c133, XI, a, do Regimento Interno deste E.
TJPA,mantendo inalterada a decisão proferida pelo Juízo singular.COMUNIQUE-SEa presente decisão ao
Juízo ?a quo?.Servirá a cópia da presente decisão como mandado/ofício.Após o trânsito em julgado,
arquive-se.P.R.I.Belém, 27 de novembro de 2018. JOSÉ ROBERTOPINHEIRO
MAIABEZERRAJÚNIORDESEMBARGADOR- RELATOR
173
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

Número do processo: 0804107-63.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: TRANSPORTES


SAO JOSE LTDA Participação: ADVOGADO Nome: ALLAN ROCHA OLIVEIRA DA SILVAOAB: 10000A
Participação: ADVOGADO Nome: BERNARDO MORELLI BERNARDESOAB: 65000A Participação:
AGRAVADO Nome: JULIANA DAMASCENO DE CASTRO1ª TURMA DE DIREITO PRIVADOAGRAVO
DE INSTRUMENTO N.º 0804107-63.2018.8.14.0000.COMARCA:
BELÉM/PA.AGRAVANTE:TRANSPORTES SAO JOSE LTDA.ADVOGADO:ALLAN ROCHA OLIVEIRA DA
SILVA ? OAB/PA 21.461.AGRAVADO:JULIANA DAMASCENO DE CASTRO.ADVOGADO:FRANCISCO
CLEANS ALMEIDA BOMFIM ? OAB/PA 10.175.RELATOR: Des. CONSTANTINO AUGUSTO
GUERREIRO. D E S P A C H O Compulsando os autos, constato que o laudo do Instituto Médico Legal
não se mostra perfeitamente legível.Assim, consoante o disposto no art. 14, §1º, da Resolução nº 185, do
Conselho Nacional de Justiça, intime-se a agravante, através de seus advogados, para que,no prazo de
05 (cinco) dias, traga aos autos cópia legível do referido documento.Após, conclusos.Belém/PA, 26 de
novembro de 2018. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRODesembargador ? Relator

Número do processo: 0808441-43.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: TELEMAR NORTE


LESTE S/A. - EM RECUPERACAO JUDICIAL Participação: ADVOGADO Nome: LUIS OTAVIO LOBO
PAIVA RODRIGUESOAB: 00000A Participação: AGRAVADO Nome: ANA CELIA NASCIMENTO SOUZA
Participação: PROCURADOR Nome: LEIDE MARCIA LIMA GOMESOAB: nullPODER
JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁGABINETE DESEMBARGADOR JOSÉ
ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIORAGRAVO DE INSTRUMENTO (202): 0808441-
43.2018.8.14.0000AGRAVANTE: TELEMAR NORTE LESTE S/A. - EM RECUPERACAO
JUDICIALnullAdvogado: LUIS OTAVIO LOBO PAIVA RODRIGUES OAB: 00000A Endereço:
desconhecidoAGRAVADO: ANA CELIA NASCIMENTO SOUZA PROCURADOR: LEIDE MARCIA LIMA
GOMESNome: ANA CELIA NASCIMENTO SOUZAEndereço: Travessa Caldeiraro de Brito, 215, Saudade
I, CASTANHAL - PA - CEP: 68741-070Nome: LEIDE MARCIA LIMA GOMESEndereço: Rua Senador
Antônio Lemos, 600, - de 582/583 ao fim, Ianetama, CASTANHAL - PA - CEP: 68745-010DESPACHO
Trata-se de Agravo de Instrumento (Num.1097930 ? Pág. 1/11)compedido de tutela antecipada
recursalinterposto porTELEMAR NORTE LESTE S/A ? EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL,contra decisão
proferida pelo Juízo da 1ª Vara Cível e Empresarial da Comarca de Castanhal, nos autos daAÇÃO
ORDINÁRIA DE REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS E ABALO DE CRÉDITO,(Processo nº 0002727-
39.2003.814.0015), ajuizada porANA CÉLIA NASCIMENTO SOUZA, que em fase de cumprimento de
sentença julgou improcedente a impugnação à penhora, determinando o prosseguimento do feito e a
atualização dos cálculos, condenando o agravante ao pagamento de honorários de sucumbência no valor
fixado de 10% (dez por cento) sobre o valor do débito. Analisando os autos, verifica-se que a Agravante
deixou de proceder àdevida identificação da certidão de intimação ou outro documento oficial que
comprove a tempestividade,dificultando o exame dos autos eletrônicos por este Juízo, bem como o
exercício do contraditório e da ampla defesa pela parte adversa.Ressalta-se que a Resolução nº 185/2013
do Conselho Nacional de Justiça, em seu art. 17, parágrafo único, nessa hipótese, assim dispõe ?in
verbis?: Art. 17. Os documentos digitalizados e anexados às petições eletrônicas serão classificados e
organizados de forma a facilitar o exame dos autos eletrônicos.Parágrafo único. Quando a forma de
apresentação dos documentos puder ensejar prejuízo ao exercício do contraditório e da ampla defesa,
deverá o juiz determinar nova apresentação e a exclusão dos anteriormente juntados. Na mesma linha, a
Portaria Conjunta nº 001/2018-GP/VP, deste E. Tribunal, publicada no Diário da Justiça nº 6434, de
29/05/2018, que regulamenta a tramitação do processo judicial eletrônico, no âmbito do Poder Judiciário
deste Estado, dispõe em seu art. 6º, § 8º, III e IX que: Art. 6º Os atos processuais que passarem a ser
regidos por esta Portaria, de acordo com o cronograma de implantação do PJe, terão registro,
visualização, tramitação e controle exclusivamente em meio eletrônico e serão assinados digitalmente.
(...)§ 8º Incumbirá ao usuário do Sistema PJe o correto cadastramento dos dados solicitados no formulário
eletrônico, sendo de sua responsabilidade as consequências decorrentes de seu mau preenchimento e
perda de prazo para conhecimento de medidas urgentes, bem como:(...)VIII- a elaboração e a digitalização
de todos os documentos relacionados ao processo.(...)IX a correta descrição, a indexação e a ordenação
das peças processuais e dos documentos transmitidos; Nesse sentido,INTIME-SE a Agravantea fim de
que, no prazo de05 (cinco) dias, nos termos do arts. 76 e 932, parágrafo único, ambos do Código de
Processo Civil,proceda à devida identificação da certidão de intimação ou outro documento oficial que
174
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

comprove a tempestividade,consoante o art. 17, parágrafo único, da Resolução nº 185/2013, do CNJ e da


Portaria Conjunta nº 001/2018-GP/VP, deste E. Tribunal,ou caso não a tenha juntado saneie o vício, sob
pena de não conhecimento do recurso.Após, conclusos.Belém-PA, 26 de novembro de 2018. José
RobertoPinheiro MaiaBezerraJúniorDesembargador - Relator

Número do processo: 0804977-11.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: ALUNORTE


ALUMINA DO NORTE DO BRASIL S/A Participação: ADVOGADO Nome: FABIO PEREIRA FLORESOAB:
40000A Participação: ADVOGADO Nome: ANDRE LUIS BITAR DE LIMA GARCIAOAB: 17000A
Participação: AGRAVANTE Nome: ALBRAS ALUMINIO BRASILEIRO S/A Participação: ADVOGADO
Nome: FABIO PEREIRA FLORESOAB: 40000A Participação: ADVOGADO Nome: ANDRE LUIS BITAR
DE LIMA GARCIAOAB: 17000A Participação: AGRAVADO Nome: JOSE ORLANDO OLIVEIRA
BELCHIOR Participação: ADVOGADO Nome: ANTONIO CARLOS TRINDADE DOS SANTOSOAB:
6106/PA Participação: ADVOGADO Nome: JOMO HABIB SAREOAB: 21000A Participação: AGRAVADO
Nome: Ana Sacramento Miranda Participação: ADVOGADO Nome: ANTONIO CARLOS TRINDADE DOS
SANTOSOAB: 6106/PA Participação: ADVOGADO Nome: JOMO HABIB SAREOAB: 21000A PODER
JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁUNIDADE DE PROCESSAMENTO
JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO 0804977-11.2018.8.14.0000No uso de suas
atribuições legais, o Coordenador (a) do Núcleo de Movimentação da UPJ das turmas de Direito Público e
Privadointima o AGRAVADO: JOSE ORLANDO OLIVEIRA BELCHIOR e ANA SACRAMENTO MIRANDA
de que foi interposto Recurso de Agravo Interno, nos autos do presente processo, para apresentação de
contrarrazões, em respeito ao disposto no §2º do artigo 1021 do novo Código de Processo Civil. Belém, 29
de novembro de 2018.

Número do processo: 0807560-66.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: ROSELENE


BATISTA RODRIGUES Participação: ADVOGADO Nome: EDERSON ANTUNES GAIAOAB: 50000A
Participação: AGRAVADO Nome: BANCO ITAU VEICULOS S.A.1ª TURMA DE DIREITO
PRIVADO.AGRAVO DE INSTRUMENTO - Nº 0807560-66.2018.814.0000COMARCA: BELÉM / PA.
AGRAVANTE:ROSELENE BATISTA RODRIGUES.ADVOGADO:EDERSON ANTUNES GAIA ? OAB/PA
nº 22.675.AGRAVADO: BANCO ITAU VEICULOS S/A.ADVOGADO: ROBERTA BEATRIZ NASCIMENTO?
OAB/PA nº 24.871.RELATOR: Des. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO. D E C I S Ã O M O N O C
R Á T I C A Des. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO. EMENTA:?AGRAVO DE INSTRUMENTO.
ACORDO SUPERVENIENTE CELEBRADO ENTRE OS LITIGANTES. PEDIDO DE EXTINÇÃO DO
FEITO. ACORDO JÁ HOMOLOGADO PELO JUÍZOA QUO.PERDA DO OBJETO RECURSAL. ART.
1.000, PARÁGRAFO ÚNICO DO CPC/2015. RECURSO NÃO CONHECIDO?. Trata-se deAGRAVO DE
INSTRUMENTOinterposta porROSELENE BATISTA RODRIGUES, nos autos daAção Ordinária (Proc. nº
0847623-06.2018.814.0301)que lhe move oBANCO ITAÚ VEICULOS S/A, diante de seu inconformismo
com a sentença prolatada pelo juízo da 8ª Vara Cível de Belém, que deferiu a liminar de busca e
apreensão do veículo.Razõesinterpostasàsfls. ID 993423.Sem Contrarrazões.É o relatório. Decido
monocraticamente.Compulsando os autos, verifico que os litigantes celebraram acordo extrajudicial
consoante àsfls. ID 7047949 ? pág. 01/03 ? autos da origem -, sendo que o mesmo já foi homologado pelo
juízoa quo,tendo havido a extinção do processo com resolução do mérito, com base no art. 487, III, b, do
CPC/2015.Isso posto, é fato incontroverso nos autos a falta de interesse recursal do Recorrente, nos
termos do art. 1.000, parágrafo único, do CPC/2015, hipótese esta que conduz a perda do objeto do
recurso interposto. Neste sentido,?cabe ao relator decidir o pedido ou o recurso que haja perdido o seu
objeto?. (RSTJ 21/260).?ASSIM,com fundamento no art. 932, III, do CPC/2015, NÃO CONHEÇO do
agravo de instrumento.P.R.I. Oficie-se no que couber.Após o trânsito em julgado, retornem-se os autos ao
juízo ?a quo?Belém/PA, 14 de novembro de 2018.CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO
Desembargador - Relator

Número do processo: 0804313-77.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: J. R. B. M.


Participação: ADVOGADO Nome: SORAIA PRISCILA PLACHIOAB: 29725/DF Participação: AGRAVADO
Nome: M. O. D. A. Q. Participação: AGRAVADO Nome: C. M. Q. Participação: AGRAVADO Nome: L. C.
175
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

D. S. Q. Participação: AGRAVADO Nome: M. C. C.PODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO


ESTADO DO PARÁUNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO
E PRIVADO 0804313-77.2018.8.14.0000AGRAVADO: MARIA OVERLANDIA DE AZEVEDO QUEIROZ,
CLAYDSON MARTINS QUEIROZ, LUCAS CESAR DA SILVA QUEIROZ, MARCIA CRISTINA
CASTRONome: MARIA OVERLANDIA DE AZEVEDO QUEIROZEndereço: Rua Girassol, 1360, Aeroporto
Velho, SANTARéM - PA - CEP: 68030-330Nome: CLAYDSON MARTINS QUEIROZEndereço: Travessa
Vinte e Dois, 291, Próximo Açouge GG, Nova República, SANTARéM - PA - CEP: 68025-460Nome:
LUCAS CESAR DA SILVA QUEIROZEndereço: Travessa Rouxinol, 702, Floresta, SANTARéM - PA -
CEP: 68025-060Nome: MARCIA CRISTINA CASTROEndereço: Rua Conceição Barreto, s/n, Conquista,
SANTARéM - PA - CEP: 68035-830Prezado Senhor, De ordem do Exmo. Sr. Relator do Agravo de
Instrumento nº0804313-77.2018.8.14.0000, em que é AGRAVANTE: JANNE ROBERTA BARROSO MAIA
e AGRAVADO: MARIA OVERLANDIA DE AZEVEDO QUEIROZ, CLAYDSON MARTINS QUEIROZ,
LUCAS CESAR DA SILVA QUEIROZ, MARCIA CRISTINA CASTRO , fica através desta INTIMADO
acerca da Decisão em anexo, facultada a apresentação de Contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias
úteis. Dado e passado na Secretaria da Unidade de Processamento Judicial Cível de 2º Grau do Tribunal
de Justiça do Estado do Pará, por mim redigido e assinado. Belém/PA, 29 de novembro de 2018

Número do processo: 0808967-10.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: REGINALDO


CARVALHO CUNHA Participação: ADVOGADO Nome: ARNALDO SALDANHA PIRESOAB: 007799/PA
Participação: AGRAVADO Nome: CENTRAIS ELETRICAS DO PARA S.A. - CELPA1.ª TURMA DE
DIREITO PRIVADO.AGRAVO DE INSTRUMENTO ? N.º 0808967-10.2018.8.14.0000.COMARCA:
BELÉM/PA.AGRAVANTE:REGINALDO CARVALHO CUNHA.ADVOGADO:ARNALDO SALDANHA PIRES
? OAB/PA 7799.AGRAVADO:CENTRAIS ELETRICAS DO PARA S.A. - CELPA.ADVOGADO:NÃO
CONSTITUÍDO.RELATOR: DES. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO.D E C I S Ã O I N T E R LO C
U T Ó R I ATrata-se deAGRAVO DE INSTRUMENTO com pedido de efeito ativointerposto perante este
Tribunal porREGINALDO CARVALHO CUNHAem face deCENTRAIS ELETRICAS DO PARA S.A. ?
CELPAdiante de seu inconformismo com decisão proferida pelo Juízo plantonista que indeferiu o pedido
de antecipação dos efeitos da tutela, por entender ausentes os requisitos autorizadores.Os autos foram
distribuídos à relatoria da Exma. Desa. Maria Filomena de Almeida Buarque, que se encontra no gozo de
férias regulamentares, razão porque foram redistribuídos a minha relatoria para análise do pedido de
urgência.Ocorre que antes de analisar o pleito do autor urge analisamos os requisitos de admissibilidade
recursal, dentre os quais se encontra o pagamento do preparo.No presente caso, o agravante requereu a
concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita, no entanto, entendo que os autos trazem
elementos que evidenciam a falta dos pressupostos legais para a sua concessão, vez que o recorrente se
qualifica como empresário nos contratos de locação de firmou (Id 1160357 - Pág. 1 e7), comprometendo-
se a pagar alugueis mensais que somam o valor de R$12.000,00 (doze mil reais) e, ainda, ?luvas? que
somam o valor de R$100.000,00 (cem mil reais).Assim, diante dos fundamentos expostos e considerando
que?O pedido de assistência judiciária gratuita pode ser indeferido, quando o magistrado tiver fundadas
razões para crer que o requerente não se encontra em estado de miserabilidade?(AgInt no AREsp
1240166/MS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 20/09/2018, DJe
27/09/2018)INDEFIROos benefícios da assistência judiciária gratuita pleiteados pelo agravante,e concedo
o prazo 05 (cinco) dias para o recorrente realizar o pagamento do preparo, sob pena de não conhecimento
do recurso (art. 101, §2º, CPC).Realizado o pagamento e já tendo chegado ao fim o período de férias da
relatora originária, retornem os autos à Sua Excelência.Em caso contrário, voltem conclusos.Belém/PA, 27
de novembro de 2018. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO Desembargador ? Relator

Número do processo: 0807870-72.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: MARCIO CAMPOS


BARROSO REBELLO Participação: ADVOGADO Nome: PEDRO BENTES PINHEIRO NETOOAB:
60000A Participação: AGRAVADO Nome: SILVIO DA SILVA MARTINS1ª TURMA DE DIREITO
PRIVADOAGRAVO DE INSTRUMENTO N.º 0807870-72.2018.8.14.0000.COMARCA:
BELÉM/PA.AGRAVANTE:MARCIO CAMPOS BARROSO REBELLO e PAULA CRISTINA NOBRE
TITAN.ADVOGADO:PEDRO BENTES PINHEIRO NETO ? OAB/PA 12.816.AGRAVADO:SILVIO DA
SILVA MARTINS.ADVOGADO:NÃO CONSTITUÍDO.RELATOR: Des. CONSTANTINO AUGUSTO
GUERREIRO. D E S P A C H O Compulsando os autos, verifico que os agravantes requerem que o
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

benefício da assistência judiciária gratuita seja confirmado em sede recursal.Analisando os autos


originários, constatei que não foram deferidos aos autores/agravantes os benefícios da assistência
judiciária gratuita, mas tão somente a possibilidade de pagamento das custas ao final da instrução.Desta
forma, para que o benefício em questão possa ser estendido para este recurso, determino a intimação dos
agravantes para,no prazo de 05 (cinco) dias, trazerem aos autos documentos aptos a comprovar sua
alegação de hipossuficiência financeira momentânea para arcar com as custas relativas ao preparo
recursal, tais como extratos bancários dos últimos 06 meses, comprovantes de rendimentos, declaração
de imposto de renda dos últimos cinco anos,exemplificativamente, podendo trazer quaisquer outros
documentos que façam igual prova da hipossuficiência, sob pena de indeferimento do pleito.Intimem-
se.Belém/PA, 26 de novembro de 2018. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO Desembargador ?
Relator

Número do processo: 0808119-23.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: LEONARDO DE


ASSIS TRINDADE Participação: ADVOGADO Nome: EDERSON ANTUNES GAIAOAB: 50000A
Participação: AGRAVADO Nome: BANCO HONDA S/A. Participação: ADVOGADO Nome: DRIELLE
CASTRO PEREIRAOAB: 1635400A/PA Participação: ADVOGADO Nome: MAURICIO PEREIRA DE
LIMAOAB: 90000A1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO.AGRAVO DE INSTRUMENTO ? Nº. 0808119-
23.2018.814.0000COMARCA: BELÉM / PA.AGRAVANTE:LEONARDO DE ASSIS
TRINDADE.ADVOGADO:EDERSON ANTUNES GAIA ? OAB/PA nº 22.675.AGRAVADO:BANCO HONDA
S/A.ADVOGADO:MAURÍCIO PEREIRA DE LIMA ? OAB/PA nº 10.219.RELATOR: DES. CONSTANTINO
AUGUSTO GUERREIRO. Vistos e etc. Preliminarmente, ante o preenchimento dos requisitos, concedo os
benefícios da justiça gratuita ao Recorrente.Sem delongas, verifico a verossimilhança das alegações da
parte Recorrente, tal seja a de que a Cédula de Crédito Bancário juntada com a exordial não se refere a
via original. Tanto é verdade, que o próprio Agravado, em réplica (fls. ID 7288708 ? autos da origem) a
contestação apresentada pelo Réu, alegou não ser preciso juntar avia original, bem como não juntoua
mesmano juízo de piso. Outrossim, patente é opericulum in mora,ante a iminente possibilidade da
realização da busca e apreensão de seu veículo ou, se já tiver sido operada, dos prejuízos advindos com a
privação do automóvel, ocorrida em dissonância com o que dispõe o Tribunal da Cidadania.In casu,o que
norteia o pleito recursal é exatamente o precedente do STJ da lavra do Ministro Marco Buzzi, no REsp
1277394 / SC, DJe 28/03/2016, onde restou assentado que somente de forma excepcional e, desde que
justificado com motivo plausível, é que se dispensa a juntada da via original do título. Logo,via de
regra,não se admite, para fins de obtenção de provimento liminar de busca e apreensão,que seja juntada a
cópiado contrato bancário.Diante disso:1. Com fulcro noart. 1.019, I, do CPC/2015,recebo o presente
Agravo de Instrumento no efeitodevolutivo eSUSPENSIVO, pelo que resta suspensa,por ora, a liminar que
determinou a busca e apreensão do veículo descrito na exordial.2. Comunique-se o juízoa quoacerca do
teor da presente decisão (art. 1.019, I, do CPC/2015).3. Proceda-se à intimação da parte agravada por
meio de seu procurador, nos termos do art. 1.019, II, do CPC/2015 para, querendo, contrarrazoar o
recurso.4. Cumprido o acima determinado, voltem-me conclusos. Belém/PA, 14 de novembro de 2018.
CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRODesembargador ? Relator

Número do processo: 0805501-08.2018.8.14.0000 Participação: AGRAVANTE Nome: MUNICIPIO DE


BELEM Participação: AGRAVADO Nome: SBC SISTEMA BRASILEIRO DE CONSTRUCAO LTDA
Participação: ADVOGADO Nome: MARCEL NOGUEIRA MANTILHAOAB: 224973/SP PODER
JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁGABINETE DA DESA. ELVINA GEMAQUE
TAVEIRADECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo
(processo n.º0805501-08.2018.8.14.0000- PJE) interposto pelo MUNICÍPIO DE BELÉM contraSISTEMA
BRASILEIRO DE CONSTRUÇÃO LTDA - SBC, em razão da decisão proferida pelo Juízo de Direito da 2ª
Vara de Fazenda da Comarca de Belém/PA, nos autos do Mandado de Segurança (0837600-
98.2018.8.14.0301 - PJE) impetrado pela agravada contra alegada omissão do Secretário Municipal de
Urbanismo. A decisão recorrida teve a seguinte conclusão (Num. 756871 - Págs. 1/6): (...)Diante das
razões expostas,DEFIRO a liminar, determinando ao Impetrado que forneça à Impetrante os termos
aditivos, os boletins de medições, as notas de empenho e os termos de distrato referentes aos contratos
nos017/2009-SEURB e 016/2009-SEURB, no prazo de 10 (dez) dias a contar da notificação/intimação.
(...). (grifo nosso). Em suas razões (Num. 756840 - Págs. 1/8), o Ente Municipal relata que a empresa
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

agravada impetrou ação mandamental, com o objeto de obter documentos relativos a contratos firmados
há quase 10 anos (ano de 2009), para fins de comprovação, perante terceiros, da realização da prestação
de serviço. Suscita, preliminarmente, a ilegitimidade passiva doSecretário Municipal de Urbanismo, vez
que não seria o autor do ato impugnado e, consequentemente, a extinção do processo sem resolução de
mérito. No mérito, argui a ausência de direito a obtenção das cópias solicitadas. Suscita que o direito à
informação, resguardado pela legislação, não pode ser confundido com o suposto direito ao recebimento
de cópias de contratos firmados entre o particular e a Administração. Primeiro, porque os documentos
seriam comuns as partes, competindo a agravada guardar a sua respectiva cópia, ao invés de impor este
ônus, quase 10 anos depois, ao Poder Público. Segundo, porque não haveria previsão legal que obrigasse
o Poder Público a guardar estes documentos por período superior a 5 anos. Terceiro, porque seria
imprescindível que a agravada demonstrasse que os documentos solicitados são indispensáveis para a
defesa de seus direitos. Ao final, requer a concessão do efeito suspensivo e, após, o provimento do
recurso. O recurso fora distribuído, em regime de plantão, ao Exmo. Des. Constantino Augusto Guerreiro,
o qual entendeu que a presente demanda não se enquadra nas hipóteses que necessitam serem
apreciadas em sede de plantão (Num. 925572 - Págs. 1/3). Coube-me a relatoria do feito por distribuição.
É o relato do essencial. À luz do CPC/15, conheço do Agravo de Instrumento, vez que preenchidos os
pressupostos de admissibilidade. A respeito dos poderes conferidos ao Relator, o art.1.019, I do CPC/15
estabelece: Art. 1.019. Recebido o agravo de instrumento no tribunal e distribuído imediatamente, se não
for o caso de aplicação do art. 932, incisos III e IV, o relator, no prazo de 5 (cinco) dias:I - Poderá atribuir
efeito suspensivo ao recurso ou deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão
recursal, comunicando ao juiz sua decisão; (grifos nossos). Para a concessão do efeito suspensivo é
necessário que o agravante evidencie a coexistência dapossibilidade de lesão gravee deimpossível
reparaçãoe aprobabilidade de provimentodo recurso, conforme dicção o art. 995, parágrafo único, CPC/15,
in verbis: Art. 995. Os recursos não impedem a eficácia da decisão, salvo disposição legal ou decisão
judicial em sentido diverso.Parágrafo único.A eficácia da decisão recorrida poderá ser suspensa por
decisão do relator, se da imediata produção de seus efeitos houver risco de dano grave, de difícil ou
impossível reparação, e ficar demonstrada a probabilidade de provimento dorecurso.(grifos nossos). A
questão em análise reside em verificar se há probabilidade de provimento do recurso e, possibilidade de
lesão grave e de impossível reparação, capaz de autorizar a suspensão da decisão agravada, seja pelo
acolhimento da preliminar, seja pela alegada ausência de direito as cópias solicitadas. DA PRELIMINAR
DE ILEGITIMIDADE DA AUTORIDADE DITA COATORA (SECRETÁRIO MUNICIPAL DE URBANISMO)
Analisando os autos eletrônicos (Num. 756854 - Págs. 22/23), verifica-se que, no dia 31.01.2018, a
empresa agravada protocolou os ofícios n.º 02/18 -SBC e n.º 03/18- SBC junto à Secretária Municipal de
Urbanismo - SEURB, requerendo cópias de documentos referentes aos contratos firmados com a SEURB
no ano de 2009 (n.º 016/2009 - SEURB e n.º 017/2009 ? SEURB). A agravada impetrou o mandamus,
originário deste Agravo, por inconformismo com a inércia nas respostas dos referidos Ofícios, vez que a
impetrada não apresentou os documentos solicitados, não indicou as razões para recusa, tampouco,
comunicou não possuir as informações. Deste modo, considerando que os ofícios foram protocolados na
Secretária Municipal de Urbanismo ? SEURB, não há que se falar, em um primeiro momento, de
ilegitimidade da autoridade impetrada quanto aos atos omissivos que lhes foram atribuídos, motivo pelo
qual,rejeito a preliminar de ilegitimidade passiva. DOS REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO EFEITO
SUSPENSIVO O Ente Municipal afirma que a empresa agravada não faz jus a obtenção das cópias
solicitadas, pelos seguintes motivos: a) contratos firmados entre empresa privada e a Administração não
se confundiria com direito a informação; b) os documentos seriam comuns as partes, logo, competiria a
agravada guardar a sua respectiva cópia ao invés de impor este ônus ao Poder Público; c) inexistência de
previsão legal quanto a obrigatoriedade do Poder Público guardar os referidos documentos por período
superior a 5 anos; d) necessidade de demonstração da imprescindibilidade dos documentos para a defesa
dos direitos da agravada; Sobre o assunto, o inciso XXXIII, do art.5º da Constituição Federal consagra o
direito fundamental à informação, nos seguintes termos: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem
distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos
seguintes:(...)XXXIII -todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse
particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do
Estado; (grifo nosso). A Lei nº 12.527/11, que regulamenta os procedimentos a serem observados pela
União, Estados, Distrito Federal e Municípios, com o fim de garantir o acesso a informações dispõe: Art. 3º
Os procedimentos previstos nesta Lei destinam-se a assegurar o direito fundamental de acesso à
informação e devem ser executados em conformidade com os princípios básicos da administração pública
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

e com as seguintes diretrizes: I - observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como
exceção; II - divulgação de informações de interesse público, independentemente de solicitações; III -
utilização de meios de comunicação viabilizados pela tecnologia da informação; IV - fomento ao
desenvolvimento da cultura de transparência na administração pública; V - desenvolvimento do controle
social da administração pública. (grifos nossos). Art. 5o É dever do Estado garantir o direito de acesso à
informação, que será franqueada, mediante procedimentos objetivos e ágeis, de forma transparente, clara
e em linguagem de fácil compreensão. (grifos nossos). Art. 6o Cabe aos órgãos e entidades do poder
público, observadas as normas e procedimentos específicos aplicáveis, assegurar a: I - gestão
transparente da informação, propiciando amplo acesso a ela e sua divulgação; II - proteção da informação,
garantindo-se sua disponibilidade, autenticidade e integridade; e III - proteção da informação sigilosa e da
informação pessoal, observada a sua disponibilidade, autenticidade, integridade e eventual restrição de
acesso. (grifo nosso). Art. 7o O acesso à informação de que trata esta Lei compreende, entre outros, os
direitos de obter: I - orientação sobre os procedimentos para a consecução de acesso, bem como sobre o
local onde poderá ser encontrada ou obtida a informação almejada; II - informação contida em registros ou
documentos, produzidos ou acumulados por seus órgãos ou entidades, recolhidos ou não a arquivos
públicos; III - informação produzida ou custodiada por pessoa física ou entidade privada decorrente de
qualquer vínculo com seus órgãos ou entidades, mesmo que esse vínculo já tenha cessado; IV -
informação primária, íntegra, autêntica e atualizada; V - informação sobre atividades exercidas pelos
órgãos e entidades, inclusive as relativas à sua política, organização e serviços; VI - informação pertinente
à administração do patrimônio público, utilização de recursos públicos, licitação, contratos administrativos;
e VII - informação relativa: a) à implementação, acompanhamento e resultados dos programas, projetos e
ações dos órgãos e entidades públicas, bem como metas e indicadores propostos; b) ao resultado de
inspeções, auditorias, prestações e tomadas de contas realizadas pelos órgãos de controle interno e
externo, incluindo prestações de contas relativas a exercícios anteriores. (grifo nosso).Art. 10. Qualquer
interessado poderá apresentar pedido de acesso a informações aos órgãos e entidades referidos no art.
1o desta Lei,por qualquer meio legítimo, devendo o pedido conter a identificação do requerente e a
especificação da informação requerida. (grifos nossos). Como se observa, a regra geral garante a
publicidade do acesso à informaçãocontida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por
seus órgãos ou entidades, inclusive aquelesrecolhidos aos arquivos públicos,sendo o sigilo de
informações a sua exceção. No caso dos autos, não há nenhuma informação acerca das solicitações
estarem excepcionadas pelo sigilo, logo, verifica-se, em uma análise preliminar, que o fato da agravada
figurar como parte nos contratos celebrados, bem como, a existência de lapso temporal extenso, não
eximem o agravante da prestação dos documentos solicitados, vez que os contratos foram firmados com o
Poder Público. Ademais, constata-se relevante o fundamento contido no pedido mandamental, não apenas
pelo fato da Administração arguir responder a alguns processos administrativos referentes ao cumprimento
contratual, mas, principalmente, pelo fato de observância a previsão legal e agestão transparente da
informação pública. Assim, não resta demonstrado, em um primeiro momento, a probabilidade de
provimento do recurso e possibilidade de lesão grave e de impossível reparação. Ante o exposto, não
preenchidos os requisitos legais, INDEFIRO o pedido de efeito suspensivo, nos termos art.995 do
CPC/2015. Oficie-se o Juízo a quo, comunicando-lhe imediatamente sobre esta decisão. Intime-se a
agravada para que ofereça contrarrazões no prazo legal de 15 (quinze) dias, ex vi, do artigo 1.019, inciso
II, do CPC/15. Após, encaminhem-se os autos ao Órgão Ministerial nesta Superior Instância, para
manifestação, na qualidade de fiscal da Ordem Jurídica. P.R.I.C. Belém, 28 de novembro de 2018.
ELVINA GEMAQUE TAVEIRADesembargadora Relatora

PODER JUDICIÁRIO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ

UNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO

NÚCLEO DE SESSÃO DE JULGAMENTO

1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

ANÚNCIO DA PAUTA DE JULGAMENTO DA 39ª SESSÃO ORDINÁRIA DA 1ª TURMA DE DIREITO


PRIVADO DO ANO DE 2018:

FAÇO PÚBLICO A QUEM INTERESSAR POSSA QUE, PARA A 39ª SESSÃO ORDINÁRIA DA
EGRÉGIA 1ª TURMA DE DIREITO PRIVADO, A REALIZAR-SE NO DIA 10 DE DEZEMBRO DE 2018,
ÀS 08:30H, NO RESPECTIVO PLENÁRIO DE JULGAMENTO DO EDIFÍCIO-SEDE DO TRIBUNAL DE
JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ, SITUADO À AV. ALMIRANTE BARROSO, Nº 3089, BAIRRO DO
SOUZA, NESTA CIDADE, FOI PAUTADO O JULGAMENTO DOS SEGUINTES FEITOS:

1 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0005775-82.2012.8.14.0301)


APELANTE: ANTONIO DE FREITAS CORREA
REPRESENTANTE(S):
OAB 11111 - DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PARA (DEFENSOR)
APELADO: EDSON JORGE MORAES ESTUMANO
APELADO: EUDIVAN REIS DE SOUZA (SEM ADVOGADO HABILITADO)
RELATOR(A): DES(A). MARIA DO CEO MACIEL COUTINHO

2 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE SANTARÉM (0003929-67.2013.8.14.0051) PROCESSO ANTIGO:


201430261185
APELANTE: R M DE JESUS ME
REPRESENTANTE(S):
OAB 8038 - JOSE WILSON DA SILVA CRUZ (ADVOGADO)
APELADO: DIBENS LEASING SA ARRENDAMENTO MERCANTIL BFB LEASING SA ARRENDAMENTO
MERCANTI
REPRESENTANTE(S):
OAB 13536-A - CELSO MARCON (ADVOGADO)

RELATOR(A): DES(A). MARIA DO CEO MACIEL COUTINHO

3 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE SANTARÉM (0006100-94.2013.8.14.0051)


APELANTE: EMPRESA TOP SEGURANCA ELETRONICA LTDA ME
REPRESENTANTE(S):
OAB 18655 - ELIAKIM GIORGIO FERREIRA SILVA (ADVOGADO)
APELADO: LUARA SILVA RODRIGUES
REPRESENTANTE(S):
OAB 8182 - VERIDIANA NOGUEIRA DE AGUIAR (ADVOGADO)

RELATOR(A): DES(A). MARIA DO CEO MACIEL COUTINHO

4 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE ALENQUER (0000104-84.1999.8.14.0003)


APELANTE: JOSE RUI TEIXEIRA DE SOUZA
APELANTE: ADALBERTO COSTA DE OLIVEIRA
REPRESENTANTE(S):
OAB 8173 - RUBENS LOURENCO CARDOSO VIEIRA (ADVOGADO)
OAB 8409 - PAULO BOAVENTURA MAIA MEDEIROS (ADVOGADO)
APELADO: BANCO DO BRASIL S/A
REPRESENTANTE(S):
OAB 21148-A - SERVIO TULIO DE BARCELOS (ADVOGADO)

RELATOR(A): DES(A). JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIOR

5 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0033231-16.2008.8.14.0301) PROCESSO ANTIGO:


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

201430177457
APELANTE: CONDOMINIO DO CASTANHEIRA SHOPPING CENTER
REPRESENTANTE(S):
OAB 14810 - THEO SALES REDIG (ADVOGADO)
APELANTE: JOAO PEREIRA LIMA FILHO
REPRESENTANTE(S):
OAB 24832 - JOAO PEREIRA LIMA FILHO (ADVOGADO)
APELADO: REGINALDO MONTELES DE OLIVEIRA
REPRESENTANTE(S):
MARIA DE NAZARE RUSSO RAMOS (DEFENSORA)

RELATOR(A): DES(A). JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIOR

6 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE CANAÃ DOS CARAJÁS (0000567-98.2010.8.14.0136)


APELANTE: BANCO BRADESCO S A
REPRESENTANTE(S):
OAB 9354 - GEORGE SILVA VIANA DE ARAUJO (ADVOGADO)
OAB 19377-B - GUILHERME AUGUSTO LIMA MACHADO (ADVOGADO)
APELADO: DELANO DE ANDRADE FONSECA
REPRESENTANTE(S):
OAB 14222-B - JOSEMIRA RAIMUNDA DINIZ GADELHA (ADVOGADO)

RELATOR(A): DES(A). JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIOR

7 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE PARAGOMINAS (0000247-43.2013.8.14.0039) PROCESSO


ANTIGO: 201330207148
APELANTE: JALBER DANILO FERREIRA RAMOS
REPRESENTANTE(S):
OAB 11471 - FABRICIO DOS REIS BRANDAO (ADVOGADO)
APELADO: BANCO ITAUCARD SA
REPRESENTANTE(S):
OAB 12450 - ANTONIO BRAZ DA SILVA (ADVOGADO)
RELATOR(A): DES(A). JOSE ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIOR

ANÚNCIO DA PAUTA JUDICIAL ELETRÔNICA

ORDEM: 1

PROCESSO: 0802565-44.2017.8.14.0000

CLASSE JUDICIAL: AGRAVO DE INSTRUMENTO

RELATOR(A): DES(A). CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO

AGRAVANTE: EDILEA DO SOCORRO CRISTO ROSA

ADVOGADO: JULIANA FRANCO MARQUES (OAB: 0155040A-PA)

AGRAVANTE: FABIANI DO SOCORRO ROSA SARRAFF


181
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

ADVOGADO: JULIANA FRANCO MARQUES (OAB: 0155040A-PA)

AGRAVADO: LUIS CARLOS NEVIS ROLIM

ADVOGADO: FRANCISCO JOSE DA ROCHA (OAB: 2180700A-PA)

AUTORIDADE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADOR: MARIA DA CONCEICAO GOMES DE SOUZA

PODER JUDICIÁRIO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ

UNIDADE DE PROCESSAMENTO JUDICIAL DAS TURMAS DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO

NÚCLEO DE SESSÃO DE JULGAMENTO

1ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO

ANÚNCIO DA PAUTA DE JULGAMENTO DA 42ª SESSÃO ORDINÁRIA DA 1ª TURMA DE DIREITO


PÚBLICO DO ANO DE 2018:

Faço público a quem interessar possa que, para a 42ª Sessão Ordinária da Egrégia 1ª Turma de
Direito Público, a realizar-se no dia 10 de Dezembro de 2018, às 09h00, no respectivo Plenário de
Julgamento do Edifício-Sede do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, situado à Av. Almirante Barroso, nº
3089, bairro do Souza, nesta cidade, foi pautado o julgamento dos seguintes feitos:

1 - AGRAVO DE INSTRUMENTO - COMARCA DE BELÉM (0005306-27.2016.8.14.0000)


AGRAVANTE: MUNICÍPIO DE BELEM
REPRESENTANTE(S):
OAB 11271 - GUSTAVO AZEVEDO ROLA (PROCURADOR(A))
AGRAVADO: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA
PROMOTOR: FIRMINO ARAUJO DE MATOS
INTERESSADO: ASSOCIACAO ADVENTISTA NORTE BRASILEIRA DE PREVENCAO E ASSIST A
SAUDE -HOSPITAL ADVENTISTA DE BELEM
REPRESENTANTE(S):
OAB 9752 - ALEXANDRE SALES SANTOS (ADVOGADO)
OAB 19724 - RENATA ADRIANA REIS SOBRINHO (ADVOGADO)
INTERESSADO: MANOEL DA CONCEICAO SANTOS
PROMOTOR(A): IONA SILVA DE SOUSA NUNES
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: ESTEVAM ALVES SAMPAIO FILHO
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MANOEL SANTINO DO NASCIMENTO JUNIOR
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

2 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO - COMARCA DE BELÉM


(0083719-88.2015.8.14.0000)
EMBARGANTE/AGRAVANTE: RAL EMPREENDIMENTOS LTDA ME
182
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REPRESENTANTE(S):
OAB 128341 - NELSON WILLIANS FRATONI RODRIGUES (ADVOGADO)
EMBARGADO/AGRAVADO: FAZENDA DO ESTADO DO PARÁ
REPRESENTANTE(S):
OAB 9124 - MARCUS VINICIUS NERY LOBATO (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA DO PERPETUO SOCORRO VELASCO DOS SANTOS
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

3 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO - COMARCA DE BELÉM


(0003741-28.2016.8.14.0000)
EMBARGADO/AGRAVANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 9124 - MARCUS VINICIUS NERY LOBATO (PROCURADOR(A))
EMBARGANTE/AGRAVADO: DAHAS CAMARA E CIA LTDA
REPRESENTANTE(S):
OAB 16676 - OTAVIO AUGUSTO DA SILVA SAMPAIO MELO (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: NELSON PEREIRA MEDRADO
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

4 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO - COMARCA DE BELÉM


(0001054-15.2015.8.14.0000)
EMBARGADO/AGRAVADO: MUNICIPIO DE SANTA CRUZ DO ARARI
REPRESENTANTE(S):
OAB 13031 - LIRIAM ROSE SACRAMENTA NUNES (ADVOGADO)
INTERESSADO: ROSILENE BARBOSA DO ESPIRITO SANTO
EMBARGANTE/AGRAVANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 14990 - RAFAEL FELGUEIRAS ROLO (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA TÉRCIA ÁVILA BASTOS DOS SANTOS
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

5 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO - COMARCA DE BELÉM


(0050066-02.2014.8.14.0301)
PROCESSO ANTIGO: 201430301642
EMBARGANTE/AGRAVANTE: MUNICIPIO DE BELEM
REPRESENTANTE(S):
OAB 11290 - BRUNO CEZAR NAZARE DE FREITAS (PROCURADOR(A))
EMBARGADO/AGRAVADO: ZENOBIO DE OLIVEIRA MOURAO ME BAR E RESTAURANTE MORMACO
REPRESENTANTE(S):
OAB 14169 - JOAO BOSCO PINHEIRO LOBATO JUNIOR (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: LEILA MARIA MARQUES DE MORAES
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

6 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO - COMARCA DE BELÉM


(0100857-68.2015.8.14.0000)
PROMOTOR: DOMINGOS SAVIO ALVES DE CAMPOS
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: NELSON PEREIRA MEDRADO
EMBARGANTE/AGRAVANTE: RICARDO TAKEO KITAMURA
REPRESENTANTE(S):
183
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OAB 1069 - ALMERINDO AUGUSTO DE V.TRINDADE (ADVOGADO)


EMBARGADO/AGRAVADO: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA DA CONCEICAO DE MATTOS SOUSA
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

7 - AGRAVO DE INSTRUMENTO - COMARCA DE BELÉM (0031939-16.2014.8.14.0301)


PROCESSO ANTIGO: 201430238366
AGRAVANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
JOAO OLEGARIO PALACIOS - PROC DO ESTADO (ADVOGADO)
AGRAVADO: PAULO SERGIO NASCIMENTO FARIAS
REPRESENTANTE(S):
OAB 8514 - ADRIANE FARIAS SIMOES (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: TEREZA CRISTINA BARATA BATISTA DE LIMA
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

8 - AGRAVO DE INSTRUMENTO - COMARCA DE BELÉM (0008011-61.2017.8.14.0000)


AGRAVANTE: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
PROCURADOR(A): LARISSA ALVES JUCA PORTO
AGRAVADO: MANOEL DE JESUS RAMOS REGO
REPRESENTANTE(S):
OAB 19869 - WASHINGTON LIMA CORREA (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: RAIMUNDO DE MENDONCA RIBEIRO ALVES
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

9 - AGRAVO DE INSTRUMENTO - COMARCA DE BELÉM (0006743-69.2017.8.14.0000)


AGRAVANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 7494 - PAULO DE TARSO DIAS KLAUTAU FILHO (PROCURADOR(A))
AGRAVADO: SOUZA CRUZ SA
REPRESENTANTE(S):
OAB 16776 - FERNANDO RAFAEL SOUZA DOS REIS (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA DA CONCEICAO DE MATTOS SOUSA
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

10 - AGRAVO DE INSTRUMENTO - COMARCA DE BELÉM (0023732-24.2015.8.14.0000)


AGRAVANTE: OI MOVEL S A
REPRESENTANTE(S):
OAB 13866-A - ELADIO MIRANDA LIMA (ADVOGADO)
OAB 13867-A - ALEXANDRE MIRANDA LIMA (ADVOGADO)
OAB 74802 - ANA TEREZA PALHARES BASILIO (ADVOGADO)
OAB 17196-B - VERA LUCIA LIMA LARANJEIRA (ADVOGADO)
AGRAVADO: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA
PROMOTOR: LORENA DE MOURA BARBOSA
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA DO PERPETUO SOCORRO VELASCO DOS SANTOS
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN
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11 - AGRAVO DE INSTRUMENTO - COMARCA DE BELÉM (0000464-04.2016.8.14.0000)


AGRAVANTE: JOAO FERNANDO GONCALVES DE OLIVEIRA
REPRESENTANTE(S):
OAB 6864 - MARIA ALEXANDRINA DA SILVA GONCALVES (ADVOGADO)
OAB 9108 - PAULA ADRIANA RUBINHO DE SOUZA (ADVOGADO)
AGRAVADO: SEBASTIAO FARCONARA CORREA
AGRAVADO: MUNICIPIO DE ANANINDEUA - PREFEITURA MUNICIPAL
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIZA MACHADO DA SILVA LIMA
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

12 - AGRAVO DE INSTRUMENTO - COMARCA DE BELÉM (0000448-16.2017.8.14.0000)


AGRAVANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 10261 - GUSTAVO DA SILVA LYNCH (PROCURADOR(A))
AGRAVADO: GABRIEL LEVI LACERDA VASCONCELOS
REPRESENTANTE(S):
OAB 23353 - KARIME SIBELLY RODRIGUES BARROSO (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: JORGE DE MENDONCA ROCHA
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

13 - REMESSA NECESSÁRIA CÍVEL - COMARCA DE RURÓPOLIS (0004283-26.2013.8.14.0073)


SENTENCIADO: JUCELI TERESINHA BANOSKI DE SOUSA
REPRESENTANTE(S):
OAB 9015 - LUZIMARA COSTA MOURA CARVALHO (ADVOGADO)
SENTENCIADO: MUNICIPIO DE RUROPOLIS
REPRESENTANTE(S):
OAB 10956 - FELIX CONCEICAO SILVA (ADVOGADO)
OAB 12801 - EDENMAR MACHADO ROSAS DOS SANTOS (ADVOGADO)
SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA VARA UNICA DE RUROPOLIS
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA DA CONCEICAO GOMES DE SOUZA
RELATOR(A): DES(A). CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO

14 - REMESSA NECESSÁRIA CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0010018-35.2011.8.14.0301)


SENTENCIADO: FLORA LUIZA SILVA DE AGUIAR
SENTENCIADO: MOISES DE SOUZA GALVAO
SENTENCIADO: LAERTH CARLOS COSTA ALVES
SENTENCIADO: EFRAIM PEREIRA GALVAO E OUTROS
REPRESENTANTE(S):
OAB 17905 - ALEXANDRA DA COSTA NEVES (ADVOGADO)
OAB 19172 - ELIZANEIDE DE SOUZA LOPES (ADVOGADO)
OAB 19209 - SILVANA CORREA BORGES PINHEIRO (ADVOGADO)
SENTENCIADO: IGEPREV
REPRESENTANTE(S):
OAB 11555 - GILSON ROCHA PIRES (PROCURADOR(A))
SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA SEGUNDA VARA DE FAZENDA DE BELEM
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: ROSA MARIA RODRIGUES CARVALHO
RELATOR(A): DES(A). CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO

15 - REMESSA NECESSÁRIA CÍVEL - COMARCA DE MARAPANIM (0000105-18.2002.8.14.0030)


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SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA VARA UNICA DA COMARCA DE MARAPANIM


SENTENCIADO: VITORIA RODRIGUES ANDRADE
REPRESENTANTE(S):
BERNARDO NUNES DE MORAES (ADVOGADO)
OAB 1641 - BERNARDO NUNES DE MORAES (OBSERVACAO)
SENTENCIADO: MUNICIPIO DE MARAPANIM
REPRESENTANTE(S):
OAB 17055 - BRUNA CRISTINA PASTANA MUTRAN (ADVOGADO)
OAB 18947 - SWAMI ASSIS DE ABREU ALVES (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: ESTEVAM ALVES SAMPAIO FILHO
RELATOR(A): DES(A). CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO

16 - REMESSA NECESSÁRIA CÍVEL - COMARCA DE RURÓPOLIS (0004210-54.2013.8.14.0073)


SENTENCIADO: LEILA MARIA SILVA ARAUJO
REPRESENTANTE(S):
OAB 9015 - LUZIMARA COSTA MOURA CARVALHO (ADVOGADO)
SENTENCIADO: MUNICIPIO DE RUROPOLIS
REPRESENTANTE(S):
OAB 10956 - FELIX CONCEICAO SILVA (ADVOGADO)
OAB 12801 - EDENMAR MACHADO ROSAS DOS SANTOS (ADVOGADO)
SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA VARA UNICA DA COMARCA DE RUROPOLIS
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA DO SOCORRO PAMPLONA LOBATO
RELATOR(A): DES(A). CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO

17 - REMESSA NECESSÁRIA CÍVEL - COMARCA DE RURÓPOLIS (0004208-84.2013.8.14.0073)


SENTENCIADO: MARIA EUNICE PINTO NASCIMENTO
REPRESENTANTE(S):
OAB 9015 - LUZIMARA COSTA MOURA CARVALHO (ADVOGADO)
SENTENCIADO: MUNICIPIO DE RUROPOLIS
REPRESENTANTE(S):
OAB 10956 - FELIX CONCEICAO SILVA (ADVOGADO)
OAB 12801 - EDENMAR MACHADO ROSAS DOS SANTOS (ADVOGADO)
SENTENCIANTE: JUIZO DA VARA UNICA DA COMARCA DE RUROPOLIS
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: RAIMUNDO DE MENDONCA RIBEIRO ALVES
RELATOR(A): DES(A). CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO

18 - REMESSA NECESSÁRIA CÍVEL - COMARCA DE MELGAÇO (0000449-35.2011.8.14.0089)


SENTENCIADO: MUNICIPIO DE MELGACO PREFEITURA MUNICIPAL DE MELGACO PA
REPRESENTANTE(S):
OAB 11751 - AMANDA LIMA FIGUEIREDO (ADVOGADO)
SENTENCIADO: LINO SILVA DE SOUZA
REPRESENTANTE(S):
OAB 8726 - PAULO SERGIO DE LIMA PINHEIRO (ADVOGADO)
SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA VARA UNICA DE MELGACO
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MANOEL SANTINO NASCIMENTO JUNIOR
RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA

19 - APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA - COMARCA DE BELÉM (0002527-61.2007.8.14.0301)


SENTENCIADO / APELADO: GETULIO CANDIDO ROCHA JUNIOR
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REPRESENTANTE(S):
OAB 22330 - EDUARDA NADIA NABOR TAMASAUSKAS (ADVOGADO)
OAB 8514 - ADRIANE FARIAS SIMOES (ADVOGADO)
SENTENCIADO / APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 11590 - SIMONE SANTANA FERNANDEZ DE BASTOS (PROCURADOR(A))
SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA 2ª VARA DE FAZENDA DA CAPITAL
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA DA CONCEICAO GOMES DE SOUZA
RELATOR(A): DES(A). CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO

20 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA - COMARCA DE


ITAITUBA (0003997-69.2011.8.14.0024)
PROCESSO ANTIGO: 201430160270
EMBARGANTE/SENTENCIADO / APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
ROBERTA HELENA DOREA DACIER LOBATO - PROC. DO ESTADO
EMBARGADO/SENTENCIADO / APELADO: FRANCISCO DE ASSIS CATIVO GUEDES
REPRESENTANTE(S):
OAB 11625 - CLEUDE FERREIRA PAXIUBA (ADVOGADO)
SENTENCIANTE: JUIZO DA 1ª VARA CIVEL DE ITAITUBA
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: ROSA MARIA RODRIGUES CARVALHO
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

21 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA - COMARCA DE


BELÉM (0011199-05.2009.8.14.0301)
EMBARGANTE/SENTENCIADO / APELANTE/APELADO: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 3569 - CELSO PIRES CASTELO BRANCO (PROCURADOR(A))
EMBARGADO/APELANTE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA
PROMOTOR: OIRAMA BRABO
EMBARGADO/SENTENCIADO / APELADO: PAULA DA CONCEICAO DA ROCHA CARVALHO
REPRESENTANTE(S):
OAB 10038 - CELIA MARIA ABREU PEREIRA ANICETO (ADVOGADO)
SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA PRIMEIRA VARA DE FAZENDA DE BELEM
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: ROSA MARIA RODRIGUES
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

22 - APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA - COMARCA DE ALENQUER (0000645-56.2011.8.14.0003)


SENTENCIADO / APELADO: CRISTINA SILVA DE OLIVEIRA
SENTENCIADO / APELADO: GISELE BENTES DA COSTA
SENTENCIADO / APELADO: ROSILEUZA MENEZES CIPRIANO
REPRESENTANTE(S):
OAB 6750 - LUCIA COSTA SANTOS DE ARAUJO (ADVOGADO)
SENTENCIADO / APELANTE: MUNICIPIO DE ALENQUERPREFEITURA MUNICIPAL
REPRESENTANTE(S):
OAB 4572 - ANTONIO EDER JOHN DE SOUSA COELHO (ADVOGADO)
SENTENCIANTE: JUIZO DA VARA UNICA DA COMARCA DE ALENQUER
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: HAMILTON NOGUEIRA SALAME
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA
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23 ¿ AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA - COMARCA DE BELÉM (0026447-


77.2013.8.14.0301)
PROCESSO ANTIGO: 201430261995
AGRAVANTE/SENTENCIADO / APELANTE: INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO
DO PARA - IGEPREV
REPRESENTANTE(S):
ALEXANDRE FERREIRA AZEVEDO - PROC. AUTARQ. - IGEPREV
SENTENCIANTE: JUIZO DA 3ª VARA DE FAZENDA DA CAPITAL
AGRAVADO/SENTENCIADO / APELADO: CARLOS ALBERTO FERREIRA
REPRESENTANTE(S):
OAB 3210 - PEDRO BENTES PINHEIRO FILHO (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: TEREZA CRISTINA BARATA DE LIMA
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

24 ¿ AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA - COMARCA DE BELÉM (0028047-


36.2013.8.14.0301)
AGRAVANTE/SENTENCIADO / APELANTE: INSTITUTO DE GESTÃO PREVIDENCIÁRIA DO ESTADO
DO PARÁ - IGEPR
REPRESENTANTE(S):
MILENE CARDOSO FERREIRA (PROCURADOR(A))
SENTENCIADO / APELADO: RAIMUNDO NONATO LEVI DAS CHAGAS
REPRESENTANTE(S):
OAB 12291 - CAMILA CORREA TEIXEIRA (ADVOGADO)
SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA TERCEIRA VARA DE FAZENDA DE BELEM
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA TERCIA AVILA BASTOS DOS SANTOS
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

25 - APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA - COMARCA DE ALTAMIRA (0002283-25.2007.8.14.0005)


SENTENCIADO / APELANTE/APELADO: PEDRO NOGUEIRA PASSOS
REPRESENTANTE(S):
OAB 7698 - ROBERIO ABDON D OLIVEIRA (ADVOGADO)
OAB 18198 - JORGE VICTOR CAMPOS PINA (ADVOGADO)
OAB 23537 - FRANCESCO FALESI DE CANTUÁRIA (ADVOGADO)
SENTENCIADO / APELADO/APELANTE: MUNICIPIO DE ALTAMIRA
REPRESENTANTE(S):
OAB 12570 - CARLOS GIOVANI CARVALHO (PROCURADOR(A))
SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA TERCEIRA VARA CIVEL E EMPRESARIAL DA COMARCA DE
ALTAMIRA
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA DA CONCEICAO GOMES DE SOUZA
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

26 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA - COMARCA DE


BELÉM (0034237-51.2009.8.14.0301)
EMBARGANTE/SENTENCIADO / APELADO: MARLY SOCORRO AMARAL RIBEIRO
REPRESENTANTE(S):
OAB 8514 - ADRIANE FARIAS SIMOES (ADVOGADO)
EMBARGADO/SENTENCIADO / APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 7790 - JOSE HENRIQUE MOUTA ARAUJO (PROCURADOR(A))
SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA PRIMEIRA VARA DE FAZENDA DE BELEM
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIO NONATO FALANGOLA
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RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

27 - APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA - COMARCA DE BELÉM (0001092-45.2011.8.14.0301)


SENTENCIADO / APELADO: YONA LEDA FIGUEIRA
REPRESENTANTE(S):
OAB 9888 - AGOSTINHO MONTEIRO JUNIOR (ADVOGADO)
SENTENCIADO / APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
JOSE RUBENS BARREIROS DE LEAO (PROCURADOR(A))
SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA 1ª VARA DE FAZENDA DA CAPITAL
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: RAIMUNDO DE MENDONCA RIBEIRO ALVES
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

28 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA - COMARCA DE


BELÉM (0024418-09.2011.8.14.0301)
EMBARGADO/SENTENCIADO / APELANTE: INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO
DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 9456 - ALEXANDRE FERREIRA AZEVEDO (PROCURADOR(A))
EMBARGANTE/SENTENCIADO / APELADO: ADEBLA NEYRAO DO AMARAL
EMBARGANTE/SENTENCIADO / APELADO: ANA LUCIA DE SOUZA
EMBARGANTE/SENTENCIADO / APELADO: ANTONIO MESQUITA FERNANDES
EMBARGANTE/SENTENCIADO / APELADO: ATINIZA PAULO FERREIRA VIANA
EMBARGANTE/SENTENCIADO / APELADO: DEUZARINA GOES LOBATO E OUTROS
EMBARGANTE/SENTENCIADO / APELADO: HEITOR PARA FERREIRA VIANA
EMBARGANTE/SENTENCIADO / APELADO: FLORIPES PALHETA PEREIRA GONCALVES
EMBARGANTE/SENTENCIADO / APELADO: LUIZA MARIA CASTELO BRANCO
EMBARGANTE/SENTENCIADO / APELADO: NAZARENO DA MOTA LEAO
EMBARGANTE/SENTENCIADO / APELADO: OSWALDINA CASTELLO BRANCO
REPRESENTANTE(S):
OAB 6947 - RENATO JOAO BRITO SANTA BRIGIDA (ADVOGADO)
SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA TERCEIRA VARA DE FAZENDA DE BELEM
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: TEREZA CRISTINA DE LIMA
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

29 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA - COMARCA DE


ANANINDEUA (0005472-12.2014.8.14.0006)
SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PUBLICA DE ANANINDEUA
EMBARGADO/SENTENCIADO / APELANTE/APELADO: HOLENA MARIA CARNEIRO SANTOS
CANTANHEDE
REPRESENTANTE(S):
OAB 19283 - MAURO MONTEIRO PLATILHA (ADVOGADO)
EMBARGADO/SENTENCIADO / APELANTE/APELADO: HEBER CARNEIRO SANTOS
REPRESENTANTE(S):
OAB 19283 - MAURO MONTEIRO PLATILHA (ADVOGADO)
EMBARGANTE/SENTENCIADO / APELADO/APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
CRISTINA MAGRIN MADALENA (PROCURADOR(A))
SENTENCIADO: CARNEIRO E REMIGIO LTDA
REPRESENTANTE(S):
OAB 702 - CARLOS ALBERTO QUEIROZ PLATILHA (ADVOGADO)
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

OAB 19283 - MAURO MONTEIRO PLATILHA (ADVOGADO)


PROCURADOR(A) DE JUSTICA: TEREZA CRISTINA DE LIMA
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

30 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA - COMARCA DE


BELÉM (0011340-56.2014.8.14.0301)
SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA QUARTA VARA DE FAZENDA DE BELEM
EMBARGANTE/SENTENCIADO / APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
JOSE HENRIQUE MOUTA ARAUJO (PROCURADOR(A))
OAB 5717 - ANTONIO CARLOS BERNARDES FILHO (PROCURADOR(A))
EMBARGADO/SENTENCIADO / APELADO: NADIA REGINA MARTINS DAS NEVES
REPRESENTANTE(S):
OAB 11480 - ANDERSON DA SILVA PEREIRA (DEFENSOR)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MANOEL SANTINO NASCIMENTO JUNIOR
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

31 - APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA - COMARCA DE BELÉM (0001621-95.2005.8.14.0000)


PROCESSO ANTIGO: 200530013694
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIO NONATO FALANGOLA
SENTENCIADO / APELANTE: ESTADO DO PARÁ
REPRESENTANTE(S):
CARLA NAZARE (ADVOGADO)
FABIO GUY DA SILVA MOREIRA (ADVOGADO)
SENTENCIADO / APELADO: LEANDRO OLIVEIRA DANTAS E OUTROS
REPRESENTANTE(S):
OAB 3210 - PEDRO BENTES PINHEIRO FILHO (ADVOGADO)
OAB 9524 - IVONE SOUZA LIMA (ADVOGADO)
SENTENCIANTE: JUIZO DA 14A.VARA CIVEL DA COMARCA DE BELEM
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

32 - APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA - COMARCA DE BELÉM (0010105-64.2010.8.14.0301)


SENTENCIADO / APELADO: REGINA AUXILIADORA DO NASCIMENTO MARTINS
REPRESENTANTE(S):
OAB 12325 - MARCIO DE SIQUEIRA ARRAIS (ADVOGADO)
SENTENCIADO / APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
FERNANDA JORGE SEQUEIRA (PROCURADOR(A))
SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA 3ª VARA DE FAZENDA DA CAPITAL
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA DA CONCEICAO GOMES DE SOUZA
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

33 - APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA - COMARCA DE ANANINDEUA (0043533-


05.2015.8.14.0006)
SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA VARA DA INFANCIA E JUVENTUDE DA COMARCA DE
ANANINDEUA
SENTENCIADO / APELANTE: MUNICIPIO DE ANANINDEUA
REPRESENTANTE(S):
OAB 17984 - LILIAN SANTANA DOS SANTOS (ADVOGADO)
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

SENTENCIADO / APELADO: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA


PROMOTOR: CARLOS EUGENIO RODRIGUES SALGADO DOS SANTOS
INTERESSADO: C. V. A. P.
SENTENCIADO: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 14829 - AMANDA CARNEIRO RAYMUNDO (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: RAIMUNDO DE MENDONCA RIBEIRO ALVES
RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

34 - PROCEDIMENTO COMUM - COMARCA DE BELÉM (0031505-95.2012.8.14.0301)


AUTOR: ROSANA LOPES MONTEIRO
REPRESENTANTE(S):
OAB 13086 - PATRICIA MARY DE ARAUJO JASSE (ADVOGADO)
REU: INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA IGEPREV
REPRESENTANTE(S):
OAB 7345 - ANA RITA DOPAZO ANTONIO JOSE LOURENCO (PROCURADOR(A))
OAB 13041 - ADRIANA MOREIRA ROCHA BOHADANA (PROCURADOR(A))
RELATOR(A): DES(A). NULL

35 - APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA - COMARCA DE ANANINDEUA (0017121-


71.2014.8.14.0006)
SENTENCIADO / APELANTE: MUNICIPIO ANANINDEUA
REPRESENTANTE(S):
OAB 13081 - ANTONIO ROBERTO VICENTE DA SILVA (PROCURADOR(A))
SENTENCIADO / APELADO: MARIA CRISTINA AFONSO FERREIRA
SENTENCIADO / APELADO: ANA MARIA DOS ANTOS ARAGAO
SENTENCIADO / APELADO: CLAUDIA JERUSA DA CRUZ VASCONCELOS
SENTENCIADO / APELADO: MARIA ELIANA DOS SANTOS PEREIRA
REPRESENTANTE(S):
OAB 19669 - SOPHIA NOGUEIRA FARIA (ADVOGADO)
SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA VARA DE FAZENDA PUBLICA DE ANANINDEUA
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIZA MACHADO DA SILVA LIMA
RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA

36 - APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA - COMARCA DE BELÉM (0033810-57.2000.8.14.0301)


SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA SEGUNDA VARA DA FAZENDA DE BELEM
SENTENCIADO / APELANTE: MUNICIPIO DE BELEM - SEMAJ
REPRESENTANTE(S):
OAB 5888 - JOSE ALBERTO SOARES VASCONCELOS (PROCURADOR(A))
SENTENCIADO / APELADO: ESTADO DO PARA - SEFA
REPRESENTANTE(S):
OAB 5555 - FERNANDO AUGUSTO BRAGA OLIVEIRA (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA DA CONCEICAO GOMES DE SOUZA
RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA

37 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE MARITUBA (0061352-


90.2006.8.14.0133)
EMBARGADO/APELANTE: COINBRA CONSTRUTORA E INCORPORADORA SÃO BRAZ LTDA
REPRESENTANTE(S):
191
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OAB 10188 - ADALBERTO SILVA (ADVOGADO)


OAB 13281 - MARCELA MACEDO DE QUEIROZ (ADVOGADO)
OAB 19754 - ELIANE MENDES PEREIRA DA SILVA (ADVOGADO)
OAB 24569 - PAULO RICARDO RIBEIRO BRANDAO (ADVOGADO)
OAB 25753 - LUCIANA SÁ HIRAKAWA PRESTES (ADVOGADO)
EMBARGANTE/APELADO: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 9233 - MARIA TEREZA PANTOJA ROCHA (PROCURADOR(A))
RELATOR(A): DES(A). CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO

38 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0015036-03.2014.8.14.0301)


APELANTE: BENEDITO ASSUNÇÃO PORTILHO DOS PRAZERES
REPRESENTANTE(S):
OAB 16932 - JOSE AUGUSTO COLARES BARATA (ADVOGADO)
OAB 19345 - FERNANDA ALICE RAMOS MARQUES (ADVOGADO)
OAB 23234 - CARLOS JOSE CORREA DE LIMA (ADVOGADO)
OAB 8514 - ADRIANE FARIAS SIMOES (ADVOGADO)
APELADO: IGEPREV INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 11273 - VAGNER ANDREI TEIXEIRA LIMA (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: LEILA MARIA MARQUES DE MORAES
RELATOR(A): DES(A). CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO

39 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE ÓBIDOS (0000081-91.2000.8.14.0035)


APELADO: MARIA JOSE LIMA GOMES
REPRESENTANTE(S):
OAB 7679 - ANTONIO EDSON DE OLIVEIRA MARINHO JUNIOR (ADVOGADO)
APELANTE: MUNICIPIO DE OBIDOS
REPRESENTANTE(S):
OAB 13028 - MARCIO LUIZ DE ANDRADE CARDOSO (ADVOGADO)
OAB 13289 - PEDRO ROMUALDO DO AMARAL BRASIL (ADVOGADO)
RELATOR(A): DES(A). CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO

40 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE ÓBIDOS (0000099-22.2001.8.14.0035)


APELANTE: MUNICIPIO DE OBIDOS - PARA
REPRESENTANTE(S):
PEDRO ROMUALDO DO AMARAL BRASIL (PROCURADOR(A))
APELADO: MARIA CLEONILCE SANTOS DE SOUSA
REPRESENTANTE(S):
OAB 2692 - EDILBERTO DE SOUZA MATOS (ADVOGADO)
RELATOR(A): DES(A). CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO

41 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0017920-39.2013.8.14.0301)


APELANTE: ARIETH DOS SANTOS COSTA
REPRESENTANTE(S):
OAB 4749 - CADMO BASTOS MELO JUNIOR (ADVOGADO)
APELADO: DEPARTAMENTO DE TRANSITO DO ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 10619 - MARISE PAES BARRETO MARQUES (PROCURADOR(A))
192
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RELATOR(A): DES(A). CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO

42 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0036575-59.2013.8.14.0301)


APELANTE: MUNICÍPIO DE BELÉM
REPRESENTANTE(S):
OAB 3673 - IRLANA RITA DE CARVALHO CHAVES RODRIGUES (PROCURADOR(A))
APELADO: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA
PROMOTOR(A): ELAINE CARVALHO CASTELO BRANCO
INTERESSADO: MANOEL FERNANDES MACIEL
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA DO PERPETUO SOCORRO VELASCO DOS SANTOS
RELATOR(A): DES(A). CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO

43 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0038122-71.2012.8.14.0301)


APELANTE: MUNICIPIO DE BELEM
REPRESENTANTE(S):
OAB 11271 - GUSTAVO AZEVEDO ROLA (PROCURADOR(A))
APELADO: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO
PROMOTOR: JOSE MARIA COSTA LIMA JUNIOR
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: ANTONIO EDUARDO BARLETA DE ALMEIDA
RELATOR(A): DES(A). CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO

44 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0032154-94.2011.8.14.0301)


APELANTE: SEMOB SUPERINTENDENCIA EXECUTIVA DE MOBILIDADE URBANA DE BELEM
REPRESENTANTE(S):
OAB 15508 - ALEPH HASSAN COSTA AMIN (ADVOGADO)
OAB 14088 - HIGOR TONON MAI (ADVOGADO)
OAB 20223 - MARCELA SANTOS PIMENTEL (ADVOGADO)
OAB 20275 - ELDEN BORGES SOUZA (ADVOGADO)
APELADO: REINALDO DA SILVA BURITI
REPRESENTANTE(S):
OAB 11054 - EDINETH DE CASTRO PIRES (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA DO PERPETUO SOCORRO VELASCO DOS SANTOS
RELATOR(A): DES(A). CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO

45 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE MONTE ALEGRE (0003904-77.2014.8.14.0032)


APELANTE: MUNICIPIO DE MONTE ALEGRE
REPRESENTANTE(S):
OAB 10628 - AFONSO OTAVIO LINS BRASIL (PROCURADOR(A))
JOSE DA COSTA ALVES (REP LEGAL)
APELADO: MARCIONE LOPES DA SILVA
REPRESENTANTE(S):
OAB 16039 - RAIMUNDO ELDER DINIZ FARIAS (ADVOGADO)
RELATOR(A): DES(A). CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO

46 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE SÃO GERALDO DO ARAGUAIA (0000149-57.2014.8.14.0125)


APELANTE: CLAVISON CONCEICAO SILVA
REPRESENTANTE(S):
193
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OAB 13598-A - ORLANDO RODRIGUES PINTO (ADVOGADO)


APELADO: MUNICIPIO DE PICARRA PREFEITURA MUNICIPAL
REPRESENTANTE(S):
OAB 18504 - AMANDA CRISTINA FERREIRA (ADVOGADO)
OAB 6185 - PRISCILLA HOLANDA PASSOS MEDEIROS (ADVOGADO)
OAB 21025 - BRUNO VINICIUS BARBOSA MEDEIROS (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA TERCIA AVILA BASTOS DOS SANTOS
RELATOR(A): DES(A). CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO

47 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0021368-98.2005.8.14.0301)


PROCESSO ANTIGO: 200930038078
APELANTE: MUNICIPIO DE BELEM
REPRESENTANTE(S):
MIGUEL GUSTAVO CARVALHO BRASIL CUNHA - PROC. JURIDICO MUNICIPAL (ADVOGADO)
APELADO: CONSTRUTORA SOLIMOES LTDA
REPRESENTANTE(S):
OAB 8123 - EDUARDO SILVA DE CARVALHO (ADVOGADO)
OAB 12231 - MARTA INES ANTUNES LIMA (ADVOGADO)
OAB 19665 - GLENDA CAROLINE FERREIRA JARDIM (ADVOGADO)
PROMOTOR DE JUSTICA (CONVOCADO): MARIA DO SOCORRO PAMPLONA LOBATO
RELATOR(A): DES(A). CELIA REGINA DE LIMA PINHEIRO

48 ¿ AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0003273-22.1998.8.14.0301)


PROCESSO ANTIGO: 201430298138
AGRAVANTE/APELANTE: BANCO DO ESTADO DO PARA SA
REPRESENTANTE(S):
OAB 11362 - ERON CAMPOS SILVA (ADVOGADO)
AGRAVADO/APELADO: JOAO ENIVALDO SOARES DE MELO
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: RAIMUNDO DE MENDONCA RIBEIRO ALVES
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

49 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE ANANINDEUA (0001141-


50.2015.8.14.0006)
EMBARGANTE/APELANTE: ATALAIA VEICULOS LTDA
REPRESENTANTE(S):
OAB 19620-A - ROBERT ZOGHBI COELHO (ADVOGADO)
EMBARGADO/APELADO: MUNICIPIO DE ANANINDEUA
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: RAIMUNDO DE MENDONCA RIBEIRO ALVES
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

50 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE URUARÁ (0001135-


91.2014.8.14.0066)
EMBARGANTE/APELANTE: MUNICIPIO DE PLACAS - PREFEITURA MUNICIPAL
REPRESENTANTE(S):
OAB 16041 - EDMARIA DE OLIVEIRA CORREIA (ADVOGADO)
EMBARGADO/APELADO: JURANDIR PEREIRA BRAGANCA
REPRESENTANTE(S):
OAB 9518-A - JURANDIR PEREIRA BRAGANCA (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIZA MACHADO DA SILVA LIMA
194
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RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

51 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0000521-


49.2009.8.14.0200)
PROCESSO ANTIGO: 201230076099
EMBARGANTE/APELADO: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
ROBINA DIAS PIMENTEL VIANA - PROC. ESTADO
EMBARGADO/APELANTE: LAERCIO SILVA BARBOSA FILHO
REPRESENTANTE(S):
OAB 14742 - GIOVANY HENRIQUE SALES DA SILVA (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MANOEL SANTINO NASCIMENTO JUNIOR
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

52 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE MARABÁ (0003351-


08.2015.8.14.0028)
EMBARGADO/APELANTE: MUNICÍPIO BOM JESUS DO TOCANTINS
REPRESENTANTE(S):
OAB 14733 - FRANKLIN CARNEIRO DA SILVA (ADVOGADO)
EMBARGANTE/APELADO: ROSIRENE DE ALMEIDA MANHAES
REPRESENTANTE(S):
OAB 16.013 - NILVANA MONTEIRO SAMPAIO (ADVOGADO)
OAB 17730 - JANINE LACERDA LAGE RODRIGUES (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA DA CONCEICAO GOMES DE SOUZA
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

53 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0033977-


35.2013.8.14.0301)
EMBARGADO/APELANTE: RUTH MARIA NASCIMENTO DA SILVA
REPRESENTANTE(S):
OAB 4807 - ALCIDES ALEXANDRE FERREIRA DA SILVA (DEFENSOR)
OAB 8273 - SUZY SOUZA DE OLIVEIRA (DEFENSOR)
EMBARGANTE/APELADO: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 3569 - CELSO PIRES CASTELO BRANCO (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MANOEL SANTINO NASCIMENTO JUNIOR
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

54 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0051900-


06.2009.8.14.0301)
EMBARGANTE/APELANTE: MUNICIPIO DE BELEM
REPRESENTANTE(S):
OAB 11902 - LUCIANO SANTOS DE OLIVEIRA GOES (PROCURADOR(A))
EMBARGADO/APELADO: WALTER DOS SANTOS
REPRESENTANTE(S):
OAB 3555 - DORIVALDO DE ALMEIDA BELEM (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: RAIMUNDO DE MENDONCA RIBEIRO ALVES
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA
195
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55 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE MARABÁ (0001880-


22.2009.8.14.0028)
EMBARGANTE/APELANTE: MUNICIPIO DE MARABA - PREFEITURA MUNICIPAL
REPRESENTANTE(S):
OAB 9285 - LUIZ CARLOS AUGUSTO DOS SANTOS (PROCURADOR(A))
EMBARGADO/APELADO: JOIZAEL SOARES SANTANA
REPRESENTANTE(S):
OAB 5264 - OCILDA MARIA PEREIRA NUNES (ADVOGADO)
OAB 5110 - KELLI RANGEL VILELA (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: ROSA MARIA RODRIGUES CARVALHO
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

56 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0001459-


89.2013.8.14.0301)
EMBARGADO/APELANTE: CATARINA DA SILVA BATISTA
EMBARGADO/APELANTE: LENA CONCEICAO PEREIRA BATISTA
EMBARGADO/APELANTE: ROSIQUELDA SILVA E SILVA
EMBARGADO/APELANTE: ONEIDE NUNES DE ARAUJO
EMBARGADO/APELANTE: MINERVA PEREIRA MONTEIRO DE MATOS
EMBARGADO/APELANTE: EDILSON VIEIRA DA SILVA
EMBARGADO/APELANTE: ELEUTERIO ARAUJO DE LIMA
EMBARGADO/APELANTE: EZILENE PEREIRA DE SOUSA
EMBARGADO/APELANTE: FRANCISCO BATISTA DE LIMA NASCIMENTO
EMBARGADO/APELANTE: MARIA VERONICA DA SILVA PINHEIRO
REPRESENTANTE(S):
OAB 5273 - JADER NILSON DA LUZ DIAS (ADVOGADO)
EMBARGANTE/APELADO: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 9318 - SILVANA ELZA PEIXOTO RODRIGUES (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA DA CONCEICAO DE MATTOS SOUSA
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

57 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0024911-


29.2000.8.14.0301)
EMBARGADO/APELANTE: ESTADO DE PARA FAZENDA PUBLICA ESTADUAL
REPRESENTANTE(S):
OAB 7146 - CHRISTIANNE SHERRING RIBEIRO KLAUTAU (PROCURADOR(A))
EMBARGANTE/APELADO: ANTONIO DOMINGOS SOBRINHO
EMBARGANTE/APELADO: ANTONIO DOMINGOS SOBRINHO
REPRESENTANTE(S):
OAB 13610-B - ANDREA BARRETO RICARTE DE OLIVEIRA (CURADOR ESPECIAL)
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

58 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE PONTA DE PEDRAS


(0000229-31.2005.8.14.0042)
PROCESSO ANTIGO: 201130249481
EMBARGADO/APELADO: MUNICIPIO DE PONTA DE PEDRAS
REPRESENTANTE(S):
INOCENCIO MARTIRES E OUTRO (ADVOGADO)
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

EMBARGANTE/APELANTE: SADOQUE BENJAMIM BELTRAO FERREIRA


EMBARGADO/APELADO: CENTRAIS ELETRICAS DO PARA - REDE CELPA
REPRESENTANTE(S):
OAB 3210 - PEDRO BENTES PINHEIRO FILHO (ADVOGADO)
OAB 13377 - CAMILA CRISTINA SOUZA DOS SANTOS (ADVOGADO)
EMBARGANTE/APELANTE: DINEIA DA SILVA FURTADO
REPRESENTANTE(S):
OAB 13130 - DALMERIO MENDES DIAS (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIZA MACHADO DA SILVA LIMA
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

59 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0025852-98.2001.8.14.0301)


PROCESSO ANTIGO: 201230138972
APELANTE/APELADO: MUNICIPIO DE BELEM
APELADO/APELANTE: NORAUTO RENT A CAR S/C LTDA
REPRESENTANTE(S):
OAB 13303 - ALEXANDRE COUTINHO DA SILVEIRA (ADVOGADO)
OAB 11247 - LEONARDO ALCANTARINO MENESCAL (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA DA CONCEICAO DE MATTOS SOUSA
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

60 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE MARABÁ (0010986-74.2014.8.14.0028)


APELANTE: CENTRAIS ELETRICAS DO PARA SA CELPA
REPRESENTANTE(S):
OAB 15336 - ANDRE LUIZ CHINI (ADVOGADO)
OAB 17346 - PAOLA DE FATIMA DO SOCORRO BEZERRA LOPES (ADVOGADO)
APELADO: MUNICIPIO DE MARABA
REPRESENTANTE(S):
OAB 8298 - HAROLDO JUNIOR CUNHA E SILVA (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: TEREZA CRISTINA DE LIMA
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

61 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE PORTEL (0000599-57.2011.8.14.0043)


APELANTE: JOSE LUIS MACEDO SARAIVA
APELANTE: RAIMUNDO RODRIGUES DOS SANTOS
APELANTE: OZIEL GODINHO LOBATO
REPRESENTANTE(S):
OAB 19721 - YURI ADALBERTO MASCARENHAS PARANHOS (ADVOGADO)
APELADO: MUNICIPIO DE PORTEL
REPRESENTANTE(S):
OAB 10880 - ADILSON DOS SANTOS TENORIO (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: RAIMUNDO DE MENDONÇA RIBEIRO ALVES
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

62 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE ABAETETUBA (0000452-81.2011.8.14.0070)


PROCESSO ANTIGO: 201330043873
APELADO: MUNICIPIO DE ABAETETUBA
REPRESENTANTE(S):
WELLINGTON FARIAS MACHADO - PROC. JURID. MUNICIPAL (ADVOGADO)
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

APELANTE: ANA MARIA PINHEIRO PERNA


REPRESENTANTE(S):
BRENDA DA COSTA SANTOS MONTEIRO - DEF. PUB (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIO NONATO FALANGOLA
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

63 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0019536-15.2014.8.14.0301)


APELANTE: WALDIR DE FREITAS FERREIRA
REPRESENTANTE(S):
OAB 11480 - ANDERSON DA SILVA PEREIRA DEFENSOR PUBLICO (DEFENSOR)
APELADO: ESTADO DO PARA
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIZA MACHADO DA SILVA LIMA
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

64 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE MARABÁ (0000741-15.2010.8.14.0028)


APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 16433 - RODRIGO BAIA NOGUEIRA (PROCURADOR(A))
APELADO: HILTON ALVES DA COSTA
REPRESENTANTE(S):
OAB 15707 - LUIZ CARLOS DA SILVA MARTINS (ADVOGADO)
WALTEIR DOS SANTOS VIEIRA (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MANOEL SANTINO DO NASCIMENTO JUNIOR
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

65 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0040568-13.2013.8.14.0301)


APELANTE: IVAN RODRIGUES DA CONCEIÇÃO
REPRESENTANTE(S):
OAB 10333 - JOSIAS FERREIRA BOTELHO (ADVOGADO)
APELADO: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 11081 - ROGERIO ARTHUR FRIZA CHAVES (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA CONCEICAO GOMES DE SOUZA
RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA

66 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0009500-06.2011.8.14.0301)


PROCESSO ANTIGO: 201230219649
APELANTE: INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA - IGEPREV
REPRESENTANTE(S):
OAB 9943 - MILENE CARDOSO FERREIRA (PROCURADOR(A))
REPRESENTANTE: REGINA CELIA GALVAO E SILVA
REPRESENTANTE(S):
MARCOS MARQUES DE OLIVEIRA (OBSERVACAO)
OAB 18478 - MARCO ANTONIO MIRANDA DOS SANTOS (ADVOGADO)
APELADO: ALAN CARLOS DA SILVA OLIVEIRA
APELADO: ALAX ROMARIO DA SILVA OLIVEIRA
APELADO: ALESSANDRA REGINA DA SILVA OLIVEIRA
PROCURADOR(A) DE JUSTIÇA (CONVOCADO): HAMILTON NOGUEIRA SALAME
RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA
198
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

67 ¿ AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0025907-67.2008.8.14.0301)


AGRAVADO/APELANTE: REGINALDO MARTINS SOUZA
REPRESENTANTE(S):
OAB 12595 - GLAUCILENE SANTOS CABRAL (ADVOGADO)
AGRAVANTE/APELADO: FUNDAÇÃO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 12163 - THAIS CAMPOS IKETANI (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: RAIMUNDO DE MENDONCA RIBEIRO ALVES
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

68 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE ANANINDEUA (0009572-


78.2012.8.14.0006)
EMBARGANTE/APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 17182 - GUSTAVO TAVARES MONTEIRO (PROCURADOR(A))
EMBARGADO/APELADO: MUNICIPIO DE ANANINDEUA
REPRESENTANTE(S):
OAB 15805 - CID BENEDITO SACRAMENTO CUNHA (PROCURADOR(A))
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

69 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0051877-


36.2010.8.14.0301)
PROCESSO ANTIGO: 201430052419
EMBARGANTE/APELADO: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
ELISIO AUGUSTO VELLOSO BASTOS - PROC. ESTADO
EMBARGADO/APELANTE: TELEMAR NORTE LESTE S/A
REPRESENTANTE(S):
OAB 3210 - PEDRO BENTES PINHEIRO FILHO (ADVOGADO)
OAB 4670 - LUIS OTAVIO LOBO PAIVA RODRIGUES (ADVOGADO)
OAB 12436 - ANDREZA NAZARE CORREA RIBEIRO (ADVOGADO)
OAB 11897 - GLEIDSON GONCALVES PANTOJA (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MANOEL SANTINO NASCIMENTO JUNIOR
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

70 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE REDENÇÃO (0001765-


95.2009.8.14.0045)
PROCESSO ANTIGO: 201330313333
EMBARGANTE/APELANTE: MUNICIPIO DE REDENCAO
REPRESENTANTE(S):
WALTEIR GOMES REZENDE - PROC. JURIDICO (ADVOGADO)
EMBARGADO/APELADO: ANTONIO SOARES DOS REIS
REPRESENTANTE(S):
OAB 12141 - CASSILENE PEREIRA MILHOMEM (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA DA CONCEICAO DE MATTOS SOUSA
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN
199
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71 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE SENADOR JOSÉ


PORFÍRIO (0075663-86.2015.8.14.0058)
EMBARGANTE/APELANTE: NORTE ENERGIA S.A
REPRESENTANTE(S):
OAB 11260 - MARCELO AUGUSTO TEIXEIRA DE BRITO NOBRE (ADVOGADO)
OAB 9232 - ARLEN PINTO MOREIRA (ADVOGADO)
EMBARGADO/APELADO: MUNICIPIO DE SENADOR JOSE PORFIRIO
REPRESENTANTE(S):
OAB 4420 - UBIACI PIRES DE FARIA (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: NELSON PEREIRA MEDRADO
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

72 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE SANTARÉM (0007346-


23.2009.8.14.0051)
PROCESSO ANTIGO: 201330094925
EMBARGANTE/APELANTE/APELADO: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
RAFAEL F. ROLO - PROC. ESTADO (PROCURADOR(A))
EMBARGADO/APELADO/APELANTE: SILVANA MARIA CAMARGO SOARES
REPRESENTANTE(S):
OAB 14516 - ANDERSON DE OLIVEIRA SAMPAIO (ADVOGADO)
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

73 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0000826-


72.2009.8.14.0301)
EMBARGANTE/APELADO: CARTORIO DINIZ - 2º OFICIO DE NOTAS
REPRESENTANTE(S):
OAB 7257-B - CARLOS EDUARDO ALVES MENDONCA (ADVOGADO)
EMBARGADO/APELANTE: MUNICIPIO DE BELEM
REPRESENTANTE(S):
OAB 11138 - EVANDRO ANTUNES COSTA (ADVOGADO)
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

74 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0000305-


37.2011.8.14.0000)
PROCESSO ANTIGO: 201130105914
EMBARGANTE/APELANTE/APELADO: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 14990 - RAFAEL FELGUEIRAS ROLO (PROCURADOR(A))
EMBARGADO/APELANTE/APELADO: FRANCISCO RIBEIRO DOS SANTOS
REPRESENTANTE(S):
OAB 3233 - RAIMUNDO NIVALDO SANTOS DUARTE (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: ANA LOBATO PEREIRA
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

75 ¿ AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE SANTARÉM (0003007-


89.2014.8.14.0051)
AGRAVANTE/APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
200
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OAB 9381 - ANGELO DEMETRIUS DE A. CARRASCOSA (PROCURADOR(A))


AGRAVADO/APELADO: ALZENOR FRANCISCO JOSE DE OLIVEIRA
REPRESENTANTE(S):
OAB 15811 - DENNIS SILVA CAMPOS (ADVOGADO)
OAB 7617 - FABRICIO BACELAR MARINHO (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: ESTEVAM ALVES SAMPAIO FILHO
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

76 ¿ AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE MOJU (0000667-09.2012.8.14.0031)


AGRAVADO/APELADO: RAIMUNDO LIMA DA COSTA
REPRESENTANTE(S):
OAB 16670 - THIAGO VASCONCELOS MOURA (DEFENSOR)
AGRAVANTE/APELANTE: MUNICIPIO DE MOJU
REPRESENTANTE(S):
OAB 11687 - ALEXCEIA DO NASCIMENTO FERREIRA (ADVOGADO)
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

77 ¿ AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE CURRALINHO (0003289-


31.2014.8.14.0083)
AGRAVANTE/APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 17182 - GUSTAVO TAVARES MONTEIRO (PROCURADOR(A))
AGRAVADO/APELADO: JUSTIÇA PUBLICA
INTERESSADO: GUSTAVO LIMA BUENO
REPRESENTANTE(S):
OAB 21306 - GUSTAVO LIMA BUENO (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MANOEL SANTINO NASCIMENTO JUNIOR
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

78 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE ANANINDEUA (0012176-


12.2012.8.14.0006)
EMBARGANTE/APELANTE: MUNICIPIO DE ANANINDEUA
REPRESENTANTE(S):
OAB 19206 - DAVID REALE DA MOTA (PROCURADOR(A))
EMBARGADO/APELADO: FRANCISCO JOSE SAMPAIO
REPRESENTANTE(S):
OAB 8195 - WELLINGTON TEIXEIRA DE LIMA (ADVOGADO)
OAB 19210 - CASSIO CLAYSON LAMEIRA DA SILVA (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: HAMILTON NOGUEIRA SALAME
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

79 ¿ AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE SANTARÉM (0003995-


13.2014.8.14.0051)
AGRAVANTE/APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 14041 - ROBERTA HELENA BEZERRA DOREA (PROCURADOR(A))
OAB 12758 - RENATA SOUZA DOS SANTOS (ADVOGADO)
AGRAVADO/APELADO: VALDEMIR FIGUEIRA DE ANDRADE
REPRESENTANTE(S):
201
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OAB 15811 - DENNIS SILVA CAMPOS (ADVOGADO)


OAB 7617 - FABRICIO BACELAR MARINHO (ADVOGADO)
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

80 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE ITAITUBA (0003953-


45.2014.8.14.0024)
EMBARGADO/APELANTE/APELADO: JUDITH CABRAL FURTADO
REPRESENTANTE(S):
OAB 7810 - GILSON ANGELO MOTA FIGUEIRA (ADVOGADO)
EMBARGANTE/APELADO/APELANTE: MUNICIPIO DE ITAITUBA
REPRESENTANTE(S):
OAB 16403 - JOSE RICARDO MORAES DA SILVA (PROCURADOR(A))
OAB 9206 - MAILTON MARCELO SILVA FERREIRA (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: ESTEVAM ALVES SAMPAIO FILHO
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

81 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE ÓBIDOS (0000778-


93.2009.8.14.0035)
EMBARGADO/APELADO: EZEQUIEL VIANA DOS SANTOS
REPRESENTANTE(S):
OAB 13289 - PEDRO ROMUALDO DO AMARAL BRASIL (ADVOGADO)
EMBARGANTE/APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
GABRIELLA DINELLY RABELO MARECO (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: LEILA MARIA MARQUES DE MORAES
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

82 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0112571-


92.2015.8.14.0301)
EMBARGANTE/APELANTE: ELIZABETH PEREIRA RABELO MENDES
EMBARGANTE/APELANTE: DIANA HELENA MARIA DA SILVA OLIVEIRA
EMBARGANTE/APELANTE: ANGELA MARIA BARROS DA SILVA
EMBARGANTE/APELANTE: HENRIQUETA IRACY ALENCAR RODRIGUES CARDOSO
EMBARGANTE/APELANTE: THEREZINHA DIAS FONSECA
EMBARGANTE/APELANTE: NELMA SOCORRO ALVES DE OLIVEIRA
EMBARGANTE/APELANTE: LIEGE DE MORHY VIEIRA
REPRESENTANTE(S):
OAB 6286 - MARIO DAVID PRADO SA (ADVOGADO)
EMBARGADO/APELADO: IGEPREV INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO
PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 12858 - TENILI RAMOS PALHARES MEIRA (PROCURADOR(A))
EMBARGADO/APELADO: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 3569 - CELSO PIRES CASTELO BRANCO (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: RAIMUNDO DE MENDONCA RIBEIRO ALVES
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

83 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0000654-


202
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63.2009.8.14.0200)
PROCESSO ANTIGO: 201230132205
EMBARGANTE/APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
FERNANDA JORGE SEQUEIRA - PROC. ESTADO (ADVOGADO)
EMBARGADO/APELADO: MARCIO FILOCREAO BATISTA
EMBARGADO/APELADO: FRANCISCO ASSIS CORREA ROCHA
REPRESENTANTE(S):
OAB 13085 - MARIA CLAUDIA SILVA COSTA (ADVOGADO)
OAB 7985 - ROSANE BAGLIOLI DAMMSKI (ADVOGADO)
EMBARGADO/APELADO: MANOEL DE JESUS CALDAS MENEZES
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: LEILA MARIA MARQUES DE MORAES
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

84 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0006253-


05.2000.8.14.0301)
PROCESSO ANTIGO: 201330289295
EMBARGADO/APELANTE: ESTADO DO PARA FAZENDA PUBLICA ESTADUAL
REPRESENTANTE(S):
FABIO T F GOES - PROC. DO ESTADO

EMBARGANTE/APELADO: M S DA ROCHA COMERCIO


REPRESENTANTE(S):
RODRIGO AYAN DA SILVA - DEF. PUBLICO
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

85 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE CURRALINHO (0001043-


96.2013.8.14.0083)
PROCESSO ANTIGO: 201430039813
EMBARGANTE/APELANTE: MUNICIPIO DE CURRALINHO
REPRESENTANTE(S):
SEVERA R. MAIA DE FREITAS - PROC. MUNICIPIO
EMBARGADO/APELADO: JOSIAS RODRIGUES FARIAS
REPRESENTANTE(S):
FLAVIO CESAR CANCELA FERREIRA - DEF. PUBLICO
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: RAIMUNDO DE MENDONCA RIBEIRO ALVES
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

86 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0064876-19.2009.8.14.0301)


PROCESSO ANTIGO: 201330043815
APELANTE: ROSILENE PIMENTEL RIBEIRO
REPRESENTANTE(S):
GERMANA SERRA DE FREITAS BARROS - DEF. PUB. (ADVOGADO)
APELADO: PHONESERV RECEBIVEIS LTDA
REPRESENTANTE(S):
OAB 3701 - CLODOMIR ASSIS ARAUJO (ADVOGADO)
APELANTE: MARIA JOSE VASCONCELOS
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: ESTEVAM ALVES SAMPAIO FILHO
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN
203
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

87 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE PARAUAPEBAS (0007191-24.2014.8.14.0040)


APELANTE: MARIA LUZINEIDE DE CASTRO XIMENES
REPRESENTANTE(S):
OAB 17179-B - DEMETRIUS REBESSI (DEFENSOR)
DEFENSORIA PUBLICA (DEFENSOR)
APELADO: MUNICIPIO DE PARAUAPEBAS
REPRESENTANTE(S):
OAB 10609 - JAIR ALVES ROCHA (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: LEILA MARIA MARQUES DE MORAES
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

88 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE OURÉM (0001924-14.2013.8.14.0038)


APELANTE/APELADO: ELIZABETE MARIA DA SILVA
REPRESENTANTE(S):
OAB 16804 - MAXIMILIANO DE ARAUJO COSTA (ADVOGADO)
APELADO/APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 17658 - CAMILA FARINHA VELASCO DOS SANTOS (PROCURADOR(A))
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

89 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0007131-64.2004.8.14.0301)


PROCESSO ANTIGO: 201230022050
APELANTE: INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA - IGEPREV
REPRESENTANTE(S):
VAGNER ANDREI TEIXEIRA LIMA - PROC. AUTARQUICO (ADVOGADO)
APELADO: FRANCISCA PASTANA DAS NEVES
REPRESENTANTE(S):
OAB 8045 - VICTOR TADEU DE SOUZA DIAS (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA DA CONCEICAO DE MATTOS SOUSA
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

90 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE ANANINDEUA (0045485-19.2015.8.14.0006)


APELANTE: H. S. M. S.
REPRESENTANTE(S):
OAB 15685 - GEICE KELLE FERNANDES RAMALHO (ADVOGADO)
APELADO: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
PATRICIA DE FATIMA DE CARVALHO ARAUJO (PROMOTOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: ROSA MARIA RODRIGUES CARVALHO
RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

91 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE SANTARÉM (0009017-


86.2013.8.14.0051)
EMBARGANTE/APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 24815-B - MAÍRA MUTTI ARAUJO (PROCURADOR(A))
EMBARGADO/APELADO: AUGUSTO RILER DE AMORIM LOPES
REPRESENTANTE(S):
OAB 15811 - DENNIS SILVA CAMPOS (ADVOGADO)
204
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA DA CONCEICAO GOMES DE SOUZA


RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

92 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE SANTARÉM (0000822-


96.2012.8.14.0003)
EMBARGADO/APELADO: AMILTON DA MOTA SANTOS
REPRESENTANTE(S):
OAB 10138 - ALEXANDRE SCHERER (ADVOGADO)
EMBARGANTE/APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 24815-B - MAÍRA MUTTI ARAUJO (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: ANTONIO EDUARDO BARLETA DE ALMEIDA
RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

93 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE SANTARÉM (0002338-


70.2013.8.14.0051)
EMBARGANTE/APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 8499 - ARTEMIO MARCOS DAMASCENO FERREIRA (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DO ESTADO: WENDEL NOBRE PINTO BARRETO
EMBARGADO/APELADO: ALDO SOUSA DE LIMA
REPRESENTANTE(S):
OAB 8038 - JOSE WILSON DA SILVA CRUZ (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIZA MACHADO DA SILVA LIMA
RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

94 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE SANTARÉM (0010200-


54.2011.8.14.0051)
EMBARGADO/APELADO: VALDIR BERINO DA COSTA
REPRESENTANTE(S):
OAB 13795 - ROGERIO CORREA BORGES (ADVOGADO)
EMBARGANTE/APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 18631 - GISLENO AUGUSTO COSTA DA CRUZ (PROCURADOR(A))
RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

95 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE SANTARÉM (0009669-90.2011.8.14.0051)


PROCESSO ANTIGO: 201230181476
APELADO: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
JAIR MAROCCO - PROC. DO ESTADO (ADVOGADO)
APELANTE: EURIDICE LARANJEIRA ALVES DE SOUSA
REPRESENTANTE(S):
OAB 9963 - ELCY NUBIA ALVES PEDREIRO (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: ANA LOBATO PEREIRA
RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA
205
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

96 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0063220-58.2012.8.14.0301)


APELADO: RAIMUNDO NONATO LEAL DA SILVA
APELADO: LUCIENE GONCALVES SANTANA BARROSO
REPRESENTANTE(S):
OAB 17397 - ANA BEATRIZ CONDURU COSTA (ADVOGADO)
OAB 19563 - RONNAN RERYON LIMA NASCIMENTO (ADVOGADO)
APELADO: ELEN SANDRA MESQUITA DE MELO
APELADO: ROSILENA DO SOCORRO DE OLIVEIRA GOMES
REPRESENTANTE(S):
OAB 12728 - CARLOS FELIPE BAIDEK (ADVOGADO)
OAB 12727 - HUGO PINTO BARROSO (ADVOGADO)
OAB 17397 - ANA BEATRIZ CONDURU COSTA (ADVOGADO)
OAB 23183 - RAFAEL DO VALE QUADROS (ADVOGADO)
APELANTE: MUNICIPIO DE BELEM
REPRESENTANTE(S):
OAB 3673 - IRLANA RITA DE CARVALHO CHAVES RODRIGUES (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: ESTEVAM ALVES SAMPAIO FILHO
RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

97 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE CHAVES (0003606-36.2014.8.14.0016)


APELANTE: A DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 16516-B - HELIO PAULO SANTOS FURTADO (DEFENSOR)
APELADO: MUNICIPIO DE CHAVES
REPRESENTANTE(S):
OAB 13444 - LUCIANO DOS SANTOS (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MANOEL SANTINO NASCIMENTO JUNIOR
RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

98 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE TUCURUÍ (0002340-59.2011.8.14.0061)


PROCESSO ANTIGO: 201430203210
APELANTE: MUNICIPIO DE TUCURUI - PREFEITURA MUNICIPAL
REPRESENTANTE(S):
IDALENE MARIA BARROSO BARBOSA - PROC. JURIDICA (ADVOGADO)
APELADO: P SALES DE MENEZES ME
REPRESENTANTE(S):
OAB 9104-B - ARI PENA (ADVOGADO)
TARZILIO MOREIRA DE OLIVEIRA (OBSERVACAO)
RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

99 ¿ AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0086488-10.2013.8.14.0301)


AGRAVADO/APELANTE: PAULO SERGIO DE SOUZA CASTRO
REPRESENTANTE(S):
OAB 3697 - JAIME COMECANHA BALESTEROS FILHO (ADVOGADO)
OAB 11083 - ALEX RAMOS COMECANHA (ADVOGADO)
AGRAVANTE/APELADO: INSTITUTO DE TERRAS DO PARA - ITERPA
REPRESENTANTE(S):
RENATO NUNES VALLE (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIA TÉRCIA ÁVILA BASTOS DOS SANTOS
RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA
206
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

100 ¿ EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0001880-


40.2009.8.14.0301)
EMBARGANTE/APELANTE: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
OAB 5962 - JOSE RUBENS BARREIROS DE LEAO (PROCURADOR(A))
EMBARGADO/APELADO: REGINALDO MOREIRA DOS SANTOS
REPRESENTANTE(S):
OAB 11494 - FERNANDA FARINHA AYRES (OBSERVACAO)
OAB 10883 - FLORINDO ANTONIO DE CARVALHO AYRES (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: ESTEVAM ALVES SAMPAIO FILHO
RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA

101 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0023084-82.2013.8.14.0301)


APELANTE: HILTON JOSE LIMA FERREIRA
APELANTE: RAIMUNDO MAX DUTRA
APELANTE: ELIELSON SANTOS COSTA
APELANTE: ARLETE BARROS SILVA
APELANTE: ISAURA DO SOCORRO BRAGA DE SOUSA
APELANTE: SOUVENIR RODRIGUES PANTOJA
APELANTE: MARIA DE FATIMA DE OLIVEIRA MONTEIRO
APELANTE: BENEDITA DO SOCORRO MARTINS MEIRELES
APELANTE: LUIZ ALBERTO DE OLIVEIRA CUNHA
APELANTE: MARIA IZABEL TAVARES DE LIMA COSTA
REPRESENTANTE(S):
OAB 3887 - ANGELA DA CONCEICAO SOCORRO MOURAO PALHETA (ADVOGADO)
OAB 5273 - JADER NILSON DA LUZ DIAS (ADVOGADO)
APELADO: GOVERNO DO ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
FABIOLA DE MELO SIEMS (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: WALDIR MACIEIRA DA COSTA FILHO
RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA

102 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE ABAETETUBA (0000290-94.2010.8.14.0070)


APELANTE: MUNICIPIO DE ABAETETUBA
REPRESENTANTE(S):
THIAGO RIBEIRO MAUES (PROCURADOR(A))
APELADO: DILMA FERREIRA DA SILVA
APELADO: LIA MARIA BONNETERRE PEREIRA
APELADO: MARIA GORETI DA LUZ FERREIRA
APELADO: MARIA DA GLORIA FONSECA DA SILVA
REPRESENTANTE(S):
OAB 12598 - PAULO HENRIQUE MENEZES CORREA JUNIOR (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: ESTEVAM ALVES SAMPAIO FILHO
RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA

103 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE ALMEIRIM (0000773-28.2007.8.14.0004)


APELANTE: MUNICIPIO DE ALMEIRIM-PREFEITURA MUNICIPAL
REPRESENTANTE(S):
OAB 14671 - JOSE FERNANDO SANTOS DOS SANTOS (PROCURADOR(A))
207
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

APELADO: ANESIA BARBOSA DUARTE


REPRESENTANTE(S):
OAB 10185 - ANTONIO DOS SANTOS PAES (ADVOGADO)
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: RAIMUNDO DE MENDONCA RIBEIRO ALVES
RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA

104 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0001307-37.2011.8.14.0301)


APELADO: JORGE BENEDITO DAVID GONCALVES
REPRESENTANTE(S):
OAB 15692 - BRENDA DA SILVA ASSIS ARAUJO (ADVOGADO)
OAB 14654 - ADALBERTO DE ANDRADE RAMOS (ADVOGADO)
APELANTE: IGEPREV INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
MILENE CARDOSO FERREIRA (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MANOEL SANTINO NASCIMENTO JUNIOR
RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA

105 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE BELÉM (0039426-42.2011.8.14.0301)


APELANTE: ENILDO SARAIVA DAS CHAGAS
APELANTE: JOSE MARIA SANTAREM FERREIRA
APELANTE: MARIA SILVA SANTOS
APELANTE: HELEN CRISTINA SANTOS TRINDADE
APELANTE: JOSELIA DE CASSIA SARAIVA NEGRAO
APELANTE: AILTON MARANHAO NEGRAO
APELANTE: CECILIA DOS SANTOS ARAUJO
APELANTE: MARIA EUNICE FERREIRA
APELANTE: ANA LUCIA LOPES DA SILVA
APELANTE: MARIA JOSE DA SILVA BRAGA
REPRESENTANTE(S):
OAB 5273 - JADER NILSON DA LUZ DIAS (ADVOGADO)
OAB 3887 - ANGELA DA CONCEICAO SOCORRO MOURAO PALHETA (ADVOGADO)
APELADO: ESTADO DO PARA
REPRESENTANTE(S):
SERGIO OLIVA REIS (PROCURADOR(A))
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: MARIZA MACHADO DA SILVA LIMA
RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA

106 - APELAÇÃO CÍVEL - COMARCA DE CACHOEIRA DO ARARI (0000008-94.2011.8.14.0011)


APELANTE: RAIMUNDO AFONSO VIANA CUNHA JUNIOR
REPRESENTANTE(S):
OAB 4839 - JAIME DA SILVA BARBOSA (ADVOGADO)
APELADO: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA
PROMOTOR(A): LUCIANA VASCONCELOS MAZZA
PROCURADOR(A) DE JUSTICA: LEILA MARIA MARQUES DE MORAES
RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA

PROCESSO JUDICIAL ELETRÔNICO ¿ PJE

1- PROCESSO: 0800872-25.2017.8.14.0000
208
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

CLASSE JUDICIAL: AGRAVO DE INSTRUMENTO

RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

AGRAVANTE: MUNICÍPIO DE BELÉM

PROCURADORIA: PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO - PGM JUDICIAL

AGRAVADO: RAYANE FARIAS MOTA

DEFENSORIA: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PARÁ

AUTORIDADE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADOR: MARIA DA CONCEICAO GOMES DE SOUZA

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

2- PROCESSO: 0803337-70.2018.8.14.0000

CLASSE JUDICIAL: AGRAVO DE INSTRUMENTO

RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

AGRAVANTE: ESTADO DO PARÁ

PROCURADOR: MAHIRA GUEDES PAIVA BARROS (OAB: 011146-PA)

PROCURADORIA: PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DO PARÁ

PROCURADOR: TATIANA CHAMON ASSUNPCAO SELIGMANN

PROCURADORIA: PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DO PARÁ

AGRAVADO: MANOEL CHAGAS DOS SANTOS

ADVOGADO: DENIZE MELO DA SILVA (OAB: 20843-PA)

AUTORIDADE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADOR: TEREZA CRISTINA BARATA BATISTA DE LIMA

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

3- PROCESSO: 0800043-10.2018.8.14.0000

CLASSE JUDICIAL: AGRAVO DE INSTRUMENTO

RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

AGRAVANTE: INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA


209
TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

PROCURADOR: VAGNER ANDREI TEIXEIRA LIMA (OAB: 011273-PA)

PROCURADORIA: INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA

AGRAVADO: ALUIZIO GUILHERME SACRAMENTO SOUSA

ADVOGADO: IVONE SILVA DA COSTA LEITAO

AUTORIDADE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADOR: MANOEL SANTINO NASCIMENTO JUNIOR

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

4- PROCESSO: 0801334-79.2017.8.14.0000

CLASSE JUDICIAL: AGRAVO DE INSTRUMENTO

RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA

AGRAVANTE: ESTADO DO PARÁ

PROCURADORIA: PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DO PARÁ

AGRAVADO: CICERA MARTINS ANTUNES FONSECA

ADVOGADO: JOSE RONALDO DIAS CAMPOS

ADVOGADO: NATALIA COSTA BEZERRA DOS SANTOS (OAB: 22760-B-PA)

ADVOGADO: TAMARA NASCIMENTO CAMPOS (OAB: 2330300A-PA)

AUTORIDADE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADOR: MARIZA MACHADO DA SILVA LIMA

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

5- PROCESSO: 0801694-14.2017.8.14.0000

CLASSE JUDICIAL: AGRAVO DE INSTRUMENTO

RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA

AGRAVANTE: CRECHE-CASA LAR CORDEIRINHOS DE DEUS

ADVOGADO: FRANCISCO CLEANS ALMEIDA BOMFIM

ADVOGADO: SUENA CARVALHO MOURAO

AGRAVANTE: NOEMI DE LIMA RODRIGUES


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

ADVOGADO: FRANCISCO CLEANS ALMEIDA BOMFIM

ADVOGADO: SUENA CARVALHO MOURAO

AGRAVADO: MUNICIPIO DE BELEM

PROCURADORIA: PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO - PGM JUDICIAL

AUTORIDADE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADOR: MARIZA MACHADO DA SILVA LIMA

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

6- PROCESSO: 0049371-95.2015.8.14.0953

CLASSE JUDICIAL: REMESSA NECESSÁRIA

RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA

SENTENCIANTE: JUIZO DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE ANANINDEUA

SENTENCIADO: CARLOS ALBERTO DO CARMO

SENTENCIADO: MURILO DA SILVA LUSO

DEFENSORIA: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PARÁ

SENTENCIADO: SUPERINTENDENCIA DO SISTEMA PENITENCIARIO DO ESTADO DO PARA

PROCURADOR: ELTON DA COSTA FERREIRA

PROCURADORIA: PROCURADORIA JURÍDICA DA SUSIPE-PA

AUTORIDADE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADOR: MANOEL SANTINO NASCIMENTO JUNIOR

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

7- PROCESSO: 0011599-51.2014.8.14.0301

CLASSE JUDICIAL: APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA

RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

APELANTE: INSTITUTO DE PREVIDENCIA E ASSISTENCIA DO MUNICIPIO DE BELEM

PROCURADORIA: PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO - PGM JUDICIAL

APELADO: ANA GLEIZE PIRES CAVALCANTE


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

ADVOGADO: ELIELSON NAZARENO CARDOSO DE SOUZA

APELADO: ELAINE DO SOCORRO SOUZA MELO

ADVOGADO: ELIELSON NAZARENO CARDOSO DE SOUZA

APELADO: FABRICIO MORAES PEREIRA

ADVOGADO: ELIELSON NAZARENO CARDOSO DE SOUZA

8- PROCESSO: 0045076-65.2014.8.14.0301

CLASSE JUDICIAL: APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA

RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

APELANTE: INSTITUTO DE PREVIDENCIA E ASSISTENCIA DO MUNICIPIO DE BELEM

PROCURADORIA: PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO - PGM JUDICIAL

APELADO: LIGIA RODRIGUES DA SILVA

ADVOGADO: ELIELSON NAZARENO CARDOSO DE SOUZA

9- PROCESSO: 0035230-12.2008.8.14.0301

CLASSE JUDICIAL: APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA

RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA

APELANTE: DEPARTAMENTO DE TRANSITO DO ESTADO DO PARA

PROCURADORIA: PROCURADORIA JURÍDICA DO DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO


PARÁ

APELANTE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

APELADO: ROSIVALDO OLIVEIRA DE SOUSA

ADVOGADO: RENATO CESAR VIEIRA DA SILVA (OAB: 5629000A-PA)

AUTORIDADE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADOR: ROSA MARIA RODRIGUES CARVALHO

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

10- PROCESSO: 0803630-56.2017.8.14.0006

CLASSE JUDICIAL: APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA

APELANTE: ESTADO DO PARÁ

PROCURADORIA: PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DO PARÁ

APELADO: SILVIA LETICIA RIBEIRO TAVARES

DEFENSORIA: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PARÁ

AUTORIDADE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADOR: MARIZA MACHADO DA SILVA LIMA

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

11- PROCESSO: 0017688-92.2017.8.14.0040

CLASSE JUDICIAL: APELAÇÃO

RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

APELANTE: L. G. N. D.

DEFENSORIA: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PARÁ

APELADO: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADOR: MARIA DA CONCEICAO GOMES DE SOUZA

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

12- PROCESSO: 0810856-15.2017.8.14.0006

CLASSE JUDICIAL: APELAÇÃO

RELATOR(A): DES(A). ROBERTO GONCALVES DE MOURA

APELANTE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

APELADO: R. E. D. S. D. R.

DEFENSORIA: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PARÁ

AUTORIDADE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADOR: ESTEVAM ALVES SAMPAIO FILHO


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

TERCEIRO INTERESSADO: J. E. D. S.

TERCEIRO INTERESSADO: U. D. C. T. F.

13- PROCESSO: 0012887-72.2017.8.14.0028

CLASSE JUDICIAL: APELAÇÃO

RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

APELANTE: ESTADO DO PARA

PROCURADORIA: PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DO PARÁ

APELADO: RAIMUNDO CARNEIRO DE MORAES

DEFENSORIA: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PARÁ

TERCEIRO INTERESSADO: MUNICIPIO DE MARABÁ

PROCURADORIA: PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO DE MARABÁ

14- PROCESSO: 0005491-56.2013.8.14.0037

CLASSE JUDICIAL: APELAÇÃO

RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

APELANTE: ALDERLAN CORREA DO NASCIMENTO

ADVOGADO: DENNIS SILVA CAMPOS

APELADO: ESTADO DO PARÁ

PROCURADORIA: PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DO PARÁ

15- PROCESSO: 0015849-69.2006.8.14.0301

CLASSE JUDICIAL: APELAÇÃO

RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

APELANTE: SUPERINTENDENCIA EXECUTIVA DE MOBILIDADE URBANA DE BELEM

PROCURADORIA: SUPERINTENDÊNCIA EXECUTIVA DE MOBILIDADE URBANA DE BELÉM - SEMOB

APELADO: RAIMUNDO NICOLAU NERES SANTANA

ADVOGADO: JOSE ALIRIO PALHETA ALVES (OAB: 1038200A-PA)


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

16- PROCESSO: 0017514-73.2010.8.14.0301

CLASSE JUDICIAL: APELAÇÃO

RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

APELANTE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

APELADO: FUNDACAO SANTA CASA DE MISERICORDIA DO PARA

PROCURADORIA: PROCURADORIA DA FUNDAÇÃO SANTA CASA DE MISERCÓRDIA DO PARÁ -

FSCMPA

INTERESSADO: MARIA BENEDITA DE CASTRO CONTE

ADVOGADO: ELTON JHONES DE SOUZA

17- PROCESSO: 0007080-70.2015.8.14.0051

CLASSE JUDICIAL: APELAÇÃO

RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

APELANTE: MUNICIPIO DE SANTAREM

PROCURADORIA: PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTARÉM

APELADO: JOSE FERREIRA DE FREITAS

ADVOGADO: RAIMUNDO NIVALDO SANTOS DUARTE

18- PROCESSO: 0030951-29.2013.8.14.0301

CLASSE JUDICIAL: APELAÇÃO

RELATOR(A): DES(A). MARIA ELVINA GEMAQUE TAVEIRA

APELANTE: SANDRA DE OLIVEIRA PEREIRA BEZERRA

ADVOGADO: MARIO DAVID PRADO SA

APELADO: ESTADO DO PARA

PROCURADORIA: PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DO PARÁ

APELADO: INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA

PROCURADORIA: INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

AUTORIDADE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADOR: ESTEVAM ALVES SAMPAIO FILHO

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

19- PROCESSO: 0037186-80.2011.8.14.0301

CLASSE JUDICIAL: APELAÇÃO

RELATOR(A): DES(A). EZILDA PASTANA MUTRAN

APELANTE: ESTADO DO PARÁ

PROCURADORIA: PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DO PARÁ

APELADO: CERPA - CERVEJARIA PARAENSE S/A

ADVOGADO: LUCIANA CAOLO DOS SANTOS BUENO (OAB: 167470-SP)

AUTORIDADE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADOR: MARIA DO SOCORRO PAMPLONA LOBATO

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

20- PROCESSO: 0032265-44.2012.8.14.0301

CLASSE JUDICIAL: APELAÇÃO

RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA

APELANTE: MARIA ISAILDA RODRIGUES DE OLIVEIRA

DEFENSORIA: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PARÁ

APELADO: INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA

PROCURADORIA: INSTITUTO DE GESTAO PREVIDENCIARIA DO ESTADO DO PARA

AUTORIDADE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADOR: MARIA DO SOCORRO PAMPLONA LOBATO

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

21- PROCESSO: 0004745-16.2013.8.14.0062

CLASSE JUDICIAL: APELAÇÃO

RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

APELANTE: MUNICIPIO DE TUCUMA

ADVOGADO: JACKSON PIRES CASTRO (OAB: 2076400A-DF)

PROCURADORIA: PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO DE TUCUMÃ

APELADO: MARIA ALICE SCHORR KUNTZ

ADVOGADO: ELIGEANE GONCALVES DINIZ (OAB: 23404-B-PA)

ADVOGADO: FERNANDO MENEZES DE OLIVEIRA

AUTORIDADE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADOR: MARIA DA CONCEICAO GOMES DE SOUZA

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

22- PROCESSO: 0000382-31.2000.8.14.0045

CLASSE JUDICIAL: APELAÇÃO

RELATOR(A): DES(A). ROSILEIDE MARIA DA COSTA CUNHA

APELANTE: ESTADO DO PARA

PROCURADORIA: PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DO PARÁ

APELADO: G J SIQUEIRA

AUTORIDADE: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA

PROCURADOR: NELSON PEREIRA MEDRADO

PROCURADORIA: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO PARA


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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

SEÇÃO DE DIREITO PENAL

A Secretária da Seção de Direito Penal, Maria de Nazaré Carvalho Franco, faz públicas as decisões
exaradas nos seguintes termos:

PROCESSO: 00069911420188140125 PROCESSO ANTIGO: ---


MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): RONALDO MARQUES VALLE Ação: Conflito de
Jurisdição em: 28/11/2018---SUSCITANTE:JUIZ DE DIREITO DA VARA UNICA DA COMARCA DE SAO
GERALDO DO ARAGUAIA PA SUSCITADO:JUIZ DE DIREITO DA VARA UNICA DA COMARCA DE SAO
DOMINGOS DO ARAGUAIAPA. AUTOS DE CONFLITO DE COMPETÊNCIA ÓRGÃO JULGADOR:
SEÇÃO DE DIREITO PENAL PROCESSO Nº 0006991-14.2018.8.14.0125 SUSCITANTE: JUIZ DE
DIREITO DA VARA ÚNICA DA COMARCA DE SÃO GERALDO DO ARAGUAIA SUSCITADO: JUIZ DE
DIREITO DA VARA ÚNICA DA COMARCA DE SÃO DOMINGOS DO ARAGUAIA RELATOR: DES.
RONALDO MARQUES VALLE R.H., Vistos etc. Em virtude de já haver nos
autos apenas a manifestação do juízo suscitante, determino o encaminhamento do presente feito ao juízo
suscitado para manifestação, e após à Procuradoria Geral de Justiça, para exame e emissão de
parecer. Cumprida as determinações acima, retornem-me conclusos. À Secretaria
para providências. Belém (PA), 28 de novembro de 2018. Des.or RONALDO MARQUES VALLE Relator

PROCESSO: 00008503920138140000 PROCESSO ANTIGO: 201330268281


MAGISTRADO(A)/RELATOR(A)/SERVENTUÁRIO(A): MAIRTON MARQUES CARNEIRO Ação: Crimes
de Calúnia, Injúria e Difamação de Competência d em: 29/11/2018---QUERELANTE:FABIO GUIMARAES
LIMA DEF PUBLICO Representante(s): OAB 23183 - RAFAEL DO VALE QUADROS (ADVOGADO)
EDUARDO IMBIRIBA DE CASTRO (ADVOGADO) QUERELADO:ALEX MOTA NORONHA - DEF.
PUBLICO Representante(s): CESAR RAMOS DA COSTA (ADVOGADO) . QUEIXA CRIME Nº: 0000850-
39.2013.814.0000. QUERELANTE: FÁBIO GUIMARÃES LIMA (ADV. RAFAEL DO VALE QUADROS).
QUERELADO: ALEX MOTA NORONHA (ADV. CESAR RAMOS DA COSTA). RELATOR: DES. MAIRTON
MARQUES CARNEIRO. DECISAO MONOCRÁTICA Trata-se de queixa-crime ofertada
por FÁBIO GUIMARÃES LIMA em desfavor de ALEX MOTA NORONHA, pugnando o primeiro pela
condenação do segundo pela prática dos crimes previstos nos artigos 138 e 140 (calúnia e injúria), com
causa de aumento alocada no art. 141, III, todos do CPB. Juntou aos autos os documentos de
fls. 15/30. Em 15/10/2013 foi determinada a citação pessoal do querelado/paciente; a
notificação do Defensor Público Geral e a realização de audiência preliminar de conciliação nos termos da
Lei nº 9.099/95. Foi apresentada defesa preliminar pelo querelado alegando, em apertada
síntese, preliminar de nulidade parcial de ato processual e atipicidade dos fatos narrados na peça
acusatória em 31/10/2013. O Juízo, no decisório de fl.51, não entendeu ser caso de absolvição
sumária na forma do art. 397, CPP e não acolheu o pleito concernente a necessidade de presidir
pessoalmente as audiências, por não entender haver violação do dispositivo do art. 161 da Constituição
Estadual. Em 28/04/2014, ocorreu audiência de conciliação, a qual restou frustrada tendo em
vista o desinteresse do querelante na referida conciliação. Em parecer Ministerial de fls. 84/87,
a Douta Procuradoria se manifestou pelo recebimento da queixa-crime e, consequentemente, deflagração
da persecução criminal. As então Câmaras Criminais Reunidas deste Tribunal (atual Seção de
Direito Penal) decidiram, nas fls. 93/96 em sessão, pelo recebimento da queixa-crime e oferecimento da
proposta de suspensão condicional do processo pelo querelante, em 21/03/2016. Fora oposto
embargos de declaração em 24/03/2016, os quais foram rejeitados na sessão do dia
04/04/2016. Por meio de petitório datado de 29/04/2016 (fls. 118/120), o querelante se
manifestou no sentido de oferecimento de suspensão condicional do processo. Em 04/05/2016
(fl.125), este Desembargador, por meio de despacho, determinou a delegação de poderes ao magistrado
de 1º grau para que presidisse audiência de oferecimento da proposta de suspensão condicional do
processo. Na fl. 137 consta termo de audiência realizada em 04/08/2018, presidida pelo Juízo a
quo, tendo sido feita a proposta de suspensão condicional do processo ao querelado pelo período de dois
anos, nos termos do art. 89 da Lei nº. 9.099/95, mediante o cumprimento das condições previstas no
referenciado dispositivo: ¿Comparecimento pessoal e obrigatório ao juízo, mensalmente, até o 5º dia útil
do mês para informar e justificar suas atividades e comunicar a mudança de endereço na VEPMA. Ao
querelado foi esclarecido que o benefício será revogado se no curso do prazo da suspensão vier a ser
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TJPA - DIÁRIO DA JUSTIÇA - Edição nº 6555/2018 - Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

processado por outro crime ou contravenção, ou descumprir quaisquer das condições. Foi informado ainda
que e